quinta-feira, 6 de outubro de 2016

GUEST POST: A DOR DA PERDA GESTACIONAL

Há uma enorme diferença entre um aborto espontâneo e um aborto provocado ou induzido. 
Pra começar, um não é desejado; o outro, é. Em inglês, há palavras diferentes para cada um: miscarriage para o espontâneo e abortion para o provocado. Ambos são muito comuns. Estima-se que uma em cada três ou quatro gestações acabe naturalmente em aborto. É uma grande dor emocional para a gestante, e muitas vezes para a família. 
Pra piorar, em países que proíbem e criminalizam o aborto, várias mulheres são investigadas e algumas até vão presas por sofrerem abortos espontâneos. É revoltante, mas é verdade.
Recebi este lindo relato da Cris Lima, 36 anos, funcionária pública em Salvador.

Faz dois meses que perdi o bebê e gostaria, se possível, de compartilhar essa experiência de reflexão sobre luto no seu blog. Sei que podem me interpretar de forma equivocada, mas acho que se num rol de cem pessoas eu conseguir fazer com que uma reflita e se sinta melhor, eu ficarei satisfeita. Vi alguns vídeos que nunca tinha tido contato (que me ajudaram nesse processo), e como seu blog é muito acessado, acho que podem também ajudar muita gente. 
Perda gestacional... Só fui refletir sobre essa expressão após perder meu bebê de 11 semanas e cinco dias no dia 28 de julho deste ano. Estava sentindo cólicas durante a gravidez e fiquei em repouso por 40 dias. Mesmo passando por essa situação delicada, eu estava confiante, pois estava acompanhando o bebê através dos ultrassons. Ele estava crescendo e eu já tinha ouvido seu coração.
Na ultrassonografia do primeiro trimestre, o chão se abriu sob meus pés: a médica disse que o bebê estava morto (situação chamada de aborto retido). A sensação foi a de que um caminhão havia passado por cima de mim diversas vezes. Chorei muito, fiquei chocada e fui para o hospital para induzir as contrações, dor física que beirou o insuportável. Fiz a curetagem e a dor emocional se equiparou à dor física sentida durante a indução: imensa.
Li um texto muito interessante falando que quando se passa por uma situação dessas a mulher passa a fazer parte de um clube secreto. O que percebi é que, antes de engravidar, sempre me relatavam esse tipo de experiência com uma certa “naturalidade”. Inúmeros motivos podem levar uma mulher a não querer falar sobre isso: distanciamento da situação (ocorrida há muitos anos, por exemplo), pudor (até por machismo de achar que não cumpriu sua “função social” segundo a lógica patriarcal), introversão (não demonstração dos sentimentos)...
Após a minha perda, aquelas mesmas mulheres passaram a fazer seus relatos de uma outra forma. Comecei a sentir que nos discursos havia dor (mesmo após muitos anos da perda gestacional), dor essa percebida através do olhar daquelas mulheres, de seus silêncios, do choro, da forma de me consolar...  Talvez as mulheres que passaram por isso acabaram se sentindo mais à vontade para falar comigo, pois eu estava passando pela mesma situação.
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Nesse processo, me deparei com pessoas de todos os tipos: inconvenientes, empáticas, aquelas que são cuidadosas no falar e aquelas que, mesmo percebendo minha dor, não tocam no assunto. Essa postura de silêncio me fez pensar muito sobre como nossa sociedade lida com a morte e a tristeza. A morte é negada e vemos isso, por exemplo, nessa eterna busca pela juventude e na perpetuação de estereótipos negativos da velhice. 
Já com relação à tristeza, as pessoas querem aniquilá-la ou minimizá-la o máximo que puderem, seja através do fingimento ou da falta de reflexão, seja por medicamentos. Há algo de doentio numa sociedade na qual as pessoas são diagnosticas com depressão por estarem de luto por mais de duas semanas (segundo a bíblia da psiquiatria, o manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais -- DSM). 
Parece que nos tornamos personagens do livro Admirável Mundo Novo: o soma (droga usada naquela sociedade) se assemelha ao nosso antidepressivo. Aldous Huxley era realmente um visionário.
No caso do luto decorrente da perda gestacional, é de suma importância o apoio às pessoas que estão passando por isso (e não me refiro somente à mãe, mas ao pai, aos irmãos do bebê que se foi, aos avós). Quando menciono apoio não é através de consolos do tipo “logo você terá outro” ou “foi melhor assim”, que, muitas vezes, tornam a situação ainda mais torturante, mas de uma escuta sincera, de um abraço acolhedor.
É uma situação muito dolorosa e que deveria ser amplamente debatida nas faculdades que formam profissionais nas áreas de saúde (enfermeiros, médicos, psicólogos) para que o apoio prestado à família seja feito de uma forma mais humana, respeitando esse momento tão delicado.
É importante que essa dor seja legitimada, que as pessoas se sintam à vontade para expressar seus sentimentos. No meu caso, especificamente, falar é terapêutico. O que sinto hoje é que essa experiência me fez pensar sobre a necessidade de confronto com a dor (sem negá-la mas também sem me apegar a ela, buscando um equilíbrio) e sobre o fato de que pensar na morte inevitavelmente faz com que se pense na vida (filmes como A Grande Beleza e O Curioso Caso de Benjamim Button são instigantes nesse sentido).
Gostaria de divulgar aqui alguns links relacionados ao tema. O apoio daqueles que me amam (principalmente do meu companheiro que tem me acompanhado em todas as horas) e o acesso a esse tipo de material tem me ajudado na elaboração do luto. 
- Entrevista com as fundadoras do grupo do Luto à Luta.
- Documentário Segundo Sol (triste, dá para ter ideia do sofrimento dessa experiência).
- Blog O Silêncío da Luz, muito completo sobre o tema.

