quarta-feira, 28 de agosto de 2013

O PRECONCEITO CONTRA MÃES SOLTEIRAS

Da K, que conseguiu se libertar.

Há alguns meses me tornei mãe solteira -- ou separada, como preferir. Como já disse em um guest post anônimo no seu blog, depois de um relacionamento abusivo eu consegui enfim me separar. 
Me separei sem pensar muito em como seria, porque talvez se eu pensasse eu não conseguiria me separar.
Ingenuamente, acreditei que não existisse mais essa coisa de preconceito com mães solteiras. Claro que eu sabia de muita gente que acha que mãe solteira só está a fim de arranjar um pai para o filho e tudo mais, mas acreditava mesmo que com tanta informação que temos hoje, pessoas mais novas principalmente, seriam... mais pra frente. 
Nesses meses, me deparei não somente com o preconceito -- que também é machismo né? --, mas com um machismo explícito e de pessoas bem próximas.
As primeiras semanas foram bem complicadas, porque de algumas pessoas das quais eu esperava apoio (por serem amigas há décadas, amigas de infância), o que eu recebi foi descrença. Minha amiga que sabia de toda a situação, dos porquês do término, da situação que estava no limite e da falta de respeito, dizia que isso era fase, que já já eu ia voltar atrás, porque apesar de meu ex na visão dela "não ser aquilo tudo", eu não iria aguentar ficar sozinha. 
Vi aí como algumas pessoas simplesmente não validam as decisões tomadas por mulheres. Minha amiga usou argumentos como: "você vai voltar quando as coisas apertarem" (financeiramente), "quando você sentir falta de sexo". Ou seja, minha decisão não tem valor algum? É isso? Até hoje essa amiga acha que eu vou voltar com ele, e que é só questão de tempo.
Outras pessoas também tiveram reações parecidas. Apesar de serem pessoas próximas, eu já esperava esse tipo de reação. Uma tia, alguns meses depois, me vendo numa situação financeira não muito boa, me disse: separou, agora aguenta. Como se eu tivesse de "pagar" por uma decisão que EU tomei, uma decisão que foi a melhor para mim e para a minha filha. 
Claro que no meio do caminho surgiram pessoas maravilhosas que me apoiaram e seguraram a barra -- até mesmo financeira -- quando precisei, mesmo não sendo responsabilidade delas. Isso se chama empatia. 
Acontece que eu me vi deslocada em um mundo que não sabe lidar com a mulher que ESCOLHE se separar. Sou blogueira, tenho um blog sobre maternidade e comecei a procurar blogs com o mesmo tema. O que encontrei foram diversos blogs onde as mulheres se vitimizavam, dizendo que foram abandonadas, e dicas para o seu marido não terminar com você, como se ser mãe solteira fosse a pior desgraça para uma mulher.
Então aproveitei a deixa e comecei a incluir o feminismo nos meus textos, a incentivar as mulheres a se empoderarem. E no blog mesmo, quando falo da separação, às vezes acontece de aparecer um comentário ou outro de alguém falando que é um absurdo eu fazer algo assim com a minha filha, que eu deveria ter pensado nela. Mas eu pensei! Tanto pensei, que preferi separar. Porque eu não quero que futuramente ela permaneça numa relação abusiva, ou até mesmo numa relação na qual ela não quer mais estar, porque "minha mãe ficou casada mesmo assim". 
Lola, já ouvi de tudo esses meses, já ouvi que estão fazendo corrente de oração para mim, para que um homem bom apareça na minha vida! (Oh! homens bons, venham me resgatar das garras do feminismo!). Já ouvi que em breve irei encontrar um homem para ser o pai da minha filha. Porque né, separou, a criança perde o pai, né? Não? Ah tá... Já ouvi que "Ihh, agora que não deu certo com homem, não desiste não, tá? Não vai começar a gostar de mulher, hein?". Já ouvi de TU-DO. 
E vi que para a maioria das pessoas a mãe solteira AINDA é vista como uma abandonada. Até mesmo algumas mães solteiras se intitulam coitadas. Como se todas as mulheres precisassem de um homem para cuidar delas e dos filhos!
Não me arrependo da minha decisão. Eu ainda custo a acreditar que consegui me separar, e quando lembro, fico muito feliz e orgulhosa de mim. 
Tenho esperança de que, futuramente, a nossa sociedade esteja preparada para aceitar as mães solteiras sem ter de arranjar um homem pra elas. 

Minha resposta: Incrível que esse preconceito persista! Bem quando vc precisa de apoio... Imagina só, se a gente vivesse numa sociedade mais igualitária, todo mundo estaria te parabenizando por ter conseguido sair de um relacionamento abusivo. Mas como a sociedade é tremendamente machista, fica insistindo nisso de "melhor mal acompanhada do que só" (contrariando o próprio provérbio), ou de que vc precisa de um homem.
É bem provável que homens venham, e que desta vez vc saberá escolher. Mas daí a dizer que vc PRECISA de um pra viver, vai uma distância. Ou de que sua filha precisa de um pai, como se ela já não tivesse um!
Não tem ninguém que os mascus, por exemplo, odeiem mais que mãe solteira. Ok, talvez mãe solteira esteja em pé de igualdade no ódio deles com gordas e certa blogueira feminista que eles não ousam dizer o nome. Pra eles, toda mulher que tem filho sem casar, ou que tem filho e se separa, ou que tem filho e fica viúva, é mãe solteira (eu acho estranho isso, porque, pra mim, mãe solteira é uma conjunção de mãe com ser solteira, mas enfim, tem muita gente que usa o termo mãe solteira pra englobar qualquer mulher sem homem pra criar os filhos). 
Camisa odiosa, criação de mascus dos EUA
E todas essas mulheres, segundo eles, não prestam, só querem arranjar um homem que as sustente. Sem falar que os filhos dessas mulheres são os piores possíveis, de acordo com os mascus (o que certamente é uma projeção, pois muitos mascus são filhos de mães solteiras. O que não falta é mascu que teve mãe batalhadora e pai inútil que largou a família e, lógico, o pimpolho ficou contra as mulheres e sonha em ser igual ao pai). E pra eles não existe nada mais desonroso que um homem criar um filho que não seja seu. Ou seja, adoção, pra eles, é ato máximo de desonra.
O curioso é que todas essas opiniões sobre mães solteiras estão vivíssimas na sociedade. Mascus não criam nada, eles só aumentam o nível de preconceito e ódio à terceira potência. Não existe muita gente, imagino, que chama mãe solteira de "lixo imundo" (como fazem os bravos guerreiros de um real -- bem escondidinhos por trás de um avatar de superherói, óbvio). Mas a ideia no senso comum de que uma mãe solteira está desesperadamente à procura de um homem é igualmente machista.
O lado bom é que dá pra rapidamente sacar quem são esses homens preconceituosos e riscá-los do nosso caderninho. Afinal, quem em sã consciência quer ter qualquer tipo de relacionamento (mesmo que seja um "Bom dia" num elevador) com alguém que chama filho de mãe solteira de "Esporro Alheio Ambulante"? (e esses caras têm a pachorra de fingir que se preocupam com embriões no caso de aborto!).
Eu só posso te parabenizar por ter conseguido cair fora. Isso exige muita coragem. E vc teve essa coragem. Agora a sua vida já deve estar melhor, apesar dos preconceitos que te rodeiam. É só seguir em frente sem olhar pra trás. E evitando olhar pros lados, porque o que não falta é gente besta disparando preconceitos. 

97 comentários:

Anônimo disse...

Parabéns K. Minha família nuclear foi assim como vc disse "minha mãe ficou casada mesmo assim", e posso te dizer como filha q foi uma experiência ruim q tento me livrar até hoje. Força!

Vitória disse...

Sou filha de mãe solteira e tenho muito orgulho dela. O problema é que eu queria que ela continuasse solteira, mas casou novamente! rs

Mas sério mesmo, muitas pessoas fazem tempestade em copo d'água em cima de um divórcio, e pior: colocando os filhos no meio. Meus pais se separaram quando eu tinha 7 anos de idade e isso não foi traumático para mim em nada! Meu pai continuou sendo meu pai, e minha mãe continuou sendo minha mãe.

Vc tomou a decisão certa, querida! Crescer com um homem escroto e ainda deixar sua filha crescer num lar assim é que seria irresponsabilidade.


Os: Lola, o livro já chegou e estou amando. Mais tarde mando um depoimento sobre o livro e uma fotinha com ele. Beijossss

Anônimo disse...

coitada da menina vai crescer em um lar desestruturado.depois não sabem pq a criminalidade está nas alturas.

Anônimo disse...

Eu penso que tenha ainda uma diferença entre a mãe solteira (que pariu sem se casar ou sequer estar namorando) e a mãe que viveu com o pai da criança e se separou. As primeiras sofrem ainda mais preconceito! Acho que uma boa solução é não dar ouvidos ao que os outros dizem: segue firme e forte e dê de ombros aos que te criticam; corte conversa com essa gente e quando alguém sinalizar dar alguma opinião, diga que vc dispensa os comentários: vc é admirável, parabéns e muita força!

Fael disse...

"Anônimo disse...
coitada da menina vai crescer em um lar desestruturado.depois não sabem pq a criminalidade está nas alturas."

Sabe quem tinha pai trabalhador e mãe dona de casa a vida toda? Hitler.

lola aronovich disse...

