terça-feira, 12 de abril de 2016

"ODEIO MINHA MÃE"

Relato da F.:

Lola, estou escrevendo esse email com lágrimas nos olhos. Preciso desabafar, está ficando cada vez mais insuportável. Tenho me sentido um ser humano horrível. Mas vou tentar começar pelo começo. 
Eu sou professora, tenho 29 anos, moro com meu companheiro e acho que odeio a minha mãe. 
Eu costumo dizer que tenho uma memória incrível para o que não precisa ser lembrado, mas estou constantemente me esquecendo das coisas que não devo (planilhas de notas, celular). Queria muito apagar completamente da minha cabeça a minha infância inteira. Dessa fase da vida, só consigo me recordar de poucos períodos bons. O resto está repleto de surras, xingamentos, palavras ruins... 
Você pode sair
Acho que minha mãe nunca quis ter filhos. Acredito que se casou com o meu pai porque não tinha outra saída (morava numa cidade do interior, já tinha 28 anos quando se casou, estava sendo "falada"). Ela própria não teve uma infância fácil, minha avó era doente mental e tinha crises que quase sempre culminavam em muita violência. Isso deve ter marcado a minha mãe, provavelmente não sabia como dar amor. Meu pai não era brasileiro, nasceu numa cultura extremamente machista (árabe) e, por isso, não a respeitava o suficiente para ser monogâmico. 
As consequências disso foram devastadoras. Ela ficou depressiva (hoje entendo o que eram as suas constantes crises de raiva) e acabava descontando tudo em mim e na minha irmã. Apanhávamos muito, e sempre. Na maioria das vezes, eu não entendia por que ela queria me bater sempre nas pernas -- "para todo mundo ver que você apanhou, para os seus colegas verem que você levou uma surra" --, ou por que fazia questão de nos surrar até que chorássemos muito. Eu não tinha orgulho nenhum, chorava rápido. 
Minha irmã, ao contrário, guardava dentro de si uma força enorme, e não chorava. Uma vez ela bateu em nós de cinto até se cansar e literalmente quase desmaiar, já que minha irmã não chorou. Ficamos com hematomas azuis e roxos nas pernas por dias. Eu nem lembro o que havíamos feito, mas provavelmente foi alguma besteira infantil (o que crianças de 7 e 6 anos podem possivelmente ter feito para apanhar desse jeito?). Já apanhei de cinto, vara, fio de ferro de passar roupa, mangueira de jardim, correia de sofá velho e o que mais estivesse à mão. 
Outra vez, nos pegou conversando atrás da casa. Falávamos sobre como ela era paciente com a bebê que havia nascido, a caçula, e como era dura com a gente. Naquele dia levamos uma surra de fio de ferro. Me lembro de ter pedido desculpas de joelhos, mas não adiantou. 
Às vezes só pensar em
alguma coisa é suficiente
para fazer que doa tudo
novamente
Apanhamos com força desproporcional também uma vez que acordamos a bebê. Nossa mãe pegou um copo de alumínio desses antigos, de chopp, que são cheios de areia por dentro. Bateu-o nas nossas cabeças. Choramos baixinho, eu e minha irmã, de mãos dadas. O hematoma virou um galo que sangrou.
Nessa época era até razoável, por incrível que pareça. O problema é que fui crescendo e buscando consolo na comida. Engordei bastante, aos 9 anos era uma criança obesa. Parece que nesse ponto ela passou a nos odiar ainda mais. Surgiram os apelidos, horríveis demais para se xingar qualquer um, quanto mais uma criança, uma menina tornando-se "mocinha". Eu particularmente odeio essa fase da minha vida e teria preferido que ela me batesse a ficar me xingando de gorda. 
Eu não tinha paz na escola, por causa do bullying dos anos 90 (sempre visto como "brincadeira de criança"), e não tinha também em casa. "Balofona", "troção", "daqui a uns dias estará rolando pelo chão"... Alguns outros eu não consigo nem digitar. Eu me odiava tanto, Lola. Eu ainda me odeio. Meu sonho era ser uma criança magra para a minha mãe gostar de mim. Me saía super bem na escola, tirava 10, era a preferida das professoras, mas nunca ganhava elogio. 
Amá-la era como apertar
as mãos do demônio
Eu não abraçava a minha mãe, Lola. Ela fazia questão de dizer que não gostava de "menina feia" perto dela. Com a minha irmã caçula era diferente, mas a gente entendia, porque ela era muito neném. Me lembro que nessa época a professora passou uma redação, perguntando para a gente qual o superpoder que gostaríamos de ter e porquê. Eu disse que queria ter o poder de encolher e ficar minúscula, do tamanho de uma bactéria, para que ninguém pudesse me ver. Passei anos com esse delírio na cabeça, e sempre que me sentia mal, ficava imaginando como seria perfeito poder ser bem pequenininha e me esconder debaixo da cama, numa rachadura da parede. 
Quando eu tinha 13 anos meu pai faleceu. Eu gostava muito dele, achava-o excelente pai, apesar de péssimo marido. Era ele o único que se referia a mim com o mínimo de orgulho, falava sempre bem das minhas notas e dizia para todos como era legal eu ser uma menina inteligente, que gostava muito de ler. Era a única pessoa da minha infância/ adolescência que eu me lembro de ter uma palavra amigável para mim. Juro.
Meu refúgio sempre foram os livros. Eu lia compulsivamente, e me isolava cada vez mais. Meus amigos, os livros, também não tinham xingamentos e julgamentos pra mim, e isso fazia com que eu me unisse a eles. Cresci uma pessoa extremamente tímida. Até hoje não consigo olhar nos olhos das pessoas na rua, dos meus alunos, até mesmo da minha família. É como se eu não merecesse olhar, sabe? Como se eu fosse inferior. 
Nunca se envergonhe de uma cicatriz.
Ela só quer dizer que você foi mais
forte do que o que tentou te
machucar
Saí de casa aos 20 anos, assim que consegui um emprego próximo à faculdade onde eu havia passado, em outra cidade. Mas ganhar meu próprio dinheiro não era novidade, já que eu trabalhava desde os 14. Passei todas as dificuldades possíveis; na república onde morava, cheguei a ficar sem ter o que comer. Sair de casa foi muito bom, mas eu já havia esquecido da minha infância. Isso foi reprimido com comida. Aos 25 anos eu pesava 142 kg. E havia me esquecido. 
Foi aí que resolvi fazer a cirurgia bariátrica e um dos passos era procurar um laudo psicológico. Quando a psicóloga me perguntou como havia sido a minha infância, uma enxurrada de tristeza me invadiu, me lembrei de tudo de uma vez. Chorei compulsivamente. 
Desde então, a minha relação com a minha mãe piorou muito. Hoje sou casada, tenho meu apartamento e meu carro que comprei sozinha, sem a ajuda de ninguém, passando fome. Ela mora em outra cidade, outro estado, mas agora está aqui na minha casa. Minha irmã caçula veio passar um período comigo, começou a se dar bem em sua profissão e acabou decidindo ficar. Minha mãe veio junto. Está morando aqui. Comigo. E eu poderia negar?
Me sinto péssima por ficar desconfortável junto dela, pois ela passa o dia todo tentando me agradar. E quanto mais ela tenta me agradar, mais raiva eu sinto. A terapia não fez a raiva diminuir, e eu não sei mais o que fazer. Eu não olho nos olhos da minha mãe, acho que nem sei direito como o rosto dela está. Eu não consigo. Ela tenta ser carinhosa, mas isso me deixa possessa. 
Crianças expostas à violência na
família têm o mesmo padrão de
atividade nos seus cérebros que
soldados expostos ao combate
Agora que consegui "vencer na vida", que fiz minha bariátrica e não me acho mais uma aberração (bem, quase sempre), ainda não consigo me sentir bem. Queria que ela voltasse para a casa dela e a gente permanecesse nessa distância respeitável. Mas tenho medo dela morrer e eu me arrepender para sempre de não ter ficado mais íntima. Ela já está com 63 anos e não tem a saúde boa. Quando meu pai morreu e deixou uma menina de 13, outra de 12 e uma de 6 para ela criar, ela segurou bem a barra, sem pensão e trabalhando de cozinheira. As surras e os xingamentos haviam passado já nessa época, a gente nem via ela mais.
Não sei o que fazer, Lola. Eu preciso muito compartilhar isso com alguém, preciso que alguém ao menos se identifique com o que eu estou passando. Preciso saber que não estou sozinha nessa. Sou a pior pessoa do mundo por odiar a minha mãe? Por querer que ela volte para a casa dela e me deixe sozinha de novo? Por ficar tensa e não saber olhar nos olhos dela? Por não saber abraçar e nem beijar?
Curar-se não significa que
o dano nunca existiu. Signi-
fica que o dano não controla
mais nossas vidas
No fim do ano passado resolvi conversar com a minha irmã do meio, que mora com ela, para saber se ela se lembrava. Choramos muito juntas, ambas crescemos sem nenhuma vaidade e se achando duas monstras. Mas ela perdoou a minha mãe... Eu não consigo
Por favor, preciso ouvir as experiências das outras meninas. Só o meu marido e a psicóloga sabem disso, e me sinto sufocada. Preciso da sua ajuda. Muito obrigada. 


Meus comentários: Querida F., seu relato é de partir o coração. Você realmente parece ter tido uma infância sofrida, e faz bem em tentar esquecê-la. E claro que, com sua mãe morando na sua casa, fica difícil esquecer. Difícil perdoar. 
Podemos esconder as coisas.
Mas não podemos esquecer
Conheço inúmeras pessoas que apanharam violentamente dos pais na infância e nunca conseguiram perdoá-los. Algumas até respeitam seus pais, mas amor, amor, elas dizem que não sentem. Porque bater pra educar não educa -- a maior parte dos psicólogxs, pedagogxs, e outros especialistas em educação sabe disso muito bem. Bater ensina apenas a criança a temer, a ter raiva, a se sentir injustiçada, a tentar resolver conflitos através da violência, a ser covarde.
Sua mãe, além de covarde, ainda era cruel. Ela minar sua autoestima, bem numa idade em que você tanto precisa de confiança, é um ato de crueldade.
É mais fácil construir crianças fortes
do que consertar adultos quebrados
Talvez ela ache que fazia aquilo (nunca te elogiar, te chamar de feia e gorda) para te ajudar, assim como talvez ela ache que batia pra educar. Ou talvez ela soubesse que estava sendo estúpida mesmo. Talvez ela tenha se arrependido (ela te tratar bem agora é um bom sinal), talvez não. Um dia você vai ter que falar com ela sobre isso. Você vai ter que confrontá-la. Mas agora você -- e ela -- está fragilizada, então não é um bom momento. E é muito bom que você e sua irmã tenham falado e chorado sobre tudo isso, e que você tenha acompanhamento psicológico.
Eu não te julgo por não conseguir perdoar a sua mãe. Essa é uma decisão pessoal de cada um. Óbvio que não estou falando de maltratá-la nem de procurar se vingar. O fato de você não conseguir olhar nos olhos dela, nem abraçá-la ou beijá-la, não fazem de você de maneira alguma uma má pessoa, ainda menos a pior do mundo. É um reflexo do que você passou. 
Preciso de mais espaço
Tem algo que impossibilite a sua mãe de morar sozinha, enquanto sua irmã caçula está contigo? Sua mãe não pode voltar pra casa dela? Ela tem renda? Recebe pensão? Cedo ou tarde você e suas irmãs precisarão ajudá-la financeiramente. Esta não é uma opção, por pior que sua mãe tenha sido. Mas isso não envolve que ela tenha que morar junto com você. É um sacrifício grande demais pra você fazer, e que está atrapalhando a sua vida.
Converse com suas irmãs e com a sua mãe. Tente esconder a sua mágoa (nada de acusações, agora não é a hora) e explique que você gostaria que ela voltasse pra casa dela. 
Ou sua irmã caçula (que certamente se dá melhor com sua mãe do que você se dá, por não ter sido vítima da crueldade) podem alugar uma casa só pra elas. Não sei, mas você não merece isso. 
Com o tempo e a distância, provavelmente seu relacionamento com ela vai melhorar. Uma coisa é vê-la algumas vezes por ano, falar por telefone ou skype uma vez por semana; outra é o convívio diário. 
Às vezes as pessoas com os
piores passados podem
criar o futuro mais lindo
É bem provável que, mesmo que você venha a perdoá-la, você nunca mais a ame, porque alguma coisa se rompeu em você com relação a ela já na infância. Não tente lutar contra o que você sente e nem se cobre tanto. É importante que você cumpra com suas obrigações de filha, que são ajudá-la financeiramente no sustento, se ela precisar, e tratá-la respeitosamente. Sinta-se bem por estar fazendo cumprindo essas obrigações. Mais do que isso você não pode fazer, pelo menos por enquanto. Ou talvez nunca.

