quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

CRÍTICA: SE EU FOSSE VOCÊ 2 / Mostruário do machismo

Gloria no corpo de Tony faz o que as mulheres sabem fazer: gastar e passear em shopping.

Se eu Fosse Você 2 é o pesadelo de toda feminista que luta pela abolição dos estereótipos de gênero (sabe, supor que mulher gosta de rosa, homem de azul; que mulher é frágil, homem é forte etc etc). Não que ele seja o único pesadelo. Parece que tantos filmes e outras produções culturais são feitas pra reforçar esses clichês de que mulher é assim, homem é assado, que não tem nem mais graça. Minha mente se encarregou de apagar tudo do primeiro filme, mas pelo jeito é o mesmo do segundo: Tony Ramos e Gloria Pires são marido e esposa que, sem nenhuma explicação convincente, trocam de sexo. Tony se aprisiona no corpo de Gloria e vice versa, mais ou menos como acontece com o Steve Martin em Um Espírito Baixou em Mim. O que se segue é um bando de chiste do Tony agindo afeminadamente e nos lembrando como homofobia e machismo sempre caminham juntos.
Um dos maiores problemas é que vemos um pouquinho, uns quinze minutos, do Tony e da Gloria nos seus corpos usuais, e eles não são estereótipos tão exagerados. Gloria só vira mulherzinha frágil, tonta e indefesa quando vai pro corpo do Tony. Tony só se transforma num grosseirão autoritário quando está no corpo de Gloria. Se eles não capricham nos clichês, a comédia não existe. E a platéia é cúmplice em gargalhar de gagues ultrapassadas. Riu pra valer do Tony jogando futebol (tá no trailer), tentando encontrar um banheiro, e sendo cantado pelo professor de ginástica. Mas mesmo um público muito complacente com essas bobeiras deu uma leve engasgada quando Tony e Gloria discutem um eventual divórcio. Tony no corpo de Gloria decreta, sem ironia, que ela vai receber “apenas” 4 mil reais por mês de pensão, e que a maior parte da população brasileira consegue se virar com essa mixaria. Dê sua engasgada também se você acha que com 4 mil por mês dá pra levar um vidão. Eu fico só imaginando como devem ser essas reuniões entre roteristas da Globo e o diretor Daniel Filho. Alguém diz: “Então vamos fazer ela sobreviver com uma pensão de dez mil reais e...”. Outro: “Dez mil? Pode parecer muito pra alguns espectadores. Vamos reduzir um pouco”. “Tá, então vamos dizer dois mil”. “Dois mil? Você tá louco? Aí também não! Temos de ser realistas! Ninguém vive com isso!”. Então um grupo que ganha mais do que merece fixa um valor que não tem nenhuma conexão com a realidade.
E pra mostrar como capitalismo e machismo estão interligados, os homens de Se eu Fosse têm profissões. O Tony é dono de uma agência de propaganda, o Chico Anysio, que eu odeio com todas as forças (sempre odiei, antes d'ele se casar com a Zélia Cardoso de Melo, ministra do Collor) é um construtor milionário, o filho dele é botânico, e há alguns advogados. Enquanto isso, a Gloria não trabalha, a filha adolescente da Gloria vai acompanhar o botânico pra onde ele for, a mulher do construtor, Maria Luisa Mendonça, acha que homem serve pra fornecer cartão de crédito, e por aí vai. Como as mulheres do filme não têm a menor ambição, elas passam seus dias comprando roupa e planejando casamentos. A gente vê a diferença quando a filhinha conta que está grávida. A mãe fica feliz e radiante, já que esse é o destino de toda mulher - ter filhos e cuidar deles, e tanto faz se a filha se casa com 25 ou com 16 anos -, e o pai se revolta. Não porque a filha é muito nova, mas porque ele imaginava que ela fosse virgem. Lindo, não?
O filme incentiva a gravidez na adolescência (algumas semelhanças com Juno). A gente não sabe ao certo quantos anos tem a menina (o rapaz tem 22), mas ela parece ser tão jovem quanto péssima atriz (veja a cena em que ela chora ao conversar com a mãe. O público engasgou nesse momento também. É de deixar qualquer um boquiaberto, sério). Os pais do noivo, também felizes e radiantes com a notícia da gravidez, vão dar ao jovem casal logo duas casas, uma no campo, outra na cidade. Eles não querem nem ouvir falar de aborto, já que são católicos, anuncia o patriarca. E os pais da noiva vão chorar comovidos no casório que, como manda a tradição - e o filme está aí pra reiterar todas as tradições - eles têm que pagar. Já não é uma herança machista que o pai da noiva pague o casamento? Por que será que isso acontece? É porque o pai precisa agradecer que algum homem vai cuidar da filha, pois destino de mulher direita é esse, passar das mãos do pai pras mãos do marido, sem intermediários. Se eu Fosse Você 2 é um filme do século retrasado (e vem aí outra sequência). Que o público goste tanto dessa baboseira mostra o quanto ainda precisamos percorrer pra criar uma sociedade igualitária.

