segunda-feira, 8 de outubro de 2012

MOMENTOS DE TENSÃO NUMA PALESTRA


Pelo pouco que estou acompanhando, estão rolando umas fofoquinhas desagradáveis. Permitam-me situar vocês, com a minha sinceridade habitual.
Estive em SP sexta e sábado para participar de dois eventos (não deu tempo de entrar na piscina do hotel, de novo). O primeiro foi a mesa Censura e Humor, organizada pelo Núcleo de Pesquisa em Comunicação e Censura da ECA-USP. Foi ótimo! As opiniões na mesa eram divergentes, mas o debate com o prof. Elias, uma referência no assunto, e com o charmoso palhaço Hugo, sob a coordenação do Walter, uma simpatia, foi muito bom. E não sei o que eu falei no final da minha palestra que fez algumas lindas espectadoras chorarem. Fui muito tietada (agradeço, agradeço!), e a repórter da TV Brasil que me entrevistou pouco depois até se surpreendeu com o número de fãs. 
Isso que ela não viu uma senhora que interrompeu um papo meu com uma leitora querida para me dar seu cartãozinho dizendo que estava disposta a ajudar, de graça, pra que eu melhorasse minha apresentação... a começar pelo meu cabelo. E pos as duas mãozonas nos meus cachos, querendo alisá-los. Doutora da USP, gente! Mas não vou reclamar, porque realmente adorei ter participado do evento, e ninguém soube explicar o que ela estava fazendo lá.
No dia seguinte, sábado, estive em outra mesa, esta sobre Olhares Feministas. Não tinha nada a ver com a organização anterior, apenas que a Marcha das Vadias SP aproveitou que eu estaria na cidade e me convidou para o evento. Foi na Fundação Rosa Luxemburg, uma casa divina em Pinheiros. Eu falei sobre a mulher na propaganda, e a professora Heloísa, da Antropologia da USP, sobre gênero e mídia, principalmente novelas. Gostei muito dela, um amor! As perguntas também foram incríveis. É sempre lindo ver um auditório cheio de jovens militantes, todas entusiasmadas, idealistas, com grande vontade de mudar o mundo.
Uma das perguntas foi da Mariana, e ela estava brava (um sentimento totalmente válido). Ela quis saber nossa opinião sobre homens feministas e sobre mulheres de direita que se apropriam do discurso feminista para aparecer na mídia. Respondi que eu gosto de homens feministas e que, apesar da injustiça que é que eles muitas vezes sejam mais bem vistos que mulheres feministas (afinal, eles não são chamados de mal-amados histéricos), eles devem fazer parte de movimentos feministas, embora não em posição de liderança (porque seria tão estranho como eu, hétero, ser líder num movimento LGBT. O tweet em inglês que vi ontem e traduzi é bem pertinente: homens que querem ser feministas não precisam de espaço no feminismo; precisam pegar o espaço que têm na sociedade e torná-lo feminista).
Acho que eu já havia respondido outra pergunta dizendo que detestava briguinhas entre feministas, competições de quem era mais feminista, gente reclamando de “tive minha carteirinha feminista confiscada” (como se alguma feminista tivesse poder ou interesse em distribuir ou tirar “carteirinhas”), que as discordâncias nunca eram críticas construtivas, apenas fofocas vazias nas redes sociais, e que precisávamos aprender a discordar, já que nunca concordaremos em tudo, mas que querer desqualificar feminista que pensa diferente é imaturo. Algo assim.
Eu sou meio devagar, principalmente pela manhã, mas senti que parte da fala da Mariana estava direcionada ao Femen e, mais particularmente, a Sara Winter, representante-mor do Femen Brazil. Ela estava na plateia. Quando cheguei à Fundação Rosa Luxemburg, foi uma das primeiras pessoas que vi, inconfudível com sua guirlanda de flores nos cabelos loiros. E assim que a vi, pensei: ish, se alguém perguntar sobre o Femen, o quê que eu faço? Quero dizer, minha opinião sobre o Femen (assim como sobre qualquer coisa) é pública e conhecida, mas é muito desconfortável expor alguém -– a Sara, no caso –- no meio de uma palestra.
Eu não tenho grande interesse em expor ou criticar indivíduos. Quero criticar ideias, atitudes, comportamentos. Acho que um dos problemas do feminismo é justamente individualizar demais. É aquele negócio: ah, porque tem meia dúzia de prostitutas que gostam do que fazem, vamos esquecer as milhões de prostitutas que são traficadas, e vamos parar de criticar a prostituição. Eu não quero criticar prostitutas, mas quero poder criticar a prostituição. De preferência sem ser tachada de moralista, recalcada, sex-negative.
Só que, pra responder à pergunta da Mariana, eu tive que falar do Femen. Disse que o Femen perdeu a credibilidade, não só no Brasil como também na Ucrânia. Que o movimento não representa o feminismo, não tem propostas, só quer aparecer na mídia. Mas que também não é culpa do Femen que a mídia as pinte como únicas feministas. E que eu já estou falando pra todos os carinhas que me dizem coisas como “Se todas as feministas fossem como as do Femen, o mundo seria mais bonito”, com esta imagem retirada de uma das páginas (reais!) do Femen:
Pois é, amigo, viva bem sem suas bolas. Eu, uma feminazi ogra, nunca quis cortá-las. Gosto delas. Não tenho muito apreço pelo patriarcado, nem pelo modelo de masculinidade vigente, mas homens são legais.
Bom, depois do final da mesa, e depois de um montão de gente me abraçar e trocar ideias, Sara veio falar comigo. Várias pessoas que estavam por perto, como a Elisa, a Mara, a Ceci, e a Amanda, uma das organizadoras do evento, participaram do bate-papo não planejado. Foi um pouco tenso, mas produtivo, na minha opinião. 
Eu disse pra Sara que, pra um movimento puramente midiático como o Femen, ele tem imensas falhas de comunicação. Não consegue deixar claras suas propostas, e é incapaz de responder rapidamente aos muitos questionamentos que recebe. E que se queimou demais com os últimos acontecimentos (o falso sequestro de Bruna e sua saída, por exemplo). 
E que, pra mim, não foi apenas o Femen Br que se queimou, mas o Femen de maneira geral, ponto. E que, se antes eu tinha dúvidas sobre a eficácia dos protestos do Femen, agora não tenho mais. E que não me agradava que ela falasse que o feminismo no Brasil é elitista, acadêmico, e não acessível. E que, se ela se considera incompreendida, deveria responder ponto a ponto às colocações do dossiê anti-Femen (que foi tirado de onde se encontrava, mas ainda está aqui). Essa minha sugestão foi posteriormente transcrita por alguém falando no meu nome como se eu tivesse dito a Sara para escrever sua biografia (wtf?).
Sara concordou com algumas críticas e contou que o Femen Br estava dando um tempo para poder se preparar melhor, que ela estava lendo muito e procurando aprender, vindo a palestras como essa, mesmo que ninguém quisesse que ela estivesse ali. Disse também que as pessoas não perdoam os erros do passado dela, e que recebe ameaças de morte.
Quando perguntada sobre o que é neofeminista (que é como o Femen se autointitula), Sara não soube, ou não quis, responder. Ela disse que é porque é um feminismo diferente, mas não soube explicar diferente do quê. As meninas pontuaram que uma classificação dessas põe o Femen em oposição às outras feministas, mas Sara argumentou que “elas” (as Femen ucranianas, pelo que entendi) levaram quatro anos pensando no termo, e que não iam mudá-lo agora.
Muito mais coisa foi dita, mas não vou me lembrar de tudo. No final, me despedi da Sara, disse que não somos inimigas e nem opositoras. Abracei todo mundo e saí (fui levada pra almoçar pelas hiper gentis Mara e Ceci), porque precisava pegar meu voo de volta pra Fortaleza pouco depois.
As fofoquinhas que fiquei sabendo no dia seguinte é que eu havia adotado uma atitude maternalista e condescendente com a Sara, e que cometi o crime de conversar com ela. Ah, pelamor, né? Imagina se vou me negar a conversar com alguém! Desculpe decepcionar, mas não participo de linchamentos. Não tenho instinto maternal, mas sinto muita pena da Sara, sim. Ela me parece estar completamente sozinha, mesmo quando está na companhia de pessoas que não deveriam ser de sua confiança (não posso explicar essa frase enigmática, porque é um bafão que não tem nada a ver comigo, e não quero me meter). Sara é, como sabemos, despreparada para falar sobre feminismo, e isso fica ainda mais evidente quando está na companhia de jovens como ela, mas com um histórico de ativismo e de ideais da esquerda, o que faz toda a diferença. Porém, acredito que ela esteja se esforçando para aprender. Sua entrevista no Jô, apesar da babaquice do apresentador, já foi uma melhora.
Sara foi jogada, ou se jogou sozinha, não importa, aos leões. Mas ela é uma menina de 21 anos. Pra mim, a responsabilidade é do Femen Ucrânia, que permitiu que isso acontecesse –- que permitiu que uma moça que até pouco tempo atrás desmerecia a Marcha das Vadias por algumas tirarem a roupa em público, e que se declarava da direita nacionalista, e que tem um símbolo nazista tatuado, começasse um Femen Brazil (com z). Eu vou criticar o Femen quando julgar necessário, mas não tenho vontade de criticar uma só pessoa, a Sara.
Pra mim, um grupo que abre franquias em outros países sem minimamente preparar suas ativistas não é sério. Não dá pra colocar em sua página uma mulher com uma foice numa mão e testículos cortados em outra e querer ser levado a sério. Isso sem nem entrar no mérito de quem patrocina o Femen Ucrânia. Mas Sara não é inventora de nada disso.
Minha sugestão pra Sara é que ela se afaste do Femen, faça uma faculdade pública em História ou Ciências Políticas, entre nos movimentos estudantis, participe dos movimentos feministas, onde desejo que ela seja bem acolhida, leia tudo que puder, expurgue os fantasmas do seu passado, rodeie-se de pessoas que a amam. E, se depois de quatro ou cinco anos ela, com mais maturidade e conhecimento, ainda queira fazer parte do Femen, que faça, se o Femen ainda existir.
Não creio que minha sugestão será aceita. Mas não desejo nada de mal nem a Sara, nem a nenhuma feminista ou neofeminista, seja lá o que for isso. O feminismo já existia e vai continuar existindo apesar das presepadas de um grupo.

124 comentários:

Patrick disse...

Lola, muito difícil isso de separar as coisas. Você o faz com muita propriedade.

Anônimo disse...

para mim a Sara e a verdadeira representante do mais puro feminismo, ela não precisa se esconder atras dos alucinados da extrema esquerda para difundir suas ideias, parabéns a ela!

Pili disse...

a Sara ficou na berlinda,
ela está recebendo hate mail (e babões mail) e eu me compadeço muito por isso!
reconhecer isso e empatizar com a pessoa apenas demonstra que sabemos muito bem que se trata de mais uma estrategia machista de calar, vilanizar e fragilizar. Não tem nada a ver com ser condescendente.
Eu também sigo criticando as ações e falas do Femen, mas peço pra galera sair dessa cilada de xingar e zoar a garota. E as outras.

Dona do Sexo e sou Lolista rs disse...

Lola, estou torcendo aqui pela Sara encontrar a luz.

Off topic

Lola,mais uma vez em Mossoró uma mulher é eleita prefeita.Desde 1996 não houve nenhum prefeito em Mossoró.
As vezes me pego pensando...Será q a nota alta no IDEB vem dai?

Luan Crespo disse...

Lola,

Achei muito bom você falar com a Sara sem rodeios, tenho certeza que essa conversa vai gerar bons frutos!

Agora, cá entre nós, como homem, essa imagem do post dá um nervosinho....rsrsrsr

Anônimo disse...

Concordo com tudo que você escreveu Lola. Também não acho que Sara seja a maior culpada pelos 200 erros do femen e menos ainda que a menina mereça ser linchada pelas burradas que já fez.Talvez ela nem saiba direito o que esta fazendo (ou eu é que sou ingenua de mais).De qualquer forma mesmo não tendo autoridade alguma para confiscar "carteirinha" de feminista na minha humilde opinião o femen faz um grande desserviço ao feminismo.Faz parecer que nós somos realmente loucas, histérica e odiadoras de homens.é como se o feminismo não existisse antes como se não houvesse milhares de mulheres e homens lutando a anos, muito mais tempo do que a idade da Sara, por igualdade.

Moema L

Anônimo disse...

A imagem do site do femen e bastante emblemática, uma garota segurando uma foice ( simbolo máximo comunista)numa mão, e os bagos de um homem na outra.

talvez por isso a raiva das demais feministas em relação ao femen,pois o femen representa o feminismo sem mascaras, mascaras estas que as antigas feministas ainda acham essenciais para camuflar suas reais intenções, tornar o movimento mais carismático, e enganar homens, dizendo-lhes que o feminismo seria "bom' para eles também !

Anônimo disse...

