quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

GUEST POST: RELACIONAMENTO ABERTO, O AMOR FORA DO PADRÃO

Já há alguns meses (tem fila pra guest post!), a Dária me enviou um link pra um ótimo post que ela havia escrito em 2009, e perguntou se eu queria um update. Recomendo muito que você leia primeiro o texto dela de dois anos atrás, em que ela defende uma postura diferente do senso comum: “Sempre bato nas teclas de regras e auto-conhecimento para uma relação. Todos temos ciúmes, e todos temos sentimentos de posse. Um relacionamento aberto para mim, no entanto, consegue abarcar vários dos meus medos. Não é o simples 'ficar', é mais sério: é o cotidiano do namoro, é a presença, a cumplicidade, o apresentar a amigos e famílias, o companheiro com quem quero estar, e de quem sempre sinto falta… mas é também a liberdade, a sinceridade à toda prova, e a não negação de instintos. Para mim RA traz tudo o que há de positivo no compromisso, com uma honestidade maior”.
Sou monogâmica faz duas décadas, mas nem por isso considero que este seja o único, ou sequer o melhor acordo que se possa fazer num relacionamento. A intenção deste blog é sempre questionar padrões. Portanto, é com orgulho que publico o guest post da Dária sobre relacionamentos abertos, um tema nunca antes tratado por aqui.


"O que me entristece é
que o casal permaneça unido pelo hábito, pela pressão social… Logo que dois seres se sentem ligados não tanto por se amarem, o que era libertação e plenitude transforma-se em angústia e prisão. Sartre e eu nunca vivemos juntos e sempre consideramos ser livres de correntes que nos prendessem um ao outro. Se permanecemos unidos toda a vida, foi porque nos amávamos profundamente e porque, livremente, sempre tivemos vontade de estar um com o outro. E isso é a coisa mais bela que pode acontecer a um ser humano. O amor dá força e coragem para enfrentar o mundo e a vida, a dois e não a um só. É muito!” (Simone de Beauvoir)

Há pouco mais de dois anos comecei um texto com esta citação. Estava começando um namoro, o primeiro namoro em que eu tentava por em prática ideias de relacionamento que eu já tinha, que eu já expunha, mas que ainda não havia tido coragem de experimentar.
O trecho é um retrato de minha adolescência, quando comecei a ler sobre liberdade e sexualidade, sobre as mulheres... e consequentemente me esbarrei em livros de Beauvoir. Curiosa, procurei um pouco sobre sua vida, li sobre sua história com Sartre. Encontrei esta passagem talvez em algum blog, não me lembro de onde a tiraram, acho que nunca conferi a fonte, mas ela resume bem minha concepção.
O que deve nos ligar às pessoas? Sentimento, vontade, desejo. Mas e se este desejo for sentido não apenas por uma pessoa, mas por diversas? E se, apesar disto, você tem um alguém que realmente te atrai de uma maneira mais forte, uma mulher ou homem por quem está apaixonad@, de quem não quer abrir mão? E se também não acha justo que se abra mão do desejo? Eu sei que há muito tempo eu já não achava isso justo. Sentia meus desejos tão puros, tão parte de mim, não sentia necessidade de reprimi-los, não conseguia ver exatamente porque sair com outros homens era necessariamente magoar aquele que eu amo. E foi assim que começou a se quebrar meu conceito de traição.
Na Wikipédia a definição de traição é uma “forma de decepção ou repúdio da prévia suposição”. Nos sentimos traíd@s pelo sexo casual de nosso parceir@ porque a exclusividade nos foi prometida. A traição é o ato que quebra uma expectativa, e não a relação sexual em si.
Também na adolescência eu gostava bastante de História. E, enquanto formava meu modelo de relacionamento ideal, percebia o quanto aquele modelo pré-definido que recebemos, que inclui monogamia e fidelidade física como bases centrais, é um valor sociológico, cultural, intimamente ligado a nossa sociedade ocidental e cristã. Quantos aqui não acham estranho que muçulmanos se casem com várias mulheres? Isto quer dizer que naquelas sociedades não exista amor? Não sei. Sei que é um modelo machista e repressivo, que deu liberdade apenas aos homens, mas não posso dizer nada além disto.
Vejo um relacionamento, qualquer que seja, como um contrato, no qual ambas as partes (ou mais de duas partes) expõem desde o começo as regras que gostariam de seguir. Contam aquilo que lhes é ou não é essencial manter. O que estão dispostos ou não a mudar em suas vidas. Somos pessoas diferentes, há coisas diferentes das quais não queremos ou não podemos abrir mão. Eu e Ricardo há dois anos não quisemos abrir mão de nossa liberdade, da liberdade de ter novas experiências, de conhecer novas pessoas.
Conversamos sobre relacionamento aberto (RA) em um de nossos primeiros encontros, antes mesmo do namoro. Era uma ideia que ambos vínhamos desenvolvendo. Foi, talvez, o primeiro ponto que identificamos ter em comum. Depois foram surgindo vários outros pontos e uma grande vontade de ficar juntos: o RA foi nosso caminho natural.
Acordamos mil pequenas regras de conduta que até hoje continuam dando certo. Uma delas foi a de contar sempre que algo acontecesse. Este foi um pedido meu: primeiro porque minha insegurança me faz sempre querer saber de tudo, como uma forma de me prevenir para futuras modificações. Segundo, porque acreditei que saber o que acontecia era o único modo de testarmos se realmente suportávamos este tipo de relação. Terceiro, talvez, pela minha própria necessidade de dividir completamente minha vida com alguém. Ele concordou, fomos fazendo nossas outras regras.
Não vou ficar aqui relatando, é claro, cada acordo que fizemos nem os motivos que nos levaram a ele. Quero apenas dizer que, para mim, fidelidade física não era algo essencial em uma relação. Não me sentia ameaçada por meu parceiro sair com outras mulheres, não me sinto agindo errado por eu querer estar com outros homens. Não conseguia sequer prometer a um namorado nunca traí-lo, simplesmente porque, ainda que não fosse esta minha intenção, tinha medo de um dia não resistir a uma atração e sentir depois a sensação de ter mentido para a pessoa. Prezo muito pela sinceridade, esta sim me é essencial.
Aprendi, enfim, que se não sou assim, se não apenas não preciso como não quero a exclusividade física, não tenho porque seguir aquele padrão. Tenho minhas inseguranças, tenho meu ciúme, mas estes talvez estejam mais atrelados ao lado sentimental do romance. Não acho que conseguiria me relacionar afetivamente com várias pessoas, ter vários namorados ao mesmo tempo, em um mesmo nível de intimidade. Neste ponto, sou monogâmica. Preciso de uma relação principal. Exijo presença constante. Exijo tempo, exijo paciência. Mas consigo ter relações paralelas sexuais e afetivas em outro nível. Aquelas que misturam amizade, afinidade e atração física, que tantos temos enquanto solteir@s, que para serem boas não precisam evoluir para algo mais.
Não prego RA como uma verdade universal, como o modelo ideal para todo mundo. Digo apenas que é o ideal para mim! Achei que era há dois anos, tenho mais certeza hoje, mas ainda assim estou disposta a mudar no momento em que isto deixe de nos fazer bem.
No fim, o que prego mesmo é que os casais reflitam, conversem e resolvam seu próprio modelo, sem ter de seguir necessariamente uma imposição social. Que se as coisas que os dois almejam forem incompatíveis, optem por não prosseguir com a relação. Que as pessoas pensem de verdade em como gostariam de viver. Que tenham coragem de enfrentar o mundo, pois às vezes, infelizmente, será necessário. Que sejam fiéis àquilo que prometerem, e a nada além disto. E que, se este não é seu modelo, se se sente melhor naquele padrão monogâmico, continue nele. Mas continue sem esquecer de que sua opinião é apenas isto, de que concordar ou não com ela não faz das pessoas melhores ou piores, de que pode haver amor com outras fórmulas, ainda que não o haja pra você. Enfim, respeite!

393 comentários:

«Mais antigas   ‹Antigas   201 – 393 de 393
Dri Caldeira disse...

O depoimento da Anônima das 14:46 é p/ mim o mais importante até agora. Obrigada!

Lord Anderson disse...

Bem, se vc não consegue ver diferença ente estupro (que é crime por não ser consentido) e sexo ...paro com essa conversa.

Anônimo disse...

Fui inventar de ter um RA me fudi

Anônimo disse...

Traição tbm já foi crime e aí?
As leis são os homens que fazem

Lucas disse...

"Anônimo disse...
Nunca é só sexo. Alguém vai se machucar."

Que bom que podemos colocar todos os 7bilhões de seres humanos numa caixinha e definir como eles devem se relacionar e como devem se sentir só porque nós achamos que deve ser assim.
Santa simplificação, Bateman.

Lord Anderson disse...

Anônima das 14:46

que comentario otimo.

liberdade é isso, é as pessoas escolherem oq é melhor para si e quem amam.

nem todos os meus namoros foram RA, e pode ser que mude de novo no futuro.

sempre procurando viver e ser feliz, sem me preocupar com o recalque alheio.

Juju disse...

Continuem com a promiscuidade, sejam felizes, mas beeem longe das pessoas decentes. Fui!

Dri Caldeira disse...

Lor Anderson - desapego pra mim é o q a Anônima das 14:46 escreveu! É desapegar-se de convenções q só nos atrapalham, não desapegar-se de ter um relacionamento estável, ainda q aberto!!

Lucas disse...

Sei lá, num mundo onde tanto ódio é pregado, vamos realmente ficar criticando como as pessoas resolvem amar umas as outras, sem fazer mal pra ninguém?


E já dizia o sábio:

Amor é amor
Romance é romance
Traição é traição
E o lance é o lance.

Liana hc disse...

Então.. quando eu falei "escapada" em relacionamento "sério", é de comum acordo. No sentido de que eu aceito que ambos possam sair com outras pessoas muito esporadicamente. Já se for frequente, eu acho estranho e não aceito, nem da minha parte nem do outro. Tudo deve ser acertado antes e sem forçar a barra.

Fabiane Lima disse...

Pois é juju que este povo vá para uma ilha ou para o quinto dos infernos

Shishiu disse...

Fabi, fio terra é ótimo. Você, por um acaso, já deu seu fiofó?

Aqui tem mais de uma Fabi disse...

Aqui tem Fabi fake bagarai. Não acredite em tudo que é postado.

Lord Anderson disse...

Fabiane, Juju

pois é, e eu que achei que pessoas decentes, eram quem tinha etica, respeito ao proximo, não fossem homofobicas ou machistas...

agora sei que tem a ver com o tanto de pessoas que vc faz sexo...

é o mesmo que pensam quem chama mulheres de "vadias" por fazer sexo.

vcs tão bem acompanhadas.

Fabi disse...

Já já prometi para a terra que há de comer

Shishiu disse...

Fabiane Lima, o quinto dos infernos pode ser em uma ilha? Adoro ilha com clima tropical. Achou que vou organizar uma suruba das boas e te chamar, você não vai se arrepender quando soltar suas amarras mentais, vaginais e anais! Vai ser uma loucura!!!

Noh Gomes disse...

Eu não quero ter posse da vida de ninguém, quero estar com alguém pelo simples fato de querer estar, de ser bom e quero o mesmo do outro.
Amar não significa tomar o outro para si e peloamordedeus a mil maneiras de se viver, há escolhas e vontades, então não cagar regra na vida alheia faz bem.

God disse...

Só o machismo pra salvar a raça humana das trevas.

Noh Gomes disse...

Chega um ponto que fica dificil comentar, o foco muda tanto que não há mais o que falar.

Pois bem.
Fui

Anônimo disse...

Pois é Noh, vivam como animais irracionais. Já que tem preguiça de pensar

Dária disse...

Ahh, pra quem não entendou pelo comentário anterior, a D. do guest post sou eu. Dei uma lida por cima nos comentários (são muitos e não vou dar conta agora rs), e de antemão ignoro todos os anônimos e os discursos do tipo "é promiscuidade". Ignorem também gente, não vale a pena!

Gostei da provocação da Lola. Porque um RA incomoda tanto? Indo além, porque qualquer coisa na vida dos outros - que em nada interfere em nossa vida particular - incomoda tanto a certas pessoas?

Acho engraçado a facilidade que temos - nós, humanos... não me isento, talvez todos tenhamos mesmo - de não aceitar posturas diferentes. De achar que o modelo cultural que fomos criados é uma verdade universal, é o inscrito no instinto humano, é o normal para todos. E quantas vezes não acabamos nos fechando pra experiências que nos fariam bem, simplesmente porque aprendemos a vida toda que eram erradas. Deve ser preguiça. Comodismo talvez.

Sobre filhos, é algo que já pensei bastante também. Primeiro sobre tê-los. Se é uma relação estável, duradoura, acho que o mais fácil, mais lógico, é ter filhos apenas com o parceiro, se prevenir com o resto. Nada surreal.

Quanto às saídas a gente vê... deixa rolar. Intercala nos cuidados das crianças. Deixa um dia na casa dos avós quando precisar. Algumas vezes alguem vai viajar sozinho a trabalho; algumas vezes alguem sairá sozinho com os colegas de trabalho; com os amigos da faculdade; com quem for. Nestas situações pode rolar algo, sem crianças presentes, e sem qualquer programação. Sempre tenho a impressão que as coisas são assim, ao menos no quesito sexual: simplesmente acontecem quando dá e pronto. Não me programo hoje pra sair e conhecer alguem. Não combino de sair um dia sem o namorado pra ficar com alguem. Quando aconteceu, foi em momentos que não estávamos um com o outro e de forma espontânea. Não me parece tão preocupante no fim. Filhos mudam qualquer relação, inclusive as monogâmicas, mas nada que alguma sincronia e diálogo não seja capaz de resolver.

O namorado tem um filho de 6 anos por sinal, que mora com ele. Certamente já deixou de fazer coisas por causa do menino, e q pai não deixa? Certamente ter um filho tem impactos em sua vida pessoal, mas não a destrói, não vejo porque seria insustentável num RA. Enfim, não acho que nossa relação mudaria de formato se tivéssemos filhos. Acho apenas que teriamos de discutir, além do normal sobre cuidado com as crianças, o que compartilhar ou não com elas. Deve-se explicar a uma criança sobre RA? Se sim, a partir de que idade? Talvez seja algo dispensável.

Nic disse...

Acho que a grande questão do RA é a quebra de paradigma. A gente é acostumado com o papel de papai-mamãe-filhinhos, com pai provedor, mãe sem personalidade e filho obediente. Quando a gente pensa que relacionamento é mais do que esse jogo de papeis aparecem esses questionamentos super relevantes sobre RA, amor e tudo mais. É interessante ver como esses conceitos de ciume, relacionamento, casal, são todos construídos e a partir do momento que você propões um diferente as pessoas não conseguem comcebê-lo...

Anônimo disse...

RA é questão de maturidade (que não tem relação com idade). Como a Dri disse no primeiro comentário: Tem que ter muita estrutura emocional para praticar.

Outra coisa que me incomoda muito é ver pessoas (famosas ou não) que se relacionam com pessoas ligadas ao meio artístico mas não tem estrutura emocional para suportar o assédio dos fãs. E se @ artista for do tipo abert@, que aceita numa boa o assédio de fãs, atendendo-@s de forma carinhosa e até quase amig@, é pior ainda o comportamento d@ companheir@. Sei disso pq já passei pela experiência de cruzar com @ companheir@ da pessoa em questão e ganhar um olhar estilo raio laser de desenho japonês.

Dani disse...

Tenho uma dúvida, se alguém que tem esse tipo de relacionamento puder me esclarecer... Como (geralmente) é encarado a pessoa sair mais de uma vez, talvez frequentemente, com uma mesma pessoa?

Raquel disse...

Dani,
o nome disso é : chifre!

Dária disse...

"quando eu falei "escapada" em relacionamento "sério", é de comum acordo. No sentido de que eu aceito que ambos possam sair com outras pessoas muito esporadicamente. Já se for frequente, eu acho estranho e não aceito, nem da minha parte nem do outro."

Liane, mas se é de comum acordo, não é também Relacionamento Aberto? Ao meu ver sim. Ninguém tem um manual aqui pra dizer a partir de quantas saídas uma relação se torna aberta ou não. É aberta, para mim, a partir do momento em que existem relações paralelas e se aceita isto, de forma dialogada, com consciência do que acontece. Se uma vez na vida, se um milhão, tanto faz. Ou você fala de algo como "finjo que não vi". Se for isso já não curto muito. Se ambos aceitam não tem porque ser algo velado ou escondido. Enfim...

Também não sei o que você consideraria frequente aqui. Eu e Ricardo passamos a maior parte de nosso tempo juntos. Não nos obrigamos a sair com outras pessoas, não é isso que define nossa relação. Saímos quando dá vontade. Não vejo como ser muito diferente do que você falou. Se você sai todo dia com duas pessoas diferentes, mantém relação estável com ambas, aí já acho que é algo para além do simples relacionamento aberto. Já entraria no conceito de poliamor (acho que alguem falou a respeito já por aí). Poliamor não me vejo tendo, já acho muito me ligar a uma pessoa, quem dirá a várias, mas sei de histórias que deram certo assim também.