98 comentários:

Anônimo disse...

Minha mãe era meio maluca, gritava, dava muita porrada, ameaçava. Isso na maioria do tempo. Vivi como um desgraçado na infância. Era pressão para ser perfeito em todos os momentos, algo que me atrapalha até hoje.

Houve poucos momentos bons e alegres na minha casa. Às vezes lembro-me deles.

Mas decidi nunca ter filhos para nunca bater em uma criança. Sei como é ruim receber pressão numa época em que se é frágil e dependente. É maluquice colocar uma criança para se ferrar no mundo canalha.


Força,

Macho Guerreiro.

Anônimo disse...

"Sua mãe, além de covarde, ainda era cruel. Ela minar sua autoestima, bem numa idade em que você tanto precisa de confiança, é um ato de crueldade."

Ué! Não são somente os homens que são " a causa da violência no mundo", como muitas apregoam aqui? Estou confuso!! E não vem com esse papo de patriarcado não que eu sou pai e amo minha filha de tal forma que nem sou capaz de levantar a voz contra ela!

Anônimo disse...

Acho melhor vc buscar leituras sobre psicologia, um hobby, um esporte.
Infelizmente muitos deram o azar de nascer em famílias horríveis. Sei disso muito bem.

Sempre podemos sempre lutar, é nossa obrigação, pode haver milhões de obstáculos. No entanto, temos o direito de fazer a vida valer a pena.

Abs

Macho Guerreiro

Anônimo disse...

cara autora,

Faça rapidamente o que a lola te sugeriu. Se possível, não more com sua mãe. Isso será pior inclusive pra ela, que talvez se arrependa muito, mas não poderá nunca voltar atrás no que fez. Vivi uma situação infinitamente menos complicada, mas parecida com minha mãe, que já faleceu. Sempre amei minha mãe, mas tinha muita raiva dela também. Você é absolutamente normal por sentir raiva de tudo. não engula essa mentira que é ter que amar alguém só porque se é vinculado biologicamente a esta pessoa. Você se surpreenderá,muito provavelmente, vai descobrir que gosta de sua mãe e talvez até perdoá-la. Mas, isso só acontece quando reconhecemos os sentimentos negativos que devem ser vividos também. Na nossa cultura machista, mulher não pode odiar, sentir inveja, etc. Temos que amar incondicionalmente. Não caia nessa lorota. Você é humana, ama, odeia, sente raiva. Trabalhe esses sentimentos pro seu próprio bem, não porque a sociedade te impõe.
Ficar longe dela é essencial para você e toda sua família ter paz.
força,

Carolina H

Anônimo disse...

No feminismo, as mulheres que sofrem de mães abusivas não são tão bem acolhidas… Entender que ser mulher – especialmente quando existe alguma hierarquia social entre elas ou algum privilégio (mãe e filha, branca e negra, chefe e subordinada) – não as isenta de serem abusivas e que não discutir isso, silenciar esse assunto, de certa forma, colabora para a manutenção do mito da maternidade, aquele de que “mãe é mãe”.

Não, não é bem assim… Além de dimensionar esse abuso na perspectiva da microfísica das relações familiares e da divisão sexual das tarefas domésticas (ao invés de silenciá-lo).

Feministas negras são comumente silenciadas por feministas brancas com o discurso da ‘sororidade’, do inimigo em comum, do ‘somos todas mulheres’, do ‘somos todas oprimidas’ etc. Porém, o recorte é necessário: a opressão não atinge a todas da mesma forma e os privilégios perpassam as relações conforme a interação de outros marcadores, como classe social, raça, orientação sexual, posição dentro da hierarquia familiar etc. Além disso, sempre que uma mulher sofre abuso de um homem, a sociedade diz que não foi bem assim e tenta justificar o abuso. No caso de feministas negras, elas ouvem a mesma coisa das amigas brancas quando apontam racismo no feminismo.

Agora, a filha não pode apontar abuso da mãe abusiva porque a mãe também é oprimida?
É preciso apontar e discutir SIM os sintomas: as relações opressoras (ou abusivas) entre mulheres.

Quando o texto vem de alguma feminista, as vezes pode ser até bem recebido, como aquele sobre se divorciar dos seus pais. Pois só militantes feministas podem ter voz para algumas delas. Algumas feministas mandam as mulheres procurarem uma amiga para ir morar junto e sair de casa. Mas quando se trata de mães abusivas, ainda mais quando a vítima é a filha, quase sempre os amigos atacam a vítima, a culpam, sempre colocando-a como a responsável pelo comportamento abusivo da mãe, até perguntam se a filha não lava a louça tbm e atribuindo que se a filha supostamente não ajuda a mãe nas tarefas domésticas, o abuso seria justificado. Quando se trata de abuso de mãe para a filha, muitas vezes as amigas somem e acham que a vítima do abuso é uma má filha e que está merecendo este abuso. Portanto na maioria das vezes as pessoas não ajudam e nem as convidam para morar com elas como algumas feministas sugerem. A sociedade toda, (até mesmo algumas feministas) costumam virar as costas para mulheres vítimas de mães abusivas e sempre as induzindo a achar que são as verdadeiras culpadas.

Quando uma mulher diz que odeia ser mãe ou que não gosta tanto assim do filho/a, ela costuma ser bem acolhida pelas feministas, mas quando se trata de filhas vítimas de mães abusivas, a coisa muda completamente.

Rafael Cherem disse...

Tai a prova que a educação pela violência é uma bobagem, quando alguém vier com o papo de que " apanhei dos meus pais, por isso sou uma pessoa correta" vou mostrar esse relato a ele.

Anônimo disse...

Oi F.!

Você é uma heroína.
Você não tem o dever de amar/gostar da sua mãe, isso é o que a mídia tenta enfiar na nossa cabeça o tempo todo, mas isso não existe. Não se sinta culpada por não gostar de sua mãe. Sua única obrigação é respeita-lá. Beijos.

lui disse...

SOU CONTRARIO A QUALQUER TIPO DE VIOLÊNCIA.QUANDO MENCIONO CONTRARIO,ESTOU FALANDO DE PALAVRAS,ATITUDES COMO PESSOAS E COM AS PESSOAS,LONGE OU PERTO DE TODOS,IDOSOS OU JOVENS,CULTOS E OU ANALFABETOS.

Anônimo disse...

Eu te entendo mt bem! Passei esse tipo de sofrimento por 28 anos da minha vida, até que tomei as rédeas da minha vida e decidi fazer a escolha de não me machucar mais convivendo com um ser que não merece ser chamado de mãe! Ela fez as escolhas dela, ela decidiu te destruir, ela não te ensinou a ama-la já que nunca te deu amor... Não se iluda achando que um dia milagrosamente cairá uma bênção do céu e limpará todo o mal que ela te fez! Isso não acontece! E enquanto vc fingir acreditar nisso, a maior e talvez única prejudicada é apenas vc, porque sinceramente, de filha ferrada pra filha ferrada, não acredito nas boas intenções atuais dela, porque gente como nossas mães não é confiável e não presta! O único jeito de se livrar um pouco da dor, apenas um pouco porque ela nunca passa, é se afastanto, ficando o mais longe que puder! E, principalmente, sem culpa alguma! Pois nenhuma de nós pediu pra nascer de um ser como esse ou mereceu tanta dor!!!! Hj, faz quase 6 anos que tomei a minha decisão, rompi, cortei totalmente o maldito cordão umbilical q só me unia a dor e sofrimento! Ganhei muita paz só de saber que não tenho de olhar praquela cara que só me lembra desgraça, que me matava um pouquinho a cada dia só de estar no mesmo ambiente! Te desejo coragem pra tomar a tua decisão! Não é fácil, mas nos proporciona um início de cura! Um grande abraço, ass: J.

lui disse...

SOU CONTRARIO A QUALQUER TIPO DE VIOLÊNCIA.QUANDO MENCIONO CONTRARIO,ESTOU FALANDO DE PALAVRAS,ATITUDES COMO PESSOAS E COM AS PESSOAS,LONGE OU PERTO DE TODOS,IDOSOS OU JOVENS,CULTOS E OU ANALFABETOS.

Anônimo disse...

A limitação da internet por franquia mensal afetará TODOS usuários.

Todos os dias, profissionais transferem e baixam arquivos de trabalho; vídeos, fotos e arquivos são compartilhados online e divulgados em redes sociais; reuniões com clientes são realizadas por vídeo-conferência; e-mail e mensagens instantâneas são a fonte principal de comunicação; e uma infinidade de outras atividades online são imprescindíveis para a realização de seus trabalhos.

Muitos estudantes dependem da internet. Seja para assistir video-aulas (que ocupam a conexão tanto quanto qualquer outro streaming de vídeo), seja para realizar pesquisas, seja para armazenar materiais de pesquisa na nuvem. Grupoos de estudo utilizam a rede para se reunir.

Muitos movimentos sociais utilizam a internet para promover sua causa e serem ouvidos. Muitos materiais e muitas informações que a mídia corporativa prefere manter ocultos são revelados pela mídia alternativa, e muitas pessoas se mantém informadas através desses meios.

Com a franquia mensal da internet, todas essas pessoas serão profundamente afetadas. Em poucos dias de uso, o pacote de dados limitado pelas operadoras será atingido e as pessoas terão que pagar, e pagar muito caro, para continuar realizando suas atividades rotineiras.

ENTENDA

No último mês, as principais operadoras de internet do Brasil (Vivo, Oi, GVT e NET) divulgaram que um sistema de franquia mensal será aplicado na internet fixa do país.

Dessa forma, quando o usuário atingir o limite de dados estipulado pela operadora, a velocidade da sua internet será reduzida ou até mesmo cortada.

Para continuar utilizando os conteúdos online, o usuário terá que comprar um novo plano de dados.

Essa mudança é um retrocesso para a internet brasileira.

Nosso serviço já é precário e nos são cobrados valores absurdos por velocidades baixíssimas.

Não deixe que limitem o consumo da SUA internet. Precisamos nos unir contra essa prática abusiva!

https://www.facebook.com/Movimento-Internet-sem-Limites-241502512868392/

https://twitter.com/netsemlimites

"Seu consumo de internet fixa chegou ao limite e será reduzido"; entenda

Vivo diz que quem usa YouTube e Netflix terá que pagar mais pela internet

Anônimo disse...

"Anônimo disse...

A limitação da internet por franquia mensal afetará TODOS usuários."

Mais um ataque desta sociedade machista e patriarcal!

Anônimo disse...

