sexta-feira, 30 de outubro de 2015

DEZ COISAS SOBRE GASLIGHTING COMO TÁTICA DE ABUSO

Como gaslighting é um termo usado há pouco tempo no Brasil, que tem a ver com manipulação, com criar dúvidas na mente da pessoa alvejada para poder controlá-la. É uma maneira comum de culpar a vítima.
Como este artigo de Shea Emma Fett sobre essa tática -- que não deixa de ser uma forma de violência -- é muito completo, pedi a querida Elis para traduzi-lo.
O texto é longo, mas vale a pena. Agora só falta a gente conseguir traduzir o termo pro português.

Gaslighting é a tentativa de uma pessoa de alterar a realidade de outra.
Há chances consideráveis de você saber mais sobre gaslighting do que a maioria dos terapeutas.
E isso é muito triste porque, se você já sofreu gaslighting, será muito difícil se libertar da situação sem ajuda.
Infelizmente, talvez seja necessário se libertar, e eu quero dizer que você não está sozinha.
Vou compartilhar minha experiência. Estas são dez coisas que eu gostaria de ter sabido desde o começo. Vamos fazer isso juntas.
1. Gaslighting não precisa ser algo deliberado
Eu nunca disse isso, vc deve estar ima-
ginando coisas, não foi isso que
aconteceu -- Gaslighting, uma tática
de manipulação usada para negar sua
memória e sentimentos
Lá pela quinta vez que eu telefonei para um grande amigo meu, sem fôlego, perguntando, "Eu sou um monstro?", ele finalmente disse, "Emma, ele está fazendo gaslighting com você.”
O que raios é gaslighting? Eu pensei.
A Wikipedia me disse que a expressão vem de um filme antigo, em que o personagem principal faz mudanças no ambiente e insiste para a vítima que ela está apenas imaginando essas mudanças.
Como é que é? Eu pensei. Meu parceiro não está fazendo isso. Eu não conseguia imaginá-lo tramando e manipulando meu ambiente ou nossas interações para me fazer de louca. Ele é um ser humano que está sofrendo, que eu fico fazendo sofrer. Sou eu, não ele.
Infelizmente, a primeira definição que encontrei não estava correta. Gaslighting não exige uma elaboração deliberada. Gaslighting implica apenas a crença de que é aceitável tentar alterar a realidade da outra pessoa.
O resto simplesmente acontece organicamente quando uma pessoa que tem essa crença se sente ameaçada. Nós aprendemos a controlar e manipular uns aos outros bastante naturalmente.
O que diferencia alguém que pratica gaslighting de alguém que não o faz é o paradigma internalizado de senso de propriedade. E, na minha experiência, identificar esse paradigma é muito mais fácil do que identificar o gaslighting.
Gaslighting tende a acontecer quando a intimidação deixa de ser aceitável.
Eu acredito que o gaslighting está acontecendo, nas esferas cultural e interpessoal, em uma escala sem precedentes, e isso é resultado de uma estrutura social em que fingimos que todos são iguais enquanto tentamos, ao mesmo tempo, preservar a desigualdade.
Podemos ver isso na mídia constantemente.
Por exemplo, sempre que um crime que é obviamente um crime de ódio é retratado como um caso isolado de doença mental, trata-se de gaslighting. A mídia está dizendo que "O que você sabe que é verdade não é verdade".
A violência por parte de um parceiro íntimo não passou a ser vista como um crime sério até os anos 1970. E nós, nos últimos 40 anos, tratamos das crenças que causam a violência por parte de parceiros íntimos? Não.
Mas agora, se você é violento com seu parceiro, você normalmente é considerado uma má pessoa. E o que você faz com todas as crenças que o levariam à violência, se a violência deixou de ser uma opção aceitável?
Você usa manipulação, e usa gaslighting.
2. Manipulação e gaslighting são comportamentos distintos
Talvez seja mais acertado dizer que gaslighting é um tipo de manipulação, mas não o único tipo.
A manipulação normalmente revolve em torno de uma ameaça direta ou indireta cujo objetivo é influenciar o comportamento de outra pessoa. O gaslighting também usa ameaças, mas o objetivo é mudar quem a pessoa é, não apenas seu comportamento.
É importante reconhecer que gaslighting e manipulação comum não são a mesma coisa.
Ambos vão minar sua autoestima, mas o gaslighting, quando eficaz, irá afetar sua confiança em si mesma e sua noção de realidade.
3. Gaslighting nem sempre envolve raiva ou intimidação
O livro The Gaslight Effect se refere a um tipo de gaslighting chamado glamor gaslighting.
Ele acontece quando a pessoa enche você de atenção especial, mas nunca lhe dá o que você realmente precisa. A pessoa coloca você em um pedestal, mas nunca está presente. Na realidade, ela pode ficar irritada com você quando você precisa de apoio.
Fica difícil, depois de algum tempo, identificar por que você se sente tão sozinha e vazia.
Em outro tipo de gaslighting, a pessoa que pratica o gaslighting sempre é transformada na vítima. Sempre que menciona um problema, você se pega se desculpando no final da conversa.
Para mim, essas eram as piores conversas.
Cada relacionamento em que há gaslighting é diferente, mas, para mim, havia um padrão muito específico. Eu falava alguma coisa para ele. Ele tinha uma reação emocional muito forte, muito além do que eu havia previsto. Eu tentava voltar atrás para descobrir o que eu tinha dito errado e como melhorar a situação.
Ele me acusava de incoerência quando eu voltava atrás.
Eu tentava explicar que estava fazendo ajustes para tentar me comunicar melhor com ele porque, claramente, eu estava falhando.
Ele me dizia que a minha incoerência dava a entender que eu estava mentindo.
Eu dizia, "Não, não, eu não estou mentindo. Talvez não esteja me lembrando bem."
"Parece que não posso confiar na sua memória", ele dizia.
Nós nunca voltávamos à questão original. Normalmente eu terminava chorando histericamente.
4. É normal não conseguir se lembrar do que aconteceu
Isto, mais do que qualquer coisa, é algo que eu queria ter sabido na época.
Era um segredo que eu mantinha e que alimentava meu sentimento de culpa e de dúvida anos depois de tê-lo deixado. Eu tinha apagões. Lembro de conversas em que eu começava de pé na cozinha e terminava encolhida no chão.
Dias depois, não conseguia lembrar o que tinha acontecido no meio tempo. Eu não conseguia lembrar nem qual tinha sido o tema da conversa. A pessoa que era abusiva contra mim me acusava de ser abusiva enquanto eu estava com ele -- e depois, publicamente, durante anos.
É um dos motivos pelos quais o deixei -- porque não conseguia entender o que eu estava fazendo ou como consertar as coisas, e não conseguia suportar a ideia de que eu poderia estar sendo abusiva com alguém. Vasculhei minhas memórias, tentando compreender pelo que ele tinha passado. O que é que eu tinha feito.
E eu encontrei algumas coisas em mim que precisavam mudar, como qualquer pessoa que analisar profundamente suas tendências abusivas vai encontrar. Mas não consegui encontrar, na minha memória, o que ele via em mim.
Não encontrei a narcisista. Não encontrei a manipuladora cruel. Não encontrei a destruidora de lares. Mas eu tinha pontos obscuros na minha memória. Completamente apagados. E me perguntava,  "Foi então que aconteceu? Foi ali que eu fui abusiva?"
Perder partes da sua memória deixa tudo muito plausível quando alguém lhe diz que não pode confiar na sua memória. Deixa tudo muito plausível quando a pessoa te diz que você é abusiva.
Mas é normal perder sua memória quando você está sofrendo gaslighting. Na verdade, é um dos sinais aos quais você deve estar atenta. É um bom sinal de que pode ser a hora de ir embora.
5. Há fases diferentes (e essas fases podem continuar após o fim do relacionamento)
Uma pessoa que pratica gaslighting não só precisa estar certa. Ela precisa que você acredite que ela está certa.
Na primeira fase, você sabe que a pessoa está sendo absurda, mas discute assim mesmo.
Vocês discutem por horas, sem chegar a soluções. Vocês discutem sobre coisas que não deviam estar abertas à discussão -– seus sentimentos, suas opiniões, sua experiência com relação ao mundo.
Você discute porque precisa estar certa, precisa ser compreendida ou precisa da aprovação dele.
Na primeira fase, você acredita em si mesma, mas ao mesmo tempo, sem querer, se permite discutir essa crença.
Na segunda fase, você considera primeiro o ponto de vista dele e tenta desesperadamente fazer com ele também veja o seu.
Não deixe que eles te
definam
Você continua discutindo porque tem medo daquilo que a perspectiva que ele tem de você diz sobre quem você é.
Ganhar a discussão agora tem um objetivo:  provar que você ainda é boa, bondosa, tem valor.
Na terceira fase, quando está ferida, você se pergunta, "Qual é o problema comigo?"
Você considera o ponto de vista dele normal. Você começa a perder a capacidade de chegar a suas próprias conclusões. Você fica exaurida tentando compreender a pessoa e ver sua perspectiva. Você vive com e fica obcecada por cada crítica, tentando solucionar seu problema.
Olhando para trás, eu vejo que estava mergulhada na segunda fase quando saí do relacionamento. No entanto, continuei tentando ter uma amizade com ele por meses. Eu procurava resolução, compreensão e perdão.
Por fim, quando passei a não ter nenhum contato, em vez de me curar, eu passei para a terceira fase. Eu não entendia, nem sabia como parar, o gaslighting que eu estava fazendo comigo mesma depois do fim do relacionamento.
