terça-feira, 21 de janeiro de 2014

GUEST POST: VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA, A DOR QUE FICA

A Gabriela é autora deste relato sobre uma forma de violência muito comum, e que precisa ser denunciada: a violência obstétrica
Ser tratada com dignidade durante o parto é direito básico de toda mulher que dá à luz. Mas uma em cada quatro mulheres relata maus-tratos durante o parto. Gabriela é uma dessas quatro. 

Minha perfeição pequenina está completando dez meses. Meu maior orgulho, meu amor, minha alegria! Mas não consigo falar dela sem lembrar do nosso primeiro dia juntas aqui, fora de mim. Levei dez meses pra conseguir escrever sobre como eu me senti naquele dia e como eu sofri por isso nas semanas e meses seguintes.
Tenho 22 anos, moro em Manaus, sou casada e tenho uma filha. Nossa gestação foi tranquila, sem transtornos, eu e meu marido curtimos muito cada fase dela. Eu tenho um plano de saúde, fiz minhas últimas consultas do pré natal pelo convênio, mas como ainda estava na carência, já estava certo que meu parto seria feito num hospital público.
Durante a gestação eu passei a maior parte do tempo lendo sobre o desenvolvimento do bebê na barriga, enxoval, primeiros cuidados com o bebê, conversava bastante com outras mães, mas não me informei sobre o parto. Minha mãe teve dois partos naturais hospitalares e desde sempre eu soube que também queria um parto natural, por saber que era o melhor pra mãe e pro bebê. Não me preparei pra isso porque pensava que por ser algo natural, bastava ir ao hospital na hora certa e o meu corpo e a natureza fariam o resto. 
Eu não tinha medo da dor, mas tinha muito medo de ser maltratada na maternidade, já tinha ouvido muitos relatos tristes e tinha medo de sofrer nas mãos de uma equipe ruim, mas nem passava pela minha cabeça procurar uma equipe humanizada. A única certeza que eu tinha é que eu queria o meu marido ao meu lado o tempo inteiro. A ideia de ter uma cirurgia estava completamente fora de cogitação, a médica que acompanhava o meu pré natal me incentivava a ter um parto natural e me garantia que não havia nenhuma indicação de cesárea, que eu e a Paulinha estávamos saudáveis.
Até que um dia (37 semanas e seis dias) eu comecei a sentir uma dor de cabeça muito forte, diferente, que me impedia até de raciocinar direito. Lembrei de um dos artigos que havia lido que falava que isso podia ser sinal de pré-eclâmpsia, falei pro meu marido que precisava ir ao médico e resolvemos ir ao hospital do convênio. Quis ir até lá por ser mais próximo. Fui lá pensando em passar na emergência, aferir a pressão, talvez tomar um remédio e voltar pra casa, mas não foi bem assim...
Passei com um clínico, minha pressão estava 14/9, e fui encaminhada pro centro de obstetrícia. A plantonista nem olhou pra mim e já foi falando pro meu marido: "O senhor tem que sair agora, não era nem pra ter vindo até aqui. O hospital não permite homens nessa sala pra preservar a privacidade das mulheres." Detestei a médica desde o primeiro momento, eu detesto ficar sozinha, principalmente em hospitais. Eu era a única gestante naquela sala, mas não protestei, ele se despediu de mim e saiu.
Antes de eu ser colocada em observação, a médica pegou a minha ficha e começou a reclamar do meu plano de saúde, pegou o telefone e ligou pra alguém de outro setor: "Dá uma olhada nesses dados e vê se esse é um daqueles planos cheios de carência. Se for, já sei que vou ter dor de cabeça com essa daqui."
Algum tempo depois veio a enfermeira-chefe e disse que tinha ordens de fazer a minha transferência: "Ela não pode ficar, o plano tá na carência e ninguém pode fazer nada por ela, o marido tá atrás de dinheiro agora e acho que não vai conseguir tão cedo. Vamos preparar pra transferir."
A médica disse que não autorizava a transferência: "Se ela sair daqui vai acabar entrando em convulsão na ambulância e eu não quero ninguém me cobrando por isso. Não autorizo, deixa ela aí, daqui a pouco eu entrego o plantão e o próximo que pegar decide o que vai ser feito com ela."
A enfermeira ainda tentou convencê-la, não lembro de tudo que foi dito, mas lembro bem de quando a médica falou: "Isso não é problema meu, a culpa é do pessoal da recepção que deixou ela entrar nesse estado." Comecei a sentir medo. 
A médica fazia comentários desagradáveis pra mim, falando do tamanho da minha barriga, que era muito pequena: "Isso não é barriga de 37 semanas, seu filho tá desnutrido, mas adolescente é assim mesmo, fica sem comer e nem pensa que pode matar o filho de fome". Ela disse que se ela fizesse o parto, aquilo ia virar moda: "é o que todo mundo quer, chegar aqui passando mal e ganhar um parto de graça." Eu não respondia nada. Ela desconfiava de pré eclâmpsia, mas achou estranho que eu não estava inchada, pediu um exame de sangue e continuou esperando alguém entrar em contato com o diretor pra dar uma ordem sobre o que seria feito comigo.
Uma enfermeira vinha aferir minha pressão e monitorar os batimentos da Paulinha de tempos em tempos. Minha pressão continuava a subir e aquele mal estar só aumentava. Acho que nunca senti tanto medo quanto naquele dia, pensei que não ia mais sair de lá e que ia perder a minha pequena.
A enfermeira aferiu a pressão outra vez e chamou a médica, que já estava com o resultado do exame: "Vou ter que tirar a criança porque senão as duas vão morrer, ela já tá em sofrimento, não dá mais pra estabilizar a pressão e vamos ter que interromper a gestação por aqui."
Interromper a gestação? Tirar a criança? Meu Deus, como eu detesto essa expressão, pra mim é algo muito frio, indiferente! Não era aquilo que eu imaginava pra chegada da Paulinha. A partir daquele momento, senti como se eu já não estivesse mais lá. Senti um desespero tão grande, nunca me senti tão só quanto naquele dia. É como se eu tivesse entrado no automático, não questionava, não recusava, apenas fazia o que me falavam.
Fui trocar de roupa, colocaram a sonda, a enfermeira aplicou um remédio, eu fui pro centro cirúrgico. Eu senti frio, medo, vergonha, me senti exposta e abandonada. Não fazia ideia de onde estava o meu marido, não sabia o que ia acontecer comigo e com a Paulinha, não sabia se veria a minha pequena, se sairia de lá com ela... Tudo foi tão rápido, exatamente como eu temia, eu sozinha num hospital, longe do meu marido, com uma médica ríspida que não me passava segurança e só aumentava o meu medo. 
Aplicaram a anestesia, a enfermeira me ajudou a deitar e tudo começou. É estranho descrever o que eu senti. Acho que porque eu simplesmente não senti nada, nem física nem emocionalmente. Foi como se eu estivesse em outro lugar, bem longe dali. Levantaram aquele pano, amarraram os meus braços e tudo começou. Fiquei com medo que machucassem a Paulinha, nós estávamos sozinhas e eu nem podia ver o que ia acontecer. 
Os comentários da médica continuaram: "na próxima reunião com a direção eu vou reclamar, não tá certo, admitir alguém nesse estado e sobrar pra equipe médica? Culpa do pessoal da recepção, quero ver quem vai pagar essa conta, não sou paga pra fazer caridade pra grávida. Aposto que esse aqui vai ser PIG [Pequeno para a Idade Gestacional] e vai pra incubadora". 
Senti quando fizeram o corte, quando mexeram dentro de mim, é algo tão estranho! Ouvi e senti quando jorrou o líquido, continuaram mexendo e eu podia sentir que faziam uma pressão enorme, a mesa balançava, até que tiraram a Paulinha e eu pude vê-la de longe, tão pequena, ela nem chorou, só resmungou. Ouvi quando a médica disse: "PIG, eu nunca erro."
Paula nasceu com 37 semanas e seis dias, com 2.386 g e 45 cm.
Pedi pra vê-la de perto, a pediatra trouxe "pra dar um cheiro na mãe", eu quis tocá-la, mas os meus braços estavam amarrados e ela foi levada. Tive medo que fizessem algo ruim com ela. Enquanto me costuravam eu falei pra médica que não enxergava mais nada do lado esquerdo, ela disse que isso era comum e depois de alguns dias voltaria ao normal, quando a minha pressão ficasse estável.
Fui deixada na sala de recuperação por um bom tempo, queria ver a minha pequena, acho que delirei naquela hora, tremia de frio, não parava de perguntar por ela, pelo meu marido, queria saber onde e com quem ela estava. Depois de um tempo fui levada pro quarto. A Paulinha demorou a subir, o protocolo é manter o bebê no berçário por algumas horas, mesmo se ele estiver saudável precisa ficar longe da mãe em observação. Perguntei por ela e pelo meu marido várias vezes e só me diziam "fica quietinha e não fala nada por causa da cirurgia, sua filha tá segura no berçário." 
Ela foi trazida, segurei ela no colo, tentei colocá-la pra mamar, mas não consegui. Queriam levá-la de novo, mas pedi pra ela ficar lá comigo, deitada em mim. Meu marido veio nos ver, foi bem rápido, logo pediram pra ele sair. Ele foi embora e pouco tempo depois minha mãe veio ficar conosco.
No dia seguinte, as duas mulheres que estavam comigo no quarto receberam alta, o pediatra e a obstetra foram conversar com as duas, deram orientação sobre os testes que precisavam ser feitos no bebê, amamentação, cuidados durante a recuperação da cirurgia, entre outras coisas. Pedi pra falar com a obstetra, queria perguntar se a minha visão voltaria ao normal, ela disse que precisava ver outras pacientes e voltaria à tarde.
O dia passou, ela não voltou. Eu ainda não tinha leite, não pude amamentar e deram complemento pra Paulinha. Fiquei frustrada. Nós receberíamos alta na noite seguinte, depois de falar com a médica, mas pela manhã uma enfermeira disse que já podíamos ir embora, porque o quarto precisava ser desocupado. Não via a hora de sair de lá, mas fiquei chateada por não poder tirar as minhas dúvidas com ninguém e por ter certeza que não fui bem tratada.
Cheguei em casa e vi que o meu cartão de gestante estava em branco e o cartão da Paulinha tinha informações incorretas (amamentação na primeira hora de vida, entre outras coisas).
Durante as semanas pós parto fiquei na expectativa de acordar e ter a visão do lado esquerdo de volta, mas isso não aconteceu. Já fui em três oftalmologistas e soube que por causa do aumento da pressão eu sofri uma atrofia nos nervos ópticos. Não tem reversão.
Eu levei um tempo até me sentir próxima da minha filha novamente. Tive depressão pós parto, sofri muito nos primeiros meses, sentia uma angústia enorme ao lembrar de tudo e só conseguia chorar, me culpar, ficava tentando me convencer de que tinha sido uma boa experiência, às vezes me forçava a parecer feliz e satisfeita na frente dos outros. 
Eu não me sentia boa o suficiente pra ser mãe, confesso que cheguei a pensar em desistir de mim mesma, vivia esgotada física e mentalmente. 
Aquele dia era pra ter se tornado uma boa lembrança, mas deixou marcas ruins. Hoje eu, meu marido e minha filha somos muito unidos, aos poucos eu comecei a me abrir com ele e pude ouvir o que ele sentiu. Nós dois sofremos muito por aquele dia, por ele ter ficado longe de nós duas, sem poder fazer nada, sem saber o que acontecia lá dentro. Ele esteve sempre presente durante a nossa gestação, nas consultas, exames, e no dia mais importante, ele foi excluído. 
Quando nasce um bebê, nasce também uma mãe, uma família. E o acolhimento que a mãe e o bebê recebem nesse momento faz toda a diferença, deixa a família marcada pra sempre, pode ser motivo de alegria ou sofrimento. Por tudo que eu ouvi, vi e senti naquele dia, eu não consigo me contentar só porque no fim "deu tudo certo." Ninguém deveria ser desrespeitado desse jeito.
Quantas famílias sofrem ou já sofreram por causa de violência obstétrica? Até quando isso vai continuar?

229 comentários:

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Livia Siqueira disse...

Autora do post,

Eu recomendo com força que vc processe a médica e o hospital. Sou advogada e talvez possa te ajudar. Em que cidade vc mora?

Livia Siqueira disse...

Ops, acabei de ver que ela é de Manaus. Sou de SP, mas, se ela quiser entrar em contato, posso orientá-la.

Mariana disse...

Que relato terrível! Torço para que ela se recupere logo. Embora alguns discordem, eu realmente acredito que algumas profissões estão diretamente ligadas à personalidade das pessoas. Para mim, é impossível ser um bom médico sem gostar/se importar de/com pessoas, ser professor primário sem gostar de crianças, ser veterinário sem gostar de animais... enfim. Ainda bem que ela tem um marido que a apoia e uma filha saudável, e juntos estão constituindo uma linda família.
Infelizmente, temos que lidar com essas situações diariamente e nos submeter a elas. Mas amanhã é um novo dia e a cada dia ela se recuperará mais e mais até isso virar apenas uma esquecida e distante lembrança na vida dela.
Força!

Thais disse...

Relato triste. Infelizmente, por ser constantemente destratada pelos médicos do meu convênio, não chego a realmente me surpreender que isso tenha ocorrido. Mesmo não tendo muito dinheiro, tenho certeza de que quando eu decidir ser mãe, planejarei meu parto e gastarei o que for necessário numa clínica particular, pois minha experiência com médicos é péssima, mal nos olham no rosto, são sempre grosseiros e indiferentes. Gostaria de entender porque são tão desagradáveis e infelizes. Insensíveis com nossa dor, com nossa vida, com nossas dúvidas e insegurança.

Anônimo disse...

caramba, que hospital é esse? quem é essa monstra q te atendeu? eu não sou advogada, mas acho q cabe um processo.
aiaiai

Anônimo disse...

gente, eu tenho convênio e uso sempre e nunca fui mal tratada por médico nenhum. isso não é uma coisa normal, nem em convenio, nem em sus, nem em particular.

aiaiai

Cláudia Dans disse...

Nossa que história mais triste! Estou com lágrimas nos olhos! Médica mais grossa!! Tem mais que processar mesmo. Onde já se viu dar este tipo de atendimento???

Força ai mamãe!

Mari disse...

Isso é um absurdo, este hospital e a ogra que te atendeu devem ser processados. Não sabe lidar com pessoas, não vire médica, esta "médica" nem pra trabalhar em canil serviria!

Fernando disse...

Mimimimimimi

"A ideia de ter uma cirurgia estava completamente fora de cogitação, a médica que acompanhava o meu pré natal me incentivava a ter um parto natural e me garantia que não havia nenhuma indicação de cesárea"

A maior parte das indicações de cesárea ocorre NA HORA DO PARTO, não tem como prever se vai precisar de cesárea ou não.

"Dá uma olhada nesses dados e vê se esse é um daqueles planos cheios de carência. Se for, já sei que vou ter dor de cabeça com essa daqui."

O plano da paciente é uma %#$% e a culpa, claro, é da médica.

"Interromper a gestação? Tirar a criança? Meu Deus, como eu detesto essa expressão, pra mim é algo muito frio, indiferente!"

Não basta a médica ser competente e salvar a vida da mãe E do bebê; ela tem que ser "carinhosa" também, senão não presta. Isso tem um nome: PIEGUICE.

"Eu senti frio, medo, vergonha, me senti exposta e abandonada."

EU EU EU EU EU de novo não basta os procedimentos terem dado certo, TEM QUE SER TUDO COMO EEEEU QUERO OUVIRAM? HUMPF!!

"Na próxima reunião com a direção eu vou reclamar, não tá certo, admitir alguém nesse estado e sobrar pra equipe médica? Culpa do pessoal da recepção, quero ver quem vai pagar essa conta, não sou paga pra fazer caridade pra grávida."

Porque toda a equipe do hospital tem que trabalhar de graça pra mim!!! Como assim, saúde tem custo?! Todo mundo sabe que remédios e insumos caem do céu e médicos brotam do chão e vivem de fotossíntese!!!

"e ela foi levada. Tive medo que fizessem algo ruim com ela. "

Pois é, a equipe salva sua vida e a do bebê, mas é óbvio que eles são monstros.

"Por tudo que eu ouvi, vi e senti naquele dia, eu não consigo me contentar só porque no fim "deu tudo certo." Ninguém deveria ser desrespeitado desse jeito."

De novo, o mais importante não é a vida do meu bebê, são OS MEUS SENTIMENTUUUUSS

Pelamordedeus: CRESÇAM!!!

A médica está é coberta de razão. Salva DUAS vidas e ainda tem a Lívia Siqueira, advogada aproveitadora, para tentar tirar casquinha?

Nos EUA o seguro médico para obstetras é na csa de US$ 150,000 por ano. Tomara que o mesmo aconteça no Brasil, que a obstetrícia fique inviável e que essas gestantes morram de hemorragia cerebral devido a eclâmpsia ou que seus úteros rompam por incopatibilidade materno-fetal. Mas talvez elas tenham um médico "humano" pra segurar a mão delas enquanto agonizam.

Fabi disse...

Essa médica, além de estúpida é muito mal informada. Situações de parto pré-eclampsia entram no que dizem "procedimento de urgência", cuja carência é de 24 horas.
Veja a orientação da ANS sobre isso:
http://www.ans.gov.br/portal/upload/aans/publicacoes/Guia_orient_vol3.pdf
Você sofreu violência gratuitamente pois teu plano estava cobrindo o procedimento (é claro que mesmo se não estivesse na cobertura do plano de saúde não justificaria a conduta da médica que descumpriu os preceitos éticos profissionais mais básicos). Essa médica não fez nenhuma caridade, ela recebeu pelo procedimento que realizou. Se eu fosse você eu denunciava ao Conselho de Medicina a fim de evitar ou pelo menos tentar evitar, que outras mulheres passem por esta tortura.
E com relação a cegueira de um lado irreversível, te aconselho a informar se o procedimento que a médica/hospital adotaram foi o adequado pois caracterizado o erro médico, além do abalo moral, você teve sequelas físicas e deve ser indenizada por isso.

Anônimo disse...

