quinta-feira, 3 de setembro de 2015

O PRIMEIRO PASSO É VOCÊ GOSTAR DE VOCÊ

Recebi este pedido de ajuda da D., de 17 anos, que mora no centro-oeste.

De uns três anos pra cá conheci o feminismo e seu blog foi um divisor de águas na minha vida, quebrou tabus, abriu minha visão. Depois de ter aberto os olhos muita coisa mudou. Não consigo mais ir à igreja da mesma forma que antes, não consigo ir às reuniões de família como antes, muito menos concordar com meus pais e meu namorado como antes. 
Todas essas reviravoltas já seriam motivo suficiente para amar o seu blog, aí meio que sem querer vi um guest post sobre estrias (um que dizia que estrias eram marcas de guerra) e foi tudo que eu precisava, até hoje eu salvei o link dele nos favoritos do Google e quando preciso de algo pra me dar um UP eu leio... Vou dar um jeito de resumir o que me aflige.
PARTE UM: relacionamentos
Essa história de mulher que tem muitos relacionamentos é vadia, que esposa tem que ser submissa ao marido, eu estou cansada de ouvir.
Nas reuniões de família somente as mulheres cozinham (embora meus tios sejam cozinheiros que até trabalham em festas), e depois do almoço somente as mulheres lavam a louça, enquanto meus primos e tios estão sentados bebendo, mesmo sabendo que são eles os responsáveis por sujar a maior parte da louça, quando a cada cerveja usam um copo diferente, e pra cada rodada de churrasco um prato diferente; sempre sobra para nós mulheres sair pela casa recolhendo pratos e copos e limpando tudo.
Tenho que ouvir calada eles contarem piadas machistas; tenho que ouvir calada minha avó, minhas tias e até minha mãe falarem de uma mulher com "a vida torta", como se liberdade sexual fosse algo horrível e nojento. Se eu for argumentar vou ouvir coisas do tipo: "Nossa! Diz que é crente mas olha o jeito que ela fala!" ou "Tá virando puta, é?" 
Um dia meu namorado veio com o papo de mulher "se dar o respeito". Aí eu grilei, e falei tudo que estava guardado há muito tempo. Depois desse dia ele melhorou bastante em relação ao machismo, mas sabe Lola, é difícil tirar as pessoas desse monstrinho verde. Tanto meus avós, quanto meus tios e tias, meus pais e até meu namorado tiveram uma criação nos moldes machistas e conservadores. Com minha irmã mais velha e meus primos eu argumento, mostro o outro lado da moeda, mostro o machismo oculto, porque um dia eu também fui assim: cega e machista. Me despi de meus preconceitos. Infelizmente, muitos a minha volta ainda não.
PARTE DOIS: corpo
Sempre achei que meu corpo fosse realmente meu, até o dia em que manifestei a minha vontade (que vem desde a infância) de fazer uma tatuagem no ombro e furar o nariz. Pra quê?
Ouvi da minha irmã, uma mulher formada, super inteligente: "Isso é pecado!"
Isso mesmo Lola, pecado... Sendo que já ouvi tantos pastores falarem "Deus quer o seu coração..." E pra quem acredita em Deus isso é verdade. Eu tenho um bom coração, qual o problema? 
Minha irmã é a pessoa dentro de casa pra quem eu conto algumas coisas, minha mãe mesmo sendo conservadora é muito gente boa, mas raramente consigo contar algo pra ela. Meu pai é um anjo, nunca brigou comigo, tem uma paciência enorme, mas é um senhor de 64 anos e também muito conservador. Já que eu não tive apoio de minha irmã, resolvi falar com meu namorado. Afinal, sempre o apoiei em tudo.
O que eu ouvi: "Piercing? Tatuagem? O que minha família vai dizer? Que eu achei minha namorada numa boca de fumo! Como você vai entrar na igreja? Isso é horrível, um absurdo!"
Ah Lola, tive vontade de terminar com ele e quase fiz isso. Que discurso mais preconceituoso! Não entendo como um piercing ou uma tatuagem afeta o caráter de alguém.
Em novembro eu faço 18 anos e queria muito mesmo um furo no nariz e uma tatuagem. O que tem de ruim nisso?
Comecei a namorar em agosto do ano passado e meu namorado era ciclista, louco por academia, barriga tanquinho. E eu? Engordei 8 kg do ano passado pra cá. As estrias no bumbum só aumentaram. Eu nem ligava pra estrias até minha mãe entrar no quarto e dizer que elas eram horríveis, que eu parecia uma zebra, uma garota negra cheia de estrias dá nisso, né? Eu me sentia mal com meu corpo, por cima da roupa tudo lindo, por baixo estrias. 
Mês passado fomos viajar e mesmo estando com 58 kg eu estava feliz pra ir. Tinha lido uns textos seus sobre se amar e se aceitar e estava pronta pra colocar um biquíni. Escolhi um com shortinho embaixo porque meu namorado também ia e eu não queria que ele visse as estrias. 
Na noite anterior ao passeio minha mãe me detonou: “Você vai ver o quanto vai sentir vergonha do seu corpo, gorda e cheia de estrias, todas as garotas vão olhar pro tanquinho do seu namorado, se você não se cuidar ele vai te deixar, ele é vaidoso, a família dele é vaidosa”.
Eu confesso que chorei escondido, debaixo do cobertor de madrugada. Senti raiva de mim.
O passeio foi super legal. Mas quando eu olhava pra mim sentia vergonha. Em casa minha mãe e minha irmã disseram: “Tá vendo? No clube nenhuma das garotas com namorados tinham estrias, nem eram gordas. É pro seu bem que eu falo, emagrece antes de ficar sozinha”.
Então Lola, o que eu faço? Sinto-me mal com MEU corpo. Não posso fazer algo que me agrada sem correr o “risco de ir pro inferno". Me sinto triste e sozinha na maioria das vezes. Rola aquela pressão porque esse ano eu termino o ensino médio e tenho que entrar na faculdade, se não vou ser eternamente comparada com minha irmã porque ela passou na primeira tentativa no vestibular, sem cursinho e sem ajuda.
Gosto de pensar que eu sou a garota “gostosa e legal” que tem piercing no nariz e pássaros desenhados no ombro. Gosto de pensar que minha família e meu namorado me acham linda. Gosto de pensar que LIBERDADE SEXUAL existe e gosto mais ainda de pensar que eu sou livre pra sentir prazer sem ser condenada.
Despi-me de tudo... O que os outros esperam pra se despir também?
O que eu faço? Heeelp!

Meus comentários: Não tem fórmula pronta, D. querida. Talvez as pessoas com quem você convive, pessoas que você ama, nunca se livrem desses preconceitos todos. Você tem que aprender a se amar e a aceitar o seu corpo mesmo que elas não o aceitem. Você precisa aprender a não depender da aprovação de ninguém. 
Claro, falar é fácil. E mais fácil ainda é falar de onde eu falo, com a vivência de uma mulher de 48 anos. Certamente com 17 anos eu era muito insegura e tinha mil neuras sobre o meu corpo. Porém, creio que mesmo naquela época, três décadas atrás, eu era a crítica mais ferrenha do meu próprio corpo. O que as pessoas achavam ou deixavam de achar sobre minha aparência física não me afetava muito.
Mas e o meu olhar crítico e impiedoso? Eu não via um monte de defeitos nos corpos dos outros. Ah, mas no meu, como eu via!
Algo que me ajudou demais a destruir essa imagem foi a leitura do Mito da Beleza, da Naomi Wolf. Aqui tem o livro de graça, em português. Leia com calma, e veja como somos ensinadas a odiar nosso próprio corpo. E como essa é uma excelente estratégia de dominação. 
No seu caso, linda D., você ainda parece ter vários problemas com a religião e uma certa competição com a sua irmã. Você vai ter que trabalhar tudo isso, e tudo bem: você tem tempo. Mas o primeiro passo é você gostar de você. Mãos à obra!

