sábado, 13 de julho de 2013

GUEST POST: INJUSTIÇA E HUMILHAÇÃO, OS PAIS DO MEU FEMINISMO

A pedagoga, educadora popular e feminista Luiza Freire me mandou este relato muito bonito da sua epifania.

Vivo remexendo as memórias da infância. Tenho há tempos este hábito, provavelmente por acreditar que este período é a morada de muitas explicações, um lugar onde algumas respostas se escondem ou são escondidas propositalmente por nós. 
Dia desses, recordei sem mais nem menos um episódio que se revelou um tanto fundamental para a construção da postura que mais tarde eu adotaria diante do mundo, mais especificamente diante das relações de gênero. A lembrança é da primeira vez que senti que algo estava errado, demasiado errado no tratamento dispensado a meninas e meninos, ainda muito guris. A diferença saltou.  
Boa parte de meu crescimento teve como cenário a rua de uma vila simples, habitada por trabalhadores que assim como meus pais lutavam por uma vida digna com dificuldade, onde brincava e me sujava muito com alguns vizinhos de idades próximas. Dois deles em especial, irmãos. Certa vez, na casa desses vizinhos, quando ainda mal podíamos alcançar a cintura dos adultos, o pai apareceu com um objeto nas mão; seu entusiasmo era notável. Era uma revista com conteúdo pornográfico -– vulgo revista de “mulher pelada”. E o que aconteceu é o mais previsível. Ele chamou o filho e iniciou a observação da tal revista. 
A reação de nós duas, deixadas de fora sem saber por qual motivo, foi tentar a aproximação. Negativo! Isso é coisa de homem, vocês não podem ver! Obedecemos decepcionadas, enquanto o autor da negativa restabelecia a cara de satisfação. A colega de brincadeiras pareceu não ligar, talvez já estivesse acostumada. Mas eu não. Fiquei de longe, mirando os dois “machos” e me perguntando que diabos estavam vendo. 
Algum tempo depois, nesta mesma casa, com as mesmas personagens, minha precoce desconfiança se confirmou. A família havia prosperado e se não me falha a memória houve uma reforma no quintal. O que sei com clareza é que num belo dia apareceu um sótão. Ficava lá em cima, tinha escada de madeira e tudo pra subir e chegar à portinha que dava acesso ao “desconhecido”. 
Como criança arteira que era, fiquei maluca com aquilo! Imagina só, subir aquela escada, vasculhar o que estava guardado no sótão, ficar olhando pra baixo lá do alto! Só que esse desejo seria convertido em frustração num pulo, após mais uma negativa: “Vem filho, lá é muito legal, só nós podemos subir, é coisa de homem!”. E agora eu tinha certeza, havia mesmo algo muito errado acontecendo bem debaixo do meu nariz. 
Só que dessa vez, doeu. Uma dor quase insuportável pra alguém tão pequenino. Era a dor da injustiça. Pela primeira vez, eu tinha me sentido claramente injustiçada enquanto mulher. E infelizmente, muitas outras vezes viria a me sentir assim. 
Alguns anos depois, decidi romper a barreira, transgredir. Uma outra amiga, esta de colégio, tinha um irmão mais velho que guardava uma caixa com fitas embaixo da cama. Eram filmes pornô, claro, e todos sabiam. E se existia alguma preocupação da família com relação ao assunto, era o de manter as moças conscientes de que aquilo era proibido pra elas, acessível apenas para homens. Fartas dessa história, nós, as “mocinhas”, decidimos pagar pra ver. 
Ao colocar uma das fitas pra rodar no vídeo cassete, apenas duas impressões ficaram fortes em mim. Uma de que aquilo era estranho, outra de que a mulher estava sendo humilhada.  Ao contrário do que alguns pais podem de pronto pensar, inclusos os meus, não foi uma experiência traumática, foi reveladora. Aquele pequeno trecho assistido foi suficiente pra me alertar que existia um mundo onde a humilhação feminina era motivo de prazer para os homens. 
Foi assim, a partir destes sentimentos, que me tornei alguém que acredita que a mulher precisa e pode se emancipar. Que outras relações de gênero são tão necessárias quanto possíveis. A injustiça e a humilhação a que mulheres são submetidas há gerações se apresentaram pra mim como insustentáveis, e eu tinha menos de uma década de vida. 
Hoje, me pergunto quantas décadas isso ainda vai durar. Quantas precisaremos pra reconhecer e superar algo que até mesmo uma criança pode ver?  Essas respostas não moram na minha infância. Mas sigo caminhando, convicta de que ainda que o machismo e a opressão durem por muito tempo, não durarão todo o tempo. Um tempo mais igual e justo está em construção.

74 comentários:

Sara disse...

Lindo post, q revela como são diferentes os caminhos q levam cada mulher ao feminismo, ou a necessidade dele.

Liz Santiago disse...

Que lindo! Também me lembro da primeira vez que vi um filme pornográfico. Foi na casa de uma amiga do colégio, que era chamada por todos de piranha e considerada pelos pais como uma má influencia sobre suas filhas. Ela era vista assim por vários motivos; tinha reprovado um ano e era 2 anos mais velha que as colegas, tinha 13 anos e costumava beijar os meninos na saída da escola- na frente de todo mundo msm, sentados no murinho de uma igreja e seus pais eram conhecidos empresários na cidade e costumavam dar super festas na casa deles (eles tinham ótimas condições).
Apesar de tudo isso eu continuava a achando divertidissima, estava sempre sorrindo, era muito carinhosa com todos-até mesmo com quem ela sabia falar mal dela, eu não a tratava diferente de ninguém. Gostava muito dela.
Uma tarde na casa dela estávamos vendo esses vídeos e eu contei que nunca havia assistido a um deles, e ela apenas sorriu e disse ver toda hora na ausência de seus pais. Na hora achei esquisito e meio nojento especialmente pelos ângulos usados pra mostrar os corpos das mulheres, os tapas que as atrizes levavam...me pareceu violento. Demorou muito pra eu ter curiosidade de procurar outro vídeo.
Lendo esse post me identifiquei com a história, e lembrei daquela amizade. Hoje entendo melhor qual era o "problema" daquela família, que era como meus pais se referiam a eles. Júlia (nome fictício) era criada com liberdade pelos pais, assim como seu irmao mais novo. Eu freqüentava muito a casa deles e me pareciam uma família mto carinhosa e sempre alegre, acolhedora, onde nenhum dos filhos era tolhido e eram encorajados a experimentar a vida e se divertirem. Eu sentia uma certa inveja daquela liberdade.
Vai ver os pais dela eram feministas, até sem perceber, rs.

Vitória disse...

Gente, só eu acho muito bizarro, doentio, um pai mostrar pornografia para um filho ainda criança? Sério mesmo que os defensores da moral e dos bons costumes não enxergam nenhum problema nisso? Para mim isso é pedofilia, além de incitar comportamentos reprováveis a uma criança ainda em fase de formação de personalidade, caráter e etc. Sério, isso é nojento! Um pai desses deveria ser preso, pois não é muito diferente daquele que leva o filho, tb menino, a uma prostituta para "virar homem" (na verdade são a mesma pessoa na maioria dos casos).

Quem faz isso com uma criança não tem moral NENHUMA para sair pregando valores e querer vigiar a sexualidade alheia! Um homem que faz isso é um PERVERTIDO, TARADO, ESTUPRADOR, que provavelmente sente tesão ao ver o filho batendo uma!

