quinta-feira, 13 de outubro de 2016

GUEST POST: ESCOLHA DA MULHER MARAVILHA PELA ONU NÃO É NENHUMA MARAVILHA

A ONU anunciou que sua nova campanha para empoderar meninas e mulheres será encabeçada pela Mulher Maravilha.
A musicista Sofia Pereira graciosamente aceitou escrever um guest post sobre isso:

Fiquei sabendo hoje da escolha da Mulher Maravilha, pela ONU, para ser embaixadora do empoderamento feminino. É tanta coisa errada junto que é difícil saber por onde começar.
É uma pena que não existam mulheres reais, empoderadas o suficiente para este papel, não é mesmo? Não existem políticas, presidentas de esquerda e até de direita, artistas, ativistas, feministas. Melhor mesmo é escolher uma mulher fictícia para representá-lo. É bom que as mulheres continuem se espelhando em ideais, em conceitos inatingíveis. Superpoderes, a começar.
Empoderamento é, também, ser branca. Ajuda muito você usar bem pouca roupa, decote, collant cavado, depilação geral e íntima sempre em dia, tal qual uma pré-pubescente. Se sua roupa representar a bandeira estadunidense, você está no caminho certo. Ser norte-americana é um must -- ou se curvar aos valores dos EUA, para as pobres sem sorte de todo o resto do mundo. E sempre de salto alto, porque empoderamento é ser elegante até lutando contra o crime.
É ainda bem curioso o fato de que essa notícia vem bem perto da recente afirmação, da DC, de que na realidade a Mulher Maravilha é lésbica. Incrível como os homens ligam para as lésbicas, né? Uma mulher lésbica, com chicote, criada por homens, para um público de homens. Com certeza é empatia, qualquer semelhança com canais de pornografia é decerto mera coincidência. Seria muita mania de perseguição.
A história da Mulher Maravilha é bem complexa e passou por vários criadores. Aqui tem um resumo e análises bem legais, que lembra também que a revista feminista Ms. colocou a heroína em sua capa de 1972, chegando até a indicá-la para presidenta dos EUA. Basicamente, o primeiro criador da Mulher Maravilha, nos anos 1940, tinha a ideia de que o feminismo era sobre superioridade feminina, e não igualdade entre gêneros.
Depois de sua morte, outros criadores resolveram ser mais "realistas" e colocá-la em seu lugar -- em torno de um homem. A discussão sobre Mulher Maravilha ser realmente feminista ou ser só um fetiche machista é longa e antiga. 
Mas a ONU, ao escolher uma personagem com esses atributos, criada por homens, para homens, é um tapa na cara de todas as mulheres do mundo (ou pelo menos as não nascidas nos EUA) e, novamente, tenta nos colocar no lugar -- naquele que o patriarcado quer.
Um adendo: creio que se quisessem eleger um ícone -- e não um papel de embaixadora -- para representar o empoderamento com uma personagem popular e fictícia, eu ficaria com Jessica Jones -- do seriado mesmo, escrito por uma mulher, Melissa Rosenberg. É uma mulher com força extrema e que ainda assim foi vítima de abuso. O fato de ser vítima do controle masculino (seu algoz, um branco, controla mentes e fica loucamente obcecado por ela) convive com sua força extrema e isso representa bastante a mulher, ao meu ver. 
Sua trajetória é de enfrentar seu abusador e conseguir puni-lo. Como também ocorre num quadrinho super legal da Índia que pôs em foco mulheres vítimas de ataques de ácido (problema sério no país) e de estupro coletivo. Elas são as heroínas.
Então, mesmo no universo fictício, a ONU mandou mal.

72 comentários:

Marcelo Pereira disse...

Excelente texto, mas tenho que propor uma correção: O que a DC anunciou oficialmente é que a Mulher Maravilha é "Queer", que pelo que eu entendi significa "sem preferência de gênero na hora do sexo". Queers também gostam de homens, enquanto lésbicas só gostam de mulher.

Anônimo disse...

Homens são totalmente asquerosos, sujos, sem nenhuma empatia, são as criaturas mais cruéis do planeta: http://www.metropoles.com/mundo/homem-e-preso-por-estuprar-filha-enteada-cachorro-e-galinhas

Anônimo disse...

Igualdade de Gênero Igualdade de Gênero Igualdade de Gênero Igualdade de Gênero Igualdade de Gênero Igualdade de Gênero Igualdade de Gênero Igualdade de Gênero Igualdade de Gênero Igualdade de Gênero Igualdade de Gênero Igualdade de Gênero Igualdade de Gênero Igualdade de Gênero Igualdade de Gênero Igualdade de Gênero Igualdade de Gênero Igualdade de Gênero Igualdade de Gênero Igualdade de Gênero

Anônimo disse...

