domingo, 1 de dezembro de 2013

GUEST POST: (QUASE) TUDO SOBRE MINHA MÃE

Mafalda, por Quino (clique para ampliar)

A C. me enviou este relato.

Olá Lola, meu nome é C. e eu tenho 18 anos. Obrigada por ter um blog tão maravilhoso! Ele abriu os meus olhos para muitas coisas que já me incomodavam, mas eram só um gritinho ínfimo que por vezes até tentei reprimir por achar que estava errada ou que uma menina não deve agir assim. Bem, essa minha negação tem tudo a ver com o depoimento que eu vou te dar. Espero que ache interessante e possa ajudar outras meninas a encontrar a luz!
Escrevo do lado da minha mãe. Minha mãe que sempre me ensinou que menina gosta de rosa. Minha mãe que me deixou alisar os cabelos desde os 12 anos de idade. Minha mãe que casou por dinheiro.
Minha mãe me adotou graças ao dinheiro do meu pai. Eles conseguiram adotar uma menina, branca de 3 messes. Ou seja, o "tipo "mais procurado". Penso que isso traduz como as coisas funcionam no Brasil.
Minha mãe diz que devo ser difícil pois se não, nenhum homem vai me querer. A ideia dela de sucesso na vida é um bom casamento. Não pode ser qualquer um. Já me censurou por olhar para "crioulinhos" -- nas palavras dela --. Ela não se acha racista e costuma dizer "Tem negro que é ATÉ honesto" ou "É negra, MAS é bonita". 
Uma das tristezas da minha mãe é que eu tenha tantos amigos gays. Ela não gosta que eu os receba em minha casa porque "os vizinhos vão falar!". Falando em vizinhos, na época mais difícil da adolescência o maior medo dela era que eles escutassem nossas brigas. Quando brigávamos feio, ela dizia: "Nem menina de morro fala assim com a mãe!". 
Outro dia, comentei com ela que estava sem dinheiro pra ir ao cinema com um ficante. Ela ficou escandalizada! "Como assim? ELE NÃO PAGA PRA VOCÊ?", no que eu respondi: "Eu não gosto, mãe, nós dois somos estudantes e não trabalhamos, não acho justo ele ficar pagando nada pra mim.". Ela ainda assutada falava "Você acha que você tá certa? Vai assim que você vai bem! Onde já se viu..."
Ano passado tivemos uma briga séria. Eu me recusei a votar no vereador que prometeu emprego a ela. Quando eu disse que votaria por ideal, na pessoa que eu mais acreditava e confiava, ela me perguntou o que ele faria por mim. Respondi que nada, esse não era o dever dele. Ela viu aquilo como uma traição.
Minha mãe acha um absurdo eu não rezar antes de dormir. Ela ainda não superou eu ter escolhido Geografia à Direito... "Por quê, minha filha? Você é tão inteligente!". Minha mãe nunca reclamou da ditadura, pelo contrário, acha que eram tempos mais seguros. Minha mãe encara minha determinação como teimosia.
Eu amo a minha mãe, mas queria mostrar como estamos sendo educadas até hoje! O preconceito e o machismo vem de casa. Temos que refletir sobre TODA a informação que nos chega, inclusive a que vem dos nossos pais. Não duvido das intenções deles, mas será que o modo deles de pensar é o único? Peço que as meninas não tenham medo de pensar por si próprias. Questionar incomoda, mas é preciso! 
Obrigada desde já pela atenção. Continue fazendo esse trabalho maravilhoso!
Minha resposta: Querida C., por mais que pareça uma guerra perdida, se alguém tem chances de fazer sua mãe largar todos esses preconceitos e ideias retrógradas, esse alguém é você. Então não desista! Um dia ela acorda pra vida.

E como hoje é domingo, dia semanal de tentar vender meu peixe, ou seja, meu livro, lá vai: compre unzinho
Falta pouco pro natal. E você pode dar de presente com uma bela dedicatória. De repente é um presentão pra sua mãe conservadora... (na foto a minha mãe, La Mamacita, que não é, nem nunca foi, conservadora. Mas que aprendeu a deixar de lado os preconceitos ao longo da vida). 

