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sexta-feira, 27 de setembro de 2019

MINHAS PRÓXIMAS PALESTRAS, E SORTEIO PARA VOCÊ PARTICIPAR DE CONFERÊNCIA EM SP

Gente ótima, no dia 31 de outubro vou dar uma palestra na Conferência Web.br 2019, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo. 
A conferência, lógico, incluirá muito mais gente do que eu, e acontecerá em dois dias (30 e 31/10). Só que ela é paga. Os organizadores disseram que eu posso levar duas pessoas para assistir os dois dias da Conferência, mas não sei como escolher. Por isso decidi fazer um sorteio. 
Portanto, se vc mora em SP e tiver interesse em ir à Conferência (por sua conta, mas sem pagar a inscrição), deixe um comentário aqui neste post. Vou sortear até domingo, porque preciso enviar os dados das pessoas até segunda! (então não apenas se manifeste aqui, mas fique de olho pra ver se você ganhou). Prometo também fazer um sorteio meio antigo que larguei no meio, o de dois livros. 
Se você é de SP e quiser ver uma palestra minha, teremos muitas oportunidades. E todas gratuitas. 
Vou aproveitar e colocar aqui minhas próximas palestras, já confirmadas:
- Próxima sexta, 4 de outubro, a partir das 17:30, na UERJ: V Seminário Feminista do IESP. Retrocessos e Resistências: novos cenários de conservadorismo global. Mesa 3: Masculinidades: os ataques misóginos na internet. No Rio de Janeiro!
- 15 de outubro, das 18h às 22h, no Sindicato dos Jornalistas. Minicurso sobre mulher e comunicação. Em Fortaleza.
- 19 de outubro, 14h - Democracia roubada: discurso de ódio, desinformação e as plataformas monopolistas digitais - Fórum Nacional pelo Direito à Comunicação (FNDC), em São Luís. 
- 31 de outubro - Nós podemos ter a web que queremos! Conferência Web.br 2019, em SP.
- 5 de novembro - V Colóquio Literatura e Utopia: 1984, hoje. Na Universidade Federal de Alagoas, em Maceió. 
- 6 de novembro – Bienal Internacional do Livro de Alagoas, em Maceió.  
- 7 de novembro, 18h – ECA USP Com-Arte. Compósito M: Diálogos literários e mulheres. Com Cristina Judar e Júlia Hansen, mediadora: Dra. Vima Martin. Em SP.
- 9 de novembro, 10h – Aula sobre violência em ambientes virtuais. Escola Comum, em SP.
- 4 de dezembro, 19h. Ensino de línguas e literaturas: o exercício da palavra como forma de resistência. I SINALLEN – Simpósio Nacional de Língua, Literatura e Ensino. Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Pau dos Ferros, RN.
- 5 de dezembro, 16:30. Conferência de encerramento em congresso na UFC sobre literatura.

UFA! Por enquanto é isso. Eu lembro vocês no Twitter quando as datas se aproximarem. Bom, serão várias cidades (Rio, SP, Fortaleza, Maceió, São Luís, Pau dos Ferros, e ainda estou aguardando pela CPMI das Fake News, em Brasília), então algumas e alguns de vocês eu vou ter que ver (ou rever). Espero que sejam muitxs!


SORTEIO! Pouca gente deixou comentário pra participar da Conferência web, mas tudo bem! Sorteei entre esses 6 nomes, e deu os números 3 e 4. Assim, Rosemeire e Lisa, por favor, mandem um email pra mim com urgência, porque preciso enviar os dados sobre vcs pra organização da conferência o quanto antes (que legal! A Lisa sempre conversa comigo no Twitter!). 
E teve um sorteio que eu não continuei em julho, mil perdões! Aproveito para retomá-lo agora. São dois livros (O Feminismo é feminino?, de Maíra Marcondes Moreira, e o Guia Pussy Riot, que o Claudio ganhou e quer repassar). E os sorteados foram 23-Kasturba pro primeiro livro, e 5-João Paulo pro segundo. Me mandem um email com o endereço pra que a gente possa mandar cada livro pra cada um! (Kasturbinha querida, espero que vc ainda esteja por aqui!). 