Muito bom Lola. Melhor seria se a Sara, como você sugeriu, tratasse de tentar estudar e entender o feminismo antes de se jogar. Pena que ela parece mais interessada em ser estrela do que em defender qualquer ideia. Me pergunto, qual o sentido de ela resolver se colocar a frente de um grupo que atua num campo que ela sequer entende? Como funciona isso de montar um grupo e somente depois decidir o que esse grupo defende? A agendo do Femen Brazil se resume a promover o proprio Femen. Por isso coisas como num dia manifestar apoio ao Partido Pirata e noutro fazer uma manifestação contra a pirataria, segundo ela própria, porque a manifestante também fazia protesto de topless e isso poderia roubar a atenção do Femen. Tive vontade de ver melhora mas com o tempo percebi que Femen Brazil é movido por arrivismo, atrai gente que gosta de atalhos para "sucesso", sem interesse ou compromisso com causa alguma.

Anônimo disse...

A Sara poderia iniciar limpando a barra do grupo passando a limpo as muitas mentiras que contou (sobre a tatuagem que ela tenta convencer ser "coincidência" apesar de a mesma se referir a ela como "cruz de ferro", sobre o falso sequestro, sobre as ameaças sofridas que ela admitiu serem falsas, etc.)

Bruno S disse...

Se a moça se dispôs a ir a um evento em que corria o risco de ser hostilizada ou criticada (devido aos diversos equívocos do movimento de que faz parte), é um sinal de que ela pode estar tentando entender onde está se metendo antes de fazer mais confusões.

Vilanizar a moça, falar em desserviço não me parece adiantar alguma coisa.

Acho que o caso Femen BR serve para ser estudado pelo viés da celebridade instantânea, do valor que é dado a uma moça bonita(ou dentro dos padrões valorizados) expondo seu corpo, a despeito de suas ideias confusas qunto ao que lutar.

Acho que o caso femen pode ser visto como fenômeno midiático, que motivos levam um pequeno grupo, de pouca história e pouca luta a aparecer nos meios de comunicação com representante do feminismo.

Quanto a Sarah, resta torcer que apure mais suas ideias, suas companhias.

Anônimo disse...

Conquando eu ache que a Sara Winter e o Femen fizeram um grande desserviço ao feminismo (vide os comentários dementes que a gente vê aqui embaixo), uma vez que ela se mostra desejosa de aprender, não deveria ser excluída.
O feminismo não é um clube da Luluzinha. Onde está a solidariedade? Vão ficar vilanizando e excluindo a menina?

Anônimo disse...

acho que sua atitude foi bastante sensata, Lola.

as críticas são muito necessárias, massacre não.

concordo com o Bruno S. o fenômeno femen é um sintoma de nosso tempo, midiático e superficial.


Cora

Lord Anderson disse...

Lola, acho a sua postura otima.
Criticar as ações, as ideias (ou a falta delas), propor dialogo, sem linchamento e sem querer colocar mulheres como inimigas (cliche odioso sempre difundido).


Espero que a Sara aproveite as dicas e se ela tem vontade energia para protestar, que passe a direciona-las melhor.

pessoas jovens no movimento é sempre importante, e vc deu um otimo exemplo a ser seguido.

Ana Clara disse...

Lola, eu adorei seu posicionamento de não entender a Sara como o "inimigo a ser combatido" como muitas outras ativistas desse meio estão fazendo, chutando cachorro morto sempre que possível.

Mas fiquei incomodada um pouco com o seu post no que se refere à crítica da Sara ao "feminismo brasileiro" (isso existe? o que é exatamente?), dizendo que ele é elitista e acadêmico. Você trata essa crítica como injusta (na falta de palavra melhor), mas, no final do texto, manda ela fazer uma faculdade pública de História ou Ciência Política (não entendi direito a preferência por esses cursos) para entrar nesse meio, se informar, entender o feminismo. Poxa, Lola, pessoas, mulheres, que não têm ou não tiveram a oportunidade de fazer uma faculdade não sabem o que é feminismo? A única maneira de a Sara ou qualquer outra pessoa falar com propriedade sobre feminismo é por esses meios? Fiquei um pouco confusa, mesmo, porque só a elite do Brasil chega a universidades públicas. E porque existem muitas feministas que estão bem longe das cadeiras das universidades. Movimento estudantil é apenas UM dos meios de se ter contato com o feminismo e, de verdade, acredito que nem seja o mais importante. Para mim, com essa sugestão, você acabou dando um tom elitista e acadêmico ao feminismo, justamente aquilo que você tinha dito linhas antes que o feminismo não era.

Eva disse...

O Femen não me representa enquanto mulher e feminista, mas acho que a Sarah tá bem perdida. Espero mesmo que ela estude mais, aprenda mais, leia mais e se transforme, porque pra mim ao menos, desde que me assumi como feminista, tem sido uma luta diária de transformação interna.

lola aronovich disse...

Acho que eu não me expliquei direito então, Ana Clara. Eu critico o feminismo que diz que, pra ser feminista, a pessoa tem que ter lido teoria feminista (aliás, qual teoria? Tem muita!). Considero essa visão elitista. Claro que ler teoria é incrível, porque poupa bastante tempo, a gente não precisa descobrir a roda a cada reflexão, abre a cabeça. Mas não deveria ser pré-requisito. Mas vejo muito pouca gente pregando essa necessidade. O ativismo feminista fora da internet é bastante popular, no sentido de ter muita gente de classe média e baixa. Na internet, você acha o feminismo elitista? Vc acha que este blog, e os tantos outros blogs e tumblrs e facebooks feministas que existem, são acadêmicos? Porque não são mesmo! Inclusive, acho que falta, na internet, blogs pra quem já está bem iniciadx no feminismo. A maior parte é porta de entrada mesmo.
Sobre recomendar que a pessoa faça faculdade, bom, eu sou professora universitária, então faço essa recomendação a todo mundo. Mas não quis dizer que a Sara (ou qualquer pessoa) só pode ser feminista se fizer faculdade. É que já vi algumas entrevistas da Sara dizendo que ela deixou sua vida de lado para ser ativista do Femen. Agora ela só faz isso, não estuda (e lembro de ter lido alguma coisa sobre ela ter largado a faculdade, ou adiado o início do curso, ou algo assim), este é seu trabalho. E acho que seria melhor pra ela ter outras atividades, não ficar imersa no Femen tanto tempo. No caso dela, ela teve um passado muito recente em que flertou com o nazismo. Ela não tem muita noção de luta histórica. Por isso acho que seria ótimo pra ela fazer um curso bem “carregado ideologicamente”, digamos, algo que realmente pudesse abrir sua mente, não só em relação ao feminismo, mas principalmente a um contexto histórico.
E discordo de você quando diz que só a elite cursa universidade pública. Hoje em dia isso está mudando e, com as cotas, vai mudar ainda mais. Eu dou aula em universidade pública, e às vezes não dou aula apenas pra Letras, mas pra alunos de vários outros cursos, como Engenharias, Física, Psicologia, Estatística, Biblioteconomia, etc. E posso dizer que a maior parte dos alunos não vem da elite.

Anônimo disse...

Lola as vezes vc escreve coisas q eu discordo, e já vi até vc ser conservadora em alguns aspectos,mas dessa vez tenho q admitir suas palavras foram bastante diplomaticas e não atacaram ninguém.Suas criticas ao FEMEn foram algo construtivo e não esmagaram a Sara.Realmente quando se tem 21 anos e não se leu o bastante e nem se é superdotada precisamos construir pensamentos e com total certeza iremos trocar ainda muitas vezes de ideias e continuar a aprender durante muitos anos, não é verdade?me diga com 45 anos vc ainda tem duvidas e estar em constante aprendizagem não é?imagina com 21 ,aposto que muitos pensamentos seus com esta idade vc acha agora uma bobagem.

Anônimo disse...

Acho que eu não me expliquei direito então, Ana Clara. Eu critico o feminismo que diz que, pra ser feminista, a pessoa tem que ter lido teoria feminista (aliás, qual teoria? Tem muita!).
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Acho que eu não me expliquei direito então, Ana Clara. Eu critico o MASCULINISMO que diz que, pra ser feminista, a pessoa tem que ter lido teoria MASCULINISTA (aliás, qual teoria? Tem muita!).

pronto, arrumei para você lola !

lola aronovich disse...

Anônimo das 12:31, vc não está fazendo nenhum sentido. Vá lá fora brincar e deixe os adultos conversarem um pouquinho, vai. (aliás, eu não posso conversar nadinha! Estou desesperada de tanto trabalho!).


Anônimo das 12:22, é sempre perigoso falar essas coisas de idade porque a gente comete preconceitos (tem até nome pra isso em inglês, ageism, que é discriminar pela idade, tanto quem é mais velho, chamando de gagá e senil, quanto pra quem é jovem, chamando de inexperiente e imaturo). Mas em geral a cabeça de uma pessoa aos 20 anos é muito diferente de uma aos 40. Eu vivo em constante aprendizado hoje, com 45, e já vivia com 20. Mas eu acho que cometia mais bobagens (nada muito sério, nada que não desse pra consertar) vinte anos atrás do que hoje. Um pouquinho de experiência faz com que a gente não cometa o mesmo erro muitas vezes. Tenho certeza que a Sara daqui a 20 anos vai saber muito mais do que ela sabe hoje.

Aninha disse...

Anônimo das 12h31. Ri e reli seu comentário e realmente não consegui entender o que você quis dizer. Alguém me ajuda?

Poxa, me senti mal agora - só entendi que havia uma foice e testículos cortados quando apareceu no texto. E olha que fiquei olhando a imagem. Acho que cada vez mais tenho fechado os olhos para não ver aquilo que não quero. Isso não parece bom. (desculpem usar o espaço só para desabafar)

Anônimo disse...

Acho que eu não me expliquei direito então, Ana Clara. Eu critico o MASCULINISMO que diz que, pra ser MASCULINISTA, a pessoa tem que ter lido teoria MASCULINISTA (aliás, qual teoria? Tem muita!).

desculpe lola, agora sim ta certo (adoro quando você ussa a velha tática da infantilização, fica tão bonitinho)

Anônimo disse...

o que o anon. da 12:31 quis dizer, e que a lola joga todo o masculinismo no mesmo balaio de gatos, porque ela não faz o mesmo com o feminismo ?

O discurso e : "Valerie solanas não representa nada, o femen não representa nada, as feministas que se levantaram contra o anticoncepcional mas culino não representam nada"
Pô lola ? qualé ?

Nix Besonders disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Mirella disse...

Anon das 12:44


você continua não fazendo sentido.
O que qualquer pessoa cujo cérebro faz sinapses critica no masculinismo é que é um movimento sem nenhuma organização ou razão de existir, utilizado por moleques que pensam que são homens e são incapazes de responder por suas ações e por elas culpam as mulheres.
É criticada também a misoginia nada velada que ronda um movimento absurdamente fútil que se ocupa de reclamar de feministas, sem argumentos, apenas com mimimi.
O que se critica no masculinismo (principalmente o chupinhado brasileiro que Nessahan Juicer Walita fez de Ester Vilar - o único coitado brasileiro que "produziu" qualquer coisa) é que não passa de uma teoria que tenta justificar cretinices de moleques com base no "instinto biológico". Mascus são criticados por defenderem uma cartilha bizarra de comportamento (tipo "homens" que não riem, apenas fazem randomicamente um barulho esquisito e sarcástico tão bem caracterizado pelo Agente Smith.)
Mascus são caricaturas de homens, e se não incitassem ódio contra um gênero e contra orientações sexuais nunca sairiam da esgotosfera.

Ana disse...

Fico muito feliz de saber que apesar dos pesares rolou uma conversa civilizada entre a Lola e a Sara. Tipo, pessoalmente, sem mandar recados, sem meias palavras, tudo preto no branco e com educação. Achei muito construtivo :)

@Bruno S
"Se a moça se dispôs a ir a um evento em que corria o risco de ser hostilizada ou criticada (devido aos diversos equívocos do movimento de que faz parte), é um sinal de que ela pode estar tentando entender onde está se metendo antes de fazer mais confusões."

Concordo. Sara tem que melhorar bastante, mas o primeiro passo é se interessar e correr atrás de informação.

--

Dá licença, mas eu não posso deixar de falar: Que droga é aquela imagem da garota com a foice? Achei absurdo! Agressivo, sexista, criminoso, desnecessário.

Horrível, horrível, horrível!

Fica aqui o meu repúdio a essa coisa. Achei nojento!

Ok que às vezes uma imagem provocativa traz a reflexão, mas sinceramente, a única coisa naquela imagem pra mim é ódio.

Anônimo disse...

Mirella disse...
Anon das 12:44
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o masculinismo não e um movimento, são espaços para homens trocarem ideias sobre sua experiencias, e cada um e responsavel pelo seu masculinismo, e o que diz,nessanhan e apenas uma referencia, como muitas outras ( the truth Ester Vilar etc)

Obvio que surgem opiniões de muitos garotos, que estão começando a vida sentimental, e são impussivos, mas qual o problema ? eles não tem o direito de questionar ? de se conhecerem ?
O feminismo e um movimento de mulheres, para mulheres, não e resposta a nada para homens, e não representa nada para homens, e o feminismo nunca foi o nosso foco, a lola que atraiu isto para o debate, feministas tem pouca representatividade entre as mulheres brasileiras, não chega ha 30%, e destas a gigantesca maioria e 'feminista ocasional" não engajada no movimento, portanto o que criticamos e o comportamento da mulher media brasileira, a que ve o homem como utilitário, como meio, a que manipula nossos sentimentos, a que se aproveita do aparelhamento ideológico do estado, para ter vantagens sobre os homens, e isto que o masculinismo critica, não o feminismo, vocês não nos fazem nem cocegas !

