quarta-feira, 11 de maio de 2011

QUEM ACREDITA EM IGUALDADE RACHA A CONTA

Faz tempo que venho querendo escrever um post sobre esse assunto espinhoso que é dividir a conta. Infelizmente, estou fora do mercado há quase 21 anos, então não sei muito bem como é o procedimento hoje em dia, se os namorados e futuros amantes saem pra jantar num encontro ou apenas “ficam” (algo que não existia na minha época). E também, dá um branco quando me lembro do meu primeiro encontro com o maridão. Sei que foi no final de um torneio de xadrez, e que a gente tinha passado os dois dias anteriores conversando. E que eu tomei a iniciativa, jogando uma indireta do tipo “Você vai ao cinema com os amigos e nem me convida!” (porque eu tinha ouvido ele e amigos falarem de ir ao cinema), e ele explicou que não, eles não tinham combinado nada, e se eu queria ir com ele sozinho. E aí fomos ver Suzie e os Baker Boys (pra você ver como essa história é antiga)... e não encontramos o cinema! Então ele perguntou se eu queria ir a um barzinho perto da USP, e lá fomos nós. Disso tudo eu lembro. E lembro que no barzinho comemos deliciosas bolinhas de provolone à milanesa e que ele adivinhou, do nada, que eu tinha sido goleira de handball. Tá, tudo isso tá claro. Mas o maridão diz que eu não comi quase nada das bolinhas, e eu nego. Não há possibilidade de haver queijo à milanesa sendo desperdiçado comigo por perto! Mas ele jura que sobrou um monte de bolinhas, e que “essa é uma mancha no nosso passado”. E eu não lembro quem pagou a conta, se dividimos, se eu ofereci pra dividir. O maridão afirma sem pestanejar que foi ele e que eu nem hesitei em aceitar. Não tenho certeza disso não, mas, em minha defesa, digo que sou muito mais feminista hoje que duas décadas atrás.
Se eu saísse com alguém hoje, nem passaria pela minha cabeça não rachar a conta. Afinal, sou uma mulher independente, ganho bem. E você já deve ter notado que sou feminista. Seria hipocrisia da minha parte exigir direitos iguais e querer manter um privilégio arcaico. Só poderia aceitar que um homem pagasse meu jantar se eu acreditasse nessa mentalidade de “homem provedor”, “homem chefe de família”, “mulherzinha frágil”, conceitos que pra mim são tão válidos como “o homem deve trazer a caça quando volta à caverna”. Desde a segunda fase do feminismo, nos anos 60 e 70, as feministas têm encorajado as mulheres a racharem a conta. Em países onde a igualdade entre os gêneros é maior, como na Escandinávia, rachar conta é comum, e homem pagar sozinho é que é tido como estranho e ultrapassado.
Mas em lugares em que ainda estamos distantes da igualdade, como o Brasil, e numa época em que ainda vivemos o backlash (a reação conservadora dos anos 80 aos direitos adquiridos nas décadas de luta), como hoje em dia, vejo vários indícios que o velho costume segue firme. Os masculinistas se queixam que as feministas não querem abrir mão dos privilégios das mulheres. Ok, mascus não contam, porque eles são um zero à esquerda (na realidade à direita, se considerarmos sua inclinação política), e porque eles são os primeiros a insistir nos papéis convencionais de cada gênero (ou seja, eles creem que o homem deve ser o provedor). Já muitas mulheres reclamam que o feminismo matou o romance. Pois é, elas associam romantismo à tradição careta de que o homem deve pagar a conta.
Eu não tenho como justificar um comportamento desses. Se eu quero estar em pé de igualdade com meu companheiro, como vou querer que ele me banque? É verdade que mulheres ainda ganham menos que homens (70 centavos para cada real pago a um homem), e que ainda estamos longe de ocupar postos de chefia (apenas 5% das mulheres comandam as cem maiores empresas brasileiras), mas certamente estamos menos desiguais que quando os homens faziam a corte.
Este é um assunto complicado porque até mesmo onde não há papéis de gênero definidos, como no caso de gays e lésbicas, existem dúvidas sobre quem deve pagar a conta. Um site americano de etiqueta para homossexuais diz que deve ser assim: “você convida, você paga”, sempre lembrando que só porque alguém pagou não quer dizer que você tenha que sair de novo com essa pessoa ou “ficar na horizontal”. Mas só seguir essa regra não resolve a situação no mundão hétero, porque, assim como convivemos com a noção do macho provedor, também costumamos acreditar nessa besteira que o homem é quem deve tomar a iniciativa. Ou seja, ele que vai convidar quase sempre. Então é ele que deve pagar?
Depende. No primeiro encontro, creio que, se você for mulher ou homem que defende direitos iguais, deve se prontificar a dividir a conta. Sem criar muita confusão porque, afinal, já tem tanta coisa incômoda num primeiro encontro que não é preciso arranjar mais uma. Mas, se houver outros encontros, se rolar um namoro, é imprescindível que se fale sobre a questão. O ideal é que se divida a conta sempre, mas e se uma das pessoas ganhar muito mais que a outra? E se uma estiver desempregada? E se essa pessoa que ganha mais adorar ir a restaurantes caros, e pra outra fica pesado arcar com parte das despesas? Bom, aí eu já acho que quem ganha mais pode pagar mais, simples assim. Só que minha opinião contempla que talvez a mulher ganhe um salário maior, então deve ser ela quem paga mais. Todas essas questões são difíceis de ser debatidas num primeiro encontro, mas não têm por que não tratar delas em seguida. Num namoro, de modo bem geral, o casal se relaciona pra saber se pode dar certo num relacionamento mais estável, como num futuro casamento. E, num casamento, já posso antecipar: desentendimentos financeiros são uma das principais causas de divórcio. Portanto, se namoro é treino pra casar, que tal falar abertamente sobre um dos principais pontos de um relacionamento, que é o lado financeiro? (Você achava que era só sexo e farra, né? Quem dera!).
Minha sugestão pra este assunto espinhoso é que as pessoas (mulheres e homens) reflitam: por que pagar a conta ainda é visto como obrigação masculina hoje? Que sentido faz isso num mundo com maior igualdade? Você, mulher, pagaria a conta se saísse com um namorado desempregado? Por que ou por que não? Se um homem não paga a conta, você se sente menos especial? O que você, homem, pensaria de uma mulher que queira rachar a conta? Isso te faria sentir menos homem, faria com que você olhasse pra ela como menos mulher? E, acima de tudo: por que este assunto ainda é assunto em pleno século 21?

Como eu disse aí em cima, já estava pra escrever este post faz tempo. Mas o que me motivou foi um texto da Srta. Bia no Blogueiras Feministas, um texto de que discordei e discordo muito (leia o post e os comentários). Ainda bem que o feminismo é plural e não precisamos concordar em tudo.

126 comentários:

The Buk's On The Table disse...

Mas ainda há muitas mulheres que pensam assim. Mesmo entre as mais jovens ainda existe esse pensamento.

João disse...

Lola, devo dizer-lhe que gostei desse texto. Achei que houve ponderação de sua parte, nada de extremismos, e isso faz com que o texto fique equilibrado! Parabéns!

Já quanto a dividir a conta, concordo com o primeiro comentarista.

Ártemis disse...

Pra variar, concordo contigo.

É isso, como é que eu vou querer ter uma relação de igual para igual, como quero ser independente se não quero dividir a conta? Seja da lanchonete ou do motel, tanto faz.

Eu sempre falo pras minhas amigas: quando a gente paga, estamos quites. O cara vai ter que agradar.

Não vale mesmo fazer zoeira no primeiro encontro, mas é só se oferecer pra pagar. Se ele insistir, é só falar 'ok, mas depois eu pago outra coisa'.

hellomotta disse...

Eu ainda tenho meus dedos contra isso, sempre fico naquela de quem paga a conta ou não.
Eu queria era encontrar uma pessoa que batesse a perna e dissesse: "vamos dividir a conta! dá tanto pra cada um", mas vou te falar que no meio gay isso é beeeem dificil.
É bem daquele jeito mesmo, "você convidou, você paga", e por isso que ninguem convida pra nada mais que um cinema.
hahahaha
Beijo, Lola.

Candida disse...

Mas do que exatamente discordaste do texto da Bia?

Lucas disse...

E é complicado pra nós homens, mesmo. Às vezes você sai com uma pessoa super inteligente e tranquila, mas que ainda tem a percepção de que o homem deve pagar a conta. Aí às vezes rola uma certa insegurança de propor, porque algumas garotas levam isso muito a sério.
Acho que nesse caso as moças podem nos dar uma ajuda e já propor dividir a conta pra deixar claro que não têm problema com isso!

Beijo Lola, ótimo post!

Bárbara Araújo Machado. disse...

Nossa, assino embaixo seriamente!

Essa história de quem paga a conta é sempre como acaba minhas discussões sobre feminismo com a minha mãe. Ela pode até concordar com tudo que eu esteja falando, mas no final termina sempre com "é, mas eu só saio com homem que paga a conta!".
Eu tento argumentar com ela justamente isso, Lola, frisando que eu acredito que quem ganha mais que o outro e dispõe de mais grana pode sim pagar as contas sem rachar de vez em quando. A parada é que isso se aplica à mulher também, como você falou.

Esse parece um assunto trivial, mas é chave pra pensar a luta pela igualdade, exatamente porque ainda é uma coisa muito mal resolvida entre as pessoas.

Isis disse...

Eu e meu namorado somos bem tranquilos com relação a isso.
Quando eu estava desempregada ele pagava tudo. Quando arranjei emprego passamos a dividir a conta normalmente.
Mas até hoje quando ele está mais "quebrado" e a gente quer, sei lá, sair pra lanchar, eu pago. E o contrário acontece o tempo todo também.
E isso sem nenhuma confusão ou discussão a mais, é natural.

Acho um absurdo o casal deixar de sair porque o "provedor" não tem dinheiro no momento e não aceita que o outro pague.

Bárbara Araújo Machado. disse...

P.S.: Putz, nem tinha lido aquele texto da Bia ainda. Foi até agora o que eu mais discordei de todos que já tinha lido no Blogueiras Feministas! Achei mó viagem... Tomara que ela possa refletir com seus texto aqui. =)

Raquel disse...

Como vc disse no final: por que isso ainda é assunto em pleno século 21? também não sei... mas desde meu 1° encontro com meu marido lembro de termos rachado a conta, não me lembro se isso o surpreendeu/incomodou mas acho que é uma questão da mulher também se respeitar, como pessoa capaz de se sustentar e buscar direitos iguais, simples...
Sobre esse assunto já ouvi de tudo, já ouvi de colegas mascus reclamações do tipo "eu paguei a conta e ela ainda não quis nada comigo", como se ao pagar pela refeição o homem tivesse o direito de possuir a mulher... enfim, absurdo e lamentável que isso ainda seja assunto...

Borboletas nos Olhos disse...

Eu entendi bem o que Bia disse lá e pra quem ela disse e até acho que você acabou consolidando o texto dela ao dizer que quem acredita em igualdade divide a conta, né. O texto lá é justamente para as mulheres que NÃO acreditam em igualdade, é um indicativo que mesmo as que não acreditam nisso foram beneficiadas pelas conquistas feministas.
No meu dia a dia, primeiro encontro quem convida paga (e eu convido muito) mas se foi a outra pessoa que convidou eu me ofereço pra dividir e se a pessoa não quiser não faço questão. Daí em diante, aprendido em casa, quem ganha mais paga mais. Dividir nem sempre quer dizer igualmente, né. Ou quem tem dinheiro no dia paga. Pra mim grana nunca foi tabu, se alguém me convida pra sair e eu não tenho dinheiro, aviso: não tenho. Se a pessoa - namorado, amigo, irmão - quiser bancar, beleza, vou na boa, adoro passear. Da mesma forma se quero sair eu digo (pro amigo, irmão, namorado): bora? se ele não quiser ir por falta de dinheiro eu digo: liga não, tô pagando. Se ele - namorado - não for porque eu tô pagando e sou mulher já é um bom motivo pra terminar.

Bruno S disse...

Eu não consigo ver qualquer sentido em alguém ter obrigação de pagar uma conta inteira.

A pessoa pode até fazer isso quando há diferença grande de renda, mas ainda assim eu acho mais adequado que se dê preferência a programas acessíveis a ambos.

Posso dizer inclusive que uma das experiências mais desagradáveis que já tive em um encontro foi ver a moça fazendo cara de paisagem quando veio a conta.