O mundo Geek esta sendo dominado pela esquerda e pelo feminismo. Mulher Maravilha lésbica faz parta da agenda feminista anti heterossexualidade. isto sem falar na marvel forçando personagens a serem gays quando nunca o foram em sua criação (Homem de gelo, Wolverine, hercules)) E matando personagens masculinos os substituindo por versões femininas(Thor, Wolverine, Homem de ferro) ou então mudando a etnia dos personagens( Nick Fury, Miss Marvel etc.) vão fazer uma Tempestade branca ou um Blade branco para verem? ou então Um Jhon Glay, ou Um Viuvo Negro, um Homem Maravilha para verem o mimimi.

Anônimo disse...

Eu discordo do post, acho que a Mulher Maravilha e um simbolo e tanto de desconstrução de cultura Pop machista, e o fato de ele ser lésbica agora e um fator poderoso de posicionamento e emancipação feminina. E um ataque direto a cultura nerd masculina que e nojenta e machista.

Anônimo disse...

Sei lá, antes a mulher maravilha (ou qualquer personagem), que uma Thacher da vida. Por mim, podia ser a Mafalda.

leonardo neves disse...

1. Que diabos é empoderamento?

2. Mulher Maravilha é uma personagem muito legal e tem apelo mundial. A crítica apresentada no texto parecer nascer daquela vontade de polemizar o impolemizável, que é inata aos chatos.

3. Anônimo 12:39, o mundo muda e os personagens seguem o mesmo compasso, nada mais natural. Isso é ainda mais nítido nos quadrinhos, tipo de arte que sempre buscou nos conflitos e mudanças sociais os elementos para construção de mundos de fantasia. Sei que para quem é fã mesmo de algum personagem ou arco clássico de alguma história isso é horrível, mas não tem como fugir.

Anônimo disse...

Off topic:

Vocês viram essa notícia, achei muito interessante:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/10/a-cidade-mexicana-onde-as-mulheres-expulsaram-policiais-politicos-e-traficantes.html

Anônimo disse...

Alguma dúvida que o anon das 12:36 é o mesmo das 12:39?

Anônimo disse...

Mulher Maravilha foi declarada bissexual, e não lésbica. Ela é grega, e não americana. E ela não usa um chicote, talvez vocês tenham confundido com a Mulher Gato.

Leonardo Vieira disse...

Como feminista reclamam de tudo cara impressiona-te, se não for exatamente do jeito delas, pronto o mundo acabou. Se não gostaram da escolha paciência, a vida e assim nem tudo sai do nosso agrado. e qual e problema de ser americana?

E concordo como o anônimo 12:39, esse onda de querer transforma personagens tão conhecidos por todos em feministas,gays e lésbicas esta ficando deplorável. Querem representar essas pessoas, criem novos heróis e não fiquem acabando com a simbologia dos existentes.

Anônimo disse...

Como vocês mesmos - reaças - costumam dizer: chora mais. E chora mesmo que a tendência é só piorar para vocês.

Anônimo disse...

Exagero, ela é um personagem icônico feminista, com valores em consonância com o mundo moderno, sim já foi retratada até como secretaria da Liga Da Justiça mas isso mudou. Choradeira idiota.

Anônimo disse...

Achei legal a "brincadeira" no fim do post.
Se eu fosse escolher uma personagem fictícia para simbolizar o empoderamento feminino para as meninas do mundo todo, sem sombra de dúvidas eu escolheria a Hermione Granger, amiga do Harry Potter.

E vcs?

Alícia

Anônimo disse...

Chora mais você também.

Anônimo disse...

Falou besteira! Na verdade isso acontece contra os homossexuais, muitos escritos como homo são botados como heteros.

B. disse...

Hoje vai chover, pq achei o texto a tentativa de "polemizar o impolemizável". Se o ícone fosse uma mulher ultra-conservadora, entenderia. Mas Mulher Maravilha?

Outra: pq insistem que pra ser ícone do feminismo tem que ser de esquerda? O socialismo foi "muito" bom pras mulheres, pode crer.

titia disse...


Imagino que a Mulher Maravilha foi escolhida mais por ser mundialmente conhecida do que por qualquer outra coisa. Vá pro interior mais fudido do Brasil ou do Iraque e as pessoas provavelmente sabem quem é a Mulher Maravilha, ou tem alguma noção do que ela representa. Jessica Jones por outro lado é inacessível a quem não tem internet e Netflix. Eu mesma assisti Liga da Justiça a minha infância inteira mas nunca vi um episódio de Jessica Jones. De qualquer forma questionar faz bem.

