quinta-feira, 9 de outubro de 2014

GUEST POST: A EDUCAÇÃO PRECISA LEVAR GÊNERO EM CONTA

A Fernanda, uma jovem professora que conheci numa das palestras, escreveu este excelente relato sobre educação e gênero. 

Já trabalhei em rede privada, municipal e federal, então, apesar da pouca experiência, acredito que esse relato apresente várias situações que outros professores possam ter passado.
Para começar, não podemos esquecer que a escola é um local que serve ao poder, e toda a sua construção é baseada na manutenção do poder na mão de quem sempre esteve. Isso já explica as diferenças estruturais entre escolas de periferias e escolas mais centrais, escolas públicas e particulares. Ao mesmo tempo, a escola pode ser um local de resistência.
O que tenho percebido nas últimas eleições é que não há muita diferença nas pautas de candidatos envolvendo educação. Todos defendem a escola para todos, em tempo integral, e de qualidade, seja lá o que isso quer dizer para cada um. Vamos por pontos. 
A escola para todos tem sido feita de forma literal, ou seja, escola com todos de corpo presente nela. Não importa se com ou sem professor, se não tem livro, se a realidade escolar é totalmente desvinculada das comunidades do entorno, o importante é número. 
A escola em tempo integral, muito combatida pelo corpo docente, também segue a mesma lógica: o importante é todos estarem no tempo integral, mas vamos esquecer só um pouco a parte de infra estrutura, que isso sai caro (em tempo: acho necessário e importante a escola de tempo integral, só que isso tem sido usado de forma eleitoreira; a maior parte das escolas estão perdidas com essa mudança). 
Professoras de SP protestam durante
manifestação no Dia dos Professores
Já no quesito qualidade, entram mil coisas, mas em geral, quando pensam em qualidade, fala-se muito de provões, como SARESP, ENEM e prova Brasil (não importa também se muitas escolas maquiam os resultados fazendo simulados, o importante é ter pontuação). Mas discutir as classes super lotadas e as condições precárias de muitos docentes, poucos querem (para quem não tem muito embasamento, indico que procurem saber sobre a categoria O do Estado de São Paulo, categoria essa criada para tapar buracos das milhares de exonerações anuais e que é tolhida de muitos direitos trabalhistas). 
Religiosos adotaram a ideologia de
gênero como um dos grandes vilões
a ser combatido, principalmente na
educação
Essa introdução básica é para falar como o ambiente educacional atual agrega as relações de gênero. Como um ambiente extremamente tradicional, nossas escolas estão impregnadas de práticas sexistas, desde a estrutura até a própria prática docente e as impressões dos próprios estudantes. Eu costumo fazer algumas intervenções em meio a aulas sobre o assunto, como uma forma de analisar as próprias concepções dos alunos sobre gênero. Como professora de Ciências, meus alunos sempre me questionam sobre comportamentos. Abaixo coloquei algumas experiências em sala de aula:
1 - Em um quarto ano (antiga 3ª série), os alunos tinham a atividade de relatarem histórias a partir de um ponto que o professor contava. Coloquei propositalmente situações que os alunos não estavam acostumados a lidar em seu cotidiano, como por exemplo, quando uma menina ia falar, eu começava a história com um dinossauro; quando era um menino, eu falava de uma boneca na história. 
Resultado: as crianças percebiam a subversão da ordem e logo em seguida continuavam a história de forma a restabelecê-la. A menina do dinossauro o colocava fazendo compras em um supermercado, enquanto o menino da boneca falava que a deu de presente à irmãzinha. Com 9 anos, as crianças já tem uma divisão de papéis de gênero bem estabelecida. Fiquei torcendo para essas crianças terem alguma professora feminista no meio do caminho (eu estava em caráter de substituição).
2- Formar filas não sexistas é o maior sufoco da face da Terra! Já tentei fazer filas com gosto por sorvete, por altura, por qualquer outro parâmetro, as crianças ficam super confusas e acabam voltando a fila meninos x meninas. Aí aboli a fila (o problema é que muitos gestores confundem ordem com crianças em formação de quartel, e isso pode gerar problemas).
3 - Problemas de assédios que alunas enfrentam com alunos são considerados frescuras e vêm com todo o arsenal de desculpas que sabemos ser culpa de uma cultura de estupro. Já ouvi professora comentando que quando aluna vem reclamar que aluno fica olhando para a bunda dela, ela aconselha a se acostumar, porque o mundo é assim mesmo.
4 - Meus alunos me ajudaram a identificar um problema bem sério com livros de ciências: a ideia de ser humano representado como homem é tão inconsciente que nem eu percebi que ela é insistente nos livros. Estávamos em uma aula sobre sistema imunológico, e tinha um corpo feminino demonstrando a estruturas do sistema. Meus alunos perguntaram se só mulheres tinham baço e timo, pois o modelo apresentado era uma mulher, e não o representante "neutro" do ser humano, o homem.
5- As perguntas sobre sexo partem muito mais das meninas. Pode ter relação com os meninos não terem a mesma abertura com uma professora para conversar do que um professor, mas acredito que a educação machista cria homens que não podem demonstrar fraqueza ou dúvidas, ou que pensam que pornografia é educação sexual. Eles acabam correndo riscos por não expressarem suas dúvidas e incertezas. 
6 - Uma parcela considerável de professores e professoras ajuda a perpetuar essa divisão entre meninos e meninas. Tudo tem a versão feminina e masculina, desde marcador de página até chapeuzinho de coelho da páscoa. 
Aliás, mesmo em um ambiente com tantas mulheres como a escola, professores homens costumam ter posição de destaque em seus apontamentos, ao ponto de já ter tido reunião em que diretora passou a bola pra professor tocar. Os professores homens são colocados como mais sábios e eficientes que as professoras num geral, e isso parte de todo corpo docente. 
7- A falta de sororidade é algo muito comum entre alunas, assim como são frequentes as brigas motivadas por meninos. A ideia de masculinidade com demonstração de violência também é muito comum entre os meninos, que vivem com "brincadeiras" (adolescentes aprendem rápido com comediantes a utilizar a palavra brincadeira para toda falta de respeito) de briguinhas e de humilhações. 
Acredito ser um desafio importante da nossa educação acabar com essa cultura de violência que, aliada ao preconceito de gênero, perpetua papeis que já deveriam ter desaparecido há muitos anos.

83 comentários:

Anônimo disse...

Isso da fila é assim mesmo? No meu tempo de guria (início dos anos 90) a fila era uma só na minha escolinha.

Anônimo disse...

parabéns, moça, por pelo menos tentar difundir a igualdade entre essas crianças desde cedo. mesmo sendo hétero, eu sofria preconceito por ser mais delicado (ou melhor, não tão agressivo) que os outros meninos e ter mais facilidade pra fazer amizade com meninas que com meninos. a única professora que me dava um pouquinho de apoio era uma prof de educação física lésbica, que me deixava fazer educação física com as meninas pra eu sofrer menos com as piadinhas, hahaha. só fui ver que eles eram errados e não eu, quando eu comecei a conviver com gays e tive uma professora feminista na faculdade.

se as crianças já tivessem professoras que difundissem a igualdade de todas as minorias (racial, de gênero, de orientação sexual...) o mundo seria um lugar melhor, com certeza.