O mais triste nessa questão do "quem paga" é ver um hábito machista sendo reproduzido por muitas mulheres com muitas posições feministas.

E esse debate sempre me lembra um frase bastante grosseira de um amigo: "se for para pagar pelo programa, melhor procurar uma profissional"

Lord Anderson disse...

Quando eu era adolescente ouvia muito disso de que homem tem que pagar a conta, e meu pai mesmo dizia que era uma vergonha deixar uma mulher pagar.

Felizmente quando comecei a sair mesmo, foi com garotas que tb acreditavam em independencia e que sempre deixavam claro que iamos dividir.

Confeso que no principio estranhei um pouco, mas vi que isso era o certo.

Hoje em dia, não conheço praticamente nenhuma mulher que fale em deixar o homem apenas pagar.

Até pq sempre tem o mane que acha que pq pagou o jantar, a garota ficou em "debito" com ele.

Quando minhas sobrinhas ficarem adultas, foi lembrar de ensinalas o titulo do post.

^_^

Niemi Hyyrynen disse...

Isso é complicado msm, quando vc fala que tudo bem em repartir a conta tem pessoas que se ofendem, parece que vc ta xingando elas...

Acho importante dividir a conta, quem paga tudo se sente na maioria das vezes no direito de escolher o que bem quer, confudem pagar por, com ter direito de.

Sobre a questão de uma pessoa ter um padrão de vida melhor e querer ir a lugares mais sofsticados e mais caros, acho que dá para tentar fazer uma média de lugares que dê para os dois pagar, para a outra pessoa não se sentir deslocada também né. Mas se a pessoa faz questão, então ela que ajude na diferença! Isso não vai pesar tanto assim.

Se o companheiro(a) está desempregado(a), pagar o passeio não é de forma alguma uma imposição de costume, mas uma pratica que e faz necessario, afinal alguem tem que pagar, ou então que o namoro seja em casa.

E eu percebo bem essa diferença de como se conduz a conversa de quem paga, quando saio com homem ou uma mulher, geralmente os caras "fazem questão", acham que estão sendo bacanas, já com as meninas, quem convidou, paga, mas acho muito mais fácil dialogar com as garotas, para elas não vai parecer questao de demerito dividir a conta, como se elas dependessem do poder aquisitivo do seu dinheiro pra seduzir...

L. Archilla disse...

Nossa, Lola, eu tenho tanta história bizarra de divisão de contas pra contar!!! vou até dividir o comentário.

Então, eu sou da opinião de que, nos primeiros encontros, têm que ter divisão, sim. CLaro q com o tempo isso pode ser discutido mais abertamente, por ex, quem ganha menos paga menos, ou quem convidou paga, enfim, a gosto do freguês. Fico SUPER com pé atrás quando o cara insiste muito pra pagar tudo. Em todas as vezes que isso aconteceu comigo, o cara se revelou um total retrógrado depois (mesmo os que tinham pose de moderninhos). Claro que, se for um programa super barato, tipo tomar um café ou ver um show gratuito (onde os gastos se resumem a estacionamento e água), eu me ofereço pra pagar, mas se o cara insiste eu deixo, vejo como uma gentileza, algo que eu faria por uma amiga.

E me dá asco esse papinho de "elas querem direitos iguais mas não querem dividir a conta" pq 99% das mulheres q eu conheço se oferecem pra dividir. Não sei com quem esses antes andam saindo.

Denise disse...

Tenho amigas que pensam assim: se eu sair a primeira vez e o cara não pagar, já era! Não saio mais. Isso é muito comum. E é um comum irritante, para mim. Concordo com tudo. E com o que o Bruno falou também: se um dos dois tá quebrado, que escolham um programa que ambos possam fazer. Entrar em acordo, pois é disso que um relacionamento é feito (e se o acordo for que o que tem mais pague, tudo bem também). E a pergunta: leitoras da Marie Claire realmente vivem para ler revistas femininas e perpetuarem atitudes machistas ou eu tô doida? Porque parece que as leitoras vivem só para calcular um jeito de fisgar um partidão "gentil" (= rico).

lola aronovich disse...

Candida, vc vai ter que ir no Blogueiras Feministas, no texto da Bia, e ler lá (o link tá no final do post). Eu e a Bia trocamos vários comentários. Dá pra entender o que discordei do texto por lá. Basicamente eu entendi (e a Bia confirmou) que o post dela diz: “Vai fundo, amiga, arranja um casamento de conveniência e agradeça ao feminismo por agora vc ter a escolha de fazer o que sua tataravó já fazia”. Essa não me parece uma mensagem feminista (as feministas sempre pregaram igualdade, ou seja, dividir a conta), e o problema é que não foram as feministas que deram a liberdade pras mulheres arranjarem um namoro/casamento de conveniência. O feminismo não tem nada a ver com isso! Essa já era uma escolha das mulheres (de certa classe social) muito antes de qualquer corrente feminista, inclusive, muito antes dos tempos da Jane Austen... Mas rolou uma boa discussão na caixa de lá.


Bárbara, é, eu também. Achei que o texto da Bia destoa de qualquer feminismo. Achei muito equivocado mesmo. Mas tem uma discussão interessante lá.

lola aronovich disse...

Isis, isso eu também acho: ninguém deve deixar de sair com alguém porque uma das partes não tem dinheiro pra pagar, se a outra tem. Mas nesse caso, pra mim, eu vejo semelhanças com quando a gente sai com um grupo de amigos e algumas pessoas nesse grupo não são da mesma classe social, ou estão desempregados ou subempregados. O que vc faz? Vc exclui a pessoa desse grupo? Ou vc divide a conta de uma forma que ele pague menos?
Eu e o maridão também sempre fomos super tranquilos quanto a dividir conta. Quer dizer, como somos pão duros (os dois), a gente nunca saiu muito mesmo, há há. Na realidade lembro bem pouco dos nossos meses iniciais de namoro, que foram tumultuados (nenhum dos dois tinha tido um compromisso sério até então, não estava acostumado). Mas desde que juntamos os trapinhos é tudo bastante bem dividido. Num eventual divórcio, nunca teríamos desentendimentos financeiros do tipo “isso é de quem?”. Durante boa parte dos nossos quase 21 anos juntos (morando junto desde o início de 94), nós dois ganhávos salários muito parecidos. Tinha vezes que ele ganhava mais, tinha vezes que eu ganhava mais, mas em geral era bem equivalente. Então a gente quase sempre rachava as contas de tudo 50/50. Durante meus 6 anos de mestrado e doutorado minha renda despencou (eu recebia bolsa), e tinha que arcar com as despesas em Floripa, então ele pagava uma parte maior das despesas em Joinville. Agora, pela primeira vez em nossas vidas, um de nós recebe um salário muito bom, que representa a soma do que nós dois ganhávamos juntos todos esses anos. Portanto, agora, eu tô pagando a maior parte das despesas. Acho completamente justo. Se ele estivesse na minha situação, faria o mesmo. Felizmente, o maridão não é desses homens que se consideram menos másculos porque a mulher ganha mais. E nem eu sou uma dessas mulheres que acha essa besteira. Eu e ele somos professores. Sei que o único jeito de receber um salário alto como professor é atuando na universidade pública. Eu fiz mestrado e doutorado pra isso. Ele não tem essa vontade, e mesmo assim, ele é professor de xadrez. Não tem concurso pra professor de xadrez. Mas enfim, se tem uma coisa em que nós dois raramente discutimos é na questão financeira. Felizmente temos a mesma mentalidade não-consumista.

Carol disse...

Olha, com muito orgulho que eu sei que desde o começo do relacionamento a gente sempre dividiu a conta.

Pouco tempo depois de começarmos o namoro eu recebi uma função extra e até hoje ganho bem a mais que ele. A conta, em geral, é dividia pelo que cada um comeu mesmo (sem a chatice dos centavos, mas em ordem de grandeza). Acho a coisa mais justa do mundo. E isso vale em motéis/viagens também, oras! Por que não?

Recentemente, fomos ao Peru por um fim de semana. Eu paguei as passagens, ele pagou o hotel, cada um pagou algumas das refeições, ficou mais ou menos elas por elas.

Lógico que já aconteceu de ele pagar alguma conta inteira (menos ganhando menos). Algumas vezes que recebi algum prêmio/promoção/boa notícia e ele quis me levar pra comemorar, já avisando que era ele quem ia pagar. E o contrário também!

Aliás, eu sei que pra ele foi um obstáculo, uma resistência, que ele teve que superar. Trabalhamos no mesmo lugar, entramos juntos, e temos vários amigos que entraram junto também. Sou a única mulher do grupo. Os amigos mencionados, as esposas não trabalham. Ou seja, quando sai todo mundo, eu sou, em geral, a única mulher que paga. No começo isso era difícil pro namorado. Hoje em dia, ele fala disso é com orgulho.

Aliás, minha regra sempre foi: pra quê um só pagar e a gente sair metade das vezes? Se dividir, podemos sair o dobro, e isso é sempre melhor!

L. Archilla disse...

E, agora falando das histórias bizarras: eu tive um namorado q pagava tudo. Desde o primeiro encontro eu me oferecia pra pagar, ele insistia em bancar e eu acabava deixando. Mesmo que eu tivesse consumido muito mais! Aí, depois de meses, eu parei de me oferecer, né! Mesmo porque ele ganhava o dobro de mim e tinha emprego fixo, então eu achava que a lógica dele era essa.

Um dia, fomos ao supermercado comprar porcaria pra comer vendo tv, e ao passar no caixa a moça perguntou de quem ela cobraria, ele disse que era dele, porque EU NUNCA PAGAVA NADA! E que eu era a maior mão de vaca! E começou a me humilhar na frente da caixa!!!!!!!! HAHAHAHAHA!! Dias depois eu me ofereci pra rachar uma pizza, e de novo, na frente do atendente, ele soltou um "graças a Deus! Finalmente!"

Não preciso dizer q o namoro não durou nada, né? ahahahhahaha

Lord Insanus disse...

Nisso concordamos lola, espero que o feminismo de muitas aqqui não seja só da boca para fora.

Thiago Pinheiro disse...

Sinceramente nos primeiros encontros eu iria sempre fazer questão de pagar a conta mesmo que o convite partisse dela, jamais sugeriria dividir, no entanto se ela se inclinasse desde o principio a querer contribuir com sua parte, mesmo eu retrucando, concordaria num futuro bem próximo com ela.
Não me sentiria incomodado que ela posteriormente até pagasse toda a conta se o valor fosse baixo.
A questão é que prefiro que se ela tiver o igualitarismo mais aflorado me chame de bobo num primeiro momento do que alguém que vá dizer para os outros que sou um perdedor que não paga nem a conta, implicando numa afirmação de que eu não saiba tratar uma mulher.

Barbara disse...

Namoro há seis anos e também nem me lembro como se faz em "primeiros encontros". Mas na minha relação funciona assim: não dividimos 50/50. Fica com cara de pão-duragem rachar a conta tipo 17,53 para cada um, depois passar dois cartões etc. Então sempre um só paga. Varia quem, não pensamos quem pagou da última vez, é decidido na hora mesmo. Mais no estilo "estou com preguiça de ir no caixa, vai lá você e paga". Eu ganho mais ou menos o dobro que o meu namorado e isso nunca foi problema. Mas discordamos quanto ao modo de gastar o dinheiro (ele sempre gasta tudo o que tem).

L. Archilla disse...

História bizarra dois: (eu juro, é a última!)

Namorei um cara de outra cidade que vivia sem grana mas sempre queria pagar tudo. Eu sempre me oferecia, mas como ele fazia questão e a gente só fazia programas mega baratos (cerveja no bar da esquina, filme em casa com pipoca), tb deixava. Mesmo porque era só eu q ia pra cidade dele, ele nunca vinha pra cá, então eu arcava com o custo das passagens. Um dia ele cismou de querer pagar mnhas passagens. Eu, vacinada que sou, me recusei. Ele insistiu MUITO e eu deixei ele dar 1 real, simbólico, pq ele disse q era importante pra ele. Como ele era 22 anos mais velho q eu, brinquei dizendo q se ele passasse a pagar minhas contas ia me dar um conflito edípico. Pois bem, o cara surtou em plena rodoviária, disse q nosso namoro nunca ia dar certo, pq ele era liberal demais, bicho solto, sabe como é, odiava compromisso, então se eu quisesse continuar vendo-o, teria q aceitar isso, que nosso relacionamento era só de momento. (!!!!!!!!!)

