quinta-feira, 10 de março de 2011

GUEST POST: COMO O MACHISMO LIMITA A VIDA DE UM HOMEM

Eu cresci nos tempos da Guerra Fria, e o que mais ouvia era propaganda anti-comunista. O melhor exemplo que o comunismo era prejudicial à sociedade é que as pessoas não podiam cumprir seus sonhos. Era o estado que determinava sua profissão e até mesmo seus hobbies. Ou seja, a pessoa não tinha direito algum como indivíduo. Pois é, este email que recebi do Rubens e pedi pra transformar em guest post (e que dialoga bastante com o post que publiquei no Dia Internacional da Mulher) me lembrou muito da propaganda que ouvi durante tantos anos. Será que são apenas os estados totalitários que limitam nossa individualidade? Essa é a única ditadura que conhecemos? Ou há outras que nos impedem de sermos o que queremos ser e de agirmos como queremos agir, em nome de uma suposta masculinidade que não passa de uma construção social? O guest post do Rubens é muito ilustrativo.

Conheci seu blog há um ano. Tenho entrado nele desde então quase todo dia, adoro seus textos, você fala com discernimento sobre assuntos delicados, sempre ilustrando seus argumentos de forma clara. Vi neste espaço que há muitas pessoas que compartilham com alguns pensamentos meus e percebi também que posso reconsiderar outros tantos e melhorá-los.
Sou homem, hétero, talvez eu não faça parte do “seleto” grupo “padrão” por ser filho de negra com nordestino... Ah, se não fosse isso, eu seria perfeito! (ironia, se me permite).
Estou aqui para contar para você como o machismo atrapalha a minha vida. Acho que seria importante um relato vindo de um homem, mostrando alguns exemplos de como esse tipo de mentalidade atrasada não apenas prejudica as mulheres como nós homens tamm!
O machismo começou a afetar a minha vida desde criança. Quando eu era pequeno gostava de brincar com as meninas de pique esconde, lenço atrás, essas brincadeiras de roda e cantigas e tudo mais. Não ligava muito para futebol ou “lutinha”, não gostava de brincadeira de “meninos” e era visto como um “bichinha”. Eu não entendia muito bem essa coisa de ser “viadinho”; eu era apenas uma criança, como teria noção sobre opções sexuais? Nem tinha ao menos idéia de como esses termos eram pejorativos.
Apesar de ficar irritado na hora eu deixava para lá, mas um episódio com a minha mãe me magoou bastante na minha infância.
Minha prima passava o final de semana na nossa casa e, como eu gostava de brincar com meninas, fazia companhia para ela numa boa nas suas brincadeiras de “casinha”. Éramos bem organizados, eu combinava com ela assim: eu limpava a casa e ela fazia a comida, botávamos a bebê para dormir antes do meio dia, então íamos passear de carro à tarde, já que os dois trabalhando juntos terminaríamos a parte chata mais rápido. Um belo dia minha mãe me pega com a boneca no colo. Horrorizada, minha mãe me pergunta o que eu tô fazendo roubando a boneca da minha prima. Eu na minha inocência respondi que não tava roubando, tava botando ela para dormir. Minha mãe responde categoricamente que isso não é coisa de menino, que isso era tarefa da minha prima, eu deveria estar brincando de bolinha de gude ou de pipa como os outros meninos “normais” faziam.
Depois disso, passei três meses numa psicóloga. Sim, minha mãe pensou que eu era doente da cabeça; a médica constatou que eu era “normal”, que não era “gay”, apenas tinha uma mente “afeminada”... Dá para entender um negócio desses? Eu odeio essas classificações de gêneros, menino usa azul, menina usa rosa, menino gosta de carro, menina gosta de sapatos e por aí vai, por que não podemos simplesmente gostarmos daquilo que nos dá na telha? Por que tenho que seguir uma cartela de possibilidades limitadas por um gênero? Onde está minha individualidade? Doeu muito para mim saber que minha mãe achava que eu era “esquisito”.
Eu entrei na pré-adolescência, deixei as brincadeiras de casinha de lado, passei a jogar videogame e andar de bicicleta, a me relacionar mais com meninos, mas nem por isso deixei de fazer atividades que as pessoas consideravam coisa de “viado”. Nessa fase da vida fui estigmatizado porque me interessei a fazer artesanato com jornais velhos e garrafas pet (sempre tive a mania de aproveitar tudo que posso). O fim da picada para os meus parentes foi quando resolvi que faria um curso para aprender a lidar com biscuit, fazer ponto e cruz e aulas de pintura. Eu achava aqueles panos de prato com desenhos e bordados o máximo e queria fazer os meus, já que eu sabia desenhar... Mas fui impedido, minha “doença” estava atacando novamente, não pude fazer os cursos que eu gostaria. Simplesmente me negaram porque isso ia contra a convenção de ser “macho”. Só agora depois de adulto é que eu obtive autonomia para essas “atividades de mulher”.
Outra vez minha individualidade foi transgredida em nome de uma “preocupação” que tinham comigo. Era frustrante, eu não entendia a razão disso tudo, eu só queria ser eu mesmo e fazer as coisas que eu gostava, se outros homens não davam atenção que culpa eu tenho de querer?
No segundo ano do ensino médio conheci um cara gay assumido. Nossas personalidades bateram muito, rapidamente nos tornamos grandes amigos, nunca duvidei da minha condição de hetero e ele sempre me respeitou, nunca me cantou, e se eu fosse homossexual, qual seria o problema, né? Mas as pessoas não pensam assim, e logo viramos motivo de chacota... Ouvíamos buchichos, comentários maldosos de todas as partes, alunos, professores, funcionários da escola, enfim todos estavam criando um caso que não existia e nos julgando por isso! Como se gostar de alguém fosse crime, só por que essa pessoa tem a mesma genitália que a sua...
Os anos da escola passaram, fui para a faculdade, conheci outras pessoas homossexuais, se tornaram boas amigas e eu aprendi muito com elas. Pelo menos isso minha família não critica mais tanto hoje em dia, se faz é de forma velada e para mim é até melhor que seja assim, pois estou meio cansado de ter que defender uma conduta que não é errada!
Mas voltando um pouco, agora vou contar-lhe um caso complicado que tive na adolescência que me rendeu outras situações absurdas.
Eu tinha uma namorada que era muito independente, ela fazia as coisas que ela gostava, dizia tudo que pensava na minha cara, até com certa sinceridade exagerada... Sou meio chato com as palavras, mas era justamente por isso que eu a amava, era tão dona de si! Eu realmente a admirava por isso.
Em roda de amigos às vezes eu falava uma bobagem e ela me repreendia. Isso era o fim, todos meus amigos (homens) me desafiavam, “Ih, cala a boca dela, vai deixar barato?”. Eu ria, concordava com ela quando achava que tinha que ser e dizia para eles que eu não mandava na boca de ninguém. Isso era visto como sinal de “cornice” ou de “cintura frouxa”, como alguns diziam.
Outra coisa que incomodava até mesmo a mãe da garota era o fato de ela sair produzida para a escola ou o estágio. Minha ex-sogra chegou a me cobrar uma atitude “máscula” e dizer para a filha dela não sair com roupas muito decotadas ou calças mais coladas. Quando eu respondi que eu não era o pai da menina, e que ela tinha todo o direito de sair assim quando bem achasse e que ela tinha o direito de se achar bonita e gostosa, eu quase levei uma peixeira no bucho! Recebi ainda o apelido de “tanga-frouxa”... Imagina deixar a mulher decidir por si só para onde vai, quando vai e com que roupa quiser? Absurdo! Cadê o macho repressor? Digo, protetor... não é opressão, é proteção, né?
Eu ainda tive que argumentar com o pai dela pedindo para ele fazer um exercício de imaginação: as mulheres árabes não andam de burca, aquela vestimenta que cobre quase tudo? Essas mesmas mulheres não deixam de passar por situações degradantes de intimidação! E por muito menos, se uma delas deixa o tornozelo à mostra ou o pulso, já viu, né? Disse ainda ao pai da menina que para o homem basta ser proibido para ser cobiçado, não importa muito o quê. Sendo assim mostrar um pouco dos seios ou uma parte do antebraço dava na mesma.
Também tive problemas por "deixar" ela ir na mesma condução que o ex-namorado dela todo dia de manhã. Ela nunca escondeu que tinha uma quedinha por ele sexualmente falando. Eu fiquei tranquilo, disse a ela que eu confiava no nosso relacionamento e que eu estava sempre disposto a satisfazê-la. Caso ela procurasse outra pessoa para isso, poderia fazê-lo sem problemas, era só me avisar que terminaríamos o namoro numa boa. Eu era fiel à ela, no nosso trato particular isso prescindia que ela também fosse, mas qualquer um dos lados podia quebrar este vínculo desde que achasse conveniente, se preocupando apenas em não “enrolar” o outro. Mas fui tachado de corno manso, boné de galho e outras coisitas mais. Foi difícil ignorar, te confesso, não posso impedir uma pessoa por sentir tesão por outra, ela está namorando, é diferente de estar morta! Manter um relacionamento onde a menina tinha sua liberdade conservada era um “problema”.
No fim essa garota passou no vestibular para uma federal e foi morar em outra cidade. Novamente fui cobrado pela minha ex-sogra a tomar uma “atitude de homem” e tentar impedir a mocinha de “abandonar” a família e o futuro noivo? Dono?
Eu desejei a ela toda a sorte do mundo e disse também brincando para ela não pensar em namoro e aproveitar os tempos de república (será que fui idiota? Às vezes penso que sim... penso às vezes que esse ‘conselho’ foi um tanto machista por uma certa ótica). Quase fui escalpelado pela família (as duas famílias, a minha e a dela), escapei por pouco.
O texto está ficando maior que os seus, Lola. Vou resumir o final então:
Cresci, hoje sou adulto, conservo ainda algumas doses de “troglodismo”, por exemplo: acho que cantar uma mulher na rua é diferente de flertar ou paquerar, a primeira situação é uma invasão, uma ofensa; a segunda é uma tentativa de conseguir uma namorada. Mas em balada me dou a permissão de chegar nas garotas e dizer coisas mais toscas.. Quase ao estilo “pedreiro”. Penso eu: “tá na balada, tá disponível e não quer nada sério”! Eu sei que esse pensamento está errado e vou apagar ele da minha cabeça, prometo. Também me pego às vezes dando risada de piadinhas machistas.
Sei que a omissão é outro fator que ajuda a manutenção dessa forma tão medieval de se viver. Se eu vejo algum amigo comentando algo machista ou agindo de forma ruim com alguma mulher, eu procuro dizer que ele está praticando uma atitude machista (aprendi no seu blog que a melhor maneira não é acusar a pessoa de ser machista). Claro que eu passo a ser o alvo das pérolas e impropérios, porém não me coloco como vítima, de forma alguma, prefiro ajudar combatendo este mal dia a dia.
Lola, não penso em casar e/ou ter filhos, mas se algum dia eu ajudar a botar alguma criança no mundo (sou apenas coadjuvante, quem passa por todo o processo tendo inclusive seu corpo modificado é a mulher), quero que ele ou ela venha a nascer num contexto muito melhor que o meu! Só poderei ter a certeza disso combatendo meus próprios pensamentos tortos e os das pessoas ao meu redor. Obrigado por publicar meu desabafo!

179 comentários:

Anônimo disse...

Lola, você tem o e-mail, telefone, endereço para mandar sinal de fumaça ou coisa que o valha, desse homem?

Gabriela Galvão disse...

Devia se reproduzir como coelho!, hauhauh

Beijos!

Anônimo disse...

Lindo texto, de verdade, fico feliz por saber que existe ainda pessoas assim! =)

aiaiai disse...

Valeu Rubens! Acho que muitos homens passam por situações assim, mas acabam esquecendo ou fingindo que não existiram para que os outros não duvidem da sua masculinidade (argh!).

Eu me tornei uma feminista mais ativa depois que nasceu meu filho. Quero muito que ele possa ser o que tiver vontade, fazer o que quiser e ter um relacionamento de igualdade com as mulheres.

Kenny Guilherme disse...

Ótimo texto. Creio que todo homem já sofreu com o machismo, por em algum momento da sua vida não ter se comportado como o macho alfa. É triste.

Anônimo disse...

Nossa, homem feminista é tãooo sexy!

Larissa disse...

Se te consola, o sonho de consumo de uma mulher bacana é você, e não o jogadorde futebol garanhão. #ficaadica

PS: a parte da balada, do mesmo jeito que tem mulher querendo farra, tem mulher querendo... pasmem: dançar!!!

Carol disse...

Fantástico o post!
Também acho que um cara desses devia, sim, se reproduzir como coelho!! Seria uma melhora pro mundo!

Aline disse...

É importante saber que existem homens que pensam como você Rubens, que entendem que o machismo é prejudicial a vocês também... Vide o cancer de prostata, a informação existe, TODO homem sabe que tem que fazer, mas pouquissímos vão fazer...
Enfim... parabéns...

Aline

Oliveira disse...

Ele escreveu:

"Quando eu era pequeno gostava de brincar com as meninas de pique esconde, lenço atrás, essas brincadeiras de roda e cantigas e tudo mais"

Obviamente isso não o tornava homosexual e sim efeminado, o que é bem diferente. Esse guest post não tem nada a ver com machismo; machismo é outra coisa. Esse rapaz, e a Lola, estão confusos.

Aline disse...

Oliveira, por que isso o torna efeminado, um menino não tem o direito de gostar de pique esconde e lenço atrás? Você tem certeza que isso não tem nada haver com preconceito?
Eu sou masculinizada por que sei matar e castrar porcos, por que sei dirgir trator ou por que eu trabalho com TI e adm de redes e sei muito mais que muitos homens?
Esses rótulos de que homem tem que ser isso, mulher tem que ser aquilo são usados para discriminar as pessoas. Se esse preconceito não tem nada haver com machismo, tem haver com O QUE?

Aline

Indy disse...

Só pode ser brincadeira da Lola.

Uma atéia de bom humor disse...

Meu marido gostava de brincar com bonecas quando criança, e nunca gostou de futebol, por exemplo. Mas que é hétero, disso não há dúvida nenhuma.
Ele é diferente da maioria, é extremamente curioso sobre tudo, e faz alguns tipos de artesanato. Sempre respeitou a minha individualidade, nunca tentou mandar em mim. E estamos casados já há mais de 36 anos. :)

Sandro disse...

Significa!

Joaquim disse...

Tanga-frouxa foi hilário. Mas foi um diagnóstico bem dado.

vivi disse...

Acho que o Rubens deixou bem claro como os rótulos e a educacao sexista transformam a vida de algumas criancas. Isso pode pq voce é menino ou isso nao pode utilizando o mesmo argumento e ainda asim estimulando a humilhacao, a rotulacao. Cada ser humano independente do genero tem suas preferencias e suas individulidades. e isso nao faz dele melhor nem pior nem isto ou aquilo. apenas uma pessoa com caracteristicas e preferencias individuais. Fico feliz de podermos ver pessoas como o Rubens expressando esta individualidade tao aberta e sinceramente...

Victor disse...

Eu gostei do texto :]. Sou gay mesmo, mas na infância, quando não sabia muito bem disso, me sentia um pouco preconceituado pelas pessoas ao redor por não gostar de futebol ou preferir falar com meninas - sempre as achei mais inteligentes.

---

"Orientação sexual*"

Maria Clara disse...

A Lola deve estar dando muitas gargalhadas porque este rapaz aí é uma bichona.

Drixz disse...

Falou e disse, Ruben! Continue assim.

Rubens disse...

@Gente

Obrigado de coração pelos comentários (todos sem exceção).Fico feliz em perceber que há pessoas que compartilham uma visão de mundo similar à minha.

Creio que pessoas como o Oliveira não percebem é que para a manutenção dos "valores" que eles creditam serem os corretos pq são assim pronto e acabou, é necessário uma afirmação constante dessas opniões, não há nada de natural nisso e portanto não podem ser modelos de normalidade.

O machismo afeta de forma negativa a vida das pessoas, mais diretamente a das mulheres, que são vistas como inferiores ou no máximo como atuantes em papel secundário e subordinado ao homem (conveniente né?)

Eu entendo que as vezes o ser humano dá nome as coisas para que se possa fazer uma compreensão do objeto, mas o problema é quando a simplificação passa a minimizar as peculiaridades de cada indivíduo em prol de um "padrão"

Sinto isso na pele todos os dias, em maior ou menor grau, não contei todas minhas experiencias negativas nesse post pq ele viraria um livro! Mas vou adcionar mais uma bem relevante:

Eu fiz magistério, dei aula para turmas da pré-escola, eu tava me esforçando para educar as crianças e tinha muito amor por todas.

Mas as mães ao saberem que na escolinha havia professores homens ficaram muito ressabiadas, foram conversar com a diretora e algumas até ameaçaram transferir suas filhas para outra escola, pq? Por medo de suas filhas sofrerem alguma especie de agressao.

Me senti muito chateado, na epoca eu culpei as pessoas de não me darem uma chance, mas com o tempo percebi que a preocupação delas era legitima e se eu fosse uma delas, hoje, talves faria o mesmo...

É péssimo ter sua imagem maculada por algo que vc não fez ou não é! É ai que o machismo entra, mas claro tudo isso é confusão minha e da Lola...rs

A Larissa me disse algo que tem relevancia, acreditam que já tentaram me convencer a deixar de pensar como penso pq agindo assim eu "não comeria ninguem"? É triste, mas quando eles não tem mais como argumentar ( e tem? ) apelam para possibilidades de isolamento.

Não penso que isso vá me impossibilitar de conhecer alguém, aliás, como a Larissa mesma disse, eu conheci muitas mulheres interessantes,para mim foram as mais bacanas :D

Tb acredito que todo pé cansado tem seu par de chinelos velhos, todo par se junta com seu igual.

O mundo não é tão preto no branco, o que o torna maravilhoso é justamente os tons de cinza, a diversificação e a livre escolha são experiencias valiosas, por isso que nos querem roubá-las! Nos cercando em convençoes limitadas de significado.

Gosto de ser o que sou não tenho vergonha e sempre que posso tento fazer com que outros homens olhem com mais atenção para essas possibilidades.

Obrigado a tod@s!

aiaiai disse...

