segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

INSULTOS POLITICAMENTE CORRETOS PARA USAR CONTRA AS MULHERES

Na última terça, por ocasião do Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres, perguntei aos meus leitores o que eles faziam para combater a violência. E uma das perguntas que fiz foi se eles já abandonaram termos que condenam a sexualidade feminina (vagaba, vadia, piranha, galinha etc). Um leitor, o Ramon, me escreveu com uma provocação: “Você acabou de esgotar o meu vocabulário. Então qual é o termo ofensivo politicamente correto para se referir a mulheres? E nem venha com o papo de 'você não deve usar termos ofensivos' porque eu não sou perfeito. Eu me estresso, uso termos de baixo calão, cometo erros, desconto minhas frustrações em outras pessoas, grito e, evidentemente, xingo. Portanto, como doutora em Letras, você sabe muito bem que a língua precisa refletir essa realidade e se adequar aos mais diversos usos, o que inclui os ofensivos, naturalmente”.
Bom, não sei como ser doutora em Literatura em Língua Inglesa pode me tornar expert em ofender mulheres sem incorrer no politicamente incorreto. Por não usar palavrões (não gosto, nunca usei; o máximo que me permito é escrotossauro, que acho que eu mesma inventei, e que é lúdico, lembra um tipo de dinossauro), sempre me faltou vocabulário pra insultar. Sou uma pessoa bastante calma e que só muito raramente perde a cabeça. Portanto, é difícil eu ter que recorrer a ofensas. Quando eu dirigia (desde que cheguei a Fortaleza ainda não me arrisquei, porque o pessoal parece dirigir ainda pior que em Santa Catarina, e buzina demais), aí sim, muitas vezes ficava com raiva e precisava xingar. O trânsito é obviamente um lugar de estresse (por isso, evite dirigir). Hoje ando pro trabalho, o que reduz drasticamente situações de nervosismo. Eu diria que a maior necessidade que tenho de adotar insultos atualmente é com trolls da internet. Porém, o melhor que se pode fazer é não alimentar os trolls e não lhes direcionar a palavra (mas isso não fará com que eles vão embora).
Acho que o Ramon mencionou em algum outro lugar que precisava de vocabulário ofensivo pra se referir à chefa ou à moça que deixa as calcinhas penduradas no banheiro. Pô, que oportunidade você tem de ver calcinhas molhadas senão na sua própria casa? Se isso te incomoda tanto (e não deveria), fale com a pessoa e tente resolver o problema. Quanto à chefa, duvido que você queira termos ofensivos para falar com ela. Imagino que seja pra falar dela, para criar uma espécie de camaradagem com seus outros colegas. Cuidado. Sua chefa pode ouvir, ou esses insultos podem chegar a ela. Lembre-se que violência verbal também é violência. Se você quer viver num mundo de paz, deve também tentar controlar esses ímpetos. Por isso que existem cursos de controle da raiva. Você consegue visualizar um monge tibetano gritando com alguém? Avalie o quanto você realmente precisa perder a calma, e com quem você se enerva com mais frequência. Se de repente você for mais nervosinho com mulheres, aí Houston, we've got a problem. Reflita um pouco, e tente descobrir o que te faz se indignar mais conosco.
Mas concordo que às vezes queremos devolver um insulto, e precisamos de vocabulário. Nessas horas é bom tratar de insultar aquela pessoa, sem ser necessário insultar todas as mulheres, ou os negros, ou os gays. Sugiro qualquer termo que seja unissex. Por exemplo, eu nunca uso expressões exclusivamente ofensivas aos homens, como corno e brocha (que ninguém sabe se é com x ou com ch mesmo). Se não existe piranho, não chame uma mulher de piranha. Aliás, não faça qualquer referência à sexualidade da mulher que você quer insultar, porque nessa instância você sempre estará sendo machista (e isso vai do vagabunda ao mal-amada). Outro dia alguns rapazes no Twitter vieram me dizer que chamar uma mulher de vadia não é machista. É mesmo? É o quê, então? Uma expressão carinhosa? Vamos aceitar a realidade: é machista vigiar e punir a sexualidade feminina, enquanto se celebra a masculina. Ponto. Logo, apague as referências sexuais.
Termos referentes à aparência da mulher tampouco são bem vistos, porque vivemos num mundo em que as mulheres têm de ser lindas e jovens sempre, enquanto o homem será valorizado por outras dezenas de qualidades. Novamente, se o termo não tem versão masculina, não o use. Mocreio e barango existem? Não. Então não use mocreia nem baranga. Gorda é muito turma da Mônica pro meu gosto. Lógico, gordo existe, mas num mundo que prioriza a aparência física pra mulheres, ser gorda é muito mais mal recebido que ser gordo. Por sinal, gorda deve ser dos insultos que mais ouço. Mas é de uma preguiça abismal. Ué, dizer que eu sou gorda é uma mera constatação. Eu sei que sou gorda, a diferença é que não acho isso assim tão terrível. Esses dias um mascu me disse que eu deveria procurar uma academia. Eu respondi: “Obrigada pela sua sugestão, mas já estou na academia. Sou doutora, sabe? Opa, não era dessa academia que você estava falando? O quê, você só conhece uma?!”.
Burra pode ser uma solução, mas tenho reservas éticas em usar animais como se fossem ofensas. Na realidade, burro e jumento, os animais, são muito mais inteligentes que os trolls. É incrível como usamos nossos animais para insultar outros humanos. Isso diz muito sobre o que pensamos dos animais, e é totalmente injusto. Passa uma visão especista do mundo.
Histérica e irracional são termos inadequados, ainda que possam ser usados pra homens. Isso porque essas expressões foram historicamente usadas pra rebaixar a mulher, com o aval da ciência, que sempre é ideológica. A própria origem da palavra já aponta a quem se refere o adjetivo. Hystera é útero em grego. Até o século 17, histeria estava associado apenas a distúrbios no útero. Inclusive, um indicativo de uma sociedade misógina é que fases comuns a tantas mulheres sejam vilipendiadas. “Você está de TPM”, “sua velha!”, “você está na menopausa” são utilizados para insultar. Mas pense bem: deveriam?
Mesmo com todas essas restrições, ainda sobra muita coisa. Chame uma mulher do mesmo que você chamaria um homem se você quer ofender: babaca, ridícula, maldita, cretina, idiota, imbecil (algumas pessoas consideram essas três últimas palavras capacitistas, tanto quanto retardada). Ah, aproveite e risque do seu vocabulário termos como doentes mentais, retardado, mongol, autista etc. Isso não por respeito às mulheres, mas pelas pessoas que têm problemas mentais de verdade e não merecem ter suas dificuldades usadas como insulto.
Linguagem é algo que se adquire. Temos o poder de moldá-la aos nossos tempos. Ninguém disse que ser politicamente correto seria fácil, mas é possível. Pra mim é um aprendizado constante.

166 comentários:

Relicário disse...

"Ninguém disse que ser politicamente correto seria fácil, mas é possível. Pra mim é um aprendizado constante."

Pra mim também...

Débora disse...

Adorei a ultima frase Lola, beijo.

Beatriz disse...

Excelente post sobre CIVILIDADE. É só aprender e cair na sociedade sem medo de ser feliz gentchy

Alex disse...

Ser politicamente correto realmente é muito difícil às vezes. Na Veja desta semana saiu uma reportagem sobre as mulheres que vêm investindo na inseminação artificial. Mulheres que, por causa da carreira, adiam a maternidade pra o final do período fértil, não têm parceiro fixo e acabam recorrendo a bancos de sêmen pra realizar o desejo de ser mãe. Embora não seja intenção da reportagem falar sobre racismo, que é uma das facetas mais incômodas do politicamente incorreto, ela acaba tocando no assunto. As mães independentes escolhem o esperma principalmente de homens brancos, altos, magros e com cabelos e olhos claros. Até mesmo a enfermeira negra e gordinha que mora no Rio, na hora de escolher o genitor do seu filho, escolheu a genética de um homem branco, 1,89m de altura e olhos verdes, o tipo de cara por quem ela se apaixonaria (palavras dela, segundo o texto da revista) (talvez, por "gosto pessoal", esse mesmo homem não se apaixonasse por ela por ela ser negra e estar gordinha...). Segundo a reportagem, o gosto pela genética do homem branco, alto e magro (o estereótipo do homem bonito) é tão grande que esse "material" anda em falta nas clínicas de inseminação artificial. Fiquei imaginando o sucesso que aquele terrorista norueguês (branco, alto, olhos claros...) faria numa clínica dessas. Pois é. O politicamente correto às vezes impõe saias justas às pessoas. A maioria das suas leitoras, se tivessem vontade de fazer inseminação artificial, escolheriam um doador negro? Poderia ser um Denzel Washington ou um Will Smith, dois negros bonitos, altos, magros, atléticos. Gordo, baixinho e careca acho que nem pensar, não importa a cor da pele. Será que é só questão de gosto pessoal também, como vivem dizendo os mascus?

Marcel disse...

eu costuma usar "DESGRAÇADA" :]

Isabela disse...

Vale pras mulheres também né, pq o que tem de mulher chamando a outra de "vadia", "piranha" e "vagabunda" não tá escrito!

Majô disse...

eu acho a resposta simples: foque na SITUAÇÃO e não no gênero.

por exemplo: quem deixa a calcinha jogada no chão não é puta, nem vadia. é porca, nojenta.

achar q a única forma de ofender alguém é apelar para a sexualidade é irracional.

Rose disse...

"Ameba das pernas trêmulas".Costumo dizer isso com quem me irrita, é bobo, biologicamente impossível e não tem gênero. Serve só para quem me irrita.rs

aiaiai disse...

kkkkkkkkkkkkk, ri muito. É adorável como vc consegue unir humor, conhecimento e conscientização para fazer um texto delicioso sobre um tema que tinha tudo para ser chato.
No começo achei q vc tava trollando o troll (e tava ótimo), mas na verdade você respondeu a ele da melhor maneira possível.

Marcel:
Desgraçada é bom mesmo! kkkkk

Elaine Peracci disse...

Os xingamentos na maioria faz referencia sexual, e ofendendo as mulheres, muitos, a pessoa nem pensa no sentido, as mulheres tb xingam.. Acho que o legal é não usar esse tipo de palavra é muito feio mesmo. Fui criada sem falar nenhum tipo de palavrão e tb sem ofender. Mesmo assim ainda falo alguma coisa... influência do meio social q vivemos.. Qdo vemos um "Tropa de Elite", por exemplo, percebemos como é feio falar palavrão.
bjs

Thiago Pinheiro disse...