65 comentários:

Anônimo disse...

Estima-se que um em cada 3 ou 4 gestações... estima-se por quem? Cadê as fontes?
Legitimar a dor? Uh, como assim? Todos temos que sentir as dores dos outros? Vivemos numa sociedade livre onde todo mundo por expressar o que quiser, e eu tenho certeza que uma mulher que teve um aborto espontâneo sofre toda a caridade e piedade da nossa sociedade

Anônimo disse...

"Há uma enorme diferença entre um aborto espontâneo e um aborto provocado ou induzido.
Pra começar, um não é desejado; o outro, é"

A unica coisa relativista aéé e o discurso, vocês mesmo dizem que "não e vida, e só uma amontoado de células, não e humano" então pelo discurso de vocês nada foi perdido, e como tirar um cravo ou uma espinha.

Anônimo disse...

Aqui está uma fonte, uma entre três mulheres considera o feminismo muito agressivo, do daily mail:

http://www.dailymail.co.uk/news/article-2219413/The-death-feminism-Women-say-need-more.html

lola aronovich disse...

Oi, anon reclamão das 12:01. O post tá cheio de links, mas ok: coloquei o link pra entrevista do Dráuzio Varella logo no começo. Um pedaço da entrevista:

Mario Burlacchini – O aborto é uma patologia muito frequente no ser humano. Desde o momento em que a mulher percebe que está grávida, ou seja, em que tem um atraso menstrual e o teste de gravidez dá positivo, a taxa de abortamento fica em torno de 15%. No entanto, se considerarmos período anterior ao teste positivo, porque demora algumas semanas para isso acontecer, esses números podem chegar a 30% ou 40%.

Drauzio – Quer dizer que, se considerarmos o total de gestações a partir do momento em que ocorre e fecundação, de 30% a 40% terminam em abortamento espontâneo. Por quê?

Mario Burlacchini – As causas são muito variáveis. Para boa porcentagem dos abortos, em torno de 30% ou 40%, não se consegue definir nenhuma etiologia, nenhuma causa específica. Para os 60% restantes, é possível identificar a causa, em geral considerando o momento em que ocorreu o abortamento, se foi precoce ou mais tardio.


O resto do seu comentário é muito confuso.


Anon babaca das 12:55, há diferenças gritantes em querer que algo não desejado termine e algo que é desejado continue. Tenho certeza que até vc consegue ver diferenças. Nunca ouvi qualquer pessoa que é a favor da legalização do aborto ou que fez um aborto dizer que abortar é como tirar um cravo ou espinha. Só imbecis como vcs que acham que aborto substitui métodos anti-concepcionais.

lola aronovich disse...

Uau, o jornal sensacionalista Daily Mail é anti-feminista? Que surpresa!
Um terço das mulheres britânicas acham que não precisam mais do feminismo, e mais de um terço se declaram feministas. O outro terço, eu não sei, mas se apenas 30% das mulheres disserem que não precisam de feminismo, o feminismo está muito bem, obrigada. Agora, o que isso tem a ver com o tema do post? Vc acha que só feminista aborta? Que aborto espontâneo só acontece com feminista?
Vc deve conhecer alguma mulher. Fale com elas. Se aborto induzido, provocado, é algo super comum (1 em cada 6 mulheres já abortou de propósito; as chances são de que vc conheça alguma mulher que já abortou), imagine aborto espontâneo. Quase todo mundo que não viva dentro de um quarto deve conhecer alguma mulher que perdeu o bebê. É uma dor terrível mesmo, porque essas mulheres QUERIAM ter o bebê. E é tão comum sofrer aborto espontâneo que muitas mulheres optam por "anunciar" que está grávida só após os dois ou 3 primeiros meses, quando a gravidez já está mais consolidada.
Este artigo diz que mais de 50% de todos os casos de gravidez acabam em aborto espontâneo. Muitas mulheres nem sabem que abortaram. É muito, muito comum.

Anônimo disse...

Enquanto o feminismo leva décadas tentando desconstruir o determinismo biológico imposta as mulheres, o padrão heteronormativo machista imposto a maternidade, o blog feminista mais conhecido do Brasil insiste em romantizar tudo isto. Não tripudio jamais sob a dor das mulheres que passaram por isto, afinal eu sei a carga emocional que e jogada em cima das mulheres neste assunto desde o inicio de suas vidas por pressão social patriarcal, afinal o patriarcado precisa de suas encubadoras, mas devemos desconstruir estes conceitos e não romantiza-los, e quando você vê que o comentário do babaca das 12h55 e o único a fazer sentido apesar de sem querer, e porque algo esta errado no foco da questão.

lola aronovich disse...