Rubens,

quando meu filho estava na pré-escola aconteceu o mesmo. A escola quis contratar um professor (ficavam sempre dois na mesma sala - então seria ele e uma professora) e as mães ficaram apavoradas! Vieram falar comigo e eu disse que elas estavam loucas. Eu já tinha conversado com o professor (que era filho de uma das diretoras da escola) e tinha gostado muito dele.
Não adiantou eu argumentar. O resto das mães - TODAS - infernizaram a escola até que eles desistiram de contratar o professor.
triste, muito triste!

Oliveira disse...

Aline:

Imitando o Sandro que, bem a tempo, lembrou do Ronie Von.

SIGNIFICA!

Roberta L. disse...

Que. Cara. Extremamente. Fofo.
Ah, se mais homens fossem assim...

paula disse...

Lindo video da isabel allende sobre feminismo!

http://www.chongas.com.br/2011/03/ted-isabel-allende-conta-historias-de-paixao/

Alex Castro disse...

Eu sou um homem bem feminista, que já passou por várias situações assim, q já fui expulso da casa da minha mãe por me recusar a coibir algumas atitudes da minha esposa, etc. Já briguei com família por eu nao ter hora pra voltar pra casa e minha irmã ter. Sou frequentemente confundido com homossexual. Ando por rodas de BDSM. Escrevi um romance narrado por uma mulher que faz sucesso com as leitoras. Adoro Butler e sei que gênero é performativo. O machismo limita minha vida e de minhas parceiras sempre, ao determinar de forma tirana o que podemos ou nao podemos fazer. Etc.

Mas.... O tom do artigo me soou todo meio errado. Muito forçado. Como se ele quisesse muito agradar e mostrar o bom feminista que é. Me pareceu realmente, em alguns momentos, mais submisso do que mt gente que vi sendo chicoteado no chão, e tb muito efeminado e talvez homossexual - e digo isso de modo totalmente neutro, não há nada de errado em um homem heterossexual ser efeminado (eu sou!), ou em um homem ser homossexual, e muito menos em ser submisso a mulheres, aliás, o que é uma delícia.

Mas só me parece que nada disso está claro ainda pra ele. Que ele está aqui tentando agradar à claque e mostrar o bom homem sensível feminista que é, mas que ainda não se definiu verdadeiramente. O texto tem tensões estranhas. Ser gay não é ser feminista. Ser submisso também não. Ser efeminado menos ainda.

Eu já tive relações abertas e fechadas e também relações bdsm. Se ele é fiel à namorada e ela não é fiel a ele, o nome disso, popularmente, é ser corno manso mesmo. Não conheço outra palavra. Mas não há nada de errado em ser conro manso de mulher, se esse é o tesão do casal.

Ou então é uma relação de submissão típica no BDSM: ela é a rainha, q tem o controle da relação e pode fazer o que quiser, e ter quantos homens ou mulheres quiser, e ele é o seu objeto, que tem q ser devotado a ela. Mais uma vez, nada de errado, nada mesmo, nesse tipo de relação - mas isso não é ser feminista.

Sinto que o autor do texto está em fluxo feroz entre a aceitação e rejeição de uma série de rótulos e identidades possíveis, e q esse texto não explora nem a ponta do iceberg dessas questões. Gostaria de conversar mais com ele e tentar entende-lo e, talvez, ajudá-lo - como um homem que já passou por quase todas essas questões.

Eu daria o seguinte conselho: resolvi 90% dos problemas descritos no texto simplesmente mudando as pessoas com quem eu ando. Se o seu grupo de amigos não aceita o tipo de relação que vc tem com as mulheres q escolheu, é hora de trocar de amigos. Eu fiz isso. É uma delícia.

O problema do texto é dar a impressão que ser feminista é ser submisso, efeminado, fraco, corno manso, etc, e isso, também, é um desserviço ao feminismo e aos homens feministas.

Recomendo meus textos:

Mulheres Submissas
http://www.interney.net/blogs/lll/2008/09/17/mulheres_submissas/

"Socorro! Não Sou Machista, Mas as Feminazis Mal-Comidas Estão me Patrulhando!" http://www.interney.net/blogs/lll/2010/12/17/feminazi/

livia disse...

Lola,excelente artigo! o fatp é que o inferno é para todos,todas que nao seguem um/O..padrão! inventaram uma cartilah cor de rosa e azul???!!!quem??para qual motivo?a quem interessa isto de dividr o humano? Ser diferente em força fisica,aspecto fisico:preto,branco,amarelo,alto,baixo,magro,gordo,(ou posto no feminino)nao deveria fixar a triste invençao de inferioridade ou superioridade.Mas,até entre os privilegiados ha as imposiçoes de mais e menos>mais alfa menos alfa!Triste!O que vemos sao homens dividdos entre sua possivel gentileza e machismo.Esta divisao imposta nesta cultura que divide para governar gera atos grotescos nas relaçoes.E pior que a nossa humanidade se perde num sacrificio imbecil.Queremos cordialidades,amorosidade,entre todos(nao precisamos cair de amores,mas podemos e devemos saber respeitar todas as dififerenças sem impor o grotesco papel de superiro ou inferiro.Um dia saberemos da imensa mentira disso e criaremos novas posturas sociais e menos guerras.Guerras onde homens saão levados aos montes a morte por conceitos machistas e odiosos!Vamos ,neste seculo 21 escrever uma NOVA HISTORIA HUMANA!espeor qwure sim!Abraço.Livia

Alex Castro disse...

Sobre Ser Efeminado

Aparentemente está rolando uma certa discussão nos comentários sobre o significado de "ser efeminado".

"Ser efeminado" simplesmente é fazer as coisas que a sociedade vê como sendo tipicamente femininas. eu me considero um homem efeminado.

a grande, enorme questão é

1) não existe nada tipicamente feminimo ou masculino, a sociedade é que rotula algumas coisas como tipicamente masculinas ou femininas, Butler explica;

2) para um homem, ser efeminado, ou seja, gostar de fazer as coisas que são vistas como tipicamente femininas, não tem nada de errado, não é um demérito, nem significa que ele seja homo ou bissexual, ou seja, que tenha desejo sexual por individuos do mesmo sexo; mas também não significa que ele seja feminista, e todos esses rótulos não tem nada a ver uns com os outros.

O fato de eu me considerar efeminado por gostar de tricotar não quer dizer q eu concorde com a visão da sociedade que tricotar é intrinsecamente feminino: significa somente que eu SEI que a sociedade vê tricotar como algo intrinsecamente feminino....

Enfim, o texto faz uma enorme salada de muitos conceitos e rótulos, como se fosse tudo uma coisa só, e não é.

MBSantiagoJr. disse...

:: "Tanga-Frouxa", taí uma palavra que eu não ouvia há séculos.

Por alguma razão, não acho que o convidado tenha interesse em se reproduzir como um coelho.

Anônimo disse...

HUAHUAHUAHU
Mas esse cara é uma bichona! Tou rachando do texto, vou terminar de ler aqui...

Maria Clara M. disse...

Rubens, fiquei tocada com o seu texto.

É maravilhoso saber que possam existir homens como você.

Perdoe-me a pergunta, mas de que região você é?

P.s.: Engraçado, estava pensando sobre como o machismo afeta os homens esses dias.
Estava maquiando as mulheres da família do meu namorado para o carnaval, quando o filho de uma delas se aproximou e pediu para maquiar a mãe.
Fiquei horrorizada, pois ela, que para mim era um modelo, já que foi uma das juízas mais jovens do Brasil, disse que o menino não podia ficar ali e ainda me disse que o motivo era "não poder facilitar hoje em dia".
Muito triste pensar que as pessoas ainda confundem padrões de gênero com opção sexual.

Rubens disse...

Alex

O que vc esquece nas suas considerações que o próprio conceito de "efeminado" depende de outras construções sociais repressivas.

Se não houvesse essa classificação de "coisas de homem e de mulher", não haveria lugar para esses rótulos como o "efeminado".

A salada de terminologias como vc disse só ocorre pq as pessoas insistem em posicionar tudo em preto e branco pura e simplesmente.

O fato de que gostar de praticar atividades ditas como femininas, não me torna um feminista, isso eu não discordo, o que me torna feminista é a vontade de ver homens e mulheres livres de conceitos opressivos, que possam ter sua individualidade respeitada, acho que vc não entendeu esse conceito...

Ai ai ai

Pois então, eu quando levava as crianças ao banheiro após o intervalo nem ficava perto da porta do banheiro das meninas para não gerar má interpretação, fazia essa tarefa sempre com o auxilio de uma mulher. Tomei outras precauções mas o receio das mães foi maior.

aiaiai disse...

Alex,

o rubens não está dizendo que é feminista, ele está acentuando que o machismo (da sociedade, da mãe dele, de amigos, e até dele mesmo) prejudica a homens que, como ele, não querem ter um comportamento dentro do "padrão" machista.

Ninguém entrou na questão do por que o rubens é assim ...apenas se constatou que ele é assim e muitas mulheres acharam isso legal, assim como muitas mulheres acham o seu jeito de ser muito legal também, né?

se você quis dizer outra coisa, não entendi...

Maria Clara M. disse...

Passando mais uma vez só para recomendar esse cast da Valéria Fernandes.

É sobre o preconceito contra produtos de mídia feito por mulheres e para mulheres.

http://shoujo-cafe.blogspot.com/2011/03/hoje-o-nosso-shoujocast-tem-um.html

Jéssica disse...

Rubens, adorei ler a sua história, obrigada por compartilhá-la aqui. Seria ótimo se mais homens pensassem como você.

Rubens disse...

Maria Clara

Oie eu sou da Região Sudeste sou de São Paulo :)

Santiago

Tem razão, como vc advinhou? Não quero me reproduzir que nem coelho, sou pró-vida (não no sentido anti-aborto) eu não vou colocar um ser humano que vai passar por experiencias boas e ruins só para provar que sou "macho".

Aliás isso é outra questão que me chateia:

Minha mãe me cobra netos, ela diz que não é possivel filho homem não deixar "um legado" no mundo, ouvir algo tão machista da sua propria mãe é triste, o pior é que ela se reconforta dizendo que ainda bem que tem uma sobrinha mulher, essa sim vai dar um neto! A cobrança sobre a minha prima para ela ser casta, pudica e boa mãe é terrível soa a crueldade.

Não envolveria uma outra vida só para buscar uma afirmação sobre mim, não sou egoista a esse ponto, se um dia eu tiver um filho ou filha será por um ato de amor ao outro.

Lu-Bau.Blog disse...

Lola, pelo Amor de Deus, comente sobre isto:

http://www.youtube.com/watch?v=uXTQ8Vxpcio&tracker=False

Doida da silva para ver a sua opinião

Amer H. disse...

Engraçado, quando eu dizia que homens sofrem pressão da sociedade também, corriam leitoras a dizer que eu estava louco, ou que era troll, ou que estava errado porque "bbbllllrrrrlllrrrrlllrrbbblllrrrrbbblllrrr".

E agora vem um post dizendo exatamente a mesma coisa e todas as leitoras de repente mostram que "sempre souberam" que a opressão machista também recai sobre os homens.

Que coisa não?

Giovanni Gouveia disse...

Outro dia, quando eu acompanhava meu filho na natação, um menino quase apanhou da mãe na aula porque ele queria ver uma barbie sereia de perto...

Quando eu furei a orelha, meu pai me mandou pra fora de casa, achando que eu era homessexual.

Dizem que o temido General grego, Alcebíades, uma vez disse: "o amor é tão misterioso, que às vezes é possível um homem amar uma mulher"

aiaiai disse...

kkkkkkkkkkk amer, vc ainda me mata de rir.

vc diz sempre que os homens sofrem pressão das mulheres que são feministas radicais (acho q vc não usa mais feminazi, né). É muito diferente da pressão que vcs próprios sofrem por causa do machismo, querido!

lamentável como você não sabe ler.

brandizzi disse...

Alex, você tocou num ponto importante. Realmente, muita gente usa categorias "erradas", "mistura rótulos" e acaba falando coisas bastante confusas. O Rubens talvez faça isso. Você, a Lola e outras pessoas tem todo um framework de conceitos bem definido, formalizado até, mas para muita gente este sistema é grande, acadêmico e ainda obscuro. Não sei se é exatamente disto que você fala - acredito que não, aliás - mas é um ponto que merece alguma reflexão.

Polinha disse...

Eu fico muito feliz de saber que existem pessoas que pensam como eu. Sempre 'brigo' aqui em casa porque ouço coisas como: homem não chora, homem não brinca de boneca, etc...

Rubens... meus parabéns! Queria ter perto de mim meio desse homem que você é.

Rubens disse...

Amer

A forma como falamos algo as vezes é mais importante do que o conteúdo da mensagem (digo isso de forma simplista).

Já procurou ir numa ong comunidade defensora dos afro descendentes e reclamar que vc como branco tb sofre pré-conceito? (digo isso hipotéticamente falando).

É claro que questões do outro lado do grupo de discussão podem ser abordadas, mas desde que se leve o devido cuidado, as contextualizações de uma parte não validam a da outra tão menos as excluem...

Digo isso pq presenciei isso uma vez quando estava no colégio, foram representantes de uma ong que defendia os interesses de afro descendentes e eles questionavam as implicancias do dia 20 de Novembro, foi quando um aluno branco disse "poxa mas eu nem tenho mais direito de dizer que gosto de ser branco sem isso parecer pré-conceituoso"

Não preciso dizer o desconforto que isso causou né? Eu conheço o rapaz e posso afirmar: Ele disse isso pq era uma criança sem noção! Mas isso não o livrou de ouvir contra pontos...alguns mais "inflamados".

Tudo o que ele queria expressar é que o outro lado da moeda também tinha que conviver com algumas questões, mas a forma como ele disse isso que foi trágica.

O que eu pontuei aqui é que o Machismo, praticado por homens e mulheres (minha mãe é um exemplo) oprime não só mulheres mas homens também.

Ághata disse...

Huahuahuahuah, adorei o xingamento! Tanga frouxa! Então, macho que é macho tem que ter é tanga apertada?

Amer H, esta história de que 'homem também sofre com o patriarcado' é tão véia, mas tão véia, que feministas norte-americanas já tinham até uma sigla pra isto: PHMT (já pra cortar o mimimi dos carinhas confusos que diziam que sofriam horrores nas mãos do patriarcado, mas só viviam reclamando era do feminismo).

Não sei porque tanta gracinha com o assunto. Eu que devo ser a criatura mais distraída do mundo já vi altas vezes os meninos escorregando e escapando por pouco de levar uma surra dos pais por faltar com sua 'masculinidade'.

A última vez foi quando eu estava numa loja de bijuteria e vi um pivetinho de 3/4/5 anos pegar um colar gigante todo colorido com uma borboleta/libélula/bruxa, sei lá, do tamanho dele e pedir para a mãe comprar pra ele. Ela nem olhou pro guri e disse que aquilo era coisa de menina. Ele soltou o colar, pegou outro ainda mais escalafobético e disse "E esse?? E esse?".

Anônimo disse...

Rubens,

A mim parece que vc foi reprimido durante a sua vida e se acostumou a ocupar o lugar de vitima.

Concordo com o Alex e acho que tudo estah muito misturado e confuso. A minha ideia geral do texto nao eh a de um cara
indignado com a forma que foi criado e sim, um mimimi que nos leva de Lugar nenhum a nenhum lugar. Qual a sua conclusao?

Voce relata seus traumas, se diz adulto, mas e daih? Mudou o q? O machismo atrapalha a sua vida, ainda?

Quando comecei a ler o texto, achei que me depararia com um herói que driblou as adversidades,
reconheceu as raizes do mal e mudou a sua propria historia, mas nao. Vejo vc culpando sua mae,
seus amigos, a sociedade, enfim.. mas e vc? Qual a sua culpa? Qual a sua responsabilidade?

Nada no universo pode te humilhar se vc souber como se posicionar, Rubens e eh o que me parece indefinido.

Que lugar, afinal, vc quer ocupar?

Outra coisa marcante sao as mensagens de apoio e de "quero um (manso) como vc" e isso me parece bem comodo.
Eu queria um cara que me deixasse solta sem eu ter que me preocupar com o quanto ele estah solto. Seria perfeito arriscar sem ter
que apostar nada mas o comodismo nao nos permite evoluir, fica a dica.

lola aronovich disse...

Rubens, em primeiro lugar (estou na metade dos comentários ainda), quero pedir desculpas por alguns comentaristas. Eu imaginava que isso iria acontecer. Eles (e há mulheres inclusas) vão defender até o fim os papéis idiotas e ultrapassados que eles consideram ser o masculino e o feminino. Foram ensinados a agir dessa forma e a agredir quem não se enquadra nesse joguinho binário desde que nasceram, e não conseguem vislumbrar um mundo sem esses papéis fixos. Acham que seguir esse roteiro pré-determinado à risca é liberdade, e não veem que é justamente o contrário. Feministas de modo geral lutam pela derrubada desses papéis, porque entendemos que eles são péssimos pra sociedade. São camisas de força. É totalmente absurdo que um homem hétero não possa ser amigo de um homem gay porque... bom, porque a sociedade não permite. Porque isso significa a morte da reputação do homem hétero. É muita idiotice. Essas pessoas, que são a maioria, tão empenhadas em defender os únicos modelos que conhecem, não entendem que menina não nasce gostando de brincar de boneca? Essa é uma construção social, uma educação, uma lavagem cerebral que prepara a menina, desde bem novinha, a saber seu papel de mulher. Eu conheço vários meninos que brincavam de boneca (meu irmão foi um deles) e não foram podados. Eu brincava de bonecas e de brincadeiras vistas como masculinas, e adorava. Isso não afeta a orientação sexual de ninguém. Nenhum menino vira gay por gostar de brincar de boneca. E também não torna nenhum menino “efeminado”. Quer dizer, o que significa essa palavra? Ao usar uma palavra dessas, a pessoa reforça que existem apenas duas formas de agir, uma para homens, outra para mulheres. Qualquer desvio dessas duas formas te rende um termo que é puro preconceito. Então quem tem que abrir a cabeça são essas pessoas. Se quiserem, claro. Desconfio que ficarão presas ao atraso pro resto da vida.

Rubens disse...

