sexta-feira, 31 de outubro de 2014

"QUERO SER PROFESSOR, MAS O SALÁRIO É RUIM"

M., um jovem rapaz, me enviou essas dúvidas: 

Olá, Lola. Tudo bem? Me chamo M., tenho 21 anos e sou estudante de Direito (6º período). Andei vendo seu blog e vi que você é professora universitária. Vou te contar o que está acontecendo comigo e, se possível, gostaria muito  de uma orientação sua. 
Bom, desde pequeno (por volta de 9 anos) eu já demonstrava vários sinais de amor à prática da docência. Adorava ensinar aos meus colegas de classe os assuntos das aulas e fazia até provinhas. Nessa época, cheguei, inclusive, a alfabetizar uma funcionária aqui da minha residência, e me orgulho muito disso. 
Mais tarde, quando tinha por volta de 14 anos, fui aluno destaque pelas notas em inglês e, assim, fui chamado pra ser monitor na minha escola. Pouco tempo depois, me destaquei também pelas notas em outras disciplinas, e, assim, comecei a dar aulas particulares e atuar como monitor de física, química, biologia e matemática. 
A grande realização de um professor é, sem dúvidas, saber que está fazendo a diferença no aprendizado de seus alunos. É ver o progresso deles. E todos os alunos que estudavam comigo sempre faziam questão de ressalvar o quanto aprendiam nas minhas aulas (mais do que com os próprios professores). Aquela época pra mim, então, foi de grande realização pessoal. Dar aula não era um trabalho, mas um lazer remunerado, posso assim dizer. 
Enfim, o tempo foi passando e eu tive que escolher qual carreira seguir. Pelo amor à profissão, a absoluta convicção de que seria uma licenciatura (em química ou biologia) estava clara pra mim. O grande problema era, justamente, a má remuneração. Por mais que haja amor à profissão, essa má remuneração provoca várias objeções que nem precisam ser aqui ressalvadas. 
Considerando a minha capacidade de me disciplinar para os estudos, de persuadir e de fazer uma boa sustentação oral (com a modéstia bem à parte), percebi que tinha uma grande APTIDÃO para a área jurídica, e acabei optando pelo curso de direito. Note que eu falei APTIDÃO, e não PRAZER, pelas ciências jurídicas. Não chegava a desgostar, mas a sensação de adquirir conhecimentos jurídicos nunca chegou nem perto de quando eu descobri, por exemplo, o que era um átomo. 
Até o período que estou cursando agora, minha trajetória acadêmica foi cercada de dúvidas. Aquela vontade de mudar de curso e fazer o que ama, sabe? Acontece que a vontade de mudar de curso está predominando. Quero muito fazer licenciatura em ciências biológicas e seguir carreira como professor. Mas temo pelo salário. 
Ficaria muito feliz se você pudesse me esclarecer algumas questões em relação a isso. Gostaria de saber se é possível, por exemplo, chegar a tirar entre 8 e 10 mil reais LÍQUIDOS e se há uma perspectiva de um salário superior a esse. Se sim, gostaria de saber em quanto tempo é possível chegar a este nível de remuneração. 

Minha resposta: Coincidência você me perguntar isso, M., porque ontem mesmo encontrei um ex-aluno meu muito querido, numa rua próxima à universidade. Ele estava radiante porque tinha acabado de ser aprovado no concurso para ser professor numa universidade estadual, a UECE (eu dou aula numa federal, a UFC). Esse ex-aluno tem 25 anos, e se formou no final do ano passado, em Letras Inglês. Antes disso, ele passou num concurso para escola estadual, chegou a dar aula pro ensino médio, e detestou. Desiludiu-se tanto com a profissão (ele ainda não era formado) que começou uma nova faculdade (justamente de direito), e também tentou trabalhar um pouco na área de turismo.
Agora que ele vai ser professor universitário, decidiu largar o curso de Direito (tinha cursado um semestre), e vai logo começar um mestrado na área. Quando ele comunicou essa decisão para uma outra ex-professora dele, uma colega minha que odeia ser professora (e é odiada de volta por grande parte dos alunos), ela lhe disse: "Você está louco? Vai abrir mão de ganhar 18 mil reais pra ser professor e ganhar uma merreca?"
Não sei de onde ela tirou esse número dos 18 mil (até parece que é fácil prum advogado ganhar isso!), mas o ex-aluno respondeu pra ela: "Eu sou pobre, minha família é pobre. Ganhar R$ 3.5 mil agora, pra mim, está muito bom, cobre todas as despesas e ainda dá pra viajar. Se eu continuasse com o curso de Direito, só me formaria daqui a 5 anos".
Eu não sei quanto a UECE paga, mas meu ex-aluno é recém-graduado. Nada mau começar com um salário desses aos 25 anos. O salário de um professor aumenta através da titulação (mestrado, doutorado), e através da progressão funcional, que é um relatório gigantesco, geralmente a cada dois anos, que você deve apresentar contando TUDO de acadêmico que você fez nos últimos dois anos. Se o relatório for aprovado, você progride pra uma nova classe. A mais alta, o topo da carreira para um professor universitário, é titular. Mas é muito difícil chegar lá. Só 10% dos professores universitários no Brasil são titulares. 
Eu não tenho a menor ambição de chegar a titular, porque quero me aposentar antes. Mas não sou parâmetro: comecei tarde, só passei a ser professora numa universidade com 42 anos. Hoje tem muito docente com 30 anos já com doutorado.
Dê uma olhada nas tabelas salariais aqui. Elas são válidas para todas as universidades federais.

Eu sou professora adjunta (ou seja, tenho doutorado) em regime de dedicação exclusiva (não pode ter outro emprego) 40 horas, e estou no nível 3, ou seja, prof-adjunta 3. 
Isso quer dizer que já passei por duas progressões funcionais, em 2012 e 2014. Meu salário este ano chegou aos R$ 10 mil brutos, mas líquidos, são R$ 7.500. Nem com o pequeno reajuste prometido para 2015 meu salário líquido chegará aos 8 mil. Se, algum dia (em 2018), eu conseguir passar de adjunto a associado, aí sim haverá um belo aumento de salário, Talvez fique próximo a algo entre 9 e 10 mil líquidos.
Teoricamente, é possível chegar a associado oito anos depois de entrar na faculdade com doutorado. Na prática pode ser mais complicado, porque as faculdades estão fazendo de tudo para dificultar a progressão (estamos preocupadxs!). Tipo: te encher de turmas, cobrar projetos de extensão, e depois te avaliar pelo que você faz de pesquisa. Sendo que, se você está 20 horas por semana em sala de aula, fica quase impossível publicar. 
Você é muito jovem e precisa ter paciência. Depois de graduado, você precisará fazer mestrado (mais 2 anos) e doutorado (mais 4; você pode conseguir bolsa pra fazer o mestrado e doutorado; a bolsa pro mestrando hoje está em R$ 1.500). Aí você passa num concurso e entra numa federal como prof-adjunto, ganhando algo próximo a 7 mil líquidos (talvez um pouco menos), nos valores atuais. Você estará com menos de 30 anos, e, convenhamos, 7 mil não é um salário ruim. 
Quando comecei a trabalhar, aos 18 anos, meu salário era um lixo. Se eu tivesse começado a ganhar R$ 3.5 mil desde os 25, como meu ex-aluno, eu certamente estaria numa situação financeira muito melhor hoje. Não que eu esteja reclamando, porque obviamente estou numa posição privilegiada. Com este salário, faço parte da elite. Mas eu, como tantos outros brasileiros de classe média, passei grande parte da minha vida recebendo R$ 2.5 mil. Como professora, o único jeito de receber o que recebo é trabalhando numa universidade pública.
Enfim, acho que você deve fazer o que gosta, o que te dá prazer, o que te traga satisfação pessoal, e, se você for idealista (e nesta idade acima de tudo, você deve ser idealista), o que contribui com a sociedade. Claro que salário é importante, mas não deve ser posto acima de tudo. Além disso, ganhar 7 mil líquidos é um super privilégio neste país (e no mundo também). Esse tipo de salário dá e sobra pra mim. Tudo bem que sou frugal e não tenho filhos nem sonhos de consumo (tenho tudo que preciso). Estou muito feliz com a minha vida, só gostaria de ter mais tempo. 
Ah sim, uma dica que dou a todos é: comece a pagar carnê de autônomo do INSS o quanto antes. Pague o mínimo do mínimo mesmo, e guarde todos os carnês, de jeito organizado. Pague INSS inclusive quando não estiver trabalhando, por exemplo, vivendo de bolsa durante o mestrado e/ou doutorado. Isso pode te salvar anos de contribuição quando for sua hora de se aposentar. 
Se ser professor sempre te deu tanta felicidade, desde que você era criança, creio que você tem de ir atrás desse sonho. 

