sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

"QUE AS MENINAS CONHEÇAM O PODER QUE TEM DENTRO DELAS"

Em janeiro aconteceu em Sorocaba a segunda edição de um lindo evento chamado Girls Rock Camp, em que meninas de 7 a 17 anos se reuniram durante uma semana para fazer rock. O acampamento conseguiu ampla repercussão (positiva!) da mídia tradicional. 
E eu fiquei muito feliz em conseguir entrevistar as professoras Geisa e Flavia (foto ao lado), organizadoras do Girls Rock Camp. Minhas perguntas estão em negrito e itálico. Cliquem na tag "entrevista" para lerem outras entrevistas já publicadas aqui no blog.
E inspirem-se nesta ótima ideia de empoderar meninas através do rock!

Em primeiro lugar, parabéns pelo projeto. Tenho grande admiração pelo que vocês estão fazendo!
Lola, a gente que agradece seu convite e a admiração é recíproca!

Como surgiu a ideia do Girls Rock Camp, e como é que eu só fiquei sabendo dele em sua segunda edição? Tem inspiração no filme Escola do Rock? Qual foi a evolução da primeira para a segunda edição do acampamento?
Flavia: O primeiro Girls Rock Camp surgiu em 2001 em Portland, Oregon, EUA. Acampamentos de verão são muito comuns nos EUA, e um acampamento que juntasse meninas e rock foi uma ideia genial! Ha ha não, não tem nada a ver com o filme, que foi lançado bem depois do camp já ter se estabelecido, e a proposta é bem outra, é uma atividade de férias, uma vivência musical.
Bom, da primeira edição para esta segunda, tivemos muito mais inscrições, o camp ficou mais conhecido; o boca a boca, redes sociais e a própria imprensa deram um “up” na procura. Da primeira vez tivemos que divulgar bastante para conseguirmos preencher as 60 vagas oferecidas, já desta vez elas se esgotaram em poucos dias e ficamos com uma lista de espera enorme para possíveis encaixes. E da parte da produção estávamos mais acostumadas com a logística dos equipamentos, com o local da atividade, e mais afinadas na realização do trabalho todo de uma forma geral.

É possível perceber muito machismo nessas meninas, no que concerne autoestima? Ou o mais presente é mesmo o consumismo? Elas entoam numa boa o grito de "Não à Barbie!", ou há alguma resistência inicial?
Flavia: As meninas inscritas no camp têm idades entre 7 e 17 anos, e o contato que temos com elas é de 5 dias, são meninas com diferentes backgrounds, temos desde evangélicas até filhas de roqueiros famosos. O objetivo é oferecer uma atividade de empoderamento feminino, solidariedade e autoestima. Não dá pra perceber consumismo ou machismo, nosso foco é “rock and roll e meninas”, e nesse processo o que fica evidenciado é o “poder fazer”. 
As meninas compõem suas próprias canções e o conteúdo das letras é criado por elas mesmas -- tínhamos nesta edição uma banda que compôs este grito “Não à Barbie”, que era de meninas mais adolescentes, e tivemos outra de meninas mais jovens que dizia: “Skatista Zumbi! Skatista Zumbi!” Então, em relação às canções não há nada forçado ou imposto, as ideias partem delas e nós só damos suporte.

A banda de rock Regina de Copas
fazendo pose
Em Uberlândia funciona uma "Escola de Princesas", que glorifica a realeza, ensina a sentar-se à mesa e a se vestir, e tenta resgatar uma "essência feminina". O Girls Rock Camp seria o antídoto pras princesas?

Flavia: Ouvi falar desta escola, achei no mínimo chata! Hahaha! Não acho que o camp seja um antídoto para as princesas, mas definitivamente é um suporte para o desenvolvimento humano, de cidadãs conscientes de suas potencialidades. 
Acredito que uma menina que participa de nossa atividade quando criança, quando mulher adulta saberá que pode escolher a profissão que quiser: astronauta, cientista, gastrônoma, assim como não sofrerá calada se for vítima de violência doméstica, por exemplo.

