sábado, 2 de fevereiro de 2013

GUEST POST: A PUNIÇÃO DA IDOL JAPONESA

Ontem um monte de gente me pediu pra comentar a notícia de uma estrela do pop japonês que, após ser flagrada saindo da casa de um astro (jovem como ela), pediu desculpas publicamente e cortou seu cabelo, como forma de punição. 
Não sei nada de cultura japonesa, então pedi ao Leonardo para escrever um guest post. Ele tem 25 anos, é professor de inglês e mora em Franca. Por ser apaixonado pelo Japão, ele explica bem toda essa trama. Eu volto no finalzinho.

O mercado fonográfico japonês é um dos maiores do mundo. É um dos poucos países em que a venda de CDs físicos ainda é comum e até prevalece em relação a vendas digitais. É um mercado bastante diferente do que estamos acostumados, e talvez o maior motivo para isso seja a existência dos grupos idols.
A cultura idol no Japão começou por volta dos anos 70, em que adolescente fofas começaram a fazer grande sucesso, apresentando uma imagem virginal, fofa, elegante e educada, ou seja, a imagem da mulher ideal japonesa. O estilo de idols foi mudando com o tempo, chegando até um período, ao fim dos anos 90, em que as idols femininas foram perdendo popularidade, dando espaço a artistas mais preocupados com suas músicas, além do surgimento de inúmeros grupos idols masculinos.
 O fim dos anos 2000 viu uma outra revolução idol, a ascenção do grupo AKB48, que é um dos maiores fenômenos musicais que a terra do sol nascente já viu. AKB48 e seus grupos irmãos, como SKE48 e NMB48, além da imensa popularidade, abriram portas para que os grupos idols femininos voltassem a ser a atração principal do universo musical japonês. Atualmente, há inúmeros grupos idols, e a demanda é tanta que os grupos estão cada vez mais criativos e inovadores (existe até grupo idol de Heavy Metal, por exemplo).
Talvez seja difícil para alguém que não acompanha o universo das idols entender como elas funcionam, afinal não há nada parecido no ocidente, tanto musical quando estruturalmente. Os grupos idols são, normalmente, formados por garotas adolescentes ou pré-adolescentes que são escolhidas por meio de audições, e depois de um período de treino, colocadas em seus determinados grupos. 
Depois de um tempo, algumas integrantes deixam o grupo para se dedicarem a outras atividades ou por já não terem mais a idade ideal para serem idols, sendo que normalmente há uma cerimônia de saída, chamada graduação.
Muitos grupos idols recebem também novas integrantes, tendo assim uma formação que sempre se renova, tomando fôlego por eras e eras (um dos maiores exemplos disso é o Morning Musume, que surgiu em 1997 e está na ativa até hoje, fazendo muito sucesso).
As integrantes de um grupo idol não são escolhidas exatamente pelo talento, muito menos pela beleza, mas sim pelo potencial que parecem ter. Muitas entram nos grupos bastante cruas: não sabem cantar, dançar, se portar em uma entrevista, falar com o público. Mas a mudança é notável com o tempo; quem pega a carreira de uma idol desde o começo pode perceber como ela evolui. 
E ao entrar para um grupo, elas podem conseguir ainda papéis em novelas, ou ainda trabalharem como apresentadoras, dubladoras ou modelos. Uma idol acaba sendo um artista com múltiplas funções e talentos. E talvez seja por isso que é um mundo tão atraente para tantas garotas. Mas o mundo idol também é cheio de armadilhas, principalmente por lidar com meninas tão novas e inexperientes.
O maior público desse tipo de grupo são homens mais velhos, que endeusam suas garotas favoritas e levam o fanatismo a um nível extremo. Em alguns casos, esses fãs chegam a comprar centenas de cópias de um mesmo single ou álbum. Eles também compram fotos, posters, toalhas, camisetas, photobooks, enfim, todo tipo de produto possível da sua integrante favorita. Mas o maior problema é que esse tipo de fã espera que sua oshimen (termo usado para se referir à integrante favorita) seja extremamente leal a sua carreira e ao seu grupo de fãs. 
Desde os anos 70 existe uma regra clara, que inclusive é cláusula contratual para qualquer grupo idol atualmente: é proibido ter relações amorosas com outra pessoa. Essa regra é válida tanto para os grupos femininos quanto para os masculinos, afinal os idols homens também são objeto de desejo para inúmeras adolescentes que consomem seus produtos. Mas num país machista como o Japão, é obviamente muito mais difícil para as mulheres.
Boa parte das letras das músicas dos grupos são a respeito de relacionamentos amorosos, algumas músicas até bastante sugestivas. As idols mais populares lançam photobooks com diversas fotos também bastante provocativas (não importando a idade das meninas, há fotos sugestivas de idols com 13, 14 anos, por exemplo). Mas na vida real, não podem ter nenhum tipo de relacionamento, e se caso algo for descoberto, é tratado como escândalo pela mídia japonesa. No Japão a privacidade dos artistas é muito grande, o que pode soar estranho para nossa cultura, mas existem diversos tablóides que perseguem as idols mais famosas em busca de furos, como o que aconteceu atualmente com Minami Minegishi, integrante do AKB48, e que virou notícia mundial.
Miichan, como é conhecida pelos fãs, passou a noite na casa de um homem (que não é um idol; é agenciado por uma agência de artistas "normais", então tem a liberdade de namorar). A agência que cuida do AKB48 tentou dizer que eles eram amigos, mas não deu outra: a bomba explodiu e, obviamente, caiu toda no colo de Miichan. Ela não é a primeira e nem será a última do AKB a passar por esse tipo de situação, mas o caso dela ganhou muita repercussão pela enorme punição e sentimento de culpa que ela sentiu. Primeiro veio a punição: ela será retirada do time principal do AKB48, o maior fenômeno idol que o Japão já viu, e será colocada entre as trainees. 
O arrependimento dela foi tanto que ela raspou a cabeça, como forma de mostrar sua culpa, e fez um vídeo pedindo desculpa para os fãs e para sua agência. Até agora, quase nada foi falado a respeito do homem com o qual Miichan transou.
O mundo idol pode ser extremamente ingrato com as suas integrantes, e os fãs mais ainda. É estranho eles não aceitarem que suas idols tenham uma vida comum, como qualquer outra garota da sua idade. E mais estranho ainda é esperar que uma garota de 20 anos (que é a idade que Miichan tem atualmente) não faça sexo. 
Muitas garotas abandonam o universo idol para tentar outro tipo de carreira ou se focar nos estudos. Mas em outros casos, é perceptível o quanto essas meninas amam estar no palco, cantando, dançando, atuando... E é de cortar o coração perceber que, em troca disso, elas não podem viver uma vida normal. 

Euzinha: Obrigada pela explicação, Leonardo. Creio que entender uma cultura não significa que temos que aceitá-la. Quer dizer, quem tem que aceitar ou tentar mudar a cultura japonesa são os próprios japoneses, não nós. 
Mas, olhando essa história escabrosa, eu fico pensando: no que essa obsessão de japoneses adultos por uma idol é diferente dos marmanjos de meia idade que lotam as convenções de filmes para adultos, e que sentem-se donos da sua porn star favorita? 
No que esse disfarce da vida particular de uma idol é tão diferente de um astro de Hollywood que não pode se assumir gay, porque isso talvez represente o fim de sua carreira? Como essa passividade da idol é diferente da candidata a Panicat que, pra ter chance de ser contratada, deve aceitar ter seu cabelo raspado na frente do público (e é sempre o cabelo, um dos maiores símbolos da feminilidade)? 
E como uma idol é diferente de uma Britney Spears, uma Miley Cyrus, uma Vanessa Hudgens, e tantas outras adolescentes que são fabricadas para o consumo?  Ao mesmo tempo que essas celebridades precisavam posar de castas, já que seu maior público-alvo era composto por meninas de 6 a 12 anos, tinham que ser lolitas, provocantes pra fisgar a atenção de homens mais velhos. Ou seja, devem ser sensuais no palco, mas virgens na sua vida particular. Devem expor sexo, sem sentir prazer. 
No excelente Cinderela Devorou Minha Filha, Peggy Orenstein mostra que, em 99, Britney, com então 17 anos, propagandeava sua virgindade e posava pra capa da Rolling Stone segurando um Teletubby de pelúcia, enquanto, na entrevista pra revista, ela declarava "Não quero ser uma Lolita. Se alguém quer que eu seja alguma coisa sexual, essa não sou eu!". 
Mas, explica Orenstein, "eventualmente Britney ficou mais velha e precisou evoluir. Quando ela abandonou o ato e se tornou conscientemente -- ao invés de 'acidentalmente' -- sexy, o público se voltou contra ela, e a ninfeta ingênua foi classificada de vadia". 
Nos cinco anos seguintes, Britney casou, se separou, teve dois filhos, perdeu os filhos numa disputa de custódia, entrou e saiu de clínicas de reabilitação, e... raspou a cabeça. Sei não, mas eu consigo ver semelhanças entre celebridades fabricadas no mundo ocidental e as idols do mundo oriental.
Parece ser um jeito bem opressor de controlar a vida de algumas pessoas talentosas em troca de muito dinheiro. Ah, você pode pensar, mas é a escolha dessas pessoas. Certo, mas em geral essa escolha é tomada quando elas são menores de idade. E, se a questão da escolha já é bem relativa pra adultos, imagine pra adolescentes...
Mais uma vez, insiste-se no modelo da jovem virginal que também é uma teaser, uma provocadora. Ela vai mostrar a calcinha, vai se vestir de colegial pra satisfazer fantasias fetichistas, vai se comportar como uma criança, mas não vai jamais transar. Nem com seus fãs nem com mais ninguém. Daí temos uma menina que é um objeto sexual, não um sujeito autônomo do seu prazer. 
O terrível é o péssimo exemplo que toda essa história passa. A lição que fica é que uma menina não pode exercer sua sexualidade livremente. Que precisa ser punida por transar.

Outros posts inteligentes sobre o mesmo tema: este da Feminista Cansada, e este da Valéria Shoujofan, que manja tudo de cultura japonesa. 

174 comentários:

Anônimo disse...

eu pensei das estrelas teen da disney (clube do mickey) também. e me causa um asco imaginar homens de meia idade se masturbando enquanto deliram com meninas de 12 anos vestidas de lingerie, abraçadas com ursos de pelúcia, para parecerem crianças. isso é tão pedófilo, argh.

engraçado reparar que a pressao q existe sobre as boybands (ou male idols, no caso) é bem menor. lembro quando os backstreet boys apareciam com alguma namorada, algumas fãs se sentiam traídas, mas nao era nada demais, nada como a investigação ginecologica a respeito da vida da britney. e o público tb é totalmente diferente: conquistar fãs mais jovens que os próprios idolos.

Aline disse...

É a velha industria cultural... Sem falar em toda influência que estes artistas têm sobre seus públicos que na maioria das vezes são crianças ou adolescentes... Além é claro dos taradões... Mas já pensou como fica o pensamento de uma menina de 12 / 13 anos que acompanha o trabalho de uma cantora que de repente se pune por ter 20 anos e fazer sexo? Não entendo da cultura japonesa, mas da pra imaginar... Pq aqui também é assim, com uma Panicat, com a menininha da malhação, dos rebeldes, dos filmes de vampiros e lobisomens... Aí lembro do caso da Kristen Stewart e da polêmica sobre o envolvimento dela com o diretor de Branca de Neve e o caçador... A atriz foi "crucificada" pela mídia machista, pela sociedade machista e até por muitos fãs... Como se a suposta traição atingisse os outros mais do que o próprio namorado (Robert)e por causa disso saíram boatos de que ela nem faria a sequência de Branca de Neve... Ocidente, oriente... O jeito de pensar e agir não é muito diferente...

Anônimo disse...

Uma pergunta, no japão existe - pelo que posso ver, mas não sou nenhum especialista - uma excessiva sexualização de adolescentes mais novas.

[1] Então qual é a idade, no japão, da maioridade?
[2] Há algum estigma ou é crime o sexo com adolescentes

Outro ponto na cultura japonesa, em mangas e animes, etc, existe todo um segmento voltado a relação com adolescentes e até crianças, coisas que no ocidentes seriam vistas como pedofilia, mas lá pelo jeito não é.

[1] há alguma estatística que revele se esta possibilidade de consumir material pornografico pedofílico diminui ou aumenta a pedofilia praticada contra crianças?

São curiosidades, o japão é muito diferente em inumeras coisas, fica difícil julgar alguns comportamentos sem conhecer os detalhes.

Anônimo disse...

Mais um detalhe, a impressão que temos é que a honra tem um peso enorme em inumeros aspectos da sociedade japonesa. Vemos casos de corruptos cometendo suicidio pela humilhação de serem pegos (obviamente inúmeros outros corruptos não cometem, ou seja não é uma unanimidade, mas é algo que faz parte da cultura deles).

o corte do cabelo, principalmente no caso da mulher seria uma forma de demonstrar o arrependimento, por falhar?

da mesma forma como um homem faria para demonstrar?