62 comentários:

Pablito disse...

ets.. vc salvou minha vida! EU ja nao tinha vontade alguma de assistir a esse filme. Agora, então, depois disso tudo que vc disse, é que eu não vou perder meu tempo mesmo. Piada repetida é a coisa mais chata desse mundo... e sendo preconceituosa ainda, é de matar qualquer esperança que a humanidade tem jeito.

Pablito again! disse...

ets = Lolets... sorry!

Giovanni Gouveia disse...

A garota que faz a filha do casal até alguns anos era banguela e fantasiava-se de Emília, no remake de Sítio do Picapau Amarelo.
Não assisto filmes da Globo Filme no cinema nem com reza forte. Primeiro que são péssimas produções, segundo que em seis meses estarão na telinha da globo, de graça (respondendo uma pergunta feita há algum tempo, Lola, entrada de cinema aqui é 16 "reaus" inteira e 8 "reaus" meia...)
Sobre os 4 mil "reaus", quem tem renda familiar acima de 10 salários mínimos (R$4.150,00) está entre os 5% mais ricos do Brasil...
Sobre a misoginia explícita do filme, valeu a dica, mas um pra eu não assistir nem na telinha da grobo...

Ale Picoli disse...

Eu havia visto propaganda deste filme... na porta de um banheiro químico no show da Madonna. Lugar bem apropriado, né?
Meu marido tem um palpite - e eu concordo - do porquê do sucesso desse filme. O público QUER ver filme nacional, de preferência com as caras conhecidas de sempre. Mas aqui não se faz filme "para a família", essa coisa bem média, engraçadinha, cheia de sensos-comuns e preconceitinhos diários da média brasileira. E essa série aí é exatamente isso. Preenche uma lacuna, e os números de bilheteria confirmam.

Elisa disse...

Não tenho paciência para esse filme. Não tive para o primeiro e, é claro, com o segundo não será diferente. Pode parecer exagero, mas eu sinto vergonha alheia nessas produções e realmente não entendo como alguém pode achar graça em um enredo tão batido. Sem mais.

Leo disse...

Eu não veria este filme nem que me pagassem! Não vi o primeiro e me recuso a ver o segundo. Fiquei com vergonha quando vi no jornal ontem que era o filme brasileiro de maior bilheteria dos ultimos 20 anos.
Não é interessante, não é criativo nem original. Não é nada. Apenas atores da Globo fazendo um papelão pior que esses especiais de fim de ano que a globo insistem em fazer.
Acabei tendo que assistir a bombinha um pouco menos bombástica do Will Smith... ok.. não TÃO menos bombástica assim...

marjorierodrigues disse...

Quando estreou o primeiro filme, eu pensei: "eita falta de originalidade!" -- porque, meses antes, se nao me engano, tinha estreado o remake de Freaky Friday, em que mãe e filha trocam de corpo. A idéia é exatamente a mesma e com certeza tem vários outros filmes com a mesma idéia, eu é que sou desmiolada e não lembro.

Mas, no fim, acabei vendo o filme um dia no Telecine e me surpreendi. O filme é ruim, mas eu esperava que fosse muuuuito pior. Considerando-se que é um filme da globo, achei que conseguiu pegar leve nos estereótipos (totalmente livre não ia ser mesmo, é esperar demais).

No Freaky Friday, embora tb ruim, a graça vem por causa das personalidades da filha e da mãe. Mas no "se eu fosse", a gente não vê nada sobre como eles eram antes. Então fica aquela coisa da "mulher típica" e "homem típico", uma merda.

O segundo eu não quero nem ver. Vc ganha cabine, Lola? Pq pagar pra ver esse filme é uó, rs.

princesa disse...

Eu não vi esse filme e nem tenho vontade,vi o primeiro porque minha tia queria ir ao cinema,e provavelmente a gente teve que escolher entre essa porcaria e outras piores.E lembro-me que eu pensei a mesma coisa que você Lola,Que filme machista!E chato.E a estória ainda é copiada de um filme do "Cinema em casa" do SBT ¬¬
Obs:E os críticos estão dizendo maravilhas.Como pode?

Sam disse...

nao eh mostruario, eh MONSTRUARIO. rsrs
O cinema nacional ja me surpreendeu positivamente: o homem que copiava, Central do Brasil e o auto da compadecida estao na lista dos meus filmes favoritos. Porque sao, na minha opiniao, originais. Mas nao gosto deste tipo de roteiro, que claramente copia filmes internacionais (tem trocentos filmes americanos cujas pessoas trocam de papel por motivos misticos, para uma GRANDE LICAO no final...rs).

Ja nao queria ver, depois de seu comentario, nao quero ver mesmo!

Leila disse...

Já tinha a impressão q era assim ruim. O pior é que provavelmente vai passar nos canais de televisão!
O cinema brasileiro tem coisas muito boas! Muito melhores que isso!
E a "querida" globo passa apenas uma vez por ano no seu festival nacional! Custava passar filme bom na sessão da tarde? ou naquele q passa de madrugada.Td bem que eu nem assito tv. Dependo mto do meu lap top e de indicação pra assistir coisa boa.
Ah se eu fosse a globo. Se eu tivesse sido Roberto marinho...

