quarta-feira, 10 de maio de 2017

GUEST POST: PRO PAI QUE RECLAMA POR TER QUE PAGAR PENSÃO

Como não faz parte da minha realidade, há pouquíssimos posts aqui no blog sobre receber ou pagar pensão pros filhos. Preciso de mais, porque sei que é um problema comum (manda pra mim!).
Geralmente as mães ficam com os filhos, e os pais pagam uma pensão pro filho que não dá nem pro gasto -- e ainda acusam a mãe de não saber gastar, ou de gastar demais. Enquanto isso, tem um monte de gente que vê a mãe como grande aproveitadora, querendo se sustentar ao custo de cerca de um terço do salário que o pai paga pro filho (e eu conheço vários casos de caras que escondem o que realmente ganham para pagar beeem menos).  
Bom, a N. me enviou este ótimo relato:

Tenho passado por uma situação complicada e às vezes bate aquele sentimento de solidão e de que todos estão surdos (especialmente quando procuro algum apoio jurídico). O que acontece é que recebo pensão desde 2009 (mas me separei em 2006, no mesmo ano que nosso filho nasceu), e o pai nunca se sentiu "confortável" em ver seu salário ser descontado em folha. Sente-se roubado. Escuto esse tipo de agressão desde então: que eu o estou "roubando", que faço "uso indevido da pensão", que "o privo de ter gastos com o filho dele" e que "me aproprio do que não é meu". 
Acontece que além da pensão e do plano de saúde (ele é funcionário público, e eu? desempregada) ele não paga mais nada. Nadica de nada! 
Mas sei que não estou sozinha. Sei que existem milhares de mulheres na mesma situação que eu, agredidas e desqualificadas quase que diariamente por seus ex (ou atuais) companheiros. 
E os danos de tal prática são inúmeros. Desenvolvi uma série de problemas, mas o pior deles é a fibromialgia. Ele sempre foi um pai presente, mas nunca um companheiro. Com o filho, sempre foi aquele que visita, leva para passear e tomar sorvete. Ele é o pai clube - cinema - sorvete. Isso há 11 anos, a idade do nosso filho. E de mim, só cobra e me responsabiliza por tudo. 
Recentemente, foi necessário modificar a rotina dos dois. Estou desempregada, mas não desocupada, e minha disponibilidade para buscar e levar a criança diminuiu. 
O pai não gostou e as agressões verbais se intensificaram. Então ele encontrou uma estratégia para me amedrontar. Digo isso porque sei que, diante do estilo de paternidade que ele adotou todos esses anos, a proposta nem de longe é séria. A "proposta" foi a seguinte:
"Nosso filho passa a morar comigo e vc o pega em fins de semana alternados, pode almoçar com ele alguns dias. Assim eu posso estabelecer a rotina dele conforme minha agenda e minhas necessidades. Talvez seja o momento, morar com o pai um tempo. O que acha?"
Resolvi dar uma resposta que chamo de "homeopática", uma vez que o conceito de homeopatia é o de curar com pequenas doses do próprio veneno. A resposta, portanto, é irônica, mas todos os elementos que a constituem são da realidade que vivemos, propondo uma completa inversão de papéis. Fazendo-o entender um pouco do que faço e dizendo a ele coisas de sua própria oratória. Segue a resposta: 
Acho interessante! Podemos realmente tentar. Acho que é uma boa hora para invertermos os papéis. Então, vamos ver como será:
Todos os dias úteis você o acordará às 6h da manhã para ir à escola. Precisa ser às 6h porque nem sempre é fácil. Ele costuma ser um pouco devagar para acordar, mas te garanto que há dias em que ele colabora. 
Então você prepara o café da manhã dele, sem nunca esquecer de convencê-lo a comer fruta antes. Depois prepare um lanche para escola, bem saudável, com frutas, alimentos integrais e ovos caipiras. Às vezes ele reclama do lanche, mas sei que você vai tirar isso de letra. E claro, nunca esqueça de colocá-lo cedo na cama para dormir, para facilitar o processo matinal. Ele não gosta muito de dormir cedo, mas com algumas conversas noturnas diárias, acaba cedendo.
Depois você vai buscá-lo na escola pelo menos três vezes na semana. Dê o almoço (arroz integral e carnes magras, preferencialmente) e depois leve e busque ele em suas atividades da tarde. Nunca se esqueça de checar a agenda da escola e verificar os deveres de casa. Nos dias em que eu for buscá-lo na escola, levarei nosso filho para almoçar em casa (ou em algum clube, ou local onde eu possa garantir meus cuidados pessoais, pois sofro de fibromialgia e necessito de alguns cuidados), aí você pode buscar ele, onde eu estiver, para levá-lo ao inglês ou futebol.
Quando chegar a época de prova, não se esqueça de estudar com ele. É preciso que ele vá bem em todas as disciplinas. Temos que estar atentos ao seu futuro. Além disso, frequentemente há trabalhos e maquetes que também precisam da ajuda dos pais. Fique sempre alerta para que ele não perca nenhum prazo e apresente sempre o melhor trabalho!
Às vezes, no meu final de semana, pode ser que eu me atrase para devolvê-lo no domingo, porque gostamos de assistir os filmes do final do dia. Mas não tem problema. Ele vai tomar um sorvete depois do filme (porque nos meus finais de semana, sorvete não pode faltar!) e dormir um pouco mais tarde do que o normal. O açúcar às vezes agita a criança, mas não vai atrapalhar tanto assim o processo na segunda-feira nem a rotina dele, tenho certeza, por isso, nem me preocuparei em te avisar. 
E, eventualmente, quando ele estiver comigo e adoecer bem no meu final de semana, levarei ele para que você cuide, pois não posso deixar de fazer minhas atividades físicas e cuidar da minha saúde. Sei que você pode entender isso. Mas aí, no final de semana seguinte, eu pego ele de novo. Precisamos ser justos sobre meu tempo com ele em finais de semana.
É importante saber que ele costuma acordar à noite. Tem pesadelos e às vezes insônia. Mas te garanto, depois de alguns anos, você vai se acostumar a ser acordado com frequência durante a noite. Quase não ligará mais. Acredita que depois de um tempo, mesmo que ele não acorde, você mesmo passa a acordar sozinho?
Ah! E pode ser que no feriado em que ele estiver comigo eu resolva sair para viajar com ele, ir para outro estado. Mas, fique tranquilo. Só farei isso quando for meu feriado, por isso nem precisarei te comunicar.
Quanto aos gastos, façamos assim: pagarei 15% do que receber. Tenho certeza que será suficiente para custear todas as refeições, gasolina, internet, conta do smartphone, material escolar, uniforme, escola, inglês, futebol, vestuário, remédios, quando necessário, lazer e o que mais precisar. Estou certa de que irá até sobrar.
Essa experiência vai ser muito boa para você, especialmente porque poderá ter toda a liberdade de gastar o seu dinheiro e tudo o mais que sobrar da pensão do jeito que você quiser. Será incrível!

