terça-feira, 31 de maio de 2016

É GRAVE! É GREVE!

Sim, estamos putas! Nós mulheres estamos revoltadas com o ódio contra nós, com a cultura do estupro, com a impunidade, com gente que encontra mil e uma maneiras de justificar a violência e culpar a vítima. 
Vários protestos lindos já aconteceram na semana passada, e há muitos outros marcados para amanhã, dia 1/6. Em algumas cidades do Brasil acontecerá o #PorTodasElas (Nós) (no Rio às 16h na Candelária; em SP às 16h no Masp; em BH às 17:30 na Pça. 7 de Setembro; em Fortaleza às 17h na Pça da Gentilândia; deve ter na sua cidade também). 
Marcha das Vadias de Recife no último
sábado protestou contra estupros
No dia 4, sábado, também há protestos agendados (como o Meu Corpo é Só Meu, em Fortaleza, às 9h, na Av. Beira Mar). Participe! É importante!
Outra ideia que começa a ganhar força é a #GreveDasMulheres. Leia este excelente texto para entender qual é a proposta. Ele foi escrito por Carmela Zigoni, antropóloga e ativista de direitos humanos, e Keyla Amorim, estudante de doutorado em Psicologia da UFRN. 
Uma greve de mulheres no Brasil?
Atônitas, indignadas, feridas, temos assistido à ofensiva de violência contra as mulheres no Brasil. As proporções da violência se tornaram insuportáveis e a impunidade não pode continuar.
O caso da adolescente estuprada por mais de 30 homens no Rio de Janeiro ganhou visibilidade na mídia e está gerando comoção nacional. As instituições policiais e de justiça, que deveriam proteger a adolescente e punir os agressores, já estão agindo para culpabilizar a vítima, mesmo com um vídeo chocante divulgado na internet.
Feministas protestam em Ruy Barbosa,
Bahia, contra o New Hit, em 2013
Não é fato inédito. Nem será o último. Não nos esqueçamos de Queimadas, da Banda New Hit (os culpados cumprem pena), do médico Roger Abdelmassih, liberado por Gilmar Mendes (estuprou dezenas, em seu consultório, foi condenado a 278 anos de prisão), da agressão à deputada Maria do Rosário, para quem o deputado Jair Bolsonaro disse “Jamais vou estuprar você porque você não merece” (não foi condenado nem por falta de decoro).
Não nos esqueçamos dos mais de 50 mil estupros por ano registrados no Brasil, sendo esse número subnotificado do universo das 527 mil tentativas de violência sexual (dados do IPEA) -- em casa, na rua, de dia, de noite, mulheres, meninas.
Por décadas, nós, mulheres brasileiras, temos lutado para garantir nossos direitos, organizando nosso tempo para o trabalho, a criação dos filhos, o trabalho doméstico e a participação na esfera pública. Por vezes, é exaustivo, mas seguimos em frente, pois é necessário.
Mulheres contra Cunha: vários
protestos em 2015
Nos últimos anos, foram centenas de marchas. Margaridas seguem marchando todo ano, mas a violência no campo não diminui. Em 2015, as Mulheres contra Cunha ocuparam as ruas contra o PL 5069/13 (“PL do Estupro”), que dificulta o atendimento às vítimas, mas Eduardo Cunha (PMDB) continua mandando e desmandando no país, sendo um dos principais articuladores da ofensiva contra a democracia que estamos vivendo. 
Tivemos, ainda, a emblemática Marcha de Mulheres Negras de 2015, contra o genocídio dos jovens negros, contra o fato de que são as mulheres negras as mais vulneráveis de todas nós.
Aos casos de estupro se somam ainda mortes decorrentes do aborto inseguro, violência obstétrica, epidemia de cesarianas, misoginia no tratamento do Estado em relação ao Zika vírus, morte recorde de transexuais, assassinato de crianças indígenas, discriminação contra mulheres quilombolas e de religiões de matriz africana.
NÃO ESTAMOS SEGURAS. NÃO ESTAMOS SENDO OUVIDAS.
Estamos sendo ridicularizadas por instituições públicas que deveriam proteger as mulheres. Basta lembrar que um estuprador confesso se reuniu com o Ministro da Educação na última semana.
O que podemos esperar de nosso presente e futuro, de nossas próprias vidas e das nossas filhas, mães, irmãs, amigas?
Temos algo do nosso lado: somos trabalhadoras. Contribuímos para a economia e para a sustentação da sociedade. E se parássemos, por um dia?
Em 1975, na Islândia, elas decidiram parar. No “Dia de folga das mulheres”, como ficou conhecido, 90% das mulheres do país decidiram demonstrar sua importância entrando em greve, parando o trabalho não só fora de casa, mas também se negando a realizar as tarefas domésticas. O resultado foi o alcance de direitos sociais e trabalhistas, e mais cargos em espaços de poder.
Uma greve de mulheres no Brasil seria possível? Alguns coletivos já têm feito essa convocação via redes sociais. Acreditamos que cada mulher, em cada lugar do país, todas unidas e se apoiando, poderia parar.
Seria fundamental contar com o apoio de movimentos organizados de mulheres, sindicatos, coletivos feministas, movimentos de mulheres negras, lésbicas, trans, mães pela igualdade, mães contra o genocídio de jovens negros, e também as organizações comprometidas com os direitos humanos.
A gente grita: "Homens, parem!". Mas eles não param.
Estamos cansadas. Mas não de lutar por nossos direitos.
Então, agora quem para somos nós. É grave! É greve!
‪#‎GreveDeMulheres‬ ‪#‎EstuproNuncaMais‬

78 comentários:

Mikaela T. disse...

Isso seria muito, muito épico, mas infelizmente aqui muitas mulheres são machistas também e provavelmente não adotariam a ideia. =(

Anônimo disse...

