terça-feira, 18 de outubro de 2016

GUEST POST: DESABAFO EM MOMENTOS DE DÚVIDA E DESÂNIMO

Estou muito desanimada com a situação do país. 
E começo a me desanimar também com o blog, que dá um trabalhão pra manter e me faz gastar tempo demais, tempo que não tenho. E sabe quando você tem a impressão que ninguém mais lê seu blog, ninguém comenta (ou que a maior parte dos comentaristas são mascus, reaças, trolls), ninguém compra seu livro, que o blog não tem mais relevância pra ninguém? Bom, é assim que estou me sentindo nesses últimos dias. 
Então fiquei muito feliz de receber este email do A.

Oi Lolinha! (Olha a intimidade, haha!)
Primeiro de tudo, quero te dizer que sou seu fã! Te admiro muito, você é uma mulher de muita força e coragem. Tem resistido bravamente a ataques de mascus que eu não aguentaria nem chorando! Acompanhei de perto sua luta, e me vi te admirando cada vez mais.
Descobri seu blog por acaso, enquanto fazia um trabalhão de Literatura. Me deparei com o guest post "Uma Capitu que não traiu Bentinho", e desde então tenho te acompanhado.
Você virou minha heroína! Me identifico muito com seus pensamentos e ideais. E infelizmente, tem gente nesse mundo que não compreende. Te invejo por ter toda essa energia necessária para combater essas pessoas. Chega a ser desgastante para mim; pois é difícil manter o diálogo com quem só quer ridicularizar o feminismo para manter a lógica da dominação masculina. Como você consegue?!
O feminismo me ajudou -- e muito -- mesmo eu sendo homem. Com a descoberta de meus privilégios, tenho lutado para que todos e todas possam usufruir dos mesmos direitos. Quero garantir uma sociedade mais igualitária para as próximas gerações. E eu também quero que acabe de uma vez esse machismo hipócrita. Eu sei que vocês mulheres têm motivos mais sérios que eu, afinal sofrem com estupros, agressões, cantadas, são assassinadas (por causa do seu gênero), e ainda são o lado oprimido... Mas eu também vou ser (e muito!) beneficiado com a queda do machismo, além de ficar bem mais feliz em viver num lugar onde as mulheres estão bem, porque sinto empatia -- já que fui criado por mulheres e sempre vivi entre elas.
Você foi a mulher que me apresentou a esse mundo. Serei eternamente grato por isso. Pois talvez, se não fosse por você, esse pensamento masculinista poderia ter sido "implementado e normatizado" em mim! Cruzes... Me arrepio só de pensar nessa possibilidade.
Aliás, provavelmente eu não estaria escrevendo esse email se não fosse pelo seu blog. Seus posts sobre suicídio me ajudaram muito também. Nunca tive a chance de agradecer... Obrigado.
Tenho me sentido muito nostálgico ultimamente, e queria desabafar com você. Eis um breve resumo da minha história.
Desde os 5 anos comecei a sofrer bullying na escola -- e isso só parou de fato quando eu tinha 16. Ou seja, onze anos de muita tortura por parte dos meus colegas de sala. Agora, no auge dos 17, descobri algumas sequelas que esses anos me deixaram.
Meus colegas sempre me zombavam e me chamavam de apelidos criativos por eu ser gordo e deficiente auditivo. Chegavam até a me bater algumas vezes no intervalo. Nunca contei para os meus pais o motivo de todos aqueles machucados... Isso me fez muito mal. Fiquei com uma péssima autoestima e entrei em depressão (fatos que perduram até hoje).
Esteja presente para os outrxs,
mas não se deixe para trás
Alguns anos mais tarde, logo após a pré-adolescência, passei pela tal fase do "espichamento", como dizem. Fiquei mais alto e emagreci bastante. Além disso, as benditas espinhas começarem a aparecer. Resultado? Continuei sendo alvo de zombarias e agressões. Me lembro de uma vez que tive que fazer uma apresentação para a escola e estava muito animado, pois era um tema pertinente para mim. Mas, no meio da minha apresentação, começaram os insultos e as vaias. E não tardou para surgir um coro. Sinto que cada palavra dita foi como uma facada em mim. Desenvolvi uma timidez crônica e medo de palco.
Porém, graças a alguma força superior ou mero acaso do destino, conheci um garoto que mudou tudo. Aos 14, consegui meu primeiro (e único) amigo de verdade. Ele era vegetariano, feminista e... gay. Mas essa última parte só eu sabia. Ele era ativista e fazia muitas artes marciais. Acabei me encantando. E apaixonando.
Hoje, percebo que ele teve uma influência (positiva, claro) muito grande na minha vida. Graças a ele, virei vegetariano e comecei a praticar artes marciais, além de me descobrir bissexual. Meus pais não sabem, óbvio. E nem vejo porque eles deveriam saber. Por exemplo, você contou para os seus pais que você era heterossexual? Claro que não. Porque não é algo errado, certo? É até normal e aceitável.
E não me vejo como uma aberração que precisa contar um segredinho sórdido aos pais. Vejo como natural, e isso sendo apenas uma pequena parte de mim. É como eu sou. Que se dane quem não aceita pessoas como eu, com o perdão do palavreado.
Claro que me sinto mal de ter que esconder isso das pessoas que eu mais amo na minha vida. Mas sei que eles seriam muito pouco compreensivos. Dói dizer isso, mas a criação deles sempre foi muito regada a valores machistas e cristãos. Ah, a religião...
Mais uma vez seu blog teve uma exímia importância na minha vida: me apresentou ao ateísmo e as ideias políticas de esquerda. Meu sincero obrigado novamente.
Enfim, o email ficou gigantesco. Basicamente queria desabafar com minha ídola e agradecer a enorme importância do seu bloguinho na minha vida. Você nem imagina o quanto me ajudou -- em diversos momentos da minha caminhada. Espero um dia poder te ver e te dar um abração como agradecimento.
Tenho esperanças que cedo ou tarde, a igualdade vai chegar, que o Temer vai sair do poder, que essa onda direitista será desmascarada e que poderemos viver de forma digna e plena nesse país.
Tem gente que me critica por isso, fala que eu não vou conseguir mudar nada, que isso é muito utópico, ilusório, impossível de acontecer.
Certo, é óbvio que sou um ser minúsculo em comparação ao gigantesco número de coisas erradas que precisam ser revistas e consertadas. Mas sabe o que eu descobri, novamente, graças a você ? Eu tenho poder de mudança.
Eu não preciso fazer coisas enormes, posso fazer coisas minúsculas. Posso divulgar ideais, questionar sutilmente alguns valores, participar de debates sobre diversos assuntos e/ou pontos de vista... Ou, quem sabe, criar um blog.
Vai que, assim como eu mudei radicalmente meu ponto de vista, indo contra quase tudo que minha família prega, outras pessoas também podem mudar. Às vezes o que falta para uma pessoa mudar é ela escutar vozes dissonantes. E eu tenho uma voz -- só falta utilizar ela em prol da mudança -- sendo um "divergente".
Você faz isso -- e me inspirou. Sou profundamente grato. E aposto que outras pessoas também!
Escreva Lola, escreva!

Minha breve resposta: Obrigada, lindo A.! Você não faz ideia de como é importante pra mim nesses momentos de dúvida ler o seu email. Fico feliz por participar da mudança de algumas pessoas. É isso que me move.

84 comentários:

Anônimo disse...

Quando o blog vai acabar? Já tinha reparado que o número de comentários caiu e muito.

Kátia Soares disse...

Olá Lola e leitores do Blog. Devo acompanhar as publicações há uns 4 anos, e entre idas e vindas nunca publiquei comentários. Diante desse texto desabafo e email maravilhoso, sinto que minha hora chegou. Vc já leu/ouviu de muitas pessoas o quanto seus textos ajudaram a mudar vidas, inclusive a minha. Não deixe de escrever.