12:39 como assim "forçando personagens a serem gays"? Meu amigo, olha: personagens de quadrinhos NÃO EXISTEM filho. Eles não são pessoas reais, são frutos da imaginação de quem os criou e trabalha com eles - por conseguinte, esses personagens podem ser o que os autores bem quiserem. Eles não tem consciência nem vontade própria pra serem forçados a nada. Favor checar com seu fornecedor se os cogumelos do seu chazinho vem puros ou se estão sendo misturados com chumbo.

Anônimo disse...

Passei a simpatizar com a personagem só por causa do filme do Batman vs. Superman. É inegável que ela ficou mais famosa depois dessa participação (a única coisa que valeu no filme, e o apelo na escolha da ONU é imenso.

O que me incomoda mesmo é justamente o fato dela ser ficcional, é triste ver que não pensam em mulheres reais só pra ter atenção da mídia.

Valéria Fernandes disse...

Olha, há uma série de problemas neste texto, muitos mesmo. A começar, a Mulher Maravilha não foi declarada lésbica, mas várias pessoas já esclareceram isso antes. Ela é, segundo o atual responsável pela revista da heroína (*porque passa de mão em mão*), bissexual. Outra coisa, ela não usa chicote, ela usa um laço; não foi criada para homens, pois todo mundo lia quadrinhos nos EUA dos anos 1940. Daí, a revista Ms. ter trazido a heroína - as mulheres que cresceram lendo a MM a consideravam assim - na sua capa e ter gerado uma onda de cartas para a DC quando tiraram os poderes e o uniforme da heroína em uma das reinvenções da DC. Mas é coisa demais para pontuar, eu sugeriria fontes mais confiáveis. Há trabalhos acadêmicos sobre a MM, livros como o das feministas Trina Robbins e Lilian Robinson, a dissertação de mestrado da Prof.ª Natania Nogueira (http://www.academia.edu/12413598/AS_REPRESENTA%C3%87%C3%95ES_FEMININAS_NAS_HIST%C3%93RIAS_EM_QUADRINHOS_NORTE-AMERICANAS_JUNE_TARP%C3%89_MILLS_E_SUA_MISS_FURY_1941_1952_). Nunca é tarde para repensar certas coisas e corrigir o que efetivamente está errado.

Não vi nada demais na escolha da Mulher Maravilha pela ONU, agora, é preciso ser muito mente fechada para não perceber o apelo simbólico de uma super-heroína, que se não foi a primeira, mas foi a primeira a ter sua revista própria inclusive, endossada pela Ms., e segue forte 75 anos depois, como algo que tenha apelo para o empoderamento das meninas.

Rodrigo Almeida disse...

Nada demais a mulher maravilha sentir atração por mulheres, até pq ela viveu numa sociedade basicamente só com mulheres. E sobre a autora criticar a personagem, aposto q nunca deve ter lido uma história dela e só olhou por cima no wikipédia.

Anônimo disse...

Achei voce chato.Ela está distante das demais assim como o tio sam.

Catarina,a grande

Anônimo disse...

Bisexual né?! Então me digam se uma mulher for realmente bi, então ela pode escolher, e porque escolheria o pior é nada satisfatório sexo com homens em vem do melhor é orgasmos garantido sexo com mulheres?

Ely Liska disse...

Bah, Lola, a Sofia tentou, mas não foi um guest post muito acertado na crítica. Pareceu forçado inclusive, quase pessoal, ao invés de ser algo imparcial e verdadeiramente crítico (que faz pensar sobre, não "bate por bater"). No mais, sei que não é necessariamente a tua opinião, bem como a Sofia não está errada ou certa, é só a forma como ela enxerga a situação abordada.

Abraço.

Anônimo disse...

Então você concorda que a sexualização feminina no patriarcado e socialmente construída, e que nos é imposta uma heterossexualidade compulsória.

Eder Souza Mendes disse...

Desculpe fugir do assunto mas por algum acaso a Valéria Fernandes que comentou aqui seria a mesma que fazia matérias para a revista Neo Tokyo? Se for eu gostaria de agradecer pela excelente matéria sobre Azumanga Daioh, esse anime mudou de forma drástica e para melhor a minha forma de ver animes e mangás . Graças a esta série eu percebi que animes e mangás são muito mais do que batalhas intermináveis e traços ultra detalhados. Que uma história simples sobre o cotidiano comum pode ser tão boa quanto uma cheia de reviravoltas e batalhas e tudo mais. Fora que não importa o quão ruim possa ter sido o dia é só eu assistir alguns episódios dessa série que eu me recuperei dos meus problemas . De qualquer forma muitíssimo obrigado. Agora entrando no assunto da Mulher Maravilha, honestamente acho errado desmerece-la por conta dela vestir uma roupa bastante reveladora. Ela é bastante durona e independente, bom pelo menos na série animada da Liga da Justiça ( admito que sou um bocado desinformado sobre quadrinhos)

Anônimo disse...

