terça-feira, 6 de janeiro de 2009

O TRABALHO DIGNIFICA O HOMEM - EXEMPLOS DO GOOGLE

O pessoal que não gosta da internet costuma dizer que ela só serviu pra uma coisa: pra dar aos homens mais acesso à pornografia (o que, convenhamos, não é algo positivo). Mas o Google serve também pra facilitar nossas vidas. Lembra quando a gente, na escola, tinha que pesquisar em enciclopédias e escrever um relatório sobre o tema que a professora pedia? Não é mais assim. Agora é só procurar, encontrar e imprimir o negócio pronto. O maior problema ainda é o “encontrar”, como se pode ver pelas buscas do Google que chegam aqui. Dou nota 5 pra quando o leitor(a) acha o que quer, e nota 1 pra quando, frustrado, tem que escrever ele próprio um texto.

Eu quero uma redação pronta só para imprimir dissertativa sobre pedofilia - Ah, e eu quero uma tese de doutorado pronta e, de preferência, que já venha impressa, porque cada capítulo meu tá cheio de fotos coloridas e gasta um cartucho inteiro de tinta. Quase todo dia eu pedia pro maridão, “Amor, escreve a minha tese?”, e ele respondia, “Não, já fiz o almoço”. Isso na época que ele fazia almoço. Nota 1.

Um presidente negro será um sinal da volta de Cristo? - Bom, se for o fim da era do anti-cristo Bush, já estamos em vantagem. Mas me diga uma coisa: o Nelson Mandela foi sinal da volta de Cristo? Então talvez a gente não deva esperar milagres do Obama. Nota 1.

Sexo entre mulheres velhas cabeludas e jovens - As jovens precisam ser cabeludas também? Eu não vou nem perguntar “cabeludas como?”, com medo de ouvir a resposta. Nota 1.

Um texto narrativo ainda não sei se foi real ou um pesadelo, só sei dizer que quase morri de medo - Outro que se junta à nau dos preguiçosos. É esse tema que a professora anda passando? Assim, com essas palavras sem fim? Não dá pra contar uma mísera experiênciazinha pessoal não? Tenta, meu filho. Nota 1 (repare na imagem que peguei de um site que faz teses, dissertações e monografias por você. O "a partir" já vem até com crase! Deve ser brinde).

Meninas de 14 anos são todas feias ou a exceções? - Há exceções. Nota 1. Não, fala sério, essa deve ter sido um menino de dez anos que escreveu...

Planos para assalto de bancos - Esse pessoal anda tão preguiçoso! Já quer encontrar tudo pronto na internet. Há vários filmes sobre assalto a bancos: Um Dia de Cão, Plano Perfeito, Não Tenho Troco, Efeito Dominó, Irresistível Paixão... Nem todos dão certo, mas é assim que se aprende, através dos erros. Nota 1.

O filme homem das cavernas fala - A menos que seja uma produção muda, o filme fala, sim. Já os homens da caverna costumavam ser mais monossilábicos que o cinema do Stallone e falavam apenas Uga uga. Mas em filme americano todos os cavernosos falam inglês - que, numa tradução tosca, deve ser Ugh ugh. Nota 1.

Robo que faz o dever dos outros - Tem o Hal, de 2001, Uma Odisséia no Espaço, mas isso não acaba bem. Tem uma hora que ele se cansa dos humanos (os astronautas) e mata um a um. E por falar em 1... Essa é a sua nota de satisfação. Vai trabalhar, vagabundo!

39 comentários:

Giovanni Gouveia disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Giovanni Gouveia disse...

Lembrei de um amigo, professor, que pediu um trabalho aos seus estudantes e teve um aluno inominável, ou abominável, que começou o trabalho assim:
"Como dissemos no capítulo anterior..."

Como diz(ia) Osmar Santos, ANIMAAAAAAAALLLLLLL

Paola disse...

