segunda-feira, 1 de julho de 2013

GUEST POST: MÉDICOS CUBANOS FARÃO O QUÊ, BENZER O PACIENTE?

Em pronunciamento recente para responder aos protestos, a presidenta Dilma anunciou a importação de médicos. Faz anos que isso é discutido, e é sempre um assunto polêmico.
Mais polêmico ainda é que estamos falando de médicos cubanos, e se tem um tema que imediatamente divide as pessoas em direita e esquerda, é esse, Cuba. Pra reaças adeptos das teorias da conspiração, os médicos cubanos seriam agentes infiltrados prontos pra instalar o comunismo no Brasil, ha ha.
Já as pessoas de esquerda reconhecem que Cuba forma muitos médicos, tem uma escola mais humana de medicina, que enfatiza a prevenção, e conta com uma das melhores medicinas do mundo. 
Mas todos concordamos que faltam médicos no interior do Brasil. Como fazer com que médicos -- que estão no topo da pirâmide em relação à classe sócio-econômica -- exerçam sua profissão em cidadezinhas no meio do nada? (veja a proposta do Conselho Federal de Medicina). Eu não sou médica, mas sou doutora concursada, servidora pública, com salário que também me coloca no topo. E claro que prefiro ser professora numa capital vibrante como Fortaleza do que num pequeno município no interior do Ceará. 
Há vantagens certas em se morar no interior, sem dúvida, a começar pela baixa criminalidade e custo de vida. Mas, por exemplo, eu me mudei do Sul pra cá com minha família (maridão e mãe). Em Fortaleza meu marido conseguiu emprego(s) para sua profissão inusitada -- professor, técnico e jogador de xadrez. Se morássemos numa cidadezinha, ele provavelmente estaria desempregado. E isso que não temos filhos!
Por outro lado, ninguém discute que a interiorização das universidades federais é ótima para o país. Mas acho que estou mudando de assunto.
O que quero dizer é que é fácil julgar os médicos brasileiros que não querem atuar nos pequenos municípios. Mas eles não são os únicos que preferem morar nos grandes centros. 
Todas as profissões são corporativistas. E todas defendem com unhas e dentes sua reserva de mercado. Eu vejo a gritaria dos médicos brasileiros contra a importação de médicos cubanos como uma defesa corporativista. E não entendo muito, já que esses médicos cubanos nem concorreriam com eles. Mas sou leiga no assunto, e minhas opiniões, até agora, são baseadas em puro achismo. 
Por isso, pedi a M., que, além de médica, é uma leitora antiga e querida aqui do blog, a escrever um guest post com o seu posicionamento. E ela é tão boa gente que aceitou prontamente. Fiquem com os argumentos dela.

É com imenso prazer que recebi seu convite para escrever sobre o assunto. Não tem como não estar envolvida com isso, pois além de ser médica trabalho na saúde publica (medicina de família e comunidade) daqui de Campinas, ou seja, na '"linha de frente".
Então vamos lá :
Sou formada há 15 anos pela Universidade Estadual Paulista de Botucatu (UNESP), e nesse meio tempo já trabalhei em quatro cidades diferentes, todas em São Paulo: Iaras, Araras (cidade onde cresci), São Paulo (capital), e atualmente Campinas, de onde não pretendo me mudar mais.
Aqui em Campinas (como em qualquer cidade brasileira), as condições de trabalho estão bem longe de serem ideais para os médicos, mas ainda assim são melhores do que nas outras cidades onde trabalhei.
Aqui sou concursada, desde 2009. Tenho carreira estável, plano de carreira (não como os planos de carreira do judiciário, mas tenho) -- o que não tinha em nenhuma outra cidade onde trabalhei. Em Iaras (cidade de 3 mil habitantes) foi por anúncio, e em Araras (120 mil habitantes) foi convite para trabalhar lá, pois tenho família na cidade. 
Hoje os médicos de Araras são concursados, mas na época não eram, e muita gente vivia jogando na nossa cara que éramos "comissionados". Ora, era só fazerem o concurso que eu prestava e passava. Teve concurso para enfermeiro, para auxiliar, e estranhamente para médico, não. Depois isso foi regularizado, mas eu já tinha saído de lá. Tanto em Araras como Iaras o contrato de trabalho era por CTL, carteira assinada, mas sem os benefícios que qualquer outro funcionário da prefeitura tem.
Mudei para São Paulo em 2005, e ali, não sei se você sabe, a saúde está toda privatizada, através das OS's (Organizações Sociais) que, em convênio com a Prefeitura, pagam o nosso salário. Há muitos anos que não existe concurso público para médicos de posto de saúde em São Paulo. O médico virou ali um empregado de uma empresa privada. Se não estiver satisfeito, pede a conta e sai, sem poder reivindicar nada, nem mesmo melhoria nas condições de trabalho.
Todos que gostam da política de privatizações do PSDB [que governa o Estado de SP há vinte anos ininterruptos] acham que essa é uma solução maravilhosa, mas na prática não resolve nada, pelo menos na saúde não, e só afirmo isso porque trabalhei nesse serviço  na capital durante quatro anos. A única coisa que ajuda um pouco é o fato de que as OS's pagam mais que a prefeitura, mas como o custo de vida em SP é muito mais alto, e o local de trabalho muito mais longe de casa, para mim dava na mesma. Preferi prestar concurso para morar em Campinas [terceiro município mais populoso de SP, com mais de um milhão de habitantes], a 10 minutos do posto onde trabalho, mesmo ganhando menos.
Ledo engano achar que a privatização resolve. As deficiências continuam as mesmas: falta de remédios, de leitos, de materiais, de profissionais de apoio tão importantes quanto o médico (psicólogo, nutricionista, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, enfermeirx). E se isso já é deficiente em centros como Campinas e São Paulo, em cidades menores eles não existem. Esquece. Certo, enfermagem nunca falta, mas o número de funcionários é sempre menor do que o adequado.
Falando de Iaras, a primeira cidade onde trabalhei: eu atendia o assentamento dos Sem Terra. Atendia num posto improvisado na cidade e algumas vezes fazia visita aos assentamentos para atender lá. Nesse caso, íamos de perua, porque nosso carro não aguentava a estrada (de terra, esburacada), e levava uma hora e meia pra chegar no local de atendimento.
A cidade não tinha hospital, e muitas vezes eu era a única médica da cidade naquele dia. Uma vez chegou uma grávida em trabalho de parto e tive que transportá-la de ambulância até Avaré, cidade mais próxima (a 40 km), e felizmente, chegando lá no hospital, o bebê nasceu bem. Hoje há médicos treinados que fazem parto sem hospital, mas não era meu caso (sou clínica de adultos e crianças), e mesmo assim, era uma paciente que eu nem conhecia o histórico.
Lembrando que Iaras, além de ter assentamento dos Sem Terra (onde já teve muita rebelião e confrontos), tem um presídio. Ou seja, se chegasse um caso desses de baleado lá pra mim, era por na ambulância e rezar até chegar a Avaré, isso se chegasse vivo. Felizmente não passei por esse tipo de coisa, o máximo que aconteceu foi o caso da gestante, que se resolveu bem.
Pois bem, você acha que resolve colocar um médico cubano numa cidade dessas, onde não tem o que fazer com um paciente grave, onde não tem hospital, ou pior, em cidades onde não tem nem fio nem agulha pra você dar pontos num corte se precisar? Que não tem remédios? O que o médico cubano vai fazer sem essas coisas? Benzer?!
Tenho lido na internet comentários de pessoas mal educadas, e me perdoe, acho que até recalcadas, que dizem: "médicos são elitistas, egoístas, querem se dar ao luxo de viver nas capitais e grandes centros e não querem atender as comunidades carentes do interior". Ué? E desde quando tem lei que proíba o médico de morar e de exercer a medicina onde ele quiser? O único que esta excluído dessa premissa é o médico militar, que tem plano de carreira e uma série de benefícios e condições de trabalho melhores em algumas coisas. Fora eles, os outros moram onde quiserem.
Deixem de ser hipócritas, e mudem então com as famílias de vocês para uma cidadezinha dessas onde não tem estrutura! Vão trabalhar lá, onde não tem o que fazer num fim de semana, onde não tem escola decente para seus filhos, e depois disso a gente conversa.
Se a profissão de médico tem uma importância tão grande perante a sociedade ("responsabilidade em lidar com vidas", como adoram jogar na nossa cara), por que não pagam de acordo com essa premissa e não fazem um plano de carreira federal? Juízes, promotores de justiça, defensores públicos prestam concurso e são designados para uma cidade ao léu, sem poderem escolher. Mas, para isso, ganham muito bem (R$ 20 mil o salário inicial de um juiz), e têm plano de carreira. 
Por que não fazer algo semelhante com os médicos? Funcionários do judiciário têm esses benefícios e bons salários baseados na premissa da "responsabilidade". Ora, e os médicos, que "lidam com vidas"?
Basta fazer um concurso para médicos nessas bases, e claro, melhorar as condições (colocar remédios, estrutura, hospitais, ambulâncias, materiais, equipe multiprofissional), senão não tem santo nem milagre que dê conta, sinto muito.
E para quem ainda discorda dos meus argumentos, e que concorda com a vinda dos cubanos, tenho duas coisas a dizer: primeiro, não estou com medo de perder reserva de mercado, pois já tenho meu emprego. Segundo, ao médico cubano que vai atender sem as condições mínimas... BOA SORTE!

263 comentários:

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Anônimo disse...

O projeto de Gilberto Carvalho, assessor especial da presidência da republica( com intermédio de José Dirceu), e trazer 6 mil médicos cubanos para o interior do Brasil. Não existem 6 mil médicos cubanos para exportação em Cuba, o que trarão são guerrilheiros com curso básico em medicina, que tem como objetivo doutrinar populações carentes no interior do Brasil em marxismo revolucionario, incitando a guerra de classes, isto já foi feito na Venezuela, que hoje conta um um verdadeiro exercito paramilitar bolivariano.

Anônimo disse...

É de se pensar como é que pode com um orçamento de 83 BILHÕES de reais, mais que o DOBRO do segundo maior (Educação), a Saúde brasileira seja um LIXO, ao ponto de o governo ameaçar trazer médicos (?) de Cuba, Portugal e Espanha, para fazer ela funcionar minimamente.
E malandro pra todo o lado ainda pede mais.
E isso meus amigos, é só o orçamento FEDERAL. Os orçamentos estaduais e municipais também contemplam UMA FÁBULA de dinheiro para a saúde.

Com R$ 83 bi bem aplicados, mais os orçamentos estaduais e municipais (que devem ser outro tanto de dinheiro) e levando-se em consideração que 30% da população já paga saúde privada, dava para pagar UM PLANO DE SAÚDE POR BRASILEIRO NECESSITADO.
Aí eu pergunto aos senhores: isso está certo?
A verdade senhores, é que o SUS, como modelo SOCIALISTA de saúde pública, é um FRACASSO RETUMBANTE.

Paulo Henrique

Luiza A disse...

Eu ainda estou formulando minha opinião sobre esse assunto. Eu concordo que só importar médicos e não anunciar nenhuma outra medida é bastante problemático e bem absurdo.

Porém, se não existem médicos nos lugares, independente da condição boa ou ruim, isso tem que ser resolvido e a quantidade de médicos que existem hoje no Brasil não consegue suprir a carência de profissionais. Não são só postos de saúde sem estrutura no interior que tem carência de médicos. Grandes hospitais com muita estrutura, como o Hospital do Câncer de Barretos, por exemplo, não tem médicos o suficiente.

Eu vi uma comparação que me fez refletir: E se os professores do interior não quisessem trabalhar ali porque não tem sala de aula, porque falta quadro ou merenda? O que seria feito com esses alunos? Por mais que falte estrutura, o profissional tem que estar ali.


Junior disse...

Concordo que as estruturas não são adequadas para atendimento nos rincões mais distantes do país, MAS, e os atendimentos rotineiros? Medicina não é feita apenas de emergências que demandam tecnologia para salvar vidas. Medicina é feita de prevenção, de acompanhamento. Esses profissionais estariam inseridos nessas comunidades para isso. É o grande motivo. As emergências vão continuar a ter que ir para grandes centros, até que se equipem todas essas comunidades. Mas existir um profissional lá é mais provável que se consiga equipamentos, do que não tendo ninguém.

donadio disse...

Essas coisas corporativas são desagradáveis, porque, ao contrário do que diz o ditado, casa onde não tem pão, todos gritam, e todos têm razão (aqui vai o ponto-de-vista oposto, também de um médico: http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/05/medico-brasileiro-comenta-gritaria-da-midia-sobre-medicos-cubanos.html)

O pior é quando essas coisas são transformadas em questões apocalípticas, das quais depende o futuro da pátria, ou até da humanidade (tipo a PEC 37, que foi promovida a ameaça total contra a democracia brasileira, quando no fundo não passava de briguinha entre Ministério Público e (os Delegados de) Polícia Federal.

Abraços.

Anônimo disse...

Pelo que eu ouvi da Dilma em vários países tem médicos "importados", pq ñ pode ter aqui também?
Se o governo der condições para esses médicos trabalharem eu super apoio! Canso de ver estudantes de medicina aqui na minha cidade em horário que deveriam estar em aula em botecos bebendo, são essas pessoas que podem vir a me atender amanhã. Se for pra melhorar que venham muitos médicos cubanos!!

Mariana Rodrigues disse...

Dra. Maria Valéria, é isso mesmo. Agora eu vi: todo brasileiro tem o direito de escolher onde morar e trabalhar, mas para médicos querem impedir. Um absurdo. Dizem que são uns egoítas safados se não querem aceitar os MALDITOS contratos que o Padilha está oferecendo desavergonhadamente (oito mil reais), contratos precaríssmos. Uma vergonha um Partido dos Trabalhadores oferecer contratos precários e ainda chantegear médicos para que aceitem! Pior, é o PT desrespeitando direitos trabalhistas na maior cara de pau!
O Padilha é um dos grandes respionsáveis pela queda da popularidade de Dilma com essa ânsia maluca de trazer médicos cubanos alegando que médicos brasileiros não gostam d epobres, por aí.
O carinha está no ministério da saúde desde janeiro de 2011 e a única marca que está deixando é de perseguir as mulheres com seu fundamentalismo de chiqueiro. Por último retirou as definições da última Conferência Nacional dos Direitos da Mulher! Uma vergonha esse ministro!
Leiam e sintam o absurdo:
Nota do CNDM ao Ministério da Saúde.
http://lblrs.blogspot.com.br/2013/06/nota-do-cndm-ao-ministerio-da-saude.html

Lucila disse...

Lola, desculpe que só comento seus posts para discordar. Acontece que quando você erra, erra feio demais. Onde você e sua amiga leram que serão apenas médicos cubanos (a maioria será, mas a proposta inclui médicos espanhóis e portugueses, também)?! Não condeno, mas acho peculiar os médicos quererem apenas se igualar a carreita do judiciário. Sou filha de bancário, que, em busca de melhores condições, aceitou transferências para os rincões do Brasil nos anos 80. Sem educação, sem saúde, sem estradas e, às vezes, sem energia. Nem por isso me futuro foi comprometido. Livros e filmes abundavam em casa. Viagens ocorriam todos os anos. Meu pai se ocupavam de ensinar o básico de inglês e espanhol... Chegou até a ensinar francês e alemão, uma época! Não li a proposta do CFM, vou dar uma olhada. Mas muito me chama atenção os médicos exigirem condições de trabalhos ótimas na saúde pública, quando nenhum profissional que atua nas esferas públicas as tem. Meu esposo é seu colega, professor universitário. Recentemente, foi informado que não terá um laboratório para conduzir o mestrado de seus alunos, em um programa também recentemente aprovado pela CAPES. Meu esposo, também, não tem uma sala para executar suas funções de professor e usa a sala de reuniões do departamento para escrever artigos, corrigir provas, elaborar aulas e projetos de pesquisa. Meu esposo tem de disputar equipamento de mídia com seus colegas para dar suas aulas. Isso porque não falo dos problemas que eu tive quando fui funcionária (tb concursada) de uma estatal, da qual pedi demissão não porque faltava condições, mas para poder acompanhar de perto a saúde crítica do meu esposo, que morava em outra cidade e, sim, queria continuar trabalhando. Nem por isso, fugimos à luta, Lola, continuo em busca de serviço público, basicamente, por espírito público, porque na minha área (sou bióloga) o serviço privado requer muito cinismo. Para terminar, segue um artigo de Drauzio Varella para que vocês se informem um pouco mais: http://drauziovarella.com.br/destaque1/o-problema-da-ma-distribuicao-dos-medicos-no-brasil/

Mirella disse...

Esses comunistas petistas que são críticos à vinda de médicos cubanERROR


Hahaha que dó, gente.
Tsc tsc tsc.

Falando sério: já ouvi outra médica exibir o mesmo parecer, de que não adianta trazermos médicos para não terem condições de trabalho. E acrescentou: o Brasil é o terceiro país do mundo com o maior número de vagas de medicina em universidades, ou seja, o país forma médicos o suficiente.
Não adianta só pensar que médicos são malvados que deixam as pessoas morrerem. Há toda uma cadeia de infraestrutura a ser considerada.

donadio disse...

Anônimo disse...

"O projeto de Gilberto Carvalho, assessor especial da presidência da republica( com intermédio de José Dirceu), e trazer 6 mil médicos cubanos para o interior do Brasil. Não existem 6 mil médicos cubanos para exportação em Cuba, o que trarão são guerrilheiros com curso básico em medicina, que tem como objetivo doutrinar populações carentes no interior do Brasil em marxismo revolucionario, incitando a guerra de classes, isto já foi feito na Venezuela, que hoje conta um um verdadeiro exercito paramilitar bolivariano."

Nós podíamos fazer uma troca com Cuba. Eles mandariam médicos para nós, e nós mandaríamos imbecis para eles. Afinal, existem bem mais de 6.000 imbecis no Brasil, e pode ser que eles estejam em falta lá.

Dani disse...

Nossa Lola, esse guest post foi muito ruim. Vi a médica discorrer sobre sua própria carreira, contar os pormenores da profissão e os casos de situação de risco que ela viveu numa cidadezinha do interior. E ainda mandar os leitores irem morar na roça. Alou hein, engraçado que também morei a vida inteira numa cidade de 3 mil habitantes, sem recurso algum, mas isso nunca me impediu de estudar, sair, viajar ou querer mais. Isso não é argumento. Lembro bem que lá nunca tinha médicos, mas também lembro que a arrecadação da cidade não passava de 60 mil reais mensais, e a médica quer ganhar 20 mil HA HA HA. Será que ela não entendeu que a carreira dos juízes é que é um absurdo? Nosso país é pobre, minha cara, precisamos é fazer com que a justiça seja feita e não aumentar as desigualdades. É ridículo o que ela escreveu, se ela tem a carreira sólida e não tem o que temer, então por que está contra o programa do governo? Menina, desculpe, mas isso parece muito com aquele sentimento que a gente demora a aceitar: medo do sucesso alheio. Conheço muitos médicos e posso dizer com toda certeza que a grande maioria está precisando descer do pedestal.

Maria Valéria disse...

Lucila,

Me desculpe , mas a gente ( eu pelo menos) gostaria que os salários se equiparassem aos do judiciário sim, porque são carreiras que tem um RESPONSABILIDADE muito grande( que alias, adoram jogar na nossa cara: " ainda bem que se eu errar na minha profissão eu nao mato ninguém,ne?" E outras bobagens que a gente costuma ouvir,
Entao, pra mim, o salário tem que ser de acordo com a responsabilidade sim.E a nossa e muito grande.
Tambem acredito que todas as carreiras publicas deveriam ganhar muito bem( professores, inclusive) e nao a merreca que ganham...por que so o judiciário tem essas regalias, alguém me explica ??

:)
Beujos

Maria Valéria disse...

Dani, que escreveu as 11:11

Você nao entendeu meu texto, paciencia.

Vou te dar uma sugestão, quando vc estiver numa cidadezinha sem hospital, em situação de emergência, procure um medico ali( cubano ou brasileiro, tanto faz) .vamos ver o que ele poderá fazer por vc.
Boa sorte,

José Alcestes disse...

Parabéns Dra Maria Valéria
Um bom artigo para ajudar nos debates
"O dia em que a Presidenta Dilma em 10 minutos cuspiu no rosto de 370.000 médicos brasileiros."
Escrito por Juliana Mynssen da Fonseca Cardoso*


Há alguns meses eu fiz um plantão em que chorei. Não contei à ninguém (é nada fácil compartilhar isso numa mídia social). Eu, cirurgiã-geral, "do trauma", médica "chatinha", preceptora "bruxa", que carrego no carro o manual da equipe militar cirúrgica americana que atendia no Afeganistão, chorei.

Na frente da sala da sutura tinha um paciente idoso internado. Numa cadeira. Com o soro pendurado na parede num prego similiar aos que prendemos plantas (diga-se: samambaias). Ao seu lado, seu filho. Bem vestido. Com fala pausada, calmo e educado. Como eu. Como você. Como nós. Perguntava pela possibilidade de internação do seu pai numa maca, que estava há mais de um dia na cadeira. Ia desmaiar. Esperou, esperou, e toda vez que abria a portinha da sutura ele estava lá. Esperando. Como eu. Como você. Como nós. Teve um momento que ele desmoronou. Se ajoelhou no chão, começou a chorar, olhou para mim e disse "não é para mim, é para o meu pai, uma maca". Como eu faria. Como você. Como nós.
....
Nesses últimos dias de protestos nas ruas e nas mídias brigamos por um país melhor. Menos corrupto. Transparente. Menos populista. Com mais qualidade. Com mais macas. Com hospitais melhores, mais equipamentos e que não faltem medicamentos. Um SUS melhor.

Briguei pelo filho do paciente ajoelhado. Por todos os meus pacientes. Por mim. Por você. Por nós. O SUS é nosso.
Não tenho palavras para descrever o que penso da "Presidenta" Dilma. (Uma figura que se proclama "a presidenta" já não merece minha atenção).

Mas hoje, por mim, por você, pelo meu paciente na cadeira, eu a ouvi.

A ouvi dizendo que escutou "o povo democrático brasileiro". Que escutou que queremos educação, saúde e segurança de qualidades. "Qualidade"... Ela disse.

E disse que importará médicos para melhorar a saúde do Brasil....

Para melhorar a qualidade....?

Sra "presidenta", eu sou uma médica de qualidade. Meus pais são médicos de qualidade. Meus professores são médicos de qualidade. Meus amigos de faculdade. Meus colegas de plantão. O médico brasileiro é de qualidade.

Os seus hospitais é que não são. O seu SUS é que não tem qualidade. O seu governo é que não tem qualidade.

O dia em que a Sra "presidenta" abrir uma ficha numa UPA, for internada num Hospital Estadual, pegar um remédio na fila do SUS e falar que isso é de qualidade, aí conversaremos.

Não cuspa na minha cara, não pise no meu diploma. Não me culpe da sua incompetência.

Somos quase 400mil, não nos ofenda. Estou amanhã de plantão, abra uma ficha, eu te atendo. Não demora, não.

Não faltam médicos, mas não garanto que tenha onde sentar. Afinal, a cadeira é prioridade dos internados.

Hoje, eu chorei de novo.

* É cirurgiã geral no Hospital Estadual Azevedo Lima, no Rio de Janeiro (CRM-RJ 822370).

Seg, 24 de Junho de 2013 12:31
http://www.portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=23895:qo-dia-em-que-a-presidenta-dilma-em-10-minutos-cuspiu-no-rosto-de-370000-medicos-brasileirosq&catid=46

José Alcestes disse...

Os bastidores, a charlatanice e o escárnio da importação de médicos
Sex, 14 de Junho de 2013 11:19
Escrito por Fátima Oliveira*

No Brasil, a medicina como profissão liberal foi extinta pelo assalariamento de “largas camadas de profissões intelectuais”; e a categoria médica se proletarizou em condições precaríssimas.

Trocando em miúdos: há postos de trabalho, mas emprego – com direitos trabalhistas – é escasso, seja de “carteira assinada” por prestadores de serviços ao Sistema Único de Saúde (SUS) ou via concurso público. Como é impossível SUS sem médico, o alicerce do SUS é a precarização do trabalho médico. Até aqui carregamos o SUS em nosso lombo! “Eu conheço cada palmo desse chão”.

Quem mais avilta o trabalho médico é o Estado, nas três esferas de governo: municipal, estadual e federal – o governo federal mantém poucos serviços de saúde (nem é seu papel!), mas, contando com hospitais universitários federais, o volume de postos de trabalho médico em regime de RPA (Recibo de Pagamento de Autônomo) é expressivo, e, sem ele, tais serviços se inviabilizam, literalmente. Daí o aperreio para criar a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, cuja maior finalidade, ao bem da verdade, é sanar, sem concurso (ai, meus sais!), as irregularidades advindas do regime de RPA!

Se todos os que trabalham em hospitais universitários federais “como RPA” entrassem na Justiça requerendo seus direitos trabalhistas, instalariam o caos no país: todos fechariam. Não sobraria um! Vale para hospitais e UPAs, estaduais e municipais, pois quase 100% abusam de contratação precária.

Em tal contexto, sem resolver pendências arriscadas, o governo Dilma anunciou a importação de 6.000 médicos, sob argumentos que beiram a charlatanice política, colocando a população contra a categoria médica nacional, ao dizer que é para suprir a falta de médicos nos cinturões e nos grotões de pobreza: periferias metropolitanas e pequenas cidades, onde brasileiros não querem trabalhar.

Ora, me compre um bode! A “interiorização do trabalho médico” requer atrativos concretos, para além do médico, do estetoscópio e do “aparelho de pressão”, e não trabalho precário temporário, sob os humores do mandatário de plantão: não rezou pela cartilha do prefeito, está no olho da rua!

Não é uma postura patriota oferecer a médicos estrangeiros o que nunca acenaram para brasileiros: empregos reais, aos montes. E o pior, “modernizando” trabalho escravo: supressão do direito de ir e vir! Nada contra médico de qualquer nacionalidade vir trabalhar no Brasil, desde que em igualdade de condições dos aqui formados, o que exige “passar” na revalidação de diploma.

É fato: o Estado brasileiro sabe, permite e pratica a exploração. As entidades médicas foram omissas na garantia de dignidade trabalhista no estabelecimento do SUS.

No popular: as entidades médicas e nós, profissionais da medicina, pouco nos lixamos para a precarização do nosso trabalho: não nos empenhamos por uma carreira de Estado para médico, hoje necessidade imperiosa para a equidade na distribuição de médicos no país.

E por que não o fizemos? Falta de visão política; incompreensão da inexorável proletarização da categoria médica; e muito pelo embotamento da empáfia e do fetiche da cultura da medicina profissão liberal, numa conjuntura que a abolia e em que o trabalho médico virou mercadoria, vendida de modo aviltante. Vou pular, pois a lista de culpabilidade involuntária e inconsciente é enorme…

Agora que despertamos, é cair no bredo por uma carreira de Estado para médico até a vitória. Nem mais, nem menos. Nós, cidadãos como todo o povo, não podemos esperar cair do céu.


* É médica
fatimaoliveira@ig.com.br
Artigo publicado no blog Viomundo

www.portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=23875:os-bastidores-a-charlatanice-e-o-escarnio-da-importacao-de-medicos&catid=46

° Emy ° disse...

Concordo com as más condições de trabalho. Mas não acho que isso justifique o fato de querer impedir a vinda dos médicos do exterior. Até por que, como foi bem dito por alguns comentaristas, se por más condições de trabalho todos desistíssemos, todas as áreas essências - educação e área social, por exemplo - estariam ferradas.
Acho a classe médica elitista sim, apesar de saber que existem exceções - só que exceções não são regras né?!. Pra minha surpresa você falou em trabalho multidisciplinar, o que me espantou, pois com o Ato Médico, você deve saber que isso não será tão possível assim. Inclusive, como ficam essas pequenas cidades que carecem de médicos e os atendimentos são realizados por profissionais da enfermagem, por exemplo? Enfim. Acho que a medida pode não ser a melhor, mas a proposta foi feita por que se precisa sim de médicos. Se em BH que é centro urbano a gente passa um super aperto por falta desses profissionais, imagino nas pequenas cidades onde ninguém - nem os leitores hipócritas que mandam os médicos pra lá, [SQN] - querem morar.

Ana disse...

Também achei absurdo total esse argumento de querer igualdade com o judiciário. É muito sem noção, num país com tanta desigualdade. Sou professora com mestrado, trabalho há 18 anos, QUEM ME DERA ganhar os 8 mil reais que a moça que escreve está desdenhando!
Além do mais, é como já disseram, ainda que não haja condições ideais, pode-se fazer uma medicina preventiva e de familia de qualidade com bons profissionais. Não adianta querer grandes hospitais perfeitamente equipados para emergências em cada cantinho do Brasil, isso não é real nem no primeiro mundo. Porém, a presença de um bom profissional é indispensável.

Maria Valéria disse...

Emy

Quanto ao ato medico nao tenho opinião formada.Ja li o texto da lei, reli e cada um da uma interpretação diferente pra mesma coisa que esta escrito ali.Ate saber o que isso significa, prefiro nao me manifestar.
Quanto aos leitores hipócritas que dizem que os médicos tem obrigação de morar em cidadezinhas do interior, nao foi aqui que li esses comentários, e sim no UOL, facebook e afins,
Beijos :)

Lucila disse...

