terça-feira, 17 de dezembro de 2013

GUEST POST: ESTUPRO NÃO É SÓ COISA DE HOMEM

S. me enviou este relato devastador:

Sempre achei que o feminismo era uma coisa nata em nós mulheres. Olha que ignorância. Achava realmente que se o feminismo é a busca pela nossa liberdade e igualdade. isso seria óbvio para todas nós -- como não?
Mas não.
Nos últimos meses muita coisa tem me aborrecido. E eu descobri o que era isso: coisas estavam me incomodando porque comecei a entender realmente os meus -- nossos --direitos e me incomodar com todo esse machismo que existe.
E é aí que você entra, Lola! Comecei a ler seu blog e me senti ridícula de não ter me atentado para a importância que minha opinião tem e pode ter. E obrigada por isso.
E resolvi te escrever também, porque queria compartilhar com você e suas leitorxs minha história. Uma história como tantas outras aqui... de estupro. 
Fui estuprada quando tinha cinco anos. Por uma mulher. Minha prima.
É enorme a luta contra o machismo e a cultura do estupro. Nós feministas lutamos pelo direito das mulheres, mas falta de caráter não se aplica somente a alguns homens.
Eu tinha cinco anos, e não lembro de muitas coisas dessa época. Mas certas coisas não há como esquecer. 
Minha mãe sempre trabalhou como costureira, e deu um duro danado na vida pra me criar. Largou o emprego nas fábricas para ficar comigo quando nasci, e então passou a costurar em casa, no quintal. E enquanto isso, eu ficava sob os cuidados de uma prima. Amava essa minha prima, ela era a melhor! Mas ela precisou mudar de trabalho e eu comecei a ficar com a irmã dela, minha prima também, a L.
No começo eu gostava da L. também. Afinal, eu era uma criança de cinco anos que se dava bem com todos.
Mas lembro claramente como a L. mudava quando minha mãe estava fora. Lembro de cada vez que ela me tocou. Lembro das cenas perfeitamente, Lola. Ela tirava minhas roupas e se deitava sobre mim, e me tocava. Lembro perfeitamente que doía. E no final, quando ela ficava satisfeita, me falava que não era pra contar pra minha mãe, porque o que eu tinha feito não era certo. O QUE EU TINHA FEITO NÃO ERA CERTO. Sim, lembro de tudo como se fosse ontem. 
São coisas que eu levei, e levo pro resto da vida. Esses abusos duraram um ano. Até eu ir pra escolinha e nao precisar mais de babá.
Abuso sexual realmente muda a vida de uma pessoa. Eu me sentia tão inútil e sem importância, que minha primeira vez, aos 18 anos, foi um estupro -- que hoje sei que foi estupro. Pois eu estava bêbada e desacordada e, quando acordei, me falaram que um cara com que eu fiquei na festa abusou de mim. E eu realmente acreditei que eu era culpada, e que se eu estava ficando com ele, ele tinha o direito de fazer isso. 
Hoje, 18 anos depois do estupro que sofri da minha prima, não frequento mais festas familiares onde ela esteja presente. Nunca contei nada pra minha mãe. Tenho medo, Lola. Ainda tenho medo da reação da família, por ter ocorrido há tanto tempo... enfim. 
Hoje, eu ainda tenho nojo de tudo que aconteceu e da minha atitude aos 18 anos, de não me defender, de não culpar o cara, e por ter me culpado aos 5 anos, pela "coisa errada" que eu tinha feito. Estupro deixa fantasmas pro resto da vida, e hoje eu sei que posso lutar para que mais mulheres não sejam coniventes com essa violência que deixa tantas marcas.

Meu comentário: Muita força, S.! As reações ao estupro são muito parecidas, e a culpa é o sentimento que aparece sempre. Sempre, mesmo quando você tinha cinco anos! E quando você tinha 18 e foi estuprada novamente, lá veio de novo a culpa. O que faz que vítimas de estupro se sintam tão culpadas? É pra gente pensar.
Em Eu Nem Imaginava que Era Estupro (livro disponível aqui), Robin Warshaw conta como não é nada incomum uma pessoa que foi estuprada ser vítima de estupro de novo, em outras circunstâncias, tempos depois. 
E sim, mulheres também estupram. Em número infinitamente menor que homens, mas também acontece, até porque estupro tem muito mais a ver com poder do que com sexo. E estupro é inaceitável em qualquer caso.
Continue lutando, S.! Sem dúvida, uma boa forma de lidar com nossos fantasmas é ajudando outras pessoas a lidarem com os seus. 

130 comentários:

ana disse...

"E sim, mulheres também estupram. Em número infinitamente menor que homens"

queria saber com que base afirmam isso? acho que nem existe uma pesquisa,estatística sobre estupradoras,na sociedade machista mulher forçar sexo com homem nem é visto como estupro,o cara só se deu bem e ele nem tem o que denunciar.
então como podem afirmar que homens estupram mais?

Beatriz disse...

Em primeiro lugar, é importante observar o seguinte: todos os estupradores e pedófilos são pessoas cis. Nunca vi uma pessoa trans estuprar alguém. Essa é uma verdade inconveniente que a mídia ciscentrista, transfóbica e homofóbica tenta esconder.

Em segundo lugar, é importante lembrar que, por mais que existam mulheres cis que também estupram, elas só fazem isso porque estão dominadas por uma cultura masculina. Ser masculino implica estuprar, abusar, impor sua força. Muitas mulheres cis se deixam levar por esse pensamento e acabam agindo de acordo com o pensamento masculino.

Portanto, basta de culpar a vítima, de tapar o sol com a peneira e fingir que a culpa disso é de toda a humanidade. O estupro é culpa dos homens cis, e enquanto eles tiverem espaço na sociedade esses abusos vão continuar ocorrendo. Já é hora de reagirmos contra essa escória mundana que escraviza todo o restante da sociedade. Enquanto isso não acontecer, crianças continuarão sendo estupradas.

Anônimo disse...

beleza, beatriz. clap clap clap.
colocar todos os homens cis como escória inimiga da sociedade que é tapar com peneira o complexo sol da cultura do estupro.

Marinthesky disse...

Podia se aprofundar mais nesse assunto, que é bem tabu entre as feministas, e acredito que vc Lola que é uma das feministas brasileiras menos intolerante que já li, podia dar mais espaço a esse assunto polêmico.

walter disse...

"Em segundo lugar, é importante lembrar que, por mais que existam mulheres cis que também estupram, elas só fazem isso porque estão dominadas por uma cultura masculina. S"

cara,doeu ler isso,agora a mulher estupradora não tem culpa de nada,a culpa é dos homens?
se a mulher trafica,rouba,mata tb é tudo culpa do machismo ...vitimismo brabo.

Anônimo disse...

Nossa,Beatriz! Você deve ser uma espécie de deusa: onisciente,onipresente e onipotente: "Nunca vi uma pessoa trans estuprar alguém!"

Ou seja,deixe-me ver se entendi bem: já que você(deusa) não viu,então não existe estuprador trans? É isso?

Anônimo disse...

Que absurdo Beatriz. Tem gente mal caráter em todo sexo, raça, religião e estilo musical. Claro que como disse a Lola, o número de casos é muito maior entre os homens, porque não é só questão de sexo, mas de poder. Como atualmente o patriarcado exerce o poder, óbvio que eles vão ser os maiores opressores.

Mulheres também fazem isso com meninos, embora em infinito menor número, e dificilmente um menino vai contar que foi abusado, pq a cultura machista vai ensiná-lo q ele se deu bem. E depois não sabe pq desenvolve alguns comportamentos e traumas. E também conheço uma mulher que foi abusada pela prima e pela mãe.

As escravas negras eram abusadas pelos seus senhores, e embora mais raro, haviam escravos abusados por senhoras. Haviam senhores e senhoras cruéis. Senhoras que mutilavam escravas por ciúmes. Na guerra, sempre há estupro. A Lola disse uma grande verdade, é questão de poder também.

Por isso a luta não é contra homens cis, mas por igualdade, contra o patriarcado, por uma sociedade igualitária. Justificar os problemas da sociedade culpando os homens cis é como Hitler justificando os problemas da sociedade aos judeus e outras raças inferiores.

Anônimo disse...

Ultimamente tá tendo muito mascu comentando como mulher aqui. Comentam coisas absurdas sobre os homens só pra ver se aparece alguma leitora condenando o sexo masculino pra ficar com fama de misândrica depois.

Acho que é o caso dessa Beatriz.

Anônimo disse...

Não entendi seu comentário, Beatriz... para você, qualquer homem cis é um estuprador? Você quer acabar com os homens ou com o machismo?

Anônimo disse...

Em primeiro lugar, é importante observar o seguinte: todos os estupradores e pedófilos são pessoas cis. Nunca vi uma pessoa trans estuprar alguém. Essa é uma verdade inconveniente que a mídia ciscentrista, transfóbica e homofóbica tenta esconder.
-
Em 2009 doi presa uma quadrilha de pedofilos no estacionamento do Ibirapuera, que mantinha uma rede de prostituição com garotos menores de idade, entre eles muitpos transsexuais estavam envolvidos.

Anônimo disse...

Fanatismo bateu na porta e entrou hein Beatriz?

Hamanndah disse...

Mascuzinho nojento se fingindo de mulher para colocar este comentario escroto no seu blog misogino para tentar provar que nós queremos o exterminio dos homens, hein?

TA PENSANDO QUE TEM ALGUM(A) OTÁRIO(A) AQUI?

VAZA, beatriz mascu, vaza

Jéssica disse...

Beatriz, você claramente não pesquisou no google antes de afirmar que pessoas trans não estupram. Há casos tanto de mulheres como homens trans estupradores.
E nem vou começar a argumentar contra a demonização do masculino e dos homens cis.

Ana, existem sim pesquisas que mostram que homens estupram muito mais que mulheres. E do mesmo jeito que há vitimas de mulheres que não denunciam, há de homens, então não entendo sua lógica.

Anônimo disse...

Então mulher não pode ter nunca um mínimo de responsabilidade por algo de mal e cruel que faça a alguém? Se uma mulher comete um crime covarde como o estupro a culpa é só e sempre de todos os homens, especialmente heterossexuais? Todo homem deve ser acusado de ser machista? Só porque vc não viu ou nunca surgiu alguma notícia desse tipo significa que um trans nunca tenha cometido um estupro? Uma mulher que estupra por acaso ela não vai para a cadeia porque a culpa não é dela, é do machismo, então quem só deve ir preso é homem? Beatriz que tipo de ser humano vc é? Usar machismo o tempo todo para que uma mulher adulta, um ser humano adulto nunca responda pelo crime que cometeu porque toda a responsabilidade é do machismo. Medo de vc Beatriz.

A própria mídia inclusive até mesmo através de algumas novelas acha bonitinho quando uma mulher, geralmente a mocinha meiga e rejeitada da novela abusa sexualmente do mocinho galã dormindo muitas vezes bêbado ou através de algum tranquilizante. Muita vezes a mocinha até engravida de propósito durante o abuso e tem um lindo final feliz agindo dessa maneira sem ética e ainda tem o apoio do público feminino que acha que isso é romantismo.

Anônimo disse...

Essa Beatriz e obviamente um mscu, primeiro pelo absurdo sobre o qual escreve, segundo que mulher trans ou gay gosta obviamente mais de homens que qualquer mulher cis, este foi fácil desmascarar

ana disse...

pesquisas sobre homens que estupram tem sim,mas tem pesquisa sobre mulheres?como eu disse e já foi dito aqui,homens estuprados denunciam muito menos,se denunciam né,já que na visão machista,ele n sofreu nada,só se deu bem.
se n tem números para comparar ,n se pode dizer quem é que estupra mais,simples.

Anônimo disse...

Galera falando que a Beatriz é um mascu, infelizmente eu conheço mulher perfeitamente capaz de dizer uma coisa dessas =\

lola aronovich disse...

Não tenho certeza que a Beatriz é um mascu, mas a Ana, sim! Certeza absoluta! Só mascu tem essa lógica torta e essa vontade de deturpar a realidade. Aham, "Ana", sem dúvida, homens e mulheres estupram igualmente... Quer uma pesquisa? A da USP feita no Hospital das Clínicas com 200 crianças estupradas. 100% haviam sido estupradas por homens (entre esses homens, 40% eram o pai da criança, e 30%, o padrasto). 64% das vítimas eram meninas, e 36%, meninos.
Tá bom pra vc ou vc quer mesmo insistir nessa idiotice sem pé nem cabeça de que não dá pra saber que homens estupram mais?

Thaís disse...

Estupro é uma coisa intimamente ligada a poder, e crianças por serem vulneráveis está sujeita a esse tipo de violência. Meninas e meninos correm risco. Mas, até em meninos, o numero maior de estupradores são homens. Eu por exemplo, não tenho nenhuma história de abuso infantil para contar, mas meu marido, criado em uma família extremamente religiosa, foi abusado pelo tio quando tinha 8 anos de idade. E não posso dizer que esse cara que fez isso seja homo ou trans. Era só uma pessoa com vontade de subjugar outra, humilhar exercer o poder, e isso é mais comum entre pessoas do sexo masculino que do sexo feminino. Não estou dizendo aqui que mulheres não estupram, mas essa necessidade de demonstrar poder é intimamente ligada ao machismo, que existem algumas mulheres também.

Anônimo disse...

Lola, teu nome é inspirado naquela apresentadora russa do sbt.

parrotkiller disse...

O q aconteceu foi assédio sexual, sendo q o assediado não se sentiu assediado tanto q transou novamente com a moça depois do "estupro".

A dona lola diz q é estupro e suas seguidoras papagueiam: é estupro. ridículo.

Anônimo disse...

Realmente, ultimamente tem surgido fakes e fakes aqui nesse blog da Lola só pra postar ideias extremistas e causar polêmicas. Exemplos concretos: Camila Malheiros e o outro fake que surgiu depois que desmascararam a Camila Malheiros. Esse fake também foi desmascarado. Agora quem garante que essa Beatriz também não é fake? Tá cheio de mascu sem nada pra fazer que vem aqui trollar o blog.

Anônimo disse...

Caro mascus desocupados que vem aqui trollar o blog da Lola:

Não adianta mais, já sacamos a estratégia! Depois da Camila Malheiros e Gabriela Valencia, fica fácil detectar vocês.

Voltem pros esgotos dos fórum mascus por favor.