Polinha

Metade? e a outra? rs

Aghata

Pois é eu adoro esse xingamento! Acho muito ironico, perguntei a mesma coisa, seria sinal de virilidade usar uma tanga bem apertada?

O que mais me intriga nas pessoas machistas é que elas são muito confusas, um argumento pode mudar de lado facilmente, basta entrar numa aparente contradição.

Essa coisa da cueca me lembrou outra cena desagradavel na minha vida proporcionada pelo machismo:

No colégio onde estudei para me formar no magisterio alguns "veteranos" inventaram a brilhante ideia de propor um "rito de masculinidade" para os novatos.

Combinaram uma tocaia após a aula de educação física, encurralar os alunos no banheiro e puxar-lhes a cueca e fazê-los repetir frases de "orgulho alfa" e de ódio aos homosexuais. Tudo isso foi filmado aliás...

A brincadeira ( se é que pode chamar assim )saiu do ambito de alunos e os idiotas dos outros veteranos foram atrás de professores também.

Uma das vitimas foi meu professor de literatura que tinha fama de "gay".

Magina o homem tinha 50 anos, casado e pai de dois filhos (ok isso não prova sua 'masculinidade') mas e daí? Pq um homem que ja tinha vivido meio século tem que passar por esse constrangimento? E no que isso ajudou a provar sua condição de "homem"? em nada, só rendeu um B.O e a ida de alguns dos meninos para a fundação casa.

É o lance da tanga apertada...

Alex Castro disse...

Oi Anonima.

Vc entendeu o q eu quis dizer. Eu tb enfrentei todas as situacoes q o Rubens e nunca abaixei a cabeça. Peitei os pais, parei de frequentar os amigos machistas. Nao culpei ninguem, nao choraminguei, mas sempre vivi a minha vida do meu jeito com as mulheres que escolhi.

E sim, eu não quis comentar, mas tb fiquei chocado com os comentários "puxa, é um corno manso assim que eu quero!".

O texto realmente tem um certo tom de vitimização forçada que me incomodou um pouco.

Um texto meu sobre a difícil tarefa de dizer não a uma mulher e sobre o preconceito de que homem tem que comer todo mundo o tempo todo:

http://liberallibertariolibertino.blogspot.com/2006/06/difcil-tarefa-de-dizer-no-confisses.html

Ághata disse...

Ah, Alex Castro, li os links - um deles já tinha visto antes - e seus posts indicados realmente são muito bons. Amer, faça um favor a si mesmo e leia o que fala sobre 'feminazis'.

Eu ri muito com este xingamento, Rubens, nunca tinha ouvido antes.

Bom, mas vou me abster de mais comentários sobre o guest post porque não quero entrar em questões íntimas e pessoais - e acho que o post realmente se confunde com um desabafo.

Jáder disse...

"Penso eu: 'tá na balada, tá disponível e não quer nada sério'! Eu sei que esse pensamento está errado e vou apagar ele da minha cabeça, prometo."

Adorei o texto do convidado. Mas não acho errado o raciocínio sobre à balada. Ora, se a pessoa que vai à balada desacompanhada (e isso vale pra ambos os sexos), não vai em busca de companhia, vai em busca de quê? Ouvir música? Sejamos francos, todos os solteiros(as) na balada vão em busca da mesma coisa e não há nada de errado nisso desde que haja respeito entre todos.

"Também me pego às vezes dando risada de piadinhas machistas."

Xiiiiiiiii... não sei se foi uma boa você ter revelado isso aqui.

No mais, parabéns pelo post.

lola aronovich disse...

Alex, eu não vi nada disso. Não vi alguém querendo ser aceito por um grupo de mulheres feministas. O post não é sobre o feminismo do leitor, é sobre como ele teve muitas das decisões da sua vida podadas pelo machismo. Rubens não é um comentarista frequente no blog. Eu não o conheço, e acho que ele nunca havia me escrito antes. Não acho mesmo que ele está querendo agradar. Pelo contrário: ele se expõe (sabendo que aparecerão comentários sem noção chamando-o de bichona etc) contando as suas agruras, não suas qualidades.
E é meio complicado vc usar um termo como “efeminado”, que tem caráter pejorativo até entre os gays (entre os héteros nem se fala) e querer que o termo tenha o significado que vc dá pra ele. Ainda por cima um significado NEUTRO. Não sei como as palavras podem ser neutras. E acho que vc se apressa em usar outros termos “neutros” como gay e submisso para descrever o Rubens. Sinceramente, se um cara se considera hétero (ou gay), quem sou eu pra duvidar dele? Vou submetê-lo a algum teste de masculinidade? Ou a um teste de feminismo?
Vc está resvalando na mesma acusação que os masculinistas fazem a todos os homens que empatizam com o feminismo, chamados de manginas. Pros mascus, todo homem que empatiza com o feminismo — inclusive vc — só FINGE ser feminista, e o objetivo é um só: comer o máximo de feministas possíveis. Acho isso meio contraditório pois, tb de acordo com os mascus, feministas são ogras peludas, gordas e bigodudas sem absolutamente nenhum atrativo sexual, então por que alguém iria querer nos seduzir? Vc já disse em outras ocasiões que tudo que faz na vida é pra seduzir o sexo oposto, ou algo assim. Acho que ao pensar assim vc cai num vibe meio psicologia evolucionista, sabe? É o que eles dizem tb. Aliás, eles usam aquela outra instituição neutra, a ciência, pra provar suas hipóteses. Mas tudo bem vc pensar assim. O que não dá pra fazer é desconfiar de quem não se enquadra no seu padrão.
E achei o seu comentário paternalista, patronizing: “Venha falar comigo, Rubens, que eu te mostrarei o caminho e a luz. Porque eu sim, um verdadeiro feminista, entendo das coisas”.

Alecky disse...

Muito interessante, quem sabe outros não leem e aprendam.


http://meumundo-alecky.blogspot.com

Ághata disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ághata disse...

Lola, acho que não foi bem isso que o Alex Castro quis dizer...
E acredito que é demais e injusto compará-lo com as aberrações dos masculinistas.

lola aronovich disse...

Alex, agora vi seu segundo comentário, que diz “Para um homem, ser efeminado [...] não tem nada de errado”. Sério que vc acredita nisso? Em nenhum momento alguém diz que ser efeminado é um passaporte pro feminismo. Mas é uma porta aberta pro preconceito. Até porque vivemos numa sociedade em que boa parte do que é feminino é visto como fútil, inútil, estúpido, burro. O feminino certamente não é valorizado na sociedade. Aliás, o masculino só existe como oposição a alguma coisa: ao feminino, ao homossexual. Aos gays é negada a masculinidade. A gente ouve direto que tal e tal gay não é homem. Porque, né, vc gostar de homem ou fazer qualquer coisa não considerada máscula automaticamente faz o seu pênis cair. Então, sim, efeminado (que tem origem na palavra feme, mulher) é pejorativo sempre, porque aproxima um homem (não se diz que uma mulher é efeminada) de uma condição indesejável, que é ser mulher.


Ághata, pelo jeito concordamos que é difícil entender o que o Alex quis dizer. Mas não o comparei com os masculinistas. Disse que a acusação mais frequente que eles fazem aos homens que empatizam com o feminismo é a mesma que o Alex fez ao leitor do guest post — que Rubens estaria querendo agradar a galera.

Fernando disse...

É muito sofrimento pra uma pessoa só: o sujeito além de brincar de boneca, ser boiola, indeciso, tanga-frouxa, corno manso e ter feito magistério só falta ter a língua presa. Numa boa parceiro, tu é muito azarado.

Alex Castro disse...

Lola

Os termos, para serem neutros ou ofensivos, dependem de contexto. Eu ando com muitos amigos heteros q sao e se dizem efeminados. Eu, qd me digo efeminado, não estou me criticando, nem fazendo um juizo de valor, nem concordando com os criterios sociais de masculinidade e feminilidade: estou simplesmente me descrevendo. Uma namorada uma vez olhou pra mim e pra outros dois ex-namorados e comentou: incrível, eu só namoro homem que as pessoas acham que são gays. Assim, alias. como "gay" e "submisso" são palavras que, pra mim, nos lugares onde ando, com as pessoas com quem socializo, não tem nada de ofensivo. Eu ando em muitos círculos gays, com amigos trans, lesbicas, travestis, e tb ando em muitos círculos BDSM, com amigos dominadores e submissos de ambos os sexos, e as palavras de uso são essas mesmas: são as palavras que usamos pra falar uns dos outros dos outros. Na minha experiência, só homófobo considera chamar alguem de "gay" xingamento.

Sobre evolucionismo: eu acho que tudo o que nos fazemos, todos nos, homens e mulheres, é sempre, em larga medida, para nos tornarmos atraentes aos parceiros que desejamos. Daí que a pessoa que escolhe ir na boate toda noite vai acabar namorando um cara que gosta de dançar. A pessoa que se dedica aos estudos vai, por isso, se tornar mais atraente para outras pessoas que gostam de ler e estudar etc. Não é uma ação consciente. A nossa própria ação de nos construir como pessoas também significa, necessariamente, nos construir de um jeito que vai ser atraente para pessoas de um certo jeito e repelente para pessoas de outro jeito.

(Aliás, vem daí meu conselho pro Rubens parar de andar com gente machista que fica enchendo o saco dele e passar a procurar grupos onde o tipo de relação que ele busca é mais valorizado.)

E, por fim,

E achei o seu comentário paternalista, patronizing: “Venha falar comigo, Rubens, que eu te mostrarei o caminho e a luz. Porque eu sim, um verdadeiro feminista, entendo das coisas”.

Hahahahahahah! Não, eu não sou verdadeiro feminista não. Aliás, em momento algum eu nem me disse "homem feminista". Tenho o maior cuidado de nunca dizer "eu sou [rótulo]". Quem sou eu pra ensinar pra alguém o que é ser feminista!

O que eu posso, talvez, ajudar o Rubens é a navegar todos esses rótulos e julgamentos de valor q ele sofreu e que eu sofri IGUAL, toda essa questão complicada de ser um homem hetero efeminado mas não gay, de sair com mulheres fortes e ficar parecendo corno ou submisso para os machistas idiotas, de aprender a não ligar de ser considerado corno/submisso pelos idiotas se isso atrai as mulheres que vc quer, etc etc. Essa é uma barra dificil de aguentar mesmo. Eu sei bem. Passei por tudo isso.

Por fim, q eu saiba, não acusei o Rubens de nada. Vc está dizendo q eu o acusei de que exatamente?

Alex Castro disse...

Sério que vc acredita nisso? Em nenhum momento alguém diz que ser efeminado é um passaporte pro feminismo. Mas é uma porta aberta pro preconceito.

Lola querida, aí a questão é com quem vc anda, né?

Eu sempre vivi relações abertas - e, uma vez, casamento. Para mt gente, isso quer dizer putaria, poligamia, swing. Pra mt gente, isso fazia de mim ou um garanhao ou um corno e da minha mulher (sempre) uma puta.

Sabe o que houve com essas pessoas?

Eu não, pq não ando mais com elas, nao convivo mais com elas.

Meu circulo de amigos é composto justamente por pessoas lgbt, abertas, não-racistas, não-machistas, não-reaças, etc etc, um círculo de amigos que construí dolorosamente ao longo dos anos, me livrando de gente escrota e buscando gente nova.

Sim, o racismo e o machismo de nossa sociedade sao endemicos e estrututais e tem q ser combatidos politicamente mas, serio, como vc bem disse, o feminismo nao beneficia vc, pois no seu dia a dia vc nao vê essas questões. Então, o fato do machismo ser um problema estrutural não quer dizer que o Rubens precise frequentar um circulo de amigos que ache q ele é frouxo por escolher ser o corno da sua namorada - de acordo com o pacto deles, mencionado do texto.

Por isso, volto ao meu único e principal conselho: escolher melhor as pessoas com quem se convive...

lola aronovich disse...

Anônimo e Alex, vcs estão assinando embaixo exatamente o que o texto condena. Se tudo que vcs conseguem ver das mulheres dizendo “seria bom se mais homens fossem como vc” é “é um corno manso assim que eu quero”, bom, sei lá. Interessante como vcs estão usando um termo como “corno manso” — que, como todos ou outros, não tem nada de neutro —, que é usado pra colocar os homens na linha em relação a como devem tratar suas mulheres, para definir o Rubens. Incrível isso! Um insulto dado por gente idiota é usado por vcs como uma definição.
E olha o patronizing aí de novo, Alex: “Eu tb enfrentei todas as situacoes q o Rubens e nunca abaixei a cabeça”. O que vc quer? Uma medalha? Não me parece que é isso que o Rubens quer. Ele não é um herói (aliás, a gente devia prestar atenção a essas palavras). Eu devia ter avisado que aqui só publico guest posts de heróis.


Amer, puxa, coitadinho... Vc fala faz tempo que o homem branco hétero é o verdadeiro discriminado no mundo e a gente te mandava passear! E agora vem um guest post de um homem explicando como a vida dele foi atrapalhada pelo machismo e a gente usa como exemplo. Vc tá com inveja? Vc lembra quais foram os exemplos que vc usou pra falar do pobre homem branco hétero? Era coisa como “Ah, eu TENHO que ser grosso e cantar uma mulher na rua, porque senão meus amigos não vão me respeitar. E as feministas não me defendem!”. O feminismo defende a quebra de padrões fixos como masculinidade e feminilidade. Entenda isso. Tudo o que vc tem feito durante meses aqui no blog é insinuar que feministas são radicais que odeiam homens. Vc não vê o machismo como algo ruim pra sua vida. Vc vê o feminismo como algo ruim. Tente compreender a diferença.

Alex Castro disse...

lola, eu disse e digo o que disse, pq concordo com tudo o que está no texto, menos com uma certa coitadização/vitimização forçada e quase insuportável. Meu problema todo está no tom - q, em certos momentos, me soou até falso. nada contra gays, cornos, submissos, efeminados, etc etc.

alias, "corno" realmente é um termo negativo, mas em meios fetichistas é um termo corrente para descrever uma fantasia/brincadeira sexual comum. infelizmente, na nossa sociedade machista, nao existe outro termo mais positivo para isso.

Mas fetiche ou fantasia de corno (q é bem diferente de relação aberta, mas as vezes existem juntos) é justamente quando um parceiro sente tesão em ser corno do outro, em saber q sua mulher ou marido está com outro, em ajudá-la(o) a se arrumar pra sair com outro, em ouvir as histórias de como foi, etc.

é um fetiche bem comum, bem normal, nada de errado com ele, conheço muita gente querida que gosta e pratica. se o trato do relacionamento do Rubens era que ele era fiel a namorada mas ela podia sair com quem quisesse, fica dificil de nao ver nisso uma relação que POR DEFINIÇAO é de corno, ou seja, o próprio pacto do casal construiu a relação assim.

mas enfim, o problema não é com a palavra "corno", ou com a relação do casal, cujo pacto é tão válido qt qualquer outro: o problema é quem vê nisso uma coisa negativa, a se criticar -- mas esse não sou eu, e sim os amigos DELE.

Barbara O. disse...

Oi, Lola
talvez possa te interessar sobre as comemoracao do Dia Internacional das Mulheres por estas paragens:
http://paisagemestripada.blogspot.com/2011/03/100-anos-de-dia-internacional-da-mulher.html

beijo grande!

Barbara

Anônimo disse...

Será que eu li um texto diferente?

Em nenhum momento eu vi o Rubens dizendo que topava a traição da namorada... Ele disse que dava liberdade pra ela se vestir livremente e sentir tesão por quem quisesse, mas que, dentro do trato deles, eles deviam manter a fidelidade -- não foi dito que ele sentia tesão em ser traído. Caso o trato fosse quebrado, um deveria comunicar o outro...
Dar liberdade pra uma pessoa se vestir e fazer o que bem entender, e sentir tesão por outros faz de alguém "corno manso"???

Ártemis disse...

Meu marido também tem gostos e traços se seriam rotulados de 'afeminados'.

Que seja. Melhor pra mim, e se for genético já estamos fazendo o possível para deixar um grande legado na próxima geração rs.

lola aronovich disse...

Alex, vc está fazendo várias interpretações que não estão no texto do Rubens. Por exemplo, o fetiche do “cuckold” que vc descreve – onde isso tá no texto? Rubens não diz em nenhum momento isso que vc afirma que ele disse (“se o trato do relacionamento do Rubens era que ele era fiel a namorada mas ela podia sair com quem quisesse”). Nada disso. Ele diz que estava num relacionamento monogâmico e que, nesse relacionamento, ambos tinham que ser fieis. Mas que é difícil controlar os desejos sexuais. Portanto, se a namorada dele se interessasse por outro, era só avisá-lo, terminar o relacionamento, e ficar com quem quisesse. De alguma forma esse não me parece o comportamento de um “corno” (que só não é insulto num mundo restrito). Além disso, vc assume que a namorada o traía, ou seja, que eles partiam da fantasia do “cuckold” pras vias de fato. Mas não há nada no texto apontando pra isso. Aliás, sinceramente, acho essa discussão sobre um fetiche que não está no texto um tanto estúpida. É tirar o foco da discussão. Não é sobre algum fetiche do Rubens, não é sobre ele ser ou não feminista. É sobre como o machismo interferiu na sua vida.
O seu conselho para o Rubens é trocar de amizades. Pronto, escolha melhor os amigos e tudo vai correr bem! Primeiro que isso não é tão fácil. A maior parte das pessoas no mundo pensa igualzinho aos amigos do Rubens (e a alguns comentaristas daqui). Segundo que vc não sabe se Rubens fez ou não isso. Tudo indica, pra mim, que ele aprendeu que pode fazer as atividades que quiser sem ser tolhido pelo preconceito. Mas acho que temos uma diferença de método aí. Pra vc, é só trocar o círculo de amizades, e o problema individual está resolvido. Eu sou um pouco mais idealista. Eu gostaria de mudar o mundo.

Ártemis disse...

O que o Rubens disse é que, caso a tal namorada quisesse ficar com outro, ele terminaria o namoro sem remorso e numa boa.

Uai, já não tá bom o suficiente? Regras bem claras para mim, pra que ficar pirando?

paula d. disse...

pro anônimo que comentou logo antes de mim:

nossa, ainda bem que alguém comentou isso, pensei que estava ficando maluca! não que seja relevante, mas o alex castro pegou algo que o rubens NÃO disse e criou toda uma tese em cima... não custava dar um double check.

