quarta-feira, 18 de maio de 2016

QUANTO DO QUE FAZEMOS É POR IMPOSIÇÃO?

A Ana, que me parece que ainda está se descobrindo feminista, fez uma série de questionamentos. São reflexões interessantes. Podemos debater um pouco sobre elas? (sem insultos, sem trolls -- é possível?).

Sempre tive uma veia feminista, ainda que tivesse receio de assumir, por falta de informações a respeito do movimento. Sempre tive muitos questionamentos, e recentemente me veio à baila o seguinte raciocínio:
Nunca senti vontade de usar vestimenta considerada muito “feminina”, “chamativa”, “decotada”. Esse distanciamento com relação à preferência por roupas desse feitio me trazia uma incógnita -- por que muitas meninas e mulheres gostam desse tipo de roupa? Uma resposta possível, porém questionável, seria a de que vivemos em uma sociedade livre, em que temos o direito de nos vestir como bem entendemos.
Comecei a ler o livro Backlash, da Susan Faludi, em concomitância com O Mito da Beleza, da Naomi Wolf. Qual não foi minha surpresa ao encontrar posts no seu blog referentes às duas obras. E em decorrência disso pensei em escrever a você sobre o assunto.
Em um post, é citado o caso da criação da Victoria’s Secret. A fatia mais significante de compradores era na época composta por homens.
As mulheres da época, de acordo com a pesquisa publicada no livro, não se interessavam por aquele tipo de lingerie, optando por peças mais confortáveis. Voltando aos dias de hoje, vejo muitas mulheres consumindo peças cheias de laços, rendas, fio-dental (!), apertadas, com enchimentos, cheias de presilhas e clipes. Algumas gostam de investir em corsets. 
Sei que elas usam para se “sentirem bem” consigo mesmas, mas sei muito bem que a opinião masculina exerce uma pressão que não deve ser ignorada. 
Já ouviu por aí uma certa ojeriza a expressão “calcinha bege”? Pois bem, há marmanjos (e mulheres) que dizem por aí que acham feia roupa de baixo simples, “cor de pele”.
Em relação a outras peças, hoje vemos no dia-a-dia e em desfiles de moda feminina a exposição do corpo. 
Vestidos colados, decotes pronunciados, shorts e saias super curtos. Vivemos no Brasil, país de clima quente, e faz sentido usarmos roupas frescas. Mas aí entra um ponto do meu questionamento: até onde vai nosso poder de escolha e até onde somos condicionadas a ostentar partes do nosso corpo sexualizadas pela parcela masculina da população? 
Tenho problemas em encontrar shorts que cubram metade da canela, a regra é short ultra curto. Dizem que vende mais, mas “vende mais porque é fresquinho, ou é fresquinho porque vende mais?”. Peças cavadas e decotadas são o hype. Fomos nós mesmas que assim decidimos? Pelo que sei da indústria da moda, tenho sérias dúvidas. Antes mostrar a pele era tabu. Hoje, parece que criamos um tabu novo.
Entendo muito pouco de pornografia. Já ouvi dizer que parcela do que usamos no nosso cotidiano já foi fetiche exibido em filmes para as gerações passadas. Creio que há quem diga que nossa indumentária contemporânea é fruto da libertação sexual da mulher. Mas será mesmo? Não estamos vivendo um conservadorismo velado, às avessas? Nossas festas de carnaval exibem mulheres nuas, nossa sociedade nos conserva reprimidas. Podemos (e até devemos) trabalhar fora de casa, porém os papéis de gênero seguem quase intocados para grande parcela da população.
Um trecho do livro Cisnes Selvagens, da autora chinesa Jung Chang, cita brevemente que o comunismo de Mao acabou com o poder de decisão das pessoas sobre o que vestir. A vontade de se expressar através de indumentárias existia, mas era completamente reprimida. Estamos longe desse tipo de realidade cruel. Algumas religiões ultraconservadoras pregam o uso de certo tipo de vestimenta, mas por lei ninguém é obrigado a se submeter. Estaria a lei nas nossas mentes? Inculcadas?

145 comentários:

Mila disse...

Possuo os mesmos questionamentos que você Ana exatamente nesses aspectos. O livro da Naomi Wolf realmente desperta essas dúvidas (quem não leu, recomendo). O tempo todo a Naomi demonstra o quão a beleza é utilizada para nos manter dóceis frente ao patriarcado e rivais de outras mulheres; também gosto muito do paralelo que ela faz com o significado da beleza na vidas das mulheres e no poder, na vida dos homens. Isso, para mim, ajudou muito na compreensão da questão mulher-troféu.
Já o assunto do shortinho me deixou na dúvida no caso das alunas gaúchas. Algumas feministas apontaram que o movimento tinha falhas pq reivindicava algo intrínseco à alunas dentro do padrão de beleza, outras foram mais enfáticas em dizer que o uso do short curto não era revolucionário e sim, subserviente à objetificação. Essas e mais críticas radicais sobre a forma como o feminismo liberal vê o corpo da mulher me deixam ainda com mais dúvidas de até que ponto estamos agradando a nós mesmas.

Anônimo disse...

Existe o machismo recatado e privado, mas tbm existe o machismo desinibido e público. Algumas mulheres-frutas e panicats chegam mesmo a exibir seus corpos abundantes como se fossem mercadorias. A diferença é que elas representam o machismo recreativo, não o machismo doméstico das 'recatas e do lar'. Fazem o jogo machista de se exporem em um açougue.

Vemos um Brasil ainda muito patriarcalista, de machismo em dois sabores. Um machismo comportado, que doma as mulheres que poderiam ser emancipadas. Por outro lado, um machismo mais atrevido, das mulheres que seguem a receita da coisificação e do erotismo troglodita com toda a liberdade de escolha que devem ter e continuarem tendo.

Um país patriarcalista em que a emancipação feminina tem que ser feita sob a sombra de um marido que controle a esposa quando ela "avança demais" no seu perfil intelectualizado e independente.

Um país que só libera as mulheres a serem "solteiríssimas" quando elas seguem o roteiro machista de exibição de seus corpos como produtos em um mercado. E em alguns casos este tipo de machismo é visto até mesmo como algum tipo de 'feminismo'.

Duas formas de machismo e a serviço de homens machistas em diferentes momentos e interesses.

Anônimo disse...

A Gail Dines fala sobre isso, pesquisem os textos dela, meninas, tem muitos que estão traduzidos para o português. Ela diz que se antigamente as mulheres não podiam dizer "sim", hoje, nós não podemos dizer "não", é apenas a opressão feminina sendo invertida. Autonomia feminina é poder dizer "sim" e/ou "não" sem pressões, sem julgamentos e sem coerção.

Tatiana disse...

Achei muito interessante você trazer essa assunto para a discussão.
Esse blog é um dos poucos que ainda mantém aberto esse canal de dialogo, de permitir nos questionarmos o tempo todo. Qualquer outro texto que vc ler na web vai te trazer verdades absolutas e indiscutíveis. Blérgh
Concordo com o Anônimo 11:33 quanto aos dois tipos de machismos.
Aqui no seu blog já li muito depoimento das meninas cristãs feministas de como algumas pessoas as julgam por quererem se vestir de forma mais séria.
Temos que nos vestir como nos sentirmos melhor, mas o questionamento de para quem e por que estamos fazendo isso deve fazer parte do nosso crescimento intelectual. Fora a questão social de como e onde aquela roupa foi feita.
Não tenho receita de bolo, mas se começarmos a respeitar as individualidades já será uma grande evolução.

Anônimo disse...

O Brasil não é machista e não é preconceituoso. A maioria não é. Não se pode pegar meia dúzia de casos e números duvidosos de pesquisas manipuladas e arrumar uma desculpa para vitimismo. A realidade do nosso país é outra. Como o Brasil pode ser um país homofobico por exemplo, se um gay ganhou o BBB!!!

Anônimo disse...

o patriarcado é uma inevitabilidade. Uma sociedade matriarcal nunca se sustentaria. A civilização não existe sem o patriarcado. O patriarcado não é uma coisa ruim.

Anônimo disse...

Lola, vc desativou a aprovação de comentários pra lermos uma merda como essa do 12:00?

o patriarcado é uma BOSTA, um lixo q se tornou obrigatório a força. Uma sociedade matriarcal nunca seria uma merda igual o lixo do patriarcado, a sociedade era matriarcal no princípio, e deveria ter continuado, se homens não forçassem seu lixo de conceito. A civilização é uma merda com o patriarcado. O matriarcado é uma coisa ÓTIMA.

Anônimo disse...

Recentemente comprei várias camisetas básicas do mesmo modelo, uma de cada cor. São de malha boa, preço bom, com gola tipo V. Vestem bem, são confortáveis e práticas. Sabem onde achei?? Na ala MASCULINA de uma loja de fast fashion. Certamente a peça não veste bem para os homens... mas sei lá, agora até pra eles a moda tá uma coisa esquisita.

Além de toda a objetificação que existe nas roupas sexualizadas, há uma lógica de consumo desenfreado super prejudicial pra saúde financeira das mulheres e pra saúde do planeta.

Anônimo disse...

leia a inevitabilidade do patriarcado de steven goldberg. Patriarcado é outra palavra distorcida que as pessoas conectam com machismo e coisas ruins. Estudem mais. Os homens são necessários na sociedade como as mulheres são, e biologicamente os homens fazem trabalhos que as mulheres não, como cavar fossas por exemplo. Aqui tem um monte de gente que fica dividindo a sociedade, dividindo as pessoas. Eu acho que a nossa sociedade está precisando de um realinhamento social total. Eu acho que as pessoas tem o direito de serem, fazerem, e dizerem, e pensarem o que elas quiserem!

Anônimo disse...