Que beleza, né?
Sabe aquela coisa: Uns fingem que ensinam e outros fingem que aprendem?
A internet, nesse caso é o melhor alimento para a farsa que se generalizou!
Na escola da filha-que-já-pode-votar, todos sabiam, um dos instrumentos de correcão é o Google, um aluno repetiu de ano, ele deveria ter feito uma monografia, o seja, trabalho para o segundo semestre todo, valendo nota para todas as mateerias, uns dias antes do prazo final ele lembrou da obrigacão, a mãe dele , para ajudar fez uma coleta básica, o infeliz imprimiu e entregou!
Não tinha outra solução, só um ZERO bem redondo, pena que os professores em geral nnao sejam assim tão rigorosos, falta rigor!
Parece que a cultura do fast-food invadiu todos os setores da nossa vida, tudo tem que ser rápido, na hora, sem muita filosofia,você quer ter uma pele bonita? Quer emagrecer? Cirurgia já¡ Você quer saber de um livro? Internet, até pelo Orkut tem gente pedindo resumos, e tem gente vendendo! QUe segurança, hein? Já imaginou você arriscar um ano da sua vida com um trabalho feito por alguém que vc não conhece?
O melhor é o caso de um aluno que correu para a internet para fazer um trabalho pedido pelo professor de física, o besta do aluno copiou um trabalho do próprio professor! Nem percebeu que o nome do autor era de um velho conhecido!
Aliás, o livro do Ernesto Sabato, "A resistência" trata exatamente disso!
Beijocas

PAola

Leila Silva disse...

Dando boas risadas por aqui...

Aqui em Curitiba estou 'vivendo quase sem carro'. Eu também não gosto de dirigir, mas no tempo em que vivi nos Estados Unidos, em Atlanta, não teve como escapar, não dava para ir muito longe sem carro.

Ana Rute disse...

eu tenho dó da minha mãe que é professora universitária e de vez em quando fica jogando as frases inteiras dos tccs e monografias no google pra saber se é cópia. as vezes isso sobra até pra mim. e em pensar que as alunas dela (de pedagogia) serão futuras professoras

Liris Tribuzzi disse...

O google é uma mão na roda quando se tem um trabalho pra entregar no dia seguinte. Não tem nada melhor. huahuahuahua
Se bem que ultimamente os profes estão mais cuidadosos quanto a isso. Eu tive um de história que sempre pedia resenhas de filmes. Pra mim tava beleza, porque eu adoro fazer e sempre acabava fazendo umas a mais também..., mas enfim, cansado de corrigir coisas do Rubens Edwald Filho, ele começou a pedir os textos em forma de carta. Muito mais divertido.

Liris Tribuzzi disse...

E pra não perder o costume...

"Planos para assalto de bancos - Esse pessoal anda tão preguiçoso! Já quer encontrar tudo pronto na internet."

Huahuahuahuhauahuhauahuahuhauhauahuauahuahuahuahuaha

Essa eu amei! Nem pra ver o Batman pra ter umas lições com o Coringa.. hehehe

Pablito disse...

hahaha! Adorei o Ugh Ugh!! Vc sempre salva meu dia!!

Bel disse...

Hahahaha
Tive que me controlar para não soltar a gargalhada, afinal de contas, estou no trampo!
Mas como ouvi um COLEGA dizer há pouco, quando saí da minha sala pra ir à biblioteca ME REFRESCAR PORQUE O AR CONDICIONADO ESTÁ QUEBRADO E AQUI ESTÁ UM CALOR DO CÃO, "é assim que funcionário público trabalha"!!!

marjorierodrigues disse...

Lola, li esse artigo

http://bitchmagazine.org/article/mad-science

e me lembrei NA HORA daquele debate em que os caras justificavam o machismo dizendo que "é tudo natural, é genético, é biológico! Somos bichos!"

Parece que toda discussão que eu tenho sobre qualquer coisa, me aparece alguém citando um estudo de não sei onde dizendo que aquilo é biológico, a natureza é assim e fim de conversa.

Aí achei esse artigo e falei: "nossa, que vontade de espalhar isso!".

Pretendo colocar o link lá no meu blog, mas acho que seria bacana vc tb escrever sobre este texto aqui, em mais profundidade. Primeiro, porque vc tem mais visitas e, segundo, porque responde a uma argumento muito usado pelos trolls de estimação daqui.

Beijão!

Maikon K disse...

sempre leio o que é publicado no An. Fiquei feliz em saber desse blogue :-)
maikon k

bibi move disse...

ahh, mas o Mandela era ex-presidiário e negr e crimonoso não vale né lola? não é filho de deus.