Isso tudo aconteceu no sistema privado.

Imagina o que muitas mulheres não passam no sistema público.

lola aronovich disse...

Adoro a fidelidade mascu: sempre se pode confiar nos mascus para ficarem contra as mulheres, em QUALQUER situação narrada neste blog. Né, Fernando? ONDE JÁ SE VIU uma mulher querer ser tratada com dignidade durante o parto?! Era só o que faltava!

Anônimo disse...

A maioria dos médicos que eu já tive contato age exatamente assim. Sinto mto.

Anônimo disse...

Mas ela nao denunciou nem processou, nada?
Assim fica difícil...
Ana

Anônimo disse...

Vai com calma, se vc não tinha dinheiro pq vc foi num hospital de convênio/particular???

O fato de vc estar grávida não significa q o mundo a sua volta tem q te admirar e que vão te dar tudo de graça...

Ao entrar em um hospital vc recebe um serviço altamente especializado
(enfermeirxs, técnicxs, medicxs, nutrição, medicamentos, limpeza) q merece ser pago.

O sus onde eu trabalho oferece um ótimo serviço inclusive com parto humanizado, melhor ainda por ser um hospital universitário (e contar com um estudante de medicina e um médico residente exclusivo pra vc, além do obstetra é plantonista) .

VC tem medo de tudo!!! Essa médica já fez 6 anos de faculdade mais 3 de residência, ela já deve ter participado de pelo menos mil parto cesáreas!!! Ela deve entender a fisiopatologia da pré-eclampsia perfeitamente (a cura só ocorre após a retirada da placenta, não existe remédio)!!!


Acho que vc merecia sim a presença do seu esposo (é lei, só que as outras mulheres poderiam ficar incomodadas), e sinto muito sobre a perda da visão.. ( e espero q vc não tente culpar a médica, ou o estresse por esse fato, pois não há correlação).

Abraço.

Paula disse...

ta, ela teve um tratamento ríspido, sem tato NENHUM!, tinha o direito do marido presente, amarrá-la foi um absurdo e a direção do hospital merecia receber uma reclamação sobre todo o ocorrido sim!

mas no geral, achei o atendimento rápido e eficiente. Lembrando que pré-eclâmpsia é uma das maiores causas de morte durante o parto. Num hospital pública a gente não estaria lendo este guest post.

Ela estava numa situação de emergência, e tinha outras espectativas quanto ao nascimento da filha... o nervosismo é mais que natural...mas verdade seja dita, foi graças a esses médicos que as duas estão vivas hoje..

então, autora do post, fica calma, curta a minha pequena xará e tente fazer uma terapia para superar o fiasco que foi o seu parto, que era para ter sido um momento especial, mas por força do destino foi um procedimento de emergência..

Anônimo disse...

Com esses comentários da médica é pra qualquer um entrar em pânico mesmo... ainda mais num momento que a gente já se sente vulnerável. Imagino que o medo e o estresse devam piorar o quadro clínico. Sinto muito por todo o ocorrido, mas também fico feliz que as duas tenham sido salvas. Dos comentários anteriores, parece que essa tal de eclâmpsia é bem grave.

Ana Beatriz Schikowski disse...

Relato tão similar ao que aconteceu no meu parto... Médicos precisam entender que um parto é muito mais que um procedimento!

Julia disse...

Não acredito que tem mulheres defendendo a atitude da médica. Ela não foi a heroína que salvou a vida do bebe. Ela só fui uma funcionaria que fez o seu trabalho. Mal, por sinal.

Praticar a medicina não é mais honroso do que outras profissões. Ela não merece virar heroína só porque fez o que era legalmente obrigada a fazer. É essa supervalorização da medicina que cria médicos assim.

Ana Beatriz Schikowski disse...

Incrível como esse relato é similar ao meu parto, medo, angústia, isso não é justo no nosso momento mais frágil. Médicos precisam entender que um parto é muito mais do que um procedimento!

Mari R disse...

Anon das 18:09

" VC tem medo de tudo!!! Essa médica já fez 6 anos de faculdade mais 3 de residência, ela já deve ter participado de pelo menos mil parto cesáreas!!!"
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Uau!!! Empatia é mesmo uma palavra que não está no dicionário de algumas pessoas! Mas não custa tentar.

Imagina que você (ou alguma pessoa que você ama) está grávida (super feliz e ansiosa pela chegada de seu primeiro filho) começa a sentir uma dor de cabeça e vai até o hospital fazer uma consulta simples. Chegando lá é obrigada a ficar sozinha. Sem saber se o que tem é grave, se pode morrer ou perder o bebê. Ouve a médica falar a seu respeito como se fosse uma coisa. Pelo que ela diz vc entende que ela acha que vc é um problema e está doida pra te largar na mão do plantonista, mas é obrigada a agir já que é grave. Sem ninguém conhecido, ninguém que te tranquilize ou explique o que está acontecendo, te levam para uma sala de cirurgia, anestesiam e abrem, falando de vez em quando entre eles (casualmente) que o bebê talvez não fique bem. Você está amarrada, parou de enxergar de um lado e ninguém te passa informações sobre o que aconteceu com você.

Se você, Anônimo, ainda não entendeu o porquê da Gabriela ter sentido medo, eu recomendo que desista da área hospitalar, já que obviamente não sabe nada sobre pessoas.

Mari R disse...

Gabriela
Sinto muito pelo que vc passou. Como algumas pessoas já disseram aqui, se quiser pode processar.
Pode também escrever uma carta para o convênio ou para o próprio hospital, se isso for te fazer sentir melhor.
Espero que esse trauma não afete sua vida ou sua família.

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Como a Julia disse, ser médico é uma profissão. A pessoa escolhe a carreira, estuda, consegue um emprego e recebe um bom salário. O dia que descer um anjo dos céus e me curar de graça usando apenas luz eu me ajoelho e agradeço sem perguntar nada. Enquanto isso, continuo indo a hospitais e acreditando que tenho tanto valor como pessoa quanto os médicos que me atendem.

Anônimo disse...

Fabi...

Vc quer ensinar como funciona plano de saúde pra um médico???
Se a médica disse q vai ter problemas é pq ela já passou por isso, não é uma brincadeira de final de semana, ela faz isso TODOS os dias. É desse dinheiro que sai o sustento do filhos dela.

Já pensou quanto preconceito ela sofreu por se médica mulher??? Por optar estar ali dando plantão em vez de estar com seus filhos, marido???

Planos de saúde sempre tem uma burocracia dificílima, sempre exigem milhares de documentos, exames, provas e mais provas. Não basta a palavra da médica.


Sabe pq ela ficou transtornada e foi estupida???... só uma palavra RESPONSABILIDADE. No momento que um paciente pisa em um hospital somente o médico é responsável por ele e mais ninguém (Não é a Dilma, nem o papa...). Ali naquele momento, ninguém, além daquela médica poderia fazer alguma coisa por ela (ela é tão responsável, q não autorizou nem a transferência, ou seja ela deixou de ligar pro dinheiro, e foi contra uma ordem de um superior).
E me diz a médica fugiu? Pediu dinheiro? Mandou ela caçar um hospital público? Deixou a cirurgia pela metade?

Assim q Paula crescer a mãe (autora) vai entender que as vezes temos que "puxar uma orelha", e ser estupida de vez em quando.

Fernando disse...

Lola, não tem problema nenhum a paciente querer ser tratada com dignidade. Ser bem tratado é bom e todo mundo quer e gosta. O que eu critico é que o, digamos, "descaso afetivo" que o paciente às vezes sofre é mínimo perto do benefício que ele percebe. Você consegue imaginar quantos milhões de mulheres morreram em agonia terrível na hora do parto no passado, e que hoje podem ser e são salvas pela obstetrícia moderna? É como uma pessoa receber uma barra de 10kg de ouro de presente e ficar falando mal de quem deu porque a barra veio riscada. Os pacientes deveriam ter um sentimento maior de gratidão pelo que escapam - no entanto eles tomam a medicina moderna como coisa dada.

Ludmila Marques disse...

Oi Lola!! Desde que descobri seu blog entro aqui quase todos os dias para ler seus posts. Adoro!! Parabéns!! Vc é uma mulher que faz a diferença nas nossas vidas. E quanto ao Fernando e Anônimo das 18:09 que preguiça de gente assim... Nem merecem comentários... Bjosss Lolinha e vamos continuar lutando!!

Julia disse...

O Fernando é o exemplo clássico do médico egocêntrico e com complexo de superioridade. A vida seria mais dura sem a medicina moderna? Sem dúvida. Assim como séria menos eficiente sem a engenharia, a filosofia, os conceitos da administração pública e todas as outras áreas do conhecimento.

Mas isso é salvo conduto para agir de maneira estúpida e paternalista? Não existe uma relação hierárquica entre paciente e médico. Você não tem nenhuma legitimidade para puxar a orelha de ninguém. Não sou "mãezinha" nem criança, me trate como igual.

Cyberia disse...

Nem sei o que me horrorizou mais, o post ou certos comentários. Pela lógica desse povo, eu, que também lido com pessoas e recebo um bom salário (muitas e muitas pessoas, mas não sou médica), desde que eu faça o atendimento e resolva o problema da pessoa em tempo hábil, posso tratar ela com toda a estupidez e grosseria e tudo bem?! Posso falar qualquer merda na frente dela, posso não explicar nada do que estou fazendo, posso manipular a pessoa de qualquer jeito, até amarrá-la se eu quiser! Uau! Tudo bem assim?! Tranquilo mesmo?! Bom saber!!! Vai facilitar meu trabalho a beça! Duh!!!

Nem preciso comentar que no caso da moça é ainda PIOR por ela estar numa situação de extrema vulnerabilidade né. Inacreditável...

Anônimo disse...

não acabou tudo bem. a atrofia do nervoótico em função do descaso do hospital não é um final feliz.
aurea

Maikou disse...

Mari R... Sou o anônimo.

Como falei fui contra a ela ficar sozinha, isso está errado. Ela merecia sim o esposo e isso não é culpa da médica. O hospital que cria essas regras (a médica não é dona de nada ali dentro, nem dos equipamentos cirúrgicos, nem da alimentação, nem dos quartos).

Vou te falar uma coisa, naquela situação em q a paciente se encontrava, dominada pela ansiedade(fragilidade, dor, tensão, gravida...). Nem se a médica preparasse uma aula em datashow sobre a eclampsia, riscos e condutas a paciente iria entender. Por isso opta-se a comunicar os acompanhantes sobre o caso, que não estava presente. Além disso pacientes sempre esperam garantias, que não podem ser dadas. Dentro da medicina nada é garantido.

Também assumo que não deveria ter usado a palavra "medo", melhor seria ter usado desconfiança. Afinal TODOS os seres humanos tem medo, porém alguns optam por confiar e ter fé seja em Deus ou no próximo.

Não acho de maneira nenhuma que vc está errada em exigir empatia de todos a sua volta a todo momento.

Mas eu prefiro alguém sem educação que resolva meus problemas. Do que alguém educado q me enrole.
Isto está loooonge de ser perfeito, como vc quer... mas é oque tem pra hj.

pp disse...

Mas Fernando, pensar dessa forma é a mesma coisa que, por exemplo, as ruas da sua cidade ficarem alagadas, estragarem sua casa, você reclamar do Poder Público, e alguém virar para você e falar: "nossa, mas imagina no Brasil colonial, era tudo barro. Não reclame, pois já foi pior!"

Mesmo quando a gente não concorda com um movimento (como vc que deve ser super contra o feminismo), não há necessidade de ser contra tudo também, ainda mais uma coisa dessa como do relato de hoje.

sergio disse...

violência obstétrica? as duas não estão inteiras e bem vivas?
a médica foi grossa sim mas fez seu trabalho,salvou a vida das duas e ainda vai levar processo?
coisa de gente aproveitadora.

Maria Fernanda Lamim disse...

Querida, lamento por tudo isso, inclusive por seu problema de visão. estou gravida e sei o que é esse momento, e tb morro de medo de violencia obstetrica. Essa médica é uma monstra, e nenhum argumento me convence pra defende-la: responsabilidade e problemas com o plano de saude nao sao salvo conduto pra ninguem ser desumano. Medicos em geral se acham deuses! Eu sou professora, enfrento inumeros problemas no meu trabalho e nem por isso desconto nos meus alunos. eles sao tao oprimidos pelos problemas quanto eu.
Denuncie essa pessima profissional e a clinica que permitiu isso. Procure um advogado e faça valer o seu direito de ser tratada com dignidade. e procure terapia pra superar todo esse horror. Curta bastante sua filhinha. Felicidade pra vcs!


Anônimo disse...

Gostaria de te dar um abraço forte. Que todo o seu amor de mãe e o amor do seu marido por essa filha linda possam te confortar por esse momento triste. Força!

Maria Valéria disse...

Sou medica e tenho total empatia pela autora do post.

Discordo dos comentários que defendem a minha ' colega'- ela podia , no mínimo ter poupado a paciente de ouvir reclamações sobre burocracia de convênio.

Nao sou GO e portanto nao sei comentar se a cesárea de urgência estava bem indicada ou não - alias, nem se fosse GO nao saberia responder isso sem maiores dados.( como ultra som do bebe, valor da pressão arterial,por exemplo )
Nao sei se foi feita alguma medicação para abaixar a pressão da autora (?) e tambem nao sei se atrofia do nervo óptico tem a ver com uma pre - eclampsia nao tratada.

Pelo que alguns estão dizendo aqui, se nao houver ' erro medico' , esta tudo bem se o medico for grosso com o paciente.
Eu penso o contrario - alias, ja soube de varias histórias em que o medico errou e o paciente perdoou porque foi bem tratado e o medico conversou abertamente com o paciente e familia - ja o inverso e muito comum : o medico acertou, mas como foi grosso acaba sendo processado, pois o paciente sai angustiado e sem saber o que aconteceu.
Você pode atender urgências e emergências sem ser grosso, serio, nao vejo nenhum bicho de sete cabeças nisso !!!a justificava de ' ser urgente ' pra explicar a grosseria nao tem nada a ver !!!


Bjs

Sara disse...

Concordo q é um absurdo sem tamanho que no momento onde nós mulheres nos sentimos mais fragilizadas e dependentes, temos q nos submeter a um tratamento desses, é imperdoável..

Kittsu disse...

Nossa, quanto cavalo achando lindo que a autora do post tenha sofrido desnecessariamente.

Vanessa disse...

O mais engraçado é que só vem homem aqui para dizer que a autora está errada.

Vamos fazer assim, brothers: Vocês estão com dor nos rins, vão ao médico, e ele diz assim: "ficar bebendo essas merdas desses refris aí tem que ter pedra no rim mesmo!". Como vocês estão muito nervosos, eles só operam vocês sem dizer nada, afinal o médico estudou 1 milhão de anos e faz isso todos os dias, né? E medicam sem dizer nada. E quando vocês perguntam o que está acontecendo a resposta é "shhhh, fica quietinho aí, hein?". E você sai do hospital e vai para casa.E aí você perde o seu rim esquerdo. Mas, nossa, você ta vivo, né? Foda-se como foi tratado. Quem se interessa se trataram você como um saco de bosta? Como se não fosse capaz de decidir sobre si mesmo?

Aí, depois disso tudo, vocês mandam um relato para um fórum que trata de pessoas com problemas renais, e vem alguém e diz que você está de "mimimi". :)

Bem legal, né???

Sabe como a gente evita todo esse absurdo? Empatia. Simples assim.

Anônimo disse...

Vc está com uma paciente grávida, com pré-eclampsia, pressão lá nas alturas, oq fazer?
A) realizar os procedimentos necessários de forma humanizada e contribuir para uma melhora do quadro;
B) realizar os procedimentos necessários de forma meramente burocrática, sem envolvimento, mas sem desrespeito e sem contribuir para uma piora do quadro;
C) realizar os procedimentos necessários de forma grosseira, deixando a paciente insegura e contribuindo para uma piora do quadro dela.

Fernando disse...

Gente, ser competente NÃO É salvo conduto pra tratar mal as pessoas. Nada é. Mas ser competente é muito, muito mais importante que "tratar o paciente com carinho". Se você discorda é porque nunca teve um problema de saúde de verdade.

Minha bronca é que os pacientes deveriam ser menos narcisistas e dar mais valor ao que realmente importa, que é o tratamento adequado. A cultura brasileira é muito sentimentalista, piegas, uma carência sem fundo que não é obrigação dos profissionais de saúde preencher. Se um paciente brasileiro fosse atendendido num hospital médio europeu ou americano, por exemplo, iria achar os médicos e demais profissionais muito "frios" e "impessoais". Não é o ideal, muitos são diferentes, mas a obrigação maior é ser competente.

" Julia disse...
O Fernando é o exemplo clássico do médico egocêntrico (...) Não existe uma relação hierárquica entre paciente e médico. Você não tem nenhuma legitimidade para puxar a orelha de ninguém. Não sou "mãezinha" nem criança, me trate como igual. "

Júlia, você não é igual. Se você fosse, trataria a si mesma, não procuraria o médico. O que dá legitimidade ao médico para "puxar sua orelha" é que você o procurou e colocou-se sob os cuidados dele, voluntariamente. Se você tem uma infecção e eu julgo que você precisa do antibiótico X, você não pode decidir que precisa mesmo é tomar o antibiótico Y. Logo, existe sim relação de hiearquia no que diz respeito aos cuidados de saúde.

E antes que você falem que sou um monstro, permitam-me dizer que meus pacientes me adoram - porque eu tenho comprometimento com minha formação e portanto posso oferecer o que há de melhor em conhecimento médico, e porque trato eles não como crianças bobas carentes mas como adultos, dentro de uma relação profissional. Sem chororô.

" pp disse...
Mas Fernando, pensar dessa forma é a mesma coisa que, por exemplo, as ruas da sua cidade ficarem alagadas, estragarem sua casa, você reclamar do Poder Público, e alguém virar para você e falar: "nossa, mas imagina no Brasil colonial, era tudo barro. Não reclame, pois já foi pior!""

pp, uma rua que alaga é uma coisa malfeita, é como um procedimento médico que dá errado por imperícia. Quando eu vejo uma coisa bem feita, como uma estrada ou uma ponte, não posso ter a arrogância de dizer que "esses engenheiros não fazem nada direito, devia ser assim assim assado" como muitas vezes se ouve em relação a absolutamente tudo por aí.