Anônimo disse...

Lola, agora toda pessoa que comentar algo contrário (que vc arbitrariamente resolva permitir o comentário a ser publicado) vai ser taxada de Mascu?

Tô começando a concordar com os mascus....

Marinthesky disse...

Um bom exemplo ficticio, que me vem a mente agora é o filme Preciosa ( filme lindo), a mãe abusava da filha junto com o pai,é terrível,mas o filme deixa a entender que a mãe da Preciosa é um monstro, pois ela não foi acuada a abusar da filha.

Ana disse...

Por isso que n me considero feminista,basta fazer uma pergunta que ameaçe a verdade feminista,que vcs dizem q é mascu. N queria deturpar nada.
Eu sei que homens estupram bastante mas acontece que estupro masculino praticamente n existe aos olhos da sociedade z.que o proprio homem n acha que foi estuprado quando a mulher força a barra e isso foi dito aqui ou vcs vão negar? só queria saber se existe numeros de homens estuprados por mulheres para poder comparar.
E o dado que vc disse lola n responde a minha pergunta 200 pessoas entre milhões...

MonaLisa disse...

Esse livro Eu nem imaginava que era estupro só tem o começo. Onde ler ele inteiro???

Anônimo disse...

"E o dado que vc disse lola n responde a minha pergunta 200 pessoas entre milhões..."

É impressionante a vontade de não querer enxergar.
Eles enchem o saco querendo comprovações, pesquisas, dados. Quando mostramos ou mencionamos algumas (aliás, muitas!) pesquisas, eles falam que elas não comprovam a realidade mundial. Tá de sacanagem, hein?
Uma vez eu tava discutindo com uns caras num blog masculino sobre feminicídio. Um exigiu pesquisas, foi só dar um google que o primeiro link que apareceu foi de uma pesquisa do IPEA sobre o panorama do feminicídio brasileiro em 4 anos. Daí outro não falou nada, só respondeu com um video onde um outro cara aleatório aí falava que as pesquisas sobre feminicidio são mentirosas, que elas deturpam as conclusões. Ah não, falar que as pesquisas são mentirosas? EM TROCA DE QUÊ??????É muita apelação.

Renato ripol disse...

Quem acha que praticamente nao existe homens que sao estuprados nao conhece a realidade de uma cadeia http://www.gazetasocial.com/2013/12/inocente-e-preso-violentado-na-cadeia-e.html?m=1

donadio disse...

Olha, pessoas trans são em número muito menor que pessoas cis. É óbvio que, de uma forma geral, elas cometem menos crimes - quaisquer crimes, de estupro e assassinato a furto e estelionato - do que pessoas cis. Proporcionalmente, não tenho tanta certeza. Não sei se há estatísticas a respeito, e se há, devem ser tomadas com muito cuidado, por que existem muitos motivos que dificultam a denúncia em casos de crimes sexuais.

Pessoalmente, ouvi falar uma única vez de estupro cometido/tentado por transexuais. Um conhecido da minha esposa saiu com uma moça, e, na "hora da verdade", descobriu que a moça em questão tinha um apêndice sexual masculino. Quando se recusou a transar com ela, foi primeiro ameaçado, e depois agredido. Levou uma surra, e não denunciou, por vergonha de ter saído com uma travesti.

Em todo caso, acho que existe uma confusão entre "homens vítimas de estupro" e "mulheres estupradoras". A imensa maioria dos homens que são vítimas de estupro são estuprados por outros homens (e a imensa maioria desses casos ocorre nas cadeias). Dos poucos casos de mulheres estupradoras, a grande maioria creio que seja de mulheres que estupram outras mulheres.

Mulher estuprar homem deve ser extremamente raro, até por que medo é um anafrodisíaco poderosíssimo, arruína qualquer ereção. Casos em que mulheres incomodam ou desrespeitam homens para terem relações sexuais não são "estupros" tal como a lei brasileira define (por exemplo, a Lola publicou uma vez um relato de uma moça que teve relações sexuais com um rapaz que em princípio não queria, e concluiu que ela tinha estuprado o cara; mas isso só é verdade num sentido bem metafórico ou alegórico; na realidade não se compara, de jeito nenhum, com o que a lei e a maioria das pessoas chamam de "estupro").

Outra coisa - acho os argumentos da Beatriz de uma estupidez monumental, completamente falsos, e ridículos. Mas daí a concluir que se trata de um homem, masculinista ou não, se passando por mulher, vai uma grande distância. Até por que existem mulheres que têm argumentações semelhantes (tipo a Valerie Solanas, ou a autora do blog Femonade (http://factcheckme.wordpress.com/the-intercourse-series/), por exemplo. E, homem ou mulher, fake ou autêntico, o problema não é esse, é a inconsistência do argumento. E essa não se demonstra com ad hominens, mas com contra-argumentação efetiva.

José Silvério disse...

Teve um cara no meu serviço que colocou um "comprimido" no guaraná de uma moça que estava com ele, numa dessas festas de fim de ano das empresas. Isso para depois abusar da moça. Ela denunciou e o caso foi parar na delegacia. Achei interessante foi a condenação unanime do abusador na empresa, uma companhia grande e todo mundo ficou sabendo e comentando o caso. De tal forma que o abusador ficou isolado e se demitiu e não sei se foi condenado. Como homem, uma das coisas que mais me deixa envergonhado é essa sombra do estupro. Ser um "estuprador potencial" é muito constrangedor! Mas depois de ler esse blog e um texto da autora Lola em que ela diz que "o estupro é assunto de homem sim e interfere na forma como vemos vocês (homens) e prejudica nossa liberdade sexual" eu passei a entender melhor esse estado de coisas. Parece que a única coisa que poderia ser feita seria aumentar o rigor da lei e sua aplicação.Uma condenação rigorosa e castigos também rigorosos! Infelizmente parece ser o caminho!

Anônimo disse...

@Ana
Eu sei que homens estupram bastante mas acontece que estupro masculino praticamente n existe aos olhos da sociedade

Até existe, mas como piada. Um caso clássico é quando um cara deixa o sabonete cair em um banheiro público.

Mas algumas feministas preferem focar no fato de que a maioria absoluta dos estupros registrados são cometidos por homens cis E as vítimas são mulheres, igualmente cis. Isso porque estupro é um crime que raramente é notificado às autoridades, não importa quem seja a vítima ou a pessoa que agride.

Por quê? Imagino que o foco do feminismo seja as mulheres e, portanto, que seja natural que feministas se mobilizem para proteger mulheres.

Anônimo disse...

Vocês ficariam surpresos com a quantidade de mulheres que aceitam as estatísticas amplamente usadas por gente machista/misógina pra colocar a mulher "no seu lugar"...

ana disse...

anon 07:39
vcs é que apelam,onde eu disse que a pesquisa é mentirosa?
ela só prova o número de homens que estupram,não respondeu a minha pergunta,de números de homens estuprados por mulheres.

realmente tem que ter paciência para falar aqui,se não estiver concordando com tudo e abaixando a cabeça,logo é taxado de mascu.

donadio,se um homem força a barra com a mulher e transa sem ela querer é estupro,porque quando é ao contrário não é?

Anônimo disse...

Embora eu concorde que homens estupram mais, é provável que estupros (e outras formas de abuso sexual) feitos por mulheres sejam muito menos notificados, então estatísticas não são confiáveis.

André disse...

Donadio,

Não precisa de ereção (seja da vítima ou do estuprador) para haver estupro:

Estupro
Art. 213 - Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso.

Talvez se possa considerar que quando a mulher usa de sexismo para constranger o homem a fazer sexo se enquadre em Violação Sexual Mediante Fraude. Mas eu acho isso bastante desonesto.

Violação Sexual Mediante Fraude Art. 215. - Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima.

Anônimo disse...

Lola, vamos falar dos SEUS fakes?

lola aronovich disse...

Mascu Ana (impressionante como vcs gostam de se passarem por mulheres, e não é só em blogs feministas não, mas em sites de relacionamento também), pela sua ignorância suprema, vc já provou ser mascu. Falar uma besteira como "o que são duzentos casos numa população de milhões?" já mostra que vc não consegue entender o que é amostragem ou estatística ou pesquisa científica.


Sempre me impressiono como mascus (e demais machistas genéricos) fazem de tudo para negar estupro. Estupro pra eles simplesmente não existe, a menos que seja um caso inequívoco (tipo: mulher casada ou criança estuprada E MORTA -- só estuprada não conta -- por algum desconhecido numa rua escura à noite, e mesmo assim mascu irá desconfiar da vítima, dizer que ela mereceu, perguntar o que ela estava fazendo na rua à noite etc). Num caso inequívoco, mascu vai pedir a pena de morte e tortura pro estuprador, vai chamá-lo de monstro, e fim de papo. É uma estratégia pra mudar de assunto. Nunca que eles verão estupro como uma das muitas construções da masculinidade.
Pra eles, estupro é invenção de mulher que se arrependeu depois de ter transado. Basta ler QUALQUER fórum mascu sobre estupro pra ver que essa é a posição deles. Além do mais, inventam estatísticas como "80% das denúncias de estupro são falsas", sem nenhuma base na realidade. Quando isso não funciona, vem com esse papo de "homens são muito mais estuprados que mulheres (na cadeia)" ou "mulheres estupram tanto quanto homens" ou whatever. Sinto dizer, mas eu conheço todos os "argumentos" mascus a respeito de estupro. E alguns comentários aqui simplesmente seguem esse roteiro.

lola aronovich disse...

Vamos falar dos meus fakes, anon das 10:46. Tô esperando. PS: Não tenho fakes. Eu sempre assino minhas opiniões com nome, sobrenome, foto. E vc?


Aproveitando pra alguém que disse que pessoas que são estupradas por mulheres não denunciam, só queria lembrar que pessoas que são estupradas por homens NÃO DENUNCIAM. Estupro é o crime mais subnotificado que existe. Semana passada li uma matéria sobre como, na Grã Bretanha, lugar desenvolvido e rico, 90% de vítimas de estupro disseram que sabiam a identidade do agressor, mas apenas 15% procuraram a polícia. De cada 30 vítimas de estupro, apenas uma verá seu agressor ser condenado. Em outros países não é diferente. Estupro é um crime quase sempre impune.

Fábio Henrique disse...

Segundo a nova lei, passar mão sem consentimento e estupro?
Porque se for os casos de estupro cometidos pro mulheres em baladas e maior do que pensam, eu mesmo fazendo segurança em casas noturnas, ja tive que fechar a cara para umas engraçadinhas, que digamos...encheram a mão em minha caixa de ferramentas.

mas obvio que o estupro cometido por homens e mais traumatico, devido a anatomia do sexo humano, (homens penetram, mulheres são penetradas)
E um crime terrível, que deve ser combatido com campanhas de incentivo a denuncia, e penas duras e exemplares.

Anna Clara disse...

Mascus afirmam que 80% das denúncias de estupro são falsas?

Aposto que em 100% destas denúncias "falsas" o escrivão tá nem aí e o delegado maltrata a "suposta" vítima, fazendo perguntas que não condizem com o B.O e os demais policias estão fazendo gracinhas e avaliando a pessoa de cima em baixo.

Anônimo disse...

Lola, não use Sofismos comigo.

Vc não administra seu fakes, vc paga universitárias esquerdistas desocupadas que moram em Repúblicas para tal tarefa ardilosa.

Seus fakes são "feministas" que aparecem aqui com os mesmos argumentos que os seus, só para fazer volume e validar o que vc pensa.


Um fato que comprova minha tese, é justamente quando aparece alguém que NÃO concorda com vc, logo surge um batalhão de puxa sacos para te defender e execrar a pessoa.

E reparem, são sempre os mesmos...

Mas vez por outra vc troca seu batalhão de fakes, para não dar na cara, mas a lista é Grande.

Sara, Lord Anderson...vários vários, até seus trolls clássicos como o Oliveira, Dig Din e Arnold, provavelmente são fakes seu.

Fábio Henrique disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lia disse...

Anna clara eu ouvi mais relatos de policiais tratando com respeito a mulher que foi estuprada do que o contrario.
Agora sim que já ouvi relatos de policiais (mulheres inclusive) rindo quando era um cara que ia fazer queixa de ter apanhado de mulher.

Anônimo disse...

Existem mentiras,mentiras deslavadas e estatísticas.

Renato ripol disse...

Nao sao os mascus dizem que 80% das denuncia de estupro sao falsa sao estatiscas, minha net e muito ruim pra ficar caçando links pra postar mas uma rapida pesquisa que fizerem ira direciona-las para as estatisticas feitas sobre o tema, acima eu postei um fato que muito se repete sobre um rapaz inocente acusado de abuso sexual que foi violentado na cadeia e contraiu HIV

Libertária disse...

Lola, explique-me uma coisa. Vocês de esquerda sempre dizem que o crime é um problema social, um problema diretamente ligado a má distribuição de renda e a pobreza.
Entretanto, quando o assunto é estupro, vocês feministas dizem que é um problema cultural, a cultura de estupro. Dizem que estuprador não tem classe social.
Entretanto, o estupro é, antes de tudo, um crime. É a violação de uma propriedade privada, que é o corpo de uma pessoa.
Como é que vocês conseguem conciliar esses dois discursos sem entrar em contradição? Parece que vocês são uma hora conservadoras e outra hora revolucionárias, dependendo da conveniência.

lola aronovich disse...

Anon das 11:14, é chato me acusar de ter criado trolls que tanto atrapalharam meu blog. É até incrível vc achar que um blog feminista PRECISE CRIAR trolls, xingamentos, ameaças de morte etc... como se essas coisas não existissem facilmente.
E vcs trolls (eu criei vc tb?) têm que se decidir: eu não era paga pelo governo pra escrever o blog? Agora eu que pago universitárias (que obviamente não têm mais nada pra fazer) pra comentar aqui? Tudo pra vcs trolls é na base do dinheiro? Ninguém escreve por ideologia não? Vc está recebendo quanto, e de quem?
Também é chato vc afirmar que pessoas de verdade não existem (mas, bem, tinha uns trolls dizendo isso DE MIM semana retrasada, então não duvido das suas alucinações). Por exemplo, a Sara. Eu não só a conheço como também conheço as lindas filhas dela e até o lindo genro dela. A Sara é um amor, e me faz grandes favores (como buscar meus livros na Edusp e levá-los pra casa da minha cunhada, pra que meu marido possa trazê-los de SP pra Fortaleza). Eu já saí pra almoçar com a Sara várias vezes. Tem fotos dela em protestos (publicadas no blog). Sabe, ela existe. Quanto ao Lord Anderson, que está sumidão, não o conheço pessoalmente. Mas, né, ele tem twitter e é uma simpatia, e vive conversando com o pessoal. Vc está dizendo que eu faço o twitter dele ou que eu pago uma universitária pra isso? Não seria mais inteligente pensar que existe um rapaz em Campinas que tem esse avatar e está na internet há anos?
Existem pessoas de todos os tipos, assim como (infelizmente) existem trolls como vc, adeptos de várias teorias da conspiração ridículas...
Por que estou respondendo a um troll anônimo quando tenho 1) um post pra escrever pra hoje, 2) dois papers pra entregar; 3) montes de papers pra corrigir; 4) notas de disciplinas pra fechar; 5) etc etc etc pra fazer ainda esta semana? Eu sou uma demente mesmo!