Débora disse...

Antigamente eu frequentava os fóruns sobre linguagens de programação para tirar dúvidas que surgiam no trabalho, e quem sabe, ajudar alguém também. Mas foram surgindo tantos preguiçosos dizendo que precisavam entregar um trabalho na faculdade e queriam que alguém fornecesse (de graça) os códigos-fontes que desanimei e nem entro mais.
Já me chamaram até de egoísta, já teve colega de trabalho dizendo que eu vou morrer e o conhecimento vai comigo, mas eu insisto, não forneço código-fonte, mas me ofereço a ajudar se a dúvida vier acompanhada de tentativas de soluções falhas, porque aí que vou saber que a pessoa pelo menos tentou resolver sozinha.

Juliana Bittencourt disse...

Pelo menos me consolo que não sou a preguiçosa mor, hahaha.

anália disse...

Oi, Lola!
Esse negócio de chupar trabalho da internet é meio relativo. Professor que é bom mesmo dá aqueles temas que tem que ser desenvolvidos. Que nem aquelas provas onde o professor dava 10 perguntas e avisava que iam cair 3. Que horror! Para resolver as perguntas a gente tinha que estudar e pensar em toda a matéria que tinha sido dada. Mas, como disse a Paola, do mesmo jeito que tem gente que finge que estuda, tem gente que finge que ensina, né?
Eu adoro internet. Fico me lembrando da minha época de faculdade, há uns 20 anos, quando tinha que levantar séries numéricas de dados tipo: população ativa, desemprego, etc... A gente levava tanto, mas tanto tempo procurando as informações em quinhentos livros diferentes que mal sobrava tempo para trabalhá-las matemática-estatisticamente, que era, esse sim o objetivo do curso.
Bjs,

Anália

Sam disse...

Cada coisa procuram na internet. Serio, nao sei como as professoras dos ensinos fundamental e primario fazem para pegar os adeptos da filosofia control+c control+v. Quando eu estava no Ensino Medio, a internet comecava a se popularizar mas ainda nao havia wikipedia nem Google Search Engine. Os blogs estavam comecando a se popularizar. Mesmo nessa epoca, ja havia os adeptos desta filosofia. Os professores comecaram a evitar trabalhos de pesquisa, pq tinha gente q simplesmente copiava da internet e nem lia.

Lembro do caso de um colega q pesquisou um tema e imprimiu muitas paginas sem ler. O texto estava todo em espanhol. A professora viu e deu um belo 0. O menino foi motivo de chacota (baixou a vovo em mim...rs) da turma...rs

Imprimir grandes volumes eh um horror. Lembro quando fiz minha dissertacao, que tem menos exigencias que uma tese claro, mas foram 8 copias com 100 paginas aprox. cada. Muito gasto de papel!

Um bom trabalho com sua tese, Lola! :)

Chris disse...

Lola, eu me divirto com as buscas do Google que chegam até você... ontem eu li um artigo na Época sobre o servico de voz do Google, em que vc diz o que quer e ele te mostra, via celular os lugares mais próximos.
Imagina só o futuro que nos aguarda? rss

Beijos

Verônica disse...

gostei do "um texto narrativo que não sei se foi real ou não...", parece os sonhos que ando tendo.

tive um aluno que copiou um texto inteiro sobre Camões de alguma página da internet e colocou como fonte de pesquisa o google. o engraçadinho nem se deu ao trabalho de tirar o cabeçalho e o rodapé da página, e o pior: o texto estava escrito em português de Portugal.

(acho que ele deve ter gostado da reforma)

abraço,

Leila disse...

Acho que o google deveria vir com manual de instrução! hauahauhauha
Fora que o pessoal realmente tá achando q é só digitar q você vai achar!

ai ai

Gi disse...

Vixe, o povo que não gosta de internet fala isso, é? Eu adoro pornografia e acho que tem uma pá de mulher que consome isso por aqui. Aliás, nem precisa desembolsar nada.

Sobre os sites de busca: professores que não devem estar muito contentes, né? Tanto plágio por aí.

Gi disse...

A propósito: adoro a web mas acho que muitas vezes mais atrapalha que ajuda. No caso de hipocondríacos, por exemplo. Aquele estiloque nunca compra remédios mas inventa doencinhas como eu. ;-))

lola aronovich disse...