NOJENTOS!

Conceição Lima disse...

minha infancia também foi marcada por esses sentimentos. o q provavelmente me fizeram me sentir pró-igualdade de sexos desde criança.

houve vários ocasiões q para o meu irmao mais novo era permitido e para mim não. guardo-as na memoria. ainda hj tenho raiva de meu pai por isso.

e tb sinto uma forte sentimento de humilhação qdo vejo pornô. interessante o q vc disse sobre ter aprendido ao assistir o video porno q situações aviltantes para as mulheres é de prazer para os homens.

me identifiquei bastante com o q vc escreveu.

° Emy ° disse...

Belo post. Essa troca é rica pra nos mostrar o caminho que cada uma traçou até o Feminismo.

Anônimo disse...

Lembro quando comecei a ver vídeo pornô, também ficava desconfortável com esse único papel de submissão da mulher, mas eu gostava de sensação. O jeito que encontrei para resolver isso foi vendo pornô gay (masculino), ou seja, excluir a mulher, porque no mundo pornô ela só é representada de um jeito. Triste e bizarro.

patricia. disse...

Vitória, acho muito estranho também!E por um momento, quando ela falou do sótão, cheguei a pensar que ele levava o menino lá para abusar dele sexualmente.

Eu acho meio perturbador essa 'iniciação sexual' forçada que alguns pais impõe aos seus filhos homens. Tipo essa coisa de mostrar revista pornô ou contratar uma prostituta. Acho que é possível que algum garoto goste e fique agradecido, mas sempre que eu escuto algo do tipo a única coisa que eu consigo pensar é que dever ser incrivelmente constrangedor e traumático. Que tipo de pai submete o filho a uma situação dessas?

Talvez o menino do relato acho tudo muito natural,sabe? Que pais e filhos fazem isso o tempo todo, que é 'coisa de homem', mas nunca vai ser certo para mim empurrar isso goela abaixo de uma criança. Uma coisa é você ser um pai de cabeça aberta, que tem um diálogo legal sobre sexo com a família e que entendo que seu filho vai crescer e iniciar uma vida sexual, outra coisa é querer fazer isso por ele

Lucia Freitas disse...

antes mesmo de ler, me identifiquei com o título (no twitter)!!1
Obrigada lola amada por trazer textos assim pra gente!!!

beijo

Anônimo disse...

Lola e pessoal, desculpem fugir do assunto, mas viram isso?
http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/mg/2013-07-12/holocausto-brasileiro-60-mil-morreram-em-manicomio-de-minas-gerais.html

Que horror, estou chocada...

jorge disse...

e feministas negam q sejam lésbicas...ela ficou puta pq o pai n levou ela para ver mulher pelada junto com o irmão kkkk

o q tem de humilhação no porno? elas estão lá pq querem,é tudo sexo,então mulheres se sentem humilhadas ao transar?

Anônimo disse...

Que horror mostrar revista pornô pra um filho pequeno. o_o
Quando eu era pequena queria mt brincar e não tinha consciência de que devia me comportar da maneira X e não como um "moleque", me sujando e me estrepando correndo na escola...

Mas só fui perceber o tratamento diferenciado q dão pra gênero depois. Acho que na primeira cantada q levei na rua. Horrível.

Anônimo disse...

a visão de voces é muito mimizenta. Sou homem, heterossexual, e me lembro que desde novo, tipo 10, 12 anos, já surgiu curiosidade em ver revista de mulher pelada e filmes porno. Ninguém nunca me mostrou essas coisas, ou comprou pra mim, mas me lembro da primeira vez que fui a uma banca comprar a revista playboy... cheio de vergonha. Mas todos os demais garotos tambem tinham revistas, um emprestava ao outro, e depois, com mais idade, foram os filmes... fitas, dvds. O que há de traumático nisso? Por favor! Depois ficam aí reclamando quando dizem que mulher não gosta de sexo. Sinceramente, parece que muitas não gostam mesmo...

Anônima da saia disse...

Gente, acredito que a Lola esta falando dos anos 70 ou 80. Um pai mostrar revistas pornô pro filho nao era errado, era iniciar o piá a ser macho.

Eu me identifiquei no post no sentido que eu também desde criancinha sempre protestei pelas "proibições" a mim impostas por ser menina. Eu era - desde toquinho de gente- chamada de feminista. De pequena tive alguns apelidos dado pelos meus primos como "Leader" " madre superiora" "big Boss" "chefona" ou quando estavam mais de saco checo a "feministinha chata"
Más eu me orgullo muito desses apellidos e de ver que as coisas estavam erradas desde toquinho.

Eu sempre disse aos meus pais e familia que unicamente me casaria se algum dia conhecesse a um homem que me tratasse como a uma IGUAL. Que me respeitasse e me valorizasse,

E isso é um principio que nunca abri mão.

Abracos

Sofia L.B. disse...

Existe qualquer coisa de hilário em um menino poder ver o corpo nu de uma mulher crescida e uma menina não. E, claro, de muito muito triste.

Bizzys disse...

Eu lembro de uma situação de "injustiça" que passei quando era criança, e que me indignou na época, apesar de não ser responsável pelo meu feminismo.

Minha mãe me contou o seguinte: depois que meu pai morreu, ele deixou um dinheiro que deveria ser dividido entre meu irmão e eu. O juiz determinou que fossem abertas cadernetas de poupança para cada um de nós, igualmente, mas ficou sobrando um centavo. Então o juiz disse que esse R$0,01 iria para o meu irmão, "porque ele é homem". Simples assim. Eu fiquei super revoltada na ocasião, porque eu sou a filha mais velha e não entendia porque meu irmão deveria ser privilegiado.

Antes que alguém diga que eu sou "uma feminazi louca que está brigando por conta de um centavo", quero dizer que o problema não é a quantia, mas o privilégio do meu irmão, que foi um entre muitos que ele teve (como não realizar serviços domésticos, poder sair sem restrições, fazer o que quer, etc. etc.), e eu não tive, por ser mulher.

Anônimo disse...

Muito interessante a observação da autora sobre a humilhação no pornô.

Eu só fui reconhecer isso muito mais velha, depois de ler sobre isso...
Fico pensando que deve ser pq, como só vi um filme desses lá pelos 20 anos, eu já tinha interiorizado essa postura da mulher no sexo como algo natural.

Queria muito explicar aos homens que comentaram aqui, o que nós vemos de errado na situação. Acho que eles, por não viverem situações como as nossas, não compreendem. Mas tô com preguiça... sorry guys!

Anônima da saia disse...

Bizzys que foda eu te entendo, da vontade de falar pro juiz "se eu tivesse nascido com um caralho seria diferente?"
Eu tb sofri uma injustiça de herança por ser mulher. Se "supõe" que mulher nao precisa de tanto dinheiro porque o marido vai sustentar.

Bom ca estou solteira e sem marido..... Foda

Anônimo disse...

Gente, seria isso uma das raízes da cultura de estupro...? Meninos, desde cedo, tomando contato com pornografia que degrada a figura feminina e meninas excluídas desse "ambiente". Sim, se homens, desde a mais tenra idade, se depara com vídeos, fotos em que a mulher é humilhada durante o ato sexual, como muitos deles vão encarar o estupro ou abuso sexual quando mais velhos?
Não quero dizer que todos os meninos que tem contato com a pornografia se tornarão estupradores no futuro, mas muitos poderão tratar o estupro como algo natural. Pois a mulher, muitas vezes, é tratada no contexto do filme porno como uma "vadia", e o que se diz de uma mulher emancipada sexualmente quando esta é estuprada?