domingo, 1 de setembro de 2019

ALGUMAS PESSOAS INCRÍVEIS QUE CONHECI NA MINHA JORNADA PELO SUL

Com guerreiras em Curitiba

Foi cansativa minha turnê pelo Sul do Brasil, como não podia deixar de ser (cinco eventos em quatro cidades diferentes, em três dias!). Teria sido melhor se eu não estivesse tão resfriada. Mas também foi ótimo conhecer pessoas que eu admirava a distância e reencontrar amigxs! 
A primeira atividade foi na UFSC de Blumenau, que tem apenas cinco anos de idade e, obviamente, está temerosa quanto ao seu futuro. A III Semana Integrada de Química pediu para eu desse uma palestra sobre a resistência das universidades. Foi uma palestra bem panfletária para um público receptivo num auditório cheio, mas infelizmente não tenho fotos. Agradeço o estudante Vantuir e a professora Keyzy pelo acolhimento! 
Segunda à noite em Blumenau pude reencontrar meu amigo de infância -- ok, a infância dele -- Ricardo. A gente se conheceu em Joinville ainda na década de 90, quando ele era adolescente e trabalhava numa locadora de vídeo. Foram muitas visitas pra minha casa pra falar sobre cinema e comer batata assada. Lembro que o Ricardinho foi a primeira pessoa que me avisou da morte do Tom Jobim (em 94, antes da internet, por telefone!). Nos reencontramos depois em Floripa e Blumenau. Desta vez, ele me levou pra comer batata recheada na Vila Germânica. Da próxima vez espero que a gente se reencontre aqui em Fortaleza!
Nada a ver com o Sul, mas a Jessika deixou um lindo relato de quando nos conhecemos em Sergipe, duas semanas atrás. 
A viagem de carro de Blumenau para Floripa foi tranquila, com um pouco de trânsito. 
Já em Florianópolis, a professora Eliane me levou pra comer comida vegana em seu apartamento (sua filha Bia e seu marido Felipe são igualmente super simpáticos) e depois fomos pro Instituto Federal de Santa Catarina pra banca de qualificação da Juliana. 
Antes mesmo da banca começar, quem esbarra comigo no corredor do IFSC? A Adrieli, que além de ser professora lá é uma tuiteira de mão cheia. Uma feliz coincidência!
Banca no IFSC: Eliane, Juliana, eu e Marlene
A banca foi ótima, aprendi muito, e ainda tive a oportunidade de conhecer Marlene de Fáveri. Além de ser uma historiadora e pesquisadora de gênero muito respeitada, Marlene merece toda a nossa solidariedade por ter sido processada por uma piolha reaça que, graças ao caso, se elegeu deputada estadual. Agora é Marlene que processa a olavete. 
O mundo é muito pequeno! Fiquei sabendo que Marlene foi orientadora da minha amiga Adelaide, da UFC. E Marlene, por sua vez, foi orientanda da consagrada Joana Maria Pedro, da UFSC (na foto abaixo). 
As três (Marlene, Adelaide e Joana) se aposentaram este ano, mas continuam super ativas, sempre na luta. São modelos!
Esta é Jessica Michels, que foi a minha palestra na UFSC de Floripa! Me falaram dela no ano passado, que ela é a nova sensação da política catarinense. Não conseguiu se eleger deputada, apesar de ter tido mais de 7 mil votos já na sua primeira candidatura. Ano que vem concorrerá à vereadora em Joinville, pelo Psol. Desde já é minha candidata!
A palestra na UFSC foi muito boa. Dava pra sentir o carinho do público. Mas foi corrido. Comi um hambúrguer com a Joana e, ainda na terça à noite, um carro me levou pra Ponta Grossa. 
Conheci na UFSC uma leitora antiga e fiel, a Luise, que me deu um brownie
Até que foi rápido e deu pra dormir um pouco. Cheguei lá às 3 da manhã. 
Agradeço muito a Béllé, presidente do Centro Acadêmico na UEPG, futura advogada, e a principal responsável por me levar a Ponta Grossa. E também sua mãe, a Márcia, que é advogada e me levou para conhecer um pouquinho da quarta cidade mais populosa do Paraná.

