sexta-feira, 23 de março de 2018

SOBRE OS HOMENS QUE ABANDONAM SEUS FILHOS

Recebi este email da M.:

Lola, faz algum tempo que eu quero tirar um tempo para contar a minha história.
Conheço seu blog há pelo menos uns três anos e desde então me considero feminista.
Achava que eu já tinha um pensamento relativamente superior à cultura machista em  que estamos inseridas, já vinha difundindo ideias feministas em minhas redes sociais e tudo o mais. Eis que me encontrei em uma situação que eu nunca me imaginaria e provei do meu próprio machismo (que eu desconhecia), conservadorismo e auto-preconceito: fiquei grávida solteira e de um homem casado.
No final do ano retrasado, comecei a ficar com R., um colega de trabalho. Já trabalhávamos juntos há algum tempo e trocávamos alguns olhares, porém nunca achei que fossemos de fato ficar, já que eu abominava a ideia de envolvimento com um cara casado e nunca vi com bons olhos quem o faz. Houve uma festa de encerramento do nosso trabalho e, naquela noite, bebemos muito (não que justifique) e acabamos nos beijando pela primeira vez.
Transamos cerca de quatro ou cinco vezes no total. Em duas dessas vezes, não usamos preservativo, porém eu tomava pílula regularmente e sempre confiei cegamente nisso, já que até então nunca tinha tido problemas. Acontece que eu estava tomando antibiótico para uma infecção e nem imaginei que o efeito da pílula pudesse ser cortado.
No início do ano passado, na pausa do anticoncepcional, minha menstruação estava atrasada há alguns dias e eu achava que pudesse ser devido a estresse no trabalho. Quando fiz o teste de farmácia, achava improbabilíssimo que o positivo fosse possível. Pimba.
Pronto,  eu estava esperando um filho de um cara casado que eu estava ficando há apenas um mês. Contei a R. e ele, claro, propôs aborto, ideia que eu cogitei seriamente até cerca de 14 semanas. Se por um lado, a circunstância era uma das piores possíveis, por outro, ter um filho sempre foi um sonho e eu já tinha quase 30 anos.
Tive todo o apoio da minha família e decidi ter o filho. Disse a R. que ele não precisava participar da vida desse filho se não quisesse, que eu já estava me sentindo culpada o bastante, e que eu preferia arcar sozinha com os cuidados e sustento do meu filho a causar qualquer tipo de problema pra ele em seu casamento e sua família. Ele disse que respeitava a minha decisão.
Afastei-me imediatamente. O sentimento de culpa era muito grande, eu me martirizava. Graças a Deus, nesse mesmo período ele foi transferido de setor no trabalho, o que fez com que não ficássemos nos vendo em nosso dia a dia.
Eventualmente, eu o chamava no Whatsapp, nos momentos em que o sentimento de angústia era grande. Ele dizia para eu não me culpar, que foi uma escolha de ambos a não utilização do preservativo, pra eu focar no lado bom da notícia. Ao mesmo tempo, ele ficava cada vez mais frio e distante.
Combinou comigo várias vezes de conversarmos pessoalmente sobre o bebê, e me enrolou em todas, realmente nunca mais nos vimos depois que eu descobri a gravidez. R. sempre tinha uma desculpa para desmarcar.
Nunca me ajudou financeiramente com absolutamente nada. Arquei sozinha com todas as despesas do pré-natal. Não perguntava sequer se eu estava precisando de alguma coisa, de uma assistência emocional que fosse.
O silêncio e a ausência dele durante a gravidez me perturbavam, por mais sincero que fosse o meu desejo de me manter distante. Eu pensava a todo momento no meu filho crescendo sem pai, imaginava o que diria a ele quando ele me indagasse sobre o pai dele.  Cheguei a me imaginar dizendo para o meu filho que o pai dele tinha virado "uma estrelinha do céu", mas concluí que não seria justo mentir. Meu filho teria direito de saber sua origem, sua história. Sentia-me suja, colocando no mundo um filho fruto de um ato de traição. Me senti duplamente culpada: por "destruir uma família" caso a mulher dele descobrisse a traição, e também a responsável por fazer uma criança crescer sem pai. Achei que fosse ficar louca, Lola.
Perguntei a ele se ele tinha dúvidas que o filho era dele, ele respondeu que não, e que encontraria uma solução para a situação, já que ele também não se sentia confortável com a ideia de ignorar um filho. Ele é pai de outros dois filhos.
Meu bebê nasceu. Mandei a foto para R. ainda na maternidade, ele viu, disse ser lindo, mas não foi conhecê-lo. Disse que estava cansado, sobrecarregado de trabalho, enfim, deu desculpas ridículas. Chorei absurdamente. Chorei mais ainda quando a funcionária do cartório foi lá para registrar o meu bebê. Disse a ela que, naquele primeiro momento, ele seria registrado somente em meu nome. Eu estava desolada, Lola.
Um mês depois, R. o registrou. Ele me pedia conselhos sobre como contar para a esposa dele, e eu não sabia o que pensar ou sentir.
Mais um mês se passou, e ela descobriu da pior maneira possível: leu conversas nossa no Whatsapp e viu foto do menino. Senti um alívio, por um lado.
Ele me contou que ela tinha descoberto e quis combinar comigo uma versão da história diferente da real. Concordei. Ele me bloqueou desde então e nunca mais entrou em contato.
Ela entrou em contato comigo algumas semanas depois e pediu para conversarmos pessoalmente. Fui. Não consegui mentir. Achei que ela tinha o direito de saber a verdade, que era o mínimo que eu poderia fazer àquela altura.
Ela me tratou de forma civilizada e respeitosa, mas me acusou de desfazer a sua família e seu casamento, chorou, contou que estava sobrevivendo à base de medicamentos e terapia desde que descobriu a traição, que sentia-se insegura, humilhada e sem autoestima. Disse que não admitia a possibilidade de continuar casada com ele e imaginá-lo em contato comigo por motivo da criança, por mais consciente que fosse dos direitos do meu filho, que não era culpado de nada. Eu me senti muito mal, Lola. Compreendi perfeitamente. Ela sentia-se muito mal. Por fim, ela perdoou o marido apesar de todo o sentimento de humilhação e seguem juntos, pelo que me consta nas redes sociais. Ele está totalmente ausente da vida do meu filho e eu honestamente entendo muito a mulher dele.
As mais prejudicadas nessa história fomos eu e ela (além do meu filho, claro): R., o genitor, quase não sofreu consequências. Eu demorei ainda quase 6 meses para entrar na justiça pelos direitos alimentícios do meu filho (procurei um advogado agora na última sexta-feira), porque minha família me convenceu de que eu não podia ser omissa a esse direito do meu filho, que era a obrigação mínima que o pai dele tinha que cumprir, já que não procura saber nem se a criança está viva. Se não fosse minha família me pressionar, acho que eu teria deixado pra lá, porque fico pensando que ele ganha pouco e tem as despesas com a família dele.
Imagino que a pensão será cerca de uns R$ 300, que mal dá para o leite e fraldas.
Incrível como eu empatizei com R. a todo momento, senti mais dó dele e de sua família do que de mim, que tive que aguentar tudo sozinha, que vou criar e educar sozinha um filho, alimentar, levar à escola, médico etc. E ainda aturar as pessoas eternamente me indagando sobre o pai. 
Fora a vergonha que eu senti de ter engravidado solteira, sem sequer estar namorando. As pessoas me perguntavam sobre o pai e eu não tinha coragem de dizer a verdade, tamanho era o meu medo de ser julgada. Mentia, dizia que o pai da criança era um amigo de longa data. No trabalho, eu morria de medo de o menino nascer/crescer a cara de R. e os colegas de trabalho acabarem constatando que ele era o pai. Até hoje, ninguém imagina (eu acho), apesar da certidão de nascimento ser um documento público. Tenho poucos amigos íntimos, pessoas alheias ao nosso ambiente de trabalho, que sabem da verdade. 
Durante a gravidez, com aquele barrigão, eu tinha a sensação neurótica de que todos automaticamente olhavam para meu dedo e viam que eu era solteira e me julgavam. Pior, tinha a sensação de que algumas pessoas no serviço imaginavam quem era o pai, apesar de nosso relacionamento ter sido muito breve e discreto. 
Enfim, Lola, foi uma loucura. Até hoje, apesar de amar imensamente o meu filho, me pergunto se o mais sensato não teria sido ter abortado.
Eu desconhecia tanto machismo em mim mesma, reflexo de nossa cultura social com certeza. Foi difícil. Está sendo difícil ainda.
Se não fosse o feminismo pra me orientar, acho que eu já teria pirado. Tudo isso pra desabafar e dizer que seu trabalho é maravilhoso e importantíssimo, Lola, não pare com o blog. Foi através dele que eu conheci e aprendi com o feminismo. Muitas pessoas, como eu, acompanham sem participação ativa nos comentários.
Desculpe-me tamanho desabafo. Se você quiser fazer um guest post, fique à vontade, só peço que preserve meu nome.
Um abraço apertado de quem muito te admira e te agradece, de coração, por toda a informação e empoderamento, que estão sendo de fundamental importância para mim.