Renata disse...

Pré-eclâmpsia é um dos maiores fatores de óbito para gestantes e pelo relato fica bastante claro que ela foi mal atendida.
Mal atendida porque a me´dica não tratou a paciente com sulfatação (para quem saber mais, indico o Blog da Melania. Mal atendida porque a médica já estava passando a bola para outro plantão.... entre tantos outros detalhes. Ela foi violentada e teve um DIREITO violado: acompanhante na hora do nascimento.

Renata disse...

Vale ressaltar ainda que PAI NÂO É VISITA. O pai tem direito de ficar em alojamento conjunto com mãe e bebê.
E obviamente, os machões vão achar que foi tudo ótimo... porque não foi com o pinto deles. Nem com a namorada, filha, noiva, amante ou mãe.

Infelizmente, ela foi violentada por outra mulher... que deve violentar a maioria das gestantes que passa na mãos dela. Ou seja, nós, mulheres que reproduzimos esta vergonha.

Clara disse...

Estou PERPLEXA com certos comentários! A classe médica no geral pensa que é Deus ou o que? Se "salvou" as vidas, cegando, humilhando, amarrando, está tudo bem? Essa médica palhaça não "salvou" vida nenhuma, fez a sua obrigação, e muito mal. Deve ser processada, sim. Provocou danos sérios à saúde física e mental da paciente.
Gabriela, muita força pra você. Espero que você supere essa experiência lamentável e tão sem necessidade. Tudo poderia ter sido feito de forma humana e solidária.
Olha, eu fiz meu parto particular, não sofri tanto como você, mas fui também desrespeitada, amarrada e não me foram dadas informações básicas que teriam sido de grande alívio para os problemas que se seguiram.

Só tenho a dizer que a classe médica no Brasil é um desastre. As exceções provam a regra.

Felipe disse...

Caso absurdo, deve-se dar a maior publicidade possível ao ocorrido. Alguém tem que ser responsabilizado e reparar os danos causados.

Sammi Loca disse...

A falta de ética e profissionalismo parecem estar bastante em voga na medicina brasileira ultimamente.

Foi-se o tempo que a medicina se posicionava na vanguarda do pensamento progressista.

Realmente, a enclampsia é uma patologia grave associada a um distúrbio na dinâmica madre-placentária sendo solucianada apenas através da extração da placenta. Mas isso é um procedimento de urgência e deveria ser feito imediatamente independente do convênio da paciente!

E nada justificaria os comentários insensíveis, grosseiros e até acusações da médica em relação a paciente. A médica extrapolou todos os limites da decência nesse caso.

O ambiente do parto é crucial porque é nessa circunstância que se formarão os primeiros laços entre mãe e neonato, essenciais para saúde futura do indíviduo. Há de se tratar a mãe com o maior cuidado possível.

Muito me admira esse pessoal que diz defender a família não se sensibilizar com uma mãe desesperada que é tratada nessas condições bizarras.

pp disse...

Fernando, com certeza cada um que sabe da sua área e é muito chato os outros criticarem sem saber (também passo por isso na minha área, que é a Jurídica), mas quis dizer que o fato de hoje existir tratamento melhor para o problema da moça do post não elimina as razões dela para reclamar se as coisas se passaram como ela relatou.

Claro que não concordo com esses comentários tipo "a classe médica no Brasil é isso ou aquilo", acho ignorância falar isso também.

No meu trabalho nós também somos muito criticados por coisas que as pessoas não entendem, mas isso não faz eu não achar um absurdo um tratamento desumano com uma pessoa que está em situação de vulnerabilidade. Claro que não é tratar ninguém como criança.

Se os seus paciente te adoram, tenho certeza de que você não os trata como relatado no post.

Sara disse...

Não tem nada a ver c o post, mas depois de ver essa página estou com urticaria até agora

https://www.facebook.com/pages/Mulheres-para-Casar/219058268249285

Thais disse...

Eu passei por algo muito parecido com o da autora do relato, apesar de não ficar com sequelas (físicas) como ela ficou.

Também fiz meu tratamento particular e o parto na rede pública. Porém, diferente dela, minha pré-eclâmpsia foi diagnosticada mais cedo e eu precisei marcar o dia para o parto, duas semanas antes do esperado, pois era arriscado continuar grávida e a pressão lá em cima. Poderia ser problemático tanto para mim quanto para o bebê. Eu ia de 1 a 2 vezes por dia ao hospital medir os batimentos cardíacos dele para ver se estava tudo bem.

4 dias antes do dia do parto, meu pai, que tinha câncer, morreu. Eu fiquei tão "anestesiada" pela notícia que dormi o dia inteiro, sem querer contato com ninguém. Não fui ao velório, não fiz nada. Minha mãe ligou para o meu médico, que receitou um remédio de controle da pressão um pouco mais forte, eu tomei e continuei dormindo.

No dia do parto, me senti muito mal ao entrar na sala de cirurgia. Parecia que eu estava entrando em uma nave especial! Apesar de o médico ser, nas devidas proporções daquelas condições, atencioso comigo, fiquei chateada porque queria fazer o parto com ele e, apesar de ele estar junto o tempo todo, meu parto foi feito por médicos residentes. Não é que eu não confie nessas pessoas, sei que têm competência para estarem ali, mas eu esperava ter feito o parto com ele. Enfim.

Também fui amarrada e, quando meu filho nasceu, mal consegui dar um beijinho no rosto dele e o levaram embora. Meu marido ficou na sala durante 5 minutos só enquanto tiravam o bebê da barriga e, quando o levaram, pediram a ele que saísse.

Os momentos pós-parto foram os piores para mim. Fiquei sozinha na maca, com medo, anestesiada, com os residentes costurando a minha barriga. A maca balançava, eu sentia mexerem dentro de mim e era muito estranho. E sem meu filho. Eu não sabia onde ele estava. Só queria que ele estivesse deitadinho do meu lado. Foi muito triste.

Então eles me levaram de maca para um quarto escuro, pós-cirurgia, onde havia mais duas mães dormindo, também em macas. A sensação que eu tive foi a de... tipo, saí de um abate, sabem. Me jogaram ali como se fosse um depósito. Eu sentia muito frio, me sentia sozinha, não tinha ideia de onde estava o meu marido e o meu filho. Pensei muito no meu pai e no quanto ele deveria estar me protegendo. Mas sei lá? Nunca fui muito supersticiosa mesmo e não sabia exatamente se era naquilo que eu deveria acreditar naquele momento.

Não consegui dormir e, depois de horas intermináveis e muito frio, me levaram para a enfermaria coletiva, para dormir. Não consegui dormir. Passei a primeira noite em claro, e nada podia fazer, pois nem me mexer eu conseguia direito. Me sentia mutilada. Pensei em todo mundo que dizia que cesárea não dói e fiquei me perguntando se tinha acontecido algo errado comigo, pois eu estava destruída. Não havia enfermeiras no local - só no corredor. Ninguém veio falar sobre o meu filho.

Na manhã, perguntei para a primeira enfermeira se poderia ver meu filho. Ela disse que os bebês seriam trazidos na hora do almoço, mas que meu filho tinha tido complicações respiratórias e estava na incubadora, e só viria na janta. Eu não tinha com quem falar, então o que poderia fazer???

Na hora da janta, trouxeram a comida e, depois de muita dificuldade para levantar, me sentei à mesa para comer. Dois minutos depois, as enfermeiras trouxeram os bebês e colocaram em cima das camas altas de cada mãe, na enfermaria, dizendo "eles estão com fome, amamentem logo pra gente levar de volta!". Mas tipo, acabaram de deixar a comida para mim também, o que fazer?? Eu deixei a comida...

Meu filho também não mamou no começo, porque recém-nascidos não têm tanta fome no primeiro ou segundo dias, eu ainda nem tinha leite direito e, para piorar, eles davam complemento no berçário. Logo, como eu poderia tentar amamentar???

Uma vez, pedi para uma enfermeira me ajudar, mas ela apertou a boca do meu filho com os dedos de forma tão estúpida (mais uma vez: um recém-nascido) que eu nem pedi mais.

(continua)

Thais disse...

(continuação)

Não consegui dormir nenhum dia na maternidade, preocupada com o meu filho. Na segunda noite, eu fui andando até o berçário, subi escadas, e ninguém me impediu. Hoje eu vejo como foi perigoso, por causa dos pontos! Eu peguei meu filho no berçário, sentei na poltrona de amamentação e não queria descer mais. Só queria ficar com ele. Mas não era permitido.

Quando finalmente tivemos alta, eu estava muito mal e não tive assistência nenhuma. Continuei tomando remédios para a pressão, mas minha recuperação foi dolorosa e demorada. Tinha dores de cabeça que não consigo descrever, o tempo todo. Os médicos diziam que era efeito da anestesia e que logo passaria. Hoje sei que tive sorte de não ter tido nada pior.

Além disso, com a morte do meu pai, me senti extremamente sozinha e sem chão. Foi uma época muito difícil.

Felizmente eu não tive qualquer problema com a pré-eclâmpsia, mas hoje sei que fui tratada da pior maneira possível e me senti um lixo durante muito tempo. Tive depressão pós-parto, que só melhorou quando comecei a dormir com meu filho (cama compartilhada) e minha saúde estava um pouco melhor.

É absurdo como não existe apoio à gestante no Brasil. Apesar de existirem doulas maravilhosas e casas de parto humanizado, isso deveria ser regra geral de tratamento, não exceções especiais. Como pode um médico, ou enfermeiro, que por premissa é gente que ajuda gente, tratar outro ser humano desse jeito?

Por um mundo melhor.

Anônimo disse...

"Se um paciente brasileiro fosse atendendido num hospital médio europeu ou americano, por exemplo, iria achar os médicos e demais profissionais muito "frios" e "impessoais"."

Na Dinamarca fui atendida por médicos muito agradáveis, bons profissionais e preocupados não só com a minha saúde mas com o meu bem estar geral. Nenhum foi sequer frio, quanto mais grosso como a médica citada no post. Isso tudo em emergência de hospital público, nada de clínica particular.

Anônimo disse...

Tem uma galera q anda assistindo mto House....

Anônimo disse...

Estou PERPLEXA com certos comentários!

eu tb mas é com o oportunismo das pessoas,estamos na era dos processos.
qualquer coisa é motivo para processar e arrancar dinheiro dos outros,vcs querem que a médica seja processada só por ser grossa,n foi por negligência(apesar dela ter ameaçado passar o caso para outro médico),erro médico,ela fez o que tinha que fazer e as duas estão vivas.

não estou dizendo que tinha que gostar da grosseria da médica e que ela tinha direito de descontar suas frustrações na autora, mas processar alguém por isso não tem cabimento!
sem falar que ela quer jogar a culpa de n ter tido um parto perfeito na médica,ninguém tem culpa dela ter sofrido pré-eclampsia.

sou mulher e eu até colocaria meu nome aqui,mas como sempre que alguém discorda de vcs,vira homem e mascu,então é perder tempo.

Erres Errantes disse...

E quem é que vai trazer a visão da moça de volta?

Acho que ela deveria processar o hospital.

Também fiquei sabendo de um caso recente de uma mulher que ficou cega ao dar à luz na maternidade em que eu nasci. Infelizmente, pelo visto isso é muito comum...

Minha mãe também foi bastante torturada quando eu nasci. O médico disse para ela dar graças a Deus por sair viva de lá. E isso já faz 27 anos! Parece que de lá pra cá, nada mudou.

Anônimo disse...

Falou tudo!!!!

Paula disse...

a falha na visão, que eu saiba, é uma consequência da crise de pressão alta... alguem confirma?

Anônimo disse...

Prezado Fernando.
Ser competente com certeza NÃo é cegar, amarrar e não informar a paciente do que está lhe acontecendo. Tratar um paciente como adulto é exatamente o contrário disso.
E eu duvido que seus pacientes continuariam a adora-lo (kkkkk, que narcisismo! Você precisa que seus pacientes o adorem? Mimimi, que piegas! :)) depois de lerem suas opiniões aqui. :)
Minha prima veterinária trata os animais com mais respeito.

Anônimo disse...

Ah, e fui atendida na França mais de uma vez por médicos muito competentes e humanos. Jamais sofri violência ou humilhação.

Luiz Vicente disse...

Nossa gente, que horror!

Não estudo Medicina, mas conheço algumas pessoas que estudam e infelizmente, pelos relatos que eu ouço, ainda é um curso muito elitista. Claro que não são todos e uma análise de uma profissão é algo mais complexo, mas no geral é isso o que eu escuto e observo.

Há muitas pessoas que só fazem medicina pelo dinheiro, status, obrigados pela família, etc. Claro que há exceções, mas não sejamos hipócritas, isso acontece sim.

O lado humanístico fica de fora, e na minha opinião, tratar as pessoas com frieza é muito diferente de tratar mal, dessa forma grosseira. Ser frio e imparcial não é sinônimo de grosseria, e uma pessoa que trabalha naquilo que gosta e é feliz não trata ninguém dessa forma, por mais que "resolva o problema" e seja "profissional".

Se o plano tinha carência, a culpa não era da paciente, ela não merecia passar pelo que passou, ouvir o que teve que ouvir. Aposto que se essa "médica" fosse mal tratada assim em qualquer outro local, armaria um escândalo, afinal ela é médica, respeito é bom e ela gosta.
Enfim... é melhor eu parar por aqui mesmo.

Julia disse...

se as pessoas parassem de romantizar o parto, como essa conversa de "momento especial e único", muitos desses traumas não aconteceriam.

Antigamente os partos eram simplesmente o modo como os bebês saiam da barriga da mãe. A maior espectativa era que não desse complicações e que não doesse tanto. O pai nem podia estar presente (meu marido não ficou).

Quando eu tive meus filhos, há coisa de 30 anos atrás, o foco era o bebê em si e a recuperação da mãe.

Anônimo disse...

Muitos comentaristas aqui não conseguem entender que as reclamações da médica sobre a carência do plano de saúde da parturiente na frente da mesma é o cúmulo da falta de ética!

Imagina-se passando mal em um hospital e o médico decidindo se vai te atender (bem ou mal) baseado no contrato assinado com a seguradora da saúde.

Imagine agora a preocupação desnecessária que você tem no momento de fragilidade física.

Imagine que você é uma pessoa que se preocupa com questões financeiras a ponto de perder o sono.

Imagine você preocupada/preocupado em pagar a conta do hospital, caso o seu plano não cubra os procedimentos.

Imagine sua pressão subindo (mais) por causa disso.

Imagine sua condição de saúde piorando porque um funcionário sem ética nenhuma está discutindo algo desnecessário na sua frente.

Poxa vida, todo mundo sabe que estresse pode piorar sua condição de saúde. Ver uma médica praticamente querendo se recusar a te atender porque seu convênio provavelmente a) não vai querer cobrir o procedimento; ou b) vai dar um trabalho do cão pra cobrir o procedimento. A mulher já tava com pré-eclampsia e a médica louca estava ajudando a piorar!

Jéssica disse...

"acabou tudo bem"?!

A guest perdeu a visão de um olho, teve depressão pós-parto e aparentemente teve um trauma grave e isso é "tudo bem"? Só podia ser homem falando isso mesmo, que nunca correrá esse tipo de risco na vida!

Jéssica disse...

"É como uma pessoa receber uma barra de 10kg de ouro de presente e ficar falando mal de quem deu porque a barra veio riscada"

Hey, você inventou a medicina? A obstetricia? Porque o que você flaou faz tanto sentido quanto eu, que sou da área da Computação, te dizer que você deveria se sentir abençoado por existir computadores e internet. Afinal, não importa que eu entregue um sistema cheio de bugs e vírus, se ele atingir os requisitos do cliente está ótimo? Óbvio que não.

Dá para fazer essa anologia com qualquer área do conhecimento que fica óbvio o non-sense, medicina não é excessão. Ninguém te deve gratidão porque você está fazendo o seu trabalho minimamente bem-feito.

Ana disse...

A violência obstétrica infelizmente é uma realidade cotidiana no Brasil.
Há algo errado e há de se perguntar com quem.
As pacientes são "românticas", "egocêntricas" e estão de "mimimi"?
Ou será que a equipe médica está mal preparada?
Me pergunto o que se aprende nos cursos de medicina.
Aparentemente os médicos estão habituados a tratar rins, fígados, úteros, bebês que devem ser "extraídos".
Tratar um ser humano deve ser coisa para outra profissão.

Anônimo disse...

Mesmo sem pré-eclâmpsia, perder a visão é um dos riscos do parto normal, principalmente em míopes. Eu decidi fazer cesarea por esse motivo.

Anônimo disse...

Alguém aí falou que a médica devia ter dado surfactante para amadurecer os pulmões do bebê, pous viu isso no blog da médica ativista do PN Melânia. Tal procedimento não é feito imediatamente antes do parto, é feito quando há ameaça de parto prematuro. E o bebê da autora do post nem era prematuro!

Anônimo disse...

é tanta merda que tão falando que não dá pra acreditar, eu simplesmente não consigo crer que as pessoas que tão falando isso leram de verdade o guest post
mimimi?cara ela descreveu um pesadelo em formo de parto onde ela terminou cega de um olho e depressiva, será que se ela tivesse se matado a opinião seria outra?
o foda é que botam médico como uma terceira divindade,ain mas ele estudou 6 anos mais a residência,bom que eu saiba isso foi uma ESCOLHA onde será compensada com um dos maiores salários do mercado e esse respeito cego que busca justificar até mesmo absurdos como esse caso, escolha aliás de uma minoria geralmente branca que é a que consegue fazer esse curso então menos, bem menos
por esses e tantos outros relatos é que virei a favor das casas de parto e das doulas que fazem em casa, da pra ver que vai muito além de um simples gosto pessoal

Anônimo disse...