Querida você não está sozinha nessa! Fiz muita terapia devido a esse relacionamento com a minha mãe e eu tive que engolir uma coisa: nem sempre nossa mãe será nossa amiga. Hoje entendo que minha mãe tinha ciúmes possesivo de mim e INVEJA, acredite, uma vez nós nos distanciamos tanto que ela parecia outra pessoa e quando conversamos ela confessou que sentiu inveja de como eu era independente e tudo que já tinha feito na minha idade, já que ela se dedicou a satisfazer meu pai, achando que ia conseguir um casamento perfeito , que no fim não deu certo.
Hoje eu a perdoei, mas sei lá é estranho, nós convivemos, mas é melhor longe, sabe?! Eu não sei receber nenhum carinho que venha dela e as vezes sinto aquele incômodo, quase uma raiva, mas eu aprendi a lidar com isso, a me culpar menos, a cobrar menos de mim. Eu achava que me distanciando dela não faria o papel de filha e por ver ela chorar e me manipular isso me machucava, eu acabava cedendo e voltavam as humilhações de novo. Estamos junta nessa, não sei se um dia eliminarei isso da minha vida para sempre, mas eu a perdoo, desejo que ela seje feliz e se um dia ter filhos quero ser diferente.

Mila disse...

"Agora, a filha não pode apontar abuso da mãe abusiva porque a mãe também é oprimida?"

Concordo com todas as letras, 12:18. Felizmente, essas coisas estão mudando. Aqui no feminismo, embora tenha gente que negue e silencie de pés juntos as questões do feminismo negro ou latino, ainda é um espaço dado em que encontramos gente disposta a ouvir, a dialogar e a questionar seus privilégios. Diferente do que ocorre em certas partes do movimento negro, onde os homens negros frequentemente estão calando tudo o que vem das mulheres negras, "pq a gente tá morrendo pela polícia".
Também urge a discussão do machismo vindo das mulheres. Radicais costumam dizer que elas são reprodutoras do machismo, mas como vc anônima de 12:18 apontou, o fato de não considerarmos mulheres como potenciais opressoras (em questão de classe, raça e até entre mãe e filha, a magra e a gorda etc) dificulta muito quando queremos promover mudança entre mulheres.

Anônimo disse...

O que é que uma mulher que nunca teve filhos pode opinar sobre maternidade, Dolores?

Falando no processo do Emerson, acha mesmo que irá se dar bem?

O objetivo do Emerson não é te extrair dinheiro, visto que você não tem nem nem onde cair morta. O objetivo dele é encher o seu saco, te fazer gastar pagando advogados, e isto ele já conseguiu fazer. O Emerson pode até ser condenado, mas você vai executar ele como? Ele não tem absolutamente nada no nome dele.

Em qualquer outra situação os vídeos do Emerson contra você seriam suficientes para o ganho de causa. O que acontece, Dolores, é que você tem zilhões de desafetos. Não é possível que a Internet inteira te ameaça. Você é ameaçada pelo Emerson, pelo Marcelo Tas, pelo Danilo Gentili. Você arranjou confusão com a Sara Winter. Você arranja confusão por onde passa.
Se você pode usar os vídeos do Emerson e o passado dele para tentar apoiar a sua causa, podemos usar o seu. Podemos usar os comentários no seu blog que dizem que "homens são defeitos genéticos".

Emerson não é ninguém, Jabba. Já você é professora universitária. É óbvio que ele está em uma posição inferior a você, e o Juiz vai considerar muito bem isto na hora de dar a decisão.

Você é hipócrita para falar falando da família alheia, falando de coisas que não sabe.
Espero que você tenha um câncer e tenha uma morte lenta. Espero que seu marido e sua mãe morra e espero que você apodreça ai neste lixo de cidade que é Fortaleza.


Anônimo disse...

11:43

nossa mascu

Q MEDA, ui, tremi toda aqui

Anônimo disse...

"nossa mascu

Q MEDA, ui, tremi toda aqui"


kkkkkkkkkk as anomalias cromossômicas estão DESESPERADOS

Anônimo disse...

Mascu idiota de 11:43

Comentários anônimos não provam nada contra ninguém, especialmente pq eles não refletem a posição do blog e nem da Lola. Fikdik e passar mal.

Mimimi disse...

Sinto muito que vc tenha passado por isso, F.
Tb acho que, se for possível, vc deveria buscar um jeito da sua mãe morar em outro lugar que não te obrigue a vê-la todos os dias.
E tb concordo que vc tem que ter em mente que não é sua obrigação amá-la, e que vc não deve forçar os seus sentimentos. Mesmo que hoje ela te trate de maneira diferente - ainda bem, nê.

Quero te dar os parabéns por ter conseguido tanto. Vc parece ser uma pessoa muito responsável, consegue manter relações afetivas importantes com outras pessoas (suas irmãs, seu marido), consegue compreender que tem um problema e procurar ajuda (indo a uma psicóloga, falando/desabafando com a sua irmã, seu marido, e mesmo mandando um e-mail pra Lola e tudo). Torço para que vc ainda consiga muito mais, consiga progredir com a sua auto-estima (aos pouquinhos se vai longe), consiga encontrar uma forma de lidar com a sua mãe que te faça bem (mesmo que chegue a ser não ter mais contato com ela), etc. Mas vc já conseguiu muito, e parece estar procurando um caminho para as outras coisas. Parabéns e boa sorte.

Anônimo disse...

danilo gentinha, sara inverno, olarvo do caralho, kkkkkk poxa vida hein, q exército! só gente boníssima kkkkkkkkkkk

mais flopados do q isso, só a vida dos mascus

Anônimo disse...

eu nao falaria nem bom dia

Ignoraria ela 100%. Nem minhas refeicoes eu faria na presenca dela !

Anônimo disse...

Ler esse relato me deixou bem triste. Passei por coisas parecidas com a minha mãe. Ela veio de família alemã, do interior, teve uma criação difícil, apanhou muito e via meu vô bater na minha vó. E ela perpetuou esse ciclo comigo e meus irmãos. Mais comigo e com minha irmã do que meus irmãos homens, e nós ainda sofríamos o lado da criação machista.
Às vezes ela chegava estressada do trabalho que apanhávamos por qualquer besteira. Na minha adolescência eu fui gordinha, enquanto minha irmã, três anos mais velha, era magérrima, inclusive estava matricula naqueles cursos de manequim (era assim que chamavam os cursos de modelo na época). Como sempre fomos pobres, eu e minha irmã dividíamos as mesmas roupas. Tudo o que ficava lindo nela fica apertado e desengonçado em mim. E minha mãe fazia questão de me lembrar disso. Me chamava de gorda, que meus amigos iam rir de mim. Me incentivava a fazer dietas super restritivas. Com 14 anos tive anorexia. Na verdade, esses distúrbios alimentares nunca abandonam a gente. Eu aprendi a conviver com o meu.
E também nunca recebo abraços, nem beijos. Nem em aniversário. Quando passei no vestibular, ela não contou pra ninguém, fez pouco caso. Quando meu irmão passou, ela contou pra todo mundo.
Não entendo exatamente como é o nosso relacionamento. Com o meu filho ela é extremamente carinhosa, beija, abraça, diz que ama. É como um sentimento que ela tem, que precisa extravasar. Mas devido aos nossos entraves, é difícil. Quando saí de casa as coisas melhoraram um pouco. Mas ainda tem aquela aura de pouco caso em relação a tudo que eu faço/conquisto/adquiro.
Eu tenho muitas mágoas tmb, choro de vez em quando. Sinto inveja do relacionamento que minhas amigas têm com as mães, aquele relacionamento bonito, de amizade, cumplicidade, orgulho. Tento compensar fazendo diferente com meu filho. Mas sou muito carente nesse sentido.

Sinta-se abraçada!!

André disse...

Concordo, não parece haver condições delas morarem juntas e a irmã pode dar uma força para resolver isso. E também ela deve evitar o máximo se cobrar para sentir ou deixar de sentir alguma coisa pela mãe. Acho também que seria importante a mãe saber como a filha se sente. Talvez a filha não tenha condições de ter essa conversa agora, mas não vejo porque a mãe não possa escutar. Talvez fosse o caso dela escrever tudo isso numa carta.

titia disse...

F. você NÃO é um ser humano horrível por odiar sua mãe. De jeito nenhum. Você só está respondendo ao que teve, sua mãe te tratou com ódio e ódio não se paga com amor. Quem quer ser amado deve amar; qualquer outra conta não fecha. Não se cobre pra gostar da sua mãe, nem pra deixar de sentir raiva dela pois todas as emoções tem sua época e, muitas vezes, elas nos protegem de danos maiores. Ame primeiro a você mesma e respeite seus sentimentos. Também acho que você deve conversar com suas irmãs pra tirar sua mãe da sua casa e prezar seu bem estar. Você tem que vir primeiro sempre. E não, você não tem NENHUMA obrigação de amá-la apenas porque ela é biologicamente sua mãe. Carregar na barriga e parir não torna ninguém merecedor de amor filial. Você não tem obrigação de amá-la. Nunca teve.

Eu só queria aconselhar que você falasse do ódio com sua terapeuta. Ódio é um sentimento ruim, destruidor, que te impede de viver e te prende à pessoa que você odeia. Falo por experiência própria embora o meu carrasco tenha sido meu pai, e não minha mãe. Sugiro que você trate do ódio na terapia não pra amar sua mãe, mas pra melhorar a SUA própria vida. Ódio prende, sufoca, envenena. Trate do ódio no seu próprio tempo pra que você possa ser livre da sua mãe em mais um aspecto - e isso não é uma imposição, nunca, é só um conselho de quem já se ferrou muito, já carregou muito ódio e se sentiu mais livre depois que se livrou dele.

No mais, muito apoio e compreensão pra você F. Te desejo o melhor e boto fé que você vai conseguir melhorar cada vez mais. Você é uma mulher forte. Vai conseguir.

13:00 o melhor argumento ever contra o aborto é a existência de gente como você. É por isso que vocês vivem anônimos na internet, sabem que no dia em que vierem a público e todos verem que vocês existem, a presidenta e todos os ministros do STF vão legalizar o aborto pra ontem.

Anônimo disse...

Querida F. muita força prá você!
Sei o que é isso ...
Olha, vou te indicar um livro que, acho, já se encontra disponível prá baixar grátis
e é um relato autobiográfico. Ler uma história real sempre dá uma força, né? E ela, a autora, superou tudo. Se tornou juíza. As atrocidades da mãe dela ... cara! ... só lendo mesmo!
E, hey!, considere-se uma vencedora! Você continua buscando uma vida melhor, com afeto, respeito, qualidade de vida! Mesmo com as feridas doendo você levanta e vai à luta!
Te desejamos (todas nós que passamos por isso e/ou têm empatia!) boa sorte encontrando a solução para manter a sua mãe o mais longe possível de você!
O link para a sinopse do livro (recomendo enfaticamente a leitura!)

http://www.saraiva.com.br/feia-a-historia-real-uma-infancia-sem-amor-2849251.html

Tem tamb´m o excelente filme Preciosa, naõ sei se vc já viu?

Abraço apertado!

Anônimo disse...

Porque toda mulher e viciada numa histórinha tipo "Aaaaaaiiin como eu sofhoooor"

Vou te dar uma dica, sabe as pessoas? Ninguém dá a minima para o que vc passou, todo mundo tem sua histórinha triste pra contar e o outro não se importar, o mundo e uma merda e ou você se torna mais forte para encara-lo, ou fica ai vendo ele te esmagar.

Anônimo disse...

Aguardando as feministas do "aiiin, feminismo n é pra odiar a mãe" "aiiiin, ela tb é vítima do machismo" "aiiiin, ela precisa de abraço e chazinho"

Anônimo disse...

F. Olá
Você tem que perdoar para ela não dominar sua vida. Eu só me libertei quando perdoei, mas nunca mais quis ela perto de mim. Perdoar não é esquecer. Eu perdoo para não sentir ódio mas não esqueço nenhuma das duras, água fervendo jogada em mim, palavras horríveis, das noites que passei fora de casa porque ela me mandava embora, das minhas coisas quebradas.
Tudo isso me fez como sou, e eu sou diferente de todos. Para o melhor pois sou mais forte, para o pior pois sou desconfiada e carente.
Mas eu sou o que sou. Saber disso já me ajuda a me cuidar, a me amar e me compreender.
Eu ODEIO falas prontas do tipo mãe só tem uma, amor igual ao de mãe. Tenho agonia disso. Não existem lugares comuns quando se trata de sentimentos. Nem todas as mães são boas e merecem ser amadas
Se liberte disso aí também, você não precisa amar sua mãe mulher!
Amor se conquista
Manda ela procurar a casa dela. Você não tem que ficar com ela não. Ajude, faça o bem mas não diga SIM para os outros quando isso quer dizer NÃO para si mesma

Beijos, você não está sozinha

Anônimo disse...