Anônimo disse...

Lola , pode ter certeza que seu blog ajuda muitas pessoas , você é um
exemplo de força , coragem e resistência . Continue escrevendo Lola , continue !

titia disse...

Posso fazer coro ao A? Seu blog também foi muito importante pra mim, Lola. Bullying, machismo, hipocrisia, violência, religião, parece que eu também escrevi parte desse post, e o seu blog não só abriu meus olhos como me ajudou a superar muitos traumas, ver meus privilégios e me tornou consciente do quanto precisamos lutar. Obrigada, Lola, por escrever. Você me fez uma pessoa melhor escrevendo.

12:28 no dia 30 de fevereiro de 2980. Aproveita e cai fora daqui.

Anônimo disse...

O feminismo, infelizmente, falhou.

Menininhas brancas, ricas, universitárias e mimadas se "apoderaram" do feminismo.

Um bando de privilegiadas que querem "aumentar sua sala de estar".

E o mais engraçado é que as mesmas, heteros, se relacionam com homens que são justamente o que elas dizem detestar: o homem branco, classe média alta ou rico, que manda nela sim!

Triste.

Marcelo Pereira disse...

Tomara que não acabe, pois acompanho este blog e fiquei muito feliz em ver a Lola participar do livro Golpe 16, junto com um monte de gente que eu já admirava há muito tempo.

Sou homem e concordo que não precisa ser mulher para entender os direitos (e também os deveres) das mulheres. Basta ter o mínimo do senso de humanidade, algo raro hoje em dia.

Peço para que faça tudo para não extinguir o blog. Ainda mais que o livro está ajudando você a se tornar mais conhecida. Leitores dos blogs dos outros autores do Golpe 16, ao verem seu nome e seu texto no livro, criarão interesse em conhecer seu excelente blog.

Por favor, não desista. Isso é o que os direitistas e machistas mais querem que seja feito!

Anônimo disse...

Não ligue para esses comentários azedos, Lola. Como o A. disse, seu blog ajuda muita gente a "pensar fora da caixa". Você tem um poder de fala que ecoa muito longe e isso é super importante, não pare por favor!
Abraços "cibernéticos" para você e para o A.!
ps: esse negócio de número de comentários às vezes varia mesmo, não se preocupe tanto. E se a situação ficar crítica, a gente sai de porta em porta pedindo 'Você já conhece o blog da Lola?' hahaha. Beijos!

Laryssa disse...

Acompanho o blog diariamente há muitos anos, mas não sou do tipo que comenta posso dizer que me tornei mais consciente com ele e uma pessoa melhor. Acredite Lola vc faz uma diferença enorme nesse mundo.

Anônimo disse...

Lola

Volto aqui para te agradecer e dizer que entendo totalmente esse momento. É bem difícil mesmo. Mas fica aqui o registro: vc é necessária! pensar fora da caixa é aqui mesmo.

Mas assim como muitos aqui, esse espaço também me ajudou muito. Tive várias oportunidades de fomentar uma consciência critica sobre a sociedade e sobre o momento que estamos passando.

Infelizmente há uma triste onda conservadora em curso. Mas vamos ver até onde vai, está tudo muito recente. Acredito que a conta dessa onda vai fazer muita gente repensar seus conceitos daqui a um tempo. Precisamos ser fortes.

Não hesite pedir guests posts quando estiver dificil pra vc, acredito que muitas sempre terão como colaborar. Mas seja o que for q aconteça, saiba q vc é muito querida e que nada poderá nos tirar este espaço, pois já está em nossos corações.

Vc uma referência tão positiva no feminismo, Lolinha! Mais uma vez, obrigada por tudo! Beijos e abraços

Carla

Luise Mior disse...

Anon das 12:28, porque você não embora?Tem muito lugar que pode te interessar fora do blog da Lola. Lolinha,querida, você é minha ídola. Assino embaixo de 95% do que você escreve. Espero que mantenhas o blog,pois o leio todos os dias. Sinta-se abraçada ;)

Unknown disse...

Querida Lola, por favor, não desista. Seu blog também é muito importante para minha história. Sério, acho que jamais pensaria em trabalhar os temas de gênero da minha aula se não fosse por tudo o que aprendi aqui.

Sim, eu te entendo. Os comentários estão ruins e creio que isso é parte de um ataque premeditado. Há tempos vemos vários tipos de trolls (mascus, falsos feministas radicais, algumas verdadeiras, talvez? mulheres conservadoras), e nesse momento de retrocesso, todos saíram das cavernas escuras para continuar a querer vendar os olhos de todo mundo.

Não seria o caso de solicitar mais ajuda com a moderação? Quem sabe com mais pessoas filtrando os comentários (eu acho que você poderia discutir uma política de cortes mais duras, especialmente nos relatos de agressão), só te chamando para ver alguns, o fardo gerencial ficasse mais fácil.

É hora de resistir Lola, agora mais do que nunca. Você não está sozinha!
Um abraço carinhoso.

Sem amarras. disse...

Seu amg era feminista? Ñ existe ômi feminista, meu caro.

Anônimo disse...

Lolinha, mal posso expressar a alegria que senti ao entrar no meu blog favorito... E ver um guest post meu ! Que honra ! Estou muito contente por saber que fui útil para que você pudesse reunir forças, munir-se de comentários positivos, nutrir esperanças e ir novamente à luta - com muita garra !

Aos demais comentaristas, obrigado por lerem meu relato e endossarem o coro para que a Lolinha veja o quão querida e importante ela é para o NOSSO movimento !

Abraços a tod@s !

Cordialmente,
A.



Anônimo disse...

Ah, nem começa com o desserviço para com as mulheres e o feminismo, sem amarras. É rad, né? Talvez pra você seria melhor um blog radical. Ou tá só fazendo que nem os trolls de todo santo dia do blog.

Anônimo disse...

Se depender dos trolls nunca porque vcs achem aqui de comentários.

Geovana Gambalonga disse...

Lola,

Sou mais uma das pessoas que foram influenciadas positivamente por suas ideias e por este bloguinho. E continua sendo uma das minhas referências de informação desde o momento que o descobri até hoje!

Tenho a impressão que sofremos uma espécie de recrudescimento da intolerância e do conservadorismo, mas isso parece ser uma resposta direta ao florescimento das ideias divergentes, dos espaços de discussão de direitos. Então não podemos esmorecer!

Continue sendo essa voz divergente que inspira mudanças! Não desanime! Por mais que eu não comente com frequência por aqui continuo te acompanhando sempre!

Abraços :)

Anônimo disse...

"nosso" movimento?
Menos, bem menos..

Fabianaaaa disse...

Só posso que dizer que conhecer seu blog foi um "upgrade" na minha vida. Ampliou de forma maravilhosa minha forma de ver o mundo e me deixou muito mais esperta. Beijos Lola.

Anônimo disse...

Eu sabia que iam implicar com o "nosso", tanto que até deixei em letra maiúscula.

Você sabe o que significa "nosso", aliás ? É tudo aquilo que nos pertence, que nos cabe. Então porque eu não poderia dizer que o feminismo é o "nosso" movimento ? Não é ? Seria de quem então ?

O feminismo não é a luta por direitos iguais, dentre outras coisas ? Porque não a "nossa" luta ? Não somos nós que lutamos por isso ?

E quis generalizar. É nosso, é seu, é meu, é dela, é dele... Nós lutamos. Nós somos feministas. Eis o nosso movimento.

Nosso; de tod@s !

É o meu movimento. Eu o sigo e o incorporo em mim - todos seus ideais. Logo, são meus, partes de mim. E eu sei que não sou o único que incorpora tais valores, logo, o movimento é de quem faz isso !