Uma greve feminina aos moldes islandeses, realmente, seria EXCELENTE, uma revolução q lembraria as sufragistas

Mas no Brasil, não sei não, é melhor esperar sentada, pq seria bom demais pra ser vdd

Anônimo disse...

"NÃO ESTAMOS SEGURAS. NÃO ESTAMOS SENDO OUVIDAS."

Dá uma ótima frase pra cartaz. Posso usar?

Anônimo disse...

O fato de uma mulher ser estuprada por 33 homens não prova que exista uma cultura do estupro no Brasil.Assim como os 53 mil homicídios por ano no Brasil não provam que exista uma cultura do homicídio no país.

Anônimo disse...

O fato de uma mulher ser estuprada por 33 homens PROVA que existe cultura do estupro no Brasil. Assim como os 53 mil homicídios por ano no Brasil tb provam que existe uma cultura da violência e do punitivismo no país.

B. disse...

"Por décadas, nós, mulheres brasileiras, temos lutado para garantir nossos direitos, organizando nosso tempo para o trabalho, a criação dos filhos, o trabalho doméstico e a participação na esfera pública. Por vezes, é exaustivo, mas seguimos em frente, pois é necessário."

O que é necessário é dedicar tempo para se mobilizar, espero que seja isso o que a autora tenha querido dizer. Isso de "é exaustiva a dupla jornada, mas é necessário" não é feminista. A gente tem que parar de se preocupar muito com a "manutenção do lar" e se mobilizar.

Anônimo disse...

Uma greve seria bom, mas infelizmente muitas mulheres brasileiras reproduzem o machismo e outras por verem como feministas assumidas são alvos de ofenças e difamações, acabam ficando com medo de se expôrem.

Anônimo disse...

"O fato de uma mulher ser estuprada por 33 homens PROVA que existe cultura do estupro no Brasil. Assim como os 53 mil homicídios por ano no Brasil tb provam que existe uma cultura da violência e do punitivismo no país."

Ah,claro.Somos um país de estupradores e assassinos.

Anônimo disse...

Falei pra minha esposa sobre essa ideia da greve e ela achou ótimo. Dei meu total apoio mas acabei lembrando que ela teria que ficar sozinha com as crianças já que a creche estaria fechada (praticamente todos os funcionários da creche são mulheres). Ela rapidamente mudou de ideia. :(

HeloInLove disse...

No meu trabalho creio que contaria com o apoio de 10% das mulheres. Uma tristeza. A princípio me parece mais fácil convencer um chefe da importância do movimento do que algumas colegas

Mikaela T. disse...

Lembrando que muitos desses homicídios estão ligados ao trafico de drogas e ações policiais (e quando digo ações policiais incluo aqui as mortes causadas pela policia, muitas vezes em situações de abuso de poder, quanto mortes de policiais). Não quer dizer que temos uma cultura de violência no país, mas quer dizer que continuar permitindo que o trafico de drogas seja trafico e não comercio, plus, policia que age como se fosse uma suprema incontestável, claramente não está dando bons frutos no que tange questões de violência, segurança publica e criminalidade.

Mikaela T. disse...

Anonimo 15:57
Leia o link da reportagem que trata sobre "o dia de folga das mulheres" na Islândia e terá uma solução para seu problema. Afinal "apoiar" é se informar também e trazer soluções ao invés de empecilhos. ;D

Mikaela T. disse...

Mais uma solução pro anonimo "apoiador" das 15:57

Deixe ela ter o seu dia de folga em companhia das crias. Ir no parque, passear na cidade, ir no cinema,... E você todo "apoiador" quando chegar do trabalho limpa a casa, faz a comida, da banho nas crias e bota pra dormir. Olha esse apoio é bem melhor e efetivo (e real) que só dizer "sim, vai fundo". =D

Anônimo disse...

"Ah,claro.Somos um país de estupradores e assassinos."

CORRETO

Anônimo disse...

Só um lembrete - o caso da menina estuprada pelos 33 vagabundos ganhou a mídia internacional. Já passou na tv e está nos jornais.
Se sair alguma coisa do tratamento vexatório que a guria está recebendo da polícia e da sociedade, que ela está sendo ameaçada de morte por ter sido estuprada, eu vou começar a sair na rua com um saco de pão na cabeça. Essa vergonha eu não sei se aguento. E Quando me perguntarem de onde venho, vou responder: da "Arábia Saudita Ocidental".

E seria glorioso o dia que as mulheres decidissem parar com tudo. Não só os trabalhos realizados pelas mulheres iriam parar. O país inteiro pararia!!! A maioria duzomi são tão inúteis, que não conseguem nem achar o próprio ** sem ter a mãe/vó/irmã/namorada/esposa pra apontar onde fica. Sem ter alguém pra fazer o todinho e o mingau eles sentaria no chão e chorariam copiosamente o dia inteiro...

Seria cômico, se não fosse trágico...


Jane Doe

Anônimo disse...

a) Lola sou sua fã admiro sua força e coragem.

b) Neste momento mulheres feministas devemos realizar encontros para debater a cultura do estupro igualdade salarial e violência doméstica e construção de creches.

b) Greve não rola mas um movimento de debates sim

Anônimo disse...

"A gente grita: "Homens, parem!". Mas eles não param"

Ate que enfim estamos chegando a um consenso que não dá para ter dialogo com opressores, o que tem que ser feito e exatamente isto a radicalização do movimento, greve de trabalho profissional e domestico, greve de casamento hétero e de sexo com homens, greve de gravidez, greve de tudo o que pudermos. Ou a sociedade se torna mais justa e igualitária para as mulheres ou ela que pare e venha abaixo. Não dá mais para aceita a violência contra milhares de mulheres. Não dá mais para negar que homens são um mau na sociedade na concepção de masculinidade que eles seguem hoje, ou os homens se humanizam ou que sejam contidos socialmente.

Anônimo disse...