31 comentários:

André Regis disse...

É muito bom ler um texto desse num mundo em que os jovens estão cada vez mais reacionários, mais conservadores, mais preconceituosos. :)

Fernanda disse...

"Temos que refletir sobre TODA a informação que nos chega, inclusive a que vem dos nossos pais."

Inclusive dos nossos pais, não; SOBRETUDO dos nossos pais.

Anônimo disse...

Lola, o que tem no seu livro?

É uma coletânea de artigos, ou é dissertativo, ficção?

Talvez eu compre um pra minha namorada, mas queria saber antes como ele é.

Anônimo disse...

O que acha dessa letra da Thaeme e Thiago
Lola e suas leitoras?

Marcelo me ligou
Me chamou para jantar
João já comprou flores
Mandou me entregar

Até declaração
O Pedro já me fez
Thiago já avisou
Que vai até o final

Só que tem um porém
Todos eles não sabem
O que eu gosto mesmo
É de amor forçado

Eu gosto é daquele cafajeste
Aquele que não liga
E que não me merece

Que só faz coisa errada
E que me enlouquece
Chega, faz e acontece

Eu gosto é desse animal
Por ele sou capaz
De crime passional
E de outras loucuras
Fora do normal

Amor, piração total

Anônimo disse...

Acho que a C está falando da minha mãe impressionante!!! Minha mãe fala: "ah vocês é que está certa, o mundo que está errado" como se o mundo fosse ela, como se os valores dela fossem absolutos. Eu também amo minha mãe, mas a arrogância dela, as vezes fazem me afastar um pouco. E mesmo adulta, casada com uma filha, ainda sinto o peso dessa relação. Ontem, mesmo estava sem poder dirigir, por causa do meu pé que desloquei, pedi uma carona até o banco, chegando lá, não conseguia fazer uma simples operação no caixa eletrônico com ela me olhando. Eu não me sinto bem até em comer perto dela, que sei que quando não está falando as verdades dela, esta se segurando para não falar.

Anônimo disse...

Alguém já viu este estudo do Instituto Avon?
http://www.institutoavon.org.br/wp-content/uploads/2013/11/pesquisa_instituto22x44_5.pdf
É triste constatar que a violência contra mulher seja tão naturalizada! Falta muito, mas muuiiito mesmo para que os homens brasileiros (e também muitas mulheres) compreendam que uma relação com equidade entre homens e mulheres, sem papéis de gêneros pré-estabelecidos, é fundamental para uma convivência harmoniosa entre os gêneros

Patrícia disse...

Ainda bem que hoje em dia as informações são mais disponíveis e nós podemos ver que não estamos sozinhas em nossas opiniões.
Lola, por um acaso cai no blog do Sakamoto e achei interessante o que ele escreveu, tem relação com o que foi publicado aqui nos últimos dias:
http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2013/11/30/mulheres-trabalham-mais-do-que-homens-mas-as-convencemos-do-contrario/

Isadora G. disse...

Anônimo das 13:57, sobre a letra que você mandou; a maioria das letras deste gênero musical são beeeem alienadas, e é possível que existam meninas que pensem assim, já que tem aquela ideia tola e equivocada difundida em nossa cultura de que "mulher gosta mesmo é de cafajeste". Não posso falar por todas as mulheres, é claro, mas posso garantir que eu e a grande maioria das meninas que conheço pensamos exatamente o oposto. Na minha opinião, só mulheres com auto estima bem baixa, ou que não sabem lidar com a rejeição, levariam muito a sério um cara que não dá a mínima pra elas. Se eu percebo que o cara não tá dando muita atenção pra mim, caio fora e tento encontrar outro que esteja realmente interessado. Simples. Mas a intenção desta letra provavelmente é valorizar o cara que age dessa maneira, como se fosse algo altamente positivo e considerado atraente pelas mulheres. Particularmente, acho isso extremamente desagradável. Como qualquer pessoa emocionalmente "saudável", gosto que me tratem bem, com respeito e consideração.