Mas, como você deve saber, correntes de pensamentos feministas se diferenciam porque apontam uma diferente raiz para o problema da opressão que sofremos e apontam diferentes formas de combater essa questão, o que gera uma infinidade de vertentes feministas.

O movimento seria de alguma delas em especial ? Ou de todas ?

Não era "nosso" ?!

Então, digo e repito: nosso feminismo !

Grato pela atenção,
A.

Samantha disse...

Eu nunca faço campanha para blogueiras manterem seus blogs porque sei que dá trabalho, gera incomodação e porque ter um blog depende do ânimo da pessoa. Lamento quando um blog acaba, mas me sinto feliz de tê-lo acompanhado pelo tempo que durou.

Mas, como uma leitora antiga (te acompanho desde as tretas do CQC, Lola), só posso dizer que o blog acrescentou muito a minha vida.

Eu, como várias outras leitoras, utilizei este espaço para desabafar, crescer, falar de coisas que jamais havia falado antes. Adoro tanto este espaço que, mesmo depois de muitos anos, ainda venho aqui todos os dias.

Não sou de comentar porque normalmente chego ou antes do debate começar ou depois do debate terminar, mas sempre leio tudo. Vi grupos irem e vindo aqui que sinto sempre uma enorme nostalgia.

Nunca desanime Lola. Mantendo ou não o blog, você já fez a diferença.

Grande beijo.

Anônimo disse...

Liga não A., deve ser só um troll se passando por feminista, ou uma radical que age que nem aqueles que ela tanto condena. Oprimido querendo oprimir, tsc tsc
É sim o feminismo é pela igualdade mesmo, logo todos podem e devem fazer parte dele, mesmo que as mulheres ganhem mais visibilidade, uma vez que as afeta mais.
Parabéns pelo post e por sua resposta bastante sensata ao comentário sem noção que quer cagar regra. Como feminista, fico feliz de saber que mais um aliado está entre nós, pois só trazendo pro nosso lado que temos chances verdadeiras de fazer a igualdade vir a funcionar. Afinal, quem iria querer fazer dar certo um movimento que só segregaria ao contrário? Isso não seria igualdade de verdade, seria apenas inverter os papéis e isso é coisa que extremistas querem, não as feministas como um todo

Anônimo disse...

(Viviane)
Gostaria de aproveitar o comentário de Unknown (14h25) para fazer um apelo aos leitores frequentes:
Por favor, parem de jogar na cara da Lola os comentários de mascus, reaças, trolls e similares. Se você não pode colaborar, o silêncio vale ouro. Ela mantém um blog sozinha, sem receber por isso, ajuda tanta gente e ainda tem de ler esse tipo de cobrança? Uma boa forma de ajudar é aquele ditado dos primórdios da internet: "Não alimente os trolls".

Anônimo disse...

Não entendo, e os comentários que pedem o extermínio de todos os homens aqui, esses podem?

Anônimo disse...

Eu entendo os ideais "nobres igualitarios" do que o esquerdismo aparenta propagar. Mas foi provado que ele não funciona e gera apenas mais miséria. Os paises mais igualitarios que existem hoje são baseados no capítalismo. O esquerdismo hoje no Brasil vive em negação diante da falácia de toda essa ideologia. Defender a mentira, a incoerencia, por causa de ideologia, é, desculpe, desleal.
Tá na hora de repensar as coisas e enfrentar a realidade.

Anônimo disse...

Oi lola,
Quando tem muito comentário de troll a tendência é cair o numero de comentários bom.

Isso está acontecendo em vários canais do you tube tbm.
Aliás, vc já pensou em fazer um canal no YouTube?

Bj lola. Fique em paz.

Rodrigo Almeida disse...

Feminismo não tah dando muito lucro, não é mesmo?

Anonima disse...

Eu desisti de comentar por causa de trols.
Depois,desisti de ler os comentários.
Já lido com agressões do machismo diariamente. Quando percebi que ao ler os comentários aqui seria agredida de novo, parei de ler e parei de comentar.

Anonima disse...

Mas continuo lendo o blog.

Anônimo disse...

Correção: Bons*

Graciema disse...

Lola,

fica aqui também meu respeito e admiração por você, e que le-lo trouxe boas mudanças na minha vida. Sobre comentários...eu não comento muito, e a caixa de comentários ultimamente anda difícil, mas ainda leio.

Muita força e amor

Graciema

Fabianaaaa disse...

Gente não tem muito a ver com o post, mas vcs já viram o TedTalk da Monica Lewinsky chamado The Price of Shame (O Preço da Vergonha)? Ela fala sobre cyberbullying e slutshaming de forma magistral e o vídeo termina com uma merecida e longa ovação. Achei só em inglês, infelizmente, mas pra quem tá num nível básico de inglês mesmo já deve ser facil entender, ela fala pausado e de modo muito claro.. Eu traduziria se já não tivesse n coisas pra fazer. Bjs

Anônimo disse...

O blog já me ajudou também, tanto para se informar sobre certos assuntos (aliás, já mandei várias das postagens para que outras pessoas lessem também) quanto para me sentir melhor. Eu só não comento com frequência porque costumo ler pelo celular e sempre que clico para enviar o comentário, ele simplesmente não vai! Já tentei muitas vezes antes, verifiquei para ver se foi aprovado e nada, por isso tenho certeza do problema. Por acaso, estou no PC agora para digitar este.

Tudo de bom, Lola.

Anônimo disse...

a maior parte dos comentaristas são mascus, reaças, trolls

.

Previsível. Lembro do velho orkut, todo comunidade de pensamento único, decaía até acabar. Baixaria e bate-boca também decaí. Pensamentos diferentes, moderando apenas os desrespeitosos, costumava ser a melhor fórmula.

Bom, só com comentários laudatórios, sem polêmica, vira um tédio. Bom, o blog é seu, faça o que quiser.

Anônimo disse...

Eu sou uma comentarista muito antiga, já postei aqui sob diversas identidades. Sou da época da Aiaiai e da Niemi (polêmica), e até antes disso. Antigamente, eu contava os minutos para aqui estar, pois os debates eram muito bons, o nível era muito alto. Troca de idéias, mudanças de opiniões, era muito legal. A lola também falava muito de cinema, era ótimo (ainda leio os posts antigos).

Depois de um tempo isso aqui foi inundado por adolescentes que ok, estavam empolgados com a descoberta do feminismo, do ateísmo, da esquerda, mas não tinham muito a acrescentar (bagagem). Depois alguns trolls apareceram. Antes até o nível da trollagem era melhor, hoje é esse lixo de gente que aparece aqui. Eram poucos comentários anonimos antes hoje é a regra.

Enfim. Acho que o excesso de visibilidade (após rafinha e após o feminismo invadir o facebook) e também esse feminismo que distribui carteirinha (do qual a lola nunca fez parte mas já teve no comentário sim), acabou refletindo um pouco na queda dos comentários. A mudança da lola de cidade e ela ter ficado mais famosa tbm (menos tempo, mtos guests posts, alguns bem ruins, e falta de texto sobre filmes) contribuíram para uma leve mudança de perfil. Mas continue lola. Ainda estou te lendo.

Thais disse...

Many small people, in many small places, do many small things, that can alter the face of the world.

Anônimo disse...

Minha sorte foi ter conhecido os mascus somente através do blog, mostrando o quanto são ridiculos e refutando essa visão de mundo deles. Senao eu acabaria sendo um deles. Para nós que temos a cabeça fraca, o discurso de ódio e auto indulgência deles é muito tentador. E precisamos de idéias fortes para nós defender.

Anônimo disse...

