quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

MICHELLE DISCURSA NA POSSESSÃO E O FEMINISMO MORRE

E foi ontem a posse do Coiso, que marca oficialmente o dia em que o Brasil passa a deslizar ladeira abaixo com maior rapidez.
Eu não cheguei perto da TV pra ver o "espetáculo" sem povo, com a imprensa confinada, com o menor número de delegações estrangeiras. Pelo pouco que li e vi, foi um fiasco. Um cavalo no desfile se rebelou e nos representou mais que aquele asno que jamais será meu presidente. No Twitter, reaças não tiveram vez. Não conseguiram emplacar nenhuma hashtag positiva (os ainda muitos bolsobots se contentaram em atacar nossos perfis com aquelas expressões de sempre: "Chola mais", "Vai pra Cuba", "a Venezuela é logo ali", "Acabou a mamata", "O Lula tá preso, babaca", "O choro é livre, o Lula não", e nem coloco aqui "etc" porque é só esse mesmo o repertório deles). 
O que esteve no topo dos Trending Topics o dia todo foi #ForaBolsonaro e #PossessaoDoBolsonaro e, mais pro final da noite, #EleNaoEMeuPresidente. Alguns bots tentaram argumentar que nós dominamos o Twitter ontem porque eles estavam ocupados demais indo à posse (como se robô votasse ou fosse a posses), mas, bem, não foi bem isso que se viu. 
Bolsonaro, em seu rápido discurso de dez minutos, que vários compararam a uma compilação de tuítes, já que o fascista eleito não tem capacidade maior que esta, registrou "o dia em que o povo começou a se libertar do socialismo, se libertar  da inversão de valores, do gigantismo estatal e do politicamente correto". 
É rir pra não chorar: quando o Brasil foi um país socialista, um gigante estatal e politicamente correto? Eu devo ter piscado e perdido esse momento. 
Outro fantasma que Bolso prometeu combater em seu discurso foi a "ideologia de gênero". As escolas têm inúmeros problemas, mas os obscurantistas decidiram centrar seus esforços para combater algo que não existe. E ainda por cima fingindo que o que eles fazem não é ideológico. Pra eles, ideológico é sempre o outro
Diante de tanto ódio e mentira, quem roubou a cena foi a esposa do Coisa Ruim, Michelle, que fez um discurso em libras. Preciso dizer que Michelle seria o centro das atenções de qualquer jeito, com ou sem discurso, assim como o foi Marcela Temer nas duas posses de Dilma, principalmente da primeira. Lembram? 
Naquela ocasião histórica em que elegemos nossa primeira presidenta (um fato incrível que alguns países mais ricos que o nosso, como EUA, França e Itália, entre tantos outros, ainda não alcançaram), tinha mais gente preocupada em falar da primeira-dama, Marcela. Por quê? Porque Marcela é jovem e bonita. E, neste país que o fascista eleito vê controlado pelo "politicamente correto", beleza, juventude e maternidade são as missões de vida que se exigem das mulheres. Marcela, portanto, estaria cumprindo o protocolo. Dilma não. 
Bom, mas Marcela é passado, e provavelmente nunca mais ouviremos falar da moça que ficou definida como "bela, recatada e do lar" agora que seu marido 43 anos mais velho saiu do Planalto (e ninguém gritou "Fica Temer!" -- foi brincadeira nossa depois do desastroso primeiro turno em outubro). Talvez Marcela seja lembrada quando os caras que acham que mulheres têm função meramente decorativa comparem futuras primeiras-damas. E só.
Agora ouviremos falar bastante de Michelle, porque ela de certa forma quebra a feiura moral, cívica e estética de seu esposo 25 anos mais velho (imagine se, da próxima vez que elegermos uma presidenta, ela traga a tiracolo um marido 25 ou 40 anos mais jovem. Pense no escândalo que seria. Mas homem pode e é aplaudido por isso. Chama-se privilégio masculino). 
Michelle é uma boa distração, como já mostrou há poucos dias, quando vestiu uma camiseta que fazia alusão a Lula (pode apostar que este governo continuará xingando o PT diariamente). Vamos ter distrações assim com frequência. Sempre que o governo pensar em doar a Petrobrás, acabar com nossos direitos, tirar nossa aposentadoria, Michelle usará uma camiseta com mensagem bombástica, Bolso fará alguma declaração preconceituosa ultrajante, um de seus filhos ameaçará o Congresso ou Supremo ou abrir fogo contra Venezuela e/ou Cuba. Eles serão governo e bobos da Corte ao mesmo tempo.
