sábado, 9 de maio de 2015

RADFEMS E TRANSATIVISTAS DEFLAGRAM A TERCEIRA GUERRA MUNDIAL. DE NOVO

Infelizmente, um lindo evento virou palco para uma briga antiga

Pediram pra que eu escrevesse sobre o 6o Encontro de Mulheres Estudantes da UNE. Então vamulá, já avisando que quase ninguém vai ficar feliz com a minha opinião.
Pra começar, digo que fui convidada para participar de uma mesa na EME. Mas foi um convite muito em cima da hora, e eu já tinha planejado três dias de praia durante o feriado. Portanto, com muita dor no coração, tive que recusar.
Depois de ver o rolo que deu, eu só posso agradecer por não ter ido.
O que aconteceu exatamente depende da versão. Mas vamos resumir assim: apareceu no encontro um rapaz de barba, que foi ao banheiro, se barbeou, pegou uma saia emprestada, e disse se chamar Luisa, uma mulher trans lésbica. Isso causou estranhamento entre várias participantes, que não se sentiram à vontade com o que elas viram como um homem dividindo o seu banheiro, o seu alojamento. 
A situação piorou quando, num sarau, Luisa ficou com uma mulher lésbica, causando grande revolta entre algumas mulheres. Várias quiseram falar desse seu desconforto durante uns plenários. Segundo elas, não conseguiram. Sentiram-se silenciadas
Já Luisa e outras transativistas sentiram-se muito mal com tudo que ocorreu. 
Exemplo de co-
mentário reaça
Creio que este é um resumo sem muitos julgamentos.
Nesses últimos dias, reaças dos mais repugnantes, que odeiam feministas, lésbicas, pessoas trans, esquerdistas, enfim, tudo que não é espelho, ficaram sabendo do que aconteceu no EME. E estão refastelando na lama. Pra eles, tudo é ridículo e motivo de zoação. 
A opinião deles é totalmente insignificante. Dane-se o que eles pensam. Só estou mencionando esses seres das trevas porque vi gente preocupada com a opinião desse povo. Como se valesse alguma coisa. 
Na realidade, isso tudo que aconteceu é a culminação de um conflito que se desenvolve faz anos. Um conflito absurdo made in USA que muitas feministas brasileiras decidiriam importar pra cá. Um conflito entre dois nichos, o de feministas radicais (geralmente chamadas de radfems) e de transfeministas. 
Até podem existir motivos legítimos para que esses grupos não se biquem, mas é ridículo se centrar neles. Há disputas e discordâncias entre todas as correntes feministas -– só que certamente há mais coisas que nos unem do que coisas que nos separam. Por que devemos nos concentrar nas discordâncias? Queremos mesmo passar o tempo todo brigando?
Sim, parece que sim. Tem muita gente que vive disso, que se alimenta dessas tretas intermináveis. 
De blog de extrema direita: reaças
odeiam ideologia de gênero
De modo geral, radfems querem abolir gêneros. E transativistas querem gêneros múltiplos, infinitos. Ambos os grupos são contra o binarismo entre masculino e feminino. Ambos os grupos poderiam começar a conversar por este ponto de partida, mas o que vemos nas redes sociais é só ódio. 
Da parte das trans, tem gente que faz lista negra de feministas que deveriam ser queimadas em fogueiras (eu integro essa lista desde que incluí um clássico da Germaine Greer na minha bibliografia recomendada). Há muitas queixas vistas como fúteis, como não querer que mulheres feministas cis (não trans) falem de temas relevantes, como menstruação e gravidez, porque seriam temas que “lembram” as mulheres trans de que elas não seriam mulheres “de verdade”. 
Há transativistas super agressivas que chamam radfems (e outras) de cis scum (escória cis). Há também detalhes bastante irrisórios, como insistir para que não se use o conhecido slogan de que 100% dos líderes homens anti-aborto não poderem engravidar. Por conta de uma dúzia de homens trans que têm útero e, portanto, podem engravidar, pede-se para que se diga que pessoas –- não mulheres –- engravidam. 
Além do mais, outra besteira copiada do feminismo americano foi o tal do cotton ceiling (o teto de algodão), que diz que uma mulher lésbica cis que não quer se relacionar com uma mulher lésbica trans que tenha pênis está sendo transfóbica, por não aceitar um pênis. Pra terminar, existem também algumas poucas mulheres trans que são mascus, misóginas, gente da pior espécie. Um exemplo é um mascu que “virou” mulher mas nunca deixou de ser misógina. Mas eu não me canso de repetir: o problema daquela pessoa não é ser trans, é ser mascu. 
Da parte das radfems, a agressão também bate nas alturas. Muitas se recusam a chamar uma pessoa trans por outro pronome ou por seu nome social, o que é considerado transfobia. Muitas negam que uma mulher trans seja mulher -– seriam apenas “pirocos”, machos de peruca, ou, como o absurdo que li outro dia, nos comentários aqui do blog, “brancos usando blackface para oprimir negros”. 
Pichação no banheiro da Unicamp
Esse ódio todo, que pode ser observado facilmente em milhares de posts no Twitter no Facebook, várias vezes vira ameaças, como a ocorrida no banheiro da Unicamp, onde alguém deixou mensagens ofensivas dizendo que iriam “cortar a pica” de mulheres trans. É bastante impossível, lendo os comentários de radfems, negar que elas sejam transfóbicas (mas elas se ofendem ao serem chamadas de transfóbicas! Se ofendem até quando são chamadas de um termo mais técnico e descritivo, TERF, trans-exclusionary radical feminist, ou feminista radical que exclui trans). 
Sem falar nas opiniões (que para mim são insanas) de algumas feministas radicais que dizem que todo homem é um estuprador em potencial, que todo sexo entre homem e mulher é estupro, que o pênis é uma arma, que uma ereção é uma ameaça, e por aí vai. Como radfems acham que mulheres trans são homens, tudo que se aplica a homens cis se aplica às mulheres trans. Muitas radfems acham que um montão de homem cis vai se passar por trans para invadir seus espaços (cadeias femininas, banheiros femininos, congressos feministas) e estuprá-las.
Como você pode ver, homens trans (pessoas que foram designadas mulheres ao nascer mas que fizeram a transição e hoje são homens) são completamente ignorados nessa equação. Eles existem muito pouco, tanto para as transativistas, quanto para as radfems (que os aceitam nos seus espaços porque os consideram mulheres, ou seja, continuam negando sua identidade). 
E aí no meio desta guerra entra Luisa. Eu não acho mesmo que ela foi ao evento para tumultuá-lo, ou que ela representava uma ameaça às mulheres lá presentes. Mas sim, entendo o desconforto de algumas participantes ao ver uma pessoa que mal começou sua transição usar um banheiro feminino. O que não entendo é o medo. Li várias vezes que Luisa, “um homem”, era uma ameaça a 50 mulheres. Gente, vocês estão num espaço feminista. Vocês não se sentem empoderadas não? Nem lá? Se um homem cis com a maior cara de mau cruzar com 50 mulheres na rua, vocês têm medo? Porque eu não tenho. 
Li que várias mulheres "cantaram alto" ao ver Luisa e uma participante se beijando (consensualmente). Sério, gente, se desesperar por causa de um beijo? Isso é o que Eduardo Cunha e seus asseclas da bancada religiosa fazem. Pensei que nós fossemos mais inteligentes.
Há várias etapas na transição de uma pessoa trans. Luisa seguramente está dando os primeiros passos. Por que transformar um evento com mil feministas num evento sobre Luisa? 
Como eu suscito uma grande dose de raiva tanto de algumas transativistas quanto de muitas radfems (outro dia um ícone transfóbico, Cathy Brennan, deixou um comentário me chamando de male feminist), não me sinto à vontade de pedir paz entre os grupos. Mas minha opinião é que essa briguinha ridícula e sem fim só faz mal a todo mundo. 
Eu não pertenço a nenhuma corrente feminista. Não me identifico totalmente com nenhuma, apesar de haver pontos com que concordo em todas elas. Mas eu realmente acho que tenho mais o que fazer do que ficar decidindo qual feminista é ou não feminista, qual mulher é ou não mulher. Tenho mais o que fazer do que ficar brigando com feminista. 
Meus inimigos não são feministas. Meus inimigos são pessoas preconceituosas, reacionárias, misóginas, anti-feministas. 
Vamos combater quem realmente devemos combater? Vamos combater sistemas de exploração? Juro que é muito mais produtivo e prazeroso do que ficar brigando entre nós.

318 comentários:

«Mais antigas   ‹Antigas   201 – 318 de 318
Anônimo disse...

Alguém que conhece essx "Luisa" pode dizer se depois do evento elx ainda se apresenta como Trans? Vai à faculdade vestido de mulher todo dia ou só fica assim quando quer se passar por perseguidx? Afinal, não chegou vestido como mulher deve ser porque forx de evento feminista ele não se identifica assim.

Anônimo disse...

Traduzindo a fala idiota do mascu: machos são maravilhosos e incríveis e as fêmeas são dependentes deles.

Só que não é verdade, mascuzão burrão. Para de falar essas merdices estúpidas dessa tua ideologia de supremacia masculina escrota e se mata!

Anônimo disse...

Na verdade, mesmo em sociedades civilizadas o homem ainda mantém seu papel de proteção e sacrifício, veja as mulheres que foram resgatadas dos extremistas do boko haram na Nigéria, por acaso foram as amigas feministas delas que as salvaram? E quando acontecem desastres naturais? São 99% homens fazendo trabalhos de resgate extremamente perigosos, que exigem força e coragem, coisa que a maioria das mulheres não tem...

Anônimo disse...

e os machões vão ao delírio kkkkkk corre macharada, coloniza essas feministas tudo, ainda dá tempo!

Anônimo disse...

É isso que da relativizar tudo. Não existe verdade, não existe base e referências pra nada.

Pode ser vida vida, mas também pode não ser. Pode ser mulher, mas também pode não ser. Pode ser verde pra mim mas pode ser azul pra você, pode ser imoral pra você, mas pode ser moral pra mim e por aí vai...

Não tem como. Simplesmente reinará o caos...

Gostando ou não, a vida e a natureza possuem uma ordem bem definida. As coisas obedecem uma lei natural, bem estabelecida. Deveríamos buscar conhecer essa verdade/ordem absoluta e agir conforme.

Porque os homossexuais precisam forçar que o mundo olhe a homossexualidade como algo normal? Podem lutar pra que não vejam como pecado, ou como errado, mas não é normal....

Se somos capazes de entender que o mundo é regido por leis da física, química e biologia, porque não podemos aceitar que existem regras naturais que regem a justiça, a bondade, a moralidade e etc?

Anônimo disse...

Comentário 20:50 entre outros, uma das teorias que se pode dar em relação aos machos serem mais violentos em quase todas as espécies é que a morte de alguns deles (sendo que a maioria da vitimas dos machos na natureza são normalmente eles mesmos) seria necessária para que a comida/água/recursos que seriam destinados a eles ficariam para as fêmeas e filhotes. A proporção entre os sexos deveria ser 50/50 ( e é nas faixas etárias da idade "sexual") justamente para aumentar a variabilidade genética, mas normalmente o numero de mulheres sempre é maior por não serem muito impulsivas/violentas/viverem mais. Só que quando o numero de mulheres é menor do que os homens, esse lugar tem que ser muito mais violento do que o normal e com uma agressão especifica ao gênero feminino, que ocorre em paises patriarcais, como os árabes. Obviamente, é muito melhor para todos quando existe mais mulheres em um lugar do homens, já que essas sociedades seriam menos impulsivas e mais estáveis.

Anônimo disse...


Se não existe intrinsecamente macho ou fêmea, se não existe característica intrinsecamente feminina ou masculina, o que é um transexual?

A pessoa não se identifica com seu pênis/vagina? Com o cabelo curto ou saia? Com as brincadeiras de menino ou menina? com atração sexual pelo sexo oposto?

What the hell é uma transexual lésbica? É simplesmente bizarro tudo isso. Precisamos de referências, parâmetros, definições para as coisas.