Fábio do Mingau, vc não deve ser extremamente problemático apenas pelo seu caso de abuso na infância (não estou dizendo que quem sofre abuso é problemático, mas o Fábio é mascu, então...) ou por ter sido "abandonado" pela sua mãe biológica. Deve ser uma gama de fatores. Mas que algum problema com figuras femininas está na raiz da sua misoginia, isso não resta dúvidas. Espero que vc faça terapia e consiga superar isso.

Anônimo disse...

Estupro é questão de poder, educação, cultura, mais do que de sexo. O patriarcado domina, então obviamente os homens vão liderar as estatísticas. Mas onde há alguém dominando outra pessoa, vai aumentar a probabilidade de estupros.

É só darem uma olhada nos presídios femininos. Ou nos presídios masculinos. Em ambos os casos há homens e mulheres subjugando outros sexualmente. Vejam nas guerras. No Brasil escravocrata. Está inclusive no inconsciente artísticos. Nas novelas e filmes tem a mocinha patricinha q vai parar na cadeia e vem uma brutamontes querendo. Em filmes e quadrinhos tem aquelas amazonas q usam homens para procriar. São ficções, mas curiosamente mostram que na nossa imaginação, já está associada a idéia do estupro ao poder. Se algum dia o mundo se tornasse o que a Valerie Solanas desejava, coitados dos homens.

No mais, acho que precisamos de educação, cultura, nos tornar mais civilizados. Educação e igualdade social muda muita coisa. Tenho certeza q há muito menos estupros em países como a Noruega, Suécia e Suiça. E lá também são patriarcados.

donadio disse...

"donadio,se um homem força a barra com a mulher e transa sem ela querer é estupro,porque quando é ao contrário não é?"

Estupro não é "forçar a barra", estupro é, segundo o Código Penal,

"Art. 213. Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso".

Eu sei que muita gente acha que a definição é ou deveria ser mais ampla, mas pela lei é isso.

E é muito difícil constranger alguém mediante violência ou grave ameaça, a ter uma ereção - violência e ameaça costumam ter o resultado oposto, de impedir a ereção.

Daí a sua idéia, de que muitos homens são estuprados por mulheres, é uma fantasia - simplesmente não acontece. Quando os homens são vítimas de estupro, eles são colocados - quase sempre por outros homens - numa posição passiva, e penetrados contra a vontade.

Anônimo disse...

ana disse...

anon 07:39
vcs é que apelam,onde eu disse que a pesquisa é mentirosa?

Não falei nada disso, citei apenas um outro caso para ilustrar. O problema é que vc desconsidera o que significa amostragem de pesquisas. Impossível existir uma pesquisa que iclua todos os milhões de seres humanos no mundo.
O estupro contra homens com certeza existe e é ruim tb, a Lola até linkou uma fala desse post dela com um outro post de uma menina que se sentia arrependida pq estuprou um menino. A própria Lola respondeu afirmando que achava sim que era um caso de estupro. E quanto as estatísticas de estupros de mulheres contra homens? Talvez sejam quase inexistentes pq o homem n sente que foi estuprado ou abusado mesmo quando tenha sido.

"Hoje tem gente que afirma que sofri abuso, mas sei la...eu não achava ruim, para mi estupro sempre teve a ver com violência, e não com sedução."

O Fábio Henrique pode ser um exemplo disso (não estou afirmando que seja, PODE ser). Uma mulher sempre tomava banho com ele quando tinha apenas 9 anos, talvez tenha sido abuso, talvez tenha chegado ao estupro, mas ele não sente que foi.

E também tem os casos dos homens que têm consciência de que houve abuso/estupro, mas têm vergonha de dizer, pq a sociedade machista prega que o homem n pode recusar sexo com uma mulher, se ela estiver "se oferecendo", ele tem que pegar.

O estupro tem que ser combatido em qualquer situação: homem contra homem, mulher contra mulher, mulher contra homem e homem contra mulher, porém, atualmente, é inegável que a grande maioria das estatísticas reflete violências sexuais que partem de HOMENS.

Então, acredito que o melhor seja reforçar a proteção contra as vítimas, conscientizar a população sobre o que é o abuso sexual/estupro (pq as vezes a pessoa foi vítima disso, mas não acha que foi), incentivar as denúncias, garantir a efetividade das punições aos criminosos, investir na segurança de modo geral e estudar os denunciados para tentar mapear melhor a causa dessa necessidade de ser violento (já foram estuprados ou espancados, já sofreram traumas etc etc etc)para unm posterior tratamento.

Sabrina disse...

Libertária,

Creio que está equivocada. Parece-me que você colocou o termo crime de forma ampla. Há uma gama espécies de crime que são, sim, consequência de pobreza e má distribuição de renda. Como é o caso do roubo e furto em grandes cidades. Mas não se pode dizer que todos os crimes são consequencia da pobreza, como os crimes financeiros, econômicos, ambientais, e por aí vai. É uma questão de observar quem são os agentes que os cometem em sua maioria, seu histórico de vida e as causas do crime (alias, esses são quisitos que o julgador deve observar na hora de aplicar a pena) e . O estupro, como vc citou, também não é um crime que se restringe a uma determinada classe social. É uma questão cultural mesmo. O machismo e misoginia não respeita renda familiar.
E isso não é uma contradição.

Flavio Moreira disse...

@Anônimo 11:14.
"Sofismos", carinha? Você tem ideia do que você está falando ou só está chutando mesmo porque viu essa palavra escrita em algum lugar, não leu direito ou leu e achou que se isso era legal não podia ser "sofisma", com'a', porque isso é feminino e na sua cabecinha de mascu 'teoria-da-conspiração-as-vozes-me-disseram' coisas femininas são um lixo sem valor?
Eu não sou um fake da Lola, tenho nome, sobrenome, foto e assino todas as minhas postagens aqui. Já discordei da Lola e de outros comentaristas e nunca fui constrangido nem escorraçado aqui porque pauto meus comentários pelo respeito e venho ao blog da Lola para aprender, principalmente pelas opiniões nem sempre concordantes, mas quase sempre bem argumentadas pelos comentaristas e pela própria Lola.
Se você vir aqui e discordar com argumentos e respeito, tenha certeza de que vai ter sua opinião respeitada, ainda que as outras pessoas discordem de sua opinião.
Então, carinha, que ser respeitado? Não ataque, argumente, com um mínimo de inteligência.
E, sim, isso foi um ataque meu á sua ignorância porque, apesar de fazer um esforço enorme para não alimentar trolls e manter a calma diante de situações adversas, como ler comentários como o seu, tem hora que não dá para ser bonzinho. Você é um ignorante, em ambos os sentidos.

Anônimo disse...

Entretanto, o estupro é, antes de tudo, um crime. É a violação de uma propriedade privada, que é o corpo de uma pessoa. --

Eu gostaria muito que o universo inteiro parasse de pensar no CORPO de uma pessoa como 'propriedade privada'.

Não é a violação de uma propriedade privada, é a violação do corpo de uma pessoa, sua integridade física. Não é como o roubo, é como um espancamento (ou às vezes, é junto com um espancamento). Uma tortura que dá prazer à um enquanto submete o outro a uma violência, uma violação. É uma violência pela violência, para mostrar quem é que manda. E por isso é ligado à uma relação de poder que aparece em todas as classes sociais na nossa sociedade. Ninguém estupra pra viver, como se pode roubar pra viver.

Anônimo disse...

"Aproveitando pra alguém que disse que pessoas que são estupradas por mulheres não denunciam, só queria lembrar que pessoas que são estupradas por homens NÃO DENUNCIAM. Estupro é o crime mais subnotificado que existe. Semana passada li uma matéria sobre como, na Grã Bretanha, lugar desenvolvido e rico, 90% de vítimas de estupro disseram que sabiam a identidade do agressor, mas apenas 15% procuraram a polícia. De cada 30 vítimas de estupro, apenas uma verá seu agressor ser condenado. Em outros países não é diferente. Estupro é um crime quase sempre impune."

Sim, mas estupros feitos por mulheres são ainda menos denunciados. Muito menos. Isso é óbvio. Mulheres que foram estupradas podem esperar serem levadas a sério, homens, não.

Por exemplo, de acordo com o livro The invisible boy: Revisioning the victimization of male children and teens, segundo estatísticas canadenses, um número incrivelmente alto (59% - 80%) de estupradores masculinos foram abusados sexualmente por mulheres durante a infância ou adolescência, embora quase sempre não considerassem os eventos como estupros. Pense: se para cada 100 homens que estupram há umas 70 mulheres que abusam sexualmente de menores, não pode ser algo tão raro quanto suas estatísticas sugerem.

Anônimo disse...

veja só donadio a "fantasia" de homens estuprados por mulheres.

http://www.chamadageralparnaiba.com/2012/10/homem-morreu-depois-de-ser-estuprado.html#_

http://www.portalnovavida.org.br/informe-se/noticias/5/9611-pastor-diz-que-foi-violentado-por-duas-mulheres-e-um-homem-em-motel.html

http://minilua.com/mulher-invade-casa-estrupa-homem/

http://rindoprakct.blogspot.com.br/2012/04/homem-por-mulher.html


por que vocês acham que tem que negar que mulheres estupram para combaterem a violência contra a mulher?
acontece muito menos mas negar que mulheres estupram é uma fantasia sua.

donadio disse...

"É a violação de uma propriedade privada, que é o corpo de uma pessoa."

O corpo não é propriedade privada; se fosse, as pessoas poderiam se vender, o que não acontece.

Graciema disse...

Nossa Libertária...agora corpo e integridade física e psicologia = propriedade privada...tá tão errado que nem sei por onde começar a argumentar.

André disse...

Donadio,

O ato libidinoso, que também define um estupro, não exige ereção. Essa suposta impossibilidade do estupro por falta de ereção é muito próxima da ideia do Dom Bergonzini sobre estupros.

Valéria Fernandes disse...

Como a Lola bem pontuou, estupro é um dos crimes com maior subnotificação. A vítima tem medo, vergonha, ou não consegue (*especialmente, quando criança*) processar o que lhe aconteceu. Fora isso, a vítima de estupro é submetida a um escrutínio – o que vestia? Estava esta hora na rua? Naquele lugar? O que fazia lá? Fez alguma coisa que pudesse provocar o agressor? etc. – que nenhuma outra sofre. E, não raro, o estuprador é alguém próximo.

Mas o guestpost fala de mulheres estupradoras, mesmo que 99% dos estupradores sejam homens. Sim, elas existem. E, não raro, abusam de crianças. O problema é que, graças ao machismo, a idéia de que uma mulher possa estupra, abusar sexualmente, ou é tratada como piada, ou ainda como iniciação sexual de um menino. Pelejei aqui para achar um caso acontecido em Brasília que ilustraria bem isso, mas não achei. Resumindo, a história era a seguinte:

Menino de 10/11 anos era atraído pela empregada de um vizinho para o apartamento onde trabalhava. Os patrões ficavam fora boa parte do tempo. A mulher tirava a roupa, acariciava o garoto e chegaram a ter contato sexual mais íntimo. Os pais descobriram e denunciaram; o caso foi parar na justiça e os responsáveis do garoto foram humilhados. O juiz passou um sabão neles argumentando que o garoto já era crescido, já tinha cabelo na mão (*de tanto se masturbar*) e que se tratava de uma brincadeira, iniciação sexual. Os pais deveriam ser gratos. Na terra de Casa Grande e Senzala, não me espanta.

Na época, discuti com amigos – e a Carolina N.L. se ler este comentário, deve se recordar – que queria ver se fosse o porteiro que tivesse atraído o garotinho ou uma garotinha para “brincadeiras sexuais”, talvez tivesse sido linchado ali mesmo. Seria o pedófilo tarado, se fosse homossexual, seria mais dramático ainda. A compreensão do sexo dentro de uma logica machista permite que uma estupradora possa ser vista como “alguém que faz um favor para um garoto”, está além das condições de imaginação de muita gente vê-la como estupradora. Agora, se fosse com uma menina, talvez, aí, sim, a coisa fosse levada mais à sério e visto pelas lentes d ahomofobia.

Elisa disse...

Beatriz, trabalho na Justiça, lidando diretamente com crimes, e você ficaria assustada com a quantidade de transexuais que se envolvem, direta ou indiretamente com estupros, pedofilia e redes de prostituição. Como já li uma vez nos comentarios desse blog: " pessoas ruins independem de gênero "
E Hamanndah, não sei se Beatriz é um mascu disfarçado, esse pensamento demonstrado por ela (ele?)é mais recorrente do que gostaríamos, infelizmente

Anônimo disse...

Eu não tinha consciência de q tinha sido abusado até começar a ler o site da Lola. Quando era criança, tinha uma prima q abusava, mas eu era tímido, n me sentia bem, mas me ensinavam q homem não podia recusar mulher q se oferecia. Nós não chegávamos à consumação do ato, eu sempre arrumava meios de não fazer. Às vezes, queria, mas já estava me sentindo tão oprimido q não conseguia. As consequências, para resumir, não conseguia ter relações com mulheres. Só fui perder minha virgindade com 25 anos, mas antes passei por uma série de experiências horríveis, na tentativa de me encontrar, de tentar ser normal. É horrível ter q ficar fingindo q não é virgem, inventando transas, pq a sociedade machista impõe. Mas nunca tinha associado isso, nunca tive noção de q o q sofria era abuso (nao sei se é estupro). Engraçado, q a mulher seduz o menino, e todo mundo diz: ele é safadinho, quando crescer vai ser terrível. E vc, que ainda está tendo sua personalidade formada, mesmo se sentindo mal, impõe a vc mesmo q deveria se sentir bem com aquilo, q vc tem um problema por se sentir mal.Mas duvido q eu contaria isso a alguém, ou os detalhes, fora do anonimato, duvido q algum homem faria. Até pq, se não fosse a Lola, eu nem saberia disso.

