segunda-feira, 23 de maio de 2016

ACABAR COM ESTUPRO, UM DESAFIO PARA OS HOMENS

Antes de mais nada, leia um trecho do poema "Sem Causa Imediata", da afro-americana Ntozake Shange (minha tradução):

a cada três minutos uma mulher é espancada
a cada cinco minutos uma
mulher é estuprada/ a cada dez minutos
uma menina é molestada
mas eu andei de metrô hoje
sentei-me ao lado de um homem velho que
pode ter batido na sua mulher velha
há 3 minutos ou há 3 dias/ há 30 anos
ele pode ter sodomizado sua filha mas eu me sentei lá
[...]
antes que eu ande de metrô/ compre jornal ou uma bebida
café das suas mãos eu preciso saber
você machucou uma mulher hoje
você espancou uma mulher hoje
jogou uma criança pelo quarto essas são
calcinhas de menina no seu bolso

você machucou uma mulher hoje
preciso perguntar essas perguntas obscenas
preciso saber você vê
as autoridades exigem que
estabeleçamos
causa imediata
a cada três minutos
a cada cinco minutos
a cada dez minutos
a cada dia.

É com este poema poderoso que Rus Ervin Funk abre seu livro Stopping Rape: A Challenge for Men (Parando com o Estupro: Um Desafio para os Homens), o primeiro livro escrito por um homem (em 1993) sobre a preocupação de acabar com a praga do estupro. Porque, sabe, estupro, embora seja um crime predominantemente masculino, é visto na nossa sociedade como um "problema de mulheres".
Há 25 anos Rus faz oficinas com homens “normais” -- ou seja, não estupradores condenados -- para tentar conscientizá-los sobre a violência contra a mulher. Ele diz que quando mostra este poema a grupos de homens a reação é muito dura e dolorida. Eles ficam revoltados, na defensiva, pois não aceitam que alguém duvide de suas boas intenções e de sua ética. Porém, como Rus é homem, esses homens ouvem e refletem (ainda que Rus faça um trabalho que mulheres feministas já fazem há um tempão).
Rus diz que, como 70% das vítimas de estupro são mulheres, estupro é visto como um assunto feminino, um trauma que deve ser resolvido na esfera pessoal, com terapia. Foram as feministas que começaram a encarar estupro como um crime político, coletivo, que merecesse ser discutido socialmente. Ou seja, muito mais que um crime individual, o estupro é uma praga social, um crime de gênero, frequentemente cometido por um gênero contra outro. 
Para Rus, “Estupro é um assunto masculino. Estupro diz muito mais sobre os homens do que sobre as mulheres. Estupro é uma afirmação maior sobre masculinidade que sobre feminilidade. Pense: o que estupro diz sobre as mulheres, já que quase uma em duas será sexualmente vitimizada? E o que ele diz sobre homens, já que muitos de nós somos sexualmente agressivos -- e já que o resto de nós não têm nada a dizer sobre o assunto? Eu sugiro que estupro diz muito para nós em termos de 'ser homem' -- muito que não nos sentiremos confortáveis em examinar -- mas que é preciso”.
Ele também conta que o conceito do que significa 'ser homem' não funciona mais, se é que já funcionou (e isso está se espalhando: uma pesquisa divulgada semana passada revela que apenas 2% dos homens entrevistados entre 18 e 24 se descreveram como "completamente masculinos", pois o que muitas feministas chamam de "masculinidade tóxica" começa a ser visto como algo negativo). 
Rus explica por que os homens não estão felizes ou saudáveis: “Machucamos e matamos mulheres, crianças, e uns aos outros; morremos antes que as mulheres; sofremos de solidão, isolamento, depressão, e infelicidade; temos maiores índices de suicídio e vício que mulheres; gastamos uma proporção muito maior das nossas vidas em prisões do que as mulheres". Ou seja, aquilo que qualquer pessoa minimamente sensata já percebeu: o machismo não é ruim apenas pras mulheres. É ruim pros homens também. Pro mundo inteiro. 
Sinceramente, tenho minhas dúvidas se já ouvi ou li de alguma feminista a frase que os antifeministas dizem que toda feminista fala: "Todo homem é um estuprador em potencial". Eu sei que eu nunca disse ou escrevi isso, porque não acredito nessa ideia. Mas sei que qualquer frase sobre combate ao estupro é imediatamente descartada por boa parte dos homens. Por exemplo, uma frase conhecida, vista em diversas manifestações, é "Não ensine as mulheres a não serem estupradas. Ensine os homens a não estuprar".
Gente meio limitadinha que nunca parou pra pensar no assunto grita: "Ah, vão falar pro estuprador pra não estuprar! Vocês vão convencer muitos assim!" (acho meigo como eles -- não nós -- automaticamente trocam "homens" por "estuprador"). Não se trata de convencer um estuprador condenado a não estuprar, e sim de contestar os preconceitos de quem pensa que "não é talvez", "ela tava pedindo", "que roupa ela tava usando?", "não foi estupro!", "denúncias falsas de estupro são um crime mais sério que estupro", "ela só se arrependeu de ter transado e inventou isso depois".
Nós mulheres somos ensinadas a não sermos estupradas desde a mais tenra infância. Falam pra gente pra não sair com tal roupa, pra não sair sozinha, pra não sair à noite, pra não passar por aquela rua, pra tomar todo cuidado, pra não falar com estranhos. Desde muito cedo nossos pais, a mídia, a escola, a igreja, põem muito medo na gente. Mas isso não resolve: continuamos sendo estupradas. Direto. Muitas de nós. Pergunte e você verá: toda mulher (ou a enorme maioria) tem uma história de horror pra contar (e alguns homens têm também). 
Um dos motivos que esses ensinamentos todos não funcionam (se funcionassem, não teríamos tantos estupros) é que eles só se referem a um tipo de estupro, aquele bem clichê, do cara desconhecido num beco escuro à noite. Esse clichê é bem real, mas ele só abrange cerca de 30% de todos os casos de estupro. Os outros 70% dos estupros são cometidos por conhecidos da vítima -- pais, irmãos, tios, avós, namorados, maridos, chefes, colegas, amigos. 
E pode ter certeza que vários desses caras que estupraram não sabem, ou não acreditam, que o que eles fizeram foi estupro. Vários acham que só "insistiram um pouco". E é também por isso que projetos fascistoides de castração química para estupradores ou soluções reaças ("toda mulher deveria ter uma arma de fogo!") não resolvem. Porque não estamos falando do estuprador que ataca mulheres desconhecidas na rua escura. 
Estamos falando de homens comuns, vários dos quais creem que homens têm um desejo sexual incontrolável, usam essa premissa (mentirosa) para justificar estupro, adultério, prostituição, assédio sexual na rua e no trabalho, e ao mesmo tempo acreditam que estupro tem muito mais a ver com sexo do que com poder, humilhação, submissão. Evidentemente, não são apenas homens que acreditam nesses mitos. Mulheres também. 
É só que homens podem causar danos maiores por acreditarem nisso do que mulheres.
Em outras palavras: precisamos sim ensinar os homens a não estuprar.
Portanto, ficam aqui vários desafios. Primeiro, que os homens entendam que estupro, ou a ameaça de estupro, é uma realidade rotineira na vida das mulheres. E que isso não é engraçado, não é motivo pra piada, não é paranoia de feminista -- é uma realidade terrível que só causa dor a toda a sociedade. Segundo, depois dos homens concordarem que estupros ocorrem, que são comuns e horríveis, os homens devem ver a sua responsabilidade nesse cenário. 
Regra número 1 para ser homem:
aceitar responsabilidade
Não, não são todos os homens que estupram. Mas são muitos. Muitíssimos mais do que mulheres. Logo, cabe aos homens pararem de estuprar. Terceiro, depois dos homens assumirem sua responsabilidade, vem talvez o desafio mais importante: o que você pode fazer para acabar com o estupro?