A sociedade era matriarcal no princípio? De que planeta? Vênus?

B. disse...

De novo esse papo de matriarcado e patriarcado? Chega! Foco no post!

Anônimo disse...

Mas é um fato de que quem construiu o mundo foi os homens. É um fato, um dado, comprovado. Isso não tem nada de ser contra as mulheres. É o que é gente. Como fingir que isso não é assim? Para que distorcer esse fato para dizer que isso foi opressão às mulheres. Não foi.

B. disse...

Esse não é foco do post! Agora vai lá inventar uma coisa e some daqui.

Anônimo disse...

Foco do post: A mídia ganha dinheiro com o sexo, quanto mais nuas as mulheres mais os homens vão se interessar. E quanto mais nus homens mais as mulheres vão se interessar. Os homens também não sofrem pressão para agradar as mulheres? Nos músculos, nas roupas, nos perfumes, no modelo que a mídia prega que a mulher gosta. Isso é culpa das mulheres? Não. os homens não culpam as mulheres por isso. Mas as mulheres culpam os homens. As mulheres e os homens usam o que quiserem! o que importa o que a mídia prega que tem que ser!

Anônimo disse...

Seu pai é uma anomalia cromossômica? E vc é o que?

Anônimo disse...

Machos humanos são a escória do planeta? Pera aí. Seu eu falasse isso das mulheres ia ser discurso de ódio, preconceituoso, intolerante. Mas você pode? Isso é que é o diálogo e a busca pela tolerância aqui, onde achei que tinha pessoas que se pudesse dialogar?

Anônimo disse...

Um planeta em q não há omens = PARAÍSO

Até pq 90% pra mais das coisas ruins desse mundo são feito por eles: crimes, pedofilia, estupros, violência, etc.

Uma coisa é fato, não precisamos de omens PRA NADA, esses já são quase inúteis na natureza, nem pra reproduzir servem tb, pq o sémen desses trastes ficam cada vez mais inférteis com o passar do tempo, uma pesquisa revelou isso, em breve mulheres poderão se reproduzir partenogenicamente, é o fim da linha pro maxo da espécie humana

Anônimo disse...

Bom, a dona deste blog é casada. Eu acredito que ela ama o marido dela. E acredito que as mulheres de verdade, amam a seus pais, maridos e filhos, sobrinhos. Esse é o verdadeiro discurso de ódio. A ironia é, quando você precisa da policia, quem você chama? Homens. Quando vc precisa de mecânico, quem vc chama? Homens. Quando você precisa de defenderem o seu pais, quem vai lá por vc? Homens. Pare de odiar os homens por serem homens.

Anônimo disse...

Bostinha a favor do patriarcado, vai estudar estudar história, seu merda!
A humanidade caminha nessa terra a pelo menos 100 mil anos e só pq faz uns 2 mil anos em que vivemos em um sistema patriarcal isso não significa porra nenhuma em termos históricos.
As primeira divindades eram femininas, as primeiras sociedades poderiam muito bem ser matriarcais. Não existia nem batom nem salto alto nos primórdios da humanidade, é bem provável que a diferença de corpos e forças entre homens e mulheres fossem menores.
Estudos atuais que saem da caixinha machista já admitem que muitas cenas de guerra e caça podem ter sido protagonizadas por homens e mulheres, não se tinha lacinho na cabeça pra indicar quem era homem e quem era mulher.
Geralmente esse indicadores só apareciam em cenas de coito, que aí aparece o pau do homem, mas vc não vê marcado nem peito nem bunda em mulheres (tô falando das primeiras pinturas que se sabe, estilo palitinho, que tem o que, 15mil anos?).
Existe tb pinturas rupestres ligadas à questão da maternidade, com a vagina da mulher exposta e as vezes até um parto em si, mas já são pinturas mais recentes.
Uma revisão em esqueletos nórdicos tem mostrado que muito túmulo de guerreiro viking na verdade se tratava de uma guerreira, mas era só os pesquisadores tapadões na binaridade de gênero olharem armas no sepultamento que já tascavam o rótulo de homem no pobre esqueleto, aí a análise atual feita em laboratório pelo estudo da estrutura dos osso vem demonstrando que tinha mulher guerreira no meio sim!
Quem construiu as cidades?
Homens e mulheres, oras!
Ou vc acha que a mulheres ficavam lixando as unhas vendo os homens levantar as paredes?
Não precisava trançar a palha pra fazer o teto? Ou misturar a massa pra levantar as paredes?
Quem vc acha que descobriu os usos do barro? Da cerâmica para se produzir utensílios necessários pro dia a dia já se tem o consenso de que sua criação foi feita por mãos femininas, provavelmente o barro pra se fazer as primeiras casas de taipa e tijolos veio dessa descoberta.
E outras, os homens não estavam fora caçando?! Como eles iam levantar cidades?!
Trabalho em equipe, meu caro, ninguém ficava nas costas de ninguém. Não tinha dessa de homem ser o forte e mulher ter xoxota gostosa pra comprar o passe da proteção, ou eles trabalhavam juntos ou pereceriam juntos frente a natureza selvagem. A sobrevivência do indivíduo vinha junto (ou até mesmo em decorrência de) a sobrevivência do coletivo.
Os primitivos foram os primeiros comunistas ;)
E mais importante que a caça, foi a agricultura, inventada por quem por quem?!
Pelas dondocas da idade da pedra, que ficavam mais tempo no acampamento, então tinham tempo bastante pra observar os fenômenos e produzir inventos. Tenho cá eu com meus botões que os primeiros xamãs, pajés e cientistas eram mulheres.
Se dependesse da caça dos homens pra sobreviver, a humanidade tinha perecido. 1- não é todo dia que se conseguia uma boa caça; 2- às vezes, uma saidinha básica pra se conseguir UM bisão duravam dias; 3- haviam baixas no time dos humanos; 4- ok, eles conseguiram levar caça pra alimentar td mundo no assentamento, mas não tinha como ter sobra, a menos que vc morasse em locais com neve, não havia formas naturais de se conservar o alimento (a salga só foi descoberta muito depois).
Que que sustentava o povo nesse meio tempo?! Isso mesmo, o trabalho de formiguinha feito pelas mulheres!
Agora pode sentar no seu cantinho e chorar deprimido.

Anônimo disse...

Eu não chamei as mulheres de anomalia, nem os homens, quem fez isso foi vc. E eu amo a mulher e o homem que colocaram seus cromossomos em mim. As mulheres e os homens se completam. Eu não faço esse jogo de ódio de colocar homens contra as mulheres.
Eu acredito que as jovens e os jovens querem ser beijados, por homens e mulheres, e eles não se odeiam como você parece odiar TODOS os homens. afffff

Anônimo disse...

xamãs? divindades femininas? Mulheres com corpo de homem? Hello! O que fizeram com o seu discovery channel?

Anônimo disse...

Bom, eu não estou me colocando de vítima, com certeza. Estou tentando dialogar com umas trogloditas de baixo calão que só falam palavrões e pregam o extermínio de bilhões de homens.
DE TODOS OS HOMENS. E isso é insano! É monstruoso. Quão doente uma pessoa tem de ser para pensar dessa maneira!

Anônimo disse...

Eu até agora não fiz e não farei nenhum ataque as mulheres. Eu quero que mulheres e homens sejam felizes e se respeitem. Mas as mulheres que estão aqui não se dão ao respeito. Lola, é esse o feminismo que vc prega? Que faz as mulheres querer a morte de TODOS os homens?

Anônimo disse...

Também questiono coisas semelhantes. Talvez eu gostar de maquiagem e de alguns tipos de roupa pode ter sido "colocado" lá e agora eu entendo como normal.
Uma coisa eu tenho certeza - depilação eu não faço por que "eu quero". Eu faço por eu não consigo me libertar. Eu não lá tanto pelo assim, mas me sinto mal quando eu não os tiro. Se eu não tivesse sido ensinada que pelo feminino é "nojento" e "falta de higiene" provavelmente não me depilaria.

Mas sei lá, fora a parte da depilação (que me é bem claro por que faço), se eu deixasse p. ex. de usar maquiagem (coisa que adoro e acho divertido) por que o feminismo me mandou, eu não estaria também me deixando manipular? Eu me sentiria mal por não poder "brincar" com as cores de sombras e batons... então, acabaria na mesma m****

A verdade é que eu também gostaria de viver num mundo em que mulheres possam fazer coisas sem serem o tempo todo questionadas e puxadas por todos os lados como cabo de guerra...


Jane Doe

Anônimo disse...

jane Doe, parabéns, seja quem você quiser e faço o que vc quiser. Seja você mesma e respeite todo mundo. Não se volte contra os homens. Tem muito deles que querem esposas e companheiras que os amem também

Anônimo disse...

Sobre a forma de se vestir, vejo que, pessoas de bouas com seu corpo que cagam e/ou possuem corpos do tipo aceito pela sociedade gostam de se exibir. Ou não se importam. Ou estão condicionados a isso.
Na minha adolescência eu gostava de colocar um vestido mais curto ou mais colado de vez em quando, quando eu sabia que estaria em um território virtualmente seguro. Achava bonito sim, mais tinha vergonha do meu corpo, do que a sociedade pensava dele, então na miro parte das vezes eu usava roupas uns 2 acima do meu.
Duas pessoas fizeram uma observação que eu achei interessante sobre o modo de se vestir no Brasil/em SP.
Uma foi minha irmã, que mora na Europa. Ela sente que no Brasil há um apelo mais sexual na forma de se vestir. Talvez por conta do clima, mais quente (e realmente, sempre me achei uma tola ou um porre ter que vestir calça jeans num puta calor de verão no Nordeste por motivo de de querer sofrer assédio).
Outra observação foi feita por uma conhecida, comparado a forma de se vestir entre Santos e São Paulo, dizendo que em SP as pessoas se vestem melhor. Lá, cidade praiana, há um grande apelo ao corpo, em estar sarado. Em usar roupa colada, moda fitness ou praia. Aqui não, as pessoas se cobrem mais e cada um pode se vestir do seu jeito.
SinceramenteL
Acho pobre achar todo decote uma apelação. Bem como se vestir cobrindo tudo ser sinônimo de elegância.
Quer coisa mais chique aquelas túnica gregas?!
Que as pessoas tenham liberdade pra usar aquilo que se sintam bem. E que sejam educadas o suficiente pra saber o que é vontade própria e o que é condicionamento. Se não, sempre vai haver condicionamento no que a pessoa acha que é vontade própria.
Não existe roupa sem marcação de gênero se ela for resumida à trajes do guarda-roupa masculino.