97 comentários:

Patrick disse...

Dica: a rede de Institutos Federais de Educação Tecnológica (IFs) paga o mesmo que as universidades federais, mas tem vagas também para docência voltada ao ensino médio.

E são escolas com toda a estrutura de apoio com profissionais de pedagogia, psicologia & saúde, o que permite aos professores concentrar-se no seu trabalho - e praticamente zerar as "histórias de horror" como a narrada pelo ex-aluno de Lola.

Aqui no meu estado, Rio Grande do Norte, o IFRN tem 19 campi.

Anônimo disse...

Vocês viram o absurdo da moça que foi estuprada por 3 animais, eleitores de Aécio, porque estava defendendo outra mulher nordestina da xenofobia deles?

Aqui o relato dela:
https://www.facebook.com/isabela.nobre.3/posts/756230604446491

Olhem o que eles falaram pra ela... depois devem ter se vangloriado nesses fóruns mascus da vida por aí!

Anônimo disse...

Meu pai é professor de química doutor em educação, professor universitário. Podia ter escolhido qualquer outra profissão que remunerasse melhor, pois sempre foi um homem com inteligencia acima da média. Mas a riqueza dele é a paixão pela docência, cada vez que encontra com os alunos na rua elogiando o seu trabalho, o seu reconhecimento dentro da academia e até o amor pela instituição de ensino em que trabalha. É isso que faz ele hoje, com 70 anos, levantar da cama com prazer e trabalhar 9, 10 horas diárias. Quer ser mais rico que isso pra quê?

Anônimo disse...

Amei o post Lola!!!
Sempre tô aqui comentando os assuntos que me interessam... A verdade que eu acho bem mais legal a carreira docente...
O meu "perfil" não bate muito com a profissão que eu me formei (Engenharia), mas é bem verdade que foi a Engenharia que me abriu portas e que me deu $$$ pra fazer o que eu quisesse...
Consegui uma bolsa em um projeto bacana, e entrei no mestrado... Hj faço iniciação à docência na minha universidade...

Estou numa fase de transição...falta pouco pra concluir minha dissertação, não estou "trabalhando" e minha bolsa acabou... Vou ficar assim uns 5 a 6 meses... e ja passei em um concurso para docente do curso técnico... Mas com a eleição do nosso governador (SP) nem sei se vão me chamar...

Eu gosto das perspectivas da docência,prefiro ser feliz fazendo o que eu quiser... Já to pensando até em uma próxima graduação !!!!

D Stoffel disse...

Vocês viram o absurdo da moça que foi estuprada por 3 animais, eleitores de Aécio, porque estava defendendo outra mulher nordestina da xenofobia deles?

Meu Deus a que ponto chegamos é tão absurdo que parece mentira, hoje em dia as mulheres tem que dar graças a Deus porque não foram estupradas, tenho nojo.

D Stoffel disse...

anonimo 14:36
Vocês viram o absurdo da moça que foi estuprada por 3 animais, eleitores de Aécio, porque estava defendendo outra mulher nordestina da xenofobia deles?

a que ponto chegamos absurdo,chega a parecer que é mentira uma coisa dessas, não dá pra acreditar, eu fico triste com isso, mas moça foi muito forte ao relatar, o problema é a polícia que insiste em banalizar o estupro covarde.

D Stoffel disse...

Pois é ainda temos que ganhar menos que eles.
tá aí uma pesquisa
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/10/141031_desigualdade_fd?ocid=socialflow_facebook

Anônimo disse...

off topic Brasil caiu 9 posições no raking de igualdade social retrocedemos

Anônimo disse...

é melhor ser professor de faculdade que escola.

Ana Cecília disse...

Muito bom este post!!! Também quero ser professora... obrigada Lola!!!

clara disse...

viram o caso da etiqueta machista http://lugardemulher.com.br/o-incrivel-caso-da-etiqueta-machista/

Anônimo disse...

Pula do fora do Direito o quanto é tempo, tive a mesma dúvida que você durante a faculdade,mas fiquei no Direito, arrependo demais, não sou nada feliz no trabalho, faço sem nenhum prazer, e a remuneração é muito ruim, quando sair da faculdade e for advogar vc se não for um filhinho de papai terá de trabalhar em um escritorio que lhe pagara dois ou tres salarios mínimos, com sorte, e sem ter a ctps assinada, isso que eles chamam de associado(na verdade um truque para não pagar direitos trabalhistas) outra coisa, o mercado está saturado,não tem vaga para todo mundo no serviço público, logo são anos e anos até passar em um.Conselho de amigo, desista o quanto é tempo e siga sua paixão.Eu não fiz isso e me arrependo amargamente.

Anônimo disse...

Sou professora com orgulho. E nem falo em universidade. Dou aula na educação básica/infantil há apenas sete anos e recebo líquido mais de 5000 mil. Não tive nenhuma progressão e este é o básico 40h nível superior com pós. Boa sorte!

Patrícia disse...

Trabalhar em escolas particulares, dependendo de onde vc mora, também costuma dar uma boa remuneração, se vc for bom no que faz. Sou professora da rede pública, também apaixonada pela profissão e lutando por dias melhores. Ainda não sei se vou tentar carreira universitária, estou no mestrado com bolsa e dá um trabalhão! Além disso, gosto muito de dar aula no Ensino Básico, por mais que haja problemas. Mas é possível ser feliz sendo professor sim! Apesar de sempre ver caras de pena quando eu falo a minha profissão. Corra atrás dos seus sonhos, o dinheiro acaba vindo com bastante suor (talvez um pouco mais do que no direito, mas a gente sua sorrindo)...
Boa sorte!

Anônimo disse...

Ontem me formei em licenciatura, mas não quero sala de aula, escola, de jeito algum. E não eu, mas nem minha mãe quer por ser professora e amigos meus que dão aula falam pra eu não entrar nessa.
E o problema nem é apenas o salário ruim, pois há lugares que pagam bem. Quem dera fosse só salário, mas o buraco é bem mais em baixo.
O sistema educacional brasileiro como um todo é ruim e cheio de erros e falhas. E qd digo sistema, englobo todo tipo de escola inclusive as particulares que mt gente pensa que são boas, só que não.

Mariane disse...

M, não desperdice sua vida com o que você não gosta. No futuro você se arrependerá por não ter feito aquilo que gostava. Você tem tudo para ser feliz fazendo o que gosta. Ainda tem muito tempo, tem disposição.

Você também poderá ganhar dinheiro de diversas formas, todas ensinando. Imagine como estará a internet daqui há 8, 10 anos.

Fiz cursinho e meus professores além de ensinarem no curso, davam aulas pela internet, davam consultas, aulas particulares. Enfim, se você for criativo poderá ganhar dinheiro de diversas formas, mas não se preocupe com o dinheiro por agora, se preocupe em fazer um bom curso, estudar e passar conhecimento.

Boa sorte.

Anônimo disse...

essa suposta agressão de eleitores do Aécio é tão verdadeira quanto o cara que eu vi no face dizendo que foi mesario e que já tinha 400 votos para a Dilma antes mesmo de alguém votar.

L. disse...

Fiz um comentário imenso, mas apertei alguma coisa e acho que o perdi. --'
Paciência! Mais tarde volto para refazê-lo...

Anônimo disse...

Outra dica: colégios militares. Vocé pode ser professor civil neles! Além de ter uma puta estrutura como nos IFs, seus alunos serão disciplinados (bem, pelo menos dentro da sala, nada de desrespeito, agressão verbal, etc) e eles pagam muito bem! É quase salário de professor universitário lá (se não me engano, com doutorado vc ganha 8000 e pouco + benefícios). Só tem que se informar sobre os concursos.

pp disse...

