terça-feira, 16 de julho de 2013

GUEST POST: O CANADÁ É FEMINISTA

Mas tem neve e é gelado, gente

Tenho que contar: num fórum mascu, um dos lunáticos apareceu pra dizer que na Suécia as mulheres são muito mais liberadas sexualmente que no Brasil e que "dão pra qualquer um". Os demais mascus disseram que não era possível, porque, afinal, a Suécia é feminista, ou seja, o inferno na Terra, sem falar que a natureza feminina é igual em todo lugar, não muda, sempre igualmente imprestável. 
Daí o post descambou pra declarações tipicamente racistas de como loiras são as únicas mulheres bonitas e sobre, ahn, a imposição antiga de enfaixar pés das chinesas para torná-los menores. Tá, mas a pérola mesmo foi esta: "Todo país onde tem mulher bonita tem feminismo. Só não tem feminismo na Índia, Oriente Médio, Alasca, tribos indígenas e povos selvagens nativos em seus habitats". Confessa, vai: não é legal você poder pegar qualquer frase mascu e encontrar nela uns cinco erros de lógica, em média?
Desculpa citar os mascus para introduzir este guest post da Carla. Diferenças culturas são sempre interessantes. O post do Zé sobre os flertes na Suécia continua sendo comentado (e ele está me devendo um post sobre as paqueras na França). E não tem jeito não: toda vez que lemos essas coisas, mais constatamos como o Brasil é um país machista. Bem, eis as impressões da Carla sobre o Canadá.

Tenho 32 anos e sou feminista desde pequeninha. Estou vivendo em Toronto, no Canada, há pouco mais de um ano. Vim para estudar inglês e para vivenciar uma cultura diferente da minha. Escrevendo para dividir com vocês um pouco do que notei ser diferente.
Primeiro, estudei inglês em tempo integral por seis meses em duas escolas diferentes. Por si só esta é uma experiência muito rica, porque além de aprender sobre o idioma temos a chance de conhecer mais sobre outros países através dos estudantes internacionais. Me chamou atenção o comportamento dos brasileiros, porque à medida que os outros estudantes tentam nos mostrar os pontos positivos dos seus respectivos países, os brasileiros gostam de falar mal do Brasil, inclusive com descrições exageradas e fora da realidade da maior parte do país. 
Eu costumo dizer que o Brasil é grande demais para ser representado por nós. Então, a não ser que você já tenha morado em todos os estados (o que eu não acho ser possível), por favor não diga "no Brasil é assim", porque você simplesmente não conhece o Brasil inteiro. Eu já morei nos três estados do Sul, e mesmo nesta partezinha do Brasil podem-se notar vastas diferenças culturais, que dirá no Brasil todo!
Mas vamos ao que interessa, o feminismo! Já de chegada, nas primeiras baladas, reparei que as meninas usam roupas realmente curtas e cavadas. E também dançam de uma forma muito sensual. Porém, fica muito claro que elas escolhem quem pode ou não tocá-las, e isto é respeitado. Mesmo no dia a dia todas (inclusive aquelas fora do padrão de beleza)  podem vestir o que quiserem e as pessoas não ficam encarando ou criticando. 
Na primeira semana fiz amizade com um croata no albergue onde estava hospedada, e ele me disse que as meninas canadenses são estranhas porque saem na rua com quase nenhuma roupa e os caras não podem nem olhar que elas ficam bravas, encaram. Depois me falaram que se o cara falar bobagem, a menina pode chamar a polícia e eles realmente tomam providência. 
Também conheci um albanês que já mora aqui há mais de dez anos e ele me disse que no trabalho eles têm que ter muito cuidado, porque se uma mulher se ofender com algo que um cara disse, ele é demitido na hora. Eu lembro que ele me mostrava com as mãos que  no Canadá a mulher fica aqui (na altura da cabeça) e o cara fica lá (no chão). Hahaha! Imagino que para caras de culturas machistas a impressão seja esta mesmo, quando na realidade ele deveria colocar as mãos mais próximas uma da outra para demonstrar igualdade.
Achei interessante também um caso que aconteceu com uma amiga que estava trabalhando como babá. Ela cuidava de um menino de dois anos e eles estavam brincando, ele beijava a barriga dela e saía correndo, e ela ia atrás como se quisesse se vingar, uma bobagem de criança. Porém, quando a mãe dele chegou e viu, ela o chamou e disse que já havia conversado com ele sobre isso e que ele não podia beijar a barriga de nenhuma menina sem o consentimento dela. Parece exagero, mas do meu ponto de vista é assim que se educam os homens. Desde pequenos eles precisam saber respeitar a vontade das meninas.
Outra coisa que me chamou a atenção foi a quantidade de pais passeando sozinhos com os filhos. Quando conto isso para amigos brasileiros a primeira coisa que vem à cabeça é que eles provavelmente são separados e estão com os filhos só por um curto período de tempo. Mas quantos pais no Brasil, mesmo separados, passeiam sozinhos com seus filhos pequenos? Nas regiões onde morei isto não é nada comum, inclusive meu irmão, quando se separou, sempre levava minha mãe junto pra ela cuidar do bebê de um ano, porque ele tinha medo de não saber cuidar direito. 
Aqui eu vi um vizinho passeando com a neném recém nascida na rua enquanto a esposa descansava em casa. Também trabalhei num restaurante onde é muito comum ver vários pais juntos com as crianças, conversando sobre a educação dos filhos e contando histórias, como é comum a gente ver mães fazendo no Brasil enquanto os caras tomam uma cerveja no bar e falam de futebol. Agora me diz, de onde a gente tira que a mãe tem mais responsabilidade ou habilidade ou instinto pra cuidar das crianças do que o pai?
Daí a gente pensa que todas as brasileiras que se deparam com isso ficam encantadas, certo? Errado! Cultura é mesmo algo que nos acompanha. Antes mesmo de pensar em quão libertador é viver nesta sociedade, a gente se pega criticando, chamando as meninas da balada de vagabundas. Uma vez uma amiga brasileira disse que acha muito feio as gordinhas usarem roupas curtas, ao que eu respondi que elas não deveriam passar calor só porque isto incomoda os seus olhos. 
Uma amiga de São Paulo me disse que ela não usa vestido no Brasil porque não dá pra aguentar os caras mexendo na rua. Eu disse que no Canadá é diferente, que se um cara mexe com você ele pode ter problemas. Nisso ela respondeu que as canadenses são mesmo muito bobas, porque não tem nada melhor pra autoestima do que passar na frente de uma obra. Isso sem nem citar o constante questionamento da masculinidade dos canadenses porque, pro nosso padrão, eles são "muito devagar".
É claro que o Canadá não é perfeito e mesmo aqui as mulheres ainda têm muito pelo que lutar. Por exemplo, a desigualdade salarial ainda existe, os estupros, a violência doméstica e mesmo o bullying ainda fazem suas vítimas tanto aqui quanto no mundo inteiro. O que eu estou dizendo é que o Canadá está alguns passos à frente do Brasil na questão feminista e que nós precisamos de leis mais rígidas e de uma consiência geral mais treinada se quisermos evoluir. Estou voltando para o Brasil no próximo mês e farei o que estiver ao meu alcance para avançarmos nesta caminhada.