Anônimo disse...

outra coisa q acho q nao foi dita é q esses contratos sao assinados quando elas sao menores de idade, numa idade que aqui no brasil elas seriam consideradas ABSOLUTAMENTE INCAPAZES de assumir obrigaçoes (ainda mais trabalhistas, ainda mais com esse tipo de conteudo pedofilo, ainda mais com esse tipo de restriçao q fere os direitos humanos). ou seja, dizer que ela assinou o contrato LOGO sabia oq estava fazendo (como ja vi gente dizendo) é um absurdo. criança assina o contrato pq quer ser famosa, ela nao sabe exatamente oq a espera nos anos seguintes

Valéria Fernandes disse...

Para o Anônimo das 12:31:

[1] Então qual é a idade, no japão, da maioridade?
[2] Há algum estigma ou é crime o sexo com adolescentes

- Se muito me engano, maioridade é com 18 anos mesmo, idade de consentimento é 13 anos. Mas prostituição de adolescentes e infantil é crime. O problema é que esses photobooks e vídeos erotizando crianças de até 4 anos, são comuns. Na maioria dos países do mundo seria pedofilia, no Japão, não é. Mais importante, é que muitas dessas idols começam assim, com photobooks, sessões de foto para fãs adultos e coisas do gênero. Link para uma matéria que traduzi tempos atrás: http://bit.ly/WGx4ZO

Valéria Fernandes disse...

Lola, até pensei em falar no meu texto dos anéis de castidade impostos aos astros adolescentes da Disney, mas achei que já tinha me estendido demais. Vejo pontos de toque, sim, no entanto, a indústria dos idols japonesa é muito, muito, muito maior. A descartabilidade dessas meninas e meninos, também, especialmente, se não atendem aos “elevados” padrões de exigência. Fora, claro, o nível de agressividade dos fãs otakus. É um fenômeno cultural muito maior do que as ações do mesmo tipo no ocidente. Vide que a Kristen Stewart se saiu muito bem do caso com o diretor, mesmo depois de todo o escândalo.

Lord Anderson disse...

Esse caso ganhou repercurssão mudial e esta atraindo um olhar negativo sobre a industria, mas se vc procurar um pouco e ver blogs e sites de fãs vai ver que muitos jogam a culpa na menina (uma mulher sendo culpada por tudo??? novidade) pela reprovação geral.

Lola se vc me permite eu deixo aqui dois linkes que explicam com mais detalhes sobre essa industria e sobre a perseguição e patrulha sobre essas meninas.


Sobre o fenômeno AKB48 e sua presença na cultura pop japonesa

http://nagado.blogspot.com.br/2012/05/sobre-febre-akb48.html

Idolatria e perseguição no mundo otaku

http://nagado.blogspot.com.br/2011/09/idolatria-e-perseguicao-no-mundo-otaku.html

Anônimo disse...

Muitas fãs femininas são muito fanáticas também, e muitas vezes não querem que seus ídolos namorem ou casem. É só ver o quanto a Selena Gomez foi xingada na internet na época em que começou a namorar Justin Bieber. Ou a forma como culparam a Yoko Ono, namorada de John Lennon, pelo fim dos Beatles.

Caroles disse...

Isso da Britney é muito estranho, né. O que tem de mais uma guria ser virgem aos 17 anos? Mas era um auê ao redor dessa história... Me faz pensar na Sandy também. Quando ela disse que era virgem ela tinha 17, 18 anos também. Daí até hoje se ela diz a palavra sexo é um deus nos acuda. Essas gurias não podem ter uma vida normal, simplesmente. Tudo que elas dizem fica grava e é cobrado depois. E elas ditam a tendência para as adolescentes. É um ciclo vicioso.

Caroles disse...

Ah, e outra coisa. Eu não conheço muito da cultura japonesa, mas tenho muitxs amigxs que curtem mangás, animes etc... E sempre achei BIZARRO como as meninas são infantilizadas! Eu tenho um problema com achar culturas brutais normais. E pra mim isso é meio brutal. É toda uma subcultura pedófila que existe lá. Porque desculpa, isso é pedofilia SIM. Putz, tu ficar te masturbando olhando desenhos de menininhas de saias curtas mostrando a calcinha que parecem ter 12 anos, ou pra tua ''idol'' favorita, que tem 14 anos, não é pedofilia? Comprar aqueles ''travesseiros'' com um desenho da personagem favorita pra dormir junto e até CASAR, é normal? Pra mim é todo um grupo meio problemático. Que medo, sei lá.

Vivi disse...

eu acho que o que o anônimo das 12:34 fala da honra pode estar certo
Mas, acima de tudo este parece ser um caso perfeito onde a combinação -valores culturais-capitalismo- machismo- se combinam.
Só o machismo não explica o que aconteceu, afinal tem toda uma industria fonográfica que lucra (e este caso deve te sido ótimo$) com estas meninas (inclusive com escandalos).
O machismo japonês parece igualmente se relacionar com o culto à menina lolita.
A cultura japonesa da honra, da disciplina da vergonha também são influenciadas e reforçadas em um contexto de guerra da industria fonografica, potencializando estes aspectos (machismo, conservadorismo, honra).
A honra aqui não é mais no sentido samuraico, mas no sentido de "honrar a empresa" em que elas trabalham, "honrar os seus clientes e consumidores", reforçando o machismo a meu ver.

Sendo assim, ainda que podemos pensar "nunca aqui uma menina idolo faria isso", eu diria que temos muito mais semelhanças do que diferenças do que pensamos nesta lógica.O exemplo que a Lola deu das estrelas pop de Hollywood tá ai. Elas podem não raspar suas cabealeiras pra honrar nada, mas a pressão deste mundo não parece ser menor que lá no Japão.

Anônimo disse...

Valéria e demais, maioridade no Japão é de 20 anos (inclusive com o ritual da maioridade-seijin-shiki). Tirando a carteira de habilitação (18 anos) beber e fumar só com 20 por lá.

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Até que ponto essa cultura, lá no Japão e cá no ocidente, não influencia em atos de pedofilia?
A "idol" ou a estrela ocidental, de certa forma ainda tem sua segurança pessoal resguardada (quer dizer, eu acho). Mas e como esse público adulto que baba nessas lolitas inalcançáveis passa a enxergar e tratar meninas que estão mais ao seu alcance como parentes, vizinhas?
É triste, senti pena da moça, mas fiquei mais preocupada com esses pensamentos.

Anônimo disse...

LOla, não precisamos ir ao japão ou falar das estralas americanas... basta fazer uma ba análise das nossas 'musiquinhas' para criança. Pegue o disco Arca de Noé. Fodástico, né? Primeiro escalão do time da MPB, mas... escute...

Anônimo disse...

Por que tenho a impressão que todos que escreveram sobre o assunto estão atenuando a situação? Alou? Infantilização das mulheres, pedofilia disfarçada, machismo, que tudo isso ter a ver com "cultura"? Isso tudo é uma questão de desigualdade de gênero, de injustiça social, direitos das crianças e dos adolescentes. É uma humilhação para todas nós cacete. Gostaria que o moço do post falasse uma pouco sobre as questões sociais no japão, tenho a impressão que lá não existe legislação que defenda minorias, aliás, parece que essa discussão não existe lá (e deve existir, claro). Ragusa

Nah. disse...

Eu sabia que ira rolar post sobre isso quando vi a notícia absurda hahaha Esses esses caras mais velhos terem obsessões por menininhas é no minimo estranho ou perturbador também :// O mais bizarro da história é que a própria garota acredita que fez algo errado e deve ser punida. Tem muita gente que fala que "é impossível ficar sem fazer sexo ou ter relacionamentos" e depois acreditam que podem obrigar alguém a fazer justo o que acreditam ser impossível? Não faz sentido nenhum.

abobrino disse...

Não sei pq houve tanta polêmica pelo cabelo da panicat. Logo em seguida o Bola (Marcos) sentou na mesma cadeira e, visivelmente puto da vida, teve o cabelo raspado pela mesma máquina. Apesar disso não se escreveu uma linha sobre ele na mídia.

Afinal, o problema é "raspar o cabelo de ALGUÉM contra a vontade" ou "raspar o cabelo de uma MULHER contra a vontade"? Na tentativa de não ser machista tem muita gente sendo sexista.

Anônimo disse...

Qual é o problema em achar garotas de 14 anos atraentes? Essa é a idade de consentimento no Brasil.

Star disse...

Foi engraçado uma parte do vídeo em que ela disse choramingando:

"Como membro sênior, é minha responsabilidade servir de exemplo para as integrantes mais jovens. Meu comportamento é indesculpável, impensado e sem consciência para uma pessoa que é membro sênior"

Me pergunto se no momento ela já sabia que não era membro sênior coisa nenhuma, que já havia sido rebaixada a uma estagiária insignificante.

Anônimo disse...

Isso não é pedofilia, pelo menos pelos padrões da lei brasileira. Aqui, a idade de consentimento é 14 anos. Acho algo bem racional, gente de 14, 15 anos já não é criança de jeito nenhum.

Anônimo disse...

É engraçado... Não importa quão bonita uma mulher seja, com o cabelo raspado, fica parecendo um monstro.

Valéria Fernandes disse...

Anônimo das 13:05, maioridade completa pode ser aos 20, mas lembre-se que nos EUA também há estados que permitem que se dirija com 16, mas para beber pode variar de 18 até 21. E casar pode a partir dos 16, pela lei.

ViniciusMendes disse...

Esse rolo também segue a mesma lógica que transforma a virgindade da Sandy (que com certeza não existe mais) em patrimônio nacional.

"Outro ponto na cultura japonesa, em mangas e animes, etc, existe todo um segmento voltado a relação com adolescentes e até crianças, coisas que no ocidentes seriam vistas como pedofilia, mas lá pelo jeito não é."

Se bem me lembro, animes e mangás eróticos envolvendo crianças não são considerados material de pedofilia no Japão por se tratarem de desenhos, e não de crianças de verdade. Vídeos e fotos envolvendo crianças de verdade em situações explicitamente sexuais obviamente não rola, mas "coincidentemente" as idols adoram fazer photobooks de biquine na praia ou algo assim. O conteúdo é sensual, mas sempre cai naquele ponto em que não é sensual o suficiente pra ser abertamente pornográfico, então acredito que qualquer reclamação cairia no "Você tá exagerando!". Me lembra um pouco essa capa da Britney Spears:
http://www.amazon.com/gp/product/images/B00000G1IL/ref=dp_image_0?ie=UTF8&n=5174&s=music

Não é abertamente sexual, mas qualquer pessoa que já tenha tido algum contato com pornografia vai reconhecer a pose, o angulo e até a forma como ela ta vestida.

O que diferencia o AKB48 dos outros grupos é quão abertamente sexualizadas as meninas são, esse vídeo do grupo é bem representativo da linha que elas segue... Se não me engano é o primeiro grande hit da banda:
http://www.youtube.com/watch?v=lkHlnWFnA0c

Vivi disse...

Ragusa, não entendi a sua crítica à cultura.
Mas claro que isso tudo tem a ver, também, com cultura. Cultura do machismo, cultura da desigualdade, do culto à menininha..
Isso tudo é cultura também!

Dário disse...

"Por que tenho a impressão que todos que escreveram sobre o assunto estão atenuando a situação? Alou? Infantilização das mulheres, pedofilia disfarçada, machismo, que tudo isso ter a ver com "cultura"? Isso tudo é uma questão de desigualdade de gênero, de injustiça social, direitos das crianças e dos adolescentes. É uma humilhação para todas nós cacete. Gostaria que o moço do post falasse uma pouco sobre as questões sociais no japão, tenho a impressão que lá não existe legislação que defenda minorias, aliás, parece que essa discussão não existe lá (e deve existir, claro). Ragusa"

Não acho que isso seja tão ligado a desigualdade de gênero. Homens muito jovens também são sexualizados lá. Pesquise por "Shotacon" e "Bishōnen".

Anônimo disse...

Cortar os cabelos e fazer esse vídeo ridículo foram escolhas dela. Ninguém obrigou, nem mesmo sugeriu. Ela mesma disse no vídeo que decidiu fazer isso por ela mesma.

Cética disse...

Esses mesmos velhos sebosos ( aqui e lá) são os primeiros a culparem a "vadia" mirim,quando algum tipo de violência é cometida contra as meninas; recentemente noticiou-se o caso de uma menina de 14 que, desde os 11 era abusada pelo pai e o padrasto,não precisa nem dizer que quase a unanimidade dos comentaristas (muitas validadoras) culparam a "vagabunda" que já aos 11 era mais safada que muito adulto por ai né? vontade de morrer e de matar esse povo demente.

Anônimo disse...

Oi Valéria!
Sim, maioridade é aos 20 no Japão. Não sei o que e maioridade completa, mas entendo no sentido legal e reconhecido pela sociedade como maioridade. No Japão isto é claro, tanto é quem tem inclusive o ritual da maioridade (seijinshiki) que é reaizado quando se completa 20 anos. O exemplo da bebida e cigarro é justamente este. Por ser entendido que só adultos podem fumar e beber que só de pode, em teoria, a partir dos 20 anos por lá.
abçs

Nivaldo Brás disse...