50 comentários:

Anônimo disse...

DEIXA EU ANTECIPAR OS COMENTÁRIOS QUE TEM EM TODO POST SOBRE ESTUPRO

1. O amigo do tio do vizinho do meu avô foi preso por estupro, estuprado na cadeia, pegou AIDS, morreu e só depois descobriram que a denúncia de estupro era falsa. E aí, como fica, HEIN HEIN HEIN FEMINISTAS???
Feminista nenhuma bate palma pra denúncia falsa de estupro, mas entenda que a falha nesse caso é JURÍDICA. TODOS os crimes recebem denúncias falsas, e infelizmente o estupro não é exceção. Conscientizar a população sobre estupros deveria inclusive ajudar a diminuir as denúncias falsas. Além de quê, não são as feministas que defendem penas irreversíveis pra estupradores, isso é populismo de oooutro setor.

2. Sabiam que os os abusadores de idosos e crianças são mulheres na maioria? HEIN HEIN HEIN FEMINISTAS???
O que ainda não muda o fato de que a maioria dos estupradores são homens. Sabemos que mulheres não são naturalmente anjinhas doces e meigas, quem afirma isso é oooutro setor. Mas discutimos abuso de idosos e crianças nos debates em que se questiona os papéis assumidos como "femininos" na sociedade. Relaxa.

3. Eu não sou estuprador em potencial, parem de falar que todo homem estupra, FEMINISTAS MENTIROSAS!!!
Dizer que todo homem é estuprador EM POTENCIAL não é a mesma coisa que dizer que todo homem vai estuprar pelo menos uma vez na vida, chuchu. Ficamos é muito felizes de saber que você não estupraria ninguém! Por favor nos ajude então a mudar a mentalidade de quem afirma que "não de mulher é sim", "mulher não sabe o que gosta", "cú de bêbado não tem dono", "tá na chuva é pra se molhar".