75 comentários:

António Jesus Batalha disse...

Estou alegre por encontrar blogs como o seu, ao ler algumas coisas,
reparei que tem aqui um bom blog, feito com carinho,
Posso dizer que gostei do que li e desde já quero dar-lhe os parabéns,
decerto que virei aqui mais vezes.
Sou António Batalha.
Que lhe deseja muitas felicidade e saúde em toda a sua casa.
PS.Se desejar visite O Peregrino E Servo, e se o desejar
siga, mas só se gostar, eu vou retribuir seguindo também o seu.

lili disse...

notei que é muito parecido na Irlanda. O comportamento das garotas é bem parecido...

365days disse...

Lola acompanho seu blog a algum tempo e adorei ler sobre o Canadá por aqui!

Moro em Montreal desde 2010 e sempre pensava: preciso escrever um email contando pra Lola como as coisas são diferentes por aqui :)

Dá uma alegria de viver num país onde o feminismo é tão forte e uma tristeza em pensar quão atrasado o Brasil é nesse sentido.

Flavio Moreira disse...

Gostei muito do guest post e mais ainda dessa reflexão sobre os brasileiros no exterior não se darem conta de que eles não representam o Brasil inteiro, com toda a sua diversidade. Achei muito bacana isso, porque é algo em que a gente não pensa (eu pelo menos não pensava) muito.
Bacana perceber que já existem países em que o feminismo atingiu mais conquistas. Eu já nutria certa simpatia pelo Canadá, agora fiquei ainda mais simpático.
Parabéns pelo guest post e por suas conquistas. Espero que você, voltando ao Brasil, consiga mostrar a importância do feminismo para as pessoas à sua volta. Se cada um de nós fizer pelo menos um pouquinho, quem sabe a gente não alcança o Canadá em menos tempo do que esperamos?
Sucesso para você!

Bruna Souza disse...

#partiu #canada hahaha

Rose disse...

Dá uma invejinha saber que, enquanto no Canadá as mulheres lutam para diminuir a violência, aqui lutamos para sobrevivermos a ela.

Sara disse...

Adorei o guest post e estamos juntas nessa luta...

Anônimo disse...

Quando era pequena, eu pensava "vou morar em um país onde não ouça/vejo nada ou quase nada de ruim acontecendo". Pesquisei e pesquisei e decidi que o Canadá seria o escolhido. Acho a cultura de lá incrível! Além de ser super bonito, eles falam francês (q eu amo também) e são bem simpáticos.

Beatriz Correa disse...

Há tempos eu já tinha curiosidade de conhecer o Canadá, agora com certeza eu vou pra lá! o/

Elaine Pinto disse...

A autora do guest post diz que não dá para dizer como é o Brasil, pois ninguém viveu em todas as regiões para emitir tal juízo de valor - no que concordo plenamente. Mas, pelo mesmo princípio, me pergunto se o Canadá todo é assim como ela descreve, uma vez que estamos vendo um recorte de observação de determinada localidade e grupo social. É uma conquista que haja, ao menos, essa mentalidade em qualquer lugar do país, mas será que é a realidade de TODO o Canadá? É o que me pergunto.

Anônimo disse...

A mesma amiga que disse que não usa vestido no Brasil por causa do assédio criticou as garotas canadenses por denunciarem o assédio que sofrem (porque sabem que haverá punição)?

Jéssica disse...

Eu estudei por 8 meses em Halifax, Nova Scotia no Canadá. Minhas impressões foram bem semelhantes da guest, e o que eu ouvi de comentários e piadas sobre "vadias" e "periguetes" dos intercambistas brasileiros não foi pouco, era praticamente diário! Detalhe: Os homens canadenses também se vestem com pouca roupa quando estão a fim, mas mesmo tendo um cara e uma mulher de pouca roupa andando na rua, os brasileiros só comentavam da mulher (E lamentavelmente, mesmo os brasileiros gays que conheci tinham a mesma atitude julgadora...). Outra coisa é que as brasileiras reclamavam dos canadenses serem muito "frios", eu não sei o que exatamente elas queriam dizer com isso, mas eu os achei bastante respeitosos e educados.

Três situações com machismo que tive por lá,com desfechos diferentes:
- O meu professor de jogos fez algumas piadas com mulheres gamers durante uma aula sobre demografia dos jogos. Ao fim da aula fui reclamar com ele e para minha surpresa ele pediu desculpas, falou que também se considera feminista, indicou uma feminista gamer e disse que vai tomar cuidado para não ser ofensivo de novo!
- A outra situação não foi tão legal: Em uma aula para intercambistas para aprender a falar e escrever em inglês o professor decidiu começar a aula com um debate com o tema "Homens tem a vida mais dificil que mulheres", e para piorar ele dividu a sala em homens e mulheres. Resultado? Tive que ouvir que mulheres são incompentes, burras, parasitas no casamento e o professor ainda achou ruim quando me revoltei. Pelo menos ao final do debate quando o professor perguntou quem se saiu melhor alguns garotos apoiaram as garotas, e quase ninguém apoiou o discurso masculino. Mais tarde mandei um e-mail para o professor reclamando, primeiro recebi um e-mail com desculpas, mas logo depois recebi outro e-mail a lá mascu com coisas do tipo "você está exagerando". Eu cancelei minha inscrição nessa aula.
- Um caso menor: Em uma aula de desenvolvimento de projetos os professores dividiram as equipes por sexo, tinha 1 equipe feminina e 3 masculinas. Eles justificaram isso falando que a equipe feminina sempre trabalha melhor. Embora isso não seja machista no sentido de preconceito com mulheres, eu considero bastante ruim cobrar a mais de mulheres ou segregar por sexo um trabalho em grupo.

