terça-feira, 14 de outubro de 2014

A VISÃO DE NORMALIDADE DO OUTBACK

Não conheço a rede de restaurantes Outback, nunca comi lá. Mas ontem recebi o email de uma leitora querida, que pediu para não ser identificada:

"Querida Lola, tudo bem?
Meu amigo A. teve uma experiência desagradável numa entrevista de emprego no Outback. Eu pedi que ele escrevesse um texto pra mandar pra você, porque acho que é importante denunciar esse tipo de comportamento das empresas. O Outback é uma rede de restaurantes que oferece comida estadunidense com charme australiano. O ambiente é chamado de 'casual dining'; aquela coisa de ter quem serve, mas com atmosfera informal. Tem até aquele balcão de bar nos restaurantes. 
Só vou pedir pra você escolher alguma inicial pra identificá-lo, porque ele ainda quer o emprego. Acho melhor não me identificar também, mas só porque eu sou amiga do A. nas redes sociais. Vai que o pessoal do RH resolve investigar, né?"

Eis a denúncia do A.:

Oi, Lola!
Meu nome é A., tenho dezenove anos e, atualmente, estou desempregado. Gostaria de compartilhar uma experiência constrangedora que aconteceu numa entrevista de emprego em um restaurante do Outback num shopping em São Paulo.
Éramos seis pessoas, quatro rapazes e duas moças. Fomos levados para uma mesa grande, no fundo do restaurante, para preenchermos uma ficha. Enquanto preenchíamos, uma moça e um rapaz faziam a entrevista individualmente não muito longe. Como terminei logo, fiquei aguardando me chamarem e, enquanto aguardava, ouvia a entrevistadora.
Entre perguntas e comentários, ela frisava, exclusivamente para as meninas, que aquele era um ambiente informal e descontraído e que elas deveriam estar dispostas a se adaptarem a ele. Ora, não vira nenhum problema nisso, afinal, era um restaurante. 
No final da entrevista, ela frisou mais uma vez, até que eu percebi do que se tratava: tratava-se de assédio sexual. A entrevistadora não disse para a primeira moça, mas, para a segunda, hesitando, disse que era passível de sofrer assédio por parte de clientes. Que era algo "normal". A moça prontamente respondeu que não se importava, pois "não dava liberdades" para que isso acontecesse. 
Fui chamado pelo entrevistador. Daí aconteceu outro constrangimento, porque assinalei para a vaga para atender na recepção (hostess). Ele me disse que na equipe dele não tinha homens nessa colocação e que não poderia haver. Não me atrevi a perguntar o porquê. Desconversei e disse que qualquer vaga serviria. Agradeci e fui embora.
Decidi compartilhar com você por ideia de uma amiga, que disse que seu blog poderia dar visibilidade a isso e mudar a visão de "normalidade" do Outback. Continuemos denunciando. Agradeço desde já.

55 comentários:

Anônimo disse...

Ihhh, isso aí infelizmente é muito comum de acontecer. Esses empregos assim, restaurante, lanchonete, shopping sempre exploram o trabalhador, acontece muita coisa errada mesmo. Uma vez fiz uma entrevista para vendedora também, para a loja Gregory e a entrevistadora me disse que todas as vendedoras deveriam alisar seus cabelos, pois era mais arrumado assim ou prender num rabo de cavalo.

Anônimo disse...

Lola, já viu o vídeo hilário que a Sarah Silverman fez para ressarcir as mulheres pelo wage gap? A campanha chama-se EQUAL PAYBACK PROJECT e pretende arrecadar dinheiro para pagar a cada mulher americana o dinheiro que elas perdem por causa da discriminação de gênero no decorrer da carreira.
30 trilhões de dólares.

Tá aqui o vídeo.

https://www.youtube.com/watch?v=Jz3khtAdwXo

Ta-chan disse...

Eu já trabalhei em restaurante e é assim mesmo a coisa.Eu trabalhava de caixa então não tinha tanto a questão do assedio, mas já vi garçonetes sendo alisadas por clientes, já vi racismo e falta de civilidade então é mato!
Essa parte da menina dizendo que "não dá liberdades" me lembrou uma outra moça que tirou a mão de um cliente da bunda dela, o cara não gostou e ela teve que pedir desculpas...

Anônimo disse...