54 comentários:

Patrick disse...

Lembro que quando fiz a primeira disciplina de prática jurídica num curso de direito que não cheguei a concluir, quase todos os casos eram de não pagamento de pensão alimentícia. Não houve um único dia de prática jurídica, ao longo de quatro meses, em que eu não tivesse atendido uma mulher angustiada pela falta de pagamento de pensão (algumas vezes de valores irrisórios, como R$ 20 - ano 2008).

João Paulo Ferreira de Assis disse...

Apoiado Patrick. Também cursei Direito em Barbacena MG, e me deparei com a mesma realidade. De um caso eu me lembro perfeitamente, faz 10 anos. Uma senhora procurou o Núcleo de Prática Jurídica para reclamar que seu ex-marido não pagava pensão já fazia algum tempo. Mandamos chamá-lo. Ele veio documentado. Provou que era trabalhador da Fábrica São José, então em processo falimentar, e que fora obrigado a assinar uma indenização salarial dividida em 20 prestações, de 118 reais cada! Ou assinava ou não recebia! Quando a mulher voltou, expliquei a ela a situação, e a aconselhei a se entender com ele.

João Paulo Ferreira de Assis disse...

Acho Lola que esta senhora deveria documentar todos os gastos com o filho, com notas fiscais, inclusive de alimentos e material escolar. Se ele continuar insistindo em acusá-la, bem documentada ela pode processá-lo por danos morais.

Anônimo disse...

Juridicizar a vida dá nisso. A partir do momento em que há uma sentença dizendo que a obrigação do pai é pagar X, a contrario sensu qualquer coisa fora de X não é obrigação. A divisão de trabalho do casamento tradicional acabou, e as mulheres acabaram ficando com o papel de mulher e de homem também. Irônico, mas o feminismo acabou sendo ainda melhor com os homens, que puderam transformar as milhares de obrigações da convivência em uma única obrigação monetária.

Anônimo disse...

Acho que ela não deveria ter feito esse textão todo, parece que quer tipo que fazer o cara desistir de ficar com a criança. Poderia simplesmente ter falado 'Bom, ai você gasta o valor da pensão do jeito que quiser, e o que sobrar com lazer.'
Ela com fibromialgia deveria ficar um tempo sem o filho mesmo, pq só de ler o texto ja me deu fadiga, imagina quem tá doente? Deve ter tempo para descansar nunca.
Deixa o menino com o pai e pega aos finais de semana e feriado, foda-se. Ele é o pai, não precisa ficar com dó de mandar o menino, sabendo que ele não vai cumprir nem a metade dessas obrigações, ninguém morreu pq não almoçou arroz integral ou comeu fruta antes da aula -.- que chatice

Anônimo disse...

No escritório em que trabalho vivencio isso todo dia, as demandas referentes a pensão alimentícia são recorrentes (Revisão do valor da pensão, execução da pensão, oferta de alimentos e pedido de alimentos).

Um processo recente que trata de execução de pensão alimentícia por exemplo. A pensão fora estipulada em um processo de investigação de paternidade, na época o juiz estipulou que o pai pagasse R$ 30,00 (trinta reais) por mês, o pai porém que trabalhava com CTPS assinada como eletricista nunca pagou.

Atualmente já não se trata de uma criança já é adolescente tem 16 anos. A mãe (nossa cliente), sempre trabalhou, e durante todos esses anos (aproximadamente 14 anos) nunca pediu ajuda ao pai, que sempre se manteve distante, e fez de conta que nem sabia da decisão judicial..

A mãe foi procurar o pai do adolescente já nos dias atuais, para pedir um auxílio financeiro pela primeira vez, para que o filho pudesse fazer um curso técnico, eis que o espertalhão responde que não tem responsabilidade nenhuma com "aquele menino" e mandou ela se virar (ela me contou tudo aqui no escritório). Ela então veio procurar os seus direitos.

O processo esta em andamento. Já ajuizamos ação para que ele pague o que deve correndo o risco de ser preso. O que eu acho absurdo, é que praticamente em todos os casos o pai quer fugir da obrigação, como se a responsabilidade não fosse dele.
Eu acho incrível que uma pessoa consiga fazer isso com o próprio filho! Uma pensão de R$ 30,00, R$ 200,00, R$ 300,00..Não é nada diante de todos os gastos que a mãe tem com o filho.

E a lei é clara ao estabelecer que a prestação dos alimentos para os filhos (crianças e adolescentes) é obrigação de ambos os pais. Obrigação decorrente do poder familiar, que são os deveres dos pais perante os filhos.

A criança e o adolescente atualmente são sujeitos de direitos, o Estatuto da Criança e do Adolescente adotou a Doutrina da proteção integral estabelecida pela nossa Constituição Federal art 227 de forma que é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar, à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.

O dever de prestar alimentos segue estipulado em legislação, mas eu sigo achando muito triste, chega a me dar arrepios essa situação, como pode um pai virar a cara pra uma criança? A responsabilidade é de ambos os pais.

Anônimo disse...

Anonimo de cima, sim a responsabilidade é de ambos. Acho que homem já sabe que não quer ter filhos, mas acha que quando tem é facil. A maternidade é romantizada de um jeito que até os homens não querendo, casam sabendo que a esposa vai querer, e como dizem que tudo é lindo, acaba não importando, desprevenindo. É foda viu. Acho que a maioria nem deveria ter. Já deveria falar logo de antemão que não quer e que se a mulher insistir pode divorciar, quem sofre é a criança e a mãe, com tanta obrigação sozinha.

titia disse...