Olha, sou estudante de medicina, estou no primeiro ano do internato e esse texto, pra mim, só prova de vez que médico que trata mal paciente é burro, muito burro, e ta pedindo pra ser processado.
Isso porque, de acordo com o que eu me lembro da obstetrícia, a conduta da médica na sala de parto tecnicamente tava certinha. Porque não existe no mundo você tentar uma conduta conservadora em uma paciente em pré-eclampsia com 37 semanas de gravidez, com a mulher quase pra convulcionar ali na sua frente e o bebê tendo plenas condições de nascer. Só justifica você segurar um pouco mais a gravidez se o bebê for realmente MUITO prematura... ai você segura mais essa gravidez pra pelo menos tentar fazer um corticóide pro bebe sair respirando melhorzinho. Agora um bebe em sofrimento fetal, com a pressão da mãe alta pra caramba (tanto é que arrebentou com o olho da mulher, isquemiou do nervo óptico) com 37 semanas de gravidez e a médico ainda tentar fazer um remedio pra diminuir a pressão ai sim teria sido caracterizada uma baita de uma cagada da Dr. Agora a Dra não conseguio ter a capacidade de tratar a sua paciente com a decência que todo paciente merece ser tratado, e por isso ta correndo o risco de sofrer um processo (que provavelmente não vai dar em nada, mas que vai tomar tempo de vida e dinheiro).
Se alguém com maior conhecimento técnico achar que eu cometi algum erro na minha analise pode me corrigir, mas acho que é isso que eu me lembro da minha vivencia. Agora, na minha opinião, se algum médico fez cagada e é responsável pela cegueira da paciente este médico é o responsável pelo pré-natal, que não diagnosticou a Doença hipertensiva específica da gravidez e ainda ficou repetindo que a gravidez tava ótima, tava linda... sendo que não tava. Um bebê de 37 e 2,5kg não é sinal de que a gravidez tava ótima. Eu me pergunto se essa mulher teve sua pressão aferida durante a gravidez. Pq DHEG é doença que a gente diagnostica e tenta tratar no pré-natal, justamente pra prevenir que essa mulher chegue em pré-eclampsia no hospital e corra risco de vida (olha, eu não posso afirmar categoricamente que o pré-natal foi feito de forma incorreta, mas que é possível previnir isso com pré-natal bem executado é).
Mas ninguém citou o nome da médica que fez o pre-natal nos comentários, muito menos a ameaçou de processo. Isso porque ela foi gente fina, humana, conversou com a paciente. Ou seja, médico que trata mal paciente é burro e ta pedindo pra se ferrar.
Eu sinto muito que isso tenha acontecido com você. Acho que se você tivesse tido um diagnostico precoce da sua condição, isso teria te ajudado a ter tido expectativas mais realistas a respeito do seu trabalho de parto (não lembro de DHEG controlada é indicação absoluta ou relativa de cesárea ou se é dá pra ser parto normal). Talvez você não tivesse ficado cega, talvez você tivesse passado por essa cesárea de forma mais tranqüila e planejada e talvez com o pré-natal a sua filha tivesse alcançado um desenvolvimento melhor durante a gravidez. Boa sorte na sua vida e lembre-se de sempre informar à pediatra da sua filha esses dados a respeito do parto. Se o pediatra não interroga os antecedentes obstétricos da sua criança, ainda mais um lactente, desconfie deste profissional. Beijos

Anônimo disse...

Apesar de saber que em toda profissão existem bons e maus e que sim, já fui atendida por bons ginecologistas (depois de MUITA procura) me parece que GOs são campeões em mau mau-caratismo e falta de ética.
Não tenho estatística pra provar, só conto com minha experiência pessoal e com as histórias que ouço por aí. Não me lembro de uma única vez que um ortopedista, oftalmo, dermatologista, clínico geral tenha me tratado como uma imbecil incapaz de decidir ou compreender algo. Com GOs isso é quase regra.

Pra quem acha que a mulher do post está de mimimi... mantenha a parte da história do atendimento médico no hospital, troque a gravidez por - sei lá - perna quebrada, princípio de AVC, problemas cardíacos, úlcera gástrica.
E aí??? Acha agora que se saiu vivo "tá tudo joinha"???

Jane Doe

Anônimo disse...

Fernando,
Espero que não seja médico, pois é óbvio que não é digno da profissão. Como médico, é um belo dum animal (desculpem-me os animais não humanos), além de não reconhecer os abusos e ilegalidades cometidas neste "atendimento" de horror.
Thata

Anônimo disse...

Acho incrível a má vontade para entender o texto. Alguém leu que 1 em cada 4 mulheres sofre violência no parto?
É óbvio que os comentários da médica contribuíram para piorar o quadro. Quem ficaria tranquilo com um médico dizendo que seu filho é desnutrido, pequeno e que vai pra incubadora?
Horror. Do relato e dos comentários. Ser tratada com respeito na hora de parir agora virou "romantismo", é? Essa médica ridícula deve sim ser processada e responsabilizada pelo que fez. Pra quem vive no fantástico mundo de bob, acordem, violência obstétrica acontece todos os dias. Jana

Anônimo disse...

"Se um paciente brasileiro fosse atendendido num hospital médio europeu ou americano, por exemplo, iria achar os médicos e demais profissionais muito "frios" e "impessoais". Não é o ideal, muitos são diferentes, mas a obrigação maior é ser competente."

Falou o bonito que muito provavelmente nunca foi atendido por um médico europeu.
Já precisei ir ao hospital algumas vezes aqui na Holanda e o tratamento agradável e preocupado com meu bem-estar começa na secretaria. Quando entra no consultório, então, nem se fala.
Mas o que esperar de alguém que tá defendendo esse tratamento horrendo que a autora sofreu, né?
Palavra é de prata, silêncio é de ouro, Fernando.

MCarolina disse...

Foi uma grande violência física (ela ficou cega de um olho e ninguém ligou) e psicológica (a médica pode ter o problema que for com plano de saúde, na hora de atender tem que esquecer o assunto e responder a todas as perguntas da pessoa de quem está cuidando). Quem achou o atendimento normal só pode ser gente lixo e profissional lixo. Se fosse comigo processava, no mínimo. "Profissional" assim tem que ser interditado por incapacidade mental.

Fernando disse...

Gente, vocês estão falando como se a médica tivesse ido lá e furado o olho da paciente! As coisas não são assim, mesmo com tratamento muitos problemas podem deixar seqüelas - uma fratura que termina com encurtamento do membro, por exemplo. Mas não, qualquer coisa que dá errado na medicina para os leigos já vira "erro médico". Sugiro fortemente a leitura deste ótimo artigo sobre o assunto:

http://blog.kanitz.com.br/erros-medicos-ou-erros-pacientes/

Quanto ao pessoal que comentou "fui atendido na Europa e foi uma beleza", a sua experiência não é a única. Eu particularmente o que mais ouço são casos contrários.

"Hey, você inventou a medicina? A obstetricia? Porque o que você flaou faz tanto sentido quanto eu, que sou da área da Computação, te dizer que você deveria se sentir abençoado por existir computadores e internet. Afinal, não importa que eu entregue um sistema cheio de bugs e vírus, se ele atingir os requisitos do cliente está ótimo? Óbvio que não."

Não, você fez uma comparação que não procede. No caso das críticas à médica, seria como se eu contratasse um analista de sistemas, ele fizesse um programa SEM bugs (afinal ela fez o trabalho dela) mas eu saísse por aí dizendo que o profissional não presta porque ele não me tratou com carinho nem sentou pra tomar chazinho comigo.

Fernando disse...

Desculpe, errei o link. O correto é http://htl.li/50B8C

MCarolina disse...

Gente, é horrível generalizar mas tem muuuito médico tipo esse Fernando por aí. Algumas pessoas tentaram montar uns exemplos masculinos porque um monte de troll e idiota veio aqui achar que a moça está exagerando, mas eu conheço um caso da vida real que exemplifica um pouco. Um estagiário do meu ex-trabalho começou a ter dores fortes no peito e foi para o hospital. Os médicos, antes de qualquer coisa, perguntaram se ele tinha usado drogas. Ele disse que não, que nunca tinha usado, e que estava com muita dor no peito. Eles sumiram e voltaram perguntando de novo sobre drogas. E assim sucessivamente, por um tempão, e ele em uma maca sofrendo. Depois de horas alguém que não se importava em trabalhar de verdade resolveu fazer exames e ele estava tendo um ataque cardíaco por causa de um problema congênito que nunca tinha sido detectado. É isso gente. Pra que se importar um pouquinho com quem está lá passando mal né? O negócio é reclamar da pessoa na frente dela e mandar ficar quieto. E, claro,char que o outro tem que ficar muito agradecido porque afinal não morreu.

Anônimo disse...

Caralho, Fernando! Nem mulher vc é e quer dar palpite sobre parto! Na hora do parto, o que qualquer fêmea, humana ou não, precisa, é de segurança. E é impossível se sentir segura sendo tratada como um estorvo! Médicos têm que saber falar SIM! Inclusive, isso é matéria no curso de medicina.
Mas vc não vai ter empatia mesmo, só vai acordar quando VOCÊ estiver sendo maltratado. Sacou?

Joana disse...

Desconsolada por ver que a atitude da médica é tão somente reflexo do que pensa parte da nossa sociedade. Assim como nossa classe política, são o reflexo do que somos. Não elegeríamos tantos corruptos se não o fôssemos.
Competência e tratamento digno não são excludentes! Isso não tem nada a ver com pieguice, trata-se de humanidade. A medicina não pode ser retalhada ao ponto da médica apenas enxergar a parte obstétrica e esquecer da paciente. Stress agrava qualquer quadro. Reclamar do plano e do administrativo na frente da paciente é inaceitável. E o pós operatório era da responsabilidade da médica, que não o fez, sinal de total descaso.
Quem não gosta de pessoas não deveria escolher profissão que a relação com pessoas fosse tão importante.

Verô! disse...

Eu sou do tipo que prefere eficiência à simpatia, mas não posso imaginar o quão difícil é ser destratada num momento tão especial como o parto uma vez que não sou mãe. Mais difícil ainda deve ser ser destratada durante um parto de emergência. Um pouco de empatia não faz mal à ninguém.

Ótimo que a médica conseguiu salvar a mãe e a filha, mas tente se colocar no lugar da mãe que tinha a vida nas mãos de uma pessoa que reclamava de estar fazendo o que deveria fazer: salvá-la. Difícil, realmente não posso nem imaginar o sofrimento da mulher! Mas posso manifestar aqui minha solidariedade e dizer que embora eu não pense em ser mãe estou ao lado de todas as mulheres que lutam por um parto digno. Mexeu com uma, mexeu com todas!

Renata disse...

Porque temos que ser tããão gratos assim aos médicos?
Estão fazendo o trabalho deles, oras!
Não são deuses, não fazem mágica, não são seres extraordinários com poderes especiais.
São pessoas que estudaram pra fazer um trabalho, como praticamente qualquer outra pessoa.
Mas assim como ocorre em qualquer outra profissão, existem aqueles que são péssimo no que fazem.

Não vejo diferença entre um médico e um pedreiro. Cada um faz seu trabalho. Trato do mesmo jeito. Não tem porque 'endeusar' (nem diminuir) ninguém.

donadio disse...

"e novo não basta os procedimentos terem dado certo"

Fernando, os procedimentos não deram certo; a moça ficou cega de um olho. Queria ver se você entrasse num hospital para um procedimento de rotina e saísse cego de um olho, se você não estaria processando hospital, médico, enfermeiro, recepcionista, deus e o mundo.

Cada uma.

bia siqueira disse...

Gabriela,
Sinto muito pela questão da sua visão...
Quero lhe dar parabéns pela coragem de compartilhar sua experiência, e de colocar pra fora sua dor. Sem dúvida vai ajudar outras mulheres.
Não ligue para os comentários, mesmo. Nem leia os que lhe incomodar.
Infelizmente o ser humano coloca a discussão num lugar equivocado, entre cargos, funções, diplomas, etc. Esse é o mundo do resultado, da eficiência, das métricas.
O mundo do qual estamos falando é outro, é o da natureza, da intuição, do feminino. (Aposto com vc que algum comentário depois do meu vai me chamar de feminista, visto tamanha falta de sensibilidade e informação)
É preciso coragem pra se expor, pra expor sua experiência. E isso a grande maioria das pessoas não compreende.
O que você viveu foi sim violência, e não importa se vc vai ou não denunciar. (se o quiser fazer, entre nesse site, é uma ferramenta poderosa: https://violenciaobstetrica.crowdmap.com)
O que importa é que você hoje está feliz com sua família. Você vai encontrar forças pra superar de vez.
Não pude deixar de ler uma frase que um dos homens aqui escreveu num dos comentários, falando sobre como é mais importante um médico eficiente que resolva seu problema do que ser bem tratada. Ele disse:

"Se você discorda é porque nunca teve um problema de saúde de verdade."

Eu diria o seguinte: "se você não compreende o relato da Gabriela, é porque nunca esteve grávido."

E a médica que lhe atendeu pode sim ser uma médica muito eficiente, mas certamente nunca esteve grávida... E está longe de ser um ser humano digamos, humano.

donadio disse...

"Com esses comentários da médica é pra qualquer um entrar em pânico mesmo..."

Pois é... paciente com pressão alta, todo médico sabe que nervosismo não ajuda nada, que tem que tentar acalmar a vítima. Mas não, o procedimento dessa incompetente é exatamente o contrário, estressa a vítima ao máximo, com comentários completamente incabíveis a respeito de planos de saúde, dinheiro, caridade, e sei lá mais quê.

Cadê o CFM? Perdendo tempo com médicos cubanos?

Anônimo disse...

O anônimo das 23:11 disse tudo.

O parto já é um momento ansiogênico em si. Um médico que faz jus à profissão jamais agravaria a ansiedade da parturiente (ainda mais com pré-eclâmpsia) reclamando do plano de carência no momento em que tudo deveria ter sido feito para que a pressão dela baixasse.

Não somos só corpo, e quantas pessoas têm pressão aumentada por ansiedade e estresse.

Fernando disse...

Renata, não é gratidão "aos médicos". É gratidão em sentido amplo, gratidão como a que você sente (ou deveria sentir) porque está viva, por exemplo, ou porque não tem nenhuma deficiência, etc.

Você não precisa ser grata aos médicos se não quiser, mas ao meu ver ignorar o benefício que você tem com a medicina e ficar de picuinha, com processo oportunista etc, é muito, muito mesquinho.

donadio disse...

Não tem conversa, Fernando. A médica foi incompetente, porque tratou mal uma paciente com pressão alta, sabendo que estresse agrava casos de pressão alta. Ela pode não ter furado o olho da paciente, mas com certeza contribuiu, e bastante, para que o quadro se agravasse. É verdade que na situação há apenas uma obrigação de meios, mas a médica não fez tudo o que estava a seu alcance para resolver o problema.

Alguém aí falou em pedreiro. Imagina que você contrata um pedreiro para fazer uma reforma na sua casa. Ele entrega um trabalho perfeito, um verdadeiro primor, mas enquanto está trabalhando faz comentários inadequados a seu respeito ou da sua família. Tudo bem? Ele "salvou" o seu assoalho, aquele comentário estilo Rafinha Bastos sobre as nádegas da sua esposa é irrelevante?

Rafaella disse...

Lola e demais pessoas a quem interessar possa, estou iniciando um estudo a respeito da violência obstétrica sob a óptica da sociologia jurídica. Basicamente, procura entender os motivos que levam a violência obstétrica a não ser denunciada (se são óbices processuais, econômicos, psicológicos...), enfim, procurar mapear os pontos que se tornam um obstáculo para que este tipo de violência não seja denunciada, procurando propor medidas para soluciona-los e, assim, transformar os direitos da mulher gestante em direitos de fato. Não comecei a pesquisa, estou na fase de um pré-projeto para submeter ao PIBIC dentro de 2 meses; mas se alguém tiver material, depoimento, contatos, ou se interessar, agradeço. Sou estudante de Direito da UFPE, 2º período, feminista, ativista do parto humanizado e espero, de verdade, que esse quadro de violência de gênero seja denunciado.

Fernando disse...

"Caralho, Fernando! Nem mulher vc é e quer dar palpite sobre parto! Na hora do parto, o que qualquer fêmea, humana ou não, precisa, é de segurança. E é impossível se sentir segura sendo tratada como um estorvo! Médicos têm que saber falar SIM! Inclusive, isso é matéria no curso de medicina.
Mas vc não vai ter empatia mesmo, só vai acordar quando VOCÊ estiver sendo maltratado. Sacou?"

Em primeiro lugar não é preciso ser mulher pra entender de parto. É como dizer que pra entender de construção você precisa ser um tijolo. E se você acha que o que a mulher "mais precisa" é sentir-se segura, eu discordo. O que a mulher mais precisa é de assistência adequada para condução do parto e tratamento de complicações. A mulher não vai sentir-se segura se estiver sangrando até a morte mas com um médico segurando a mão dela dizendo palavras de apoio.

E sim, eu já fui maltratado por médicos, dentistas, vendedores, mecânicos, funcionários públicos, etc etc, mas não fico me fazendo de coitado nem demonizando TODA uma categoria como periodicamente acontece com os médicos nesse blog. E ainda mais vindo de mulheres, que sofrem tanto com generalizações tipo "mulher não sabe dirigir", "mulher não entende dessas coisas" etc.

Existem sim muitos médicos ruins e incompetentes, aliás devem ser maioria, como também são a maioria dos advogados, contadores etc. Se você não tem um médico bom por favor vá procurar um e pare de difamar todos os outros.

Paula disse...

eu acho que o que o Fernando está querendo dizer é:

-ela foi destratada? Foi
-a médica foi grosseira? Foi
-a paciente ficou estressada quando não era para ifcar? Ficou

-a médica deve ser processada? Não
-Por que não? Porque ela fez o trabalho dela e não cometeu erro médico.

PONTO

confere?

Opinião minha: quem merecia um processo era a médica do pré-natal. Apesar de carinhosa, atenciosa e meiga, ela foi incompetente! Ele é quem deveria ter percebido que o bebê estava muito pequeno e que a mãe estava com pressão alta.

Maria Fernanda Lamim disse...

