terça-feira, 7 de outubro de 2014

GUEST POST: SAPATOS E RELACIONAMENTOS AFETIVOS

Leonardo, amigo de uma grande amiga, me enviou este post:

Esses dias, comprei um sapato incrível em um aplicativo para celular.
Muito embora meus amigos tivessem me advertido de que ali eu não encontraria nada que prestasse, decidi correr o risco e procurar mesmo assim. E encontrei.
Antes de comprá-lo, obviamente, tomei as devidas cautelas: peguei informações sobre sua procedência, suas características, efetuei inúmeras perguntas, analisei diversas fotos e, a seguir, acabei fechando o negócio.
O sapato, conforme combinado, chegou em um domingo. Achei-o surpreendente e fiquei impressionado com seu jeito. Parecia ainda melhor do que nas fotos! Calcei-o e, com ele, fui tomar um sorvete. Da sorveteria, acabamos indo passear no calçadão da praia e, de lá, fomos para o Dragão do Mar. A sensação de estar com ele foi tão fantástica que as horas transcorreram como se minutos fossem. 
Após o passeio, viemos para minha casa e, por mais que o senso comum não recomendasse, não tive coragem de dormir sem ele naquele dia.
Ao acordar, tive uma nítida impressão de que aquele sapato iria fazer parte da minha vida por um longo período. Imaginei-me apresentando-o para minha família e meus amigos, saindo com ele para jantar, indo ao supermercado, ao cinema e até mesmo à praia. Criei muitas expectativas com aquele novo calçado.
Em poucos dias, desinstalei o aplicativo que me auxiliou a encontrar meu novo sapato. Concluí que, como já havia encontrado o ideal, uma futura procura seria pura perda de tempo.
Após uma semana, percebi estar tão “vidrado” naquele item que até me esqueci de usar sapatos antigos. Deixei-os efetivamente de lado. Estava inexplicavelmente empolgado com as possibilidades que o calçado recém-adquirido trazia. Quando mostrava suas fotos e mencionava suas qualificações para os amigos, todos ficavam verdadeiramente impressionados, o que aumentava meu interesse por ele.
Tudo transcorria bem até que, em um curtíssimo espaço de tempo, o calçado me causou um machucado grave. Fiquei desolado, pois, afinal de contas, havia investido tempo e dinheiro naquele lindo objeto. Na ocasião, desejei jogá-lo imediatamente fora, mas logo mudei de ideia. Convenci-me de que precisava insistir um pouco mais, pois, com toda a certeza, a culpa era minha pelo fato de o sapato não estar “dando certo” no meu pé.
Após narrar a situação para pessoas de minha confiança, decidi mudar minha atitude e observar como o sapato reagiria. Coloquei band-aids nos tornozelos e nos dedos, chumaços de algodão nos calcanhares e encolhi meus pés, tudo para me adequar àquele calçado já inestimável. Mantive um pensamento positivo, acreditando que a dor poderia ser decorrente do medo em aceitar um novo sapato em minha vida.
Ledo engano. Quanto maior o esforço despendido para ajustar-me a ele, mais o sapato feria meus pés. Por mais que tentasse caminhar em menor velocidade, mais ele permanecia indiferente a meus anseios.
Foi então que me dei conta. 
Sapatos são como relacionamentos afetivos. Não adianta forçar a barra. Caso não se ajustem perfeitamente a você, é melhor desfazer-se deles. Insistir, persistir, ler livros de autoajuda, nada disso irá adiantar se você estiver com o “número” ou com o “modelo” errado. Seja realista e livre-se deles. Só assim haverá espaço em sua vida para encontrar um sapato especialmente feito para você. 
O ideal é envolver-se com sapatos flexíveis, cujo material seja resistente. Este tipo irá ajustar-se a seus pés e ainda permanecerá ao seu lado por muito tempo. Obviamente, qualquer calçado requer cuidados, mas isso não significa que você precisará “pisar em ovos” para mantê-lo. Um sapato de verdade suporta a caminhada, proporcionando conforto aos seus pés. Se este não for o caso, é melhor andar descalço, ainda que a sociedade insista em dizer que tal comportamento é típico de gente louca.
Após perceber meu equívoco, terminei com o sapato. Nada contra, que fique bem claro. Tenho convicção de que ele irá caber “como uma luva” em outros pés, e que fará muitas outras pessoas felizes. Ocorre que, após um tempo, percebi que meu desejo é caminhar pela vida com conforto e com o mínimo de sofrimento. Para isso, estou em busca do sapato “dos meus sonhos”.
Calma! Não precisa me chamar de ingênuo. Sei que sapatos são duros no início, mas sei também que a tendência é que se amoldem a você com o passar dos dias. Continuo na esperança de que, no momento certo, o calçado ideal irá aparecer em minha trajetória, e será um prazer indescritível caminhar com ele por boa parte de minha vida. 

58 comentários:

Luíza disse...

