sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

GUEST POST: OS PIANOS QUE A GENTE CARREGA

Uma adolescente cheia de vida, a Miranda, me mandou um email que merece ser publicado, por causa da fluidez, sinceridade e humor. Ei-lo.

Depois de ler dois posts muito bons no teu blog, um piano saiu de cima dos meus ombros. Bom, na verdade, dois pianos, porque eu (como muitas outras, acredito) sempre tive nóia com os meus seios e com a minha vagina.

Quando meus seios apareceram foi uma droga. Eu sempre fui não só gorda, mas também grande, nada a ver com as mulheres mignon da família. Sempre chamei muita atenção só de estar presente, como um grande elefante branco no meio da sala. Aí eis que com uns doze anos começam a crescer duas coisas no meu peito, como se eu já não ocupasse espaço suficiente.

Houve uma fase em que eu não era nem reta como uma criança nem peituda como uma mulher, e eu lembro de achar muito feio aquelas duas coisas indefinidas apontando pra frente. Sei que algumas pré-adolescentes querem ter seios logo, mas comigo foi o contrário. Eu ainda era muito nova, muito cheia de energia, não estava nada a fim de ter que ficar me cuidando na frente dos meus amigOs, não queria deixar a infância pra trás de jeito nenhum. Adiei o uso do primeiro sutiã até o limite, tanto que uma amiga veio falar comigo pra avisar que estava visível demais e que se eu não usasse sutiã ia acabar tendo problema com os meninos. Bom, aí não dava mais pra segurar. Adeus, vida leve e despreocupada. Que comecem as frescuras.

Os sutiãs que minha mãe comprou pra mim eram simplesinhos, de lycra, específicos pra essa fase. Não duraram muito. Seios são revestidos de gordura, e isso nunca me faltou. Logo eu tinha dois seios muito bem desenvolvidos, obrigada. Passei a usar sutiãs como os da minha mãe, e quanto mais o tempo passava mais eu me convencia de que ser mulher era uma droga -– caramba, como sutiã irrita! Pinica, aperta, sai do lugar, não segura como deveria, aparece debaixo da blusa, faz você ter que trocar toda a roupa, etc, etc, etc.

Um belo dia minha mãe entra no quarto enquanto estou me trocando. Ela bate o olho em mim e de repente parece ter uma visão apocalíptica: “Minha filha”, ela diz, me examinando como um perito, “Seus seios estão caindo!”.

O motivo pelo qual meus seios eram caídos era bem óbvio: gravidade. Grandes daquele jeito, só não iam cair se eu segurasse com as mãos o dia inteiro. O engraçado é que eu nem lembro se eles algum dia foram empinados, acho que provavelmente nunca foram. Não sei, nunca perdi muito tempo na frente do espelho. Seios são seios, sabe, toda mulher tem, nenhum é igual ao outro, fim da história. Não era como se eles ditassem qualquer coisa na minha vida prática...

Dei de ombros. Mas não sei, acho que não era a reação que ela queria. Eu devia ter sentado na cama e desabado a chorar, quem sabe? O negócio é que ela tinha se dado conta da Enorme Tragédia que se abatia sobre mim, e nunca mais ela olhou pra mim sem aquela carinha de decepção -- tipo a que se faz quando o bolo que você assou deu errado.

E foi isso, e não o ângulo dos meus seios, que teve impacto na minha autoestima. Os peitos tinham sido problema desde o primeiro segundo, é verdade, eles atrapalharam minha vida. Me fizeram ter que tomar cuidados que antes eu não tinha, trouxeram olhares alheios que eu odiava, mas eu lidava com eles. A minha postura piorou bastante quando entrei na adolescência por causa deles -– afinal, seios pesam, a maioria das mulheres com peitos grandes tem problemas na coluna. Além disso, é comum as meninas jogarem os ombros pra frente pra disfarçá-los, já que eles chamam muita atenção e isso nem sempre é desejado. Comigo não foi diferente.

Lembro de ter uma colega mais velha; ela era alta, magra, e tinha mais peito que as outras meninas. A postura dela era impecável, e ela era sem dúvida bonita, mas engana-se quem acha que ela fazia sucesso –- pelo contrário, tanto meninas quanto meninos sempre fizeram piadas e fofocas maldosas. A moral da história é que não importa o tipo físico, quem quer encher a sua paciência vai achar alguma coisa, qualquer coisa, pra tornar a sua vida um inferno.

Saber disso tudo me ajudava, mas depois da observação da minha mãe, pela primeira vez eu achei que meus seios eram, além de problemáticos, feios. Nunca mais foi a mesma coisa. Só agora eu vejo que não é bem assim. Talvez eu finalmente consiga voltar a andar com a coluna reta...

Com a vagina foi um pouco mais traumático, porque, bem, é a vagina. Ninguém sai por aí falando dela. Eu ainda era novinha quando me dei conta de que tinha alguma coisa errada com a minha. Uma coisa sobrando. Uma coisa que não estava na figura do livro de biologia.

A primeira reação foi de pânico. Eu devia ter uns treze anos e me dei conta de que tinha alguma coisa errada... . Lá!!! Não era uma espinha no rosto, um dente torto, um certo grau de miopia; não, era um problema... láááá. Defeitos são ruins, defeitos na adolescência são muito ruins, imagine um defeito descoberto na adolescência... lá! De todos os lugares, justo lá! Por que comigo? POR QUE EU?!