Não consegui achar a fonte para confirmar, mas já li essa história em vários lugares (inclusive publicações impressas), e talvez ajude a entender por que a vida afetiva da Mulher Maravilha gera tanta controvérsia.

Certa vez fizeram uma pesquisa com o público da Mulher Maravilha, leitores e leitoras, pra saber se ela deveria ter um namorado. A resposta foi NÃO.

Perguntaram, então, se queriam que ela se assumisse lésbica e tivesse uma namorada; a resposta foi NÃO.

Então perguntaram se ela deveria sair pegando todo mundo, trocando de parceiros(as) e ficando, sem se comprometer com ninguém; responderam que NÃO.

Aí só restou perguntar se o público queria que ela fosse casta, celibatária, não se relacionasse afetiva e sexualmente com ninguém. A resposta, outra vez, foi NÃO.

Fãs de quadrinhos podem ser pessoas muito estranhas. Já desisti de tentar entender a cabeça desse povo.

Anônimo disse...

Em uma animação da liga da justiça sem limites, dialogo entre Mulher maravilha e Mulher gavião:

M.G. "_ Quem quer viver em um mundo sem homens/"

M.M."_ Eles não podem ser tão essenciais assim na sua vida?!"

M.G"_Não critique antes de experimentar princesa"

Anônimo disse...

Uma coisa é preferir outro personagem , outra foi esse ataque ridículo e grosseiro contra a personagem da mulher-maravilha apenas porque ela não está 100% dentro do padrão da agenda feminista desses partidos políticos que idolatram a Coreia do Norte e derivados.

Anónimo disse...

Quanta bobagem :(

Valéria Fernandes disse...

Sou a Valéria Fernandes da NeoTokyo, sim, Eder. :)

Anônimo disse...

Excelente post, agora, precisava disso contra os EUA? A maioria das pessoas de esquerda tem fetiche com os americanos, isso sim. O país não é perfeito, nenhum no mundo é, têm seus enormes problemas, mas também possui suas qualidades. Agora, a maioria das pessoas de esquerda só fala nas mazelas americanas. Sério,esse pessoal necessita de terapia, porque isso é fetiche mesmo, e doentio.

Anônimo disse...

Sobre homens héteros adorar lésbicas, é um tema instigante. Pornô hétero é natural mulher transar com mulher. Mas homem com homem não pode. Como assim? Que estranho. Que incongruência. Como é fraca a masculinidade. Agora, percebo que é bacana para os homens héteros mulher transar com mulher, já quando a mulher é puramente lésbica, já há um problema. Para os héteros só é divertido mulher com mulher se eles poderem participar. Do contrário, não. Enfim, quase não se fala disso, mas dá um bom debate.

Anônimo disse...

Ei Lola Psiu?! Ja parou pra pensar que nesse exato momento, em algum lugar no mundo, uma tartaruga pode estar de ponta cabeça tentando se levantar? Você ja pensou nisso hoje?
Claro que não né, você só pensa em você!

Wellington Fernando disse...

A Mulher-Maravilha seria um ícone de empoderamento adequado para os anos 1940 ou 1950; mas para o século 21, não aceitaria nada menos que uma Margarida Maria Alves. Sem falar que essa personagem de quadrinhos criada por homens não é nada feminista. Nesse quesito, eu preferia as Meninas Superpoderosas.

Enfim, eu concordo com a crítica geral apresentada no guest post, só não concordo com alguns pormenores que são aquelas críticas típicas dos pós-modernxs que já deram o que tinha para dar. Aliás, a esquerda progressista precisa parar de brigar entre si e focar em pontos realmente fundamentais. Ontem mesmo discuti com um pós-moderno no Face que me xingou de "bolsominion da esquerda" por ter destruído várias mentiras que a mídia burguesa conta contra Joseph Stálin.

Sei lá, será que dá para chamar o Cunha para impichar essa nova "embaixadora" da ONU?

Mais um disse...

"Jessica Jones -- do seriado mesmo, escrito por uma mulher, Melissa Rosenberg. É uma mulher com força extrema e que ainda assim foi vítima de abuso. O fato de ser vítima do controle masculino (seu algoz, um branco, controla mentes e fica loucamente obcecado por ela) convive com sua força extrema e isso representa bastante a mulher, ao meu ver."