Gente, que texto perfeito!

Léty Hyuuga disse...

Genial! :D

Raven Deschain disse...

Bonitinho. =^^=

Anônimo disse...

que puxa-saquismo...

Paulo disse...

Que texto lindo !

Anônimo disse...

Eu sei que não é literalmente sobre isso que o texto está falando, mas o tempo todo fiquei pensando no que um carinha me disse: que ele achava as mulheres burras pq sapatos femininos machucavam. Ele disse que na casa que ele cresceu tinha muitas mulheres, e todas elas reclamavam de dor, que era tão bom tirar o sapato, etc.
Teve um quadrinho que eu vi outro dia que era sobre uma moça que ficava triste, que tinha um monte de sapatos e todos machucavam, mas aí ela acha um daqueles negócios de colar na parte de dentro e recupera todos. Fico feliz que tenha funcionado com ela, mas comigo nunca deu certo isso... Eu tenho alguns sapatos aqui em casa, uma gracinha, mas não dá pra usar por 2 horas sem sofrer as consequências. Na loja eles pareciam super confortáveis, chega o dia a dia... Fico feliz de pelo menos não estar num daqueles lugares que se é obrigadA a usar sapatos que machucam todos os dias.
Se for obrigada a fazer uma relação com o texto de verdade, rs, eu diria que na nossa sociedade é muito mais fácil encontrar relações que foram feitas para os homens se sentirem confortáveis do que pras mulheres.

Anônimo disse...

Acho importante ressaltar a importância da flexibilidade. Um sapato apertado machuca, causa stress, incomoda, faz com que a pessoa sofra.


Junto a isso, os ciúmes e as pressões bobas não produzem nada de bom. São apenas forma infantil de tentar prender o outro ou a outra.


O ideal é valorizar o cônjuge e saber entender algumas situações. Nem todo mundo é perfeito, mas todos e todas podem perdoar sempre. Isso é important,pois uma ou duas transas fora da relação não são motivos para brigas ou problemas. Ao contrário, o sexo pode ficar melhor, visto que a experiência aumenta.





Jonas Klein disse...

Excelente texto Lola, já fazia tempo que você não escrevia algo tão bom assim.

O problema e que tem muitas pessoas que por mais que sapato incomode não conseguem troca ele, (porque adquirem por culpa de uma coisa chamada dependência emocional, caso você não saiba bem do que se trata isso, pesquise no DR Google).

Anônimo disse...

Oi, Lola, antes de mais nada, quero te parabenizar pelo blog excelente. Em poucos lugares se encontra tantos textos de qualidade.

Nota-se há algum tempo, que para a maioria das pessoas, a forma de ver os relacionamentos está mudando, práticas que antes eram discriminadas, hoje recebem uma maior aceitação social. Isso se deve, em parte, a uma maior quantidade de meios alternativos à mídia tradicional, como blogs e vídeos do youtube. Já que não existe pressão de anunciantes que controle a pauta de assuntos, é possível falar de qualquer tema antes visto como tabu.

Como exemplo, muitos jovens e adultos gostariam de ver o sexo entre parceiros diferentes ao vivo.Muitas esposas sonham em ver os maridos com outra e vice versa. Essa é a fantasia geralmente confessada por muitos homens.Devemos notar, que muitas mulheres também adorariam de ver os namorados e maridos em ação.Mas infelizmente o medo as impede de pedir.

Além disso, muita gente pensa que assistir e/ ou fotografar o namorado(a)fazer um sexo fogoso e apimentador de relação é um excelente afrodisíaco. O poder da imagem na nossa sociedade chegou às relações carnais, à política, está em todo lugar.


Abaixo Aécin, o monstro das neves.

Abraços,

Ex-socialista

Anônimo disse...

Quero ter namorada que aceite todas as minhas aventuras sexuais. A sociedade não tem preconceito com a mulher que perdoa chifres.

Se mais mulheres não se importassem com transas de seus namorados fora da relação, o mundo seria quase perfeito, haveria mais paz e tranquilidade. Mulher que briga por isso não entende do mundo, fica chateada por bobeira.

Ao transar muito por fora, o homem adquire habilidades para dar mais prazeres à parceira oficial. Quando um homem transa com outras, ele está treinando,na verdade está fazendo um sacrifício para aprender a dar maior prazer em casa.

Mulheres, quanto mais horas de voo, melhor é o piloto.

Valeu, Lola.

Anônimo disse...

Dá para ter vários sapatos ao mesmo tempo. É só questão de controlar a agenda e de não trocar os nomes na hora da transa.

Anônimo disse...

Quem tem um sapato só tá mal....

DEATH ADDER disse...

prefiro meus tenis de basquete que comprei nos eua, ate pq meu tamanho é 48(15 la) então naõ existe tenis pra mim no brasil. comprei logo uma porrada de tenis de basquete ball em todas viagens que fiz. só fazem roupa pra nanico aqui no brasil, no comunismo a coisa ia ser pior ainda com certeza.