Olha, não sou troll e nem "mascu", não gosto da Lola e nem deste blog, mas no sentido de que a mensagem daqui não é pra mim. Eu não sou o público alvo, porém esse meu "não gostar" se refere somente a isso. Lola, continue falando o que você acredita, se todo mundo for pensar igual, sem oposição, perdemos todos. Sou anti-esquerda, não quero a esquerda pautando a minha vida mesmo eu não causando mal algum a vocês, porém fica a minha torcida para que você saiba tomar uma decisão conforme o seu coração.

Anon disse...

Oi Lola. Nada relacionado ao guest post mas não acabe com o blog. Você foi a minha primeira relação com o feminismo, eu entendi muitas coisas atráves do seu blog, coisas que passavam despercebido e tenho que a agradecer por isso. Apesar de nunca ter sido uma feminista, adoro o posts que você faz, suas ideias e reflexões. E nem preciso falar para esquecer dos trolls, né? Sei que é difícil, mas eles só querem perturbar. É bem chato, mas pensa nas pessoas que você ajudou, conseguiu abrir a mente e tudo mais, como eu, que vim parar aqui de paraquedas em 2014 rs. É isso, te desejo tudo de bom.

Unknown disse...

Lola, querida, imagino o quanto é desgastante, em vários aspectos, manter o blog. Sinto-me até egoísta em fazer este pedido, mas o farei mesmo assim: não desista do blog!
Jamais fiz um comentário nesses quase quatro anos em que acompanho o seu blog, mas saiba que você mudou minha vida profundamente.
Não fico um único dia sem visitar o blog. Você é como uma grande amiga, que jamais tive.
Um grande abraço!

Anônimo disse...

Anon das 16:10,

Estou profundamente grato por seu comentário e pelo elogio ! Pessoas sábias, ponderadas e sinceras como você me fazem não perder a fé na humanidade - e me sentir cada vez mais acolhido no movimento !

Pois é, esses trolls e radfems também me chateiam muito ! Pois o blog da Lola, como é muito conhecido, tem um enorme potencial para debates enriquecedores ! Mas esse pessoal que aparece vomitando ódio e "cagando regra" acaba afastando as pessoas e gerando mais ódio e discussões rasas (sem aprofundamento nos assuntos abordados).

E, parafraseando sua excelente observação: "quem iria querer fazer dar certo um movimento que só segregaria ao contrário" ? Ninguém ! E é justamente isso que esse pessoal faz, ocasionando essa redução lamentável de comentários bons no blog...

Porém, sabe esses "conselhos" que estamos dando a Lolinha ? Também serve para nós. Vamos enfrentar o pessoal que tem infestado o blog - usando a calma e argumentos coerentes (coisas que essas pessoas não tem). Quem sabe eles não entendam de uma vez por todas o nosso ponto de vista e venham para "o nosso lado da Força" ?!

Não custa tentar, não é ? Quanto mais pessoas aderirem ao nosso movimento, mais visibilidade teremos - e mais chances de colocar nossos ideais em prática. Vamos fazer a nossa parte !

Atenciosamente,
A.

James disse...

Nao desista Lola. Voce ajuda muitas pessoas aqui.

Mia disse...

Lola, você é a força motriz de muita gente (incluindo eu!). Queria poder inspirar e fazer as pessoas crescerem como você faz. Quem sabe um dia...

Sofia L.B. disse...

Obrigada por tudo o que vc já fez, Lola. Enquanto ainda valer a pena pra vc, pesando os prós e os contras, por favor continue. Vc faz uma diferença positiva na vida de muita gente :3

luzete disse...

lola, os comentários revelam a importância do seu trabalho,deste trabalho insano que é remar contra a corrente e é nisto que reside a diferença. vc faz diferença, sim e importante. necessária. seja forte e entenda que estes momentos sombros passarão. depende de nós. de cada um de nós que acredita que um melhor é possível.

TamaraST disse...

Querida Lola, acho que o que te aflige é algo que eu notei nos últimos anos nas redes sociais e territórios onde pisam os "anônimos" e os "senhores da verdade": O ÓDIO. É ódio pelo gay, pela mulher que quer ser livre, ódio por partidos políticos, ódio por tudo aquilo que tenta sair do que é imposto pela sociedade como correto e padrão por tantos séculos...
Eu abro links de notícias e os comentários me deixam doente. Não se tem mais compaixão, empatia, respeito e amor pelo próximo. Tudo de ruim que acontece é sempre culpa de alguém e nunca é culpa dos anos de repressão que as minorias sofreram.
Teu blog eu descobri faz pouco mais de 1 ano e meio; período em que me aprofundei mais no feminismo e percebi o quanto essa luta é importante não só para as mulheres, mas para toda a sociedade que quer viver em paz e cuidar do próximo. Eu não tinha muito conhecimento, e me envergonho em dizer que até uns anos atrás eu tinha idéias bem machistas a respeito de alguns temas. Isso mudou quando, além de ler o teu blog tão rico de conteúdo, clareza e inteligência, li os links que tu nos indicava pelo twitter e pelo blog também.
Se for preciso, dê um tempo, descanse, ponha as idéias no lugar, mas nunca, por favor, NUNCA pare de escrever. Tuas palavras e pontos de vista são importantes demais, nos abrem a mente, os olhos, e o mais importante: nos tiram da penumbra.
Obrigada Lola, pelo blog e pela pessoa forte e corajosa que é. Principalmente, por mostrar que um mundo melhor, apesar de difícil, é possível.
Um beijo, Tamara.

Valéria Fernandes disse...

Lola, seu blog é importante para muita gente. Os testemunhos aqui e em outros lugares apontam para o trabalho positivo que você faz. Pense em quão negativa é a internet e o quanto o seu blog faz diferença. Dá trabalho? Dá. Há altos e baixos? Sem dúvida. Mas não esmoreça. De resto, ainda que você deixe de publicar, seus textos ficarão eternizados na rede e ainda poderão ajudar muita gente.


Ah, sim! Recebi o seu livro. Obrigada pela linda dedicatória.

Anônimo disse...

Conseguiram estragar uma luta muito importante.

Por pura ideologia.

Anônimo disse...

Uma mulher conservadora é invisivel a esse feminismo.

Piada

Anônimo disse...

Um negro pobre hetero por ser homem tem menos credibilidade aqui do q uma radfem..

Funciona assim

Tata disse...

Lola, sua linda! Sou leitora assídua do blog há mais ou menos cinco anos (desde os dezessete aninhos haha) e apesar de quase nunca ter comentado aqui, normalmente por falta de tempo, tento ler todos os novos posts sempre que posso. Me sinto na obrigação de comentar agora, pois seu blog foi muito importante pra mim, na minha identificação como feminista. Na época em que estava conhecendo o feminismo, ainda eram raras fontes sobre isso na internet, e seu blog foi um dos primeiros contatos que tive com o movimento, me ajudou a esclarecer muitas dúvidas e, inclusive, descobrir mais sobre mim mesma. Apesar do movimento ter conquistado bem mais espaço hoje, acredito que nossas referências feministas ainda são muito superficiais. E principalmente por isso precisamos de você. Por favor, não desanime e muito obrigada por todo esse tempo de blog e dedicação em compartilhar seus conhecimentos com a gente. Com toda certeza seu blog ainda fará diferença para muitas outras garotas que, assim como eu, descobriram e estão descobrindo o movimento feminista pela internet. Beijo!

Anônimo disse...

Feminismo radical é a escória do feminismo. Antes eu pensava que era necessário ter gente que não pensa muito do lado pra balancear um pouco, por medo nos machistas e talz, mas quando você chega num ponto que não dá pra discernir se é feminista radical ou troll nerd channer, tem algo errado.