Apesar da proposta ser evidentemente feminista, vocês não usam o termo. Por que não? É porque pode afastar ou simplesmente porque não precisa?
Geisa: Porque todas são bem-vindas, mesmo as que não têm nenhum posicionamento político. O foco é a experiência musical das meninas e todas estamos muito envolvidas em manter o ambiente positivo, seguro e amigável. Queremos que elas conheçam o poder que têm dentro delas, não importa o caminho que irão tomar. 
Que possam ver esse poder em outras meninas e mulheres amigas e não concorrentes, e que possam a partir da experiência do acampamento aprender a se amar e a acreditar nesse amor e nessa força.

Na excelente reportagem do G1, há dezenas de comentários típicos dos comentaristas de portais, e grande parte reclama do acampamento ser só pra meninas (não, minto: grande parte diz que as meninas se tornarão lésbicas porque todas as feministas são lésbicas). Então, qual é a ideia de fazer um acampamento só para meninas?
Geisa: Essa pergunta é muito comum. Falamos muito dela este ano.
Bom, a Flavia me lembrou do vídeo do acampamento americano, onde uma criança pergunta para uma voluntária:
- Why girls? (por que garotas?)
- Because we are girls (porque somas garotas.)
Foi a melhor resposta que escutamos!
Existe muita força nos espaços exclusivos, eles ajudam uma vez que criam a oportunidade da troca de experiências e consequente fortalecimento. Se você está em um ambiente em que se sente segura, é mais fácil se expressar e com isso se desenvolver. O problema para muita gente não é exatamente ser exclusivo, e sim ser exclusivo para mulheres.
Bom, somos mulheres e meninas -- que outro ambiente nos sentiríamos a vontade para rockar, suar, gritar, brincar, criar, que não fosse ao lado de nossas amigas e irmãs?

O rock ainda é um clube do Bolinha, ou já mudou bastante?
Flavia: Ainda é, ainda temos dificuldade em pensar rapidamente em bandas formadas só por meninas, ou que sejam conhecidas do grande público, como são as de meninos. Mas temos cada vez mais bandas com integrantes meninas e isso é muito bom. Muita coisa mudou, mas ainda há um longo caminho. 
Há dez anos eu não conhecia nenhuma técnica de som, ou alguma mulher que montasse pedais, por exemplo. Mas este ano, no camp, tivemos mulheres incríveis que faziam isso. Estamos com muita energia para mudar radicalmente este cenário nos próximos anos. Destes dois camps que fizemos, sabemos que três bandas continuaram na ativa!

A diferença de idade entre as meninas do camp, de 7 a 17 anos, é grande. As adolescentes se dão bem com as crianças, ou formam-se muitos grupinhos? Como vocês fazem para valorizar a coletividade acima do individualismo?
Geisa: As bandas são formadas no primeiro dia por afinidade musical. E tem muita banda com idades bem variadas. Algumas ficam menos diversas, mas é algo natural.
Elas passam as manhãs nas aulas de instrumento, onde convivem com meninas de idades variadas, e à tarde passam com a banda (ou ensaiando, ou participando de um workshop). Com isso as amizades ficam variadas, mas notamos que se concentram muito com as parceiras de banda -- o que é bem natural, pois compartilham uma criação.
Acho que o estímulo vem de todo o lado no camp, dede a assembleia da manhã em que cantamos todas juntas, os cartazes, o espírito, as aulas, o almoço com rock, enfim… O ambiente estimula muito a solidariedade e o apoio entre mulheres.