O que eu digo? O que eu digo? O que eu digo? Vocês, feministas, podem me ignorar, mas eu não digo sempre que o mundo que vocês pregam do feminismo por enquanto é uma ilusão? Pode ter esses mascus afetados como o Felipe entre outros que no fundo são uns coitados que em vez de trazer soluções só trazem impostações idiotas. Eu coloco o dedo na ferida. E mostro a ferida. Sou a favor do patriarquismo? Sim sou! O que existe hoje é resultado daquilo passado. Mulheres tinham liberdade. Tinham. Assistida? Sim mas tinham e eram felizes.

Anônimo disse...

Sim, vamos retirar a agência da mulher e duvidar de sua palavra todas as vezes que ela não se comportar como nós desejamos! Parabéns a todxs xs envolvidxs!

Anônimo disse...

Falou tudo, Caroles! Pedofilia eh pedofilia em qualquer parte do mundo.

Derp disse...

Acho que a imposição que os "idols" sofrem é muito mais forçada e fechada que a dos artistas ocidentais, mesmo aqueles "fabricados", quero dizer, eles atravessam a pré-adolescência e a adolescência inteira pra chegar à vida adulta sem poder namorar, beber, fumar, fazer sexo, se tatuar, ter uma vida social decente...

Por mais que haja fãs malucos que se acham donos da vida dos ídolos, muitas vezes as reclamações são consideradas irrelevantes, porque o resultado comercial vai ser irrelevante mesmo

Pegue, por exemplo, um produto como o One Direction, recentemente um dos integrantes (Harry Styles) foi muito criticado por se relacionar com a cantora Taylor Swift (é claro que a culpa era dela, ela se relaciona com muitos homens, ela é puta, disseram)

Mesmo assim o namoro durou alguns meses, sem problemas

Outro integrante do One Direction (Zayn Malik) é criticado por "servir de mau exemplo" por beber, fumar, ter muitas tatuagens.. mas veja se há algum impedimento pra ele fazer isso, ah esse aí é criticado por ser muçulmano também (tanto pelos cristão fanáticos, quanto pelos próprios muçulmanos que não o acham "conservador" o suficiente)

Aí pra atender à demanda conservadora exigente, se criam os produtos "politicamente corretos", mocinhos ou mocinhas cristãos, "gente de bem", como o Jonas Brothers, mas penso que a indústria já investe nesse tipo de artista que demonstra uma inclinação socialmente determinada pra isso (da própria criação), porque vão ter a aprovação dos pais e servir de "modelo", esses devem tomar cuidado pra não dar um passo fora da linha, se não a mídia escandaliza e faz um drama em cima disso (principalmente se você for mulher, como a Miley Cyrus)

Mas no oriente a indústria acaba sendo ESCRAVA de um público maluco, porque o próprio comportamento maluco dos fãs é estimulado pela indústria e dá retorno financeiro

Esses "produtos culturais" chamados de idols são obrigado a abster de uma vida pública e social normal, aguentar humilhações ridículas (li em algum lugar que eles sorteiam até o direito de "pegar na mão" dos ídolos, em um desses encontros um fã contou para uma menina que tinha se masturbado e ela estava pegando no esperma dele), tolerar perseguições doentias de fãs, uma maluquice total

VaneZa disse...

Posso estar falando a maior besteira do mundo, mas me lembrou as falecidas paquitas.

AbraçoZzz

ViniciusMendes disse...

@Dário
Concordo com você que os jovens são bem sexualizados no Japão independente do gênero... Mas a produção envolvendo garotas nessa situação é imensamente maior que a produção envolvendo homens.

E quero discordar do autor do post num ponto: Apesar da necessidade garantir a "disponibilidade" das idols, mantendo-as solteiras e "virgens" realmente ser algo bastante antigo, a infantilização delas é algo um tanto mais recente, começando com a Seiko Matsuda nos anos 80, que chega a um ponto de bizarrice em que a Seiko beirando seus 50 anos ainda se veste de "menina de 10 anos vestida de Barbie" e canta forçando uma voz de menininha. Antes dela, as idols mais populares tinham uma imagem mais adulta de forma geral.

lola aronovich disse...

Interessante o que vc falou, Nivaldo:

"Mulheres tinham liberdade. Tinham. Assistida? Sim mas tinham e eram felizes"

Por coincidência, eu revi um filmaço outro dia, Mississippi em Chamas. E lá tem uma fala assim:

"Nossos negros têm liberdade. E nenhum reclamava antes de vcs [ativistas de direitos humanos e o FBI, que vai pra lá pra investigar o desaparecimento de três ativistas] chegarem. Eles eram felizes."

O personagem com esse belo discurso tão parecido com o seu era um membro da Ku Klux Klan.

Z disse...

Um fato interessante que eu lembrei foi quando fotos da Vanessa Hudgens nua vazaram, ela teve que "pedir desculpas" publicamente, sob o risco de não trabalhar mais com a Disney (mas não chegou ao extremo de chorar e raspar o cabelo)

Uma coisa que eu acho engraçada é a hipocrisia e sexualização velada dos jovens que rolava nesse filme "High School Musical", principalmente no terceiro filme, em uma cena o casalzinho dança na chuva, e a Vanessa Hudgens com aquelas roupas "de santinha" molhadas, e teve até um número musical no vestiário, com o Zac Efron cantando pelado (claro que só se mostrava da barriga pra cima) que teve que ser cortado da versão final porque foi considerado "erótico demais" ( http://formanz.com/wp-content/uploads/2008/11/deleted-high-school-musical-3-zac-efron-shower-scene-wwwgutteruncensoredcom-zac-efron-naked-shower-scene.png )

Continuando sobre esses 2, é evidente que a pressão que sofrem não é muito diferente do que esses artistas japoneses sofrem, ela com fama de puta e ele com fama de gay, e muitas histórias rolando, de um lado a pressão dos fãs do casal exigindo que eles continuem juntos (sabe-se lá porque, se você for num site como o Just Jared vai ver que a fanbase dos 2 "se dividiu" com a separação, de novo se justifica a fama de puta e a fama de gay), do outro as fofocas dizendo que não era um casal de verdade, mas inventado pela mídia (até pra omitir essas características de "puta" e "gay" tão terríveis)

Eu sinceramente não acredito em nenhuma das 2 hipóteses porque acho que em sete anos a mídia se aproveitaria de evidências, como se aproveitou de fofocas, evidências falsas e (no caso dela) fotos que comprovassem qualquer uma das "teorias" depreciativas

Acho que isso demonstra que a mídia ocidental, e a pressão que os artistas sofrem em decorrência dela, são tão ridículas quanto a deles

LC disse...

Lola, já eu lembrei de outro filme que tem a Ku Klux Klan também, "O Nascimento de uma Nação" (1912) que demonstra que os negros (todos atores brancos pintados de preto, por alguma razão) eram "felizes" e gratos à ajuda dos brancos, passavam o dia fazendo festas e se divertindo, antes da chegada da militância que os defendia a luta dos negros é inclusive chamada pelo filme de "anarquia negra"

Anônimo disse...

Strike, Lola! Cadê tú, NivalDINO meu queriiiido?

Anônimo disse...

Vivi, minha critica é em relação a uma certa tentativa de naturalizar a violência simbólica que existe no mundo todo e não apenas no Japão. Exemplo: ficou claro após os acontecimentos da "primavera árabe" que a opressão feminina no oriente médio não é uma questão de cultura muçulmana, é uma imposição bastante violenta e p/ que continue existindo há mecanismos bem específicos. O que existe não é uma cultura com a qual vc pode discordar ou não, mas mecanismos de opressão bastante difíceis de serem apreendidos, são reproduzidos de uma forma bem normatizada e velada. Caralho, é preciso estudar um pouco. Recomendo Pierre Bourdieu. Ragusa

Anônimo disse...

E POR NOCAUTE, LOLA!!!

Patty Kirsche disse...

Eu me lembro daquele filme "Dolls" do Kitano... Na época em que assisti, achei mega estranho aquele cara fanático largando emprego por causa duma menina cantora... Agora, lendo esse texto, entendi que é mega comum lá... Mas na boa... Esses caras são tudo pedófilos... E querem que as meninas sejam sensuais e virgens, eternamente prontas para serem defloradas por eles... Credo... Igual àquele fetiche de colegiais. E é só assistir àqueles Hentai, sempre meninas com voz infantil sendo humilhadas, abusadas por homens mais velhos e ainda assim apaixonadas por eles... Sou bem mente aberta com essa questão de fantasia sexual, mas não tem como negar que essas representações repetidas sempre são construções culturais. Sei que tem aquele yaoi por lá, focado no público feminino, mas ele me parece um pouco uma resposta a um constante estado de submissão feminina.

Aline disse...

Tinha lembrado do caso da kristen, mas não tem como não falar da Sandy né... Sempre me revolto quando falam sobre ela em relação a sexo, sobre algum comentário que ela tenha feito... Enfim, ela é "aquela dos 30" e não mais a criança que cantava maria chiquinha... Mesmo que hoje ela tenha outro público, um público adulto, um público que amadureceu com ela no qual eu me incluo, sexo e coisas do gênero vindo dela é um absurdo para a sociedade... Caramba, a Sandy cresceu... A menina do japão cresceu... Deviam se envergonhar de querer ver foto sensual de menina de 13 anos ao invés de fazer virar escândalo sobre aquelas de 20 e 30 que fazem sexo...

Anônimo disse...

Odeio fazer comentários apressados, ficam sempre ruins. hahaha. Ragusa

Carol disse...

Tava aqui esperando por esse post, estou realmente cansada dessa obsessão por "lolitas", eu tenho certeza que não foi isso que o Nabovok quis transparecer pra sociedade quando fez o livro! Mais um belo exemplo disso é aquela garota que "vendeu" a virgindade e agora ta posando na playboy mais uma vez retratando o que? A Lolita! Engraçado que todo o lugar que eu vejo são homens e mulheres xingando a garota de vagabunda, que ela está acabando com a estrutura da família, mas poder se masturbar vendo as fotinhas dela é ok né? Patético.

Anônimo disse...

"tirar a agência"? i choose my choice: pq é otimo viver num mundo em q vc tem q se humilhar publicamente pra se desculpar por ter dado umazinha com o boymagia

hentai disse...

ai ai ai, eu adoro hentai, a rima foi sem querer.
nunca me imaginaria tento relação com crianças. acredito na valorização da mulher, considero-me feminista, mas, mas me excita o fetiche de colegiais e outros fetiches pouco engrandecedores as mulheres e agora em q categoria eu me encaixo. provavelmente algumas pessoas me chamariam de pedófilo, ou pior, ao mesmo tempo que eu nunca pensaria em fazer nada com uma criança, pq é errado e pq não sinto-me excitado por elas e sim por mulheres, adultas.

sexualidade é um pouco mais complexo do que pensam algumas pessoas.

Márcio disse...

APPLY COOL WATER TO THE AREA OF BURN

Nossa Nivaldo depois dessa voadeira que a Lola te deu eu guspia e saía nadando.

jacmila disse...

Leonardo, vc q mora ou já morou um tempo no Japão, tenho umas curiosidades:

- o aborto lá é quase uma forma de controle da natalidade? (isso pq li em algum lugar - desculpem mas não tô c/ tempo pra procurar os links);

- o fetichismo para os homens é total, bizarríssimo, viram a notícia de executivos q possuem várias bonecas anatomicamente realistas? (li na BBC)

- e, para a Lola, sobre o cinema japones: pelas pesquisas q andei fazendo, os filmes mais gore são deles; consegui ver alguns, tenho até minha listinha no IMDb, eheh...

Acho q por ter visto estes filmes não vou tirar minha carteirinha de feminista, brincadeirinha...

jacmila disse...

E tb li q no Japão as estudantes com mtos desejos de consumo, descolam uma grana vendendo suas underwears usadas para estes velhos sebentos/nojentos entre outros jeitos. As meninas capitalizando o patriarcalismo; cinismo e hipocrisia de mãos dadas.

Anônimo disse...

Sim, ué, TER que se humilhar, ela não TEVE, ou ela foi obrigada e eu não sabendo? Ela não podia ter saído do grupo? Se não, peço desculpas pelo comentário. Eu nem conhecia esse akb48, e acho que esses homens são patéticos, mesmo, mas, por favor, essas mulheres não foram obrigadas a nada, e merecem respeito, não condescendência, mesmo que eu discorde da escolha delas, ou não? E sim, i choose my choice, não sigo cartilha, você acha que isso é um problema? Já adiantando que eu conheço o argumento que coloca as mulheres naquela ETERNA posição de vítima ;)

Anônimo disse...

Sr Hentai (fala sério) a sexualidade é bem complexa sim e nem por isso ela não deixa de ser bastante normatizada. Não é porque o sr. é feminista que está isento de desejar os padrões machistas, uma vez que existe o inconsciente, que também se estrutura socialmente. E até em relação a isso é preciso fazer uma análise e talvez entender o porque de gostar de assistir desenhos de menininhas sendo estupradas. Nossa mente não é tão cindida assim a ponto de desejo e pensamento crítico serem tão díspares.

