quinta-feira, 21 de abril de 2016

"QUANDO A IDEIA DE CRECHE FOI ABANDONADA?"

A luta para que universidades tenham creches continua! (apoie).
Recentemente publiquei um post sobre essa reivindicação, que teve muitos comentários. Inúmeros trolls revoltados com a perspectiva de alunas poderem continuar estudando. Felizmente, também teve vários comentários inspirados. Destaco dois, que são bem diferentes tanto em tom quanto em tema.

"A discussão é muito oportuna e sempre que casos como o da moça do RS vêem à tona, um monte de outros aparece. Quando eu lecionava na rede pública do Rio de Janeiro, era comum que crianças pequenas estivessem conosco em sala. Pais e mães trabalhavam durante o dia, a criança ficava com alguém (vizinha cuidadora, avó, creche), mas à noite era responsabilidade da mãe. Sim, mesmo quando o pai era estudante, a criança ficava com a mãe. 
Em todo o meu tempo como professora, nunca tive problema com crianças em sala, elas brincavam e dormiam, sempre na delas. No entanto, era comum que professores/as reclamassem, pedissem que se baixasse ordem para que não houvesse crianças e bebês no colégio. Quer forma mais direta de excluir aquela mulher da sala de aula?
Sou defensora da disseminação das creches em todo o lugar possível. Públicas de preferência, mas, também, em empresas privadas. Com seus filhos perto, as mães trabalham melhor, com mais tranquilidade. Eu abriria mão de parte da minha licença maternidade (minha filha tem 2 anos e 5 meses) se pudesse tê-la por perto, amamentá-la e dar as minhas aulas. Em um colégio como o meu, com tantas mulheres trabalhando, seria muito melhor para todxs.
Curiosamente, um caso que minha avó sempre conta, é que lá em Sergipe, na década de 1930, a fábrica onde minha bisavó trabalhava tinha uma creche. No Rio, quando ela mesma foi operária nos anos 1950, também. Quando foi que a ideia da creche em ambiente de trabalho foi abandonada? Em que momento algumas feministas até (porque eu já testemunhei isso) começaram a falar que deveríamos discutir outra coisa, que falar de creche era trazer para o centro das nossas discussões a maternidade compulsória? 
Não! Discutir creche, seja em local de trabalho, colégios ou universidades, é reconhecer que isso é importante para muitas mulheres, que é fator de exclusão, e que acolher as crianças em um ambiente sadio e seguro é ajudar a formar uma nova geração mais feliz e, sim, produtiva.
Minha filha está na creche desde os sete meses, o auxílio creche que o governo me assegura (sou funcionária federal) não cobre nem um quinto do valor da mensalidade. Eu posso arcar com os custos, mas mulheres pobres, muitas vezes jovens ainda em processo de qualificação, muitas vezes precisam escolher entre trabalhar e/ou estudar e cuidar de sua criança, pois colocando na ponta do lápis sai a conta pela receita, ou ainda pior, arrumar uma creche. 
As públicas, quando existem, estão lotadas, com longa fila de espera. É uma triste realidade. Não é por nada que há mais mulheres na geração Nem-Nem do que homens. Se há criança, se ela fica doente, é a mãe ou avó que ficará para cuidar. Sem estudo, sem salário e, claro, como se a maioria pensasse nisso, sem direito à lazer ou descanso." (Valéria, professora de História em Brasília)

"Mais uma maneira da sociedade machista forçar a mulher a ficar no seu 'devido lugar'. Triste, mas não é nenhuma surpresa. Privar mulheres de educação é a técnica mais antiga que existe pra impedir que elas ascendam socialmente e se tornem independentes, donas das próprias vidas, emponderadas, agentes de mudança social. Pessoas sem alguma educação não questionam nem mudam o mundo. Podre, mas é exatamente isso o que estão fazendo com as mães universitárias.
Ao pessoal que comentou de boa fé: até concordo que pessoas sem condições não deviam ter filhos, ou não terem mais filhos do que têm condições de criar. Mas as pessoas não sabem como ou não conseguem evitar gravidez indesejada! Nesse país hipócrita e falso moralista não se pode ensinar educação sexual nas escolas, e também não há educação sexual disponível pros adultos.
Muitas pessoas literalmente NÃO SABEM como usar um anticoncepcional ou uma camisinha. Várias profissionais de saúde já contaram casos assim aqui no blog mesmo: um homem tomava o anticoncepcional da mulher porque eles não sabiam que ela é quem tinha que tomar; um rapaz botava os testículos dentro da camisinha; uma mulher jogava as pílulas no filtro de água e bebia todo dia um galão bem cheio; e uma profissional da saúde contou que ensinou uma mulher como colocar a camisinha no parceiro usando um cabo de vassoura e sabe o que aconteceu? Toda vez que a mulher ia transar botava a camisinha no cabo da vassoura ao invés de no homem. Claro que ela apareceu no posto de saúde grávida. As pessoas não sabem e ninguém está disposto a ensinar. Quem se dispõe a ensinar não consegue porque o moralismo hipócrita impede, pra não 'estimular a safadeza'. Que merda é essa, mano?
E ainda tem o machismo: homens não querem usar camisinha, fazem chantagem, ameaçam, pressionam, intimidam a mulher pra que ela não cobre a camisinha. E as mulheres, que são treinadas desde pequenas pra nunca se impor e se preocupar com o prazer do homem mais do que com a própria vida e saúde, acabam cedendo e pegando AIDS. E os coxinhas babacoides que mais dizem que pobre não tem que fazer filho são os que não querem educação sexual, nem distribuição gratuita de contraceptivos, nem liberação da esterilização voluntária. 
Os mascus são os primeiros a fazer chororô, porque ao invés de distribuir camisinha, contraceptivo e pagar educação sexual pra jovens e adultos, o governo tem mais é que dar bolsa panicat e camaros de graça pra eles. E os pobres que se virem pra não ter filho porque eles não querem pagar impostos pra sustentar 'vagabundo' (e nem são eles que pagam).
Pro otário que não quer que alunas universitárias usem serviços pagos com os impostos dele (porque só ele paga impostos), então da próxima vez que você sofrer um acidente porque bebeu e dirigiu, nem pense em chamar uma ambulância, que é do SUS. Ah, também nem pense em pegar ônibus. Desligue imediatamente a energia elétrica da sua casa, vá cavar um poço artesiano, corte imediatamente a linha do seu telefone, nada de fazer concurso público pra arrumar emprego e NEM SE ATREVA a tentar entrar numa universidade pública, seu merda. 
As benesses do Estado você quer, né, mas contribuir não quer? Então vá morar no meio do mato, pra não sugar os impostos de todos nós que trabalhamos e pagamos pra vagabundo como você aproveitar." (Titia)

138 comentários:

B. disse...

Em muitos sites/blogs/páginas no Face sobre maternidade, e muitas delas feministas, há uma demonização de mulheres que colocam filhos em creches, chamam de "terceirizadoras da educação". Vai em páginas de Face que vocês verão isso, exemplo: Mamatraca. Uma diretora xingou uma mãe que queria por a filha na creche em tempo integral e a diretora falou "não tem tempo integral, quem tem que cuidar é tu, não eu" (algo assim). As seguidoras da página? Amaram! Eu já cantei essa bola aqui: esse papo e roupagem de "maternar" ainda vai levar muita mulher pro ambiente doméstico, dependendo financeiramente de marido/pais.

Anônimo disse...

Eu concordo que deve haver mais creches sim (inclusive em periodo noturno).
Mas nao abraco a pauta porque fico com a impressao que eu estaria incentivando as pessoas a terem filhos.
Mas concordo sim com o texto.

Mas uma coisa que eu nao compreendo, sempre que surge esse tema, sempre aparecem maes falando que os filhos ficavam quietinhos em sala de aula, que nunca davam trabalho...
Nao vou falar que seja mentira porque eu nunca vi.
Na minha sala ninguem tinha filhos.
Mas frequentava a igreja e, as poucas criancas que frequentavam a missa, adoravam correr, falar alto, brincar, etc que era frequente que um dos pais tivesse que se ausentar pra brincar com a crianca na parte de fora da igreja.... Sao coisas de criancas, nada fora do normal...
Mas pra mim se torna dificil acreditar nesse monte de crianca que vai a faculdade com suas maes e ficam quietinhas sem atrapalhar ou desconcentrar os alunos.

Anônimo disse...

Amei esse texto! Lola, acho que PRECISAMOS falar mais sobre isso, as pessoas acham que todos sabem sobre educação sexual, o que não é verdade.

Anônimo disse...

Lugar de criança não é na faculdade, isso é lugar de adulto, lugar de estudo.
Quando eu estudava as escolas estaduais entraram em greve e uma mulher levou a filha pra sala, mas ela tinha 8 anos e não incomodava. .
Mas um aluno levou o filho de 3 anos pra aula de prática de banda na faculdade de música, o menino só ficava andando pela sala enquanto o pai tocava. Não tem como olhar a criança assim. Uma hora ouvimos um barulho muito alto, sabe pq? O menino tinha mexido no cubo do baixo elétrico enquanto o baixista tocava e fez aquele ruído enorme, poderia ter levado um choque ou estragado o instrumento.Veio gente perguntar o que tinha sido aquele barulho.

Pensem num curso com laboratórios, vai colocar uma criança lá dentro ? Se mexer nos equipamentos ou alguma substância?
E vamos ter que regular o que falamos e fazemos por causa das crianças, que vão repetir tudo.
Definitivamente não é lugar pra criança.

Anônimo disse...

Eu trabalho em escola há 4 anos, trabalhei em creche, eu custo a acreditar nessas mães desses anjinhos que não falar alto nem correm na sala...
Imagina agora se metade da sala resolve levar os bebês...essas turmas de 40 alunos com 20 crianças na sala...não faz sentido. E a lotação das salas como fica? Vai ter espaço pra essa pirralhada toda?

Valéria Fernandes disse...

