quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

"FAÇO OU NÃO FAÇO UM ABORTO?"

A. me enviou este email:

Há três dias descobri que estou grávida. 5 semanas. Nunca imaginei que engravidaria acidentalmente, não descuido da camisinha e faço uma tabelinha de psicopata pra evitar riscos, mas parece que meu corpo me traiu e eu engravidei menstruada. Aquela coisa que a gente só acha que acontece com as outras, e sempre dá uma desconfiadinha se não foi um vacilo.
Estou numa relação estável, monogâmica e muito feliz há alguns anos. Não planejávamos viver juntos, não planejávamos filhos e nossos planos de futuro se concentravam em viagens e trabalhos incríveis. Até o resultado do exame de sangue sair eu tinha certeza de que o atraso na menstruação fosse estresse, e passado o pânico inicial que fica martelando "Como assim?!" e "Não pode ser!" na cabeça, consideramos a possibilidade de mantermos a gestação. Mas nós não queremos ser uma família. Eu não quero ser mãe agora (aliás, esse negócio de ser mãe sempre me deixou meio cabreira). A gente já tem 30, ele tem casa própria, nossas famílias apoiariam e amariam a ideia de mais um bebê, daria tudo certo, tirando o fato de que a gente não quer ser família agora.
Começamos a considerar a hipótese do aborto, e como dói! Parece que com o número exorbitante de beta HCG no resultado do exame abriu uma porta em mim, algo se transformou pra sempre, e eu não vou conseguir fechar essa porta mais. Por mais que eu não queira essa criança agora, a possibilidade desse nosso encontro gerar vida é uma coisa tão grande e poderosa que tira o sentido de um aborto. Porque um aborto sugere que as coisas vão voltar a ser como eram antes de eu me descobrir grávida, e isso é impossível. E eu não sei o que fazer.
Meu companheiro é evangélico e entrou em contato com o feminismo através do nosso relacionamento. Hoje ele está com estofo o bastante para ajudar a irmã que é vítima de violência doméstica e pra dizer que me apoia e me ama no que eu decidir, e que ele conversa com deus depois. Não acho que eu possa decidir isso sozinha, jamais seria mãe sem alguém pra dividir comigo as responsabilidades, mas enfim, ele não está se esquivando de me ajudar na decisão também.
Nunca imaginei que essa decisão fosse tão séria e dolorida. Nunca achei que uma gravidez tivesse um efeito tão grave sobre mim. Tenho conversado com amigas que optaram pela interrupção da gravidez pra entender como elas superaram, mas estou escrevendo porque conversar com quem não me conhece pode trazer um olhar isento e menos piedoso. As pessoas que estão próximas ficam felizes com a notícia e nem sequer consideram a possibilidade de eu não querer ser mãe. Com raríssimas exceções, ficam chocadas quando eu digo que não estou pensando em continuar a gestação. 
Eu sei que eu tenho duas opções aqui, as duas parecem devastadoras e definitivas. Numa delas eu viro mãe, nós viramos uma família, dependentes de uma rede de familiares e amigos pra podermos continuar trabalhando e existindo fora do núcleo familiar, eu viro uma coisa que eu não quero virar agora e assumo a responsabilidade por uma vida pelo resto da minha vida; na outra eu encaro uns demônios bem feios, eu sofro sozinha uma violência contra o meu corpo, eu saboto (é assim que eu sinto) uma possibilidade de revolução pra não saber pra onde ir, e preciso aprender a lidar com a sensação de rejeitar (um bebê, uma família, um futuro) e ser rejeitada (pelo parceiro que não será o pai do meu filho). 
Eu não quero levar essa gravidez adiante, mas não sei como vou existir depois de terminá-la. Como vou voltar a fazer sexo, se eu não estou conseguindo deixá-lo tocar na minha barriga desde que descobri que estou grávida? Como vou voltar a trabalhar pra pagar conta e dividir apartamento com amigos sendo que eu descobri que tenho superpoderes?!
E isso porque ainda nem entrei no pânico da ilegalidade, escolher médico através de indicações discretas de pessoas de confiança, achar uma clínica limpa e segura, encontrar amigxs dispostos a emprestar uma quantia considerável de dinheiro (que nós não temos e não é uma causa que seria apoiada pelas famílias), o medo das violências futuras por parte de quem descobrir, ou vai saber se o próprio médico não é um escrotão hipócrita, e passar por algum tipo de violência obstétrica numa situação dessas, credo,  não gosto nem de pensar.
É isso, Lola, estou pedindo um socorro na forma de apoio moral porque o que você escreve é muito importante e você está longe o bastante pra não me julgar, nem pra se alegrar e dizer que eu vou ser uma mãe linda como metade das pessoas (e você pode imaginar meu desespero ao ouvir) nem pra afirmar que eu não estou pronta.

Minha resposta: Querida A., Vou ser direta: continue a gravidez e tenha este filho. Do jeito que vc está pesando a situação, acho que vc já fez sua decisão. Olha só, vc diz que não sabe como vai existir depois de um aborto, e que isso destruiria seu relacionamento. A alternativa é ter o bebê, algo que vc não queria, porque não pensava em constituir uma família, pelo menos não agora. Querida, a enorme maioria dos héteros engravida nessas situações. É no "sem querer" mesmo. Quanta gente você conhece que nasceu de gravidez pensada, planejada? 
Compare com quanta gente nascida de uma gravidez não planejada. A gente definitivamente não é um animal que pensa muito antes de se reproduzir.
Mas uma gravidez não planejada não quer dizer necessariamente uma gravidez indesejada. Vc pode passar a desejar essa gestação, pode aprender a amar essa consequência do seu superpoder que vc carrega no seu corpo.
Deixa eu te contar duas historinhas. Uma vez, na escola de inglês onde eu dava aula, uma professora muito gente boa estava num dilema terrível. Ela, casada, já com um filho, tinha engravidado sem querer. Ela não queria esse bebê, até porque estava passando por uma grande crise no casamento, a família passando por dificuldades financeiras... só problemas. 
Ela me procurou pra conversar comigo e perguntar o que fazer. Era uma situação diferente da sua, porque ela não estava tão arrasada com a possibilidade de fazer um aborto. Eu disse que, se a situação estava tão difícil assim, ela deveria realmente considerar um aborto (e é aquele negócio, né? A gente fala sem saber nada sobre clínicas, sobre remédios, sobre nada). Ela mudou de ideia diversas vezes e acabou tendo o bebê, uma menina. E devo confessar que, sempre que via essa menina, eu me sentia culpada por ter falado pra minha amiga fazer um aborto.
É porque aborto é algo horrível mesmo. Eu defendo a legalização do aborto, defendo que cada mulher possa escolher (e obviamente a enorme maioria já escolhe, e vai continuar escolhendo, prosseguir com a gravidez), e claro que muitas pessoas (não só mulheres, como homens que insistem pra que suas parceiras abortem, o que não é nada incomum) não se sentem culpadas após um aborto. Depende de cada um. Só que nunca vi alguém que defende a legalização e descriminalização do aborto defender o aborto em si, como se fosse algo bacana e tranquilo, como se fosse um anticoncepcional. Não é.
Eu nunca fiz um aborto, e tive a sorte de, ao contrário da maioria esmagadora das mulheres, nunca ter passado pelo susto de "estou grávida, e agora?". Isso da menstruação atrasar e tal. Bom, aí é que entra a segunda historinha. Nunca diga nunca. Uns seis anos atrás, eu com quarenta anos, a menstruação não veio. Eu não fiquei desesperada, porque achava que não estava grávida, porque foram muitos e muitos anos com um só parceiro (o maridão), e sem alarmes falsos. Mas e se estivesse? Acho que foi no final de 2006, quando a gente estava se preparando pra viajar pro doutorado-sanduíche. 
Conversei com o maridão (lógico! Seria inconcebível decidir algo sem dialogar com a pessoa que amo), sobre o que faríamos se de fato eu estivesse grávida. A decisão foi que seria um sufoco, mudaria toda a nossa vida, mas que teríamos o bebê. Comprei um kit na farmácia pra testar gravidez -- a única vez que precisei testar -- e, ufa, deu negativo. Eu não estava grávida, e a menstruação demorou mais um tempão, mas veio. E se eu ficasse grávida hoje, aos 46 anos? Eu interromperia a gravidez. Porque seria arriscado ter o primeiro filho nessa idade.
Querida, você tem o meu apoio moral pra qualquer coisa que decidir. Ninguém deixa de ser feminista por engravidar sem querer e ter o filho (aliás, tá cheio de mãe que é feminista, ainda bem!), e ninguém vai pra um inferno que nem existe por abortar. E nem sei se dá pra fazer esse paralelo, porque tem tanta mulher que aborta, e a maior parte obviamente não é feminista. Muitas das brasileiras que abortam têm o seu perfil: estão num relacionamento estável, na sua faixa etária (e são católicas). Enfim, a verdade é que mulheres que abortam são muito parecidas às mulheres que têm filho. Até porque muitas das mulheres que fizeram um aborto já tinham um filho. E porque fazer um aborto não impede que a mulher seja mãe depois, quando quiser.
Só que, no seu caso, do modo como vc redigiu o email, um aborto seria devastador pra você, e pro seu parceiro. Acostume-se com a ideia de que você será mãe, certamente amará seu bebê, e mudará a sua vida. Não necessariamente pra pior. A vida está cheia de percalços e acidentes e coisas não planejadas. Nem toda mudança é ruim. Muitas podem ser ótimas.
Abração com muito carinho da Lola

Resposta da A.: Primeiro de tudo, imensamente obrigada pela sua resposta. Você pode ter imaginado como foi minha semana, absorvendo essa informação da gravidez e pensando no que fazer. Gostaria de falar que decidi interromper a gravidez, e estou quase tranquila com a decisão. 
Depois do pânico da notícia eu considerei ter, depois desconsiderei, e nenhuma das duas possibilidades aliviava meu coração, por diferentes razões. De um lado eu não queria ter um filho agora, não consigo imaginar ser mãe agora; de outro lado, esse sentimento de rejeição tão violento que brotava da ideia do aborto era horrível, horrível. Fui conversar com as amigas que interromperam a gravidez pra entender e ser entendida na minha dúvida, porque o conselho geral é: na dúvida, não tira. E eu estava em dúvida, e como estava... E vi que a vida continua, sabe? São tantas histórias, Lola, tantas! Eu estou grávida e devo lidar com as consequências, claro, mas quais serão as consequências? Acho que virar uma família agora pode ser igualmente devastador pra mim e pro meu companheiro, tanto quanto tirar.  Um filho, Lola? Um filho é consequência demais pro momento...
E no nosso coração, meu e do meu companheiro, nós percebemos que tudo entre a gente vai mudar, porque nunca tínhamos nos visto como uma possível família, e fomos obrigados pela circunstância a nos vermos assim, e é um ponto sem volta pra nossa relação e na nossa vida. E o que nos tranquilizou com relação ao aborto foi pensar que no que nos diz respeito como casal, teremos tempo de fazer melhor do que isso pra sermos uma família, pra escolhermos ser uma família e respeitar o nosso tempo de crescimento até esse ponto.
Médico indicado, dinheiro quase levantado. 
É horrível que para isso eu seja considerada criminosa, Lola, essa é uma coisa que no momento está me deixando isolada de um monte de gente. Te impede de pedir ajuda, impede de pedir dinheiro emprestado, de pedir apoio e colo. Conto com o apoio de parte da família e alguns amigos, mas meu companheiro, pelo seu círculo próximo ser muito religioso e bem mais conservador que o meu, não tem pra quem pedir ajuda, de nenhum tipo, e não, não está sendo fácil pra ele só porque o corpo é meu, foi uma decisão muito difícil pros dois, e pra ele vai ser uma longa conversa com deus ainda pra ele se sentir tranquilo com essa escolha...

Euzinha: Imagino como deve ter sido sua semana... Bom, como eu te disse, vc tem o meu apoio moral em qualquer decisão que vc tomar. Se vc decidiu pelo aborto, tudo bem. O que me preocupou no seu primeiro email é que vc parecia muito mais inclinada a ter o filho que a abortar. O peso que vc dava a uma das opções era desproporcional. Mas, agora que vc já conversou com amigas, agora que vc já tem uma clínica e já levantou o dinheiro, e agora que vc tem o apoio do seu companheiro, a situação parece estar melhor.
Concordo contigo que é horrível que vc tenha que agir escondido e possa ser vista como criminosa. 
Numa hora em que vc tanto precisa de apoio, este apoio é negado. E concordo também que um filho é consequência pra vida toda. Só posso te desejar agora um aborto tranquilo, sem traumas, e que vc e seu companheiro consigam se recuperar o mais rápido possível. Não vai ser fácil. Nunca é, pelo que boa parte das mulheres conta. Mas vc vai poder ser mãe quando e se quiser, quando e se chegar a hora certa. Pra mim, um feto não é uma pessoa, é um projeto de vida, uma vida que pode ou não se desenvolver. Não dá pra dizer que algo que ainda não nasceu pode morrer, sabe? Ele só para de existir.
Fique bem, querida. Vc e seu companheiro.

134 comentários:

Anônimo disse...

Entendo ela...
Eu sou casada há alguns anos, já estou chegando nos 30 e as vezes penso "e se eu engravidar?". Temos condições financeiras de ter um filho, nosso relacionamento é legal, mas ainda não me sinto pronta para ser mãe. Filho é algo que muda muito a vida, acho que é a maior mudança na vida de alguém.
Tomo todo cuidado possível para não engravidar, pois sei que se eu engravidasse, por mais que acredite que a mulher deve decidir se quer ou não ser mãe, teria o bebê. Teria porque hoje eu não conseguiria lidar com um aborto, porque sei que meu marido ficaria triste com isso, porque eu sempre pensaria no filho que eu teria tido.
Hoje eu penso que mesmo não sendo o melhor momento eu ainda conseguiria ser uma boa mãe, mas se eu fosse mais nova ou se nossa situação fosse incerta, eu não teria. Acho que não seria justo trazer uma criança ao mundo sem condições adequadas.
De qualquer forma, acho que o peso de decidir e as consequencias dessa decisão acabam recaindo sobre a mulher ainda. Então eu desejo boa sorte e forças, espero que você fique bem.
Beijos

Anônimo disse...

Em uma situação dessas é necessário pensar bastante antes de tomar qualquer decisão. A., desejo boa sorte a você e tome cuidado com a clínica que escolher.