Os pais e mães que inscrevem suas filhas já sabem o que vão encontrar, certo? Imagino que as meninas venham de famílias menos convencionais. Ou não, tem de tudo?
A banda de rock The Biggs
Flavia: Temos famílias bem variadas sim. Muitas me conhecem da cidade onde sou professora de Sociologia na rede pública há dez anos, e de toda a atividade relacionada “mulheres e música” que venho desenvolvendo desde 2005, como a “Oficina de Guitarra para Meninas”, minha banda de rock The Biggs, e os eventos de arte e política para as mulheres que venho realizando desde muito jovem em Sorocaba.
Temos pais roqueiros sim e pais não roqueiros também, mas que querem oferecer a suas filhas uma atividade positiva e empoderadora.
Menina escreve "Sou feliz desse jeito
e não mudo por ninguém"
Recebemos famílias de diversas partes do país que conhecem o projeto pela internet. Ano passado, por exemplo, saiu uma reportagem na Capricho, que divulgou o projeto em nível nacional, e vieram meninas de longe como Santa Catarina, Minas Gerais etc. O mais legal é que retornam só com comentários positivos! A propósito, uma mãe durante o camp perguntou pra gente : “Vocês não vão fazer um camp para meninos? Meu filho está precisando ser empoderado!”

Como é a logística do evento? O pagamento me parece muito barato (R$ 175 por uma semana), além das dez bolsas que vocês oferecem para meninas com menores recursos financeiros. Como é a divulgação? Vocês só trabalham com voluntárias? Vocês já estão aceitando voluntárias pra edição do ano que vem?
Todas as voluntárias de 2014
Geisa: Bom… é tudo dentro da política faça-você-mesma. Todas são voluntárias. Temos um grupo organizador de mais ou menos 12 voluntárias (mais ou menos porque todas podem entrar ou sair, basta ter pique!) que fazem a produção acontecer: batem na porta dos amigxs e empresas para emprestarem instrumentos, respondem emails e cuidam de inscrições, contabilidade, comunicação, ideias e a gestão em geral. 
As instrutoras de guitarra
No meio do ano abrimos as inscrições para o voluntariado do ano seguinte, que completa esse grupo menor. Contamos o dinheiro das inscrições, de eventos beneficentes, de doações espontâneas, de doações de empresas (em dinheiro ou materiais como comida, papelaria, limpeza). O valor é gasto com alimentação e estadia para o voluntariado durante o período do camp, compra de material, aluguel de transporte para equipamentos emprestados. Não dá lucro e ninguém recebe nada. Mas a satisfação e alegria… vale tudo!

E por que as aulas de defesa pessoal, de skate e de silk screen? Em uma semana, dá pra notar muita diferença em como as meninas chegam e como elas saem do acampamento? O empoderamento é visível?
Geisa: Todos os workshops complementam essa construção da banda. Então o de composição ajuda a colocar em uma música o que elas querem dizer, o silk ajuda a criar um logo e uma camiseta pra banda, e todos os corporais (defesa, performance, skate) ajudam a conhecer, a ter segurança com o próprio corpo e tomar consciência dele. É impressionante a semana do acampamento! A felicidade delas ao verem que montaram a banda, que conseguiram tocar, criar, a magia que desperta. É empoderador!

Como as meninas se empoderam através do rock? E vocês acham que esse empoderamento se dá por causa da rebeldia do rock, ou poderia acontecer com qualquer tipo de música? Aliás, aproveitando pra fazer uma pergunta indelicada, porque sei que alguém vai perguntar: vocês acham que o funk é empoderador pras meninas? Ou esse empoderamento do funk só viria através do poder da sexualidade, enquanto o empoderamento que vocês buscam vai além?
Flavia e Geisa: O rock tem um histórico de atitude! Ele abre possibilidades de questionamento. No rock você pode estar descabelada, penteada, rasgada, de salto, de coturno, gritando ou sussurrando, pode ser magra, gorda, velha, jovem, pode vestir roupa curta, roupa longa, apertada ou solta, que é tudo permitido. Pode até nem tocar certinho, que o importante é acreditar e se jogar. Então é um empoderamento incrível passar por essa experiência, de poder tudo, de finalmente não ter que suprir nada.
Mas não temos certeza que seja exclusividade do rock, achamos que depende da pessoa, muitas podem se inspirar no RAP ou outras vertentes. As artes, no geral, abrem possibilidades, certo? Porque te dão o poder de criar.
Mas tudo depende. Eu já vi rock machista, rap machista, samba machista, até bossa nova machista. E todas essas variáveis não-machistas. Pra algumas meninas o funk pode até ser libertador desde que se coloquem e (não sejam colocadas) como sujeito de sua própria vida e sexualidade. 
E isso não tem contra-argumento: toda vez que uma menina ou mulher desperta para esse poder dentro dela, que começa a se ver bonita, poderosa e capaz, isso sempre será positivo.