Nós, que faremos oposição e resistência a eles, é que não podemos ser bobos. Não podemos nos focar nas distrações. E primeiras-damas são distrações. Não são cargos eletivos, não têm importância. Em onze anos de blog, deve dar pra contar nos dedos quantas vezes eu falei de Marisa, Marcela, ou Michele (todas mulheres com M). Elas são ou foram importantes pros seus respectivos maridos, não pro país. 
Mas Michelle, ontem, além de aparecer ao lado de seu hediondo esposo, também discursou em língua de sinais. Acho ótimo que ela dê atenção ao tema (outra mulher que se atenta a isso é a deputada Maria do Rosário, aquela que é atacada por bolsominions todos os minutos da sua vida. É dela o projeto de lei que regulamentou, em 2010, a profissão de tradutor e intérprete de Libras). 
Mas o olhar que Michelle parece ter para os surdos é de caridade, de assistencialismo de igreja, não de política governamental. E surdos e demais grupos historicamente oprimidos não precisam de caridade, mas de direitos. E o governo do marido de Michele não tem proposta nenhuma para a inclusão dos surdos. Muito pelo contrário: ele quer cortar verbas das universidades públicas e privatizar tudo.
Aliás, sabe o que o governo do marido de Michele fez hoje? O novo ministro da Educação, Vélez Rodriguez, acabou com a Secadi (Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão), criada em 2004 durante o governo Lula. Era a Secadi a responsável pelo fortalecimento da educação dos surdos. Aparentemente, o novo governo eliminou a Secadi por não gostar da palavra "diversidade" (tão perigosa, não é mesmo?) e de temas como direitos humanos. Em lugar de uma secretaria, talvez venha por aí uma subpasta, Modalidades Especializadas. Em outras palavras: algo com status (e orçamento) muitíssimo inferior. 
Portanto, não adianta muito elogiar Michelle por promover Libras (algo totalmente politicamente correto) ao mesmo tempo que o governo de seu marido acaba com uma secretaria que promove a educação de surdos (entre outros).
Mas o pior foi que um montão de babaca aproveitou o gesto de Michelle para atacar feministas. O que uma coisa tem a ver com a outra, vocês podem pensar? Pois é. Um bocado de bolsobots usaram o discurso de Michelle para dizer que ela sim representa as mulheres (ao contrário das feministas) e que Bolso ter "deixado ela falar" é uma prova de que ele não é o misógino asqueroso que denunciamos há tantos anos. Essas pessoas não são muito inteligentes, eu sei, mas um cara "deixar uma mulher falar" não tem nada a ver com feminismo ou empoderamento da mulher. A ação ainda é do cara, que "deixou", que "deu permissão" para que uma mulher falasse. Isso é machismo! Não precisamos de permissão para falar, oras!
Mas o mais meigo foi ver grupos como MBL espalhar esta podridão:
Não é lindo? Um grupelho de uma dúzia de guris (muito bem patrocinados) decretaram a morte de um movimento que luta há décadas por igualdade e emancipação das mulheres.
Isso tudo porque uma primeira-dama discursou na posse de um lunático medíocre que tem uma imensa ficha-corrida de ofensas às mulheres! O "mito" agora tem mais duas conquistas pra incluir no seu currículo já repleto de realizações: defender as mulheres (porque deixou sua esposa falar) e acabar com o feminismo! 
Como você se sente em viver agora num Brasil livre da corrupção, do socialismo, do politicamente correto e do feminismo? Porque foi assim que você amanheceu hoje, segundo os reaças.
E antes que os escrotossauros de plantão venham dizer que eu e outras feministas temos inveja de Michelle (como diziam que tínhamos de Marcela), quero deixar claro que não, não temos. 
Primeiro que ter inveja de mulher é o oposto da sororidade que pregamos. Eu posso não falar de Michelle e considerá-la perfeitamente irrelevante, mas isso não quer dizer que eu a inveje. Inveja por causa de aparência é algo que o machismo encoraja, não o feminismo. O feminismo quer que as mulheres se unam; o machismo quer nos ver separadas, lutando umas contra as outras, em vez de lutarmos todas contra um sistema que nos oprime.
Além do mais, via de regra, feminista alguma inveja outra mulher por causa de homem. Muito menos inveja de uma moça casada com um troglodita muito mais velho, já no seu terceiro casamento, e com o histórico de não tratar bem qualquer mulher de sua vidinha (inclusive a filha "fraquejada" e a segunda esposa, de quem roubou um cofre no banco).
O feminismo segue vivíssimo e será -- pra variar -- o principal centro de resistência ao governo fascista. E reaças sabem muito bem disso, tanto que não param de falar da gente.