Pois é, anon das 12:24, lar estruturado é o seu. Vc deve ter vindo de família tradicional, nuclear, com mamãe que faz mingau pra vc e tudo... e funcionou muito bem, né? Criou uma pessoa sem preconceitos, com empatia e coragem de assinar embaixo das coisas que diz. Parabéns!

lola aronovich disse...

Fael, melhor não falar de Hitler com mascus, porque das duas uma: 1) muitos mascus são neonazistas e adoram Hitler; 2) os que não são afirmam que Hitler foi um esquerdista (ontem mesmo o Leleco disse que Reagan era um esquerdista).

Anônimo disse...

"Anônimo disse...
coitada da menina vai crescer em um lar desestruturado.depois não sabem pq a criminalidade está nas alturas."

Fui criada por mãe solteira (apesar de todo o apoio do meu pai, quem me criou e educou foi a minha mãe) e garanto que o 'meu lar' ofereceu muito mais estrutura do que o de muitas famílias tradicionais. E nem vou comentar a segunda parte do teu comentário escroto!

Flavio Moreira disse...

Reagan e Hitler esquerdistas?!!! KKKK! A nelhor piada do meu dia, Lola!
K. Parabéns pela decisão. Ninguém disse que iria ser fácil, mas você encotrou algumas pessoas que compreenderam e apoiaram - as outras, infelizmente, não têm empatia, então não há muito o que fazer.
Minha mãe me criou sozinha nas décadas de 60 e 70 - imagina como era pesada a barra naquela época! - mas nunca se deixou dobrar diante da pressão machista. E teve o apoio mais fundamental de todos, para ela, na época: minha avó, que foi um norte na vida de minha mãe (e na minha também). E olha que minha avó era evangélica! Mas deu apoio à minha mãe e ajudou-a a me criar.
Na vida, a gente deve contar com aqueles que nos apoiam e compreendem. Os outros, que vivem para nos querer culpar e tornar nossas vidas infelizes, são dispensáveis.
Sucesso para você em sua nova vida. Tenho certeza de que em breve sua situação financeira já não estará mais tão difícil e que você conseguirá respirar melhor.
Força!

Rafael Barros disse...

Bom, Lolinha, nesse caso prova-se que nem pra conversar com um deles dá. Ou brigar, que foi o que fiz num excesso de raiva ao ler o comentário. sorry.

Mais importante: força pra K. Não consigo nem imaginar como deve ser difícil, mas de uma coisa sei: tenho várias amigas mães solteiras que tão aê, segurando a barra, e isso não é nenhuma tragédia. Na verdade, pra você, é uma vitória. Parabéns!

Anônimo disse...

Veja Lola:

http://euescolhifornicar.com/post/59513242836

Juliana disse...

Eu sou filha de mãe solteira...
Minha mãe namorou meu pai por três anos...durante a gravidez sentiram que a relação não dava mais certo e minha mãe terminou c/ ele. O motivo não foi apenas o desgaste: meu pai era alcóltra e minha mãe resolveu dar um basta...pelo meu bem e pelo dela. Acredita que após meu nascimento, uma tia da minha mãe ligou e disse para ela que 'agora então você deve casar...' (fala sério...). Minha mãe me amou, me sustentou e tudo mais, enquanto durante esses anos meu pai bebia. Logo, sempre foi um desconhecido p/ mim. Minha mãe volta e meia me questionava se eu queria conhecê-lo, pois caso eu quisesse ela me levaria até a casa dele. Eu nunca quis. Tenho 28 anos e há seis que meu pai mantém contato comigo (ou pelo menos tenta...), ele se tratou e leva uma vida normal. Descobri, irmãos, irmãs e sobrinhas (a melhor parte de tudo).
Daqui a três meses vou me casar (isso deve ser um ultraje para os 'mascus'...rs) e minha mãe entrará comigo na igreja.
É um absurdo como as pessoas se importam tanto com títulos e tão pouco com os sentimentos e decisões das pessoas!

Unknown disse...

Para a mãe do post: parabéns. Tive uma história parecida com a sua. Saí de um casamento abusivo, com a diferença que quando o divórcio ocorreu eu estava tentando engravidar o que, ainda bem, não ocorreu. Eu saí porque o meu ex (a quem eu amava muito) resolveu me chantagear com o divórcio. Algo do tipo ou faz isso ou quero o divórcio. Bom ele ganhou o divórcio e como não tenho filhos ouvi todas as outras besteiras que você mencionou. E olha que sou pós graduada e financeiramente independente desde antes de casar.E se eu puder dar um conselho: ignore. A vida pode até parecer ruim agora, mas a medida que você lembrar que você é alguém com muito valor, e perceber que você é efetivamente dona da sua vida prometo que as coisas melhoram. E pode ter uma certeza: você fez um bem imenso a sua menina. Mostrou para ela que casamento não é obrigatório e de que ela não precisará de nenhum homem para qualquer coisa. E quando ela crescer, ela vai perceber isso. Força e parabenize-se todos os dias. Não é todo mundo que é capaz de se livrar de um relacionamento abusivo. E sim você poderá entrar em outro relacionamento, mas só se você assim quiser.

Anônimo disse...

parabéns a k. que se livrou desse casamento.
é inacreditável o que ela falou,como alguém pode achar q é melhor ficar com um cara agressivo do que ficar sozinha?
pq mulher ainda acha q é muito necessário,indispensável ter homem e que sem isso nós n vivemos?

e sempre colocam os filhos como desculpa,ninguém vai preferir viver num inferno do que ter pais separados .
eu posso falar por mim,o casamento dos meus pais sempre foi uma droga,eles se separaram e foi o paraíso,agora infelizmente voltaram de novo e o inferno veio junto.
está pior q antes,já teve até agressão e me dá raiva ver as desculpas esfarrapadas q minha dá para continuar: "ele está assim pq fizeram macumba,é culpa da bebida" e fica esperando um milagre,o dia q ele mude.

meu pai por sua vez tb culpa outras pessoas,a culpa é de qualquer um menos deles... está mais do que óbvio q o casamento já era,estão sofrendo pq querem.

eu tenho 23 anos e nunca tive namorado,em parte é por ver como é "maravilhoso" o relacionamento dos meus pais e de outras pessoas e pq nunca gostei de ninguém.
e como a sociedade acha q mulher deve estar sempre desesperada atrás de homem e eu n estou,sou considerada lésbica enrustida kkkkkkkkk tem que rir para n chorar de tanta ignorância.

Amanda Lima disse...

Parabéns pelo lindo texto, vivo isso diariamente após optar pela separação, que com nosso atitude podemos criar um mundo menos abusivo e com mais liberdade para nossas filhas...

Anônimo disse...

K., eu sou filha de mãe solteira. Ela teve apoio da minha avó para criar a mim e ao meu irmão e sofreu sim com o preconceito da sociedade machista.

As adaptações financeira devem sempre ser feitas em uma separação e organize-se conforme com o que você ganha, sem contar com a pensão que o pai de sua filha tem de pagar a ela. Não estou dizendo para você não correr atrás dos direitos de sua filha, mas se organizando assim, caso ele não cumpra com suas obrigações de pai, você já está pronta para algumas adversidades.

E, infelizmente, gente preconceituosa que acha que se você não viver pendurada em pescoço de homem não será feliz sempre existirá. Se puder se afaste e seja bem fria. Deixe ao seu lado quem te apoiou nesta hora tão dura. É muito melhor passar dificuldade para pagar contas, pois elas você pode negociar com o credor quando estiver numa melhor, do que sofrer o resto da vida com um "marido" que te desrespeita. Como diz minha mãe "não deixo de dormir por causa de dívida. Amanhã, penso nisso!".

Se puder, preste concurso público para algum cargo para pelo menos garantir a questão financeira.

Ah, e não fique desesperada emocionalmente. Se você tiver com muuuuuuuuuuuuuuuuuuuita vontade de fazer sexo, sempre haverá algum homem que te queira e você não vai precisar casar pra isso. E na hora que o cara encher o saco, você sai fora.

Beijo e força.

Marilia R. disse...

K, muito legal acompanhar sua história, desde a separação até essa nova fase agora. Pois sim, as coisas vão melhorar. E você está sendo um exemplo e tanto pra sua filha! Parabéns pela coragem!
E não ligue pra esses comentários bobocas. Te desejo tudo de bom daqui pra frente!

Minha mãe também foi mãe solteira, meus pais se separaram quando eu era bem criança e eu não carrego nenhum trauma dessa separação. Muito pelo contrário: achava bem pior quando os dois moravam juntos e viviam brigando, tenho algumas lembranças vagas sobre essa época. E o fato do meu pai ter saído de casa, pra mim nunca foi trauma. Sei que devo ser exceção, mas meu pai sempre foi super presente na minha vida e eu nunca me vi "sem pai" por minha mãe não estar mais casada. Aliás, acho que eu lidava com isso bem melhor que ela, que até hoje se culpa por ter sido mãe solteira... Já tentei ajudar, mas na cabeça dela ainda é uma absurdo. Enfim, K, parabéns pela coragem!

Elaine Pinto disse...

Bom saber notícias suas, K.! Vi a história no post original e fico felicíssima em ver como você está cada vez mais forte. Parabéns!

Tenho amigas que são mães solteiras e elas também passam por isso. Perguntam sobre o pai, que os filhos delas precisam de uma figura paterna, blá-blá-blá. Uma tremenda encheção.

Sobre blogs de maternidade, conheço um que é específico para mães solteiras, acho bem interessante: http://www.gravidasolteira.com.br/

André disse...