Ah, ta, Fernando. Entao a partir de agora eu vou xingar meus alunos, me recusar a ajuda-los em dificuldadrs ("daqui a pouco o.professor do proximo tempo ta ai, vou passar essa bomba ppra ele") humilha-los se estiverem devendo mensalidades e dizer que to certa, afinal de contas eles estao aprendendo. Vamos ver se nao vao vir milhoes de maes me processar, mesmo wue as criancas estejam mostrando excelentes resultados escolares!
Realmente, a classe medica brasileira, salvo raras e honrosas excecoes, e extremamente elitista e arrogante. Se acham acima do bem e do mal! Que medo, viu...
Desde que engravidei, tenho pesquisado muito sobre violencia obstetrica e tenho lido verdadeiros pesadelos. Impressionante como isso e comum (e visto com descaso) no Brasil. Provavelmente pq e uma violencia sofrida apenas por mulheres. Quem se importa?
Por isso escolhi um bom medico e uma doula pra me acompanhar.nesse momento que e simunico e especial, isso nao e romantismo. O nascimento.de uma crianca e um acontecimento especial. Rezo.todos os dias pra tudo correr bem e to estudando e me informando exatamente pra nao chegar la e ficar a merce de profissionais arrogantes ou desumanos.

Anônimo disse...

Tem uma estudante de medicina que falou das possíveis falhas do pré natal. Estava justamente me perguntando sobre isso. Acho que o problema começou antes, mas o horror do momento do parto diminuiu a importância do que aconteceu antes.

Fernando disse...

"donadio disse...
'e novo não basta os procedimentos terem dado certo'

Fernando, os procedimentos não deram certo; a moça ficou cega de um olho. Queria ver se você entrasse num hospital para um procedimento de rotina e saísse cego de um olho, se você não estaria processando hospital, médico, enfermeiro, recepcionista, deus e o mundo."

Donadio, se você espera perfeição da medicina, não procure um médico. Você certamente não entende o que é medicina. Todo problema está sujeito a deixar seqüelas. O que as pessoas não entendem é que isso não é "erro médico" (tanto é que invariavelmente perdem processos, e depois ficam reclamando de "corporativismo"). Erro médico é erro de conduta, se o médico tomou a conduta correta, baseada em evidências, e alguma seqüela ficou, isso não é culpa do médico.

Não sei porque insisto em discutir medicina com leigos, só pra me irritar.

Essa é uma situação impossível de resolver, a visão do leigo e do médico são totalmente diferentes, eles nunca vão se entender completamente.

Anônimo disse...

Fernando, você é idiota mesmo ou só está se fazendo de? Você entendeu o cerne da questão aqui? O tratamento estúpido e completamente desnecessário que a paciente recebeu? Você acha que não foi nada demais? Como VOCÊ pode afirmar isso? Agora então temos que nos contentar com um tratamento desses porque, afinal, a médica foi competente? Para o senhor só existe duas opções, tratar de forma estúpida porém eficaz ou tratar de forma respeitosa (respeito é diferente de carinho, tá?) porém ineficaz? Agora devemos nos contentar com o ruim porque existe o pior?

Menos narcisista, sentimentalista, cara, você leu o post mesmo? Ninguém aqui está pedindo que os médicos tratem seus pacientes de forma carinhosa, PORRA, é só tratar com RESPEITO mesmo, é algo básico que todo ser humano deveria receber de qualquer profissional, principalmente numa situação extremamente vulnerável como esta.

Para quem ficou perplexo com relação aos processos, sim, tem que processar mesmo porque é só assim que pessoas como essa médica aprendem, mexendo no bolso (já que ter empatia é pedir muito para essas pessoas), de outra forma ela continuará agindo assim, então o processo é válido sim.

Anônimo disse...

Gratidão: perdeu a vista por várias cagadas médicas, mas tudo bem...
Parem de tentar passar a mão na cabeça da classe médica. Tem que denunciar e processar mesmo, talvez assim aprendam a tratar as pessoas como... pessoas, veja só!
(A menos que você ache que uma mulher seja menos que pessoa, o que é bem provável pela falta de empatia pelo sofrimento da autora do post).

Anônimo disse...

O Fernando mimoso quer gratidão! hahahaha! Vai te catar, machista elitista!
Quem salva vidas e merece gratidão são bombeiros ou voluntários que colocam sua vida em risco para ajudar outras pessoas.
Essa profissão que você descreve não é mais a de médico. É de burocratinha da saúde. Me poupe, reclamar de plano de saúde na frente da paciente em risco, querer "passar o plantão", o que é isso?
Com suas palavras no primeiro comentário "Tomara que as gestantes morram de hemorragia cerebral devido a eclâmpsia ou que seus úteros rompam por incopatibilidade materno-fetal" você parece mais um carcereiro de Auchwitz.
Zeus me livre de cruzar com um carniceiro da sua espécie.

Juba disse...

Para o Fernando, embora eu creia que seja malhar em ferro frio...

Aproveitando o exemplo do profissional de informática, o problema não é ele não tomar chazinho com você. Imagine ele dizendo coisas como: o problema está entre o teclado e a cadeira; também, com essa máquina, tá querendo que o sistema funcione e depois a culpa é minha; é tão burro que não sabe preencher o campo e depois eu que me ferro; gente assim nem deveria ter acesso à internet; paga uma merreca e quer tudo funcionando; se você não sabe usar um anti-vírus nem deveria ter computador... e por aí vai.

De resto, você pode imaginar que o sistema que ele te entrega funciona perfeitamente, ou então que tem bugs e a culpa é sempre colocada em você, à escolha.

Anônimo disse...

O pós operatório nesse caso não era responsabilidade da obstetra que fez o parto. Ela é plantonista e só é responsável pelo horário do plantao dela. Os próximos plantonistas ou médico horizontal, se o hospital tiver, é que devem avaliar o pós operatório.

Anônimo disse...

Não acho que a médica tenha errado em dizer que o bebê era pequeno e que talvez iria para a incubadora. A paciente é maior de idade, estava lúcida e informações sobre o bebê devem ser passadas a ela, e não para acompanhantes.
Se os médicos nao falam nada, o povo reclama. Se falam, reclamam tb.

Anônimo disse...

Mas a história está cheia de erros sim. A coneçar pela paciente que quis usar o plano para parto quando ainda estaca em carência. Isso não justifica o mau atendimento, mas todo médico tá careca de saber que é muito comum grávidas fazerem planos de saúde cientes disso e chegarem no hospital do convênio já quase parindo, quando não é mais possível fazer a transferencia com seguranca. E o médico não vai receber nada por isso.
A médica foi responsável em não aceitar a transferencia que o administrativo queria impor, pous se algo ocorresse a culpa seria dela. E pode ter certeza de que isso vai trazer problemas à médica.
Este hospital está cheio de problemas administrativos. A paciente foi liberada sem ser avaliada por médico, isso de ainda ter berçario para bevês saudáveis

Anônimo disse...

Cont. O correto seria alojamento conjunto, enfermeiras deviam ter ajudado na amamentacao, etc.
A presença do pai é permitida por lei, mas pouco recomendada em casos de urgência. Eles atrapalham os profissionais de saude, mas como há beneficio psra as mães, a presença dos pais geralmente é permitida e incentivada. Mas no caso em questão, no qual havia risco de morte da mãe e do bebê, não é indicado a oresença dele. Mas alguem devia ter conversado com eles, explicado isso, etc. No Brasil não é bem aceito isso do médico falar com o paciente a gravidade da situação e do grande risco de morte

Anônimo disse...

Cont. Risco de morte existente no procedimento, em outros países isso é normal.

O q vcs achariam se a médica dissesse para a paciente sobre o risco de morte que ela e o bebê corriam naquele momento? A paciente ficou nervosa só de pensar nisso...

Pois ela e o bebê correram um risco muito grande de morte.

Fernando disse...

Eu só tenho uma coisa a dizer: espero que a paciente processe sim a médica pelo "erro médico". Gaste muito dinheiro com advogados. E PERCA, como ela VAI PERDER, como sempre acontece nesses casos.

E Anônimo das 9:55, você poderia explicar exatamente quais "cagadas médicas" levaram à perda da visão da paciente? Porque pra mim sinceramente não está nem um pouco claro.

Anônimo disse...

Fernando, você é o Solon Maia disfarçado?

Anônimo disse...

Fernando, por favor, me diga onde vc atende. Não quero passar nem na porta...

donadio disse...

"Não sei porque insisto em discutir medicina com leigos, só pra me irritar."

Se você é médico, o que eu duvido, não conhece o código de ética que rege a sua profissão.

Código de Ética Médica:

"Art. 20. Permitir que interesses pecuniários, políticos, religiosos ou de quaisquer outras ordens, do seu empregador ou superior hierárquico ou do financiador público ou privado da assistência à saúde interfiram na escolha dos melhores meios de prevenção, diagnóstico ou tratamento disponíveis e cientificamente reconhecidos no interesse da saúde do paciente ou da sociedade."

Coisa que a médica do post não fez, pois permitiu que os interesses financeiros dos seus empregadores interferissem na sua atuação.

"Art. 23. Tratar o ser humano sem civilidade ou consideração, desrespeitar sua dignidade ou discriminá-lo de qualquer forma ou sob qualquer pretexto."

Preciso explicar por que a médica do post infringiu este artigo?

Fora isto, a inserção de dados falsos no Cartão da Gestante, que provavelmente caracteriza crime, e as repetidas ameaças de violar outros artigos do Código, que acabaram não sendo cumpridas, aparentemente só por que a médica sabia que isso poderia gerar processo.

Se você não é leigo, deveria ser. Tem vocação para isso.

Paola disse...

Entendo o q o pessoal está falando, q ao final, a médica foi responsável e competente e salvou a vida das duas....
Mas ao mesmo tempo, eu ainda penso q quem se dedica à área da saúde deve estar preparado a lidar com pessoas e com as emoções. É preciso se colocar no lugar do outro.
Por isso, acredito q a médica poderia sim ter sido mais humana e mais educada. Desempenhar bem a função é obrigação dela, já que ela é funcionária do hospital e está sendo paga para isso.

Suzana Neves disse...

Médicos adoram se colocar de vitimas, como se o paciente que não entende das leis deles,seria uma profissão de amor ao próximo mas para mim só são carniceiros que adoram dinheiro,os de hospitais públicos você pode ter a sorte de algum gostar da profissão, eu tive meu filho em uma maternidade pública tive sorte cuidaram bem de mim e eu como sabia que existe preconceituosos filhos da puta que não tratam bem mulheres que dão show fiquei aguentando minhas dores bem calada e não dei trabalho a ninguém mas isso é errado a dor é insuportável e deveríamos pelo menos poder gritar meu marido me acompanhou no pré parto mas não na hora eu preferi assim,não precisava dele naquela hora o ginecologista não quis que ele entrasse, por medo dele desmaiar , sinto pelo que aconteceu com a moça foi uma pena mas estão vivos e quase bem porque perder a vista deve ser terrível sobre o sentir nada tem muito haver com as anestesia o meu foi normal mas sem dor a gente fica grogue e demora para sentir o filho pelo menos comigo foi assim.

Anônimo disse...

AAff nesse Fernando! Fico muito indignada quando vejo alguém legitimando a falta de educação alheia. Deve ser pq ele é mal educado também...a carapuça serviu.

ana disse...

Gente, quantos comentários lamentáveis...
Por sorte ainda há (raros) mas bons médicos nesse pais. Gente com consciência social e humana. Gente que trata paciente como ser humano, e não como um pedaço de carne.
Eu não desejo para essa turminha dos comentários "ela fez o seu trabalho",para suas mães, companheiras, filhas ou irmãs um tratamento como o que teve a Gabriela.
Nem para eles mesmos, quando tiverem um problema grave. Porque todos vamos ter em algum momento.
Lembro do Moacyr Scliar, quando sofreu um acidente grave de automóvel. Ele relatou sua estada no hospital e o que sentiu trocando o papel de médico pelo de paciente.
Pensem nisso. Um dia vocês também vai trocar.

Leila disse...

Eu corroboro o que o Fernando disse, fui inúmeras vezes a médicos na Europa e a relação é realmente diferente, muito direta, sem mãozinha na cabeça, profissional. Uma vez inclusive eu fui ao dermatologista porque achei que estava com alergia a um perfume (claro, eu poderia ter trocado de perfume, mas queria saber se aquela mancha e coceira que tinha ficado na minha pele podia ser um problema), a médica tratou o todo como uma frescura. Trata-se de um sistema socialista, não há planos de saúde como aqui, felizmente...mas o caso é que médicos, por assim dizer, simpáticos eu nunca vi, só um, mas era meu amigo, não sei como era com os pacientes.
E achei importante a informação de que o maior erro pode ter sido cometido no pré-natal e não pela médica que atendeu quando o problema já estava agravado. Isso desculpa a grosseria da médica? Não, mas eu não chamaria de erro médico.

Anônimo disse...

E Paula, você acha mesmo que a médica "fez o seu trabalho"? É isso que você considera "fazer o seu trabalho"? É desse jeito que você faz o seu? Sem respeitar as pessoas? Sendo grosseira e desumana?
Olha, eu sou professora. Lido muitas vezes com alunos difíceis. E não é assim que faço o meu trabalho. Acho que frequentei uma escola diferente da sua, graças a Deus!
Aprendi que "fazer o meu trabalho", era fazê-lo bem feito, não de qualquer jeito.

Anônimo disse...

Leila, ninguém está falando em segurar mãozinha, passar a mão na cabeça, tomar cházinho etc. Isso é simplesmente questão de ser tratado com respeito, direito de qualquer ser humano. Ser profissional não é tratar pessoas que nem objeto

Como já disseram, os médicos sempre escapam disso.. Um professor, um pedreiro etc com um comportamento desses não seria repreendido? O médico não é um deus, ele/ela está apenas fazendo seu trabalho, recebem salário

Anônimo disse...

A médica não pensou no lado financeiro quando houve a Urgencia, ela realizou a cesarea sem ganhar nada por isso.

Anônimo disse...

quanta arrogância,cadê a prova de que a moça ficou cega por culpa da médica?
processar alguém por ser mal educado é ridículo demais.

não entendo nada de medicina,andei lendo sobre pré-eclampsia,não sei se a informação é correta mas dizem que ela pode ser evitada se o pré-natal for feito corretamente.
então,antes de jogarem a culpa na médica,tudo tem que ser investigado.

Juba disse...

Um dos anônimos confundiu sulfato com surfactante... São coisas diferentes, com objetivos diferentes.

Gabriela, espero que o próximo parto seja como você deseja, que você seja respeitada, e que se houver necessidade de uma cesárea ela seja feita nas mesmas condições de respeito e dignidade. Um abraço apertado.

Anônimo disse...

Que horror. Ler esse tipo de relato me dá muito medo, eu logo vou ter um bebê...as vezes penso que não deveria ler essas coisas, assusta muito a forma como foi tratada essa moça, seu marido e a filhinha. Rezando aqui pra esses "mérdicos" que ficaram mordidos com o post não sejam daqui da minha cidade, prefiro parir sozinha no mato do que com uns ignorantes desses.

Juba disse...

O processo não precisaria ser por erro médico, e sim por conduta anti-ética.

Vanessa disse...

Mas que mania de achar que tratar com dignidade é simpatia!

Mas que merda mesmo! Não é possível que seja tão dificil!

Anônimo disse...

Só pra constar os braços dos pacientes são presos a maca( levemente é claro, não é apertado)... para evitar a movimentação e a contaminação dos campos cirurgicos.... até em apendendicites são amarrados.

Segundo essa depressão pós parto foi diagnosticada por um profissional? ?? Ficar triste e com duvidas sobre o futuro. .. Não é doença.

É impossível relacionar o tratamento com a perda da visão. ... centenas de mulheres apresentam pré eclampsia e até eclampsia nesse nosso brasil diariamente.. e a perda de visão não é comum. Ous seja pessoas reagem de forma diferente a diferentes valores de pressão.

Paula disse...

Anon das 12:38,

eu falei sim que ela foi grossa e que a paciente não merecia ter passado por essa... mas ninguem pode processar alguem por ser mal-educado...

pode reclamar na direção do hospital, desrecomendar o hospital para conhecidos, reclamar no convênio o escambau... mas processo não cabe!
o trabalho da médica era fazer a cirurgia. PONTO. Ela fez.
teria sio melhor que ela fosse, no mínimo, neutra na relação com a paciente? Óbvio ululante. Mas não cabe processo.

A gente nem sabe que tipo de encrenca a médica se meteu com os chefes depois de desobedecer as ordens dos diretores e de atender paciente sem convênio. Tratamento anti-ético seria se ela tivesse autorizado a transferencia dela para outro hospital, como queria a direção.

Vc, ao contrario, trabalha com pedagogia. O trato com crianças e adolescentes é o seu trabalho. Se vc desse aula para adultos, e um inadimplente simplesmente aparecesse nas suas aulas, ninguem ia falar nada?

Se eu tratasse com grosseria os meus colegas de trabalho, eu poderia ser chamada a atenção, trocada de setor ou até demitida... mas não processada..

as causas da cegueira da moça precisam sim ser melhor investigadas, já que ao que parece o erro médico pode ter partido da GO do pré-natal..

Leila disse...

Sim, tudo mundo deveria ter direito a um tratamento digno, mas fora a falta de educação da médica eu também não consigo ver caso de erro médico. Eu vejo, como disse alguém aí, que a médica a atendeu sem plano de saúde nem nada. Eu concordo sim que muita da classe médica brasileiro é arrogante e mercenária (basta ver o conflito com os médicos cubanos), mas não vou colocar todos no mesmo balaio ou ficar chamando de erro o que parece ser uma situação extremamente desagradável e até dramática (a perda da visão) pela qual a autora passou, e eu realmente sinto muito por isso, que ela tenha tido que dar à luz nessas condições. Eu fiz uma pequena cirurgia, curetagem na verdade, há algum tempo e me lembro de experienciar um pouco do que a autora fala (guardando as devidas proporções), o sentimento de impotência, de abandono, de solidão...sei lá, acho que tem todos os procedimentos há um pouco disso.

Fernando disse...

"Juba disse...
O processo não precisaria ser por erro médico, e sim por conduta anti-ética."