Anônimo disse...

Homens, quanto mais suas mulheres transarem com outros, mais prazer ela pode dar ao oficial parceiro.
Quanto mais horas de voo, melhor é a pilota.

Andrea disse...

Ótimo comentário num ótimo texto:

Anônimo 16:29
"eu diria que na nossa sociedade é muito mais fácil encontrar relações que foram feitas para os homens se sentirem confortáveis do que pras mulheres."

Anônimo disse...

Lola, você viu o caso Vanessa Souza?
É uma moça, bem bonita por sinal, que fica mandando declarações de amor para o Marcelo Mello. Eu pesava que ela era fake, mas ela é bem real.
Agora os mascus ficam dizendo que essa é uma prova de que mulheres são apaixonadas por bandidos cruéis. Vê se pode? Que povinho mais sem noção.

Anônimo disse...

Legal o texto e altamente pertinente. Talvez eu já esteja no caminho certo, porque no meu armário só entra sapato confortável. Não interessa o quanto os outros reclamem, se acham inadequado, se não acham bonito, se o sapato está confortável no meu pé, fica. Se não, fora. Tomara que eu consiga aplicar o mesmo princípio nos meus relacionamentos.

E anon das 17:00 eu TENHO que te dizer isso: esse seu discurso de quanto "mais horas de voo melhor o piloto" vale pras mulheres tbm? Elas também podem aprender a "pilotar" com outros por fora? Porque se vale pros dois, fico feliz por você ser uma pessoa evoluída. Mas se só vale pra homens, você é machista e merece seus chifres.

Anônimo disse...

Nojo desses comentarios defendendo bigamia.

Mallagueta Pepper disse...

Anônimo das 17:00 , eu sei que vc está apenas trollando ou sendo irônico, mas fica a pergunta: vc aceitaria que a mulher tivesse o mesmo direito de ter vários parceiros? Opa, aí não, né?

Porque mulher é "diferente", com os animais não é assim, isso vai contra as leis da natureza, mimimi, homem pode, mas mulher não, é da natureza do homem ser poligâmico, nhenhenhe e outras falácias que vcs tentam nos fazer acreditar e sempre ficam nervosinhos quando não conseguem.

Aí todo esse papo de horas de voo vai por água abaixo e entra o moralismo hipócrita, a ânsia de controlar o corpo da mulher, cagação de regras sobre o que mulheres podem ou não fazer, mais um monte de besteiras sobre natureza feminina (mulheres são românticas, irracionais, não tem necessidade de sexo como o homem).

E tome "ain, mulher não pode se igualar aos homens, mimimi, vcs são diferentes, nhenhenhe, não podem fazer as mesmas coisas, blábláblá..."

E tudo isso falado por um típico masCuzinho que se acha o maior entendedor das mulheres que já existiu no universo, mas quando a gente vai ver não consegue ser levado a sério por nenhuma. Por que será, né?

Anônimo disse...

ADOREY.

Anônimo disse...

"Se for obrigada a fazer uma relação com o texto de verdade, rs, eu diria que na nossa sociedade é muito mais fácil encontrar relações que foram feitas para os homens se sentirem confortáveis do que pras mulheres."

foda

Anônimo disse...

Lola, você apoia o seu marido ficar "experimentando" sapatos no trabalho, ou só tolera mesmo porque "sapato a gente joga fora, pantufa é pra sempre"?

Anônimo disse...

Só vejo um problema no texto e na metáfora. Comparar um relacionamento a um sapato (que se encaixa bem, é flexível, etc e tal) significa no fundo uma prepotência enorme, quer dizer: eu sou assim, eu sou maravilhoso, bacana, sem nenhum defeito, quem quiser que se adapte, quem não se adaptar eu jogo na lata do lixo. É muita arrogância pensar assim, porque um relacionamento, se se pretende que dure, significa flexibilidade e troca dos dois. Esse seu texto merece uma pergunta: entre você e o maridão, quem é o poderoso e quem é o sapato?

Kittsu disse...

"prefiro meus tenis de basquete que comprei nos eua, ate pq meu tamanho é 48(15 la) então naõ existe tenis pra mim no brasil. comprei logo uma porrada de tenis de basquete ball em todas viagens que fiz. só fazem roupa pra nanico aqui no brasil, no comunismo a coisa ia ser pior ainda com certeza."

é por isso que você é amargurado, é tão cheio de pé que a sociedade brasileira não te entende e você se sente inadequado? hahahahaha
(fui pegar um sapato do meu fófis aqui pra confirmar o tamanho da napa: 44 e já parece uma prancha. caraca, véio... hahahaha)

Jonas Klein disse...

Anônimo das 17:00, eu não ia fazer mais nenhum comentário neste post (só que não recist9i a tentação), mas e se a mulher for treinar com outros o que você acha???? ate por que mulher quanto mais experiente for no sexo melhor.