Lola, o blog é seu e você responde como achar melhor, mas centrar a discussão na opinião dos maluquetes misóginos comentaristas de sites obscuros quando há tantas nuances nas pressões sobre mães solteiras (vindas de tias, "amigas", governos, etc) me pareceu meio esquisito.

Anônimo disse...

Oi, autora! Primeiramente, "você vai voltar quando as coisas apertarem(financeiramente)" dependendo do caso, aplica-se a lei vigente, no sentido de prestações alimentares. Em segundo plano, "quando você sentir falta de sexo" como se o mundo não estivesse abarrotado de homens (ou qualquer outra pessoa com a qual você queira fazer sexo), ou seja, sexo sempre tem e sempre terá. Terceiro, "separou, agora aguenta" essa só não foi pior que a segunda, mas aguenta propriamente o quê, fora as dificuldades de toda e qualquer separação, com filhos ou sem? Lembrando sempre que você não é obrigada a aguentar nada, que tenha a ver com sua criança, sozinha, uma vez que tudo deve ser dividido com o pai. Então, te desejo força e acredito que sua decisão foi acertada! Queria adicionar para outras mães solteiras (não o caso da autora, mas pode ser também) que passam por dificuldades (financeiras e/ou emocionais) quanto aos seus filhos: não é obrigatório que a mãe sempre fique com a guarda integral dos filhos (como a sociedade adora nos impor) sofrendo e sofrendo preconceitos também, viu mamães. Papai também tem total, e talvez até mais, habilidade para cuidar de criança. E se vier o papo furado de que "homem não sabe cuidar" já digo que sabe sim e se não sabe já pode ir se virando para aprender. Ninguém nasce sabendo cuidar de ninguém, nem mulher (como somos forçados socialmente a acreditar). Quem não sabe, aprende e ponto. No mais, parabéns por ter se livrado de uma situação que não era boa para você. :)

Eva disse...

Sua história me deixou feliz - saber como ela terminou. Te desejo força, porque coragem você já tem, né? ^-^ Beijos pra você e pra sua filha.

Carolina Botelho disse...

Sou divorciada já fazem 4 anos, cuido de minhas 2 filhas sozinha, eu e meu ex somos amigos e ele é um pai presente. Meu lar é como outro lar, sem traumas, as crianças superaram a separação. Sou acadêmica, independente, feliz e não procuro um pai para as meninas ou um homem que nos sustente... Não preciso, quero o que todo ser humano saudável quer, um relacionamento gratificante. Seu blog é incrível, um abraço!

Anônimo disse...

Lembrei-me do caso de uma prima: ela era casada, tinha dois filhos de 2 e 4 anos, e o marido resolveu arranjar uma amante que ficava ligando na casa dela pra xingá-la. Até que ele passou a levar a amante na casa dela,e os dois a agrediam verbalmente, e também fisicamente. A mãe dela, tias, família, disseram que ela deveria suportar tudo o que estava passando, porque era uma oportunidade de salvar a alma de alguém, no caso a alma do marido, e passar pelas "provações" de deus. Separar, jamais. Deveria suportar tudo quietinha e dando louvores a deus. Caso o marido não voltasse " ao normal", era porque ela não estava agindo com fé. Mas ela se separou. E pronto, passou a ser hostilizada pela propria familia, na visão deles era uma mulher que não tinha valor algum, só por ser separada. Ela trabalhava fora, e fazia salgadinhos, enfeites pra vender e conseguir sustentar os filhos, porque os marido havia abandonado as crianças financeiramente também. Isso em 2003. Passaram-se os anos e as tias e a própria mãe dela ainda falavam de ela reconquistar o marido e voltar com ele, pra ser do agrado de deus. Nunca o julgaram, nunca julgaram a traição, as agressões, o fato de ele nunca ter pagado pensão. Só ela que viveu no inferno.

Alice Vargas disse...

Parabéns, K.

Engraçado, esses dias eu estava conversando com meu primo e ele me disse que tem enfrentado dificuldades para arranjar algum relacionamento sério porque ele é pai solteiro. Ele disse que as garotas costumam fugir de relacionamento quando ficam sabendo que ele já tem um filho.

Parece que esse preconceito não é exclusivo de gênero.

Mariana disse...

K., parabéns por ter se livrado desse casamento péssimo. Muitas não têm coragem de largar essas situações, justamente por esses preconceitos babacas que ainda persistem.

Se me permite, vou te contar um pouco do meu ponto de vista, de alguém que cresceu com pais separados, já que vc mencionou a sua filha.

Quando eu nasci, meus pais já eram separados. Aliás, eu nasci uns aninhos depois da separação, mas era mais uma separação de corpos. Meus pais não davam certo morando na mesma casa, então minha mãe voltou pra casa dos meus avós, que era na mesma vila. O relacionamento em si terminou uns poucos anos depois. Então, pode-se dizer que cresci "sem pai em casa" (aff, meu pai não me abandonou, só não morávamos juntos).

Mas quer saber? Acho que minha mãe tomou a decisão certa. Pelo que eu soube, eles se desentendiam muito, realmente não dava pra continuarem sob o mesmo teto. Muita gente questionou minha mãe pq ela "não aguentou um pouco mais pela filha". Eu sinceramente me sentiria péssima e muito culpada se soubesse que minha mãe empurrou com a barriga um relacionamento que não dava certo só pra eu "ter um pai" (eu TENHO pai, cazzo!). Acho muito cruel exigir que mulheres fiquem em relações falidas só por causa das crianças ou por convenções sociais que não cabem mais nos dias de hoje, onde o divórcio é legal e cada um pode seguir sua vida, seja acompanhado ou sozinho.

Eu não tenho ressentimentos de ter sido filha de pais separados a minha vida inteira, certamente me poupou de ouvir muitas discussões e de conviver com duas pessoas infelizes. Foi melhor pra minha mãe, pro meu pai e e consequentemente pra mim. A pior coisa deve ser crescer em um lar cheio de brigas. Acho que sua filha vai entender a sua decisão. Quanto aos pitaqueiros de plantão, eles não sabem a sua dor, então deixa eles distribuírem pitacos à vontade, eles é que vão continuar com a mente tacanha.

Mariana disse...

E pro anônimo das 12:24: meu lar NÃO FOI desestruturado e eu NÃO SOU uma criminosa por causa da separação dos meus pais. Desestruturado seria se eles vivessem juntos às farpas. Existe vida além dos preconceitos e das convenções sociais, vc devia pensar nisso antes de sair repetindo clichês.

Anônimo disse...

K, sou casada e mesmo batalhando mto eu e meu marido, mesmo sem vícios e sem gastos supérfulos, minha vida financeira é uma M. Não é pq vc se separou e deixou de contar com a renda dele, é pq a vida está complicada mesmo. A inflação existe - mesmo que não noticiada - e os salários estão achatados, perdendo o poder de compra a cada dia.

Sua decisão foi a mais acertada, não bambeie. Sua filha merece uma vida de verdade, não uma farsa. A conta de um relacionamento arrastado cairia fatalmente sobre ela. Vc feliz tem muito mais a oferecer a ela, como amiga, como mãe e como exemplo de vida.

Parabéns pela escolha. Seja feliz!

Bj Aurea

Anônimo disse...

Interessante: vendo-a falar de outras mães solteiras eu reconheci a minha. Fiquei besta há uns meses atrás quando, eu já burra velha, em vias de terminar um mestrado, minha mãe arrumou um novo macho na vida dela com esperanças de que ele fosse um pai para mim. (Quando eu era criança, ela perguntava em tom dramático, me olhando como se eu fosse uma coitada: "Como é crescer sem pai?" Eu respondia que é normal, se não tive, não tinha como sentir falta, ué!) Pois então, arrumou um machão mesmo, que resolveu mandar em mim, e, não conseguindo, me botou para fora de casa com a anuência dela. Mas ficou tudo bem, pois tenho avós e não falta muito para que consiga independência financeira plena. Pelo visto, isso que me pareceu uma aberração é produto de um lugar comum da sociedade.

Enfim, posso dizer que minha mãe com certeza foi uma praga na minha vida, e em imensa medida por causa disso. Agora, isso me remete a um debate do feminismo: o de homens feministas, que não podem falar mal de mulheres machistas porque elas são vítimas. Eles estariam, assim, dando uma de bacana e roubando o protagonismo. Pô! Quanto mais ajuda, melhor! Ficar discutindo protagonismo parece coisa digna de Pinky e Cérebro! Mulher machista, sobretudo quando é mãe, faz MUITO mal mesmo, e seria decentíssimo da parte de um homem com o qual ela se envolvesse dizes "Moça, você é machista por isso, isso e aquilo."

Lia disse...

Pra começo de história vc nao é mãe solteira, é mãe separada. Mãe solteira sofre ainda mais preconceito que é aquela que engravidou e o pai da criança deu no pé... Ou é aquela que decidiu ser mãe através de por ex. Inseminação artificial...

Em segundo lugar toda mulher sem um homem do lado sofre preconceito, sendo mãe ou nao, sendo solteira ou separada. As vezes eu falo que o meu noivo morreu (e nao que me abandonou) porque ser viuva tem melhor aceitação que ser solteira porque pelo menos tinha um homem na sua vida so que o destino foi cruel... Agora se vc é solteira por opção ou falta dela (tipo falta de achar um homem legal) entao alguma coisa errada acontece com vc...

Historiadora disse...