Ana Valéria, veja você: acho a carreira de professor universitário (professor em geral, na verdade) a de maior responsabilidade no país. E nem por isso os vejo exigindo equiparação com o judiciário. Até porque, nem queria entrar no mérito, mais a remuneração para carreiras no judiciário é um absurdo nas condições brasileiras e só se justifica em função da corrupção ser um assunto institucionalizado, embora, abafado. Não gostaria de tecer louros sobre a responsabilidade que eu detinha, como gestora ambiental portuária, mas, para você ter uma ideia, um erro em meu trabalho poderia causar inúmeras emergências médicas, das mais variadas formas. E não era por isso que minha remuneração era condizente com essa responsabilidade ou que as condições de trabalho em que eu atuava prescindiam de atenção a essa responsabilidade. Desculpe-me, mais falta alteridade na visão de mundo que está expondo. Para nós não nos chateemos neste debate, vou deixar uma música: http://www.youtube.com/watch?v=W1E1wR63ATY

Nanda disse...

1 - ninguém aqui é contra a vinda de médicos estrangeiros pro Brasil, gente... As vezes me parece que vcs, que são tão politizados pra alguns temas, fecham os olhos e ouvidos aos temas relacionados à saúde, e ficam com esse discurso raso de "medico malvado, corporativista, elitista, etc, etc"... Me parece preguiça de se informar, sinceramente...
Enfim... A queixa não é a vinda de médicos estrangeiros (seja lá de que país venham!)..
O problema é a falta de estrutura, e mais ainda, a falta de controle da qualidade desses médicos...
Custa uma avaliação desse médicos, ou vcs realmente pensam que é melhor ter um "açougueiro" do que ninguém ali? Sério mesmo???
Se é válido ter qualquer um, não precisa esse fuzuê todo pra mandar os médicos "malvados, elitistas, corporativistas" pro interior, né? Coloca qualquer um ali!

Maria Valéria disse...

Lucila, entendo seu posicionamento.nao sei preocupe que nao me chateei,-:)

E so corrigindo, , Maria Valéria, por favor, ja bastava o pessoal da faculdade que me chamava de Ana, porque tinha uma professora com o mesmo nome...rsrsrs !!;)
Beijos

Anônimo disse...

Os médicos tem direito de morar onde quiserem, mimimi
Enquanto isso, as pessoas continuam lá no interiorzão, sem assistência.

A medicina no Brasil é uma porcaria já na formação dos profissionais, pq eles não sabem fazer nada se não tiver o bendito equipamento. Tudo é baseado em equipamento para solucionar problemas que já surgiram. Medicina preventiva nem pensar.

Acho que médicos são sim classistas. Estudam e trabalham por vários anos em universidades estaduais ou federais, e na hora de retornar o benefício ao povo, não o fazem.
Sabe-se que os salários nos rincões é maior, e eles também ganham muito mais pontos de residência, e ainda assim não se propõe a ir.

Se apenas se recusassem a ir seria uma coisa. Mas se oporem totalmente à vinda de tais médicos já é um absurdo. Não vão, mas tb não querem que ninguém vá. Ridículo. As pessoas que fiquem lá, ao Deus dará.

Maria Valéria disse...

Nanda , vc tocou em outro ponto importante.Para trabalhar aqui, o medico estrangeiro deveria passar por uma prova de revalidação do diploma, para comprovar se o o conhecimento de medicina dele e suficiente para praticar a medicina aqui no Brasil.isso para todos, seja cubano, inglês ou espanhol.
Nao pense que no exterior e diferente, que nao tem exame de proficiência na língua e prova para revalidar o diploma para brasileiros.
Eu sou contra a revalidação automática de diploma,sem exames,
Se alguém discorda, beleza, se nao ligar de ser atendido por um medico que nao sabe falar português e que nao tem conhecimento de dengue, malária, e de outras doenças próprias daqui, por mim...

Anônimo disse...

É justamente por acreditar que os médicos não devem ser obrigados a ir morar no interior que acredito nos médicos 'importados' que viriam sabendo que ficariam no interior (ninguém é trazido como 'escravo' como alguém escreveu). Pronto, eles escolhem se querem vir ou não, brasileiro não quer morar, ok, damos opção para outra nacionalidade.
Com certeza não há estrutura, mas ainda sem estrutura, a grávida esteve muito melhor atendida com uma médica do lado do que sozinha, com alguém como eu, que não saberia se era um aborto ou dando a luz. Simples assim, um médico mesmo que sem condições físicas, possui o conhecimento que leigos não têm. É como o comentário do professor sem estrutura física, pelo menos ele tem o conhecimento e busca passar para outros. Acho essa posição de vamos melhorar a estrutura é muito ingênua se pensarmos que existem pessoas que nunca viram um médico! Como diferenciar um ataque cardíaco de um simples dor no braço? Eu não sei, com certeza um médico cubano, português ou espanhol saberia e poderia indicar para a pessoa ir ou não ao hospital, auxiliando até a diminuir o uso desnecessário da (pouca) estrutura existente.

Gislaine Costa disse...

Ótimo post, concordo que não adianta trazer médicos de cubas, isso não resolverá os problemas. O maior problemas de todos é a falta de infraestrutura que o país inteiro se encontra. É gasto milhões em hospitais para serem de ultima geração, e não meio da construção abandonam a obra, por problema de licitação, sempre as mesmas construtoras ganham e depois com o dinheiro no bolso, deixam a obra pela metade. E quem sempre se da mal, é o paciente que não tem onde ser atendido, é o médico e os profissionais da saúde que não tem condições de trabalhar, e quem no fim são os ditos "culpados" sem ter culpa de nada.
Sou arquiteta, e um grande questão discutidas por arquitetos são essas obras com licitações, isso não funciona em nenhum setor, seja para construção de hospital, aeroporto, seja o que for, quem vai "ganhar" a licitação é quem vai embolsar o dinheiro e não fazer a obra. E quando fazem, é um projetinho de merda, que não se tem acessibilidade, que não tem conforto térmico, feito com materiais de péssima qualidade. Enfim, o problema da saúde tem um buraco muito, mais muito mais embaixo, do que nossos políticos pensam.

Maria Valéria disse...

Anônimo das 11:14

Perdão, eu nao sabia que em cidadezinhas do interior so existe medicina preventiva e saneamento básico,
Pensei que nessas cidades as pessoas tambem sofressem de derrame, infarto, câncer, e outras doenças que so podem ter o seu diagnostico confirmado com os devidos " equipamentos" que somos tão mercenários em cobrar que existam ali.( tomografia, ressonância, etc)
Entao ok, deixa essas pessoas ficarem sem diagnostico e sem tratamento....gostou da idéia??

L. G. Alves disse...

"julgar os médicos brasileiros que não querem atuar nos pequenos municípios" Nós temos médicos. Eles possuem interesse em trabalhar. O que não se tem é condição para que o médico trabalhe. Uma amiga do meu namorado é médica. Ela foi trabalhar num destes interiores e não se tinha nem medicamentos básicos para tratar a população! Nem mesmo uma Dipirona!Ela teve que comprar remédios porque ficou penalizada com a situação daquela gente. E a ignorância deles era tamanha que ela tinha que desenhar o que era pulmão porque alguns nem sabiam. Olha o nível da educação! Isso acontece em todo o Brasil. A roubalheira, os desvios de dinheiro público, a corrupção. E isso é que tem que acabar porque não vai adiantar trazer médicos de fora. Temos é que formar bons médicos e dá condições para que possam exercer sua profissão.

Dani disse...

Maria Valéria

Me mudei dessa cidadezinha há apenas dois anos, minha cara. Sempre fui pobre, morei de favor na casa de parentes e sempre passei necessidades de serviço público. Certa vez, tive uma crise alérgica às 23:00 e tive que ir a pé até do outro lado da cidade para que uma enfermeira me desse um antialérgico. Sei tudo isso que você escreveu, vivi na pele.
Continua errada, doutora, continua dizendo: "Classe média sofre". Mas esse pensamento, não sei se a vida um dia vai te ensinar.
O que você não entendeu é que achar que a sua carreira é mais importante que a de um lavador de banheiros faz com que mereça ganhar uma fortuna para a maioria da população brasileira. Acorda.
O seu texto é incoerente e não traz nenhuma reposta para a pergunta que todos nós nos fazemos agora: será que isso é realmente viável? Olha, na atual situação, é mais que viável. Você mesma disse que não vai morar no interior, então pensa um pouquinho e reveja o que escreveu, que não faz relação alguma com o que se propôs. E nem tem impacto, já que só conta da sua "difícil" vida de médica do interior.

Ass: Dani das 11:11

Anônimo disse...

Ué, minha senhora, O Brasil tem sim plano de carreira para os médicos: Primeiro trazer cubanos acostumados a ganhar cinquenta reais por mês. Depois reduzir seus salários gradativamente.

Seriosamente, a maioria das especialidades de medicina são uma piada, tanto faz de onde trouxerem os médicos.

Dani disse...

Se todos os médicos brasileiros tiverem essa mesma formação "ética" da Maria Valéria, esse mesmo "respeito" para com o próximo e as necessidades dele, tem mais é que trazer médico do mundo inteiro mesmo, porque aqui tá foda.
E mais, não só acho o salário dos juízes um absurdo, como o dos médicos que estão ganhando 8 mil também, porque vivemos num país onde a maioria das pessoas tem que sustentar família com 600,00 reais por mês.

Dani das 11:11

@dddrocha

God's Secrets from Wisdom disse...

O problema e a solução são muito simples:

Problema: É uma classe corrupta de megalomaníacos que acham que oito mil é pouco para exercer um trabalho que é basicamente seguir procedimentos já documentados.
E antes que venham de mimimi salvar vidas: Apenas uma ínfima minoria é de cirurgião e anestesista.

Solução: Aumenta-se a quantidade de profissionais afim do Mercado por esses técnicos de nível superior em seus devidos lugares.

Não me parece muito complicado.

Anônimo disse...

A grande questão é:

NÃO É PROIBIDO UM MÉDICO DE OUTRO LUGAR EXERCER A MEDICINA AQUI. MAS ELES TEM QUE FAZER UMA PROVA.

Esse projeto é para trazer médicos de fora SEM ESSA PROVA. OU SEJA, MÉDICOS INCOMPETENTES.

Alguém quer ser tratado por um médico que não passa nessas provas?

Se o médico estrangeiro quiser praticar medicina aqui, que faça a prova e demonstre que tem conhecimento bastante para fazê-lo e pronto. Eu não quero o governo permitindo médicos incompetentes praticando. Eu não quero ir no sus e ser atendido por um cara que não tem capacidade de passar numa prova.

Os médicos brasileiros já vivem comentendo erros e tal, imagina um médico que nem passar nessa provinha não consegue? Se aprovarem esse projeto que mudem os nomes dos hospitais para "açougue"

Maria Valéria disse...

Lola,

Sobre o texto do CFM,

Nao li o texto todo, mas vou adiantar alguma coisa que ja sei
Tem um programa do governo onde o medico recem formado vem estagiar um ano num grande centro, com recursos, etc,( Campinas e um deles) e depois volta obrigatoriamente para uma cidade pequena, carente,, do se estado ( normalmente universidades do nordeste)etc, para devolver ali os conhecimentos que adquiriu aqui .So nao lembro de cor, por quanto tempo a pessoa e obrigada a trabalhar na comunidade pequena do seu estado, se são um , dois anos, ou se e vitalício....nao sei mesmo, vou me informar.
Mas gostei bastante desse programa,
So que te, um porém....esse ano veio uma menina da universidade federal da Bahia pra cá....ela estava toda animada, so que passou na residência medica em neurologia, desistiu de estagiar aqui e foi fazer neurologia lá.
Aí e complicado,ne?? Você pode oferecer o programa , mas nao pode obrigar o medico a trabalhar com saúde publica e e nao se especializar em neurologia.
São escolhas,seria o mesmo que obrigar um professor de história a fazer mestrado em filosofia e nao em historia,(estou chutando sem conhecer muito a área de professor, ok?)
E aí, o que vc acha que deveria ser feito, Lola ?;) beijao!!

Anônimo disse...

E por que tem que ser medicos de Cuba? Por que nao se abre a possibilidade para medicos de qq lugar do mundo vir aqui, revalidar os seus diplomas, como temos que fazer todos os estrangeiros que viemos pro Brasil independentemente de nossos diplomas - e entao competir em plano de igualdade com os de aqui?
Porque privilegio para os de Cuba? Entao se sou francesa tenho que passar pelo processo de qq estrangeiro tem que passar mas se sou cubana tenho privilégios por ser comunista..

Anônimo disse...

Engraçado ver aqui um texto tão elitista. Com críticas tão superficiais como essa, fica fácil apoiar a vinda de médicos estrangeiros para o Brasil.

Muito se falou em infraestrutura, em equipe especializada, mas é bem conveniente não se falar EM MOMENTO ALGUM dos nossos queridos médicos que batem o ponto no SUS e vão trabalhar no consultório particular, das dezenas de erros não apurados pelo maravilhoso Conselho Federal de Medicina, do tratamento desumano que recebemos por parte deles (e que não são minoria).

Não se fala no projeto em trazer neurocirurgiões, cardiologistas ou outras especialidades, mas sim em atenção básica da saúde e atendimento de emergência. Concordo sim com outras críticas, precisa-se investir em estrutura e faculdades, mas e enquanto isso? Deixa as populações mais carentes à própria sorte? Porque nas cidades pequenas quem tem dinheiro vai para os grandes centros buscar tratamento.

O médico tem direito de morar onde quiser, fazer o que quiser, mas estudar com o fruto do imposto de todos e não dar retorno nenhum a sociedade? Se você acha isso justo, percebe-se o tipo de pessoa que é. Você tem todo direito de ser contra o que quiser, o que não pode é tentar colocar barreiras com o CFM está fazendo para limitar o direito do outro.

E quanto ao argumento 'muito bem fundamentado' acerca da carreira judiciária. Quantos juízes são necessários para uma população e quantos médicos?

M.S.

Anônimo disse...

Que relato elitista. Você quer os privilégios de um juiz, que deveria receber o mesmo salário de outros níveis de ensino superior. Se faltam médicos no interior, porque não importar para resolver um problema urgente? Plano de cargos para médicos para trabalhar por 20 mil em cidadezinhas do interior do nordeste... essa é boa. Me poupe, sua profissão é sim corporativista, não tem formação para fazer um trabalho no modelo comunitário. Eu trabalhei em posto de saúde em Campinas e mesmo com os altos salários vocês não param nos cargos, SEMPRE há equipes de saúde da família sem médicos e psiquiatras em falta, mesmo com boas condições de trabalho. Ragusa

Giovanna Ferreira disse...

Concordo com a Dani esse guest post foi PÉSSIMO, a médica qu eescreveu isso só olhou pro umbigo e pro bolso dela, estaria bom se vc pedisse pra alguém com outra opiniao poder escrever sobre o assunto, porque esse texto me pareceu mais uma experiencia da vidinha dela do que um texto global falando dos problemas da saúde do Brasil e da smelhores que seria trazer mais médicos pro nosso país.

Giovanna Ferreira disse...

"Não vão, mas tb não querem que ninguém vá." Concordo!!

LSDiana! disse...

Poxa, é o primeiro post que me deixa bem decepcionada. Sempre adorei o blog porque faz com que eu me questione todos os dias e esteja, a cada dia, em um debate comigo mesma pra fortalecer minhas causas, mas hoje não me questionei.
Eu entendo a hipocrisia em mandar um médico para um lugar que, talvez, eu não iria. Mas não compreendo o pq dessa birra com os Cubanos (espanhois e portugueses também) que aceitarão. Até pq se sobram vagas, elas precisam ser preenchidas, né?
Acho uma sacanagem desmerecer esses profissionais (cubanos), eles vem de uma escola diferente de medicina, mas que funciona, mesmo sem tantos recursos tecnológicos. Acho até uma ótima oportunidade pra aprender. E temo dizer: se aplicassem o revalida pra médicos brasileiros, assim como é a prova da OAB, acredito que uma porcentagem considerável de médicos seria reprovada.
Os médicos brasileiros (obviamente, salvo exceções) devem descer do pedestal sim. Concordo com bons salários e boas condições de trabalho, mas ficar reclamando de longe quando a realidade do país não permite sonhos extravagantes de salários é covardia.

Junior disse num comentário anterior:
"Concordo que as estruturas não são adequadas para atendimento nos rincões mais distantes do país, MAS, e os atendimentos rotineiros? Medicina não é feita apenas de emergências que demandam tecnologia para salvar vidas. Medicina é feita de prevenção, de acompanhamento. Esses profissionais estariam inseridos nessas comunidades para isso. É o grande motivo. As emergências vão continuar a ter que ir para grandes centros, até que se equipem todas essas comunidades. Mas existir um profissional lá é mais provável que se consiga equipamentos, do que não tendo ninguém."
E concordo plenamente.

Enfim, até tento me convencer do contrário, mas o que tenho visto é médico usando discurso profissional pra melhorar a própria vida e uma preocupação nula com a vida da população.

Lica disse...

Concordo que o plano de carreira é importante. E que qualquer pessoa reluta em ir para cidades afastadas.

MAS, moro em florianópolis (baita cidade, né) e minha amiga médica, casada com um médico, que é contra a vinda de estrangeiros, estava ontem mesmo reclamando que está sobrecarregada e que tem concurso aberto e não preenche...

E outra, dizer que pq a solução NÃO RESOLVE o problema total da saúde, que ela não é válida, é falácia. Quer dizer que só pode resolver a falta de médico o dia que resolver a falta de agulha e leito? tenha dó, né...

Anônimo disse...

Mas e cidades como a minha?

Moro em uma cidade pequena e isso não me pediu de ter uma boa educação. E mais, aqui temos vários hospitais, temos equipamentos... Mas não tem médicos! Tem cerca de 1 médico pra 2.000 pessoas! Nós temos condições de pagar, temos equipamentos mas ninguém quer se isolar numa cidadezinha do interior.

Testo fraco, esqueceu que o Brasil é imenso e não se resume ao que você conhece. Há várias cidades como a minha.

Anônimo disse...

Até onde fiquei sabendo, a formação dos médicos de cuba é meio pífia- com curso de 3, 4 anos. confere?

Jac disse...

Se os médicos querem continuar na cidade, beleza. Só não impeçam que o governo tente uma solução para a falta de médicos no interior.

Um salário de médico já é muito, muito, muito maior do que basicamente todo o resto de profissões com curso superior no Brasil. Inclusive no curso de Direito. Para você ser um juíz, um promotor ou um delegado não basta só se formar. É preciso estar no topo da área, então não tem como comparar um juíz com um médico recém-formado, por exemplo.

Não trabalho na área da saúde, mas minha mãe e minha namorada sim. É sabido por todos que médicos adoram "monopolizar a saúde". Exemplo: http://www.fenafar.org.br/portal/emprego-e-trabalho/66-emprego-e-trabalho/444-farmaceuticos-vao-ao-senado-discutir-ato-medico.html

Por que ao invés de só pensarmos em médicos, médicos e médicos, não valorizamos outros profissionais (como enfermeiros) e delegamos mais responsabilidades a eles? Será que enfermeiros não teriam a capacidade de cuidar de pelo menos 80% dos problemas menores de saúde que devem aparecer no interior?

Ourto exemplo: parteiras. Que tal ao invés de CFM falar mal do parto natural, eles ajudassem a promover cursos de formações/especialização (não importa o nome) de parteiros em regiões sem médicos?

Se não temos condições para resolver todos os problemas, vamos pelo menos resolver os mais básicos.

LSDiana! disse...

Para a pessoa (não vi o nome) que perguntou sobre os cursos de medicina em Cuba, achei essa informação:

A duração do curso de medicina em Cuba, a exemplo do Brasil, é seis anos em período integral, depois há mais três a quatro anos para especialização. Pelas regras do Ministério da Educação de Cuba, apenas os alunos que obtêm notas consideradas altas em uma espécie de vestibular e ao longo do ensino secundário são aceitos nas faculdades de medicina.

Fonte: http://www.ebc.com.br/noticias/saude/2013/05/cuba-rebate-com-numeros-duvidas-sobre-a-capacitacao-de-medicos-formados-no

Julia Faria Codas disse...

Não vi pessoas julgando os médicos brasileiros que não querem trabalhar no interior, vi gente criticando os médicos brasileiros não irem trabalhar no interior e ainda ficarem "putinhos" porque estão chamando médicos do exterior. Eu não sou do meio, então posso estar falando bobagens gigantescas, estou apenas me baseando em links que achei na internet. Um deles é do Ministério da Saúde falando da gigantesca falta de médicos no norte e nordeste do Brasil. Leiam vocês mesmos: http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/arquivos/pdf/2013/Mai/23/ppt_provab2305_final.pdf

Outro vi no site do Cebes (Centro brasileiro de estudos de saúde), não sei qual a legitimidade deles, mas acho que esse texto traz pontos importantes: http://www.cebes.org.br/verBlog.asp?idConteudo=4398&idSubCategoria=30

Destaco algumas partes desse texto que acho bastante relevantes:

"Em 2005, quando o governador de Tocantins não conseguia médicos para a maioria dos seus pequenos e afastados municípios, recorreu a um convênio com Cuba e viu o quadro de saúde mudar rapidamente com a presença de apenas uma centena de profissionais daquele país. A reação das entidades médicas de Tocantins, comprometidas com a baixa qualidade da medicina pública que favorece o atendimento privado, foi quase de desespero. Elas só descansaram quando obtiveram uma liminar de um juiz de primeira instância determinando em 2007 a imediata “expulsão” dos médicos cubanos."

Sobre a formação de muitos médicos brasileiros:
"O próprio modelo de formação de profissionais de saúde, com quase 58% de escolas privadas, é voltado para um tipo de atendimento vinculado à indústria de equipamentos de alta tecnologia, aos laboratórios e às vantagens do regime híbrido, em que é possível conciliar plantões de 24 horas no sistema público com seus consultórios e clínicas particulares, alimentados pelos planos de saúde."

Enfim, Cuba que é um país super simples e cheio de problemas econômicos tem um sistema de saúde incrível. Muitos cubanos vão trabalhar na África, por exemplo, onde a infraestrutura costuma ser bastante inferior a realidade brasileira. A formação deles é voltada para situações onde não se tem os aparelhos de ponta e hospitais estilo Einstein/Sírio Libanês.

Outra coisa, trazer médicos de fora não significa que o governo federal vai ligar o foda-se pra infraestrutura. Uma coisa não exclui a outra! Além do mais, o Brasil teria que abrir muuuitos cursos de medicina para suprir a falta de médicos (só olhar o link do ministério da saúde). E mesmo que abrisse hoje 100 novas universidades federais, esses médicos demorariam para entrar no mercado de trabalho. Até onde eu sei, essa medida de importação de médicos é vista como emergencial. O governo federal abriu várias universidades nos últimos anos, mas é preciso garantir que o ensino é de qualidade, e um monte de outras questões que não são necessariamente ligadas ao ministério da saúde.

Anônimo disse...

A autora do post só deu mais motivos pra eu consderar acertada a decisão do governo. Aliás, podiamos era fazer uma troca, mandamos nossos médicos pra lá e eles mandam os deles pra nós. Estamos cheios de médicos aqui no Brasil q ganham salario ( q não é baixo) e não aparecem no plantão. Esses podiam ser os primeiros a serem despachados.

Bruna disse...

Vamos igualar o salário dos médicos ao salário do judiciário, mas não se esqueçam, é REGIME DE DEDICAÇÃO EXCLUSIVA,ok?

° Emy ° disse...

Pois é Jac, sendo aprovado o Ato Médico, a profissão das parteiras, tão comuns em regiões ribeirinhas e afins - carentes de médicos - será considerada ilegal, logo, proibida. E ainda há quem diga que a classe médica não é elitista...

Anônimo disse...

Medicina cubana é uma das melhores do mundo. Eu quero um médico cubano nos hospitais do Rio, q aliás não são hospitais, são açougues. Aqui os médicos não aparecem pra trabalhar, mas recebem todo mês o salário. Enqto isso o povo morre.

É infundada a justificativa do CFM. Acho q o q querem é atrasar o processo e com isso só prejudicam a população. Não se enganem, o CFM só faz proteger os seu afiliados, aliás eles são muito bons nisso, é só ver o q acontece com um médico q comete erro. Ou seja, nada!! Eles se protegem.

E qto essa ladainha de salário, ontem saiu no fantastico um posto de saude, bem equipado, q pagava 13 mil reais pra um médico e não tinha conseguido contratar nenhum. 13 mil não é pouco. A maioria dos profissionais de nível superior não ganha nem metade disso, sem falar q médico pode ter mais de um emprego.

Então calem a boca e vão trabalhar.Os q não querem, q deixem a vaga pra outro.

Daniela disse...

O texto é muito fraco - e egoísta.
Concordo que precisa melhorar a estrutura da saúde pública, principalmente em cidades menores. Não há a menor dúvida disso.
Mas aí o texto descamba para um "quero uma fatia do bolo milionário sustentado pelos impostos também". Lamentável.

O problema não é juiz e promotor ganhar 20 mil reais e a autora não. O problema é alguém num cargo público ganhar esse salário absurdo. E mais ainda alguém querer combater a vinda de médicos estrangeiros com esse argumento (eu ganho "só" 8 mil enquanto juiz ganha 20).

Se quer equiparar, equipare corretamente e de maneira justa, trazendo PRA BAIXO os salários dessa minoria privilegiada enquanto para o resto dos brasileiros o salário mínimo é 700 reais. Eu acharia mais justo um juiz e um médico ganhando 8 mil do que cada um ganhando 20 mil. E 8 mil ainda é bastante, ainda mais se considerar o custo de vida nas cidades menores, que é mais baixo que nos grandes centros.

Especificamente sobre a vinda dos médicos (que não são só cubanos, vale repetir), ainda tenho minhas dúvidas. Vejo médicos falando que o problema é a falta de estrutura e vejo médicos falando que há mesmo uma falta de profissionais, há argumentos dos dois lados. Sobre a estrutura não há dúvidas que precisa melhorar e o orçamento de saúde ser melhor usado e controlado (pq tem que se investigar também o que os municípios e estados fazem com a verba federal que eles recebem). Mas há também a falta de profissionais nas pequenas cidades, e aí faz o que? O cuidado básico é completamente ignorado no Brasil. Clínico geral e de família é muito ignorado e tratado como um médico "inferior". Já cansei de ouvir gente falando que clínico geral é só aquele que não teve a capacidade de se especializar na universidade. Olha o absurdo.

Há gente que duvide da "qualidade" dos médicos de Cuba (de novo, só se fala em Cuba pra criticar...). Engraçado que no Brasil o que não falta é médico mal preparado, que mal passa na prova do CFM quando sai da universidade. E até onde entendi os médicos estrangeiros terão sim que passar por um exame.

BrunaD. disse...

Lola,

tentar resumir o que uma amiga médica e ativista me contou e depois vi no jo soares o presidente do conselho federal de medicina reafirmar.


Há muito médicos super capacitados dispostos a ir pro interior. Essa amiga tem 29 anos e ta disposta a sair de Niterói-Rio para tentar a vida em outro lugar, mas não será para esses interiores que o governo quer, pelo seguinte, ela tem amigos que foram e voltaram em menos de 6 meses. Os governos oferecen um sálario mega alto que no rio ninguém oferece, tipo 20mil para cima. QQuando chegam lá se deparam com lugares que não há qualquer material ou estrutura para trabalhar, só que talvez o primeiro e o segundo mês, recebam o combinado, mas no terceiro mês recebem bem menos e começam a nem receber nada e isso naquela situação de não ter como tratar os pacientes, pois não possuem qualquer material...
Acabam voltando para suas cidades, onde ao menos recebem salário. Há varias pessoas que já exporam seus contra-cheques pela rede para provar.

Quanto aos médicos de outras nacionalidades, europeus já disseram que não vem pois não terão estrurura. os que viriam seriam cubanos e bolivianos.
eles nem estão discutindo que a medicina de cuba parou no tempo por falta de acesso a informações e que a medicina de cuba é preventiva e pouco para depois que o caos ta instalado, mas debatem que eles precisariam passar pelas provas e tramites que qq estrangeiro passa para poder exercer a medicina. Se eles forem aprovados de maneira normal, os brasileiros irão reclamar menos, pois ai a reclamação passa ser só "NÃO HÁ ESTURTURA OU MATERIAL PARA TRABALHO NO INTERIOR E O SALÁRIO OFERECIDO É MENTIROSO".

Beijos

Anônimo disse...

Está tudo errado... Quando uma medica cita uma mulher em trabalho de parto como uma emergencia, so posso concluir que os medicos brasileiros realmente nao tem condições de exercer a medicina em cidades pequenas.

Adriana

Anônimo disse...

Decepcionante o texto, parece que a autora esquece que há um mundo além do próprio umbigo. Primeiro que trabalhar sob o regime celetista não é desvantagem nenhuma, segundo os salários pagos no interior são sim bem altos, e se não há preenchimento das vagas vê-se que é por falta de interesse mesmo,logo, que não se incomodem com a chegada dos estrangeiros, o mesmo tem acontecido em outras áreas como a engenharia, já que esse problema reflete a baixa qualificação da mão de obra.De outro ponto, o texto é decepcionante pois tenta, mas não convence do porque não seria uma boa o preenchimento das vagas pelos cubanos e afins.