Porque que tratar uma transexual como uma mulher é mais respeitoso do que tratar como um homem que se sente mulher? É isso que ela é... e ser isso não precisa ser ruim ou pior. É só diferente... Não precisamos tornar tudo igual para respeitar o diferente.

Anônimo disse...

Comentário 21:31, em muitas espécies quando as fêmeas tem os filhotes elas se juntam e ficam em uma "relação lésbica" para cuidarem juntas do filhote.

Anônimo disse...

Não convence...

Anônimo disse...

Na nigéria aquelas meninas foram sequestradas exatamente porque elas vivem em uma sociedade patriarcal, que por isso possui uma violência alta. Os homens precisam fazer os trabalhos mais perigosos porque é melhor para a sociedade e a espécie que eles morram ao invés da fêmeas. Não é sacrificio, é apenas a impulsividade e "admiração ao perigo" que os machos possuem por causa da testosterona. As mulheres são mais frias, menos impulsivas e mais "racionais" (sim, já está provado que as mulheres em geral tomam decisões melhores e são mais cuidadosas). Biologicamente a vida de um homem se resumiria a nascer,crescer,brigar,reproduzir e morrer logo depois.

Anônimo disse...

Anom das 21:53, mulheres que não se reproduzissem deveriam ser sacrificadas também já que não tem crias para cuidar?

Anônimo disse...

Lola, o fato de as mulheres terem que andar 'aos bandos' para se protegerem da 'luiza' significa ter medo.

Naquele evento, elas deveriam se sentir seguras o tempo todo, não apenas enquanto estivessem em grupo.

Ninguém deveria ter que convidar mais 3 amigas pra ir ao banheiro toda vez que quisesse fazer xixi.

Anônimo disse...

Os comentários desse post estão me lembrando dos meus professores de zoo no primeiro ano de Bio comparando comportamento de opiliões com seres humanos. Aliás, algo super novo, darwinismo social nunca existiu.
No fim das contas, o que aconteceu é super relevante perto dessa treta ridícula entre radfems e trans. Em ambos os lados há excessos, um não ouvirá o outro, mas insistem em continuar essas picuinhas.

Anônimo disse...

"Comentário 21:31, em muitas espécies quando as fêmeas tem os filhotes elas se juntam e ficam em uma "relação lésbica" para cuidarem juntas do filhote."

Sério? Cita uma espécie dessa pra gente!

Anônimo disse...

Homossexualidade pode não ser normal na sociedade patriarcal, mas é natural sim. Existem muitos exemplos de homossexualidade na natureza. Inclusive espécies com grande quantidade de formação de casais do mesmo sexo e com a maior parte das relações sexuais ocorrendo entre membros do mesmo sexo, como girafas, por exemplo. Vão pesquisar em vez de ficar aqui amolando com seus preconceitos.

Anônimo disse...

Comentário das 21:55, são poucas as espécies na natureza que as fêmeas possuem uma fase de menopausa, mas saiu uma reportagens sobre as baleias que, como os humanos, possuem essa fase e que mesmo assim as fêmeas tem uma alta expectativa de vida. A teoria é que essas fêmeas tendem a liderar o grupo e ajudar cuidando dos netos para contribuir com os seus genes.

Anônimo disse...

Homossexualidade já foi observada em 1500 espécies, sendo por exemplo os bomobos,golfinhos,pinguins,cisnes,girafas....

Anônimo disse...

Num dos relatos linkados no post (repetido abaixo) está claríssimo que:

(1) havia pessoas trans no evento - ou seja, elas não só não estavam excluídas, como eram esperadas; prova disso é que havia um banheiro reservado para elas, por exemplo;

(3) quando o relato fala em "medo", remete ao medo que as meninas sentiram em relatar o seu incômodo frente à pessoa que se dizia Luiza. Esse incômodo parece ter como razão principal o fato das meninas não terem lido Luiza como trans, mas sim como um homem querendo se passar por trans.

Bom: se as meninas estavam certas ou erradas nesse medo, só sabe quem estava lá.

Mas vejam: certas ou erradas, elas não estavam recusando uma pessoa por ser trans, mas sim por justamente por acharem que a pessoa *não era* trans.

Precisa de muita má leitura e de muita má vontade para chamar isso de " transfobia"!

(Relato:https://m.facebook.com/embracethemisandry/posts/1421285568190186)

Anônimo disse...

Fui. Vocês não merecem falar comigo nem com meu anjo.

Julia N disse...

Exatamente!

Anônimo disse...

Mulheres tem testosterona também, sabe? Assim como homens também tem hormônios chamados de femininos, o que muda é a quantidade.

Anônimo disse...

Gente, a mãe de você não ensinou a não ser maria-vai-com-as-outras? Se alguma espécie se organiza de alguma forma isso não quer dizer que nós devemos nos organizar igual.

Anônimo disse...

Na realidade, os seres humanos tem muito o que aprender com as outras espécies que não fazem um monte de merda que as pessoas fazem, nem são tão nocivos e negativos, não tem preconceitos nem oprimem uns os outros.

MariR disse...

Concordo totalmente.

Paula disse...

repondendo à teoria dos machos inúteis. Somos um animal de grupo. E, num ambiente em que as mulheres estão sempre grávidas e /ou cuidando de bebes (e esse processo é bem mais debilitante nos humanos que nas demais espécies), é importante a existencia de individuos fortes que possam defender o grupo.

Infelizmente o tiro acabou saindo pela culatra e os tais dos indivídos fortes passaram a aplcar a sua força contra a própria espécie... e deu no que deu...

Anônimo disse...

Eita, o bicho está comendo.

Pra quem falou que eu sou extrema, caramba, só pq eu acho que o cara no evento era troll eu sou uma extremsta- xenophoba, transfobica? Me poupem.

E olha, não que alguém tenha perguntado, mas adoro maquiagem e moda!

E essas palhaçada de usar um o banheiro do outro, gente!!! Não sei qual o problema. Na França tem muito bar que tem banheiro mixto e sabe o que? NADA!

Mas como alguém bem disse ai: ir num evento negro se auto declarando negro e querendo dar pitaco ninguém vai, né? Porque damos esse tipo de espaço no feminismo? Ah, é, ja sei. Pq somos interseccionais e lindas e maravilhosas e tchutchucas fofinhas que aceitam todos. Mesmo quando esse 'todo' ta la so pra nos silenciar.

Yara

Anônimo disse...

"Travestis e transexuais não desafiam a construção social de gênero. O objetivo deles é ser homens masculinos e mulheres femininas." Judith Lorber

Anônimo disse...

Confessem aí, mascus. Esse papinho de homem protetor e provedor que se sacrifica é muita inveja da mãe, muito desejo de se compensar e se sentir maternal, não é? Tão morrendo de vontade de ser a Mamãe, a Guia e Protetora da humanidade.

Afinal, são as MÃES que protegem e provém aos seus filhotes enquanto estes ainda não são capazes de se defenderem e viverem por si mesmos. Toda a natureza comprova esse fato. Existe algo que protege e provém mais do que um útero? A parte do sacrifício é culpa da ideologia patriarcal, mas também desconheço nesse mundo quem mais se sacrifica pelos outros do que as mães.

Por causa de seus próprios delírios masculinistas e manias de controle que os homens inventaram de ameaçar e atacar as mulheres e fingir que as protegem deles mesmos. Só em um mundo totalmente artificial, falsificado, criado por homens sedentos de poder e controle, que as mulheres são privadas de construírem e sustentarem suas vidas por si mesmas.

Anônimo disse...

Acusar feministas de transfóbicas, a mais recente estratégia do backlash patriarcal para demonizá-las e silenciá-las, bloqueando o aprofundamento do desafio feminista à totalidade da supremacia masculina, fazendo com que homens tão cheios de poder a ponto de exigirem que todo mundo concorde com seus delírios não sejam sequer questionados.

Anônimo disse...

O que eu falei é tão verdade que meu comentário foi excluído e a resposta que dei a vc tb!
Mas veja, até mesmo nas sociedades civilizadas os sacrifícios dos homens continuam, como por exemplo, as mulheres que foram resgatadas do grupo extremista boko haram na Nigéria, por acaso foram as amigas feministas delas que as salvaram?
E quando ocorrem desastres naturais, o que se vê são grupos de salvamento compostos 90% por homens, onde os homens fazem resgates extremamente perigosos que exigem força e coragem, coisas que a maioria das mulheres não tem...
Provavelmente esse seja excluído tb.

Anônimo disse...

"repondendo à teoria dos machos inúteis. Somos um animal de grupo. E, num ambiente em que as mulheres estão sempre grávidas e /ou cuidando de bebes (e esse processo é bem mais debilitante nos humanos que nas demais espécies)"

as mulheres estarem sempre grávidas e/ou cuidando de bebês é culpa dos homens, que engravidam as mulheres e as sobrecarregam com trabalho de maternagem.

a suposta fragilidade feminina é culpa dos homens.

"é importante a existencia de individuos fortes que possam defender o grupo"

defender o grupo contra o quê? contra outros homens? por que as mulheres não podem se unir e serem fortes e se defenderem elas mesmas?

"Infelizmente o tiro acabou saindo pela culatra e os tais dos indivídos fortes passaram a aplcar a sua força contra a própria espécie... e deu no que deu..."

sim, infelizmente foi isso que aconteceu, mas não tem de continuar sendo assim. isso pode mudar! de fato, deve acabar.

Anônimo disse...

foi excluído não, mascuzão. tá bem aí em cima esse lixo de comentário...

e ser excluído não torna um comentário verdadeiro, seu burro!

melhora essas suas técnicas de lógica aí, o que eu acho meio impossível de você conseguir, mas não custa tentar.

volte na próxima quando tiver se livrado desse masculinismo que te deixa cego e imbecil e tiver desenvolvido algum resquício de raciocínio lógico. ou em outra vida. tchau!

Anônimo disse...

Tudo bem, e o que aconteceria se um bando de malucos armados resolvessem exterminar todos que não fossem brancos e heteros, parecido com o que aconteceu na segunda guerra, quem protegeria esses grupos oprimidos, e principalmente as mulheres? As feministas? Não né?!

Anônimo disse...

Acho que a minha argumentação tá melhor que a tua, que se resumiu em ofensas...

Anônimo disse...

Mulher é menos impulsiva?
Da um cartão de crédito pra uma pra vc ver...

Anônimo disse...

Acordem, gente! Não existem "mulheres" trans! São HOMENS! Estupradores vis infiltrados para nos estuprar e ainda debocharem de nós usando NOSSAS roupas!
E no fim ainda querem NOS ensinar a sermos mulheres sendo mais machistas o possível tentando nos causar "inveja" com os elogios do Patriarcado!
São todos estupradores de saias e nunca serão mais que isso!

Anônimo disse...

Depois dizem que a misandria não existe.

Anônimo disse...

"Transfobia" é a mais nova "misandria".

Anônimo disse...

Na verdade ela foi transfobica e misandrica ao mesmo tempo. Transfobica ao negar o direito de uma trans de se assumir mulher, e misandrica ao pregar o ódio ao homem pelo simples fato dele ser homem, e assumindo que todos são estupradores opressores.

Anônimo disse...

Olha esse tipo de comentário: "O calcanhar de aquiles do feminismo mainstream é claramente a gestação e maternidade, que re afirma construções sociais históricas. A inveja que as Rads tem das trans, entre outras coisas, é que não temos esta limitação"

Que absurdo! Não é isolado e esse não foi o único comentário assim aqui. Tinha outros piores que diziam coisas parecidas, mas foram apagados.

Depois ainda tem gente que tem coragem de dizer que não são machos esses misóginos nojentos declarados!

Anônimo disse...

Acredito que uma das coisas que mais incomoda as rads em relação às trans, é que aquilo que as rads colocam exclusivamente como opressão, as trans buscam como forma de libertação, o que relativiza o maniqueísmo cego da teoria delas.