Peguei um espelho. É, não se parecia em nada com o que eu achava que devia ser. Era feio. Na minha cabeça, uma completa aberração. Eu não sabia o que fazer, pra quem correr. Não dá pra falar por todas as mulheres, mas de onde eu venho, não se fala... disso. Dessas coisas. Coisas de mulher, eu quero dizer. Problemas de mulher que poderiam acontecer com qualquer uma. Não, não se fala disso pra outra mulher, não se fala disso entre amigas, não se fala de um problema na sua vagina com ninguém. Afinal, é uma vagina. Sim, todas temos uma, mas... ai, caramba, eu nunca disse que fazia sentido. Simplesmente não se fala de vagina entre mulheres, mesmo que todas tenham uma. Ponto.

Só que eu tinha que descobrir o que era aquilo. Eu tinha que saber o que havia de errado comigo. Saber porque tinha acontecido comigo, como tinha acontecido, e como se consertava. Então eu criei coragem, repeti mentalmente trezentas vezes “ela é a sua mãe, ela vai entender” e fui conversar com a pessoa que me pôs no mundo.

A operação começou muito bem, enchendo a sala de instinto maternal: “O quê, você está com um problema, minha filha? Um problema de mulher? Claro, venha, sente-se, vamos conversar...”. E aí eu disse o que era.

A reação foi um misto de surpresa com repulsa. Quer dizer, onde eu estava com a cabeça, certo? Eu fui falar com uma mulher, com a minha mãe, sobre um problema na minha vagina. Claro que ela ia fazer aquela cara de nojo e cortar logo o assunto dizendo que tava tudo bem, que devia ser normal e ponto. “Não me lembro de nada errado na sua vagina”, foi o que ela disse, me enxotando pra longe como quem diz “Eca, por que logo eu tenho que ouvir sobre isso?”. Ficou a promessa de uma visita ao ginecologista, e só.

Desnecessário dizer, a reação dela acrescentou uns 50kg aos meus ombros.

Vivi com aquelas dúvidas por mais um bom tempo, no fim tive que apelar para o santo Google. Eis o veredito: eu tenho hipertrofia labial, e como o prefixo “hiper” sugere, é uma quantidade extra de pele no(s) lábio(s) da vagina. É genético, não é a coisa mais bonita do mundo, mas não é uma aberração e existe uma cirurgia relativamente simples pra “consertar”. A razão pela qual minha mãe nunca notou nada é óbvia: lábios só se desenvolvem na adolescência. Quando eu era criança, minha vagina era igual a de qualquer outra, mas quando eu fiquei mais velha a hipertrofia apareceu. Fim.

Hoje eu tenho bem mais informação sobre o que exatamente é o meu “problema” -– agora com aspas, porque não é nenhuma maldição. Ainda penso na cirurgia (a labioplastia, que me parece até estar na moda), mas não por motivo estético, e sim porque esse excesso de pele às vezes gera desconforto (não queira saber o que é estar no meio de uma caminhada e sentir um beliscão . Não é legal). E tal qual meus seios, me dei conta de que a minha vagina também é só mais uma dentre milhões de outras mais. Uau.

Agora me diz: não era pra isso ter sido óbvio desde o início? Me dói pensar que outras adolescentes vão passar pela mesma coisa: a descoberta, o pânico, carregar um "segredo" que pesa quilos, morrer de vergonha de falar do assunto, se encher de coragem só pra ser tratada como se ninguém quisesse saber de uma coisa tão “nojenta”. Tudo o que eu sei eu descobri sozinha, levei anos pra me dar conta de que não havia motivo pra pânico. Porque a gente tem que passar por esses perrengues? O que tem de tão vergonhoso no nosso corpo de mulher? Todo esse tabu, toda essa frescura só serve pra torturar a vida da gente.

Continue escrevendo, Lola, que ainda deve ter muita gente carregando pianos por aí.

54 comentários:

Lord Anderson disse...

Conhecer a si mesmo, aceitar a si mesmo. fugir dos padrões impostos, ser feliz de fato.

Lutas e tarefas constantes, mas que nem sempre precisam ser pesadas.

Parabens a autora do post. e mais uma vez parabens Lola pelo seu blog que ja ajudou a tantas pessoas.

doisedois disse...

Lindo texto! Me identifiquei bastante... também tenho seios grandes e o fato dos fabricantes de sutiãs e roupas em geral no Brasil aparentemente ignorarem a existência desta parcela da população feminina não ajuda nada, né? Passei a adolescência e juventude me achando uma aberração porque nunca, NENHUM sutiã jamais coube em mim, todos machucavam a ponto de me deixar cheia de hematomas, marcas e dores. Cheguei a pensar em fazer cirurgia por achar que o problema era comigo. Só agora, aos 26 anos, entendi que a culpa não é minha e sim dos fabricantes e da mídia, que consideram que todas as mulheres têm o dever de ter o mesmo tipo físico e se comportam de acordo. Esses dias vi uma moça que tem um blog voltado para meninas com seios grandes dizendo que fazer redução porque nada cabe em você deveria ser considerado análogo à anorexia. Olha, nada mais verdadeiro.

Sarah disse...

parabéns à autora do post - precisa de coragem pra aceitar que não somos perfeit@s e... tudo bem.