'continuemos denunciando'

O que mesmo que estão denunciando? que o restaurante não quer homem na recepção, só mulheres? isso é crime?
que num restaurante tem sempre algum babaca que faz gracinhas pras garçonetes? pode ser chato, mas não é crime também.

qual é mesmo a denúncia?
mimimi mimimi mimimi mimimi .......

Helen Pinho disse...

ou seja mais machismo no outback que cebola frita. nunca fui, agora provavelmente nunca vá mesmo.

Anônimo disse...

E eu que acompanhei uma amiga uma vez para uma entrevista no MacDonalds. Todos os entrevistados tinham baixa escolaridade, 95% eram negros e moravam longe dali. O entrevistador (o gerente do estabelecimento, rapaz branco morador daquele bairro) deu um sermão em todo mundo sobre educação, como se fosse culpa da galera. Cada um contou sua história resumidamente e nenhum ali teve oportunidade real de estudar, mesmo em escola pública, fosse porque faltava comida em casa ou porque morava muito longe e não tinha dinheiro para condução. E o babaca ali, pagando de super intelectual, falando que eles não iam ser ninguém se continuassem com "aquela atitude".

Depois dessa vergonha alheia, chegou a hora de perguntar sobre dependentes (por causa do plano de saúde). Ele perguntou às mulheres se alguma já era mãe, algumas levantaram a mão e disseram quantos filhos tinham. Os comentários de "já, tão nova? rs" dele me enojavam. Na hora de perguntar aos rapazes, ele diz "E vocês? Alguém aí SABE SE é pai?" com uma cara de desdém...eu quase, quase me levantei para bater nele. Porque são negros e pobres por acaso eles são fazedores de filhos irresponsáveis que largam mulheres grávidas por aí? Nojo total. Racismo ao extremo.
E até a política de "aceitamos deficientes" é balela. Apenas querem alguns porque não precisam pagar vale-transporte para eles, são trabalhadores mais baratos.
NOJO.

Anônimo disse...

Scott Adams falou disso recentemente: http://www.dilbert.com/blog/entry/adding_context_to_the_news/

A tx de assedio para garçonetes chega a 90% (nos EUA). Dada essa triste realidade faz sentido o restaurante tentar avisar a possiveis empregadas dos riscos da profissao, da mesma maneira que voce avisaria a um trabalhador de obras sobre os riscos de acidentes fisicos.

Claro que o dieal seriam os clienets nao assediarem ne, mas isso esta fora do controle do restaurante, pelo menos no caso do Outback. Outros resturantes sao bem menos inocentes e ativamente incitam o assedio, como por ex o Hooters.

Jamile disse...

Eu não sei se fico mais triste ou mais rvoltada com esse machismo todo. Ter que aceitar ASSÉDIO como se fosse normal. E o pior, muitas mulheres acabam se submetendo a esse tipo de situação pois precisam do emprego

buca disse...

Eu adoro o Outback, é um dos meus restaurantes favoritos, por isso fiquei tão triste em ler esse guest post. Seria interessante ler histórias de outras franquias além de SP, pra ver se é um caso isolado ou um machismo institucionalizado.

Anônimo disse...

Meu deus, só pode mulher como hostess, chamem a polícia. Foi algum mra que escreveu esse guest post?

Anônimo disse...

Guest post obviamente falso porque o desemprego praticamente acabou no governo da Dilma. É dilma 13.

D Stoffel disse...

Eu fui no outback uma vez só e sim é verdade não vi hostess homem só mulher inclusive era uma vizinha minha, mas eu fui atendida por garçom homem gay, e ele contou pra nós que era comum receber cantada tanto de homem como de mulher. Mas deve ser comum não só no outback como em restaurantes porque minha mãe contava que meu pai falava gracinhas pras garçonetes.

D Stoffel disse...

Tem um que é pior Hooters é só mulher "atraente" atendendo ou seja prato cheio pra machista falar besteira, tem em SP.
alguém conhece um hooters masculino pois nunca vi falar...

Anônimo disse...

Anon de 13:54, o entrevistador foi grosso mas ele falou alguma mentira? No geral os pobres fazem dezenas de filhos que não tem como cuidar.
Por pura irresponsabilidade,porque camisinha tem de graça nos postos de saúde e se for para comprar,2 reais bastam.
Mas pelo visto devem achar que é mais barato cidar de um filho.

Anônimo disse...