10 de maio de 2015 21:08


A opressão das mulheres é libertação para os homens, que novidade! Que merda. Como ISSO pode ser feminismo?

Anônimo disse...

Machos mentirosos do caralho. Vocês que têm inveja das fêmeas. Ao ponto de dizerem que menstruação, aborto, gestação, parto e maternidade são privilégios só por não terem a possibilidade de nada disso.

Machos NÃO TÊM a capacidade de gestar, parir e serem mães, mas as fêmeas que são limitadas. Lógica masculina em sua essência.

São limitadas a isso só porque machos limitam ser fêmea à sexualidade, reprodução e maternidade.

Vermes desprezíveis mal abortados, vocês que são extremamente limitados...

Anônimo disse...

Esse é o feminismo 2015, que coloca mulher no último lugar da fila para poder acomodar macho.

Anônimo disse...

"Transfobia" contra um homem cis acuando mulheres em um fórum de e para mulheres é demais pra minha cabeça, ceis estão de parabéns viu.

Lívia Pinheiro disse...

Aplaudindo de pé a anônima das 20:36. Esta tirinha do pintinho ilutra bem a questão:
https://www.facebook.com/opintinho/photos/a.730369283664407.1073741825.203348649699809/944320298935970/

Anônimo disse...

"Nas sociedades civilizadas atualmente ... a inveja do clitóris, ou inveja do útero, toma formas sutis. A necessidade constante do homem de depreciar a mulher, de humilhá-la, de negá-la direitos iguais, e de diminuir suas façanhas — todas são expressões da sua inveja e medo inatos." Elizabeth Gould Davis, The First Sex

Cada vez mais chego a conclusão que Karen Horney estava certa, os homens tem inveja do útero e da vulva. Todo mundo sabe que o ser humano costuma odiar aquilo que queria ser, mas não pode ser, aquilo que acha superior a ele. Essa é a mentalidade dos homens e principalmente dos masculinistas misóginos. Mas aí é que reside a grande incoerência masculina: elas odeiam as mulheres por sentirem inveja e seu ódio é dirigido ao corpo feminino natural (eles parecem gostar do corpo feminino alterado pelo homem, moldado para denotar submissão e servir ao olhar masculino), mas apesar deles idolatrarem macheza, virilidade, masculinidade e as características do corpo masculino, eles são homofóbicos. A maioria dos homens não quer ser gay e ficar logo com outro homem, que são quem eles amam, adoram, respeitam e com quem se conectam mais profundamente. Mesmo os que são gays ou, dizendo melhor, que aceitam que são gays, tem ódio das mulheres, idolatram macheza e também direcionam seu ódio e raiva a homens que são considerados "femininos" e inferiores. Em suma, devemos proteger nossa vidas e nos unirmos porque se dependermos de mentes perturbadas como a dos homens estaremos realmente ferradas.

“Dizer que um homem é heterossexual implica somente que ele mantém relações sexuais [fode] exclusivamente com [ou submete sexualmente] o sexo oposto, ou seja, mulheres. Tudo ou quase tudo que é próprio do amor, a maioria dos homens hétero reservam exclusivamente para outros homens. As pessoas que eles admiram; respeitam; adoram e veneram; honram; quem eles imitam, idolatram e com quem criam vínculos mais profundos; a quem estão dispostos a ensinar e com quem estão dispostos a aprender; aqueles cujo respeito, admiração, reconhecimento, honra, reverência e amor eles desejam: estes são, em sua maioria esmagadora, outros homens. Em suas relações com mulheres, o que é visto como respeito é gentileza, generosidade ou paternalismo; o que é visto como honra é a colocação da mulher em uma redoma. Das mulheres eles querem devoção, servitude e sexo. A cultura heterossexual masculina é homoafetiva; ela cultiva o amor pelos homens.” Marilyn Frye (1983)

Anônimo disse...

Eu já vi alguns casos.

Julia disse...

A misoginia da nossa sociedade é uma prova CABAL que a inveja do ÚTERO e da VAGINA é real.

A tentativa de inverter a situação (falando em inveja do pênis, invejar o quê?) é só mais uma entre tantas que já foram postas em prática.

Anônimo disse...

As mulheres estão divididas, e essa divisão gera um conflito e uma confusão nas próprias mulheres. Por isso mesmo nenhuma mulher nem muito menos um homem jamais poderiam saber "afinal, o que quer uma mulher?" e, na verdade, "o que é uma mulher?"...
dessa divisão, conflito, confusão resulta a fragilidade das mulheres perante todas essas questões... Enquanto a mulher não for de novo inteira e consciente da sua feminitude, e da sua ligação com todas as outras mulheres, ela não poderá ser forte o suficiente pra mudar essas situações de dominação... mas o patriarcado está com os dias contados, ele está agonizante... e mingua...

O patriarcado criou uma situação de dominação e violência e destruição que acabou por engolir a si próprio num movimento auto-destrutivo... e agora ele se esconde atrás da Deusa porque não consegue por si mesmo resolver o problema que criou...

Anônimo disse...

Esse episódio traz várias reflexões.

Frases como "um homem silenciou 50 mulheres" ou "um homem colocou em risco a vida de 100 mulheres" fazem pensar que o empoderamento que o feminismo ou encontros desse tipo trazem é bastante frágil, e reforçam estereótipos como "a mulher precisa ser protegida" ou "as mulheres não são capazes de resolver seus problemas sozinhas".

Tenho certeza que esse encontro deve ter abordado temas interessantíssimos, gerado discussões ricas, mas parece que no final, tudo ficou centralizado na questão "do homem de saia no encontro".

E entre os comentários desse blog, as coisas pioram. mulheres afirmaram que iriam "dar porrada" no "invasor. Se formos bater em todo mundo que oprime e invade espaços femininos, não sobraria tempo para mais nada.

O que poderia ser uma discussão rica sobre a inclusão e limites do público trans dentro do feminismo, virou palco para baixarias e ataques. Simplesmente ficou nivelado por baixo.

Quanto a presença da Luísa no encontro, eu me pergunto: Ela era a única trans do evento? Havia algum tipo de restrição? era exclusivo para feministas radicais? Não consigo compreender porque tanta perplexidade com a presença dela no evento.

Outra coisa que me incomoda: acreditar que poderia ser um mascu troll é subestimar a nossa inteligência. Alguém acredita que algum deles teria coragem de colocar a cara a tapa e aparecer num evento como esse sozinho?

É tanta coisa que se pode falar desse episódio, que poderia dar um artigo científico.

Anônimo disse...

Estou meio que repetindo o que eu disse às 22:27, me desculpem.. Mas, car@ 11:28, leia por favor o relato que foi linkado no post (e que repito abaixo, também de novo): havia pessoas trans no encontro; havia banheiro para trans, etc.; a objeção não foi contra a presença "de trans", assim no abstrato. Foi contra a presença de uma pessoa que (justamente!) *não foi lida como trans*, mas sim como um homem *se fazendo passar por trans*. Não estou dizendo que essa pessoa estava fingindo, nem que não estava; só estou ressaltando que essa é que foi a argumentação das meninas que protestaram. Não foi " fora trans", foi "fora, homem fingindo que é trans". Pelo amor gente, vamos entender do que as pessoas estão falando antes de criticar o que elas estão falando?

Relato:https://m.facebook.com/embracethemisandry/posts/1421285568190186)

Anônimo disse...

Complementando o que eu falei acima (13:12), tá aqui o trecho relevante do relato:

"...havia um banheiro EXCLUSIVO para trans, e explicou pra ela como ela faria pra usa-lo. Haviam cerca de 10 pessoas trans no evento, inclusive um "homem-trans" ... "e essas pessoas usaram o banheiro exclusivo para elas, pessoas aparentemente transicionadas, enquanto Luisa/Helena/Luis o homem que estava com uma saia emprestada de uma das companheiras do evento, e que fez a barba somente ao chegar ao evento, insistia em usar o mesmo banheiro e alojamento que as outras mulheres do evento (por que será né?) enfim."

Não sei para vocês, mas para mim está claríssimo que a objeção à presença da pessoa que se chama de "Luísa" se deve ao fato de não acreditarem que essa pessoa esteja agindo com verdade - não por ela "ser trans"; aliás, muito pelo contrário.

Li errado???

Anônimo disse...

mimimi meu feminismo não exclui mulheres mas dá licença aqui enquanto eu excluo mulheres para não ganhar plaquinha de transfóbica.

"Muitas radfems acham que um montão de homem cis vai se passar por trans para invadir seus espaços (cadeias femininas, banheiros femininos, congressos feministas) e estuprá-las."

isso JÁ EXISTE
e não precisa ser um montão, basta ser UM, porque UM estupro, UMA agressão, UMA invasão deveria ser mais do que suficiente para qualquer um com o mínimo de comprometimento com a vivência feminina.

Anônimo disse...

Lembrei da musiquinha do kid abelha: muito barulho por nada, por nada no futuro...
Se era só um troll conseguiu o que queria. Se não era, pior ainda, por causa de uma atenção desnecessária.
Enquanto se matam discutindo e inventando denominações, se é melhor ser rad ou lib (tipo menino bobo discutindo quem tem o carro melhor ou o pinto maior), o mundo vai girando e certos problemas só piorando.

Anônimo disse...

Hurrr durrr repito um monte de clichê machista... minha argumentação tá melhor que a tua hurr durr só me ofende buá buá buá

Mila disse...

Desde o início dessa história isso me pareceu trollagem de mascu do tipo "olha como é fácil acabar com a farra das feminazi, basta se vestir de mulher e pronto! E de quebra ainda pego alguma delas".
O comentário da Jac foi perfeito nesse sentido:
"Abrir brechas para um caso desses acontecer é prejudicial para todo mundo - feministas no geral, lésbicas que possam ser enganadas para satisfação de uma tara masculina e pessoas trans que lutam por reconhecimento e respeito"

Anônimo disse...

Isso não é uma indireta, apenas uma reflexão:

Como existe gente ingênua no mundo.... a ingenuidade é tanta que eu me pergunto se é sincera ou se ao menos em parte esse polianismo todo é fingimento para parecer pros outros muito boazinha e legal e fofinha e amigável e acolhedora e não magoar nem excluir ninguém, só as "malvadas" e "terríveis" e "cruéis" e "monstruosas" e "demoníacas", que são sempre excluídas... mas elas não importam, não é verdade?

Anônimo disse...

Galera, vamos começar a tomar uns leite com pera dentro do prazo de validade, vocês já tão alucinando.

Anônimo disse...

TERF = Totalmente Excelente Realmente Fêmea

Anônimo disse...

Feminismo é a ideia radical que a segurança das mulheres é mais importante que os sentimentos dos homens.

Nicolle Mascitelli disse...

Lola, Eu sinceramente tenho a impressão de que você tem uma visão equivocada do feminismo radical. Não estou dizendo para concordar com ele e eu mesma não me considero rad, mas entendo que em determinados momentos acabamos por fazer inimigos desnecessariamente.

Falando por mim, após me ferrar algumas vezes, pude perceber que sim, o transfeminismo é foda, é incrível, fundamental, etc., mas não é a minha luta. Mulheres trans passam por alguns problemas similares ao de mulheres cis, mas boa parte do que é relevante para elas, eu não tenho ideia do que é. Então, eu não me meto e apoio quando possível.

Mas aí temos algumas coisas a considerar, né? Quem são as vítimas de transfobia? As trans de facebook que no dia-a-dia são homens cis e gozam sempre que conveniente do privilégio de ser homem? Não, absolutamente não. As vítimas de transfobia são pessoas percebidas como travestis e que em função disto vivenciam violência. Esta violência pode ser física ou psicólogica. (ao passo que, mulheres trans com passabilidade cis acabam por enfrentar machismo misoginia por serem percebidas como mulheres).

E por mais que eu seja sempre solidária à opressão destas mulheres, não cabe a mim falar por elas. E ser solidária à elas não significa colocá-las acima de mim.