São só alguns questionamentos para a gente pensar sobre a pornografia heterossexual (obviamente voltada para homens, excluindo as mulheres). Não sou contra filmes pornográficos, mas acredito que a maneira como eles são produzidos só reforça a cultura do estupro...

Paty Nunes

Hamanndah disse...

"Depois ficam aí reclamando quando dizem que mulher não gosta de sexo. Sinceramente, parece que muitas não gostam mesmo..."

Anônimo das 16 e alguma coisa:

Eu posso gostar de sexo e:

1) Nao gostar que batam em mim na cama
2) Nao gostar de levar "porra" na cara. PS. Gosto de engolir, de levar na cara, nunca
3) Nao gostar que puxem meu cabelo

Aprenda uma coisa, anonimo, se você acha que sexo é puxar cabelo de mulher, enfiar no anus com a maior brutalidade, você é doente

Para seu governo, existe pornografia que nao tem essas violências e humilhaçoes, apenas um homem e uma mulher transando, ou dois homens, ou duas mulheres, sem ninguem ficar puxando cabelo, etc.

Ou seja, gosto de sexo baunilha, muita baunilha e tambem de sorvete de baunilha no penis do cara que gosto para me lambuzar

Entendeu que nao gostar de ver alguma pornografia agressiva e humilhante NAO É A MESMA COISA DE NAO GOSTAR DE SEXO?

Vitória disse...

patrícia

Concordo com vc. A curiosidade infantil em relação ao sexo sempre existiu e sempre existirá, mas o adulto que inicia uma criança sexualmente, seja por meio de pornografia ou da prostituição, para mim não passa de um pedófilo em potencial, um criminoso. Uma coisa é falar sobre sexo abertamente com os filhos, outra coisa é ser doente (e aposto que 90% desses pais não tem mente aberta coisa nenhuma, querem é ensinar o filho a "ser macho", e de quebra satisfazer algum desejo sexual pedófilo).

teresa bosco ferreira disse...

Sabe, Lola, a descrição do post é genial! Nunca tive irmãos, então nunca passei por isso, mas depois de mais velha fui perceber como a pornografia é algo de livre acesso e incetivada aos meninos e completamente proíbida para qualquer menina.

É como se só eles pudessem fantasiar sobre sexo. É fato que boa parte da pornografia é voltada só para o público masculino, mas o fato de nem sermos permitidas ver é algo que me incomoda muito.

Minha mãe sempre foi feminista, não lembro nunca de ser proíba de fazer algo por ser mulher (tb não tinha comparação, já que não tenho nenhum membro da família homem da minha idade), mas desde pequena percebi que a única pessoa que fazia questão de cuidar de mim e da minha irmã era a minha mãe. E isso ficava claro por que ela também que trabalhava e sustentava a casa. Mesmo sendo uma mulher feminista ela se privou de coisas que o marido não se privou para poder ter uma família.

Aprendi isso antes dos 10 anos de idade, nunca vou esquecer. Até hoje é assim na minha e acho que por isso nunca vou querer ter uma família. Não quero abrir mão das coisas que ela abriu...

Ana Carolina disse...

Como o assunto dos comentários se dividiu em dois, vou dividir meu comentário em dois tb.

Frequento vários círculos sociais e convivo com todo tipo de gente, como todas as pessoas. Dou preferência aos amigos com tendências mais feministas, mas mesmo entre os menos feministas já me deparei com homens de todos os tipos: dos educados aos "cavalos".

E uma coisa que sempre me chamou a atenção e sempre achei nojento: alguns amigos meus que se vangloriam de "aos oito anos de idade beijar as coleguinhas", "aos oito anos ficar tarando as primas gostosas", ver revista de mulher pelada nessa idade ou antes disso, dizer que tiveram experiências sexuais aos dez, onze anos, bem antes da puberdade que é quando tais coisas deveriam se tornar interessantes. E são os mesmos caras que parecem abobados perto de mulher: se não enfiar numa conversa que determinada fulana é gostosa, ou os peitos de beltrana, não ficam satisfeitos. Acho isso doentio. Experimentar a sexualidade antes da puberdade, aos oito anos que seja, é doentio demais, por mais que seja dizer isso só para sair por cima no assunto, pagar de gostosão pegador. Sério, um pai que faz isso com uma criança, o inicia no sexo quando não tem nem hormônios nem interesse nisso, abusa sexualmente de seu filho. Essa cultura do "macho pegador" é nojenta demais e fico com esse sentimento ao ver os amigos falando isso: nojo. Como pessoas esclarecidas precisam recorrer a tais assuntos, agir assim, ter orgulho de ter a infância retirada em nome de uma masculinidade fictícia e ultrapassada, em repetirem a objetificação sem nem ao menos pensarem no que estão falando. E sim, concordo que seja a raiz de duas coisas em comum: a objetificação da mulher e a cultura de estupro. Se desde os oito anos o menino vê revista de mulher pelada, é ensinado a "tarar a prima gostosa", o que esperar dele aos dezoito?

Ana Carolina disse...

A segunda história é sobre a percepção da desigualdade. Isso de "coisas de menina" versus "coisas de menino", pelo menos na minha vizinhança cheia de crianças, nunca existiu. Todos participavam das mesmas brincadeiras sem distinção e quando cresci mais participava de um grupo de meninas que punha fogo na rua. Ainda, cresci junto de um primo da mesma idade e nada me foi negado por ser "coisa de homem" (só uma vez, já adultos, que minha avó me mandou servir o prato dele e perguntei se ele era aleijado e não podia se servir sozinho).

Mas me lembro de um fato até engraçadinho, isso vinte anos atrás, quando Super Nintendo estava recém-saído, eu adorava videogames e tinha um disponível numa locadora de vídeos. Aí, durante uma festinha de criança, vários meninos se aglomeraram lá e eu, que adorava joguinhos, fui junto e fui jogar com eles. Numa boa. Só que os outros pais mandaram meu pai me tirar de lá imediatamente porque "o que essa menina está fazendo brincando uma brincadeira de meninos e ainda os humilhando por jogar melhor?". Claro que só soube da segunda parte muitos anos depois, mas mesmo com sete anos eu deveria estar com as meninas fazendo qualquer outra coisa, não em companhia de meninos.

K disse...

O post é lindo e realista. Só um ponto: duas das feministas que mais admiro problematizam a pornografia. Mas eu não consigo enxergar necessariamente assim. Claro, há material com coisas misóginas, na maioria não há mulher gozando. Mas eu acho que pode-se fazer pornografia diferente e útil, inclusive há quem trabalhe assim. Sei lá....

Delfine disse...

Esses anônimos reclamando do texto da Luiza Freire parece que nem ao menos leram o texto.

E tomam a típica atitude anti-feminista/masculinista: insistem em falar e falar e falar no ponto de vista masculino e tentam impor esse ponto de vista como "A Verdade". Nem sequer discutem ou trocam ideias com as mulheres reais com quem supostamente estão se comunicando, mas apenas ficam atacando a ideia que fazem de uma feminista ou de uma mulher, realmente.

Delfine disse...

