domingo, 31 de outubro de 2021
TODO DIA UM HALLOWEEN
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
FANTASIA DE HALLOWEEN TAMANHO ÚNICO
a o que eu via nos filmes (lembro sempre do ET fantasiado de fantasminha indo atrás do Yoda). Claro, tive minha cota de discussões polêmicas sobre a celebração. Tinha gente muito menos de esquerda do que eu que achava que festejar halloween no Brasil, mesmo nas escolas de inglês, era imperialismo. E tinha o pessoal religioso que via nas festas uma total heresia (são os mesmos que gostariam de banir Harry Potter). Uma vez um professor na escola de idiomas que eu coordenava qu
is impedir que a sala onde ele dava aula fosse decorada com todos aqueles símbolos demoníacos de abóboras e vassouras de bruxa.Infelizmente, perdi o halloween no meu ano americano porque bem naquela noite eu estava voltando de Washington para Detroit. Deu pra ver as verdadeiras plantações de abóboras que viram os lindos Jack o'lantern (são bonitos mesmo, e fico na torcida pra que o pessoal aproveite pra comer o que vem dentro da abóbora). Acabei não vendo um único bichinho de estimação fantasiado, ao contrário do que anunciam dezenas de catá
Mas o que mais chama a atenção desta feminista não-consumista que vos fala é como as fantasias mudaram nesses últimos tempos. Eu estudei em escola americana (e católica) em SP, então, pelo menos até a quinta ou sexta série, era esperado que viéssemos vestidos a caráter. Eu nunca
dei bola praquilo e tinha um vestido simples e preto (com chapéu e vassourinha) que me transformava numa linda bruxa. Um ano eu decidi, não sei por que cargas d'água, alugar (tipo, pagando!) uma fantasia numa loja especializada, e fui de Julieta (sem Romeu). Minha irmã era mais criativa. Uma vez ela foi vestida de relógio cuco, que ela adaptou de uma caixa de papelão.Mas esses tempos inocentes passaram. Hoje as fantasias estão totalmente divididas por gênero. Ok, já estavam no meu tempo, mas muito menos. Atualmente meninos se vestem de computador; meninas, de cupcakes. E você não vai ver um menino fantasiado de bol
inho. E, em tempos de erotização precoce, as fantasias das meninas já vem com enchimento na parte dos seios. Porque com seis anos uma menina já tem que ser mulher, e nosso nível de feminilidade, como sabemos, é medido pelo tamanho do sutiã.Li que ano passado uma mãe e blogueira americana ouviu de seu filho de cinco anos que ele queria ir fantasiado pra uma festa na escola de Daphne, a moça do Scooby Doo. A mãe achou um pouco estranho mas respeitou o desejo de seu filho, imaginando que ninguém tiraria sarro de uma criança dessa idade. Tolinha! Parece que os coleguinhas do filho realmente levaram um tempo até serem convocados pra Patrulha da Normalidade
(uó uó uó, você não é normal? Estamos de mal!). Foram as mães das crianças que se assustaram –- como assim, você deixou seu filho homem se fantasiar de uma personagem feminina?! Você não tem medo que ele vire gay? Ela respondeu que as pessoas não viram gays, e, mesmo que virassem, ela amaria o filho do mesmo jeito. E ademais, você não tem medo que seu filhinho aí vestido de ninja vire ninja?No entanto, o halloween não é só pra crianças. Há montes de festas para adultos
nos EUA, o que permite que o americano médio possa exercer seu lado racista sem ser muito julgado. Por exemplo, pipocam os caras portando sombrero com um bigodón pra tentar se passar por mexicano, o que é estranho num país que tá cheio de mexicanos como os EUA. E onde eles não são exatamente bem recebidos.Mas mais incrível ainda é que os homens tenham várias opções, e as mulheres, quase nada. Homens podem se fantasiar de médico, bombeiro, comissário de bordo, policial, qualquer superherói... E as mulheres têm suas fantasias equivalentes: enfermeira sexy, bombeira sexy, comissária de bordo sexy, policial sexy, superheroína sexy... Hoje uma mulher adulta já não encontra mais uma fantasia de, vá lá, Pocahontas. Só tem a versão Pocahontas sexy, também conhecida como Pocahottie. Nem sei como fazem essas moças, já que final de outubro já é frio pra caramba em muitos lugares dos EUA pra ficar com barriga e pernas descobertas.