77 comentários:

Anônimo disse...

sao mesmo 58 kg ou erro de digitação ?
qual a altura ?

porque é dificil até de responder ao ver que a paranoia do corpo é por causa de 58 kg...

Anônimo disse...

Lola,

os comentários de ontem estavam com moderação ?
eu escrevi um comentário simples que nao foi publicado, mas enquanto eu escrevia eu tive que sair da mesa e retornei meio hora depois, fiquei com medo de ele ter sido zuado por alguém.
era o comentário sobre reclamar do corpo e opressao . voce lembra ?

Juba disse...

D., você é a mulher gostosa, gente boa, cabeça feita. Queria eu ter essa consciência toda na sua idade!

Em algumas situações ou com algumas pessoas, não vale a pena discutir. Você não precisa concordar com elas, mas não espere que elas concordem com você.

Sobre Deus... se ele existir enquanto infinitamente bom e infinitamente justo, será um juiz de caráter muito melhor que essas pessoas que acham que tatuagem leva pro inferno, né não ? ;)

Sobre a sua irmã, não é fácil mesmo ter um modelo para se comparar. Faça seu melhor no vestibular, se não passar tenta de novo. Se a família pegar no seu pé, diga que fez o seu melhor e que é persistente e tentará de novo. Que não desiste diante de uma adversidade. Que como Jacó foi persistente, você será, etc, etc.(acredito que eles gostem desse tipo de discurso)

Abraços mil e seja feliz!

lola aronovich disse...

Sim, anon das 11:40, os comentários de ontem ficaram por um tempo com moderação, porque o blog passou a ter um leve ataque de trolls. Não lembro do seu comentário. Não tenho como saber, se foi anônimo.


Não tem erro de digitação, o peso da D. é mesmo 58 kg. E tem um monte de gente que acha que mulher com mais de 55 kg é obesa... independente da altura!

Anônimo disse...

Lola,

meu comentário foi como anônimo sim !
Eu escrevi mais ou menos assim: que gostei muito do trabalho da Carol, mas que ao ver a ilustração sobre a menina que resolvia por silicone e a outra não, que eu concordava com a ideia, que cada uma coloca ou nao se quiser, que ninguém tem a ver com isso. Mas que muitas vezes isso se tornava opressao quando uma pessoa que nao gosta de alguma característica em si propria resolve reclamar disse pra pessoas que tem a mesma característica, ou até mais acentuada. Ainda citei como exemplo pessoas que reclamam que estao gordas e falam isso pra pessoas mais gordas.

Nao estou escrevendo porque acho meu comentário super importante, apenas estou escrevendo porque fiquei com receio de alguém ter escrito por cima ou ter trollado ele, já que meu note ficou aberto por um tempo enquanto tive que sair.

beijos

Rafael Cherem disse...

Que bom que você percebe que sua familia possui qualidades, embora não concordem contigo. Vc é jovem, vai levando, casa dos pais não é pra sempre, seu namorado se quiser que te acompanhe se não dane-se.

Ana Luísa Nassar disse...

Oi Lola tudo bem? Acompanho o seu blog ha alguns anos e tenho que te dizer que depois dele as coisas na minha cabeça passaram a fazer mais sentido. Muito obrigada por não parar! Todas as reflexões sobre feminismo que eu tive dentro e fora do blog me levaram a querer fazer a diferença e isso se refletiu na escolha do meu trabalho de curso. Eu fiz um trabalho quantitativo a respeito da ocorrência de violência obstétrica num hospital de Belém que é a cidade onde eu moro. Nem preciso dizer que os resultados me deixaram horrorizada. Gostaria de compartilhar com outras pessoas o que encontrei, pois acho muito importante que se faça saber esse tipo de coisa. Se você tiver interesse em ler o trabalho eu ficaria feliz em te enviar

Anônimo disse...

Eu ia mencionar há um tempo atrás que o problema principal das feministas é com os homens não fazerem tarefas domésticas. Mas eu dei mais uma chances.
E continuo vendo a mesma queixa. O problema é que homem "não faz nada" (claro, as pontes, os edifícios, as máquinas, as descobertas científicas, tudo surgiu por um passe de mágica, ou melhor, foi feito só por mulheres) enquanto as mulheres fazem tudo. Só que esse "tudo" são tarefas domésticas. Como se não houvesse trabalho fora.
Mais: as mulheres querem liberdade sexual (já a tem há tempos, acordem, não estamos nos anos 50, vai a qualquer balada e poderá ver), mas o homem é nojento se quiser sair com mais de uma. A única liberdade sexual legítima é a da mulher. O homem é grosseiro se quiser "ter liberdade sexual".

Terceira: as mulheres se queixam da "vigilância" na aparência. Todo mundo sabe que é coisa de mulher cobrando mulher. Homens são muito "brutos" pra se importar com aparência, o que interessa é sexo. Ops, calma aí, ou uma coisa ou outra. O homem cobra da mulher aparência, e é por isso que elas se preocupam, pra agradar homem. Mas o homem não se importa com a aparência. Mas ele se importa. E as mulheres se preocupam com a aparência pra competor com outras mulheres, não pra agradar homem... mas, cal aí, a culpa é do homem, tem que ser...
etc...


BLH

Anônimo disse...

Quem diz que família é a melhor coisa do mundo é porque nunca teve uma... ou foi imensamente privilegiado. Queria eu ter a sua consciência aos 17, D². Olha, eu já ouvi essa besteirada da minha família também. Vou te falar apenas do que eu aprendi numa situação bem parecida com a sua. Seus pais não sabem tudo, não sabem sempre o que é melhor pra você e nem estão sempre certos, pelo contrário, na maioria das vezes que você faz o que seus pais querem ao invés do que você sabe ser o melhor pra você a cara quebra tanto que nem com lupa você junta os pedacinhos. Quando te aconselham a respeito do seu corpo, do piercing, da tatuagem, etc. a preocupação deles é menos com você e mais com corresponder às expectativas que as pessoas e a sociedade tem de você e deles. Eles não fazem de propósito, mas já estão condicionados a pensar assim. Todos somos 'adestrados' a isso e desconstruir é duro.

O mais difícil é você desprogramar as dúvidas e o machismo na cabeça. Aconselho que cudie de você mesma antes de se preocupar com sua família. Aprenda a se amar, a se aceitar como você é, a gostar do seu corpo e a dar mais valor às suas próprias opiniões que às dos outros. Priorize-se e só depois que estiver bem com você mesma pense na sua família, você deve ser sua prioridade, os outros podem esperar. E essa mudança em você já vai ser uma mensagem pra sua família.