Agora vem você toparia se sua namorada o seja lá o que for(fizesse esse "sacrifício") treinasse com outro para aprender coisas novas, para com isso te satisfazer na cama, pois na cama se você procura satisfazer sua parceira ela também tem que se vira para te satisfazer.
comigo e assim eu faço quase de tudo para satisfazer minha parceira na hora H, mas ela tem que me retribuir isso.

Apesar de que depois que inventaram a pornografia e postaram todo esse material de leitura sobre sexo que tem atualmente na internet, nem há necessidade de alguém transa com outras pessoas para aprende satisfazer sua parceira(o), agora se você quer só arruma uma desculpa para trair sua parceira, e bom arruma outra por que essa não cola.

Anônimo disse...

"sapato a gente joga fora, pantufa é pra sempre"!

Hahahaha! Não faço ideia de onde encaixar, mas adorei a frase.

Balalaika disse...

Ótimo texto, boa metáfora, mas como alguém já falou aqui nos comentários, essa metáfora deixa uma ideia que o sapato tem que se adequar perfeitamente ao pé, quando na vida real, o pé tem que dar uma encolhidinha nos dedos de vez em quando pra dar tudo certo. Acho difícil encontrar um relacionamento onde as duas pessoas se encaixem perfeitamente, é preciso flexibilidade dos dois lados. Não é saudável mudar totalmente quem você é para agradar ao outro, ou tolerar coisas que te machucam porque aquela pessoa é importante pra você. Se ela é importante pra você, e vocês estão num relacionamento, você também tem que ser importante pra ela, e o respeito tem que existir mutuamente. O autor fez bem em desistir daquele sapato e procurar um outro, mas lembre-se que não é só o sapato que precisa se adequar ao pé, o pé também precisa se adequar ao sapato.

Anônimo disse...

Que engraçados esses trolls, não sabem ler e querem criticar a Lola.

Para que tá feio gente. Leiam a primeira linha:

"Leonardo, amigo de uma grande amiga, me enviou este post:"

Bjos, prof da alfabetização.

Feminista capitalista disse...

Clap,clap,clap, adorei,genial o texto!!

Raven Deschain disse...

Haha que medo dessa gente que "faz quase tudo na cama" baseado "em tanta pornografia na internet"... u.u

Gle disse...

Kkkkkkk, fofinho o texto. Mas sejamos realistas, não é beeemmmm assim!
Essa gaalera que curte um pornografia para se satisfazer e aprender coisas novas é pq não sabe nada da vida mesmo, kkkkkk. Só pra lembrar: mulheres não são bonecas infláveis e nem atrizes pornôs, ok? Hauahauaha.

Grão da Noite disse...

Andar descalso é meio incômodo no começo, mas a gente vai se acostumando. A sola do pé vai se adaptando às intempéries do ambiente. A quentura do Sol, emanada do chão, aos poucos faz a pele ficar mais grossa. O incômodo dos pés molhados - pra quem foi ensinado a nunca andar descalso, qualquer coisa sobre a pele do pé incomoda, até água - também vai diminuindo, embora possa demorar um pouco. Enfim, realmente é melhor ficar descalso do que com os sapatos errados. Descalsos, os pés acabam passando por alguma dessensibilização, mas acho bom que o chão tenha que estar mais quente do que antes pra poder queimar minhas solas tornadas mais grossas, e que meus pés precisem ficar inteiramente molhados para que haja algum incômodo.

Anônimo disse...

Achei um tanto bobagem. Como assim achar fofo uma comparação entre pessoas e sapatos? Como assim achar fofo que um "sapato" deva se "adequar" ao teu pé? Gente, pelo amor de Deus! Estamos falando de pessoas, em um site feminista. O bonzinho, que só quer um sapato decente, e o malvadinho, que só quer machucar o pezinho do bonzinho não existem na vida real. Relações são complexas. Li um texto heteronormativo, monogâmico, reificador do outro.

Anônimo disse...

Eicram diz:
Ai, não gostei. Sei que as analogias tem as suas limitações. Mas sério, comparar as relações que se tem com um sapato com as relações que se estabelecem entre pessoas, seres de desejo, autônomos? Sério? Achei simplista.

Anônimo disse...

Para o pessoal falando sobre o texto dizer que o parceiro tem de se adaptar à pessoal e não o contrário. Creio que o texto trate o sapato como o relacionamento, não como o parceiro. Se ambos parceiros escolhem e se sentem confortáveis com o mesmo "modelo" de sapato/relacionamento ele tem tudo para dar certo.

normalidaderealidade disse...

Tou tentando imaginar o que meus sapatos têm a ver com meus relacionamentos. "Só uso um sapato por anos até não dar mais"? "Gosto de conforto e se me incomoda jogo fora"? Não sei, viu.