Por isso não me importa quem jogue pedra, digo e reafirmo que tem que haver algum tipo de teste, algum psicotécnico ou coisa assim, pra quem resolveu que quer procriar. Filho não é brinquedo, não é acessório da moda, não é distintivo de virilidade ou de superioridade, não é símbolo de status pra exibir na cara dos outros. Filho é um ser humano que dá trabalho, dá problema, dá gasto, briga, com características e vontades próprias - e é responsabilidade pra vida toda, não pode simplesmente devolver se não gostar. Ou melhor, não deveria, mas a nossa sociedade machista e escrota dá plena licença aos homens igualmente escrotos pra abandonar completamente a paternidade se eles não gostarem ou ficarem 'cansadinhos' (bando de fresco que merece ser capado). E, como sempre, sobra pras mulheres limpar a merda dos machos. Ainda bem que elas estão acordando e não querendo mais ter filhos pra se ferrarem sozinhas.

Anônimo disse...

Certíssima, titia. Perfeito! Esse seu comentário fechou com chave de ouro.

Se quiser já pode encerrar o tópico, moderação.

Anônimo disse...

(Viviane)
É por tudo isso que eu jamais pedi nada ao pai da minha filha além do registro de nascimento, para que ela não ficasse com o nome do pai em branco nos documentos. Faltou falar também dos patrões que dão baixa "fictícia" na CTPS dos pais para que estes possam dizer que estão desempregados e, assim, a pensão ser fixada em 30% do salário mínimo, além de não poder ser descontada em folha, submetendo a mãe à humilhação de cobrar toda vez que o malandro "esquece" de depositar o valor.
Sinceramente? Só desejo uma coisa a esses desalmados que ignoram os próprios filhos: a velhice. Quero ver quando ficarem velhos e doentes e forem pedir os cuidados dos mesmos filhos que desprezam.

Anônimo disse...

É o que sempre acontece, a obrigação de cuidar dos filhos é sempre colocada nas costas das mulheres e para o homem basta pagar uma pequena pensão e depois posar de ''tio'' nos finais de semana levando para tomar sorvete.

Como falaram ter filhos é algo muito romantizado para as mulheres e os homens acabam cedendo já que a maior parte da responsabilidade vai cair sobre a mulher mesmo. Mesmo que a mulher não trabalhe fora a dupla jornada de trabalho como dona-de-casa e mãe vai continuar pesando sobre as mulheres de classe c-d. Quando falaram que o feminismo beneficiou os homens é porque em parte o homem não foi cobrado pelo feminismo que enquanto mulher pode trabalhar fora, ele só não podia como deveria dividir as tarefas domésticas e criação dos filhos. Até mesmo se a mulher fosse dona-de-casa. Já passou da hora de ensinar aos homens desde pequeno que ele deve realizar tarefas domésticas e nos caso de ser pai, no momento em que se deseja uma gravidez de combinar que o cuidado com o filho será compartilhado sempre e para não ter que depois reclamar que só a mãe cuida do filho. Seja o casal vivendo juntos ou separados.

Anônimo disse...

Querido Patrick, também tenho visto muitos casos disso. N. e Lola, para mim esse é mais um dos exemplos sobre como existem homens babacas... e ainda, se duvidar, falam que feminismo é mimimi... Tão irritante...

Anônimo disse...

Não entendi pq o textão, se tá difícil entrega o menino de bom proveito logo. Justo que o pai assuma por uns anos.

Anônimo disse...

Situação complicada.

Geralmente, o pai-divorciado, quando paga uma pensão decente, nem sempre combina isso com presença e paternidade efetiva (pois ser pai não se reduz apenas a arcar com despesas, vai muito além).

Não raro vemos toda a responsabilidade nas costas das mães, afinal são elas que veem as necessidades diárias do filho. Muitos homens acusam as mulheres de gerir mal o dinheiro pq na verdade não fazem idéia de como é o dia a dia da criança.

Mas acho que, no caso, seria sim uma ideia a se pensar, dar a guarda principal ao pai. Ele tem condições de saúde e de dinheiro melhores que você no momento. Não é estranho pro seu filho, então, porque não?! Talvez ele apanhe sim no começo, mas vai dar conta, eles vão se adaptar, e você vai poder cuidar melhor de vc. Não subestime a capacidade dele, não tire esse direito e esse dever de ele estar mais presente.

Alícia

Anônimo disse...

Essas mulheres são engraçadas...Na hora do divórcio brigam como leoas para ficar com a guarda dos filhos. Dificilmente uma mulher abre mão da guarda em favor do pai. Mesmo guarda compartilhada é uma coisa meio difícil. Aí, depois, ficam reclamando da vida...

Anônimo disse...

Lola, escreve sobre a lolly para meninas, por favor! Ela é feminista.

https://www.youtube.com/watch?v=V-CsgVujmr4

Anônimo disse...

(Viviane)
Esses homens são engraçados... Na hora do divórcio sequer cogitam a possibilidade de pedir a guarda da criança - a não ser se a mãe tiver outro relacionamento, aí vale tudo para "punir a vadia que pois outro macho no meu lugar". Alguns chegam a matar os próprios filhos por vingança. Depois a mulher reivindica o mínimo, de acordo com a renda do cara (afinal, por que o padrão de vida da criança tem de cair?), e só falta ser apedrejada não só por ele, mas por todos os homens que tomarem conhecimento do caso, incluindo os operadores do Direito.

Anônimo disse...

(Viviane)
Alicia, pelo o que eu entendi, ela não se negou a ceder a guarda ao pai, apenas fez questão de ressaltar a ele como é "fácil" cuidar de uma criança em tempo integral com uma pensão que mal dá para comprar comida. Mas eu concordo com você (milagre!) que ela deveria cuidar da própria saúde... e aí ela corre mais um risco: ser condenada, até pela própria família, como "mãe desnaturada que largou o coitadinho com o pai".

Anônimo disse...

