quinta-feira, 29 de outubro de 2015

GUEST POST: EU SOU JÉSSICA

A L. me enviou esta sua história de identificação: 

O burburinho do filme Que Horas Ela Volta? talvez já tenha passado. Muitos artigos foram postados, muitos textões de Facebook foram compartilhados, muito se discutiu, muito se falou. E, apesar dessa onda de discussões acerca do filme, ainda quero falar sobre ele, sobre o que ele significa pra mim.
Vou pular partes que já foram amplamente discutidas e compartilhadas e vou falar sobre a minha pessoa neste filme. 
Sim, eu sou Jéssica [uma jovem que sai de Pernambuco para ir a São Paulo fazer vestibular e fica na casa dos patrões de sua mãe, a empregada Val]. Jéssica foi praticamente meu puro e simples retrato. Nunca me senti tão fortemente identificada com algum personagem como me senti com Jéssica.
Assim como Jéssica, minha mãe é empregada doméstica. Assim como Jéssica, minha mãe já morou durante muito tempo naquela gaiola chamada de “quartinho da empregada”. Mas, diferentemente de Jéssica, eu também morava com a minha mãe naquele cubículo até meus 10, 11 anos de idade, quando finalmente pudemos alugar uma casa. 
Minha mãe nasceu em uma família muito pobre do interior do Ceará. Sem chance nenhuma na vida de ter estudado, começou a trabalhar como empregada doméstica muito cedo na capital, mas, algum tempo depois de eu ter nascido, nos mudamos para o interior. 
Sou filha de mãe solteira. Meu pai, como é de se imaginar, se recusou em me assumir e me reconhecer como filha. Bem, essa fase da rejeição passou e o que preenche meu ser é a gratidão em ter a mãe que eu tenho. Sem condições financeiras, e também sem vontade de me dar para a adoção, ela ficou comigo, ao contrário do meu pai. 
Nasci e tive minha infância no quartinho de empregada. Para atenuar o revés da vida, nasci branca e de olhos claros, o que fazia com que todos os patrões e patroas que minha mãe teve olhassem para mim com uma cara não tão grande de nojinho e dissessem: “Nossa, que menina bonita, parece filha de gente rica”. Ouvi muito essa frase na minha vida. Ter nascido branca e de olhos claros me poupou de ser rejeitada para ir junto com minha mãe ao emprego. 
É doentio pensar assim, mas hoje vejo que as pessoas me aceitavam apenas por conta disso. Esse fato é tão assustador, que tenho inúmeras lembranças das pessoas olharem para mim, dizendo que eu era uma menina bonita, logo em seguida perguntavam se eu era filha da patroa e eu dizia que não e apontava para minha mãe. A expressão de encanto das pessoas mudava assustadoramente. Com o tempo fui me acostumando com isso. 
Mesmo com essa diferença da maneira que fui criada, continuo a dizer que eu sou Jéssica. Assim como Jéssica, sempre estava com os livros, onde achava o meu refúgio. Assim, como Jéssica, queria (e quero) fugir do ciclo da pobreza que a minha mãe infelizmente não conseguiu. Assim como Jéssica, sempre vi na educação uma maneira de me libertar desta arrama. Jéssica, enfim, sou eu na tela do cinema. 
Na cena em que Jéssica é apresentada aos patrões de Val e diz que quer entrar numa faculdade muito concorrida, os patrões de Val a olham com um desdém que me é muito familiar, muito real, pois eu conheço esse olhar. Inúmeras vezes esse olhar já foi dirigido a mim quando falava de minhas pretensões. Mas assim como Jéssica, não me intimidava com esses olhares. 
Quando representei o Brasil numa conferência na Rússia, foram muitos os olhares e comentários surpresos, como se eu não fosse capaz de uma coisa dessas. Quando passei para uma universidade federal, a patroa da minha mãe, fazendo a mesma cara incrédula que a patroa de Val faz quando ela fala que Jéssica tinha passado na primeira fase do vestibular, disse: “Se fosse minha filha não deixaria morar na capital”. Ora, se todos os filhos dela estudaram na capital, por que eu não podia? 
Fiz esse mesmo questionamento quando estava a sós com minha mãe. Falei a ela sobre esses pensamentos típicos da classe média sofre, sobre como, para eles, a universidade não é lugar para mim. No entanto, diferentemente do que é retratado filme, minha mãe não é uma Val, ela nunca deixou de se impor e, da maneira dela, nunca baixou a cabeça para as Bárbaras que encontrou na vida. Minha mãe foi quem me ensinou a ser Jéssica, foi ela quem sempre me impediu de seguir os seus passos a fim de me deixar livre para afundar nos livros e ser dona do meu destino. 
Porém, o filme de Jéssica acabou. O meu, não. Minha jornada mal começou. Minha mãe ainda não tem condições de sair do emprego, e eu ainda não tenho condições de tirá-la de lá. 
No entanto, estou a cada dia correndo atrás deste esperado momento, deste dia que minha mãe pedirá suas contas por definitivo e virá correndo com a bicharada pra onde eu estou sem nunca mais precisar lavar colherzinha de mais ninguém e não cuidar da casa de ninguém fora a dela. 
E Jéssicas do Brasil, não baixemos nossas cabeças, pois afinal, não somos superiores, mas também não somos inferiores a ninguém. 

98 comentários:

Anônimo disse...

"Assim como Jéssica, sempre estava com os livros, onde achava o meu refúgio. Assim, como Jéssica, queria (e quero) fugir do ciclo da pobreza que a minha mãe infelizmente não conseguiu"

Ela quer vencer pelo próprio esforço? Sem ajuda de cotas ou do governo? É uma reaça, coxinha que não pensa nos outros.

Paulo Cunha disse...

Isso! Isso mesmo menina, continue firme! Não vi o filme, nem visto nenhum debate sobre ele, mas são relatos assim que me põe pra cima. Parabéns!

Anônimo disse...

LINDO, LINDO, LINDO.

CHOREI.

FERNANDA B.

Anônimo disse...

caro reaça anônimo de 12:47,

Eu também sou filha de empregada doméstica e me formei em federal e trabalho no governo federal, ou seja venci.
Não precisei de cotas, não tive bolsa família.
Mas, imagino que se eu tivesse uma vida digna e todas as jéssicas também, quanto eu não poderia ter progredido mais rápido e o mais importante, quanto eu não poderia ter produzido de bem para a humanidade, estudado mais, criado mais.
Dando oportunidades para todos podemos ver os verdadeiros talentos e vocações serem utilizados para o bem da sociedade não sendo o fato de ser médico, ou cientista algo exclusivo para quem nasce filho de médico, advogado ou cientista.
Pense nisso.
Carolina H

F. disse...

"No entanto, diferentemente do que é retratado filme, minha mãe não é uma Val, ela nunca deixou de se impor e, da maneira dela, nunca baixou a cabeça para as Bárbaras que encontrou na vida."

A despeito da boa vontade do filme, esta caracterização da empregada como naturalmente submissa e ingênua, ficou engasgada em mim. É a maneira como a elite - mesmo a intelectualizada, mesmo a de esquerda, mesmo a que quer fazer a diferença - consegue nos enxergar, consegue enxergar as nossas mães. Essa ingenuidade que o patrão quer ver, me lembra do filme O mordomo da Casa Branca.

