sábado, 29 de dezembro de 2012

GUEST POST: XINGADA NUM FÓRUM MACHISTA

De um machista "esclarecido" para outros da sua espécie: "Voltem, estragamos tudo"

Neste guest post, uma moça contará o tratamento que recebeu num fórum machista. Isso não é nenhuma novidade, claro. Uma pesquisa mostrou que uma pessoa com nick feminino tem 25 vezes mais chances de ser insultada que um usuário com nick masculino. E a gente sabe quais ofensas virão: ou algo referente à sexualidade da usuária, ou a sua aparência, ou as duas coisas. Não muda nunca.
Pelo teor que a autora do guest post, Miss Joker, descreve, pensei que fosse um fórum mascu. Mas, como tem humor (mascus não riem), e como a palavra broxar é mencionada (mascus não broxam, primeiro porque eles se consideram superheróis sem defeitos, e segundo porque, pra broxar, tem que fazer sexo), acho que não é. Tá mais pra um desses fóruns de channers, esses seres que habitam as profundezas da internet. E vários fóruns channers são o lixo misógino de sempre.
Uma usuária me contou que, durante um tempo, a palavra mulher era automaticamente trocada para depósito (de p*rra) nesses fóruns. Não sei se essa troca automática continua, mas todas as vezes que me enviam algum printscreen escabroso de um tópico channer, tá lá a palavra depósito. Aí eu faço a pergunta: é possível usar depósito pra se referir às mulheres e não ser misógino?
Bom, o que aconteceu com a Miss Joker acontece direto na internet. Aqui neste blog recebo dezenas de insultos por dia. Mil e uma montagens já foram feitas com fotos minhas colocadas aqui. Uma coisa que quem é ofendida precisa entender é que não é pessoal. Não faz diferença se você é uma miss brasil, se você já teve dúzias de namorados, ou se você tem a atividade sexual de uma monja enclausurada. Quem te xingar vai sempre te chamar de baranga e vadia. Não por algo que você fez ou deixou de fazer. Mas simplesmente porque você é mulher.
Ah sim, e qualquer mulher é vista como feminazi na internet. Mas vamos ao relato da Miss Joker.
  
Passei por uma situação de extrema misoginia em um fórum da internet e gostaria de compartilhar, como uma forma de elaborar o que aconteceu. Sempre participei de fóruns e nunca me ocorreu nada parecido.
Agora antes do natal, em uma página feminista, vi o printscreen de um post que um rapaz fez em um fórum. O cunho do post, é claro, era muito machista, e resolvi clicar no fórum para ver na íntegra o que os integrantes falavam. O título do tópico era "Achou bonitinha até que ela te 'broxou'".
Dentre os comentários havia coisas como "não gosto de mulher com tatuagem, mulher que fuma, mãe solteira, mulher que fala palavrão, mulher que assiste futebol", dentre uma série de coisas. Eu, sempre passional, me incomodei com a situação e me cadastrei no fórum com o nick "Miss Joker". Fiz um post bastante educado, dizendo que não concordava com o ponto de vista da maioria e o porquê. No exato momento em que postei, vários caras já vieram me mandar "mostrar a cara", porque eu deveria ser uma baranga horrorosa por estar postando aquilo.
Mais uma vez errei e postei a minha foto. Na verdade, nem sei se é um erro, porque acredito que todos temos o direito de mostrar quem somos, ainda mais porque não tenho nada a esconder. A opinião que dei era verdadeiramente minha, e não me envergonho dela.
Dentre os comentários que recebi depois que postei a foto, a maioria me tratou dessa forma:
"É essa a Miss Joker? Provavelmente acima do peso e future landwhale. Acho que 2/10 é o máximo que eu posso dar na nota."
"Po meu, vc nao é feia mas tambem nao é nada demais, e fica menos ainda com essa arrogancia, porem eu comeria voce, abrass"
"attention whore. next"
"Entrei com o paul na mão no perfil da loirinha, mas não achei as fotos de praia... ta loco viu, a onde esse mundo vai parar."
"eu comia até vestida de teletubie"
"Miss Joker não me entenda mal, mas sua cara de menina sapeca me fez ter uma duvida sobre seu comportamento. Por favor não leve a mal a pergunta, é a de caráter curiosidade mesmo, sem maldade. Me diga, quando voce chupa uma rola, voce a segura com as mãos ou só com a boca? Você olha pro cara enquanto chupa? Por favor me responda isso, sem rodeios."
"pode ate nao ser baranga, mas ta longe de ser bonita hahah"
"Nível da miss joker: 3 Litros de cerveja / pegava comia e saia fora / flw"
E como se não bastassem esses comentários, pegaram a minha foto e fizeram isso [a foto foi blurred para este post, mas na montagem feita pelos machistas, está normal]:
Fiquei muito indignada com essa situação, com a forma que uma mulher não pode se manisfetar. Qualquer coisa, qualquer palavra, dá nisso. "Mas você foi muito ingênua de ter ido postar num fórum machista. Podia ter dormido sem essa, você errou." Pode ser. Mas prefiro acreditar na hipótese que errados são eles, errado é o tratamento que eles oferecem, a forma como veem uma mulher e como lidam com ela. Prefiro acreditar que o certo seria eu poder manifestar minha opinião e receber respostas coerentes e de pessoas inteligentes.
Enfim, eu queria muito compartilhar essa experiência com vocês... e dizer que mais do que nunca senti o machismo na pele, e a partir de agora, vou dobrar a minha luta (que já existia) contra ele.

174 comentários:

Carol F. disse...

Eu achei legal você postar a foto. deixou bem claro que essa é você e é isso o que você acha. E pronto. O contrário dessa gentinha que se esconde para fazer comentários misóginos, racistas, homofóbicos etc. Se fosse cara a cara iam ficar todos com o rabinho entre as pernas, e eles sabem disso.

Carlos disse...

O único contato entre o macho e a fêmea (no caso ambos selecionando um e outro) é o contato físico e o acasalamento, restante é "abobrinha".

Dani Andrade disse...

Quanto mais eu vejo essas coisas mais nojo e mais vontade de lutar contra o machismo eu tenho!
Tbm já fui argumentar em blogs machistas e masculinistas e mesmo sem ter sido arrogante, fui xingada, mal tratada e por fim não aceitaram mais meus argumentos e comentários pq claro não tinham respostas! É inacrediável a forma como eles tratam as mulheres, e eles ainda têm a cara de pau de dizer que somos nós as feministas que odiamos os homens. Alguém me ajuda a entender como gostar de homens assim? Pq pra mim é impossível!

Raziel von Sophia Imbuzeiro disse...

Pelo print e pelo fato de ter cadastro, não era um chan.
Pelo print, me parecia um foro dedicado a trollagem.
E... Bem, ela foi muito inocente ou muito tola de ter dado a cara a tapa num foro sobre trolagem.

Vato Loco disse...

"não gosto de mulher com tatuagem, mulher que fuma, mãe solteira, mulher que fala palavrão, mulher que assiste futebol"

Vcs mulheres vivem fazendo inúmeras exigências pra arrumar namorado/marido, qual o problema em fazermos exigências pra arrumar namorada/esposa?

Mulher seletiva = sabe se valorizar, não pode assumir compromisso com qualquer um e por aí vai..

Homem seletivo = machista, misógino, mascu, reacionário...

É ESSA IGUALDADE QUE VCS QUEREM?

Não possui tatuagem e tenho o direito de não querer uma mulher tatuada, não tenho filhos, portanto tenho o direito de não querer uma mãe solteira, falo palavrão mas pouco, portanto tenho o direito de não querer uma mulher desbocada demais, acho ótimo mulher que assiste futebol, ainda mais se torcer pro mesmo time que eu, entãob pergunto... QUAL O PROBLEMA EM FAZER EXIGÊNCIAS SE VCS TAMBÉM FAZEM?

Anônimo disse...

Num forum feminista(aqui por exemplo) a chance de voce ser xingado se usar nick masculino é 250 vezes maior que se usar um nick feminino. Tadinhu di nóis :( essas feministas malvadas nos xingam de graça.




Bruna disse...

Miss Joker: Se acontecer de novo, peça as fotos dos machistas. Pra dar uma opinião dessas - seja lá qual for - só pode ser um barango mesmo!

jacmila disse...

Olá. Em setembro deste ano a Lola postou minha história http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2012/09/guest-post-vizinhos-que-se-acham-os.html
e alguns "ceresumanos" fizeram comentários bem escrotos. Aí penso: "quem tá na chuva é pra se molhar". Mas convenhamos: ler/ouvir baixaria dá náuseas em quem valoriza a civilidade; o mínimo q uma mulher esclarecida vai ouvir é q ela é "arrogante". Então sejamos realistas: a maioria na rede é ou se faz de estúpid@ e tem casos irrecuperáveis mesmo. Temos q nos unir estratégicamente pra mudar esse cenário hipócrita/machista da nossa sociedade.

Anônimo disse...

A análise que eles fizeram da imagem dela disse tudo. Bando de enrustidos! Que homem com real interesse em mulher presta atenção tão minuciosamente em tais detalhes? Parece mulher analisando outra pela qual o marido se interessou ou a traiu com ela. Ah vah!

vivoquinha disse...

Adorei seu depoimento. Tem razão, você não está errada. Errado são eles e sua vidinha pequena. Quem não consegue lidar com o outro, com o diferente, tem que mudar de planeta. E ainda assim corre o risco de ser expulso de lá. Pessoas assim não são bem quistas em lugar nenhum. Parabéns pela coragem e a luta é nossa!!!

Roberta disse...

Miss Joker, você foi muito corajosa em bater de frente com eles! Te admiro! E acho que você foi muito "passiva". Mandasse eles, 'punheteiros' cheios de espinhas na cara mostrarem a foto. Podem ter te humilhado, dito que você não é bonita (mentira! até a sua foto blurry é bonita!) mas duvido q eles peguem uma menina com metade da sua beleza (como se beleza fosse mensurável)... na verdade, duvido q eles sequer peguem boneca inflável!

Mas uma coisa q eu aprendi na internet (E eu vi a reprise do caso da Simoni e da filha dela hj na RedeTV!, então, é uma lição refrescada) é que não devemos alimentar os TROLLS. Porque você poderia estar só de passagem, resolveu dar sua opinião, sabe, só pra registrar. Mas o troll vive de falar mal, está 24/7 ocupado com isso. Pra você, que só quis fazer um comentário, se envolver com esse tipo de 'pessoa' é só desgastante.

Voltando para o fórum machista, quem sabe o comentário da Miss Joker não ajudou a mudar o pensamento de alguém lá, que não seja um misógino, mas acha legal surfar naquele fórum? Quais as chances? Uma em um milhão? Mas há uma chance. E um misógino a menos no mundo é uma vitória!

Rose disse...

Essa é a maneira que eles encontraram de nos calar nesses fóruns. Qualquer opinião de mulher é ridicularizada e a mulher é sempre ofendida. A covardia deles me inspira a continuar

Priscila Boltão disse...

"Mimimi sua feia gorda", sério, parece coisa de quinta série. Aliás, conheço gente na quinta, sexta série que é mais madura que isso.
Eu nem tento argumentar com essa gente pq tenho mais o que fazer sabe? Eles que sejam felizes xingando mulher na internet enquanto a mamae prepara um toddynho.
Sobre quem disse q eles sao seletivos, nem vem. Até entendo quem não quer gente q fuma, mas nao por ser mulher, mas pq fumaça de cigarro pra quem nao fuma é uó. Seletividade é quando você tem preferencias, nao quando vc julga o carater de alguem com bse em esteriótipos. E quem disse que homens são mais xingados em espaços ffeministas, a gente nao xiga com base no gênero. A gente xinga mentes fechadas, e até isso a gente faz com mais educação. Nunca chamei um@ idiota de fei@, ou encalhad@. Só de idiota mesmo.

AquilesMarchel disse...

uma mulher nao pode se manifestar? brincadeira né
saia um pouco do mundo dos blogs
mulheres participam ativamente do site papo de homem que é otimo site masculino


feminismo radical burro deixa desmotivado qualquer um que tente entender o movimento


Ana Carla disse...

Eu vi um vídeo do Cauê Moura em que ele chama mulheres de deposito de p*rra ou algo paracido, além de outras coisas super misóginas. Achei nojento, escroto. É inacreditável que uma pessoa com tantos views como ele fale coisas desse tipo e ninguem se manifeste.

O pior de tudo é que muitos pré-adolescentes veem esses videos e acabam achando tudo isso normal, e se alguem for tirar satisfação com o babaca ele vai dizer que foi só uma piada, que quem reclamou não tem senso de humor.

Anônimo disse...



puxa vida, menina, você foi perder seu tempo, expôs-se desnecessariamente, tentou falar um idioma que esses homens não entendem?! e ficou surpresa pelo que fizeram?

desperdício de recursos! escolha suas lutas!

foi como ir em um bueiro e reclamar que os ratos não falam português.


Anônimo disse...

esses caras não sabem discutir com argumentos válidos! precisam destruir a outra pessoa, e destruir com base em nada, o que é pior.

Rose disse...

Para não ser ofendida num site masculino, só se a mulher NUNCA discordar de NADA que for postado. Veja bem, eu disse sites masculinos, pq nos sites misóginos (ou masculinistas), basta dizer: oi, sou mulher que é ofensa na hora.

Lisa disse...

Acho bonitinho quando os mascus não percebem que desqualificar todo o discurso de uma mulher com base em trivialidades (que nunca se aplicariam a homens) é, em si, uma evidência do quanto o machismo é presente, perverso e pervasivo, ainda em dias atuais. Eles prejudicam sua própria causa.

Beatriz disse...

Miss Joker, eu admiro a sua boa vontade e coragem (por postar a sua foto sabendo o que viria, coisa que esses covardes e frouxos jamais fariam), mas com essa galera não tem papo não. Eles são muito burros e cretinos pra entender alguma coisa.

Por isso, quando por algum motivo eu tenho que dirigir a palavra a alguns desses seres desprezíveis, eu faço eles provarem do próprio veneno, humilhando-os.

Sei que não é a estratégia mais politicamente correta e que muitas não fariam, mas eu faço e lavo a alma.

Quase sempre a última palavra é minha e eles somem. Eu me divirto.

Stéphanie disse...

Pois é, sofri coisas parecidas nesses sites de humor quando o conteúdo era completamente misógino... E pior que nem fui pra brigar, só falei que discordava do conteúdo dos quadrinhos (e uma prova de que eu não estava brigando nem nada é que o desenhista e autor dos quadrinhos curtiu meu comentário e até conversou comigo, dizendo que realmente era absurdo como as pessoas pensavam aquilo, mas ele fez de brincadeira e talz). Óbvio que fui xingada de tudo quanto era coisa por esses mascus lindos da internet, sobre como eu era feia, gorda, etc,etc. Mas tinha gente (homens e mulheres) normal que me defendeu, isso foi legal.
Engraçado que depois disso fotos públicas minhas apareceram num outro site de channers (do qual eu nem chego perto pq é pesado), num tópico entitulado "gostosas do facebook" - onde eles postam anonimamente fotos de garotas comuns, amigas ou não, para ficarem batendo punheta. (a feia e gorda feminista não é tão feia e gorda assim, né?). E logo fotos privadas (no facebook) minhas também foram postadas lá (ou seja, algum imbecil que eu mantenho na minha lista de amigos postou fotos que só gente que eu conheço tem acesso). Um amigo meu que me avisou quando encontrou 7 fotos minhas lá, e pior que não há nada a se fazer pois as pessoas postam anonimamente.
Sei bem como essa menina se sente. É muito desconfortável passar por uma situação dessas.

Beatriz disse...

Às vezes eu fico tentando ver sentido nas merdas que esses misóginos falam mas obviamente é uma perda tempo. Fico tentando entender como a mente desses coitados funciona.

Por exemplo, o que esse demente que pediu pra miss joker descrever como ela chupa um pau queria dizer?

Tipo, qual a intenção? A idéia é fazer referências sexuais quando uma mulher aparece que é pra mostrar o "lugar dela" ou que fazer sexo oral é humilhante pra mulher?

Voce deveria ter perguntado como ele chupa
b*ceta, Miss Joker. Deve ser bem incompetente.

Anônimo disse...

Tem algo muito errado com os trolls ou com quem pratica esse tipo de humor. Por trás dessas pessoas nunca existe alguém bem sucedido ou equilibrado.
Quem age dessa maneira pode até não ter uma filosofia tão surtada quanto a dos mascus, mas não são tão diferentes assim.

FelipeLB disse...

Lola, você iniciou o post criticando o comportamento de alguns homens em ofender algumas mulheres por causa das opiniões que elas manifestam. Você disse que, a depender do que uma mulher expresse como opinião, ela sempre sofrerá ofensas direcionadas a sua sexualidade, a sua aparência física ou a ambas as coisas.

Mas, imediatamente após dizer isso, você mesma comete os mesmos erros que segundos atrás havia censurado, dizendo que todos os masculinistas não fazem sexo e não sorriem, ou seja, ofendendo a sexualidade e criando estereótipos nos homens que compactuam com as idéias masculinistas. Você foi sexista. As mulheres não podem ter a sua sexualidade ofendida por causa das suas opiniões, mas os homens podem. Dois pesos, duas medidas.

Sobre as ofensas que a moça (Miss Joker) sofreu no fórum, realmente foram abjetas. Concordo plenamente que as mulheres são muito ofendidas por causa de sua aparência física, muito mais que os homens. Concordo que foi ridículo o que eles disseram, as grosserias, o machismo de roça, a intolerância contra opiniões contrárias. Mas, justiça seja feita. Esse tipo de comportamento não é seguido apenas pelos homens contra as mulheres, mas, em igual intensidade e assiduidade, pelas próprias mulheres contra outras mulheres. Eu já cansei de testemunhar uma querela de opiniões, entre duas mulheres, terminar em uma chamando a outra de baranga, dizendo que é feia, que não arruma namorado, que os peitos são caídos, que tem estrias e assim por diante. As mulheres são muito julgadas pela sua aparência, mas o julgamento, e as ofensas oriundas do julgamento, partem de ambos os lados, tanto dos homens como das outras mulheres também. Imputar isso apenas aos homens é ser parcial e fugir da realidade.

FelipeLB disse...

A moça reclamou que gostaria de emitir as suas opiniões, seja em blogs masculinistas ou em quaisquer outros sítios, sem que elas motivassem uma perseguição atroz contra a sua pessoa, perseguição manifestada através das ofensas e agressões. Pois é, penso da mesma forma. Eu gosto desse blog, acho que ter acesso regularmente a um blog escrito por uma doutora, por uma professora universitária intelectualmente conceituada e celebrada, mesmo que muitas vezes nossas opiniões sejam conflitantes, é algo muito interessante para mim. Mas, a intolerância que já sofri aqui em virtude de algumas de minhas opiniões, comprova que intolerância existe em ambos os lados, tanto contra os homens nos blogs feministas, como contra as mulheres nos blogs “machistas”.