Obs: tb não preciso dizer q foi a última vez q nos vimos, né?

Agora lanço a questão: todos os caras são esquizofrênicos assim no que diz respeito a pagar a conta ou é um problema específico dos que namoram/saem comigo?

cronicasurbanas disse...

Concordo com a Borboletas, bom senso acima de tudo, né? Dividir não significa necessariamente 50/50sempre. Racho, pago pro outro, deixo que ele pague, depende da circunstância. Mas sempre ofereço pra dividir, até pelo que o Lucas comentou, de deixar o homem mais à vontade com isso.
Mônica

aiaiai disse...

Eu to sem tempo de ler os comentários aqui, mas li o texto da bia e os seus comentários lá.

Eu adorei o texto dela porque ela não fala disso, ela fala da mulher ter o direito (hoje, graças a luta feminista) de escolher se quer se relacionar com um homem q paga a conta ou não. Ela não defendia isso, ela só dizia para uma idiota q fez uma declaração contra o feminismo numa revista feminina que a idiota deveria estudar o q é feminismo antes de falar idiotices. A tal mulher dizia que o feminismo acabou com o romantismo do cara pagar a conta. Ou seja, uma rematada idiota. A Bia respondeu lindamente, com uma paciência de me dar inveja (porque eu não tenho mesmo, mando a m.... e aos livros).

Mas bom...eu acho q isso deveria ser irrelevante. O natural é dividir...mas eu já paguei muitas contas de namorados porque sabia q eles ganhavam menos de q eu e que não poderiam pagar o luxo de ir em algum restaurante/bar q eu queria ir. Ou seja, eu convido e pago.
Já teve outros também que eram mais ricos e pagaram contas para mim, me deram presentes caros, pagaram viagens...eu não me importei porque nunca achei que estavam me comprando, alias, não compraram mesmo e sabiam disso.
Mas eu sou uma exceção.

O que eu queria colocar é que essa discussão me lembra outra que já tive aqui com você e outros comentaristas sobre a mulher "ter direito" de escolher ficar em casa sendo sustentada pelo marido. Eu sou contra. Acho que não chegamos ainda a um ponto no qual poderemos ter essa liberdade. As desigualdades são muito grandes, tanto que é muito RARO um homem fazer isso - ser sustentado pela esposa.

Então deixo a questão: não é muito difícil que uma mulher que deixou de trabalhar para ficar em casa cuidando dos filhos e da casa e do marido tenha dinheiro para pagar o restaurante ou mesmo rachar a conta?????

O lance, então, é ser igual enquanto são namorados...mas depois de casado tudo bem o homem pagar tudo para a mulher?????

Não entendi isso.

miatrix disse...

concordo plenamente com seu ponto, lola. ainda mais porque voce tocou na parte do 'quem ganha mais, paga mais'. me soa perfeitamente justo.

mas isso me lembra um caso meio engraçado que rolou comigo.

eu ganho menos que o cara, saímos pra comer. na ocasiao, ele nao tinha recebido o salário dele, eu convidei, eu paguei sozinha. dia seguinte, ele já tinha recebido o salário, saímos novamente. E AÍ RACHAMOS. eu esperaria que o cara pagasse tudo porque no dia anterior EU paguei, como esperaria caso saísse com algum@ amig@ qualquer, mas ho.

enfim, essa questão toda da liberdade me lembrou a discussão por causa do lingerie day, e os textos da marjorie e da maryw (to confundindo os nomes?) sobre o choose my choice. acho que é uma resposta excelente ao texto da bia, nao é?

Priskka disse...

Eu e o meu marido dividimos até os remédios que compramos pra cachorrinha. Hoje em dia, por mais que qualquer pessoa ganhe bem, é financeiramente impossível sustentar uma família sozinho. Não temos uma regra, às vezes ele paga mais, às vezes eu pago mais, às vezes a gente paga por igual. Depende das situações. Ele ganha a mais que eu mas nem por isso deixo que ele "monopolize" as contas ou faça as escolhas por mim. Ele tem uma empresa e é doido para que eu trabalhe lá, mas tenho pânico da simples ideia dele me pagando um salário. Trabalho em outro lugar e prefiro me manter independente. Sou super a favor de rachar a conta sempre. Direitos e deveres iguais!

Carol disse...

Bárbara,
no meu caso - também 6 anos de namoro - ficamos nessa 'pão-duragem' mesmo. E passamos dois cartões, via de regra. Há exceções, claro, mas é a prática.

Quanto ao dinheiro, meu namorado aprendeu a ser beeeeeeeeeeem mais comedido depois que começamos a namorar. Os dois ainda gastam com seus hobbies, mas sempre colocamos pelo menos 15% nos investimentos, ainda no começo do mês!

Bruno S disse...

Acho que uma regra boa é:

"de cada um conforme suas possibilidades, para cada um de acordo com suas necessidades".

Anne Liesel disse...

Aqui em casa, quando a gente namorava, dividiamos a conta ou cada uma pagava uma coisa: se era cinema+pizza, um paga o cinema e outro a pizza.
Agora, depois dos cinco anos de casadao, orçamento em comum, eu ganho um pouco mais que o marido, mas seguimos o esquema, só que agora é "uma vez pra cada um".
Nos nossos aniversários, a gente dora ir numa churrascaria daqui, que é bastante cara (por isso só vamos duas vezes por ano hahaha) aí seguimos o ritual: no meu aniversário ele paga, no dele eu pago.

Debate onde eu trabalho sobre quem paga a conta do motel esses dias rendeu mto papo, esse assunto ainda é mais polêmico que a conta do restaurante, cinema...

Fernando Borges disse...

É complicado isso.
Se a garota se oferece pra dividir a conta, eu sempre digo que ela não precisa se preocupar... Se ela insistir (nem precisa insistir muito rs) aí eu topo.
Agora se ela não disser nada, eu que não vou dizer.

Agora no namoro, onde certas formalidades já ficam de lado, aí sim, dividir sempre! Exceto, é claro, quando um dos lados estiver sem grana.

Lord Anderson disse...

Infelizmente eu conheço caras que não suportam a ideia de uma mulher pagar a conta para eles.

E nem precisa ser namorada, tenho um colega que ficou pessimo só pq quando saimos com um grupo de amigos e ele tava sem grana, uma das garotas pagou a parte dele.

No dia seguinzte, ele quiz brigar comigo e os outros caras pq não nos oferecemos no lugar dela.

Detalhe, ele a conhce a mais tempo do que me conhecia, rs

Depois ele se apressou em paga-la, sendo que ela nem tava ligando para isso.

Fico imaginando como ele lidaria com uma namorada/esposa que tivesse um salario maior.

Talvez nem mantivesse o relacionamento como alguns mascus pregam.

heheheh

Lord Anderson disse...

Ah, Lola, me perdoe o off, mas veja só esse absurdo:

Bolsonaro leva panfleto antigay a escolas

http://bit.ly/lBSech

Ártemis disse...

Acho engraçado como os casais (digo casados e etc) dividem as contas. Aqui o dinheiro é 'de ambos'. As contas são separadas por organização apenas (controle de quanto foi gasto e quanto ainda tem). Os gastos grandes devem ser combinados antes(i.e., uma aquisição nova pra casa), os pequenos não precisa falar nada.

Então, sair o dinheiro vem da conta que ainda tem, né!

Hel disse...

"E me dá asco esse papinho de "elas querem direitos iguais mas não querem dividir a conta" pq 99% das mulheres q eu conheço se oferecem pra dividir. Não sei com quem esses antas andam saindo."

Pois é, foi isso que eu pensei o.O
Sempre me ofereci pra dividir. Nunca fui a algum lugar achando que ia sair de graça, só porque era um encontro.

Namoro ha 3 anos e sempre dividimos a conta, ou quem tá melhor de grana paga uma saída, o outro a próxima, assim vai.

Já aconteceu de eu comprar um ingresso caro pra um show pra mim e pagar o dele junto, e dois meses depois ele me devolveu a grana do ingresso dele. Enfim, vai das possibilidades de cada um, mas via de regra procuramos manter equilibrado.

Ginger disse...

Eu li o texto da Bia e achei que ela deu um tiro no pé do próprio feminismo dela, a leitura da Marie Claire está confusa, não sabe que está perpetuando um jogo de poderes e culpa o feminismo de estar tirando o que ela pensa ser um previlégio, daí vem a Bia e diz que o feminismo que dá condições para a leitora pensar assim!!! Isso é prato cheio para os retrogadas !!!

A leitora da Marie Claire na verdade não precisa nem 'pensar' para agir dessa forma nos seus relacionamentos, é só deixar no piloto automático pq isso já é padrão!

Carla Mazaro disse...

Eu concordo com a Aiaiai e com o Bia, o feminismo nos deu poder de escolha qto a casar por conveniencia ou não... pq antes quem decidia era o pai.. não as mulheres... pq as pessoas tem essa idéia rommantica dos velhos tempos, mas nunca devem ter conversado com a própria avó...
Quanta as histórias bizarras da L. Archilla, desculpa, mas acho q o problema é com vc.... hehehehe
Sério... as pessoas em geral - eu inclusive - tem mania de se relacionar com parceiros parecidos... mesmo que eles pareçam diferentes...

Oliveira disse...

Eu não racho conta com a mulher que eu saio. Isso é coisa de homem fresco, ou vagabundo.

Sou eu que pago e pronto.

Lord Anderson disse...

Como eu disse sempre tem um idiota que pensa assim.

L. Archilla disse...

Carla, depois de anos de terapia, tb estou chegando a essa conclusão! ahhahaha

Pentacúspide disse...

Eu li o texto indicado, achei, quanto ao tema "de contas" muito hipócrita, pois escolhe apenas o que é conveniente.

Dividir ou não a conta, para mim, HOJE, é TANTO FAZ.

Tive uma namorada, conheci-a na faculdade, que ganhava 10 X mais do que eu e que, portanto, frequentava sítios muito mais caros e que portanto pagava as contas, porque eu dizia logo de cara: mulher, isto está fora do meu orçamento. O que eu fazia para curar a situação era convidá-la para os sítios à minha escolha e pagar eu.

No entanto, porque fui educado para pagar as contas, não consegui gerir a situação, e eu que digo que não me importa o que os outros falam de mim, acabei por afastar-me dela porque diziam que eu andava com ela pelo dinheiro dela, pois ela tinha 22 anos a mais do que eu e o dobro do meu peso. Hoje já não somos muito amigos, mas ainda gosto dela (é uma mulheres mais vivas e inteligentes que já conheci), só que ainda não me consigo ver a ser sustentado por uma mulher, embora venha lenta mas gradualmente a mudar isso.

Marina disse...

Gente, acho um porre ter que discutir com alguém por causa disso. Por que não racha de uma vez? Os dois comeram, os dois se divertiram, os dois pagam. É justo. Nunca concordei com essa de "o homem paga". Isso é diminuir a capacidade da mulher de arcar com as próprias despesas.

Sarah disse...

Lola, já tive uns probleminhas com isso...sempre dividi a conta com meu ex e ele adorava, lógico. Daí, quando fomos morar junto, continuamos no mesmo sistema. O únic problema é que ele decidiu rachar todas as despesas meio a meio, e eu ganhava 1/3 do salário dele. Resultado: eu estava sempre sem dinheiro e ele ainda exigia que eu fizesse 99% das tarefas domésticas. Não precisa nem dizer que não durou muito.

Bruna_k disse...

Se a gente já racha a conta quando sai com amigos, pq não fazer o mesmo com o namorado?

Para mim sempre foi mto natural arcar com as minhas despesas solteira ou namorando.

Priscila disse...

Meldels, fiquei com medo dessas histórias da L/ Archilla! Tenho um paquera que, com o perdão da palavra, está na merda financeiramente, mas que ainda assim bate o pé e insiste em pagar tudo, alegando que foi ele quem convidou. Tudo bem que ele mora em outra cidade e eu já pago passagem aérea pra ir até lá (porque eu dei um ultimato, senão ele ia ser maluco de querer pagar isso também!!), e tudo bem que talvez seja só uma gentileza, mas não me sinto nem um pouco confortável. Vou ficar de olhos bem abertos pra ver se ele não se revela um tipo machista em outros aspectos também.

Tipo, eu simplesmente não consigo entender. Ele tá na merda, sabe que tá na merda, sabe que EU SEI que ele tá na merda e sabe que eu não estou (ainda, rs). Nessas condições, eu não me importaria nem mesmo em pagar a conta inteira em vez de rachar. Mas vai entender...