Gente desculpa me meter sei que noa é o tema do post mas hitler era de esquerda SIM, assim como mussolini ou franco.
Hitler era do nacional socialismo.... E muitos dos "direitos" conquistados pelos trabalhadores foram do governo desses ditadores. Por ex, na Espanha, foi Franco quem insituiu o decimo terceiro por ex....

Lia disse...

Oi Alice Vargas

Eu tenho uma queda por pais solteiros porque em geral (talvez preconceito meu) sao mais responsáveis e menos egoístas que homens sem filhos.

Mas sao relacionamentos complicados porque vc nunca sera a mãe da criança e dependendo de como é o relacionamento do homem com a mãe biológica é realmente MUITO DIFICIL. Se a criança é maiorzinha entao dificuldade em dobro porque dificilmente ela vai te aceitar,

Além do mais se vc é uma mulher sem filhos (meu caso) no começo pode ate ser interessante mas depois fica dificil porque vc esta acostumada com uma vida mais livre e com criança vc nao pode viajar sair, fazer muitas coisas

Nao acho que seja preconceito mas sim prioridades,
Abraços,
Lia

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Só acho que gastar parágrafos pra falar dos mascus não ajuda a autora do guest post em nada. Saber que existe gente que leva aos extremos e com o máximo de nojeira os preconceitos que ainda estão por aí pode é desanimá-la mais.
Nessas horas acho melhor focar nos exemplos positivos e hoje em dia já existem muitos.

Anônimo disse...

querida K,

sou mãe solteira, embora eu tenha me separado do pai do meu filho quando ele tinha 3 anos. Mas, vi q a sociedade não faz distinção entre mãe divorciada, viuva e solteira. E adotei o solteira. Sou mesmo e daí?

É verdade tudo o q vc disse e ainda vai ter mais. Vai ter gente q não vai convidar a sua filha para alguma festa por medo de que vc também vá e queira roubar o marido de outra. Aconteceu comigo. foi triste para mim e para o meu filho, mas superamos.
Vai acontecer de toda vez que vc começar a namorar, a sua família pressionar para que vc case de novo. Mesmo que vc só queira ter um casinho...todo mundo vai dizer que vc tá arrumando um novo pai p o seu filho.
Vai acontecer um monte de coisas assim. Mas, você e sua filha vão superar pois você está segura de que fez a melhor escolha.

Eu nem tava num relacionamento abusivo. Meu ex-marido, pai do meu filho, é um amor, somos muito amigos. Mas, o casamento tinha acabado e não era justo para nenhum de nós dois continuar com aquilo. Seguimos em frente e fomos felizes.

Desejo sorte para você e muita força para ignorar os comentários e atitudes de gente que vive nos anos 1950!!!

beijos

aiaiai
(não consegui postar com a minha conta...)

Edna disse...

Passei por uma situação semelhante, quando me separei pessoas "amigas", que sabiam da situação que eu e minha filha vivíamos, tratavam meu ex marido como se fosse um coitadinho que precisava de apoio. Enquanto quem realmente precisava de apoio éramos nós duas, mas ainda bem cortamos essas pessoas da nossas vidas.
Hoje me arrependo de não ter me separado antes.

Julia disse...

Afff
Por isso evito contato com seres humanos. Que tipo de gente fala essas coisas pra uma mulher que acabou de sair de um relacionamento abusivo? Ou qualquer relacionamento de merda do qual ela conseguiu se livrar?

Não sei se isso é culpa do patriarcado ou só idiotice mesmo.

Anônimo disse...

Esse negócio de que qualquer mulher com filho "sem homem" ser mãe solteira não faz sentido nenhum.

Mãe solteira é mulher que NÃO casou/juntou/foi morar junto e teve um filho. É produção independente.

Mães separadas/divorciadas/viúvas obviamente não entram nessa classificação.

Safira Solitaria disse...

Minha mãe é separada do meu pai. Eles se separaram quando eu tinha uns 12 anos (tenho 30 agora).

Apesar de eu, minha mãe e minha irmã morarmos em um apartamento e meu pai em outro, ele continua tão presente em nossas vidas como sempre foi. Meu pai é incrível e, dentro do possível, se dá bem com a minha mãe. Então, pela minha experiência, posso dizer que esse negócio de "vai crescer sem pai" não tem nada a ver: o pai ser presente ou não depende basicamente da vontade dele de querer ser um pai presente - estando morando sob o mesmo teto ou não.

Quanto ao preconceito, tem mesmo, de acordo com a minha mãe tem muita mulher casada que, quando estão acompanhadas dos maridos, olham torto pra ela!!!

Anônimo disse...

Atitude ridícula. Ela se vangloria da escolha, mas admite que o ônus financeiro da escolha não recai sobre ela.

Não sou contra o divórcio. Sou contra viver às custas de parentes e amigos depois de se divorciar.

Pode apostar que o dinheiro repassado para ela está fazendo falta para alguém.

Quem prioriza a liberdade em detrimento da segurança financeira tem que estar disposto a viver com menos. Ponto final.

Mas é enorme a quantidade de mulheres que largam do marido e insistem em manter o mesmo padrão de vida, ainda que às custas do trabalho de parentes e amigos, quando não de genros, dos quais esse dinheiro é acaba sendo desviado indiretamente.

Ana Carolina disse...

Só para falar algo que já falaram antes: os mascus são toscos e sabemos que eles odeiam mães solteiras, mães casadas, mães, filhas e todas as mulheres.

Mas o preconceito realmente doloroso é o das outras pessoas da sociedade, que não admitem uma mulher divorciada. Minhas duas tias se separaram. A primeira voltou com o ex por pressão dos filhos. A segunda, até hoje minha avó enche a cabeça para voltar com o ex-marido até hoje, mesmo o sujeito a humilhando, negligenciando o filho financeiramente e fazendo todo o tipo de merda possível. Então a pressão recebida de quem tá perto, principalmente das mulheres criadas no machismo e que não se libertaram dele, é muito, muito pior.

Os pais do meu namorado se separaram quando ele tinha cinco anos de idade e o irmão, dois. Para eles, foi simplesmente natural crescer em casas separadas e o pai nunca faltou na vida deles, nem materialmente e nem emocionalmente. E melhor separar e viver bem do que crescer sendo testemunha de agressões verbais e físicas num nível quase diário.

Anônimo disse...

Não menosprezando seu sofrimento e sua luta, mas você não é mãe solteira. É mãe separada. É bem diferente.

Leandro disse...

Estudos empíricos mostram que filhos criados sem a presença de um pai são fracassados:

"there is growing evidence that sons raised by single mothers “appear to fare particularly poorly,” Professor Autor wrote in an analysis for Third Way, a center-left policy research organization."
http://www.nytimes.com/2013/03/21/business/economy/as-men-lose-economic-ground-clues-in-the-family.html?pagewanted=all&_r=2&


"most one parent families are headed by mothers not fathers, and boys appear to do relatively worse in these families, perhaps due to paternal absence."
http://content.thirdway.org/publications/662/Third_Way_Report_-_NEXT_Wayward_Sons-The_Emerging_Gender_Gap_in_Labor_Markets_and_Education.pdf

Rafael Fraga disse...

Homem não querer se envolver com mãe solteira não é preconceito, é questão de prioridades. A mãe sempre dará prioridade absoluta ao filho e nisso ela tem total razão.
Mas isso vocês nunca vão entender porque não são homens então nunca vão entender o que é ser homem.

Leandro disse...

Não sei porque feministas não se associam e criam instituições para criar dos filhos de mães solteiras e "mulheres independentes", a párem de pedir esmola pros taxpayers.

Leandro disse...

Hitler foi um esquerdista?
Mas, continuem rindo, Lola, Flávio e demais esquerdistas.... Continuem rindo da própria ignorância.

Quanto ao Reagan, só falta vocês dizer que ele foi um "ultra-conservador".... Pra começar, ele foi o primeiro governador a aprovar o No Fault Divorce. E teve uma política econômica protecionista, e ao contrário do que diz a História Politicamente Correta, Reagan AUMENTOU impostos e AUMENTOU os gastos do Estado....

Anônimo disse...

Vou postar como anonima,pois meu relato é muito constrangedor.Eu, com 23 anos, casada há 3 e com uma filha de exatos 1 mes de nascida,fui passear com a minha filha na casa dos meus pais.Quando voltei para casa,horas depois, encontrei sutiã de outra mulher no meu banheiro, fios de cabelos feminino alheio e,para piorar tudo, a minha toalha estava suja e os MEUS preservativos haviam sumido da gaveta.Fiquei injuriada.Eu, que nuuuunca havia traído o meu marido,fui traída em minha própria casa,na minha própria cama e com os meus próprios preservativos!O canalha confessou tudo e arrumei as minhas coisas e a da minha filha para irmos embora.E voces acreditam que mesmo com uma sacanagem dessas poucas pessoas apoiaram a minha decisão de me divorciar???

Hamanndah disse...

Vc é um mascu tosco, covarde(anônimo) e não sabe interpretar um texto. Onde ela diz que é sustentada por outra pessoa?

Marina disse...

K, te digo por experiência própria..vc tomou a decisão mais correta para sua filha!Meus pais são casados até hoje, acorrentados em um casamento de fachada, q não os faz feliz e ainda me angustia muito vê-los nessa situação..mas não tenho o q fz.
Como cresci vendo meus pais se relacionarem dessa forma, só recentemente descobri que não são todas as relações que precisam ser assim!Parabéns pela sua força e não ligue para as opiniões desse mundo machista e ridículo!