Vivi disse...

Lola, eu compreendo sua atitude pelo que vc narrou. Também, talvez pela minha educaçao, geralmente não consigo fazer cara feia ou destratar mesmo pessoas que não compartilho pontos de vista.

Entretanto, o flerte com ideais neonazitas para mim é o limite do respeito que eu tenho para com alguém. Se ela errou, todo mundo erra, tá ok, mas que se retrate, que faça um discurso analisando seu passado e dizendo o que e o que mudou. Movimento neonazi não é qq erro, é coisa séria, é fascismo, é visão política. MUdou o que?Como um movimento feminista tem uma ex-neonazi como lider pelamô? Se isso é passado, como irei saber? Ela, como uma pessoa exposta "lider" de um "movimento social" e pessoa exposta não pode ter atitudes sem responsabilidade a meu ver.

Sinceramente, pelo que li dela achei ela uma babaca.

E me desculpe, mas tem vezes que temos que dizer sim "este feminismo não me reresenta", pois vejo mas retrocesso que avanço com pessoas assim.
Ela como indivíduo sim, pode querer aprender, pode estar "aberta", mas como uma feminista inserida num movimento e com tanta repercussão não tem perdão para mim. Tem é estudo, retratação, boas atitudes políticas.
Porque só de boas intenções com vc sabe- o inferno está cheio.
Digo isso porque, como feministas temos que pensar politicamente e saber analisar que o Femen e a Sara é um retrocesso (não é neutro!) para o feminismo de esquerda.
Como ela é como indivíduo , se está sozinha ou etc, infelizmente é menos importante do que combater o machismo!

Um beijo e parabéns pela palestra!!

Vivi disse...

E Lola vc sabe, ou outras talvez, de onde o Femen tirou a ideia da coroa de flor na cabeça?
Pelo que já vi, a garota com coroa de flor na cabeça, era muito representativa do arianismo do Hitler, com toda sua simbologia de pureza, virginal etc...

Mirella disse...

anon das 12:56


Quem cita Solanas são os mascus. Mostre uma (umazinha, uma só) feminista que diz "li Solanas, grandes idéias!".
Já o expoente mascu brasileiro, Nessahan Juicer Walita, é citado, reblogado e copiado ad infinitum por MASCUS. Entende a diferença? Mascus GOSTAM de NA. Feministas não reconhecem Solanas.
Quem cita Nessahan: mascu
Quem cita Solanas: mascu

O próprio Femen diz que não era feminista. Agora se diz neofeminista e não sabe definir a expressão (que, como Sara Winter disse, demorou 4 anos para ser inventada e, logo, não representa um movimento de 200 anos).

Sobre o mito de feministas serem contra a pílula anticoncepcional masculina, indico a reflexão que a Lola fez aqui http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2012/09/o-mito-de-que-feminista-e-contra.html

Só um aperitivo: mulheres são tão contra o anticoncepcional masculino que as pesquisas para seu desenvolvimento contam com apoio de um Projeto de Informação sobre a Contracepção Masculina, fundado por Elaine Lissner - aham, uma mulher.
Bom, eu sou uma feminista e sou a favor da pílula masculina. Tem todo um projeto dedicado à pesquisa, fundado por uma mulher. Tem o post da Lola. São 3 exemplos concretos de mulheres ou feministas que não são contra a pílula, sem contar os comentários Agora, além do Dr. Elsimar falando, qual a sua outra prova de que feministas são contra?

Ah, já sei: mascu não pensa nem pesquisa, sorry.

CCX disse...

Eu teria dificuldade em falar com a Sara, e te admiro por tentar manter um diálogo produtivo com ela. Isto é um sinal lindo de maturidade. Espero um dia ser assim : )

Mirella disse...

Mascu das 13:41,

realmente, esses meninos no início da vida sentimental que incitam ódio de gênero, de raça, de orientação sexual, e que são presos por isto, cujos seguidores se apressam em justificar a reblogagem de outros moços imaturos como Silvio Koerich com medo da prisão, estes garotos jovens e inconsequentes que dizem coisas do tipo "dou uma pentada violenta que as mina pira". Estes mocinhos que se juntam em fóruns fechados para criar musiquinhas inofensivas e que criar "debates" assim:
"Eu não trato mulher de igual pra igual. Sempre trato como se elas fossem inferiores."

Ai, realmente, que dó de vocês, como vocês sofrem. Tentam agir de acordo com um guia caricatural de comportamento porque mulher é um ser irracional etc etc etc. Me convenceu. Só que não.

Lilian Soares do Nascimento disse...

Também sou a favor de críticas às ideias e comportamentos e não às pessoas. A Sara está imatura e despreparada. A solução é estender a mão em apoio, criticar o que deve ser criticado - as políticas e determinadas atitudes do movimento Femen - e não jogar pedradas numa pessoa, fazendo dela mais uma vítima da intolerância contra a mulher.

Anônimo disse...

Sara foi bem estranha esse tempo todo de pedidos pra que respondesse perguntas tão básicas. Ela nunca se dispos a nada, nem a debater, a nada msm, sempre dizendo que não tinha tempo, não podia.. O que vc falou no seu texto, já falamos pra Sara, que ela precisa estudar mais e que um dia pode vir a ser uma ativista das boas, nada impede.Mas a Sara pediu ajuda pra entender o feminismo pra algumas das meninxs, no que não foi atendida pq o receio é de depois a Sara usar isso pra dizer que elas estão apoiando o Femen, usar o nome delas. A Sara queria textos e respostas a perguntas mastigadas pra ela copiar... Enfim, o Gustavo Cordeiro já abriu que é dono do tal feministas verdadeiras. E eu acho, como algumas meninas acham, que é preciso sim ter um posicionamento sério sobre o Femen não só o Brazil, mas o do mundo todo, mostrar o que é, que não é feminismo. A Sara não mostra muita vontade de aprender, não. Ela precisa ganhar dinheiro. Todos precisamos. Mas vamos esperar que ela procure aprender. Se continuar nessa, não tem respeito mesmo de ninguém. Sem crucificar, mas sem passar a mão na cabeça. A Sara não é assim tão bobinha, não. A gente viu isso esses dias todos. Ela joga um pouco com essa coisa de ser novinha e neófita. Eu tenho 22 e não sabia nadinha de feminismo até outro dia, faz poucos meses que passei a me interessar. Nme tempo eu tenho, eu trabalho e estudo.. e nada relacionado a feminismo. Então, Lola, minha querida, quem quer mesmo aprender, vai atrás. Sem crucificar a Sara, mas vamos pensar que ela já poderia saber mais do que sabe. Né?

Beijos, querida.

Mayara

Leio Lola Leio disse...

Lola e demais "companheiras leitoras", achei esse vídeo bastante interessante em alguns pontos, sobre violência contra mulheres, entre outros assuntos: http://www.youtube.com/watch?v=CjRUyea4EXU&feature=relmfu

Anônimo disse...

Transcrevo comentário de um grupo. Não cito nome, porque nem vem ao caso.

"Olha a Larissa, se não me engano tem 18 anos e deu diversos banhos em nego do femen. Ainda mais pra quem recebe até salário pq diz que VIVE FEMEN, RESPIRA FEMEN.

O que me irrita é que ela diz que quer aprender, mas nunca vi falar nada, lê nada, sempre pediram tudo mastigado pra gente. E tão aí atrás de discurso pronto, já se sentindo no direito de sentar numa cadeira onde poderia ter gente muito mais preparada enqto leva tapinhas nas costas.

E sobre a Lola, ela tá sendo extremamente maternal, a Sara não é uma menina boba, é líder de um treco que SIM, PRESTA DESSERVIÇO. E disse que tinha dó...

Na hora de reclamar com o cara da skol pra retirar o patrocionio eu não tive dó não. tá fazendo merda pq tem que ter dó?



"Pena é o sentimento mais vil, vaidoso e duvidoso do mundo."

Mayara

isa disse...

Eu estou convencida de que o Femen é um movimento fascista e que o neofeminismo é apenas uma vertente de "femismo" para dar suporte a uma ideologia de extrema-direita. A imagética desse movimento (mulheres geralmente brancas com guirlandas de flores na cabeça) dá uma palhinha do mundo que os PATRocinadores riquíssimos do Femen visualizam: as mulheres reduzidas apenas a seus corpos e respeitadas apenas se esses corpos se adequarem a um padrão predefinido.
As próprias militantes do Femen admitem que seus seios são armas. Seus seios são armas, e não suas ideias, não o conteúdo de um movimento, apenas a imagem. Qual é o manifesto do Femen?
McLuhan dizia "o meio é a mensagem". Aqueles bonitos seios me dizem tudo.

Anônimo disse...

Gente, não curto essa menina, MESMO. Mas ao assistir a entrevista do JÔ, fiquei louca de raiva dos comentários e até assédio dele. NOJO TOTAL

Anônimo disse...

'Femen é um movimento fascista e que o neofeminismo é apenas uma vertente de "femismo" para dar suporte a uma ideologia de extrema-direita. A imagética desse movimento (mulheres geralmente brancas...'

Menos né, as mulheres são predominantemente brancas porque a população toda desses países é predominantemente branca.

Anônimo disse...

'Já o expoente mascu brasileiro, Nessahan Juicer Walita, é citado, reblogado e copiado ad infinitum por MASCUS. Entende a diferença? Mascus GOSTAM de NA. Feministas não reconhecem Solanas.'

Não, entendi a diferença não.Pelos critérios de vcs eu sou mascu e não sei nem quem diabos é esse cara.

yulia2 disse...

essas ameaças de morte que a sara recebe por um acaso seriam dos integralistas???

isa disse...

Anôn 16:20 Eu sabia que receberia esse comentário sobre população majoritariamente branca na Ucrânia, mas por que, para o Brasil, a líder é uma mocinha parecida com a Eva Braun (aquele cabelo platinado não é original, mas ficou ótimo). Sara se repaginou para encarnar um personagem. Outra que não entendo é sobrenome anglo saxão (por que Winter?)

yulia2 disse...

talvez por isso a raiva das demais feministas em relação ao femen,pois o femen representa o feminismo sem mascaras, mascaras estas que as antigas feministas ainda acham essenciais para camuflar suas reais intenções
_________________

aposto uma bala juquinha que foi um mascusão que escreveu isso...

Anônimo disse...

Olha, a entrevista no JO não poderia ser diferente. Todos sabem que ele é homofóbico e machistão, baba em cima de toda mulher "bonita" que entrevista. Por favor, antes de ir pra imprensa dar declaração, precisa estar preparado/a pra isso. O Femen Ucrania errou e vive errado, a Sara tbm erra e persiste no erro, ela mesmx disse no JO: "ah, mas vc não é machista". Então, o que esperar? Só tem sido ridicularizada por esses programas todos onde vai. Que pena. Mas ela fez por onde.

Mayara

Anônimo disse...

Isa, não sei, vai ver foi ela que ganhou a eleição lá dentro

Anônimo disse...

Em tempo: A Sara NÂO recebe nenhuma ameaça de morte, não. Isso já foi dito lá pelo assessor dela. Nao passa de mais uma estratégia pra "aparecer" e talvez sentirem pena dela.. M.

A.H.B. disse...

Vamos e venhamos, é estranho a mulher dizer que não é nazista e então continuar indo em show de skinhead.
E acho que a idade não é desculpa não. Tem muita gente tão jovem quanto ela participando de coletivos feministas e do movimento estudantil e essas pessoas tem opiniões muito mais bem informadas, tem um discurso mais sólido que o da Sara e são francamente anti-fascismo.
Não precisa ficar perseguindo a tal Sara Winter, mas ela é realmente desimportante para a organização feminista em geral.

Lord Anderson disse...

Yulia2

da ultima vez que o femen brasil falou em ameaças de morte a Sara pouco depois desmentiu tudo e disse que era uma invençao dela pra justificar a saida da Bruna Themis.

agora tem que ver se tem ameaças serias mesmo ou se é papo novamente.

A.H.B. disse...

Isa: concordo com você, acho muito preocupante que um grupo como o Femen esteja recebendo tanta atenção da mídia.

Agora, é interessante notar como sempre que surge o tema de possíveis neo-nazistas se infiltrando em movimentos como o feminismo, a caixa de comentários fica cheio de mini-hitlers balbuciando suas besteiras.

Acho engraçado eles fazerem tanta questão de se pronunciar, sendo que a Lola fala mais de mil vezes que ela é de esquerda e que o blog dela manifesta essas opiniões. Eu tenho a impressão que tem muita gente aqui que não lê os posts e só está falando porque não tem a habilidade de aproveitar uma boa chance de ficar quieto. Em parte, eu leio o blog e não comento porque acho muito frustrante ver comentários bons, de gente que estava nessa reunião, etc serem interrados por um bando de anônimos covardes.

yulia2 disse...

O feminismo e um movimento de mulheres, para mulheres, não e resposta a nada para homens, e não representa nada para homens, e o feminismo nunca foi o nosso foco,

o que mais se ve são blogs e mais blogs mascumachistas SE QUEIXANDO de feministas.....

''feministas tem pouca representatividade entre as mulheres brasileiras, não chega ha 30%, e ''

num país de 200 milhões onde a quantidade de mulher é maior que a dos homens, 30% já é uma quantidade considerável.....

Anônimo disse...