Então eu sempre vou achar absurda a ideia de que eu tenha que colocar "TW" para falar sobre temas como menstruação, vagina, saúde reprodutiva, aborto, gravidez, maternidade, parto, ginecologista, etc.

Achar que a minha condição feminina é ofensiva para alguém e ceder a isto é algo que eu não estou disposta a fazer e nehuma mulher deveria estar. Ninguém tem que se anular pelo bem-estar de outrem.

Existem espaços exclusivos para meninas e mulheres trans e eles devem existir justamente para serem seguros para estas mulheres. Todos precisam de espaços seguros, e dificilmente os temos!

A existência destes espaços seguros é fundamental para mulheres trans e também para mulheres cis. E claro, existem espaços mistos. Espaços mistos também devem existir. Não dá pra viver em uma bolha, não é mesmo?

Nicolle Mascitelli disse...

[continuação]

Homens trans também reclamam de não poder falar sobre questões inerentes a terem nascido com aparelho reprodutor feminino em espaços políticos trans e por isso e outras questões, reivindicaram para si uma militância à parte. Não é curioso que o transativismo seja o único espaço em que homens sejam menos importantes do que mulheres? Nessa hora percebemos o peso da socialização.

Mulheres trans que foram socializadas como "afeminados" ou "bichinha" foram socializadas de maneira violenta, opressora e claro, misógina. Muitas não se percebiam como trans, até mesmo porque, não foi assim que foram socializadas, mas de alguma forma à similaridade entre esta socialização e a também violenta socialização de mulheres cis. E não são estas mulheres que tentam silenciar feministas.

Por outro lado, temos trans que até "ontem" eram "Antonio" ou "Roberto" e foram sim socializadas como homens, foram ensinadas a mandar mulher calar a boca, socializadas para oprimir. Dentre estas, algumas buscam descontruir sua socialização e outras...Bem...Outras estão por aí expondo mulheres (grávidas, inclusive) na internet, jogando mulheres às fogueiras dos dementes e até mesmo relativizando estupro e demais violências contra mulheres. Estas "mulheres" que não fazem a menor questão de descontruir sua socialização misógina, bem, eu não as quero do meu lado. Eu não confio em quem queira me silenciar e por isso posso ser chamada de "cis scum".

O que uma feminista radical coerente entende é que há o peso da socialização nos discursos e ações das pessoas e que não há nada de errado em querer colocar problemas como maternidade compulsória, aborto, gestação, vaginismo, violência obstétrica, lesbianismo, saúde reprodutiva, etc., no centro do feminismo. Se não for o feminismo o espaço para isto, o que será?

Claro que há várias meninas que agem de maneira infantil e implicante. Eu mesma já fui bloqueada por uma página "rad" simplesmente por dizer "hey moça, o feminismo radical é sobre empoderar mulheres e não sobre zombar de quem é queer". Mas acredite, Lola, o feminismo radical não é sobre isso. Gostando ou não desta vertente, o feminismo radical é muito mais do que estas picuinhas ridículas.

Anônimo disse...

"Transativistas estão constantemente à procura de qualquer coisa que possam condenar como transfóbica. A princípio eram coisas óbvias. Pessoas trans têm direito à emprego, moradia e cuidados médicos, e não deveriam ser vítimas de violência. Claro! Mas as coisas que eram condenadas como transfóbicas comecaram a ficar menos óbvias. Chamar alguém pelo pronome errado se tornou fóbico também. E então, não colocar pessoas trans no centro de todas as conversas se tornou fóbico. Daí, falar sobre biologia e anatomia também se tornou fóbico. Eu era contra as “TERFs” até que um dia li no Twitter que insinuar que mulheres menstruam é transfóbico, e percebi — segundo esse princípio, sou uma TERF. Eu sei que mulheres menstruam e que quem menstrua é mulher, e isso é suficiente para ser uma TERF. A coisa toda começou a degringolar aí. Se todo mundo que tem consciência de que mulheres menstruam são TERF, então todo mundo é TERF. Tudo mundo no mundo inteiro. Isso não faz sentido, uma vez que a maioria das pessoas não é feminista radical."

"O que muitas feministas radicais estão dizendo na verdade é que não concordam com as políticas transgêneras porque as políticas transgêneras em geral são prejudiciais às mulheres, mas elas não desejam que nenhum mal aconteça a quem é transgênero. Elas estão apenas se preocupando com as mulheres, o que é algo que as feministas sempre fizeram."

http://radfem.info/saindo-do-culto-trans/

Anônimo disse...

^^^^ Poxa, aplaudindo de pé os ultimos comentários aqui. Lola podia não ser unilateral ao menos uma vez e fazer um guest post com isso. Entraria em muito boa hora. Inclusive teve uma feminista radical, a Catharine MacKinnon, que deu uma entrevista agora esse ano pra uma transsexual, do site TransAdvocate, onde MacKinnon diz apoiar as transsexuais. Como radfem fiquei decepcionada pois sempre adorei a Catharine MacKinnon e fiquei meio decepcionada, acho que ela não sabe bem o que tá defendendo. Pior é que ela nem ficou em cima do muro nem nada como a Gloria Steinem ficou, pois continuo achando que o discurso de Steinem ainda é incompatível com transativismo. Inclusive nos EUA há feministinhas jovens da terceira onda que dizem que Steinem tem um tipo de feminismo que não é o delas. Agora, MacKinnon usando a frase da Beauvoir "Não se nasce mulher, torna-se" foi a decepção do ano pra mim, pois aí ela entregou que não entendeu o que Beauvoir realmente quis dizer.
Eu sempre gostei do livro "Feminism Unmodified" da MacKinnon onde ela adota todo um discursinho de feminismo radical "inalterado" da década de 70 (q eu adoro) e agora ela quase que invalida toda a estrada dela. Acho que ela tem essa opinião, aliás, acho não, tenho certeza, pois ela mesma assume que sobre esse assunto ela pensa como a Andrea Dworkin (sua ídola). O fato é que eu DUVIDO que Andrea Dworkin, DU-VI-DO que ela teria a mesma opinião caso estivesse viva e vendo tudo que está acontecendo. Ameaças, estupros, silenciamento, o cotton ceilling.
Bom, pq estou falando tudo isso? O fato é que se vcs procurarem essa entrevista da MacKinnon no google, vcs irão ver que apesar de super simpática, "inclusiva" (como a Lola gosta de dizer) tem trans na página acabando com ela (!) Por causa de picuinha pura. Não pensem que só radfems fazem picuinha, eu mesmo sendo radfem me irrito também as vezes como a comentarista acima, pois parece que nenhuma vertente do feminismo (ironicamente) fala tanto em transativismo! kkkkkkkk
Não que o outro lado seja diferente, o transativismo basicamente quer mandar radfem de volta pra inquisição.
Antes dessa entrevista, certa vez estava vendo na internet umas fotos do casamento da MacKinnon com o Jeffrey Moussaieff Masson e tinha um monte de transativista floodando a página da matéria ironizando: "pensei que penetração era errado", "pensei que casamento era estupro", "como ela é oprimida, tem até maquiagem definitiva" e outras idiotices.
Nada mudou, pq ela foi super fofa na entrevista, dizendo mais ou menos que algumas transsexuais estão muito mais cientes sobre o que é feminismo que algumas mulheres "cis", que ela conhece transsexuais que estão na prostituição por falta de oportunidades e reconhecem os males da indústria do sexo. Pronto, teve um monte de transativista: Ah, não é TERF, mas é "SWERF" (Sex Worker Exclusionary Rad Fem) e vou dar unfollow na página. Aqui no Brasil teve piroco compartilhando a notícia e ainda endossando o bullying, caçoando pel ofato de ela ser anti-pornografia e anti-prostituição. O que explica que realmente essa indústria é voltada pra homens, já que mesmo os que dizem ser "mulheres", gostam e insistem que não é exploração. Então, veja bem, Lola. O transativismo não é tão vítima quanto você pensa não. O transativismo não quer entrar num consenso com o Feminismo Radical como você supôs que seja possível, o que eles querem é abolir o feminismo radical, obrigar as feministas a serem todas a favor de prostituição, pornografia e a pararem de falar de seus problemas para que elas não se sintam ofendidas. Oh, abre o olho: https://www.facebook.com/haileykaas/posts/1635373430040233

Unknown disse...

Você disse tudo Lola. Muitas pessoas tem uma má visão do feminismo por conta de pessoas desse tipo. Quando eu digo para amigos e até ''namorados'' que sou feminista todo mundo faz nariz torto, até minhas amigas, pois já imaginam que eu prego o ódio aos homens, que queremos dominá-los e exclui-los do mundo. Não é assim, está muito longe de ser. Ai quando eu vou explicar muitos me contra-atacam com a frase: Não é isso que vemos por ai.

Então realmente a solução é parar com essas picuinhas, nós temos muito mais a ganhar estando unidas do que separadas, temos muito mais causas que nos unem do que nos separam. Vamos atingir o verdadeiro inimigo.

Bio disse...

Eu fico abismadx quando a parte biológica é posta em pauta por gente que não conhece uma vírgula disso. Chega a ser vergonhoso. Como se o sexo biológico fosse bem definido, como se os cromossomos definissem concretamente um binarismo sexual. Ignoram pessoas XX que nascem com pênis, ou pessoas XY que nascem com vagina. Insistem em falar que machos são fêmeas defeituosas quando, biologicamente falando, não há sequer um parâmetro claro de separação. Ignoram o fato que os órgãos sexuais são formados por um processo hormonal, e que variações hormonais durante a gestação eclipsam totalmente os cromossomos. Só de existir o intersexo já derruba completamente essa falácia do "macho é uma fêmea defeituosa".

Se você usa como base para argumentação o sexo biológico, me desculpe, mas você é apenas ignorante. E desonestx.

Natália disse...

Minha mãe não menstrua, minha vó não menstrua, não são mulheres? Até os 12 anos eu não menstruava, então não era mulher? Fica bem claro nesse tioo de afirmação como o feminismo radical é biologizante e essencialista.
Claro que temas como menstruação deve e precisam ser tratados no feminismo e são de suma importância. Agora, dizer que "mulher menstrua" e todo mundo sabe disso é ridículo.

Anônimo disse...

Proponho que todx que apoiam a causa de Luisa/Helena/Heloisa/Luis postem uma foto no facebook, twitter, instagram, etc. vestindo uma SAIA e com um cartas dizendo #JE SUI Luisa/Helena/Heloisa/Luis
Avante, camaradas!!!!!

Anônimo disse...

#JE SUI Luisa/Helena/Heloisa/Luis

AAAA disse...

Eu excrevx assimx, jogo pessoas intersexo debaixo do ônibus com umas informações (irrelevantes pro assunto que está sendo discutido) sobre exceções que confirmam a regra do desenvolvimento sexual de fetos e convenientemente ignoro que os processos hormonais que formam os órgãos sexuais são desencadeados por genes; tudo pra borrar a realidade do sexo biológico e da política sexual, falando que sexo não é bem definido ou não importa, promovendo assim a minha política trans masculinista, e eu me achx muitx inteligentx & sensível por tudx issx.

Anônimo disse...

Natália, não seja desonesta, sua mãe e sua avó não menstruam MAIS, mas elas menstruavam e agora estão na menopausa, tudo parte do processo de desenvolvimento saudável na vida de fêmeas humanas, normal, assim como você menstrua agora e vai parar de menstruar quando chegar na menopausa. Quando você nasceu você realmente não era uma mulher, era uma menina, que se tornou uma mulher na fase adulta. Mulheres são fêmeas humanas adultas. Usar jargões obscuros como "biologizante" e "essencialista" para atacar feministas radicais e, na real, qualquer pessoa que enxerga a realidade, não muda os fatos. Ridículo é dizer que é ridículo as pessoas saberem que mulheres menstruam e que quem menstrua é mulher.

Anônimo disse...

