quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

"VIROU GAY AGORA?"

E brinquedos multiculturais são ainda mais bacanas

No sábado, quando orgulhosamente participei do I Encontro de Jovens Feministas da União da Juventude Socialista, em Brasília, uma das pessoas que dividiu a mesa comigo foi a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB - AM), procuradora especial da Mulher no Senado. Entre vários pontos, ela citou o absurdo que é os brinquedos serem tão divididos por gênero.
Na minha hora de voltar a falar, decidi complementar o que a Vanessa tinha mostrado com uma anedota que não é minha. Eu a ouvi em agosto do ano passado. Fui dar uma palestra na Faculdade de Educação da Unicamp e, no final, no momento da participação do público, uma professora de uma escola pública é que contou. E essa anedota é linda. 
Quando eu a contei agora no encontro, o auditório interrompeu minha fala pra aplaudir. Vi gente enxugando lágrimas. Ontem um leitor me mandou um email pedindo maiores informações sobre essa anedota, perguntando se eu já tinha escrito sobre ela em algum post, e percebi que não havia, só neste. E, embora eu conte essa história em várias palestras, ela merece ficar mais registrada aqui no blog, porque ela é tão simples, e tão verdadeira.
Nessa escola pública no interior de SP, os brinquedos não são segregados por gênero. Meninas podem brincar de carrinho e jogar futebol, e meninos podem brincar de casinha e de dar papinha a bonecas-bebês. Em outras palavras: crianças podem ser livres. E era isso que um aluno de seus 6, 7 anos estava fazendo, brincando de boneca, quando seu pai chegou na escola para buscá-lo. Revoltado, o pai perguntou ao menino: "Quequifoi?! Virou gay agora?!"
E o menininho, do alto da sua inocência e sabedoria, com toda a calma respondeu: "Não, virei pai".

Acho que não precisa desenhar, porque o menino disse tudo. 
Mas, caso alguém mais lerdinho ou tosquinho não tenha entendido, todo brinquedo é educativo: ele ensina a criança seu papel na sociedade, o que se espera dela, como ela deve se comportar, agora e no futuro. Por isso, proibir que meninos brinquem de boneca corresponde a ensinar a um menino que afazeres domésticos são responsabilidade feminina. Cuidar da casa e dos filhos deve ser tanto coisa de pai como de mãe. E o fato de ainda sermos um país tão machista tem tudo a ver com a educação retrógrada que damos às crianças.
Este menino que, apesar de seu pai machista e homofóbico, aprendeu a lição já aos 6 ou 7 anos, tem grandes chances de se tornar um ótimo marido, um ótimo pai. Um ser humano melhor.
Por que adultos vividos não conseguem apreender uma lição tão simples? 

73 comentários:

Anônimo disse...

Esse pai parece que nunca deu papinha para o próprio filho por medo de "virar gay". Esse tipo de pai acha que ser pai é apenas fornecer dinheiro e regras de como ser "o macho". Coitado!

Sabrina disse...

Lindo!! Adoraria ver a reação do pai do garotinho. Tomara que a resposta do filho o tenha feito repensar seus (pré)conceitos a respeito de gênero.

Sara disse...

Já contei isso Lola, mas há um tempo atrás estava no supermercado, e na fileira ao lado pude escutar vozes animadas de crianças, quando cheguei mais perto vi que eram vários meninos, uns 5, com idades entre 6 e 8 anos, me pareceu.
Esses meninos olhavam e brincavam com umas bonecas expostas no setor de brinquedos, apertavam a barriga da boneca para q ela falasse e se divertiam muito, mas quando me viram se aproximando, apesar de serem tão novinhos, vi que começaram a disfarçar o interesse que estavam demonstrando pelas bonecas, percebi que ficaram constrangidos, ao que parece, apesar de serem tão novinhos já haviam assimilado o preconceito que a sociedade ensina desde que nascem (as vezes até antes).
Do claro interesse que estavam demonstrando antes, começaram a debochar e desdenhar das bonequinhas, como se estivessem se explicando por estarem brincando com bonecas na minha frente.
Fiquei com imensa pena desses garotos, que desde tão cedo já tem que sufocar seus sentimentos e interesses, para cumprir um papel que lhes é ensinado e que a sociedade lhes impõem.
Sem contar que já vi a expressão de decepção no rostinho de meninos que pedem os brindes q o Mc Donalds oferece as crianças e que são sempre divididos por gênero, não resta duvida que muitas vezes a criança gostaria de escolher qual brinquedo lhe interessa mais, mas os atendentes dão o brinquedo conforme o sexo da criança.

Guilherme Melo disse...

Sensacional!

E é incrível como esta cultura machista tem reflexos tão impactantes na infância, como o padrão vai se repetindo, geração após geração, de pais que não participam da criação de seus filhos, a não ser com esporádicas intromissões para "impedir que o filho vire gay" - e com isso dão início a reprodução do próprio padrão, da concepção de que homens não devem participar da vida doméstica, não devem demonstrar sentimentos, nem por seus filhos.

Simplesmente sensacional!

Anônimo disse...

Adorei. Realmente não tem nada a ver isso. Na minha família todo mundo brincava junto, às vezes estávamos todos brincando de casinha, às vezes todos jogando bola, soltando pipa etc.

Larissa Petra disse...