Anônimo disse...

@13:14
DC pode ser um ótimo entretenimento, sabe, mas eu prefiro buscar as pesquisas científicas, sabe?
Já trabalhei com pré-história, então busco continuar informada pelos canais certos. ;)

Anônimo disse...

Eu sou masculino. Eu acredito que homens são homens e mulheres são mulheres. Eu acredito que homens querem amar as mulheres e as mulheres querem amar os homens. Quem são vocês para fazer as mulheres sofrerem separando elas de uma condição emocional onde ela não veja todos os homens como monstros. Parem de fazer as mulheres sofrerem. Precisa de um homem vir aqui falar isso para vcês.

Anônimo disse...

13:39 NOSSA VC TEM CLASSE!

Anônimo disse...

Algumas comentaristas se vangloriam por supostamente fazer "homens chorar" aqui. Mas o curioso é que os comentários chiliquentos, escritos em capslock e excessivamente passionais partem majoritariamente delas.

"Em psicologia, projeção é um mecanismo de defesa no qual os atributos pessoais de determinado indivíduo, sejam pensamentos inaceitáveis ou indesejados, sejam emoções de qualquer espécie, são atribuídos a outra(s) pessoa(s)."

Anônimo disse...

Eu queria que alguém me mostrasse onde eu fui rude com algumas destas "ladys" aqui? A não ser pelo fato de discordar do holocausto de todos os homens?

Anônimo disse...

"Não seu bosta, é a pedofilia, o abuso sexual, a violência, as guerras, as doenças e tudo mais q não presta, q partem majoritariamente de vcs. Aceito q possam haver mulheres q aturem vcs, mas só lamento por isso." 13:48

Minha crítica se dirigiu à conduta de determinadas pessoas que postam aqui. Você tentou refutá-la usando exemplos genéricos; coisas que provavelmente nenhum homem que posta aqui já praticou (estupros e guerras). FAIL.

Anônimo disse...

13:43, ok. Algumas guerras são necessárias. Não são TODOS os homens que concordam com o abuso sexual sabia? Não são TODOS os homens que são pedófilos sabia? Aliás, HOMENS fizeram leis contra estas coisas. Não são TODOS os homens que são degenerados, por isso, é ilógico querer o holocausto para TODOS os homens.
Mas eu acho que concordamos numa coisa, vocês todas devem ser a favor de pena de morte para os crimes hediondos e redução da idade penal né?

Anônimo disse...

13:50: Que bom que vc estuda biologia. Mas você tá entendendo a mãe natureza de modo errado.

Anônimo disse...

13:57

Sua crítica é manifestamente falaciosa, e você sabe disso. Que inferno deve ser viver temendo metade da humanidade. Digno de dó.

Anônimo disse...

Ser julgado por uma célula? x ou y, eu quero ser julgado pelo meu caráter, e minhas ações. Eu não quero ser condenado por ser x ou y, nem quero ser recompensado com uma cota porque sou x ou y e não consigo nada por mim mesmo. X ou Y não importa nada, isso é estúpio, o que importa é sermos pessoas que numa sociedade respeitem a diferença, coisa que aqui ninguém entendeu ainda.

Anônimo disse...

Quando essa tal sonhada "seleção natural empoderadora e lacradora" apresentar algum resultado observável, todo mundo que comenta aqui já vai ter deixado de existir. Que tal procurar ajuda psicológica e tentar viver a vida de uma forma minimamente saudável?

Anônimo disse...

850 mil mulheres abortam a cada ano
http://oglobo.globo.com/brasil/tabu-nas-campanhas-eleitorais-aborto-feito-por-850-mil-mulheres-cada-ano-13981968

Anônimo disse...

14:11
KKkkk, só trouxas acreditam nessa balela de aborto = homicídio

Mulheres continuam não sendo assassinas, diferente de vcs

Anônimo disse...

Defendam o direito das muçulmanas.

Anônimo disse...

14:11

HAHAHA

Realmente, os homens não conseguem pensar em outra coisa senão na sua iminente inutilidade decorrente da reprodução humana por partenogênese. Vá se tratar que ainda dá tempo de ter uma vida decente.

Anônimo disse...

14:14 Este é o seu argumento?Affff

Anônimo disse...

14:13

Nenhuma mulher precisa concordar comigo, a natureza já concorda, basta, e é a simples e mais pura verdade

Anônimo disse...

mulheres se reproduzirem sozinhas. Como as minhocas?

Anônimo disse...

Olha aqui as mulheres vitimas:
Mas eu sei que não são todas como elas.
http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2016/05/enfermeiras-flagradas-xingando-idoso-sao-afastadas-das-funcoes-video.htm

Anônimo disse...

A exibição do corpo é subproduto da revolução sexual. Logo, ridículo feministas se queixarem disso.

Ocorre que faz bem pro ego o elogio decorrente dessa exposição. Juntou-se a fome com a vontade de comer.

Numa guerra entre o ego e a necessidade de "conforto"/ "praticidade", as segundas têm tudo para perder (exceção às raras mulheres "amélias")

Fari

Anônimo disse...

14:32
"É bom ser misândrica, ADORO"

Aproveita porque é só na internet mesmo que dá para brincar disso. Na vida real você vive de cabeça baixa e fantasiando pelos cantos igualzinho aos mascus. Isso se você não for um deles.

Anônimo disse...

Primeiro aparece aquela mesma leva de sempre de comentários misóginos repetitivos cheios de pedantismos, falácias, clichês e ignorância. Depois aparece em seguida a suposta ''radfem misândrica'' cheia de revoltas com seus eternos devaneios de cromossomos anômalos para fingir que quer contrapor ao mascu.

Está na cara que é o mesmo (grupo de) mascu com seus inúmeros personagens querendo plantar a sementinha da discórdia e desviar mais uma discussão que poderia ser produtiva e construtiva.

Graciema disse...

Será que se abrirmos uma caixa de comentario paralela para quem realmente quer discutir os posts, conseguiremos fazer isso sem ter trolls nos dizendo o que fazer e gente falando pela enesima vez de como os homens são erros da natureza? :-(

Anônimo disse...

Os comentários misóginos são feitos para trollar, irritar, causar raiva geral e para incentivar e justificar reações misândricas e em seguida os mascus printam os comentários misândricos para espalhar por aí o quanto ''as feministas são malvadas e misândricas''.
Esse joguinho escroto já é manjado por aqui.

Marcia disse...

Ah os trolls... realmente querem que sejamos seu reflexo raivoso, por que eles não sabem ser nada além de meias pessoas com frustração e raiva...

Olha, creio que suas reflexões são bem importantes e descrevem muito bem uma exigência de vestimenta para as mulheres mais jovens. Espera só até você completar 30 anos, estar no mercado de trabalho para ver a pressão no sentido contrário: se vista recatamente, para ser profissional, pois uma imagem muito 'feminina' não passa confiança e seriedade suficientes.
Mulheres mais velhas então...

A questão toda é mesmo o controle da sexualidade feminina. Quando somos jovem, devemos estar expostas ao máximo para o deleite masculino, assim que nosso corpo amadurece, devemos esquecer que sexo existe e tratar de cumprir o nosso papel social de mulher discreta e responsável e desaparecer do mundo estético.

As mulheres 'sexuais' aos 30, 40, precisam aparentar ter menos de 20, senão não estão autorizadas a sentirem sensuais. O que é uma falácia, já que a manipulação da sexualidade das crianças, adolescentes e jovens mulheres é sempre para o deleite masculino, o nosso prazer, em qualquer idade, nunca importa ou está instrumentalizado para outros fins que não a nossa alegria. Acho que o texto da Naomi Wolf tem essa ausência/explora pouco importante: de que toda mulher 'tem um prazo de validade' para ter sua beleza explorada.

Não há dúvidas: não há liberdade alguma em usar o shortinho aos 13, e se resignar com a calça comprida aos 33. Estaremos cumprindo com parte das expectativas do que grupos sociais influentes esperam de nós. O problema é que tem várias modulações nesse padrão, e mercado que explora a sexualidade feminina jovem para vender e conservadores que tem pavor da sexualidade humana nem sempre concordam o que se deve esperar de uma mulher.

Cont.

Ana Carolina Serrao disse...

Eu chamo profissionais especializados e capacitados para atuarem naquela área. Não importa o gênero. Quero serviço bem prestado.

E sem querer ser sexista, mas tenho tido muito mais sucesso com serviços prestados por mulheres do que por homens...

Ana Carolina Serrao disse...

Oh que gracinhas! Os homenzinhos querendo babás... Ah, não! Espera....


...
...
...

Ana Carolina Serrao disse...

Não quero amar homens. Hahah

Marcia disse...