'mas por que, para o Brasil, a líder é uma mocinha parecida com a Eva Braun (aquele cabelo platinado não é original, mas ficou ótimo).'

Se for assim toda loira agora é nazista.Isso também não dá pra levar a sério

Anônimo disse...

yulia2,


Uma coisa que eu sei é que a Sara antes afirmou haver recebido ameaças e depois admitiu ser mentira. Ela inventou as ameaças para justificar a suspeita de outra ativista haver sido sequestrada. Ou seja, uma mentira para tentar encobrir a outra. Como a suposta ameaçada e sequestrada a desmentiu publicamente e se desligou do grupo, ela não teve o que fazer senão abrir o jogo. Se voce for na pg. do Femen Brazil no Facebook vai ver um texto dela a respeito de haver mentido.

Anônimo disse...

"a que se aproveita do aparelhamento ideológico do estado."

Althusser chora. De Tracy chora. Bakhtin chora. Tá todo mundo chorando e os mascus nem vão saber o pq.

Eu sei o pq - e olha que eu sou mulher, intelectualmente inferior e pá!

Marcelly disse...

ai como eu queria ler todos os comentarios..
mas não dá..
minha opinião..o texto ta otimo..
e vc arraso no que disse pra Sara..
e discordo totalmente do Femen...e acho o site simplesmente ridiculo..desculpe..eu amo os homens..só não gosto da forma com que são criados...e ponto final...!!



olha isso Lola..


http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Abortion_Laws.svg

pra quem eh contra a legalização do aborto..ele só é proibido em paises subdesenvolvidos...isso quer dizer alguma coisa neh??

Priscila Boltão disse...

*offtopic*
***Socorro lolinha fui seguir um blog achando que era sobre literatura e era mascu credooooo*****
Desculpa, passou.
Não gosto da Sara - da pessoa da Sara - mas sempre sou a favor do benefício da dúvida. Só que olha, quero saber do Femen não. O negócio é tão gritantemente horroroso, que não consigo me livrar da sensação de que o objetivo é exatamente fazer as feministas parecerem malucas. (Pq quem fala mal de feminista hj em dia logo remete ao femen, como se fossem algum tipo de representante fiel do feminismo)

Unknown disse...

Lola,
Adoro sua lucidez.
Gostaria de relatar um episodio muito chato que vivenciei no facebook em uma pagina feminista. Por algumas participantes discordarem de um post que a administradora publicou virou uma guerra e uma troca de ofensas. E algumas queriam confiscar as carteirinhas feministas das outras. Um horror. Nao precisamos disso no feminismo, e sim do dialogo. Boa sorte pra Sara, que com certeza vai aprender do jeito mais didicil...

Anônimo disse...

Diz ela que o nome Sara Winter foi inspirado na Emilie Autumn. Qualquer Semelhança com a Sarah Winter nazista é mera coincidência. Afinal né? Ela também deve ter ficado quatro anos pra bolar esse nome e não ia mudar agora (risos).

E não entendo mesmo essa postura de achar que a Sara é perseguida, ela só é criticada porque faz merda o tempo inteiro, tipo abrir um grupo pra respostas e não responder nada. Ou colocar na fanpage do Femen que o Femen é ONG sendo que não é. Ou sair por aí dando comentários sobre GENÉTICA ABENÇOADA E INDISCUTIVEL (orna com o nome e a cruz de ferro).

Ninguém ataca a Sara nas discussões que tenho no facebook chamando ela de boba, feia, chata, que o cabelo dela é ressecado, porém não acho certo ela querer pegar o bonde andando, sentar na janelinha e todo mundo achar LINDO ela estar com vontade de aprender.

Se quisessem aprender começava de baixo, ia pras ruas saber o que as mulheres precisam, seriam abertxs ao diálogo. Não são, e agora só são pq não tem pra onde correr. E mesmo assim não entraram em contato com coletivos menores, com feministas independentes. Vão direto em quem tem nome.

Anônimo disse...

Mas a Sara tava tão abatidinha na palestra tensa a ponto de dar pena, e hoje o Femen acabou de postar fotos dela tão feliz e bem acompanhada comemorando aniversário ou algo que o valha, com bolo, salgados, bebidas e parabéns, ao lado da mãe dela de cabelo rosa, de uns homens, umas mulheres a Monica Waldvogel e tudo isso irá ao ar na próxima feliz quarta-feira, dia 10, na GNT! Mas como pode um dia estar tão abatidinha e no outro tantas fotos felizes? E já falando sobre feminismo no Saia Justa? Fico besta. Desculpe, mas nao deu pra não vir aqui comentar.

Mayara

Anônimo disse...

Anônimo das 16:55, a coisa de nazista tem nada a ver com o cabelo dela. Acompanha a coisa e vai entender.

Priscila Boltão, o "benefício da dúvida" foi dado. ele teve muitas chances parea dizer algo. o problema é que ela não tem nada a dizer em sua defesa. Grande parte da reação dela foi mentir e encobrir mentiras com novas mentiras. Tentaram conversar com ela. Fui testemunha. Ela nao quer aprender, quer holofotes. Ela vem com essa de aprender agora pois ficou muito feio pra ela.

Anônimo disse...

Bom, como homem eu consigo ver que esses mascus são ignorantes demais para perceber a própria ignorância, e como se não bastasse isso, tentam considerar suas opiniões pessoais como "as verdades do mundo", mesmo antes de sequer conhecerem melhor o próprio ambiente onde vivem. Tem tanta gente diferente, tantas idéias e atitudes. Mas para alguns é mais fácil ficar enchendo o saco dos outros do que realmente ir atrás de algo bom para si mesmo. Como se alguém fosse merecedor de algo além dos direitos básicos: saúde, educação, moradia. Assuntos importantes que esses babacas fingem não ver, apenas para continuar cavando aqueles enormes buracos debaixo dos próprios pés. Como isso não deve ser satisfatório, tentam levar os outros junto, ao invés de mudar e de fazer amizades para melhorar as coisas. A prepotência parece aumentar (exponencialmente) a ignorância.

Eu adoro seu blog Lola, as feministas crescem (em número) a cada dia e isso é muito animador. Me faz feliz de verdade, obrigado por tantas idéias legais e por tratar todo mundo tão bem, não importa o quanto discorde de algumas pessoas.

Anônimo disse...

ai Lola to sem meu computador e mandei o perfil errado DESCULPAAA

Sara disse...

Desculpe o c meu comentario saio com o login errado NR, n consigo mexer nesse comp q me emprestaram .

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Ótimo post, Lola. Disse tudo.
Apenas em uma coisa concordo em parte com a Sara. O feminismo brasileiro me parecia sim algo inacessível a maioria das pessoas, totalmente acadêmico, hermético, mas creio que isso está mudando e rapidamente.
Graças à internet, à blogues como o seu e o das blogueiras feministas, à eventos como a marcha das vadias.
Pena que o Femen ainda não se encontrou, porque seria uma ótima contribuição.

Sara disse...

Lola to com dificuldades com esse computador emprestado e n to conseguindo postar , desculpe os muitos erros.
Obrigada pela companhia, foi ótimo te conhecer mais de perto.
Concordo q a Sara do FEMEN tem algumas incoerencias e muitos equivocos, mas acredito SIM q o FEMEN é uma face do feminismo, um modo de se expressar diferente do usual, mas nem por isso deve ser desrespeitado.
Adorei vc , apesar de cansada teve toda a boa vontade de aconselhar a Sara, que pra mim me pareceu bem empenhada e conhecer mais sobre o feminismo, apesar de ter sido bem mal recebida.
Acho muito mais preocupante q as incoerencias do FEMEN A intolerancia de algumas garotas q estavam ali, e que me pareceu criam um monte de restrições para q alguem possa se nomear FEMINISTA.
Muito provavelmente não devo passar sob o crivo meticuloso das garotas autoritárias ; mas nem por isso deixarei de ser feminista Lola.
Acho deprimente a atitude dessas meninas, mas atribuo a exacerbação da juventude delas esses desvarios, acredito que com o amadurecimento elas percebam que é muito mais importante INCLUIR DO QUE EXCLUIR.

Ju disse...

Mayara, ela vai no Saia Justa, é? Mas gente elas lá metem tanto o pau no Femen e convidaram a Sara??? Não entendo. Aliás, eu gostava tanto desse programa, mas de uns tempos pra cá.. que merda. Acho que minha cabeça foi abrindo pra certas coisas. Tenho que te agradecer por isso também, Lola.

Anônimo disse...

Nix Besonders: Também nao entendi porque a Sara teria que entrar numa faculdade PÚBLICA. Acho que é preconceito, serinho.

lola aronovich disse...

Ai, meu ssantinho. A Sara não tem que entrar numa universidade pública. Eu sugiro uma pública porque é gratuita, porque geralmente é melhor que uma particular, e porque costuma ser mais à esquerda que uma particular (e acho que uma pessoa que já foi fã do nazismo precisa muito de reflexões à esquerda). Pra quem tem alguma dúvida da superioridade das universidades públicas sobre as privadas (salvo raras exceções), leia isso.

patricia disse...

lola, aproveitando o ensejo, como fazer pra te convidar a dar palestras? tô perguntando aqui por que já mandei um email para esse que você divulga no blog mas você não me respondeu... abraços!

lola aronovich disse...

Patricia, me mande outro email, por favor: lolaescreva@gmail.com
Muitas vezes não tenho tempo pra responder, infelizmente. Mas quando é sobre uma palestra eu respondo. A menos que não tenha chegado ou que tenha ficado soterrado embaixo de dezenas de outros emails... Insista, por favor.

Marina disse...

Como judia eu não tenho a MÍNIMA pena da Sara. A garota tem a merda de um símbolo nazista tatuado no corpo, isso é anti-feminista, anti-humanitário, ANTI-SEMITA, e francamente eu estou FARTA de sofrer anti-semitismo. Cansei de ouvir todos os clichês sobre judeus serem jogados em mim por pessoas que nem me conhecem e mais ainda por aquelas que me conhecem, pois aí dói mais. Cansei de ouvir o "nada contra judeus, mas" seguido por um comentário extremamente preconceituoso. Cansei de ser julgada por algo que eu não escolhi, não posso mudar. Eu nasci judia porque a minha mãe é judia e a mãe dela é judia e assim para trás, nunca foi uma opção, uma escolha, é algo que veio comigo de nascença, eu tenho orgulho e não tolero preconceito. Se coisas ruins estão vindo no caminho da Sara, bem, ELA PEDIU POR ISSO. No momento em que ela fez aquela tatuagem, ela renunciou todo seu direito de se fazer de coitadinha. Até o momento em que ela remover a tatuagem e emitir um pedido público de desculpas, uma explicação, eu nunca vou ter pena dela, nunca vou aceitar o que ela fala, e sempre vou criticar, sempre. Mesmo se ela rastejar no chão pedindo desculpas eu ainda vou ficar com receio, o anti-semitismo dói e dói muito, não só psicológica mas fisicamente também. Quanta gente por aí sofrendo violência física, MORRENDO pelo simples fato de ser judeu, como se a merda do holocausto não tivesse existido. Quanta gente por aí não acha que o holocausto é uma farsa?

Olha, ainda bem que minha vó nunca ouviu falar dessa Sara Winter, não quero imaginar a decepção dela ao descobrir que ainda existe gente desse naipe em 2012. Ainda bem que meu avô nunca ouviu falar nesse "revisionismo" histórico, nesses "historiadores" que negam o holocausto; acho que ele ia morrer de desgosto, de decepção, como se a morte de toda uma família tivesse sido em vão.

É triste, é MUITO triste ver uma pessoa assim na mídia, viu. Dói em todas as minhas células.

Day Castro disse...

Primeira parte

Olá Lola, tudo bem?