Acho também que o filme reforça lugares comuns como a meritocracia. Afinal, é só estudar que qualquer um consegue. Seria muito mais polêmico e corajoso falar de cotas do que legitimar um vestibular feito para ser excludente.

Para mim faria sentido a Jéssica sair de Pernambuco para encontrar a mãe e o vestibular ser um dos motivos, mas isso não fica claro no filme, ficou parecendo - para mim - que o vestibular era o único motivo, capaz até de faze-la deixar o filho bebê, como se em PE não existissem universidades públicas de qualidade e a Usp e São Paulo e o Morumbi ainda fossem a melhor coisa que qualquer brasileiro possa almejar.

Enfim, o Brasil mudou sim, mas não vejo isso retratado no filme. O que eu vejo é uma classe média "de esquerda" sem quartos de empregada nos apês, aplaudindo aliviada enquanto paga R$150,00 para a diarista, uma vez por semana.

Anônimo disse...

Cara autora do texto,

Força! você conseguirá vencer!
Carolina H

Rafael Cherem disse...

A F. fez uma abordagem bem legal do filme,lembro que não é para esperar diferente, pois é uma obra da globo filmes, logo...

Parabéns á Autora do post, muito bom ler relatos assim, tomara que consiga alcançar seus sonhos.

fernanda melo disse...

Que lindo. Graças a Deus não sou empregada doméstica. Tive uma sorte um pouquinho melhor. Minha filha mais velha volta e meia ouve essa de que tem cara de rica. Ela com dez anos já sacou por que. A riqueza é branca né. Pensam que ela não é minha filha apesar de os traços serem parecidos eu sou negra e ela não.

Danu disse...

Sensacional esse texto! Me vi nele na forma que as pessoa olham quando veem que uma filha de e´pregada domestica e trabalho em uma multinacional, elas se surpreenderam tanto quando fui buscar minha mãe no trabalho com o meu carro, pareciam chocada por eu saber falar inglês e ainda julgam impossível o meu sonho de fazer intercâmbio.
Inacreditavelmente algumas pessoas já chegaram falar para minha mãe que eu estava conseguindo dinheiro sujo, é humilhante (Sei não ein, essa menina não tem nenhum namoradinho traficante?!)Absurdo!

Anônimo disse...

A classe média que sustenta o nosso país é demonizada várias vezes, se a empregada tiver sua carteira assinada temos que ver tal situação como uma geração de emprego, devemos criticar aqueles que burlam a legislação trabalhista

Anônimo disse...

E quem disse que Federal não engloba em meritocracia? Não precisa pagar mas, quero ver alguem que tenha dislexia que nem eu passar facil.

Anônimo disse...

"sem nunca mais precisar lavar colherzinha de mais ninguém e não cuidar da casa de ninguém"

O que há de errado em cuidar da casa de alguém? Não vejo nada de degradante nisso, é um trabalho digno como qualquer outro.Desde que a pessoa não esteja sendo explorada esta tudo certo.

Anônimo disse...

Engraçado essa mania da esquerda de achar o trabalho doméstico degradante, ora queridos, não havendo exploração e respeitando-se os direitos trabalhistas não há demérito algum em ser empregado doméstico.

Anônimo disse...

Esse emprego lavando colherzinha foi o que garantiu comida, teto e possibilidade de educação para a Jessica da vida real. É uma profissão muito digna e dinheiro vindo do suor do trabalho sempre é digno também. Não cuspa no prato que você comeu.

Anônimo disse...

E/ou tambem porque afirmei que ricos sao feudalistas? Se tu te mordeu por isso, provavelmente quer que os outros fiquem na mesma.

Anônimo disse...

As pessoas mais perseguidos atualmente são as de classe média, cristãs, heteros. O impressionante é que quem persegue muitas vezes possui mais dinheiro que a "elite" opressora
Serviços domésticos não são degradantes para ninguém, é uma profissão digna, é claro devemos respeitar a lei trabalhista

aiaiai disse...

Valeu, L. Linda história, sua e da sua mãe. e como você escreve bem!

Anônimo disse...

(Viviane)
Poupe-nos dessa falsa lição de moral, anon 14h33. Se você tivesse boa-fé, entenderia o que a L. quis dizer: qualquer trabalho é digno, mas estamos falando de um trabalho em que pessoas são historicamente tratadas como inferiores, muitas vezes tendo de comer restos das refeições dos patrões, sem privacidade (pois moram na mesma casa) e, até 2013, sem salário mínimo.
Gratidão é uma coisa, reconhecer que houve exploração é outra!

Mila disse...

Ainda não vi o filme, mas a cena que Jéssica é apresentada aos patrões de Val me marcou bastante. Quando eles falam "Mas você sabe que é uma faculdade muito concorrida", aquilo teve um significado enorme para mim, e acredito que para muitas pessoas que ouviram a vida toda que você não podia fazer algo ou que seu lugar não é ali.
Apesar de não ser uma Jéssica, quem nasce negro aprende a lidar com este tipo de situação. Hoje sou formada e concursada, mas em lugares onde as pessoas com maior poder aquisitivo frequentam ainda recebo esses olhares de "o que você está fazendo aqui?". Acredito que canalizar esses olhares para boas coisas são importantes, saber que sim, nós temos o direito de estar na universidade, em restaurantes caros ou em lojas de grife.

Anônimo disse...

Mila 15:01,

Mas... vc é concursada MESMO ou entrou pela porta de trás (cotas)?

Pq eu já fui bastante prejudicada em concursos que não passei, inicialmente, porque negrxs e indixs passavam na minha frente, mesmo tendo notas muito menores que a minha, eram nomeados e eu ficava pra trás. Até que tive que quase gabaritar uma prova de concurso pra conseguir passar na frente dos privilegiados cotistas. Tudo isso pq sou branca. Que culpa tenho eu disso? Inacreditável, né?

Só neste País atrasado mesmo. É revoltante!

Mila disse...

Quando fiz concurso não havia cotas. Mesmo se tivesse passado, eu não deixaria de estudar bastante e não ficaria de boas "ah pq cotas". Já ouvi muito desse papo de "ah, mas as notas de cotas são menores".

Na faculdade, não existe processo diferenciado para quem entrou por cotas, no serviço público há avaliações de desempenho e serviço probatório. Em ambos, quem não for competente, dança.

Mila disse...

*estágio probatório

Anônimo disse...