Quanto às questões religiosas, bom, já ouvi muita besteirada também. Uma maneira de reagir a isso é pedir que expliquem por que eles acham isso ou aquilo. Meu pai é religioso, uma vez que um sujeito disse que beber álcool era pecado, o coroa rebateu essa asneira usando a própria Bíblia. Muito religioso só repete feito papagaio o que um pastor ou padre (não raro, picareta) disse e nunca nem abriu um livro sagrado da própria religião. Ou é possível simplesmente não reagir, ouvir e fazer cara de paisagem, eu faço isso um bocado. Poupa saco.

D., a sua prioridade antes de mais nada tem que ser você mesma. A partir daí você sempre pode pensar e decidir o que é melhor pra você, ninguém sabe o que é melhor pra você como você mesma. Boa sorte.

Kittsu disse...

Que maldade falar uma coisa dessas logo antes de um passeio que deveria ser para descontrair. Mas isso passa... É mais coisa da cabeça deles do que tudo.
Quanto a tatuagem e piercing, melhor deixar pra depois que não estiver mais dependendo deles. Calcule bem o momento de suas escolhas, pois eles podem te fechar algumas portas por conta disso. Trabalhe pela sua independência real antes de tudo. Além do mais a vontade de ter um adorno desses pode até acabar passando e tu vai ver que era bobagem brigar por um enfeite. O que você é e o que você tem com você já são muito mais descolados do que um enfeite que qualquer criatura sem personalidade pode fazer igual. Seu tesouro e você mesma, mesmo quando os outros querem te convencer do contrário.

Kittsu disse...

Quantas pontes você já construiu pra se dar ao luxo de não ajudar sua família com as tarefas domésticas?

Anônimo disse...

Os homens da familia não cobraram nada de aparencia, nem o namorado, se tem machismo ai é das mulheres da casa da moça.

Anônimo disse...

HAHAHAHAHA
D., tenho as mesmas vontades que você. Queria furar o nariz e colocar uma argolinha bem discreta dourada. Também já quis muito fazer tatuagem. Hoje não mais porque todo mundo tem e acaba enjoando ver tatuagem pra tudo que é lado.
Assim como você vivo em uma família conservadora. Minha mãe que é da AD também já falou a mesma coisa para mim que é pecado. Já argumentei bastante, mas não resolve. Eu sou de uma denominação mais tradicional e menos pentecostal que é a Batista e não tem essa resistência em aceitar. Mais vale o motivo da tatuagem e o desenho do que a tatuagem em si. Pecado eu acredito que não é e nem que abra legalidade. AGORA, dependendo de qual denominação e por quanto tempo seus pais são dessa igreja pode ser que nunca jamais eles aceitem. Não sei se vale à pena brigar com os pais por causa disso.
Até o Silas Malafaia disse que tatuagem não é um assunto importante. E ele é de uma das igrejas mais tradicionais que tem. Ok, alguns podem estar questionando o Silas sobre seus posicionamentos e declarações, MAS UMA COISA É FATO e acho que poucas pessoas discordam: ele tem um domínio muito grande de Bíblia e de teologia. Aquela velha história que você só sabe de uma pessoa realmente sabe do assunto quando você mesmo já conhece o assunto.
Infelizmente sua família é legalista e machista. Pode ser que mude ou não.
Tire esse peso das suas costas e argumente com eles. Estude a Bíblia e refute as ideias.
E se estiver se sentindo mal mude de igreja

Laura

Anônimo disse...

Esse comentário merece 1000 aplausos !!!!!

Laura

Anônimo disse...

Kittsu, esse comentário de 12:50 foi sensacional... Inteligente e destruidora!
foda!


Anônimo disse...

Oi D! Se vc não fez isso ainda, tente conversar com a sua mãe e irmã e explicar como se sente e o quanto elas estão te magoando. Ainda por cima criticando algo que vc não vai poder mudar (talvez com cirurgia?) mesmo que emagreça. E se elas não pararem se defenda, isso é importante, diga claramente que elas estão sendo cruéis e que isso não te faz bem nenhum (porque não faz). Falando por experiência própria, às vezes funciona.

Anom. das 12:38 - sabe quem reconstruiu a Alemanha pós-guerra? foram as mulheres. sabe quem manteve os EUA funcionando durante a seg. guerra? as mulheres. sabe quem representa a maior parte da força de trabalho no mundo hoje, com piores salários inclusive? pois é...

Anônimo disse...

Eu não conto com feministas porque meus problemas de abusos cometidos por minha mãe são justamente o oposto dos que a maioria das mulheres trazem para as feministas. A maioria dessas mães mandam as filhas emagrecerem, enquanto a minha mãe que inclusive é obesa me agredia verbalmente para eu engordar sem estar nem um pouco preocupada com minha saúde que anda muito bem, mas sim porque para ela ser gordinha que é bonito e saudável então eu tinha que ser gordinha e para isso me alimentar mal e ser sedentária. Por mais incrível que pareça ela é supermachista, um pouco racista tbm e ainda odeia feministas. O mundo das feministas costuma ser o mundo da classe média das grandes cidades e não o mundo da classe média-baixa do interior da Bahia. Em alguns lugares muita gente ainda tem essa mentalidade que só gordinhos são bem alimentados e saudáveis e nem sempre é assim. Mas não é a realidade das feministas.

J.M. disse...

Anon 12:53
Porque deixar toda a louça pras mulheres lavarem, dizer que a namorada tem que "se valorizar" não é machismo, né? Vc leu mesmo o post?

Anon 13:18
Verdade, arrasador mesmo o comentário da Kittsu. A melhor resposta a um mascutroll que eu já vi aqui.:)

Anônimo disse...

Estude muito, leia bastante. Isso vai te dar poder para vencer na vida e passar num concurso.


Infelizmente, enquanto vc não pagar suas próprias contas vai ter de aturar seus parentes chatíssimos. O mundo é feito de dinheiro. E sem ele nada feito, nem piercing, nem tatuagem, nem bomsenso, nem inteligência.


Força que 4 anos de graduação passam rápidos. Depois disso, vc faz suas tatuagens.

Mas enquanto não tem grana para pagar um aluguel, tem de aturar pai e mãe sem estudo falarem besteiras.

Anônimo disse...

CAra esse lance de você ser considerada gorda é a maior viagem... vc tem 58 kg... Eu sou "nanica" e peso 75 kg e nem me acho gorda rs

Acredito que limitar a mulher a um corpo seja a pior das limitações, afinal pq um homem gostaria de uma mulher? Caráter, ideais e etc não contam né...
Mas a verdade é que pra muitos não...
Esses comportamentos me fazem questionar o amor incondicional que dizem que os pais devem ter com os filhos mais enfim...

Pense no que te faz feliz, viva pra o que te faz feliz e independente de estrias, 8 kg a mais ou a menos, namorado com tanquinho ou sem siga em frente... sempre...

Vc não precisa se dar ao respeito, nem nada o respeito é seu por direito...
Respeite as suas vontades e estará indo pelo caminho certo...

Lux Noahide disse...

Estudar e ler o que? Essa moça está na sua juventude, ela quer ação e não ficar lendo filosofia barata para sustentar o Estado.