40 comentários:

Amana disse...

uhuuuu
Valeu lolinha!!

Bela Campoi disse...

Uau, que legal esse evento! Eu não tinha ouvido falar: parabéns pela bela iniciativa, pelo trabalho. Muiiiito legal mesmo!!!

lica disse...

Não ter uma versão para maiores de 17?? Fiquei com vontade!! haha
Parabéns pelo projeto. Acho que o ativismo com essa 'sutileza' gera muitos e muitos frutos positivos!!

Anônimo disse...

Bem, até que foi engraçado ler você tentando empurrar uma agenda política goela abaixo da entrevistada.

Fernanda disse...

Genial! Também não conhecia!

Putz, linda iniciativa!

Anônimo disse...

Possuo forte desconfianças a respeito dessa iniciativa cobrir os 7 aos 17 anos: As trans adolescentes seriam contempladas?
É de conhecimento geral que diversas ativistas cisfeministas acreditam que mulheres trans deveriam servir de escudo humano às cis, como disse uma cisfeminista uma vez: "Enquanto um trans feminino é espancado, uma mulher é protegida.".
Por favor, gostaria de respostas sobre isso.

Helen Pinho disse...

muito legal a iniciativa e o projeto!

como o rock é, no geral, ainda um "clube do bolinha" acho bem interessante um evento desse tipo (normalmente sou contra separação por gênero), pois certamente dá liberdade para essas meninas/mulheres se descobrirem, se libertarem e se empoderarem.

será que elas aceitam meninas trans?

Anônimo disse...

A inciativa é muito boa só não acho legal empurrar todas as mulheres a gostarem de qualquer coisa que é aprovado e propagado pelo selo da líderes feministas.

Anna Clara disse...

Ahhhh que legal!!!


*_______*

roqueira dasantiga disse...

Que as meninas conheçam o poder q tem sem precisar da agenda feminista militante-limitante-esquerdista
Vai q a rockeira queira:

- ser empresária do rock ou whatever
- ter propriedade particular;
- ter arma, gostar de atirar;
- ser pão dura acumulando bastante dinheiro, se valer do sistema capitalista comprando ações, ops, essa é a lola

Boss disse...

Olha, não sabia que existia uma coisa do tipo, e ah! Pena não ter mais meus 17 anos! Apesar de não ter nenhum talento para musica, haha!

Agora, lendo a matéria do G1 e vendo os comentários, deu para notar que a maioria que se sentiram incomodados com esse evento são, pasmem! Os homens!

É incrivel quando um tipo de trabalho desses voltados para garotas assusta a maioria dos homens, afinal, são meninas e mulheres fazendo coisas que elas gostam e que muitas vezes são gostos ditos "masculinos".

Adoro quando vem as garotas e "chocam" a sociedade! ou melhor, os machistas!

Anônimo disse...

Tem rcokeiros que são machistas mesmo, tem alguns até com idéias ridículas parecidas com as dos mascus.

Helena disse...

Oi! Faço parte da equipe do Rock Camp, ano passado inclusive fiquei devendo pra Lola um texto sobre o assunto... Q bom q vc fez a entrevista! Queria responder pras meninas de mais de 17 q temos um projeto chamado "Ladies Rock Camp", nos mesmos moldes do "Girls" que logo logo sai do papel! Vcs com certeza ficarão sabendo. beijos!

Carol disse...

Poxa, sempre sonhei em participar de alguma coisa assim. Uma menina de 20 anos pode ir pro acampamento também? hahaha
Meus parabéns às meninas que tiveram a iniciativa.

Anônimo disse...