Liliania disse...

Lola, gostei muito do post. Queria dizer que quando conheci meu marido, eu trabalhava e ele estudava na UFC. Eu morava sozinha, eu independente e paguei contas, muitas contas... Já casados, foi difícil contornar a situação depois que ele começou a trabalhar, pois a obrigação era toda minha sempre, desde do inicio...eu me senti responsavel por tudo. No primeiro ano de casados quase nos separamos! Motivo: "desentendimentos financeiros são uma das principais causas de divórcio".
Hoje dividimos todas as contas. Sem problemas...

Roberta disse...

Ai que confusão,me dá até preguiça de sair.
Tipo se o cara insistir pra pagar eu não ligaria não,só que no proximo eu é quem iria querer pagar.
Gostei muito dessa "etiqueta gay"bem logica e simples,bem que o casais heteros poderiam começar a adotar né

Daní Montper disse...

Eu pago o que usufruo. Mas rola de convidar alguém e falar "eu pago" e vice-versa.
Eu não discuto sobre o tema, quando vem a conta, eu dou metade do valor e não divido centavos, acho que assim nem dá tempo da pessoa falar qualquer coisa.
E se o cara está comigo, já sabe que eu não sou bancada e nem banco ninguém.

Só que eu penso diferente da maioria das minhas amigas, e até de alguns familiares. Nelas, ainda impera o "homem deve pagar a conta".

=Maíra= disse...

Nossa, Lola, assunto complexo (por incrível que pareça)... Eu sempre ganhei muito mais do que meus ex-namorados, mas tinha um deles que adotava uma postura foda: ele não avisava que estava sem dinheiro, só fazia isso na hora de pagar. Achava folga ele presumir que eu, automaticamente, teria grana (nessa época, eu nem ganhava muito bem). Até que um dia eu disse que não tinha grana e o fiz sair à noite na chuva pra sacar a parte dele da conta no caixa eletrônico. Depois que passei a ganhar pra sobrear, nunca ligava de pagar (não só pra namorado, mas também pra amig@s. Mas confesso que me incomodava ter que escolher demais porque o cara não podia pagar nunca. Hoje eu acho que não me incomodaria com isso e só pagaria sem pensar por um minuto no assunto. Hoje, estou vivendo a situação aoposta, e tem sido muito difícil pra mim lidar com isso: eu e meu namorado moramos em cidades separadas e moro num alojamento católico (por total e absoluta falta de opção). Como metade da minha garana vai pro aluguel e a outra metade pra alimentação e transporte, não me resta muita opção a não seu deixá-lo arcar com as despesas de hotel (pois é, ele não pode dormir no meu Studio, por causa das “normas católicas”) e boa parte das refeições que fazemos na rua. Eu estava me sentindo hipermal no início, e confesso que tinha medo dele usar isso como “moeda de troca”, mas, felizmente, isso não aconteceu (mesmo porque, eu terminaria, óbvio). Agora to tentando encarar como uma fase, mas espero, sinceramente, que passe logo e que eu volte a ter minha grana pra dividir/pagar as contas. Concordo plenamente com a Aiaiai e acho que é muito complicado abrir mão 100% da independência financeira, porque isso implica em submissão (de onde a pessoa vai tirar dinheiro ou experiência profissional, se algo der errado no relacionamento?). Beijos!

Angélica disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Angélica disse...

L. Archilla, seria muito cruel sugerir um guest post sobre seus relacionamentos bizarros? Hehehe...

E esse papo tá me dando saudade do meu ex (3 anos, terminados recentemente porque ele se mudou pra quase 3 mil km de mim e não deu pra manter o namoro - tentamos por 1 ano).

Ele raramente me deixava pagar as contas, mas justificava que eu, além de ganhar menos, tinha muitas despesas em casa, enquanto ele morava com os pais. Depois de um tempo ele perdeu o emprego, aí passamos a dividir ou eu pagar com mais frequência. Sem dramas.

samya disse...

O texto da Sra. bia defende aquilo que o feminismo sempre combateu. Eu vejo uma diferença grande entre ter liberdade de escolha e sair por ai procurando um provedor. Porque para mim mulheres que saem com homens e que tem como exigência principal o extrato bancario do individuo não estão procurando uma relação amorosa mas sim um provedor. Bom texto Lola e teus comentarios são muito pertinentes e tanto neste post como no da Sra Bia so o completam.

Lollys disse...

Eu divido 50/50 com meu namorado, independente do que cada um consumiu, pra não perder tempo fazendo conta..
Mas minha mãe acha isso o fim do mundo, é sempre motivo de discussão!

Victor disse...

Acho que também tem o fato de se querer impressionar o outro. Num primeiro encontro, dado a situação embaraçosa que algum dos dois ou os dois podem se encontrar, o homem pode pagar por medo tomar uma atitude não muito comum e ofender a mulher. Eu sei que isso é errado, mas e as mulheres machistas? Será que uma machista não se ofenderia se o seu "date" não pagasse a conta?

Sou totalmente a favor da divisão, claro. E vou mais longe: você paga o que você consome. Em qualquer lugar que eu vou com meus amigos ou quando saio com a minha família etc., cada um paga o que consumiu. É sempre aquela confusão na hora de pagar a conta, mas na hora de "trocar" o dinheiro, um paga um pouco mais e outro dia se acertam. É bem comum.

Bem, eu sou gay e sempre que saio com algum ficante e ele se oferece para pagar algo, eu recuso. E nunca vi nenhum deles insistir muito (na verdade, não consigo me lembrar se isso já aconteceu). Mas essa de pagar é sempre algo para impressionar, para mostrar que pode. E quando eu recuso e me comprometo a pagar a minha parte, eu me sinto ainda mais poderoso (no sentido de ter o "poder" de pagar) e independente. E acho que é isso que o feminismo quer para as mulheres.

Laetitia disse...

Taí uma coisa chata que acontece quando o casal não está "equilibrado" financeiramente... com meu namorado, é assim. Ele é 10 anos mais velho que eu, já se formou... eu ainda estou no começo da graduação e não ganho um centavo sequer. Aí não tem jeito, né? Mais ridículo que aceitar que ele me banque quando saímos juntos é esperar que a minha família dê dinheiro pra isso. Procuro não dar muita despesa mas, se ele não pagar, simplesmente não vamos fazer nada. Isso me chateia... :(

Bruno S disse...

Essa história de quem convida paga, acaba sendo uma justificativa para manutenção do status quo.

Nos relacionamentos héteros, o comportamento padrão acaba sendo de o homem tomar as iniciativas. Logo ele fará a maioria dos convites e pagará a maioria das contas.

Daní Montper disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Daní Montper disse...

O que o Victor falou é verdade, fica complicado para o homem que sai com uma mulher para um encontro pedir para dividir a conta - principalmente na primeira vez, qdo não se conhece bem a pessoa, afinal, a maioria ainda pensa que homem deve pagar a conta. Algumas mulheres veem como ofensa grave o cara não pagar tudo!
Acho que o cara, nesse caso, deve se oferecer para pagar tudo e ver a reação da mulher, se ela for do tipo que acredita que se deva rachar, com certeza vai falar alguma coisa, aí o cara aceita na boa, mas se ela não disser nada...

Amana disse...

Vixi, então sempre fui feminista mesmo. Sempre achei que o certo é dividir, mas já convidei caras que estavam muito sem grana pra sair e me ofereci pra pagar a conta; já estive na penúria e aceitei de bom grado que quem convidou me pagasse a conta, por ele saber disso.
Mas já saí com gente interesseira (um tipinho macho aproveitador) que achou lindo eu me oferecer pra dividir - por mero interesse. Na hora de outras igualdades, o machismo falou mais alto.
Tem de tudo nessa vida, mas eu entendo que é preciso ser coerente com os próprios valores... No meu caso, divido sempre, por princípio.

Gabriela disse...

Eu entendi o que a Bia quis dizer com o texto dela (que feminismo defende o direito de escolha, não é um estraga-prazeres que quer jogar água no chopp de todo mundo). Gosto dele como uma mensagem inicial, mas se for pra fazer uma reflexão mais profunda, não dá pra parar nisso (só lembrar do "I chose my choice").

Pra mim não tem mistério nessa questão de divisão de contas: eu saí, eu aproveitei, então eu pago. Namoro há 4 anos e é legal ver como nos relacionamentos mais longos acaba havendo uma dinâmica (senão seria briga sempre). Ás vezes eu pago tudo, às vezes ele paga, ás vezes a gente racha - mais ou menos proporcional ao consumo, sem essa de ficar dividindo centavos.

Anacris disse...

Atualmente estou desempregada e meu namorado que me banca toda vez que a gente sai. Eu acho chato, mas não vou deixar de sair por causa disso, pois se fosse o contrário eu pagaria a conta. No meu último emprego, com o primeiro salário, a primeira coisa que fiz foi convidá-lo pra jantar, porque então eu tinha dinheiro pra pagar a conta. Eu acho legal dividir, ninguém tem obrigação de pagar tudo pra outra pessoa.

Gabriela disse...

No caso do dilema masculino - sugerir dividir a conta e correr o risco da mulher achar ruim-, acho que existem duas opções: ou ele assume o risco, até usando isso como uma etapa seletiva (se a mulher for machista, até bom que ela suma de vez). Ou paga numa primeira vez e nas seguintes divide.

Já ouvi entre muitas mulheres jovens um pensamento corrente de que se o homem paga a conta, é uma forma dele te valorizar. Que se o sujeito não paga, é porque não faz questão de impressionar, sinal de que não está muito a fim. Ou seja, é aquele velho e péssimo "joguinho" dos relacionamentos, de se mostrar interessado pero no mucho, de estar disponível sem se oferecer demais... um saco isso.

Carla Mazaro disse...

Ainda acho que o texto da Bia não foi um "tiro no pé do feminismo".. obviamente as feministas não querem que a mulher saia por ai caçando um provedor, mas ao meu ver, o proposito do feminismo é criar liberdade de escolha e igualdade de direitos.... agora se a pessoa vai fazer bom uso disso ou não.... é um problema individual de cada mulher...
não se pode exigir que todas as mulheres queiram ser independentes....

Edward disse...

O feminismo é muito bonito na teoria, mas na pratica não é o q prega. A maioria das mulheres não são - e nem querem ser - feministas. A própria lola q é feminista deixou o "maridão" bancar ela (no começo do relacionamento)e só depois de duas décadas resolveu ser 'mais feminista'... Parece piada...
Mas pra mim tanto faz se a mulher quiser pagar metade da conta o azar é dela...

Aoi Ito disse...

Kuroro, feminismo não é algo com que se nasce, é algo que se aprende. Duvido que a Lola agora deixaria o maridão dela a bancar, porque ela aprendeu e cresceu. Você não pode resolver virar uma coisa de uma hora pra outra se nem sabe o que se pode virar.

Pense nisso. Não tente mandar lógica furada pra justificar seu mimimi. :3

Edward disse...

Aoi Ito,
é ai q está o problema. A maioria das mulheres só aprendem a ser feminista depois q estão mais velhas e o 'machismo' já não lhes convém.

Priscila disse...

Kuroro, a maioria dos homens NUNCA aprende a ser feminista. Isso não é pior?

Em tempo, sou feminista desde criança.

Aoi Ito disse...

Kuroro, isso não faz sentido.

Como uma pessoa pode aprender a ser feminista só quando o machismo não mais às convém se muitas delas nem ao menos tinham ouvido falar de feminismo ou tinham uma visão extremamente distorcida dele? O próprio verbo "aprender" implica em algo que você antes desconhecia.

Além de que você cada vez mais vê muitas, muitas feministas jovens.

Seriosamente, cara...

L. Archilla disse...

Lola e pessoal, o texto da Srta Bia não diz q o feminismo possibilitou à mulher procurar um provedor, e sim escolher entre procurar um provedor ou ser sua própria provedora! Não entendi o porquê de tanta polêmica.

Kuroro, dá uma lida nos comentários aqui, observa a faixa etárea da maioria e depois pensa de novo no q vc falou. A propósito, decerto vc nasceu com as convicções q tem hoje e vai morrer com elas, sem alterar nada, né? Azar o seu. A maioria costuma evoluir.

Angélica, eu só não faço guest post pq não teria espaço, precisaria de um blog só pras minhas histórias surreais! ahahah

Paola disse...