Cara na boa, quem inventou essa babaquice de "virar gay", ninguém vira gay, ou mesmo um garoto gay, pode ter na infância brincado com "coisas de menino" (entre muitas aspas).
Cara na minha infância adorava brincar de comidinha, casinha, barbie, mas também me amarrava (até mais) em brincar de pique, jogar bola com meus primos, soltar pipa, jogar bolinha de gude, graças a deus meus pais nunca me restringiram, sempre pude explorar qualquer tipo de brinquedo e brincadeira.
Meu pai ainda na minha infância sempre que eu falava ah isso é coisa de menina, ou vice versa me corrigia, dizia que isso não existe e que ele mesmo já brincou muito de casinha, comidinha com as amigas, (detalhe: meu pai é hétero), enfim...brincar na infância não é definidor de sexualidade, vamos deixar as crianças serem livres, pq depois cresce e aí vc sabe né...

Pablito Matraga disse...

Quem deve ensinar os devidos valores, quem deve transmitir a postura diante da vida a uma criança são os pais, jamais a escola. Quanto mais as escolas brasileiras, cujo praticamente único modelo educacional é o falido socioconstrutivismo, com aquele paulofreirismo imbecilizante. Repleta de educadores lunáticos comunistas. Não à toa a educação nacional ocupa os últimos lugares nos rankings mundiais.

Os pais possuem direito inalienável de educar seus filhos à sua maneira. É assim no mundo inteiro - exceto nos países-prisões ainda sob jugo do facisto-comunismo, como Cuba e Coréia do Norte.

No Brasil, enquanto ainda houver democracia (enquanto o PT e o Foro de São Paulo não completarem o seu projeto totalitário de poder), não serão comunistas abjetos, plenos de ódio contra a família, que revogarão este máximo direito parental.

Anônimo disse...

absurdo !homem tem que agir como tal e n ficar de brincadeira com bonequinha!

sheldon end disse...

Mais gayzismo,cada vez mais vejo que tomei a decisão certa de não ter filhos.
Estimulando descaradamente o homossexualismo nas crianças.
Os pais vão passar certos valores para os seus filhos,dai vem a escola que se acha no direito de interferir na criação dos filhos dos outros e fazem um trabalho de deturpação da realidade,do que é certo e errado.
Deprimente.

Anônimo disse...

Esse Pablito Matraga é um lunático, completamente idiota. O cara fala tanta besteira e ainda acredita que está falando algo realmente sério.

Anônimo disse...

Ai que preguiça do comentário do Pablito

Anônimo disse...

O que é agir "como tal" para um homem? Não colocar um alimento na boca de uma criança mesmo que esta criança seja sua própria filha, não trocar a fralda de uma criança? Isso é agir como "homem"?

Anônimo disse...

Mais ou menos a ver com o post: meu ex-namorado tinha um amigo babaca, que tinha se tornou pai de um menininho. Ele me contou que o cara masturbava o menino toda vez que o pênis ficava duro por causa da bexiga cheia, alegando que era pra "já gostar da coisa e não virar gay"
Cara, isso é um absurdo,é abuso, como que uma pessoa faz isso com o próprio filho?
Ele tem histórico de ter uns amigos com falta de caráter e eu falava pra ele, mas em nome da "amizaaaade masculina" ele não abria mão... pra sorte do cara, eu não cheguei a conhecer pessoalmente o infeliz, porque além de ouvir um monte de coisa eu tentaria arrumar provas pra denunciar.

Anônimo disse...

Anonimo das 19:46, isso que o amigo do seu ex fazia[se é que ainda não faz] é considerado estupro!

"Estupro de vulnerável

Art. 217-A. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos"

Olha onde esse povo pode chegar tudo em nome dessa tal de "masculinidade", para "não virar gay"
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Sobre a postagem, lembro quando eu tinha uns 10 anos, meu sobrinho estava com 6 ou 7 anos na epoca, ele pegou minha boneca e ficou penteando o cabelo, afinal, ele não tinha esse tipo de brinquedo na casa dele, e minha irmã o repreendeu dizendo ser brinquedo de menina, e eu "e dai? Tem algum problema com isso?", no fim minha irmã deixou meu sobrinho brincando com a boneca feliz, 12 anos depois, ele é um rapaz hetero e eu sou lésbica, se brinquedo definisse sexualidade, não era para ser o contrario?
As pessoas ficam podando a imaginação e diversao das crianças, impedindo que elas brinquem e sejam felizes. As vezes fico me perguntando se a inocencia das crianças é tão incomodativa assim para os adultos... Afinal, se tem criança preconceituosa é alguém ensinou isso a ela mesmo que de forma indireta

Dandara Lequi disse...

Que linda história! Me lembrou um garotinho que esses dias no ônibus tentava explicar para a mãe que as meninas são tão fortes quanto os meninos.
Lindo, lindo, lindo!

Clá disse...

Sou professora, meus alunos tem 6 anos também. Na minha aula meninos brincam de boneca e meninas brincam de carrinho...muitas vezes até delimito com o que todos devem brincar...ou troco, defino que as meninas brincarão com os carrinhos e as pistas e os meninos com as bonecas e panelinhas!

Anônimo disse...

Esse 'sheldon end' é outro estúpido, que bom que ele não vai criar filhos, faz um grande favor para a humanidade.

Manicômio Sangrento disse...

A resposta do garoto foi simplesmente épica! E que azar do garoto ter um pai tão imbecil, uma criatura dessas só serve pra sustentar financeiramente mesmo, porque educação boa dali sai...

Larissa Petra disse...