Sexo biológico é sobre reprodução da espécie e o binarismo sexual é biologicamente definido pelos gametas, as células sexuais. Na espécie humana só há dois tipos de gametas: óvulos e espermatozoides e na biologia os sexos são distintos justamente pela produção de um ou do outro gameta. A grande maioria das fêmeas produz óvulos e a grande maioria dos machos produz espermatozoides. Algumas pessoas, por diversos fatores, não produzem nem um nem o outro gameta. Mas não existe nenhum ser humano que produza os dois gametas.

Anônimo disse...

12 de maio de 2015 16:44

Só que as fêmeas e os óvulos são muito mais importantes que os machos e os espermatozoides para a reprodução e para a espécie. A fêmea é o próprio modelo da espécie, o ser humano principal e primordial, a norma. Também é a fêmea que gera o óvulo, do qual se origina o zigoto, se ela recebe o gameta masculino e provem o ambiente propício que possibilite a fecundação. É o corpo da fêmea que abriga, protege e alimenta o embrião em desenvolvimento, é ela quem vai parir a nova vida e na maioria das vezes é ela quem cuida sozinha da cria (ou recebe ajuda, geralmente de outras mulheres). Atualmente o macho não é necessário nem para a reprodução, pois é possível produzir espermatozoides em laboratório com células-tronco e cientistas estão desenvolvendo técnicas de fusão de dois óvulos (ou seja, fundir o material genético de um óvulo funcionando como um fecundador em outro óvulo que dará origem ao zigoto - o que, aliás, gera fêmeas ainda mais fortes e resistentes e que vivem mais do que as produzidas a partir da fusão de material genético de um espermatozoide com o óvulo), além de existirem bancos de esperma mais do que suficientes para dar continuidade a algumas gerações enquanto as tecnologias reprodutivas são aperfeiçoadas. Na natureza, muitas espécies com reprodução sexuada também podem gerar sozinhas suas crias sem participação do macho (sem fecundação), por partenogênese. Outras eliminaram completamente os machos e só se reproduzem por partenogênese. Para as pessoas que acham que a divisão sexuada da espécie é desnecessária/limitante/opressiva e querem acabar com o binarismo sexual só tenho uma coisa a dizer: eliminem os machos.

Anônimo disse...

Hahahaha adooooro quando trazem intersexuais pra discussão, especialmente pq sempre chegam com esse papinho de que feministas não entendem de biologia quando na verdade VOCÊS estão enganados sobre biologia. Há pais de intersexuais q criam seus filhos como mulheres. Tudo pq? Pq nasceu sem pau! Eu não acho que uma criança seja "fêmea" só pq nasceu sem pênis. Isso pra mim nada mais é que um decreto de um estabelecimento masculino que não aceita machos imperfeitos como machos "de verdade". Assim como em Deuteronômio 23:1 é dito que homens castrados ou com testículos "esmagados" não poderão entrar no templo!
Então uma criança que poderia ser um homem normal com a diferença de que não tem um pênis é desde cedo socializada como mulher, toma quilos de medicação/hormônios para que desenvolva seios, para que não cresça pêlos. Isso pra mim não é qualidade de vida. A pessoa em questão poderia apenas ser um intersexo saudável, mas as pessoas parece ter uma necessidade de nos enfiar gênero goela a baixo e na minha opinião é isso que transsexuais querem!
Enfim, para toda regra há uma exceção. Usar casos raros e especiais de intersexuais pra reivindicar o direito de que machos perfeitos sejam considerados fêmeas é desrespeitoso não só com as mulheres, mas com os próprios intersexuais que na minha opinião não podemser classificados nem como mulheres nem como homens, mas intersexuais apenas. Mesmo se for alguém completamente "masculino" que tenha o par de cromossomos XX. Beauvoir escreveu na primeira parte de O Segundo Sexo na pág 13: "A divisão dos sexos é, com efeito, um dado biológico e não um momento da história humana." Mas também disse na pág 21 algo que se encaixa muito bem aos intersexos: "...quanto ao hermafrodita, é um caso demasiado singular: não é homem e mulher ao mesmo tempo, mas antes NEM HOMEM NEM MULHER. Creio que para elucidar a situação da mulher são ainda certas mulheres as mais indicadas."

nuff said.

Anônimo disse...

Machos são fêmeas defeituosas sim, acidentes biológicos, e o cromossomo Y é um pequeno amontoado deformado de mutações e lixo genético. Até os "machos" XX são resultado de um acidente onde o gene do cromossomo Y responsável por disparar o processo que masculiniza o feto foi parar no cromossomo X. Pessoas com cromossomos XY que nascem com genitais de aparência externa feminina tem o processo de diferenciação dos testículos e produção de testosterona que leva à diferenciação do restante dos órgãos do aparelho reprodutor masculino interrompido em algum estágio. Mas esses casos são muito muito raros e na verdade corroboram o fato que os machos são sim fêmeas defeituosas. A fêmea é o padrão do ser humano, a espécie em si.

Anônimo disse...

Recalque, a gente vê por aqui.

Bilu disse...

Matriarcados existentes tem uma relação curiosa com a transexualidade: Não apenas aceitam totalmente, mas por razões tanto humanas quanto práticas, deixam ocupar os espaços do gênero anterior.



Nativos norte americanos: Mulheres tem a palavra final em decisões políticas, sobretudo àquelas relacionadas à vida e morte.
Transgêneros são aceitos como o gênero auto-designado totalmente, de forma que mulheres trans tem o mesmo poder das cis.
Ainda assim, mulheres trans podem se quiser participar de espaços de homens cis, e vice-versa: Aquela coisa de "ver os amigos".

Mosuo: Mulheres detêm o controle sob o estoque de mantimentos e ordens na casa. A elas são dadas as tarefas administrativas e relacionadas à comida.
Para transgêneros não há tanto alarde: Apenas ensina-se as tarefas do outro gênero, muda-se o nome e dependendo da situação, muda-se de família, para uma com poucas mulheres(os mosuo intercambiar membros de diferentes famílias para melhor funcionamento, exemplo: Uma família com muitos homens, pode trocar um homem por uma mulher, se ambos concordarem).

Índia primitiva: Nas partes mais primitivas da Índia, onde ainda á matriarcado, transgêneros são considerados como seres dotados de certos talentos místicos além daqueles de humanos comuns. Sendo o papel da mulher essencialmente místico, se uma Hijra quiser viver como mulher e fazer coisas de mulher, é uma mão na roda, uma vez que seus chakras são especialmente sarados. Sua degeneração social se deu justamente com a introdução da cultura patriarcal ocidental.




Matriarcado utópico radfem: transgêneros eliminados e homens reduzidos à 10% da população. Mulheres trans tidas como "infiltradoras" e homens trans como "vítimas de lavagem cerebral".
Felizmente, tal distopia radfem não passa de fantasia de garotinha que chora todas as noites por não ter nascido com pinto e que tenta justificar seu recalque com fragmentos de genética básica, aprendida por osmose, enquanto ignoravam as aulas de biologia para ficar decorando letras da Bikini Kill.
E nisso, uma observação: Os dois XX de uma fêmea típica, agem como um só, como uma espécie de "média". Se assim não fosse, as células teriam proteomas contraditórios.




Busquem conhecimento.

Anônimo disse...

"Então eu sempre vou achar absurda a ideia de que eu tenha que colocar "TW" para falar sobre temas como menstruação, vagina, saúde reprodutiva, aborto, gravidez, maternidade, parto, ginecologista, etc.

Achar que a minha condição feminina é ofensiva para alguém e ceder a isto é algo que eu não estou disposta a fazer e nehuma mulher deveria estar. Ninguém tem que se anular pelo bem-estar de outrem. "

É a mesma ladaínha de sempre, HOMENS querem ser ouvidos, HOMENS querem ser acomodados, HOMENS querem invadir espaços então tudo o que é inerentemente feminino é imundo, ou melhor, transfóbico.

Lana disse...

Exatamente! Falou tudo que eu pensei e não consegui expressar!

Anônimo disse...

Eu fico me pergutando se essa gente que não tira o "transfóbica" da boca participa de grupos de discussão, mail-listings etc. Tenho quase certeza que não, porque do contrário veriam o silenciamento que ocorre contra mulheres. É nojento quererem que as mulheres sintam vergonha e sejam excluídas porque menstruam, porque engravidam, porque precisam de um aborto. É MACHISTA. E claro que isso só podia ter saído da cabeça de homem, mas socialização não é importante não viu gente, é papo de terf isso aí.

Bio disse...

Radfems, vocês só conseguem passar mais vergonha ao falar de biologia. Sério.

Se vocês vão usar o argumento biológico, esqueçam o argumento social. Não interessa se um indivíduo intersexual vai ser criado como homem ou mulher, estamos falando de biologia. São vocês falando que a fêmea é o padrão, que o macho é desnecessário, que o cromossomo Y é defeituoso. Então vamos lá.
BIOLOGICAMENTE falando, até a 6ª semana de gestação o embrião/feto possui apenas uma GÔNADA INDIFERENCIADA. Não importa se o par cromossomial é XX ou XY, até a 6ª semana só há uma gônada que não se parece com nada e possui dois pares de dutos: os dutos de Wolffian (responsáveis pela formação do aparelho masculino) e os dutos de Muller (responsáveis pela formação do aparelho feminino)
Se o feto for XY e o processo de diferenciação não sofrer nenhuma interferência, os dutos de Muller se degeneram e os dutos de Wolffian se desenvolvem.
Se o feto for XX e o processo também não sofrer interferência, os dutos de Wollfian se degeneram e os dutos de Muller se desenvolvem. O gene SRY (que pode estar presente num cromossomo X, causando um dos vários intersexos) só inicia a diferenciação, degenerando os dutos de Muller e iniciando o desenvolvimento dos dutos de Wolffian.
Então não, o cromossomo Y não é um erro/aberração/blabous genético e oriundo do cromossomo X. Até porque o macho ser o indivíduo heterogamético é praticamente uma exclusividade dos mamíferos (que não sei se vocês sabem, mas são um dos menores grupos de seres vivos do planeta). Nas aves é o contrário: a fêmea é a heterogamética. Então, segundo a lógica de vocês, nas aves o macho é o indivíduo padrão, o mais imporante? A fêmea é um erro genético, não é importante? Nos répteis a diferenciação não é feita nem geneticamente. Então, me poupem...
O intersexo apenas nos mostra que o binarismo É falho. Qualquer interferência durante a diferenciação pode causar o intersexo, que NÃO é raro. Há vários niveis de indeterminação, ou de "má formação". Estima-se que a cada 100 nascimentos, 1 indivíduo terá algum nível de intersexualidade. Os casos extremos (onde ambos os sexos estão presentes ou até mesmo ausentes) são um pouco mais incomuns, 1 a cada 1000 nascimentos. Biologicamente falando, é muito comum. Pra vocês terem ideia, albinos são mais raros!!!!

Por isso, por favor, parem de usar o argumento biológico. Identidade de gênero não tem nada a ver com sexo biológico. Se uma intersexual se identifica como mulher, tem útero e ovários, mas possui pênis, o que ela é para vocês?
E nem estou falando da transexualidade ainda! Tô só no intersexo, que é um fator BIOLÓGICO. O corpo é assim de nascença. Se cairmos para os fatores sociais, nossa senhora. Eu não consigo entender como é que um movimento que busca acabar com os esteriótipos de gênero consegue ser tão binarista, e ainda usar um argumento BIOLÓGICO! É insano!

Nicolle Mascitelli disse...

A biologia em si não é relevante. A socialização é que é relevante.

Só que nascer com genitais femininos, ou se preferir, designados como femininos, é produtor de realidade.

Quando sua mãe ouviu durante o ultrassom "é menina", toda a sua família se preparou para receber uma menina. O quarto possivelmente pintado de rosa, sua mãe ganhou roupas rosas, brinquedos rosas, pratinhos, colheres, mamadeiras...

E foi esperado que esta menina gostasse de todos estes enfeites e claro, que fosse uma menina obediente.

Essa menina, já entendida por todos como menina desde o útero, foi crescendo e enquanto isto, as exigências em torno de sua obediência e submissão foram ficando cada vez maiores.