Eu ja pensei sobre isso antes. Nao sei a que conclusao eu cheguei. Pq penso que ja que nao temos direitos iguais, pq temos que ter os onus? Quero o romantismo, que paguem a conta e que abram a porta do carro!

Paula Evangelista disse...

A questão realmente é, por que em 2011 ainda discutimos isso? Tenho colegas que são bem como já disseram aqui, se o cara não paga tudo no primeiro encontro (ou em todos os outros) já era! É bem o tipo de mulher que diz querer ser independente mas quando casa o dinheiro do marido vai para as despesas da casa e o salário dela é pras "coisas dela".
Esse tipo de pensamento é até compreensível em lugares pequenos, pouco desenvolvidos e em pessoas pouco esclarecidas, mas ainda assim muito desagradável.

Edward disse...

L. Archilla disse
"decerto vc nasceu com as convicções q tem hoje e vai morrer com elas, sem alterar nada, né? Azar o seu. A maioria costuma evoluir"

É ai que vc se engana... Cresci admirando idéias feministas. Mas hoje, sei que na pratica o feminismo não faz bem para o homem heterossexual. Também estou evoluindo, agora sou machista... =P

Angélica disse...

"Também estou evoluindo, agora sou machista..."

Ou seja, você vai frequentar bordéis até casar com uma mocinha virgem, impedi-la de trabalhar fora e dar umas porradas nela quando suspeitar que ela anda gostando de sexo ("onde foi que você aprendeu essas coisas?").
Coisas assim, suuuuuper evoluídas, sabe?

Tava demorando pra aparecer um troll nesse post, aff!

lola aronovich disse...

Gente, os comentários estão ótimos, e eu gostaria de ter tempo de responder a todos, mas não dá. Desculpe, tá tudo super corrido por aqui. Só alguns, o mais rápido possível.


Thiago (e outros comentaristas homens), entendo que neste caso a situação seja muito difícil pra vcs. Se vcs sugerirem rachar a conta num primeiro encontro, vai ter muita mulher que vai achar péssimo (assim como tb vai ter homem que vai achar péssimo se a mulher sugerir rachar a conta). Vai depender muito de com quem vc vai sair, né? E o quanto vc conhece daquela mulher. Talvez o melhor seja mesmo pegar a conta pra pagar e, se a mulher se oferecer para dividir, aceitar. Senão se oferecer, paciência. Mas num próximo encontro sim discutir esse assunto. E se a mulher vier com um papo machista (porque é importante frisar que esse papo de HOMEM PROVEDOR é MACHISTA, não feminista!) de que o homem é que deve pagar a conta “e acabou”, como diz meu troll de estimação neandertal, aí já serve como um bom filtro. Esse pensamento retrógrado não vem sozinho. Será apenas um entre outros valores que vão aparecer. Mas é tudo complicado. Recebi um email de um rapaz que gerencia um restaurante em Joinville dizendo que em 90% dos casos o homem ainda paga a conta inteira. Já um outro leitor no Twitter disse que hoje em dia, entre os jovens, a maioria absoluta racha a conta. A gente não consegue chegar a um consenso nem quanto a isso...

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Gostei do texto e concordo inteiramente com ele, só discordo demais dessa crítica que fizeram a Bia, achei até injusto com ela. A maioria das pessoas fica nessa de falar que não é feminista e nem machista, então até entendo a confusão em certas coisas de relacionamento, a maioria dos homens e das mulheres, hoje em dia, parece ficar transitando entre duas cartilhas. Mas assim como alguém que se afirma feminista vai dividir, quem se diz machista e quer ter orgulho disso, que abrace o pacote por completo então, pague as contas e não reclame de mulher que não divide.

Pra mim o que a Bia escreveu pra leitora de Marie Claire que escreveu aquilo poderia ser lido assim: Não quer direitos iguais? Quer manter o status quo? Então vai lá e arruma um provedor e seja feliz, mas lava a boca antes de falar mal de feminismo, porque é graças a ele, que se sua escolha der errado, você pode seguir outros caminhos, de divorciar, ser independente ou até poder se divorciar.

Abçs Lola.

lola aronovich disse...

Aiaiai querida, não tinha nem visto o seu comentário lá no post do Blogueiras Feministas! Mas vc é uma chata mesmo! Pensei que neste caso vc iria concordar comigo! Tsc tsc.
Bom, a Bia é uma lady. Eu nunca a vi perder a paciência, e ela costuma responder todo mundo com delicadeza. É um dom, sem dúvida. Só não sei até que ponto vale a pena responder uma leitora que não é nossa, que é da Marie Claire, que já tem outra mentalidade mesmo, e passar a mensagem de “agradeça o feminismo por vc poder fazer uma coisa que sua tataravó já fazia”.
Aiai, acho que vc tá confundindo um pouquinho as coisas. Primeiro que não se trata de chegar pra leitora da Marie Claire ou pra qualquer mulher individualmente e dizer “Sua ridícula, vc ainda vive no passado!”. Não é o indivíduo que me interessa. É todo um modelo. Então eu sempre critico um sistema, e evito criticar pessoas. Sou contra um sistema que vê o homem como provedor. Isso vale tanto pro casamento quanto pra pagar as contas num restaurante. Acho que esse sistema não tem mais valor nos dias de hoje, e que se queremos ser vistas como iguais, precisamos derrubar essa mentalidade. Mas não vou brigar com uma amiga ou com uma conhecida (e menos ainda com uma desconhecida) se ela pensa assim. Não acho que o feminismo seja pra todo mundo. Acho que pra leitora da Marie Claire não deve ser mesmo, e talvez dê pra mudar o sistema sem precisar mudar a mentalidade da leitora da MC. Talvez não.
Rachar conta é muito mais simples que uma mulher deixar de trabalhar pra cuidar dos filhos. Eu NÃO recomendo que uma mulher deixe de trabalhar. Acho arriscado. Ela se põe numa posição de dependência, uma posição vulnerável. E, num eventual divórcio (e é preciso considerar isso, já que metade dos casamentos termina em divórcio), ela tem muito a perder. A gente sabe que acontece direto. Mas, claro, talvez praquela mulher, naquele casamento, naquele momento, faça total sentido parar de trabalhar por, sei lá, dois, quatro anos, pra cuidar do bebê. Eu não vou condenar uma mulher que faça essa escolha. Mas tb não vou recomendar que ela pare de trabalhar, entende? Eu vou é defender que ambos os gêneros trabalhem menos horas (mesmo que seja pra ganhar menos), que talvez trabalhem em casa, que a responsabilidade de cuidar do bebê não caiba apenas à mãe, que existam creches à disposição.
Então, no caso de quem paga a conta, eu não vou condenar o homem que acha que tem que pagar, mesmo que esses homens possam se assemelhar muito ao Oliveira, nem vou condenar a mulher que acha isso. Mas eu sou contra esse modelo. E não vou recomendar MESMO que uma mulher arranje um homem que lhe pague as contas. Não vou alimentar o machismo, e dizer que um costume retrógrado é uma vitória do feminismo. Porque, pô, não é.

lola aronovich disse...

Anne, ótima sugestão de pauta: quem paga a conta do motel? É, tem o maior potencial pra polêmica...


Ártemis, é meio estranho mesmo isso de casal casado dividir contas, mas acho necessário. No meu caso, eu e o maridão temos conta conjunta em um banco, mas agora, com meu novo emprego, tive que abrir uma conta individual. E ele tem uma conta individual tb. Enfim, eu tenho todas as senhas de todas as contas, ele tb, não temos problema nesse sentido. Eu deixei as contas regulares (água, luz, telefone etc) no débito automático da minha conta individual, que é pra onde vai o meu salário. Aí tem coisas que ele paga com o cartão de crédito dele, ou com o meu. Não importa muito. Como agora estou ganhando mais, faço questão de pagar a maioria das contas. Eu quero que tanto eu quanto ele possamos guardar dinheiro. Mas temos alguns interesses diferentes, particulares. Por exemplo, pra ele é muito importante jogar torneios de xadrez, muitas vezes em outras cidades, outros estados. Aí ele paga com o dinheiro dele. Nós dois sempre gastamos menos do que ganhamos, então dá pra juntar dinheiro. Ninguém sai perdendo ou tira vantagem do outro. E dinheiro não é tabu entre a gente, como é pra tantos casais. Eu sei quanto ele ganha, sei quanto ele gasta, e ele sabe de mim. Até 2007, eu anotava apenas os MEUS gastos. Mas, quando fomos pra Detroit, passei a anotar os gastos dos dois. E continuo fazendo isso (até porque o preguiçoso-mor não anotava as dele).

Joana vK. disse...

Eu tenho 22 anos, e tenho um relacionamento já faz uns 3 anos.

No começo eu não trabalhava, só estudava, e quando saíamos ele costumava pagar.

Desde o ano passado eu faço estágio em uma empresa muito boa e recebo bem por isso. O meu namorado não trabalha, está no último ano da faculdade atarefado com a entrega do tcc. Somos muito econômicos nos nossos programas, mas quem paga a conta no momento sou eu: 100% - seja um cineminha ou um motel.

Nenhum de nós tem problemas com isso, até porque ele tem carro e sempre me busca em casa e me leva de volta, ou seja, acho que ele já gasta uma boa parte com isso!

As vezes ele brinca que fica feio pra ele, mas entre nós fica tudo bem! A gente não tem necessidade de sair espalhando por aí como funciona nosso relacionamento, mas acho que se isso se tornasse público entre os amigos ele ficaria chateado sim.

Minha mãe, que as vezes critica certos "extremos" do feminismo me educou pra nunca deixar os caras pagarem as coisas pra mim.

Meu primeiro namorado, aos 17 anos ganhava 100 reais de mesada e gastava 90 na mensalidade da academia (prefiro não comentar!). Quem pagava as contas, pra variar, era eu que ganhava só 50 reais de mesada. Como sempre fui muito controladora com dinheiro, conseguia fazer o dinheiro durar o mês todo.

Não vou mentir. Vez por outra me aproveitei de alguns "ficantes" que fizeram questão de pagar, mas dá pra perceber que alguns caras ficam desconcertados se você quer pagar. Pra estes é muito vergonhoso ter que dividir a conta na frente de um caixa ou garçom.

Então eu penso o seguinte: deixem que arquem com as consequências do pensamento atrasado deles! Querem gastar mais dinheiro, ok! Mas que não venham pensando que por isso estamos devendo qualquer tipo de "retribuição"!

Pentacúspide disse...

A autora do post indicado acha normal que a mulher possa ter a liberdade de buscar ou não "pagador" de conta, mas já não acha que o "pagador" de conta ache normal que por ser "pagador" considere a mulher um produto pelo que pagou.

Eu pago as contas não para comprar ninguém ou sentir-me proprietário, mas por causa da minha educação de pagagor e porque "felizmente" cinema e jantar abre as pernas a "muiiiiiitas" mulheres, embora em muitos casos seja só cinema e jantar.


E isso de dividir ou não a conta é também cultural. Por exemplo, cá em Portugal, se alguém te convidar para o cinema, ou para alguma coisa, vai com o dinheiro no bolso, porque pagarás a tua conta. Mas na minha terra, se alguém te convidar para qualquer coisa, vai ser ele a pagar, se for namorada ou amigo; a outra maneira de "convidar" que delimita logo que cada um pagará as suas despesas costuma ser "combinar" uma saída. Porém, isso tem vindo também a mudar, porque cada vez mais estamos mais ocidentalizados e as relações inclusive estão cada vez a ser mais frias e anómicas, adoptando posturas urbanas, contra a realidade rural em que vivemos.

No meu círculo de amigos guineenses (homens e mulheres), dividir a conta é algo secundário, por exemplo, posso convidar um deles para sair e dizer-lhe: estou sem dinheiro, vais pagar tu. Ou então chegar perto de um deles e dizer: "dá-me aí uns tantos, estou com fome e preciso de comer" ou "estou com fome, paga-me o almoço". Enfim, para nós, por exemplo, é uma vergonha ir comer sozinho, ser visto por um conhecido e não o convidar para partilhar.
Porém, paradoxalmente, essa de cobrir as contas dos amigos sem problema só é "normal" numa relação de amizade, numa relação "sexualística" é o homem que deve pagar; ou seja se for a namorada a convidar-te para algo, prepara o dinheiro para pagar pelos dois, o que não quer dizer que não se pode negociar.