É exatamente pelas razões expostas no texto que os homens que realmente querem ajudar as mulheres à alcançar a libertação e construir um mundo melhor e mais justo precisam dar com a língua nos dentes. Os homens são completamente silenciosos sobre o que eles sabem que eles e outros homens fazem com as mulheres e dizer sobre as mulheres. Eles deixam que as feministas façam uma enorme quantidade de trabalho para descobrir a verdade, mas nós estaremos sempre em desvantagem, porque a camaradagem masculina mantem seus segredos. Todo homem tem na ponta dos dedos informações sobre a destruição das mulheres e como os homens a fazem e o que eles sabem sobre o assunto, que leva anos para as feministas descobrirem, e ainda há muito mantida em segredo de nós. Se os homens alguma vez nos dissessem diretamente a verdade sobre si mesmos, todas as mulheres já estariam correndo por suas vidas. Com certeza estaríamos muitos passos a frente na direção da nossa liberdade e construção de um mundo justo e humano para vivermos.

Na década de 70, algumas pesquisadoras de uma universidade nos Estados Unidos entrevistaram mulheres que trabalhavam como secretárias em grandes corporações. Elas pediram que essas mulheres nomeassem os homens com quem elas trabalhavam que elas achavam os mais amigáveis em relação às mulheres, os mais confiáveis e agradáveis (não me lembro quais os critérios exatos, mas era ao longo destas linhas). Então, as pesquisadoras gravaram secretamente as conversas desses homens. Quando a pesquisa foi concluída, elas convidaram todas as mulheres que haviam participado a se reunirem em uma sala de conferências e tocaram as gravações. Acontece que elas descobriram que todos os homens agradáveis ​​eram tão odiadores de mulheres imundos quanto os outros. As mulheres ficaram chocadas e algumas até deixaram seus empregos depois disso.

Esse é o tipo de experiências que podemos fazer para propósitos de abrir os olhos, e uma das coisas que os homens podem fazer, especialmente: gravar as conversas dos homens e publicá-las para mostrar como os homens são vis.

Anônimo disse...

A todxs que não gostam da pornografia que humilha a mulher (ou, como ouvi descrita uma vez, faz ela parecer uma boneca inflável, joga pra cá, joga pra lá...

Uma amiga minha nada reprimida falou uma vez de pornografia 'não sei quem inventou que aquilo ali é bom.' Sempre me lembro dela quando vejo alguma cena que qualquer pessoa que tem um órgão sexual feminino sabe que não tem a menor possibilidade de tá causando aquela gritaria toda.

Mas, a boa notícia: nos últimos anos tem ganhado força o movimento de 'erotizar' a pornografia e cada vez mais existem filmes feito por diretoras mulheres para mulheres, algumas vezes com casais reais. Vale um google pros sites: sssh, joymii, x-art.

São melhores iluminados, filmados de forma bonita, enfim... algo que faz sentido pras mulheres assistirem. É legal que geralmente são companhias que também tomam bastante cuidado com a saúde dos atores e com o bem estar deles durante as filmagens, ao contrário do que ouvimos das outras....

Leandro disse...

Olha, antes de mais nada, este é só mais um relato que mostra a degeneração das famílias nas últimas décadas. O que esta família cometeu foi um crime. Estes "adultos" deveriam ser denunciados e devidamente condenados por mostrar representações de conteúdo pornográfico a crianças (revistas, filme pornográfico, etc). Mas fazer o que né? Para vocês, tradição, família, moral...tudo isso é "ultrapassado". É opressão.

Mas pelo que eu ví, a preocupação da autora não é moral. Não. É porque ela foi barrada de olhar uma revista pornográfica (o que há de errado em dizer que revista de mulher pelada é coisa de homem? Vai dizer que é pra ambos os sexos?). É porque ela viu "humilhação" da mulher em um filme pornô (sendo que aqui no blog da Lola, há dois textos de FEMINISTAS dizendo que GOSTAM de ser "humilhadas" no BDSM, o que revela toda mulher, até mesmo as feministas, gosta de ser submissa e "humilhada" por um macho dominante, pelo menos na cama).

Anônimo disse...

Me identifiquei muito. Minha infância foi assim também, dividida entre meninos fazem isto, meninas aquilo. Na vida adulta, o discurso entre os fdamiliares continua o mesmo, eu que fui atrás da minah independência. Mas a cicatriz é pra sempre.
Com relacão ao pornô, o problema não são as atrizes. Elas são adultas, concordaram e foram pagas para atuar. é como eles "educam" os homens a fazer sexo. Eles criam fantasias de "garganta profunda", puxao de cabelo e tapa sem que se saiba se a pessoa gosta disso, enfiadas de dedos sem ter clima, ir direto no clitoris, enfim, o prazer da mulher é negligenciado. É um saco ver a sugestão de posicões estrambolicas e toda a coisa teatral. Já tive relacões assim é é excitante só para uma parte. Para mim foi broxante.

lola aronovich disse...

Ah, sem dúvida, Leleco. Duas feministas escreveram que são adeptas do BDSM = isso certamente prova que TODAS as mulheres gostam de ser submissas e humilhadas. Vc manja tudo de lógica.
E vc mais uma vez prova que não leu o texto. O que a autora do guest post narra aconteceu em FAMÍLIA. Pai, tio, avô mostrar revista de mulher pelada pro filho/neto/sobrinho ou levá-lo pra perder a virgindade com prostituta é uma TRADIÇÃO. E vc acha que isso é ótimo, certo? Pois bem, muitas de nós -- e eu nunca diria todas -- não.

Leandro disse...

Bem se vê q vc não entende nada sobre família, moral, tradição e bons costumes. Ocorre que as famílias se corromperam. Não entendo como você não entende algo tão simples como distinguir uma família genuinamente tradicional de uma família degenerada totalmente corrompida pelos "valores" modernos. Uma família tradiconal genuina é baseada na tradição moral cristã: castidade, vida austera e modesta, etc. Sabe todos esses valores morais que segundo vocês é opressão? Eles não valiam só para a mulher, valia para os homens também. Agora, um pai, tio ou avô levar o filho a um prostíbulo para perder a virgindade é compatível com uma vida austera e casta? Totalmente incompatível. Quando eu falo em família tradiconal, eu falo na genuinamente tradicional e não na família degenerada.

Quanto ao BDSM, o relato das duas feministas mostra que a imensa maioria das mulheres heterosexuais, até mesmo as feministas, gostam de ser submissas, pelo menos na cama.

lola aronovich disse...

As famílias se corromperam quando, Leleco? Assim que deram um passinho pra fora do Jardim do Éden? Porque essa tradição de pai levar filho pra puteiro é muito, muito antiga, muito antes da revolução sexual que, segundo vc e outros reaças, acabou com a civilização. Quem vc acha que leva o filho pra perder a virgindade no puteiro? O pai "genuinamente tradicional", patriarcal, chefe da família, hiper machista, que quer que o filho "prove" que é homem? Ou o pai hippie? Ou, sei lá, o meu amado pai (1924-1993), que era muito liberal, ateu e de esquerda, e que permitiu (junto com a minha mãe) que, assim que os filhos começaram a interesse sexual, podiam levar os parceiros pra casa? Vc acha que eu e meus irmãos, criados num ambiente liberal -- "corrompido" e "degenerado", segundo vc -- tivemos que provar qualquer coisa pros meus pais? Meu pai nunca achou que meu irmão precisava perder a virgindade. Em compensação, um amigo meu de infância, criado por pai militar, austero, hiper conservador, foi levado prum puteiro pelo pai quando esse meu amigo tinha 14 anos. Porque o pai achou que era a hora do filho "ser homem". São ESSES os valores cristãos, tradicionais, patriarcais. Vc deve até achar que abusos sexuais não acontecem na infância de muitas filhas (e filhos) do patriarca da sagrada família tradicional e cristã... Imagino que vc pense que abusos sexuais na infância começaram no final dos anos 1960, com o fim das "famílias honradas"...
E desde quando o relato de duas mulheres representa todas as mulheres, ou mesmo todas as feministas? Vc não tem vergonha de falar tanta asneira não?

vivian disse...

que lindo texto.

você disse uma verdade grande. a diferença e discriminação é tão gritante que até uma criança de menos de 10 anos percebe. eu lembro de brigar com minha família pelas diferenças que impunham a mim e meu irmão (de mesma idade)desde que eu tinha 7 anos.

não sei quanto tempo vai demorar ainda pro mundo mudar de vez, mas sei que voltar ao que era não é mais possível.

abraços,

Leandro disse...