Anônimo disse...

Mesmo sendo mulher, sempre tive.melhores professores homens. Não sei se é no geral. Mas meus professores sempre eram os mais divertidos. Que nos faziam aprender e nos deixavam fascinados. Enfim, as vezes foi só uma coincidencia

Anônimo disse...

3 série = adolescente?! Moça, adolescente é só depois da sétima série, tenha paciência! Daqui a pouco vai querer ensinar crianças no maternal a se masturbarem!

Anônimo disse...

Desconstrutivismo tacanho de esquerda, de forma covarde, mirando crianças para suas experimentações sociais.

ESCOLA-ENSINA
fAMÍLIA- EDUCA

Lucas Pin disse...

Sei que é fora do assunto mas tá rolando uma enquete no site da câmara sobre remover o benefício ao auxílio reclusão, bem, todos nós que conhecemos como funciona o benefício sabemos que é um equívoco retirá-lo e que várias famílias de presos, que não tem nada a ver com os crimes cometidos, ficarão sem receber o parco auxílio que lhes sustenta! Eu pensei em escrever um guest post a respeito, mas acho que você tem muito mais bagagem para escrever sobre isso Lola (ou qualquer leitorx esclarecidx), peço encarecidamente!

Anônimo disse...

Na minha época de escola o único critério pra dividir as filas eram as turmas. Uma fila do maternal, uma da alfabetização, uma da primeira série, uma da segunda série, etc. E nunca teve divisões de gênero em trabalhos de arte, tipo o chapéu de coelho da páscoa e do papai noel no natal, cada alunx fazia da cor que quisesse, com os enfeites que quisesse. Até o uniforme era o mesmo pra meninos e meninas, camisa e bermuda da escola (sei que hoje algumas escolas regrediram). Eu só posso lamentar o quanto a gente regrediu nesses últimos tempos. Lamentável.

Anon das 12:20 você não tem família. E nem vai ter uma, pois não vai conseguir achar uma otária que aguente suas mascuzadas. Só esquerdistas, feministas e manginas vão ter famílias, e vão educar seus filhos pra serem MAIS esquerdistas, feministas e manginas. Então por que você não se mata mesmo, já que a sociedade está irremediavelmente perdida?

Mallagueta Pepper disse...

Sempre tem um masCuzinho pra choramingar, né? Nossa, que horror! Estão tentando destruir o sistema que o privilegia, meldels! Se ele não puder mais viver numa sociedade machista e sexista, toda sua vidinha de merda perderá o sentido e aí ele terá que se matar de vez.

Legal. Não vai fazer falta mesmo.

Anônimo disse...

Na escola onde trabalho existe uma única fila, por altura. Quanto aos outros pontos concordo coma a autora em algumas coisas, mas acho outras um pouco exageradas.

lola aronovich disse...

Lucas, se vc puder escrever um guest post sobre o auxílio reclusão, gostaria muito de publicá-lo. É um assunto importante sim, sem dúvida. Infelizmente, estou sem tempo nenhum pra escrever esses dias...

Anônimo disse...

não aceito a professora querendo determinar como educo meus filhos, o trabalho dela é ensinar apenas.

Anônimo disse...

lucas, interessante o assunto que trouxe. entrei no site da câmara e votei.
espero que esse auxilio termine, quem merece ajuda é a familia da vitima, os familiares dos presos tem é trabalhar e se sustentar como a familia das vitimas fazem.
sei que vai chover comentários que a familia não tem culpa das ações que levaram a prisão do citado mas, a vitima tbm não tem culpa da violência sofrida e é ela quem merece apoio e auxilio.

Anônimo disse...

Infelizmente o que mais tem é pai e mãe ensinando filho a ser "macho". Que tem que olhar a bunda da garotinha achando o máximo quando a criança faz. Me enoja esse tipo de educação.

Aline J disse...



"É TUDO CULPA DO PT, DITADURA COMUNISTA-GAYZISTA-FEMINAZI-ESQUERDISTA-NEGRISTA QUERENDO ACABAR CA FAMILIA TRADICIONAL BRASILERA UUUH ABAIXO PTRALHAS"

Da Direita, Idiota.

Bru disse...

Olha, parabenizo a professora por tentar trazer um pouco de igualdade pro ambiente escolar...é uma guerreira. Sofro o inferno na vida escolar e tenho trauma de escola, admiro muito os professores, mas não seria uma...

Paula disse...

Só para constar, fila por altura tb é ruim. Eu sempre fui a mais alta da sala e a última da fila.
Passei a adolescencia com problemas de coluna, pois me encolhia para não ser a "grandalhona" da sala e desenvolvi um encurtamento muscular as pernas por sabotar os alongamentos da educação física ("alonga para crescer", diziam as professoras).
Também não uso saltos por causa disso.
Filas por série ou aleatórias seriam melhor.

Anônimo disse...

Ensinar a meninas e meninos que é possível ganhar muito dinheiro e que o dinheiro é maravilhoso seria muito mais produtivo.


Em qualquer sociedade o dinheiro vai ser muito bom.

Anônimo disse...

Tbm tenho dificuldade de apoiar o auxílio-reclusão. Não chamo de bolsa presidiário porque sei como funciona, a pessoa tem que ter contribuído e tal. Mas mesmo assim me incomoda o fato de que a família da vítima tem que se contentar com pensão, isso se tiver. Não sou tão de esquerda assim no fim das contas.

Anônimo disse...

Na escola obde estudei nao havia quase nenhuma separacao por genero. Fila unica por altura, meninos e meninas fazendo trabalho juntos, a educacao fisica tambem era conjunta ate a 5 a serie se nao me engano. Mao lembro em momento nenhum de ser proibida de fazer algo por ser menina. Hoje sou professora e vejo pouca separacao de genero no Ensino Fundamental I. Pelo contrario, as meninas estao se interessando mais pelas brincadeiras dos meninos e vice-versa. Achei o post um pouco exagerado. Agora tem um ponto interessante no comentario do troll das 12:20. Cada vez mais nos professores somos precionados a nao passar valores para os alunos, ficamos reduzidos a apenas ensinar a materia. Estou dando aula para o Ensino Medio neste ano e a pressao para o Enem ė fortissima. Nao temos tempo em sala de aula para a discussao saudavel de alguns assuntos e as familias e a diretoria da escola nao querem mais este espaco.

Raven Deschain disse...

Gente, muita calma nessa hora. Eu estudei em escola e colégio públicos a vida toda e é impossível fazer uma fila só! Coisa mais ridícula é uma fila numa turma de 40 crianças. Era dividido em duas. E se tivesse uma discrepância muito grande, tipo 30 piás e 10 gurias, aí era dividido. Bem diferente de escolas particulares que tem 15 crianças numa turma neh? E tinha tipo, 4 turmas de cada série em cada período.