Cont. Para mim é muito claro que são dois polos de pressão (com vários sub-padrões mesclados entre eles): o do mercado, que acredita que sexo vende (mas só o sexo para deleite masculino, aquele que tem fixação pelo corpo jovem, branco e magro), e a defesa conservadora de que 'Deus que nos livre, sexo é coisa do demônio, a mulher é a fonte eterna da danação, as mulheres precisam ser vigiadas, treinadas, adestradas e mantidas 'elegantes' para não ativarem a cobiça e 'desvirtuarem os homens'.

Repare: ser feia, querer ser feia, não se preocupar com a estética, menina... não tá autorizado para nenhum dos dois padrões.

Não é de hoje, por exemplo, que se critica a figura das mulheres nuas no carnaval (algo que sempre escandalizou nossos setores mais conservadores), o que não impediu o mercado de se apropriar da festa e da imagem da mulher livre para vender, literalmente, beleza e sensualidade como produtos e reduzir a mulher que samba feliz a pedaço de carne a ser analisado...

Deveríamos pedir as mulheres da avenida que não desfilem nuas, nem mostrem o corpo? Ou deveríamos lutar para que nossa sociedade não mercantilize nossa sexualidade? É preciso ter cuidado para não fazer o jogo conservador que diz que sempre é culpa da mulher os males do exercício da sexualidade, que se ela não 'provocar', não usar decote, saia curta, aí sim vai provar seu valor moral de pessoa digna. Como pode uma mini saia tirar a dignidade de alguém?

Por outro lado, achar que dá para vencer esse jogo e se montar como a 'sedutora padrão', também é caminho certo para muita frustração e infelicidade, é se amarrar num padrão que nos resume a ser enfeite e estimulo para o prazer dos homens, não do nosso.


Acho que você questionou muito bem um dos lados da questão. Se eu puder dar um pitaco, também seria saudável se questionar sobre o outro lado: Por quê o repúdio às roupas curtas? Por quê seu corpo não deveria estar amostra? A mulher/ menina, garota que se veste mais 'recadamente' também o faz por que quer? Não está fazendo o jogo de outro polo de padrão de opressão sobre as mulheres? Por que nosso corpo não pode estar amostra, livre? Meu corpo deve ser coberto, por quê?

Você se sente bem com seu corpo, ou usar roupas mais fechadas é uma forma de não precisar lidar com ele e evitar julgamentos sociais sobre sua moralidade e sexualidade? (Infelizmente, qualquer que a sua escolha, a merda desses julgamentos virão, e cada uma de nós precisa mesmo escolher qual é das duas batalhas que vai lutar)

Mas não se preocupe em responder a todas essas questões. Algumas de nós serão feministas se levantando contra o padrão da mercantilização do corpo da mulher, outras o serão rebatendo o desejo conservador de esconder e criar tabus sobre o corpo feminino, é bem possível que a maioria de nós vai precisar fazer o duplo combate, em vários momentos da vida.

Mas o começo, a saudável resistência, é pensar sempre. E sair perguntando...

Ana Carolina Serrao disse...

Sim. A favor.

Ana Carolina Serrao disse...

Eu, pelo menos. Falo somente por mim.

Ana Carolina Serrao disse...

Aborto não é homicídio.

Ana Carolina Serrao disse...

Essa dualidade acaba nos prendendo de uma forma ou outra...

Anônimo disse...

Finalmente alguém tocando nesse assunto. Creio que isso é só mais uma luta que foi engolida pela sociedade e cuspida de volta para que nós a engolíssemos, achando que progredimos.

Agora que não acreditamos mais no "bela, recatada e do lar", devemos crer que somos "livres e sexuais". Curiosamente, somos livres e sexuais pros homens, usando coisas que eles curtem e agindo como é bom pra eles.

Anônimo disse...

12:51, sua falsa simetria é deselegante. É uma estratégia do omi de internet, quando sabe que tem culpa no cartório, ele se vitimiza a ponto de dizer que é tão oprimido quanto a mulher.

Vamo lá. Posso até concordar com você em relação ao fator sexo. Acho que há um apelo heteronormativo para ambos os gêneros. Só que você convenientemente esquece que o sexo representa coisas diferentes para homens e mulheres.

Primeiro: será que são realmente as mulheres que exigem perfeição física dos homens? Se for, nada mais justo. É o machismo quem julga a nossa dignidade pela aparência ou pureza. Provar do próprio veneno pode ser indigesto.
A publicidade voltada ao homem se foca, exclusivamente, em persuadir o homem a comprar algo, de preferência algo que ressalte sua masculinidade. É por isso que publicidade de carro é aventureira e o homem que bebe cerveja está sempre com uma loira bronzeada ao lado. É justamente por que vocês enxergam a mulher como troféu, mas um trofeu descartável. Para o modelo de masculinidade, quanto mais troféus o homem tiver melhor.
Já para a mulher é o contrário. O comentário das 11:33 foi brilhante em definir. Ao mesmo tempo em que há uma sexualização e objetificação da mulher há uma promoção da santificação dela. Parece paradoxal, mas literalmente o homem divide as mulheres para o sexo e para a procriação, facultado, ou melhor, até incentivado que ele cultive as duas. A mulher é submetida a esses dois extremos, ela não pode ser casta demais, mas também não pode ser puta demais. Afinal, o objetivo que nos é imposto é conquistar o macho provedor, temos que amarrá-lo a qualquer custo. Nos colocando umas contra as outras, afinal, sempre vamos temer perder o homem para a outra, o patriarcado faz as festa, nos gerando frustrações, angústias e medos.

Anna

Anônimo disse...

Mulheres sofrem um peso maior em relação às roupas que vestem. Em casos de estupro sempre aparecem alguns imbecis (homens e mulheres) dizendo que a culpa foi da roupa.Ponto.Mas isso é um caso de doentia dessas pessoas.

Por outro lado,dizer que as mulheres não têm mais capacidade de escolha, que são condicionadas a mostrarem os seus corpos, é, na minha opinião, uma inverdade. É só olhar no dia a dia, é só, por exemplo, entrar em uma Universidade. Lá, provavelmente, você verá comumente,mulheres com shorts,shortinhos, vestidos e saias de vários tamanhos (inclusive saia que vai até os pés), calça jeans e até legging.

Se pegar por exemplo um ambiente corporativo, em se tratando de trabalhos de escritório,de forma geral,será comum você ver mulheres com salto bem alto,salto médio, salto baixo, rasteirinha, bota, plataforma. Por outro lado, dificilmente você verá algum homem com um sapato que não seja fechado. Há empresas que permitem que mulheres trabalhem de sandália e homens não podem.

Claro que não estou dizendo que "homens são vítimas do padrão imposto". Claro que não. Até pq como disse no início, as mulheres são as que escutam algo da roupa quando ocorre um caso de estupro.

O que estou dizendo é que a gama de opções no que se refere ao vestuário por parte das mulheres é grande. Até para um ambiente de estudo ou empresarial por exemplo,ainda mais no dia a dia.

Julgamentos sempre ocorrerão. Pessoas irão sempre se intrometer (ou a moda,se você quiser) no que você deve fazer,ser,vestir. Cabe a você ter a capacidade de mandar essas pessoas pras cucuias.

Carol disse...

Quando eu era adolescente, uma cantora pop mostrar a barriga era um escândalo e ela era considerada uma vergonha pras meninas. Hoje, uma cantora pop simula usar um dildo no palco e todo mundo aplaude a liberdade dela. Acho que nenhum dos extremos é saudável, mas é curioso como tudo continua igual: são moças bonita e gostosas, dentro do padrão. Se uma artista gorda sobe no palco e faz igual, o mundo desaba. Então, pra mim, isso não é empoderamento algum, é só uma variação/ampliação da dominação de antes.

margaery disse...

Anon de 16:09,

A questão é falta do que colocar no corpo ou nos pés, é o modo como a sociedade viraliza que as mulheres, no geral, devem ser femininas/belas/sexies.

Dia desses eu coloquei um sobretudo para ir trabalhar e (embora me sinta muito bem, protegida do frio e elegante) não fui bem avaliada por alguns colegas, porque de calças e sapato fechado isso me deixa muito "relaxada" (ou "masculina"). O ideal (sim, me disseram isso) seria 'equilibrar' o sobretudo com uma saia e um sapato com salto, pra ficar mais "interessante" (feminina/bela/sexy).

Aí comecei a reparar que quase todas as moças onde trabalho seguem isso meio que à risca, mesmo que signifique passar frio ou se sentir desconfortável. É algo que se vê bastante nos filmes e novelas também, aliás.

E de coisa banal em coisa banal, a sociedade vai jogando esse peso de "como existir corretamente" nas costas das mulheres.

margaery disse...

*A questão não é falta do que...

Anônimo disse...

Ótimo texto!

Cansada de ouvir baboseiras como a de que Anitta é feminista porque encoraja moças a usar pouca roupa e rebolar até o chão...

Anônimo disse...

É isso aí moçada... Já que 5 mulheres não aceitaram, os homens aceitam, ok?

http://click.uol.com.br/?rf=homec-manchete-topo-modulo1&pos=mod-1;topo&u=http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2016/05/1772534-marcelo-calero-sera-secretario-nacional-de-cultura.shtml

Só não vão reclamar de machismo depois kkkk o temer tentou kkkkkk

Anônimo disse...

O ideal e educar as novas gerações a se negarem a serem fetiche sexual de homem, a se negarem a se objetificar para dar qualquer tipo de prazer a homem. A dessexualização da mulher passa pelo fim da heteronormatividade masculina toxica as mulheres.

Anônimo disse...

Os homens e que devem aprender que o corpo da mulher não e sexual para eles. E respeitar a mulher como ser humano não como algo para lhe dar qualquer tipo de prazer nojento.

Anônimo disse...