Anônima das 11h29, ambiente de igreja é diferente de colégio/universidade. Veja só, eu sou a autora de um dos comentários, falei de escola noturna. A criança já pintou o dia inteiro, a aula começa sete e segue até dez e meia. Se é uma criança mais ou menos normal - há os elétricos, mas esses, acho eu, a mãe não tenta nem levar, ela desiste - ela vai apagar rapidinho. Essa é minha experiência. Tive uma vez, criança em sala no horário da tarde. Era uma escola normal, a mãe uma menina de 15 anos. Bem, neste caso, era um bebê pequenininho, mais dormia do que tudo.

No caso da igreja, pense que o culto/missa não é feito para a criança, muitas vezes é pela manhã com a criança esperta, ou de noite em um dia que é basicamente diferente dos outros. Não vai prestar. A minha menina demorou a se acomodar e eu tenho que levar massinha e outras coisas. Agora, o lugar onde passei o pior constrangimento foi a igreja, porque, bem, apesar de gostarem muito do "Deixai vir a mim os pequeninos", na hora que o bebê quer pintar o sete, ele é indesejável e a mãe incompetente.

UYA ou "Do Berço ao Barco" disse...

Ginger: A mão que balança o berço governa o mundo. Isso não é certo, Russell?

Russell: É incontestável.

Bongi: Essa é uma maximazinha bem engenhosa – enquanto a mão está balançando o berço ela não balançará o barco.

Ginger: Existem muitas mãos masculinas por aí para fazer qualquer balanço necessário no barco.

Bongi: Eu encontrei relativamente várias mãos masculinas peludas e velhas no meu dia, e não é o barco que elas querem agarrar.

Cat: Por que deveria ser? É um mundo de homens.

Bongi: Apenas por pré-definição.

Ginger: Pré-definição ou não, eu acho que é maravilhoso.

Cat: Lógico, em um mundo de homens vocês garotas tem a última arma – sexo.

Bongi: Então por que nós nunca tivemos 1 presidente sexy?

Cat (para Bongi): Por que você não se candidata a presidente?

Bongi: Nah, eu gosto de pensar grande.

Ginger: Pessoalmente, eu odiaria ver uma mulher presidente.

Cat: Por quê? Mulheres são tão boas quantos os homens em todos os aspectos.

Bongi: Eu já tive o bastante dos seus insultos.

Ginger: Bem, quer elas sejam ou não, nós nunca teremos uma. Nunca! Nós nunca tivemos… (voz de “então não”) …e nunca teremos. Teremos, Russell?

Russell: É impensável.

Bongi: Talvez ser presidente não seria uma ideia tão má: eu poderia eliminar o sistema monetário, e deixar as máquinas fazerem todo o trabalho.

Cat: Obrigado pelo aviso. Terei certeza de não votar em você. Lógico, eu gostaria de não precisar de ganha-pão – eu não desejo ter de combinar casamento e uma carreira – mas as garotas podem precisar dele. Você sabe o S no símbolo de dólar? Aquilo significa sexo.

Ginger: Na verdade, há algo a ser dito pelo sistema de Bongi; homens precisam de tempo ocioso.

Cat: O que eu farei com todo o ócio? Deitar por aí com uma grande ereção?

Ginger: É um pecado amarrar os homens aos trabalhos. Homens são os caçadores…

Cat: É, eu tenho feito isso bastante.

Ginger: …os aventureiros; eles deveriam ser livres para sair e inventar e explorar, voar para o desconhecido.

Russell: E deixar as crianças para as mulheres? Corroer meu filho com feminilidade? Nunca! Quando mães não estão competindo estão servindo de mães; você tem que manter o olho nelas de perto. Eu quero que meu filho seja o melhor possível de todos os homens.

Bongi: Você quer dizer uma mulher mal-feita.

Russell: Quando ele crescer eu quero ser capaz de apontar para ele e dizer: “Aí vai meu filho – o homem.” Eu quero viver em uma cultura masculina.

Bongi: Essa é uma contradição de termos.

Russell: Eu quero um ambiente forte, viril.

Bongi: Então por que você não vai se exibir no ginásio YMCA?

Cat: A guerra dos sexos – ela vem se intensificando por séculos.

Bongi: Eu sei como nós podemos eliminá-la.

Cat: Como?

Bongi: Já ouviu falar de determinação de sexo?

Russell: Nunca! Nunca! Não é natural. Sempre existirão dois sexos.

Bongi: Homens são totalmente irracionais; eles não podem ver porque deveriam ser eliminados.

Russell: Não! O sistema de dois-sexos precisa estar certo; ele tem sobrevivido por centenas de milhões de anos.

Bongi: Assim como a doença.

Russell: Vocês não podem apenas determinar nosso fim. Nós não permitiremos; nós nos uniremos; nós lutaremos.

Bongi: Você também pode resignar-se: no fim a expressão “fêmeas da espécie” será uma redundância.

Russell: Você não sabe o que uma fêmea é, sua monstruosidade assexuada.

Bongi: Completamente o contrário, eu sou tão fêmea que sou subversiva.

Anônimo disse...

a) Muito bom texto Lola mas infelizmente estamos vivendo tempos de conservadorismo daqui a pouco educação sexual vai ser considerado coisa do capiroto o Estado laico morreu.

Anônimo disse...

a historia do cabo de vassoura e sacanagem ne, nao acredito que alguem acredita nisso...

sei que vc n faz por mal lola, mas sair postando qlqr absurdo como esse e dizer que quem questiona questionaria tudo...

fica dificil acreditar no resto depois das crianças anjo que nao fazem barulho, da camisinha na vassoura

Anônimo disse...

A B. tem razão. Se parte das feministas são contra creches (onde já se viu vida pós-concepção!! Tem vergonha na cara, não?), vocês acham que na nossa sociedade teocrática, alguém vai mover o rabo pra criar creches?

A questão é - todo mundo se beneficia da maternidade. O governo, que garante futuros pagadores de impostos, a economia que ganha mais mão de obra (e boa parte dela de baixo custo), todo mundo ganha "alguém pra pagar minha aposentadoria" (por que né, deuzulivre fulano ter que planejar seu futuro financeiro), a família que ganha um bebezinho pra bater foto e colocar no Facebook com título tio(a)/avô/avó/pai/whatever do ano (mas na hora da fralda suja ou de educar todo mundo desaparece bem rapidinho), o pai que status de "reprodutor" e um bônus extra: assim é garantido que a mulher nunca saia do seus status de matriz e serviçal.

Para a família e sociedade todos os bônus. Para as mulheres resta o fardo emocional, financeiro, social, o trabalho 24/7 sem direitos trabalhistas.

Mas né... ah mas o "amor" paga tudo...

Tá que as coisas vão mudar...


Jane Doe

Anônimo disse...

Eu acho correto haver creches em faculdades justamente pq a sala de aula de uma faculdade não é lugar de criança.

Estranho essas feministas que criticam mulheres que deixam os filhos em uma creche e ao mesmo tempo acham que só mulher que deve cuidar do filho enquanto para essas tais feministas homem só precisa sustentar, nada de cuidar tbm. Com feministas assim ninguém precisa de machismo.

B. disse...

Me identifico muito com as falas da Jane Doe. Perfeita colocação: se nem no feminismo "maternagem" dão bola pras creches, o que dirá os machistas? Sem querer, muitos setores do feminismo estão dando as mãos pros "papeis de genero" sem saber...Eu ainda me espanto que tantas páginas feministas celebrem o "mito" da maternidade (não sei como dizer), "nós mulheres somos poderosas, empoderadas, damos à luz, esse é nosso poder". Nada de diferente do que machistas dizem.

Anônimo disse...

Não querem que tenham mais creches porque sabem que é nas costas das mulheres que pesam os cuidados com as crianças. Assim é menos mulheres estudando e no mercado de trabalho. Conveniente, não?

Anônimo disse...

Seje recatada e do lar que não vai precisar de creche.

Anônimo disse...

Mesmo que as creches não sejam 100% públicas, mas que tenham alguma taxa mínima bem barata e já ajudaria bastante.

Anônimo disse...

Lola,estou chocada com esses comentários contra creches em universidades.Espero que proferiram tais asneiras sejam mascus.Como disse alguém acima:"Quem precisa de machismo com um feminismo assim?"

Nay

Anônimo disse...

Quando acontece alguma tragedia, as pessoas logo vem com um "a culpa é da sociedade, é de todos nos".
Eu nao concordo. Pago meus impostos direitinho, cumpro as leis, luto por leis que acredito que melhorariam a vida das pessoas, etc.

E inclusivo, digo e sempre digo...ninguem estah fazendo mal nennhum ao mundo ( e a ninguem) quando resolve nao ter filho.
Mas ter filho, e nao ter condicao (psicologica, emocional, etc) de criar... é algo que deveria ser muito mais questionado dentro do feminismo.


Eu encontrei muito apoio dentro do feminismo sobre a decisao de nao ter filhos (ao menos por enquanto, e talvez um dia eu adote). Apoio esse que nao havia encontrado na minha familia e nem na sociedade.
Mas eu tambem entendo que eu nao estou fazendo mal a ninguem. O mundo nao vai sair perdendo se eu nao gerar filhos.

E embora seja "invadir" o espaço alheio, acho sim que isso deve ser discutido. Nao acredito que tenha como impedir alguem de ter filhos...mas o assunto deve estar mais em pauta. Algumas pessoas nao tem como ter filhos.

Acho que um homem que ja tenha sido condenado pela pratica de pedofilia nao deve ter filhos, por exemplo.

Trabalho numa ONG de animais abandonados, e mesmo muitos precisando de lares, nós tambem vetamos pessoas que querem adotar mas que parecem nao ter condições (homem que queria adotar um cachorro pq achava que ia salvar o casamento, gente que chega falando que quer um cachorro pequeno pois ja teve um grande que deu trabalho e tiveram que doar, etc). E sao animais. Ou seja, muito mais facil de criar do que um filho.
Uma criança é muito mais complexa, e por isso, a decisão de ter deveria ser muito mais pensada. E isso deveria ser muito mais discutido.
Alem disso, filhos é uma forma de dificultar a independencia (economica e social da mulher).
Quantas mulheres vcs ja nao ouviram que nao se separam de um marido abusivo pq ele é um bom pai, ou pq nao tem dinheiro pra manter os filhos, pq parou de trabalhar depois que os filhos nasceram e nao tem cm se virar sozinha ?