Elisa disse...

donadio,

não sei se entendi bem seu comentario, mas o conceito de "ato libidinoso" é juridicamente bem amplo, e não se restringe à penetração. É perfeitamente possivel configurar-se o estupro por outros atos, de modo que uma mulher pode sim ser autora de estupro, sem maiores dificuldades

donadio disse...

"The invisible boy: Revisioning the victimization of male children and teens"

Essa pesquisa parece sofrer de um problema metodológico: todo tipo de coisa é "abuso sexual", desde toques mútuos entre crianças movidas pela curiosidade até o estupro violento e continuado.

Anônimo disse...

Sério Lola que vc vai negar até a morte o seu esquema? É assim que os mensaleiros também fazem, pelo jeito isso é cartilha do PT.

Mas é claro que vc precisa criar Trolls e comentaristas a favor, ou acha que eu caio nessa q teu blog tem mais de 200.000 visitas por dia? hahahaha!!!!

Se vc tivesse tanta coisa pra fazer, (como diz que tem) não ia manter um blog misandrico por anos! Postando quase todo dia!

Flávio (Lola) Moreira

Quem tá de ignorancia é vc meu chapa, to aqui argumentando com a razão e com a lógica, mas vc (Será que vc é vc mesmo?) já vem querendo atacar o argumentador e não os argumentos, pq? Pq é mais simples, coisa de Lenista mesmo.

donadio disse...

"não sei se entendi bem seu comentario, mas o conceito de "ato libidinoso" é juridicamente bem amplo, e não se restringe à penetração. É perfeitamente possivel configurar-se o estupro por outros atos, de modo que uma mulher pode sim ser autora de estupro, sem maiores dificuldades"

É verdade, mas não parece ser a isso que os comentaristas que argumentam que mulheres estupram homens em grandes quantidades se referem.

O que constitui o crime de estupro é a violência/ameaça. Mas qual a prevalência de beijos roubados à mão armada? Zero, quase zero?

lola aronovich disse...

200 mil visitas POR MÊS, mascutroll alucinado. Eu nunca disse que meu blog tinha 200 mil visitas POR DIA. Não é culpa minha se vc não sabe ler. E quem inventa que meu blog tem a média de 260 mil visitas e 350 mil visualizações de página por mês é aquele esqueminha comunista que eu também criei, o SiteMeter.
Meus fakes no Twitter estão dizendo que ando atrasando o pagamento deles e que vão me processar. Um dele pergunta se esses comentários todos que eles deixam aqui valem como estágio. Vc poderia responder?
Blog misândrico, ahaauauauaahauauah.

Anônimo disse...

Calma Lolinha! Não fica nervosinha cara!!!! aff

Vc fala por dia, agora é por mÊs daqui a pouco para aliviar é por ano... mas vou te perdoar por isso.

Bom, se vale como estágio eu não sei, a dona do acordo é vc! Vc q acerte a contabilidade (de horas trabalhadas - feriado conta como extra? ou de grana mesmo)

Por qu então vira e meche seus fakes somem, depois aparecem...todos tem padrões?

Obrigado pela dica do Sitemeter, vou analizar os range de IP para descobrir se vc não tem uma rede de PC's escravos, vai que tu é um hacker que infectou todo mundo com algum trojan poderoso?

Vai entregando mais informações ai Lola! (digo, cara)

Anônimo disse...

"Essa pesquisa parece sofrer de um problema metodológico: todo tipo de coisa é "abuso sexual", desde toques mútuos entre crianças movidas pela curiosidade até o estupro violento e continuado."

Não, a pesquisa falava especificamente de mulheres adultas e garotos. Um adulto tocar uma criança de forma inapropriada talvez não seja estupro, mas certamente é abuso sexual.

Drica Leal disse...

O feminismo não está negando que homens são estuprados. E nem que existem mulheres que estupram. Só gostaria que os homens se mobilizassem mais em torno disso, e com certeza teriam todo apoio do feminismo. Mas o que vejo é que os homens comentando aqui na linha "E os homens?" quando o assunto é estupro é que parecem ressentidos pelas feministas darem mais ênfase ao que nos atinge como mulheres. Ninguém está negando que os homens possam passar por esse problema, mas poxa, se articulem também, discutam mais sobre o tema, façam seus levantamentos, tomem coragem!

O feminismo é uma luta contra a opressão em geral e se propõe a desconstruir os papéis de gênero que contribuem muito para essa opressão, gerando sofrimentos inclusive para os homens. Mas não podemos fazer tudo sozinhas, se os homens ou não admitem opressão ou, quando admitem, é para tentar desqualificar as mulheres ao invés de enxergarem que há tempos o feminismo vem apontando as causas dessa opressão e inventando teorias e "teses" mirabolantes para negar o óbvio. É por causa das feministas ou do feminismo que homens estuprados/violentados não podem ou não querem denunciar as situações onde são vítimas? Assim fica difícil, né?

lola aronovich disse...

AFF digo eu. Universo alternativo é fogo. O cara não sabe ler, confunde 200 mil visitas por mês com 200 mil visitas por dia, e diz que me perdoa por ele não saber ler.
Meu SiteMeter é aberto A TODOS desde 2009. É só clicar no número de visitantes (o número em azul entre os links recomendados e as fotos de alguns seguidores - 5611 fakes, lógico; no Twitter já são 14,7 mil seguidores fake, lá eu capricho mais). Lá dentro, clique em WHO'S ON? E aparece o IP e a locação de quem está ou esteve recentemente no blog. O problema é que é muita gente ao mesmo tempo. No blogspot, em blogs com alto tráfico (e creio que 7,5 mil visitas por dia possa ser considerado meio alto), é impossível identificar o IP de alguém. Se alguém quiser encontrar o IP deste mascutroll e suas teorias conspiratórias, be my guest. Vcs têm acesso a mesma coisa que eu.

Flavio Moreira disse...

Anônimo cansativo e que não sabe escrever. Sim, eu fui grosso com você (um dos sentidos da palavra ignorante) e assumi que estava sendo.
Você, além de ignorante nesse sentido, também ignora que as pessoas têm mais o que fazer e que ninguém em sã consciência se daria ao trabalho de forjar personalidades múltiplas para se auto-enaltecer em um blog.
O que você ganha atacando a Lola e seu blog (além de seus 15 minutos de fama)?
Não, eu de fato não sou a Lola, mas adoraria ter a inteligência e a capacidade de colocar suas opiniões e argumentos com tanta clareza e consideração pelas pessoas que escrevem guest posts para ela, com problemas e perguntas que eu não saberia nem como começar a responder.
Isso não quer dizer que ela seja "perfeita", porque esse conceito é fictício e impossível de ser aplicado a qualquer ser humano, mas que é uma pessoa que busca o conhecimento pela troca de informações, pela via do diálogo e da discussão sadia.
Se ela tem 200 mil visitas por mês, por dia ou por hora, que diferença faz para você? Ou você, que é tão covarde que não assina seus posts, está se sentindo incomodado porque o que ela fala aqui no espaço DELA repercute de alguma forma na rede e você só consegue atenção vindo trolar esse espaço?
(OK, essa foi minha alimentada de troll)

Flavio Moreira disse...

Lola, por favor, me desculpe por ter alimentado esse troll, mas é que realmente me encheu (vai ver sou eu que estou com nível baixo de tolerância a trolls). Isso acaba desviando do objetivo de discussão do post.
Não tenho nada a acrescentar porque acho que tanto a Valéria Fernandes (uma das minhas comentaristas favoritas aqui do blog) quanto a Drica Leal disseram tudo que eu poderia dizer, de maneira muito melhor do que eu faria.
Abs

Anônimo disse...

Eu me sinto muito ofendido em ser chamado de estuprador em potencial. Me faz me sentir um monstro, que eu sei que não sou, e que nunca serei. Só porque nasci homem? Isso me lembra quando nos EUA rolava aquelas teorias de eugenia, e os brancos diziam que os negros tinham mais tendência a serem estupradores e criminosos. Eu sempre fui tímido, e sempre me achei inferior às mulheres por causa de certas situações que passei. Mas isso me fez ser muito cavalheiro, gentil, educado, e buscar priorizar minhas qualidades. Mas minha vida sexual praticamente não existiu até eu conhecer minha esposa. Acho horrível julgar uma pessoa por ter nascido em determinada raça, gênero, ou por ter tal opção sexual ou religião.

Anônimo disse...


é cansativo falar com feministas,esse post é sobre mulheres que estupram e é disso que as pessoas estão falando e vocês se irritam porque?
o que disseram faz sentido,o número de mulheres que estupram pode ser maior do que a gente pensa.
eu só vi pesquisas e estatísticas de mulheres abusando de crianças mas quanto a homens ,eu pelo menos não vi nada.
se para mulheres já é difícil denunciar esse tipo de crime mesmo com a sociedade aceitando que ele exista,imagina para os homens, se a maioria não acredita que mulher possa abusar de um cara?
devem ter vários que foram violentados e não sabem e os que sabem não vão denunciar,afinal,não aconteceu nada,só se deram bem.

e sendo isso verdade,não vai alterar em nada o sofrimento das mulheres estupradas.

Anônimo disse...

Lola você acha do tapetão que salvou Fluminense?

Anônimo disse...

Drica Leal, parabéns pelo seu comentário. Realmente é verdade, mas ninguém tinha dito antes. Homens ficam lamentando que as feministas não comentam os estupros sofridos por homens, mas também não fazem nada, não se achegam ao movimento para ajudar, participar, e não tomam suas iniciativas para discutir o tema, abordar, tentar abrir espaço para que os que sofreram isso deixem o machismo de lado e falem. O machismo e o patriarcado prejudica a todos, inclusive aos homens. Parabéns mesmo.

LOVE GÓTIC disse...

Quando um homem não quer sexo ele tem força suficiente para se defender. E um homem não tem ereção quando não ta a fim. Quando é criança aí sim o menino não tem força para lutar com uma mulher. Fora isso creio que é impossivel uma mulher forçar ereção. Se fosse possivel não existia impotência bastavava a mulher quer sexo e pronto. Ou eu estou errada? Me corrija.

LOVE GÓTIC disse...

Ser masculino implica estuprar, abusar, impor sua força.

TA DOIDA? OU DOIDO?
Você ta parecendo um homem fingindo que é mulher para ter o prazer de ver uma mulher atacar outra aqui. Que mente doente a tua de generalisar os homens a estupradores. Nem todo homem é covarde assim. Nas penitenciàrias tem todo tipo de homicida,sociopata, psicopata e ladrão, mas todos abominam o estupro e fazem horrores com esses lixos humanos que violam a intimidade de mulheres e crianças. Você precisa de sanatório. Ser feminista não é ser sexista.

Drica Leal disse...

Anônimo das 17:13:

Os homens que alegam aqui que homens e meninos nessa situação quando são vítimas de mulheres e silenciam porque a sociedade diz que pro gênero deles qualquer contato sexual com uma mulher, mesmo contra a vontade deles, tem que ser considerado uma vantagem precisam mudar essa situação, já que reconhecem o que passaram como abuso! Não podem se calar por causa de uma cultura machista. Ninguém tá dizendo que é fácil, sim, muitos vão rir de vocês, vão depreciá-los, vão querer fazer com que vocês se sintam "menos homens" por estarem reclamando de um abuso. mas ó, para as mulheres, também não é fácil não! vejam que sempre que uma mulher ou menina denuncia um estupro, ela é imediatamente questionada nas suas atitudes, no comportamento, tem sua palavra posta em dúvida. Mas nem por isso o feminismo recua! Somos todos os dias chamadas de loucas, histéricas, exageradas, que não gostamos de homens, etc, apenas por não nos calarmos diante da cultura do estupro. Mas não desistimos, enquanto os homens (maioria), infelizmente nem tentam! A culpa não é do feminismo, isso é fruto do machismo, do patriarcado, que o feminismo tanto combate. Terão nosso apoio todos que se levantarem contra isso. Mas, repito, vocês precisam fazer alguma coisa também.

Anônimo disse...

Realmente, uma mulher forçar um homem é muito difícil. Apesar de que teve um caso engraçado, todas devem saber, de um ladrão que invadiu um salão, a mulher o dominou, o manteve amarrado e à base de viagras, fazendo sexo com ele. Acho q manteve ele cativo por alguns dias e depois o libertou. Depois, ele processou a mulher, e ela o processou, por roubo.

Mas realmente, é difícil forçar o homem, a não ser que a mulher tenha poder sobre ele. E isso acontece com meninos. Embora a mente tenha medo, embora tenha a humilhação, a amargura no peito, o pênis reage a carícias, são duas cabeças independentes rs.

Engraçado, que essa sociedade é tão machista, que é mais fácil vir aqui e falar de um abuso, do que em qualquer site ou roda de amigos. Aqui o homem encontra diálogo, compreensão, lá encontra deboche. O machismo é detestável mesmo.

Anônimo disse...

Drica, eu tive que ter muita coragem para contar para a minha esposa, e ainda não contei tudo. Mas contei como forma de alertar para q não aconteça o mesmo com nossos filhos.

Eu vi uma história chocante, de um testemunho de uma mulher desesperada desabafando anonimamente para o Caio Fábio (está no youtube). Ela contou que brincava com o sobrinho desde que ele tinha dois aninhos, e essas brincadeirinhas continuaram, até o menino fazer 15 anos, quando já faziam sexo. Mas então ela decidiu se casar, e disse para ele que não poderiam mais continuar com aquilo. O menino cometeu suicídio, e ninguém sabe o motivo, a não ser ela. Ela contando q fica desesperada, quando a mãe dele, irmã dela, chora lembrando do filho, dizendo q não entende pq ele fez aquilo, e ela, vai ter que guardar esse segredo pelo resto da vida.