É EXATAMENTE DISSO que eu estou falando. A médica não errou, suas condutas foram corretas e a paciente e a criança se salvaram, mas a pessoa ainda quer tirar uma casquinha? É uma mesquinharia, um mal-caratismo impressionante, não passa de uma aproveitadora...

Você acha justo que a médica ALÉM DE SALVAR OS DOIS ainda seja processada pra pagar indenização??!!

Francamente....

Luzia disse...

Eu ia me manifestar a respeito dos comentários absurdos, mas depois que eu mandei um guest post sobre abuso psicológico por parte da minha mãe e tive que ouvir que "é mimimi" porque "tem gentxy ki passa muytu pior, pirralha mimada", aceitei que empatia é qualidade rara.

À autora do guest post, sinto tanto que você tenha tido que passar por isso :( nem sou capaz de imaginar seu desespero diante de tanta incapacidade, que médica DESPREPARADA. FODA-SE que ela realizou a cesária sem maiores complicações, "heroína", era o TRABALHO dela, que inclusive foi muito mal feito sim, começando pelo tratamento dado à paciente e terminando nessa porra de descaso com a perda da visão dela. Que falta de preparo, estudo, bom senso. Sem palavras.

É tão triste pensar em como as pessoas simplesmente não levam a sério violência psicológica. É por isso que feministas são chamadas de ExtRessadaX e Mau HuMorAAdasss: GASLIGHTING. SEMPRE temos que ouvir que estamos exagerando, "vai lavar louça", para de reclamar, "nem foi nada".

TEUCU!!!!!!!!

Toda a força do mundo pra você, Gabriela. <3

Fernando disse...

À Anônima das 13:04, que diz:

" prefiro parir sozinha no mato do que com uns ignorantes desses."

Você fala isso da boca pra fora. Se o parto correr tudo bem é lindo você dizer isso, mas se, digamos, seu bebê tiver um crânio maior que a sua bacia, você iria implorar aos berros por qualquer "mérdico" que soubesse impedir que você e seu bebê tivessem uma morte horrível

Beatriz Correa disse...

Eu ia fazer um comentário mais elaborado sobre o assunto, mas muitos aqui já falaram por mim. Então vou tentar ser sucinta.

Pra quem falou que a médica não tem nada a ver com a cegueira do olho esquerdo da Gabriela, releiam esse trecho do texto:

“Enquanto me costuravam eu falei pra médica que não enxergava mais nada do lado esquerdo, ela disse que isso era comum e depois de alguns dias voltaria ao normal, quando a minha pressão ficasse estável. [...]Durante as semanas pós parto fiquei na expectativa de acordar e ter a visão do lado esquerdo de volta, mas isso não aconteceu. Já fui em três oftalmologistas e soube que por causa do aumento da pressão eu sofri uma atrofia nos nervos ópticos. Não tem reversão.


Sei lá, posso ser leiga, mas...
Não custava dar UMA INFORMAÇÃO QUE FOSSE sobre o quadro clínico dela e da filha??
A médica poderia até achar normal acontecer uma cegueira momentânea em casos como esse, mas porra, EU não sabia! Aposto que a Gabriela tampouco!!

Caramba, tá de mau humor? Nem sai de casa, perde o dia, melhor que dar coice desnecessário nos outros!

Ambas as médicas, a do pré-natal e a do parto, foram ineficientes. Por um lado a primeira deu toda a atenção à grávida, mas não cumpriu seu dever para com a mesma, descartando a pressão alta, a possível eclâmpsia, a desnutrição do bebê...
A segunda agiu rapidamente e salvou as duas, porém sem dar nenhuma informação à paciente (nem antes, nem durante, tampouco depois do parto), fazendo comentários altamente desnecessários na frente dela (que já estava numa situação bem difícil), só pra depois largar, sem nem mesmo fazer um acompanhamento das duas, já que uma quase teve eclâmpsia e a outra nasceu prematura.

Tá tudo errado, gente.

Juba disse...

Fernando, você deveria entender a diferença entre erro médico e ética médica. Leia alguns artigos do código de ética médico, está alguns comentários mais para cima...


Eu sinceramente espero nunca topar com um médico como esta do post, ou como você. Aliás, prefiro não topar com pessoas assim em nenhuma profissão. A arrogância e o corporativismo são gritantes. Eu não questiono a conduta em termos de medicação, de procedimentos nesse caso, e sim o tratamento indigno dado a outro ser humano.

Médico que quer tratar mal as pessoas deveria trabalhar fazendo apenas autópsias, e sem contato com os parentes dos mortos.

Kittsu disse...

"Vc, ao contrario, trabalha com pedagogia. O trato com crianças e adolescentes é o seu trabalho. Se vc desse aula para adultos, e um inadimplente simplesmente aparecesse nas suas aulas, ninguem ia falar nada?"

Não. É vedado constranger, expulsar da sala (ou coisa do tipo) a alunos por conta da falta de pagamentos à instituição. Pode gerar processo e é ganho certo, existem vários julgados. O correto é a instituição não renovar o contrato. E aluno sem contrato não tem nota e não tem diploma, nao importa o quanto à à aula. Mas constranger, não pode.

Juba disse...

Aliás, questiono sim o cartão preenchido com informações falsas e as práticas que vão contra a OMS, mas não creio em um processo por isso, e sim pelo já exposto.

Anônimo disse...

O que a autora do guest post não entendeu é que ela passou por tudo isso menos pela conduta da médica e mais pelo seu próprio quadro clínico.
Explico: eclâmpsia é um quadro gravíssimo que em pouquíssimo tempo pode levar ao óbito da gestante e do bebê. Nestes casos é sim proibido o acompanhamento do marido, é um procedimento de emergência!
A autora do guest post fantasiou com um parto perfeito e especial mas sofreu uma complicação. Não é culpa de ninguém que o sonho dela não se concretizou, paciência. Ela escreve "Não era aquilo que eu imaginava pra chegada da Paulinha." Ora, ninguém quer passar por uma situação de emergência, mas acontece. Na vida as coisas não acontecem sempre como nós queremos.
Agora, vamos pra conduta da médica: prestem atenção que em nenhum momento a médica discutiu o plano de saúde com a gestante, mas só com o próprio pessoal do hospital, e vejam bem o hospital não queria que o parto faço feito lá (não só pelo pagamento da médica mas também custos de drogas e etc) e quem bateu o pé pra fazer lá mesmo o parto, ou seja pensando no melhor para a paciente, foi a médica!
Numa situação dessas em que o risco de morte é iminente a médica não tem tempo de ficar explicando passo a passo o que vai fazer, cada segundo é precioso.
A autora escreve ainda que depois que o procedimento foi feito com sucesso e salvou a vida dela e da filha que "Tive medo que fizessem algo ruim com ela." Pra que esse drama?
Quanto à perda da visão, isto é uma sequela clássica de casos graves de eclâmpsia, não é culpa da médica.
O ponto é a médica não foi gentil e carinhosa. Seria melhor que fosse? Sem dúvida. Mas até aí, dizer que o atendimento dela foi uma violência e falar em processo já é um pouco demais.

Anônimo disse...

O problema de muitos que tem orientação à esquerda (antes da crucificação, eu sou de esquerda) é a total incapacidade de entender que vivemos em um mundo que É capitalista. Ponto.

O Hospital era PRIVADO e ela NÃO TINHA DIREITO ao atendimento. Simples desse jeito.

Parto e filho são coisas sérias. Filho não deveria ser acidente e o convênio deveria ter sido feito antes da gravidez, para evitar esses dissabores. Minha esposa começou com ácido fólico meses antes da concepção do nosso filho. O nome disso é responsabilidade e planejamento.

Rafael

Anônimo disse...

1) paciente, sabendo da carência do plano, foi a hospital particular.

2) Médico não recebe honorários neste caso, e a médica não a tranferiu mesmo sob advertência do não recebimento pelo hospital, com senso de responsabilidade. (Eu teria transferido na hora, quem trabalha de graça é relógio, e quando quiser fazer benevolência, vou me alistar no MSF)

3) Médica fez o trabalho dela, sendo grosseira e respondendo sem afetuosidade.

4) Paciente tem sequela devido a pressão alta - o que a médica não pode controlar, exceto retirando a placenta - o que foi feito, nascendo a criança em segurança.

Pergunto: sob a ótica do brasileiro, qual o problema da médica??????????

Anônimo disse...

Renata, é claro que dá para comparar médico com pedreiro.

Pedreiro não precisa tomar decisões importantíssimas em segundos.

Se o pedreiro erra, pode quebrar e refazer. Só fica o gasto de material.

Médico simplesmente não pode errar. Ele está lá para fazer o melhor sempre. Sua vida não e uma colocação de piso que você refaz se ficar ruim.

Rafael

Anônimo disse...

PERFEITO anonimo das 16:18 !!!!!!!!

Se fosse EU a médica, faria a transferencia. (aí sim advogados de plantão, poderiam processá-la por negligência).

Mas ela prezou pela VIDA de mãe e filha, e fez tudo sem receber - e provavelmente pagando a conta do hospital.
Alguém pensou nisso ao escrever tanta barbaridade nos comentários???

Ah, sou mãe, e MUITOS casos de violência obstêtrica sendo noticiados nada mais são que sonhos desfeitos do parto ideal, em geral por complicações naturais.

Anônimo disse...

Esse é o retrato dos médicos brasileiros: frios, grosseiros, sem o mínimo de empatia com o paciente. Podem me xingar dizendo que estou "generalizando", mas quem falar isso ´r porque nunca consultou no SUS. No SUS, a imensa maioria dos médicos é como eu descrevi.
Depois o Conselho de Medicina reclama quando o país "importa" médicos de Cuba ou de qualquer outro lugar. Mas é necessário. Muito.

Livia Siqueira disse...

Aproveitadora, Fernando? Para mim, aproveitador é medicozinho de merda que só quer ganhar o dele e acha que não tem que tratar paciente com respeito.
E nem vou entrar no mérito de que não estamos nos EUA e as indenizações aqui não são milionárias. Acho que vc tá assistindo TV demais.

Me diz uma coisa: se vc fosse a um restaurante e o garçom te maltratasse, falasse que vc tem cara de pobre, que ele aposta que vc não tem como pagar a conta, mas te trouxesse todo o seu pedido direitinho, estaria tudo bem?
Mas aí é outra história, né? Como OUSA um mero garçom maltratar um todo-poderoso médico?

Médicos, como todos os prestadores de serviços, têm a OBRIGAÇÃO de tratar bem os pacientes. E não vem com essa palhaçada de distorcer os fatos e dizer que a médica tem que oferecer chazinho e segurar a mão da paciente. É só se portar de forma ética e educada mesmo.

E vs às irregularidades?
1- Não permitiram o marido junto à parturiente.
2- Amarraram a parturiente, sem darem a ela uma explicação para isso.
3- "Não autorizo, deixa ela aí, daqui a pouco eu entrego o plantão e o próximo que pegar decide o que vai ser feito com ela."
4- "Isso não é barriga de 37 semanas, seu filho tá desnutrido, mas adolescente é assim mesmo, fica sem comer e nem pensa que pode matar o filho de fome."
5- A médica ficou falando mal da autora enquanto ela estava na mesa de cirurgia.
6- A médica disse que era normal que a autora não estivesse enxergando e que a visão dela voltaria, O QUE NÃO ACONTECEU - ou seja, a médica, no mínimo, não se deu nem ao trabalho de orientá-la corretamente, de explicar todas as possibilidades.
7- A autora do post pediu para falar com a médica, que disse que voltaria mais tarde e NÃO VOLTOU.
8- O cartão de gestante tava em branco e o da bebê tava preenchido errado.
Isso sem contar que a autora já estava com a pressão alta! Que jeito formidável de acalmá-la para que o problema não fosse agravado! Exemplo de competência mesmo.
O nome disso tudo? DANO MORAL.

Tem que meter processo em médico nesses casos, SIM. Já ficou bem claro aqui nos comentários desse e outros posts que muitos (não todos, por favor) se acham no direito de desobedecer a lei. E que a violência obstétrica só vai acabar qdo eles começarem a ser processados pelas ILEGALIDADES que cometem. E não estou falando de erro médico (se bem que acho que vale a pena conversar com outros profissionais para ver se a conduta dessa médica foi correta mesmo), estou falando de DANO MORAL, que levou, inclusive, a uma depressão pós-parto.

Livia Siqueira disse...

"Se vc desse aula para adultos, e um inadimplente simplesmente aparecesse nas suas aulas, ninguem ia falar nada?"

Paula, vc sabe que expor o devedor a situação vexatória é ilegal, né?

Graciema disse...

Gabriela, força para você e tua filha e marido. Muita força e amor.

E eu SEMPRE fico impressionada sobre como médicos são arrogantes, esse sentimento de endeusamento que eles têm. Corporativistas até o osso.

Adoro a medicina moderna e a segurança e o conforto que me proporcionam. Mesmo.

Mas tive tanto trauma com meu primeiro parte e o protocolo nada científico de parto no Brasil, que meu segundo parto foi em em casa. Muito bom, por sinal. Melhor decisão da minha vida (poupem os comentários sobre não falariam isso se tivesse tido problemas, irresponsabilidade, etc. Já os ouvi algumas milhares de vezes.

O problema e que ser tratada com dignidade é pedir demais. É romantismo. Mesmo que deixe sequelas não ser bem tratada, como a depressão pós parto, que ferra a sua familia inteira depois, e seu filho. Ou a dor excruciante de uma epsio desnecessária, na hora em que você precisa cuidar do seu bebê e aprofundar vinculos. Infelizmente, a vida é maior é mais complexa do que o simplesmente: ambos estão vivos. A qualidade de vida depois, e da relação está ligada ao tipo de parto que se teve, sim

Anônimo disse...

Algumas pessoas aqui acham que respeito é um favor e não um dever de qualquer profissional.

Anônimo disse...

Não poderia concordar mais!
Jéssica

Livia Siqueira disse...

Mais uma coisa, Fernando: eu não tenho a intenção de cobrar nem um real da autora do guest post. Quero ajudá-la por questão de empatia e sororidade mesmo. Caso vc não tenha percebido, esse é um espaço feminista.

Não me meça pelos seus parâmetros, por favor.

Aliás, vc é o médico que tava de mimimi nos comentários do post sobre laqueadura?

Maria Valéria disse...

Ha pessoas comentando aqui sobre a medica que fez o pre natal e que nao foi feito o diagnostico de hipertensão gestacional.
Ora, a paciente pode ter passado o pre - natal todinho com 11x 7 e de uma hora pra outra foi pra 14x9 . Acontece e ja vi acontecer.
Se o pre natal foi feito certinho,com aferição de pressão arterial em todas as consultas , e exame de urina ( pra detectar proteína na urina ) nao se pode falar em erro da medica que fez o pre natal.
O que nao pode acontecer : ver uma pressão 14x 9 no decorrer da gestação e nao fazer nada, nao medicar, nao investigar mais.normalmente para hipertensão na gravidez se usa metildopa e os retornos tem que ser mais frequentes, mais monitorados,se possível com ultra som morfológico do feto ( isso o mínimo ) , outros detalhes nao sei porque nao sou GO.
Se tiver dor de cabeça alem disso, ou outros sinais de pre eclampsia,encaminhar para internação.
Acho precipitado julgar a medica que fez o pre natal sem ter maiores informações sobre o que aconteceu,..nem sabemos quanto era a pressão arterial nas consultas anteriores...
Beijos.

Livia Siqueira disse...

Rafael, não interessa se o hospital é privado ou público. Negar atendimento emergencial é crime (de omissão de socorro ou negligência, dependendo da situação).
A médica e o hospital tinham a obrigação de atender a autora do post.

Anônimo disse...

Mas que mentira deslavada... eu fui operada duas vezes na vida, primeiro quando tive apendicite e depois quando fizeram uma cesárea desnecessária e em nenhum dos dois casos fui amarrada. Só tem veterinário lendo esse post? (Acho que os veterinários devem tratar seus pacientes com mais humanidade, aliás)

Anônimo disse...

... nao sei porque vc aprova esses tipo de comentários, Lola, sinceramente! A moça com 37 semanas não foi pro hospital parir, ela foi porque estava se sentindo mal, não passou pela cabeça dela que iria precisar fazer uma cirurgia naquele dia. Uma gestação pode chegar até 42 semanas, o parto foi prematuro!! Aff ela adivinhou que ia precisar de uma cesárea de emergência e foi "se aproveitar" do plano de saúde, meu, que gente estúpida!

Maria Fernanda Lamim disse...

Eu ia esclarecer isso, obrigada por ter feito antes de mim. fazer isso com um aluno pode dar ate cadeia. alias, por muito menos tenho colegas respondendo a processos. mas os medicos nao sao profissionais como os professores, sao "santos", entende? :P

Sol disse...

E a obstetra não era homem, era uma mulher, gananciosa e macabra. Processo já!

Anônimo disse...

e cadê a empatia com a medica?tem que trabalhar em condições deploráveis e ainda tem que aguentar firula de paciente. é dose!

e tenham dó né,depressão pós parto pode acontecer com qualquer mulher e vcs querem culpar a médica por isso?
se cegueira é uma das sequelas da eclampsia pq isso seria culpa da médica?

Maria Fernanda Lamim disse...

tambem ia dizer isso. que bom que mais alguem viu! :)

Anônimo disse...

a médica é gananciosa? ela tem que trabalhar de graça?sério?

Anônimo disse...

O único problema da paciente foi sua falta de DINHEIRO. Medicina é DINHEIRO, a vida é um detalhe.

A dignidade humana é proporcional á conta bancária. A gentileza é proporcional à carteira.

Nada de novo neste Brasil. Afinal médicos acostumados a cometer crimes por omissão de socorro para com quem não tem DINHEIRO é COMUM. A impunidade também.

Maria Valéria disse...

Concordo com o anônimo de 18:38

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Boba com alguns comentários que li por aqui.
Ou empatia passa longe ou esse pessoal está muito acostumado a ser maltratado e já acha normal... Ou pior, faz parte da turma que maltrata e acho bonito.

pedro disse...