A oferta dos uniformes sexy pra mulheres é tamanha que tem quem chame o halloween de “Dia de Vestir-se
de Prostituta”. E daqui a pouco, não duvide, as revistas femininas vão começar a ter edições de “Entre em forma para o halloween”. Olha, nada contra quem quer se disfarçar de vampira sexy, por exemplo. Sou contra sexualizar profissões, como enfermeira sexy ou professora sexy, porque essas profissões já rendem mil e um fetiches e certamente não são as enfermeiras e professoras que saem ganhando por serem vistas como obj
etos sexuais. Minha queixa é que não haja escolhas. Aparentemente, na última década, todas as fantasias de halloween para mulheres passaram a ter apelo sexual. E aí, cadê a liberdade? Minha outra queixa é que a lição que mulher nasceu pra ser sedutora está sendo ensinada cada vez mais cedo. Não há explicação lógica (que não seja a ganância do capitalismo) para que crianças estejam tão separadas por gênero. Nenhum menino vai virar gay se se fantasiar de Daphne do Scooby Doo. E nenhuma menina vai virar lésbica se sair de pirata (não pirata sexy, porque, sinto muito, criança não tem nada que ser sexy). 
Pelo jeito, o que vem acontecendo com as fantasias de halloween é um bom indício de modelos falidos de masculinidade e feminilidade –- vendidos em tamanho único.
P.S.: E você nunca, nunca, nem em cem anos adivinhará a que se refere essa fantasia sexy ao lado. Tá bom. Se
você adivinhou, é porque passou tempo demais vendo desenhos animados. Sim, essa fantasia é a da peixinha de Procurando Nemo. O quê, você não sacou pelas cores?!P.S.2: Também existem “fantasias sexy para homens”. Mas elas são assim (imagem á esquerda). Dúvida: quanto tempo levaria pra um cara vestido de vampiro com uma boneca inflável cair no seu conceito?
domingo, 1 de novembro de 2009
FANTASIAS DE HALLOWEEN
Ontem foi Hallow
een, que pra nós brasileiros tem pouco ou nenhum significado, mas gosto do caráter lúdico da festa. Ano retrasado (já passou todo este tempo!) estávamos, eu e o maridão, nos EUA durante o Halloween, e o que mais me lembro eram todas as fantasias anunciadas nos jornais para gatos e cachorros (clique aqui pelo menos pra ver uma foto fofíssima). Acho que até já escrevi sobre isso: colocar um disfarce ridículo num cão tudo bem, é possível, ele vai ficar chateado contigo durante umas duas horas, depois ele te perdoa.
Gato com pensamentos impuros fantasiando em como se vingar do dono.
Obviamente uma fotomontagem. Ninguém conseguiu vestir um gato desse jeito e sobreviveu pra tirar foto.
Gato fantasiado de... Smurfete. Pode-se perder a guarda do bicho por crueldade contra os animais.Não sei quanto disso é torrado nas fantasias pros bichanos, que têm bons motivos pra detestarem a data. Agora, se eu pudesse escolher qualquer fantasia pra mim, sabe qual escolheria? Esta aqui.
Acho um charme essa divulgação de Bruno (que ainda não vi, e terei de ver apenas no computador, porque não vai passar aqui de jeito maneira). Sou totalmente contra tou
radas, mas essa fantasia, com dois toureiros a tiracolo, é uma graça. Bem que touradas podiam ser extintas e sobrassem só as roupas.Aliás, o filme pode ser uma droga (não sei, gostei pacas dos primeiros dois terços de Borat; vi uns pedacinhos de Bruno na TV, e o personagem não é engraçado como Borat) mas a divulgação, com todas aquelas fantasias, foi bem criativa. Gostei também dessas de gente fantasiada de estar nua. E aí, se você pudesse usar qualquer fantasia, qual escolheria? E pro seu pobre gato ou cão?