Oi M.! Eu nunca tive experiência como professora, mas sou advogada (tudo dando certo em breve defensora pública), amo a área (advocacia para vulneráveis, e por isso a escolha por este cargo, e não por estabilidade, etc), e te falo para ir atrás do seu sonho. Quanto ao caso que a Lola contou, só quem está fora da área (e falando do que não tem noção) podia te falar que o novo professor está trocando 18 mil reais por menos.

Muitos advogados ganham bem mesmo, mas todos que conheço que ganham de 6 ou 7 pra cima trabalharam muito, muito mesmo, e isso depois de anos. Claro que estou excluindo quem já tinha família na área (que também tem seu mérito, pois manter não é fácil). A advocacia privada envolve muitos talentos além da profissão em si, como capacidade de ser empresário, etc.

Se vc quiser estudar para um concurso que pague isso (mais de 15 mil) também te garanto que do jeito como é hoje vc ficará no mínimo, mas no mínimo mesmo, uns 3 anos se preparando (talvez uns 2, como já vi um caso apenas).

Enfim, o que quero dizer é que esse papo de que Direito é bom, que vc pode fazer isso ou aquilo, é bom para quem gosta da área, como eu, que encontrei uma possibilidade de atuação que amo.

E olha, hoje a defensoria no meu estado está pagando muito bem, mas mesmo que fosse como há alguns anos atrás que ganhava menos que o motorista da Justiça Federal, eu estaria estudando muito da mesma forma. O prazer no trabalho não tem preço!

Vai ser feliz na biologia e não um frustrado no Direito!

Sônia E Romão disse...

Eu sou formada em pedagogia pela Usp e tenho pós graduação em ed infantil. Sou professora de bebês e pelo meu trabalho recebo 2 mil reais por mês, aqui em São Paulo. Amo meu trabalho e sou apaixonada pelos meus bebês, mas definitivamente se faz uma escolha por uma vida dura e sem reconhecimento quando se escolhe essa profissão, sobretudo quando a faixa que se escolhe é a menos vista pela sociedade como o trabalho com bebês.
Enquanto professora, posso deixar meu relato de que vale muito apena essa profissão, há uma recompensa interna muito grande de se estar fazendo o que acredita e por, todos os dias, construir um país melhor, já que desde a primeira infância conceitos como racismo e gênero, entre outros, devem e podem ser tratados para uma sociedade menos preconceituosa.
Trabalhar com isso trás muito orgulho e é o que faz com que muitos professores continuem nesse caminho tão árduo e necessário que é o da educação.
Eu recomendo a você, M., que tente, porque ok precisamos de salários melhores, mas o ser humano também precisa ser feliz na sua profissão.
Entre nessa luta por melhor salário, condições de trabalho e reconhecimento com a gente.
Porque esse é um trabalho que não é fácil, mas que enche a gente de orgulho no fim do dia, e no fim das contas é isso que importa.
um beijo

Beatriz Medeiros Noleto disse...

Só para explicar os 18 mil. Juiz ganha isso. As carreira jurídicas públicas pagam muito bem de modo geral. Mas ninguém conta que eles trabalham depois do expediente todo dia, trabalha no fim de semana e às vezes o fim de semana inteiro. E se estressam muito, tem muita cobrança, o trabalho que deveria ser intelectual passa a ser automático, por causa do excesso. Se vc sabe o que gosta e sabe o que não gosta, vc é um sortudo, vc não tem idéia.
Vc tem de pensar no salário, sim, mas pense nas despesas também. Tem trabalho que dá muita despesa e não compensa, tem lugares em que um salário razoável não dá pra nada.

Anônimo disse...

Sei que o comentário não tem nada a ver com o tema do post e que com certeza será censurado, mas olha que legal: Dilma prometeu que não aumentaria os juros, que isso era coisa 'dazelite', e que o Aécio é que iria aumentar os juros, e ela levou menos de 4 dias pra quebrar a promessa e aumentar a taxa de juros, deve ser um novo recorde. A Petrobrás continua despencando e tudo lindo no pais das maravilhas onde a dilma acha que vive. E aí, será que ela ainda acha que a economia não é problema da presidetnE? Vai chamar o Lula pra censurar a imprensa que lhe é negativa? Com todo meu amor, vão se ferrar PTistas, pq vcs já ferraram o resto do país.

Anônimo disse...

Tente seguir carreira de professora universitaria.

Ana disse...

Lola, só quero te fazer uma pergunta. Como é possível alguém mudar TANTO depois de ler um único livro? E tem como curar um sujeito destes?

Eu confesso que sempre que via você falando dos mascus, achava que era exagero. Porém, aconteceu comigo. Conheci um garoto na faculdade, que era extremamente gentil, calmo e bondoso. Lembro que uma vez ele deu o dinheiro que tinha de almoço, pra um mendigo que pediu esmola e ficou sem comer, porque não tinha tempo pra sacar dinheiro.

Depois de alguns meses, fui pra outro país via Ciência sem fronteiras e quando voltei, o cara era praticamente outro homem. Eu nem o reconheci. Ele deve ter perdido uns 30 kg, cortou o cabelo, com um corte bem militar, ficou bem forte, tendo uns 40cm de bíceps, eu só o reconheci quando o chamaram pelo nome.

O problema não é só a mudança física, fui pedir ajuda com exercícios e ele disse que não esta a fim de ajudar, porque tem coisa """melhor""" pra fazer. Parou de beber e quando pude conversar com ele, ele me falou de coisas, como o "Marriage Strike", de como as mulheres são hipergâmicas, de como o "mundo é misândrico", mudou completamente de orientação política. Antes votava no PT, hoje, votou no Pr Everaldo no primeiro turno e no Aécio no segundo.

Terminou com a namorada dele por causa de "joguinhos" e hoje, só transa com prostitutas, alegando que "toda mulher cobra, algumas de forma direta e outras de forma indireta", parou de demonstrar qualquer tipo de emoção e quando eu tento persuadi-lo, ele sempre trata os seres humanos como meros animais. E cita um tal de Nessahan Alita.

Tive a curiosidade de ler este sujeito e em resumo, ele prega que as mulheres são biologicamente "programadas" para agir de forma hipergâmica, que nossa sexualidade é bem similar a de animais e outras sandices que prefiro nem comentar.

Curiosamente, pra eles, quando um homem trai a esposa que esta ficando velha, com uma GP, esta apenas agindo conforme seus "instintos", mas uma mulher que usa o marido como "beta provedor" e trai ele, é uma vadia hipergâmica.

Como um único livro pode fazer um sujeito mudar um homem gentil e bondoso, pra um ogro que só pensa em enriquecer, ser o "macho alpha" e se manter desapegado? A impressão que eu tenho é que ele odeia A SI MESMO, por não ser tão "alpha" quanto ele gostaria. E noto uma tremenda indiferença dele por parte das mulheres.

Mas não nego que o N.A, pode gerar ódio. Pelo que li nos mascus, uma maioria desenvolve ódio pelas mulheres, mas uma minoria desenvolve uma indiferença. Ambos os sentimentos devem ser desencorajados. Dei uma estudada a fundo nos fóruns deles.

Pelo que andei pesquisando, eles tem basicamente 3 grupos de usuários.

O líder do fórum e os moderadores que fazem o que quiserem

Os "passados no teste", que após demonstrar ser um dos que desenvolveram o "desapego"(sic) e não o ódio, eles se tornam aptos a postarem em outras zonas do fórum

Os novatos, cujos moderadores passam semanas e até meses avaliando se eles serão "promovidos" ou não.

Eles costumam apelidar os "revoltados" como "juvenas"(sic) e banir os juvenas. Eu acredito que eles não desejam embora acabem promovendo o ódio pela simples razão de que a maioria dos leitores do N.A. desenvolvem ódio e por mais que eles acreditem que estão "virilizando" os homens, uma minoria dos leitores são "virilizados" e a grande maioria, se torna revoltada. Assim, mesmo que eles não queiram, eles acabam formando legiões de revoltados e uma meia dúzia de "homens de honra"(sic). No fórum que estava estudando, existem 3 vezes mais usuários banidos, que usuários ativos.

Anônimo disse...

Esse salário de dois mil com certeza é de 20 horas semanais. Certo? Em geral uma professora berçarista, trabalhando 40h, ganha quatro mil mensais.

(L.) disse...