Tadinho do aluno, não muito inteligente. Tomara que ele tenha tirado zero, Gio.


Paola, é exatamente isso de fingir de aprender e fingir de ensinar. Na faculdade de Pedagogia, a professora de Meio Ambiente (acho que era essa a matéria) pediu pra que a classe se organizasse em grupos e cada grupo apresentaria alguma coisa. Um grupo trouxe algo do Google. Chegou com o negócio impresso e passou a ler pra classe (claramente não tinham nem lido em casa). Terminou, e a professora disse “Muito bem”. Eu tive que perguntar: “Como futuras professoras que somos, queria saber qual seria nossa atitude se os nossos alunos trouxessem material da internet e o apresentassem como se fosse trabalho deles”. Eu não era uma aluna muito popular, vc pode imaginar.

lola aronovich disse...

Leila, pois é, acho que em Curitiba dá pra viver sem carro (eu já andei bastante por aí, numa boa, de ônibus). Mas em Atlanta deve ser meio impossível. Cidade americana em geral é dose...


Ana, nos meus dois semestres de estágio-docência, eu também tive que fazer isso de tentar pescar frases inteiras dos trabalhos dos alunos na internet. Mas ou eu era muito ruim, ou eu nunca encontrava. Mas tinha certeza que vários deles plagiavam, porque havia pedaços que eu me lembrava de ter lido em outros lugares, e muita coisa repetida entre eles. Tem professor que não pede mais trabalho pra fazer em casa, porque não dá. Boa parte vai plagiar. A solução (fraca) é dar prova pra fazer no horário de aula. E sem consulta, ainda por cima. É ridículo, mas o negócio chegou nesse nível...

lola aronovich disse...

Li, imagino que todos os profes devem estar mais cuidadosos, porque isso de plágio usando a internet é frequente em todos os cursos. Bom, nada impede que um aluno copie o que o Rubens Ewald Filho escreveu num site numa carta. Mas pelo menos dá mais trabalho. Acho que os profes têm que reforçar que copiar de outros lugares é PLÁGIO. E que plágio é crime. Ou pelo menos que vale nota 0. Talvez assim intimide alguém.
E sobre os planos pra assalto de banco: é sério, o pessoal já quer tudo de mão beijada!


Pab, que bom que vc gostou. Adoro salvar o seu dia!

lola aronovich disse...

Bel, isso, se controla aí, porque senão eles proíbem acesso a blogs antes que vc esperava. Putz, trabalhar sem ar condicionado (nem um ventiladorzinho?) deve ser dose! Bom trabalho, Bel!


Marj, obrigada pelo artigo. Segunda idéia pra post que vc me dá só hoje, menina! Vc fala e eu obedeço. Só não prometo pra quando sai o post, mas vai sair. Aí conto com a sua valorosa ajuda pra responder os comentários. Ah, se vc soubesse como seu ibope tá alto aqui em casa... Minha mãe, antes de viajar (agora ela tá em SP), só dizia “Aquela menina, a Marjorie, vai longe. Como ela é inteligente! Como ela é brilhante!”. Eu só posso concordar.

lola aronovich disse...

Maikon, que legal que vc chegou aqui. Aliás, como vc descobriu que o blog existe?


Bibi, é verdade, não sei se Nelson Mandela conta. Viu que o Clint Eastwood vai fazer um filme sobre ele?

lola aronovich disse...

Débora, dá a maior raiva ajudar um bando de preguiçosos. É totalmente diferente de ajudar quem tentou, se esforçou, e não conseguiu chegar a um resultado válido depois de tentar. Mas ajudar quem não quer fazer o mínimo esforço e só levar vantagem? Acho que vc tem toda razão. Mas já que vc tá nessa de fornecer código fonte, deve entender tudo de configurações bloguísticas. Não quer ajudar quem não entende nada do riscado não?


Ju, vc é uma personal procrastinator, que é bem diferente de uma plagiadora em potencial.

lola aronovich disse...