Essa tal de titia é hilária!

Anônimo disse...

Sexta-feira passada,após sair do serviço, passei de carro por uma motorista, que estava com problemas em seu veículo e visivelmente com dificuldades. Automaticamente meu instinto de macho opressor surgiu e já estava apto a fornecer ajuda. Neste momento, os ensinamentos aqui do blog forçaram-me a seguir em frente, pois certamente ela sentiria medo de minha aproximação ou pensaria que eu iria dirigir cantadas ou estuprá-la. Achei mais prudente ir embora. São de grande valia os posts aqui.

Anônimo disse...

Ontem a dona do blog ficou enfurecida comigo só porque não defendo privilégios, seja para homens, mulheres, homossexuais. Se diz parte de um movimento que prega igualdade, porém, não é o que parece. Ontem algumas mulheres não entenderam que mudar uma tipificação penal NÃO SE CONSTITUI POLÍTICAS PÚBLICAS DE FATO! São enganadas e não sabem. Ninguém aqui aceita homicídio(matar ser humano e não matar HOMEM)seja quem for a vítima. Digo que toda vida é preciosa, mas grupos como este não consideram assim. Apagou meus comentários porque não está preocupada com um debate. Insisto em dizer que estas medidas não alteram o status quo.

Anônimo disse...

Ontem uma " Zumbinista" respondeu-me(de forma muito polida como todas, rsrsrsrs) que a Lei 11.340, obteve sucesso. Olhem o link abaixo:


http://g1.globo.com/brasil/noticia/2013/09/lei-maria-da-penha-nao-reduziu-morte-de-mulheres-por-violencia-diz-ipea.html

NATTRAMN disse...

merdafamilia é um lixo, ser humano é um lixo. nao tem solução pra essa existencia. eu tava tao otimita, perto de me formar em matematica eu to, tinha conserguido me livrar das drogas psiquiatricas forçadas, aí meus merdapais me internaram no hospicio esse ano, pra acabar com todo o animo que eu havia construído em 1 ano, agora me sinto incapaz, fraco, incapaz de cuidar de mim mesmo, incapaz de ver uma soluçõa, com essas drogas nao serei capaz de estagiar, trabalhar, nem de cuidar de mim mesmo.

Anônimo disse...

Não resolve por uma simples razão: leis não agem nas causas do problema.

Anônimo disse...

Por isso que aborto deve ser legalizado. Afinal é melhor ter filho de uma louca drogada mendiga ou que ela aborte. A vida tem que ter o mínimo de condições, viver a vida com uma família desestruturada tem td pra dar errado.

Anônimo disse...

sem problema 14:55

Na certa, a motorista já tinha ligado para seu seguro, pago com o dinheiro que ela ganha, que certamente resolveria o problema dela de forma mais profissional que vc.

Anônimo disse...

Minha mãe é assim ela acha que eu sou propriedade dela, ela passa por cima de mim em tudo. É um relacionamento abusivo sem fim, já falei que me mataria se ela continuasse mas eu queria mesmo conseguir me livrar dela, morrer pra mim tbm seria uma derrota, antes de conseguir sair de casa, me sinto muito triste todos os dias isso me afeta, ela me faz ser uma pessoa fraca e insegura.

Entre todas as dicas a melhor é tentar se livrar, mas ainda não fui chamada no emprego onde passei só me resta esperar, eu não posso mais morar com minha mãe.

Anônimo disse...

14:25
Sabia que essas histórias ajudam as pessoas a se fortalecerem, por isso mesmo, para que sabemos que não estamos sozinhos na dor. Um dia eu estava sofrendo pelo que passo e resolvi procurar casos parecidos achei tantos mais tantos que parei de sofrer tanto que outras tantas pessoas sofrendo como eu. Então é bom desabafar sim, deixa de olhar tudo pelo lado de todo mundo sofre que não é bem assim.

Anônimo disse...

""Amigo, se vc não vê mudança nenhuma na tipificação do crime como feminicídio, pra que todo esse drama pela criação do mesmo? Eu sei que é o seu desespero de querer provar que o feminismo é inútil, mas deixa eu te dizer uma coisa: existe preconceito contra a mulher enraizado na nossa sociedade, nós vivemos em uma sociedade patriarcal (onde obviamente homens são privilegiados, dã). A não ser que você negue que existe preconceito contra a mulher, é adepto do iuzomismo e/ou é um daqueles paranóicos que acham que vivem num matriarcado, é muito simples entender o porquê do crime de Feminicídio ter sua importância ao ser destacado entre os outros. Isso é pra deixar bem explícito pra sociedade que mulheres estão sendo mortas pelo simples fato de serem mulheres. Isso mesmo amigo, é pra jogar na cara desses idiotas que vivem abrindo a boca dizendo que machismo/misoginia não existem ou que não causam mal nenhum pras mulheres. Quando sabemos que existem sim e causam mal sim, e muito. A lei do Feminicídio vem pra somar na busca de quais as melhores estratégias para o combate do mesmo. E também pra amedrontar os misóginos, por servir como agravante e destacar ele como um assassino covarde de mulheres.

Agora se vc é um desses que acham que homem é tão vítima de preconceito quanto a mulher, nesse tipo de crime (faça-me rir)... Vá lá e reclame com os legisladores, prove que isso merece ser escancarado para a sociedade tanto quando o feminicídio. Esse teu discurso é típico de quem não quer perder os privilégios e fica batendo o pé se perguntando "iuzomi?". Me poupe. Vai ter exaltação de crime contra a mulher vitima de preconceito sim!

Pra mim é muito importante que fique bem grande e em caixa alta nos noticiários quando ocorrer: FEMINICÍDIO (e não um mero "discriminação de gênero"). Tem que chamar a atenção mesmo para a causa de que mulheres estão sendo mortas pelo simples fato de serem mulheres e principalmente, de que os responsáveis serão punidos severamente (tem que botar medo nesses vermes covardes). Eu vi muita evolução quando a Lei Maria da Penha foi aprovada (um monte de macho parou de bater nas esposas). Se for trabalhado corretamente, a do feminicídio também vai surtir bastante efeito, por mais que você fique aqui torcendo pra que não.

Lide com isso.

Daiane"

Oi Daiane, vc foi perfeita, concordo com vc 100%, o mesmo se aplica para homofobia (e racismo)""

Anônimo disse...

Faz tua mãe comer o pão que o diabo amassou, e quando ela estiver fodida, joga ela na rua para pedir esmola para fumar crack. A hora da vingança é agora. Divirta-se.

Anônimo disse...

Não... você não é horrível por isso.

Eu sofri muito abuso emocional por parte da minha mãe. Ela nos bateu também, mas nem me lembro dos castigos físicos. Mas a violência psicológica me assombra até hoje é a fonte de inúmeros problemas de saúde mental e que levam a danos a minha saúde física.
Machismo, controle, humilhação, abuso eram parte da minha rotina. Quando comecei a cursar minha primeira faculdade, ela me ligava só pra dizer o quanto eu era um ser humano inútil e fracassado. Hoje vivo há anos em outro continente, mas ela ainda encontra "n" maneiras de me ferir.

Pessoas como a minha mãe e a mãe da autora são tóxicas. São vampiros emocionais que tem como única fonte de alegria no mundo tornar a vida de quem elas deveria pelo menos ter respeito, num inferno.


Será que agora vocês entendem por que eu insisto tanto na aniquilação completa do mito do amor materno? Na conscientização das pessoas sobre a responsabilidade de ter filhos? De que incentivar que as mulheres larguem tudo depois da maternidade é, muito frequentemente, manter a vítima constantemente com seu algoz?
Todos os tópicos que citei são, MESMO DENTRO DO FEMINISMO, tabu ou visto como um ataque aos direitos reprodutivos.

Se vocês estão DE FATO preocupadas com o bem estar das crianças, parem de cheirar talco de bebê (que parece a substância alucinogênica mais potente que a humanidade criou) e reflitam...


Jane Doe

Anônimo disse...

Sinceramente... Manda ela arrumar outro lugar pra morar e esquece que essa criatura é tua mãe. Minha mãe comeu o pão que o diabo amassou com o pai e a mãe dela, cuidou e pagou todos tratamentos caríssimos pros cânceres deles antes de morrerem, mas amor? Nunca sentiu. Perdoar? Não perdoou até hoje, mais de dez anos que eles tão mortos. Eu tenho uma relação bem problemática com a minha própria mãe, tenho certeza que ela morre de inveja é de ciúmes de mim, porque as coisas que ela já vocalizou e vocaliza desde a minha adolescência... Nunca vi mãe nenhuma fazer isso. Ela nunca foi muito de me bater, hoje por circunstâncias infelizes tive que voltar a morar com ela e é aquilo, abuso emocional até não poder mais. Hoje em dia eu não dou muita bola e mando ela tomar no cu (sim, com essas palavras), porque nada tá bom, eu não amo ela, eu não sou uma boa filha, eu isso eu aquilo. Que se exploda. Sinto muito se meu pai foi um bosta pra ela (durante toda minha infância ela fez o favor de expor tudo, e com detalhes bem gráficos, que meu pai fez em termos de traição pra ela, inclusive me levando pra flagrar ele na casa da amante), eu não tenho o que fazer se ela olha pra mim e enxerga ele. Eu não sou a raiz dos problemas dela, nem pedir pra nascer pedi. A criatura vive na base da chantagem emocional. Eu não sei lidar com isso. Corto no começo, quando ela ameaça me bater (pensa que eu sou uma adulta que nem tu, F), eu ofereço o rosto e disco 190 no celular. De resto, a gente até se dá bem. É só não conversar. Enfim. São relações tóxicas, e como a gente adora dizer quando uma mãe não consegue amar um filho... Bom, não é tua culpa, segue a vida. O bom de não ser um filho vivo de carne e osso é que tu pode mandar ela longe e nunca ver o rosto de novo. Ela pode ter os motivos dela, mas isso nunca justifica a violência com os outros.

Anônimo disse...

Relatos como esse me faz ter um nojo do mundo...

pra mae da autora, nao tenho nem palavras, o tipo de pessoa que eu viraria a cara, que me faz ter nojo so de pensar que existe mae assim.

Mas tambem...
sera que nenhum outro parente viu as agressoes e nao fez nada ?
e na escola, nenhum professor, funcionario ou diretor viu que as meninas tinham marcas de surras ?
nenhum pai de amiguinho percebeu ?
nenhum vizinho escutou gripos de criancas ?

Nossa de saber que pode ter tido varias omissoes nesse caso !!!
Sinto muito pela autora !!! Acho que sua mae nao merece nada seu, nem ser chamada de mae. Se nao tem como tira-la da sua casa, eu deixaria de falar com ela.

Anônimo disse...

Olá leitora querida! Primeiro um abraço. Segundo eu não me dou bem com o meu pai tb. Nós nem nos falamos. Acho que vc está se obrigando a um papel que vc considera que deveria ter: de ser uma filha amorosa, amiga de sua mãe. As coisas nem sempre são assim. Encare a realidade, por mais que ela seja sua mãe ela é uma pessoa como outra qualquer que eventualmente vc não vai se dar bem, ter amizade ou amor. A vida é assim. Não se pressione. Se vc não se dá bem com a sua mãe se afaste dela. A casa é sua e vc não precisa conviver com quem te faz mal. Abraços! K.

Zrs disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Eliza disse...