Voltando... Apesar de sentir o peso da frustração ao vivenciar o caos da rede pública de ensino, digo com todas as letras que amo lecionar, amo minha área de atuação e me sinto realizada em minhas conquistas de docente e pesquisadora em formação. Gosto de deixar claro que o que me frustra atualmente não é a profissão de professora de Língua Portuguesa, mas sim o contexto problemático no qual muitas vezes somos praticamente jogados após nos licenciarmos.
Terminei minha graduação cedo, tive algumas experiências na rede privada - que muitas vezes se aproveitam da necessidade de inserção no mercado de trabalho urgente dos recém-formados - e penei bastante até ser convocada num concurso da rede estadual no qual fui aprovada em 2011. Atuo numa escola da periferia de uma cidade da região metropolitana e minha remuneração (no nível inicial, pois só podemos requerer a progressão por titulação após os 03 anos do chamado "estágio probatório) é de R$ 1.800 para 30h/semana, sendo 20 de atuação em sala de aula e 10 para planejamentos e etc. Mesmo comparando com o piso pago na rede pública de outros estados, vejo que os rendimentos da classe docente ainda está muito aquém do ideal, principalmente se compararmos aos de outros profissionais de nível superior que muitas vezes recebem bem mais do que nós sem ter tantas formações ou títulos.
Em breve concluirei meu mestrado na universidade federal (e, inclusive, quero a Lola na banca!) e sei que todo esse esforço só faz mais diferença nos salários no ensino superior e, principalmente, na rede federal. Enfim, não me entendam mal, não quero com isso pintar o inferno na terra para a nossa profissão nem desestimular ninguém, mas acho que só teremos avanços significativos quando superarmos a ideia comum de que "professor ganha mal, mas ele é acima de tudo um sacerdócio, uma missão, um dom, uma vivência de abnegação..."
Somos profissionais, estudamos muito para estarmos à frente de uma sala de aula e, para o bom exercício de nossas funções, precisamos de salários dignos, infraestrutura adequada e um currículo atualizado. Isso não é pedir demais nem ser sonhadora, são melhorias que revigorariam a educação básicas e combateriam o gritante desencanto dos jovens pela atuação docente. Depois eu volto para comentar mais... (risos)

(L.) disse...

Só um adendo: apesar da realização pessoal e do orgulho de formar e instruir cidadãos, não posso deixar de mencionar que os professores também têm contas a pagar e necessidades que fazem com que muitos precisem trabalhar em mais de um vínculo na rede pública e ainda "pegar aulas" em escolas particulares para sustentar uma família, ter seu automóvel e casa própria. Digo isso porque conheço a rotina desgastante de vários colegas professores desse Brasilzão...

Anônimo disse...

Engraçado a professora ficar revoltada com um possível abandono do curso de Direito, é o que vejo ao meu redor também. As pessoas acham que quem estuda direito já é praticamente desembargador, por favor né. Eu divido apartamento com outras 3 pessoas, e entre elxs está uma advogada e o restante pertence a área de engenharia, ela como nós é recém formada e está ganhando 2k!! Um absurdo! Eu tirava isso no quinto período da faculdade. Ela está desanimada e disse que vai começar TI. Mas enfim, eu realmente fico pensando o porque diabos a galera acha que direito hoje em dia dá uma grana sensacional...

Anônimo disse...

Eu conheço a mina que sofreu o estupro, ela é um amor de pessoa. O pior é que estava lá no dia só que sai mais cedo e depois acontece uma merda dessa. ):

Anônimo disse...

dps de domingo todo mundo é economista e super entende o q estão falando heheueheueheue

Anônimo disse...

31 de outubro de 2014 22:34
Ana:

Não é exagero.
Meu IRMÃO também está nessa e de uma hora pra outra veio me perguntando se ainda sou virgem (deve querer saber se sou "vadia" ou ainda não p contar aos confrades nos fóruns), entre outras perguntas sem noção e atitudes suspeitas, mas como eu já estava ligada no que ele estava lendo eu estou contornando a situação a meu favor. Ele estava namorando, pediu o comp da menina emprestado e aqui em casa instalou o keylogger no note da mina (isso parece ser regra aos "homens de bem") eu simplesmente fui lá e desinstalei o dela e instalei um no dele por um tempo pra ele aprender kkk... O engraçado foi ver ele conferindo no celular as supostas mensagem que deveriam chegar pra ele e não chegava nada. ehuheueheue E agora to vendo o que ele escreve, já foi o tempo de ficar preocupada, agora só dou risada mesmo. Ele praticamente não fala mais com ninguém da família, já era assim agora piorou 1000x.

Anônimo disse...

Negam o estupro da moça, negam os xingamentos racistas e xenófobos, negam as ameaças... Eu mesmo fui ameaçada porque estava com um adesivo 13 no carro, mandei bjo para todos hahaha. Mas o que esperar de um eleitor do Aécio né mesmo, é o de sempre. Nada novo.

Anônimo disse...

Se tu não se sente realizado na área de direito, curse licenciatura. A procura aqui no meu estado está tão baixa que algumas faculdades particulares estão oferecendo o curso sem o pagamento das mensalidades, o aluno presta o vestibular e só paga a matrícula. Boa sorte! x)

Anônimo disse...

Amei esse post! Mas acho que tenho uma opinião diferente da maioria :X

Eu sempre tive aptidão e amava as matérias de humanas na escola, já ganhei premio de destaque, tive redações publicadas, etc. Na época do vestibular eu estava completamente perdida e fiz prova para entrar em 5 curso diferentes hahaha Acabei passando em todos e escolhi entrar para a faculdade que tivesse mais qualidade técnica, infraestrutura e docentes. Era uma faculdade de Engenharia.

Hoje sou muito feliz nela! Não vou dizer que é fácil (até porque essa não é a área em que tenho mais facilidade), mas gosto do ambiente, das pessoas e do conhecimento que obtenho aqui. Estou no meu segundo estagio na engenharia e gosto muito do que faço. O mercado é amplo e tem muita coisa diferente para fazer. E eu acho que o mercado todo é assim: Tendo criatividade, é possível encontrar o seu lugar em qualquer área de conhecimento e ganhar dinheiro tamb.


Acho que tudo depende muito da sua personalidade, da sua capacidade de adaptação... Não te conheço, não sei nada sobre a sua historia de vida, mas acho que se você é bom como professor e acha que só vai ser feliz se for professor, vá em frente! O sucesso profissional é muito mais que muito dinheiro na conta no fim do mês. Mas se você acha que se adaptaria a outro mercado porque precisa do dinheiro, não descarte essa possibilidade.

Beijos e fique bem
Melissa

Raven Deschain disse...

Prepare-se para "Analisando um Mascu". Logo após "Mascu News". :)

Andrea disse...

Como comentou alguém, você é muito sortudo por saber o que quer. Também acho que deve seguir o sonho! Eu desisti de uma bolsa integral de Direito, no primeiro semestre e não me arrependo nem um pouco. Não era a minha área e, mesmo se eu me formasse, seria uma péssima profissional. O problema é que ainda não sei o que gostaria de fazer. E o tempo só passa...

Patrick disse...

Dilma prometeu que não aumentaria os juros,

Desde 19 de julho de 2006 que a taxa de juros anual é menor do que a menor taxa alcançada em todo o governo FHC/PSDB. Fonte: Banco Central.

A Petrobrás continua despencando

A Petrobrás continua tendo um valor de mercado dez vezes superior ao que tinha no governo FHC/PSDB, em dólar. Fontes: Emiliano José/Brasil 247 e Yahoo Finanças

não é problema da presidetnE?

Freud explica? Ou é simplesmente machismo rasteiro?

o Lula pra censurar a imprensa que lhe é negativa?

Foi Aécio Neves quem processou 66 tuiteiros por terem uma opinião diferente da sua.

O único caso de proprietário de jornal preso no Brasil - desde janeiro! - "coincidentemente" é o de um opositor a Aécio Neves/PSDB!

Com todo meu amor, vão se ferrar PTistas

É com esse argumento da 4a série que vocês pretendem se mostrar como alternativa responsável para governar o país?

A propósito, me esclareça, o PSDB inventou o bolsa-família (argumento que costumo ouvir de agosto a outubro dos anos pares) ou o bolsa-família é na verdade um bolsa-esmola (o que mais ouço fora do período eleitoral)?