Madalena Barros disse...

Lendo o depoimento acabei ficando também muito angustiada. Não pude deixar de comentar.


Eu, como mãe, só tenho um conselho a dar. Esse conselho vale para todas as outras garotas que estão enfrentando essa mesma situação no momento: procure ouvir mais as mulheres que já foram mães, e menos as que nunca foram.

Ser mãe pela primeira vez não é igual ter a primeira transa, ou arranjar o primeiro namorado na época do colégio. Naquelas situações você buscava apoio nas amigas mais próximas e elas acabavam ajudando bastante mesmo não tendo tanta experiência.

Quando se trata de maternidade a coisa é bem mais complicada. Ao dar a luz, você iniciará uma nova vida completamente diferente. Aquelas pessoas com quem você conversava terão um novo sentido para você. Todo o mundo terá um novo sentido para você.

A maternidade é uma experiência única, indescritível e inimaginável para quem nunca a vivenciou.

Sabe quem é a pessoa mais indicada para te aconselhar neste momento: a sua mãe. O simples fato de você não ter nem sequer citado a sua mãe me faz pensar que vocês talvez não se deem muito bem. Então esse é o exato momento para vocês superarem qualquer problema do passado. Sua mãe é a pessoa que mais te conhece neste mundo, e tenho certeza que ela também é a que mais te ama neste mundo. Peça ajuda para ela e leve muito em conta a opinião dela. A opinião da sua mãe valerá muito mais do que todas as outras somadas.

Espero que tudo dê certo para você, e que você tome a decisão certa.

lica disse...

Lola, por favor, encarecidamente, explica pra mim sua lógica.

Você falou no post do froi gras que as espécies (bichos e humanos) tem igualdade de dignidade. Mas então como é que pode a vida (humana, seja lá em qual estágio de desenvolvimento) ter tão pouca dignidade aos seus olhos? Juro que não entendo...

Me parece um absurdo tão grande a gente 'apoiar' a decisão de aborto num caso como o dessa mulher (que é a maioria dos casos)... Que tipo de civilização é essa, meu deus!!! De jeito nenhum isso me parece uma causa de direitos humanos, como deveria ser o feminismo. Nossa, me corta o coração...

Que a autora encontre a paz e o próprio perdão um dia.

Só pra relembrar, você disse o seguinte: "E, assim como acredito que o combate ao especismo (a ideia de que algumas espécies, como a humana, são superiores e, por isso, devem ter primazia sobre as outras) tem tudo a ver com feminismo..."

Anônimo disse...

Achei que ela ia acabar não fazendo o aborto, pareceu muito mais tentada a isso. Compartilho da opinião de que na dúvida é melhor não fazer.

Anônimo disse...

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"Eu, como mãe, só tenho um conselho a dar. Esse conselho vale para todas as outras garotas que estão enfrentando essa mesma situação no momento: procure ouvir mais as mulheres que já foram mães, e menos as que nunca foram."
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Madalena, eu nunca fui mãe e nem pretendo ser, filho é âncora e eu não gosto de nada me segurando.

Mas, se eu engravidasse, a primeira pessoa que eu pediria opinião seria a Lola, que nunca foi mãe e também nunca quis ser. Aliás, eu preferia um milhão de vezes o conselho do Lola do que o conselho de uma mulher religiosa que teve dez filhos.
A Lola pode não ter experiência em maternidade, mas ela tem experiência na nossa luta do dia a dia, a luta feminista, e isso tem mais valor do que qualquer outra coisa.

Madalena, acho que você precisa repensar suas ideias um pouco.

Marcia Baratto disse...

lica

Na concepção de muitas feministas pró-escolha, um feto não é uma vida. Parece chocante para você, mas para mim é chocante que um feto que não nasceu, que não tem rede neural até o final de terceiro mês (indício de consciência é o que marca um ser humano para mim) tenha os mesmos direitos que eu. Ou, pior: tenha mais direitos que eu.

Para a autora do post: a sua decisão parece bem pensada, e por mais difícil que o processo possa parecer, no seu caso, eu faria o mesmo.

Não desejar um filho, não é uma opção. Correr o risco de não se comprometer com algo tão sério e merecedor de proteção quando um ser humano, puxa vida. Acho que esse é o risco que eu não correria.

Ser mãe é algo sério demais para acontecer na dúvida.
Espero que você fique em paz com a sua decisão.

Anônimo disse...

Eu costumo concordar com a Lola, mas nesse caso eu acho que ela não era ninguém para dar um conselho forte assim... para mim, eu acho que, na dúvida, tire. É muito mais fácil lidar com um aborto e até mesmo a perda de um companheiro do que arcar com um filho pelo resto da vida. Também não sou ninguém para falar, mas conheço muita gente que abortou, se sentiu mal no começo, às vezes terminou com o companheiro, mas arrumou outro, não precisou mais olhar na cara do sujeito, não precisou de ajuda para cuidar de filho, esse monte de responsabilidades e amarras que um filho traz na vida das pessoas, elas não tiveram que passar por isso.

Anônimo disse...

Lica, procure saber o que significa senciência - esse é um conceito básico para compreender essa """contradição""" de como por um lado defendemos os animais e por outro defendemos o aborto.

Madalena, se eu fosse seguir os conselhos de algumas mães eu estaria no décimo filho e extremamente infeliz. A nossa cultura, por ser extremamente dominada pelo machismo e religião, sacraliza a maternidade ao extremo, a coloca como única forma de alcançar a felicidade eterna. Pelo que você relata, que sua experiência como mãe é maravilhosa - e fico feliz em ler que você ama ser mãe - mas não esquece que existem centenas, senão milhares de mães mundo afora não estão satisfeita muito menos felizes nesse papel.

Quanto a moça do Post, eu só consigo dizer que sinto muito por você ter que passar por isso. Eu também não quero ser mãe, nem agora nem nunca e consigo ter uma idéia de como você está se sentido. Desejo que você passe por isso da melhor maneira possível. Muita força pra você!!!


Jane Doe

Lizzie disse...

Eu encaro o aborto com tamanha naturalidade, na minha mente é só um aglomerado de células crescendo dentro de você até certo período da gestação, não tem sentimentos, não sente dor. Eu tenho certeza que se eu tivesse que abortar, no tempo certo e tudo mais, eu não ficaria nem um pouco triste, pq eu não tenho condição nenhuma de ter uma criança agora! fico feliz que você tenha decidido abortar pq pra mim se não se sente preparada é melhor não ser mãe. Você ficaria para sempre pensando em como aquele bebê te prende, você deixou de fazer o que queria fazer por ele, e é tão arriscado que você tivesse problemas em amar esse bebê e ter depressão pós parto.. ser mãe é uma coisa muito séria, tem que ser uma decisão pensada, e na dúvida, pra mim, é melhor abortar.

Mari R. disse...

Eu acho importante conversar sobre esse assunto sem chantagens emocionais ou mesmo apologia. Pelo relato da A. e de outros que já li aqui, dá para perceber que não é fácil e nem simples. A experiência de outra pessoa não é parãmetro para decidir nada.

Eu honestamente não sei se faria, exceto em caso de estupro. Apesar disso, sou a favor da escolha.

Anônimo disse...

Vamos ser francos, os motivos foram egoistas, eles possuem condições, mas não quiseram porque? Pra não sair da zona de conforto, da vidinha a dois e de -vejam bem- possibilidades de futuro, me cortou o coração por essa moça e esse rapaz,tomara que tenham mais sorte no futuro.

Concordo com a moça que era melhor pedir conselho a mãe ou alguem próximo do que uma blogueira desconhecida.

Rafa.

Anônimo disse...

Não dá pra dizer que algo que ainda não nasceu pode morrer, sabe? Ele só para de existir.

se não estivesse vivo,ela nem estaria grávida.
5 semanas de gravidez e n tem nada dentro dela?

n sei se eu abortaria apesar do pânico de engravidar,só na hora para saber o que eu faria,mas tb n acho que a mulher tem que ser presa por isso.

Anônimo disse...

Madalena, por favor, esse seu romantismo com as mães é, no mínimo, ingênuo.

Anônimo disse...

A coisa que eu mais queria era engravidar. Com 29 anos e 8 meses de casada era quase uma obsessão. Até que na primeira vez que tentamos, deu certo. Estou grávida de 4 meses.
Mas quando eu soube me deu um desespero muito grande, mesmo desejando muito isso. Não eh engraçado? Acho que uma pessoa que não gostaria de engravidar deve sentir um desespero maior ainda.
A conclusão é que isso tudo dá medo, muito medo meeesssmo. Mas acho que se eu me vejo com uma pessoa adulta o suficiente para transar devo me ver tb suficientemente responsável pelas consequencias disso.
Se a moça aí tivesse resolvido continuar a gravidez e tivesse perdido o bb naturalmente acho que ficaria triste porque é tudo muito contraditório!

Sobre a colega que disse que "Aliás, eu preferia um milhão de vezes o conselho do Lola do que o conselho de uma mulher religiosa que teve dez filhos.", saiba que a Lola não vale mais do que uma religiosa que teve dez filhos.Que preconceito!!!
Talvez esta religiosa com tantos filhos tenha muitas lições de vida
para nos dar, inclusive até para dizer a esta moça que se ela não se sente capaz de amar verdadeiramente este bb ela não deveria tê-lo.
Na minha opinião, como a moça disse, este caminho é sem volta. Não existe meio grávida, nem mais ou menos grávida.

Anônimo disse...

pelo amor de deus,a mulher usa tabelinha,que está longe de ser eficaz,segura e n previne doenças e ainda diz que se previne muito bem??!!
só confirma o que eu já sabia ,gravidez sem querer,na maioria das vezes ,nada mais é que irresponsabilidade pura.


Anônimo disse...

Lica,

O apoio à legalização do aborto relaciona-se com o direito da mulher com o seu próprio corpo, em poder decidir se quer ou não abortar. O especismo lida com a não escravização de outras espécies em função do conforto dos seres humanos.

E como a Lola pontuou muito bem: aborto não é método contraceptivo.

Alessandra disse...

passei por isso em janeiro deste ano...aborto ou não? mas como a dúvida era grande, achei que já estava decidido...não abortar!!! e hoje estou com a minha filha de 2 meses e meio, neste momento...dormindo em meu colo!! não é fácil mas foi a melhor decisão da minha vida!a minha filha é tudo pra mim...eu diria que vc deveria ter esse bebê mas a verdade é que vc tem todo o direito a escolha, espero que vc se sinta segura na sua decisão e seja feliz!!! boa sorte.

Anônimo disse...

"A Lola pode não ter experiência em maternidade, mas ela tem experiência na nossa luta do dia a dia, a luta feminista, e isso tem mais valor do que qualquer outra coisa".

Tem mais valor que a opinião da sua própria mãe? Uma ideologia, seja feminismo, seja o que for, tem mais valor que a pessoa que te criou, que cuidou de você quando era a mais indefesa das criaturas? Quando nem se alimentar sozinha vc podia? Que perdeu horas de sono por você? Que passou grande parte da vida se privando de muitas coisas por você?

Se a Madalena disse isso, se ela dá tanto valor para a opinião da mãe, se ela considera a mãe a pessoa que mais ama nesse mundo, é porque ela teve uma mãe que era a melhor amiga dela, porque ela foi uma boa filha, e porque agora ela é uma boa mãe. Porque existe amor na família dela.

Esse anônimo das 16:02 é claramente alguém que não conhece o amor de uma mãe, infelizmente, para colocar uma ideologia acima do amor de uma mãe.

Quanto a opinião da Lola, embora não seja mãe, foi cheia de amor, como que aconselhando uma filha. Não tem nada a ver com feminismo, não vi nenhuma feminista ali, nenhuma ideologia. A Lola comentou de forma tão terna, cheia de amor, que só consegui enxergar uma verdadeira amiga, realmente preocupada, querendo ajudar, eu só vi amor.

Vamos parar de julgar tudo por ideologias, e vamos enxergar mais os seres humanos. Nós não somos produtos, não somos ideologias. O feminismo é uma luta pela igualdade, contra o preconceito, contra a opressão, e não pode ser considerado "o mais importante de tudo". Aí já vira fanatismo.

Às vezes, temos que deixar de enxergar o próximo por ideologia, e enxergar simplesmente como um ser humano, único. Cada caso é um caso, não se pode ver tudo por uma ótica, seja feminista, comunista, ou seja lá o que for.

É o caso do marido dela, que apesar de ser evangélico, não julgou pela religião, por um sistema religioso, mas viu a mulher dele, em uma situação difícil, ele viu um ser humano, e a apoiou, independente da ideologia dele, acima de qualquer ideologia, religião, somos seres humanos, com sentimentos, dúvidas, incertezas. Esse homem certamente é um verdadeiro cristão, porque agiu como o pastor dele, que quando lhe trouxeram uma adúltera para ser apedrejada, não pensou em Lei, em Escrituras, em Moisés ou seja lá o que fosse, só viu um ser humano, uma mulher sendo injustiçada por um bando de hipócritas, e colocou a vida daquela mulher acima de toda Lei e de toda Escritura que dizia que ela deveria ser apedrejada.

Assim agiu a Lola, que viu uma mulher desesperada, e aconselhou com amor, mesmo não sendo mãe, pareceu uma mãe amorosa e compreensiva. Até pq, ela é meio que uma mãe de todo mundo aqui né.

Anônimo disse...

Vou falar por mim aqui. Fiz um aborto há alguns anos, e nem me passou pela cabeça continuar grávida. Era uma decisão que já estava tomada muito antes disso acontecer. Felizmente eu tinha dinheiro pra ir pra uma clínica, e posso dizer que sofri menos do que pra colocar um DIU, anos depois ( eu coloquei em hospital). Aliás, se vendassem meus olhos nos dois procedimentos, eu ia achar que a colocação do DIU que era o aborto. Não carrego trauma nenhum desse procedimento, e tudo que eu senti depois foi um pouco de cólica no primeiro dia. Mas até hoje sofro de lembrar os poucos dias em que fiquei grávida, foi uma das piores sensações da minha vida. Eu sentia muito nojo de mim, nem conseguia encostar a mão na minha barriga, eu sentia como uma doença. Acho que foi a decisão mais certa que eu tomei na minha vida, e depois que tudo passou, eu só conseguia sentir um alívio imenso. Tudo isso pra dizer que quando você tem certeza do que está fazendo, o aborto provavelmente não vai ser um trauma, e você vai seguir sua vida como antes.