F.
Lendo sua história, lembrei um pouco da minha. Certamente somos de gerações diferentes, pois tenho 55 anos. Na infância, eu e minha irmã, apanhamos muito de mina mãe. De cinto, correia de máquina, palmatória. Isso aconteceu até os doze anos. Diferente de você, sofremos apenas abuso físico e não psicológico. Mas como disse Lola, cada um reage de um jeito, jamais criei raiva ou ódio contra a minha mãe, entendi desde cedo, que tínhamos uma vida difícil.Éramos muito pobres, meu pai trabalhava, mas vivia na farra e chegamos a passar fome. Minha mãe era jovem e estava muito amargurada. Depois eles melhoraram de vida e as surras pararam. Sempre pensei sobre isso, mas nunca tive mágoas. Sempre tentei entender que as atitudes da minha mãe eram reflexo da vida difícil que ela levava. Minha história não se compara a sua, pois diferente do que eu vivi, a mãe de vocês lhes batiam com muita violência. Você disse que sua mãe teve uma vida muito complicada, cuidando de uma avó com doença mental. Imagino que ela também tenha vivido um inferno, você disse ainda que o relacionamento com o seu pai não foi fácil. Da maneira como você descreve, as ações de sua mãe eram bastante descontroladas, indicando que ela tivesse passando por intenso estresse e com sinais de descontrole mental e emocional. É claro isso não justifica seus atos, mas pode fazer você entender muita coisa. Veja que ambas necessitam de terapia. Isso não quer dizer que essas dores serão curadas, mas poderão ser aliviadas. Terapia e o perdão são o melhor caminho. Perdoar ao outro é uma forma de se permitir viver, superar o passado. Vejo que essa tentativa de aproximação de sua mãe é uma forma dela pedir perdão a você. Ela fez parte do processo, e deve sofrer também. Concordo que vocês não são obrigadas a se amar, mas superar as dores do passado é saudável, principalmente para você. Quando você entender tudo isso, talvez você esteja aberta ao perdão, e aliviará a sua mente e o seu coração. Desejo que você tenha oportunidade de resolver esse conflito para se sentir completamente livre. Talvez quando você for mãe, ajude diluir esse sentimento negativo dentro de você. Força! O perdão liberta. Fique bem.

Anônimo disse...

titia, ponha uma coisa na sua cabeça oca: você não tem estofo intelectual para dar opiniões, ou conselhos, sérios sobre nada nessa vida. Você é aquele caso triste da mulher que nasce feia e burra, mas só sabe que é feia por causa do espelho, entretanto desconhece que é burra porque algumas idiotas mais burras que a titia acham graça nas tontices que esta professa. titia, seu caso só o suicídio resolve, tenha coragem.

titia disse...

14:25 nós temos aqui muita empatia sim por pessoas que sofreram de verdade, passaram por situações horríveis e abusos. Mas não temos pena de sofrimento de mascu, que chora por não ter camaros de graça na garagem, um harém de panicats, um emprego público sem precisar de concurso onde pode ganhar muito sem trabalhar e as mulheres não podem ser obrigadas a ficar com ele. Vai cagar no mato.

Mascu das 18:04 sua mais nova fanfic ficou uma bosta. Desista, você não tem o menor talento pra escritor. Vá morrer numa guerra que você ganha mais.

titia disse...

18:49 "Você é feia, burra e cara de mamão porque não abaixa a cabeça pra minha superioridade e se atreve a me dar foras e me botar no meu devido lugar e mostra pra todo mundo como eu sou babaca e infantilóide então vou dizer pra você se matar, que eu te odeio como se você se importasse com isso, e aproveito pra xingar as outras feminazis feias, bobas e cara de mamão que não veneram o meu saco e pisam nos meus sentimentos viris só porque eu sou um misógino babaca."

Ai, gente, não é até fofinho? Dá até vontade de dar um mordedor colorido pra ele!

Anônimo disse...

Lola ou Samantha, por favor, apaguem essa fanfi do mascu sem noção. Essa fanfic pedófila só faz a gente ter mais nojo desses merdas. Por essas e por outras q a anon da anomalia y tem total razão.

TAGHUT disse...

meus merdapais a 1 ano atras ficaram botando terror com o fato de eu querer ser profesor da rede publica, tudo elitista babaca que so porque fio melhor sucedido na vida ficam colocando terror, querem que eu seja um doente mental sustentado por eles a vida toda. meu sonho esta perto de acontecer, eu to perto de terminar a faculdade de matematica e quero dar aual em escola publica mesmo, fazer concurso publico pra isso e dar aula a nivel medio. merdafamilia é um nojo, sempre querem atrasar minha vida mas o que nao mata fortalece, mais revoltado eu fico com esses elitistas burgueses de merda que sao meus merdapais.

Zrs disse...

Querida, vou te falar como antropóloga que pesquisa inúmeras sociedades com diversos outros tipos de formações familiares e vou te dizer: esse tipo de família, nuclear, centrada na figura de uma mãe, um pai e filhxs é um dos grandes problemas na nossa sociedade moderna. Essa configuração familiar tem gerado os inúmeros problemas que depois serão tratados nos divãs e consultórios psiquiátricos. Esse modelo familiar é bem datado, histórico e social.
Outras sociedades possuem esquemas muitos mais interessantes e saudáveis, como, por ex, a criança tendo a referência (e sendo criada) por várias figuras maternas e paternas, o que dá a elas uma rede maior de apoio, uma possibilidade mais ampla de variados modelos de ser, entre outros fatores positivos. Crianças nessas sociedades crescem mais seguras de si, pois mais amparadas. No lado dos pais e mães, o encargo fica mais fácil, mais tranquilo, menos obsessivo.
Na nossa sociedade, tanto a mãe (ou o pai) que bate e não fornece amor, quanto a mãe (ou o pai) que sufoca de amor e proteção, podem causar problemas nos filhxs, e estamos lotados de teorias das Psis para dar conta disso.
O que quero dizer querida, é que o buraco é mais embaixo. A estrutura, o modelo de família é que está com problemas, levará alguns bons séculos de testes para que possamos encontrar um novo modelo de família, para que assim possamos ter indivíduos mais equilibrados, pois do jeito que tá, olha, sem saída.
Bom, óbvio que vc não é obrigada a amar sua mãe, tente tocar a sua vida da melhor forma possível. Mas quer um conselho? Desabafe com sua mãe, diga a ela, se sentir a vontade, o que está entalado em você. Também fui uma criança que apanhou muito, minha mãe tb criou os filhxs com muitas dificuldades. Qdo sai cedo de casa pude, então, ter N conversas francas com ela. Pude entender o sistema, pude desabafar. Carrego traumas dessa época até hoje, mas temos, atualmente, uma ótima relação, muito madura, e acredite, com amor.
Mas, talvez, o seu caminho seja mesmo ir cada vez mais longe. Foi o que meu marido fez. Nunca apanhou, mas a mãe sufocou todos os filhxs, achando que deveria se o centro da vida delxs (entre outras coisas) e elxs não aguentaram. Hoje ela está só, mendigando atenção, muito triste.
Enfim, espero que aches o melhor caminho.

Anônimo disse...

Lolinha, vamos divulgar?

http://apublica.org/2016/04/o-sos-de-l-gravida-do-estupro-maltratada-pela-rede-publica/

E eu queria aproveitar pra fazer um comentário-apelo:

Não digam que o aborto em caso de estupro e risco de vida à gestante é permitido no Brasil. Sério, eu sei que toda a imprensa fala isso, todos os blogs, todos os todos mas NÃO É PERMITIDO. O Código Penal Brasileiro não diz "não é crime" e sim "não se pune", se praticado por médico. As duas situações não são a mesma coisa e eis a prova: fora de São Paulo, é extremamente comum pedirem alvará para mulher que foi estuprada. Alvará, falando de um jeito bem basicão, é uma autorização judicial que, em algumas situações, é dada para você poder fazer uma coisa que, a rigor, a lei não permite. Como sacar dinheiro alheio, por exemplo, e no caso do aborto.

E eu digo fora de São Paulo porque na cidade tem centros muito bons de acolhida para mulheres vítimas de violência sexual, um deles mencionado na matéria. NO mais, a realidade brasileira é essa: meRdicos alegando excusa de consciência, mulher sendo tratada como bandida, pedidos de alvará que só chegam depois das vinte semanas de gravidez (prazo limite para a execução do aborto, muito embora a lei não diga nada a respeito, o que já configura outra ilegalidade), constrangimento ilegal (exigência de B.O., outra coisa que a lei é silente) e demais atrocidades.

Eu vou insistir: não digam que é permitido. Não é. Nenhum aborto, nenhuma hipótese de aborto é permitida no Brasil pelo nosso Código Penal (o entendimento de atipicidade do Supremo diz respeito a fetos anencefálicos somente, o que sequer era necessário, já que se trata de gravidez de risco para a gestante, por conta da exposição dos órgãos internos do feto na cavidade uterina. Sim, isso pode matar. Sim, já estava previsto. Não, não precisava dessa manobra).

titia disse...

Agora você quer me jogar contra a Lola, 19:16? Sorry, nope. Vai fazer um mestrado em chupar pau antes de querer dizer que alguém é um encostado ignorante. Assim sua boca fia ocupada e você aprende a ter diarreia pelo buraco certo.

lola aronovich disse...

Titia querida, nem se dê o trabalho de responder. O mascuzinho acha mesmo que vou publicar comentário chamando alguém de "gorda escrota"? E é o mesmo cara de ontem e de todos os outros dias. A gente apaga o comentário, ele repete até ir dormir. A vida dele é essa, sem exagero.

kajira disse...

Queria até escrever em apoio total a esta moça, tbm odeio minha mãe, não suporto ficar no mesmo ambiente que ela,se tiver que beija lá tenho ânsia de vômito e tenho meus motivos, mas com esse tanto de mascus, de briga nos comentários nem dá vontade de falar. Esses caras poderiam ter os comentários apagados né? E as mulheres poderiam deixar o ego de lado e parar de alimentar os trolls, post da Lola virou praça de guerra e a pessoa, que precisa ser ouvida e acolhida não recebe nada

kajira disse...

Nem acreditei que essa merda não foi apagada, isso aqui tá cada vez mais mal frequentado

Ana Carolina Serrao disse...

Então faça. Cara de atitude e que contribuirá com a educação, fomentando melhorias para o país. Siga seu destino e ignore aqueles que põem empecilhos.
Futuramente fazer um mestrado e continuar a contribuir com a educação e ter maior valorização profissional. Parabéns!

lola aronovich disse...

Qual fanfic de mascu, Kajira? Por favor, diga o horário da postagem, aí eu apago. Às vezes eu deixo escapar alguma porcaria.

lola aronovich disse...

Qual fanfic de mascu, Kajira? Por favor, diga o horário da postagem, aí eu apago. Às vezes eu deixo escapar alguma porcaria.

Anônimo disse...

18:04 apaga Lola apaga. Agora mascuzoide se vc tem Tesao no papi nao tente pegar vostoria da internet e fingir nao assuma que tu gosta.

Regina Falange disse...

Anônimo 18:03 e 18:04

Anônimo disse...

Lola, os comentários de 18:03 e 18:04

lola aronovich disse...

Gente, que horror. Como mascu é uma criatura baixa. Perdão, gente, nem tinha lido os comentários. Agora devidamente apagados.

titia disse...

Kajira a F. teve muito apoio aqui sim. Os primeiros comentários do post são de apoio à F. e eu mesma comentei dando apoio e alguns conselhos à F. antes de começar a trollar os mascus.

lola aronovich disse...

É que minha internet tá um lixo hoje. Falhando o tempo inteiro, desde manhazinha até agora. Não é a primeira vez. A GVT oferecia a melhor internet de Fortaleza. Mas, desde que foi vendida pra Vivo, o serviço desandou. Agora perder a conexão é tão frequente que meu marido, que dá aulas de xadrez também pela internet, teve que cancelar as aulas. Eu perguntei no Twitter como estava a situação, que outra operadora o pessoal recomendava pra Fortaleza, e recebi várias respostas de que a situação tá uma droga em todo o país. E que há planos para piorar ainda mais.