48 comentários:

Felipe Roberto Martins disse...

Sabe Lola - o governo atual - vai se perder por si só: não sabem fazer Política.

Anônimo disse...

Como espetáculo "sem povo"? Foram cerca de 120 mil pessoas, mais que as duas posses da Dilma.

Aurora disse...

Lola, sou uma leitora muito timida do seu blog, conheci quando ainda engatinhava com relação ao movimento (na verdade, ainda tenho essa sensação), eu acho que a questão de o inominável ter permitido ela falar não é exatamente o X da questão, até porque ele era a figura "máxima", ali, não? Enquanto presidente, digo, ela ou qualquer um que quisesse fazer um discurso ali teria que pedir permissão a ele, certo? Acho que o pior aí é justamente esse teatro, feito sob medida pra gerar justamente esse tipo de comentário... O intérprete negro, o discurso da Michele que foi feito em libras e antes do discurso do inominável, todas aquelas marcas brasileiras, caneta Bic... Isso me preocupa muito, porque tenho notado muita gente reproduzindo esse discurso do: "e ainda chamavam ele de machista, um machista faria isso?" E o mesmo vale para as demais coisas. A situação toda me preocupa muito, esse nível de "inocência" de adultos crescidos que acreditam nesse tipo de coisa, e se não acordarem pra a realidade? E se arranjarem desculpa pra cada decisão erroneamente tomada, cada escândalo? O que será de nós? A resistência precisa se mover, segurar as mãos uns dos outros apenas nao é suficiente. Enfim, Lola, to preocupada kkkk, mas bjs, amo seu blog

Daniel disse...

Lola, boa noite! Obrigado pelo texto incrível, mais um, aliás, que você oferta a uma internet cada vez mais difícil de lidar e suportar. Suas palavras são nossas verdades também. Sobre o feminismo, embora seja homem e me distancie um pouco do meu lugar de fala, é justamente este movimento que garante inúmeros direitos de manifestação feminina, da voz, à vez, ao corpo, e se ontem a Michelle pôde falar, foi porque a casa não é o único lugar, como os reaças acham, que a mulher deve aparecer. Eles odeiam pautas de evolução, pois pararam na idade média. No mais, resistamos! Eles nos querem mortos, mas nós seguimos com vida e levantando nosso semelhante. Gratidão e siga firme. Infelizmente não uso twitter, mas seguirei acompanhando-a, assim como a Cynara, o Xico Sá, o Zé de Abreu e todo mundo com quem quero dividir a dor e a delícia de confrontar os repressores.

welingtong disse...