Mascu Cadu

Não foi e nunca vai ser o feminismo o culpado por homens casarem com mulheres mais jovens, sendo que antes era muito mais comum em comparação com os dias de hoje. O feminismo defendeu o divórcio para que mulheres vítimas de seus maridos violentos e de relacionamentos acabados possam viver em paz e não até que a morte os separe. Não foi o feminismo que criou a dupla jornada feminina, pois ao mesmo tempo que as mulheres trabalham é defendido que seus/suas companheiros também também trabalhem e façam sua parte no trabalho doméstico. Não é o feminismo que defende a "liberdade sexual" para que mulheres apareçam nuas em revistas, a pedofilia, prostituição e pornografia. O que você mascu diz que é feminismo e essa sociedade hipócrita é apenas mais uma faceta do machismo e misoginia, mas sem o conservadorismo do passado e com mais putaria, menos falsidade e mais escancarado. Feminismo é e sempre foi a luta para o empoderamento feminino, a educação das mulheres e o seu bem estar, que para mim, países como a Islândia, Canadá, Finlândia e Noruega servem como exemplo e não o nosso Brasil hipócrita que vende a prostituição e objetificação sexual como algo cultural e para ser adorado.

Anônimo disse...

Acho que fazer uma inseminação artificial e ser mãe solteira acaba sendo muito mais vantajoso que ser divorciada com um ex-marido te enchendo o saco. Primeiro: Precisa ter dinheiro para fazer inseminação artificial, um fator limitante para os irresponsáveis e acaba tendo um maior poder de escolha, se realmente quer ter filhos, e assim, um maior planejamento familiar. Segundo: não vai haver briga por guarda de criança e nem alienação parental pois a única geradora vai ser você, a mãe. Terceiro: Mesmo sendo mais trabalhoso para a mãe, pelo menos alguns países desenvolvidos já sacaram que ao ter ensino integral e medidas para que as mães fiquem menos sobrecarregadas a natalidade aumenta, e as mães solteiras são a maioria. Quarto: Você vai criar a criança do modo que quiser sem o pitaco de parceiro nenhum.

Anônimo disse...

(Viviane)
Tem outra solução: adoção. Só não digo que é mais fácil do que inseminação porque exige uma burocracia e também tem preconceito contra adotantes solteiros, embora a lei permita.

Marcia disse...

Também trabalhei com direito de família (e quem não?) quando fiz meu estágio obrigatório em 2005. Sempre a mesma situação: mãe com os filhos, pai que se recusava a pagar pensão.
Atualmente há um outro cenário se tornando mais corriqueiro: os pais que buscam a guarda compartilhada para 'parar de pagar pensão'. Incrível como tudo se resume a quanto a criança gasta, a maioria esmagadora dos pais é incapaz de mostrar uma mísera preocupação com os sentimentos da criança, seu bem-estar (aqui mesmo, tem um reclamando de que não precisa dar alimentação saudável, por que ninguém morrer se ficar sem fruta e só cumpri com metade dos cuidados que a mãe faz, e tá tudo certo, o importante é economizar dinheiro, não cuidar bem da criança).
Segue um dos casos que uma das minhas alunas de direito acompanhou há uns dois anos: pai pediu guarda compartilhada do filho de 6 anos, diabético. A mãe, que ficou desempregada e teve câncer, aceitou, pois havia grandes chances de não sobreviver ao tratamento e achou melhor estreitar os laços entre pai e filho.
Na primeira segunda-feira o menino termina no hospital. Achou um pote de sorvete e comeu quase inteiro. E o pai? Na justiça cobrando da mãe metade das despesas com hospital (pois a guarda é compartilhada), como é que ele ia saber que o menino diabético iria comer sorvete, quando ele não pode? A mãe não ensinou? Nem responsabilidade, nem vergonha na cara de readequar a própria geladeira para receber o filho com uma doença crônica o sujeito teve. Tudo se resume a uma questão de quanto é que custa ter o filho.

Nesse caso, felizmente, o juiz não aceitou a cobrança e depois reverteu a guarda integral para a mãe, que voltou a cuidar do filho sozinha, por que embora difícil, pelo menos com a mãe, via de regra, filho não morre por falta de cuidado.

E os homens não entendem que o problema todo não é só os recursos financeiros escassos, eles não tem amor de cuidado, de criação, para oferecer para os filhos. E, claro, a crista da onda atual: pede guarda compartilhada, deixa o filho com a avó e segue a vida como se educação e a criação do menino não fossem da sua conta.

Anônimo disse...

Acho que o filho tem que ficar com quem cuida melhor em sentido bem amplo mesmo, meus pais tiveram uma separação feia e minha mãe descontava tudo em cima de mim, que sou filha única. Ela me machucava pra atingir meu pai. Aí um dia, numa briga, ela falou que eu tinha que morar com ele, porque eu era uma garota muito "difícil" e um monte de outras coisas, meu pai me buscou no dia seguinte e sabe quanto tempo depois eu voltei? Nunca. Ela me batia por qualquer coisa.

Óbvio que depois de me tratar igual capacho e perder a briga (porque fiquei extremamente feliz com meu pai, que nunca relou um dedo em mim) aí ela virou uma leoa da National Geographic, fez todo aquele drama e eu contava pra todo mundo o que ela fez comigo e a mãezona super amorosinha que ela era. Fiz tanto que ela eventualmente acabou se conformando.

E não, ela não fez nada disso porque me amava e queria me educar. Negócio era atingir meu pai, ela era obcecada por ele, do tipo que falava que ia se matar, que ia pular da ponte, que ia tacar fogo em mim... ninguém me contou, eu tava lá.

Então sim tem muito pai babaca aí que sai metendo em qualquer uma e depois foge da responsabilidade mas tá cheio de homem sendo privado dos filhos também. É recente que filhos fiquem com a guarda dos pais (homens), a cultura no Brasil não era essa, filho ficava com a mãe e acabou. Fui vítima 14 anos desse pensamento.

Nem toda mãe é um ser divino e iluminado que nasceu pra isso. Então esse papo de "vamos inverter então?", na prática, pode ser a melhor coisa na vida da criança.



Anônimo disse...