E claro, enquanto crescia, esta menina começou a ser alvo de assédio sexual por parentes (tios, primos, pai, padrasto, avô, etc.), vizinhos e até mesmo completos desconhecidos.

As mulheres cis são socializadas como fêmeas, e colocadas "em seus devidos lugares" desde antes do nascimento.

Toda essa castração psicológica, toda esta atmosfera de abuso, toda essa violência e ódio ao próprio corpo (já que o nosso corpo é o "primeiro culpado" pela violência de outrem), forma o caldeirão que chamamos socialização feminina.

Neste contexto, que relevância há nos cromossomos? Nenhuma.

A relevância está na socialização que você recebe e esta socialização não é aleatória, ela se baseia nos genitais.

Daí eu pergunto como que um ser humano que foi socializado de maneira completamente diferente, que, ao contrário, foi socializado para inferiorizar mulheres (ainda que não o faça realmente), que foi empoderado como ser humano completo desde jovem, que não sofreu assédio do vizinho tarado da esquina e nem do primo que assiste pornô todos os dias e que, mais importante, chego à vida adulta como HOMEM, de repente "vira mulher"?

No mínimo do mínimo, para frequentar espaços exclusivos e seguros, precisa de muita desconstrução e de muita vivência como mulher. Não basta colocar uma saia.

Bio disse...

Obrigadx pelo comentário Nicolle!

Acho que todxs concordam que o maior problema é o social e que gênero é algo construído. E que ele é opressor com mulheres. É pra acabar com isso que o feminismo é uma força real. Você está cobertx de razão na sua fala quando descreve o peso que o gênero feminino carrega. E eu concordo plenamente que não é só colocar uma saia para se tornar mulher. Mas negar o gênero de uma pessoa trans* também é opressor. Não estou falando desse caso em específico porque está muito mal contado essa história e, apesar de eu tender a acreditar sempre na identidade de gênero que a pessoa declara, x Luisa (Helena, ou Heloisa...) me levantou dúvidas por conta dos relatos das outras mulheres. Então caímos num paradoxo né... devemos acreditar em quem?

Mas esse caso não pode respingar nas conquistas feministas E transativistas. Pessoas cis não podem silenciar as pessoas trans* numa luta de gênero! Não faz sentido, já que a luta é justamente desconstruir os papéis de gêneros! Seja no campo social quanto no biológico.

Dando um exemplo prático, permitir transfobia no feminismo é como permitir o machismo no movimento negro ou no movimento LGBT. E o feminismo se faz presente lutando contra isso. Basta ler a luta das feministas negras e das feministas lésbicas dentro de seus respectivos movimentos. Vamos transformar o espaço feminista em transfóbico para que?

Anônimo disse...

Aplaudindo, Nicolle... Parabéns pela clareza!

Anônimo disse...

Socialização feminina da mulher branca de classe média né, Nicolle?

Anônimo disse...

Esse Bilu é o Raziel/Raphael ou é outro mascu trans se mostrando com a sua misoginia nojenta e tentando justificar com informações falsas a entrada de homens em espaços de mulheres e mais outras merdas?

Nicolle Mascitelli disse...

Anônimo disse...
Socialização feminina da mulher branca de classe média né, Nicolle?

13 de maio de 2015 18:00

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A parte da violência e opressão se mantém.

Nicolle disse...

Lembrando que eu não quero excluir ninguém, muito menos discriminar quem já sofre discriminação.

A existência de critérios (que precisa ser discutida entre pessoas trans, principalmente) protege a todas nós.

Uma pessoa mal intencionada não fere apenas mulheres cis. Vamos lembrar que mulheres trans também sofrem violência sexual e assédio moral?

Não deve interessar a ninguém que homens cis acessem espaços femininos exclusivos. Não é ciência de foguetes, é bom senso. Espaços seguros devem ser seguros.

Anônimo disse...

Sabendo que qualquer uma pode ser chamada de TERF por qualquer coisinha, e que não precisa sequer ser feminista radical para ser caluniada dessa maneira, me fez levar o acrônimo muito menos a sério. Comecei a ficar cada vez mais curiosa pelo que as então chamadas TERFs estavam falando. Os transativistas dizem que as feministas radicais sentem ódio pelas pessoas trans, mas toda vez que eu lia um post de blog de uma feminista radical ele era bem fundamentado, claramente explicado, baseado em fatos, destacava nuances e era compassivo. Nunca encontrei de fato a tal fobia que os escritos das feministas radicais supostamente deveriam conter. O que muitas feministas radicais estão dizendo na verdade é que não concordam com as políticas transgêneras porque as políticas transgêneras em geral são prejudiciais às mulheres, mas elas não desejam que nenhum mal aconteça a quem é transgênero. Elas estão apenas se preocupando com as mulheres, o que é algo que as feministas sempre fizeram.

Quando eu brigava com as chamadas “TERFs” online, elas me mandavam artigos de jornal sobre mulheres trans que cometeram crimes contra mulheres. Eu ignorava isso no começo, pensando que eram histórias exageradas ou que eram casos isolados. Mas com o tempo, os casos isolados começaram a se acumular. Começaram a formar um padrão. Depois de um tempo eu simplesmente não poderia negar que mulheres trans podiam ser violentas com mulheres, da mesma forma que os homens são. Então, lendo as palavras das próprias mulheres trans, no Twitter ou em outras redes sociais, uma coisa se mostrou muito clara: mulheres trans se comportam exatamente como homens. Algumas delas não fazem qualquer tentativa de se comportar da forma que as mulheres se comportam ou de sequer tentar entendê-las, e são abertamente hostis à elas.

Anônimo disse...

O fato de que algumas “mulheres trans” são homens violentos e misóginos que tentam se misturar entre outras mulheres realmente destrói a teoria do “sexo cerebral” e a de “nascido no corpo errado”. Estes homens claramente não são mulheres. Não faz qualquer sentido que tais homens tentem convencer a todos de que são mulheres. A única explicação possível para homens violentos e misóginos alegarem que são mulheres é para que possam entrar nos espaços das mulheres para nos perseguir e conseguir mimos e atenção. É óbvio que seu real objetivo é se infiltrar quando se olha pro ativismo deles. Eles não fazem qualquer tentativa de criar espaços para mulheres trans, ou de defender que elas tenham abrigos, empregos e moradia. Tudo o que tentam fazer é entrar nos espaços exclusivos para mulheres. E estão de fato conseguindo muita atenção da mídia, dos profissionais de medicina, e dos ativistas de gênero.

Tenho visto pessoas entrarem na ideologia trans e perderem a cabeça completamente. Cruzei com pessoas que realmente acreditavam que sexo biológico não existe e que não podiam ter acesso a cuidados médicos a menos que um doutor validasse sua identidade de gênero. Imagine, estar em um país rico com sistema de saúde disponível, e recusá-lo só porque o médico quer tratar seu corpo físico baseado em sua real biologia, em vez de tratá-lo baseado em seus sentimentos? O quão ridículo e absurdo é dizer que você não tem assistência médica quando na realidade tem, e quando há pessoas em países pobres que realmente não têm? Cruzei com homens que serviram no exército, tiveram carreiras fantásticas nas Exatas, foram pais de muitos filhos, e então decidiram que eram mulheres durante esse tempo todo. O quê?! E tenho visto lésbicas que fazem ativismo lésbico, participam da comunidade lésbica, fazem casamentos lésbicos, e de repente dizem que eram homens o tempo todo. Muito disso é puro nonsense, mas se você questionar será chamada de TERF e dirão que você está oprimindo pessoas. É como o criacionismo: inventam falsas evidências que não se sustentam quando verificadas, dizem que a ciência é intolerante com suas crenças, dizem que são perseguidos quando não conseguem forçar suas crenças a outras pessoas, e tentam silenciar e destruir os incréus. Transativismo é um culto religioso.

http://radfem.info/saindo-do-culto-trans/

Anônimo disse...

Essas discussões são muito mais teóricas e pouco conectadas com o mundo real.

A participação das radicais dentro do feminismo é minoritária, e suas posições existem praticamente só em debates internos do feminismo ou como esse, que envolve trans.

A questão das transsexuais é tratada muito mais pela militância LGBT do que no feminismo.

É muito barulho por muito pouco.

Anônimo disse...

Em primeiro lugar, gostaria de te perguntar: você sabe qual a origem e significado da palavra MULHER?

Eu sei. E digo.

A origem é latina. Aquela língua cuja qual é a base da Igreja Católica, das missas, coisa e tal.... A partir dessa informação sabemos que quem criou essa palavra foi quem detinha poderes. Pessoas do sexo feminino sempre foram subjugadas pela Igreja Católica. Uma mulher nunca será padre – pai ;) – ou papa – pai ;) -. Sempre será apenas uma mulher: aquela que é capaz de parir. E parirá com dor. E será submissa ao homem “porque pecou”. Pois bem: a palavra mulher foi imposta às pessoas com sistema reprodutivo cuja potência é parir pelo sujeito do patriarcado: a pessoa dotada de pênis.

Então.

A palavra mulher vem do verbo mulgere – em latim: ORDENHAR – ou do verbo mulcere – em latim: APALPAR, TOCAR SUAVEMENTE, LAMBER. Portanto, está provado que o gênero que nos foi imposto é baseado em nosso sistema reprodutivo. Não escolhemos, foi uma realidade imposta pelo sujeito do patriarcado, os criadores da língua latina. Imposta a partir do sistema reprodutor com a potência de parir. Tá na etimologia da palavra mulher, que não foi escolhida pelas pessoas detentoras de útero. Seria ridículo pressupor que a língua mais misógina do planeta – a latina – tivesse permitido a participação das pessoas que têm vagina em sua produção. Até mesmo porque foi por meio da língua portuguesa – de origem latina – que culturas indígenas inteiras foram extintas do nosso país. Os sujeitos do patriarcado não dormiram no ponto quanto a isso.

Já a feminilidade nada tem a ver com a biologia. A feminilidade é uma mentira contada pela moral religiosa pra que as mulheres se alienem de seus corpos. Mais precisamente de seus sistemas reprodutores. Para que nossos corpos sirvam aos patriarcas. Os patriarcas chamam-se a si mesmos de patriarcas. Padres, papas, bispos, são todos patriarcas. Pode procurar na Bíblia, eles se chamam assim. Eles inventaram a primeira mentira sobre as mulheres: que nascemos da costela de um homem. Eles inverteram a realidade biológica. Na literatura deles – a Bíblia – a mulher veio do homem e não o homem do útero de uma mulher. E depois dessa inversão, desse apagamento da realidade material, disseram que as mulheres são emotivas, frágeis e dóceis. A isto chamamos de feminilidade: a mentira que criaram para que fôssemos mentalmente e fisicamente subordinadas. Feminilidade, portanto, não é desejável, tendo sido criada para subjugar quem tem útero.

Anônimo disse...

Pois bem. Eles, os patriarcas, apagaram a realidade material das mulheres, imaginando que nunca teríamos acesso ao estudo das origens dessa palavra. Eles não foram tão inteligentes quanto pensavam que eram, afinal, realmente achavam que éramos burras e nunca descobriríamos suas intenções. As provas sobre o que eles pensam de nós – que somos apenas suas reprodutoras – estão na palavra com a qual resolveram nos chamar. Ordenhadoras e lambedoras de novas crias. Apagaram a realidade material na Bíblia, mas o termo pejorativo mulher persiste até hoje. Pois é. Burros. Não imaginavam que iríamos tão longe. Somos bravas sobreviventes de um cativeiro milenar chamado maternidade compulsória. Fortes e resilientes. Pois é, muito melhores do que esperavam.