Minha resposta: Obrigada por todo o carinho, M.! Nessas horas de bloguinho aparentemente meio abandonado, é bom ouvir um "continue com o trabalho".
Querida, não sei se faz você se sentir melhor saber que a sua situação é muito comum. Não sei os dados de casos como o seu (de pais que registraram o filho mas não participam da vida dele), mas 5,5 milhões de crianças no Brasil não têm o pai no registro. E esses dados são de 2011, ou seja, devem ser maiores hoje. É um número espantoso: 30% das crianças brasileiras não têm o nome do pai no registro.
Como diz uma das maiores especialistas em reconhecimento paterno, a socióloga Ana Liési Thurler, da UnB, isso é um reflexo claro do machismo: "A deserção da paternidade -- materializada em registros civis de nascimento sem filiação paterna estabelecida -- é uma prática não-democrática e sexista que, no século XXI, nos dá notícias do patriarca de idos tempos, que controlava sua descendência acolhendo ou repudiando os filhos, arbitrariamente".
Então imagina só: mesmo na sua situação dolorosa, vc é uma privilegiada. "Pelo menos ele registrou". "Pelo menos sua família te apoia". Imagino que você já tenha ouvido isso.
Filhos fora do casamento são muito comuns. E vc tem sim que buscar seus direitos, não por você, mas pelo seu filho. Mesmo que a pensão que vc consiga seja uma mixaria, seu filho ainda tem direito a ela.
Acho que quase todo mundo conhece algum caso de um pai que tem "duas famílias". E esses são os caras bonzinhos, que fazem filhos fora do casamento, mas às vezes registram e dão assistência a eles.
É um absurdo como a nossa sociedade julga e condena as mulheres que engravidam, que abortam, que têm o filho, que de repente não veem a maternidade como a coisa mais importante de suas vidas, mas absolve totalmente os homens que fazem exatamente a mesma coisa. É muita hipocrisia.
E isso sem falar nos caras que têm filhos com a mulher do casamento, aí por algum motivo o casamento acaba, e o cara casa de novo e "esquece" os filhos.
Enfim, querida, são tantas situações em que crianças, por um motivo ou por outro, crescem sem pai, que não vale a pena vc se culpar por isso. Acontece. É hiper comum.
Muito provavelmente, mesmo que R. seja forçado a pagar pensão, ele não vai participar da vida do seu filho. Quando chegar a hora, creio eu, você terá que falar a verdade pro seu filho. E explicar como isso é frequente e como não é nada que ele (ou vc) deve se envergonhar.
Não adianta nada pensar agora se não teria sido melhor ter abortado. Vc não abortou, foi decisão sua (decisão que ironicamente é aplaudida pelos mesmos conservadores que te condenam por você ser "mãe solteira"), não dá pra voltar atrás, e duvido que vc, amando imensamente seu filho, gostaria de ter abortado. Eu imagino como deve ser difícil ser julgada o tempo todo, mas você precisa ser forte, desenvolver uma casca grossa, uma atitude "dane-se o que eles pensam", e tocar a vida adiante, desta vez com orgulho de ser mãe solo, de conseguir criar um ser sozinha, apesar de todos os obstáculos. Essa autoconfiança é algo que o feminismo pode te proporcionar.
Lembre-se também que o fato de você ter um filho não quer dizer que você não terá outros relacionamentos, talvez um casamento mais pra frente com outra pessoa, talvez outro filho. Isso também é muito comum. A vida continua. "A fila anda", não é o que dizem?
Tudo de bom pra vc e pro seu filho. Vai dar tudo certo, vc vai ver!
E esses dias vi um vídeo maravilhoso da Renata Correa sobre "Como Não ser um Machista Babaca". Tem tudo a ver com com vc se sente!