4. Vai lá dar aulinha pro estuprador sobre como não estuprar ahahahaha. SUAS FEMINISTAS BURRAS!!
Essa foi respondida direto no post: Não se trata de convencer um estuprador condenado a não estuprar, e sim de contestar os preconceitos de quem pensa que "não é talvez", "ela tava pedindo", "que roupa ela tava usando?", "não foi estupro!", "denúncias falsas de estupro são um crime mais sério que estupro", "ela só se arrependeu de ter transado e inventou isso depois".

5. Só rio desse feminismo servil que acha que tem que pedir ajuda e permissão de ômi pra qualquer coisa. SUAS FEMINISTAS ADORADORAS DE FALO!!!
Não se trata de "pedir permissão". Continuaremos combatendo o estupro e criando grupos de apoio a mulheres seja qual for a resposta masculina. Só discordamos que o abuso seja inerente à natureza masculina e achamos que uma campanha dessa vai ajudar muito mais do que ficar de birrinha de guerrinha de sexo.

Tinha uma lista linda de "comentaristas que aparecem em todo post sobre estupro". Falta responder mais o quê?

Anônimo disse...

Toda esta celeuma por causa do estupro,mas ninguém para para pensar sobre algo pior e que indiretamente incentiva pessoas a estuprar:é a idolatria ao sexo.

E isso desde o ensino fundamental,e começa cada vez mais cedo.Já na escola os alunos são influenciados a ver a virgindade como sinal de fracasso na vida e perdê-la o mais breve possível.Não apenas levam o povo a ver o ato sexual como "a melhor coisa da vida",como se sexo fizesse milagres,mas também promovem a ridicularização de quem escolhe não transar.E isso é tanto para mulheres quanto para homens.Tudo cada vez mais erotizado.

Anônimo disse...

OFF

Alguém acompanhou o caso da apresentadora ana hickman esse fds? o atirador me pareceu muito com o perfil de mascus relatados aqui no blog pela lola, fiquei assustadíssima!

Alícia

titia disse...

Vou me antecipar a quem não entende e fazer uma listinha sobre o que é estupro. Com licença.

- Pressionar a mulher incessantemente até ela ceder, mesmo que seja sua mulher, é estupro.

- Parar o carro num local ermo e ameaçar deixar a mulher ali se ela não aceitar transar é estupro.

- Chantagear uma mulher insegura sobre transar ou não ameaçando deixa-la, terminar o relacionamento, procurar outra, é estupro.

- Se aproveitar de uma mulher que está embriagada, com sono ou drogada e não tem plenas condições de consentir, é estupro.

- Colocar drogas na bebida da mulher pra ela ficar mais "relaxada" é estupro.

- Meninas de 13 anos não podem consentir até legalmente, então, não importa se "Ah, ela já sabe como se faz sexo", "Ah, já sabe o que é uma camisinha", "Ah, já se masturba já pode transar", "Ah, se é prostituta não faz mal", "Ah, essas meninas de hoje não são inocentes como as de 50 anos atrás", sexo com meninas de 13 é estupro.

- Se no motel ou no meio do sexo a mulher decide mudar de ideia e o homem não permitir, é estupro.

- Se no meio do sexo o homem fizer alguma coisa que a mulher não consentiu (tipo "errar o buraco") é estupro.

- Meter a mão nas partes íntimas de uma mulher sem ela permitir explicitamente é violência sexual.

Antes que me venham com o "Ai, mimimi, sua feminista boba, agora precisa de autorização em cartório pra transar". Não, meu filho, não, não precisa de autorização e cópia autenticada em cartório pra transar. O que precisa pra poder transar é um "sim" de uma mulher sóbria, com plena capacidade de consentimento, obtido sem chantagens, sem ameaças, sem pressão e sem "erros de buraco". Entendeu? Se a mulher não disse "sim" completamente consciente e de livre e espontânea vontade, não pode transar e ponto.

E lembrem-se, caras, nenhuma mulher te deve sexo, nunca. Não importa se você pagou o jantar, se comprou uma bebida pra ela, se você foi gentil, se você colocou um fucking anel no dedo dela. Nenhuma. Mulher. Te. Deve. Sexo. NUNCA.

Anônimo disse...

Oi Alícia.
Respondendo ao seu comentário sobre o que aconteceu com a Ana Kickman, o maluco sem dúvida era um mascu, basta ler o que as matérias relatam sobre ele, seu modo de vida e sobre sua obsessão pela apresentadora, sobre sua revolta por não ter seu "amor" e "dedicação" correspondidos por ela. E em muitos comentários, mascus revoltados que dizem que ela deveria ter morrido.

Flora Valls disse...

Titia e anônimo das 13:19, MUITO OBRIGADA! Comentários simplesmente perfeitos.

Anônimo disse...

"E lembrem-se, caras, nenhuma mulher te deve sexo, nunca. Não importa se você pagou o jantar, se comprou uma bebida pra ela, se você foi gentil, se você colocou um fucking anel no dedo dela. Nenhuma. Mulher. Te. Deve. Sexo. NUNCA."