Nivaldo Brás disse...

PORQUE EU TENHO RAZÃO

Vocês FEMINISTAS são hilárias. Quem de vocês não é casada (ou foi) e não TEM o sobrenome do marido? Porque não é ao contrário? Com o o sobrenome da mulher? Se você tem o SOBRENOME do marido bem-vindo ao patriarquismo. Lembro que várias vezes falei para pessoas que iriam casar para provar o amor do marido pela mulher colocando o SOBRENOME dela no do marido. Nunca mais me convidaram para as festas. Mulheres que levantavam a bandeira do feminismo desesperadas por colocar o SOBRENOME do marido. Dai numa oportunidade pergunta para essas mulheres e SABEM o que elas diziam: "Pois é né a a vida seguido de acordo com as regras" ou mais ou menos isso.Viva o Patriarquismo que vocês mesmas regam para crescer cada vez mais forte. Lembro do eu escrevi quando mencionei sobre os 50 TONS DE CINZA e seus 60 milhões de leitoras submissas. Sobre as ENTRADAS GRATUITAS para mulheres até determinada seguida de desconto na cerveja. Por que não fazem isso em grandes shows onde todo mundo paga igual. Exemplos: shows de Roberto Carlos, Ivete Sangalo, U2 e outros. VOCÊS NÃO ADMITEM ISSO. Não admitem que muitas se tornaram feministas por serem mal amadas. Isso no Japão com as Idol é um exemplo clássico da importância das regras. A esposa/troféu outro clássico das usurpadoras de dinheiro. Das MUSICAS que idolatram a mulher objeto fácil desses grupos UNIVERSITÁRIOS porque a MAIORIA das feministas prestigiam esse tipo de musica e ADORAM cantar. lembram que de 48 duplas 41 escracham as mulheres e VOCÊS ADORAM CANTAR? Admitam. Sabe porque vocês não ligam para pessoa que falam assim. Porque é a VERDADE. E a VERDADE DÓI. Vocês podem me ignorar a vontade mas EU SEI que vocês sabem que o que digo é assim.

lola aronovich disse...

Oi, Nivaldo. Vc perguntou:

"Quem de vocês não é casada (ou foi) e não TEM o sobrenome do marido?"

Eu. Sou feminista, casada, não tenho o sobrenome do meu marido. Serve?
NEXT.

Raziel von Sophia Imbuzeiro disse...

Numa boa? Acho que isso tudo ai é só golpe de marketing mesmo...

Anônimo disse...

bem lembrado, jac. pornô japonês é MUITO doentio. pra quem acha que as pessoas realizam no pornô aquilo que elas nao podem fazer na vida real, só mostra como tem gente maluca lá. quase todo video no xvideos com asiaticas parecem crianças sendo abusadas. elas fazem cara de choro, os atores sao uns velhos nojentos (cade os gatinhos lindos e jovens?) e tudo envolve o contexto de estupro. a moça q vai ao medico e é tocada sexualmente. a moça que é atacada por um bando no vestiario, ou no transporte publico, ou na escola, o incesto entre irmaos (sexo entre irmaos é uma fantasia super valida, mas ESTUPRO nao, poxa) e é claro, o abuso entre "lesbicas" fake.

Vivi disse...

Ragusa, colega, acho que vc está viajando um pouco e precipitando ao mandar os "outros estudarem um pouco".
É fato que exista uma naturalização da violência, mas não é justamente a crítica a esta que estamos tentando fazer aqui?
Voce tá querendo criticar quem colega? Vc não havia criticado (equivocadamente) aos que colocam isso como cultural? eu e outros aqui não estamos criticado exatamente este cultural? Não precisamos ler Bourdieu para questionar este poder simbólico. Eu, de humanas tive contato com bourdeiu na graduação, não compactuo tudo com ele, mas acho válido a discussão. E acho que todas nós (exceto trolls) estamos questiondo exatamete isso , você que não percebeu.
Calma Ragusa, é preciso direcionar melhor as críticas colega.
Abraços



Vivi disse...

Só mais uma coisa. Não sei de onde vc tirou que "ficou claro" que a opressão feminina no oriente médio não é uma questão de cultura muçulmana.
Cuidado com os simplismos. Não ficou nada claro não.
Tchau e agora estou saindo

Leo disse...

@ViniciusMendes
Essa questão da Seiko Matsuda é muito estranha mesmo... Esses dias eu estava em um fórum da ayumi hamasaki vendo as opiniões dos fãs ocidentais sobre o show mais recente dela, e, ela, atualmente com 34 anos, fez um bloco todo fofo, vestida de rosa, cantando com uma voz exageradamente anasalada. Ela faz isso desde sempre, mas pela idade, os fãs ocidentais criticaram bastante, falando que ela não tem mais idade para fazer esse tipo de coisa (eu acho isso extremamente idiota, independente da idade acho que o artista tem que fazer o que lhe faz bem, mas enfim). Mas pro Japão, uma mulher agir assim, independente da idade, é completamente normal, né? O que seria impensável na nossa cultura.

Já sobre as idols pré Seiko Matsuda, confesso que não conheço tão bem as idols dos anos 70, a minha maior referência é o duo Pink Lady, que não é lá um exemplo de mulher adulta kkk o Candies tem um look mais maduro, mas as atitudes e coreografias em geral também são fofas. O que eu acho que mais chama a atenção é justamente o vocal, elas cantavam mais com voz de mulher adulta mesmo. Hoje em dia, com a tamanha variedade dos grupos idols, isso nem é tão raro, mas não é a norma mais.

@Derp
Esses eventos para pegar nas mãos dos idols são muito comuns, são chamados de handshake events e em muitos casos é uma prática até bastante saudável que aproxima o fã de seu idol. Já aconteceu um caso de um fã que ia sempre nos handshakes da Matsuura Aya, e que de repente parou de ir. Depois de um tempo, ele reapareceu e ela o reconheceu, e ele confessou que tinha parado de ir pois tinha arrumado uma noiva; nesse handshake em específico, ele levou a noiva e a apresentou pra Aya. Essa história dos fãs que se masturbaram no banheiro e depois foram cumprimentar as idols roda mesmo pela internet por causa de uma foto de um handshake do grupo S/mileage, em que duas integrantes fazem cara de nojo enquanto cumprimentam dois fãs. A história até me parece plausível, mas não sei se isso é real...

@Ragusa
Eu realmente não sei o estado das minorias no Japão, muito menos das políticas em relação a elas. =/ O que eu sei, pelo menos em relação aos gays, é que obviamente existe muito preconceito, e ser gay no Japão é visto como algo passageiro, algo que a pessoa um dia abandonará... Lá existe parada gay também, mas boa parte dos que frequentam vão meio que às escondidas, usando aquelas máscaras médicas e tal. Só pra dar um gancho no post, uma das integrantes do AKB, a Sayaka, disse que gostaria que houvesse um Stage especial do grupo voltado aos fãs LGBT. Isso, pra uma integrante de um grupo idol falar, é muito, muito surpreendente mesmo, é raro algum artista se manifestar a respeito disso, uma idol, mais ainda.

Leo disse...

@ Anon do 16:34
Ela poderia ter saído sim do grupo, mas isso acabaria com qualquer chance dela no showbiz. Ela fez isso porque parece de fato ser apaixonada pelo que faz. Era a única saída que ela tinha.

Anônimo disse...

"não sigo cartilha"
ah, segue sim :) a da maioria das pessoas, discurso de self made man enlatado americano.

mas voltemos ao ponto: se vc vive exclusivamente para o grupo, nao teve contato com outras realidades, dedicou sua vida àquilo, não teve adolescencia diferente daquilo, e da noite pro dia ameaçam tirar tudo oq vc tem, e vc passa a receber um odio muito intenso dos seus, até então, fãs, e tem sua vida íntima exposta na mídia, e é pressionada a se retratar, bom, talvez, vc cedesse e realmente acreditasse q aquela ali é a melhor alternativa.

o ponto aqui nao é critica-la por ter feito, mas criticar um sistema que a leva a fazer isso. quando uma mocinha de classe media sai da faculdade, formada ou nao, e vira puta, ela teve opçoes. acho legitimo questionar se essas idols tiveram opçoes, considerando a idade em que elas entram nos grupos e o pensamento da sociedade japonesa.

Anônimo disse...

hehehehehehehehehehehehehe esse Nivaldo é muito engraçado Lola! puta mierda!

André disse...

Afinal, o cara que transou com a moça era um idol ou não? Numa parte do texto diz que era, noutra diz que não.

Anônimo disse...

Vivi, não mandei VOCÊ estudar, vc não entendeu meu comentário. Existe uma certa crença de que mecanismos de opressão são simplesmente cultura do povo em questão, tudo consentido. Eu leio muitos comentários de vários blogs e sites de notícias, meu primeiro comentário foi em relação algo mais amplo, não especificamente sobre a discussão aqui do blog da Lola. Ragusa.

Renata disse...

Para o Nivaldo... Eu também sou casada, feminista e sem o sobrenome do meu marido.

Acho que quem é hilário aqui é você, e muito provavelmente mal amado também!

Derp disse...

Leo, valeu por esclarecer, porque eu tinha lido isso em um blog, li também que um cantor de uma dessas boybands coreanas trocou o telefone celular pra evitar perseguições e assim que trocou, já foi telefonado com um doido perguntando porque ele trocou de telefone (tem cara de lenda urbana, mas não deixa de ser engraçado kkk)

Anônimo disse...

andre, ele tb é um ícone pop, mas o contrato dele nao tem clausulas sobre namoro. ele tb é pressionado a nao se relacionar, mas nao é contratualmente proibido.

ViniciusMendes disse...

@Leo

Qual forum da Ayumi? As vezes a gente já se cruzou num deles... Eu tendo a dar um desconto pra ela pq já faz um tempo que as performances mais fofas dela são algumas das que geralmente permitem uma leitura mais "agressiva" da posição da mulher na sociedade... Tipo nessa que ela canta sobre mulheres que vivem a partir do próprio esforço sem esperar um príncipe encantado... O que apesar de não ser muito revolucionário não é um assunto muito comum pra uma popstar de lá... Na verdade eu acho a construção toda dela como idol bem esquisita... No lugar dessa moça do AKB48 mesmo ela provavelmente teria mandado o povo a merda e agido como se nada tivesse acontecido, que geralmente é como ela age quando começam a se meter muito na vida dela.

lola aronovich disse...

André, eu pensei que tivesse corrigido... Onde no texto ainda diz que o cara era um idol?
O Leonardo me enviou um email faz pouco tempo dizendo que viu num fórum de discussão que o cara que transou com a moça não era idol, só um astro "normal", que tem mais liberdade. Há bastante informação desencontrada sobre isso, pelo que pude ver. As notícias que li ontem diziam que ele era idol também, mas não é.

Leo disse...

@André

O Alan (rapaz com quem ela se envolveu) é agenciado pela LDH, que não agencia idols, portanto ele não é um idol, é um artista "comum". Eu realmente me confundi, perdão pelo erro.

Anônimo disse...

sabe q eu acho graça o cara vir aqui defender o fetiche dele por lolitas como se fosse algo raro, diferente ou incompreendido? é a coisa mais comum do mundo, a mesma cultura que obrigava pre-adolescentes se casarem com homens de 40 anos no passado. tesão por mulher adulta é bem mais "fetichista" se for parar pra pensar. as milfs e tal. praticamente toda a industria pornô é feita com garotas entre 16 e 19 anos, é bem mais comum esse nicho.

Lord Anderson disse...

Acho que o fato do troll não ter sido convidado a festas tem pouca relação com sua "defesa" de que homens adotem o sobrenome da esposa.

Pessoalmente, tirando aqueles que são mais religiosos, eu conheço casais em que o mariod mudou o sobrenome apos o casamento, embora conheça muito mais pessoas que preferiram que cada fica-se com o proprio sobrenome.

E eu conheço tantas feministas e nunca vi nenhuma desesperada pra trocar o sobrenome

Ja que ele pode julgar o mundo pela experiencia propria eu acho que tb posso fazer o mesmo :)

Anônimo disse...

"Não acho que isso seja tão ligado a desigualdade de gênero. Homens muito jovens também são sexualizados lá. Pesquise por 'Shotacon' e 'Bishōnen'."

Taí Dário, esse é um ponto interessante.

Lord Anderson disse...

E pra quem fala sobre "escolhas" ou "contratos" é bom falar de novo que as Idols começam suas carrerias aos 13.14 anos.

Ou seja, não elas que assinam o contrato, são seus pais e responsaveis.

É facil colocar clausulas de controle sobre a sexualidade alheia e esquecer que essas crianças vão virar adolescente e adultas com desejos normais.

Anônimo disse...

Oi Léo, obrigada pela resposta. Então, é exatamente esse o meu ponto. Não é a única saída, ela poderia ter feito inúmeras coisas para sair dessa situação, incluindo sair do showbiz, assumir outro discurso, lutar contra, e mais um sem número de coisas impressionantes ou não que somos capazes de fazer, e entre suas opções, ela escolheu essa. Não seria a minha, mas eu não posso julgar uma mulher de 20 anos incapaz de decidir por causa disso, posso? Se não é isso que a gente faz, tira a agência das pessoas... Ah, desculpe não ter assinado, meu noma é Lívia.