Alex Castro disse...

Só pra ficar claro: eu nao tenho problemas com nenhuma regra ou pacto que ele tenha feito ou possa fazer com qualquer pessoa com quem ele saia, seja homem ou mulher. Tudo é válido se for feito consensualmente, entre adultos. Ninguem nunca me viu, nem nunca vai ver, criticando qq tipo de arranjo desses.

Minha explanação toda sobre o corno foi pra dizer q "corno" não é só um xingamento ou insulto, mas tb é o único termo pra se descrever um fetiche consensual que é tão válido qt qualquer outro.

O q me fez pensar em uma relação de corno, no caso do Rubens, foi o trecho:

"Eu era fiel à ela, no nosso trato particular isso prescindia que ela também fosse"

Mas, mais uma vez, repito, não critiquei, insultei, ofendi, invalidei, nenhuma das opções de vida do moço. Eu acho tudo lindo, todos os fetiches e taras, todas as gradações da sexualidade, todos os pactos consensuais entre casais.

Fátima disse...

Isso só pode ser uma brincadeira de mal gosto que a Lola caiu como uma patinha. Tudo é muito forçado, até o ponto em cruz. Eu não me supreenderia se este post não for a trollagem do século do Gravataí Merengue!

Anônimo disse...

Boa tarde, lola..


Eu usei a palavra manso e nao o chamei de corno em nenhum momento.

Nao vi no blog o aviso de concorde ou morra e por isso, opinei.

Eu, que jah fugi de muitos rotulos,
combato vitimas, sejam elas femeas, machos, gays, smurfs ou o Rubens.

Tah,

Me explique o que o machismo fez a ele? O que o impediu de sair do lugar?

Todos somos rotulados, em menor ou maior escala, em qualquer momento da vida e permanecer nessa condicao, eh escolha de cada um.

Outra coisa, a sua defesa fervorosa e ateh arrogante endossa a aura de vitima dele.

E fico esperando a resposta as perguntas que fiz no comentário anterior.

Mari Lee disse...

Rubens,

Parabéns pelo ótimo texto!

Outro dia eu estava pensando nesse assunto; estava no ônibus e um garotinho de uns quatro anos estava chorando, e a mão estava brigando com ele, dizendo "menino tem que brincar de carrinho!" Eu não sei qual foi o "crime" do garotinho, mas fiquei com uma vontade tão grande de discutir com a mãe dele que estou com um discurso entalado na garganta até agora!

Conheço tantos homens héteros bem-resolvidos que brincaram de boneca na infância.
Eu tinha amiguinhos do sexo masculino e do feminino, e me lembro de brincar tanto de casinha quanto de luta com um amiguinho (imitávamos os "Changeman"; o público daqui deve se lembrar desse seriado)

Lola,

Me considero feminista e não curto a psicologia evolucionista (espero que meus professores não me leiam agora!), mas não concordo quando você afirma com tanta convicção que "menina não nasce gostando de brincar de boneca". Este assunto é complicado...
Acho, claro, absurdo coisas como "rosa para meninas, azul para meninos" ou "homem não chora", mas existem tendências (tendências!!! - leiam bem antes de vir me criticar) de gênero, sim. Homens e mulheres não são iguais.
Neste caso das brincadeiras, os meninos *em geral* têm uma *tendência* a preferir brincadeiras mais ativas ("lutinha", esportes...), e meninas *em geral* têm uma *tendência* a preferir outras brincadeiras, como brincar com bonecas.
(eu imagino uma espécie de curva normal, com a curva das meninas deslocada um pouco mais para um lado e a curva dos meninos deslocada um pouco mais para o outro lado, mas as duas se sobrepondo...)
Isso acontece em diversas culturas e também já foi observado em chimpanzés e outras espécies de primatas.
Isso não quer dizer, de modo algum, que meninas que gostam de carrinhos ou de esportes ou meninos que brincam com bonecas são "anormais" (lembram das curvas normais se sobrepondo?).
Acho, inclusive, que sem pressões sociais a maioria das crianças iria brincar de coisas variadas, pertencentes aos dois "grupos" (provavelmente ainda com um viés, embora menor).
E ninguém pode afirmar que não haveria preferências se não existissem pressões sociais (a menos que possa mostrar um grupo de crianças que cresceu sem nenhuma pressão social, o que é impossível).

Com animais já é muito difícil saber se um determinado comportamento é mais fixo ou mais plástico e, neste caso, influenciado pelo ambiente em que o animal vive. Seres humanos, então...
E também não podemos nos esquecer que ainda estamos evoluindo e que essas "tendências" (mesmo que sejam "de nascença") podem se reduzir ou mesmo sumir ao longo das gerações, a depender de como modificarmos nosso modo de vida. O fato de ser uma característica "natural" (faltou uma palavra melhor) não a torna ideal ou imutável!
E explicar não significa justificar, pelo contrário, talvez possibilite encontrar uma maneira de mudar.

Jáder,

"Sejamos francos, todos os solteiros(as) na balada vão em busca da mesma coisa"
Prazer. Mariana. Já fui um sem-número de vezes na balada só para dançar estando solteira. Devo ser um ET.
Espera! Já fui muitas vezes com amigas também solteiras e todas nós só queríamos dançar, e até ignoramos todos os caras que apareceram dando em cima da gente. Puxa, onde eu achei essas pessoas??

Alex Castro disse...

Fatima,

Realmente, eu tb queria conhecer o Rubens não só pra ajudá-lo, se ele existir, mas pra confirmar que existe. Quanto mais leio, mais o texto todo parece escrito pelo homem emasculado e bundão que um machista imaginaria que as feministas desejam. Não ficaria nem um pouco surpreso se o Gravataí ou similares daqui a pouco assumissem a autoria do "trote".

Alex Castro disse...

Aliás, se o Rubens existe de verdade, eu peço desculpas públicas, pois odeio esse clima de agressão que a anonimidade da internet permite, mas confesso que, qt mais releio o texto, mais completamente apócrifo ele me parece. Ainda mais sabendo que foi enviado por email por alguém que a Lola não conhece, acho grande a possibilidade de ser um trote de alguém querendo ridicularizar o blog.

Lidia disse...

Palmas para esse homem, senhoras e senhores! Palmas porque ele merece!

José disse...

Alex, eu acho que o tanga frouxa escreveu "prescindir" sem saber o real significado da palavra. Queria só usar uma bonitinha. Acho que ele queria dizer "significava" ou "exigia". O trato "significava" que ela também fosse fiel. Só eu tive a impressão de que a Lola só se desgovernou na discussão com o Alex, ficou perdidinha, tomou uma naba? Aliás, esse Alex tem algum blog? Gostei das ideias, e do que ele diz sobre sua própria vida libertina.

Rubens disse...

Alex

Nossa cara vc adora um rótulo, o meu texto foi sobre justamente como isso é uma prática ruim.

Não quis me vitimizar, não faço papel de coitado, tenho uma boa auto-estima e sei o que sou.

Não preciso de aprovação, sabe o que eu pensei? Que muitas leitoras pensariam que isso é trote e iam me xingar! Rs mas eu não estive nem ai para as possibilidades, não me atenho muito a conjecturas deste tipo.

Não sou Fake, não sou trote, e não sou o idealizado de ninguem, alias tao menos heroi, nessa minha vida já cometi muito erros para com as pessoas, não só mulheres quiser eu escrevo outro texto falando disso só pra vc se deliciar! Dai tu publica num espaço qualquer.

Também não vim atrás de aplausos das mulheres feministas, aliás o meu foco no texto é exatamente os homens! Quero que eles saibam que podem agir de uma forma mais livre, que isso não vai lher custar uma masculinidade.

Sobre o papo de ser "corno-manso", nossa sério que um texto como esse a questão descambou para esse lado? Acho que para pessoas como você tudo não passa de um lance sexual mesmo...

Como foi dito no texto implicitamente, não gosto de ser "traido" só tenho minha consciencia bem leve em saber qua alguem que esta do meu lado hoje, pode não estar amanhã, normal eu entenderei, o que não suporto é a mentira, traiu? Otimo, bom pra vc, rompa a relação e seja feliz com seu novo companheiro (a).

Penso deste modo pq nunca me vi como DONO de mulher alguma.Mesmo pq nunca permiti que mulher alguma se visse como tal para mim.

Mas isso é papo para outra hora.

E não vou ficar me preocupando em provar que eu existo, não preciso disso, quem duvidar da veracidade do texto que duvide, o livre arbitrio esta ai pra isso.

Lola, obrigado mais uma vez pelo espaço, vc é uma pessoa que eu passei a admirar enormemente à partir do momento que conheci o seu blog.

Daniel Araujo disse...

Texto estranho mesmo... O final é bem forçado. Aquela de ser "coadjuvante" na gravidez é jogar prá torcida demais. A mulher passa os primeiros 9 meses com a criança mesmo. Mas depois q a figurinha nasce, é pro resto da vida da mãe e do PAI também. Não há nada de coadjuvante na paternidade.

Alex Castro disse...

Rubens,

Se vc existe de verdade, eu peço desculpas antecipada e digo que gostaria de conversar com você.

Não, não sou de rótulos. Sim, sei o que vc passou.

Recomendo esses dois links aqui, que talvez te agradem e/ou ajudem:

Saindo do Armário
http://www.interney.net/blogs/lll/2010/07/02/saindo_do_armario/

Manifesto Libertário
http://www.interney.net/blogs/lll/2010/07/05/manifesto_libertario_sejam_grandes/

Entretanto, até segunda ordem, estou cético. Abração.

lola aronovich disse...

Gente que pensa que o Rubens não existe, que é pegadinha, whatever. Perguntem a vcs mesmos o que parece tão implausível. Eu já conheci outros casos de meninos que foram considerados gays e levados ao psicólogo para “corrigir” o tratamento. Ou de repente é a parte do adolescente hétero fazer amizade com um adolescente gay e ser visto como gay por toda a escola? É, isso não deve existir, porque onde já se viu um adolescente hétero fazer amizade com um gay?! Nunca! E lógico que não há nada de errado em ser gay, mas ser chamado de gay quando vc é hétero é bem chato sim, principalmente na adolescência, que é quando a gente mais se preocupa em ser aceito pelos outros. Vejamos... Então a parte realmente estranha é que o Rubens gostava de artesanato, e como só havia mulheres trabalhando com isso, ele, quando ainda era dependente da família, foi impedido de fazer o que ele gostava? Ou pode ser a parte em que ele tem uma namorada e os amigos e familiares dizem como ele deve tratá-la? É, realmente, isso nunca aconteceu.
A cada tentativa de negar que a história do Rubens seja verdadeira, mais eu vejo uma negação do tema do post, que é como o machismo é maléfico para os homens também. Eu não peço RG, CPF, foto e comprovante de residência de quem me manda um email. Não tenho motivo pra achar que pessoas que queiram compartilhar suas histórias de vida estejam mentindo. Também não saio numa investigação factual para provar se cada dado citado no post aconteceu mesmo. Eu simplesmente acredito. Essas pessoas acreditam em mim ao ponto de me mandarem suas histórias e eu acredito nelas. Só. Este foi o guest post número 56 que publiquei no blog. Todos os outros devem ser mentira e invenção tb, né? Machistas, racistas e homofóbicos de plantão poderiam aparecer pra declarar a autoria de cada um deles!
Repito: ao invés de torcerem para que o Rubens não exista, pense no que vcs estão se empenhando tanto em negar.

Anônimo disse...

Passei por situações muito similares em minha infância, inclusive por psicólogo, e sei o quanto é difícil querer ser você mesm@ sem ligar pra fórmulas prontas e rótulos. Sofri muito até aprender a dizer "foda-se" pros outros e viver a minha vida em paz.

Concordo com tudo o que está no texto, só não com a expressão "opção sexual"

Alex Castro disse...

Lola,

Não existe nada de implausivel em nenhum UNICO detalhe do texto do homem. O q ele descreveu é praticamente a MINHA vida e a vida de mt gente q conhece. Não existe nada de implausivel em um homem brincar de casinha, ou gostar de biscuit, ou de dizer que homem é mesmo coadjuvante da gravidez. Eu concordo com CADA coisa q ele falou. São não só plausíveis como comuns e corriqueiros.

Mas tente ler o texto como professora de literatura: o implausível é o conjunto da obra, o tom, a voz. Está tudo mt forçado, mt jogando pra platéia. Tudo está em excesso. Demais. Muito.

E não é pela implausibilidade de nenhuma única coisa, mas pelo conjunto.

lola aronovich disse...

Anônimo, ha ha. É, desculpe não avisar que a ordem do blog é “concorde ou morra”. Eu acho incrível que um anônimo exija respostas pras “perguntas” sem noção que colocou e ache que os outros é que são arrogantes. Espere sentado, ou vc se cansa.


José, falou um verdadeiro masculinista! Falou em “tomar uma naba”, “meter a real” etc? É MASCU!

lola aronovich disse...

Alex, o Rubens não tem que te provar que existe. Aliás, os seus comentários já passaram do nonsense faz tempo. Primeiro vc disse que ele queria palmas por ser feminista, e que ser submisso ou corno não eram sinônimos de feminismo (sendo que ninguém disse que eram, ou sequer que o Rubens era submisso ou corno — essa foi a sua conclusão!). Depois que ele era um cuckold, mas que não, vc não tem nada contra, só quer que ele se assuma. Agora o seu argumento é que o Rubens não existe. E que ele deve provar que existe se apresentando a vc. Não te soa nem um pouquinho patronizing (condescendente), não? Tente imaginar um outro cenário em que alguém aja exatamente como vc agiu nesta caixa de comentários, mas sem ser vc, e o tema sendo outro. Um tema de combate aos preconceitos! E aí me diga se vc se sai bem na fita.
Da próxima vez te consulto pra vc validar a veracidade literária de cada guest post que eu publicar aqui.

Alex Castro disse...

Lola,

O moço não tem que me provar nada não, Lola. E eu concordo com tudo o que falou e apoio todas as escolhas dele. Não há preconceito nenhum da minha parte contra o que ele é ou as escolhas que fez. Fiz uma série de suposições, com base no texto, mas é assim que se lê. Se ele existe, é bem parecido comigo e fez todas as escolhas q eu fiz. Ter preconceito contra ele seria ter preconceito contra mim mesmo.

Eu só acho, cada vez mais, que vc foi vítima de um trote por parte de uma pessoa que parodiou (pra citar uma amiga nossa feminista a quem mostrei o texto) "todos os clichês da indignação feminista".

Talvez por eu ser tão parecido com o personagem do narrador desse conto seja tão impressionante pra mim a falsidade geral do relato.

Sim, o moço não me deve satisfações nem precisa me provar que existe. Mas, se escolher fazer isso, eu com certeza me desculparei publicamente.

CKlein disse...

Acho que o Alex quer dizer é que é quase impossível que existam dois Alexes... Tá me cheirando a ciúme!!!
hehehehe!

Rubens está usurpando o nicho ecológico do Alex!

Ana Carolina disse...

Li o post e os comentários em diversos pontos do dia, amadurecendo meu comentário.

Acredito na história do Rubens e minha leitura também é a de que ele está falando só e somente de como o machismo prejudicou a vida dele - não está se chamando de feminista e nem de partidão.

Acredito ainda mais porque de certa forma me lembra a história de um ex-namorado meu, filho de família tradicional do interior paranaense e que, ao contrário do irmão mais velho, estava longe de ser o macho-alfa. Era o melhor amigo do menino que chamavam de gay no colégio (o que gerava críticas da família sobre a amizade), tinha um comportamento mais sensível do que o esperado e - horror dos horrores - era virgem aos 21 anos (éramos amigos antes de namorarmos, ele dizia que o pai queria contratar uma garota de programa para "resolver o problema", mas ele se recusou terminantemente). Ou seja, não é uma coisa exclusiva do Rubens, tá acontecendo por aí agora mesmo, o homem que se recusa a ser o "macho-alfa-pegador" também sofre, também é uma vítima ao seu modo.

peter schiling disse...

Só digo uma coisa, realmente parece que o rapaz "is trying too hard". O texto é forçado, mas talvez seja "só" seu estilo de escrever. Talvez.

De qualquer forma, concordo em linhas gerais com o Alex.

Mas se o Rubens realmente existir, talvez o texto ganhe uma relevância no que se refere a como o machismo e outras pressões sociais podem desenvolver toda essa vitimização que ele derrama em cada linha do seu texto.

Anônimo disse...

Alex, parabens pela argumentação não apelativa.

Lola, vc foi muito rápida em rotular o Alex!

Rubens, flor, não tem nada errado em fazer canudinhos de jornal e se você tivesse respondido pra mamae: Essa boneca tá me fazendo um boquete, porra! Iria parar no psicólogo do mesmo jeito.

Presta atenção: Todos podemos levar uma boa encochada mas o que "condena" é se você empina.

No portugues corrente: A agressão está na maneira como recebe os fatos.

Qual o placar?


Vitima 4 X Fodao 14

Gabriela disse...

Nossa Lola pelo amor de deus, você não acha que tá muito exaltada nessa discussão com o Alex? Não sei se você reage assim a toda a opinião contrária a sua, mas é bem "concorde ou morra" mesmo, como o Anônimo falou. É difícil querer discutir algo racionalmente se você só se interessa em perseguir e destruir o "oponente" haha.
Eu concordo com tudo o que o Alex disse, foi tudo muito razoavel por mais que escape do ponto a ser discutido. De fato, o texto do Rubens soou demasiado "pedante"! Ficou parecendo que os únicos homens capazes de simpatizar com o feminismo são os que se acreditam "coadjuvantes" no ato de conceber uma criança e os que necessariamente gostam de coisas supostamente femininas, blá!

Tiago Aguiar disse...

O que está na cara, em minha opinião, é que o texto é escrito com o objetivo de agradar. Quando se fala no termo “clichê”, é a estrutura da narrativa baseada na descrição de diversos males que realmente existem na sociedade, dar verossimilhança, prender a atenção de um público específico, seduzir para dar uma armadilha. Acho que a dúvida do Alex (e a minha também) é se comunidade daqui do Blog da Lola estaria sendo trollada.