Aí a partir da quinta série éramos cool demais pra fazer fila. Sério, ninguém fazia. Pode ter sido minha impressão dos anos 90 mas me parece que pelo menos onde cresci não tinha essa chatice toda de hoje não. Quer dizer, eu tinha toda a coleção de figurinhas do chocolate surpresa (de dinossauros) e fazia o maior sucesso! No dia do brinquedo meninos levavam ursos de pelúcia, meninas levavam robôs e todo mundo era feliz. Foda ver que esse pessoal cresceu pra criar seus filhos como machinhos e filhas como princesinhas.

Raven Deschain disse...

Fico pensando oq seria de mim se eu tivesse sido criada assim. Eu não gostaria de lego, nem de videogame, nem de alienígenas, nem de nada maneiro! Eu seria uma chata! Estamos criando um bando de crianças entediantes. Oo

Bru disse...

ops, SOFRI, no passado...graças aos céus a vida escolar acabou

D Stoffel disse...

Eu tive que escutar a sala inteira falar que ser era errado e comparar gay com ladrão mais uma vez não pude defender essa "minoria" que não é tão minoria assim, pois não consegui a fala de novo.
Fico muito triste pois eu sei que esse discurso é de uma maioria contra uma "minoria", por isso sei da importância dos professores saberem respeitar diferenças.
Não cabe a nós fazer segregação nem diferenciar pois todos nós somos diferentes e iguais pois temos que ter o mesmo respeito e direito que todos.

D Stoffel disse...

Também é incrível ver que com um corte de cabelo já te torna feminino ou masculina. Quando uma mulher corta um cabelo curto dizem que até que ela é lésbica, e homem que tem cabelo grande gay pelo menos no Brasil, em outros países até eu vejo mais homens com cabelos curtos,acho bonito pois os homens daqui acabam ficando com a cara igual sem personalidade, as mulheres vejo arriscando mais principalmente as mais velhas.

Anônimo disse...

Não adianta o mundo querer nos encaixar somos diferentes, tem mulher que odeia rosa e homem que gosta, mulher que ama futebol e homem que odeia. É óbvio que os estereótipos estão aí mas sempre vai existir as diferenças, não adianta ser preconceituoso o melhor é aceitar que o mundo é diferente, mas nós temos que ser tratados de maneira igual pelo menos com respeito devido.

Anônimo disse...

Escola é um inferno. Antro de bullying apoiado pelos professores. Incentivo à promiscuidade na forma de "educação" sexual. Sexo em lugares impróprios e idade imprópria. Prostituição juvenil... Acho um crime o governo obrigar crianças a frequentarem essas incubadoras de marginais. De meus tempos de escola só guardo traumas.

Bru disse...

Achei o comentário do anônimo 16:44 meio exagerado e tal, chamando escola de fábrica de marginais, mas essa frase aqui:

"Escola é um inferno. Antro de bullying apoiado pelos professores."

TENHO QUE CONCORDAR.

DEATH ADDER disse...

''Escola é um inferno. Antro de bullying apoiado pelos professores. Incentivo à promiscuidade na forma de "educação" sexual. Sexo em lugares impróprios e idade imprópria. Prostituição juvenil... Acho um crime o governo obrigar crianças a frequentarem essas incubadoras de marginais. De meus tempos de escola só guardo traumas.''

e o bullying pra mim nunca acabou pois eu enlouqueci devido ao bullying. eu nõa acredito em doenças psíquicas mas se me taxam de ''louco'' pelo meu modo de vida eu prefiro ser ''louco'' mesmo. eu tive que ser violento em algumas épocas da minha vida, no momento que precisei agredir um cara em 2007 eu comecei a ver inspiraçaõ nos suicidas, pois na minha mente arriscar a própria vida pra destruir um inimigo é tão perigoso quanto suicidio, por isso eu admiro e muito os suicidas, é como se fosse uma inspiraçaõ de pessimismo pra encarar a dor da vida, por isso adoro ser ''louco'' mesmo

eu criei minha propria filosofia de vida, a unica coisa que eu odeio mesmo, odeio muito é nietzsche. pessoas a favor de nietzsche são a favor do bullying, porque segundo eles é seleção natural. nietzsche foi um bosta que viveu de forma miserável recebendo pensão do governo e ao mesmo tempo na contradição ficava criando filosofia de superantropia. pra mim muitos pensamentos diferentes que me influenciam são válidos, menos nietzsche. alias a maior merda de nietzsche é ele dizer que o homem comum tem que se sacrificar pelo super-homem, como é patético isso, chega a ser homossexual. se liguem voces que sofreram bullying, ta cheio de babacões seguidores de nietzsche no brasil que se chegarem no poder podem implantar um fascismo aqui, ou nazismo, não sejam amigos desses caras, tenham eles como inimigos. eu sou anti-comunista mas sou anti-nazi tambem, prefiro democracia e capitalismo.

como falei o bullying nunca acaba, agora é a sociedade em geral que acha que eu não tenho direito à vida. eu não quero que as pessoas me respeitem, eu quero que elas me odeiem e me temam, quero que as pessoas morram de medo de mim mesmo. não quero respeito de ninguem nesse mundo. tenho uma filosofia de vida puramente egoísta e odeio a todos.

a primeira nobre verdade do budismo, diz que toda mente sensível causa sofrimento. eu tenho minha propria visaõ sobre isso, na minha opinião, não é o ódio, ou o egoísmo, que leva a mente a ser sensível, e sim a filosofia lixo de nietzsche, que é tão merda que leva quem segue isso a ser sensível. duas coisas que eu acho merda pura - nietzsche e ginocentrismo, ginocentrismo porque o cara que idealiza a mulher de modo romantico e idealiza perpetuar a raça humana na terra, é sensível, ou seja, toda filosofia pró-humanidade e pró-superantropia é coisa de sensível e ate mesmo bonzinho. ja vi nazistas pagando mico no orkut, ficando putinhos porque tomaram fora de mulher, a filosofia deles os torna miseráveis mentais.

então na minha opinião, a unica forma de ser realmente insensível, é sendo anti-humanidade, anti-humanidade porque quem rejeita o ginocentrismo e busca pela misantropia/isolamento social nunca irá se reproduzir. é transformar mulher em objeto mesmo, ve-las de forma puramente sexual, assim que se consegue se desapegar delas e se conformar com masturbação.

podem achar que meu comentario é coisa de doente, mas eu vim aqui influenciar os caras que reclamaram de ter sofrido bullying com meu comentario.

Anônimo disse...

Lola, não é sobre o tópico, mas eu preciso te falar.
Você tava falando sobre criação de vagas no funcionalismo público, você precisa ver o que a Dilma fez com a Diplomacia. 2014 foi o ano com o menor número de vagas NA HISTÓRIA, desde que elas começaram a ser contadas.
Dilma conseguiu criar menos vagas que FHC.
Eu culpo a Dilma? Não. Da mesma maneira que não culpo FHC.
A culpa é da economia. Se a economia não cresce, não dá para criar vagas. Lula governou em um período muito bom, era o período do boom das commodities. Essa bonança não volta nunca mais. Os concurseiros sabem disso. A pior coisa que existe para quem procura emprego público é crise econômica. Por isso que vários concurseiros votam no Aécio.