"Anônimo disse...
A inciativa é muito boa só não acho legal empurrar todas as mulheres a gostarem de qualquer coisa que é aprovado e propagado pelo selo da líderes feministas."


E quem está empurrando? Por acaso as donas do acampamento estão apontando uma arma na cabeça delas obrigando-as a gostarem?

Anônimo disse...

podem tudo? esse é um camp ilusão,só pq TENTAM tocar alguma coisa já saem de lá achando que podem tudo?
a ilusão ja começa com a musica,nem todo mundo tem talento musical,imagino as musicas horriveis q saem de lá.
mas o que esperar de um país onde qualquer um sem talento vira cantor.

aborto eletrico disse...


meninas,só naun exagerem nas dorgas

Anônimo disse...

Esses reaças são uns amores, né? Pra começar, a visita diária deles ao blog só demonstra uma fraqueza da direita, que precisa ficar na ativa pra deixar seu legado - que pra nada serve. Aí, uma feminista pergunta pra entrevistada sobre o feminismo no projeto (que é evidente), e isso já é empurrar agenda política goela abaixo! Eita! Do nada, surge um guri ou guria, que comenta "é um camp ilusão", e deixa uma crítica barata à música brasileira. Engraçado, né? Na hora de falar da livre iniciativa, não importa a qualidade, consome quem quer. Falou em música, e a pessoa não pode nem aprender a tocar. Cadê a liberdade dessas garotas sem talento? :(

Anônimo disse...

"A inciativa é muito boa só não acho legal empurrar todas as mulheres a gostarem de qualquer coisa que é aprovado e propagado pelo selo da líderes feministas."
Tem que sobrar algumas machistas e submissas, né?

Julia disse...

Anon 18:59, já podem mais do que você que é um bosta que vem deixar comentário anônimo chochando a iniciativa alheia. Chato pra kct.

Anônimo disse...

Eu recomendaria cuidado as integrantes do Girls Rock, pq a Dolores provavelmente vai comprar a franquia e vai transformar num forró brega.

Anônimo disse...

Me simpatizei pela entrevistada especialmente por ela ter esnobado o rotulo de feminista, e frustrar as expectativas de Lola.

Isso sim é fazer política de forma inteligente. Aprendam, feministas. Vocês nunquinha ganharão no grito :-)

Anônimo disse...

e eu falei mentira? qualquer um vira cantor nesse país,basta ouvir os funkeiros,99% deles cantam mal.
e tentar aprender é diferente de pensar que é uma estrela de rock pq vai passar 1 semana no camp ilusão e que todas sairam de lá fera,só quem tiver talento vai aprender alguma coisa ,o resto vai ficar na qualidade ruim dos funkeiros mesmo.

desculpe mas eu vivo na realidade,eu queria ser enfermeiro,até alguém mandar eu tirar sangue dos outros,entrei em pânico e a carreira acabou ai,se n consigo fazer isso ,que dirá o resto.
ninguém pode fazer tudo.

Anônimo disse...

Se fosse uma iniciativa de grupo só para meninos, as feministas iriam estar gritando aos quatro cantos; "segregação, segregação"

Anônimo disse...

As mulheres fazem um camping para conscientizar e divertir as garotas e já vem gente perguntando: " E as trans podem participar? " meio que querendo demonstrar que há preconceito nessa ação. Anônimo das 13:17, se uma feminista falou uma frase infeliz alguma vez, você precisa vir aqui pra pedir respostas? Por quê não pergunta pra autora da frase? É o velho truque de querer polemizar para desviar o assunto do post.

Julia disse...

Anon 22:09, tendo esnobado o título de feminista ou não a iniciativa é 100% feminista. Vamos ganhar mesmo quando não existir mais rejeição a palavra feminismo. E se precisar gritar a gente grita :D

Julia disse...

Anon 23:17, é porque segregam mulheres em muitos lugares ainda, nunca reparou não? Aposto que não. Acho que você é do tipo distraído.. quando te convém.

Anônimo disse...

