Mostrando postagens com marcador origem inception. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador origem inception. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A ORIGEM DOS SEUS PESADELOS

Quem dormir no ponto e não entrar no bolão vai ter pesadelos pro resto da vida.

Acorde que tem um bolão inteiro pra você participar! Você pode apostar no bolão não-pago, no pago, ou nos dois. Imagino que já tem gente contratando profissionais pra entrar nos meus sonhos e roubar deles todas as minhas apostas. Ou senão pra plantar umas sementinhas de péssimas ideias na minha mente ("Você não acha O Vencedor um ótimo filme? Hein? Hein? Muita gente acha que ele pode ganhar melhor filme. Pena que Toy Story 3 vai ganhar"). Não vai funcionar, gente!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

MINHA INTERPRETAÇÃO DE A ORIGEM, COM SPOILERS

Cobb (Leo) toma banho pra acordar do sonho, mas...

Vi A Origem pela segunda vez e ainda estou apaixonada. Não devo ser nem um pouco criativa, já que, desde a primeira vez, só consegui enxergar o filme de um jeito. Não tenho outra interpretação, só essa. E vou avisando que esta crônica tá cheia de spoilers. Se ainda não viu o melhor filme do ano, um que, se houver justiça, vai ganhar uma penca de Oscars, corra pra ver. E depois volte pra cá pra conferir se a sua interpretação bate com a minha, ou pra me convencer que estou redondamente enganada (redondamente não, que isso alude a minha forma física). A trama você conhece: Cobb (Leonardo DiCaprio) faz um espião especializado em roubar segredos de executivos, entrando em seus sonhos. Tudo que ele quer é poder voltar aos EUA e viver com seus filhinhos, cujo rosto ele não lembra mais. Mas ele foi acusado de matar sua mulher, Mal (Marion Cottilard), que agora vive entrando nos seus sonhos para sabotá-los. Sua chance de ser inocentado é liderando uma missão arriscada, que envolve inserir uma ideia na mente de um jovem herdeiro. Cobb é contratado por Saito (Ken Watanabe), e reúne uma equipe para ajudá-lo, entre eles Ariadne (Ellen Page), a arquiteta que construirá o cenário do sonho. Ok. Confuso? Você ainda não viu nada. Minha interpretação é que tudo, tudim, do começo ao fim do filme, é um sonho de Cobb. Tem quem ache que só é sonho (ou seja, que Cobb não deixou o limbo) a parte depois que ele sai do avião. A julgar pela busca do Google que chegou aqui ao bloguinho, alguém crê que é tudo um sonho do Miles (Michael Caine). E tem quem acredite que o que é narrado é tudo verdade. Tolinhos. Pra mim, Cobb inventa tudo aquilo, a maioria dos personagens, para aplacar sua culpa pelo que causou a Mal e criar um futuro imaginário com seus filhos (interessante como o único meio que ele encontra de perdoar-se a si mesmo pelo mal que fez a Mal ― fraquinha, eu sei, mas não resisti ― é removê-la de sua vida). O ponto principal da dúvida que o filme gera está no final aberto. Cobb retorna a seus filhos, e seu “totem”, um pião, fica girando, mesmo que um tiquinho cambaleante. A câmera corta antes que o pião se decida se continua a girar ou para. Mas vamos ter sérios problemas se nos basearmos apenas no totem. Primeiro que ele não significa que uma pessoa está sonhando ou que está no mundo real. Apenas mostra se o protagonista está no seu próprio sonho ou no sonho de outro. Então tudo bem: Cobb tá no seu próprio sonho. Mas até isso é enganoso. Afinal, o totem não é dele, e sim de Mal (e note como os totens dos outros personagens não chegam a ser usados pra nada).E depois que um totem pode ser falsificado. Um piãozinho girando, ou