Larissa Domingos disse...

Anônimo contra auxílio reclusão: o auxílio É pago para a família. A família tem que ser dependente economicamente do preso (e isso tem que ser provado) e tem que ser de baixa renda. Então, não, dondoca esposa de empresário corrupto que foi preso NÃO vai receber auxílio reclusão, por ex, vai ter é que se virar mesmo. E o preso, é que não vai receber mesmo, né?? O que ele faria com um salário mínimo (ou menos, não tenho certeza) na cadeia? Será que ele receberia em cigarros, que dizem ser a moeda de troca dos presídios??? Vamos nos informar um pouco antes de sair falando besteira por aí, né gente? Isso tudo você acha no site do INSS, nem precisa procurar muito

Larissa Domingos disse...

Opa, viajei no comentário, foi mal. Lola se quiser apagar o meu de antes (não sei se tem jeito de eu mesma fazer isso)

Anônimo disse...

Lendo este tópico e as discussões, eu lembrei de uma coisa que o Noam Chomsky disse, segue:

"Para que um transex DESEJE ser mulher, é preciso que exista um estereótipo feminino reconhecível e copiável. Não se pode ao mesmo tempo defender os transexuais e querer "abolir os estereótipos".

Isso fecha toda essa discussão.

Anônimo disse...

Não é coincidência, é só o seu preconceito de gênero mesmo.

Anônimo disse...

E por que a escola tem que "ensinar" que menina brinca de boneca? É o "desconstrutivismo de esquerda" que é tacanho ou você?

Anônimo disse...

Ensinar coisas neutras como anatomia, né? Anatomia masculina, que é neutra.

Anônimo disse...

Calma, Raven. Eu gostava de tudo isso e de bonecas também. Eu tinha barbies lésbicas, bissexuais, elas faziam surubas com os bonecos...

Anônimo disse...

Bullying apoiado e perpetrado por professores.

Anônimo disse...

Tb acho.

Pra menino tbm deve ser ruim ser o menor.

Faz fila por ordem alfabética e pronto. No começo do ano cada um aprende seu lugar na fila.

Anônimo disse...

Vamos ver...Reclamam de uma suposta imposição de gênero onde todos são obrigados a gostar de algo,meninos não gostam de carros,são forçados a isso e meninas tampouco gostam de bonecas, mas impor a ideologia feminista para crianças e sem a aprovação dos pais das mesmas,não tem problema nenhum.
Legal,só que não.
Professor deve se limitar a ensinar bem sua matéria e não ficar enchendo os alunos com o que ele acredita,tenho certeza que se fosse um professor homofóbico pregando aos alunos que gays são anormais,aí a história ia ficar feia mas como é pregação feminista,tá valendo.

Luiza Original disse...

Maionese, você trabalha, estuda, tem uma ocupação? Ou tua mãe te sustenta e você não paga nem a internet que você usa?

Anônimo disse...

Anônimo das 21:17, sabe qual é a diferença entre professor homofóbico e professor feminista? O primeiro ensina burrice e intolerância, o segundo ensina respeito e igualdade.

Se você é incapaz de ver a diferença, vá se informar um pouco mais. Tá parecendo gente que compara gay a pedófilo.

Paula disse...

Lembro que eu morria de vergonha quando via corpos de mulheres, mesmo desmembrados em livros de ciência, porque a gente crescia familiarizado com modelos masculinos...

Nyu-chan disse...

Na terceira série lembro que havia um tipo de oficina para os alunos e era dividido por gênero. Para os meninos ficava o mais legal: construir coisas com madeira. Para as meninas, crochê. Eu odiava isso porque eu gosto de construir, de criar coisas, e alguém liga para isso?"Vá fazer crochê!"

Esse negócio de dividir por gênero é uma bosta, porque sempre irá frustrar as crianças. Em casa eu tinha bonecas, carrinhos, vídeo game, bonecos, etc, e meus pais nunca viram problema nisso. Então porque os outros tinham que ver?

Pelo menos na quarta série, que era dividida em duas turmas, a professora que eu peguei não dividia a oficina em gênero, ela deixava cada um escolher o que quisesse fazer, e foi nessa época que aprendi a jogar xadrez <3.

Rafa disse...

Gostei do texto, mas preciso fazer uma pergunta. Será que não existe um viés ou expectativa pessoal quando a autora identifica a falta de sororidade nas brigas das meninas? Seguinte, meninos brigam entre si, possivelmente eles são os responsáveis pela maioria dos casos que enchem diretorias de escola ou consultórios psiquiátricos, mas ninguém atribui falta de "irmandade" entre eles ou algo do tipo. Aliás, brigas de menino são vistas como tão "naturais" que talvez alguns aspectos tenham passado desapercebido na analise da autora. Mas todo mundo sabe que, quando meninas brigam, elas sofrem um peso social diferenciado, como se isso fosse algo incabível e antinatural (necessitando de algum tipo de justificativa como "falta de sororidade" e etc.) Portanto, acho que se deve cuidar para não fazer vista grossa, tanto nas incontáveis brigas de meninos, quanto nas boas e muitas amizades femininas que se iniciam na infância.

Anônimo disse...

Malala ganhou o Nobel da Paz

Anônimo disse...

Alguém me explica: esse DEATH, maionese, ou sei lá o que, vive dizendo que é anti-humanidade, que as pessoas são lixo, defende o isolamento social. E no entanto está SEMPRE postando aqui. Ele se importa tanto com nós, leitoras(es) do blog, que vem aqui em todo santo post mostrar a verdade sobre a vida para que a gente evolua. Ele se preocupa com a gente, só quer o nosso bem. Mas se ele defende o "foda-se todo mundo", porque fica dando dicas sobre a vida para os leitores desse blog? Nós somos importantes pra ele?

Eu sei que ele tem problemas, na verdade eu até entendo a Lola deixar o cara continuar postando aqui. Melhor que ele descarregue as energias nos comentários de um blog do que sair matando gente por aí. Não DEATH, não pare de postar aqui. Estamos interessados nos seus conselhos sim! Você é importante pra esse blog, afinal um post sem comentário do DEATH, não é um post do blog da Lola.

Anônimo disse...

Aegis liderando nas pesquisas. Chora mais, esquerdosos.

Mallagueta Pepper disse...

impor a ideologia feminista para crianças e sem a aprovação dos pais das mesmas,não tem problema nenhum.

Pois é, né? Ensinar as crianças a terem respeito pelas diferenças é totalmente errado, uma imposição, ditadura feminazi, etc. O certo mesmo é ensinar a pirralhada a ser machista, homofóbica, preconceituosa, recalcada, miniaturas de felicianos e bolsonaros. Isso sim é o correto e tem o aval dos masCuzinhos.