Araeci Luz disse...


Acho q foram inumeros os fatores q nos fizeram abandonar a luta p creches. Escolho duas questões

1- A perpetuacao dos trabalhadores domesticos. Como sinhazinhas, dividimos os cuidados de nossos filhos com babas e empregadas domesticas. Nao me entendam mal, sei q as vzs nao temos escolha. Eu mesma nao tive outra alternativa. Sei tb q as verdadeiramente feministas respeitam essas trabalhadoras, pagam direitos sociais e o melhor salario q podem. Mas a existencia dessas trabalhadoras ê resquicio de nosso passado escravocrata... Alem disso, pouco construimos entre as mulheres de classe popular, tendo mantido o discurso feminista praticamente dentro das classes medias. A classe popular sempre reivindicou creches; a classe media contrata babas.

2- a educacao infantil substituiu o termo "creche" e passou a ver estes estabelecimentos como escolas. Muito bom do ponto de vista da crianca, especialmente a partir dos quatro anos. Entretanto, as creches sao necessidade das maes e direitos das crianças, desde antes do fim da licenca maternidade. Nao sao as criancas q as necessitam, mas as maes para q possam trabalhar e estudar. As criancas tem direito constitucional a protecao, a educacao, ao cuidado. Ao mesmo tempo, como as classes medias sempre puderam dispor de babas, as creches ficaram sendo uma necessidade de quem nao teria outra alternativa. Ficaram, pois, esquecidas na pauta das mulheres.

Associado a isso, o discurso de maternagem, como mostrou um comentario anterior, e os discursos medicos de amamentacao ate os dois anos, afastam do mercado de trabalho ou estudo a mulher que optou pela maternidade. Esquecem-se estas pessoas que, em defesa dos interesses da crianca, ha outros caminhos, como a licenca dividida entre pai e mae, estendida ate os 18 meses como adotada em alguns lugares, para citar apenas um.

Anônimo disse...

Não sei se o anon 15:11 está sendo irônico ou se é mais um mascu, mas por coincidência essa questão da falta de mais creches acessíveis e de condenar mulheres que precisam deixar os filhos na creche durante o dia se depara com aquela falácia sórdida da mulher ideal daquela revistinha falida que foi feita durante esta semana.

Anônimo disse...

Eu tenho minhas duvidas (se alguem souber, gostaria da resposta) de quem é a responsabilidade se acontece alguma coisa com uma criança dentro de uma sala de aula ?
Se cair da cadeira (visto que nao sao cadeiras para crianças), tentar pular a janela, se endurar na cortina, ..de quem é a responsabilidade ? Se for do professor, eu nao permitiria mesmo que uma criança frequentasse minhas aulas.

E deixar uma criança sozinha no corredor de faculdade eu acho muita irresponsabilidade. Mesmo a criança ja tendo seus 8, 9, 10 anos.

Anônimo disse...

A ex-presidenta agora vai para a ONU difamar o país... Já consigo ver o espetáculo patético e desesperado que vai ser.

Anônimo disse...

Anon 15:55 Pra que isso?

Zrs disse...

Jane e B, é isso mesmo. E, olha, como já debatemos outras vezes, o buraco é mesmo muito mais profundo, mas, quem quer falar sobre isso mesmo?

Besos.

Valéria Fernandes disse...

Minha filha tem dois anos e seis meses. Ela ainda mama. Discurso da amamentação até os dois anos não me afastou do trabalho para um dia a mais da minha licença maternidade. Mijha mãe me amamentou até mais ou menos estamidade e, na época, a licença materhidade era de 3 meses. Eu não desmamei e ela não deixou de trabalhar, de ter sua carreira, era professora, assim como eumsou. Os benefícios da amamentação são coomprovados e estou careca de conhecer mukheres de todas as classes que optaram ou caíram na mamadeira e são donas de casa. Cuidado para não começarmos a culpar as ativistas - muitas delas feministas como nós - pelos malfeitos do capital ou a falta de visão da soc7edade.

Anônimo disse...

O problema é que já muitas feministas contra a amamentação ao mesmo tempo que fazem campanha pela amamentação em público, vai entender

Anônimo disse...

As pessoas precisam é parar de ter filhos sem condições de criar, isso sim. Grande merda nascer e já depender do governo até pra tomar leite (porque só no mundo do Facebook que as main empoderadas sustentadas por marido podem ficar com criança na teta 24/07, lembrando que nem toda mulher neste país trabalha com registro). Só que tem uma coisa: depois que a criança nasce não tem mais o que fazer. Se a mãe precisa de bolsa isso auxílio aquilo, bora ajudá-la a sair dessa condição certo? Se ela não tiver como trabalhar e estudar em paz isso não vai acontecer.

Creche deveria ter em TODOS os lugares.

Anônimo disse...

Acho um lixo essa obrigação de amamentação senão você é menos mãe, menos mulher, menos tudo. Eu não fui amamentada e meu filho também não, pelo mesmo motivo aliás. Se o garoto teve gripe três vezes na vida foi muito. Casa mês que vem.

titia disse...

13:46 você voltou, troll chorão? Olha, essa é a última vez que eu te explico direitinho, depois você pode ir se foder.

Seguinte: as pessoas podem aprender por observação que sexo faz bebês. Sim, podem. Mas, caro porífero, ninguém sabe colocar direito uma camisinha se não for ensinada. Ninguém sabe como tomar o contraceptivo corretamente se não for ensinada. Ninguém nasce sabendo se prevenir pra evitar gravidez nem usar os métodos contraceptivos. Não é um conceito difícil, nem mesmo pra nulidade que é o seu cérebro de troll. Ninguém. Nasce. Sabendo. Usar. Contraceptivos. Ok? Contraceptivos são fundamentais pra não engravidar mas NINGUÉM NASCE SABENDO USAR CONTRACEPTIVOS, ser primitivo. Saber de onde os bebês veem não torna ninguém especialista em contracepção. Vamos lá outra vez? NINGUÉM NASCE SABENDO USAR CONTRACEPTIVOS.

Usar contraceptivos não é algo que se aprende por observação nem é algo que deve se aprender por tentativa e erro - e no caso do anticoncepcional hormonal, a saúde da mulher pode ir pro lixo se ela tomar o contraceptivo errado. Ou seja, porífero, além de um professor é preciso um médico pra uma contracepção saudável e eficiente; dizer que só porque uma pessoa sabe que sexo pode resultar em bebês significa que ela sabe como evitar que isso aconteça é burrice pura ou babaquice no mais alto grau (aquele em que a eutanásia do indivíduo portador é a melhor solução). Por isso é preciso SIM educação sexual pra jovens e adultos. Porque ninguém nasce sabendo evitar bebês.

Até mesmo uma blástula consegue entender isso. Leia esse comentário mil vezes até começar a fazer sentido. Fique o dia inteiro lendo se for preciso.

titia disse...

14:30 foi uma profissional de saúde que contou essa história aqui no blog, provavelmente em outro post sobre contracepção ou aborto. Ao contrário dos mascus, trolls e machistas chorões reclamões, as comentaristas do blog que trabalham na área da saúde não tem por quê mentir. E sim, isso acontece de verdade com pessoas de verdade e vários outros profissionais de saúde podem confirmar.

Sim, 16:19, isso tudo vem com imposto embutido porque o governo fez as negociações e instalações desses sistemas pra você. Porque o governo fez a negociação pra que os ônibus circulem e você pague menos de 10 reais por passagem. Pra que a água chegue limpa na sua casa. Pra que a energia chegue no computador que você usa pra reclamar contra o Estado enquanto aproveita as benesses dele. Ah, as estradas em que você anda também é o governo quem mantém. Mas pelo seu comentário já vi que você é mais um macho meia merda que quer que o mundo gire ao redor do seu umbigo, que o Estado esteja aí só pra lhe dar as benesses sem cobrar nada em troca, que quer sugar o que precisa sem retribuir nem colaborar pra que os outros tenham o que precisam também. Alôôu, que tal sair das fraldinhas? Defender seu direito de manter a idade mental de 5 aninhos depois de burro velho e barbudo é ridículo.

Anônimo disse...

A tendência é a taxa de natalidade brasileira diminuir, como os países desenvolvidos. O governo tem duas escolhas: aumentar o número de creches e dar melhores condições para as mães poderem ter filhos e continuarem trabalhando,como a islãndia,finlândia, Noruega, e assim incentivar a natalidade ou não fazer nada e ver todo o conflito pela falta de mão-de-obra, aposentadoria e diminuição da população, como o Japão e a Alemanha estão passando. Tentar forçar as mulheres a largarem os empregos não faz aumentar a natalidade, como acontece no Japão. São apenas essas duas escolhas.

Anônimo disse...

Crianças fazem barulho, isso é normal.
Eu não posso é aceitar que no meio da aula que estou assistindo , eu venha a ser prejudicado pelo filho alheio.É um direito que tenho

Anônimo disse...

Essa história da camisinha da vassoura tá difícil de engolir, vc deve pensar antes de postar essas coisas Lola

Maria Fernanda Lamim disse...

Adorei os últimos dois textos sobre o tema. De fato, há muitas controvérsias dentro do feminismo quando o assunto é a mulher que também é mãe- e essa pauta da creche e um exemplo.
Adorei tb o comentário da Valeria sobre amamentação e trabalho. De fato, depois dos 6 meses o bebê já não mama o dia inteiro, e com informação a respeito de como ordenhar, armazenar e oferecer o leite materno a mãe pose sim conciliar a amamentação com trabalho ou estudos.
O que atrapalha isso não . A amamentação em si, mas a falta de suporte: médicos orientarem correramente, locais de trabalho oferecerem espaço para a trabalhadora lactante ordenhar o leite, creches que concordem em armazenar e oferecer o LM, entre outros.