Dani disse...

Não sei se num relacionamento aberto existe isso que chamam de "chifre", colega.

Fabiane Lima disse...

Dária TUDO interfere somos interconectados estamos na mesma nave

E quantas vezes não acabamos nos fechando pra experiências que nos fariam bem, simplesmente porque aprendemos a vida toda que eram erradas. Deve ser preguiça. Comodismo talvez.

Pois é matar, roubar, usar drogas se prostituir a quem ache que isso é muito bom, e quem não faz são preguiçosos comodistas?

Lord Anderson disse...

Dani

Depende de cada caso.

Alguns casais acham até melhor ter parceiros fixos, mais confiança, mas proximidade, etc

até pq alguns gostam de saber detalhes e até mesmo sair em conjunto.

outros acham melhor só ocasionais mesmo, nem que seja pra evitar rotina.

e não, se o relacionamento é abertp a ideia de chifre não faz sentido.

lola aronovich disse...

Gente, o mais divertido pra mim é ver a mesma galera que condena aborto e diz que camisinha nunca falha agora dizer que pega-se Aids num relacionamento aberto porque... camisinha falha. Ah, as eternas contradições dos reaças...


E vamulá! Os "argumentos" -- se é que podemos chamá-los assim -- de quem é contra a mera SUGESTÃO de relacionamento aberto são os mesmos de quem é contra a homossexualidade. Ou seja: MORALISMO PURO, mais nada. Pô, gente, se esforcem um pouco mais. Vcs DEVEM ter algum argumento mais forte do que "É o fim da civilização" e "A humanidade já tentou isso aí (Sodoma e Gomorra) e não deu certo".

Anônimo disse...

Cristina
No momento eu qro um RA, pq n consigo + ter um relacionamento monogamico, preso muito a minha liberdade. O problema é axar algm q esteja disposto tmb a ter um relacionamento assim. Eu até já tentei + durou apenas 1 mês, ele n aceitava muito a ideia, e qnd eu falei q tinha ficado c outro cara ele terminou. N acredito q ficar c outras pessoas diminua o q eu sinta por pel@ parceir@. O dificil é encontar algm q tmb pense assim.

Lord Anderson disse...

Fabiane

explica então como RA interfere na sua vida.

no que ela lhe prejudica...

alias, pergunto se homosexualidade tb te ameaça de alguma forma.

Liana hc disse...

Flash t, seu RIDÍCULO!!!

Volta para a terapia. Já!! Pensa que me engana, energúmeno?

Segue meu conselho e vai cuidar de uma planta ou de uma pedra. Você é tão tosco que chega a ser folclórico e nem consegue evitar. Você é de dar pena, Flash t.

Raquel disse...

Dessa onda eu to fora. Não gostaria que meu filho ficasse envergonhado ao saber que gosto de variar. Talvez ele sofresse com a "pichação moral" entre os amigos. "Mãe será que ele é meu pai mesmo????" Imaginem só!!!!

lola aronovich disse...

Gente, tô deletando os comentários da Liana Fake em respeito a Liana Original, que é uma pessoa inteligentíssima e nada preconceituosa, ao contrário da Fake. E também deleto porque não quero mais ler as idiotices do Flasht por aqui. Sim, gente, quem criou os perfis fake foi o Flasht. Agora já tenho o IP dele e tudo. Vai lá na esquina se matar, Flasht.

Sara disse...

Como eu ja esperava o preconceito é bem grande como se vê nos comentarios.
Engraçado que estamos 2011, e o Raul Seixas falou sobre isso em uma música maravilhosa na década de 70, chama da "A MAÇÃ".
De la para cá, talves até pelo advento da AIDS que mecheu bem profundamente com as estruturas morais da sociedade, criando uma geração que bem diferente da anterior que ansiava a modernidade em muitos aspectos, vemos jovens tão conservadores e cheios de medo de sua própria sexualidade.

"Quando eu te escolhi para morar junto de mim
Eu quis ser tua alma, ter seu corpo, tudo enfim
Mas compreendi que além de dois existem mais
O amor só dura em liberdade
O ciúme é só vaidade
Sofro mas eu vou te libertar
O que é que eu quero se eu te privo
Do que eu mais venero
Que é a beleza de deitar"

Lord Anderson disse...

Raquel, não é uma onda, até pq não é nenhuma novidade na historia do mundo.

mas sim, se não te interessa ninguem vai te obrigar a praticar.

Dri Caldeira disse...

Dani, se meu namorado se interesse por uma mulher com quem ele saiu e transou uma vez, e ele me fala que quer repetir os encontros com ela, vou entender. Claro que vou argumentar se o que ele sente por mim se modificou pra ele pensar em outra mulher num nível de relacionamento fixo. E conhecendo ele como conheço, ele vai propor de ficar com as duas, mas não na frente uma da outra! Vou tentar e ver se vai dar certo. Pq não? E se acontecer comigo, vou fazer o mesmo.

Raquel disse...

Nossa, Dri...que sangue frio....

Fabiane Lima disse...

Que contradição lola? se a relação é solida e a camisinha fura, ambos assumem

Quanto a vc cobrar argumentos, o onos cabe a quem afirma, então cabe a quem quer mudar o tradicionalmente construido e não a quem quer preservar o que funcionou por mais de 2000 anos pelo menos

N acredito q ficar c outras pessoas diminua o q eu sinta por pel@ parceir@.

Imagina e se por ventura se sentir mais atraida por outra?e o parceiro começara aenjoar?

Lord interfere pq da uma opção as pessoas, antes as pessoas namoram não tinha esta de ficar aí surgiu o ficar e apartir daí a coisa vem só desandando
é como chapa, criancas que não querem escovar os dentes pq tem a opção de usar chapa depois haha

com a homossexualidade a mesma coisa, com a normalidade a coisa passa a ser uma opção então mais pessoas vão experimentar

Dri Caldeira disse...

Raquel, não é sangue frio, é confiança. Eu confio nele. Vou ficar chateada se terminar, mas não vou me matar nem matá-lo se ele quiser ir embora. E vice-versa. A maturidade me fez aprender de que não adianta nada obrigar as pessoas a fazerem o que não querem. Só resta mágoa e sofrimento qdo deixamos isso acontecer. Liberdade é a senha pra isso.

Lorena disse...

Fabi,

nossa, o bom então é quando as pessoas não têm opção???
Não, obrigada, prefiro ter opções, sempre.

Letícia Rodrigues disse...

Esse texto do Alex Castro sobre o tema é interessante:

http://papodehomem.com.br/quantas-pessoas-voce-ama/

Essa história também:

http://oglobo.globo.com/blogs/pagenotfound/posts/2011/12/06/mulher-tem-filho-com-amante-com-aprovacao-do-namorado-420364.asp

Lord Anderson disse...

Fabiane

antigamente tb não tinha essa de escolher casamento.

seus pais escolhiam por vc e pronto.

tb não tinha divorcio. o casamento não deu certo? o marido ou a esposa se revelam uma pessoa sem carater ou violenta?

azar, vai vivendo ai.

felizmente isso mudou.

o ficar tornou o namoro menos forlma? sim, mas ele existe e ainda é bastante praticado.

algumas pessoas podem querem experimentar homosexualidade? é possivel, mas quem é homo vai continuar sendo (e olha que tem seculos de repressão e tentativas de acabar com eles) , quem é hetero tb vai continuar sendo.

são mais opções, não obrigações.

Lorena disse...

E por que você está comparando o relacionamento aberto com crime?? Até agora não entendi a relação.

Shishiu disse...

"Quanto a vc cobrar argumentos, o onos cabe a quem afirma, então cabe a quem quer mudar o tradicionalmente construido e não a quem quer preservar o que funcionou por mais de 2000 anos pelo menos"

Cara Fabiane Lima,

Se você leu e conseguiu entender (o que eu duvido) metade do que foi escrito aqui pôde perceber que as pessoas deram explicações bastante razoáveis ao tema. Coisa que vocês, aleijados mentais, não conseguem fazer. E não minha cara Fabiane, não vem dando certo por pelo menos dois mil anos, muito pelo contrário, vem dando errado, muito errado. Basta vermos que ainda existem pessoas como você para confirmar isso, de moral variável e transcendente, incapaz de pensar fora de sua burrice atávica.

P.S.: E quanto a suruba, se interessou? Hein? Hein?

Lord Anderson disse...

pessoas que comparam romance e sexo com bandidagem, drogas, armas, estupros...

essa falta de logica cansa.

Anônimo disse...

Então vamos liberar as drogas e as armas e soltar os presos e os loucos

Vinicius disse...

"Lord interfere pq da uma opção as pessoas, antes as pessoas namoram não tinha esta de ficar aí surgiu o ficar e apartir daí a coisa vem só desandando"

"A coisa vem desandando" antes do ficar. O ficar é consequência disso que vc chama de "desandar".

Lord Anderson disse...

claro...

em 2000 nunca teve infelicidade, traição, violencia domestica, falta de respeito e carinho...


tudo isso é culpa do relacionamento aberto...


acha ginastica mental.

Anônimo disse...

Vamos comparar com o que?
Me digam?

Daní Montper disse...

Já tive relacionamento aberto e até poliamoroso, além do monogâmico.
As pessoas não compreendem mesmo quando alguém vive um contrato diferente do monogâmico e por isso não falava a respeito no trabalho - meus namorados (no relacionamento poliamoroso) não iam me buscar no local, me encontrava com eles em outro lugar, para não dar margem para qualquer comentário - o que gerou comentário de qualquer forma, o de lésbica, porque se nenhum cara vai te buscar no trabalho por mais de um ano em que você está nele, significa que é lésbica, enfim, eu gostava de preservar nosso relacionamento porque já tinha atritos sobre isso com familiares e ouvia gracinhas dos amigos, então não precisava ter que aturar nada de colegas de trabalho também - até porque, me aborreceria e mandaria a pessoa se meter na própria vida, e com isso, se fosse um chefe, acabaria me dando mal - meio que aconteceu isso quando me perguntarem se eu era lésbica!
Ignorância é um problema sério, falo de ignorância de falar sobre um assunto sem qualquer conhecimento e tirando as conclusões mais equivocadas.
Mas é isso, eu vivo o momento e faço o que tenho vontade, sou fiel aos meus desejos, e a minha felicidade, não fico seguindo nenhum modelo só porque é assim que as coisas são...

Fabiane Lima disse...

Vinicius inverter causa e consequencia pra que?

Lord Anderson disse...

"Vamos comparar com o que?
Me digam? "

que tal com relacionamentos amoros e sexuais...só pra ficar no que sendo comentado...


e responder a pergunta de que por isso incomoda tanto as pessoas.

Dri Caldeira disse...

De tudo o q eu li até agora, e vcs me desculpem, o que menos concordei é com o título do post: RELACIONAMENTO ABERTO, O AMOR FORA DO PADRÃO. Não existe padrão para amar. Amor não se define nem se padroniza, pq o amor q sinto é um, o q a Lola sente é outro e o q a Liana verdadeira sente é outro... Ah, com relação a esses anônimos e os raivosos revoltados q entram pra tumultuar, nem me dou ao trabalho de registrar essas bostas q eles defecam pelos dedos e pelas mentes.

Lorena disse...

E precisa comparar com alguma coisa???

Vinicius disse...

"Vinicius inverter causa e consequencia pra que?"

Oras, pq a organização social (as relações sociais) são consequência da estrutura social.

Ou seja, a inversão ocorre ao querer culpar o RA pela "merda de mundo promiscuo", sem perceber que o RA é a consequência de existir "uma merda de mundo promiscuo".

Fabiane Lima disse...

Dani Montper
criminosos e psicopatas tbm não seguem modelos

Anônimo disse...

Meldels, essa de comparar amor com crimes foi o cúmulo da falta de noção e de lógica. O que tem a ver uma coisa com outra?

Lord Anderson disse...

Fabiane

te assusta mesmo hein?

Fabiane Lima disse...

Ai não é comparar senhor lord
E precisa sim, lorena, para simplificar já que não se entende falando da coisa em si

Mas vcs não querem entender querem que concordem com vcs então fui

Vinicius disse...

"criminosos e psicopatas tbm não seguem modelos"

Mel Dels! AgOrA oQ sErÁ dI nOiX?!??!?

lola aronovich disse...

Putz, por que estou dialogando com troll imbecil que quase certamente é o Flasht se passando por uma tal de Fabiane Lima? Que ônus da prova, babacão? Por acaso estamos falando de algum crime aqui? Vc acabou de assumir que não tem argumentos, e por isso não tem como apresentá-los. Ou seja, vc vem aqui pra quê, além de trollar? Sobre a questão do aborto, em toda discussão que temos sobre a legalização do aborto, aparecem várias mulheres que já abortaram dizendo que a camisinha furou, que nenhum método anticoncepcional é 100%, etc. E aí vem os reaças de sempre, reaças como vc, Flasht, dizer que isso é mentira, que camisinha é super segura. Só que na discussão sobre relacionamento aberto, vcs dizem que camisinha falha, e por isso que pessoas em RA, mesmo usando camisinha, vão pegar Aids (ha ha, porque pessoas em relacionamentos tradicionais NÃO pegam Aids!). Então decidam-se, reaças: camisinha falha ou não falha? Outra, idiota: vc acha que só pessoas em relacionamentos sólidos fazem sexo? 50% dos casos de gravidez não são planejados. Tem gente que diz que esse número chega a 80%. Isso em relacionamentos “sólidos”, em one night stands, etc etc. Só gays e lésbicas que não têm gravidez acidental – isso talvez já os coloque numa posição moralmente superior à dos héteros, mas essa é outra história. Quando acontece uma gravidez, é muito comum o pai não querer assumir. São essas pessoas tão éticas que vc defende.


Gente, que obsessão em saber quem é o pai da criança, hein? Imagino, não sei, que, se um casal num RA não tem esse sentimento de posse em relação a eles, tampouco vai tê-lo em relação à criança. Mas enfim, consigo imaginar numa boa o casal “fixo” transar sem camisinha para querer engravidar, e esse mesmo casal transar com camisinha com outros parceiros. Daí não haveria dúvida quem é o pai, ué. Mas e daí? É tão importante assim saber quem é o pai? Pai é quem cria o filho. Ou vcs vão dizer na minha cara que pai que adota é menos pai que pai genético?

Anônimo disse...

Carol ambas são ações humanas
sabia não?

Anônimo disse...

Anônimo (E Fabi)

Crimes são ações proibitivas tipificadas em lei, sabia não?

Anônimo disse...

dizer que isso é mentira, que camisinha é super segura.
Prove que dizem isso

Quem tem mais probabilidade de pegar uma doeça sexualmente transmissivel uma pessoa promiscua ou uma não promiscua? Quem é chamado de grupo de risco?

Anônimo disse...

leis são os homens que fazem, sabia não?

Sara disse...

Já ouvi dizer que o grupo que mais cresce nas estatisticas sobre a AIDS é o de mulheres monogâmicas.
Talves apenas pq elas acreditem nesse tipo de relação ou se sintam pressionadas a transar sem a camisinha.

Anônimo disse...

Anônimo

Leis são feitas de acordo com princípios e critérios, sabia não?

Sara disse...

Eu to tão feliz com meus gatinhos, azar é o seu Jorge que num deve pegar ninguem.

Anônimo disse...

Acabaram as polêmicas? Isso ficou enfadonho....

Dri Caldeira disse...

Enfadonha deve ser a vida desses mascus q entram aqui pra trollar. Pois, veja bem. Os caras não tem relacionamento saudável com ninguém. Não tem amigos, só os outros mascus como eles. E eles devem passar o tempo todo falando essas babaquices que eles defendem aqui durante o que, 20 min, meia hora? É, pq pela quantidade de erros de português, de pensamentos ultrapassados e repetitivos, o assunto acaba logo. Não são bonitos, o que não é empecilho pra ser feliz, mas no caso dos chatos, é requisito obrigatório, pelo menos o de ser bem apessoado. Feios, burros e repetitivos, me lembram a propaganda eleitoral obrigatória qdo começa, todo mundo deixa falando sozinho...

Rosangela disse...

Eu tenho lido mais e mais posts sobre RA, escritos principalmente por blogueiros jovens. Isso indica que as novas gerações estão aceitando, experimentando e, melhor, se sentindo confortáveis com essa forma de se relacionar amorosamente? Desejo ardentemente que sim por muitos motivos, especialmente porque a crença cega no mito do amor romântico e eterno só faz sofrer.
Mas, como outros comentaristas já questionaram, como administrar os sentimentos egoístas em uma relação aberta? Por exemplo, em uma relação poliamorosa estável, em que a existência de um terceir@ parceir@ não é apenas eventual, não é "normal" que, pelo menos em algum momento, um vá sobrar, sentir-se de fora? Mesmo que o sentimento de posse seja uma construção social e que só cause danos ao "possuidor" e ao seu "bem" - quisera eu jamais sentir essa coisa amarga, que impede a mim e ao meu parceiro de vivenciar tantas outras formas possíveis de amar - como vencer ou pelo menos domar o monstro dos olhos verdes?
De todo jeito, a família heterossexual monogâmica como único ou principal modelo de afetividade e, pior, de felicidade é uma balela e uma hipocrisia. Que cada vez mais novas configurações familiares/amorosas consigam se impor!