Aqui está o link: http://www.youtube.com/watch?v=icainSAZ9aM

Depois da minha experiência, da experiência de amigos, e da minha própria esposa, q já foi abusada por uma prima, e quase pela mãe. Por um velho q a mãe dela vivia jogando em cima dela, pq ele tinha dinheiro, e mais tarde por dois homens q a pegaram na rua. Imagina, ela me desabafando isso, e eu também contei o q passei, os meus traumas. Desde então temos muito cuidado com nossos filhos.

Anônimo disse...

Tenho esse filme é chocante e a violencia é brutal. Me emociono quando vejo.

Anônimo disse...

Estupro de homem em regije carcerário não envolve mulher. Estupro de homem causado por mulher ê raro.

André disse...

Drica Leal,

De forma alguma o estupro masculino é culpa do feminismo. E creio, apesar da falta de dados confiáveis, que seja muito menos frequente que o estupro feminino. Mas o Donadio não parece ser um troll, no entanto suas opiniões se parecem muito com a culpabilização das vítimas que tanto é criticada pelas feministas.

Anônimo disse...

"Quando um homem não quer sexo ele tem força suficiente para se defender. E um homem não tem ereção quando não ta a fim. Quando é criança aí sim o menino não tem força para lutar com uma mulher. Fora isso creio que é impossivel uma mulher forçar ereção. Se fosse possivel não existia impotência bastavava a mulher quer sexo e pronto. Ou eu estou errada? Me corrija."

Está errada. Ereção significa muito pouco. É muito comum homens terem ereções constrangedoras em situações nada sexuais. A menos que ele tenha alguma disfunção, basta esfrergar que ele levanta. Sem falar que muitos casos de homens estuprados por mulheres envolvem drogas ou álcool.

Lica disse...

E eu aqui comentando de graça esse tempo todo... Que tola! #LolaPagaEu!

Interessante esse tema... seria muito positivo se os homens que estão relatando aqui que tomaram consciência do abusos que sofreram, tomassem coragem para falar disso para alguns amigos (as).

Anônimo disse...

Muito obrigada a quem postou o vídeo do Caio Fábio ouvindo a confissão de uma mulher que abusou do sobrinho. Comecei a olhar só por curiosidade e não pretendia assistir até o final, só queria ouvir a história da mulher e imaginei que o homem que ia falar seria só mais um daqueles pastores vazios e charlatões. Mas aqui estou eu 23 minutos depois e quase outra pessoa. Esse vídeo é muito profundo e bonito. Eu nunca entendi direito porque os cristãos acreditam que Jesus já pediu perdão por eles, eu achava isso uma hipocrisia, uma desculpa para pecar, mas depois de assistir esse vídeo eu entendi tudo, agora tudo faz sentido. Muito obrigada do fundo do meu coração para quem postou esse vídeo, foi uma das mensagens mais bonitas que eu já ouvi. Me sinto até mais leve agora. Fique com Deus você e sua família.

Anônimo disse...

EU TE AMO LOLA. Eu adoro esse Blog.

Anônimo disse...

Lica, seriam ridicularizados pelos amigos. Nos EUA e na Europa de vez em quando vai umas mulheres presas por pedofilia, na maioria dos casos com alunos. Veja os comentários, todos os homens falando que estragaram a festa do menino, e que não há nada de mal nisso.

Mas acho que nem todo homem liga para isso. Eu no caso, fui criado por minha mãe, tias, primas e minha melhor amiga era minha irmã, e não tive uma criação machista, porque meu pai apesar de machista, era muito ausente. Isso me fez sofrer muito também, porque eu sempre fui gentil, emotivo, nunca gostei de futebol, falar palavrão, nunca fui agressivo, e nos poucos momentos que estava com ele, ele e sua roda de amigos, me criticavam, por não ser do tipo "machão". Então, quando sofria esses abusos, não sentia que "estava me dando bem", mas ao mesmo tempo, me achava estranho e diferente, e culpado por não achar que "estou me dando bem". Mas se eu tivesse sido criado por pais machistas, acho que talvez eu não teria me sentido mal, e realmente teria achado que "estava me dando bem", e não teria nenhum trauma, como acontece com a maioria dos meninos q passam por isso.

Mas sem querer menosprezar meu próprio caso, não é algo tão amplo que vá gerar fóruns de debate. Nem deve. A violência contra a mulher é infinitamente maior em todas as escalas, e creio que é um problema que deve ter prioridade. Além do mais, combatendo o machismo e o patriarcado, vamos automaticamente estar combatendo todo esse tipo de abuso.

Anônimo disse...

Sabe, eu sou homem.
Sou totalmente revoltado contra qualquer espécie de abuso de crianças. É o pior tipo de estupro que existe.
Mas quanto à parte de encher a cara em festas...
Deixe-me contar meu caso real:
Uma vez em uma festa eu enchi a cara, fiquei bêbado para caramba e fui para um quarto pq não estava bem. Uma gorda (mas muito gorda), com quem eu tinha conversado por uns cinco minutos antes, me seguiu e começou a conversar comigo, perguntou se eu tinha namorada, eu falei que tinha (não tinha, menti pq sabia das intenções).
Disse que era fiel, que não traia minha namorada, não queria ficar com ela de jeito nenhum, mas ela, nem aí, pulou em cima de mim e disse que minha namorada nunca iria ficar sabendo. Só me lembro até aí.
Sei que acordei pelado no dia seguinte, ressaca do carai, todo mundo rindo de mim, tiraram fotos da gorda comigo (foi sexo) e me enchem o saco até agora (dois anos depois). As fotos foram parar na internet, claro.
Mas eu não fico por aí chorando dizendo que fui estuprado. Quer dizer, hoje em dia até falo isso com um tom bem cômico.
Foi muita sacanagem da gorda, isso eu tenho certeza, mas comparar isso com uma mulher que tem uma arma apontada para a cabeça e é forçada a fazer sexo em um beco escuro também é uma sacanagem.
Vamos parar de banalizar o estupro.

Anônimo disse...

@Valéria
Fora isso, a vítima de estupro é submetida a um escrutínio – o que vestia? Estava esta hora na rua? Naquele lugar? O que fazia lá? Fez alguma coisa que pudesse provocar o agressor? etc. – que nenhuma outra sofre. E, não raro, o estuprador é alguém próximo.

Eu discordo quando você diz que somente as vítimas de estupro são submetidas ao questionário. O escrutínio acontece muito também com vítimas de assaltos, furtos, assassinatos, espancamentos (o que elx fez?), estelionatos (sendo a vítima imediatamente taxada de otárix)e vários outros delitos.

Infelizmente, culpar a vítima do delito é um traço cultural que nós, brasileiros, temos. Seja qual for o crime. E com estupro não é diferente disso.

Anônimo disse...

Depois de ler todos esses comentários, gostaria de dizer algumas coisas: 1° estou comentando de graça, quem dera fosse tão fácil ganhar dinheiro. 2° Como exatamente um post sobre uma menina estuprada pela prima virou um post sobre homens estuprados por mulheres? Não entendi muito bem. O post advoga que mulheres podem sim abusar. Ok. O post não diz que homens não podem ser vítimas de estupro. Não fala nada de nada sobre isso. 3° Enfim, já que o tema mudou, acho que deve existir mulher que vira para o cara e diz "transa comigo agora ou eu vou contar para todo mundo que vc é viadinho". Eu particularmente, nunca vi um caso desses, mas como não sou deus, o fato de não ter visto não quer dizer que não exista. Nesse caso, como tem muito cara bobo que morre de medo de pegar fama de "viadinho", é capaz que funcione. Já na base da força, acho mais dificil que role, mas não é impossível. No caso da menina e da ameaça, mesmo que seja uma ameaça "boba", acredito que sim é uma forma de abuso. E, sim, duvido que o cara fosse na polícia denunciar (embora, a meu ver, isso seria possível já que ele foi coagido). Por outro lado, uma coisa que certamente existe, é essa eu já vi, é o cara que por uma ou outra razão não quer ficar com uma determinada mulher "que tá dando mole" e os "amigos" questionarem o cara e o precionarem sobre essa mesma alegação "você é viado, por acaso?". Certamente, qualquer dessas hipóteses não tem nada a ver com feminismo, isso é certo, e, portanto, não tem nava a ver com o blog. Claro que eu aqui estou falando de homens adultos e livres. Casos de podofilia ou estupros em cadeia são outra coisa. No caso das cadeias, acho mesmo que o Estado deveria ser responsabilizado por qualquer violação já que é obrigação do Estado defender a segurança dos encarcerados. Ponto. No caso de podofilia, não tem nem o que falar. É uma tragédia. Infelizmente, existe um conceito de que se uma mulher adulta se aproxima de um menino ele está dando uma baita sorte (basta ver aquele filme que a Xuxa faz questão de esconder). Mas bem, tampouco foi o feminismo que inventou esse conceito. Na minha opinião é abuso, puro e simples. Por fim, voltando à vaca fria, do fundo do coração espero que a autora do post consiga superar esse trauma e construir uma vida e uma identidade sexual feliz.

donadio disse...

"veja só donadio a "fantasia" de homens estuprados por mulheres."

Das suas fontes, a única que parece ser razoavelmente confiável é a primeira. Mas vamos ver uma por uma:

http://www.chamadageralparnaiba.com/2012/10/homem-morreu-depois-de-ser-estuprado.html#_

Essa é a fonte razoavelmente decente. Mas em nenhum momento a história bate com a manchete: é bem claro que a coisa foi consensual. O homem passou mal e morreu; isso não faz das mulheres "estupradoras".

http://www.portalnovavida.org.br/informe-se/noticias/5/9611-pastor-diz-que-foi-violentado-por-duas-mulheres-e-um-homem-em-motel.html

Essa é a típica história mal-contada; o depoimento do pastor é cheio de contradições (os agressores conheciam detalhes da vida dele, mas optaram por abordá-lo num posto de gasolina?). Mas supondo que tudo seja como foi narrado, de novo a manchete não bate com o relato. Os atos sexuais a que o pastor teria sido obrigado não são descritos, então não dá para saber se ele foi mesmo violentado por um homem e duas mulheres, ou se foi violentado pelo homem, enquanto as mulheres assistiam, ou sabe-se-lá que mais.

Em todo caso, a motivação do crime não parece ter sido sexual, e sim patrimonial. Era o dinheiro da igreja que os agressores queriam.

http://minilua.com/mulher-invade-casa-estrupa-homem/

Esta fonte é tão boa que nem soletrar direito a palavra "estupro" consegue. Independente disso, a promotoria australiana retirou todas as acusações contra a mulher. Portanto, tudo indica que o caso não aconteceu.

http://rindoprakct.blogspot.com.br/2012/04/homem-por-mulher.html

O que esperar de um site intitulado "rindoprakct"?

Em todo caso, de novo se trata de um "estupro" que não aconteceu. O homem teve relações consensuais com a mulher. Ele cansou e ela queria mais - mas, evidentemente, não obteve o mais. Forçando muito a interpretação, e supondo que ela tenha sido realmente violenta ou ameaçadora, uma tentativa de estupro.

Em resumo - para achar notícias de homens sendo estuprados por mulheres, é preciso recorrer a sites humorísticos, amadores, de fofocas, do tipo tablóide; na imprensa dita séria nada se acha. E quando a gente vai ler as notícias, só a manchete é realmente sobre "estupro": ou é uma morte acidental durante a relação sexual, ou é um caso que a promotoria não consegue levar adiante, ou é uma história que envolve um homem como agressor, ou é uma tentativa mal-sucedida.

Eu lamento, mas continuo a achar que é uma fantasia. Se existe, é tipo caso completamente isolado, um na vida e outro na morte, não pode ser comparado com os mais de 50 mil casos anuais de mulheres estupradas por homens.

É falsa simetria.

donadio disse...

"Vc não administra seu fakes, vc paga universitárias esquerdistas desocupadas que moram em Repúblicas para tal tarefa ardilosa."

Lola, eu devo dizer que a qualidade dos seus fakes está piorando. Esse daí, por exemplo, é ridículo demais. Acho que vc deve reduzir o salário dele...

/sarcasmo

donadio disse...

"o Donadio não parece ser um troll, no entanto suas opiniões se parecem muito com a culpabilização das vítimas que tanto é criticada pelas feministas."

Primeiro, eu volto a dizer que acho muito problemática essa idéia de que quem discorda de nós é um troll. Daqui a pouco, nenhuma discordância vai ser possível, por que todo mundo que discorda vai ser tachado de troll.

Segundo, "culpabilização das vítimas" já envolve um julgamento, de que de fato houve um crime, e de que a pessoa que alega ser vítima foi de fato vítima. Isso, eu suponho, é em geral verdade; as pessoas não ficam inventando crimes por aí. Mas "em geral" não é "sempre", e quando o relato das supostas vítimas é muito incoerente ou absurdo, um pouco de ceticismo faz bem.

Terceiro, há uma diferença muito grande entre duvidar do relato de uma vítima, e duvidar de uma narrativa genérica do tipo "há muitos casos de homens sendo estuprados por mulheres, só não são denunciados por que as vítimas têm vergonha (ou não conseguem perceber que são vítimas)". Nessa narrativa eu não acredito: acho que casos de estupro em que homens são vítimas e mulheres agressoras são raríssimos, pelo menos em se tratando de homens adultos.

Anônimo disse...

Essa história de ser dopado também é abuso, mas sinceramente, seus amigos e vc são um bando de machistas ridículos.

Com meninos já vira caso de pedofilia. E infelizmente os homens são tão ridículos (machistas), que só em um site feminista eles podem desabafar que foram molestados quando meninos, porque homens machistas ridicularizam, humilham, são preconceituosos. Não tem amigos para desabafar. Por isso amo a Lola.

Anônimo disse...

donadio
já entendi se o caso é de um homem estuprado é mentira,se fosse mulher ninguém teria a menor duvida.

André disse...

Donadio,

http://noticias.uol.com.br/album/2013/09/26/homens-vitimas-de-violencia-sexual-revelam-frases-de-agressores.htm#fotoNav=5

http://www.feministacansada.com/post/33957001027

http://br.mulher.yahoo.com/blogs/preliminares/homens-tamb%C3%A9m-s%C3%A3o-v%C3%ADtimas-estupro-091213971.html

http://delas.ig.com.br/comportamento/mulheres-que-cometem-abuso-sexual/n1237814945574.html

http://hypescience.com/vitimas-de-abuso-sexual-do-sexo-masculino-tem-mais-dificuldade-de-lidar-com-o-trauma/

Anônimo disse...