Pra anônima que falou que eu sigo uma cartilha, cê viu só como sem saber absolutamente nada da minha vida você acha que já matou a charada, já me enquadrou em um esquema pré-fabricado? Se isso não é autoritarismo, eu não sei o que é :)

ViniciusMendes disse...

@Lívia

A cultura japonesa (e de vários países daquela região) colocam sempre o coletivo acima do individual, e é esperado que você faça parte do grupo, não se destaque muito e faça sua parte pra sociedade funcionar. O "não se destacar vem no sentido de "sair dos padrões", apesar de que lá desde que você seja eficiente, o seu salário vai quase sempre ser proporcional ao seu tempo na empresa, e não a qualidade do seus serviço. Chega ao ponto que até hoje em dia coisas simples como tingir o cabelo podem fazer você ser visto como um delinquente na escola, por exemplo... Tem até um ditado que diz algo tipo "se um prego está mais alto que os outros, martele até que fique na mesma altura". Não que ela não tenha a liberdade pra lutar contra, assumir outra postura ou coisa assim, a lei japonesa não a proíbe de fazer isso... Mas a pressão social pra que essa não seja a decisão tomada é imensa, muito maior do que a que encontramos por aqui.

gaby disse...

Lola, eu tenho aqui uma matéria bem pequena que pode esclarecer algumas coisas a mais.

http://genkidama.com.br/anikenkai/2013/01/31/coluna-do-fred-akb48-ate-que-ponto-e-demais/

Achei interessante. Mas é como o autor disse, a insdústria e os fãs, um lado tentando estuprar o outro! Um absurdo!

Anônimo disse...

Sim, sim, Vinícius, eu conheço muito pouco sobre o Japão, e pelo que a maioria das pessoas que conhece mais o país e a cultura fala, imagino que seja bem mais complicado mesmo. Eu só acho que a gente tem que tomar cuidado na hora de alegar falta de escolha (ou ou outro lado da moeda, condenar a escolha da moça) exatamente para não engessar as possibilidades, se não, já saímos perdendo a luta de antemão!
Uma pergunta, se alguém souber responder, eu lembro que na década de 90 eram comuns fotos e imagens de adolescentes e jovens adultos japoneses de cabelos multicoloridos e roupas chamativas (é, sou velha hehe)... esse quadro mudou tanto assim ou esses mundos, que me parecem tão diferentes, coexistem?

Lilian Soares do Nascimento disse...

Nivaldo tá com saudade de um tempo que ainda não acabou?

Pq "liberdade assistida" é justamente o mal que essa menina 'idol' está sofrendo nesse momento.

Marli Carmen disse...

Nossa! Li tudinho o que vcs escreveram pq me interessou muuuito. Já desconfiava dessas coisas no Japão, mas ler aqui uma matéria(eu chamo de matéria tão bem escrita que está) só veio afirmar. Obrigada, adorei passar aqui e acrescentar em meu conhecimento. Beijos
http://marlicarmenescritora.blogspot.com.br/

Sara disse...

Eu na minha adolescência fui invadida como todos da minha época pela cultura norte americana, lingua,musicas, roupas, visão de mundo.
Ja ha um bom tempo eu percebo q isso tem mudado, e o pais que tem ostensivamente invadido culturalmente é o Japão, até nos Estados Unidos isso acontece em larga escala, até os centros financeiros de lá, ja ouvi dizer q grande parte estão nas mãos de japoneses.
Pra mim isso soa totalmente estranho, mas vejo essa realidade em minhas próprias filhas que são fanaticas por tudo q vem de lá, a mais velha até viajou p la e ficou um bom tempo, mesmo sabendo q o pais estava meio devastado pelos tsunames q aconteceram por la.
Aqui mesmo nos comentários vejo o pessoal mais jovem sempre aludindo a jogos, animes ou mangas japoneses, seus herois e heroinas são todos de la pelo jeito.
Embora eu ainda não tenha assimilado essa invasão toda, to achando até natural esse incidente com essa jovem japonesa estar causando tanto rebuliço no mundo.

ViniciusMendes disse...

Lívia

Isso pode ser tanto o movimento "visual kei", uma linha do rock japonês que coloca um peso imenso nessa diferenciação dos demais OU os bairros japonês mais voltados pra moda como Harajuku onde as pessoas saem mesmo vestidas usando roupas e cabelos que expressem maior individualidade. As duas posturas servem pra bater de frente com essa cultura da padronização (e tem ainda mais tribos urbanas que adotam essa postura por lá), mas não é raro a pessoa irem até onde isso tudo é aceitável, se trocar num banheiro de McDonalds, desfilar seu visual pelas ruas e se trocar de volta antes de ir pra casa.

Mas mais uma vez, não quer dizer que não existam movimentos sociais no Japão, ou pessoas que desafiem diversos aspectos culturais que os deixam insatisfeitos, e mesmo alguns artistas extremamente bem sucedidos desafiam diversas normas sociais do país... A Ayumi que eu e o Leo falamos é famosa por ter total controle sobre a própria carreira e imagem, Namie Amuro que é a artista mais famosa no momento tem mais de 35 e é mãe solteira, Hikaru Utada que é praticamente uma entidade por lá não obedece os padrões de beleza e é divorciada, e por aí vai...

Nivaldo Brás disse...

Que maravilha somente uma minoria (bem pequena) se manifestou sobre o sobrenome. Isso prova como estou certo.

Anônimo disse...

Pra anônima que falou que eu sigo uma cartilha, cê viu só como sem saber absolutamente nada da minha vida você acha que já matou a charada, já me enquadrou em um esquema pré-fabricado? Se isso não é autoritarismo, eu não sei o que é :)

kridinha, exatamente a mesma coisa que você faz quando chega aqui e chama todo mundo de vitimista. uma beijoca

Anônimo disse...

É bom saber que existem novos tipos de seres humanos no planeta como o Nivaldo. Uma raça nova que conhece todas as pessoas do universo simultaneamente então pode falar com certeza sobre elas :D raça humana sempre evoluindo.

Anônimo disse...

Acho algo bem racional, gente de 14, 15 anos já não é criança de jeito nenhum.

Não são crianças, mas 14 anos é novo demais, née? pelamor Recém saíram das fraldas...

jacmila disse...

Nivaldo quer atenção, então lá vai: se for te explicar como minha avó teve o sobrenome de "casada" pra se livrar do pós guerra na alemanha, meu sobrenome "de solteira" não ser do meu "pai" biológico q não assumiu a paternidade e eu decidir por um sobrenome de "casada" pra me livrar do sobrenome dum escroto...não vou explicar em detalhes coisas tão pessoais, mas é só pra ilustrar q cd caso é um caso. QTo a cena q vc pintou dum monte de feminista cantarolando, curtindo músicas (?) de gosto duvidoso...disso tô fora e me amo mto por conta disso rsrs.

Aline disse...

"Que maravilha somente uma minoria (bem pequena) se manifestou sobre o sobrenome. Isso prova como estou certo"


Claro que uma minoria se manifestou, Nivaldo! O post é sobre outro tema... Quer discutir em relação o sobrenome, espera a Lola fazer um post sobre o tema... Se um dia ela quiser...

Aline disse...

E... meu caro Nivaldo... não vamos reduzir a discussão feminista em um simples sobrenome... O feminismo é mais amplo do que isto que você pensa...

Selena disse...

Grande parte da culpa é dos pais,se a maior idade lá é 20,elas só assinaram contrato com a autorização deles,o que é pior,os pais permitirem as filhas serem exploradas assim.

e tem coisas lá q aqui a gente ia desconfiar de pedofilia na hora,mas lá não é,como por ex, pais tomarem banho junto com os filhos.

Nivaldo Brás disse...

A nossa querida Lola não faria um post exclusivamente sobre isso. Pois a verdade viria tona. E muitas teorias sobre o feminismo vão naufragar, pois seria um prato para uma grande/mega discussão. Realmente sai dos trilhos, Aline, tem razão. Mas o povo precisa de uma válvula de escape e essas "estrelas" o são. Lamento por essas crianças.

Luca disse...

Gente, vamos parar de dar atenção para esse troll do Nivaldo.Ele é um comediante tentanto desviar a atenção do tópico.

Cora disse...

gente,

o nivaldo tá carente e precisando de atenção, se ele fosse mulher num outro fórum qq, como q ele seria tratado mesmo?

att whore, não é?

mas, olha só q coisa! nem existe um termo equivalente para homens, né?

além disso, ele acha q td mulher é feminista.

e, se não bastasse, acha q td ação de uma mulher no mundo concreto torna-se uma negação do feminismo.

"como assim vc andou com seu namorado de carro sentada no banco do carona?!? vc não é feminista?????"

"como assim vc tem um namorado? vc não é feminista?"

"como assim vc usa saia? vc não é feminista?"

"como assim vc pratica sexo? vc não é feminista?"

"como assim vc nasceu? vc não é feminista?"

e por aí vai, ad aeternum...

lola aronovich disse...

Saiba, Nivaldo, que já tenho várias anotações pra fazer um post sobre mulheres adotando o sobrenome do marido. Este é um assunto que muito me interessa. É um tema que está na minha pauta faz vários anos, mas eu sempre vou adiando (tem um monte de assuntos que vou adiando, quase sempre por falta de tempo). "Teorias sobre feminismo vão naufragar"... Ha ha ha, vc é realmente um piadista, Ni.
Mas o seu jeito mascu de ganhar debates é um tanto falho, digamos: a) Vc vem num post que não tem nada a ver com um determinado assunto e fala um monte de besteira. b) Galera te ignora. c) Vc determina que, por ter sido solenemente ignorado, ganhou a discussão.
Vc vai ter que comer muito mais mingau pra ganhar uma discussão por aqui, Ni. Posso te recomendar um coleguinha seu que sabe tudo de mingau?

Carol NLG disse...

Soh pra comentar que eu sou feminista, sou casada e meu marido colocou o meu sobrenome no casamento.

Por escolha dele. Eu achei lindo, claro, e meu pai ficou super feliz de ver o sobrenome tambem no meu marido. Ainda somos exceçao? Claro. Mas a maioria das minhas amigas, quando casou, simplesmente nao trocou de nome. Dah trabalho demais.

Cora disse...


não entendo nada de cultura japonesa. interessante ler os comentários.

já vi pornô japonês e foi... estranho (e broxante). achei humilhante e violento, do meu ponto de vista, claro (tentei ver, na verdade, pq não dei conta, tamanho o mal estar q me provocou). essa cultura da sexualização de crianças, a simulação de violência...

mas pornôs ocidentais tb são, na maioria esmagadora dos casos, humilhante (e broxante) do ponto de vista feminino (e igualmente impossíveis de serem vistos).

então, por enquanto, a merda é a mesma.

até mesmo em relação à sexualização de crianças. isso existe aqui tb. e acho q, por estas bandas, a coisa é ainda mais cruel, pois não está no nível da fantasia, do imaginário, como parece ser no japão. nos cantões deste país aqui, brasilzão velho de guerra, como diria minha avó, com q idade vcs acham q as meninas se iniciam na prostituição? por aqui, a virgindade de garotas de 10, 12 anos é leiloada em casas de prostituição frequentadas por políticos e empresários locais, incluindo aí delegados e policiais.

só q, como td é escamoteado, é como se tais coisas não existissem. td mundo finge q não sabe. e, qdo algum escândalo acontece, advinha? a culpa é das meninas, afinal a criança já sabe o q é certo e errado.

e aí a gente se vê criticando uma cultura q assume e escancara esse fetiche.

por aqui, galera tb diz q as meninas “escolheram” essa vida, já q aceitam o pagamento. e como já não são “inocentes”, podem ser violentadas cotidianamente, pois têm escolha. afinal, podem abandonar a casa de prostituição quando quiserem.

ah, tá!

mas sabe o q me parece demasiado estranho? essa história da personagem ter q ser igual à pessoal real. quer dizer, pq não ser apenas uma representação? pq elas tem q viver como se suas personagens existissem de fato? q idealização é essa?

é igual no cinema. essa polêmica de um galã não poder assumir a homossexualidade sob o risco de não trabalhar mais como galã. o cara tá representando!

eu reconheço q a pressão deve ser imensa, e não estou condenado a atitude dela, q compreendo perfeitamente. mas eu sempre acho q pessoas nessa situação deveriam ligar um phoda-se bem grande diante da patrulha. será q, se ela fizesse isso, teria apoio do rapaz q estava com ela?

Marcia Sasao disse...

Eu vejo muitas semelhanças entre esses grupos musicais e as gueixas.
As gueixas entram para a profissão ainda adolescentes, aprendem canto e dança, tem como função o entretenimento das pessoas que possam pagar, às vezes são apadrinhadas por homens endinheirados que controlam suas vidas, se quiserem ter um relacionamento afetivo devem abandonar a profissão.
As gueixas surgiram no século XVII e hoje existem poucas. Porém esses grupos idol parecem ter filosofia semelhante.