Lawlyet Wallace disse...

Não preciso nem dizer que isto é apenas uma desculpa para promiscuidade e hipergamia.

Quando existe amor, não apenas a atenção e os cuidados mas também o desejo é focado em apenas uma pessoa.

Relacionamento aberto é uma desculpa para gozar os privilégios de um relacionamento sério sem ter que se preocupar com seus deveres. A própria autora nos mostra isso no tópico onde diz que escolhe o relacionamento por gostar de cuidados e atenção, mas que não quer reprimir o desejo que sente por terceiros.

Depois disso, vocês feministas acham que tem moral para recriminar quem chama mulheres com este tipo de atitude de vadias?

Entenda que chamar de vadia uma mulher de conduta sexual inadequada não é um preconceito em relação à ela como vocês adoram dizer, mas sim uma crítica à promiscuidade em si. Politicamente correto nenhum pode mudar isso.

Relacionamento aberto é traição consentida. Não importa se os parceiros entraram em acordo. Eles simplesmente não se amam e não se levam a sério. Tanto o homem quanto a mulher que abrem sua intimidade para outras pessoas estão traindo o parceiro.

Qualquer adepto do R.A., independente de ser homem ou mulher, sofre de um tipo de patologia psicossexual.

Perdoe minha forma direta de falar isso, mas o homem que aceita este tipo de relacionamento também não ama a mulher. Apenas aceita este tipo de relacionamento para ter uma garantia de sexo ao mesmo tempo que a vê como objeto sexual.

Não é interessante a forma que o próprio feminismo está reforçando a objetificação feminina?

Aprendam de uma vez por todas amigas, o feminismo não dá a mínima para as mulheres, apenas as usa como massa de manobra para mais conquistas políticas.

Dária disse...

"então cabe a quem quer mudar o tradicionalmente construido e não a quem quer preservar o que funcionou por mais de 2000 anos pelo menos"

Eu ia responder os comentários da Fabiane na mesma linha do Lord Anderson... então, você acha que os maridos ainda deviam ser escolhidos pelos pais porque funcionou por milhares de anos também? E aliás, o que é funcionar exatamente? É permanecer casado? Como se mede a felicidade ou não de uma relação?

E acho que você não entendeu uma coisa: ninguém quer desconstruir modelo de relação nenhum aqui. Cada um tá querendo apenas viver o seu, sem imposições. A Lola é monogâmica, aparentemente muito feliz, e deve mais é continuar sendo que ninguém tem nada com isso. E, da mesma forma que a monogamia dela em nada interfere na minha vida, - não meu bem, não estamos tão conectados assim - meu relacionamento aberto não interfere em absolutamente nada na vida dela.

Interfere apenas na vida daqueles que se relacionam comigo. Estes desde o início sabem com que ou quem estão lidando, são adultos e têm direito de escolha. É isso o que importa.

Acha mesmo que dá pra comparar com achar legal roubar ou matar alguem. Cometendo crimes eu estou interferindo diretamente na vida da vítima não? Estou fazendo algo com ela, com seu corpo, com seus bens, com o que quer que seja que não me pertence... sem sua autorização. Em que minha vida sexual tem o mesmo impacto que um assassinato?

Marina Gabriel disse...

Pessoas inteligentes e não reaças, uma opinião por favor:
Conheci um homem muito carinhoso que vivia um RA. Ele me disse que a mulher dele aceitava isso por amor, mas preferiria a monogamia. Não me envolvi com este homem porque me senti mal pela namorada dele. Um amiga me disse que eu estaria perpetuando o comportamento machista de que homens podem ter muitas mulheres... e as mulheres... ahh as mulheres.... elas que se virem para de adequar. Quando os adeptos do RA se envolvem com alguém, se preocupam com a outra pessoa deste alguém? Se ela também está de acordo?

Dri Caldeira disse...

Lawlyet, vc me conhece? Sabe como me porto no meu relacionamento? Se vc não se garante, se não tem fé no teu taco, não venha me diminuir. Tenho mais repeito por meu namorado do q tive por meu ex-marido, pois ambos traimos indiscriminadamente, mas fazíamos isso às escondidas. Viviamos uma mentira. Agora me relaciono tendo confiança e sinceridade como base de sustentação desse namoro. O q vc não consegue entender, seu boçal, é como pode haver tanta liberdade e respeito juntos, pois vc cresceu vendo só mentiras e enganações! Existe sim, mas isso é um problema seu. Fique aí corroendo suas entranhas com quem leva a vida da forma que vc quer levar, mas não tem coragem.

Dária disse...

"Entenda que chamar de vadia uma mulher de conduta sexual inadequada não é um preconceito em relação à ela como vocês adoram dizer, mas sim uma crítica à promiscuidade em si."

- Acho ótimo alguem chegar e falar em "conduta sexual inadequada" para uma mulher e achar que não é nem um pouquinho machista. Qual é a conduta adequada? Quem a define? Em que manual?

"Relacionamento aberto é uma desculpa para gozar os privilégios de um relacionamento sério sem ter que se preocupar com seus deveres"
- talvez se eu considerasse que o único dever de um "relacionamento sério" (?) é a fidelidade física, você estaria certo. Não há nada a mais pra você então?? Atenção, carinho, cuidado, presença. Quebrar galhos quando for o caso. Chorar no ombro. Ligar em cada boa ou má notícia. Companheirismo. Cumplicidade... existem tantas coisas envoltas em qualquer relação amigo, que esta sua limitação me assusta.

Dri Caldeira disse...

Marina, alguns homens sim, querem viver livremente por aí, comendo todo mundo, mas tendo uma "âncora" em casa e submetem esposas e namoradas a esse tipo de relacionamento aberto. Se não é comum acordo, se não vale para os dois ou se um dos dois não aceita e se submete por falta de opção por ficar com a pessoa, não me envolvo. Isso não é RA. É alguma coisa q não sei dizer o q é. Relacionamento aberto funciona para o casal e não somente pra um.

Anônimo disse...

Lawlyet Wallace

Na verdade, a monogamia é um tipo de contrato, e surgiu com o conceito de propriedade privada, não é intrínseco ao ser humano. É plenamente possível amar alguém e sentir atração sexual por outras pessoas.
E não, isto não tem nada a ver com objetificação da mulher, informe-se melhor sobre este assunto também.

Anônimo disse...

E lá vem mais um tosco falar de promiscuidade tacando nome em mulher, sendo q o estamos falando de algo que vale PRA AMBOS.
Meu senhor, vai fazer o favor de ir catar coquinho, ninguém precisa de um homem machista pra vir cagar regra e dizer o que é melhor pra nós mulheres.

Lawlyet Wallace disse...

Dri Caldeira,

Pelo seu tom agressivo percebo que meu simples comentário tocou de forma profunda sua ferida. Não preciso conhecer uma pessoa intimamente para analisar o comportamento que ela própria acaba de expor na internet. Fiz minha análise acerca do Relacionamento Aberto e do que você mesma escreveu.

Me desculpe por jogar isto na sua cara, mas você não tem respeito pelo seu namorado, assim como ele não tem respeito por você. Vocês apenas acham que tem. Estão vivendo numa ilusão politicamente correta vendida pela sociedade atual. O fato de você e seu ex-marido se trairem indiscrimidamente apenas mostra revela o caráter dos dois. Sim, vocês viviam uma mentira como você mesma disse. Mas você falha em perceber que AINDA vive uma mentira. Apenas colocaram nessa mentira a ilusão da mútua aceitação.

Agora perceba bem sua falta de lógica ao destilar seu ódio contra mim me chamando de boçal e dizendo que cresci vendo apenas mentiras sendo que você nem me conhece para dizer isso e no começo do mesmo comentário disse que eu não sei como você se porta no seu relacionamento. Tem uma diferença aqui, claro. Eu não entrei no escopo de minha vida pessoal, mas você escreveu um relato da sua, então estou mais apto a falar dela e você mesma permitiu isso.

E não, boneca, não cresci vendo apenas mentiras. Tive bons exemplos em casa. Pai e mãe que sempre se amaram e se respeitaram de todas as formas e demonstram esse carinho e devoção ainda hoje, mesmo após tantos anos e com tanta idade.

Sim, liberdade e respeito andam juntos, como você mesma disse, mas você está distorcendo claramente o conceito de liberdade aqui. Só posso lamentar por você se sua vida é tão vazia a ponto de confundir liberdade com libertinagem.

O que posso dizer de seus pseudo-argumentos? Dizer que não me garanto e não confio no meu taco é apenas uma desculpa de mulheres tortas para tentar jogar os pensamentos do homem para longe de qualquer desconfiança que tem em relação a seus comportamentos desonestos. Não precisava dizer isso porque não sou seu namorado. Outra coisa que denuncia seu caráter é dizer que quero levar a mesma vida doente que vocẽ e seu namorado mas não tenho coragem. Essa "falácia da hipocrisia" é uma das mais manjadas e refutáveis. Não é porque você tem um tipo de atitude que todas as outras pessoas tem ou querem ter.

Mais uma coisa. Quem você pensa que é para me chamar de boçal, sua imbecil? Endireite sua vida e adquira um pouco de educação antes de apontar o dedo na cara dos outros, mocinha.

lola aronovich disse...

Ai ai, só faltava um mascu como como o Lawlyet pra dizer que o feminismo é péssimo pras mulheres! E é muito cinismo, Law, chamar mulheres de “amigas”. Vcs não têm nem amigOS, quanto mais amigAS! Não sou eu que estou dizendo. Vcs dizem que amigOS não existem, que só o que conta é a família (e obviamente não mulher e filhos, já que vcs acham o casamento terrível pros homens, mas seus pais. E ficam com um pezinho atrás com as mães, né? Já teve vários posts em fórum mascu com o título “Sua mãe é uma vagabunda?”). E quanto a ter amigAS, vcs consideram isso coisa de homem desnorado, mangina, que vai só ficar inflando o ego da mulher. Pra quê falar com uma mulher se não for pra conseguir sexo dela? Já li essa pergunta N vezes em fóruns mascus. Então não venha chamar mulher nenhuma de amiga.
Sim, nós feministas temos moral pra fazer um monte de coisas que vcs mascus, covardes que precisam se esconder por trás do anonimato ou de pseudônimos ridículos, não têm. E vcs SABEM que vcs não podem dizer o nome real não porque perderiam o emprego ou seriam presos, mas porque seriam ridicularizados. Aliás, já são. Entendam uma coisinha: vcs podem procurar uma mulher virgem pra casar (se bem que vcs não acreditam em mulher exceção e nem querem casar). Vcs podem não querer namorar mulher com filho. Vcs podem não querer namorar gordas e mulheres com necessidades especiais (sim, esse foi um tópico excepcionalmente sensível; foi lindo o jeito como vcs se referiam às “vadias aleijadas”). Aliás, nem faz muita diferença vcs quererem ou não, porque tenho certeza que essas mulheres, e tantas outras, não querem nada com paspalhos preconceituosos como vcs. Vcs vivem num deserto sexual (palavras de moderadores mascus, não minhas) por serem idiotas, não porque mulheres só gostam de cafas. O fato de vcs não pegarem ninguém já prova que mulher prefere carinhas legais, né? Enfim, vcs podem decidir o que quiserem pra suas vidinhas pessoais. Mas chamar mulher de vadia só demonstra a misoginia de vcs. Vcs querem pegar o maior número de mulheres “tops” possível, mas acham que só homem pode transar (porque é natural, é fisiológico, só homem gosta de sexo). Mulher não. Mulher que transa com qualquer um tirando o marido no primeiro e único casamento já é vadia. E mesmo essa mulher monogâmica que se casou virgem vcs chamam de vadia. Não faz a menor diferença pra vcs. Tem vagina? É vadia. Portanto, por que vir aqui defender a tradição da monogamia, se vcs não querem casar mesmo? A única tradição que vcs apoiam é a da prostituição.

Sara disse...

Dri Caldeira vc ja disse tudo o q eu poderia dizer p esses infelizes, mas aquela da barata atomica me matou de rir...

Dária disse...

"Tenho mais repeito por meu namorado do q tive por meu ex-marido, pois ambos traimos indiscriminadamente, mas fazíamos isso às escondidas. Viviamos uma mentira. Agora me relaciono tendo confiança e sinceridade como base de sustentação desse namoro." - Dri tocou num ponto que discuto muito com alguns amigos, com aqueles que já vi ou soube de histórias de traições.


MARINA, sua pergunta é beeeem pertinente. Não apenas pra quem tem RA, mas pra todos aqui, pra quaqluer um que seja solteiro e já tenha se envolvido com alguém comprometido por exemplo.

Meu namorado já teve uma situação parecida com esta que você falou. Ao contrário no caso. Queria ficar com uma amiga, que era casada e tinha um RA (antes de nos conhecermos isso, só sei o básico da história), mas o marido dela embora soubesse que ela tinha relações não estava confortável com a situação. Ele também não ficou confortável com a coisa não, não rolou. Não sei como eu reagiria, já que a pessoa, gostando ou não, aceitou a situação, tinha a possibilidade de cair fora. Provavelmente seria mais sensível se a conhecesse por exemplo, mas se não, não sei.

Acho que no momento que você fica com alguem que é comprometido - se você condena normalmente a postura daquele que trai -, você está sim ajudando a perpetuar uma atitude com a qual discorda. Não é o ideal. Já aconteceu comigo, uma única vez: fiquei com um amigo que era noivo. Não digo que me arrependi ou não, e também não conhecia a menina, mas penso e discuto muito o tema sim: nossa responsabilidade perante os outros. Se acho errado mentir, devo ajudar alguem a mentir? Ser em parte instrumento daquela mentira? É um dilema moral bem mais relevante pra mim do que as milhares de discussões que os anônimos aqui levantam em torno do RA.

Ana disse...

Lawlyet Wallace,

Disse tudo! CLAP CLAP CLAP!!!!

Liana hc disse...

Dária, sim. Tecnicamente, eu chamaria de relacionamento aberto :)

Eu aceito algumas pouquíssimas saídas por fora, mas confesso que tenho limites que não diferem muito do tradicional. Poliamor é outra coisa que é demais para mim.

Já tive namorado que ia pelo menos uma vez mês para a balada e ficava com todas que ele conseguisse. O sujeito era bem liberal, jamais se incomodou com o que eu fazia ou deixava de fazer, nunca me cobrou nada nesse sentido. Eu é que me incomodei com a frequencia dele e terminamos. Nosso relacionamento era para ser "aberto", mas nem tanto. Percebi que eu não conseguiria levar isso numa boa, ainda que quando ele estivesse comigo, fosse tudo ótimo. Ainda por cima, eu esbarrava com algumas delas na rua e isso não me agradava em nada.

É desse tipo de frequência que eu falo. Saber que o namorado/marido sai com outra pessoa uma vez aqui e outra lá bem longe, tudo bem. Mais do que isso, é o tipo de coisa com a qual eu não quero lidar.

Lawlyet Wallace disse...

carolinapaiva,

Monogamia não é apenas um tipo de contrato. Ao contrário dessa crença feminista de que tudo é construção social, a monogamia significa fidelidade e dedicação exclusiva a uma pessoa. Por mais que se tente acreditar que é uma construção social e mudar isso aceitando relacionamentos abertos, uma hora alguém acabará abalado emocionalmente.

Sim, é possível sim sentir atração sexual por outras pessoas, mas a honra, o amor e o respeito impedem que se concretize o desejo.

Me desculpe discordar de seu comentário, mas isto é sim a objetificação da mulher. Ela apenas está iludida de que não está sendo objetificada. A mulher adepta do sexo casual é vista como um objeto por seus parceiros, querendo ou não.

O sexo é uma coisa prazerosa sim, mas também é uma coisa muito íntima e pura. Deve ser feita apenas quando se existe amor. Quando critico a promiscuidade, não faço crítica apenas à promiscuidade feminina, mas também à promiscuidade masculina.

Claro que não vou dizer que nunca errei. Já errei muito também e demorei anos para amadurecer. O prazer do sexo descompromissado chega a ser uma agressão se compararmos com o prazer do sexo feito com alguém que amamos.

Anônimo disse...