Anônimo disse...

O mundo está ficando egoísta.. tudo agora é descartável, televisão, celular, companheiro, filho. O mundo tá ficando velho, a população vai diminuir e envelhecer, vão ter lugares próprios pra cometermos suicídio (vão até cobrar por isso). A vida tá chata, pra que passar por essa dificuldade toda, cheia de dívidas, morrer com 4 anos ou com 80, qual a diferença? Não vai se lembrar de nada depois mesmo. Melhor se matar logo.

A vida tá boa, do que adianta, se viver até os 80 vai ficar velha, cheia de doenças, vai sofrer, e vai morrer. Qual a diferença entre um aborto e uma pessoa que morreu com 80 anos? Nenhuma. Para os dois indivíduos, nenhuma, porque nenhum dos dois vai se lembrar de nada. Só quem vai se lembrar são os que estão vivos. Mas esses vão morrer também. E no final, não vai ter diferença nenhuma.

Imagina que o Silvio Santos e um mendigo tivessem suas mentes apagadas, todas as suas experiências, sentimentos, e fossem mandados para uma ilha. Qual a diferença entre os dois? Nenhuma, nenhum dos dois se lembrariam de nada, nem da vida farta do Silvio, nem do sofrimento do mendigo. É a mesma coisa, no final vamos todos pro nada. Então um aborto só foi dormir mais cedo. Não há grilo nisso.

Agora somos jovens, mas em um piscar de olhos só vão ficar lembranças desse tempo, e logo nem lembranças vão ficar, vamos ser apagados.

Todos somos um aborto, então pra que tanto grilo?

Anônimo disse...

Gente, vejam a nova do Danilo Gentalha:

http://euescolhifornicar.com/image/69707442842

lola aronovich disse...

Ô, alguns comentários bem ridículos aqui, hein?
Anon das 16:06, que disse que acha que eu não sou "ninguém para dar um conselho forte assim": a A. me pediu um conselho. Ela contou como amigas lhe deram conselhos. Vc quer que eu recuse dizer qualquer coisa pra leitora? Eu disse que a apoio no que ela decidir, e foi o que eu fiz. Eu recomendei que ela continuasse com a gravidez, e ela decidiu que não.


Rafa, a A. pediu conselhos a um monte de gente próxima. E ela se sentiu próxima desta "blogueira desconhecida" que, por algum milagre, ela já tinha ouvido falar. E aí eu dei o mesmo conselho que as amigas dela!

lola aronovich disse...

Lica, a vida humana tem muita dignidade aos meus olhos, e a vida animal também. Mas vida, pra mim, é depois que nasce. Tanto que existe data de nascimento, aniversário, essas coisas, sabe? Que não são comemoradas no momento da gestação, mas no momento do nascimento. Até 3 ou 4 meses de gestação, o feto humano não desenvolveu o sistema nervoso. Ele não sente dor. Ele é um ser em desenvolvimento, não um ser desenvolvido. Se ele for abortado (e abortos naturais, sem nenhuma intervenção, acontecem em 25% das gestações), ele não vai saber. Ele simplesmente não terá existido. Entendo que uma pessoa possa fazer mil e uma projeções em cima do que aquele feto viria (ou virá) a ser, mas ainda assim, vc está se baseando nessas projeções, não no que o feto é naquele momento.
O que os "pró-vida" não entendem é que as mulheres sempre abortaram. Aborto não foi uma invenção feminista! Certamente a maior parte das mulheres que abortam não são feministas. Só que um aborto inseguro, clandestino, como é o aborto feito no Brasil hoje, mata muitas vezes não só o feto, mas também a mulher -- principalmente se a mulher for pobre e negra e não tiver condições de pagar o Cytotec pela internet ou uma clínica. Então, legalizando o aborto -- como todos os países ricos fizeram (o aborto só é proibido nos lugares mais pobres do mundo, ou seja, América Latina e África, em sua maioria) --, as mulheres param de morrer. O número de abortos em geral CAI nos países onde é legalizado, porque junto com o direito de abortar vem o acesso a contraceptivos e a uma melhor educação sexual. As mesmas instituições e pessoas que são contra a legalização do aborto também são contra métodos contraceptivos e educação sexual nas escolas. Tudo caminha junto.
E, se me permite, soa um pouquinho como especismo essa tendência conservadora de ver um feto como mais importante e com mais direito à vida que uma mulher já formada.

Anônimo disse...

"Ao dar a luz, você iniciará uma nova vida completamente diferente. Aquelas pessoas com quem você conversava terão um novo sentido para você. Todo o mundo terá um novo sentido para você.

A maternidade é uma experiência única, indescritível e inimaginável para quem nunca a vivenciou. "

Exatemente. Tão única que a SUA experiência de maternidade não é parâmetro nenhum para medir a experiência alheia. Seguir por esse pensamento, por melhor que seja sua intenção, volta a questão da ESSêNCIA da mulher, como se pudéssemos ser reduzidas a um único denominador comum. MATERNIDADE é algo PLURAL.
Para contrapor, posso dizer que eu dei a luz e não iniciei nenhuma vida completamente diferente, sou eu ainda que estou aqui, seis anos depois. Mantenho meu círculo de amizades, as pessoas ao meu redor continuam sendo tão importantes como sempre foram. O mundo, ahhhh o mundo, esse não tem jeito, cada dia mais parece não ter muito sentido não.

Incomoda muito essa ideia de maternidade como um "abre-se as portas da esperança" e uma grande e vitoriosa luz te carregará para um admirável mundo novo. Sinto muito desapontar, mas o sol será o mesmo, o céu será o mesmo, a vida segue como sempre seguiu, mas agora você e o pai tem uma criança para amar e cuidar. E menos horas de sono.

Cricket disse...

"Só que um aborto inseguro, clandestino, como é o aborto feito no Brasil hoje, mata muitas vezes não só o feto, mas também a mulher -- principalmente se a mulher for pobre e negra e não tiver condições de pagar o Cytotec pela internet ou uma clínica. Então, legalizando o aborto -- como todos os países ricos fizeram (o aborto só é proibido nos lugares mais pobres do mundo, ou seja, América Latina e África, em sua maioria) --, as mulheres param de morrer. O número de abortos em geral CAI nos países onde é legalizado, porque junto com o direito de abortar vem o acesso a contraceptivos e a uma melhor educação sexual. As mesmas instituições e pessoas que são contra a legalização do aborto também são contra métodos contraceptivos e educação sexual nas escolas. Tudo caminha junto."

Engraçado. As leis da África do Sul em relação ao aborto estão entre as mais liberais do mundo, e lá não só o número de abortos aumentou tremendamente após a legalização, como o número de mortes maternas também.

Se nos países ricos o número de mortes caiu, é porque o sistema de saúde deles estava preparado. O do Brasil, que é uma merda, não está. Tem hospitais públicos por aqui onde falta até gaze, você acha que isso é muito melhor que uma clínica ilegal? Só mulheres ricas iriam ser beneficiadas por leis abortistas.

Bruna disse...

Desejo que tudo corra da melhor maneira possível pra A. É uma decisão difícil mesmo.

Anônimo disse...

"Na concepção de muitas feministas pró-escolha, um feto não é uma vida. Parece chocante para você, mas para mim é chocante que um feto que não nasceu, que não tem rede neural até o final de terceiro mês (indício de consciência é o que marca um ser humano para mim) tenha os mesmos direitos que eu."

Pessoas em coma profundo não demonstram mais "indício de consciência" que um feto qualquer, mesmo que possa "acordar" a qualquer momento (por vezes meses ou até anos depois do início do coma), assim como um feto eventualmente ficaria consciente. Eles não são mais seres humanos para você? Se a família de um deles decidir que ele é um peso desnecessário, seria correto matá-lo?

E quanto a pessoas com severas debilidades mentais? Pessoas com idiotia (estamos falando do termo psiquiátrico) tem uma capacidade intelectual tão limitada que há quem diga que répteis e anfíbios são mais espertos. Eles seriam menos humanos?

Ser humano não tem nada a ver com capacidades mentais.

Ana disse...

Gostaria de dizer para a moça do post que a decisão que ela tomou não significará para ela necessariamente trauma ou maus momentos. Fiz um aborto quando era muito jovem, e bem mais tarde, com mais de 35 anos, tive meu filho. Depois desse aborto, continuei minha vida normalmente, sem trauma e sem culpa. Sou muito tranquila sobre o significado de um aborto. Não quer dizer que tenha sido uma experiência agradável, longe disso. Mas como alguém falou, os dias em que estive grávida e sabendo que estava grávida sem desejar, esses foram um verdadeiro tormento. Depois da escolha feita, as coisas se encaminharam, não diria que facilmente, pois nosso país retrógrado e preconceituoso nos coloca na ilegalidade. Mas pense que se você vivesse no primeiro mundo, faria isso com tranquilidade no sistema público de saúde.
A minha vida verdadeiramente mudou com o nascimento do meu filho. Isso sim, e me faz ver que evitei um verdadeiro desastre se tivesse optado por ser mãe naquele momento em que não queria e não estava preparada.
Então, moça, fica tranquila com a sua decisão. Não comente com quem sabe que não vai entender. Guarde para vc e para quem te apoia e te compreende. E boa sorte.

Thaís disse...

Eu não sei se é a velha culpa católica (apesar de ser ateia), só sei que fico triste com histórias de aborto, não pelo feto em si, mas pelas mulheres. Nossa deve ser muito difícil!!! Eu tenho uma filha, nunca quis abortar, e hoje não consigo imaginar minha vida sem ela. Mas, esta sou eu, e eu não sou nem devo ser a medida de nada.De qualquer forma desejo força pra garota do Post, porque se tem uma escolha difícil é essa.

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Lembro de uma vez que tomei um lanche na faculdade com uma mulher grávida de uns cinco meses. Ela tinha os olhos mais tristes que já vi. A gente começou a conversar, ela começou a falar que estava no primeiro período de faculdade, mas que ia trancar, porque a gravidez era inesperada, tinha um trabalho de 40 horas por semana, era solteira, estava namorando há pouco tempo, enfim.
Perguntei como tinha sido a reação do namorado e da família dela. Ela disse que todo mundo tinha aceitado a notícia muito bem, menos ela. Achei muito legal aquela sinceridade, porque a maioria das pessoas parece viver com muita hipocrisia e ela foi muito sincera. Talvez o fato de eu ser uma completa estranha tenha feito ela se sentir mais segura pra desabafar.
Nunca mais vi a garota na faculdade. Não sei que rumo a vida dela tomou. Mas sempre que leio sobre o assunto lembro dela e torço pra que ela esteja feliz.

MonaLisa disse...

Abomino desse termo: "violência contra o meu corpo".

Violência contra o corpo é um câncer, uma cefaleia, sífilis, etc... Mesmo que seja indesejado, não entendo pq se referir assim a um processo natural da reprodução.

Outra coisa, a última coisa que uma feminista deveria se preocupar é se vai perder seu "macho" se fizer um aborto, mesmo pq é sempre a mulher que acaba no final com a peso de ter um filho pro resto da vida.

Felipe disse...

Sou a favor da legalização do aborto. É crucial que mães e pais que decidam abortar ou estejam em dúvida tenham acompanhamento médico e psicológico adequado. A criminalização, e consequente marginalização de quem decide abortar, só causam mais tragédias e sofrimento, além de deixar na obscuridade um assunto que precisa ser tratado como de saúde pública.

M. A. disse...

Anônimo das 18:32

capacidade mental de alguém nascido =/= existência de sistema nervoso

kthx

Anônimo disse...

Oi, A, tudo bom? Complicado, né?

Bom, vou te falar que faz um tempinho que estive passando pelo mesmo problema que você; exceto que fiquei grávida depois de um estupro. Até fique com vontade de mandar email para a Lola pedindo conselho, mas, sinceramente, tenho muita vergonha de tudo que aconteceu.

Enfim, há umas semanas, descobri que estava grávida. Não contei para ninguém e fiquei completamente sem saber o que fazer. Não tenho ninguém com quem contar, nem namorado, minha família é meio alheia a essas coisas e definitivamente não tenho dinheiro para um aborto seguro. Mas, caso me decidisse por isso, falaria com com minha família para me ajudarem.

Não sabia o que fazer: será que realmente poderia ter essa criança. concebida dessa maneira? Ou ser mãe, de qualquer forma? É, não sabia.

Mas quando fui ao médico, ele viu que não tinha batimentos, e que o feto tinha parado de crescer. Ele disse que devo ter aborto espontâneo nas próximas semanas. Não sei bem o que esperar, mas me sinto bem culpada pelo quanto que desejei isso.

O que eu quero dizer é, acho que tudo isso tem muita culpa envolvida, mas, acho que a melhor decisão é aquela que vai te trazer mais tranquilidade a longo prazo. O que vai te fazer feliz daqui há dez anos. Sei que hoje você não quer, pode ou se imagina sendo mãe. Mas, e depois? Como você se imagina no futuro? Tem que pensar bem nisso também.

É o que eu acho, pelo menos.

Anônimo disse...

anon de 17:39 vc estava meio alto quando escreveu isso né.
seguindo sua lógica,qual o problema se eu matar alguém ?
todo mundo vai morrer mesmo!


vamos todos pro nada? que provas vc tem disso,ninguém tem como provar se há vida após a morte ou não.

Anônimo disse...

O aborto não pode ser visto como uma alternativa para fugir da responsabilidade. Claro, existem casos extremos, exaustivamente discutidos no blog, que a mulher não teve opção...agora, para justificar o desleixo (de ambos os envolvidos)na hora de se prevenir ou mesmo a vontade de terceiros (mas o meu namorado/marido não quer ter, mas a minha mãe vai me matar) acho que o aborto não deve ser considerado uma opção!

Felipe disse...

Engraçado tanta gente dando pitaco na vida da moça. Ela só pediu a opinião da Lola aqui.
Não consigo imaginar, mesmo me colocando no lugar, a angústia que esses pais devem estar sentindo, e como ela não pediu minha opinião, então não direi o que eu acho que ela deve fazer. Nem sempre precisamos expor o que pensamos.

Anônimo disse...

"capacidade mental de alguém nascido =/= existência de sistema nervoso"

Caso não tenha notado, a pessoa que eu citei falava de "indício de consciência" como "a marca do ser humano".

Anônimo disse...