Lucas: 90% dos homens são contra o estupro. Só um doente para achar que o estupro é uma característica de ser homem. Hoje no Brasil uma jovem que é cantada por um jovem já grita: estupro! Na verdade, estupro é uma arma que as mulheres estão usando para acuar os homens a fazer o que elas querem. Grande maioria dos casos de estupro é mentira! Eu acredito que as meninas querem ser beijadas pelo meninos, querem amar seus namorados e maridos, e não tem nada de errado com isso.

Anônimo disse...

É ruim ver mais um post se transformando na guerrinha menino vs menina. O mais curioso é que sempre é um homem que começa com essa ladainha de "homem criou o mundo, as mulheres só ficaram sentadas esperando; sem nós ninguém existiria mimimi". Um homem reduzindo seu gênero a burros de cargas e batedores de laje... e aí desatam a reclamar das ingratas e desalmadas mulheres. Esperam o que? Um falo em cada esquina? Que as mulheres se curvem a cada homem como se fossem semideuses? Caiam na real! A maioria desses mascus não sabem trocar uma lâmpada! Bater uma laje? Até parece.

Ain mas vcs tem que agradecer a gente, os policiais são homens mimimimi. Fio, policiais são agentes que representam o Poder de Polícia do ESTADO e pago pelos nossos impostos, feministas inclusive. Pagos com nossos impostos, é dever deles proteger a população de criminosos (mero detalhe que a maioria dos criminosos seja quem?). Mas guarde sua misoginia para quando precisar de uma médica ou uma enfermeira. Diga que prefere morrer a ser atendido por elas pois são mulheres. Não conte com nenhuma profissional mulher, vc não precisa dessas ingratas.

É claro que a posição majoritária do feminismo é a busca pela equidade entre os gêneros. Num mundo como o nosso, se recusar a adorar o mais medíocre dos homens como um deus é equivalente a querer que todos sejam escravizados ou escurraçados do mundo num campo de concentração. Mas enquanto se reclama das anônimas da anomalia Y, seus congêneres estão aí fora matando e violentando mulheres pq elas se recusam a manter relacionamentos com eles. Como o feminismo é vitimista né

Anônimo disse...

17:28
lucas: Desculpa, mas aqui estão pedindo a extinção de todos os homens! E dizendo que as mulheres vão se reproduzir sozinhas por um processo que se chama pater alguma coisa. Eu não estou vendo homens aqui pedindo a extinção e todas as mulheres e que os homens vão se reproduzir sozinhos... isso soa rídiculo não soa?

Anônimo disse...

Se algum dia alguém puder me apontar de forma irrefutado algo na heterossexualidade que seja benéfica as mulher vai ser uma baita surpresa para mim. o código masculino em ver a mulher como ser sexual e patológico, eu acredito que deveriam ate serem medicados a revelia e reeducados a não sentirem tesão indevido na imagem de uma mulher. Não tem coisa mais nojenta que você estar em um lugar e sentir que tem homem sentindo desejo e atração sexual por você sem seu consentimento, e eles fazerem questão de deixar isto claro com seus olhares nojentos, claro que estrategia para cercear nossa liberdade publica.

Anônimo disse...

Hoje os TROLLS femininos estão bem piores no nível dos comentários que os TROLLS masculinos, que frequentam corriqueiramente este espaço. Nunca achei que vcs iriam descer a um nível tão baixo como esse, amigxs.

façam um favor para todas nós: Apaguem vossos comentários, Trolls XY e Trolss XX. Ninguém gosta de ler imbecilidades vomitadas ao vento de gente sem a menor educação, como vcs, sejam as XX ou os XY. O caráter de ambos é podre.

Vergonha alheia de vcs, amigxs.

Anônimo disse...

17:34 - lucas : Será que todo mundo aqui é lésbica?

Anônimo disse...

17:36 Lucas. Ah me desculpa, mas eu não fui rude com ninguém. Só estou tentando ter um diálogo.

Anônimo disse...

Lucas: Não se pode ter opinião contrária aqui, eu tenho direito a minha opinião como vcs tem direito a opinião de vocês. Só que eu não exijo o holocausto de TODAS as mulheres :)

Anônimo disse...

17:42 Lucas: tem milhões de mulheres casando e tendo filhos que discordam de você. sorry.

Anônimo disse...

Lucas: porque as pessoas matam a língua portuguesa e escrevem omens. Quem escreve patorgeneses sei lá das quantas tinha que aprender a escrever homens né?

Anônimo disse...

17:47 Lucas: você é lésbica?

Anônimo disse...

17:49 Lucas: Tarja preta para você, o seu ódio contra homens é inexplicável, está te consumindo.

Anônimo disse...

Eu realmente não me incomodo com misandria, mas isso não tem nada a ver com o post. O assunto é bem interessante e não tem quase reflexão aqui. Sei que macho é uma desgraça, mas vamos voltar ao tema?

Anônimo disse...

17:47: Deusa? é esse seu argumento? afffff

Anônimo disse...

17:51

Amiga, esse blog rejeita literatura de feminismo radical, não há chance alguma de extravasarmos todo nosso desprezo pela raça imunda das anomalias y, temos q aproveitar essas brechas


Realmente. kkkkkk Já vi muita feminista por aqui falar coisas absurdas do feminismo radical. Seria muito legal um guest post a respeito, mas acho bem difícil de acontecer.

Anônimo disse...

Lucas: Sabem aquela foto da mulher levantado o braço imitando um homem, símbolo feminista, pois é. ela era uma violinista que convocou as mulheres para ocupar as fabricas quando os homens foram para a guerra. Sabem quantos dias ela ficou lá? 15. Depois arregou. É o símbolo feminista.

Anônimo disse...

18:12 Lucas: AFFFF. Mais uma bióloga revoltada com a ciência.

Anônimo disse...

Sabe o que tá vindo da mãe da natureza? Uma expansão islamica que dominará o mundo lançando as maiores trevas que o mundo já viu. Esse é o futuro de vocês mulheres. A nossa sociedade hoje é maravilhosa para as mulheres. Esperem até a SHARIA chegar aqui.

Anônimo disse...

18:18 Lucas: Nossa você já disse isso pela centésssssssscccciiimmma vez. para de fumar maconha e vai ler para ter argumentos mais precisos.

Hellen Wilian disse...

Realmente fica difícil concordar com esses argumentos de que homens são anomalias. Parece discurso de esquizofrênicos agudos. Não diferem em nada dos maníacos que perseguem e ameaçam a Lola. Isso que ela própria pediu no começo do texto que a trollagem fosse evitada, enfim...

Anônimo disse...

18:21 Lucas: De novo mesmo argumento!! Se é que isso é argumento! Vc só sabe repetir esse discurso de ódio. Descubra o que é o amor!!

Hellen Wilian disse...

Eu nunca fui, não sou e não tenho interesse em ser. Respeito o direito alheio em ser, mas não concordo com esses comentários de anomalias y... Falta de respeito é deplorável em qualquer ser humano. ME RELACIONO COM HOMENS E SOU FELIZ ASSIM.

Anônimo disse...

Deixem os homens e as mulheres serem felizes. Vocês estão causando dor nas mulheres com essa ideologia de ódio e divisão.

Anônimo disse...

A coisa mais triste de ver e ler e mulher defendendo macho diante do gigantesco numero de vitimas de espancamentos, estupros, terrorismo psicológico e de gênero geral que eles fazem todos os dias. Eu também acho que a guria que tem fixação em biologia evolutiva exagera nos comentários, mas ficar passando pano pra macho em espaço feminista não dá. desconstrói isto aee miga.

Anônimo disse...

18:32 Lucas: Numeros gigantescos? Vc nem sabe que números são esses! Isso é minoria. Nossa país não é machista nem homofobico. São vocês que querem dividir as pessoas.

Anônimo disse...

Sempre tem algumas pessoas que saem do foco. E outra: parem de alimentar trolls. Alguém posta uma bobagem já vem outros pra rebater e fica essa discussão sem fim que atrapalha o post. Enfim, sobre o assunto em questão: tb me questiono sobre. tem feministas que determinam um tipo de conduta (comportamento e roupa) como padrão. Do tipo vc tem que ser liberal se não for vc eh reprimida pelo patriarcado. Acho complicado isso do ponto de vista de que até que ponto vc não está servindo de objeto? Uma pessoa conhecida minha uma vez comentou que achava que essa ideia de liberdade das mulheres no campo sexual serviria muito mais para os homens que para mulheres. Ela disse que muitos homens incentivariam esse comportamento dizendo que apoiam a liberdade para terem mais mulheres disponíveis. Não sei o que pensar a esse respeito. Enfim, muito bom o questionamento e irei atrás do livro backlash o da naomi estou lendo no momento.

Anônimo disse...

"A coisa mais triste de ver e ler e mulher defendendo macho diante do gigantesco numero de vitimas de espancamentos, estupros, terrorismo psicológico e de gênero geral que eles fazem todos os dias. Eu também acho que a guria que tem fixação em biologia evolutiva exagera nos comentários, mas ficar passando pano pra macho em espaço feminista não dá. desconstrói isto aee miga"

Mais um pisão nos maxotários

Tenho 0 dó dos lixomens

Anônimo disse...

"a guria que tem fixação em biologia evolutiva exagera nos comentários"

EXAGERA??? Vc acha um exagero afirmar o fato q a extinção da raça imunda das anomalias Y vai chegar em breve?

Exagero nada: "...inúteis na natureza, nem pra reproduzir servem tb, pq o sémen desses trastes ficam cada vez mais inférteis com o passar do tempo, uma pesquisa revelou isso, em breve mulheres poderão se reproduzir por partenogênese, é o fim da linha pro maxo da espécie humana"

Anônimo disse...