Valéria Fernandes disse...

Sem entrar em maiores questões do post, acredito que existe um problema conceitual: Mãe Solteira X Mãe Separada/Divorciada. O caso da autora do guestpost é o segundo. Mulheres em ambas as situações são recriminadas, mas há algumas diferenças.

A mãe solteira é aquela que por vontade, situação mais rara, ou por abandono, algo muito mais comum, assume a criança sozinha. Ela é tratada, especialmente no início, como irresponsável por ter engravidado; muitas vezes é chamada de vagabunda ou vadia, afinal, fez sexo sem ser casada; ou golpista, se exige pensão do pai da criança fruto de um namoro desfeito ou relacionamento passageiro. Agora, se ela decide interromper a gravidez é a assassina sem coração, bandida e vagabunda sem dúvida; se decide entregar seu bebê em adoção é igualmente leviana, cruel, sem coração, mulher seca de sentimentos. Se aceita ou precisa de apoio da família, é exploradora, não tem pena dos pais. Simples assim.

A mãe divorciada, e vários coleguinhas mascus já se pronunciaram, é aquela que não percebe a necessidade de um pai na vida de uma criança, como se um divórcio impedisse o pai de ser presente, ou um casamento de aparências ou baseado em abusos fosse formar um ser humano melhor. É aquela que, para muitas pessoas, infelizmente, para muitas mulheres, é aquela que não soube “compreender” as necessidades do companheiro e manter seu casamento. Se exige pensão, é golpista como a mãe solteira, independente dos direitos dos filhos, ou mesmo, de ter aberto mão de carreira e estudos para cuidar da família. Em sociedade, corre o risco de ser vista como uma ameaça para outros casamentos, sofre discriminação explícita em certos meios, como igrejas. Se bem sucedida financeira ou profissionalmente, é uma bruxa carreirista; se aberta a novos relacionamentos, mas sem desejar casar de novo, vagabunda.

Sim, há pontos de toque, mas são casos diferentes.

lola aronovich disse...

Então, Valéria, é o que eu acho também, como apontei no post: pra mim, mãe solteira é diferente de mãe divorciada, separada, viúva. E acho que o preconceito contra mãe solteira é maior, embora não seja legal ficar hierarquizando preconceitos. Mas não sei o que aconteceu que nos últimos tempos as pessoas vem se referindo a todas as mulheres que criam filhos sem um homem por perto como "mães solteiras". Imagino que seja influência do inglês, que usa o termo SINGLE MOM, e o usa pra se referir não só a mulheres que são mães e nunca casaram, mas também à qualquer mãe que não tenha a companhia de um homem. Só que em inglês o termo "single" tem mais de um sentido, pode ser traduzido literalmente como "mãe solteira" como também para "mãe sozinha", tanto que eles também usam o termo "single parent". Só que aqui no Brasil tudo entrou no bolo da "mãe solteira". Eu acho equivocado, mas é o que eu tenho visto.

Lia disse...

Rafael Fraga nao é questão de ser homem ou mulher, eu também respondi a mesma coisa para uma leitora que disse que homens pais solteiros tem dificuldade em arrumar namorada, é questao de prioridades,
Sim, os filhos sempre vem em primeiro lugar e sendo mulher se espera que vc assuma a maternidade do filho que nao é seu, com conflitos com a verdadeira mãe,
Nao é ser homem ou mulher, nem toda mulher quer assumir o filho dos outros, ok

Lia disse...

Li um comentário de uma leitora que sofre ao ser mãe sem marido que nas festas sempre pensam que vc vai roubar o marido da outra,,,
Bom, volto a repetir o mesmo, nao fiquem de mimimi so as que sao mães, QUALQUER MULHER SOLTEIRA PASSADO OS 30 sofre esse preconceito principalmente de mulheres. Eu que nao sou nenhuma deusa e sim bem normal as vezes sou encarada como se fosse uma tigresa pronta a atacar qq homem, perdi meus amigos homens quando se casaram e as amigas tb.
E eu amigos meus, sou das que so transam quando ta namorando firme, nem saio, pacata,.... To ate no celibato!

Lia disse...

É lola essa mania de trazer pro ingles o termo "single" so confunde. Agora todo mundo que é divorciado ou separado, desquitado é solteiro,
Pra mim solteira sou eu que NUNCA CASEI.

donadio disse...

Valéria Fernandes, vc matou a pau. É assim, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come, e se reclamar o bicho diz que vc está de mimimi.

Quanto ao solteira/separada, não sei se é influência do inglês; acho que começou com as pessoas dizendo coisas do tipo "agora estou solteiro/a", e daí evoluiu logicamente para "pai solteiro" (que é mais comumente viúvo), e "mãe solteira".

E como mostra a Valéria, e para citar o Pablo Milanez, "no es lo mismo, pero es igual".

Anônimo disse...

Eu não sei quanto aos outros, mas eu me considero mãe solteira desde que era “casada”. Coloco o termo entre aspas porque nunca fui casada no papel, mas vivia com meu namorado como se fôssemos. Nunca oficializamos, mas ele me apresentava aos outros como sua mulher e para todos nós éramos casados. Nós moramos juntos por quase 6 anos e tivemos um filho, e a principal briga entre nós era sobre o fato de ele nunca estar presente na vida do filho, não tomar decisões (como em relação a decidir sobre escola, médico, etc.), não se preocupar em organizar festinha de aniversário, comprar presente, acordar mais cedo para pelo menos acompanhar a caça aos ovos no dia da Páscoa, etc., etc., etc. Ele estava sempre trabalhando (depois descobri que ele tinha uma amante e que, em muito do tempo que ele afirmava estar no trabalho, na verdade estava com ela) e, quando estava em casa, estava cansado, coitado, então precisava dormir, relaxar, assistir a um filme. Eu dizia pra ele que me sentia mãe solteira, e era assim mesmo, tanto que, depois de nos separarmos, realmente o meu dia a dia não mudou nada. Continuei fazendo tudo pelo meu filho, como já fazia, e ele dá um oi quando pode. Passei a trabalhar mais, mas escolhi trabalhar de casa para poder cuidar e acompanhar o crescimento do meu filho. Dá trabalho, cansa pra caramba, mas eu faço o que acho melhor pra ele.
Da mesma forma, a vida do meu ex não mudou muito também desde que nos separamos. Ele continua levando a vida dele do mesmo jeito que levava: vai trabalhar, beber com os amigos, descansar nos dias de folga, viajar com a namorada... e vê ou liga para o filho quando sobra tempo.
A diferença entre SINGLE MUM e SINGLE DAD é exorbitante. Para a mãe, MUM é maior que SINGLE. Para o pai, SINGLE é maior que DAD. Eu tenho vida de mãe, e ele tem vida de solteiro. Por isso, quando falo que sou mãe solteira, falo com orgulho (apesar de sentir muita raiva dessa diferença), porque sei que faço tudo para que o meu filho tenha uma vida bacana e se sinta amado, acolhido e seguro. Não percebo preconceito nos outros, apesar de muita gente realmente achar que eu preciso de um homem.
Gostaria, sim, que meu filho tivesse um pai presente, uma figura masculina na vida dele; acho que faz falta, principalmente para um menino. Mas ele não tem e a vida continua, não é? Espero que eu consiga educá-lo para ser um cara bacana, que respeita não só as mulheres, mas as pessoas, e talvez seja mais fácil fazer isso sem um homem machista do lado, que acha que pode mentir, enganar, tratar a mulher como uma idiota só porque ele é homem. Meu filho vive, hoje, num lar muito mais harmonioso, sem briga, sem desconfiança, sem descaso. Espero que isso faça mais diferença na vida dele do que a falta de um pai presente.

Anônimo disse...

"Li um comentário de uma leitora que sofre ao ser mãe sem marido que nas festas sempre pensam que vc vai roubar o marido da outra,,," Esse tipo de mulher (poucas, ainda bem!) caiu na mais fiada das conversas sociais: "tá faltando homem". Porque se está faltando homem a tendência (na cabeça dos propagadores dessa mentira) é que você "cuide" da merda que vive com você e fique com ela mesmo que qualquer coisa aconteça, claro para quem parte do pressuposto de que é impossível viver só. E a realidade não é essa. Não faltam homens e nunca faltará. E mais, não faltam homens maravilhosos, em todos os aspectos! Ah e também queria dizer que o preconceito de pessoas com filhos não é exclusividade (nem de longe) do gênero feminino. Força e boa sorte, K., parabéns pela excelente decisão!!

Anônimo disse...

Mulheres (algumas), por que essa mania de sair de casa sem dinheiro e querer levar o filho a qualquer custo? Parem de viajar na maionese e deixem a criança com o pai (já que homem ganha mais que mulher, nada mais racional que a criança fique com o pai) acordem para a realidade! Essa imposição social (de ficar com o filho a todo custo) só fode vocês.

Flavio Moreira disse...

Ai, leandro, que canseira, hein. O comentário sobre Hitler e Reagan foi paralelo ao post e serviu como alívio cômico. Então você se arma de toda a sua arrogância de direita e resolve prestar atenção só nisso, quando o foco principal do post é completamente outro? Eu e a Lola e outros "esquerdistas" (não sei de onde vc tirou que eu sou esquerdista, já que nem me conhece) podemos ignorar, no sentido estrito, fatos ou ocorrências históricas porque ninguém é obrigado a ser uma enciclopédia ambulante - embora a gente possa debater a posição do Reagan na História. Mas você, além de ignorar no sentido mais amplo e popular do termo(de ser um grosso), não consegue identificar qual o foco da postagem. Então vou ser bem banal e simplório: como você é chato!
(Pronto, alimentei o troll de hoje)

Anônimo disse...