Que romantizar o quê, anon das 13:40? Boa parte das mulheres engravidam. Boa parte das mulheres QUEREM engravidar. Boa parte das mulheres sofre aborto espontâneo. E isso gera muita dor sim para as mulheres que queriam estar grávidas e queriam o bebê. Feministas devem falar disso também, porque também é um assunto que diz respeito a todas as mulheres. Falar de dor não é romantizá-la. Falar de maternidade não é romantizá-la. Vc parece um troll ao chamar mulheres de incubadoras. Uma coisa é criticar um sistema que trata mulheres como incubadoras. Outra, bem diferente, é a gente falar de mulheres desta forma tão pejorativa. Olha, seu comentário é tão babaca quanto o do troll antes.
Aliás, por que este post está rendendo tantos ataques (fora os já deletados)? Aborto espontâneo (ou perda gestacional) existe, é comum, é doloroso, e a autora do guest post sugere alguns links para entender e lidar melhor com isso. Este é o foco principal.
O foco secundário (exposto na minha introdução) é que, em países que criminalizam o aborto, todas as mulheres que sofrem aborto -- espontâneo ou induzido -- correm risco de ser investigadas e punidas.

Anônimo disse...

Se bobear, várias das que se dizem anti-feministas têm atitude muito mais feministas que algumas que estao no movimento.

titia disse...

Meu apoio pra você, Cris, e desejo que o futuro traga dias melhores e, se você ainda quiser, uma gravidez tranquila e um bebê forte e saudável.

Trolls do horário de almoço, até eu, que tenho arrepios de repulsa só de pensar em ser mãe, posso compreender que uma mulher que deseja ter um filho e que perdeu a gravidez está sofrendo, que a dor de perder seu futuro bebê foi grande e que ela precisa de apoio. E também que uma mulher que não deseja ter filho vai ficar imensamente aliviada se tiver um aborto espontâneo, não precisar recorrer a remédio que pode ser falsificado ou a uma clínica ilegal. O problema de vocês é que não querem admitir que a VONTADE DA MULHER é que determina se uma gravidez é maravilhosa ou um inferno. Não a sua opinião, não o homem que contribuiu, não a vontade do homem que contribuiu e menos ainda os dogmas da sua igreja. A VONTADE DA MULHER. Mas vocês simplesmente não toleram a ideia de que o homem não importa, e só quem decide se aquela gravidez é desejada (e se vai continuar ou não) é a mulher, SÓ E EXCLUSIVMENTE A MULHER. É raivinha birrenta de não poder controlar o útero, como sempre. E adivinha, vocês vão continuar não podendo controlar o útero. Chora que o choro é livre.

Anônimo disse...

Que bênção, uma criança a menos pra nascer nesse mundo de merda!

Anônimo disse...

O Lula acaba de ser indiciado pela quarta vez pelo STJ. O que esse sujeito fez da vida dele? Vai superar o Marcola já, já.

Anônimo disse...

Eu tbm achava que perder um embrião de poucas semanas era triste sim, mas nao era uma bebê ainda então não podia ser tão sofrido. Até engravidar. Não perdi meu bebê, mas fiquei apavorada com a possibilidade de perde-lo, tive sabgramentos. E mesmo se não tivesse tido, passei a entender a ligaçao que temos com o ser mesmo tão no início da gravidez. Tem coisas que só vivendo (ou estando em situação de risco) pra saber. Depois de grávida fiquei contra o aborto totalmente ( mas a favor da descriminalização ainda sou).

Anônimo disse...

Tive uma experiência semelhante à da autora do post. Estava na oitava semana, tive um sangramento. Durante o exame da ultra, foi muito difícil ouvir: "sem BCF". Levei um tempo para decodificar o que havia acontecido. Fiz a curetagem no dia seguinte, foi um momento doloroso tanto fisicamente quanto emocionalmente. O pior "consolo" era ouvir "você logo, logo ficará grávida". Foi uma barra!

Anônimo disse...

"Chorei muito, fiquei chocada e fui para o hospital para induzir as contrações, dor física que beirou o insuportável. Fiz a curetagem e a dor emocional se equiparou à dor física sentida durante a indução: imensa."

Como assim doeu? Não era pra isso ter acontecido só com 11 semanas

Anônimo disse...

Eu tambem tenho 36 anos e perdi um bebe ha 2 meses atras. Eu e martido fomos a especialista de ultrassom para ver se os miomas poderiam afetar a gestacao. Os miomas estavam ok, mas o bebe morto. Nos dois desabamos. Sofremos e choramos por semanas. Ainda doi lembrar dele/dela. E passo por tudo que a autora passa. O modo ccomo as pessoas tratam. Muitas pessoias da familia tratam essa perda como se fosse nada e doi muito. Minha sogra eh um exemplo. Mulheres que ja tiveram perda se tornam mais abertas para falarem sobre o assunto. Perdi desculpas a minha cunhada por nao ter tratado a perda dela com mais delicadeza. Eu nunca imaginei qua grande era essa dor. Ela passou um texto muito bom que me ajudou a ter esperanca. Fala sobre bebe arco-iris, aquele bebe que nasce depois da tempestade. Esta semana descobri que espero meu bebe arco-iris. Sinto medo, e esperanca ao mesmo tempo.