Não que isso seja da sua conta, mas meu pai era um homem tradicional e fui criado numa família nos moldes tradicionais, e meu pai "machista" nunca me levou num puteiro para perder a virgindade. Só perdí a virgindade com 19 anos, quando já estava trabalhando e já tinha dinheiro para pagar uma profissional.

E qual a referência antiga para provar que os pais de antigamnete levavam os filhos ao puteiro à força? O militar? Em primeiro lugar, antigamente a maioria da população era camponesa e pobre, eles mal tinham dinheiro para se alimentar, tinham vários filhos pra cuidar, trabalhos pesados na roça e etc. Acha que eles tinham tempo e dinheiro para levar filho pro puteiro? Quanto aos poucos ricos... As fontes antigas não mostram que os ricos levavam o filho pro puteiro pra perder virgindade, muito pelo contrário. As fontes antigas mostram que alguns filhinhos de papai que torravam a mesada que recebiam do pai ou a herança com prostitutas. E muitos pegavam o dinheiro do pai para fornicar sem o pai saber e eram repreendidos pelo pai quando estes descobriam. Estude melhor pra saber. Leia as fontes da época.


“Em compensação, um amigo meu de infância, criado por pai militar, austero, hiper conservador, foi levado prum puteiro pelo pai quando esse meu amigo tinha 14 anos. Porque o pai achou que era a hora do filho "ser homem".”

- Muito esquisito este "hiper conservador". Um genuino conservador não fomenta a fornicação e a libertinagem. Conservador abomina estas coisas. Esquisito este militar subsidiar a fornicação e achar que pra ser homem, tem que fornicar. Muito esquisito isso.

“São ESSES os valores cristãos, tradicionais, patriarcais.”

Não. Esses são os valores mundanos.
O cristianismo sempre condenou a luxúria e a fornicação. O cristianismo sempre enfatizou a castidade e a vida ascética para ambos os sexos.

Dona do Sexo -Bonobo rules,Jaçanã forever disse...

É sao tudo mainstream,lesbofobico,mesmo os que dizem "pra mulheres" na verdade é os mesmo pra homens mais sendo com historias romaticas e sem a misoginia tipica.Falta diversidade.

Em frente a isso a Islandia que ta certa em querer proibir pornografia.

Anônimo disse...

Leleco, você por acaso sabe que existem homens que gostam de ser humilhados na cama? Que gostam de ser xingados, gostam de apanhar, gostam de ser pisados (de salto alto!) por mulheres?

Qua a conclusão que podemos tirar disso?

Que TODOS os homens gostam de ser humilhados e submissos na cama!!!


Pronto, essa é a escola Leleco de lógica.

Liana hc disse...

Quando eu era adolescente, lembro de alguns colegas da mesma idade que estavam mostrando uma revista pornográfica e falando sobre isso na frente das garotas, de propósito para tentar intimidá-las. Nenhuma se abalou e nem deu atenção.

Eles estranharam e me perguntaram porque a gente não estava constangida já que nós éramos "meninas e tal...".

Aí eu esclareci que nós também tínhamos peito e vagina assim como essas mulheres posando para as fotos.

E que eu sempre vejo mulher pelada, eu mesma, no mínimo toda vez que tomo banho. Então eu não tenho porque me constranger com o corpo nú de uma mulher.

E que é normal para muitas mulheres verem outras mulheres sem roupa, suas mães, irmãs, colegas, e mesmo outras com as quais não temos tanta intimidade. E que eu, tendo crescido cercada de muitas mulheres, até aquele momento já havia visto mais mulheres nuas e semi-nua do que ele, enquanto ele só via na revista ou quando conseguia espiar suas parentes pela fresta da porta (nojo).

Eles fizeram cara de espanto. Acho que nunca pensaram nisso. E não falaram mais sobre o assunto, durante uns tempos só ficavam olhando pra gente de longe como se fóssemos bichos estranhos, até eles esquecerem do assunto.

Anônima da saia disse...

Paty Nunes

Muito boa a sua reflexão, mas será que a cultura do estupro é incentivada por esses filmes pornos e essa "educação" que recebem os meninos desde cedo ou os filmes pornos sao so um reflexo da cultura do estupro?

De todas formas é um circulo, a cobra que morde o próprio rabo.

Leandro: porque duas ou mais mulheres confessam gostar de ser dominadas na cama nao significa que a imensa maioria gostamos.
Eu por exemplo gosto de um dia ser dominada outro dominar. Depende do meu humor. Sempre com o respeito claro.
Agora o que nao gosto é que me machuquem, me batam, me puxem o cabelo (paro na hora) insistem em nao usar camisinha, insistem em uma determinada pratica se naquele momento eu nao quero, a insistência é o mais broxante, me joguem porra na cara, nao gosto de engolir porque acho o sabor ruim e me engasgo (nao, vcs nao tem gosto de melzinho nao.). Nao gosto de uma "rapidinha".
Abracos

Anônimo disse...

Acho que esse texo é repetido, né não?


Quanto à familia tradiciona, cristã e blablabla whiskas sachet... Veja bem, toda a familia dos apóstolos nasceram de uniões sem casamento cristão. inclusive o próprio cristo.

jacmila disse...

Comentário da Delfine: amei!

E vou complementar: acorda mulherada!

Falei isso de vários jeitos várias x neste blog q volta e meia tem post de adolescentes apaixonadas por homúnculos e - pasme! - com a anuência da Lola, insistem em ficar com eles, perdoá-los, ao invés de focarem em suas próprias vidas, cultivar a SOLITUDE, é o que é verdadeiramente empoderador.

jacmila disse...

E por falar em pornô esses dias vi uma comédia gracinha:

http://www.imdb.com/title/tt1291549/?ref_=fn_al_tt_1

Sobre um adolescente fã obsessivo duma porn star dos anos 80 e seu encontro com ela, pobre, quarentona...

Anônima da saia disse...

Leandro

Era tradição sim nas famílias mais abastadas "iniciar" o garoto. Nos livros de literatura brasileira e extrangeiras existem muitas referencias a essa pratica, de famílias que contratavam uma "professora" (para os olhos da sociedade professora de por ex. alemao) para dar inicio a vida sexual do garoto.

Outra coisa, que pena que vc iniciou a sua vida pagando.....

Dani Libardi disse...