Nunca fui casada, nem nunca fui mãe, mas vejo pelos relacionamentos que tive que a coisa é muito mais difícil pro lado da mulher...

No entorno dos relacionamentos, a maioria dos homens ainda mente, engana, trata a mulher como "idiota" só por ele ser homem e ela mulher - como sabiamente citou uma moça acima - e se separam, abandonam, enganam a mulher por qualquer motivo besta. Porque engordou, porque envelheceu - né, mulher não pode envelhecer - fazem merda adoidado, aí quando uma mulher se separa por não aguentar relacionamento abusivo, a "culpada" é ela. É sempre nos nossos ombros que a culpa cai - a dos homens e a nossa própria, mesmo quando cometemos erros ínfimos. O peso de ser mulher é muito grande.

Anônimo disse...

Essa conversinha do "tá faltando homem" é pra mulher aguentar qualquer merda mesmo, ou se casar ou manter-se casada com qualquer merda. Ao passo que a mulher casada com merda impede um homem bom de fazer parte de sua vida.

Também é mito que mulher depois dos 30/35/40 não casa mais/não arruma parceiro. Minha tia avó se casou aos 74 anos, após uma longa viuvez. Casou mesmo, de papel passado. Tudo conversa pra mulher ficar com qualquer homem e depois dos 30/35/40 não deixar ele "ir embora". Ah vá.

Anônimo disse...

Anônimo das 18:21, na maioria das vezes acho que essa fissura "mulher não pode envelhecer" é coisa só da mulher mesmo. Ela se cobra e ela própria se dana. Vários homens amam mulheres mais velhas e outros tantos milhões continuam casados e amando suas velhinhas!! <3! E sobre as gordas, outros tantos milhões as apreciam!! Vale dizer que existe milhões de mulheres que detestam velhos e gordos, quero dizer com isso que a desgraça, quando acontece, é generalizada.

Anônimo disse...

K.

Tuas condições financeiras já apertaram como tu mesma disse no post,e agora?o que você irá fazer quanto a essa questão?Vai procurar um cara pra sustentar sua EAA?ou simplesmente vai procurar um emprego e trabalhar ou se vc já tiver emprego procurar um melhor...AHHHH eu acho isso interessante,vc vai sugar todo o dinheiro do cara colocando-o na justiça sugando até o ultimo centavo do coitado.Tenho pena desse cara quando ele for parar no tribunal.

Adriana ,Sofya e Emanuelle disse...

Eu chorei.. eu ainda choro.. depois de 8 anos ainda passo por preconceito, por olhares.

Parece que esse texto foi escrito por mim...Vi muita gente próxima me julgar , me dizer: se deu, agora assume a criança, como se fosse SÓ MINHA obrigação isso.
Ouvi também que jamais eu deveria ter largado do pai da Manu, pq mesmo que ele fosse um drogado , eu teria um marido na sociedade ( ????)
Já ouvi tudo isso que a moça disse.. de arrumar pai para as filhas, de nao gostar de mulher devido ao desgosto...

Assim como ela eu tb as vezes duvido que consegui me separar... Era uma relação abusiva, de poder dele sob mim.. e eu consegui e me sinto imensamente feliz.. Foi minha segunda grande vitória de emponderamento...a primeira foi meu parto domiciliar.

Coragem grande é desistir do que te faz mal!

Adriana ,Sofya e Emanuelle disse...

Lola, pode me passar o blog dessa moça ?

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Os mascus com espaço garantido não só no post, mas também nos comentários. Com todo respeito, Lola, mas nessas horas não consigo deixar de pensar se isso acaba tendo alguma serventia além de dar palco pra quem não merece e encher ainda mais a cabeça de quem veio procurar apoio.

Anônimo disse...

Perfeito'

Anônimo disse...

Sempre pensei assim. Em caso de separação deixaria as crianças com ele.Unicamente pelo motivo financeiro. Daria apoio em todos os sentidos, sem ter que submete-los a dificuldades materiais.

Anônimo disse...

Anônimo das 19:05, a questão do envelhecimento e de engordar foi apenas um exemplo. O que quero dizer é que em nossa sociedade o homem ainda faz muito mais merda num relacionamento que a mulher (as estatísticas estão aí pra comprovar o número de mortes e violência contra a mulher); ou, quando a mulher faz merda, ela assume ônus 100x pior.

Ninguém critica tanto a um homem quando ele abandona a uma mulher (mesmo que o abandono tenha ocorrido por motivos fúteis), do que uma mulher que abandona a um homem - mesmo que ela o abandone por motivos graves, como violência, abuso, etc.

A sociedade ainda perdoa mais quando a mulher dá uma de "coitada" e diz: fui abandonada, do que quando ela toma a iniciativa de sair de uma relação abusiva.

tamis disse...

Minha mãe tinha quase 30 anos e ainda morava com os pais, namorava meu pai há 15 anos mas ele sempre foi possessivo, mandão e usava drogas. Enfim, ela queria um filho, e teve um. (Eu). E quando ela contou pra meu pai que ela estava grávida (eles estavam separados), todo mundo quis que eles casassem. Minha avó materna quase expulsou ela de casa, e minha avó paterna que odiava minha mãe, deu até uma casa pra eles. Só que minha mãe nunca foi submissa e não quis. Logo, ela fez pior, quis ter um filho e não quis casar. Desde que eu nasci (17 anos), a vida dela só melhorou, ela conseguiu comprar nossa casa, mudar de carro, ganhar aumento, mudamos e cidade. Quando a gente ainda morava na casa da minha avó a gente saía escondida aos sábados falando que íamos pra Igreja, porque ela era muito controladora, sempre foi. Até hoje ela liga pra minha mãe e diz como me criar. Meu convívio com meu pai é raro porque eu não tenho vontade de vê-lo, ele nunca fez questão de me ver também, sabe-se lá porquê. Ele tem outras duas filhas, de mulheres diferentes, e está namorando outra. O sonho dele é voltar pra minha mãe, (e nosso pesadelo). Minha mãe é minha melhor amiga, a gente divide tudo, mas o que eu mais percebo quando digo que não tenho um "pai" eu recebo perguntas o tipo: quantos anos tem sua mãe? você não ama seu pai? ele abandonou vocês? porque eles se separaram? porque eles nunca casaram? você sente falta dele?
Acho irônico que minha mãe seja mais velha, autossuficiente e independente que as mulheres que me fazem essas perguntas. Elas tratam com tanto horror esse possibilidade e muitas vezes não percebem que a situação delas não é melhor que a nossa. Até mesmo uma psicóloga que eu ía me enxia o saco falando sobre meu pai. Ela realmente achava que eu precisava dele, e precisava saber constantemente que ele estaria lá por mim. O problema é que eu não tenho problema com meu pai, ele tem problema com ele. E é pura verdade, por mais que minha mãe não tenha interesse em namorar no momento, todo mundo morre de medo dela roubar marido alheio. O importante é que eu nunca me deixei levar por esses comentários machistas, uma pena é que nós mulheres ainda tenhamos que passar por esse tipo de julgamento.

Anônimo disse...

O que acho impressionante é isso de "roubar marido alheio", kkkkkkkk, como se uma mulher interessada num relacionamento sempre fosse ROUBAR o marido "das outras"...

Primeiro que ninguém "rouba" ninguém, a pessoa sai do relacionamento com as próprias pernas (no caso, o cara que larga a esposa). Segundo que se o cara saiu do relacionamento é porque o mesmo já não andava bem das pernas.

Terceiro é que não se espera que uma mulher mais velha vá procurar um solteiro, divorciado ou viúvo. É sempre homem casado, só pra fazê-las de mais vilãs ainda.

K. disse...

A opção de ficar com a criança foi minha. Escolha minha. Não, não vou sugar até o ultimo centavo do pai da criança, pois... o que peço dele, é apenas o direito da minha filha - já que judicialmente eu teria direito a uma pensão também, mas dispenso -, trabalho e mesmo assim todos nós passamos por dificuldades financeiras em algum momento da vida, principalmente quando não se quer depender de ninguém.

Sim, já passei por diversos outros preconceitos. Me considero mãe solteira, pois de acordo com a sociedade nunca fui casada e não tenho um parceiro fixo ao meu lado para " criar a minha filha".

Também já passei pela situação de não ser convidada para determinados locais POR medo de eu roubar marido e coisas do gênero. Já aconteceu ao contrário também, pessoas deixarem de frequentar a minha casa por eu ser solteira.

Enfim.

Anônimo disse...

As mulheres devem ter direito a ser mães solteiras ? claro
Devem ter o direito de abortar se quizerem ? com certeza

Devem forçar sua decisão no homem caso seja apenas escolha dela? NÃO

your body
your choice
your money

WICKED WOMAN disse...

A minha mãe se separou do meu pai quando eu era bem pequena e desde então criou a gente sozinha, com muita luta. Se ela tivesse continuado com o meu pai, eu tenho certeza de que eu não teria a força que tenho hoje. Cresci vendo a minha mãe lutar muito e isso me vez enxergar desde pequena que uma mulher dá conta sim de criar uma família sozinha, seria uma família desestruturada se ela tivesse insistido em um casamento fracassado.

Anônimo disse...