Anônimo de 19 de dezembro de 2013 08:51,

Banalizar o estupro? Vamos trocar as situações: vc segue uma menina bebada até um quarto e mesmo diante dela ter dito que não queria sexo, vc força a barra e transa com ela dormindo (ou acordada, porém mt bêbada, n sei como foi no seu caso). Pessoas tiram fotos e postam na internet. Isso para mim não se parece nem um pouco com uma simples brincadeira de mal gosto, isso é caso de polícia.

Anônimo disse...

@Drica
O feminismo não está negando que homens são estuprados. E nem que existem mulheres que estupram.

Existe sim uma corrente feminista que nega ou miniminiza qualquer possibilidade de que homens possam sofrer violência por parte de mulheres. Em especial quando o assunto é estupro ou violência doméstica.

Só gostaria que os homens se mobilizassem mais em torno disso, e com certeza teriam todo apoio do feminismo.

Acho que não, hein? No mínimo teriam protestos afirmando que eles querem mesmo é ampliar os próprios privilégios. O próprio CFEMEA foi contra o projeto de lei que combate a violência doméstica contra os homens e prevê maior atenção à saúde deles. O Instituto Papai (que é feminista) é contra o novembro azul, movimento para incentivar homens a buscar prevenção e tratamento contra o câncer de próstata.

Além do mais, qualquer post, qualquer comentário que fale sobre os problemas que as pessoas de gênero masculino passam são ironizados por feministas. Tenho certeza que esse comentário (se aprovado pela Lola, é claro), assim como vários outros sérios sobre coisas que os homens passam, será ironizado com "male tears". "Homens se mobilizando contra o estupro masculino teria todo o apoio do feminismo"? Sinceramente? Eu duvido.

Mas o que vejo é que os homens comentando aqui na linha "E os homens?" quando o assunto é estupro é que parecem ressentidos pelas feministas darem mais ênfase ao que nos atinge como mulheres.

O ressentimento é por outro motivo. Não é raro, por exemplo, que algumas feministas responsabilizem os homens - todos eles - por cometer estupros. Para essas militantes, todos os homens (seja como classe, seja como indivíduos) são estupradores.

Ninguém está negando que os homens possam passar por esse problema, mas poxa, se articulem também, discutam mais sobre o tema, façam seus levantamentos, tomem coragem!

Já ouviu falar da campanha do laço branco? Pois é, isso mostra que existem homens se movimentando para acabar com o estupro e a violência. Contra as mulheres.

O feminismo é uma luta contra a opressão em geral e se propõe a desconstruir os papéis de gênero que contribuem muito para essa opressão, gerando sofrimentos inclusive para os homens.

Ao menos o das mulheres, tem conseguido fazer isso com algum sucesso. Basta ver os avanços dos últimos 30 anos nas vidas das mulheres. Não que o trabalho esteja finalizado (pelo contrário, há muito a ser feito ainda), mas os avanços conseguidos para a liberdade feminina são inegáveis.

Mas não podemos fazer tudo sozinhas,

E quem falou que vocês estão sozinhas?

Anônimo disse...

se os homens ou não admitem opressão ou, quando admitem, é para tentar desqualificar as mulheres ao invés de enxergarem que há tempos o feminismo vem apontando as causas dessa opressão e inventando teorias e "teses" mirabolantes para negar o óbvio. É por causa das feministas ou do feminismo que homens estuprados/violentados não podem ou não querem denunciar as situações onde são vítimas? Assim fica difícil, né?

Não é por causa do feminismo que isso acontece com os homens. Mas quando tentamos nos organizar para resolver os problemas dos homens por nós mesmos, feministas são as primeiras pessoas a entrar em nosso caminho, a nos impedir. E como vamos superar os obstáculos criados por um movimento social que conta com um ministério, bancada na câmara, cadeiras na ONU e milhares de ONGs espalhadas pelo planeta?

Isso fora os criados pela sociedade patriarcal burguesa para manter as pessoas que estão no poder bem ali, enquanto a vida dos demais homens continua a ser algo desprezível, descartável. Mais de cem homens por dia são assassinados e tantos outros morrem por falta de atendimento médico e a impressão que fica é que ninguém move uma palha pra resolver isso. E feministas se limitam a dizer que não é problema seu ao culpar os próprios homens pela violência que sofrem (sob o pretexto de fazê-los "reconhecer" o próprio privilégio, como se ter 15 vezes mais chances de morrer por armas de fogo fosse um privilégio) ou por não procurar o auxílio médico (como se perder o emprego não fosse um risco pelo qual ele passa).

Sem falar que o padrão de gênero dos homens - aquele que Andrea Dworkin aponta como o responsável por toda a opressão que as mulheres sofrem - frequentemente é reforçado em campanhas de cunho feminista. Muitas vezes apontando os homens como pessoas violentas por definição. E é raro ver, ao menos entre feministas no Brasil, qualquer movimentação que busque conscientizar homens que eles tem sim direito de denunciar um caso de violência sexual, que busque ajudar homens que foram vítimas de abusos.

Alguns podem usar o ditado "não pode vencê-los? junte-se a eles" e se tornarem homens pró-feministas, mas aí ele tem de dar prioridade absoluta aos problemas que atingem as mulheres (afinal, o movimento não é sobre ele) e torcer para que, com muitíssima sorte e mais por favor ainda, o coletivo feminista inclua na pauta uma ou outra reivindicação dele que beneficie diretamente as mulheres (licença paternidade maior, por exemplo).

Nem mesmo o Instituto Papai, que tinha sido fundado com uma mentalidade do tipo Father's Rights Activists (que lutam para que os pais tenham direito a serem pais e, antes dos perdedores de um real, os MRAs e os MGTOWs estragarem o termo e o movimento, isso era o masculinismo), hoje só luta pelas mulheres. Virou uma ONG feminista como qualquer outra, assim como as outras associadas à RHEG). Tanto que se posicionou contra o novembro azul. Como se o câncer de próstata não fosse responsável por mais de 15 mil mortes e 60 mil novos casos todos os anos e perdendo o gancho para começar a desconstruir o machismo entre homens. Além disso, não fez qualquer campanha para que o governo aumente os investimentos em pesquisa para encontrar meios de detecção mais eficientes para essa doença. Mas nos 16 dias de ativismo contra a violência contra a mulher, lá estavam eles, com laço branco e tudo. E a luta contra a alienação parental, por mais justiça na concessão de guardas (aliás, por um direito de família igualitário) e por uma licença paternidade maior?

Drica Leal disse...

Anônimo das 11:58

Você, e muitos homens, fazem a mesma confusão quando o feminismo almeja eliminação do PADRÃO DE MASCULINIDADE VIGENTE interpretando como o gênero masculino por si só sendo um inimigo natural e causador de todos os males. Essa associação masculinidade=violência é uma realidade dentro do modelo de masculinidade socialmente aceito e até mesmo exigido, não há como negar. Não existe outra forma de ser homem que não essa? É isso que o feminismo questiona.

O problema de muitos movimentos a favor dos direitos dos homens é deixar as reivindicações legítimas quase sempre descambarem para o ressentimento contra as mulheres, sem admitir ou sequer enxergar que é o padrão social machista quem tira ou nega esses direitos a vocês. Quantos desses movimentos pelos direitos dos homens falam claramente sobre machismo ou sobre um modelo de masculinidade que tem causado sérios prejuízos a ambos os gêneros? Porque para ter apoio de feminismo, primeiro esses movimentos de homens teriam levantar no gênero masculino a discusão que o feminismo propôs às mulheres: o que é ser mulher? O que é "feminilidade"? Tenho mesmo que aceitar passivamente os papéis que a sociedade determinou para o meu gênero?

Porque até onde conheço movimentos pelos direitos dos homens, mesmo os que não estão associados aos "idiotas de um real", mascus e afins, é que praticamente não existe essa discussão sobre o padrão aceito e exigido masculinidade e o quanto ele é o verdedeiro culpado pelos males que afligem os homens. A diferença entre o feminismo e esses movimentos por direitos dos homens é basicamente essa: o feminismo expõe os problemas, a causa e propõe soluções na raiz do problema, quase sempre social, cultural, comportamental. Porque não basta reivindicar direitos, é preciso identificar porque esses direitos lhes são negados, sem entrar numa viagem de "revanchismo", (como os tais mascus e suas ramificações) só porque o feminismo fez isso primeiro pelas mulheres.

Anônimo disse...

Cara, o feminismo luta contra o machismo. Eu comentei aqui que fui abusado por uma mulher e ninguém me ridicularizou, ao contrário do que acontece no meio de homens, amigos, veja o caso do amigo aí que contou que foi dopado. Os amigos deles riram, e ainda colocaram as fotos na internet.

É o feminismo que faz homens morrerem de câncer de próstata? Por acaso não são os "machões" que tem medo de levar dedada e virarem gays?

Homens morrem mais em guerras, morrem mais nas ruas, morrem mais bêbados, em acidentes de trânsitos, sofrem mais assaltos, morrem mais em brigas de bar, ok, o que o feminismo tem com isso? Aliás, o que o sexo feminino tem com isso? Em todas essas ocasiões são homens matando homens.

Um menino é abusado por uma mulher. Se sente mal, pq deveria se sentir "o cara", todos acham que ele "se deu bem". Me responda, quem disse que ele deveria se sentir "o cara"? Quem diz que ele "se deu bem"? Não é um pensamento machista? O que o feminismo tem com isso? A mulher era uma mau caráter, e não uma feminista. Mas é o machismo que dá espaço para essa mau caráter agir sem se sentir culpada, e sem ser culpada, e ainda por cima para o próprio menino não denunciar e não se sentir "abusado", e caso se sinta "abusado", deve se sentir estranho e anormal, porque ele deveria se sentir "o cara".

Eu tenho um tio que morreu de câncer de próstata, apesar de a minha tia viver dizendo pra ele fazer o exame. Mas ele era do tipo: "aqui ninguém coloca nada". Poxa amigo, é esse tipo de coisa que o feminismo combate quando combate o machismo e essa cultura patriarcal.

donadio disse...

André,

deste site que vc citou, (http://www.feministacansada.com/post/33957001027):

em todos os estudos de estupros reportados, homens foram os agressores em 95-99% dos casos, em estupros de homens e mulheres.

donadio disse...

"Banalizar o estupro? Vamos trocar as situações: vc segue uma menina bebada até um quarto e mesmo diante dela ter dito que não queria sexo, vc força a barra e transa com ela dormindo (ou acordada, porém mt bêbada, n sei como foi no seu caso). Pessoas tiram fotos e postam na internet. Isso para mim não se parece nem um pouco com uma simples brincadeira de mal gosto, isso é caso de polícia."

Isso é de novo falsa simetria.

As conseqüências são diferentes para homens e mulheres, muito diferentes. Por mais desagradável que seja você ser zoado por ter transado com uma gorda, não se compara a ser chamada de vadia, puta, etc.

Sem contar, é claro, que não tem o medo de engravidar, a necessidade de fazer um aborto, etc.

André disse...

Donadio,

Do mesmo site:

"Homens podem ser estuprados, por homens e por mulheres também.
...
É muito importante reconhecer que homens também são vítimas de estupro."

José Silvério disse...

Drica Leal,
Comentario das 12,53

Então o problema central, matriz de tudo mesmo, é nosso modelo de masculinidade, violento, opressor e graças a Deus falido! Esse aí, está aqui há muuito tempo e não é fácil de ser modificado rapidamente. A construção de uma nova identidade deve ser longa e trabalhosa!

André disse...

Donadio,

Troll não no sentido que discorda de mim, mas no sentido do que fazem certos comentaristas (talvez fakes, talvez apenas radicais) que deixam comentários misândricos apenas para poder taxar todas as feministas de misândricas.

Você escreveu:

"Mulher estuprar homem deve ser extremamente raro, até por que medo é um anafrodisíaco poderosíssimo, arruína qualquer ereção."
Mas segundo a lei não é preciso existir uma ereção para ocorrer o estupro. Senão nem poderia haver estupro envolvendo apenas mulheres.

"Casos em que mulheres incomodam ou desrespeitam homens para terem relações sexuais não são "estupros" tal como a lei brasileira define."
Talvez na letra da lei pudesse ser "apenas" Violação Sexual Mediante Fraude. Porém, o mesmo raciocínio se aplica a um homem que embebeda uma mulher para fazer sexo. E não me consta que as feministas evitem o termo estupro nesses casos.

Anônimo disse...

As conseqüências são diferentes para homens e mulheres, muito diferentes. Por mais desagradável que seja você ser zoado por ter transado com uma gorda, não se compara a ser chamada de vadia, puta, etc.


não importa se as consequências são diferentes,ainda é crime,é estupro.

Anônimo disse...

"Isso é de novo falsa simetria.
As conseqüências são diferentes para homens e mulheres, muito diferentes. Por mais desagradável que seja você ser zoado por ter transado com uma gorda, não se compara a ser chamada de vadia, puta, etc."

Mesmo cada um se sentindo diferente do outro não significa que seja falsa simetria. Houve desrespeito, houve humilhação, houve exposição da intimidade/imagem sem consentimento prévio, houve violação do corpo de alguém.

De qualquer forma Donadio, não entendi bem onde quer chegar. Significa então que com o cara abusado, tá tudo bem, tá de boa?

Anônimo disse...

@Drica Leal disse...
Você, e muitos homens, fazem a mesma confusão quando o feminismo almeja eliminação do PADRÃO DE MASCULINIDADE VIGENTE interpretando como o gênero masculino por si só sendo um inimigo natural e causador de todos os males. Essa associação masculinidade=violência é uma realidade dentro do modelo de masculinidade socialmente aceito e até mesmo exigido, não há como negar. Não existe outra forma de ser homem que não essa? É isso que o feminismo questiona.

Antes de tudo, obrigado por responder.

Até onde pode ser visto nas campanhas contra estupro e violência, esse padrão é reafirmado, por mais que as ativistas neguem.

Talvez uma das vozes distoantes dentro do movimento seja a de Christina Hoff Sommers, que critica a postura no que ela chama de feminismo de gênero, que é identificado como sendo hostil contra os homens.

O problema é que esse feminismo de gênero é praticado por vários grupos feministas. Desde grandes ONGs, como a NOW, dos EUA, até a grupos menores, como aquele feminismo sem demagogia do facebook. E é insanamente popular aqui no Brasil. Aqui mesmo nos comentários do blog da Lola volta e meia aparecem algumas feministas meio femistas.