Há dois caminhos: Ou você também se torna conservadora, adequa-se a sua família e haja segundo o status quo. Ou você se rebela, aparta-se do seu namorado, inclusive de sua família, de toda a propaganda midiática em cima da aparência, libertando-se assim do jugo da sociedade. Mas há esses dois caminhos. Não há caminho para os moderados, aqueles que tentam agradar os dois lados morrem no caminho sem contar as histórias.

Anônimo disse...

Eu nao acho bonitinho a pessoa magra vir falar que se acha gorda.
Eu acho isso é muito opressor com quem é gorda de verdade.

B. disse...

"O mundo das feministas costuma ser o mundo da classe média das grandes cidades e não o mundo da classe média-baixa do interior da Bahia."

Obrigada por isso! ^^

Anônima querida, nem todas as feministas pensam como você acha...Eu por exemplo, sou feminista com orgulho, mas me irrita esse papo de "mulher é tudo boazinha/homem malvado"...e de fato, grande parte do feminismo da internet é bem focado nas grandes cidades, ou Rio ou SP, meio universitário, etc. Aí é fácil dizer que "não existe mulher machista, coitadinhas, amiguinhas, coleguinhas"
Quero ver ir no interior do Rio Grande do Sul e dizer isso.

Sobre o post: como me enoja isso de almoço familiar onde só as mulheres lavam louça e tudo o mais. Até em feriados/datas comemorativas acontece isso, um dia que deveria ser de descanso, lá estão as mulheres lavando louça dos outros. Sei bem como é isso...

Anônimo disse...

J.M

Ela não disse que eles nunca ajudam, e eu me referi especificamente à aparencia.Quem cobra são as mulheres.

Anônimo disse...

Lola e seus e-mails fantasmas... essa postagem tem um ideia implicita, para que homens malhados fiquem com gordas!

Mila disse...

Oi D., muito obrigada pelas palavras. Acho que todo mundo aqui teve a vida mudada pelo feminismo.
Já vi aqui no blog que o feminismo não é terapia. Discordo totalmente. Pelo menos na minha vida, conhecer o feminismo me abriu a mente para diversas coisas. Com o feminismo aprendi que posso ser autêntica, autônoma e empoderada. Nos piores momentos das minhas crises com o corpo, ler a teoria feminista me ajudou bastante a perceber que há todo um aparelho ideológico que escraviza as mulheres (O Mito da Beleza, meu livro favorito de empoderamento). É por isso que eu quero que todas ao meu redor passem pelo processo de empoderamento que eu estou passando e que outras mulheres inseriram, mulheres que eu passei a admirar.

Mila disse...

Agora que li sobre os 58kg da menina. Gente, quando falamos que gordofobia afeta a todos, um dos exemplos é este. Gordofobia não diz respeito a quem é obeso ou obeso mórbido (que são as pessoas que vão sofrer muito com isso), diz respeito a todo mundo, principalmente para a mulher, que sofrem todos os dias com enxurradas de padrões de beleza cada vez mais impossíveis.
Uma das leituras para o meu TCC, que foi sobre o assunto, foi a da Susan Bordo. Ela, e mais uma pá de autores, falavam sobre como atualmente o corpo sadio e bonito é aquele sem percentual de gordura, ou seja, não basta ser só magro, tem que ser definido também. Esse paradigma dita a tendência de mercado de preocupação estética com o corpo e a proliferação de academias, suplementos e toda a indústria que se beneficia disso.
Fora o medo das pessoas de se tornarem gordas, o que creio ser o caso da D. Tem um monte de gente magra malhando loucamente e passando fome com dieta ou caso de ex-gordos (emagrecidos) que se tornam extremamente gordofóbicos pq: 1) o emagrecimento não foi mentalmente saudável; 2) bullying e a humilhação foram tão grandes, que essas pessoas não querem perder o "privilégio" de serem magras. Acreditem, emagrecidos percebem as diferenças claras de tratamento de quando eram gordos e depois de emagrecer.

Isabela disse...

Fico pensando: será que realmente cola esse papo de "sou mulher, mas odeio as que se fazem de boazinhas e colocam o homem como opressor"? Será que a gente, de forma geral, não precisa sair um pouco do quadrado imaginário que limita nossas visões de mundo à internet (não apenas às grandes cidades do sul e sudeste, hein?) e, de fato, nos colocarmos no lugar de outras pessoas? Afinal, a mesma experiência de vida a gente nunca tem (pode ser semelhante, no mesmo contexto? Pode, mas nunca é igual). A sociedade, apesar de se camuflar em conceitos e culturas, continua a mesma. E essa mesma, infelizmente, é muito machista - e, constantemente, diz que não é. Engraçado, né?

O que mais gosto nestes guest posts é a forma de como me identifico. Não sou religiosa, tampouco a minha família e a do meu namorado, mas o machismo se esconde atrás de máscaras politicamente corretas em muitas pessoas. A pressão para abandonar o trabalho/estudos e virar uma dona de casa é constante, assim como o papinho de que mulher que se mostra demais é puta. Ah, de bônus, o meu sogro grita com muito orgulho que gente "preta, pobre, comunista e gremista (ele é gaúcho)" é a escória da humanidade.

Conviver com isso dói, dói muito no peito. Principalmente, quando passamos a observar com mais afinco e perceber que esse comportamento intolerante se manifesta de diversas formas... Infelizmente, até em pessoas mais próximas.

Anônimo disse...

"Lola e seus e-mails fantasmas... essa postagem tem um ideia implicita, para que homens malhados fiquem com gordas!"

Realmente anônimo, a ditadura feminazi-gayzista-gordista está aí e ninguém prestando atenção. Vão querer que os outros tratem gordas como gente, vão querer obrigar magrelos e bombados a ficarem com gordas. Corra para as colinas enquanto é tempo (e de preferência, não volte mais).

Anônimo disse...

Anon 15:41

Pelo menos alguem percebe o que vejo nas postagens com mensagens ocultas... 'o namorado malhado aceita a mulher gorda, os outros nao'!

Ate um cego ve isso!

Anônimo disse...

Eu tenho 1,63 e 57kg. Sou magra. Para os padrões brasileiros (da vida, não da tv), sou magra demais, meu manequim é 36, é até difícil achar roupa em lojas mais populares, tipo Riachuelo da vida, e eu não compro roupa de marca famosa. Então, a não ser que ela tenha 1,5 de altura, acho que a paranoia está grande.

Jonas Klein disse...

Olá D

Lendo o seu relato mais uma vez eu vejo que, feminismo e religião monoteísta não combinam.

Quanto a sua família, levando-se em conta que no mundo real a gente via de regra não pode ter tudo, acho que você vai precisar começar fazer algumas escolhas, e a primeira e você ser livre ou ficar perto da sua família, quanto ao seu namorado ele aparente ser um cara mais disponível ao dialogo, sendo assim ele acaba aceitando mais cedo ou tarde que você tem o direito de fazer tatuagem o que mais for.


Na parte da sua aparência, eu se fosse você, faria um regime e ia malhar para ficar com corpo do jeito que acho melhor, isso ate seria mais saldável para você, mas em fim você que deve decidir isso, e o que Lola te disse e totalmente valido também.


Espero ter te ajudado e boa tarde.

Anônimo disse...