Se eu pudesse voltar e me dar um conselho, ele seria não ter contato imediatamente por pelo menos um ano. E talvez seja isso que outras pessoas também precisem fazer.
É muito, muito difícil. É difícil porque ainda pode parecer que a compreensão e a resolução estão logo ali, num futuro próximo. É difícil abrir mão disso.
Mas pense: você não precisa, ainda. Comprometa-se apenas com um ano. Porque ninguém que não é abusivo irá punir você pelo espaço de que você precisa para se sentir curada.
E quando digo "sem contato", quero dizer sem nenhum tipo de contato. Distancie-se dos amigos em comum. Bloqueie a pessoa nas mídias sociais. Peça que seus amigos não lhe deem informações sobre a pessoa a menos que as informações estejam relacionadas diretamente à sua segurança.
Mande para o inferno qualquer pessoa que disser que você está sendo irracional.
Você precisa disso para se curar, e precisa do espaço para parar de fazer gaslighting consigo mesma.
6. Há traços distintos que tornam você mais suscetível a sofrer gaslighting, mas eles também podem ser superpoderes
Há três tendências que podem colocar você em uma relação em que há gaslighting. Essas tendências são a necessidade de estar certa, a necessidade de ser compreendida e a necessidade de aprovação.
Além disso, alguns traços -– como ter empatia, querer cuidar das pessoas, precisar ver seu parceiro de maneira positiva e ser alguém que quer agradar as pessoas -– podem fazer de você alguém mais suscetível.
Mas eu peço que você não tente sufocar essas características, que são maravilhosas.
Você se importa muito com as suas ideias e com as outras pessoas. Você quer compreender e ser compreendida. Você se importa com o efeito que tem sobre outras pessoas e está disposta a mudar para acomodar as pessoas que estão ao seu redor.
E, ironicamente, a pessoa que fez gaslighting com você lhe disse que você é egoísta, cruel e negligente. E, depois, seu terapeuta disse que você precisa parar de se importar tanto porque isso a leva a relações abusivas. O que fazer?
Empatia é importante. É importante para todos nós. Eu fico muito irritada quando as pessoas dizem que minha empatia é uma fraqueza. Minha empatia é um superpoder. Meu desejo e capacidade de ter empatia me mantiveram em um ciclo de abuso, sim. Mas meu desejo de ter empatia não foi o problema.
Um guia à manipulação: gaslighting
é um processo em que informações
falsas são apresentadas de forma a
fazer o alvo  duvidar de sua
memória ou percepção
A capacidade de ouvir críticas e mudar a si mesma para melhorar com base em um feedback também é um puta superpoder. Não deixe ninguém lhe dizer o contrário. Meu problema não foi minha disposição para mudar, e sim minha disposição para mudar pelos motivos errados.
Mudanças devem fazer de você uma pessoa maior. Devem aumentar sua carga de autoestima. Devem fazer de você uma pessoa mais forte, mais clara, mais direcionada, mais diferenciada e mais compassiva.
As dores do crescimento são diferentes das dores da destruição. O crescimento vai encher você de amor e orgulho, mesmo quando é difícil, a destruição vai encher você de vergonha e medo.
Ninguém pode usar vergonha ou medo para obrigar você a mudar. Quando fazem isso com você, as pessoas não estão pedindo mudanças, estão pedindo controle.
7. Você sabe qual é a sua verdade -- sempre soube e sempre vai saber
A pessoa que faz gaslighting não enxerga você.
Você é uma sombra parada no canto, tentando não atrair atenção, enquanto ela enche a imagem que tem de você com amor e atenção. E não importa o quanto a sua imagem esteja confusa, você sabe que isso é verdade.
Você sabe qual é o espaço que ocupa, mesmo que odeie a si mesma por isso. Se olhar para trás, e se olhar para o interior, você vai ver que sempre soube que algo estava errado.
Pode parecer que você perdeu sua essência. Mas ela sempre esteve lá.
O sistema de alarme sempre funcionou. Você apenas aprendeu a parar de ouvi-lo. Você não perdeu tanto quanto acha que perdeu.
8. O final não deve ser um confronto, é um não envolvimento
Algo muito comum que eu vejo no cinema e a literatura é o sobrevivente que confronta o agressor. Ele o confronta anos depois, e nesse momento mostra a si mesmo e ao agressor que não precisa mais ter medo.
Eu busco essa catarse, por que eu tenho medo. Mas nunca poderei lidar com esse medo por meio de um confronto. Só posso lidar com ele por meio da confiança em minha capacidade de definir e aplicar meus próprios limites.
Quando se envolve de qualquer maneira, você diz ao seu agressor e a si mesma que sua realidade é passível de ser debatida.
Sua realidade não é passível de debate.
Se for como eu, você já teve um milhão de conversas em sua cabeça, e essas conversas são o que está te matando. Sua realidade não é passível de debate. Você não precisa ficar ensaiando uma conversa que nunca vai acontecer.
É ridículo quando alguém tenta lhe dizer quem você é, o que você sente, o que pensa, o que pretendia ou pelo que passou. Quando isso acontece, você pode ficar irritada, confusa ou até mesmo preocupada com a pessoa.
Você pode parar, perplexa, e perguntar, "O que levaria você a acreditar que pode saber o que se passa dentro de mim? Você está bem?"
Em vez disso, muitas de nós nos pegamos tentando chegar a um ponto pacífico.
Não, não é isso o que aconteceu, eu não me senti assim, eu não me sinto assim!
E esta é uma resposta razoável -- até certo ponto. Mas se o objetivo da conversa for um intercâmbio de poder, e não um intercâmbio de compreensão, você nunca, jamais, vai ganhar.
Pare de gaslight sua namorada
Eu gostaria de propor que uma solução para se sentir menos suscetível a sofrer gaslighting é aprender a identificar qual é o objetivo de uma conversa.
Uma conversa com um objetivo de compreensão mútua não deve fazer você se sentir com medo, envergonhada, desorientada ou confusa.
Você não precisa desvendar o que a pessoa está fazendo, só precisa entender como está se sentindo. Você só precisa saber identificar quando a compreensão mútua deixar de ser o objetivo, e aprender a parar de se envolver quando isso acontecer.
Tente:
· “Vamos ter que concordar em discordar.”
· “Eu não gosto de como estou me sentindo agora e prefiro terminar essa conversa depois (ou nunca).”
· “O quê?”
· “Você está tentando me dizer qual é a minha experiência, e eu não quero isso.”
· “Não me procure mais.”
“Comunicar, comunicar, comunicar”, certo? “Pode-se resolver qualquer coisa com comunicação suficiente.”
Pode ser um mantra, mas está errado.
É possível resolver muitas coisas com comunicação, desde que o objetivo das duas pessoas seja a compreensão. Mas no momento em que alguém tenta substituir sua experiência, é hora de parar de se comunicar, pelo menos sobre o assunto em questão.
9. É necessário confrontar a ameaça
Cada interação em que há gaslighting acontece sob algum tipo de ameaça. No meu relacionamento, a primeira ameaça era a reprovação, depois a relação é que ficou ameaçada e, por fim, a ameaça passou a ser sobre a vida dele.
Eu não consegui confrontar ou resistir ao gaslighting até que, um por um, confrontei os medos que essas ameaças me causavam.
Eu sofri. Passei uma semana na cama e chorei por tudo o que eu havia dedicado à relação. Uma a uma, tentei romper internamente as amarras que me prendiam às coisas que me faziam sentir presa.
Chorei pela imensa vergonha que senti e tentei criar a força necessária para suportar. Primeiro sofri pela família da qual queria tanto fazer parte. Depois, sofri pela minha relação com ele. Por fim, questionei se era justo ele me fazer sentir responsável pela vida dele. E não foi fácil.
Passaram-se mais seis meses até que o relacionamento acabou. Mas quando eu me dei conta de que não queria mais estar naquele relacionamento, eu já havia confrontado internamente as ameaças que esperavam por mim -- e conforme elas vieram à tona, uma a uma, com força total, eu pus um pé na frente do outro fui embora.
10. Gaslighting pode ser amplificado em famílias, relações não monogâmicas e outros grupos
É difícil ficar firme quando uma pessoa está tentando substituir sua experiência, mas quando a pessoa tem um coro de apoiadores, é quase impossível. Há um motivo pelo qual o abuso perpetrado em cultos pode levar à destruição completa da personalidade de alguém.
A manipulação e o abuso em grupo têm uma eficácia devastadora.
Não consigo explicar de maneira simples o nível de vergonha e medo que um grupo no qual você está profundamente inserido consegue produzir por meio de um ataque organizado. Precisamos ser muito cuidadosos quando fazemos parte desses grupos para não explorarmos esse poder ou, inadvertidamente, facilitarmos o abuso.
Eu sei que há muita vergonha envolvida no fim de um relacionamento, e ninguém quer ser a pessoa ruim. Mas todos nós devemos uns aos outros não tomarmos parte em relacionamentos nos quais a autoestima de qualquer pessoa seja minada.
Não importa de quem é a culpa, e não importa se é justo ou não. Há coisas mais importantes em jogo. Não devemos punir uns aos outros por fazermos as coisas que precisamos fazer para sermos saudáveis.