Hmm... Mas e se legalizassem a prostituição (e eu sei que não é bem proibida, mas também não é regulamentada), e um cara pagasse uma garota de programa e essa simplesmente se mandasse com o dinheiro, o cara poderia denunciá-la ao PROCON?

Anônimo disse...

Nem sempre sexo com mulher bêbada é estupro não, agora pessoas bêbadas não podem mais fazer sexo que são, ou as estupradas ou os estupradores?

Anônimo disse...

"Para Rus, 'Estupro é um assunto masculino. Estupro diz muito mais sobre os homens do que sobre as mulheres. Estupro é uma afirmação maior sobre masculinidade que sobre feminilidade. Pense: o que estupro diz sobre as mulheres, já que quase uma em duas será sexualmente vitimizada?'"

Cerca de 50% das mulheres foram/serão estupradas? Essas estatísticas são do Congo? De Uganda?
Sem negar a existência de tais crimes no Ocidente, mas é bem questionável que tais agressões ocorram em algo próximo dessa proporção nos EUA, na Europa e até mesmo no Brasil. Isso implica dizer que praticamente todos os homens possuem familiares de seu convívio imediato que foram violentadas (o que na maioria dos casos deixa sequelas psicológicas observáveis), mas eles permanecem indiferentes a tais fatos.

Anônimo disse...

Mas no caso, a prostituição é um negócio, um acordo. Se quiser denunciar no procon vai. O que acham de mulheres que exigem que o homem sempre pague o jantar e o motel e ainda fazem questão de retribuir a gentileza e o cavalheirismo por conta própria dando pra eles?

Anônimo disse...

Então... Será que não estaria na hora de mudar a estratégia de comunicação com relação a estupros?

É que a estratégia atual não está funcionando. Os estupros não estão diminuindo, os homens não estão mais conscientes e os que escutam a mensagem estão ficando cada vez mais revoltados com o feminismo e não com os estupros.

Essa estratégia tem que convencer a outra metade da população de que acabar com os estupros seja responsabilidade dele e não pregar para convertid@s, como tem sido. E não acho que dizer que "todos os homens sejam estupradores são estupradores em potencial" vá auxiliar nessa tarefa. Até porque a maioria dos caras vai ouvir a mensagem sem a parte do "em potencial".

Anônimo disse...

Não, pode bater uma punhetinha e chorar.

Anônimo disse...

Qual parte de bêbada ao ponto de"não ter condições de consentir" você não entendeu? Se não há consentimento, há estupro. Não sei se é burrice ou má- fé mesmo.

Anônimo disse...

As próprias feministas não tem o menor respeito pelas escolhas das prostitutas, só falta elas convencerem as prostitutas de que elas são 'estupradas' toda vez que transam com os clientes por dinheiro.

Anônimo disse...

Bem, acho que em um país com prostituição legalizada seria possível fazer esse tipo de denúncia, mas o objetivo seria receber o dinheiro de volta (talvez um pouco mais, como uma espécie de indenização? Não sei muito de leis), porque se não quiser fazer sexo, não tem jeito.

Cão do Mato disse...

E se os dois estiverem bêbados?

Anônimo disse...

Pessoa distinta, o homem que me estuprou não teve uma educação sexualizada. Era um pai de família, respeitado na comunidade, bom católico, etc. A desculpa que ele me deu foi QUE EU NÃO DISSE NÃO O SUFICIENTE!Como se gritar, chorar e tentar fugir não fosse o suficiente. Ah, sim,ia esquecendo,ele acha que não fez nada de errado.

Mila disse...

Precisa que um homem ensine aos outros homens o óbvio: estupro é crime, estupro é moral e eticamente reprovável, as mulheres têm pavor de sofrerem estupro. Coisa que se uma mulher falasse seria motivo para ser acusada de histéria e castradora dos desejos masculinos.
Pois é, são fatos como esses que contribuem para que os homens criem um mito ao redor do estupro, um deles, já citado, é que é um crime cometido pelo bandido à espreita na rua deserta. A maioria das vítimas convive com seu abusador por vezes até dentro de casa, o que faz o estupro um crime peculiar: ele extrapola a questão de ser unicamente um problema de segurança pública. Ele é um problema cultural, social.Tratar o problema como sendo feminino acaba por tirar a responsabilidade da sociedade como um todo.
O problema é que ao mesmo tempo que estamos conseguindo avanços, estes estão sendo seguidas de ondas reacionárias fortes, os defensores de estupro hoje não têm vergonha de dar as caras amparados e estão amparados em falácias que sempre jogam a culpa na vítima. Vale salientar que o estupro de homens (o carcerário e o que ocorre em zonas de guerra) é pouco denunciado pela questão da vergonha de sofrer um crime q mulheres sofrem e o preconceito de "virar homossexual", notem que ambos estão fortemente amparados na noção de masculinidade violenta e misógina.

Anônimo disse...

(Viviane)
Sim, anon de 16h36, poderia. O que ele NÃO PODERIA DE JEITO NENHUM é estuprar a prostituta (que, veja você, também é gente!). Aí seria mais um caso de estupro.
Pronto, mais um cínico respondido. Próximo!