Sugestão: lola pq vc nao faz uma lista dos seus 10 mais. Filmes favoritos da lola com comentários!
Pode até ser 10 mais brasileiro e estrangeiro. ou de acordo com as décadas. Eu ia Adorar!

Santiago disse...

Lola:

Pueril, pueril, peuril!

Filme é filme, ainda mais comédia, é feito pra diversão, não pra feministas exacerbadas e desatualizadas, destilarem seus venenos.

Apenas por curiosidade: pelo que li no seu blog você se casou, com, ou próximo dos 40. Se homem é tão ruim, porque você não continuou sozinha?

Não outro post você me chamou de bundão. Quem tem bundão não é gente gorda? Não é o meu caso.

A propósito; eu não consigo impedir que você emita suas opiniões oligofrênicas, mas posso responder a altura. Democracia minha cara; país livre; eu sei que petiista não gosta, mas tem que aceitar.

Masegui disse...

Mary had a little lamb,
his fleece was white as snow,
Ev'rywhere that Mary went,
that lamb was sure to go.
And you could hear them singing:
La, la, la, la, la, la, la, la, la, la.
La, la, la, la, la, la, la, la, la, la.

Giovanni Gouveia disse...

Mas, claro, cara Lola, as idéias pré concebidas estão aí pra dominar o mundo "porque o mundo é assim". Nâo se atêm à verdade, não conhecem, e emitem juízos sobre o que não têm a mínima noção, por mais estapafúrdia que seja a opinião, e a direita/misoginia/homofobia/fascismo, com todas as variantes do mesmo tom, caminham a vomitar (com o perdão da palavra) merda, como se estivessem arrotando salmão com caviar e vinho Petrus.

Huntress disse...

Nossa, você conseguiu acabar com toda a minha ansiedade de ver o filme. Eu tava contando os dias pra segunda-feira (dia que combinamos de ver o filme pq o cinema é mais barato), e depois desse esculacho, eu perdi a vontade.

Jamais imaginei que um filme pudesse dizer tantas coisas negativas de forma tão.. inocente..

Sheryda Lopes disse...

Lola, acho que vc já esperava isso, principalmente se assistiu ao 1º. E o Tony de Glória Pires é péééééésssimo! Esse 2° deve ser uma desgraça ainda pior!

Vitor Ferreira disse...

Nao vi o primeiro, nem vou ver o segundo, e nem nenhum que passar. O cinema braisleiro evoluiu, mas parece que estagnou nessas comédias (iguais a tudo que passa na Globo à noite) e na violência.

Leila Silva disse...

Virgi Maria, tinha cara de ser ruim mesmo, mas não sabia que era tanto. Vou passar longe.
Abraços

lola aronovich disse...

Pab, “salvar a sua vida” é um tanto exagerado. Se vc visse o filme, o máximo que perderia seria algum dinheiro e umas duas horas da sua vida. Mas concordo contigo: a gente passa a vida toda ouvindo essas mesmas piadas repetidas. Cansa!


Gio, é mesmo? Ela fazia a Emilia? Nunca vi o novo Sítio, mas juro que, a julgar pela interpretação da menina em Se eu Fosse, imaginei que essa fosse a estréia dela na vida artística (e logo pensei que ela seria filha de alguém importante pra conseguir um papel sem saber atuar). Coitada da menina. Sua atuação é constrangedora.
Tem algumas produções da Globo Filmes que são boas. Mas “comédia romântica” não costumam ser boas. Fica muito “filminho pra quem vê Globo em casa todo dia poder ir ao cinema sem medo”.
Os 5% mais ricos ganham acima de 4.150? Pois é, quando eu digo que isso é salário de rico todo mundo me olha como se eu fosse uma mendiga.

lola aronovich disse...

Ale, vc foi ao show da Madonna, então? Escreveu sobre ele?
Concordo com seu marido. Tem muita gente de classe média que pode ir ao cinema, tem dinheiro pra isso, mas não vai. Geralmente um pessoal mais velho. Mas muitas vezes eles comparecem ao cinema se o astro da novela indicar. Há muito merchandising interno na Globo. Não vejo novelas, mas aposto como mais de uma vez a novela das oito mostrou personagens indo ver “Se eu Fosse Vc 2”, e amando, claro. Tem muito daquele sucesso de “Dois Filhos de Francisco”, sabe? E esse público é muito conservador. Exige produções exatamente assim. Parte desse público fica revoltada quando fazem filmes do tipo Cidade de Deus e Carandiru - filmes que expõe a criminalidade no país. Eles reclamam que ninguém faz filmes pra eles, pra classe média. A Globo faz, e aí eles comparecem.


Elisa, o pior é que eu sabia que o filme seria uma bomba. O primeiro já era péssimo, e o trailer do segundo indicava um repeteco. Mas eu tava com muita vontade de ir ao cinema, e só tinha isso pra ver. Acho que eu devia ter visto Crepúsculo de novo...

lola aronovich disse...