Esse episódio dos 33 marginais, apesar de grotesco, proporcionou visibilidade inigualável ao feminismo e à hipótese de que vivemos em uma cultura do estupro. Foram realmente impressionantes a repercussão e a reflexão suscitadas pelo caso.

Apesar da violência sofrida pela garota, pode-se dizer que esse crime desempenhou um papel de conscientização de grande parcela de população que se encontrava à parte dessas discussões, travadas principalmente em "redutos" da internet e das universidades.

Anônimo disse...

Anônimo 17:30, isso significa que 50% da população brasileira deveria estar na cadeia?

Anônimo disse...

O estupro coletivo desmascarou uma situação disfarçada no país do combate ao assédio abusivo. Em um bairro popular 33 bandidos cercam uma garota, dopando-a, estuprando-a sob o registro de câmera e publicando na Internet. Criticavam a imagem hiper sexualizada da mulher de classe média/alta. Mas quando ocorria no âmbito "popular", era "liberdade da sexualidade". Se a mulher de classe média/alta era idiotizada em comerciais, novelas e humorísticos, era machismo, sexismo mercadológico, patriarcalismo. Quando a mulher simbolicamente "popular", como fanqueiras e popozudas faziam exibições grotescas era visto como''expressão popular''. Reduz-se a famosa simbolicamente elitista de se exibir. Aumenta-se quando a famosa era simbolicamente uma atração "popular". A retórica, sobretudo no "funk" carioca se inclinava para a exploração máxima e caricata do erotismo feminino fazendo a alegria dos machistas.

Aceitavam a baixaria nas comunidades populares que tanto vitimizaram mulheres e menores de idade. Era a "liberdade sexual das periferias exercendo a sensualidade". Quem contestava era o ''moralista, elitista e higienista". Um crime coletivo teve de correr o mundo para derrubar essa ilusão. Foi num subúrbio que ocorreu o caso de violência contra a mulher que abalou o Brasil e o mundo. Na mesma o stalker de uma apresentadora de TV queria matá-la por não corresponder a obsessão dele. A mulher de classe média/alta deve reclamar dos abusos e perigos que sofre. Não há o que contestar. O problema é que o humilhante para a classe média/alta, nas classes populares definiam como "natural".

Subcelebridades "populares" passaram a expor um estilo hiper machista e grosseiro de sensualidade dizendo que era "liberdade do corpo", bastava isso e outras falácias tendenciosas para virarem grandes feministas contemporâneas. O resultado a hiper sexualização, da falsa certeza que toda mulher é acessível nas classes populares. As propagandistas? Funqueiras, ex Banheira do Gugu, capas da playboy e sexy, competidoras do Miss Bumbum e Brasileirão, ex-BBBs, dançarinas de "pagodão" etc. Enquanto meninas e mulheres pobres viam nessas moças "ideal de sucesso, empoderamento'' e os homens (machistas) a possibilidade de mulheres aceitarem o abuso. Meninas eram induzidas pela mídia "popular" (e machista) a se erotizarem cada vez mais cedo e com mais intensidade e homens (de tendencias machistas) a pensarem que toda mulher (boazuda) "é a fim".

O estupro coletivo ao som do "funk" carioca fez a casa cair e a bomba explodir. A "Disneylândia suburbana" mostrou o lado sombrio que pôs em xeque tendenciosos documentários, monografias, reportagens e outros discursos pregados como "positivos" durante anos. O episódio vergonhoso repercutiu no exterior. Até a atriz Emma Watson se manifestou contra essa tragédia, talvez bem mais que a tal musa neo-feminista valesca popozuda.

Que "liberdade" é essa, só do corpo e não da consciência da mulher? Que neo-feminismo é esse em que a mulher se afirma ''empoderada'' e ao mesmo tempo uma ''mercadoria'' sexual? Pouco importa se estupradores são brancos, negros ou índios, ricos ou pobres. São homens de todo jeito que podem se tornar brutais. Mas quando o nível de escolaridade é menor, o índice de violência se torna mais frequente e intenso tornando a mulher de baixa renda mais vulnerável a violência.

Essa "elite pensante" que transita na esquerda deu um tiro no pé, legitimando preconceitos machistas nas classes populares e que ajudaram a propiciar esse estupro e que, durante anos, o machismo na baixa renda era visto como "cultura popular" e ainda chamavam de preconceituoso quem criticava esses retrocessos. Com a contribuição desse suposto neo-feminismo pancadão, uma moça foi violentada por mais de três dezenas de misóginos.

Anônimo disse...

Não posso opinar no feminismo pois não sou mulher. Mas posso sugerir, e eu sugiro uma marcha de mulheres com cartazes contra o machismo do Comando Vermelho lá no topo do morro da Barão, onde a menina foi abusada, e pedindo o fim dos abusos e da participação de meninas adolescentes em bailes de favela, onde rola droga, orgia, armas e funks de letras depreciativas as mulheres.
Sugiro também medidas feministas educativas as meninas para que não se envolvam afetivamente com bandidos e traficantes machistas.

Anônimo disse...

"Não há razões para uma suposta vítima de estupro incriminar indevidamente seu pretenso agressor."

"As falsas denunciações são extremamente raras. Não devem ser levadas em conta na elaboração de normas de combate ao estupro."

"A palavra da vítima deve possuir presunção absoluta de veracidade."

...

"Segundo delegado, garota de 14 anos afirmou que fez sexo consensual. Em boletim de ocorrência, ela havia dito que fora vítima de violência sexual"

http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2016/05/30/interna_gerais,767558/policia-apura-caso-de-estupro-contra-adolescente-em-minas.shtml

Anônimo disse...

"Ah,claro.Somos um país de estupradores e assassinos"

E não e verdade? O homem brasileiro e um dos piores, mais violentos, mais abusadores e mais nojentos do mundo.

Mariana disse...