Comigo a minha sogra disse que eu estava gorda e que o marido poderia trair pois tinha razão. Meu conselho é responda à pessoa com bons argumentos: E quais os motivos que você pensa assim? Pare para pensar, reflita!!! Isso é machismo, ninguém é mercadoria para ser trocada e relações não eram baseadas na estética socialmente imposta. Isso virou pauta na família e teve até uma mini-audiência familiar para esclarecer sobre os preconceito contra pessoas. O assunto chegou até temas da dignidade da pessoa. Acredito que com diálogo algumas pessoas irão rever os conceitos e repensar algumas atitudes.

Anônimo disse...

complementando: uma reunião familiar que parecia uma audiência.

Anônimo disse...

"Não há caminho para os moderados"

Típica fala dos extremistas.

Raven Deschain disse...

Assino embaixo do que a Kittsu disse e mais:

Seu namorado deve ser muito bonito, muito legal, deve ter muitas qualidades, mas se quiser e puder: termine.

Ou converse. Muito. Se achar que vale a pena (eu não acho).

Ele já acha que manda em vc. Esse papinho de 'ain, tatuagem, feio, minha família mimimi' serve pra qualquer coisa. Se um dia vcs casarem e tu quiser colocar uma cortina vinho na sala de estar ele vai vir com esse papo. Ele vai usar isso pra te controlar. Sempre.

Vc não precisa sair do controle da tua família pra cair no controle de um homem.

Anônimo disse...

Isso demonstra o Quão problematicos são esses viciados em academia (vigorexicos ... ) destroem os relacionamentos afetivos em busca de somente aqueles que se enquadrem na sua loucura de vício de academia ... Tenha pena deles ... São problemáticos ... Precisam de tratamento ... Agora fazer exercício em prol de qualidade de vida é outra coisa ...

--- outro ponto .... É como fica claro como são ruins ... Maus ... Esse pessoal quadrado extremista de religiões ... Seitas ... Cultos .... Se utilizando desses meios sobrenaturais (fé) para perseguir , fazer o mal, descriminar .... Isso desvia das boas e reais intenções das religiões ... Seitas etc .... Deve ser cultuado o bem amar a todos em todas suas acepções e defeitos , respeito e igualdade , levar mais o lado humanitário para manifestação da fé e não seguir dogmas arcaicos e preconceituosos ...

Da msm forma vc pode não ter religião alguma e estar praticando o bem ... Ou até mais q aqueles q estáo diariamente na igreja ... Seitas ...

Não generalizo ...
Mas vejo bastante gente das católicas e evangélicas repetindo igual papagaio coisas q machucam e fazem o mal ... (Dizer q vai pro inferno se vc é homoafetivo ... Se vc não casou virgem ... Etc ... Tanta asneira ... ) Deus (ou a força superior ) prega o bem ... É isso é o bem descriminar ? Obrigar as pessoas a serem hetero ? Oi. Da licença Neah. !!!!!

Seja feliz faça o bem ! Deus certamente estará mt feliz contigo ... Esqueça essas regram dogmas da igreja .... Deus é mais que a igreja ... A igreja é invenção corporativa ($$$) ... E acreditem ... Eu tenho esse diálogo na igreja q participo ... E que apoio os casais homoafetivo (inclusive sou aberta a isso)

Um padre argentino me olha com a cara torta já ... Mas não tenho medo ... Seja assim tu tb !
Vc não está fazendo nenhum mal pensar de forma diferente a da igreja católica ...

E qm critica teu corpo é pq não lhe ama de verdade ... O amor é encontro de almas ... Esqueça cacteristicas corporais ...

Tenha foco .. Persistência na sua futura profissão ... Não use os parâmetros alheios para ti ... Cada um tem seus problemas anseios ... Tenha fé em vc ... Persista q vc vencerá ! Não deixe q lhe derrubem pelas palavras !

Carlos Eduardo disse...

O duro é ter aguentar a hipocrisia de (algumas) mulheres.

O único motivo motivo de uma mulher querer colocar um piercing ou uma tatuagem visível, é aumentar sua atratividade sexual. E não há nada demais nisso.

A única coisa que não dá é querer, ao mesmo tempo isso e ser considerada a crente santinha da igreja. São duas ideologias de vida opostas. Não dá para escolher as duas ao mesmo tempo.

J.M. disse...

Anon 15:01

Por que mesmo as parentes cobram a aparência dela? Pra ela não perder o namorado, pra não ficar sozinha, pois a maior tragédia que pode acontecer a uma mulher é ela ficar sem homem, não é mesmo? Não é porque partiu de mulheres que esse tipo de pensamento deixa de ser machista.

"...e depois do almoço SOMENTE as mulheres lavam a louça, enquanto meus primos e tios estão sentados bebendo..."

---> Sim, aqui ela está afirmando que todo o trabalho de lavar a louça fica para as mulheres. E ainda que eles ajudem de vez em quando a situação não deixa de ser machista. Viu? Eles só "ajudam", já que tarefas domésticas é coisa natural de mulher, no máximo o que os varões podem fazer é só "ajudar" mesmo...

Anônimo disse...

Me antecipando ao discursinho hipócrita "ah, mas eu quero fazer a para mim mesma".

Ah é ? Mas em um lugar onde só ela vai ver ela não quer não, né ?

Igual aquele outro, "adoro ir a baladas para dançar"


Ah é, não é mais fácil então ligar o som no volume máximo em casa e dançar. Ah mas aí não, né ?

.

Vamos parar com a hipocrisia minha gente....

Anônimo disse...

Sobre a louça:

Quando fizer almoço ou churrasco na minha casa, vou passar a lavar toda a louça e obrigar os outros homens a fazer o mesmo.

Mas só vou começar, o dia em que furar o pneu do carro e a mulher que estiver dentro do carro pular na frente e dizer "deixa que eu troco"

Até lá, deixa do jeito que tá.

Anônimo disse...

Mila,
mas o que afeta (ou quer afetar) todas as mulheres é o padrao estético.
Gordofobia diz respeito aos gordos.

Uma menina que pesa 58 kg ( a nao ser que ela seja muito baixa, e nao estou falando de 1,50 nao) nao é gorda.
Ela pode até ser pressionada pra emagrecer mais, pra malhar mais, etc... mas se ela observar um pouco a sua volta vai saber que nao é gorda.

Por mais que ela sofra pelos padroes estéticos, ela vir reclamar que é gorda, isso é silenciar quem é realmente gorda.

Imagina uma menina (ainda no peso normal, mas mais "cheinha" - nao sabia que termo usar), de uns 65 kg, que sofre mais pressao estética ainda e lê uma fala mais ou menos assim " tenho 58 kg e sou gorda e etc" pode ser um gatilho pra transtorno alimentar (nao que apenas uma frase seja um gatilho, mas colocada no contexto que a pessoa já pode estar vivendo). Pra uma menina realmente gorda, entao, isso pode ser mais devastador ainda.

Se um adolescente talvez nao tenha noção disso, adultos tem. E vejo muitas adultas magras ou de peso no que é considerado normal se intitulando gorda. Isso é um desserviço.

Outro dia uma amiga magra postou uma foto de uma leitoa no meio de um monte de mulher magra com os dizeres mais ou menos assim "Como eu me sinto perto das minhas amigas". Pra mim, a mensagem é que eu sou uma leitoa aos olhos dela.