Já que o tema passa por gênero e insultos ocorreu-me a palavra megera tendo em vista que o comentarista pensava em uma chefa. É um termo que pode sair da boca com facilidade quando se é obrigado a tratar com uma mulher que usa e abusa de expedientes pouco edificantes numa relação de trabalho. Numa situação de mandonismo e ataques mordazes dirigidos aos subalternos a reação por qualificar a dita cuja como megera é bem comum. O significado dessa palavra ainda que varie, quase nunca consegue ser substituído por déspota ou coisa que valha, pois acredito que que está presente a ideia de que as mulheres são mais habilidosas nessas pequenas maldades.

Beatriz Alencar disse...

Texto Incrível.

Milady Carol disse...

Desgraçada é ótimo !
Eu adoro pulha, canalha, babaca, imbécil (assim, com o acento no é, como em espanhol), e um monte de insultos em francês, que são muito liberadores :D

Lord Anderson disse...

hehehe

Lola, incrivel...

Só vc mesmo pra fazer um post sobre ofensas ,rs

E é claro, tirar de um tema aparentemente absurdo desses, uma analisa sobre como a sexualidade alheia , principalmente a da mulher é julgada e condenada.

Pq no final, vadia, piranha, etc, referen-se a mulheres que , oh que monstruosidade, gostam de sexo.

e concordo totalmente com a Majo:

foque na SITUAÇÃO e não no gênero.

Vera B disse...

Ótimo post Lola!

Esses dias estava pensando em como um dos xingamentos mais normais para os homens: F.D.P. , é na verdade, um xingamento às mulheres, pois transfere à mãe o problema do homem ser um cretino, babaca, imbecil.
Isto é, não se xinga diretamente o homem, se xinga uma mulher: a mãe dele.
Não é o homem que é um p* , é a mãe dele???

Aff!!!

Lorena disse...

Post show, Lola! Mas não dou muito tempo pra chegar gente dizendo que o politicamente correto é chato, hein?? Eu sou super a favor. A língua é uma coisa viva, é mutante, tem muito peso, e acho muito válido repensarmos os termos que usamos, principalmente os insultos.

Eu também muuuuito raramente falo palavrão, acho que o mais comum de escapulir é "foda", porque certas situações são foda mesmo, né? :P Não tem outra palavra pra usar.

Insulto, então, acho que nem sei dizer o que uso... Raramente uso. Acho que "idiota" é o mais comum. Babaca também. Estúpid@. Mas não vejo muitos motivos pra insultar uma pessoa, a não ser que ela seja um ser humano bem ruim, mesmo. (alguns mascus, como os Sanctos, por exemplo). Pontuar uma característica negativa, por exemplo, não é necessariamente insultar. Se fosse minha irmã quem dexasse a calcinha molhada no banheiro, eu falaria que ela é desleixada. Não precisaria apelar pra um palavrão, né?

lola aronovich disse...

Thiago, “megera” é interessante, é tão Shakespeare. Parece um insulto mais classudo. Mas não tem o correspondente masculino. “Megero” não existe. Idem pra “jararaco” ou “víboro” (mas adoro usar esses com meu marido, brincando).


Marcos, vou me conter pra não te chamar de Ameba das pernas trêmulas (by Rose, muito legal, gostei). Quem falou que é crime ofender a mulher? Vc leu o post? Há situações da vida em que sentimos muita vontade de ofender, de xingar. O Ramon deu alguns exemplos de quais situações são essas (pra ele) e pediu sugestões de como ofender mulheres sem usar os termos machistas de sempre.

Lord Anderson disse...

"Ameba das pernas trêmulas"

heheheh Rose, muito bom.

Posso incorporar ao meu repertorio?

eu ja usei "criatura amorfa",

ou como tirei de um livro de ficção "ser amorfico sem capacidade de manter a constituição plena". rs

lola aronovich disse...

Isabela, concordo totalmente. Não é porque uma mulher xinga a outra de “vadia” que o termo deixa de ser machista.


“Desgraçad@”, Marcel. Boa sugestão.


Alex, pois é, um leitor, o Juan, me enviou a matéria por email. Vou procurar lê-la. Mas é eugenia sim, sem dúvida. É tenebroso pensarmos que o perfil do assassino de Oslo seria o número 1 em clínicas de inseminação artificial.

Maria disse...

Babaca TAMBÉM é um xingamento referente à sexualidade feminina, já que o seu significado é igual a "vagina".

Lord Anderson disse...

Doce Milady

Eu costumo usar alguns insultos antigos:

"biltre", "safardana", "salafrario", indigesto e o meu preferido:

"sacripanta"


hhhrh

a cara da pessoa por não entender é quase tão bom quanto o insulto em si;

Maria disse...

Para mais informações, vide: "O Estigma do Passivo Sexual", Michel Misse

Lorena disse...

Babaca e vagina?? Não entendi! Essa eu não sabia...

Maria disse...

Babaca é um sinônimo para vagina, assim como buceta.

Lorena disse...

Eu não sabia! De verdade.

Vivendo e aprendendo...

Vera B disse...

Sério que babaca é vagina? Também não sabia.

Vera B disse...

Pra mim, babaca sempre foi igual imbecil.

Milady Carol disse...

Lord Anderson :

Adotarei o sacripanta ! Na verdade, eu também adoro usar insultos antigos e/ou absurdos, a cara da pessoa insultada é impagável. Sou discípula do Capitaine Haddock nisso, quanto mais absurdo, melhor :)
http://fr.wikipedia.org/wiki/Vocabulaire_du_capitaine_Haddock para os francófonos em busca de inspiração :D

Milady Carol disse...

Gente, eu também não sabia, o Aurélio também diz que babaca = vulva O.O

Lord Anderson disse...

Confesso meu desconhecimeto disso.

Sempre considerei babaca como sinonimo de pessoa imbecil ou sem respeito pelos outros.

Como será que isso evolui?

Liana disse...

Não entendi porque seria necessário falar "vagaba, vadia, piranha, galinha" para reclamar de mulher. Então se a chefe falar alguma coisa que desagrade, ou a sua mãe, a sua irmã, uma estranha na rua, uma funcionaria, a sua filha, uma menina, idosa, a única maneira de lidar com a situação é ofendendo a sexualidade dela? De onde vem essa necessidade? Ou é só coincidência?

Eu uso: babaca, ridícula, cretina, maldita, imbecil, tosca. É sortido.

Idiota eu não uso, pois tinha/tem, sei lá, aquele termo "idiotia", não sei a origem, mas já vi sendo usado para pacientes psiquiátricos, tem também o tal do "mongol"/mongolismo em referência ao país.

Escroto é uma parte da anatomia masculina. Eu acho meio esquisito tanto o nome (não podiam ter escolhido um melhor, não?) quanto usar esta palavra como ofensa.




Lord, "sacripanta" é um insulto "ótimo". Já tinha um tempo que eu não escutava isso. hahaha



"ameba das pernas trêmulas" também é uma boa pedida.

Lord Anderson disse...

Milady.

Otima sugestões.

Liana, lembre-se que tem que ser dito com vontade para o efeito sem completo.


rs

Maria disse...

Lord Anderson, como eu já disse, Michel Misse fala mais detalhadamente de como os xingamentos são usados para diminuir a sexualidade alheia. Sendo os passivos sexuais a coisa menos desejável e nojenta possível.

O livro é curtinho "O Estigma do Passivo Sexual" e fala só de como os palavrões se inserem em nossos preconceitos sociais.

Omar Talih disse...

Me parece que ando fora deste planeta. Não consigo imaginar um motivo que me leve a ofender uma pessoa, seja homem ou mulher. Já vi tanta bobagem sendo feita por tão pouco. E insulto será sempre insulto, jamais politicamente correto. Não sou santo e já cometi algumas gafes. Mas analisando friamente, eu sempre tinha alguma culpa. Hoje prefiro refletir primeiro e no máximo, evito o contato com a pessoa que gostaria de xingar.

Bruno S disse...

Eu gosto mais de ironias.

Um "Ah, Gente boa você não?" diz muita coisa.

Assim com "gênia", "espertona", etc.

Também rola aquele "fulana? É uma simpatia só..."

Lord Anderson disse...

Maria

Obrigado pelo esclarecimento.

Eu realmente não sabia do significado original de babaca.

É incrivel pensar que ele "evolui" para um significado que nada tem a ver com o original.

Belezas de Kianda disse...

Interessante essa discussão Lola, mas estou com um impulso enorme de chamar uma mulher de vaca. Eu tb não sou de falar palavrão, mas é a minha única maneira de expressar minha raiva e minha revolta.

Geralmente, começo minha semana sempre bem humorada e bem disposta, independente do q ocorreu no fds ou na semana anterior. sempre recomeço zerando qq coisa de negativo. mas hj está sendo diferente...

já de manhã dei cara com as duas coisas q mais detsto na vida: MACHISMO E RACISMO.

Um cara IDIOTA, RIDÍCULO, FDP (desculpe mas não consigo controlar minha revolta) criou uma página no Facebook extremamente ofensivo às mulheres. É lógico q fui lá e chinguei pra c$%¨&#!!!! no início tentei ser educada, tentei encontrar um termo mais "politicamente correto", mas as asneiras q o cara posta lá são tão horrorosas q não deu pra segurar a língua (ops, os dedos no teclado) e soltei vários palavrões.

já a tal "vaca" despeja lá no seu twitter um monte de ofensas bem agressivas aos negros. não me ocorre outras palavras mais educadas q "vaca, piranha, vadia, etc..."

a página machista eu denunciei ao Facebook, já a vaca do Twitter eu não consegui, pq esta rede social não oferece meios de denunciar esse tipo de crime. pq, só pra lembrar, RACISMO É CRIME!

aff! desculpe aí o desabafo!

mas, me diga aí: quais termos politicamente corretos posso usar pra descarregar minha raiva e minha revolta contra esses dois seres q nem ouso chamar de humanos?

tô ligada q chamar uma mulher de vaca é machismo mas, no caso dessa aí, é ofensivo ao animal.

Daní Montper disse...

Lola, adorei este post!!

Prefiro usar ironias ou então energúmen@, estúpid@, boçal.
Só que quando estou muito, muito irritada, xingo vários palavrões que não lembro, pois são momentos "cega de raiva" - seria uma boa me filmarem para eu saber...

Valek disse...

Insulto politicamente correto já é demais, né?

Como disse alguém nos comentários, insulto é insulto. Se é vadia ou desgraçada, está ofendendo alguém da mesma forma. plmdds.