Cara, quando vejo certas atitudes de pais que temem que seus filhos "virem gays", eu penso como a "masculinidade" é algo frágil, pois se qualquer coisa a ameaça e a põe a prova, como o simples ato de pegar uma boneca te despi do seu gênero masculino, logo me parece que ser um homem heterossexual deve ser um enorme sacrifício para eles...
ah como seria bom se eles se libertassem e vivessem suas vidas como eles quiserem, sem medo da ameaça do "vírus homossexual" que eles tanto temem contrair, com certeza seriam mais felizes...

PS: Não considero a homossexualidade um "vírus", quis tentar traduzir o pensamento ridículo deles sobre a sexualidade humana e que ela é natural e ninguém vira nada, nem gay, nem hétero nem nada...

Anônimo disse...

Mais ou menos a ver com o post: meu ex-namorado tinha um amigo babaca, que tinha se tornou pai de um menininho. Ele me contou que o cara masturbava o menino toda vez que o pênis ficava duro por causa da bexiga cheia, alegando que era pra "já gostar da coisa e não virar gay"
Cara, isso é um absurdo,é abuso, como que uma pessoa faz isso com o próprio filho?
Ele tem histórico de ter uns amigos com falta de caráter e eu falava pra ele, mas em nome da "amizaaaade masculina" ele não abria mão... pra sorte do cara, eu não cheguei a conhecer pessoalmente o infeliz, porque além de ouvir um monte de coisa eu tentaria arrumar provas pra denunciar.
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O que não falta é machista/homofóbico/misógino pedófilos e ainda abusando dos filhos para manter o machismo. Isso é monstruoso, mas não surpreende.

NM disse...

Proporcionar a um menino uma situação na qual ele pode brincar de ser pai, nossa, quanto ódio contra a família.

Lígia disse...

Aaah, que bonitinho! O pai deve ter ficado com uma baita vergonha (ou pelo menos deveria ter ficado)!

Uma das coisas que mais me lembro de quando eu era pequena, era dos brinquedos que eu mais gostava de brincar. Eu tinha uma caixa cheia de carrinhos, mas também tinha um kitzinho de limpeza, com uma vassourinha, um balde e um rodo. Eu tinha um skate, um mini game em que um menininho entregava jornais, e uma boneca que ganhava nenê. Eu tinha uma maquininha de escrever e uma maquininha de fazer tricô.

Nunca houve nada que eu não pudesse brincar por ser menina e, mais que isso, meus pais sempre me deram todo tipo de brinquedo (o que eles podiam comprar, claro).

Teve uma época, eu tinha uns 10, 11 anos, que eu amava os cavaleiros do zodíaco. Eu tinha até alguns bonequinhos, e eu adorava brincar com eles com o meu primo.

Numa outra fase, eu resolvi que queria jogar futebol. Minha mãe até me colocou numa escolinha por um tempinho.

Nunca ouvi um "isso é coisa de menino", e não me lembro do meu irmão ter ouvido o contrário. Aliás, apesar de termos uma diferença de seis anos entre nós (eu sendo a mais velha), eu me lembro de mim e do meu irmão brincando muito juntos, com os mesmos brinquedos.

Ninguém em casa "virou gay", ou "virou lésbica" e algum de nós se descobrisse homossexual: 1 - não teria nenhum problema; 2 - não teria sido por causa dos brinquedos.

Concordo com a Lola, todo brinquedo é educativo.

Não sei se um dia terei filhos mas, se um dia tiver, uma coisa que eu sempre vou fazer questão de deixar claro para eles é que ser menina ou menino não os impede de fazer nada que eles quiserem.

Anônimo disse...

Para os machistas ser pai é apenas $ustentar, dar ordens sobre como ser machista e acabou.

Juliana M. disse...

Amei!! ^^ Lembrei de uma vez que meu priminho estava brincando com umas pulseiras e o pai dele foi pegá-las dele pq ele não era uma garota então não podia mexer nelas. Minha mãe que interferiu, porém só deixaram o menino brincar com as pulseiras qnd minha mãe falou que não tinha problema, que ele só via rodas, circulos e não pulseiras especificamente. Acredito que minha mãe não pense assim de verdade, mas pelo menos conseguiu convencer os pais a deixarem o meu primo brincar feliz.
E concordo com a Larissa, realmente deve ser cansativo passar a vida inteira fazendo o máximo possivel para não "virar gay".

Anônimo disse...

Proporcionar a um menino uma situação na qual ele pode brincar de ser pai, nossa, quanto ódio contra a família.
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Pra ver como esses machistas são, para eles um homem cuidar do filho, um menino brincar através de uma representação de que está cuidando de uma criança é "deixar de ser homem", é "virar gay", é "destruir a família tradicional", tradição infeliz em que o homem é apenas o provedor financeiro, vai entender esses doentes.

Anônimo disse...

Deve ser triste uma pessoa passar a vida inteira em função de evitar ser gay ou de monitorar outras pessoas para que não se tornem gays. Como o machismo e o masculinismo são frágeis que não podem nem brincar com uma representação de outro ser humano em forma de brinquedo. Que vida triste tem uma pessoa dessas. Se dedicando a obsessão de não virar gay até o fim da vida.

Anônimo disse...

Não considero a homossexualidade um "vírus", quis tentar traduzir o pensamento ridículo deles sobre a sexualidade humana e que ela é natural e ninguém vira nada, nem gay, nem hétero nem nada...
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Larissa Petra responda-me por gentileza, uma pessoa vira gay porque?
São os próprios especialistas em ciências sociais que dizem que tudo e construção social, então porque as pessoas não podem desconstruir a heterossexualidade?