59 comentários:

Anônimo disse...

depois não querem q os homens sejam chamados de lixo

Nicole Rodrigues disse...

Ooi Lola! Acompanho anonimamente seu blog e quero te dizer o quanto seu trabalho é importante. Um novo mundo se abriu depois q passei a pensar de uma forma muitos mais livre. Recomendo seu blog para a maioria das minhas amigas, digo maioria pq muitas ainda pensam q o filho é mais da mãe do pai.. enfim, o relato da nossa amiga q vc postou é tão relevante q me fez pensar em como é tão comum o tanto de gente q, ao se deparar com uma mulher q se envolveu com homem casado e q engravidou, é chamada de piranha sendo q é o cara q traiu o compromisso do casamento. Ninguém pergunta dele..
Me extendi mais do que tinha planejado, mas isso para me juntar ao coro que pede para continuar com o blog! 💗 obrigada mesmo!

Manoela disse...

Por isso que eu acredito que a mudança dos paradigmas machistas e a luta feminista precisa ir além da.mudança de leis e outras questões de âmbito publico. É necessário mudar tb no âmbito privado com a educação de meninos e meninas para nao reproduzirem essa prática. Infelizmente o aborto masculino é institucionalizado e a culpa do péssimo pai é atribuída a mulher.

Kasturba disse...

Nossa, imagino como deve ter sido desesperador esse resultado positivo...
Eu também não gostaria de (nem consideraria "correto") me envolver com uma pessoa comprometida... Mas, sabe, as pessoas não são perfeitas e cometem deslizes... Até porque, quem tinha a maior obrigação moral de evitar o relacionamento extra-conjugal era ele, que era casado, e não você, solteira.
De toda forma, isso é algo que já passou, e não merece ficar sendo remoído. Pessoas vivem relacionamentos que não são "ideais" todos os dias. Depois que o relacionamento acaba, refletem, juntam seus cacos e continuam suas vidas, evitando situações similares. Não se prenda a esse detalhe, e nem deixe que isso influencie na sua auto-imagem de "mãe".
Você é tão mãe do seu menino quanto qualquer outra mãe. Sua maternidade é tão real quanto a maternidade de mulheres que engravidaram de seus maridos, de seus namorados, por produção independente ou mesmo que adotaram seus filhos.
E sobre privar o seu filho de um pai presente... Olha, quem está privando seu menino da presença do pai é só o próprio pai. A culpa de forma nenhuma é sua. Até porque, ter filho de marido não é certeza de que seus filhos terão um pai presente. Só próximas a mim, tenho duas amigas que passam por isso. Uma teve dois filhos, depois divorciou e o cara ignora as crianças (a ponto dele se casar novamente e nem avisar aos filhos! Minha amiga descobriu pelo Facebook), e outra que engravidou enquanto noiva - gravidez planejada, a propósito - o cara desistiu de casar e também desistiu de ser pai (em 6 anos só viu a menina 3 vezes). E, ao contrário, também existem homens (não tantos, de fato) que mesmo nunca tendo sido casados com a mãe de seus filhos, se esforçam para se fazerem presentes.

Você com certeza foi muito corajosa de querer continuar com a gravidez adiante. E já que esse era um sonho seu, aproveite muito seu filhinho, e se liberte de qualquer culpa! Seja a melhor mãe que você puder ser, cerque seu filho de muito amor, e saiba que, apesar de não ser uma situação ideal a criança não ter um vínculo com o pai, você está fazendo a sua parte, proporcionando tudo que está ao seu alcance para seu filho.

Anônimo disse...

Uai Lola cadê meu comentário?

Prof. Ane Santos disse...

Mulher é ensinada a não ter auto-estima. Então fica se preocupando com opinião alheia daqueles que só sabem dar pítaco e nada fazem para apoiar.
E o homem tem igual responsabilidade de ter te engravidado, portanto, na minha humilde opinião, exigir pensão é o mínimo dos mínimos, e pouco importa se isso vai acabar com o casamento dele (pena que a esposa aceitou continuar junto), mas quem traiu a esposa foi ele, quem tinha votos com ela era o homem, não você, então livre-se desta parte da culpa e concentre-se em educar bem a criança para que não replique estes machismos.