Sawl

Sei que não tem a ver com este tema tão delicado, do qual prefiro não opinar pois acho que só diz respeito à moça que está pedindo conselho, mas, vejam o nível de BAIXEZA e MISOGINIA deste senhor chamado Danilo Gentilli contra uma garota. Ele escreveu um monte de ofensa contra a moça:
http://diversao.terra.com.br/gente/danilo-gentili-se-irrita-com-critica-e-xinga-internauta-de-forma-exaltada-na-web,1ff7b3be5a3e2410VgnVCM10000098cceb0aRCRD.html

Xingar ele se acha no direito, mas, ai de quem chamá-lo de reaça!

Sawl

feminista em luta disse...

"Gostaria de falar que decidi interromper a gravidez, e estou quase tranquila com a decisão."

Parabéns pela decisão. O corpo é seu e seu marido não tem absolutamente direito nenhum de decisão sobre isso. Cabe a ele apenas apoiar você, qualquer que seja sua escolha.

Anônimo disse...

"A maternidade é uma experiência única, indescritível e inimaginável para quem nunca a vivenciou." - Só faltou falar que é isso que define alguém ser mulher. que canseira.

Não quero ter filhos, nunca os terei e isso não tira minha capacidade de defender o aborto.

Anônimo disse...

Gostaria de ver mais mães defendendo um aborto nessas circunstancias... Onde elas estão?

Roxy Carmichael disse...

eu sou da teoria que na dúvida melhor não ter.
um aborto feito no hospital é um procedimento extremamente simples. o aborto medicamentoso é bem seguro. acho que o que complica é como essa discussão é levada no nosso país e em países da américa latina: grandes doses de machismo na forma de controle do corpo e principalmente da sexualidade feminina, na forma de essencialismos (mulher = mãe), ainda tem o componente religioso que não faz mais nada além de reforçar o já citado machismo, lembre-se sempre que a igreja nunca foi muito a favor de métodos contraceptivos, que a igreja empacou políticas de saúde pública para combate do hiv. esse atraso fica muito claro na sugestão de que a mulher deve ser punida por ter feito sexo. enquanto a responsabilidade da contracepção recair unicamente sobre a mulher, nada mais justo que a decisão de levar uma gravidez adiante recaia sobre a mulher. ninguém condena muito alienação parental, crianças que não são órfãs, mas são completamente abandonada pelos papais. mas aí toda a defesa da vida, do amor, da responsabilidade aparece quando uma mulher tem um feto no útero. um feto que não tem sistema nervoso formado. não é estranho? claro que uma situação dessas não é simples, mas essa ideia da culpa eterna é só mais um sintoma de tudo que mencionei antes, ou seja, a sociedade estruturada para reduzir a mulher ao papel de mãe, condenando a sexualidade da mulher dissociada da reprodução. mas acho que o mais importante desse processo é atentar para a responsabilidade que devemos ter para com nossos próprios corpos. tem gente que acha que a existencia de metodos contraceptivos nos transforma instantaneamente em robôs. somos seres humanos e falharemos nessa seara e em outras eventualmente. mas é importante nos comprometermos cada vez mais e nos cuidarmos e evitar ao máximo nos expor a esse tipo de situação. uma decisão bem tomada só irá trazer alívio. o que trás desespero não é o procedimento em si, mas o contexto de ilegalidade, acho que a desigualdade dos gêneros fica ainda mais patente num momento desses. então rola mesmo essa sensação de desemparo, mas que não deve ser confundido com discurso moralista de que a mulher que interrompe uma gravidez será condenada a uma eternidade de culpa e sofrimento. acho que o ideal seria ser objetiva. e evitar o excesso de drama. não se comparar com outras pessoas e outras experiências. no fundo só você sabe.

Caroles disse...

hahahahahahahaha Lola, os comentários no teu blog são incríveis. A quantidade de gente que comenta sem ler o post, ou lendo só uma parte, ou lendo muito mal (tipo vem aqui comentar que a A. usa só a tabelinhas pra se proteger) é tão gigante que fico até preocupada.
E o tanto de gente com ideias do tipo "se é responsável o bastante pra transar tem que ser responsável pra lidar com as consequências"... aiai
Acho que uma decisão dessas é extremamente pessoal, e por mais que tu peça a opinião de mil pessoas (eu pediria também), no fim quem decide é só tu e tua cabeça. Eu apoio completamente o direito ao aborto, mas não sei se faria. Não me vejo mãe, mas sinto que eu não ia conseguir separar a imagem de um bebê da imagem de um feto. Mesmo assim, penso que toda a mulher tem que ter o direito de fazer sua própria escolha, sem ser julgada. Alguém comentou que foram só "motivos egoístas" que fizeram a A. pensar em abortar, mas e daí? E daí?? É a decisão dela, é a VIDA dela, e ela tem todo o direito de ser egoísta quando se trata de uma coisa que vai mudar tudo que faz parte dela. Tem tanta gente que vira pai ou mãe por motivos egoístas, tipo "quem vai cuidar de mim quando eu ficar velho?"
Acho que as pessoas tem que cuidar mais da própria vida, isso sim.
Muita força pra ti, A.

Love Gótic disse...

A talvez não vá gostar do que vou postar mas lá vai:
VEJO UMA EXTREMA CANALHICE DO TEU PARCEIRO. ELE SE DIZ EVANGÉLICO E QUE FALA COM DEUS DEPOIS AQUELES QUE AMAM A DEUS AMAM ACIMA DE SUAS VONTADES ENTÃO ELE NÃO AMA A DEUS É APENAS UM ESQUENTA BANCO QUE SE ESCONDE ATRAZ DA BIBLIA PORQUE ATÉ SEXO FORA DO CASAMENTO A IGREJA PROIBE IMAGINE FALAR COM DEUS DEPOIS. ELE PENSA QUE DEUS É SUBORDINADO A ELE? OUTRA CANALHICE É ELE DIZER QUE APOIA QUALQUER DECISÃO SUA. E A DECISÃO DELE? NÃO EXISTE? ELE NÃO PENSA? NÃO SE AFLIGE? SÓ VOCÊ QUE TEM QUE SE CULPAR POR SER TRAÍDA POR SEU CORPO? E VOCÊ É OUTRA QUE ESTÁ TOMANDO PARA SI TODA A RESPONSABILIDADE, TODAS AS DECISÕES. CHAMA ELE PARA TE AJUDAR A DECIDIR. NINGUÉM AQUI TA VIVENDO A VIDA DE VOCÊS. SOMENTE VOCÊ E ELE PODEM RESOLVER. SE EU DISSER QUE SOU CONTRA O ABORTO? QUE AXO UM CRIME, ASSASSINATO DUM INCAPAZ VAI TE INFLUENCIAR A NÃO FAZER? E SE ELE A QUEM TANTO VOCÊ ACOBERTA TE FALAR A MESMA COISA? TERÁ OUTRA IMPORTANCIA NÉ? AFINAL SOU APENAS UMA ESTRANHA E ELE É QUEM TE CONHECE,. SOU CONTRA. NÃO FARIA NEM EM ESTUPRO. MAS VOCÊ É LIVRE PARA DECIDIR. E TE DOU UM CONSELHO NÃO PEGUE PARA SI A DECISÃO TEU COMPANHEIRO NÃO É UM SANTINHO UM CRENTINHO . É UM HOMEM FALHO COMO QUALQUER OUTRO E TEM QUE ENFRENTAR JUNTO COM VOCÊ.

Anônimo disse...

Nem todas as maes são akigas e amorosas na vuda real. ... muitas d3las deveriam ter abortado pq não tinham possibilidade de desempenhar esse papel masbouviram esse bla bla bla de que a vida é a melhir opção e bla bla bla -_-'

Muiti romantismo achar q só pq a pessoa cuidou de um bebê q ela mesma teve faz da mãe a pessoa maia indicada pra aconselhar.

lica disse...

Obrigada por responder Lola e demais. Vou pesquisar mais umas dicas que vocês postaram aqui.

Sobre o que a Lola falou, penso que pode haver polêmica sobre o feto não ser 'vida humana' ou 'plenamente desenvolvido', mas é vida. Tudo bem ser menos digno que a mulher, mas é menos digno que um animal?

E aí entra minha dúvida sobre a questão do especísmo: há um limite pro nível de complexidade do animal? Inseto é animal? Moluscos, sei lá... lactobacilos vivos(hehe). Considera-se que todas as espécies se equiparam em dignidade?

Por fim, imagino a precariedade do nosso sistema público oferecendo aborto. Não é assim: legalizou tá resolvido, lavemos aos mãos... Além de uma denúncia, não sei quão precisa, de que as clínicas nos EUA tb tem função higienista, o que ao meu ver é algo que deve ao menos ser investigado pelo movimento feminista e anti racismo.

Valeu o debate! =*

Anônimo disse...

Eu também tenho plena certeza que a pessoa mais importante para ouvir nesse momento é a própria mãe. Conselho de mãe vale muito mais do que qualquer colega.

Há outro tipo de pessoa que eu também acho fundamental que a leitora ouça: as mulheres que já abortaram e se arrependeram.
A leitora precisa procurar saber por que elas se arrependeram e tentar investigar se isso também não pode acontecer com ela.

Eu também sou a favor da legalização do aborto, mas sou completamente contra a prática do aborto. O que me incomoda nesses artigos sobre aborto é que geralmente as pessoas ocultam o fato de que os índices de depressão entre as mulheres que abortaram é bem grande. Entre as que induziram o aborto é algo muitas vezes maior, como comprova essa pesquisa da USP: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-42302009000300027&script=sci_arttext

Aborto não é brincadeira. Aborto não é afirmação de feminismo. Nenhum mamífero aborta. voluntariamente, só ser humano. Está todo mundo aqui falando como se a sensação pós-aborto fosse algo tranquilo, isso não é verdade.

Eu sou mulher, tenho 42 anos, abortei quando tinha 16 e hoje tenho depressão. Não dá pra apontar uma única causa pra minha depressão, porque psicologia não é ciência exata, mas é certo que esse episódio da minha vida ainda me incomoda bastante. Meu conselho a leitora é prestar um pouco mais de atenção nos efeitos psicológicos que isso pode causar. A tendência das pessoas é dizer que tudo sempre vai dar certo, porque é natural das pessoas agir assim quando dão conselhos. Mas não são essas pessoas que vão vivenciar o seu futuro.

Anônimo disse...

Pra quem acha que mãe é a força maior: vocês não sabem nada da vida.

Anônimo disse...

Talvez minha relutância com a legalização do aborto seja um excesso de coração mole da minha parte. Sei lá...eu salvo formigas e borboletinhas de morrerem afogadas durante meu banho qnd elas entram no chuveiro, então.... Se eu tiver que escolher entre salvar a vida da mulher ou do feto, É OBVIO³ que salvaria a mulher. Mas mediante a opção de salvar a vida da mulher e do feto, eu certamente salvaria as duas. Só que nos casos em geral o que está em jogo com a gravidez é um alegado bem estar da mulher e/ou do homem e não uma vida.

Minha forma de lutar para que menos mulheres morram em abortos clandestinos é ajudando de forma efetiva aquelas que estejam ao menos inclinadas a ter o filho mas que estejam em situação difícil, e também adotando crianças. Sei que essas medidas (além do incentivo a prevenção) não resolvem o problema, mas acho que ao menos reduzem, enquanto que tenho sérias dúvidas se a legalização seria mesmo capaz de reduzir o número de abortos e as mortes em decorrência deles.

Anônimo disse...

hahahahahahahaha Lola, os comentários no teu blog são incríveis. A quantidade de gente que comenta sem ler o post, ou lendo só uma parte, ou lendo muito mal (tipo vem aqui comentar que a A. usa só a tabelinhas pra se proteger)

n faz sentido dizer que usa camisinha e ao mesmo tempo fazer tabelinha.
irresponsabilidade,se usa os dois,provavelmente engravidou sem usar camisinha,se baseando na infalível tabela...


Engraçado tanta gente dando pitaco na vida da moça. Ela só pediu a opinião da Lola aqui.

se n queriam a opinião de ninguém,esse post nem existiria .


Anna disse...

A, fico feliz q tenha encontrado força para tomar uma decisão tão difícil nessa nossa sociedade atrasada, espero q dê tudo certo! Bjs!

Aos comentaristas mandando ela falar com a mãe em vez das amigas, entendam q nem todo mundo tem uma relação de sonhos com a mãe e mesmo quem tem uma relação boa (meu caso) não poderia simplesmente ir discutir aborto com ela. Espero nunca ter que passar por isso porque sei q jamais poderia pedir ajuda a minha mãe q basicamente vê aborto como assassinato (e acho q todo mundo na minha família pensa assim pra falar a vdd).

Já outras pessoas, estão romantizando muito a maternidade (novidade!). Acho q todas já ouvimos falar que depressão pós parto é algo bem real e como é difícil criar uma criança. Todo o amor que vc possa vir sentir não altera o fato que é uma responsabilidade imensa para o resto da vida. Obviamente q ter um filho pode ser algo maravilhoso ao extremo mas ainda assim dá muito trabalho. Não adianta vir aqui mandar a A seguir com a gravidez porque colocam maternidade num pedestal. A vida dos outros não gira em torno das nossas experiências pessoais. No meu ver, se não tem certeza é melhor não ter.

E sinceramente, nem vou comentar o quão ridículo é quem vem aqui comparar um feto q nem sistema nervoso tem com uma pessoa em coma ou uma pessoa com necessidades especiais. Sabe, tenha um pouco mais de respeito.

Michelle disse...

1 - Nenhuma feminista adulta namora evangélico
2 - Nenhuma mulher aborta sem pedir conselho para mãe.
3 - Ninguém toma essa decisão baseado na opinião de uma blogueira que nem conhece pessoalmente

A. não existe.

Anônimo disse...

tá ai acho que esse é um assunto que eu nunca vou ter uma opinião formada, acho cruel vc boicotar uma vida, mas acho tambem que cada um sabe de si e é dono do seu próprio corpo, portanto isso não me dá o direito de julgar, mas acho que se fosse comigo eu teria, independente das dificuldades vejo a ligação que tenho com minha mãe e isso supera os meus medos.. só um pitaco onde não fui chamada; com trinta anos não há necessidade desse medo de perda de liberdade, ou dessa aversão a familia...

Lia disse...

Autora do post: ninguém nunca se sente preparada para ser mãe - pai ate se-lo.

Fernanda disse...