63 comentários:

Anônimo disse...

Adorei o post, muito necessário. É bom colocar o link pra o outro post sobre o assunto.

Vicky_ disse...

Já passei por coisa semelhante, minha deusa, não desejo aninguém, a relação já havia sido desigual desde o início e agora havia virado um confronto de "quem era mais maduro", o que é uma idiotice, hoje vejo isso com os olhos de alguém que fortaleceu sua auto estima.
Tenho uma empatia gigantesca, uma persistência em estar certa e e amando seus sentimentos, e uma vontade de viver enorme, que foram o que me impediram até hoje de cometer suicídio. Eu sou Border, ele tentou usar isso contra mim, porém a confiança em minhas certezas, me fez sair 'bem' após meses e meses. (Foram 6 duros meses)

Cuidado, jovens, aquela foi minha primeira relação, e poderia ter sido pior, não duvidem de suas certezas, de seus instintos, vocês não estão sozinhas MESMO!

Anônimo disse...

Aff, gaslighting é noia da cabeça da vocês, o oprimido aqui sou eu, que sou homem.
Aliás, corrijo: gaslighting existe, e é coisa de mulher. Suas vadias neuróticas.



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(gente, é zuera, tá? É só para antecipar os casos dos mascus que aparecerão aqui usando gaslighting para falar deste tópico contra o gaslighting. A propósito, sou mulher, e sei que essa prática é praticada por várias pessoas, independente do sexo ou classe social)

Anônimo disse...