O único problema da paciente foi sua falta de DINHEIRO. Medicina é DINHEIRO, a vida é um detalhe.

quanta hipocrisia,qualquer profissão tem a ver com dinheiro,por um acaso vocês aqui trabalham de graça?
é tudo pela satisfação de ajudar seu chefe,seus colegas?

vocês sim pensam que médicos são deuses que devem ajudar o mundo inteiro,com um sorriso no rosto e sem um tostão no bolso e eles que morram de fome.

Luiz Vicente disse...

"Se ela sair daqui vai acabar entrando em convulsão na ambulância e eu não quero ninguém me cobrando por isso. Não autorizo, deixa ela aí, daqui a pouco eu entrego o plantão e o próximo que pegar decide o que vai ser feito com ela."

A médica não transferiu pensando no bem da paciente? PERAÍ NÉ? Ela tava apenas pensando em si, "e EU não quero ninguém me cobrando por isso," ou seja, se ninguém fosse cobrar, podia mandar a paciente embora não importa o que acontecesse com ela. E deixa pra próxima que pegar esse pepino resolver, que eu quero é tirar o meu da reta, dane-se a paciente.

Foi isso o que eu entendi, mas tudo bem, a médica fez o papel dela né? Tá. AHAM CLÁUDIA...

Anônimo disse...

Fora todas as outras barbaridades, ainda tem gente com a coragem de dizer que a médica trabalhou "de graça"??? Uau, então os médicos não recebem salário para fazerem plantão? Não sabia. Eu faço plantão na minha profissão, se não aparece nada, fico de bobeira, se aparece, trabalho, normal. Meu salário não muda. Quer dizer que os médicos, ops, burocratinhas da saúde, além do plantão, recebem por atendimento? Eta profissãozinha boa!

Maria Valéria disse...

Bem, nao acho que o post esta generalizando a classe medica como sendo ruim.
Ela descreveu uma experiência ruim pela qual passou.
Eu sou medica,e garanto que nao gostaria de ser atendida assim.
Os problemas de burocracia do convênio são irrelevantes prs paciente,ela nao tem nada a ver com isso, e esse tipo de comentário na frente dela, alem de desnecessário, e falta de respeito sim,( a paciente foi tratada como se fosse um estorvo!)
Ela nao tentou se aproveitar e tirar casquinha da carência do convênio, ela nao sabia que ia passar por uma cesárea de urgência.ela foi lá imaginando que ia receber um remédio pra pressão atta .ela nao e medica e nao tem obrigação de saber o que ia acontecer com ela naquele dia.ela nao estava sentindo contrações, dor de parto
E como alguém falou ai em cima, se o caso e de emergência você nao pode mandar embora do PS por ser particular.o que interessa e vc salvar o paciente.- se ele vai pagar em $ , se o convênio vai cobrir , se ...
...tudo isso e irrelevante....você resolve isso depois, primeiro atende.deve ser um saco fazer um procedimento sem receber por isso, mas eu se encontrar uma pessoa caída na rua nao vou socorrer so porque nao tem ninguém me pagando ?? Nao tem cabimento.
Pra quem perguntou ai em cima, o profissional recebe por plantão e se for da area cirúrgica,recebe uma quantia referente aos procedimentos que realizou ( parto, cirurgia, etc) - mas isso nao justifica deixar de atender uma pessoa que corre risco de vida.
Se eu fosse atendida como a Gabriela foi atendida, acho que nao processaria, mas que nunca mais iria me consultar com esse profissional, isso nao tenho duvida.!
** ha pouco tempo eu terminei um tratamento ( fisioterapia ) pra uma lesão no pé.fiz trocentas sessões,e combinei com a profissional que vou pagando aos poucos,porque nao caberia no meu orçamento pagar tudo de uma vez,( fisioterapia bem feita custa muito caro!)
Ela topou,e ainda falta bastante pra pagar.vou pagando e avisando quando faço os depósitos.
Imagina se ela falasse pra mim que so me atenderia se eu pagasse antes., ou se me atendesse de cara feia so porque nao paguei no mes,o dia.tenha do,

Anônimo disse...

A Maria Valéria já respondeu, mas vou reforçar. Em serviços privados, o mais comum é o médico receber por atendimento ou procedimento. E o valor depende do plano. Um obstetra recebe, em média, uns 300 reais por uma cesárea e um pouco mais por um parto normal.

Anônimo disse...

Caros médicos, considerando que pacientes pagam pelos seus serviços, são também clientes e tem direito a tratamento digno, educado e acesso à informação sobre seu estado e o tratamento a que serão submetidos. "Blá, blá, blá... Emergência! Não deu tempo de explicar nada". Não? Nem enquanto ela estava sendo medicada?
O ônus de nada explicar e ainda agir desumanamente/sem respeito são os processos judiciais que enfrentarão nessa vida.
É um direito do paciente ser tratado com educação, respeito, como ser humano.
O médico pode ser competente e um absoluto cavalo? Pode, mas aumenta exponencialmente as chances de ser processado por toda e qualquer intercorrência. A integridade psicológica é tão importante quanto a física. Possivelmente, quando os médicos se derem conta de que educação e informação evitam processos, já que estes parecem ser o maior terror da classe médica, mudem de comportamento.
Sobre atendimento frio fora do Brasil, já fui atendida em viagem aos EUA e o atendimento foi muito bom, educado e profissional, com tudo bem explicadinho antes do procedimento.
A respeito do guestpost, eu fiquei estarrecida com os procedimentos adotados sem qualquer cuidado no que se refere ao vínculo da mãe com a criança. A obstetrícia, mesmo em situações de emergência, poderia ter protocolos diferentes, de maior contato entre a mãe e o bebê, atendimento às mães, etc. Meu filho saiu da maternidade só depois de uma enfermeira ver que eu estava amamentando certinho, depois de já ter tomado até uma das vacinas, mas eu moro em SC, ele ficou comigo no quarto, imagino que isso varie de lugar pra lugar.
O que quero dizer é que é possível tratar as mães como seres humanos, com as informações necessárias e que isso só ajuda. Salvar a vida dos pacientes é importante? Sem dúvida, mas o atendimento humanizado na cesárea e após o nascimento do bebê pode evitar ou minimizar muitos problemas futuros, inclusive depressão pós-parto. Tudo isso faz parte da medicina, ela não se resume a salvar vidas numa emergência, mas também a prevenir outros problemas no futuro.
CM

Anônimo disse...

Tem hora que os pacientes querem saber a verdade e que tudo seja explicado, outra hora não querem. Assim fica difícil. Nos EUA o médico TEM que falar, não tem isso de esconder a verdade do paciente e de contar só para o acompanhante não.

Se essa mãe ficou com medo só de imaginar que pudesse estar ocorrendo algo grave, imagine se ela fosse informada de que realmente estava ocorrendo algo MUITO grave e que ela e a filha poderiam morrer?

E já que compararam com os EUA. Se fosse lá ela seria atendida mesmo sem o seguro/plano de saúde, mas sairia com uma dívida imensa.

Anônimo disse...

Olha querido,ela estudou anos para conseguir exercer sua funcao e sabia muito bem que iria lidar com gestantes. Se ela tem problemas e tem uma familia para sustentar, ninguem tem nada a ver com isso, foi ela queescolheu estar ali. Nao venha me dizer que ela fez o seu trabalho completo como profissional, pois ser profissional exige etica e ela nao teve com sua paciente. Ela nao fez mais do que sua obrigacao,que é salvar vidas, assim como ade todos os medicos que fizeram seu juramento. Todos nos temos problemas e tenho certeza que naquela hora s problemas que ela tem se tornaram minimos. Se ela nao sabe lidar com humanos, nao deveria escolher tal profissao. E vc machista, que nao sabe a metade do que uma mulher passa nessas horas, nao de esses comentarios desnecessarios em um momento como esse, exponha sua opniao em outro local, pois voce nao sabe o que esta mulher sofreu e nunca ira passar por esse momento!

Anônimo disse...

Essa médica poderia ter ficado muda. Transformou um parto numa sessão de tortura psicológica. Enfim só falou merda o tempo todo.

Anônimo disse...


"quanta hipocrisia,qualquer profissão tem a ver com dinheiro,por um acaso vocês aqui trabalham de graça?
é tudo pela satisfação de ajudar seu chefe,seus colegas?"
_______________


Isso só confirma o que eu disse. Embora a medicina trabalhe com a vida, o que a torna diferente de outras profissões, o que importa é o DINHEIRO. Por isso, há a omissão de socorro no código penal.

O melhor do post é mostrar que neste Brasil caem os códigos de ética e caem as máscaras: paciente pobre é paciente morto.

Valéria Fernandes disse...

Gabriela, gostaria de registrar a minha solidariedade. Você sofreu violência obstétrica, você teve seu direito garantido por lei de um acompanhante negado, o dano no a sua visão (*inevitável, ou não*) não foi explicado para você, enfim, supostos profissionais desrespeitaram você de todas as formas.

Tive minha bebê há três meses. Na última semana, 39ª, minha pressão subiu e tive suspeita de pré-eclâmpsia. Ao contrário do que foi feito no seu caso, fizeram vários exames (*hospital público*), me deixaram em observação e não houve intervenção ou correria. Pré-eclampsia e Eclampsia são as maiores causas de morte de materna no Brasil, não se deve brincar com isso, mas, também, é preciso critério. Como a Maria Valéria, que é médica colocou, é estranho que não tenham feito pelo menos uma ultrassom. Eu desconfio muito dessa história de médicos salvadores de mulheres e bebês, mas mesmo que tenha sido o caso, a violência e o desrespeito não são prerrogativa profissional dos "heróis". :P Pela sua narrativa - e somente por ela - me pareceu mais medo de processo e escândalo o que acabou apressando o nascimento de sua filha.

Acredito que você tenha como mover alguma ação judicial. Procure a Lívia. E recomendo que, caso você tenha Facebook, entre no grupo Cesárea? Não, obrigada! para buscar informação e conforto.

De uma próxima vez, caso aconteça, procure um grupo de apoio à gestantes e tenha uma doula.

Anônimo disse...

Mais um post sobre comportamento de alguns médicos e mais um post em que penso como algumas profissões são sobrevalorizadas. Em qualquer outra profissão, você faz seu trabalho e é pago por isso. Mas na medicina não, você pode trabalhar irritadíssimo porque o paciente te irrita ( médicos que odeiam humanos), e ainda gritar e reclamar para o paciente sobre o quanto ele está incomodado porque você o fez trabalhar, com sua insignificância, sua burrice em não entender o que ele está fazendo e ficar incomodando-o com perguntas (afinal, remédios e procedimentos são óbvios, que não entende é burro), ele ainda tem que trabalhar direito e se responsabilizar pelo que faz, ou seja, fazer o trabalho dele, ainda que o trabalho dele, que ele escolheu e investiu. Fico pensando se eu, como programadora, começasse a gritar, ficar puta e reclamar sobre como estou sendo incomodada, sobre como vou fazer tudo nas coxas, sobre como tudo é uma merda e como pessoas são lixo, e fizesse meu trabalho, apenas o estritamente necessário. Iria pra rua em segundos. Mas médicos podem agir como crianças birrentas e todos temos que compreender. Sério? Por que escolheu essa profissão meu? Ah é, reconhecimento da sociedade e grana. Se não fosse essa merda e parassem de colocar médicos em pedestais, seria o momento em que pessoas que realmente gostam da profissão que a escolheriam, e a partir daí, poderíamos esperar mais humanização no atendimento.

donadio disse...

"Você acha justo que a médica ALÉM DE SALVAR OS DOIS ainda seja processada pra pagar indenização??!!"

Não.

Eu acho justo que ela seja processada para ser punida - com advertência, suspensão, cassação do registro, cadeia, o que for adequado - pela conduta anti-ética e pelos erros grosseiros.

Indenização deveria caber ao hospital: o equivalente monetário à visão de um olho, que a moça perdeu por que o hospital estava mais preocupado com o pagamento da conta do que com a saúde dela.

donadio disse...

"Não custava dar UMA INFORMAÇÃO QUE FOSSE sobre o quadro clínico dela e da filha??"

No mínimo, encaminhar ao oftalmologista.

Mas nós chegamos a um ponto em que todos os médicos são leigos fora da sua especialidade.

donadio disse...

"O Hospital era PRIVADO e ela NÃO TINHA DIREITO ao atendimento. Simples desse jeito."

Oi? Como assim?

O homicídio por omissão ainda não foi legalizado, muito menos para médicos e hospitais.

O procedimento em emergência é muito simples: faz-se o que se tem de fazer; depois que o paciente está fora de perigo, transfere-se para hospital público. Pagamento se vê depois, é direito do hospital processar o paciente ou família para reaver os valores do procedimento.

Mas deixar alguém morrer por que não tem dinheiro ainda é crime.

Lei 12.653/2012:

Art. 1o O Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, passa a vigorar acrescido do seguinte art. 135-A:

"Condicionamento de atendimento médico-hospitalar emergencial

Art. 135-A. Exigir cheque-caução, nota promissória ou qualquer garantia, bem como o preenchimento prévio de formulários administrativos, como condição para o atendimento médico-hospitalar emergencial:

Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa.

Parágrafo único. A pena é aumentada até o dobro se da negativa de atendimento resulta lesão corporal de natureza grave, e até o triplo se resulta a morte.
"

Valéria Fernandes disse...

Anônimo das 9h: Você é programadora, eu sou professora. Imaginei algo semelhante: recebo na universidade um/a alun@ que não consegue ler uma página ou que quer entregar seus trabalhos e provas à lápis. Vou eu dar xilique, humilhar e destratar e dizer que vou dar uma aula de m****, porque @s alun@s não merecem outra cisa pois alguém não fez o seu trabalho lá na alfabetização... Enfim, acontecerá o que comigo? Um... E dificilmente alguém iria morrer se eu fizesse ou ficar com seqüelas físicas. Qualquer dano psicológico, bastaria que eu dissesse que é mimimi, não é mesmo? Enfim...

Anônimo disse...

Vocês não têm a menor noção do stress que é ser médico.
E médicos são pessoas, não são robôs!!!\

Já pensou você tranquilo saindo de férias e tendo que prestar atendimento no avião?
Na praia?
No restaurante?

Mesmo se tiver se especializado em alguma coisa e não trabalhar com urgências há vários anos.

Já pensou como é chato todos os doentes da família e da vizinhança quererem a sua opinião?

Maria Valéria disse...

Faço coro com o comentário do anônimo das 23:52

Fui da comissão de ética medica de um serviço o de trabalhei em SP.
Na época, tivemos aulas de capacitação com os delegados com conselho de medicina.
E ja fiz curso de direito medico com varias aulas dadas por advogados e delegados do conselho.
Todos dizem que os ' conselhos de medicina são corporativistas' , nao e bem assim.
Todo mes sai publicado no DO e no jornal do conselho uma lista de penalidades e advertências ( censura ) públicas com nome completo e CRM do medico penalizado.
Se alguém acha que isso e pouco, eu nao gostaria de ter meu nome exposto num jornal de grande circulação dizendo que minha conduta profissional foi anti ética.
Pois bem : nas aulas de direito medico e de capacitação para comissão de ética medica, foi repetido a exaustão que a grande maioria dos processos éticos se originam por falha na comunicação ou falta de informação aos pacientes.Muitos chegam lá dizendo que nao querem dinheiro,so querem saber porque o parente deles morreu, por que ficou com sequela,e ninguém explicou direito o que houve.
Entao o comentário do anônimo procede, e muito !!
E eu nao acho isso menos grave , falhar na comunicação e nas explicações.
Bem, quanto as declarações da GO na frente da paciente sobre burocracia do convênio,isso e no minimo constrangedor,
Uma vez tive uma experiência parecida com um otorrino pelo qual passei - normalmente médicos nao cobram a consulta quando o paciente e medico.ele nao cobrou- porém, fez um exame de audição no mesmo dia porque eu tinha uma queixa de ouvido tapado.- quando terminou tudo, a secretaria me disse que estava tudo ok, que nao precisava pagar.
Uns 2 meses depois, tive uma lesão no tímpano por diferença de pressão atmosférica ( viajei num voo com 2 escalas e portanto 3 subidas e descidas num espaço de 3 horas - estava surda e com o ouvido doendo )- e voltei no mesmo medico.
Pra minha surpresa,cheguei na sala dele e antes de qualquer coisa,ele ja foi falando que eu nao tinha pago o exame de audição, que a fonoaudiologia estava cobrando dele, blablabla, que a secretaria tinha me pedido pra pagar e nao paguei,
Fiquei chocada, constrangida,e por mim eu teria saído de lá - mas eu estava surda de um ouvido , com dor e nao sabia o que tinha - estava nervosa, fragilizada e sabia que pelo menos precisava ser examinada.- fiquei quieta,fiz o cheque na hora e dei pra ele.
O atendimento medico foi perfeito, e as explicações sobre o que eu tinha foram excelentes. profissionalmente,na parte técnica,esse profissional foi perfeito.
Mas eu nao volto mais com ele,porque me senti humilhada e constrangida pela maneira como ele cobrou um pagamento que nem nem sabia que tinha que ter feito,- ele tinha que cobrar ? Tinha, mas ha maneiras e maneiras de se falar ou cobrar alguma coisa, e definitivamente nessa parte ele foi grosso, inclusive jogou na minha cara que como colega nao cobraria pela consulta,mas o exame tinha que ser pago (!!)
Entao procede sim a reclamação da autora - e muito chato quando nos constrangem com relação a pagamento , dinheiro,etc, mesmo que na parte técnica o atendimento seja perfeito.
Prefiro pagar 300 reais pra passar num lugar onde nao tenho que escutar essas coisas ( agora nao mais, porque fiz plano de saúde )do que ser atendida de graça e escutar grosseria,

Maria Valéria disse...


sobre quem comenta do atendimento medico no exterior,- de novo, toda generalização e perigosa, existem profissionais bons e ruins em qualquer parte do mundo,
Uma amiga que mora nos USA estava gravida, foi fazer o ultra som do bebe, e a medica radiologista disse a ela que o bebe tinha síndrome de down , e que se fosse ela, abortaria ( onde ela morava tinha aborto legalizado )!!!- minha amiga me ligou num fim de semana, desesperada, e disse que se o filho nascesse com SD ela iria amar do mesmo jeito.no dia seguinte,foi ao obstetra dela,que a tranquilizou e disse que estava tudo bem.
O bebe nasceu depois de uns seis meses, perfeito,e hoje tem três anos,um meninão.- esse filho que a medica a mandou abortar - minha amiga nao processou porque e uma pessoa calma,que evita ao maximo ter dor de cabeça.
Beijos a todos,o debate ta ótimo !!