Leo, vc voltou, que bom! Jura? Esse é o filme brasileiro com a maior bilheteria dos últimos 20 anos? Uau! Eu fico feliz que um filme nacional atraia tanta gente. Quero mais é que mais e mais filmes nacionais cheguem às telas. Mas se for pra reforçar todos os padrões ultrapassados, aí fica ruim. Se bem que a enorme maioria dos filmes americanos faz exatamente isso. Mas sabe, eu gosto do Tony Ramos.
Ish, a bombinha do Will Smith é outra que promete... Vc viu Sete Vidas? O trailer parece terrível! MEDO.


Marj, ah é, é tudo parecido, essas comédias com gente que troca de corpo. Algumas são legais. Mas Se eu Fosse Vc é reaça mesmo.
Não, onde eu moro não tem cabine. Eu vejo o filme com o público geral mesmo (e adoro isso, porque registro a reação dele. Só não gosto quando ficam falando no meio do filme). Aqui em Joinville há duas redes, Arco Íris e GNC (ambas gaúchas). Do GNC felizmente eu tenho um cartão que me permite entrar sem pagar com acompanhante. Ótimo! Se bem que como eles dão os cartões no início do ano, e eu só voltei ao Brasil em agosto, fiquei sem cartão em 2008. Mas os gerentes sempre me deixam entrar sem pagar. Agora, pro Arco Íris é uma droga. Não tem cartão, só entradas. Antes de viajar pra Detroit, eu pedia pra eles que me enviassem entradas, e eles mandavam umas 8, 10 por mês. Geralmente eu não usava nem metade, porque os dois cinemas da Arco Íris em Joinville estão jogados às traças. Mas vou voltar a escrever pra eles pedindo. Vai que estréia algo que preste e eu precise pagar! (um dos gerentes diz que quando eu falo bem de um filme a frequência aumenta, mas acho que ele está sendo gentil).

lola aronovich disse...

Os críticos estão falando bem? Quais? Só se forem os d'O Globo. Olha, Princess, não tô falando pra ninguém deixar de ver o filme. Vá sim, leve sua tia, e confira com seus próprios olhos. Eu não acho que Se eu Fosse Vc seja o caso de Crepúsculo, que algumas pessoas acham machista, outros não (eu tô nas que não acham), mas quem sabe?...


Sam, tem muito filme bom no cinema nacional, sem dúvida. Mas Se eu Fosse Vc não tem a intenção de ser lembrado como um filme de qualidade. Só um filme que arrecada uma boa bilheteria. Que é a intenção de 99% dos filmes de Hollywood. Mas coragem, vai lá ver!

lola aronovich disse...

Leila, é mesmo, não dá pra entender. Por que não fazer vários “Festivais Nacionais” durante o ano? Por que só uma vez por ano, e quase sempre com o selo “Globo Filmes”? Eu tô que nem vc. Nem vejo mais TV. Mas pelo menos uma parte da programação televisiva podia ser algo melhorzinho.
Lista dos top ten? Ai, eu sempre esqueço um monte de filme importante nessas listas. Consegui fazer uma lista dos melhores e piores de 2007 (quando vi muitos, muitos filmes), e meio que uma dos piores de 2008. E tem a lista dos piores e melhores da década de 90. Eu falei bastante dos meus musicais favoritos tb. Lista, lista, é difícil. Mas eu posso continuar falando dos dvds que tenho em casa de cada gênero. Aí dá uma boa noção dos meus favoritos. Ok, farei isso!


Santiago, “filme é filme, é só diversão”. Esse é um argumento tão ignorante! Informe-se. Leia um pouco. Ah, eu me casei legalmente com papel passado em 2007, mas considero-me casada com o mesmo marido há 18 anos e meio. Já falei várias vezes no blog sobre meu amor pelos homens.
Vc considera isso “responder à altura”?! Quem fala de impedir os outros de manifestarem suas opiniões é VC, não eu. Quem gosta de ditadura é vc, filhote da Arena. Mas vc não tinha sumido não? Acho que terei que seguir a sugestão dos meus leitores(as) e te ignorar completamente. Aí vc fica falando sozinho. Ninguém te dá ouvidos mesmo. Só a otária aqui, vulga dona do blog.

lola aronovich disse...

Mario, mas o trololó é um mala, nénão? Com lamb ou sem lamb.


Gio, é isso. A gente não deve falar mal de uma comédia porque, afinal, só documentário passa mensagem política. As produções culturais que vemos diariamente não reproduzem o status quo, nem são guiadas por ele. São “apenas” filmes, novelas, livros, entretenimento, tudo tão inocente! Quem acredita nisso ainda não saiu da matrix, sabe?

lola aronovich disse...

Huntress, jura que vc tava morrendo de vontade de ver o filme? Então vá vê-lo, ué! Não acredite em mim. Confira vc mesma. Vc pode ter uma outra percepção. Vai lá na segunda, e volte aqui na terça pra discordar de mim. Agora, de “inocente” o filme não tem nada. Só porque ele visa só o lucro não faz dele mais ou menos inocente.