E - em minha opinião - eu não acho que seja possível obter uma colaboração massiva dos homens sendo hostil com eles. Não acho que esses caras vão entender que eles tem um papel importante para o combate ao estupro enquanto houverem várias feministas (e não machistas se fingindo de) espalhando no face inteiro que os homens sejam estupradores e acabou. E duvido que homens vão parar pra pensar sobre a violência doméstica e ajudar no combate enquanto houverem cartazes no ônibus (pagos com o dinheiro de impostos) com textos que o levem a entender "todos os homens são agressores, só que alguns não conhecem a LMP", como foi veiculado em Brasília.

Anônimo disse...


O problema de muitos movimentos a favor dos direitos dos homens é deixar as reivindicações legítimas quase sempre descambarem para o ressentimento contra as mulheres, sem admitir ou sequer enxergar que é o padrão social machista quem tira ou nega esses direitos a vocês. Quantos desses movimentos pelos direitos dos homens falam claramente sobre machismo ou sobre um modelo de masculinidade que tem causado sérios prejuízos a ambos os gêneros? Porque para ter apoio de feminismo, primeiro esses movimentos de homens teriam levantar no gênero masculino a discusão que o feminismo propôs às mulheres: o que é ser mulher? O que é "feminilidade"? Tenho mesmo que aceitar passivamente os papéis que a sociedade determinou para o meu gênero?

Eu penso diferente, mas o que eu vejo é que há o pensamento de que o que feministas reinvidicam seja um jogo de soma zero, já que falam muito em privilégios.

Para citar alguns exemplos, para as mulheres ocuparem cargos maiores nas empresas, os homens - que exercem a função tão bem quanto ela - vai ser demitido. Criação de cargos de liderança é raríssimo e ela vai fazer a mesma coisa que o cara por um salário bem menor. Sobre o salário, a tendência percebida entre os homens é que o salário dos homens e das mulheres está sendo encaminhando para um patamar com uma diferença menor. Não que as mulheres vão receber aumento de 45%, mas o salário dos homens será reduzido em 30% para igualar.

Outro exemplo de soma zero com relação à luta feminista é com relação a direitos. Ao dar atenção às mulheres, tem-se o sentimento de que os homens são deixados a deus-dará. Uma casa comprada pelo MCMV é de propriedade da mulher (sempre). Mas há a percepção de que após a separação, a (pesada) dívida do imóvel fica no nome do homem. Ou a verba que seria usada para campanhas contra o câncer são usados com algo como 50% câncer de mama 30% outros tumores femininos (colo do útero, ovário, etc), 20% demais tumores (incluindo o de próstata, mas já abrangendo outros que as mulheres pegam também, como pulmão, fígado, etc). É fácil perceber no próprio site do Ministério da Saúde que a saúde das mulheres é mais importante para eles do que a saúde dos homens. De longe. E isso é uma soma-zero no que se refere à atenção do Estado.

Reconheço que ainda tenho alguns desses pensamentos de soma-zero, mas tento desconstruí-los conforme for possível.

Daí cai naquela situação de "farinha pouca, meu pirão primeiro". E o pessoal acaba caindo na (fácil e impensada) conclusão de que é melhor continuar com o velho machismo mesmo. Afinal, aderir ao feminismo para esses caras é aceitar a derrota nesses jogos. E perder um jogo desses costuma ter resultados desastrosos na vida de um homem. Basta ver que 80% da população de rua, 75% dos suicídios cometidos e a maioria dos viciados em drogas e álcool são homens. E até hoje eu nunca vi uma entidade feminista tentar ajudar um cara nessa situação. Pode existir, mas nunca vi.

Daí o cara precisa ser igual a um guest post postado aqui mesmo nesse blog. Não que ele realmente queira ser desse jeito, mas não vê outra saída. E com várias feministas o tratando como um inimigo a ser combatido, querendo tirar dele o pouco que tem, o cara fica acuado. Ao invés de convidá-lo a ser um aliado (como poderia se esperar de um movimento que busca a igualdade), a prática feminista é ser mais um dedo em riste apontando-o, acusando-o e desumanizando-o, pintando-o sempre como o pior dos monstros, sem apresentar uma solução (como se a pessoa do homem fosse o problema). Dessa forma é muito, mas muito fácil MESMO pensar que o movimento feminista seja sobre odiar e derrotar homens.

Anônimo disse...

Porque até onde conheço [...] pelas mulheres.

Com relação aos idiotas de um real e os autodenominados masculinistas (brasileiros), acredito que o radicalismo deles é uma mistura de coração partido e mal resolvido com traumas de infância, fundamentalismo religioso e o que há de mais preconceituoso no machismo. O resultado, é claro, não poderia ser coisa boa. Até hoje eu não sei como eles conseguiram distorcer tanto as obras do Alita, que é só um PUA (que é ativista de coisa nenhuma), cujo ensinamento era "não polarizar" (ou seja, não apegar demais nem de menos). Tanto que nem o próprio Nessahan aguentou os monstrinhos que ele criou. Sinceramente, não acredito que exista movimento masculinista no Brasil (não conheço muito o masculinismo no exterior).

Até surgirem esses bafões sobre masculinismo, o ativismo dos homens nessa área era algo parecido com o que o Pai Legal (que é um grupo privado de trabalho para a promoção do debate, da investigação e do estudo cético da paternidade e da guarda compartilhada) faz ainda hoje: combater a Síndrome de Alienação Parental, divulgar a guarda compartilhada, coibir abusos na pensão alimentícia e várias outras coisas, incluindo a indicação de advogados de família para tais casos.

E eu concordo que não é produtivo entrar em revanchismos. Aliás, a burguesia quer é isso mesmo: que a população fique desunida. Sabe como é, "dividir para conquistar". Mas eu acredito que é preciso conscientizar também os homens acerca da questão de gênero. Não com uma visão de "como vocês oprimem as mulheres, reconheçam já os seus privilégios", mas sim de "cara, o machismo está destruíndo você, centenas de homens morrem todos os dias por culpa do machismo e você pode ser o próximo". Aí depois falamos sobre revogação de privilégios, visto que esses caras saberão o custo alto de manter uma série de privilégios que a maioria dos homens simplesmente não tem acesso.

Quanto a mim, sou contra o machismo não por pensar nas mulheres, mas por perceber que o papel de gênero que me é atribuído corroe minha saúde, detona meu relacionamento, me desumaniza, me impede de mostrar quem eu sou realmente, me obriga a ser quem eu não queria ser, além de colocar a minha vida constantemente em risco. Ainda tenho o privilégio de ter plano de saúde, mas eu me sinto obrigado a ter um porque o governo investe na saúde menos de 1/5 do dinheiro investido na saúde das mulheres, apesar de a expectativa de vida dos homens ser muito menor.

Só que eu não encontro apoio no movimento feminista. Para você ter uma ideia, a Lola é uma das poucas feministas que conheço (não pessoalmente, adoraria ter ido no evento aqui em BSB que ela foi, mas eu nem fiquei sabendo) que não são hostis contra homens. Até mesmo o Alex Castro adora ficar falando mal de homem. E as que eu conheço pessoalmente não perdem uma chancezinha sequer de mostrar e discursar o quanto que os homens sejam o problema do mundo.

E é graças a essa hostilidade que não quero o rótulo de feminista (nem poderia, porque nem mulher eu sou, então é impossível que eu me torne feminista). Nem de pró-feminismo. Mas também não me considero anti-feminista (visto que concordo com todas as 10 proposições do teste "você é feminista" e eventualmente até mesmo lutaria ativamente por algumas coisas ali por questão de justiça mesmo), muito menos masculinista (não é sequer coerente com minha posição política, que é esquerda liberal) ou qualquer coisa relacionada.

Anônimo disse...

"É o feminismo que faz homens morrerem de câncer de próstata? Por acaso não são os "machões" que tem medo de levar dedada e virarem gays?"

Desculpe, mas não falei que "o feminismo mata", mas sim "uma entidade feminista (o instituto papai) é contra o novembro azul, que faz a conscientização sobre o câncer de próstata".

Eu sei que é consequência do machismo, mas se essa entidade feminista pelo menos não ficasse contra, seu tio poderia saber que existe exame de ressonância magnética para detectar se existe ou não câncer na próstata. Meu pai fez e ninguém enfiou dedo algum em nenhum orifício dele. E o que eu quero é isso: conscientização. Ignorar o problema não vai resolvê-lo, seja qual for a desculpa.

"Homens morrem mais em guerras, morrem mais nas ruas, morrem mais bêbados, em acidentes de trânsitos, sofrem mais assaltos, morrem mais em brigas de bar, ok, o que o feminismo tem com isso? Aliás, o que o sexo feminino tem com isso? Em todas essas ocasiões são homens matando homens."

Tava demorando pra alguém falar "são homens matando homens e temos nada a ver com isso".

Ficar com essa postura de "é homem que causa isso, então que se danem" mais afasta do que aproxima. Aliás, como você quer cobrar empatia se nem mesmo a oferece? Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço?

Fora que mulheres tem sim algo a ver com isso. Afinal, você acha que uma mãe que perde o filho não ficaria arrasada? Um cara que precisa ser violento com geral não vai ser violento em casa? Ou que mulheres não sofrem riscos de serem envolvidas em um acidente porque alguns irresponsáveis dirigiram bêbados? Que uma bala perdida em uma briga de bar não pode ser "achada" por uma mulher?

E tudo isso é causado pelo machismo. Você sabe disso. Eu preciso mesmo repetir isso para você? De qualquer maneira, parece lindo falar em igualdade, mas trabalhar com apenas metade da população enquanto a outra está em pleno processo de autodestruição por causa do sistema que vocês se propuseram a combater. E ainda pergunta "o que eu tenho a ver com isso"?

Daí te pergunto: Você quer mesmo que homens sejam aliados do feminismo?

Kittsu disse...

Se alie quem achar a causa justa. Porque determinar que "é, estou fazendo do jeito errado, preciso agradar quem está feliz com a perpetuação dessas desigualdades" não me parece muito... racional.
O que você chama de ganho zero usando como exemplo o acesso a cargos elevados, você acha que é uma questão de tirar um homem para colocar uma mulher. Mas a questão não é essa. É que as mulheres sejam reconhecidas pela capacidade de assumir tal cargo e possam competir em patamar de igualdade, sendo elegido para o cargo o mais competente e não pelo sexo. Esse é só um exemplo.
A dinamica do patriarcado é colocar o homem em um papel de maior expressividade na sociedade, e essa questão de "quem é mais importante" é justamente o que o feminismo combate, e a desconstrução desse conceito passa justamente pela abdicação da existência de um gênero superior e todas as prerrogativas decorrentes dele - tanto as negativas (discriminações) quanto positivas (privilégios). Sendo que para existirem essas prerrogativas positivas obrigatoriamente precisarão existir as negativas.
Como dá pra dizer que você quer que acabe a discriminação, mas não aponta os privilégios (que são bem quistos pelos privilegiados) para não "fazer dodói"? Conhecer os próprios privilégios é justamente um dos passos para reconhecer a existência da injustiça na balança privilégio/discriminação e é incomodo, da mesma forma que é incômodo passar pela discriminação (e é necessário ensinar o que é a discriminação, para que o possivel ofensor tenha consciência de seus atos e que o possivel ofendido possa se defender).
Se a pessoa não quer saber nem da existência dessas prerrogativas, não vai entender que no patriarcado, a voz preponderante já é masculina. Se ele não entende que a voz dele já é a de "maior importância" na sociedade simplesmente por ser masculina, vai exigir o absurdo de que um movimento iniciado justamente pela ausência de repercussão da opinião feminina na sociedade se sirva a atender... ao interesse masculino: exatamente como JÁ ocorre fora desses espaços do movimento. E é por isso que não faz sentido querer "amansar o feminismo" para que "agregar aliados" seja um fim em si mesmo.

Drica Leal disse...

"Se ele não entende que a voz dele já é a de "maior importância" na sociedade simplesmente por ser masculina, vai exigir o absurdo de que um movimento iniciado justamente pela ausência de repercussão da opinião feminina na sociedade se sirva a atender... ao interesse masculino: exatamente como JÁ ocorre fora desses espaços do movimento. E é por isso que não faz sentido querer "amansar o feminismo" para que "agregar aliados" seja um fim em si mesmo."

Exatamente isso, Kittsu! O que o anônimo parece sugerir é que o feminismo, que eiste justamente porque as mulheres são oprimidas pelo machismo, não acuse as práticas e privilégios que causam essa opressão. E mais: que as feministas tomem para elas problemas dos homens que eles até reconhecem que são causados pelo machismo, mas que mesmo assim se recusam a tentar reverter. Porque se o homem é vítima do machismo por um lado, ele também é beneficiado por outro, o que não acontece com as mulheres, que só ficam com o prejuízo.

Anônimo, o feminismo está aí para apoiar quem quer que sinta os efeitos nocivos do machismo e do patriarcado, homem ou mulher. A diferença é que o homem nesse caso sempre terá que colocar na balança o que ele ganha e perde por conta desses modelos. As mulheres só perdem. Entendeu agora porque não faz sentido as mulheres, que ficam só com o prejuízo, tenham que ficar adulando os homens a apoiarem o feminismo, ou que nunca toquemos nos privilégios masculinos para que homens tenham alguma empatia pela situação da mulher numa sociedade machista? A falta de empatia não é das feministas, que o tempo inteiro denunciam as causas da opressão (inclusive apontando o que no machismo também prejudica os homens) e propõem mudanças. Se os homens acharem que as desvantagens de serem machistas são maiores que os privilégios, que apoiem. Mas pelo visto, não são, né? Por isso o foco do feminismo não pode deixar de ser a mulher.

Anônimo disse...

Curti o texto no cara das 20:00. Achei-o provocativo e ele me deixou pensativa. Realmente me preocupou a questão de uma entidade feminista ser contra o novembro azul (se realmente for verdade) e fiquei tentando lembrar se houve algum momento que expressei opiniões que afastaram os ouvintes masculinos mais do que aproximaram.
Eu acho que talvez faltem homens que tragam para o feminismo questionamentos interessantes, sem desrespeito, sem piada, sem brigas.
Muitos homens tentam rebater nossos argumentos com aquela velha historia de que nao somos inteligentes, que somos emocionais demais, que estamos exagerando e blablabla. Daí acaba ocorrendo comportamentos mais extremos de mulheres no estilo "homens, sumam do planeta, vcs n servem pra nada e n tem solução"

Erres Errantes disse...