Se um camarada chega em um blog feminista e começa a opinar sobre as diversas situações apresentadas, se ele fugir, mesmo que minimamente, da cartilha feminista, muitas das leitoras do blog imediatamente vão dirigir ofensas a ele, tão nocivas e raivosas quanto as que foram dirigidas a você. Eu mesmo já fui chamado de imbecil aqui. E o meu direito de me manifestar só é assegurado porque a Lola não censura as minhas opiniões, porque se dependesse de boa parte das leitoras, qualquer pessoa, homem ou mulher, que discorde uma vírgula da cartilha e dos dogmas feministas, merece ser censurado, sem maiores formalidades.

Eu repudio firmemente as atitudes que os caras do fórum tiveram com você, porém acredito que a sua crítica, sobre as preferências deles, não tem razão de ser. Qual o problema de um homem não gostar de mulheres tatuadas? Os homens tem que gostar de mulheres tatuadas só porque você quer que assim seja? Qual o problema de os homens não gostarem de se relacionar com mulheres que fumam? Qual o problema de os homens não gostarem de se relacionar com mulheres que falam palavrão? Você gosta de se relacionar com homens que falam palavras de baixo calão?
As mulheres impõem uma série de exigências, critérios de escolha e preferências para se relacionarem e para aceitarem os homens. Os homens não podem fazer o mesmo com as mulheres? Quando as mulheres fazem, é aceitável e “normal”, mas quando os homens fazem é errado e condenável? Sexismo. Dois pesos, duas medidas.

É por essas e por outras que é cada vez mais difícil acreditar que o feminismo busca apenas uma sociedade mais igualitária, sendo que, no exercício prático da doutrina, o que mais se vê são atentados violentos contra a liberdade individual e contra a igualdade.

Anônimo disse...

Só acho que debater nesse tipo de ambiente não leva a nada, sabe? Acho que a gente passa tempo demais discutindo essas ideias sem pé nem cabeça ao invés de discutir nossas ideias. No mais, você é extremamente inteligente. Vê-se pelo post que escreveu. É isso que conta.

Núbia disse...

Duvido que se eles tivessem que mostrar a cara e a foto deles fariam esses comentários ridículos! O que só prova o qnt essa gente é ignorante e imbecil....

Não é possível que eles mesmo não se dêem conta dos idiotas que são!

Natália disse...

A internet é um lugar assustador mesmo!

Quanto mais eu busco conhecimento mais eu me deparo com intransigência, arrogância, escrotice, e falta pura e simples de humanidade.

Chega a doer no coração saber que tem gente assim no mundo!

Mas isso me motiva. Não me intimido com esses canalhas, não. Acho que a gente tem mais é que se fortalecer com esse tipo de coisa!

Um abraço a todxs xs lutadorxs!

Raziel von Sophia Imbuzeiro disse...

Percebo uma certa... Epidemia de trolls da linha "pra vocẽs mulher sempre bom e homem sempre ruim e mimimi". Não seria legal fazer logo um post sobre o valor dos homens feministas e valorização deles?





.... Ou apresentar a eles logo o Lindo Mundo do Femdom e deixar o mundo queimar!

lucas disse...

Ô criatura inocente. Sério mesmo que tu postou a foto?

Pessoal precisa aprender a sobreviver na internet. Se tivesse feito isso no VT Uol tua vida tinha acabado, pelo menos virtualmente, por um bom tempo.

No mais sim, infelizmente boa parte dos fóruns são machistas =/. Normalmente eu faço o possível pra combater os misóginos, outro dia eu até "venci" um num debate, cara tava com o típico discurso "Toda mulher é vadia".

Mas, é, ou você sabe como sobreviver, ou é melhor frequentar o fórum e fechar os olhos pra esse tipo de comentário. É perigoso.

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Acho que além de machista e misógino, um cara que se diverte tanto na internet ofendendo mulheres que nem conhece, deve ter uma vida muito medíocre, não sabe lidar com suas frustrações e desconta assim.
Acho que não vale a pena entrar nesse tipo de fórum. É dar murro em ponta de faca. Nada que vc escrever vai ser considerado, além disso vai estar dando a eles a única coisa que querem: atenção.

Koppe disse...

"Roberta disse...
Mas uma coisa q eu aprendi na internet é que não devemos alimentar os TROLLS. Porque você poderia estar só de passagem, resolveu dar sua opinião, sabe, só pra registrar. Mas o troll vive de falar mal, está 24/7 ocupado com isso. Pra você, que só quis fazer um comentário, se envolver com esse tipo de 'pessoa' é só desgastante.
"

Isso é verdade, e existem outros detalhes nesse caso a serem levados em conta. Postar a foto foi um erro, não no sentido que tu deve se esconder, mas sim no sentido de que, além de eles não estarem interessados numa discussão civilizada, a foto foi para rebater uma falácia ad hominem, que tentava desqualificar teus argumentos atacando a pessoa, e não as idéias em si.

Outra coisa, conforme disse a Roberta, os trolls fazem isso o tempo todo, e postar a foto é dar mais material para eles atacarem. Quanto mais informações eles tiverem sobre a tua pessoa, mais eles vão usar essas informações pra te atacar.

Entenda, o teu comentário não foi desqualificado/refutado depois de lido, ele foi rejeitado só por tu ser mulher, eles não precisam ler uma linha pra isso.

Trolls se alimentam de atenção, e enquanto tu der isso pra eles tu é um alvo. Por mais racional e coerente que tu seja no argumento, por mais bonita que tu seja na foto, eles não querem saber disso, eles querem saber de se divertir às custas dos outros e por algum tempo tu foi a outra pessoa com quem eles se divertiram. A diversão deles é saber que estão incomodando, importunando alguém do outro lado da linha. Provavelmente eles também vão se divertir quando souberem desse post, afinal é repercussão, atenção... conseguiram o que queriam (e depois chamam outras pessoas de attention whores). O que eles fizeram, na mente deles, deu certo, então vão continuar fazendo.

Aqui nesse texto tem umas dicas pra quem se sentir sob ataque de trolls na internet: http://www.desfavor.com/blog/2010/07/somir-surtado-manual-de-sobrevivencia-virtual/

Carolina Lucas Paiva disse...

AquilesMarchel

Feminismo radical e burro por qual razão mesmo? Por mostrar que mulheres são xingadas na internet SOMENTE pelo fato de serem mulheres?
E a sua solução é qual? Que nós, mulheres, tenhamos que limitar nossa participação na rede a apenas alguns sites?
E para quem acha que isso acontece somente em blogs e fóruns de trollagem: acontece em todo o lugar.
Dois sites para fazer pensar:
- http://www.notinthekitchenanymore.com/

- http://fatuglyorslutty.com/

Patty Kirsche disse...

Interessante eles pegarem a foto da moça e fazerem comentários sobre o pretinho básico dela e a raiz dos cabelos que ainda não foi tingida... Só mostra o quanto eles entendem dessas preocupações femininas que dizem considerar tão frívolas, uh?

De boa pessoal, não percam tempo discutindo com esse tipo de gente. Eles não querem argumentar, querem destruir mulheres. O único tesão de homem misógino é agredir a gente.

Anônimo disse...

Eu adoro trollar trolladores. Eles estão lá quietinhos no mundo das internets. As pessoas leêm as merdas que eles escrevem e não se manifestam. Mas eu não deixo barato, não. Faço como a Beatriz e me divirto muito tbm! Precisa ver como a maioria fica mansinho. Um fenômeno sempre surpreendente pra mim :D

Ju disse...

Forum pra trollar?? Que tipo de desocupado participa disso?

Carolina Lucas Paiva disse...

FelipeLB

Realmente, em blogs ideológicos, quem discorda pode ser tratado de forma hostil por alguns membros.
É assim com todo espaço que tenha uma posição sobre algum tema.
A diferença é esta: em um blog assim, você pode ser hostilizado pelo o que faz, e não pelo o que é.
Em muitos nichos (como o de jogos online e cultura nerd em geral) as mulheres são hostilizadas somente por serem mulheres.
A solução não é desencorajar mulheres a frequentar tais nichos.

Agora, sobre as preferências: é claro que homens podem (e devem) ser seletivos na hora de escolher uma parceira amorosa. Todo mundo é. A questão não é essa. A questão é: mesmo que você seja seletivo, não tem o direito de xingar/humilhar as mulheres pelas quais você não se sente interessado (como dizer que filhos de mães solteiras são gozada ambulante de cafas, por exemplo). Essa é a diferença.

Anônimo disse...

Adoro. O grande esquadrão dos portadores do caralho de ouro concedendo a graça da sua aprovação para as mulheres que só desejam isso. Haha. Só que não.

Menina, parabéns pela paciência. Digna. E tá um arraso até com a foto borrada.

Priscila disse...

1:
Essa menina é LINDA. Não preciso nem ver a foto original para saber. Qualquer um que ouse chamá-la de feia tem de ser NO MÍNIMO um Brad Pitt. Ou ter a idade mental de um moleque de quinta série azucrinando as meninas no recreio - desses que não sabem do que xingar e xingam de feia.

2:
Um recado para a moça: admiro, de verdade, o estômago que você teve. Eu não teria. Já evito até a seção de comentários daqui da Lola, às vezes, por não querer me estressar à toa com um ou outro estrupício mascu que aparece. Imagina ir lá escarafunchar o fundo do bueiro?
Ainda assim, eu te recomendaria não voltar lá. Primeiro, porque obviamente isso só vai te fazer mal. Segundo, porque você não vai conseguir, sozinha, tirar ninguém daquele bueiro. É tipo o mito da caverna de Platão. Ninguém vai te ouvir e ainda vão querer te matar. Não adianta. Eles acham que a realidade é aquela.
Terceiro, porque existe vida fora da internet (se bem que não tenho muita moral para mandar as pessoas saírem da internet =p). Existe machismo no mundo em volta de nós, na rua, na escola, na faculdade, no trabalho, muitas vezes até dentro das nossas casas, nas cabeças das pessoas que a gente mais ama. E ESSE machismo a gente consegue combater, está ao nosso alcance. Sempre vai existir um punhado de malucos para odiar mulheres. Nossa missão não é tentar consertá-los; eles são desequilibrados. Nossa missão é garantir que ninguém mais vai levar suas idiotices a sério. ;-)

Nuba ofKau disse...

Não tem muito a ver mas tem a ver =P:
a Desciclopédia, versão humorística da wikipedia e que já teve um humor muito "contra a corrente" agora aderiu ao negócio dos chocolates rosas, salgadinhos divididos por sexo, lego dividido pra gêneros binários, camisetas babylook e coisas do tipo.

Eles tinham a tabela periódica dos MAUS elementos ( http://desciclopedia.ws/wiki/Tabela_peri%C3%B3dica_dos_maus-elementos ), que dá pra ver que é uma tabela periódica com vilões de filmes e da vida real.

Aí atualizaram da pior maneira possível: criaram a "Série das femininas" e nela juntaram todas as vilãs que estavam espalhadas pela tabela (organizadas de modo mais coerente) nos quadradinhos rosa ali. Tipo "lugar de mulher".


Me indignei, backlash até na desciclo.

Nuba ofKau disse...

Miss Joker, concordo totalmente na parte do "errados são eles, errado é o tratamento que eles oferecem, a forma como veem uma mulher e como lidam com ela".
Porque o povo tem essa mania de falar pra quem não se conforma que "ah, eu tbm não me conformo com tal situação mas vou ficar quieto pra não me estressar" e nisso vamos deixando os idiotas ditarem as regras do mundo.

E sobre a "Uma pesquisa mostrou que uma pessoa com nick feminino tem 25 vezes mais chances de ser insultada que um usuário com nick masculino": taí outra prova que não há problemas com as falas das mulheres e sim com como ouvem as mulheres.
Eu já tive dois fakes aí numa rede interativa aí e cheguei a testar. A minha fake mulher sempre era xingada e ignorada, mesmo quando seguia o senso da maioria. O meu fake homem era elogiado, foi xingado duas vezes só, ganhava fãs e quando tinha alguma idéia esdruxúla era tido como "inovador". Às vezes quando os dois postavam a mesma opinião ele era elogiado/criticado e ela simplesmente ignorada.

Miss Joker disse...

Antes de tudo, gostaria de agradecer a você, Lola, pelo apoio... Eu não estou em casa, e fiquei sabendo agora que publicou o depoimento. MUITO OBRIGADA!

Em resposta a alguns comentários... Esses tópicos que eu enfatizei sobre os homens não gostarem, como "mulher tatuada", "mãe solteira" e etc foram coisas relativamente leves perto do que estava escrito no fórum. O que me indignou não foi o fato dos homens que participam desse site "escolherem", "selecionarem" suas mulheres, mas sim a maneira extremamente pejorativa como se referiam a nós. Foi por isso que meu sangue ferveu e resolvi, cordialmente, discutir o assunto.

Quanto à foto... Eu realmente não sabia que existia um fórum de "trollagem" e depois desse problema, fiquei mais ciente sobre o que ocorre nesse meio. Já participei de inúmeros fóruns onde as pessoas debatiam com inteligência, e na hora no sangue fervendo, decidi ter a pachorra de dar minha cara à tapa. Eu não temia mostrar o rosto, afinal, assino embaixo da nossa luta, não tenho o que esconder. Eu sabia que haveriam consequências, mas estava disposta a lidar com elas, tamanho era o nó na minha garganta.

As consequências vieram, mas não me arrependo de ter postado a foto, afinal, muita gente inteligente e bacana me apoiou e isso fortaleceu ainda mais meu sentimento de luta interna e externa contra o misoginia e o machismo.

Enfim, é isso.
Mais uma vez, obrigada, Lola!

Cora disse...


felipe, meu anjo,

não há ninguém aqui, principalmente a Lola, que impute ao homens as agressões sexistas que são dirigidas às mulheres. todos aqui responsabilizam O MACHISMO. será que é tão difícil assim entender?

e outra coisa: sobre as “preferências” na escolha do parceiro, um coisa são SUAS escolhas em relação às pessoas que farão parte da SUA vida. outra bem diferente é JULGAR mulheres (qualquer mulher, toda mulher) com base em suas características, as roupas que usa, o comportamento que têm. a mentalidade machista JULGA o caráter da mulher tendo como referência ESTEREÓTIPOS. e isso será sempre criticado por aqui.

perceba a diferença entre ESTEREÓTIPOS e PADRÕES DE COMPORTAMENTO EXIGIDOS das mulheres para que sejam consideradas “de respeito”, e as CARACTERÍSTICAS que você procura em um parceiro.

são coisas diferentes, que podem se misturar quando você confunde suas escolhas com as imposições sociais, mas ainda assim, são diferentes. sem perceber a diferença entre elas, você nunca entenderá o que é buscado pelo feminismo. nunca entenderá de que tipo de igualdade estamos falando aqui.

falamos de respeito.

temos o mesmo direito ao respeito que um homem tem. o mesmo direito à integridade física que um homem tem. é esta a questão fundamental.

.
.

eu gosto muito de opiniões divergentes, pois elas possibilitam desenvolver e refinar a argumentação.

mas, sempre que me proponho iniciar o debate com alguém, uso o mesmo tom do comentador que respondo.

quando avalio que vale a pena uma contestação séria, sou séria.

no entanto, se o cara foi misógino, receberá resposta à altura. procuro causar o mesmo dano que o comentador misógino pretendeu causar nas mulheres que frequentam o fórum.

o cara vai provar do mesmo veneno que ele dissemina por aí.

neste sentido concordo plenamente com a Beatriz.

.
.

já participei (participo ainda, só mais esporadicamente, infelizmente) de debates sobre política sem o foco feminista. e já fui insultada em termos machistas. e também já fui alvo de gracinhas melosas, o que é igualmente repulsivo. basta uma discordância, uma participação mais constante, para que o tratamento “diferenciado” reservado às mulheres apareça.

mas eu não me escondo e nem me contenho. respondo mesmo. à altura.

e defendo que todas as mulheres façam o mesmo. chega de ser agredida e desculpar.

chega de ser ofendida e deixar pra lá.

chega de se justificar.

é agressão que recebo? é agressão que devolvo.

eu, no lugar da Miss Joker, teria trollado os caras até eles pedirem água. sem dó.

deixei minha educação de lado no trato com machistas e misóginos.

eles simplesmente não merecem qualquer consideração.

neste sentido, algumas comentadoras aqui são excelentes. e me ensinam muito.

Cora disse...


Beatriz,

eu descreveria com riqueza de detalhes uma seção de sexo oral.

e o desafiaria a fazer o mesmo.

duvido que sairia uma linha que prestasse.

eles são uns coitados em busca da atenção que não tem na vida real.

dá dó.

e eu trollo de volta. sempre que tenho tempo pra isso.

mas me justificar pra esses idiotas? sem chance.

Cética disse...

Apesar de fazer uso da net,me acho bem leiga nos usos e abusos dela,dia desses descobri uns tais de chans e fui dá um espiada e é de vomitar,os caras lá se referem as mulheres assim mesmo; "depósitos" se for namorada ainda tem o apelido de "pitanga" as travestis,que eles idolatram nesses chans,recebem o nome de traps,os tópicos tem sempre um tom misógino MUITO forte,eles expõem namoradas e afins em fotos íntimas,e é um festival de sandices que faria qualquer líder mascuzão chorar de orgulho,os frequentadores desses chans são gente MUITO doente.

E em fóruns "normais",chega a ser desanimador participar,tudo que vc posta,por ser mulher,é desacreditado,é impressionante a quantidade de tópicos que os homens abrem pra falar de mulher e eles mesmos SEMPRE tem a resposta pra TUDO ( regra geral,muita cagação de idéias machistas)se vc tentar argumentar te acusam de querer ser exceção( e todo mundo sabe;mulher exceção não existe) eles ESPANTAM mesmo a mulherada,são poucas as que AINDA tem saco pra aturar esses dementes.

Anne disse...

Eu também acho que vc foi jogar pérolas aos porcos.

Anônimo disse...