Vou basear isso num clichê que permeia o texto, na construção em três momentos que formam a imagem de que tem Troll na jogada: “O homem perfeito, incompreendido, que você feminista sempre quis encontrar é um homem submisso à mulher”, vejamos:

[1] Afirmação em tom de desafio (existe homem perfeito?)

[*]Sou homem, hétero, talvez eu não faça parte do “seleto” grupo “padrão” por ser filho de negra com nordestino... Ah, se não fosse isso, eu seria perfeito! (ironia, se me permite).

[2] Construção do estereótipo do incompreendido pela sociedade, criar vínculo com o leitor:

[*]“eu limpava a casa e ela fazia a comida,botávamos a bebê para dormir antes do meio dia, então íamos passear de carro à tarde, já que os dois trabalhando juntos terminaríamos a parte chata mais rápido”

Um homem atencioso, solidário, e afeminado. Eu não tenho nada contra isso, acho que ajudar nas tarefas é o básico em matéria de respeito. A questão é ligar os pontos, cada passo dado que termina no gran finale:

[3] A casca de banana

[*]”Em roda de amigos às vezes eu falava uma bobagem e ela me repreendia. Isso era o fim (...) Isso era visto como sinal de “cornice” ou de “cintura frouxa”, como alguns diziam.”

No meu conceito básico de relação igualitária, isso é falta de respeito. Não existe alfa, na questão particular do respeito e da solidariedade, de ser normal desautorizar, diminuir o outro, em público ou mesmo em particular.

Tenho um pai machista e sempre abominei quando ele fez isso com a minha mãe. Não acho correto chamar a atenção, corrigir, desautorizar a(o) companheira(o) em público. É humilhante. E isso vale para qualquer tipo de casal. Se isso é uma fantasia, já é outra história.

Assim temos um homem submisso, dócil, domado, tudo para concluir que Feministas querem um homem submisso, e não a igualdade. Não é isso o que os machistas tentam sugestionar com o termo “feminazi”?

Será que não há um troll querendo ridicularizar?

Daí é que mora o perigo. O autor do texto pode não ser um Troll, mas a receita para tentar nublar a atenção e fisgar as leitoras foi dada: O texto parece uma tentativa de pintar um quadro aonde as feministas são “feminazi”, querem subjugar os homens, inverter a polaridade, subverter os valores judaico-cristãos, criar uma supremacia feminina, uma opressão.

Eu sei que feminismo não é isso. A minha namorada é bastante feminista.

É por isso que eu acho que muitas pessoas estão vindo aqui: Não para ceifar o sonho de algumas pessoas, mas para tentar mostrar que alguém pode estar as usando numa brincadeira maldosa. Desculpem se eu fui prolixo.

Caso o Rubens mostre que realmente existe, eu me desculparei. A questão é a constante tensão que reina na internet, quando uma pessoa pode se omitir para destuir.

Saudações fraternas a todos.

Alex Castro disse...

Obrigado a todos os que repararam q eu sou um moço educado que não levanta a voz nem aponta dedos. :)

Thiago, o q incomoda no texto é justamente um certo exagero paródico do que (na cabeça de um machista) seria o homem perfeito para uma feminista.

Mas, como disse o Peter, caso o texto seja real (o que é possível, claro), o próprio tom de vitimização excessiva poderia ser visto como resultado de todas as porradas que o menino levou da sociedade, q o teriam feito introjetar essa voz.

De qq modo, mesmo que o Rubens seja uma paródia criada pelo Morróida, a verdade é que as situações q ele descreve acontecem todo dia: qualquer homem que tente sair do comportamento tido como masculino vai sempre encontrar resistência, ser chamado pela família, amigos, até namorada, de corno, viadinho, fresco, etc etc.

lola aronovich disse...

Acho que aos que criticam que Rubens (podem usar o nome dele) está querendo agradar falta um pouco de compreensão do que é o comportamento de um privilegiado (por ser homem, e hétero) quando está num grupo minoritário. É como um branco que é simpático à luta contra o racismo, e ele está num grupo de negros. Se ele vier com uma postura de “Eu sei mais do que vcs” não será bem aceito no grupo. Então é fundamental que um homem que empatiza com o feminismo pise em ovos, seja humilde, não ache que sabe mais que as mulhers. Os outros guest posts publicados por homens aqui sobre feminismo (que hoje descobri que, aparentemente, são todos fake) seguem esse mesmo caminho. É algo normal, faz parte de uma “cartilha” de homens feministas. E é mais do que querer agradar, é saber o seu lugar mesmo. Saber que it's not about you, mas tb pode te incluir. O Rubens, nos emails que trocamos, disse “Desculpe se ofendi em alguma coisa”. Não vejo nada de errado em querer agradar (claro que ele deve ser a primeira pessoa na história da humanidade a fazer isso), mas, mais que isso, pra mim é uma questão de humildade. Então no texto há alguns parênteses no final (e são literalmente parênteses) em que ele diz, por exemplo, que vê o homem como coadjuvante na produção de um filho. Não é necessário ao texto, não é o foco do texto, mas só por que o trecho está lá seria absurdo querer desmerecer o texto todo.
Mas, enfim, estou cansada dessa argumentação de “se ele provar a existência eu admito o meu erro”. Ele não tem que provar nada. E pra mim o erro de quem duvida da existência de um cara que aceita se expor já está bem evidente. Vamos ver se algum mascu aparece pra pedir a autoria de todos os 56 guest posts já publicados aqui.
Enquanto isso, continuem fugindo do foco do post. Que deve incomodar um monte, né?

L. Archilla disse...

Po, eu acho que fui a única que não vi caricatura no texto do moço. Acho que em alguns momentos ele aparenta ser um pouco inseguro, sim, mas até aí é compreensível: ele está, pela primeira vez, escrevendo pra uma pessoa que ele admira e, principalmente, está ocupando um espaço num reduto que é feminista, sendo homem. É a mesma coisa que eu, enquanto hetero, resolva escrever pra um blogueiro militante LGBTT, sobre o quanto eu sofro com a ditadura heteronormativa: quer dizer, posso até sofrer, mas obviamente ele sofre muito mais e quem vai pautar a luta é ele, não eu. Eu, enquanto hetero, só tenho que contribuir. Então eu percebo, sim, uma preocupação em agradar, que tanto pode vir de uma insegurança pessoal dele quanto do fato dele ter consciência de que, apesar de tudo, tem muito mais vantagens em ser homem num mundo machista a ser mulher nesse mesmo mundo.

L. Archilla disse...

Haha, escrevemos mais ou menos a mesma coisa juntas, Lola.

Aliás, me veio mais uma coisa aqui: será que se fosse uma mulher pedindo por favor e com licença num reduto masculino ela seria acusada de fake?

Vanessa disse...
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Vanessa disse...
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Vanessa disse...
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L. Archilla disse...

hahahahaha

eu acho incrível como as pessoas tem a capacidade de formar uma opinião a respeito de alguém com base num texto de blog. impressionante. sempre rola isso em guest post que a pessoa se expõe um pouquinho: galera traçando perfil psicológico do cara.

aiaiai disse...

Eu não queria voltar ao assunto porque acho que o post não tem nada a ver com isso, mas não consigo entender o que o alex viu de tão absurdo assim no texto do rubens para se comportar como um troll...justo ele que é meu amado e nunca fez isso antes - pelo menos que eu tenha visto...

A essa altura não interessa se o rubens não existe ou se ele existe e carregou na tinta ou se o depoimento é todo sincero. O importante passou a ser o que cada um sentiu ao ler. E o que o rubens sentiu ao se expressar. Não é isso que importa no final?

boa noite a tod@s. Vou dormir porque amanhã preciso madrugar.

Alex Castro disse...

Lola,

Eu não estou te atacando, nem ao texto, nem o estou desmerecendo não. Concordo com tudo no texto. Todos os pontos e argumentos são corretos. Todas as histórias de vida eu ou passei ou conheço alguém que passou. E não acho q ele tem obrigação de provar nada a ninguém, mt menos a mim.

Só acho que o texto é fake.

Alex Castro disse...

Pô, Aiai, vc precisa me dizer então qual é a sua definição de troll, pq eu acho q estou sendo mt educado e civilizado até agora.

Anônimo disse...

Lola + Alex = debate genial.

Henrique Cartaxo disse...

O problema é que o Rubens, personagem desse texto, é gay. Mesmo que realmente exista um Rubens autor do texto que não seja gay, o que é improvável.

Ele dá a dica completa: passou a vida sendo reprimido por causa das coisas de que ele gosta, e ouvindo aos berros que isso era "coisa de viado". Teve que se defender disso tanto que nunca descobriu, coitado, que é viado mesmo.

Ele deve estar achando ótimo receber essa aceitação toda das mulheres, mas duvido que ele sinta tesão por qualquer uma delas.

Eu sei que vocês já estão com raiva de mim por causa do que eu disse, mas não deixem de ler esse texto do The Last Psychiatrist, sobre cartas de suicídio. Sei que não é o caso, mas o texto elucida muitos pontos-chave pra entender essa carta do Rubens:

http://thelastpsychiatrist.com/2011/01/the_suicide_of_bill_zeller.html

Henrique Cartaxo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Tiago disse...

Alex,

Acho estranho que, logo você que tão bem demonstra em seu blog a prisão da verdade, que tão bem diz o qto é irrelevante a verdade de um texto ou não, o que importa é a sua mensagem, estar levantando aqui a existência ou não do Rubens.
Afinal, o que importa?? O assunto a ser descutido deveria ser a forma como o machismo afeta os homens héteros. E o texto, real ou não, apelativo ou não, demonstra muito bem.
Abraços

Henrique Cartaxo disse...

Só pra esclarecer: Não tô dizendo que o cara que escreveu o texto é gay. Tô dizendo que ele criou um persoangem gay, pra compensar seja qual for o problema que ele tem com quem ele é.

Que inclusive pode ser o medo de descobrir que é gay.

L. Archilla disse...

Eu acho que alguns comentaristas seus, Lola, deviam se juntar e formar a liga dos médiuns. Sério.

Agora vou dormir que, como a Aiaiai, tb madrugo amanhã.

Alex Castro disse...

Thiago,

Mas é isso q estou tentando dizer. Não faz mt diferença o cara ser fake ou ser um trote, pois o que ele está falando é o cotidiano de mt gente, acontece todo dia...

A Lola se exalta como se eu fosse um dos trolls machistas q ela está acostumada a lidar, mas já repeti varias vezes q concordo com o texto em tudo e o que cara nao tem que provar nada a ninguém.

Anônimo disse...

Quem é este homem? Apresente e divulgue para todas as mulheres do mundo. Deveriam existir muitos e muitos com este pensamento. Compartilhei o texto com todos q eu podia

Liana disse...

Jáder,

"Sejamos francos, todos os solteiros(as) na balada vão em busca da mesma coisa".

Querido, solteira eu vou pra balada com uma única intenção: me divertir com amigos. E quando não estou solteira, continuo indo pra balada, e com a mesma única intenção: me divertir com amigos.


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Alex + Lola = inexistência de debate. O 1º argumenta, educadamente. A 2ª, como sempre acontece quando surge uma voz discordante, digamos que se "irrita" demais e acaba dando uma descida do salto.

Por que não se coloca aqui no formulário de comentários que isso é uma ditadura? Concorde ou Morra!

Maura Cris. disse...

Eu concordo que o texto parece fake. Mas até aí, nada de mais, gênero é performance e somos todos fakes. Talvez o Rubens exista.
O que me entristece toda vez que leio um debate feminista como o que está aqui é que ainda estamos presos a clichês rudimentares, como disse o Thiago.
Toda vez que vejo uma feminista se gabando de que é torneira mecânica ou caminhoneira ou um feminista dizendo que não vê problema em se interessar por ponto cruz e biscuit sou tomada de pessimismo. Mais uma perfomance. O macho se comporta como se espera que um homem feminista se comporte. A fêmea se comporta como se espera que uma mulher moderna se comporte. Mas isso é feminismo? Não vejo no que isso possa modificar o bom e velho pensamento violento e binário.

Anônimo disse...

Uma dúvida existencial - sem troll - o que é masculinidade?

lola aronovich disse...

Incrível como aqui, na ditadura do “concorde ou morra”, quem discorda não só continua vivinh@ da silva, como ainda comenta à vontade aqui no blog.


Lembrei de um outro guest post em que um monte de gente EXIGIU que a autora se identificasse para PROVAR que ela existia: o da leitora que fez um aborto e não se sentiu culpada. Galera também teve enormes dificuldades pra acreditar que aquilo pudesse acontecer.

lola aronovich disse...

Alex, já que vc acha que eu me exaltei com vc, então vamulá. É muito chato debater contigo porque, como vc deixa claro pra qualquer um que tenta debater (e muitas vezes é vc quem cutuca, vc quem vai no blog ou twiter da pessoa), vc não debate. Vc tem ourgulho em dizer isso. Se eu digo que vc é um poço de contradições e incoerência, vc terá orgulho disso tb. Só que é difícil debater com alguém que nega tudo o que disse no comentário anterior. Eu acabo debatendo com o vazio. É um ar blasé/cínico que pode funcionar em algumas situações, mas não funciona num debate. Se alguém te diz que não dá pra entender o que vc quer num determinado debate, vc diz “Eu não quero nada!”, “Não quero te convencer”, “Não quero que o rapaz prove que exista para eu admitir meu erro!” etc etc. É exaustivo. No seu primeiro comentário, vc pareceu se incomodar pq o Rubens tenta agradar as feministas. E quer que ele fale com vc e leia seus textos para aprender, num tom que eu considero muito patronizing. Mais pra frente vc inventa um fetiche pra ele. E finalmente vc diz que ele não existe.
Numa miniprovocação que vc me fez no twitter um dia desses, quando eu falei dos comentários anônimos dos trolls numa tarde em que o número tava insuportável, vc disse pra fazer como vc: não ler os comentários, nunca apagar nada, nunca responder nada, não dar bola e sei lá mais ou quê. Aí eu e outras pessoas te respondemos que vc com frequência faz isso que vc recomenda não fazer. Vc se retirou. A diferença, simplesmente, é que hoje vc voltou várias vezes. O que não torna mais coerente nada do que vc disse.


Lau, a gente falou exatamente a mesma coisa ao mesmo tempo! Qdo vc vai entrar no twitter?

Alex Castro disse...

Lola, mas eu não quero mesmo nem discutir nem debater com você. Shalom.

Vanessa C disse...

Qual é o blog dele???

Anônimo disse...

Como é bom ver os feminazis esquerdopatas tão unidos entre si,se degladeando!

Anônimo disse...

Esse Rubens é uma vergonha para a especie humana,o cara é um fraco,nem pra se assumir viado tem coragem.Aposto que é um desses caras magrelos,com voz fina que andam por ai com a cabeça pra baixo tomando porrada da vida.

Anônimo disse...

Olha só,tão vendo?Isso é pra quem acredita em homem feminista.

Anônimo disse...

Esse Rubens quer ser aplaudido e virar herói entre as feministas.Ele quer aprovação para posar de bom moço.Só isso,o texto é uma forsação de barra só.Lola,não sou troll.

Jhu disse...

Oi também vim dar meu depoimento.

Não li todos os comentários... mas acompanhei por cima a discussão sobre o Alex.

Olha, eu achei o texto forçado. Sim, muito forçado. O Rubens tá sendo bom moço demais, politicamente correto demais. Ok, eu também piso em ovos quando vou me expor (mesmo quando é só um comentário, como esse). Porque as vezes as pessoas podem partir pra agressão por qualquer bobagem. Talvez ele não seja forçado na vida real, mas no texto foi. E por isso parece meio falso. Embora NO FUNDO eu ache que seja só insegurança, e não uma tentativa de ridicularizar o blog. Enfim.

Vou dar um exemplo, (mas pode-se dizer que isso acontece em todo o texto): "nunca duvidei da minha condição de hetero e ele sempre me respeitou, nunca me cantou, e se eu fosse homossexual, qual seria o problema, né?"

Vejam como isso soaria estranho se eu fizesse uma adaptação à minha vida: "nunca duvidei da minha condissão de lésbica, e até tive alguns amigos homens que eram heteros, mas eles sempre me RESPEITARAM, nunca me cantaram etc" ou "nunca duvidei da minha condição de branca, tive uns amigos negros, mas eles sempre me respeitaram" ou uns amigos pobres que sempre me respeitaram etc.

Talvez o Rubens tenha pisado em ovos e parecido muito "querendo agradar", porque ele NÃO QUER ofender ninguém. Mas quem tem "olhos treinados para o machismo" (normal num blog feminista), ou no meu caso, pra homofobia, costumam se ofender fácil.

Eu não fiquei ofendida com o comentário do Rubens, porque não o conheço e ele só escreveu um texto (imagino eu, que com intenções de paz). Mas se alguma amiga minha dissesse que "sou amiga da Ju e a gente até noite do pijama mas ela sempre me RESPEITOU", Eu diria... "cara, se eu não te dei em cima é porque não te queria. Não é uma questão de respeito" num tonzinho ofendido.

Enfim, acho que vocês se ofenderam demais com o Alex, como se ele estivesse aqui pra atacar alguém, e não é pra tudo isso. Ele foi calmo e educado e ok, pode ter assumido um tom paternal, mas também não é motivo pra essa briga toda. E o rapaz do texto também assumiu um tom inseguro (o que abre espaço pras pessoas serem maternais/paternais, segundo meu raciocinio).

Anônimo disse...

E o Oscar de melhor ator vai para...Rubens!Ehhhhhhhh,palmas,gente,era tudo o que ele queria,palmas.

Anônimo disse...

Não amigas,não é para não ofender.É cena mesmo.

Aline disse...

Alex,

Eu conheço bem o BDSM e te digo uma coisa: O BDSM nada tem haver com a "vida real", tudo no BDSM é consensual, na vida real nem sempre é assim.
Mesmo quem vive relações D/s 24/7 quem manda de verdade na relação é o submisso, é ele que tem a safe, é ele quem para tudo a qualquer momento.

O Mundo BDSM tem uma quebra muito grande de paradigmas, é tudo voltado ao prazer, seja a inversão de papéis, a caracterização, o SM, ou qualquer outra coisa.