Agora, ensinar que as crianças podem ser elas mesmas e exercer sua individualidade independente do sexo com que nasceram, oh, meldels, que horror! É o fim do mundo! O Armagedom! Apocalipse! O colapso total do universo!

O que será dos masCuzinhos se as crianças de hoje começarem a ter mais respeito pelas pessoas? Como eles poderão ensinar os filhos a serem uns recalcados se a escola insistir em transformá-los em pessoas que sabem respeitar as diferenças? É o fim do mundo mascu!

Anônimo disse...

Devia ter seguido o conselho e não lido essas tristezas de comentários nessa notícia:

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/10/1530195-musico-que-nao-cumprimentou-aecio-recebe-ameacas-pela-internet.shtml

Lógica deles: cidadão é ameaçado, xingado, injuriado, mas quem está errado é ele que foi sem educação (detalhe, no texto da reportagem ele explica porque não considera aquilo "falta de cordialidade").

Raven Deschain disse...

Huasshaus pelo amor de dels, me diz que foi o autocorretor do seu celular ou tablet que transformou Aécio num escudo mitológico! Huasaush me diz que não foi proposital.

Raven Deschain disse...

Aegis.

Huashuahuas vou printar.

Anônimo disse...

Tenho muito medo desse povo que acha realmente que professor pregando homofobia é o mesmo de professor pregando feminismo (igualdade de gênero). É não ter a mínima noção de valores, de bom e mau, de certo e errado. Pqp. Tipo, vc quer ser um escroto homofóbico, não podemos impedir, mas assuma que vc não é uma pessoa do bem. E que não é papel da escola, do governo, fomentar o MAL.

Anônimo disse...

Anonimo 10:30:

Se ele tivesse recusado cumprimentar Dilma tava todos esses MESMOS comentaristas aplaudindo e falando que tem que ser assim mesmo.

Jonas Klein disse...

Muito bom o artigo Lola, esta questão do cuidado para não ficar enfiando nas crianças esse negocio de papeis de gênero, já deveria fazer parte da formação acadêmica dos professores.

Felizmente nas escolas onde eu estudei quando era mais jovem, a educação e tratamento que agente recebia era bem igualitário.

Anônimo disse...

O metaleiro-misantropo-666-dumal (aka maionese) tentando ser intelectual machuca os olhos. Moço, vc tá tentando ser profundo, mas não existe nenhuma base lógica em nada do que vc fala. Sua ~filosofia própria~ é só uma justificação que você criou pros seus problemas, acorda.

Jonas Klein disse...

Anônimo das 12:20, eu sou de direita e concordo com você em parte, agora vale lembra que escola ela tem que ensina só que o ensino ele não pode de forma alguma ser sexista no conteúdo e nem na forma que ele e passado as crianças e adolescentes.

Anônimo disse...

Ooooo, Anônimo de 9 de outubro às 12:19, você acha que precisa ensinar crianças a se masturbarem? Elas aprendem sozinhas, pô.

E qual é o problema emuma criança pequena descobrir prazer? Só se for na mente desses ignorantes que castigam a criança que está explorando o próprio corpo e que, espero sinceramente, não seja o seu caso.

ANA

Anônimo disse...

Pois é,para incentivar o respeito a todos é preciso tentar forçar meninos a brincar com o que não querem e meninas idem,faz sentido,só que não.
Eu estudei em uma escola onde professores nos diziam para respeitar a todos,homens,mulheres,gays e niguém veio com esse "excelente" método feminista de ensinar respeito as diferenças.

Se o professor quer fazer essas experiências com alunos,tem sim que perguntar a opinião dos pais e se algum deles não quiser,vão seguir o que dizem e respeitar ou ficar de mimimi?
Tem pouco tempo vi uma notícia que uma feminista sem noção nos Eua,fez biscoitos com vários formatos de vaginas e levou para crianças de 5 anos numa escola onde a filha estudava, porque segundo ela,eles deveriam conhecer as mulheres,só elas claro,homens não existem,nem deveria ter meninos na turma.
A professora obviamente impediu esse absurdo e ela respeitou bastante ,fazendo um escândalo,xingando a professora,acusando de machista e todas as baboseiras que feministas costumam dizer para qualquer um que não siga sua cartilha.

Fernanda disse...

Olá, eu sou a autora do post.
Vou responder a(o) Rafa que postou logo acima sobre a questão da sororidade: não duvido que tenha uma interpretação minha nas brigas sim. Eu tenho uma sala em que os meninos """""brincam""""" (COM MUITAS ASPAS) de forma super desrespeitosa uns com os outros, e vira e mexe acaba em briga. E essas brincadeiras e brigas num geral é exercício de masculinidade, para definir liderança. MAS, se algum deles for atingido por alguém de fora, eles se unem. Quanto às meninas, não vejo essa união toda. Eu tento ao máximo trabalhar tolerância e respeito tanto com meninos quanto com meninas, o que não é fácil e muitas vezes sem sucesso. Acredito SIM que as escolas num geral fazem vista mais grossa com o comportamento das meninas do que dos meninos, eu tento me policiar para que isso não aconteça. Mas os simples fato das adolescentes fazerem slutshaming com outras meninas já mostra que esse aprendizado vem de bem longe.
Quanto aos direitosos que acham que eu estou fazendo lavagem cerebral feminista, sinto lhes informar, mas eu só faço questionamentos e estimulo debates, nunca cheguei em uma sala falando o certo é isso ou aquilo. Minhas intervenções em um primeiro momento são sempre para saber a concepção de gênero e igualdade da turma (o que eu fiz por exemplo na atividade da escola) e em um segundo momento eu DEBATO com os alunos algumas concepções que eles tem no cotidiano, como quando os meninos não querem deixar meninas jogarem futebol (eu não obrigo nenhum menina a jogar futebol, ou brincar de carrinho, mas sabe, nem tudo é preto e branco e muitas meninas gostam sim dessas atividades, então eu estimulo MESMO a elas fazerem o que gostam), eu converso com eles e tento descobrir porquê eles acham que elas não podem brincar junto com eles. Se vocês acham que isso é lavagem cerebral, problema de vocês, mas eu acredito em um mundo mais plural e mais unido.

Anônimo disse...

Pois é, meninas agora devem jogar futebol com meninos. Educação igualitária! Eu quero ver o resultado desta igualdade toda quando um moleque com o dobro de massa muscular errar a bola e chutar a perna de uma garota.
Porque o corpo das meninas é TOTALMENTE IGUAL ao dos meninos. Meninos não tem mais massa muscular, meninos não tem predisposição a violência, meninos não são mais agressivos e competitivos.

Como trata-se de funcionária pública, ela está livre para fazer o que quiser, afinal, tem estabilidade, não será demitida. Se uma menina aparecer com a perna quebrada, ela pode até mesmo bater no moleque, que neste momento se torna um 'misógino machista'. É evidente que em uma escola particular, ela já estaria na rua apenas por cogitar estas ideias, ideias ilógicas e irracionais, que não passam de devaneios.

Anônimo disse...

Meninas têm menos massas muscular e ossos mais frágeis.