Acho que a primeira vez que me lembro de ter percebido desigualdade de gênero eu devia ter uns 3 anos. Na escolinha, aconteceu um concurso de lambada (ê, anos 80). O par que venceu era formado por meu amigo Fabio e eu. Ele ganhou uma caixa de giz de cera e eu ganhei... um porta-jóia. Eu queria o giz de cera! Muito mais legal, mais útil e divertido. Sério, o que uma criança de 3 anos faria com um porta-jóia? Aliás, na minha vida adulta eu continuo preferindo gizes de cera a portas-jóias.

jacmila disse...

Sobre famílias abastadas tratando da iniciação sexual do filho tem um filme belo:

Lição de Amor de 1975 com a matadora Lilian Lemmertz

http://www.imdb.com/title/tt0145049/?ref_=fn_al_tt_3

Aposto 1 centavo q a Lola não viu e 1 milhão q o minguauzento macuzinho não viu.

Viu esse Lola?
Vers le Sud, com a matadora Charlotte Rampling:
http://www.imdb.com/title/tt0381690/?ref_=sr_1

Aliás Lola porque não comprei teu livro: forte impressão q são os filmes mais blockbost ops blockbusters q estão nele. E vc diz q acha o tom cruzes uó, putz, não concordo de jeito nenhum mesmo ele dançando bunitinho.

Aliás Lola, dás atenção d+ ao mascus e eu, uma senhora de 53 anos, q já te fiz várias perguntas vc ignora.

Contraditório pra caralho, viu.

Mas como meu amor próprio anda nas alturas além da atmosfera, não me dói, só acho contraditório pra caralho mesmo, prum blog q se diz feminista...

lola aronovich disse...

Jacmila, pra mim, contraditório é deixar comentários carentes e ao mesmo tempo dizer que seu amor próprio está ótimo. Se estivesse, vc não se daria ao trabalho de deixar este e outros comentários exigindo minha atenção. Perceba, por favor, que eu não te devo nada (e vice versa), e que, por mais que eu adoraria responder a todos os comentários, como fiz nos dois primeiros anos deste blog "que se diz feminista", chega uma hora em que preciso escolher entre responder comentários ou atualizar o blog. Eu me sinto muito, muito pior por não poder responder todos os emails que recebo. Isso me deixa mal, porque tem gente que acha que não respondi porque escreveu alguma coisa que me desagradou, e não porque simplesmente não tenho tempo. Meu blog não tem equipe, não tem secretárix, não ganha dinheiro. Se vc conhecer algum outro blog com 300 mil visitas por mês nessas condições, me avise, por favor, porque eu pessoalmente não conheço.
E agora vc está me devendo um centavo, porque eu vi sim Lição de Amor, só que já deve ter uns 25 anos pra mais.

Gabriela Barbosa disse...

Bom,li os comentários aqui e vi que,realmente,eu penso diferente da maioria das mulheres!

Honestamente,não tenho nada contra filmes pornôs!Até assisto de vez em quando! Eu acho que existe a vida "aqui fora" e "a vida na cama": você pode ser uma mulher super independente,mas na cama ser chamada de "cadela" e gostar de levar uns tapas no bumbum! Desde que HAJA CONSENTIMENTO,não vejo nada de errado nisso! Cada um com seu fetiche!

Outra: existem filmes pornôs e filmes pornôs: alguns são muito violentos mesmo(tem até de estupro!Detesto!),outros mostram orgias(divertido pra muita gente,pois a mulher é ,na maioria das vezes,) a "dona" da situação,tem de Sado-Maso, tem lésbico,tem mais pra romântico...enfim! O que não me atrai nem um pouco e eu acho humilhante são as cenas de sexo em que a mulher é obrigada a transar com o(s) cara(s)! Tirando isso,cada um com seu gosto!

Os homens são incentivados a desde pequenos se masturbarem,verem filmes pornôs,etc.Isso não deveria existir!É o tipo da coisa que cada um(homem ou mulher) deve descobrir por si só! Sou totalmente contra essa "estimulação" por parte de pais,avôs,tios,etc para que o menino se inicie na vida sexual! Tudo deve sempre acontecer naturalmente!


Abraços a todo(a)s!

Anônimo disse...

Leandro, se você realmente tivesse sido educado dentro da moral e dos bons costumes, não teria perdido a virgindade com uma prostituta. Teria se casado com uma virgem e teriam iniciado suas vidas sexuais juntos, conforme manda a boa moral e os costumem cristãos. Coerência que me contou.
Então, ratificando, você foi educado dentro do machismo, da misoginia e da incoerência.

afrolesbofeminista disse...

Com relação ao post, também me identifiquei.
Recomendo - o já recomendado pela Lola- , O mito da beleza de Naomi Wolf, onde ela fala sobre sexo - lições práticas.

jacmila disse...

Estou carente de coerência feminista, pois dizer pra uma jovem perdoar quem a injustiçou e humilhou te compromete mto mais do q dizer algo do tipo "investe na tua própria vida" ou ao menos questionar se vale a pena insistir nestas criaturas.

E blog é bem diferente da sua casa onde só entra gente de carne e osso e q vc considera quirida ou querida.

E não tenho porque esconder a cara, te pago o um centavo se aparecer em floripa. E por falar em carência, por que não pega umas férias do blog? por que não se dá tempo pra ver filmes fora do esquema hollywoodiano ou simplesmente sair de frente duma tela?

Anônimo disse...

Iniciou a vida sexual aos 19 anos com uma profissional .... Não sabe nem mesmo o que significa CASTIDADE... pobre Leleco... tsc tsc

paula disse...

O que mais gostei nesse post foi do otimismo da autora no final! Gente assim que melhora mesmo o mundo!

jacmila disse...

Lola:

Convida a Delfine q fez um coment ótimo, contextualizado e taws pra te ajudar no blog, p.ex.

Mas não será a tua carência q te faz administrar sozinha o "bloguinho"?

(Teu "maridão" deve ter visto este filme

http://www.imdb.com/title/tt1082009/)

Leandro disse...

“Nos livros de literatura brasileira e extrangeiras existem muitas referencias a essa pratica, de famílias que contratavam uma "professora" (para os olhos da sociedade professora de por ex. alemao) para dar inicio a vida sexual do garoto.”

Essa daí nunca leu as obras da literatura realista. Os livros de literatura brasileira mostram exatamente o contrário: que os garotos, filhos de famílias ricas, muitas vezes torravam o dinheiro dos pais com prostitutas sem o conhecimento destes, e eram devidamente repreendidos quando os pais descobriam.

Anônimo disse...

Lá em casa foi diferente. Apesar de ter um pai grosseiro ( resquícios de uma infância pobre, opressora e exploradora), papai sempre valorizou muito a informação. Então logo deixamos de ler os gibis ele assinou revistas como "carinho", "capricho", etc, que apesar de não serem revistas "mente aberta", já traziam em seusartigos temas como: masturbação, sexo anal, aborto, como evitar a gravidez, o orgasmo e tinha as perguntas das leitoras. O legal era que sempre abordavam como temas comuns. Lá em casa somos apenas mulheres. Meu pai assinava a playboy e a revista ficava na mesa da sala junto com as vejas e superinteressante. Nós podíamos ler. E eu lia os artgos e as entrevistas. Não que eu ache a resvista legal hoje, mas nos anos 80, eu uma meina lendo playboy comprada pelo meu pai me abriu alguns horizontes sim, eu não achava o sexo errado, aprendi que ele existe para o prazer do homem e da mulher e aprendi também que nós mulheres temos que ser muito fortes para combater o machismo, e uma das formas de poder se libertar é conhecer o universo masculino.