E agora, depois de séculos e mais séculos presas por meio do regime político da heterossexualidade obrigatória, sendo obrigadas a aceitar como padrão o sexo reprodutivo – lembra que a Igreja Católica ainda é contra o uso de camisinha? – quando nosso órgão do prazer – o CLITÓRIS – fica fora da vagina e isso tem um motivo (não fomos feitas pela natureza para sermos meras reprodutoras, não precisamos de penetração para sentirmos prazer), alienadas da possibilidade de abortarmos – Igreja Católica ainda comanda o governo e mídias de massa brasileiras, a Globo sempre faz matérias sobre o Papa, por exemplo -, sendo distanciadas da possibilidade de empoderamento intelectual para que eles fossem os únicos detentores das capacidades intelectuais, excluídas das universidades, enfim, depois de dois milênios sendo impedidas de escrever e publicar livros, dois milênios carregando sobrenomes que sempre foram de pessoas com pênis (pode reparar, pessoas com vagina carregam o sobrenome de seus donos possuidores de pênis, a isso chamamos PATRIARCADO), o que significa que pessoas com vagina NUNCA TIVERAM DIREITO A UMA >>>>IDENTIDADE<<<>>>CULTURA PRÓPRIA<<<<, agora que, tanto tempo depois de toda essa dominação sem sequer podermos nos sentir representadas nos livros de história onde estudamos quando éramos adolescentes (a história sempre é contada do ponto de vista do COLONIZADOR e não das COLONIZADAS) finalmente compreendemos a raiz da palavra mulher e estamos dispostas a lutar contra essa exploração milenar de nossos corpos, você quer que aceitemos que o termo mulher seja definido por quem tem pênis dentro de nossos espaços de luta?

[...]

Quem é que sistematicamente vem apagando o sistema reprodutor capaz de parir? O PATRIARCADO. Não adianta tomarem nosso nome de nós, fomos marcadas como gados – vacas reprodutoras – a ferro e fogo com a palavra mulher, e mesmo que se apropriem daquilo que foi a ferramenta da nossa exploração enquanto nós sofremos para nos livrarmos do que nos foi imposto por sermos capazes de gerar e parir, mesmo que reivindiquem para si o uso do signo, o significante e o significado da palavra mulher, o seu sentido sempre será o mesmo quando analisada a etimologia desta palavra. E isso não é culpa nossa.

Bota na conta do Papa, não na das pessoas com vagina. Porque botar na nossa conta é só reforçar seu papel de sujeito da exploração das mulheres. E nós não vamos tolerar caladas.

https://milfwtf.wordpress.com/2015/05/13/carta-aberta-a-hailey-kass/

Anônimo disse...

Perguntas para as feministas (se) perguntarem:

Quem está fazendo o que e a quem? - Quem se beneficia?

Será que isso contribui para a libertação das mulheres, ou será que aumenta a opressão das mulheres?

O que deve ser feito?

O que podemos fazer, coletivamente, para lutar de volta?

Samuel Santos Vitorino disse...

Sou um homem gay cis, assim sendo não tenho vivência pra falar das experiências trans, mas não me parece certo designar o conceito de Cotton Ceiling como bobagem.

Apontar a preferência de lésbicas por mulheres cis a mulheres trans não é chamá-las de transfôbicas, mas revelar que elas são influenciadas por noções de beleza e atração cisnormativas. Como pessoa negra, eu noto todos os dias o quanto o padrão de desejo dominante é eurocêntrico e tento, na medida do possível, expor tal fato - o que não significa que eu estou chamando as pessoas que "preferem" brancos a negros de racistas, mas de influenciadas por padrões racistas.

Leda disse...

Feministas radicais são os "fundamentalistas religiosos" do feminismo. Não aceitam pessoas que pensem diferente delas, querem impor a sua ideologia a todas as mulheres, seja por doutrinação ou por lei.

Vejam o que andam fazendo com as prostitutas, com as mulheres héteros e com as trans. As radfems não respeitam a vontade de uma mulher de ser prostituta (dizem que são estupradas), não respeitam a vontade de uma mulher de ser hétero (dizem que são cúmplices do patriarcado), não respeitam as mulheres trans (dizem que são machos estupradores).

Por causa do feminismo radical deixei de me considerar feminista.
O feminismo radical é imperialista, ditatorial, transfóbico, misógino, misândrico, classista e cheio de preconceitos.

Anônimo disse...

Perguntas para as feministas (se) perguntarem:

Quem está fazendo o que e a quem?
Feministas radicais estão atacando transativistas (e não, não é só com teoria), transativistas estão atacando feministas radicais.

- Quem se beneficia?
Talvez o patriarcado, mas nem acho que é muita coisa porque esse debatezinho marginal de internet não tem essa influencia toda.

Será que isso contribui para a libertação das mulheres, ou será que aumenta a opressão das mulheres?

O que deve ser feito?
As pazes, dar o mindinho.

O que podemos fazer, coletivamente, para lutar de volta?
Talvez escolher um lado, porque as pazes tá difícil...

Anônimo disse...

Entendi, anon das 20:26, mulheres devem ser restritas ao que a lingua latina considera correto.
Nos lugares onde a origem não for latina deve-se estudar toda a etimologia do relativo à mulher e ver se tem algo a ver com órgão sexuais.

Ah, mulheres que não podem ter filhos não são mulheres, nem as que estão na menopausa...

É cada uma que me aparece...

Anônimo disse...

Entendeu nada...

Anônimo disse...

"Sou um homem gay cis, assim sendo não tenho vivência pra falar das experiências trans, mas não me parece certo designar o conceito de Cotton Ceiling como bobagem.

Apontar a preferência de lésbicas por mulheres cis a mulheres trans não é chamá-las de transfôbicas, mas revelar que elas são influenciadas por noções de beleza e atração cisnormativas."

Como homem, muito provavelmente você deve estar familiarizado com o conceito de male entitlement na sua vida cotidiana, seja por si próprio ou por amigos, conhecidos, colegas de trabalho ou o simples fato de viver em sociedade.

Caso não esteja, aqui vai uma breve definição: male entitlement é a postura masculina de se sentir no direito de ter determinadas coisas pelo fato de ser homem.

Já ouviu falar em Friendzone? Friendzone é a situação em que um homem não obtém de uma mulher o reconhecimento, a afeição e o sexo que dela espera e acredita ser uma justa retribuição "por ter sido legal com ela".

Qual o problema dessas duas situações, o male entitlement e a friendzone? É desconsiderar a questão do consentimento não-condicionado.

O homem que se acha no direito de receber sexo de uma mulher não está muito preocupado com o que ela quer pra si, mas sim no que ele quer pra si e para essa pessoa. Ele se sente no direito de algo, por ser homem, por ser "tão legal", por isso e por aquilo e cobra - COBRA - da mulher a postura condizente com o pensamento dele. Então a mulher tem que ceder para acomodar o modo de pensar desse homem em questão, pois do contrário é uma vadia, uma piranha, uma interesseira etc.

Uma estratégia comum nos defendores da friendzone é a chantagem.

Então ele foi "super legal" com aquela mulher que o rejeitou como parceiro romântico. Então ela é uma vadia, ela só quer saber dos canalhas, ela só quer saber de usar o pobre homem bacana que, voluntariamente, se colocou nessa situação com o intuito de obter gratificação sexual.

Não é muito diferente do que acontece com a teoria absurda do cotton ceiling.

Segundo essa teoria, as mulheres bi e lésbicas têm uma OBRIGAÇÃO MORAL de aceitarem o PÊNIS FEMININO de alguém em seus relacionamentos íntimos porque, se serve pra ser amiga, se serve pra ser aliada, por que não serve para namorar?

O MALE ENTITLEMENT está presente aí também, porque a pessoa trans se acha no direito de exigir a aceitação de seu pênis independente do que a contraparte acha disso.

A CHANTAGEM está presente aí também, porque quem não aceita essa situação é "transfóbica" (mesmo que no minuto anterior ela estivesse sendo reconhecida como aliada da causa).

Então não, não é um problema bobo, é uma teoria muito séria que atinge a coisa que mais é roubada do sexo feminino na história da humanidade: o livre consentimento sexual.

E claro que esse tipo de coisa só poderia ser fruto da socialização que os homens recebem e do modo de pensar deles, assegurado pela sociedade e por ela validado.

Chamar uma pessoa que não quer relacionamento sexual com alguém portador de pênis não é transfobia. É livre consentir. É respeitar a integridade íntima do outro, a sua vivência e sua capacidade de escolher.

Mas homens, costumeiramente, procuram determinar às mulheres com quem e de que forma elas devem se relacionar e os conceitos que apresentei apenas demonstram o reforço social que essa realidade recebe.

Espero ter esclarecido.

Anônimo disse...

"Feministas radicais são os "fundamentalistas religiosos" do feminismo. Não aceitam pessoas que pensem diferente delas, querem impor a sua ideologia a todas as mulheres, seja por doutrinação ou por lei."

Tanto que é por isso que libfems são excluídas de espaços femininos por outras feministas, não é mesmo?

Anônimo disse...

Cotton Ceiling não é bobagem é mentalidade de estuprador em ação, é estupro corretivo de lésbicas com fins de validação de identidade para machos invasores de espaços exclusivos de pessoas do sexo feminino.

Anônimo disse...

Eu to vendo todo mundo falando de cotton ceiling, menos quem interessa, menos lésbicas. Então vamos lá, a visão de uma lésbica sobre o ~teto de algodão~ (vou pôr um link com explicação sobre o conceito no fim pra situar quem está por fora da situação).

É sabido que a lesbofobia é sistemática e a opressão que lésbicas sofrem por rejeitarem se relacionar com homens e fugirem ao padrão falocêntrico que é regra na sociedade em que tudo gira ao redor de pessoas que tem pênis. Lésbicas também tem que girar ao redor de pessoas que tem pênis, lésbicas são altamente fetichizadas (também por mulheres), usadas, coagidas a se relacionar com homens e sofrem estupros corretivos por rejeitarem se relacionar com homens. Veja bem, a raiz da lesbofobia não é só gostar afetivamente e sexualmente de mulheres. É rejeitar homens e rejeitar o poder que eles querem exercer sobre nós em uma relação. Lésbicas são sistematicamente apagadas da história, seus trabalhos e escritos são apagados, sua vivência foi sistematicamente silenciada e segue sendo. Sobre lésbicas recai sempre a obrigação em se relacionar com homens, em se encaixar no padrão heterossexual. Simplificando, querem constantemente enfiar pintos em lésbicas. E isso não é novo, isso é velho, mas agora está com uma cara e maquiagem nova: o cotton ceiling. Homens heteressoxuais auto alegados "mulheres trans lésbicas" tem requisitado acesso aos corpos de lésbicas, acesso à sexo com lésbicas. Vou frisar uma coisa aqui: uma lésbica pra mim é uma guerreira que resiste ao sistema da heterossexualidade compulsória que oprime pessoas nascidas com vagina, então me desculpem mas não vou chamar pessoas com pênis de lésbicas, não vou permitir essa apropriação.

Continuando: essas pessoas trans tem culpabilizado mulheres sob discurso de transfobia uma mulher querer se relacionar apenas com vaginas. Mulheres essas que estão sendo isoladas por recusarem, ou cedem por medo de hostilidades. Curiosamente esse discurso só se aplica à lésbicas, curiosamente são elas que estão sofrendo estupros corretivos e assédios sob esse discurso, curiosamente isso só serve ao patriarcado. E mais curiosamente ainda, isso é apoiado por mulheres ditas feministas. Isso é apenas mais do mesmo da lesbofobia sistemática de cada dia.

Lésbicas não tem mais nem direito à própria nomenclatura, é opressor ser lésbica, é opressor priorizar mulheres, é opressora a união de mulheres. Alguma semelhança com o patriarcado que tenta constantemente afastar mulheres? Mesmíssimo discurso. Agora a sexualidade é "fluida" e se a lésbica ~desconstruir~ ela pode sim gostar de pênis. Outra semelhança com patriarcado, né? "É lésbica porque ainda não te comeram direito". Lésbicas rejeitam homens e priorizam mulheres. Lésbicas assustam pessoas com pênis e a lesbianidade é ameaçadora e tem que ser destruída. Querem destruir e subverter o caráter revolucionário da união entre mulheres. Querem nos convencer de que lésbicas tem que gostar de mulher. E mulher tem pênis também, certo? Não. São homosSEXUAIS. Atração pelo mesmo SEXO. Vagina. A chance de uma lésbica se relacionar com um homem trans é infinitamente maior por esse motivo.