Texto maravilhoso. Esse discurso deu muito o que falar no twitter ontem de tarde, muita gente achando lindo e maravilhoso a primeira dama se preocupar com os "coitadinhos". Se esqueceram do presidente e congresso totalmente contrários a qualquer pauta que se relacione com os direitos humanos, e não, não tem como promover a inclusão das pessoas com deficiência sem direitos humanos.
Duas ressalvas:
1: libras é uma língua (não linguagem) de sinais. É equivocado se referir a ela como linguagem do mesmo jeito que seria se falássemos da "linguagem inglesa".
2: o termo "surdo-mudo" é bastante inapropriado e mal visto pela comunidade surda. Vamo evitar de usar, surdo já basta.

Unknown disse...

Sinto que foi eleito um claríssimo exemplar brasileiro de Dom Quixote.

Hamilton Carvalho disse...

Amiga, você expressa a integridade numa luta dificílima. Eu nem ia chegar ao fim do texto para retuitar. Mas continuei a ler antes de curtir e retuitar, porque vivemos um momento meio emaranhado. E me senti atingido, não pelo "troglodita", claro, mas pelo "muito mais velho". É preconceito, amiga. Sou bem mais velho que a mulher que amo (bem mais velho que Bolsonaro em relação a Michelle) e estou na luta contra toda forma de opressão. Seu texto seria perfeito sem a passagem "muito mais velho".

lola disse...

Obrigada pelas correções, Welingtong. Já modifiquei o texto.


Hamilton, é um pouco de preconceito sim, essa questão de idade. Mas também é meio que uma imposição da sociedade que o homem tem que ser mais velho que a mulher, que é aceitável que um homem seja 20 ou 30 ou 40 anos mais velho que uma mulher, mas não que uma mulher seja 10 anos mais velha que um homem. Ademais, a questão da grande diferença de idade é frequente nos círculos de poder. E isso merece ser criticado. Não é uma crítica individual, nem mesmo a Temer ou a Bolso, e muito menos a vc. É uma crítica ao sistema.

lulu disse...

Concordo contigo.

Hamilton Carvalho disse...

Te entendo bem. Mas cê sabe que não existe preconceito "mais ou menos". Só pra você saber, com relação à garota de que falei. Ela é que se aproximou de mim, e insistia, e eu não me sentia bem com a manifestação de carinho dela, inclusive em público. Aí me dei conta daquela maravilhosa "transgressora". Ela não é nenhuma "novinha". E não estamos juntos, nunca nem sequer "ficamos", mas não sei como não amar uma pessoa assim.

Anônimo disse...

Estão tão feliz lola em 2019

Sula Cristina Teixeira Nunes disse...

Aurora, eu pensei da mesma forma. Esses atos " simples" têm muita intencionalidade por tras, muita ação de marketing que pelo jeito foi um sucesso, pois o povo menos atento comprou a ideia.

Beca Nascimento disse...

Estou em uma confusão aqui Lola. Corre corre mas parei pra ler seu artigo e te agradeço por mais esse tapa na cara do patriarcado🤗

Anônimo disse...

Quem parou no tempo é quem faz discurso ideológico contra as reformas que são necessárias para tirar o país do buraco.

AOXOMOXOA UMMAGUMMA disse...

There's more to the picture than meets the eyes...

Anônimo disse...

Você deveria ser mais coerente.

Argumenta sobre o Bolsonaro, esposa e integrantes do Governo criticando o PT, partido com o expoente máximo condenado e preso e com diversos outros quadros que devem seguir o mesmo destino, mas posta quase que diariamente com críticas e agressões ao Presidente, inclusive com insinuações criminosas de que ele não sofreu um atentado.

Alega perseguição e ditadura, mas silencia todos os comentários que não seguem a linha específica de pensamento que você acha adequada, ainda que sejam apenas ideias distintas, mas formadas com respeito e sem agressões. Sabia que é importante existir o contraditório?

Repito, sou servidor, o instituto da estabilidade vai ser encerrada, e os colegas servidores do executivo federal devem tomar cuidado, especialmente os subversivos, pois politização dentro do trabalho não será permitido. O dinheiro do contribuinte deve ser tratado com respeito e não para sustentar cabo eleitoral.