Anônimo disse...

O cara que tentou matar a Ana Hickman era um cara que se revoltou porque não conseguia mulher bonita. Percebe-se que era um cara pobre, sem sucesso profissional, com baixa auto estima, ou seja, um típico hipossuficiente complexado que espera que a sociedade passe a mão na cabeça dele e o tire de merda. Como ele viu que ninguém ia passar a mão na cabeça dele e que não conseguiria a Ana Hickman, ele decidiu tentar matá-la.

Anônimo disse...

Sou feminista e tenho nojo é dos clientes. Total apoio às prostitutas que são obrigadas a aturar todo tipo de homem, alguns asquerosos.

Anônimo disse...

"O que acham de mulheres que... Blá, blá, blá". Cara, o que importa é o CONSENTIMENTO. Houve consentimento? As duas pessoas são adultas e capazes? Então foda-se os motivos pelos quais elas estão transando.

Anônimo disse...

Poxa, descreveu um masculinista. Talvez ele não seja mascu, mas tenha outros problemas mentais.

Anônimo disse...

Gente, por favor. Existe uma diferença entre a moça que bebeu duas cervejas e tá alegrinha, a moça que já tá trocando as pernas e a moça que tá deitada no próprio vômito. É realmente tão difícil entender que estamos falando dos dois últimos casos? "Ah, mas é muito difícil provar no tribunal qual o exato estado etílico da moça", POR ISSO MESMO que queremos que se aproveitar de uma mulher bêbada seja socialmente inaceitável; por isso queremos que você impeça seu "amigo" de transar com uma mulher bêbada; por isso queremos que vocês também coloquem que essa é uma atitude escrota e CRIMINOSA, e não frescura de mulher. Se ambos estiverem bêbados, o estuprador continua sendo o criminoso, não a mulher; provavelmente só terá a pena atenuada se não provarem que ele bebeu com a intenção de tomar coragem pro crime ou de conseguir um atenuante. No mundo real, sabemos que estupro de mulher bêbada já é banalizado, se o estuprador também estiver bêbado então, nem se fala do "pobre coitado que querem destruir a vida dele pq a vadia bebeu". Não tem o que se preocupar.

Anônimo disse...

Casamentos forçados, como acontece em algumas partes do mundo, também seriam estrupos ou não poderíamos utilizar essa palavra por ser questão cultural? A definição de estrupo não poderia ser aplicadas apenas juridicamente considerando os aspectos culturais e tradicionais? Qual seria o verdadeiro interesse de um estripador? Se é poder, tecnicamente já o tem ao viver em um sistema patriacal.Então por que estrupam?

Anônimo disse...

Tenho que discordar que castração não resolve, imagina um país em que castram estupradores? Os monstros iriam se cagar de medo. Mas aqui no Brasil nem presos eles são e é por isso q tem tanto estupro aqui. Outra coisa que não concordo é tentar ensinar estuprador a parar de ser estuprador, ja ouviram falar em psicopatia? Psicópatas nao sentem afeição por ninguém, gostam de matar, dominar, de causar dor nas pessoas.. essas são as poucas coisas que dão prazer a eles, pois no cérebro deles falta a parte que causa sensibilidade e amor nas pessoas, isso é comprovado pela ciência aliás se nao me engano 80 por cento dos psicopatas são homens. Entao eu acho que um homem que tem coragem de pegar uma mulher e enfiar o pinto nela independente se ela ta chorando gritando ou sangrando é um monstro incorrigível, não importa se ele cresceu em um ambiente machista, pessoas com sentimentos não conseguiriam fazer tanto mal a um inocente. O certo seria matar, não existe remedio que cure maldade pq sim existem homens ruins simplesmente pq nasceram assim. Pode tentar ensinar a eles a nao estuprarem afinal não custa nada. Mas vai entrar em um ouvido e sair pelo outro.

André disse...

17:08,

Só você e alguns radicais acusam todos os homens de estupradores em potencial. E porque caberia apenas à uma parcela da população esclarecer que é errado estuprar?

Anônimo disse...

17:08, eu concordo que "pregar pra convertido" não é uma estratégia muito eficaz. Por isso mesmo defendo que campanhas como a "he for she" também são importantes. E acredito honestamente que a agressividade não é nem exclusiva do sexo masculino nem impossível de ser contornada com a socialização. Mas vou continuar falando sim que todo homem é estuprador em potencial. E explico pra quem se sentir ofendido: uso essa fala pra contrapor a ideia de que estuprador é só o bandido sem rosto que ataca desconhecidas no meio da noite, mas pode sim ser aquele homem "de bem", o amigo, o vizinho, o parente, o professor, justamente porque o estupro é relativizado nesses casos. "Todo homem é estuprador em potencial" é usado pra expressar a ideia de que estuprador não tem estereótipo, e o médico "respeitado e de família" pode sim ter estuprado a vítima. Como disse, a frase não significa que TODO homem é um estuprador. Se os antifeministas contiuarem a negar o "potencial" da frase, desculpa, mas não vou deixar de alertar vítimas por causa da sensibilidade deles. Que honestamente, depois da explicação, me cheira a má-fé.

titia disse...