Anônimo disse...

"O que acha dessa letra da Thaeme e Thiago
Lola e suas leitoras?"

Acho que isso seria uma relação bem doentia, como a própria letra já diz e obviamente não quero uma assim, mas infelizmente, é esse tipo de relação que a sociedade acaba incentivando, tanto que essa música existe e devem existir pessoas que gostam da música.

Anônimo disse...

Isso não é letra de música,é sim um texto produzido em uma crise de diarréia mental.

Quem escuta algo desse nível não tem nenhum bagagem intelectual,uma sociedade educada não compartilha esse tipo de lixo.

Odeio vulgaridade!

Crl disse...

Anônimo da letra da Thaeme e Thiago, o que você quer com isso, se você espera nos mostrar como algumas músicas atuais, principalmente as ouvidas pelos jovens, são perigosamente machistas, eu concordo.Agora, se você for alguém tentando usar essa música como argumento contra o feminismo, eu só posso rir.

Se você for uma pessoa séria, sinto muito ter que fazer a pergunta anterior, que em si já é ridícula, mas com cada coisa que aparece para comentar nesse blog acho que é sempre bom esclarecer.

Anônimo disse...

Sugiro o livro da historiadora Mary Del Priore: Histórias e Conversas de Mulher, Editora Planeta.

Um livro excelente e que deve ser lido por todos,principalmente pelas mulheres.

"Há uma desvalorização grosseira das conquistas das mulheres por elas mesmas. Esse comportamento ajuda, certamente, a que se continue a cavar um grande fosso entre homens e mulheres".

Leia a entrevista completa:

http://virgula.uol.com.br/diversao/literatura/mulheres-nao-respeitam-as-proprias-conquistas

Leila disse...

A única coisa que me incomodou no texto é que a C. só fala da mãe dela. E o pai? Também não é responsável pela sua educação?
Precisamos responsabilizar mais os pais, gente. Ainda que ausentes, a própria ausência é profundamente significativa.

Força aí,C. Se vc não consegue mudar a cabeça de sua mãe (e a do seu pai), continua firme com as suas convicções. Sua vida vai ser muito melhor e o mundo também.

Anônimo disse...

Anônimo das 19h05:

Estou lendo esse livro e,realmente,é maravilhoso! Estou amando!

Anônimo disse...

Me identifiquei demais com essa história,pois minha mãe era do mesmo jeito,só não era racista!

Tudo era pecado,eu ia "ficar falada",usava termos como "zelar pela minha reputação","ficar desvalorizada" por dormir na casa do namorado(sendo eu já maior de idade!).Para pessoas com mães/pais assim,eu sugiro que estudem muito,para terem um emprego e saírem de casa! A relação com os pais até melhora!

L.L disse...

Eu e minha mãe somos tão diferentes que arrisco dizer... se não fossemos parentes, nem amigas seriamos! Ela é conservadora, racista, interesseira, cruel com os aminais, enfim, o meu oposto! Diz que sou fracassada na vida pois não tenho namorado e por que, segundo ela, "ser certinha demais não leva a lugar algum".
Lendo os comentários vi a tensão que esse tipo de relação provoca e me identifiquei. De fato, quando ela está no carona fico nervosa e perco toda a habilidade na direção, dando ensejo a mais criticas e julgamentos.

Anônimo disse...

"Eu não me sinto bem até em comer perto dela, que sei que quando não está falando as verdades dela, esta se segurando para não falar."

Me sinto exatamente assim, só que com meu pai! Não consigo nem ficar no mesmo cômodo que ele... pq fico esperando pra ver se ele vai soltar "alguma".

Fica muito dificil conviver com pessoas assim.

Anônimo disse...

Todas as mães tem seus defeitos, mas as mães que estudaram pouco compreendem menos determinados tipos de comportamentos.
E os filhos são educados da mesma forma que as filhas? Claro que não. Vejam que essas mães são reflexos de uma sociedade que tem dois pesos e duas medidas.
Não pensem que lutando pra sair de casa e morar sozinha muda,pois não melhora em nada. E pode até piorar,depois correrem e voltar com um filho no colo para a casa de mamãe chorando.

