terça-feira, 28 de julho de 2020

RICOS FICAM AINDA MAIS RICOS NA PANDEMIA

Um notório sonegador de impostos e um genocida indicam o Brasil que eles querem

Ontem a Oxfam divulgou um levantamento que deveria deixar todo mundo revoltado.
Existem 42 bilionários no Brasil. Sei que tem gente que adora bilionários porque, imagino, sonha em um dia virar um (tolinhos...). Mas não tem nada de bom em ter bilionários. Eles não deveriam existir. São um lembrete diário da nossa desigualdade social. Num mundo minimamente justo, seria moralmente inaceitável que um punhado de gente tenha um patrimônio igual à metade da população do planeta, ou seja, a 3,5 bilhões de pessoas. 
Deveria haver limites pra riqueza. E o óbvio: ricos deveriam pagar muito mais impostos que pobres. Só que, nesta Terra, é o oposto. Daqui a poucos anos teremos os primeiros trilionários! E um monte de bananas pra celebrá-los e defendê-los.
Mas, voltando. Lembram que estamos numa pandemia? Na pior crise sanitária dos últimos cem anos? Que a renda de praticamente todo mundo caiu? Que inúmeras empresas pequenas fecharam ou vão fechar? Que uma multidão já perdeu o emprego? Pois é, mas obviamente a pandemia não afeta a todos.
Como diz a diretora-executiva da Oxfam no Brasil, Katia Maia: “A covid-19 não é igual para todos. Enquanto a maioria da população se arrisca a ser contaminada para não perder emprego ou para comprar o alimento da sua família no dia seguinte, os bilionários não têm com o que se preocupar. Eles estão em outro mundo, o dos privilégios e das fortunas que seguem crescendo em meio à, talvez, maior crise econômica, social e de saúde do planeta no último século”.
Assim como morrem mais pobres (principalmente mais negros) de covid, simplesmente por não terem acesso ao sistema de saúde, os muito ricos não estão perdendo dinheiro na crise. Muito pelo contrário.
O patrimônio dos 42 bilionários brasileiros passou de 123 bilhões de dólares para 157 bi entre março e julho. 34 bilhões de dólares a mais em quatro meses! Como aponta o relatório, “A trajetória do vírus é uma fotografia das profundas desigualdades do país”.
Porém, assim que o estudo foi divulgado, apareceu o fã clube dos bilionários, que geralmente é composto por gente de classe média que, por alguma falha cognitiva, se vê mais próxima dos ricos do que dos pobres (é só calcular: se você ganha 10 mil por mês, o que já é uma fortuna no Brasil e no mundo, você está muito mais perto de quem ganha 600 do que de quem ganha, sei lá, meio milhão por mês). E esse fã clube do bilhão chiou: ah, mas a Oxfam comparou a extrema riqueza dos bilionários em março, quando a bolsa de valores estava em baixa, com julho, quando subiu.
Acontece que a Oxfam pegou esse período de comparação, começando em 18 de março, porque é nessa época que sai a lista dos bilionários da Forbes, referência no assunto.
Na América Latina e Caribe, região em que vivem 610 milhões de pessoas, há 73 bilionários. Cabem numa sala! Essa galera lucrou 48 bilhões de dólares nesses últimos quatro meses. Isso equivale a um terço do total dos pacotes de estímulo de todos os países da região.
Katia Maia não vê qualquer tentativa do governo Bolso ou do Congresso em tentar minimamente equilibrar a situação: “Entre a pífia proposta apresentada pelo governo federal e os discursos de lideranças do Congresso, que defendem uma reforma tributária voltada para a simplificação e a melhoria do ambiente para investimento, a maioria da população é escanteada mais uma vez. É como se a maioria da população não tivesse o direito à uma vida digna".
Enquanto oito novos bilionários surgiram na região desde o início da pandemia, a estimativa é que 40 milhões de pessoas perderão o emprego. 52 milhões entrarão na faixa de pobreza apenas este ano. 
A Oxfam descreve o cenário como "assustador": “Ver um pequeno grupo de bilionários lucrar como nunca numa das regiões mais desiguais do mundo é um tapa na cara da sociedade, que está lutando com todas suas forças para manter a cabeça fora d’água. Está mais do que na hora de a elite contribuir, renunciando a privilégios e pagando mais e melhores impostos”.
Creio que não se pode esperar nada da elite e nem dos nossos atuais governantes. Se alguém tem dúvida, recomendo que veja o vídeo da reunião ministerial de abril, em que o ministro contra o meio ambiente, Ricardo Salles, diz que a pandemia é uma ótima hora para "passar a boiada", e o banqueiro Paulo Guedes, sinistro da economia, garante: 
"Nós vamos ganhar dinheiro usando recursos públicos pra salvar grandes companhias. Agora, nós vamos perder dinheiro salvando empresas pequenininhas". Nem uma palavra de solidariedade para as vítimas da covid ou suas famílias. Guedes ainda complementa: 
"Tá tudo uma confusão. Tiro, porrada e bomba, mas nós não perdemos a bússola. A gente cai, levanta e sabe pra onde nós temos que ir". A "bússola" parece ser salvar os bancos e bilionários e dar o mínimo do mínimo aos miseráveis para que não haja uma convulsão social. 
Os ricos nunca perdem. Na primeira semana de abril, quando o mundo todo já estava sofrendo os efeitos sanitários, sociais e econômicos da pandemia, depois que quase 17 milhões de americanos perderam seus empregos em menos de três semanas, o índice Dow Jones teve sua melhor semana desde 1938. 
A documentarista Astra Taylor lembra que o americano médio morre com 62 mil dólares em dívidas. 73% dos consumidores americanos morrem endividados. Isso no país mais rico do mundo! Para Taylor, no capitalismo a questão nunca é "Como vamos pagar tudo isso?". É sempre "Como vamos lucrar com tudo isso? Não é a economia que precisa ser salva, é a economia que está nos matando".
Naomi Klein adverte sobre o tal "retorno à normalidade": "Devemos lembrar que a normalidade era a crise". E acrescenta: "Precisamos ficar indignados, muito indignados". Ela tem um termo para chamar o sistema em que os ricos sempre lucram com as crises: capitalismo de catástrofe. Não muito distante do que Achille Mbembe chama de necropolítica (Silvio Almeida publicou um ótimo artigo, "Capitalismo e crise: o que o racismo tem a ver com isso?").
Em outras palavras: pandemia? Recessão? Desemprego? Miséria? Só pra 7,8 bilhões de pessoas. Já os 25 bilionários mais ricos do mundo ganharam 255 bilhões de dólares só nos primeiros dois meses da pandemia. E tem quem é contra taxação de grandes fortunas... Tem até quem ache que o capitalismo deu certo.