17:20 se a mulher escolheu se prostituir, ela decidiu. Agora se a mulher foi traficada, aliciada desde menina ou de algum jeito forçada a se prostituir então tem problema sim, e tem estupro sim. A palavra chave pra evitar estupro é consentimento, lembre-se sempre. Escreva em todas as suas camisas, meias e cuecas a palavra CONSENTIMENTO assim bem grande e leia todos os dias pra lembrar. Ah, e isso vale pra prostitutas também, viu? Se você pediu alguma coisa e a prostituta disse que ela não faz isso, nada de bater nela e obriga-la a fazer o que ela não quis. Apenas pegue seu dinheiro e vá atrás de outra que faça.

Tá vendo como é simples evitar estupros? É só o sujeito não estuprar!

17:07 borde nas suas cuecas também CONSENTIMENTO em letras garrafais. Se a mulher consentiu e decidiu transar de livre e espontânea vontade então tá ok.

Cão do mato se os dois estão no mesmo nível de embriaguez, pode ser só uma decisão que as pessoas não tomariam em outra ocasião. Mas se um está só "alegrinho", consciente, e o outro está quase desmaiando em coma alcóolico então sim, teremos estupro. Ah, e mesmo bêbado você consegue entender um 'não', então se um dos dois disse 'não' e esse 'não' foi desrespeitado, temos um estupro também.

Anônimo disse...

Falando em estratégia de comunicação, é salutar pensar que os homens ainda acham que estupro é coisa do bandido do beco escuro e do pscicopata. Quando se "monstrifica" o agressor, é difícil o cara entender o seu papel na questão do estupro, afinal ele não se acha um monstro ou psicopata.

Anônimo disse...

Toda vez aparece essa pergunta do Cão do Mato. A embriaguez implicada na Lei é aquela que te impede de consentir, de reagir. Uma vez o donadio (acho) explicou como a lei encara as formas de embriaguez, com o destaque que se embriagar para cometer crime não abranda a pena.

Anônimo disse...

O imbecil que atacou a apresentadora era mascu com certeza, inclusive mantém o padrão desses fracassados e era sustentado pelos pais naquela idade. Menos um, achei ótimo.

Denise disse...

Muito bom o texto, Lola! Eu vou um pouco mais além: acho que falta aos homens a iniciativa de se manifestarem quando estão numa roda apenas de homens. Muitos homens tem empatia pelo movimento feminista, mas se calam quando estão cercados de outros homens fazendo “brincadeiras” machistas talvez por receio de não serem socialmente aceitos.

Há um tempo eu assisti uma palestra do Jackson Katz no Tedex sobre essa mesma questão do post com o título “Violence against women – it’s a men issue” (https://www.ted.com/talks/jackson_katz_violence_against_women_it_s_a_men_s_issue?language=en) onde ele prega o “bystander approach” por parte dos homens. Essa palestra tem vários trechos ótimos, mas destaco alguns abaixo (tradução minha):

“Essa gama toda de questões que eu vou me referir em resumo como “questões de violência de gênero”, elas tem sido vistas como questões femininas que algum bom homem ajuda, mas eu tenho um problema com essa concepção e eu não aceito isso. (…) E, na verdade, deixe-me ilustrar essa confusão com uma analogia. Então vamos falar por um momento sobre raça. Nos EUA, quando ouvimos a palavra “raça”, muitas pessoas pensam que significa afro-americano, latino, asiático-americano, nativo americano, sul-asiático, procedente das Ilhas do Pacífico, e assim por diante. Muitas pessoas, quando ouvem a palavra “orientação sexual” pensam que significa gay, lésbica, bissexual. E muitas pessoas, quando ouvem a palavra “gênero”, pensam que significa mulher. Em cada caso, o grupo dominante não recebe a devida atenção. Certo? É como se pessoas brancas não tivessem uma certa identificação racial ou pertençam a alguma categoria racial, como se pessoas heterossexuais não tenham uma orientação sexual, como se homens não tenham um gênero. Essa é uma das maneiras que o sistema dominante se mantém e se reproduz, que é dizer que o grupo dominante raramente é desafiado a sequer pensar sobre sua dominação, porque essa é uma das características-chave de poder e privilégio, a habilidade de passar sem exame, sem introspecção, na verdade passar desapercebido em grande parte no discurso sobre questões que são primordialmente sobre nós. E é incrível como isso funciona em violência doméstica e sexual, como homens tem sido apagados de boa parte das conversas sobre um tema que é essencialmente sobre homens. (…)

(cont)

Denise disse...