Cris Bottaro disse...

Olá Lola, sou a favor da vinda de médicos estrangeiros sim, reconheço que em muitos lugares as condições de trabalho são mais que péssimas, e como foi dito aqui, não só para médicos mas para professores e outros profissionais também, mas vamos deixar essas pessoas sem atendimento nenhum, mesmo que precário?
Como usuária do SUS eu já ficaria contente de ter um médico ao menos educado me atendendo, independente da nacionalidade, pois aqui na região metropolitana de Porto Alegre, os médicos ofendem os pacientes, em todos os postos existem vários cartazes afixados dizendo que é crime ofender um funcionário público, mas e quando é rotineiro os médicos ofenderem os pacientes...o que se faz.... minha sobrinha de três anos foi levada para consultar queixado-se de dor de ouvido, a médica examinou a garganta e disse que estava irritada e daria antibiótico, minha mãe disse que ela também relatava dor de ouvido e perguntou se a médica não iria examinar o ouvido da criança a médica respondeu que não precisava examinar o ouvido pois ela já iria tomar antibiótico mesmo, e "se" estivesse com otite o antibiótico resolveria a otite também.... Custava examinar o ouvido também? E isso Lola, infelizmente não é exceção, exceção é um médico atencioso, educado e interessado.... essa é a história de um atendimento, mas temos muitas... para quem reclamar... é a rotina do atendimento que nós usuários do SUS recebemos, neste mesmo posto já vi uma outra médica responder para um paciente que o problema era dele, assim "curta e grossa", o paciente~precisava de uma receita de uso contínuo e não tinha conseguido uma ficha para consultar, ficou esperando no corredor para conversar com a médica e solicitar a receita e o que escutou foi, repito; "O problema é teu!" São médicos, na maioria das vezes completamente desumanizados. É interessante saber que o presidente do Sindicato Médico do RS, Paulo de Argollo Mendes, tem dois filhos médicos que se formaram em Cuba, conforme esse artigo ( http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/noticia/2013/06/paulo-sant-ana-os-medicos-cubanos-4168621.html).
Que venham médicos competentes e humanizados de qualquer parte do mundo! E para finalizar, vergonha é o salário dos juízes, num país que não consegue ainda equipar postos de saúde!!!!
Abraço.

Anônimo disse...

Alguém aí já comentou, mas só para reforçar: o que um juiz ganha é muito (mas muito mesmo) acima do que ganham a maior parte dos profissionais do Direito, tá? Mesmo em uma cidade como SP, o normal é advogados recém-formados ganharem 10% do salário de um juiz.
E as condições de trabalho tbm são péssimas: a maior parte dos escritórios de advocacia não faz contratação CLT. A carga horária é sempre maior que oito horas diárias e não há nenhuma garantia.

Eu acho, sim, que essas reclamações não passam de corporativismo. De fato, ninguém tem a obrigação de trabalhar em uma cidade minúscula, com infraestrutura precária, mas esses lugares tbm precisam de médicos e precisam AGORA. Óbvio que isso não exclui a necessidade de serem feitos mais investimentos em infraestrutura.

Isso me parece muito com a discussão sobre cotas sociais na educação (o ideal é melhorar a qualidade do ensino público mimimi), sabe?

Lívia

Erica disse...

Tenho duas médicas na família então sei bem os argumentos contra a vinda dos médicos estrangeiros (não são só cubanos, espanhóis e portugueses também).
O guest post deixou claro um dos problemas na saúde pública: falta de infraestrutura. Seja em São Paulo, capital, seja no interior do nordeste.
Mas o que de fato impede os médicos brasileiros de trabalharem em cidades pequenas no nordeste e em outras regiões é a FALTA DE INFRAESTRUTURA DA CIDADE.
Querer morar em uma boa cidade não é um crime. Todo mundo quer. Mas não é viável impedir que cidades pequenas fiquem sem médico por causa disso!
A vinda dos médicos estrangeiros é limitada. Eles só poderão atuar naquelas cidades, durante tempo determinado, conforme for necessário. Não estão roubando o emprego de ninguém.
Gostaria de ver um médico que trabalhe em cidade pequena do nordeste argumentando contra a vinda dos médicos estrangeiros. Até agora não vi nenhum!!!
Vou deixar dois links sobre esse assunto, se alguém quiser ler:
http://www.viomundo.com.br/politica/pedro-saraiva-sobre-a-vinda-dos-6-000-medicos-cubanos.html
http://www.viomundo.com.br/politica/pedro-porfirio-por-que-os-medicos-cubanos-assustam.html

@vbfri disse...

Adoro quando vem um anônimo falar: "mas e na MINHA cidade" que, exceção das exceções, TEM estrutura e NÃO tem médico (nome da cidade? em qual estado?)? E que não "me pediu" de ter uma boa educação?
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Brincadeiras à parte (ri taaaaanto com o "não me pediu", eu juro que não acho ruim trazerem médicos de Cuba (ou da Suécia, ou da Lua)... Só que isso não resolve a falta de estrutura.

O dia em que TODAS as cidades do interior sofrerem só da carência de médicos a gente conversa.

Em Brasília, capital federal, o grupo de voluntários (SAV do Hospital de Base) que apoio doa as coisas mais básicas para que os médicos possam atender os pacientes.

Me pergunto: é dever da ONG fornecer material médico? E sabonete?

Faltam coisas tão básicas, que dá vontade de chorar. Isso que o Hospital de Base tem uma estrutura violenta.

Aí o governo gasta 20 milhões (ou sei lá quanto) com equipamentos novos de raio-x, ressonância magnética, etc, aí não tem lugar pra colocar, nem funcionários treinados. Milhões jogados no lixo. Porque quando tiram do depósito, já está estragado.

A mesma coisa vejo acontecendo com ambulância. Governo compra 430 ambulâncias novas (número que eu inventei) ao custo de sei lá quantos milhões, mas ficam paradas nos pátios.

Pode ser impressão minha, mas o problema de estrutura é crônico.

Então, que tal, primeiro melhorarmos as condições de trabalho (é uma vergonha faltar linha de sutura e luva descartável, vamos combinar?), aí a gente melhora as estruturas físicas, junto com o pessoal. Aí, se faltar, a gente importa médico.

Não vejo a razão de comprar um aparelho de ressonância de última geração, se é pra ficar encostado. Nem de importar médico se não vai ter linha de sutura e luva descartável.

Liv disse...

Tudo bem que SÓ trazer médicos (cubanos ou portugueses ou espanhóis ou inuits) não resolve. Mas por que tamanha birra com a medida? Se o problema é que isso não resolve nada, que tal mudar o foco dos protestos para... "não adianta muito trazer mais médicos enquanto as condições forem precárias"?

Se a preocupação fosse mesmo essa, e não os respectivos umbigos médicos, toda a movimentação deles já teria começado assim. Mas, segundo o que tenho acompanhado, este tópico tem sido somente marginalmente comentado nas movimentações da classe médica, como um argumento secundário.

Fora que é forçar a barra demais (no nível vergonha alheia) dizer que, devido às responsabilidades inerentes do trabalho de médico, eles deveriam ganhar o que os semideuses do judiciário ganham. Ora, o que estamos esperando então para pagar salários milionários aos ambientalistas, que tratam de problemas vitais e de saúde pública em larga escala, muitas vezes arriscando a própria vida para tanto? E o que dizer de enfermeiros e psicólogos, que também têm a sua parcela de salvamento de vidas? E de outros profissionais de saúde e assistentes sociais, que salvam vidas em sentido figurado, mas também muitíssimo importante, muitas vezes tão importante que redunda no salvamento literal de vidas?

Vamos falar também das responsabilidades de profissões como engenheiro (de todos os tipos), piloto de avião, controlador de vôo, bombeiro, controlador de guindastes, e qualquer outra que envolva o domínio de técnicas elaboradas que, se malfeitas, podem ocasionar a morte de uma ou várias pessoas.

Já deu pra enxergar daí de cima o quão alto é o seu pedestal, dotôra?

Bruno S disse...

Realmente eu não consigo entender o porquê de tanta oposição de médicos brasileiros a vinda de médicos do exterior para ocupara vagas que não lhes interessa.

Ninguém coloca em dúvida a falta de estrutura e de condições de trabalho em muitos locais do Brasil, mas não dá para crer que bastaria resolver essas questões que os profissionais seriam atraídos para essas vagas.

Acho que o problema de má distribuição de médicos no país tem muitos mais causas que as apontadas e que não será solucionado com uma canetada, ou em um ou dois anos. Portanto, não vejo mal em se contratar quem esteja disposto a ocupar essas vagas (e tenha condições para tal). Seja português, espanhol, cubano, japonês, russo, casaque, egícpio, marciano ou tatooinense.

p.s. eu tenho uma dúvida sobre esse exame que fazem com médicos formados no exterior. Uma vez vi que o número de aprovações é bastante baixo. É feito alguma espécie de balizamento da prova com médicos brasileiros para verificar se o que é cobrado está adequado a realidade?

Anônimo disse...

"Está tudo errado... Quando uma medica cita uma mulher em trabalho de parto como uma emergencia, so posso concluir que os medicos brasileiros realmente nao tem condições de exercer a medicina em cidades pequenas."

Né??

Lívia

Maria Valéria disse...

Respeito q discordem do post .mas n admito q questionem minha etica profissional .n entendo de salario , de economia e quem achar um absurdo o salario de um juiz debata comigo numa boa .mas n vou tolerar grosserias .se Di quisesse tanto umsalario desses seria medica particular, nao funcionaria publica .mas tem medicos q querem e n acho q eles estao errados em migrate pro particular .menos pedras na mao .ok ??

Dani disse...

Lola, um médico brasileiro que atua em Portugal escreveu um texto em relação a essa polêmica. Vou deixar o link, mas antes, um trecho muito interessante:

"Atuo em Portugal, aqui também importamos médicos de Cuba. Pois bem, na última leva, 60 médicos cubanos prestaram exame e 44 foram aprovados (73,3%). Fui procurar dados sobre o Revalida, exame brasileiro para médicos estrangeiros e descobri que no ano de 2012, de 182 médicos cubanos inscritos, apenas 20 foram aprovados (10,9%). Há algo de estranho em tamanha dissociação. Será que estamos avaliando corretamente os médicos estrangeiros?

Seria bem interessante que nossos médicos se submetessem a este exame ao final do curso de medicina. Não seria justo que os médicos brasileiros também só fossem autorizados a exercer medicina se passassem no Valida? Se a preocupação é com a qualidade do profissional que vai ser lançado no mercado de trabalho, o que importa se ele foi formado no Brasil, em Cuba ou China? O CFM se diz tão preocupado com a qualidade do médico cubano, mas não faz nada contra o grande negócio que se tornaram as faculdades caça-níqueis de Medicina. No Brasil existe um exército de médicos de qualidade pavorosa. Gente que não sabe a diferença entre esôfago e traqueia, como eu já pude bem atestar. Porque tanto temor em relação à qualidade dos estrangeiros e tanta complacência com os brasileiros?"

Link para a matéria completa:
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/05/medico-brasileiro-comenta-gritaria-da-midia-sobre-medicos-cubanos.html

@dddrocha

Lucila disse...

Maria Valéria, desculpe-me pela troca de nome. Que bom que entende o meu ponto.
Mesmo vendo que há críticas ácidas nos comentários sobre a posição do CFM e do seu post, não há como discordar da maioria dos comentários. Dificilmente um país terá um hospital de ponta em cada cidade (ainda mais no caso de uma país de dimensões continentais como o Brasil) e, sim, a maior parte do atendimento no interior é preventivo e de saúde básica. A denúncia que alguns fazem de que não há condições de trabalho e há atraso de salários no interior no Brasil também é corriqueira nos grandes centros urbanos e, nem por isso, os médicos deixam de atuar nessas localidades. Tem a questão da revalidação dos diplomas (no que concordo com inúmeros comentários aqui que dizem que se os médicos brasileiros passassem por um "exame de ordem", a maior parte seria reprovado): pelo que entendi, o governo não pretende não realiza-la, mas garantir que esta seja restrita e evite a saída dos médicos estrangeiros do interior para os grandes centros, o que iria ser totalmente contra o propósito da "importação" de médicos. O argumento de que é preciso melhorar a infraestrutura de saúde para que só depois os ilustres doutores possam exercer sua atividade nos interiores do Brasil parece com aquele das cotas raciais: é preciso, primeiro, melhorar a educação. E, até lá, as pessoas morrem sem a menor assistência?

Anônimo disse...

Lola, que post péssimo! Essa médica quer privilégios Absurdos de juiz?

A classe médica já vem da elite e fica aí com esse corporativismo feio! E o povo á mingua!

D. Maria valeria, que papelão...não sabe nem fazer um parto de emergência sem enfiar a coitada da gestante no carro e levar ao hospital??

Eu sei de um cardiologista famosão que cobra quase mil reais a consulta, no dia q um cliente teve um enfarto no consultório, o figurão quase morreu junto de susto! Ahuh.. que venham os estrangeiros!!!

Como disseram lá em cima, seguem rotinas padroniZAdas...se algo sair do script, corre pro hospital!

lola aronovich disse...

Concordo com o que a Maria Valéria diz no último comentário. Vamos discordar, mas sem agredir. Eu gosto muito da M.V. que, como eu disse, é leitora antiga, e tem inúmeros comentários nos posts. Ela sempre me pareceu uma ótima pessoa. Tenho certeza que é também uma ótima médica. Neste caso, praticamente todos os médicos pensam como ela. E se fossemos criticar, sei lá, advogados, os advogados também estariam bem unidos pra rebater os argumentos. Isso é corporativismo, e é comum em todas as profissões (eu que sou professora universitária que o diga). Lembrem-se que muitxs de vcs criticando a M.V. também têm profissões e sabem como as suas profissões são corporativistas. E também acho interessante se colocar no lugar dos médicos: quantxs de nós gostaríamos de nos mudar pra uma cidadezinha do interior?
Minha maior dúvida, como apresentei na introdução ao post, é por que os médicos se opõem tanto à importação dos médicos cubanos (e espanhóis e portugueses também, mas a maior parte seria de médicos cubanos), se esses médicos de fora estariam restritos a um local específico? Ou seja, não seriam concorrentes...

Dani disse...

Maria Valéria

Você não respeita que discordem do post, você só não consegue justificar seus péssimos argumentos egoístas, já que em várias ocasiões escreve: "Li mas prefiro não opinar, ah eu entendo você discordar, ah não admito falarem isso...".
Se dedicasse mais tempo de sua carreira com coisas realmente importantes, não estaria aqui reclamando que quer ganhar 20 mil por mês, porque seu post deixou isso claro.
Aceite que sua opinião e posição são mais que infelizes.

Izabela Patriota disse...

Lola, sou uma leitora assídua do seu blog e pela primeira vez fiquei decepcionada com uma postagem sua, e pela primeira vez estou comentando, principalmente por você ser uma pessoa declaradamente de esquerda.

Antes de mais nada, precisamos lembrar que o SUS possui competência compartilhada. A atenção básica é competência dos municípios, a atenção de média complexidade dos estados, e alta complexidade do governo federal. Portanto, a falta de infraestrutura nos postos de saúde e hospitais é responsabilidade dos estados e municípios de TODO o Brasil. (Obs.: o mesmo acontece com a educação do Brasil. Educação primária competência dos municípios, e ensino médio dos estados e ensino superior governo federal)

O Brasil TODO sofre com a falta de infraestrutura nos interiores, tanto na educação, como na saúde e nos demais serviços públicos essenciais. Porém, é preciso saber que o Governo possui medidas a longo, médio e curto prazo. Infraestrutura é medida a longo e médio prazo, trazer médicos é uma medida URGENTE e necessária!

É óbvio que precisamos melhorar a infraestrutura, mas precisamos cobrar do MUNICÍPIO e do ESTADO em que vivemos. O governo federal está fazendo uma medida emergencial, para a população carente que não tem nem mesmo médico! Ora, como alguém comentou acima, a rotina médica não é exclusivamente de emergências, há as demais demandas médicas de essencial importância para as comunidades carentes. Como bem disse a médica Valéria no seu texto, ocorreu apenas uma vez essa situação da grávida e nenhuma outra de emergência. logo, conclui-se que ela foi MUITO útil para as demais demandas da população do interior. Para essas mesmas outras situações, os estrangeiros serão de suma importância!

É claro que os médicos podem escolher onde morar, mas não podem querer mais privilégios num país de desprivilegiados, como o Brasil. E pior, exigir que não venha uma mínima salvação para os menos abastados. Se vc não quer ir, ok, não vá! Mas não queira impedir que o governo traga médicos por uma ideia mesquinha de reserva de mercado. Os médicos que tanto se vangloriam de salvar vidas, com esse pensamento estão, na verdade, ajudando a matar!

Quanto a falta de conhecimento sobre malária, dengue e outras doenças endêmicas aqui, ora, são matérias ensinadas no ensino médio, a alunos de 16 anos! O corpo humano é o mesmo no mundo todo, basta que sejam ensinados aos médicos ou que sejam exigidas nos exames de proeficiência aqui. Ressalve-se que a medicina de Cuba é melhor que a nossa. Dados da OMS, para quem dá credibilidade à ONU (Brasil: http://www.who.int/countries/bra/en/ ; Cuba : http://www.who.int/countries/cub/en/).

Em se tratando do revalida, o governo federal já afirmou que não será automática a aceitação desses médicos ESTRANGEIROS (pq não vem apenas cubanos!). Frise-se que é necessário uma prova coerente, afinal eles não estão vindo para fazer neurocirurgia ou cardiocirurgia, mas sim, para atendimento BÁSICO o MÍNIMO EXISTENCIAL, e portanto, precisam de uma avaliação nesse sentido, e não uma prova que pergunte "qual a artéria que precisa ser cortada quando se está com um problema no cérebro" (Me perdoem se eu falei merda nessa pergunta, sou estudante de Direito)

Ahhh o Brasil não está em desacordo com a tendência mundial. Países como EUA, Inglaterra, Austrália e outros desenvolvidos, importam médicos, chegando a marca de 25% nos EUA, enquanto aqui não passa de 1%. Ou seja, estamos de acordo com a ordem mundial.

Enfim, esse texto da médica foi muito elitista, me desculpem. E se há locais em que nem ela, nem os amigos dela querem ir, por falta de estrutura e irresponsabilidade dos Estados e Municípios brasileiros, o Governo Federal não pode e nem deve ficar de mãos atadas. Sejam bem vindos médicos ESTRANGEIROS que podem dar atenção MÍNIMA necessária para a população abandonada dos nossos interiores!

Ass.: Izabela Dutra

Aline A. disse...

Lola, faço coro ao pessoal decepcionado com o post. Eu esperava uma visão que ainda não tinha sido exposta, e não um monte de lugar-comum classe médi(c)a sofre.

Anônimo disse...

Alguém colocou o link pra esse texto maravilhoso, leiam por favor, leia Doutora:
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/05/medico-brasileiro-comenta-gritaria-da-midia-sobre-medicos-cubanos.html

"- Com muito menos recursos, a medicina de Cuba dá um banho em resultados na medicina brasileira. É no mínimo uma grande arrogância achar que os médicos cubanos não estão preparados para praticar medicina básica aqui no Brasil. O CFM diz que a medicina de Cuba é de má qualidade, mas não explica por que a saúde dos cubanos, como muito menos recursos tecnológicos e com uma suposta inferioridade qualitativa, tem índices de saúde infinitamente melhores que a do Brasil e semelhantes à avançada medicina americana (dados da OMS)."

Leocadio Melo disse...

p4z & b3m! valeu pelo depoimento; o qual apoio plenamente! minha discordância é não haver uma discussão mais ampla, mobilizando vários segmentos, médicos, professores, policiais; visando construirem uma proposta de regularização das carreiras de Estado. nosso país tem uma cultura legalista, haja vista, que os advogados (via seus parlamentares eleitos) incluíram até um capítulo na Carta Magna sobre o Direito. sugiro aos profissionais médicos unierem a outros profissionais de saúde, bem como outras categorias e "brigarem" por esse tipo de regulação acima exposta. já é tempo de todos largarmos de sermos hipócritas, pois, vários desses mesmos profissionais aviltam suas carreiras e locupletam-se em acordos espúrios por míseros acréscimos de renda. basta disso. []s livres, Leocadio, Guarujá, SP-BR

aiaiai disse...

Maria Valéria, quem veio primeiro com as pedras foi vc.

essa história de "os médicos ñ vão p interior pq ñ tem estrutura" é totalmente absurda. Como que a prefeitura vai investir em estrutura no posto médico da cidade se não consegue colocar um médico lá? A estrutura sozinha resolve, doutora? Não seria melhor começar tendo médicos e enfermeiros que realizassem medicina preventiva e estruturassem o sistema, indicando o que a cidade mais precisa?
Ou a doutora quer que tenha um hospital de grande porte com todas as tecnologias em todas as mais de 5 mil cidades brasileiras?

E, pior, para a população um médico sem estrutura é melhor do que nenhum médico. Pq sem estrutura vão sofrer os casos de emergência, mas, sem médico até uma diarreia pode ser fatal.

A questão do exame de validação é muito simples e o ministro já explicou trocentas vezes (mas, vá lá): se o médico fizer validação ele ficará livre para atuar em todo o território brasileiro, como quiser. A ideia de trazer médicos estrangeiros é para que participem de um programa específico que visa dotar as cidades e áreas urbanas onde hoje NÃO TEM NENHUM MÉDICO de algum médico. Então, se eles fizerem a validação, eles não vão estar mais dentro do programa. Nada impedirá q eles trabalhem onde quiserem. Entendeu?

sobre o salário, lamentei profundamente a sua postura. Devemos todos lutar para que os salários no brasil sejam melhores e mais igualitários. Um juiz ganhar 20 mil como salário inicial é um absurdo que precisa ser revisto e não um privilégio q deve ser estendido a outras classes de doutores.

Anônimo disse...

Acho que faltou contextualizar algumas coisas....
De que interior estamos falando?
Qual periferia?

Algumas pessoas que moram no interior vieram aqui reclamar falando que lá não é tão fim do mundo assim.
Eu concordo.
Eu já morei por quase metade da minha vida em um interior desses e, para mim, é uma cidade muito querida.

Mas vamos pensar que não estamos falando exatamente de uma cidade, mas de um povoado, ou uma localidade em que na parte da noite não se tem energia e/ou se chove a energia acaba, se chove há o risco de cair uma barreira e a cidade ficar isolada do mundo, em que, se há internet, é daquelas discadas de 250kbps que funcionam qnd querem...

Acredito que deva haver sim um plano de carreira com salários atrativos, mas ainda assim, vai faltar médico para esse tipo de lugar, nesse entendi, faço coro ao Bruno, qnd ele diz
"eu não consigo entender o porquê de tanta oposição de médicos brasileiros a vinda de médicos do exterior para ocupara vagas que não lhes interessa."

Agora acho que a autora pesa a mão qnd pensa em um salário igual dos juízes...
Primeiro pq existem muito mais médicos do que juízes.
Um juiz pode responder por 3, 4, 5 comarcas sem grande prejuízo para as pessoas envolvidas.
Fora as horas extras (que não são pagas) e o serviço levado pra casa (não que médico não tenham, mas acredito ser uma carga diferente).
Segundo pq a lógica de um juiz ganhar bem é de que ele não 'caia em tentação' frente ao poder econômico de uma das partes.

Nesse sentido, acho que o ideal é que todos os trabalhadores ganhem bem, sem grandes abismos.
Aí entramos em um campo político mais amplo.

E por falar em política, a estruturação de um posto de atendimento é algo extremamente político.
Se com médico em cima, pedindo as coisas já é triste a situação, imagine sem um...

Temos que pensar tb que o médico é necessário não só para casos graves, mas também para o diagnóstico e orientação no caso de um câncer, por exemplo (e aqui faço uma crítica aos médico mais novos que só conseguem dar um diagnostico a partir de exames...), com o devido encaminhamento a um centro maior onde a pessoa possa se tratar. E para atuar em coisas 'simples', que podem evoluir para um óbito, como uma diarreia, por exemplo.

Temos que pesar tudo isso.
Não acho que devemos obrigar qualquer pessoa a ir para um lugar em que ela não queira ir, mas pq querer impedir os outros?
Mas esses outros também não devem ter um tratamento diferenciado em sua avaliação, devem revalidar seus diplomas sim.

Izabela Patriota disse...

Apenas para reforçar meu comentário anterior:

Com base em experiências internacionais, o Ministério da Saúde estuda duas formas distintas de intercâmbio de médico bem como formas de fixá-los:

1) O médico fica autorizado, a partir da revalidação do diploma, a atuar em qualquer região do país;

2) O médico tem sua entrada autorizada para atuação restrita em áreas carentes de médico. Esses modelos já foram usados em países como Canadá, Inglaterra e Austrália.

Além disso, enquanto no Brasil apenas 1% dos médicos se formaram em universidades estrangeiras, outros países têm índices bem superiores, como Reino Unido (37%), Estados Unidos (25,9%), Canadá (17,9%) e Austrália (22,8%).

Médicos formados em Portugal e na Espanha são vistos como prioridade das medidas em estudo pelo governo federal, que não considera atrair profissionais de países com menos médicos por mil habitantes que o Brasil. A decisão decorre da adesão do Brasil à resolução da Organização Mundial da Saúde (OMS), que se posiciona contra o agravamento do déficit de profissionais médicos nos países.

Embora não exista definição sobre que modelo será adotado pelo Brasil, algumas possibilidades estão descartadas:
- A contratação de médicos de países cujo índice de profissionais é menor que o do Brasil;
- A validação automática de diplomas;
- Só serão atraídos profissionais formados em instituições de ensino autorizadas e reconhecidas por seus países de origem.

(Fonte: http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/texto/10909/1047/a-vinda-de-medicos-estrangeiros-nao-pode-ser-tabu.html)

Maria Valéria disse...

Ninguem e obrigado a fazer parto de emergencia de um gestante q n conhece o histrico, se nao for obstetra .se o medico se sentir mais seguro. em remover p o hospital.....nao ha nada de erradpo nisso ...so nao pode abandonar a paciente .lamento frustrar vcs q teceram esse comentario infeliz. ..

Simone disse...

"Quanto a falta de conhecimento sobre malária, dengue e outras doenças endêmicas aqui, ora, são matérias ensinadas no ensino médio, a alunos de 16 anos! O corpo humano é o mesmo no mundo todo, basta que sejam ensinados aos médicos ou que sejam exigidas nos exames de proeficiência aqui"

!!!!!!!!!!! Um grande riso nervoso escapuliu de mim!

Izabela, foi isso aqui que você aprendeu no ensino médio sobre dengue? http://www.pbh.gov.br/smsa/bhdengue/protocolodengue.pdf

ou isso aqui sobre malária?
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/funasa/manu_terapeutica_malaria.pdf



você sabia que os próprios critérios de gravidade e classificação de risco muda dependendo do estado? ah sim, e que pra tratar dengue e malária é imprescindível exames de laboratório, remédios e hidratação venosa? que muitos desses pacientes precisam de tratamento na terapia intensiva?

"O CORPO HUMANO É O MESMO NO MUNDO TODO." é sério? CÊ JURA? mas e farmacologia? como as drogas atuam no organismo e interagem e suas propriedades, isso é ensinado igual em todo o mundo? falo mais, no mesmo país? nas faculdades de um mesmo estado? bioquímica? anatomia? hey, COISAS SIMPLES, nada de neurocirurgia!

É MUITA IGNORÂNCIA JUNTA, PQP!!!!!!!

Maria Valéria disse...

Lucila eu super entendi seu comentario .se os salarios do judiciario sao em desacordo c o realidade daquI vamos rever claro !!! Estou aquI p aprender.....se bem q minha mae e professora e bancaria e diz q Rico funcionario publico deveria ganhar muito bem .todos sem excecao .ainda mais prof universitario como vc .mas se isso e inviavel vamos discutir ....o q nao da e era ficar lendo agressao mal educada .felizmente vc sabe conversar !! ;)) Bj

Elaine Pinto disse...

"E temo dizer: se aplicassem o revalida pra médicos brasileiros, assim como é a prova da OAB, acredito que uma porcentagem considerável de médicos seria reprovada".

A CFM quer implementar algo similar ao exame da OAB. Começou em 2012 com um teste na regional de SP, o Cremesp: taxa de 54,5% de REPROVAÇÃO. http://www.cremesp.org.br/?siteAcao=NoticiasC&id=2714

Quanto ao guest post em questão, não me vou me prolongar ao que vários já disseram. Realmente, não tem que forçar ninguém a morar onde não lhe dá vontade. Mas também não tem que impedir quem queira trabalhar nesses locais. A falta de equipamentos e materiais é um problema grave e que precisa ser solucionado, mas que em nada tem a ver com a questão da vinda dos médicos cubanos, espanhóis e portugueses (não sei porque essa fixação nos médicos cubanos, o material que vi do governo não fala absolutamente NADA sobre Cuba, e sim sobre Espanha e Portugal).

Ana Carolina disse...

O grande problema da saúde do Brasil é a falta de estrutura? Não vou discordar.

Mas falta de médicos É SIM um problema real. Trazer médicos novos vai ajudar a resolver ESSE problema.