Também acho o romantismo da maternidade uma grande inocência.

Eu tenho 30 anos, sou uma mulher normal e em paz (coisa que poucas pessoas são hoje em dia). Ainda assim, digo: por que diabos as pessoas se preocupam tanto, mas tanto com esses três primeiros meses de aglomeração celular (como disseram muito bem por aqui) e não pensam nos ANOS que aquele filho vai ter que viver sob essa culpa ou condenação de não ter sido um filho desejado, programado, etc.???

Minha mãe engravidou aos 16 anos de um bosta que ela namorava. Resolveu ter (e ainda por cima casar, porque a parte tradicionalista da familia pediu). Esse casal bobo são meus pais. Duas pessoas totalmente despreparadas para a maternidade. Duas pessoas que até hoje não sabem se cuidar sozinhos, imagina na época. E imagina um bebê na vida deles.

Não é uma questão de "preferia não ter nascido", eu não fico reclamando do que poderia ter sido e tento resolver o que de fato é. Mas tenho uma profunda capacidade de distanciamento desta historia para vê-la simplesmente como a historia de três vidas, e não como a MINHA historia. E, neste caso, é impossivel não pensar na grande besteira que fizeram ao optar ter o filho.

O ponto de vista do filho é uma merda. E insisto: sou uma pesosa alegre, leve, agradavel. Simplesmente não nego todas as dificuldades que tive e tenho para superar esses pais totalmente deficientes. São anos a fio de terapia para conseguir me desvencilhar disso. A culpa de ter "atrapalhado" é imensa. E ela está instalada la no fundo, não é uma coisa evidente. Ela perpassa a forma com a qual você lida com as coisas na sua vida, sempre tentando reparar um erro. Muitas vezes olho para filhos desejados de casais estruturados e penso: "que bom que deve ser ja começar a vida com esse tipo de segurança".

Ou seja: se a questão é pensar no filho, pense nele por inteiro, e não nos seus primeiros três meses de existência.

MCarolina disse...

Que bom que a autora do guest post tomou uma decisão e está mais tranquila. Sei que é um assunto polêmico, e por isso o discutimos aqui, mas fico arrepiada de pensar que as pessoas se acham no direito de opinar se a outra deve ter filho ou não. A única pessoa que tem o direito de opinar é o pai, e só opinar.
Outra coisa que me deixa apavorada são esses comentários tipo o da Madalena, que muita gente re-comentou, tipo "O mundo muda, sua vida muda totalmente, nada mais é como era antes, você vira outra pessoa sei lá o quê do milagre da natureza". Madalena, você percebe como isso é apavorante para quem não tem filho e está pensando em ter? É horrível. Claro que sua vida muda e você tem que se dedicar e dar uma boa vida para seu filho, mas essa ideia de primeiro ser mãe e depois você mesma é péssima. Não sei de onde vem essa mentalidade bizarra que parece predominar no Brasil (e outros países), mas filho não é um milagre, é só um filho e pronto. Você é você, sua vida continua. Se a autora tivesse escolhido ter o filho eu ia dizer para ela não se apavorar tanto, que por um tempo as coisas ficariam meio bagunçadas mais depois ela voltaria ao seu foco, com a vida adaptada ao filho e pronto. A vida dela não ia acabar, embora fosse ficar mais difícil. Mas quando a gente lê essas coisas de "ser mãe é tudo na vida de uma pessoa" parece que maternidade é a morte.

Anônimo disse...

Aborto ainda e crime no Brasil, só para lembar, o que estão fazendo aqui , e incentivar uma pessoa a cometer um crime, o que e outro crime, de apologia.

Anônimo disse...

Bom, eu e minha mulher planejamos ter um filho no final do ano passado, o plano era que ela engravidasse em dezembro e nosso filho nasceria próximo ao fim desse ano, ocorre que em meados de agosto do ano passado enfrentei uma grave crise financeira, do tipo de ter aluguel atrasado e faltar gênero alimentício em casa, e como cereja de bolo minha mulher engravidou, em setembro, conversamos e ela fez a proposta de tirar, mas desistimos e resolvemos enfrentar, hoje meu filhinho está com seis meses, a crise passou e nada falta a ele ou a nós, o que eu quis dizer com minha história pessoal é que a vida é surpreendente,e quando temos alguem realmente do nosso lado suportamos qualquer impacto, na época eu poderia posar de bom companheiro da minha esposa e dizer que a apoiava em qualquer decisão,seria cômodo, ela queria abortar, mas decidimos viver a maternidade/paternidade de forma plena.

Anônimo disse...

Cuidar de filho dá trabalho, chateação, cansa, mas como tudo na vida não é só isso. Mas a decisão é sua e de seu marido, se optarem por não ter saibam que terão trabalho, chateação e aborrecimentos em outros aspecots de suas vidas

Keli disse...

Anonimo do "filho é ancora"... Nao concordo, sou mãe de dois, filho pra mim é vela...que me leva bem longe, por novos mares, muito revoltos as vezes mas na maioria esmagadora das vezes belo. Aprendo muito. Antes de te-los estudei, cruzei o mundo, hj nao posso mais fazert td como antes, mas faço o que posso tendo eles ao meu lado, estou agora nesse momento em viagem, com eles. E esta sendo maravilhoso! Nao julgue dessa maneira! As vezes leio uns comentarios que forçam a barra...na vida td se encaixa.

Ana disse...

Lia, desculpe, mas você não pode falar por todas as pessoas.
EU me sentia preparada para ser mãe aos 35 anos. E depois que tive meu filho, vi que, mesmo preparada, a coisa é bem mais difícil do que EU imaginava. Não acho que a maternidade é um paraiso nem um inferno. PARA MIM foi, e continua sendo, uma grande alegria e uma enorme dificuldade.
Veja o que a Fernanda, como filha, escreve. Pois é. Meu filho foi muito desejado, mas um ano depois o pai dele caiu fora e fique sozinha com muitas dificuldades para levar a vida prática. Continuo com elas. Ter um filho é para toda a vida.

Bela Campoi disse...

As opiniões nos comentários reforçam o quanto o debate sobre o aborto é necessário: acho que essa deve ser a principal agenda feminista. É um absurdo a criminalização do aborto no Brasil; um atraso, um tabu que precisa ser quebrado!

Anônimo disse...

Eu SEMPRE acho que na dúvida é melhor fazer o aborto. Se você se arrepender pode ter outro filho depois, e se você se arrepende de não ter feito o aborto? FAZ O QUE? Todo mundo aqui sabe muito bem a reação de toda a família de ambos quando ela dissesse que daria o filho pra adoção, se deixasse pra outra pessoa criar. Iam dizer a mesma coisa: "foi mulher pra fazer e agora não quer cuidar? deixa com a vó/tia/fulana, que absurdo, que folgada!"
No fim, nós mulheres não temos opção, somos condenadas por todas as atitudes que tomamos.
A. faça seu aborto com a consciência limpa, você sabe que agora não é o momento e se uma dia o momento certo chegar você poderá ter quantos filhos quiser, e pagar todos os "pecados" cuidados dos pestinhas, passando noites insones e gastando umas 100x mais do que no procedimento que foi feito. Todo apoio e força pra você.

feminista coerente disse...

Convivi durante 4 anos com dois colegas de trabalho evangélicos, professores, ambos posicionavam-se veementemente contra o aborto, inclusive propagando suas crenças em sala de aula. Portanto esse texto da moça ficou meio truncado no meu entendimento. O companheiro da moça só vai ter uma conversa com seu deus depois q ela fizer o aborto?

No mais já passou da hora dos caras tomarem as rédeas das suas capacidades reprodutivas. Não querem filhos então usem sempre camisinha. Mas virou prova de amor, fidelidade, o casal abandonar seu uso, né.

Maria Valéria disse...

"Vamos ser francos, os motivos foram egoistas, eles possuem condições, mas não quiseram porque? Pra não sair da zona de conforto, da vidinha a dois e de -vejam bem- possibilidades de futuro, me cortou o coração por essa moça e esse rapaz,tomara que tenham mais sorte no futuro."

Esse tipo de comentário me da preguiça de continuar lendo os restantes,
SE a moça e o marido querem ter " zona de conforto, vidinha a dois " , isso NAO E DA CONTA DE NINGUÉM , nao e crime e nao e proibido.

Quem falou que a moça deveria pedir conselho para a mãe dela nao entendeu que a mãe e completamente contra o aborto - como ela vai desabafar com a mãe,poxa???


E teve alguém lá em cima que nem leu o post direito, criticou a moça por usar método anticoncepcional falho (comportamental) a moça disse que usava camisinha tb!!! Poxa basta ler o texto !!!
..

Madalena Barros disse...

Essas pessoas que estão falando em "romantismo da maternidade" é porque não sabem o que significa amor incondicional.
Espero que um dia essas pessoas ampliem seus horizontes, porque por enquanto elas me parecem muito infantis.
Confirmo o que a Keli disse lá em cima: "Filho não é âncora, filho é vela".

Anônimo disse...

Se eu estivesse numa situação dessas a última pessoa a quem pediria conselho seria a minha mãe, acho que ela até iria entender, mas tenho certeza que ela ia preferir não estar a par dessa situação. Essa história de que mãe é a melhor amigo é muito esquisita pra mim, mãe é mãe, é uma pessoa pronto, o que quero dizer é que pessoas são diferentes umas das outras, não existe uma entidade mãe.
Leila

Anônimo disse...

Madalena Barros, quer dizer que quem não pensa exatamente igual a você é infantil??? Como assim, me explica melhor isso aí.
Maternidade não é instinto, não é obrigatório e não é inerente à natureza de mulher nenhuma. Tem muitos lados ruins e algumas pessoas não querem passar por esses de forma alguma e a decisão dessas pessoas tem que ser respeitadas, sem serem taxadas de infantis. Eu por exemplo não quero ter filhos, nunca quis. E nem por isso detesto crianças e deixo de desfrutar toda beleza e mágica do desenvolvimento infantil. Sou terapeuta, trabalho com crianças de 3 a 10/12 anos porque amo. Tenho uma sobrinha linda, amo ela, brincar com ela, pra mim é a criança mais linda do mundo. Mas não quero uma dentro da minha casa ocupando meu tempo, meu dinheiro e minhas noites de sono. Não quero gente me dizendo o que fazer o tempo todo, só porque já criaram ñ sei quantos. Não quero ser mãe! Sabe, a minha escolha ser diferente não invalida a sua, apenas não cabe na minha vida. Se coube na sua, ÓTIMO, se te faz feliz, ÓTIMO. Mas NADA garante que fará o mesmo pela vida de outras pessoas. Cada ser humano é ímpar, não estenda a sua vivência particular, nem à sua irmã gêmea (se você tivesse uma) quanto mais a uma completa estranha.

Paula disse...

Madalena, se vc é feliz na maternidade, ótimo! mas nao extrapole as SUAS experiencias para todas as mulheres do mundo...

Roxy Carmichael disse...

madá:
quem é você pra dizer o que é e o que não é amor incondicional? cê não acha que tá muito arrogante e pretensiosa não?
você acharia legal que alguém dissesse que você está obsessiva com essa assunto? que a sua vida devia ser tão besta que foi preciso a maternidade pra dar sentido a ela?
imagino que não gostaria
então pare de emitir opiniões senso comum como se fossem verdades universais. aceite que as pessoas são diferentes. aceite que existem formas e formas de viver e de amar. aceite que muitas mulheres podem ser muito felizes desempenhando também, e não só, o papel de mãe. e aceite que outras entendam que não poderiam ou gostariam de desempenhar esse papel. curta sua maternidade, mas pare de julgar as pessoas. vc não tá inspirando ninguém aqui, só despertando repulsa com esse seu comportamento semi-delirante, como se vc tivesse descoberto algo que permanece oculto a outras mulheres, e vc precisa vir aqui reforçar o tempo todo que é um conhecimento tão específico que só vc e outras mães poderiam discorrer sobre esse assunto. vc sabia que o sentido da maternidade mudou muito ao longo da historia? suspeito que não. porque se soubesse, entenderia que essa historia do amor incondicional da mãe pela cria é algo MUITO recente. ele existe? claro que sim, é fruto também da cultura. se pode negar a biologia? obvio que não! mas se pode questionar o uso que a cultura faz da biologia. instinto materno existe? não faço ideia, mas sinceramente isso não faz a menor diferença. para de achar que você é o único adulto na sala.

Anônimo disse...

Não vou opinar sobre a menina quanto ao aborto, pois, não serei hipócrita, descobri que pessoas que amo e respeito fizeram aborto, e não julgo ninguém, levo um ditado que minha vó sempre fala, cada um sabe aonde seu calo aperta.

MAS... Me dá um certo medo ver a forma paranoica como algumas mulheres nos comentários se referem a maternidade, p mim tudo é muito natural e bem menos pirado do que alguns pensam ou fazem parecer. Comentários como filho é ancora, outra que falou que sentia nojo de si mesma durante o período que esteve grávida, sei lá, esse comentário me fez pensar se esta pessoa não carrega algum trauma, pois isso não pode ser normal. Ser mãe, pai, ter filho, família não é essa coisa horrenda não gente, vejo algumas feministas falando com desdem, nojo, raiva, sobre família e filhos, e a verdade é que ter família o combo todo pode ser uma experiência boa, tranquila, note, não estou falando romanticamente, há problemas, limitações, dificuldades, mas pelo menos p mim é tudo bem menos pirado. E olha que tenho uma família "tradicional" porém LOOONGE de ser perfeita, mas que tenho plena certeza que foi fundamental para eu ser a pessoa que sou hj, os amo e sei que me amam muuito.

Izabel

Anônimo disse...

Poxa, cadê aquela médica que posta aqui de vez em quando? Não me lemro o nome dela...não que ela devesse opinar nesse caso em especifico, mas no geral mesmo, sobre o impacto que a legalização do aborto traria para as unidades de saude e o profissional da saude tb. O aborto precisa deixar de ser crime, porém pode permanecer proibido em alguns casos...tenho medo que a população geral não entenda de forma sensata o que é essa legalização e acabe acreditando q abortar vai ser a mesma coisa q tomar pilula do dia seguinte...sério, tem mt gente desmiolada nesse mundo!

Anônimo disse...