Anália, eu, quando fiz estágio docência, e meus professores(as), que são realmente ótimos, sempre dávamos trabalho pra ser desenvolvido. Mas dá pra encontrar muita coisa na internet. Por exemplo, a gente falou bastante de Jane Austen e Orgulho e Preconceito num dos cursos. Vc não acha que o trabalho pros alunos era “Quem é Jane Austen?” ou “Qual o tema do livro?”, né? Não era coisa tão simples de plagiar, mas eles plagiavam mesmo assim. E eu nem sei se eles faziam de má fé (sabendo que era errado copiar material alheio) ou se faziam por ingenuidade (já estão fazendo isso faz dez anos e nunca ninguém lhes disse que é errado). Mas que é uma praga, isso é. É uma pena, porque a internet deveria ser usada com responsabilidade.


Sam, pois é, hoje em dia essa filosofia de control c control v começa na escola e continua até a faculdade. Às vezes, até a pós. E a maior parte nem lê o que copia. Há há, imprimir o texto em espanhol é legal... Nem me fala de imprimir texto. Tem uns capítulos meus da tese que nem são tão longos (40/50 páginas cada um), mas vai muita foto colorida. Dá um cartucho colorido inteiro por capítulo! E todo o papel que vai pro lixo? Sinto muita dó das árvores!

lola aronovich disse...

Chris, é o admirável mundo novo... Eu acho a internet muito positiva, mas não do jeito que é usada por tanta gente.


Verônica, ah, mas pro aluninho descobrir se o texto sobre Camões estava escrito em português do Brasil ou de Portugal ele teria que LER o texto! E aí o esforço já era grande demais. Vc também, sobrecarregando os alunos desse jeito!

lola aronovich disse...

Leila, tb acho: manual de instrução seria ótimo.


Gi, eu gosto de muita coisa na internet. Mas pornografia certamente não é uma delas. Aliás, tô querendo fazer um post só com as buscas escabrosas de procura por pornô violento. Não escabrosas no sentido divertido! Eu pelo menos não vejo a menor graça em gente que gosta de ver mulher sendo estuprada.

Débora disse...

Lotitcha dependendo do que for eu ajudo, mas minha área não é a web, é desenvolvimento de sistemas ERP (automatização dos processos administrativos/operacionais de uma empresa). Uma coisa assim indecifrável para a maioria das pessoas, mas alguém tem que fazer o trabalho sujo. Há 15 anos eu tento explicar para os meus pais, mas eles ainda não fazem a menor idéia do que eu faço, para eles eu "mexo com informática".

Historinha da caserna: Uma vez os pais de uma estagiária ligaram na empresa e ela estava fora almoçando, curiosa a mãe dela perguntou qual o ramo da empresa para o funcionário que atendeu o telefone, ele ingenuamente respondeu: nós fazemos programas.
A menina teve que viajar até o interior do estado para explicar para a família inteira o que era um programa de computador, porque já tinha virado um escândalo na família, todo mundo achando que ela era prostituta porque fazia programas.

anália disse...

Oi, Lola!
Não quis te criticar nem aos teus professores, desculpe. Mas é que vira e mexe a filha da minha empregada pede que eu pesquise algo na net para trabalho escolar. O último tema era "Os Benefícios da Atividade Física na 3a Idade". É copiar e colar, né? E, coisa ainda mais intrigante, pq fazer um trabalho desses quando se tem 12 anos? É óbvio que a professora vai receber um monte de trabalho chupado da net. Fico revoltada com isso, pq de fato ela está enganando os pais das crianças que, por pura ignorância, acham que seus filhos estão realmente "estudando sério" e que tem chances de entrar numa faculdade, se dar bem na vida, etc, etc. Acho muito errado.
Quando a estudantes na livre-docência, puxa-vida, se o imbecil plagia no fim é ele mesmo que se prejudica, afinal está enganando a si próprio, não é? O que vai levar do curso???
Bjs e desculpe o mal jeito.
Anália

Cristine Martin disse...

Pesquisei "planos para assalto a banco" no Google só pra conferir e adivinhe só, Lola: você está no segundo lugar! uau! (rsrs)

O que esse pessoal ainda não percebeu é que estão prejudicando a si mesmos; estão perdendo oportunidades de aprender, mas para quem está interessado apenas no diploma e não no conhecimento adquirido, acho que não deve fazer diferença...

Lembrando o comentário do Giovanni, meu marido uma vez recebeu um trabalho de aluno que dizia "como podemos ver neste site..."