Jess disse...

Querida D.,


Quem dera que eu, aos meus dezessete, tivesse tamanha lucidez. Ou tivesse uma Lola, rs. Não faz muito tempo, já que tenho 23, mas muitas coisas mudam em quase 7 anos.

Assim como você, cresci em uma família conservadora, na época, o assunto polêmico do momento era a Thammy Gretchen, que havia se declarado lésbica. Eu fui a única que a apoiei e fui tachada de "esquisita" pela minha família. Falaram bem isso mesmo: "nossa, você é muito esquisita!".

Aos 17 eu não tinha namorado, eu era virgem, só estudava e era o exemplo da família. Mas eu não era feliz. Eu não tinha espelho no quarto, porque eu os quebrava. Eu não conseguia olhar meu reflexo e identificar aquela pessoa: "quem é você de verdade?", eu me perguntava aos prantos.

Se eu tivesse a tua lucidez, a tua vontade de falar, esse teu ímpeto de "sair do armário" feminista, eu não teria acatado metade das coisas que me ocorreram. Quando fiz 19 anos, eu já namorava, não era mais virgem e saía com frequencia. Passei a ser o contra-exemplo. De "esquisita", passei a ser a "rebelde", me diziam que eu já não tinha mais idade para esse tipo de coisa. Aos 20, em vez de concluir a faculdade, eu a abandonei e a troquei pela minha cama, meu quarto todo fechado. Eu estava no ápice de um período disfórico que vinha se arrastando desde os meus 16.

Um ano se passou e nada mudou, eu chorava todas as noites, sentia solidão e pensei em me suicidar incontáveis vezes. Tentativas, foram 9, mas um lapso de amor próprio sempre aparecia nesses instantes.

Decidi, após o contato de uma amiga muito querida minha, que iria sair da cidade onde eu morava com a minha família. Avisei cerca de uma semana antes, juntei o resto do dinheiro que havia sobrado e fui para a cidade dessa minha amiga. Em outro estado. Só me toquei do que estava fazendo quando cheguei à rodoviária da nova casa... E me senti em paz e tem sido assim desde então. Isso faz uns... 2 anos e meio, mais ou menos.

Não voltei a ter contato com esses meus parentes que me acham "esquisita", sou rancorosa, rs. Mas estou feliz agora. Não posso dizer que foi um erro "fugir", mas tudo que eu quis dizer com esse meu relato é que sei o que você sente. Sei o que é a cobrança por um corpo bonito, por ser a mais inteligente, por ser a especial, por ser isso ou aquilo.

Tudo que eu quero dizer é: seja forte. Nos últimos 4 anos minha vida deu tantas voltas, mas tantas voltas, que às vezes nem eu acredito. A sua também pode virar de ponta cabeça várias e várias vezes, sem que ao menos você espere. Seja forte e se apegue àquilo que você acredita, mesmo que esteja errada: este é um passo para você aprender. O único amor que você deve exigir é o próprio, não busque isso em familiares, namorado, amigos etc. Seja feliz com você mesma, aprenda a considerar seus defeitos de maneira que você veja que eles te complementam. E... Se você realmente não suportar mais, de modo que aconteça contigo o que aconteceu comigo... Se afaste dessas pessoas, mas não se isole do mundo. E procure um psicólogo quando/se você não for capaz de processar o que está havendo contigo.

No mais, você tem todas nós aqui.

Um beijo e um abraço bem apertado.

PS: sobre ser dona do meu corpo: ano passado, ao me ver bem e livre da tristeza, fiz a minha primeira tatuagem: uma cruz, simbolizando que nada é mais pesado do que nós conseguimos carregar. E foi libertador não precisar prestar contas sobre o meu próprio corpo. Espero que você também tenha essa sensação!

Carlos Eduardo disse...

Para a Jess do post anterior,

Moça o que vc fez está corretíssimo. O que não dá é para viver comendo a comida dos seus pais, gastando o dinheiro deles, e ainda torrar a paciência deles achando que eles é que têm que adaptar a visão de mundo deles à sua.

Parabéns.

Jess disse...

Carlos Eduardo,


Eu morava com esses meus familiares (não eram meus pais, eram parentes mesmo. Meus pais se separaram quando era criança e eu decidi que não quis ficar com nenhum deles e esses meus parentes me acolheram), mas não dependia deles financeiramente. Eu estava lá por senso de obrigação: ajudar a pagar as contas, fazer as compras do mês etc. Estava lá por sentir que eu tinha uma dívida com eles.

Mas quando a coisa ficou muito feia, ao ponto de irem à porta do meu quarto e me culparem pela infelicidade deles, dizerem que eu sou a maior decepção, em vez de me perguntar o que estava havendo comigo, se eu precisava de ajuda, eu simplesmente conversei com essa minha amiga e com a minha psicóloga e ambas, sem se conhecerem, sugeriram a mesma coisa. Eu tinha bastante dinheiro guardado, paguei as consultas, as passagens e saí de casa. Avisei os motivos, e recebi um belo: "uma vez fora, você não volta mais". Sequer me ajudaram a levar as malas para a rodoviária, ou se despediram. Não citei isso anteriormente, porque acredito que a família dela seja um pouco diferente da minha e que ela não vá chegar ao extremo.

Mas se chegar a esse ponto onde as coisas ficam insustentáveis (no âmbito emocional), creio que ela deva se afastar sim. Eu ainda não fui atrás desses familiares, porque eu ainda estou com isso marcado (essa coisa de "não tem volta"), mas dizem que as relações mudam um pouco quando você começa a fazer um certo tipo de falta.

Jéssica disse...

Carlos Eduardo, mais um idiota que acha que filho é capacho dos pais e que eles podem tratar como bem quiserem, só porque eles sustentam.

Que mãe de merda essa garota tem, destrói a autoestima da garota pensando no seu bem???? Imagina se quisesse o mal.
Que bom que vc é mais esclarecida nessa idade, talvez sofra menos, mas acho que vc tem que terminar com esse namorado, com pais é mais complicado, mas namorado? As mulheres tem que parar de ficar com qualquer traste esperando que eles mudem e enquanto n mudam - isso se mudarem - vão aguentando as porcarias
Vc diz que melhorou muito mas ele não te aceita do jeito que vc é, por que tem que aguentar isso???
Procure alguém melhor ou fique sozinha mesmo, n tem nada de errado nisso. N sei se é seu problema tb, mas muitas tb ficam com qualquer bagulho para n ficarem sozinhas, para mostrarem que alguém as quis.
Nossa autoestima n deve depender de homem nenhum, só de nós mesmas.
Quanto a tatuagem, piercing, não tem nada de errado, nem é pecado, isso é baboseira, mas tem que ver o lugar que vc vai fazer, se é visível ou escondido, porque infelizmente dependendo do emprego que vc for ter, tem gente que n contrata gente tatuada, preconceito de merda.

lola aronovich disse...

Anon não muito inteligente das 19:05, calcule quantas vezes tem que trocar pneu que furou (sem falar que tem mta mulher que troca pneu). Agora calcule quantas vezes tem que lavar louça do almoço, jantar, café da manhã, lanche da tarde, churrasco de domingo...

Anônimo disse...

Lola quando você vai falar do menino sírio que foi achado na praia?