Anônimo disse...

Estou em duvida, isto aqui e a sala de aula de uma faculdade de humanas,um abrigo para mendigos, um Buker comunista cubano ou uma clinica de reabilitação de viciados?
https://fbcdn-sphotos-h-a.akamaihd.net/hphotos-ak-prn2/1505279_263027437183123_1379685687_n.jpg

Isadora G. disse...

"Deve ser triste uma pessoa passar a vida inteira em função de evitar ser gay ou de monitorar outras pessoas para que não se tornem gays."

Resumiu o que eu penso. No fundo, dá até pena dessa gente...

Cyberia disse...

É difícil conceber que alguém ainda (AINDA!) acredite que brincar disso ou daquilo defina a orientação sexual da pessoa. Na minha infância eu brinquei principalmente de Barbie e de video-game. As barbies deixei com o tempo, mas nunca (até hoje) larguei os games. Sou mulher e sou hétero. Jogo video game com meu namorado. Oh... o HORROR!!!

Anônimo disse...

Trabalho em uma escola onde a clientela é pobre. E no dia das crianças ou no fianl de ano. Sempre preseneamos as crianças. Eu sempre faço a opção de comprar os presente iguais para meninos e meninas. Por exemplo no dia das crianças todos e todas receberam um game eletrrônico, agora em dezembro todos e todas receberam pipas e livros. Aí uma colega perguntou: e o que as meninas vão ganhar? e eu respondi que os presentes eram iguais. E todos e todas amaram. Lá nesta escola temos uniformes de todas as cores e os meninos usam camisetas cor-de-rosa, azuis e muitos meninos brincam de casinha.

Anônimo disse...

"Deve ser triste uma pessoa passar a vida inteira em função de evitar ser gay ou de monitorar outras pessoas para que não se tornem gays. Como o machismo e o masculinismo são frágeis que não podem nem brincar com uma representação de outro ser humano em forma de brinquedo. Que vida triste tem uma pessoa dessas. Se dedicando a obsessão de não virar gay até o fim da vida".

Isso é verdade, eu vivi esse teatro por muito tempo. Quando somos meninos, somos emotivos, sentimentais, choramos, morremos por nossas mães. Depois vc é obrigado pela ditadura machista a segurar suas lágrimas, a ser insensível, a repassar os valores machistas. É alguém invisível ditando o tempo todo como você deve proceder.

E quando mais você não é por dentro, o que exigem que você seja por fora, mais problemático você vai ser. Basta ver pesquisas americanas que dizem que grande parte dos homofóbicos são homossexuais reprimidos. Uma das fontes: http://hypescience.com/homofobicos-podem-ser-homossexuais-disfarcados/.

Anônimo disse...

Outro dia eu conversava com uma conhecida ela tem três filhos homens. Adolescentes. Um dos rapazes é esquizofrênico e requer uma série de cuidados e vigilância constante da mãe. Mas, na convers surgiu o assunto: omoafetividade e aí esta mãe me falou: "Deus me livre de ter um filho gay eu não saberia aceitar" eu pensei comos meus botões ?????? Disse a ela que ninguém escolhe como quer ser ou como os filhos serão, que o importante é o amor, mas ela rebateu e me disse: "prefiro que seja esquizofrênico do que gay" e eu respondi " ainda bem que vc pode escolher a maioria não pode"...

Helen Pinho disse...

vou ignorar os comentários tão ou mais horrendos do que a pergunta do pai da anedota e só dizer SENSACIONAL!

eu compartilhei a alguns dias uma imagem que está na mesma linha de pensamento: http://mit.zenfs.com/469/2012/12/brinquedo-genero.jpg

fica a dica pro natal :)

Anônimo disse...

Imagina que brinquedos não interferem na escolha sexual da crianças.

Meninas que brincam com carrinhos viram feministas e meninos que brincam com bonecas viram manginas.

I-ma-gi-na que foi culpa dos brinquedos....

Mariana disse...

Lola,
Essa separação de brinquedos por gênero é ridícula. Além das cores (rosa para meninas e azul para os meninos), para mim a pior parte são aqueles brinquedos do tipo fogãozinho, pia de lavar louça, etc etc! Qual o sentido disso?

Bom, (novamente) vi um texto que achei bem legal. Segue o link:

http://www.cartacapital.com.br/blogs/feminismo-pra-que/a-representacao-da-mulher-na-midia-e-em-produtos-7011.html

Nele, várias propagandas são mostradas e no final tem um vídeo bem legal.

Abraços!!

Larissa Petra disse...

Anon das 1:32
Não precisa ter medo de acabarem com a heterossexualidade...
homossexualidade = heterossexualidade, tem pessoas que nascem hétero, outras nascem gays, outras nascem bissexuais, é assim a sexualidade não é algo ensinado, se nasce com ela, entendeu ?
Logo ela não pode ser "desconstruída"

Anônimo disse...

"Meninas que brincam com carrinhos viram feministas e meninos que brincam com bonecas viram manginas."

Mesmo pra lógica tosca dos mascus, isso não tem absolutamente NADA a ver com opção sexual.

Volta pra escola!

Anônimo disse...

Tenho um filho homem,não me importo se ao crescer mais um pouco(ele ainda é um bebê) e brincar de boneca com alguma coleguinha, mas eu não vou dar uma boneca para ele, nem um fogãozinho, ou coisas afins, nem se ele pedir,existe uma infinidade de brinquedos possíveis, não há necessidade de forçar a barra com meu garoto dando-lhe uma boneca só para levantar bandeira, e não vai ser uma feminista que não sabe o que é cuidar de uma criança que vai me convencer do contrário.