Ao analfabetismo funcional gritando aí. Levando em conta que a autora traçou paralelos do filme com a própria vida, e que o filme trata da exploração das empregadas domésticas, o "lavar colherzinha" não se refere simplesmente ao trabalho doméstico digno, mas aos abusos que se vê todo dia no cotidiano de diaristas e empregadas. Combina-se que a moça vai arrumar a cozinha, a sala, o banheiro e o quarto. Daí, durante o horário de trabalho, depois que a moça já fez a limpeza do cômodo, a família empregadora deixa objetos espalhados, derruba coisas no chão, faz lanches e suja as benditas colherzinhas. E olha feio pra empregada, diz que ela é preguiçosa e não dá conta do serviço caso ela não arrume de novo o cômodo. Além dos não incomuns pedidos de "fulana, fica um pouquinho depois do expediente porque vou atrasar pra buscar o fulaninho hoje, por favor". Além dos que acham que empregada é mordomo, "fulana, traz água pra mim", "fulana, abre a janela", "fulana, recebe os fulanos". Além das famílias que não permitem que a empregada almoce junto com eles, e não se incomodam nem um pouco de aproveitar de uma refeição completa e balanceada enquanto a moça se recolhe num canto pra comer marmita de arroz com angu e tomate. Além das que dobram a empregada em babá, contratam a moça no horário que as crianças estão em casa e exigem que, por um salário, ela arrume a casa ao mesmo tempo que tome conta das crianças. O trabalho doméstico em si não é indigno, nenhum trabalho o é. Indigno é o tratamento que essas moças recebem dos empregadores (que hipocritamente, muitas vezes enchem a boca pra dizer "Fulaaaana? Nooosa, é da família!"). Essa é a crítica expressa em "lavar colherzinha".

Anônimo disse...

"Minha mulher é formada em Ciências Contábeis. E é emprega doméstica. Da nossa casa. E isso não é nada degradante não, viu, feministas preconceituosas!"

Realmente, trabalho doméstico não é degradante, assim como cuidar da sua própria residência não é.
Degradante é a mentalidade de que esse trabalho só pode ser exercido por mulheres, que elas não se saem bem em outras profissões e, pior, que existe profissões exclusivamente masculinas ou femininas.
Espero que a sua esposa, além de "empregada doméstica" irretocável do lar, também consiga se enxergar como uma profissional fantástica apesar de o marido ter uma mentalidade tão restrita.

Anônimo disse...

* existem profissões

Anônimo disse...

Trabalho doméstico é um trabalho digno como qualquer outro.

O problema só existe quando há babacas acéfalos que acham que só mulher pode desempenha-lo e que mulheres não podem ser competentes em areas, infelizmente consideradas "não femininas".

Anônimo disse...

15:30,
Como vc julgam e crucificam as pessoas antes de saberem direito as coisas... tsk tsk tsk (vergonha de vcs).

Não que seja de sua conta, mas: Ela não trabalha MAIS como contadora porque ELA NÃO QUIS MAIS TRABALHAR FORA. Já trabalhou e muito na profissão dela. Mas reclamava, na época, com razão, que ela tinha dupla jornada (trabalho + casa). Depois que vieram os filhos, ELA optou por cuidar melhor das crianças em casa, pois teríamos que gastar com babá, etc... Além de que uma criança cuidada pela própria mãe é melhor para elas, e evita problemas (vide casos de maus-tratos de crianças e velhos).

Então, como meu salário dava pra sustentar, com parcimônia, nossa família, ela optou por ficar em casa, e cuidar da casa, dos filhos e de mim. Minha função passou a ser pagar todas as contas de todo mundo e protegê-los, e a função dela é cuidar de todos nós.

Simples assim. combinamos assim e nos damos muito bem assim. E não aceitamos pitacos de feministas julgadoras revoltadas em nossa vida, não.

E quando ela quiser voltar a trabalhar ela pode reabrir o escritório sem problemas. Mas, sinceramente, duvido que ela queira.




Anônimo disse...

É muito difícil alguém contratar um homem para ser empregado doméstico ou diarista, acho que nesse caso não é pq as pessoas acham que só a mulher pode fazer isso é sim pq elas não querem um homem em suas casas

Anônimo disse...

Vdd, 15:43,

Até nisso os homens são prejudicados no mercado de trabalho. Ou vc já viu "secretários" em consultórios, firmas, etc... Ou "empregados domésticos"?

Não!

Pq sempre preferem as mulheres.

É brabo!

Anônimo disse...

não que eu ache que você vá entender isso, mas o seu primeiro comentário foi escrito com a intenção de desmerecer as mulheres em "profissões masculinas" e o trabalho doméstico executado pela sua esposa ao descrevê-la como "empregada" (ela não é empregada da sua própria residência, foi um termo intencionalmente mal colocado).

todos já perceberam que você quer chocar "as feministas malvadas que se intrometem na vida alheia", mas não deu certo, tente outra vez. todas ficamos felizes pela sua esposa emponderada que toma decisões autônomas e está satisfeita com o estilo de vida que escolheu.

nós só ficamos tristes pelo marido dela cultivar essa necessidade de auto-afirmação na internet, e de comentar a respeito de um movimento que desconhece. :)

Anônimo disse...

Anonimo chorão das 15:49

Você vem arrotar arrogância e não quer ser criticado?
Você JULGA as mulheres que não exercem profissões ditas "femininas" as chamando de incompetentes e não quer ser julgado?!!
Desculpa santa, mas foi VOCÊ que começou tudo?
Você leu o post?? Não né.
A garota relata que não quer seguir os passos da mãe, ela não está julgando a mãe!! Ela reconhece que foi o trabalho digno da mãe que a ajudou a conseguir uma vaga na universidade.
Se sua esposa escolheu ser apenas dona de casa, tudo bem, não há NADA de errado nisso.
Ninguém aa está julgando.
Mas você veio vomitar arrogância julgando e criticando as mulheres que NÃO querem seguir o caminho da sua mulher.
A vida é feita de escolhas, ela decidiu não trabalhar mais fora de casa(aliás se ela trabalha sem você contribuir, vc enxerga ela sim como sua empregadinha!), assim como há mulheres solteiras, divorciadas, casadas e com filhos que decide NÃO abrir mão de suas carreiras.
Assim como há homems que escolhem ficar cuidando dos filhos enquanto a mulher trabalha e não há NADA de errado.
Não é errado sua esposa cuidar exclusivamente da família e casa, o errado é você vomitar arrogância, cagação de regras e ficar desvalorizando grandes e competentes mulheres que exercem profissões não femininas.
Entendeu ou quer que eu desenhe?
Se pra você não há NADA pior que feminista julgadora e revoltada, pra mim não há NADA PIOR que machista, julgador, babaca e arrogante.

Anônimo disse...