VOCÊ MESMA esta sendo preconceituosa e egoísta.
Vamos lá... uma mulher consegue dar conta de criar um filho sozinho? Sim, claro! Quem disser o contrário, ta mentindo. É dificil? É, como não? Assim como é dificil pra QUALQUER pessoa criar uma criança sozinha. Mas para, e olha em volta... principalmente pelo lado da criança, CRIANÇA, que ainda não tem cabeça pra entender que aquela decisão é a melhor pra ela, porque muitas das vezes a mãe só toma essa decisão realmente porque o pai da criança, na maioria das vezes, não passa de um lixo que não deu apoio para ambas (mãe e criança), quando teve a oportunidade. É uma situação muito complicada: "ruim sem ele, pior com ele", e sim, depois da "cagada ja feita", a melhor decisão muitas vezes é encarar as dificuldades de criar uma criança sozinha. Mas é o tipo de situação que poderia ser evitada pela mulher, se soubesse escolher melhor seus parceiros. É uma situação não só dificil pra mulher e pra criança, mas pra um futuro homem que venha a amar essa mãe solteira. É muito complicado pra esse homem, amar uma mulher que ele sabe que seria desprezado por ela caso a mesma não estivesse em uma situação vulnerável. E muitas vezes são homens bons, que inclusive ficam se martirizando pelo erro e sofrimento que não são dele, querendo mudar o que é imutável. Tudo isso, porque a mulher preferiu um cafageste.
Mulheres, saibam se preservar melhor e dar preferencia à homens bons. Porque todas essas dificuldades poderiam ser evitadas se vcs tivessem tomado a decisão correta na primeira oportunidade.

Anônimo disse...

Olá meu nome é gabriel, sou blogueiro, este texto caiu como uma luva.

Estou escrevendo um texto geral sobre mães solteiras, poucas pessoas sabem mas existem diversos tipos de mães solteiras, essa mulher se encaixa na categoria de mãe solteira que foi maltratada pelo marido, neste caso você é uma mulher que sabe o que quer e deixou de sofrer em seu relacionamento.

Imagino como deve ser pesado ter que ter tomado tal decisão, e sei também que muito macho alfa vai aparecer pisando em cima, são pessoas com a mente em um determinado ponto, tudo bem cada um escolhe o tipo de mulher que quer, mas essa sociedade machista e também que quer se tornar feminista, está derrubando nosso país.

Uma sociedade mais igualitária seria muito bom

Anônimo disse...

eu tbm me separei e tenho uma filha de um ano...pois nao aguentava as agressoes dele fisica ate um dia minha filha ve...ai eu coloquei um basta...nao e facil ser mae solteira...a gente e muito guerreira... a gente se vira em dobro...nao quis que minha filha crescesse num lar onde veria o pai espancar apropria mae.

Carol Thompson disse...

Sou mãe solteira,ja sofri preconceito sim..nao muito,mas percebi que muitos homens ao saberem que somos mãe sem casar,só nos querem pra uma noite!
Não gosto de pegação e ficar com um por noite..nunca fui disso!
Adorei o blog e espero encontrar alguém legal quando for o momento.

blog da fabi disse...

Olá
eu tenho uma história parecida por que tive um relacionamentos de 3 anos com o pai da minha filha.
Quando descobri que estava gravida ele ja tinha mudado muito por que atenção que era bom nada ele vinha e ficava jogando video game ou tocando violão e nunca queria falar de assuntos importantes como onde iriamos morar e ja tinhamos marcado casamento eu estava decidindo tudo sozinha casamento e o enxoval do bebe por me casaria em dezembro e em fevereiro nasceria minha filha eu só chorava e ele bancava o estupido comigo, ai quando faltava 2 semanas para casar ele quis adiar o casamento com td pronto casa mobiliada padrinhos com roupa alugada convites entregue e obs. ele não gastou nada tudo foi gasto por mim e minha familia meu pegou um emprestimo de quase 9 mil reais que esta pagando até hj para reformar a casa que iriamos morar. Alem de ser estupido com meus pais.
até hj ele quer voltar comigo e tem gente que tb faz umas perguntas escrotas como vcs não iram voltar e até hj ele me atormenta como "vingança" de eu ter largado ele, mas sei que minha vida seria o dobro pior se tivesse
casado por que ele queria que morasse na casa dele junto com as irmãs que não gostam de mim e o pai que é um bebado alem da mãe um intrometida de mão cheia se não fosse o apoio dos meus pais acho que não teria conseguido pq minha filha mes que vem completa 1 ano e é um bebe bem cuidado e consegui me formar na faculdade agora esse ano vou começar a trabalhar vou tirar carta e vou vencer sem terf um homem comigo e estou muito feliz

sonia Baldez disse...

Várias x eu ouvi essa frase: Pra casar eu não quero porque vc já tem um filho sabe como é né ?, mas pra ficar podemos!Ah tem podemos ficar juntos mas se seu filho for morar com o pai ou os avós... Putz! Mãe solteira não tem sentimentos? Parabéns Lola adorei o seu blog, aqui eu posso desabafar... bjus e fica bem

Anônimo disse...

Pois. É. Hj em dia as pessoas polemizan um assunto que no mundo de hj é normal...fico frustada com esse pessoal preconceituoso...parabens pela sua força...

magno andre disse...

Tenho muito orgulho de maes solteiras,acho elas ,super,demais ,querreiras,e julgo ser um titulo merecido! Ja conheci algumas,e ja quiz ate namorar com elas, Mas desisti! fiquei com medo de tirar este titulo delas (afinal elas deixaria de ser maes solteiras) e poderiam me culpar por tirar este titulo de mulher querreira! seria muito triste ! por isto so fiquei ! E uma pena pois eram mulheres muito amaveis e especiais! E,eu sei sou um pouco corvade!

Thais Maltauro disse...

Lola, boa noite
Estou cursando o 7 semestre de jornalismo na Universidade Anhembi Morumbi e estou em fase de tcc.
Eu e meu grupo produziremos um documentário em vídeo sobre mães solteiras por opção. Vamos abordar mães que optaram pelos métodos de reprodução assistida, adoção ou métodos naturais.
Vi que você tem um grande acesso de pessoas e talvez pudesse nos ajudar a divulgar com um post sobre alguma mãe por opção que quisesse participar do nosso documentário.
Infelizmente só conseguimos gravar com mães residentes em São Paulo.
Podemos mandar para você por email o nosso projeto em andamento.
Agradeceríamos imensamente por qualquer ajuda.
Obrigada desde já,
Thaís Maltauro
maltaurot@gmail.com

Anônimo disse...

Caramba! Estou impressionada com o texto, pois parece que eu estou lendo as minhas palavras, minhas ideias, conjecturas e afirmações! Me identifiquei demais, principalmente na parte em que vc disse que até corrente de orações fizeram pra vc voltar pro ex kkkkk fizeram isso a ainda fazem 3 anos depois.

A propósito, sou Verena, tenho 32 anos, dois filhos, uma moça de 13 e um moço de 11 que são meus companheiros nessa jornada.

Como vc disse no texto, é muito difícil encontrar depoimentos de mães solteiras sem a dramatização da dor e a vitimização que particularmente, eu acho um saco! Acho um saco pq a decisão foi minha e não me arrependo dela, mas deve haver mães solteiras q foram mesmo largadas e estão passando por dificuldades de adaptação. Mas enfim...eu sofro com esses mesmo preconceitos que vc mencionou e mais um: sou adventista e no meio cristão as pessoas podem ser mais cruéis do que vc possa imaginar. Usam trechos da bíblia pra me dizer que sou uma mal exemplo pra religião e que meus filhos e eu não somos uma família de verdade pq não tenho marido. Isso me matou por um tempo, mas minha fé em Deus não é pouca, sei que Ele me ama de qualquer forma, Ele conhece meu coração e sabe o pq da minha decisão e estou bem.

Gostei demais do seu blog, vou acompanhar mais. Grande bj!

Anônimo disse...

O texto já começa mal: homem que opta por não se relacionar com mulher que tenha filho(s) é preconceituoso.
Só posso entender isso como a sempre presente mágoa feminina por se sentir rejeitada.
Meninas, abram a cabecinha: todo homem tem o direito de criar critérios para escolher sua companheira. Se um deles é não ter filhos, isto não torna o homem preconceituoso, nem mal-caráter.
Mulheres são universalmente reconhecidas por desejarem homens de status social superior aos seu próprio. Homens não possuem este critério em geral. Homem que é homem não avalia uma mulher pelo quanto que ela ganha, pelo carro que tem, pelo bairro em que mora ou se tem piscina em casa. Mulheres é que se utilizam destes critérios.
Não, vocês não são melhores do que nós como acreditam. Vocês são hipergâmicas. Interesseiras, no popular.
Parem de se lamentar pelas escolhas que vocês fizeram e deixe que façamos as nossas.

Ana disse...

Perfeito, Lolinha! Descobri esses "Reais" em uns blogs muito cabulosos e fiquei aflitíssima lendo os absurdos... Eu "era" mãe divorciada e casei novamente com um homem que me completa em tudo. Eu não precisava de um homem para sustentar eu e minha filha, pois ganho o suficiente pra isso, mas precisava de apoio e companheirismo pra viver uma vida feliz. Nem sei dizer o quanto tive sorte por não ter cruzado com um mascu desses por aí.

Juliano Neves disse...