Lord Anderson disse...

Bruno

tb tem o "parabens campeão"...

e tem gente que aindaleva alguns segundos para entender que é ironia.

darkgabi disse...

eu nao gostei de "escrotossauro".. se nao pode burro ou asno, tb nao pode animais extintos! deixa os meus dinossauros em paz... eles sao mt legais para isso! =(

Lord Anderson disse...

Kianda

Xingue do que eles são. Imbecis, escrotos, um monte de lixo...

Rafael disse...

Oi, Lola!

Primeira vez que comento aqui, embora venha acompanhando alguns posts ao longo de vários meses, e aproveito pra dizer que gosto muito do blog e da maneira como são expostas aqui questões tão importantes.

Sabe, vejo sempre muita gente reclamando de como é impossível ser politicamente correto, de como é chato ter que ficar se policiando para não usar este ou aquele termo; e o pior de tudo, pra mim, é perceber que essas pessoas realmente acreditam que não faz diferença nenhuma o tipo de xingamento que usam, ou o modo como se referem à orientação sexual, etnia etc.: tratam a língua como se um mero código, algo imparcial, inofensivo, um mero instrumento que manipulamos de acordo com a nossa forma de ver o mundo.

As pessoas precisam perder essa visão ingênua a respeito da língua que falam... Para mim, inclusive, esse é um dos grandes desafios do ensino de língua portuguesa nas nossas escolas... Fazer com que as pessoas percebam o quanto somos moldados pela língua, o quanto essa relação entre a língua e a nossa interpretação/leitura do mundo é estreita...

Deixo aqui um trechinho que acho que tem tudo a ver com essa discussão, retirado do livro LTI - Linguagem no Terceiro Reich. Lá, o filólogo Victor Kempler, perseguido na Segunda Guerra por ser judeu, trata do modo como o antissemitismo se naturalizou para a população alemã principalmente através da língua, de expressões que foram gradualmente incorporadas ao cotidiano alemão - xingamentos inclusive: para ofender alguém, foi se tornando comum usar referências ao judaísmo. A meu ver, é a mesma disseminação que vemos ocorrer hoje com machismo, racismo, homofobia etc. Aqui vai:

"A língua conduz o meu sentimento, dirige a minha mente, de forma tão mais natural quanto mais inconscientemente eu me entregar a ela. O que acontece se a língua culta tiver sido constituída ou for portadora de elementos venenosos? Palavras podem ser como minúsculas doses de arsênico: são engolidas de maneira despercebida e aparentam ser inofensivas; passado um tempo, o efeito do veneno se faz notar."

E aí?

Teresa Silva disse...

Quem quiser orientações de insultos, sugiro consultar esse dicionário de insultos. Tem tanto insulto original que quem for ofendido não vai saber do que estão chamando:

http://books.google.com.br/books?id=EYcp4KqFuzwC&pg=PT12&hl=pt-BR&source=gbs_toc_r&cad=4#v=onepage&q&f=false

Aliás, quem mora no nordeste: o que quer dizer caboréu ou caburéu? Onde eu ouvi, parece um grande insulto. Não achei na internet o signficado.

Quanto ao desgraçada: os supersticiosos não gostam do insulto e nem ao menos de dizer a palavra. Acreditam que traz maus fluidos para quem insulta, aquela história do mal que deseja ao outro volta pra você.

Vera B disse...

Lord Anderson

"tb tem o "parabens campeão"...

e tem gente que aindaleva alguns segundos para entender que é ironia."

Nessas situações de ironias, às vezes a pessoa me olha e eu só falta a pessoa perguntar, como o Sheldon Cooper: "Sarcasm?"


hahahahahahahaaha...

denise disse...

É incrível como se aprendem coisas novas aqui, tb n sabia q babaca era vagina rrrss, mas de qualquer forma eu evito ao Maximo ofender, só se me tiram muito do sério mesmo, e isso acontece mais vezes é no transito como vc falou.
E Tb entre minhas amigas temos o costume de nos tratar por termos que vc desaprova Lola, Mocreia, baranga e Tb o prosaico “vaca veia”, mas como já é um costume antigo é difícil de largar sem contar que elas iriam estranhar se eu parasse de usá-los rrrssss.
Aqui nos comentários por ex. acho péssimo quando começam a fazer linchamentos gratuitos, por algum comentário que vá contra o senso comum, a não ser que sejam os trolls que esses só faltam pedir para serem xingados, mas se uma pessoa expõe o que pensa sem ofensas, não vejo motivos para serem atacadas pessoalmente por xingamentos inúteis, acho que dá perfeitamente para se defender uma idéia sem ter que apelar para ataques pessoais.

Anelisa disse...

Quando eu bato com o dedinho na quina e coisas altamente doloridas e/ou irritantes, uso termos chulos hahaha confesso confesso... Mas geralmente eu to sozinha.
Coisas do tipo bosta cagada, merda fedida, cu cheio de merda. Coisalindadeviver!
Também uso muito xingamentos italianados, que acabam blasfemando, tipo "Pórco Dio" ou "Pórca Madona".
Mas se estou conversando com outras pessoas, acabo usando termos bobinhos, do tipo idiota, bocó, neandertal, gosmento...

MAS CONFESSO que já usei muito "bucetuda" para xingar mulheres e "tico mole" para xingar homens. É um processo de desconstrução diário que precisamos para que termos misóginos e sexuais sejam extintos do vocabulário.

Teresa Silva disse...

Taí, ironia e sarcasmo são ótimos insultos. Coisas como "Salve simpatia!" ou "Você é muito gentil".

Eu disse...

Energúmeno, celerado e psicopata são meus preferidos. kk

Belezas de Kianda disse...

Alex, muito interessante o q vc colocou. eu nunca havia pensado sobre esse assunto.

um abç!

Lord Anderson disse...

Vera

caso a pessoa não entenda, podemos soltar um

"bazinga"

heheheh

Raphael disse...

Xingamento politicamente correto é o pináculo da castração mental.
O objetivo de um xingamento é ofender o interlocutor de forma baixa, usando-se para isso qualquer recurso disponível, inclusive sexismo,

darkgabi disse...

mas comentando um tico mais sério agora [apesar de nao ter msm curtido o escrotossauro, nao ligo mt].

concordo demais com o q o rafael escreveu. e é de fato uma desconstrucao diária. e dói, e cansa e é difícil.

logo q me mudei pra berlin, fui morar num bairro meio conturbado e, um dia, liguei pra minha mae e disse "preciso desabafar, mas deixa eu ser incorreta primeiro pq preciso me expressar" e comecei a falar mal dos turcos, de como me sentia insegura nakele mundo hostil e misógeno. dps de todo minha chateacao posta pra fora, minha mae comecou assim "a gente sabe q nao sao exatamente os turcos né? ou os muculmanos. a diferenca de renda e a xenofobia sao os culpados.. até pq esses fatores nao sao a causa de eles te trararem mal, mas a conseqüência. nao te jogam bola de neve nas costas pq sao pobres ou estrangeiros, mas pq sao pobres e estrangeiros sao excluidos da sociedade e se sentem no direito de retribuir a quem eles acham q devem".

é mt difícil fazer a desconexao ainda mais num momento de raiva, mas acho um exercício mt válido e, mais importante, desnecessário. é um exercício q nós biólogos temos q fazer ao longo do curso com termos como "primitivo" e "evoluído". a evolucao nao é direcional, logo esses termos nao se aplicam. para grupos usamos termos como "basal" e "derivado" (sem a intencao de "melhor" ou "pior"). para características, "plesiomórfico" e "sinapomórfico" ou "apomórfico", dependendo do caso específico.

Eu disse...

hahaha, concordo, Raphael, xingamento politicamente correto é um oximoro...kkkk

está melhor? :)

darkgabi disse...

[no meu comentário anterior escrevi "desnecessário" qd quis dizer "necessário"]

Belezas de Kianda disse...

heheheh Lor Anderson, vlw pela dica! hehehehe

cabanadeinverno disse...

"O objetivo de um xingamento é ofender o interlocutor de forma baixa, usando-se para isso qualquer recurso disponível, inclusive sexismo,"

Eu concordo. Xingamento É CRUEL. Tem esse objetivo, fazer o contrário é o mesmo que bater na cara de alguém com uma pluma.

Mas o xingamento também pode ser o desabafo de uma situação tensa, por exemplo, sem um sujeito como alvo [mesmo assim não se retira os aspectos machistas ou heteronormativos deles].

Priscila Daniele disse...

Sinceramente, minha opinião sobre o "politicamente correto" é uma só: ser politicamente correto é ser preconceituoso, é achar alguém (ou toda uma classe) inferior.

Antes de receber insultos (politicamente corretos), já adianto minha explicação.

Quando digo que agir dessa maneira é preconceituoso, é porque está explícito que, se não fosse pelo que a sociedade julga ser o correto, a pessoa usaria o que é chamado de incorreto, e que é o que ela sente realmente.

Como assim insultar alguém de forma correta? Desde quando insultar é uma maneira adulta e responsável de se resolver os problemas?!?!

Sem contar que, ao meu ver, quase que todos os insultos usados com mulheres se referem ao fato de ser mulher. Qualquer defeito já é apontado: isso é problema da espécie! Quando um homem provoca ira em alguém, ninguém coloca a culpa no fato de ser homem (a não ser quando cantam mulheres nas ruas...). E não vejo porque a culpa da mulher tem de ser por ser mulher; porque não é isso!

Não estou generalizando, nem me referindo a nenhuma situação específica, de forma alguma.

Penso que o ser humano precisa ter a consciência de que cada um é diferente, aceitar as diferenças, RESPEITAR os demais, quem é assim, não precisa refugiar-se e nem esconder seus pensamentos sombrios atrás do politicamente correto, a pessoa NATURALMENTE encontrará uma forma de lidar com situações extressantes de uma maneira que condiz com suas idéias, com uma MANEIRA HUMANAMENTE HONROSA com o caminho que ela decidiu seguir em sua vida.

Troca de insultos é algo completamente infantil, que deveria parar ao chegarmos na fase adulta (e porque não educar nossas crianças desde cedo contra isso?).

Devolver um insulto nos rebaixa ao mesmo nível da pessoa que está nos causando raiva, e isso vira hábito, sem perceber estaremos xingando até o padeiro quando o pão passar do ponto.

Se nunca insultei, bringuei, esperniei? Já e muitas vezes. Mas chegou o dia que percebi que a intenção de quem nos provoca esse sentimento horrível e incontrolável é justamente esse, nos tirar do sério.