Quando me separei eu tirava xerox do holerit e fazia um recibo no verso para a ex assinar,eu dava metade do meu salário para ela.Ela foi morar com um homem que a convenceu de entrar na justiça que receberia mais então a juiza determinou um terço descontado automaticamente.Ela deixava a menina presa em casa e ia para as baladas.Quando eu ia visitar não tinha comida para a criança e os vizinhos comentavam que ela transava com até tres homens na frente da criança. Conversei com ela para ela me dar a criança e eu deixaria descontar a pensao.Paguei pensao por 16 anos até que qdo.Minha filha completou 21 entrei na justiça e cortei.Depois que me separei ela se juntou com vários outros homens.Teve mais duas filhas de dois outros companheiros.Todos baladeiros e viciados em drogas.Quando ela estava bem sem se drogar a minha filha ia passar fins de semana com ela.Chegou um período que ela ficava de segunda a sexta comigo e sábados Domingos e férias com ela, isto qdo.Ela não estava com um companheiro viciado e terminava se drogando também. Sempre que eu procurava a justiça ela ia pra delegacia da mulher e alegava estar eu incomodando ela.Final de tudo...Ela morreu de overdose teve sete infartos e um Avc mas antes ficou Deus meses na minha casa para eu e minha filha cuidar e dar os remédios com o corpo todo atrofiado na cama recebendo dieta via sondas.Hoje crio a filha dela de um ex dela que tentou matar a criança .

Anônimo disse...

Seis meses

Marcia disse...

Anônimo das 04:49 que há mãe que maltrata, também não tenho dúvidas. Sinto muito por tudo o que aconteceu com você, infelizmente a justiça no Brasil se resume a avaliar a pensão. É raro haver preparação para os profissionais do direito serem capazes de avaliar o bem-estar da criança. Embora, como de costume, exista vasta legislação para assegurar isso.

No meu tempo, a proporção entre disputas envolvendo abuso das crianças foi a seguinte: 35 pais abusadores (dois anos de estágio) 1 mãe abusadora. Óbvio que para a criança machucada, não faz a menor diferença se é pai ou mãe que agride, os interesses dela é que devem ser os prioritários e ponto final. O problema todo é que esses casos não são usados para melhorar a estrutura que protege as crianças, são usados para calar a boca de mães que tem dificuldades em criar os filhos sozinha. Por quê né? Justiça de família não é feita para resolver os problemas das pessoas, é feita para resolver a questão da pensão e todo mais (é tão ou mais importante quanto) fica de lado.

Anônimo das 06:06 você fez a sua parte, como pai era a sua responsabilidade não só pagar a pensão, mas também cuidar da sua filha. Uma lástima que ela e você tenham sofrido com o vício da sua ex-esposa. Não dúvidas de que há mulheres más e ruins, mas isso invalida os pais que abandonam seus filhos e que resumem cuidado a pagar pensão? Não. Mas eu também acho que essa presunção absoluta de que mãe sempre cuida é um problema. O certo é o casamento terminar e a guarda compartilhada começar imediatamente.

Não é sua culpa, nem sua responsabilidade

titia disse...

01:13 está fugindo do bercinho de madrugada pra tentar trollar blog feminista? Volta que isso é hora de criança estar dormindo.

06:06 metade é mais que um terço. Bem mais. A menos que tanto a sua ex-mulher quanto o novo namorado dela fossem excepcionalmente ignorantes, nenhum dos dois teria entrado na justiça pra conseguir um terço do seu salário quando você já dava metade.

Anônimo disse...

Ontem eu li uma reportagem sobre a prisão de um jovem Russo de 21 anos, criador do jogo denominado Baleia Azul. É de estarrecer a informação, na reportagem, de que o indivíduo recebe dezenas de cartas, dentro da prisão, de garotas apaixonadas por ele! Penso que as mulheres vítimas de violência ainda são estas que gostam de psicopatas, não é possível! Envolvem-se com caras totalmente desprezíveis e depois vem alegar ser vítima das ações atrozes destes lixos? Sou casado, pai de duas lindas meninas e dou minha vida por minha família, abro mão de até de comprar coisas pra mim para dar pra elas, JUSTAMENTE POR NÃO ME ENQUADRAR EM, PSICOPATIA. A mulher sabe sim quando o cara é mal! O problema é que quando jovens, muitas gostam deste perfil e depois que o estrago foi feito, pode ser tarde. Eduquem suas filhas para amar o conhecimento apenas!

Anônimo disse...

Lido frequentemente com acordos extrajudiciais, a maioria envolvendo guarda, alimentos, pensão, etc. A maioria esmagadora dos casos se resume a mulheres que ficaram com os filhos após separação do casal, e homens que quase sempre fazem de tudo para pagar o mínimo possível para seus filhos.
Como na maioria dos casos são pessoas com remuneração baixa, também penso na situação de quem precisa conseguir o dinheiro e não tem como. Muitos casos são de homens que estão desempregados ou só podem pagar uma quantia irrisória de pensão. Claro que isso, de forma alguma, deve impedir a criança de receber os cuidados financeiros e afetivos. Mas são situações bem complicadas.

E acho que os casais deveriam sim ser muito mais maduros nessa questão de filhos, deixando claro se querem ou não tê-los, e refletindo sobre essa visão romantizada da maternidade/paternidade, porque quando casam,ou engravidam, acham lindo demais terem filhos, mas quando vem os gastos, e a pensão principalmente, as coisas já não são bonitas daquele jeito.

falta muita reflexão e consciência dos pais no planejamento disso tudo.

Anônimo disse...

10:19 q fanfic ruim, nota 2

Zrs disse...

Menina do céu, desapega, deixa o pai cuidar do filho. Deixa que ele se vire um pouco também, ele vai aprender a dureza que é cuidar de todos os detalhes. Temos que pensar que ninguém é insubstituível, até porque qualquer um dos genitores pode morrer, então, como fica? Vai ser bom para ambos a convivência contínua, e para você também, momento em que poderá reconstruir a sua vida e já ir pensando em você como sua própria companhia.
Força no processo.

Anônimo disse...

Eu sei q vc, autora do guest post, ama seu filho e quer pra ele o melhor.
Mas permita a si e a ele essa experiência dele ir morar com pai.
Esse terrorismo falando dos pormenores de como é cansativa e exaustiva a rotina de ser mãe ñ vai ajudar sua causa com o pai dele. Ele só vai mudar e valorizar sentindo na pele.
Se vc ñ nasceu pra cristo, ñ se bote na cruz feito mártir.

Ame seu filho, mas ame a si e busque a felicidade.

Anônimo disse...

Também acho que deveria fazer teste psicológico pra prosseguir com a gravidez. O que mais tem é gente irresponsável no mundo, que criará crianças assim, e só piora a situação do mundo.

Anônimo disse...