(cont)

Mas um dos mais poderosos papéis que homens podem ter nesse mundo é que nós podemos dizer certas coisas que algumas vezes as mulheres não podem, ou, ainda melhor, nós podemos ser ouvidos dizendo algumas coisas que as mulheres constantemente não são ouvidas dizendo. Agora, eu entendo que isso é um problema. É sexismo. Mas é a verdade. E então uma das coisas que eu digo aos homens, e meus colegas e eu sempre digo isso, é que nós precisamos de mais homens que tenham a coragem e a forca de começar a se levantar e dizer algumas dessas coisas, e se levantar com as mulheres e não contra elas e fingindo que de alguma forma esta é uma batalha entre os sexos e outros tipos de bobagem. Nós vivemos no mundo juntos. (…)

E se nós queremos falar sobre vítimas masculinas, falemos sobre vítimas masculinas. A maioria das vítimas masculinas de violência são as vítimas de violência praticada por outro homem. Então isso é algo que ambos homens e mulheres tem em comum. Nós dois somos vítimas de violência praticada por homens. (…) Então há tantas razoes pelas quais nós precisamos que os homem se pronunciem. (…) Agora, a natureza do trabalho que eu faço e meus colegas fazem na cultura do esporte e dos militares americanos, em escolas, nós somos pioneiros na abordagem chamada abordagem do espectador para a prevenção da violência de gênero. (…)

Agora, quando se trata de homens e cultura masculina, o objetivo é fazer com que os homens que não são abusivos desafiem aqueles que são. E quando eu digo abusivo, eu não quero dizer apenas homens que estão batendo em mulheres. Nós não estamos falando apenas que um homem cujo amigo esteja abusando a namorada deva parar o cara no momento do ataque. Essa é uma maneira ingénua de criar uma mudança social. É um processo longo, nós estamos tentando fazer os homens interromperem a si mesmos. Então, por exemplo, se você é um cara e você está num grupo de caras jogando póquer, conversando, curtindo, sem mulheres presente, e outro cara diz algo sexista ou degradante ou que configure assédio contra uma mulher, ao invés de rir junto ou fingir que você não ouviu, nós precisamos que os homens digam “Ei, isso não é engraçado. Você sabe, essa podia ser minha irmã que você está falando, e você poderia fazer piada sobre outra coisa? Ou você poderia falar sobre outra coisa? Eu não gosto desse tipo de papo”. Exatamente como se você é uma pessoa branca e outra pessoa branca faz um comentário racista, você esperaria, eu espero, que a pessoa branca interrompa aquele comentário racista feito por outra pessoa branca. Assim como com heterossexualidade, se você é heterossexual e não faz comentários homofóbicos ou abusivos contra pessoas de orientação sexual diversa mas se você não fala algo na cara de outra pessoa heterossexual que está sendo homofóbica, então, de certo modo, não seria seu silencio uma forma de consentimento e cumplicidade? (…)

Há tantos homens que se importam profundamente com essas questões, mas se importar profundamente não é suficiente. Nós precisamos de homens com a bravura, com a coragem, com a força, com a integridade moral de quebrar nosso silencio cúmplice e questionar a seus pares e se insurgir com as mulheres e não contra elas.”

Anônimo disse...

O problema das feministas tb é que elas acham que não pode haver mulheres que não concordem com elas.

Anônimo disse...

Sobre o caso Ana Hickman: a família fala - ele não tinha nenhum problema, ele só fazia academia e ficava dentro de casa.

Gente, um cara de 30 anos que 'só faz academia e ficava dentro de casa', tinha algum problema, sim!! Mas a família estava alheia demais ao cara pra perceber, pra intervir, pra buscar ajuda. E agora fica nessa negação....

Ele não estudava, não trabalhava, não tinha amigos. Era obcecado pela apresentadora, tinha um perfil dedicado a ela e postava coisas como 'que cabeça eu tenho pra ficar aqui fazendo um monte de declarações de amor se você só me ferra e não tem um pingo de consideração por mim?', mandando fotos íntimas e etc. Como que a família achava que isso teria um desfecho saudável??

Ainda bem que nada mais grave aconteceu com a família da A. Hickman. Tomara que a cunhada fique curada logo.

Anônimo disse...

Nem todo homem estupra mas TODA MULHER SABE que não dá pra confiar (especialmente sabendo que a maioria dos estupros ocorre com agentes que a vítima conhece, convive, sabe nome e endereço).

Porque é muito bonito aparecer no blog da Lola e dizer nossa, que horror, pena de morte pra esses fascínoras só que junto com os BROTHER não mover um dedo quando vê uma coisa acontecendo na sua frente que você teria o poder de impedir.

"Quem se omite também faz"

Enquanto existir a socialização de gênero, enquanto estupro for reputado como "problema de mulher", enquanto existir male entitlement, sim, todo homem é um estuprador em potencial. Inclusive não faltam estudos a respeito. Que não havendo consequências, os homens entrevistados estuprariam sim havendo oportunidade. É só ver o que acontece em uma guerra.

titia disse...

18:27 sim nesses casos são estupros também. O que te fez pensar que não seria estupro? Mais um pra bordar CONSENTIMENTO nas cuecas.