Felipe LB, provavelmente eu não sou a pessoa mais apta a te responder aqui. Não sou feminista militante, apenas acatei as idéias feministas e creio que seja um movimento necessário ao contrário do que costumo ouvir.
Não vejo as pessoas serem intolerantes ou grosseiras aqui, exceto quando há traços muito claros do machismo no comentário da pessoa. Quanto ao fato de a Lola ter usado do mesmo argumento vazio, concordo, mas querer comparar isso ao que as mulheres ouvem todos os dias e gratuitamente é, no mínimo, desonesto. Estamos falando de grupos de ódio e esses homens dedicam horas dos seus dias a propagar um ódio irracional.
Quanto ao fato dos critérios usados pelo rapaz, não acredito que o problema seja exatamente esse. O problema é que essas características são carregadas de preconceitos, ou seja, supõe-se que a mulher que as tenha não seja "digna" de um homem "honrado".
Quanto ao fato de sermos julgadas por ambos os sexos eu assino embaixo dez mil vezes!
É uma das coisas que me desanimam no feminismo. As mulheres criticam umas às outras de forma igual ou às vezes muito pior do que os homens, não só em relação ao comportamento, mas principalmente em relação à aparência. Eu fico me perguntando, quando vamos conseguir acabar com esse padrão estético absurdo se as mulheres contribuem com isso? A Lola falou um pouco sobre isso no post "Validadoras do machismo também serão punidas pelo machismo". Enfim, acho que é isso.
Meninas, me perdoem se eu escrevi alguma besteira aqui. Podem me corrigir à vontade.

Lisa disse...

Só um adendo: ao que tudo indica (inclusive a formatação do texto), a "análise" da foto da autora do post não é nem tenta ser séria - trata-se de uma instância do meme "2/10 Não Pegaria", que consiste em apontar defeitos triviais em uma pessoa convencionalmente bonita e concluir lhe dando uma nota baixa que é obviamente sarcástica. Detalhes aqui: http://knowyourmeme.com/memes/210-would-not-bang

Não que isso torne a situação toda menos abusiva, mas essa parte está mais para um elogio disfarçado. Quem não conhece o meme acaba caindo na trollagem por causa da Lei de Poe aplicada às preferências masculinas: as exigências são tantas e tão específicas que já não dá mais para saber o que é sério e o que é #zuera.

Anônimo disse...

Nossa, fiquei até horrorizada com esses comentários. E pensar que está cheio de gente assim por aí :T de um simples comentário, tantos ataques sem sentido.

Anônimo disse...

http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/corpo-de-vitima-de-estupro-coletivo-chega-a-um-pais-indignado

Sara disse...

Tb ja fui muito ofendida nesses foruns e blogs machistas, mas qdo percebi q eles eram um bando de misoginos, trolei até não poder mais, teve um q varios deles vieram me sugerir de ler o blog da Lola, e deixa-los em paz, eu até aceitei a sugestão,mas continuei a inferniza-los por um bom tempo , até q fecharam todos rrrsssssss.
Dei até uns golpes bem baixos neles , q não vou contar quais foram, mas valeu....

Anônimo disse...

Já havia lido a respeito e no dia achei o link do forum. Não encontro mais. A menina é linda para os padroes gerais. Quem chama ela de feia ou tem um gosto muito específico ou nunca teve um contato íntimo com uma mulher real e por isso acha que photoshop é realidade. Acredito mais na segunda. So achei meio triste que no forum ela argumentava que deveria ser levada a serio por se tratar de uma "não baranga". Desnecessário.

Anônimo disse...

A colocação da Lisa (30 de dezembro de 2012 01:12)mata o assunto do comentário e daquilo que fizeram com a foto.

Anônimo disse...

Falar a verdade, na lata, incomoda os mais "sensíveis"

Anônimo disse...

Quem tem atitude sexista e misandrica dizendo que todo homem é um estuprador em potencial, não tem moral alguma de reclamar de tais coisas.

FelipeLB disse...

Carolina Paiva,

“A diferença é esta: em um blog assim, você pode ser hostilizado pelo o que faz, e não pelo o que é.
Em muitos nichos (como o de jogos online e cultura nerd em geral) as mulheres são hostilizadas somente por serem mulheres.

A solução não é desencorajar mulheres a frequentar tais nichos.”

Ser hostilizado pelo que é, ou sofrer imposições sociais e obrigações sexistas pelo que é, não é uma peculiaridade das mulheres.

Tribunais em todo o mundo privilegiam as mulheres na concessão da guarda dos filhos, quando o casal entra em processo de separação. Aqui, poderíamos dizer, os homens são hostilizados pelo Estado pelo fato de serem homens.

Quando um homem comete um crime, geralmente ele recebe uma pena superior a que uma mulher que cometesse um delito idêntico receberia. Novamente, o Estado hostilizando o homem por ser homem.

Em geral, os homens são obrigados, por suas próprias famílias, a começarem a trabalhar mais cedo que as suas irmãs, prejudicando, com isso, a sua formação. Mais um caso em que os homens são hostilizados por serem homens.

Em casos de guerra, muitos países obrigam os homens a lutar e isentam as mulheres dessa obrigação. Mais um caso em que os homens são hostilizados por serem homens.

Em alguns países, linhas de trem e metrô separam os homens das mulheres durante o trajeto. Mesmo que os vagões femininos estejam vazios, e os masculinos lotados, os homens não podem adentrar nos vagões femininos. Mais um caso de hostilidade movida contra os homens pelo simples fato de serem homens.

Como se vê, Carolina, as mulheres não são as únicas a sofrerem distinções arbitrárias e a serem hostilizadas por causa da sua condição feminina.

“Agora, sobre as preferências: é claro que homens podem (e devem) ser seletivos na hora de escolher uma parceira amorosa. Todo mundo é. A questão não é essa. A questão é: mesmo que você seja seletivo, não tem o direito de xingar/humilhar as mulheres pelas quais você não se sente interessado (como dizer que filhos de mães solteiras são gozada ambulante de cafas, por exemplo). Essa é a diferença”

Sim, mas eu não questionei isso. Como você testemunhou no meu comentário anterior, eu repudiei veementemente esse tipo de comportamento, sejam eles cometidos pelos homens ou pelas mulheres. O que eu questionei foi que a moça do post, a Miss Joker, ou mesmo o feminismo, não tem o direito de criticar os homens pelas suas preferências sexuais ou amorosas, mesmo que elas sejam motivadas por preconceitos.

Se o homem não quer mulher tatuada, direito dele. Se o homem não quer mulher que fala palavrão, direito dele. Se o homem não quer mulher que usa roupas curtas, direito dele. Se o homem não quer mulher que seja “rodada”, direito dele. Claro, as mulheres não são obrigadas a seguir esses critérios só porque os homens querem. Mas, da mesma forma, os homens também não são obrigados a abandonar os seus critérios de escolha só porque as feministas querem.

FelipeLB disse...

Cora,

Você criticou os homens que, em debates nos quais você participava, se dirigiam a você através de “gracinhas melosas”.

Mas, você mesma não se absteve de, logo na sua primeira frase dirigida a mim, cometer a sua própria “gracinha melosa”

“felipe, meu anjo”

Além de “gracinha melosa”, essas palavras pareceram denotar um tom professoral, o mesmo que um sábio usualmente se vale para se dirigir a um de seus discípulos. Desnecessário.

“não há ninguém aqui, principalmente a Lola, que impute ao homens as agressões sexistas que são dirigidas às mulheres. todos aqui responsabilizam O MACHISMO. será que é tão difícil assim entender?”

Eu não estou imputando às mulheres as agressões sexistas que são dirigidas aos homens. Eu responsabilizo o FEMINISMO. Será que é tão difícil assim entender?

“e outra coisa: sobre as “preferências” na escolha do parceiro, um coisa são SUAS escolhas em relação às pessoas que farão parte da SUA vida. outra bem diferente é JULGAR mulheres (qualquer mulher, toda mulher) com base em suas características, as roupas que usa, o comportamento que têm. a mentalidade machista JULGA o caráter da mulher tendo como referência ESTEREÓTIPOS. e isso será sempre criticado por aqui.”

Discordo. As minhas preferências pessoais, que servem para eu utilizar como critério para que eu escolha as pessoas que farão parte da minha vida, podem ser utilizadas também para definir critérios de aceitação das pessoas que não fazem parte, diretamente falando, da minha vida.

Eu tenho o direito de, ao avistar uma mulher semi-nua transitando na calçada, mudar o meu rumo, pelo fato de eu não gostar de mulheres que saem as ruas com poucas roupas.

Eu tenho o total direito de me recusar a me comunicar com uma mulher que é “rodada.”

Eu tenho o direito de me levantar da poltrona de um cinema quando uma lésbica senta-se ao meu lado, juntamente com a sua parceira.

Esses comportamentos são direito meu, como indivíduo livre. Ninguém tem o direito de me obrigar a aceitar como naturais, como desejáveis, como nobres, comportamentos e atitudes que me desagrade.

O que eu não tenho o direito de fazer:

Agredir, física ou verbalmente, uma mulher seminua, uma lésbica, ou uma “rodada”, tentar privá-la de algum de seus direitos fundamentais, como ir e vir, manifestar os seus pensamentos, ter assistência médica , se reunir com outras pessoas que sejam como ela ou pensem como ela, de gozar, e conservar, os seus bens materiais, de continuar gozando do direito a vida, a integridade física, etc.

FelipeLB disse...

Anônima,

“Não vejo as pessoas serem intolerantes ou grosseiras aqui, exceto quando há traços muito claros do machismo no comentário da pessoa”

Isso não é necessário. Basta que, como eu disse, uma vírgula da cartilha seja desrespeitada, para que se tenha início a enxurrada de acusações, ironias, e ofensas. Evidentemente, não são todas assim, mas boa parte é. Isso só prova que, dentro do próprio feminismo, existe muita intolerância, muito fanatismo, e muito desrespeito as opiniões contrárias.

“Quanto ao fato de a Lola ter usado do mesmo argumento vazio, concordo, mas querer comparar isso ao que as mulheres ouvem todos os dias e gratuitamente é, no mínimo, desonesto”

Discordo. A incidência do delito não atenua a sua periculosidade. O número de homicídios na Noruega é muito menor que no Brasil, mas isso não faz com que um homicídio que seja praticado em solo brasileiro seja mais prejudicial do que um cometido na Noruega. Eles são igualmente prejudiciais.

“Estamos falando de grupos de ódio e esses homens dedicam horas dos seus dias a propagar um ódio irracional.”

Estamos? Entao, em contrapartida, eu tenho razão em afirmar, como fazem os masculinistas, que vocês também são um grupo de ódio? Eu tenho razão em afirmar que vocês são “feminazis?”

Não estaríamos sendo mais honestos, já que você já demonstrou possuir uma certa afeição pela honestidade, me acusando de não ser honesto, se, ao invés de dizermos que o masculinismo é um movimento de ódio, afirmarmos que se trata de um movimento que concentra, entre os seus membros, ALGUNS indivíduos que propagam o ódio?

De minha parte, prefiro não acreditar nos masculinistas quando eles dizem que as feministas propagam o ódio contra os homens. Prefiro crer que o feminismo, como o masculinismo, é um movimento no qual ALGUNS de seus adeptos propagam o ódio.

yulia2 disse...

aquele povo não gosta de mulher, simples assim.

yulia2 disse...

quantas e quantas vezes eu já não fui ofendida em foruns por ser mulher??

um monte de vezes já me falaram(cala boca, mulher não entende de futebol, vai lavar louça, vai varrer o chão, etc....)

esses eram os brilhantes argumentos dos entendidos de futebol....
prefiro achar que era incapacidade mesmo de me responder com argumentação minimamente inteligente.

yulia2 disse...

durante algum tempo eu postava em um blog masculinista (reflexões masculinas...) era mais ou menos do mesmo naipe...

eu argumentava sempre, até que um dia o dono surtou e simplesmente começou a apagar minhas postagens e a me bloquear constantemente....

enfim, ignorantes dignos de pena e com evidente incapacidade de argumentação.

yulia2 disse...

A questão é: mesmo que você seja seletivo, não tem o direito de xingar/humilhar as mulheres pelas quais você não se sente interessado (como dizer que filhos de mães solteiras são gozada ambulante de cafas, por exemplo). Essa é a diferença.[2]

Lucas disse...

Bem, eu nem digo o tipo de coisas que já passei nas páginas feministas ;-)

Yavanna disse...

Mascus invadindo páginas de notícias no facebook, que tenham relação com mulheres, vejam este post:
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=504485689591115&set=a.123958997643788.9532.115230991849922&type=1&theater

Yavanna disse...

Páginas que encontrei:
https://www.facebook.com/canald0bufal0

https://www.facebook.com/redemundorealista

Devemos estar atentas nas redes sociais. A impressão que tenho é que eles estão ficando mais numerosos e querem despejar o lixo fora do mundinho deles.

Anônimo disse...

Lawlyet - terramel - Leonardo ribeiro é o verdadeiro líder dos sanctos

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=123462961&tid=5827426445514516446

Samuel disse...

"Ser hostilizado pelo que é, ou sofrer imposições sociais e obrigações sexistas pelo que é, não é uma peculiaridade das mulheres.

Tribunais em todo o mundo privilegiam as mulheres na concessão da guarda dos filhos, quando o casal entra em processo de separação. Aqui, poderíamos dizer, os homens são hostilizados pelo Estado pelo fato de serem homens. "

Amigo, eles são hostilizado pela própria visão machista de que cuidar dos filhos é uma atitude exclusiva de mulheres.

"Quando um homem comete um crime, geralmente ele recebe uma pena superior a que uma mulher que cometesse um delito idêntico receberia. Novamente, o Estado hostilizando o homem por ser homem. "

Isso se deve porque a visão machista implica em pensar que mulheres são mais frágeis e delicadas que os homens, e que não suportariam as mesmas penas. É gritante a forma ignorante como você pensa.

"Em geral, os homens são obrigados, por suas próprias famílias, a começarem a trabalhar mais cedo que as suas irmãs, prejudicando, com isso, a sua formação. Mais um caso em que os homens são hostilizados por serem homens. "

E porque será mesmo? Será que não é por causa daquela visão de que o trabalho do homem deve ser trabalhar para sustentar a família, e a mulher permanecer em casa cuidando dos afazeres domésticos?
Não foi uma mulher que inventou a expressão "Homem da casa".

"Em casos de guerra, muitos países obrigam os homens a lutar e isentam as mulheres dessa obrigação. Mais um caso em que os homens são hostilizados por serem homens."

Ai meu pai... Tu só cava a própria cova. AS MULHERES NÃO PARTICIPAM DO EXÉRCITO PORQUE OS HOMENS ACHAM QUE ELAS SÃO FRACAS DEMAIS PARA PARTICIPAR, ENTENDE?

"Em alguns países, linhas de trem e metrô separam os homens das mulheres durante o trajeto. Mesmo que os vagões femininos estejam vazios, e os masculinos lotados, os homens não podem adentrar nos vagões femininos. Mais um caso de hostilidade movida contra os homens pelo simples fato de serem homens."

É a mesma coisa que dizer: "Em todos os países, os banheiros separam os dois sexos. Mesmo que os banheiros femininos estejam vazios, e os masculinos lotados, os homens não podem adentrar nos banheiros femininos. Mais um caso de hostilidade movida contra os homens pelo simples fato de serem homens."
Essa medida é tomada porque existe um grande número de mulheres que se sentem incomodadas com a presença masculina no trajeto, já que o número de assédios É MUITO GRANDE.

"Eu não estou imputando às mulheres as agressões sexistas que são dirigidas aos homens. Eu responsabilizo o FEMINISMO. Será que é tão difícil assim entender?"

Estude, saia da internet e pegue um livro feminista para ler. O feminismo é uma ideia de igualdade entre os gêneros, se você ver alguma atitude de ódio, ela não é feminista. O feminismo não se baseia em dogmas, ou algum tipo de líder que guia o movimento e diz o que todos tem que fazer, ele é UMA IDEIA.

"Eu tenho o total direito de me recusar a me comunicar com uma mulher que é “rodada.”

Não, você não tem esse direito, o fato de ela ser rodada não interfere no valor dela como ser humano. Se por acaso ela pedir ajuda, você não tem o direito de negar. Isso é uma atitude de ódio, e que constrange a outra pessoa. Imagine se eu por acaso, me recusar a falar com qualquer um que não seja branco, heterossexual e da classe média? Isso é uma medida de segregação, de ódio, e que causa opressão contra essas pessoas por simplesmente serem quem são, sendo que o fato delas serem quem são, não faz jus a mais ninguém a não ser elas próprias.

"Esses comportamentos são direito meu, como indivíduo livre. Ninguém tem o direito de me obrigar a aceitar como naturais, como desejáveis, como nobres, comportamentos e atitudes que me desagrade."

VOCÊ NÃO TEM A OBRIGAÇÃO DE ACEITAR, MAS TEM DE RESPEITAR! Segregação é desrespeito e uma forma de opressão, entenda isso.

Samuel disse...

"Isso só prova que, dentro do próprio feminismo, existe muita intolerância, muito fanatismo, e muito desrespeito as opiniões contrárias."

É o paradoxo da tolerância, pense, devemos ser tolerantes com quem é intolerante com características físicas e comportamentais de outra pessoa? Não, não devemos. Ser tolerante não implica ser tolerante com tudo.

"Não estaríamos sendo mais honestos, já que você já demonstrou possuir uma certa afeição pela honestidade, me acusando de não ser honesto, se, ao invés de dizermos que o masculinismo é um movimento de ódio, afirmarmos que se trata de um movimento que concentra, entre os seus membros, ALGUNS indivíduos que propagam o ódio? "

O masculinismo É UM MOVIMENTO DE ÓDIO, você não vê os masculinistas indo fazer passeatas contra o preconceito com o exame de próstata, não vê eles fazendo passeatas contra o alistamento obrigatório, não vê eles fazendo passeatas contra o preconceito contra homens homossexuais (na verdade, eles odeiam homossexuais). Eles são um punhado de fakes em fóruns virtuais, que, ou acusam as mulheres por problemas causados pelo próprio machismo, ou propagam o discurso de ódio contra homossexuais e mulheres.

O feminismo já fez e faz muito pelos homens, já que esses são discriminados por terem características e comportamentos vistos como "femininos", a visão que se tem na sociedade é que o homem não deve ser "feminino", que ele não deve mostrar fragilidade, que ele deve ser um predador sexual insaciável todo o tempo, que não deve nunca ser vencido por uma mulher, que não deve ser um "marica". Esses são os problemas e os preconceitos contra os homens, eles são causados pelo próprio machismo! Quem manda na sociedade não são as mulheres, são os homens no poder que criam e repassam essa cultura, através de dogmas religiosos de 2000 anos atrás, ou qualquer que seja a maneira.

A pergunta que você deve fazer para você mesmo, não é se o feminismo é certo ou errado, porque independentemente do que se diga, você parece não estar muito proposto a compreender e aceitar argumentos racionais. Pergunte-se, você esta preparado para aceitar uma visão, em que VOCÊ como homem e propagador da cultura machista, foi um opressor durante anos, viu atitudes de opressão e não fez nada, que o fato de não gostar de uma mulher rodada é fruto do ambiente em que você viveu e não de uma conclusão racional e consciente? Você está pronto para aceitar que tudo é diferente do que você achava que fosse? Que as pessoas não nascem iguais e com os mesmos direitos, e não são passíveis das mesmas condenações? Reflita.
Para mim, como homem, foi difícil aceitar, mas agora eu vejo o quanto eu era cego, e ainda bem que tomei essa consciência com os 15 anos que tenho agora.
Só agradeço por existirem pessoas como você, Lola.