Genial a ideia, principalmente se fosse no dia das mulheres. Poderíamos organizar manifestações em todo o país com frases tais como estas: "NÃO ESTAMOS SEGURAS. NÃO ESTAMOS SENDO OUVIDAS" (em caixa alta mesmo).

Anônimo disse...

Para se mudar a violência de gênero e a cultura de estupro em nossa sociedade e preciso empoderar e acolher as mulheres no feminismo, mas também e necessário mudar os homens afinal infelizmente temos que conviver com eles eles não vão desaparecer do nada, mas como?

Anônimo disse...

Mikaela T., com uma política punitivista e investimento em presídios, além da chamada "polícia mais assassina do Brasil", o Estado de São Paulo passou de um dos estados com um dos maiores índices de homicídios para o menor.

Fora que drogas são proibidas em muitos países ocidentais com índices infinitamente menores de homicídios.

*Pessoalmente sou a favor da descriminalização da maconha e outras drogas menos aditivas e agressivas.

Anônimo disse...

Lola, eu sei que é pouco, muito pouco, mas eu estou tão aliviada. 2 foram presos. Estuprar mulher inconsciente ou semiconsciente deve ser a forma mais comum de estupro depois do estupro por parentes próximos. Eles nunca são punidos, nós somos. Sofremos caladas quando não denunciamos e somos julgadas e xingadas quando o fazemos. Daí os estupradores produzem a prova do crime e divulgam. Manifestações gerais dos homens: "a vítima é uma puta, viciada", os caras (traficantes bonzinhos) não podem ser punidos por um crime denunciado por uma puta mentirosa. O delegado machista investiga a vida sexual pregressa da vítima e esquece a prova irrefutável do crime, o vídeo. Os estupradores zombam para as câmeras confiantes na impunidade porque "era uma puta, transava com vários". O delegado é afastado. Entra a delegada e 2 são presos. É muito pouco, eu sei. Mas eles foram presos por algo que homens não consideram estupro (abusar de mulheres inconsciente, principalmente as mulheres inconsciente que eles julgam/definem como putas). Leio zilhões de comentários de homens assustados de isto ter acontecido "Como assim?" dizem eles. "Não há provas, a menina é uma puta que transa com todos". "Não pode ser considerado ato libidinoso, ela não disse que ele era namorado?", "olha o caso da escola base que inocentes foram acusados de pedofilia". Mas estava inconsciente, não consentiu, o vídeo gravado pelos criminosos mostra isto. São estupradores, estão presos. Os homens estão assustados de perceberem que podem ser punidos (mesmo que muito remotamente) por transar com uma mulher inconscientes por qualquer motivo. Meu pai, misógino, machista e, pasme, ginecologista, engoliu a seco " o estória mal contada" dita no sábado. Está quieto, calado. é muito pouco, mas, ao mesmo tempo, um alívio. Pelo menos 2 estão presos.

Anônimo disse...

Anônimo 15h57


Falte no seu trabalho com a justificativa de que vc tem que ficar com seus filhos.

Quantas vezes as mulheres fizeram isso ao longo da história???

Anônimo disse...

(Viviane)
A situação piora, Jane Doe, se estrangeiros descobrirem o monte de "intelectuais de esquerda" defendendo que a vítima gostava de sexo grupal e o praticou com 30 homens (e só ela de mulher!). Mas é nisso que dá esses caras assistirem vídeos pornô: acham possível uma mulher sozinha consentir numa coisa dessas (inclusive o delegado já afastado do caso).
#paraomundoqueeuquerodescer

Anônimo disse...

Apresentada nesta terça-feira, 31, como a nova gestora da Secretaria de Políticas para Mulheres, a ex-deputada federal Fátima Pelaes (PMDB-AP) é evangélica e não concorda com a descriminalização do aborto. Ela já se manifestou contra o procedimento inclusive em casos de estupro, o que é permitido por lei no Brasil desde 1984.

Tá brabo

titia disse...

Pois é, uma greve das mulheres mostraria a todos esses bebêzões barbados que nós não somos enfeites mudos. Mas será que algum deles sairia vivo? Quer dizer, machista não sabe nem vestir as fraldas sozinho, será que eles iriam sobreviver a um dia de greve feminina...? Vamos organizar uma pra ontem e veremos. Sem piedade.

Sim, 15:46, somos um país de assassinos, estupradores, corruptos, machistas, abusadores, misóginos, covardes, preconceituosos, racistas e omissos. O quê, você achou que tava na Islânida, na Noruega, Finlândia? Não, filho, não, você mora no Brasil.

Anônimo disse...

O mascus e todos os misóginos deveriam lutar era por isso:

Que nenhum menino seja coagido pelo pai a ter a primeira relação sexual da vida dele.

Que nenhum menino seja exposto à pornografia precocemente para estimular sua “macheza” quando o que ele quer ver é só desenho animado infantil.

Que ele possa aprender a dançar livremente, sem que lhe digam que isso é 'coisa de menina'.

Que ele possa chorar quando se sentir emocionado, e que não lhe digam que isso é 'coisa de menina'.

Que não lhe ensinem a ser 'cavalheiro', mas educado e solidário, com meninas e com os outros meninos também.

Que ele aprenda a não se sentir inferior quando uma menina for melhor que ele em alguma habilidade específica – já que ele entende que homens e mulheres são igualmente capazes intelectualmente e não é vergonha nenhuma perder para uma menina em alguma coisa.

Que ele aprenda a cozinhar, lavar prato, limpar o chão, etc para quando tiver sua casa poder dividir as tarefas com sua mulher – e também ensinar isso aos seus filhos e filhas.

Na adolescência, que não lhe estimulem a ser agressivo na paquera, a puxar as meninas pelo braço ou cabelos nas festas ou a falar obscenidades no ouvido de uma garota só porque ela está de minissaia.

Que ele não tenha que transar com toda mulher que queira transar com ele, que se sinta livre para negar quando não estiver a fim – sem pressão dos amigos.