Durante um jogo de futebol, pode haver fraturas, pois é um esporte de contato.Se entre homens a coisa é perigosa,imagine entre jogadores de sexos diferentes...

Professoras e professores irresponsáveis podem sofrer sanções administrativas ou penais....

Anônimo disse...

Homens realistas estão falando merda novamente. O auxílio-reclusão é pago para o sujeito que contribui, ou seja, o governo não está dando nada, ganha quem contribui com a previdência, o cara que não contribui não ganha nada. Se o cara pegasse o dinheiro que pagaria a previdência e coloca-se em um colchão, ou investisse em ações, talvez recebesse até mesmo um benefício maior.

Se existe algo que me causa mais asco que as feministas são os homens realistas. Primeiro, porque eles acabam sendo útil as feministas por serem essencialmente idiotas. Segundo, que eles são a pior espécie de mangina, pois estão dispostos a mudar o seu estilo de vida para 'pegar mulher', o que já os coloca na definição do que dizem odiar. Terceiro, que a maioria é composta de moleques e gente iletrada, gente que leva um pé na bunda de uma vagabunda e fica chorando em fórum da Internet.

Se os 'realistas' tivessem uma compreensão ampla do conservadorismo, saberiam que as sociedades passadas eram essencialmente misóginas. E que a misoginia e o machismo sempre foram o natural. Quando se renega a misoginia em benefício do politicamente-correto, você já pode se definir um esquerdista. Homens realistas muito se assemelham ao 'direitista' Jonas Klein. A direita de Londres.

O fórum homens realistas é tão censurado quanto o próprio blog da Lola.

Anônimo disse...

As meninas devem ser ensinadas a serem executivas milionárias. Devem ser estimuladas a fazer MBA em finanças. É o dinheiro que traz conforto, comidas ótimas, pousadas fantásticas....

Qualquer pai e mãe tem orgulho de uma filha cheia de grana, seja ela empresária, juíza, ministra. Isso significa que o investimento foi bom.

Por outro lado, filhas comunistas, professoras de escola pública mal pagas são sinônimo de tristeza, mostra que houve dinheiro jogado no lixo. Haverá mais pobreza na família, mais stress, mais problemas.

Tenho sobrinhas pequenas, falarei com elas para estudarem ADM ou Contabilidade, pois assim conseguirão altos cargos públicos ou serão executivas cheias da gaita.

Se a coisa der errado e se alguma virar adolescente comunista, revoltadinha maluca, corto a mesada. Vai ser rebelde no Irã ou em Cuba para ver o que é bom para tosse.

Ex-Socialista.


Anônimo disse...

Anon 11:48, eu não entendo como pessoas como você podem ser tão burras. Vc faz um esforço ou é natural? Crianças JÁ são obrigadas a brincar com o que não querem. Meninos que querem brincar com boneca são impedidos, e meninas que querem brincar com carrinhos são impedidas por gente que tem bosta na cabeça como você. Deixar a criança ESCOLHER com o que quer brincar, sem dizer "isso não pode, é de menina", não é obrigá-la. Entendeu?

Quanto ao "homens não existem", quase desceu uma lágrima de dó quando li isso hahaha
Homens existem até demais, tanto é que até hoje não se conhece os mecanismo de orgasmo feminino completamente, a palavra "vagina" é considerada palavrão nos Eua e a sexualidade feminina ainda é reprimida, entendeu IMBECIL?

Anônimo disse...

Fernanda acha errado os meninos brincarem de carro e meninas de boneca. O que é certo é que meninos brincarem de boneca e meninas de carro. Ela não está forçando nenhum esteriótipo.

Faz-me rir.

Anônimo disse...

Eu nem vou chamar esses últimos anônimos de burros, no caso deles é desonestidade intelectual mesmo. Eu jogava RUGBY com os meninos do ensino médio, porque a maioria das meninas não queriam praticar esportes, somente quatro praticavam. O professor não obrigava e nos deixava juntos. Eu já levei escorregão, já caí em trombada, mas eu estou bem, viva, e os meninos da minha turma sempre nos respeitaram, porque a escola é pra isso também: para aprender valores como respeito. Nenhum moleque chega que nem um ogro em um esporte junto com meninas (talvez os filhos desses anônimos loucos, vai saber). Fora que, a educação física não é pra estimular competição e formar campeões, educação física é vivência corporal, é justamente saber lidar com seus limites e potencialidades físicas, é sobre saúde e coletividade, mas tem gente que adora dar pitaco em educação sem ter lido NADA sobre o tema. Ninguém falou que as pessoas têm o mesmo corpo, mas os alunos têm que aprender SIM a jogar com alguém mais fraco sem quebrá-lo ao meio (ou vai me dizer que não tem meninos mais frágeis que também sofreriam com a pseudo natureza neandertal que acham que os homens tem). E NÃO, EU NÃO POSSO BATER EM NENHUM ALUNO, EU POSSO SOFRER SANÇÕES SIM, NÃO SÓ ADMINISTRATIVAS COMO CRIMINAIS!!! E nem venham falar para uma bióloga o que é natural do ser humano, que vou dizer que de evolução sei falar um pouco melhor do que os darwinistas sociais.

Anônimo disse...

É incrível a cara de pau destes esquerdistas quando afirmam em 'deixar a criança escolher', quando eles próprios estão forçando a escolha. A própria professora esquerdista admite que faz histórias com tal objetivo. Em nenhum momento esta escolha é natural, é fruto de uma lavagem mental com objetivos nefastos.

Anônimo disse...

Minha maior decepção é constatar que após um post maravilhoso, com várias colocações importantíssimas, (como a que POUCO ou NADA se fala de concreto sobre educação nos planos de governo)igualmente pouco ou nada se fala sobre educação nos comentários... que dirá chegar ao ponto de discutir as relações de gênero com embasamento no contexto educacional atual.

Sequer existe essa preocupação... a maior parte da população não faz a mínima ideia do que é uma sala de aula hoje em dia, do estado em que nossas escolas públicas se encontram, de como ocorre a relação pedagógica lá dentro...

Precisamos de mudanças urgentes, precisamos discutir turnos duplos (escolas que funcionam com um atendimento manhã e um atendimento tarde na verdade são DUAS escolas, tá faltando uma escola aí...); precisamos discutir o que é turno integral ( das sete às sete, é serio isso? é possível? é viável?); precisamos discutir aparelhamento físico das escolas; precisamos discutir bibliotecas, auditórios, laboratórios, adequação para inclusão, equipamentos para esporte, arte; precisamos discutir o acesso à tecnologia da informação na escola, precisamos discutir como fixar um@ professor@ na escola de modo que ele conheça seu contexto em vez de tender 3 escolas diferentes onde só se entra e sai...

Quem quiser começar, fica o link do Plano Nacional de Educação:
http://pne.mec.gov.br/

Anônimo disse...