Curioso como as feministas chegam a achar MELHOR quando uma mulher é vítima de abuso.

Já a parte do "seu algoz, um branco" eu achei engraçada, se o estuprador fosse negão até dava pra relativizar um pouco!! HUE =D

Anônimo disse...

Sinto que a escolha da MM é mais democrática por ser uma personagem famosa, acessível e facilmente identificável, creio eu, no mundo todo. E se a intenção é ter apelo com meninas, desculpem, mas acho que uma política da atualidade (feito uma Merkel) não teria o mesmo apelo lúdico. Além disso, se a escolhida fosse JJ, seria bem elitista, já que mesmo aqui no Brasil, a personagem só é conhecida pela classe média e alta que tem netflix, ao passo que a MM era exibida na TV aberta na Liga da Justiça. Não acho uma escolha ruim, embora concorde que a questão da aparência perfeita, branca e padrão seja problemática. Mas ela é um símbolo, e acho que é um símbolo bem bacana.

donadio disse...

A caixa de comentários está cada vez mais pavorosa. Será que entrei no UOL por engano?

donadio disse...

"O país não é perfeito, nenhum no mundo é, têm seus enormes problemas, mas também possui suas qualidades."

Eles têm mil e uma qualidades, são verdadeiramente maravilhosos. Infelizmente, eles têm o defeito seríissimo de bombardear e invadir os outros, além de apoiar ditaduras as mais horrendas pelo mundo afora (como, por exemplo, aqui mesmo, de 1964 a 1985).

donadio disse...

"Como feminista reclamam de tudo cara impressiona-te, se não for exatamente do jeito delas, pronto o mundo acabou. Se não gostaram da escolha paciência, a vida e assim nem tudo sai do nosso agrado."

Sei. Então ninguém pode criticar absolutamente nada, não é, seu Leonardo?

Então, para aplicar o método Leonárdico de repressão à livre discussão, é impressionante como o Leonardo reclama de tudo. Se não for exatamente do jeito dele, pronto, o mundo acabou. Então, Leonardo, não gosta do blog, não gosta dos guest posts, não gosta dos comentários? Paciência, a vida é assim, nem tudo foi feito pra te agradar. E, já que pelo visto você não gosta do blog, que tal ir plantar batatas, uma atividade muito mais útil e interessante, aliás, em outro lugar?

titia disse...

02:09 olha aí, teu cogumelo tá vindo adulterado e pelo visto não é nem mais com chumbo, é com mercúrio. Melhor você sair do computador e ir pro mato colher seus cogumelos pessoalmente.

Anônimo disse...

implodam a ONU, esse órgão máximo da implementação do socialismo no mundo que visa efeminizar a sociedade.

Joao88 disse...

O texto diz que Jessica Jones foi escrita por uma mulher. Vale dizer que isso é verdade só para a série, a HQ foi escrita por Brian Michael Bendis.

Anônimo disse...

Concordo com as meninas super poderosas

Catarina,a grande

Ricardo disse...

"seu algoz, um branco,..."

E a vítima dele é o que?! Negra?!

Anônimo disse...

"O mundo Geek esta sendo dominado pela esquerda e pelo feminismo. Mulher Maravilha lésbica faz parta da agenda feminista anti heterossexualidade. isto sem falar na marvel forçando personagens a serem gays quando nunca o foram em sua criação (Homem de gelo, Wolverine, hercules)) E matando personagens masculinos os substituindo por versões femininas(Thor, Wolverine, Homem de ferro) ou então mudando a etnia dos personagens( Nick Fury, Miss Marvel etc.) vão fazer uma Tempestade branca ou um Blade branco para verem? ou então Um Jhon Glay, ou Um Viuvo Negro, um Homem Maravilha para verem o mimimi."


Quanto chororô, meu deus do céu. Tragam baldes para encher com as lágrimas do macho se revirando dando piti.

Mila disse...

A gente carece de exemplos e representatividade real, no entanto, pessoas são pessoas. Elas nunca vão ser perfeitas o suficiente, sempre serão questionadas se merecem ou não ocupar esse lugar.

Em relação ao texto, eu sempre vi a MM como um símbolo de empoderamento feminino, especialmente por causa de suas origens (ela não é americana, vale lembrar), obviamente vez ou outra usada para fetiche masculino. Mas ainda assim, se voltarmos às HQs, poucas personagens femininas atingiram esse grau de representatividade feminina no mundo nerd, e isso estamos falando de 40, 50 anos atrás.
Também concordo com o que foi falado sobre representatividade mundial. Não desmerecendo a Jessica Jones, mas a MM é conhecida através de gerações por todas as faixas etárias e níveis sociais. Não seria um recorte muito drástico a gente elencar uma personagem disponível para os assinantes da Netflix e de uma determinada faixa etária.