sábado, 1 de agosto de 2009
HALLOWEEN CORTADO
Só pra constar: eu vi e critiquei Halloween - O Início, que estreou no Brasil no dia 24 de julho e segue passando nos cinemas (não os daqui). Só que eu fiz isso quase dois anos atrás, quando morava em Detroit. A refilmagem do Rob Zombie ficou um tempão no limbo, com seu lançamento no Brasil sendo trocado de data montes de vezes, e agora chegou com polêmica: a distribuidora brasileira, a PlayArte, cortou nada menos que 26 minutos do filme original. Espantoso, certo? E dizem que cortou sem o mínimo critério de qualidade, tornando várias cenas incompreensíveis. A justificativa é que foi preciso tirar as partes mais violentas para que Halloween conseguisse classificação de idade menor. Ou seja, uma decisão comercial. E totalmente desrespeitosa com o público, lógico. Pra quem fez o filme, nem se fala. Péssimo isso. A gente não precisa gostar de uma obra pra ser contra a censura.sexta-feira, 31 de outubro de 2008
LEMBRANÇAS DO MEU HALLOWEEN
Ah, eles não têm Carnaval, gente, então dêem um desconto (que eu saiba, só Nova Orleans tem uma espécie de carnaval).
Lolinha alçando vôo.
s fingir, manter as aparências. E como o pessoal se vingava de qualquer coisa que eu tinha aprontado durante o semestre na hora de me maquiar. Ai, ai. Aquele Halloween em particular foi muito divertido. Pena que as crianças incendiaram a escola. É sério. Foi sem querer, lógico. Alguma abóbora com vela dentro deve ter sido chutada, e a vela pegou na cortina, e felizmente o fogo ficou restrito a uma só sala. No ano seguinte, nada de velas, só lanternas.Não lembro se a gente deixava todo ano ou só às vezes que os próprios alunos decorassem as salas. Tinha a organização de um concurso pra escolher a sala mais legal. E eles se empenhavam de verdade. Não era só caveirinha na parede. Um grupo (adulto) bolou uma super casa mal-asso
mbrada, onde você entrava num lugar escuro e era aterrorizado mesmo.Aí tinha um professor americano, meio fanático religioso, que não queria permitir que sua sala fosse decorada porque achava Halloween desrespeitoso com as tradições cristãs. O pessoal que não aceita que se diga "Xô Satanás" ou "vai pro inferno" realmente se aborrece com essa comemoração. Eu não sabia disso. Desnecessário dizer que, depois que descobri essa birra, o Halloween subiu no meu conceito (o mesmo aconteceu com Harry Potter quando eu soube que centenas de organizações da direita-cristã americana querem queimar os livros e filmes numa fogueira). Ah, a sala do tal professor problemático foi decorada.
Lembro também do meu ex-editor no jornal que, dez anos atrás, já ficava possesso com a invasão do Halloween na cultura brasileira. Essa maldita influência americana, ele vociferava. Eu achava que essa influência ficaria restrita às escolas de inglês. Mas como a
luno de escola de inglês é aluno de escola particular, o costume rapidamente tomou toda a classe média. E agora a gente já vê Halloween comemorado em escolas públicas. Enfim... A gente é influenciada pelos americanos de tantas formas. Se todas fossem tão inocentes quanto o Halloween, eu não me incomodaria.Vocês podem ver que não tenho bem uma opinião formada sobre o Dia das Bruxas ser celebrado aqui. Mas tenho boas memórias disso na escola. Por outro lado, não sinto nenhuma saudade de ver a Grasi de diabinha. Brincadeirinha, Grasi! Você sabe que eu te adoro.
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
CRÍTICA: HALLOWEEN (2007): Michael Myers antes da fama
“Halloween”, refilmagem de... “Halloween” (não tem nem subtítulo), estreou em setembro nos EUA pra não ter que brigar diretamente com “Jogos Mortais 4”, que chega no, bem, Halloween. Que decadência, não? Até que o terror foi bem de bilheteria, inclusive porque a primeira metade é bastante boa, e pelo menos o diretor Rob Zombie não quis refilmar cena a cena. Bom, pra começo de conversa, nem acho o clássico de 78 um clássico tão indiscutível assim. Claro que a trilha sonora é ótima, e os primeiros instantes da câmera subindo escadas e indo parar no quarto de uma menina semi-nua (quatro minutos sem cortes!) já valem o ingresso. Mas cai muito quando se transforma em carnificina e se concentra nos berros da Jamie Lee Curtis. Tudo bem, foi super influente, e sem o “Halloween” não existiria “Sexta-Feira 13”, e como a gente poderia viver sem o Jason? (tô sendo irônica).