D. disse...

@Leandro: Entao por que vc foi pagar uma prostituta aos 19 anos? Vc nao honra aquilo que acredita, nao? Vc nao tem vergonha de vir aqui falar de castidade e jogar na roda que vc tambem pagou pra perder seu cabaco? Amg, que cristianismo de merda esse seu.

Iceman disse...

Der, como se mulheres não tivessem seus cantos exclusivos.
O problema é que quando o canto é exclusivo das mulheres, quando o assunto é exclusivo de mulher, quando uma mulher diz: homem não entra. é legal, é normal, é bacana.
Quando um homem faz isso, é machista, porco, nojento...

Concordo com a história da revista, afinal, isso nem é coisa que se faça na frente de crianças, o pai é um irresponsável, independente da idade do filho, porque a própria revista é direcionada apenas a maiores de 18 anos.
Mas esse lance de lugar exclusivo é a coisa mais normal do mundo.
Eu mesmo não podia entrar no quarto quando minha mãe estava conversando com minhas irmãs.
Também não podia ir em algumas festinhas que eram exclusivas para mulheres e nem por isso cresci revoltadinho...

Leandro disse...

"Entao por que vc foi pagar uma prostituta aos 19 anos?"

- Pague porque eu quis. Já estava trabalhando, o dinheiro era MEU, já era maior de idade e portanto, e faço o que eu quero com o meu dinheiro.

Esta pergunta é totalmente desconexa com o que estávamos debatendo. A Lola que disse que o pai levar filho pra perder a virgindade num puteiro é "tradição", e que "esses são os valores cristãos". Aí eu refutei explicando que essa fornicação não tem nada a ver com os valores cristãos, pois o cristianismo abomina a luxúria e fornicação e enfatiza a castidade. E relatei minha experiência, já que essa história toda está muito esquisita, pois meu pai era conservador e fui criado num ambiente de família tradicional, e meu pai nunca me levou num puteiro, só perdí a virgindade quando comecei a trabalhar. Aí o que fazem? Mudam de assunto e tentam fabricar uma suposta contradição em mim.

Anônimo disse...

Leandro, bestão, o que elas tão dizendo é que você disse A) que é um bom cristão conservador e B) perdeu a virgindade com uma prostituta.
Tanto faz que o dinheiro e o pau são seus, a discrepância é ser conservador E transar com prostituta. Você deveria ter se mantido casto e perdido a virgindade após o matrimônio, com sua esposa também casta, não?

Outra coisa que o pessoal tá dizendo e que parece passar direto no seu côco oco, é que DUAS mulheres INDIVIDUAIS cada uma relatando SUA experiência e SEUS gostos não determinam o gosto de TODAS, APENAS o DELAS PRÓPRIAS (isso é CAPS o bastante? computou?).

Tipo assim, eu gosto de chuchu. E eu sou de São Paulo. Isso quer dizer que todo mundo em São Paulo gosta de chuchu?
Se sim, então o seu argumento sobre BDSM está correto (e também, o paladar de paulistanos é deveras duvidoso). Se não, então o seu argumento sobre BDSM está incorreto (e a realidade da culinária da capital é um tanto mais crível).

Sacou?

Outra, a história das iniciações masculinas ao sexo via prostíbulos não se resume à jovem literatura nacional. Está em tratados históricos desde sempre (se não me falha a memória, e não confio muito não, um dos primeiros relatos é asiático, de uns tantos anos antes de Jesus pipocar).
Hey, lembra da Grécia? E Roma? Eles foram meio importantes pra história ou sei lá, e os historiadores greco-romanos tem pencas de relatos sobre.
Olha, pulando a Idade das Trevas (que nem foi tão trevosa assim, graças a Alá), e indo direto pro puritanismo moderno (aquele do Tio Sam) tem uns mais apologéticos,com pseudo-psicologia e tudo.

SE isso ainda não der, procure especificamente história e historiografia sexual. De várias fontes, de preferência, não do clube de leitura cristão (não que você seja bom cristão).

Qualquer dúvida é só tirar a de cima da posterior.

Anônimo disse...

Leandro, o problema nao e vc perder a virgindade com seu suado din din no puteiro. O problema e a sua contradicao de se dizer cristao conservador e pagar uma prostituta por sexo. Repito: o din din e seu e se a moca tinha mais de 18 o corpo que ela alugou era dela , mas so nao venha me pregar de defensor da moral e dos bons costumes pois pelo tanto que sei a Igreja Catolica Apostolica Romana prega a virgindade antes do casamento de ambos os sexos.

Vc parece um pregador hipocrita sempre pronto a condenar a sexualidade das mulheres e humilhar as prostitutas ao mesmo tempo que se utiliza de seus servicos, seu porco machista hipocrita.
Hamanndah

D. disse...

Nao eh suposta contradicao, vc EH contraditorio. Seu ambiente familiar tao cristao e purificado falhou, ess eh a verdade. Se a educacao tradicional que vc recebeu tivesse funcionado, vc nao teria procurado um puteiro. E onde foi que vc viu que TODAS as familias tradicionais se empenham em levar os filhos pro prostibulo? Vc, meu caro, nao tem a menor nocao do que seja estatistica. O fato de SEU pai nao ter levado vc nao significa que isso seja REGRA. E outra coisa, eu arrisco dizer que seu pai nao pagou pra vc pq ele sabia que estava te preparando para caminhar com as proprias pernas e ir faze-lo um dia, ou seja, mesma merda.

Anônimo disse...

Ô pessoalzinho da Família, Tradição e Propriedade, vocês convenientemente passam por cima do fato que é na família tradicional que se inicia a domestificação das meninas e a reclusão das mulheres ao espaço do lar, da cozinha, da cama... Que mulher sã vai defender esse tipo de criação que prepara as meninas para maridos e os meninos para dar forma ao mundo? Só as que absorveram bastante essa criação repressora, limitadora, e não vão muito além de cuidar e defender os interesses de vocês contra si mesmas.

Vocês também são incapazes de admitir que é na família tradicional onde são gerados e perpetuados os mais diversos tipos de abusos contra mulheres e meninas e que os pais exercem um verdadeiro terrorismo contra as crianças. Mas essa tirania vocês chamam de austeridade, ensinar com rigidez, não é? Muito agradável essa visão - eu chamaria de distorção da realidade - que convenientemente enxerga como relevante apenas o que serve ao próprio ego.

Tradicionalistas não são só mentirosos hipócritas, são muito covardes também.

Anônimo disse...

Gente, pega leve com o Leandro. Ele não vai pro céu e sabe disso (por que é um pecador, que faz sexo com prostitutas). Deve ser catraca saber que vc vai passar a eternidade ardendo no fogo do inferno, então vamos dar um desconto ao pobre condenado.

Anônimo disse...

Os anti-feministas adoram tagarelar que as feministas estão "estragando as mulheres" e que eles desejam mulheres "honradas", que sejam submissas a eles e satisfaçam todas as suas vontades e necessidades, mas eles não conseguem deixar as feministas, "as mulheres más", em paz. Tô achando que querem mesmo é ser pisados e humilhados, mas não têm coragem de assumir seus desejos masoquistas. Sinceramente, acho que eles tiram prazer sexual em incomodar as feministas pra serem triturados. É evidente que são completamente incoerentes, o que eles falam e a atitude deles são a prova disso. Mas que outro motivo eles teriam, senão um desejo masoquista reprimido, pra viver procurando as feministas e serem massacrados todas vez?