Sei... anon de 13:22 super inteligente e como é que dar biscoitos com formatos de vagina a crianças de 5 anos vai acabar com a repressão sexual e o que essa história tem a ver com isso?
Não vê nada errado em querer sexualizar CRIANÇAS?
E ela ter feito biscoitos somente de vaginas mostra o feminismo de verdade,a favor da "igualdade" e se tivesse feito de pênis seria absurdo do mesmo jeito.

Engraçado que eu não fui impedido de brincar de nada,até brincava de cozinhar com minha irmã,ela gostava de boneca mas também de games de luta.
Eu gostava de futebol e ainda gosto.
O que vocês dizem é que tudo isso é forçado, que basta nossos pais dizerem "brinque com isso" e pronto,a criança passa a gostar,é totalmente manipulado.
Desculpe querida mas ninguém pode obrigar a outro a gostar de nada.

E se ela preparasse uma brincadeira,onde deixasse os alunos ESCOLHEREM com o que queriam brincar,dizendo que qualquer brinquedo é aceitável,seria legal,agora o que ela fez foi FORÇAR um determinado tipo de brinquedo as crianças,por uma ideologia DELA,ignorando tudo o mais,me diz qual é a diferença da suposta manipulação de gênero que vocês reclamam?
Quem está precisando de orelhas de burro são vocês.

E eu vi um documnetário feio na Noruega,pegarem bêbes de 9 meses,meninos e meninas e os deixaram escolher os brinquedos,meninos escolherem carros,meninas bonecas,já estão manipulados tão cedo ou isso só demonstra que o que vocês dizem é baboseira?

Jonas Klein disse...

Anônimo(a)das 13:15.

Como sempre anônimo vir aqui e mostra a cara e o nome real e da cara para bate que bom nem pensa né??? mas tudo bem eu já me acostumei com a falta de coragem da maioria das pessoa por aqui, afinal a coragem não e uma qualidade que todas as pessoa tem.


Aqui "Quando se renega a misoginia em benefício do politicamente-correto, você já pode se definir um esquerdista. Homens realistas muito se assemelham ao 'direitista' Jonas Klein. A direita de Londres." você me chamo pro debate agora aguanta as consequências.

Da para ver que você não sabe o que ser de direita nem de esquerda, faça-me o filha(o) vai estuda um pouquinho sobre o assunto pare de passa vergonha na internet por causa do seu desconhecimento sobre a matéria, sugiro que leia esta postagem aqui

http://mundoanalista.blogspot.com.br/2012/08/definicao-de-direita-e-esquerda-parte-1.html

fazendo isso fosse já vai ter uma boa noção do ser de direita mesmo, e aproveita que você já esta estudando o assunto e defina-se ideologicamente, caso ainda não tenha feito isso através deste site

www.politicalcompass.org/

por ultimo o dia que você ou qualquer outra pessoa me prova que alguém precisa ser machista ou misógino ou uma pessoa preconceituosa para ser de direita, talvez ou mude para o centro, mas como eu conheço a realidade eu vou ficando e de consciência tranquila na direita mesmo.


anônimo das 13:07 e tb 13:07

Vou aproveita que estou por aqui, e dizer que você quase me matou de ri com seus comentários, chaga ser ridícula a sua falta de conhecimento sobre como e na pratica um joguinho de futebol só por esporte entre crianças ou adolescentes, e acha que um chutozinho de um pirralho (quase ou sem preparo físico nenhum) vai quebra perna de uma garota saldável da idade dele ou mais, chega a ser um deboche com a inteligência aleia.





Cheio de Luz disse...

A criança reflete o que aprende com seus primeiros educadores: os pais , e estes lançam desde cedo as sementes do preconceito na forma que trata o outro; a criança observa atentamente a tudo e seu comportamentos de ser "um machinho" vai incorporando gradativamente, quando de repente , nos surpreendemos com atitudes de desrespeito, humilhação e violência contra a mulher.Infelizmente, ainda existe a cultura do" homem-azul" e da "mulher-rosa", da boneca e do carrinho, quantos pais ficam encanados se observam alguma "escolha feminina"em seu garotão ou "sua princesinha" querer brincar de luta ; "meninos pra cá, meninas para lá(apartamento em vez de convívio)"! É uma fala que traduzirá, posteriormente
,o que é assunto "de homem" e "de mulher"; lugar de homem e de mulher e por aí vai...Fiquei super feliz em ver numa escolinha de educação infantil a forma encontrada para organizar a fila da criançada: fizeram uma centopéia em tecido onde cada criança escolhia onde queria fazer parte do corpo do bichinho; resultado: mix de gênero , exercício de escolha e unidos num corpo desprovido de preconceito! Só mais uma(eu ouvi!): menino(educação infantil) QUESTIONA a tia - tia porque o 'F ' (cor negra) é "sujo"? URGENTE, TRABALHAR A DIVERSIDADE COM OS PEQUENOS em casa e na escola para que compreendam desde cedo o que de fato "é sujo" na sociedade!!!!!!!!

Anônimo disse...

"respeitar a todos,homens,mulheres,gays "

Claro, porque gays não são homens ou mulheres, entram em uma outra categoria.

Dá pra ver como sua educação funcionou bem.

Anônimo disse...

Anônimo das 13:42 você está certíssimo.

Eu, quando menina, jogava futebol com meninos, e, surpresa também sobrevivi. Me machucava como todos os outros e acho que há um monte de meninos frágeis, só que desde cedo eles são ensinados a esconder isso e ignorar, afinal, "homem não chora".

E sim, tem meninos que por receberem uma educação machista chegam de forma mais violenta nas jogadas com as meninas, quase como se quisessem "provar" que ali não é o lugar delas. Ou seja, uma entrada que ele não faria com um menino ele faz com uma menina. Isso aconteceu comigo várias vezes.

O triste, é que em vez de querer mudar isso e estimular a tolerância a solução mascu é separar meninas e meninos no futebol.

Anônimo disse...

Nas escolas que frequentei, esporte era separado mesmo, o que eu achava bom. Mas na hora de jogar queimada os professores botava todo mundo junto, e aí a pancadaria rolava solta pra cima das meninas

Anônimo disse...

Eu sempre gostei de "coisas de menino", e já era chamada de lésbica numa idade em que eu nem sabia o que era isso. E os meninos nem precisavam gostar de rosa pra serem chamados de bichinha, bastava não brincar de bola no recreio ou ler um livro.

As crianças são condicionadas a esses comportamentos desde muito pequenas. Parabéns a essa professora por tentar mostrar uma outra alternativa!

Anônimo disse...

O que dá para ver anon de 18:24 é que você distorce o que os outros falam,acho que entendeu muito bem o que eu disse,mulheres,homens,gays,lésbicas devem ser respeitados.
Isso que dá a falta de argumentos.

Anônimo disse...

Se é da natureza meninos preferirem carrinhos como fazia quando o carro nem tinha sido inventado?

Feminista capitalista disse...