Por isso, mudei e ainda estou mudando, e deixarei essa lição para meus filhos, que crescerão sabendo dar a cada coisa a importância que lhe cabe. Tudo tem uma forma de solução, basta pensar e procurar, se saímos do sério, não conseguimos pensar direito, e a onda de insultos não resolve nada, quando acabar, as coisas continuarão do mesmo jeito.

Precisamos aprender a lidar com nossos sentimentos, assim não precisaremos esconder como realmente somos, pois teremos total controle de nós mesmos, saberemos ao invés de soltar um monte de palavrões em uma discussão (de inúmeros tipos), usar nossos argumentos (se a pessoa estiver ouvindo), mostrar como nos machucamos (se a pessoa parecer se importar) e deixar de lado se não valer a pena o cansaço.

Repito, NÃO QUIS GENERALIZAR em nada do que falei aqui, muito menos insultar alguém.

Parece utopia, sonho distante, mas tenho fé na humanidade, nas pessoas, e em mim. Acreditar e agir faz diferença na vida de cada um de nós.

sueli halfen ( POA) disse...

"Você consegue visualizar um monge tibetano gritando com alguém?"

http://youtu.be/JrJ8fUksJFc

Bruno S disse...

Priscila, o que tem de preconceituoso em tentar não usar termos que sejam agressivas a grupos discriminados na sociedade?

Não querer agredir é preconceito?

Segue uma definição razoável do politicamente correto para te ajudar

"O politicamente correto (ou correção política) se refere a uma suposta política que consiste em tornar a linguagem neutra em termos de discriminação e evitar que possa ser ofensiva para certas pessoas ou grupos sociais, como a linguagem e o imaginário racista ou sexista."

Liana disse...

"Xingamento politicamente correto é o pináculo da castração mental."

Castração mental, para mim, é querer ter ingerência sobre o que os outros PENSAM. Já sobre o que FALAM, ainda mais quando diretamente a alguém, lamento para os que querem seu sacrossanto direito de fazerem o que quiserem, mas cabe sim algum nível de questionamento e censura. Do contrário, qualquer coisa pode ser usada como desculpa para agressão, bastaria dizer que foi um simples momento de descontrole e desabafo.

Além do que, que tipo de argumento é esse: "O objetivo de um xingamento é ofender o interlocutor de forma baixa, usando-se para isso qualquer recurso disponível"? Xingamentos podem ser vistos como mal menores, mas ainda são sintomas de uma situação que vai além de algo "natural' e irreprimível, são construções culturais, ninguém nasce e cresce para desenvolver isso sozinho, é ensinado. O objetivo da tortura é causar a maior dor possível. E até onde eu sei isso não serve de desculpa para coisa alguma.

UMA COISA é admitir que as pessoas perdem a cabeça e fazem besteiras (e até aqui tem limites, tipo, na lei) e considerar que um bocado disso é melhor que seja simplesmente ignorado, OUTRA BEM DIFERENTE é achar que isso é uma espécie de direito "natural" e inquestionável. Tá faltando auto crítica e sobrando umbiguismo, preguiça, conformismo.

japms disse...

acho q pra ofender uma mulher de verdade, só insultando a feminilidade dela mesmo, pelo menos não consigo imaginar alguma das mulheres que convivo se ofendendo com "idiota" ou algo do genero rs; Mas, realmente, pra que ofender, né? Especialmente se o unico meio é perpetuando preconceitos milenares.

Bruna disse...

Sério que "babaca" significa vagina, tipo "cunt", em inglês? É muita misoginia, chessus!
Eu uso "podre", "tosc@" "imbecil" (se bem que, me corrijam se eu 'tiver errada, acho que esse termo já foi usado pra deficientes mentais, como "idiota" ou "mongol")...
Um tempo atrás eu tava pensando em xingamentos e tal e me dei conta que alguns dos xingamentos dirigidos a homens não os ofendem diretamente, mas a mulheres de sua (da deles) convivência. Tipo "filho da put*" (e variações), que atingiria a "honra" da mãe do sujeito (uma mãe que faz sexo, que horror!) ou "corno" (e variações), que se refere à conduta sexual da companheira do "ofendido"... Além disso, não sei direito como é em outros cantos, mas em Pernambuco ser chamado de "viado" (e variações) ou ser mandando "tomar no c*" pode ser tomado como uma ofensa muito séria, principalmente entre as classes mais pobres. Conversando com uma amiga minha, ela me falou que uma vez quase apanhou porque mandou o namorado dela tomar no c*. E o pior é que ela me contou achando super certa a atitude do cara, porque afinal, não se manda um homem tomar no c*.
Li em algum lugar, não lembro onde, que "coitad@" e "f*did@" significam "aquel@ que sofreu coito" e "aquel@ que foi f*dido" e que isso seria um ofensa porque colocaria o "ofendido" na posição de ser mulher (como se a mulher apenas pudesse ocupar o papel de passiva (no sentido de sofrer a ação) no sexo...).
Linguagem é um treco difícil demais de estudar, admiro quem o faz e queria entender um pouquinho mais... Mas tenho alguma noção do quanto uma transformação da linguagem pode ser também uma transformação da consciência das pessoas...

Shey disse...

Finalmente conheci mais alguém que também utiliza o "sacripanta", ehehe.


O meu favorito é "desgranhent@".

Roberto Lima disse...

Pode tirar da sua lista "Idiota", "Cretino" e "Imbecil"...Idiotia é uma forma de doença onde a fala e a compreensão não se desenvolvem. Cretinismo é uma doença congênita que leva à falta de produção de tiroxina.Imbecil é um adulto cuja idade mental se situa entre três e sete anos...sobram paspalho, panaca , sacripanta...a menos que sejam doenças também.

Lord Anderson disse...

Shey

pois é, vamos faze-lo um insulto popular para festas de familia e reunião de negocios.


heheheheh

Ragusa disse...

Lola, seu blog mobiliza tanto as pessoas, que elas ficam aqui tentando provar seu ponto de vista de todo jeito. Parece, em minha opinião, que essas pessoas no fundo desconfiam que estão erradas, mas para elas mudar é muito difícil, lutar contra a corrente é muito difícil, exige resoluções internas que podem ser dolorosas. Não estou falando daquelas de má índole que querem simplesmente impor seu conservadorismo. Essas parece que não têm solução. Seu post de hoje está muito bom, bem escrito, não há margem pra contestação. Um abraço.

Lord Anderson disse...

Arnanld

pela logica, as unicas pessoas que podem ameaçar com cadeia, são aquelas que tem poder e autoridade para colocar alguem lá.

como isso não ocorre com maioria dos blogueiros e comentaristas, sua pergunta fica sem sentido.


Agora se vc fala da ameaça de processo. Bem esse é um direito que pertence a praticamente todos os cidadãos brasileiros, ele pode pedir um processo e caberá a justiça decidir se é valido.

Claro, quem for fazer isso tem que sair do anonimato e seguir os procedimentos legais.

Denise disse...

"Rai da peste" é o que tenho usado frequentemente... ahahhaah :P Infeliz também! Acho que são apropriados pra ambos os casos (unissex).

Bruna disse...

E @Teresa Silva, eu sou do NE, mas nunca vi nem "caboréu" nem "caburéu". Já vi "tabaréu" (nunca pensei que fosse ter que escrever isso, hoho), que significa uma pessoa (geralmente um homem) ingênuo, "lesado"... Pode ser usado também pra alguém do interior, como um "sinônimo" de "matuto" (de uma forma um pouco preconceituosa)... É uma palavra bem informal, então pode ser que seja pronunciada de outra forma em outros lugares do NE. Sendo isso mesmo, não é um xingamento tão sério, não. Tanto meu pai quanto minha mãe, que são do interior de PE, vivem dizendo que quando chegaram em Recife eram muito "tabaréus(is?)" :P
Aliás, quando eu tava pensando em como explicar isso aqui, pensei logo em dizer que era parecido com "donzelo", um xingamento comum (pelo menos em Recife) pra designar um rapaz ingênuo, sem malícia, sem vivência... Também se usa "donzela" no mesmo sentido, mas com um significado mais leve.

Bruna disse...

E já vi muita gente (religiosa) que não fala nem "desgraça" (e derivados) nem "miséria" (e derivados). Dizer/ ser xingado disso é, muitas vezes, pior do que palavrão pra essas pessoas.

Eu disse...

pela logica, as unicas pessoas que podem ameaçar com cadeia, são aquelas que tem poder e autoridade para colocar alguem lá.(by Lord A.)

Bom, o crime de calúnia é justamente atribuir FALSAMENTE autoria de crime a alguém. E quem vai prá cadeia é quem pratica crime. Ameaçar de pôr na cadeia não é crime de ameaça, mas pode ser entendido como crime de calúnia, não?

cabanadeinverno disse...

Primeiro, essa lógica do politicamente correto e politicamente incorreto já é uma merda só.

Indo à fundo em todos os xingamentos, até aquele em que seu significado atual nem tem ligação com o que era há décadas, só vai sobrar "Feioso" e... Nossa, não imaginei mais nenhum.

E, sinceramente, pra mim isso é besteira.

Paola disse...

Verdade Bruna...
Uma vez qdo eu era adolescente eu usei a palavras "desgraça" e me repreenderam falando q era uma das palavras mais feias e terríveis q se pode usar e blábláblá....
Vai entender, né?
Assim como tem pessoas q não pronunciam a palavra câncer.

Sobre xingar, eu tb gosto de usar expressões antigas, como calhorda... ahuahauhauah

Lord Anderson disse...

Ja que tocaram no assunto de regionalismo, eu queria mencionar uma coisa.

Não sei se ainda é assim, mas vcs reparavam como "antigamente" toda vez que a rede globo fazia uma novela com "sotaque" (ou seja que fugia do carioques do Leblon), quem assistia tentava imitar o estilo da fala e das palavras?


Vi muito isso na escola e na minha familia, com pessoas forçando sotaques nordestinos, usando expressões ditas nas novelas.

Lembro que teve uma epoca que "desifeliz" tava na boca do povo.

a ultima vez que vi algo assim foi na epoca do clone, com o aquele arabe fake e ditos como : queimar no marmore do inferno, caindo no gosto popular.

rs

Lord Anderson disse...

Eu

não tinha pensado nisso rs

vc é advogada?

Lord Anderson disse...

Paola , Bruna

Desgraça, ou desgraçado, indica alguem que perdeu a graça divina, o perdão e o direito a vida eterna.


por isso pra quem é religioso essa é uma palavra hiper pesada.