parando, não é prova de muita coisa. O relevante é que o “toque” do totem tenha uma textura que apele a seu dono. E quantas vezes Cobb toca no pião, ao invés de simplesmente vê-lo girando? Hein? Hein? Mas nem é isso que importa. Cobb sai do recinto, e isso é tudo. Ele não vê se o pião parou ou não de rodar. Essa vai ser a dúvida dele que, no futuro, quando ele se cansar do seu sonho, vai fazê-lo pensar que não está na realidade. O pião é um tanto irrelevante, mas é o que o magnífico diretor e roteirista Christopher Nolan usa pra implantar uma sementinha de dúvida na mente do espectador. E como funciona!Pra sustentar minha interpretação que é tudo um sonho, mais significativo que um piãozinho girando, são as múltiplas pistas deixadas pelo filme. Uma das mais evidentes é Cobb dizendo que, num sonho, a gente nunca sabe como chegou num lugar. A gente só está lá. Perceba como a edição do filme faz com que Cobb nunca chegue num lugar. Ele sempre já está lá. Um exemplo: ele, do lado de fora, vê Miles na sala de aula em Paris, e no próximo corte, ele já está dentro da sala, sentado, e só aí Miles o vê. Outro exemplo, que é praticamente um giveaway: a saída de Cobb do aeroporto, no final. Ele vê o Miles, vai até ele, os dois andam juntos... e na imagem seguinte estão dentro da casa. Com o pião e os filhinhos. (E quem é a tal avó oculta, que nunca aparece, que se recusa a falar com Cobb pelo telefone, de que ouvimos apenas algumas palavras? E que misteriosamente está ausente no retorno de Cobb a sua casa? E por que Cobb tem que ir pra casa? Ele não poderia pedir que Miles levasse as crianças para Paris ou Buenos Aires?). Outra pista é quando Cobb vê sua mulher sentada no parapeito da janela, em frente à janela onde ele está. Hum, como ela chegou do outro lado, se há um abismo entre eles? Ela foi até o outro prédio e entrou naquele quarto? E aí, como a polícia vai pensar que ele a empurrou, se ele está de um lado e ela do outro? Não existe perícia criminal não? Sinto, mas aquela sequência não faz sentido. Mal quer se matar porque tem certeza que está sonhando e quer voltar à realidade, e quer que Cobb venha com ela. Ele acha que ambos estão vivendo na realidade. Mas olha só: quando ele fala pra ela sair do parapeito da janela e voltar pra dentro do quarto, ele faz gestos de “volte pra mim”. Ele não pede pra que ela ande pra trás e volte pro seu quarto. Não, ele pede pra ela vir pra frente ― o que significa uma queda livre, já que há um vão entre eles. Isso lembra aquela cena em que Ariadne deturpa a estrutura física do sonho, juntando dois espelhos. E aí? Tem alguém deturpando aquela realidade do parapeito também? Mas aquilo não é pra ser sonho, é pra ser real.E o que dizer de toda aquela sequência em Mombassa? Ela tem todo um jeitão onírico. Cobb entra num beco, e atrás há agentes atirando nele. Só que a saída desse beco é muito estreita, e parece que vai estreitando cada vez mais. E aí Cobb consegue, sabe-se lá como, sair do outro lado. Isso é tão típico de sonhos... Tudo bem que é o que Hollywood nos mostra direto, mas, num filme que questiona a realidade, aquilo fica muito aparente. Há vários tiros e ninguém acerta Cobb, que ainda marca com o falsificador de se encontrar com ele no mesmo boteco em que os agentes o descobrem. Em outras palavras, ele só dá uma voltinha, um loop, e retorna pra onde saiu.