Leandro disse...

Hm... Deixa eu ver se eu entendí. Primeiro diziam q “pai, tio, avô mostrar revista de mulher pelada pro filho/neto/sobrinho ou levá-lo pra perder a virgindade com prostituta é uma TRADIÇÃO” e que “são ESSES os valores cristãos, tradicionais, patriarcais”, agora reconhecem que a “a Igreja Catolica Apostolica Romana prega a virgindade antes do casamento de ambos os sexos”. Pelo menos tão evoluindo.

Ademais, não estou sendo contraditório. Não é porque você admira um caminho que você deve segui-lo; seguir um caminho e ser desrespeitoso a ele é que é contradição. Contraditório seria um conservador, que diz defender a família e os bons costumes, e ainda assim, sai com mulher compromissada, ou trai a namorada (ou esposa) com outras mulheres. Eu nunca fiz nada disso (e nunca farei).

lola aronovich disse...

Tem jeito não, Leandro... Não adianta mudar de assunto. Vc não está apenas se contradizendo, vc está sendo hipócrita, o que é bem comum entre conservadores (inclusive entre seus coleguinhas mascus, que dizem defender a família tradicional mas alegam que nenhum homem deveria casar porque as mulheres são todas vadias -- inclusive as mães deles!). O pai que leva o filho pro puteiro é super tradicional, certamente condena sexo fora do casamento pra mulheres, exige que a filha se case virgem, vai à missa, repete o tempo todo que "este mundo está perdido", acha o fim mulher promíscua. Enfim, concorda com tudo que diz a Santa Igreja. Mas esse cara vai ao puteiro e leva o filho pra perder a virgindade lá, pra provar que é homem. Felizmente a Igreja também lhe diz que homens podem fazer coisas que mulheres não podem (como ter casos extraconjugais e frequentar puteiros, por exemplo). A Igreja condena isso, mas ao mesmo tempo fecha os olhos. A Igreja está muito mais ocupada e interessada em vigiar e punir a esposa e a filha do patriarca. A Igreja condena a prostituta, não o patriarca que a paga. Que legal que vc assine embaixo de toda essa hipocrisia, Leleco! Explica aí como ir à puteiro é defender os bons costumes. Vc tem muita sorte em acreditar numa fé que protege a sua hipocrisia.

Leandro disse...

Incoerência é falar contra a "objetificação" e a "humilhação" da mulher, e gostar de ser submissa no BDSM. Este gif é para vocês.

Hipocrisia são essas "mulher de família" que vão na missa, mas são promíscuas. Reclamam d Igreja. Enquanto isso, as mulheres de família, vão na Missa toda maquiada e usando decotes, como se estivessem numa balada. E as autoridades religiosas permitem isso. E você vem reclamar da intolerâncias da Igreja contra as mulheres? Então tente entrar numa mesquita muçulmana sem a burca pra vc ver o que acontece.

E assim, transformam a Igreja em um bordel. Pelo menos as garotas de programa estão no seu lugar, e não contaminando as igrejas como fazem muitas "mulher de família" por aí.


“O pai que leva o filho pro puteiro é super tradicional”

O pai que leva o filho pro puteiro é super desonrado. Se o filho quer pagar uma profissional para perder a virgindade, que vá trabalhar e ter seu ganho pra pagar.


“Felizmente a Igreja também lhe diz que homens podem fazer coisas que mulheres não podem (como ter casos extraconjugais e frequentar puteiros, por exemplo).”

Que mentira, Sra Aronovich. A Igreja nunca disse isso. Pelo contrário, sempre condenou a luxúria, a fornicação e o adultério em ambos os sexos. Vai ler os Santos Doutores da Igreja.

Anônimo disse...

Leandro, bestão², tu teria salvo muita saliva se tivesse explicado desde o começo que sua custom version de conservadorismo inclui putas-on-demand.

A Igreja provavelmente permite decotes hoje em dia porque têm se adaptado aos costumes seculares pra não se tornar completamente obsoleta e fazer puf.
E também, tetas não são promíscuas, promiscuidade é achar que só porque tu fica duro vendo coisa X, coisa X é malvada e deve ser escondida.

O corpo INTEIRO da mulher é dela, do dedão do pé ao chakra da coroa, e se você acha que as tetas ou o cotovelo ou o calcanhar são vulgares, isso é problema seu. Arranca os olhos, ou a cabeça, o que lhe fizer menos falta.

Peninha que Agostinho de Hipona não incorreu em nenhum.

Anon disse...

Para um homem, que não tem capacidade de empatizar com os outros e sendo totalmente sexual, "errado" é a "licenciosidade" sexual e se envolver em práticas sexuais "desviantes" ("não-viris"), ou seja, não se defender contra a sua passividade e total sexualidade, que, se satisfeitas, destruiriam a "civilização", já que a "civilização" está baseada inteiramente na necessidade masculina de defender a si mesmo contra estas características. Para uma mulher (de acordo com os homens), "errado" é qualquer comportamento que atrairia os homens à "licenciosidade" sexual - ou seja, não colocar as necessidades masculinas acima das dela própria e não ser uma bicha.

(V.S.)

Anônimo disse...

Anon 0:27

Best comment ever

Anônimo disse...

por sinal, acho engraçado que o Leandro diz "era o MEU dinheiro, eu faço com ele o que eu quiser". Quando a gente diz "é o MEU corpo, faço com ele o que eu quiser", aí não pode. Mesma moeda, duas medidas. Ein?

Anônimo disse...

Leandro, seu fornicador, pare de contaminar igrejas com sua luxuria. vá se prostituir num beco escuro, onde é seu lugar.
Aí você usa seu dinheiro como michês para contratar prostitutas.

Leandro disse...

"O corpo INTEIRO da mulher é dela, do dedão do pé ao chakra da coroa, e se você acha que as tetas ou o cotovelo ou o calcanhar são vulgares"

- O corpo é dela, e ela faz com ele o que quiser. Isso é verdade. Mas da mesma forma que as mulheres querem respeito com o seu corpo, elas tem que respeitar os ambientes. Tudo tem o seu lugar, tudo tem sua hora. Igreja não é lugar para se vestir e se comportar de maneira impúdica. Igreja é templo de oração, e não uma boate onde a mulherada vai toda maquiada, de salto alto e vestida de forma impúdica (com decotes e saias curtas), por vaidade (até porque vaidade é um pecado muito grave). E Missa é tempo de oração, não um concurso de beleza onde todos os domingos a mulherada vai disputar para ver quem tem o cabelo mais bonito e sedoso, e quem é a mais bela. Tudo tem um certo limite. Por isso eu digo que pelo menos, as garotas de programs estão no seu devido lugar: lugar de mulher impúdica é no prostíbulo exercendo a sua vocação e não degenerando a Igreja.

Anônimo disse...

"vestida de forma impúdica"

Entra por uma orelha, bate no parietal, quica no esfenóide, vai passar, vai passar, passou direto, saiu pela outra, é gol!

Cora disse...


depois eu falo que o le.andro é o homem da burca e vocês acham exagero!

eu proponho que homens usem tapa olhos. solução perfeita. o problema todo não é o homem ver o corpo feminino? pois então. se o homem não quer ver, que use tapa olhos!!