Na unidade do outback que eu frequento tem hostess homem sim, é um moço que começou como garçom, e hj ele é coordenador e fica na entrada muitas vezes. Nessa unidade tem poucos moças como garçonete, e nunca vi alguém ser abusivo com elas, pq nem dá tempo, é tudo rápido, elas nunca ficam paradas, é muito rotativo, um atende, outro trás os pratos, outros trazem os refis...enfim, já foi atendida por moço e moça, tudo bom, rápido e bacana, sempre educados e gentis, e nunca vi uma cena de desrespeito com os(as) atendentes.Sei lá, esse caso pode ser isolado, ou não. E foi muito ruim isso de querer dizer que é normal...

Raquel Link - BLOG ESCREVO POR COMIDA disse...

é fogo, porque a questão da hostess não é só SEMPRE ser mulher, como provavelmente BONITA. vai gordinha/gorda tenta ser hostess em qualquer restaurante, em balada mesmo. eles nem te entrevistam.

Acho que até pra garçonete, num restaurante que leva as pessoas a obesidade devem ter preconceito com gente gorda.

uma época eu tava bem acima do peso, e dona de loja de roupa , me olha e nem via meu currículo. numa loja como a m officer chegou a dizer que só aceitava quem vestisse até o 42. legal né?

Anônimo disse...

Nessa situação difícil, pois a empresa não pode ser culpada de assédios, mas também não pode permitir isso de só mulher ser recepcionista.

Anônimo disse...

Infelizmente nós mulheres temos ainda que ganhar salários mais baixos, e ainda sermos humilhadas.

Anônimo disse...

mas acho que homem sofre cantada dupla de homem e de mulher. mais de homem é claro, principalmente se o cara der pinta que é gay.
E mulher não sei se leva cantada de tanta mulher assim, mas de homem leva as bizarras.

Anônimo disse...

Infelizmente, isso é mais do que normal, especialmente em lugares "pra socializar", onde se serve comida/bebida. Seria bom se o Outback tivesse uma política pros seus fucionários reagirem a isso (ao que parece, não tem, ou o candidato teria ouvido). Mas acho minimamente responsável o restaurante avisar seus candidatos de que isso acontece.

Anônimo disse...

Melhor avisar as moças, né? Achei o título exagerado, como se o Outback incentivasse o assédio...

Anônimo disse...

Uma vez me candidatei a uma vaga de professora particular, obviamente na minha área, numa empresa pequena.
A entrevista foi feita coletivamente comigo e mais 3 pessoas de outras áreas.
Percebi nessa hora que ali eu era a única da área de humanas, a única candidata da minha área, a única mulher e a única negra. As outras 3 pessoas eram homens, brancos, da área de exatas.
Dias depois mandaram um email falando que minha vaga tinha sido preenchida.
Estranhei pq eu era a única candidata e a empresa colocou no anuncio que estavam sim procurando professores de todas as áreas da educação e colocaram quais eram como a minha por exemplo. Então como é que a minha área foi preenchida? Por um fantasma?

Anônimo disse...

esse post parece feito nas coxas, acho que a lola ia mais uma vez insistir em falar das eleições (tentar convencer o max. a votar na dilma, pq se a lola faz todos devem fazer.)
e como viu que estava tendo reclamações sobre essa insisitência nos comentários, postou esse !

mega mal feito e tolo, não gosta do lugar procura outro emprego.

Anônimo disse...

Bloomin' Onion opressora

Jonas Klein disse...

Boa tarde Lola, eu sei que isso não e lá muito certo mais eu vou fugi completamente do assunto do artigo.

E o seguinte eu tenho uma sugestão de pauta para o seu blog, e que agora apouco eu me deparei com uma invenção que apesar de ter sido feita no Japão, que e um pais incrível e o povo japonês já desenvolveu coisas que maravilharam o mundo, agora eu nunca vi uma invenção mais idiota inútil e o pior de tudo sexista (machista) que eu já vi ate hoje, espero que governo do Japão proíba a venda dessa aberração.

Aqui esta link para matéria que mostra o bagulho.

http://www.tecmundo.com.br/bizarro/64413-bizarro-japoneses-criam-boneca-serve-bebidas-seios.htm

Ate respeito opiniões em contrario mais eu acho que governo japonês deveria proibir venda dessa boneca, o que por sinal eu acho isso ate bem pior que pornografia, prostituição etc. pois isso e feito e em ambiente reservado.

Anônimo disse...