Vicky_ disse...

Nossa, nem consegue terminar de ler o texto, deu vontade de chorar.
Você não é má, longe disso, a sociedade põe uma família de margarina em nossas mentes, fazendo que você se sinta maldosa por se afastar de alguém que lhe fez/faz tanto mal.

Nas últimas postagens tem surgido mais neonazis e sanctos do que nunca... Por que essa gente não volta pro esgoto?

Zrs, esse tema sempre me deixa interessada, quando menor, lia alguns livros que continham famílias diferentes da nuclear patriarcal, por exemplo, no livro "A ilha" de Aldous Huxley, a única pessoa que tinha uma família igual a nossa, padecia dos mesmos males, ao contrário das numerosas, com várias figuras paternas e maternas, o que resulta, na maioria, em crianças com muito amor, visto que ninguém se sobrecarregava.

Óbvio, infelizmente, é inexistente em nossa sociedade, a conta sobra inteiramente para mulheres.

Anônimo disse...

Lola, a situação das Teles está horrível. Sugaram o quanto puderam e se arrebentaram em dívidas.
Não à toa tão metendo goela abaixo franquias de uso da internet como se tem em celulares.
Pesquise sobre a dívida da Oi que vc começa a ter idéia da profundidade do buraco.
E, provavelmente, com o novo ciclo direita/liberal, vão ser vendidas a preço de banana.

Eli disse...

F. Eu tenho uma história parecida, menos pesada mas que ainda assim dói muito, não consigo nem imaginar como é pra vc.

A minha mãe provavelmente tem TOC com limpeza (não é incrível como a gente sempre tenta justificar? Estaríamos em uma síndrome de Estocolmo?) e sempre que ela não estava satisfeita com a casa ou tava cansada de limpar e ficava com raiva ela batia em mim de chinelo com a desculpa de estar me "educando". Eu consigo contar nos dedos as vezes que eu me lembro do meu irmão apanhar dela, só pra provar que aí tem machismo. Além do mais eu ainda apanhava do meu irmão com o consentimento dela, porque eu "merecia".

Eu me sentia injustiçada, com raiva e eu sempre pensava em crescer e me vingar dela. Eu ignorava ela por um longo tempo até ela conseguir me "comprar" com abraços e palavras doces. E tudo se repetia de novo e de novo e de novo...

Todas essas lembranças vieram à tona tbm na terapia. Ficou claro que todos os meus problemas atuais são por causa disso. E eu tbm piorei com a terapia em relação ao ódio que eu sinto dela. Tem vezes que eu gostaria que ela tivesse sido pior porque daí eu não teria dúvidas em odiar ela 100%.

Hoje em dia eu moro sozinha, mas atualmente nosso relacionamento melhorou o suficiente pra eu visitar meus pais nos fins de semana, mas isso também a custo de muito tempo afastada. Também nesse meio tempo meu irmão faleceu então ela tenta se conectar comigo agora.

Eu tbm não consigo perdoar. Perdoar não vai me trazer minha infância de volta e nem resolver os problemas que eu obtive por causa dela. É tanta raiva que a última psicóloga me disse que eu tinha sentido um pouco de alívio quando meu irmão morreu e eu nem ao menos pude contestar porque era verdade. Me pergunto se vou sentir o mesmo quando a minha mãe morrer. Visto de longe nós parecemos não ter problema, mas lá no fundo do meu coração eu trago rancor e mágoa e acho que isso vai continuar pela minha vida.

Tatiana Lambert disse...

Fiz um treinamento de coaching integral sistêmico, e uma das vivências foi "trazer" os pais e perdoá-los. Mesmo fazendo terapia há anos, sigo bloqueada... já ouvi muito as pessoas dizerem que perdoar é um ato consciente, ou seja, vc decide, vai lá e perdoa. Eu não consigo, ou não quero, ou não posso, nem eu sei ao certo. A única coisa que eu sei nessa vida é que eu imponho os limites. Já chega de aceitar tudo, especialmente pelo fato de ser mulher e ter sido "treinada" para isso; não falo com meu pai há tantos anos, que nem meu marido o conhece, só de vista mesmo, de passagem. Para mim, ele é um estranho, e o que restou foi um monte de gavetas emocionais, repletas de remorso e sofrimento causados por ele, e pela minha mãe. De vez em quando, na terapia, eu abro uma das gavetas e tento lidar com o conteúdo, o que nem sempre funciona. Mesmo convivendo esporadicamente com a minha mãe, tb não consigo abraçá-la, beijá-la, e não me imagino dizendo "eu te amo" para ela. Não dá.

Nós, mulheres, precisamos parar de tolerar as coisas que nos fazem mal! Se a sua mãe te faz mal, F., então seja honesta consigo mesma, e diga a ela que não é possível uma convivência nesses termos, mande de volta para o lugar de onde veio.

Anônimo disse...

Você não é má por odiar a sua mãe.Mas entenda que pessoas nascidas até os anos 90, principalmente as de baixa renda, apanhavam muito.Esse era o pensamento da época.Pensamento abominável, porém era aceito por todos.Eu tenho 36 anos, também passei por uma infância difícil.Era raro o dia em que meus irmãos e eu não apanhávamos.
Isso também afetou minha vida de alguma forma.Fui mãe muito cedo, não tive tempo para estudar, trabalhar e tive um marido abusivo, que abusou de mim fisicamente, emocional e mentalmente.
Porém, eu aprendi que a vida é assim, ela é dura e cruel e vc se deixar levar vc vai cair e não levantar mais.Cada vez que ela me joga no chão eu levanto.Para cair novamente de levantar de novo lá frente!
Eu acho que vc deve esquecer o passado e olhar para a frente, para tudo o que conquistou e ainda irá conquistar.Não fique remoendo o que te aconteceu há mais de vinte anos!Isso não te levará a lugar algum e só te deixará pior.Quanto à sua mãe, no momento certo vc irá liberar o perdão que ela precisa.É só deixar as coisas fluirem.
Uma coisa eu volto a dizer, não importa o quanto a vida te machucou e jogou vc no chão.O que importa é você olhar para as feridas e ver que elas cicatrizaram e vc conseguir se colocar de pé depois de tantas pancadas que levou.Você conseguiu se erguer, mas as feridas ainda não cicatrizaram!É a unica coisa que falta para vc ser feliz!E só vc pode fazer isso!

Anônimo disse...


Meu pai sempre fez a linha que não sabia de nada e não via nada, mas minha mãe conseguiu abalar o psicológico de todos os filhos apenas com suas atitudes e palavras.
Ela sempre achou defeitos em todas as pessoas que conhecíamos, amigos, vizinhos, em todos.
E era tão forte o negócio que ela conseguia que acabássemos com amizade, namoros, qualquer relacionamento com qualquer pessoa.
Para ela ninguém prestava, todos tinham muitos defeitos.
Quando eu e meus irmãos entramos na adolescência, foi ficando pior, aí quem não prestava éramos nós.
As brigas eram intensas, quase todos os dias, sobre tudo, um passo para o lado já era motivo de briga.
Quando eu tinha 19 anos tivemos uma briga feia, eu estava no segundo ano de faculdade e meus pais me questionaram se eu ia pra faculdade mesmo ou se eu estava fazendo programas com homens casados. Fiquei pasma com tal acusação.
A partir daquele dia já não os encarava como antes. Passado um tempo eu saí da casa deles e prometi a minha mãe que nunca mais iria voltar.
Já se passaram 8 anos, e nunca mais voltei, não sentia e nem sinto vontade de visitá-los. As vezes eles vem pra SP, mas nosso relacionamento é de pessoas que apenas se conhecem, e não de pais e filha.
Sinto falta, sinto inveja de pessoas que se dão bem com os pais.
O que mais carrego de triste de tudo isso é que acabei herdando o hábito horrível da minha mãe de não conseguir se relacionar com alguém por muito tempo, não tenho amigos, falo com poucas pessoas que trabalham comigo, sou muito fechada, não consigo confiar nas pessoas, estou sempre me policiando em tudo que eu faço, falo, tenho medo que qualquer coisa possa ser usada contra mim.
É difícil, bem difícil mesmo, não sei quanto tempo essa ferida vai demorar para cicatrizar.

Zrs disse...

Vick disse:
"Zrs, esse tema sempre me deixa interessada, quando menor, lia alguns livros que continham famílias diferentes da nuclear patriarcal, por exemplo, no livro "A ilha" de Aldous Huxley, a única pessoa que tinha uma família igual a nossa, padecia dos mesmos males, ao contrário das numerosas, com várias figuras paternas e maternas, o que resulta, na maioria, em crianças com muito amor, visto que ninguém se sobrecarregava."

Pois é Vick, o buraco é mais embaixo mesmo. Esse modelo de família nuclear (e cada vez mais nuclear) está com problemas: a mãe ama e educa, filhx cresce com traumas e limitações (fui sufocadx, não vi as durezas da vida, me sinto presx, etc, etc), a mãe bate e dá limites, os filhxs crescem com traumas e limitações. Em outras sociedades, com outros modelos familiares, esses traumas ou distúrbios que conhecemos (depressão, ansiedade, etc) são quase inexistentes. Enfim, agora as pessoas estão fazendo novos testes, novos arranjos familiares para ver o que pode ser mais saudável, mas creio que levará uns bons séculos (se não destruirmos o planeta, o que é bem possível) para termos um novo arranjo mais saudável, até lá continuaremos assim, com pesssoas (de ambos os lados, filhxs e pais) sobrecarregados e cheios de traumas.

Marix disse...

F. querida, sinto muito por tudo o que você passou. Não se sinta a pior pessoa do mundo por, neste momento da sua vida, se sentir assim em relação a sua mãe. Leia sobre "relacionamentos tóxicos" (acho que até já teve post aqui na Lola sobre isso) e verá que não está sozinha, que não é a única que tem esse tipo de sentimento em relação a um dos pais. Vou de dar uns conselhos que talvez possam te ajudar:
1) (esse foi minha mãe que deu): quer arruinar seu casamento? Coloque uma terceira pessoa que não seja seu filho morando no lar conjugal. Não importa se é mãe, se é pai, irmã ou melhor amiga. Mesmo que vc é sua mãe fossem melhores amiga, o fato dela morar com voces iria desgastar a vida e a intimidade do casal.
2) Talvez ajude se vc entender que quem está com raiva não é a F. adulta, batalhadora, independente, mas F. criança, a criança frágil, humilhada, violentada, envergonhada. Isso ocorre pq a F.criança está vendo essa senhora de 63 anos ainda como a mãe que fora na infância. Às vezes é impossível, as vezes nesses casos a dor é tão grande que não tem mais volta, que não há como recuperar nada. As vezes a vida pode nos surpreender com um desfecho diferente. Nesse sentido, se vc sentir que isso não será uma violência contra ti, seria interessante tentar ver as coisas tal como elas são hoje: você e sua mãe são iguais, são duas mulheres adultas, batalhadoras, duas mulheres que sofreram violência e humilhações graves na infância, violência essa cometida pela mãe de cada uma de vcs. Sua mãe parece muito, muito arrependida de ter descontado toda a raiva delas em vocês, talvez tentar tr agradar seja a forma dela mostrar o arrependimento r pedir perdão.

Daniela disse...

Zrs, muito interessante o seu comentário sobre os arranjos familiares não nucleares. Também tenho interesse nesse assunto. Poderia me dar algum exemplo de sociedade que funcione desse modo ou alguma indicação de bibliografia? Essas sociedades são contemporâneas ou do passado? Desculpe pela ignorância. Obrigada!

Zrs disse...