Anônimo disse...

tambem acho estranho esses comentarios de que os pequeninos ficam tao quietinhos enquanto a mae assiste a aula

Anônimo disse...

Esta história de camisinha em cabo de vassoura é bem conhecida.

Eu tbm acho que criança não deve ficar em sala de aula, por isso as creches são tão necessárias.

Anônimo disse...

http://www.sensacionalista.com.br/2016/03/28/os-dez-fanfics-de-esquerda-que-dao-inveja-aos-redatores-do-sensacionalista/

A história da vassoura pode entrar na disputa

Anônimo disse...

Já pensaram se todas as mães do mundo abandonassem o seus filhos para os pais? Não duraria uma geração seguinte

omens são extremamente mal-acostumados

Anônimo disse...

Anon 15:55, a própria ONU acha toda essa palhaçada um golpe, a Dilma nem precisa dizer nada.

Anônimo disse...

Mal-acostumados tbm podem se tornar bem-acostumados.

Anônimo disse...

Vergonha do Brasil, até a Coréia do Norte tem creche em todas as fábricas.

Anônimo disse...

Você vê o nível dos trolls do blog quando eles se importam mais em comentar sobre camisinha em vassoura do que refutar os argumentos feministas do post. Pedacinhos de merda se achando

Anônimo disse...

Enfim, também trabalho em escola, também trabalhei em creche. Na situação extrema de todos os alunos levarem crianças na primeira infância pra sala de aula, é, vai dar merda. Ou uma criança solta na aula de laboratório, altas possibilidades de dar merda também (se tem marmanjo de 20 e tantos anos que consegue fazer merda, criança então...). Mas UMA criança em sala de aula, ela realmente fica quieta. Só levar alguma coisa pra ela brincar e um travesseirinho pra dormir caso canse demais. Nível de algazarra que criança faz é proporcional à concentração de crianças no mesmo ambiente. Não duvido que as crianças de fato ficassem quietinhas se fossem 2 ou 3 pra uma sala com uns 40 adultos.
Dito isso, claro, o foco é garantir que todas as crianças tenham onde ficar, não apenas 2 ou 3. Acho a ideia de creche universitária muito interessante.

Anônimo disse...

20:28 na verdade tá aí uma excelente ideia pra fazer seleção natural na espécie humana. Só sobreviveriam os filhos de pais decentes, e os filhos homens desses pais aprenderiam com o exemplo. Um salve os homens "bem acostumados", futuro da espécie :)

Anônimo disse...

20:36 tem creche nos campos de concentração também, fofo? Troll

Anônimo disse...

Ai gente, esses trolls misândricos de novo? zzzzzzzzzzzzzzzzz

Anônimo disse...

Misandria é amor <3

Anônimo disse...

Lola pergunta sincera, qual o objetivo em deixar esses comentários misândricos nos teus posts? Porque eles já vêm enchendo o saco há uns 2 meses e não são apagados. Não dá pra entender.

Uma coisa é a pessoa ser radfem e defender ideias radfem, outra coisa é a pessoa ser claramente um troll tentando se passar por feminista pregando ódio aos homens (e das formas mais infantis possíveis).

Anônimo disse...

Falando em fanfics... Tem aquela do cara que levou uma geral do policial e depois os dois riram muito e saíram pra beber porque o policial só tava fazendo o trabalho dele. Só comigo já aconteceu duas vezes. E criancinha falando do amor do papai do céu? Acho lindo, porque criança não pode escolher a própria roupa mas tem autoridade religiosa inquestionável. Tem a clássica dos professores marxistas que são ensinados a doutrinar as crianças a mudarem de sexo. Ensinei mesmo todas minhas turmas de educação infantil que rosa é coisa de menino, que menino é quem faz trabalho doméstico e menina quem trabalha fora pra pôr dinheiro em casa.
Olha pro teu rabo, rapaz, que "direita" também tem fanfic de estimação. Enquanto você ficar preso nesse maniqueísmo de "esquerda ruim e má, direita boazinha e justa", você vai ser massa de manobra.

Anônimo disse...

Se eu não me engano vc mesma recentemente mostrou que mascus estavam tirando print desses comentários pra te associar a esses trolls misândricos. Tá na hora de rever essa estratégia de deixar os comentários aqui Lola, seu blog (e por consequência vc) tá perdendo bem mais do que ganhando.

Anônimo disse...

20:56, acho que não hein, fica a dica pra vc: O FUTURO DA ESPÉCIE SÃO PESSOAS FEMINISTAS, SEJA HOMEM OU MULHER ;)

Anônimo disse...

20:59, Feminismo que é amor <3

Misandria não passa de ódio, aprenda ;)

Anônimo disse...

Pra que esse choro todo? O blogue é da Lola, nem é seu. Que tal você pensar no que origina essa sua antipatia toda? Vai refletir um pouco. Da onde vem tanto incômodo? Por que você não relaxa e segue o fluxo natural das coisas? Vai ter misandria sim, vai ter muita misandria. Você vai ter que se acostumar ou então vai viver chorando. Melhoras.

Anônimo disse...

Lola, qual o interesse de manter esses trolls misândricos? Acha que isso acrescenta em algo de tão construtivo assim nesse blog? Só fazem poluir o blog e desviar do assunto que é tão importante e necessário de ser discutido. Desse jeito realmente fica difícil levar algo aqui a sério.

Anônimo disse...

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA QUE GRAÇA TODA ESSA PALHAÇADA -sqn

Anônimo disse...

21:15

só tenho uma coisa a dizer: isso aí tá pior que caviar, nunca vi nem comi eu só ouço falar.

Anônimo disse...

Virou bate papo o blog?
Que chato hein

Anônimo disse...

21:05
A direita também tem fanfic
Ótimo, esse também faz vc admitir as fanfics da esquerda

Anônimo disse...

Vou parir um bebê e depois abandonar na porta da casa do pai (esse não foge), depois a gente vê, se a criança sobreviver até os 2 anos de idade ainda é lucro

Aliás, considero essa a melhor vingança feminina da história, conceder 100% toda a responsabilidade da sua "cria" ao omen, do nascimento à morte

Anônimo disse...

Depois do Forró de São Paulo, essa aqui então, é uma das melhores fan fic's de direitalhos feat. maxos (protomascus) q já se tem notícia (os comments comprovam):

os ominhos éteros atacados por maxos gays predadores, fazer o q? Se tivessem morrendo na guerra, não estariam passando por isso, omen não sabe o seu lugar

https://www.facebook.com/TeViNoMackenzie/posts/1009489102473287?fref=nf

Anônimo disse...

21:29, claro, por isso homens gays devem ser impedidos de adotar criança, né? HOMOFÓBICO

Anônimo disse...

Palhaçada, o gráfico da geração nem nem é racista separando apenas os brancos e juntando todas as outras racas. Querem sempre humilhar os brancos.

Anônimo disse...

21:29 e coleguinhas trolls, vcs falam como se não existissem pais solteiros no mundo. Aí eu me pergunto: vcs são burros mesmo ou tão de sacanagem? Difícil escolher só uma opção (até porque pré-requisito pra ser troll é ser burro, né)

Anônimo disse...

Que horror isso aqui :(

Anônimo disse...

Estão de sacanagem sim e a Lola pelo visto não liga para essa palhaçada toda.

Anônimo disse...

21:35 mais um troll pra ser humilhado, mande mais ;)

Anônimo disse...

21:38 cada "A" é uma lágrima, muito bom ;)

Anônimo disse...

Interessante como esses trolls misândricos são tbm homofóbicos.

Anônimo disse...

"como se não existissem pais solteiros no mundo"

Pai solteiro depois q a mãe morreu e o filho já tem 18 anos, o moleque ainda teve sorte de ter a mãe viva até a maioridade

Anônimo disse...

21:34

Exato, para alguns a presença do pai é fundamental e faz bem, imagina a de dois, é o dobro melhor

Anônimo disse...

mulheres defendo omens da ~misandria~, é o fim da picada, depois reclamam das males tears, mascu tears e protomascus tears

Anônimo disse...

21:47 ~Feministas~ misandricas é o fim da picada, depois reclamam de sexismo. Em tempo: TROLL

Anônimo disse...

21:50 já eu apoio o fim dos trolladores, vc podia começar parando de digitar merda, que tal? Ou melhor, se mata, assim já evita sua influência nefasta e corrosiva na sociedade. OBS: HOMOFÓBICO

Anônimo disse...

O troll das 21:50 já se entregou, é um mascu troll mesmo. Esse joguinho é velho.

Anônimo disse...

Sim, e vc sabe que a pessoa é troll quando mesmo depois de 5 acusações ela não se dá o menor trabalho de responder que não é troll. 100% de certeza que é troll e burro

Anônimo disse...

Acho engraçado como "Feministas" e Machistas/Masculinistas rapidinho esquecem suas "diferenças" e se juntam pra combater a temível e odiosa Misandria. Todo esforço é necessário para defender os homens e proteger seus frágeis e sagrados egos do menor arranhão ou mancha. É tão deprimente como ver um cachorro e uma cadela presos pelos genitais e com as patas cheias de lama se esforçando para não sujar ou quebrar algo mais imundo que um poço cheio de vômito, fezes e pus e mais frágil que a mais frágil porcelana. Excelente esse adestramento. Boa sorte aí nessa tarefa de Sísifo.

Anônimo disse...

22:05 excelente, defensor de troll, chora mais.

Anônimo disse...

Acho engraçado mascutroll fazendo trollice e logo embaixo se passando por "feminista revoltada" acusando as outras de "defender homens". Essa tática de dividir já é bem velha, não engana ninguém. Boa sorte aí nessa tarefa de Sísifo.

Anônimo disse...

Alguém aprendeu hoje a palavra "troll" e realmente tá com muita vontade de usá-la várias vezes e em todas as frases. Que fofura! ¬¬

Anônimo disse...

Tá muito engraçado tudo isso, continuem por favor!

Anônimo disse...

fim da humanidade = deixar o cuidado infantil todo a cargo dos omens

rs

Anônimo disse...