01:08 as feministas sabem que tem mulheres que não concordam com elas, e querem justamente que essas mulheres mudem de ideia e se tornem feministas, afinal, todos nós sabemos que mulher machista só se fode.

Anônimo disse...

"O imbecil que atacou a apresentadora era mascu com certeza, inclusive mantém o padrão desses fracassados e era sustentado pelos pais naquela idade. Menos um, achei ótimo."

É pré-requisito pra masculinista ser homem, ter mais de 25 anos e ser sustentado pelos pais. Deve estar lá no regimento interno deles. Até porque gente que trabalha e cuida do próprio sustento não tem muito tempo pra ficar nessa de dedicação exclusiva na (des)ocupação de vagabundo, vidinha boa de academia, videogame, chans e pornografia infantil na deep web.

Os caras que atacam a Lola são sustentados pelos pais, o cara que dá workshop de estupro e que foi proibido de entrar no Brasil idem (inclusive ele mora NO PORÃO DA CASA DA MAMÃE), aquele ex-bbb metido a escritor é outro vagabundo sustentado com 40 anos de idade, esse aspirante a assassino e atual comida de verme que atacou a Ana Hickmann também. Existe um padrão, gente.

Pais e mães de meninos, botem esses guris para trabalharem cedo. A partir de 14 anos a lei permite o trabalho remunerado no Brasil, na condição de aprendiz. A sociedade agradece.

lola aronovich disse...

Gente, aguente firme aí que daqui a pouco eu publico um guest post sobre STALKING que também vai tratar do caso Ana Hickman. Aí vcs podem comentar sobre isso. Sei que vcs está morrendo de vontade pra falar nisso. Já já!

Mikaela T. disse...

Semana passada fui ver uma peça de teatro em Bom Principio, Valsa Nº 6. No meio de uma cen de estupro a platéia começa a gritar "UHUL! É isso aí!" e aplaudir, os que se indignaram gritaram "Ah pra que isso?". Pra que essa cena de "putaria explicita" desnecessária? Não de estupro. De putaria. Eu virei para meu acompanhante e perguntei "sério isso?". Diante da reação dos honrados cidadãos de bem, de descendência pura e ariana, excelentes cristãos que vão a igreja semanalmente de Bom Principio não me parece incoerente muitos não acharem de todo mal "dar uma forçadinha".

Anônimo disse...

Lola, só como sugestão, por favor não deixe de abordar as milhões de justificativas que a imprensa está dando para o comportamento desse stalker femicida.

No Japão, o ataque de homens contra as "Idols" (garotas, geralmente muito jovens, que participam de grandes - numericamente - bandas japonesas, que vendem um ideal de castidade e recato) também acontece reiteradamente. Deixo só um exemplo, mas são muitos casos.

http://www.japantimes.co.jp/news/2016/05/22/national/crime-legal/female-idol-stabbed-multiple-times-by-purported-fan-at-event-in-western-tokyo-police/

Se quiser pesquisar, procure assim:

japanese idol attack (ou assault)

Até porque essas garotas são OBRIGADAS, contratualmente, a participarem de encontros com fãs na linha meet and greet ou handshake.

Se quiser googlar mais, procure por AKB48 semen handshake

Matéria interessante que dá um panorama ao problema da cultura "idol"

https://www.the-newshub.com/arts-and-culture/the-twisted-world-of-japanese-idol-culture

No Brasil, nos EUA ou no Japão, sempre vai ter um homem se sentindo no direito de ter sentimentos correspondidos e matando por isso.

Anônimo disse...

É o que eu digo de uma geração de desocupados mimados pelo papai e mamãe. Também duvido que alguém que trabalhe, estude de verdade ou seja um ser útil tenha tempo para criar site, difamar desafetos, delirar em chans. Isso tudo é coisa de vagabundo e desocupado.

Anônimo disse...

Esse assunto é complicado. Acho que uma das partes mais polêmicas do assunto é as feministas dizerem que não confiam em todo homem e alguns homens se sentem ofendidos por isso.

Marcia disse...

Só notando o nível do cínico. .. É estuprar uma prostituta do que pedir o dinheiro de volta... tão ético e moral, não é mesmo?

Anônimo disse...

Errado. Diria que o "menos importante" é o fato de os homens se sentirem ofendidos por alguma coisa (se a carapuça não serviu, é só ficar quieto). O importante aqui é a segurança das mulheres.

Anônimo disse...

O nivel de maturidade desse poste e dos comentarios ficou muito bom. É importante lembrar tambem que forçar a esposa a uma relação sexual é estupro. Não existe desculpa para crimes.

Luisa

Anônimo disse...

OK.
Não foi o texto que me convenceu, mas ok, não estuprarei. É isso que vocês queriam?

Anônimo disse...

@Anom das 02:10
Se o texto não te convenceu, talvez o artigo 213 do código penal te convença.

Anônimo disse...

02:10 tem a maturidade de uma criança birrenta. "Não queria fazer mesmo, nem é porque mamãe não quer que eu faça".