Anônimo disse...

Lola, porque aprovar um comentário tão inútil e imbecil como o do Fernando as 17:12. Sério/1 Ninguém precisa ler a opinião de um idiota desses.

Anônimo disse...

Livia, omissão de socorro é uma coisa, tratamento gratuito é outra.

Como advogada você deve saber que um hospital PRIVADO pode sim estabilizar o paciente e mandar para uma unidade pública.

Chegar no hospital privado já em trabalho de parto é uma grande má-fé. Por isso tudo aqui é mais caro. O "EMPRESÁRIO" é sempre culpado e paga a conta no final.

Experimenta fazer isso nos EUA. Morre na calçada e nem vira notícia.

Rafael

Anônimo disse...

acho que muita dessa revolta contra a medicina vem do fato de que muitas pessoas não aceitam que não podem pagar por um serviço que no fim é essencial. Eu não fico falando por aí por exemplo que o pessoal da Ferrari é desumano e só pensa em dinheiro porque eu queria ter uma Ferrari e não posso pagar. Mas medicina é essencial, não estou dizendo que se compara saúde com um carro, mas é que as pessoas têm muita raiva porque não podem pagar por um serviço médico de qualidade

Anônimo disse...

É bem por aí, Donadio, vamos socializar a saúde Privada. No seu mundinho particular, "opera-se primeiro e paga-se depois". Em um país de espertalhões como o nosso isso não vai representar o fim da saúde privada. Vai significar gente como eu e vários outros milhões pagando o dobro.

É como a energia elétrica. Minha conta vem R$ 400 reais e viria bem menos se a concessionária não perdesse 50% da energia sob a forma de gatos.

donadio disse...

"É bem por aí, Donadio, vamos socializar a saúde Privada. No seu mundinho particular, "opera-se primeiro e paga-se depois". Em um país de espertalhões como o nosso isso não vai representar o fim da saúde privada. Vai significar gente como eu e vários outros milhões pagando o dobro.

É como a energia elétrica. Minha conta vem R$ 400 reais e viria bem menos se a concessionária não perdesse 50% da energia sob a forma de gatos.
"

Olha, toda hora eu vou em restaurantes. Por incrível que pareça, eles primeiro me servem a comida, e depois cobram a conta. Pelo seu raciocínio, restaurantes privados ou iriam à falência, ou cobrariam os olhos da cara de todo mundo por causa da hipótese de alguns não terem dinheiro para pagar na hora da conta.

Mas no meu "mundinho particular" (mais conhecido internacionalmente como "mundo real"), os restaurantes estão aí, prosperando, e se são caros, não parece ser por causa de clientes que não pagam a conta - que aliás são uma raridade.

E, sim, deveríamos socializar a saúde "Privada", porque o modelo privado é insustentável.

3, 2, 1, comentários a respeito da saúde privada perfeita dos Estados Unidos, onde as pessoas são postas a morrer na calçada, como tem de ser.

Maria Valéria disse...



"Experimenta fazer isso nos EUA. Morre na calçada e nem vira notícia."

Pois e.por isso os EUA são modelo de assistência a saúde ( modo irônico on )

donadio disse...

"Experimenta fazer isso nos EUA. Morre na calçada e nem vira notícia."

No seu "mundinho particular" talvez. No mundo real, as regras são as seguintes:

http://healthcare.uslegal.com/patient-rights/the-right-to-treatment/

Quem vai morrer na calçada (ou pelo menos virar empregado do McDonalds), embora com certeza virando notícia é o médico ou funcionário administrativo que acreditar nos Estados Unidos da fantasia dos reaças brasileiros...

Anônimo disse...

Anônino 10:21, não é sobre não pagar. Muitas vezes se paga por um serviço médico e o tratamento é idêntico ao público. Um médico que claramente não tem interesse algum em esclarecer, ajudar, responder dúvidas. A única coisa que ele deseja é terminar logo aquilo e gitar "próximo!"

Viviane disse...

Se o convênio não estava regular e não havia dinheiro para pagar por que mesmo procurar um hospital privado? Essa parte eu não entendi.

Pobre médica, tem que ganhar bem mesmo.

Livia Siqueira disse...

Rafael, favor reler o guest post (a autora não sabia que ia ter que fazer uma cesárea, achou que seria apenas medicada) e os demais comentários (especialmente os do donadio, que colocou até artigos de lei).

Não vou perder meu tempo discutindo com gente burra e/ou mal intencionada.

Anônimo disse...

Com relação aos EUA: é um fato notório e amplamente divulgado que , de acordo com as leis americanas, se uma pessoa não tem o convênio médico ( o mais famoso é o Medicare) ela pode morrer na frente do pronto-socorro que não é atendida, e isso está dentro da lei. Mais: O Obama tentou mudar isso, fazer um sistema parecido com o do Brasil e da Inglaterra, onde todos têm direito a atendimento gratuito em hispitais públicos, mas foi derrotado no Senado.
Aqui no Brasil existe pena para a omissão de socorro, então todo hospital particularé obrigado a atender a emergência, e depois transferir o paciente para um hospital público, se a família não optar por pagar o atendimento.
Em relação ao post , o que causou a cegueira não foi o atendimento médico, e sim a doença da paciente. A médica agiu corretamente, pois não deixou que a paciente, que estava sob risco de morte, sser transferida do hospital. A médica ainda salvou a vida da mãe e da criança. Uma paciente em pré-eclâmpsia ou eclâmpsia , na hora da cirurgia, precisa ter as mãos amarradas mesmo, para evitar que uma agitação durante ou logo após a cirurgia cause contaminação ou mesmo ferimentos ao atingir instrumentos cirúrgicos cortantes.
Médicos que atendem emergências nem sempre podem ficar explicando as coisas ou agir polidamente. Muitas vezes, vidas são salvas em questão de minutos ou mesmo segundos, e nesses momentos, uma ação firme e mesmo rude pode significar a diferença entre a vida e a morte. Se uma crianç está no parapeito de uma janela , no sexto andar de um prédio, qual é a atitude mais certa: pegar a criança rapidamente e tirá-la do perigo, mesmo a assustando , ou conversar polidamente : querida, por favor , venha aqu....(caiu e morreu).....?

Anônimo disse...

Me pergunto por que essa gente fica mencionando o péssimo sistema de saúde dos EUA. Querem justificar o que com isso? O péssimo atendimento que essa médica quadrúpede deu à Gabriela? Ela deve ser grata por ter sido "salva" pela magnânima senhora? Pois se fosse no paraíso da turminha ela morreria na calçada?
Eles acham lindo que pobre morra na calçada, é isso? Preferiam que fosse assim no Brasil?

Anônimo disse...

O cara não vai largar o osso. :) Com diferentes nomes, ou anônimo mesmo, a idéia é a mesma. Médico é Deus. Devemos todos nos ajoelhar e entoar loas a esse ser superior e magnânimo. Ele pode nos tratar a pontapés, não importa, ele é Deus, e merece muito mais do que essa escória de humanidade para "salvar"!
Ana

Anônimo disse...

Eu adorei o exemplo da criança no parapeito da janela!!! Daí, a pessoa que fosse socorrer ficaria comentando sobre o plano de saúde dela, se ela tinha se alimentado direito ou não, ah, tá, daí ela não cairia e seria salva.
Arruma outro exemplo,meu, esse aí foi péssimo!

Anônimo disse...

Nos EUA Urgencia é atendido.

Anônimo disse...

Gente a Fabi já psotou e vou postar de novo!!

"Situações de parto pré-eclampsia entram no que dizem "procedimento de urgência", cuja carência é de 24 horas.
Veja a orientação da ANS sobre isso: http://www.ans.gov.br/portal/upload/aans/publicacoes/Guia_orient_vol3.pdf

TRADUZINDO.......O plano cobriu procedimento (OBVIAMENTE QUE mesmo se não estivesse na cobertura do plano de saúde não justificaria não atender- POIS SERIA OMISSÃO DE SOCORRO).
A médica NÃO fez nenhum procedimento de graça, não fez nada que não estivesse ali pra isso...ou melhor fez...aposto que NINGUÉM estava pagando ela pra xingar e humilhar a paciente enqto fazia o parto. NOME DISSO: VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA!!!!!!
Lívia

Anônimo disse...

Eu comentei, discordei da maioria, mas não ofendi ninguém. Acho que seria legal que vocês parassem de ofender a mim e aos demais que discordam.

Rafael

Anônimo disse...

Donadio,

Um restaurante, por mais caro que seja, não vai passar muito de mil reais para um casal.

Um atendimento médico pode ser muito mais caro.

Trabalhei vários anos em um escritório que tinha uma grande rede de hospitais como cliente. O que existe de joão-sem-braço que achava que não precisaria fazer cesárea é uma coisa absurda.

Isso vai para uma conta de perdas contábeis e os valores cobrados dos demais precisam logicamente ser incrementados para o balanço fechar.

Eu também acho, como você, que o modelo privado não se sustenta. Porém, ele existe, está dentro da lei e deve ser respeitado. Querer que os hospitais privados se danem só porque você não concorda não é minimamente coerente.

Livia Siqueira disse...

"O nome disso é responsabilidade e planejamento." Ou seja, chamou a autora de irresponsável.

"Como advogada você deve saber..." Ou seja, quer dizer que eu não conheço a minha área / quer me ensinar o meu trabalho.

"Chegar no hospital privado já em trabalho de parto é uma grande má-fé." Ou seja, disse, com todas as palavras, que a autora agiu com má-fé.

Isso tudo vindo de um HOMEM, em um espaço FEMINISTA, sendo que o assunto, VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA, é um dos maiores desafios para o feminismo brasileiro atual, justamente por lidar com a classe profissional mais privilegiada do nosso país.

Aí vem com mimimi dizer que não sabe pq foi ofendido. Judiação...

Anônimo disse...

Fala serio,a medica reclamar do plano é humilhação?povinho que reclama a toa!

Anônimo disse...

E pensar que médico ainda faz aquele juramento para se preocupar com a saúde do paciente kkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Pura falsidade. Uma vez que se tornam empresários da saúde e da vida o juramento só vale depois que aparecer o DINHEIRO.Pelo menos alguns são sinceros.


Quanto mais leio as respostas, mas fica claro que para inúmeros médicos o lugar de paciente pobre é o cemitério mais próximo.

Maria Valéria disse...

Olha, de boa, a medica atendeu, socorreu e salvou a vida da paciente., e foi responsável em nao transferi - lá.
ok, concordo.
Mas ficou o tempo todo reclamando do saco que foi atende -la , do saco que era a paciente estar ali ( pois nao deveria nem ter entrado no hospital ), do saco que era o plano de saúde dela ( que talvez nao fosse pagar o parto)- ou seja : jogou na cara da paciente que esta era um estorvo ,e que estava fazendo aquilo porque era sua obrigação sim, mas fazendo de má vontade.- e na frente da paciente !
Nao tem coisa pior do que te fazerem um favor, te ajudarem , te socorrerem, e depois ficarem reclamando do trabalho que deu pra fazer tudo isso- se for pra ser assim, prefiro me virar sozinha e nem ser ajudada , mas claro que em medicina , com sua vida correndo risco você nao tem essa opção.
Isso que muitos comentaristas nao entenderam aqui, ou entao levam de boa serem tratados assim.Eu e um monte de gente nao levamos.
Abraços.

donadio disse...

"Com relação aos EUA: é um fato notório e amplamente divulgado que , de acordo com as leis americanas, se uma pessoa não tem o convênio médico ( o mais famoso é o Medicare) ela pode morrer na frente do pronto-socorro que não é atendida, e isso está dentro da lei."

Pode ser notório e amplamente divulgado, mas não é um fato. Já postei acima um site americano que explica qual é a legislação a respeito. Os EUA podem ser um país de selvagens, com pena de morte e outras penas bárbaras, mas homicídio por omissão também não é legalizado lá.

"Eu também acho, como você, que o modelo privado não se sustenta. Porém, ele existe, está dentro da lei e deve ser respeitado. Querer que os hospitais privados se danem só porque você não concorda não é minimamente coerente."

A obrigação de prestar socorro em emergência também está dentro da lei e também precisa ser respeitada (Código Penal, artigo 135-A). A obrigação de tratar os pacientes com civilidade também está dentro da lei e também precisa ser respeitada (Código de Ética Médica, artigo 23).

Eu não quero que os hospitais privados se danem porque eu "não concordo". Eu quero que os hospitais privados que negam socorro a pacientes por motivos financeiros (como o que assassinou o Secretário de Recursos Humanos do Governo Federal, Duvanier Paiva) sejam processados e punidos na forma da lei. Eu quero que os médicos - sejam do sistema público ou privado - que destratam pacientes sejam processados e punidos na forma da lei.

Se a lei é incoerente, e obriga os hospitais privados a tomarem prejuízos que os inviabilizam, então é preciso mudar a lei. Mudá-la para legalizar o homicídio médico por omissão (como o pessoal acha que é, mas na verdade não é, nos Estados Unidos), para mim está completamente fora de cogitação.

Sandra Alvarenga disse...

Tenho quase 56 anos e ainda me lembro do parto do meu caçula quando ainda tinha 22 anos.Dei entrada no hospital as 24 hs e o médico falou que eu estava com 8cm dilatação interna e nenhum externo, não sabia o que isso queria dizer, meu marido sofrendo do lado de fora e eu sozinha nas mãos de uma infeliz que falava 0 tempo todo, não grita... fazer foi gostoso, não foi? Tive meu filho as 6 da matina e jurei nunca mais repetir a dose. Tenho 2 filhos e muita frustração pois só queria ficar livre da criança e não consegui amá-lo de imediato.

lu disse...

Achei muito bonito e triste o texto, mas é uma realidade muito comum do Brasil (não só com gestante, mas qualquer tipo de paciente). Eu imagino que a única coisa que você quer agora é esquecer esse trauma que deveria ser o dia mais feliz da sua vida, se for o caso peça pro seu marido ou outro parente registrar um B.O. contra a médica. A denúncia, infelizmente, ainda é a forma mais eficaz de acabar com a violência.

Anônimo disse...

Os hospitais privados são obrigados a fazer atendimento de urgência. Mas para saber se é urgência mesmo, o paciente precisará ser atendido.

Mari disse...

Sinceramente? Concordo com a Maria Valéria.
Quem defendeu a médica dizendo que ela salvou vocês duas como se fizesse muito, esquece que era obrigação dela sim, porque se ela não te atendesse seria processada por omissão provavelmente porque até onde sei, um médico não pode deixar de prestar socorro em caso de risco de vida.
Ela foi muito anti ética em ter te tratado mal, não sou advogada, mas a falta de educação dela e grosseria te causou não apenas danos morais quanto psicológicos e por isso ela deveria ser processada, pra não fazer mais isso com outras pessoas, no mínimo deveria se retratar com vc.

Agora, não sou mãe, mas como mulher, aconselho você a correr atrás dos seus direitos, mas não ficar revivendo isso porque o importante agora é você curtir sua filha e sua nova família, bons momentos virão a partir de agora, a maternidade ainda pode ser uma experiência linda pra vc, sua neném também precisa muito de você e que essa experiência que você passou possa servir pra que outras mulheres não passem pela mesma situação.

Lembre-se, apesar de tudo você é uma pessoa abençoada por ter uma filha linda e que agora é saudável apesar de tudo. Não digo pra se conformar com a parte ruim que aconteceu, mas pra focar na parte boa que é o mais importante.

Boa Sorte moça e parabéns!

Anônimo disse...

Eu acho que algumas pessoas não leram o mesmo texto que eu ou a Lola contrata atores pra criar polemica a toa nos comentários (brincadeirinha). Gente não houve erro médico mesmo, o que houve foi negligência. A médica pretendia largar a paciente aguentando o sofrimento até acabar o plantão e ela não ter mais responsabilidade. Vocês não perceberam que ela só fez o parto porque a enfermeira disse que se não o fizessem na hora elas morreriam? Ela não fez o parto pela paciente, ela fez pra se livrar da responsabilidade de duas mortes.

Existe grande diferença em fazer o serviço (e isso a médica fez mesmo) e exercer seu trabalho da melhor forma possível e com ética. Ninguém é obrigado a estar de bom humor o tempo todo, mas com certeza se a médica tivesse ficado quieta já teria poupado parte do sofrimento da moça.

Maria Valéria disse...

CTRL C + CTRL V em todos os comentários do Donadio.

Quanto ao sistema de saúde dos USA, vale a pena assistir a um filme chamado " o homem que fazia chover "( rainmaker).
.O filme ilustra bem o sistema de saúde deles, não quanto as urgências e emergências,mas quanto ao que acontece com pacientes que tem uma doença grave e cujo seguro saúde nao cobre o tratamento.O filme e do ano 1997 e nao sei se de lá pra cá a legislação mudou...
Bjs

Anônimo disse...

Pro Donadio:

Uma página da Internet contendo a legislação dos EUA é fácil de colocar o link, mas nessa mesma página ( é só ler )está claro que, em uma situação de emergência, a única obrigação do hospital é "estabilizar o doente" e depois transferir. "Estabilizar" significa simplesmente afastar o risco imediato de morte, mas não tratar a doença e nem salvar o paciente, apenas deixá-lo em condições de levá-lo para outro lugar. Porém, na prática, o que acontece mesmo é que os pacientes simplesmente são mandados embora porque não têm o Medicare. Existem milhares de relatos a esse respeito e mesmo filmes de Hollywood baseados em histórias reais sobre esse assunto. Grandes empresas, como o Wal-Mart, fazem planos de saúde tão ruins que não pagam uma mínima parte dos custos de um tratamento médico...mas é só estando nos EUA para ver ao vivo.

Anônimo disse...

Anônimo das 10:57
A médica fez o parto para evitar a morte das duas baseado na avaliação dela. Médicos não ouvem enfermeiros.

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