Há um tempo li um post sobre como o outback era abusivo com funcionários com exigências e horas de trabalho, mas não consigo me lembrar onde foi, achei até que era um guest daqui.

E já que levantaram a questão de ser mimimi (deixa eu adivinhar, foram homens que disseram isso), será que não dá pra ver nenhum motivo machista pelo qual uma pessoa que recepciona os clientes teria que ser mulher? Homens são incapazes de recepcionar bem? Ou estamos novamente falando da função primeira feminina, que é agradar aos olhos? Chega a ser engraçado que vocês homens não se sintam ofendidos com coisas do tipo.

E uma coisa é existirem assédios, outra coisa é uma pessoa do RH de uma empresa que se preze dizer para as funcionárias que não poderão reclamar de assédios, afinal, nada além do que uma mulher já está acostumada, né? A empresa não quer uma funcionária, quer uma mulher à disposição para o que der e vier, deplorável.

Fernanda

Anônimo disse...

Não é legal mesmo essa atitude de falar "se conforme minha filha que é assim mesmo", mas olha, vcs têm notícias de outros restaurantes/lanchonetes do tipo que lutam contra o assédio a suas garçonetes? Porque eu não tenho. Achei que o post pegou pesado e tá queimando a imagem do Outback, apenas porque ele age igual a todos os outros. Nem gosto de lá, acho que é antro de playboy e patty e tenho asco a lugares assim, mas achei o post desnecessário.

Patty Kirsche disse...

Puxa, eu adoro a comida (não saudável) do Outback, principalmente aquela costela... Mas gente, é restaurante ou casa de prostituição? Quer dizer que as funcionárias estão lá para o entretenimento dos clientes? Isso não existe. O bem estar das funcionárias é responsabilidade da empresa sim. Tem que ter segurança para abordar cliente engraçadinho.

Uma vez eu registrei uma queixa no Carrefour (Vila Maria) por ter visto um cliente insultando uma funcionária do posto de gasolina.
Eu fiquei muito nervosa ao testemunhar a cena. Era uma moça negra; o cara a chamou de "filha da puta" diversas vezes. Eu não sei o q aconteceu, mas nada justifica. Tinha que ter um segurança pra defendê-la. Essa história de que cliente sempre tem razão acaba quando o bem estar da equipe está prejudicado.

Anônimo disse...

Anon de 17:00 e como é que você sabe que o seu grupo foi o único entrevistados?

Anônimo disse...


Diva

Lola, amigos e amigas.
Eu fico ESTARRECIDA com o machismo não apenas vindo de muitos homens, mas, tb o vindo de muitas mulheres!
O que mais tem se espalhado não só no Brasil(há vários vídeos de mulheres agredindo as amantes(ou supostas) de namorados e maridos) mas também em outros países especialmente na China(país de tradição misógina vide a "lei do filho único" que obriga os pais matarem as próprias filhas!!) onde tá se tornando COMUM mulheres agredirem e humilharem as amantes de namorados e maridos.
Aqui tá um exemplo(não sei o que mais me chocou se foi a moça ter sido agredida da forma que aconteceu, a impunidade neste caso ou os comentários machistas na página):

http://odia.ig.com.br/noticia/mundoeciencia/2014-10-14/amante-e-linchada-em-emboscada-por-esposa-e-amigas-na-rua.html

Patty Kirsche disse...

E é proibido pela justiça do trabalho determinar gênero pra qualquer vaga. A empresa não pode definir que não quer homem na recepção sendo que não há nenhuma justificativa plausível pra isso. O Outback está bem sujo, hein?

E no Hooters, que já foi citado anteriormente nos comentários, eu jamais entraria. Quando eu estava estagiando no mestrado, teve uma turma em minha classe que fez trabalho sobre restaurantes com "experiência diferenciada" e falou sobre o Hooters. Que absurdo aquilo, um monte de garota de shortinho pra servir marmanjo sem-vergonha... Por que não tem rapazes bonitos também? Lugar lixo.

Rita Candeu disse...

pegando o gancho da Patty

assédio no trabalho é crime
pouco importa se o assédio vem do cliente - já que não interessa ao restaurante coibir isso e sim facilitar (como ficou claro no relato de "A")

Anônimo disse...

Cara... Quando falam "hostess" não é bem recepcionista no sentido formal da palavra, é mais um tipo de ficha rosa mesmo.
De fato, pelo que eu entendi no texto, a refeição é a carne, mas a sobremesa são as hostess.