Dane disse...

adorei o texto. muito mesmo. acho mesmo que devíamos conversar mais sobre vaginas, peitos, bundas, cicatrizes, sem julgamentos preconceituosos, sem que isso possa causar constrangimentos e sim aceitação dos nossos corpos.
ainda somos tratadas como se fôssemos culpadas por qualquer "deformação" (em comparação ao que supostamente deveria ser normal) que carreguemos, seja genética, congênita ou adquirida posteriormente durante a vida (como uma cicatriz em lugares "inapropriados").
mas fica difícil quando somos programadas a considerar qualquer "defeito" em outra mulher como um triunfo próprio ("ufa! ela é menos desejável do que eu.") ou um nojo um tanto reflexivo, já que diz respeito àquilo que tememos nos tornar.

Capitã Amélica disse...

Obrigada, Lola, por esses guest posts de fim de ano. Muito isnpiradores.

À autora, parabéns pela superação. Aos poucos também me desprendo de meus pianos.

Carol disse...

Absurdo como um problema na vagina é sempre considerado tabu. Tive muitas amigas que já passaram por cirurgias, inclusive de redução de seios, mas quando uma teve de operar lá (até hoje não sei muito bem o motivo), todas ficamos, como dizem, cheias de dedos.

Bom relato de nossos tabus.

Josiane Caetano disse...

Fiquei impressionada com a clareza, sinceridade e coragem desta adolescente! Sei como é difícil desabafar sobre assuntos íntimos- especialmente nesta fase em que os problemas possuem uma perpesctiva duplicada E,o pior: como é ruim ter uma mãe que não entende- ou não quer entender- o tamanho do problema na cabeça de uma jovem. Deixar de falar sobre um assunto só amplia as sensações negativas sobre ele.

Valkoinen Kissa disse...

doisedois, por favor, como encontro este blog? Fiquei interessada =)

Eu também tenho 'problemas' com seios grandes; desisti e compro sutiã por internet dos EUA. E depois que eu fis isso tive muito menos dor nos ombros e dor de cabeça!


Adorei o guest post. Queria mesmo que nós soubéssemos desde sempre que não somos 'aberrações'.

Mauricio disse...

Li o comentário da Sarah:

"parabéns à autora do post - precisa de coragem pra aceitar que não somos perfeit@s e... tudo bem."

e pensei: o que é perfeição, afinal? Isso existe?
O que existe é uma sociedade míope que transforma uma única configuração de corpo em "padrão de beleza", o que faz com que todo o resto da humanidade fique se sentindo inadequada e imperfeita.
Nada mais do que a mais pura besteira.

Parabéns à Miranda sim, não por se aceitar como não sendo perfeita, mas por entender que isso simplesmente não existe. Por aceitar que o que existe de fato é justamente a diferença, a diversidade entre todos os seres humanos.

Dani Garbellini disse...

Entendo muito bem seus sentimentos, afinal com 15 anos já usava sutiã 46 e já ouvi/vivi cada coisa por isso... Bom, mas resolvi escrever porque em relação à genitália, acho que o problema se extende também aos homens, ainda que de formas diferentes. Atendi recentemente o caso de um adolescente que tinha um tumor no testículo, um câncer que se alastrou devido à demora na descoberta, porque mesmo indo ao médico com dores, ele tinha vergonha de contar para a mãe, o pai ou mesmo o doutor que seu "saco" estava grande. E agora o prognóstico dele não é nada bom.
Enquanto sexo for tabu e nosso corpo nojento, teremos a dignidade comprometida de pessoas como você, esse menino e mesmo de uma mulher querendo parir um filho.
Parabéns pelo texto!

Maria Bergamo disse...

Lola

Que o Nosso Senhor Jesus Cristo ilumine esse novo ano que entra e que te coloque muito amor no coração com grandes realizações em sua vida.

Ore com fé na passagem de ano para que o amor do Senhor Deus possa irradiar do seu coração para toda a humanidade.

Senhor Deus, dono do tempo e da eternidade, teu é o hoje e o amanhã, o passado e o futuro.

Ao acabar mais um ano, quero te dizer obrigado por tudo aquilo que recebi de Ti.

Obrigado pela vida e pelo amor, pelas flores, pelo ar e pelo sol, pela alegria e pela dor, pelo que é possível e pelo que não foi.

Ofereço-te tudo o que fiz neste ano, o trabalho que pude realizar, as coisas que passaram pelas minhas mãos e o que com elas pude construir.

Nana... disse...

Olá !
Vim aqui te visitar, aproveitando pra desejar um 2012 maravilhoso a vc e aos seus!
Pedir desculpa pelo sumiço, mas esse fim de ano aconteceram alguns incidentes que me afastaram da net.
Mas tenho fé e sei que Deus preparou coisas maravilhosas a todos pra esse novo ano que vem chegando!
Obrigado por dividir comigo seu tempo e seu conhecimento, obrigado pelo carinho no blog e acima de tudo obrigado
por fazer parte da minha vida!

Muita paz, amor, energia positiva, hamonia e muito sucesso !!!

Nana Pinho
http://meninacajuina.blogspot.com/

Maíra disse...

Nossa, post mais que perfeito. Me identifiquei assim, total... também sofro do mesmo problema com seios, e ando num dilema terrível pois adoraria fazer uma mamoplastia redutora, iria me sentir infinitamente melhor comigo mesma, porém, não tenho coragem pois quero muito ser mãe e amamentar e sei que isso poderá atrapalhar. Ô dureza. Ser mulher às vezes não é nada fácil!

Bjos

Cristal disse...