Putzkilparil, o texto é simplesmente

SUPER,HIPER,MEGA verdadeiro e identificável em alguns pontos,por exemplo:

No número 4, eu tbm sempre observei isso,me lembro dos meus livros de ciências e ainda tenho uns livros de anatomia aqui em casa, e incrível como o corpo feminino nunca é usado pra ilustrar quase nada, seja sistema nervoso,digestorio,ossatura,
musculatura,tecido adiposo, em 90% das vezes aparece o contorno de um homem careca e saradao,com barriga tanquinho e musculoso; quando na verdade nem cinco por cento da população humana sobre a terra deve representar a esse estereótipo.
Parece que pra eles o ser humano padrão é um homem alto e jovem,quando na verdade não há ser humano padrão.


O pior e que quando os 'bonequinhos' tem pele, nunca se trata de um negro ou asiático, e sempre uma representação de uma pessoa caucasiana.

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O número 6 e bem verdadeiro também, me lembro de uma professora que deu desenho do chico bento pros meninos colorirem e da mariazinha pras meninas, nunca entendi porque ela simplesmente não deu um desenho com os dois personagens pra todas as crianças pra que assim as meninas tivessem a chance de colorir com as mesmas cores dos meninos.

Aos nove anos as crianças já tem 9 anos de vivência patriarcal perturbando-as e censurando-as, "colocando-as em seus lugares" limitando suas atividades e pensamentos, e já quase no final da infância os papéis de gênero já foram absorvidos com sucesso,assim como muitos preconceitos, a alienação começa a partir do momento que a criança aprende a falar.

Pra se ter uma idéia, uma vez uma priminha minha que tinha cinco anos na época,corria ao redor da sala da minha vo, brincando que se transformava em fada,em borboleta,em libélula; como percebi que o padrão "cor de rosa" das coisas fofinhas se repetia exaustivamente,sugeri que ela fosse um fantasma, ao que ela sorriu,me olhou e disse : "Fantasma não,porque fantasma é coisa de menino"
No ano anterior,uma outra priminha então com dois anos dançava na minha frente na casa da minha tia,sugeri que ela fizesse um passinho mais complicado pra idade,o qual vi numa coreografia,dando uns chutinhos e saquinhos no ar e ela me respondeu que não deveria fazer isso,pois não é coisa de menina. Só pude sentir um pequeno desapontamento de ver uma criança com então dois anos e nove meses perpetuando esse tipo de mentalidade.

Até a avo dela,que não é nenhuma feminista acha massante essa bobagem da garota querer ou não fazer aquilo porque é ou não menina.

Sobre o ponto número dois,eu sugiro fazer fila de cores,tipo quem prefere roxo de um lado,quem prefere amarelo do outro (é óbvio que cores como rosa,azul,vermelho e verde devem ser evitadas).

Na minha escola primária era por sexo e tamanho,baixinhas na frente,mais altas atrás.

E fiquei chocada com o ponto três,não me lembro de nunca ter presenciado isso na minha época de infância,que não faz tanto tempo,será que as crianças ficaram mais sexualizadas? Ou este ponto se trata de adolescentes?

Feminista capitalista disse...

Anônimo 12:20

Sinto muito,mas sua visão da escola é antiquada, pouco útil e nada dinâmica.
É óbvio que a família educa,mas criança nenhuma terá a família como influência única, e nenhuma criança fica confinada a família como uma propriedade dela,a criança é ser humano.
A escola também tem seu papel sobre a educação e a cidadania,pois é ambiente para questionamento e não para propagação de desrespeitos,afinal é lá o primeiro contato da criança com o mundo externo,com o diferente, e lá que ela vai aprender a se desenvolver e lidar com o ser humano.

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Anônimo 14:50

A professora não tem que educar seu filhx,mas caso você eduque-o/a para a ignorância machista e ele/a chame uma coleguinha de piranha,mocreia,cabe a professora chamar a atenção delx e tentar
fazê-lx refletir,trazendo-x para a luz,afinal a escola não é tua casa e lá teu/tua filhx não estará sozinhx pra poder fazer o que bem entender sem ser questionado/a.

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Anônimo(a) 18:24

Discordo muito hein,as pessoas trans não representam nem um por cento da população mundial,como diabos podem elas serem responsabilizadas pela manutenção dos papéis de gênero? Sendo que a influência delxs sobre a sociedade é mínima? Elxs mal tem visibilidade.

São apenas vítimas desse sistema que divide tudo em masc. e fem. E acho ilógico condenar as pessoas trans pelos estereótipos de gênero quando as pessoas cis também os reproduzem a todo segundo e vivem censurando mulheres por não serem femininas o bastante, ou homens por que não são masculinos.

É óbvio, que sem a existência do patriarcado, as pessoas transgeneros não haveriam porque existir, mas como não é possível manda-lxs pro ano 3268 e enquanto no ano 2014 o patriarcado continua bem forte e afetando a vida de todos,principalmente das pessoas cis,os direitos dxs trans de se expressarem e existirem conforme querem,tem que ser garantido sim.

Além do que,não sou 100% defensora dos discursos médicos,mas e um trabalho sério e para serem reconhecidas pela JUSTIÇA, como pessoas do sexo oposto,Elxs são avaliadxs por psiquiatras durante um tempo,logo não são algumas pessoas transfobicas que farão a cabeça das outras feministas sobre o assunto.

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Anônimo 10:41


Parabéns pelo comentário.

Anônimo 11:11

Kkkkkkkkkkkkkkkk

Feminista capitalista disse...

Ah,eu nunca sofri bullying de professores,mas era incrível como muitos delxs fingiam não ver quando eu estava sendo xingada ou provocada,mesmo as vezes quieta no meu canto, mesma coisa com outrxs alunxs.

Poucos,acho que nem 30% cumpriam com o seu papel de estar atentos a essas situações de desrespeitos e inibi-las,acho que fingiam não ver,não é possível.

Feminista capitalista disse...

Anônimo 13:07,acredite,você está certo,kkkkk,antes da puberdade que começa por volta dos 11/12 anos o corpo de meninas e meninos são desprovidos de características sexuais secundárias.

Massa muscular em meninos?
Que relevância pode ter a massa muscular de um garoto de oito anos? Uma adolescente de dezoito anos tem muito mais que ele.

Até existir alguma diferença brutal e bem discrepante de força entre eles, já vão estar com no mínimo uns 14 anos ou quase isso.

Anônimo disse...

Eu cresci vendo desenho japonês e tokusatsus, muitas crianças da minha época também, a consequência é que uma brincadeira comum entre nós era "lutinha" que era basicamente lutar, fazíamos até "torneios".
Uma vez, aos aos 6 anos, afim de uma guria, quis me aproximar dela brincando com ela.... Nunca entendi porque fui tão repreendido por inocentemente dar um de direita, com um de esquerda e uma voadora nela. :(
(Antes que digam que era machismo, lembro até hoje quando uma colega dessa mesma guria me venceu dando uma banda, pqp, caí de coluna e a dor foi tanta que eu pensei que ia morrer)

Anônimo disse...

Pessoas... Na escola quando o corpo da mulher é estudado nas aulas de ciência é sempre na gravidez.... Lembram? Desde crianças somos ensinados sobre a "utilidade" do corpo feminino