É muito uncanny (bizarra) essa compulsão pra repetir, essa volta aos mesmos lugares, como se, no fundo, Cobb nunca saísse do lugar, do seu sonho. E de repente Saito aparece do nada (como que ele sabe onde está Cobb? Como ele chegou tão rápido a outro país?) pra resgatá-lo, e Cobb, desconfiado, faz essas mesmas perguntas que eu fiz entre parênteses. E Saito responde: “Tenho que proteger meu investimento”. Mas quem tem que proteger seu investimento é Cobb! E Saito é o seu investimento, quem vai lhe ajudar a voltar a sua casa, e perpertuar seu sonho. Saito é sua passagem de ida para a próxima ilusão. Mas não sozinho. Aí que entra Ariadne. Ela é criada por Cobb apenas para ser sua guia nessa jornada. Eu contei isso pro maridão, e ele disse que eu estava falando como o Chico Xavier. Mas, pô, olha o nome da figura: Ariadne. Sabe quem é Ariadne na mitologia grega? A filha de Minos, que dá a Teseu o fio para que ele encontre o caminho pra sair do labirinto. Não é nem um pouquinho de coincidência que a moça que Cobb usa para construir seu sonho em forma de labirinto se chame Ariadne? E que ela faça justamente isso ― mostre uma saída pra Cobb? Por isso que eu penso que tantos personagens são invenções de Cobb. Porque eles são de uma serventia paranormal pra ele. Ariadne, Saito, Miles ― eles só vivem para servi-lo. Estão sempre no lugar certo na hora certa. Na fala que mais faz o público rir, Saito diz que comprou a companhia aérea em que o herdeiro viajará: “Achei que seria mais simples assim”. Mas por que ele faz essa aquisição antes de ouvir o plano? E Miles, que mora em Paris, no final simplesmente aparece nos EUA para pegar Cobb no aeroporto.
Mas tudo isso seria até pouco pra mostrar que Cobb está sonhando, se não fosse que... praticamente todos os personagens dão indiretas pra ele sobre isso. Ainda em Paris, Miles pede pra que ele volte à realidade. Mal, que certamente não é confiável, diz pra Cobb que ele não sabe mais distinguir sonho de realidade. Mas o mais escandaloso é quando Cobb conhece Yusuf, aquele que entende tudo de drogas e pode dopar o pessoal pra criar um sono pesado, que permite um sonho dentro de um sonho dentro de outro sonho (três níveis). Ele possui um lugar onde várias pessoas dormem conectadas, sonhando o mesmo sonho, dopadas, por até quarenta horas. Cobb pergunta: por que alguém vai querer fazer isso? E o velhinho que toma conta do local explica pra ele que elas sonham pra acordar. E ainda emenda: “O sonho se tornou a realidade deles. Quem é você para negar isso, Mr. Cobb?” Um aviso desses, francamente, só falta piscar na tela, pular de lá e nos picar. E tem o final, com o piãozinho girando, e as crianças que Cobb vê sem rostos durante todo o filme, com as mesmas roupas, na mesma pose, e o menininho ainda diz “vamos construir uma casa num precipício” (onde Saito estava). Mas os créditos balançaram um tiquinho a minha convicção de que se trata das mesmas crianças. Porque tá escrito que duas atrizes interpretam Phillipa, a filhinha dele, com 3 e com 5 anos. Mas vamos admitir que tudo é muito parecido, aberto a especulações. E, sei lá, quando as criancinhas falam com o Cobb por telefone, elas soam um pouco mais velhas que aparecem na tela. Será que, de repente, os atores dois anos mais velhos foram usados apenas pra fazer a voz? De todo modo, como é Cobb que está sonhando, ele pode dar a seus filhos a idade e o rosto que quiser.Apesar de eu estar bastante segura da minha interpretação (que não é só minha, logicamente, mas foi o que deduzi da primeira vez que vi A Origem, antes de ler qualquer coisa sobre ele), não posso ter certeza. Parece que o Christopher deixou um minúsculo ponto de interrogação, uma inception, na minha cabecinha. E essa ideia pode crescer. Tem como não adorar um filme desses?