Cora disse...


Felipe,

A primeira parte da minha “missão” foi cumprida.

Você não só percebeu o tom meloso como isso te incomodou.

Agora você sabe como as mulheres se sentem quando isso acontece em um debate.

(na verdade ainda não sabe não, pois não há essa simetria)

Mas, diferente do que acontece com mulheres em um debate com homens (e mulheres) machistas, não chamarei você de recalcado, feio, gordo, gay e mal comido por ter se queixado disso.

Eu deveria ter evitado fazer menção a isso no meu comentário pra ter certeza de que você notaria e se incomodaria sem a minha “dica”, mas este tipo de tratamento é tão frequente que acabei mencionando e talvez tenha induzido sua crítica, já que você não está disposto a entender o que o feminismo propõe e muito menos a reconhecer o machismo.

Todas as críticas que você fez na resposta à Carolina são críticas que você deve fazer ao machismo (o Samuel já fez algumas ponderações sobre isso).

Mas você não percebe isso, pois sua questão aqui é criticar mulheres e não imposições sociais ou culturais.

O seu discurso É o discurso masculinista.

Cora disse...

Felipe,

“Eu não estou imputando às mulheres as agressões sexistas que são dirigidas aos homens. Eu responsabilizo o FEMINISMO. Será que é tão difícil assim entender?”

O feminismo não dirige agressões aos homens. O feminismo critica o machismo e o patriarcado. Estou repetindo, pois parece que você não compreendeu da primeira vez.

O feminismo critica instituições e tradições que visam manter a mulher sob o jugo masculino, sem voz e sem direito pleno ao espaço público.

Você está focado em agressões às pessoas, coisa que acontece dos homens dirigido às mulheres (são milênios dessa história de homens desqualificando mulheres), muito mais das mulheres dirigido aos homens. Existem textos e textos e textos e textos escritos por homens criticando mulheres e não a cultura, as tradições ou as imposições sociais. Existe um movimento que se propõe a isso especificamente. Passam o dia tecendo agressões às mulheres.

Mas você está mergulhado nessa tradição de desqualificar e criticar mulheres e não está, pelo menos por enquanto, disposto a enxergar o machismo e as mudanças que o feminismo propõe.

.
.

Aceitar pessoas que NÃO farão parte da sua vida?

Não entendi.

Você não precisa ACEITAR pessoas que não farão parte da sua vida.

Elas existem e ponto. Não dizem respeito a você.

A única coisa que você deve fazer é respeitá-las.

Não entendi até agora porque você se incomoda tanto com as pessoas que NÃO fazem parte da sua vida.

O feminismo, quando questiona atitudes DISCRIMINATÓRIAS, VIOLENTAS, AGRESSIVAS dirigidas às mulheres, não quer que VOCÊ aceite essas mulheres em SUA vida, quer apenas que as ações discriminatórios, violentas e agressivas PAREM de acontecer.

É isso.

Você pode sair do seu lugar no cinema se um casal de lésbicas sentar do seu lado. Estará sendo homofóbico, mas desde que não seja violento e estúpido, tanto faz. Eu prefiro que um estúpido intolerante não se sente ao meu lado no cinema, mas infelizmente não é possível identificá-lo só de olhar. Agora, você não pode é dizer pro casal que está se mudando por conta disso, afinal elas tem tanto direito quanto você de existir. E, apesar da sua intolerância, não estão fazendo NADA pra você. Assim, você não tem NENHUM direito de incomodá-las com a sua intolerância.

O que eu não entendo é porque você precisa sair do seu lugar por conta disso. Ou mudar de calçada ao avistar uma mulher “seminua”. Ou se recusar a se comunicar com uma mulher “rodada” (aliás, como você identifica?).

Agora, esclareça cá umas coisas: Você se comunica com homens rodados? Muda de calçada ao ver um homem seminu? Muda de lugar quando um casal gay senta-se ao seu lado no cinema?

.
.

Bom, você está dizendo, com todas as letras, que é machista, misógino e homofóbico. Enquanto não for agressivo, o problema é só seu.

Agora... qual é o seu problema com o feminismo?

O feminismo questiona e critica papéis de gênero que limitam as possibilidades de existência de mulheres e de homens.

O feminismo pretende liberar a mulher do jugo do machismo e do patriarcado.

De quebra, acabará liberando também o homem de papéis de gênero engessados e limitantes.

Mas você não consegue nem mesmo reconhecer o machismo.

E pretende continuar discriminando mulheres baseados em estereótipos misóginos.

Repito: se não for agressivo, problema seu. Saiba, no entanto, que atitudes discriminatórias e agressivas continuarão sendo criticadas e combatidas.

Você, como muitos que se auto-intitulam libertários, acha que discriminar e segregar é uma expressão da liberdade.

Acha que prejulgar baseado em estereótipos é legítimo e também uma expressão da liberdade.

Mas são prisões. Estão presos à intolerância, cujo fim é sempre o ódio e a violência.

Anônimo disse...

Vato loco, quando um homem diz que não quer namorar uma mulher tatuada porque mulher tatuada é vadia, isso se chama preconceito. Quando uma mulher diz que não quer namora um homem tatuado porque todo homem tatuado é vagabundo, ai tambem preconceito. Se voce diz que tudo bem a mulher ser tatuada e ter um determinado comportamento, mas você não tem atração por ela, sem problema.

FelipeLB disse...

“Amigo, eles são hostilizado pela própria visão machista de que cuidar dos filhos é uma atitude exclusiva de mulheres.”

Discordo. Eles são hostilizados porque, por puro preconceito, a sociedade crê que a mulher, por ser mãe, por ter parido, SEMPRE cuidará melhor dos filhos do que o pai. Mas o que se vê, na prática, é que o descaso, a negligência, a violência, a educação defeituosa, e o mau-caratismo, nos pais, independem da condição de ser pai ou mãe.

Ah, e não somos amigos.

“Isso se deve porque a visão machista implica em pensar que mulheres são mais frágeis e delicadas que os homens, e que não suportariam as mesmas penas. É gritante a forma ignorante como você pensa.”

Pois é. Não se esqueça de, quando você for participar de alguma passeata feminista, levar um cartaz em repúdio ao tratamento desigual que o “machismo” impõe aos homens, oprimindo-os com penas mais duras que as mulheres recebem pelos mesmos crimes. Se você realmente luta por igualdade, se lembrará de se engajar, também, nas desigualdades que prejudiquem diretamente os homens.

“Ai meu pai... Tu só cava a própria cova. AS MULHERES NÃO PARTICIPAM DO EXÉRCITO PORQUE OS HOMENS ACHAM QUE ELAS SÃO FRACAS DEMAIS PARA PARTICIPAR, ENTENDE?”

Entendo. Mais um cartaz para você elaborar nas suas lutas por igualdade de direitos e de obrigações.

“Essa medida é tomada porque existe um grande número de mulheres que se sentem incomodadas com a presença masculina no trajeto, já que o número de assédios É MUITO GRANDE.”

As atitudes alheias não devem prejudicar quem não as comete. E a sua analogia sobre os banheiros, foi tão ridícula que eu me recusei a colar.

“Estude, saia da internet e pegue um livro feminista para ler. O feminismo é uma ideia de igualdade entre os gêneros, se você ver alguma atitude de ódio, ela não é feminista. O feminismo não se baseia em dogmas, ou algum tipo de líder que guia o movimento e diz o que todos tem que fazer, ele é UMA IDEIA”

Isso é o que diz a teoria.

“Não, você não tem esse direito, o fato de ela ser rodada não interfere no valor dela como ser humano. Se por acaso ela pedir ajuda, você não tem o direito de negar.”

Tenho sim. Já me pediram esmolas inúmeras vezes, como não gosto de mendigos, sempre rejeitei. Leia sobre o princípio da legalidade na Constituição Federal.

FelipeLB disse...

“VOCÊ NÃO TEM A OBRIGAÇÃO DE ACEITAR, MAS TEM DE RESPEITAR! Segregação é desrespeito e uma forma de opressão, entenda isso”

Sim, respeitar não significa conviver, interagir, abraçar, ou coisa que o valha. Respeitar significa não violar os direitos dos outros. Só isso. Quem precisa entender algo aqui é você.

“É o paradoxo da tolerância, pense, devemos ser tolerantes com quem é intolerante com características físicas e comportamentais de outra pessoa? Não, não devemos. Ser tolerante não implica ser tolerante com tudo”

O feminismo é intolerante com o comportamento e com as características físicas das pessoas. Você está sendo intolerante comigo agora.

“O masculinismo É UM MOVIMENTO DE ÓDIO”

O masculinismo diz o mesmo sobre o feminismo.

“você não vê os masculinistas indo fazer passeatas contra o preconceito com o exame de próstata, não vê eles fazendo passeatas contra o alistamento obrigatório”

Irrelevante para se determinar se algo é ou não um movimento genuinamente de ódio.

“não vê eles fazendo passeatas contra o preconceito contra homens homossexuais (na verdade, eles odeiam homossexuais).”

Negativo, eles combatem a propaganda exacerbada do homossexualismo, propaganda desenvolvida para finalidades escusas. Da mesma forma que combatem os excessos e exageros do feminismo.

“O feminismo já fez e faz muito pelos homens”

Então eu sou um ingrato com o matriarcado.

“A pergunta que você deve fazer para você mesmo, não é se o feminismo é certo ou errado, porque independentemente do que se diga, você parece não estar muito proposto a compreender e aceitar argumentos racionais. Pergunte-se, você esta preparado para aceitar uma visão, em que VOCÊ como homem e propagador da cultura machista, foi um opressor durante anos, viu atitudes de opressão e não fez nada, que o fato de não gostar de uma mulher rodada é fruto do ambiente em que você viveu e não de uma conclusão racional e consciente? Você está pronto para aceitar que tudo é diferente do que você achava que fosse? Que as pessoas não nascem iguais e com os mesmos direitos, e não são passíveis das mesmas condenações?”

Eu nunca oprimi ninguém. Não gosto de mulheres “rodadas” por um motivo instintivo.

“Você está pronto para aceitar que tudo é diferente do que você achava que fosse?”

Pelo contrário, eu imaginava que as coisas eram como são, mas agora creio que elas são como eram.

Nuba ofKau disse...

FelipeLB: Li todo o "debate" e eu é que não vou ter paciência de vir com argumento paciente e cordialidade.

Mas também não vou me conter pra dar minha opinião sobre o tipo de "raciocínio" que vc demonstrou:
Você foi afogado no senso comum; acredita na falsa simetria; repete todas as idéias dominantes e pensa que elas sairam da sua cabeça (não, vc não elaborou nenhuma das suas convicções);
; foi engolido pelo relativismo pós-moderno; é incapaz de relacionar idéias e fica tentando elaborar uma relação entre imagens de idéias; propõem relações de causa e efeito entre coisas que não se tocam; repete valores cristãos/judaícos apesar de não ser dessas religiões...provando sua incapacidade de perceber de a origem dos pensamentos vigentes nessa sociedade; quase todas suas frases tem um cientificismo que funciona como religião no que diz respeito a engessar o raciocínio e capacidade de observação.

Cora disse...


hahahahahahahahahahahahaha...

o felipe é só um trollador!

que pena!

por um momento achei que ele estivesse debatendo algo com a galera aqui!

mas não!! ele está só trollando.

ele finge não compreender o que as pessoas estão dizendo à ele.

.
.

evidências:

“Eles [os homens] são hostilizados porque, por puro preconceito, a sociedade crê que a mulher, por ser mãe, por ter parido, SEMPRE cuidará melhor dos filhos do que o pai.”

sério que ele está criticando o feminismo com isso?

hahahahahahahahaha

ele faz uma crítica ao patriarcado pra rebater uma crítica ao patriarcado!

hahahahahahahahahahahhaha

aiai...

o cara nem sabe o que tá falando. ele quer só causar!

.
.

vamos repetir:

felipe, o feminismo pretende desconstruir papéis fixos de gênero! é justamente disso que a gente tá falando aqui.

os pais (pai e mãe) são igualmente responsáveis pela criação e educação dos filhos!

feministas defendem guarda compartilhada, ampliação da licença paternidade, adoção por casais homossexuais e outras ações que façam com que pais e mães possam compartilhar realmente a criação e a educação dos filhos.

o feminismo critica a imposição de que mulheres devem sempre abrir mão da própria vida para criar os filhos.

.
.

sobre as penas mais duras pelos mesmos crimes, gostaria que você indicasse a pesquisa que você leu, pois estou com o tempo meio curto pra fazer isso agora. vou procurar esses dados, mas já que você já tem essas referências, poderia me indicar.

agradeço antecipadamente (e sem ironia, ok?).

.
.

“Mais um cartaz para você elaborar...”

nós estamos lutando por aquilo que acreditamos. e você está desdenhando da nossa busca por respeito e liberdade.

você pretende manter as coisas como são já que critica a busca feminina por autonomia.

assim, não pode criticar a discriminação das mulheres pelas forças armadas, pois você defende justamente a discriminação de mulheres.

você á contraditório demais.

.
.

“As atitudes alheias não devem prejudicar quem não as comete.”

infelizmente é impossível identificar um assediador ou estuprador só olhando.

a segregação é horrível. por isso lutamos tanto pra que as mulheres tenham respeito. justamente por que segregar é sempre uma violência.

mas, você deveria defender essa atitude segregadora, já que diz ter o direito de segregar mulheres.

se você tem esse direito, as demais pessoas também tem.

por isso disse pra você que intolerância e preconceito têm como único fim possível o ódio e a violência.

por isso lutamos pelo fim da discriminação e do preconceito contra as mulheres.

novamente te digo: você é contraditório demais.

e ególatra demais.

.
.

o feminismo é intolerante com a discriminação, o preconceito e a violência verbal, simbólica, institucional e sexual. lembrando que é sempre uma violência gratuita dirigida às mulheres apenas por serem mulheres.

é disso que trata o feminismo.

mas você não está disposto a enxergar nada além de você mesmo. por isso não entende (ou finge não entender) o que é dito aqui.

.
.

“excessos e exageros do feminismo”

o que você chama de excesso e exagero é a reivindicação de viver sem ser discriminada e violentada apenas por ser mulher.

pra você é excesso.

te falta empatia.

.
.

não existe matriarcado. você não pode ser ingrato com aquilo que não existe e nem mesmo está sendo proposto.

ah! essa é mais uma evidência da sua trollagem.

.
.

repito a pergunta: se você não gosta de mulher “rodada” por instinto, deve ter um meio instintivo de reconhecê-las. qual é?

.
.

e você está errado. as coisas não são como eram.

as coisas estão mudando.

mas você ainda pode encontrar um híbrido de princesa e empregada doméstica, como disse a Sara num outro post. não é só você que pretende viver apegado às tradições patriarcais e machistas. por mais incrível que pareça, ainda existem mulheres que acham que esta é a única forma possível de existência.

seja feliz. se isso for possível. eu não seria feliz anulando a individualidade da pessoa que escolhi (e que me escolheu) pra compartilhar a minha vida (e a dela).

yulia2 disse...

Bem, eu nem digo o tipo de coisas que já passei nas páginas feministas ;-)
_____________

ai depende muito do que vc falou.

Anônimo disse...

Para Felipe LB

Felipe, eu também não gosto de homens RODADOS. Mas, isso é uma OPÇÃO minha!
Sou casada tive poucos namorados e apenas um era tido como o "garanhão"(como machistas como vc se fererem a caras promíscuos). Sempre preferi homens mais reservados, pois eu mesma sempre fui reservada.
Mas repito é opção MINHA!
Mas, de forma NENHUMA vou pregar que homem rodado "não presta", "Não poder bom namorado ou marido", "não vale nada", etc, enfim, não vou pregar um discurso de ódio contra homens rodados, porque cada um escolhe o jeito que quiser encarar a vida, simples assim.
O Feminismo prega direitos e deveres iguais.
O discurso dos masculinistas NÃO é de escolha, é de misoginia, de ódio!
Ódio não só contra mulheres supostamente "rodadas", mas, ódio contra QUALQUER MULHER!
Ou você acha que homens(se é que podemos chama-los assim) que chamam TODAS as mulheres de vadias, e pregam que mulher de bem tem que ficar trancada em casa como escrava do lar e sexual, quieta, de cabeça baixa, deixando ser pisada, humilhada e traída é "mulher de verdade"?!
Ou você acha que estes doentes mentais estão comemorando a reportagem da revista do Globo sobre mulheres em altos cargos na polícia e na justiça?
Ou você acha que estes imbecis não estão tratando os estupradores que mataram de forma covarde e hedionda uma garota de 23 anos na Índia, como "heróis".
Se informe melhor, viu?
Ou você passará a imagem de ignorante, tolo ou no mínimo mal informado.


Sawl

FelipeLB disse...

Na verdade o seu tom meloso não me incomodou, Cora. Eu apenas lhe mostrei que você criticou um comportamento que você mesma seguiu, ou seja, você foi contraditória. Se a sua intenção foi mostrar para mim como as mulheres se sentem quando são ofendidas ou inferiorizadas verbalmente, eu já mostrei, nos meus comentários anteriores, que repudio esse tipo de atitude, independentemente de serem dirigidas pelas mulheres aos homens, pelos homens as mulheres, pelas mulheres as mulheres, pelos homens aos homens. A sua lição foi desnecessária.

“Mas, diferente do que acontece com mulheres em um debate com homens (e mulheres) machistas, não chamarei você de recalcado, feio, gordo, gay e mal comido por ter se queixado disso”

E diferente do que acontece em um debate entre mulheres (e homens) feministas, não chamarei você de frustrada, de mimada, de estupradora em potencial, de misândrica, de analfabeta, de imbecil e de ser sexualmente repulsiva, independentemente do que você me diga.

“já que você não está disposto a entender o que o feminismo propõe e muito menos a reconhecer o machismo.”

O feminismo propõe muitas coisas. Desde o extermínio dos homens, a destruição da família, a promoção do lesbianismo, o fim do patriarcado, a igualdade entre os sexos, e por aí vai.

A depender do que você entende por machismo, eu não terei problema nenhum em reconhecê-lo. O problema maior será enxergá-lo de forma tão abominável quanto o feminismo o faz.

“Todas as críticas que você fez na resposta à Carolina são críticas que você deve fazer ao machismo”

Não apenas. Se o feminismo luta por igualdade, então todas as desigualdades que prejudiquem os seres humanos, independentemente de urinarem sentados ou de pé, devem ser combatidas. Até agora, o que tenho notado é que o feminismo preocupa-se apenas com os problemas de uma parte da humanidade.
Portanto, a crítica ao feminismo, neste particular, é válida.