De lá fui correndo pra Curitiba, para uma roda de conversa num sindicato. Todas foram muito receptivas, uns amores. E aguerridas também. Não é fácil viver no maior antro neonazista do país. 
Ana Cardoso fez o meu check-in, me levou pro aeroporto em Curitiba, e me deu dois livros dela, A Mamãe é Rock e A Mamãe é Punk, e um do marido, Eu Te Amo.
Esta é Léo Ribas, articuladora estadual da Liga Brasileira de Lésbicas PR, e fundadora da Rede LésBI Brasil.
E, de bônus, quem eu encontro no aeroporto de Brasília, onde fiz escala? A Manu
Ela estava num canto com sua advogada, um canto que nunca vou. Como não havia tempo de ir pro Viena (onde sempre que posso compro uma fatia de torta de chocolate), comprei um sundae no McDonald's. E aí fui comer discretamente num canto (sabendo que iria me lambuzar toda). A Manu estava lá! Ela tinha deposto na Polícia Federal sobre seu breve contato com um hacker. Ao contrário de Moro e Deltan, ela entregou seu celular à polícia. É sempre uma alegria rever essa guerreira. 
Eu já sabia que ela vai lançar seu próximo livro, ainda este ano, pela editora Planeta, a mesma que publicará meu livro Ingrata, Louca, Mal-Amada, no ano que vem (só falta escrever). Ontem descobri que duas outras figuras muito especiais -- a professora Rosana Pinheiro-Machado e o Meteoro -- também lançarão seus livros em breve pela Planeta. Estou em grande companhia!

domingo, 4 de junho de 2017

CONVERSA DAQUI A POUQUINHO NO DRAGÃO DO MAR

A partir das 16h estarei no belíssimo espaço Dragão do Mar para participar da 11a Mostra de Cinema e Direitos Humanos. Veremos o documentário Precisamos Falar de Assédio, de Paula Sacchetta, e depois debateremos o tema. Apareçam lá! É grátis!
Clique para ampliar a programação. Vai até quarta!