Anônimo disse...

Professores que odeiam dar aula para o ensino médio, e sonham com o superior = analfabetos funcionais no ensino superior.
Educação no Brasil, lugar onde se "constroi casas pelo telhado"

Anônimo disse...

Vdd, o BF passou de "programa importante criado pelo PSDB" para "esmola que vagabundo ganha pra não trabalhar" na velocidade da luz. Percebo como o discurso mudou de uma hora pra outra pelos meus amigos. klj~klj~klj

Anônimo disse...

O Dia que o FHC morrer, os petistas que tem paixão platônica por ele rasgam as calcinhas pela cabeça.
O governo do cara foi nos anos 90, mas daqui a 50 anos vai ter petista fazendo hgada, e dizendo "háá´, mas no tempo do FHC era pior"

Anônimo disse...

Lola, desde 2013, com a Lei 12.772/2012, todo professor do magistério federal pode chegar à classe de titular. Não é mais como antes, com vagas restritas por universidade. Outra dica é ser professor EBTT que tem a tabela de remuneração igual a do magistério superior (mesmos valores e retribuições por titulação) e não exige tanta pesquisa e extensão como para os de 3º. É uma carreira mais tranquila, não impede que o docente faça também pesquisa e extensão, mas não é uma exigência para progressão. Sou EBTT desde 2009, ano que vem já vou fazer progressão para a classe equivalente à de Associado. Dou aula para o nível técnico e tecnológico. Tenho grupo de pesquisa também.

Marilia disse...

Oi Lola!

Que bom ler esse post!
Justamente agora que eu, no meu primeiro ano de doutorado (ainda sem dar aulas) estava tão desanimada com ele... Quase todos os dias acordo pensando se não é sacrifício demais por ganho de menos, pensando se daqui a 3 anos não vou estar com um diploma de doutora na mão e sem saber pra onde ir :(

Esse guest post e sua resposta me deram um ânimo, obrigada!

Anônimo disse...

óbvio

Laurinha disse...

Acho que na área de humanas, com exceção de Direito, talvez, quem ganha mais mesmo é professor universitário.
Nas outras áreas acaba sendo o contrário.
Recentemente conheci duas pessoas que desistiram do jornalismo pra dar aulas particulares e em estabelecimentos particulares e dizem que é bem mais lucrativo.
Só que tem que estudar mais, fazer especialização, mestrado, doutorado, mas convenhamos que isso não é necessariamente um problema pra quem gosta de ensinar e vai ter que se atualizar pro resto da vida de qualquer forma.
Atualmente sou mestranda, com bolsa de estudos. Pedi licença de um emprego no qual ganhava relativamente bem, pra me dedicar exclusivamente aos estudos por uma bolsa de mil e quinhentos. É complicado, você precisa se organizar com antecedência pra viver com menos dinheiro, muita gente dá apoio, mas acreditem, rola um certo preconceito por parte de quem não dá tanto valor ao estudo e não entende uma pessoa fazer essa opção ou ganhar pra estudar, pesquisar. Cheguei a cortar relações com uma parente que não perdia a oportunidade de me alfinetar, a última dessa pessoa me falar que isso é coisa de quem não gosta de trabalhar. Pior que ouvi isso de uma pessoa que já foi professora primária, mas não sei se o preconceito ou o despeito falou mais alto...
Mas voltando ao assunto, acho que nesses caso a pessoa precisa definir o que é mais importante pra ela, trabalhar em algo que não gosta ganhando muito bem ou trabalhar no que gosta ganhando razoavelmente.

Anônimo disse...

Me formei em Letras em 2010. Minha vó protestou já na época do vestibular. Na época dos estágios - fiz um em inglês e um em português - em sala de aula fiquei dividida. Na escola em que fiz inglês foi horrível, fiquei traumatizada. Depois que acabou e eu passava em frente a escola sentia até um mal estar. Na outra em que dei aula de português a experiência foi boa, gostei bastante, mas a professora a quem substitui me aconselhou a procurar outra coisa pra fazer, disse isso a mim e a outra estagiária colega minha. Mal sabia ela que a experiência naquela escola é que me mostrou que ser professora não era tão ruim assim. Tenho colegas que já terminaram mestrado, mas não fiz pós ainda. Dou aula particular.

Anônimo disse...

Achei isso de um absurdo tão grande. Triste pela noça que passou por isso. A policia já achou algum dos estupradores?

Anônimo disse...

Puxa, não sabia que o salário pra o ensino básico era tão bom. Você deve dar aula numa escola particular bacanuda ou esse é o padrão?

Vivian disse...

Anon 2:03, vc é foda! Quem dera toda namorada de mascu tivesse uma cunhada como vc hahahaha

Vivian disse...

Anon 2:13, quem dera toda namorada de mascu tivesse uma cunhada como vc hahahahaha

Anônimo disse...

klj é uma risada?

Anônimo disse...

Óbvio o que, criatura?

Anônimo disse...

1 de novembro de 2014 13:34
Pelo menos até ontem não pegaram nenhum dos três não. Tinham feito requerimento das imagens e ela já fez o retrato falado.

Anônimo disse...

Também queria ser profa mas tenho medo de chutar o pau da barraca.

Anônimo disse...

Professores de ciência são supervalorizados no ensino particular das capitais. Principalmente nos colégios de renome. Conheço professores de física em São Paulo ( ensino médio) que ganham mais do que docentes da USP. E ainda podem manter os filhos de graça nos colégios onde lecionam, cujas mensalidades são em torno de 3 mil reais.

Em toda e qualquer carreira são poucos os que consegues altas remunerações. Mesmo se pensarmos no ensino superior público, o que não parece ser o sonho do rapaz, é preciso que existam vagas sendo concursadas. A maioria desiste da vida acadêmica depois de anos tentando uma vaga. A história da Lola e a minha mesma, que conseguimos na primeira tentativa, são exceções...

Em resumo, não há o que pensar: invista naquilo que deseja e gosta de verdade. Não tem um caminho que seja mais fácil ou garantido do que outro.

Anônimo disse...

O Lobão ta no protesto kkkkkkkkkkkkkkk

Nayara disse...

(N)

Sou professora da Rede Pública Municipal aqui no Rio de Janeiro. Tenho mestrado e ganho em torno de R$ 1900 por 16h de trabalho semanais. Estou no Doutorado em História e optei por ter bolsa ao invés de aumentar a minha carga horária.
Entretanto, não é um trabalho que eu recomende para ninguém e quero sair do ensino básico o mais rápido possível. Trabalho com a faixa etária de 11 a 15 anos e os alunos não respeitam de jeito nenhum porque sabem que vão passar de qualquer jeito mesmo. A escola em que trabalho não tem sala de vídeo, nem laboratório de informática, mas o que mais me deixa chateada é a falta de interesse dos alunos. A maioria prefere que você falte e não fica feliz com a sua presença, mesmo que você se esforce ao máximo para atendê-los e para preparar aulas menos monótonas. Além disso, as salas têm em torno de 35 a 40 alunos. Não dá para competir. Já estou há 5 anos e sinto que estou perdendo a voz, mesmo trabalhando com carga horária reduzida. Na minha escola tem duas professoras de licença problemas psiquiátricos, além disso, uma inspetora e uma secretária tiveram síndrome do pânico e um inspetor pediu transferência depois de ser ameaçado por um aluno.
Espero não ter pintado um quadro muito desanimador, mas no momento me sinto completamente desestimulada, doida para acabar o doutorado logo e poder tentar uma vaga no Ensino Superior. Mesmo que fosse para ganhar menos do que ganho atualmente juntando a bolsa com o meu salário. Ia pedir licença para me dedicar ao doutorado esse ano, mas meu marido perdeu o emprego e eu fiquei sem muitas opções. Mas assim que ele arrumar um emprego melhor, vou pedir licença e acho que nem volto. Vou me dedicar ao doutorado e ver se arrumo outro emprego.

Anônimo disse...

Eu sei que não é o caso do menino do post, mas pra quem faz ou quer fazer faculdade na área de Letras, com uma formação em faculdade legal e bons certificados de proficiência e ensino, aulas de Inglês em escolas de idiomas podem ser uma boa.