Leonardo Vieira disse...

Acho que as pessoas que estão criticando ou questionando a dor da moça do relato, deveriam ser um pouco mais solidários. ela perdeu um filho, de uma forma que tão trágica. Eu conheço uma mulher que teve aborto espontâneo, e ela ate hoje sofre com isso. É serio, sofrido e nunca se esquece.

Não podem de forma alguma comparar com uma mulher que teve um problema biológico fora de seu controle, com uma sujeita que optou em abortar. são duas casos diferentes.

Anônimo disse...

Anonimo 16:18.

Doi. Dor emocioonal e fisica. Eu sentia como se tivesse uma grande ferida aberta nas minhas costas junto com a dor do parto. Ninguem me falou q a dor doi parto seria igual uma dor normal. A contracao uteriana 'e extremamente dolorida. Aos 5 meses de gestacao tive de passaR pelo sonhado parto normal sem ter a recompensa de um bebe no colo. Sim, isso foi a pior dor que ja senti. E ainda doi.

Anônimo disse...

O que dói mais no parto são as contrações, que acontecem pra expulsar o feto tb quando há aborto espontâneo. Não a passagem do bebê pelo canal vaginal ( que tb dói, claro). Certeza q quem comentou isso foi homem.

Anônimo disse...

Uma coisa que a gente tá conversando nesse blog faz tempo: não é ódio à maternidade, a maternidade é um problema da forma como é posta - compulsória e como punição para a mulher. Eu achei que feminismo era uma forma da gente ser autônoma, de poder ser mãe ou não ser mãe, sem pressões para quaisquer um dos lados.
E desculpe discordar, anônima, mas falar de aborto espontâneo, um problema infelizmente comum é não respeitar a dor das mulheres que desejaram prosseguir com a gravidez e não puderam.

Anônimo disse...

Anon 16:12 Foi assim comigo tb. Eu e marido ficamos em choque O medico foi tao frio com a gente. Demorei p entender do q ele falava.

Anônimo disse...

(Viviane)
Gente, acho que não é só em casos de aborto espontâneo que notamos a falta de empatia das pessoas. Houve aqui no blog um post sobre pessoas com câncer em que a autora falava exatamente isso: como não se sabe lidar com o luto, a doença, a tristeza... Empatia é um exercício diário e consiste, basicamente, em ouvir mais do que falar. Eu sei, muita gente não quer ouvir a dor do outro porque lembra de suas próprias dores. Nesse caso, melhor se calar do que deixar a pessoa mais para baixo.
Sobre a questão que a Lola levantou, da ilegalidade do aborto, não precisa nem ser aborto espontâneo: uma conhecida minha teve cólica renal e desmaiou no meio da rua, sendo levada a uma emergência do SUS. Durante todo o atendimento, os profissionais insistiam em perguntar se ela estava grávida e fizeram exame para comprovar a gravidez (que deu negativo), mesmo ela falando o tempo todo que não e que a dor era nos rins. Ela só foi ser corretamente atendida quando a mãe dela chegou e a transferiu para um hospital particular. Mas, na cabeça de alguns, jovem e negra, sentindo dor, "só pode estar grávida", "fez aborto e está escondendo". Vão vendo aí...

Anônimo disse...

Um cravo ou uma espinha para o qual vc ja comprou roupinhas, sapatinhos, ka fez planos e ja ama.
É possível desejar e amar algo que ainda não existe.

Anônimo disse...

Lola. Concordo com boa parte das suas postagens e comentários. Mas xingar quem tem uma opinião contrária a sua (por mais idiota que pareça) me parece uma grande infantilidade, alem de fazer com que você pareça radical e com que as pessoas tenham mais resistência com relação as suas opiniões.

Demonstrar respeito ate pelo que, aparentemente, não é respeitável pode abrir a cabeça de algumas pessoas que visitam o blog e que estejam em cima do muro com relação a concordar ou não com seus comentários.

Anônimo disse...

Só um lembrete: Não compreender a dor alheia não te dá o direito de ser escroto.

Eu fiquei com muita pena da moça do post. Sinto muito por ela.
E isso não tem nada a ver com a nociva santificação da maternidade, mas sobre uma mulher que está sofrendo.
E o que ela relata infelizmente é só mais um item da lista de como tudo o que é referente ao sofrimento feminino é tratado com descaso e desprezo. E a m*** vem de todos os lados - da família, dos amigos, dos "profissionais" de saúde, da sociedade.

Seilá, empatia e solidariedade só torna um mundo melhor... e é gratuito!!!

Jane Doe

Anônimo disse...

Muito bom esse feminismo que quer silenciar mulheres que sofreram após um aborto espontâneo.

Amanda disse...


Não podem de forma alguma comparar com uma mulher que teve um problema biológico fora de seu controle, com uma sujeita que optou em abortar. são duas casos diferentes.