Sim, sei que a questão dos pagamentos, plano de carreira, etc, tem de ser revista - até porque alguns médicos abandonam os postos porque as prefeituras não pagam, mas tem gente SIM, morrendo Brasil afora, por falta de médico, por plantonista que não apareceu, porque não aguentou na estrada até a cidade vizinha para receber atendimento.

Sobre quem falou do "ah, cidade com estrutura e sem médico mas não fala onde" - não sou o anônimo, mas falo da minha cidade: Viçosa-MG, 80 mil habitantes, próxima dos grandes centros, cidade universitária. Dois hospitais públicos cujos prontos socorros costumam fechar aos finais de semana porque os médicos não aparecem para trabalhar. Cujo centro de saúde está caótico porque não há médicos para agendamento. Onde você só tem médico se pode pagar por eles - e o prefeito anuncia a construção de um hospital novo, como se fosse esse o problema!

Médicos estrangeiros serão a panaceia da saúde nacional? Não. Mas para o emergencial, para a pessoa que está ali sem médico, já são um grande começo.

° Emy ° disse...

Lola, tenho que discordar de você. Acho sim que não estamos aqui para julgar o quanto a Maria Valéria é ou não ética, mas o posicionamento dela quanto ao assunto do post é completamente questionável. E como a maioria aqui, achei sim os argumentos usados por ela fracos. Já a achei uma exceção por mencionar a questão do trabalho multidisciplinar, o que geralmente nem vigora na cabeça dos nossos queridos médicos semideuses-donos-da-saúde-amém! - prova disso é o Ato Médico. Mas enfim, o fato dela ser sua leitora antiga e de você gostar dela não nos impede de questionar os argumentos - não sei se entendi mau o que você quis dizer. E outra coisa, não acho que devemos defender as ideias de uma classe só por que "pertencemos" a ela. Se discordarmos, devemos dizer que discordamos, não? Conheço estudantes de medicina - exceções - que, por exemplo, são contra o Ato Médico.

Izabela Patriota disse...

Ah! Sou estudante de Direito da UFRN, Lola, e feminista assumida, bem como de esquerda. Estive na sua palestra aqui ano passado. Essa é a nossa primeira divergência

Gab. Rios disse...

Pretendo fazer medicina, estou estudando muito pra isso e também moro em cidade pequena, então sei do que estou falando. Na minha cidade não moram médicos. Há alguns anos um prefeito ofereceu um salário de 15 mil pra que um casal de médicos morasse aqui e além disso, pagava os impostos da casa (energia, água etc). Sabe quanto tempo o casal ficou aqui? Não chegou a completar um ano. Na minha cidade não existe um "hospital do câncer" ou equipamentos altamente tecnológicos, mas não faltam produtos básicos nem infraestrutura, os médicos daqui também ganham muito bem (o salário só é mais baixo que o do prefeito). Mas mesmo assim ainda faltam médicos, alguns maltratam muito a população e até reclamam quando alguém aparece de madrugada pra ser atendido. Claro que em lugares muito mais pobres que aqui faltam infraestrutura e condições básicas. Se falta tudo isso vai fazer o que? Se recusar a vir e impedir que outros venham? Esperar até que tudo seja perfeito? O trabalho do médico não pode ser só de "passar um remédio e mandar pra casa", o profissional deveria fazer uma medicina preventiva, andar um pouco pela cidade e conscientizar a população mais carente. Acredito também que falta humanização na área médica, faltam soluções que vão além do consultório, falta o contato do médico com o paciente. Eu sei, sou jovem e inexperiente em tudo mas também sei que os médicos que trabalham agora deveriam se lembrar dos motivos que os fizeram entrar num curso de medicina que, com certeza, foram muito mais nobres do que apenas ganhar dinheiro. O que falta na categoria médica no nosso país, e não só nela, é a vontade de ajudar e de melhorar ser maior do que a de juntar riqueza. As pessoas estão preocupadas que o governo vai dar passe livre pros médicos cubanos entrarem aqui sem fazer a prova (e se fossem americanos, poderiam?), é claro que não, em nenhum país no mundo se faz isso e não é aqui que a coisa vai ser diferente. Mesmo que se abram mais vagas de medicina no país a falta ainda não será suprida. Se vierem médicos de outros países essa pode ser a chance de todos aprenderem um pouco mais uns com os outros. Porque não? Se vocês não querem vir, deixem que eles venham, façam seu trabalho e nos ajudem, deixem que as parteiras nos ajudem também, que as(os) enfermeiras(os) façam alguma parte do trabalho, que as mulheres possam decidir onde vão ter seus filhos, que tenham acesso a informação necessária pra poderem escolher. Parem de monopolizar o exercício da medicina (todos podem, a velhinha da outra rua que usa ervas medicinais pra curar, os índios, as parteiras, até mesmo as mães, são todos exemplos), isso traz prejuízos pra todo mundo e principalmente pros(as) pacientes.


Desculpem o comentário grande mas fico muito indignada com isso.

Anônimo disse...

Sinceramente?!
Não entendo todo esse auê com a vinda de médicos estrangeiros.

O que me preocupa e muito é a qualidade desses médicos.

Ouço falar mt bem dos cubanos, não tenho argumentos sobre eles, mas tenho uma irmã na Espanha e um tio que quase morreu lá por tratamento inadequado. Fico com medo de que espanhóis não sejam uma opção acertada.

Anônimo disse...

"A reação das entidades médicas de Tocantins, comprometidas com a baixa qualidade da medicina pública que favorece o atendimento privado, foi quase de desespero."

Lendo isso, uma pulga picou minha orelha. Sou revisora de textos e mais de uma vez revisei material da indústria farmacêutica destinado a... congressos médicos, muitas vezes patrocinados por elas mesmas... O que está por trás da reação de cada médico é uma coisa. Mas o que está por trás da reação de entidades médicas contra uma política EMERGENCIAL de medicina PREVENTIVA merece toda atenção e desconfiança da sociedade.

E este texto foi indicado aqui mesmo, e está muito bom.
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/05/medico-brasileiro-comenta-gritaria-da-midia-sobre-medicos-cubanos.html

Anônimo disse...

Concordo com seu comentário das 15:35, Maria Valéria.
Se fosse algo tão simples, não teria uma especialidade só para isso.

Maria Valéria disse...

Aiaiai ....embora cc discorde do post e diga que quem veio com pedras fui eu , rs ...ok .vc. nao. me.xingou .argumentou com educacao .concordo com uma boa parte do que cc disse .que nao adianta ter estrutura ...sem ser medico !!!rrssr .quanto so salario do juiz eu pixel mudar de opiniao e achar que ten q ser revisto .o que n vou aceitar e gente me.xingando de um monte de nome feio ....beijos :))

Anônimo disse...

Coitada da Dra. que fez um relato realista e sincero e foi chamada de elitista! Isso porque a pobrezinha trabalha na frente de batalha atendendo ao SUS e ganhando uma merreca. Se fosse um Neurocirurgião do Sírio-Libanês ou um hemodinamicista do Albert Einstein e ganhasse 200 mil Reais por mês eu até poderia entender o termo elitista. Mas taxar uma médica do SUS assim? Há um grande exagero nisso aí.

nanda disse...

classe média sofre... é absurdo gente reclamando que ganha 8 mil,tente viver com 600 reais por mês.

n sei se a autora é boa medica pq n conheço mas tem muito médico ruim.
te atendem mal,n tem examinam direito e passam um remédio qualquer pra vc.

lembro que uma vez estava com pneumonia e fui num médico e ele disse q era uma virose qualquer,se eu n tivesse procurado outro talvez até tivesse morrido.
visando o lucro agendam mais gente do q podem atender,cansei de marcar horario e ser atendida umas 4,5 horas depois.total descaso.

Maria Fernanda Lamim disse...

Uma coisa que eu ando me perguntando desde que começou essa polemica dos medicos é: os professores de cidades pequenas também passam pelos mesmos problemas: condiçoes deficientes de trabalho, falta de estrutura na cidadezinha...por que será que nao falta professor nesses lugares?

renpmelo disse...

A classe médica é o grupo mais corporativista, elitista e truculento entre todas as classes profissionais. Essa é a grande verdade.

A grande maioria dos médicos que são contra a vinda de médicos cubanos, o fazem por questões de reserva de mercado pura e simplesmente, além de uma boa dose de egocentrismo tão presente em suas profissões. O argumento da autora de guest post de que já está estável em sua profissão não cola, pois como toda reservista e corporativista ela pensa primeiramente no status social de sua profissão.

Maria Fernanda Lamim disse...

Uma coisa que tenho me perguntado desde que começou essa polemica com os medicos e o seguinte: os professores desses lugares no interior tambem sofrem com os mesmos problemas: condiçoes deficientes de trabalho, falta de estrutura,...entao, porque sera que nao falta professor nesses lugares?

Oghma disse...

Texto polêmico, hein? Deixa eu sintetizar minha opinião (que também é a do PSTU, já que eu sou do partido), de forma realmente bastante sintética.

Considerando que:

1- Existe um problema boçal de infraestrutura na saúde brasileira, especialmente nas periferias e interiores, mas não apenas;

2- Existe também um problema grande de desvalorização dos profissionais da saúde (e de conjunto de todos os trabalhadores), que, apesar de atingir os médicos menos (o salário deles é bem maior que a média, embora longe de ser satisfatório), também os atinge e desestimula, e esse problema se aprofunda nas periferias e interiores;

3- O Brasil é uma das maiores economias do mundo (sexta, acho), mas direciona uma parte muito pequena, de menos de 5% do PIB, para a saúde (a educação tem um número semelhante). Em contrapartida, o pagamento de juros das dívidas externa e interna consumia algo como 22% em 2011, ou seja, mais de QUATRO vezes mais;

4- Não faltam médicos no Brasil em termos numéricos; o Brasil é o segundo país com mais escolas de medicina do mundo, depois da Índia (se eu lembro direito).

Devemos concluir que:

---> Trazer médicos de fora não resolve o problema de fundo, que é a falta de VERBA. Verba para materiais, para pagar melhor os trabalhadores TODOS da saúde (incluindo os médicos que não ganham nem 2000 reais em alguns lugares).

--->Essa proposta é uma evidente forma do governo fingir que está fazendo alguma coisa pra acalmar as manifestações, e deve ser denunciada como tal.

--->Uma última coisa: não interessa de onde os médicos vem. Se o governo anunciasse que ia clonar médicos ao invés de importar, o problema não ia ser resolvido, porque eles iam continuar sem ter infraestrutura e condições de trabalho dignas.

Matérias do PSTU sobre isso:

Pacto de Dilma para saúde: mais do mesmo
http://www.pstu.org.br/node/19513

Sobre a intenção do governo federal de importar médicos para o SUS
http://www.pstu.org.br/node/19442

Espero ter ajudado. Ah, uma última coisa: mais respeito, gente. Vocês estão tratando a Maria Valéria como se ela fosse o diabo. Leiam o texto dela novamente, tentem deixar de lado o rechaço que tem com os médicos de conjunto (eles também são trabalhadores, também são proletarizados, mesmo tendo mais status que a maioria de nós, e também são atacados), e, mesmo se ainda discordarem, tentem usar um tom menos ofensivo, porque tem alguns comentários com muito cheiro de machismo aqui.

---Gabriel Tolstoy

Oghma disse...

Texto polêmico, hein? Deixa eu sintetizar minha opinião (que também é a do PSTU, já que eu sou do partido), de forma realmente bastante sintética.

Considerando que:

1- Existe um problema boçal de infraestrutura na saúde brasileira, especialmente nas periferias e interiores, mas não apenas;

2- Existe também um problema grande de desvalorização dos profissionais da saúde (e de conjunto de todos os trabalhadores), que, apesar de atingir os médicos menos (o salário deles é bem maior que a média, embora longe de ser satisfatório), também os atinge e desestimula, e esse problema se aprofunda nas periferias e interiores;

3- O Brasil é uma das maiores economias do mundo (sexta, acho), mas direciona uma parte muito pequena, de menos de 5% do PIB, para a saúde (a educação tem um número semelhante). Em contrapartida, o pagamento de juros das dívidas externa e interna consumia algo como 22% em 2011, ou seja, mais de QUATRO vezes mais;

4- Não faltam médicos no Brasil em termos numéricos; o Brasil é o segundo país com mais escolas de medicina do mundo, depois da Índia (se eu lembro direito).

Devemos concluir que:

---> Trazer médicos de fora não resolve o problema de fundo, que é a falta de VERBA. Verba para materiais, para pagar melhor os trabalhadores TODOS da saúde (incluindo os médicos que não ganham nem 2000 reais em alguns lugares).

--->Essa proposta é uma evidente forma do governo fingir que está fazendo alguma coisa pra acalmar as manifestações, e deve ser denunciada como tal.

--->Uma última coisa: não interessa de onde os médicos vem. Se o governo anunciasse que ia clonar médicos ao invés de importar, o problema não ia ser resolvido, porque eles iam continuar sem ter infraestrutura e condições de trabalho dignas.

Matérias do PSTU sobre isso:

Pacto de Dilma para saúde: mais do mesmo
http://www.pstu.org.br/node/19513

Sobre a intenção do governo federal de importar médicos para o SUS
http://www.pstu.org.br/node/19442

Espero ter ajudado. Ah, uma última coisa: mais respeito, gente. Vocês estão tratando a Maria Valéria como se ela fosse o diabo. Leiam o texto dela novamente, tentem deixar de lado o rechaço que tem com os médicos de conjunto (eles também são trabalhadores, também são proletarizados, mesmo tendo mais status que a maioria de nós, e também são atacados), e, mesmo se ainda discordarem, tentem usar um tom menos ofensivo, porque tem alguns comentários com muito cheiro de machismo aqui.

---Gabriel Tolstoy

Luiza Original disse...

Eu respeito o texto da Maria Valéria, gosto das opiniões dela no blog, e gostaria de deixar minha opinião sobre o assunto.

Primeiro, que estamos falando de Brasil, país com uma desigualdade social enorme. Aqui consolidou-se que "gente importante" ganha bastante e gente pobre ganha pouco.
Isso não se vê em países desenvolvidos. Médicos ganham mais que um jardineiro? Sim, ganham, óbvio. Mas não ganham essa diferença obscena que vemos em países pobres. Todos tem sua importância e ninguém merece ganhar muito mais que ninguém.

Para mim, esse é o primeiro problema, certas profissões se acharem mais importantes que outras e quererem ganhar quantias exorbitantes. Se for pra ganhar 20 mil, então vamos aumentar o salário do gari para 10 mil, vamos aumentar o salário de todo mundo.

Ver médico virando o nariz para 8 mil por mês é de lascar. Morando nuam cidade longe de tudo ele ainda terá carro, telefone, possivelmente internet, tudo. Pode sair nos fins de semana. Pode fazer um pé de meia e então sair da cidade, ninguém é obrigado a ficar pra sempre.
E sim, eu acho que depois de usar os impostos da sociedade para se formar, o médico tem que devolver com trabalho para a população, por algum período de tempo.

donadio disse...

Peraí gente...

Eu não acho um "absurdo" um juiz ganhar 20 mil reais por mês. É menos do que ganha um babaca empregado pela televisão pra mentir e nos enganar, coisa de que, por algum motivo misterioso, ninguém reclama.

Absurdo é uma faxineira ou um servente de pedreiro ganhar 700 reais por mês. É aí, nos salários mais baixos, que está o problema, não nos salários mais altos.

Daí, não acho nada demais um médico ganhar 8 mil reais por mês. O problema aí é outro, é a promiscuidade entre o público e o privado, o médico que usa o serviço público como um meio de "encaminhar" pacientes para a sua (em geral nem é sua, é do seu patrão) clínica particular. Juiz não pode ter escritório de advocacia, e a maioria dos funcionários públicos não pode ter empresa comercial, muito menos no seu ramo de atuação. Médico também não deveria poder. É funcionário público, nada de clínica particular, e nada de segundo emprego. Do contrário, vamos continuar a ter um sistema feito para dar lucro, e outro feito para não funcionar, para que o outro possa dar lucro.

Anônimo disse...

Oi Lola,

Bom, achei o post muito ruim mesmo... concordo com muitos argumentos que foram dados aqui em relação ao salário, ao fato de os médicos brasileiros não fazerem exame igual ao valida (seria desastroso), de acharem que são mais importantes que outros profissionais (senti isso na pele quando trabalhei em hospital).

É irritante ver tamanha soberba, por isso muita gente aqui atacou a Valéria. Ela tem razão apenas em relação a estrutura que realmente não é boa, mas está equivocada em muitos pontos. Primeiro que realmente ela não conhece o país. O interior do Brasil e principalmente Norte e Nordeste jamais terá uma estrutura de vida (ótimas escolas, lazer e outras demandas da classe média)que chamará a atenção de médicos (que sim tem condição social acima da média); a maioria não tem estrutura de hospitais e emergências?, sim não tem e nem precisam, ou será que uma cidade de 5000 hab deve ter estrutura pra cirurgias? A saúde pública se organiza em regiões e o nível de atendimento primário que é o básico é prioritariamente preventivo. Casos de complexidade maior devem mesmo ser transferidos para cidades maiores. Claro que faltam mais hospitais nas cidades médias do interior, mas isso não justifica o fato de deixarmos a população ao Deus dará.

Outra coisa que ela disse é em relação a língua. Ora trabalhei no Norte e o que mais via eram médicos que não conseguiam se comunicar com os pacientes índios que não sabiam falar português e nem por isso deixavam ninguém morrer. Esse "problema" rapidinho seria sanado com o tempo. Mais uma prova de que ela não conhece o país onde mora. No norte a realidade é muito pior. Eu mesma tive oportunidade de ser atendida por um médico boliviano que não podia assinar pois trabalhava ilegalmente. Quem assinava tudo era um médico brasileiro que apenas emprestava seu CRM em troco de um salário, nunca aparecia na cidade.

Quem conhece a saúde pública de perto sabe bem como se comporta a classe médica (falo no geral salvo exceções), e tudo isso não surgiu do nada, não é uma mentira inventada. Não é à toa que o ato médico está aí. O Brasil é grande demais e dizer que não há falta de médicos é ou uma ignorância sem tamanho ou má fé mesmo. Para mim toda essa gritaria soa como um terrível medo de que os altos salários deixem de existir... vejo mais preocupação econômica do que humanista. Porque não fizeram esse alvoroço todo há muito mais tempo por melhores condições, mas só agora que surgiu a ideia de trazer médicos de fora? mais uma vez vejo obscuros motivos econômicos.

Enfim, tudo isso é influenciado pelo viés ideológico que são formados nossos médicos, que têm desde salas de aulas melhores até prioridades em locais de estágio.

Espero que o projeto vá pra frente, não vai mudar a realidade dos médicos daqui. Aí veremos quem tinha razão.

Bjos, Su.

Marta disse...

A resposta à questão levantada pela Lola é muito mais simples e muito mais objetiva: Apesar de muitos não acreditarem há muitos colegas realmetne preocupados com a saúde pública neste país e com o atendimento básico à população. A resistência da classe médica e de suas entidades representativas não é quanto a vinda de médicos estrangeiros e sim quanto a qualificação destes colegas. Ano passado, no Revalida (nome do exame de validação do Diploma de Medicina aplicado pelo próprio Ministério da Educação do Governo Dilma)houve 160 candidatos formados na Escola de Medicina de Cuba e destes apenas 1 foi aprovado. Isso demonstra o despreparo dos profissionais formados ali para atuação no Brasil. Os médicos destes país e a classe médica realmente não acreditam que por uma pessoa morar num lugar afastado ela mereça ser atendida por um profissional de nível duvidoso ou que não tenha seu diploma validado aqui. Quanto ao discurso que "o Revalida permitiria o médico trabalhar em qualquer lugar" não passa de demagogia, uma vez que nos EUA após fazer a validação lá, chamada USMLE, o médico estrangeiro precisa trabalhar em áreas carentes de médico durante 2 anos antes de obter seu green card. Bastaria criar uma regra assim por aqui. o que querem na verdade é absorver médicos sem o mínimo critério ou qualificação, coisa que não existe em países sérios. Sendo assim Lola, eu lhe devolvo a pergunta: Qual será o objetivo disso?

VivianKlemberg disse...

Oi Lola !

li o post e acho super válida a decisão de trazer médicos cubanos e de outros estrangeisoros pra cá.

Enxergo essa medida com provisoria, um ' tapa buracos', pois os médicos atuariam em regioes do pais com poucas condiçoes de trabalho, porém, ja vi muita gente dizer q os medicos formados em cuba já estão acostumados a trabalharem com condições controversas, portanto, essa medida viria para agregar, eles 'dariam conta do recado' devido a essa formação.

Tem um texo do CEBES ( centro brasileiro de estudos em saúde) q achei muito bom e super esclarecedor, vou colocar aqui


http://www.cebes.org.br/internaEditoria.asp?idConteudo=4613&idSubCategoria=30


* nao tive tempo de ler todos os comentarios, entao se algm ja postou foi mal.

bruna disse...

Pô Lola, post classe média sofre aqui?! Neste bloguinho tão querido. Eu respeito a sua opinião e é ela que eu gosto de ler, não de uma pessoa tão autocentrada e corporativista (não leve para o lado pessoal, MV). Sério que você concorda com ela? De consciência e inteligência limpas? Os pobres miseráveis no interior do Brasil que se fodam mesmo, ou pelo menos até cada cidade pequena ter tecnologia de ponta, hospitais excelentes, escolas particulares, cursos de inglês e francês para os filhos dos médicos, condomínios de luxo, e cada médico ser concursado e ganhar mais de vinte mil reais por mês. Quando isso vai acontecer??
E os filhos dos juízes, bancários, engenheiros, mecanicos, diaristas, carpinteiros, professores, eles podem viver em uma cidade com pouca infraestrutura? Que tipo de justificativa é essa?

Quanto comparar os pobres médicos aos juízes: a MV quer que um recém formado em medicina ganhe o quanto um juiz ganha? HAHAHA um bacharel em direito tem que passar na prova da OAB, coisa que os médicos não precisam, o que é um absurdo! Depois de 3 anos estudando muuuuito e trabalhando por 800,00 por mês, salário mínimo de um trabalhador brasileiro como qualquer outro, ele faz um concurso absurdamente difícil e altamente especializado, em que menos de vinte por cento dos candidatos são aprovados, e que é um processo que demora ao menos um ano para ser finalizado, daí sim ele é juiz e ele é por muitos anos designado para as cidades mais pequenas e distantes de cada estado, assim como os bancários. E os juízem ainda atuam com dedicação EXCLUSIVA, eles não dão um tempinho no gabinete e depois vão para seus escritórios particulares e ganhar mais 10 mil reais por mês....

Se o salário de um juiz já absurdo, mesmo existindo, infelizmente, a corrupção institucionalizada no poder público, imagine um médico recém formado tendo estabilidade e ganhando vinte mil por mês hahahahaha....delírios sem fim, me desculpe!

A maioria dos médicos vem da classe média alta (essa mesma classe média alta conservadora que é contra o bolsa família, contra cotas raciais, que acha que "dar o peixe temporariamente" anula o "aprender a pescar", super humanitários, afinal, porque médico precisa ser humanitário? Ele só trabalha com pessoas com dor, não tem nada ver uma coisa com outra né hahaha)...e ainda se acham tããão importantes (a ponto de proibirem as parteiras de fazerem seu ótimo trabalho e ainda o caso do ato médico)...e os controladores de voo, os biologos, os engenheiros que são responsáveis por fornecer licença para prédios e outros empreendimentos ainda mais arriscados: essas profissões são responsáveis pela vida de milhares de pessoas, uma massa grande de gente pode morrer se algo der errado, mas não, são os médicos os senhores da vida e da morte! Por favor, chega dessa visão elitista, imperial e muito ultrapassada!

MV faça um favor a si mesma e aceite as tantas críticas desses comentários desse bloguinho tão querido e as considere como uma forma de crescimento, de mudança de visão de mundo. Todos nós estamos sempre evoluindo, mas nós temos que ter humildade para admitir nossos erros e aprendermos com os outros...todos são assim, errar não é feio, feio é querer continuar errado mesmo depois de tantos argumentos (e não de falácias, que é o que mais tem no seu texto).

Eu gostaria de falar muito mais a respeito, mas tem outros comentários acima tão melhores e tão bem desenvolvidos! Vale a pena ler todos!

Hoje fiquei decepcionada com a lolinha, mas muito feliz com os comentaristas! Por isso que há anos leio esse blog, principalmente por causa dos comentaristas recorrentes que são na maioria das vezes muito lúcidos!
Valeu gente!

E lola, te amo, ainda sou tua fã hehe, mas use esse seu super cérebro! E MV não fique tão triste, todos erram, e você parece ser uma boa pessoa que está influenciada demais pela egrégora chamada CFM e pelos outros médicos seus colegas! Corporativismo demais é perigoso, domina nosso julgamento e nossas ideias já não ficam mais tão claras!

P. disse...

Lola, concordo que devemos discordar da médica - super participante dos comentários! - sem agressões.

Não tenho opinião totalmente formada sobre todos os aspectos da desse debate, mas tendo a concordar com a vinda dos médicos.

Creio, porém, que a regra de evitar comentários ácidos e agressivos na troca de argumentos deveria valer para os dois lados.

Thaís B disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Cássia disse...

Quando eu leio esse discurso de qual o problema em não querer trabalhar em lugares distantes, não dá para trabalhar sem condições, eu penso "Ainda bem que os profissionais do Médicos Sem Fronteiras não pensam dessa forma". Antes de estrutura é preciso haver médicos! Gaze, maca e agulha, sozinhos, não curam ninguém. Além disso, se é direito dos médicos brasileiros não quererem trabalhar nos rincões do Brasil, que outros médicos façam isso. Ou seja, não querem ir e não querem que outros vão? Menos, gente. Além disso, depois do Ato Médico e agora isso, quero saber quando a classe médica vai questionar a competência dos médicos. O resultado do exame do Cremesp está aí para dar uma amostra disso. Menos, médicos. Mais trabalho e menos blábláblá, por favor.

Vitória disse...

Vou discordar de um guest post na Lola, o que não acontece quase nunca. Talvez eu seja "recalcada" como a autora diz, mas se os cubanos vierem, vou recebe-los no aeroporto com faixa e tudo.

Ok, as condições para trabalho aqui são péssimas e isso é verdade. Ninguém merece trabalhar em lugares sem estrutura e lidar com vidas nessas condições. A nossa saúde pública é realmente deficiente.

Mas tirando essa parte, acho os médicos uma classe elitista sim. Tem município aí que estava oferecendo R$35.000,00 para ortopedista (acho que era Açailândia) e a vaga ficou em aberto durante meses pq ninguém queria ir para lá. Aí a autora do guest post fala que ninguém quer ir para uma cidadezinha dessas, mas oi? Tem professor universitário ganhando muito menos que isso em cidades ainda menores.

Sabe, detesto essa imagem em torno da medicina de que é uma profissão linda e que salva vidas, mas eu só vejo pessoas escolhendo essa profissão por saberem que vão ganhar bem. E médicos brasileiros não precisam mesmo do Estado, uma vez que ganham 10391031 vezes mais no setor privado e nunca falta trabalho para eles.

Aí vem nego dizer que médicos merecem ganhar bem, pois "estudaram muito" por não sei lá quantos anos, como se ninguém mais estudasse. E os professores que estudam a vida inteira e ganham um salário merda? E estou falando de professor em todos os níveis. Meu marido mesmo tem 52 anos, nunca parou de estudar e foi dar aula numa cidadezinha lá na casa do chapéu num campus que abriu. E o salário dele é uma merda se comparado às carreiras jurídicas e aos médicos. Detalhe: ele tem doutorado e é professor em uma universidade federal.

E enquanto isso um médico pode ganhar muito facilmente um salário de R$60.000,00 como eu vejo acontecendo. Meu primo fez uma simples especialização e voltou pra cidade dele ganhando isso. E ainda se acha moralmente superior pq uma vez na semana atende pobre de graça. Que lindo!

Mas sabe, não me levem a sério. Minhas críticas são na base do recalque e sou só uma professorinha que vai estudar a vida inteira para ganhar um salário merda.

Que venham os cubanos, os portugueses e os espanhóis!

Anônimo disse...

Queria saber quantas das pessoas que aqui defendem essa importação de médicos irão se consultar com eles! O governo pode trazer médicos de marte, mas que passem pela revalidação!! Vcs são a favor pq não vão ser atendidos por esses açougueiros.
Muitas vezes os médicos nem recebem o salário acordado para trabalhar no interior. Agora imaginem, vc vai para o interior trabalhar, não recebe direito, não tem uma linha apropriada pra dar um ponto (tem que usar super bonder mesmo e SE tiver)e ainda tem q passar pela situação de ver um paciente morrer por falta de medicamentos e estrutura? Vcs acham que a família vai culpar quem?O governo bla bla bla ou o médico que tá ali botando a mão no paciente?
Eu não sou da área mas entendo os riscos de se trabalhar em um lugar que não tem estrutura! Os pacientes morrem ou ficam com graves sequelas e vc não pode fazer nada. E isso não acontece apenas no interior. Moro em Natal, aqui temos um hospital chamado Walfredo Gurgel que nem maca tem!Assim, algumas ambulâncias do SAMU ficam indisponíveis pois chegam com os pacientes e não tem onde colocá-los. Ah, e esse hospital atende as cidades do interior nos casos mais graves, legal neh?? Pra finalizar, vários estudantes de medicina estagiam de graça nesse hospital apenas com o objetivo de aprender.
Então nem se iludam pq trazer médico de fora não vai resolver!É apenas uma forma do Governo dizer que fez algo pra melhorar a situação, quando na verdade a população carente vai continuar sofrendo sem estrutura e com açougueiros como médicos.