Gostaria de dizer que respeito sim a escolha de outras pessoas em seus respectivos relacionamentos, mas a impressão que eu tenho dessa menina é que ela tem tanto medo de ser traída que aceita a traição antecipadamente, para não ser pega de surpresa. O verdadeiro desapego não é aceitar que o seu parceiro esteja com outras pessoas, contanto que esteja com você, isso é uma forma de possessividade, mais grave até do que a da monogomia, uma vez que anula o próprio sofrimento em função de ter aquela pessoa na sua vida. É pura insegurança. Acredito que o verdadeiro desapego é aceitar que nem tudo é pra sempre, é ser grato pelo tempo que cada pessoa esteve em sua vida, sempre aceitando o fluxo natural dos relacionamentos. Acho que cada pessoa deve ser tratada com exclusividade, sabendo que como uma pessoa e não como uma posse, está livre para seguir seu caminho quando quiser. Isso sim é desapego e respeito. Mas essa é somente a minha opinião.

Sara disse...

o Lawliet legal vai curtir sua vida, mas o que vc ganha não respeitando quem quer viver de maneira diferente da sua???

Anônimo disse...

Lawlyet Wallace

Há muitas maneiras de se demonstrar amor, respeito e confiança em um relacionamento, a monogamia não é o único jeito, depende do acordo feito entre o casal.

E sobre objetificação, se há essa visão dos homens, é herança da ideologia machista, e é exatamente isso que combatemos aqui, logo são as feministas que objetificam. As feministas lutam justamente contra essa objetificação e limitação da sexualidade feminina. Por isso que eu disse para que se informasse melhor sobre o assunto.

Anônimo disse...

errata: logo NÃO são as feministas que objetificam

Ragusa disse...

Dária, belo post, parabéns. Vc perguntou: "Gostei da provocação da Lola. Porque um RA incomoda tanto? Indo além, porque qualquer coisa na vida dos outros - que em nada interfere em nossa vida particular - incomoda tanto a certas pessoas?"

Estou lendo um livro muito interessante, chama "Poder e Prazer, O livro negro da família, do amor e do sexo, do José Angelo Gaiarsa. Bom, é bem complexo, mas vou exemplificar (eu concordo com essa visão do autor): Nossa sociedade, p/ continuar sendo reproduzida no modelo conservador, precisa de um sistema onde todos vigiam todos. Na verdade, a maioria dos relacionamentos tradicionais são um verdadeiro fiasco. Falo isso pela minha experiência enquanto psicóloga também. No fundo a grande maioria as pessoas são frustradas e muito. O melhor, portanto, é vigiar a vida alheia para não se confrontar com as próprias questões internas, que são dolorosas. Então, o social determina o individual e vice e versa. A sociedade assim vai sendo reproduzida num modelo sem espaço para liberdade individual (o que é diferente de narcisismo ou individualismo). Abraços.

Anônimo disse...

Olá.
Tenho um relacionamento monogâmico há sete anos, mas faz três meses que mantenho um caso com um rapaz que mora em outro Estado. Eu nunca tinha traído o meu parceiro e estou sofrendo muito com essa situação. Já tentei ter um relacionamento estável com o rapaz do outro Estado, quando passei uma temporada com ele. Não conseguimos nos entender, mas eu não consigo esquecê-lo. Além disso, é muito ruim enganar meu parceiro, que não desconfia de nada (ou se desconfia, fica na dele). Não quero perder meu parceiro, que é uma pessoa maravilhosa, muito importante em minha vida, mas também não consigo tirar o outro rapaz da minha cabeça.
Não acho que um relacionamento aberto seria a melhor solução para a minha vida, até porque tento me imaginar no lugar dos dois, tanto do meu parceiro quanto do outro rapaz, e sinceramente não gostaria de estar na pele deles. Acho que eu sofreria muito se descobrisse estar sendo traída, ou, se eu fosse solteira, de me envolver com uma pessoa que já tem um compromisso.
Eu hoje confesso que não sei o que fazer.

Roxy Carmichael disse...

um amigo budista sempre me diz uma coisa simples, mas que pra mim é muito poderosa. a diferença entre querer e precisar. estar com alguém porque quer e não porque precisa. beauvoir tava falando sobre isso. pra mim isso é central no FRACASSO do modelo monogamico imposto. Pessoas que estão juntas porque precisam e não porque querem, são dignas da minha mais sincera pena. Porque não aprenderam a só ser. Ou a ser só. Porque idéia do 2 become 1 que alguém aqui mencionou, se sustenta a partir de MUITO sofrimento. Converter a outra pessoa em objeto de posse, projetar sobre ela as suas frustrações e muito pior, a baixa auto-estima que vem com a insegurança que vem com o medo de perder, porque você não pode perder já que você precisa daquela pessoa!eu nem me irrito com os caretas ditadores de conduta de plantão porque tenho plena certeza de que eles vivem muito mal...e viver bem infelizmente não é pra muitos (deveria ser). ainda é privilégio de poucos! justamente daqueles que entenderam que as coisas não vem dando certo há 2000 anos como a grande maioria prefere acreditar. porque diferentemente do que estão querendo pintar aqui RA não tem a ver necessariamente com promiscuidade. Pode ter a ver, mas nem sempre. Tem a ver com lidar melhor com esse sentimento de possessividade, e principalmente com a culpa. eleva-se a confiança a outro estágio, porque os indivíduos estão em estágio bem mais avançado de respeito pela individualidade do próximo do que as outras pessoas que precisam de mecanismos normativos (falidos diga-se de passagem) para lidar com sua propria experiencia pessoal e intima. dri caldeira foi perfeita a sua colocação: o fim de uma relação sempre é triste, afinal é o fim de um projeto onde muito esforço foi dedicado. mas não é o fim do mundo, não é o fim da vida! quem entende isso aprendeu a ser só. e a só ser também. e vive bem. muito bem. com certeza MUITO melhor de quem PRECISA de outra pessoa. e não, QUER outra pessoa.

Ragusa disse...

Tem gente MUITO frustrada aqui hoje heimm.... hehehehehehe

gonnabeallright disse...

Alguém me indica bons livros feministas ou que fale de relacionamento aberto?

Marina Gabriel disse...

Muito boa sua resposta Dária. Eu me sinto muito responsável pela pessoa que o outro tem, mesmo que ela esteja distante de mim. Confesso que é dificil fazer escolhas para sí pensando n@ outr@ (que as vezes é desconhecid@), mas é certo que eu jamais compactuaria com uma mentira (ficar com homem "pulando" cerca por exemplo).

Justamente por causa das questões morais que eu acho que RA é só para quem tem muito auto-conhecimento e auto-estima... e haja filosofia.

Também penso que desapego é ser eternamente grato pelo tempo que se passa com a pessoa, sabendo que um dia ela pode ir, ou não. Se não há apego, não há sofrimento. E essa filosofia serve para todos, seja em um RA ou não.

Roxy Carmichael disse...

Ragusa respondeu muito bem a pergunta mais importante desse tópico: por que incomoda tanto pensar diferente?
Eu só gostaria de acrescentar que quando estão jogando pedra em uma árvore é porque ela está dando frutos!

Marina Gabriel disse...

Não sei se alguém aqui já fez a sugestão: quem se interessar em pensar fora da caixa sobre relacionamentos afetivos, principalmente, TEM QUE LER:

Regina Navarro - A Cama Na Varanda.

Dri Caldeira disse...

Lawyet - vc acha q vc viu bons exemplos. Pais q se amam e se respeitam soa tão falso como seu nick. E se vc acha q sou uma vagabunda mentirosa, problema seu. Meu caráter não está em jogo nem em discussão, pois tenho um rosto e nome verdadeiros enquanto vc covardemente se esconde atras de um nick. Vc é um daqueles mascus q foram seguidamente abandonados e ridicularizados por diversos fatores. Ejaculação precoce e fimose são alguns deles. E, pro seu governo, boneca é a coitada da sua mãe, que além de ter aturado vc, aturou seu pai.

Dri Caldeira disse...

E até posso imaginar o tormento que foi para as heroínas q se relacionaram com vc Lawliet... cada minuto passado ao seu lado foi penoso. E vc está assim pq sabe disso, sabe q foi tolerado por outros fatores que não amor, respeito... foi tolerado por ter dinheiro. Se sente magoado e agora sai por aí descontando em quem vc acha q vai ter medo de vc. Tadinho. Ah, não sei se vc sabe, mas fimose se opera tá?

Lawlyet Wallace disse...

Lola,

Confesso que é um honra que tenha dado um pouco de atenção ao meu humilde comentário. Esperava até uma trollada um pouco maior pelo que conheço de seu blog.

Hehe, confesso que é engraçadinho a forma como você brinca com o termo "mascu". Chega a ser até bonitinho.

Como pode dizer que não tenho amigos? Percebe que você cai no pecado da generalização que usa como crítica para nós "mascus"? Sim, sou um masculinista, mas isso não significa que todos seguimos um padrão. Existem críticas às falsas amizades que, é claro, são bem válidas, mas também existem pessoas que defendem as verdadeiras amizades. Como em todos os lugares, existem vários tipos de pessoas. Confesso que são poucas as amigas mulheres que tenho, mas as poucas que tenho tem minha sincera amizade e meu respeito. Não é qualquer pessoa que podemos considerar amigos. É sábio ter critérios na escolha. Amigos não são aqueles que apenas aparecem na hora de sair e beber. São aqueles que estão presentes em momentos de alegria e tristeza. Também nunca falei que o casamento é terrível. Como machista antes de masculinista (lembre-se que masculinismo tem a ver com leis e não com visão em relação a homem e mulher) defendo o casamento e a família tradicional, mesmo sabendo que em muitos casos hoje os riscos são tremendos. Sou um dos poucos também que defende que é uma imbecilidade pensar que o marriage strike é uma arma contra o feminismo quando na realidade acredito que um dos objetivos do feminismo é justamente acabar com as famílias. Nesse caso, eu poderia fazer o mesmo tipo de ataque que você me faz e falar que é contraditório você ser casada já que se diz feminista.

Pela minha mãe não tenho nada menos do que o mais puro amor e respeito. Não é porque critico o comportamento das mulheres modernas que odeie todas. Sobre ter amiga ser coisa de mangina, isso é verdade quando a amizade é falsa e baseada em uma troca de interesses sexuais-utilitaristas. O mangina que tem muitas amigas é justamente o homem que você deveria criticar primeiramente porque são eles que tem amizades visando o sexo, ou seja, vendo desde o começo a mulher como um objeto. A diferença é que ele insiste mesmo sabendo que não terá. Já o que é apaixonado por uma amiga que apenas o faz de bobo não é mangina, apenas está iludido e tem esperanças que muitas vezes é nutrida também pela falsa amiga. A amizade homem/mulher verdadeira só ocorre quando não existe o interesse sexual. Mas infelizmente isso é raro hoje. Hoje é raro até mesmo amizades desinteressadas entre dois homens. Criticar uma mulher ou mesmo a maioria delas não significa criticar TODAS.

Essa falácia de nos chamar de covarde por usarmos pseudônimos é uma covardia ainda maior, querida Lola. Você tenta com isso atacar de forma subconscientemente nossa masculinidade e espera que não tenhamos resposta para isso. Já vi você usar esta desculpa outras vezes para outros comentaristas masculinistas e confesso que infelizemente senti um pouco de vergonha pelo fato de não ter visto nenhum rebater esse ataque tão simples de ser refutado. Claro que não seria necessário pois acredito que você mesma já saiba a razão do nosso anonimato. O masculinismo, diferentemente do feminismo, é visto como uma espécie de tabu hoje. Você se quiser pode até mesmo fazer homenagens ao SCUM que nada acontecerá, mas nós devemos usar pseudônimos não apenas para evitar a censura que sua querida esquerda impõe à sociedade, mas também porque já estamos notando desde o começo as distorções que vocês fazem com tudo o que é dito. Você sabe sim que teriamos problemas com emprego, com distorções, com censura, com processos. O politicamente correto não existe para proteger minoria nenhuma, apenas para ter mais cartas na manga para prender possíveis opositores e você sabe disso tanto ou até mais do que eu.

----- continua -------

Lawlyet Wallace disse...

----- continuando -----

Minha família, amigos e até mesmo minha noiva conhecem minhas posições políticas e ideológicas. Não preciso ter medo de uma eventual ridicularização por algum ignorante. Se eu ter medo de ser ridicularizado por minhas ideologias então eu estarei enganando a mim mesmo e sendo apenas um personagem de internet. Conheci umas três pessoas que usaram suas reais identidades na internet mostrando inclusive o rosto e sei dos problemas que tiveram, do bullying politicamente correto que sofreram em seus empregos e faculdades. Podemos sim ser ridicularizados, mas você acha que vocês não são? Releia alguns textos que você escreveu como o do "insulto politicamente correto". Meu Deus, Lola, insulto é insulto. Não tem que ser politicamente correto. Vocês falam tanto de agressão física e verbal mas ignoram completamente a agressão emocional que muitos homens sofrem. Se isso não for cegueira intelectual então é obviamente muita desonestidade.

É claro que tem alguns tópicos imbecis, mas isso existe em todo lugar. Veja a comunidade Feminismo e Feministas do orkut com mulheres defendendo Solanas, com mulheres dizendo que odeiam homens. Pelo menos muitos imbecis racistas e misóginos que apareceram no fórum que freqüento foram banidos. Mas não vi nenhuma punição dada às misândricas.

Como você pode recriminar os homens que rejeitam mulheres gordas, deficientes, mãe-solteira, muito magras, escuras, claras, ruivas, loiras, morenas ou sei lá o que? Vocês mulheres são ainda mais exigentes em suas escolhas. Por que então recriminar as escolhas dos homens? Existe uma coisa chamada atração, sabia? Uns se atraem mais pelas brancas, outros pelas negras, outros pelas magras, outros pelas gordas. Confesso que eu mesmo não sinto atração por mulheres muito magras, preferindo as levemente gordinhas. Como você quer pregar liberdade se não é capaz nem mesmo de aceitar a liberdade de escolha dos homens?

Se não queremos mães solteiras existem vários fatores envolvidos. A maioria, é claro, porque ela teve sexo sem compromisso e nem ao menos se preveniu, outros porque não querem cuidar de filhos dos outros, outros porque sabem que a criança vai ser uma ligação com o ex dela, alguns porque sabem que muitas mães solteiras não desejam mais ter filhos já que já tiveram. Os fatores são vários.

Você sabe muito bem que está cometendo calúnia ao nos chamar de preconceituosos. Você não conhece todas as pessoas do fórum individualmente, conhece? Não conhece nossa aparência, nossa vida privada. Você apenas generaliza com base em achismos e se vale de palavras para distorcer nossas idéias e vender uma imagem completamente mentirosa do que somos para seu público.

------ continua --------

Lawlyet Wallace disse...

------ continuando ------

O tal deserto sexual que falamos lá é sim uma verdade para a maioria dos homens, mas você mais uma vez tenta nos atacar com ad hominens ao invés de usar argumentos. Lola, você tem um doutorado em Letras, não é mesmo? Poderia fazer melhor que isso, não acha? Você pela sua formação devia saber melhor que ninguém que criticar alguém não significa odiar. Seja um pouco mais honesta e tenta usar argumentos cabíveis se não concorda com nossos pontos de vista. Sobre a questão do homem preferir muito mais o sexo do que a mulher, é só observar a dinâmica dos encontros. Muitos homens procuram as mulheres e a maioria levam os foras. Se o desejo sexo fosse igual para os dois lados o mundo seria provavelmente uma orgia, salvo alguns poucos casos já que sempre existem exceções. E por falar nisso, eu sou um dos que defendem a existência de mulheres exceções, só para te informar. E dizer que somos pega-ninguém como você muitas vezes já disse em seus posts é no mínimo contraditório pois você está tentando nos atacar de forma machista, valorizando a masculinidade do homem pelo número de mulheres que ele pega, ou seja, objetificando indiretamente a mulher.

E sim, para mim mulheres que fazem sexo casual e traem são vadias, só que você deveria também aproveitar e ler os livros de Nessahan Alita para tentar nos atacar com um pouco mais de classe. Vai perceber que quando usamos a palavra vadia nos referimos a toda mulher que tenta obter os sentimentos mais nobres de um homem sem nenhum interesse nobre. Enfim, alguém que trai, manipula, engana, mexe com o emocional do outro de forma agressiva sem se preocupar com os males que isso possa causar.

Outra coisa Lola, como é que você quer ter alguma moral se você é a primeira a fazer caluniações mentirosas como associar o tal assassino do realengo com o masculinismo brasileiro sendo que não existe nenhuma prova disso. Não existe nada que apoie isso.

Mas tudo isso que eu disse não significa nada, comparado à importância que você, uma mulher formada, com obviamente mais idade que todos nós "mascus", talvez uns 40, 45 (não sei e me desculpe se a ofendo tentando adivinhar), nos dá cuja maioria tem seus vinte anos e pouquíssimos mais de trinta. É no mínimo estranho uma doutora, com mais idade que nós, se preocupar tanto a ponto de voltar todas as atenções do blog para um bando de "mascus" novinhos ;)

Vou deixar uma dica. Da próxima vez, tente atacar meus argumentos e não minha pessoa. Estou disposto a aceitar um debate com você quando quiser.