O mesmo para a frase "vai se danar" ou a palavra "danado"

quem é danado é quem esta na danação eterna, no inferno enfim.

com o tempo as palavras se banalizaram, mas quem acredita, trata de evitar.

Priscila Daniele disse...

Bruno,

O que eu quis dizer e talvez não tenha sido clara, e que é a minha opinião somente, é que camuflar a vontade de ofender alguém, de agredir, com termos politicamente corretos, não altera a verdade atrás disso, não esconde qual a real vontade da pessoa, que é diminuir a outra. E me refiro a homens e mulheres, independente de serem de grupos discriminados ou não.

As pessoas preconceituosas usam isso para esconder seu preconceito, isso que quis falar, quem trata todos com o mesmo respeito naturalmente age da forma "policamente correta". Mas basta ver por aí, a quantidade de pessoas que na presença de alguém é corretíssima, e basta a pessoa virar as costas para o verdadeiro eu vir à tona.

Se quero que se saia agredindo a todos para ser verdadeiro e dizer o que pensa? Jamais.

O que quis passar é a minha visão, de como isso é usado de forma falsa por pessoas mascaradas.

Um machista que é politicamente correto com as mulheres, um racista que o é com os negros, alguém que detesta o nordeste do páis mas é só amores na presença de um nordestino. Melhor do que agredir? Claro! Mas não muda o fato de serem como são.

Penso que já que se esforçam para serem corretos, podem se esforçar para analisar o impacto de suas atitudes, de seus preconceitos.

Muito menos quis dizer que todos que se utilizam de termos assim são preconceituosos, por isso escrevi que não quis generalizar.

Enfim, cada um enxerga as coisas à sua maneira, espero ter sido mais clara.

Juliana Leodoro disse...

Gosto do que meu tio, pastor batista, fala com ironia:

"é uma bênção", para se referir a pessoas ou situações desagradáveis.

Tenho alguns amigos espíritas que falam "instrumento da minha evolução", também ironicamente.

Mas "bazinga" ainda é bom demais!

Eu disse...

Lord A., sou não. Sou bacharéu apenas e tremendamente 'law- abiding'...:)

lola aronovich disse...

Gente boa, as palavras não são imutáveis. Elas mudam de significado, somem, se transformam de acordo com o uso. Por isso que linguistas consideram a maior besteira dizer “tá assim no dicionário!”. (Não estou falando de vc, Maria, que fez o grande favor de informar que um dos significados de “babaca” é vulva! Eu e a maior parte das pessoas aqui desconhecia isso). Eu não posso mais usar “gay” para querer dizer “feliz” em inglês. Mesmo que eu queira, essa palavra desde a década de 70 tem outro significado. Mas, falando nos insultos (gay não é nem nunca foi um insulto), acho que, se a maior parte das pessoas desconhece a origem de babaca = vagina, é porque quando a usamos ela não se refere mais à vagina. O mesmo com imbecil, cretino, idiota. Sim, é verdade, todas essas palavras já foram usadas para falar de pessoas com necessidades especiais. Mas acho que hoje em dia esses insultos não têm mais essas referências, até porque poucos chamariam uma pessoa com problemas mentais de idiota. O que não é o caso ainda de “retardado”. Ainda se fala em “retardo mental”. Por isso, chamar alguém de retardado para insultá-lo é ofensivo às pessoas que tem retardo. Em inglês tem também a palavra “lame”, sabe? Que significa “manco”, “aleijado” (outra palavra que não se deve usar como insulto, apesar de não se usar mais pra uma pessoa que tenha dificuldades de locomoção), mas geralmente é usado como “patético”. O pessoal fala muito “that's so lame!” (acho que hoje tb estão falando demais “that's so gay”, que é ridículo usar), e não é visto como politicamente correto.
Ao pessoal que tá dizendo que não se deve usar insulto nenhum: talvez, num mundo ideal, a gente não se enervaria nem perderia a paciência e, assim, não teria vontade de insultar alguém. Mas estamos muito longe disso. Insultar, ofender, xingar, tudo isso faz parte da comunicação humana. Tanto que vocabulário pra isso é o que não falta, né? Eu só dei algumas sugestões de como insultar uma mulher sem cair nos velhos e cansados clichês de insultar todas as mulheres.

Maria disse...

Lola,
eu concordo com você. Não quis pontuar o significado origina de babaca com a intenção de dizer que devemos excluí-la de nosso vocabulário (eu a uso o tempo inteiro!) só o quanto eu também fiquei surpresa com essa descoberta. Não sou linguista, hahahahah, sou estudante de Ciências Sociais e espero ser antropóloga ou socióloga um dia (e, nesse caso, o a língua é importante, mas não objeto central de meus estudos).
Acredito também que devemos utilizar as palavras de acordo com o significado contemporâneo delas (condizendo com a cultura em que estamos localizados), mas há coisas que, independente do contexto, continuam sendo ofensivas.
Eu sou canhota e minha condição é discriminada diariamente em nossa sociedade (discriminada e ignorada, a maioria das pessoas me chama de ridícula quando eu digo que me sinto mal por um Banco projetar as correntes que prendem as canetas às mesas para uso exclusivo de destros e me forçarem a ter que escrever de forma toda torta). Usamos "direito" o tempo todo como sinônimo de "correto", quando isso ainda é um reflexo do tempo em que ser "sinistro" era pecado. Lendo textos antigos, quando um homem vai dizer que é bom em algo, vejo escrito "Eu sou muito destro!" e incomoda, sabe? Eu me sinto posta de lado, menosprezada...
São coisinhas pequenininhas (atualmente é inimaginável que alguém deixe de me contratar porque eu sou canhota ou deixe de casar comigo ou sei lá o que), mas humilhantes. No caso das canetas, no caso dos abridores de lata (como é difícil achar um adaptável e de boa qualidade!), no caso dos mouses, aprender a dirigir será difícil (não tenho coordenação motora com a direita para passar marcha)...

Liana disse...

Esqueceu do principio básico da ofensa

Quando a pessoa não gosta é que pega

E se por um lado os homens ofendem a sexualidade da mulher, esta ofende a possível falta dela nos homens

Aí fica difícil hein? A mulher para se defender relativiza com "Não sou eu que sou tal, é vc que é oposto-de-tal"

Eu disse...

Maria, não deixe de aprender a dirigir por ser canhota. Eu tb sou, e a marcha na mão direita não tem nada a ver com ser destro ou não.
A coordenação motora é quanto ao movimento dos pés e da mão que passa a marcha.
Existe carro com câmbio automático, né?
Bjs

Shey disse...

0/

Em relação às pessoas sinistras, a Maria falou por mim, ^_^
E pode cavar mais fundo ainda, de como a língua pode camuflar preconceitos ( adormecidos ou não):
Hombridade, cortesia, urbanidade, civilidade, e por aí vai.

Maria disse...

Eu,
não pretendo deixar de aprender a dirigir, mas você tem que lembrar que carro com câmbio automático é consideravelmente mais caro, então... levarei mais tempo para ter condições de obter um carro (se eu vier a obter um).

Isabela disse...

Lola,

O que acho mais maluco a respeito de mulheres que insultam outras mulheres com "vagabunda", "vadia" e etc é que pra mim é muito mais grave um insulto desse partir duma mulher. Afinal de contas, homem ser machista a gente até entende (benefício próprio), mas mulher ser machista e denegrir a sexualidade feminina (ou seja, a sua própria) é de doer.

Aliás, ontem estava num restaurante e na TV passava um programa apresentado pela Regina Cazé onde aparecia uma mulher de biquíni que acho que tinha ganho algum prêmio de bunda bonita (pq ela ficava lá e tava todo mundo olhando pra bunda dela), e ela dizia que não tinha vergonha de ser periguete, que era periguete assumida.

Fico muito confusa com essas coisas, pq acho que ninguém tem que ter vergonha de ser o que é, nem os outros têm direito de criticar suas escolhas pessoais, mas acho muito estranho alguém "se assumir" (no sentido de querer assumir uma postura ou comportamento) se apropriando de um conceito que é tido como pejorativo.

Então se a própria mulher se denominar "periguete" (que expressão horrível!), não tem problema?

E agora, José?

OBS: Sobre 'gay' como sinônimo de feliz, me lembrei da música do West Side Story que é algo como "I feel pretty, oh so pretty, I feel pretty and witty and gay, and I pitty any girl who isn't me today" e é cantado por uma mulher. Aparece também naquele filme "Tratamento de Choque", cantado brevemente pelo Adam Sandler.

Carol disse...

eu costumo usar muito cretin@ e lazarent@, mas nesse último guarda certo preconceito com portadores de hanseníase né

sou canhota tb e desisti de dirigir, mas só pq não tenho estrutura emocional pra enfrentar a selva de gente estúpida que dirige no rio de janeiro

Dri Caldeira disse...

Gente, eu confesso: sou ignorante, mal-educada, grossa, estúpida até! Quando me tiram do sério, perco a linha, a cabeça a educação, e todo o bom senso que DEVEM nortear nossas vidas! Tô até com vergonha de confessar isso, mas infelizmente sou assim. Tenho me controlado, é verdade. Tenho usado muito um xingamento que meu falecido pai adorava: vc é um imbecil de caderneta!! E tenho usado muito tb o Caralhas!! Pra qdo. algo sai errado, entendem? Mas fico pensando que é melhor um palavrão do q uma agressão, e muitas vezes já tive ímpetos de partir para as vias de fato, até contra homens!! Ler ao blog da Lola, tem me ajudado. Meu calmo e paciente namorado tb. O exercício é constante, mas ter alguém ao seu lado que te dê essa força tb!! Tem uma piada q me exemplifica:
A freira está bordando no convento. De repente, espeta o dedo na agulha e diz sem pensar:
- P**a Que P***u! Furei a m***a do dedo.
Se dando conta dos 2 palavrões q proferiu, cobre a boca e diz incrédula:
- C*****o, falei palavrão.
Faz o sinal da cruz, e diz resignada:
-F**a-se, também não queria ser freira p***a nenhuma...

aiaiai disse...

pessoal q não sabe a origem do politicamente correto e fica falando bobagem, favor ler texto curto e claro do mestre Idelber Avelar:

http://migre.me/77pGX

E parem de xingar todo mundo que vocês consideram "chatos politicamente corretos"!

Lorena disse...

É impressão minha, ou isso é um fake da Liana?? =/

lola aronovich disse...