Anna

Anônimo disse...

Oi, meu nome é Raquel, sou médica, tenho 23 anos, trabalho em uma unidade de saúde rural em pernambuco, e acredito no SUS, trabalho por ele. Por isso mesmo defendo o lema da conferência de saúde de 89, "Saúde, direito de todos e dever do estado", com unhas e dentes. Dessa forma, não poderia apoiar o projeto do sr. padilha para 'resolver os problemas do sus', ao importar 6000 médicos sem revalidação para trabalhar nas áreas mais precárias do país. Digo porque:
1) Se a saúde é direito de todos, que ela seja para todos. Não é justo que apenas as comunidades menos precárias tenham atendimento 'de qualidade' (entre aspas porque, ainda que nossos cursos sejam regulamentados pelo MEC, nossos profissionais nem sempre são bons)enquanto as áreas mais necessitadas de uma visão clínica apurada e experiência com as nossas realidades, ficam nas mãos de profissionais que podem ser ótimos ou péssimos, até onde sabemos, uma vez que não fizeram revalidação do diploma. Muitas pessoas comentaram que muitos outros países importam médicos. Isso é verdade, a pesidenta mesmo falou; o que ela não disse é que esses profissionais fazem provas de revalidação do diploma, para comprovar suas aptidões. O Revalida, prova de revalidação no Brasil, tem cerca de 90% de reprovação! Em 2010, dos 628 que prestaram a prova, só dois passaram! http://educacao.uol.com.br/noticias/2010/12/28/so-2-de-mais-de-600-medicos-formados-no-exterior-passam-em-prova-de-revalidacao-de-diploma.htm
A prova é feita à semelhança das provas de residência, que tem milhares de aprovados todos os anos no Brasil.
Outra questão é que, sem a revalidação, esses profissionais não terão registro nos conselhos regionais de medicina. Em caso de erro médico, o conselho não poderá atuar. Dessa forma, quem irá averiguar essas situações. A quem o paciente irá recorrer em caso de negligências, imperícias, imprudências?
2) O problema da saúde no país não se resume à falta de médicos.Falta estrutura, faltam equipamentos, faltam medicações. Muita gente já falou isso aqui, mas acho que alguns não entendem a dimensão do problema. o que os médicos querem não é um aparelho de tomografia, por que não querem ter trabalho em pensar clinicamente e dar o diagnóstico. Queremos remédios à disposição, queremos saber da glicose do paciente que chega desmaiado à urgência, queremos um otoscópio (aquele de olhar o ouvido), pra saber se essa criancinha precisa de antibiótico, precisa de tensiômetro pra medir a pressão do senhorzinho, que está com dor de cabeça, precisamos de VRDL, pra saber se a gestante tem sífilis, que pode matar ou deformar seriamente o bebê, precisamos de adrenalina pra o rapaz não morrer de picada de abelha (sim, clínicos tbm 'salvam vidas', ao contrário do que alguem aí em cima falou). São coisas básicas! Coisas que são completamente necessárias para uma correta assistência. A minha colega enfermeira trabalhou num posto bem pior do que o que trabalhamos agora. Ela disse que simplesmente não conseguia fazer o pré natal, por que não tinha acesso a exames como HIV, VDRL (sífilis), classificação sanguínea da gestante, não tinha sonar (pra escutar o coracao do bebê), não tinha nem beta hcg, as gestantes só tinham certeza que estavam grávidas quando o bebê mexia! O que dá pra fazer por uma paciente, nessas condições? Ela orientava a alimentação, prescrevia acido fólico (importante na formacao de sistema nervoso do feto) quando tinha, e tentava escutar o coraçãozinho com o pinard (um objeto bem arcaico). Que diferença faz a presença de um médico numa situação como essas?
...

Roxy Carmichael disse...

cheguei tarde e não li todos os comentários
mas a notícia que eu tenho é que no maranhão tavam oferecendo 20 mil e nem assim os médicos iam.

Anônimo disse...

...
3) A porta de entrada do SUS está sucateada. A atenção primária à saúde, aquela que é interdisciplinar, focada na promoção e prevenção, está desvirtuada. O Programa de Saúde da Família precisa de ajuda. Os profissionais são mal pagos, não tem estabilidade, tem uma carga de trabalho excessiva, e são constantemente culpabilizados pelas falhas de atuação da unidade, embora na maior parte das vezes a culpa seja da gestão. Os profissionais estão desestimulados, porque não contam com o suporte mínimo para exercer suas atividades. De pouco adianta umx médicx, por mais bem intencionado que esteja, dentro de uma realidade como esta. Os profissionais estão exaustos, com medo de perder seus empregos, está tudo errado. Os espaços são precários e insuficientes. Não reclama-se de falta de ar condicionado. O que falta é teto, é cadeira, luz, segurança, salubridade. É o mínimo.
4)Trazer médicos agora é um paliativo, muito fraco, que não tapa o buraco. Essa estratégia não pode ser oferecida como sendo a única, tem de haver um plano, uma medida a longo prazo. Vale à pena ver a sugestão do CFM.
http://portal.cfm.org.br/images/stories/pdf/anexos%20-%20proposta%20cfm.pdf
5)Outros profissionais, fora xs médicxs, são extremamente, EXTREMAMENTE, necessários na atenção básica à saúde. São eles os fisioterapeutas, nutricionistas, educadores físicos, farmacêuticos, biomédicos, entre outros. Eles fazem toda a diferença. Eles são, junto com a equipe básica (enfermeirx, médicx, dentista, téc enfermagem, agente de saúde), os propiciadores da saúde integral (promoção, prevenção, cura, reabilitação). E onde estão? Que importância lhes é dada? Os NASF (nucleos de apoio a saúde da família) ainda são uma utopia na maioria das comunidades do país. Esses profissionais são extremamente desvalorizados, mal pagos, tais como todos os outros, e sua atuação é taaão importante!

Sei que meu texto ficou confuso, desculpem os prováveis erros de digitação e as possíveis incoerências, redundâncias, etc.
Espero ter conseguido explicar o que penso.

Anônimo disse...

Gente, não tem português, não tem espanhol! Só tem cubano! Não que se viessem europeus eles pudessem ser dispensados da revalidação, na minha opinião, mas que eu confio mais nas faculdades europeias, isso sim!

http://veja.abril.com.br/noticia/saude/nao-virao-medicos-portugueses-e-espanhois-virao-cubanos-diz-presidente-do-cfm

(desculpa por linkar a veja)

http://www.crmpr.org.br/Medicos+portugueses+rejeitam+proposta+do+MS+para+trabalhar+no+interior+do+pais+11+8533.shtml

Patty Kirsche disse...

Olha, eu até entendo que as condições de trabalho sejam ruins, que o salário seja insatisfatório e tudo mais. Mas não podemos esquecer que médicos(as) têm o direito de escolher onde desejam trabalhar e morar. A maioria das pessoas prefere morar em centros urbanos. A medida não vai colocar estrangeiros(as) em vagas já preenchidas por brasileiros(as), isso já foi exaustivamente discutido. É bom lembrar que Portugal já importa médicos cubanos desde 2009.

Como eu acredito que é preciso conhecer outras opiniões, vou compartilhar aqui um texto favorável à medida. http://www.viomundo.com.br/politica/pedro-saraiva-sobre-a-vinda-dos-6-000-medicos-cubanos.html

Claramc disse...

Para mim o problema é mais embaixo. Médicos cubanos têm experiência em atendimento em locais com pouca infraestrutura E obtêm excelentes resultados da sua prática. Em cuba, mesmo sem infraestrutura, em condições piores do que no Brasil, eles conseguem atingir níveis de saúde de primeiro mundo, e para mim ESSA é a diferença. Não discuto salário, se é clt ou servidor público, se merecem ou não receber mais, se devem ou não atuar no interior.
Para mim as pessoas do interior precisam de saúde AGORA, e médicos estrangeiros são uma opção para a falta de médicos nesses locais.
Não nego, no entanto, que não basta investir somente nisso. Tem que levar infra tb. O que levará anos - muitos anos - para acontecer. Construir leva tempo. E eles precisam de saúde AGORA.

thays disse...

Concordo que sem recursos não há muita coisa que um médico possa fazer. Agora, se um médico diz declaradamente que não quer morar no interior, que lá não tem nada pra fazer no final de semana e ainda assim não quer que médicos que foram venham preencher a vaga, eu não consigo entender a lógica que pode existir aí - além do corporativismo, é claro. Me explica?

Ludmila disse...

Uma outra visão, tb de um médico: http://www.viomundo.com.br/politica/pedro-saraiva-sobre-a-vinda-dos-6-000-medicos-cubanos.html

Mari disse...

Olha, gostei do guest post, mas achei que a autora focou muito no aspecto de o médico ter o direito de não querer ir para o interior (o que é perfeitamente aceitável dentro de um sistema democrático em que ninguém é obrigado a morar e trabalhar onde não queira), e deixou de abordar outros aspectos que eu considero muito mais relevantes para a discussão.

Em primeiro lugar, não é verdade esse argumento de que "médico é elitista e não quer ir para o interior". Sou estudante de medicina e conheço muitos colegas de faculdade e até médicos formados que gostariam de trabalhar no interior se não para sempre, pelo menos por algum tempo no início da carreira. Os grandes centros estão saturados, porque, ao contrário do que muita gente anda dizendo por aí, o que não falta é médico no Brasil - eles só estão concentrados nas capitais. E se você não acredita em mim basta consultar as estatísticas (Brasil tem duas vezes mais médicos por habitante do que a recomendação da OMS). Por que esses médicos não vão para lá então? Porque simplesmente é impraticável trabalhar nesses lugares. Além de total falta de infraestrutura (sem a qual NÃO é possível exercer a medicina - diferente do que muita gente anda dizendo aqui e fazendo comparações absurdas com professores e salas de aula. É sério, o que vocês acham que um médico faz com um paciente sem poder pedir um hemograma? Sem ter um antibiótico para dar numa infecção? Sério, gente, por melhor profissional que seja, não tem como trabalhar assim. E falam muito que os cubanos são sensacionais na atenção primária, mas nesses lugares não tem saneamento básico, minha gente (nenhum estrangeiro vai dar jeito nisso). Além disso, tem a questão dos salários, o que me leva ao outro aspecto que não foi abordado.

Nesse último comentário, por exemplo, a pessoa cita um município que estava oferecendo R$35.000,00 para médico ir para lá e ninguém queria a vaga. Só que vocês sabem o que acontece com esses salários fantásticos oferecidos por esses municípios? Muitas vezes são pagos no primeiro mês, no segundo e depois não mais. Às vezes nem isso. Você não é concursado, não tem vínculo com aquela prefeitura. Os prefeitos não cumprem os acordos, então as pessoas passaram a ter medo de se mandar lá para não sei aonde, para trabalhar sabe-se lá como, e depois ainda ser enganado.

Outra questão fundamental aqui e que não foi sequer citada é o exame do REVALIDA. Para quem não sabe, quando um médico vai para outro país, seja ele qual for, ele tem que passar por um processo de revalidação do diploma. É o que comprova para o governo que ele está apto a exercer medicina naquele novo país. No Brasil, temos o Revalida. O grande questionamento do CFM, além da falta de investimentos em infra-estrutura na área da saúde por parte do governo, é que nessa proposta, os estrangeiros (sejam eles cubanos, portugueses, espanhóis ou o que seja) NÃO PASSARIAM POR ESSE EXAME. Ou seja, para tratar de gente pobre, no interior, o governo não faz questão alguma de saber se essa gente tem o preparo necessário (e todo esse pessoal super humanitário que defende a vinda dos médicos estrangeiros está concordando com isso). Volto a dizer, NINGUÉM É CONTRA A VINDA DE MÉDICOS ESTRANGEIROS, DESDE QUE PASSEM PELO REVALIDA. Além disso, vocês sabiam que desses médicos estrangeiros que prestaram o exame pouquíssimos passaram? Ou seja, tenham um pouco mais de cuidado antes de dizer por aí que eles são tão sensacionais.

Enfim, não sei se me expressei bem, mas esses eram apenas alguns pontos que eu gostaria de colocar aqui na discussão. Eu sinceramente me sinto ofendida quando um governo que sucateia o hospital em que eu estudo me diz que vai resolver o problema da saúde trazendo médicos de fora e em nenhum momento cita investimentos em infra-estrutura, mas essa sou eu né?

Anônimo disse...

"Essa proposta é uma evidente forma do governo fingir que está fazendo alguma coisa pra acalmar as manifestações, e deve ser denunciada como tal."

Não procede. Essa proposta já existia antes das manifestações:

http://oglobo.globo.com/pais/governo-estuda-trazer-6-mil-medicos-cubanos-para-brasil-8306790

Maria Valéria disse...

Para a Vitoria (professora ) : uma vez uma professora comentou aquI nesse blog que n e justo q um profissao como a de vcs tenha q ganhar tao pouco e viver no vermelho .eu super concordo .e p os outros q me acusam de ser egoista .,elitista : deveria valer pra todos os profissionais de saude .como o governo so vai importar medicos foquei o texto nos medicos .mas obvio q todos devem receber salario Tao alto qto o do medico .vao com calma antes de me acusar de algo q n disse .o dia q a lola quiser um post sobre o q acho das condicoes dos professores, escrevo .muitos pacientes meus estao se tornando analfabetos funcionais pro causa da aprovacao automatica em sp .n edu em little estados .menos pedras antes de falar es vida d quen. vcs. n conhecem

Anônimo disse...

Claro que ninguém é obrigado, Maria Valeria! E a questão não é essa e nem é sobre você. É sobre um sistema que considera parto uma emergencia e que se baseia em uma visão equivocada da medicina (baseada unicamente em equipamentos, remedios e pouco humanizada). Em muitos paises, quem acompanha parto nem é medico. E eu escrevi "acompanha" porque quem "faz o parto" é a mulher. Ou deveria ser, se os medicos deixassem.
Adriana

Isabela disse...

Eu ainda não li um relato de médico com argumentos convincentes. Que falta estruturas, todos que usamos os SUS, seja em capitais ou no interior, sabemos. Que poucas pessoas querem ir para o interior e viver sem escola de qualidade para seus filhos, sem lazer para os finais de semana, sabemos, também. E exatamente aqui está o problema, há, de fato uma defasagem de profissionais nos interiores. Se a maioria dos médicos não querem ir, porque acham ruim que venham outros? Só por serem estrangeiros?
Mas a meu ver, a grande questão que não está sendo discutida por médicos não é nenhuma dessas. A questão tem mais a ver com o conhecimento médico, que a grande maioria da população realmente não tem. Há as questões de emergência, sim, que não serão solucionadas sem uma estrutura adequada, mas quantas pessoas sabem qual é o procedimento correto para manter a saúde de alguém com uma queimadura grave até chegar a um centro médico mais adequado ao atendimento? Pouquíssimas! E, tendo um médicx na cidade, elx o saberá. Há uma quantidade enorme de pessoas no interior mais pobre que perdem seus filhos por não saberem que é normal que o bebê perca peso nos primeiros dias. Com isso dão, quando muito, mingau ou então feijão, ou nos piores casos, geralmente em lugares mais pobres, dão água de fubá e acabam gerando uma complicação gastrointestinal grave, muitas vezes mortal. Um médico na cidade acompanha o bebê, informa a mãe, indica a amamentação exclusiva, explica que o bebê pode morrer se continuar com outros alimentos.
Eu moro em uma cidade que tem menos de mil habitantes e lá tem médico uma vez por semana. No carnaval deste ano meu filho só não morreu por febre maculosa porque eu corri para o hospital ao ver manchas em seu pé junto com a febre alta logo depois da retirada de um carrapatinho. Se tivesse esperado o dia seguinte, ou ainda o dia do médico na cidade, era bem provável que ele tivesse morrido. Mas eu tenho um nível de informação maior que a maioria da população. Sete pessoas na região pegaram a doença, seis faleceram. Só meu filho sobreviveu exatamente pelo nível de informação que eu tenho.
Médicos não vão resolver casos de emergência em interiores desequipados, mas podem aumentar e muito o nível de súde dos moradores, com seu conhecimento, passando informações que melhoram muito o cotidiano das pessoas interioranas. Me parece que é disso que se trata, de conhecimento e informação, que não se adquire somente em escolas.

Izabela Patriota disse...

Poxa Simone, uma pena que vc não tenha entendido meu comentario! Beijos no coração!

Anônimo disse...

Oh querida, eu sei como é horrível ter que trabalhar numa cidadezinha
dessas do interior: além de nada pra fazer no fim de semana, morar num lugar feio, com uma gente horrorosa com uma cabeça desse tamaninho. Cultura pra eles é Luan Santana e Sílvio Santos. Imagine como é conversar com gente assim.

Pra atrair médicos pra esses lugares o governo podia criar o Bolsa Civilização: o médico vai trabalhar nessas cidadezinhas e quando completar um ano ganha férias na Europa com tudo a que tem direito: além de hospedagem paga, ganha ingressos para museus, concertos, teatros, cinemas.
Passa um mês se desintoxicando do atraso. Depois volta pra cidadezinha com um tablet carregado de livros, filmes e músicas pra aguentar mais um ano clinicando no meio da pasmaceira e da mediocridade.

Maria Valéria disse...

Desculpa aí, gente, mas chega de grosseria,

Exceto pra algumas pessoas educadas que conversaram aqui comigo de boa, e que estão me fazendo pensar no salário de um juiz ser um absurdo( nunca tinha pensado sob esse prisma) - porque acreditava sim, que com melhor gestão e menos desvio de dinheiro TODOS poderiam ganhar MUITO BEM aqui no Brasil.Todos, incluindo: professores, dentistas, enfermeiros, etc, etc, etc...
Nao disse que minha profissão e a única que lida com vidas,mas disse que existe essa relação sim, nao que a a única.
So que a Dilma vai importar MÉDICOS a a Lola pediu pra eu falar especificamente dessa profissão.Se ela tivesse pedido pra falar das outras, endossaria o que disse aqui sobre médicos.
Vamos parar de botar palavras na minha boca que nao escrevi, menos , ta ok?
Sobre salário de lixeiros, copeiros, etc...quem disse que nao acho que tem que subir, ou Alguém aqui acha que penso que os outros que nao são médicos deve, ganhar uma merreca???omde ta escrito isso no meu texto?
Quando falo das condições de trabalho, ok, concordam, mas basta falar em salário, que pronto, o medico vira o demônio, mercenário, tem medo que o o outro brilhe mais que ele, quer status,..
Se eu quisesse status eu nao tava aqui na saúde publica, atendendo em posto de saúde, tava me candidatando a trabalhar em hospital como Eistein, Sírio libanês, etc.
E pra quem disse que meu salário e de oito mil, quem disse?? Nao chega nem perto,...se informem melhor antes de criticar
Fora o questionamento quanto a minha ética e competência profissional, nem vou comentar,...as pessoas que melhor podem , responder isso são meus pacientes.
Tem maus profissionais sim, e pra quem nao sabe ja fui atendida por um e meu pai por outro em menos de um ano,melhor nao contar a história aqui pra nao alongar, mas quem me salvou no primeiro caso de mau atendimento ( o meu) foi o fisioterapeuta,nao desmerecendo o atendimento da terceira medica que me atendeu( sim, so a terceira acertou o diagnostico )
E vem gente aqui me dizer que me acho superior aos outros?? Me poupe quem fala da minha vinda sem me conhecer!!!
Quanto ao ato medico, ate nisso fui criticada, por " nao ter opinião formada" . sim, nao tenho opinião porque o texto e dúbio, e so vou dizer que se a lei quiser dizer que os outros profissionais de saúde precisam de ordem medica para aturarem, sou contra.
Sou a favor de equipe multidisciplinar.perdemos recentemente nossa nutricionista , nossa terapeuta ocupacional e ninguém imagina a falta que elas farão.
So temos uma psicóloga para atender 18.000 pessoas, vcs acham suficiente? So que aqui pelo menos tem, tem cidade que nao tem nem isso...
Ou seja, cansei.!!!
Os que falaram educadamente ou ate brincando que estou sonhando com um salário alto demais a gente conversa, afinal estou aqui pra aprender tbem,
Os que vierem agredir, ofender,sinto muito mas educação vem de berço, e isso independe de classe social,.a maioria das pessoas que atendo são pobres,nem estudos tem, mas receberam educação dos pais em casa,
E quem falta em plantão,, que larga os pacientes do sus pra atender particular? Que seja punido, mas que nao julguem todos os médicos por esses,
Eu nao tenho nenhuma falta ao trabalho, exceto por motivo de saúde, quando torci o pé, e engessei,porque aí tambem nao da.
E ainda tem gente colocando classe media como se fosse o vilão, e, vez de atacar quem realmente deveria..ok, nao ta mais aqui quem falou,
Lola, considere a possibilidade de excluir meu post, como te pedi antes.de agressão e aborrecimento eu ja to de saco cheio( nao com vc, querida)
Bjs

Sara disse...

Lola eu não escondo q acho o governo do PT péssimo, mas há alguns meses atrás tive noticias da cidade natal do meu pai (já falecido)q fica na divisa do estado de Tocantins com Goias, é uma cidade muito pequena, e la a falta de profissionais de saúde é crônica.
Tenho alguns parentes q trabalham na direção do único hospital que tem la na cidade, e minha prima até pelo Facebook andou tentando achar médicos pra irem trabalhar por lá, e mesmo oferecendo salários mais altos q nas cidades maiores, não estava conseguindo.
Eu não sei dizer se o hospital de lá tem os equipamentos necessários, como a Maria Valéria com justiça disse q acontece, mas o fato é q não se consegue médicos por lá, o único dentista q tem na cidade é casado com uma prima minha, e pelo jeito eles tem um padrão muito bom de vida por lá, mas mesmo assim não se acha profissionais q queiram ir pra lá.
Tb não sou profissional da área médica, para opinar, e a principio fui a favor dessa medida de importar os médicos de Cuba, mas todos os profissionais dessa área q eu conheço são contra a vinda desses médicos, mas como resolver a falta q esses profissionais fazem nessas cidades mais afastadas????

Anônimo disse...

Vitória, seu comentário está perfeito. Ragusa

Roxy Carmichael disse...

ao que me consta certos estados brasileiros estavam oferecendo 20 mil reais e nem assim, os médicos iam pra lugares como o maranhão;

essa ideia de que essa ou aquela profissão são mais importantes que as outras me parece meio ultrapassada, não? assim pra dizer o mínimo e pra usar um eufemismo.

também achei uó a sugestão de que o grande problema é que cidade pequena não provê o "básico" para manter a dignidade da família como aliança francesa, companhia de balé, shopping, shows internacionais ou seja lá o que for. eu sou do time que acha que todos os universitários formados em escolas públicas deveriam retribuir pra sociedade o privilégio de se estudar numa instituição pública, incluindo fazendo um belíssimo de um estágio de um ano pelo menos no brasil profundo. é, foi exatamente essa palavra que vc leu, privilégio, e sabemos muito bem a cor e o CEP dos privilegiados, e não me venha com essa conversa caída de meritocracia.

desejo boa sorte pra maria valéria, mas se eu pudesse resumir o texto dela em uma palavra, seria: lamentável.

Maria Valéria disse...

Lola, so pra finalizar:
Respondendo sua pergunta das 15 hs

Os médicos estrangeiros nao irao concorrer comigo,

Porém sou contra a vinda deles,porque acho que tem que melhorar as condições para os que ja estão aqui no Brasil.dai esses iam querer mudar pra cidAdezinhas,..
Nao eu evidentemente.eu nao iria pra um lugar desses nem por 50 mil. Mas por querer cidade grande, sou solteira, etc....se fosse casada, com vida ja estável, talvez nao ligasse de morar num lugar sossegado.
O mesmo principio das cotas ( paliativo) , antes eu era radicalmente contra e agora estou abrindo minha cabeça,porque antes eu achava que tinha que melhorado ensino publico e agora vejo que as cotas são medida emergencial...
Entendeu??

Sou contra, mas nao irei fazer passeata, nao irei protestar, irei ficar quieta no meu canto,nao irei encher o saco de ninguém .

Ps : morar em cidadezinha nao e pra qqer um,um amigo, defensor publico numa cidadezinha do interior do MS ta pirando de morar num lugar onde nao tem nada...a cidade grande mais próxima e nao sei quantas horas de carro...ele ta pirando, e mesmo ganhando muito bem( os 20 mil) , ta quase abandonando a carreira.
Morar em região longuinqua nao e pra qqer um. Nao,
Fiz um post somente porque vc pediu minh opinião, nem no facebook nao escrevi sobre isso, nem no meu blog, nem nada.to quietinha aqui...rsrsrs !! Bj , querida.
Deleta meu post que vau ser melhor.bjs

Anônimo disse...

Mas já desistiram de chamar cubanos. Prioridade agora é pra português.

Achei que o post não desenvolveu bem uma análise crítica com pontos contra ou a favor da importação de médicos. Não consigo ter muita empatia com a classe - claro que ninguém quer ir pro meio da Amazônia, é difícil sim, mas que profissão no país paga muitos mil reais pra uma carga horária de 20 ou 24 horas semanais? Desculpa, não consigo simpatizar com a causa. Prefeituras abrem concurso, o número de candidatos sequer chega perto das vagas....ora, se as pessoas não querem ir pra esses lugares, não vejo problema em estrangeiros que queiram.

Lucila disse...

A questão que eu levanto não são os altos salários do judiciário. É a necessidade destes, para garantir a lisura na atuação dos profissionais (e, nem assim, isso ocorre...). Enquanto a corrupção tiver que ser integrada no cálculo desses salários, não haverá como deixa-los mais justos, esse é o absurdo. Isso não justifica que outras categorias procurem se equiparar ao judiciário. Não julgo seu texto moralmente, porque sei do corporativismo médico (assim como dos engenheiros e advogados), que beira a lavagem cerebral e é possível que você não veja a questão por inteiro. Mas não sou tão complacente quanto a Lola. Em função de uma doença crônica do meu esposo (ele é professor, não eu =D), eu tenho muita gratidão ao médico. Mas essa mesma doença faz com que eu seja bastante crítica e atenta a algumas práticas da categoria e, mais, sinta uma extrema frustração por saber que pessoas que estão na mesma condição de saúde dele podem estar tendo um atendimento deficiente, quer seja por falta de infraestrutura, quer seja pela pouca distribuição de centros especialistas, quer seja por falta de comprometimento médico, mesmo. Li as colocações de Gabriel Tolstoy (16:44), com base na posição do PSTU. Tenho que discordar, com um post do facebook: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=548668421845582&set=a.114093888636373.5825.100001072867677&type=1&theater . Nessas horas, é preciso deixar as divergências políticas de lado e unir forças. Existe necessidade de investimento? Sim, mas existe uma demanda imediata de atenção médica no interior (lembrei de Amanda Gurgel, agora). E é esta que o governo federal tenta atender. É preciso levar em consideração o que Izabela Patriota (15:20; 15:30) e Anônimo (15:28) pontuaram.

Anônimo disse...

Minha cidade tem cerca de 400.000 habitantes. Como exemplo, na vara cível são cinco juízes. Dois na de execução penal. Vai contando, entre juízes cíveis, penais, trabalhistas, da justiça federal e promotores vai dar uns 50 servidores.

Agora quantos médicos uma cidade desse porte tem? Incontáveis. As pessoas ganham não só pela responsabilidade, mas pela raridade também. Não tem como equiparar o salário com o do judiciário. Um concurso pra juiz exige anos e anos de estudo, enquanto que um concurso pra médico os candidatos sequer preenchem as vagas....alhos e bugalhos.

Maria Valéria disse...

também achei uó a sugestão de que o grande problema é que cidade pequena não provê o "básico" para manter a dignidade da família como aliança francesa, companhia de balé, shopping, shows internacionais ou seja lá o que for. eu sou do time que acha que todos os universitários formados em escolas públicas deveriam retribuir pra sociedade o privilégio de se estudar numa instituição pública, incluindo fazendo um belíssimo de um estágio de um ano pelo menos no brasil profundo. é, foi exatamente essa palavra que vc leu, privilégio, e sabemos muito bem a cor e o CEP dos privilegiados, e
não me venha com essa conversa caída de meritocracia.


Em que parte do meu texto ta escrito que exijo toda essa parafernália??

E se vc tivesse lido meu texto com atenção, teria visto que trabalhei em Iaras /SP , no assentamento dos sem terra...

Cidade de 5 mil habitantes,

Sem mais,

Cecília - RJ disse...