AS mulheres que não gostam de homens são lésbicas e odeiam os homens para que elas querem que tenham mais mulheres, ou só mulheres, para elas viverem num mundo lesbianico perfeito. Isso é insano e essas pessoas são doentes, e só sabem repetir o mesmo argumento e não pensam na besteira idiota do que estão falando. Mas, eu apoio o direito de vocês falarem essas coisas, assim como eu tenho direito de falar as minhas, mas não vou ficar me referindo as parte íntimas de vocês suas mal educadas.

Anônimo disse...

Mulheres que não gostam de homens são sábias

Anônimo disse...

Lola agora aceita comentários lesbofobicos aqui?

Marcia disse...

Sim, também acho. Já me ferrei com as duas... mas ter consciência da opressão é o primeiro passo para luta.

Anônimo disse...

abriram a porta do hospício de novo?

Anônimo disse...

Eu sou lésbica e não preciso que todas as mulheres virem lésbicas para pegar mais mulher que você. Nem para namorar (namoro há quatro anos) e casar com uma mulher. E pasmem: não sinto ódio de homens e sim do machismo, que é reproduzido por ambos os gêneros.

Falou muita merda, cara. Ah, a maioria das mulheres gays não está nem aí para mulheres heterossexuais, só para você saber.
Aposto que esta sua homofobia some rapidinho quando vai ver pornô lésbico para bater umazinha (única atividade sexual de mascu).

Anônimo disse...

Margaery, as mulheres sofrem uma imposição bem maior no que se refere às roupas que vestem. E isso desde pequenas. Meninas de 8,9 anos estão consumindo revistas como Capricho, Atrevida e lendo matérias de qual esmalte usar,qual tipo de cabelo,qual roupa usar "para conquistar aquele gatinho" como as próprias revistas dizem.

Concordo que isso gere um impacto,uma pressão muito grande sobre essas meninas. Elas não tem, nessa idade,e alguns anos após a capacidade de discernimento suficiente para filtrar isso.

Quantas e quantas mulheres não já escutaram que deveriam ser mais femininas? Por estarem fazendo algo "masculino" ou por estarem vestidas de um modo não tão feminino? Quantas não escutaram : "você parece um homem. desse jeito nunca vai arrumar um namorado/ marido "?

Isso tudo acontece. As pessoas vão tentar moldar você. Os homens não sofrerão pelas suas roupas (no máximo algum retardado vai vir com gracinha caso ele use algo rosa). O que os homens serão pressionados é para serem bem sucedidos profissionalmente para serem reconhecidos como alguém.

Mas são pressões diferentes e não é sobre a dos homens que trata o post.

Emfim,eu concordo que exista essa pressão em cima das mulheres para,dentre outras coisas,se vestirem de uma forma.

Mas não acho que seja realmente uma imposição, uma obrigação. Dá sim completamente para vencer essa "imposição" .Só é necessário um questionamento ou um simples "foda-se".Quando as mulheres tiverem capacidade de questionar os padroes, acabarão optando e vestindo aquilo que faz bem pra ela.

As que ainda não tem essa capacidade, como as meninas leitoras de Capricho,Atrevida cabe ensinar para elas que aquilo que a revista vende para elas não é obrigatório.

Fabianaaaa disse...

É uma pena que os comentários construtivos e questionadores sumam em meio a tanto comentário infantil, que se reduz a "merdalher" x "lixomem". Sério mesmo, quantos anos vocês tem galera? Nem quando eu estava no maternal tinha tanta briguinha idiota.
Eu sei que, com sociedade opressora ou não, vou continuar fazendo o que eu quero fazer e o resto que se foda. Quando a gente está ocupado, pouco se importa com essas coisas, pois estamos colaborando com algo real, e não discutindo sobre um assunto que nunca muda, como uma partida de pingue-pongue que não acaba. However, se não fosse pelo blog da Lola eu ainda estaria meio estagnada em muitas coisas. E eu finalmente percebi que mulher não deve em nada pra homem, pois somos TODOS farinhas do mesmo saco, independente de uma pessoa ser bondosa e a outra violenta, e é essa a real justiça do mundo. Acho que o real problema não está no julgamento da sociedade, e sim em se preocupar exatamente com esse julgamento. A não ser que esse julgamento da sociedade nos prive de nossos direitos básicos, como alimentação e educação, a gente deve continuar fazendo o que quer fazer com o botão mute ligado. Se a gente se preocupar com o que os outros dizem, não produzimos nada, não fazemos a diferença, e ficamos todos na mesma. Isso vale tanto para homens quanto para mulheres.
Quanto ao post, nossa, me fez perceber o número de shorts mega curtos que eu tenho, e que eu nunca tinha percebido que era algo sexualizado pela sociedade. What the foca? Bom saber. Sempre gostei de calças curtas e agora vou usar mais, ainda mais agora em epoca de aedes aegypti.

Anônimo disse...

É verdade. Foi-se o tempo em que tínhamos um espaço de discussão produtiva. Lola, existe alguma forma de moderar esses comentários?

Jackie

Anônimo disse...

Que pena! Um post que poderia gerar um debate muito produtivo cheio de comentários de trolls misóginos, homofóbicos e "misândricos" (coloquei entre aspas porque sabemos que misandria no Brasil, e diria que quase no mundo inteiro, só existe na forma de comentários imbecis na internet).
O ideal, já que é impossível para Lola e para qualquer moderador apagar tanta bobagem escrita por gente desocupada e com problemas psiquiátricos, seria ignorar a trollagem e não responder.
O que me entristece é ver pessoas associando a homossexualidade feminina ao "ódio aos homens". Não, gente. Mulheres lésbicas são aquelas que sentem atração sexual/amorosa por outras mulheres. Apenas isso. Não é necessário que uma lésbica sinta ódio de homens para amar outra mulher. Não faz nenhum sentido. Oh, mais claro que isso, só desenhando.
Espero sinceramente que no próximo post o nível dos comentaristas melhore. Adoro debates produtivos, mas aqui, isso se tornou impossível.

lola aronovich disse...

É um saco mesmo esse monte de comentário anônimo falando besteira repetitivas. Mas não tive escolha. Estava viajando, em Natal, e saí do hotel hoje às 8 da manhã e só agora, perto das 8 da noite, estou diante de um computador novamente. Imaginava que eu ficaria sem acesso à internet durante o dia, por isso liberei os comentários. Se eu tivesse deixado a moderação, qualquer coisa só seria vista agora.
As "homens são anomalias" atrapalham tanto quanto os mascutrolls. É sério que isso é feminismo radical? Prefiro acreditar que é mascutroll tentando se passar por feminista sem a menor inteligência.
Mas gente, ignorem os trolls. Vcs sabem que assim que dá eu apago.

Anônimo disse...

Que pena isso aqui, só tem os mesmos trolls falando tanta besteira. Quem está criando ódio aqui são os mascus. São eles mesmos que fazem os comentários misândricos e homofóbicos. Estão querendo transferir o ódio dos espaços decadentes deles para este espaço.

Anônimo disse...

Eu já fui criticada por uma feminista por não gostar de praticar sexo casual, beijar qualquer um em micaretas e tomar bebida alcoólica. E nem era ''radfem''. Isso já tem alguns anos e tive que me afastar dela. Era uma pessoa que só me agredia e me acusava de ser reprimida pelo machismo e que eu não sabia aproveitar a liberdade que o feminismo me deu. Era horrível, sendo que era ela que me reprimia. Espero que ela tenha melhorado e aprendido a respeitar mais as mulheres que não querem seguir a risca todo um pacote ideológico caricato. Não é porque a partir do feminismo podemos fazer essas coisas que todas as mulheres devem ser pressionadas a fazer mesmo não tendo vontade. Em vez de ser ''liberal'', isso acaba sendo uma violência contra a individualidade de uma mulher.

Anônimo disse...

Eu por exemplo não gosto de usar roupas muito curtas em qualquer lugar e odeio funk carioca tbm, ao contrário da maioria das feministas atuais que eu vejo.

Vi o comentário de uma feminista acusando alguém de repudiar roupas curtas, sendo que não houve repúdio nenhum, apenas um questionamento e isso incomodou tanto a feminista que distorceu tudo acusando de repúdio. Tem muitas feministas ainda que só se incomodam com apenas uma face do machismo.

Inclusive que por mais irônico que pareça, o fato de eu não usar roupas muito curtas e apertadas demais incomoda tanto a alguns machistas quanto algumas feministas. Não tem como agradar a todos!

Vanessa Vasconcelos disse...

Nem toda feminista é extremista, não confunda as coisas. Não é porque aparece comentários pregando morte aos homens que todas nós apoiamos, não é esse o caso.e tenho certeza que essas pessoas que colocam esses comentários só estão citando homens canalhas e violentos, então não generalize.

Anônimo disse...

"As "homens são anomalias" atrapalham tanto quanto os mascutrolls. É sério que isso é feminismo radical?"

Eu tenho muita certeza que você sabe que não.

Aurora disse...

Ola Lola! Nao entendi, em relação aos comentários baixo nível vc nos diz que "não teve escolha"... como assim? Porque vc esta se colocando na posicao de vítima de troll? Quem sabe vc da uma de mulher EMPODERADA, dona do proprio destino, dona do proprio blog e repensa o lixo que esta isso aqui. Eu já visitei blogs em que as pessoas só publicam comentários DEPOIS de passar pela moderação, eliminando todo esse lixo que se vê no seu Blog. A impressao que eu tenho é que vc acaba lendo todos os comentários mesmo (para eliminar os toscos), não seria mais produtivo nem pública - los em primeiro lugar? Do jeito que vc faz, vc acaba criando uma plataforma para tanta bobagem... Difícil de acreditar que vc goste desse tipo de discussão besta que a gente le no seu blog, que está baixando bastante de nível (desculpa a siceridade, mas olhe o nível de comentários de anos atras). Caso vc nao goste de comentario trouxa e discussoes bestas, me parece bem fácil resolver o problema: Moderação de comentário. Qual seria a dificuldade, Lola?