O que esta refilmagem tem de bom é detalhar mais a infância difícil do Michael Myers. O pobre menino tem motivos de sobra pra se tornar um serial killer. Minha opinião é que qualquer um que use máscara de palhaço deformado tem problemas e deve ser internado imediatamente. Fora isso, a mãe do guri trabalha como stripper e é abusada verbal e fisicamente por homens (o que mora com ela no momento ainda tem olhos pra filha adolescente), e garotos da escola esfregam fotos da mãe nua na cara do Michael. Quando o Malcolm McDowell como psiquiatra aparece pra dizer que o garoto é um psicopta em potencial, a gente pensa que o cinema em coro vai gritar “Bidu!”. No ínicio o Michael se diverte torturando e matando bichinhos, gatos e ratos. Depois decide que já está pronto pra experimentar com bichos maiores, como um valentão do colégio. Daí é um pulo pra ele chegar às suas vítimas favorita – babás. De preferência babás atrevidas que levam seus namorados pra transar em casa. Aqui o sexo é punido com morte mesmo. O Bush e o Papa ficariam orgulhosos.
Michael vai montar e desenhar mais máscaras ainda, tudo pra esconder como ele é feio (e ele nem feio é!). Mais adiante ele fica tão cabeludo que nem dá pra ver seu rosto, e ele pára de falar. Não é uma boa companhia. Só não entendi em que momento ele se torna sobrenatural. Será que uma aranha radioativa o mordeu, pra ele virar indestrutível, e a câmera esqueceu de mostrar? A mensagem do filme é conser
vadora até a medula, não só por exibir meninas que fazem sexo e por isso merecem morrer, mas também por defender a pena de morte pro Michael. “Halloween” insiste que não tem por que alguém tão cheio de maldade continuar vivendo. Esse tipo de mentalidade parece estar na moda nos EUA, com o lançamento de três filmes prestigiando os justiceiros que pregam a pena capital com suas próprias mãos (“Valente”, com a Jodie Foster, “Death Sentence, com o Kevin Bacon, e “Illegal Tender”, com ninguém minimamente conhecido).
Além do Michael passar a ter poderes especiais pra aturar tantas facadas e tiros, ele também cresce pra caramba. O maridão pergunta se todos os atores do filme tinham que ter menos de um metro e meio de altura pro vilão parecer enorme. Não sei, só sei que não existe a menor chance de um grandalhão de mais de dois metros portando uma máscara medonha rondar um subúrbio americano e ninguém perceber. Num segundo algum vizinho apavorado chamaria a polícia. É sério. Quer um exemplo da vida real? Em Chicago, uma massagista branca foi atender a uma cliente num subúrbio. O marido, negro, e o filhinho, ficaram brincando na rua, esperando a mulher terminar. Em cinco minutos onze vizinhos ligaram pra polícia, que foi lá e prendeu o cara. Pelo jeito o direito de ir e vir não existe por aqui.
Ainda sobre o tamanho descomunal do Michael, alguém me explica como uma moça com um namorado anão vê um sujeito de dois metros fantasiado de fantasminha e acha que é o chamego dela. E tem uma hora em que o Michael poupa uma babá por notar que ela é sua irmã, que ele não via desde que a menina era bebê. Ahn, eu não sabia nem que o bebê era menina, e o Michael olha pra uma mulher feita e pensa “Minha irmã!”? Uau, ele é sobrenatural mesmo! Pra fugir dessas baboseiras, minha dica é: deixe a sessão assim que o Michael deixa de ser garoto. Afinal, o Michael gigante a gente já conhece de mil e uma péssimas sequências. Fique só com a origem do mal.
quarta-feira, 3 de janeiro de 2007
CADA UM COM SUA FANTASIA
Mais Crueldade Contra os Animais
Biblioteca que Impressiona, e os Loucos Lá Dentro