Ah, e meu curso é Ciências da Computação, e do mesmo jeito que no Brasil, haviam pouquissimas mulheres no curso...

Anyway, uma coisa interessante: Passei os 8 meses sem receber NENHUM tipo de assédio no Canadá, mas quando voltei pro Brasil na mesma semana comprei briga com um cara que me assediou comigo entrando no ônibus...

Outra coisa interessante é que a universidade ofericia uma serviço de "táxi" gratuito para regiões ao redor da universidade no horário noturno. Também haviam botões de pânico espalhados pelo campus. Enquanto estive lá houve um caso de estupro, que a universidade tratou de mandar um e-mail sobre o assunto, tratando-o de forma séria. Outra coisa é que nos meus primeiros dias na residência estudantil houveram reuniões explicando as regras, e deixaram bem claro que não se deve aproveitar de uma pessoa que está bêbada.

Conclusão: Tanto eu gostei do Canadá que pretendo voltar para lá, mas mesmo lá ainda ocorrem situações machistas bastante desagradáveis, apenas com menos frequencia que no Brasil (e é mais comum a pessoas estarem abertas a perceber que foi preconceituoso e pedir desculpas).

Patty Kirsche disse...

Mas está certo. Se a gente usa roupa curta é pra gente mesma e não para os outros. Ninguém tem que ficar encarando ou dizendo besteira. Cantada de rua é agressão verbal, um tipo de violência de gênero profundamente perversa e que precisa ser eliminada. A polícia tem que intervir mesmo. Pontos para o Canadá.

Anônimo disse...

Realmente como o Brasil não é igual e não podemos fazer generalizações.
Meu pai saía sozinho comigo e meu irmão desde sempre e isso mais de 30 anos atrás (e ele não era separado de minha mãe).

E aqui em minha cidade no interior do Paraná é super comum ver pais passeando sozinhos com os filhos (filhas ou filhos). Ontem mesmo um pai pediu que minha mãe ajudasse a filhinha dele no banheiro feminino em um jogo no ginásio da cidade, já que ele não poderia entrar lá.

Apesar de ser bom o exemplo, ele acaba sendo uma generalização, a situação pode ser bem diferente em um cidadezinha no interior do Canadá. Além disso, não podemos esquecer que a marcha das vadias começou no Canadá devido a um ato machista de um policial.

Aline disse...

Oi Elaine,

Nao sei se todo o Canad'a 'e assim. Eu vivo h'a 3 anos em Montreal e 'e assim mesmo: ninguem mexe com ninguem na rua, nem com mulher de roupa super curta (alias, tem aos montes no verao) nem com gays (que, alias, podem casar, adotar filhos, constituir familia legalmente). Podem demonstrar afeto aos companheiros em publico e tudo e tratado com muita naturalidade, ninguem nem olha (como deveria ser sempre, n'e!)
Essa dos pais cuidarem dos filhos sozinhos ou acompanharem as maes 'e real: moro em frente a um grande parque com uma enorme area de recreacao para as criancas e os pais sao sempre muito presentes e participantes. Muitas vezes vao sozinhos com duas ou mais criancas, as vezes bebes bem novinhos e outro maiorzinho. Nos restaurantes, cafes e supermercados e a mesma coisa. E nos shows tambem, inclusive em festivais de musica (eles colocam um super fone de ouvido que bloqueia o barulho). Fui a um show recentemente e tinha um bebe de menos de um ano na plateia com os pais.
O que noto e que, na populacao claramente imigrante (latinos, arabes) essa divisao nao e tao igualitaria, vejo mais maes cuidando dos filhos do que pais. Mas e muito comum ver pais (os homens no caso), imigrantes, levando os filhos pra creche no transporte publico. Acho que muitos ja vem com uma cabeca mais aberta e outros se adaptam ao perceber a realidade local.

Danielma disse...

Aqui na Hungria é bem parecido também. Nos 7 meses que estou aqui, não ouvi nenhum tipo de "gracinha" na rua. Quando comentei sobre isso com uma amiga húngara, falei que no Brasil somos assediadas, ela ficou surpresa e até achou legal, aí eu disse que não, dei exemplos dos tipos de assédio que já sofri e que na verdade é muito assustador. Bom, parabéns pelo post!

Helena Henriques disse...

Elaine, concordo com você quando diz que não podemos falar pelo Canadá todo. Não somos especialistas.
Dito isso, confirmo as observações da Carla. Ela mora em Toronto, a cidade mais populosa do Canadá (com 6.1 milhões de habitantes) e próxima ao extremo leste do país. Eu moro há dois anos em Edmonton, uma cidade com uma população um pouco maior do que 1 milhão de habitantes e mais próxima da costa oeste e já viajei para outras três cidades na mesma província. Observo exatamente as mesmas coisas que a Carla.
Há uma maior liberdade para as meninas usarem as roupas que bem entenderem na rua (usei shorts em público pela primeira vez desde a minha infância aqui) - na verdade, há menos pressão sobre qualquer um. Todos usam o que bem entendem na rua (inclusive pijamas) e não há reprovação. Mas *principalmente* em geral não há aquele olhar masculino que nos objetifica.
Também me surpreendeu o grande número de pais sozinhos com seus filhos nas ruas, nos parques etc, mesmo aqueles que são casados.
É bem provável que a liberdade das mulheres varie dentro do país. No entanto, até mesmo pelo que vejo na mídia (principalmente propaganda), me sinto bastante segura em afirmar que, comparativamente, o Canadá é menos machista que o Brasil. E que eu me sinto muito mais livre e empoderada aqui do que no Rio (onde vivi toda minha vida).
Conforme o momento de voltar vai se aproximando, me pergunto "preciso mesmo"? :)

Obs. Uma curiosidade: em Calgary, a cidade mais populosa de Alberta - a província onde moro - há um monumento em homenagem às "Famous Five". Cinco mulheres canadenses que lutaram pelo direito das mulheres de se candidatarem à vida política. É uma estátua de cinco mulheres; duas delas segurando uma declaração que diz "Women are persons -- Les femmes sont des personnes". Há também uma réplica em Ottawa. Fiquei bem emocionada quando vi esse monumento há um mês.

jacmila disse...