Enfim, provavelmente não será publicado, como todos que destoam do que você esperar ser vozes em uníssono.

Gintoki Sakata disse...

O Lyla juntou, em 2002, 250 mil pessoas em Brasília, bem mais do que o Pocket levou para seu "baile VukVuk das viúvas do Castello" ontem à tarde.


Gintoki Sakata disse...

"Quem parou no tempo é quem faz discurso ideológico contra as reformas que são necessárias para tirar o país do buraco."

Claro, porque quem quer que o povo engula as "reformas" (eufemismos para os assaltos ao Bronzil que MT, Pocket e assemelhados querem fazer) fizeram pior ainda: regrediram o pensamento para o início do século XIX ou até antes.

titia disse...

A quantidade de pessoas na minha família com menos de 40 anos que se deixou enganar por essa patética tentativa de manipulação enrola-trouxa foi exatamente zero. Aliás, teve gente com mais de 50 se recusando a dar ibope a essa farsa. E os idiotas que hoje aplaudem a terceira dama vão entender que foram ludibriados quando precisarem de uma escola capacitada pros filhos com necessidades especiais e levarem no rabo. Infelizmente brasileiro é assim, só aprende quando a mandioca dói no próprio, enquanto forem só os outros que sofrem esses bebêzões barbados fecham os olhos e não estão nem aí. A questão é justamente que a mandioca vai sobrar pra todo mundo... e ninguém vai poder manter os olhos fechados.

titia disse...

P.S. se o feminismo já morreu então vivemos todos no mundo de Walking Dead... com a singela diferença de que quem tem cérebro são os zumbis, não os "vivos"...

Anônimo disse...

Lola, o texto tem um erro grave: surdo e uma coisa, surdo-mudo é outra. A Libras é usada p se comunicar c qquer surdo.

Anônimo disse...

Cuidado com a falsa resistência "esquerdista". Henry Bugado, Pirulla, Claysson, Ghiraldelli (infiltrado), e o Miguel do cafezes não passam de um bando de IGUINORANTES. Essa “resistência” burguesa de internet só vai nos FODER

donadio disse...

Michelle Bolsonaro faz discurso em LIBRAS... e o marido dela extingue a secretaria do MEC que tratava de educação de deficientes.

É assim que vai ser, pelo visto.

Rock disse...

Lola, as mulheres no geral gostam de correr atrás de homens mais velhos, por eles geralmente terem uma vida financeira mais estabilizada. Eu acho uma hipocrisia vocês ficarem ironizando as esposas desses políticos velhos, sendo que quando um advogado rico desse do seu AUDI vocês ficam doidinhas pra ser a esposinha submissa deles. Eu acredito que todas vocês feministas são casadas ou possuem namorado que são mais velhos e tem mais dinheiro do que vocês, então por que a esposa do Bolsonaro não pode? É engraçado como esse discurso de liberdade feminina de vocês sempre acaba falhando, eu já perdi as contas do numero de vezes que eu vi uma feministinha xingar a outra de vadia por ela passar do lado do namorado dela com o shortinho mais curto do que o dela.

Vanuza Kelly disse...

Gratidão Lola, pela chuva de ideias bem colocadas à cerca de preconceitos e preconceituosos, à verca de VOZ e direitos!

Rafael Cherem disse...

É preocupante a desconexão do Bolsonaro com a realidade. Agora, a oposição tem que fazer mais que ironia no twitter como o sem - voto do Haddad, é preciso RUA, o tempo todo, é preciso greve geral, enfim, é luta.

Anônimo disse...

Primeiramente, possessão só demoníaca, aprende a escrever antes de passar vergonha na internet. Beijos

Anônimo disse...