OFF,

Lola já reparou como 2015 vai ser o ano mais feminista e LGBT do cinema? (pelo menos o "Holywoodiano") Freeheld, Carol, The Danish Girl, About Ray, Suffraggete, Mad Max... Todos excelentes filmes com temática lésbica, transgênero ou feminista, e muitos com grandes chances de ganhar algum Oscar!

Anônimo disse...

Vale lembrar que gaslighting não é prática exclusiva de homens nem machistas. O item 3 descreve PERFEITAMENTE o meu relacionamento abusivo com minha mãe. Ela fazia (e ainda faz) gaslighting comigo, por isso cortei o papo com ela já faz uns 2 anos (moro sozinha graças a deus). Ela se separou do meu pai, eu nunca entendi muito bem a relação deles mas não duvido que ela fizesse isso com ele também. E por outro lado, eu também fiz gaslighting com meu noivo por MUITO tempo (estamos juntos há uns 6 anos, mas só fui descobrir o que era gaslighting uns 2 anos depois. De lá pra cá venho tentando ser menos manipulativa, posso dizer que nosso relacionamento melhorou bastante).

Anônimo disse...

HAHAHA

As mulheres sao as primeiras a fazer isso numa discussao, se o homem pega elas fazendo alguma burrada, elas misturam verdades com mentiras pra confundi-lo!

Anônimo disse...

Só quem já´teve o desprazer de se relacionar com um homem machista (pleonasmo) sabe o mostro emocional que eles podem fazer na vida de uma mulher.
Por isto o feminismo e tão necessário na vida das mulheres, somente pelo emponderamento que o feminismo oferece se pode quebrar este circulo vicioso de relacionamentos abusivos com homens e encontrar a liberdade verdadeira.

Anônimo disse...

"Vale lembrar que gaslighting não é prática exclusiva de homens nem machistas"
Verdade, mas são uns 99%

Anônimo disse...

Táticas sujas para vencer discussões
Entre pessoas pouco desenvolvidas, é comum a inexistência de sinceridade nas tentativas de diálogo. Os diálogos se degeneram em debates e discussões, nos quais a intenção não é esclarecer e nem compreender, mas “ganhar” e convencer.Isso é particularmente problemático quando temos que enfrentar o autoritarismo e a intolerância intelectuais.

Como defendo a liberdade de pensamento, vou descrever um pouco as táticas de manipulação psicológica utilizadas em vários meios nos quais a desonestidade e violência intelectual imperam. Basicamente, elas se dividem em dois tipos: aquelas que constrangem emocionalmente e aquelas que desconcertam intelectualmente. Vejamos algumas:

Táticas de constrangimento emocional (erística)

Sugerir aos presentes que o interlocutor defende uma tese perigosa (e por extensão é um ser perigoso, uma espécie de ideólogo do mal);
Falar sem parar para não permitir que a outra pessoa exponha seus motivos;
Lançar rajadas de perguntas seguidas em curto espaço de tempo para não permitir que a pessoa responda;
Gritar e falar alto;
Fazer caras e bocas (é bem conhecida a expressão facial de um debatedor cínico)
Fazer ameaças acusando a pessoa de ser um monstro;
Evocar problemas da vida pessoal do interlocutor;
Tentar colocar o interlocutor em uma situação vexatória por meio de calúnias que o ridicularizem;
Citar exemplos belos que despertem piedade;
Chorar, fingindo-se de vítima;
As táticas de constrangimento emocional visam provocar no interlocutor sentimentos negativos ou ruins, de maneira a paralisá-lo e impedi-lo de continuar expressando o pensamento coerentemente. Em muitos meios são vistas como sinônimo de inteligência (!), apesar de seu caráter brutal evidente.

Táticas de desconcertamento intelectual (sofística)

Excluir uma hipótese utilizando outra que não lhe é incompatível (“Fantasmas não existem porque a ciência não os comprovou”);
Simular responder a uma pergunta enquanto se tenta despistá-la;
Tentar relacionar o problema a um fato com o qual o mesmo não possui relação;
Recusar-se a permitir o exame das premissas falsas que tenta esconder;
Acusar a crítica desfavorável a uma tese de ser a defesa de alguma tese contrária (“Se você critica os gregos e os considera maus, então é porque está a favor dos troianos e os considera bons”);
Acusar a defesa de uma tese de ser um ataque a alguma tese contrária (“Se você defende os gregos e os considera bons, então é porque está contra os troianos e os considera maus”);
Ocultar uma idéia absurda com frases exageradamente sofisticadas e complexas, compostas por combinações de palavras que não dizem nada, impossibilitando assim seu entendimento;
As táticas de desconcertamento intelectual visam confundir para convencer, evitando o esclarecimento e a confusão.

A principal divergência entre Sócrates e os sofistas era justamente esta questão envolvendo a sinceridade na busca da verdade e a sofisticação da retórica para convencer. Como vemos, o problema perdura até hoje. As táticas que descrevi acima representam uma pequena parte de um repertório imenso existente.
Paulo Tarso

Rafael Cherem disse...

Tema fascinante e amplo, vejo muito isso nas relações de trabalho também.

Anônimo disse...

Não acho que sejam uns 99% anon 12:40, pessoas manipulativas existem em igual ou similar proporção nos dois gêneros. Você não precisa ser sociopata pra fazer gaslighting, basta ser alguém com tendências manipulativas.

Anônimo disse...

Não sou a anon de 12:33, mas também fui vítima de um relacionamento marcado pela gaslighting com a minha mãe, e também já passei por esse tormento com "amigas" minhas. A maioria das vítimas são pessoas já com tendências depressivas, o que faz com que sair do círculo vicioso seja quase impossível.
Sou mulher, e posso dizer que mulheres praticam bastante gaslighting sim. Abordar como sendo um problema em que só os homens são os vilões é tapar o sol com a peneira para muitas vítimas.

Anônimo disse...

Isso é um conceito muito complicado, às vezes a pessoa tem um defeito que atrapalha seu relacionamento e até sua felicidade. Nesse caso, não é justo que alguém a ajude a melhorar como pessoa e a tentar superar suas limitações?

Anônimo disse...

preguiça de ler textão de macho

Anônimo disse...

Inacreditável que até em um post importante como esse vem homem chorar que mulheres são manipuladoras e regulam sexo. Coincidentemente, esse mesmo homem chorou em outro post pelos "pobres homens acusados falsamente de pedofilia".

Macho só sabe olhar para o próprio umbigo sujo, mesmo.

Anônimo disse...

Preguiça de macho de uma forma geral.
Será que existe algum espaço no mundo onde não encontramos estas pragas portadoras de "armas biológicas" entre as pernas infestando? Algum lugar seguro para trocarmos ideias entre nós,, Lola ajuda ai pô, textão de macho aqui e fodas viu

Anônimo disse...

Eu por acaso preciso refutar a ideia de alguém que diz que "comer cocô é bom", quando todo mundo sabe que não é? Então, mesma coisa com o macho aí.

Anônimo disse...