Eu sei que a maioria das escolas pagam uma merreca, mas as escolas mais renomadas, com uma clientela "mais rica" pagam bem. Dá para fazer 2 mil reais fácil com aulas em meio período (três aulas por dia, segunda a quinta). Se fizer tarde e noite, dá pra dobrar isso tranquilamente.

O problema disso é que essas escolas acabam cobrando uma formação melhor do professor. Você tem que ser competente pra caramba. O trabalho nunca acaba na escola, a maioria você leva para casa. E alunos "riquinhos" geralmente são um saco. As vantagens são as turmas pequenas, salas boas, laboratórios de computação, bons materiais à sua disposição.

De qualquer forma, não dá para negar que a vida de professor é cansativa e estressante pra caramba. As pessoas costumam dizer que "professor tem vida fácil porque tira férias duas vezes por ano", mas só quem já viveu em salas de professores sabe que essas "duas férias" são o mínimo que a gente precisa pra manter a sanidade mental (e mais ou menos, viu? Ainda assim, o número de professores que vivem sob tarja preta é absurdo).

Lara disse...

Acho que a pessoa deve seguir suas aptidões na hora de escolher a profissão o dinheiro é importante, mas se a pessoa não se sentir satisfeita com o que fez fica difícil.

Durante a minha graduação em direito vi muita gente desistindo e indo fazer aquilo que gostava acho isso ótimo, mas também vi pessoas que não tem nenhuma afinidade com a área empurrarem o curso por conta da rentabilidade futura, não acho que elas fizeram bom negócio, por que se não gostam da área como serão bons profissionais.

Quanto aos R$ 18 mil por mês acontece só que não é da noite pro dia, demanda sacrifícios que são mais fáceis de serem enfrentados se vc gosta do que faz.

Lara

Anônimo disse...

Município. Depende da cidade. Mas em geral é isso mesmo 40h de acordo com escolaridade. Na favela. Nada de bacanudo. Mas para quem ama o que faz e tem um ideal é o que há :-D

Anônimo disse...

Sou a anon 13:30. Em uma das escolas que fiz estágio eu quase enloqueci. Não vou exagerar porque só dei aula lá um mês, e eu sabia que seria só esse período mas contava os dias pra acabar. Não ia aguentar passar mais de um mês naquele lugar. Outros colegas tiveram experiências boas naquela escola, mas pra mim foi péssimo.
Na outra escola foi bem tranquilo, se não fosse por essa experiência positiva eu ia pensar em fazer outra coisa da vida.

Sônia E Romão disse...

Sim, meio período.

Raquel Link - BLOG ESCREVO POR COMIDA disse...

LOLA VOCÊ RECEBEU MEU EMAIL SOBRE GUEST POST????????

lola aronovich disse...

Oi, Raquel. Recebi sim. Vou publicá-lo em breve.

Erres Errantes disse...

Lola, como é que seu ex-aluno conseguiu ser professor na UECE sem ter nem ao menos mestrado? Ele fez especialização, pelo menos?
E M., já que vc está já no sexto semestre, continue a faculdade. Termine seu curso, porque inclusive vc pode ter a oportunidade de ser professor de Direito em alguma faculdade. É só fazer uma pós, e não precisa ser nada especial, é só fazer uma pós bem furreca e vc será considerado apto a ensinar em qualuqer faculdade de Direito, das muitas que abundam por aí.
Eu acho que, no seu caso, é o melhor a se fazer, porque eu fiz um curso de Licenciatura e vi vários colegas fazerem o percurso contrário: estudar licenciatura e depois estudar Direito, para ter alguma possibilidade de conseguir emprego. Afinal, ser professor está difícil mesmo, a não ser que se consiga mestrar e doutorar, e mesmo assim o funil é beeeem estreito.

Edna Mara disse...

Só se for São Paulo, pq no Rio os professores de física assim como eu estamos desempregados ou encontrando colégios que não assinam a carteira, pagam menos que o piso, que atrasa o pagamento...isto se o aluno não te ameaçar...é uma briga diária....UM INFERNO DAR AULA!!!!!!

Anônimo disse...

Sou eng. química recem-formada e estou trabalhando há 2 meses como professora do pronatec e estou ganhando mais do que se estivesse trabalhando na area (aqui onde moro eng quimico é visto como laboratorista e recebe como tal). estou cursando mestrado e pretendo continuar na carreira da docencia. Precisamos parar de acreditar que dinheiro é tudo, não é! A nossa vida é tudo! Fazer algo que se ama!

Anônimo disse...

Deve ter passado em um seletivo para professor substituto. Algumas UFs e UEs aceitam docentes apenas com graduação para contratação temporária.

lola aronovich disse...

Não, gente, meu ex-aluno não passou pra professor substituto não. Foi pra efetivo mesmo. É só que eram várias vagas, e -- esqueci de falar -- não é na UECE em Fortaleza, mas numa cidade pequena do interior. Ou seja, não há tantos professores com mestrado e doutorado dispostos a se mudar pra uma cidade pequena (se bem que depois esse meu aluno me disse que, por enquanto, dará aula apenas dois dias por semana, então não precisa necessariamente viver lá). Vcs sabem como são os editais: primeiro eles abrem vagas para docentes com doutorado. Se nenhum doutor se inscreve ou passa no concurso, novo edital, desta vez pra mestre. Se nenhum mestre se inscreve ou passa, novo edital, desta vez pra especialista. Por aí vai.


Ah, alguém falou que agora todo professor pode chegar a titular. Pois é, na teoria é assim, mas na prática é bem diferente. Não sei se vc lembra que na greve de 2012 o governo queria FIXAR o número de titulares, para que não passassem de 20% ou 15% dos docentes, não lembro. Os sindicatos não aceitaram essa restrição, mas ela existe. Mudar de nível não é tão difícil (ir de adjunto 3 para adjunto 4, por exemplo), mas mudar de categoria (ir de adjunto para associado, de associado para titular) é muito, muito difícil. Tem altas cobranças. Tem que ter toda uma pontuação, bem rígida. É uma droga, porque, pra outros servidores, vc progride na carreira basicamente só com tempo de carreira. Nas universidades não é assim.

Muito obrigada a todxs pelas sugestões!

A. disse...

, 8 mil reais é realmente um belo salário, mas particularmente acho muito confortável ganhar metade disso ou menos por um tempo (digamos, até os 30 anos) fazendo aquilo que você ama. Tenho 28 anos, faço doutorado em Estudos Literários e eu e boa parte dos meus amigos consegue ganhar 4 mil sem grandes mistérios. Quando você finalizar o doutorado poderá dobrar o rendimento em pouco tempo, passando em um concurso de instituição federal. E não pense que será um longo e árduo caminho: fazer pós-graduação é uma delícia, e se a grana da bolsa for pouco pras suas necessidades você conseguirá trabalhar e estudar ao mesmo tempo. Difícil mesmo é passar pela graduação, mas aí é quase o mesmo para qualquer curso, não? O que está em jogo é quanto vale sua felicidade; professores e pesquisadores nem sempre ganham miseravelmente como dizem por aí, então eu no seu lugar, sendo tão jovem e tão apaixonado, ia correr logo atrás do sonho para estar onde desejo lá pelos 30 anos.

Anônimo disse...

Há 5 anos trabalho na Justiça Federal num cargo de nível médio, embora seja formada em Direito. Ganho quase 7 mil líquido e trabalho 7h/dia, 12/19h. Tenho tempo livre e uma boa vida. Ainda bem que larguei a história. Admiro muito os professore que tive na federal, mas hj sem nem fazer um pós qq ganho igual a eles. Injusto? Sim, ainda mais pq decidimos carreira muito cedo e muitas vezes é um caminho sem volta após casamento, filhos, etc.

Anônimo disse...