@ Anônimo de 15 de maio de 2014 15:38

Você é um otário, na verdade. Esse seu papinho é derivado de um movimento Norte Americano que já está denominado como um movimento que vai contra a humanidade. Eles são misóginos por excelência, "fingem" lutar pelos direitos de homens, mas apenas quando são brancos e heterossexuais e espalham generalizações e ignorância por onde passam. Já você, não, você não é um deles; você é apenas um moleque brasileiro que por falta de educação formal maior e complexo de inferioridade gosta de mamar nos bigodes de babacões norte-americanos. Apenas isso. Você nunca soará como legítimo, mesmo usando termos ridículos inventados por eles, mesmo acreditando, por causa de sua falta de intelecto, em todas as asneiras e histeria desses calhordas.

Mas vou sim te ensinar e responder: não, as mulheres de um modo geral não ligam para status social. Uma minoria liga, assim como uma minoria masculina também liga. Não, essa é somente mais uma generalização advinda dessa típica ignorância que tipos como o seu infelizmente carregam. E mais uma vez, não: nem tudo é culpa da mulher neste mundo. Acredite, mesmo quando uma mulher comete um erro, como o de se relacionar com um cretino: o cretino ainda é responsável pelos seus atos.
Mas se você não acredita nisso, ótimo. Quando alguma mulher te passar a perna, culpe somente a sua burrice. Estaremos esperando.

Anônimo disse...

Eu tenho 19 anos e sou mãe solteira, hoje minha filha tem 1 ano e 5 meses, sempre procuro textos de mães solteiras
realmente hoje ainda sofremos muito preconceito, ja disse papa Francisco "não existe mãe solteira.Existe mãe, pq ser mãe não é um estado civil" tenho muito orgulho e amor pela minha filha e estou bem sozinha, ela não precisa de um pai, so por ser pai ela precisa de pessoas q a ame e a a mo mais que tudo nessa vida.
Deus abençoe vc e sua filha

Anônimo disse...

Não devemos nos sentir pior ou melhor que as outras, mas existe esse preconceito e a realidade é dura de aceitar... estou passando por isso nesse momento sou viuva tenho dois filhos e a um ano estava namorando tinhamos muitos planos porem tudo se acabou quando descobri que estava gravida bom vou ficar sozinha novamente só que agora com 3 filhos...
a unica coisa que sinto nesse momento é que nao estou sendo forte o suficiente quando preciso ser para suportar essa separação o que me da vontade de sumir e desaparecer ou então morrer. Sei que estou sendo egoísta pois estou pensando somente em mim e não nos meus filhos mas não posso mentir pra mim mesma o que está se passando, vou tentar ser forte e superar esse trauma e quem sabe um dia dar a volta por cima antes que seja tarde! Prazer eu Sou Daniela Ferreira

Anônimo disse...

Oi!! Sou solteira, não tenho filhos e ainda não casei.
Na minha opinião, quando for necessário o divórcio, cabe refletir como fazer para seguir em frente sem deixar que o mesmo aconteça novamente. Pensar que daqui em diante vou prestar mais atenção, caso apareça um homem em minha vida, se este homem realmente vai me honrar como mulher, vai nutrir um amor verdadeiro por mim e vai ter hábitos saudáveis dignos de um homem de família. Também, ter uma relação de mãe-amiga com os filhos, deixar eles conviverem também com o pai e educa-los e disciplina-los como sendo pai e mae, ou seja, com o amor materno e a autoridade paterna.

Abs!!

Anônimo disse...

Ela deixou bem claro no texto que está recebendo ajuda financeira. Curioso, onde está o discurso de mulher independente agora?

Anônimo disse...

Esqueceu de dizer que Mães Solteiras não casam nunca mais !!
Muito dificilmente elas encontraram um cara bacana para casar,(assumir) para encontrar, até podem encontrar, mas vai por mim, será uma mega sena. H nem um gosta de mulher com filho(os). Uns dos poucos que aceitam, são os que já têm filhos também, msm assim têm uns que não gostam, e outra, geralmente H de menos de 30 anos que já têm filho, geralmente boa bisca não é...

A moral é: Nunca tenha menino antes da hora, se tu virar mãe solteira, você está lascadinha, casa mais não, e se casar a probabilidade de não dar certo e gigante.

Ana disse...

Anônimo do dia 11 de junho:

Eu casei e fui mãe cedo, mas não deu certo. Pouco tempo depois de separada conheci um homem maravilhoso que não só gostou de mim e da minha filha, como soube cuidar de nós melhor do que meu ex-marido. Hoje somos casados. A vida não é algo que você possa generalizar e sentenciar, pois estamos tratando de muitas individualidades...

Tamara disse...

Estou me sentindo péssima hoje. Estou grávida de minha segunda filha. Tenho 39 anos e uma filha de 4 anos que tive com um ex-namorado que correu quando soube da gravidez e nunca conheceu a filha ou ajudou com um centavo sequer.

Ela com 2 anos começou a falar "Somos só nós, né, mãe?". Comecei a querer uma família mais do que nunca. Não um MACHO pra me sustentar, que não preciso disso. Queria um amor, um companheiro...e mais um filho. Pois bem. Me encantei por um sapo disfarçado de príncipe e engravidei. Sim, arrisquei SABENDO da chance, ainda que mínima (dados minha idade, miomas, ovários policísticos etc), de eu engravidar. Foi UMA VEZ. Engravidei. Ele não tem futuro algum; pra resumir, sou mais homem do que ele. Não trabalha, fuma maconha, bebe... Escolhi arriscar? Sim. Ao menos minha filha terá a irmã nesse mundo cada vez mais frio. Bom, apesar de super feliz com a vinda da Kaila, estou me sentindo mal por estar em uma célula da igreja com casais. Não sei se há mais preconceito deles (por que, claro, ninguém fala nada), ou de mim mesma. Estou prestes a sair por que me sinto um patinho feio. Não sou nenhuma vítima, mas sinto-me perdida, deslocada, inferior... :(

Desculpem o desabafo!

Bjs.

Andressa Campos disse...

Olha, Garota.... Me divorciei a 3anos e meio.... tenho um filho de 10anos agora.... na época estava fazendo 7.... não te aconselho a voltar por nada neste mundo.... se já era ruim antes, voltar fica pior....tenho visto isso e muito.... a gente enfrenta um pouco de preconceito sim, mas vc deve ser firme e lembrar sempre, que vc é capaz... há altos e baixos na questão financeira, no astral, no humor.... mas vc fará novos amigos, que te conhecendo solteria, te valorizarão mais e te apoiarão..... Até hoje não tive nenhum relacionamento, por opção, preferi o caminho do alto conhecimento, isso sim ajuda e muuuuito.... felicidades.... vc pode, vc consegue....

Juliane Martins disse...

Acabei de me separar de um relacionamento assim abusivo, possessivo essa semana, o desespero bateu pq sai de um ótimo trabalho pra cuidar da minha filha e acompanhar o pai nas transferencias das cidades pois ele é militar, procuro forças pra me reerguer mas no fundo sei que foi o melhor. Gostaria de conversar com alguém q passou por isso por email...o meu é jumsadm@hotmail.com

Anônimo disse...

Oi boa tarde, K

Acabei de ler seu texto a respeito do preconceito e digo você não está sozinha, eu também como várias mães solteiras que habitam a sociedade no momento, sofro até hoje preconceito, eu também me relacionei com a pessoa errada na adolescência e engravidei, separei e morei junto com outro rapaz(também folgadão, vagabundo) e logo me separei outra vez, não recebi o minimo de apoio familiar e nem mesmo de amigas infelizmente, senti como se eu tivesse uma doença contagiosa de tanto que as pessoas me esnobavam e menosprezavam, hoje ainda sofro muito preconceito como se eu fosse culpada das separação e muito desrespeito dos homens que só vem a mim com um objetivo que eu não preciso nem dizer pois você já sabe qual é, infelizmente mesmo com a evolução feminina nesse mundo,em que vemos muitas mulheres provedoras do lar ou mesmo se mantendo sozinha, ainda há muito preconceito! Hoje não pretendo tão rápido arrumar um namorado e isto no meu ver é me valorizar! Grande abraço

Anônimo disse...

Olá, tudo que você postou a três anos atras condiz com o que tenho passado nestes dois anos.Dois anos de puro preconceito.Acredita que há dois anos escondo de colega de trabalho a minha separação.Porque pros meus superiores quem é mãe solteira não pode ocupar um cargo melhor, dá pra acreditar em algo assim?Recebi algumas ofensas de amigas próximas dizendo que nem filho segurou o meu casamento, detalhe a minha separação foi devido a uma traição.Então quer dizer que mesmo depois disso eu era obrigada a ficar casada???
Eles dias estava escrevendo uma mensagem em um app de mensagem e reparei que não existe um emoticom com uma mae e um filho..mas existem emoticons que significam diversos tipos de familia.Então quer dizer que eu e meu filho não nossos classificamos como família?
Isso tudo me deixa muito chateada.E quando levo meu filho ao hospital e perguntam qual meu estado civil e quando respondo todas as mães me olham de forma negativa.
Isso tudo é muito humilhante, a forma com que a sociedade nos vê e nos trata.

Anônimo disse...

Me desculpa, mais vc é idiota ou algo parecido! A criança vai receber educação da mesma maneira q se a mãe estivesse casada!!!! A criminalidade acontece mais n por fato da mãe n querer mais continuar em um relacionamento ruim é sim por falta de instrução e educação. E aliás são pessoas como vc machistas e preconceituosos q na maioria das vezes cometem crimes ou algo parecido.