Sheryda, é verdade, eu sabia que ia ser ruim. Tinha visto o trailer umas 20 vezes e todas as vezes eu fazia careta. Mas é que eu queria muito ir ao cinema. Minha primeira sessão em 2009! Começou bem...

lola aronovich disse...

Vitor, tem muito filme brasileiro bom, mas essas comédias são iguais aos programas que passam na TV. Alguns desses programas são até bons, claro. Mas eles não arriscam muito.


Leila, vc viu o trailer? Tá tudo lá. Quem vê o trailer e ri em alguma piada ou acha que deve ser bacana tem mais é que correr pro cinema. Mas quem viu o primeiro e não gostou e sentia ânsia ao ver o trailer (meu caso) deve sim manter distância.

Lila disse...

Trololó - Mimimi* A Lola é feminista e esquerdista.
- Mimimi a Lola optou por renunciar ao sagrado direito de ter um carro.
- Mimimi EU sou o antídoto, o paladino dos bons costumes capitalistas selvagens.
Mimimi, não sei argumentar, por isso parto p/ a ofensa e a agressão.
*Mimimi: gíria da blogosfera p/ birra de "adulto".

Alline disse...

Não vi aquele nem este, mas não imaginava a carga de conceitos negativos que ambos trazem. Quando acho que não vou me chocar com mais nada...

Fabricio disse...

Sinceramente, não vejo o que uma crítica a sociedade machista que vivemos tem haver com a vida pessoal da Lola. Que o filme é fraco isso é fato, e concordo plenamente com a blogueira pois se comédia romântica costuma ser bem água com açúcar imagine uma com a mentalidade dos diretores brasileiros que estão apenas um passo após os Neandertais. Por falar nisso acho que quem está aqui no blog dela lendo é porque tem uma visão de mundo similar. Pois na minha concepção quem é contra ou faz ataques sem fundamento e ainda mais de cunho pessoal, deve procurar outra praça. Eu no lugar da Lola já teria bloqueado a muito tempo, pq não tenho paciência para ficar de bate boca.

Gabriela Martins disse...

Lembro quando o primeiro foi pro cinema o tanto de gente elogiando. Acabei vendo no DVD, e olha, mesmo dando todos os descontos possíveis (é produção da Globo, é comédia leve, etc) achei uma bosta. As situações se dividem entre o clichê e o forçado.

E não entra na minha cabeça que aquela cena do coral "modernizado" tenha convencido alguém, aquilo foi mais feio que bater na mãe no dia de Natal usando o peru. Pra mim aquilo devia ser só um especial da Globo de fim de ano que já tava bom.

Previsível que fariam o segundo, já que o primeiro rendeu horrores. Quando anunciaram minha vontade de ir ao cinema já era nula. Agora então...

alana disse...

Gostei da tua crítica. O pior é que mesmo eu não tendo gostado do primeiro e ainda saber que esse filme é cheio de clichês e piadas sem graça, sou capaz de ir assistí-lo no cinema. rsrs

Liris Tribuzzi disse...

Eu ganhei um par de ingressos pra ver o filme. Já que é de graça, eu vou!

mary v. disse...

Santiago, voce deveria conversar com o meu pai. Nossa, vocês tem as mesmas opiniões, seria tão bonito, ficariam concordando um com o outro e jamais precisariam de mulher estúpida nenhuma pra discordar de tantos argumentos bem construídos (a saber: "pueril, pueril, pueril", "filme é filme", entre outros).
Talvez até comecem uma colônia de reclusão de trolls, fariam churrascos, aulas de tiro, passeios em carros barulhentos, reuniões sobre a importância do exército. Eu torço pela felicidade de vocês, verdade.

Só não respondo nunca mais um comentário seu, tenho mais o que fazer. Ao contrário de você. Pode chamar isso do que você quiser: eu só não vou ler. Sugiro para você a mesma posição em relação a esse blog, se liberta dessas mulheres histéricas que não te merecem, você é inteligente demais para nós.

Lola, mais uma vez você acetou, eu penso isso desse filme desde a primeira versão.

lola aronovich disse...

Ah, Lila, isso que é “mimimi”? Eu nem sabia! Isso do “eu sou o antídoto” lembra demais o Stallone Cobra, não? Ele é a cura, nós somos a doença...


Alline, pra qualquer pessoa de saco cheio desses clichês de gênero, Se eu Fosse Vc é a gota d'água. Confesso que saí um tanto arrasada do cinema, pensando: “Putz, ainda falta TANTO pra conquistar...”.

lola aronovich disse...

Fabricio, vc é o Faber, quase namorido da minha querida Lila? Vcs também tiveram uns problemas com trololós no seu blog, não? É, eles cansam. E eles tentam chutar pra todas as direções pra ver se acertam alguém. Por que não atacariam a vida pessoal? Não têm qualquer ética mesmo...