E é canadense um diretor q gosto mto: Xavier Dolan. Laurence Anyways é um dos filmes mais lindos q já vi...

Aposto um centavo q a Lola adoradora de tom cruzes não viu

Rafael disse...

Já falou gente de Toronto, Halifax, Montreal, Edmonton e agora falo de Vancouver: é a mesma coisa descrita no post. A mulherada sai a noite aqui de microsaia e no transporte público sem medo de ser feliz. O engraçado é que tem muitos dias em que está gelado mas a saia não aumenta e nem colocam meia-calça! Gordinhas e magrinhas usam as microsaias e decotes igualmente.

Ou seja, pelo menos nos grandes centros, é a mesma coisa por aqui.

Aliás, uma campanha muito boa contra a violência sexual que começou em Edmonton e chegou em Vancouver agora: Don't be that guy
http://www.theviolencestopshere.ca/dbtg.php

Blanca disse...

Olha, eu não conseguiria nunca morar (para sempre) fora do Brasil, mas o Canadá me parece um país digníssimo de se passar uma temporada! Adorei!

Anônimo disse...

É sempre interessante esse tipo de guest post, porque sempre evidencia o complexo de vita-lata que os brasileiros têm.

Anônimo disse...

Comparar homens canadenses com os neandertais brasileiros, e como comparar uma Mercedes com carroças.

Canadá, je viens ici ♥

Anônimo disse...

A cultura latina e um nojo só, misoginia do começo ao fim, a unica solução que vejo e lutarmos por leis duras contra o machismo e misoginia, tolerância zero mesmo.
Eu sentiria um alivio tremendo ao saber que poderia viver sem o assedio de "homens brasileiros"

Quem sabe Canadá :)

Anônimo disse...

Já viajei para diversos países na Europa e na América Latina, diversas vezes, e nunca fui assediada, muito menos da forma nojenta que sou aqui, inclusive quando estava grávida. Odeio sair sozinha aqui. Me sinto carne no açougue.

Anônimo disse...

Anon queridx, fazer comparações com outros países nem sempre é complexo de vira lata. E concluir que em determinado país mulheres são mais respeitadas e há uma relação mais igualitária de gênero, muito menos.

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Eu fico boba em como o machismo, em certos momentos, diminui os próprios homens e eles nem se tocam ou nem ligam.
Dão pra qualquer um... Como pode a própria pessoa se considerar "qualquer um". Precisa ser o pica das galáxias, o melhor jogador de futebol do momento, o dono da ferrari pra ser especial, senão você não tem valor, não tem diferencial e se a menina vai pra cama com você, um ser humano normal, sem que você tenha feito um grande investimento de tempo, dinheiro, lábia ou o que for, é porque ela tem menos valor ainda que você, é sinal que ela transa com quem mais aparecer na frente, sem qualquer critério.
É muito louco tudo isso...

Luiza Original disse...

"Eu estudei por 8 meses em Halifax, Nova Scotia no Canadá. Minhas impressões foram bem semelhantes da guest, e o que eu ouvi de comentários e piadas sobre "vadias" e "periguetes" dos intercambistas brasileiros não foi pouco, era praticamente diário!"

É porque tem brasileiro - e não é pouco, não - que já trocou a palavra "mulher" por "vadia". Qualquer coisinha já fala "a vadia lá".

Anônimo disse...

O homem brasileiro e um dos piores do mundo, talvez só menos pior que os do oriente médio e indianos.
E uma pena que um povo de mulheres tão batalhadores, que se superam, a contraparte masculina seja puro lixo, triste :(
Livia

Anônimo disse...

Alguém aqui mora na Austrália? Sempre tive vontade de saber se lá é melhor aqui em termos de igualdade de gênero pois gostaria de morar lá por um tempo. Canadá seria legal também, mas tenho medo de passar frio rsrsrs O mesmo vale pra Suécia e derivados.
Mas acho que a melhor coisa desses exemplos é ver como é possível um país melhorar, certamente o Canadá também tem seu machismo, mas os relatos mostram que pelo menos a polícia ~funciona~.
Tem umas listas de "melhores países pras mulheres viverem", tipo essa: http://www.forbes.com/pictures/lml45llkf/the-10-best-countries-for-women-in-2012/ Não sei porque a maioria deles tem que ser frio pra caramba T.T

Carolina MM disse...

Lola, adoro seu blog e não fico um dia sem lê-lo. Bom, também estou morando no Canadá, em London, mas diferente da Carla, faz pouquíssimo tempo que cheguei, portanto, ainda me encontro encantada com algumas ações por aqui.
Aqui em London tem feito muito calor, 32 graus e é muito úmido, o que aumenta ainda mais a sensação de calor. Logo que cheguei percebi que as meninas usavam roupas curtas e que os homens não mexiam ou mesmo olhavam. E essas roupas, muitas vezes, não são só roupas de balada, são roupas para saírem na rua e até irem para faculdade. E como a Carla disse muito bem, não são apenas as meninas que seguem padrão de beleza, são todas as meninas!! E não são apenas as jovens, são mulheres de todas as idades, lindas, leves e soltas!
Notei ainda que as pessoas são gentis umas com as outras, mas não percebi nenhuma diferença de tratamento entre homens ou mulheres, como o cavalheirismo.
Porém também notei que não há praticamente modelos negras/ negros. Sei que aqui é um país com uma proporção de negros muito diferente do Brasil, mas isso não seria uma justificativa lógica para o mercado praticamente ignorar a existência dessas pessoas.
Ainda estou conhecendo a vida por aqui, portanto todas essas minhas impressões podem não ser reais, mas gostaria de saber da Carla como ela vê a questão do racismo, homossexualidade, etc, por aqui.
Adorei o post!

Anônimo disse...

a cultura BR ensina os garotos a serem uns porcos com as mulheres...tratando igual a um pedaço de carne,uma posse,um brinquedo. Tenho nojo desse lugar e estou de malas prontas,ADEUS SEUS MASCUS IMUNDOS! Tomara que todas as mulheres vão embora daqui tbm,pq daí vcs podem fazer suas orgias mascus em paz, VOCÊS NÃO MERECEM NENHUMA MULHER,SEUS LIXOS,NEANDERTAIS HORROROSOS,PORCARIA QUE NEM DEVERIA EXISTIR,ABERRAÇÕES DA NATUREZA.

@dddrocha disse...