Oi Daniela,
Existem vários modelos de família que funcionam com outros arranjos em diversas partes do planeta, e não precisamos ir muito longe, aqui no Brasil temos 305 povos indígenas (com diferentes culturas, idiomas, etc.) que se utilizam, hoje, de outros arranjos familiares que não, exclusivamente, a sufocante família nuclear. Em geral, eles contam com o princípio da família extensa, que propicia um aporte melhor para todxs. Foi uma opção dessas sociedades: investir mais nas relações pessoais/familiares do que no incremento tecnológico. A revolução industrial, o crescimento tecnológico, nos trouxe muita coisa bacana, mas tb perdemos muita coisa (acreditamos, um dia, que a tecnologia nos daria mais tempo para investir nas relações pessoais/familiares, no lazer, etc.), ledo engano, né? Sem falar na gravíssima destruição ambiental produzida pelo nosso modo de vida, matando tudo e todos.
Bom, são inúmeros os estudos sobre o parentesco e os diferentes arranjos familiares. No caso dos povos indígenas no Brasil, posso citar o site do ISA, tem um link “Povos Indígenas” que lista, em verbetes, características e bibliografias sobre esses povos.
Um texto clássico na antropologia, e gostoso de ler, é o estudo da antropóloga Margareth Mead sobre a Adolescência em Samoa (livro: “adolescência, sexo e cultura em Samoa”), em que ela desmistifica, e isso na década de 20, aquele velho lenga-lenga da “problemática” dos adolescentes ("são os hormônios”!!). Ela mostra como a criação dentro do povo Samoa, com uma forma específica de parentesco e arranjo familiar, proporciona uma adolescência sem os grandes problemas enfrentados na época ( e creio que até hoje) pela sociedade norte-americana. Vale a pena a leitura.

Anônimo disse...

Não entendi porque negar ajuda a uma pessoa que literalmente torturou a própria filha não é uma opção.
Tem que negar mesmo, pessoas tóxicas precisam ser afastadas.
"Como poderia dizer não?"
Dizendo não, se afastando dessa cultura brasileira que "mãe é mãe" e "pai é pai" acima de tudo, e sabendo separar quem é bom de quem é ruim.

Daniela disse...

Olá Zrs,

Muito obrigada pela resposta e pelas indicações de leitura. Com certeza vou procurá-las. Infelizmente, do modo que a nossa sociedade é estruturada hoje e já há tanto tempo, creio que seja muito difícil que algum modelo diferente do que temos atualmente em termos de família possa vigorar a médio prazo, pelo menos (vide questões sobre pátrio poder, guarda, herança, etc). Se bem que a justiça tem aberto brechas animadoras, ainda que incipientes, como por exemplo nos casos de autorização para união estável entre três ou mais pessoas, os chamados "trisais". Pode ser um começo...

Anônimo disse...

Saiba que você não está sozinha! Parece que fui eu ou a minha irmã gêmea quem escreveu esse texto. Eu ainda tentei por diversas vezes perdoar a minha mãe, tentar compreender, já a minha irmã afirma até hoje que se ela se for, nenhuma lágrima vai cair, e eu a entendo e não julgo. Até acredito que possa ser por isso que ela não sinta a mínima vontade de ser mãe. Ou não. Enfim. Mas você não é mesmo a pior pessoa do mundo, saiba disso. Fiz questão de comentar aqui pra você saber e ficar bem. Um abraço bem apertado de quem entende tudo isso, por ter passado também. :)

F disse...

Gente, aqui é a F. Cheguei do trabalho agora e me deparei com o post da Lola, bem como com as experiências e comentários de vocês. Obrigada, de coração. Me fez muito bem...
Eu decidi não ter filhos já tem alguns anos. Não me imagino dando a vida a outro ser humano ou criando uma criança, uma menina que seja. Sinto que não conseguiria dar amor a outro ser. Vai que eu me torno uma mãe violenta, agressiva... Me vejo fazendo tudo isso. Me sinto capaz de agredir, se me dessem oportunidade.
Costumo dizer que todo o meu instinto maternal vai para os meus alunos e alunas, todos adolescentes. É gratificante inspirar, ajudar, fazer meninos e meninas virarem pessoas melhores. Tenho o grupinho de alunas feministas que sempre estão à minha volta, e essa é uma das coisas mais lindas que poderiam me acontecer.
Formamos grupos de conscientização de meninas, campanhas pelos direitos das mulheres e de divulgação de projetos. Muitas contam coisas para mim o que não têm a mínima coragem de contar para os pais, e é bom ter essa relação. Já conversei com muitas meninas aos prantos, e sempre recebo relatos de como o feminismo mudou suas vidas. Eu, que só aprendi a ser feminista depois dos 20, rs...
Realmente percebo que não preciso me martirizar por ser distante da minha mãe, por me sentir inferior ou por ter sempre uma palavra dura na ponta da língua para uma senhorinha que hoje (e apenas hoje) se parece apenas com uma vovó boazinha, mas nem sempre consigo. E é isso que me mata aos poucos. Como alguém disse acima, só da gente saber que não está sozinha nessa, já nos dá mais força para continuar.
Obrigada a todas... E Lola, você é uma bênção na vida de todas nós. Força sempre.
Usei diversos posts seus para debater feminismo em sala de aula. Você nos fortalece e inspira!

Cecilia W. disse...

Lendo a história da F, vi a história da minha mãe. Minha avó era bipolar. Minha mãe filha única, e numa época onde não existia diagnóstico psiquiátrico e nem medicação (minha avó era de 1927, e minha mãe é de 1947).
Essa relação sempre foi muito, mas muito complicada. Mas sem agressões físicas. Como avó, ela era legal, a pesar de meio esquisita. Meu avô era um cara bem divertido.
Minha mãe também nunca conseguiu perdoar a minha avó. Mas conseguiu entender o que se passava, e ter alguma paz quando foi orientada por um psiquiatra a procurar uma ONG, chamada Fênix, de auto ajuda tanto para os portadores de transtornos psiquiátricos quanto para os familiares (em grupos separados). E foi um divisor de águas na vida dela, um alívio, uma libertação. Lembro dela chegar em casa dizendo: eu não estou sozinha, esse comportamento não é só comigo, é um padrão do quadro dela.
Ela se sentiu acolhida de tal forma, que começou a trabalhar na ONG.
Eu só quero que a F saiba que ela não está sozinha, de maneira nenhuma. A criação da minha mãe, por uma mãe bipolar teve alguns reflexos na minha criação e na das minhas irmãs. Algumas atitudes dela eu entendo que são reflexo de como ela foi criada, porque ela só conhece daquele jeito.
Mas minha mãe é uma mãe incrível, e uma mulher forte, linda, companheira.
Respeito a decisão da F de não ter filhos, aliás, apoio totalmente. Só não acho justo que ela pense que ela mesma seria uma mãe terrível, afinal ela tem esse entendimento todo da história dela e pode sim virar esse jogo. Minha mãe virou!!!
Um beijo grande F, e muita força para você. Você é de uma força incrível!
http://fenix.org.br/

Zrs disse...

Então Daniela, como te falei, acho mesmo que vai levar um longo tempo para outros arranjos familiares na nossa sociedade, muitas águas irão rolar até que possamos encontrar um eixo saudável. Olhar exemplos de outras sociedades é interessante para que possamos enxergar que nós não precisamos padecer de tantos traumas, angústias, dramas e/ou trasntornos psíquicos como passamos atualmente (criando com apego ou sem apego); existem outros modelos, outros mundos são possíveis. Mas é aquilo, tanta coisas envolvida. Enquanto isso teremos ainda muitas tentativas, erros, acertos e traumas pelo caminho, enfim, cada escolha social é um caminho que se trilha, com coisas boas e coisas ruins. Oxalá teremos um norte um dia.

Zrs disse...

F

Você realmente não está só, os exemplos são incontáveis, mas são mais estruturais que problemas de um ou outro indíviduo. Que você possa escrever uma nova história F, com muito autoconhecimento e libertação. Abs.

Nádia disse...

Me identifiquei muito com a história. Não que minha mãe tenha me batido, mas ela não era de me abraçar, deixava bem explícito pra mim que não me achava bonita, porque tenho traços nordestinos e ela era loira, e ela elogiava bastante minhas amigas com os mesmos traços. Ela também não ligava pros presentes que eu dava pra ela, uma vez eu fiz flores de papel com minhas amigas e ela só foi querer quando a amiga dela elogiou. O problema não é só comigo, ela fazia jogos com o meu pai, falava pras amigas q ele não dava nada pra ela. Ela faleceu a uns 5 anos e hoje sinto muita falta, apesar de achar que às vezes que tô melhor.

Anônimo disse...

F.,

Minha história é parecida. Minha mãe também sofreu nas mãos da mãe dela, que foi dada em casamento ao meu avô quando ainda era uma adolescente. E minha mãe casou com meu pai por amor, mas houve alguma coisa no meio do caminho que fez com que eu, a única filha desse casamento, não fosse amada. Eu só recebia elogios da minha tia, e quando ela falava para os outros sobre o quanto eu era inteligente e boa aluna, aí sim minha mãe e meu pai se pronunciavam, colhendo os louros da boa criação. Meu pai era simplesmente distante. Ele sempre deixou claro que queria um filho homem. Minha mãe dizia que sempre quis uma menina, mas isso não a impedia de me bater e acusar por nada. Uma vez, eu apanhei porque meu pai havia tirado um porta-joia da minha mãe do lugar. Ele que fez, eu que apanhei.

Também descontei tudo em comida, e hoje sou semi-obesa. Na verdade, desde a infância. Fui uma criança magrelinha que fazia balé, mas aos dez anos, comecei a engordar. Fui chamada de gorda, de horrível, deformada, feia, ouvi que nenhum homem jamais ia me querer, que eu ia morrer seca, porque gente como eu nem seria capaz de gerar um filho. Meu pai se divorciou da minha mãe quando eu tinha 12 anos, e só o vi uma vez a cada ano. Até os 19, quando ele me procurou pra me forçar a assinar um papel abrindo mão da minha pensão - a qual eu ainda tinha direito por estar na faculdade - , sob a ameaça de tirar a nossa casa. Assinei, vivi o inferno com minha mãe, que me culpou por tudo, mas não se deu ao trabalho de questionar isso na justiça - porque ele era juiz - e nunca mais o vi. Hoje, tenho 30 anos. Vivo em outra cidade bem longe dela, e suponho que dele também, pois imagino que continua no mesmo local de antes. Meus avós, tios e primos paternos cortaram relações comigo. Foi solitário. Não havia irmãos para dividir o peso. Não havia ninguém. Só minha tia. Que morreu há 3 anos.

Fiz terapia por um tempo, mas sinceramente, não consegui aguentar reviver isso o tempo todo. Talvez eu ainda não esteja pronta. Sou casada, trabalho, ganho meu dinheiro, tenho 30 anos, e sinto que falta uma parte da minha vida. Hoje, minha relação com minha mãe é formal. Converso com ela pela internet, por telefone, quase como se conversasse com uma senhora desconhecida com quem quero ser gentil. Mais nada. Mas ainda me ressinto de não ter sido amada e querida por alguém que todos dizem que deveria ser a pessoa que daria a vida por mim. Ainda falta um pedaço da minha história. Mas eu vou conseguir preencher. E vc também.

Talvez o amor que a gente sinta falta de receber deva ser preenchido pelo amor que está preso na gente e que não conseguimos dar. Talvez seja a nossa reserva de amor, que deve ser direcionado a nós mesmas. Não sei. Mas não é justo que o desamor da infância seja o caminho que a gente continue trilhando na vida adulta.

Alguma coisa de bom, de muito bom, deve estar reservada para pessoas como nós. Não acredito que sejamos más. Apenas reagimos da maneira que conseguimos. E ninguém deve ser culpado por não amar em legítima defesa.

Vamos ficar bem. Você, eu e todos que partilham dessa história.

Beijos,

S.

Renata disse...

Oi, F.!

Sinto muito por tudo o que você passou... não consigo nem começar a imaginar como é.