Anônimo disse...

Querendo ou não, as "idols" são a reeleitura das gueixas. Apenas com a infelicidade de ter "fãs" doentes!

Renata* disse...

Fora do assuntos do post, mas, o sexto comentário dessa página desse fórum no Orkut me deu um pouco de medo!
É de uma comunidade chamada "Se pedofilia não tem cura..."

http://www.orkut.com/Main#CommMsgs?na=2&nst=13&tid=5614798497412549309&cmm=1417483&hl=pt-BR

A parte que me assustou é a seguinte: "Só não confundam pedofilia com safadeza, tem muitos pais que são safados e não pedófilos, pois abusam de suas filhas desde pequenas até se tornarem adultas."

oO

Magrelinha disse...

Assim como a Valéria, eu tb sou apaixonada por cultura pop japonesa, sonho em conhecer o Japão e adoro mangás, mas várias coisas nessa cultura são contraditórias para mim. Por exemplo o fato de ser crime fazer sexo com um menor de idade mas poder consumir material sugestivo, como esses photobooks e mangás. Já li em alguns lugares que até mangás retratando BEBÊS podem ser comercializados lá sem problema nenhum. Mas tb é como a Cora disse, enquanto lá existe uma tolerância para o consumo desse tipo de material e ninguém será preso por declarar sentir tesão em menininhas (desde que não se envolva com uma), aqui no Brasil a prostituição infantil é super comum e acontece às pencas, a única diferença é que é uma atividade velada.

Renata* disse...

Carambolas, é pesquisando na internet que a gente acha cada coisa absurda! Mais uma vez, fora do assunto do post, achei uma notícia que diz que pesquisadores canadenses desistiram de um estudo por não encontrarem homens que nunca tinham consumido pornografia!! Só rindo mesmo!

http://www.pop.com.br/popnews/noticias/poptrash/Pesquisadores-abandonam-estudo-por-nao-encontrarem-voluntarios-que-nunca-consumiram-pornografia-892883.html

(É, eu me sinto uma intrusa comentado coisas fora do assunto do post. É que simplesmente me embrulha o estômago pensar em certas coisas.)

Anônimo disse...

Lola, sobre o assunto apenas recomendo o anime PERFECT BLUE. É tão bacana que o Darren Aronofsky comprou (alguns?) direitos e usou pedaços e ideias tanto no Réquiem quanto no Cisne Negro.

Natasha Strungis disse...

Magrelinha, não, não se pode comercializar mangás com bebês, isso agora é proibido por LEI. A idade de maioridade no Japão é 20 anos. As 'idols' assinam contratos, gente, que as proibem de namorar, elas estão cientes disso. Quem não quer seguir as regras, cai fora ou é punido, quem nem aconteceu com a Minegishi, ela é trainee agora. Não é o primeiro nem o último caso. Ela raspou a cabeça provavelmente num ato de desespero, mas essa não é a única vez também que isso acontece na mídia, na Ásia não é incomum ver pessoas fazendo isso, mas mulheres geralmente são. Ela se puniu e foi punida. E todas as meninas que o pessoal usaram como referência (Hamasaki, Utada, Amuro etc), elas NÃO são Idols, gente, isso é DIFERENTE. Todo mundo sabe que as meninas NÃO podem namorar!!! Isso não é controle ou não da sexualidade, elas simplesmente não podem! Elas tem que passar X imagem pro público, é para isso que elas TRABALHAM, ganham dinheiro! Ela não canta de graça e nem assinou um contrato assim. Não falem sobre um país que não tem conhecimento de nada, nem da cultura, o Japão é um país oriental, logo, MUITISSIMO diferente do Brasil, respeitem as diferenças culturais, por favor.

Natasha Strungis disse...

http://en.wikipedia.org/wiki/Bill_156#Bill_156

Magrelinha p vc ver..

Dona do Sexo -Bonobo rules,Jaçanã forever disse...

Renata,se for em regioes mais carentes ou civilizaçoes distantes elas encontram.

Nao gosto quando colocam homens no mesmo saco.

Priscila disse...

Mulheres tinham liberdade. Tinham. Assistida? Sim mas tinham e eram felizes.

2 de fevereiro de 2013 13:58


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Nivaldo, você não é feliz, cara. Você era feliz antes, mas agora você não é. E você não é livre também. Antes é que você era livre e feliz, agora não.

Claro, você tinha uma liberdade assistida, seja lá o que isso signifique - hein? uma liberdade que não é bem livre? -, mas era isso que era bom para você, e você não tinha nada que ter inventado do querer decidir a própria vida. Eu, que não te conheço, é que sei do que você precisa.

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Soa patético, né, cara?

Pois é, mas é exatamente isso que você está dizendo.

Nivaldo Brás disse...

Ok! Sai um pouco dos trilhos, quando tiver um tópico que possa falar sobre o feminismo estou lá. Sobre a bela matéria de Leonardo. Um detalhe que o regime de treinamento é quase militar ou semelhante a Coréia do Psy onde treinamento chega a durar dois anos. Ficando até longe da família. Concordo com que Aline falou em 02/02 as 12:25. A atriz Kristen fez o que fez sendo tachada de galinha e o diretor saiu como garanhão. Sou contra mulher que se oferece como uma prostituta, mas se a mulher é consciente e faz para autoestima nada contra. As Idol são a Pedofilia velada. Tem aqueles que curtem numa boa mas os tarados de plantão é um prato cheio. Sempre digo. Os PEDÓFILOS são uma raça nojenta e podre. Só sabem dizer "SOU DOENTE". A cultura deles é estranha como a nossa para eles. Lembra aquelas casa onde o homem fica de um lado de uma janela e do outro a mulher pratica strip. A japonesa devia ter aproveitado e feito uma revolução. Mas no Japão não bem assim. Aqui no Brasil um mulher vai de saia curta vira polêmica e já é famosa. Contribuição a boa cultura: zero.
Contribuição para uma mídia polêmica: Dez.
Nunca fui fã da Sandy aqui no Brasil. Mas é bom exemplo. Chegou a falar de sexo anal, mas isso não afetou sua imagem de menina boazinha e inocente(bah!). Viva a mídia!

N.R. disse...

Olá Lola!
Estou frequentando seu blog há pouco tempo, mas acho muito interessante os assuntos que você fala. Isso que aconteceu com essa idol não é muito diferente do que acontece com as estrelas da Disney, e infelizmente isso permeia no dia-a-dia, como um tipo de polarização: ou você se mantém "pura e atraente" ou então se permite mas acaba ganhando o título de vadia. Horrível não? E isso na adolescência, no momento que devíamos preocupar em experimentar para se auto-descobrir e mais ainda, procurar ser feliz. Imagino como deve ser a cabeça dessas garotas, as idol, e o quanto de mágoa, frustação e vergonha elas carregam. Coisas que elas não deviam sentir por agir da forma que querem. É triste ver que isso acontece, e que é aplaudido pela sociedade em questão.

Gabriele Albuquerque Silva disse...

Que história... Essa indústria das celebridades é assustadora.

Ah, lembrei de um filme-anime sobre uma idol: Perfect Blue. Muito bom, mostra um pouco desse mundo

Lord Anderson disse...

Natalia mas como assim a proibição de namorar não é controle da sexualidade?

A imagem que elas tem que passar é de meninas "puras" que vivem só pros fãs fantasiarem com elas. Ou seja ha um controle da sexualidade para manter essa imagem de exlusividade.

E novamente, esses contratos são assinados quandos as meninas tem 13, 14 anos...ou seja quem da o aval são os pais e responsaveis.

É injusto querer que meninas tão novas tenham consciencia de tudo oq vão enfrentar.

Eu entendo que vc seja fã, mas essa coisa de assim e acabou é sempre muito comado.

LC disse...

"Ah, lembrei de um filme-anime sobre uma idol: Perfect Blue. Muito bom, mostra um pouco desse mundo"

Sabe que eu lembrei exatamente desse filme? Parece que Darren Arronofsky se inspirou em algumas coisas desse filme (tipo planos cenográficos) pra fazer Requiem para um Sonho e Cisne Negro.

Renata* disse...

Dona do Sexo, concordo contigo, achei um pouco absurdo por isso mesmo!
Mesmo que seja somente no Canadá o tal do estudo, é difícil acreditar que não acharam sequer UM.

Ju disse...

OFF TOPIC
Estava vendo um pedacinho da competição de skate no Esporte Espetacular hoje quando a repórter vai entrevistar duas skatistas que tinha competido no dia anterior ou mais cedo, não lembro.. quando ela solta:
"Elas são skatistas e lindas!"

E o comentarista (Sandro Dias) completa:
"É, elas são skatistas mas muito femininas."

De :-) para :-( em 10 segundos.

Patty Kirsche disse...

O Nivaldo revolucionou o processo científico. Ele tem uma opinião sobre um assunto, joga uma pergunta para uma amostra evidentemente viesada que a ignora e, ao não receber respostas, considera que sua opinião está provada verdadeira. Simplificou muito o trabalho de pesquisa, vai ganhar um prêmio.

Anônimo disse...

"Eu realmente não sei o estado das minorias no Japão"

http://en.wikipedia.org/wiki/Ainu_people

A coisa é bem ruim

Pryska disse...

As coisas não são bem assim não, Lola...

Primeiro porque AKB48 não são as maiores. São famosíssimas e entre os grupos femininos são mesmo um fenômeno. Porém quando são eleitas ou um álbum emplaca no Oricon, tem fatores dos tipos: A época lançada (quando os maiores não lançaram nada ou já tem um tempo que lançaram) e os fãs que compram várias vezes o mesmo álbum/single para elas ganharem.

Tem uma cláusula no contrato deles que falam de relacionamentos sim... Mas eles não podem ter relacionamentos públicos (secretos eles SEMPRE tem e todo mundo sabe) Não podem ser descobertos.

Primeiro por as vendas caem.
Segundo pela segurança deles: as fãs ou os fãs japoneses (orientais... Digo que as chinesas são piores... Dão muito medo) são loucos. Claro, a variações, mas em geral a vida de quem está no relacionamento corre perigo.. E o Idol também. Porque elas ameaçam de morte e vão atrás deles... Fazem muitas coisas que eu não posso descrever aqui.

Terceiro por eles (mulheres e homens) têm uma imagem pra vender (a inocente, o troll, o inteligente...). Eles são um produto, vendem o tipo ideal.
Quarto por causa de uma cultura que só convivendo com ela pra poder explicar direito. Várias culturas, vários públicos, várias obsessões...