É, a Liana já tinha dito ontem que tinha alguém comentando também como Liana. Talvez não seja proposital, Segunda Liana, mas será que vc poderia assinar com outro nome, ou acrescentar algo a sua assinatura, como LianaSA (sei lá, as iniciais do seu sobrenome? Chutei como se fosse Silva Almeida).
Não leve à mal, é que a Liana Original é uma comentarista das antigas e muito inteligente. Nao estou dizendo que vc não seja inteligente! Mas olha, é duro concorrer com a Liana Original.
Então, por favor, muda seu nick?

Jéssica disse...

Às ofensas politicamente corretas eu acrescentaria "desgraçad@". As que eu mais uso são maldit@ e desgraçad@, inclusive em ofensas entre amigos. Mas frequentemente ainda uso temros como "filho da put@" para ofender quando eu realmente detesto alguém, e tenho noção que é uma péssima esoclha de xingamento =/

Liana disse...

Lola não é simples diferenciar? A outra tem foto no avatar

LisAnaHD disse...

essa do signifcado de babaca eu naun sabia, mas sei que coitad@ e esculhambar jah foram palavroes.

coitado@ vem de coito
esculhambar vem de culhoes

coitad@ esculhambar babaca jah passaram para o uso coloquial sem a conotazao agressiva e rude de outros tempos.

em tempo "to make love" na literatura ainda no seculo 19 significava flertar (e nao fazer amor como eh o significado contemporaneo)... isso a Lola sabe, mas muita gente que alvez esteja comezando a ler literatura de outros tempos em ingles vai ficar surpresa qdo a mae diz pra mocinha casadoira que o fulano is making love com a muchacha....

Priscila Daniele disse...

aiaiai disse...

pessoal q não sabe a origem do politicamente correto e fica falando bobagem, favor ler texto curto e claro do mestre Idelber Avelar:

http://migre.me/77pGX

E parem de xingar todo mundo que vocês consideram "chatos politicamente corretos"!

=

Muito boa a dica de leitura, eu realmente não tinha a noção correta, ainda mais que o termo está sendo popularizado através de discursos vazios ou de simples copia de um dicionário.

Realmente o artigo é bem claro e mostra qual é a intenção do termo, as pessoas é que o usam (por não se informarem)de forma equivocada.

Trata-se de ser justo...

Liana disse...

rsrs Não sei quem é esta "criatura" (olha o insulto!). Só sei que eu ri.

E há uns anos, se não me engando, tinha outra Liana que comentava aqui. Olhando posts antigos foi que eu vi.


:)

Lorena disse...

:)

Liana, eu nem ligo por mim, porque sou comentarista esporádica (ainda que leitora diária da Lola), mas por você, sim. Espero que o dito cujo não bagunce demais com seus comentários.

yulia2 disse...

É um termo que pode sair da boca com facilidade quando se é obrigado a tratar com uma mulher que usa e abusa de expedientes pouco edificantes numa relação de trabalho.
_________
como vcs xingam um homem que usa expedientes pouco edificantes no trabalho? talvez a gente ache um equivamente feminino...

yulia2 disse...

alex, se porventura eu fosse escolher um esperma para ter filho,escolheria o mais próximo possível do meu tipo físico.

Liana disse...

Pensando bem minha xará tem razão
E se religiosos se ofendem com certos insultos, até mesmo ironias e um simples "não" podem ser bem ofensivos

E por que as mulheres se ofendem com termos que querem dizer "mulher que gosta de sexo"?

yulia2 disse...

flavio troll volta com sua foto do che maquiado.... ai ai...

Eu disse...

Um 'elogio' de que gosto muito de fazer é chamar de folgado/a...rs

Mas tem que merecer...

Denise disse...

Eu normalmente não me ofendo se me chamam de vadia e termos do gênero. Não é nem comigo. Uma vez me mandaram tomar no c* e eu virei para a pessoa e disse que "hoje não, sexo oral está mais ao meu agrado, mas amanhã quem sabe?". A pessoal ficou sem fala e eu orgulhosíssima de mim mesma, pois nem sempre sou espirituosa assim. Sarcasmo eu ignoro, então não me afeta. Mas existem sim termos que são muito leves para um monte de gente que me afeta e muito. Então, o que quero dizer é que ofender nem é ao simples assim, se é isso que a pessoa quer. Vários dos termos sugeridos aqui nos comentários já caíram em desuso e muita gente nem sabe o que é. Sarcasmo é uma arte e nem todo mundo reconhece ou sabe fazer. A mesma coisa com os regionalismos. Então se a intenção é ofender e ter uma reação do ofendido, termos politimente corretos são muito pouco eficazes. Se for simplesmente para se acalmar aí é outra coisa.
E quanto a expressão "politicamente correto", a conotação mais recente, independente do que originalmente era (li o artigo do Idelber), é a de falsidade. Uma pessoa (ou entidade) que é muito atenciosa e somente usa termos politicamente corretos é normalmente tida como uma pessoa falsa que não da a menor pelota para a situação, mas quer posar de boa gente. Exemplo. Uma empresa que explora seus funcionários mas no fim do ano os presenteia com bugingangas ou com uma festinha departamental. A empresa está sendo politicamente correta, mas na realidade não dá a mínima. Ou promover programas sociais que são uma perda de temp e não ajudam ninguém.

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Lolinha, vc é doutora em Literatura, mas em Linguística, principalmente nessa área que envolve discurso, enunciação, você é dez.
Pra mim essa não é nem uma questão de ser politicamente correto ou polido, chamem como quiser.
A questão é que na nossa sociedade, certos preconceitos contra a mulher e sua sexualidade estão tão entranhados que às vezes surgem até quando não teriam razão pra aparecer.
Exemplos: uma mulher te dá uma fechada no trânsito, sua chefe age mal com você, sua colega de trabalho te sacaneia, whatever. Aí o cara usa um desses xingamentos que tem a ver com o controle da sexualidade da mulher, que nem tem nada a ver com o que está acontecendo naquele momento.
No mais, se alguém me chamar de vadia, vagabunda, vai é ouvir e muito, porque pra mim vagabund@ é pessoa que não trabalha ou não estuda ou não tem nada de útil pra fazer.
Ah, mas dificilmente vou ouvir alguém me chamar disso na cara, porque quem está mais acostumado a falar esse tipo de vocabulário com frequência geralmente é covarde e falso. Só tem força pra falar das pessoas pelas costas.

Abçs Lola e parabéns pelo post!

aiaiai disse...

Denise,
isso q vc está chamando de "politicamente correto" em relação à empresas é paternalismo e é muito mais antigo do que a ideia de que temos que usar uma linguagem não ofensiva. No paternalismo, a empresa trata o empregado como se fosse da "família". Odeio, mas não tem nada a ver com politicamente correto.

Outra coisa confundida com "politicamente correto" é o uso de eufemismos. A pessoa diz: "minha secretária fala tudo errado" se referindo à empregada doméstica. Evita o uso de empregada doméstica porque quer parecer que respeita aquela pessoa e sua profissão, mas na verdade não respeita nem compreende q se ela "fala errado" é porque não teve oportunidade de estudar.

Cherry disse...

eu chamava uma chefe de magnânima (ironicamente, claro) e outra de jacutinga. rs

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Mas me chamou a atenção que muita gente diz que tem costume de usar desgraçad@.

Não sei como é em outros Estados e Cidades, mas na minha cidade se vc usar essa palavra vão te olhar como se vc fosse o próprio demônio em pessoa ou então dizem que vc está atraindo aquilo pra sua vida.
Não sei como surgiu esse costume, se tem a ver com religião, mas entre as pessoas que convivo existe esse tabu. As pessoas mais velhas fazem até sinal da cruz... rs

Fernanda disse...

Meu marido e eu nos xingamos de adenóide. Estranho, neh....mas não deixa de ser uma coisa ruim. Será que xingar de doença êh politicamente incorreto? tipo, aquele lah êh o câncer da empresa. Deve ser neh.
Tbem uso crazy bich, mas claro q êh sexista, vou mudar.
Desgusting, otário, serelepe, coco, demonho, assim mesmo com nh....rs merda do capeta, esse êh sexista? O capeta êh homem na nossa imaginação. Pamonha, comida vale?
ótimo post, Lola!

Denise disse...

Ai ai,

Eu posso até concordar que existe uma confusão no uso dos termos, mas o problema é que se todo uma usa desta maneira, com essa interpretação, o uso correto inicial já não tem tanta importância.
No caso da empresa, essa é a interpretação de todo mundo dentro dela. É errado? Talvez. Mas não muda o fato de que a expressão politicamente correto já não carrega mais o significado original.

Laurinha (Mulher modernex) disse...

O começo do comentário da Denise me fez pensar. Acho que nesse ponto ela está mais que certa. Debochar do próprio deboche, da ofensa, é uma ótima forma de desarmar o interlocutor e se feito em conjunto até diminuir o valor daquela ofensa dentro da sociedade.
Foi uma das coisas que a galera que organizou a Marcha das Vadias tentou fazer.
Aliás, se avaliarmos a breve história do feminismo, me parece que os resultados sempre foram melhores quando mulheres foram chamadas a repensar suas atitudes em relação a certas coisas vistas como costume, que quando tentava-se fazer os homens repensarem suas atitudes e pensamentos.
Posso estar enganada, mas foi o que me ocorreu agora.

Denise disse...

Eu não quero dizer que ser politicamente correto é ruim. Apenas que há hora e lugar para tal, ou então passa a ser uma coisa tão usada que passa a ser forçado, ou falso.
Tem que se dosar o politimente correto, inclusive com as ofensas.

Rogério Santos disse...

As ideias desse texto se parecem muito com o que diz Frantz Fanon no primeiro capítulo de Pele Negra, Máscaras Brancas (intitulado O Preto e a Linguagem) e com o que diz Jane Elliott no documentário Olhos Azuis sobre como a linguagem é usada para infantilizar as mulheres. Quem quiser conferir o livro e o doc citados, fiquem à vontade.

Augusto disse...

E para vocês, parasita e verme podem ser considerados xingamentos especista? E o que vocês acham dos dicionários que carregam significados preconceituosos, como viado, bicha, ou mesmo a diferenciação de vadio e vadia como já notei em alguns dicionários?

Gabriele disse...

Gosto do termo "boca-aberta" hehehe

Ro-Chan disse...

VAAAAAAAAAAAAAAAAADIIIIIIIIIIIIIIAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA,eu grito quando to com raiva.Fazer o que XD

Caroline Cardoso disse...