Bom, me mandaram esse texto logo cedo, e logo percebi que você se referiu a alguns comentários meus e de algumas companheiras, sem citar nomes, mas achei por bem responder assinando ao menos o meu nome.
Olha, sei que briguinhas bobas e competições entre feministas realmente acontecem, inclusive também comentei o quanto isso me deixa chateada, só que você preferiu desconsiderar esta parte. É lamentável que você e outras pessoas que comentaram aqui estejam reduzindo toda esta celeuma e articulação envolvendo o grupo Femen a uma simples disputa entre clubinhos, é bem triste. Até porque, pra existir cisão entre feministas, é necessário que as duas partes envolvidas sejam feministas, o que não parece ser o caso do Femen. Inclusive porque, vocês foram se informando homeopaticamente, esporadicamente, através de migalhas, sobre esta história toda. E parece que, ao fim, muitxs não estão tão bem informados, segundo demonstram. A impressão que tenho é que vocês formaram uma opinião ou impressão pessoal, baseada no que chegou até vocês. Tudo bem, ok, também acho que o Femen não vai acabar com o feminismo, e que temos muito mais com o que nos preocupar, e muito mais o que fazer. Só que, assim, não desmereçam xs ativistas que, assim como eu, farejaram algo de muito podre em relação ao Femen, desde o início, e foram a fundo para descobrir o que era e divulgar, com muito receio de que o grupo prestasse um desserviço irreversível, e que inclusive foram xs primeirxs a alertar sobre a periculosidade da pessoa que estava com a Sara na palestra, a qual você não citou o nome. Também achei infeliz você escrever sempre na primeira pessoa do singular, já que o post em questão era uma conversa sua com uma ativista, mas xs comentaristas estavam se referindo a posições de vários coletivos e "ícones" do feminismo no Brasil, e a conversa já vinha acontecendo em outros posts, em outros dias, e você não acompanhou. Utilizei aí a palavra "ícone" entre aspas, não porque desmereça o trabalho de vocês, mas apenas porque esta denominação é um tanto polêmica e questionável.
Enfim, eu mesma em nenhum momento citei seu nome em letras garrafais, até porque eu não estava me referindo somente à sua postura, mas também à de mais algumas mulheres que estavam contigo nesta palestra,e questionei a possibilidade de vocês estarem sendo maternalistas e condescendentes em relação não somente à Sara e ao Femen Br, mas em relação ao Femen como um todo, inclusive à Sara. Eu nem sequer AFIRMEI isso, ao contrário, disse que esperava estar errada.
Ninguém ali pediu a sua participação num "linchamento", Lola, que miséria da sua parte dizer isso, mulher. Nunca houve intenção de "linchamento" nenhum.
A grande maioria das pessoas ali abomina o ad hominem, assim como eu, que inclusive comentei isso lá, e disse que ainda hoje, jamais a ofenderia publicamente ou me negaria a debater com ela(apesar de eu compreender inteiramente a falta de paciência de algumas pessoas que foram ignoradas, menosprezadas e ironizadas pela Sara Winter, em diversas ocasiões nas quais você NÃO ESTAVA PRESENTE, e que inclusive a conheciam antes mesmo de formar o Femen), outra parte que você preferiu ignorar no seu post, Lola.
E nenhum dos comentaristas jamais disse que nossas críticas eram inconstrutivas e infundadas, até porque todo mundo ali acompanha os grupos nas redes sociais há algum tempo, e já tem base o suficiente pra saber, ao contrário de você, que a figura pessoal da Sara é indissociável da imagem do Femen Br, que é criação dela. Acho bem inocente pensar o contrário, e nesse sentido, é realmente uma surpresa que feministas abalizadas há tanto tempo, como você, pensem assim.

Day Castro disse...

Segunda parte

Lendo o restante do seu post, concordo, obviamente, com as observações e objeções que fez à Sara, em relação ao Femen, mas perceber a sua capacidade de dissociar os dois, e ainda por cima pensar que a garota pode ter sido iludida e mal formada por um grupo estrangeiro que ela mesma escolheu a dedo, me abaixa o nível de serotonina do corpo. Utilizar o argumento batido da pouca idade e inexperiência então, nem se fala, sofrível. Grande parte das garotas que conheci, que se interessaram recentemente por feminismo e antipatizaram de cara com o Femen, são pós-adolescentes, e já tem um discurso feminista totalmente intuitivo e formado(olha só! Sem formação acadêmica, elitismo hermético my ass).
Olha, Lola, antes eu tinha dúvida, agora, sinceramente, se isso não é maternalismo, eu paro de escrever, porque perdi a capacidade de reconhecer o significado dos substantivos e adjetivos, na boa.
E reitero que "pena" é um sentimento vaidoso e inútil, não é empatia, muito menos compaixão.
Falar que a participação dela no programa do Jô representou uma melhora no discurso também forçou a amizade. E aliás, os únicos sinais de melhora no discurso dessa pessoa foram chupinhados dos nossos questionamentos nas redes sociais, não de livros e pesquisas.
Espero que não considere isto rude, pois eu te leio pouco, e há pouco tempo, mas tenho apreço por inúmeras opiniões suas, mas esta postagem e postura foram realmente desagradáveis.
Recomendo que da próxima vez(espero que nem haja uma)que quiser reduzir os comentários e preocupações sérias de algumas feministas ao status de "fofoquinha", utilize ao menos um print, e deixe que as pessoas avaliem. Lembrando que "briguinhas" internas conferem munição aos machistas e mascus, mas reduzir questões sérias a fofoca e linchamento sem estar bem informada, confere mais munição ainda.

Day Castro

lola aronovich disse...

Day, em primeiro lugar, eu não decidi nada. Não decidi omitir alguma coisa (fora o nome da pessoa que acompanhava a Sara), não decidi não colocar os prints. Lembre-se que não tenho Facebook, não estou no grupo de vcs, não acompanhei a conversa. A pessoa que me enviou alguns emails apenas copiou umas mensagens do Gustavo, de mais ninguém. E o resto se refere a alguns questionamentos dela pra mim. Vc parte da premissa que eu acompanhei o que vcs falaram e que eu teria que relatar a conversa toda. Não, eu falei apenas do que eu sei sobre o que vcs conversaram, que é muito pouco (e acho que isso está no texto. Eu digo "pelo que sei" etc). Aliás, eu nem sei quem são vcs. Não sei quantxs são, quem são, nada. O foco deste post não foi vc ou o grupo em que vc está (que eu nem sei qual é), foi a Sara e o Femen, mais particularmente a conversa que tive com ela depois da palestra. Como eu já disse, prefiro criticar o Femen, e não apenas o Femen Br, do que uma pessoa individualmente.
Agora com licença, que já é meia noite, dou aula às 7:30 amanhã, e ainda preciso preparar mil e uma coisas. Não tenho muito interesse nessas brigas e discussões que não chegam a lugar nenhum. O que eu queria dizer sobre o Femen, por enquanto, e sobre vcs, que eu sequer conheço, eu já disse neste post. Vc discorda, tudo bem. Vamos procurar discordar sem desqualificar umas às outras e sem virar inimigas mortais, se possível. Obrigada.

Anônimo disse...

Lola, sinceramente, não entendo então por que tu fala do que não tá inteirada.
Mais infeliz que o post, foram tuas respostas. Que pena.

Leio Lola Leio disse...

Lady Gaga lança campanha de revolução corporal e fala de seus distúrbios alimentares
http://www.vagalume.com.br/news/2012/09/26/lady-gaga-lanca-campanha-de-revolucao-corporal-e-fala-de-seus-disturbios-alimentares.html

Isso me parece bom, principalmente para as adolescentes que são fãs dela. Não sou fã dela, mas vejo essa atitude vinda de uma figura pop como positiva.

lola aronovich disse...

Anônimo das 00:10, eu falei da minha conversa com a Sara, uma conversa que, ao contrário do que é discutido no seu grupo, foi totalmente pública. Acho que dessa conversa eu estou bem inteirada. Pena vc ter achado minha resposta infeliz.


Anônimo das 00:16, tuitei essa notícia da Lady Gaga algumas horas atrás. É uma excelente notícia. O engajamento dela pode afetar muita gente.

Anônimo disse...

Marina

Eu nunca vi um judeu no Brasil sofrer perseguição, ser impedido de entrar em algum lugar, ser morto pela policia e etc.

Os negros sofreram no Brasil por 300 anos de escravidão e ainda sofrem e muito na pele todos os dias as mais indiziveis ofensas, e a maioria das pessoas pouco liga, muito diferente do sentimento em relação ao holocausto.

Lobo Mau disse...

Lolinha, a Sara não passa em Universidade Ferederal porque ela é ariana. O sistema discrimina ela porque ela é ariana. Engraçado isso acontecendo com uma ex fã do nazismo, não acha?

Anônimo disse...

Depois de ler essa parte do comentário da Day:
"Inclusive porque, vocês foram se informando homeopaticamente, esporadicamente, através de migalhas, sobre esta história toda."

..fui lá eu procurar o grupo do Facebook, mas não achei. É um grupo chamado "feministas verdadeiras" mesmo? É fechado? Se vocês estavam falando do encontro da Lola com a Sara lá e ela nem está no grupo, como ela poderia omitir partes de uma discussão na qual ela não participou? Muitas dúvidas...

"Enfim, o Gustavo Cordeiro já abriu que é dono do tal feministas verdadeiras."

Esse nome "feministas verdadeiras" parece ou papo de mascu, ou de radfem. Mas um grupo radfem jamais teria um homem como seu "dono", não? Muitas dúvidas...

Luci

Anônimo disse...

Lola, acho meio lamentável que você tenha transformado uma discussão que se arrasta há semanas sobre os posicionamentos do Femen e -diga-se- a falta de coerência nas respostas dos membros do mesmo em "picuinhas e fofocas" e "linchamento". Além de reducionista e mal informada, essa afirmação ajuda a propagar a triste ideia de que feministas são ressentidas e tratam como pessoal o que é ideológico.

Mi disse...

Eu nunca consegui levar o Femen a sério e não é pelas moças peladas mas pela imagem de protestos de supermodelos que mais parecia ação de marketing de cervejarias.

Acho bacana ações mais incisivas mas de modo geral esse grupo sempre me pareceu meio equivocado.

Anônimo disse...

Lola, por que pena? A Sara vai tomar seu caminho. Ela é forte e saberá transformar-se.

Concordo com o comentário de alguém a respeito de que a maneira como você escreveu dá a entender que o melhor caminho para uma feminista é entrar na universidade pública, encontrar coletivos feministas etc.

Mas eu discordo que isso é "elitista". A participação na universidade pública está cada vez mais democrática. Dos anos 90 em diante, muito mais mulheres entraram. Há cinco anos, mais ou menos, as cotas se tornaram comuns, abrindo espaço para negros, estudantes de escolas públicas etc. Atualmente, 6% da população já cursou uma graduação, e esse número deve aumentar exponencialmente ano após ano.

Portanto, é errado o comentário de que só "elite" está na universidade. As coisas não são mais como eram no tempo da escravidão.

Tudo isso pra dizer que, segundo eu entendo, a ligação entre universidade e movimentos sociais (como núcleos feministas) é muito radical. Daí é que estão saindo as práticas sociais que mais estão modificando o país para melhor.

Aline disse...

Lola linda, quando você vai vir a BH?

Patrick disse...

Lobo Mau disse... "a Sara não passa em Universidade Ferederal porque ela é branca."

Informação falsa. Quando eu estudei em universidade federal, nos anos 1990 (período FHC), o número de vagas do meu curso (engenharia elétrica) era de 45/ano. Agora, teremos cotas, mas o número de vagas é de 180/ano (4x mais). Pra não falar que o número de cursos de engenharia mais do que duplicou e foi criada uma segunda universidade federal no nosso estado (Rio Grande do Norte), com mais uma penca de cursos na área. Se alguém disser que hoje está mais difícil entrar numa universidade pública federal por causa de cotas, está faltando com a verdade. O teu discurso não passa de mimimi.

Marina disse...

Anônimo de 01:45

Eu não estou falando de preconceito contra negros, em nenhum momento toquei no assunto racismo. Não estou comparando dores, o que eu fiz foi falar da MINHA dor. EU já sofri preconceito por ser judia. Já ouvi inúmeros casos de familiares que sofreram preconceito por serem judeus. Já até comentei em um post por aqui que a minha mãe faz tenta votar em judeus, porque ela sofreu muito preconceito e é o jeito que ela achou de revidar. Afinal um judeu teoricamente vai lutar mais pelos direito dos judeus como um negro teoricamente vai lutar pelos direitos dos negros e uma mulher vai lutar pelos direitos das mulheres. Os negros foram escravizados sim e não nego, mas nós não fomos? Não no Brasil, mas em outros lugares. O povo judeu tem uma longa história de ser pisado.

Mesmo depois do holocausto, mesmo sendo um povo reconhecidamente rico e culto, nós ainda NÃO TEMOS RESPEITO. Até em Hollywood, que é praticamente comandada por judeus, tem um monte de anti-semita! Você está incrivelmente errada quando diz que as pessoas ligam para o holocausto, minha experiência diz exatamente ao contrário.

O que eu senti foi, mais uma vez, uma tentativa de me diminuir. Você praticamente afirmou que o anti-semitismo não existe. Bem, eu não vou ser diminuída por ninguém, muito menos por um anônimo na internet.

Reiterando o que disse no primeiro comentário: a Sara tem uma tatuagem nazista. Ela merece toda a crítica que vier em seu caminho, e mais. Não há perdão total para isso.

MCarolina disse...

Eu gosto de ler blogs e publicações feministas e não estou inteirada das atividades do Femen (aqui e internacionalmente) por falta de interesse. No começo achei que fosse uma reação à exploração sexual e machismo no leste europeu, que é um lugar, digamos, complicado, mas agora parece meio show, brincadeira, sei lá. Não me diz nada. E é essa a mensagem que chega até a maioria das pessoas que não estão inteiradas de todos os movimentos dos grupos feministas no país.
Notei que esse post trouxe alguns comentários bizarros, talvez querendo polêmica ou algo assim, como a pessoa dizendo que afirmar que universidades federais de um modo geral são melhores que as particulares é preconceito (Oi? Você mora em Marte?) e essa resposta infeliz de um anônimo (que surpresa né?), querendo minimizar o sentimento de preconceito da Marina usando outro grupo que sofre preconceito como exemplo. Sendo que ela não fez nenhuma comparação desse tipo, e sim você, seu anônimo típico.
Dá até raiva ler essas coisas. Prefiro ler respostas toscas de macus que pelo menos sei que o único intuito é encher mesmo.

Iara disse...