São muitas as considerações a serem feitas sobre o post e comentários toscos (alguns) que o seguiram;
1- Essa medica deveria voltar à faculdade, cursar Direito, estudar feito uma louca e prestar concurso pra Magistratura ao invés de ficar invejando os alheios. Passou um puta recibo de recalque;
2- alguns comentaristas gênios, revoltados com os altos salários dos membros concursados do judiciário, concluíram que seus proventos inchados se devem à corrupção institucionalizada que reina em nosso pais. Céus! Esses profissionais realmente recebem salários muito maiores que a maioria dos trabalhadores brasileiros. Mas, dentro de um certo limite, há necessidade e razão para isso. E não se trata apenas da responsabilidade de seus cargos. Os altos proventos, mais do que um recompensa, fazem parte de uma serie de garantias destinadas a assegurar o desempenho isento e imparcial de suas funções, juntamente com os princípios -constitucionais- da vitaliciedade, inamovibilidade, irredutibilidade de subsídios , entre outros.
3- sobre a vinda dos médicos estrangeiros; nada impede que eles venham e é uma baita hipocrisia taxarem os médicos de corporativistas e elitistas por quererem melhor infraestrutura de trabalho no interior. Alias, uma infraestrutura melhor não atende só aos médicos, mas especialmente aos pacientes. A questão é: por que esses médicos trazidos em regime de urgência teriam preferencia em relação a outros profissionais estrangeiros que aqui se estabelecem e seriam autorizados a exercer a medicina sem passarem pela prova de revalidação? Eu nem estou taxando os médicos, cubanos em sua maioria, de mais ou menos preparados como alguns comentaristas fizeram. Desconheço as condições gerais das faculdades de medicina de Cuba. E os médicos formados no Brasil não são exatamente um exemplo de competência. Basta ver os resultados do ultimo exame do CRM/SP com os formandos. O CFM precisa instituir uma prova para avaliar esse monte de estudantes que as faculdades têm cuspido no mercado, assim como a OAB tem feito, justamente porque o nível dos bacharéis estava assustadoramente baixo. Se o MEC não regula a qualidade dos cursos oferecidos as entidades de classe devem apertar o funil mais tarde.
Mas um detalhe é importante; EU posso exigir uma forma de avaliação desses profissionais estrangeiros antes que eles comecem a exercer a medicina aqui. Um medico que, segundo a própria autora do post, trabalha no SUS sob o regime de contratação privada mediante OS não tem porque reclamar, visto que ele também não foi testado para estar trabalhando ali.
Em conclusão, a vinda dos médicos estrangeiros não resolve quase nada para quem depende realmente da saúde publica. Pode aumentar o número de médicos trabalhando sem os aparatos necessários para prestar um serviço decente, e o discurso de filosofia política de esquerda vai ralo abaixo. Porque quem realmente sera prejudicado nessa história é o proletário, pobre - como queiram chamar, a quem esse regime supostamente deveria beneficiar afim de paulatinamente suprimir as desigualdades sociais. Pras classes A e B ( vermes malditos, reaças fascistas, tipo eu...pfff) e um pouco da C que não dependem de SUS essa solução brilhante não faz a menor diferença. Já pra quem acredita nas políticas do governos de pseudo esquerda dos últimos anos...mais uma bola fora.

Maria Valéria disse...

Adriana, obrigada por me responder, entendi,
Tambem concordo que o modelo de assistência obstétrica deveria ser revisto,.Mas, em 97/98, quando fiz esse estagio, infelizmente era centrado no medico e no hospital,nem mencionava, a figura da parteira.
Hoje, nao sei se esta diferente, mas , depois de abrir muito a cabeça ( e foi lendo o blog da Lola nos posts sobre violência obstétrica e parto humanizado ) , acho que deveria ser, sim.
Beijao:)

Maria Valéria disse...

Nao lembro quem mencionou as equipes NASF, ms eu ja tive a experiência de trabalhar com elas em SP.Nao gostei, porque os profissionais eram em numero muito pequeno para atender a demanda e so vinham a unidade duas vezes por semana,
Numa dessas, escutei da psiquiatra " nao estou aqui para atender ninguém,estou aqui para capacitar vocês"
Ue!!! O fato de ela me capacitar em algumas coisas nao vai me tornar um psiquiatra, sinto muito.
Entendo muito bem de depressão, aprendi muito com os psiquiatras sobre transtorno do pânico, stress pôs traumático, etc.Mas para transtornos mais graves ( psicoses, esquizofrenia,risco de suicidio, por ex) o atendimento do psiquiatra e fundamental.Nao adianta querer que o clinico geral atenda esses casos,
Entao, a equipe NASF poderia ser legal, se tivesse um numero maior de profissionais e se estivesse mais presente na unidade e nao so de vez em quando,
E agora cabe um comentário meio irônico: se as privatizações do PSDB são tão boas e se as OS' s são tão melhores que as prefeituras, por que falta dinheiro para pagar melhor um equipe NASF mais completa?;)
Beijos

Anônimo disse...

Oi, MV.
Pena que esta caixa de comentários está tão ruim.
Eu, como leiga, posso ser a favor da vinda de médicos estrangeiros, mas não acho interessante ler sobre o ponto de vista de uma médicx.
Acho que, talvez, por ser sucinta (afinal, é um gestão post), pode ter ficado um pouco na superfície do problema.
Muito interessante o que vc levantou sobre a infraestrutura. Mas vc não acha q só a presença de um médico pode ajudar na saúde de uma comunidade?
Talvez fosse interessante uma versão do post levando em conta as questões educadamente levantadas na caixa de comentários.
Achei que o comentário da Raquel de 1 de julho de 2013 18:15 complementaria seu post, deixando claro o que vc quer dizer.
Bem, é isso...
Gosto de vc como comentarista e a vejo como uma pessoa sensata. É uma pena mt grande vê-lá sendo atacada assim.
Boa sorte com td e, se aceitares, abraços virtuais. Rs

Maria Luiza disse...

Olha, pelo que eu li do programa, quando for necessário preencher vagas, os primeiros solicitados serão os brasileiros. Faltando brasileiros, chamarão os estrangeiros. Eu trabalhei na saúde indígena, e ninguém quer ir pra São Gabriel da Cachoeira. E quando vão, tratam os índios que nem lixo, ficam um pouco e vão embora. Bom, eu não tenho nada contra a pessoa querer ganhar dinheiro (o salário da SESAI era uns 8 mil, 10 mil reais, n lembro bem), e quem acha pouco o que o governo oferece, mas não reclama quando ele tenta resolver, uai. Muito fácil pra quem mora em grandes centros urbanos e tem seu cartãozinho da AMIL questionar uma decisão de levar médicos pra quem não tem. Resolve o problema da saúde? Claro que não, mas eu não deixo de limpar a sala pq a minha cozinha tá suja. O ideal é que a gente tenha tudo, fato! Mas pra atendimento primário, saúde da família, e etc, que euzinha não conheço um médico disso, tá bom. Não vai fazer mal, nenhum.

Anônimo disse...

Essas pessoas que dizem ser um absurdo médico ganhar 8 mil e juiz 20 mil não se tocaram que o Brasil tem o 6º maior PIB do mundo e não é um país pobre! Absurdo são pessoas ainda ganharem menos de 700 reais por mês- isso sim deveria ser mudado, e não reduzir o salário dos médicos. Creio que muita gente que comentou aqui tem inveja. Mas não se preocupem, o atual governo está tratando de empobrecer todos os trabalhadores, inclusive médicos. Veja esse concurso, que oferece remuneração baixíssima para todos os profissionais (inclusive R$1000 para médico, por 40 hrs semanais) http://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-concurso-serra-da-raiz-pb-2012-2013

Crônicas da Dulce Mazer disse...

Bom, primeiro que o atual governo federal está bem longe de estabelecer um Marxismo revolucionário, infelizmente. De assustador e próximo aos governos ditatoriais, o marxismo revolucionário não se aproxima. Esse governo, aliás, pode, no máximo, estabelecer um populismo getulista. Segundo que, entre os argumentos da convidada, o mais sólido é o da fragilidade do sistema público de saúde. O país se rende aos serviços privados, de também péssima qualidade, em virtude de completa ausência de perspectiva de melhorias na saúde pública. O fato é que grande parte dos médicos brasileiros anseiam mobilidade social e enriquecimento. Aos que não têm esse objetivo em uma sociedade capitalista, louváveis propósitos os mantenham responsáveis, atualizados e com força de vontade para atender bem e com o mesmo respeito a toda a população das pequenas e grandes cidades, ainda que contando com pouquíssimos recursos.

Anônimo disse...

Sobre a questão da revalidação do diploma, eu acho muito válida, mas faço um adendo.

Conversando sobre isso com uma amiga médica, eu - que não sou da área - cheguei a dizer que não via problemas desde que os cubanos passassem na prova. Foi ela quem me explicou que essa prova é extremamente difícil e não apenas com a intenção de garantir a qualidade do atendimento, mas para dificultar mesmo a entrada de médicos estrangeiros/formados no exterior no Brasil. Portanto, rola sim uma alta dose de corporativismo aí. Ainda de acordo com o que essa amiga - médica - me explicou, uma grande parcela dos profissionais brasileiros não teriam condições de passar na prova.

Nós temos vários amigos em comum que fizeram ou estão se formando em Direito agora e ela disse, meio em tom de piada, que se todos os médicos do país tivessem que prestar esse exame, eles fariam as taxas de REPROVAÇÃO da OAB parecerem baixíssimas. E olha que a gente sabe de pessoas que tentaram cinco, seis vezes a prova da ordem e ainda não passaram. Ela ainda brincou dizendo que na prova de revalidação os médicos não precisaram de cinco ou seis, mas de dezesseis vezes.

Fica a pergunta: os médicos brasileiros estão dispostos a realizar prova semelhante?

Eu particularmente acho que todos os cursos deveriam sim ter uma avaliação do tipo. Digo isso porque estudo em uma universidade federal, em um curso cuja concorrência é alta (não tanto quanto Medicina, mas no ano que fiz vestibular foram 18 por vaga) e mesmo assim vejo colegas - tanto estudantes quanto profissionais já formados, com anos de ofício - cometerem irresponsabilidades absurdas.

Ricardo Arini disse...

Para começo de conversa, falta de infra estrutura não é desculpa para manter o Brasil com uma relação médico-habitante abaixo das que se encontram nos países de primeiro mundo e até de alguns vizinhos nossos (vide Argentina e Uruguai). Se o governo fornecer condições de trabalho de forma que os médicos se sintam estimulados a ir trabalhar no interior do país, vão faltar médicos nas grandes cidades. A nossa relação médico habitante é baixa. Isso é fato. Além do mais, morro de rir quando vejo algum médico(a) dizendo que "falta uma carreira de Estado para a classe médica". Normalmente, quando se fala em carreiras de Estado, lembra-se muito do Judiciário. Mas me parece que os senhores doutores e senhoras doutoras querem apenas a parte boa da carreira de juiz ou promotor: o salário. "Esquecem" que esses profissionais trabalham oito horas por dia, ao contrário dos médicos, que geralmente são contratados para meio período(e quase nunca cumprem essa carga horária). Juízes e promotores também não podem acumular cargos no setor público, nem no privado (com exceção para a carreira de professor no período noturno). Não podem, também, manter escritório de advocacia paralelamente à atividade no Judiciário. Será que os senhores doutores e as senhoras doutoras aceitariam abrir mão desses privilégios (principalmente o de possuir seu consultório particular?). Enfim, a vinda dos cubanos não é a melhor solução. O ideal seria que aumentássemos a quantidade de vagas nos cursos de medicina existentes e criássemos mais cursos. Tudo, é claro, com a devida fiscalização a fim de se manter níveis mínimos de qualidade.

Anônimo disse...

Acredito que o problema da má distribuição de médicos só vai acabar com a forte implementação das cotas nas faculdades. Medicina precisa deixar de ser uma carreira elitista.

Com as cotas, o morador dos rincões vai conseguir entrar na faculdade, se formar e voltar pra trabalhar na sua terra, junto dos seus amigos e familiares. Inclusive terá mais gana de lutar por condições melhores de trabalho, afinal ele ou ela foi criado/a ali!

E não, não acho que juízes ganhem pouco. É outra profissão desgraçadamente elitista. Médicos e juízes vivem num mundo à parte, totalmente desconectados do povo cujas vidas estão em suas mãos. É um problema grave e só vai se resolver a longo prazo, infelizmente.

Anônimo disse...

Oi Maria Valéria,
desculpa, mas os seus comentários só reforçam a nossa opinião já tão bem descrita aqui.

Acho que sua opinião sobre a vinda dos médicos também não está bem formada. Você não quer morar no interior (totalmente aceitável), mas confessa que morar em "cidadezinha" "não é pra qualquer um", que alguém pode "pirar" em um lugar onde não tem nada. Então Você é contra a vinda dos médicos por que acha que tem que melhorar as condições dos que "já estão aqui", observe bem que você quer que as condições melhorem para os médicos que já estão aqui poderem trabalhar (??).

Em nenhum momento você pensou nas pessoas que nasceram, cresceram e não vão sair das "cidadezinhas"?? Só nas pessoas, assim, em quem sofre nos lugares onde não tem nada e que não é pra "qualquer um" viver.
Você já parou pra pensar que as "cidadezinhas" não vão se desenvolver para "cidade grande" (como vc mesmo mencionou tão longe do seu amigo que tá pirando)?? Que nem em um século essas milhares de "cidadezinhas" vão se tornar cidades grandes onde aí sim será fácil viver e ninguém vai pirar?? Mas mesmo assim você é contra a vinda de médicos que aceitem essa condição "insuportável"?

Sinceramente, quero acreditar que não só você, mas muitos médicos estejam se deixando levar pelo corporativismo (sério, não tem outro nome).

Sei que é chato ver que a maioria não compartilha da sua opinião, mas tirar o post não vai mudar isso. Acho que você deve aproveitar a oportunidade que este blog nos dá de revisitar a nossa própria consciência e ler e reler de novo cada comentário para ver o que as pessoas têm a te oferecer de novas opiniões e reflexões.

E isso realmente não é sobre você. Todos nós sabemos que esta é a opinião de quase todos os médicos, mas consegue observar que muitos não pensam assim. Pense de novo: porque será?
porque?

Bom, é isso, espero mesmo que você se sensibilize.

Abs. Su

Debora disse...

Aos que, assim como eu, ficaram insatisfeitos com o post, recomendo assistirem o vídeo da nilmoretto no youtube sobre o assunto: "Médicos gringos: bem-vindos?" ( http://www.youtube.com/watch?v=QAE0eI-f6ck ). É bem completo e esclarecedor!

S. disse...

Lola, com tantas pessoas criticando seu post eu só queria agradecer por mostrar essa visão da situação. Existe muito mais depoimentos de médicos, alguns bem chocantes, relacionados a falta de condições de trabalho e tudo... quem não é da área às vezes pode não ter noção, achar que tudo é mais simples, mas realmente não é. Médico do SUS faz milagre...

Samira B disse...

1)A questão da “importação” de médicos é muito complexa, não consigo parar de me questionar sobre o assunto desde o discurso da Dilma... Mas me parece que enquanto não tentarmos olhar os fatos ao invés de depoimentos ou discursos corporativistas não vai se chegar a lugar nenhum. Vi muito isto nos comentários, comecei a escrever e acabou ficando gigante, mas vou deixar aqui meus comentários mesmo assim. Indico fortemente este texto:
http://drauziovarella.com.br/destaque2/o-problema-da-ma-distribuicao-dos-medicos-no-brasil/.
Em primeiro lugar, o médico não é obrigado a querer devolver a sociedade o investimento em sua formação. Se assim fosse, teríamos que cobrar isto de todos os formados em universidades públicas ,fossem eles advogados, engenheiros, biólogos... Porque só cobram este retorno dos médicos? Não faz o menor sentido. Em segundo lugar, achar que 8 mil é muito pra um médico “porque a maioria da população ganha um salário mínimo” é uma bobagem. Ninguém compara seu salário com a maioria da população, a gente compara com o quanto a gente mesmo consegue ganhar na nossa profissão. E deste modo, pra um médico que gosta de morar na cidade grande (maioria) e consegue, numa metrópole, ganhar R$ 8.000,00, óbvio que ele não vai ganhar R$ 8.000 no interior. Mas, talvez ele tope ganhar R$ 10.000 no interior com plano de carreira e boas condições de trabalho, ou aceite ganhar R$13.000,00 sem plano de carreira e com boas condições de trabalho, e pode ser até mesmo que, por R$ 20.000,00, ele vá para o interior sem plano de carreira e sem condições de trabalho! Médico mercenário!? NÃO, qualquer profissão é assim. (continua)

Samira B disse...

continuação 2)
O mercado de trabalho tem seu equilíbrio, e cabe ao governo, na área de saúde pública, criar condições para que as escolhas profissionais individuais consigam resultar num bom resultado social. É claro que pode não ser estratégico pagar tão caro assim em um médico no interior ao invés de investir em boas condições e até mesmo economizar no salário do médico. Ou seja, o salário a ser pago compete com os investimentos em infra-estrutura necessários ao atendimento... Como eu disse, é problema muito complexo, cuja solução tem que ser costurada, salvo engano, nas esferas federal, estadual ou municipal. Um plano de carreira parece ter um papel fundamental nesta escolha, mas há muito outros fatores. E nossos políticos/gestores não costumam ter nem o preparo nem o interesse para de fato tentar encarar o problema.
Sobre a presença dos médicos em municípios sem estrutura: óbvio que só ter médicos não vai resolver todos os problemas da saúde pública, mas não é razoável supor que uma cidade vai estar melhor com médicos e sem estrutura do que sem nenhum dos dois?
Não existe uma medicina preventiva, atendimentos em consultório e encaminhamentos que dependem de muito menos estrutura do que um hospital e centro cirúrgico, e podem ter impactos significativos nas condições de vida de uma população? Não sou da área médica, mas me parece que sim.
E sobre a reação do CFM sobre a importação de médicos: que papelão corporativista! Primeiro, o Revalida. Os médicos brasileiros não fazem qualquer prova pra começar a exercer a profissão, certo? Como é feito o controle então? O governo alega, inclusive, que a não exigência do exame é para limitar a área de atuação dos médicos, bem como seu tempo de permanência. Seria possível pensar na autorização de atuação por meio de validação do currículo, da avaliação da universidade cursada, etc. Mas, o CRM bate o pé com o Revalida, que em condições normais, não aprova quase ninguém. Porque normalmente poucos passam? Os candidatos são todos ruins? O exame está inadequado? Ninguém nem tentar explicar... Hoje lí uma entrevista (que eu não estou achando agora), em que um representante de um conselho de médicos dizia que eles iriam analisar muito bem o trabalho destes estrangeiros, que se cometessem o menor erro que fosse eles iriam processar!!! Quanta ira! Será que eles têm toda esta preocupação assim com a saúde pública quando um médico brasileiro, que também não fez nenhuma prova para começar a exercer a profissão, comete um erro? Afinal, pro paciente, qual a diferença do erro do médico estrangeiro e do brasileiro? A postura do CFM não demonstra o menor interesse em apontar caminhos para resolver um problema que existe (segundo a própria OMS). Poderíamos evoluir muito na discussão se os próprios representantes dos médicos tentassem colaborar de verdade, mas até agora não encontrei nenhum pronunciamento diferente de “não aceitaremos sem o revalida!”...
E tentando dar uma dimensão a esta política, vale lembrar que se o número de médicos no Brasil gira em torno de 350.000, trazendo 6.000 médicos isto representaria um aumento de menos de 2% no total de profissionais por aqui.
Enfim, continuo sem chegar a nenhuma conclusão, principalmente porque não entendo os argumentos dos médicos que são em sua maioria esmagadora são radicalmente contra a vinda dos estrangeiros, mas, uma vez que eles são médicos, não acho que possamos simplesmente desconsiderar sua opinião classificando-os a todos de corporativistas.

Anônimo disse...

Maria Valéria, como assim, "deleta meu post"? Amarelou? Foi muita pancada na cabeça?

Ah vá!

E Lola, foi mesmo um guest post ruim. Mas desencadeou um EXCELENTE debate!

Melhor ainda se tivesse um contraponto - um guest post de um(a) médico(a) que é FAVORÁVEL à vinda dos profissionais estrangeiros para cá. Tarefa difícil essa, achar um médico assim, pois pelos médicxs (ou mesmo estudantes de medicina) que já comentaram, deu pra ver que a opinão contra parece ser uníssona entre a classe - o CFM fez mesmo um ótimo trabalho.

Mas o autor do excelente texto no site do Cebes é médico e CONCORDA com essa vinda - e com ótimos argumentos!

Maria Valéria disse...

Anônimo das 15:28

Pra vc eu respondo porque vc argumentou com educação

Copiei seu texto:

Temos que pensar tb que o médico é necessário não só para casos graves, mas também para o diagnóstico e orientação no caso de um câncer, por exemplo (e aqui faço uma crítica aos médico mais novos que só conseguem dar um diagnostico a partir de exames...), com o devido encaminhamento a um centro maior onde a pessoa possa se tratar


Pois bem,você sabe como se da o diagnostico de um câncer? Com biopsia do local suspeito,na grande maioria dos casos, para encontrar essa área suspeita, e necessário um exame de imagem( tomografia, ultra - som, ou mamografia no caso do câncer de mama) ou endoscopia, por exemplo.
Nao se trata de " nao saber diagnosticar sem exames",,mas de ter os exames necessários a mão para fazer o diagnostico rápido...um atraso no diagnostico de câncer pode ser fatal!!!
Claro que a suspeita inicial e baseada na clinica, no exame físico, mas sem os exames vc nao faz nada, entendeu?
E quanto a encaminhar para grandes centros para tratar logo: eu tenho paciente que ficou DOIS meses na ' fila de espera' para fazer radioterapia para tratar o câncer dele.Isso em São Paulo, Capital.
Imagina numa cidadezinha perdida do meio do nada.
Ou da as condições de trabalho, ou com medico brasileiro ou estrangeiro, os pacientes vão continuar morrendo...
Abraço !;))

Anônimo disse...

Meu povo, a maioria dxs médicxs brasileirxs não é contra a vinda de médicxs estrangeirxs. Elxs são contra a vinda de médicxs estrangeirxs sem prova de revalidação. Tanto é que o nome da "campanha" que elxs fazem nas redes sociais é "Revalida SIM". Com a revalidação, essxs profissionais iriam mostrar que estavam aptxs a exercer a medicina aqui, além de serem regulamentadxs pelos conselhos de medicina. É isso que xs médicxs brasileirxs querem. Não é justo que haja um teste mínimo das aptidões dxs médicxs estrangeirxs que vierem a atuar em nosso território? Ou é válido colocar umx médicx possivelmente incompetente em uma região já carente de cuidados, onde não há nenhum meio de contenção de danos que essx médicx pode causar? Umx má(u) médicx pode ser pior pra uma comunidade do que médicx nenhumx, acreditem.

ANINHA disse...

Oi, Lolinha

Muito interessante o texto. Sou médica e concordei em quase tudo.

Graduei-me em Maceió, há 6 anos, e minha turma era majoritariamente formada por gente do interior e de renda baixa. A maioria pretendia passar um tempo trabalhando em suas cidades antes de ingressar num programa de residência médica.

Eu mesma tentei fazer isso. Na primeira cidade do interior onde fui trabalhar, Maragogi, supostamente uma cidade mais desenvolvida devido ao grande apelo turístico, perdi as contas de quantos baleados e feridos tive que transportar para a capital, em ambulância sem nenhuma estrutura, porque não havia o que fazer. Lá, passei apenas 1 mês e saí após negar "favor" ao prefeito.

Depois fui pro sertão de Sergipe, pra Poço Redondo, trabalhar num PSF. Minha área não apresentava registros de desnutrição e apenas pouquíssimos hipertensos. No primeiro dia descobri porque: não tínhamos balanças nem tensiômetros para diagnosticar doenças mais do que básicas! Quem dirá medicamentos para tratar!!!

Em ambas as cidades, o emprego era informal, sem contrato, sem carteira assinada, sem nenhum direito trabalhista.

Entre meus amigos, é frequentíssimo o calote! Simplesmente deixam de pagar por meses! Eu mesma já levei 3 meses de calote em 2010, e até hoje a justiça do trabalho não resolveu o problema.

Tive a sorte de passar num programa de residência médica em Recife, onde pude continuar minha formação e hoje atuo como cirurgiã vascular.
Logo, esses médicos que virão não oferecem qualquer risco a minha posição empregatícia.

Os que conheço que sonhavam trabalhar no interior migraram todos para o Sudeste, onde as condições são muito melhores.

Além da ineficácia da medida, puro populismo, outro incômodo que não foi abordado no post é o fato desses médicos virem sem a revalidação do diploma. Esse é o principal ponto!

Qualquer médico formado em qualquer lugar do mundo deve fazer uma prova (o "revalida") se quiser trabalhar no Brasil. O mesmo acontece se um brasileiro quiser trabalhar em qualquer outro país. Porque a medicina não é universal e absoluta. Cada lugar tem suas especificidades!

Só que a turma de Cuba tem um índice de reprovação altíssimo! E tem muuuitos brasileirxs que estudaram por lá e não conseguem voltar. Por coincidência, todxs xs que eu conheço são filiadxs ao PT.

Maria Valéria, parabéns pelo post.
Acho realmente uma lástima que vc tenha que ler o monte de asneiras que a turma tem escrito. Gente que não tem argumentos e prefere agredir.

E, pessoal, vamos lembrar que, um dia, TODO MUNDO vai precisar de umx médicx. E que provavelmente, nesse momento, vc não vai poder escolher x conhecidx de confiança. Espero, de coração, que sejam muito bem atendidxs

Anônimo disse...

Não consigo entender esse lado dos médicos, juro que tentei, e ainda não consigui.

Vou usar os professores como exemplo, e já deixo claro que não vou me extender a assuntos como salários, importância do cargo, etc. A educação no Brasil é um caos, não tem infraestrutura e não conseguimos fornecer nem uma educação básica ao povo. Mas nem por isso faltam professores nos mais profundos anais do Brasil. Apesar das más condições de trabalho, ainda tem professor acreditando no que faz. O que eu quero dizer é, um bisturi não vai fazer uma incisão sozinho. Antes de mais nada, é preciso de gente. Até acontecer uma melhoria significativa no sistema de saúde, muita gente já vai ter morrido. É melhor trazer gente disposta a trabalhar num sistema falho do que deixar o sistema falho cheio de poeira, esperando cair uma luz do céu. É óbvio que 6 mil cubanos não são a solução para o problema, mas é de muita ajuda.

ANINHA disse...

E, Lola, respondendo a tua pergunta pra Maria Valéria:

sabe porque eu, como médica, sou contra a vinda de qualquer um sem revalidação? Porque eu já precisei de serviço público, amigos meus já precisaram, parentes também. E nessas horas, não tem dinheiro do mundo que melhore a situação. Numa emergência, não te levam pro melhor hospital da cidade, te levam pro pronto socorro! Não interessa se tem plano de saúde!

Logo, como cidadã, eu também serei afetada se umx mau médicx estiver no plantão. Sei que a formação do Brasil também merece atenção, e como! Mas a coisa não vai melhorar abrindo as portas para cubanxs. E porque só cubanxs?

Anônimo disse...

Trabalhando com médicos, relato:
1. alguns vão para o SUS para fazer clientela e se não fosse por necessidade e ignorância de outras opções dos que são atendidos por eles jamais a teriam;
2. depois de conquistada a clientela particular é para lá que a atenção é voltada, sequer fazendo questão de disfarçar o cumprimento de 2h ao invés das 4h pelas quais são pagos;
3. no plural, pois é comum sim! para meu/nosso desespero.

Maria Valéria disse...

Ludmila,

Li o relato do outro medico que vive em Portugal,
Apesar de eu pessoalmente ser contra a vinda de médicos estrangeiros, concordo em alguns pontos com o texto dele,
Seria uma medida emergencial, assim como as cotas o são para a educação,
Mas ainda assim, enxergo a medida meio como um tapa buraco....pelas razoes que citei no meu post,...de qualquer forma, o texto serviu pra eu pensar um pouco mais sobre isso,
Ao contrario do que o autor do texto escreve, que a maioria dos médicos ta fazendo, nao entrei em manifestação, nao fiquei escrevendo no facebook, etcetc...
So tenho a minha opinião baseada no que vi ate agora, e nao acho legal ficar fazendo alarde por isso....assim como todas as manifestações que tem acontecido no pais, gosto de saber exatamente por que e pra que eu to lá, enquanto isso fico na minha,
Se vierem estrangeiros pra cá, nao vou fazer festa, mas tambem nao vou fazer protesto,
So escrevi aqui porque a Lola pediu. Bj
:)
Bjs

Marta disse...

Nossa que estranho esse post,nem todo o texto mas o TÍTULO é preconceituoso e irreal !!! Muito errôneo!!!!A importação de médicos é justamente para dar conta das regiões esquecidas que não recebem médicos juto por que tem esse discurso: não dá para viver num cidade que não tem NADA! Talvez para os médicos cubanos isto seja um TUDO!

Maria Valéria disse...

Lola, eu gosto da idéia do Provab e tambem como outros comentaristas disseram sou favorável a tornar obrigatório que o recem formado atenda comunidades carentes e longínquas por um ou dois anos,isso sim, eu concordo.ate falha minha nao ter colocado no guest post...