Laurinha,
na minha família é proibido falar desgraçado, que, na cabeça das pessoas mais antigas e religiosas, quer dizer - sem graça ou sem a graça de Deus. Surgiu com a conotação religiosa, mas acho que já perdeu esse sentido. :)

Caroline Cardoso disse...

Dependendo do dia, ajo de forma diferente, porque sou uma mulher de fases...

Se estiver de bom humor e alguém me der uma fechada no trânsito, respiro fundo e conto até dez. Nesse tempo, a pessoa já foi embora.
Se estiver de mau humor, chamo a pessoa de feio/feia e, se estiver olhando pra mim, ou dou língua, ou dou o dedo.

Antigamente eu falava mais palavrão. Hoje falo bem menos.
Mas, como você mesma ressaltou, a língua muda. O que hoje é considerado palavrão, amanhã já não é mais, e vice-versa.

Eu falava muito o palavrão "porra", mas ultimamente virou uma interjeição como "ai", "ui" e até a redução "pô". Ainda falo, mas já não é tão mal assim.

Nunca me esqueço de um primo muito querido me reprimindo por eu ter soltado um "escroto" em uma conversa que tivemos quando eu tinha uns 8 anos - "Menina bonita não fala essas palavras feias! Você sabe o que isso significa?" Aff!!

Vira e mexe sinto olhares de reprimenda, seja na universidade, seja em casa, quando uso calão. Fazer o quê? Sinto alívio quando xingo! Putz! É sério: alivia tensões! Falar um "foda-se" bem alto quando você está estressado, chateado, dá um certo alívio.

Incorporar o "foda-se" na vida cotidiana dá mais alívio ainda - mesmo que você não diga "foda-se", sinta que aquilo que está te chateando tem de "se foder" - não no sentido literal, que é bom, mas no sentido figurado, que quer dizer "não estar nem aí para A ou B".

Às vezes, quando consigo controlar o temperamento (yoga ajuda muito, mas não sempre!), em vez de usar calão, eu digo uma palavra que eu acho que a pessoa não conhece ou que geralmente as pessoas acham estranha - mesmo sem estar no seu significado denotativo. P. ex.: 'esdrúxula', ou 'idiossincrático', ou 'prolegômeno', ou 'propedêutico', ou 'profilático' e por aí vai: "Ô cara propedêutico!"; "Ô aulinha esdrúxula!"; "Ô mulher idiossincrática!", etc.

Como linguista, adoooooro pensar nas brincadeiras que podemos fazer com a língua. Ideológica, política, econômica e artisticamente, a língua serve como forma de agirmos no mundo. Assim, eu sempre gosto de brincar com isso. E de pensar seriamente a respeito também, claro!

Muitas vezes, meu marido fica achando que sou louca, porque "troco os verbos de lugar" ou "troco o nome das coisas". P. ex.: "fecha a TV, por favor", em vez de desligar; "corta a luz, por favor", em vez de apagar; "pega o legue-legue", em vez de pega a chave ou a bolsa; e por aí vai.

É importante frisar que os significados são contextuais e carregados de ideologias, portanto uma palavra que pode ser ofensiva para A em determinada época, pode não ser para B em outra época. Porém, ideologicamente o uso de determinadas palavras pode carregar discriminação contra toda uma classe. Cuidado! As palavras são inocentes, mas os seres humanos não!

Escolha a palavra mais estranha que você já viu e passe a usá-la como calão. Ou invente um palavrão, como fez Lola. Nossa língua tem muitos processos de formação de palavras. Mãos à obra! Deixe a criatividade fluir.

;)

The Oldscholler disse...

Um camarada aí levantou uma questão interessante, se uma mulher como estas aqui que falam não ter preconceitos fosse escolher um escolher que tipo de homem gostaria de ser inseminada, porque prefeririam um homem negro? Porque certamente a maioria escolheria um branco.

Pelo menos os contrários ao politicamento correto são menos hipócritas, assumem que têm preconceitos, onde já se viu no meio de um cara está no meio de uma discussão e ao xingar alguem, ter que parar para pensar em qual termo utilizar para não ofender outra infinidade de pessoas fora da discussão, vocês femis têm cada uma...

Augusto disse...

Acho que só preconceituosos ligariam para a cor do cara. E eu odeio gente que fica procurando motivos para não ser politicamente correto, procurando motivo para não ter uma boa índole.

Dri Caldeira disse...

Vou falar por mim: amo meu namorado negão!! E bota negão nisso!! E é assim que eu o chamo carinhosamente, Negão, meu nego... ele me chama de Branquinha ou de Gorda! Não é o q vc diz que ofende muitas vezes, é a maneira como vc diz. Me chamar de gorda é reafirmar que a pessoa não é cega: sou gorda sim, e com muito orgulho. E as desequilibradas da reportagem da Veja, q optaram por pais loiros de olhos azuis, são sim preconceituosas, incluindo a negra. Vai ter uma criação incrível essa criança, pois vai saber q a mãe é negra e o pai, q ele nem sabe quem é, é branco. Investigação sim, isso é "limpeza étnica"!

nanachan290 disse...

A minha mãe não gosta de falar palavrões então ela inventa ou usa uns desconhecidos. Costumava me chamar de "vagaralha" (mistura de vagabunda com canalha?), no outro dia disse que uma mulher estava vestida igual a uma "prostíbula", e quando tem q falar cu uso o "sobrecu".
Eu acho super divertido os palavrões da minha mãe, vou passar a anotar.

Dayane Ok. disse...

Lola, eu não sei...Claro que é machista, mas não acho que os chingamentos referentes a sexualidade pertencem só a mulher, pq é estamos julgando a sexualidade dela. Homens levam nome de safado, broxa, cuz**, (entre outros bem feios que escrevi mas apaguei,rs) etc. td isso tbm é referente a sexualidade masculina, claro, contestando a sexualidade masculina, mas é referente a sexualidade da mesma forma que chingar a mulher de piranha, vagaba, vadia e etc. O que muda é que nos chingamentos masculinos eles incitam a atividade, quando nos chingamentos femininos eles querem reprimir.

E momento vergonha, mas qdo to com raiva...

Dayane Ok. disse...

Sei lá gente, acho que quando vc chinga uma mulher de vadia nem passou pela sua cabeça que vc está fazendo isso para "reprimir a sexualidade dela". Foi um chingamento que saiu numa hora da raiva.Errado,mas foi. pelo menos assim é comigo. Tipo quando dou uma topada e grito um...palavrão referente ao pênis. Eu não to pensando em afetar o pênis de ninguém,rs, esse chingamento saiu da minha boca e eu nem pensei sobre o sentido dele.

Dayane Ok. disse...

Gente, vcs viram cm noassos perfis no blogger tão bizarros o.O?

Dayane Ok. disse...

Hoje meu namorado me chamou de sargento ¬¬. me senti ofendida, meu!

Dayane Ok. disse...

Retificando:
Sei lá gente, acho que quando vc chinga uma mulher de vadia NEM SEMPRE passa pela sua cabeça que vc está fazendo isso para "reprimir a sexualidade dela". Foi um chingamento que saiu numa hora da raiva.

Lorena disse...

Ontem choveu MUITO aqui em BH e a chuva me pegou no meio da rua, na ida para o ponto de ônibus. As ruas estavam alagadas, inclusive uma avenida muito movimentada que eu preciso atravessar. Imagina se os motoristas (pessoas, quase sempre, muito "bem educadas" [me desculpem as exceções]) diminuiram a velocidade dos carros, né?? Nem tomei vários banhos de água e lama, né??? Mas nessas horas eu não consigo xingar. Fico muito p* da vida, mas respiro fundo e vou em frente. Claro que xinguei muito internamente, inclusive insultando as pobres mães dos motoristas, mas o máximo q eu fiz foi externar minha raiva com minha companheira, por SMS. Não é porque fico me policiando, é porque realmente não sou acostumada a falar palavrão. Fico consternada e minha expressão facial e corporal se transforma, quando estou com raiva; mas verbalmente, não sou de palavrões, mesmo.

Sobre a pergunta de vários colegas sobre o doador de esperma, eu muito provavelmente farei inseminação artificial, já que sou casada com uma mulher e nós duas queremos muito filhos. Ou teremos por adoção, ou por inseminação (ou os dois :). Nos dois casos, meus filhos serão negros (no caso da adoção, só mesmo se o destino quiser que sejam brancos, mas sabemos que a maioria das crianças em abrigos são negras. Não vamos escolher, vai ser o que Deus quiser, óbvio). Minha companheira é negra e eu branca, e nós duas concordamos que nossos filhos biológicos terão doador negro.

Isabela disse...

Dayane,

Eu acho MESMO que muitas vezes o xingar é muito mais manifestação de raiva, de falar algo 'feio' ou 'sujo' e ao mesmo tempo libertador. Quando vc topa o dedinho na porta e berra 'cara***', é só um palavrão mesmo, que saiu como desabafo. É só uma interlocução, que não visa ofender.

Agora, quando vc efetivamente dirige a ofensa a alguém (ex: chamar a mulher de vadia), ainda que não passe diretamente pela sua cabeça reprimir a sexualidade dela, me parece muito revelador (Freud explica? Ato falho? Cadê o pessoal da psicanálise?) que vc escolha justamente um termo que desvalorize essa sexualidade.

Quer dizer, vc está xingando, que nada mais é do que associar a coisa/pessoal a algo ruim, não?

Então automaticamente ao chamar a mulher de vadia vc já está assumindo que o conceito 'vadia' é ruim e, consequentemente, reprovando a sexualidade da mulher.

Tatah disse...

Parei pra pensar nos palavrões que eu falo. E eu falo muito palavrão. Impressionante que praticamente todos os palavrões estão ligados ao sexo ou a comportamentos sexuais. Para minha surpresa, até o "inofensivo" babaca.

O desgraçad@ é uma exceção, mas para não fugir a regra eu já ouvi (e falei) muito "desgraç@ pelada".

Augusto disse...

Só eu acho o xingamento 'boboca' muito estranho e infantil?

Lord Anderson disse...

A parte mais legal desse post, ao menos para mim, é ver as informaçãos sobre origem das palavras.

algumas eu conhecia, como desgraçado,danado, etc

mas outras como coitado,esculhanbar e babaca são novidades.

Duas palavras que mudaram o sentindo com o passar do tempo foi

animal e "foda"

antes era um xingamento

"vc é um animal", mas depois passou a ter sentido de otimo ,incrivel, etc

isso é animallllllll

(rs, a diferença é o contexto e o tom da fala)

O mesmo com foda, de indicar ato sexual passou a indicar algo chato

"iss é foda, viu"

e depois tb elogio

"´´e foda, sou foda", etc

rs, pra quem precisa lembrar que a lingua é viva e sempre mutavel.