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

VOU FALAR TUDO SOBRE A ORIGEM

Gente ótima, na sexta publico um hiper mega ultra super duper post (pelo menos em tamanho) com todas as minhas interpretações sobre A Origem. O problema é que estará cheio de spoilers. Então vocês podem fazer o favor de ver esse grande filme entre hoje e amanhã? Pode ser? Obrigada! É que revi a aventura filosófica anteontem, e aproveitei que tá tudo fresquinho na minha mente pra botar tudo pra fora. O filme realmente lembra Matrix em alguns momentos, e Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças nas partes românticas (se bem que existe um subtexto cruel atrapalhando). Mas desta vez pensei também em Vingador do Futuro (Total Recall, de 1990, com o Schwarzza em Marte, lembram?). Aquele slogan do pacote de férias de ação que é vendido pros personagens (“Podemos sonhar tudo pra você”) voltou com tudo pra mim durante A Origem. Acho que dá pra aplicar essa interpretação principalmente ao personagem do herdeiro (Cillian Murphy), que entra de gaiato no navio, mas sairá do sonho, se é que ele existe ― o sonho e o herdeiro ― mais sábio. Oops, espero que eu não esteja entregando o ouro de antemão. Sabem o que eu li? Que já tem gente trocando a musiquinha que toca no celular pra despertar pra “Non, Je ne regrette rien”, da Piaf. Fofinhos! Como sou uma das cinco pessoas no Brasil que não tem celular, acho muito esquisito isso de música tocar pra acordar. Mas a gente já teve um rádio-relógio no banheiro. Não funcionava muito bem porque quase todo dia o gatinho decidia sentar em cima da tecla e nos acordar no meio da noite. E sabe quando você abre os olhos e não sabe se tá sonhando ou tá acordado? Pois é. Vão ver A Origem.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

CRÍTICA: A ORIGEM / O sonho do arquiteto

A arquiteta Ellen Page em ação, para fascínio de Leo.

