terça-feira, 3 de maio de 2016

A MORTE DE ANA CAROLINA DO PARTO E O DESCASO COM A VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA

A luta silenciosa e permanente de uma família em busca de justiça, em frente ao Fórum de Ananindeua

A jovem Ana Carolina, 18 anos
Edna Abreu Barreto me enviou notícias sobre um caso terrível ocorrido em Belém em 2012. Ana Carolina, uma mulher negra e pobre da periferia, e sua filha, foram vítimas da violência obstétrica. Ambas morreram, num caso que ainda é bastante desconhecido no Brasil. Agora em abril, o Conselho Regional de Medicina julgou a médica e entendeu que ela teve responsabilidade nas mortes. Mas a pena é apenas censura pública no Diário Oficial!
O processo judicial continua lentamente, e a família teme que essa demora beneficie a médica. Leiam o relato de Edna, professora da UFPA, coordenadora do projeto de extensão para combater a violência obstétrica, e integrante da Parto do Princípio:

A violência obstétrica no Brasil, muito recentemente conhecida e divulgada, tem sido amplamente combatida por movimentos sociais, visto que é uma violência institucional que viola direitos humanos, como mostrou a matéria denominada “na hora de fazer não gritou”. Muito já se conhece, graças à mobilização de mulheres e movimentos de humanização da assistência ao parto e nascimento, sobre os maus tratos aos quais as mulheres são submetidas em toda a gravidez e principalmente no momento de dar à luz.
Todavia, muito pouco se sabe e se fala sobre as mortes maternas produzidas a partir dessa inaceitável violência. O caso de uma mulher que morreu no parto, uma mulher jovem, pobre e moradora de uma periferia de uma cidade da Amazônia, evidencia o nível de naturalidade com a qual a violência obstétrica vem sendo praticada no Brasil, provocando mortes. Esse caso, entre tantos outros semelhantes, precisa ser denunciado e os responsáveis punidos de forma exemplar para que não tenhamos a sensação de impunidade como marca da violência obstétrica.
Zona metropolitana de Belém
Na noite de 24 de dezembro de 2012, uma jovem de 18 anos chamada Ana Carolina, moradora do município de Ananindeua (PA), morreu no parto, junto com sua filha, após um tratamento desastroso e violento que a ela foi dispensado na Clínica Modelo, localizada na Cidade Nova III, região metropolitana de Belém.
A jovem havia feito todo o pré-natal na Unidade de Referência Materno-Infantil e seguia com a gravidez tranquila, obedecendo às orientações recebidas durante as consultas de rotina. 
Na noite em que se iniciaram as contrações, a jovem peregrinou em busca de atendimento, e foi encaminhada para a clínica mais próxima de sua casa. No atendimento feito na clínica, Ana Carolina foi proibida de ter acompanhante, direito garantido por lei federal desde 2005, pois, segundo a médica, ela era maior de idade e só poderia ter alguém a seu lado se pagasse R$ 600,00 para ficar em apartamento, de acordo com relatos dos familiares.
O parto foi cercado de imperícia, imprudência e negligência por parte da profissional que conduzia o processo, que adotou práticas violentas e perigosas, muitas delas já proscritas. Assim, Ana Carolina recebeu ocitocina em momento inadequado para aceleração do trabalho de parto, foi submetida a amniotomia (rutura manual da bolsa das águas), foi vítima de manobra de kristeller (pressão fúndica), o que, entre outras consequências possíveis, pode ter resultado em “hematoma de parede abdominal, útero atônito, feto morto, rotura parcial de fundo uterino, rotura em colo uterino e em fundo de saco vaginal, hematoma de retroperitônio próximo à parede posterior e colo de útero”, como descrito em seu prontuário. 
Ana Carolina sofreu ainda uma episiotomia, que gerou “sangramento vaginal intenso e hipotensão”, e por isso foi transportada -- em um carro particular -- para um hospital de referência, já com a filha morta no ventre.  Neste último hospital, recebeu uma série de cuidados, sendo submetida a uma cesariana para retirada do feto morto, quando foi detectada “atonia uterina e hemorragia”, o que levou à realização de “histerectomia total”.
O atendimento dispensado a Ana Carolina na Clínica Modelo seguiu a rotina violenta da maioria dos partos atendidos nas instituições de saúde brasileiras, como mostrou a pesquisa “Nascer no Brasil” e como comprovam os dados sobre violência obstétrica. Um levantamento nacional da Fundação Perseu Abramo identificou que uma em cada quatro mulheres brasileiras é vítima dessa violência. 
Ana Carolina foi atendida seguindo o ritual macabro da maioria das maternidades brasileiras, tais como: descumprimento da lei de acompanhante, aplicação inadequada de ocitocina para acelerar o trabalho de parto, rompimento artificial da bolsa d’água, manobra de kristeller, episiotomia, posição litotômica, além da imposição de rotinas humilhantes, com xingamentos e expressões do tipo “deixa de moleza senão vai matar sua filha” (segundo revelou o companheiro de Ana Carolina, que foi chamado para convencê-la de que deveria “colaborar”). No atestado de óbito emitido pelo hospital está descrita a causa da morte como: “choque hemorrágico, histerectomia por laceração uterina, cesariana por óbito fetal intrauterino”.
Protesto em frente da CRM de Belém
A família registrou ocorrência na polícia e a morte da jovem e de seu bebê foram amplamente divulgadas pela imprensa local. A polícia concluiu o caso como homicídio culposo e recomendou a abertura de processo na Justiça.
O processo criminal, que já tramita há três anos, corre em segredo de justiça no fórum de Ananindeua, em passos lentos. O processo civil também foi aberto, sendo que este tramita no município de Belém, sem sinais de que será concluído de forma rápida.
O parto como caso de polícia: investi-
gações concluem que houve homicídio
culposo na morte de Ana Carolina
A família de Ana Carolina acompanha o caso e denuncia na imprensa o desprezo pela morte da jovem e da sua bebê, ao mesmo tempo em que se manifesta na frente do fórum de Ananindeua (PA).
Além disso, a família denunciou a médica ao Conselho Regional de Medicina do Pará, onde o processo ético profissional correu em sigilo processual e foi julgado em 12 abril, após três anos de espera. A médica que atendeu Ana Carolina foi considerada responsável pelo desfecho que levou a dois óbitos. 
A pena aplicada pelo CRM, foi: a censura pública da médica no Diário Oficial. Dessa forma, a médica que atendeu Ana Carolina de forma imprudente vai continuar atuando como se nada tivesse acontecido.
O resultado do processo ético profissional do CRM causou indignação na família e em movimentos sociais, dado o corporativismo do Conselho e sua contradição evidente ao reconhecer a imprudência, imperícia e negligência da médica e aplicar uma pena pouco condizente com a responsabilidade pela morte de dois seres humanos. 
Tanto a família de Ana Carolina como a Frente Estadual de Combate à Violência Obstétrica do Pará, composta por entidades de defesa dos direitos da mulher, entre as quais a Ordem dos Advogados do Brasil e a Parto do Princípio -- Mulheres em Rede pela Maternidade Ativa, divulgaram nota condenando o resultado da análise do caso pelo CRM, além de apontarem a morosidade na conclusão do caso pela justiça.
A morte de Ana Carolina e sua filha explicitam a barbaridade no atendimento hospitalar e a negligência na apuração final do caso, sem aplicação das devidas punições, o que confirma o estado de banalização das morte maternas no Brasil. Não por acaso, o país não cumpriu o objetivo de desenvolvimento do milênio das Nações Unidas no que se refere à redução das mortes maternas, como divulgado ano passado. 
Essa realidade não será alterada enquanto as más praticas de atenção ao parto e nascimento não forem revistas de maneira importante, visto que ainda hoje 92% das mortes maternas poderiam ser evitadas de maneira simples, com a adoção de diretrizes e protocolos condizentes com a Medicina Baseada em Evidências.
Certamente a jovem Ana Carolina e sua filha estão entre as muitas vítimas fatais dos desrespeitos, abusos e maus tratos efetivados na assistência ao parto, mortes essas que foram provocadas por más praticas e que poderiam ter sido evitadas. A não punição efetiva das pessoas responsáveis por essas mortes ou mesmo a demora na conclusão do caso pela justiça só produzem mais negligência e descaso, visto que os perpetradores da violência continuam atendendo mulheres. 
Nesse sentido é possível perguntar: até quando essa violência de gênero será tolerada pela sociedade? Até quando a violência obstétrica continuará matando mulheres saudáveis no parto sem que os responsáveis sejam punidos efetivamente? Até quando os interesses das corporações estarão acima da vida das mulheres?