Ah, muito legal esse Post. Deu até vontade de morar no Canadá, gente.
Mas sobre brasileiros no exterior, tenho um amigo nos EUA há mais de 12 anos e qq coisa que acontece no Brasil ele logo fala: por isso que to morando aqui, aqui não tem isso, no Brasil nada presta. Fico chateada porque ele não sabe o tamanho da besteira que está dizendo... e como se os EUA fosse o melhor lugar do mundo né.
Nem em mil ano gostaria de morar lá... eu hein.

Felix disse...


Anônimo disse...
Comparar homens canadenses com os neandertais brasileiros, e como comparar uma Mercedes com carroças.

Canadá, je viens ici ♥

16 de julho de 2013 21:09
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Ok. Agora vamos comparar as mulheres dos dois países?

Eu namorei uma garota que era metida a feminista e dizia-me que eu parecia um príncipe, nem parecia brasileiro. Ela se achava um princesa. Só que um belo dia ela me demonstrou que ela não era uma princesa, ela era uma brasileira...

Anônimo disse...

Aqui no Brasil essa problema de assédio às mulheres nas ruas é tão terrível que eu já presenciei até gays não enrustidos constrangendo uma desconhecida na rua gritando impropérios só por ela ser gorda.

Anônimo disse...

OT:

Viram que o Danilo Gentili ganhou uma medalha de comendador semana passada?

http://agoraetarde.band.uol.com.br/blog-post/100000611296/Danilo-Gentili-explica-a-origem-de-sua-medalha-de-comendador.html

Dona do Sexo -Bonobo rules,Jaçanã forever disse...

http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/os-melhores-paises-do-g20-para-ser-mulher

Júlia disse...

Muito interessante. Não é nenhum paraíso, mas certas questoes culturais, principalmente a maior intolerância ao machismo chamam a atenção.
Acho interessante lembrar dois pontos:

- No Canadá, o aborto é legalizado federalmente há 25 anos e o casamento homoafetivo há oito anos.

Anônimo disse...

Eu moro na Alemanha e apesar de ser um país tradicional no quesito família (a política familiar aqui é para que a mulher, depois da maternidade, fique em casa sem contar na falta vergonhosa de creches tanto públicas quanto privadas) e de as mulheres em geral ganharem 30% menos, aqui elas tem MUITA liberdade. Ninguém policia roupas, cabelos, peso, altura, whatever...
Não há esse assédio constante na rua, no dia a dia as pessoas não ficam te perguntando sobre sua vida pessoal, te cobrando casamento, filhos etc. Caso você diga que não quer um deles, (ou nenhum) ninguém vai te crucificar por isso. Vejo muito mais homens participando na criação dos filhos (é comum vê-los sozinhos nas ruas com bebês muito pequenos e crianças) aborto não é lá aquele tabu monstruoso, as mulheres são de uma maneira geral consideradas seres aptos de tomarem suas próprias decisões.
Vale lembrar que o machismo ainda existe, que há sim violência domestica - e não é pouca, que ainda há muito pra se fazer mas de uma maneira geral a vida aqui é um pouco mais tranquila para as mulheres.


Aninha

Anônimo disse...

Hey, existem homens no Brasil que nao sao machistas, sao caras legais, carinhosos, respeitadores. Tem muito brasileiro legal aqui. Tem muito homem legal no mundo. Hamanndah

Carla Francisco disse...

Bem legal essa visão da autora do post. Algumas atitudes se parecem bem com a França, por exemplo aqui durante o verão as meninas usam shorts bem curtinhos por causa do calor mesmo. Aqui alguns homens passam cantadas na rua, mas bem menos do que no Brasil. E vejo menos "slut shaming" por parte de outras mulheres.

Sobre os brasileirxs falarem mal do Brasil ou generalizar a cultura brasileira, acontece mesmo. No começo, eu fazia isso muitas vezes. Mas, acho que é por falta de consciência das diferenças entre as regiões. Vivi toda minha vida no estado de SP. Quando dizia, "no Brasil é assim... "eu achava realmente que era. Quando comecei a ter um contato mais próximo com brasileirxs de outras regiões, percebi que a cultura brasileira é múltipla. Acho que muito disso é culpa da TV centralizada e ilusória no Brasil que só fala sobre o Rio e SP e quando falam de outras regiões, só usam estereótipos.

Agora sobre falar mal, não sei muito bem o que isso significa. Eu sou professora de português aqui e vejo que os francesxs têm uma visão muito estereotipada do Brasil e dos brasileirxs. Quando falo sobre o machismo, sobre a homofobia, sobre o racismo (o tal mito da democracia racial persiste aqui), sobre a desigualdade social no Brasil, não acho que estou falando mal. Estou falando a verdade sobre a sociedade brasileira. Falo muito também dos pontos positivos da cultura brasileira que me fazem muita falta aqui, como a generosidade e facildade em viver em comunidade entre outros.

Post muito interessante, gosto sempre de saber como outros brasileirxs vivem em outros países.

Letícia disse...

É óbvio que os mascus não vão acreditar que na Suécia as mulheres fazem mais sexo casual do que no Brasil. Primeiro pelo racismo e o complexo de vira-latas que eles tem de achar que o Brasil é o pior lugar do mundo. Depois pq pra eles uma mulher só faz sexo pra obter vantagem, e que vantagem ela obteria numa sociedade igualitária?

E sobre o post: adoraria conhecer o Canadá, é invejável uma cultura assim. Espero muito que o Brasil mude nos próximos anos e a questão feminista ganhe mais espaço, infelizmente estamos longe dessa realidade. De qualquer forma, essa "reclamação" de brasileiras sobre os homens estrangeiros é bem comum. Tenho uma amiga que foi pra Rússia e reclamou muito dos homens de lá, que diferente dos brasileiros não costumam ser tão incisivos.
Já outra amiga que mora na India vive reclamando de "stalkers" e que os caras de lá não sabem respeitar quando a mulher diz não.

Quanto mais machista é uma cultura, mais a vontade da mulher é ignorada. Sortudas são as canadenses!

Anônimo disse...

Parem de ofender os neandertais, pessoal.

May Pacheco disse...

Que lindo. Adorei ler sobre o Canadá, tenho pensado em fazer intercâmbio para lá algum tempo, só aumenta mais a vontade.

Carol NLG disse...

Carolina MM

sobre essa questão de modelos negros, eu percebo a mesma coisa onde moro. Só que eu moro na África!