"Meu filho também precisa ser empoderado". Isso foi o que mais me chamou a atenção no post. Estamos falando de crianças, estamos falando de garotos que sofrem bullying. Será que essa segregação - um camp empoderador só pra meninas - é realmente boa?

Tomate disse...

A matéria ficou incrível!!!!

EEE, elas têm oficina de zine também.... que ficaram maravilhosos! ;)

Anônimo disse...

"É de conhecimento geral que diversas ativistas cisfeministas acreditam que mulheres trans deveriam servir de escudo humano às cis, como disse uma cisfeminista uma vez: "Enquanto um trans feminino é espancado, uma mulher é protegida."

A pessoa que disse isso e, com certeza, babaca. E eu nao conheco NENHUMA feminista que pense assim, se voce conhece por favor me apresente, para saber com quem eu devo evitar contato. Por outro lado eu, como feminista - e acredito que a maioria pense assim - nao vejo o espancamento de QUALQUER PESSOA como uma forma de protecao as mulheres. Independente de ser uma mulher trans, um homem trans, um homem gay, ou mesmo um mascu.

Anônimo disse...

Anon 22:09, tendo esnobado o título de feminista ou não a iniciativa é 100% feminista. Vamos ganhar mesmo quando não existir mais rejeição a palavra feminismo. E se precisar gritar a gente grita :D

........
Mas vc não não pode ficar decidindo pelas outras mulheres se elas são ou não feministas e se elas querem ou não ostentar esse título de feministas, se elas não querem deixe elas em paz. E elas também não devem ser obrigadas a gostar de tudo a se identificar com tudo que reza as cartilhas feministas.

Anônimo disse...

Quer decidir definitivamente que crianças de apenas 7,8, 9 anos de idade são trans e se vão serem trans a vida toda para exigir isso imediatamente no acampamento? Várias feministas deixam frases infelizes nos comentários deste blog, então neste caso se deve questionar a elas mesmas diretamente por aqui neste blog.

Love Gotic disse...

Só porque você é um fracassado não pode rebaixar as pessoas ao teu nível. E minguém faz questão da tua aprovação. Comparar o rock ao funk é no mínimo insano. Teu canal auditivo é atrofiadn junto com teu micro e quase inexistente cérebro? Você nem estava na programação e vem aqui criticar. Ponha-se em seu lugar criatura subversiva. Criticar algo que não conhece é tipico dum idiota, recalcado, patife, deficiente social. Um solo da minha guitarra para desentupir a privada que você chma de ouvido ta? Pequeno diablo.

Anônimo disse...

Vocês então concordam que espaços de aprendizado são mais eficientes separados entre os gêneros, vejam também o caso do colégio para meninos São Bento, as melhores notas no Enem, os melhores resultado em vestibulares há anos.
Já esta provado que com a saudável divisão entre os gêneros, a produtividades masculina aumenta, e o lado feminino e muito mais feliz sem ter que conviver com o que lhe desperta tanto incomodo e aversão :)

Julia disse...

Anon 10:13,
se a iniciativa é claramente feminista porque não ostentar o título? Porque existe um preconceito e rejeição a palavra feminismo. Sempre houve e ainda há. E pelos menos motivos de 100 anos atrás. Isso é ridículo. De onde vem isso que certas mulheres apesar de claramente feministas ou de tomarem iniciativas feministas tem medo de serem chamadas de feministas? A quem elas temem assustar ou serem mal vistas?

Julia disse...

Pois é anon 10:50. O colégio São Bento é um bom exemplo de espaço que segrega meninas há anos. Apesar disso meninas têm conseguido muitos primeiros lugares em vestibulares e já são maioria no ensino superior. Vamos todas mandar um "chupa!" pro colégio São Bento!

luiza disse...

achei bem legal,deveria ter mais eventos,programas só de mulheres,assim ficamos livres do julgamento escroto dos homens sobre nosso corpo,esquecendo completamente a nossa inteligência, pq se tivesse garotos lá,era isso que ia acontecer.
outro ex são as academias só para mulheres,ainda n tive sorte de achar uma perto da minha casa.
ir em academia normal é constrangedor,vc vira um pedaço de carne a ser avaliado.

mas eu acho que exageraram um pouco,com essa história que vai sair de lá fazendo qualquer coisa,eu n tenho mais idade para ir,mas se eu fosse,no máximo sairia de lá achando que posso aprender algum instrumento,nem sei se tenho talento para isso.