Porém, faço uma única ressalva, a questão do vinculo: como você sabe, eu sou medica de família e comunidade,
Nessa área, tão importante quanto as outras coisas que citei, e que questão do vinculo do medico com aquela população especifica,
Quanto maior o vinculo, maior a confiança da população naquele medico e as relações entre ambos,
E você nao cria vinculo do dia pra noite,
Teve coisas que uma paciente demorou um ano para criar coragem de me contar, por exemplo,
Nessas regiões longínquas, mesmo com essas sugestões,nao resolveria o problema da rotatividade de médicos,, e quando esta ficando bom o vinculo, o cara sai,,,percebe?
Isso posso falar com conhecimento de causa,pois estou ha 4 anos atendendo a mesma população e nao quero mudar,pois ja me acostumei com eles e eles comigo,isso e muito bom
Aqui em campinas,se vc trabalha em áreas mais periféricas, recebe um " incentivo" a mais no salário chamado ICV, mas mesmo se me dissessem " muda pro posto tal que paga mais" nao quero, ja acostumei com a minha população. E e horrível pro profissional, medico ou enfermeiro, mudar de local e ter que refazer o vinculo tudo de novo....senti isso na pele, pois morei em 4 cidades diferentes.
Beijo.

Anônimo disse...

Os portugueses NÃO QUEREM trabalhar no interior, leiam:
http://noticias.terra.com.br/educacao/contratacao-para-atuar-em-area-limitada-desagrada-a-medicos-portugueses,84acabe6e87ce310VgnVCM3000009acceb0aRCRD.html

Denise disse...

Alguém comentou acima que no discurso da Dilma ela fala que muitos outros países tem um coeficiente maior de médicos “importados” (ela citou EUA, Inglaterra e Austrália). O que ela esqueceu de dizer – e as pessoas de lerem e se informarem ao invés de repetir informação vazia e parcial como se fosse um telefone sem fio – é que nesses países o médico só pode exercer a profissão depois de validar seu diploma e passar pelo crivo do Conselho de Medicina. (digo com conhecimento de causa: um conhecido meu, médico na Inglaterra, se mudou para a Austrália e só pode praticar depois de revalidar o diploma, e isso que o idioma é o mesmo nos 2 países.) Não é essa bagunça de trazer médicos em caráter emergencial, porque o Brasil não está em guerra civil a demandar médico em caráter de urgência. Quanto tempo os médicos cubanos ficariam aqui? Se o caráter é emergencial deveria ser fixado um prazo curto, mas duvido que isso seja feito. O que falta é investimento na saúde pública, como muito bem explicado pela nota do CFM mencionada pela Lola.

Outro comentário que li acima compara a falta de condições de trabalho de um médico com um professor universitário não ter “laboratório para conduzir mestrado”. Só pode ser brincadeira isso! Nenhum médico está exigindo condições de primeiro mundo, mas eles não tem como praticar a medicina sem remédios, exames, linha e agulha para sutura, etc. Fora a quantidade de médicos que vão pra esses lugares afastados (já ouvi alguns relatos de amigos) e simplesmente não recebem salário! A Prefeitura/Estado fica meses sem pagar, e o médico na situação de penúria para atender pacientes e sobreviver. E depois ainda é responsabilizado civil e criminalmente se um paciente morre sob seus cuidados, não interessa se ele tinha equipamento/remédios/exames para auxiliar no tratamento ou não. A Prefeitura de uma cidade pequena não tem como pagar um bom salário? Que arque o governo federal com os custos!

Maria Valeria, me solidarizo com sua revolta nos comentários!!! Absurdo atacarem a classe médica como se fosse elitista por exigir melhores condições de trabalho e salário. Ao invés das pessoas quererem que todo mundo ganhe bem, que a pobreza seja erradicada, querem que todos ganhem 1 salário mínimo, com exceção de quem prega isso, claro. Cambada de gente hipócrita!

Por outro lado, acho que faltou no post uma análise mais detalhada que saísse da questão de salário, ou de querer ou não ir pro interior, pois acredito que isso foi o que deu a conotação elitista (apesar de não ter sido essa minha leitura!) e gerou os protestos nos comentários.

Não tenho nada contra a importação de médicos (sejam cubanos, americanos, russos, de onde for), DESDE que seja feita como em qualquer outro país, com a validação de diploma e prova de proficiência na língua nacional. Aceitar menos que isso é não dar o mesmo valor a (enorme) população que vive no interior do país. Chega de atitudes populistas, tá na hora do Brasil mudar a estrutura básica dos serviços e não ficar tapando o sol com a peneira.

Denise disse...

Maria Valéria,

Não acho que a Lola tenha que deletar seu post não. Se algo tinha que ser deletado são os comentários te ofendendo. Quem quer discordar, ok, ótimo, exponha seus pontos e venha dialogar. Mas ofender e julgar a autora do post distorcendo o que ela disse, aí é demais.

Anônimo disse...

Moro em uma cidade de 300 mil habitantes e que tem faculdade de medicina. Pago plano de saúde e quando preciso ando 60 km até a capital para ser atendida, porque na minha cidade só tem mula. O livrinho do plano de saúde é todo escrito: lixo, não voltar, ruim, desatento, desleixado etc. E pagando a consulta particular para esses mesmos médicos, é igual.

Anônimo disse...

Médico cubano, médico europeu falido aqui rapidinho arruma de meter ou receber uma barriga de nativo para nunca mais voltar e logo, logo conseguir o visto de permanência, naturalizar etc.Aí quero ver alguém segurar esse povo no interior! ai que ideia sensacional essa.

Nane disse...

Sou médica e gostaria de deixar alguma contribuição nos comentários.
1) Faltam médicos no interior? Sim!
2) Faltam condições razoáveis para se trabalhar em muitos interiores? Sim!
Então a solução seria corrigir estes dois problemas.Médicos estrangeiros capacitados ( não qualquer um! ) poderiam contribuir para isso, bem como incentivar os brasileiros a se deslocar para o interior. Mas sem condições mínimas de trabalho é muito desanimador! Já estive em hospitais em que até sabão não tinha para lavarmos as mãos!
Trabalhei no interior sem lá morar. Me deslocava alguns dias durante a semana para atender. Isso não atrapalha tanto a vida da família na capital. O que não deu mesmo pra continuar , além das péssimas condições de trabalho, foram os freqüentes CALOTES dos prefeitos!

Anônimo disse...

Por mim tem que trazer os cubano sim, ainda mais que eles além de não serem mimadinhos que acham que oito mil reais é pouco, eles tem mais experiência em improvisar e não precisar de mil exames para constatar o óbvio.
E deveriam era dar toda a licença para depois atuarem onde quiserem, bom que assim o valor das consultas diminui e fica mais fácil para eu conseguir prescrição de psicoestimulantes.

Anônimo disse...

Para o pessoal do Revalida Sim: acho super interessante esse interesse na prova para estrangeiros. Por que vcs tb não têm uma prova como revalida no final do curso? Por que se é para garantir a qualidade, se garante a qualidade de todos os médicos, não só os estrangeiros, né? Ah, Denise, esse seu amigo médico inglês esqueceu de contar que aqui na Inglaterra a grande maioria dos médicos são indianos, não fizeram nenhuma prova e muitos não falam um inglês apropriado.. É quase um milagre achar um médico inglês no interior, e ninguém reclama tanto dos médicos GPs... Acho sim necessário uma prova, mas que seja para todos então!

Anônimo disse...

Ah, e parabéns pela iniciativa Lola! Acho que discutir e apresentar diferentes pontos de vista é ótimo! Maria Valéria, obrigada pela sua opinião! ;)

Unknown disse...

Isso de falta de médico no interior é um problema tb aqui na Alemanha. O país de tamanho de MG e cidades de 200 mil moradores tem tudo. Nenhum interiorzao fica a mais de 1h da "civilizacao". Aparentemente os médicos nao estao muito interessados em clínica geral e preferem trabalhar em centros de referência (talvez com colegas para confirmar diagnósticos?). Com certeza o buraco é mais embaixo.
Quanto a equipamentos entendo que sem o básico nao dá pra trabalhar, mas me incomoda muito essa tendência de ser tudo por exames e tudo ser medicado. Desde quando resfriado cura com antibiótico? Por que grávidez é tratada como doenca? Culminando em cesarianas desnecessárias (Brasil com record absoluto mundial de 6x do percentual recomendado pela OMS e Alemanha com o dobro) que matam mulheres e bebes. Ou seja, muitas vezes, principalmente para os casos simples - que sao a imensa maioria - a melhor prática médica nao é a mais cara ou tecnológica!
Acredito que um médico comprometido faz muito mais diferenca que ter equipamento x ou y e que o investimento em prevencao ainda é o melhor caminho.
Como resolver o problema dos médicos nao quererem ir pro interior eu nao sei, mas pelo menos pra melhorar a saúde das populacoes talvez a solucao passe pela capacitacao de agentes de saúde e diplomar enfermeiros e obstetrizes dentro da própria populacao.

Sds,

Elisa

Maria Valéria disse...

Para o anônimo das 23:37

Copiando seu texto aqui:


etc. A educação no Brasil é um caos, não tem infraestrutura e não conseguimos fornecer nem uma educação básica ao povo. Mas nem por isso faltam professores nos mais profundos anais do Brasil. Apesar das más condições de trabalho, ainda tem professor acreditando no que faz


Sabe qual a diferença entre o medico e o professor sem estrutura, acreditando no que faz??
No meu caso ,( medica) se nao tiver a estrutura o paciente pode morrer.
E ninguém, nem mesmo o conselho de medicina, vai defender o medico nessa hora ou perguntar se ele estava com boas ou mas condições de trabalho, ao contrario, vão cobrar do medico " por que ele nao checou antes se o lugar tinha condições de trabalho suficientes" .
Pacientes dirão isso, seu empregador dirá isso, e o conselho de medicina em alguns casos dirá isso, o juiz dirá isso.
Ninguém vai te defender, nao,e nao to a fim de ser bode expiatório de um problema que nao e culpa minha.
Entendeu?
Com professor, embora a coisa seja pesada( tenho vários amigos professores,meu primo e professor periferia de SP e embora eu ache o partido dele PSTU um tanto radical, pelo menos eu o vejo lutando pra melhorar as condições de trabalho da classe dele), ninguém vai te acusar de ter matado alguém nem te processar por isso

Pra dar um exemplo : num posto de saúde de SP onde trabalhei, o samu demorou CINCO HORAS pra mandar uma ambulância buscar um paciente com apendicite,
Claro que apendicite nao precisa de ambulância, se a família do paciente tiver carro, mas no caso nao tinha,Tratava- se de um pedido de ambulância por motivo "social" , mesmo assim nao deixava de ser urgente, pois apendicite tem que ser operada o quanto antes,
Se o apêndice estourasse no posto de saúde e a paciente morresse, a culpa seria da " medica do posto" , que nao providenciou a ambulância,
Eu quando chamo samu, sempre anoto no prontuário a hora que chamei, o nome do medico com quem falei e o horário que ele autorizou a vinda da ambulância,
Isso em SP capital, nas cidades menores , que concordo com muitos,, uma cidade de 5000 hab nao precisa ter hospital, mas que tenha uma ambulância que funcione, que nao quebre,pra levar o paciente a tempo pra outra cidade.....
Na cidade onde trabalhei, Iaras, embora fosse pequena, tinha presidio e assentamento de sem terra, omde sempre teve conflitos e baleados.para mim, seria imprescindível que tivesse outra solução naquela cidade,com tanto risco de emergência grave, como ja teve- do que o hospital mais próximo ser a 40 km...

Maria Valéria disse...

Para quem falou do salário do juiz, que e absurdo, que o cara presta concurso, que tenho inveja, etc etc...
Ok, estou refletindo aqui sobre essa comparação que fiz e vou repensar com carinho,numa boa, sem magoas.
Como falei em 20 mil, vou falar de algo mais pratico, para efeito de comparação : se o medico for morar na capital e tiver consultório particular, ele consegue ganhar 20 mil ou mais,aqui em Campinas tambem,
Se ele consegue esse salário no particular, por que iria para uma cidade menor omde vai ganhar 8, ou 10 mil?
Qualquer pessoa de qualquer profissão teria o mesmo raciocínio,e faria o mesmo.
Detalhe , so pra quem nao entendeu : nao tenho consultório e nao atendo convênios, porque acho massacrante e desumano o medico atender em 5 min pra ganhar o dinheiro que ele acha que deveria ganhar,Nao concordo com isso e nao faço,
Meu atendimento e so no SUS.o maximo que faço de vez em quando são horas extras ( quando a coordenação pede) quando falta algum profissional, ferias, licença prolongada, etc....
Nao me acho melhor nem pior que ninguém por isso.

Liv disse...

MAIS DA METADE dos formandos reprovou na prova do Cremesp, e a revolta dos médicos é com a vinda de maus profissionais. Então tá, Cláudia.

E para a médica que mencionou que médicos que não passam por revalidação não podem ser regulados pelo CFM, e que, portanto, não podem ser investigados por erro médico: faz-me rir.

Maria Valéria disse...

Nao lembro quem nos comentários disse que nao acho que a enfermagem e importante, que questionou meu posicionamento ( indefinido) sobre a lei do ato medico, entao vou contar a minha experiência,
Eu acho que os enfermeiros estão capacitados para fazer muito mais coisas do que a lei permite.
E isso nao foi o conselho de medicina que proibiu, foi o próprio COREN ( conselho de enfermagem) . Quem me conta essas coisas são enfermeiros que trabalham comigo.
Em SP e Campinas, enfermeiros podem prescrever algumas medicações ( dipirona para febre, pílula do dia seguinte, tratamento para alguns tipos de corrimento vaginal, ferro e acido folico para gestantes ) Tambem podem atender em consultas de pre Natal, podem atender consultas de puericultura ( crianças menores de dois anos) e podem atender hipertensos e diabéticos,
Nao são todas as cidades que tem isso, tem que ter u m protocolo da prefeitura e o enfermeiro tem que ser treinado, mas pode fazer sim,
Eu ainda acho que podia ir mais alem,
Os que falam de diarréia, de parasitoses intestinais: em minha opinião, enfermeiros poderiam muito bem medicar e tratar as duas coisas, tão comuns em lugares carentes,
Especialmente porque a maioria das diarréias são por vírus e nao precisa de antibiótico,se for o caso ele manda pro medico prescrever,
Os anti parasitários são de fácil manejo, tem poucas contra indicações,
Alias, nao sei se estou enganada, mas em alguns países os enfermeiros tem uma liberdade de atuação e prescrição muito maior que a do Brasil, que concordo, se for verdade,
Antigamente os auxiliares de enfermagem podiam colher o exame de papanicolau, depois de treinados, e recentemente o COREN proibiu,
Concordo com muitas reivindicações de enfermagem,mas essa cobrança deveria ser dirigida ao próprio conselho de enfermagem, que os proíbe de fazer coisas para as quais acredito que eles estão capacitados,

Maria Valéria disse...

Nane,
Eu , quando trabalhei em Iaras,tambem nao morava lá.
Morava em Botucatu, onde fiz faculdade.e nao achava ruim de viajar,nao.
O que ,matava e que uma boa parte do salário que me pagavam ia pro pedagio ( 5 dias por semana, na ida e na volta) , mas ainda assim nao foi o pedagio que me fez desistir de lá,
Como ja contei,trabalhei no assentamento dos sem terra.Eles tinham um líder, um padre, que era oposição ao prefeito, e por isso nao,gostava que a gente ( da prefeitura) fosse atender ali,muitos nao queriam nosso atendimento por acharem que estavamos de conchavo com o prefeito.
Tentei conversar, explicar que eu nem votava em Iaras,rs,mas nao adiantou.
Teve dia que a gente foi lá atender com a perua e nao deixaram a gente entrar .
Um dia , num fim de semana, o motorista que dirigia nossa perua foi baleado no assentamento,
Isso que me fez pedir a conta, imagina se atiraram no motorista, o que nao podiam fazer comigo , ou com qualquer outro membro de equipe que tinha " conchavo com o prefeito" ( que eu nem conhecia,.rsrsrs)
Tem muito colega que atende área rural e assentamento e adora, nao quer trocar por outra coisa.Porem, quando esses lideres aparecem e enchem o saco, aí nao da. Ne,.rsrsrs
Bjs

Maria Valéria disse...

Marta
Nossa que estranho esse post,nem todo o texto mas o TÍTULO é preconceituoso e irreal !!

O título faz parte de uma frase tirada do próprio post.
E o " benzer" nao e por preconceito contra cubanos( ou contra qualquer outra nacionalidade) , e sim por achar que num lugar onde tem recursos o medico ( cubano,brasileiro, ou americano, tanto faz) ficara de mãos atadas e nao poderá fazer nada pelo paciente.
Se dei a entender isso no meu post,me desculpe.
Alias, fiz especialização na UNICAMP em medicina de família, e meu orientador era quem? Um CUBANO, um profissional excelente e uma pessoa fantástica,
Abraços,

Maria Valéria disse...

Su,
Fique tranqüila que com seu comentário nao to chateada
nao,
Vc argumenta com educação :)

Beijao

Maria Valéria disse...

Anônimo das 22:24

Eu prestaria a prova sim, sem problemas.
N falta dessa prova, ja passei na prova de título de especialista de medicina de família e comunidade,
Mas se quiserem fazer outra, to dentro,
Acho absurdo um medico que nao tirou a nota mínima poder exercer a profissão, isso tinha que ser revisto,
Abraço :)

Maria Valéria disse...

Anônima das 21:44

Claro que aceito seu abraço virtual, ta retribuído!!!
Aceito critica virtual tambem, desde que feita com educação,!!! Rsrsrsr beijao

Anônimo disse...

Quem esta na chuva é para se molhar. Cade a p**r* do juramento de Hipócrates. Médico Clínico Geral? essa formação que é um pouco mais que um enfermeiro e menos que um especialista. Tem curandeiro na Amazônia que entende mais que eles. Pena que eles não podem abrir consultórios. Não sabe fazer um parto? Perde para parteiras do interior. É só ver as reportagens de acidentes com operação em hospitais. Quem faz a m**rd*. Os clínicos gerais. Clínico Geral é quem não quer enfermeiro mas não tem capacidade para ser especialista. Estuda anos para aprender como a dar receita e fingir que entende de doenças. Não querem ir para o interior, beleza, mas pelo menos incentivem quem quer ir, pois quem é sim um herói, merece uma medalha. quem pensa em ser médico acha que é glamour. Além do mais médico não da lucro, não gera emprego, dependo do médico só suga. se existisse exame tipo da OAB ou do CRC para médicos não passava um.

Maria Valéria disse...

Lola,

Como muita gente falou de maus profissionais , quero relatar duas experiências ( comigo e com meu pai) Nao sei qual foi a pior,
Com meu pai: resumindo, ele foi pessimamente atendido por um " amigo" meu( colega de turma , da mesma classe). Nao fui eu que recomendei o amigo, o convênio do meu pai que marcou a consulta. E meu pai perguntando se eu conhecia o medico, eu tonta, fiz a maior propaganda...
Encurtando a história,ele nao olhou na cara do meu pai, foi grosso e sequer pôs a mão pra examina,-lo.
Ate aí, meu pai nao tinha dito quem ele era,
Terminando a consulta, meu pai contou quem ele era, e o " amigo" ficou branco(!!!) e pediu desculpas pelo mau atendimento, porque ele " tinha três empregos e estava estressado"
Quer dizer, pediu desculpa porque foi meu pai, ne,
Se fosse outro qqer tava tudo bem
....
Comigo: 2011, torci o tornozelo, no dia seguinte vi que tava com hematoma, inchado. E uma amiga me levou ao PS, particular,paguei 150 pra um ortopedista me atender,
O cara olhou, examinou, e disse " posso ser sincero? Como você e medica e sabe que 99,99%% de chance de nao ter quebrado nao vou fazer raio X, pra nao gastar seu dinheiro a toa com o exame"
Ueeee!! Eu nao tava questionando se ia pagar, tava lá exatamente pra saber se tinha quebrado,
Nessas horas acho inútil discutir com o cara,nao resolve,
Isso porque ele sabia que eu era medica,
Ele me deu umas orientações muito chinfrim,de por gelo, assim de qqer jeito, e como eu estava andando bem,so com um pouco de dor, ...deixei pra ver no dia seguinte,
Eu moro sozinha aqui em Campinas e nao conhecia outro PS na época,
No dia seguinte, eu estava mancando,
Fui em outro ortopedista que fez raio X e me engessou,por 7 dias,
Quando tirei o gesso, estranhei, que nao conseguia andar a mancava muito,
Eu ja tinha torcido o pé,antes,em 2000 e quando tirei o gesso nao tinha sido assim, o pé tinha ficado meio bobo, mas nao mancava e no doía daquele jeito,
Perguntei pro ortopedista, ele foi meio grosso, mandou eu fazer a fisioterapia e so depois a gente conversava.
Essa altura, minha mae ja me criticando por ter escolhido mal os médicos , falei " entao escolhe vc e nao me enche a paciencia, porque nao conheço os ortopedistas de campinas e araras tambem nao tinha nenhum de confiança"
Ela resolveu me levar no madre Teodora, um hospital particular aquii, fui atendida por uma mocinha tão delicadinha e tão baixinha que nem acreditei que fosse ortopedista, rs.
Ela fez um exame mais detalhado, fez uns testes, me pediu pra ficar na ponta do pé e eu nao consegui, dai ela disse que meu tendão poderia ter sido lesado tambem durante o entorse,( a suspeita tava certíssima. Confirmado por ressonância depois, nem precisava ter feito, mas fiz por desencargo de consciência )
Indicou o irmão dela,o fisioterapeuta que me salvou,.,,
O ano de 2011 foi horrível pra mim, por problemas pessoais,mas as duas coisas boas que aconteceram ( a viagem pra rever minha irma) e a apresentação de teatro so foram possíveis graças a esses dois profissionais,
Muitos me perguntaram por que nao processo o ortopedista que e atendeu primeiro, respondi que nao vale a pena, nao quero stress.se tivesse ficado com seqüelas, dai sim, mas felizmente fiquei ótima e curada,!!!

Gislaine Costa disse...

Achei incrível tanta gente criticando a Maria Valéria...Pra quem entendeu o texto se nota claramente que o maior problema é a falta de infraestrutura, não o prédio/casinha chamada de hospital ou posto de saúde...muitas vezes falta materiais básicos como remédios, seringas, apetrexos extremamente necessários para o básicão mesmo. Quem dirá para um acidente mais grave.
Eu cresci em uma cidadezinha do sul de minas, Paraisópolis e certa vez meu tio ficou com pneumonia e teve que ser levado para outra cidade, porque em Paraiso não se tinha o que fazer...meu tio ia morrer de pneumonia por que o hospital não tinha recursos, tinha médico, mas não tinha remédios necessários, equipamentos necessários...já pensou um cancer?? Cancer era levado pra tratamento em São Paulo, ou ia morrer mesmo...
Maria Valéria, concordo com voce, nunca vai resolver trazer mais médicos se não der condições para os médicos trabalharem...no dia que tiver hospital com recursos para realmente salvar vidas, prevenir doenças e um salário decente, muitos médicos vão se mudar para o interior. E também entendo sua crítica de querer ganhar o mesmo salário do judiciário, poxa vida, eles ganham demais, pra não fazer nada...tá na hora de diminuir esses salários. E já passou da hora de qualquer politico ganhar salario minimo, quero ver se esse bando de picareta vão continuar se candidatando. Tá uma coisa que esses protestos nas ruas deveria exigir, "salario minimo pra qualquer politico".

Lucila disse...

Os comentários de "defensores" de médicos e membros dos judiciários mostram como o corporativismo é nocivo. E deixam claro como falta na visão dessas classes o mínimo que se pode exigir na carreira pública: alteridade. Denise (00:54), não entendo como ache uma brincadeira um professor universitário não ter um laboratório para realizar suas orientações de mestrado... Será que você desconhece o papel das pesquisas científicas nas áreas de saúde? Ou quer que o Brasil continue dependente de conhecimento gerado no exterior?! Sua visão não é brincadeira, é vergonhosa... Caso tivesse algo interesse em rfletir sobre os demais comentários, perceberia que a discussão já tratou da necessidade de condições básicas para exercer a medicina na saúde pública e de que esfera pública é a responsabilidade de prover essas condições e necessidade de um médico nas unidades de saúde para solicitar e lutar por essas condições. Do contrário, quem irá exigir isso? O faxineiro do posto de saúde?! O mesmo para a questão da remuneração atrasada, que, sim, ocorre da mesma forma nos grandes centros urbanos e não se vê médicos deixando os seus postos... Outra questão que percebo é a lavagem cerebral da classe médica, que repete, sem refletir: “DESDE que seja feita como em qualquer outro país, com a validação de diploma e prova de proficiência na língua nacional”. Onde a proposta do governo inviabiliza essa condição?! E, outra: QUE GARANTIA A POPULAÇÃO BRASILEIRA TEM DE QUE OS MÉDICOS NACIONAIS ATENDEM AS EXIGÊNCIAS FEITAS AOS MÉDICOS ESTRANGEIROS, já que não existem “exame de ordem” para médico? Alguém aqui levantou que a prova aplicada para médicos estrangeiros mede conhecimentos para procedimentos complexos, quando o médico pensado é destinado à atenção básica... Por que essa exigência do CFM, então?! Os comentários dos “defensores” da categoria médica deixam claro que estes não irão para o interior do Brasil, a não ser que o faxineiro do posto de saúde faça a solicitação de luva, agulha, eppendorf, etc. ...Então, por que não deixar vir os estrangeiros, com a revalidação conforme o governo propôes? E se os portugueses não querem vir, deixem vir a nós os cubanos!
Outra criatura que veio defender a remuneração do judiciário porque o PIB do Brasil é p 6º do mundo, você sabe que o país está entre os 12 países com maior desigualdade social no mundo? Você não questiona essa diferença gigantesca entre o salário mínimo e as remunerações do judiciário?! Complementando com a colocação “genial” de Cecília (21:15), “alguns comentaristas gênios, revoltados com os altos salários dos membros concursados do judiciário, concluíram que seus proventos inchados se devem à corrupção institucionalizada que reina em nosso pais. Céus! Esses profissionais realmente recebem salários muito maiores que a maioria dos trabalhadores brasileiros. Mas, dentro de um certo limite, há necessidade e razão para isso. E não se trata apenas da responsabilidade de seus cargos. Os altos proventos, mais do que um recompensa, fazem parte de uma serie de garantias destinadas a assegurar o desempenho isento e imparcial de suas funções, juntamente com os princípios -constitucionais- da vitaliciedade, inamovibilidade, irredutibilidade de subsídios , entre outros.” Criatura, esse limite que você arrota foi ultrapassado faz muito tempo... E as garantias que você defende, de “isenção e imparcialidade” são, sim, porque a corrupção é institucionalizada no país e, do contrário, não haveria qualquer julgamento sem que o poder econômico corrompesse a atuação do judiciário. E, olha, mesmo como essa remuneração totalmente fora dos limites sociais brasileiros, tem muito juiz atuando conforme a oferta e, como punição, recebe a aposentadoria... Legal, não?!
Desculpem-me, Lola e Maria Valéria (que me parece extremamente inocente frente as decisões do CFM, mas este post está totalmente equivocado, e os que se apresentam na defesa dele (e seus desdobramentos) só deixam isso mais claro.
A estes, mais Arnaldo Antunes: http://www.youtube.com/watch?v=W1E1wR63ATY

Maria Valéria disse...

Gislaine

A única critica que tenho com relação ao salário do judiciário: a tal da aposentadoria compulsória...

Se qualquer profissional faz besteira, erra demais, e demitido, punido ou processado

Se um juiz faz essas coisas? E afastado do cargo,' aposentado' ( entre aspas) pra que a sociedade nao saiba das besteiras que fez( proteção para a sociedade segundo eles mesmos- SIC) e continua recebendo o MESMO salário pro resto da vida,pra nao fazer nada Pro resto da vida,
Isso acho errado, e acharia errado se fosse aplicado a qualquer outro profissional.
Imagina o que se perde de dinheiro publico pagando um cara que fez besteira pra ele nao fazer nada o resto da vida, ne,,
De resto, sou da opinião da minha mae ( coitada, que e outra idealista como eu): TODOS os cargos públicos deveriam ganhar MUITO BEM.
TODOS , inclusive os que ja me acusaram de nao ter mencionado aqui , que tambem lidam com vidas,mas que ja mencionei sim em outro post da Lola nao fãz muito tempo que acham que deveriam ganhar muito mais: policiais, bombeiros, pilotos, controladores de vôo,étc( esses dois últimos acho que nao são cargos públicos).mas como sou uma medica mercenária, egoísta, que coloca minha profissão num pedestal e que se acha mais importante que os outros, NESSE post especifico em que a Lola me pediu para falar sobre MÉDICOS acabei esquecendo de mencionar essas...
Falha nossa...kkk ;))
Bjs

Maria Valéria disse...

Lucila,

Fique tranqüila que sobre seus comentários estou refletindo com muito carinho.
Beijao e valeu pelos vídeos!;)

MCarolina disse...

Corporativismo existe na maioria das profissões. Acho que seria interessante para os médicos ter um exame aplicado tantos a profissionais brasileiros quanto estrangeiros, em vez de coisas variadas para um e para outro.
Também não acho que médicos devam ser comparados a juízes. Juízes e políticos tem regalias em excesso, e espero que no futuro essa diferença em relação ao resto dos trabalhadores diminua ou desapareça.
Não tenho uma opinião formada a respeito de médicos cubanos especificamente, mas há muitos lugares sem médicos que precisam deles.