Na vida, não é assim, a mãe do Rubens não sentiu prazer ao "corrigi-lo" por brincar com boneca, nem ele sentiu prazer ao ir ao psicologo forçado, nem sentiu prazer ao ser chamado de tanga-frouxa, ou qualquer outra coisa do tipo.
No BDSM a pessoa sente prazer em humilhar e a outra sente prazer em ser humilhado, e tudo isso é combinado ANTES de acontecer. E se não for assim, combinado antes, não é BDSM, é violência.
O BDSM é uma busca de prazer, o machismo é opressão por poder, que vem de séculos.

Essa opressão criou os dogmas que temos hoje. O machismo é fruto disso. O feminismo também. Cada um a sua maneira.

Oliveira, henrique e anônimos:

Rótulos impostos não querem dizer nada. Afinal qual é o problema de um homem usar saia? Na escócia isso é comum. Aqui no Brasil é uma aberração. São rótulos.
Mulher tem que sonhar ser modelo ou atriz, querer casar com o príncipe encantado, ter filhos, brincar de boneca e gostar de rosa.
Homem tem que gosta de futebol, cantar todo mundo, fugir de compromissos e gostar de azul... Mas e se for daltônico?

Qual o problema de fugir do padrão e não querer ser rotulado. Gostar de artesanato não tem nada haver com gostar de alguém do mesmo sexo. Assim como trabalhar em áreas tipicamentes masculinas não me faz gostar sexualmente de mulheres.

Por que eu não posso gostar de futebol, fazer ciência da computação ou qualquer outra coisa e ainda assim ser sensual e gostar de transar com homens...
Por que um cara não pode gostar de artesanato, fazer pedagogia e ainda assim gostar de transar com mulheres?
Por que a sexualidade TEM, obrigatoriamente, que estar ligada com gostos rotulados como femininos ou masculinos?
Qual o problema de um homem depilar a barba ou fazer as unhas? Qual o problema de uma mulher que não gosta de perder tempo se maquiando?

Oliveira, sua resposta não respondeu nada.

Rubens, eu acho incrível vc ter quebrado esse dogma e ter revelado a nós o que os rótulos fizeram você passar.
Como menina, fui moleca, subi em árvore, joguei futebol e empinei pipa. Estudei em uma escola agrícola e fiz ciência da computação. Passei muitas coisa, que não cabem aqui. Conheci muita gente, namorei muito tempo, saí com muitos homens, conheci muitos fetiches, e hoje estou em um relacionamento firme. Quando achei que os rótulos iam me deixam, eles se voltaram contra mim denovo. Mas eu luto contra isso...
Eu era vista como iguais pelos meninos da rua, até meu corpo mudar. Passei a ser olhada diferente, o que não me intimidou. As pessoas diziam que eu tinha que ser vaidosa. E eu até fazia algumas coisa que EU achava legal como um concurso de primavera. Ou aprender a cozinhar, que eu adoro. Ou a bordar. Mas eu conheço de futebol mais que meu marido, e entendo de tecnologia muito mais que muito homem. Uso linux(Isso mesmo, além de "feminazi" ou "fangirl radical" do linux), fui voluntária muito tempo e não estou nem aí pro que falam de mim.
Uma vez ao ir em um médico novo ele perguntou: "Quantos parceiros sexuais você teve?" e eu respondi: "Isso é realmente relevante? Porque eu não contei. Vou ter que calcular. Posso só dizer que tenho uma vida sexual ativa?", ele concordou e não argumentou. Ainda bem por que senão eu não voltaria mais lá.
Algum homem aí já teve que responder a esse tipo de pergunta?
Algum homem aí já fez exame de próstata? Algum homem aí já ouviu piadinhas sobre isso?
O Homem arrisca própria saúde em pról da masculinidade e dos eternos rótulos.

Cont...

Aline disse...

Não é só machismo não, não tem só haver com gênero.
Tudo tem rótulos:

Negro e pobre = ladrão
cearense / baiano = burro
Carioca = folgado
Brasileiro = sempre dá um jeitinho(ou seja é sacana, sem vergonha e oportunista)
Inglês = frio e pontual
Paulista = stressado
Campineiro / Gaúcho = Gay
Politico = ladrão
Mulher sozinha na balada = procurando alguém(Rubens, não pude evitar, rs, mulher na balada pode só querer dançar mesmo...)
Geek = antissocial

E por ai vai...

Pra que servem os rótulos? Pra taxar e excluir, são apenas armas do preconceito, da discriminação e da opressão.
Quem puder, visite o site do instituto Papai, www.papai.org.br uma das ongs associadas ao MAB(Movimento de adolescentes do Brasil), que visa a quebra de paradigmas.

Beijos

Aline

Anônimo disse...

nossa, eu ri do texto, n é por ele ser ruim,ao contrario, mas é q as situaçãoes q os ignorantes fazem os outros passarem são ridículas.

queria saber se o homem tb era afetado pelo machismo e agora vi q sim.

que bom que ele n é um idiota e sabe respeitar a liberdade dos outros.

Carol H disse...

O último confrontamento da Lola e o cara fugiu. Não sei o que ele teve de argumentação, porque só o vi esquecendo e negando o que já havia dito. E cadê a ditadura? Por que os posts dos que discordam da Lola e do Rubens ainda estão aqui?

Parabéns Rubens, pela sua coragem de postar e enfrentar trogloditas anencéfalos te chamando de gay, corno e etc.
Realmente, esse post deve ter incomodado mesmo. Não é sempre que se tenta tão veementemente negar a existência de alguém no blog da Lola.

Henrique Cartaxo disse...

Aline,

Não disse que o rapaz é gay por causa das preferências dele. Não acho que gostar de boneca na infância (e até continuar gostando) e querer ser professor da escola faça alguém ser gay.

E também não falei que ele era gay de modo pejorativo.

O texto mostra um personagem em busca de aprovação por uma série de coisas por que ele sempre foi reprimido, mas o maior objetivo do texto é dizer que mesmo assim ele é hétero, porque é isso que ele sempre teve que provar a vida inteira. Ele quer que certas mulheres aprovem o comportamento dele e digam que ele é pra casar e tal, pra poder se afirmar enquanto heterossexual. E isto só é uma questão precisamente porque ele não é heterossexual.

Agora, estou falando do personagem deste texto, do eu-lírico, sujeito da enunciação. O autor pode ter outros problemas do mesmo tipo, ou não. Não estou falando do autor. Só estou falando que o Rubens é literariamente gay.

Henrique Cartaxo disse...

E não estou questionando se o Rubens existe e viveu essas coisas ou não. Tô falando apenas do TEXTO. O resto de fato não me interessa, nunca vou ter como saber.

Tiago Aguiar disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Tiago Aguiar disse...

Cara Lola.

Ninguém está rebaixando a conversa aquém do feminismo standpoint. Se você achar num comentário meu um aspecto que negue que homens sofrem bullying de machsitas, me avise.
O texto do Rubens não traz nenhuma novidade pra mim. Todo homem sensível é chamado de viado, e sofre horrores até o dia que saiba se impor. O pior machismo que um homem sensível pode sofrer não é recebido dos outros homens. É de mulheres machistas, o diminuir por ser sensível.
Será que o Rubens é o único homem que sofreu por machismo? Eu sinceramente espero que isso tudo seja um mal entendido. O problema que vi é a quantidade de clichês na argumentação submissa. Vi no texto os chavões que pessoas machistas usam para descrever o homem que as feministas desejam, com todos os seus preconceitos. Por isso que se levantou suspeita. O problema todo é que você está tratando alguns comentaristas sensíveis à causa como se eles estivessem postura “Eu sei mais do que v6”.
Esta sua frase diz muita coisa Lola...
Esta sua frase automaticamente retira do debate toda e qualquer pessoa que não seja uma mulher. Se for homem e não concordar com a postura do Rubens, é um inimigo?
Este talvez seja o problema de todo mundo que é “especialista”. Achar que é dono da verdade.
Talvez seja muita presunção chegar na casa (ou no blog, como quiser) de outra pessoa e dizer que ela pode estar sendo enganada. Mas eu acho que tratar como se fossemos trolls e estivéssemos agindo com má fé é triste. É mais ou menos como progressista que diminui uma blogueira feminista, e só desse voz à sua patota. Enfim, o ser humano é auto-explicativo!
Mas como você confia muito na pessoa que te mandou o texto por e-mail, o conhece muitíssimo bem e sabe que pode arcar com a confiança, só me resta pedir desculpas. Se não fosse esta minha afobação, eu seria perfeito! (ironia, se me permite!)
Quando a visita vê que e o cicerone é o dono da verdade, por dignidade, deve pegar a viola.
Saudações fraternas

Anônimo disse...

Adorei

Henrique Cartaxo disse...

Pessoal, entendi tudo. É genial. Tá na introdução:

Começa dizendo que a Lola aprendeu na infância que uma grande desvantagem do comunismo é que a pessoal não pode ter sonhos pessoais e tem que viver em função do Estado e do Coletivo. Deve ter um monte de gente de esquerda comentando aqui que sabe que isso é uma balela sem tamanho.

Tamanha balela também é o texto do Rubens!

Concordo com o Thiago, todo homem que foge do usual sofre um bulying dos amigos, até que saiba se impor. Esse é o recado pro Rubens: se imponha, bixa, brilhe! Esse regime totalitário do machismo que você está vendo não é capaz de lhe tolhir.

Henrique Cartaxo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Alex Castro disse...

Lola,

Eu vi muito pouca gente de fato trollando esse seu post. Eu, por exemplo, não discordei de nada - nem no texto nem de vc. Não houve nenhuma discordância com os seus princípios, valores, com o feminismo, nada disso. Não levantei a voz, não te chamei nomes. Em resposta, vc se exaltou, perdeu as estribeiras, chegou até a me chamar de "desumano", me acusou de fugir ao debate.

Veja, não tem debate, eu não tenho argumentos. Não vou discutir nem brigar. Não tenho nada contra você. Compartilhamos os mesmos princípios. Não discordo de você ou do seu texto em nada - ou quase nada. Meu ouvido de ficcionista e minha experiência de homem que já passou por esses dilemas me fizeram achar que o moço tenta demais agradar e que o post provavelmente é fake. Só isso. Muitas outras pessoas também acharam o mesmo.

Na verdade, o que me espanta é a agressividade, o instinto da briga, a tendência de já partir para o confronto mesmo contra quem não está querendo e nem brigando com você. Sim, você fica de fato aqui na sua trincheira lutando o bom combate e, sim, você enfrenta uma quantidade grande de trolls, machistas, canalhas, etc. Mas, por outro lado, ficou claro pra mim hoje que você está SEMPRE brigando porque, mesmo quando você não tem inimigos, você os fabrica. Então, a briga, o debate, o confronto de fato nunca terminam.

Ao contrário de outros debatedores que conheço, você parece nunca se acalmar, recuperar a respiração, baixar o tom, ou mesmo voltar algumas horas mais tarde, com o ânimo mais calmo e palavras mais leves: pelo contrário, quando você entra em (ou cria uma) discussão, o tom só faz subir, as palavras só endurecem, o seu ânimo só se exalta.

Qualquer causa precisa de uma pessoa como você, para guarnecer a primeira linha de defesa e atacar todo mundo que se aproxima. O problema é que, com o tempo, a briga vira um estilo de vida e uma razão de ser. Você perde a capacidade de distinguir amigo de inimigo e ataca com o mesmo empenho e ferocidade tanto o inimigo que questiona sua própria existência e quer te destruir quanto o amigo com quem tem uma discordância pontual.

Eu não sou seu inimigo, não discordo de você em nada (ou quase nada) e não vou brigar com você. Isso tudo é muito cansativo. Mas se você acha que o seu inimigo desumano sou eu, aceito sua opinião. Quem não consegue discordar de um amigo sem se exaltar, sem levar a discordância pro pessoal, acaba ficando sem nenhum. Fica bem.

Beijos,
Alex

Rogério Santos disse...

Aline,


Eu respondo a essa pergunta todo mês quando vou fazer doação de sangue e hemoderivados. Também já perguntei às médicas se isso é realmente relevante, e elas disseram que sim. Então, eu tenho de responder com exatidão.

lola aronovich disse...

Fui procurar aonde te chamei de desumano, Alex. Deve ter sido neste tweet aqui:

“E ñ tenho nenhum motivo p/duvidar do relato e mto menos da existência de alguém q aceita se expor. Aliás, acho desumano.”

Pra vc isso equivale a ser chamado de desumano?
A estratégia de dizer que qualquer pessoa que aceita debater perde as estribeiras, se exalta, é agressiva etc etc é muito comum, e cola que é uma beleza quando é uma mulher discutindo. Mulher não foi feita pra rebater, pra responder. Quando o faz, é automaticamente histérica, exaltada, e, lógico, agressiva. Estou acostumada.
Eu realmente queria entender o que leva as pessoas — pessoas que nem são comentaristas frequentes no blog — a virem aqui NEGAR a existência de uma pessoa que escreveu um guest post. Sendo que o mais importante é o que o Rubens (que me mandou email com nome e sobrenome, mas, claro, tudo inventado) escreveu, não quem ele é. O máximo que posso concluir é que são “concern trolls” — trolls que dizem estar preocupados por alguém estar me enganando. Estão pondo em dúvida a veracidade de um post do blog, mas é pelo meu bem.
Em geral eu não discuto. Não por que não queira, mas por pura falta de tempo. Até meados de 2009, eu respondia todos os comentários, um por um. Mas não dá. Já gasto muito mais tempo que tenho na internet. Eu tive que optar entre responder comentários ou escrever posts. Esta nossa briga hoje consumiu boa parte da minha tarde.
Agora, eu sou muito protetora em relação aos guest posts. Muito mesmo. É gente que confiou em mim, que me mandou um relato, muitas vezes um relato de dor e sofrimento. Imagina publicar um post de uma mulher que foi estuprada (como já publiquei várias vezes) e receber comentários do tipo “vc mereceu”, ou “vc está mentindo”, ou “vc não existe”. Esses comentários não são pra mim. São pra pessoa que escreveu o post, e que acompanha os comentários. Isso nunca aconteceu nesse nível, mas, num caso desses de vítima de estupro, se alguém deixasse um comentário desumano desses, eu deletaria. Porque acho um total desrespeito com a pessoa. E como não sou de me colocar como juíza e medidora de dores, de quem diz “Ah, essa dor é importante, mas esta outra não”, acho que o Rubens foi vítima de coisas terríveis, que atrapalharam muito sua infância e adolescência.
Eu acredito nas pessoas, e acho ofensivo dizer que Rubens é gay, submisso, fetichista, mentiroso, e sei lá o que mais ele foi chamado aqui. Porque ele não disse nada disso. Mas, claro, todo mundo que duvida da existência dele sabe muito mais sobre ele do que ele próprio.
Discordar de um post que EU escrevo é uma coisa. Acontece direto por aqui. Discordar do que uma pessoa escreve num guest post é ok tb. Por exemplo, o post da semana passada, do Thiago sobre os ciclistas, foi bem polêmico, e um monte de gente discordou dele. Mas ninguém negou que ele existisse ou o chamou de mentiroso. O debate ficou no campo das ideias, não foi pro lado pessoal.
Pra este post do Rubens eu pensei que a reação seria óbvia. Que, claro, ele recebesse os “parabéns por contar sua história” e “que bom se mais homens fossem como vc”, o que é bastante padrão e bem-vindo pra pessoa, e tb que mais homens se identificassem com o relato, que vissem que o machismo afeta tb a vida deles. Não pensei que alguém atacaria o Rubens, e sim a sociedade que limitou suas escolhas durante um bom tempo. Mas eu estava enganada, e pouco se falou do machismo como algo negativo pros homens. Vcs preferiram atacar o Rubens. Se negar a existência de alguém não é atacá-lo, não sei o que é. É negar uma voz. É negar que a pessoa se manifeste.
Acho, sim, isso desumano.

André disse...

Que o Rubens não seja machista nem "masculinista"? Ok, beleza. Que o Rubens seja um feminista? Palmas, tá certo. Que o Rubens só compartilhe de gostos que são considerados tipicamente femininos (menos o gosto pelos homens)? É seu direito, e ninguém tem que reprimir (lembrando que gostar de futebol não faz de ninguém machista). Que o Rubens não só atenda às demandas feministas, mas também às demandas FEMININAS? Aí forçou, né? Isso já não tem a ver com machismo ou masculinismo. Não é só o homem que sente ciumes, que tenta controlar o conjuge. Ser fiel não é exclusividade feminina. Mulher não dá aval para que o namorado caia na farra e de cabo de seus instintos sexuais.
Essa última parte não precisava ostentar desse jeito, como se seguisse linha por linha um manual sobre como agradar a mulher moderna, seja ela feminista ou não. Não que isso tudo seja errado, mas forçou. É raro achar um homem hetero que seja 100% "macho", o que dizer de um hetero que seja 100% "femea".

O Rubens quer ser livre da opressão masculina, mas parece ser vítima de uma opressão feminina. Respeita as mulheres mais do que respeita a si próprio. Não acho isso um exemplo. Quer um mundo mais nuançado, mas seu mundo parece todo "rosinha" (assim fez questão de mostrar). Ou isso, ou só tá fazendo média. Não sei. Vai ver, não é gay, é "lésbico".

=Maíra= disse...

Lola, que loucura que virou a caixa de comentários!

Sinceramente, perdi completamente o foco do post, que acabou virando "Rubens existe ou não" (como se isso interessasse de fato) e "Rubens forçou ou não a barra". Eu confesso que fiquei um pouco incomodada com o tom de vitimização do texto (antes de ler os comentários). Por outro lado, achie corajoso alguém se expor assim. MAS, voltando ao que interessa, eu acho importantíssimo abrir esse tipo de discussão, de como o machismo é pejudicial também aos homens. Acho essencial que você publique mais posts como o do Rubens, porque é importante incluir os homens na luta e demonstrar que machismo oprime a todo mundo, homens e mulheres.
Abraços!

Adwilhans disse...

Lendo o post me veio uma dúvida: sempre que alguém diz que brincar de bonecas é coisa de menina, defende-se que isso, na verdade, é uma construção social, que as meninas aprendem a gostar de bonecas. O que dizer então de um menino que gosta de brincar de bonecas (ou de casinha, ou qualquer outra brincadeira considerada de meninas)? Ele também aprendeu a gostar? Com quem, se, pelo relato, havia opressão a este comportamento?
Por essas e outras é que também achei o texto meio forçado, mas vá lá, cada um sabe onde o calo aperta...