Paulo, o texto é sobre gaslighting, e não sobre "sedutologia". Gaslighting é muito mais sério e mais abrangente do que uma friendzone, ou coisa do tipo.

Jonas Klein disse...

Olá Lola e colegas.

Esse negocio de gaslighting e algo que eu já conheço a bastante tempo, e muitas vezes o gaslighting e a faze inicial de uma relação abusiva, apesar que a pessoa que e afetada pelo gaslighting tem problemas de auto afirmação, pois pessoa que tem um bom nível de maturidade psicológica passam por cima disso sem problemas, o que torna o problema do gaslighting ainda maior e que quase todas as pessoa durante a vida vão em algum momento passar por isso.

Na verdade a pessoa que e suscetível ao gaslighting precisa de tratamento psicológico, para aprender se livrar dos efeitos maléficos do gaslighting.

Boa tarde

Anônimo disse...

Olha o post foi um pouco longo e confuso, agora o item 10 se encaixa bem em igrejas, partidos e alguns movimentos. Talvez por isso muitos não enxerguem ou preferem não enxergar escândalos de corrupção quando os autores são nossos candidatos

Anônimo disse...

Sr. Jonas, não é questão de maturidade psicológica,lê o texto outra vez.

Ps.: não precisa comentar em todas as postagens.

Anônimo disse...

Argumentos dos mascus em quase toda postagem feminista:
* Feminista: mulheres são vítimas da ditadura da beleza.
* Mascus: mulheres não são santas, deixam muitos caras legais na friendzone.

* Feminista: cultura do estupro
* Mascus: mulheres ficam inventando que sofrem, elas é que fazem os pobres sanctos sofrerem, deixando muitos homens na friendzone

* Feminista: mulheres ganham menos
* Mascus: mulheres são seres preguiçosos e manipuladores, que só ganham dinheiro ao ficarem com cafas ricos, são desonestas, deixando muitos homens direitos e honestos na friendzone

* Feminista: direitos iguais
* Mascu: direitos iguais com esses monstros manipuladores que deixam os outros na friendzone?

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Pessoal só fala de "falta de rola" como problema, mas pelo visto, falta de ppk também trás um mal desgraçado.

Anônimo disse...

Sou a anon de 12:14. Demorou menos tempo do que eu pensei para esses tipo de caras aparecerem...

Anônimo disse...

Gaslighting não existiria também quando vc quer fazer uma pessoa se sentir opressora por ser de classe média ou do sexo masculino, impondo a essa pessoa uma culpa pela tirania da sociedade, agindo de forma tirânica

Anônimo disse...

Complementando: da mesma que gaslighting também não existiria também por vc fazer uma pessoa se sentir opressora por ser mulher, naturalmente um ser "neurótico". Não discordo de você, muito pelo contrário, mas citar apenas indivíduos da classe média ou do sexo masculino colocaria o texto a margem de interpretações que defendem apenas os homens (imagino que não foi a sua intenção).
O problema é esse: uma classe sofre (isso vale para gêneros, raças, nacionalidades etc), outra pratica gaslighting para legitimar a opressão, a classe que sofreu revida as agressões, mas acaba punindo e escrachando a pessoa da mesma classe do opressor, que não tem nada a ver com a história. Daí, o círculo vicioso se fecha.

(Sim, isso é uma crítica a quem diz que todo homem é um nojento manipulador, da mesma forma que é uma crítica a quem diz que toda mulher é doida. Generalizar é sempre bem mais fácil do que pensar criticamente cada caso, né)

Isabela disse...

"HAHAHA

As mulheres sao as primeiras a fazer isso numa discussao, se o homem pega elas fazendo alguma burrada, elas misturam verdades com mentiras pra confundi-lo!"


O texto fala sobre uma coisa. A pessoa vem e faz a coisa.
Gente, vamos usar a cabeça (verdadeira)?

Jonas Klein disse...

Anon

Acho quem precisa ler o texto de novo e você, ser suscetível ao efeito nefasto o gaslighting envolve falta de maturidade psicológica sim.

Eu explico porque

1- quem tem uma boa maturidade psicológica, sabe reconhecer os seus próprios erros, quando eles existem, e quando não rejeita que os outros ponha defeitos em você.

2 - quem tem uma boa maturidade psicológica, se aceita como e, e lida bem com as criticas(mesmo não gostando delas).

3 - quem tem uma boa maturidade psicológica, expõem a sua posição de forma clara, sem ser afetado(a) emocionalmente caso não concordem com sua posição ou ate te rejeitem por pensar ou agir de uma determinada forma.

Anônimo disse...

lolaaa, faz uma forcinha pra assistir algum filme nas férias e comentar aqui! Como disseram, tem tanto filme bom e feminista agora. Saudades das suas críticas

Anônimo disse...

Preguiça de mulher misandrica e sexista
Obs: Sou mulher.

Anônimo disse...

Só pessoas fracas psicologicamente não sabem reconhecer que são abusadas,ou sofrem gaslighting,independente de ser homem ou mulher.

Kal da Casa de El disse...

Feminismo radical = gaslighting

Anônimo disse...

"Preguiça de mulher misandrica e sexista"

Dorme que passa.

Anônimo disse...

Vocês acham que é gaslighting também quando alguém fala uma merda óbvia e a outra pessoa manda ela se foder/xinga e a outra pessoa volta e diz que a outra não sabe argumentar/é irracional/usa ad hominem?

Anônimo disse...

Não é mais ad hominem , agora é ad xminem

Anônimo disse...

Não sei se é gaslighting, mas minha chefe é uma tirana,e sinto como se ela tivesse um controle mental enorme sobre mim.Quando estou em grupo ninguém presta atenção no que eu falo,tenho auto estima baixa.

Anônimo disse...

Gaslighting é manipular sutilmente a pessoa a ponto de ela ter os abusos sofridos sofre como normais, não tem nada com 99% dos xingamentos aleatórios de briguinha de internet.

Anônimo disse...

Isso ocorre muito nos movimentos esquerdistas e na universidade Você não pode discordar um pouco de alguma " verdade absoluta" ou ter alguma opinião mais liberal ou apresentar outros pontos de vista,a classe inteira e os movimentos te olham já com cara de ódio, e repetem muitas vezes os mesmos clichês sem ter uma resposta argumentativa satisfatória pra te convencer.
São pessoas fechadas na sua bolha que não aceitam opiniões diferentes e não percebem que o mundo não é só preto e branco,tem o azul,o amarelo,o verde.

Anônimo disse...

Meu relacionamento com minha mãe é péssimo devido ao gaslighting. Tenho depressão, faço tratamento e em minha casa sou tratada praticamente como louca. Todas as minhas impressões, opiniões e sentimentos, são frequentemente tratadas por ela como se fossem "coisas da minha cabeça". Se alguém me ofende, com certeza "entendi errado". Se falo algo, "não é bem assim". Como seria impossível eu viver em estado de alucinação constante, 24 hs por dia, percebi a manipulação e desde então converso com ela minimamente. Isso minou minha auto-confiança completamente.