Educar é tarefa difícil que exige muito carinho por parte das mães e filhas, tem comportamentos que com amor e muita conversa são modificados e melhorados,podem ter certeza.

Gostei da indicação do livro! Já li Histórias Ìntimas da meesma autora.

Anônimo disse...

Um caso que não pode ser mais um nas estatísticas:

PEÇO A TODXS QUE DIVULGUEM!!!

Na madrugada de sexta (29/11/2013) para sábado, Suzane Jardim, sofreu uma tentativa de homicidio: foi atirada da janela do 4º andar de um prédio na Vila Mariana por um “amigo”. O motivo? Diante da postura desse “amigo” que começou a assediar uma menina que estava presente no local, Suzane o chamou de “machistinha escroto”, o que foi o bastante para esse homem joga-la da janela durante a discussão. Suzane por sorte caiu na telha do prédio o que amorteceu a queda mas que não evitou deixa-la inconsciente, com fraturas na clavícula, na perna direita, pélvis e 10 costelas.
O agressor e seus cúmplices prestaram depoimento para a polícia dizendo que Suzane se jogou; ressaltamos que o chamado de socorro foi feito pelo zelador do prédio em questão, nenhuma das outras 3 pessoas presentes, após o ocorrido, chamaram por socorro. Portanto, após Suzane ter sofrido uma tentativa de homicídio, quase ter perdido a vida, ter sofrido diversas fraturas, ter ficado entre a vida e a morte, seu agressor continua em liberdade.
Pedimos que esse texto seja divulgado para que essa tentativa de assassinato promovida por, mais uma vez, um homem que se vê no direito de fazer o que bem entender com o corpo de uma mulher, e se vê no direito de tirar a vida de outro ser humano, não fique impune. É preciso denuncia-lo!! Esse caso, como tanto outros demonstra o nível de violência de gênero que nós mulheres ainda estamos expostas, o “amigo” de Suzane, como bom “macho” resolveu assegurar sua virilidade quando ela diante de uma agressão verbal que este fazia para outra mulher o confrontou; Suzane resolveu não ficar calada e devido a sua “petulância” de afrontar um homem, foi arremessada de um prédio. Esta evidente a violência de gênero nesse caso, Suzane não se jogou do apartamento, não foi uma simples discussão foi uma clara tentativa de ASSASSINATO praticado por um homem contra uma mulher quando essa ousou não se sujeitar aos ditames de um machista escroto!

Suzane não se calou, nós também não nos calaremos enquanto esse agressor não estiver na cadeia! NÃO ACEITAREMOS MAIS NENHUM TIPO DE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER!

Jullyana e Grazieli

donadio disse...

"Thaeme e Thiago"

... estão se separando, por que ele quer explorar mais o filão "masculino" (suponho que isso queira dizer, fazer "músicas" ainda mais baixo-nível do que essa daí), e ela pelo visto não concorda.

Foyo Silva disse...

Me identifiquei muito com o texto da C.!

Minha mãe também tem dessas coisas,sempre que pode, solta algum tipo de comentário escroto e quando eu questiono ela fala que o preconceito está partindo de mim!

Preguiça eterna >.<

Anônimo disse...

Ou seja: a culpada de tudo é a sua mãe.
Legal.
E agora?

Anônimo disse...

Mais que saco Lola! eu te respeito muito, acho o seu blog maravilhoso.Eu acho um insulto vc estar dando o conselho e no meio, manda a pessoa comprar o seu livro...

cvvnd1979 disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
cvvnd1979 disse...

Se a C. estiver lendo isso:

C., eu entendo como é crescer recebendo de seus pais informações e estímulos que você não considera corretos. É também enervante ver como eles, presos em seus preconceitos, sabotam a própria vida.