Aqui na Mauritânia, país negro, africano, todos os outdoors tem modelxs brancxs! De propaganda de fralda, com bebê pampers loirinho, à propaganda de celular. Aliás, recentemente inauguraram um outdoor com uma modelo negra e houve alguma reclamação na cidade que seria "feio". A cidade é composta, basicamente, de negros! Os que não são negros, são mouros. Não existem brancos, fora os estrangeiros. É impressionante como a cultura do "belo é branco" acontece no mundo todo. Mas, não, imagina, é tudo gosto pessoal...

Anônimo disse...

Discordo da parte de leis mais duras, temos de parar com essa cultura de "vigiar e punir, porque não premiar boas atitudes e projetos ao invés de jogar tudo para o direito penal?


Rafael

Anônimo disse...

Ola a todos!
Estou em Montreal ha um ano e concordo com as observaçoes de todos sobre a força do feminismo por aqui e seus pontos positivos, mas é preciso ver o quadro maior e nao apenas listar as vantagens... E essa realidade feminista daqui tem muitas outras faces... Ha muitas mulheres na miséria total e abandonadas com os filhos... Por conta da proteçao das leis, a maioria dos homens se recusa a se casar oficialmente (como no Brasil, ha o medo de ter de pagar pensao) e, um dia, quando eles encontram algo melhor, desaparecem... Isso a gente nao vê nas ruas... Mas é uma realidade dura enfrentada pelo governo do Quebec, que tenta ajudar essas mulheres.
O fato de poder dar para quem você quiser é libertador, mas, por outro lado, se você se interessar por alguém, esteja certa de que tera de tomar a iniciativa (eles têm muito medo das leis) e, quando você da esse primeiro passo, eles ja entendem que você quer sexo. Você tem que transar primeiro, para so depois começar a conhecer o cara. Se você nao quiser "uma aventura", como eles mesmos dizem aqui, eles pulam fora...
O que eu quero dizer é que nenhum extremo é bom e que o Canada esta longe de ter um feminismo equilibrado e saudavel!
Fora a xenofobia mascarada pela ironia... Eles fingem ser bem humorados, mas nao perdem a oportunidade de satirizar, desprezam de verdade os estrangeiros e as oportunidades nao sao igualitarias.
E se você começa uma dieta, nao importa o motivo, você sofre bullyng, porque você esta sendo machista e querendo se enquadrar no perfil de mulher gostosa... O mesmo acontece se você for vaidosa.
Mas, enfim, boa sorte aos que sonham em vir para ca...

Anônimo disse...

O Canadá tanto é feminista que tem a maior (senão a única) industria de pornografia feminista no mundo.

lola aronovich disse...

Sério isso, Carol NLG? Na Mauritânia, um país negro, os outdoors são todos de modelos brancos? Como que pode isso?! Na TV também é assim? Eu já fico passada aqui em Fortaleza, onde praticamente 100% do que se vê na mídia é bem diferente da maioria das pessoas daqui. Mas, pô, na África?!

Anônimo disse...

Amei o post. Principalmente a parte que tratou da diversidade brasileira. São muitos " Brasis", tantos estados, tantos municípios. O tal complexo de vira-lata que, infelizmente tenho que admitir, já o propaguei lá no passado e que é preciso ser combatido também. Outro aspecto importante com relação ao Canadá, sugiro para quem não assistiu ainda o documentário do Michael Moore "Tiros em Columbine", que mostra alguns aspectos culturais dos canadenses e o modo de ser do país, que apesar de Vizinho dos EUA, não procuram imitar o "way of life", o que nós aqui fazemos sempre com essa adoração ao Tio Sam, que nos leva a copiar tristemente o pior da sociedade estadounidense. É preciso ler muito, estudar bastante para sairmos das "matrix" que nos aprisionam.

jacmila disse...

"A cultura latina e um nojo só, misoginia do começo ao fim"

Li "Machismo Invisível" de M. Castañeda e me deprimiu, ela reporta-se ao México mas é mto semelhante ao q vemos aqui; até acho o título inadequado: é Machismo Escancarado mesmo...

tambem amo o canada disse...

Lola, fui olhar essa discussao da suecia e o que voce falou esta claramente distorcido. Quem tiver senso critico que va no forum deles e olhe por si em vez de seguir cegamente o que dizem.

De fato o canada é bem mais avancado que aqui nessas questoes e tem bem menos machismo, mas algumas coisas vistas como positivas nao sao:

A historia da crianca com a baba é ridicula. Obviamente que era uma brincadeira consensual. Agora precisa ter autorizaçao expressa? Consentimento pode ser tacito, eh obvio.

Outro ponto é reclamar do professor fazer uma dinamica sobre "os homens sofrem mais". Eu discordo disso, mas assim como podemos discutir a cultura do estupro tambem pode ser discutido isso.

E quem se descontrola nessas discussoes eh pq nao tem argumentos e nao sabe ser contrariadx (o que nao quer dizer que nao existam os argumentos, apenas que ela nao possuia eles).

thats my 2 cents

PS: quem se interessou pelo canada de uma pesquisada no youtube por "canada para brasileiros".

Anônimo disse...

Brasil é um lixo mesmo. É por isso que quero me mudar o mais rápido possível desse ninho de ratos, lotado de misóginos, racistas e homofóbicos. Cruz credo.

Concordo com o adjetivo neandertais... Isso resume a natureza masculina daqui. Desculpem se a verdade dói, mas realmente os homens canadenses são superiores aos brasileiros.

aline disse...