E teve alguém lá em cima que nem leu o post direito, criticou a moça por usar método anticoncepcional falho (comportamental) a moça disse que usava camisinha tb!!! Poxa basta ler o texto !!!


tabelinha é anticoncepcional onde?
problemas acontecem mas a pessoa falar q se protege direito usando tabela n dá.
ou a camisinha furou ou ela n usou nada se baseando na tabela.


Essas pessoas que estão falando em "romantismo da maternidade" é porque não sabem o que significa amor incondicional.

toda mãe sente amor incondicional? deve ser verdade mesmo já vi dezenas de casos de mães abandonando filho no lixo,matando,vendendo seu corpo para prostituição.

Verô! disse...

Queria dizer para a autora do post que ela não deve se sentir culpada! Você tomou a decisão que julgou melhor para você. É óbvio que você não foi precipitada, você ponderou, pediu conselhos e a partir de suas reflexões tomou uma decisão. Ser ou não ser mãe era algo que dizia respeito à você, só você. Espero que você se recupere bem e viva tranquila. Não ligue para esses inquisidores modernos que "cagam" regras para os outros.

Anônimo disse...

Querida Izabel, ou anônima das 12:38. Você só está me parecendo a Madalena tentando justificar as coisas que disse anteriormente. É igualmente ofensivo você dizer que é paranoia das pessoas não quererem uma família, e que tudo é normal e corriqueiro. É normal PRA VOCÊ. É fácil PRA VOCÊ. Não meça a vida alheia pela sua régua querida. A tal "paranoia" justamente vem de pessoas como você que dizem que é tudo fácil, normal, tranquilo, de boas, etc. Foi pra você? QUE ÓTIMO. Não significa que será para as outras pessoas.
Mas veja, o senso comum, a maioria da população pensa exatamente igual a você e pressiona incessantemente essas outras pessoas a seguirem a "normalidade". E quando as pessoas simplesmente são firmes em sua decisão são taxadas de infantis e paranoicas. Consegue entender?

Iris Campos disse...

Sinceramente acho que vc fez a escolha errada... eu posso dizer pq ja passei por isso e tenho experiencia de causa, minha situacao ainda era pior pq meu namorado nem morava no Brasil e nosso relacionamento era beeem instavel!!! Pra piorar ele era um suposto esteril pq tinha feito transplante de medula!!! E pra acreditar que o filho era dele!!! A minha vida mudou 180 graus, eu so pensava em aborto... e olha sou evangelica!! Rejeitava demais essa ideia de ser mae, meu namorado virou as costas pra mim durante os 9 meses, foi a pior fase da minha vida e qq pessoa naquele momento optaria pelo aborto, mas eu criei coragem e quis ter meu filho, e certamente fiz a escolha correta pois toda aquela rejeicao que tive da minha barriga durante a gestacao se transformou em um grande amor que nunca havia esperimentado antes!!! Meu filho me completa e pra finalizar a historia, hj eu e o pai do meu filho somos casados e muuuito felizes, ele deixou a vida de solteirisse que amava ter e passou a ser um pai maravilhoso e marido amoroso!!! Minha situacao era mil vezes pior que a sua e nao so superamos como encontramos a verdadeira felicidade que parecia nao estar em ter uma familia!! Nossa visao mudou muito depois de 1 filho!!! Reconsidere ter um filho que sua vida ficara muito melhor, deixem o egoismo de lado (eu sei pq tb era egoista durante a gravidez, sopensava como eu ficaria), crie coragem como eu criei e va adiante ate o final, vc nao ira se arrepender, tenho creteza!!! Se abortar ai sim podera se arrepender amargamente... bjosss e fique com Deus!!!

Fernanda disse...

Ps Importante: só para que a história fique ainda mais polêmica, continuando a narração que comecei ai em cima do "this is my life" (rs): quando eu tinha seis meses de idade, minha mãe, ainda casada com o bobão do meu pai, engravidou de novo. Adivinhem? Desta vez abortou. Claro, né, ja tinha tido um, ja tinha percebido onde é que tinha se metido, que treta que era um filho debaixo do braço pra quem não tem a menor estrutura nem vontade de ser mãe...

Joana disse...

Como alguém já disse, quase ninguém esta preparada para ser mãe. Principalmente quando não planejado.
Dá medo do desconhecido, da responsabilidade, da vida mudar, de não ser boa mãe, de não ter condições financeiras. Isso tudo é bem comum.
Agora muitas pessoas são tendenciosas. Ou a favor ou contra. Só que quando lidamos com vidas, sentimentos nada é tão delimitado. Cada um é um.
Tem mulheres que fizeram o aborto e relatam que foi tudo bem. Há aquelas que se arrependem muito e passam a vida toda pensando no filho abortado, sempre pensando em como seria e estaria.
Entre as que tem o filho, há as que são muito felizes. É incrível como tudo se arruma. E deve ter aquelas que se arrependem de ter tido o filho.
Depois do positivo, seja lá qual for a decisão tomada, cada uma vai sofrer ou não com a escolha.

Anônimo disse...

Então, vou dar o conselho sendo mãe, será que pode? Eu aconselharia abortar. Primeiro porque eu mesma abortaria se engravidasse hoje, sem nem piscar, já coloquei gente demais nesse mundo abarrotado. Segundo porque amo meus filhos, acho-os uns fofos, gracinhas, morro de orgulho e ai de quem ousar mexer com eles, mas filho dá trabalho. Um trabalho imenso que não dá pra saber antes. Eu acho que dificilmente uma mãe irá dar conselho de abortar porque, vou ser sincera, a pressão que as mães enfrentam pra serem eternamente felizes, é enorme. Se não estiverem plenamente satisfeitas com sua condição de mães, é porque elas tem problemas, não porque ser mãe é uma função complicada e que exige da pessoa uma tranquilidade e desapego enormes. Então, eu digo: tome seus banhos diários, durma oito horas, coma suas refeições da forma que quiser, gaste seu dinheiro (ou economize) como lhe aprouver, porque essas coisas básicas e maravilhosas que escrevi não fazem parte do universo diário da maioria das mães que conheço. Não sou uma mãe descuidada ou pessimista, sou realista. Eu tenho boa memória, não esqueço do que passei de sono e perrengue porque meus filhos são mais crescidinhos e não dão tanto trabalho.
Queridas mães que frequentam esse blog, eu sinto muito se divirjo das opiniões de vocês, mas ser mãe é agridoce, o lado azedo estando presente, quer vocês queiram quer não, não há sentido em esconder ou “esquecer” isso pra tentar convencer alguém a ter filhos.
E ser mãe é bom, gente. Não dá pra ter noção da maravilha que é ver os filhos aprendendo, sendo pessoas legais, que se levantam contra injustiças, que fazem muitos amigos, que são simplesmente adoráveis. É muito legal! Mas não é simples, não é automático, não é fácil, não é um comercial de margarina.
É uma contradição o que eu escrevo? Claro que é, porque a vida da gente é assim sempre. Cada escolha vai ter suas consequências e cada pessoa deve arcar com o resultado daquilo que vier a escolher. Na minha opinião, não querer ser mãe, mesmo estando grávida, é uma escolha que toda mulher deve ter o direito de fazer.
CM

Anônimo disse...

Esse comentário vai ser longo...

Eu acredito veementemente que algumas mães AMAM MESMO seus filhos mais do que tudo no mundo.
O problema não está nesse amor, ninguém aqui criticou ou atacou as mães que amam seus filhos e a maternidade.

Mas é inegável que desde tempos imemórios a SACRALIZAÇÃO da maternidade (e NÃO a maternidade em si- pra deixar bem claro) e a abominação do sexo não-reprodutivo foram/são/serão as armas mais eficientes para manter as mulheres no seu devido lugar. Vocês mães que estão tão chocadas com essas palavras, saibam que essa aura sagrada em torno das mães é um dos empecilhos para a legalização do aborto - Ora, como ousa uma mulher engravidar e não se sentir abençoada e iluminada? É também um dos motivos por que em países machistas e teocrático como nosso que a licença paternidade é de ridículos 5 dias - afinal a mulher agora ascendeu ao paraíso, por que ela haveria de querer que alguém tome dela a bênção de cuidar do bebê?? Por que uma mulher iria querer voltar a trabalhar e deixar numa creche o único motivo de ela permanecer viva??? Por que uma mãe teria que fazer qualquer outra coisa da sua vida senão permanecer em função de algo tão engrandecedor como a maternidade?

Percebem que isso também afeta vocês mães, que arcam sozinhas com uma responsabilidade imensa, que serão cobradas por cada erro mínimo dos seus filhos? Quando eles fizerem qualquer coisa reprovável (muitas vezes típicas da idade e do processo de desenvolvimento) é na cara da mãe que todos os dedos serão apontados?!

Entendam de uma vez por todas a equação mulher+gravidez=felicidade eterna é FALSA e PREJUDICIAL para quem tem e não tem/não quer ter filhos.
Algumas mulheres vão sentir SIM repulsa da maternidade, da gravidez mas isso não significam que elas repudiam vocês ou que vão comer bebezinhos com omelete no café da manha.

Por último, eu queria saber onde eu adquiro um "amormômetro". Quero saber qual amor é mais amor, mais puro e verdadeiro - é aquele que eu sinto pelos meus pais e irmão? É aquele que eu sinto pelo meu marido? Ou seria o amor que nutro por alguns amigos próximos que eu considero família? Seria o amor que eu sinto pelos cachorrinhos?

Sério gente... graduar o amor num mundo cheio de ódio e diferenças chega a ser abominável.


Jane Doe

aborteiradobrezil disse...

Anônimo disse...

Aborto ainda e crime no Brasil, só para lembar, o que estão fazendo aqui , e incentivar uma pessoa a cometer um crime, o que e outro crime, de apologia.

Q MEDA DE TI SEU HIPÓCRITA

Baita vergonha viver num país cheio de gente hipócrita, ignorante, metida na vida dos outros, medindo a vida com sua reguinha de merda

mãe sem status disse...

Anônimo disse...

Gostaria de ver mais mães defendendo um aborto nessas circunstancias... Onde elas estão?

olá, tô aqui. mãe de dois filhos rapazes não machistas. Fiz dois abortos antes deles e não me arrependo.

Anônimo disse...

Comentários como o da Jane Doe e da CM é q me fazem continuar acessando este blog

Zrs disse...

Anonima Jane Doe, perfeito.

Tem mães que esquecem dessa lição tão cara ao feminismo: que a tal sacralização da maternidade, que é histórica e cultural, faz mal não só as não mães, como as mães e seus filhos por tabela (qdo percebem que suas mães não lhes veneram com esse tal imenso amor do planeta, sim, muitos filhos padecem com mães nada legais.)

Gente, tão simples, amor não não se mede,um amor não é maior que outro; tem gente que nasceu para ser mãe e tem muitas outras que não; e que a maternidade não tem nada de sacro, mas pode ser lindo, como pode ser horrível tb, poxa, tudo tão pessoal, tudo tão histórico e tão cultural.

Anônimo disse...

À 13:52

Eu não acho paranoia as pessoas não desejarem ter filhos, ou não se identificarem com o modelo mais comum de família, não acho mesmo, o que falei em meu comentário é que acho estranha a forma como algumas feministas se referem as estas coisas, de uma forma horrorizada, desdenhosa, isso sim, não tem como eu achar normal, pois veja, conheço pessoas que não tem filhos, não os querem, mas não se referem dessa forma a filhos, a própria Lola tem seu próprio arranjo de família e eu não a vejo se referindo desta forma horrorizada à gestação e a filhos, e repito paranoica (no sentido de que, parece que filho é um virus que t infectou p vida toda, uma bola de ferro no pé). Foi isso que eu disse, o equilíbrio é sempre o caminho, não vamos personificar a mãe natureza, sublimes, que não sofrem nuuuunca com seus filhos e famílias, mas também não devemos agir da forma oposta, com intolerância. Não tem muito tempo uma moça comentou aqui, que TEM CERTEZA que toda mãe é infeliz, que vê em TODAS as mães um olhar perdido e deprimido, POW tem alguma coisa errada ai não tem não?



Repito, acho absolutamente normal e a mim não ofende em nada pessoas que não se identificam, não tem em seus planos de felicidade e realização, filhos, família, casamento a normalidade toda que já estamos acostumados.



Em tempo, eu não tenho nenhuma intenção de fazer apologia a maternidade, simplesmente porque eu não ligo a mínima se as pessoas vão casar ou não, ter filhos ou não, cada um que viva a sua vida, foi só uma observação, como são todos os comentário aqui.

Izabel

aline disse...

iris

só pq para vc tudo deu certo n significa que vai dar para os outros.
e n sei pq n querer ter filho é egoísmo mas já vi cada argumento pró filho bastante egoísta,tipo "vou ter filho para ter quem cuide de MIM na velhice"

"vou ter filho para EU não ficar sozinha"


"Não dá pra ter noção da maravilha que é ver os filhos aprendendo, sendo pessoas legais, que se levantam contra injustiças, que fazem muitos amigos, que são simplesmente adoráveis"

nada garante que seu filho será uma pessoa maravilhosa,afinal,pedófilos,assassinos,marginais,misóginos,estupradores tb tiveram mãe e pai.

e essa madalena está pensando que virou a madre teresa de calcutá só pq teve filho.

Roxy Carmichael disse...

anônima das 13h19
acho importante saber como o sistema de saúde poderia se adequar a uma nova realidade em que a interrupção da gravidez fosse acessível. mas já existem pesquisas bem completas sobre o perfil das mulheres que abortam, falo porque vc demonstrou preocupação com uma suposta banalização da prática já que existe gente "desmiolada" no mundo. não duvido dessa afirmação, mas acho que uma desmiolada que decide não ser mãe quando entende que não tem condições para tal causa menos estrago que um desmiolado que não se protege, engravida mulheres e abandonam seus filhos desde a mais tenra idade, não? sobre o perfil das mulheres que abortam: a maioria é casada, já tem filhos é religiosa e uma grande parte faz uso dos métodos contraceptivos. a informação tá vaga porque não me lembro as porcentagens de cabeça. mas se vc digitar no google: pesquisa unb perfil mulheres aborto, vai aparecer esse estudo que foi inclusive premiado. aí vc terá números mais precisos.

quanto a achar que pílula do dia seguinte é a mesma coisa que abortar, acho bem impossível que isso aconteça. espero que quando vc se refira a essa gente não esteja fazendo diferenciação de classe social pq a classe media engravida sem planejar tanto quanto as classes sociais menos favorecidas. e nós sabemos bem que as filhas e os filhos da classe média estudaram em escola particular. e que na escola particular ensinaram bem como funciona o aparelho reprodutivo feminino e masculino. mas o menino aprendeu bem que a coisa mais importante na vida dele é o prazer (dele, claro). aprendeu também que em caso de gravidez, ele pode tirar o corpo fora sem ser repreendido por isso, afinal ele é homem e homem tem mais coisas a fazer que se ocupar de uma criança, além de que o processo todo acontece no corpo da menina e não dele e todo mundo parece achar tudo isso muito normal. eu ando bem mais preocupada com isso e pra falar a verdade, acho que vc deveria se preocupar mais com isso tb.