“O seu discurso É o discurso masculinista”

O meu discurso é, para você, o que você quer que seja. Dê livre vazão a sua imaginação.

“O feminismo não dirige agressões aos homens. O feminismo critica o machismo e o patriarcado. Estou repetindo, pois parece que você não compreendeu da primeira vez”

Traduzindo: quem concorda com as doutrinações feministas, está livre de ofensas. Quem discorda, pode ser ofendido a vontade.

"O feminismo critica instituições e tradições que visam manter a mulher sob o jugo masculino, sem voz e sem direito pleno ao espaço público"

É, dentre outras coisas.

FelipeLB disse...

“Mas você está mergulhado nessa tradição de desqualificar e criticar mulheres e não está, pelo menos por enquanto, disposto a enxergar o machismo e as mudanças que o feminismo propõe.”

Eu não desqualifiquei ou critiquei as mulheres, eu critiquei o feminismo. Mulher e feminismo não são sinônimos. Eu tenho a impressão que você tem o hábito de debater com os masculinistas, daí quando aparece alguém que discorda das suas opiniões, você automaticamente o associa ao estereótipo do masculinista “típico” que você tem na cabeça. Você não sabe nada sobre mim para dizer em “qual tradição” eu estou mergulhado. Não banque a vidente.

“O feminismo, quando questiona atitudes DISCRIMINATÓRIAS, VIOLENTAS, AGRESSIVAS dirigidas às mulheres, não quer que VOCÊ aceite essas mulheres em SUA vida, quer apenas que as ações discriminatórios, violentas e agressivas PAREM de acontecer.”

Porque sempre as mulheres, as mulheres e as mulheres? A questão não é promover a igualdade? Os homens também não precisam ser defendidos, os direitos dos homens, também, não precisam de alguns ajustes, em determinadas situações, para que se adéqüem aos direitos das mulheres nas mesmas situações?

Quando acontecerem passeatas pelo fim das desigualdades arbitrárias nas sentenças penais, por concessões mais igualitárias e criteriosas na distribuição da guarda dos filhos, pela instituição do serviço militar obrigatório para as mulheres, dentre outras coisas, então, a igualdade que o feminismo diz buscar sairá do campo das teorias inverificáveis.

“Não entendi até agora porque você se incomoda tanto com as pessoas que NÃO fazem parte da sua vida.”

Eu não me incomodo com elas, de forma alguma.

“A única coisa que você deve fazer é respeitá-las.”

Concordo plenamente.

“Você pode sair do seu lugar no cinema se um casal de lésbicas sentar do seu lado. Estará sendo homofóbico, mas desde que não seja violento e estúpido, tanto faz.”

Concordo plenamente, mais uma vez. Explica isso para o Samuel que ele não compreendeu isso ainda.

“O que eu não entendo é porque você precisa sair do seu lugar por conta disso. Ou mudar de calçada ao avistar uma mulher “seminua”. Ou se recusar a se comunicar com uma mulher “rodada” (aliás, como você identifica?).

Eu sair do meu lugar porque uma lésbica se sentou próximo a mim? Jamais faria isso. Mudar de calçada ao avistar uma mulher seminua? Muito pelo contrário. Me recusar a me comunicar com uma mulher “rodada”? Longe disso, até porque se eu tentar fazer isso, só vou poder me comunicar com meia dúzia de mulheres (brincadeira, foi só para descontrair ;)

Cora, eu não disse que eu sigo as atitudes que eu apresentei. Elas foram apenas exemplos. Exemplos que versam que quem quiser se comportar da forma como eu disse, não merece ser punido ou censurado. Ninguém tem o direito, como eu já havia dito antes, de impor que as pessoas gostem disso ou daquilo, aceitem isso ou aquilo, interajam com esse ou com aquele. Basta não ofender, não agredir, e não privar ninguém dos seus direitos.

FelipeLB disse...

"Bom, você está dizendo, com todas as letras, que é machista, misógino e homofóbico. Enquanto não for agressivo, o problema é só seu"

Você é inteligente. Compreendeu bem, diferente do Samuel. Se eu quiser ser machista, misógino ou homofóbico, é um direito meu e um “problema” meu. O que eu não posso fazer e exteriorizar a minha homofobia, a minha misoginia e o meu “machismo”, caso ela provoque prejuízos aos direitos mais elementares desses grupos de pessoas.

“Agora... qual é o seu problema com o feminismo?”

Até o momento, poucos.

“O feminismo questiona e critica papéis de gênero que limitam as possibilidades de existência de mulheres e de homens.

O feminismo pretende liberar a mulher do jugo do machismo e do patriarcado.”

É o que reza a lenda.

“De quebra, acabará liberando também o homem de papéis de gênero engessados e limitantes”

É, eu tenho percebido o quanto o feminismo se preocupa com os homens.

“Repito: se não for agressivo, problema seu. Saiba, no entanto, que atitudes discriminatórias e agressivas continuarão sendo criticadas e combatidas”

Muitas coisas continuarão sendo criticadas e combatidas, até mesmo a crítica será criticada e o combate será combatido.

“Você, como muitos que se auto-intitulam libertários, acha que discriminar e segregar é uma expressão da liberdade.”

E é.

“Acha que prejulgar baseado em estereótipos é legítimo e também uma expressão da liberdade.”

Sem dúvida. Ser preconceituoso é um direito inalienável, para quem quiser ser.

“Mas são prisões. Estão presos à intolerância, cujo fim é sempre o ódio e a violência.”

O fim de muitas coisas é o ódio e a violência. Principalmente das ideologias que alardeiam combater o ódio e a violência.

Anônimo disse...

HAHAHA, foi atrás de channers, teve o que mereceu. Se ela viesse ao FB, e fosse respeitosa, do jeito que ela se diz ser, não ia acontecer nada disso. Agora associar channers ao movimento Masculinista é demais, é muita cara de pau hahaha

Max Payne

Anônimo disse...

Felipe:

http://ativismodesofa.blogspot.com.br/2012/11/desenhando-mulheres-e-criancas-primeiro.html

Samuel disse...

Hahahahaha
Eu ia dizer a mesma coisa que disseram ali em cima. Ele disse "discordo" mas apenas reescreveu o que eu falei com outras palavras.
Acha o exemplo do banheiro absurdo? Na sua casa existe banheiro separado por gênero? Não? É porque você confia nas pessoas que frequentam sua casa, mas é difícil confiar em estranhos não é? Por isso o banheiro veio a ser separado por gênero e por isso o transporte deveria ser. Se acha ruim o transporte separado, também deveria achar ruim os banheiros separados, já que os "inocentes" também tem que pagar o preço.
Ai, ai.
E Felipinho, tu acredita mesmo em "propaganda gay"?
Qual o último comercial voltado ao público gay que você viu na televisão? Se a propaganda é tão forte assim, não creio que terá algum problema em achar.
"É o que diz a teoria"... "É o que reza a lenda"... hahaha
Amigo, entenda, não existe mudança sem pressão. Você irá ver pessoas mais exaltadas, irá ver pessoas com raiva, não é só na conversa que as coisas se resolvem.
Irei citar um comentário que observei em outra discussão sobre feminismo, acho que se encaixa bem nessa situação (foi escrito por um homem).
"Durante toda a historia do capitalismo, a maior verdade e tambem desculpa que os burgueses davam para fuderem sempre o proletariado com 14 horas de trabalho por dia, nenhum seguro acidente, aposentadoria nem porra nenhuma, turnos noturnos e talz era que "eu queria dar, mas a concorrencia vai me fuder"
O interessante é perceber que isso é uma verdade, e que esses beneficios, redução de jornada geral de trabalho só foram conseguidos PORQUE OS TRABALHADORES SE ORGANIZARAM E FIZERAM PRESSÃO EM TODOS OS BURGUESES DO PAIS(e não porque eles foram la trocar uma ideia e esperar que a burguesia entende-se o lado deles), e a partir do momento que isso era imposto a todos os burgueses PELA PRESSÃO e não pela conversa, que a coisa ficava melhor pra classe trabalhadora
Sei la, nesse trecho eu só to falando e voce pode muito bem discordar, mas até o começo do Sec XX, duvido voce achar a implementação dessas porras que fosse dada a partir de 1 burgues que ficou triste com a situação da classe trabalhadora e os outros burgueses tambem ficaram tristinhos e compartilharam do bagulho...

Acho que é importante perceber que existe momento de conversar, refletir e talz e existe momento que NÃO É pra conversar, refletir e bla bla bla, porque isso simplesmente não pode fazer diferença dentro do que existe

obs: coloquei isso pra dizer que, eu acho que temos que respeitar o outro, mas tem MUITA coisa que o respeito e entender o outro, simplesmente não podem conseguir.

obs2:tambem pensa que nesse caso de beneficios, jornadas e salarios, a coisa tambem se aplica pro salario feminino e que isso não pode ser aplicado de forma isolada, mas simplesmente por pressão geral em torno dos setores, e que enquanto os trabalhos de mulheres tiverem pior remuneração, existe maior dependencia economica das mulheres em relação aos homems, E NÃO EXISTE CONVERSA DENTRO DESSA RELAÇÃO QUE MUDE ISSO 'O'"

Entende que, o feminismo não é só conversa e reflexão, também é ação. E no meio disso, sim, há ódio movimentado contra os patriarcas que estão no topo da sociedade.
Um masculinismo ativo seria uma luta de homens contra os próprios homens, já que não existe matriarcado e não são as mulheres que comandam a sociedade. Por isso é um movimento falho, os homens já comandam o mundo e são eles mesmos que criam esses problemas contra os homens de um patamar mais baixo.
Abraçossssssssss

Ju disse...

Peloamordedeus, deixem esse FelipeLB falando sozinho. É um mascu nojento que acha que não é mascu. A única diferença é que sabe usar vírgula. Vem aqui, vomita um monte de preconceito, misoginia e homofobia e ainda quer ser tratado bem. E reclama que as feministas não lutam pelos direitos dos homens.
É demais pra minha cabeça.

FelipeLB disse...

“Felipe, eu também não gosto de homens RODADOS. Mas, isso é uma OPÇÃO minha!”

Tem todo o direito.

“Mas, de forma NENHUMA vou pregar que homem rodado "não presta", "Não poder bom namorado ou marido", "não vale nada", etc, enfim, não vou pregar um discurso de ódio contra homens rodados, porque cada um escolhe o jeito que quiser encarar a vida, simples assim.”

Eu não me relaciono com mulheres rodadas, e a minha repugnância contra esse tipo de mulher é natural. Mas, eu não digo que as mulheres rodadas não “prestam”. Eu digo que elas não prestam para se relacionarem comigo. Simples assim. Elas continuam sendo cidadãs, vão votar nas eleições, continuarão, se depender de mim, usufruindo do direito a vida, a integridade física, a dignidade etc.

Você pode não pregar um discurso de ódio contra homens rodados, mas alardeia um discurso de ódio contra os homens tidos por você como “machistas”. As feministas como um todo fazem isso. Ofendem, sabotam, hostilizam, aconselham as amigas a não se relacionarem com homens “machistas.”

Alguns homens fazem a mesma coisa. Só que ao invés de o objeto da repugnância deles ser o “machismo”, como no caso de vocês, é a promiscuidade feminina. Eles ofendem, sabotam, hostilizam, e aconselham os amigos a não se relacionarem com mulheres promíscuas.

Notou alguma diferença? Nem eu. Cada um com suas escolhas.

“O discurso dos masculinistas NÃO é de escolha, é de misoginia, de ódio!
Ódio não só contra mulheres supostamente "rodadas", mas, ódio contra QUALQUER MULHER!”

Não, é de escolha.

Veja bem. Você não consegue enxergar as preferências masculinistas como escolhas porque eles preferem as mulheres tidas como “Amélias”. E isso, para você, feminista, é algo errado porque na sua cabeça eles estão querendo que as mulheres voltem a ser “escravas” dos homens. Mas o que você não entende é que a interpretação histórica de que as mulheres foram exploradas no passado, escravizadas no casamento etc, é a interpretação feminista dos fatos. Não é a verdade universal.

Aprenda a aceitar que existem homens (a esmagadora maioria deles) que gostam das mulheres Amélias. Você não tem que se transformar em uma Amélia, não tem que abandonar os seus objetivos profissionais, não tem que ser mãe, nada disso. Se você não quer ser uma mulher Amélia, ótimo, direito seu. Mas não condene as mulheres que queiram ser, não as rotule de escravas, respeite as escolhas delas, e respeite os gostos e preferências dos homens.

“Ou você acha que estes doentes mentais estão comemorando a reportagem da revista do Globo sobre mulheres em altos cargos na polícia e na justiça?”

Se eles não comemoram, também não têm obrigação de fazê-lo, exatamente pelo motivo que expus anteriormente.

Eu, particularmente, acho bom. São brasileiras obtendo sucesso, com os seus próprios méritos e esforços, isso é ótimo, para mim. Se tem algo em que eu sou bastante justo, é em reconhecer o mérito de quem merece. Nessas horas, eu deixo de lado o meu orgulho, a minha vaidade, ou qualquer outra paixão momentânea, e sou capaz de aplaudir os feitos até mesmo do meu maior inimigo.

“Ou você acha que estes imbecis não estão tratando os estupradores que mataram de forma covarde e hedionda uma garota de 23 anos na Índia, como "heróis".

Não seja leviana. Repito: não seja leviana. Meça as suas palavras.

Anônimo disse...

ainda não me responderam, e volto a perguntar :
Se o feminismo e um movimento igualitário, porque o prefixo femini ?

Anônimo disse...

mulheres não servem o exercito por serem naturalmente apatridas e entreguistas !

Anônimo disse...

technorage, era um forum de games. pq essa insistencia em culpar a vitima e arrumar desculpas para seus ex colegas mascus?

Anônimo disse...

aquilesmarchel, duas palavras pra vc sobre o PdH: marcelle e fabio

Cora disse...

felipe,

pois é, não te incomodou. como eu disse, não há simetria. o que significa que você nunca entenderá o que eu quis dizer.

a lição é necessária, mas difícil, justamente pela falta de simetria. você só poderia compreender as demandas feministas por meio da empatia, da solidariedade e da justiça. e de uma compreensão menos senso comum de processos históricos.

.
.


“Mas, a intolerância que já sofri aqui em virtude de algumas de minhas opiniões...”

nunca havia notado seu nick antes. é verdade que passo períodos sem comentar os posts (muitas vezes falta mesmo tempo pra isso), mas sempre leio praticamente tudo por aqui. pensei que fosse novo no blog. qual nick você usava?

você foi agredido ou contestado com convicção e firmeza?

tem diferença.

.
.

mulheres (e é isso que você não consegue entender pois nunca sentirá nada parecido) contestam milhares de anos de tradição misógina. milhares de anos de violência e subjugação. de justificativas escusas à violência sofrida. perceba que não estamos falando de violência vinda de outros povos ou outras culturas, mas de uma violência interna, levada a cabo pela cultura da qual fazemos parte. uma violência institucionalizada pelas tradições. esta violência não é apenas física, mas é principalmente simbólica e verbal, sem que seja menos nociva e opressiva.

então, quando homens agridem uma mulher, não é apenas aquele ou aqueles homens agredindo aquela mulher, mas é a força de toda a tradição misógina que se manifesta. por isso não existe simetria no discurso agressivo de homens para mulheres e de mulheres para homens.

o feminismo está contestando esta tradição misógina.

você quer que mulheres, que só agora conseguem se liberar um pouco do jugo misógino das tradições, pensem nos homens em suas reivindicações?

que façam cartazes em que reivindiquem demandas masculinas específicas?

quando mulheres ainda são dopadas para serem violentadas por colegas de trabalho?

quando mulheres são desumanizadas e reduzidas a objetos para o sexo, para enfeite ou para reprodução? AINDA HOJE?

quando uma roupa ou um comportamento determinam se uma mulher será merecedora de respeito ou não?

repare que apenas mulheres merecem a violência que sofrem. apenas mulheres precisam se dar o respeito.

homens nunca precisam se dar o respeito, a menos que sejam homossexuais e tenham “jeito” de homossexual, isto é, alguma semelhança, ainda que extremamente sutil, com o comportamento feminino.

Cora disse...


que bom que não usaremos xingamentos sexistas.

.
.

extermínio de homens... será que apenas assim nos livraremos da violência masculina?

impraticável, sem dúvida.

mas a se pensar.

gosto muito de alguns poucos homens. mas detesto muitos, tenho que admitir. e tenho nojo infinito de outro tanto.

.
.

destruição da família? de que família você está falando?

se for dessa em que a mulher é a escrava do marido e dos filhos, sem dúvida nenhuma, destruição total dessa família.

.
.

promoção do lesbianismo?

eu adoraria me sentir atraída sexualmente por mulheres. sério mesmo. infelizmente isso não é opção. não dá pra promover algo assim.

.
.

fim do patriarcado com certeza. na verdade fim das influências e tradições do patriarcado já que, tecnicamente, ele não existe mais.

.
.

o machismo É abominável. é claro que você não o considera tão abominável assim, já que, sendo homem, não é desumanizado por ele.

.
.

o feminismo pretende liberar a mulher do jugo masculino.

é neste sentido que se fala em igualdade.

igualdade de respeito, de oportunidade, de viver sem a violência de gênero, inclusive a simbólica.

ao fazermos isso, liberamos o homem das imposições de gênero machistas. justamente por criticarmos e combatermos o machismo.

não é preciso colocar a palavra homem nos discursos feministas. esta crítica não é válida, não.

esta crítica é egoísta e tem o único propósito de minar o movimento, desqualificando-o.

em relação a isso, o Samuel disse algo que vale retomar aqui: o masculinismo se esconde nessa conversa de reivindicar demandas masculinas, mas não faz isso de verdade. gasta tempo e bits desqualificando mulheres, sem NUNCA reivindicar nada para os homens como, por exemplo, ampliação da licença paternidade ou campanhas específicas sobre saúde ou responsabilidade na contracepção e outros assuntos de interesse masculino.

pelo contrário. vocês exigem que nós façamos isso. exigem que mulheres façam isso enquanto agridem e desqualificam mulheres em blogs, debates e caixas de comentários de portais de notícias e blogs feministas. enquanto defendem agressões às mulheres. enquanto defendem e louvam estupradores.

Cora disse...


“O meu discurso é, para você, o que você quer que seja. Dê livre vazão a sua imaginação.”

você está errado. só podemos debater se o seu discurso refletir o que você pensa e defende. se ele for o que eu imagino, não existe debate, não existe diálogo, apenas um monólogo. serei eu falando comigo mesma.

se for assim, o que faz aqui?

.
.

““O feminismo não dirige agressões aos homens. O feminismo critica o machismo e o patriarcado. Estou repetindo, pois parece que você não compreendeu da primeira vez”

Traduzindo: quem concorda com as doutrinações feministas, está livre de ofensas. Quem discorda, pode ser ofendido a vontade.”