E sobre mimimi de meritocracia: meu pai tem 58 anos. Há 30 passou num concurso que o deixou financeiramente estável. É um defensor ferrenho do assistencialismo.
Sendo que em sua juventude, não tinha bolsa família, nem auxílio estudantil, muito menos cota. Esquerdista filho de pais ricos? Nada. Meu pai nasceu na roça, o parto dele sequer foi no hospital. Pobre. Estudou o fundamental I em uma escola em que havia, numa única sala, uma fileira para cada série. Foi morar com tios em outra cidade pra cursar o fundamental II - tios estes que o abusavam: várias vezes faltou aula porque não tinha conseguido terminar o serviço doméstico (que colocavam quase todo em cima dele)a tempo. Meados do ensino médio, saiu das casas desses tios por não aguentar mais e foi morar com dois conhecidos em um cortiço. Contra todas as expectativas iniciais, passou em um vestibular pra engenharia elétrica numa federal. Teve que cursar a faculdade em mais tempo que o previsto, visto que às vezes tomava pau por frequência ou trancava o curso por ter que estudar e trabalhar. Passou em um concurso da CEMIG alguns meses depois de formar. Tendo escutado no percurso todo que não conseguiria. Vendo, na família, vários exemplos de outros que abandonaram a escola logo depois de aprender a ler, logo depois de completar a 8ª série, que desistiram do ensino médio.
E ele abomina a hipocrisia da "meritocracia" sabe por quê? Porque ele sabe que ele é a excessão, não a regra. Porque ele viu primos que desisitiram de estudar, uns por conta da falta de estímulo, outros por ter que sustentar a família depois que o pai morreu, outros porque não conseguiam acompanhar o ritmo das aulas. Porque ele diz que venceu, mas teria aceitado num piscar de olhos qualquer auxílio se ele viesse. Porque ele imagina quanto mais ele teria produzido se não tivesse que lidar com todas as diculdades; agora ele tá querendo fazer faculdade de Física, e diz que teria feito logo depois de formar em engenharia se não tivesse que trabalhar.
Meritocracia só existiria se todos começassem em pé de igualdade. Se quer acabar as cotas, faça antes esse escândalo todo pra aumentar a verba destinada à educação, pra manutenção dos programas assistencialistas às famílias pobres (famigerado bolsa família, que mantém as crianças na escola pro recebimento do benefício), pra ampliação de ônibus gratuitos para escolas, pra valorização dos professores. Indigne-se com piadas e comentários racistas, coloque-se contra a falta de representação do negro em papéis de poder nas novelas, nos filmes, nos livros. Daí, quando o Brasil for menos desigual, você pode voltar a reclamar das cotas. Enquanto isso, faça valer sua "meritocracia" e se esforce mais quando quiser alguma coisa.

Anônimo disse...

Lindo depoimento.
Parabéns, Jéssica-autora-do-post e todas as Jéssicas!
Juliana

Anônimo disse...

"Mas reclamava, na época, com razão, que ela tinha dupla jornada (trabalho + casa)."
Sem mais, meretíssimo.

Anônimo disse...

15:40
Espera vir num nlog feminista e dizer que a esposa é a empregada doméstica dele e receber flores, aplausos. Senta lá.

Anônimo disse...

16:00hs,
Tá. Então, todos os negros existentes no Brasil são "necessitados" e precisam de cotas; e todos os demais são "privilegiados" e não precisam de cotas????

Claro que não, colega!

O critério está muito errado!!! Não mudam pq os movimentos negros não deixam.
Se o critério das cotas fosse, por exemplo, renda familiar (Cad único), eu CONCORDARIA 100% com as cotas. Agora, julgar que uma pessoa que tem a pele mais escura é "necessitado e merce cotas" e uma que tem a pele mais clara é "privilegiado e não precisa de cotas", é critério burro, injusto e preconceituoso. Favorece muita gente que não merece e não precisa, e deixa de fora gente que merece e precisa.

Anônimo disse...

Emocionante esse relato. Ainda bem que estou viva para presenciar o momento em que círculos de pobreza seriam gradativamente rompidos.
A empresa na qual eu trabalho veio para uma dessas cidades do interior por conta das vantagens fiscais e da mão de obra barata. Aqui ainda é um desses lugares permeados pela cultura do macho e também do ciclo de pobreza.
Ao chegar aqui, até funcionários que viviam uma vida bem classe média em BH se deram "ao luxo" de contratar empregadas domésticas pagando uma mixaria, com valores e condições que profissionais na cidade grande jamais aceitariam. Também sei que não era raro das famílias um pouco mais abastadas das cidades "pegarem uma menina para criar" - leia-se trabalho doméstico infantil análogo ao de escravidão. Meninas de 10, 11, 12 anos que largavam os estudos pois tinham de ajudar em casa.


A.

Sófia disse...

Que relato que força!! Eu gostei muito!

Não se contente com pouco não, estamos aqui pra fazer a diferença mesmo, continue lutando mulher, tenho certeza que a vida te reserva o melhor!

Anônimo disse...

Trabalhar para classe média é tenso. Minha mãe já foi empregada doméstica e só deu sorte quando foi trabalhar na casa de gente rica. A classe média brasileira é bem nojentinha, pagam mal e ainda querem que as pessoas trabalhem sem reclamar.

Até pessoas pobres querem ter empregada. Agora imagine uma professora de primário com empregada em casa, é de doer o coração. Essa pessoa com certeza ganha mal e trabalha muito. Estou falando da professora, agora imaginem a empregada?

Mari disse...

L, vai com tudo, garota! Tenho certeza que você realizará todos os seus sonhos. =)

Anônimo disse...

Você já nasceu privilegiada e está aqui choramingando por quê ?

Só agora nós estamos abrindo vagas e cotas na universidade e concursos publicos para os menos favorecidos.Incrível como sempre tem branco privilegiado reclamando das cotas.

Anônimo disse...

(Viviane)
Anon 16h07, favor escrever 100 vezes no caderno até aprender:
"O CRITÉRIO PRIMÁRIO DE COTAS NO BRASIL É SOCIAL; NEGROS E INDÍGENAS SÓ SE BENEFICIAM DE COTAS SE PRIMEIRO FOREM POBRES".
Se duvida, favor ler qualquer edital de concurso antes de vir passar vergonha nos comentários. Grata.

Anônimo disse...

Off Topic, denuncia urgente, deputada federal do PCduB Alice Portugal denuncia que 15 milhões de mulheres são assassinadas por dia no Brasil :P
https://www.youtube.com/watch?v=q_vMd-YZXMo

lola aronovich disse...

Muito obrigada pela informação, Viviane!
Esse pessoal não se cansa de espalhar besteira baseada puramente em preconceitos e defesa de privilégios...

Anônimo disse...

E branco pobre se beneficia do que? Tipo os do sertão nordestino e das periferias de Porto Alegre.

Anônimo disse...

Viviane 17:10,
Acho que VC DEVERIA LER um edital de concurso antes de vir aqui falar besteira.

Lá, não diz que a pessoa tem que ser pobre para ser beneficiada com as cotas, não, querida!!! Só basta provar ser NEGRO ou ÍNDIO! Só isso.

Para os comprovadamente POBRES há o benefício da ISENÇÃO DA TAXA DE INSCRIÇÃO, somente. Um negro RICO pode, SIM, se beneficiar das malditas COTAS.

Antes de falar que os outros não lêem, que tal vc ler? Vc nunca fez nenhum concurso na vida e vem aqui vomitar asneiras decoradas igual papagaio.

Anônimo disse...

(Viviane)
Ainda sobre cotas raciais, gostaria de sugerir o exercício que abriu meus olhos para a realidade: visitar escolas públicas de Ensino Fundamental, preferencialmente em periferias ou zona rural, e observar como professores tratam alunos brancos ou negros. Em tese, os alunos são todos pobres e têm a mesma (falta de) oportunidades, certo? Errado, pois basta ver:
-professora abraçando aluno branco e olhando para o negro com cara de nojinho;
-bullying racista, sob total silêncio de funcionários da escola;
-crianças brancas são incentivadas pelos professores a continuar os estudos. Quando um aluno negro fala que vai parar de estudar, ninguém se importa; etc.
Dificilmente alguém (exceto se for muito cínico) passa por essas experiências sem se tornar favorável às cotas, ao menos enquanto essa desigualdade persistir. Porém, ninguém é obrigado a acreditar nas minhas observações pessoais; por isso, recomendo o livro "A produção do fracasso escolar", de Maria Helena Patto, que pesquisou este tema (racismo na escola) dentre outros. Sei que existem também outras pesquisas mais recentes e detalhadas, deixo a cargo de quem se interessar.
Em tempo: desculpem-me se fugi do tema do post, espero ter contribuído com o debate.