Que ele possa sonhar em casar e ser pai, sem ser criticado por isso. E, quando adulto, que possa decidir com sua mulher quem é que vai ficar mais tempo em casa – sem a prerrogativa de que ele é obrigado a prover o sustento e ela é que tem que cuidar da cria.

Que, ao longo do seu crescimento, se ele perceber que prefere meninos em vez de meninas, que ele sinta confiança na mãe e também no pai! – para falar com eles sobre isso ser compreendido e respeitado.

Que todo menino seja educado para ser um ser humano livre e com profundo respeito pelos outros. E não um misógino agressivo e insensível! Acredito que se todos os meninos forem criados assim eles se tornarão homens mais felizes. E as mulheres também serão mais felizes ao lado de homens assim. E o mundo inteiro será mais feliz.

O machismo não faz mal só às mulheres, mas à humanidade inteira.

Anônimo disse...

"Não posso opinar no feminismo pois não sou mulher. Mas posso sugerir, e eu sugiro uma marcha de mulheres com cartazes contra o machismo do Comando Vermelho lá no topo do morro da Barão, onde a menina foi abusada, e pedindo o fim dos abusos e da participação de meninas adolescentes em bailes de favela, onde rola droga, orgia, armas e funks de letras depreciativas as mulheres.
Sugiro também medidas feministas educativas as meninas para que não se envolvam afetivamente com bandidos e traficantes machistas."

31 de maio de 2016 18:31
_
Só tem uma coisa onde você tem razão, você e homem e não tem que opinar droga nenhuma no feminismo e nem sugerir, alias nem aqui você deveria estar.

E suba você atras do Comando vermelho, isto e coisa criada por homem, tocado pro homem então vocês homens e que se explodam com isto, só o que faltava querem por isto na nossa conta, façam um favor a humanidade feminina e se matem com eles.

e parece que você sabe bem o que acontece em baile de favela hem? pre conceituoso e o que você é, o jovem de favela tem sua cultua e direito a sua diversão. Você deve ser destes machos brancos cheiradores de cocaína hipócrita de asfalto que nas redes sociais !"e contra a legalização de maconha que e natural e em estas de boyzinho enche a cara e o nariz.

E as meninas se envolvem com quem elas querem e e muito melhor se envolver com alguém do morro do que com um playboy branco mimado mascu que julga meninos pretos e pobre que só encontra reconhecimento no trafico alimentado pelo seu nariz hipócrita que consome droga mas e contra a legalização, mas nem por isto ela pode ser violentada. E e fácil chamar quem não teve seus privilégios de bandido, bandido e você que explora o povo pobre da periferia, eu acho eles ate pacifico e revolucionários de menos, tem e que meter o pé na porta do seu condomínio mesmo.

Anônimo disse...

"Anônimo 17:30, isso significa que 50% da população brasileira deveria estar na cadeia?"

Meu sonho e que estes 50% portadores de machismo no sangue deveriam não passar de no máximo 15%, mas como e sonho então que boa parte seja sim contida de alguma forma, se isto garantir a liberdade e segurança das mulheres que seja.

Anônimo disse...

Homem deveria parar impostos dobrados pelo tanto de mu que causam a sociedade.

Já notaram como a simples presença de homens em ambientes comuns olhando para nós já causa desconforto? Não entendo como eles não conseguem se mancar.

Anônimo disse...

Detesto o Bolsonaro, mas pelo menos uma coisa certa na vida ele fez que é o projeto de lei para castração química de estupradores.
Não é preciso penetração pra ter abuso sexual, mas tá na hora desses marginais protegidinhos da esquerda aprenderem que a piroca deles tá em jogo se fizer merda.

Anônimo disse...

Incrível, agora os mascus tão ''bonzinhos e honrados'' viraram miguxinhos de bandidos e traficantes.

Anônimo disse...

Estes meninos que cometeram esta barbaridade precisam de educação e não punitivismo, a visão de vigiar e punir e uma visão atrasada retrograda da idade média, eu ma visão feudal agostiniana>Vamos reeducar estes meninos que fizeram besteira mas são vitimas de uma cultura machista que os cegou para fazer o que fizeram. Educação feminista já para estes meninas e não simplesmente prisão.

Anônimo disse...

18:25 Se 50% da população for criminosa SIM, só queria saber onde caberia tanta gente assim na cadeia

18:28 Não seja tola, vc é só mais uma (ou mais um) desses q culpabilizam a vítima, ela poderia ter sido abusada em qualquer lugar, numa igreja (como acontece), ou por um pai dentro de uma família tradicional (q ainda a maioria dos casos de violência sexual ocorre sob esse contexto). Não caia nessa baboseira

Anônimo disse...

"Lembrando que muitos desses homicídios estão ligados ao trafico de drogas e ações policiais (e quando digo ações policiais incluo aqui as mortes causadas pela policia, muitas vezes em situações de abuso de poder, quanto mortes de policiais). Não quer dizer que temos uma cultura de violência no país, mas quer dizer que continuar permitindo que o trafico de drogas seja trafico e não comercio, plus, policia que age como se fosse uma suprema incontestável, claramente não está dando bons frutos no que tange questões de violência, segurança publica e criminalidade."

ENDOSSO

Anônimo disse...

"e investimento em presídios"

Kkkkk, q piada

Fabianaaaa disse...

Claro que pra vcs que ficam o dia inteiro tocando punheta assistindo vídeo pornô de garota sendo estuprada enquanto dorme - pq né, super normal transar enquanto dorme - não houve crime. Ah, e é muuuito pior ser mãe solteira do que ser traficante né? Ó a peninha, a menina la correndo risco de vida agora, mas não né, tadinho dos traficantes que filmam a transa com garotas dopadas, eles correm o risco de serem linchados. Ôô coitados. Seus lambesaco de criminoso. Tá com pena leva pra casa e faz passeata na rua ou escreve textão no facebook, a seleção natural agradece.