Aline disse...

Rogério, Aleluia, acho que você deve entender o quão chato é... Talvéz pra você menos chato que pra mim, já que a sociedade impõe que pra homem é bonito e pra mulher é feio, tanto que muitas mulheres mentem nesse questionário...

Eu já dooei sangue e já perguntei várias vezes a médicas e médicos qual é a relevância dessa pegunta, a maioria diz que é pra saber a chance de eu ter uma DST, então eu questionei se faz diferença de forem 50 ou 51 e eles não sabem responder. Uma médica disse que basta ela saber se a vida sexual é ativa ou não. E já vi homens não serem quetionados pela mesma coisa. Fazer o que, um dia isso muda.

Eu tive vários parceiros, sempre usei camisinha e nunca tive uma DST, conheço uma menina, que com o primeiro namorado pegou HPV, um único parceiro. Qual é a relevância então?

Acredito inclusive que pessoas(homens e mulheres) com mais parceiros e que sejam conscientes têm menos chance de ter uma DST que uma menina ou menino em sua primeira ralação.


Beijos

Aline

Pili disse...

!!!!!!!!!PROPOSTA!!!!!!!
sugiro aos rapazes que duvidaram da franqueza, da sexualidade, ou simplesmente da existência do Rubens:

ESCREVAM SEUS PRÓPRIOS DESABAFOS SOBRE O MAL CAUSADO POR MACHISMO.


Atençao, não vale:

1-Dizer que machismo é ruim mas não foi vc que inventou, não é culpa sua. Então já que o mundo é assim, vc também vai ser.

2-Dizer que machismo é ruim pra mulheres, mas já que também é ruim pra homens então as chatas não têm nada que reclamar. Cala a boca aê.

3-Dizer que a única forma de lutar contra machismo é a que você preferiu. Todas as outras estão erradas.

Exigências:

1-O texto tem de ser entregue pessoalmente, em mãos, a cada um dos leitores, pra que todos saibam que você é você mesmo.

2-A competição é apenas para talentos excepcionais da literatura. Se seu texto não for unanimamente aplaudido, duvidaremos dele.

aff,
que tal, gente?
Damos um troféu tanga atochada depois?

Pat Ferret disse...

Sinceramente, não vejo qualquer relevância em sabermos se o Rubens é, ou não, uma pessoa real.

Mesmo que o texto seja uma "pegadinha" (não estou afirmando achar que seja), fez o favor de compilar uma lista de situações que comprovam como o machismo pode ser prejudicial também para os homens, e gerou assunto para muita discussão. Isto é: se a intenção era fazer trollagem, deu um tiro no próprio pé ao alcançar justamente o que a Lola queria com sua publicação.

Aliás, me dei conta de uma coisa: é certo que o texto parece querer "agradar" um pouco demais mas... não seria simplesmente pelo fato de ter sido escrito por alguém não acostumado à posição de cronista? Escrever para uma "platéia" (ainda mais uma crítica como esta aqui) pode ser muito assustador para quem não o faz habitualmente; numa circunstância como essa, querer "fazer bonito" e soar meio forçado é algo muito natural.

Sem contar que pode ser mesmo, simplesmente, uma questão de estilo, ou não? Teríamos que ler outros textos do Rubens para saber.

Acho MUITO feio colocar alcunhas no rapaz e questionar sua forma de lidar com a vida sem conhecê-lo melhor. Primeiro, porque foge ao objetivo do post (o que importa não é como o Rubens lidou com as situações que descreve, mas as situações em si). Cada pessoa lida com os desafios que encontra do jeito que acha melhor e as circunstâncias permitem e medir a vida de outrém a partir da própria não é algo tão factível assim. Segundo, porque fazer juízo de valor é algo quase sempre deletério, principalmente qdo a partir de tão poucas informações.

Aos rapazes que dizem ter passado por situações semelhantes e lidado com elas de outra forma, sugiro que escrevam seus próprios textos, e coloquem-nos à disposição de quem acompanha este blog. Seria uma contra argumentação bem mais produtiva. ;-)

Alexandra disse...

Confesso que quando comecei a ler o post me peguei perguntando "como a Lola sabe quem escreveu o texto?" Eu vivo dizendo pra todo mundo que quer (ou não) ouvir que o machismo é opressivo não só para mulheres mas para os homens também. Meu irmão brincava de boneca comigo mas isso não pôde durar muito tempo. Meu sobrinho de 5 anos não pode ter uma cabelo um pouco mais longo que fica todo mundo preocupado que ele vai virar gay. Tudo um absurdo, claro. Mas mesmo assim, quando li o texto achei que tinha algo um pouco forçado. Não sei dizer exatamente o que. Mas não pensei que era um troll ou um trote. Achei que talvez tivesse sido escrito por uma mulher pra falar desse assunto importante usando uma voz que talvez tenha mais impacto (a do homem que sofre de machismo). O Alex não atacou ninguem - só levantou a questão.

Mas Lola - não se preocupa com futuros guest posts não. Pq no fundo - o importante aqui é a mensagem e o fato de as pessoas se identificarem ou não com aquela mensagem, né?

Antonio Luiz M. C. Costa disse...

Eu gostaria de comentar que não tenho nenhuma razão para duvidar de que o testemunho é verdadeiro. Na verdade, me identifico com ele em vários pontos - não com todos, pois cada um é um e tem sua própria história, mas com o suficiente para considerar o conjunto perfeitamente verossímil.

Do meu ponto de vista pessoal, até desconfiaria mais do ponto de vista do Alex Castro. Por várias razões, está mais distante da minha experiência e, francamente, soa menos crível. Para assimilá-lo à minha experiência, tenho de levar em conta uma adaptação à cultura estadunidense e sua lógica contratualista, na qual as regras têm todas de ser previamente bem definidas e para isso cada um tem de se rotular de maneira precisa ao entrar numa relação - como gay, bissexual, masoquista, sádico, o que for.

Eduardo Marques disse...

Esse texto me causou um certo mal-estar, mas eu me abstive de comentar por causa da minha má-fama aqui. Só que depois que eu vi os comentários do Alex Castro tomei coragem e aqui estou.

O texto realmente beira o ridículo em algumas situações. Parece que diz "olhem como sou avançado, como sou feminista!". Achei os pontos que o Alex Castro citou muito pertinentes. O problema é que o Alex Castro, que tem o ego maior que a barriga, não é a melhor pessoa para fazer contraponto à Lola, que argumenta como um robô assassino, "perseguir e destruir".

A Lola ñ sabe ler, o Alex Castro faz menção a um fetiche para ilustrar o comentário e ela fica falando desse fetiche sem parar que nem bocó, sem entender o motivo de ele ter falado disso. E ele prefere manter esse ar blasé pseudo-intelectual com lógicas do tipo "não quero convencer vc", "sou incoerente? sorte minha" em vez de dizer claramente o que pensa. Imaginem o A. Castro trabalhando como pedreiro: "estou botando os tijolos aqui mas não tenho nenhuma intenção de construir uma casa". O Alex Castro merecia virar um meme de internet, como o Hipster Kitty, Bill O'Reilly* e o Scene Wolf. Pior que ele pode achar isso um elogio.

Enfim, só podia dar confusão mesmo.

Como meu sexto-sentido diz que esse texto é verdadeiro (mas ainda pode ser pegadinha), eu realmente me sinto mal em criticar o autor. Acho que ele precisa de uma conversa, uma orientação. Acho que não devia ter namorado aquela garota. Ela tem direito de faze o que quiser com a vida dela, e ele podia até admirar, mas não faz bem para a saúde mental ficar com alguém que deliberadamente faz vc ser motivo de piada. Ser piriguete, vadia (ñ q ela fosse, ñ sei), ñ é sinônimo de ser sexualmente avançada. Às vezes é justamente o contrário. No caso, me pareceu leviana, indiferente e insensível a ele.

Acho tb que Vc, Lola, precisa um pouco relaxar. Acho que vc, de tanto militar no lado politicamente correto, se sente meio dona da verdade e coloca qualquer pessoa com um tom levemente diferente na posição de inimigo, como o Alex Castro. Calma, né. Ngm aqui discorda dos princípios: igualdade, blá blá blá. Só estamos discutindo algumas idéias.

*Vejam o vídeo engraçadíssimo desse respeitável senhor aqui (em inglês): http://www.youtube.com/watch?v=UyHzhtARf8M

"How did the Moon get there? How can we have that and Mars doesn't have?"

(Ele esquece q Marte tem 2)

"Tide comes in, tide goes out. Can't explain that" (clássico)

Gabriela Galvão disse...

Ainda ñ li tudo, mas seguinte:

sobre se reproduzir como coelhos: era brincadeirinha, ça va?, combinado?, entendido?

Nada garante q os filhos desse cara seriam bacanas como ele. Eu tive uma educação extremamente machista, e 'dei no q dei', por exemplo.

Outra: eu ñ sei o q eh mais triste e garve e pernicioso:

se essas pessoas realmente ñ sabem ler e/ou pensar ou se elas sabem e fingem q ñ (como Amer H -nick dúbio, ambíguo, andrógino, gostei- e Adwilhans).

...

Gabriela Galvão disse...

(Noh Lola, c eh paciente, am?)

O menino qerendo dizer q eh corno (Alex Castro): ñ eh, no meu entendimento. Se eh concensual, q um e outro se relacionem com outros parceiros, onde hah 'corneação'?
Ou ñ 'peguei a idéia'.

Outra: o Rubens ñ se vitimizou e mto menos pediu conselhos.
Ele narrou, demonstrou situações, ilustrou o fato d q o machismo eh danoso para ambos os sexos, soh isso.

Nossa, eh mesmo mto difícil entender isso?

Gabriela Galvão disse...

Tah parecendo q o Alex tah sabendo q tah errado, mas ñ dah o braço a torcer. Tah mto parecendo isso.

Aqi: e importa q o texto seja d qem ele eh atribuído?

Outra: se alguém escreveu o texto pra ridicularizar o blog, a blogueira, os leitores, o feminsmo, o q seja: tentativa fail, uai?.

Homens assim existem, como o Alex mesmo atesta, qando diz q se vê no texto, ou vê situações pelas qais passou, melhor dizendo, tal.

Então ñ entendi o ponto d o texto ter q ser do Rubens.

Gabriela Galvão disse...

(Tb ñ acho q as desculpas públicas do Alex -e d outro q comentou depois- devem ou deveriam interessar a qem qer q seja. hahah Nossa, cada-uma!)

Xarah (Gabriela), ñ tem ninguém falando q 'os únicos homens capazes de simpatizar com o feminismo são os que se acreditam "coadjuvantes" no ato de conceber uma criança e os que necessariamente gostam de coisas supostamente femininas', ñ.

O negócio eh soh ñ ver problema em homens gostarem d coisas tidas como femininas e vice-versa.

Pra alguns, parece q soh trogloditas inspiram firmeza e respeito. E sendo homem, soh os desse tipo podem ser heterossexuais. Tsss...

Noh, mta preguiça, mta. O alívio eh q uns e outros se darão as mãos e eu fico com a fina flor, merci.

O Alex castro agora tah qerendo dizer q o q? Q a Lola se destemperou, endoidou, algo do tipo? Ah, menos, céus, menos! papinho furado e fora d moda e q ñ cola mais.
Pra riba d moi, ñ.

Noh, acabei d ler tudo. Ñ tenho tempo nem estômago pra comentar os descalabros e te parabenizo, Lola, você eh mto fina e deveeeras paciente.

Beijo

André disse...

O problema é que o depoimento do Rubens exala o tipo de "sinceridade" e mecanicidade que se vê num discurso de um político, numa entrevista de emprego, numa cantada de bar, ou mesmo numa confissão feita sob coação. É aquela coisa de planejar e dizer descarada e exatamente aquilo que acha o que o outro quer ouvir, nada mais, nada menos. Não há nuances, não há porens, e nem mesmo uma misera tentativa de disfarçar isso. Não entrou nesse espaço pra falar de cabeça erguida, olhos nos olhos, entrou curvado e servil. E mesmo assim algumas mulheres acreditam e aplaudem, nem desconfiam. Elas acreditam no que querem acreditar, vem o que querem ver. Inevitável achar que é um tremendo xaveco, e ficar espantado com o fato de que deu certo.

Gabriela Galvão disse...

Vou tentar q este seja o último comentário.: eh, tadinhas d nós, tolinhas, ñ entendemos nada, ñ 'maldamos' a coisa, ingênuas, q somos. O cara eh um espertão q qer se aproveitar d nós, pobreinhas, e soh os inteligentões sacam isso.

Bicho, q canseira!!!.

Sandro disse...

Se o objetivo da Lola com este texto era mostrar como o machismo pode afetar aos homens ela fracassou lamentavelmente porque o texto só mostra como o machismo afeta aos tanga-frouxa porque de homem este Rubens aí passou muito longe.

Giovanni Gouveia disse...

quiéquiéisso, homem, que é homem mesmo, JAMAIS teria quisto brincar de boneca, fazer trabalhos manuais ou estudar magistério

Agora com modo satírico off:

Não são as atitudes que se passam "fora da cama" que definem a sexualidade de uma pessoa. Fosse assim não haveria estivadores e trabalhadores da construção civil, por exemplo (e eu conheço bem a classe trabalhadora), homossexuais

Pat Ferret disse...

Eureka! Na verdade já entendi tudo!

O Rubens não existe porque é um troll cornudo gay que veste tanga frouxa e vive de comer pobres feministas indefesas e inocentes.

Em suma: o blog da Lola foi invadido por uma criatura mitológica!

(Morrendo de rir... ai)

Shey, Sheid, enfim... disse...

Dexa eu ver se entendi...

Machão que é machão não é tanga-frouxa...isso quer dizer que ele é tanguinha apertada?
Mas quem usa apertada quer dizer que o conteúdo lá é meio irrisório, né?
Então isso quer dizer...

Ah, deixa pra lá...

Pedro @snoopy_xxx disse...

Era o guest post que faltava, depois de tantos posts interessantes que li aqui no escreva Lola escreva.
Gostei muito da visão do anônimo. Homem de verdade, um verdadeiro cavalheiro.

Machismo, praga que já é impregnada desde que nos entendemos por gente e as vezes se livrar dessa doença não é fácil, independente do seu sexo e sexualidade.

Desejo do fundo do meu coração que este ótimo guest post faça os leitores pensarem, pois tenho certeza que muita gente aqui ainda acha que os homens deve cumprir certos tipos de papéis para serem "interessantes"...

Nefelibata disse...

Rubens, parceiro, um abraço pra ti, irmão!

Eu também brincava de bonecas quando criança com minhas primas (que também eram vizinhas).

Nunca fui de jogar futebol.

Também não tenho a menor vontade ou preocupação de controlar a vida da minha namorada (com quem já estou há mais de 7 anos). Acho que se ela quiser realmente ir para a Bahia ou para o Japão, eu tenho mais é que apoiar a decisão dela, e o prazo de validade da relação é sempre o dia de hoje.

Aliás, foi minha primeira relação amorosa na vida, já depois dos 18.

Nunca curti balada, nunca concordei com a política de pegação masculina e sempre fui assediado por todos por causa disso.

Estou tentando minha vasectomia com 25, que é a idade mínima, e acho que não tem absolutamente nada a ver essa coisa de deixar um rebento pra continuar linhagem. Aliás, não se reproduza como um coelho... caráter não é genético, infelizmente, e o planeta já tá bem cheio, rsrs

É incrível como quem se comporta de maneira opressora precisa buscar legitimação em outras pessoas que imitem isso. Não aceitam o dissonante. E a gente nem faz nada de ruim para terceiros...

Cara, acho que a gente se daria muito bem! Fico feliz em saber que há mais gente assim no mundo! Abraço de novo!

Adwilhans disse...

Gabriela Galvão: não entendi direito minha inclusão no seu comentário; vc quis significar que eu não sei ler, pensar ou que sei e finjo que não? Ou qualquer das alternativas?? Realmente, não captei. Só falei que achei o texto forçado, sem entrar em muitos detalhes - até teria outros, além do que referi expressamente - mas não entendi no que isso lhe dá o direito de ser tão crítica a meu respeito... Gostaria de entender, mesmo porque penso que várias foram as pessoas que tiveram impressão similar à minha; porque o meu comentário foi "premiado" com a lembrança?

Barbara O. disse...

Quantos Nassifizinhos vi aqui. Machinhos com a ilusao de que um dia foram de fato progressistas. Acho que o Rubens nao tem nada de enrustido, em compensacao o que tem de ogro saindo do armario aqui eh impressionante.

L. Archilla disse...

Adwillians, sobre seu comentário de 8h55:

Nossas brincadeiras são construídas socialmente. Meninos são condicionados a determinados jogos e, meninas, idem. Em geral, ambos tem impulsos dos dois lados, e estes são tolhidos de maneira que passem a gostar "naturalmente" de casinha ou futebol. Cansei de ver adulto falando pra criança de 2, 3 anos não brincar de tal coisa que é brinquedo de menin@. Alguns poucos têm coragem de peitar isso e bater o pé pra brincar do que querem, apesar da pressão social. Mas a maioria nem se lembra de tais impulsos, visto que a gente dificilmente grava memórias tão antigas.

O engraçado é que caras como o Rubens, que não abriram mão da vontade própria pra seguir o status-quo são "submissos", "passivos", "pastéis de rodoviária sem vontade própria" e "fazem de tudo pra agradar". Os que seguiram a cartilha que foi passada desde a infância são os ativos, corajosos, batem o pau na mesa. Então tá, né?

lola aronovich disse...

A Lau mais uma vez dizendo o que eu queria dizer: “O engraçado é que caras como o Rubens, que não abriram mão da vontade própria pra seguir o status-quo são 'submissos', 'passivos', 'pastéis de rodoviária sem vontade própria' e 'fazem de tudo pra agradar'. Os que seguiram a cartilha que foi passada desde a infância são os ativos, corajosos, batem o pau na mesa. Então tá, né?”