Anônimo disse...

(Viviane)
Disponha! Mesmo assim, o anônimo tentou me contestar adiante (não sei se você já viu). Disse que nunca fiz concurso, hahahahaha, esse tem até bola de cristal pra saber da minha vida, é mole?!
Bem, não vou pôr links de editais aqui, pois ele certamente tem o mesmo Google que eu pra pesquisar...
Em tempo: Lola, sou sua fã! Beijos!

Anônimo disse...

Sou favorável as cotas no ensino universitário e contrário no serviço público, no ensino universitário lanço um questionamento:

Acesso na universidade ainda é problemas? Visto que há vagas para todos os gostos, tipos e orçamentos, essa discussão de acesso por cotas não estaria superada pelas circunstâncias?

J.M. disse...

"As pessoas mais perseguidos atualmente são as de classe média, cristãs, heteros."

---> Nesse mundo em que você vive existem unicórnios também?

Daiane Moreira disse...

Olha, eu estou bem com as cotas em universidade. De fato elas tentam beneficiar as classes mais pobres. Mas eu tenho que concordar com o anônimo ali em cima e sou totalmente contras as cotas em concurso público, pois são destinadas às pessoas negras sem distinção de classe social. E é isso mesmo o que acontece, negros ricos são sim beneficiados com essas cotas. Fora que os concursos que eu faço são de nível superior. Já não basta a pessoa ter tido cota na universidade, vai concorrer a cota pra emprego também? Fora que nesse nível os negros tiram notas tão boas quanto as das outras pessoas, inclusive passando nas vagas de ampla concorrência.

Anônimo disse...

De fato as cotas para negros não estavam vinculadas a critérios econômicos nos concursos. O que é ótimo! A cota no concurso não vida beneficiar apenas o indivíduo e reparar uma questão econômica, aqui a questão é social, em todos os sentidos. Tem que ter juiz negro, delegado negro, administrador negro. É preciso que a população negra esteja representada. E não, não é negro rico, pq rico não vive de concurso, e nem de salário. A questão é que só porque o negro não está em uma situação de miséria (até porque se estivesse, nem conseguiria ser aprovado no concurso - sim, tem que ser aprovado - ), não significa que ele teve as mesmas oportunidades que uma pessoa branca. Não significa, por exemplo, que se ele entregar um currículo em uma empresa privada, ele terá as mesmas chances que uma pessoa branca. O racismo não é preconceito de classe, essa discussão já está bem avançada nas ciências sociais.

Daiane Moreira disse...

Verdade, rico foi exagero. Mas ainda continuo não concordando, como eu disse, eles tiram notas tão boas quanto aos dos outros. Vão ter representatividade mesmo sem isso. A não ser se as pessoas que passaram na ampla concorrência mentiram quanto a cor na hora da inscrição. Vai saber.

Anônimo disse...

Entendo a sua preocupação Daiane, mas se fosse assim como você está falando, já teríamos a representação necessária. E, definitivamente, não temos. Na verdade, a minha posição vai no sentido de realmente reservar a vaga para uma pessoa negra (ou indígena) porque a população negra, mais do que aquela pessoa que vai ocupar a vaga, precisa estar representada. É por isso que se chama serviço público, é mais do que um emprego, é um serviço à população.

Alessandro Bruno disse...

Na verdade a informação da Viviane está errada, espero que seja só equívoco e não má fé.

A faculdade federal tem que reservar 50% das vagas para cotistas, nesse percental é divido em 4 partes:

"a Lei propõe 25% das vagas para estudantes oriundos da rede pública com renda igual ou inferior a 1,5 salário mínimo, 25% para candidatos que estudaram integralmente no ensino médio e que possuem renda igual ou superior a 1,5 salário mínimo e, ainda, um percentual para pretos, pardos e indígenas, conforme o último Censo Demográfico do IBGE na região.

Leia mais: http://vestibular.mundoeducacao.com/cotas/lei-cotas-entenda-como-funciona.htm"

Ou seja, o aluno declarado negro não precisa ter renda baixa para entrar pelas cotas.

Fonte: http://vestibular.mundoeducacao.com/cotas/lei-cotas-entenda-como-funciona.htm

Anônimo disse...

"As pessoas mais perseguidos atualmente são as de classe média, cristãs, heteros."

E as mulheres oprimem uszomi com o bucecard, abortam bebês de homens honrados, as mães solteiras estão à caça de um otário pra sustentá-la e à cria, os manginas envergonham uszomi de bem sustentando vadias que deram pra todos e agora, com medo de acabarem sozinhas cercadas por vinte gatos, querem um Capitão salva puta pra se arranjar e os gays estão fazendo lavagem cerebral na população através da mídia esquerdista gayzista feminazi pra que todos virem gays.

Eu já mencioneu que mascu nunca consegue esconder o que é? Na hora que abre a metralhadora de bosta sai o mesmo discuros dos outros perdedores de um real. É inevitável. Tão certo quanto a morte e os impostos

Podem até florear o discurso, consultar o google pra saber como escrever as palavras sem aqules erros absurdos que os caracterizam, mas na hora que abrirem a boca vai sair o mesmo lixo mascu. A máscara sempre cai.

lola aronovich disse...

Alessandro, a Viviane estava falando de cotas em concursos públicos, não em universidades. Então aguardo que vc peça desculpas a ela pelo "espero que seja só equívoco e não má fé". E o comentário posterior dela fala muito bem dessa diferença de tratamento entre alunos pobres brancos e alunos pobres negros. Aliás, este guest post também fala nisso. Ainda assim, sempre vem gente que aparentemente não reflete muito perguntar: "E os brancos pobres? Que injustiça com eles!"

Alessandro Bruno disse...

Lola,

Eu estava falando dessa afirmação "O CRITÉRIO PRIMÁRIO DE COTAS NO BRASIL É SOCIAL; NEGROS E INDÍGENAS SÓ SE BENEFICIAM DE COTAS SE PRIMEIRO FOREM POBRES"."

Não vejo como a expressão CRITÉRIO PRIMÁRIO se refere apenas à Concursos, mas se você deseja. Sinto muito, Viviane, eu cometi um erro de interpretação em sua frase.

Anônimo disse...

Lola, a informação da Viviane está realmente incorreta.
Ps: eu sou a anônima das 19:14 e 19:50.

J.M. disse...

"Realmente esse perfil que vem sendo vítima de ódio atualmente, basta vc ser homem, hetero, ter um emprego bom que as pessoas lhe tratam como um tirano opressor"

---> É mesmo, mascuzão? Conte-me um pouco mais sobre as mazelas causadas pela desigualdade de gênero aos homens "honrados" como você (sei, sei, é difícil viver sem a bolsa panicat). Conte-me também dos direitos que querem tirar de você por ser heterosexual, branco ou cristão. Vá se informar você sobre o que significa ser perseguido na sociedade. Mas sei que isso é pedir demais pra quem parece ter material fecal no lugar do cérebro.

Anônimo disse...