domingo, 19 de março de 2017

AVISOS DE UM DOMINGO

Eu no documentário da Ellen Paes, Eu, Você, Todas Nós

Alguns avisos, e domingo é um dia bom pra isso.
Pra quem ainda não viu, recomendo muito o documentário Eu, Você, Todas Nós, que foi lançado na semana do Dia Internacional da Mulher. É um lindo documentário da Ellen Paes (que já colaborou com um guest post aqui no blog) mostrando como o feminismo é plural -- tão plural que costumamos falar feminismos, porque de fato há muitos, alguns até divergentes entre si (mas insisto: devemos nos focar no que nos une, não no que nos separa). 
Fiquei muito honrada por ter participado deste importante documentário. 
Ele já passou no Canal Futura e ainda passará outras vezes. Vale a pena passar o doc na sua escola, universidade, sindicato, e organizar um debate logo em seguida. 
O Luluzinha Camp escreveu sobre o lançamento do doc e sobre algumas das personagens. 
Eu também fui entrevistada pelo Lado Bi para um programa (só áudio) sobre misoginia. 
Aproveito para divulgar o projeto feminista Divas da História. Não estou envolvida nisso, é da Amanda, mas é um projeto bacana sobre fazer bonecas de personagens reais para crianças. Está precisando de financiamento coletivo para deslanchar. 
Dia 30 de março vou participar de um belo evento da ECA - USP, mas desta vez por vídeo conferência (todo mundo anda sem verba pra custear viagens. Só pra vocês terem uma ideia, um Senac de SP me convidou para palestrar lá no dia 8 de março. Sabem quanto ofereceram pagar? 300 reais! Tipo, 300 reais pra todas as despesas com passagens aéreas, hotel, comida etc. Óbvio que eu tive que declinar. Mas quando até o Senac tá sem grana, é porque a coisa tá feia mesmo!). Bom, eu preferiria estar na USP ao vivo pra abraçar a galera, mas a Semana Emancipa Artes e Comunicações da USP parece que será ótima. Imagino que vão disponibilizar a transmissão da palestra, e aí eu aviso vocês.
Poster do último módulo
(semana que vem eu
coloco os posters que
fizemos pro novo curso)
Ah, as inscrições estão abertas para o próximo módulo do meu curso de extensão Discutindo gênero através de cinema e literatura. As aulas serão quinzenais, sempre às terças, entre 11:30 e 13:30, na UFC, CH1, Benfica. A primeira aula já está marcada pro dia 4 de abril. Modéstia à parte (até porque eu contei com inúmeras sugestões da última turma), o conteúdo está excelente. Vou ver se domingo que vem coloco o cronograma aqui (eu queria esperar até ter todos os textos que usaremos, mas vou precisar contar com a boa vontade dos alunos pra escanear alguns que não estão online, aí posso compartilhar tudo com vocês). O curso é grátis, aberto a toda comunidade (não precisa ser aluno, não precisa estudar na UFC), e rende um certificado no final de 32 horas. Ano passado o pessoal foi muito participativo e as discussões foram sensacionais. Gente de Fortaleza e região, pra se inscrever é só me enviar um email (lolaescreva@gmail.com). Por favor, se inscrevam apenas se forem fazer o curso. 
Quem quiser comprar um exemplar do Golpe 16 comigo, autografado, enviado pelo correio e tal, aviso que tenho exatamente quatro exemplares pra vender. E não vou pedir mais pra editora. Então é literalmente a última chance mesmo! (só mande um email antes pra confirmar se ainda tem). 
Não posso deixar de agradecer de coração a todas as leitoras e leitores que têm colaborado financeiramente comigo, com o blog. Obrigada mesmo, vocês são muito generosxs!