é sério isso?

é esse seu entendimento do que eu disse?

sério mesmo?

doutrinação?

sério?

.
.

“Você não sabe nada sobre mim para dizer em “qual tradição” eu estou mergulhado. Não banque a vidente.”

todos estamos mergulhados na mesma tradição.

a diferença entre nós dois é que eu enxergo e critico o machismo. você não.

não estou sendo vidente. quem está me dizendo como você pensa é você mesmo através das coisas que escreve aqui. se você não está sendo compreendido, esclareça. isto é debate.

.
.

“Porque sempre as mulheres, as mulheres e as mulheres?”

preciso mesmo responder isso?

não é evidente?

mulheres foram subjugadas durante milênios. por isso as mulheres, as mulheres e as mulheres.

porque o feminismo pretende liberar as mulheres do jugo masculino.

quantas vezes precisarei escrever isso?

se você ainda está com esta dúvida, jamais compreenderá o feminismo e as demandas femininas. então esta conversa será inútil.

você está dizendo que o feminismo só fará sentido quando o homem estiver no centro do debate e das reivindicações feministas.

só fará sentido quando o foco for o homem.

isto faz sentido pra você?

Cora disse...


“Ninguém tem o direito, como eu já havia dito antes, de impor que as pessoas gostem disso ou daquilo, aceitem isso ou aquilo, interajam com esse ou com aquele.”

quem acha que a contestação e a crítica são imposições estão completamente equivocados. e o equívoco nasce do preconceito.

fazer pensar. provocar reflexão. é este o propósito. como eu disse, ninguém tem que se relacionar com esta ou aquela pessoa, mas discursos de ódio e violência serão contestados e combatidos.

“Basta não ofender, não agredir, e não privar ninguém dos seus direitos.”

é este o discurso.

a Lola desconstrói estereótipos. o foco aqui é fortalecer mulheres. ninguém pretende que qualquer pessoa seja obrigado a se relacionar com qualquer outra.

mas não é esse o discurso machista (e o masculinista). ele defende agressão (e agride). defende a ofensa (e ofende). defende a privação dos direitos das mulheres (e o faz com todas as letras, bem claramente). galera FAZ QUESTÃO de EXTERIORIZAR a homofobia, a misoginia, o preconceito.

é isso que combatemos.

não deu pra sacar?

.
.

eu compreendo bem.

quem não compreende bem é você.

.
.

“Até o momento, poucos.”

não é isto que diz seu discurso.

.
.

o feminismo não se preocupa com o homem especificamente. o feminismo se preocupa com a mulher. com a liberação da mulher. ocorre que o combate ao machismo beneficia também o homem.

quantas vezes precisarei repetir isso?

.
.

“Muitas coisas continuarão sendo criticadas e combatidas, até mesmo a crítica será criticada e o combate será combatido.”

blábláblá sem significado.

.
.

não. não é.

a verdadeira liberdade é poder ser o que se é (desde que não haja violência contra terceiros) sem temer ser discriminado ou segregado ou violentado.

o preconceito é uma prisão. a intolerância é uma prisão.

é claro que esta liberdade de que trato aqui é utópica. podemos, quando muito, minimizar o preconceito. é por isto que lutamos.

dizer que ser preconceituoso é um direito inalienável é dizer que ser violento é um direito inalienável.

preconceito é violência.

“O fim de muitas coisas é o ódio e a violência.”

mais blábláblá sem significado.

“Principalmente das ideologias que alardeiam combater o ódio e a violência.”

não mais do que das ideologias que PROPAGAM o ódio e a violência. que fazem do ódio e da violência as razões de sua existência.

Nuba ofKau disse...

"Não gosto de mulheres “rodadas” por um motivo instintivo." - Eu ri gostoso. Fala que não é engraçado bancar o Sheldon Cooper da moral e dos bons costumes.

Roxy Carmichael disse...

LOVE cora!
adoro ler você por aqui!
eu tenho a impressão de que o felipe é o bismarck, aquele mesmo que no post sobre o aborto dizia que as mulheres exigiam que os homens não usassem camisinha pra elas poderem ter orgasmos múltiplos, mostrando todo seu amplo conhecimento sobre mulheres e sobre o orgasmo feminino, o que inspirou o meu argumento para um filme em que um garoto conhecia uma menina, os dois iam fazer sexo, ele dizia que iria fazer ela gozar como nunca antes, aí penetrava ela sem camisinha por 30 segundos e depois olhava pra ela com cara de ganhador (e recebia de volta o olhar do horror, HAHAHA), lembra?
o felipe bismarck só perde pro leandro (sorry felipe!), como "muso" desse blog, leandro aquele que sugeriu que mulheres façam menos sexo pra gastar menos pílula, ou seja, sabe tanto de mulher que pensa que só é preciso tomar a pílula no momento em que for fazer sexo!
agora se o felipe não for o bismarck (penso que sim porque em algum momento bismarck revelou seu nome, e como sabemos que o "movimento" masculinista no brasil conta com 5 membros, aliás 4, porque raziel abandonou, felipe masculinista com esse grau de dissociação, nesse estágio de negação da realdade só deve ter um) quem se importa, não é mesmo?
eu acho que bismarck tinha mais a ver, esse delírio de grandeza (eu achava que a moda lá no hospício ainda era assumir-se como napoleão). deve assinar com o nome agora porque tá medicado.
felipinho meu jovem: feliz ano novo pra você!saúde mental claro que é o que vc mais precisa, dinheiro no bolso pra você viajar e refrescar essas suas ideias mirins, amor, muito amor, muitos beijos na boca, sexo gostoso, que muita gente gosta (muita gente porque não é todo mundo que gosta e tá tudo bem)
e a corinha dispensa comentários!feliz ano novo cora!
feliz ano novo lola!!!vida longa a você e ao blog!(feliz ano novo pra sua mama e pro maridão também)

FÁBIO disse...

"Um masculinismo ativo seria uma luta de homens contra os próprios homens, já que não existe matriarcado e não são as mulheres que comandam a sociedade. Por isso é um movimento falho, os homens já comandam o mundo e são eles mesmos que criam esses problemas contra os homens de um patamar mais baixo.
Abraçossssssssss"
-
os homens opressores que você classifica que " comandam " o mundo, são os mesmos que trabalham em obras, minas de carvão, cabos de alta tensão ?
Quem acredita nisso vive no mundo da fantasia. Especialmente os homens que acreditam nisso.
Os homens que estão no poder são OUTROS homens, não nós. a percentagem total dos homens nesses altos cargos mal chega a 0,0000001% da população masculina.
mas vocês feministas focam sempre o topo da piramide, e não a realidade dos homens, que morrem dez anos mais cedo que as mulheres, que se aposentam cinco anos depois, que tem licença paternidade de longos 5 dias, que são noventa por cento dos moradores de rua, que são jogados no fim da fila da saúde publica, que são tratados por suas " parceiras' como pagadores de contas utilitários.

realmente nos ja temos tudo, devemos nos calar e contemplar a ascensão de vossas senhoras, afinal so querem nosso bem !

Anônimo disse...

promoção do lesbianismo?

eu adoraria me sentir atraída sexualmente por mulheres. sério mesmo. infelizmente isso não é opção. não dá pra promover algo assim.
-
Não e opção porque ?
Não são vocês feministas que afirmam que a sexualidade e uma construção social ?

Cora disse...

hahahahahahahahahahaha

a Ju está certíssima. mascu que não quer admitir que seja mascu.

esses são os melhores!

hahahahahahaha

.
.


"Ofendem, sabotam, hostilizam, aconselham as amigas a não se relacionarem com homens “machistas.”

Alguns homens fazem a mesma coisa. Só que ao invés de o objeto da repugnância deles ser o “machismo”, como no caso de vocês, é a promiscuidade feminina. Eles ofendem, sabotam, hostilizam, e aconselham os amigos a não se relacionarem com mulheres promíscuas.

Notou alguma diferença? Nem eu."

mais uma evidência de que seja mascu.

você não consegue ver a diferença entre contestar uma tradição misógina que desmerece mulheres (o patriarcado misógino) e ofensas, sabotagens e hostilização de mulheres enquanto indivíduos.

você não consegue enxergar que o seu discurso, que É o discurso masculinista, não dá escolha à mulher. o seu discurso diz que a mulher DEVE SER ou pior ainda, É NATURAL QUE SEJA subordinada ao homem.

isto NUNCA foi escolha. sempre foi IMPOSIÇÃO.

.
.

eu conheço um casal em que uma das partes OPTOU por permanecer em casa. no entanto, a pessoa não é DESQUALIFICADA como parasita pelo parceiro como fazem vocês masculinistas. o acordo entre eles é CLARO, estando incluído no acordo a construção de um pé de meia para aquele que abriu mão do emprego, como segurança em caso de eventual separação (afinal, ninguém sabe o futuro).

isto é completamente diferente da "amélia" que se anula em função do outro, sendo inclusive menosprezada por ter feito isso.

e você admite que quer uma “amélia”.

admite que deseja uma mulher sem possibilidade de escolha.

não tem nada a ver com promiscuidade.

a promiscuidade é apenas a DESCULPA que vocês usam pra defenderem a falta de autonomia feminina.

não é a mulher promíscua que você teme e pela qual sente repugnância, mas a mulher INDEPENDENTE e AUTÔNOMA. a mulher que tem VOZ.

é por ela que você sente repugnância.

tudo que você deseja é uma mulher DEPENDENTE que possa ser sempre COBRADA por ser sustentada por você.

da qual você possa EXIGIR obediência, docilidade, subserviência.

você acredita que a sua fortaleza vem da fraqueza da sua companheira (na verdade da sua “amélia” já que companheirismo pressupõe igualdade).

que a sua voz precisa anular a voz da sua companheira (da sua “amélia”) para que seja ouvida.

você É um opressor.

do contrário, por que participar de fóruns feministas senão para calar mulheres?

feministas defendem que a mulher tenha VOZ, AUTONOMIA e ESCOLHA.

sendo assim, ela pode escolher permanecer em casa sem se ANULAR em nome da família.

se você concorda com isso, não há porque contestar o movimento feminista e menos ainda desqualificar mulheres.

você simplesmente encontraria uma companheira que pensasse a família como você e seria feliz.

sem precisar sentir repugnância por ninguém, muito menos hostilizar ou ofender.

.
.

"minha repugnância contra esse tipo de mulher é natural"

você ACHA que é natural. mas não é não. é historicamente construída, pois não há ligação direta entre sexo e caráter.

homens promíscuos não são mau caráter.

cafajestes são mau caráter.

o mau caratismo não está relacionado com o número de parceiras do cara, mas sim com a FORMA como o cara se relaciona com suas parceiras.

mas você JAMAIS entenderá isso.

e não entenderá porque você é escravo de determinações culturais e sociais.

mas acredita que seja escravo de determinações naturais ou biológicas.

.
.

você é mascu com toda certeza.

e sabe disso embora não admita.

Cora disse...


ih! boiei!

eu não frequento o pdh.

"duas palavras pra vc sobre o PdH: marcelle e fabio"

o que isso quer dizer?

Roxy Carmichael disse...

fábio: em 2013 eu desejo que você conclua o curso de leitura e compreensão de texto que você ainda não começou (que feio hein fábio?) como estou de muito bom humor, te dou uma primeira aulinha grátis:
"os homens já comandam o mundo e são eles mesmos que criam esses problemas contra os homens de um patamar mais baixo." = 0,0000001% da população MASCULINA " comandam " o mundo, formado por mulheres e pelos outros homens a que vc se refere, ou seja os mesmos que trabalham em obras, minas de carvão, cabos de alta tensão.

não é mágico? viu como é simples? nem precisei argumentar, peguei os argumentos do seu texto! agora tente você mesmo! porque analfabetismo não orna com essa sua LINDA gravata cor...que cor é essa mesmo?vermelho?salmão?rosa?um LUXO!

FelipeLB disse...

“Eles [os homens] são hostilizados porque, por puro preconceito, a sociedade crê que a mulher, por ser mãe, por ter parido, SEMPRE cuidará melhor dos filhos do que o pai.”

sério que ele está criticando o feminismo com isso?

hahahahahahahahaha

ele faz uma crítica ao patriarcado pra rebater uma crítica ao patriarcado!”

Deixe-me ver se eu compreendi o seu ponto de vista. Você está me dizendo que o patriarcado destruiu o casamento. Sim, porque, para que as mulheres fiquem com a guarda das crianças, é necessário haver a separação do casal. Mas, a esmagadora maioria dos casos em que há separação, ela é motivada pelas mulheres. Então, o patriarcado está usando as mulheres para destruir o casamento e tirar os filhos da guarda dos homens e entregá-los para as... mulheres?

Tipo, é um patriarcado que age contra si mesmo?

Além de destruir o casamento, o patriarcado entregou de bandeja a criação dos filhos para as mulheres? Ora, mas o patriarcado jamais faria isso. Qual homem patriarcal permitiria que o seu filho varão fosse educado longe de sua influência direta? Qual homem patriarcal permitiria que o seu filho varão fosse criado por uma mulher, sem ter um pai como referência dentro de casa? Se você entende tanto de patriarcado com diz entender, saberá que numa sociedade patriarcal, a mulher não tem influência nenhuma na educação dos filhos. Ela só alimenta, dar amor e carinho. O limite, o freio moral, a autoridade suprema, é o pai.

Percebe a bobagem que você disse?

E agora a melhor parte. Qual sociedade patriarcal permitiria que as filhas mulheres, estas que, na ótica patriarcal, precisam de um freio moral e de limites mais fortes que os filhos homens, fossem criadas apenas por suas mães, sem a autoridade direta do pai logo ali, por perto? Na ótica patriarcal, isso seria o mesmo que condenar as suas filhas a prostituição, pois, segundo o patriarcalismo, as mulheres não conseguem impor limites a suas filhas, apenas os pais fazem isso.

E tem mais. Qual sociedade patriarcal permitiria, além de tudo que eu já disse anteriormente, que toda esse estado de coisas fosse sustentado as custas do...próprio homem! O homem, com a pensão alimentícia, seria o maior patrocinador da desgraça da sua própria família!

Veja só até que ponto chega o seu contorcionismo argumentativo para tentar responsabilizar o patriarcado por tudo que acontece, e aconteceu, na face da terra. Sabe o nome disso? Cegueira ideológica.

A concessão, generalizada, da guarda dos filhos as mulheres é, ao contrário do que você disse, obra genuína do feminismo. O patriarcalismo não tem nada a ver com isso, pois jamais permitiria que isso acontecesse, como eu já mostrei. Se o patriarcalismo fosse o grande responsável por isso, então o que aconteceria seria exatamento o contrário: os homens ficariam com a guarda dos filhos, com a chancela da lei, para obrigar que a mulher voltasse para casa, após um ato de rebeldia e de desobediência, tentando dissolver o casamento, que, aliás, no patriarcalismo é, para a mulher, algo indissolúvel, a priori.

FelipeLB disse...


Cora,

O Samuel não entendeu, mas eu tenho alguma esperança que você entenda. Existe uma grande diferença entre você ser incumbido de alguma atribuição porque você é tido como alguém que faz isso da melhor forma, e você ser incumbido de uma atribuição porque ela é ruim, é penosa, então deixam para você algo que ninguém quer fazer. Você enxerga a difrença?

A sociedade, fortemente influenciada pelo feminismo, quando eu digo “sociedade” eu abarco tudo, juízes de direito, promotores de justiça, mídia, a própria consciência coletiva das massas etc, destruiu a idéia de que o pai é indispensável na criação dos filhos, premissa básica do patriarcalismo, e passou a crer que a mulher educa o filho muito melhor que ele, dentre outros motivos, por amar mais o filho, por ter parido e blábláblá.

Saia às ruas e pergunte a 100 pessoas, homens, mulheres, velhos, novos, aleatoriamente, se no momento de uma separação entre um casal, é preferível o filho ficar com a mãe ou com o pai. 80 ou mais dirão que o filho deve ficar com a mãe. No patriarcalismo, as 100 diriam exatamente o contrário.

Cora disse...

olá Roxy!

saudades do blog, dos debates e de vocês!

deixei uma mensagem pra você num post que só li muito depois de publicado pela Lola. nem sei se você chegou a ver.

sabe como me identifico com seus posicionamentos.

leio de panelada agora. acaba tudo acumulado.

estou super sem tempo pra longas digressões por aqui (embora adore, vc sabe), mas não resisti às bobagens do felipe.

também acho que seja o bismarck. no meio da misoginia que ele despeja por aqui sempre sobra um tempinho pra piadinhas. ele fez isso agora também.

e ele perde mesmo pro leandro.

quando o libertarianismo se combina com o masculinismo, é um desastre!

.
.

“felipinho meu jovem: feliz ano novo pra você! saúde mental claro que é o que vc mais precisa, dinheiro no bolso pra você viajar e refrescar essas suas ideias mirins, amor, muito amor, muitos beijos na boca, sexo gostoso, que muita gente gosta (muita gente porque não é todo mundo que gosta e tá tudo bem)” [2]

.
.

Roxy,

sabe como me livro de babacas (mulheres ou homens)?

sempre que alguém aparece com essa conversa mole de número de parceiros sexuais, triplico minha experiência. dependendo do que aconteceu antes, multiplico por dez!

assim, me livro sem nenhum esforço!

e rio MUITO depois, num misto de alívio e pena!

.
.

feliz ano novo pra você também, Roxy!

e pra você, Lola, responsável por tudo, e pra todo mundo que frequenta este espaço bacana!!

TUDO DE BOM pra vocês!!

até pra você, viu felipe?

FÁBIO disse...


Cora disse...
hahahahahahahahahahaha

a Ju está certíssima. mascu que não quer admitir que seja mascu.

esses são os melhores!

hahahahahahaha
-
pois então você vai me ODIAR cora, POIS EU SOU MASCULINISTA !

Cora disse...

cacete, até o fabio veio chorar as pitangas!

hahahahahahahahahahaha

fabio,

estou mesmo sem tempo agora, por isso serei muito breve e muito provavelmente incompreensível para você:

os homens, mesmo os de posição mais baixa na pirâmide social, ainda subordinam suas esposas e filhas.

(nesse sentido, mulheres de classe média são as que podem se livrar desse jugo mais facilmente)

no espaço doméstico, nas relações com o espaço público, é aí que a opressão do masculino em relação ao feminino aparece.

é na violência simbólica, verbal, sexual, doméstica.

estamos falando da relação entre mulheres e homens num mundo machista.

não de relações de poder econômico e status social entre homens num mundo capitalista.

óbvio que o mundo são as duas coisas ao mesmo tempo. separo só pra vc perceber q as instâncias são diferentes.

não dá pra esclarecer mais nada agora. só ano que vem, hehe!