Anônimo disse...

Doe o seu filho, ora bolas.

Entregue-o ao conselho tutelar.

Anônimo disse...

Horrível que ainda persista essa cultura de que só as mulheres devem cuidar, educar e criar os filhos. Quanto aos homens, se muito cobram uma pensão, e só.

Anônimo disse...

Diga ao pai:"Toma que o filho é teu."

Se ele recusar, processe-o por abandono de incapaz.

Fácil fácil de resolver.

Anônimo disse...

Minha jovem, entregue-o ao conselho tutelar e não se preocupe, o pai não poderá fazer nada para impedi-la; é um direito único e exclusivo da mulher: Use e abuse.

Anônimo disse...

Qual o problema de seu filho crescer com um pai ausente?

Peça o teste de DNA e justiça nele, obrigue-o a pagar pensão.

Crie seu futuro misógino/opressor sozinha, quando mais afastado da presença maléfica de um homem: melhor.

Anônimo disse...

Talvez os dois tenham sido imaturos no começo da situação, ela quis assumir sozinha no início o filho e ele não foi no hospital. É muito importante para o filho ter o convívio com a mãe e irmãos. Não sei se é possível, mas uma terapia em grupo com todos seria muito bom. Aconteceu, se desse para entrar em acordo, quem sabe telefonar para ele e acertar valores e visitas. Também se possível manter uma boa relação da esposa dele, quem sabe entrar em contato novamente e marcar uma reunião. É difícil mas importante tentarem manter contato com o filho com o pai e irmãos. Tomara que dê tudo certo.

Anônimo disse...

Homem nenhum merece ter filho.

Anônimo disse...

Lola, não pare de escrever!Vc mudou a minha mente e a de tantos leitores e leitoras desse blog!O descobri em abril de 2012. De lá para cá ingressei em minha primeira facul, tranquei, ingressei em outra, entrei e saí do cristianismo, me tornei mãe, terminei a facul, passei em concursos e em todo esse trajeto seu blog sempre me acompanhou e me tornou alguém melhor. Já fui uma leitora mais assídua, mas com a correria do dia a dia, não tenho lido tanto, mas vira e mexe estou aqui, aprendendo e evoluindo.
Lua.

Felipe Roberto Martins disse...

Para ser pai e mãe é preciso ter vocação, caso contrário não seja.

Anônimo disse...

Eu nao criaria filho de amante e nao deixaria meua filhos terem contato

Anônimo disse...

Então, só uma pergunta Lola. Se eu fundar uma empresa de viagens especializada em levar mulheres para abortar lá fora, com lucro zero para mulheres pobres(as que mais precisam) e a possibilidade de parcelar o procedimento de ir pra outro país e abortar lá em várias vezes e sair anunciando, estarei cometendo algum crime? Eu to falando sério. Não aguento ver mulheres que não querem ser mães e não estão preparadas e nem estes conservadores retardados que acham que o mesmo estado que pra eles não impede os traficantes de atravessar a fronteira com armas, vai conseguir impedir alguém de importar medicamento abortivo ilegalmente e querem legislar sobre o que a mulher faz com o útero delas. Querem até tirar a possibilidade de aborto em caso de estupro. Não aguento mais isto. Se eu fizer uma empresa vendendo viagens "aborte com segurança em outro país", estarei cometendo algum crime?

Anônimo disse...

Lola, eu sei que o blog é um espaço seu e você faz o que quiser, mas adoraria que você comentasse esta matéria da socialista morena http://www.socialistamorena.com.br/eugenia-brasileiros-que-importam-semen-dos-eua-viram-noticia-internacional/#comment-17872

Anônimo disse...

As esposas que aceitam marido infiel tb contribuem para o machismo deles e a mantes tb tem seu lado machista quando sabe que cara é casado e mesmo assim se envolve com ele. Óbvio que um cara que trai a esposa é verdadeiro cretino e que não vale nada. É uma questão de caráter mesmo.

Anônimo disse...

A influencia machista dos homens e um dos principais senão o principal entrave na criação de uma sociedade feminista livre. Então enquanto mais longe ficarem de crianças melhor. Melhor e mais seguro para elas alias.

Viviane disse...

É, Lola, aí entendemos porque as pessoas desistem do seu blog: você deixa passar os comentários mais absurdos até para quem vem lhe pedir ajuda. Imagine a autora lendo esse tipo de coisa?!
Na semana passada, em um dos posts sobre o caso da Marielle, o Donadio questionou você sobre isso e você respondeu que "deixava alguns comentários para sabermos como essa gente pensa". No caso de quem procura seu blog em busca de ajuda, isso é realmente necessário?

Aninha disse...

Lola, sigo lendo seu blog, acho que como muita gente. Se ele anda meio parado acredito que seja porque essa caixa de comentários virou um chorume. Olha só, a menina vem contar a história dela é tem um monte de imbecil dizendo coisas como "entrega para o conselho tutelar" depois dela deixar claro que ter a criança foi uma escolha e que ela ama o filho! Mas que puta que pariu essa gente. Fico muito brava com a maneira como crianças são tratadas na nossa sociedade. Como professora, tenho contado direto com jovens e posso afirmar que são poucos aqueles que veem se um lar sadio e amoroso. A maioria é desprezada pelo pai, às vezes pela mãe também, não tem apoio (mesmo tendo muito dinheiro). Triste demais. Os adultos fazem as coisas erradas, não assumem as consequências e as crianças pagam. Esse pai aí é um exemplo claro disso. Aí sobra uma mae que vai se culpar a vida inteira por não ter arranjado um pai decente para seu filho... enquanto que ela está fazendo a parte dela, o único criminoso aí é o pai.

Rafael Cherem disse...