Anônimo disse...

E ainda há muito o que ser feito! Pelo que eu percebo, a maioria dos pais continuam educando as crianças da mesma forma que os pais das décadas de 80 e 90. O reflexo de toda essa educação com base na divisão menino X menina é enorme na vida adulta. Meu namorado mora com os pais e não sabe fazer um macarrão instantâneo, quiça lavar suas próprias cuecas. Tenho 24 anos e ele 26, namoro há mais de 06 anos, ambos já formados e trabalhando, ele é engenheiro civil e eu sou turismóloga e administradora. As cobranças pelo "casamento" - disfarçadas de brincadeirinhas - já começaram, mas eu tenho preguiça só de pensar nisso! Primeiro não tenho vontade de me casar tradicionalmente, depois porque eu jamais conseguiria morar com uma pessoa que não sabe cuidar de si. Eu simplesmente não vou aceitar limpar casa, lavar roupa, cozinhar e fazer compras sozinha. Na verdade não vou aceitar nada diferente de 50% para cada. Ele é uma pessoa maravilhosa, mas possui esse lado machista, ensinado e reiterado pelos pais e pela sociedade. Acredito que um dia eu sentirei vontade de construir algo mais íntimo, forte e sólido com ele, mas por enquanto essa ideia só me deixa nervosa.

Luiza Original disse...

"prefiro que seja esquizofrênico do que gay"

Que horror. Ela não faz ideia do que a esquizofrenia causa ao filho dela. Se soubesse, não diria isso. Ela deveria ler I never promised you a rose garden, quem sabe muda de ideia.

E o cara lá que masturba o próprio filho pra ele não virar gay... ele deve ignorar o fato de que não conseguimos lembrar dos primeiros anos de vida, mas as lembranças estão lá. Seguindo a linha de pensamento desse senhor, é mais fácil o menino se relacionar com outros meninos do que meninas, porque já teve contato prévio com o mesmo sexo.
E imagino um amigo do cara saindo do armário. Ele vai falar "O que? Gay?? Deixa eu bater uma pra você pra ver se você desiste dessas ideias!!!" Gente...

E alguém me explica o que brincar de boneca tem a ver com ser gay? Parece até que na vida adulta os caras vão pegar uma boneca e brincar juntos, ou brincar de dar papinha pra ela. Tipo, nada a ver com nada.

Anônimo disse...

Deprimente é vc e essa sua declaração retrógrada! Não gostou, fecha a página e vai viver no século passado.

Anônimo disse...

Larissa Petra disse...
Anon das 1:32
Não precisa ter medo de acabarem com a heterossexualidade...
homossexualidade = heterossexualidade, tem pessoas que nascem hétero, outras nascem gays, outras nascem bissexuais, é assim a sexualidade não é algo ensinado, se nasce com ela, entendeu ?
Logo ela não pode ser "desconstruída"

19 de dezembro de 2013 10:17
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então você esta afirmando que a posição de cientistas sociais, de que a sexualidade humana e uma construção social, e um fato enganoso?

Larissa Petra disse...

Anon das 1:32 vc já está me dando sono tentando distorcer tudo que eu falo.
Primeiro que eu nunca ouvi que orientação sexual é uma construção social, é algo íntimo, e completamente normal, tanto que a homossexualidade é vista em outras espécies além da humana.
Segundo que é eu até concordo que é uma construção social a maneira como ela é vista e encarada, por exemplo pessoas como vc ainda tem uma visão que a homossexualidade é algo diretamente ligado a como essa pessoa é criada, assim se ela for criada em uma família ruim, for abusada, ou darem uma boneca para ela, essa pessoa se tornará gay.
Mas isso é balela, um menino ou menina pode ser criado num lar mega tradicional, pai, mãe, filhos, cercada de coisas "correspondentes ao seu gênero" e mesmo assim ser homossexual, até pq a maioria dos homossexuais vem de lares heterossexuais. Na boa quando vc diz que a heterossexualidade pode ser "desconstruída", vc está dizendo que para nós héteros ser hétero é um sacrifício, algo extremamente frágil, e que a qualquer momento pode acabar, pois os "instintos homossexuais" vão aflorar....mimimimimimimi...viu como não faz sentido, vc nasceu heterossexual, não foi um trauma, vc n foi ensinado, simplesmente vc nasceu assim, um homossexual também, mas como a nossa sociedade é heterormativa, muitas vezes isso é um sofrimento para ele, é algo que ele sabe que "é errado", pois é assim que a sociedade vai esfregar na cara dele que é, que é errado, anti-natural, não é de deus....

Kittsu disse...

sexualidade =/= identidade de gênero...
Ex1:
Nascendo mulher, você pode se identificar como mulher (gênero: feminino) e gostar de homens (sexualidade: heteroafetiva)
Ex2:
nascendo homem, você pode se ifentificar como mulher (gênero: feminino) e gostar de homens (sexualidade: heterossexual). Se essa mesma pessoa gostasse de mulher, seria homossexual. porquê é uma pessoa de gênero feminino que sente atração por outra pessoa de gênero feminino.