É a mesma coisa, vocês adoram dizer q tudo n passa de um amontoado de células, q n tem filho nenhum, alguns chegam a dizer q n passa de um parasita. Então, seguindo o argumento de vocês ela n perdeu nada.
Há q ponto chega o cinismo e a hipocrisia, se a mulher quiser a gravidez, aí tem uma vida, um filho. Se n quiser, vira um punhado de células.

E a outra ali, num cúmulo de incoerência, diz q é contra aborto mas defende q outras abortem. Como pode ser contra um crime mas defender q outros façam?

Layla Oliveira disse...

Não consigo me conformar com a romantização dos sacrifícios pessoais. Não consigo achar bonito aquele discurso de que um jovem passa 10 horas do dia estudando pra passar no ENEM. Não consigo achar bonito um jovem se virando em mil pra trabalhar, fazer faculdade e "ser alguém na vida". Isso por que em todos esses discursos há uma exaltação de uma atitude prejudicial à nossa saúde física e mental, pregando um objetivo que nem todos, apesar do esforço, conseguiremos alcançar. Não precisamos ser um produto bem sucedido do capitalismo para sermos alguém na vida. Nós já somos alguém na vida.

donadio disse...

"Seilá, empatia e solidariedade só torna um mundo melhor..."

Ah, Jane, mas tem gente que realmente deseja um mundo pior.

titia disse...

20:46 onde você viu isso? A Lola e a maioria absoluta das comentaristas tem sim muita empatia com a autora e não querem que ela se cale não, nem ela nem as que sofreram com um aborto espontâneo quando queriam ter um bebê. Não sei se você já percebeu, mas combater a noção de maternidade extremamente nociva que temos no Brasil não significa odiar mães. Mas não se preocupe, a maioria dos trolls e ignorantes que vem comentar aqui sem ler são assim, não saíram do clubinho 8 ou 80 embora tenham mais de dez anos...

Anônimo disse...

19:02 - existe sim, e tá vivo na barriga. Não é ainda um bebê, mas um projeto de bebê, e já é amado como um bebê pela mãe que o deseja.

Rafael Cherem disse...

Falou tudo Layla,

E há o detalhe que as vezes o tamanho dos desafios superados não são tão grandes assim.Mas todo mundo quer fazer da própria vida uma saga.

Anônimo disse...

Exato. Continua sendo um amontoado de célula que ainda não é um ser humano, com a diferença que em um caso era um amontoado indesejado, e no outro era um amontoado desejado, no qual a gestante possuia expectativas de vir a ser um ser humano e no qual ela ja estava desejando e esperando seu nascimento.
Em um caso, a mulher queria, desejava e já amava, no outro ela não queria, não desejava e nem amava. Simples de entender essa diferença.

Anônimo disse...

Pode ate ser anon, mas se considerar que a lola nao tem sangue de barata e tudo que ela passa com essa gente de opinião contrária (o que às vezes são pessoas que perseguem e xingam quem tem opinião contrárias a ELAS, ou apenas perseguem feministas mesmo) eu nao vejo como infantilidade não, e sim como alguém que não tem paciência pra pessoas que em sua maioria vem no blog com a mente fechada apenas para xingar e postar besteiras.
Tudo bem ter opinião contrária, mas tem que saber defender ela de forma argumentativa. Afinal são os outros que vem no blog da lola, não o contrário.
Eu te conheci desse jeito lola e gosto do seu posicionamento e da sua paciência.

Anônimo disse...

Nossa, anon das 13:40 do dia 6 de outubro, vc ta fazendo um desserviço pro feminismo (intencional?)
Ta parrcendo machista que diz que toda mulher é vagabunda que gosta de homem rico. Que dizer agora que mulher nenhuma pode querer ter filho por que isso é se dobrar pro patriarcado? Ah tá, nao sabia que voce era quem ditava o que mulheres podem ou nao querer, achei que isso era trabalho dos machistas.
E dobre a língua antes de falar que discutir sobre a dor de um aborto espontâneo é romantizar. Vi uma pessoa muito próxima passar por isso e o sofrimento é sem tamanho. Aprenda a ter empatia e a não querer impor o que mulheres podem ou nao querer (como os machistas sempre fazem) antes de querer se passar por uma feminista.
Torço pra que nunca aconteça com você ou com alguém que você ame, pois sua indiferença é vergonhosa. E tente não bancar mais o machista inverso ta, pois o mundo ja ta cheio de gente falando o que devemos sentir, quando e por que devemos sentir.

Anônimo disse...

6 de outubro de 2016 20:46
Quer tanto silenciar que colocou um post sobre isso, de uma mulher que passou por isso
Aprende a usar o cérebro, se tiver algum. Ate pra atacar o feminismo com algo "válido" você precisa usar, caso tenha, o seu cerebro e sua inteligência. Por que precisa ser muito ignorante pra dizer isso num posto relatando o assunto e ate com links pra quem quiser se informar mais.
Caso tenha feito esse comentário pra trollar, pronto realizei seu sonho de ganhar um minutinho de atenção.

Anônimo disse...

"E a outra ali, num cúmulo de incoerência, diz q é contra aborto mas defende q outras abortem."