DEATH ADDER DARK GUILD disse...

''Nem gosto de lá, acho que é antro de playboy e patty e tenho asco a lugares assim,''

eu tambem odeio lugar assim. ainda mais porque paga muito pra comer pouco, se for pra pagar muito pra comer prefiro uma churrascaria, onde eu pago pra comer o suficiente pelo que paguei.

uma das razões pela qual sou perseguido pela psiquiatria hoje em dia é porque não quero levar uma vida consumista, quero ficar em casa isolado em ascetismo, por isso sou obrigado a ouvir abobrinha da psiquiatra de dois em dois meses, mas qual seria um motivo de um miserável como eu ter vida social e consumir em shoppings? alias, merdamizade é uma parada tão falsa que os merdamigos roubavam os trocados que eu tinha na minha carteira, isso porque sempre fui miserável, entaõ, naõ tenho nada a ganhar me socializando. tenho nojo dessa humanidade escrota. prefiro me manter no ascetismo em casa, me desligando do mundo.

Coitadocê disse...


Discriminar por raça, sexo etc é crime em qualquer lugar civilizado. Está em convenção da OIT que só não seguem aqueles países governados por sheiks coçando o saco ou ditador estuprador nas horas vagas.

No Brasil, a lei é a 9.029/95

Anônimo disse...

Esse negócio de q cliente tem sempre a razão só qnd o funcionário está sendo prejudicado.
Vê se a empresa se importa em fazer alguma coisa pelo cliente realmente lesado... Liga num call Center pra ver se vc consegue um bônus devido a uma falha ou promoção pra novos clientes da companhia...
A bem da verdade, a qualidade de prestação de serviços só fica a dever pro pós-venda/prestação, principalmente em grandes empresas.
Empregador não quer servir bem ao cliente, quer é lucrar é mais!

Anônimo disse...

Foi o outback shop Bourbon? Pq fiz entrevista la (sou mulher ) e nao teve nada demais. As vezes eh a franquia... Nao que deva acontecer, mas nao eh assim sempre.

anon disse...

Lola, passei por coisa semelhante para trabalhar na recepção de uma loja da fiat, a moça do rh falo que eu deveria ir de salto alto e amarrar meus cabelos e usar brincos pois sou baixinha tenho 1.59 e peso 69kilos todo momento a moça citava que eu era bonita e que atenderia muitos homens e que na segunda etapa da entrevista eu precisaria usar salto e amarrar os cabelos.nenhum momento falou sobre meu curriculo nao passei na segunda etapa pois havia moças altas e muito bonitas foi muito desconfortavel a.entrevista pois nenhum momento curriculo foi avaliado e sim o corpo das meninas. loja fiat aqui do rio grande do sul. Foi maior constrangimento que ja passei em relação a entrevista de emprego

Anônimo disse...

Confesso que adoro a comida do outback, mas já passei por situações bastante ruins no restaurante.
Uma vez estava em uma unidade na zona sul do Rio de Janeiro. Fiquei muito tempo na fila e a comida demorou a ficar pronta. Ok, tudo normal. Esperar no outback faz parte da experiência. Daí a comida chegou e tinha um fio loiro no meu prato. Eu e meu namorado somos morenos. Não tinha como ser nosso. Ok, beleza, acontece, mas a comida é cara. Chamamos o gerente e pedimos pra ele trocar o prato. Até aí ok tbm. Eis que ele, chocadíssimo, pede mil desculpas e responde: "não sei como isso pôde acontecer, todos os nossos funcionários da cozinha são negros." E aí vem o problema. Minutos antes, tínhamos notado que absolutamente todos os funcionários de atendimento do salão eram brancos.
Outra história deprimente de racismo e que explica o comentário do gerente: uma amiga negra administradora pós-graduada se candidatou a uma vaga no escritório do outback. Ofereceram para ela uma vaga na limpeza.

LeiDe Mamariquinha disse...

Quando a mulher da bilheteria foi ofendida por um psiquiatra racista logo agiram de maneira corretissima.Agora quando passam a mao na bunda da mulher ta tudo normal?!mulher por ser mulher é apenas mero tapete pelo jeito pra esses empregos insalumbres...cruzes!

Mordred Paganini disse...

Eu já trabalhei no outback e foram poucas as vezes em que precisei colocar o cliente no lugar dele.