Analogias sobre meus sapatos, que não têm nada a ver com meus relacionamentos, mas ficariam engraçadas se fossem intercambiáveis:

"Dou todos os meus sapatos fofos pra minha irmãzinha"
"Uso até furar"
"Apago cigarro na sola deles"
"Resolvo tudo com micropore e força de vontade"
"Só calço número pequeno"

Anônimo disse...

Sou o anon das 17h.

Jonas Klein e outras pessoas, vc não entendeu nada.

Óbvio que quanto mais horas de voo, mais experiência e performance.

Se eu sou mais velho que a parceira e tenho uma super performance ela se sente segura de querer treinar somente comigo.

Pergunto a todos e todas aqui, se pudessem escolher iriam pegar uma avião com piloto recem formado ou um com dez mil horas de voo? 10000 horas ensinam mais que 50 horas.

Muitos homens gostam de mulheres supertreinadas com milhares de horas. Isso é comum.

As mulheres preguiçosas e frustradas, frígidas, com poucas horas de sexo ficam com raiva das mulheres guerreiras com a sexualidade hiperpoderosa, que tem milhares de horas de voo sexual.

Sempre trabalhei com mulheres, e vi situações nas quais as frígidas que não transavam chamavam as experientes de vadias. Depois acusam os homens de machismo....
Na nossa sociedade, quem tem muito tesão, é discriminado, seja homem, seja mulher.

Anônimo disse...

Existem homens e mulheres com pouco tesão.

Existem homens e mulheres com tesão normal.

Existem homens e mulheres com tesão hiperpoderoso. Esses são minoria da sociedade e vítimas de preconceito.

Anônimo disse...

Se houver um homem banana e um outro homem com desejo sexual hiperpoderoso, qual mulher vai querer o banana sem tesão?

Muitas mulheres aceitam que os homens tenham treino por fora por acharem isso sexy. E o contrário tb.

Menos normatividade monogâmica.

Raven Deschain disse...

"Uso até furar".

Huashuahsuahsua meldels. Conheço gente assim. Que horror.

Anônimo disse...

Mas que interessante ver todo mundo aplaudir o texto e reclamar do "sapato".
Ainda mais quando é o pé que está todo torto, cheio de calos, fraturas, cicatrizes e feridas mal curadas.
Aí o sapato, só porque é justo e certinho, desenhado para pés saudáveis, é que leva a culpa de machucar e doer.
Mas, no fundo, é o pé que não enxerga o quão podre e estragado ele é...

Anônimo disse...

@ moç@ do sapato é sujeito, o sapato é objeto. Metáfora bem estranha pra pensar relações. Gostei não.
Juliana

Anônimo disse...

Pois é, também não gostei do texto. Provavelmente foi escrito por um homossexual que acabou de sair de um relacionamento doloroso e quis dar um tapa de luvas ao comparar o ex com um sapato. Porque, convenhamos: comparar uma pessoa com um sapato, e um relacionamento com um uma operação comercial não é lá uma boa comparação.

E digo mais: duvido que a Lola publicaria esse texto caso o tal Leonardo fosse heterossexual, e estivesse comparando MULHERES COM SAPATOS QUE DEVEM SE ADAPTAR AOS PÉS DELE!!!!!!!!!!!! E NUM BLOG FEMINISTA!!! FALA SÉRIOOOO


SIMPLESMENTE, FAIL!

Anônimo disse...

Anon das 17h, que tal responder à pergunta de forma clara?

Você aceitaria que sua namorada/esposa tivesse as mesmas 10000+ (quanto mais, melhor) horas para treinar vôo fora de casa?

lola aronovich disse...

Ô anon das 14:31, vc realmente acha que eu pergunto a orientação sexual de alguém antes de decidir se publicarei ou não um texto? Eu não sei se o Leonardo é homossexual, hétero, bi, assexual... Se ele não diz no texto, é porque isso não é relevante. Vc pode não gostar de um texto sem especular sobre o autor ou sobre por que eu publiquei o texto, né?

Lucas Pin disse...

Vou de acordo com a opinião de alguns aqui, acho que o texto objetificou demais os relacionamentos e talvez as pessoas envolvidas, são coisas muito mais complexas do que comprar sapatos.

Anônimo disse...

E se vc tem um sapato confortavel, que vc ama, que vc sabe que nao te deixara na mao, que depois de tantos anos ja ta acostumado as curvas dos seus pes, e que vc sabe que te ama muito tbm. Mas vc tem vontade de experimentar sapatos novos? afinal; um sapato ainda melhor pode estar passando bem na sua frente. Mas o seu sapato antigo nao vai aceitar essa mudannça de "sapato principal" pra so "sapato" assim dessa maneira... Vc fica so com a opçao de esconder seus novos sapatos ou ficar so com ele...

O que fazer?

Anon das 14:31 disse...

Pô Lolinha, fica brava não, sou fã do blog!

Mas eu acho que posso sim especular a orientação sexual do autor do texto excepcionalmente neste cado, onde ele compara seus "ex" com sapatos, e se ele for heterossexual, acho um bocado descabido um texto comparando mulheres a sapatos (objetos descartáveis) em um blog feminista. Só isso!