Por que reclamam tanto q homem n ajuda em nada mas quando o cara qyer a guarda a mulher trata o homem como inútil, como se só ela fosse capaz de cuidar direito?
Ele tem condições melhores e vc ainda ta fudida em todos os aspectos, puro orgulho feminino, a ladainha de q só mulher cuida direito e todos os pais são lixos.

Se pensar direito, deixando o filho com o cara, te dá tempo de cuidar de si, melhorar a condição financeira e poder pedir a guarda compartilhada.

donadio disse...

"Também acho que deveria fazer teste psicológico pra prosseguir com a gravidez."

Sério que você quer gente como a Marisa Lobo decidindo se os outros podem ter filhos?

Anônimo disse...

Nem toda/o psicóloga/o é igual a Marisa Lobo, mas teste também não o suficiente para determinar se uma pessoa deveria ou não ter filhos. Acho que seria bom mesmo se houvessem alguns questionários sobre o porque uma pessoa quer ter filhos e o que essa pessoa pensa sobre as responsabilidades de se ter um filho, se vai assumir em todas as instâncias, se acredita que tenha condições de assumir. Principalmente os homens, já passou da hora de questiona-los sobre o que eles pensam da paternidade, se acreditam que é apenas sustentar e levar para passear nos finais de semana, se os cuidados com o filho na opinião dele devem ser jogados apenas para as mães, o que eles pensam sobre dividir as tarefas domésticas também. Todos esses fatores são importantes. Não estou dizendo que se deve ''proibir'' as pessoas de terem filhos, mas de refletir sobre isso ajuda bastante essas pessoas, se no fundo não querem ter filhos, mas de alguma forma se sentem pressionadas a ter filhos. Muita gente tanto homem/mulher se sentem muito pressionados por todos os lados primeiro a se casarem, depois a terem filhos. Então acabam tendo, mesmo sem vontade/condições de todas as formas.

Anônimo disse...

História interessante. A mãe melhorou do câncer depois?

Anônimo disse...

Do modo que a população humana já ultrapassou o limite biológico de recursos pelo crescimento populacional, incentivar a esterilização deveria ser a norma.

pp disse...

Sensacional esse post. Eu fico indignada com esse pensamento de que alimentos enriquecem a mãe. Isso é muito raro, só se o homem for rico demais, e isso for provado no processo.

Outra coisa: esse post (o amarelinho, do senado) dos alimentos serem pagos até os 18 anos ou 24 anos se estiverem na faculdade é um enorme equívoco. Acho que você deveria tirar isso Lolinha, porque não tem fundamento algum. Cada caso é um.

Lis Silveira disse...

Parabéns você é uma boa mãe preocupada com sua prole. Sou filha de uma mãe que foi guerreira para me criar e aguentar as paranoias dp meu pai que o dinheiro da pensão era para ela. Mas hoje sou casada com um homem de caráter que paga 30 por cento do seu salário e mais convenio medico para a filha mas infelizmente a menina não mora nem com a mãe e sim com os avôs e por suas atitudes sim é uma aproveitadora porque trabalha e o pouco que investe na menina com certeza vem da pensão pois a pouco tempo atrás dizia que a pensão era dela e da filha. É claro que nem todas as mulheres são assim mas infelizmente ha algumas que são. Quando casei com meu marido sempre trabalhei e ajudei com todas as dispesas da casa hoje estou desempregada e grávida e sei o quanto pesa 30 por cento do salário comprometido.

Anônimo disse...

Sou mulher sou feminista mas discordo e muito deste post, que foi bem polêmico.
A justiça brasileira age de modo erradíssimo primeiro a sempre dar a guarda para a mulher sem saber quem seria o mais responsável ou o que tem mais condições financeiras e equilibrio psicologico para criar um ser humano.
Há maus exemplos dos 2 lados: Mulheres que de aproveitam para sugar tudo que o homem tem usando e abusando da criança, muitas vezes maltratando a criança ou largando para os outros cuidarem e há homens que não estão nem aí para os filhos ou para pagar as despesas e largam a criança de lado também.
Mas em relação a este post entendi que o propósito dela foi, como disseram acima que o homem desista da guarda e quer dizer que ele não tem capacidade de criar tão "bem" quanto ela acha que cria.Quem pode afirmar do que o outro é capaz ou não de fazer?
Digo isto porque vivo 2 exemplos na minha família.
O primeiro é a minha irmã que faleceu e deixou a filha de apenas 5 anos orfã. E quem cria é o pai, um pai que antes dela falecer nunca havia passado nem 5 minutos sozinho com a filha porque " não sabia cuidar". E hoje, após um ano, ele vai muito bem, obrigada. Cuida, dá banho, leva para a escola, ensina o dever, tudo muito bem feito. Diferente do que ela fazia ou faria? SIM. MAs cuida mal? NÂO. Então não podemos julgar nunca que um homem não é capaz de cuidar de uma criança> ISSO È MACHISMO achar que só a mulher é capaz de cuidar. Por isso considerei este post machista.

O segundo caso que eu vivo é com o meu marido, que tem um filho(que pelos traços não é dele, pois o menino tem traços de japonês e a mãe loira de olhos azuis e meu marido moreno de cabelo crespo) mas a mãe usa o menino para fazer todo tipo de chantagem com ele.Quando começamos a namorar ela disse que se ele namorasse comigo ele não veria mais o filho, isso é apenas um exemplo das coisinhas que ela já fez, usando uma criança para obrigar ele a viver com ela. Quem cuida da criança é o avô e ela nao trabalha,, não estuda, não faz nada além de ir para a balada e viajar com o dinheiro que meu marido paga a pensão. Nunca chega na criança e ela vive fazendo todo tipo de abuso psicológico com ele além de tudo.
Eu adoraria ter a guarda dessas 2 crianças: Meu enteado e minha sobrinha(não porque o pai não cuide mas porque a amo MUITO MESMO) mas a lei dificulta e muito esses processos.
Enfim é só uma opinião baseada em FATOS minha, uma mulher e feminista.

Links disse...

Aff autora do post. Vc ta reclamando que o cara acha muito dar pensão e quando ele quer cuidar da criança vc acha ruim?

Esse text foi muito ruim mesmo. Entendo perfeitamente que tem muitos pais que não querem nada com nada, mas na hora que aparece um querendo cuidar, tem textão. Nem entendi o objetivo desse texto.