FÁBIO disse...

Roxy Carmichael disse...
-
felicidades para você também em 2013, mas eu entendi muito bem o que você quis dizer feminista Roxy, talvês eu não seja "ilustrado e letrado" como estudantes de humanas, mas eu tenho um dom, eu leio as entrelinhas com clareza, e o que eu vejo e que o discurso feminista exclui as mulheres de tudo que não e bom na humanidade, com se estivessem chegando agora ao mundo, e fossem seres superiores.
Quando vão assumir a sua parcela de culpa pelo o que a humanidade e ?
Saiba roxy, que ficar em uma posição passiva, e pecar por omissão.

Cora disse...

felipe,

será impossível discutir isso com vc agora (sem tempo e sem bateria!).

superficialmente, então:

o patriarcado stricto sensu não existe mais. muita coisa mudou.

o divórcio foi conquista do feminismo, justamente porque mulheres se sentiam oprimidas pelo casamento nos moldes patriarcais.

o que dá a dica de que não eram felizes.

a educação dxs filhxs sempre foi prerrogativa feminina sob o jugo do machismo.

até hoje é assim.

é justamente o feminismo que defende uma participação efetiva dos homens no trato com xs filhxs.

a sociedade ainda é machista. não é necessário um pai autoritário em casa. a cultura e as tradições cumprem este papel muito mais efetivamente.

muitas mulheres, separadas inclusive, criam filhos e filhas nos moldes machistas.

você sabe disso. não finja.

não tenho tempo pra mais, por enquanto.

agora, só ano que vem.

se vc ainda estiver por aqui, a gente se esbarra e continua esse papo.

até.

ps. vc não entende nada de patriarcado também. nem de feminismo e nem de patriarcado. pq eu não me surpreendo?

Cora disse...

galera,

até ano que vem!

tudo de bom pra vcs!

FelipeLB disse...


Um 2013 de alegrias, paz e
prosperidade para todos.

Se alguém se sentiu diretamente ofendido com os meus comentários, saiba que eu desejei ferir ninguém. Aprendam, como eu aprendi, a serem mais permissivos (as) com quem pensa diferente de vocês, pois o contrário disso é o fanatismo ideológico, sempre destrutivo, como a História têm sucessivamente provado.

Parabenizo a Lola que, diferentemente dos masculinistas em seus espaços, tem se mostrado mais afeita ao debate democrático, publicando muitas opiniões que divergem da cartilha feminista.

E Cora, quando você puder, gostaria que você me esclarecesse uma dúvida minha sobre os gêneros e as construções de gênero, dúvida que as moças que "debateram" comigo na ocasião não se mostraram capazes de liquidar:

http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1486619705951395295&postID=7410194744729782295

Desde já agradeço, e, uma vez mais, um belo ano novo a todos.

Anônimo disse...

Para Felipe LB

Feliz 2013 pra vc e todos(as) que frequentam este blog.

Caro, NÃO sou leviana. Leviano é um sujeito como o dono do blog "Búfalo" que prega abuso sexual contra todas a smulheres(incluindo meninas).

Só passei uma verdade que vc tem o direito de acreditar, mas, não significa que não exista.


Sawl

Sarah disse...

Pior que mesmo com os quadriculados dá pra ver que a menina é linda. Isso é pra exemplificar que, mesmo estando nos padrões, vc vai ser agredida e isso, realmente, nada tem q ver com você. Tem que ver com a ignorância dos outros.

Eu lembro de uma época em que tbm fui agredida num forum de internet. Na época eu tinha apenas 18 anos, portanto isso mexeu comigo de uma maneira que hoje, aos 26, não mexeria. Mas na época eu lembro que fiquei me perguntando o que havia de errado comigo, uma vez que eu era jovem, bonita e só queria fazer amizades!

E não, não era um forum machista! Era um forum "normal", eu era apenas uma adolescente querendo me enturmar.

Hoje, vejo o quão erradas as pessoas são em agir assim, e que deveríamos educar as pessoas para terem respeito para com as mulheres, e não o contrário - educar as mulheres a se proteger.

Felipe Barreto disse...

Sawl,

Sou o FelipeLB

Você diz:

"Só passei uma verdade que vc tem o direito de acreditar, mas, não significa que não exista"

Você não disse verdade nenhuma, pelo contrário.

Você foi irresponsável sim, pois disse, com todas as palavras, que todos os masculinistas aplaudiram o estupro de uma mulher na Índia.

Eu também estaria sendo irresponsável se eu dissesse, sem provas cabais, que você aplaude cada vez que um homem é assassinado, já que você é feminista como a Valerie Solanas era.

Anônimo disse...

Eu entendo vc. Sou feminista, mas vejo como feministas se contradizem. Eu mesmo me contradigo muito, as vezes sem perceber....
Mas a Lola é bem atenta, tem empatia e se corrige.
Agora respondendo à sua pergunta: Marcus geralmente fazem exigências pq consideram que uma mulher tatuada, que fuma etc nao presta, é uma vadia....nesse sentido, sabe?

Felipe Barreto disse...

Anônimo,

"Agora respondendo à sua pergunta: Marcus geralmente fazem exigências pq consideram que uma mulher tatuada, que fuma etc não presta, é uma vadia....nesse sentido, sabe?"

Eles têm o direito de fazer as exigências deles, mesmo que sejam "machistas", e as mulheres têm o direito de se enquadrarem ou não. Elas são livres para escolher.

Portanto, o problema não é as exigências.

O problema é que muitos masculinistas ofendem gratuitamente o tipo de mulher que eles não aprovam para si próprios.

Isso é reprovável, pois, se você não aceita um tipo de pessoa, isso não significa que tens o direito de ofendê-la gratuitamente. Nisto, estamos de acordo.

Anônimo disse...

┈┈┈┈┈╭┈┈╮┈┈╭┈┈┈┈┈╮┈┈
┈┈┈┈╭╯╰╰╰╮┈┃ERA PRA ┃┈┈
┈┈┈┈╰┃◎.l◎┃╯┈┃RIR? ┈┈
┈┈┈┈┈╰╭╮╯┈┈╰┈▌┈┈┈╯┈┈
┈┈┈┈╱▔╲╱▔╲┈┈╱▒┈┈┈┈┈┈

Cora disse...

felipe,

dei uma olhada no post e comentários q vc indicou.

aquela foi sua primeira vez aqui? se foi, por isso não reconheci seu nick. tem uns 2 meses, talvez mais, q frequento o espaço da Lola esporadicamente e sem poder ler os comentários ou mesmo comentar muito, infelizmente.

(embora ainda ache q vc seja o bismarck)

vc usava outros nicks?

como não me furto ao diálogo, não me importo de postar aqui minhas impressões sobre suas dúvidas.

mas, antes de iniciar minha contribuição, gostaria que respondesse umas dúvidas:

suponha que uma resposta objetiva e categórica à sua pergunta seja impossível.

você acredita que mulheres devam continuar sob o domínio violento de homens ainda hoje (lembrando que não falo apenas da violência física, mas também ou especialmente, da violência simbólica)? mesmo que mulheres no mundo inteiro reivindiquem uma posição social não subordinada?

quer dizer, usamos equipamentos inimagináveis há alguns séculos, mas temos uma parcela considerável da sociedade que quer manter mulheres sob os sapatos masculinos. é isso mesmo?

somos capazes de, mesmo que por breve período, sair do planeta (e não há nada mais não natural do que isso), mas mulheres devem permanecer sob o jugo masculino como há 2.000 anos?

as mudanças sociais e culturais não podem incluir uma posição igualitária da mulher na sociedade (falo de status social de forma geral, respeito, oportunidades, igualdade de tratamento, direito ao espaço público, essas coisas, e não dinheiro ou posição na pirâmide social, ok?)?

é tão difícil pra vc imaginar um mundo em que uma mulher seja tão digna de respeito quanto um homem, isto é, sem que sejam necessários determinados panos ou comportamento, sem que sejam necessárias ressalvas?

uma sociedade em que homens não pensem ser possível oferecer mulheres como presente? ou que homens não pensem ser possível comprar uma mulher? ou que homens não pensem que possam drogar uma colega de trabalho para violentá-la juntamente com outros colegas homens? ou que homens não pensem que possam se aproveitar de uma mulher desorientada pela bebida ou por drogas para praticarem um estupro coletivo? em que a violência sexual, incluindo ai o assédio, não faça parte do cotidiano feminino?

a evolução cultural e social nunca atingirá as relações de gênero em nossa sociedade?

tudo muda, menos as relações de gênero?

é tão difícil para homens como você, que a mulher tenha tanta autonomia quanto ele? tanta voz quanto ele? tanto prestígio social quanto ele (novamente não falo de dinheiro ou classe social, ok? falo de formas de tratamento.)?

é isso mesmo que você defende?

fico no aguardo de suas respostas para continuar (ou não) esta conversa.

ps. vc me deve as referências sobre as diferenças de gênero para penas aplicadas para os mesmos delitos.

Felipe Barreto disse...

Cora,

É no mínimo intrigante o fato de eu te fazer algumas perguntas e você me responder com outras meia dúzia de perguntas. Vou responder uma por uma, mas espero que você, diferentemente das outras, não procure dispersar o assunto e sair pela tangente.

1. Não acredito que mulheres devam sofrer qualquer tipo de violência, seja ela praticada por homens ou por outras mulheres. A integridade física e moral são direitos fundamentais do ser humano.

As mulheres não devem estar submetidas a ninguém, devem ser livres para fazer as suas escolhas, arcar com as conseqüências delas, gozar da igualdade civil, e usufruir de todos os direitos em condição de igualdade com o homem.

2. Sim, temos uma parcela considerável da humanidade que ainda priva a mulher de alguns direitos que, em sociedades democráticas, já foram conquistados (ou estão em fase de implementação).

3. Os crimes jamais serão absolutamente banidos da humanidade. Sempre haverá crime contra a mulher e contra o homem. O que podemos fazer é reduzir a sua incidência. Muitos países já conseguiram isso a um bom tempo. Os que ainda não conseguiram, devem adotar medidas que contribuam decisivamente com esse objetivo.

Você disse que a violência sexual faz parte do cotidiano feminino. Não é verdade.

4. Em muitos países, a “evolução” cultural e social já atinge as relações de gênero. No Brasil, por exemplo, as mulheres são , perante a lei, iguais aos homens. São maioria no ensino superior, e caminham a cada dia no sentido de serem mais atuantes e influentes em diversas áreas de atuação profissional e política.

São maioria entre os consumidores e compõem a maior parte do eleitorado nacional.

Podem casar e se separar quantas vezes lhes aprouver. Podem ter filhos fora do casamento. Podem praticar o sexo sem compromisso até a exaustão. Nenhum desses comportamentos priva o gênero feminino de direitos jurídicos.

5. No Brasil, as mulheres possuem bastante autonomia, e essa autonomia, a cada dia, cresce em intensidade e em alcance. Em muitos outros países democráticos, as mulheres também usufruem de muita liberdade e independência. As demandas femininas também encontram ressonância em vários segmentos da sociedade. Governos, ONGs, Partidos Políticos, Imprensa, Associações, Organizações feministas e o próprio sistema eleitoral atuam no sentido de oportunizar que a mulher se manifeste e reivindique a atenção da sociedade.

Não vejo problema nenhum nisso, pelo contrário, as mulheres, como eu já disse, devem possuir os mesmos direitos que os homens, perante a lei.

6. A forma de tratamento que é dirigida a uma pessoa, seja ela homem ou mulher, nas sociedades capitalistas, depende diretamente do seu dinheiro e do seu prestígio social. São coisas visceralmente ligadas. No que concerne ao tratamento dispensado pelo Estado aos homens e mulheres, em muitos países (Brasil incluso) ele é, para as mulheres, em algumas situações, melhor do que o tratamento que é dispensado aos homens (inclusive, segundo alguns, violando arbitrariamente o princípio da igualdade).

E sim, muitas mulheres possuem mais prestígio social e ganham mais dinheiro que muitos homens, muitos mesmo. Por isso (também), recebem um tratamento, da sociedade, muito melhor que o que eles recebem. Existem milhões de mulheres, em todo o mundo, que vivem uma vida muito mais confortável, segura, e feliz que milhões de homens mundo a fora.

Felipe Barreto disse...

Cora,

“ps. vc me deve as referências sobre as diferenças de gênero para penas aplicadas para os mesmos delitos.”

Existe um historiador militar que atende pelo nome de Martin van Creveld. Ele escreveu um livro intitulado “O Sexo Privilegiado”. No livro, Creveld mostra algumas estatísticas que comprovam que, em todo o mundo moderno, as mulheres criminosas, em geral, são tratadas com mais brandura pelo Estado do que os homens. Para Creveld, os principais motivos que desencadeiam essa situação, são:

1. As mulheres são encaradas como mais frágeis, fisicamente e emocionalmente, que os homens. Por isso, os juízes tendem a aplicar-lhes penas menores.

2. A sociedade tende a encarar as mulheres como mais passionais e emotivas que os homens. Isso faz com que os advogados de defesa das mulheres tenham um espaço de manobra maior que os advogados dos homens, pois eles exploram essa idéia em benefício de suas clientes, já que os crimes motivados por emoção ou por paixão servem como atenuantes da pena.

3. O fato de os homens estarem mais envolvidos na criminalidade que as mulheres, faz com que o sistema judiciário encare o criminoso homem como naturalmente mais perigoso do que uma criminosa mulher, ainda que eles tenham praticado delitos idênticos.

4. Em muitas situações, a mulher que comete crime é considerada apenas uma vítima do sistema. O homem não, ele sempre é encarado como um criminoso. Exemplo. Se uma mulher rouba comida para alimentar os seus filhos, a sociedade irá dizer: “coitada dela, ela é mãe! Fez aquilo por seus filhos. Toda mulher vira uma leoa quando os seus filhos estão em perigo!” Porém, se um homem roubar comida para alimentar os seus filhos, a sociedade vai dizer: Vai trabalhar, vagabundo! Que exemplo é esse que você está dando para os seus filhos, seu verme?” Esse tipo de mentalidade também se faz presente entre os juízes (homens e mulheres).

Existem outros estudos que apontam que as mulheres, em geral, recebem um melhor tratamento do sistema judiciário:

http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=2144002

http://etd.ohiolink.edu/view.cgi?acc_num=bgsu1237482038

E, ainda, se eu não me engano, uma autora antifeminista de nome Esther Vilar também publicou em sua obra, intitulada “O Homem Domado”, alguns dados e estatísticas comprovando o fato.

BOo disse...

Claro cara, e essa sua pesquisa toda invalida o fato da guria ter sido agredida pela internet.

Nao pera... as mulheres são tão privilegiadas sempre e... ZZzzzzzzz

Alan disse...

Que ridículo. Ontem vi uma imagem na internet que dizia mais ou menos assim: "Quando você tá andando na rua e vê uma merda no chão, por acaso você pula em cima da morda, rola em cima dela enquanto grita 'ahhh que horrível, que fedor, como eu odeio merda na rua ahhh'?"

Sério, eu não entendo a incapacidade que certas pessoas têm de simplesmente ignorar os trolls. Você, garotinha, fez uma conta num fórum troll, pra postar num tópico troll onde ninguém pediu muito menos quer saber da sua opinião.

Uma coisa é você engajar em discussões inteligentes, num fórum inteligente. Agora, quando o fórum em questão é claramente habitado por um monte de moleque menor de idade semi analfabeto, e ainda por cima você posta uma foto sua ao primeiro pedido dos usuários do site, me desculpa, mas quem te chamou de att whore acertou em cheio.

Na próxima vez fique na sua. Ignore. Não faz sentido discutir com trolls. Se o conteúdo do fórum te ofendeu tanto assim, denuncie. Não faz sentido se meter no meio dos caras, isso é burrice.

Passar bem.

Mordred Paganini disse...

Eu fiquei chocada demais com este gest, sério mesmo.

Principalmente porque parece vindo de alguém que começou a acessar a internet ontem!

Como assim você foi em um fórum misógino convencê-los de que na verdade as mulheres são legais? Acaso você achava mesmo que seria a primeira a tentar isso?

Vou ali na Raça Fla dizer para eles se mudarem para a Young Flu! Vestindo a camisa do Fluminense, com a bandeira da Young Flu e gritando que flamenguista é tudo viado!

Tipo, eu mal pude acreditar no que eu li.

E não contente em querer argumentar com estas ostras, você ainda expõe sua foto. Achando talvez que pelo fato de você ser bonita eles iriam aliviar para você.

Eu já vi está espécie chamando Angelina Jolie de baranga, moça!

Não precisa haver algo de errado em você para que você não seja criticada. A menos que você entre lá dizendo que todas as mulheres do mundo são vadias e que você é diferente por ser católica tradicional e integralista, etc., a hostilidade será a mesma.

Mesmo que você fosse a Gisele Bundchen eles te chamariam de gorda e mesmo que você fosse a Alinne Moraes, eles te chamariam de cara torta ou sei lá o quê.

Porque eles são ou dementes ou trolls ou ambos!

E daí você vai provavelmente dizer "ah, mas você está colocando a culpa na vítima".

Daí eu te pergunto: você iria em uma reunião da bancada ruralista defender o fim do trabalho escravo? Você realmente se daria a este trabalho inútil?

Muito melhor seria se você respondesse trollando-os até a morte e depois nunca mais voltasse para responder. Eles teriam butthurt infinito e você teria poupado muita energia.

Escolha suas batalhas, moça! E crie casca, né? Se qualquer trollagem fraca é capaz de te derrubar assim, você não deveria nem entrar na internet.

Cora disse...

felipe,

estive fora e me propus um tempo (necessário) sem conexão. (nada a ver com o blog, obviamente).

voltei pra ver a quantas andava este post e vi q vc respondeu minhas questões. não sei se vc voltará aqui depois de tanto tempo, mas deixarei minhas impressões sobre este assunto para vc e futuros leitores continuarem o debate.

como disse pra Roxy, estou com o tempo apertado pra longas (e imediatas) digressões. tenho lido o blog apenas eventualmente e nem sempre podendo comentar.

estou tirando o atraso, falando pelos cotovelos.

(aliás, mais uma vez, Lola, desculpe meus excessos)

.
.

mas, pq é intrigante te fazer perguntas?

saber como vc pensa (ou como diz que pensa) é sair pela tangente?

.
.

1. “(...) devem ser livres para fazer as suas escolhas, arcar com as conseqüências delas, gozar da igualdade civil, e usufruir de todos os direitos em condição de igualdade com o homem.”

sendo assim, qual é o seu problema com as discussões aqui?

2. se vc reconhece que ainda não há igualdade, pq contesta tanto as reivindicações feministas? está claro, até mesmo para os masculinistas, q não há igualdade. desejar q esta igualdade jamais seja atingida é o q defendem machistas e masculinistas. se vc, aparentemente pelo menos, acredita q devemos ser iguais (politica e socialmente falando), pq se incomoda tanto com as discussões aqui?