Quanto ao chororô da machaiada do mundo geek: está claro que vocês nunca entenderam os comics que leem. Porque olha só, a maioria das alcunhas dos heróis não está vinculada diretamente aos seus alter-ego. Vocês se lembram que qualquer um que for merecedor será o Thor? E o mesmo se aplica a outros heróis de HQ. O único segmento que eu consigo observar o qual a identidade secreta é inseparável da vida civil são os X Men.
A não-vinculação do herói a sua identidade civil garante, por exemplo, que não sejam precisos dar noventa mil reboots na história. Na maioria dos casos, o herói é mais importante do que o civil por trás dele. Essa é a simbologia.

Anônimo disse...

Mulher Maravilha nunca foi símbolo pra mim, nunca me identifiquei com o uniforme reduzido nem com as "cores americanas" nem com as imagens da bela mulher da série antiga que sempre mostravam na tv.

Mas, como disseram, ela é conhecida em (quase) todos os lugares, e a participação recente em BvS fez com que a personagem apresentasse mais força e determinação do que a sensualidade que sempre foi atribuída a ela. Os tempos estão mudando, as heroínas também, e acho que isso pode ser algo positivo.

Anônimo disse...

A melhor Mulher Maravilha de todos os tempos era na fase desenhada pelo brasileiro Mike Deodato Jr.https://www.google.com.br/search?q=mulher+maravilha+de+mike+deodato+Jr.&espv=2&biw=1360&bih=638&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwi_6-r4u9rPAhUDUJAKHYTbBkgQ_AUIBigB

Alias desenhistas brasileiros fazem muito sucesso na industria americana(Deodato,Edf banes, Roger Cruz, Adriano Batista e muitos outros), porem ultimamente estão sendo caçados pela militância feminista estadunidense por segundo elas "desenhar as personagens as objetificando"

Anônimo disse...

03:49 ô retardado, ng acha melhor uma mulher ter sido vítima de abuso, e sim q essa característica (na ficção) torna a personagem mais humana e mais próxima da infeliz realidade, q é muito alta, diga-se de passagem; e não meu querido, nenhuma feminista vai relativizar nada, ao contrário de vcs, omens, q basta o criminoso ser branco e omen, q pronto... Esse papel de relativização quem faz são vcs, e muito bem por sinal

Já eu, não tenho nada contra a Mulher Maravilha, a não ser o fato dela ser muito fetichizada em inúmeras ocasiões, mas de certa forma eu admiro a "misandria" dela. Só acho q ONU deveria ter eleito uma mulher real pra ser embaixadora, escolher uma personagem fictícia, por melhor ou pior q ela seja, é muita 'tiração' com a nossa cara

Anônimo disse...

"não foi criada para homens, pois todo mundo lia quadrinhos nos EUA dos anos 1940"

Mmmm, será? então pq não tem super-heróis masculinos, o superomen, por exemplo, vestido só com a cueca q ela usa por cima, e de preferência, com as partes traseiras e dianteiras bem delineadas e demarcadas na mesma profusão q a Mulher Maravilha?

"não foi criada para homens", faz me rir, kkk, a senhora é muito ingênua mesmo

"Ela é grega, e não americana" - outro q não sei se é burrinho ou se é cínico mesmo; pq nossa... q greguda, nem parece q usa as cores e os símbolos nacionais dos EUA na pseudo-armadura de sexy shop q ela usa, puto q fugiu, vcs se fazem de besta mesmo, só podem

E quanto ao 12:39, só digo uma coisa bem lacônica pra vc, q aliás, aprendi com os da sua estirpe q só sabem resmungar isso: CHORAAAAAAAA MAISSSSSSS
__________

"Falou besteira! Na verdade isso acontece contra os homossexuais, muitos escritos como homo são botados como toléteros."

"como assim "forçando personagens a serem gays"? Meu amigo, olha: personagens de quadrinhos NÃO EXISTEM filho. Eles não são pessoas reais, são frutos da imaginação de quem os criou e trabalha com eles - por conseguinte, esses personagens podem ser o que os autores bem quiserem. Eles não tem consciência nem vontade própria pra serem forçados a nada. Favor checar com seu fornecedor se os cogumelos do seu chazinho vem puros ou se estão sendo misturados com chumbo."

Faço minhas estas belas e sábias palavras

Anônimo disse...

11:13, nossa q dó deles, monta uma fábrica e dê emprego pra eles, coitados, tão perseguidos

Anônimo disse...