Achei também a comparação imatura, parece que ele é perfeito e os sapatos (ou cônjuges) devem se adaptar a ele, como assim? No que este texto nos ajuda a entender relacionamentos?

O texto está bem escrito, o autor é um ótimo escritor, certamente! Mas, na minha opinião ele não acertou a mão na metáfora...

beijão, e 2015 é Dilma êeeêêêeeeê!!!!

Anônimo disse...

Para x anon das 16:29

Minha humilde opinião:

Ou convença seu namorado (vamos parar com essa história de sapato gente, credo... sapato é sapato, gente é gente!!) de que a poligamia pode ser bem legal, uma nova experiência prazerosa para ambos, ou termine com ele e seja livre para viver sua vida como quiser!


Eu acho que poligamia e monogamia são opções (apesar de que o cartunista Latuff acha que não, que a monogamia é uma imposição social e todos os monogâmicos são burros manipulados e vivem num mundo de hipocrisia cor de rosa), e acho que os parceiros devem estar cientes dos acordos que trataram.

Poligamia é diferente de traição, e traição (quando o acordo entre o casal é a monogamia) eu, particularmente, não perdoo.


A gente tem que ser progressista, libertário e, acima de tudo, éticos! Você gostaria que seu parceiro passasse a ser poligâmico sem te avisar deste detalhe??

Abraços

donadio disse...

"Eu acho que poligamia e monogamia são opções (apesar de que o cartunista Latuff acha que não, que a monogamia é uma imposição social e todos os monogâmicos são burros manipulados e vivem num mundo de hipocrisia cor de rosa)"

Eu não sou o Latuff, e não sei ao certo qual a posição dele na questão.

Mas vejo que a monogamia é uma imposição social, e não acho que todos os monogâmicos sejam burros manipulados ou vivam num mundo de hipocrisia cor-de-rosa.

Repensando... sim, os "monogâmicos" vivem num mundo de hipocrisia cor-de-rosa. Mas isso não é nem culpa nem privilégio deles: este mundo em que todos vivemos é um mundo de hipocrisia cor-de-rosa, e não vai mudar nem tão cedo nem tão fácil.

But I digress...

Todo dia de manhã eu pego uns pedacinhos coloridos de papel retangular e vou à padaria, onde troco eles por um café-da-manhã. Faço de conta que acredito que aqueles "papelinhos" como diria o mineiro, expressam valor, o valor contido no leite, no café, no pão. E a funcionária da padaria faz de conta também - ou de repente ela acredita de verdade nisso, quem sabe.

Nem eu nem ela somos burros manipulados. Participamos, conscientemente ou não, de uma farsa social - e burros seríamos se disséssemos a verdade: que os papelinhos são apenas pedaços de papel, e não há nenhum motivo racional para aceitá-los em troca de bens materiais que são produto de trabalho humano bem concreto.

O mesmo vale para a monogamia. É uma imposição social. Ignorar essa imposição é (quase) impossível na prática - e traz consequências bem concretas para quem ousa. E ninguém é burro ou manipulado por fazê-lo. Mas não deixa de ser uma imposição por causa disso.

Não é como ser flamenguista ou botafoguense - isso sim é uma opção (embora eu desconfie que ser botafoguense também possa ser uma psicopatologia, mas isso já é o meu lado não-racional se manifestando).

Anônimo disse...

Aqui onde o cartunista Carlos Latuff diz que:
"só posso dizer que o fato de voce ou sua companheira apostarem na monogamia não significa que ela é boa. Monogamia é escolha tanto quanto ser capitalista, ou machista, ou homofóbico. Não disse que vc ou quem quer que seja tenha de ser poligamico, disse (e reafirmo) que a monogamia e a inveja são uma merda. E se queremos construir uma sociedade diferente, temos de rever todos os conceitos, inclusive a monogamia que repito, parte do pressuposto da fidelidade, que ao meu ver é algo irreal e desonesto. Mas revê quem quiser, quem não quiser, viva seu sonho cor de rosa e bola pra frente."

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=419017501570206&set=a.167836366688322.37004.100003858796537&type=1

Anônimo disse...

Anon das 13:11 obrigada por responder a minha pergunta. Você é um cara de pau que quer pegar todas, mas exige uma mulher pouco 'rodada' ou virgem que lhe seja sempre fiel e tonta de tolerar suas puladas de cerca, seu machismo, seu desrespeito e sua hipocrisia. É, eu imaginei que você fosse só mais um machista safado. Pode começar a polir os chifres e lhe desejo um grande fiasco nos "treinos" e na procura de uma otária como você quer.

Anônimo disse...