MAS,

Não tome para si a tarefa de mudar sua mãe. Sério, não tome. Porque a única pessoa no mundo que você tem o poder de mudar é VOCÊ, e isso você está fazendo - está buscando suas verdades, sua felicidade e seus princípios. O resto é consequência. Repito: NINGUÉM tem o poder de mudar NINGUÉM: Nem marido, nem parceiro, nem pai, nem mãe, nem irmão.

Isso não impede, porém, que sua mãe seja positivamente influenciada pelas suas mudanças, e também não te impede de exigir dela (sim, esse é o termo correto - exigir) respeito pelas suas verdades e posições. Dê a ela o direito de fazer o que quiser da própria vida - mas exija também a liberdade para viver a sua como bem lhe aprouver.

Eu digo isso porque eu sei bem o que é você se consumir na ânsia de mudar uma pessoa que você ama para o que vocÊ considera que seja o melhor para ela. E até isso, na verdade, é um ato egoísta - o que é bom para nós não necessariamente é bom para os outros. Muitas vezes nossos entes queridos não estão prontos para essa mudança que nós estamos fazendo, e tentar apressar o processo só vai gerar um backlash que, no final das contas, pode colocar tudo a perder. Além disso, tentar controlar algo sob o que não temos controle (os outros) é uma coisa EXTREMAMENTE FRUSTRANTE, exatamente por isso - não depende de nós.

Viva sua vida e deixe viver.

OBS.: Se quiser comprar o livro da Lola, compre, mas pra você; não pra sua mãe. Se ela quiser ler Sabrina ou 50 tons de cinza, isso é com ela ;)

B. disse...

Aiiii, Lola, como vc é privilegiada por não ter uma mãe conservadora...ownn, amei a La Mamacita!

N. disse...

Minha família tem seu lado preconceituoso...Minha mãe mudou muito com o tempo, mas só ela né. Minha vó é extremamente racista, EXTREMAMENTE, fica falando toda hora em "negrinho "pra lá e pra cá, "negrona "pra lá, e eu fico sem saber o que falar, pois nas vezes que falei fiquei como a chata politicamente correta!
Minha tia é supermachista, acha que mulher é tudo dissimulada, cobra, que prefere homens do que mulheres, fala mal das próprias amigas, diz que a fulana ta feia, diz que a beltrana ta gorda, etc. Sem contar que parte dessa parte da familia tem muuuuito preconceito de classe, "cara de pobre", etc. Eu fico que não me aguento, fico louca pra falar umas verdades, mas nas vezes que falei minha opinião de forma educada, só reviravam os olhos, bufavam e achavam um saco meu papinho "contra os preconceitos".
Meu pai é racista e homofóbico. Ele até uma vez se assumiu homofóbico. Já fez piada de negro e tudo o mais. Não suporto e me nego a ficar n mesmo local. Quem me conhece já sabe que não suporto.
A lola tem sorte de ter uma mãe cabeça aberta...é um luxo.

Gris Allia disse...

A Mamancita na foto me lembrou duma frase: "a mulher não envelhece, vira loira"

Esconder/negar os cabelos brancos é uma das muitas contradições das feministas brasileiras





Gris Allia disse...

http://www.pinterest.com/primitivediva/aging-smoking-hot/

pra mãe e filha se inspirarem e quem sabe se libertarem das tinturas de cabelo

Anônimo disse...

Esconder/negar os cabelos brancos é uma das muitas contradições das feministas brasileiras

Ai, ai... ZZZZZZZZZZZ... tanta coisa para se preocupar como estupro, preconceito e assassinato e vem um e fala uma coisa non sense dessa...

Gris Allia disse...

Não vou chamar @ anonim@ de burr@ porque considero os burros animais muito dignos e inteligentes

Neste texto/reflexão excelente dá pra colocar tudo que nos diz respeito direta ou indiretamente e avaliar o nosso nível de barbanha patriarcal:

http://blogueirasfeministas.com/2013/12/meus-dois-centavos-sobre-o-feminismo-e-miley-cyrus/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+BlogueirasFeministas+%28Blogueiras+Feministas%29