Gabriela, tinha gente elogiando o primeiro? Nem lembro, apenas que foi um grande sucesso. É muito ruim mesmo. Eu fui boazinha na minha crítica ao primeiro. Mas sabendo que agora virou franquia e, dependendo do sucesso, vem um “Se Vovó fosse Vovô” por aí, não posso mais contornar o fato que a história é muito, muito machista. E homofóbica. E sem graça. Que coral modernizado é esse? Nem lembro!

lola aronovich disse...

Alana, vai assistir sim. Meu objetivo com críticas negativas nunca é dissuadir o pessoal de ir ao cinema. É só fazer pensar, apontar um outro lado, mostrar que um filme não é apenas um filme. Vai lá e volta pra dizer o que achou.


Li, tá ganhando bastante ingresso de graça ultimamente, não tá? Vc já não tinha recebido pra Crepúsculo? Ou era pra Marley e Eu? Ou eu que tô me confundindo?

lola aronovich disse...

Mary V, obrigada pela solidariedade. Ri bastante com sua lista de sugestões ao trololó. Jura que vc tirou a sorte grande de ter um pai reaça? Eu conheço mais gente que gostaria de se juntar à sociedade secreta, caso os trololós resolvam começar um clube do Bolinha.

Lila disse...

Mimimi é usado pelos problogers no sentido de birra, piti, reclamação insistente e sem argumentação.
Também vejo uns blogs exclusivamente pessoais estilo q tb gosto) usando essa expressão nos posts "diarinho".
Sim Lola, o Fabrício do comentário é o meu namorido/quase noivo/ quase marido ;)

D. disse...

Menina, eu também fiquei revirada na cadeira vendo esse filme.É um mostruário de estereótipos machistas, mas, vc tem razão, o que dói no bolso e na alma aqueles reles 4 mil reais que o Tony sugere como pensão mínima é um insulto. Beijão, Lola.

FELIPE G2 disse...

Conseuguiu tempo de ler alguma coisa do meu mísero bloguinho Lola? Acho que tem algo que possa te interresar: Harry Potter e Crepúsculo: Modinha?
Da uma pasada lá... ele sente sua falta.
uahuhahauhauhu

Coloco um link do meu, ou apenas cite... eu agradeceria muito... O seu blog já ta na lista de blogs de filmes... apenas os melhores blogs..

bjos
:**

FELIPE G2 disse...

Uma coisa Lola... te convido para votar na enquete: Qual o melhor Indiana Jones..

bjos..

;D

Helena disse...

Lola, eu já fiquei puta quando soube que ia ter continuação desse filme! WTF!? dois filmes seguidos com o mesmo enredo é demais! - e se fossem só dois! parece que vai ter mais? E como a marjorierodrigues disse, Freaky Friday, com esse enredo batido, consegue ser bem melhor! (eu gosto, pelo menos)

sobre filmes "Globo", confesso que gostei de "O casamento de Romeu e Julieta", mas acho que é mais pelo Luís Gustavo, que eu adoro!

e sobre filmes brasileiros, meu tio (que vê muuuuuuuuuuuitos filmes) disse que o melhor filme brasileiro dos últimos tempos que ele viu foi "Estômago", que era bem melhor que "Cheiro do Ralo", que era bem melhor que um outro que eu esqueci o nome. Fiquei até com vontade de ver! Você já viu/já escreveu alguma crítica sobre?

e última coisa: você podia fazer alguma crítica sobre o trailer de Benjamin Button! sei lá, fica a dica ;)

Patricia Scarpin disse...

Não acreditei quando li que iam fazer uma continuação para essa besteira...

Chris disse...

Ai, ai... que medo deste filme.
Assisti o primeiro e achei uó, imagina o segundo.
Achei o Tony Ramos péssimo, PÉSSIMO, parecia uma Drag tentando se passar por homem, terrível, terrivel.
Imagino que nada tenha mudado, em nível de intepretação ou de conteúdo, né?

beijocas,

cavaca disse...

Ja disse a Sônia Braga a muito tempo, o que falta no cinema brasileiro é Roteiro. Tem tanta história boa na literatura brasileira que essas pessoas, provavelmente o nicho de Rio e SP, acabam ficando pela receita pronta seguindo os poucos que inovaram, mas é possivél fazer muito mais. Basta ter história. Até um boa história de dupla sertaneja vale, tam mais categoria ao menos do que esses filmecos globais.

Gi disse...

hihi Eu vi o trailer. Nem pago para ver esses filmes; acho que nem de graça iria.

Juliana Bittencourt disse...

Eu até ri bastante com o primeiro, mas não tenho a menor vontade de ver o segundo, simplesmente porque me parece estúpido demais eles trocarem de corpo mais uma vez. Essa fórmula do Freaky Friday faz bastante sucesso, mas acontecer duas vezes com a mesma pessoa é mais absurdo do que acontecer a primeira.

Agora, tudo o que eu quero na vida é ganhar 4 mil por mês pra fazer nada, hahahha

Liris Tribuzzi disse...