Eicram diz:
Alguém sugeriu que talvez eu e outras pessoas que não gostamos do texto não tenhamos entendido que o sapato está para o relacionamento e não para a pessoa. Sim, eu entendi isso também. Mas mesmo assim acho que a metáfora não dá conta. Relacionamentos são complexos, são plurais, são construídos por sujeitos únicos, com histórias e subjetividades únicas, acho impossível e muito infeliz comparar com sapatos. Sapatos que já vem prontos, só por no pé. Se não der pro seu pé, você pode trocar. Relacionamento a gente constrói e se constrói a partir deles, não vem pronto pra uso.

Feminista capitalista disse...

Mascu das 13:11,

Hahahhaha,só que não, se você é um piloto muito experiente e de certa idade,então não tem porque se preocupar mais com parceira nenhuma e nem querer nada,até porque depois de uma certa idade quando os comandantes já estão experientes demais e bem velhinhos,as cias. Aéreas costumam aposenta-los e dispensa-los; até porque as aeronaves com algumas décadas de vida vão sendo substituídas por outras mais sofisticadas e avançadas tecnologicamente as quais estes comandantes não estão acostumados e tem dificuldade pra se adaptar.


E claro que sua companheira irá querer outros comandantes e vôos diferentes,ou você espera ir pra faculdade e durante os cinco anos do curso ter um professor só?


E não,ao contrário do que você pensa,transar com um número maior de mulheres não te torna um amante melhor,nem um ser humano mais evoluído, a sua performance na cama não tem relação direta com a quantidade de pessoas que você já transou; pelo contrário,ter transado com muitas mulheres pode apenas ter contribuído para que você tenha adquirido uma série de maus hábitos, pode indicar que você tenha dificuldade de estabelecer conexões mais profundas com as pessoas e sem você saber ou desconfiar pode ser até que você tenha causado tédio,baixa excitação e zero orgasmo em 90% das mulheres com que já esteve,seguindo uma "fórmula perfeita" e achando-a ideal.
Ao passo que um homem que tenha transado com poucas mulheres pode ser um ótimo amante,tudo depende de uma série de fatores e do quanto você se dispõe a entender as mulheres.



Ah,e você tem bola de cristal pra saber se uma mulher é frigida ou não?lê pensamentos?
Se vivemos num mundo onde mulheres chamam outras de vadia,isso pouco tem a ver com frigidez,tem muito mais a ver com a ideologia machista a qual você ajuda a perpetuar.



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Ninguém aqui faz defesa absoluta da monogamia,acontece que ninguém te obriga a entrar num relacionamento monogamico, entra quem quer, e quem quer assim,tem que ser monogamico e ponto final,tem que ter palavra.


Pra quem detesta a monogamia, a solução é simples,deixem suas namoradas terem quatro ou cinco namorados ao mesmo tempo,além de você, o coração feminino é muito grande e cabe sempre mais um, assim a sua namorada não vai ter tempo de encher o seu saco enquanto você procura outras pra transar,nem brigar com você,afinal ela vai estar com o namorado número quatro,ou nove,se distraindo também.


Relacionamento aberto e a solução simples pra quem acha a monogamia intolerável,resolve os problemas.

Feminista capitalista disse...


Ah gente,achei o texto relevante sim e a metáfora boa,pra quem contesta a minha opinião,entendam que o texto não diz que seres humanos valem tanto quanto sapatos,ou que uma pessoa mereça ser tratada como sapato;ao meu ver o texto NÃO é sobre os sapatos,mas sim sobre os seus pés,que para você deveriam ser muitos mais importantes que qualquer par de sapatos por aí.


O que o texto diz é que se uma mulher que calça quarenta,comprar um sapato trinta e nove ele pode ficar um pouco apertado,mas o pé pode acabar se encolhendo e acostumando com um certo "apertinho",assim como o sapato vai acabar laceando pra se adaptar o pé,agora se a dona deste pé comprar um sapatinho trinta e sete,porque o achou lindo na vitrine,não vai adiantar, ela pode tentar calçar que não vai caber e mesmo que caiba,só vai deformar e fazer mal aos pés dela,que não merecem esse tratamento indigno e cabe a dona dos pés,reconhecer o quanto eles merecem um bom tratamento,afinal do sapato ela pode se livrar,mas os pés ficarão com ela até o final da vida,sendo parte dela,mesmo que seja difícil encontrar um sapato em sua numeração,ela tem que saber que é aquela numeração a que vale pra ela,e que as vezes,ela vai ter que saber andar descalça,pra dar descanso aos próprios pés,independentemente do que a opinião alheia diga sobre os pés dela,só isso.


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E nos relacionamentos,ainda mais amorosos,temos sim que ter a coragem de falarmos o que pensamos,estabelecermos o que querermos e fazermos as nossas exigências,não podemos controlar ninguém além de nos mesmos e nem manipularmos as outras pessoas pra que sejam como nós queremos,mas temos que reconhecer que existem pessoas com as quais podemos estabelecer boas conexões e outras que simplesmente não servem pra nós.