Yuri disse...

Sempre que eu vejo que escrevem sobre controlar os termos e não usar nada machista, racistas ou o caralho a quatro, eu me pergunto: o que aconteceu com a idéia de reapropriação das palavras?
http://en.wikipedia.org/wiki/Reappropriation
Que tal se aso invés de pararmos de usar certos termos, nós nos reapropriarmos deles e os utilizarmos como coisas positivas? Algumas comunidades sex-positive tentam se reapropriar do termo "vadia", assim como certos artistas têm um discurso político de se reapropriar do termo "puta", como Annie Sprinkle ou Penny Arcade. Esta última montou um espetáculo chamado "Bitch! Dyke! Faghag! Whore!" (traduzindo: Vadia!Sapata!Amante de viados! Puta!)
Eu tento usar as palavras vadia, puta, viado, bicha, sapata, etc. fora de contexto, ou de forma positiva, sem uma carga de insulto. Prefiro isso do que fingir que esses termos não existem.

denise disse...

Abomino toda forma de ofensas gratuitas, como já disse, mas se tem uma coisa que não suporto é pobresa de espírito rs rs rs

Pra isso uso minha vingança loira

Dayane Ok. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Dayane Ok. disse...

denise

"Pra isso uso minha vingança loira"

kkkk!Cm assim?

denise disse...

LOLA AGUEM TA USANDO MINHA FOTO E MEU NOME, EU NUNCA IA ESCREVER ESSAS COISAS

denise disse...

dayane n fui eu quem escreveu, alguem ta usando minha imagem aqui....

Marcel disse...

"Quanto ao desgraçada: os supersticiosos não gostam do insulto e nem ao menos de dizer a palavra. Acreditam que traz maus fluidos para quem insulta, aquela história do mal que deseja ao outro volta pra você."

Sim, exato.... aí eu já xingo estes supersticiosos e religiosos também por tabela...

Liana disse...

Humm, pois é, tem um duende/doente rondando o blog. Aquele comentário sobre "xará tem razão" também não é meu. Até parece que eu vou dar razão para essa figura pertubada. A dobradinha 'emprego + tratamento psiquiátrico' resolveria o problema de muita gente.

Sara disse...

Liana eu tirei minha foto, não consigo imaginar como fizeram isso.

Sara disse...

EU comentava como denise, mas q sacanagem, não deve ser facil fazer o q esse idiota fez.

Liana disse...

Sara, é por isso que eu não gosto de colocar foto, pelo menos não com uma que seja muito óbvia. Já tive algumas chateações e hoje eu evito. Por essas e outras que eu sempre tô orientando as crianças e os adolescentes com as quais eu convivo. Elas na maior ingenuidade colocam dados completos e isso pode abrir caminho para situações perigosas. É sempre bom tomar certos cuidados.

Sara disse...

Mas Liana o q estou achando estranho é que no seu caso de ontem a pessoa que usou seu nome não colocou o seu avatar, mas no meu caso ela usou até a foto e nome que eu usava, mas ja mexi no meu perfil e alterei, e tirei a foto tb.

Liana disse...

Sara, essa pessoa fez comigo e com outros também só que a Lola apagou. Tem um ainda aqui que não é meu, é o que está escrito "xará" no comentário e tá com a foto do meu perfil. Há um tempo, lembro que aconteceu o mesmo com um comentarista frequente aqui do blog. Tava com o mesmo nick dele, mas sem a foto. Eu desconfiei na hora, pois não é como ele costuma escrever. Vai entender a necessidade de chamar atenção, só terapia, ou nem.

m4v3r1ckk disse...

@Sara

Não fique tão preocupada, provavelmente quem fez isso é um n00b.

"clonar" perfil é muito fácil, basta tirar um print da tela, jogar num paint da vida...recortar, os dados vc copia e cola, pronto.

O problema seria se a pessoa alterasse o SEU perfil, dai sim vc teria certeza de que ela acessou com seu login e senha.

Isso vc pode verificar na sua conta de email, todos os webmails tem um relatorio com os ultimos acessos de login e senha por IP.

Essa "brincadeira" de mal gosto é mais velha do que andar para tráz.

Lord Anderson disse...

Dayane

Pois é, um exemplo perfeito do que eu disse, rs.

Lorena disse...

Sara

Ontem essa pessoa fez o mesmo comigo, usou a foto do perfil e tudo. Meu perfil do google é trancado, então pelo menos sei que ela não viu o perfil em si, só copiou nome e foto.

Mas fica tranquila, não dá ibope, que @ chatonild@ para.

Sara disse...

Agora eu clikei no que a pessoa escreveu e da em um perfil inexistente, eu não entendo muito de computador e não sabia que isso era possivel, desculpem e obrigada.

Teresa disse...

Obrigado pelo esclarecimento @Bruna! Parece bobagem, mas eu tava na maior dúvida.

Eu disse...

Denise, quais comentários que não são seus?

Sara, esse EU sou eu? não perca seu tempo, menina.


Uma das neuras virtuais é esse negócio de desconfiar dos perfis. rsrs Mas já peguei dois perfis me atacando em que os dois eram a mesma pessoa. Sabe como? erros de português.

Sara disse...

"Eu" desculpe só responder agora, mas estava fora, eu postava como denise com foto, mas alguem fez um fake do meu perfil, e postou comentarios, por isso vou postar com outro nome e tirei a foto.

Denise disse...

Gente,

O mypomb não está parecendo o Flasht?

Raphael disse...

Vadia é a mulher que usa sexo como moeda de troca ao mesmo tempo que engana os homens honestos dizendo que é romântica e gosta de homens bonzinhos.

mypomb disse...

Que coisa lola estes clones por isso não uso foto no avatar e por isso eles são fakes para se protegerem disto

Então automaticamente ao chamar a mulher de vadia vc já está assumindo que o conceito 'vadia' é ruim e, consequentemente, reprovando a sexualidade da mulher.

Do mesmo modo chamar um homem de virgem, pega ninguem esta dizendo que isso é ruim e esta reprovando a assexualidade do homem

Liana disse...

Eu tenho quase certeza Denise

Eu disse...

Ok, Sara/Denise. Sem problemas. Pensei que vc tivesse dito que EU se tratava de mim. rs

Bjs

Moi disse...

Meu xingamento favorito é dizer que a pessoa é boba, chata e tem cara de mamão. Sim, eu faço isso na vida real e os ofendidos ficam intrigados a ponto de não reagirem. Tentem, é divertido.

Hayashi disse...

O Hugh não tem moral para falar de ninguém...ele junto com o Larry Flint que começaram a mercantilização de corpos femininos em massa;se o homem americano trata as mulheres pela alcunha de vadia,agradeçam a este "respeitável" senhor,que por sinal,já passou dos 80 e se acha no direito de exigir mulheres jovens(somos meras mercadorias para ele)

♪Sueli Alves♪ disse...

Eu com estudiosa da língua nunca tinha olhado ofensa por esse ângulo.

Eu fui programada por minha mãe para não falar palavrões, mas com o passar do tempo, acabei incorporando as palavras de baixo calão ao meu vocabulário. Geralmente eu xingo situações, não pessoas. E muitas vezes eu uso o palavrão como elogio, como por exemplo "Fulano é f*d@", já que eu considero isso uma coisa boa hehehe. o FDP eu não uso justamente por ofender à mãe da pessoa e não a pessoa, mas nunca tinha olhado pelo ponto de vista machista. O VTNC inclusive eu respondo "nem vem querer desejar o meu bem pq eu sei que não é isso que vc quer."

É difpicil ser politicamente correto principalmente para quem como eu, fui educada para ser e as circunstâncias da vida ou o meio me condicionaram a não ser.

Valentina, uma mulher que fala disse...

Insullto é coisa de recalcaso:simples! Principalmente quando é de homem para mulher: Sinal de fraquesa e pior ainda sabe-se da incompetência, rs.

Lord Anderson disse...

AH, para uma contribuição mais democratica ao tema:

Dicionario brasileiro de insultos:



http://books.google.com.br/books?id=EYcp4KqFuzwC&pg=PT12&hl=pt-BR&source=gbs_toc_r&cad=4#v=onepage&q&f=false

Robson Vicente, professor e geógrafo disse...

Li este post e de todas as situações que você colocou, não levou em consideração um exemplo importantíssimo e que até foi exemplo de exclusão e que as feministas "deram as costas" foi da Ana Paula de Oliveira, a bandeirinha.
Imagina, seu time, e eu nem sou Botafogo e essa moça clamorosamente prejudicou com erros crassos o time.
Agora imagina o atacante, que tá recebendo pontapé, cotovelada, bica com a ponta da chuteira na canela na hora da falta, empurrões etc. Como fica os nervos desse cara quando ele faz o gol, no finzinho do segundo tempo legalmente e a banderinha anula erroneamente a jogada?
Manter a calma e pensar em insultos politicamente corretos, me desculpe, é quase um milagre. Não que esteja certo, mas inverta a situação para o futebol feminino. Dá na mesma...

Poesia de ocupação disse...

o termo cretino também refere à doença mental.. cretinismo... e imbecilidade também é uma deficiência

só pra adicionar ao retardado, mongol, etc.

ótimo texto =]

Karine Reis disse...

"Idiota" também é ser doente.
Achei mt restrito seu post e EXTREMAMENTE politicamente correto. Ninguem, no auge da fúria, vai fiacr pensando: "hummm o q eu faço para nao ofender o amiguinho"? ... Pô, cara... acho q certas coisas a gente tem que prestar mais atenção do que isso, saca? Sinceramente, não me preocupo com TANTA civilidade assim... Não pode peso, altura, animais, doenças mentais, nao pode profissão, não pode estilom de vida... não pode NADA! Então, é melhor fazer um post de como controlar a sua raiva e não xingar

Anônimo disse...

Eu encontrei esse site pesquisando uma maneira politicamente correta pra vagabunda e achei interessante esse conteúdo, mas achei muito moralista. Eu penso que temos tantas coisas mais importantes pra pensar do que pensar em que xingamento dar a fulano ou ciclano, por quê não usar os insultos convencionais? Nunca que alguém em estado de raiva iria pensar: Não vou xingar ela de puta porque não da pra eu xingar um homem de puto bla bla. Prefiro meu comodismo de puta,vagaba, viado, burro, etc.