Lola, tá se confundindo toda! hehehe
Mas eu até que tô descolando uns de graça, só naõ consigo aproveitar direito pq é do outro canto do mundo e eu não tenho carro... Enfim, tive que deixar 5 ingressos pra pré-estréia de 'o dia em que a terra parou' de lado. Odeio morar em Guarulhos!!!
Se bem que esses aí eu tô esperando chegar pelo correio.

Ana disse...

Ew! (puke)
Ainda bem que não fui ver. Não fui ver Juno pelo mesmo motivo.

Hoje estava trocando a lâmpada do farol do carro, vendo um relê queimado, essas coisas. Uma vizinha me pergunta: "ah, vc sabe mexer nessas coisas? pq não chama seu marido ou o porteiro? Isso é coisa pra homem..."

Não expliquei pra ela que no exército a gente aprende a consertar carro pq ela não ia entender. Resolvi perguntar se ela dirigia. Ela disse que sim. Eu perguntei se quand o pneu furava em local ermo e sem sinal de celular se ela sentava e chorava. Ela disse que ia ficar desesperada. Aí eu disse que eu não e dei um sorriso beatífico, mãos entrelaçadas no peito. Ela foi embora e eu pude trocar a correia dentada.

Blé.

Dani disse...

não vi o primeiro e nem pretendia ver essa continuação. cinema é caro demais pra ficar gastando dinheiro com filmes que, só pelo trailer, eu já sei que não vou gostar.

lola aronovich disse...

Lila, acho que confundo mimimi com mememe. Eu ainda tenho muito que aprender sobre esse vocabulário internético. Fabrício é um nome legal. Me traz boas lembranças. De quando eu e minha família íamos a uma ótima cantina italiana em SP chamada Dom Fabrizio.


D, não é um insulto? 4 mil reais é muito dinheiro! Se a personagem da Gloria Pires se controlar, dá até pra guardar dinheiro e fazer a viagem a Aspen (que é mencionada no primeiro filme). Eca!

lola aronovich disse...

Felipe, vou passar sim. Continue escrevendo, que em breve eu coloco um link.
Ah, já votei na sua enquente! Claro que optei por Caçadores!


Helena, acho que nem conheço esse Freaky Friday. Só de ouvir falar. Ai, eu odiei O Casamento de Romeu e Julieta. Gostei muito de Cheiro do Ralo, e ainda não vi Estômago. Esses filmes brasileiros entre julho 07 e agosto 08 eu perdi quase todos, infelizmente, porque estava nos EUA, e lá filme estrangeiro não chega. Agora só em dvd.
Vou tentar cri-criticar o trailer de BB. Até agora o que acho que vi (e não gostei) foi um teaser.

lola aronovich disse...

Patricia, e essa besteira termina com um “Aguarde: Se Vovó Fosse Vovô”. O Daniel Filho declarou que é só uma piadinha, mas por que eles matariam essa galinha dos ovos de ouro?


Chris, eu gosto muito do Tony, e meio que só gostei dele no trailer. No filme mesmo acho que ninguém se salva. Tô falando de Se eu Fosse 2, porque do primeiro eu não lembro nadinha.

lola aronovich disse...

Cavaca, pode ser, mas Se eu Fosse Vc tem roteiro. É só que é um roteiro batido, machista, tolo, cheio de clichês... Não daria pra fazer algo minimamente diferente? E a história da dupla sertaneja também era um filme “global” (da Globo Filmes). Quase todos são.


Gi, é, são duas horas perdidas na vida de uma pessoa. Quer dizer, tem quem goste...

lola aronovich disse...

Ju, se vc riu com o primeiro, iria ria com o segundo! Acho que é “mais do mesmo”. Já quem detestou o primeiro, como eu... Eu também queria ganhar 4 mil... Aliás, 2 mil já dava. Mil já dava!


Li, e como que vc vem conseguindo ingresso de graça? Sei bem como vc se sente por perder cinema por morar longe. Lá em Detroit tinha várias sessões pra críticos que a gente não ia porque eram no fim do mundo, e não dava pra chegar lá sem carro. Felizmente a maior parte das sessões era nos nossos cinemas favoritos...

lola aronovich disse...

Ana, eu detestei Juno, e até agora tenho dificuldade pra entender o oba-oba em cima do filme.
Também não sabia que exército ensinava a consertar carro! Que bom que exército ensina alguma coisa útil! (Sorry, não tenho nenhum carinho por exércitos. Acho que deveriam ser extintos). Eu também não saberia trocar farol ou pneu de carro. Aliás, tenho dificuldade pra fazer baliza. Acho que, se eu tivesse carro agora, evitaria ir a lugar ermos. Mas, se o carro quebrasse, eu pediria ajuda a quem estivesse passando. Eu me considero independente pra muitas coisas. Carro não é uma delas. No Uruguai, deu um problema com o nosso carro. Nem lembro o que foi. Acho que o marcador de gasolina deu tilt e ficou marcando um tanque meio cheio depois que a gasolina acabou. Não lembro. O que lembro é que o PRIMEIRO carro que passou já parou pra nos ajudar. E nos rebocou até o posto mais próximo. Esses uruguaios são uns amores!