17 comentários:

Anônimo disse...

Vivemos em um mundo terrivelmente injusto. Mal dá para acreditar que a palavra humano possa ter um significado similar a bondade em outros contextos. Às vezes, como só restasse mesquinharia para descrever o que é ser humano. Porém, o bom é que existem pessoas que se chocam com essas notícias, o problema é só que elas não estão no poder para mudar o cenário atual, além de que precisariam de muitos outros que pensam de forma semelhante para modificar as coisas. Sim, vivemos em um mundo cruelmente capitalista, e pobre de conteúdo no sentido de que deveríamos nos aprimorarmos como pessoas, procurando uma utilidade social e ética com nossas ações, que nem por isso deixassem de ser movidas pelo que nos faz acordar todos os dias, como um desejo de ser um artista ou um engenheiro. Tão triste que haja gente que simplesmente ache que alguém por ser bilionário é o máximo em vez de pensar que as pessoas são o máximo quando têm atitudes que mostram o quanto respeitam os demais e o quanto podem tentar fazer algo para que o mundo fique mais propenso a uma boa e justa convivência entre as pessoas. Como fazem falta boas e comprometidas aulas de filosofia que façam as pessoas pensarem mais sobre ética e valores humanos, e, como minha querida filósofa diz, faça as pessoas verem que quando estão sofrendo demais com seus problemas vão se sentir melhor se fizeram algo pelo outro.