70 comentários:

Anônimo disse...

A mulher claramente tem descendência indígena mas colocam q uma mukher negra sofreu violência? Africanistas são fodas, se aproveitam de tudo pra falar q mais um negro foi agredido.

Anônimo disse...

^eita que tem alguém que não estudou história. A região Norte tem claramente muita ascendência indígena e NEGRA. Ela é lida como parda (dentro do grupo dos negros, afinal), branca que não é. Aqui no Brasil, para qualquer análise sobre violência, cor e classe social são coisas obrigatórias.
Falando sério coleguinha. De tudo o que você supostamente leu, é esse o fato que mais te choca?

Anônimo disse...

negra?

Não estamos nos Estados Unidos.

Anônimo disse...

Negres = pardes e pretes

Se eu estiver errada me corrijam.

Mas isso é detalhe. Concentrem-se no assunto do post - VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA

Anônimo disse...

Uma conhecida minha aqui do bairro morreu do mesmo jeito ano passado, falhas durante o parto

Mais uma vítima de violência obstrética

titia disse...

Mulher não-branca então seus racistas chorões. A mulher foi agredida até a morte e vocês reclamando de nomenclatura? Se matem seus monstros.

Vida humana já é considerada plenamente descartável pra sociedade, imagina então vida de um ser humano que é também mulher? Não, as corporações não vão fazer nada, quem tem que fazer somos nós. Temos que falar, protestar, gritar e sempre que possível não dar dinheiro a essas corporações. Não vamos nos calar. Minha solidariedade à família e que a justiça seja feita.

Anônimo disse...

Eu quase sempre refuto as informações contidas neste blog no sentido de não acrescentar nada a vocês mulheres, mas este post sim foi nota 1000!Vocês mulheres devem promover intervenções eficazes para a melhoria de condição de vida e garantia de direitos!