Gostei muito do post.
Acredito muito nas mudanças que acontecem com a idade e Deus me livre ser julgada por coisas que disse aos meus 20 anos!Quem pode ter uma profunda claridade sobre o que pensa aos 20 anos?
Eu passei pelo menos metade da minha vida no ativismo animal,sou contra animais em laboratórios e sempre surgia a pergunta-Por que você não se preocupa com os animais nas ruas?
Então começava a discussão.Levei anos para aprender que a causa é a mesma,mas navega em diferentes águas.Eu vou atrás da questão dos laboratórios,outros ajudam os animais na rua,estamos trabalhando pela mesma causa,mas poucos percebem isso e perdem tempo se atacando no mundo virtual.
Outra coisa aprendida nesse ativismo é a necessidade de ser elegante,não adianta sair do tom,até com pessoas que são a favor de experiências com animais não saio mais da linha,cada cabeça é um mundo e hoje entendo o que levei vidas para entender:o coração humano pode e muitas vezes navega nas trevas,a noção do correto e do errado vem da alma,quem não entende a dor de um animal,não pode ser boa pessoa,tem um coração sinistro,então para que discutir e brigar com essas pessoas?
Acho que se vai mais longe incentivando o dialógo,não o ataque.O teu comportamento com a Sarah foi além de perfeito,foi correto em termos humanos e políticos,finalmente,mesmo com seus erros e tropeços,Sarah está na causa,mesmo que pareça tudo errado,ela vai achar o caminho,mas seria pior para ela errar no discurso e ser linchada por outras mulheres,isso sim vai ser munição para coisas piores do que um discurso que ainda não encontrou seu ponto.
Infelizmente o feminismo é um longo caminho,eu prefiro escutar discursos meio frouxos,do que mulheres apoiando o machismo,coisa que escuto a diário.
Não acho que demostrar educação e respeito por outro ser humano seja maternalismo,você foi uma lady e isso aparece aqui no seu blog,grande parte da circulação que ele tem se deve a isso,a uma linguagem direta,acessível e sem linhas de ataques,sem incentivo ao ódio e abrindo os canais para um dialógo.A tua atitude com a Sarah mostra o único caminho possível de qualquer movimento,a importância do respeito e do dialógo.

Gabriela Galvão disse...

Pô, pena dela? Qe está lá se recheando, repensando seu comportamento?
E 'sugestões' pra ñ dizer 'conselho', né? Ñ solicitados, provavelmente.
Lola, vc tem sua relevância, claro, mas isso aí pra mim fede forte a desserviço.

Gabriela Galvão disse...

Ah, falou em conselho,perdi isso. Mas pois é: desserviço, mesmo.

Gabriela Galvão disse...

Perdão, estou meio indignada e no calor, me atropelei. Ñ; usou 'sugestão', mesmo.
Mas bom. Acho qe me fiz entender.
"Pena" foi sofrível.

Ana Carla disse...

Marina,
Eu respeito sua dor, mas é triste quando o agredido se torna o agressor. Vide o caso dos Palestinos que vocês judeus magicamente esquecem quando o Holocausto (com toda a razão do mundo) nunca é esquecido.

Marina disse...

Ana Carla, eu concordo plenamente com você. Eu sou a favor da existência do Estado de Israel, mas não estou cega aos problemas do país. Acho um absurdo o que nós judeus estamos fazendo não só com os palestinos, mas outros povos que viviam na área que hoje é Israel, e até em países vizinhos. Acho muito triste como um povo que sofreu tanto possa causar tanto sofrimento a outros, um sofrimento que podia ser evitado, ou no mínimo bastante reduzido. Essa questão já foi até motivo de briga em reunião familiar, criticar o Estado de Israel dentro de uma família judaica é extremamente difícil, é um assunto bem delicado, principalmente pros mais idosos, mas é necessário. Se ninguém criticar e, principalmente, se nenhum judeu criticar, as coisas vão continuar as mesmas, e como as coisas estão não dá.

Eu só gostaria de pedir para que você não generalize. Falar "vocês judeus" é como falar "vocês brancos" ou "vocês homens", meio que pressupõe que todos são coniventes com a situação, o que não é verdade. Eu sei que, como judia, eu sou parte do grupo opressor, mesmo sem ser a favor dessa opressão e sem nunca ter pisado em Israel. Generalizações poder ser necessárias, mas também perigosas.

Kibs disse...

Lola,
Eu sequer gosto do Femen, pra mim ele tá longe de ser um movimento feminista, fora que aquele ritual de iniciação, se for verdade, é humilhante, entre inúmeros absurdos que saem dali.
Peguei o papo que tava rolando ali entre vcs e a Sara, e achei super produtivo pra ela (espero que ela compreenda assim também), pois pra gente mesmo, nenhuma resposta saiu dali.
Muitas críticas foram feitas, sobretudo pq perguntas não foram respondidas, como dito, ela não tem preparo algum.
Olha que com alguma frequência discordo de várias coisas que vc diz no blog. Mas preciso me manifestar publicamente nesse caso. Diante de um clima hostil pra Sara-olha-eu-aqui do Femen BraZil, o que aconteceu soa mais como "nós mulheres devemos nos unir" do que qq outra coisa.
Vi quando vc a aconselhou a deixar o projeto em stand by enquanto estuda mais sobre o assunto, dando dicas valiosas, como sobre as tendenciosas edições e etc.
Tô aqui esperando que essa garota aceite o seu conselho. São milhares de mulheres ao longo de décadas lutando por uma causa, tomara que a Sara perceba que ações dela possam comprometer a credibilidade do movimento. E sigo discordando do Femen.

Kaká disse...

Negar que o anti-semitismo existe, é o mesmo que dizer que o racismo é lenda!

OS DOIS EXISTEM e no BRASIL! Na mesma intensidade? Não sei.... Mas não acho que possamos medir o tamanho da dor alheia!

Anônimo disse...

kibs, pq vc segue discordando do Femen? por causa do peito de fora?
da guirlanda na cabeça??

O movimento feminista brasileiro vai bem? acho que não. Os movimentos estabelecidos não têm visibilidade, não conseguem adesão de pessoas com projeção social e midiática, pelo contrário... Militantes políticas como a Marta Suplicy, a Feghali e a própria Dilma não empunham bandeiras de organizações feministas, e sim de partidos políticos. O resto de nós é feminista de ocasião, tem apenas ideias feministas e muito pouco fazemos.

Qual a feminista teórica brasileira no Brasil hoje?

A marcha das vadias caiu nas boas graças de muitas brasileiras, mas tem uma agenda específica, enquanto o Femen protesta por motivos diversos, inclusive os estritamente feministas, mas não só...

Ao invés de suforcarmos o Femen, devíamos aderir ao movimento, dar-lhe contornos úteis à causa feminina e feminista. A Sara não precisa virar bacharel em historia
ou socióloga pra ser presidente do Femen Brasil. Ela precisa sim, estudar o movimento em si, aprender com quem o criou, com as francesas, que vão de vento em popa...






Anônimo disse...

PS.: Todos os protestos das Femen são noticiados na net. O UOL vive reportando as aparições do Femen, no Brasil e no exterior.






D. disse...

Desculpa, anônimo, mas eu, como mulher e feminista, digo que o Femen, do jeito que está, simplesmente não me representa.

A causa feminista é sempre bem vinda, mas não adianta uma execução porca, cheia de falhas, ausência total de conhecimento pela parte de líderes (no caso, Sara Winter) e mentiras e picuinhas.

O movimento do Femen aqui está cheio de mentiras, forjações de sequestros, pessoas infiltradas no meio e vários outros problemas. A líder não quis se comunicar e tem um passado muito mal contado. Ok, todos cometem erros na vida, mas flertar com o nazismo, que é uma coisa que somos ensinados desde crianças que é o ápice da crueldade, é meio hm, BIZARRO (estou sendo legal).

Fora que em março deste ano ela foi vista em shows de skinheads e etc. Não devemos julgar as pessoas pelos gostos musicais ou o que for, mas convenhamos que nazismo/apologia ao mesmo é crime e é BEM esquisito uma líder de um movimento como o Femen ainda participar disso.

Tem mais coisa, mas deixa. Nada contra a Sara. Nada contra o Femen em si. Tudo contra fazer um movimento que deveria ser sério de qualquer jeito sem nenhum conhecimento e com várias coisas duvidosas por trás.

Natasha disse...

Esse Femen é todo errado pq no final acabou mostrando uma proposta errônea e mal colocada em prática. Chama a atenção de maneira errada! Eu não acho que mostrar os seios é a pior coisa que o pessoal anda falando mas sim a própria mensagem que o Femen passa: pura baboseira e nonsense. Também tenho pena da Sara. Ela poderia estar fazendo um puta de um trabalho (com seios à mostra, ou não). ELA TEM A ATENÇÃO DA MÍDIA, isso basta e MUITO. Tomara que ela consiga reerguer o Femen de uma maneira legal.

Anônimo disse...

Só estou muito curiosa a respeito da posição da Lola a respeito do episódio do PdH. Porque os caras se arrependeram amargamente do que fizeram (ou do que permitiram fazer no site deles), o Alex Castro publicou um ótimo "Feminismo para Homens", eles se retrataram inúmeras vezes, reconheceram os erros... e, mesmo assim, estão sofrendo um linchamento fodido! Agora, quero só ver se a Lola vai achar a atitude deles imperdoável só porque são homens (homens podem ser tão vítimas de machismo quanto mulheres - não no mesmo grau, obviamente, mas no sentido de repetirem esses estereótipos sem nem se darem conta dos erros que estão cometendo); ou se a Sara, só por ser mulher e cheia das "boas intenções" (nem isso; muito pelo contrário, tava cheia das más intenções, a.k.a APARECER) ela merece pena, perdão. A atitude dos caras do PdH me pareceu muito mais uma repetição de atitudes e palavras que, infelizmente, são muito corriqueiras por culpa do machismo enraizado na sociedade que muitos homens nem conseguem perceber (eles são ENSINADOS de que falar que uma garota é gorda, que expô-la por culpa de seus defeitos físicos, NÃO É ERRADO). A Sara, não: disse que se interessou por extrema-direita, etc. através de ESTUDOS sobre História Geral. Não fez a tatuagem por um "impulso" (porra, quem se tatua sabe que tatuagem é pra sempre). A gente aprende desde criancinha que neonazismo e racismo são errados, são crimes. Ela, com 21 anos, não sabia, coitadinha? Ah, um adendo: também tenho 21. O machismo, por não ser tão alardeado quanto algo tão horrendo como crimes de racismo e neonazismo, sem dúvida merece uma atenção especial, pois os caras não se deram conta ainda da merda que fizeram. Mas culpar só os homens e inocentar as mulheres de atitudes praticamente IDÊNTICAS não cheira a desserviço: cheira a sexismo.

lola aronovich disse...

Anônimo das 08:13, no dia 3 de outubro eu tuitei isso sobre o episódio Papo de Homem:

Como mta gente tá pedindo p/eu me manifestar sobre post feminista do Alex e celeuma em torno do Papo de Homem, lá vai:
1. Gostei do post do Alex.Tenho minhas reservas qto ao Alex,mas torço p/q o texto atinja pessoas q blogs feministas n atingem.
2. O chato é q nós feministas escrevemos a msm coisa td dia e a recepção é bem diferente.Mas isso não é culpa do Alex.
3. Vejo complexo de viralata de mts feministas q n tuitam posts feministas, mas parecem querer eleger homens p/salvadores do feminismo.
4. Ñ gosto, ñ leio, n tuito Papo de Homem, q p/mim é um site machista e comercial c/alguns poucos posts q se salvam.
5. Lamentável o q @vidadeleticia revelou sobre Cabana http://cemhomens.com/2012/10/o-que-voce-nao-viu/ As“explicações”do PdH não convencem.
6. Apesar de @vidadeleticia ter brigado comigo por discordâncias, admiro sua coragem por apontar a incoerência do PdH.
7. Essa incoerência não desqualifica post do Alex, mas demonstra q interesse do PdH pelo feminismo é meramente comercial.
8. E essa até q é uma boa notícia. Se um blog machista precisa se aproximar do feminismo,é porque estamos incomodando,conquistando espaço.


Sobre o Femen, não sei quantas vezes terei de dizer o que já disse: que não gosto do Femen (tanto do Br quanto do resto do mundo, principalmente da Ucrânia, que é onde surgiu), não levo o Femen a sério, mas não me sinto confortável para hostilizar uma só pessoa -- no caso, a Sara. Eu critico o grupo Femen e suas atitudes, não a Sara individualmente. Quer dizer, eu já a critiquei e acho seu passado nazista absolutamente condenável. Eu disse que ela é despreparada (isso é criticar, que eu saiba). Mas não vou continuar criticando dia sim, outro também. Pra mim, mascus e outros machistas (incluindo aí os "humoristas" de sempre) e reaças são inimigos. Posições de (neo) feministas como o Femen são inconvenientes. Mas sabemos que o feminismo é plural, e muito maior que um grupinho de ativistas midiáticas sem propostas. Ou não sabemos?

Robs disse...

Lola, estou impressionada e contente com o seu modo de lidar com as ideias e com as pessoas. Sempre me considerei feminista, mas só recentemente comecei a participar mais como ativista e procurar sites, páginas em redes sociais e blogs a respeito e muitas vezes me decepciono com a posição dxs ativistas. Parece que muitxs não sabem separar as coisas, desqualificam xs colegas por todo e qualquer deslize e isso me assusta e me chateia porque eu acredito que esse tipo de atitude mais contribui para a rejeição popular do que para a divulgação de ideias. E o que eu mais gosto de ver nos seus textos é justamente essa maturidade na hora de separar pessoas, ideias e acontecimentos. Aprendo muito com seu blog, principalmente nessa questão de como lidar com as críticas e com as divergências! Parabéns!