Jonas Klein disse...

Bom eu não sou de dar atenção para trolls, mas como a Lola já deu atenção ao anon troll das 19:05, deixa da um alfinetada nele também.


Olha se fosse mulher eu topava de boa este acordo, eu + ou - uma vez por ano quando precisar trocar um pneu, eu mesma pego macaco e chave de roda e troco o pneu, ai você cuida da louça sempre que precisar, troca melhor que essa não tem.

lola aronovich disse...

Anon das 20:32, não estou pensando em falar do menino afogado. Retuitei alguns links que vi, mas não sei nem como começar a escrever sobre isso. Aceito guest posts. Se alguém quiser escrever sobre refugiados, eu publico.
Amanhã vou publicar um texto muito polêmico. Bafão. Não quero nem ver.

Kittsu disse...

Você nunca deixaria uma mulher pular na sau frente pra fazer algo "másculo" no seu lugar... tu ia se sentir castrado e culpar o feminismo por "essas malditas mulheres masculinizadas e sem senso de feminilidade" hahahahahahahaha

Ana Carolina Serrao disse...

Caro solitário , os homens estão constantemente julgando , debochando , ridicularizando e diminuindo as mulheres por causa de aparência. Acorde pra vida e saia da sua redoma.

Anônimo disse...

Gente, desde quando nesse país preconceituoso querer colocar piercing e tatuagem é querer "aumentar atratividade sexual"? Não entendi

Mila disse...

Anônimo das 19:09

Eu vi em outro prisma. Nós gordos sabemos o quanto é difícil vir uma amiga magra e reclamar que está gorda, é como se ela estivesse dizendo "viu, eu que sou magra estou preocupada com meu peso, você que é mais gorda deveria se preocupar mais". Concordo contigo em situações como essas são potencialmente silenciadoras de gordas, ou mais que isso, constitui-se numa vigilância às mulheres gordas, um aviso para que elas devam se "cuidar". O Vigarello diz, em Metamorfoses do Gordo, que a sociedade tem uma necessidade de execrar o gordo feliz, pois é inaceitável que um gordo seja satisfeito com seu corpo enquanto todos, principalmente magros, estão se esforçando para caber nos padrões.

Quando eu digo que a gordofobia diz respeito a todos, é sob o ponto de vista de que a cobrança sobre o corpo não recai somente a quem é obeso, mas que a pressão está sendo tão intensa, é uma caça à gordura. E se a pressão começa em quem tem um pneuzinho, imagina em quem tem IMC maior que 30, então qnt mais a cobrança por um corpo sem gordura se aproxima de quem é magra, pior para quem está nos extremos do peso. Quando eu vejo uma menina evidentemente magra reclamar de peso, penso exatamente como isso aumenta a cobrança para meninas mais gordas que ela. Uma menina que se esforçar e pesar 58kg, vendo esse discurso, sabe que esse peso "sonho" ainda não é o suficiente.

Ela disse...

Mulher magra reclamando de peso é o fim! Sei q é a pressão mas mesmo assim me dá raiva, da vontade de mandar se lascar! Reclamam como se estivessem sofrendo o tanto q nós gordas de verdade sofremos.
E tem umas q eu percebo q fazem pra debochar, tipo uma indireta de q a gorda é você .

marina souza disse...

Oi D.!

Eu realmente não tenho muito a dizer sobre sua família, mas assim como muitos ressaltaram, procure sempre trabalhar sua confiança o máximo que puder.

Agora vou te contar um pouco da minha experiência, porque todas nós em algum momento da vida ficamos neuróticas com nossa aparência, fazer o que ne rsrsrs!

Eu já me senti bem feia... mas justamente na época em que fui super magra. É natural das mulheres da minha família serem magrelas até + ou - o fim da adolescênci. Comigo não foi diferente. Quando entrei na universidade, eu pesava 47 kg.

Mas me sentia feia. Até que em um momento fiz um exames e foi atestado ovário policístico, fiz tratamento hormonal por um ano e meio. Foi o céu (eu pensava assim) porque ganhei uns quilinhos e me senti a linda!

Só que, no ritmo da uuniversidade, sempre na correria, me alimentando mal por vezes e somando o tratamento, é claro que a gordura foi além da conta. Terminei meu curso com 59 kg.

O pior é que com o passar da idade, o metabolismo da gente muda e a perda de peso que antes era fácil, vira uma saga!

Mas sabe que hj em dia sou bem mais feliz comigo do que na época que eu era a garota Olivia Palito?! Pois é, eu passei a observar e refletir sobre as coisas, não só as que acontecem comigo, mas com os outros.

Tenho duas amigas que sempre foram gordas, hoje as duas são casadas e tem filhos e quando éramos adolescentes, isso nunca impediu elas de namorar e paquerar, muito pelo contrário rsrsrs! Elas eram mais descoladas que eu, a magrela que se achava feia demais. Sabe porque? Porque elas sempre estiveram de bem cobsigo mesmas.

Hj digo que finalmente atingi o mesmo nível de equilíbrio delas, me sinto muito melhor com minha pessoa, com meu corp, mesmo estando na faixa dos 60kg. Mas eu procuro me cuidar, não de forma neurótica, com sofrimento e dietas mirabolantes, procuro dar um cuidado na alimentação (+ fruta e verdura e respeitar os horários das refeições e do sono) e me exercitar mas de forma agradável (adoro caminhar ouvindo música).

Então assim, procure trabalhar sua auto estima e se realmente o peso te incomoda, cuide disso de um jeito que seja prazeroso, divertido para vc. Aliás faça o que for possível para vc se amar cada vez mais.

Quanto ao fator traição, não é questão de corpo (do seu ou de qualquer pessoa) é CARÁTER mesmo, de MAL CARÁTER! Seja homem ou mulher.

Bom, é isso. Espero que eu tenha te dado uma força. Abraço.

Rê Bordosa disse...

D,

Eu conheci meu marido quando eu tinha 16. Naquela época tanto ele quanto eu tínhamos muito menos maturidade e muito mais preconceitos que hoje. Eu já havia conhecido o feminismo. Ele não era um mascu, nem feminista mas tinha uns machismos chatos pra caramba. Nós fomos desconstruindo nossos preconceitos juntos e até hoje estamos nesse processo (que nunca termina).
Te aconselho a ter atitude, bater o pé e não recuar, não abaixar a cabeça pra opiniões toscas. Se ele te ama e for uma boa pessoa, não vai terminar com vc por bobagem, vai querer evoluir junto... Se ele terminar, já foi tarde, não valia a pena.
Algumas situações que vivi no inicio do namoro:
-Eu queria fazer uma tatuagem e colocar piercing e contei a ele. Ele disse "credo, vai ficar toda rabiscada, vai fazer não" e eu respondi "to te informando, não to te pedindo". Fui lá e fiz. Hoje tenho mais de 10 tatuagens e ele não reclama mais, nem toca no assunto, não deixou de me amar por isso.
-Eu comentei que não ia poder sair com ele um dia pq tinha consulta marcada com ginecologista. Daí ele me sai com essa "ginecologista mulher, né?" e eu perguntei "faz diferença?" e ele "você não vai consultar com ginecologista homem" daí respondi "era uma mulher, mas só por esse seu comentário sem noção eu vou desmarcar e marcar com um homem. Isso não tem nada a ver com vc, tem a ver com meu corpo e minha saúde. Eu me consulto com quem eu quiser, se liga". Desmarquei com a Dra. e marquei com um Dr. só de birra. Nunca mais ele xaropou com médico nenhum.
-Mimimi com roupas, treinar ju-jitsu com homens, cortar o cabelo... Se eu ouvia xaropação eu só perguntava "to te pedindo autorização? Vc ta vendo algum formulário de autorização aqui pra vc assinar?" e segui assim.
A cada ano ele xaropa menos e fica mais mente aberta. Às vezes é ele que me chama atenção para algum preconceito da minha parte. Estamos juntos há 14 anos.
Quanto aos amigos, muitos evoluíram junto comigo tb... Os que não evoluíram fomos nos afastando por falta de afinidade.
Na família, a medida que fui ficando independente fui me afastando de algumas pessoas que só me faziam mal e aprendendo a ter paciência com quem eu amo, mas não consigo mudar.
Bjus!