Excelente texto. Nunca cheguei a passar por essas situações de ter alguma parte do corpo que seja considerada pela nossa sociedade como "inadequada", ou digna de ser escondida (exceto, talvez, a unha insistentemente encravada -_-). Mas solidarizo com quem sofre com esses tabus impostos pelo padrão de beleza corporal. Minhas duas irmãs fizeram cirurgia de redução de mama ainda jovens, aos 16 anos, não apenas por questões estéticas, mas porque sentiam dores na coluna.

sobre o caso da vagina, já vi um site que mostra diversas vulvas consideradas "fora do padrão", com o objetivo de conscientizar as mulheres, mostrar que ter os lábios ou o clitóris avantajados não é nenhuma maldição, etc.

basta procurar por "beauty vulva" no google, acho que é o primeiro resultado.

Wilma Felinto disse...

Feliz ano novo Lola. Continuaremos juntas em 2012. Sou leitora diária. Bjs.

Jamille disse...

Adorei! Parabéns pela sua força, Miranda nesta trajetória de auto-conhecimento.

Sempre sofri com seios grandes também hoje estou nos 50 e o que é chato é que sou magra e minhas costas pequenas... sempre tenho que reformar os sutiãs e acabam me incomodando muito. Penso em fazer uma mamoplastia redutora ainda...

Engraçado que me identifiquei também com sua história em relação à vagina.Não tenho a hiperplasia, mas sou carnudinha e não desencanei até ver fotos de outras vaginas e ver como tem formas e cores diferentes. Não dá pra estabelecer um padrão como sendo normal. E isso é para tudo...

doisdois: que blog é esse? quero conhecer...

Valkoinen Kissa que site que vc compra sutiâ?

Lola, eu adoro você. Feliz 2012!

LisAnaHD disse...

Sobre sutiãs, a indústria brasileira deixa muito muito a desejar não qto à qualidade que é excelente, mas sim qto à variedade de tamanhos... pra quem não sabe e pode ficar se indagando, explico que os sutiãs americanos apresentam dois tamanhos num mesmo sutiã: o número se refere à circunferência da costela (logo abaixo dos seios) e a letra se refere ao tamanho do bojo. A circunferência é em polegas (2,54cm cada polegada). E os tamanhos são 34, 36, 38, 40, 42... A letra do tamanho do bojo são A, B, C, D, DD, E... Pra saber o tamanho do sutiã deve-se tirar a medida da circunferência ali abaixo dos seios e depois a circunferência dos seios na altura dos mamilos e diferença entre as duas circunferências vai determinar a letra.

Então uma mulher pode usar o tamanho 36A, outra usar o 36B, outra usar o 38A, outra o 38C.... os tamanhos 30 e 32 (A e AA) são os sutiãs de treinamento, qdo a menina ainda está com o seio despontando e esse tamanho é encontrado na seção de crianças. A mulher brasileira que tem a oportunidade de conhecer e usar sutiã americano fica simplesmente encantanda com a variedade em tamanho e modelo... vez ou outra eu presenteio duas brasileiras daí com sutiãs... uma senhora e uma menina de 11 anos... e os preços são pra todos os bolsos.

Qto ao post, muito boa a abordagem do assunto e no caso específico a correcão tanto qto ao tamanho dos seios qto ao lábio vaginal requer a cirurgia plástica reparadora e no caso seria tentar requer junto ao seguro de saúde... seios grandes podem trazer sérios problemas pra coluna (não é toda mulher com seios grandes que enfrenta esse problema na coluna) e o tamanho do lábio vaginal causa, como testemunhado no post, um grande desconforto físico também.

Toda mullher deveria ter no banheiro um pente pequeno pra pentear os pêlos pubianos e um espelhinho na mesa de cabeceira pra olhar sua vagina e se possível uma amiga com quem ela possa trocar esse tipo de confidência, pois isso poderá ajudar muito qdo da primeira visita ao ginecologista que, na minha opinião, isso deveria ser abordado na última visita da menina qdo da consulta pediátrica e qdo da primeira visita digamos aos 15 anos ao ginecologista.

LisAnaHD disse...

Vagina
http://pt.wikipedia.org/wiki/Vagina

Labioplastia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Labioplastia

Os dois links acima são educativos... e tb existe caso de clitóris grandes (maiores do que a média) e a menos que seja grande a ponto de causar incômodo físico à mulher, o clitóris considerado grande é muito apreciado pelos homens... portanto, curtam sua vida sexual muito bem obrigada desde que isso lhes traga felicidade junto ao parceiro ou à parceira... afinal a escolha sexual é pessoal.

Carol disse...

O mais triste são os programinhas de beleza q falam do "teste do lápis" pra ver se seu seio é caído ou não. Só contribui para aumentar e neurose boba e fazer as pessoas se sentirem mal.

Fala-se muito pouco sobre sexualidade feminina, é um assunto ignorado completamente ou só falado no sentido de evitar problemas (gravidez e dst) nunca de uma forma bacana.

Eu disse...

Sempre sofri com seios grandes também hoje estou nos 50 e o que é chato é que sou magra e minhas costas pequenas... sempre tenho que reformar os sutiãs e acabam me incomodando muito. Penso em fazer uma mamoplastia redutora ainda...(by Jamille)

Jamille, desculpe perguntar, mas que número de soutien vc usa e qual o seu índice de gordura corporal?

Laurinha (Mulher modernex) disse...

É mesmo estranha a relação que nossa sociedade tem com o corpo feminino.
Se é pra falar sobre qualquer procedimento estético que vai deixá-lo nos padrões, torná-lo mais agradável para o olhar do outro, fala-se na frente de qualquer um, meninas que mal chegam a adolescência já escutam o que precisam fazer pra se padronizar. Mas quando é pra falar de algo que tem a ver com a saúde ou algo que envolva o prazer feminino, algo que é para agradar ou tirar um incômodo da própria mulher, é um bicho de sete cabeças.