Não faço a menor ideia de como falar sobre A Origem sem encher de spoilers, então minha única dica é para que você veja o filme o quanto antes e me avise, para eu poder escrever algo mais coerente. Por enquanto, só posso falar umas coisinhas: é um filmaço, o melhor de 2010 até agora (ok, sei que a concorrência anda desleal). E é o quinto acerto consecutivo do diretor inglês Christopher Nolan. Não dá pra considerar muito seu trabalho de estreia, The Following, que só eu vi (la la la la la la – visualize a Lolinha fazendo dança de deboche). Que não tem nada de ruim, mas suspeito que se fosse bom eu me lembraria dele. Depois de sua estreia, ele fez Amnésia, que é simplesmente fantástico, e se você não viu, você tem problemas, Insônia, que talvez seja o mais fraco de sua carreira, mas ainda assim ver um Al Pacino insone e um Robin Williams vilão está bem acima da média, Batman Begins, que eu revi outro dia e continua incrível, O Grande Truque, que é bárbaro e cruel e muito gostoso de assistir, e Cavaleiro das Trevas, que não é um grande filme apenas pela interpretação inesquecível do Heath Ledger, apesar de que isso ajude. E agora A Origem. Hoje em dia, provavelmente só o Taranta tem um currículo tão formidável, tão sem tropeços assim. Pô, são cinco grandes filmes em seis (tô descontando Insônia, e não conto The Following). Isso em pouco mais de dez anos de carreira, e o cara é jovem, não tem 40 ainda. A gente fica quase torcendo pra que ele cometa um deslize.
E o mais interessante é que Christopher escreve seus roteiros e adora tramas complicadas. Muita gente coça a cabeça ao ver Amnésia, que é até bastante simples, mas narrado de trás pra frente, com uns flashbacks inseridos em preto e branco. Às vezes o Grande Truque é confuso por não apenas ter o double (o Hugh Jackman é rival e, ao mesmo tempo, cópia do seu inimigo, Christian Bale), mas o trio (não sei como Freud chamaria um double que são três). Até os dois Batmans do Christopher são muito mais complexos, com mais nuances, que os dos anos 80 e 90. E Origem tem tantos níveis, tantos subconscientes, que dá a maior vontade de ver de novo só pra poder pescar evidências que sustentem a sua interpretação.
É, porque não espere um produto quadradinho e com respostas prontas. Origem termina em aberto, e é você quem decide. E isso pode ser frustrante pra algumas pessoas, entendo. Na minha sessão, um espectador gritou “Filho da p*ta!”, visivelmente dirigido ao diretor e seu corte na última imagem. Mas tenho certeza que é indignação de quem amou o filme. Do meu lado, um rapaz sozinho não se cansava de suspirar e dizer “Massa!”. Saiu com um sorriso no rosto, atordoado com tudo que viu.
Nem posso contar muito da história. Só um tiquinho, então: Leonardo DiCaprio, sempre perfeito (como que alguém que viu, sei lá, Foi Apenas um Sonho ou Infiltrados, pode dizer que ele não é um super ator?), faz uma espécie de espião profissional que entra nos sonhos de altos executivos para roubar segredos. Junto com uma equipe, composta principalmente pelo Joseph Gordon-Levitt (eu nem sabia quem era durante o filme, mas é o meio sem-sal de Stop-Loss e 500 Dias com Ela. A Origem é seu melhor papel, mas quando que ele vai cortar um dos sobrenomes pra permitir que eu guarde seu nome?), ele comete “extrações” de informações importantes. O problema é que sua mulher já morta, Marion Cottilard (Oscar por La Vie en Rose; parece uma femme fatale de film noir), invade os sonhos pra avacalhar, digamos assim, em bom português. O lindo e sexy Ken Watanabe (O Último Samurai, Memórias de uma Gueixa) o contrata para fazer uma inserção de um pensamento (um início de uma ideia, o inception do título original) na mente de um jovem herdeiro, o Cillian Murphy (o Espantalho de Batman Begins, o sobrevivente em Extermínio, o psicopata em Voo Noturno). Pra essa arriscada missão, Leo chama uma aluna de arquitetura, a Ellen Page (eternamente Juno). Em uma das maiores homenagens aos arquitetos na história do cinema, Ellen tem que bolar cidades inteiras no sonho, “pure creation", como ela diz. Há também outros rostinhos famosos no elenco, como Michael Caine (que dispensa referências), e dois atores que estão envelhecendo mal e que eu nem reconheci: Lukas Haas (ele foi o menininho de A Testemunha), e Tom Berenger (o sargento malvado de Platoon). Há ainda um bonitão que vai dar o que falar, um tal de Tom Hardy, totalmente à vontade como o integrante mais descolado do grupo.
E olha que atores de primeira nem seriam necessários pra um filme de ação repleto de detalhes. Tanta coisa pra adorar em Origem... Um testamento em forma de catavento, um pião que não para de girar... Achei o fato de todas as projeções do sonhador olharem pro invasor um enorme pesadelo. Deu medo mesmo. E isso de de borrar as fronteiras entre fantasia e realidade é um pouco como Matrix, mas num nível individual. Matrix é muito mais político, porque é o sistema que disfarça a realidade. Origem é burguês, o que não é necessariamente uma ofensa, nem que seja vinda de mim. Ambos são excelentes e fazem pensar: será que o que vivemos como realidade é real mesmo? Esta colher é uma colher?
Quem sabe eu tenha amado Origem porque os sonhos que mostra, cheios de adrenalina, são parecidos com os meus. Meus sonhos parecem filme de ação de Hollywood. Quem tem sonho bergmaniano em que se joga xadrez com a morte é o maridão. Os meus são a maior correria. Não tem perseguição de carro nem explosões, e acho que nem muito tiroteio, mas, tirando esses pormenores, tá tudo lá. E isso vindo de uma mente que absolutamente ninguém invadiria pra roubar os segredos, porque... eu não tenho segredos. What you see is what you get (pouquinho, né?). Ahá! Mas talvez alguém queira entrar na minha mente pra implantar o início de uma ideia. Já imaginou? “Vote Serra. Vote PSDB. A direita é o melhor caminho...". Acho que nem assim, viu?

Leia mais sobre este filme fascinante aqui e aqui (com muitos spoilers).