Abortar seria a decisão conservadora e machista, a melhor para o R, que tinha/tem compromisso e uma família a zelar, a criança abortada não passaria de um "segredinho" dele.


Mulheres, mesmo em um relacionamento estável a gravidez e a maternidade possuem um peso imensamente maior para vocês, e não é só o machismo estrutural, basta lembrar que para dar a luz a mãe corre o risco de morte.Redobrem o cuidado.

Anônimo disse...

"aborte com segurança em outro país", estarei cometendo algum crime?"

a princípio não, mas se o ministério público quiser te enquadrar...

Kasturba disse...

Você leu o texto? Você tem capacidade cognitiva pra entender o que leu?
Em momento nenhum ela disse que não gosta do filho, que não quer o filho ou que quer se livrar das responsabilidades de ter um filho.
Pelo contrário, ela ama o filho. Ama tanto, a ponto de se sentir culpada por algo que não é de forma nenhuma culpa dela, que é ter "escolhido" um lixo de pai pro filho dela. Coisa que muita mãe faz (se culpar pelos erros do homem que não tem um pingo de empatia nem com o próprio filho).
O que ela gostaria (mas infelizmente está fora do alcance dela) é que o filho não fosse privado da presença do pai. Como é que entregando ao conselho tutelar (e privar o menino também da presença da mãe, avós, tios, primos, etc) vai resolver a situação??

Anônimo disse...

Não acho que você foi machista ou traiu o feminismo porque teve um filho com um homem casado. Você apenas sentiu tesão por um homem casado, transou com ele e por acidente teve um filho. Acontece. Tesão não obedece regras sociais, regras 'feministas' ou regras religiosas. Não se culpe por causa disso. Perdoe a si mesmo.
O verdadeiro machismo está naqueles que te culpam por isso, mas desculpam o pai do teu filho
Na cabeça dessa gente os homens podem tudo é as mulheres nada. Até mesmo a esposa dele o perdoo e culpou você. Sendo que ele é quem tem um compromisso com ela e traiu esse compromisso. você não tem vínculo afetivo nenhum com essa mulher e portanto não a estava traindo. Por que se teve compaixão com ele mas não se tem compaixão com você?
É importante agora que ele participe da criação do filho dele e não é apenas dando uma pensão. A esposa dele é uma mulher adulta. Vocês três o são. Terão de manter um mínimo de relacionamento harmônico pelo bem da criança e de vocês mesmos.

Becx disse...

Não é necessário. Mas pense tb que esse não é a profissão da Lola. Ela tem o emprego dela, com muitas outras responsabilidades e o tempo dela é curtíssimo. Fora que o blog nao poe comida na mesa. Quem posta aqui tem que saber que esta sujeito a críticas. A muitas criticas pq aqui chove troll. Nada do que foi dito aqui é surpresa pra autora do texto. Que a propósito e uma mulher muito forte e com certeza ouviu pior pessoalmente. A lola nao vai ter tempo de miderar cada comentário dos 50 trolls postando 10 comentários diferentes em cada post. Contribuir financeiramente pro blog continuar, ninguém quer. Eu acho importante ler os trolls... saber o nivel do absurdo. Não iria acreditar em certas coisas que li aqui existem de verdade, se a lola tivesse moderado tudo e só deixado as flores e borboletas.

Anônimo disse...

"Acontece que eu estava tomando antibiótico para uma infecção e nem imaginei que o efeito da pílula pudesse ser cortado."

Mas é só ler a bula, tá tudo ĺá, é obrigatório por lei constar essa informação.

Viviane disse...

Becx, querendo acreditar que você não é troll, vários leitores assíduos já deram dicas para a Lola melhorar os comentários. Depois de anos acompanhando, cheguei à conclusão de que ela não quer resolver o problema. Porque tempo para responder aos trolls ela sempre arranja, mas para instalar (ou pedir para alguém que o faça) um Disqus não consegue?
Assim como você, eu já defendi a Lola várias vezes desse tipo de crítica, com quase os mesmos argumentos usados por você. Mas uma hora a gente cansa...

Anônimo disse...

Parece que virou comum entre feministas usar a figura da amante como uma suposta ''vítima empoderada'', enquanto a esposa representa a ''vilã''. A maioria das amantes se envolvem com um cara sabendo que é casado, querem competir com a esposa do cara, muitas vezes querem fazer o cara largar a esposa por puro egoísmo e capricho. Muitas amantes tbm fazem comentários machistas do tipo ''ele só está procurando fora o que encontra em casa'', como se culpasse a esposa traída pelo mau caratismo do marido.

Anônimo disse...

Falou e disse! Concordo

Anônimo disse...

Certa vez li um artigo interessante, falava sobre as construções sociais que ao longo dos séculos foram levantadas, e que agora precisariam serem desconstruídas.

O artigo citava que uma dessas construções seria o papel da mulher dentro da família: Submissão ao marido, cuidadora das coisas do lar e criadora de filhos; e ao homem caberia o papel de provedor material, chefe e líder da casa.

Ao ler o título do post sobre "homens abandonarem os filhos" não seriam manter uma construção social? Penso assim porque antes da formação da família patriarcal não existia o conceito do homem acompanhar o filho. Os filhos, antes do patriarcado, pertenciam a comunidade e todos cuidavam deles.

Acredito que a noção de meu filho e seu filho veio logo após o conceito de uma outra construção social: A propriedade. O artigo citava que esse conceito de propriedade na família, se relacionava justamente a com transmissão dos bens, ou seja, a quem os meus bens seriam destinados após a morte dos pais, logo, uma consequência disso, seria também a fidelidade da mulher no casamento, pois só assim a herança realmente iria para o seu filho.