22:18 bateu o desespero aí hein sr. homofobia, não tem mais argumento e só fica no ctrl+C ctrl+V

chora mais

Anônimo disse...

misoginia q as mulheres sentem na pele todos os dias, desde a queda forçada do matriarcado, e uma misandria de blog q maxo não aguenta nem um minuto

Isso explica o pq aquele caroço-duplo, frágil como uma porcelana, é o símbolo da coragem e força masculina, tá explicado

Anônimo disse...

É assim mesmo 22:13

Anônimo disse...

Adoro uma misandria & ousadia hehehehehe ;)

Anônimo disse...

"Adoro uma misandria & ousadia hehehehehe ;)"

Quem é q não adora, né amore?

Anônimo disse...

Prefiro uma misotrollia com ousadia ;)

Anônimo disse...

Trolls. Trolls Everywhere. * imagem do Buzz Lightyear *

Anônimo disse...

22:22 corrige aí que não sou maxo, fofo ;) Aliás garanto que sou bem mais mulher que tu, mascutroll que se faz de feminista misândrica em blogs pra depois tirar print e sair difamando o movimento e a blogueira por aí.

Anônimo disse...

Agora falando sério, imagina se as mulheres fossem irresponsáveis iguais ao omens e rejeitassem seus filhos, deixando todo o cargo para os pais, imagina a crise social

Tirando os casais gays q são pais pq realmente querem e estão preparados, o resto, prefiro nem imaginar o destino das criancitas

Anônimo disse...

22:32 e vc toma vergonha na cara, defensor de mascutroll

Anônimo disse...

22:34 HAHAHA HOMOFÓBICO QUERENDO PAGAR DE BONZINHO, fofo tu já foi acusado 5 vezes e só agora se manifestou, não engana ninguém, TROLL

Anônimo disse...

22:30

Amore, eu nem sei quem é vc, só sei q falei verdades, me aponta um erro só no meu discurso, não há, aceita

Anônimo disse...

Oi? Que diabos é isso nessa caixa de comentários? Dominação troll? Não tô entendendo mais nada aqui!

Anônimo disse...

22:34 olha alguém com trauma de pai aí gente, querendo generalizar experiência pessoal pra 7 bilhões de pessoas, tá sertinho pega aqui seu prêmio de jênio, vou usar essa tese na minha monografia que é nota 10 garantida (10 de 100 né) haha

Anônimo disse...

acho que tem troll acusando os outros de troll com o dedo sujo e os outros três dedos apontando de volta pra si msm, viu?

Anônimo disse...

22:39 olha não sei aonde que tem homem sendo pisado aqui, até porque eu sou mulher né HAHA, só to vendo é troll ser humilhado, começou a esquizofrenia coletiva dos mascutrolls

Anônimo disse...

22:38 vamos lá, te explico. A Lola fez um post super interessante sobre a questão de creches nas Universidades, aí pra variar com menos de 50 comentários no post já começou a PALHAÇADA dos comentários trolladores misândricos - inclusive a Lola já mostrou em um post passado que os mascus vem aqui tirar print desses comentários pra associarem com ela ou com o feminismo, não sei porque ela ainda deixa essas merdas aqui. Daí em diante é comentário trollando mascutroll, choro de mascutroll, mascutroll se fingindo de feminista com a velha tática de dividir, e mais choro de troll.

Anônimo disse...

Histórias reais dos contos de fadas:

João e Maria - infanticídio e o retrato de como as crianças eram totalmente desprezadas até o fim da idade média

Chapeuzinho Vermelho - a forma como um pai transformava sua filha na esposa assim q ele ficava viúvo, incluindo relacionamentos sexuais

Branca de Neve e Bela Adormecida - como a necrofilia era um fetiche para os omens

Anônimo disse...

Lola se vc ainda tinha dúvidas, esse comentário das 22:57 descontextualizado, só pra polemizar, é a prova de que estão aqui só pra trollar.

Anônimo disse...

bolçonaro é um lixo, felizmente será cassado

Anônimo disse...

23:01

mas meu amor, eu só falei verdades, só comentei pra deixar a critério de curiosidade, bjs

Anônimo disse...

23:06 sabe nem escrever a hora certa de um comentário, segundo a teoria das "feministas" daqui, só pode ser omi esse energúmeno tsc tsc

Anônimo disse...

23:10 outra prova que estão aqui só pra trollar, Lola. Não é diálogo, não é debate, não é opinião construtiva pro post: é pura trollagem MESMO.

Anônimo disse...

23:14 "escravinha de rola cheia de esmegma" ih já sabemos quem usa essa linguagem aqui no blog né: MASCUTROLLS SE PASSANDO POR FEMINISTA

Aqui tu não engana ninguém, depois vai sair tirando print como a própria Lola já mostrou. CHORA MAIS ;)

Anônimo disse...

23:16 "feministas" que se divertem com misandria no blog da Lola: mascutroll

Anônimo disse...

Feminismo não é misandria e nem ódio 23:16, portanto não há como feministas se divertirem com isso.

Anônimo disse...

Gente, a real pra vcs: não adianta ficarem usando linguagem como "homi, omi, omen, maxo". Não adianta escreverem coisas forçadas como "merdas ambulantes estupradores anomalias cromossômicas erros genéticos desvios evolutivos" (wtf?). Não adianta nem usarem essa linguagem estereotipada feminina ("querida, fofa, adoro").

Porque TODO MUNDO AQUI JÁ SABE QUEM VOCÊS SÃO. CHOREM ENQUANTO HÁ TEMPO, em breve essas palhaçadas vão ser apagadas pela titia Lola, bando de derrotados :D

Anônimo disse...

Outra prova CABAL de que é mascutrollagem Lola: olha a linguagem do 23:06, "confessou que é homi, ban!, pode levar moderação". Que tipo de ambiente isso te lembra hein? Tá bem na cara que esses merdas tão se organizando em algum lugar pra vir trollar esse blog e isso já faz uns 20 posts, sem exagero.

Anônimo disse...

São mascus com a mesma ignorância de sempre de insistir em convencer que feminismo é um machismo/misoginia ao contrário.

Anônimo disse...

Desculpa desvirtuar o post

Mas cade o jonas???nunca mais vi...e a raven???fazem falta

É uma pergunta sincera, se alguem souber me responder o que aconteceu eu agradeço.

Eduarda.

Anônimo disse...

Não tem a ver diretamente com o assunto do post, mas as pessoas precisam ver esse vídeo, dá uma olhada, Lola:

Estupro: O mais acobertado dos crimes
https://www.youtube.com/watch?v=mkzbPy4dM0s

Links da matéria que foi falada no vídeo:
http://super.abril.com.br/comportamento/como-silenciamos-o-estupro

104 relatos de vítimas de abuso sexual e/ou estupro que comentaram a matéria:
http://super.abril.com.br/blogs/superblog/chegadesilencio-104-historias-de-leitores-que-sofreram-assedio-eou-abuso-sexual/

Anônimo disse...

juro que não quero tacar gasolina na fogueira, mas trabalhei numa graaaaaaaaaande empresa que decidiu implementar creche para os funcionários, seguindo umas regrinhas lá

deu merda

um monte de mãe sem-noção querendo ver o filho de 5 em 5 minutos, sendo que a gente tinha já pausa pra cafezinho e tudo mais, era só não abusar

e o lugar era bacanão, dava até vontade de voltar a ser criança kkkkkkkkk

conclusão, a experiência durou menos de um ano pq tava dando mto problema, não adiantava falar, dar advertência etc e pra mandar embora era muito drama

lamentável mas é isso, por conta dumas ~pessoas~ um monte de gente se lascou

minha opinião é que eles deveriam ter insistido mais, investido na educação dos(as) funcionários(as) mas enfim, foi isso

a partir daí, minha opinião sobre creche "in loco" mudou um pouco. Perto da casa, da faculdade, do trabalho, blz. No lugar mesmo, acho melhor não.

aliás né, fica aí a oportunidade de negócio pra quem tem um dinheiro, tá cheio de mãe e pai precisando.

Anônimo disse...

" Toda vez que a mulher ia transar botava a camisinha no cabo da vassoura ao invés de no homem".

Vou ler os comentários e opinar. mas isso me chamou MTA atenção.

N quero zombar da ignorancia alheia, mas me pergunto como essas pessoas chegaram a idade adulta? pelo amor de deus. Eu fico triste por eles se reproduzirem porque a seleção natural n tá fazendo seu papel.

Socorro gente.

Não tem estado que preveja tamanha preguiça de botar neuronio pra funcionar. Pode dar mil horas/aula de educação sexual que não adianta não (pois não era isso que a assistente social tava fazendo? sendo didática?).

Desculpa, isso não é falha do estado não. Isso é burrice mesmo e não é culpa de ninguém.

Concordo com as creches públicas em universidades. Mas não acho que seja de inteira responsabilidade do estado arcar com isso não. Isso cria pessoas incapazes de gerir suas próprias vidas e aceitar as consequencias de seus atos.]

Alicia

Anônimo disse...

Eu sinto muito quando o ~pai~ some, fica ausente, so paga a pensao (ou nem isso), etc...sinto muito mesmo !!!

Mas nao entendo quando um casal estah junto e as pessoas comentam ~mas sobra tudo pra mae~ , ~quem deixa de estudar é a mae ~, ~quem tem que levar filho pra aula, é a mae ~

Meu Deus...o que a mulher ta fazendo com um cara desse ?

Anônimo disse...

Ah gente, vamos parar com a hipocrisia.

Olhem as estatísticas do uso certo dos métodos contraceptivos. Tem mulher que não sabe que certos medicamentos cortam o efeito. Tem gente estudada que não sabe que deve usar camisinha no oral pq também é propenso a doenças. Tem gente estudada que confunde o lado da camisinha. Tem gente estudada que não sabe que não deve abrir a camisinha com os dentes ou objetos cortantes.

Mas também tem gente que não quer. "Ah, eu tiro antes", "amanhã cê toma uma pílula do dia seguinte", caras saem com meninas e enchem o saco para não botar camisinha pq atrapalha o prazer deles (contando, é claro, que a menina tome pílula, se engravidar o problema é dela e não do garotão). Vamos parar com a hipocrisia e admitir que boa parte, inclusive vc que diz "engravida quem quer", já falhou com métodos contraceptivos.