L. Archilla disse...

Kuroro, como vc diz q era feminista se demonstra nem saber oq é feminismo? Aliás, nem ler direito vc sabe, já q acusa a Lola de ter sido bancada pelo marido, quando na verdade ela diz que ACHA que deixou ele pagar a conta no 1o encontro, o que é totalmente diferente...? Ah, volta lá pra caverna fazer uga buga q vc ganha mais...

lola aronovich disse...

Priscilla, aí já é uma questão de orgulho próprio. Imagine que não fosse o seu namorado, mas um carinha qualquer que “tá na m*rda” e ainda assim quer continuar saindo com os amigos. Ele se sentiria mal se os amigos pagassem tudo pra ele a toda vez que saíssem, né? Quase ninguém gosta que os outros saibam que a gente tá mal. Converse com ele. Empatize. Sua paquera, ainda por cima, deve ter sido criada com uma educação machista que diz que homem deve ser o provedor. Aí ele não consegue e se sente pior ainda.


Liliana, que bom que vc e seu marido conseguiram se entender na questão financeira. Não há dúvida que essa é uma das principais causas de divórcio. E o pior é que muitos casais consideram falar de dinheiro um tabu. Tá cheio de casal que nem sabe quanto @ parceir@ ganha! Aí fica difícil, vai ter muitos conflitos. A gente fica só no lado romântico e sexual e se esquece que casamento é também (ou principalmente?) um acordo financeiro!

lola aronovich disse...

Ginger, vc escreveu: “A leitora da Marie Claire na verdade não precisa nem 'pensar' para agir dessa forma nos seus relacionamentos, é só deixar no piloto automático pq isso já é padrão!”
É exatamente isso que eu acho. Por isso, não vejo motivo pra reforçar um padrão. Não vejo por que dar tapinha nas costas de quem adota um comportamente machista ou dizer “É isso aí, garota. Continue assim, vai fundo”.


Penta, interessante a sua reflexão. Vc notou que ATÉ VC se importou pro que os outros diziam e pensavam sobre vc. É difícil mesmo lidar com isso. Não é toda vez que a gente consegue ligar o “f*da-se”.

lola aronovich disse...

Sarah, pois é, assim não tem relacionamento que dá certo. Se uma das partes ganha 3 vezes mais que a outra, não dá pra rachar no meio. E só o fato do cara querer que vc fizesse 99% das tarefas domésticas já seria um bom motivo pra terminar.


Bruna K, “Se a gente já racha a conta quando sai com amigos, pq não fazer o mesmo com o namorado?” É isso mesmo q eu acho.

lola aronovich disse...

Angélica, se a Lauren (L. Archilla) quiser escrever guest post pra cá sobre qualquer assunto que seja, eu topo! Se ela quiser escrever sobre jujubas amarelas, eu publico. Adoro a Lau, minha psicóloga preferida.


Paola, então é outra coisa. A gente defende um privilégio (um dos poucos que as mulheres têm) como forma de compensação pela discriminação que vivemos? Pode até ser. É mais ou menos o que se faz quando permitem que nos aposentemos cinco anos antes que os homens. É uma compensação. Mas, não sei. Eu prefiro lutar contra o preconceito, a discriminação que sofremos, do que querer manter privilégios para compensar essa discriminação.

lola aronovich disse...

Laeticia, Anacris, é chato mesmo. Tenho algumas amigas exatamente nessa situação. Nesse caso, não tem que parar de sair (se seu namorado pode ou quer pagar. Caso contrário, dá pra encontrar alternativas mais caseiras, que gastem menos, não dá?). Tem que saber que é temporário.


Ah, vai pastar, Kuroro. Quem disse que eu fui bancada pelo meu marido durante duas décadas?! Eu falei que TALVEZ ele tenha pagado a conta no primeiro encontro! A diferença entre “primeiro encontro” e “duas décadas” mostra que vc tem algumas dificuldades de compreender o que lê. Ah, e a maior parte das feministas que conheço racha a conta.
Sou feminista desde os meus 8 anos de idade. Tipo, assumida e tal. Mas certamente sou mais feminista hoje que duas décadas atrás. Esse seu papo de “ser feminista quando o machismo já não lhes convém” é pura fantasia mascu de que mulher muda seus valores depois que não consegue mais fazer sucesso com homens. Não fala besteira. Pensa um tiquinho antes de falar, vai.

lola aronovich disse...

Maíra, pô, aí já é folga mesmo, parece (isso do cara nunca ter dinheiro na hora de rachar a conta). Mas acho que vc tem que encarar o que está passando no momento como fase mesmo. Não é que vc tá explorando o cara, é que vc não tem opção por enquanto. Já já isso muda. Tenho uma amiga querida que só estuda, e o namorado, mais velho, já se formou, trabalha, ganha um bom salário. Não teria como ela pagar a conta. Não tem nem como rachar! Mas é temporário.


Victor, interessante saber que esse conflito sobre quem paga acontece até entre os gays. E concordo com vc: não é só rachar a conta, é pagar pelo que se consome. Se eu peço um prato super hiper caro, não acho justo que outros dividam as minhas despesas. Mas sem se ater a dividir até os últimos centavos. E tem muito disso que vc falou: da pessoa sentir que “pode” pagar. Isso tb é importante (por isso que nos relatos a gente ouve tanto alguém falando “quando eu recebo meu salário eu convido”).

Leda disse...

Lola...era aqui que eu queria ter postado um artigo da Miriam Goldenbeger,vc já leu?oque acha?um abraço Leda Caçador SC

UTRAS IDÉIAS

MIRIAN GOLDENBERG - miriangoldenberg@uol.com.br

Para elas, falta tudo

Mulheres listam infinitos problemas em seus relacionamentos; que homem é capaz de satisfazê-las?


PERGUNTEI PARA moradores da cidade do Rio de Janeiro: "Quais os principais problemas que você vive ou viveu em seus relacionamentos amorosos?". Homens e mulheres responderam: ciúmes e infidelidade.
Os homens também apontaram a falta de compreensão como um problema de seus relacionamentos.
Já as mulheres responderam: falta de sinceridade, de diálogo, de amor, de carinho, de romance, de respeito, de admiração, de tesão, de desejo, de paciência, de atenção, de companheirismo, de maturidade, de tempo, de dinheiro, de interesse, de reciprocidade, de sensibilidade, de intensidade, de responsabilidade, de generosidade, de compatibilidade, de segurança, de confiança, de pontualidade, de cumplicidade, de igualdade, de individualidade, de liberdade, de organização, de amizade, de alegria, de paixão, de comunicação, de conversa, de intimidade etc. Algumas ainda afirmaram que falta tudo.
Enquanto os homens foram extremamente objetivos e econômicos em suas respostas, algumas mulheres chegaram a anexar e grampear folhas ao questionário para acrescentar mais faltas.
Um engenheiro de 54 anos disse: "É impossível dar a uma mulher tudo o que ela quer e de que precisa. Seria perfeito se cada uma tivesse pelo menos três homens. Um para sexo gostoso, romance, paixão. Outro para carinho, proteção, atenção. E o terceiro para conversar, ver filmes inteligentes, ter discussões filosóficas. Acho que seria bom também ter um quarto homem cheio de grana, para pagar todas as contas, as viagens para o exterior, os restaurantes sofisticados, os presentes caros. E um último que saiba fazer elas darem boas risadas. O problema é que elas querem tudo isso e muito mais em um homem só. Que homem pode dar conta de tudo o que uma mulher quer?"
Muitos perguntam: "O que quer uma mulher?". Seria interessante também perguntar: "O que falta para uma mulher?" e as razões pelas quais ela acredita que pode preencher esse buraco sem fundo com os homens.
Elas repetem exaustivamente: "Falta homem no mercado". Mas em que mercado é possível encontrar o homem que satisfaça uma mulher?

MIRIAN GOLDENBERG, antropóloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é autora de "Por Que Homens e Mulheres Traem?"(Ed. BestBolso)

lola aronovich disse...

Pois é, Laurinha, pode até ter sido isso que a Bia quis dizer, mas pra mim ficou muito confuso. Já comentei nos comentários de lá que vários trechos do post me deixaram de cabelo em pé. Achei muito equivocado mesmo. Até porque não fica claro que a leitora da Marie Claire esteja falando mal do feminismo. Tá claro pra vc? Porque a leitora diz justamente que não, que não critica quem lutou pra conquistar o que as mulheres conquistaram, mas que ela só quer alguém que lhe pague os jantares. Então achei a resposta da Bia errada porque a leitora não disse estar criticando o feminismo, e porque a Bia atribuiu ao feminismo uma “escolha” que (algumas) mulheres sempre tiveram, que foi de arranjar um macho provedor. Enfim, não entendi mesmo o propósito daquele texto. Acho que foi um lapso da Bia, mas não a considero menos feminista ou menos gente boa ou menos whatever por causa disso.

E algo que ficou fora do post, e tb desta discussão que estamos tendo aqui na caixa dos comentários, é que muitas vezes esse comportamento machista de homem provedor causa outros comportamentos machistas e perigosos, como esse de “eu paguei o jantar, então ela me deve alguma coisa”. Boa parte dos date rapes acontece por causa dessa mentalidade. Portanto, não temos que perpetuar tradições machistas que levam a outras tradições machistas. A meu ver, a leitora da Marie Claire não tinha nem que ser criticada, nem levar tapinhas nas costas. Mas a gente, como feministas, quer mesmo esse modelo de homem provedor?

lola aronovich disse...

Joana, concordo contigo. O que um casal faz ou decide fazer não precisa ser público. E pode acreditar, carro gasta um monte! Enfim, acho que pouco a pouco a gente pode mudar o sistema se a gente falar das nossas escolhas. Tem mulher que paga o jantar, mas passa o dinheiro pro namorado por baixo da mesa, pra que não fique ruim pra ele. É péssimo isso, mas algum dia esse casal se liberta dessas convenções.


Que horror, Penta. É bem contra essa mentalidade de “cinema e jantar abrem as pernas das mulheres” que devemos combater. E como assim, “isso de dividir ou não a conta é também cultural”. TAMBÉM? Pensei que fosse apenas cultural.

Ághata disse...

"Elas repetem exaustivamente: "Falta homem no mercado". Mas em que mercado é possível encontrar o homem que satisfaça uma mulher?"

...olhe, discordo e muito do texto da Goldenberg.
Sei nem por onde começo.
Mas, vá lá: homem exige muito também. E exige coisas contraditórias e impossíveis também.

E vai que eles tão reclamando menos porque eles não têm tantas queixas quanto às mulheres?

Bárbara disse...

Eu não tive tempo de ler os comentários, mas gostaria de expor o (pouco) que eu sei sobre o assunto.

As mulheres mais velhas que eu com quem converso dizem que, caso eu vá sair com um cara (já que eu nunca saí com um) é uma questão de "orgulho masculino" deixar que ele pague a conta. Acho isso um absurdo e tenho certeza de que vou insistir muito para pagar igualmente a conta em um encontro :-)

Gostaria de saber: vocês leitor@s já ouviram falar sobre isso? "Orgulho masculino" é só um nome mais bonitinho para sexismo mesmo?

Blanca disse...

"Ficar" não existia no seu tempo? Hã? Minha mãe tem 43 anos e ficou com vários meninos. As amigas dela também.

Gostei do post! Gostei ainda mais do final, em que você faz uma série de perguntas.

Respondendo a algumas ou a alguma (não lembro o que, exatamente, você perguntou), tenho nada contra eu pagar a conta para um cara desempregado. E, se eu estiver sem dinheiro, ele pagar. Mas não rola "hoje eu pago, no próximo você paga", não?

Pentacúspide disse...

Lola, "cinema e jantar", independentemente de quem paga a conta, costuma ser, digamos assim, uma dança de acasalamento. Não a vejo como uma "questão de mentalidade" contra a qual se deve lutar; entretanto, acho justo a ideia de dividir as contas, quando o orçamento dos pares é equilibrado e quando a divisão é "consensual", consensual no sentido de nenhum dos dois se importar.

Eu, falo por mim, se ganhar muito mais do que uma pessoa e posso arcar com as suas contas, sem que isso seja "purbulema" não vejo porque o não fazer; não sou muito apegado ao dinheiro, se não o gasto, perco-o, ou acabo por dá-lo aos bocados aos mendigos com quem cruzo, e como odeio ainda mais essa última modalidade, prefiro gastá-lo com alguém conhecido (como se fosse um investimento).

Nane disse...