Rock, fale por você. Saia do armário e procure o cara rico com carrão, quem sabe a sua carência diminuiu. No meu entorno, a maioria dos casais nem carro tem e as contas são divididas proporcionalmente ao que cada um ganha. Que complexo de pinto pequeno e mania de chamar toda mulher de interesseira, meu querido, para atuar tipos como você, certeza que só com dinheiro para algumas. A questão do feminismo é dizer que nem por dinheiro mulher merece ficar com inseguros, paranoicos e medíocres.

Anônimo disse...

Lola, uma coisa importante: a censura aos órgãos de combate à corrupção já começou, hora de denunciar Bolsonaro como o corrupto que ele é (e covarde, mas até aí, nenhuma novidade): https://www.revistaforum.com.br/bolsonaro-impoe-censura-ao-coaf-e-proibe-servidores-e-ate-presidente-do-orgao-de-comentar-processos/

Ana disse...

Exatamente! Um teatro todo montado! E muita gente vindo exatamente com esse discurso “viu como ele não é machista”!!
As pessoas estão virando marionetes e o pior estão ajudando o sistema a atar os nós em seu próprio corpo! Estão ajudando os caras a montar a forca!

Anônimo disse...

Maria do Rosário é autora da lei que regulamentou a PROFISSÃO de tradutor e intérprete em Libras. A regulamentação da Libras ocorreu em 2002, antes sequer da Maria do Rosário ser deputada federal, já que ela entrou só em 2003. ��


Pessoal que durante as eleições tentou a todo custo colar a imagem que o Bolsonaro odiava as mulheres, "ele não", "mulheres contra Bolsonaro"... tá fazendo malabarismos para não ter que engolir o protagonismo da primeira dama na cerimônia de posse.

Sergio Costa disse...

Cabe ao governo eleito iniciar o amplo processo de reestruturação sócio-econômica do país, o povo almeja melhorias significativas na geração de emprego, bem como na resolução dos problemas direcionados à segurança pública.
Conquanto à oposição, caso queira agir como tal, jamais deve ser tomada por excesso de rivalidade ideológica, política e social na conjectura do atual cenário,caso contrário o próprio povo ansioso por melhorias tratará de repelir às possibilidades política-eleitoral de qualquer partido da esquerda nos próximos 10 anos.
A essência social do povo brasileiro não é ideológica, essa nação gloriosa é impulsionada pelos sentimentos políticos-sociais e pela sua concretização, notadamente alguns setores ideologizados conseguem se aproximar do povo, tendo em vista o seu amplo conservadorismo,conquanto tal nação é capaz de ovacionar políticos (a) de extremos opostos.
Sou brasileiro antes de ser da direita, portanto não estou apto à servidão sócio-política. O mesmo sentimento social certamente tornaria à esquerda mais forte.

Anônimo disse...

BolsoNero colocará fogo no Brasil e nos brasileiros ousados questionadores, fora eles tem os BolsoNeros filhos, a corja puxa saco que o segue, alguns para se manter no poder e seus dementes psicóticos seguidores a migrar para a mídia social GAB(a mesma é um antro de misoginia, homofobia, demência, virulência) com a desculpa de "liberdade de expressão", conta outra, pois por lá com a benção do BolsoNero vão formar uma milícia armada e fazerem igual ou pior do que o Wellington no massacre do Realengo, concretizar muito do que o Marcelo que está preso mencionou, portanto é melhor manter a atenção, pois estes tipos quando ficam em silêncio são mais perigosos, depois do massacre do Realengo muitos acharam que o sumiço ou fechamento de blogs misóginos e de conteúdo violento encarados como masculinistas estavam receosos, mas não, muito pelo contrário, pois só estavam a se reorganizar e olha o resultado: BolsoNero e BolsoNeros filhos eleitos.

Anônimo disse...

Não há mal nenhum em se admirar uma mulher por ser bonita, simpática e espirituosa como é o caso de nossa Primeira Dama.

Kaz Monster disse...

Lá vamos nós explicar pro coleguinha:
Possessão; Do latim possessio

Substantivo feminino,

Ação ou consequência de possuir.
Determinada coisa que se possui - objeto possuído

MVR disse...