A Lei n.º 12.990, de 9 de junho de 2014

Reserva aos negros 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas nos concursos públicos para provimento de cargos efetivos e empregos públicos no âmbito da administração pública federal, das autarquias, das fundações públicas, das empresas públicas e das sociedades de economia mista controladas pela União.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o Ficam reservadas aos negros 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas nos concursos públicos para provimento de cargos efetivos e empregos públicos no âmbito da administração pública federal, das autarquias, das fundações públicas, das empresas públicas e das sociedades de economia mista controladas pela União, na forma desta Lei.

§ 1o A reserva de vagas será aplicada sempre que o número de vagas oferecidas no concurso público for igual ou superior a 3 (três).

§ 2o Na hipótese de quantitativo fracionado para o número de vagas reservadas a candidatos negros, esse será aumentado para o primeiro número inteiro subsequente, em caso de fração igual ou maior que 0,5 (cinco décimos), ou diminuído para número inteiro imediatamente inferior, em caso de fração menor que 0,5 (cinco décimos).

§ 3o A reserva de vagas a candidatos negros constará expressamente dos editais dos concursos públicos, que deverão especificar o total de vagas correspondentes à reserva para cada cargo ou emprego público oferecido.

Art. 2o Poderão concorrer às vagas reservadas a candidatos negros aqueles que se autodeclararem pretos ou pardos no ato da inscrição no concurso público, conforme o quesito cor ou raça utilizado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

Parágrafo único. Na hipótese de constatação de declaração falsa, o candidato será eliminado do concurso e, se houver sido nomeado, ficará sujeito à anulação da sua admissão ao serviço ou emprego público, após procedimento administrativo em que lhe sejam assegurados o contraditório e a ampla defesa, sem prejuízo de outras sanções cabíveis.

Art. 3o Os candidatos negros concorrerão concomitantemente às vagas reservadas e às vagas destinadas à ampla concorrência, de acordo com a sua classificação no concurso.

§ 1o Os candidatos negros aprovados dentro do número de vagas oferecido para ampla concorrência não serão computados para efeito do preenchimento das vagas reservadas.

§ 2o Em caso de desistência de candidato negro aprovado em vaga reservada, a vaga será preenchida pelo candidato negro posteriormente classificado.

§ 3o Na hipótese de não haver número de candidatos negros aprovados suficiente para ocupar as vagas reservadas, as vagas remanescentes serão revertidas para a ampla concorrência e serão preenchidas pelos demais candidatos aprovados, observada a ordem de classificação.

Art. 4o A nomeação dos candidatos aprovados respeitará os critérios de alternância e proporcionalidade, que consideram a relação entre o número de vagas total e o número de vagas reservadas a candidatos com deficiência e a candidatos negros.

Art. 5o O órgão responsável pela política de promoção da igualdade étnica de que trata o § 1o do art. 49 da Lei no 12.288, de 20 de julho de 2010, será responsável pelo acompanhamento e avaliação anual do disposto nesta Lei, nos moldes previstos no art. 59 da Lei no 12.288, de 20 de julho de 2010.

Art. 6o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação e terá vigência pelo prazo de 10 (dez) anos.

Parágrafo único. Esta Lei não se aplicará aos concursos cujos editais já tiverem sido publicados antes de sua entrada em vigor.

Brasília, 9 de junho de 2014; 193o da Independência e 126o da República.

DILMA ROUSSEFF

Anônimo disse...

A lei federal, muito semelhante as estaduais que foram publicadas depois, não fala em critério econômico, o que é ótimo pelas razões que já coloquei acima.

Anônimo disse...

Anônimo chorão 21:37, quem liga para o que você pensa? chora na cama que é lugar quente

Anônimo disse...

Muitos ligam. Inclusive hoje estou na cúpula do governo, trabalhando para convencer o Vice-Governador a propor a revogação desta lei no meu estado, pois ela é inócua, ilegal e preconceituosa. Ou propor uma alteração na lei, onde o critério passaria a ser não cor de pele ou etnia, mas por rendimento médio familiar, como o bolsa-família e Cad único.

Ainda faltam 03 anos. Vamos conseguir acabar com essa aberração neste estado.

Anônimo disse...

hahaha, esse povo que inventa uma vida na internet é hilário...

Vai estudar.

Anônimo disse...

"Minha mãe nasceu em uma família muito pobre do interior do Ceará"

E daí se nasceu em uma família cearense, ou que a personagem do filme é nordestina também? O que você está querendo insinuar com isso, qual a diferença entre nascer em uma região muito pobre do Mato Grosso, ou em uma favela muito pobre do Espírito Santo? Por acaso os pobres do Nordeste não são tão bons quanto os de outros estados? Seres humanos são iguais em qualquer lugar do mundo, e o povo do Ceará é batalhador! Terra de José de Alencar, Rachel de Queiroz, Chico Anysio!

Quer um recado? Aqui vai: PARE DE ARROTAR SUA XENOFOBIA NO MEU ESTADO!

Anônimo disse...

O que foi isso anon 0:32? Tá doido?

Clara disse...

Eu não sei se é hipocrisia ou só pura falta de reflexão, mas, para todas as pessoas que falaram que trabalho doméstico não é degradante, eu pesso que parem um minuto e pensem. Vocês iriam querer que a filha de vocês fossem empregadas domésticas? E não é por dinheiro, porque quando eu estava na faculdade muitas amigas foram ser vendedoras de loja, garçonetes, mas ninguém queria ser empregada doméstica.

O que acontece é que existe um preconceito enorme em cima dessa profissão, que geralmente é vista como profissão de gente pobre, preta e burra. É um preconceito social e racial e de gênero, tudo misturado.

Então, sim, ser empregada doméstica no Brasil é degradante. E é muito normal que um filho queira tirar a mãe dessa situação.

Anônimo disse...

No Brasil, ser empregada doméstica é degradante sim, mas isso não é motivo para se referir a profissão com desprezo no texto acima. Imagine uma pessoa que é empregada, começou a trabalhar desde a infância, ficou mal falada como "lanchinho do chefe", mesmo não sendo (tem gente que ainda tem essa visão das domésticas), que sofre humilhações psicológicas da patroa, que tem que fazer expediente como babá sem receber a mais por isso... e ao ler essa de "não vou lavar uma colherzinha a mais", acaba naturalizando o problema, aquela sensação de "é assim mesmo", que tem que procurar outra profissão, e quem, por força das circunstâncias, fica como doméstica, que se adapte. Se todos nós parássemos de naturalizar o que ocorre com elas, usássemos o que temos para criar uma AUTOESTIMA para elas e suas profissões, as mesmas poderiam criar uma cultura de maior luta por seus direitos.
Não querer ser doméstica é liberdade de escolha, tudo bem. O problema foi o jeito com o qual a moça do texto escreveu isso - se eu fosse doméstica, teria me sentido bem ofendida.

Dea Cristina de Sousa disse...

""Negro Rico, Negro Pobre"
O bom mesmo era qdo todos estavam na senzala, no tronco.Maldita Princesa Isabel."
Gente acorda, né.
Estamos em pleno 2015, acho q já é possível aceitar as cotas como combate ao racismo.
Ou tô pedindo demais?
"Ah, negros só podem estudar, não podem trabalhar"
Ficam enchendo linguica em textos, mas a msg subliminar está clarissima, e cheio de racismo e preconceito.