Anônimo disse...

Camila B.:


Robs, vc considera flertar com o nazismo, falar mal das garotas da Marcha das Vadias chamando de VAGABUNDAS, ter uma tatuagem que claramente faz apologia ao nazismo, ser egocêntrica a ponto de desacreditar nossa luta (que nos é tão cara, como foi dito aqui), esconder pra onde vão as doações, achar normal cortar bolas fora, SÉRIO isso pra você é MERO DESLIZE? Deslize é pisar no pé e pedir desculpas. Não é um errinho qualquer. Reitero minha opinião, colocada nos grupos onde os fofoqueiros de plantão (de acordo com a Lola) Se manifestam. O Femen é um perigo. Não é só um desserviço, é perigosa a imagem que elxs passam e milhares de pessoas estão associando com o feminismo. Ok, nós sabemos que o Femen não é feminista, mas e a população que só acompanha pela TV sabe? Eu sei quem me representa, o Femen NÃO ME REPRESENTA, e fico triste de saber que milhares de mulheres que sofrem agressões diariamente só tenham essa estúpida como referência pro feminismo. E não quero atacar a Sara, não quero que ela seja linchada como foi dito NUNCA QUISEMOS ISSO apesar de lutarmos contra o Femen. Mas esse conselho da Lola já foi dado por muitos de nós antes, inclusive eu já dei uma sugestão parecida, mas o Femen é uma maquina ambulante a procura de flashes. Nota-se pelas recentes aparições na mídia e agora a mais nova é participação VIP EM SHOWZINHO (pois é, acredite, participação com foto em folder de show PAGO). Não é palestra, é PRESENÇA VIP.

Mas né? A Lola é "tietada" (lamentável essa postura), formadora de opinião, quem sabe a Sara Winter escute? Aguardo ansiosamente que ela entre em modo 'stealth' assim como ela mandou aquele candidato a vereador (que usa o nome do femen pra se eleger) postar que a outra integrante do femen estava no episódio de FALSO SEQUESTRO.

E é desserviço SIM, tão dando munição pra sermos chamadas de FEMINAZIS, sendo nazista, cortando bolas, querendo o matriarcado, FAZ FAVOR. Alguém manda essa mina parar.


Grata, Camila.

Sara disse...

Camila B muito mais me assusta posturas de quem se diz feminista como essa sua, o feminismo que vc esta exibindo NÃO ME REPRESENTA , a intolerancia que vcs demonstraram contra a Sara foi estarrecedora.
As noticias que vcs ficam repetindo aqui falando mal do FEMEN perdem totalmente a credibilidade diante do ódio gratuito q vcs sem vergonha nenhuma estão tornando público.
É profundamente lamentavel q vcs fiquem procurando no passado dessa moça, motivos para desacredita-la, isso me parece muito semelhante ao que nós mulheres passamos diariamente de sermos culpadas pelas violências q sofremos, e mais se vc procurar bem, é muito provavel que ache fatos desabonadores na vida de qualquer pessoa, inclusive a minha, se não na sua , talvez vc esteja no movimento errado, deveria procurar o VATICANO e lutar pela sua canonização.

Anônimo disse...

Sara, não é passado. A unica coisa que poderia ser citada como passado é a tatuagem, que ela poderia ter coberto ao invés de fazer cerejas em volta e achar que TÁ TUDO BEM.

Mas o que falei de resto foi da Sara em relação ao Femen, não é passado, é recente. O falso sequestro é recente, dizer que é ONG sem ser e esconder pra onde vão as doações é RECENTE. Não ligo pra vida pessoal dela, mas acho que como porta voz do Femen, ela tem satisfações a dar. Sobre a relação dela com o Femen. Se o Vaticano soubesse o que já fiz da minha vida acho que me excomungaria (se eu tivesse sido batizada). Não sou santa, ninguém aqui é, todo mundo erra... Mas errar o tempo inteiro com coisas tão graves, aí é complicado. Então vamos receber o Silvio Koerich (argh!) de braços abertos e falar que foi um erro do passado dele? É GRAVE.


Camila.

Everson Fernandes. disse...

Dizem que estamos procurando coisas no passado da Sara para que ela perca a credibilidade. Eu não sei o que vocês andam lendo, mas, a exceção das ligações com o nazismo, todos os outros fatos levantados sobre ela são depois da criação do "Femen Brazil". Ela é a fundadora do Femen Br e principal porta-voz dele. Se depois de criar o Femen ela participa de showzinho de banda nazi, isso deve ser mostrado. Além de contradições entre os discursos do Femen daqui e o da Ucrânia, por exemplo. A questão é que o Femen não é feminismo. Ele próprio se denomina neofeminismo. Além do mais, dizer que é demonstração de ódio e intolerância nossas críticas não serve senão para tentar tirar o crédito destas. Esse tipo de argumento é batido. Quem quiser, é só ler o dossiê montado, que demonstram alguns problemas nos discursos deles. Quem não quiser, pode continuar acreditando que o Femen é um movimento bonitinho que vai trazer algo positivo.

Anônimo disse...

Everson, qual o showzinho de banda nazi de que a Sara participou? Segundo consta no F5 da folha, ela apenas filmou parte do show da banda, que não caracteriza crime. O mau gosto e mimimi da banda em questão não só pode como deve ser reprovado pelo Femen Br e por movimentos feministas no tempo devido. Não se esqueça de que ainda gozamos de uma certa liberdade de expressão e do direito de resposta.
O Femen Br não pode ser responsabilizado pelas bobagens proferidas por um punhado de mascuzinhos infantis, né?

Anônimo disse...

Anônimo das 16:16,

ou devo dizer Gustavo Cordeiro, articulador e atual ventríloquo do Femen Br?

A Bruna Themis acaso mentiu em sua entrevista, afirmando que a Sara possui farto material sobre nazismo, e disse admirar a figura pessoal de Hitler?? Você tem como provar que ela mentiu? Não né, inclusive porque você mesmo conversou com ela sobre isso, enquanto ainda fazia jogo duplo, infiltrado no nosso meio...

Pra quem ainda não está devidamente informado: http://femenputecidxs.wordpress.com/2012/09/25/dossie-femen/

Sara disse...

Conheci o Gustavo na palestra na Rosa Luxemburg, ele me pareceu um cara super legal.
Quanto a gostar do Hitler sei de gente q gosta de gente bem pior como o Chaves ou o Fidel Castro, Pol Pot, George Buch, Chapolin Colorado e por ai vai , to achando ridicula essa tchurminha correndo atraz dessa Sara do Femen, o q vão ganhar com isso???
Vcs gostem ou não o FEMEN é um tipo de feminismo que atrai certos tipos de ativistas que não se sentem representadas pelo feminismo mais formal, e dai???
Vão passar suas vidas procurando os podres dela para tentar desacredita-la? não seria muito mais útil lutar por um feminismo em q vc acredite de verdade.
E nos pontos de convergencias se apoiarem mutuamente?
Mas acho q to pregando no deserto.

lola aronovich disse...

Bom, como o nome do Gustavo já vazou (não graças a mim), não preciso mais manter segredo. Mas era bem isso que não queria revelar no post. Depois de publicar o post, recebi dois emails desse Gustavo. Ainda não respondi (não tive tempo), e não sei se vou responder. No sábado passado, dia da palestra, esse Gustavo estava lá. Parecia muito interessado em tudo que eu dizia, e veio falar comigo depois sobre algum comercial. Depois, quando Sara veio conversar comigo, ele ficou perto e deu alguns palpites. Lembro que a magnífica Elisa perguntou pra ele quem era e ele respondeu com evasivas. Parece que ele estava com Sara. Eu achei estranho que Sara sempre esteja junto de homens “de confiança” que lhe dão conselhos (primeiro aquele candidato a vereador, agora o Gustavo), mas não falei nada.
Só que, quando cheguei a Fortaleza, recebi alguns emails de uma leitora criticando minha atitude em relação a Sara na palestra. Essa leitora faz ou fez parte do grupo do Facebook que estava falando sobre o Femen. Ela me enviou alguns poucos prints e falou do Gustavo. Pelo que ele mesmo disse nos prints, ele é ou era um espião do Femen. Ele estava dentro do Femen, era considerado de confiança por Sara, e passava informações contra ela pros opositores. Queria derrubá-la do comando do grupo. E parece que fazia isso por vingança pessoal, por ter sido rejeitado por ela. Adotava típico comportamento de stalker. Não é legal feministas anti-Femen fazerem alianças úteis com esse tipo de cara. Acho que agora deram um chega-pra-lá nele. Ainda bem.
Quando vi que Sara estava sendo traída por alguém em que confiava, fiquei com mais pena.
Mas também vi 6 minutos do Saia Justa em que Sara participou e ela continuou repetindo as mesmas bobagens. Que o feminismo no Brasil é acadêmico e elitista (onde?), e que o que o Femen faz é neofeminismo. Quer dizer, acho muito difícil ela mudar.

E Sara (não a Winter), pelamor, né? Comparar ser fã de Hitler com gostar de Fidel e Chaves? EU gosto do Fidel e do Chavez, que acabou de ser democraticamente reeleito na Venezuela. Não tenho uma tatuagem no corpo porque não gosto de tatuagens, mas também porque Fidel e Chaves não tem um símbolo (de ódio) pra identificá-los. Sério, comparar Hitler com Fidel e Chavez é de uma ignorância histórica muito grande. O passado nazista de Sara Winter é terrível, não dá pra subestimar isso. Não é qualquer um que vai tatuar um símbolo nazista na própria pele. Acho que a pessoa tem que estar muito envolvida ideologicamente pra fazer algo assim. E ela nunca pediu desculpas pela tatuagem. É totalmente relevante, a meu ver, que digam que Sara esteve num show de uma banda nazista a poucos meses. Foi este ano. Sabe quando que eu iria a um show de banda nazista? NUNCA. Nem vc, Sara. Nem ninguém que não tenha alguma afinidade com o nazismo. Sara é extremamente incoerente. Um ano atrás ela estava escrevendo post condenando manifestantes da Marcha das Vadias por mostrarem os peitos. E hoje ela está fazendo a mesma coisa. Claro, as pessoas mudam. Acredito nisso. Mas é tudo muito recente, e as desculpas que ela deu, as razões pra sua mudança, não são nada convincentes. Isso tudo tem que ser dito. E, pra mim, é de uma irresponsabilidade ímpar que o Femen Ucrânia tenha permitido que uma pessoa com esse tipo de passado recente seja sua representante.

Sara disse...

Desculpa ai se toquei em algum ponto sensível Lola, apenas expressei o q eu penso sobre essa perseguição insana (na minha opinião) sobre essa Sara.
Pra mim em particular ja esta bem dificil definir o que é mito e o q é verdade sobre essa garota e o FEMEN.
Tambem pra ser sincera nem me interessa, pois não é o ativismo feminista que mais me atrai.
Sei que vc pensa bem diferente de mim sobre esse assunto e não foi nem um pouco hipócrita e falou tudo o que pensava pessoalmente e cara a cara para a própria Sara, mas sempre com seu jeito respeitoso até elegante eu diria, deu exelentes conselhos a ela.
Não vejo o que mais vc poderia ter feito, se vc acha importante continuar se interando da profusão de noticias (sempre bem negativas) que estão chegando sobre o FEMEN e dar ouvidos a essas menssagens é todo direito seu Lola.
Eu da minha parte apesar de tudo, ja tenho minha opinião formada sobre esse movimento, e o respeito.

Anônimo disse...

lola, vc e letícia "brigaram"? onde, no campo das ideias (sem cair pro lado pessoal ou fofoquinha), vcs discordam?

P.R. disse...

Lola, concordo com muitas coisas que você expõe em seu artigo. Por outro lado, fico extremamente preocupada com a existência do Femen no BraZil e sua atuação incoerente. Sou mulher, brasileira e feminista. O Femen não me representa e, na minha opinião é um grande desserviço (perdão por usar o termo que você não gosta) à democracia, ao feminismo e às mulheres enquanto grupo heterogêneo.

Inspirada por sua postura humana e compreensiva neste post, tentei dialogar com o Femen ontem e hoje. O retorno soberbo e despreparado que tive deste grupo pode ser resumido, grosso modo, a "você está confiscando carteirinhas de feminista", "o feminismo acadêmico é elitista" e "você não é a dona do feminismo e do português". Quem tiver interesse, pode acompanhar aqui: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=356322104458772&set=a.281293385294978.63794.280659362025047&type=1&comment_id=1542623&offset=0&total_comments=14

A agressividade e a negação a qualquer tentativa de questionamento são evidentes deste grupo. Por essas e outras, fui frustrada em meu intento de tentar, como vc, compreender este "coletivo" e afirmo com mais certeza do que nunca que o Femen não me representa e que eu gostaria muito que ele não mais existisse. Sem querer alimentar a "caça às bruxas", também não gostaria ter com a presença da Sara Winter como companheira de militância. Peço perdão a tod@s que possam se ofender com estas afirmações.

Não acredito que o Femen tenha conserto e não acredito que sua líder seja inocente ou bem intencionada. Não a conheço. Estou me referindo à pessoa pública e "figura política" quando faço referência a ela.