Patricia Cardoso disse...

Lola (ou pessoas)

Você pode me ajudar?

Estou procurando um link que acho que li aqui, era um estudo onde postaram a mesma mensagem em foruns, as mensagens no perfil masculino eram bem aceitas e , quando postadas com o feminino, havia super maus tratos/machismo. Alguém sabe onde posso encontrar este link? Obrigada

Anônimo disse...

Patrícia Cardoso: seria esse post? http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2015/04/fingi-ser-homem-no-twitter-e-ninguem.html

Anônimo disse...

as magras não podem falar do peso pq vai magoar as gordas, que peninha.
se não quiserem ser gordas que emagrecam, problema delas.
o mundo não vai mudar pq elas fazem beiçinho.

Odara disse...

Sobre a questão da religião. ..
Outro dia ouvi (na TV) de algum pastor ou padre, não lembro bem, com uma visão mais liberal:

-"Não adianta ficar orando (ou rezando) para um Deus que você não conhece, trancado num quarto, se você não consegue conviver com respeito com seu vizinho de porta!".

Acho que as religiões deveriam semear a tolerância mas, infelizmente, acontece o contrário :(

Anônimo disse...

Engordar esses 8kg com 17 anos não é algo natural, você deveria procurar um médico, e fazer exames para cuidar da sua saúde em primeiro lugar.

De resto o corpo é seu e você faz o que quiser, se o teu namorado não te quiser assim e você não gosta dele, arruma outro!

Anônimo disse...

Anônimo 09:48

Você não tem o menor tato com o sentimento dos outros, a menor empatia. Criatura infeliz.
Você pode não ser gorda, mas com certeza tem um monte de "defeitos" e com certeza está bem fora dos padrões sociais (porque todos estão)! Mais cedo ou mais tarde alguém vai cagar pros teus sentimentos, e quando isso acontecer, não chore, tá? Se adeque! Ou morra, não vai fazer falta pra ninguém!

Anônimo disse...

Ta cheio de especialista em saúde aqui, né? Todo mundo médico, nutricionista, fisiologista.
O Jonas como sempre teve a cara de pau de alimentar a paranoia da menina e mandar ela malhar. Jonas, vá malhar o cérebro!
Anônimo 09:48, você conhece a "paciente"? Sabe algo da saúde dela pra dizer o que é normal ou não? Já pensou que ela pode ter engordado 8kg porque estava subnutrida, fazendo restrição alimentar pra ficar seca e agora está comendo normalmente, como uma pessoa saudável? Para de falar bosta! Uma garota de 58 kg tem que correr pro médico pra cuidar do peso, porque minha Nossa Senhora, é preocupante ganhar peso, 58kg é muiiiiito! Só que não!

Anônimo disse...

A mocinha posta um texto aqui pedindo ajuda. Um texto cheio de detalhes de como a auto-estima dela é destruída pela família pedaço por pedaço, como ela sofre com o machismo e os padrões de beleza. E tudo que a anta vê de errado é o peso da menina (que ta normal, não tem nada de errado) e dá conselho bosta pra reforçar mais ainda o padrão estético bosta que tem na sociedade e a repressão que ela sofre da família.

Anônimo disse...

Anônimo das 10:59, mas toda vez que a gente vai falar de corpo chove de médico, fisiologista, nutricionista "preocupados com a saúde". Já encontrei com muitos desses, inclusive feministas. Tantos preocupados com a saúde alheia. Agora pergunta quem se presta a pagar a academia do outro ou sequer acompanhar numa consulta.

Anônimo disse...

Eles não se prestam pra nada. Só pra patrulhar o corpo alheio.

Anônimo disse...

E se fossem profissionais estariam cobrando consulta, a quem solicitasse, com conselhos profissionais. Não distribuindo senso comum e medicina de botequim por ai.

Anônimo disse...

Carlos Eduardo, eu desejo fazer uma tatuagem e estou pouco me lixando pro atrativo sexual. E aí?

O único motivo de um homem vir fazer comentários como os seus é demonstrar o tamanho da ignorância.

Jay

Anônimo disse...

Vc tá vendo algum formulário aqui de autorização para vc assinar?


Muito bom, Re!!!!

Anônimo disse...

É aquela conversa, se um homem não quiser aceitar uma mulher porque ela está acima do peso, é considerado como machista, preconceituoso e fútil a ponto de não reparar a beleza interior dela.

Já se uma mulher não quiser aceitar um homem porque ele está acima do peso, aí é diferente, é questão de liberdade de escolha, porque ninguém é obrigado a ficar com quem não deseja...

Anônimo disse...

^o mais engraçado é que eu nunca vi as meninas reclamarem (e discriminarem) homens gordos por serem gordos neste blog. Agora, machistinha reclamando que não consegue mulher do "nível dele" todo post tem um, vide o mascu das bonitas pobres utilitaristas.

Jéssica disse...

No blog nunca vi mas tem mulher q discrimina gordo sim, eu já vi. N são só os homens preconceituosos.

Ana Carolina Serrao disse...

O problema é que eles não fazem só recusar alguém por causa do seu gosto/preferência pessoal. Eles tendem a ridicularizar, diminuir e transformar as suas preferências em padrões. Como se todas as mulheres tivessem de seguir para agradá-los

Anônimo disse...

Ana Carolina, a prova disso está nos comentários acima, o povo mandando a menina malhar e procurar um médico urgeeeeeeente, como se 58kg fosse obesidade mórbida... E mesmo que fosse, não é problema de ninguém, cada um deveria cuidar da própria vida.

Anônimo disse...

Aff, eu com 54kg, me sinto gorda, reclamo e tenho baixa estima e vergonha do meu corpo, esse é o meu prisma, agora é competição avessa? Ah vc não é fora do padrão o suficiente pra se sentir mal. Devemos nos posicionar contra esse padrão único de beleza e não entre nós.

Jéssica disse...

13:30

Verdade, mas vc n acha sacanagem uma pessoa do teu peso ficar reclamando com quem é gordo de verdade? E sofre muito mais com preconceito? O que vc sofre tá mais na sua cabeça, já a gente é tiro de todos os lados, até de estranhos na rua.
É como um branco ir reclamar com um negro que sofreu racismo pq chamaram ele de branquelo, sem noção.