Unknown disse...

estou em processo de aceitação dos meus seios. Aos 32 anos e mae de dois meninos vi meus seios desaparecerem. Depois da maternidade meus seios ficaram tao pequenos que mudei do sutia 44 para o 40.
No começo doeu mais, mas hj estou em pleno processo de aceitação!
Me pergunto pq tem tanta coisa que nao é dita. Por exemplo, pq nao se fala sobre vagina, prazer feminino, e sobre como é dificil ser mae, mulher, esposa, profissional.
As vezes quado desabafo sobre o peso da maternidade sou julgada como uma mae pessima, quando na verdade toda mae sente em algum momento dentro de si vontade de desaparecer da face da Terra!
Outra coisa interessante é quando comento que tenho dois meninos e as pessoa me dizem, que sorte a sua- meninas dão mais trabalho...
Olha Lola, o que querem dizer é que coibir o prazer da menina da mais trabalho, castrar a sexualidade da menina é mais trabalhoso e é isso que a sociedade faz, nos impondo padroes de beleza impossiveis e nos manipulando atraves dessa sexualidade.
Parabens para quem escreveu o post! Parabens por conseguir tao cedo soltar as amarras que te prendem! Parabens por dizer que quem esta dentro do padrao tb sofre bulling! Um grande beijos

Unknown disse...

Lola, se permite. Conheço um site ingles que vende sutias maiores, e que tem diferença para bojo e costas. as interessadas: www.asos.com
Entrega no Brasil, a compra pode ser feita em euro ou dolar.
Um grande abraço
Débora

Jamille disse...

Eu,


o número que uso é o 50 e meu imc é 21,2.

minha coluna que sofre um pouco com o peso dos seios...

pq?

Eu disse...

Jamille, de modo geral, o busto tem uma parcela boa de gordura que se comporta da mesma forma que a do resto do corpo, quer dizer, ele (busto) diminui ou aumenta conforme o corpo emagrece ou engorda. Seu IMC regula com o meu (+\_ 20). Mas o indice de gordura corporal é diferente. Eu faço um teste com 4 medidas pelo site Home Body Fat Test. Dá prá fazer de outras maneiras ou no nutricionista prá um resultado mais preciso.

Se seu índice der normal prá idade, pode ser que vc tenha mais tecido mamário que a média...Se não, talvez dê prá perder uns poucos quilos e ficar com o busto proporcional. As fisiculturistas não têm quase busto, todas têm que implantar prótese, porque o índice de gordura cai muito, embora a massa muscular esteja hipertrofiada.

http://www.healthcentral.com/cholesterol/home-body-fat-test-2774-143.html

Quando o formato do corpo é em maçã, a reserva de gordura se acumula no tronco, braços, inclusive o busto, mas em formato de pera, ela se acumula dos quadris\glúteo e pernas. Deve ser o seu caso, como o meu tb.


Eu tenho uma parente que queria fazer plástica redutora no busto e o cirurgião mandou ela emagrecer primeiro. Aí ela emagreceu e o busto diminuiu proporcionalmente e desistiu da cirurgia pois se sentiu confortável e esteticamente bem. E nem tão gorda assim ela estava! Eu também perdi 10-13kg e fiquei com o busto proporcional (número 44)


Por isso que perguntei!:

Eu disse...

Unknown, e no resto do corpo você perdeu gordura proporcionalmente?

Antes de engravidar vc tinha busto 44?

M disse...

Haha
Me identifiquei , eu tb tenho seios grandes, e eles começaram a aparecer por volta dos meus 9 anos... Esse teste do lapis só funciona se vc tiver peitos muito pequenos ou silicone. Em peitos grandes e naturais melhor fazer com uma caixa de 48 cores ...

LisAnaHD disse...

Ah mas em inglês se não soletrar pode virar um caos... Brown e Braun tem a mesma pronúncia a menos que o dono do nome queira que seja pronunciado de modo diferente pq nesse país vc escolhe a pronúncia do seu nome a torto e a direito...

Houve um tempo no Brasil, num tempo antigamente, qdo muitoso padres queriam batizar crianças somente com nomes de santos... não tanto pros meninos (me parece), mas com as meninas era uma implicância tremenda... bem, eu tinha minha prima Rita... ela sempre falou pra gente que o nome dele era Rita de Cássia e em casa era Rita, Ritinha (ela era prima de criação que assim se falava naquele tempo)... bem, meu tio tirou uma mulher da zona e montou casa pra ela e pegaram a Rita pra criar ainda bebê, era filha de uma outra mulher da zona colega da mulher do meu tio... pras moçoilas novas que marcam presença aqui "mulher da zona" é como se dizia prostituta naquele tempo, o tempo antigamente. Um dia a Isolina morreu de repente e meu tio quase morreu junto... a Rita tinha três anos e era uma boneca cheia de boas maneiras... comia de garfo e faca aos três aninhos até que qdo ficou sem a mãe, a Rita foi morar com meus avós pq meu tio tb foi morar com meus avós (pais dele).

Um belo dia, qdo a Rita tinha nove ou dez anos, aparece uma menina procurando pela Marília... e eu disse que não conhecia... a menina insistia e eu disse que minha prima se chamava Rita... até que a Rita Marília apareceu e me disse que na escola ela era Marília pq na chamada do primeiro dia de aula do primeiro ano, ela descobriu que o nome dela é Marília... mas pra nós sempre foi Rita.