Letícia Oliveira disse...

Lola, a Sara não foi traída pelo Gustavo, ela sempre soube de tudo - coisa que já desconfiávamos tem algum tempo e foi comprovada por um simples fato: Gustavo continua sendo parte do Femen, sendo inclusive ele o responsável pelas postagens na página do Femen Brazil no facebook mesmo após toda a confusão ter rolado. Ele também já respondeu algumas vezes no grupo de perguntas ao Femen Br em nome do "coletivo".

A Sara não é e nunca foi nenhuma coitada e ela mente MUITO.Inclusive as tais ameaças que ela diz ter recebido já foram desmentidas por ela mesma no tal grupo.

lola aronovich disse...

PR, também não me sinto representada pelo Femen, também acho que é um desserviço ao feminismo, mas esses são termos que, a mim, não dizem grande coisa. Porque não creio que o Femen ou qualquer outro grupo tenha que me representar. E insisto: não há problema que grupos ou indivíduos feministas sem noção existam. Se acreditamos que o feminismo é plural, temos que estar dispostas a aceitar que nem todxs as feministas serão relevantes. O problema é que a mídia está dando espaço demais pro Femen. E a mídia não está nem aí com o que o Femen diz ou deixa de dizer. Pra ela, o que vale é "mulheres jovens e dentro do padrão de beleza fazendo topless". O Femen de todo o mundo sabe que a mídia adora isso. É um grupo midiático. É a sua única proposta: aparecer. Quando ouvi falar do Femen (Ucrânia) pela primeira vez, achei que o negócio não estava claro, que não havia proposta. Quando o Femen veio pro Brasil, evitei criticar. Mas depois de tantos erros, pra mim perdeu totalmente a credibilidade. Essa é a minha postura sobre o Femen. E pra mim a responsabilidade do Femen ser um fiasco é do Femen Ucrânia, não do Femen Br ou da Sara.


Leticia, o que eu tinha entendido é que Gustavo era um espião. Como assim, Sara sabia de tudo? Sabia que ele estava/está lá para derrubá-la? É ele que está respondendo pelo grupo?

Anônimo disse...

Lola, é ele que está respondendo na página do grupo, sim. Pelo menos é a conclusão a que chegamos, considerando que quando chamamos a pessoa que está respondendo hoje pelo nome de Gustavo não houve qualquer tentativa de negar ou explicar.

lola aronovich disse...

Anônimo das 13:08, eu não briguei com a Letícia. Foi ela que brigou comigo. Já tem alguns meses, e foi por DM. Não lembro os detalhes, porque foi uma coisa muito besta. Mas foi sobre transfeminismo. Eu achei que ela fez uma provocação desnecessária no Twitter a pessoas trans* com quem ela já vinha se desententendo há tempos. E disse que achava estranho essa aproximação dela com radfem, porque pouco tempo atrás ela nem se reconhecia como feminista, e agora tinha comprado brigas de radfems (americanas) contra trans -- brigas que, pra mim, não faziam o menor sentido. Ela insistiu que não tinha sido a intenção dela provocar trans naqueles tuítes e, que se eu não acreditava nela e fazia alianças com quem a chamava de die cis scum, ela não tinha mais nada pra conversar comigo. Quero dizer, foram dezenas de tweets.
Até então eu tinha tido um bom relacionamento com ela, mas, na primeira discordância, ela preferiu romper relações. Depois ela me deu unfollow no Twitter. Outro dia vi que ela disse no Twitter que as pessoas que são suas amigas têm que estar 100% do lado dela. Pessoalmente eu acho impossível concordar 100% com alguém. E sempre digo pra todo mundo: acho imaturidade brigar com alguém só porque existem divergências de opiniões. Dá pra discordar e mesmo assim seguir trocando ideias.
Mas foi isso. E só isso.

Letícia Oliveira disse...

Isso mesmo, Lola, a Sara sempre soube e não há mais duvidas a respeito disso. O Gustavo se fez de espião mas não sabemos os motivos exatos deles terem optado por usar essa tática. O que sabemos é que depois que começamos a questioná-los eles começaram a incorporar muito do que nós passávamos nos grupos de debate ao discurso do Femen.

Quando o Gustavo usava o perfil Feminstx Verdadeirx ele costumava postar algumas coisas sobre a vida pessoal da Sara, coisas com as quais ninguém do grupo compactuava por não serem relacionadas com a Sara figura principal do Femen e só serviam para fazer com que ela pudesse alegar que nós estávamos falando mal dela por motivos nada a ver.

E ela usou dessa desculpa inclusive pra b e a bloquear a mim e a várias outras pessoas porque comentamos uma foto dela postada em um dos grupos. A foto era da primeira prisão dela na Ucrânia com o Femen e ela disse que estávamos comentando a vida pessoal dela e que por isso nos bloqueou, mas ela não bloqueou a pessoa que postou a foto que inclusive é minha amiga. Somente aquelas pessoas que foram as primeiras a questionar as atitudes do Femen Brazil como um todo foram bloqueadas.

Quando o Gustavo foi desmascarado ele não mostrou nenhuma preocupação com a Sara, ele somente estava preocupado por perder a confiança do nosso grupo.Juntando isso ao fato de que ele agora está respondendo abertamente pelo Femen, não há como ter mais dúvidas não é mesmo?

Anônimo disse...

entendi, lola. a única coisa que eu tinha visto era aquela coisa de algumas pessoas terem pedido pra ela passar a usar essas nomenclaturas, como trans*, cis, essas coisas, e ela não quis. mas foi só. eu não tinha acompanhado essa discordância. e eu nem saco tanto de feminismo pra identificar qualquer característica de radfem no discurso dela (até pq eu nem sabia que o termo radfem existia. hahaha. eu sou A que tá por dentro).

sim, concordo que dá pra discordar e continuar se relacionando... mas, enfim. explicado. e deixo claro que botei o "brigaram" entre aspas exatamente pra não criar fofoca de coisa que não existiu! obrigada.

Robs disse...

Camila B.
(que escreveu como anônimo)

Eu nem li tudo o que você escreveu, porque eu não tenho tempo. Eu não falei que o FEMEN comete deslizes, eu comentei que, em geral, as pessoas transformam um pingo em mar e interpretam as coisas como bem querem como você acabou de fazer. Não citei o FEMEN em momento algum, eu não disse que me representa. Aliás, você foi bem o exemplo do que eu comentei: tem gente que quer brigar e criticar e não se dá o trabalho de interpretar o que as pessoas escrevem! Agora, Camila, se você não tem mais o que fazer além de criticar quando alguém elogia o trabalho bem feito e coerente de alguém, isso é problema seu e não meu.

P.R. disse...

Oi Lola! Obrigada pela rápida resposta. Estou de acordo com o que você escreveu em seu comentário, com exceção de duas coisas:

1)"Se acreditamos que o feminismo é plural, temos que estar dispostas a aceitar que nem todxs as feministas serão relevantes". Exato! Só que o Femen não é feminista, como você mesma já colocou (pelo menos foi o que eu entendi do que li aqui). O problema não é só a mídia está dando espaço demais pro Femen. É o Femen (em todas suas "sedes") correndo atrás da mídia deturpando o feminismo.

2) A responsabilidade do Femen Br ser um fiasco é do Femen Ucrânia? Não consigo estar de acordo com essa afirmação... O Femen (Uc, Br, Lua ou Marte) é um grande fiasco, mas a responsabilidade do estrago que esta agrupação está fazendo em solo tupiniquim é também de sua coordenação/liderança/direção brasileira, totalmente despreparada, isolacionista e mal-intencionada. O simples fato de permitir que um indivíduo como Gustavo Cordeiro responda às perguntas no FB é a prova disso (entre outros zilhões de coisas mais relevantes que tomei conhecimento em http://femenputecidxs.wordpress.com/2012/09/25/dossie-femen/). Você mencionou que não tem uma conta nesta rede social, mas quem possui pode dar um pulo lá e verificar isso.

No mais, estamos tod@s de acordo com a necessidade de superarmos eventuais picuinhas que ocorrem dentro do feminismo, mas também temos a obrigação de distinguir picuinhas de bandeiras políticas, que é o que me parece ser o questionamento coletivo dos Femens no mundo e, em especial, em nosso país. Fico muito triste em ver que uma merda como o Femen está conseguindo criar desentendimentos entre nós, @s feministas.

Abs feministas!
Patricia

P.R. disse...

Robs,

"criticar quando alguém elogia o trabalho bem feito e coerente de alguém, isso é problema seu e não meu".

Este trabalho coerente está se referindo ao Femen?

Robs disse...

(Ainda para Camila B.) Acho que sou obrigada a me explicar (como se adiantasse): não considero as atitudes e referências da Sara como deslizes, o FEMEN também não me representa e o meu elogio à Lola foi em relação a suas atitudes em geral e não só por ter conversado com a Sara. Mas, já foi interpretado assim, eu pergunto: virar a cara para menina adiantaria alguma coisa? Acredito que não. Também não sou obrigada a saber que outras pessoas já deram o mesmo conselho para Sara. Se o fizeram, que bom, eu os parabenizo também e sem ironia alguma.
Iniciei o meu comentário falando de uma atitude agressiva contra tudo e todos que eu observo em várias páginas e em vários comentários (aí sim entram os deslizes... além de erros grotescos e trollagem mesmo). Eu achei que isso tivesse ficado claro... Acredito que todo mundo está aprendendo e essa conduta de "estou mais certx, sou mais feminista por isso e isso" é um tanto desgastante e representa um desserviço tão danoso quanto o FEMEN.
Era só que me faltava: não poder mais elogiar alguém... cada uma, viu?

Robs disse...

Não, P.R. Está se referindo à Lola.

P.R. disse...

Robs, desculpa. Fui preguiçosa e não vi que você comentara antes.

Pelo que li, a Camila B. não está de forma alguma criticando seu elogio ao trabalho da Lola. Ela entendeu, como eu havia entendido, que o "deslize" eram as atitudes do Femen e sua porta-voz.

Abs a tod@s

H.I.T. disse...

Lola, concordo com sua abordagem à Sara, mas não concordo com sua interpretação hierárquica nas lutas sociais. Um homem não pode ter cargo de liderança na causa feminista porque ele é homem? Ainda exemplificando que um hétero não pode ter liderança na causa LGBT (que antes era GLS [simpatizantes]) por simplesmente ser hétero? O que é essa hierarquia nas lutas e coletivos sociais, como ela funciona? Não consigo concordar.

Óbvio que um homem jamais sentirá as desventuras e imposições que uma mulher passa diariamente ao viver e ser subjugada numa sociedade patriarcal e machista, assim como um(a) heterossexual jamais sentirá o que é ver um casal dentro da normalidade se beijar na rua e olhar para @ parceir@ e suspirar, sonhando por compartilhar dessa experiência um dia, mas elxs claramente saberão o que é e, empaticamente, saberão agir como bons porta-vozes de causa e, principalmente, de indivíduo (desculpe, não pude evitar ser demagógico). Mesmo porque, acredito que a experiência de causa deva muito antes preceder o gênero que a pessoa tem para si, não se pode esperar que uma mulher sem conhecimento de causa deva "liderar" um grupo feminista apenas por ser mulher, sendo que poderia, em seu lugar, ter um homem capacitado, com conhecimento de causa. Acho que, inclusive, o FEMEN é um ótimo exemplo disso. E isso literalmente, em alguma entrevista a Sara disse que homens no FEMEN poderiam ser úteis para carregar objetos ou coisas do tipo. Ora, se a luta é pela igualdade, por que não começar a utopia na luta de causa e então externalizar essa luta não mais como utopia, mas sim, ideologia? Uma pessoa não precisa ser de um grupo para defendê-lo, basta saber das diferenças que ela e o grupo possuem e não passar por cima delas, mas conviver com elas. Além disso, não creio que homens feministas sejam melhores vistos na sociedade. As críticas dadas a eles são, sim, diferentes das atribuídas às mulheres, mas não é como se eles não fossem criticados. De comentários sexistas como "você é submisso à sua mulher" ou "você não é mulher, por que tá se doendo?" a homofóbicos como "você deve ser viado pra defender mulher", a crítica a homens feministas (quando admitem que existem homens feministas, visto que, na cabeça de alguns/mas machistas, isso nem é algo plausível) também ocorrem e também ofendem.

Em relação à crítica à Sara, creio que você está corretíssima em não criticar a Sara pessoa, mas sim, o FEMEN entidade, pois este sim deturpa conceitos feministas de igualdade de gênero e segrega a luta feminista. Exatamente por isso, gostaria de sugerir que você parasse de citar o passado de Sara, visto que essa é a terceira ou quarta postagem sua que vejo o mesmo enredo reproduzido: "É culpa do FEMEN ter aceitado uma pessoa despreparada, com passado neo-nazista, com um símbolo nazista tatuado no peito, anti-marcha das vazias para se encarregar da abertura da 'franquia' brazileira (com z) do grupo. Mas não vou criticar a pessoa, vou criticar o Femen.". Isso claramente é uma crítica clara à Sara que, particularmente, acho sim criticável. Mas se você defende a "não-crítica" aos membros e sim à entidade, sugeriria o que acabo de falar acima.

No mais, parabéns pela palestra, acompanho um pouco do seu trabalho e gosto muito das postagens do seu blog :)