Anônimo disse...

As pessoas vivem falando que o amor é lindo, que o amor é isso e aquilo, que amar é necessário. E eu nunca entendo, pois não sei o que é amor. Nunca entendi o que essa merda significa. Meu pai era um bêbado que espancava minha mãe. Minha mãe era uma prostituta drogada que dava mais valor pra cocaína do que pra mim. Nunca tive amigos, nunca tive namorada, nunca recebi amor ou qualquer outra desgraça que reflita esse sentimento tão inútil. Nem mesmo um animal de estimação. Amor verdadeiro não existe, e caso exista é uma doença mental que contamina o cérebro dos fracos. É uma futilidade que atrapalha as pessoas em seus objetivos. Amor, empatia, gratidão, tudo inutilidade. Eu fui moldado pelo ódio e me orgulho disso. Vou fazer questão de deixar isso bem claro em meu diário, para que as pessoas saibam o que significa amor para alguém que nunca foi amado. E quando eu te matar e a polícia encontrar meu diário e divulgar para o povão ler, talvez então entendam que falar de amor para pessoas como eu é algo inútil. Eu não creio em Deus, se Deus existisse e me amasse, eu não estaria onde estou e não faria o que farei. Minha consciência deixará de existir e meu cadáver será comido por insetos. Mas antes eu te levarei comigo, porco. Porque o ódio que me move é mais forte do que qualquer outra coisa. E se o mundo me odeia, nada mais justo do que retribuir esse ódio. Nos vemos logo logo, sua gorda safada maldita.

Rodolfo Abrantes disse...

Qual e a solução então blogueira? A solução e todos irmos para o comunismo?
Vimos como ele deu super certo na união soviética e na Venezuela .

Unknown disse...

Vc e louco kra vai se tratar...




Unknown disse...

😊😊👏👏

Anônimo disse...

O começo da solução seria termos um ministro da economia que, SIM, implantasse na prática um imposto sobre as grandes fortunas, taxasse sem dó os lucros e dividendos dos bancos e seus acionistas, que revisse a tabela do IRPF, isentando faixas pequenas e compensando nas maiores ( aqui no BR quem paga IRPF direitinho é o pobre assalariado. Rico mente, esconde patrimônio, paga menos do que eu, p.ex, e a receita federal ñ vai atrás deles. Deixa eu esquecer de declarar um mínimo ganho... a receita federal é tigrão com os assalariados, mas é tchuchuca com os ricos). Porém, aqui no BR, é ao contrário: um ministro da economia que quer implantar novamente a CPMF, que quer somar 3% + 2% e fazer isso virar um novo imposto de 12% para as empresas, enquanto quer diminuir os impostos dos bancos ( que pagam quase nada ), que quer dar migalhas para 99,9% do povo enquanto passa a mão na cabeça dos 0,1% - até pq é um deles -, que odeia servidor público, jogando a população contra servidores td dia, enquanto os políticos fazem a farra nas nossas costas - nunca vai dar certo. Acho que a mulher dele deve o ter corneado muito, com algum servidor público, pq o ódio que ele sente por servidores é uma coisa explícita, visceral. Vêm da alma imunda dele, não vem de um suposto " planejamento " econômico. É a maldade por puro ódio ressentido. O BR nunca começará a dar certo enquanto esse velho podre estiver lá... PS: comunismo não funciona também ok?

Isaac Duarte disse...