Exatamente. Pra nadar com a corrente não se exige coragem alguma. Não é preciso nem muito esforço. É só “deixar a vida te levar”, e pronto. É o que a maior parte das pessoas fazem. E sem pensar duas vezes.
Na madrugada de anteontem, mandei um email pro Rubens pedindo desculpas pelos comentários de vários leitores sem a menor empatia. Ele respondeu dizendo que tudo bem e enviando um montão de dados sobre ele. O nome completo eu já sabia, mas agora tenho RG, endereço residencial, endereço comercial, idade, cidade de origem, cidade onde mora, e muito mais coisa que eu nunca pedi pra saber porque nunca tive dúvidas da “existência” do Rubens. Mas claro, ele pode estar forjando tudo isso tb. Na internet pode-se tudo. Eu mesma posso não existir. Mas o que era mais importante mesmo? O que ele estava dizendo ou quem estava dizendo aquilo?
Essa caixa de comentários teve um lado positivo: ela ilustrou fielmente o que o Rubens quis passar. Foi pedido aqui (“pedido” foi por minha conta; na realidade ele foi mandado) que ele fosse homem. Aliás, ele não tinha só que provar ser homem e hétero, tinha que provar EXISTIR.
Acho que houve um grande papelão de certas pessoas que devem estar torcendo pra que esta caixa de comentários desapareça...

Ághata disse...

Eu realmente acredito que um exercício de autocrítica não faz mal a ninguém.
E talvez tenhamos perdido o foco do assunto nos comentários não somente por causa dos que criticaram o texto, mas também por causa de uma postura muito defensiva.

Adwilhans disse...

L. Archilla: concordo integralmente contigo quanto à construção social do que é brincadeira de menin@s, e foi exatamente isso o que disse: que se trata de um trecho aparentemente forçado no texto, pois ele não teria estímulo externo algum, pelo quadro pintado, a desenvolver tal gosto.
Tive muito contato com crianças - dei aulas de xadrez por 16 anos para crianças de 3 a 17 anos - e tenho convicção, embora sem embasamento científico mas apenas empírico, que meninos e meninas querem brincar com tudo, ou seja, é muito difícil para mim imaginar uma criança que goste de brincar de bonecas mas não de carrinhos, independentemente do gênero que ela tenha...
Foi isso, basicamente, o que quis dizer, embora não tenha achado necessário, naquele momento, falar tanto. Mas ficou tão confuso a ponto de eu ser considerado "analfa", "burro" ou "dissimulado", como fui qualificado pela outra comentarista? Penso que não...

Gabriela Galvão disse...

Adwilians (perdão se a grafia estiver errada),

alguém jah desenhou o raciocínio mto bem e você disse q concorda com a pessoa, d modo q acho q se antes eu tinha alguma coisa pra te explicar, esclarecer, ou debater com você, isso ñ mais eh necessário.

Mas sim, o seu comentário pode fazer crer q você pensava d modo diverso ao q disse pensar, sim.

Se você concorda integralmente com a L.Archila, o seu comentário foi no mínimo mto mal escrito.

Ñ acredito q qererah dar uma 'canseira' como outro aih fez (ñ mais nomearei. Me arrependi porqe achei deselegante e porqe dah margem a isso: a eu ter q voltar aqi, qando jah havia feito vários comentários, outra coisa q ñ qero fazer mais.).

Pronto, então: se vc pensava assim antes, o seu comentário estah mal escrito. Pode ter escrito às pressas, ou confuso, ou nervoso, sei lah. Dah uma relidinha lah pra você ver bem.

Se vc repensou, entendeu o raciocínio, tal, maravilha.

Agora ficar dando canseira tentando desdizer o dito eh fueda.

Falar nisso, qando eu disse q o Rubens deveria se reproduzir como coelho, eu qis dizer assim q ele deveria 'dar em árvore', algo por aih.

Como eu disse antes, nem uma boa educação assegura q o indivíduo 'preste'.

Eu ñ qero ter filhos, penso q seee eu fosse criar alguém, seria alguém q jah nasceu porqe 'alguém tem q ter filho', mas alguém também tem q ñ ter e eu sou do segundo time, certamente.

Hah um tempo eu olhava um bebê e pensava: "Mais um produzidorzinho d lixo", mas hoje, nem tanto, mestre, nem tanto. Eu vejo um bebê. Q pode vir a ser alguém q vai contribuir para q o lixo no mundo diminua, ateh. Vai saber?.

Mas me expressei mal, porqe o negócio do coelho eh associado a fertilidade, altas taxas d natalidade, e nego pega beeem direto, beeem literalmente. Também ñ eh obrigado q sacar q tem nuance, mesmo. (Sem ironia.) Nem mto menos a saber o q penso.

Nuh, mal aê, Lola. Foi o último post em q isto acontece, d minha parte. Desculpa mesmo e obrigada.

Pequenas histórias cotidianas disse...

Primeira vez que posto.. e li quase todos os comentários; Primeiro queria dizer que já li outras cosias e que tem gostado mt de tudo.


Agora sobre o texto do Rubes: pq duvidar que o cara pode ser assim mesmo se a a gente acredita que a Lola existe? rsrsrs. Basta olhar o post sobre o Dia da Mulher e vamos ver que ela desde pequena teve posturas que não erma dita de menina (embora não tenha sofrido preconceito por isso). Eu não estou ironizando, não! Só não sei pq alguns daqui acharam que o Rubes não existia o que estava querendo agradar, ou forçou a barra, ou é gay escondido no armário. Acho que mostra como nós humanos ainda estamos presos a certos rótulos fixos (destes que limitam a nossa visão de ver a pessoa pela própria pessoa). Enfim, o que tem um cara que sempre gostou, preferiu ou se direciou para atividades ditas femninas vir escrever aqui? A gente só duvida quando não é capaz de sair daquilo que construímos como certo e errado, padrão ou não-padrão.. normal anormal, saudável/doentio, e por aí vai. Saudações a tod@s!

Laetitia disse...

Tô chegando atrasada, pra variar. Mas resolvi comentar, claro, pra jogar mais um pouco de confete nesse ser "iluminado" que vc convidou pra escrever o post :)

Curti muito o que ele escreveu e, como todas, mais ainda o fato de ele ter percebido o quanto o machismo cerceia os homens. Palmas! Colega, vc deveria virar melhor amigo do meu namorado, viu? haha ;)

Mas, olha, essa história de "divisão de tarefas" é tão brutal, tão medieval, tão burra que eu não sei como as pessoas não percebem! E está gerando efeitos colaterais complicados para os homens... se antes eles "podiam" manter a mulher subjugada e sem instrução, agora não podem mais, e isso está gerando situações interessantes. De acordo com uma pesquisa do IPAF (instituto de pesquisa sobre o alfabetismo funcional), as mulheres estão saindo na frente na carreira escolar e acadêmica, cada vez mais. Se tanto na escola quanto na universidade o maior número de ingressantes é do sexo masculino, as mulheres são maioria a partir da 4ª série e já são esmagadores 60% d@s formand@s universitários! No livro que li a respeito, os pesquisadores creditaram esse maior sucesso feminino às diferenças na criação da mulher, que tende a se habituar melhor com tarefas mais "monótonas" como ler um romance, enquanto homens se dedicam muito menos a tais atividades.

Interessante, né?

Cada vez eu comprovo mais que as tão aclamadas diferenças entre os gêneros não passam de construções sociais. Eu, que "deveria" ser sensível e jeitosa (não é isso que dizem?), mal consigo fincar uma agulha num pano sem varar o meu dedo; meu namorado, criado pra ser um macho estabanadão, se estimulado tem uma espantosa habilidade pra tarefas manuais que envolvem precisão e delicadeza.

Então, é isso aí: ei, mundo, vamos sair da idade média!

ene disse...

que supervalorização besta. Existem um monte de rapazes que são assim. Meu irmão também brincava de casinha comigo quando criança minha mãe era evangélica nuncalevou ele num psicológo nenhum bem por isso hoje ele é o melhor homem do mundo. Vcs colocam como se isso fosse algo raro e tem mais no fundo estes masculinistas são bem mais sinceros do que estes qque se dizem feministas porque no fundo, no fundo todos homens pensam assim a diferença é que alguns tem coragem de falar.

ene disse...

Eu sei que é horrivel ver aquelas coisas, eu me horrizei com tudo aquilo, mas no fundo todos homens pensam como ele e os que não pensam são virgens, ou seja nunca teve uma mulher na vida.

Adwilhans disse...

O interessante é que, quando alguém teve dificuldade para interpretar um comentário meu, eu é que fui taxado de "analfa", "burro" ou "dissimulado".
Quando ficou um pouco mais claro o que eu disse, aí eu só sou um péssimo escritor! Maravilha, estou evoluindo!
Mas a melhor parte da "lição" foi: "alguém já desenhou o raciocínio"! É, acho que sou eu que estou precisando de ajuda na interpretação de textos...

Gabriela Galvão disse...

hahuahuahauhauh "Eu jah sabia!."...

Winry-Senpai-Sensei-Sama disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Winry-Senpai-Sensei-Sama disse...

Misericórdia...não acredito que li todos os comentários! Depois de ler tudo pra mim já chega, vou falar mesmo:

Alex, e tod@s que acharam que ele estava certo em seu discurso sofista de ficar julgando o rubens de inverossímel e desviar do assunto do guest post:

VOCÊS SÃO OS MACHISTAS/MASCULINISTAS MAIS DESCARADOS QUE EU JÁ VI!

Como vocês podem ser tão cínicos?? Cegos, tapados, obtusos...caramba!!

Felizmente a Lola já deu um sossegaleão na curiosidade de saber se o Rubens é real. E felizmente teve homens e mulheres valorizando o ASSUNTO do post e não a autenticidade do ESCRITOR. Muito, mas muito obrigada aos últimos!! Compensa o desfavor dos primeiros.

E aí sr. ALEX-SOFISTA-MACHISTA NO ARMÁRIO (sim, EU que estou te acusando disso, foi o que EU percebi dos seus comentários, e pode me chamar do que quiser por que minha opinião não vai mudar depois de ler tanta asneira do senhor!!) Vai pedir desculpas para o Rubens como disse e DISCUTIR o assunto do post pra variar?? Finalmente?? Ou vai ver discutir isso não interessa ao senhor e nenhum daqueles que compartilham de sua "intensa" luta: afinal vocês concordam com tudo que o "possível troll" descreveu, mas desejam convencer a todos que é um ser inverossímel por "não tomar uma titude" (QUE atitude ele deveria ter tomado, me explica?? Ser machista e dizer pra namorada que ela não pode querer terminar o namoro quando quiser e sair com outros caras?? Achar que mulher que pensa em ter outras caras quando está com um é sl-o-q, ao invés de simplesmente ser uma pessoa normal que não tem problemas com sua liberdade sexual??*

E finalmente,sendo machistas/masculinistas como os senhores e senhoras são, que bem faria discutir que o machismo, ó bendito machismo!, ataca e limita TAMBÉM a vida dos HOMENS!? Quem diferença faria, não é?
Afinal vocês são uma prova VIVA disso. MESMO. ¬¬

Tinha que desabafar assim esse comentário, posso acabar tendo só jogado mais lenha na fogueira -velha, por sinal! - mil perdões por isso Lola, não sei você, eu não estaria aguentando mais o blablabla sem objetivo dessa gente!! Mas não suportei ver aquele festival de besteirol e pseudoargumentos estúpidos e evasivos, vindos principalmente da boca do Alex!! CA-RAM-BA! Vai ser cínico assim num manicômio para sociopatas!

Ju disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ju disse...

O Rubens não é um sujeito iluminado, é um sujeito confuso. É passivo e fraco. E isso não tem nada a ver com ser machista ou achar que ele apenas tem característica femininas (mesmo que sejam construções socias), a não ser que vcs achem que passividade e fraqueza sejam traços femininos. Essas características não são louváveis em ninguém. Não seria em uma mulher, porque tem que ser em um homem? As vezes parece que vcs esquecem que o feminismo prega direitos e deveres iguais. Eu não sou a pessoa mais forte e ativa do mundo, e não vejo ninguém me elogiando por ser assim.

Everson Fernandes. disse...

Oi, Lola, hoje, numa discussão, esse seu post chegou até mim. E masculinidade (não confundir com masculinismo) é um assunto que tem despertado meu interesse. Lendo, eu lembrei de um textinho que havia escrito há alguns meses e postado no facebook. Vou reproduzi-lo aqui:

Eu não sei dizer o que é ser um “homem de verdade”, mas consigo pensar em algumas características e comportamentos que não são determinantes nessa classificação.
Certamente um “homem de verdade” não pode ser dito como tal considerando o fato de ele ter um pênis. Tampouco ser dito como tal por demonstrar força, agressividade e reprimir sensibilidade – o típico machão. Um homem também é um constructo social. Está embutido de valores morais, éticos, culturais etc que lhe foram introduzidos durante toda sua vida.
Desde crianças os homens são ensinados a não se portarem como meninas. Há uma misoginia presente tão forte na sociedade – e na educação das crianças – que o simples fato de dizer que um menino “parece uma menina” (seja por qual motivo for) é considerado desmoralizante. Desde criança são bombardeados com informações que os levam a crer que são superiores.
Desde criança os homens têm suas emoções controladas. Não podem sentir. Não podem ser. Precisam competir, mostrarem-se viris e ágeis. Não podem abraçar outros meninos, não podem chorar. Os homens estão tão acostumados com essa opressão sempre presente em suas vidas que não conseguem perceber o quanto são limitados por ela.
A posse, a autoridade sobre o companheiro ou a companheira, a hierarquização no relacionamento, considerar que por ser designado homem é automaticamente o líder e chefe não são formas de se afirmar como homem, mas como opressor. Aliás, essa opressão, a qual os homens reproduzem, mas também são produtos, exerce efeito negativo sobre eles mesmos, apesar de não perceberem.
Conforme Sócrates Nolasco, no seu “o mito da masculinidade”, os homens vivem sendo estimulados a falarem de sexo, a praticarem o sexo, como sinal de masculinidade. A relação sexual adquire um caráter mais de quantidade do que de qualidade. O prazer, que é diferente do simples ato de gozar, não é um fim a ser alcançado. Algumas vezes pode ser para ele, mas raramente para a parceira ou parceiro.
A falsa ideia de liberdade sexual serve como uma forma de controle da sexualidade. Serve para que os homens reproduzam o tipo de comportamento socialmente determinado para eles. Os homens precisam ser os “comedores” e não basta apenas ser, eles têm de serem reconhecidos como tais. Todos os valores considerados como pertencentes a um “homem de verdade” são culturalmente criados.
Boa parte desses valores pode ser encontrada na mitologia, nas histórias de Hércules e outros heróis. A bravura, por exemplo, é uma característica típica nos personagens mitológicos e que é transferida aos homens. Os heróis são sempre representados como viris, másculos, de corpos bem definidos e com disposição para a guerra, e essa disposição dos heróis pode ser percebida na violência masculina.
Penso que expressões como “homem de verdade” devem ser evitadas. Quem define o que é ser um homem de verdade? A que tipo de homem de verdade estamos nos referindo? Enfim, eu sempre considero preocupante criar um tipo ideal que sirva como padrão de como se deve agir.

Mateus Matias disse...

Reproduzindo aqui um título de uma de suas postagens, "é árdua a tarefa de se constituir feminista". Assim como a de desconstruir um machismo que está tão arraigado na própria noção que construímos (nós, homens) de nossa masculinidade e identidade. O que o feminismo propõe é uma revolução existencial que não deixa intocado nenhum nível de expressão humana. É algo muito maior do que podemos fazer e, no entanto, nada menos do que devamos almejar. Eu espero que o feminismo transforme a mim e a todas as pessoas dia a dia, além das fronteiras de gênero e sexualidade, para uma sociedade mais humana.

Anônimo disse...

Nossa, quando eu leio as respostas de pessoas concordando com a forma que ele foi tratado e achando que esse texto é brincadeira eu fico chocada. É impossível para mim compreender como as pessoas podem se preocupar tanto com o que fulano faz ou deixa de fazer e se esquecem que também não gostam de ser julgadas ou rotuladas pelo que fazem ou não... Minha gente, o mundo é mais do que o que seu vizinho faz ou fala, pensem mais antes de falar bobagens a respeito dos outros. Parem com a cretinice e hipocrisia!

Alex Castro disse...

olá.

sei que esse post é bem antigo, já se passaram mais de três anos, mas eu gostaria de deixar registrado aqui um pedido público de desculpas ao rubens por ter interpelado tão mal-educadamente o seu guest post.

pra começar, mesmo se fossem verdade as minhas suspeitas, eu não tinha nada que ter me manifestado daquela maneira.

e, em segundo lugar, porque eu estava errado e porque já se provou por A + B que o rubens não era fake e, nesse meio tempo, ele esteve por aí, colaborando, ajudando, militando na causa.

enfim, não tenho justificativas, a não ser afirmar que, nesse meio tempo, eu também tentei me melhorar e estive por aí militando e colaborando e já sou outra pessoa, um pouco menos burra e um pouco menos rude.

rubens, perdão.

se quiser aceitar meu abraço, será meu prazer te abraçar,
alex castro

Na Macêdo disse...

Adorei o texto, por mais triste que a situação seja. Tenho um amigo que sofre muito com a questão de não seguir o padrão machão também. Ele é hétero, namora há 3 anos, e é uma pessoa muito sensível, com muito tato e empatia. Ele sempre expôs muito isso. Tem a fala calma, não sabe jogar futebol, tem amigas meninas e é caseiro. A própria mãe dele costuma insinuar, somente por esses pontos, que ele é gay, até mesmo na frente da namorada e da minha. Vive dizendo para ele tomar jeito. Ele já chorou diversas vezes conversando comigo sobre isso. Parece muito com você. Fico com o coração apertado. É uma situação muito difícil.

Somos seres humanos, não seguimos padrões.

Parabéns pelas palavras.

Anônimo disse...

As pessoas daqui que se recuperam facilmente de alguma coisa, que nunca baixam a cabeça, que não se deixam abalar... Por favor, entendam que nem todo mundo se recupera bem das mesmas coisas, que nem todo mundo é "forte" nas mesmas coisas que vocês são, e ajudem essas pessoas ao invés de ficarem apenas insinuando o quanto são vitimistas. Assim, talvez esses "vitimistas" possam ensinar vocês a vencerem os pontos em que vocês não são fortes e eles são. Ok? :)