Anônimo disse...

eu fico triste quando vejo mulheres dando o seu amor para homens que não as amam.
eu sou um frustrado quanto a isso. por que eu faria de tudo por uma mulher se eu visse que ela me amasse.

Anônimo disse...

Não gosto de nada cavado, decotado, apertado, revelador, desconfortável, que me faça andar a passos pequenos, que me impeça de correr, que me faça ter que ficar puxando para baixo (ou para cima) o tempo inteiro, que me obrigue a sentar de forma antinatural, que me restrinja, que fique mostrando meu corpo como se res publica fosse.

E, curiosamente, recebi críticas infinitas ao longo da vida por conta disso. Porque a sociedade não se decide se você deve parecer uma puta ou uma santa.

Sou ateia e adoro a moda evangélica modernizada, só compro em lojas assim. Tudo bonitinho sem me deixar com cara de 30 anos mais velha, sem saião jeans, elegante e comportado, sem passar frio, sem passar calor. Gosto e não sou feliz me vestindo de outro modo. Até o corte das calças é melhor. Até a roupa de ginástica incomoda menos, sem precisar ficar usando tapa-bumbum.

Mas sempre vai ter uma companheira aí dizendo que eu devia "me libertar". Ué, eu ESTOU liberta. Liberta de tudo o que odeio no vestir-me.

As pessoas confundem tanto as coisas que é melhor não se orientar por elas e sim pelo seu querer próprio. E aí vale shortinho ou saião. Porque ser livre é isso, fazer escolhas e ficar bem com elas. Crítica sempre vai ter, liga pra elas quem quiser.

Anônimo disse...

" Como o Brasil pode ser um país homofobico por exemplo, se um gay ganhou o BBB!!!"

Da mesma forma que o Brasil continua sendo racista tendo um Pelé e continua sendo machista tendo uma presidente do sexo feminino. Uma coisa não tem nada a ver com a outra.

Nome disso aí é token.

"Não tenho preconceito, inclusive tenho um amigo que...., inclusive tem um artista que....".

Não é o suficiente.

Anônimo disse...

Ô boboca das 13/21... Pelo visto vc é novo aqui no bloguinho né? Então, faz o seguinte volta umas 40 casas, lê e volta aqui pra argumentar essas suas merdas... Mulher nenhuma tem Q se dar o respeito.. Sabe Pq mane?? PQ A PORRA DI RESPEITO JÁ É NOSSO, desde sempre! Então mulher pode fazer e falar o Q ela quiser... E não ter Q se dar respeito pra não confrontar "maxinho" indignado com mulher sendo ela mesma...
Ah e uma última coisa: VAI SE FUDER!!

Att.,

FERNANDA B. 💋

Marcia disse...

Aurora, correndo o risco de me intrometer: as dificuldades são mil. Para começar, tempo. Blog não é a profissão da Lola e, acredite, ao contrário do que se diz por aí, jornada de professor universitário tem bem mais do que 8 horas por dia.
Já faz algum tempo que o blog está sob duplo ataque: trolls machista, trolls machistas que se passam por simulações de feministas radicais, algumas mulheres com supostamente postura radical que reclamam de não ter post sobre sua corrente, mas adoram provocar e hostilizar qualquer posição que não concordam.

A saída não é simples. A Lola precisaria de uma equipe de moderadoras dispostas a fazer rodízio e platões para ler e aprovar os comentários do blog. Não é simples escolher pessoas, estabelecer padrões mínimos de cortes e requisitos para moderação. Nunca foi fácil controlar a liberdade de expressão, por que com boas razões, se diz que quando ela é controlada, ela não é livre.

As ações precisam partir de nós mesmas. Eu ignoro mascus e ditas 'feministas radicais da evolução darwiniana (ah tá...uma corrente com forte apelo sociológico defendendo determinismo biológico, me engana que eu gosto...) e procuro debater com quem me importa. Precisamos aprender a não deixar essas conversas inúteis tomar os posts.

Maria Véia disse...

Nunca me achei na obrigação de ser bonita para os outros. Quem quiser achar bonita, que ache. Se achar feia, tudo bem. Mas é uma vida difícil. Requer um bocado de amor próprio e determinação. E a noção de que sexo é ótimo, mas não se custar mais do que vale.

Marcia disse...

Outra coisa me chamou a atenção no post e também nos comentários: sim, a opressão de religiões contra a mulher é algo bem antigo e institucionalizado (antigo no sentido de 3 ou 2 milênios) especialmente entre as três grandes do livro: Judaísmo, cristianismo e Islamismo.

Alguns comentários críticos ao islã apareceram por aqui, mas minha gente... E criticar o cristianismo, que é a matriz da maioria das pessoas religiosas no Brasil, ninguém se habilita?

Até quando vamos usar as agressões do islã, que tá lá, distante, ferindo mulheres que, teoricamente, não temos como ajudar efetivamente e vamos no calar sobre as mulheres que aqui, todo dia, do nosso lado, nas nossas casas, são oprimidas e desvalorizadas em nome da fé religiosa?

Só vamos nos preocupar com os cretinos cristãos, quando alguém (que não seremos nós) nos livrar dos cretinos islâmicos? Ah tá... intervenção militar no Iraque e no Afeganistão, que também foi justificada em termos 'de direitos humanos, para salvar as mulheres iraquianas e afegãs dos islâmicos radicais' funcionou para muitas coisas, inclusive para piorar e muito a vida das mulheres.

Não pago pau para machismo instituído em lugar algum, especialmente para aquele hipócrita que se diz cheio de boas intenções, mas não se preocupa se tiver que jogar as mulheres, literalmente, no inferno para atigir seus objetivos...


Ana, outra coisa: repara na sua crítica a exposição do corpo, você citou e com razão, a mercantilização do corpo das mulheres no carnaval, mas as mulheres que são mercantilizadas no caraval são, em sua maioria esmagadoras, negras. Tem cor essa opressão aí. Por que será que toda vez que nos levantamos contra a mercantilização da sexualidade primeiro falamos daquela que atinge as negras (sem mencionar sua cor) e só mais lá para frente é que 'nos lembramos' que revista de mulher pelada e pornografia exploram majoritariamente mulheres brancas? (E, de novo, essas mulheres não tem cor).

Tem coisas aí na nossa capacidade crítica que também temos que questionar. Eu sei, dói, é difícil, mas o caminho da ignorância não vai nos libertar.

Anônimo disse...

Oi Lola
não é sobre o post

acompanho o blog já há algum tempo

vc viu isso aqui no RJ

http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/projeto-de-lei-que-obriga-comunicacao-de-aborto-a-policia-comeca-a-ser-analisado-na-alerj-e-mulheres-se-mobilizam-18052016

houve movimentação de feministas e não foi aprovado, ainda bem
e isso é no Rio capital, eu fiquei bem chocada

adoro o seu blog bjs

margaery disse...

Anon de 19:17,

O problema é que não basta só tacar o foda-se, porque a sociedade ao redor vai continuar afundando o dedo inquisitivo na nossa bochecha. Por exemplo, quantas vezes vemos casos de pessoas (especialmente mulheres, e mais especialmente negras ou gordas) que perderam vagas de emprego por não se "adequarem" à empresa/vaga? A gente sabe que quase sempre isso significa: pessoas competentes não conseguem um emprego por motivos que não tem a ver com o emprego (aparência). Isso só pra ficar no nicho do trabalho. Há imposições veladas, complicadas de superar.

Anônimo disse...

As ações precisam partir de nós mesmas. Eu ignoro mascus e ditas 'feministas radicais da evolução darwiniana (ah tá...uma corrente com forte apelo sociológico defendendo determinismo biológico, me engana que eu gosto...) e procuro debater com quem me importa. Precisamos aprender a não deixar essas conversas inúteis tomar os posts.

Eu concordo, porém já teve outros casos aqui de pessoas menores de idade, que sofreram abusos, com comportamentos suicidas e que o guest post acabou ensejado um verdadeiro show de horror. Se não dá pra formar equipe e cuidar disso, é melhor até não liberar os comentários para a postagem. Falaram por aí e eu eu concordo, quem se omite faz também.

Anônimo disse...

"mas as mulheres que são mercantilizadas no caraval são, em sua maioria esmagadoras, negras"

Errado. São mulheres e travestis. Independe da cor.

Anônimo disse...

Errado nada. O Carnaval é uma das poucas manifestações da cultura "negra", e é nessa época do ano que vemos a mulher negra colocada num pedestal (sexual e exótico, claro, porque vivemos numa Suécia). Aí exalta-se a beleza da negra em todo lugar, e até concurso pra escolher a melhor "mulata" tem. No resto do ano, ostracismo e marginalização. Não adianta fingir que não é a realidade.

Anônimo disse...

10:19, acho que vc está equivocado.

O mito da mulata do carnaval gira em torno da mulher negra sexualizada, coisa que acontece neste país desde que nossas ancestrais foram trazidas para cá.

Ter uma Grazi Massafera sambando na avenida não encobre que no carnaval a carne da mulher negra brasileira é a mais barata.

Anônimo disse...