O artigo também citava a desconstrução de gêneros, mais isso não esta relacionado com o assunto do post.

Abraços a todos.


Anônimo disse...

Realmente isso é muito mais comum do que imaginamos. Meu namorado nasceu exatamente dessa forma e olha que isso foi há 35 anos atrás. Até hoje ele não tem o nome do pai na certidão e não o conhece.O homem era casado e enganou a mãe dele se passando por solteiro,até que ela engravidou e ele sumiu,quando ela descobriu que ele era casadissimo e com 2 filhos também.É triste mas vida que segue.Eu te desejo muita força ,saúde e garra.Vocês serão muito felizes!

Anônimo disse...

15:33 o que se conhece por tesão na verdade e uma armadilha biologica da natureza visando a preservação da especie, a porcaria da paixão também. Devemos ser menos deterministas biologicos e mais sociais.
Obvio que a autora do relato não "traiu" feminismo algum e é machista apedreja-la. Porem acreditamos que após conhecer as bases teoricas do feminismo não dá mais para continuar erotizando e romantizando os opresores.

Anônimo disse...

Para a maioria das militantes não se pode nunca criticar uma mulher, (mesmo as de má índole, mas não me refiro a autora desse texto) até se for de forma delicada, educada e construtiva, que isso vira falta de sororidade para a militância. Discordar desse padrão paternalista é tbm visto como ódio e ''apedrejamento'' por essa militância. Por essas e outras tbm, não faço parte dessa militância.

Anônimo disse...

A maioria das amantes sabem que o cara é comprometido ou pelo menos muitas passam a saber após algum tempo. Quem se envolve com uma pessoa que está enganando outra, sabendo disso, é mau caráter tbm sim, e isso inclui os amantes de mulheres casadas tbm. Muitas amantes tem um a mentalidade machista, acham que o cara casado é o macho ‘’alfa’’ e como já foi dito, muitas vezes as amantes usam esses discursos machistas ’’o macho alfa está procurando fora o que não acha em casa’’, entre outras pérolas machistas para justificar a traição. Não adianta mais colocar a figura da amante como a eterna coitadinha infantilizada, mesmo quando algumas querem infernizar a vida da esposa do então homem casado. As pessoas precisam assumir as responsabilidades de suas escolhas.

Anônimo disse...

Muitas amantes vão tirar satisfações com a esposa traída do que com o homem que (supostamente) as enganou, mesmo que por algum tempo. Geralmente a espoa traída não tem o menor apoio e empatia vindos das feministas e se alguma até procura uma militante feminista para desabafar, é capaz de ser encorajada a virar ''amiga'' da amante, mesmo se a tal for uma psicopata.

Anônimo disse...

Mentira da sua sogra, querida! Investigue e a verdade irá aparecer!

Anônimo disse...

pede pensão

Anônimo disse...

"armadilha biologica da natureza visando a..."

putz, q coisa mais burra, não tem nada disso não

tesão/sexo não é uma armadilha e nem tá relacionada a reprodução, é uma forma dos seres de uma mesma espécie criarem empatia/união uns com os outros

vc fala pra não ser biodeterminista sendo uma, q psicodelia arjumentativa de bosta

adultério é uma coisa muito comum

homem trai a mulher e mulher trai o homem, vida q segue

titia disse...

O machismo internalizado é assim mesmo, autora, é difícil se livrar dele e precisamos combate-lo todos os dias. Concentre-se em cuidar de si mesma e do seu filho, em se livrar do machismo e criar seu filho de forma a que ele também questione o machismo ao seu redor. Pro resto da sociedade, aperte mesmo o foda-se, não estamos mais na idade média e ninguém tem que ser validado pelo pai pra ser um cidadão com direitos e deveres.

Na minha humilde opinião, se o pai não presta não tem porque querer que ele conviva com o filho. Não ter pai é muito melhor do que ter um bosta escroto e violento ferrando sua vida e seu emocional em casa, ou cometendo todo tipo de abuso contra os filhos. Ter um pai não é tão importante assim. Ter alguém que te ame e cuide bem de você é, e isso pode ser uma mãe, um pai, uma irmã, uma tia, um tio, um primo; não precisa ser esse ente superestimado, idolatrado e totalmente fictício que o machismo chama de "pai".

Anônimo disse...

Sou anon 15:33 e quero responder para todas as comentaristas que parecem ter ficado um tanto ofendidas com uma suposta defesa que fiz das amantes. Primeiro quero dizer que não estou defendendo a amante, nem a esposa, nem o marido. O que questionei foi o fato das esposas culparem as amantes e perdoarem o marido. Eu não disse que amantes são santas. Ninguém é santo. Mas mesmo que algumas amantes, como vocês disseram, infernizem as vidas das esposas e tentem separar o casal, ainda assim quem traiu o compromisso foi o marido. Nenhuma amante pode obrigar o seu marido a ter uma relação sexual com ela. O que estou criticando é o machismo que perdoa tudo o que o homem faz, mas rotula a mulher de piranha no caso da amante ou de megera amarga no caso da esposa.
Não sou puritana e não julgo ninguém que passe por essa situação. Homens traem e mulheres traem cada vez mais. Traição não significa o fim de um casamento principalmente se for cometida pelo homem. No entantoe se a mulher a traidora, graças ao machismo, pode ser o fim do casamento sim!
Também comentei porque queria dizer para a autora que ela não tem que se sentir culpada.
Acho absurdo que nos dias de hoje uma mulher se sinta culpada por ser mãe solteira.
Gente, estamos no ocidente em pleno século XXI. Nenhuma mulher tem que dar satisfação a ninguém por ter transado com quem quer que seja.
M., no lugar de sentir culpa, sinta-se feliz pois você tem um filho. E você poderá se relacionar com outra pessoa futuramente.