Parece sim com o ocidente. Só que miscigenado, com vários poréns. Várias coisas que escandalizam.

~~~~~~


Agora uma coisa que queria falar no começo, mas me estendi:

O homem não foi exposto não só porque é homem. Mas porque dependendo da agência dele, ele consegue comprar a notícia. Tem toda uma máfia.

Não sei se ele teria sofrido uma punição tão grave, mas acho que não...

O Jin (Akanashi) foi punido várias vezes (e ainda está sofrendo) por ter anunciado o casamento com outra cantora (e atriz), Meisa. Adoro os dois e fiquei triste por que estão passando por um período muito difícil. O fã-clube dele foi dissolvido, turnê cancelada (estava começando carreira internacional), tirado de estrelados de dramas (novelas), aparições em TV canceladas...

Ela também sofreu, mas é só acompanhar as notícias pra ver o quanto ele foi punido pela agência. Não só eles, qualquer artista que é exposto. A Meisa também, mas a carreira dela não teve tantos cortes quanto o dele, porque ele era um Idol.

É triste, mas a coisa é bem mais complicada.

Luiza disse...

Sinceramente, eu não sei como me sentir sobre essas moças se passando por infantis.

É nojento e revoltante saber que tem gente que gosta de criança? É.

Mas enquanto não encostarem em crianças de verdade, por mim podem ficar trancados no quarto à vontade.

Sobre esses idols, de novo eu bato na tecla dos pais. Tem gente que é tudo igual, seja aqui, no Japão ou na Lua. Balançou um checão de dinheiro na fuça, dão até a alma (e os filhos).

ViniciusMendes disse...

@Natasha Strungis

Amuro e principalmente Ayumi são consideradas idol por boa parte da indústria e do público, ao ponto de serem vendidas dessa forma e de se esperar um determinado comportamento delas, apesar de terem controle criativo sobre o que fazem e sobre suas imagens. Não por acaso Amuro quase perdeu a carreira inteira quando engravidou solteira e foi forçada a casar pra "limpar" a imagem. Alias, nos anos 90 a Amuro era uma idol típica.

E eu só citei elas pq acho importante informar pra quem não conhece o mercado ou a cultura que as coisas não são 100% assim por lá.

Gabriele Albuquerque Silva disse...

LC, verdade, acho que é possível ele ter se inspirado um pouco em Perfect Blue

Mihaelo disse...

" Sou contra mulher que se oferece como uma prostituta"

Santa idiotice Batman.Nenhuma prostituta se oferece.Elas só aceitam um homem mediante pagamento pois se trata de um serviço, de uma relação de compra e venda e não de um relacionamento afetivo. O que os machistas não aceitam é a liberdade e independência feminina! O que este exemplo de totalitarismo do Japão nos mostra é que o patriarcalismo é totalmente idêntico em qualquer parte do mundo! E ainda as pessoas tentam defender a ideia de liberdade, como se menores de idade tivessem condições de fazer escolhas e mesmo que tivessem, no momento que se impõe o que a pessoa pode fazer em sua vida privada, se trata de uma relação de poder, onde empresários decidem sobre a vida privada de suas empregadas! É o velho e bom TOPA TUDO POR DINHEIRO! E os pais dessas crianças e adolescentes, aceitam obviamente! Mas quem vai dizer não para um montão de dinheiro!

Anônimo disse...

Quanto ao sobrenome.. podem falar o que quiserem. Já falei pra minha namorada: só caso se ela colocar meu sobrenome. Se ela não colocar meu sobrenome, eu não caso. Ponto final. Embora ela tenha vindo com essa historinha de que dá muito trabalho e tal.. já concordou com a ideia.

Thaís disse...

Poxa, Nivaldo Brás. QUE ASSUNTO IMPORTANTE, NÉ?

Feministas, parem tudo! Estamos fazendo tudo errado!

Vamos parar de combater a cultura do estupro, vamos parar de combater a violência contra a mulher, vamos parar de combater os estereótipos de gênero, vamos parar tudo!

Vamos todas nos focar agora em sobrenomes. Porque isso é tão mais importante, né?

Anônimo disse...

"Carambolas, é pesquisando na internet que a gente acha cada coisa absurda! Mais uma vez, fora do assunto do post, achei uma notícia que diz que pesquisadores canadenses desistiram de um estudo por não encontrarem homens que nunca tinham consumido pornografia!!"

Você fala como se consumir pornografia fosse algo inerentemente ruim, nojento ou errado. Pensei que feministas não fossem tão moralistas assim.

André disse...

Sobre adoção do sobrenome do marido: minha mulher adotou o meu, foi meio no susto, já que casamos no civil às pressas para ela poder usar meu plano de saúde. Pior besteira, ela teve que mudar todos os documentos, teve documento que fizeram diferente, um caos. Não mudem os nomes.

Priscila disse...

Anônimo disse...
Quanto ao sobrenome.. podem falar o que quiserem. Já falei pra minha namorada: só caso se ela colocar meu sobrenome. Se ela não colocar meu sobrenome, eu não caso. Ponto final.

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Quanto ao sobrenome, Anônimo, pode falar o que quiser. Já falei para meu namorado: só caso se não mudar o nome. Ao primeiro sinal de mimimi para mudar meu nome, eu não caso. Ponto final.

Natasha Strungis disse...

Vinicius, não tiro a sua razão, me expressei mal, quis dizer idol de grupo tipo Momusu. Mas voce pode ver que elas tem um controle diferente da imagem hoje em dia, mas realmente a Amuro renasceu das cinzas, da decaída da carreira até conseguir o controle hoje, sou muito fãzona dela, mais por isso do que pela música. Por exemplo, que nem uma pessoa mencionou, elas se separaram e nem por isso houve uma escrutinização feia, já a Kouda Kumi abriu a boca para falar das mulheres que tem filhos tarde (falou que o óvulos delas poderiam ser podres ou algo assim), a carreira dela já foi bem melhor. Outra coisa que eu vejo de diferente na carreira da Utada é que ela SEMPRE teve grana (o pai dela é bãbãbã) e lançou um outro nível música, o R&B (mesmo hoje ela ser pop mesmo), que em 1999 ninguem fazia o mesmo, e ela tambem escreve as musicas, como a Ayumi. A imagem tem de ser preservada, mesmo, isso é inegável, é um requerimento da socidade asiática. Aqui no "nosso mundo" os 'famosos' podem cagar e andar que ninguem ta nem aí.

LC disse...

"Você fala como se consumir pornografia fosse algo inerentemente ruim, nojento ou errado. Pensei que feministas não fossem tão moralistas assim."

Não são todas, aliás, acho que esse não é o discurso da maioria, eu achei esse comentário estranho mas preferi fingir que não entendi

Nivaldo Brás disse...

Valeu, Thaís 13:21, é isso. Finalmente estamos falando o mesmo assunto. Viva os patriarcas. Isso anonimo das 13:15 e ela vai aceitar numa boa em outras palavras vai amar. Esta no DNA.
De qualquer forma manda uma abraço ao Leonardo do Post. Um texto enxuto e direto. Lola, peça para fazer mais algumas curiosidades sobre o Japão. Sobre a educação e mesmo sobre o feminismo nesse país.

luh disse...

"Miichan, como é conhecida pelos fãs, passou a noite na casa de um homem (que não é um idol; é agenciado por uma agência de artistas "normais", então tem a liberdade de namorar)"


"
Até agora, nada foi falado a respeito do homem com o qual Miichan ficou, apesar dele também ser um idol"


Sinceramente não entendi. ele era ou não idol?

Anônimo disse...

A pornografia infantil é crime no japão, mas a comercialização de Lolicon (histórias em quadrinho envolvendo sexo com meninas que parecem pré-púberes) e de revistas onde crianças aparecem em fotos usando lingerie fio dental e coisas do tipo são liberadas.

Anônimo disse...

Um filme de animação sobre a vida de uma idol que é muito interessante é o Perfect Blue - nele uma integrante de uma girl band abandona a música para ser atriz, e em alguns pontos é convencida por seu agente a fazer coisas que não quer, como posar nua. Ela é perseguida por um fã obcecado, dono de um blog onde se passa por ela. Esse fã se sente traído pelas escolhas de vida que ela faz, e se enche de raiva por ela não ser mais a personagem inocente que ele ama. É bem interessante.

Julia disse...

A Sara tá certíssima. Eu mesma comecei a me influenciar por essa idolatria ao Japão quando era um pouco mais nova e procurei alguns animes, mangás e fui nessas convenções que tem por aí. É nítido o machismo embutido em tudo isso. Nas revistinhas, as meninas geralmente são extremamente recatadas e infantilizadas e mesmo as personagens mais seguras são submissas quando se relacionam.
Mas são as convenções chamam mais atenção por demonstrarem o quanto a cultura japonesa está influenciando os jovens aqui no Brasil. Quando eu tinha uns 13, 14 anos todos que eu conhecia participavam dela, tinha alguns eventos anuais e um maior, em que em fui uma vez. A fila era grande e tinha muita gente fantasiada. As fantasias dos garotos e das garotas, de um mesmo personagem, eram normais para para eles e sexualizada para elas e não é difícil imaginar que os garotos achassem óbvio que elas fossem as "vadias procurando por sexo".
Sendo todos os meus colegas da época hoje defensores, mais árduos ou mais brandos, do discurso machista, acho difícil não associar uma coisa à outra.

Ju disse...


Nivaldo, a verdade é que você é uma pessoa triste, solitária e que é ignorado pelas pessoas ao seu redor porque elas te acham esquisito. Você não é mais convidado para casamentos porque você é uma pessoa indesejável de se ter por perto. Além de ser obcecado por duplas de sertanejo universitário.
Não tente me desmentir porque você sabe que isso é verdade.
Volte a tomar os seus remédios e invente um nick melhor se quiser continuar comentando aqui.

Anônimo disse...

só eu reparei que tem um paragrafo incompleto?

O arrependimento dela foi tanto que ela raspou a cabeça, como forma de mostrar sua culpa, e fez um vídeo pedindo desculpa para os fãs e para sua agência. Até agora, quase nada foi falado a respeito do homem com o qual Miichan. ??com o qual Miichan o que?

Renata* disse...

Anônimo de 3 de fevereiro de 2013 14:20 que disse "Você fala como se consumir pornografia fosse algo inerentemente ruim, nojento ou errado. Pensei que feministas não fossem tão moralistas assim."

Você acha que TODA feminista pensa igual e tem as mesmas opiniões? Sério?

O que eu achei um absurdo foi que não encontraram nenhum homem que não tivesse consuimdo pornografia! Eu disse que era errado? Disse que era nojento? Não. Disse achar absurdo não terem encontrado UM cidadão sequer que nunca tivesse consumido. Você não acha isso um absurdo, não?

Nivaldo Brás disse...

Ju, Nivaldo Brás é meu nome desde que nasci. Pelo menos eu uso um nome no blog e não "anonimo". Quanto aos remédios, hum eu tomo?

Nivaldo Brás disse...

Ah esqueci, odeio sertanejos universitários. O Brasil chegou ao fundo do poço da música.

Natasha Strungis disse...

Engraçado que vocês todos acham que o Japão é uma grande orgia de mangás, animês e músicas japonesas.

LC disse...

"O que eu achei um absurdo foi que não encontraram nenhum homem que não tivesse consuimdo pornografia! Eu disse que era errado? Disse que era nojento? Não. Disse achar absurdo não terem encontrado UM cidadão sequer que nunca tivesse consumido. Você não acha isso um absurdo, não?"

Eu não sei se eu acho um "absurdo", sou homem e gay, e não tenho o hábito comum de assistir pornôs

Não porque acho ofensivo mas porque não me excita, prefiro me estimular com outra coisa

Também não acho ofensiva a idéia de que a grande maioria dos homens consome pornô

Se fosse uma pesquisa sobre o nível do consumo e do hábito, talvez eu servisse pra essa pesquisa

Mas é uma pesquisa que está atrás de gente que NUNCA teve contato com NENHUM tipo de material pornográfico

Até os assexuados não estão livres de ter contato com esse tipo de coisa uma vez na vida até completar 18 anos pô

Não vejo aonde está o "absurdo" e não vejo problema nenhum

Deve ser difícil como deve ser difícil achar alguém que chegou na vida adulta sem nunca ter assistido um filme normal (não pornô)

Não sei se vocês sabem mas a TV é um acessório super banalizado, está mais presente nas casas brasileras do que fogão e geleadeira, e até a TV aberta exibe pornô (aqueles soft-porn da Band, mas exibe, e ainda é pornô)

Raphaella Perlingeiro disse...

Gostei muito do post. Mesmo. Não quero acrescentar nada, só elogiar. Acho que escreveu com propriedade e de uma maneira bem direta. Parabéns. estou recomendando no blog.
Abraços.

Antonio disse...

bom, o brother foi bem panos-quentes ao falar "fotos provocantes":
http://www.google.com.br/search?q=miichan&rlz=1C1AVSA_enBR467BR467&um=1&ie=UTF-8&hl=en&tbm=isch&source=og&sa=N&tab=wi&ei=Di0PUZjwB4ju9ATBx4G4Bg&biw=1440&bih=799&sei=EC0PUePuAZHe8AS0tICACw#um=1&hl=en&tbo=d&rlz=1C1AVSA_enBR467BR467&tbm=isch&sa=1&q=akb48+naked&oq=akb48+naked&gs_l=img.3...49048.51917.4.52513.11.9.0.0.0.0.408.836.2-2j0j1.3.0...0.0...1c.1.2.img.BnGa40G6oRA&bav=on.2,or.r_gc.r_pw.r_qf.&bvm=bv.41867550,d.eWU&fp=6912f67560f54e10&biw=1440&bih=799

E na boa, os japoneses são uns porcos ridiculos pra mim, sempre foram até que me provassem o contrário e até agora nunca me provaram. Essa coisa de que gueixas não são prostitutas (e qual o problema em serem? Porque elas são) é um belo exemplo da hipocrisia dos caras. Fora que qnd vc junta um bando de homens japoneses (do japão, não é uma coisa "racista") juntos e deixa eles beberem eles caem em cima das mulheres.

Caras horriveis esses

Antonio disse...

as tais "fotos provocantes" que o brother citou são nesse nível (desativem o parental filter):
https://www.google.com.br/search?q=akb48%20naked&rlz=1C1AVSA_enBR467BR467&um=1&ie=UTF-8&hl=pt-PT&tbm=isch&source=og&sa=N&tab=wi&ei=Li8PUfXwA4Kc9QSzkYCACQ&biw=1440&bih=799&sei=Ly8PUbO2IIj29gT734HYBw