Anônimo disse...

Eu não sou hipócrita.

Não falho com métodos contraceptivos.

Uso diu de cobre (sem hormonios) e monitoro de três em três meses com ultrassom pra saber se está no lugar certo. Cuido da minha saúde, vou ao ginecologista, faço exames regularmente e meu namorado também.

Não usamos camisinha há um tempo já, mas tanto eu quanto ele sabemos que somos saudáveis e sim, confio nele e ele em mim.

Alem disso monitoro meu ciclo com o método billings e sei fazer isso, já me conheço. Então se eu engravidar não é por falha minha. Isso porque a renda minha e do meu namorado, juntas, batem 20 mil reais líquidos. Somos servidores públicos federais estáveis, formados e não dependeríamos de ninguém caso tivéssemos um filho.

Sei que nem todos tem acesso a planos de saúde e o sus deixa a desejar, mas sinceramente: eu tendo condições (financeiras, n estou falando das demais) me preocupo, se não tivesse dinheiro (e não to falando de gente do mato que não tem acesso a nada, to falando de gente que tem celular com internet e acesso a todo tipo de informação) e não soubesse ou pudesse usar um método contraceptivo eficiente e seguro, eu não faria sexo. Simples.

Alícia

Marcia disse...

Olha gente levando em consideração que metade dos postos de saúde não distribuem anticoncepcionais continuamente, e que não há educação sexual na maioria das escolas, a história da camisinha no cabo de vassoura faz todo sentido. Mas claro que é mais fácil culpar as mulheres que têm filhos do que remover os tabus sobre sexo e contracepção da sociedade. Tá funcionando muito bem, só ver os últimos 20 anos... trabalhei esse tema na minha classe de direitos fundamentais. As turmas do matutino acharam estranho a proposta de creches em universidades, já as do noturno foram bem mais receptivas. Quem trabalha e estuda realmente precisa do suporte das creches.

Anônimo disse...

Alícia,

Flor, vc acha mesmo que todos têm esse tipo de pensamento? De se não quero ter filhos, não vou fazer sexo? Não, querida. Não dá para trabalhar e pensar em políticas públicas contando que as pessoas são plenamente responsáveis e não irão fazer sexo.
E que bom que você tem condições de fazer esse monitoramento. Tem gente que não tem. Tem gente que mora em cidade que nem médico tem para fazer esse acompanhamento. Sabe, há alguns anos, fraudaram pílulas anti-concepcionais para mulheres, um escândalo chamado Pílula de Farinha. Elas engravidaram pq quiseram? Laqueaduras também falham. Anti-concepcionais apresentam 97, 98% de eficácia desde que tomados corretamente. Esses 2 ou 3% de falhas, as pessoas devem ser julgadas por isso?
E sim, os casos que eu citei de irresponsabilidade são, prioritariamente de pessoas de classe média com o mínimo de informação. Só que não se enfrenta o problema com "Te vira malandro, fez pq quis!", especialmente pq ainda há uma cultura de responsabilização da mulher - e apenas da mulher - sobre a contracepção.
Além de tudo isso, o corpo humano é imprevisível. Ainda estão descobrindo como diminuir ainda mais a falha dos métodos contraceptivos. Pq né, a pílula que funciona com eficácia altíssima para uma mulher, pode não funcionar para a outra, e ambas seguindo toda a orientação. Só tome cuidado com esse posicionamento de engravida quem quer. Mesmo acompanhando de pertinho, aquele 1% de falha, aquele 1% de margem de erro pode significar uma gravidez. Por isso, não julgo ninguém, amanhã a grávida pode ser eu.

Anônimo disse...

Eu entendo perfeitamente que metodos falham.
Mas nao eh a regra.
E eu tenho toda a solidariedade do mundo para as pessoas cujos metodos falharam ou que engravidaram na adolescencia (hormonios, impulsos, etc).

O que eu acho eh que tem que ser discutido que nem todas as pessoas estao aptas para ser maes e pais.
E nao estou falando de dinheiro...pq em alguns lugares os servicos publicos sao muito bons. Fora que da pra ter auxilio do governo e dinheiro a gente arruma, trabalha, da um jeito.

O que eu estou falando é estrutura...emocional, psicologica, etc.
Nao da pra querer ter uma crianca pra preencher espaco vazio na pessoa.
O que eu ja ouvi de historias (de homens e mulheres) que tiveram filhos pra salvar o casamento (pelo amor de Deus...)
e sei que é dificil saber se o parceiro (parceira) sera um bom pai ou boa mae. Mas se o cara (ou a mulher) ja tem filhos de outros relacionamentos, e nao da a minima (ou so da o minimo) para esse filho... eu acho que voce estah pedindo para as coisas darem errado.
Fora que tem muita gente que se envolve com pessoas que ja tem um filho na bagagem, ajudam a sabotar esse filho (reclama do dinheiro extra que o genitor da pro filho, fica contando as horas do tempo que o genitor passa com o filho, etc). Dai casa, tem um filho... e tcharammmmm.... a pessoa se comporta do mesmo jeito !!! tava querendo o que ne

Gisela Maria disse...

Alícia, com todo seu estudo e dinheiro você consegue ser mais ignorante que quem não tem educação. Como você própria descreveu, cuidar da saúde sai muito caro. As visitas aos médicos, o diu, tudo isso está fora do alcance de toda a população pobre. Marcar um médico "especialista" pode levar meses. Perde-se horas esperando pela consulta(significa perder horas do trabalho). A pílula disponível no SUS é diferente a cada mês, o que significa que pode não fazer o efeito desejado. Camisinha falta também. Enfim, eu poderia continuar enumerando todos os problemas de quem não tem acesso a saúde e educação no Brasil. Estou cansada desse feminismo de riquinha. "Ain eu me cuido. Ain eu materno e meu marido trabalha. Ain eu saio de casa se estou em situação de violência porque posso me sustentar". Acoordem e percebam que vocês são minoria no Brasil. E continuem sem se reproduzir Alícia. O mundo agradece.

Anônimo disse...

15:59 e Gisela Maria.

Concordo inteiramente com vocês. Eu, que venho da periferia, sinto muito isso no feminismo mainstream. Boa parte das garotas universitárias- servidoras públicas de salário de 5 dígitos - não tem o mínimo de compreensão do grosso de mulheres deste país, mulheres que ganham um salário mínimo e são subescolarizadas. Tive a sorte de fazer universidade, mas sei que sou a minoria. Pela vida, muitas colegas minhas ficaram pelo caminho pela gravidez precoce e casamento na adolescência, devo ter sido a única que tem um curso superior.
Tem muita menina que engravida porque quer se sentir adulta e ter uma família. Sair de um lar abusivo ou onde ela, desde cedo, enfrenta responsabilidades de adulto. Cuidar da casa e dos irmãos menores pois a mãe tem que trabalhar e o pai sumiu. É essa a realidade de quem mora na favela e não tem creche próxima. Ah, tem a influência religiosa também! Não vamos esquecer que onde tem baile funk, tem igreja conservadora e tem gente transitando nesses dois mundos. É um detalhe que o feminismo mainstream ignora, mas tá lotado de gente sendo ludibriado por pastores oportunistas. A solução óbvia é não fazer sexo? Eles ouvem isso na Igreja. Ainda assim há meninas que engravidam pq transaram. As pessoas transam. E o melhor que podemos fazer é informá-las e disponibilizar métodos contraceptivos.
Junte tudo isso e saberemos a razão da maioria das pessoas NEM-NEM são mulheres pobres. No futuro, estas serão as mulheres em subempregos. A mais velha desta será a responsável por cuidar dos irmãos. E repete-se o ciclo de pobreza.

Anônimo disse...

Então assim: o estado tá fazendo tudo errado (não fornecendo assistência médica, informação de qualidade, método contraceptivos de qualidade), já tá justificado as pessoas fazerem também: fazer sexo sem a devida proteção.

Gente, não é porque o estado falha que temos que lavar as mãos. O estado é responsável por muita coisa errada, mas nós também temos responsabiidade sobre nossas próprias vidas.

Como disse, nao falei de ninguém que mora no meio do mato. Mas qualquer pessoa da periferia, que ganha um salário mínimo, tem acesso a internet (informação de qualidade), tem bons e maus exemplos pra seguir.

Eu não sou riquinha. Meu pai pagou escola particular pra mim me levando e buscando de ônibus. Nunca tive tv a cabo, internet em casa, aulas de ingles. Era a primeira aluna por puro esforço. Passei em um concurso público federal na minha área (direito) aos 22 anos por puro esforço. Meu namorado tbm. Filho de professora (mãe solteira) estudou em escola pública e por puro esforço é auditor da receita federal.

Eu n faço sexo com penetração alguns dias do mês porque sei que corro risco (aquele um por cento).

Camisinha falta: gente. quanto custa uma camisinha? quanto custa um pacote de fralda? pelo amor de deus. vcs querem jogar a culpa toda no estado. N tem cinco reais pra comprar uma camisinha? n vai ter 30 p comprar um pacote de fralda. NÃO TRANSE. Ou aguente as consequencias. Se o estado é um lixo, não faça sua própria vida mais difícil.

Alícia

Anônimo disse...

Estava lendo sobre a questão da terceirização da educação que foi colocada num comentário... quem é contra a terceirização não é contra a emancipação da mulher, muito pelo contrário... o que se quer é a maternidade/paternidade responsável! Antes de ter, analisar: eu realmente quero ter um filho?Eu posso ter um filho? É saudável pra uma criança ficar de segunda a sexta das 7 às 20h aos cuidados de terceiros e muitas vezes meio turno no sábado? A criação/educação do meu filho é prioridade na minha vida? São essas as questões que cada pessoa que pensa em ter um filho deveria usar como reflexão. Uma das teorias que pensa essa terceirização é a pedagogia afetiva e ela defende que ter um filho é uma responsabilidade e que só deveria ser um ato realizado por pessoas que priorizassem isso em suas vidas... porque, hj, o que se ve são casais parindo sem estrutura alguma, sem tempo, sem paciência, sem condições de realmente criar uma criança! Ser contra a terceirização é ser a favor da maternidade/paternidade responsável! Porque filho não é brinquedo, não é descartável e é uma vida que nós decidimos trazer ao mundo e pela qual devemos nos responsabilizar efetivamente (não terceirizando a sua educacao).