O outback é criminoso em vários aspectos (posso escrever sobre isto amplamente), mas do ponto de vista do gênero a única coisa incorreta é que realmente apenas mulheres podem ser Hostess.

Por uma questão de carência de pessoal, no caso de horários de pico, eles podem remanejar os 'buss' para hostess (os mais "bonitinhos" de preferência), mas apenas mulheres podem ser hostess. Dizer que elas são "modelos" é exagero, mas são geralmente bonitas, mesmo que não correspondam ao padrão vigente. O outback tem altíssima rotatividade de funcionários, de forma que eles nem podem escolher tanto assim, até mesmo porque, o salário não é bom.

Anônimo disse...

Não sei se cabe comentar aqui sobre isso, mas...... Dei aula de informática básica durante algum tempo e o foco era básico do básico do básico para primeiro emprego. A partir daí a gente encaminhava com todo orgulho nossos alunos para entrevistas de emprego. Eis que o Supermercado Pinheiro abriu muitas vagas e alguns alunos meus foram entrevistados. Gente, eles me contaram TUDO! O proprietário do supermercado era quem fazia as entrevistas, que seguiam dentro daquela normalidade chata até que começavam as perguntas sobre a vida sexual dos alunos, sempre os meninos "Você tem desejo por homens?", "Você a sentiu alguma vontade de beijar homens?", "Você ja ficou com algum homem?", "nem bêbado?", "vc gosta de vermelho ou rosa?", "Vc jura que nao é gay??????"

Mordred Paganini disse...

Ah, e pelo menos na loja que eu trabalhei não percebi racismo por parte da empresa. Pessoas negras e pardas trabalhavam em todas as posições. Waiter, buss, hostess, key...

Havia sim diversidade racial, mas pode ser porque a Proprietor da loja era também negra. Era uma mulher parda, na verdade (a pele era escura, mas os cabelos eram alisados, o que "embranquecia" a maneira como as pessoas a percebiam).

Eu acho que isto fez diferença no perfil da loja. A única coisa racista que eu percebi foi quando a proprietor pediu que uma das meninas fizesse progressiva nos cabelos. A menina não era negra e a proprietor alisava os cabelos, então penso que neste caso a proprietor era vítima também.

Também não se pode dizer que a empresa apelasse para meu "apelo sexual". O uniforme era bem comportado, tanto para waitress quanto para buss e hostess. A camisa era fechada até em cima e a calça era social e folgada no corpo, bastante unissex até.

Enfim, os erros do Outback com seus funcionários são outros e bem graves, eu diria.

Anônimo disse...

Eu gosto bastante do Outback. Não sei se você frequenta, Lola, mas lá os garçons tem uma abordagem bem próxima e informal com os clientes. Por exemplo, quando descobrem que eu e alguns amigos somos vegetarianos, eles sempre fazem questão de recomendar pratos ou se oferecem para negociar com o cozinheiro a troca de algum ingrediente. Da última vez, fomos levar os tios de uma amiga, de fora da cidade (que são praticamente 'tios' da turma toda), para almoçar. Eu e ela, vegetarianos, queríamos uma batata que vem com queijo, molho e bacon - obviamente sem o bacon. Outro amigo já queria o bacon. O garçom que sugeriu trazer a porção de bacon em uma vasilha separada. Nesse mesmo dia, ele explicou para esses nossos tios e para a filhinha deles como funcionavam o Outback e mostrou o cardápio, todo simpático, já que eles não conheciam. Outras vezes também tive um atendimento excelente. Quando pedimos a Blooming Onion e as cebolas estão menores que de costume (elas são bem grandes), eles mandam duas pelo mesmo preço. Fiquei decepcionado em saber que eles tratam os funcionários assim, e espero que seja apenas nessa franquia específica.

Anônimo disse...

Pensei que fossem falar daquela cebola horrorosa que comi certa vez, no shopping do Leblon, pra nunca mais...

Cheio de Luz disse...

Em Brasília, vejo claramente o assédio em postos de gasolina;me deparei com um colega de serviço dizendo que só vai no Posto tal por causa das mulheres que usam roupa coladinha...fui conferir e fiquei de cara o "uniforme " é uma calça segunda pele ,quase uma meia calça, usavam blusinhas decotadas com o logotipo da empresa..tipo marketing para seduzir a clientela, o consumismo vinculado a erotização da mulher;me senti mal vendo as mulheres se sujeitando àquela "vestimenta obrigatória ";arght

Yeah disse...