A identidade de gênero (feminino/masculino), assim como a sexualidade(hetero/homo), nascem com a pessoa, sendo que a identidade de gênero nem sempre corresponde ao sexo natural (pênis/vagina). às vezes a pessoa nao se identifica com nada, às vezes nao se sente atraida por nenhum dos gêneros.
Agora a percepção do que é algo masculino ou feminino -rosa/azul, carrinho/boneca, provedo/doméstico - ISSO é uma construção social e varia até de acordo com o tempo. ISSO é passivel de ser descontruido, porquê é uma percepção que pode ser distorcida pelos interesses preponderantes e não depende tanto nem da sexualidade nem do gênero, é mais uma ferramenta de poder. Sexualidade e gênero nascem com a pessoa. O que a sociedade faz com essas pessoas é o que está em jogo quando se fala em "desconstruir" um ideal que é prejudicial para os envolvidos.

Anônimo disse...

Muito boa a resposta do menino... meus filhos e filha cresceram brincando juntos, e nunca houve pressão em relação a nenhum tipo de brinquedo. Estão casados atualmente, e são héteros . Mas tenho um sobrinho que desde criança já demonstrava sua sexualidade diferente, e quando ele veio nos visitar com o namorado, ambos foram muito bem-vindos para jantar em casa. O que não aconteceu com os pais dele. Tanto o pai como a mãe dele deram uma surra de arrancar sangue do rapaz, e com a ajuda do irmão . Coisa de filme de terror, apenas a irmã dele o defendeu e foi atrás dele na rua para evitar que houvesse alguma tragédia pior. Os rapazes acabaram terminando orelacionamento, e o sobrinho "arrumou uma namorada" para evitar mais agressões do pai e da mãe. Espero que os pais dele amadureçam, vejam o mal que fizeram, e permitam ao rapaz viver sua vida com quem ele realmente ama, e não precise ter um relacionamento de fachada...

donadio disse...

"São os próprios especialistas em ciências sociais que dizem que tudo e construção social, então porque as pessoas não podem desconstruir a heterossexualidade?"

Por que uma construção social só pode ser desconstruída socialmente.

Por exemplo, todos nós fazemos de conta que acreditamos que aqueles retângulos coloridos são dinheiro, têm valor, e podem ser trocados por quaisquer mercadorias. É óbvio que isso é uma fantasia coletiva, não tem qualquer base na realidade. Mas nenhum de nós pode desfazer essa fantasia individualmente; mesmo eu dizendo aqui que sei que não passa de fantasia, ainda vou na padaria levando meus retângulos de papel colorido para comprar pão.

Da mesma forma a hetero/homossexualidade. Elas não existem a não ser como construção social, mas ainda assim elas determinam a minha, a sua, a nossa existência, e tentar ignorar a existência delas é uma luta inglória.

Ana disse...

Quando era criança, brincava com meu irmão na frente de casa e frequentemente eu "saía" para trabalhar enquanto ele ficava em casa cuidando dos bebês.
Uma vizinha notou isso e foi conversar seriamente com minha mãe, sobre o perigo de nós dois virarmos gays.

Unknown disse...

Realmente foi uma boa idéia você não ter filhos, Sheldon. Pessoas retrógradas assim não deveriam mesmo se reproduzir.

Anônimo disse...

Esse sheldon end parece meu ex. Se for meu ex, também faz "marriage strike". Agora só falta cometer suicidio que é pra livrar à humanidade da presença dele.

Anônimo disse...

A resposta do menino foi de uma sabedoria de de colocar monges budistas no chinelo!!!

Fico impressionada de como esse "grandes machões", tão "donos de si" desmoronam tão facilmente diante de uma boneca... DE UMA BONECA. Não é por menos que os macus são o que são. Se uma boneca os fazem se borrar de medo, imaginam uma mulher livre!!!


Jane Doe

Kittsu disse...

"Por exemplo, todos nós fazemos de conta que acreditamos que aqueles retângulos coloridos são dinheiro, têm valor, e podem ser trocados por quaisquer mercadorias."
Cacete. Estou em conflito. Não sei se te dou os parabéns pela genialidade na abstração ou se te detesto por me lembrar de como nossos sistema economico é escroto.
Na duvida, estou fazendo as duas coisas.

Anônimo disse...

"Tenho um filho homem,não me importo se ao crescer mais um pouco(ele ainda é um bebê) e brincar de boneca com alguma coleguinha, mas eu não vou dar uma boneca para ele, nem um fogãozinho, ou coisas afins, nem se ele pedir,existe uma infinidade de brinquedos possíveis, não há necessidade de forçar a barra com meu garoto dando-lhe uma boneca só para levantar bandeira, e não vai ser uma feminista que não sabe o que é cuidar de uma criança que vai me convencer do contrário."

Forçar a barra seria você obrigá-lo a brincar de boneca mesmo ele não querendo, agora, você não compraria essas coisas mesmo se ele pedisse, por qual razão? E o que quis dizer com levantar bandeira?

Anônimo disse...

Mascus adoram brincar com bonecas infláveis. Cuidado hein mascus kkkk

Erres Errantes disse...

""Quequifoi?! Virou gay agora?!"

E o menininho, do alto da sua inocência e sabedoria, com toda a calma respondeu: "Não, virei pai"."

Que lindo!

ErresErrantes disse...

"e não vai ser uma feminista que não sabe o que é cuidar de uma criança que vai me convencer do contrário."


E vc, sabe cuidar de criança?

Eu não sei, e não estou nem aí, porque não tenho filhos nem pretendo tê-los mesmo...

Miguel Arcanjo disse...