"Quanto ao chororô da machaiada do mundo geek: está claro que vocês nunca entenderam os comics que leem. Porque olha só, a maioria das alcunhas dos heróis não está vinculada diretamente aos seus alter-ego. Vocês se lembram que qualquer um que for merecedor será o Thor? E o mesmo se aplica a outros heróis de HQ. O único segmento que eu consigo observar o qual a identidade secreta é inseparável da vida civil são os X Men.
A não-vinculação do herói a sua identidade civil garante, por exemplo, que não sejam precisos dar noventa mil reboots na história. Na maioria dos casos, o herói é mais importante do que o civil por trás dele. Essa é a simbologia."

FALOU TUDO

Anônimo disse...

eleger uma ficção pra ser embaixadora de alguma causa, faz tanto sentido quanto ter dado o nobel de literatura pro bob dylan

Espetaculização total dos movimentos e ativismos, só pra gerar burburinho e fazer com q não sejamos levadas à sério

Anônimo disse...

Que coisa mais chata isso de "chora mais" aqui e ali, povo parece que está discutindo na 5ª série

Anônimo disse...

Mulher Maravilha, sucessora natural da poetisa Safo, a maior grega q vc respeita

Hugo disse...

Ficou faltando falar que dos anos 40 aos 70 a Mulher Maravilha tinha uma fraqueza, no mínimo ridícula, ela perdia os seus super poderes se tivesse suas mãos amarradas por um homem. Só acontecia se fosse por um homem. Isso acabou nos anos 80 quando a DC percebeu que isso pegava mal para eles.
http://trincheiranerd.blogspot.com.br/2014/04/as-5-fraquezas-mais-ridiculas-dos-super.html?m=1

Eder Souza Mendes disse...

Muitíssimo obrigado de coração

Anônimo disse...

O que não falta na história da Mulher Maravilha são situações de abuso, inclusive sexual. Ajuda na empatia, Lola?

Anônimo disse...

Mulheres reais são um problema porque elas podem esconder segredos obscuros. Quando se revira a biografia de Simone Beauvoir se descobre uma canalha que aliciava novinhas para amigos ricos e velhos. A ícone feminista da ficção científica Marion Zimmer Bradley abusava da filha. Olhando para as assessorias de mulheres poderosas como Merkel e Dilma não vemos um gabinete cheio de mulheres. Quando aparece uma mulher inteligente, poderosa, negra e com o bônus de ser bonita temos o fato de que metade do mundo odeia a Republicana Condolezza Rice. É melhor mesmo usar uma figura fictícia.

donadio disse...

"Mulheres reais são um problema porque elas podem esconder segredos obscuros. Quando se revira a biografia de Simone Beauvoir se descobre uma canalha que aliciava novinhas para amigos ricos e velhos. A ícone feminista da ficção científica Marion Zimmer Bradley abusava da filha. Olhando para as assessorias de mulheres poderosas como Merkel e Dilma não vemos um gabinete cheio de mulheres. Quando aparece uma mulher inteligente, poderosa, negra e com o bônus de ser bonita temos o fato de que metade do mundo odeia a Republicana Condolezza Rice. É melhor mesmo usar uma figura fictícia."

O problema é que embaixadores, ou embaixadoras, precisam ser pessoas de carne e osso. Como é que a Mulher Maravilha vai se reunir com o primeiro-ministro da Indonésia ou com o presidente de Portugal?

Acho que ninguém espera perfeição de embaixadores. O Ronaldo Fenômeno foi "embaixador" da ONU, apesar de ser um idiota comprovado. Fazer o quê, a nossa sociedade é composta de seres humanos, não de super-heróis.

E o perigo de tentar fazer a Mulher Maravilha efetivamente emitir opiniões a respeito de política e direitos das mulheres é que para isso precisa ter algumas pessoas agindo sob o pretexto da Mulher Maravilha. E essas pessoas, como a Mulher Maravilha é propriedade intelectual de uma empresa, tenderão a expressar a opinião dessa empresa, ou dos seus proprietários - os quais são provavelmente todos homens, e nunca foram particularmente notados por algum tipo de preocupação como os direitos das mulheres.

Então melhor uma mulher de verdade, como a Malala ou a Rowling, para dar só dois exemplos possíveis entre dezenas de milhares de mulheres que poderiam exercer essa função bem melhor do que uma personagem fictícia/marca comercial.

Anônimo disse...

Pelamor, né, 12:39... Hollywood nunca fez white washing, né? Coloca Katnyss branca e reaça nem pisca, "foi pelo talento". Escala uma Hermione negra e reaça perde a cabeça, "ain, mundo tá chato, politicamente correto, mimimi"

Anônimo disse...

Mulher Maravilha não usa chicote? Acho que alguém tem que rever a tentativa de argumento de autoridade...