Dani, concordo. É melhor a gente só ver o que tem chance de gostar. Ou o que foi muito indicado.

Estevan disse...

Se você odeia tanto assim os homens a primeira pergunta é: Porque se casou com um. E a segunda é: Por que QUER SER como um!?

nina disse...

Nossa gente eu achei nada a ver o comentário de vcs sobre esse filme.Não sei se vcs sabem mas é só um filme...se o filme é tão ruim pra que dar tanta ênfase se não gostou do filme comente sobre algum filme que gostou para poder indicar.Seria mais proveitoso.

Ana disse...

Pô, eu acho exército um troço útil...não foi só carro não...um monte de outras coisas, pô!
:-D

Bau disse...

Lola,querida, como diria minha mãe, não vi e não gostei. Obrigada por me poupar os nervos, na minha idade não devo me aborrecer com posições retrógradas, nem que seja para vender filme como "bonitinho". Pior ainda...Ah, e mais uma coisa, estou nos dois por cento de seus leitores! Beijos com muita saudade!

The Crow disse...

Ei, qual é problema com o Chico Anysio? rsrs

Anon disse...

Bem, Lola, temos a mesmíssima opinião. Há dois dias fui arrastado convidado pra ir ao shopping com três amigos, ver um filme. Eu queria ver Crepúsculo, para zoar bastante aquela nojeira, mas a sessão era só 22:00. Então, fomos ver esse.

Não ri de nenhuma piada do filme e notei como surge o exagero quando eles trocam de corpo. Quando descobriram que a filha estava grávida, o pensamento de "aborto! weee" passou pela minha cabeça, mas lembrei que é um filme nacional para o povão nativo de um país que tem a maior parte católica! Certo, aborto não ocorreria, mesmo. Mas eu não esperava um CASAMENTO.

Quantos anos a menina tinha, afinal? Por que a menina tem que ser "dada" ao random que tirou a virgindade dela, quando agora está claro que ela não é mais virgem? Por que o pai da noiva tem que pagar tudo? Por que diabos esse troço sexista é dado como a resolução para os problemas da garota aleatória?

Nossa, o filme tem muito drama. Na hora que a menina, no final diz que não querer casar (Mais que certa, btw), eu pensei que das duas, uma: Ou ela tinha visto que não daria certo ou ela tinha tido um aborto espontâneo. A segunda opção seria mais legal e daria um drama BOM ao filme, mas não. Ela não quer casar porque "OH NOES vocês brigam tanto desu desu desu desu".

E fiquei um tanto incomodado com a parte que o professor de(para-para? dança moderna? Não entendo disso) canta o Cláudio. Pow, legal; pensei eu na hora. Um gay que age como qualquer homem que vemos na rua, que parece qualquer homem que vemos na rua, que fala como um. No fim, o cara diz que "Comeria _____ todinho" (Acho que era almofada, sei lá, já esqueci). Olhe! Ainda há quando a Helena fica no corpo do Cláudio e aquela Carla assume que ele é gay e tal, porque está comprando coisas e está bem vestido. O que aprendemos hoje, crianças? Homossexualidade = Perversão e homossexualidade = Feminilidade. Isso é tanto sexista quanto ruim. Também, cadê as lésbicas? O máximo que chegou de tê-las foi quando a Helena elogia a mãe do rapaz. Ah, é: Lésbicas são invisíveis e sem-graça. Elas são masculinas (Ou o senso comum e errôneo diz) e masculinidade é algo sério; feminilidade e frescurite e fala dócil e arrastada que por acaso a Helena original não tinha é que é engraçado.

Mesmo se ignorarmos os plotholes (Uhhhhhhhhhhhhhhh corrente elétrica mágica faz as almas/consciências/jeitos deles trocarem... WTF?), o filme ainda seria ruim por tudo que ele passa. O antídoto de gravidez é casamento (wat), mulher só gasta, homem é que trabalha. Todo mundo ri e diz que isso "não influencia", mas se não influenciasse, não estaríamos como estamos hoje (Bem mal). Afinal, hoje o sexismo é obrigado a ser sutil, mas ainda é poderoso: Não se pode falar "Mulher só serve pra fazer filho e pra gastar, mulher é fútil e fraca, mulher é o motivo de nós estarmos num mundo horrível, etc" porque seria "politicamente incorreto". Mas cada coisinha que digam, cada coisinha que passa, cada estereótipozinho que vemos na TV ou filme influencia sim... E é assim no mundo em que vivemos. FAIL.

Anônimo disse...

Vou rebater todas as opiniões negativas que vocês falaram aqui. Eu assisti o filme e gostei. Eu encherguei o lado positivo do filme, não prestei atenção nos seus erros e falhas. Aliás, nem gosto de ficar "analisando" os filmes. Eu assisto por diversão, não para ver se ele se "enquadra" no quadro de filmes originais.

Para os que não assistiram fica a dica: não custa nada assistir. Não levem em consideração os comentários aqui expostos. Sigam o seu coração.