Já ta dando vergonha alheia, parece que radfem não vive no mundo real. No mundo real existe homem, sabia? Eles são importantes porque mesmo se todas as mulheres do mundo fossem feministas, ainda assim ficaria 50% contra 50% (arredondado) da população. Tu quer usar de uma certa misandria em forma de protesto? Beleza, mas isso não é uma boa estratégia no mundo real, isso só funciona no twitter e na rodinha radical. "Mimimi protagonismo, mimimi semântica" foda-se.

E nem comecei a falar da transfobia, mas não vou apontar todos os erros das radicais se não ficaria horas digitando.

Claire disse...

Lola, não desista do blog, antes dele eu era uma machista da pior espécie, você me ajudou muuuito, adoro seus textos, todos os dias dou uma passada aqui pra vê se tem algo novo. Fiquei um pouco desanimada de comentar e tal, pq sempre tem esse povo idiota que comenta aqui, mas nunca deixei de ler nada. Imagino que deve ser dificil, mas já reparei que muitos perfis feministas de facebook, tem mais de uma administradora, pq não tenta fazer aqui pelo menos pra olhar a caixa de comentários, pra excluir algumas coisas desnecessárias?
Beijos lola, adoro você! =***

Priscilla disse...

Escreva, Lola! Escreva! Por favor não pare! Estamos com você!

Debora Puci disse...

Lola, você muda as pessoas para melhor, com você aprendi tantas coisas.

Anônimo disse...

Ja comentei algumas poucas vezes, mas sou frequentadora assídua desde 2012. Poxa lolinha, o bloguinho foi tão importante pra mim e para minha formação :(. Foi vc quem começou a me abrir os olhos para o mundo e ver que não devemos achar as injustiças naturais. Hj sou estudante de direito e sei que muitas das minhas condutas éticas e profissionais virão, felizmente, do que aprendi aqui. Te adoro. Beijos.

Jéssica Sousa disse...

Acredito que cada um tenha se identificado com algum trecho do relato do A. E essas incertezas surgem pra qualquer um, principalmente no contexto que estamos vivendo, vemos muito pouco florescer no descorrer desse ano e pouca expectativa de brotarem flores futuramente, mas somos nós o enfrentamento. Em meio a esses tempos duros,lutemos. Plantemos flores.

Anônimo disse...

Vc sabia que os outros blogueiros recebiam pixulecos, né? Por isso que te admiro. A única que faz por idealismo.

Anônimo disse...

Os mascustrolls de estimação e ''radfems'' trollando mulheres heteros poluem muito os comentários e só estão aqui para causar discórdia, bagunça. Isso tudo enche a paciência e desanima pelo menos de comentar e participar de algum debate.

Ana disse...

Lola, acompanho seu blog há anos, e posso dizer que você foi e é muito importante pra mim, ainda que não nos conheçamos! Foi com você que tive contato pela primeira vez com o feminismo, e até hoje aprendo questões ligadas a gênero, racismo, direito LGBT, além de tantas outras que você aborda no blog. Além de ter ampliado meu conhecimento, com você e tantos outros que colaboram através de guest posts eu aprendi, ou desenvolvi, valores fundamentais na minha vida: compaixão e empatia. Também desenvolvi pensamento crítico, eis que, na minha formação (pais rígidos, colégio militar), não fui muito incentivada a pensar fora da caixa. Enfim, você me ajudou a me tornar uma pessoa melhor, e ainda ajuda, não só a mim, mas muuuitas outras pessoas. Acho que você já deve ter ouvido muito isso, mas tô repetindo só pra que você não se esqueça a importância e o alcance do seu trabalho com o blog. Dito isso, é claro que seus leitores entenderão se você quiser diminuir o ritmo ou, quem sabe, dar um pause no blog. Imagino o quão cansativo deve ser! Mas, se o caso for só de uma forcinha pra continuar, saiba que você tem leitores que te amam, com o crescimento dos quais você contribui muito, e que sempre estarão por aqui pra te apoiar. Beijos!

Patrick disse...

Lola, já pensou em instalar o sistema de comentários DISQUS aqui no blog? Posso tentar ajudar se precisar de apoio técnico. Se fizer um posto ensinando as pessoas a negativarem comentários ofensivos, de trolls, etc., pode ser extremamente útil.

Anônimo disse...

o POBRETA tirou o blog vidaruim do ar pois foi identificado (em outro blog) como VINICIUS SUCUPIRA DE ALENCAR MACHADO. achei que gostaria de saber. Enfim, uma vitória, um a menos.
abraço!

Unknown disse...

Ola....
Nunca comentei nada aqui. As vezes que eu pensei em comentar alguma coisa, já tinha alguém com a linha de raciocínio semelhante e acabava deixando pra lá...
Sempre acreditei na igualdade entre homens e mulheres, mas relacionava a palavra feminista com algo muito ruim....
Seu blog me ajudou a ver que não tem nada demais com o movimento. Que não resiste regra: posso ser feminista e me depilar, posso ser feminista e não odiar homem. Outro ponto importante foi descobrir um pequeno machista que existia em mim. Veja que contradição: sempre lutei por igualdade mas as vezes tinha alguns pensamentos eram contrários a isso....
Também me fez ver o quanto os meus atos eram importantes: no segundo grau, com quinze anos, eu entrei em uma escola técnica para fazer mecânica.
Em uma escola predominantemente masculina, as meninas não tinham vez. Algumas tentavam desaparecer, outras tentavam ganhar espaço por serem bonitas. Mas comigo era diferente. Falava que eles me viam como "homem". Na verdade eles me viam como um ser humano tão capaz como eles... ahhhh.... como demorei tanto para perceber isso!!
Lola, obrigada por clarear as minhas ideias!
Hoje eu estou mais evoluída (ainda bem). E vc, uma ilustre desconhecida, tão distante, misera dona de um bloguinho, me ajudou nisso! Só posso agradecer.
Obrigada <3

Anônimo disse...

Lola, não desanime. Você e Dilma comeram e comem o pão que o capiroto mascu amassou e estão aí, de pé, lutando. Se vocês esmorecerem, nós esmoreceremos. Vocês não estão sós, são nosso farol na escuridão que tomou conta do Brasil!

Claudia - RJ

Judith disse...

Lola, entendo seu desânimo com a situação do país e com a aparente falta de engajamento ou seja lá que termo poderia usar no blog. Trabalho numa editora e vejo a luta para nosso trabalho ser visto, ser considerado nas escolhas dos leitores e leitoras. Não está fácil. Conseguir que as pessoas comentem, se expressem (exceto se for para xingar) está cada vez mais difícil no geral não somente na blogsfera. Se puder te dizer algo, diria: o conteúdo que você escreve e seleciona para postar no seu blog é praticamente único! Não encontramos essa seleção, essa reflexão, essas histórias incríveis, doloridas, sofridas, maravilhosas, únicas em muitos lugares. Acompanhar sua luta pessoal contra os mascus, contra os haters encoraja e desafia a seguirmos em frente e também ao seu lado. Mas o seu sentimento...só você o sente. Mesmo que seja para blogar menos, se puder te pedir algo, pediria: não desista! Um beijo, Judith

Rafael Cherem disse...

Os comentários são desanimadores, há muito espaço para os mascus aqui e ninguém os ignora.Fora isso o blog é ótimo, leitura obrigatória, desanima não.

Anônimo disse...

Acompanho seu blog há muitos anos;leio tudo; indico sempre; quase nunca comento aqui e nem em outros blogs que acompanho porque ou o texto ou outros comentários já dizem o que eu gostaria de dizer; se não tenho a acrescentar não comento;mas eu não teria a sua coragem, portanto só digo: faça o que for melhor para VOCÊ:)
@neideimb

Design + Industrial.com disse...