Lawlyet Wallace disse...

Sara: Eu tenho total liberdade de expor minhas opiniões. Não estou desrespeitando as pessoas e sim fazendo minhas críticas em relação à ideologias. Se não podermos fazer críticas o mundo jamais irá evoluir pois tudo será transformado em um tabu.

carolinapaiva: A objetificação não é uma "herança machista", mas sim qualquer tipo de exploração da sexualidade alheia. Da mesma forma é possível também ter a objetificaçao do homem por parte da mulher. A mídia anda incitando muito isso, por exemplo.

Dri Caldeira disse...

"Vai perceber que quando usamos a palavra vadia nos referimos a toda mulher que tenta obter os sentimentos mais nobres de um homem sem nenhum interesse nobre" = REPITAM COMIGO: T-R-A-I-Ç-Ã-O! Essa mágoa toda e esse azedume do moço da fimose vem de uma linda rejeição continuada por décadas, e por todas as mulheres com quem ele se relacionou. E, nesse caso, a culpa não é delas, além dos problemas psicológicos e físicos, vc é chato demais. A Lola não gosta q eu diga isso, mas vc é.

Ragusa disse...

Lawlyet: Sério mesmo, vc está se excedendo. Nem consigo ler tudo que vc escreve, nem me interessa na verdade. Vai procurar ajuda profissional (psicológica), pode te fazer bem, é sério.

Anônimo disse...

Vou postar hoje como anônima, porque vou falar de “terceiros”... Acho que há homens se apropriam do conceito de RA para dar uma aura de “modernidade” a relacionamentos monogâmicos convencionais. Talvez haja mulheres que façam isso também, mas não conheço nenhuma. Já homens, infelizmente, conheço vários. Quando digo que não prometo exclusividade sexual (prefiro essa expressão do que fidelidade, porque fiel eu sou – aos meus sentimentos/desejos e aos dos outros) para ninguém nem exijo isso de alguém, muitos homens ficam, como direi, bem animados... Já ouvi até comentários do tipo “Isso sim que é feminismo, tem de lutar mesmo pela liberdade sexual da mulher”, como se feminismo fosse somente isso. Quase que invariavelmente, sempre que essa conversa se aprofundou eu tive a ingrata surpresa de descobrir que o cara que me achou o máximo por preferir relacionamentos abertos não vive isso na prática. Serve para ele, mas não para a namorada/esposa “oficial”. Ela, no máximo, aceita – como nossas avós aceitavam as eventuais puladas de cerca de nossos avôs. Ou nem isso: nem aceita nem sabe que o namorado/marido vive relacionamentos com outras mulheres. Um ex ficou indignado quando eu disse que não me relacionaria mais com ele, que tinha começado a namorar e eu sabia que era um relacionamento supostamente monogâmico. “Mas você vive dizendo que prefere RA, você está sendo incoerente!”. Perguntei se ele iria contar para ela, ele quase teve um xilique. “Claro que não, nem contei que namorei com você antes, ela é muito novinha, imatura, ciumenta...” Ainda dei o benefício da dúvida pro moço: “E se ela disser que quer transar com outros caras, você vai aceitar?” Outro xilique: “De jeito nenhum! Já disse, ela é imatura, não vai segurar a onda.” Disse então que ele não queria RA, queria era um relacionamento bem convencional, do tipo triângulo com vértice “dominante” masculina, namorada “imatura/incapaz de segurar a onda do desejo” e amante “madura/adepta de RA”, e eu não ia me prestar a esse papel. Outro problema é aceitar RA no discurso, mas não na prática. Parece que tem gente que se assusta; acha ótimo teoricamente, mas na hora do “vamos ver”, arrega. Outro ex me falou sobre fantasias sexuais; incentivei o moço a tentar viver essas experiências - com outras pessoas, já que não faziam meu estilo. Resultado: uma discussão desgastante e o fim do relacionamento. “Mas você não vai ficar com ciúmes?” “Não.” “Então você não me ama!” Juro que não esperava uma reação dessas de alguém que já havia aceitado viver um RA. Até tentei explicar, argumentar, mas foi perda de tempo. E o relacionamento pseudo RA acabou naquele momento. Seria muito incoerente da minha parte continuar. Ao contrário do que percebi por alguns comentários postados aqui, não é porque sou feminista e refiro RA que sou contra a família, uma destruídora de relacionamentos puros, uma egoísta sexualmente predadora... Esse ex era divorciado (já era quando o conheci) e tinha se afastado muito dos filhos; conversamos muito sobre isso e eu o estimulei a se reaproximar dos filhos, até consegui tratamento gratuito para um problema de saúde deles. Não me incomodava em nada ele deixar de sair comigo para ficar com as crianças – como não me incomodaria em nada ele deixar de ficar comigo para sair/transar com outras pessoas. Mas parece que para algumas pessoas isso é sinal de desamor. De qualquer forma, mesmo com essas e outras experiências dolorosas, continuo preferindo RA, mesmo que isso signifique ter de fazer escolhas difíceis.

luane disse...

Tenho uma visão um pouco diferente.
Construo relações afetivas com pessoas distintas. Acredito que os relacionamentos existem porque existem afinidades e projetos em comum. Não consigo passar uma régua e dizer o que é amizade, o que é amor, o que é namoro, o que é amizade colorida, etc. Tenho amigos que gosto muito e que não faço sexo, outros que não sou tão próxima mas transamos de vez em quando. Por isso, para mim não faria sentido falar em RA, porque, bom, é claro que todos os meus relacionamentos são abertos.

Isso não impede, é claro que se encontre uma ou duas ou três pessoas que se goste mais de estar junto. Faz um ano que estou morando com uma pessoa que se tornou muito próxima, temos muitas afinidades e muitos projetos em comum. Minha família as vezes enxerga-nos como um casal, porque eles tem um monte de pré-conceitos e não conseguem entender as coisas de outra forma, mas, por mais que vivamos, no dia-a-dia, de uma maneira um tanto parecida com as pessoas que contraem matrimônio (fazemos as refeições juntos, dividimos as contas, revezamos na limpeza da casa...), nossa relação é muito diferente, simplesmente porque não temos amarras e nem mesmo regras de conduta.

O engraçado é que nunca vivi tão tranquila. Já tive namoros fechados, e era sempre um estresse por algum motivo bobinho. As pessoas que pensam que é preciso ter muita coragem, ser muito forte ou ser um buda, se enganam. É preciso ser corajoso para experimentar o que não estamos acostumados, mas, depois, é tudo muito calmo e gostoso. :)

Dri Caldeira disse...

Luane: vc sabe verbalizar o que sente por essa pessoa com quem vc vive atualmente?

luane disse...

me sinto bem dizendo que gosto muito del@. acredito que talvez as pessoas chamem isso de amor, mas, sinceramente, a palavra exata não importa muito (e não existe, não é?).

Dri Caldeira disse...

Luane - é o q penso. VC não consegue padronizar, denominar, limitar o amor! Parabéns pra vcs 2!

lola aronovich disse...

Lawlyet, chamou comentarista minha de depósito de lixo, disse que ela tem boca imunda, a chamou de psicopata imunda? Falou como um verdadeiro mascu. É deletado na hora.
E nos 3 ou 4 comentários intermináveis que vc deixou, vc acertou numa única coisa: eu, uma mulher de 44 anos, doutora, com um bom emprego, feliz, com uma ótima vida, não deveria perder tempo com um bando de machistinhas frustrados que não sabem nada de nada como são vcs mascus. Mas eu acho vcs engraçados, às vezes, como quando vc diz que é calúnia chamar vcs de preconceituosos (como se qualquer pessoa que entrasse nos seus blogs/fóruns não constatasse isso em cinco minutos. E não estou só falando de misoginia e machismo, mas de homofobia e racismo também. Ou neste post em que coletei as opiniões de vcs sobre o Miss Universo vcs não estão sendo EXTREMAMENTE racistas, passíveis de denúncia de crime por racismo? Eu inventei alguma coisa? Vcs realmente acham que chamar mulheres de vadias não é preconceito? Que se referir a gays como vcs se referem – gayzistas, viados, etc – não é homofobia? Que chamar Obama de macaco não é racismo?). Outra coisa que me faz falar de vcs de vez em quando (não dá pra separar vcs dos Sanctos, vcs são iguais, só diferem na intensidade do seu ódio) é uma tentativa um tanto ingênua de tentar cortar o mal pela raiz. Antes que vcs deixem de ser uma dúzia de garotos misóginos que não pegam ninguém e por isso culpam as mulheres e se tornem um movimento mais político (ideológico o masculinismo já é, totalmente, como tudo), eu já falo de vcs. Acho injusto que eu tenha que descobrir as pessoas mais doentes que já vi na vida e guardar isso só pra mim. Quero compartilhar. Compartilho tudo.
Por último, como não compartilho da sua visão de masculinidade, chamar alguém de covarde pra mim não fere masculinidade de ninguém. Mulheres também são covardes, ué. Mas eu acho muito covarde vcs esconderem o rosto, o nome, tudo. Por outro lado, dessa maneira vcs serão pra sempre um movimento de meninos frustrados. Ninguém nunca os levará a sério. E “pegar ninguém” é uma constatação, baseado no que VCS dizem. Repito: deserto sexual é expressão de vcs, não minha. Eu só a repito. Não entendo como isso pode ser uma falácia, já que vcs são os primeiros a dizer que homens betas e medianos só recebem migalhas sexuais, quando as recebem. Eu e outras feministas não acreditamos nisso. Nós transamos, e vemos um monte de homens transando também. Mas vcs são tão elitistas que acham que homem pobre não transa, não casa, não tem filhos, não se relaciona. Sinceramente, é tanta loucura, tanta falta de realidade, que não dá pra discutir com loucos como vcs. E nós, ao contrário de vcs, não medimos homens (ou mulheres) pela conta bancária ou pelo número de parceiras. Não separamos homens em categorias como zeta, beta, alpha.
E só vcs levam Nessahan Alita a sério. Estou pra publicar um post sobre ele, e é um post de humor.
Ah sim, o jeito como eu chamo vcs, MASCUS, é carinhoso. Que bom que pelo menos vc sacou isso.

Sara disse...

Lawlyet Wallace não vou debater com vc porque qualquer um nota que vc é um autista alem de machista, vive fechado em seu proprio mundo que cá entre nós deve ser um horror puro, meus pesâmes.
Mas só p te esclarecer duvidar dos sentimentos das pessoas que dizem que amam mais de uma pessoa não é respeitar, chamar essas mesmas pessoas de vadias promiscuas tb não é sinal de respeito, e fico por aqui.
Não vou satura-lo com meus pensamentos como vc fez com os seus.

Loja Moeggall disse...

Por que a ideia de um relacionamento aberto incomoda tanto vcs? (by Lola)

A mim só incomoda uma coisa: dizer/proclamar/jurar que o relacionamento aberto/poliamor é a solução de todos os problemas afetivos, que satisfazer o tesão momentâneo por alguém é receita de felicidade, de rejeição zero, de atração platônica zero. O outro que queremos não vira mercadoria de supermercado que é só pegar e levar prá casa (antes tem que pagar, hein?)
porque estamos num relacionamento aberto. Também não é garantia de relacões protegidas, como já se discutiu aqui.

De resto, could't care less...

Simone disse...

Eu e meu namorado pensamos muito nisso, mas acho que não somos suficientemente maduros e/ou ainda temos muito medo da pressão social. Tenho certeza que minha família ficaria MUITO espantada. Então, como ainda moro na casa dos meus pais, me sinto mal de levar um relacionamento assim.

Mas quero MUITO tentar, porque ele é uma pessoa maravilhosa, com a qual quero viver para o resto da vida, sem privar meus desejos, nem os dele.

Loja Moeggall disse...

por mais que vivamos, no dia-a-dia, de uma maneira um tanto parecida com as pessoas que contraem matrimônio (Luane)

Isso se chama viver amigado. Tão velho quanto o casamento propriamente dito, né? :)

Dri Caldeira disse...

Olha Simone, experimentar um RA pra ver se dá certo é perigoso e vou falar por experiência própria, não rola. Pq vc já nasce assim entende? Se vc dá uma sorte de encontrar alguém q pense como vc e q não vai te enganar dizendo q curte uma RA, vc vai cair de cabeça nessa relação. Mas experimentar, é perigoso, pq vc pode não gostar, pode se magoar pq seu parceiro pode gostar da experiência e vc não. Já pensou vc tendo de viver como vc não quer só pra agradar quem vc ama tanto? Pensa bem, não vá se magoar por uma coisa q vc não tem certeza que quer.Então vc vai dizer q RA não existe, q é coisa de gente promiscua, etc...

Lawlyet Wallace disse...

Ragusa,

dizer que preciso de ajuda psicológica é apenas uma forma desesperada de tentar desqualificar meus argumentos por não poder refutá-los.

Sara,

Ao me chamar de autista você está apenas usando de argumento ad hominem, o que prova sua incapacidade de refutar meus argumentos, por isso tenta desqualificá-los por meio de ataques pessoais. Mas isso também mostra sua hipocrisia, pois você fala tanto de respeito e outro dia a própria Lola publicou um artigo sobre "insulto politicamente correto" e nele até mesmo incluiu que se deve evitar chamar alguém de retardado ou qualquer outra variente por ser desrespeito às pessoas com este tipo de deficiência.

Não é que vivo no meu próprio mundo, é que você tem essa impressão por eu ser capaz de refletir por mim mesmo acerca do que é imposto pela sociedade, ao contrário de você que precisa sempre se sentir incluída. Da mesma forma que autismo tem com a pessoa que vive dentro de seu próprio mundo, também existe o problema da fuga para a sociedade, como mostra Jung, característica de pessoas que são incapazes de suportar a si mesmas e procuram estar sempre bem inseridas no meio social. O seu caso ;)

Estava até agora mantendo a educação com você porque você não havia atacado minha pessoa. Precisou apelar agora? Tudo bem. Não me surpreende esta atitude vinda de uma feminazi.

E duvidar de alguma coisa não é desrespeitar, mas sim ser cético. Chamar de vadias promíscuas é simplesmente uma forma de nomear o comportamento. Ora, se a pessoa leva uma vida promíscua, obviamente ela é uma vadia promiscua. Querer procurar nomes politicamente corretos para pessoas que levam vidas duvidosas é uma idiotice vitimista das grandes. É igual a pressão que fazem para chamar prostitutas de profissionais do sexo e terroristas de combatentes. Logo vão começar a chamar cafetão de empresário do sexo, é? Mudar as palavras não muda a realidade. Apenas engana alguns trouxas.

Dri Caldeira disse...

Pq todo beócio é insistente? É alguma coisa nos cromossomos defeituosos deles, só pode ser.

Anônimo disse...

Boa noite

Sou a anônima das 14:46.
Visito o blog há pouco tempo... dois meses, mais ou menos, e fiquei extremamente feliz com esse espaço onde a Lola expoe prismas atípicos sobre diversos assuntos. Atípicos, porém muito honestos e justos.
Quanto à questão do relacionamento dever ser aberto ou não, acho que em um planeta onde existem mais de 7 bilhões de pessoas há espaço para diferentes opiniões e comportamentos.
Vamos respeitar!

Tome a atitude que te fizer sentir bem e ponto. Não há motivo para discussão. Pra quê discordar e bater pé a respeito de algo que não tem absolutamente nada a ver com você, com sua vida?
Acho que deveríamos usar este espaço que a Lola libera tão generosamente (até os machistas frequentam assiduamente) para dar depoimentos, contar experiências, falar sobre coisas que acrescentem, que construam.
Ninguém vai sentir o que está na sua pele, ninguém vai cair quando você fracassar, nem comemorar quando você vencer... o que importa é a sua consciência, a sua realidade, os seus sentimentos.
Não estamos falando de um relacionamento baseado em mentiras, porque é esse que machuca o parceiro. Estamos falando de um relacionamento aberto onde dois ADULTOS entram de comum acordo, sabendo o que vão enfrentar e do que vão desfrutar...

Sara disse...

Lawlyet Wallace vc não me entendeu eu não estou lhe insultando, eu apenas notei pelo seu texto que esse deve ser seu problema “Autismo”
Vc esta preso dentro de si mesmo, e só por isso não vou refutar seus argumentos totalmente sem lógica, pq seria mais imbecil ainda tentar fazer uma pessoa com o seu problema entender algum conceito ou fundamento.

Lord Anderson disse...

Anonima da 18:52

sim, infelizmente tem muito homem cretino que quer essa "liberdade", mas só para ele, quando se trata da esposa/namorada , o velho machismo e a possessividade aparecem com tudo.

Cuidado e atenção são necessarias principalmente se vc quiser ter uma relação mais longa com alguem.

Mas por outro lado existem casais em que um dos participantes prefere não ter outras relações, mas não se importa se o parceiro tiver.