LisAnaHD disse...

ai ai ai minha nossa da carroça... meu comment sobre a Rita que era Marília era pra ser pro post anterior... bem, engulam essa na boa OK? rs.. rs... e fiquem felizes com seus peitos pq qdo homem bota a mão e a boca neles o mundo deles são os seios tais e quais são...

Sara disse...

Miranda querida acredito q não ha quem não tenha passado por situações semelhantes na adolescência, infelizmente o crescimento do corpo nunca é harmonioso, narizes, braços, peitos e tudo o mais crescem em ritmos diferentes e nos apavoram nessa fase, eu tinha um complexo terrível do meu nariz, e bancava a ridícula até, pra que as pessoas não conseguissem ve-lo rsssss.
Qualquer comentário sobre o meu nariz me deixava traumatizada.
Sei q vc se decepcionou com sua mãe, pois esperava mais dela, mas ela tb deve ter passado pelas mesmas coisas q vc esta passando, e eu acredito q simplesmente por melhor q sua mãe fosse não ia conseguir ajudá-la da maneira como vc ansiava, acredito que vc fez do jeito certo, esta descobrindo as coisas por vc mesmo, e vai encontrar a melhor solução por vc.
Eu tenho duas filhas que tb já passaram por problemas comuns nessa idade, te juro q tentei amenizar o caminho delas, mas nem sempre consegui.
A mais velha, por exemplo, tem problemas com pelos no corpo, ela é contra qualquer tipo de depilação, ai já viu né.
Ela muitas vezes deixa de ir a uma praia, ou se vai coloca shorts em vez de biquíni, uma vez na intenção de ajudá-la eu fui com ela em uma loja pra comprar um biquíni q ficasse bem nela, quando eu pedi a vendedora q me mostrasse um bem fechado na parte de baixo pq minha filha não gostava de se depilar, nunca imaginei q estaria ferindo tão seriamente os sentimentos dela, vc nem acredita o barraco q minha filha armou dentro daquela loja, disse q eu a havia humilhado por falar de um problema tão intimo dela com uma pessoa estranha, eu fiquei pasma, porque não era essa minha intenção.
Por isso talvez sua mãe tenha do jeito dela tentado te ajudar, mas às vezes o q conseguimos é constranger mais ainda.
Melhor é q nós mesmos aprendamos a lidar com nossos problemas nessa fase, é difícil, mas é assim pra todos.

lola aronovich disse...

Puxa, Sara (é a Denise, né?), que estranho isso da sua filha! Quero dizer, mulheres que são contra depilação, que eu saiba, ASSUMEM que são contra, e vão à praia e fazem tudo que querem fazer na vida peitando o sistema. Não parece coerente por parte da sua filha não querer se depilar e por conta disso não poder fazer tantas coisas. Ou ela vai à praia peluda e se lixa pro que as pessoas vão ou não falar (provavelmente ninguém nem vai falar nada), ou ela se depila um tiquinho quando for à praia. E se depilar com gilete é bastante tranquilo.


Diego, muita gente não passa na primeira vez que tenta o teste de seleção de mestrado, ainda mais vindo de outro curso, como é o seu caso. Mas é só se preparar mais que vc passa. Até porque vc está cursando Letras Inglês! Boa sorte em 2012!

lola aronovich disse...

M, teste do lápis é uma piada! Não funciona com nenhuma mulher que tenha seios grandes. Aliás, acho que nem seios médios. Eu fico admirada que alguém inventa uma besteira dessas e um monte de gente acredita e a usa como parâmetro de normalidade!


Gente, muito obrigada por todos os comentários. Sei que tem muita gente viajando e tal... Eu ainda preciso escrever mais sobre os MEUS seios. Mas pra mim vale o que a Naomi Wolf escreveu: por que tanta obsessão em mutilar uma parte dos nossos corpos que é saudável?

Ana Torres disse...

Nossa, que lindo este post! Adorei! Nunca tive seios muito grandes (talvez mto pqnos!) nem lábios mto grandes e tals, mas sempre achei tb que talvez seria bom uma cirurgia nos 2. Como ela disse no começo, que garota nao teve problemas com seios e vagina!!??? Será que todo mundo sofre tanto como sofremos? pqp, que sacanagem. Há que se pensar se os garotos nao sofrem tb, e eu desconfio que sim!!! Ah, LOLA, ADOREI A ESCOLHA DAS IMAGENS! =)

Unknown disse...

Eu. Nao perdi proporcional. Quando engravidei pesava 45 kg, 1,53. Era magra, estava na faculdade e me alimentava mal. Engordei na gestação 6 kg. Fiquei internada no pos parto por complicaçoes e recebi alta com 43 kg. A perda maior foi na segunda gestação. Engordei 11 kg e os perdi muito rapido no pós parto. e ai meus seios sumiram de vez...
Hj peso 49 kg e uso sutia 40. Meu seio praticamente nao tem gordura.

Unknown disse...

Eu, quando engravidei usava sutia 44.

Eu disse...

Lisana, vc é uma graça, menina...

Eu também tenho Maria no nome de batismo, justamente por que meu nome é indígena...kkkk

Unknown, Não era bom vc checar seus níveis hormonais? Sua alimentação é boa? Sabe, às vezes
um sintoma à toa pode ser indício de algum disturbiozinho facilmente corrigido.

Bjs

Sara disse...