Pode parecer duro,mas antes só que mal acompanhada,e é isso que muita gente tem dificuldade em conceber.

E outra nessa história de "ceder,ceder,ceder" ; "alguém tem que ceder"; 9 a cada 10 relacionamentos onde há concessões é sempre a mulher quem acaba cedendo e fazendo mais concessões.


Por isso achei o texto relevante e necessário.

donadio disse...

"Ninguém aqui faz defesa absoluta da monogamia,acontece que ninguém te obriga a entrar num relacionamento monogamico, entra quem quer, e quem quer assim,tem que ser monogamico e ponto final,tem que ter palavra."

Assim como ninguém me obriga a usar calças em vez de saias. Eu uso por que eu quero, não é uma imposição social, eu sou absolutamente livre. É só uma coincidência o fato de que todos os homens que, como eu, não têm conflitos de gênero, usem calças.

Ou quem sabe o uso de calças seja determinado pelo meu cromossomo Y?

Outra coisa: esse tal "contrato" que obriga as pessoas a serem "fiéis" também obriga as pessoas a satisfazerem sexualmente o parceiro. Então não existe estupro marital? Afinal, as pessoas entram num relacionamento por que querem, deviam saber que o "contrato" obriga a ter sexo todo dia, tem que dar e ponto final, tem que ter palavra.

Cada uma...

Feminista capitalista disse...

Aff que comparação mais cretina o comentário ta digno "duzomi feministo"; é óbvio que ninguém tem que transar todos os dias,onde vc leu que monogamia implica nisso?
Muito menos alguém é obrigado a transar quando não quer,apesar da mentalidade geral masculina,não,os homens NÃO podem dispor do corpo das mulheres como bem entenderem,até porque a quantidade de vezes que o casal faz sexo pode ser acertada pelos dois,sem obrigações e sem hora marcada pra trepar.

E não,não cabe a ninguém satisfazer todas as suas expectativas sexuais,ou realizar absolutamente todas as suas fantasias,até porque o relacionamento não gira em torno de sexo ou é um filme pornô,há de haver maturidade pra lidar com as frustrações e claro,cabe a você sentir-se satisfeito ou não e ter a coragem de terminar a relação se julgar preciso.


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Ahn e é meio óbvio que você pode entrar numa loja e comprar saias,ou seu dinheiro é diferente do das mulheres?
De fato existe um "pacto social" pra que você use calças de modelo masculino e toda a expectativa/imposição de que você use calça,mas não há nenhuma lei que te obrigue a isso,existe uma coisa chamada personalidade e com ela você tem a livre opção de não aceitar usar nada que você não queira,até porque o corpo é seu.

Da mesma forma,ninguém aponta um revólver na cabeça do cidadão e o obriga a entrar em um relacionamento com alguém, ele tem toda a opção de ficar solteiro,de conversar com a parceira expondo suas sugestões e desejos,tem a opção de querer um relacionamento a três,tem a opção até de determinar que só vai entrar numa relação com alguém,se ela for aberta,portanto em ultimo grau trata-se sim de uma opção,independentemente de toda a pressão,se formos ceder a todas as pressões enlouquecemos.


O que não da pra entender de maneira alguma,são homens que se acham tão aptos pra monogamia e querem um relacionamento nos moldes monogamicos cobrando monogamia das mulheres,não cumprirem com as obrigações monogamicas deles antes de fazerem qualquer exigência.


O problema é que depois de 'uma ou duas transas fora do relacionamento' vem a três,vem a quatro,a cinco,a dez,vira um padrão.

E se ele quer uma ou duas (aham ta) transas fora do relacionamento,não tem que ficar afirmando em um espaço feminista,e sim dizer na cara da esposa dele,será que ele tem essa coragem?

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Ah, e você quer culpar a instituição da monogamia pelos estupros maritais? É isso, produção? Quer dizer que se não houvesse monogamia,não haveria estupro marital???!!

Os países árabes que o digam!
Super culpa da monogamia mesmo.

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Não vejo sentido nenhum em um homem sair por aí e arranjar umas transas fora do relacionamento ao passo que a mulher se sente obrigada a transar sempre com o mesmo homem,confinada e obrigada a estar com ele.


Fora que o fato da monogamia ser compulsória em nossa sociedade não justifica traições.

Com traição masculina sou irredutível,pois ela é mais uma das maneiras de opressão do patriarcado sobre as mulheres,pruzomi que não gostaram,SO SORRY....

Anônimo disse...

Hahahaha, que loucura.
Então quer dizer que a mulher pode trair porque isto é uma forma de se rebelar contra o maldito patriarcado, mas o homem não pode porque isso reafirma a opressão do patriarcado sobre as mulheres?!?!?!?!!?!
Foi isso mesmo que eu li, produção?
Depois quando digo que feministas são lunáticas, acham ruim...
Sério, não fazem ideia do quanto estou rachando o bico de rir... kkkkkkkkkkkkkkkkk