É muito comuns em alguns homens, que tem a fantasia de ver a esposa com outro, mesmo que eles não participem.

Não é algo que me atraia, mas acontece.

Lawlyet Wallace disse...

Lola,

Não tente me demonizar. Você sabe que antes de chamá-la dessas coisas ela já havia falado muitas coisas piores de mim, de meus pais, de minha noiva e até mesmo inventou sem me conhecer que eu tinha fimose e ejaculação precoce. Mas estes comentários você não apaga, não é mesmo?

Lola, quem é realmente frustrado? Nós? Ou você, praticamente transformou todo o seu blog nisso? Nós, masculinistas, somos vários formando idéias e discutindo-as. Mas você não, você nem mesmo fala sobre o feminismo que tanto defende. São poucos seus posts sobre feminismo ou pseudo-críticas ao machismo. Você se limita a atacar o fórum que freqüento, associar caluniosamente seus membros com os psicopatas criminosos dos sanctos e distorcer toda a realidade.

Sim, é calúnia nos chamar de preconceituosos. Não é porque usamos palavras politicamente incorretas que somos preconceituosos. Temos o direito constitucional de nos expressarmos da forma que quisermos. Ser contra homossexualismo não significa ser contra homossexuais.

Sobre o post da Miss Universo, todos tem o direito de não a acharem atraente. Existem membros que são negros ou descendentes de negros, assim como eu também sou, que são muito bem recebidos e estão sempre frequentando. Um deles inclusive é muito respeitado e tem muitas amizades por lá, além de todos conhecermos o rosto dele. Claro que tinha um membro racista lá que eu mesmo já critiquei muito no formspring e esse mesmo membro foi banido antes mesmo que eu começasse a freqüentar. Foi esse mesmo imbecil que usava termos como "macaco". Termos que não sou a favor, mas hoje até mesmo termos como "negro" é visto por alguns doentes como racismo. A criação de termos como afrodescendentes e de leis para proteger minorias já é um racismo muito maior por agir como se essas pessoas não fossem capazes de se defender sem a necessidade da intervenção do estado e como se fossem realmente diferentes do resto das pessoas de outras raças ou opções sexuais. O próprio estado esquerdista politicamente correto que você tanto defende é o que mais demonstra preconceito com o vitimismo. É o estado com suas leis politicamente corretas que trata as minorias como incapazes.

Chamar mulheres de vadias quando elas realmente agem como vadias não é preconceito. Preconceito é usar este nome para se referir a uma mulher correta, decente, de família.

Viado é apenas um nome, não é homofobia. Insultos não são homofobia, aprenda isso. Querer criminalizar xingamentos é a maior imbecilidade vitimista que existe e uma tentativa clara de criar coringas para calar a boca ou prender possíveis opositores que possam surgir. Se é para considerar qualquer insulto como preconceituoso, então por que eles não criam uma cartilha contra o preconceito contra gordos? Por enquanto ainda não é do interesse. Quem sabe quando os gordos começarem alguma militância. E gayzista não é usado para se referir à homossexuais e sim para se referir aos MILITANTES dos movimentos homossexuais. Esses sim são os que menos se importam com os gays, apenas os usam como marionetes para conseguir poder e visibilidade política. Hoje ser homossexual tem menos a ver com sexo e mais a ver com imposições ideológicas, os próprios gays estão sofrendo bullying na mão das militancias gayzistas que exigem que eles sejam o que os militantes querem que sejam.

---- continua ----

Lawlyet Wallace disse...

---- continuando ----


Dizer que somos iguais aos sanctos é dizer que vocês são iguais ao S.C.U.M., se bem que vejo que o S.C.U.M. é até bem aceito pelas feministas.

Se para você somos doentes e misóginos é porque somos homens e lutamos contra as imposições feministas e sabemos táticas de desmascaramento de jogos femininos. Além de você e outras feminazis não suportarem isso, obviamente vocês também apenas vêem doença e ódio por serem assim.

Continua me chamando de covarde? A privacidade é um direito nosso. Veja o que aconteceu com Júlio Severo já que em seu comentário anterior você disse que não acredita que podemos ser perseguidos por nossas idéias.

A maioria de nós não procura criar um movimento político ou nada de muita relevância. Apenas pretende continuar como é. Um fórum com usuários discutindo idéias. Até tiveram alguns poucos falando em organização política, mas esses foram criticados pela maioria. Muitos membros até mesmo dizem que é perda de tempo "meter a real" nas pessoas, mesmo amigos mais próximos que estiverem sofrendo nas mãos de alguma mulher desonesta.

Deserto sexual é uma constatação que usamos para relacionamentos. Isso na maioria das vezes é uma verdade. Os namoros começam com sexo frequente e depois esse número cai. Não significa que não pegamos ninguém. É apenas uma realidade óbvia que pode ser vista não apenas em nosso fórum, mas também em vários programas de televisão, filmes, livros sobre relacionamentos ou sexualidade e várias outras mídias ou mesmo com o colega casado.

Sim, é verdade que betas e medianos apenas recebem migalhas, mas sou uma das pessoas no fórum que luta contra os que se assumem medianos. Digo sempre que devemos lutar sempre não apenas pelo nosso desenvolvimento financeiro, mas também físico e mental, que esse negócio de mediano e beta tem mais a ver com postura, assim como também já expliquei várias vezes que não é necessário ser cafajeste para ser alfa e que cafajestes são tão matrixianos e manginas como qualquer beta mediano.

E por mais que você negue, a maioria das mulheres mede o homem por padrões hipergâmicos. Muitas vezes pode não ser a conta bancária, pode não ser a beleza, pode ser mesmo a atitude. Não é necessário separar em beta, alfa, zeta, gamma, omega ou o que for. Essa separação é muitas insconciente e instintiva e já falei milhares de vezes, assim como Nessahan Alita já escreveu em sua obra que o que mais define o alfa não é dinheiro ou aparência, mas sim postura.

E bem ou mal, o estudo de Nessahan Alita é muito mais sério e com referências muito mais completas e respeitados do que os de Simone Beauvoiur, Andrea Dworkin, Valerie Solanas e outras feminazis por aí.

Lord Anderson disse...

Rosangela otimas colocações.

Sim, ciumes, insegurança, duvidas, aparecem em RA ou poliamores do mesmo modo quem outros tipos de relação.

Somos apenas humanos, logo cometemos, erros, falhas ou temos um dia ruim.

infelizmente não tem solução definitiva, só dialogo, conversas, auto conhecimento, respeito e amor proprio para ir lidando com cada contratempo.

Mas no geral, justamente por haver essa abertura,fica mais facil dialogar a respeito.

RA não é panaceia para tudo, apenas mais uma forma de relacionamentos que os seres humanos na sua diversidade e capacidade de arranjo podem criar.

Anônimo disse...

Lawlyet Wallace

Você já deveria ter percebido que aqui nós dispensamos a leitura da 'bíblia do machismo'.

Dri Caldeira disse...

Lola, vc tem uma saúde de ferro pra aturar esses chatos. Essa cara é igual a Voz do Brasil,fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala,fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala só q ninguém presta atenção. Lawlyet é nome feminino."Lawlyet minha filha, vem aqui depilar o buço da sua mãe!!

Anônimo disse...

Anônimo 14:53

Caríssimo, sua constatação é um tanto óbvia e não diz nada de útil. O fato de serem os homens a fazer a lei não quer dizer que é fácil assim criminalizar uma conduta.
E o que você está fazendo, ao comparar condutas livres com condutas criminosas, é analogia, NÃO PERMITIDA no Direito Penal.

Anônimo disse...

Lawlyet Wallace

A objetificação feminina é sim uma herança machista e você mesmo deu um exemplo disso, como citei no meu post anterior.
Sim, homens também podem ser objetificados, mas em uma sociedade com ideologia machista, a mulher ser objetificada é visto como natural.

Anônimo disse...

Obs.: "se bem que vejo que o S.C.U.M. é até bem aceito pelas feministas".

Então você não sabe nada sobre feminismo, simples assim.

Anônimo disse...

Lola, desculpe a trollagem, mas eu acho necessário postar dois links aqui sobre uma palestra de Jean Kilbourne, Killing Us Softly 4, sobre a objetificação feminina na mídia.
Parte 1:http://www.youtube.com/watch?v=1ujySz-_NFQ
Parte 2:http://www.youtube.com/watch?v=E4-1xCf3I7U&feature=related

lola aronovich disse...

Não fala besteira, Lawlyet. Este blog aqui tem 2,414 posts. Desses, uns 120 são guest posts. Todos os outros foram escritos unicamente por mim. Sabe quantos são sobre mascus? Vinte. Isso dá 1% dos posts? E vc acha mesmo que eu só falo de vcs? Que eu não falo de feminismo? E não minta. Vcs mascus adoram mentir, né? Esses dias recebi um email da “administração” do fórum dizendo que havia moderadores deixando comentários no meu blog, mas que não eram eles, que eram perfis clonados, porque eles não discutem em outros blogs. Sei. Aí no fórum um dos moderadores diz que acabou comigo numa discussão. Sobre o post do racismo no Miss Universo, este é apenas um exemplo muito elucidativo. Fica fácil pra vcs dizerem que era só um membro do fórum que era racista e, por isso, depois de (quantos meses e comentários racistas no fórum?) foi expulso. Esses comentários que eu coletei não vieram só do Cobra não. Foram de vários membros. Aliás, como eu já disse diversas vezes, prefiro sempre pegar comentários dos moderadores do fórum, e não dos meros comentaristas, para que vcs não possam dizer que tem um ou outro novato que entra revoltado, mas isso não reflete o espírito do fórum. Por exemplo, este é do Tigre Branco, conhece? Claro que conhece. É um dos moderadores do fórum. Acho que foi postado lá ontem ou anteontem:

“Elas [as feministas] se incomodam por pouco ainda, nós pegamos 'leve' hoje. Grandes coisas dizer que mulher gosta de cafageste.... isso aí muita gente que tá na matrix aceita de certa forma até. Nos tempos áureos de OLODM o antigo 'Tanque' detonava na maioria dos posts dizendo que as mulheres buscavam cafagestice, grana, status e pó. Era desesperador pra mim como novato ler coisas do tipo, mas não me arrependo... sou muito mais forte hoje por tantas metidas de reais violentas desses old schools no passado. Esse fórum veio tarde. Nós perdemos metidas de reais magistrais de anos atrás naquela bosta de Orkut. Havia uma pitada de sarcasmo bem dosada pra sacudir os caras e tirarem-nos da matrix. Era fantástico ver por exemplo, o Tohjiro num tópico chamado 'O ataque das bucetas podres' denunciando os inúmeros casos e estatísticas de 'mulheres de família' com bucetas completamente estragadas, tomadas de corrimentos e pûs por conta de seus hábitos promíscuos. O pessoal acabava com a moral de qualquer baladeiro ou 'pegador' de vadias manginão que desavisadamente aparecesse naquele tópico rsrs...Grande lição daquela época: Não se conta vantagem por conseguir 'conquistar' lixo na rua às noites. Enfim, essa Lola chora de barriga cheia. Hoje nós somos muito mais civilizados, por assim dizer....”

Pois é, Lawlyet. Mas isso NÃO é misoginia. É só impressão, e eu estou caluniando vcs, homens de bem nada preconceituosos. Depois vc me explica como vcs são diferentes dos Sanctos. Como o depoimento acima não podia ter sido escrito pelo Engenheiro Emerson ou afins.

Dária disse...

Sara, adorei a referência A Maçã de Raul... amo esta música, a citei no texto do meu blog ;)


Roxy,

"RA não tem a ver necessariamente com promiscuidade. Pode ter a ver, mas nem sempre. Tem a ver com lidar melhor com esse sentimento de possessividade, e principalmente com a culpa. eleva-se a confiança a outro estágio, porque os indivíduos estão em estágio bem mais avançado de respeito pela individualidade do próximo do que as outras pessoas que precisam de mecanismos normativos (falidos diga-se de passagem) para lidar com sua propria experiencia pessoal e intima. dri caldeira foi perfeita a sua colocação: o fim de uma relação sempre é triste, afinal é o fim de um projeto onde muito esforço foi dedicado. mas não é o fim do mundo, não é o fim da vida! quem entende isso aprendeu a ser só. e a só ser também. e vive bem. muito bem."

- Lindo, lindo... assino embaixo de tudo.

Elaine Cris disse...

Adorei o texto.
Sinceramente não sei se conseguiria pôr um modelo de relacionamento desses em prática, apesar de na teoria considerá-lo muito bom.
Mas sei que prefiro este modelo ao modelo que muita gente ainda segue atualmente, monogamia verdadeira pra mulher e monogamia falsa para o homem. Apesar que atualmente dizem que mulheres traem (já que estamos falando de relacionamentos onde se jura fidelidade) tanto quanto os homens, ainda existe um peso maior para a traição dela que pra dele ou então justificativas bobas de que se a mulher traiu, a culpa é do homem, faltou alguma coisa na relação, já que mulher, na cabeça de muita gente, naturalmente não trai, não é capaz de sentir um desejo forte por alguém de quem não gosta, tsc, tsc...

Raysa disse...

http://www.scribd.com/doc/7357547/De-Rose-ALTERNATIVAS-DE-RELACIONAMENTO-AFETIVO

Esse livro sobre o assunto é um dos melhores que já li! Recomendo muito.

Anônimo disse...

Eu não posso dizer que eu vivo um relacionamento aberto e tambem não posso dizer que eu tenha escolhido isso pra mim, mas aconteceu comigo, vou resumir para não ficar muito maçante.
Quando eu era adolescente me apaixonei perdidamente por um garoto q morava por perto, ele era pouca coisa mais velho que eu e durou menos de um ano, porque ele quis terminar .
Embora ele continuasse me visitando sempre, não era pra namorar comigo, ele vinha como um amigo, até que depois de um ano tentamos reatar, mas ele novamente me deixou.
Eu sofri pra caramba, fiquei magoada e comecei a virar a namoradeira do pedaço, namorava com vários moços ao mesmo tempo, quebrei um monte de corações nessa historia toda.
Eu namorava muitos moços na esperança de achar entre eles algum que me despertasse o mesmo sentimento daquele primeiro namorado.
Bom não demorou muito apareceu um príncipe encantado, ele não veio em um cavalo branco mas sim numa moto enorme.
Era bonito pra caramba e bem parecido com aquele que eu adorava tanto, descobri que eles faziam a mesma faculdade tambem.
Achei que esse tinha chances de me fazer esquecer do outro, mas não foi assim.
Quando percebi o erro tentei despacha-lo como fazia com os outros que eu tinha namorado, mas ele não ia embora.
Esse moço deixou bem claro pra mim que me amava mais do que tudo na vida dele.
Falo isso não só pelas palavras dele, mas por atitudes que ele tomava em relação a mim.
Todos diziam que ele era maravilhoso, bonito , inteligente e com o futuro muito promissor.
Mas com o tempo descobri que ele tinha muitos defeitos tambem, era uma cara machista, arrogante, e por incrível que possa parecer ele se declara até nazista.
Ele é de família Alemã, quando percebi esses defeitos tentei de todas as formas me separar dele, mas ele nunca aceitou isso.
Quando eu era solteira ele usava de meios até românticos para me fazer voltar com ele.
Casei virgem “o sonho dos mascus de plantão”.
Mas depois do casamento ele mostrou realmente quem era, me afastou da família dos amigos, até do trabalho que eu tinha, dos estudos, tudo mesmo.
Tivemos filhos, ele progrediu muito profissionalmente e se tornou um homem bem sucedido, mas eu era muito infeliz ao lado dele.
continua

Anônimo disse...

Me apeguei a religião pra tentar superar a tristeza que eu sentia, eu vivia sozinha, ele não me permitia nem sair de casa, e usava dos meios mais baixos pra conseguir isso.
Mas nem mesmo na igreja ele me deixava ir, e quando descobriu que eu falava com o pessoal dessa igreja ele quase arrebentou a casa a ponta pés.
Começei a ter ódio dele, nem mesmo minha mãe e parentes ele permitia que eu fosse visitar e muito menos que eles viessem em casa, nem mesmo quando nasceram nossos filhos.
Conforme fui amadurecendo fui percebendo que o que ele fazia comigo era crime, ele me ameaçava de todas as formas caso eu me separasse dele.
Eu tentei muitas vezes a separação mas todas as vezes como resposta só ouvia mais ameaças.
Tirando tudo isso, preciso dizer que ele sempre fez tudo o que podia por mim e por nossos filhos, levamos uma vida de muito conforto.
Eu por ter as crianças pequenas e por ser imatura , estar completamente só, suportei .
Mas com o tempo fui aprendendo a lidar com ele, hoje voltei a trabalhar, e consigo enfrenta-lo , nem mesmo moro mais no mesmo lugar que ele, moramos bem próximos mas não no mesmo local, tudo foi muito difícil de conquistar, porque ele não tem outro objetivo na vida dele, acho que é uma fixação que ele tem por mim, e sei que se me separar ele certamente fará uma besteira.
Eu vivo minha vida da melhor forma que eu posso, saio com amigas me divirto, e reencontrei aquele amor perdido, estamos juntos há 6 anos.
Esse homem já me pressionou muito para que eu me separe e me case com ele, mas não tenho coragem.
Meu marido eu tenho certeza sabe do que acontece, mas usando as palavras dele, ele diz que quem procura acha, e ele não quer achar.
Eu acho que meu casamento é mais uma fachada pra sociedade que ele faz questão de manter, infelizmente não acredito que ele tenha outra ou mesmo que tenha tido algum dia.
O que é uma pena porque apesar de tudo gostaria que ele fosse feliz.