Anônimo disse...

13:59, nossa, obrigado. A gente tava mesmo esperando o feminismo se desenvolver com o seu parecer. Agora que você já atestou que a informação vai acrescentar às nossas vidas, já podemos prosseguir com o feminismo.

Anônimo disse...

Anônimo disse...

13:59, nossa, obrigado. A gente tava mesmo esperando o feminismo se desenvolver com o seu parecer. Agora que você já atestou que a informação vai acrescentar às nossas vidas, já podemos prosseguir com o feminismo.
3 de maio de 2016 14:02

Com certeza meu comentário não foi direcionado a um ser vil como você. Seres como você só prestam a causar discórdia. Se não apoiamos estamos errados e se apoiamos estamos errados também. Das duas uma: ou você tem problemas mentais ou apenas é mais um querendo tumultuar.

Anônimo disse...

"13:59, nossa, obrigado. A gente tava mesmo esperando o feminismo se desenvolver com o seu parecer. Agora que você já atestou que a informação vai acrescentar às nossas vidas, já podemos prosseguir com o feminismo."

PISA MAIS NESSE RESTO DE PLACENTA

Anônimo disse...

13:59

Refuta o quê, quem é você?

Vai massagear sua próstata, ng precisa da sua "contribuição ao feminismo" não, seu merda

Anônimo disse...

"13:59, nossa, obrigado. A gente tava mesmo esperando o feminismo se desenvolver com o seu parecer. Agora que você já atestou que a informação vai acrescentar às nossas vidas, já podemos prosseguir com o feminismo."

VRÁAAAA

Anônimo disse...

Anônimo Anônimo disse...

13:59

Refuta o quê, quem é você?

Vai massagear sua próstata, ng precisa da sua "contribuição ao feminismo" não, seu merda

3 de maio de 2016 14:11


KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK. Não aguento as histerias femininas. Totalmente descontroladas. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Anônimo disse...

Sério que vcs estão culpando a mulher pela morte? A postura elitista e pouco profissional dos médicos, o racismo, a misoginia não tem nada a ver com isso? Espero que sejam trolls, pq né

A luta tem que ser pelas mulheres que querem ser mães terem atendimento digno e humano na hora do parto e no pré-natal. E daquelas que não quiserem terem acesso à informação e métodos contraceptivos de qualidade. E quando tudo falhar, aborto seguro e gratuito.

Anônimo disse...

Anônimo disse...

"Se houvesse abortado enquanto era tempo nada disso teria acontecido"

Reitero
3 de maio de 2016 14:22


Uiiii, reitero, reitero, reitero, reitero. Igual papagaio. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Anônimo disse...

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK. Não aguento as histerias femininas. Totalmente descontroladas. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk


Rapaz, cê acha as mulheres histéricas? Experimenta então falar mal de homem q os heteros ficam looooucossss. "Suas feminazi odiadora de ome". Também funciona se a gente falar mal do Bolsonaro. Dizem que se falar 3x o nome dele aparece um minion para defender o mito.

Anônimo disse...

Rapaz, cê acha as mulheres histéricas? Experimenta então falar mal de homem q os heteros ficam looooucossss. "Suas feminazi odiadora de ome". Também funciona se a gente falar mal do Bolsonaro. Dizem que se falar 3x o nome dele aparece um minion para defender o mito.
3 de maio de 2016 14:36


O problema aqui minha querida é que mesmo que você não fale mal de mulher e apenas emita uma opinião, já basta para que elas xinguem e fiquem raivosas. Vejo vocês escreverem sobre os maus tratos masculinos, mas o que se mais vê aqui é o contrário. A cada dia percebo quem realmente são os seres agressivos.

Anônimo disse...

Acho que a natureza é muito sábia, não deu aos seres que são mais agressivos a força física.

B. disse...

Esse anônimo só diz "reitero, reitero, corroboro"

Anônimo disse...

"Rapaz, cê acha as mulheres histéricas? Experimenta então falar mal de homem q os heteros ficam looooucossss. "Suas feminazi odiadora de ome". Também funciona se a gente falar mal do Bolsonaro. Dizem que se falar 3x o nome dele aparece um minion para defender o mito."

Reafirmo

Bolçovômito
Bolçovômito
Bolçovômito

Esperando o primeiro fanboy do bolçomerda aparecer

Anônimo disse...

"Acho que a natureza é muito sábia"

Não posso dizer o mesmo em relação aos omens, q é o maior desserviço à humanidade já feito na história, esses portadores de anomalia y desgraçaram e continuam desgraçando a humanidade interminavelmente

E q comece o mimimi de "misandria"

B. disse...

Pior é existir fangirl do Bolsonaro. Pior que homem machista, só mulher machista. Exemplo? A médica que maltratou a Ana Carolina. Meu Deus, o que foi aquilo? Praticamente retalhou a mulher...não curti essa "punição", vai ter censura num Diário Oficial, e quem geralmente lê ele? As próximas vítimas dela que não são.

Anônimo disse...

Anônimo disse...