Não defendo que aborte, defendo que NÃO abortem, mas defendo o direito de abortarem sem serem processadas por isso. Sou contra fumar mas nao acho que deve ser crime. Jura que não consegue entender a diferença?

Anônimo disse...

Anon 00:34
Outro(a) ignorante. Continua sendo um amontoado de células, mas em um caso a mulher quer que se torne uma vida, ela deseja e até ama. Ela escolheu levar adiante. Logo se ela perde, ela sente a perda e sofre com isso.
No outro caso, ela nao quer aquele amontoado de célula, nao ama e nao deseja que aquele amontoado vire uma vida, logo se ela perde aquele amontoado ela sente alívio e não dor emocional.
É tão difícil usar a cabeça e pensar. Essa é a lógica.
Defendemos que quem quer tirar possa tirar e que quem quer continuar, que continue. Tudo escolha da mulher. Mas vai continuar sendo um amontoado de células que pode virar uma vida humana, mas ainda não o é. Entendeu ou quer que a tia aqui desenhe?
E a moça defende a descriminalização do aborto, ou seja, ela não pretende abortar, mas é a favor que as mulheres escolham o que fazer com o próprio corpo num caso de gravidez. Levar adiante ou interromper, nao tem mistério, ela diferente de você, nao quer cagar regra no corpo e na vida alheia.
Quer que eu desenhe isso também?
E a hipócrita aqui ta sendo você que pelo visto faz coro com os pro-vida apenas do feto enquanto não nasceu, mas não falou nada pra moça do post que perdeu um filho que queria e desejava. Pra você não é considerado um amontoado de celula e sim um ser humano pleno, certo? Cade sua empatia com a moça, ja que nao foi escolha dela perder o filho? Acho que ta claro quem é o(a) hipócrita aqui.

Anônimo disse...

Ela defende que não seja mais crime, sua anta. E que faça quem quiser. Ela não quer ser fiscal do útero alheio como vc e tantos outros acham q acham que tem esse direito.

Anônimo disse...

Muita força pra você, moça. Vi alguém próximo passar por isso e sei o quanto é difícil, espero que você consiga passar por isso e que tenha sempre por perto pessoas que possam lhe dar um abraço quando precisar. Às vezes quando não sabemos o que dizer o melhor é dar um abraço bem apertado e deixar a pessoa desabafar pelo tempo que ela quiser e precisar.

Amanda disse...

Quer comparar fumar com aborto? Aborto é crime, fumar n. Portanto tá defendendo q outras possam cometer esse crime, incoerência e hipocrisia.
Segundo vcs só passa a ser vida depois q nasce, seguindo a lógica de vocês ela n perdeu nada. Só confirmam o q eu falei.

titia disse...

12:16 deixa eu repetir pra você: A VONTADE DA MULHER é que decide se uma gravidez é desejada E mantida ou não.

Já colocou seu marca-passo? Ótimo, vamos continuar: o amontoado de células no útero da mulher é um PROJETO de vida humana. É a MULHER E NINGUÉM MAIS quem decide o que ela sente a respeito desse amontoado, se o vê como seu futuro bebê, ou se o vê como um problema de que ela não precisava. Se ela ama aquele amontoado projetando nele seu futuro filho, ou se o odeia porque não quer ser mãe. De novo, quem decide a porra toda a respeito da gravidez e da maternidade é a mulher. Não um macho hipócrita, não um troll anônimo, não um ignorante anônimo, não um pró-morte-pra-vadia-que-transa, não uma mulher machista hipócrita, não o cara que contribuiu pra gravidez ocorrer, não a religião misógina, não você, SOMENTE A MULHER DECIDE SOBRE A GRAVIDEZ. Entendeu?

A questão é que vocês não suportam admitir que, quando se trata de gravidez, é a mulher grávida quem tem o poder de decisão absoluto. Que séculos de machismo cagado pela boca e suas bolas no final NÃO TEM IMPORTÂNCIA NENHUMA, porque vocês NÃO MANDAM NO ÚTERO. Vocês simplesmente NÃO TEM ESSE PODER, e NUNCA vão poder mandar no útero. Nunca. E se doem todos por saberem dessa verdade absoluta que HOMENS NUNCA VÃO MANDAR NO ÚTERO.

Pode cortar os pulsos agora.

Anônimo disse...

A mesma coisa o feto abortado, existe sim e tá vivo na barriga.

Anônimo disse...

Os homens tiveram que se apropriar de nós pra roubar nosso útero e sequestrar a possibilidade do sexo feminino criar cultura, nos territorializando à domesticidade de criarmos exclusivamente crianças. Porque eles não podem gerar um corpo a partir do próprio, porque não podem nutrir por anos um corpo a partir do próprio. Por isso que eles nos odeiam tanto.

Bando de recalcados.

Anônimo disse...

Caralho. Tá. Adultério. Sou contra, acho errado. Era crime, NÃO É MAIS. E NEM POR ISSO QUERO QUE VOLTE A SER CRIME.

Anônimo disse...

"quando se trata de gravidez, é a mulher grávida quem tem o poder de decisão absoluto."