Elaine Cris disse...

Só confesso que me decepcionei um tantinho com os comentários anônimos.
Acho que Lola abriu a caixa pra anônimos acho que esperando que pessoas viriam fazer seus relatos sobre sua experiência com R.A, mas aí a gente vai lendo por alto e enxerga certas palavras como falácia, politicamente correto, feminazi, argumento ad hominem, hipergamia, ... tudo em um mesmo comentário... aí já sabe o que vem
É... c'est la vie, rsrs... Só não entendo porque todos usam exatamente as mesmas palavras.
Abçs Lola.

Anônimo disse...

Fabiane Lima

Estudar um pouco de Direito Penal te pouparia desse mico.
Como dito anteriormente, não é admitida analogia em Direito Penal, e você comparar o R.A. a um crime demonstra a sua falta de conhecimento.
E o problema não é a falta de conhecimento em si, mas falar esses absurdos como se soubesse o que não sabe.

Majô disse...

vi um pessoal favorável aos RAs criticando aqui os relacionamentos semi-abertos, aqueles em que "tudo bem vc sair com outr@ desde que não me conte". a crítica, pelo q entendi, é por considerarem isso algo velado, mentiroso, sem confiança e tal...

mas se não contar faz parte do acordo, pq não? se as pessoas escolheram ter liberdade e, ao mesmo tempo, privacidade, discrição, pq não? pq isso seria menos aceitável?

parto do princípio q ambos estão de acordo. e parto do princípio também de que, dentro de um relacionamento, é preciso respeitar a privacidade. não é preciso mentir para que ela seja preservada. basta respeitar a intimidade do outro. não é necessário abrir tudo ao outro. honestidade não quer dizer isso.

Rose disse...

Acho que se ninguém se machuca, e se for de comum acordo, é válido (qualquer felicidade é bem vinda, não?)

PS.:Alguém leu o post do Andre Forastieri hoje? Eu não sei, mas acho que ele quis dizer que as minorias é que são preconceituosas.

Anônimo disse...

Rose, o preconceito eh universal tanto entre as maiorias qto entre as minorias. O que as minorias querem naun eh ficarem amig@s das maiori@s e sim terem direitos iguais, naun querem sofrer discriminazao, querem justiza.

Lord Anderson disse...

Poder de barganha, mulheres que se vitimizam...

Incrivel, se alguem tinha alguma duvida de que a Fabiane era fake de algum mascu, acho que esse ultimo post (onde ela usa todos os "argumentos" e expressões deeles) esclarece muito bem.

Nem vou entar no merito da covardia que é tentar se passar por outra pessoa, justamente pq isso indica como o individuo sabe que não tem muita credibilidade em discutir.

Por mim, vou ignorar a ela e outros trolls agressivos e falar com quem mesmo debater, tem duvidas, historias para contar.

Leo Cordeiro disse...

Gosto desta idéia, mas sei na prática que ainda é bem difícil porque poucos entendem como funciona.
A maioria das pessoas acham que relacionamento aberto é oba oba, e do meu ponto de vista é só a isenção da hipocrisia.
Um dia conversando com minha mãe sobre isso, diante de sua reprovação, perguntei: Quantos casais monogâmicos a senhora conhece que já traíram um ao outro?
Pois é, no fundo todo mundo sabe, mas finge que não.
Enfim...

Relicário disse...

essa caixa de comentários tá risível...rs:)

Bom, é um assunto polêmico mesmo, que vai servir para alguns e outros não...

Eu acredito que na sociedade machista de hoje é mais fácil para o homem, e menos para a mulher, por motivos óbvios...

Se para os homens já era apermitido trair, imagina ter um RA...beleza, mas com certeza as mulheres que assumem essa postura sofrem horrores de preconceito, pois para a maioria dos tapados onde já se viu mulher ter desejos por outras pessoas???

Mas como eu já disse, vou repetir, penso que deva funcionar pra quem vive em casas separadas, numa relação sem filhos pequenos...num namoro

Pois não consigo imaginar vc não se ferir nenhum pouquinho sabendo que seu parceiro está saindo porta afora pra "transar" com a vizinha...pra mim não serve...

Starsmore disse...

Hoje é dia de ajoelhar no milho (muito milho...).
Primeiro porque postei, segundo porque concordo com o Anderson ( no que ele escreveu).
IMO
Ciúme até onde eu sei só serve para diminuir a pena de um criminoso e vejo casamento muito mais como um sociedade de bens do que de amor.
Na maioria dos casos impera a hipocrisia. O homem diz amar a esposa, mas vive pensando em ptarias com as mulheres que posam na Playboy. A mulher diz amar o marido, mas queria mesmo é o galã da novela. Os corpos podem estar juntos, mas as mentes estão separadas.
A paixão é outro problema, ela passa, no começo o relacionamento é o paraíso, mas aquela emoção se consome, então você fica o resto da vida tentando reviver algo que nunca mais vai voltar.
Não vejo sexo como traição, para mim traição é quebrar um juramento, se o relacionamento é aberto, não há traição (como já descrito no post).
Já vi amizades como muito mais amor que no casamento (inclua aí o chamando "bromance")
Só acho que as "terceiras" pessoas também tem que ser alertadas de que estam com alguém em RA.

Minha opinião é 100% o quest post. Parabéns Daria, por ter escrito e (ainda que me cause desgosto) parabéns pra Lola em publicá-lo.
E eu acredito, sim, que exista felicidade na monogamia, quando as duas partes se satisfazem com a segurança de ter alguém sempre ao lado, indiferente das mudanças que ocorrem ao longo da vida. A certeza de chegar em casa e saber que aquele alguém estará porque prometeu que estaria (porque isso também é amor, abdicar do próprio prazer)

E os donos anônimos do coo alheio que morram de ódio.

Aoi Ito disse...

O que eu vejo nos comments é uma briga do conservadorismo contra o liberalismo.

Eu sinceramente não tô do lado de nenhum dos dois.

(Aliás, Lord Anderson, Donna melhor companion sempre)

Lord Anderson disse...

Starsmore

Concordar comigo faz bem, apontam estudos.

heheheh

Falando serio, achei bem pertinente oq vc escreveu.

e bem, são poucos o caso em que concordamos ou discordamos de tudo com alguem.

o importante é saber apresentar as ideias sem fazer julgamentos ou ofensas.

Lord Anderson disse...

Aoi

Não se é apenas questão de liberalismo.

Conheço muita gente muito liberal mas para quem as RA não servem , funcionam.

Elas apenas não ficam indigndas ou ofendidas com a maneira que as outras pessoas vivem.

(ah, eu e outros whovanias aqui do blog temos conversado sobre a serie pelo skipe, se quiser se juntar a nós, o meu é lord_anderson1)

Dária disse...

Majô,

acho que contar ou não é uma escolha do casal e deve ser discutido no começo sim. Só não gosto quando a coisa sequer é conversada. Tipo, casais que fazem acordo de monogamia, depois alguem sabe que o outro traiu e simplesmente deixa pra lá, ignora, finge que não viu, se conforma mesmo sem querer porque acredita que o "normal é trair" mesmo. Acho que esta mentalidade a maioria aqui quis criticar.

Se vc tem um RA e deixa claro que terá relação com outras pessoas, mas não as contará... relax. Ninguém tem o direito de te cobrar o que não prometeu, e sim, é uma opção de maior preservação da privacidade. Eu não conseguiria não contar, mas é algo extremamente pessoal.

Relicário disse...

Lord...vc disse tudo, serve para alguns, outros não, o importante é saber debater sem se agredir ninguém...

Dária disse...

Starsmore, também acho que terceiros devem ser alertados, e comigo até agora sempre foram. Mas há algumas situações que isentaria isso.

Tipo, alguem que vc ficou numa boate, numa noite, que não conhece e sequer pretende trocar telefones... não sei se valeria a pena explicar para a pessoa sobre RA, a chance da conversa demorar horasss e nem ser muito produtiva é grande, infelizmente. Se me perguntarem se tenho namorado, no entanto, responderei que sim e explicarei caso haja interesse, senão talvez seja desgastante.

Agora, se vc se relaciona com gente conhecida. Amigos, colegas de trabalho, vizinho... qualquer um que vc verá no dia seguinte e que talvez crie uma expectativa de ter algo sério com vc: aí sim acho que contar sobre o RA e esclarecer todas as dúvidas é verdadeiramente uma obrigação. Ou estariamos correndo um risco de envolver um outro alguem na história.

Enfim. De fato até agora comigo sempre contei, mas na 1ª situação que falei não sei se contarei sempre não.

Lord Anderson disse...

Relicario.

Pois é, e é tão simples não é mesmo?

vc teve duvidas, perguntou, avaliou e decidiu que não é para vc.

Sem precisar entrar em frenesi de odio ou xingar todo mundo.

pena que tem gente que só quer tumultuar.

Monica disse...

OFF TOPIC:

Vencedora do Elite Model é criticada por ser magra demais

"Julia Schneider parece mais um ‘modelo’ de anorexia do que qualquer coisa elegante que a indústria da moda deva estar colocando em um pedestal como um padrão que será copiado. Isso não é novo, mas é uma tendência da qual as agências deveriam começar a se afastar. Esqueletos são destinados a pular para fora dos armários e não a desfilar nas passarelas. Por que só os modelos homens podem ter um corpo de adulto?”

http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/lifestyle/2011/12/08/289852-vencedora-do-elite-model-e-criticada-por-ser-magra-demais

Aoi Ito disse...

Lord, o que eu quis dizer é justamente o "versus". Se um conservador diz que X é bom por causa de algo moral, em uma discussão, o liberal vai provavelmente falar o contrário do conservador, e vice-versa. É uma dicotomia que vemos no dia-a-dia. Acaba que ou você é um, ou você é outro; ou está conosco ou está com eles. Lembro bem de conversar com um amigo meu super de esquerda sobre essa coisa de sexualidade, e chegamos à conversa de crianças altamente sexualizadas na pré-adolescência. Ele, todo sem-graça, disse algo como "Poxa, sou meio conservador nesse sentido. Acho que isso não tá certo não", o que me fez pensar. Não é que você é conservador que não quer ver crianças sexualizadas, mini-adultas, consumistas.

Não é que um liberal individual tenha ou não uma RA, é o distanciamento de qualquer coisa que julguem "conservador". Eu notei isso quando vi um livro que dizia que A Revolta de Atlas, da Ayn Rand (Ultra-capitalista, por sinal), é na verdade uma obra feminista. Entre elas, porque a personagem principal dorme com três homens. Legal, mas... Isso é realmente feminista ou só não-conservador? Saindo do conservadorismo e entrando pro liberalismo, as coisas vão mudar? Já vi tantas feministas liberais colocando como uma virtude imensa uma mulher dormir com muios caras (Sempre homens, note), que a mulher que não faz isso chega comentando, tímida, se desculpando, "bem, eu sou monogâmica, mas...". Basicamente, ser monogâmica, não se interessar por sexo, coisas assim, virou algo ligado ao conservadorismo, e como o liberalismo não quer ser conservador, ele tenta passar longe disso.

Eu digo isso porque achei uma coisa que o troll disse muito interessante: "A mulher poligâmica/RA/do sexo casual só tem a ilusão de que ela é mais liberada que a monogâmica". É um pensamento muito parecido com a do feminismo radical (!!!), acreditem ou não. Mas como tudo que parece conservador é passado por cima, perdemos uma chance de reflexão...

É o que eu acho que é o mesmo problema da Slutwalk: A dicotomia santa (conservadorismo) vs puta (liberalismo). "Se não somos santas, somos putas". Em vez de "nem santas nem putas, só mulheres", há uma necessidade de ir pra um dos lados do espectro, o que pode e provavelmente não vai acabar bem.

Majô disse...

Daria,

vc disse isso aqui: "...algo como "finjo que não vi". Se for isso já não curto muito. Se ambos aceitam não tem porque ser algo velado ou escondido."

foi isso q me intrigou. vc estava falando da hipótese em que ambos aceitam o RA e não de traição.

acho q a opção por não contar não é "finjo que não vi", mas "respeito sua intimidade". pq vc não tá fingindo nada, vc SABE, vc concordou com o formato do relacionamento. e, sim, existe um porquê da opção de não contar: preservar a privacidade. isso não pode ser chamado de algo velado ou escondido. é só privacidade. as pessoas podem ter tanto necessidade de contar e de saber, como podem ter a necessidade de manter isso na intimidade ou de não querer forçar o outro a abri-la. ninguém pode ser chamado de desonesto, enganador por causa disso.

Dária disse...

Majô,

o que quis dizer é quando houve a promessa de monogamia entre o casal. Falei em "finjo que não vi" me referindo a casais monogâmicos mesmo. Em que o acordo originariamente era não se relacionar com outras pessoas, mas que quando aconteceu deixou pra lá não porque não se importasse ou porque concluiu que deveria está num RA, e sim porque achou que "o mundo é assim".

Isto acontece principalmente entre mulheres. Quantas não deixam de reagir a uma traição - mesmo quando se sentem verdadeiramente incomodadas com a notícia da "escapada" do parceiro - simplesmente porque conclui que "homem é tudo igual"? Que "todo homem trai". Porque acredita que tem de se conformar. É com isto que não concordo.

Se os dois sabem que poderá haver outra relação (ainda que não se conte as situações que vier a ocorrer), têm conciência que o outro sabe, aceitam que o outro também tenha... pra mim é RA sim e totalmente válido.

Acho importante uma conversa inicial ao menos pra se definir regras. E entre estas regras o dever contar ou não. Houve uma traição, não se importou e resolveu mudar o formato do relacionamento... conversa. Quando a coisa fica sem o diálogo pode acontecer por exemplo daquele que deu a "escapada" nem está achando que estava em um RA, mas sim que tinha cometido um erro e pronto, e querer continuar na relação monogâmica. Pode ser que alguem pense - bem, já que ele saiu com outra pessoa eu posso tbm (justo até rs) - mas depois descobri que pro outro não era bem assim. Seria uma atitude hipócrita do outro? certamente. Mas acho que facilita muita a vida quando a gente define logo como as coisas vão ser. Evita confusões e contratempos.

Relicário disse...

Aoi Ito... bem isso

Justamente, também sinto isso, vc parece não poder ser de esquerda acreditar que todos devemos ter as mesmas oportunidades etc...e ter suas restrições pessoais sobre alguns comportamentos...ninguém tem rótulo, não somos todos iguais...

Parabéns pelo seu comentário!

Lord Anderson disse...

Aoi

reflexões, interessantes. não tinha pensado por esse angulo, mas sim, faz sentido oq vc diz.

Dri Caldeira disse...

Daria - comigo não acontece essa coisa de sairmos os dois juntos e de conhecermos um(a) terceiro(a) na balada e saírmos com essa pessoa! Não a menor hipótese de eu largar meu namorado num lurgar pra sair com outro cara e o mesmo acontece com ele! O que acontece entre nós é, quando não estamos um na presença do outro, se acontecer de conhecermos outra pessoa e nos sentirmos atraídos por essa pessoa, nós temos a liberdade de fazer isso, mas sempre avisando! Eu já disse, é liberdade, não liberalidade. Eu não posso impedir que ele deseje uma outra mulher, isso é impossível. Só que me magoaria muito mais eu descobrir q ele me engana e vice-versa!!

Dária disse...

DRI,

"Daria - comigo não acontece essa coisa de sairmos os dois juntos e de conhecermos um(a) terceiro(a) na balada e saírmos com essa pessoa! Não a menor hipótese de eu largar meu namorado num lurgar pra sair com outro cara e o mesmo acontece com ele!"

Ué, mas comigo tbm não! rsss

Acho que confundiu algum comentário meu aí. Tem um que estava falando em boate, mas era sobre contar ou não pra terceiros. Eu posso tá sozinha na boate moça! Também não largo o namorado não, tá doida! hehhe ;)

Dri Caldeira disse...