Anônimo disse...

Não vou falar sobre os médicos de cuba, vou falar sobre a comparação com o judiciário.
Eu entendo que exista uma grande descrença com o judiciário e tem mta gnt falando que eles ganham demais pra não fazer nada, eles ganham sim mto mais do que deveriam, mas eles trabalham mto sim, o volume de processos existente nenhum juiz da conta, nenhum juiz de nenhuma vara que eu conheço teria condições de julgar o volume ali existente. outro ponto é que mts comarcas pqnas tem apenas um juiz outras nem forum tem, tem que ir pra cidade vizinha, assim o número de juizes pagos é bem menor que o número de médicos pagos e infelizmente o erário público não tem esse dinheiro. A discussão em si nem era essa, mas é triste que as pessoas ainda achem que o judiciário é um lugar de pessoas que não trabalham pra ganhar mto. eu realmente acredito que deveriam ter salários menores e mais juizes para conseguir julgar o tanto de processos que tem parado. e eu não sou juiza eu sou advogada e em nenhum momento dps de trabalhar dentro de uma secretaria eu acho que eles ganham mto e não fazem nada...tem processos mto além do que qlqr ser humano seria capaz de fazer, e como trabalhei em uma secretaria criminal, tenho certeza que trabalhamos com vidas tanto quanto médicos, e sei que depende de uma rotina desumana e estressante correr atras pra cuidar de tds os processos que envolvem presos, eu fiquei mais de uma vez trabalhando em recessos e dps do meu horário pra poder fazer coisas que podiam depender a liberdade de uma pessoa. o judiciário assim como todo órgão público sofre daquele preconceito de qm nunca esteve lá dentro para ver a realidade e ficam tds achando que funcionário público não trabalha. não foi a dona do post que falou que eles ganham pra não trabalhar, mas tem mt gnt com preconceito com o judiciário nos comentários, concordo que ganham mto, mas trabalho lá tem de sobra

Maria Valéria disse...

Ok, Lola e pessoas que foram educadas aqui, deixa eu derivar o debate pra outro lado ( falha minha nao ter escrito no post, mas a semana passada foi bem atarefada, trabalho e atividades que faço por lazer, enfim..) -:)

Apesar de eu pessoalmente nao concordar com a medida da Dilma, ( mesmo nao fazendo alarde, etc) , e com possibilidade ate de abrir minha cabeça depois de ler algumas criticas bacanas e bem educadas e fundamentadas a meu post que li aqui( viu,Lucila?) -:)

Nao escondo de ninguém a minha insatisfação de morar num estado governado pelo PSDB ha vinte anos , e ainda mais por ver que meus conterrâneos paulistas veneram o partido ( deve ter sido lavagem cerebral..rsrsrsr), amam pagar pedágios exorbitantes entre outras coisas, mas ...voltando ao foco:
A oposição a Dilma ( PSDB e paulistas principalmente, entre os quais muitos amigos meus com quem nem falo de política pra nao brigar) esta criticando MUITO essa decisão de trazer médicos de Cuba pra cá,tem sido inclusive uma das bandeiras pra tentar desestabiliza-la.
Apesar de eu nao ter gostado muito da idéia, e tirando de lado meu post, que muitos nao concordaram, fica minha pergunta :
- Que outra idéia maravilhosa , miraculosa, e mirabolante FHC, Serra ou qualquer outro do partido deles teria para suprir a carência de médicos em cidades longuinquas??
Estou muito curiosa, gostaria de ouvir a opinião de vcs, especialmente da Lola.
Gosto do governo da Dilma, em geral, e adoraria ve- la fazendo essa pergunta a FHC ( que se acha um gênio) num debate em cadeia nacional...
Ps : Lola, o dia que vc quiser um guest post sobre os pedágios Paulistas, to na área,
So to com medo de ser jurada de morte depois pelos zumbis de quem o PSDB lavou o cérebro...kkkk
;)) bj

Zrs disse...

Post decepcionante...

Como filha de um médico (in memoriam) que sempre denunciou o distanciamento absurdo e cruel de sua classe da periferia, que sempre procurou atender essa parcela da população (até mesmo em casa), junto, inclusive com médicos estrangeiros (, sou sim a favor da vinda de médicos de fora para trabalhar nos lugares mais distantes deste país: que sejam cubanos, espanhóis, portugueses, porque, sim, já fui em muitos desse lugares distante no país, muitos, na amazônia, no cerrado, na caatinga, e mesmo pagando bem, essa galera não vai, ou poucos vão. Claro que seria o ideal melhorar toda a estrutura dos locais para atrair esses médicos, agora, essa população vai ficar esperando tudo melhorar para então terem acesso a esses médicos? Agora, é importante todos terem as avaliações necessárias, e vou mais longe, avaliações também para todos os nossos médicos brasileiros, porque tem cada universidade de esquina... Destaco, é preciso uma melhora geral e irrestrita de toda a saúde publica nesse país, como enfoque também na prevenção, que é o forte de Cuba.

Osler disse...

Sò para esclarecer:
1- O Revalida começou a ser feito em 2011, antes cada universidade podia fazer suas provas individualmente. Há uma briga jurídica provável mais adiante pois algumas Us não "aderiram" ao Revalida e desejam fazer provas de revalidação do diploma.
2- Quem faz a prova teória (100 questões multipla escolha, 5 discursivas) é o INEP "em colaboração com a subcomissão de revalidação de diplomas médicos, da qual participam representantes dos ministérios da Saúde, Educação e Relações Exteriores e da Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais do Ensino Superior (Andifes), além do Inep." O CFM não tem participação na elaboração da prova
3- Além disso é exigido proficiência em lingua portuguesa, não tenho idéia do que é cobrado nessa parte
4- A prova é dividida igualmente em 5 áreas: CLinica medica, cirugia geral, Gineco/Obstetrícia, pediatria/Puericultura, Organização de Saúde. A dificuldade relatada pelos colegas formados em Cuba é justamente nessa última parte
5- A prova nesses dois anos é muito bem feita (opinião pessoal), não tem pegadinhas e é de um nível mais baixo do que qualquer prova de residência (opinião geral)
6- Não há parâmetro confiável sobre o desempenho dos médicos do Brasil porque os dois relatos são de difícil interpretação: OS recem formado no CREMESP (uns 50% de aprovação) fizeram uma prova não obrigatoria, muita gente ou não fez ou deixou em branco; os quinto anistas de Rio Grande do Norte fizeram sem controle do MS (70% de aprovação). De qualquer maneira a aprovação dos estrangeiros fica muito abaixo disso.

Milene disse...

Pelo menos do meu ponto de vista, o problema nao eh a concorrencia, de verdade. Nao tenho nada contra contratar medicos de qualquer nacionalidade para trabalhar onde haja necessidade (seja no Brasil, seja em qualquer lugar do mundo). Desde que os medicos se submetam as regras daquele lugar. No Brasil a profissao eh regulada pelo CFM - a faculdade de medicina tem que ser cadastrada no CFM/conselho estadual e esta sujeita as regras desse conselho. Questoes relativas a educacao medica sao sempre importantes e a formacao nacional do estudante de medicina varia muito - mas nao eh esse o ponto do questionamento atual. O medico formado no exterior que queira preencher as vagas no Brasil - sejam elas no interiorzao ou no Sirio Libanes - deve estar apto a preencher essa vaga. Pois bem, a realidade eh que no Brasil nao temos exame de ordem, saimos da faculdade (repito, previamente certificada pelo conselho estadual + MEC) e estamos aptos a trabalhar; aos formados no exterior eh solicitada uma comprovacao da sua "certificacao" em medicina. Pela lei brasileira, nao importa se a pessoa se formou em Harvard, em Cuba, na China ou em Marte: tem que revalidar o diploma. Nessa situacao, goste ou nao goste, com preconceito ou sem, nao se teria absolutamente nada para ser debatido. O ponto eh que esse programa do governo federal propoe trazer medicos sem revalidacao do diploma para preencher vagas que ninguem quer ocupar (trocando em miudos). Agora, se ninguem quer ocupar essas vagas algum motivo tem. E esses motivos sao extremamente complexos! Do mesmo jeito que ninguem eh inteiramente bom ou inteiramente mau, nao da pra supor que essas vagas nao sao preenchidas por motivos tao claros de um lado ou de outro (o altruismo do medico bom que nao quer ver o paciente morrer na sua mao por falta de remedio/estrutura/saneamento/etc/etc/etc ou o egoismo do medico elitista que quer ganhar rios de dinheiro e nao esta nem ai pra tanta gente morrendo por falta de um medico). O problema eh muito mais profundo do que se imagina e inspira paixoes e revoltas pois nos expoe. Expoe nossos defeitos como ser humano mas expoe tambem a fragilidade do nosso corpo, a vulnerabilidade da nossa saude. Ninguem quer ficar doente, ninguem quer precisar de um medico e nao ter acesso a ele. Do mesmo jeito que quem tem "tinha fome tinha pressa". Mas tem um detalhe - comida eh comida (ate onde eu sei ninguem saiu distribuindo pedra no fome zero!). Saude nao eh brincadeira. Vai trazer medico? Maravilha! Mas traga medicos competentes e dentro do que rege a lei. Essa eh a minha preocupacao - nao soh como medica, mas como cidada. [Peco desculpas pelo teclado desconfigurado!]

donadio disse...

Eu não ia comentar mais, mas tem coisas que são... coisas.

Isto, por exemplo:

"E, pessoal, vamos lembrar que, um dia, TODO MUNDO vai precisar de um médico. E que provavelmente, nesse momento, vc não vai poder escolher o conhecido de confiança. Espero, de coração, que sejam muito bem atendidos."

Eu, sinceramente, espero ser muito bem atendido por médicos, independente de serem ou não meus conhecidos, correligionários, amigos, compadres, ou o que quer que seja. Quero confiar num médico que vota no DEMo ou no PSTU, que é neto do inimigo do meu avô, que é evangélico ou umbandista ou espírita, sem precisar pensar duas vezes.

Quero poder confiar num médico independente de concordar com ele sobre a vinda de médicos cubanos, sobre a PEC 37 ou sobre a importância do David Luiz na zaga do Brasil. É pedir muito?

Ou medicina agora é só para os amigos?

Pelamor de deus, que, coitado, nem existe. Esse tom de ameaça velada me faz lembrar do velho insulto, "máfia de branco".

Lucila disse...

Bom, Maria Valéria, se o intuito do post foi levantar discussão, acho que foi muito bem sucedido =D Deixo até uma sugestão, porque percebo que esta acompanhando seriamente a discussão: por que não fazer um outro post sobre o assunto, com a sua reflexão final sobre todo esse babado?! Quanto as suas questões, os partidos (de situação, oposição e os de situação que, na verdade, são de oposição) só seguem um expediente: criticar o governo para deslegitimar qualquer ação, antes mesmo que esta ocorra, para, durante a campanha, jogar a carta de que "nada foi feito"... Eu poderia até vir a criticar, mas, antes, pago pra ver. Aproveito pra divulgar um texto meu, sobre tudo isso que está aí: http://arvoresdenatal.wordpress.com/2013/07/01/terra-em-transe/ Bjs!

Maria Valéria disse...


Eu, sinceramente, espero ser muito bem atendido por médicos, independente de serem ou não meus conhecidos, correligionários, amigos, compadres, ou o que quer que seja. Quero confiar num médico que vota no DEMo ou no PSTU, que é neto do inimigo do meu avô, que é evangélico ou umbandista ou espírita, sem precisar pensar duas vezes.

Quero poder confiar num médico independente de concordar com ele sobre a vinda de médicos cubanos, sobre a PEC 37 ou sobre a importância do David Luiz na zaga do Brasil. É pedir muito?



Isso eu concordo,:)

Sofia disse...

Faltou comentar sobre algo importantíssimo: a prova do Revalida. Não é que os médicos brasileiros querem impedir médicos de fora, o problema é que o governo quer dispensar a prova do revalida para eles! Esta prova avalia os conhecimentos dos médicos formados fora do país (pode ser na Europa, Eua, onde for) e revalida seus diplomas. Li outro dia que apenas 5% ou 7% dos médicos formados em Cuba conseguem ser aprovados na prova do Revalida. A briga dos médicos não é pra impedir que médicos formados fora venham exercer a medicina no país, e sim que o governo não revalide automaticamenteos diplomas destes médicos cubanos, enquanto os demais continuariam tendo que passar pela prova. Ah, gente, é no mínimo esquisito que o governo revalide automaticamente APENAS os diplomas dos médicos cubanos e exija que médicos formados em qualquer outro país continuem fazendo a prova, não????

Anônimo disse...

Acho engraçado o elitismo todo da médica do post, seu extremo preconceito sobre cidades do interior (que, pelo que entendi, é uma espécie de inferno saariano para a autora), sua alienada visão de que o salário de juiz deva ser o padrão para remunerar a categoria do médico brasileiro, e depois disso tudo, vir com discursinho sarcástico sobre partidos de direita (no caso, o PSDB), como se ela fosse um exemplo de humanitarismo e engajamento de uma esquerda democrática.

Me desculpe a autora, mas a classe médica nacional é a mais superestimada, tendo em vista os gritantes casos de inépcia, ganância, negligência e falta de comprometimento moral com a profissão. Eu moro em uma cidade do interior, e os médicos concursados daqui ganham um salário de quase dez mil por mês. São dois concursados, e apenas um tem especialização (pediatria). E ambos trabalham apenas dois dias por semana, pois acumulam empregos em outros municípios e em clínicas particulares. E por aqui, como no restante do país, prolifera casos de erros médicos. E, para piorara a situação, os médicos tratam com empáfia a seus clientes, com todo o elitismo e umbiguismo com os quais estamos acostumados.

Não estou de acordo com nada que a autora do post escreveu, nem tão pouco com seu português capenga(uma das características da profissão, que formam técnicos de cabeça vazia, com largas deficiências culturais), e sua NovaLingua internáutica em responder mutilando as palavras. Aprovo que venham os médicos cubanos: além dessa risível "defesa de mercado" (hahaha), o que acomete os médicos nacionais é o medo de que, com os cubanos na área, torne-se transparente a imensa incompetência que viceja na categoria.

Ass: Adriano Siqueira

Leila Silva disse...

Trabalhei durante 2 anos na saúde pública, mais precisamente na prefeitura de São Bernardo do Campo/SP, numa área carente, em uma USF (Unidade Sáude da Família), fui recepcionista, ficava na linha de frente do atendimento e ouvia uma boa parte das queixas da população e sei como é difícil precisar de médico e não ter a quem recorrer. Precisamos sim de médicos, nessa unidade que eu trabalhava, que é em uma grande cidade do ABC Paulista era difícil ter médicos que quisessem trabalhar lá por ser uma região problemática, os que vinham ficavam pouco tempo e pediam demissão ou se transferiam assim que tinham oportunidade para outros locais ditos melhores. Agora, precisamos de médicos qualificados, não adianta por qualquer um, sem saber se esta pessoa vai realmente atender a demanda da sociedade. Esse é o ponto em que discordo da vinda dos médicos. Acredito que eles devem vir sim, porém fazendo a prova do Revalida.

Maria Valéria disse...

Lucila, agradeço de coração seus comentários pois foram lúcidos e educados,
Mas , escrever um novo post para me justificar do que falei nesse post , para que quem pensou mal de mim agora me entenda ou goste mais de mim, nao e da minha índole,

Quem acompanhar os comentários e for inteligente como você, vai perceber que muitos comentários tem me feito refletir.( menos os ofensivos, porque agressao pra mim nao a critica,)

Quem ja veio com 4 pedras na mão e ler um segundo post meu sobre o mesmo assunto, vai continuar com a mesma opinião fechada...

Paciencia.um novo guest post pode ser sobre os pedágios de SP, mas dai os paulistas que vão me xingar.,.

-:)

Anônimo disse...

É um texto desconcertante esse do post, não tanto para a médica, diante a qual nosso costume não pede para que esperemos um posicionamento mais elevado e altruísta do que este, mas por esse mesmo costume ser-nos, assim, jogado na cara, mostrando o quanto nos mantemos inertes no tocante a tudo que há de errado nos sistemas de saúde brasileiro. Isso transcende a mera questão da saúde, que já é abominável, e vai de encontro às velhas concepções oligarcas ainda em voga. Lembrei do quanto passei de apuros com a doença e a gravidez da minha esposa, da cara da obstetra que, no dia marcado para o pagamento da cirurgia, logo após me dizer que as chances da minha esposa sair viva eram mínimas, contar com uma atenção compulsiva os maços de dinheiro que lhe entreguei por sobre a mesa, os olhos inflamados de algo que só consigo definir como uma concupiscência fanática, repetindo baixinho a quantia contada e recontando-a mais uma vez. Lembrei de outra ocasião, no ano problemático após o nascimento do meu filho, em que parecia que todo tipo de doença se agarrara na minha esposa como para compensar ela ter sobrevivido ao parto, em que, estando eu na sala de um médico da minha cidade, enquanto a Dani se contorcia de dores da cólica de vesícula em um quarto ao lado, o médico se vira para mim, calmamente, sonolentamente, e me pergunta o que eu fazia para tratar da calvície. Diante minha estupidificação diante a pergunta, ele começa a falar que comprou um creme de última geração nos Estados Unidos, caríssimo, que ainda não chegara ao Brasil e nem chegaria tão cedo, etc, etc, que prometia combater a sua calvície. Olhei para seu cocuruto onde havia um cultivo de apiedantes fios de cabelo, com uma distância nada bonita entre um e outro, parecendo um campo de eucaliptos calcinados, e depois contemplei sua figura de todo arruinada de homem beirando os sessenta anos, a papadinha, os olhos embuçados e um tanto estúpidos pelo costume de mimos de uma vida inteira, e me veio à cabeça o nazista de A Vida É Bela, que enche de esperança o personagem de Roberto Benigni para o apadrinhamento de um defensor amigo no campo de concentração, mas que só tem para oferecer um louco egoísmo sobre questões irrisórias de um enigma colegial.

Tenho tantos casos pessoais desse distanciamento indiferente e aristocrático da parte desses profissionais em minha vida que nutro uma desconfiança sempre defensiva em relação a eles, e as estatísticas e notícias diárias sobre a medicina no Brasil me deixam ainda mais desestimulado.

Maria Valéria disse...

Não estou de acordo com nada que a autora do post escreveu, nem tão pouco com seu português capenga(uma das características da profissão, que formam técnicos de cabeça vazia, com largas deficiências culturais), e sua NovaLingua internáutica em responder mutilando as palavras. Aprovo que venham os médicos cubanos: além dessa risível "defesa de mercado" (hahaha), o que acomete os médicos nacionais é o medo de que, com os cubanos na área, torne-se transparente a imensa incompetência que viceja na categoria.

Parabéns, Adriano, você deve ter doutorado em língua portuguesa

Sem mais

Maria Valéria disse...

Acho engraçado o elitismo todo da médica do post, seu extremo preconceito sobre cidades do interior (que, pelo que entendi, é uma espécie de inferno saariano para a autora), sua alienada visão de que o salário de juiz deva ser o padrão para remunerar a categoria do médico brasileiro, e depois disso tudo, vir com discursinho sarcástico sobre partidos de direita (no caso, o PSDB), como se ela fosse um exemplo de humanitarismo e engajamento de uma esquerda democrática.

Lamento informar ,mas tenho direito a escolher onde quero morar e a ter uma preferencia político- partidária,
Se isso te incomoda, isso e problema SEU,

Anônimo disse...

Sou revisora de textos... e errei no meu post, rs... Aí vai: "mais de uma vez revisei material da indústria farmacêutica destinado a... congressos médicos, muitas vezes patrocinados por ela mesma (a indústria farmacêutica)..."

Graciema disse...

Olá pessoal,

Acompanho o blog a tempos, e é a primeira vez que eu comento aqui.

Primeiro em defesa da Maria Valeria, ela está atuando no SUS. Tenho certeza de que ela consegue ganhar mais na iniciativa privada. Um pouco de respeito por ela enquanto pessoa, e por ela enquanto médica do SUS não faz mal pra ninguém.

Em segundo, é importante manter em mente que o setor publico tem dificuldades em segurar pessoal de determinadas áreas sim. Por exemplo, a maior parte das carreiras publicas (que ganham MUITO menos que juizes) tem dificuldades em segurar engenheiros. Pela razão simples de que o mercado paga mais. É irreal desejar que todo funcionário publico (e acho que isso é mais grave com médicos) trabalhe por amor, idealismo, em condições ruins e ganhando menos do qeu ganharia na iniciativa privada.

No entanto existe algo que eu tenho percebido antes, e que fica claro nesses comentários, e que inclusive sinto também, é uma crescente hostilidade contra os médicos. Existem bons médicos, é claro, tanto tecnicamente quando no atendimento ao paciente. No entanto, como classe, são MUITO corporativistas. E MUITO arrogantes. Não é prerrogativa deles, é claro. Mas achei sintomático um cartaz de parabens do CFM DF aos médicos pelo seu dia: não somos Deus, mas somos o que tem de mais perto. Creio que não preciso me estender mais...

Talvez fosse hora dos medicos como um todo refletirem. Se existe essa hostilidade, há algo que a provocou. O atendimento dos médicos muitas vezes é péssimo, arrogante, desrespeitoso, desumano mesmo. É frequente o médico contratado (aquele, com carreira, estabilidade, salários) do SUS não estar no posto de trabalho quando deveria. Chegar horas atrasado, de forma costumaz. E enquanto isso, as pessoas esperam, sem atendimento. Meses, anos (infelizmente anos não é exagero) esperando uma consulta, e o médico está atendendo na sua clinica particular enquanto você espera. E no geral, tente pedir maiores explicações a um médico que está te atendendo? Boa parte deles não te responde nada. Não te explica nada. Te viola no direito básico de saber a que tipo de tratamento e porque você está sendo submetido a ele. Ou aquelas criaturas clássicas que usam uma lei do imperio e exigem serem chamados de doutores.

Outro sintoma de arrogância clara que vejo é em qualquer debate, sobre qualquer coisa relacionado à medicina, os médicos desautorizam qualquer outra voz. Ninguém pode falar, se não for médico. Não tenho a menor pretensão de ensinar medicina ou discutir tecnicamente com um médico. Respeito a formação dele. Mas a concepção, o ensino, o custeio da medicina, dentre outros, não são assuntos privativos dos médicos. Interessam a todos.

Claro, existem outros fatores também. Falta de médicos, falta de infra-estrutura, de equipamentos básicos, de tudo. Afora que existe um problema severo de gestão (que não é privativo dos serviços de saude publicos. Mas há um problema da conduta dos médicos também. E dos serviços do SUS no geral. Falta um minimo de respeito ao ser em sofrimento que procurou a unidade de saude, de simplesmente avisar quando a consulta foi desmarcada, de cumprir horários, de simples civilidade e respeito mesmo, ao usuário destes serviços. Isso eu não vejo.

E sou a favor da vinda desses médicos sim. Se eles querem trabalhar no interior, que venham. Com a pior das condições de trabalho, um médico é nenhum médico. Trabalho numa área com grande interiorização, e honestamente, muito pouca gente toparia ir morar em São Gabriel da Cachoeira, Alto Tarauacá ou Melgaço. Não importa tanto o salário.

Graciema

Anônimo disse...

E é problema seu se prefere viver nesse placebo de engajamento falso e egocêntrico para disfarçar para si mesmo seu filistinismo. Aliás, sua "preocupação social" casa bem com a esquerda de fachada desse país.

ass: Adriano Siqueira

Milene disse...

Respondi o comentario da Lola e agora terminei de ler os comentarios e gostaria de acrescentar uma informacao. Se um medico trabalha num lugar que nao lhe da condicoes para prestar atendimento adequado ao paciente e alguma coisa da errado (nao precisa morrer ninguem, so dar errado!) por falta de infra, a culpa eh do medico. Sim, no Brasil se vc aceita trabalhar num lugar sem infra estrutura a culpa eh sua. Porque se vc sabia que nao tinha infra nao deveria ter aceitado trabalhar ali. O desfibrilador nao funcionou e o paciente morreu? Problema do medico. Nao tinha antibiotico e precisou amputar a perna? Problema do medico. Nao fez o diagnostico de cancer porque nao tinha como pedir ultrassom/tomografia/ressonancia/qualquer coisa? Problema do medico. Judicialmente falando (e isso eh repetido a exaustao nos cursos de medicina e na residencia medica), o medico nao tem respaldo para trabalhar em lugar sem infra estrutura, pior, quando aceita trabalhar nessas condicoes esta "assumindo o risco". Legal, ne? Ok, podemos ser egoistas, corporativistas e mercenarios por nao nos submetermos a trabalhar em lugar sem infra, deixando as pessoas ao Deus dara. Aos que compararam com a carreira de professor (e posso falar pois minha irma eh professora e ja trabalhou em escolas publicas e privadas), nenhum professor eh diretamente responsabilizado pelo resultado do aluno. O professor pode (e com certeza isso acontece muitas vezes) se sentir frustrado e decepcionado com o fracasso do aluno. O medico, alem de carregar a frustracao por um caso que nao pode ser melhor conduzido, pode ser judicialmente penalizado por fazer o melhor que podia.
Sei que isso nao esta diretamente relacionado com a questao principal de por que os medicos brasileiros sao contra a importacao dos medicos formados no exterior (ja dei minha opiniao no outro comentario), mas acho que ajuda a entender porque sobram essas vagas que o governo esta tentando preencher com esses medicos.
[mais uma vez peco desculpas pelo teclado desconfigurado]

Cecília- RJ disse...

Lucila,
Sabe o que é muito interessante nesse seu ultimo comentário raivoso? Pela enésima vez chamar os médicos e membros do judiciário de elitistas, corporativistas e tudo mais, não desqualifica em nada a exigência de uma avaliação criteriosa dos profissionais estrangeiros que pretendam trabalhar aqui. Sobre as especificidades do tal exame de revalidação eu não posso comentar, não sou medica. Mas já que é pra gritar e chamar as outras categorias de corporativistas, gostaria muito de ver qual seria a reação de professores caso o governo inventasse uma medida similar com o pretexto de atenuar os problemas da educação no Brasil. Ok, não é a falta de profissionais de educação no interior que gera problemas. Mas se a medida proposta fosse a importação de professores com certeza haveria gritaria, clamor por uma espécie de avaliação desses profissionais e blá blá blá... Só ficaria mais evidente o corporativismo dessa categoria também, mas aí não seria considerado elitismo ne?
E quanto à minha consideração sobre os salários dos juízes; criar mecanismos para tentar coibir a corrupção de funcionários públicos ( nao só juízes, e existem outros mecanismos além dos altos salários ) tá errado também? O desejo de mitigar as desigualdades sociais a custa do rebaixamento das remunerações alheias segue uma filosofia meio espirito de porco, a medida que o objetivo deveria ser a valorização e remuneração adequadas às outras categorias profissionais. Pessoalmente não acho imoral um profissional qualificado receber 20 mil de salario, e sim um outro profissional qualificado - um professor, digamos, receber menos de 1 mil.
PS: a administração publica não é regida pelo principio da alteridade. Isso é um desejo seu, mas não é algo que possa ser imposto aos funcionários públicos como vc sugeriu.

Anônimo disse...

Agora a Lola está alinhada à Tucanos Reacionários da Classe Média Alta que sofre por não poder ir para NY todo fim de semana. Bom saber.

Elle disse...

Achei triste só terem citado aqui o PROVAB duas vezes. Isso mostra claramente que as pessoas não sabem do que falam, muitas vezes inclusive os profissionais da saúde (não me refiro diretamente à Maria Valéria). Da apresentação em pdf que já citaram (dá um ctrl+F aí), tem algumas coisas bem importantes a serem ressaltadas.

Uma que é o balanço entre o número de médicos brasileiros e a população, que evidencia que se todos os médicos estiverem devidamente empregados, ainda temos carência de profissionais. Para resolver isso a longo prazo, entram as políticas de ampliação do acesso à universidade (que quem gosta de criticar a importação de comunistas gosta de criticar também). Além disso, a proporção de médicos estrangeiros é uma das menores do mundo. E por que cubanos? Claro, virão outros, mas os cubanos são educados nas escolas médicas para atendimento básico - aquele que cura desidratação, diarreia, verminose. Nas regiões remotas morre-se muito mais disso (doenças de veiculação hídrica!) do que de câncer. E em Cuba a proporção médico/milhares de habitantes é uma das maiores do mundo, permitindo que eles exportem profissionais sem comprometer o atendimento interno.

Por último, o médico não vai só com estetoscópio pro interior. Vai com a estrutura. Nenhum governo vai aplicar dinheiro para não tem profissional atendendo. Se alguém se habilitar, brasileiro ou estrangeiro, vai levar consigo o mínimo, tá lá no Plano, é só ler. Ele foi redigido por profissionais, não pela Dilma.

Ah, e a prioridade de locação sempre vai ser do médico brasileiro, isso também está escrito na apresentação.


Pessoalmente, acho que são duas discussões diferentes. A falta de estrutura e a falta de profissionais (e as ambições individuais desses profissionais). E não adianta usar os argumentos sobre uma discussão na outra.

Por isso, até o momento, me vejo a favor da importação de médicos, respeitadas as validações de habilitação e a prioridade no emprego de médicos tupiniquins.

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