Anônimo disse...

Cara,eu não sei devo rir ou cair num choro copioso com alguns comentários aqui.

"mimimi...se fosse um evento de meninos era segregação..mimimi... os omi sofri taaaaaaaaaaaantu"

O que masCUzada?? Tão com medinho de meninas de 7 anos tocando guitarra?? Cuidado... elas vão arrancar o saco de vocês com baquetas de bateria e enforca-los com corda de baixo!!!

O mundo é feito por e para vocês you dummass. Ou alguma vez na vida vocês escutaram que lugar de homem é dentro de casa parindo e cozinhando e que se vocês saem na rua e são violentados a culpa é de vocês por não terem calado a boca e ficado no seus lugar???
Se vocês tem alguma capacidade neuronal, pensem antes de falar tanta merda...


Do mais, excelente iniciativa!!! Parabéns mesmo!!! Eu sempre achei que música, arte e cultura em geral é uma maneira fantástica de conhecer a si próprix e mudar o mundo!!! 0/

Jane Doe

Anônimo disse...

Oi, sou Patricia e faço parte da produção do camp. Gostaria de falar por mim, e eu sei mtas da produção tb pensam assim, mas no momento s]o posso falar por mim....somos feministas declaradas e sabemos ser esse um projeto feminista ! O que as meninas quiseram dizer na entrevista é que não falamos sobre isso escancarado, com palavras teoricas e especificas com as crianças, pelo simples fato delas serem crianças, e assmilarem muito mais a energia em volta e a atitude que queremos passar com atividades e frases de impacto com as quais decoramos a escola, como SEJA VOCE MESMA ! GAROTAS UNIDAS JAMAIS SER#AO VENCIDAS ETC do que textos teoricos...outra coisa, em relação a TALENTO. Uma das coisas que o camp proporciona e que quer passar, pelo menos pra mim, é a dismistificação do "nascer com um talento"...sim, todos podem tocar, e o camp mostra isso...basta interesse, treino, dedicação e vontade.....alguns tem mais facilidade, outros menos, mas isso vem de interesse também....ninguém nasceu tocando perfeito pq tinha talento, todos tiveram um interesse particular por algo e uma dedicação, todos erraram para acertar....não quer dizer que todas vao continuar na musica e vao desenvolver do mesmo jeito suas habilidades, mas que quando tiverem um interesse em algo vão saber que podem fazer se assim se dedicarem ! Mudando de assunto, criticas pesadas em relação a preconceito e doutrinação, e trans, tenho idéia de quem seja , e estamos sempre abertas a conversar, como estivemos durante o camp. Diferente de quem fez tais criticas alfinetando pelas costas, sempre querendo ter razão, e ainda colocando uma frase (trans escudo de feminista?) que nunca ouvi tamanho absurdo antes , e não foi falada por ninguém do camp......então criticas construtivas são bem vindas, sempre, agora alfinetadas sem noção que não levam a nada, sugiro que essa pessoa faça seu proprio projeto do jeito que acredita, ao invés de xoxar o projeto dos outros...falar sobre transexualismo com crianças não é uma tarefa fácil, e se você tem tanto interesse super apoio que faça algo do gênero, ao inves de esperar que outras façam isso ! obrigada qq duvida estou a disposicao ! e quem conhece a produção do camp e seu historico sabe que a Lola nao precisaria empurrar politica pela guela, para um sociologa riot girl feminista de mais de 30 anos ne ? Patricia Saltara (pq nao tenho medo de colocar meu nome e expor minha opninao) obrigada Lola pela oportunidade ! esperamos mais voluntarias ano q vem !

Anônimo disse...

* transexualidade (desculpa os erros de digitacao e a falta de acento, c omputador desconfigurado) ass: Patricia