Na boa, os japoneses são nojentos até segunda ordem. Sempre achei, uns belos duns hipócritas com essa coisa de gueixas-não-são-putas (e qual o problema em serem? porque são) e tudo o mais. Ficam se escondendo nessa barreira de "cultura incompreensível" mas apenas são uns machistas cretinos

Anônimo disse...

"Na boa, os japoneses são nojentos até segunda ordem."

Uma coisa é criticar um comportamento, outra é xingar todo um povo ou raça. Isso é, de certa forma, racismo.

Paulo Magno disse...

"O que eu achei um absurdo foi que não encontraram nenhum homem que não tivesse consuimdo pornografia! Eu disse que era errado? Disse que era nojento? Não."

Você disse que lhe embrulha o estômago pensar nisso. E vai dizer que não deixou claro que considerava isso nojento?

Mirella disse...

Nivaldo,


Minha mãe não adotou o sobrenome do meu pai.

Minha amiga casou, o marido dela pegou o sobrenome DELA.


Seu mimimi é patético.

Mirella disse...

quanto ao post, acho que ajuda bastante a entender um pouco o universo. E, para quem quer que seja, ter de abrir mão de uma vida para alimentar uma indústria é monstruoso. Seja mulher ou homem.

Seria tão 'bom' se a moça percebesse que a indústria da qual ela faz parte é cruel ao extremo e simplesmente saísse dela, em vez de tentar fazer de tudo para nela permanecer. Ela obviamente quer ter uma vida, do contrário ela não teria saído com o rapaz.

Renata* disse...

Paulo Magno, você disse: "Você disse que lhe embrulha o estômago pensar nisso. E vai dizer que não deixou claro que considerava isso nojento?"

O que eu disse foi exatamente:
"(É, eu me sinto uma intrusa comentado coisas fora do assunto do post. É que simplesmente me embrulha o estômago pensar em certas coisas."

Não deu pra entender que o que me embrulha o estômago é pensar sobre o assunto que o post aborda?

Renata* disse...

LC
"Se fosse uma pesquisa sobre o nível do consumo e do hábito, talvez eu servisse pra essa pesquisa"

Bom, pesquisas desse tipo já foram realizadas várias e ainda são, especialmente nos Estados Unidos.

"Não sei se vocês sabem mas a TV é um acessório super banalizado, está mais presente nas casas brasileras do que fogão e geleadeira, e até a TV aberta exibe pornô (aqueles soft-porn da Band, mas exibe, e ainda é pornô)"

Ér, o estudo não era brasileiro e sim canadense. Não sei se lá existe esse negócio de softporn na TV aberta.

E continuo achando um absurdo não terem encontrado sequer UM. Acho mais provável que não tenham procurado com afinco (apesar de quem determinado momento da notícia é dito que não foram encontrados "voluntários").
Pelo visto ninguém que está me rebatendo abriu o link.

Nivaldo Brás disse...

São casos raros, Mirella 08:40. São raros.

Priscila disse...

Nivaldo, eu moro no segundo andar de um sobrado pertencente a uma família de quatro pessoas (um casal com duas crianças). TODOS os quatro - o pai incluso - têm o sobrenome da mãe.

Está ficando cada vez menos "raro" isso. Vai te acostumando. ;-)

Mirella disse...

É, Nivaldo, "Quem de vocês não é casada (ou foi) e não TEM o sobrenome do marido? Porque não é ao contrário?"

Daí várias pessoas comentam que É ao contrário. Daí você tem que mudar o discurso pra "são casos raros".

Continue dizendo que as mudanças trazidas pelos questionamentos feministas são ilusão. Pode ficar falando sozinho, as coisas estão mudando.

MCarolina disse...

Eu não tenho conhecimento para analisar globalmente esse assunto, mas já passei um tempo no Japão e é um país muito machista sim, tanto que depois de um tempo começa a dar aflição. De um modo geral as mulheres (e meninas) não discutem com os homens, não se impõe e tem aquele comportamento gracioso e delicado. Estou falando de um modo geral, tem exceções e isso não quer dizer que elas obedecem os homens, mas realmente tentam evitar conflitos. Uma das coisas mais estranhas e que me marcou foi que um taxista (adulto) disse para uma das meninas que eu conhecia (estudante), durante a corrida de táxi, que só gostava de sair com meninas da idade dela. Ela não se chocou muito, acho que deu uma esculhambada nele, mas eu achei esse comentário totalmente bizarro e fora de propósito. Enfim, é uma cultura bem voltada para a infantilização da mulher sim, mas eu acho que está mudando um pouco.
Ah, só para constar para o homenzinho triste que se importa tanto: feminista, casada, sem sobrenome do marido.

Anônimo disse...

Carolina disse...

por essa tua teoria explique a epidemia de garotos vegetarianos(não são gays,mas não se interessam por mulher).
Isso é culpa do machismo tambem ?
não duvido que diga que sim por mais ilogico que seja...

LC disse...

Eu sei que o estudo não era brasileiro, mas usei como exemplo, só quis demonstrar as pessoas dão muito valor à televisão e acredito que isso seja universal

Priscila disse...

Anônimo disse...
Carolina disse...

por essa tua teoria explique a epidemia de garotos vegetarianos(não são gays,mas não se interessam por mulher).
Isso é culpa do machismo tambem ?
não duvido que diga que sim por mais ilogico que seja...

4 de fevereiro de 2013 15:23

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"Vegetarianos"? Putz.

Sou assexual e já fui apelidada de muita coisa, mas "vegetarianx" foi a primeira vez que "ouvi".

Nunca ouviu falar em assexualidade não?

Lord Anderson disse...

"
"Vegetarianos"? Putz.

Sou assexual e já fui apelidada de muita coisa, mas "vegetarianx" foi a primeira vez que "ouvi".

Nunca ouviu falar em assexualidade não?"


Ah, eu não sei direito se foi a Carolina ou a Priscila que comentou isso, mas só pra esclarecer o termo correto não é "vegetariano" e sim "herbivoro"

e essa é uma denominação feita no proprio Japão, pra uma parcela de homens jovens que tem procurado mudar o conceito de masculinado japonesa.

Entre as mudanças esta a falta de interesse em relacionamento com mulheres reais dando preferencia a personagens ficticios.


É algo complexo que vai alem da questão de envolvimento amoroso.

Estes links talvez ajudem a esclarecer.

'Herbívoros', uma nova categoria social no Japão do século XXI

http://migre.me/d6XqQ

Soushoku Danshi – Os homens herbívoros japoneses

http://www.japaoemfoco.com/soushoku-danshi-os-homens-herbivoros-japoneses/

Entre os meninos japoneses, a moda é ser "herbivoro"

http://www.shoujo-cafe.com/2009/06/entre-os-meninos-japoneses-moda-e-ser.html



Priscila disse...

Oi Anderson, fui eu. :) Não conhecia os herbívoros, hehe, obrigada pelos links. Agora entendi do que se trata.

Minha primeira impressão foi: é possível que uma parte deles seja assexual, já que eles dizem não se interessar por sexo. Mas também é possível que outra parte deles seja misógina mesmo.

Ju disse...

O Japão é um mundo à parte. Tenho muita vontade de conhecer.
Há coisas boas e ruins (e péssimas) em qualquer país do mundo.

Mas admito que tenho antipatia pela China. Não boto os pés lá de jeito nenhum :p

Anônimo disse...

No Japão essas meninas são tão importantes como qualquer mulher fruta brasileira.e nego fazendo discurso moralista em cima? Afff

Nana disse...

Ao meu ver não importa se é na cultura oriental ou ocidental, quando se escolhe um caminho relacionado a mídia e entretenimento a pessoa acaba perdendo sua autonomia em nome dos fãs e da própria carreira.
Sendo que não deveria ser assim
, em um mundo ideal, o correto seria que a pessoa fosse valorizada por seu talento e ponto final, sem ter sua vida consumida por isso!

Anônimo disse...

"A lição que fica é que uma menina não pode exercer sua sexualidade livremente."

Acho que, o que vale ressaltar, é que esta conduta não foi tão criticada porque uma mulher "exerceu sua sexualidade", mas sim porque uma idol o fez. Vários dos fãs não a estavam julgando por ser "uma mulher", mas sim por ser uma idol, alguém que, na visão deles, deve dedicar todo o seu amor aos fãs, e a mais nenhum outro homem. E a maioria deles pensa assim, não apenas por ciúmes, mas por serem pessoas solitárias, com dificuldades de se relacionarem, e totalmente obcecadas. Essas pessoas, chamadas de wotas, são vistas com desprezo pelos próprios japoneses. Então, não é que seja o machismo da sociedade japonesa o único ou principal causador dessa situação drástica, mas sim a grande parcela de fãs que não conseguiu lidar bem com ela. Até porque, artistas homens idols também já foram duramente punidos por descumprirem as regras.

E, também, é justamente por conta de fãs assim que esta proibição quanto a relações amorosas acaba, de certa forma, evitando situações ainda mais cruéis. Porque muitos fãs, se souberem que sua oshimen está envolvida com alguém, são capazes de cometer loucuras. Esses fãs são assim não apenas pela cultura idol que os alimenta, mas também pelas condições de vida e culturais que os atinge em cheio. Então, não adianta pensar que, mudando as regras de namoro e as direções do mundo idol, a coisa melhoraria, porque as demais condições sociais e culturais japonesas aindam estarão lá, exercendo suas influências sobre os indivíduos que não conseguem reagir a elas.

O que, claro, não muda o fato de tudo isso ser doentio, injusto e cruel.

Anônimo disse...

Leiam o texto do Fred sobre o assunto

http://genkidama.com.br/anikenkai/2013/01/31/coluna-do-fred-akb48-ate-que-ponto-e-demais/


Ele explica bem os dois lados da história. No final das contas, todos perdem. Integrantes e fãs. (só os empresários do grupo é que ganham de verdade)

Anna disse...

Anônimo disse...
"A lição que fica é que uma menina não pode exercer sua sexualidade livremente."

Acho que, o que vale ressaltar, é que esta conduta não foi tão criticada porque uma mulher "exerceu sua sexualidade", mas sim porque uma idol o fez.

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Bem, se fala de idol aqui, mas até parece q é só com elas q tem essa cobrança. Uns anos atrás por exemplo, uma jogadora (se bem me lembro de vôlei) japonesa perdeu seu lugar no time japonês porque engravidou não estando casada e acharam q seria um mau exemplo para as meninas japonesas.

Anônimo disse...

Ana,

Sim, o Japão é um país machista e as mulheres japonesas são muito cobradas, em geral. Só queria frisar que, no caso da Miichan, existem outros fatores relacionados e que são tão grandes e complexos quanto. Porque percebi que algumas pessoas ficam batendo na tecla do machismo, e deixam de fora da discussão estes outros temas (que, a meu ver, são ainda mais inerentes ao assunto). Não que isto não tenha sido discutido pelos autores do texto (ainda que o aspecto psicológico e a questão cultura que envolve os fãs não tenha sido aprofundada), mas como eu disse, queria apenas frisar.

Anônimo disse...

Não achei nenhum absurdo não acharem um homem na faixa dos vinte anos de idade que nunca teve contato com nenhum tipo de material pornografico. Talvez um padre!?

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

Anime, esse tipo de grupo musical,manga...eh tdo considerado cultura B aqui no japão . Equivale a ser fã de bbb e michel teló no brasil. O que fez ou faz estas artistas equivale à última de iris stefanelli. Ou seja, importância ZERO para qse todos, com excessão dos fãs (na maioria molecada). E pelo visto no brasil tb,pelamor...

Equivale ver o mundo parar para discutir polemicas de Alexandre Frota.

Fora todo o preconceito nos comentários...




Anônimo disse...

Se vocês querem ver um exemplo extremo de onde isso pode chegar, procurem saber quem é Saaya Irie. É uma idol japonesa que ficou famosa aos 13 anos.

O governo do Japão é criticado no mundo todo por permitir esse tipo de coisa. Se entrar dentro dos animes eroticos (chamados de Hentai) piora mais ainda.

Anônimo disse...

Anônimo das 00:22 ... Já namorei um ex seminarista... E ele tinha contato com material pornográfico... Não sei a partir de que época, pq namorei com ele muito tempo depois que desistiu do seminário... Mas em todo caso, até hj não entendi pq quis tornar-se seminarista... Foi coisa de fase, ele não leva jeito...

Amanda A. disse...

Tem um filme ótimo, em formato de anime, do Akira Kurosawa, que fala um pouco disso - a vida de uma menina que sai de um grupo Idol japon~es. É o "Perfect Blue". O filme é muito bom, vale mesmo a pena. E tem algumas semelhanças com "Cisne Negro".
E concordo - não tem muita diferença entre a história da idol japonesa com as nossas musas pop ocidentais.

Anônimo disse...

Anime, esse tipo de grupo musical,manga...eh tdo considerado cultura B aqui no japão . Equivale a ser fã de bbb e michel teló no brasil. O que fez ou faz estas artistas equivale à última de iris stefanelli. Ou seja, importância ZERO para qse todos, com excessão dos fãs (na maioria molecada). E pelo visto no brasil tb,pelamor...

Equivale ver o mundo parar para discutir polemicas de Alexandre Frota.

Fora todo o preconceito nos comentários...

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Errado meu caro mangá no Japão é como comer feijão no Brasil 99% consome.

Anônimo disse...

No Japão pintar cabelo e furar a orelha só pode se fazer quando se entra na faculdade.

Anônimo disse...

Anônimo que lembrou da Yoko Ono... bem lembrado! Pra mim, é um dos casos mais representativos de como a mulher é sempre considerada a "culpada", independente da cultura.

Luna disse...

"tirando aqueles que são mais religiosos..." Ah, então religiosos = machistas? Explica aí, por favor.

Luna disse...

Natasha, a discussão não é tanto sobre a capacidade de escolha da idol, de ela aceitar as imposições por ter vantagens mil, mas a exigência de perfeição oriunda da sociedade japonesa, as raízes dessa imposição.