Mas uma coisa eu posso te dizer: nós não temos controle sobre nossos sentimentos, emoções e pensamentos. Nós só temos controle sobre nossas ações. Não se sinta culpada por não se sentir da forma como você pensa que deveria. Apenas aja de acordo com sua consciência. Como a Lola disse: você não deve desrespeitar sua mãe, se vingar dela, deixar de ajudá-la, se ela precisar, etc. Mas amá-la ou odiá-la está fora de seu controle, então não é responsabilidade sua. Não se cobre quanto a isso.

Um abraço apertado,

Renata

Iara De Dupont disse...

Eu canso de falar sobre isso, más pessoas também envelhecem, a velhice não canoniza ninguém, e não somos obrigados a conviver com alguém que fez da nossa vida um inferno. Nós, mulheres, ainda estamos presas a essas regras sociais de segurar a barra de toda a família e de cuidar dos idosos, os homens não fazem nada, ninguém pede nada a eles. Quando meu pai ficou doente as enfermeiras falavam comigo, ignoravam meu irmão como se eu fosse a única responsável. Enfim, a vida é uma só e ninguém está obrigado a conviver com uma mãe que foi cruel, muito fofo dizer ''mas é a mãe dela'', é? E eu me pergunto, onde estava essa mãe fofa na hora de bater em uma criança? Não tenho dó de quem judia de criança e velhice em gente ruim não me comove, eu se fosse a moça já tinha tirado a mãe de casa.....

Ana Paula disse...

Seu relato partiu meu coração. Sou mãe de duas meninas, uma de 4 e outra de 1 ano... E o que toda criança precisa é de amor e limite. Somente isso. Não se culpe por não amar sua mãe. Como amar alguém que deveria te dar suporte, colo, proteção e ensinamentos, mas te machucou profundamente? Como confiar? Talvez um dia será necessário você se abrir com ela, mostrar toda a mágoa e os traumas que cresceram com você. Mas, acima de tudo, é necessário acolher a criança que você foi. Não fuja dela. A encare, dê colo e amor.
Eu como mãe, penso que que sua mãe sabe dos erros que cometeu. Creio que agora, mais madura, sabe que te machucou. Não sei se ela reconhece os erros, mas tenha certeza que ela também não esquece do que fez para você e sua irmã.
Não sei se tem intenção de ter filhos, mas se tiver, saiba que é algo transformador em muito sentidos e, fatalmente, você terá de lidar com muitas questões que ficaram na sombra. Muitas vezes você se verá na sua mãe. Você se revoltará com ela novamente. Este lado da maternidade ninguém fala.
Por enquanto, se fortaleça. Acho que nem é questão de perdoar sua mãe, mas de se fortalecer para poder encará-la e mostrá-la que diante de tanta opressão você venceu. Você é uma vencedora.

Lia disse...

Olá, seu relato é de partir o coração. Sinto muito. Você é uma guerreira! Participei da constelação familiar e indicaria muito para você. Procure saber mais, eu acredito que pode te ajudar demais, como me ajudou a me libertar. bj

Anônimo disse...

Obrigada, F.,obrigada Lola

Anônimo disse...

Oi Lola, tudo bem? Será que você poderia me explicar melhor essa questão de 'obrigações de filha' porque não ficou claro. Como é definido essa 'obrigação de filha'?
Por quê dela deveria se sentir em alguma obrigação com alguém que foi tão nefasto a vida toda com ela?
Essa coisa de 'obrigação de filha' não seria um pensamento tradicional imposto, que nos obriga a ser responsáveis por pessoas com quem não temos nenhuma boa ligação afetiva, apenas de ódio, o resultado do DNA e o sobrenome?
Essa 'obrigação de filha' seria como naqueles casos em que as pessoas dizem que a filha caçula ou solteira é que têm que cuidar dos pais idosos?
Quando você menciona a 'obrigação de filha' eu me lembro de todas as críticas que costumamos fazer às pessoas que colocam filhos no mundo para cuidar delas na velhice. Acabam impondo uma 'obrigação de filho' que na real não existe.
O que nos obriga a cuidar na velhice de pessoas que nos infligiram violência física e psicológica?
Me ajuda a entender aqui o seu pensamento com a expressão 'obrigação de filha', porque ficou vago o que nos obriga a fazer qualquer coisa por mães e pais que nos infligiram violências ao longo da vida.
Beijos.

Anônimo disse...

É a primeira vez na minha vida que tenho coragem de colocar para fora o que sinto em relação a essa mulher horrorosa que tenho como "mãe". Ainda que seja de forma anônima num blog, é um desabafo que a culpa jamais me deixou fazer. Por que a pessoa é tão mau caráter, manipuladora e dissimulada que convence qualquer um de que é uma coitadinha e eu uma bruxa má. Mora com o marido em minha casa, que meu pai me deu. Não consegue esconder a cara de decepção toda vez que eu conquisto algo importante. Fofoqueira, mentirosa, ama viver cercada por gente medíocre igual a ela. Quando eu era criança vivia aterrorizada sob pressão por que tinha que ser simplesmente perfeita. Um passo em falso e eu era "merecedora de seu desprezo", como ela mesmo dizia ao me torturar psicologicamente e passar dias sem me dirigir a palavra. Ha alguns anos, eu a levei a força para um internamento psiquiátrico quando estava as vias da fatalidade (o marido não suportou e a deixou). Toda a família dela virou as costas, disseram que não tinham nada a ver com isso. Hoje, ela diz para as irmãs amadas (as mesmas que estavam deixando ela morrer) que jamais me perdoará por ter feito isso com ela. Só está viva por que eu intervi e ainda acha que preciso de seu perdão. Sustenta meu irmão casado e família dele, mas me ridiculariza por que não tenho marido (ainda que eu seja independente financeiramente, solteira por opção e more no imóvel que ganhei de meu pai, que ela que não tem onde cair morta divide comigo). Os olhos não escondem a inveja toda vez que alguém elogia minha aparência física. Passou anos alimentando intrigas entre eu e meu irmão. Só parou quando nós dois combinamos que não brigaríamos de novo por causa dela. Nunca me fez um elogio e sequer comentou com alguém sobre minhas aprovações em vestibulares e concursos públicos concorridos. Diz pelas minhas costas que sou mal amada, frustrada e por aí vai. Esconde comida dentro do guarda-roupas. Grosseira, ignorante, falsa moralista. Dormia até com maridos de amigas, mas qualquer mulher é vagabunda. Tenho tanto nojo que nem disfarço. A algumas semanas decidi que não tenho que fingir que gosto dela. Não vou sair da minha casa por causa dela. Parei de cair em provocações, não falo mais nada da minha vida pra ela. Parei de me sentir culpada por isso. Acho um absurdo essa "santificação da maternidade". Qualquer cretina pode parir um filho pra atormentar a vida pra sempre, não vejo nenhum mérito nisso.

Anônimo disse...

Não sei que fim teve sua história, não te julgo pelo que escolheu... Mas digo que jamais moraria com ela. Jamais. Seria um sacrifício enorme pra uma pessoa que definitivamente não merece. As pessoas costumam se arrepender e ficarem gentis na velhice até pq elas têm medo de morrerem sozinhas, mas isso não apaga todo o estrago que ela fez na sua vida. Ela poderia ter feito qualquer coisa, menos ter sido tão cruel em descontar em crianças as frustrações da vida dela. É muito fácil se arrepender agora. Você pode até perdoar, mas morar junta? Nem pensar.

Ana disse...

Dizem q odiar a mãe é coisa de adolescente rebelde, q quando chegasse a fase adulta e fosse mãe também eu passaria a entende-la e gostar, pois bem, tenho 26 anos, sou mãe e ainda detesto ela. Não dá nem para contar os motivos aqui.

Anônimo disse...

Difícil mesmo toda essa situação.No meu caso,não foi somente minha mãe que me foi cruel,mas a família inteira.Primeiramente minha mãe realmente era uma péssima pessoal:dissimulada,interesseira e meu pai,um alcoolatra inútil. Fui morar com a família do meu pai,por decisão própria , ainda na infância,mas eles sempre me comparavam a ela e diziam coisas terríveis, mas eu sempre tive muita força, que não sabia de onde vinha,e revidava.Desprezo todos e não ajudou nenhum,não acho que mereçam meu apoio,sempre os quero por longe e cortei a ligação com todos.Estou mil vezes melhor.Não sou obrigada a aturar gente desprezíve e você não é obrigada nem a olhar na cara dela,quanto mais aturá -lá em casa. Não odeie pq isso vai te fazer mal,mas tb não ache que deva amar,nem respeitar:gente insuportável só merece nosso desprezo.

Anônimo disse...

Falou tudo, eu sou filha de mae narcisista e somente com muita literatura em inglês consegui entender minha condição. Meu abuso nunca foi físico, porém emocional e infindável - aliás parece até que foi aumentando com o tempo, conforme eu fui ficando adulta e virando alguém que minha mãe provavelmente vê como competição.

À autora da carta, eu sugiro que leia algum livro da Alice Miller, talvez "O corpo fala" seria o mais indicado. Amor é algo que se constroi, na relação do dia a dia. A sua mãe não só não construiu amor, como construiu ódio. Teria sido melhor que ela as tivesse abandonado ao léu, em vez de espancado tanto. O copo na cabeça foi terrível, meu filho de 6 anos quando bate a cabeça em qualquer lugar acho super preocupante, com cabeça não se brinca. Como pode uma mãe bater de propósito na cabeça da filha? Não interessa se ela é doente ou não: o que interessa é que ela foi na realidade um risco à sua vida e é esse instinto em você que mostra que seguro mesmo é estar longe dela.
Obedeça seu instinto e vá viver sua vida. Ainda que sua mãe tivesse sido maravilhosa, vc nao deve nada a ela. As pessoas têm filhos pq querem, e eu digo isso com conviccao de quem eh mae. Meus filhos nao me devem nada, eu os tive porque EU quis. A vida deles é DELES, pra ser vivida por eles da melhor forma que eles acharem, e se essa forma for sem mim, eu nunca vou achar q eles estao sendo injustos porque eu os amo e os quero ver felizes.

Ultima coisa: nao caia nessa de "perdoar" os pais. Isso nao existe. Nao cabe aos filhos perdoar os pais, nao eh a posicao deles (se quiser saber mais sobre isso, leia sobre constelacao famiiar). Alem disso, perdoar nao eh continuar convivendo. Vc pode ter um ex amigo q perdoou (nao deseja o mal dele, nao sente mais raiva etc), mas q nao tem o minimo interesse de manter uma relacao pq sabe q ele eh problematico, abusivo.

Anônimo disse...

Eu tive princípio de anorexia só para agradar minha mãe. Tenho 1,74 e pesava 68kgs. Nunca saía de casa e era chamada de gorda. Só dentro. Até porque nem era. Minha mãe dizia que eu era gorda, feia, que nenhum homem ía me querer (se quer sou hetero). Passei a fazer dieta com 17 anos e meu menor peso foi 56kgs. Um dia, esquelética de tao magra, desmaiei no trabalho e fui atendida num pronto socorro. Como era menor minha mãe foi chamada e compareceu. Expliquei minha situação pra médica e ela deu um esporro feio na minha mãe. Aquela médica foi a única pessoa que me defendeu da dissimulação da minha mãe.

Esse foi o caso mais notável, mas nosso histórico de relacionamento inclui várias agressões. Quando eu era criança minha mae penteava meu cabelo, que é crepo (sou filha de pai negro e mae branca), arrancando ele por falta de paciencia. Puxava violentamente os fios até arrancá-los, fazia uma bolo e esfregava o cabelo na minha cara. Minha mãe~já me deu uma surra de cinta quando desenhei um casal dando beijo na boca e me proibiu de manter amizade com minha melhor amiga do fundamental para que eu nao fosse lésbica (não conseguiu, maldita).

ODEIO ela. Desde a infancia. Ela é meu algoz.

Christina Stockler Reis disse...

Gostei de sua resposta