"Acho que a natureza é muito sábia"

Não posso dizer o mesmo em relação aos omens, q é o maior desserviço à humanidade já feito na história, esses portadores de anomalia y desgraçaram e continuam desgraçando a humanidade interminavelmente

E q comece o mimimi de "misandria"


Você não está sendo misândrica e sim completamente ignorante ao insistir com esta papagaiada de anomalia Y. KKKKKKKKKKKK

Anônimo disse...

Anônimo B. disse...

Pior é existir fangirl do Bolsonaro. Pior que homem machista, só mulher machista. Exemplo? A médica que maltratou a Ana Carolina. Meu Deus, o que foi aquilo? Praticamente retalhou a mulher...não curti essa "punição", vai ter censura num Diário Oficial, e quem geralmente lê ele? As próximas vítimas dela que não são.

3 de maio de 2016 14:58


E qual a novidade em ver uma mulher praticar violência??? Foi como eu disse, a natureza só foi sábia em não dar força física a vocês. Imagina se vocês tivessem o quão seriam cruéis.

Anônimo disse...

Isso não tem nada a ver com parto, mas sim com o descalabro da saúde púbica no Brasil. Ontem noticiou-se o eminente fechamento de um importante hospital público no Rio de Janeiro, o Hospital Universitário Pedro Ernesto .
Eu, se tivesse poder para tal, colocaria o Pezão, o governador do Rio, que está recebendo um super tratamento para curar o seu câncer em um excelente hospital particular, internado no hospital Hospital Pedro Ernesto ; garanto, com 100% de certeza, que não só o atendimento melhoraria no mesmo dia a níveis Suíços, como a segurança também.

Independente do partido, só temos políticos canalhas, para dizer o mínimo. Os que não o são, não estão em evidência.

Anônimo disse...

"Acho que a natureza é muito sábia"

Não posso dizer o mesmo em relação aos omens, q é o maior desserviço à humanidade já feito na história, esses portadores de anomalia y desgraçaram e continuam desgraçando a humanidade interminavelmente"

(2)

Terem criado os omens foi mesmo um erro da natureza, fazer o quê né? Tem q aturar

Anônimo disse...

"Independente do partido, só temos políticos canalhas, para dizer o mínimo."

Reafirmo, bolçomerda é um deles

"Pior é existir fangirl do Bolsonaro. Pior que homem machista, só mulher machista."

Reitero, lamentável ver uma situação dessa

Anônimo disse...

Vai massagear sua próstata, Vai massagear sua próstata, Vai massagear sua próstata, Vai massagear sua próstata. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

André disse...

Interessante que os médicos que eu tenho no face, tão dispostos a apontar até erros ortográficos dos médicos cubanos, não deram um pio sobre esse caso. Mas deve ser só coincidência.

Anônimo disse...

"Independente do partido, só temos políticos canalhas, para dizer o mínimo. Os que não o são, não estão em evidência."

Claro q os bons de verdade não estão em evidência, com uma geração q exalta um político de merda feito bolçolixo, como é q os bons de vdd estaria em evidência?

André disse...

"Se houvesse abortado enquanto era tempo nada disso teria acontecido"

Sério que vocês clicam naquele monte de florzinha, copiam e colam aquele monte de letrinha para escrever esse tipo de comentário?

Mila disse...

É interessante o quão costumamos e somos socializados a pensar a maternidade como um momento sagrado, no entanto, nos depararmos com uma realidade cruel e hostil.
Até ler a pesquisa sobre violência obstétrica no Brasil, eu achava que o momento do parto era mágico e único. Depois, nós enxergamos o quão o sistema é hipócrita, pois ao mesmo tempo em que diviniza o parto, o procedimento ocorre em condições subhumanas. Quem é pobre e/ou negra ainda deve temer as péssimas condições do sistema público de saúde, superlotação, suscetibilidade de perder o bebê ou sofrer alguma violência física; fora a violência moral e simbólica que essas mulheres sofrem ao estar, ironicamente, "cumprindo seu papel na sociedade" de parideiras.

Anônimo disse...

"Claro q os bons de verdade não estão em evidência, com uma geração q exalta um político de merda feito bolçolixo, como é q os bons de vdd estariam em evidência?"

Situação realmente lamentável

Anônimo disse...

Fizeram questão de capitalizar/tornar lucrativo até o momento do parto. Até nascer virou de método de angariar lucro/mercadoria

Eta capitalismo bão

Depois q vemos um retrato desse não sabem pq

B. disse...

Até o parto humanizado, que é santificado em alguns setores do feminismo, é caríssimo. Um parto em casa, com presença de doula, na água, como manda o novo feminismo new age-pós-moderno, sai caríssimo.

Anônimo disse...

Pra vocês verem como nossa sociedade está "preocupadíssima" com o bem estar e a vida dos bebês.

E de boa, isso não poderia ser classificado como crime de tortura? Pois submeter uma pessoa a tamanha brutalidade, causar propositalmente dores excruciantes e dano físico e psicológico é TORTURA!!!!

Essa carrasca deveria passar o resto dos dias na cadeia.

Jane Doe





Anônimo disse...

Lolinha, vamos divulgar?

https://www.facebook.com/federacaofisenge/posts/1086318108102018

"Em homenagem ao Dia Nacional da Mulher (30/4), o Coletivo de Mulheres da Fisenge lançou nas redes sociais a campanha “Coisa de Engenheira”, que busca resgatar a história de três profissionais pioneiras na Engenharia Nacional. Historicamente, esta é uma área de maioria masculina, por isso contar as trajetórias de resistência das mulheres é tão importante."