Anônimo disse...

Não sei se é pq depois que me descobri feminista, não consigo mais sacanear e nem faze r maldade pra mulher nenhuma, salvo raríssimas exceções (coisa mais "simples" que não vá causar nenhum prejuízo emocional), mas apesar de homens não valerem nada dentro de um relacionamento, mulher também poderia sentir mais empatia pela oficial, sei lá, acho muito esquisito essa de " ainnn quem deve fidelidade é ele, não você", sei que é a pessoa que está namorando, mas pqp, é dificil ter consideração pelos outros??? Ninguém gosta de ser enganado, custa negar e prosseguir com uma pessoa solteira? Sério que é só quem tá comprometido que deve respeito aos outros, voce que está solteirona/solteirão acha certo sair por ai servindo de amante?
QUeria entender qual é a lógica.
Sobre o texto, eu me coloquei totalmente no lugar da esposa, que merda deve ser passar por isso, não que a condição da amante deve ter sido boa, mas te falar, a pessoa sai com um cara que é casado e tem dois filhos, arruma outro filho e ainda acha que ele vai ser o paizão exemplar? Era só reparar com ele tratava a esposa(traindo) pra ver como seria tratada numa eventual separação.

Anônimo disse...

Não acho que seja tão importante assim ter esse cara presente na vida do seu filho. Ele não era bom pai antes (os dois do casamento), com um fora do casamento então...vai ser um traste.
Ele não gosta dos filhos dele e da esposa, imagina filho de amante.
Pega essa pensão e segue em frente.

HeloInLove disse...

M., eu me casei (cartório e igreja - com direito a festa), planejei minha filha, fui traída, me divorciei e o pai da minha filha ignorou a existência dela por 14 anos. Hoje que ela está com 18, linda, inteligente, parceira maravilhosa de vida, ele tenta se aproximar tal como um cachorro sem dono.
Honestamente, torço que eles achem um caminho de estabelecer uma relação, já que meu pai é uma pessoa imensamente importante em minha vida (e na da minha filha também), mas a verdade é que ela caga um balde pra ele. Não tem paciência com ele (e ela é só paciência comigo, com os avós, com os amigos), se sente absolutamente livre de obrigações e, apesar daquela magoazinha lá no fundo, ela é forte e sabe que não teve nenhuma participação nessa engronha toda. E ela é feliz M. Absolutamente feliz, divertida e bem resolvida. O amor salva, venha como vier, de onde vier, o amor salva!
Boa sorte

Fernanda disse...

Finalmente um comentário lúcido nesta caixa, já tinha perdido as esperanças. Não vou me ater a comentar o caso - errado "in so many ways" - porque não acordei disposta a bater boca com gente que certamente virá tentar defender o indefensável. Só pode ser o fim dos tempos, mesmo, amante posando de vítima e todo mundo batendo palminha e passando a mão na cabeça. Parem o mundo que eu quero descer!

Anônimo disse...

A gravidez e o puerpério são momentos de muita solidão, com ou sem marido, é um momento só da mulher, nossas angústias e medos vem à tona, nada se parece como antes e isso pode ser desesperador. Pelo seu relato, acho que dentro de todo o contexto, você está forte e madura. Seu filho vai ficar bem. Você também vai reconstruir tua vida e segue o baile. Por enquanto você ainda está muito inserida nessa história. Se desculpe e siga a vida, encontrarás ainda muitos motivos pra sorrir.
Um abraço apertado.
Fabi

Anônimo disse...

Solteirona/solteirão? Você acha mesmo que uma pessoa trai só porque tá solteirona/solteirão? As pessoas traem porque sentem tesão por outras. Homens e mulheres traem estando casados ou solteiros. E talvez o que faça as pessoas se sentirem tão mal quando são traídas é que elas percebem que ninguém conhece o outro completamente e que não se tem controle absoluto sobre ninguém.
Mas quer saber de uma coisa: eu acredito que a maior parte das pessoas são suficientemente fortes para se recuperar de uma traição.
Meu noivo diz que não me trai. Mas se me traísse acho que eu perdoaria e não iria ficar brigando com a amante. Só se ela fosse do tipo que fica infernizando. E se eu conheço bem meu noivo, ele ficaria magoado mas perdoaria uma traição minha também.

Anônimo disse...

Muito legal a reflexão que o relato provoca. Realmente, a gente tem muitos preconceitos invisíveis. Um deles é querer sempre culpar a mulher de uma gravidez indesejada. Parabéns pelo trabalho, Lola!

Fabi disse...

É um situação muito complicada. Tenho uma amiga que vive uma bem próxima, a questão é que ele já paga pensão. Mas não tem quer ter contato com a criança. O que é injusto .
Eu nunca me envolvi com homem compromissado, mas sei que todo mundo é sujeito a deslizes. Temos que nos educar mais quanto ao uso da camisinha, não importa se usa anticoncepcional, homem rodam por ai com diversas mulheres, a criança ainda é uma benção, poderia ser uma doença. Se isso acontece com uma mulher adulta, imagina com quantas jovens e adolescentes.

Manoela disse...

Acho que a intenção do post e da Lola não é julgar quem está certo ou errado muito menos defender as amantes. O cerne da questão é que nesses casos as pessoas criticam bastante as amantes e pouco falam do comportamento dos maridos que traem. O marido é o coitadinho e a amante é a bruxa destruidora de lares e da família.

Anônimo disse...

Ô retardado, a autora não disse que quer que o filho seja criado pela esposa do cara. Ela veio nos dizer o quanto ela se sente culpada pela situação e o quanto ela gostaria que o filho tivesse o auxílio e a presença do pai. Interpretar texto não é seu forte né? Sugiro voltar para o ensino fundamental.