Na verdade, muitas mulheres que gostariam de engravidar não conseguem. Além disso há os casos como o do post, que a mulher engravida e depois perde. Então esse poder de decisão não é realmente absoluto. Alguns podem atribuir ao acaso, outros podem atribuir a entidades divinas. Mas controle absoluto é uma ilusão.

Anônimo disse...

Anon das 19:06, da pra diferenciar claramente quem veio com o intuito de debater e quem veio aqui pra atacar, pra causar, pra trollar. A Lola está certíssima em responder à altura.

Anônimo disse...

O feto abortado existe sim e tá vivo na barriga? Que absurdo sem sentido essa frase! Se o feto foi abortado não está vivo e precisa ser removido do útero.

Anônimo disse...

Não coloquem mais bebês nesse mundo super povoado, cheio de problemas, desgraças e sofrimento, por favor, eu imploro!

Anônimo disse...

Ele existia e tava vivo ANTES de ser abordado, assim como na perda gestacional.

Anônimo disse...

Não entendo porque cristãos são tão contra o aborto. Não são anjinhos indo pro céu ficar ao lado do papai do céu? Antes de terem a chance de serem corrompidos pelo diabo através do pecado e irem pro inferno?

Ah é, as políticas de controle dos úteros e de punições para as mulheres são mais importantes do que os pretextos dos preceitos religiosos que não são mais convenientes no momento.

Anônimo disse...

Bebês são fofos demais,acho que por isso essa vontade de ter filh@s.Só que eles crescem e te mandam tomar no cu na alta.Que graça tem nessa idealização? Preguiça e apatia define.

Anônimo disse...

Filha, se vc não quer ter filhos, direito seu. Se outras mulheres querem ter filhos, direito delas. Cada no seu quadrado.

Anônimo disse...

Anonimo 19:40
Por que nao fica calado? Se vc manda sua mae tomar no cu esse é um problema seu e de seus pais q te criaram mal. Nao vi em nenhum momento idealização no texto. Ele relata, caso nao tenha entendido, uma experiência de perda de um bebê desejado. Nao vi romantismo e sim um relato de uma mulher q perdeu seu bebê. Se nao tem o q falar fique calado! Vc que me dá preguiça isso sim...

Anônimo disse...

Sabe o q acho mais interessante? Parece que uma parte das pessoas que escrevem aqui nao tem outra intenção senão descarregar suas frustrações através de trocas de ofensas, comentarios sem coerência... o objetivo do texto é mostrar uma situação que pode acontecer com todas nós, só isso. É tão difícil assim refletir, se colocar no lugar do outro?

Anônimo disse...

Aí que tá anônimo, crime varias coisas ja foram e deixaram de ser. O aborto é um exemplo. Não é todo país que o proíbe. E faz sim todo sentido usar o cigarro de exemplo, pois ele assim como outros casos sao exemplos de como nem sempre o que é considerado crime continua sendo. Adultério, divórcio, tudo isso ja foi proibido. O que defenden aqui não é cometer o crime, mas sim que DEIXE DE SER CRIME para que a mulher possa ter segurança na hora de fazer sua escolha de abortar. independente de você concordar ou não, a luta vai continuar. Um dia quem sabe esse país evolui e vê que nem todos querem seguir imposições badeadas em religião.

Anônimo disse...

Amanda,

Hipocrisia é a sua opinião, de acreditar que todas as mulheres precisam se sentir da mesma maneira, sobre tudo, para que sua dor seja legítima.

Fia, qual parte do: cada UMA de nós importa você ainda não entendeu? Quão desonesto é usar a dor de um aborto espontâneo para legitimar a proibição de um aborto escolhido? Quem te deu esse poder para julgar que dores as pessoas podem prantear e quais elas não podem?

Um absurdo desprezar outra dor, quanto você teve a total falta de empatia e ética em prestar solidariedade a essa mãe que perdeu seu bebê (e sim, se ela diz bebê, ela tá certa. Se outra mulher chama de gravidez indesejada, ela tá certa também, nenhuma decisão precisa ser universal, só precisa ser verdadeiramente sua e não da sociedade, dos homi ou de mulher machista feito você, que tem o prazer sádico de tripudiar as demais, tome vergonha na cara).

A moça do post, eu sinto muito por tudo o que aconteceu. Obrigada, muito obrigada por compartilhar. Nada é tão urgente para o feminismo do que jogar luzes sobre as dores das mulheres, todas as dores.

Li seu post para minha mãe e duas tias, a mais nova das três tem 64 anos, a mais velha 83. Todas, sem exceção, tiveram abortos espontâneos. Duas delas, perderam filhos (uma no parto, a outra perdeu dois filhos adultos). Todas concordaram que a dor do aborto espontâneo é sim muito sofrida, e pior: na época em que aconteceu com elas, a sociedade não permitiu que elas pranteassem o aborto espontâneo. Sem exceção, todas foram maltratadas quando aconteceu, toda ouviram que a culpa pelo aborto foi delas, que elas precisam se cuidar, para de trabalhar fora de casa (duas eram comerciantes, uma agricultora), que se elas fossem 'só do lar', como cabia a toda mulher direita, não teriam perdido o filho do marido (sim, minha gente - o bebê não era delas não, era propriedade do marido, e elas ouviram que deixaram de cuidar com afinco da família, por isso abortaram).