Não são as privações ou esses tipos de estímulos que formarão a personalidade da criança. São as atitudes e as referências Homem/Mulher formadoras da sexualidade, que é parte integrante da personalidade. As pessoas vivem confundindo personalidade e caráter. Está mais do que na hora de entender que quando uma pessoa decide ser homossexual, ela está simplesmente buscando equilíbrio na vida, sexual, social e pessoal. Isso nada tem a ver com caráter. Na minha opinião e levando em consideração que fui criado entre quatro irmãos, acredito que, para uma pessoa ser homossexual é muito provável que houve estímulos negativos e/ou traumas no decorrer da formação da sua personalidade. Muitas pessoas podem discordar dessa minha afirmação, mas seria muito difícil e necessárias muitas seções de psicanálise pra se descobrir as verdadeiras causas do chamado "desvio sexual". - Se os próprios autores divergem sobre isso, quem dirá alguém como eu?rsrs - Ainda na minha opinião, as pessoas que "optaram" ser homossexuais deveriam se aceitar como são, assim como os heterossexuais, os bissexuais, os magros (seria "desprovido de gordura"?), os gordos, os altos, os baixos (desprovidos de altura (*sic)), os negros (afrodescendentes,blá, blá ... sou descendente de 4ª ou 5ª geração, e daí?), os asiáticos, blá,blá,blá... e viverem a vida como essencial e velozmente passageira.O que se vê demais nesse mundo é a discriminação, seja lá por qual motivo for (cotas para negros, bolsas-família). Dessa forma, as diferenças são exaltadas e os padrões são criticados. Ora, quando haverá de acabar com a discriminação? #hipocrisia

Anônimo disse...

"e não vai ser uma feminista que não sabe o que é cuidar de uma criança que vai me convencer do contrário."

Pode até ser, mas pode ter certeza que os machistas cuidam muito menos ainda. Para os machistas só a mulher deve cuidar e educar consistindo em repetir ordens passadas pelo provedor financeiro e que também não sabe cuidar, só sabe mandar.

Anônimo disse...

Nesse link, http://www.upworthy.com/in-a-decade-or-two-i-bet-most-people-will-feel-the-same-way-that-guy-from-the-hunger-games-does?c=upw1, tem uma fala bacan do Josh Hutcherson, sobre a qual acho que vale a pena refletir. Minha tradução rápida e que talvez não tenha a mesma precisão do original:
“Eu tenho esse sonho, que um dia meu filho vai chegar da escola e dizer algo do tipo:
‘Pai, tem essa menina de quem eu gosto, e tem esse menino de quem eu gosto, e eu não sei de qual deles eu gosto mais, e eu não sei o que fazer.’
E isso seria apenas um ‘não-problema’, tipo, ‘Qual deles é uma pessoa legal? Qual deles faz você rir mais?’”
Josh Hutcherson

Acho bem interessante porque a questão não deve ser se a pessoa gosta de alguém do mesmo sexo ou de sexo diferente, mas como ela será feliz com qualquer uma delas.
Abs. Flávio Moreira (publicando como anônimo por preguiçao de logar)

Clerdes Vargas disse...

Em prantos. Que garoto fofo!
Faço parte do "Bonequeiras sem Fronteiras" com muito Orgulho (sou o único homem no grupo - por enquanto)e tenho esperança que outros homens se disponham a participar da confecção de bonecos e bonecas para doação. Dia desses vi um garotinho de uns 3 anos escolhendo uma meia tipo sapatilha e a mãe tomou dele e colocou na prateleira da loja. o garotinho voltou e pegou a meia novamente. A mãe tentou tomar mas ele saiu gritando pela loja segurando a meia com as duas mãos contra o peito. O pai o pegou nos braços e foi pra fila da loja pagar a meia. Fiquei tão orgulhoso daquele cara e feliz pelo apoio que deu ao filho. Parte da humanidade ainda tem salvação(acho).

Anônimo disse...

Eu acho que a pessoa não decide ser homossexual ou bissexual, heterossexual etc. Acho que não é bem uma escolha ou uma opção como muitos dizem. Acho que acontece de forma involuntária, não acho que seja proposital, pelo menos não na maioria dos casos e isso acredito que independe do que,com quem e com o que brinca.

Anônimo disse...

Usar meia sapatilha está ficando bem comum entre os homens, muitos atletas já usavam, mas tem gente que ainda estranha.

Anônimo disse...

Vídeo: polícia investiga acusação contra delegada feita por vítima de estupro 21 de Dezembro de 2013 - 13h56

http://www.bocaonews.com.br/noticias/principal/brasil/76518,video-policia-investiga-acusacao-contra-delegada-feita-por-vitima-de-estupro.html

Anônimo disse...

Isso não muda em nada, passei a minha infância sendo jogador de times de futebol, era o pai ou o médico nas brincadeiras de casinhas, depois passei a vídeos games em playtime, e hoje sou gay, tenho um relacionamento sério e muito legal. E não perdi a minha masculinidade.

@jeninhamaciel disse...

Lindo, por isso adoro os artigos da Lola...

Oswaldo Nunes disse...

Isso aí, Anônimo!
Aliás, passa teu celular, bófe? Hmm?

Oswaldo Nunes disse...

Ainda bem que temos o senhor Pablito, uma autentica Enciclópédia Universal da Intolerancia, para nos esclarecer: mundo é uma coisa odiosa, nojenta, gay e comunista. Boa tarde.

Anônimo disse...