Anônimo disse...

Perdão pelo OFFtopic.
Lola, por favor, veja que caso absurdo. Aconteceu aqui no Rio.
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/10/sargento-do-exercito-e-preso-no-rio-por-manter-mulher-em-carcere-privado.html

Anônimo disse...

Lolinha, bom dia

Vou deixar aqui pra divulgação fotos MidiaNINJA da manifestação em favor dos direitos reprodutivos femininos no Rio de Janeiro, já que a imprensa resolveu fingir que isso não aconteceu

https://www.facebook.com/empodereduasmulheres/posts/949482541792401

#MulheresContraCunha

Anônimo disse...

"Muitos ligam. Inclusive hoje estou na cúpula do governo, trabalhando para convencer o Vice-Governador a propor a revogação desta lei no meu estado, pois ela é inócua, ilegal e preconceituosa. Ou propor uma alteração na lei, onde o critério passaria a ser não cor de pele ou etnia, mas por rendimento médio familiar, como o bolsa-família e Cad único."

Em qual update do SimCity saiu isso?

Anônimo disse...

Ninguém vai falar do absurdo protesto feminista na UFPel?

Anônimo disse...

Você tá atrasado anon das 08:10. Vá no post anterior a esse e leia os comentários - ah, e desde já deixa eu cortar teu barato e dizer que a masturbação não foi parte do protesto. Agora vai lavar as cuecas.

Anônimo disse...

Em relação aos protestos na UFPel só tenho uma coisa a dizer: NOJO.
Me fale o que o feminismo vai se beneficiar com mulheres urinando em baldes? E teve masturbação sim, conheço gente que presenciou cena grotesca, as mulheres não deveriam fazer tal coisa e dizer que é protesto

Jack Salvatore disse...

O post é bom eu admito, mas esse problema é de todos os brasileiros pobres independentes do sexo, no caso dos homens pobres é mais difícil do que das mulheres sem dúvida.

Anônimo disse...

Volte para o site do seu Mestre chorão e suma daqui

Rix disse...

Linda sua história, A. L! Parabéns a você e a sua mãe. Estou na torcida para que você consiga atingir seus objetivos.

Bela Campoi disse...

Lia e me arrepiva aqui: são esses relatos que me fazem apoiar o projeto de país iniciado em 2003: e tenho dito! Parabéns, guerreira! Vá em em frente e que o Brasil do futuro te proporcione esse sonho!

Rita Cammarota disse...

Aliás, um twitter interessante, nos moldes do "Não sou racista, mas..." é "aminhaempregada". Olha, é cada coisa, viu...

Anônimo disse...

Bela Campoi

Lia e me arrepiva aqui: são esses relatos que me fazem apoiar o projeto de país iniciado em 2003:

E o que corrupção e lavagem de dinheiro tem a ver com o relato da moça?

Anônimo disse...

O relato da moça só mostra que, por mais que os esquerditas queiram negar, o sistema meritocrático capitalista é o melhor sistema de distribuição de renda inventado. Até mesmo uma filha de empregada que morou até os 11 em um cubículo pode ter sucesso na vida, basta se esforçar e correr atrás do sucesso.

Parabéns L, histórias como as suas é que ainda me dão alegria, no meio de milhares de nem-nens que se tornou a geração atual.

Rafael Cherem disse...

O sistema meritocárico capitalista é uma farsa, casos assim são esporádicos, e são usados para dar validade ao sistema,a sua visão de capitalismo é o que ele deveria ser e não o que é,sobretudo com tamanha desigualdade no país onde nem 2% da população controlam a maior parte das riquezas,o justo seria que mais Jéssicas e Ls, tivessem amplo acesso a uma educação de qualidade e,ocorre que mães e pais trabalhando em regime de semi-escravidão,muitas vezes precisando de mais de um emprego, ainda assim não conseguem suprir tudo o necessário para uma boa educação, porque? Porque não recebem um salário justo, porque o capitalista precisa maximizar os lucros, e faz isso entre outras coisas pagando o menos possível,concentrando renda nas mãos de poucos, na verdade, se bobear após formadas ganharão pouco mais que suas mães,justamente em razão da concentração de renda que nivela todos por baixo.Se tu é classe média devia parar de repetir a conversa dos patrões e pensar por si próprio, deve ser tão explorado quanto a mãe da Autora, só que de forma diferente.

Anônimo disse...

Rafael Cherem

Casos esporádicos? e a propaganda do governo que tirou milhões da pobreza, é mentira? Ou eles saíram magicamente sem precisar trabalhar nem fazer nada?

Anônimo disse...

. "Vocês iriam querer que a filha de vocês fossem empregadas domésticas?"

Eu teriam uito orgulho de uma filha fazendo um trabalho com dignidade. Não teria de filha mulher de bandido, ou filha traficante.
E vc, gostaria de ter um filho pedreiro?

Rafael Cherem disse...

Casos de gente que saiu do zero´e se formou contra todas as condições adversas são esporádicos, acontecem aqui, ali, mas não são regras,

Quanto a propaganda do governo, se refere ao BF, de certa forma não é mentira, mas as condições adversas estão ali, e o que torna um BF necessário nesse país campeão de produção agrícola é justamente a concentração de renda.

Entenda, não é questão de governo, é questão do sistema que estamos inseridos.

Anônimo disse...

(Viviane)
Lola, agradeço suas palavras e acho que não preciso me defender de mais uma ofensa de "gente que tem bola de cristal" e, além de adivinhar minha vida, também adivinha minhas intenções, veja você!
Só para esclarecer, eu quis dizer exatamente o que o Alessandro disse: as cotas, segundo a lei que ele fez a gentileza de linkar, são primordialmente sociais, pois o critério racial só é aplicado DEPOIS do social. Mas isso está na lei, que é genérica; eu não tenho como esmiuçar cada edital para saber se todos estabelecem os critérios exatamente assim.
Não quis colocar nenhum link no meu comentário porque, como disse a Raven há algum tempo, "não pari ninguém desta caixa de comentários" e, portanto, não sou obrigada a dar todas as informações mastigadinhas. O mesmo Google que eu tenho, todos aqui também tem.

Anônimo disse...

(Viviane)
Alessandro, segundo a Lola (pelo que eu entendi), você não me deve desculpas pela interpretação que você fez da frase, afinal, comunicação não é o que eu falo, mas o que o outro entende. A ofensa, no caso, foi ter dito que eu poderia ter agido de má-fé. O que você sabe da minha vida para tentar adivinhar minhas intenções?
Mas não se preocupe, todos nós estamos sujeitos a cometer esse erro. Eu mesma já fiz isso mais de uma vez aqui no blog. Vamos tentar ser mais cautelosos ao falar das intenções das pessoas, ok?

Alessandro Bruno disse...

Viviane,

Eu não tentei adivinhar nada, você deu uma informação falsa sim: as cotas para negros é por critério racial, não é preciso ter renda mínima nenhuma.Em caso de informações falsas, só há duas possibilidades: a pessoa está equivocada ou a pessoa saber que é falsa e falar assim mesmo (má fé). O que eu disse é que espero que seja a primeira opção, não há nada de ofensivo nisso até porque eu lhe dei o benefício da dúvida e não falei "A Viviane agiu com má fé ao falar que o primeiro critério das cotas é o social".