Animaaalll mesmo!

Abraços!

marjorierodrigues disse...

Haha, olha só, eu tô com moral! Manda um beijo pra Mamacita. Aliás, ela sempre tá aqui, então mando direto: beijo pra vc, Mamacita!

E fico no aguardo. Tô curiosa pra ver sua interpretação daquele artigo.

bjs!

lola aronovich disse...

Débora, ah, então tudo bem, nem precisa explicar o que é automatização dos processos. Deve ser indescritível mesmo. “Mexo com informática” é uma explicação melhor. Há há, sério que isso aconteceu com a pobre estagiária que fazia programas?


Imagina, Anália, não levei a mal não! E nem achei que vc criticou os professores. Concordo que, se a gente der uma lição muito, muito simples e direta pros alunos (algo biográfico, por exemplo), vai chover de artigos impressos do Google. Mas o que eu quis dizer é que, hoje em dia, o tipo de trabalho pedido nem faz mais diferença. O pessoal plagia de qualquer jeito. E dá um desânimo muito grande pros professores. Conheço alguns que realmente só dão prova em aula mesmo, e sem consulta.
Lembre-se que isso de copiar e colar coisas da internet é MUITO mais comum entre alunos de classe média que estudam em escolas particulares que entre alunos de classe baixa que estudam em escolas públicas. Muitos alunos pobres não têm acesso a um computador. Essa ainda é a realidade, infelizmente. E lembre-se também que, apesar do aluno de classe média copiar e colar o trabalho, ele ainda terá muito mais chance de entrar na faculdade que o aluno pobre. Só estou dizendo isso porque, pelo seu comentário, vc deixa transparecer que isso só acontece com a filha da sua empregada. Acho que o que uma professora deveria fazer, ao invés de pedir um trabalho cujo tema seja “Os benefícios da atividade física na 3a idade”, é fazer com que os alunos entrevistem idosos que façam ginástica, pra que eles próprios digam os benefícios. Ou, ao menos, se pegarem material da internet, que ele sirva apenas como referência, não como o trabalho final.

lola aronovich disse...

Cristine, pois é, tem várias buscas estranhas onde o meu blog aparece em primeiro. Vai entender? Acho que falta pros alunos também serem ensinados que isso que estão fazendo é plágio. Ao menos ter uma discussão dessas com a turma a cada semestre. Porque eu acho que muitos realmente nem sabem como se faz pesquisa.


Marj, minha mãe tá em SP, e duvido que tenha acesso à internet por lá. Acho que ela não lê o meu blog desde antes do natal... Mas no final do mês ela volta. Sobre o artigo, vou escrever sim. É muito divertido o começo daquele texto. Eu ri bastante.

Gi disse...

Imagine, isso é minoria. Não sei se no seu blog aparece mais, mas quem curte "porn" leve ou forte não é doido ou precisa ir ao analista. Simplesmente, é uma excitação rápida, nada a ver com debates mais profundos e extensos sobre erotismo, Bataille e afins. Isso a gente deixa para cenas feitas pelo falecido Antonioni, Pasolini, etc. As pessoas têm que aprender a separar, entende?

analia disse...

Oi, Lola!

Que bom que vc não levou a mal. Mas sabe que pelo menos os coleguinhas da filha da minha empregada, por não ter computador nem em casa nem na escola, pagam (pois é, pagam!) para acessar numa LAN house! Isso realmente é demais para mim. Sei que isso de chupar trabalho da net é mais comum na classe média, mas acho que pelo menos pais de classe média em geral tem capacidade cultural de saber o que está acontecendo, o que não acontece com uma empregada doméstica ou um pedreiro :o( Acho mais perverso, pq nesse caso estão sendo enganados mesmo, e não se enganando...

Bjs,
Anália

babsiix disse...

Oi Lola!

Eu já fiz vários trabalhos pegando textos da internet. Eu lia vários sites e montava com o melhor de cada, tb reescrevendo algumas partes. Tb pesquisava em livros, qdo tinha em casa. Aliás, sempre preferi usar livros q internet. Honestamente, nunca pensei nisso como plágio. Pra mim, era cmo montar um texto a partir de vários livros sobre o tal tema. Assim tb é considerado plágio?

Vc já publicou a receita do pudim de café?