Que fofinho essa postagem!
Fico feliz de ter tantas pessoas que pensam como a gente e se sentem bem aqui também.
Eu imagino o desânimo que dá, escrever em um blog onde a maioria das respostas é agressiva, de pessoas doentes, desocupadas, maldosas, machistas e que querem o nosso mal.
Mas infelizmente esse tipo de gente sempre vai existir, em maior ou menor quantidade.
Seu blog é um dos poucos que tem bastante abrangência e ajuda várias pessoas.
Você se posiciona frente a tudo que existe de errado, e isso incomoda muita gente!
Te leio sempre e és muito importante para mim também.
Beijos

Anônimo disse...

Lolinha, acho que você não tem a noção exata do impacto do seu blog na vida de muitas pessoas, principalmente aquelas cuja mentalidade foi moldada pelo patriarcado e que têm uma visão completamente deturpada do feminismo. Eu fui uma delas. Seus textos abriram meus olhos, me estimularam a olhar o mundo de outra perspectiva, a questionar, a reconhecer padrões negativos entranhados em nossas próprias ações/pensamentos, e me ajudaram a descobrir a feminista que havia em mim. Sou testemunha viva de que esse blog é uma ferramenta de valor inestimável para conscientização e HUMANIZAÇÃO de pessoas, em especial nesses tempos sombrios que assolam o país. Sou muito grata pelo tempo, esforço e carinho que você dedica a esta página, e tenha certeza: NÃO É EM VÃO!

Anônimo disse...

Lola, eu apoio a ideia do Patrick de instalar um sistema de comentários diferente, em que os próprios usuários possam negativar/reportar/bloquear os trolls e assim manter um ambiente mais amigável e convidativo à participação. Pense com carinho.

Anônimo disse...

Lola, amada, te visito todos os dias. Não queria que desistisse do blog, mas se ocorrer, saberemos respeitar! Você aguenta muita pancada! E já espalhou muito amor! Tenho grandes problemas de auto estima e vários posts seus me ajudam a trabalhar isso. Me sinto contemplada, você mal sabe o quanto importa! Beijos


gabss

William Jaber Júnior disse...

Olá, Lola. Eu não tenho tempo de estar lendo sempre, mas pelo menos umas 2 vezes no mês entro no seu blog e leio vários textos que sempre me acrescentam bastante. Não desanime, você ajuda muuuuito gente. Grande abraço!

Anônimo disse...

Meus dois (ou três) tostões:

- não pare de escrever, por favor. é tão importante que mulheres escrevam!

- eu acompanhava o blog todo dia, minha frequencia diminuiu basicamente porque não é vc que escreve a maioria dos posts, então talvez vc pudesse diminuir os posts, escrever com calma e com qualidade.

- também parei de acompanhar desde que vc passou a assumir uma postura mais liberal. antes eu não entendia direito como isso poderia afetar as meninas e mulheres, mas hoje penso que o feminismo liberal deixa as meninas indefesas.

- enfim, o terceiro ponto é que esse é um depoimento masculino e homens tem usado um discurso moderninho pra continuar explorando mulheres e praticando misoginia sem culpa.

- enfim, desculpe, mas não consigo ver nada de positivo num feminismo que os homens gostam. os textos que eu acho que importam e que mando para o meu marido o incomodam, ele nunca fica feliz ou satisfeito consigo mesmo depois da leitura. e, assim: o incômodo deles não é nada comparado com o que as mulheres passam. nenhum homem deveria estar assim saltitante e se sentindo maravilhoso por querer fazer algo de bom pelas pessoas ao se deparar com o feminismo. vergonha e culpa é o mínimo que se espera diante do estupro e assassinato diário que eles praticam contra mulheres e meninas.

nelsonalvespinto disse...

Oi, Lolinha,

Terei de ser o chato que contraria o que todos estão dizendo. Eu acompanho seu blog desde 2010. Lembro dos altos papos sobre cinema. Algumas de suas críticas de cinema são muito preciosas para mim. Depois virei leitor esporádico e só não comento muito pra não chover no molhado, tipo "Belo texto, Lola", etc.

De repente, por conta de alguns posts sobre feminismo, choveram os tais masculinistas em seu blog e acabaram por te eleger a inimiga pública número um da humanidade. Eu sei que você não pediu isso e fiquei muito orgulhoso por ver que você nunca cedeu um milimetro de suas posições quando eles começaram a te atacar de forma cruel e violenta.

Mas aí é que mora o perigo. Como seu leitor eu sempre me senti apreensivo com o nível e crueldade nas ameaças e comentários. E a coisa ficou de tal tamanho que a gente acabou por se acostumar com o tom violento, acostumou com o descaso da PF, afinal, a vida é assim mesmo, etc.

Temo por você. Temo por sua vida. Na boa, não quero uma mártir. Esses malucos acham que dando fim a você darão fim ao feminismo. E isso é perigoso.

Mas e o que se pode fazer?
- Talvez pensar num modelo de blog onde sejam muitas vozes, tipo o GGN do Nassif. Você hoje representa muta gente. Tenho certeza que essa gente pode te ajudar nisso.
- Banir todos os comentários inúteis.. Deixar que voluntários de sua confiança leiam e aprovem o que deve fazer parte do post. E você nem deveria lê-los, afinal, o único objetivo desses comentários é te magoar. Cedo ou tarde conseguem. Não publicar os comentários ofensivos faz a leitura ser mais proveitosa.

Todos sabemos que você não vai parar. Afinal, você é Lola, a nossa Lola.

Mas se tiver de dar um tempo, não hesite.


Abraços e continue a lutar.

Anônimo disse...

Olá, Anônima das 13:16

Na primeira leitura, me senti extremamente chateado e ofendido, pois o relato acima é meu. Eu não usei um discurso moderninho para usar as mulheres de forma alguma. Foi apenas um desabafo (de fatos verídicos da minha vida); além de ser um agradecimento a uma mulher que admiro tanto.
Na segunda leitura do seu relato, eu finalmente compreendi. Afinal, uma pessoa que cresceu num sistema opressor que sempre a rotula, julga e condena acaba criando uma aversão a ele – criticando duramente a figura mais ligada a seus “líderes” (no caso seria a masculina), criando pré-conceitos e generalizando. A vítima tende a usar as técnicas de seus algozes, como prevê a psicologia.

Lamento pelas reações de seu marido, mas tomar as atitudes dele como o padrão de todos os homens, revela uma grande intolerância. Todas as mulheres do mundo te representam? Pense bem no que irá dizer. Não são todas, né? Pois é, os homens machistas não me representam. Pasme e até duvide se quiser, mas existe uma minoria de homens feministas, sim. No meu relato contei de um amigo feminista. Conheci apenas outros dois caras que também eram feministas; então não posso negar que são raríssimos. Mas existem. Eu me considero um; também. Teus ideais são os mesmos que os meus. Lutamos pela mesma causa.

Porque o seu movimento não pode acolher os homens que também não concordam com o machismo que predomina na nossa sociedade? Você não acha que quanto mais adeptos ele tiver – mais força ganhará – e mais possibilidades de espalhar os ideais feministas pelo mundo?

Claro, sou homem. Mas como eu disse, serei beneficiado pelo feminismo... E pelo que percebi, é isso que te chateia. Desculpa, mas assim como esse molde machista criou diversos dogmas para vocês, mulheres, acabou criando alguns para mim também. Meus colegas, aos 10 anos, tiveram relações sexuais com prostitutas para estimular sua “macheza” e não correr risco de virarem gays. Tive que aprender a reprimir minhas emoções – pois demostrá-las era coisa de menina. Sabe, quando eu era pequeno eu sonhava em criar meus filhos e cuidar da casa – e fui duramente criticado por isso. “Vai ser tarefa da sua esposa” – diziam. Tenho outras inúmeras histórias, mas não quero criar uma competição de quem “sofre mais” por causa do sistema que nos oprime – pois (como falei no relato) sei que as mulheres são as maiores vítimas – e sofrem muito mais. Concordo e apoio que vocês sejam as protagonistas no movimento. Quer queira, quer não – vocês me representarão também – pois o machismo não faz mal só às mulheres, mas aos homens também, à humanidade toda.