Anônimo disse...

@18:31
É mais fácil falar pras mulheres não se envolver com bandidos do que educar os homens pra não virarem bandidos, né?

Anônimo disse...

22:47

Esse projeto não é do bolçoMERDA, ela plagiou de outro, igual a PL q ele conseguiu aprovar depois de duas décadas, mas fazendo das tripas coração (q belo "representante" esse hein, e quanto jogo de cintura). Além de ser BABACA, tb não é original, é só um lixo demagogo e oportunista, não caia nessa baboseira

Reiterando: "castração química é PENA BRANDA, e as pessoas agem cinicamente como se já não existisse punição severa -extra-oficial- pra esse tipo de criminoso, vcs sabem muito bem do q eu tô falando"

Punição severa pra estuprador já existe (mesmo q de maneira -extra-oficial-) e mesmo assim nenhum estuprador é intimidado por isso, então pq vcs acham q tratamento médico intimidaria?

Anônimo disse...

não há como comparar a força fisica de uma mulher com a de um homem. imagine como deve ser
para uma mulher voltar para casa a noite do trabalho. o medo. o perigo que ela passa.
nem odo homem é estrupador,mas ha perigo,porque nunca se sabe que tipo de gente gente esta por perto

titia disse...

23:51 educação é fundamental mas eles também precisam ser punidos. Esses homens tem a idade mental de 6 anos, não adianta você explicar só com palavras, tem que botar de castigo pra eles entenderem que se fizerem merda vão sofrer as consequências. É só explicando o que ela fez errado e depois botando de castigo que criança entende que não pode fazer alguma coisa, então esses caras vão precisar tanto de educação quanto de punição.

Anônimo disse...

Houve uma época em que eu ia ao Rio pelo menos duas vezes por ano, o que dava trinta dias por ano. O Rio é uma cidade maravilhosa, não dá para fugir do clichê, porque é verdade. Mas infelizmente há sim uma subcultura suja da chamada malandragem espúria, e do banditismo relaxado e imprudente. Uma subcultura espalhada pelo subúrbio e pelos morros , subcultura que deixa a elite carioca (uma das baixas e vigaristas do mundo), do qual a Rede Globo faz parte, à vontade para tirar proveito: vide o apoio á bosta do chamado "funk carioca" estilo musical que recebe apoio e investimento das gravadoras, dos empresários, e, claro da rede Globo.
Isso é a base para que os vagabundos, a maioria pertencentes às gangs, se sintam em casa e se tornam adeptos da cultura do "posso tudo". O que cria esses fatos hediondos é essa situação.
Veja que "engraçado". Quase uma semana depois que um dos maiores filhos da puta que o Brasil já produziu (claro, falo da meninota Alexandre Frota)foi recebido pelo ministro da educação, filho da puta que se jacta de ter estuprado uma , veja você, mãe de santo. Filho da puta que tem uma ficha policial da minha altura. Filho da puta que chupa pinto de travesti. Filho da puta produzido e criado pelo sistema de atores miches da rede Globo.
Esse crime é um fato social, porque tem causa sociais e políticas. Mas os imbecis precisam ser exemplarmente punidos. E a polícia deve aproveitar o ensejo para identificar as gangs das quais fazem parte os estupradores. Espero ver o que com prazer assisto nos violentíssimos filmes coreanos....em que a polícia desce a marreta também nos chefes das gangs e até nas costas das elites que, inconscientes ou não, usufruem das drogas que esse imbecis e covardes vendem.

Anônimo disse...

A maioria dos homicídios no país se devem por conta de motivos banais(brigas de vizinhos, em bares, crimes passionais onde se mata a mulher ou o amante) em laticínios.
As mortes em confronto com a polícia não chegam a 4% dados oficiais

Anônimo disse...

Concordo com o 18:28. Como eu disse antes, o ''funk carioca''é o novo Cabo Anselmo da esquerda. A glamourização da miséria e o incentivo cada vez maior da baixaria nas classes populares é a desgraça do povo de baixa renda, especialmente para as mulheres. Pois essa esquerda (incluindo algumas feministas) racista e elitista que tanto incentiva a baixaria nas favelas e comunidades pobres como algo ''natural, cultural e inerente do meio" tbm ajuda a estuprar várias mulheres.

Anônimo disse...

Com muitas condenações de inocentes no Brasil, será que essa castração química resolve? Digo, e se depois for descoberto que o sujeito era, de fato, inocente? Vai viver mutilado o resto da vida? Receber pensão do Estado ou algo do tipo? Não sei se no Brasil seria uma boa, porque existem muitos casos por aqui de condenações de inocentes. Pessoas que foram confundidas por testemunhas ou, propositalmente, foram condenados para cobrir casos de pessoas mais "afortunadas"....

Rodrigo Almeida disse...

A maioria das vitimas de assassinato são homens, negros, na faixa entre 20 a 24 anos.
Estaria tendo uma cultura de violência para o sexo masculino?
Lembrando que muitos justificam isso com frases como "homem é violento por natureza", "homem procura confusão", e coisas do tipo, igual fazem com mulheres estrupadas.

Rafael Cherem disse...

As instituições policiais e de justiça, que deveriam proteger a adolescente e punir os agressores, já estão agindo para culpabilizar a vítima, mesmo com um vídeo chocante divulgado na internet.

Isso é mentira, a delegada que assumiu o caso afirmou que foi estupro, vai aplicar o famigerado dominio do fato para pegar o chefe do tráfico local e colocou a vítima sob o programa de proteção a testemunha, então não tem culpabilização de vítima pelas instituições do estado não. Os fatos mostram que não.

north node aries disse...

milicianos queimaramm uma mulher viva só porque ela curtia ''rock''(no conheciimento popular, porque ela curtia metal)

http://whiplash.net/materias/news_791/244156-vingador.html

milicia é tao escoria quanto o trafico. e o brasil um pai´s miseravel atrasado que nunca vai evoluir. ja passou da hora da escoria cristã ser eliminada desse mundo, em pleno seculo 21 fazendo inquisição contra quem nao se adequa ao sistema. a era de aquario chegou pra jogar o cristianismo da era de peixes na vala. em 2000 anos muita coisa vai mudar.