domingo, 20 de novembro de 2016

SEGUIMOS NA LUTA

Hoje é uma data importante, Dia da Consciência Negra. Falarei mais disso amanhã. Pelo que estou vendo no Twitter, uma coisa é certa: sempre que houver gente lutando contra o machismo, contra o racismo, contra a homofobia, haverá reaças lutando contra a gente que luta. E depois eles se ofendem ao serem chamados de machistas, racistas, homofóbicos.
Bom, em primeiro lugar, permitam-me vender meu livro, que não é exatamente meu, mas tem um artigo lá escrito por mim, além de 22 outros artigos, um prefácio do Lula e uma entrevista com a Dilma.  
Compre o excepcional Golpe 16custa R$ 43 pelo correio, e você o recebe na sua casa com uma dedicatória caprichada. Você só precisa depositar o valor na minha conta no Banco do Brasil, agência 3653-6, conta 32853-7 (está no meu nome oficial, Dolores), ou na minha conta no Santander, agência 3508, conta 010772760, mandar um email pra mim (lolaescreva@gmail.com) com o comprovante ou foto do comprovante, e o seu endereço. 
Com a ajuda da Sofia, finalmente cheguei a 60 exemplares vendidos. Agora só falta vender 40. É que recebi em consignação (eu fico com metade, ou R$ 17,50, de cada livro vendido) cem exemplares, e acho chato ter que devolvê-los. Um blogueiro vendeu oitocentos exemplares, e duvido muito que o blog dele seja doze vezes maior que o meu, que conta com 400 mil visualizações de página por mês. 
Mas, sinceramente -- e eu não minto --, eu nem tentaria vender o livro se eu não tivesse orgulho de fazer parte desse projeto, se o Golpe 16 não fosse ótimo e importante. E por isso gostaria que mais leitores e leitoras minhas adquirissem o livro. Como um reconhecimento dessa importância.
E agora vou contar com um pouco mais de detalhes o que disse rapidamente na segunda, quando comentei sofre uma nova onda de ataques que estou sofrendo. Se já não bastasse a situação do país ser desanimadora, ainda tem o cenário da internet, que reflete a crise moral que o Brasil atravessa.
Do penúltimo sábado pra cá, mascus fizeram com três leitoras minhas o que fazem comigo há seis anos. Chama-se doxing, que é descobrir e divulgar dados de uma pessoa, para que grupos organizados e criminosos possam, juntos, atacá-la. Então fizeram montagens pornôs dessas leitoras, colocaram seus telefones residenciais em sites de prostituição, enviaram mensagens com ameaças de estupro e morte. Várias dessas mensagens foram enviadas com cópia pra mim. 
Perfil falso no meu nome e
ameaça corriqueira:
"Vamos abater o porco"
Como os planos de ataques sempre se originam num chan mascu chamado Dogolachan, costumo enviar os dados do criador do chan para as vítimas, para que elas possam fazer boletins de ocorrência contra um dos responsáveis. Mas eu, pessoalmente, já registrei nove BOs (o primeiro em janeiro de 2012), e nada acontece. Não há investigação, muito menos punição para esses criminosos que fazem de atacar mulheres sua maior missão na vida. 
Então eu, que sempre encorajo meninas e mulheres a criarem blogs e vlogs na cara e na coragem, com seus nomes e rostos, começo a repensar isso. Porque, numa terra sem lei, ser uma mulher sem medo é ser alvo de vários crimes que permanecem impunes. E é impressionante -- até entre familiares, amigos e colegas, a primeira pergunta que te fazem (e que às vezes não é feita, mas pensada) quando você conta que está sendo alvo de ataques na internet, é: "Mas o que você fez?" Aí você pode optar por responder: "Sou mulher" ou "Sou feminista". 
Levou três dias e dezenas ameaças
para o Twitter tirar este perfil do ar
Uma repórter de uma rede de TV que veio em casa me entrevistar (e que nunca tinha ouvido falar do meu blog) já abriu a entrevista com essa pergunta. Numa palestra minha pra advogadas, uma advogada, integrante da Comissão de Mulheres da OAB, me fez essa pergunta: "O que você fez para ser atacada assim?" Outra perguntou: "Por que você foi falar de masculinistas?" Eu respondi: "Porque eu tenho um blog feminista e acho relevante denunciar grupos organizados que atacam e ameaçam mulheres na internet. Você preferiria não saber que eles existem? Além do mais, eu já era atacada por eles muito antes de falar neles no meu blog, só não sabia que eram grupos organizados".
Ameaças da última terça, 15/11: "Eu ainda vou estuprar a Lola", "Tu só vai ter sossego no dia da tua morte, Dolores!", "Vamo te tortura ate teu ultimo minuto de vida" (sic), etc