Pois é Lola dizem q o inferno esta cheio de boas intenções rssss, eu quiz muito ajudar minha filha, pq ficava triste de ve-la toda envergonhada com seu corpo por causa dos pelos, e não curtia a praia com a gente, hj ela encontrou uma solução para o problema dela, que eu nem acho q seja a melhor, mas enfim foi o q ela escolheu, ela tinge os pelos de dourado bem claro, mas a tentativa q fiz de ajudá-la foi um desastre.
Mas esse tipo de situação se repete muitas vezes quando temos filhos, outra vez foi quando viajamos e ela era bem nova tinha uns 13 anos de idade, fomos a CALDAS QUENTES, que é um resort com vários tipos de piscinas, portanto a única diversão disponível ali era aproveitar os vários tipos de piscinas, pra variar essa minha filha azarada, ficou menstruada, alem dos pelinhos que ela tentava esconder ainda teve mais esse problema, ai sugeri de ela colocar um OB, para poder aproveitar o passeio, mas foi uma verdadeira tragédia porque ela tinha um medo irracional de introduzir o tal do OB rssss,´foi muito difícil quase perdi a paciência com ela.
No fim ela NÃO colocou o tampão, ficou emburrada, e ainda me achando um monstro.
Acho q no fundo ela achava q seria desvirginada pelo OB rssssss, e eu dizia pra ela que mais valia era ela curtir o passeio do q se preocupar com isso. Ai Lola adoro quando vc publica esses posts falando dos problemas da adolescência, porque me lembro dos meus e dos q eu passei com minhas duas filhas.

Unknown disse...

Eu, minha alimentação é ótima. Faço acompanhamento com nutricionista e ginecologista sempre. acho que isso aconteceu pq emagreci rapido demais.
Um abç!

Eu disse...

Uma razão pela qual temos pai e mãe é poder projetar neles nossa própria culpa inconsciente em forma de raiva, desprezo, culpa pelo que somos mesmo...

Eu disse...

Unknown, você acha ou o médico lhe disse? Comente com seu gineco ou consulte um endócrino...vc pode ter perdido peso rápido depois da segunda gestação, mas ganhou depois e se não ganhou o correspondente no busto é razão para investigar, viu?

bjs




Bjs

indivídua disse...

Lola,lê isso:

http://testosterona.blog.br/2011/12/30/prostituicao-e-mesmo-tao-ruim-assim/

isso é uma das coisas mais esdrúxulas que já li

darkgabi disse...

eu confesso q só fui saber de cirurgia plástica estética vaginal aki pelo seu blog, lola. e fiquei pasma! eu sempre achei q os homens gostassem msm era de carne! mesmo lá. sempre achei q o tipo de vagina preferido seria um mais carnudo, onde eles pudessem lamber, morder, enfim, se esbaldar. e dae me deparo com essas informacoes e, agora, uma leitora q tem hipertrofia labial e se sentiu culpada.

sério, fiquei de cara. nao faz o menor sentido enfiar botox na boca e tirar as carnes da xereca! nao faz!!

bom, eu nao acho q o meu caso possa ser classificado como hiperftrofia, mas meus pequenos lábios nao sao tao pequenos assim. e pra mim isso sempre foi normal, caguei. até pq as fotos q eu achei na net parecem mt exageradas... se puxar, sai ué. fica grande msm. acho q casos de hipertrofia mesmo sao outros 500 e tod amulher q tem os lábios um pouco maiores ficam mt encanadas, classificam logo como problema pra poder fazer cirurgia e corrigir.

pra leitora: olha, se te incomoda, acho mt válido procurar cirurgia. mas só se incomoda DE VDD. pq meus lábios sao grandes [já tinha ouvido o termo "repolhuda"] e eu nao tô nem aí. eu na vdd acho sexy... sei lá. sou capô de fusca [em termos mais antigos tb "testa alta"], sou repulhada e é o q tem pra hj. nao vai querer me comer nem me chupar por causa disso, entao faca-nos um favor e vaza! é assim q eu penso.

tem um tipo de pênis q eu curto mais? sim. mas eu lá vou deixar de meter a mao ou a boca ou deixar de transar com o menino por causa disso?? imagina! até pq a gente nunca sabe q tipo de diversao coisas diferentes podem nos trazer.

o mundo tá mt padronizado demais, pena...

BelBaptista disse...

Eu me assustei, pensei que eu tinha escrito o texto. Realmente somos muito parecidas. Eu também sofro com o problema dos seios grandes e dores intermináveis nas costas e por incrível que pareça possuo o mesmo 'probleminha' desconfortável LÁAA... É realmente desagradável, mas aprendemos a lidar com essas questões. No meu caso tive sorte de ter a compreensão da minha mãe, que foi muito paciente comigo e delicada ao me entender. Descobri também que escrever um blog me ajudaria a enfrentar esses problemas da adolescência e assim fiz. Hoje tenho 16 anos, sou gay, sou assumida para minha família, e tenho minhas convicções, fiquei muito feliz de encontrar o Blog da Lola pois a ajuda espiritual/mental/psicológica etc. tem vindo muitas vezes da internet pra mim. Obrigada!

doisedois disse...

Valkoinen Kissa, o site que eu achei foi o www.thinandcurvy.com
Ela dá algumas dicas bem importantes para lidar com os seus sutiãs e seios, além de boas dicas de onde comprar online e como medir o seu verdadeiro tamanho. Também tem um guest post bem bacana de uma moça (americana?) que veio morar no Brasil e viu como esta questão dos tamanhos aqui é ainda mais complicada e como simplesmente ignora uma boa parcela de mulheres...

gata disse...