Não, a solução não é o comunismo. A solução está no texto para quem sabe ler e interpretar. Diminuir a desigualdade, taxando mais os ricos e menos os pobres. Aí sobraria mais dinheiro para a educação, por exemplo, para que ninguém fosse excluído do debate necessário para a construção de uma sociedade justa, que é de todos.

titia disse...

A gente tenta não ser radical, mas quando lê esse tipo de coisa e vê o que essa canalhada faz, a vontade é pegar uma metralhadora e lá enforcar o último burguês nas tripas do último padre. E dá vontade de dar um cacete também nos zé ruelas que ficam mimizando "Aiiin, então temos que ir pro comunismo!" USA A PORCARIA DO CÉREBRO PRA ACHAR OUTRO REGIME, CARALHO! Capitalismo só surgiu no século XV, a humanidade passou a maior parte da sua história sem capitalismo nem comunismo e pode muito bem encontrar uma maneira de viver sem a exploração escravocrata que sustenta esse sistema de merda! Bando de alienado lembedor de banco.

20:09 vai fazer terapia, geoc.

Anônimo disse...

Lola, queria entrar em contato contigo, por favor. Sou a Zazzou que te segue no Twitter. Pfv!

Anônimo disse...

Parece que você precisa de terapia. Por que não tenta buscar ajuda profissional?

Anônimo disse...

E o liberal pobre de direita ainda acredita na balela da meritocracia, do pseudo-empreendedorismo, do "foco, força e fé", no discurso da "força de vontade". Continua acreditando que basta ter força de vontade, se esforçar e correr atrás sei lá do quê para ficar rico algum dia. Então tá.

Anônimo disse...

Anônimo das 18:03

O tipo de pobre descrito por você vai investir em pirâmide, tentar a sorte nas Empiricus, XP investimentos da vida, tentará a sorte na bolsa de valores, mas não tem capital de reserva para os riscos, prejuízos, tentará a sorte em pequenos bancos(vamos lembrar o que aconteceu e acontece até hoje com quem tinha algum investimento no banco Delfim) , vai morrer pobre, na fila de algum hospital público ainda com a crença de ficar bilionário como o veio cabeça de ovo podre da havan, talvez em outra vida, caso tenha alguma crença em reencarnação, pois nesta já era. Gente esnobe não aprende, nem cinco segundos antes de morrer.

avasconsil disse...