Anônimo disse...

Jonas, vai lá e lê o texto de novo, o Gaslighting não tem nada haver com maturidade, nem com reconhecimento de erros. ele é algo sutil, feito aos poucos, você entendeu errado.

Tiago disse...

https://br.vida-estilo.yahoo.com/post/132089545680/o-n%C3%BAmero-de-homens-v%C3%ADtimas-de-abuso-dom%C3%A9stico-nos

Vejam só, uma pesquisa feita no EUA sobre a violência domestica sofrida por homens causadas por mulheres, que vocês juram que mal acontece.

Anônimo disse...

Anônimo de 12:33

Quem mais faz burradas e ações estúpidas e tenta se justificar desqualificando depoimento de nulheres são os homens.
Pode parar de chorar.

Anônimo disse...

Anon 15:01, eu te entendo perfeitamente, passei por algo parecido com a minha mãe. Primeiro, afaste-se, gente desse tipo só sabe fazer mal aos outros. Provavelmente deve ser o tipo de pessoa que não consegue ter relações saudáveis com ninguém (baseio isso pela minha mãe, que todos os dias tinha que acusar meu pai, eu e minha irmã de "ficarmos contra ela", e ser a imagem da falsidade, era um amor na frente das pessoas, mas nas costas, odiava todo mundo, era incapaz de dar uma única demonstração de afeto a qualquer pessoa de dentro de casa, achava que só ela prestava). Com certeza sua mãe tem problemas psicológicos também, mas lembre-se: a única pessoa que pode livrá-la das consequências do que ela faz é ELA MESMA. Não se sinta culpada. Caso não tenha saído da casa da sua mãe, arrume um emprego e saia imediatamente. Te digo por experiência própria: quando o nível chegou a ser insuportável na relação com a minha mãe, passei a morar com meu pai (eles se divorciaram um ano antes de eu passar a morar com ele). No começo foi terrível, me sentia culpada por ela, achava que "eu era um monstro, deixei minha mãe alcoólatra e descontrolada sozinha, ela não é capaz de cuidar de si...". Para piorar, fiquei com uma péssima imagem na cidade onde eu moro, por que ela me escrachava em todo lugar que eu ia, dizia que eu muito era da interesseira, que eu só estava com meu pai por causa de dinheiro dele, que eu nunca a tinha amado, que eu era louca. E eu não revidava, por que tinha aquele pensamento de "ah, apesar de tudo, ela é minha mãe, não posso sair falando mal dela". Achava que, se acontecesse alguma coisa com a mamãe, eu ficaria com arrependimento por tê-la abandonado. Agora, quer saber? Arrependimento eu tenho por não ter saído da casa dela antes. Perdi minha infância e minha adolescência graças a ela, tenho 22 anos e posso dizer, graças a Deus, que comecei a viver agora.

Continue a fazer o tratamento psicológico. Evite falar para os outros que você toma antidepressivos (caso tome), quem está de fora muitas vezes tende a ver o problema como menor do que é, principalmente se você não sai falando para todo mundo da relação doentia com a sua mãe. Daí vai vir gente falando um monte de abobrinhas, dizendo para você largar o tratamento. Daí você larga, e dois meses depois, volta para o mesmo ponto inicial, e não sabe o porque. Sei porque já passei por isso. Quem deve dizer quando você deve parar o tratamento é O SEU PSICÓLOGO, e só.

(CONTINUA)

Anônimo disse...

(CONTINUAÇÃO)
Procure sair com seus amigos. Mesmo que dê vontade de se isolar, sintoma extremamente frequente na depressão, lute contra isso. Aos poucos, ao cultivar relações mais saudáveis e a deixar aquelas que só envolvem abusos, seu emocional vai mudando.

E, o conselho mais importante que eu posso dar: procure Deus, mas tome alguns cuidados. Nasci em uma casa de 'evangélicos' (só de boca), e a primeira igreja que frequentei era uma de Teologia da Prosperidade. No começo, eles falam de amor e paz, mas depois pegam você na teia deles e fazer se sentir culpados por tudo que você faz, vêem o diabo em tudo, dizem que o sofrimento da sua vida é culpa sua e do seu pecado, controlam toda a sua vida, e a única forma de você se livrar disso é dando dinheiro a igreja e chamando mais fieis para se congregar lá (uma sentença de morte a uma pessoa sem emprego e com uma timidez patológica). Me desviei, e fiquei muito pior do que estava antes de entrar lá. Mas o desejo de aproximar-se de Deus sempre bate a porta, e depois de uma série de experiências, tive a sorte imensa de encontrar uma igreja evangélica séria. Tive uma ajuda imensa dos fieis da congregação, e para a minha surpresa, muitos deles estavam lá saídos também de igrejas de Teologia da Prosperidade, ou igrejas puritanas ao extremo. Os irmãos me ajudaram muito, mas o que me ajudou mais foi fomentar meu relacionamento com Deus. Ajoelhar-se e dizer o que está sentindo a sós com Deus é muito diferente de dizer a uma pessoa, a sensação de paz é maior. E, de fato, o começo da caminhada é difícil, principalmente pelo medo pelas antigas experiências, e pelos tantos questionamentos. Mas, ao meio da caminhada, quando você finalmente percebe que Deus não é um velho barbudo em cima de uma nuvem que apenas julga os outros, quando você sente o amor divino ao tempo dEle, a vida muda completamente. Digo por experiência própria. É difícil dizer isso pois a situação de estar em uma doença psicológica é desesperadora, a pessoa quer a cura disso para ontem. Mas antes, é necessário procurá-lo. Novamente, digo isso pois foi o que me aconteceu: eu era uma pessoa com timidez patológica, em um lar totalmente desequilibrado, que por anos nem vontade de sair da cama teve. Mas hoje eu me considero uma pessoa mentalmente sã, tenho uma paz de espírito que nunca imaginei que teria na vida, tenho amigos, já tive um namorado (eu que era BV até os 19 anos) e houve mudanças no relacionamento com a minha irmã mais velha, meu pai, e mesmo com a minha mãe (ela mudou um bocado de uns tempos para cá, apesar de ainda ser muuuito problemática mesmo) que foram milagres. Sim, ainda há problemas e percalços, e caminhada até esse ponto foi muito, muito lenta, demoraram anos (não é como o programa da Universal, que a pessoa diz que pediu a Deus algo e acordou no outro dia com um emprego de R$ 15 mil, filho com nojo das drogas e virou ex-tudo. A caminhada é lenta, mas vale muito, muito a pena).