3 engenheiras e um pouco sobre a vida delas. Muito bacana!

Chega de apagar mulheres da história da nossa sociedade!

Anônimo disse...

a) O texto não é sobre o Bolsonaro vamos esquecer a polarização política.

b) Infelizmente a violencia obstetricia está aumentando temos que conscientizar médicos e gestantes temos que denunciar

Anônimo disse...

Minha total solidariedade para a família. Se tiver algo que a gente pode fazer pra ajuda-los, favor divulgar.

A punição para a médica foi um absurda! Mas não foi nenhuma novidade. A classe médica é corporativista, sim. E os médicos de hj tem cada vez mais nojinho de gente, de gente doente e de pobre. Por outro lado, acho que é um problema de elistismo tb. Olhando o acidente da ciclovia do Rio, por exemplo, duvido que os engenheiros serão punidos. E olha que o erro foi absurdamente grosseiro.

Sobre o SUS, não acho que seja o problema. Parece que eles têm melhores resultados que os hospitais particulares. Aqui no Rio é comum as mulheres irem pra um hospital público na hora do parto. No Paraná e SC tive amigas que preferiram ir pro SUS tb. Inclusive uma médica.

Por fim, sou daquelas feministas contra a legalização do aborto. Por isso, preciso pontuar aqui a hipocrisia que é as feministas pró legalização quererem falar em 'morte de duas vidas humanas' e usar a morte do bebê pra sensibilizar. Há 2 posts vcs estavam defefendo justamente o contrário, que a morte intra uterina não era assassinato. Só o que contava como crime era a lesão corporal contra a mulher. Não podem escolher o argumento conforme a conveniência....

Anônimo disse...

A concordância verbal ficou meio errada no meu comentário aí de cima. Sorry.

Anônimo disse...

17:04, é um direito seu pensar assim. Mas como pró-escolha, permita-me fazer algumas observações.

São casos completamente diferentes, moça, acho que você está misturando alhos com bugalhos. O argumento maior de pró-escolha é que a gravidez possa ser interrompida SE a mãe quiser e até a formação do sistema nervoso. Não é majoritário o argumento de interrupção na hora que quiser. Seria colocar a vida da mulher em risco sem necessidade, visto o fato de uma gravidez sem risco para a vida da gestante. Tanto é que eu nunca vi um pro-escolha sequer que louve abandono de incapaz. Já os dito "pró-vida"...
E também o argumento pró-escolha não deseja que mães que escolhem ter filhos sejam mortas por falta de atendimento adequado. Ser pró-escolha não significa ser contra maternidade, acho que isso deve ficar bem claro.


Anna

Anônimo disse...

A violência obstétrica não pode ser motivo para o romantismo do parto humanizado, local de qualquer procedimento médico e no hospital com um profissional habilitado.

Anônimo disse...

17:44

o parto nesses lugares é péssimo, só servem pra facilitar a vida do médico e f$rrar com a da mulher, q é submetida intensamente a desconfortos

Parto humanizado>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

Anônimo disse...

Que absurdo! Esta mulher foi violentada, mutilada, torturada! Como enfermeira eu estou chocada!

titia disse...

15:02 então a natureza devia estar bêbada e numa tremenda bad trip de LSD quando deu força física aos homens, porque vocês não tem outro uso pra ela que não agredir mulheres, crianças e outros homens. Você levou um fora até que educado de UMA feminista e já tá chorando como as mulheres são seres más, insensíveis e violentos? Agora não podemos nem discordar de vocês que viramos misândricas assassinas odiadoras de homens-ah, não, é mesmo, desde sempre que toda mulher que se atreve a discordar de um homem e não venerar seu pinto sagrado é uma misândrica odiadora de homens que deve morrer. De preferência assassinada por esse ser pacífico, não violento e superior que é o homem pra aprender. Sinceramente? Vai tomar no meio do rabo e cresce, pivete. Na hora que você virar um adulto volta pra tentar discutir.

17:04 a maior comoção aqui é por causa da mãe, não do bebê já que foi a mulher quem sofreu violência física e psicológica, foi cortada, torturada e agredida por horas até morrer. Desculpa, mas você não pode ser feminista e ser contra a legalização do aborto; isso é querer impor regras a mulheres do mesmo jeito que os machistas fazem. É querer usar gravidez como punição pra mulher que se atreveu a fazer sexo, é tratar criança como mero castigo pra "vagabunda". Você não pode tolher o direito das mulheres de não serem mães. Isso é postura de machista pra controlar e punir a sexualidade feminina. Mulheres que querem ser mães devem ter direito a um parto respeitoso e humanizado, assim como quem não quer ser mãe tem o direito de não sê-lo.

Anônimo disse...

Meu primeiro parto foi em 2004. O medico rompeu a bolsa e o parto foi fórceps por que segundo ele estava demorando demais. Minha filha não chorou ao nascer e ficou um mês com as marcas do fórceps no rosto. Meu segundo parto foi em 2014 e empurraram minha barriga com o cotovelo e mjnha filha teve fratura na clavícula. Bora levantar uma tag pras mulheres contarem suas histórias de violência obstétrica?