Anonimo das 10:19

Tenho tido uma experiecia muito diferente da sua. Meu companheiro e eu nunca fomos discriminados por sermos imigrantes. Em geral ha uma curiosidade pelo pa'is. Nos dois estamos nas mesmas empresas ha dois anos e fomos promovidos a cargos de chefia antes de colegas canadenses. Alias, tem varios estrangeiros em cargos de chefia na minha empresa e uma brasileira 'e VP. O que acontece 'e que, em geral, os canadenses (quebecoises) nao sao muito fas de trabalhar horas a mais e tambem se contentam com cursos tecnicos, poucos vao para a universidade, com isso as chances de serem promovidos para certos cargos diminuem. Na empresa onde trabalho, o que importa e' a dedicacao e a for'ca de vontade, nao a nacionalidade.
Quanto a dietas, vejo varias pessoas (homens e mulheres) fazendo dieta por diversas razoes (perda de peso, saude, ganhar massa muscular) e ninguem fala absolutamente nada. cada um na sua. Mesma coisa na empresa onde trabalhei antes.
Sobre a questao casamento, vejo que muitos nao casam pq pra eles nao faz sentido. Pra mim tb nao faz. Estou com meu companheiro ha mais de dez anos e nao vemos necessidade de assinar um papel. Quando nao estiver mais funcionando pra um de nos, a gente separa e pronto. Fora a aversao que muitos quebecquers t^em a igreja, 'e o lugar com maior numero de ateus per capita. Eu vejo de tudo: os mais tradicionais (descendentes de italianos e gregos por exemplo) casando na igreja, casais que casam "no civil" e gente como eu que ta a'i vivendo juntos ha muitos anos, com filhos e tal, mas que nao quer assinar um papel. Homens e mulheres. Nao vejo mulheres pedindo pelo amor de deus pros homens casarem com elas nao. Por outro lado convivo com pessoas com uma media de idade de 28-30 anos, por isso a minha realidade pode ser diferente da sua.
So mais uma coisa, tive a impressao que vc acha ruim a mulher tomar a iniciativa. Eu nao vejo problema, fiz isso minha vida inteira. Sinceramente nao entendo ficar fazendo joguinhos e esperando o cara se manifestar. Ta a fim, deixa claro e pronto, u'e! Se o cara tb estiver, otimo! Se nao estiver, deixa pra la.
Foi mal pelo teclado desconfigurado e, por isso, a falta de acentos.

Thaís B disse...

Nossa que bom o Canadá ser assim *--* tenho vontade de fazer intercambio lá.
O Brasil ainda é bem machista, mas acredito que isso vai mudar com as próximas gerações, sei de gente que já cria os filhos de forma mais igualitária e de mente aberta.

E olha, sem querer ofender, mas dizer "o Brasil é um lixo, eu vou embora daqui para nunca mais voltar" não vai faze-lo melhorar, você só vai estar virando as costas. Então acredito que seja mais efetivo se você ficar e lutar para que nosso país seja tão bom ou melhor quanto esses países.

Anônimo disse...

'Eu lembro que ele me mostrava com as mãos que no Canadá a mulher fica aqui (na altura da cabeça) e o cara fica lá (no chão). Hahaha! Imagino que para caras de culturas machistas a impressão seja esta mesmo, quando na realidade ele deveria colocar as mãos mais próximas uma da outra para demonstrar igualdade.'

Idiotice esse comentário, se fosse igualdade a mulher era demitida quando falasse algo que o homem não gosta

Anônimo disse...

Como se eu fosse obrigada a viver e sofrer aqui e perder o tempo q eu poderia gastar trabalhando, estudando e me divertindo. Coisa de ufanista babaca isso q acha q temos "obrigacao" com a "patria".

Carla Fonseca disse...

Oi, gente! Eu sou a autora do post, peço desculpas por não ter entrado antes, estou na correria aqui!
Bom, adorei os comentários que li, especialmente dos relatos de outras cidades/países, era exatamente este tipo de discussão que eu esperava. Obrigada! :)
Quanto ao racismo no Canadá, sinto muito em dizer que é verdade, é uma das coisas negativas pelo menos na região onde moro. Quem é racista aqui não tem o menor pudor em demonstrar isto, vi vizinhos falando abertamente "I don't like black people!" Logo que cheguei aqui conheci um canadense negro que evitava ir a certas baladas porque era discriminado, e vi mais de uma vez alguém falando que certa balada não era boa porque tinha muito negro e o mesmo sobre certos bairros.
Eu também mochilei por boa parte do Canadá no tempo em que estive aqui, visitei 8 cidades em 6 diferentes províncias. Claro que não fiquei tempo suficiente nestas cidades para afirmar qquer coisa, mas a impressão que tive sobre o feminismo, mesmo em cidades bem pequenas como Regina, foi a mesma. Inclusive a 2 semanas atrás eu passei o final de semana em Banff, Alberta, onde conheci um grupo de ingleses sendo que um amigo deles estava preso porque forçou a barra com uma local na véspera. Lá em Banff as paredes do Hostel estavam lotadas de cartazes da campanha já citada aqui "Don't be that guy", deixando claro para os turistas desavisados qual comportamento não era aceitável lá. (Procure no google imagens que vc acha os cartazes)
Quanto a discriminação aqui eu senti porque eu não falava inglês, daí fica muito difícil se expressar, mas não por ser especificamente brasileira. Inclusive algo que eu amo em ser brasileira é que em qualquer lugar que você vai e fala de onde é as pessoas respondem com um sorriso nos lábios "Brazil?!".
Assim que puder volto para responder comentários mais específicos.
Abraços!

Ângela disse...

De todos os problemas do Brasil, só um me dá vontade de ir embora: o atraso do homem brasileiro.

Anônimo disse...

...hummm. Legal. Mas eu sou feminista e defensora dos animais. Por isso não curto o Canada. Eles são cruéis com os animais.
=(
focas e baleias desaprovam.

Helen Pinho disse...

Lola adoro seu blog, sempre leio e recomendo. Fico especialmente feliz em ver o post da Carla publicado, somos primas e amigas, sei o quanto significa para ela. Além de ter certeza que é uma pauta muito importante para todxs.

Anônimo disse...

"...hummm. Legal. Mas eu sou feminista e defensora dos animais. Por isso não curto o Canada. Eles são cruéis com os animais.
=(
focas e baleias desaprovam."
Entendo o que você quer dizer, mas a maioria dos países não é assim? E isso me fez pensar em quais seriam os países onde os direitos de animais não-humanos estão mais avançados?

Jéssica disse...

"Outro ponto é reclamar do professor fazer uma dinamica sobre "os homens sofrem mais". Eu discordo disso, mas assim como podemos discutir a cultura do estupro tambem pode ser discutido isso.

E quem se descontrola nessas discussoes eh pq nao tem argumentos e nao sabe ser contrariadx (o que nao quer dizer que nao existam os argumentos, apenas que ela nao possuia eles)."

Por favor me diga como levantar argumentos de "porque os homens sofrem mais" pode ser construtivo? No seu exemplo de "discutir a cultura do estupro", quer dizer que você acha legal discutir se a cultura do estupro é válida ou não? Que talvez há mulheres que pedem para ser estupradas?