Mila disse...

Triste, mas real concordar com você 18:28.

Algumas feministas que apontam o problema da sexualização e objetificação das mulheres pobres e/ou negras são taxadas de elitistas, higienistas e racistas. "Como assim, você não reconhece o funk como empoderamento da mulher? Sua elitista que é contra o empoderamento da mulher favelada!" e isso eu ouvia de feministas de classe média.
Porém, este é um momento que não podemos brigar entre nós com um "eu te avisei". Felizmente, feministas de diversas correntes concordam numa coisa: esse caso serviu para nos conscientizarmos do quanto o estupro está vivo na sociedade brasileira, o quão ele é justificável. No meu entender, as máscaras caíram. Eu até acreditava que por causa do racismo institucional e do elitismo que domina o brasileiro, os criminosos negros, associados ao tráfico e pobres seriam mais massacrados. O que se viu foi que por ora esqueceram do racismo e elitismo e se abraçaram juntos pelo vale da misoginia. É incrível como, para proteger um homem, o machismo releva por instantes aquilo que os separam.

Anônimo disse...

Meio offtopic, mas vocês viram isso:

http://g1.globo.com/politica/noticia/2016/05/ministro-apresenta-secretaria-para-mulheres-em-evento-sobre-seguranca.html

Anônimo disse...

Gente, o Frota estava fazendo marketing, nunca teve mãe de Santo alguma. Conversa fiada para o cara ganhar ibope. Ele pode ser palhaço e cascateiro.

como as feministas caem nessa conversa?? E de rir.

Ele vive de Ibope, vcs estão dando pra ele.

Infelizmente, as viciadas trocam sexo por droga no Rio há mais de 30 anos. Poder transar com uma garota branca da Zona Sul é um dos atrativos para os jovens traficantes do morros.

Claro que o caso da menina foi estupro, pois a lei diz que é assim. Mas as viciadas continuarão trocando sexo por pó.

Anônimo disse...

@Mikaela:
Eu diria que temos sim uma cultura da violência no Brasil. Cultura essa que anda de mãos dadas com a cultura do estupro. Tanto que tem padrões que se repetem. Afinal, quantas de vocês já viram pessoas jogando a culpa na mulher que morreu nas mãos do marido? Pois é.

E um estudo do CNMP publicado em 2012 mostra que - em São Paulo - 83% dos assassinatos são por impulso ou motivos fúteis. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2012-11-08/homicidios-por-motivos-futeis-chegam-a-83-em-sao-paulo.html

Rayza Almeida disse...

Depois do movimento sufragistas também houve uma greve das mulheres feministas nos Estados Unidos, greve esta, que a estátua liberdade foi tomada.
É triste que em pleno 2016 nós mulheres tenhamos de fazer greve por direitos básicos assim .

Anônimo disse...

-frases como "homem é violento por natureza", "homem procura confusão"-

Quem diz isso são os próprios omens, vcs mesmos se lascam entre si e vcs mesmos se culpam

Anônimo disse...

10:04 tá, agora vai falar isso pro bolçomerda, ele é quem carrega essa "criança" atualmente

11:01 "piada de estupro" não tem graça, e como vc pode afirmar com tanta certeza q foi "marketing"? Vc é advogado do cara? sabia q tem muita gente q afirma coisas verdadeiras, mas o fazem de maneira "engraçada" pra parecer q não é verdade, q é apenas "zoeira"

frota é um lixo humano, e não é de hj, meu c& pra quem defende esse babaca

Anônimo disse...

Verdade, Mila.Acho que aqui mesmo no blog da Loja já teve um guest post vangloriando a cultura popular do funk, de uma mestrando em história, sociologia ou sub-curso desse jaez.

Mais Vivaldi, menos Valeska Popozuda!

Anônimo disse...

Só um detalhe:
Sexo e beleza sempre foram comercialmente rentáveis, existe público para isso seja masculino ou feminino.
Então não são apenas as mulheres que são objetificadas, homens também são. A diferença é que só as mulheres reclamam disso.

Voltando ao assunto em questão...
O que mais vi nessa madrugada no facebook foi: "Não ensinem seus filhos a estuprarem..."
Porra ninguém ensina isso, é justamente o contrário, a falta de ensinamentos e educação gera esses ascos... sejam estupradores, traficantes e afins...
Essa moça claramente estava no "mau caminho", são todos crias do mesmo problema.
Não existe cultura de estupro no Brasil, existe uma sociedade sem educação e cheia de regalias.

Anônimo disse...

também fico de cara com isso. Os próprios omens se definem como animais com a história da testosterona, que eles não conseguem se controlar, a impulsividade e violência. Depois ficam "ain, a gente não é tudo estuprador não, a gente não é animal irracional"

Anônimo disse...

Não existira cultura de estupro no Brasil se:
- Não existisse tanta subnotificação de estupro. Estas motivadas por vários fatores: medo, vergonha, ameaça.
- Se uma vítima de estupro não sofresse tanto constrangimento, inclusive de pessoas da própria família. Roupa, comportamentos, atitudes... o estupro é o único crime onde todo mundo duvida da palavra da vítima
- Se não existisse uma cultura de erotização da mulher, principalmente de uma menina;
- Se compartilhar fotos de mulheres nuas, a maioria em situações degradantes, fosse fortemente rechaçada entre os machos brasileiros;
- Se certos homens tratassem a mulher como uma pessoa com direitos. Não como objeto ou propriedade, com obrigação de agradar e não ferir o ego do machinho
- Se quando uma mulher for vítima de estupro coletivo, as pessoas não estivessem defendendo tanto os criminosos, sujeitos ligado ao tráfico de drogas
- Se vocês parassem de achar estupro um crime aceitável numa sociedade civilizada.