Anônimo disse...

(Viviane)
Devagar com esse andor, B.! Parto humanizado não tem nada a ver com "santificado new age pós-moderno", como você diz. Primeiro que não precisa ser em casa nem na água (claro, isso deveria poder ser uma escolha da mãe, mas não é obrigatório). Apenas precisa garantir os DIREITOS HUMANOS da mãe, afinal, se até bandido baleado tem direito de ser atendido com dignidade em um hospital, por que mulheres não têm?
E, se me permite, existem debates inteligentes além do Facebook #ficaadica

Anônimo disse...

A baixaria nos comentários tá rolando solta.

Maria Carolina Francese disse...

Para ter garantia de um parto humanizado e uma ótima assistência hospitalar é muito caro. Eu procurei na época em que ia ter minha filha e desisti, mas consegui uma médica ótima que não faz parte da lista dos humanizados. Paguei menos, mas foi caro também. Não é possível que para escapar desse tipo de coisa seja necessário pagar. Já ouvi histórias maravilhosas e ruins do SUS, mas não é aceitável que exista a possibilidade de maltratarem uma mulher até a morte dese jeito. É doentio.

Anônimo disse...

Pros que falam pra mulher grávida sentindo dores que na hora de fazer ela não gritou, e se ela tiver sido estuprada ou engravidou por inseminação, como fica o argumento?
Não que por ela ter engravidado de forma normal sejam válidos mas mostra como a ignorância não tem limites e nem status, afinal não falta medicos e advogados soltando bosta pela boca.

Anônimo disse...

Lola, vc viu a historia das estudantes de odonto da USP que contaram, achando muito engraçado, que cometeram maus tratos com crianças (furar a gengiva propositalmente) para elas ficarem quietas e quando as pessoas começaram a criticar essa atitude algumas mulheres que se dizem feministas as defenderam dizendo que estava faltando sororidade com as estudantes.

Juliana Araújo disse...

Nossa, tive meu bebê há 22 anos, mas foi pelo sus e passei por quase todos esses processos. Nunca pude imaginar que existia algo errado. Mas faz tempo, o que não justifica. Penso ser necessário que as mulheres grávidas tenham mais acesso a essas informações, pois muitas, como eu, devem acreditar que é assim mesmo.
Outro fator que observo, que acredito deva ser mencionado, é que a grande maioria das mulheres optam por cesárias e dizem isso como se estivessem exibindo um troféu. Nesse país, infelizmente os valores estão de cabeça para baixo.
Lidar com momentos como um parto exigem mais que saber o procedimento médico, esse é um momento que envolve totalmente a emoção. Lembro-me da frieza e falta de educação das enfermeiras que me atenderam.Embora exista a questão salarial e a questão sobre o preparo acadêmico dessas pessoas, isso não justifica maus tratos, principalmente a morte de mães e filhos.É um caminho longo, mas deve ser trilhado, a informação deve ser levada durante o pré-natal nas redes públicas. Os movimentos sociais são fundamentais nessa luta. Triste! Que dias abençoados com mães bem assistidas e bebês belos e saudáveis coroem o futuro da nação!




Anônimo disse...

Mais um motivo para reforçar minha decisão de não ter filhos, além de não contribuir para a perpetuação desse sistema de exploração capitalista, ainda escapo da possibilidade de cair na mãe de uma carniceira como essa médica e ser submetida a uma verdadeira sessão de tortura, podendo acabar ate em morte.

Maria Fernanda Lamim disse...

A realidade da violência obstétrica no Brasil e muito chocante mesmo.
Eu acho que só veremos isso mudar com uma transformação profunda no.sistema de atendimento (o obstetra só deve intervir em caso.de real necessidade ; nos países com. As menores taxas de VO e assim. Parto e processo fisiológico, não patológico, pode ser acompanhado por enfermeiros especializados)e também na formação dos nossos obstetras (a verdade é que a maioria é muito mais habilitada pra realizar césarea desnecessária do que pra dar a assistência correta a um parto normal.)
Enfim, há que se modificar toda uma cultura, e a própria classe médica se mostra resistente a isso.
E o pior é que tem feminista que acha que violência obstétrica não tem que ser pauta do movimento pq "estimula a maternidade " (juro que já ouvi essa).
E, por último.... Falar "se tivesse abortado" num posto como esse é no mínimo cruel. Eu acho que a criminalização do aborto por si.só já é uma forma de violência (obrigar uma,mulher . Seguir com uma gravide z indesejada e muito violento), mas no caso em questão isso não cabe.
E nossa, comparar a morte violenta de um bebê a termo com o.abortamento de um embrião de até 12 semanas e um argumento furadissimo também.

Anônimo disse...

Olha, ter parto assistido por enfermeiras obstétricas, parteiras e doulas não é garantia de um parto não violento. Eu já li pesquisas feitas na Alemanha e um documentário sobre a Inglaterra (que não verdade não era sobre parto, mas sobre temas relacionados a saúde) que cerca de 30% dos partos vaginais, feitos de acordo com a cartilha do "parto-encantado", terminam em danos médios a graves para a mãe. P***a, 30% não é um número tão pequeno assim!!!