Anônimo disse...

(Continuando meu comentário)

Aliás, acho que essa discrepância entre o feminismo radical e o liberal apenas enfraquece o movimento, tornando-o, de certa forma, inútil. Porque vocês não chegam a um consenso? Se continuarem assim, nesses tempos tenebrosos que se aproximam (se já não o é; vide a situação do país), o machismo irá predominar sobre nós – e teremos perdido a batalha.

Mas, sabe, sou uma pessoa otimista. Luto para que vocês tenham os mesmos privilégios e que ninguém tenha que sofrer por causa desse sistema novamente. Porque te choca o fato de que eu fique feliz com os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade? Minha educação foi muito pautada nesses valores humanos. Tive sorte de ter uma mãe maravilhosa que me ensinou e preparou para a vida. E tive a sorte de conhecer esse blog, o qual mudou muito minha maneira de enxergar o próximo e a mim mesmo.

Eu luto também para que todo menino seja educado para ser um cara legal, um ser humano livre e com profundo respeito pelos outros. E não um machão insensível! Acredito que se todos os meninos forem criados assim eles se tornarão homens mais felizes. E as mulheres também serão mais felizes ao lado de homens assim. Não haverá mais as coisas que, de acordo com você, eu deveria me sentir culpado. E o mundo inteiro será mais feliz! Têm algo diferente disso que você queira?

Então, pelo nome do feminismo, unamo-nos!

Cordialmente,
A.

Anônimo disse...

Oi A.

Não quis te ofender de forma alguma e não disse que vc usa esse discurso para praticar misoginia sem culpa, eu disse que homens tem feito isso.

Não fico chateada por algo que te faça bem, imagine. Isso nem é sobre vc.

Mas confesso que fico chateada de ver que vc, que se diz feminista, aplicou em mim um estereótipo de mulher amarga e mal comida (vc faz isso com todas as mulheres que discordam de vc?).

Só que não me surpreendo, na verdade isso é bem típico, sabe? Homens tratam mulheres assim o tempo todo.

Também fico chateada, aliás, fico irada na verdade, pelo fato de homens pensarem, por um segundo sequer, que um movimento para mulheres deve estar preocupado em fazer os homens se sentirem bem enquanto mulheres continuam sendo violadas e mortas por esses mesmos homens!!!!

Se puder, repense essas questões e tente perceber que o teu conforto, o teu bem estar, ele não é nada relevante, nem deveria ser, para o feminismo e para as mulheres em geral. Nós já temos muito com o que lidar.

E não lamente pelo meu marido, ele é uma pessoa ótima e sensível. Estamos muito bem, obrigada.

Ele se incomoda não porque é um brutamontes, mas ao contrário, porque o assunto é sensível, tem que ter estômago pra olhar para a própria misoginia. Todos somos machistas em algum nível, eu também sou, e o meu marido tem consciência de que já explorou mulheres, de que muitas coisas que ele conseguiu foi por esforço, sim, mas uma mulher na mesma situação não conseguiria. E ele não se acha o máximo por saber disso.

Enfim, talvez vc não saiba, mas mulheres podem ter divergências TEÓRICAS. Quando a gente discorda não estamos necessariamente brigando nem sendo invejosas, podemos só estar divergindo mesmo, por ter ideias diferentes a partir de determinadas leituras.Acho que vc já viu homens fazendo isso, talvez possa aplicar isso também às mulheres ;-)

No mais, te recomendo fortemente parar de se dizer feminista antes de entender melhor do que se trata. Talvez vc já conheça, mas de todo modo esse texto da Dworkin pode ser um bom começo: http://www.catarticos.com.br/doce/24-horas-sem-estupro-andrea-dworkin/

Anônimo disse...

aliás, sobre homens "feministas", dando pitacos no feminismo, nenhuma surpresa nessa notícia:

http://www.eldesconcierto.cl/pais-desconcertado/2016/10/20/francesca-palma-ex-pareja-del-hombre-del-cartel-mas-popular-de-la-marcha-si-yo-no-me-hubiese-ido-de-la-casa-capaz-seria-yo-una-menos/

Gabriela disse...

Lola, você é uma das mulheres que eu mais admiro na vida, você me ensinou a refletir sobre feminismo, política, estereótipos e tabus, isso é tão importante! Não pare seu blog, Lola, não nos deixe à mercê de portais da Internet e blogs chulos. Olha, eu trabalhei como ghostwriter durante um tempo e vi que há um número gigante de blogueiros que pagam assessorias para escrever textos que lhe dêem credibilidade (e essas assessorias me pagavam uma merreca para escrever esses textos em tempo recorde sem sequer me davam tempo de fazer uma busca confiável para escrever algo com qualidade - qualidade tinha porque era eu que escrevia e selecionava as fontes e mesmo não assinando meu nome eu tenho uma consciência que busco preservar íntegra), então ver uma pessoa que se dedica a um ideal como o seu é muito consolador, pra mim e pra muita gente. Eu entendo que você esteja cansada e que se isso te drenar demais e você decidir parar, será respeitada, mas se eu puder pedir algo, eu peço para que não pare, tente resistir. Eu não posso fazer muito, não tenho condições de verdade, mas por hora posso tentar te ajudar pelo menos a se reerguer nesses momentos difíceis como devemos fazer com as outras garotas, é como você nos ensinou: sororidade. Lola, estamos aqui e falo por mim: estou sempre, lendo cada texto eu acredito em você e estou do seu lado! Beijo e fica bem.

Dri Piccolo disse...

Lola!
Eu queria ter mais tempo para comentar seus posts e te mandar um e-mail!
Mas eu não tenho! RS
Eu te acompanho há muito tempo e gosto demais do seu blog e todas as reflexões que você compartilha nele!
E deixo um poema que eu gosto muito, para que lhe ajude a passar por esse momento!

A Vida Verdadeira - Thiago de Mello.

Pois aqui está a minha vida.
Pronta para ser usada.
Vida que não guarda
nem se esquiva, assustada.
Vida sempre a serviço
da vida.
Para servir ao que vale
a pena e o preço do amor
Ainda que o gesto me doa,
não encolho a mão: avanço
levando um ramo de sol.
Mesmo enrolada de pó,
dentro da noite mais fria,
a vida que vai comigo
é fogo:
está sempre acesa.

Com carinho.

Anônimo disse...

Olá novamente, Anônima das 18:02,

Foi falha minha, desculpe-me. E realmente, os homens têm mesmo utilizado um discurso mais “liberal” para atrair algumas mulheres para sua “rede”. Tenho nojo e repulsa destes caras – me envergonho, sinceramente, das ações deles.

Oh! Perdoe-me se eu passei essa impressão, mas em momento algum a chamei de “mal comida amargurada”. (E nunca usei esse argumento contra mulher alguma. Creio que todos devem ter direito a suas próprias opiniões – e respeitar as dos outros. Aliás, procuro nunca utilizar palavrões que denigram a imagem da mulher).

Quis dizer que você, por viver num sistema que a oprime e violenta de todas as formas possíveis – acabou por adotar uma postura mais rígida para “bater de frente com o inimigo” e solucionar os problemas que nos afligem. Entendo o seu posicionamento e a respeito.

Mesmo achando que toda ideologia extremista possa ser maléfica (vide o Terror Jacobino da Revolução Francesa. Ideais nobres, mas extrapolaram limites) – a respeito de todo coração. Pois a linha ideológica que seguimos é questão de cunho íntimo, e a minha vivência pessoal me leva a outro caminho.