Estou cursando licenciatura e pretendo dar aulas na rede pública, aqui de SP. Confesso que fiquei, ao ler o post, abismada com a pretensão salarial do rapaz. Deu a impressão de que só essa faixa salarial seria "digna", para a pratica docente. Para as pessoas de onde eu moro, este é um salário muito bom, de "rico", como diriam. Provavelmente, quando me formar, vou ganhar uns 2mil, e confesso que não vou ficar triste não, pois para mim é o suficiente. Vou ganhar mais do que muita gente do meu bairro (Cid. Tiradentes), vide pesquisa (http://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,sp-desigual-de-r-600-a-r-5-mil-imp-,799349).
Acho que a questão qualitativa do salário - se ele é "bom" ou "ruim" - varia muito com a origem sócio econômica do sujeito. É claro que reconheço a lógica do capital implícita na ideia de que alguém que porta um diploma, deve receber um salário maior em relação à quem não porta o mesmo. Porém, em minha opinião, vejo um nível de indignação muito elevado, vindo de pessoas que estão em uma posição um pouco mais privilegiada, em relação a milhares de brasileiros que conseguem viver com muito menos do que o dito salário considerado "vergonhoso". Não estou querendo deslegitimar a luta por um salário melhor, mas sim promover uma relativização de prismas. Uma outra coisa que vejo, e que me deixa muito triste, é ver professores tão desencantados com o ensino público. A maioria diz fugir por conta de desvalorização profissional, infraestrutura, remuneração e, principalmente, por conta do desinteresse do aluno. Sempre fiquei com um pé atrás com esse tal "desinteresse" que nos acusavam de possuir. Talvez tínhamos o interesse de ter esse desinteresse por conta de alguém maior tinha o interesse de sermos assim: desinteressados. Afinal, que interesse alguém teria em formar uma nação de desinteressados? Ninguém nunca nos ensinou a ter interesse pelo mundo, pela aprendizagem, ou seja, por nada que apontasse para um caminho que poderia nos tirar daquela condição de desinteressados.
O professor que adentrava na sala de aula, todo santo dia, só reforçava nossa condição, dizendo "vocês 'são' desinteressados" e não "vocês 'estão' desinteressados", reforçando nossa suposta condição inata de desinteressados. (...)

Anônimo disse...

(...)
Parece que não sabia que o desinteresse é criado pela falta de perspectivas que determinada ação irá trazer, e que se trata de um estado, e não de uma condição e, como tal, pode ser mudada, isto é, pode-se 'criar' interesse. Daí vem a questão: Como formar um professor com interesse de criar interesse no aluno que não vê perspectivas de uma vida melhor, através dos estudos? Trabalhar na rede pública, principalmente de periferias, é um desafio e tanto, pois estamos lidando com uma classe marginalizada pelo sistema. Portanto, reforçar o discurso do desinteresse, é como reforçar a ideia de que o pobre merece a vida que tem, por não ter tido o interesse de buscar algo melhor. É legitimar o discurso meritocrático e culpabilizar o elo mais fraco do sistema educacional: o aluno. O professor deveria ampliar um pouco mais o seu olhar, ver que esse desinteresse do aluno, é só a ponta do iceberg de uma estrutura social muito maior e injusta.
Infelizmente, não acredito que um aumento salarial vá resolver o problema, pois o professor continuará dando a mesma aula e concentrando o insucesso no 'desinteresse' do aluno. Já tive o desprazer de ouvir de um professor, no ensino médio, de que ele continuaria ganhando seu salário, com o aluno aprendendo ou não, pois só dependia do aluno. Algo do tipo "Você quer? Sim!, então toma; Não quer? Não!, então dane-se. Estou ganhando meu salário mesmo. Quem precisa disso é vocês, e não eu." E não é que a maioria disse não? Hoje sou uma das únicas da minha turma que cursa uma universidade, e a única que cursa uma universidade pública. Quem diria que o destino de uma classe inteira seria definida por uma simples resposta, aliás, por uma simples escolha: a escolha de não querer aprender, como supunha minha professora. Nada muito diferente do que os defensores da meritocracia pregam.

Abraços
Priscila

Anônimo disse...

Priscila, me parece que, por ainda não ter se formado, você provavelmente ainda não tenha noção da complexidade que ocasiona a falência da educação básica pública do BR, principalmente das redes estaduais. Os estágios, PIBIDs e disciplinas de formação didática estão longe de serem suficientes para que um professor em formação para que um professor em formação conheça o campo minado que o espera. 2 mil reais é um salário razoável para você? Que bom. Pois para mim, que estudei 4 anos na graduação, quase 2 de especialização e agora mais 2 no mestrado, esse salário reflete a desvalorização da classe docente. E olha que nem moro numa cidade com alto custo de vida como Sampa. Eu quero sim melhores salários, e não vejo como solução passar a atuar no ensino superior/privado/militar. Isso resolveria minha necessidade de ganhar melhor, mas não seria a verdadeira mudança de que precisamos. O desinteresse do alunado é apenas uma das consequências de uma política curricular defasada e ineficiente, diante da qual o caminho mais fácil é culpar as partes em maior evidência: professor e aluno. Precisamos superar essa mentalidade de que, ao escolher ser professor, por já sabermos da realidade salarial e estrutural, devemos assumir a função como uma missão de superação. Como disse a hoje vereadora de Natal Amanda Gurgel, não somos super-heróis, não podem nos colocar dentro duma sala de aula para "salvar o mundo" com um quadro e um giz na mão.

Anônimo disse...

Já tive o desprazer de ouvir de um professor, no ensino médio, de que ele continuaria ganhando seu salário, com o aluno aprendendo ou não, pois só dependia do aluno. Algo do tipo "Você quer? Sim!, então toma; Não quer? Não!, então dane-se. Estou ganhando meu salário mesmo. Quem precisa disso é vocês, e não eu."


Priscila, gostei do seu comentário. E esse ponto a que destaquei foi exatamente pelo que minha turma passou, ouvindo de todos, TODOS os professores do último ano do ens. médio que provavelmente seríamos atendentes de telemarketing, vendedores ou balconistas. Sério. ):

Arthur Aleks disse...

Achei interessante o texto todo, eos comentários foram em esmagadora maioria construtivos, mas... Ele se destacou em inglês com a minha idade e só por isso foi ser professor? Poxa, cara, fosse isso eu já era titular aqui. Não há matéria mais fácil que o português do colégio: Minha irmã mais velha está no CpII e está vendo verbo to be. Sem contar que achei meio excessiva a ideia de um garoto da minha idade lecionar, mesmo que como monitor, e nunca conheci ninguém em nenhum colégio que tivesse visto um caso do tipo. Se alguém entender do assunto e souber mr explicar, agradeço. De resto, gostei bastante do post e os comentários foram esclarecedores também.

Anônimo disse...

Se inspire no grande educador Paulo Freire, que apesar de ser formado em Direito dedicou a sua vida pela educação.

Anônimo disse...

Concordo. Sempre estudei em boas escolas. Quando comecei a dar aulas na rede municipal com ens fund II me frustrei enormemente. No começo a gente idealiza muito, quer fazer um trabalho bom com eles, fazê-los aprender o que temos de ensinar de acordo com o curriculo. Mas a verdade é que essas expectativas nos fazem frustar muito. Infelizmente não temos condições. Temos alunos acostumados a um sistema escolar de faz de conta, com realidades difíceis em suas vidas normais. Em muitas escolas o resultado disso tudo são alunos extremamente indisciplinados. Há aulas muito frequentes que eu entro e não consigo conversar com eles, tenho que ficar resolvendo conflitos.

Anônimo disse...

Eu sei que a fala do professor é dura. Mas se você analisar, ele está falando isso porque se importa e gostaria de obter interesse do aluno, mas está se frustrando. Isso acontece geral. Ele está tentando convencer o aluno a realizar suas tarefas de uma maneira torpe, mas tem horas em sala de aula que se perde a cabeça, nao eh facil.

Anônimo disse...

Lola, primeiramente obrigado pelo espaço dedicado a educação que você nos cede. No ano de 2014 fez um ano em que dou aulas como eventual, fiz minha graduação a distancia, posso afirmar que este primeiro ano, foi um pouco difícil, esperava mais dedicação dos alunos, principalmente do pessoal que estuda no horário noturno, esperava um pouco de consideração, imagina como explicar a materia com alunos olhando seus celulares, outros escutando música em volume alto,meninas que só pensam em passar batom e se olharem no espelho... é difícil a educação em SP, trabalho na iniciativa privada durante o dia, na segurança privada como Porteiro de edifício e dou aulas a noite como eventual de língua portuguesa e me desgasto demais lecionando, mais não desisto, futuramente a educação melhorará.

Anônimo disse...