Maria Valéria disse...

Tabelinha e um método contraceptivo,sim,...comportamental, mas nao deixa de ser um método,

Extremamente falho ? Sim, 25% de falha.

Mas, ela usava camisinha ...se a camisinha estourou, que culpa a moça tem ??

Maria Valéria disse...

Pílula do dia seguinte não e e nunca será igual a um aborto.
Nao li todos os comentários, portanto nao estou me referindo a ninguém especificamente, mas A PILULA DO DIA SEGUINTE NAO INTERROMPE UMA GRAVIDEZ JA EM CURSO, e por isso e contra indicação para mulheres grávidas ( alem de nao interromper pode causar problemas ao bebe ) ...esta escrito de forma muito clara na bula...
So vai achar que PDS = aborto quem nunca leu a bula, ou quem nunca tomou...
Rsrsrs !!;)

Maria Valéria disse...

"Maternidade não é instinto, não é obrigatório e não é inerente à natureza de mulher nenhuma. Tem muitos lados ruins e algumas pessoas não querem passar por esses de forma alguma e a decisão dessas pessoas tem que ser respeitadas, sem serem taxadas de infantis"

Clap clap clap!!! Assino embaixo.

Anônimo disse...

Mae sem status, obrigada. Se eu fosse tomar uma decisao dessas levaria em consideracao opinioes como a sua, que conhece as duas faces da moeda: a maternidade e as consequencias psicologicas de um aborto.

aumilde sincericida disse...

E o companheiro EVANGÉLICO da moça do post não vai dizer nada aqui?

(pergunta q não quer calar)

Anônimo disse...

Sou mãe e concordo que deva perguntar para outras mulheres mães. Só sendo mãe pra saber o peso da decisão de ter um filho.

Vcs sabem, a maior parte dos abortos é realizada por mulheres casadas, que ja tem um filho, Ou seja: mulhers que sabem muito bem do impacto que uma criança traz na vida de um casal.

Ter um filho amplia a perspectiva, e no meu caso, possibilita compreender muito bem as razoes para nao tê-los.

Se eu engravidasse hoje, casada, financeiramente estavel, com um filho lindo de 3 anos eu certamente abortaria. Não tô preparada pra mais uma avalanche dessa não,

Por isso, só quero afirmar que a vivencia da maternidade é muito subjetiva. fico muito feliz que tenha transformado a vida de algumas de vcs pra melhor, mas a minha não tá melhor não. Ainda luto com uma deprssão pós parto, fueda

Fiz a escolha da maternidade as cegas. Toda ingênua, Com direito a tratamento para engravidar do primeiro e nao tinha a minima tinha IDEIA de como a vida é transformada, 3 anos sem dormir, sem comer, sem poder ter um segundo de descanso e tranquilidade. Nada fácil pra quem queria e desejava um filho, imagina pra quem tá em dúvida!?

Sofie

Maria Valéria disse...

"mas o menino aprendeu bem que a coisa mais importante na vida dele é o prazer (dele, claro). aprendeu também que em caso de gravidez, ele pode tirar o corpo fora sem ser repreendido por isso, afinal ele é homem e homem tem mais coisas a fazer que se ocupar de uma criança, além de que o processo todo acontece no corpo da menina e não dele e todo mundo parece achar tudo isso muito normal"

Pois e.
Se homem engravidasse,aborto seria um dos dez mandamentos

Anônimo disse...

Izabel

"conheço pessoas que não tem filhos, não os querem, mas não se referem dessa forma a filhos, a própria Lola tem seu próprio arranjo de família e eu não a vejo se referindo desta forma horrorizada à gestação e a filhos, e repito paranoica (no sentido de que, parece que filho é um virus que t infectou p vida toda, uma bola de ferro no pé)"

Talvez elas poderiam se sentir mais a vontade para dizer o que pensam se a gente não vivesse num país tão chatinho com esse negócio de ter filhos onde é completamente normal a mentalidade da madalena de que ser mãe é o melhor que pode acontecer para uma mulher (ela inclusive já postou vários comentários em outros posts nessa linha) , mas ai de quem dizer o quanto não quer ser mãe e o quanto acha gravidez algo repulsivo, etc. Vc pode não conhecer, mas acontece. Acorda..

"Em tempo, eu não tenho nenhuma intenção de fazer apologia a maternidade, simplesmente porque eu não ligo a mínima se as pessoas vão casar ou não, ter filhos ou não, cada um que viva a sua vida,"

Vc não parece ser tão indiferente a vida alheia quanto prega. Ninguém está dizendo que é a norma ver gravidez como algo péssimo, estão apenas compartilhando seus pensamentos. Se sua família te fez a pessoa que é hoje e está bem com isso, ótimo! mas a vida dos outros não segue a sua. As pessoas se sentem a vontade para expor seus pensamentos aqui pq isso é a caixa de comentários de um blog, na "vida real" vc fala um troço desses e as pessoas vão te chamar de "paranoica" ou uma "pessoa com trauma" como vc mesma escreveu

Alderiva Maria disse...

Você nasceu e agradeça à Deus por estar viva! Então não ouse matar seu próprio filho! Isso é crime consigo mesma e contra seu próprio filho! O erro foi seu e seu filho não tem que pagar por isso!! Meu ponto de vista.

Anônimo disse...

E se o homem que engravidasse, mantendo todos os privilégios que eles já tem, as feministas seriam favoráveis a legalização do aborto?

Erres Errantes disse...

Fiquei assustada lendo esse post.
A autora disse que engravidou mesmo usando camisinha e tabelinha. Eu uso esses mesmos métodos, que como todos os outros têm suas falhas. Minha irmã também engravidou assim. Fiquei assustada porque me dei conta do quanto que esses métodos são falhos. E se eu engravidasse, acho que iria me matar, porque ninguém iria me ajudar a fazer um aborto, pois vivo cercada de pessoas sem grana e sem disposição para cooperar numa situação dessa.
Ter o filho para mim não seria uma opção, em hipótese alguma. Prefiro morrer a engravidar agora.

Anônimo disse...

A maternidade aconteceu na minha vida por vacilo mesmo...mas eu já estava com 30 anos, minha casa, meu carro, meu emprego e resolvi levar adiante...e putz, por não ser algo que eu tivesse querido ou planejado, por sempre ter o espírito muito livre e sem querer grandes compromissos, passei por uma barra de depressão na gravidez que foi horrível.
Além do que os hormônios e as mudanças da gestação me faziam sentir péssima. Foi como ter passado nove meses de Tpm das barbas e ininterrupta.
Várias vezes me arrependi de não ter abortado enquanto dava. Várias vezes quis morrer sem nenhuma explicação plausível...só uma angústia sem fim...
Enfim, resumindo, após o nascimento as coisas serenaram. As taxas hormonais devem ter caído, sei lá, mas aquela tristeza infinda foi passando.
Ainda assim eu não senti de cara esse amor ou instinto maternal tão cantado e verso e prosa...foi mais senso de dever...
Mas aí, com os cuidados que eu dispensei, com as descobertas, com as noites mal dormidas-ou não dormidas- com as novidades e evolução dela, muitas coisas mudaram em mim...e hoje em dia minha pequena é a luz dos meus olhos. Dou o maior valor ao meu amor por ela e vice-versa porque foi algo construído...aliás, algo que continuamos construindo dia a dia...e minha experiência com a maternidade revelou-se menos penosa e traumática do que eu supunha quando gravida.
Me pego pensando vez ou outra que bom que eu não abortei e sou muito grata a uma amiga e ao meu pai que de forma muito digna ao saberem da minha gravidez me perguntaram se eu queria levar adiante. As demais pessoas, inclusive minha mãe, simplesmente ignoraram que eu poderia ter outros planos.
Pois essa é minha experiência,única, pessoal e intransferível.
E sigo forte a favor do aborto, em qualquer caso. Torcendo pela descriminalização, mesmo sabendo que se não fosse algo ilegal e clandestino provavelmente o desfecho da minha história ia ser outro.
E eu daria um jeito de ser feliz de qualquer modo, como estou hoje em dia.

Anônimo disse...

Poxa vc tem condições fianceiras e de saúde não aborte,vc pode criar esta criança, ela será um benção na sua vida,pena q já deve ter abortado.Quanto a um comentário de uma pessoa aqui q ter filho é algo tão sublime,eu acho q não é apenas um romantismo, ter filhos é uma experiêcia bastante enriquecedora pq sentir amo é muito bommmmm ,são coisas da vida,beijo e pare de achar q filhos são tudo na vida pois eles apenas fazem parte de um conjunto.

Anônimo disse...

Se homem engravidasse,aborto seria um dos dez mandamentos

Não minha cara,ainda seria crime,ainda seria algo horrível.

Anônimo disse...

Eu engravidei duas vezes, uma aos 25 e outra aos 29, e decidi abortar na 1 e não o fazer na segunda, muito devido ao fato de que apesar de ambas serem acidente com caras imaturos, na 2 vez foi diferente, desejei verdadeiramente ser mãe, apesar de estar também muito assustada.
Eu acho que se vc não deseja ser mãe, se não consegue se imaginar cuidando de alguém por um bom tempo, de jeito nenhum, então aborte mesmo sem medo.

ps - Lola vc poderia abordar tbm sobre as mulheres que decidem dar seus filhos para a adoção. Acho um absurdo que no Brasil elas sejam tão mal vistas, minha mãe, por exemplo (evangélica), disse que apesar de tudo preferiu me ver abortar ao invés de dar o filho para a adoção. EM outros países não é assim, e tlvz se isso mudasse, o aborto seria menos praticado...

Flávia disse...

Eu não sou a favor do aborto. Se eu engravidasse hoje, teria o bebê. Mas não posso falar por outra pessoa. Cada um tem uma história de vida, seus próprios planos e objetivos. Acho que cada um tem o direito de escolher sim, mesmo que seja algo que sou contra.
Sorte pra moça e que eles fiquem bem.

Anônimo disse...

Sou contra o aborto, mas a favor da sua descriminalização. Já fiz um aborto e hoje sou mãe.
Fiz o aborto quando tinha 18 anos, estava no primeiro semestre da faculdade e de um namorado imaturo que depois descobri que ainda era um galinha. Tive o apoio da minha família, principalmente da minha mãe, que é muito católica, mas infinitamente sábia e amorosa.
Mas eu sofri demais com esta história. Nunca consegui contar pra ninguém e nem falar sobre este assunto em casa, onde todos sabem. Foi um alívio não estar grávida mais, mas foi igualmente devastador o sentimento de culpa e vazio.
Hoje aos 35 anos estou em um relacionamento estável, com um homem maravilhoso, planejamos nosso bebe e a maternidade pra mim é maravilhoso . Amo ser mãe, me completa, me realiza. Desacelerei minha vida para minha família e estou muito feliz.
Mas devo dizer que me causa muita estranheza ver as pessoas falando de filho como um estorvo ou um aglomerado de células. Nada é tão simples e frio assim.
Criar um filho é uma responsabilidade imensa, é doação, além de muito dispendioso. Sua vida nunca mais será a mesma, mas não quer dizer que será ruim ... conheço pessoas que pensaram em aborto, disistiram e amam ser mãe/pai, outras que se arrependem, e aí é o problema maior, pois quem sofre mais é o filho.
Na minha opinião, a diferença toda está na certeza da sua decisão. Arrepender-se e não conseguir se perdoar pela decisão que tomou. Eu não arrependo do meu aborto aos 18 anos, mas hoje não abortaria.
E a decisão tem que ser SUA, pois quem vai lidar que os sentimentos futuros é você. Pedir opinião e conversar a respeito é válido para você tomar a SUA decisão.
Filho é da mãe e aborto é da mulher. Quem está perto (família, companheiro, amigos) sofre ou se alegra com a situação, mas quem vive somos nós. Então esteja certa do que vai fazer.

Zâmike Zeny disse...

Nossa! O primeiro e-mail me deixou também muito transtornado e o único conselho que pensava era "Tenha essa criança!", pois como a Lola falou o contra tava muito pesado.

Mas o último me deixou aliviado por ela ter tomado a decisão e não parecer mais transtornada.

Boa sorte em sua vida!

Zrs disse...

Muita gente aqui precisando ler "Um amor conquistado: o mito do amor materno".

Anônimo disse...

Eu confesso que tenho mesmo uma certa paranóia (como uma pessoa chamou ai) com relação a ter filhos, nunca recebi com alegria as notícias de gravidez na família, isso não me impede de adorar meus sobrinhos, gosto muito de criança, mas nunca quis ter filhos e acho as mães e conversas de mães irritantes de um modo geral...Sim, tenho um problema com isso, mas isso não tem nada a ver com feminismo, uma das comentaristas o relacionou ao feminismo. Não, deve ser algum problema pessoal meu, acho que eu vejo o mundo de uma forma pessimista demais e não posso acreditar quando alguém vem me dizer que vai pôr mais um ser aqui, meu inconsciente me diz 'Pra quê?'. Outro comentarista disse que a moça era egoísta por optar pelo aborto, já eu acho super egoísta botar filho nesse mundo, sim, a pessoa decide por ela, porque ela quer cuidar de um bebê (é tão bonitinho!!!), para ter companhia, para que alguém cuide dela na velhice....onde está o altruísmo? Outra vem falar sobre dar pra adoção, isso sim é revoltante, mil vezes o aborto. Quantas crianças estão aí esperando um lar e uma família, deixar outras mais nessas condições?
Leila

Kittsu disse...

"E se o homem que engravidasse, mantendo todos os privilégios que eles já tem, as feministas seriam favoráveis a legalização do aborto?"
Não precisariamos debater sobre isso.O aborto seria um direito constitucional, os hospitais e estrutura social estariam completamente preparados para o direito de escolha do gestante. as leis se voltariam para proibir a mulher de inseminar um macho sem o consentimento dele, sendo a gestação acidental um crime por parte da mulher.