Agora, caso você não se sinta preparada para alguma religião (principalmente pelo medo de cair nas mãos de algum picareta e ver a situação piorar), tudo bem. Mas, ao menos procure Deus. Grupos como o Codependentes Anônimos ou o Neuróticos Anônimos são bons para começar na busca do Poder Superior, são muito efetivos na busca por uma paz interior. Mas acredito que vc possa ter um desejo depois de conhecer melhor esse PS, como eu tive.

Enfim, digo tudo baseada em experiência própria nesses casos. Que Deus a ilumine.

Anônimo disse...

Amém, glória a Deus.

Anônimo disse...


Fé não é contrato
Dízimo não é poupança
Igreja não é banco
E deus não é propriedade que pagando, pode-se usar.

mas uma coisa é certa: pastor pós-moderno é trabalho com metas financeiras.

CURE-SE, AME-SE, LIBERTE-SE!

Anônimo disse...

Minha discussão com o meu ex marido sobre a TV (eu pedia um uso mais controlado e ele queria deixar ligada direto):
Ele- Eu estou tranquilo e não tenho nenhum problema com a TV, você é que tem!
Eu- Ambos temos uma vontade diferente em relação a isso, precisamos achar um meio termo.
Ele- Eu não tenho problema, você é que tem.
Eu- Se a TV ficar desligada eu não terei problema e você terá.
Ele- Você está ficando louca!
:(

marina souza disse...

Sim, sim, com certeza gaslighting pode ocorrer em qualquer tipo de relacionamento. Mas como a autora falou de sua experiência no artigo, acabou servindo de assunto dentro da temática do blog.

Anônimo disse...

Não sei se existe essa de pastor pós-moderno.
A Bíblia fala muito sobre finanças (1. Não tem como referenciar todos os versículos e 2. Finanças é diferente da teologia do milagre para ficar rico)

Concordo com tudo o resto que você disse!

Laura

Anônimo disse...

Acho que ficaria mais fácil você falar de qual corrente teológica você participava. Acho que era neopentecostal. Teologia da prosperidade é um termo muito genérico e que acabou sendo julgado muito negativamente ~ com toda razão.
Siga o expemplo dos bereianos.
;)

Anônimo disse...

Já passei por uma situação de gaslighting que envolvia também hierarquia.
A pessoa estava numa posição de autoridade sobre mim e aproveitou bem a oportunidade de argumento da quinta série para dizer que eu estava neurótica por uma situação muito antiética que ela criou.
Mana, o meu feminismo cresceu tanto, mas tanto nessa situação que...égua...hoje vejo que fui muito forte em mostrar o quanto a pessoa estava sendo ridícula e mandei à merda mesmo.
Não vivemos sem hierarquia, isso é fato. Só que mandar à merda uma pessoa que se acha só porque está no controle é muito bom.
A pessoa errou. Fez gaslighting +mansplaining + ad hominem juntos.
Meu feminismo intubou e ficou muito mais forte. Depois até pode ajudar outras pessoas na mesma situação.
Favor, vamos parar de gaslighting!

Anônimo disse...

O que para os fiéis é culto religioso para os pastores pós-modernos é trabalho com metas financeiras.

............. disse...

isso é um assunto que estudei e vivenciei muito mesmo sendo homem. psicopata que costuma usar essa técnica. já vi isso em vida social e na psiquiatria. é inevitável acontecer isso pra quem tem amigos lixo e vida social. a única forma de evitar isso é sendo egoísta e individualista e não tendo amizades e vida social. eu digo que amizade é a pior coisa que existe nesse mundo por isso. mesmo se a pessoa tiver uma vida social, isso so acontece se a pessoa tiver amigos e intimidades de levar a sério o que eles dizem, aprovação social coisas assim. a verdade é que o ser humano não passa de lixo mesmo e deveria ser exterminado. misantropia é o único caminho. psiquiatras também são especialistas nisso e eles tao sempre fazendo isso em prol dessa merda de sociedade, elites globais que lucram bilhões com a indústria farmacêutica, as elites globais que controlam o mundo lucram bilhões apenas porque a sociedade e a família querem fazer bullying com ''retardados mentais''. isso já é o suficiente pra defender o terrorismo niilista de unabomber e desejar um colapso global e bilhões de mortes e suicídios

sobre hierarquia, isso so existe porque o ser humano lixo futil quer mulheres, quer status riqueza merdas assim. babacas com comportamento violento que muitas mulheres aqui amam, eles que impõem a hierarquia. hierarquia varia de família ate trabalho coisas assim. o ideal nesse caso, é agir de maneira fria. as vezes a pessoa tem um poder sobre você, querer te demitir, ou uma família que tem um pai agressor coisa assim. não bata de frente na violência, age de maneira fria, o ideal é fazer um isolamento psíquico em relação a todos ao redor, não conversar e não levar a serio qualquer critica ou ameaça, que pode ser chamado de ''ataque psíquico'' pois o ser humanio lixo não passa de um vampiro psíquico mesmo. planeje friamente uma vingança se for possível. no caso de bullying por exemplo, seja onde for, na vizinhança ou trabalho, se tiver um carro pega o babaca voltando da balada bêbado e atropela no ódio. no caso de família é mais difícil, nesse caso a vitória ta no sucesso e depois internar parentes velhos ou ver algum irmaõ invejoso se fudendo e na miséria e não ajudar em nada e rir do sofrimento dele.

Cão do Mato disse...

E de onde você tirou esses 99%? Do "Instituto de Pesquisa As Vozes me Disseram"!

Beatriz disse...

Jonas klein,
Pouquíssimas pessoas têm essa maturidade psicológica e clareza toda. Muitas já fizeram/sofreram isso e não se dão conta, algumas sentem que tem algo de errado e se afastam, cortam relações, mas perceber exatamente o que acontece, é muito difícil. Especialmente porque gaslighting é para muitas pessoas modelo de relacionamento que vc aprende quando criança. Mesmo lendo o texto, custou para eu perceber que meu pai fez isso comigo na infância e adolescência e que uma amiga também fazia isso comigo.

Anônimo disse...

Esse texto me abriu os olhos, e me deixou preocupada. Claramente meu pai faz gaslight comigo e a minha mãe. Sempre que entro em discussões com ele começo tendo a certeza de que estou certa mas depois tenho a certeza de que sou a pior pessoa do mundo. Ele consegue fazer eu duvidar das minhas memórias e me esquecer delas, e se eu bater o pé ele me manda calar a boca e é como um tapa na minha cara, isso faz com que eu fique com a minha cabeça ruim por dias e dias. Hoje eu vejo que minha mãe está em um relacionamento abusivos, ele faz o mesmo com ela. Fora que ele sempre nos faz parecer loucas e exageradas, como se estivéssemos fazendo tempestade em copo d'Água por nada. Eu não agüento mais. Estou trabalhando para sair de casa. Isso está me matando. Tenho medo de me envolver com um homem assim no futuro. Nem sei como te agradecer, Lola.