Anônimo disse...

ok. E o que isso tem a ver com o fato de o pai abandonar a criança? Está errado, sim. Não interessa se a mulher era amante ou não. Parem de ficar defendendo homem!!

Anônimo disse...

Bom, cheguei tarde no relato.
Tbm sou mãe solteira, o pai do meu filho foi meu namorado, me traiu depois que ele nasceu e nos separamos.

Na minha sincera opinião e sem julgamentos: como desde o início ele demonstrou que não queria a criança, pelo menos nessa parte ele foi sincero com você. Essa é uma das minhas dúvidas com relação ao aborto, se nós defendemos nosso direito de não querer o filho, teremos que aceitar qndo o homem não quiser ser pai? Realmente é complicado, e eu sei que lá no fundo, apesar de inicialmente vc dizer que ia arcar com tudo sozinha, vc queria o apoio dele.

Apesar de que, como o aborto ainda não é legal, pelo menos pela lei ele tem obrigação com o filho, já que mulher nenhuma tem obrigação de se sujeitar a um procedimento ilegal.
Se vc achar que deve, peça a pensão sim, e sem nenhuma culpa, ele é adulto e sabia o que estava fazendo.

Não fica pensando no "se", senão vc pira mesmo. Vcs dois erraram, isso sempre tem consequências. Pode ter certeza que a conta dele ainda vai chegar tbm, mesmo que demore.
Mas aprenda com seu erro e siga em frente, não precisa se sentir culpada como se tivesse matado alguém, nem permita que as pessoas tentem te fazer sentir assim.
Procure ser forte, busque meios de ser forte, pois crianças a gente ensina com exemplo.

Aceite o que aconteceu, se aceite, aceite sua realidade e do seu filho, e com certeza isso vai ser uma coisa natural na sua vida e vc vai se sentir mais leve.
Eu sei que parece facil falar, mas no meu caso o pai do meu filho tbm se afastou, eu sofri...mas vi que ficar depressiva com um bebê ia ser pior. Resolvi viver a vida do meu jeito, depois de um tempo ele se reaproximou, as vezes é mais presente, as vezes some...mas eu decidi que isso não ia ter poder sobre a minha vida e do meu filho.
E crianças nos surpreendem sempre, pode ter certeza.

Anônimo disse...

Curioso esse conceito de sororidade, quando tem macho no meio ele fica bem elástico não?

Anônimo disse...

Ah o troll... sempre mostrando o quão patético é.

Cara feminista do relato. Perdoe-se. Você tem suporte necessário que precisa para criar sua filha para ser um ser humano completo e feliz. Nada é tão doído como essa ideia absurda que o machismo nos implica o tempo todo: somos mais culpadas pelos erros dos homens do que os próprios homens.

Quem tinha o dever não trair a esposa (e aqui eu falo de dever legal, que é muito mais coagente que dever moral) era ele. Ele traiu, ele tem culpa e responsabilidade jurídica pelo fato.

Você tomou sua decisão (super corajosa) de ter o filho, merece ficar em paz com essa decisão, por que o fardo que é ser mãe solo está muito bem relatado.

Se permita ser feliz com a escolha que você fez, você e seu filho merecem.

Anônimo disse...

Querida, posso imaginar sua angustia, mesmo pq sou mãe de 2 filhas que pai um belo dia saiu de casa pra ir morar com a amante - ah, pra completar a cena mexicana, no meu aniversário de 40 anos kkkkkk
A cada 15 dias ele pega as filhas pra tirar fotos, pq elas são bem bonitas e ele precisa posar de bom pai pra família. Eu exijo que ele pague tudo em dia e cumpra os finais de semana com elas, e mantemos um relacionamento cordial. Eu me casei novamente e posso dizer que minhas filhas tem um pai real e presente na vida delas, embora não seja o biológico.

Vamos lá. Uma coisa é fato: voce sabia que ele era casado, tinha este comprometimento. Eu também já me relacionei com homens casados na juventude, um eu sabia e outro não (descobri depois, e terminei com ele). No primeiro caso, ao entrar neste relacionamento - e sim, eu sei, é difícil resistir, etc - voce ASSUME o risco. Veja, voce assume, pois pra ele o risco de ser "pego" era maior do que uma gravidez contigo. Assim como a mulher dele assumiu o risco de se casar com um cara safado e pior, se manter com ele, sabendo que provavelmente irá trai-la novamente.

A partir daí, assumindo este risco e fazendo sexo (com ou sem proteção), assume-se o risco de gravidez e/ou doenças. Aconteceu, e voce ficou grávida.
Pega esse menino, faça uma terapia, esqueça este homem e se abra pra outro relacionamento com um homem disponível e maduro. Mas esqueça ele, esqueça ele assumir o filho ou conviver com voces. Isso não vai acontecer, e tudo bem! Dê graças as Deusas ele não aparecer pra infernizar sua vida. Se eu te contar que se voce levar isso na boa e ser bem feliz com seu filho, ele não sentirá esta tão temida "ausência paterna", voce acredita em mim???
Basta um exemplo de homem na familia, pode ser seu pai, um tio, ou certamente seu proximo namorado/marido. Basta este apoio que voce conta que tem, e poucas mulheres conseguem ter isso. O que mais se vê são mulheres casadas, sobrecarregadas e sem apoio algum.

Vai ser feliz com seu filho! Esqueça esse traidorzinho, deixe ele pra quem o mereça. Tem homem melhor no mundo e que certamente será maravilhoso pra voce e seu filho.

Beijos

Anônimo disse...

Amante não tem lar

Anônimo disse...

É claro que tem: o lar dela mesma. E mais importante ainda: tem a ela mesma.