Eu gostaria de adicionar a esses questionamentos a preocupação com dieta.
A Naomi Wolf fala da dieta como uma religião, algo que concordo. Vemos pessoas que não possuem qualquer problema de saúde ou peso obcecadas com dieta, passando por regimes alimentares dramáticos, restritivos e prejudicais à saúde. Temos um mercado que viu nessa aflição por corpos magros e musculares uma forma de ganhar dinheiro. Lojas de suplementos protéicos (ressalte-se que a maioria das pessoas não precisa de suplementação protéica), sementes vendidas a preço de ouro, roupas, blogueiras fitness... É um excesso de informação repetidas como mantra: "Faça dieta, faça exercícios".
Não que não seja saudável o incentivo a atividades físicas e alimentação saudável, mas convenhamos que estamos numa era de verdadeiro culto ao corpo. E quem por ora está fora desse culto ao corpo, sofre pressões sociais para se adequar. Não deve ser nada fácil para uma pessoa gordinha ver e ouvir mulheres magras tendo ojeriza aos seus corpos e consequentemente o medo de se tornarem como ela.


Anna

Anônimo disse...

a) Lola eu gostaria que vc falasse da prisão do Laércio ele violentou uma menina de 13 anos.

b) Qual sua opinião sobre as mulheres que recusaram cargo no governo Temer

lola aronovich disse...

Estou escrevendo um pouco sobre a prisão de Laércio, mas já adianto que não sei muito sobre o assunto, até porque não vi BBB. Quer dizer, dá pra falar da prisão sem falar do BBB?
Sobras as várias mulheres que recusaram participar do governo, elas estão certíssimas! Parabéns a elas! Não vale a pena fazer parte de um governo golpista e ilegítima, porque vc se queima junto. Sem falar que aceitar participar deste governo é dar legitimidade a ele. O mundo inteiro tá vendo e sabe que foi um golpe o que houve no Brasil.

Zrs disse...

Moderação, algo mais que necessário aqui no espaço da Lola. Creio que a bagunça que estavam fazendo aqui era mesmo para afastar a galera do espaço dos comentários.

lola aronovich disse...

Aurora, sinto dizer, mas dá a impressão que vc não faz muita ideia de como funciona uma caixa de comentários, moderação e tal. Se eu deixo a moderação acionada, como está agora, ninguém fora eu lê comentários de trolls, porque eles são deletados. Eu faço isso quando tenho acesso a um computador com internet a cada duas horas. Senão, atrapalha demais qualquer diálogo que venha a ter aqui na caixa. Como expliquei, ontem passei o dia inteiro longe do computador, porque estava viajando. Se eu tivesse deixado a moderação acionada, comentários que tivessem sido feitos entre 8 da manhã e 8 da noite só seriam publicados às 8 e pouco da noite. 12 horas sem comentários, sem diálogo. Eu acho isso horrível. É melhor correr o risco de ver um monte de troll babaca falando besteira do que deixar 12 horas sem comentários. Essa é a minha opinião. Eu poderia pedir pra Samantha, que é quem modera comentários quando estou viajando, mas ela também trabalha e só tem tempo à noite (além disso, ela, quando modera, e eu também, em geral, só cortamos os comentários abusivos depois que são publicados; a moderação fica aberta). E foi só por um dia. Há outros sistemas, me falam sempre de instalar o Disquus, mas não acho muito bom. Até porque aí só comentários assinados (não anônimos) podem ser feitos.
Facilitaria MUITO se a maior parte dos comentários tivessem assinatura. Acho que a qualidade seria do debate seria melhor. Por isso vivo pedindo pras pessoas abrirem uma conta e comentasse com assinatura. Mas, óbvio, nada impede que trolls assinem também.
Marcia querida, obrigada pela "defesa". É isso mesmo, o melhor é ignorar os trolls. Assim que dá, eu apago.

Anónimo disse...

Falou tudo pra mostrar como ele/ela estava certa

Anónimo disse...

E o pior,isso eh oque salta os olhos,as mulheres fazem coisas horríveis(assim como tbm os homens)mas eh diferente,homem eh na brutalidade,mulher eh um pouco diferente mas mto mais ardilosa , homem tem a força mulher por não ter usa de outros meios....quem não vê isso eh cego

Marcia disse...

Anônio das 10:18, sim eu também acho péssimo e parece quanto mais a pessoa se mostra frágil no relato, mais os trolls pisam e desdenham do sofrimento. Aí é o caso mesmo de defender a pessoa que relatou e escurraçar os trolls, mostrando o quanto essa caixa de comentários é prova maior da necessidade do feminismo.

A Lola precisaria de uma equipe de moderação ampla, o que ela ainda não tem. Enquanto isso não acontece, vamos ser solidárias e defender as mulheres que postam. Trolls vão encher o saco por qualquer coisa, o tempo todo.

Anônimo disse...

Concordo com o que a Aurora disse. Mas não com a forma como ela falou.

Anônimo disse...

Desde quando ser boazuda de carnaval na qual a bunda enorme é mostrada com a maior qualidade do mundo para uma mulher negra no carnaval é tudo o que todas as mulheres negras querem? Acha mesmo que esse tipo de exaltação faz com que todas as mulheres negras se sintam bem presentadas? O que é isso? É uma feminista racista ou um mascu? É feminista querendo que uma mulher seja uma bunda enorme?

Atacam as recatadas, mas são cúmplices e validadoras do machismo fanfarrão.

Querem impor que as mulheres se sintam bem homenageadas e lisongeadas virando bundonas enormes? Que monstros racistas no feminismo.

Anônimo disse...

Minha mãe é machista, é viciada em refrigerante e toma refrigerante todo dia, já eu que sou a feminazi comunista da casa não tomo refrigerantes. Ela é machista e odeia alimentação mais light e saudável, já eu que sou a feminista gosto. Ela é machista e obesa e queria que eu fosse obesa tbm, pois ela é machista, mas odeia pessoa magras. Mas apesar dela ser machista e eu a feminista, acho que ela mesmo sendo machista tem mais em comum com as feministas do que eu. É a vida rsrsrsrsrs

Anônimo disse...

Minha mãe tem 70 anos. É uma senhora divertida, comunicativa e alegre porém ignorante sob alguns aspectos. Para completar o kit, ainda é machista e homofóbica, sendo que sou homossexual. Muitos dos seus comentários me irritam e até enojam. Quando estou com paciência, dialogo e mostro que está errada. Do contrário, me afasto como quase sempre faço. Não foram poucas as vezes que me senti ofendida e preferi não bater de frente. Ela chegou a uma idade que pensa não ter mais nada a aprender então me omito para me desgastar menos. Não é o certo mas se eu for rebater cada merda que ela diz, não faria outra coisa em minha vida.

titia disse...

Eu sempre fui relaxada com a aparência e todo mundo já se acostumou, então raramente ouço besteiras. Tenho que me arrumar mais pra ir pro trabalho, pra ir numa festa, é claro. Mas no geral me enfio numa calça e numa camiseta, calço os tênis de estimação, passo uma escova no cabelo e tô pronta pra sair. Embora ainda haja algumas ocasiões e locais em que você tem que se adaptar, sempre é possível manter algum conforto (trocar saltos por sapatilhas elegantes, maquiagem básica, roupa do seu número e menos ajustada, etc.) e tacar o foda-se pras revistas de moda e de dieta, pros programas idiotas de TV, pros blogueiros vagabundos e pra qualquer babaca que olhe atravessado na rua já ajuda um bocado.

Anônimo disse...

13:32 é aquele negócio: nossa, no Carnaval vcs são símbolo sexual e de beleza! Sejam gratas por isso!

No carnaval somos as negras que expostas como mercadorias para gringo fazer turismo sexual e ainda levamos a culpa por "sujar" a imagem da brasileira lá fora, afinal, são as mulatas que desfilam peladas né. Aí acaba o carnaval e a mulata sex symbol volta pras senzalas, limpando a sujeira, cuidando dos filhos dos brancos, sendo xingada por sua cor ou cabelo ou servindo só pra ser amante, pq nem o branco ou o negro assumem.

Ninguém parou para pensar que as negras são mais que bundas, pernas e peitos no carnaval? Que também somos inteligentes, boas profissionais, temos objetivos e metas?

Anônimo disse...

Pleno 2016 e ainda tem gente que não reconhece o racismo que há no Carnaval.

Zzzzzz, né

Anônimo disse...

´´Antes mostrar a pele era tabu. Hoje, parece que criamos um tabu novo ´´
Melhor post, concordo em tudo! É o que sempre disse e fui chamada de louca por feministas, não me considero feminista. Estão criando um novo padrão, usam a justificativa de liberdade mas tem coisa pra debaixo dos panos.

donadio disse...

O Marcuse fala em "dessublimação repressiva", que é o que parece estar sendo discutido aqui, pelo menos enquanto algum machista borderline não levanta questões absolutamente irrelevantes tais com "quem inventou a frigideira".

Mas essa dialética entre o "imposto" e o "desejado" é complexa. O que definitivamente não existe, entretanto, é o "ser humano natural", o "bom selvagem". A gente adere aos preconceitos e estereótipos do nosso tempo, ou não, e a gente os sente como opressivos ou não. Mas o "eu" que reage aderindo ou resistindo não é um "eu" natural, a-histórico, puramente biológico. Já é uma construção social.

Quanto ao assunto próprio do post, os códigos de vestuário são como a própria roupa, tem avesso e direito. Simplesmente não é verdade que vigore um código único de vestuário, válido para todos e em todas as ocasiões; muito menos que um antigo código único estritamente moralista tenha sido substituído por um novo código único que impõe um trajar sexualizado.

Falar de erotização compulsória num país onde os tribunais de justiça ainda impedem as advogadas de usar calça comprida é um pouco complicado. O Brasil não é uma balada permanente, e na imensa maioria de situações cotidianas ainda vigora o bom e velho vitorianismo cultural.

Anônimo disse...

O que está sendo discutido não é especificamente roupa pra se usar em ambiente profissional (ambiente que ainda reprime muito as mulheres, todo mundo sabe). Pessoal adora focar nos exemplos extremos.