Essa reportagem que li aqui da Alemanha contava a história de uma jovem de 23 anos que o parto foi tão forçado, que ela terminou com incontinência urinária e fecal, pois a passagem do bebê destruiu o assoalho pélvico, parte do reto e da bexiga.
Então não se engane, apesar de eu pessoalmente achar GOs a especialidade médica com a maior quantidade de pilantras/m2, não pensem que não vai ter algum "inquisitor" entre parteiras e doulas.

O que existe é um tremendo descaso pelo bem estar dos pacientes. Hospitais viraram máquinas de gerar dinheiro e cortar gastos. E isso quase sempre vem aos custos da saúde alheia. Junte a essa matemática cruel uma boa dose de machismo mais a sacralização da maternidade (boa mãe é aquela que sofre, melhor mãe ainda é aquela que morre pelos filhos) e taí o resultado - mulheres torturadas, mutiladas e mortas...

Mas né?!
O amor de mãe compensa...


Jane Doe

Anônimo disse...

comentarios de qualidade nesse blog

Anônimo disse...

Anônimo titia disse...

15:02 então a natureza devia estar bêbada e numa tremenda bad trip de LSD quando deu força física aos homens, porque vocês não tem outro uso pra ela que não agredir mulheres, crianças e outros homens. Você levou um fora até que educado de UMA feminista e já tá chorando como as mulheres são seres más, insensíveis e violentos? Agora não podemos nem discordar de vocês que viramos misândricas assassinas odiadoras de homens-ah, não, é mesmo, desde sempre que toda mulher que se atreve a discordar de um homem e não venerar seu pinto sagrado é uma misândrica odiadora de homens que deve morrer. De preferência assassinada por esse ser pacífico, não violento e superior que é o homem pra aprender. Sinceramente? Vai tomar no meio do rabo e cresce, pivete. Na hora que você virar um adulto volta pra tentar discutir.

Há titia, com base na sua resposta continuo com meu pensamento de que se a natureza tivesse dado força física às mulheres estaríamos perdidos. Nunca pedi mulher alguma pra venerar meu orgão sexual e NUNCA usei minha força pra agredir quem quer que seja. Na maior parte das vezes a mulher inicia uma agressão. Até contra contra a própria mulher como mostra o post!E você continua com esta visão míope? As atitudes do ser feminino, aqui cabalmente demonstradas como intolerantes, agressivas, mal educadas e violentas, inúmeras vezes são externadas no mundo real, só que no mundo real, há reação. Não seria este o motivo de tanta violência contra as mulheres? Não estou dizendo que justifica atos violentos, mas o que se quer é o seguinte: o homem deve permanecer inerte face a uma agressão de uma mulher é isso que se prega, não tenho mais dúvidas!

Anônimo disse...

10:44, que desonesto de sua parte, anônimo, creditar a violência contra a mulher às meras demonstrações de insatisfação aqui.
Primeiro: não se trata de VOCÊ. O fato de você não ter pedido para que ninguém valorizasse seu falo ou o fato de VOCÊ não agredir uma mulher não o torna parâmetro para excluir o machismo e a misoginia da sociedade. Se você trata uma mulher como um ser humano capaz e digno, não está fazendo mais que a sua obrigação. Não queira uma medalha por esse motivo.
Segundo: Já parou para pensar que algumas aqui se comportam de maneira agressiva por uma incitação/zoeira vinda de um homem? A maioria aqui está cansada de explicar, mostrar números, dados, o contexto, a história. Conto nos dedos os homens que possuem a humildade de tentar entender o lado aqui explicado. Você não precisa ser feminista para pregar a equidade de gêneros, querido. Não precisa concordar, nós mesmas discordamos entre nós. Mas o que grande parte de vocês homens vêm aqui é para insultar, floodar, criar caos, zoar. Os que disfarçam mais chegam como reis da arrogância sabedores de tudo e todos querendo referendar o que eles acham mais importante para nós. Antes de culpar a mulher, como você está culpando com base em comentários de um blog, pense na arrogÂncia e na prepotência com que seus congêneres chegam neste espaço, sem o mínimo de humildade para dialogar. Mulher nenhuma precisa da benção de homem para seguir em frente.

Anônimo disse...

"As atitudes do ser feminino, aqui cabalmente demonstradas como intolerantes, agressivas, mal educadas e violentas, inúmeras vezes são externadas no mundo real, só que no mundo real, há reação. Não seria este o motivo de tanta violência contra as mulheres? Não estou dizendo que justifica atos violentos, mas o que se quer é o seguinte: o homem deve permanecer inerte face a uma agressão de uma mulher é isso que se prega, não tenho mais dúvidas!"

O que ocorre é que o homem não percebe que é agressivo e violento com as mulheres, pois a agressividade masculina é chamada de "brincadeira" e "interesse". Quantas vezes eu ouvi que fulano me agredia verbalmente por estar interessado em mim? Por "gostar" de mim? Quantas vezes homens foram agressivos comigo em debates apenas por eu discordar ou fazer perguntas que eles não gostaram? Já fui chamada de indecente, mau caráter, sem honra (sem contar vadia/vagabunda/feia/chata/gorda, mas isso nem levo mais em consideração, tão comum e frequente que é), simplesmente por fazer perguntas ou contrapor argumentos. Invariavelmente os homens dizem que "não me fiz respeitar". Sei que é apenas meu depoimento, mas eu dificilmente xingo ou desqualifico meu interlocutor. Faço isso com mascus aqui, vez ou outra, pois eles vem até aqui só pra desqualificar e agredir.