Foram culpadas, uma ouviu que foi amaldiçoada por deus, que fizessem uma extensa penitência, pedisse perdão por seus pecados, e rezasse pela próxima gravidez saudável, que seria a prova de que ela não era uma pessoa má.

Essas história aconteceram entre 1970 e 1990. E, na época, era tabu falar sobre esse assunto, mesmo com outras mulheres. E elas também pediram para dizer que nenhuma dor de luto é igual a outra, mas que o luto do aborto espontâneo também as marcou, assim como perda do filhos nascidos. E que sim, é preciso falar, tornar público, pedir reconhecimento pela dor, senão o luto nunca vai embora.

Te mandam um abraço apertado, mil beijos e agradecem: elas puderam falar entre elas, primeira vez em anos, sobre a dor de ter tido um aborto no início da gravidez ou no meio(até então, elas só pranteavam entre si os filhos falecidos) e desejam que as novas gerações de mulheres encontrem seu caminho para falar sem julgamento dos outros sobre suas dores.

Aqui, para três senhoras, seu relato levou luz. Mais uma vez, obrigada pela coragem.

M.

Anônimo disse...

Ela perdeu por que ela queria. E não era mesmo uma vida, era um projeto de vida que no caso do post, a moça queria levar adiante para que se tornasse uma vida de fato. Logo, como era desejado esse projeto de vida, ela ja o tratava como uma.
Mas continua sendo um projeto de vida. Você tá passando vergonha aqui tentando pegar a gente na contradição ja que o qie não faltou foi pessoas tentando te explicar. Mas sua vontade de rebater quem é a favor de descriminalizar o aborto é tão grande, que te gaz ignorar tudo que foi dito.

Resumindo: querendo ou nao a gravidez, ali é um punhado de células, um projeto de vida. Mas quando desejado e amado, a futura mãe o vê como um bebê e se apega e ama como um futuro filho já. A que não deseja, não. Essa é a unica diferença. Mais claro que isso não dá pra ficar.
Engraçado como você, que vê como uma vida o projeto de vida ou amontoado de células, é a unica aqui que tá cagando e andando pra dor da moça do post. Na sua visão ela perdeu um ser humano, não? Por que não ta se importando com isso? Por que o que você falou, como eu disse, ja foi rebatido e explicado zilhoes de vezes.

Anônimo disse...

É só não criar expectativas no amontoado de células. Espera até perto de nascer pra comprar as roupinhas (rosa se tiver vagina ou azuil se tiver pênis xD)

Anônimo disse...

Não era nem um bebê ainda. Como podem dizer que era um filho?

Anônimo disse...

A dor é causada pelo processo de indução que estimula as contrações semelhante a um parto normal. Não é a saída do feto que faz doer não.

Anônimo disse...

Poxa... O que te faz pensar que você tem o poder de determinar o que algo representa pra alguém? Não acha que obrigar uma mulher a enxergar o filho DESEJADO como um amontoado de células é tão violento e machista quanto o inverso?

titia disse...

15:40 quem manda no útero é a mulher. Ponto. Homens só choram e esperneiam e não decidem nada. Ponto. Você não tem poder sobre o útero. Lide com isso.

Anônimo disse...

Obrigada por compartilhar isso, M. Sofri uma perda gestacional há pouco mais de um ano. Talvez não possa dizer se era filho, se era projeto de vida, se era amontoado de células ou parasita. Mas posso dizer que dói perder, seja lá o que foi que perdi. Fico pensando como teria sido muito pior se tivesse ouvido o que as três senhoras ouviram. Solidarizo-me com elas. Fico feliz que, ainda que tardiamente elas tenha tido a oportunidade de falar sobre isso. Agradeço à Cris Lima por isso. Que bom que ela está conseguindo transformar o sofrimento dela em luz para outras pessoas. É sobre isso a vida. É sobre isso também o poder das mulheres. Penso que o feminismo se fortalece quando somos capazes de respeitar as decisões umas das outras e não apenas daquelas que pensam como nós. Também não achei o relato "romantizado". Não vi apelo emocional. Apenas uma MULHER levantando uma questão que atinge outras MULHERES: a falta de apoio num momento delicado, os preconceitos e as culpas que nelas são jogados por isso.

Anônimo disse...

nossa, felicidades!! espero que você tenha uma gravidez tranquila e um bebê saudável ❤

Patricia Gabriel disse...

Estive afastada de comentar por motivos vários,e um deles foi a perda de um filhinho muito amado,de um ano e quinze dias,para a pneumonia,eu nem ia comentar,mas me solidarizo com a moça que perdeu o seu bebe,pois realmente,passo pela mesma situação:nossa sociedade nega a dor e a tristeza,pois não quer ter de se preocupar com isto,nossa sociedade preza por "vamos ser feliz"e não quer se dar o trabalho de ter que ouvir mãe enlutada(e a gente quer falar,e falar,e falar,qté se sentir realmente ouvida,eu sei!)...