Dária - eu sei, eu só achei melhor explicar bem p/ vc, pois como o post é seu e vc aceitou receber opiniões de estranhos, entendi q EU não havia explicado direito. O fato de eu ter exercer a liberdade de sair com outro homem, não significa q isso aconteça sempre e NUNCA, mas NUNCA na frente dele! E temos regras sim: nunca com amigos em comum ou com amigos de qq tipo; NUNCA com pessoas de nossas famílias, e somente comentarmos a respeito desse relacionamento se estivermos os dois juntos! É q isso é uma coisa tão "avançada" q muitas pessoas não acreditam. Mas o primordial é não ser ciumento, nem pouco, nem muito. Ciúmes é insegurança e somos seguros do que sentimos um pelo outro e da forma como repeitamos um ao outro. Obrigada por esse post!

Dária disse...

Opa Dri, é que do jeito que vc falou achei que eu tivesse dito algo ao contrário em algum lugar. Chega me assustei e sair procurando hehhe
Só falha de comunicação mesmo.

Temos nossas milhares de regrinhas tbm. Não rolaria com amigos dele; não rolaria ele com amigas minhas por exemplo. São os limites pra não confundir e misturar tudo.


Da mesma forma sairmos juntos e ficarmos com outro tbm não rola. Quem tá comigo, tá comigo... quando não tá faz o que quiser. Mas em outros fóruns já ouvi relatos de casais terem isso como um verdadeiro fetiche, esta coisa do "paquerar juntos". Achavam excitante e tals. Enfim, deve funcionar pra alguem, mas definitivamente não funcionaria pra mim.

Cada um tem que saber mesmo aquilo que suporta, que é mais adequado a sua personalidade, estilo de vida, meio social. Sei lá!

Engraçado é que nós somos inclusive bem caseiros e vivemos juntos, ao contrário do que muita gente parece imaginar quando encara RA como sinônimo de putaria adoidada. Pode ser, e pode não ser. E se for tbm não temos nada com isso né? Não saio com muita gente, talvez porque quando solteira tbm já nem saia taaanto assim; porque nem sempre tenho vontade; porque priorizo muito nosso tempo junto. Apenas pra mim é necessário manter as portas abertas e o mundo em movimento. Saber que há momentos em que dá vontade e que tá tudo bem, viver tais momentos.

Dri Caldeira disse...

E Daria, no meu caso é ainda pior: meu namorado é policial militar!! Imagina! A gente não curte orgia, swing, threesome. A gente só respeita a natureza um do outro. E Santos é um ovo, aqui todo mundo se conhece. Mas é maravilhoso amar sem cobrança, sem patrulha, sem ditames. Amor é isso, liberdade.

Liana hc disse...

Bom comentário da Aoi. Esta idéia de ficar nos "extremos" da corda é algo comum, por confusão e desconhecimento muita gente não vislumbra tudo o que existe o meio.

E também há um processo que é lento e necessário, para que milênios chafurdando em preconceitos sejam corretamente sanados.

A sociedade ainda vive dentro de modelos rígidos. Quem tem muitos preconceitos (sexuais, em particular) dificilmente muda de forma profunda, no máximo apara algumas arestas. É mais cômodo e "seguro" continuar do jeito que está.

O conceito de liberdade sexual que se fala aqui, para a sociedade significa dizer que a mulher é "puta". A maioria não concebe algo muito diferente do que já é praticado, mas ainda assim esses termos precisam ser apaziguados.

Para quem é importante taxar mulher de "puta", para essas pessoas que não se propõem a refletir, que tem o xingamento na ponta da língua, a marcha das vadias serve como um cala-a-boca. Os estudos de gênero são importantes, mas tem efeitos a médio e longo prazo. Hoje precisamos fazer alguma coisa para aqueles que não são afetados por estas reflexões, é com o hoje que iniciativas como a marcha das vadias lida, pois que essa é a única linguagem que os atinge.

É como um processo de desintoxicação em que mente e corpo precisam de um tempo para que a mudança seja digerida e incorporada. Um longo tempo, no que tange ao respeito e a auto-reflexão.

Lord Anderson disse...

Daria, Dri Caldeira


Pois é, cada casal vai estabelecendo as regras que funcionam e mudando se necessario.

E olha que a gente só está comentando RA mais "simples", nem falamos de outras formas de poliamor.

Tb moro numa cidade pequena, e por isso meus relacionamentos são discretos, principalmente pq seriam minhas parceiras que acabariam ouvindo mais merda dos desocupados e patrulheiros da sexualidade alheia.

E que bom que os comentarios tão indo na direção do debate saudavel.

fazendo meia culpa, gastei muito tempo respondendo a troll.

Moi disse...

Eu vivia em uma relação aberta - porque não fui feita para a monogamia, MESMO - que acabou digievoluindo para o poliamor. Tanto eu como meu marido (13 anos de casamento "no papel") podemos ter relacionamentos concomitantes sérios ou casuais, e ainda assim a nossa "família nuclear" é preservada. Dá certo sim, é gostoso, nada trabalhoso e ao final das contas você está sempre entregando e recebendo o melhor de si mesmo para seus vários amores.

Não rola ciúmes no sentido clássico de posse, tampouco em relação à exclusividade sexual, mas é claro que às vezes bate mais saudade desse ou daquele alguém, que por sua vez também tem seus relacionamentos. É de fato uma rede, não exclusivista, mas que na prática obedece a alguns limites.

Então eu tenho meu marido, que pode ou não ter uma namorada, que pode ou não estar saindo com alguém - não me meto nesses ramos. Eu tenho um namorado, que tem uma namorada, que tem um namorado - e ele também não se mete nesses ramos. Todos estamos de acordo, o que é importante já que não existe espaço para hipocrisia em relacionamentos assim. Nada é feito por baixo dos panos, porém não existe necessidade de formalizar saídas ou horários, no máximo é comunicado e nada é feito em grupo. E fora essas relações principais, eventualmente tem espaço para sexo casual responsável também e nenhum drama é criado em cima disso.

Confuso? Nem um pouco. Na prática a dinâmica da coisa se desenrola sozinha e é muito tranquila. Já vivi relações monogâmicas clássicas e essas sim me causavam um grande estresse, a sensação de que sempre estava faltando algo, simplesmente porque não existe isso - pra mim - de jogar 100% nas costas de outra pessoa o ônus da minha satisfação e felicidade. Não é justo fazer isso! Nem consigo, nem com quem se ama. Também não quero ser o arauto da felicidade alheia. E não existem duas pessoas exatamente iguais no mundo. O meu marido tem aspectos que meu namorado não tem, e vice-versa, então no cômputo geral eu acabo me sentindo mais completa assim. São dois homens maravilhosos dos quais eu não abro mão, mas tambem não prendo a uma coleira no quintal de casa porque não quero me sentir forçadamente presa também. Eu sou livre, eles são livres, nos amamos e nos respeitamos e partilhamos o que temos de melhor uns com os outros.

A dificuldade de viver dessa forma vem de fora. Como a exposição é completamente desnecessária, e a grande maioria das pessoas vive em relações monogâmicas nem que seja só da porta pra dentro de casa, não convém alardear nossos estilos de vida. Então quando estou com meu namorado, evito frequentar lugares onde o círculo de relacionamentos do meu marido costuma ir, pra ninguém ter que chegar na orelha dele e falar "meu camarada tua mulher tá te traindo!" e ele ser obrigado a explicar a história toda. Idem do lado dele. Não devemos satisfações a terceiros e a discrição nos convém magnificamente em uma sociedade tão preconceituosa e curiosa com a vida sexual e afetiva alheia (mais a primeira do que a segunda, convenhamos).

As dificuldades "internas" dizem respeito meramente à conciliação de agenda, coisa boba. Mas ninguém morre por isso. Nem vem com o papo de "você ama mais ele do que a mim" e outras tolices... até pq não tem um amor igual ao outro, as pessoas e os relacionamentos são muito diferentes.

Tenho uma tia já idosa que mora em uma cidadezinha no interior do Paraná com seus dois maridos há décadas. Traição no sentido clássico era impossível em vista da pequenês do município, e o fato é que ela se apaixonou por mais de um homem e todos foram morar juntos. Adoro, minha musa da coragem. E coitado de quem falar alguma coisa contra esse feliz trio, unido para sempre no amor. Coitado mesmo, porque não sabe o que está perdendo.

A traição, a mentira, tudo isso dá um trabalho desgraçado.... a verdade liberta.

Bjos.

Dária disse...

Lord Anderson,

responder aos trolls as vezes é até divertido, mantém o cérebro funcionando pra entender o mais variado tipo de gnt rsss
Mas eu cansei dos trolls depois que Fabianne foi falar em direito penal e crimes rsss
Sou advogada sabe? A viagem tava grande demais na moça pra embarcar kkkkkkkkkkkkkkkkk

Dária disse...

Moi,

lindíssimo seu depoimento. Queria justamente ver mais histórias de RA em relações duradouras, em casamentos, já que muita gente aqui pareceu duvidar que fosse possível depois que se casa, mora juntos, tem filhos e coisas afins.

Gosto também de ouvir histórias de poliamor. Sua tia deve ser uma mulher corajosa, e ter enfrentado tabus que nem imagino na época, que bom que deu certo e que valeu a pena né?!

Acho que eu não conseguiria administrar uma relação afetiva mais forte com duas pessoas, muito menos viver com duas, mas a vida é isso: descobertas sobre quem somos, aprender a viver dentro de nossas vontades e de nossas limitações.

Obrigada por enriquecer esta caixa de comentários! =)

Dri Caldeira disse...

Moi, obrigada por ajudar a mostrar q a liberdade com respeito não tem nada a ver com sacanagem!!

Lord Anderson disse...

Moi

lindo depoimento :)

é o tipo de situação que comentei quando disse que havia outras formas de poliamor.

que bom que vc e os outros estão felizes, é oq importa.

Lord Anderson disse...

Daria

mas tem troll que cansa

e olhal a Fabiane era homen, tenho quase certeza.

só ver o ultimo post dela.

usa o mesmissimo linguajar e argumentos dos mascus.

Dificil acreditar que uma mulher endossaria algo que a desvaloriza tanto.

Lord Anderson disse...

e a Liana/Flash não desiste

covardia é uma beleza.

e usando o nome de uma outra comentarista...

isso que é ter consciencia de ridiculo das suas afirmações.

Dária disse...

Se ela fosse uma juíza, teria direito a repreender minhas condutas sexuais? certamente não porque isso nada tem a ver com profissão. Mas provavelmente teria dito menos atrocidades sobre legislação e direito. Da mesma forma que se vc me mandar falar sobre funcionamento de computadores alguem formado em TI, ciências da computação e vários outros cursos falará melhor que eu.
Tudo tão simples!

Lord Anderson disse...

uma pergunta simples

pq?

pq se dar esse trabalho? ser cretino? incomodar?

serio?

pq?

realmente não entendo.

se eu não gosto de um blog eu não vou visita-lo só para encher;

se acho que ele comete algum crime, denuncio, falo mal para amigos e não recomendo.

mas o pq de alguem gastar tempo e esforço em ser troll eu não entendo.

serio que naõ percebem que isso só atesta contra si mesmo?

Fernando Borges disse...

É engraçado perceber que a monogamia não é uma regra geral, mas sim uma construção social. A autora do post citou o caso de muçulmanos que possuem mais de uma esposa. Mas outro exemplo, e que considero ainda mais interessante e sem o caráter repressor, é o da cultura Tudor. Na cultura Tudor as mulheres podem manter vários parceiros sexuais, embora se case apenas com um homem. Para o marido, nesta cultura, é absolutamente normal que a esposa faça sexo com outros homens. E é engraçado que ele não pode fazer o mesmo rsrs

Tem um documentário da BBC sobre essa cultura. Muito interessante! Vou deixar abaixo o link do documentário no YouTube:
http://www.youtube.com/watch?v=3LtTp7Kep6s
Eles começam a falar sobre o povo Tudor lá pelo minuto 30.

Loja Moeggall disse...

Moi, você pensa e escreve igualzinha a Regina Navarro. Descontando o enjoo que me deu, gostei de saber mais detalhes sobre o polisexo...

Bjs

Majô disse...

Dri Caldeira,

vc vive um RA?
tive a impressão no início dos comentários q vc era monogâmica...

Cássio Alves disse...

Vivo comquestionamentos sobre o assunto, principalmente, quando estou me relacionando com alguem. Gostei do texto, é mais perspectiva para ajudar nas minhas reflexões.
A próposito, há alguns dias postei uma opinão sobre o tema: tecendooteor.blogspot.com
Faça uma visita.

Dri Caldeira disse...

Majô - sim, vivo. E aconteceu naturalmente.

Renata Sales disse...

Dária, que texto? Muito bom! Pra mim o melhor é a conclusão que serve a qualquer tipo de relacionamento, aberto, fechado, esculhambado, bagunçado, correto, torto e etc: "Enfim, RESPEITE!".

Dária disse...

Cássio, dei uma olhadinha rápida no seu blog, mas se quer que vejamos algum texto específico sobre o tema cola o link direto dele, facilita ;)

Renatinha, linda, obrigada! =*
Engraçado que as vezes é mais fácil conversar com desconhecidos do que imaginar os amigos que tbm leem o blog aqui nos comentários rss

Aos demais que elogiaram o texto: obrigada tbm! ótimo conversar, compartilhar experiências, dúvidas e inquietações com a maioria de vocês.

Aos que não gostaram - do texto, do tema, de alguma postura ou resposta minha - obrigado pelas críticas quando consistentes, pelas provocações quando pertinentes.

Aos trolls: vcs querem irritar, mas as vezes até divertem o blog.

A Lola, obrigadíssima de novo pelo espaço para mim, para o tema, para todos nós.

A Dri, Marina, Lord Anderson, Moi, Majô, Liane (a verdadeira)... e a todos os que participaram mais ativamente desta caixinha de comentários. Adorei os últimos dias de bate papo com vocês. Concordando ou discordando, fizeram o post já valer a pena!
=D

[comentário sentimental de despedida hahah]

Vinicius Barnabé disse...

Sou totalmente contra a relacionamento aberto.Só acho que as pessoas deveriam ser mais liberais no sentido de valorizar mais a lealdade que a fidelidade.
Além do mais,relacionamento aberto só é bom para quem é realmente paquerado porque se a pessoa não tiver um sex appeal suficiente,ai é trash...

gutss disse...

Ok, relacionamento aberto funciona, mas você não deve se sentir um produto da sociedade monogâmica-cristã-ocidental porque não consegue se desvencilhar do fato de ser íntima apenas com uma pessoa. Em muitas culturas, e eu diria, quase todas as culturas conhecidas pela antropologia, o casal-nuclear nunca se perdeu. Existe promiscuidade, existe sexo com vários parceiros, mas quase nunca se enxerga uma sociedade em que não há um casal central.

Loja Moeggall disse...

Guts, mas é isso que o polisexo pretende: status de casado, com direitos civis e aceitação social e vida de solteiro, rsrs

Fake Liane, isso aí que vc falou não é poliamor não, meu chapa...isso é bigamia pura e simples.

Loja Moeggall disse...

Prá quem se interessa pelo assunto: A OMS fixou em 4 parceiros por ano como comportamento sexual promíscuo, segundo o ginecologista Mauricio Magalhães Costa, entrevistado pela Marília Gabriela.

Maíra Matos disse...

Curioso como as idéias e palavras chegam a ser idênticas quando se parte da reflexão e avaliação constante das coisas, sem naturalizações. Parabéns pelo texto.

Um artigo que escrevi há um tempo no Papo de Homem.

http://papodehomem.com.br/monogamia-para-quem-precisa/

Dostoievski disse...

Daqui a pouco vão querer fazer que nem na "República" de Platão: promiscuidade generalizada e sem compromissos e educação compartilhada de todos os filhos. Só que como a "República" é uma utopia, tudo vai virar um carnaval onde as pessoas irão foder em tudo quanto é lugar, os filhos ficarão ao Deus-dará e o príncipe filosófo será nada mais nada menos que um barbudo esquerdista ignorante.

Nyckynha disse...

Vai passar um programa sobre no Natgeo.Poliamor.

Anônimo disse...

Eu, particularmente, não saberia administrar ou mesmo lidar com um relacionamento aberto. Sou ciumenta e não consigo ter relações sexuais com mais de uma pessoa. Tenho um relacionamento de 1 ano e 4 meses e nem me passa pela cabeça sair com outra pessoa ou desejar ter relações sexuais com outros homens. Acredito em outras formas de relacionamentos e que elas podem funcionar para muitas pessoas. Não tenho, absolutamente, nada contra, mas para mim, para o meu bem-estar, prefiro a monogamia.

Anônimo disse...

Minha melhor amiga vive um RA há 18 anos. Ela e o marido são casados, felizes e pais de uma criança linda. A principal regra deles é sempre contar quando um "caso" desses acontecer.
De todas os amigos e familiares, sou a única que sabe do RA deles. Ou seja, eles escolheram um tipo de relacionamento, mas precisam esconder da sociedade porque não querem ser julgados, não querem dar explicações e, mais importante, não querem que nada afete o filho.
Eu, também casada, optei pela monogamia, mas confesso uma pontinha de inveja da minha amiga todas as vezes que conversamos sobre o RA dela.

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