Anônimo disse...

(Viviane)
Parei de levar a sério ao ler suas considerações sobre o suposto enteado: "ama" tanto que faz questão de dizer que ele não se parece com o pai? E daí? O pai nunca pediu um exame de DNA para poder jogar isso na cara da mãe pelo resto da vida? "Ain, não sei se o filho é meu, mas sou tão caridoso que pago pensão assim mesmo (mas claro, nem penso em pedir a guarda para não ter trabalho!)".
Quero muito acreditar que seja só uma fanfic de moleque desocupado, pois é de se perder a fé na humanidade saber da existência de gente tão torpe.

Anônimo disse...

(Viviane)
Caraca, nem com a autora avisando com todas as letras que o texto é irônico, ainda teve quem não entendeu?

titia disse...

Acho altamente provável que 09:58 seja outra fanfic de mascu. É cheio dos clichês deles: a vadia malvada já começou enganando o ex, o cuckold paga pensão prum filho que não é dele, a vadia malvada (de novo) usando a criança pra empatar os outros namoros do ex, usando o dinheiro da pensão pra ir pras baladas com o dinheiro do "coitado" do marido, que não trabalha nem estuda, não gasta um centavo na criança , quem cuida não é a vadia malvada (e mais uma vez) é o avô da criança (porque, né, embora a maior parte dos filhos de mães irresponsáveis sejam criados pela avó na fantasia mascu mulher nenhuma cuida de criança, só os homens salvam e protegem esses seres puros das vadias malvadas e preguiçosas) e ainda faz "abuso psicológico" com o pobre ex. Ah, e claro, nenhum homem tem culpa de nada. Na historinha do/da 09:58 os homens são todos santos e puros e as mulheres são todas umas vadias malvadas e irresponsáveis.

Sem contar os erros ridículos de português, a incapacidade de usar a barra de espaço, a incompetência no uso de minúsculas e o total desconhecimento sobre parágrafos, como fazê-los e pra quê servem. Pode não ser uma fanfic de mascu, claro. Tem todo tipo de gente nesse mundo. Mas quando a criatura canta todo o estereótipo da "vadia malvada exploradora do pobre ex que também é uma mãe relapsa enquanto os homens da história são bonzinhos, uns santos, e salvam a pátria"... só faltou dizer que a ex vadia malvada sai por aí trepando com todo mundo pra ficar a perfeita fanfic mascu.

Maria Caladora disse...

Brilhante texto!
Os homens (aqui no Brasil) quase nunca assumem de maneira equilibrada e justa o seu papel na criação e educação dos filhos,com raras excessões é claro,e mesmo assim sempre vêm com essa ladainha rídicula de que mulheres que não tem emprego "não fazem nada".
Como se isso não fosse bosta o suficiente,ainda querem achar que a pensão (que na maioria dos casos é micharia) cobre todas as despesas da criança e ainda rende algum luxo pra mãe,quando na maioria das vezes a mulher passaria fome se fosse depender exclusivamente de pensão,e ainda sem refletirem o que é o esforço constante de criar um filho e o quanto isso dá muito mais trabalho que pagar pensão.

Fora isso,vivem acusando as mulheres de serem mesquinhas,mas não enxergam o próprio dinheiro como dinheiro da criança também,como se a criança fosse alguma 'aproveitadora', 'sugadora'; que simplesmente brotou do chão pra "causar despesas" a eles e que devia se sustentar sozinhas;isso pra mim mostra o quanto o homem médio e comum é mesquinha e infantil. Nunca vi mulheres falando de seus filhos como se eles fossem "um prejuízo" ou uma 'boca a mais'.

Anônimo disse...

Pelo que entendi do texto a proposta do pai em querer que o filho more com ele é apenas uma forma de espizinhar a mãe! Pelo visto é ela quem assume todas as responsabilidades, então não parece ser uma forma de fazê-lo desistir de algo, já que ele não pretende fazer na verdade!
Outra coisa, é muito fácil, por um recorte de história, ficar aqui julgando a mãe!
Esse texto me pareceu um desabafo de alguém que está cansada de ser agredida por receber pensão de um cara que deveria dividir responsabilidades! E além de não o fazer, ainda faz uso de uma pseudo proposta para mais uma vez agredi-la! Tb sou mãe solteira e digo sem nenhum receio que não pretendo abrir mão da guarda do meu filho só pq o pai um dia acordou e decidiu que quer ser pai de verdade! Não mesmo! Se o nome disso é apego, foda-se, que seja! Mas meu filho, que eu pari e me dediquei quase que exclusivamente em todos os difíceis processos, vai continuar vivendo sob meu teto e visitando o pai sempre que quiser! Acho isso muito engraçado! Chamar de apego! Mas filho não é um algo que vc simplesmente troca, negocia e divide! Mãe só tem conforto quando sabe que o filho tá bem! É muito fácil o cara esperar passar 10, 15 anos pra resolver ser pai!!! Aqui não! Não mesmo!

Anônimo disse...

Eu entendi total! A mulher tá sendo agredida verbalmente pelo cara desde 2009, pelo que entendi! Aí ela escreve um texto pro babaca e o povo "não entende" . Se fosse eu, já teria entrado com Maria da Penha, isso sim!

Links disse...

Viviane, e daí que o post eh ironico? Serio, qual o objetivo?
Falar que o pai não vai dar conta? Faze-lo mudar de ideia? Me explica pq eu nao entendi mesmo

Anônimo disse...