Anônimo disse...

Não sei se consegui entender. Fiquei confusa com o texto. Não sei se foi problema da tradução ou o tema é complexo mesmo. Se isolar o significado de gaslighting para a tentativa de modificação da realidade de uma pessoa com outra, fica fácil de entender. Tenho vários problemas emocionais, faço terapia e uso de medicamentos para depressão e ansiedade. Também tenho um namorado. E fico me perguntando várias vezes se estou em uma situação de gaslighting ou se eu é que estou praticando esse tipo de manipulação. Dai tenho mais certeza e dúvida ao mesmo tempo.

Visão feminina disse...

Texto excelente!! Há muito pouco sobre esse assunto em português. Faz cinco meses que estou liberta de um relacionamento doentio. Fiquei seis anos e meio casada com o maior algoz de minha vida. Aos de fora é o marido perfeito, generoso, bondoso e alias ele levava cafe da manha quase todos os dias na cama para mim. Como conseguir explicar tal contradição para os que não conhecem esses abusos?? Eu mesma fui uma das que se considerava emocionalmente equilibrada e relacionalmente feliz ate me aparecer "um príncipe" que me estuprou emocionalmente e me espancou relacionalmente. Mas quem vai entender? Cade as marcas fisicas? Vivi em um carcere privado, fui proibida de ir e vir. Tenho uma familia que muito me conhece e me recebeu, me acolheu de volta com minha filhinha de menos de 3 meses e junto comigo todas as marcas invisiveis ao olho nu, mas destroçada emocionalmente. Estou aos poucos me reerguendo. Minha vida dá uma novela, um filme, um seriado, um livro e se alguém aqui se interessar eu dou inumeros exemplos, depoimentos, etc...Devemos divulgar mais sobre Gaslightning. As pessoas precisam conseguir identificar mais rapido esse tipo de abuso. Devemos proteger nossos filhos, amigos e familiares. Qualquer contato: keniagpm@yahoo.com.br

Nane disse...

Gostei muito do texto, das experiências vividas e vi que não sou um "alienígena". Que existem pessoas com os mesmos problemas. Realmente "empatia" é um presente maravilhoso que não deve nunca ser desprezado. Saber quem somos é essencial. Mostrar isso para as pessoas é cansativo demais, pesado demais... Sempre há um recomeço, e precisamos estar prontos para respirar fundo e viver novamente. Respeitar o momento ou tempo de tristeza, de pensar, de chorar, de levantar e seguir... E isso não tem dias específicos. Pode demorar um dia, ou dias... Fácil não é. Mas é possível, e isso basta.

Anônimo disse...

Alguém me ajuda,por favor! Estou numa situação muito complicada. Há 2 anis atras fiquei com um rapaz,mas não foi duradouro. Contudo, ele começou a fazer fofocas degradantes sobre mim e sobre as coisas que trocamos. Fui conversar com ele e pedi para ele parar, ele falou que não estava fazendo nada e que eu não tinha como provar. Pensei ser coisa da minha cabeça e tentei ignorar. Depois comecei a notar que haviam algumas pessoas caçoando da minha cara e me atacando com indiretas. Mais uma vez pedi para ele parar,mas ele começou a alegar que tenho esquizofrenia.
E para complicar minha vida, descobri que meu vizinho anda passando informações da minha vida para ele. Mas eu não consigo provar e as vezes penso que estou com esquizofrenia.
Por favor,alguém me ajude!

Anônimo disse...

Tenho passado exatamente por isso. Por tudo isso. Gratidão por essa publicação. Ainda preciso de força, mas me reconhecer nessa fraqueza já é uma grande coisa.

Taty Barbosa disse...

Olá tenho passado por isso há tempos
Tanto pelo meu pai quanto pelo meu marido
Tenho 25 anos e estou grávida do meu segundo filho não tenho medo em ir embora sabendo que é para o meu próprio bem
Mas no momento por algumas questões não posso partir e gostaria de saber como lidar com isso
Os dois estão próximos de mim
Meu pai e meu companheiro
Se puder entrar em contato comigo eu agradeço
E saiba que seu post já me deu uma luz

Anônimo disse...

Passei por um relacionamento de 2 anos com uma pessoa que acredito que seja narcisista (do pontode vista psiquiatrico) e que com frequência utilizou do "gaslighting" para fazer com que eu achasse que era louca. Inclusive tentou esconder uma traição. Há 3 anos (aproximadamente) passo por situações recorrentes com essa pessoa, mesmo não tendo mais um relacionamento com ela. É foda, realmente. Acho que se não tivesse procurado entender a situação jamais teria entendido que até nome isso tem. E as consequências podem ser horríveis se você não perceber o que está acontecendo.

Anônimo disse...

Minha mãe e o meu pai fizeram isso comigo a minha vida inteira, mesmo separados. Eu tentava, mas não conseguia escapar. No Ensino Médio, uma amiga pela qual me apaixonei também fez isso comigo. Eu, realmente, não tinha saída. Eu me sentia um verdadeiro fardo na vida das pessoas que eu mais amava, eu queria que elas fossem felizes. Por isso, com 17 anos,tentei me matar. Quase consegui. As enfermeiras disseram que mais alguns minutos e eu estaria morta.
Conheci meu namorado alguns meses depois disso e depois de um ano de namoro, ele começou a me tratar dessa forma. Eu percebi e consegui reagir. Parece que eu consegui "cortar". Até o momento, com ele, não voltou a acontecer. Mas também acho que seria mais fácil deixá-lo porque não moramos juntos, embora eu o ame demais.
Eu encontrei esse texto, na verdade, porque hoje fui vítima do meu orientador. Ele disse que não havia dito coisas que disse na semana passada. E disse que falou coisas que nunca me disse. Eu respondi, dizendo o que ele havia me dito e o que não havia me dito. Mas ele insistiu. Disse que eu estava enganada, que eu tinha esquecido e enviou um e-mail para os participantes do projeto e eu me senti constrangida, humilhada. Tudo o que eu queria era voltar para casa e chorar. Eu pensei em pedir desculpas para ele, sendo que eu não havia feito nada de errado. Pelo contrário. O problema é que por conta das formalidades, da burocracia e coisas assim, não posso me livrar dele. Não sei o que fazer. Estou me sentindo muito mal. Não estou suportando mais... Minha cabeça está explodindo, mas preciso continuar com ele por mais um ano.
Eu levei um soco no estômago quando a autora citou os traços que tornam a pessoa mais vulnerável a esse tipo de ataque... E eu me odiei por tantos anos justamente por causa desses traços!
Lola, gostaria muito de ler um texto sobre violência psicológica perpetuada por professores universitários contra alunas, seria uma denúncia. Ninguém fala sobre isso...
Obrigada por esse texto e pelo blog maravilhoso!
Abs