Pra mim é uma questão muito simples.Direito iguais ? Então deveres iguais.Além do mais , nem se oferecer pra dividir a conta é coisa de gente folgada!

Mari Andrade disse...

Bom... Quando comecei a namorar ele ganhava quase 8 vezes o meu salário (é... eu estava ganhando uma miséria na época, rsrsrs), então combinamos que até eu conseguir uma promoção e passar a ganhar melhor ele bancaria nossos passeios. Nosso relacionamento já vai completar 5 anos, estamos namorando ainda, e hoje eu ganho a metade do que ele ganha, e ele ainda banca uma parte maior da conta, mas sempre que o gasto é maior que o normal faço questão de dividir, uma viagem por exemplo.

Também gosto de mimá-lo com alguma coisa de valor maior sempre que posso.Acho que é uma forma de retribuir a gentileza e o cuidado que ele tem comigo, já que ainda não estou em condições de rachar todas as contas.

Acho que se as coisas forem acordadas antes, não vejo problema nenhum em alguém, seja o homem ou a mulher, pagar a conta inteira ou uma parte maior dela.

Lord Anderson disse...

Eu gostei dos comentarios ou pelo menos da maioria.

Sobre mulheres que procuram homens com mais dinheiro e status, não acho problema desde que isso seja feito as claras.

E desde que elas saibam que esses homens provavelmente t a verão como demonstração de status.

A mulher-trofeu para ser exibida aos amigos.

Priscila disse...

Oi Lola, valeu pela resposta!

E só pra esclarecer, eu sou super compreensiva com o moço!! rs... tenho esse jeito de falar palavrão e tal, mas estou a anos-luz de ser uma pessoa agressiva. ;-) E muito menos desprezo o garoto por estar mais pobre que eu!! De outra forma não estaria c/ ele. Um super abraço

Pat Ferret disse...

Essa polêmica sobre quem deve pagar realmente "já deu", né? O mundo não tá fácil pra ninguém, paga quem tem dinheiro e, se der pra dividir, melhor. Até com amigos faço assim, já cansei de completar conta por aí...

E mais: como a maioria da galera fica mesmo na cerveja e eu gosto de drinques, sempre prefiro dividir a conta pelo consumo, pq sei que a minha será uns R$ 15,00 mais cara do que a de todo mundo e não quero abusar de ninguém... Rsrsrs

Por outro lado, a partir de um ponto de vista puramente romântico, acho LINDO quando meu marido, eventualmente, se oferece para pagar a conta. Mas... eu sei que ele o faz apenas como um gesto de carinho, e não por machismo ou por "obrigação". Tudo tem sua exceção, né?... ;-)

Hamanndah disse...

Sou uma mulher moderna

RACHAR A CONTA SEMPRE, por isso só vcu a lugares que eu posso dividir. Lugar chique, não, porque não tenho dinheiro para dividir, nem coloco meu pé na calçada

bjs
Hamanndah

Viva a idenpedência financeira!

Viva a divisão da conta, sempre!!

lola disse...

Oi, gente! O Blogger deu algum sinal de vida agora, pela primeira vez em 30 horas! Mas estou correndo pra aula. Se ele estiver funcionando quando eu voltar, eu posto alguma coisa. Não estou feliz! Continuem comentando (se conseguirem) no ótimo guest post da Ana.

Roberta disse...

Sumiu um post ou é impressão minha?

Camila disse...

Bom, eu odeio me sentir dependente financeiramente de alguém: não gosto que paguem minha conta, me sinto mal, incapaz. Não sei nem mesmo identificar da onde vem este sentimento: em casa ouvi a vida inteira da minha mãe este discurso de independência, mas ela sempre fez a linha “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”, ou seja...
Meu namorado (há 5 anos) e eu demoramos a arrumar uma solução para acabar com aquela conversa de “você paga menos/mais do que eu”, mas encontramos: todo início de mês nós estipulamos um valor X e cada um dá a metade certinha deste valor, que fica numa carteirinha separada, administrada por mim e só usada quando fazemos passeios juntos. Foi uma ótima solução, nunca mais discutimos por conta de dinheiro, não tem essa de passar metade num cartão, metade no outro, contar moedinhas, etc. e virou uma forma de controle efetivo dos nossos gastos – passamos inclusive a economizar mais. Alguns amigos em comum adotaram o mesmo esquema e todos que o fizeram falam que foi uma ótima idéia. Mas em contrapartida tem aqueles que acham isso mesquinharia, essas coisas – nós achamos que foi uma forma super justa e igualitária que encontramos para dividirmos as contas. Claro que nós dois estamos empregados e ganhamos praticamente o mesmo.
Óbvio que às vezes eu pago algumas coisas para ele, tipo uma guloseima, alguma compra baratinha, até para fazer fofurinha, ser gentil, e ele tb faz o mesmo, sem obrigação nenhuma de dividir centavos. Mas tem uma coisa que até hj nunca vi homem aceitar: dividir motel. Nem meu namô atual, nem outros, nunca. Parece que fizeram uma lavagem cerebral nos meninos. Rachar não existe, nas poucas vezes que consegui foi pq eu estava dirigindo e o carinha não conseguia arremessar o cartão na cara da atendente, então paguei. Mas nossa, como os meninos ficam estressados se isso acontece! E concordo com a L. Archilla: 99% das minhas amigas dividem, sem problema algum. Opinião freqüente entre minhas amigas e eu: se vc insiste tem muito carinha que acha que vc tá tirando eles de “pobres”, ficam “ofendidos”. Vai entender...

Cynara disse...

Aqui em casa rola assim, juntamos os dinheiros dos dois(atualmente ganho beeeeem menos.Mas já foi diferente).Pagamos as contas e os dois ficamos com o 'troco'...rsrsr
Aí,desse troco fazemos compras,nos divertimos,sustentamos hobies e vícios...hehehe..
O $$$ é NOSSO!
Quando eu era solteira pagava e aceitava que pagassem,dependia da situação de cada um...sem neuras.
Acredito ficar impossível um relacionamento que só um pague as contas,sendo que os dois usufruem.
L.Archilla...menina eu também tenho várias situações punks pra contar,mas só com ficantes...coisas de solteiras....kkkkkk

Tanize Monnerat disse...

Nao sei vcs, mas eu conheco muitas meninas que concordam em muitos pontos das brigas feministas, mas que fazem questao de nao pagar a conta NUNCA!!

Mas creio que seja mais um pensamento de classe media mesmo. Por terem sido providas a vida toda pelos pais ( e até corroboram a ideia de que mulher deve trabalhar fora sim, mas pra botar uma boa empregada dentro de casa e manter sua independecia com alguns luxos...)

Eu sou mais do pensamento da Lola, tudo depende do momento do relacionamento (no incio rola um constrangimento sobre assunto dinheiro). E de quem ganha quanto e quem quer um programa mais caro... Só nunca aceitei ser bancada por babaca que se acha no poder só por isso. Mas se for por um gesto de carinho numa data especial ou num momento financeiro complicado para mim: tranquilo ;)

Fernando Borges disse...

Ontem tinha uma mensagem no Blogger dizendo que todas as postagens posteriores a determinada data seriam deletadas, para que um problema causado por um Widget fosse solucionado.
No entanto, havia uma outra mensagem dizendo que seria tudo restaurado em breve. Estou aguardando por isso.

Isis disse...

Exatamente. Temos amigos que passam hora ou outra por uma situação financeira delicada e geralmente lidamos com isso no "pode deixar, todo mundo ajuda a pagar o seu. Paga o que puder". Acontece com qualquer um.
Se com amigo a gente faz isso com o parceiro/a devia ser mais natural ainda, já que num casal o saudável é dividir as coisas mesmo.

Você tem sorte de vc e o maridão combinarem "financeiramente" :P Reparo que esse é um grande problema nos casamentos. Com isso de um pagar tudo o outro (geralmente a mulher) sempre fica dependente demais, é uma faca de dois gumes.

Eu trabalho numa loja de roupas femininas e vira e mexe aparece uma cliente que compra escondido do marido. Muitas vezes o cartão de crédito é do marido ou conjunto, mas já aconteceu de a mulher ganhar mais que o marido, pagar suas próprias contas e ainda ter que esconder suas compras pra não levar bronca. Fico pensando o que leva uma mulher a isso? Quando ela está usando o dinheiro do marido eu posso até entender q ele fique puto de trabalhar e ela gastar tudo em roupa, mas e quando a mulher se banca totalmente? Teve uma que era ela que bancava a casa, inclusive.

Acho muito bonito casais que vêem o dinheiro que ganham como dos dois (mesmo que só um trabalhe). Isso que é saudável pra mim. E não ter um "pai" ou uma "mãe" te bancando - até porque nada nessa vida vem de graça, sem nenhum ônus.

fabiii disse...

oi lola

ai sei lá, pra mim isso nunca foi um problema. eu e meu namorido não temos um acordo formal, na hora a gente decide. às vezes divide, às vezes eu pago e outras ele. quando eu estava sem bolsa, ele pagava. quando eu passei a receber a minha bolsa de pós-doc e ele continuava com a de doutorado, às vezes eu pagava, às vezes ele ou dividíamos. agora só eu tenho bolsa, eu pago. sou da opinião de que quem ganha mais, arca com um percentual maior dos gastos, seja o homem, seja a mulher. nada mais justo.

beijão

Kássia Cruz disse...

Eu gosto tanto das coisas que você escreve no seu blog! Descobri há poucos dias, mas já virou mania visitar todos os dias para ver se Lola escreveu mais algum post ótimo e equilibrado!
:D
Parabéns!

E quanto ao assunto de "pagar a conta", acredita que já deixei de fazer algo porque o "provedor" não tinha dinheiro e não aceitava que eu pagasse a conta? rs
Chega a ser engraçado...
Mas ótimo que, ainda que lentamente, as coisas estejam mudando de perfil!

Bia disse...

Ah Lola, eu não me importo que o homem pague a conta, abra a porta do carro, carregue as compras pesadas...
porque eu faço as mesmas coisas. Já saí com muitos homens que não me deixavam fazer nada que fosse "papel do homem", mas felizmente agora saio com caras abertos. Eles gostam de fazer certas coisas porque têm vontade de fazer um agradinho, como um presente, mas que aceitam também que eu faça agradinhos a eles quando me dá vontade de pagar a conta, buscar em casa...

Pagar a conta é uma gentileza que eu não acho que deva ser sempre recusada. Às vezes o cara não está sendo machista, ele só quer ser gentil. Nas vezes em que eu paguei a conta nenhum homem ficou ofendido. (eu sei que não é o comum, mas nem todos os homens são machistas)

Mordred Paganini disse...

Para mim funciona da seguinte maneira: quando é alguém importante para mim de alguma forma, eu divido a conta ou pago inteira, dependendo da situação. Quando é um lance casual, eu deixo o homem pagar na maioria das vezes. Por que? Não que eu precise ou queira ser bancada por alguém, mas por que muitos homens medem o valor de uma mulher pela quantidade de esforço e dinheiro que estão dispostos a empenhar para estar com ela. Eu acho terrível, principalmente por este não ser apenas um mal de homens patéticos. Mesmo os melhores homens podem cair nessa e valorizarem desta maneira infantil seu esforço e dinheiro investido. Eu acho besteira, acho tosco, acho machista. Por outro lado, para muitos pagar a conta é tão importante, tão fundamental... Conta de restaurante, motel, ou que quer que seja, para mim é pragmático: precisa ser paga, me disponho a pagar e fim de assunto! Mas para os os homens é uma questão subjetiva: essas crianças, se sentem usurpadas de sua masculinidade, de seu "falo" quando a mulher esfrega em sua cara que não precisa dele.
Então, do alto de minha sabedoria feminina às vezes permito que isso aconteça. Às vezes eu cedo, às vezes não, de jeito nenhum...Quem sabe assim, com jeitinho, eles não aprendem que nem todas as mulheres se sentem valorizadas desta maneira e que eles fariam muito mais por nós se ouvissem e respeitassem o que temos a dizer.

Ariane disse...

Lola, fiquei muito contente por achar este post aqui no seu blog. É uma coisa que tem me atormentado há uns tempos. Explico: eu e meu namorado sempre tivemos um namoro muito igualitário: a gente ganhava igual (trabalhamos nos mesmos lugares por grande parte do nosso namoro), então sempre dividíamos tudo. Mas, os dois se formaram no fim do ano passado. Ele é engenheiro, eu sou jornalista. Hm, isso te diz alguma coisa? hehe.