Em janeiro, este bloguinho vai fazer nove anos. Vai certamente chegar aos 9 anos. Não sei se chega aos dez, mas vamos lá, mês a mês, ano a ano. Eu sou muito cuidadosa com o que publico, e uma das provas disso é que, nesse tempo todo (uma eternidade em termos de internet), estou respondendo a apenas um processo na justiça. Como este mundo é surreal e cheio de gente sem noção, quem me processa é logo um mascu que esteve preso por mais de um ano por sua participação num site de ódio que eu ajudei a denunciar, em 2011. 
Alguns dos vídeos do mascu
me difamando
Assim que ele saiu da prisão, em 2013, me enviou um email dizendo que iria me processar. A ação chegou no começo deste ano. Ele pede 41 mil reais de indenização. Consegui duas excepcionais advogadas, que me recomendaram pedir reconvenção, ou seja, eu processo o salafrário, que só no passado gravou 25 vídeos me xingando e caluniando (entre mil e outros crimes que saíram da cabecinha dele, ele me acusa de matar seu pai, de comprar meu diploma, de não saber falar inglês, de roubar verba pra compra de livros pra biblioteca da universidade, de receber dinheiro do governo para fazer o blog, de ser uma nazista que fugiu pra Argentina, de ter casado com meu marido -- que, segundo o psicopata, é pedófilo e estelionatário -- para obter cidadania brasileira etc). O criativo mascu continua fazendo vídeos contra mim até hoje.
Em maio, eu pedi a colaboração de vocês para pagar os R$ 983 da reconvenção. E vocês demonstraram muita generosidade e contribuíram com cerca de R$ 1.400 (em janeiro, como sempre faço, mostrarei a vocês os valores exatos do que ganhei com o blog este ano). 
Agora, a primeira audiência do processo está marcada para meados de abril, e pelo menos uma das advogadas (que não mora no Paraná) terá que ir para São José dos Pinhais. Preciso arcar com passagens e hospedagem, e torcer para que eu (eu gostaria de depor!) possa falar por via conferência, sem ter que ir pra lá. 
Uma boa notícia em
2016: deputada ganha
processo contra
blogueiro mascu
Não posso contar tudo (minhas super advogadas já não vão gostar deste post), mas sei que vou ganhar o processo. Conto com quatro testemunhas incríveis (dois deputados, um delegado, um professor -- não vou nem dizer o gênero, para não haver especulações) que conhecem o caso todo e vão depor em meu favor. É muito mais que uma questão financeira (quero ganhar para pagar as advogadas e aumentar as doações que já faço a ONGs). Quero ganhar para que sirva de exemplo de que vídeos e textos difamadores e ameaças e crimes que mascus cometem com regularidade não ficam impunes. 
Já que a polícia não faz nada, ou quase nada (a Operação Intolerância, que prendeu os dois mascus, foi há 4,5 anos; de lá pra cá, apesar das dezenas de novas denúncias, nada), quem sabe adianta alguma coisa processar civilmente e mexer no bolso deles. Mas é difícil. Vocês veem, leva tempo e custa dinheiro. 
E, como mascus são fracassados por definição, não costumam ter nada em seus nomes. Logo, ganhar a ação não é garantia nenhuma de que receberei a indenização. Ainda assim, quero processar mais mascus. 
Só de mencionar que preciso de contribuições, duas leitoras maravilhosas depositaram R$ 200 cada na minha conta. Quem puder ajudar, peço que colabore com a quantia que puder no PayPal ou numa das minhas duas contas: Banco do Brasil, agência 3653-6, conta 32853-7, ou Santander, agência 3508, conta 010772760
E, mesmo quem não possa ajudar financeiramente, peço que ajudem divulgando os posts, comentando no blog, dando apoio, enfim.
Ah, antes que me esqueça, participarei de algumas atividades esta semana, e vocês uqe moram no Ceará estão convidadxs. 
Na quarta, dia 23/11, às 20:30, estarei na Unichristus para a mesa "Manda nudes: violação de privacidade e crimes online". Na quinta, 24/11, às 16h, vou coordenar a atividade de greve no Bosque, CH1, UFC, com o tema "Discutindo gênero e feminismo através do filme Thelma e Louise". Na sexta, 25/11, 14:30, desta vez na Faculdade de Farmácia, vamos ter uma roda de conversa sobre "Por que ser feminista". E no sábado, 26/11, às 15h, farei parte da jornada pedagógica do projeto social "Ainda existe amor em Fortaleza", com o tema "Sexualidade e resistência feminina numa sociedade machista", no Colégio César Calls, em Fortaleza. 
Seguimos na luta!