Tenho 29 anos e estou pensando em fazer letras.
Quero ser professora universitaria, com essa idade quais são as chances? Será que demora muito para essa conquista?

André disse...

Olá meu nome é André, fazia faculdade de geografia mas tranquei por causa da pouca remuneração da profissão de professor, mas gostava de geografia cursei ainda dois semestres e resolvi tranca e fazer uma outra faculdade e escolhi Contabilidade estou no 1º semestre e neste curso pode ver que realmente, gostaria de ser professor de geografia, fiz a opção por ciências contábeis não por gosto mas pelo salários e status sociais, poderiam me ajudar?

Mirella disse...

Me identifiquei com a história e fico muito feliz em saber que muitos tem a coragem de largar uma graduação pela metade e ir atras do seu sonho. Sempre amei letras, cresci pensando que iria fazer esse curso, mas quando chegou o vestibular fiquei com tanta dúvida se seria a melhor escolha, porque ouço muita reclamação de profissionais dessa área e isso acabou me influenciando, mas letras está no coração! Fico inspirada em ver pessoas que não desistiram da educação e quero fazer parte! Excelente post Lola! Adorei.

Anônimo disse...



Prezados um excelente dia a todos no Blog da Lola.
Sou representante comercial(autônomo),tenho uma queda para docência e, com 56 anos,sei lá se é tarde! resolvi estudar para licenciatura(Português/Inglês), mas, tenho uma curiosidade, uma vez que vou continuar com a minha profissão atual.

Quanto ganha um professor de Português/Inglês do estado, e, em colégios particulares?
Quantas horas trabalham
Quando, e, com quanto($) se aposentam?
Posso trabalhar em outra profissão?
Posso me aposentar nos dois lados?

Grato
Xavier - SP

Anônimo disse...

Gostei da sua reflexão lógica com toque de realidade,kkkkk

Anônimo disse...

bOM E-M, que bom que você gosta de lecionar, ainda mais hoje emk dia, época em que a maioria das pessoas que são professores de uns 5 a 10 anos para cá, só o são, pois não tiveram capacidade de passar em outros cursos e aí resolveram fazer licenciaturas, resultado, chega nas escolas desmotivados, não conseguem passar o conteúdo na sala de aula não por culpa dos alunos e sim deles mesmo, e aí depois colocam culpa em alunos e pais de alunos, e eles nunca são os culpados engraçado não é? ELES SÃO OS MAIORAIS? BOM JÁ TIVE BONS E MAUS PROFESSORES, com o tempo os bons percebia que adoravam dar aulas, já os outros mal sabiam o que estavam ensinando e achavam que tinham sido injustiçados na vida etc etc.
então Em seja professor universitário ou atpe mesmo de escola de ensino fundamental ou médio, só não faça uma coisa que a maioria dos Professores de História faziam, principalmente quando seus alunos iriam votar pela primeira vez, ficar ao invés de dar aulas influenciando os alunos a votarem NO PT.

PÓIS SE FORUM DESSES DOIS TIOS VOCÊ SE PERDE TODO NA SUA FUNÇÃO DE EDUCAR

Czinha Jr disse...

Verdade. Nada melhor do que você fazer algo que realmente gosta, e ver que as pessoas te apoiam e que seus alunos e ex-alunos reconhecem o aprendizado que tenta repassa-los. Amor a profissão.

gilson zanfer disse...

Tenho 55 anos e passei parte da minha vida trabalhando com foco no dinheiro.Ganhei tanto dinheiro fazendo negócios em uma semana que muitos levariam décadas ou mais pra ganhar.
E posso lhes garantir.Nada disso teve valor,não pra mim.Hoje estou me realizando.Estou terminando a faculdade de Licenciatura de Matemática.Quero dar umas "aulinhas" antes que seja tarde demais.Pra quem estiver lendo eu dou um conselho:Não percam o que é por demais precioso,o tempo.Este não volta mais...!




Anônimo disse...

Eu ganho cerca de 5 a 6 mil com 32h/aula numa famosa particular.

Aristides Ferreira disse...

No mundo capitalista focamos nosso sucesso no rendimento líquido do pagamento e esquecemos o que significa realização. O ganho profissional é subjetivo e volátil, não persiste apenas nos inconsistentes contracheques, fazer o que gosta define qualidade de vida e prosperidade, pois os investimentos são voluntários e de auto realização. Faça o que gosta e invista na capacitação, escreva livros, crie métodos de ensino. Faça a diferença e a remuneração será compensatória. O País esta doente de tanta gente procurando dinheiro e fazendo o que não gosta.

Anônimo disse...

Cara.. to com uma indecisao no sisu. Engenharia quimica ou quimica, gostaria de enssinar também, mas a vozinha na minha cabeça ta me alertando para eu nao pisar nesse buraco. E irei ouvi-la

Anônimo disse...

Olha quem ganha merreca e psicologo e outras profissões voceis reclamam da vida mais tem tudo carro bom e casa boa

Anônimo disse...

Na verdade até psicólogos que eu conheço tem carro e tudo de bom, porem não é ser apenas um desses que o torna proprietário de algo, e sim a vontade de vencer.

Conheço metalúrgico (que não é o Lula, claro) possui vários imóveis, inclusive um ap num condomínio de alto padrão, uma Mitsubishi na garagem.
Isso tudo foi conquistado com muito trabalho, força de vontade, garra e vontade de vencer.
Ele veio do nordeste há muitos anos, precisou ate ficar de favor na casa de parentes.
Basta querer, saber administrar oque vc tem na mão.
Tudo e possível ao que crer , precisa se achar capaz.

Anônimo disse...

Olá,estou com muita vontade de cursar Geografia,mas estou com receio. Assim que terminar o curso aparecem muitas vagas? É fácil conseguir dois empregos para conseguir trabalhar 40/h por semana? Eu conseguiria ganhar ao menos uns 3 mil mensais dessa forma?

Silvia Duarte disse...

Olá, meu nome é Silvia. Faço licenciatura em Matemática, sempre amei matemática e no último ano no colégio queria cursar Matemática e engenharia mecânica. Passei no vestibular de Matemática e consegui 50% de desconto no prouni pra engenharia civil, mas não gosto da civil(na faculdade nao tinha outra eng. Que fazia parte do prouni). Daí decidi ficar só com a Matemática. Sempre quis dar aula pra universidade, mas a desvalorização da docência me preocupa muito, fico muito triste quando percebo que alguém me menosprezam por isso. Até mesmo meus pais as vezes perguntam o que eu vou fazer depois, o porque que eu não faço outra facul que dá dinheiro. Enfim, isso acaba me chateando demais! Não me vejo em outra profissão, mas tenho muito medo de não gostar pois sei que vou ter que começar dando aula pra ensino básico. Eu faço faculdade pela UFF, sei que o ensino é excelente e que se eu estudar eu consigo passar num concurso. Queria que alguém me ajudasse, o que devo fazer? Como posso ganhar bem sendo professora?
Tenho 19 anos e estou no quarto período.

Silvia Duarte disse...

Olá, meu nome é Silvia. Faço licenciatura em Matemática, sempre amei matemática e no último ano no colégio queria cursar Matemática e engenharia mecânica. Passei no vestibular de Matemática e consegui 50% de desconto no prouni pra engenharia civil, mas não gosto da civil(na faculdade nao tinha outra eng. Que fazia parte do prouni). Daí decidi ficar só com a Matemática. Sempre quis dar aula pra universidade, mas a desvalorização da docência me preocupa muito, fico muito triste quando percebo que alguém me menosprezam por isso. Até mesmo meus pais as vezes perguntam o que eu vou fazer depois, o porque que eu não faço outra facul que dá dinheiro. Enfim, isso acaba me chateando demais! Não me vejo em outra profissão, mas tenho muito medo de não gostar pois sei que vou ter que começar dando aula pra ensino básico. Eu faço faculdade pela UFF, sei que o ensino é excelente e que se eu estudar eu consigo passar num concurso. Queria que alguém me ajudasse, o que devo fazer? Como posso ganhar bem sendo professora?
Tenho 19 anos e estou no quarto período.

Patrick disse...

Sílvia, veja se essa matéria ajuda a tirar suas dúvidas: https://theintercept.com/2016/12/08/estudantes-federais-tem-desempenho-coreano-em-ciencias-mas-mec-ignora/