Eu moro no interior de SP, aqui não há Outback ou nada de fast food, porém há um comportamento que me irrita muito, onde em algumas festas open bar, eles frisam que haverão LINDAS RECEPCIONISTAS, e que as MULHERES PAGAM MENOS, já tive a oportunidade de conversar com uns 'amigos' que frequentam essas festas e confidenciaram claramente que o fato de as mulheres pagarem menos parte do princípio de que eles querem muito mais mulheres para que assim tenham mais 'escolha'.

igor disse...

que absurdo! também no outback, um conhecido que trabalhava como garçon estava atendendo uma mesa quando seu chefe puxou sua orelha (literalmente) e continuou puxando, levou ele pra outro lugar do restaurante "pra dar uma bronca"

Anônimo disse...

"uma das razões pela qual sou perseguido pela psiquiatria hoje em dia", socorro

Anônimo disse...

Anonimo 16:45:

Socorro eu que falei que não gosto do Outback porque tem playboys e patricinhas, e o perseguido concordou comigo, fiquei preocupada.

Anônimo disse...

Já trabalhei no OUTBACK e posso afirmar que o ambiente de trabalho é péssimo. Esse lance de descontração é fachada. Todos os empregados da casa são extremamente explorados - há sempre acúmulo de funções e todos são registrados com apenas 1 salário mínimo, o que se ganha mesmo vem dos 10% das mesas. Como garçonete, não posso dizer que já tenha sido assediada na casa, mas já fui maltratada por muitos homens idiotas que queriam se mostrar para os amigos ou para as namoradas. Sim, pode parecer absurdo, mas muitas pessoas acham divertido zuar o garçom ou exercer seu "direito de consumidor" sendo extremamente estúpidas com aqueles que as estão atendendo. Sem falar que o público do OUTBACK é formado por uma classe média nojenta que aceita (sim, porque ninguém é obrigado, nem nunca uma hostes vai dizer "a fila não vai demorar nada", porque vai!) ficar 3 horas esperando numa fila pra conseguir uma mesa e depois fica reclamando com o garçom pela demora.

Ao A., eu sugiro que nunca entre para a equipe do OUTBACK. Procure outras opções, com certeza há bons empregos que te explorarão menos (inclusive no ramo der bar ou restaurante).

Anônimo disse...

Cospe no copo!! Malévola!! ;)

Anônimo disse...

deixa eu ver se entendi a logica de vocês feministas:

se contratar homens pra uma determinada função é machismo e se contratar mulheres é exploração opressão...

serio daqui a pouco os empregadores vão ter que exigir cirurgia de dessexualização para tornar as pessoas com gênero indeterminável.

Denise Marinho disse...

Olha, tenho 10 anos de trabalho em restaurante e posso dizer que uma pessoa com tanta sensibilidade não deve trabalhar nesse ramo. A principal característica de quem trabalha em alimentos e bebidas é a pouca sensibilidade.

Não digo que é bom, só estou afirmando e tentando esclarecer que é um ambiente extremamente estressante e imprevisível. Ninguém tem paciência para quem fica fazendo "mimimi".

Quando a entrevistadora disse que é "normal" acontecer assédio, com certeza ela quis dizer que é muito frequente. Já ouvi e disse isso muitas vezes. Nunca ouvi falar de alguma casa que não oriente as moças para serem simpáticas, mesmo em caso de assédio. Mas todas são orientadas para não incentivar. Muitos clientes entendem, outros não. Às vezes alguém vai reclamar de você para o gerente, e isso será resolvido internamente de boa (a menos que você surte com o cliente, eu já surtei).

Sobre o Mcdonalds, é assim mesmo! e existe até um termo para isso: mcjob (tá na wikipedia). Não reclamo. Pessoas fantásticas e ultra competentes que trabalham em alimentos e bebidas hoje começaram no mcdonalds e só conseguiram ser tão boas por terem começado num lugar tão difícil e exigente.

Ah, e eu detesto outback, não to defendendo a rede.

Anônimo disse...

Ate agora eu nao entendi o machismo e o assedio.
Ser avisado que sofrerá assedio não é crime.
Querer mulher na recepção não é crime. Crime seria dizer: Só contratamos loiras de no minimo 1,70 de altura e sofrerem assédio, dê corda...