Anônimo disse...

Na internet só tem criança perfeita e mãe exemplar...
Sou a favor de mais creches e creches noturnas,mas feitas pelas prefeituras,que têm está atribuição. Creche não é filantropia ou assistência social, é educação. Cobre-se de quem deve fazer.

Anônimo disse...

A homossexualidade e a masturbação são 100% livres de riscos de gravidez indesejada ou até mesmo de qualquer susto de uma possível gravidez. Melhores métodos contraceptivos que esses dois não tem ;)

titia disse...

Alícia, pra quem ganha salário mínimo pra comer, vestir, pagar aluguel, enfim, quem ganha R$ 880,00 (se eu estiver lembrando corretamente) pra sustentar uma casa inteira camisinha e pílula custa sim muito caro. E quem te disse que toda informação na internet tem qualidade? Uma pessoa que não saiba exatamente o que está procurando vai achar muita porcaria antes de chegar ao que realmente for útil. E anticoncepcional tem que ser prescrito e acompanhado por médico, minha filha - sabe esses que leva três meses pra marcar? Pois é. E sem acompanhamento médico a saúde da mulher corre sérios riscos, ela pode ter trombose e AVC. Mal aí, mas o seu conselho é o mesmo dos machistas; é o velho "Não quer engravidar feche as penas, sua puta" com uns disfarces de preocupação social.

16:14 as feministas também defendem a conscientização sobre a maternidade/paternidade e que só pessoas que querem ter filhos os tenham. Mas tente falar sobre direitos reprodutivos das mulheres e você vai ser calado na porrada. Quando o governo de Pernambuco recomendou às mulheres que não engravidassem durante a epidemia de zika foi um escândalo, um monte de chorão reclamando que as mulheres tinham o direito de ser mães, que era um absurdo mandar que evitassem a gravidez, peréré, parará - e isso que se tratava de evitar microcefalia e deficiências que acompanhariam a criança pro resto da vida.

E se você falar sobre o direito das mulheres não reproduzirem vão fazer de tudo pra calar você. Educação sexual nas escolas não pode, pra adultos menos ainda, a pílula distribuído no SUS não funciona pra todas, camisinha os homens não querem usar (e praticamente nenhum macho brasileiro quer fazer sua parte na contracepção), esterilização voluntária às vezes as mulheres não conseguem nem já tendo filhos (e ainda precisam da autorização de um homem pra fazer isso). Aborto legal? Sonho. As "vadias" que se atrevem a transar precisam ser punidas.

A verdade é que muita gente se beneficia da maternidade irresponsável: empresas que conseguem mão de obra barata e que consome ao mesmo tempo, religiosos pilantras que exploram fiéis otários, políticos corruptos que querem um curral eleitoral. E, como eu já mencionei antes, a sociedade machista usa a gravidez pra punir mulheres por terem transado. A gravidez é outro meio desses falsos moralistas controlarem a sexualidade feminina. É muita gente querendo que essa situação continue e poucos querendo mudar.

Ah, e esse negócio de priorizar a educação do filho pode até ter sido pensado como coisa boa, colega, mas na sociedade em que temos vai ser sempre mais uma maneira de manter a mulher num lugar inferior, de vulnerabilidade, longe da independência e da emancipação Então, por favor, reflita se vale mesmo à pena ficar defendendo "volta ao lar e dedicação integral aos filhos" no Brasil, onde o homem sempre vai fazer de qualquer coisa uma prisão para a mulher. Só estou pedindo que reflita um pouco.

Anônimo disse...

Eu nao defendo volta ao lar pra nenhuma mulher nao.
Acho que esse eh o jeito mais facil de ficar dependente do marido.
Mas tb nao defendo que ambos (pai e mae) trabalhem o dia inteiro ( e por vezes aos sabados) e os filhos fiquem aos cuidados de terceiros por muito tempo.

Conheco alguns casais que se remanejaram fazendo home office, ou trabalhando meio periodo cada um, para poder estar mais presentes com os filhos.
Inclusive, perto de casa, frequento um restaurante que a garconete trabalha no turno da noite. Um dia perguntei se ela nao tinha medo de voltar pra casa sozinha, toda noite...foi entao que ela me contou que foi uma escolha dela trabalhar a noite, o marido trabalha de dia e ela trabalha a noite, para que o filho tivesse a presenca dos pais em casa. Achei de uma sabedoria tao grande para uma mocinha que ainda nao completou 25 anos.

Se hoje eu trabalho o dia inteiro. E o parceiro tambem. E nao temos previsao de diminuir nosso ritmo de trabalho. Por que eu teria um filho ?

Anônimo disse...

Peraí, não vamos confundir alhos com bugalhos.
Sim, tá cheio de gente que pensa que filho é um boneco que eles só pegam pra "brincar" quando tem vontade depois empurra pra vó/babá/tia/pedagoga/whatever e nada de bom, nem para os pais, para a criança ou para sociedade pode vir disso.

Eu pessoalmente acho que é obrigação DOS PAIS/CUIDADORES dar educação em casa. E quando fala em educação, estou falando noções de civilidade como ensinar a dizer por favor, com licença e obrigado. Sim, crianças precisam de atenção e dedicação DOS PAIS e muita por sinal. Se uma criança não aprende isso em casa, sinto muito, mas podemos ter o melhor sistema educacional do mundo e vamos continuar enterrados em crises econômicas e sociais até o fim dos dias.
Por isso é FUNDAMENTAL a conscientização sobre a responsabilidade que é ter filhos, e ter meios de evita-los quando não se está preparado para/não se quer viver essa experiência.
Porém isso não pode ser usado como joguete para que as mulheres - mães ou não - continuem relegadas ao papel único de cuidadora mártir.

As creches são importantíssima para que as mulheres não sejam escravizadas pela maternidade mas isso não tira ou substitui a responsabilidade DOS PAIS/CUIDADORES na formação dos filhos.
Segundo ponto - eu acho que creches são uma oportunidade maravilhosa para a criança aprender com pessoas qualificadas a desenvolver suas aptidões e conviver com outras crianças e adultos fora do seu círculo familiar. Afinal, vivemos em sociedades, precisamos de outras pessoas e não sei que bem pode trazer para a mãe ou para criança viver isolados do mundo tendo apenas uma única pessoa para conviver.

E eu não poderia concordar mais com a titia - alguém que abre a boca para falar em não ter filhos ou pelo menos raciocinar 5 min. antes de engravidar, corre o risco de ficar sem dentes ou ter a língua arrancada com ferro quente. ISSO MESMO DENTRO DO FEMINISMO.

A figura da mulher está amalgamada com a figura da mãe. E a figura da mãe está fundida com a figura da mártir.


Já disse e repito: Se nem mesmo o feminismo concorda inteiramente com esses fatos, alguém acha que algum político ou mesmo a sociedade vai fazer alguma coisa para resolver esse problema?



Jane Doe

Anônimo disse...

Alícia, sem querer ser chata mas já sendo, minha mãe engravidou de mim enquanto usava DIU. Tá certo, foi 22 anos atrás, de repente o método é mais seguro agora, mas ainda assim, também era uma funcionária pública concursada, formada numa boa universidade, "com acesso a todo tipo de informação". Segundo ela, o ginecologista garantiu a ela que "de dois não passa" (visto que ela já tinha meus irmãos). No final ela quis seguir com a minha gestação (meus pais na época não ganhavam juntos tanto quanto você, mas tinham dinheiro suficiente pra achar uma clínica clandestina se realmente quisessem, suponho). Sei que minha mãe é exceção por ter engravidado mesmo utilizando o método corretamente, mas ilustra que mesmo com gente informada e bem instruída, contraceptivo dá errado. Imagina então com as meninas cuja família se recusa a dar um pio sobre educação sexual, que não conseguem interpretar um texto complexo, que no máximo vão a um posto de saúde lotado receber orientação de profissional cansado.

Anônimo disse...

E um ps, ninguém duvida do seu esforço. Mas você é exceção, só entenda isso.

Anônimo disse...

Alguem falou sobre ciclos que se repetem, mas eu acho tao chato (e sem cabimento) querer por a culpa na sociedade.

Minhas avos (as duas, e nao apenas uma so), eram umas das mais velhas de seus lares, repletos de irmaos.
Com certeza tiveram que ajudar muito as maes a cuidar de seus irmaos menores.

Uma deles pode concluir o equivalente ao ensino basico. A outra, nem ao menos isso, nunca frequentou uma escola, mas aprendeu a ler, escrever e fazer contar, sempre pedindo para que os mais velhos a ensinassem (seus pais eram analfabetos, eu nao sei ao certo quem a ensinou). Mas ela sabia ler uma noticia, interpretar, fazer contar, escrever com perfeiçao.
Uma amiga dela contou que aprendeu a ler e escrever catando cartilhas de lixo. Se alfabetizou sozinha. Claro que isso nao é ideal, mas nao vou negas o esforço delas. Acomodadaselas nao foram.

Minhas avos casaram cedo. Nao tiveram outra opçao. Mas se recusaram a ter muitos filhos. Nao queriam que os mais velhos tomassem conta dos mais novos, nao queria que faltasse algo a eles, nao queria que nao pudessem estudar. (e nao estou falando de apenas uma avo, estou falando das duas...que assim como elas, acredito em muitas historias parecidas).

E deu certo. Tiveram poucos filhos, e dentro de suas falhas, conseguiram dar carinho, amor, saude e educacao a eles. Todos estudaram, mesmo com os pais com praticamente estudo algum (dos meus quatro avos, quem teve maior estudo foi a minha avo que concluiu o ensino basico).