No pós-pandemia vai ser a mesma coisa. Desses grandes veículos de comunicação, como UOL, Folha (mesmo grupo), Globo, Editora Abril (que acho que se juntou com UOL/Folha - a Revista Piauí tá junto com a Folha), o único que vi falar das 14 medidas elaboradas por auditores fiscais pra taxar ricos foi Leonardo Sakamato. Como ele mesmo diz, por rico não é você de classe média que comprou um apartamento com varanda gourmet em 360 meses, um SUV em 36 e parcelou a viagem a Disney em 18. É gente rica mesmo. Uma das 14 propostas seria uma contribuição sobre quem ganha pelo menos 80 mil por mês, se me lembro bem, 0,7% da população brasileira. Outra seria taxar os dividendos distribuídos por empresas a acionistas. Aumentar o imposto sobre grandes heranças, tipo a do Gugu Liberato, de 1 bilhão de reais, ou a do falecido Dias Branco que foi de 8 bilhões, de 8% pra 20%. Mesmo com esse aumento, esses herdeiros continuariam muito ricos, não seria o fim da propriedade privada é o começo do comunismo no Brasil. O silêncio da grande mídia é ensurdecedor. Quem quiser se informar sobre o assunto tem que procurar no Google, já que é o tipo de informação jogada pra debaixo do tapete propositadamente. No oposto disso, diminuir salário de servidor público é ideia frequente na Globo News. Deram uma trégua na decisão recente do STF, mas o assunto vai voltar à tona depois das eleições municipais. Como a decisão foi por maioria apertada, Celso de Mello se aposenta em novembro ou é dezembro (ele votou a favor dos servidores), e Bozo tá comprando os votos do centrão, as chances de boa parte dos servidores perderem ainda mais renda serão imensas a partir do ano que vem. Boa parte porque os chamados "membros" (juízes e promotores. Mais recentemente defensores públicos) vão ficar de fora. Tem gente que não sabe, mas juiz, promotor, defensor público, procurador da união, estado e município não se enxerga como servidor, mas como "membro", principalmente os do judiciário, mp e defensoria, que tem autonomia administrativa e orçamentária. Nem que seja pela via judicial (juízes julgando em proveito próprio) eles vão tirar o salário deles da reta, apesar de serem os que ganham mais, e quem é "não-membro" vai se lascar, vai perder parte de um salário já defasado, como é o caso de boa parte dos servidores. Vão aprovar uma reforma administrativa que vai achatar o salário dos novos servidores (não dos "membros", é claro). As aposentadorias pelas novas regras previdenciárias serão péssimas. Vai acabar isso de vovô e vovó ajudar a pagar despesas de netinhos, uma escola, um plano de saúde, suprindo em parte o empobrecimento das gerações mais novas. Os vovôs e vovós do futuro próximo mal terão pra si mesmos. Vão desonerar a folha de pagamento e colocar a sociedade inteira pra pagar a conta com a nova CPMF. Os empresários que empregam muita gente, em vez de criar novos empregos, mesmo precarizados e mal pagos, vão preferir aplicar no mercado financeiro o dinheiro que vão economizar. Não vai haver a menor garantia de que mais empregos, mesmo ruins, serão gerados. Nós as pessoas comuns estamos lascadas. Tudo que passa pelo congresso nos empobrece, diretamente (dimuindo a renda) ou indiretamente (piorando serviços públicos e aumentando carga tributária). Já os ricos riem de orelha a orelha. Pra eles que sempre esteve bom, vai ficar melhor ainda.

Anônimo disse...

Se esse canalha desse Paulo Guedes implementar a MALDITA CPMF novamente, já era, pra mim e pra boa parte dos eleitores, esse governo. Voto até no Rui Costa do PCO, mas nunca mais nessa turma "passa-a-mao-na-cabeca-de-banqueiro".

avasconsil disse...

Jura? Eu votaria em Alckmin ou no Cabo Daciolo, já com muita vergonha de mim mesmo e sem me encarar no espelho por prazo indefinido, pra não votar no Bozo. Tenho tanto abuso da cara dele (da cara e do resto todo - eu não consigo ver vídeos do Bozo, de tanto nojo. Só consigo ler sobre ele), que se tivesse de escolher entre Moro e ele, escolheria Moro. Enfim, o único candidato em que nunca votaria seria no Bozo. Não me vem à cabeça outra opção pior. E olha que com o dedo podre dele ele escolheu uns nomes pro governo dele que vou te contar.

Unknown disse...

Ih lá vem o gado...

Anônimo disse...

O mundo te odeia???? Esta parece uma teoria do caos, será que vale a pena? Tudo no mundo tem um centro, os planetas orbitam em torno de um centro e tudo mais. Se há esta ordem natural, por que o que rege nossas vidas seria o acaso? O início e o meio não precisam determinar o fim. E tudo que há de bom e justo não faz parte da gente também? Vivemos em sociedade, nos construímos com outras pessoas, não existiríamos como existimos se fossemos sozinhos, isolados. Estamos em unidade com tudo e todos. Somos os defeitos e as qualidades do mundo. Então, não podemos ser menos que qualquer outro e não devemos desrespeitar ninguém, pois o modo como tratamos alguém é o modo como tratamos nós mesmos, pois nós, de certa forma, somo "tudo". JESUS: Quem tem olhos para ver, veja. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
Obs.: Estes pensamentos são o que aprendi com filósofos. Pode procurar reflexões sobre a vida na internet. Te ajudaria muito