Rodrigo Almeida disse...

Anonimo das 16:33.

Então, vc está concordando com essas afirmações, e esse é seu argumento pra tantas mortes violentas de homens, principalmente jovens e negros?
Esses "omens" que afirmaram isso, devem ser os mesmos que justificam uma mulher ser estrupada pq bebeu muito ou estava de pouca roupa, tenho certeza que vc não concorda com eles.

Anônimo disse...

17:30

É culpa dos policias e dos omens q vivem se culpando

"homens também são"
kkkkkk q piada

E quem disse q não reclamam? Vcs omens, junto com a ~família tradional~, são os maiores mimizentos

Anônimo disse...

Este é um ótimo momento para esclarecimentos a respeito do significado do termo "cultura do estupro", bem como dos principais equívocos (evidentes nos atuais debates) que envolvem o conceito.

A explicação, entretanto, deve ser realizada de forma menos "combativa" e provocativa, caso deseje causar reflexões frutíferas entre os homens. Entendo que a rejeição que a maioria deles expressa aos termos "cultura do estupro" e "estuprador em potencial" provém de uma abordagem acusatória/vindicatória, que acaba por inevitavelmente provocar o enfrentamento inócuo ao invés do debate e da revisão de valores.

Também é extremamente oportuna a discussão acerca da cultura em que estavam inseridos os autores e a vítima do episódio em destaque. A tolerância e o relativismo associados aos valores que permeiam a cultura do funk devem ser questionados, pois claramente tiveram influência no crime. O caso da garota, assim como a recente "epidemia" de estupros coletivos na Europa, demonstram que o relativismo cultural possui limites, e essa delimitação não deve ser comprometida em nome da "inclusão" e do "politicamente correto".

Anônimo disse...

Basicamente isso mesmo.

Anônimo disse...

Anônimo 23:51,
Pareceu ironia mas o que você disse não esta de todo errado. Eles devem sim ser presos, mas se tivessemos um sistema carcerário digno, eles aprenderiam lá dentro a ponto de não termos que nos preocuparmos de que no momento que eles saírem, repetirão o crime ou farão pior, já que la dentro muitos entram por roubo e saem com phd em assassinato. A esquerda apoia que sejam punidos mas também educados. Diferente da direita que acha que só ser preso já resolve tudo e esquecem que depois, muitos vao sair.

Anônimo disse...

00:45, já viu parou pra ler sobre as cadeias do brasil e sua super lotação. É ingênuo ou se faz? Se você não acho que vivemos num país de bandido, então deve morar numa montanha isolada. E sim, muitos mais deveriam estar presos, mas aqui além de ser país de bandidos também é o país da impunidade. Não tente negar a realidade só pra tirar o seu da reta enquanto brasileiro.

Anônimo disse...

Rodrigo Almeida, diferente da violência contra a mulher e estupro, que em 90% dos casos são agressores homens contra mulheres, a violência contra o homem em geral é agressor homem contra vitima homem. Assim, não vejo como culpar o feminismo por algo que os proprios homens são culpados. Além disso,nosso primeiro e mais importante objetivo é garantir a segurança AS MULHERES.

Anônimo disse...

Precisamos falar sobre a objetificação e sexualização das mulheres, sobretudo negras e pobres, moradoras de periferia, que é exaltada pelas musicas entre outras formas de comunicação. Lembrem-se de que, quando a emancipação da mulher é mostrada como uma sexualização propagandista ao invés de estímulos ao estudo,qualificação,independência financeira e amorosa,é porque tem um interesse de um certo grupo por trás disso, que não visa uma melhora de vida feminina.

moça latino-americana disse...

Vai ter protesto, vai ter greve, vai ter luta!
Ninguém nos calará!

E nós vamos nos amar sim!
Mais sororidade pras meninas que ainda julgam a moça:
http://minacontamina.blogspot.com.br/2016/06/sobre-sororidade.html

Anônimo disse...

É preciso que as mulheres e meninas de periferia possam ter acesso a uma educação de qualidade,qualificação profissional, planejamento familiar para poderem decidirem se querem ter ou não filhos e quando tê-los, além de terem sua própria renda e confiança suficiente em si mesmas para que não se relacionem com homens machistas ou se divorciarem em um relacionamento violento. Isso sim seria uma emancipação e não a objetificação entre outras coisas que são vendidas.

Anônimo disse...

Ou seja transfor o filho em um coxinha abobado,q so vai servir pra ser corno?

titia disse...

10:04 castração química não mutila. O homem simplesmente toma um coquetel de hormônios que elimina a libido; ele simplesmente não tem mais vontade nenhuma de fazer sexo. Suspendendo a medicação a libido volta. Nenhum homem seria mutilado por castração química. Uma consulta ao dr. google não é cara, pode perguntar.

Anônimo disse...

Não disse que concordo Rodrigo Almeida, apelar para a biologia é a desculpa que muitos de vocês usam para justificar a violência contida no modelo de masculinidade que vocês se recusam a discutir. Quando a gente questiona que a socialização requer que vocês sejam violentos, inclusive com as mulheres, aparece homem de todo canto para falar que é pela testosterona então que fiquemos caladas pq nada vai mudar.
O movimento pelo direito dos homens bem que poderia buscar formas de reduzir a violência entre vocês. Mas o que esperar de um movimento cuja principal pauta é chorar pela loira peituda e bombada não conquistada?

Anônimo disse...

Que novo do seu comentário, sua gorda peluda. Vai morrer sonho criando seus gatos vai. A maioria dos brancos ainda são pobres, e ti falando merda, tua racista do caralho.