Anônimo disse...

Meu filho de três anos gosta muito de super herois e eu resolvi comprar uma Mulher Maravilha para ele. O objetivo era ele ver que também existem mulheres heroínas. Entretanto eu havia me esquecido que ela é uma heroína feita para agradar os homens. A primeira coisa que meu filho perguntou foi "Por que ela está sem calça?". Eu disse que estava de maiô, porque ela gosta muito de nadar. E ele: "Mas ela nada com essas botas?"...

Valéria Fernandes disse...

Para quem acredita que a Mulher Maravilha usa chicote, quais são as suas fontes? As minhas eu apontei, inclusive uma dissertação de mestrado. Agora, se o anônimo (*sim, sempre assim*) acredita que o laço da verdade é um chicote, ou viu alguma ilustração da MM com um chicote em alguma história específica, ou alguma ilustração apócrifa, bem, fazer o quê?

Para quem incomoda o maiô da MM, e, claro, uniformes de heróis são um problema. Ela teve muitos, o primeiro era uma saia calça bem abaixo do meio das coxas. Ah, e o Robin não tinha meia calça visível no seu primeiro uniforme, eram pernas nuas também. Uma amostra dos uniformes: https://br.pinterest.com/pin/341640321704965093/

Anônimo disse...

Sabiam que mesmo quando as mulheres já podiam frequentar a faculdade,elas tinham que preencher apenas 1/3 das vagas porque o resto tinha que ser para os homens? Isso aconteceu nas principais universidades inglesas e em algumas americanas, somente nos anos 70 que foi aprovada uma lei que proibia a cota para homens que isso acabou. E, coincidentemente, foi quando as mulheres começaram a ser maioria nas universidades, por mérito próprio.

Anônimo disse...

A fraqueza da Mulher Maravilha, se não me engano, é ser amarrada, especificamente por um homem. Não estou brincando.

Bianca Lima disse...

Parabéns " Sofia Pereira "! Ótimo texto. Continue a escrever.

Anônimo disse...

Exatamente como todas as outras superpotências do mundo, em toda a história, e que muitos países pequenos tentaram fazer, mas foram impedidos justamente pela falta de poder. Excesso de poder nas mãos de uma instituição como o governo dá nisso

João Paulo Duarte da Silva disse...

Eu acho que há mais má vontade do que argumentação coerente nesse texto.
Primeiro que mulheres da vida real são maravilhosas, mas a Mulher Maravilha é um ícone acessível, de fácil identificação, e com um conceito de aplicabilidade fantástico na vida real.
Exemplo? Ano passado, uma mulher negra dos EUA foi protestar sobre um tema de que não me recordo. Ela subiu num poste e tiraram várias fotos, cuja legenda nas redes sociais era "A Mulher Maravilha da vida real". Entendem porque a Mulher Maravilha transcende os quadrinhos?
Ao contrário da Jessica Jones, que é um pouco mais sombria, não é para garotas, e apesar de ser uma personagem que todo mundo admira, é uma personagem que nem todo mundo gostaria de ser.
Quanto ao uniforme, ela teve VÁRIOS, e esse maiô durou tanto quanto a calça cheia de estrelas, ou a saia comportada. Por fim, o uniforme agora é uma saia de guerreira, adequada à fase atual da personagem.
Acho ótimo o seu espírito questionador, mas uma pesquisa mais a fundo (ao invés de usar "impressões rápidas" para questionar 75 anos de legado) talvez te ajude a transformar verdadeiramente o mundo ao invés de apenas "causar".

PS. Uma frase dos últimos parágrafos, onde você sente necessidade de citar que o algoz da Jessica Jones é branco (como se isso fosse "adequado"), me deu nojo.

Anônimo disse...

"Então melhor uma mulher de verdade, como a Malala ou a Rowling, para dar só dois exemplos possíveis entre dezenas de milhares de mulheres que poderiam exercer essa função bem melhor do que uma personagem fictícia/marca comercial."

Concordo! Ou ícones até ainda mais "acessíveis" como Angelina Jolie ou Shakira, que fazem trabalhos sociais muito bacanas.

Anônimo disse...

Isso de "ah, eles não conhecem tal pessoa não sei onde" adianta de quê? Grandes coisas a Mulher Maravilha ser eleita, vai fazer algum discurso inspirador? Por que não levar uma mulher real a ser conhecida em lugares onde ela não é, em vez de usar uma imagem bacana que só vai ser isso, uma imagem? Alguém vai se sentir mais inspirada a enfrentar os problemas do cotidiano só porque pegaram uma personagem e agora disseram isso ou aquilo dela?