"me falaram que um cara com que eu fiquei na festa abusou de mim."

Viram e ninguém fez nada? Parece que sim, e ainda tiveram a cara de pau de contar para a vítima.

Sobre as pessoas abusadas serem vítimas recorrentes desse mesmo tipo de violência, tenho exemplos de conhecidas que confirmam esse triste fato. Tenho amigas que sofreram abusos várias vezes ao longo da vida, de pessoas diferentes. Por que será que isso ocorre?

Erres Errantes disse...

Esse blog está tão infestado de trolls que nem dá vontade de ler os comentários. Temas sérios são tratados nos posts e aí vem um monte de desocupados comentar babaquices.

José Silvério disse...

"Se os homens acharem que as desvantagens de serem machistas são maiores que os privilégios, que apoiem. Mas pelo visto, não são, né? Por isso o foco do feminismo não pode deixar de ser a mulher".
Creio que não se trata de apoiar ou não segundo interesses próprios de determinado grupo. A vida em sociedade impõe regras e comportamentos que devem ser harmônicos para o bem do convivio social. Acreditamos em um mundo melhor? Então, não é uma questão de beneficios para meus amigo(a)s! "Pouca sardinha meu pirão primeiro?". A questão é acreditar que se pode viver em uma sociedade igualitária. É isso que tem movido o progresso de vários movimentos sociais e também as mudanças sociais, que tem ocorrido, não na velocidade ideal, mas tem ocorrido! Então não se trata de pesar beneficios e prejuízos e optar, claro, pelo que dá mais. Se assim for, o oprimido de hoje vai simplesmente se tornar o opressor de amanhã. O Homem deve combater e se libertar do machismo não por uma questão de vantagens, mas simplesmente por que é um modelo errado, opressor que impede o convivio social harmônico e direto ao ponto, por ser o correto a fazer. Por uma questão de respeito, a si próprio, à mulher, aos seus filhos, ao planeta, tudo isso. O fato dessa revolução ter sido detonada pelo feminismo, pelas mulheres, implica dizer que é uma revolução delas. As mulheres participaram de todas outras revoluções. Foram imprescindíveis, por exemplo, na Revolução Francesa. Mas quem se lembra disso? Talvez por que essas revoluções foram comandadas por homens. Com o feminismo sairam do papel de coadjuvantes para comandar! E essa revolução, se formos olhar para o futuro, pela envergadura e profundidade que pode adquirir se vitoriosa, pode ser a maior de toda a história da humanidade! É a "mãe de todas as revoluções"! Então, deve ser conduzida por elas e nesse ponto reside um importante questionamento a ser feito ao homem. É tomar consciência do seu machismo, de como inconscientemente colabora com a opressão e com a desarmonia social e o que deve fazer para dminuir ou acabar com isso. Penso que não é legal o homem se dizer feminista, isso é com elas! Mas, por favor, vejam que esse convivio social harmônico sonhado depende de mudar os homens, então não adianta fingir que não estámos aqui. Por essa razão penso que é a maior revolução da história.

Anônimo disse...

Eu não disse: "o feminismo não tem nada a ver com isso, então vcs que se danem". Até porque eu sou homem. O que eu disse, é que o feminismo ajuda sim os homens, porque combate o machismo que faz tanto mal para homens quanto para as mulheres. Os problemas femininos estão mais em pauta, claro, justamente porque a voz das mulheres é mais inexpressiva nessa sociedade machista. Tipo, o cara aí reclamou que existe Lei Maria da Penha e não existe semelhante para homens. Existe Delegacia da Mulher, mas não existe o equivalente para homens. Poxa, vc acha que as mulheres queriam ter uma Lei Maria da Penha? Elas queriam é que não precisassem de uma lei para "reduzir" os casos de violência de domésticas, porque o número de casos é alarmante. Se o mundo não fosse machista, não precisaria dessas coisas. O fato de as mulheres precisarem de um vagão só para mulheres no metrô, só mostra que mulheres estão sendo molestadas dentro do metrô. É horrível você precisar de uma lei do governo para se proteger. O ideal seria que não precisasse se proteger. Acha que é confortável um negro precisar de lei contra o racismo? Você observar que uma atendente racista te olha "torto", e não te diz o que ela gostaria de dizer, por causa de uma lei. É bom isso? É bom ter esse "privilégio"?

Drica Leal disse...

José Silvério:

Concordo plenamente com você.

Coloquei a questão nesses termos de homens pesarem vantagens e desvantagens em serem machistas oumpreservar o modelo machista e patriarcal na sociedade porque na fala do anônimo que respondi ficou parecendo que as feministas precisam usar mil eum subterfúgios para convencerem os homens a lutar contra o machismo, inclusive não tocando no ponto onde eles são privilegiados por essa desigualdade. Entendi na fala dele que, se existem homens que reconhecem o quanto o machismo é nocivo para eles (como o feminismo vem mostrando há tempos) mas ainda assim precisam que feministas façam todo um esforço para que abandonem e combatam esse modelo (sem ferir sucetibilidades), é porque no fundo eles acham que mesmo com alguns prejuízos, é mais vantajoso para eles que o machismo continue. Por isso o centro do feminismo é a mulher e nossa situação na sociedade, porque para nós, não há o que medir: só ficamos com as desvantagens.

Adoraria que mais homens lutassem contra o machismo e os modelos patriarcais por consciência própria, mas na mentalidade da maioria, mesmo os que conhecem o feminismo, parece que tem que ser uma questão de: "o que eu ganho apoiando as mulheres ou o feminismo nisso?"

Anônimo disse...

Sinceramente, quanto aos privilégios, sugeri que fossem tratados depois do dano porque um cara normal pode até reconhecer os privilégios que possui, mas apontá-lo antes e exigir a retirada dele vai fazer com que ele se agarre a eles.

Isso porque a exigência dá ao cara uma sensação de perda. Ele vai pensar "então eu sou privilegiado como sou. Então não vou permitir que essas feministas retirem o privilégio que ainda tenho". Aliás, os próprios mascus pensam dessa forma. E quanto mais agressivo for o ataque feminista, maior a força com que esse cara vai se agarrar a esses privilégios.

O que eu sugeri é falar pro cara sobre os danos primeiro. Isso porque, ao falar sobre o que os homens sofrem no machismo, vocês tem a chance de apresentar a solução: Feminismo. Os privilégios? Basta convencê-lo que abrir mão deles seja um custo módico para alcançar um bem maior.

É claro, isso quando for tentar convencer homens a militar em prol do feminismo. Apenas nesse momento. No demais, ninguém dentro do movimento precisa mudar de foco, as bandeiras ou qualquer outra coisa que não seja a comunicação com o homem que está fora do movimento.

Isso é só uma questão de marketing, uma questão de dizer aos homens "olhe, nós estamos ao seu lado. Embora estejamos focando nossa luta agora os problemas das mulheres (porque elas estão sofrendo bem mais), queremos acabar com o sistema que te oprime também, que te prende também. Estamos ao seu lado, homem".

José Silvério disse...

Os famosos "privilégios masculinos" precisam ser estudados e, talvez, até desmitificados! Afinal, que privilégios são esses? Vejamos: privilégio de ganhar mais! No setor público esse privilégio não existe ou não deve existir pois os salários são tabelados por lei não importando quem os recebe! No setor privado ocorre muitas diferenças salariais. Mas vamos lembrar que o capitalista quer é lucro! Para alguns patrões, predadores, quanto menor pagar, maior seu lucro.Junte-se a isso um enorme contingente de pessoas procurando emprego! Mas eu penso que no setor privado as diferenças são geradas principalmente devido à individualidades, p.ex. uma pessoa mais preparada tende a ganhar mais que outra, menos preparada ou menos capacitada para o serviço. Mas, imagino que seja assim pois já trabalhei muitos anos na iniciativa privada. Mas como disse, em um país em que até trabalho escravo existe ainda em 2013, tudo é possível. Recentemente li um artigo interessante: nos EUA, em várias cidades, as moças já estão ganhando mais que os rapazes! Segundo o jornal isso acontece devido à melhor formação acadêmica das moças, curso universitário, etc. Então, o privilégio do homem ganhar mais, já diminuiu ou está diminuindo e vai, com o passar do tempo, acabar e, até mesmo, se inverter! E aí, será interessante ouvir a opinião das feministas sobre isso.
Quanto ao privilégio do espaço público, aí sim, penso que tem alta dosagem de machismo e que precisa mesmo ser combatido. Mas vejam só: é privilégio eu poder andar na rua tarde da noite sem ter medo de ser estuprado? Acho que não, isso seria o minimo que poderiamos pedir em uma vida urbana normal. Então, boa parte desses privilégios são direitos que todas as pessoas deveriam ter, homens ou mulheres! Não se trataria, então, de em vez de tirar o privilégio dos homens estende-los também às mulheres? Então, toda vez que falamos grosserias, jogamos piadinhas, cantadas na rua, intimidamos e uma série de burrices estamos negando esse direito a elas e permanecendo em nosso papel de bandidos, e dando munição para a mágoa, o ressentimento e esse monte de coisas ruins que falam de nós. Então, não fiquem magoados com elas não, fiquem com esse bando de burros machistas institucionalizados que temos por aí.

Anônimo disse...

"Em todo caso, acho que existe uma confusão entre "homens vítimas de estupro" e "mulheres estupradoras". A imensa maioria dos homens que são vítimas de estupro são estuprados por outros homens (e a imensa maioria desses casos ocorre nas cadeias). Dos poucos casos de mulheres estupradoras, a grande maioria creio que seja de mulheres que estupram outras mulheres."

Negativo. A imensa maioria dos homens vítimas de estupro são estuprados por HOMOSSEXUAIS ou BISSEXUAIS. Um homem heterossexual não consegue ter ereção por um corpo masculino.

Gabriel Nantes de Abreu disse...

"Negativo. A imensa maioria dos homens vítimas de estupro são estuprados por HOMOSSEXUAIS ou BISSEXUAIS. Um homem heterossexual não consegue ter ereção por um corpo masculino."

Não é verdade, como a própria Lola explicou no paragrafo do fim do post, um dos principais motivadores do estupro é a legitimação do poder de um sobre o outro. Um exemplo é o que acontece em prisões ou em guerras, em que homens heterossexuais estupram outros homens.

Anônimo disse...

""Negativo. A imensa maioria dos homens vítimas de estupro são estuprados por HOMOSSEXUAIS ou BISSEXUAIS. Um homem heterossexual não consegue ter ereção por um corpo masculino."

Não é verdade, como a própria Lola explicou no paragrafo do fim do post, um dos principais motivadores do estupro é a legitimação do poder de um sobre o outro. Um exemplo é o que acontece em prisões ou em guerras, em que homens heterossexuais estupram outros homens."

Ah, então a Lola falou, tá falado não é mesmo?

Amigo, não posso falar por você, mas eu não consigo, em hipótese alguma, ter ereção ao ver uma bunda com um pênis pendurado na minha frente, eu poderia até encher um cara de pancada, mas te garanto que de pau duro eu não conseguiria ficar.

Eu até conseguiria enfiar uma vassoura nele, se fosse o caso, mas se eu fosse tentar estuprá-lo, iria brochar.

lola aronovich disse...

Ai meu deus, só agora vi essa discussão. Que ignorância. E sua violência na descrição (um post de estupro e vc falando de enfiar vassoura e de encher de pancada?!) quase me fez excluir seu comentário. Vc realmente acha que a maior parte dos homens que estupra homens e meninos é homossexual? NÃO É! É hétero mesmo. Aquele estudo que já citei sobre o Hospital das Clínicas, com crianças vítimas de estupro, é um exemplo. Quase 64% das crianças estupradas eram meninas, e 36% eram meninos. Todos os estupradores eram homens. E 70% deles eram a figura paterna, ou seja, pais biológicos (40%) ou padrastos (30%).
Vc acha mesmo que os presidiários que estupram outros presidiários na cadeia são gays? Ou talvez eles só estuprem homens por uma questão de poder, e porque não haja muitas mulheres por perto pra eles estuprarem?
Sim, estupro tem muito mais a ver com poder do que com sexo. E não sou eu que digo isso. Há centenas de livros e artigos escritos sobre o assunto. Mas claro que a sua experiência pessoal é muito mais importante que todas essas pesquisas!

Luiz Alberto Rotiroti disse...

Sinto discordar, mas o estupro praticado pelas mulheres NAO É INFINITAMENTE MENOR. O que é infinitamente menor é a capacidade de ver a realidade. Posto abaixo uma explicação básica porque ''supunha-se'' que SÓ homem estuprava

Com as alterações promovidas pela Lei 12.015/09 foram aglutinados num mesmo tipo penal os antigos crimes de "estupro" e "atentado violento ao pudor". Doravante quaisquer atos libidinosos perpetrados contra "alguém", mediante violência ou grave ameaça, configuram o crime denominado "estupro", de modo que a antiga distinção nominal com base na "conjunção carnal" ou outros "atos libidinosos diversos" não mais subsiste.
Consequentemente, amplia-se o rol de sujeitos ativos e passivos do crime de estupro. A mulher passa a poder integrar o polo ativo, enquanto o homem figura também como vítima, situações absolutamente insustentáveis na antiga configuração dicotômica. Agora deixou o crime de ser próprio, passando a tratar-se de crime comum.
Com isso joga-se uma pá de cal na antiga controvérsia sobre a tipificação da conduta da mulher que constrangesse um homem precisamente à conjunção carnal. Antes da Lei 12.015/09 essa verdadeira "hipótese de laboratório" no dizer de Rogério Greco [01], não poderia constituir estupro porque neste apenas figurava a mulher como sujeito passivo. De outra banda não configuraria atentado violento ao pudor porque neste a conduta não poderia constituir-se na prática da "conjunção carnal", mas justamente em "outros atos libidinosos diversos" desta. Nesse contexto a doutrina em geral apontava a solução do crime de "Constrangimento Ilegal" (artigo 146, CP). [02]


Leia mais: http://jus.com.br/artigos/13501/a-mulher-como-sujeito-ativo-do-crime-de-estupro-e-as-consequencias-do-resultado-da-gravidez#ixzz2q6QSOybc