Transfóbicas, né? Por rejeitar pênis. Lésbicas não se atraem por cabelos longos, não se atraem por vestidos, por maquiagens, por salto. Lésbicas se atraem por pessoas do mesmo SEXO. Precisa desenhar? Vaginas lésbicas estão sendo usadas pra afirmar identidade de gênero de pessoas. Afinal, uma vagina lésbica é fora dos limites de homens, e essas pessoas se afirmam mulheres, o pinto dela é feminino, "lady stick".

Amigas, não aceitem esse discurso. Questionem, se levantem, se protejam, não fiquem caladas diante coerção. Vocês não são opressoras de ninguém, vocês são guerreiras.

Então, amigas lésbicas saibam que: tá tudo bem que você não queira se relacionar com pessoas com pênis. Tá tudo bem que você recuse e questione esse discurso. Gostar de mulher não é transfobia. Mas empurrar pênis à lésbicas, isso é lesbofobia. E da forte.

Resistimos.

Anônimo disse...

Explicação sobre ~teto de algodão~ (cotton ceiling): http://pt.dicionariafeminista.wikia.com/wiki/Cotton-Ceiling

Bio disse...

Anon das 03:12, eu desisti de entender...

E eu acho incrível como as radfems acham que as pessoas trans* são como interruptores: hoje sou um homem cis? click agora sou mulher trans. click novamente, voltei a ser homem cis. Queridxs, não é assim que a banda toca.

Trans* podem ser socializadxs de forma cisnormativa, isso nunca xs tornará cis. Entendam! Da mesma forma que homossexuais podem ser socializadxs por parametros heteronormativos a vida toda, isso não xs tornará héteros. Os exemplos que vocês, radfems, dão são estapafúrdios! Se alguém vive anos numa relação hétero e resolve se assumir, elx se tornou homossexual? Ou será que as pressões sociais conservadoras, autoritárias e opressoras forçam pessoas a viverem uma mentira para tentar se adequar? A socialização é importante, mas vocês ignoram o fato que, para uma pessoa trans*, uma socialização cisnormativa É OPRESSIVA! Elx não se sente adequadx, não se sente pertencente a aquilo. O problema não são xs trans*, é a porra da socialização intolerante, que oprime mulheres, trans* e qualquer um que não se adeque aos padrões cis-hetero.

Não venham, no alto dos seus privilégios cis, tentar relativizar a opressão que xs trans* sofrem. Vocês fazem um papel tão boçal quanto de homens cis relativizando a luta feminista. E isso não pode ser permitido. Me perdoem, mas chega de invisibilidade. Se vamos discutir gênero, queridxs, desçam antes do seu pilar cis. Isso aqui não é briga para ver quem é mais oprimidx.

E sinceramente, vi reclamações de que trans* estão achando a menstruação algo opressor. Por favor, vamos ser menos desonetxs. Ninguém acha a menstruação algo opressor. Para xs trans* a opressão vem do culto e da sacralização à menstruação, algo determinista que ignora completamente a condição de homens e mulheres trans*, de como veem e experimentam seus gêneros. E que por sinal é muito usado por machistas transfóbicos para diminuir, principalmente, homens trans*. Ninguém acha a gravidez opressora, até pq pessoas trans*, vejam só, PODEM ter filhxs. O que incomoda é, novamente, o culto ao útero como determinista para o gênero e, novamente, exclui trans* do debate de gênero. Se vocês não conseguem ver a cisnormatividade desses 2 conceitos, eu desisto mesmo de debater.

Anônimo disse...

Acho a importância que se deu ao cotton ceiling (nos dois lados da discussão) tão estúpida devido ao fato de que a quantidade de mulheres trans lésbicas é extremamente pequena.

Anônimo disse...

Anon 12 de maio de 2015 18:56 disse tudo. Generistas/transgeneristas/masculinistas/o que quer que eles se chamem/o caralho a quatro, querem empurrar a qualquer custo essas porras misóginas todas goela abaixo das feministas e de qualquer mulher, na realidade. Provas disso se encontram aqui mesmo nessa caixa de comentários cheia de macho escroto desonesto tentando enfiar ideologia machista de gênero em toda brecha que encontram. Gênero não é identidade, estética ou performance. Gênero é um conjunto de marcadores de casta sexual dentro de um sistema de dominação baseado no sexo biológico. Gênero é um sistema de dominação no qual as mulheres são mundialmente oprimidas como uma casta pelos homens.

Anônimo disse...

Gênero não é um binário; é uma hierarquia.
É global em seu alcance, é sádico em sua prática, e é assassino em sua conclusão. Assim como raças e assim como classes.

O gênero demarca as barreiras geopolíticas do patriarcado.
O que é o mesmo que dizer que nos divide ao meio;
e essa metade não é horizontal, é vertical.
E caso você não tenha percebido, os homens estão sempre em cima.

Gênero não é um cósmico yin yang;
é um punho e uma carne que se machuca;
é uma boca violentamente calada e uma menina que jamais será a mesma.
Gênero define quem pode ser humano e quem pode ser machucada.

E essa diferença precisa estar bem clara porque
os homens sabem do que são capazes,
eles sabem o sadismo do qual eles imbuíram seu sexo.
Então o que eles dizem uns para os outros é "faça isso a ela".
Não a mim, o ser humano.
A ela: o objeto, a coisa.
E eles precisam deixar bem claro - visual e ideologicamente - QUEM ela é.

Então ali está ela, incapaz de andar
ou ali está ela em exposição, ou ali está ela
coberta e restringida para seu olhar apenas
E como é mais fácil se você puder dizer "Deus a fez dessa maneira
para que esteja abaixo de mim",
ou se puder dizer "a natureza a fez dessa maneira,
a coisa com o buraco",
ou se puder dizer "ela fez isso a si mesma, a vadia que pediu por isso".
Porque nós sempre pedimos por isso.
O estupro, o espancamento, a pobreza,
a prostituição, até pelo assassinato nós pedimos.

Agora, todas essas práticas em conjunto são o que
Andrea Dworkin chamou de "a barricada do terrorismo sexual".
E o gênero é o que demarca exatamente esses limites.
As mulheres vivem dentro da barricada do terrorismo sexual
e os homens vivem fora.
Na realidade, os homens construíram essa barricada;
punho por punho, e foda por foda.

(Lierre Keith)

Anônimo disse...

Anôn das 16:26, nem todos concordam com seu conceito de gênero. Beijos.

Anônimo disse...

Leda das 2:34, você nunca nem foi feminista pelo visto. É a fome com a vontade de comer, não é? Fácil sair do feminismo quando você nunca entrou, na verdade. Você devia saber que a maioria das feministas radicais não são lésbicas como você pensa. Não somos TODAS excludentes como vocês acham. Acolhemos prostitutas, mas realmente achamos que prostituição é capitalista, é exploração, é sim estupro: mulheres fazem coisas com caras que elas nunca viram antes e que jamais fariam caso não fossem prostitutas. É sim estupro. Com consentimento comprado. O que não dá é prostitutas brancas da classe média querer nos enfiar sua teoria neoliberal de "escolha". Acorda, filha!

Anônimo disse...

Pessoas, parem de satisfazer cada capricho e carência emocional de qualquer macho às suas próprias custas. Parem de se curvar a esses tiranos, travestidos ou não. Não tratem macho nenhum no feminino, por favor! Isso é muito muito muito muito ofensivo para as mulheres. Degradante demais ser comparada com algum desses bostas mal cagados.

Lésbica de Exatas disse...

Ai meu santo! Quanta gente estúpida num lugar só! Para começar, deixo algo bem claro, RADs "lesbianas" são MINORIA entre as lésbicas, inclusive costumamos ter profunda pena dessas pessoas, uma vez que são pobres almas tiveram algum trauma, ficaram malucas, e hoje o dia passam o dia a falar de "revolução lesbiana ancestral" e sei lá mais o que. Essas pessoas infelizmente não querem ajuda, e não as distratamos pois seria desumano, mas são pessoas ignoradas quase sempre. Particularmente, quando adolescente eu tinha medo dessas meninas, pois elas falavam essas coisas com um brilho insano nos olhos tamanho que eu temia dizer algo errado e ser esganada.
O que dá para resumir da cena lésbica em relação às trans é que apesar de ser tabu, quase toda lésbica tem alguma curiosidade, e quando violando o tabu tentamos matar essa curiosidade, levamos um fora pois a maioria delas só querem os "boys". =[
Uma conhecida levou uma amiga para tentar a sorte na calçada, e nenhuma menina quis fazer programa com elas e ainda riram delas. Já tem outras que costumam ir em baladas GLS tentar ficar com as trans e geralmente conseguem. Eu não me importaria de ficar com uma trans, também não procuro, mas qualquer menina que saiba ser educada e romântica pode me conquistar, tendo ela pinto, pepeca, ou uma mistura.

Por fim, relato aqui que hoje em dia a maioria das lésbicas normais tem uma certa antipatia em relação ao feminismo, em grande parte devido a essa militância poliamorista que tem se tornado cada dia mais lugar comum, justo quando depois de tanta luta, o casamento, tão sonhado por tantas, se foi legalizado. O discurso poligâmico de mulheres heterossexuais entediadas que dizem lutar por todas as mulheres, nos é de extremo mal gosto. E o discurso "radical" que torna a orientação sexo-afetiva em uma religião, digno de pena.

Anônimo disse...

"Meu deus, um bando de feministas! Me solta, preciso dizer que é falta de rola!"

Bruno disse...

Sou gay e tenho muitas amigas lésbicas. Pouquíssimas se afirmam feministas, mas nenhuma enxerga trans ou travesti como mulheres não. Pra elas são só viados mesmo. Algumas até acham bonitos alguns "viadões" desses, como elas dizem. Geralmente trans que se parecem mais com mulheres cis. Mas são sapatas né gente, duvido muito que elas ficassem com alguém que tem pênis. Até porque a maior parte das minhas amigas lés são casais de namoradas, não curtem nem um pouco a ideia de relacionamentos abertos e são super ciumentas rsrsrs

Anônimo disse...

Tá. Então você se descreve como homem gay, e acha que as mulheres lésbicas são preconceituosas por amarem apenas mulheres.

Por coerência, imagino que você deva se sentir obrigado a amar mulheres também, e não apenas homens, senão (pela sua própria lógica) você seria um baita preconceituoso. Não?

Se você responder que é gay com orgulho, ama quem você quer e ninguém tem nada a ver com isso, está certíssimo.

Mas veja amigo, isso significa que a sua lógica sobre o cotton-ceiling só vale para as mulheres... não tem alguma coisa errada com ela, não?

Bruno disse...

Eu não disse que as minhas amigas são preconceituosas, só falei o óbvio, a verdade, que elas não veem travesti e trans como mulheres, mas como viados e muito provavelmente não ficariam nem namorariam com eles, porque elas são lésbicas. Apareceu alguém aqui nos comentários que se identificou como lésbica e falou que ficariam com mulher trans e eu mostrei outro lado, que eu conheço da minha experiência de vida. Só expus alguns fatos, não tava falando mal das minhas amigas nem de lésbica nenhuma. Muito menos tive a pretensão de dizer o que devem fazer ou deixar de fazer. Entendeu agora?

Maria Luiza disse...

Olá, Lola. Seu artigo foi muito esclarecedor. Tenho muitas dúvidas sobre feminismo radical e transativismo. Concordo com alguns pontos do feminismo radical, mas não consigo excluir as trans da luta. A luta delas se difere da luta das Cis, mas não quer dizer que é menos importante. São duas causas que devem ser tratadas com as suas específicas necessidades. Obrigada pelo artigo.

Rui disse...

Se o homem espanca a companheira, seja cis ou trans, é agressor e criminoso. Por isso deve se sujeitar as penas previstas em lei.

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