Lembrei de como tinha gente que estranhava quando meu irmão, com 4 anos de idade, pegava uma barbie minha para brincar. E a resposta do meu irmãozinho a isso era "ela mexe as pernas e os braços, meus bonecos não fazem isso".

Li Nogueira disse...

Ta aí uma briga eterna da minha mãe (professora de creche) com os pais de seus aluninhos de apenas 3-4 anos. Não foram poucas as vezes em que ela rebateu argumentos de "isso vai deixar meu filho gay" OU "isso não está certo, ela tem que brincar com coisas de menina" com: "hoje em dia muitas mulheres dirigem, então por que sua filha não pode brincar com um carrinho? Ela apenas está treinando para o futuro!" OU "O senhor não cuida do irmãozinho dele que é bebê? Então por que ele não pode cuidar da boneca também? Ele terá filhos quando crescer, não é?" OU "Esporte é bom pra saúde, deixe sua filha jogar bola!" - enfim, ela vê isso quase todo santo dia, mas incentiva as crianças a brincarem cada dia com algo diferente, ou seja, um dia todos (meninos e meninas) brincam de cozinhar, no outro de casinha, no outro de médico e assim por diante. No final, eles interagem bem melhor uns com os outros e ela notou também que os meninos parecem não apresentar mais aquela raiva, aquela mania de bater no outro só pra começar uma briga. Fica aí a dica pra outros educadores e pesquisadores! :)

diogo silva disse...

Muito blá-blá-blá! Por que não se baseiam na história de Khnumhotep e Niankhkhnum? Eles entenderam o desenvolvimento dessa desenfreada dissertação preconceituosa!

diogo silva disse...

Os desinformados são consequentemente reações de irrelevância ignorante. Há pessoas que não se sentem inteligentes senão quando descobrem contradições? SIM!
Irrelevante é a descoberta do pé, pois se encolhe quando o edredom não tem proteção de dois leõezinhos que querem se aquecer mutuamente!

Anônimo disse...

Sheldon End, parabéns por decidir não ter filhos. Pessoas como você prestam um grande serviço à humanidade não se reproduzindo. A sociedade, penhorada, agradece.

Chocada com o pai que masturbava o bebê. Que coisa horrorosa.

Cansei de jogar futebol de botão com o meu irmão. Não, não sou lésbica.

Anônimo disse...

Oi, para começar, gostaria de dizer que meus pais são divorciados desde que eu era pequena, e eu fui criada pela minha mãe, uma mulher incrível.
Não guardo rancor do meu pai, mas, obviamente, não tenho um relacionamento muito próximo com ele. Além disso, muitas vezes acabamos discutindo por causa de comentários machistas vindos dele.
Enfim, meu pai não foi nenhum grande exemplo de vida, mas eu tive a sorte de ter tido uma figura paterna incrível na minha vida.
Mais ou menos na mesma época em que meus pais se divorciaram, eu conheci duas garotas que viriam a se tornar minhas melhores amigas até hoje, duas irmãs. A mãe delas também é uma grande amiga da minha mãe.
Quando eu era pequena, e tinha aquela incoência de criança (que chegava a ser cruel as vezes, porque eu sempre falava o que pensava mesmo que magoasse alguém) meu pai (já divorciado da minha mãe) tinha ido me visitar, estava um clima amigável naquele momento, apesar de tudo, até ele me perguntar "Quem é o melhor pai do mundo?" e eu, sem hesitar, respondi que era o pai das minhas amigas.
Ele era mesmo um pai incrível, tanto com as filhas dele quanto comigo. Ele era carinhoso e bem humorado, e brincava com a gente tanto de boneca quanto de lutinha. Ele me ensinou a andar de bicicleta, e sempre levava nós três para passear de bicicleta (vivíamos em um bairro calmo, sem muito movimento de carros)
Minhas amigas tinham duas tias por parte de pai, ou seja, ele tinha duas irmãs. Uma vez, enquanto os adultos relembravam histórias de infância, descobri que a avó paterna das minhas amigas presenteava os três filhos com os mesmos brinquedos e apoiava que o filho brincasse de boneca. O marido dela, conservador, não concordava e discutiu com ela, dizendo que era coisa de menina, e ela falou "mas garotas não brincam de bonecas para aprenderem a serem boas mães? Eu quero que meu filho aprenda a ser bom pai".
Eu era criança e não conhecia o conceito de feminismo, mas o que eu tinha certeza na época é que tinha funcionado, e eu mentalmente jurei que, se eu tivesse filhos, faria a mesma coisa.
Creio que sempre fui feminista, mesmo antes de conhecer essa palavra, porque tive o privilégio de ter sido criada por pessoas maravilhosas. Minha mãe nunca me impediu de jogar bola ou gostar de super-heróis (afinal, herdei dela meu amor pelo Batman), e eu também brincava de boneca, casinha e essas coisas, sem nunca enxergar uma separação entre brincadeiras 'de menino' e 'de menina'.
Infelizmente, o pai das minhas amigas, esse homem que foi uma figura paterna tão querida para mim, veio a falecer de câncer. Foi uma época difícil para mim. Na época, eu chorava apenas quando estava sozinha ou nos braços da minha mãe. Passei muito tempo com uma das minhas amigas (a caçula, que eu sempre tratei como uma irmãzinha) tentando animá-la, nos aproximamos ainda mais nessa época, e eu me tornei ainda mais protetora com ela.
Apesar da dor que eu senti pela morte dele (a perda de alguém importante é difícil de superar, eu estou quase chorando enquanto escrevo isso), sou muito grata por ter tido ele na minha vida.