Sou a autora do texto.
Resolvi compartilhar o texto com Lola, porque gostaria mesmo de ver a discussão. Como algum Anônimo disse, o texto é apenas um recorte da realidade. Mas os comentários que mais chamaram minha atenção foram os que dizem para deixar a criança ir morar com o pai, "desapegar", e que meu objetivo seria "fazer a cabeça do pai". Bem, sobre eles gostaria de comentar...
Quando escrevi o texto, que até o momento nem enviei ao pai, o fiz numa espécie de catarse. Não tinha o objetivo de dissuadí-lo da ideia de morar com o filho, pois pra mim estava claro que era mais uma estratégia para me agredir, afinal, ele está sempre se esquivando de responsabilidades, sequer aceita levar o filho uma vez na semana a escola. Portanto, soou bastante irreal a proposta.
Mas, diante de alguns comentários, comecei a ponderar e pensar que talvez seja sincero, talvez ele de fato queira viver com o filho. E sim, ele é pai e isso é um direito inegável. Mas sabe, durante todos esses anos, sempre procurei adotar, ma maioria das vezes, uma atitude pacífica, por mim, por acreditar que tornar-me agressiva como ele não ajuda em nada, e pelo meu filho. Mas isso não significa que eu consiga lidar, internamente, de forma pacífica. Inúmeras vezes tive que dominar um vulcão dentro de mim, pois não é fácil assumir todas as dificuldades do dia-a-dia, medos, anseios, cansaços que os cuidados com um filho trazem, e ainda ficar sendo desqualificada corriqueiramente. Enfrentar esses vulcões internos e ainda fazer cara de paisagem para seu filho não perceber seu sofrimento me cobrou um preço caro. Desenvolvi a tal da fibromialgia.
Aí, alguns disseram "desapega", cuide de você, coisa e tal.
Acontece que com filho, ao menos para mim, não é assim que funciona... Não dá pra simplesmente "desapegar" como se fosse uma calça jeans. Meu filho é meu projeto mais importante de vida. Estar presente em seu dia-a-dia é questão fundamental pra mim. Quero acompanhá-lo em suas crises e seus momentos de felicidade. Quero estar presente. E isso não significa que o pai não possa estar. Eu jamais fechei as portas para ele. Ele vê o filho exatamente na frequência que quer. Ele nunca seguiu o acordo de visitas e pega o filho nos dias que sente vontade. E isso é menos tempo do que o acordo previa.
Então, talvez, vocês estejam corretos. Talvez haja uma intenção de dissuadí-lo da ideia, que no primeiro momento foi inconsciente, mas que agora eu a assumo completamente. E não é porque eu ache que o pai não seja capaz de cuidar do filho, mas sim porque eu não sou capaz de ser uma mãe de final de semana.
E ele sabe que não precisa reivindicar mais tempo com o filho dele, pois ambos tem total liberdade para se verem e estarem juntos sempre que quiserem. Não se trata disso.
O objetivo maior do texto, portanto, foi botar pra fora uma situação de extremo incomodo. Tentar fazê-lo calçar o meu sapato. Se dar conta do quanto ele não faz pelo filho pra ter a cara de pau de me chamar de ladra durante anos!!! E acreditem, ainda fui muito sutil!
N.

Anônimo disse...

Que situação tensa, que mulher guerreira. A sociedade coloca expectativas exageradas sobre a mulher, e quase nenhuma sobre o homem.

Acredito que toda a sociedade deveria ensinar os homens a respeitarem e amarem suas famílias de forma mais humana e responsável, caso eles queiram constituir família. Se não quiserem, que sejam ensinados a tomar precauções para não engravidar ninguém, como usar camisinha, por exemplo, que pode não ser um método 100% eficaz, mas que já diminui muito os riscos. Educação é a base de tudo, e não só as mulheres devem ser ensinadas sobre as responsabilidades de colocar um filho no mundo!

Por uma sociedade igualitária!

- T.

Links disse...

N, obrigada pela resposta. Eu não tenho filhos e se fosse mãeacho que ficaria super feliz de ter alguém para dividir "o fardo" que é cuidar das criançãs. Mas como disse, isso eh achismo meu.

Pensando depois com mais calma, desculpe a comparação- tenho cachorro, e caso me separasse, ia querer morrer se meu companheiro pedisse "a guarda" do bichinho.

Ficou mais claro agora a sua intenção. Por outro lado, talvez realmente fosse bom deixa-lo ir morar com o pai uns três meses... assim vc jà põe data pra ser "mãe de fim de semana", tira um tempinho pra respirar e se cuidar e ainda o faz vez o trabalho que vc tem.

Beij

A mãe dos gato tudo disse...

O que me deixa perplexa é que essa discussão toda só faz sentido em países como o nosso. Eu não tenho síndrome de vira-lata, amo o Brasil, mas tendo estado na Suécia há pouco tempo eu vi tantos caras quanto mulheres sozinhos com seus filhos pelas ruas, com carrinhos de bebê, brincando, amamentando, cuidando. Em meio de semana, coisa rotineira sabe? Por lá não tem essa de pai de enfeite.

Ninguém "ajuda" ninguém, porque as pessoas partem do princípio que é obrigação/responsabilidade delas e não favor cuidar dos filhos, não importa o gênero que elas julguem pertencer.

Machinhos acham que somos satélites pra orbitar as vidinhas miseráveis deles. E as nossas ficam de escanteio. Mas como disseram aí acima, as mulheres estão acordando. Antes tarde do que nunca.

Anônimo disse...

Tem mta gente generalizando a atuação dos pais por causa desse texto. Sou pai, sempre paguei minha pensão.
O que acontece é que a parte que foi "largada" na relação, SEMPRE fica com o ódio e quer de qualquer forma destruir a vida do outro, e para isso, mtas vezes usa a criança.
Ela sempre vai dizer para as amigas, para o juiz, para o papa que o ex marido não liga para o filho, que paga 30 reais (como vi casos aqui), e que não se importa com nada. Mas, nenhuma delas, vai contar num textão, que rasga as fotos do pai na frente da criança, que xinga o pai, que tenta fazer a criança transformar o pai num monstro. E tudo isso a troco de quê??
Sempre paguei a pensão, ajudei no que podia, mas isso nunca está bom para quem está com a criança. As pessoas esquecem que vc tbm tem contas, tem vida, não tem como dar 100% dos seus ganhos e trabalhar somente para isso.
Após 17 anos, meu filho quis vir morar comigo. Aceitei de prontidão, mas, a mãe NUNCA tocou no assunto de pagar pensão (inventou um prazo de 3 meses de "experiência?!", acha que não conheço meu filho, mas eu continuaria pagando). Eu continuo pagando a escola dele após a experiência, mais um curso, mais a alimentação, e a mãe gasta fabulosos R$240 mensais, carregando um bilhete único para ele ir para a escola.
Acho que, antes de comentar ou julgar, as pessoas deveriam passar pela situação. E não vir com aquele papo de: conheço uma pessoa assim...bla bla bla.