Lucia disse...

Fui eu que copiei a Lei, não esse Alessandro. Sou mulher, negra e servidora pública. Nos meus outros comentários como anônima as 19:14 e 19:50 vc pode ler as razões para a Lei (e a grande maioria dos editais) aplicar somente o critério de cor, não o econômico. Afinal as cotas são o resultado de décadas de luta do movimento negro. Não aplicar o critério financeiro é uma coisa boa menina, não tem problema vc ter se equivocado. Porque a população negra, que é a maioria neste país, tem o direito de se ver representada em todas as instâncias e não é porque o candidato a nos representar tem condições financeiras dignas que isso deva ser desprezado.

Lucia disse...

Ah, e o os editais devem seguir a Lei, obrigatoriamente. Não fazer nada que não esteja na lei, primeiro princípio da administração pública.

Anônimo disse...

(Viviane)
Calma, Lúcia, em momento nenhum eu quis desmerecer as reivindicações do movimento negro! É outro mau hábito de quem comenta em blogs em geral: pegar o comentário de alguém para fazer um texto enorme expondo seu ponto de vista. Concordo com seu pensamento: realmente não precisamos ficar justificando o porquê de negros precisarem contar com representatividade nos serviços públicos. Só acho que você, nem ninguém, precisa atacar outra pessoa para expor sua opinião.
E outra coisa: também sou servidora pública e, assim como você, estudei Direito Constitucional e Administrativo para os concursos que já fiz. Não precisa "ensinar pai-nosso ao vigário", ok?

Rafael Cherem disse...

Brasil é um país curioso, um grupo se organiza politica e socialmente em torno de uma ideia, consegue o avanço pretendido e o restante da população só reclama e diz que brasileiro não faz nada, que é injustiça privilegiar um grupo e não todo mundo, que devia ser assim e assado,pergunto, onde vocês estavam? Entretidos com a novela? Essa discussão sobre cotas deve ter uns 30 anos no mínimo, enquanto era um papo de negros,ninguem se mexeu depois quando virou uma conquista ai dão xilique?

Lucia disse...

Oxe, mas eu não disse nada disso. Só entrei nessa conversa pra justificar o critério de cor nas cotas. De que adianta a gente afirmar pra trolls babacasnou que existe critério financeiro, sendo que não existe e se existisse seria péssimo?
Ah, e se vc tiver conhecimento de algum edital que usou critério financeiro, por favor, divulgue aqui pra denuciarmos ao MP.

The Crow disse...

Esta seção de comentários está, cada vez mais, um festival de anônimos e idiotas.

Boobjuggler_Thundercunt disse...

"Em qual update do SimCity saiu isso?"

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA MITOU!!!!

Sobre o tema, eu já trabalhei de diarista. Tenho duas faculdades (uma cursei pela profissão, outra pelo prazer do conhecimento) mas um dia a vida me deu uma rasteira e eu precisava de dinheiro pra ONTEM, não dava pra ficar esperando receber dinheiro de cliente, foi um caos na minha vida e tudo por uma pândega jurídica. É muito legal -sqn você dormir com dinheiro na conta e acordar sem um real disponível. Depois eu processei meio mundo e recuperei a grana mas até lá, levou mais de ano. Bem mais.

Então sem um real no bolso decidi oferecer meus serviços de trabalhadora doméstica inicialmente aos amigos. Nossa, só faltaram me internar. Como assim você, uma mulher estudada, que fala não sei quantos idiomas (o povo aumenta nessa hora) trabalhando nisso. Ué???? Na minha imaginação, trabalho doméstico era como um outro qualquer. Eu nunca tive empregada então de fato eu não sabia como a coisa funcionava.

Fizeram um drama do caralho e ninguém me ofertou serviço. Tudo bem, fui ao computador, bolei um panfletinho bacana, imprimi um monte e pedi pro síndico do prédio se podia deixar na portaria. Ele foi meu primeiro cliente. Uma gracinha, cheguei ao apartamento de manhã, ele já me deu a paga completa do dia, entregou as chaves e saiu pra trabalhar largando a casa pra mim. E ainda falou que eu poderia comer o que tivesse, que poderia fazer café, nenhuma restrição. Morando no mesmo prédio eu não fiz nada disso mas achei digna a iniciativa dele.


O síndico me recomendou a uma outra moradora e no dia seguinte fui ter com ela. Moravam duas pessoas lá: a proprietária do imóvel, uma senhora bem de idade que não saía de casa e tinha sérias dificuldades motoras e uma cuidadora contratada pela família. A senhora era (já faleceu) um amor, parecia um suspiro, muito doce, mas a cuidadora pelo amor de deus... mas eu precisava da grana e topei fazer a diária.

Eu me senti uma bandida na casa. Pensa numa mulher que contava até quantas gotas de detergente eu estava usando na esponja, para lavar a louça. Depois de servido o almoço, eu comecei a guardar o que tinha sobrado em potes na geladeira e a mulher ficava me monitorando pra ver se eu não comia algo ou escamoteava algo pra levar pra casa. Como eu sei? Porque ela mesma dizia. Lá eu não voltei mais.

E de novo, o Santo Síndico fez indicação minha para uma outra moradora, uma mulher super bacana. Conversei com ela à noite e no dia seguinte, o combinado é que eu faxinasse de manhã e passasse roupa à tarde (basicamente, 2 diárias em uma). Topei animadona. De manhã, sem problemas, inclusive a dona do apto chegou a me ajudar em algumas coisas. Fui ao meu apto almoçar e quando voltei, o filho adolescente da patroa tinha chegado da escola.

Pensa num garoto ESCROTO, PODRE. A caixa de comentários é pequena e não vou contar a história inteira mas em um dado momento eu estava passando roupa e ele não veio por trás de mim querendo se esfregar? Ameacei ele com o ferro e chamei a mãe. Ela deu um esporro na pequena criancinha de 16 anos e um metro e oitenta, pediu bilhões de desculpas mas nós combinamos que dali pra frente eu passaria a roupa em casa e ela pegaria à noite.

Ela e o síndico que me salvaram no fim das contas, por eles e por indicações e eu consegui sair da merda assim mas de verdade? O que deveria ser um trabalho como outro qualquer é basicamente uma maldição pra quem vive disso. Todo mundo que falou aí em "cuspir no prato que comeu" poderia ofertar os serviços algumas vezes só pra ter o gostinho de realidade que falta na vida dessas pessoas tão assenhoradas de suas ilusões.

Rhay. disse...

http://cancerious4.blogspot.com.br/2016/01/que-horas-ela-volta-o-que-e-esse-filme.html

Neste post comento o que achei do filme. Acredito realmente que não deva haver exploração por parte de patrões nem por parte de ninguém que empregue um funcionário, contudo ressalto que acho hipocrisia aplaudirem os abusos que Jéssica faz quando sequer de parentes próximos aguentariam as mesmas atitudes. Jéssica passa sua mensagem, porém não me passa que 100% dos posts que leio concordem com o MODO como ela faz isso. Afinal, ela era filha de uma funcionária, não uma hóspede ou parente ou vinculada em termos de emprego. Contudo fizeram a caveira da personagem Bárbara como uma vilã, quando em muitos momentos ela colocava limites na casa que era DELA.