Anônimo disse...

http://extra.globo.com/casos-de-policia/presos-seis-acusados-de-integrar-quadrilha-que-movimentava-500-mil-por-mes-com-abortos-11058169.html#ixzz2nMStmvse

Pessoal, viram essa matéria que saiu no Extra?

Sofia disse...

Quando descobri minha gravidez, aos 21 anos, morava na Itália. Tava curtindo uma bolsa de graduação bacana, viajando pelos quatro cantos com meu marido. Tinha acabado de voltar do Oktoberfest em Munique, extasiada.
Fui pro hospital com a certeza que estava tendo uma crise braba de gastrite, de tanto enjoo!na enfermaria já desconfiaram da gravidez e me deram um teste, desses de farmácia.Depois do resultado positivo, desatei a chorar compulsivamente.Disse pro meu marido: Sozinha eu não quero ter, preciso saber agora se vc está 100% comigo nessa e até o final. Ele quis. Decidimos mudar nossas vida num instante, ali mesmo, no corredor do hospital. Mesmo sabendo que voltaríamos pro Brasil sem um tostão furado, sem plano de saúde e com uma criança pra criar.
A médica fez as contas da gestação (pelo tamanho do feto) e foi bem direta: você tem até a data X pra fazer um aborto, e se quiser é melhor se apressar.Confesso que fiquei até um pouco ofendida com a naturalidade com a qual ela disse uma coisa dessas! E olha que sou feminista de criação.O que ocorre é que lá na terra do Vaticano o aborto é legal há muito tempo e eles lidam com muita naturalidade com isso, tá muito longe de ser um tabu como é pra gente. Quando eu ainda estava digerindo a informação da gravidez inesperada marquei uma consulta com uma ginecologista. Só de ver minha cara fechada quando cheguei lá veio a segunda oferta. "tá tudo bem mesmo? você tem certeza que quer ter esse filho? Se quiser posso te indicar uma psicóloga?" Tenho, poxa, só to de mau humor! rs Lá é ao contrário, o psicólogo não é pra ter certeza do aborto, mas pra ter certeza que se quer ter o filho!
Enfim, só contei o caso pra dizer: o aborto vai ter na sua vida o significado que você der a ele! É claro que estamos imersos em nossa cultura e nossa psiquê e que nem sempre é fácil de desvencilhar disso tudo, mas só queria relativizar um pouco o peso que damos pra essa palavrinha "aborto".

Sofia disse...

No mais, sei como ninguém como um filho muda a vida. No meu caso mudou pra melhor, sem hipocrisia, sei o quanto é cansativo e o quanto modifica nossas escolhas. Mas sei também o quanto de alegria, de prazer, de amor, de descobertas. E é bom lembrar, quando se te um filho, muita gente espera que você, por ser mulher, renuncie a tudo por ele, e vai te cobrar isso sem hesitar!Mas sabendo que a responsabilidade pela criação de uma criança não é da mãe, mas sim de toda a família e também da sociedade [discordo quando a autora diz que é uma ajuda ou favor, acho que cuidar da criança é obrigação compartilhada de mãe, pai, avô, avó, tios, creche - de preferência pública - e etc], dá pra seguir com seus planos e metas, dá pra sair e se divertir, dá pra estudar e trabalhar. Machistas sempre acharão tudo isso um crime, já sabemos que nos querem presas em casa, mas quem liga? =) Filho não é o fim de nada, é um novo começo. E um aborto hoje não muda em nada a mãe que você vai ser no futuro. Se quiser ser uma, é claro.Boa sorte!

Anônimo disse...

Sou parcialmente "mascu" e totalmente a favor do aborto, até porque minha ex já abortou e foi um alívio
Um site bom é o womeninwaves
Bjos
Samuel

Nathalia disse...

A autora parece ter pensado muito a respeito, e se estiver segura, tiver condições financeiras e psicológicas,essa é a melhor opção. Não importa o motivo pelo qual se engravidou, se foi descuido, irresponsabilidade ou o que for, se a vontade da mulher for não ter o bebê, deve ser respeitada. Eu posso dizer, por experiência pessoal, que poucas coisas na vida são tão desesperadoras quanto se ver gravida sem vontade e sem instinto maternal nenhum. Engravidei aos 17 anos, e não pude abortar por questões financeiras, mas tive isso em mente até o ultimo momento. Hoje em dia, já avancei 12 semanas de gestação e não faria mais o aborto, mas ainda é difícil me adaptar a essa nova condição. Faço terapia desde antes da gravidez, e isso é o que está me ajudando a não cair em uma depressão. É uma situação muito complicada emocionalmente e fisicamente. Espero um dia ser feliz novamente, mas obtenho forças da certeza de que isso não é o fim do mundo. Mas sou da opinião de que a vontade da mulher deve ser respeitada, seja ela ter a criança ou não. Eu acredito sim que a maternidade possa ser uma experiencia enriquecedora e prazerosa, mas é desumano obrigar uma mulher a passar por ela quando ela não quer.

Marcia disse...



"Pessoas em coma profundo não demonstram mais "indício de consciência" que um feto qualquer, mesmo que possa "acordar" a qualquer momento (por vezes meses ou até anos depois do início do coma), assim como um feto eventualmente ficaria consciente. Eles não são mais seres humanos para você? Se a família de um deles decidir que ele é um peso desnecessário, seria correto matá-lo?

E quanto a pessoas com severas debilidades mentais? Pessoas com idiotia (estamos falando do termo psiquiátrico) tem uma capacidade intelectual tão limitada que há quem diga que répteis e anfíbios são mais espertos. Eles seriam menos humanos?"

Pessoas não são fetos. Um ser humano nascido, nasceu. Simples assim, a sua comparação não me significa nada.

E sim, para mim, ser humano tem haver com plena capacidade de consciência, que é diferente de capacidade mental, não é mesmo?

Mas ao contrário de você, jamais obrigaria alguém a regular a sua vida ou a vida de algum familiar pelos meus valores, então apenas batalho pelo direito de cada uma fazer o que bem achar melhor.

Eu, por exemplo, já deixei bem claro a companheiro e familiares que sou a favor da eutanásia e se ficar em coma, sem condições de me curar, favor me deixar ir. Não tenho nenhuma pretensão de viver sem o meu conceito de dignidade.

Outra pessoas podem e devem seguir suas próprias convicções.

Carol A. disse...

Ao ler o comentário da Madalena Barros fiquei pensando em como nossa sociedade santifica a figura da mãe. Sim, muitas mães são amáveis e colocam a vida de seus filhxs na frente da delas. Mas isso não quer dizer que não existam mães e pais negligentes ( arrisco dizer que existem em grande número até). Talvez nem seja preciso ir tão longe: existem mães que fizeram tudo o que consideraram certo com seus filhxs mas que não são tão próximas delxs por mera incompatibilidade de interesses. Acho complicado afirmar que a mãe da A., que não conhecemos nem pelo texto, seja a pessoa que mais a ame no universo e cujo opinião seja a mais importante. As relações familiares são tão complicadas como qualquer outra relação. Existe uma infinidade de variáveis nessa relação e todo julgamente nesse sentido vai cair no discurso religioso - de que os laços maternos geram um instantaneo amor incondicional em todo mundo e quem não couber nessa forma é um desalmado. Não podemos medir o mundo com a nossa régua. (Lola, fuji um pouco do tema principal mas senti necessidade de fazer esse comentário. )

R. disse...

Lolinha, por que diabos você não é mãe? Você seria a melhor mãe do mundo(quero ser sua filha nesse momento). ):

Anônimo disse...

Mais um evagélico de fundo de quintal.
Só da boca para fora, pq cristão que é cristão de verdade não trepa antes do casamento.

Anônimo disse...

Ontem meu filho mais velho fez 29 anos. Em maio a caçula fará 23. E tenho convicção que só entendi o que era amar alguém , no dia que vi meu primeiro filho olhando para mim. Tenho também plena ciência do tipo de pessoa que eu teria me tornado caso minha opção fosse não tê-los. Mas há 39 anos atrás, fiz um aborto ! "Apoiada" pelas amigas e pelo namorado !! Uma coisa horrível, que piora à medida que os anos passam. Não quer ser mãe de jeito nenhum ? Filho é "âncora" que vai impedir sua vida de ser fantástica ?? Radicaliza e tira o útero fora !Conheço gente que fez isso e está muito feliz. Mas à moça que escreveu, espero que tenha optado pelo seu filho. E cada vez que olhar para ele e a cada dificuldade superada, vai entender as razões de quem não apóia o aborto. Boa sorte, do fundo do coração ! Ximene - SP

Anônimo disse...

me incomoda muito esse troço de vir gente aqui dizer que feto não é humano;oras,quando vai chegar a ser,só quando nascer?e se nascer de poucos meses,quando ainda é considerado um feto,não é humano?Ah,conta outra,não quer ter filho de relação consentida,não tenha relação sexual,ou tira fora os ovários,simples assim,pois!?!

Anônimo disse...

Gostaria de mandar um texto maior, como faço?
Desde já me desculpo caso seja pura ignorância da minha parte não saber fazê-lo, ou, se por outro lado estiver sendo chata. Mas não tô conseguindo cortar mais o meu texto...

Anônimo disse...

Muito difícil opinar esse assunto!

Anônimo disse...

Anônimo de Ximene, eu ADORARIA arrancar o meu maldito útero e jogá-lo na lata de lixo que, pra mim, é o lugar dele. Mas sabe por que não faço isso? Porque nenhum médico quer fazer a cirurgia. Estou na casa dos 20 e não tenho filhos, então todo babaca que eu vejo (e que pensam igual a você) acha que eu vou me arrepender. E como não posso me auto operar, ele ainda está aqui, me atrapalhando a vida. Entendeu? Não é que as mulheres não queiram se esterilizar; elas simplesmente não podem pq os indivíduos que poderiam fazer esse favor acham que temos a obrigação de parir.

Anônimo disse...

Concordo plenamente. Pessoas extremamente egoístas.

Anônimo disse...

(Amanda)
Gente me ajudem. Pelo o amor de Deus! fiz o teste de farmacia ontem e deu positivo. So o que acontece é que engravidei quando estava separada do meu marido e eu nao sabia. Hoje estamos juntos de novo, mas nao é a mesma coisa. Contei pro outro que o filho é dele, e ele aceitou. So que nao contei pro meu marido da minha gravidez. O que faço? Desfaço meu casamento, e vivo com o pai do meu filho, sendo julgada pela familia, o resto da minha vida? Ou digo a ele que meu marido vai cuida do filho achando que ele é o pai? Ou na ultima opçao, faço o aborto? Eu to pertubada, nao me alimento direito, so penso na confusao que essa gravidez pode causar. Eu sempre vou sair como errada! Me ajudem gente, por favor!

Anônimo disse...

Se tu te senti bem e é feliz com o pai da criança, vai viver com ele, quem sabe uma vida nova não seja melhor, eu particularmente não conseguiria viver com uma mentira nesse grau!

valentina Vieira disse...

Oi meninas, me chamo Valentina, tenho 17 anos e to com um sério problema, a alguns meses conheci uma pessoa, que se tornou muito especial pra mim, minha família não apoia, mas em questão financeira tanto ele como eu somos bem resolvidos, e eu sempre tive o desejo de ser mãe, nunca usamos preteção, mas eu acabo sempre tomando a pilula do dia seguinte, masMuito resentimente tivemos relação, no primeiro dia da minha, estou com o remédio na mão e não sei se tomo ou não, fico imaginado a barriguinha crescendo, ouvir os primeiros batimentos! Ele tem um pouco de medo por ele ser alguns anos mais velho e eu bem nova mas me apoia na minha decisão, não sei se exprimento essa esperiencia única, ou se espero mais alguns anos. Apesar de eu ser nova sou muito madura e tmb imagino que com uma criança minha família se aproximaria mais dele e perceberia a pessoa maravilhosa que ele! Me audem meninas tomo ou não o remédio?

Anônimo disse...

Parabens n aceito isso tbm n.tenho 17 anos engravidei cm 15 de um vagabundo q me apaxonei do nada depois disso ele foi embora.fim da historia resolvi ter o bb msm cm tudo contra mas infelizmente perdi cm 2 meses de gestacao. Temos q aceitar conseguencia

Anônimo disse...

Na vejo a hr de ser mae. Meninas ja fiquei gravida mas perdi.tipo n foi buque de flores n pq o boy nem queria saber de mim. Senti sozinha.mas tive forca de q ia ter meu bb.mae ia ficar loca.mas aceitei minha conseguecia.nao estamos preparadas pra ser mae, e estranho saber q ontem estava normal sua vida e derrepente vou ser mae.e um choque mas depois q aceitamos msm sendo oq n quer .gente vx pega um amor cm o bb do seu ventre e incrivel. Queria estar cm o meu maiss...

Anônimo disse...

Fassa oque for te fazer feliz gatinha. Sou menina tenho 17 anos tbm.apoio vcx no que for te fazer feliz. .

Anônimo disse...

Estou grávida de um mês e não quero esse bebê comprei os remédios para o aborto mais não consigo tomar choro,fico indecisa ninguém sabe dessa gravidez só meu namorado tenho 18 anos meus pais são evangélicos e a família do meu namorado também estou com muita vergonha de contar
Me ajudem gente por favor eu aborto ou não?

Não tenho casa vai começar a construir ainda minha família me considera o bebezao
Tô com medo e muita vergonha

Anônimo disse...

As mentiras sempre são descobertas, ainda mais uma mentira deste tamanho. Acredito que vc nunca mais será feliz na sua vida mantendo um segredo destes, se vc quer seu marido, ou conte a ele a verdade ou aborte, ou se vc acha que o outro te fará feliz, viva seu amor intensamente e tenha o filho de vcs. Pense bem antes de mentir assim, poia aS consequências são tristes.

Anônimo disse...

Fiquei parte do meu dia lendo a postagem e os comentários. Estou gravida, confirmei hoje pela transvaginal. 8 semanas e 3 dias e estou pesquisando para tomar a decisão correta. Me corta o coração ter que tirar esse bebe, nunca quis ser mãe, nem apos estar com minha vida estabilizada, mas ouvi o coração do bebe hoje, vi sua formação mesmo que pequena e isso esta me atormentando. Sei que não tenho estrutura familiar e financeira para ter esse bebe e por isso preferia tirar, mas ainda esta indefinido!