Enfim, o problema é que homens sequer percebem o quanto são agressivos com as mulheres, mas se incomodam muito quando as mulheres reagem.

Anônimo disse...

É o tal negócio: homem simplesmente não suporta ser tratado por uma mulher da mesma forma como trata a mulher.

Anônimo disse...

Homem, na verdade, nem suporta que questões femininas importantes, graves e urgentes sejam tratadas com seriedade. Observem que o relato chocante do post não sensibilizou a homarada, que só aparece pra agredir a mulher que faleceu em função de múltiplas violências e pra reclamar das mulheres que reagem a essa insensibilidade. Nem falar sobre problemas femininos é tolerado por homens.

Anônimo disse...

E as agressões aqui só acontecem como resposta às agressões masculinas, importante salientar. O que ocorre aqui é apenas a mais legítima reação. É apenas legítima defesa. Aqui, como no mundo real, a agressão sempre inicia com o homem, mas ele, convenientemente, omite este fato.

Anônimo disse...

Mulheres são mortas todos os dias. Por nada, por existirem, simplesmente. Uma mulher ser morta por uma médica, por alguém que deveria estar ali para cuidar da sua vida e do seu bebê, para aliviar a dor e o sofrimento humano... Isso ultrapassa a minha compreensão. Que tipo de médicos nossa sociedade está formando? Pessoas que se julgam deuses, acima do bem e do mal? Josephs Mengele a granel?
É uma corporação sem ética, sem princípios, que se julga acima de todos os outros?
Quando vamos ter justiça nesse país?
Quando as mulheres vão ser tratadas como seres humanos plenos?

Anônimo disse...

Aliás, faltou dizer, nunca vi um tratamento assim nem com um cachorro. Um veterinário é um ser infinitamente mais humano que um médico. Nunca vi uma cadela ser maltratada e morta dessa forma por um veterinário.

Anônimo disse...

"Aliás, faltou dizer, nunca vi um tratamento assim nem com um cachorro. Um veterinário é um ser infinitamente mais humano que um médico. Nunca vi uma cadela ser maltratada e morta dessa forma por um veterinário."

Verdade. E se fosse, não haveria nenhum homem desvirtuando de forma insensível a denúncia.

Anônimo disse...

"Segundo Arcilena Carvalho, irmã de Admarina, o depoimento contou com perguntas simples e teve a participação do advogado de defesa de Vânia Lúcia Monteiro, que optou por perguntas mais pessoais e anteriores ao ocorrido no dia 25 de dezembro de 2012.

“Ele insistiu em perguntas pessoais sobre a Ana Carolina, buscando algo que pudesse favorecer a médica, mas não vai encontrar, porque o acompanhamento da gravidez foi bem feito e ela não tinha nenhum problema”, disse Arcilena, se referindo à estratégia do advogado."


O advogado tentando culpar a vítima.

http://www.oimpacto.com.br/mulher-depoe-no-crm-sobre-morte-durante-parto/

Anônimo disse...

Passei pelos mesmos procedi mentos no meu parto, mas com responsabilidade profissional. Hoje meu filho e eu estamos saudáveis. Não. importa a raça ou classe social somos seres humanos e temos de ser tratados de maneira digna . Que Deus a rande os corações dos familiares das vítimas e abra a mente destes profissionais.

Anônimo disse...

(Viviane)
Jane Doe, concordo com tudo o que você escreveu, exceto que GO é a especialidade médica com maior n. de pilantras por m2. Eles disputam palmo a palmo com os psiquiatras. Aliás, a própria existência da psiquiatria ainda no século XXI já é uma pilantragem...

Unknown disse...

Jane Doe

complicaçoes podem ocorrer em qualquer tipo de parto. cesareas desnecessarias ou mal indicadas aumentam muito o risco de morte materna e internaçao dos bebes na UTI- a questao e que nao se fala disso. destacam- se apenas os partos normais que tiveram qualquer complicaçao e e comum falarem da cesarea como se ela fosse tao simples e segura quanto fazer as unhas.

eu particularmente acho que quando nao ha um medico apressado para voltar ao consultorio e nao desmarcar suas consultas envolvido no processo, a chance de a equipe esperar o tempo do parto e nao intervir desnecessariamente no processo é maior...e parto, quanto menos intervençao, melhor- a nao ser quando realmente necessario (em torno de 15% dos casos).

e nao acho que a violencia obstetrica seja causada por uma "exaltaçao ao amor materno"- coisa que honestamente nao vejo em nossa sociedade; maes sao tratadas como seres sem agencia e individualidade, "otarias iludidas", nao exaltadas. acho que sobretudo a violencia obstetrica se deve ao machismo e a mercantilizaçao da saude - causas tambem da ilegalidade do aborto no Brasil, na minha opiniao (no caso do aborto o fanatismo religioso de muitos setores tambem atrapalha).

Maria Fernanda Lamim

Paula disse...

"Aliás, a própria existência da psiquiatria ainda no século XXI já é uma pilantragem..."

oi??