Faltou corrigir também a parte que diz que "ele não é meu presidente".

Se ele não for, então você não poderá cobrar nada dele ou de sua gestão.

Você (assim como tantos outros) podem critica-lo sem negar a verdade do fato: Bolsonaro foi eleito presidente do Brasil e, portanto, é o presidente de todos os brasileiros.

MVR disse...

Corretíssimo. Não existe imposição alguma da sociedade, aliás, se tiver, é contra os homens - existe muito mais pressão sobre eles na questão profissional e financeira.

Mulheres mais novas, pelo menos aqui no Brasil, escolhem casar com homens mais velhos por suas próprias convicções.

titia disse...

A mascuzada voltou aqui pra chorar... eles realmente acham que vão enganar a gente com essa farsa patética que a terceira dama protagonizou, que vamos achar que eles são mesmo coitadinhos oprimidos e vamos voltar a ser seus capachos e substitutas das suas mamães... só esperando eles chegarem aqui chorando o dobro quando enfim perceberem que vão ter que aprender a limpar a própria bunda.

Cassianne Campos disse...

Temos que nos manter atentas mesmo, muita distração vem por aí. A ministra Damares é uma delas.

Anônimo disse...

Não concordo. Ghiraldelli sim é um machista. Os outros são muito bons.

Anônimo disse...

Essa primeira dama é incrível... Contou pontos pra mim esse discurso dela.

MVR disse...

TITIA, por favor. Se há alguém chorando, são os perdedores e perdedoras. Votei em Bolsonaro no 2º turno pois, como muitos, fui afetado (não apenas no bolso) pela crise gerada pelos governos petistas.

Pedi a cabeça de Dilma.
Pedi a cabeça de Temer.
E se Bolsonaro for pelo mesmo caminho, pedirei sua cabeça também.

Agora, há que colocar um fim nesse chororô de vocês. A maioria das mulheres que conheço também votou pela mudança e celebrou a vitória de um candidato de direita, com a mesma justificativa de que os de esquerda só fizeram mal a nosso povo, inclusive às minorias que diziam defender. E isso está longe de ser simples anedota, pois Bolsonaro liderou entre as mulheres durante a corrida eleitoral.

Enfim. Ele é teu presidente (se você for brasileira) e meu também. Se você acha que não, então não pode cobrar nada dele. E nem pedir seu impeachment. Seria como os brasileiros pedindo o impeachment de Trump nos EUA.

titia disse...

A carapuça coube direitinho no mascu aí em cima, hein? O problema é que eles sabem que não podem nos enganar, nos calar, nem nos fazer voltar a ser amélias inofensivas. Estão apavorados porque o mico deles ganhou e nada mudou na vida deles, as mulheres continuam cagando pra eles, o que eles querem e o que pensam. E o nível de infantilidade deles é tamanho que ficam aqui tecendo elogios e falando mentiras sobre a terceira dama na esperança de que queiramos todas ser como ela, tipo criança tentando fazer inveja ao amiguinho. Só esperando o choro deles quando a mandioca entrar e a resposta das mulheres for chutar ainda mais pra dentro...

Anônimo disse...

A Michele Bolsonaro é uma mulata linda.

Ana Kairalla disse...

Dom Quixote tinha nobreza de caráter. Bem diferente do Bozo...

Ana Kairalla disse...

O termo "subversivo" me remete a 1964. Ditadura Militar. DOPS. A vocês também?

Ana Kairalla disse...

Observaram que muitos falam em "calar" as feministas? Calar por quê? Isso de "cale-se" é coisa de ditadura militar, né não?

João Antonio Alves Martins disse...

12:48

A regulamentação foi feita em 2010. Através da LEI Nº 12.319, DE 1º DE SETEMBRO DE 2010. Procura no planalto.gov.

A 1ª Dama é tao protagonista que ficou calada quando leis a respeito de deficientes auditivos estavam em cheque.