Realmente, super construtivo e nem um pouco ofensivo "discussões" desse tipo. E sim, tanto tinhamos argumentos que o lado feminino venceu o debate.

Deve ser legal ser homem e não precisar ouvir o quão dependente, fraco e incompetente você é durante toda a vida, não? Não me admira que não ache ofensivo isso ocorrer com uma mulher.

Anônimo disse...

Vixe, e o Brasil, então... animais silvestres (bota todos os possíveis e imagináveis na conta), tubarões para a prática de finning, bois... Bois, então, nem animais são considerados mais, praticamente.

lala disse...

Quero ir para o canadá... ou ainda melhor... quero que o Brasil evolua tanto quanto o canadá.

lala disse...

Esse António deixa o mesmo comentário em todos os blogs que ele passa... Não se iluda hehehe Ele já deixou várias vezes esse mesmo comentário no meu blog... Em diferentes posts... Quer dizer que ele realmente não leu nossas postagens...

Anônimo disse...

A cultura latina é um nojo só porque é baseada no cristianismo, é influenciada pelo cristianismo. Somos uma maioria de católicos por essas bandas, não? Portugal, Itália, Espanha também são machistas e misóginos pra caramba. Todos católicos esses paises.

Então miram no alvo certo.

Anônimo disse...

Sou homem, brasileiro, mais educado e mais consciente do que muito canadense, irlandes, frances, Ingles ou americano que eu conheci. Fico entristecido em ver o desprezo e o espirito de vira-lata que permanece nos nossos cidadaos. Cultura latina e um nojo? como alguem pode falar algo assim. Todas as culturas tem suas qualidade e seu pontos a melhorar.

abracos a todos
Julia

Anônimo disse...

Pergunta: os homens tem a mesma liberdade (de denunciar uma mulher que esteja mexendo com ele) ou lá os homens são considerados estupradores em potencial só por serem homens?

lucelialuts disse...

Muito bom o post! Realmente tambem sinto essa diferença aqui fora. É até polêmico dizer isso, mas retomando algo que li em algum post há mto tempo atrás, de um documentario que alguem fez em um país de maioria árabe/muçulmana (me desculpem, mas realmente não me lembro qual o termo usado e já peço desculpas por algum equivoco que cometer com o povo árabe ou com as pessoas de religiao muçulmana) onde a mulher ainda é muito discrimanada, onde a mulher andou com uma câmera escondida no corpo e a camera captava olhares e "cantadas" de muito mal gosto por parte dos homens. Aqui em NYC ando com bem menos roupa do que andava no Brasil, porque era insuportável aguentar as "piadinhas e cantadas", aqui as únicas vezes que "mexeram" comigo foi um bom brasileiro que soltou um termo muito bonito (ele não sabia que era brasileira e respondi a altura) e também alguns indianos que, não só comigo, mas por relatos de amigas, sempre tem certa "gentileza masculina" ao lidar com mulheres. Pode parecer preconceituoso, mas é uma questão cultural (péssima), infelizmente, a maioria dos nossos homens estão atrás nesse ranking

Carla Fonseca disse...

Sim, os homens tem a mesma liberdade de denunciar e são levados a sério, segundo este link 8% das vítimas de abuso sexual no Canadá são homens.

http://www.policymic.com/articles/33593/canadian-man-sexually-assaulted-by-four-women-showing-rape-goes-both-ways

Em português:
http://oglobo.globo.com/blogs/pagenotfound/posts/2013/04/08/policia-procura-quatro-mulheres-acusadas-de-estuprar-homem-492606.asp

Anônimo disse...

Jurei mentiras
E sigo sozinho
Assumo os pecados
Os ventos do norte
Não movem moinhos
E o que me resta
É só um gemido
Minha vida, meus mortos
Meus caminhos tortos
Meu Sangue Latino

Minh'alma cativa
Rompi tratados
Traí os ritos
Quebrei a lança
Lancei no espaço
Um grito, um desabafo

E o que me importa
É não estar vencido
Minha vida, meus mortos
Meus caminhos tortos
Meu Sangue Latino
Minh'alma cativa

Buh Ostheimer disse...

Acabei de voltar e tive a mesma boa impressão... e a segurança de caminhar nas ruas em qualquer roupa e horário é simplesmente incrível. Deveria ser básica, mas...

Anônimo disse...

Sério, quanta besteira Misândrica. QUALQUER cidadão que ficar ofendido ou intimidado com certos olhares pode chamar a Polícia. Na boa, o nome do post deveria ser '' O CANADÁ É IGUALITÁRIO '', eu não sei oq os homens fizeram você, mas tá na hora de superar isso. Nada a ver o comentário de Mulheres estão em cima e homens embaixo, todos somos iguais com características diferentes, por natureza. É uma pena, já tinha má impressão de Toronto, agora então...

carlos90406 disse...

Legal o texto, apesar de ver algumas incoerências, as feministas que adoram se dizer feministas nada mais são do que lobo em pele de cordeiro, primeiro que quando alguns homens do brasil falam mal do brasil, ela vem com o discurso que ninguém pode falar nada se não morou em todos os lugares, eu até concordo, mas aí a dondoca na hora dela falar mal do brasil ela pode generalizar e na hora de falar bem do canada ela tb pode generalizar, só pergunto onde e qual tipo de homem que ela se envolve para ser tão raro assim homem cuidando do filho, enfim, acho que vcs precisam aprender muito com o modelo suéco, nossas feministas são uma militancia que brigam exclusivamente por direitos das mulheres, na suécia por exemplo, as feministas brigam pelos direitos dos homens tb, inclusive o homem tem o mesmo direito na licença paternidade, pode tirar praticamente msmo tempo, até mesmo li uma matéria sobre um processo contra os sex shops no país pq lá não tem a mesma oferta de produtos para os homens, é comum vc ter praticamente tudo pras mulheres e nada para os homens, isso sem contar em guarda compartilhada, não existe pensão alimenticia, mulher trabalha mesmo tempo que os homens pra se aposentar e os homens não representam 90% das vítimas no país, realmente o Brasil precisa evoluir muito nessa questão e pode ter certeza que os homens tem muito mais a ganhar do que as mulheres. Ah, outra coisa que já ia me esquecendo, essa coisa de mulher pagar menos nos lugares igual é uma prática normal no brasil é proibido na suécia, salão de beleza que só atendia mulheres tb foram proibidos de terem essa politica.

Cristiane disse...

Eu amo a sociedade canadense.😍😄