Então, eu arrumei um emprego antes dele, e ganhei um carro do meu pai. Ele ficou desempregado por dois meses. Nesse tempo, eu sempre me oferecia pra pagar as coisas, mas ele dificilmente aceitava. Eu sempre achei que fosse machista.

Então, há uns dois meses, ele arrumou um emprego que paga simplesmente MUITO bem. Sério, ele está ganhando um salário tipo três vezes maior que o meu. E agora estamos morando bem longe, eu em Joinville e ele em São José dos Campos, então somos obrigados a gastar um bom dinheiro se a gente quiser se ver. Nesse caso de passagens, ele geralmente tem pago mais, porque pra mim fica muito pesado... mas eu te confesso que fico dividida.

Por um lado, acho que ele deve pagar as coisas porque ele ganha muito mais. Por outro, acho que não é desculpa eu pagar menos porque, se eu ganho menos, foi porque eu escolhi uma profissão que pagava menos (ok, eu gosto de jornalismo e ele gosta de engenharia, e isso não é culpa nossa). Então fico super dividida, mas quando ele quer pagar algo pra mim, eu aceito. E me deixa chateada porque quando estávamos numa situação diferente, eu me oferecia pra pagar as coisas e ele não deixava.

Enfim. Cheguei a conclusão de que na realidade eu sou extremamente competitiva e me sinto mal por ganhar menos que ele e não poder continuar naquela igualdade boa que a gente vivia, sabe? Seria ótimo se pudéssemos ganhar o mesmo salário pra sempre.

Enfim. Acho que você nem vai ver este comentário, porque o post é super antigo. Mas queria falar sobre isso em algum lugar, há tempo. hehe Bjs

lola aronovich disse...

Então, Ariane querida, pra mim é simples: quem ganha mais paga mais, independente do gênero e da profissão. Eu e o maridão durante todo o tempo que estamos juntos sempre oscilamos; tinha ano que ele ganhava mais, tinha ano que eu ganhava mais. Nunca houve nenhum stress entre a gente por causa disso. Agora eu sou professora universitária, e sou porque aguentei o tranco durante uns 6 anos ganhando pouco, principalmente no mestrado (eu ganhava uns 2,2 mil por mês antes do mestrado, e aí passei a viver com menos de mil, e isso tendo que pagar aluguel em Floripa e passagens semanais entre Floripa-Joinville). Claro que agora vou ganhar mais que o maridão. Não existe doutorado pra enxadrista, né? E essa é a profissão dele. Mas a diferença salarial continua sem ser motivo de stress. Eu acho totalmente aceitável pagar mais. Não vejo problema nenhum nisso, nem ele. Se fosse a situação inversa seria igual.

Anônimo disse...

Se no Brasil existe uma lei que assegura salários iguais para cargos iguais numa mesma empresa de onde saiu a informação de que mulheres fazem R$0,70 para cada R$1,00 que um homem faz?

Anônimo disse...

ariane e lola, eu acho que, qdo a gente quer construir algo junto, a gente meio que contribui de maneira igual no fim das contas, sabe? eu já sustentei um namorado por 3 anos. tinha dois empregos mais o mestrado. nessa época, ele pediu demissão pra mudar o rumo da vida e eu dei apoio pq eu achei que estávamos construindo algo juntos. foi um engano meu. aprendi que "fase" dua bem menos que 3 anos.

no entanto, qdo minha mãe morreu, eu larguei TUDO. fiquei bem sem grana.e eu tava saindo com um cara que tava ganhando super bem. eu fiquei muito magoada uma vez que fomos ao motel por ideia dele (ok, eu aceitei ir) e, mal tudo tinha acabado, ele falou:"quer que eu pegue sua bolsa?". eu não falei nada e paguei na hora. mas não é pq eu sou mulher e ele é homem. se eu tivesse grana e meu parceiro não tivesse, eu pagaria. entende? eu sou assim. fiquei bem magoada dessa vez pq parecia que ele não enxergava minha situação. ainda me senti mal depois pq eu tinha aceitado ir. eu deveria ter dito que eu não podia pagar, sei lá. ou até podia, mas que eu tinha prioridades.

curiosamente, meninas, esse cara falou umas coisas que hoje, depois que li o post mais recente (o do coitado do francisco),reconheci como discurso bem mascu. ele dizia muito isso de que muita mulher se aproveita de ser mulher e tal. hj me peguei dirigindo e pensando nessas coisas que ele falou. e a conclusão que tirei é que ele se botava como vítima. só que ele broxa horrores e é cheio das caraminholas de insegurança sexual. aí fico pensando se ele se sente vítima das mulheres, sabe? nunca me senti abusando dele. gente, eu tinha acabado de perder minha mãe. custava ele perceber que eu estava na merda? sabe?

e ainda digo mais: os caras que meio que abusaram de mim (no sentido financeiro) foram exatamente os que me chamaram de "generosa". e aí, quem então se aproveitou da generosidade de quem?

tem dias que eu acho que vou morrer solteira. ou então vou ficar com os que nem ideia fazem do que são friendzone, masculinismo e afins. tô gostando de um cara que é tudo que o francisco queria ser (HAHAHHAHA) e tá rolando climinha. ele me parece ser super mais simples que essa galera preconceituosa com tudo. talvez me faça bem lidar com gente sem tanta caraminhola sobre mulheres na cabeça...

Alessandra disse...

Eu notei, empiricamente, que o nível de machismo do cara é diretamente proporcional à insistência dele para pagar a conta.

Anônimo disse...

Lola, já que vcs estão falando de comportamento de casal hetero em encontro, gostaria de saber a sua opinião a respeito do romantismo (desculpem se já foi debatido nos comentários, só li os do início).

Sou mulher (adolescente, na verdade) e também defendo rachar as contas se ambos não estiverem com problemas financeiros; porém isso me leva a pensar se nós também deveríamos começar a ter outras atitudes que também eram atribuídas apenas aos homens, tais como abrir a porta do carro. Não me é clara a razão pela qual o romantismo foi estabelecido como "norma social/moral", afinal, são as mulheres que precisam se desdobrar a fim de fisgar o macho, não? Não faz muito sentido o homem se "esforçar" desse modo só para agradar a dama. A única explicação na qual consigo pensar é a de que, através desse comportamento, o homem está reforçando sua imagem de superioridade e exaltando a masculinidade (quando se oferece para carregar algo pesado para uma mulher, por exemplo).

Sendo assim, eu, como defensora dos direitos iguais (não me denomino feminista ainda) seria hipócrita de dizer que gostaria de manter esses, ahm, de certa forma privilégios que foram dados a nós, não? Porque é exatamente assim que eu me sinto. Não tenho problemas em dividir as contas, ter os mesmos direitos jurídicos e políticos, mas simplesmente não consigo imaginar uma mulher abrindo a porta para um homem e mandando flores. Ainda me sinto presa nesses papeis de gênero nesse sentido.

Lola, minha cabeça está confusa a respeito desse assunto, que, aliás, nunca ouvi ser debatido no meio feminista.

Beijo,
Fernanda

Ju disse...

Fernanda, esse tema já foi muito debatido, sim.
Vou te passar uns links sobre o assunto.
Esse é do Facebook:
http://www.facebook.com/photo.php?fbid=387671644659155&set=a.346412782118375.80917.346411042118549&type=1&relevant_count=1

Leia os comentários que é onde rola a discussão.

Tem esse texto:

http://cemhomens.com/2012/10/o-feminismo-quer-acabar-com-as-gentilezas/

A questão é que ninguém tem de abrir a porta pra ninguém se não houver nenhum empedimento para a pessoa fazer isso sozinha.
E espero que você se denomine feminista logo.
Bjus

Christian Barreto disse...

"Ainda bem que o feminismo é plural e não precisamos concordar em tudo."

Ponto super importante.

vamos lá: No primeiro encontro costumo me oferecer a pagar a conta. Até hoje nunca teve quem aceitasse (mas também nunca se sentiram ofendidas) e nunca me senti mal por isso. Talvez eu só tenha saido com feministas rs

Vou dar uma lida nos comentários, ver se alguém costuma achar ofensivo isso.

christiano disse...

LOLA

É AÍ QUE O FEMINISMO CAI POR TERRA

TODAS AS MULHERES VÀO AFIRMAR DE PÉS JUNTOS QUE APOIAM A IDÉIA DE QUE DEVEM DIVIDIR CERTAS COISAS QUE ANTES ERA SOMENTE "INERENTE" AOS HOMENS.

MAS ISSO É SÓ CONVERSA FIADA

NA PRÁTICA 90% NÀO VÃO FAZER PORCARIA NENHUMA

É UM FEMINISMO MASCARADO ESSE.

Júlia disse...

Bom, eu namoro há quase dois anos e super defendo isso de rachar a conta, mas vou falar como acontece no meu relacionamento: algumas vezes ele "ah vamo sair pra jantar", mas eu tô sem grana, digo "putz, agr tô sem grana, naõ vai dar", aí, se ele tiver, ele diz "deixa que eu pago". Eu aceito, mas na próxima saida, eu quem pago. E assim seguimos. Ele não se sente rebaixado quando eu pago pq ele tá sem e nem eu acho que ele tem obrigação de pagar.

Águiaum disse...

Minha esposa tem 20 anos, pago sua faculd que não é das mais baratas (DIREITO). Já me avisou que qdo ela tiver trabalhando vou continuar sustentando ela. Ora: ganho uns 10.000,00, mas gasto tudo com despesas, aluguel, 02 faculd... etc.. aí ela vai ganhar uns R$3.000,00 e seu dinheiro vai render bem mais que o meu? De jeito nenhum. Já bati o pé e avisei que se for assim entraremos em crise pois não mudo de opinião de jeito nenhum!! Aliás, já entramos em crise e fica ela irredutível de um lado e eu tb irredutível do outro. Acho um absurdo. Pra se ter uma ideia, se ela ganhar uns mil reais no estágio e não gastar com nada em casa seu dinheiro vai render muito mais que o meu que ganho 10.000!!! Acho desleal!!! Disse a ela que ela só poderia estar querendo me dominar totalmente: pagar tudo pra ela e ela fazer o que quiser com o dinheiro dela, ela juntando muito mais que eu, em um único ano assim ela teria muito mais que eu. Dá vontade de a partir de agora só fazer o que eu quiser com meu dinheiro e só comprar pra ela o que eu quiser tb. Poxa, sustento a mulher de tudo até faculdade pra quê? Pra que se ela sempre vai ser sustentada por mim?

Águiaum disse...

O casal deve gastar proporcionalmente igual. Por exemplo: Se ganho dez mil e ela cinco mil e as despesas são nove mil, então eu pagaria 3 + 3 (total seis mil)e ela só 3 mil. Ou seja, quem ganha o dobro, paga o dobro; quem ganha a terça parte, também paga a terça parte das despesas. Isso é justo.

Francisco Otaviano disse...

Tenho que confessar, detesto pagar a conta sozinho, e não é questão de feminismo não. Me dá a impressão de q a minha companhia pra um bar/cinema/motel vale menos que a da garota, então eu tenho que compensar com uma "taxa extra"(a conta).
Nos primeiros encontros eu e minha namorada rachávamos a conta. Hoje em dia quase sempre eu pago tudo, mas apenas porque ganho bem mais e ela ainda por cima mora longe de casa, então não vejo problema nenhum, mas sempre falo com ela q no dia que ela ficar rica quem vai bancar as saídas é ela hahah.

Anônimo disse...

Mulher pra investir é aquela que busca a independência na vida, aquela que usa o direito adquirido para estudar e evoluir humana, social e economicamente. Aquela que anda sobre as próprias pernas e se capacita para pagar sua casa seu carro suas viagens suas roupas etc. Qualquer coisa diferente disto estamos falando de piriguete portanto serve só pra mascar e cuspir fora. Cada mulher merece receber o tratamento conforme o valor que da a si mesma.

Kobayashi disse...

Complicado é sair com uma menina que curte e compartilha a rodo notícias feministas e na hora da conta faz aquela cara de paisagem. Não obstante isso,diz que "se você quiser me agradar,eu quero isso,isso é isso" OUCH!!!
Pior ainda é que a pessoa paga de culta e entendedora do assunto e se vangloria disso. Mal sabe que nada sabe.
Eu não vejo problema em pagar contas, mas aquela simples atitude de ela se oferecer para pagar a conta me faz (faria) olhar para ela de outra forma.