Nossa me indentifiquei muito com o post meu muito legal
Meus labios vaginais parecem asas de borboleta e ficam saido pelo biquine

Ártemis disse...

Eu tenho seios pequenos. Pequenos mesmo, do tipo que eu deito e eles somem. Eu adoro. Posso ficar sem sutiã, posso correr, dava mamá deitada. Peito pequeno NÃO cai hahahahahaha.

Agora, e a ENORME dificuldade de achar blusa que fique bem???? Eu já cogitei isso, aumentar só pra ter roupas bacanas, mas a indústria da moda que se ajuste a mim, e não o contrário!

Dos lábios vaginais, os meus grandes lábios são 'carnudos'. Quer dizer, comparados com as atrizes pornôs, prq eu acho normal - e mais bonitos. O que me 'incomoda' é que os pequenos lábios são desproporcionais: um fica todo dentro e outro é maior que os grandes lábios. Veja, eu não acho 'feio', nem sinto vergonha. Eu queria é que eles fossem simétricos rs. Meio TOC, sei lá.
Não sei se eu operaria por isso, acho que é uma daquelas coisas que 'eu queria que..' mas a gente não quer tanto a ponto de se coçar.

♪Sueli Alves♪ disse...

Na questão dos seis, eu nem sei como classificá-los, pq eles nem são tão grandes, mas eu tenho as costas largas. E por ter descendência indígena (seis separados, sem cintura e sem o famoso "derriê " avatajado), e como eles cresceram rápido demais, ainda tem estrias. Eu ficava complexada pq via minhas amigas com seis "padronizados" ou até grandes e achava um máximo. Mas nunca pensei em silicone. Quanto a vagina, eu sempre tive o famoso "capô de fusca". E fica aquele volume. Antes eu tinha vergonha também, mas agora nem me importo. Adolescência é um período cruel e no que eu poder amenizar os conflitos das minhas alunas que passam por essa fase de transição, eu faço. E ver uma meina já com essa consciência me deixa aliviada em saber que a mídia não contaminou toda nossa juventude.
Feliz ano novo Lola, quero que vc saiba que a minha visão sobre mim mesma mudou muito depois que descobri seu blog. Grande abraço!

Hel disse...

darkgabi, sua linda. É exatamente essa postura que nós mulheres devemos ter. Não gostou? Perdeu, arruma outra então. Aliás, repolhuda é uma palavra tão hilária que é difícil se sentir ameaçada por ela.

Quanto à vagina, tenho um grelo um pouco avantajado e os pequenos lábios maiores, e posso dizer... os garotos adoram se lambuzar, ter alguma coisa pra lamber, chupar, etc... sempre ouvi muitos elogios.

E, na boa, eu jamais faria questão de correr atrás de um cara que fizesse cara feia pra minha buceta. Odeio homem fresco e, se isso servir para mantê-los à distância, tanto melhor.

VBN disse...

Vamos começar uma campanha? Mães, levem suas filhas ao ginecologista antes da primeira menstruação. Tipo, lá pelos 10 anos, leva a criança para conversar com um especialista no assunto.

bibi move disse...

Lola, você pode publicar a referencia da imagem dos castings de gesso das vulvas? fiquei mega curiosa.

lola aronovich disse...

Bibi, essa muralha de vaginas é obra do artista plástico britânico
Jamie McCartney. Ele faz exposições com essas obras. Mostra a diversidade e ajuda as mulheres a se aceitarem.

Paula disse...

Já vi um imbecil dizendo que "buceta com presunto sobrando ele pode até comer, mas não chupa." São tantas coisas horrorosas que somos obrigados a ouvir todos os dias :/ me magoa de verdade.

Cris disse...

Lola e Miranda,
Essa questão sobre a falta de informação sobre os lábios internos (antigamente chamados de pequenos lábios... o que gerava mais confusão) é um assunto muito sério.
Já vi algumas propagandas de plástica nos lábios... propagandas criminosas, pois propõem que haja correção dos lábios para o tamanho "normal" com referência à uma ilustração de vulva infantil.
Na nossa conferência de políticas para mulheres estadual saiu uma moção para o Ministério da Saúde e o da Educação para que haja substituição das ilustrações das vulvas dos livros didáticos (vulvas infantis) por ilustrações de vulvas reais com diferentes tamanhos de lábios. É absurdo ver capítulos de biologia sobre reprodução humana contendo ilustrações que promovem essa confusão toda.
As revistinhas pornôs também não ajudam, já que a grande maioria das modelos pornôs fazem essa cirurgia.

Mulheres reclamam por perda de sensibilidade ou dor depois de ter feito a cirurgia, mulheres entram em depressão porque sentem-se "anormais", mulheres juntam dinheiro para comprar essa cirurgia corretora, mulheres sentem vergonha porque receberam informação inadequada. É simplesmente um absurdo.

Anônimo disse...

Adoro este post. Obrigada por tê-lo publicado, obrigada de coração pelos outros dois lá no início (sobre seios e vulvas diversas), obrigada por falar dos assuntos que vc fala, Lola. Como o texto diz, são coisas tão simples e que deviam ser tão óbvias! Mas não são, mesmo com a gente vivendo com informações pra todo lado, temos pouca noção de como corpos normais são diversos...
Obrigada por falar sobre esses assuntos, incluindo sobre "lá". Obrigada pelo seu blog, ele é muito importante, e vc é uma pessoa muito gentil e especial em mantê-lo!