Bem, os homens que acham que o movimento deve “estar preocupados com eles” – não são verdadeiramente feministas. Pois um homem feminista JÁ está feliz dentro do movimento, pois vê os benefícios que o mesmo também traz a ele – e concorda que as mulheres devam ser as protagonistas. Afinal sabemos (os feministas!), as maiores vítimas são vocês! Óbvio que vocês que devem tomar partido e serem as mais beneficiadas com a queda do machismo. Meu conforto realmente não importa (digo sem ironias) – o importante é que acolhamos todas as vítimas do machismo – de maneira geral e irrestrita.

Agora entendi o que você quis dizer em relação ao seu marido. Achei que ele se incomodava por se ver contrariado. Novamente, falha minha. Concordo com você, temos que ter muita coragem para revermos nossos pré-conceitos. Esse bloguinho humilde me fez rever vários valores e me tornou uma pessoa muito melhor, espero. Mais humana. Porém, foi um processo meio lento e doloroso para mim, então entendo. Sei dos meus privilégios – e estou aqui lutando para que você tenha os mesmos que o meu.

Não disse que estão brigando. No meu comentário anterior eu disse exatamente isso, o feminismo liberal e radical tem divergências, ou seja, tem pontos teóricos diferentes. Por exemplo, você diz que eu não devo me assumir feminista. Mas as feministas liberais me diriam totalmente o oposto! E acho que essas diferenças acabam por desgastar um pouco o feminismo.

O que eu sugeri ao falar para entrarem em um consenso foi para que nos concentrássemos no que nos unifica, e não no que nos separa. Você sabe, a reação ao nosso movimento é gigantesca. Pior é quando essa reação vem de nós mesmos, feministas. Isso acaba segregando o movimento – o que não consigo ver com bons olhos. Não quero dar “pitacos” – quero ajudá-las a tornarem este mundo um pouquinho melhor. Não quero protagonizar ou ser líder de alguma coisa. Quero que vocês sejam minhas heroínas e representantes – como a Lola é! Digam-me o que devo fazer!

(Se refletir, verás que, para chegar numa resposta que faça jus ao movimento feminista como um todo, e não apenas ao radical, precisará chegar em um consenso com todos os diferentes feminismos existentes...)

Assim como me propôs refletir alguns dos seus pontos de vista, coisa que farei, te proponho para que tente compreender também o meu!

Com carinho,
A.



Karina Diorio disse...

Lola, estou aqui só para te dizer que você me apresentou o feminismo, quando, não sei como, há uns 7 anos conheci seu blog.
Foi através de vc que pensei, repensei, conheci histórias, aprendi, chorei com os relatos e o mais importante: MUDEI meu pensamento e atitude em muitas e muitas coisas.

Você é maravilhosa, não pare.

Beijos - Karina

Anônimo disse...

Eh simples lola você deve está vendo que o feminismo eh uma mentira e sua consciência deve está doendo.

O gari que pega seu lixo, o mecânico que conserta teu carro, o médico que te atende são mesmo pra você opressores e estrupadores em potencial?

Se quer uma causa faça como algumas famosas ex feministas internacionais que já perceberam que o feminismo marginalizou os homens tornando-os cidadãos de segunda classe legalmente e até segregação tão criando agora veja vagões exclusivos para mulheres.

Você sabia que o termo cultura do estrupo foi criado por mulheres brancas da klux klux klan pra incriminar e justificar o racismo contra o homem negro?

Então lola, se deseja uma causa lute pelo igualitarismo onde homens e mulheres são iguais em direitos e deveres.

Anônimo disse...

Caro A:

Vc fez várias suposições a meu respeito, precisei me defender, e reconheço que talvez o tenha feito de forma incisiva demais.

Mas não acho mesmo que o lugar dos homens seja entre mulheres no movimento feminista. O lugar dos homens é combatendo o machismo entre os homens, e não dando conselhos para as mulheres. Explico.

Primeiramente sobre lib:
O discurso liberal é individualista: coloca "bem-estar", "escolha", acima da luta coletiva, e nisso acaba ignorando as mulheres que mais precisam do feminismo. Eu e marido trabalhamos em casa, conseguimos juntos nos revezar para cuidar dos nossos filhos, na maior parte do tempo não preciso andar maquiada e depilada,não preciso usar salto alto.

Veja, eu poderia dizer que fiz uma escolha e lutei por ela (afinal não foi tranquilo pra mim chegar no ponto em que cheguei, e minha vida agora está longe de ser fácil), mas eu tenho consciência de que para a maioria isso é simplesmente impossível.


Sobre rad:
Não sou extremista, sou radical.

Nesse ponto acho curioso vc citar o terror pós revolução francesa, vc sabe que eles usaram as mulheres e depois as descartaram, não é? Imagino também que deve saber que foram as alemãs que reconstruíram o país pós segunda guerra...

Enfim, usei esses exemplos só pra te dizer que nós estamos juntando os cacos das guerras que vcs promovem, estamos limpando a merda e o sangue das feridas, alheias e nossas, há tempo demais.

E vc, como homem, é que representa o extremismo, o ódio, a destruição, o estupro, a violência e a morte.

Não queira jogar sobre as mulheres essa sujeira toda que vcs, enquanto classe, vem fazendo.

Não chame feministas radicais de extremistas enquanto são as únicas que alertam para uma guerra em curso contra as mulheres, guerra (extermínio?) que vem sendo promovida pela classe (ou casta) masculina.

Vc deve estar informado das estatísticas de estupro e feminicídio, tráfico de mulheres, escravização de meninas, de casamente infantil, de meninas estupradas e grávidas (gravidez na adolescência é uma poderosa arma do patriarcado). Somos nós que estamos sendo escravizadas e mortas. Agora mesmo, enquanto escrevo, deve ter uma menina sendo estuprada num prostíbulo não muito longe daqui - a quantos km?ou metros? Extremismo é destruir a vida dessas meninas enquanto o feminismo liberal vai dizer, se e quando elas completarem 18 anos, que essas garotas fizeram uma escolha.

São homens fazendo isso com mulheres. HOMENS X MULHERES. No feminismo liberal não tem agente, é a sociedade que é machista, e os homens também são vítimas! A quem esse feminismo protege, me diga vc?

O feminismo liberal não reconhece a agência masculina quando homens estupram uma prostituta e culpam a socialização, mas afirma ao mesmo tempo que a prostituição é uma escolha e pode ser empoderadora. Isso é enlouquecedor. (Nunca vi a Lola defendendo essa posição sobre prostituição, só disse que ela tem assumido algumas posições liberais, estou escrevendo isso só pra mostrar os pontos divergentes e como são irreconciliáveis, ok?)

Então peço que evite, se puder, dar conselhos a mulheres sobre qualquer coisa que seja, mas especialmente sobre feminismo. A gente é tão colonizada que escuta mais vcs do que as outras mulheres, do que o nosso próprio instinto. A gente abre mão da nossa segurança para não machucar o sentimento de vcs! Aliás, estupradores sabem muito bem disso.

Então, se vc quer mesmo ajudar, poderia começar assim: não atrapalhando.

Depois, se quiser ir mais além, estude e tente combater o machismo dos coleguinhas (eu sei que é difícil, não é à toa que vcs tem medo uns dos outros).

Denise disse...

Lola, não desista do blog! Imagino como deve ser desanimador, mas vc desempenha um papel crucial na vida de muita gente! Se eu não comento mais é por falta de tempo e por me irritar com tanto comentário de troll. Mas se vc atrai tanto troll é porque o que tem a dizer é absolutamente relevante e revolucionário. Seus posts me fazem pensar, debater, e me tornar cada vez mais ativista do movimento feminista.

Se quiser alguma colaboração com guest post, seja traduzindo artigos do inglês (ou espanhol) pro português, seja com textos sobre feminismo X maternidade, estou a disposição.

Um beijo,
Denise