Tenho um amigo muito culto. Muito estudado. Um dia a mae dele me contou que ela veio de uma familia de quase 10 filhos, e ela era a mais velha. Alem de ter que cuidar dos irmaos, tambem tinha que trabalhar desde cedo pra receber uns trocados pra ajudar em casa. Quando casou (bem nova), o marido disse que o sonho era ter muitos filhos. Tiveram um filho e apesar do marido colocar dinheiro em casa, ela viu que quem cuidava mesmo era ela. E que ela tinha que faltar da aula quando acontecia algo com o filho (ela tinha o sonho de completar os estudos, e assim estava fazendo). Ela disse ao marido - outro filho so quando eu me formar-. E assim foi feito. Ela decidiu sobre o corpo dela e a vida dela. Ela se formou, e pode educar e fornecer mais que o basico aos filhos.

Nao sei se essas historias sao minorias ou nao. Mas sao historias que me inspiram. Nao gosto de culpar a sociedade, ciclo que se repete...as vezes a vida pode ser muito dura mesmo... mas vejo um monte de gente encontrando saida.


Anônimo disse...

"Um monte de gente" sendo dois, três a cada geração. Meus pais também vieram de famílias pobres e juntos ganham uns 15000 hoje. No total, tinham juntos 11 irmãos. Só mais 2 ganham mais que um salário mínimo hoje. Bora parar de achar que exceção é regra? Não estamos falando de bolsa louis vuitton, auxílio camaro não. É só de creche em universidade, que vai facilitar justamente a não repetir o ciclo. Vc veio de família paupérrima, passou fome, apanhou do pai bêbado, viu a mãe se prostituir, cuidou de 12 irmãos e ainda assim tá concursado e lindo hoje? Ótimo, sia história é inspiradora. Mas por quê infernos vc acha que todo mundo tem que passar o mesmo? Se alguém tivesse oferecido uma iniciativa que te ajudasse nesse caminho vc teria falado "aiiin, eu consigo sozinho, não sou preguiçoso"? Vamos abandonar esse pensamento de pobre é pobre pq n quer se esforçar, gordo é gordo pq n quer emagrecer, feio é feio pq n se cuida? Me impressiona que todo mundo não seja rico, bonito e interessante, pq né, "quem quer vai à luta" eles que tão com preguiça.

Gisela Maria disse...

Nossa Alicia, quantos biscoitos/estrelinhas você quer porcramanho esforço de ter que se descolar até a escola de ônibus? E tendo seu pai para te proteger? Muita gente o fez, muita gente fez Alícia, você não é especial. Muita gente passou no vestibular - universidade pública e se formou, etc. A diferença é qe ué muitos conseguiram sair da bolha qual você foi criada, cheia de privilégios e se achando especial por estudar. Volte pro site do Aécio/bostanaro/orvalho de caralho que lá seu discurso está em consonância com os demais. E não se reproduza.

Anônimo disse...

Quem me dera ter tido o ônibus da Alicia pra ir pro colégio... Comigo eram 40 minutos caminhando pra ir e 40 minutos caminhando pra voltar (debaixo de qlqr condicao climatica)! E isso pra estudar num colégio péssimo de periferia... Meus pais separados tinham muitas ocupações cuidando das suas próprias vidas pra lembrarem q tinham filha e q esta precisava de roupa, comida nutritiva, passagem de onibus e afeto... Eu nao procurava o conselho tutelar pq achava q era melhor cuidar d mim mesma a ir prum abrigo... Com 18 anos, passei no vestibular pra federal, depois de um ano estudando com um bico de luz q eu mesma fiz, pq nem luz tinha na minha casa... E nao to me gabando igual a Alicia... Se a Alicia tivesse se criado no gueto comigo, provavelmente ela saberia q qualquer pessoa pode se cadastrar no posto de saúde e retirar camisinhas de graça na periodicidade q o posto oferecer, sao mts camisinhas, normalmente mais do q se consegue utilizar... passei os três anos do meu "segundo grau" tentando convencer minhas amigas a exigirem o uso d camisinha, ja q era tao facil obte-las... mas os homens simplesmente se recusam a usa-la principalmente nas classes mais baixas por machismo e ignorancia... afinal, é ruim "comer bala com papel" ou "quebrar o clima na hora h" (desculpas mt utilizadas).... aiai... deve ser bem bom viver no mundo da Alicia!!!! Provavelmente, eu tbm nao iria querer sair de uma bolha tao agradável e segura!

Anônimo disse...

Eu discordo do discurso de meritocracia e sim, acho que as chances deveriam ser iguais.
Nao gosto de ficar pegando caso de alguem que estudava com livros recolhidos pelo reciclado, fazia calculos no saquinho de papel de pao, estudava a luz de vela e que hj passou no concurso e esta super bem de vida. Sim, nao gosto de pegar a exceçao para usar como regra. Apesar de reconhecer todo o esforço da pessoa.

Precisamos de escola de qualidade para TODOS.
Mas isso é so um dos fatores.
Mesmo com escola de qualidade pra todos... como alguem citou, e o adolescente que precisa cuidar de mais 5 irmaos quando chegar em casa, fazer comida, limpar a casa...e ainda ve o pai batendo na mae, a mae sem paciencia batendo nos filhos, etc ... como essa pessoa compete com os demais? por isso, mais uma vez, tem que ser REPENSADO quem realmente quer e tem estrutura para ter filhos.

E pra finalizar, sei que é dificil passar em alguns concursos (principalmente quando o ensino basico nao foi bom),sei que é dificil um bom emprego, etc...e sei que o nosso pais poderia ser bem melhor.
Mas evitar filho é algo muito facil (sim, metodos falham e nao estou falando desses casos).
Nao da pra por a culpa que os meninos se negam a usar camisinha e a menina aceita.
Isso é a mesma coisa do casal que resolve apenas tomar pilula, a cartela acaba, eles nao compram outra, a menina engravida e o cara quer tirar o dele da reta e falar que a culpa é dela. Evitar gravidez (se querem evitar) é tarefa dos dois. Se os dois sabem que sexo sem proteçao gera filhos, e um resolve ceder pq o outro nao quer usar camisinha...pelo amor de Deus...isso nao é culpa do Estado, da falta de creches, de igreja, da sociedade, de nada. Ta na hora das pessoas arcarem com as conquencias.

Anônimo disse...

"O sexo hétero escraviza as mulheres quando se concretiza via maternidade compulsória. Pois a boneca dada na infância, para a menina de dois anos ninar, não foi acidental, é tudo parte de um processo de alienação mental, e está fixado na mente da maioria das mulheres que acreditam mesmo que a sua existência só tem sentido se ela servir à sociedade, dando cria e cuidando de crianças. Devemos ser maternais e mães. E o quanto perdemos com isso? Simplesmente a mobilidade, o tempo para lutar, a energia para resistir aos abusos. Filhos são o grilhão da mulher que se submeteu a um relacionamento hétero. É o que a priva de mobilidade social e assegura que ela ficará domesticada e presa à prole de um homem. A maternidade é compulsória, desnecessária, anti-ecológica e, antes de tudo, cruel com as mães. A mulher perde todo o direito à liberdade, à vida para si, por ter que viver protegendo crianças da sociedade patriarcal. E criando novos patriarcas e novas servas patriarcais, num círculo vicioso. A maternidade torna-se um serviço e uma obrigação. E os filhos crescem vendo as mães como suas lacaias. Se as meninas não fossem criadas para serem héteros, elas dificilmente iriam se relacionar com homens, mas se o fizessem, não ia ser por dependência afetiva, baixa autoestima e insegurança, que são a base de muitas gravidezes no mundo."

https://amargemdofeminismo.wordpress.com/2015/09/08/heterossexualismo-compulsorio-a-ferramenta-mais-poderosa-de-dominacao-da-femea-humana/

Anônimo disse...

Eita que essa história de " maternidade compulsória" ,"instrumento de dominação" parece tão sem sentido quanto os devaneios masculinistas.
E quem realmente tem uma vida estruturada e deseja ter filhos não deve, em prol de uma causa feminista maior?
Sempre achei que o feminismo apoiasse as ESCOLHAS.
E ser homossexual ou celibatário forçadamente não me parece nada empoderador.

Anônimo disse...

Não quero estrelinhas pelo meu bom comportamento.

Vocês leram a parte em que eu disse que "se eu engravidar não vai ser por falha minha (humana)"? é claro que eu sei que métodos falham, ainda que usados corretamente. E que eu, que tive a SORTE (desculpa) por ter tido acesso a informação e que tenho como arcar com as consequências caso o método falhe mesmo assim me preocupo sobremaneira em relação a uma gravidez não planejada, eu penso que pessoas sem as mesmas condições, que sabem que transar se proteção pode acarretar em uma gestação, deveriam tomar mais cuidados e não simplesmente jogar a culpa no governo que não forneceu camisinha, pílula, educação sexual.

Se a pessoa tem discernimento para estar aqui, ou trabalhando, ou estudando, ela pode ter esse senso de percepção, justamente para evitar que o ciclo se repita por mais uma geração.

O que reivindico e incentivo sempre é que as pessoas tomem mais as rédeas de suas vidas, sem contar com o estado que DEVERIA, mas não está muito aí pra gente. Que não usemos a ineficiência dos governos como muleta para as nossas mazelas.

Não é para não cobrarmos. Eu mesma já fui em posto de saúde. A minha vizinha não tinha as mesmas condições que eu, disse que foi no posto na rua da nossa casa na época e não tinha pílula. Daí fui lá com ela e perguntei a mesma coisa. A atendente sequer olhou na minha cara. Eu exigi que ela por favor fosse ao estoque verificar se não estava indo agora mesmo na secretaria de saúde, pois não é que na hora surgiu uma caixa de ac na minha frente? é sério que é desse tipo de gente que vcs querem depositar sua confiança?

Só peço que, quem puder, tome conta de si mesmo, ajude quem puder ajudar porque só temos a nós mesmos.

Não é uma desistência. temos que cobrar sim. mas não usar a ineficiencia do estado para justificar nossas escolhas.