3. concordo que crimes jamais serão completamente banidos, mas estamos falando de um tipo de crime específico, que nasce e se perpetua em função de uma hierarquia social que submete a mulher ao homem. este tipo particular de crime só diminuirá na medida em que o espaço público pertencer à mulher também. só diminuirá na medida em que o corpo de uma mulher for considerado tão inviolável qto o corpo de um homem. só diminuirá quando a mulher deixar de ser um objeto para o usufruto masculino, para ser um ser humano dotado de autonomia.

4. de fato, está escrito q PERANTE A LEI somos iguais. perante a lei. mas ainda precisamos nos dar o respeito. vc consegue perceber o que isso significa, felipe? creio q não. só uma mulher entende o q isso significa. significa q não há igualdade.

5. “Governos, ONGs, Partidos Políticos, Imprensa, Associações, Organizações feministas e o próprio sistema eleitoral atuam no sentido de oportunizar que a mulher se manifeste e reivindique a atenção da sociedade.”

vc percebe que precisamos, AINDA HOJE, reivindicar a atenção da sociedade. ainda precisamos reivindicar espaços para nos manifestar. se precisamos disso, não há igualdade.

(é necessário salientar que estamos fazendo um recorte e q, obviamente falamos apenas das relações de gênero heteronormativas? certamente outras minorias políticas tb precisam reivindicar a atenção da sociedade).

6. ok. numa sociedade capitalista existem diferenças de tratamento em função do prestígio social e do dinheiro. mas salientei q não é disso que falo, e sim do tratamento de mulheres e homens enqto indivíduos, especialmente no espaço público. é desta forma de tratamento que falo. é o “esquecimento” de q uma mulher (qq mulher) é um indivíduo autônomo antes de ser um corpo. o corpo é apenas o lugar q habitamos. assim como acontece com os homens. dá pra entender?

Cora disse...

van creveld e esther villar? ambos defendem q é o sexo masculino o discriminado e o feminino, o sexo privilegiado.

vc acredita mesmo nisso?

não peço q olhe pra um passado distante. não peço q olhe pra história.

pense no hoje. pense no seu mundo imediato. pense na sociedade q vc frequenta. a mulher é o sexo privilegiado? a mulher foi, em algum momento da história escrita, o sexo privilegiado?

nunca li um livro de van creveld, apenas algumas entrevistas. mas li o homem domado. e as ideias de ambos são semelhantes, segundo pude perceber a partir dessas entrevistas.

(e a retórica de van creveld está na boca dos masculinistas, incluindo essa bobagem sobre guerras travadas por homens para proteger mulheres. seria cômico se não fosse tão estúpido (ou patético?) dizer isso. guerras tem a ver com disputa de poder ideológico entre nações, não tem nada a ver com proteger mulheres, q aliás, são transformadas em bucha de canhão, juntamente com outros grupos enfraquecidos politicamente)

villar (e até onde pude perceber van creveld concorda) diz q mulheres exploram os homens. mas como?

não tomar decisões, não escolher, não ser o dono do dinheiro e dos meios de produção, não votar, não ter vida pública, não estudar, não guerrear, não ter poder político, não ter acesso ao conhecimento, não ter prestígio social, ter o trabalho doméstico visto como um trabalho menor, sem importância e ainda assim ser sua única função social, não ter a violência contra si reconhecida, na verdade, pior, ter a violência contra si justificada, ter sido achincalhada por séculos de tradição escrita... como q isso pode ser ter poder sobre o homem? em q mundo um ser tão poderoso e tão privilegiado qto a mulher é para esses dois, não deixaria nada de abonador sobre si para a posteridade?

não dá pra levar esses dois a sério qdo temos a história os contradizendo. qdo temos o cotidiano os contradizendo.

.
.

sem contar q, sendo os homens tão discriminados assim, pq resistem tanto às mudanças propostas pelo feminismo? sendo os homens tão explorados pelas mulheres, pq resistem tanto em reconhecer a autonomia e a independência femininas?

é evidente q esses dois servem aos masculinistas, já q negam o óbvio. negam q o patriarcado, apesar de não desumanizar os homens como faz com as mulheres, também é opressivo ao masculino. afinal, os papéis masculinos são impostos aos homens, tanto qto os papéis femininos são impostos às mulheres.

.
.

o q vc critica, afinal?

ao mesmo tempo em q reconhece q não há igualdade, critica a busca por igualdade?

ou o seu temor é q as mulheres e a sociedade passem a tratar os homens como os homens e a sociedade tratam a mulher?

pq é exatamente este o temor machista/masculinista. receber o tratamento q dispensa às mulheres.

Cora disse...

tudo que foi escrito sobre mulheres até muito recentemente, o foi por homens já sob uma cultura de subjugação e menosprezo do feminino. uma cultura masculina, de instituições masculinas, incluindo aí, análises de culturas orais que desapareceram no contato com grupos mais fortes.

quer dizer, a história não é neutra.

outra coisa: nunca saberemos ao certo como eram organizadas em termos de papéis de gênero (se é que podemos falar assim), os primeiros agrupamentos humanos, falando aqui de quando nossa espécie se distinguiu biologicamente daquela da qual se originou.

o conhecimento da história biológica de nossa espécie está em construção, mas é preciso q algo fique claro aos masculinistas: a espécie evolui. fêmeas e machos. e não cada um independente do outro.

nada na biologia determina a subjugação do feminino pelo masculino. se isso existe, é cultural.

o q distingue nossa espécie das demais é justamente o pensamento simbólico. é ele q possibilita questionamentos como “pq estamos aqui”, “para onde vamos”, “o q existe após a morte”, “como surgiu o mundo”. é o pensamento simbólico q possibilita o sepultamento ritualístico, a arte, as distinções de status social através de símbolos e objetos, a ampliação dos agrupamentos sociais.

paleoantropólogos dizem q esta foi a primeira vez que a seleção natural fixou um mecanismo q pode produzir comportamentos mal-adaptativos como, p. ex., a adoração de ícones.

paleoantropólogos dizem q a seleção natural fixou em nós uma entidade mental q é gerida por critérios arbitrários e não adaptativos, por ditames abstratos e não racionais.

isto, mais a força física, mais filhotes demasiado imaturos e q demandam anos de cuidados, mais a ovulação oculta (o período fértil não é conhecido nem mesmo pela fêmea), a ereção e a ejaculação (eventos q podem ser vistos) empurrou o masculino para o espaço público e o feminino para o espaço doméstico.

mas o problema não é esse. a divisão de tarefas não implica em exploração do feminino. não implica em desmerecimento do feminino. não implica em violência contra o feminino. não implica em desprezo pelas tarefas relacionadas com o feminino, afinal são tarefas fundamentais para a manutenção da vida. não abomino a divisão de papéis per se. abomino a violência contra o feminino q é justificada por ela.

abomino o menosprezo pelo feminino q essa divisão de tarefas engendrou. um menosprezo q não é necessário para o estabelecimento de agrupamentos humanos e o desenvolvimento da espécie.

um menosprezo q talvez tenha origem no ato sexual. como a ereção e a ejaculação são visíveis, podem ser relacionados com a concepção. daí a ideia recorrente em praticamente todos os agrupamentos humanos de q mulheres não participam da reprodução a não ser como receptáculos incubadores.

o feminino não está submetido, biologicamente falando, ao masculino. apenas culturalmente. apenas através da força de simbolismos q violentam um gênero inteiro para q outro se afirme superior.

nada disso é natural.

é cultural.

e foi consolidado pelo patriarcado através da força física e simbólica. a transmissão do poder para os filhOs suprimiu a voz feminina escravizando todo um gênero através do controle do corpo feminino.

não há nada disso na natureza. nos chimpanzés, machos jovens devem abandonar o grupo. nos bonobos, fêmeas jovens devem abandonar o grupo. não há transmissão filial de poder e força. isso só acontece em grupos humanos e foi o q determinou a subjugação do feminino pelo masculino.

para a transmissão de poder e propriedade para o filhO, é importante o controle da concepção.

taí o impulso q determinou a subjugação do feminino.

é cultural.

por isso pode ser contestado.

e pretendemos romper com essa tradição cultural q oprime todo um gênero.

Cora disse...

felipe,

o feminismo não diz q os “papéis de gênero foram distribuídos” e nem q “homens e mulheres faziam as mesmas coisas e se comportavam da mesma forma, pois ainda não existia religião, moral ou cultura condicionando as suas ações”.

esta fala é sua e revela como vc interpreta o feminismo.

esta fala é uma extrapolação indevida da crítica q o feminismo faz ao patriarcado, base da nossa cultura.

papéis de gênero não foram distribuídos. não houve uma reunião na qual se decidiu, por votação, quem faria o q e como.

homens e mulheres não precisam fazer as mesmas coisas e nem se comportar da mesma maneira para serem igualmente respeitados enqto indivíduos, enqto seres humanos. o q o feminismo questiona é o domínio masculino sobre o feminino. é o menosprezo do feminino pelo masculino. é a sujeição do feminino ao masculino. é a negação de autonomia e voz ao feminino. é a violência simbólica q dá respaldo e sustentação à violência verbal e física.

a crítica é esta.

e repito: esta sujeição, a negação de direitos, o menosprezo, a violência... nada disso é biológico. nada disso é natural.

as espécies animais, do ponto de vista biológico, são formadas por fêmeas e machos, igualmente importantes e fundamentais para a manutenção da espécie. igualmente fundamentais para a reprodução. não há sujeição da fêmea ao macho, nem sujeição do macho à fêmea. este é um fenômeno exclusivamente humano e mais, um fenômeno q surgiu em algumas sociedades. o caso é q este modelo (q chamamos aqui de patriarcado) foi o q formou a base da nossa sociedade.

existem inúmeros relatos de sociedades em que não há esta sujeição do feminino ao masculino, embora haja divisão de tarefas.

e, importante perceber, esta sujeição não tem a ver com a divisão de tarefas per se. observe que divisão de tarefas não quer dizer dominação do masculino sobre o feminino.

.
.

mamíferos. fêmea e macho. fecundação interna. desenvolvimento fetal interno. cuidado parental. espécie biológica. primatas. organização social. tudo isso é natural e nada disso diz q machos dominam ou subjugam fêmeas. isso só ocorre na espécie humana. não há paralelo na natureza.

entre os primatas, a dominância e a hierarquia social é exercida em relação ao grupo inteiro. existem machos e fêmeas dominantes e cada um do grupo tem uma determinada posição social. os dominantes (estou usando o termo genérico, pois há espécies em que machos são dominantes e outros em que fêmeas são dominantes) fazem alianças, campanhas de amizade para angariar apoio (usam presentes) quando desafiam os dominantes. e a dominância é sempre temporária. nunca permanente. nunca absoluta. não é a dominância de um gênero sobre outro. ao contrário. o dominante está sempre ameaçado de perder a dominância.

somente machos humanos pretendem uma dominância permanente e agressiva em relação ao gênero feminino inteiro (e não falo sempre de agressividade física, ok?, mas a ideia de que ela pode acontecer está sempre presente nas relações entre homens e mulheres).

e essa dominância é artificial. é cultural. é patriarcal. tanto que foram necessários o desenvolvimento de uma série de mitologias que mantiveram o feminino fora dos espaços públicos, fora das esferas de decisão.

porque força física e desprendimento dos filhotes não pressupõe fortaleza moral, da mesma forma que menor força física e maternidade não pressupõe fraqueza moral.

a divisão de tarefas não pressupõe dominância entre gêneros. divisão de tarefas não é subjugação e menosprezo. se fosse, não haveria necessidade de tanta violência simbólica (além da violência física) para manter um gênero inteiro subordinado ao outro.

Felipe Barreto disse...

Cora,

Eu resolvi responder primeiro aos seus comentários que tratam diretamente da questão que eu propus discutirmos, para que não haja o risco de nós nos perdemos em outros assuntos e nos distanciarmos do nosso foco inicial.

Responderei aos seus outros questionamentos e comentários depois que liquidarmos o tema proposto.

Então, vamos lá :)

Felipe Barreto disse...

Cora,

“nada na biologia determina a subjugação do feminino pelo masculino. se isso existe, é cultural”

Eu não tenho tanta certeza disso, mas seguirei a sua linha de raciocínio.

A grande pergunta é:

Se nada na biologia determina a subjugação da fêmea homo sapiens ao macho homo sapiens, mas apenas a cultura, então porque, na esmagadora maioria dos povos, civilizações e culturas, foi o homem que utilizou a cultura para subjugar a mulher, e não o contrário?

“a força física, mais filhotes demasiado imaturos e q demandam anos de cuidados, mais a ovulação oculta (o período fértil não é conhecido nem mesmo pela fêmea), a ereção e a ejaculação (eventos q podem ser vistos) empurrou o masculino para o espaço público e o feminino para o espaço doméstico.”

Não compreendi. Mais acima você disse que a biologia não atua no processo de subjugação de um gênero sobre o outro, e agora, você está dizendo que a força física do macho, aliada a ovulação e a maternidade da fêmea, estabeleceram uma distinção entre as funções e os papéis nas sociedades.

Afinal, a biologia determinou ou não a subjugação feminina ao macho?

E, se não determinou, porque a fêmea não subjugou o macho? Porque ela não empurrou o macho para o espaço doméstico, enquanto ela mesma ficava com o espaço público?

"mas o problema não é esse. a divisão de tarefas não implica em exploração do feminino. não implica em desmerecimento do feminino. não implica em violência contra o feminino. não implica em desprezo pelas tarefas relacionadas com o feminino, afinal são tarefas fundamentais para a manutenção da vida. não abomino a divisão de papéis per se. abomino a violência contra o feminino q é justificada por ela"

Agora você confundiu a minha cabeça.

Você não abomina que a mulher fique fora da política, que a mulher não tenha carreira, que a mulher não tenha renda própria, e que viva em função do marido e dos filhos? Mas foi você mesma quem disse que as mulheres são obrigadas a:

“não tomar decisões, não escolher, não ser o dono do dinheiro e dos meios de produção, não votar, não ter vida pública, não estudar, não guerrear, não ter poder político, não ter acesso ao conhecimento”

Se a biologia obrigou homens e mulheres a assumirem papéis distintos, o homem caça, participa da política e vai para a guerra; a mulher cuida da casa, dos filhos e faz a comida; e você disse que essa distinção não é abominável per si, então porque você reivindica que os papéis, agora, sejam compartilhados e misturados?

Porque o feminismo, ao invés de iniciar uma campanha em prol dos direitos da mulher de exercer o papel de mãe de família e de dona de casa, conscientizando a sociedade da importância dessa função, ele inicia um processo de transformação das funções, onde as mulheres assumem os postos que a natureza e a biologia destinaram aos homens?

Então você reconhece que o que o feminismo busca é algo que vai de encontro à biologia e a natureza?

“abomino o menosprezo pelo feminino q essa divisão de tarefas engendrou. um menosprezo q não é necessário para o estabelecimento de agrupamentos humanos e o desenvolvimento da espécie”

Então o caminho é o feminismo lutar para que a mulher não sofra preconceitos ou humilhações exercendo a função que a natureza reservou para ela. O caminho é o feminismo conscientizar a sociedade da importância do trabalho doméstico, fazer o Estado elaborar mais garantias jurídicas as trabalhadoras domésticas, lutar contra a violência doméstica que algumas mulheres sofrem, e conscientizar as mulheres a serem boas mães e boas donas de casa.

Porque o feminismo não faz isso? Porque você, e as outras feministas em geral, insistem em dizer que as mulheres devem sair da esfera doméstica e se igualar em atuação e importância ao homem na esfera pública?

Porque muitas feministas, ao contrário de você, acreditam que o trabalho doméstico, a maternidade, o casamento, são instituições ruins por elas mesmas, que escravizam as mulheres e as submetem aos homens?

Felipe Barreto disse...


Cora,

“o feminino não está submetido, biologicamente falando, ao masculino. apenas culturalmente. apenas através da força de simbolismos q violentam um gênero inteiro para q outro se afirme superior.

nada disso é natural.

é cultural.

e foi consolidado pelo patriarcado através da força física e simbólica. a transmissão do poder para os filhOs suprimiu a voz feminina escravizando todo um gênero através do controle do corpo feminino.”

Aqui você caiu em contradição.

Se o feminino só está submetido ao masculino por uma questão cultural apenas, então porque logo em seguida você disse que a força física atua na consolidação da dominação do masculino sobre o feminino?

E porque, em nenhum momento da história, essa transmissão hereditária de poder, que aconteceu de pai para filho, foi questionada ou inviabilizada pelas mulheres, através de movimentos de resistência de grande alcance? Porque só no século XX elas começaram a questionar essa cultura que, segundo você, as oprime a milênios?

A opressão política, econômica e militar sempre gerou resistência dos povos, em todas as épocas e lugares, porque essa opressão foi real. Porque a opressão do patriarcado só começou a gerar forte resistência há pouco tempo ?

Será que os masculinistas estão corretos quando afirmam que o feminismo só é possível em sociedades tecnologicamente avançadas?

“taí o impulso q determinou a subjugação do feminino.

é cultural.

por isso pode ser contestado.

e pretendemos romper com essa tradição cultural q oprime todo um gênero.”

Uma outra dúvida, para que essa cultura da opressão ao feminino seja destruída, é necessário que o cristianismo e as demais religiões do planeta sejam extintas?

É necessário a promoção do ateísmo ?

“existem inúmeros relatos de sociedades em que não há esta sujeição do feminino ao masculino, embora haja divisão de tarefas.”

Por exemplo?

“essa dominância é artificial. é cultural. é patriarcal. tanto que foram necessários o desenvolvimento de uma série de mitologias que mantiveram o feminino fora dos espaços públicos, fora das esferas de decisão.”

Mas você mesma disse que a força física teve papel preponderante no processo de dominação do homem sobre a mulher. Se a força física teve papel importante, então se trata de uma dominação natural, pois os homens são mais fortes que as mulheres, fisicamente.

Se, hoje, agora, neste exato momento, todos os homens resolverem exterminar todas as mulheres, e todas as mulheres resolverem exterminar todos os homens, de tal forma que o extermínio mútuo só fosse interrompido quando houvesse apenas um único gênero na terra, quem você acha que teria mais chances de sobreviver, o gênero masculino ou o feminino?

“porque força física e desprendimento dos filhotes não pressupõe fortaleza moral, da mesma forma que menor força física e maternidade não pressupõe fraqueza moral.”

Pouco importa o que é moral e imoral. O que assegura e mantém uma dominação é, em última instância, a força material.

Anônimo disse...

Felipe Barreto, as questões do mundo masculino se restringem a duas: ou sexo ou dinheiro ou ambos. O jugo do homem sobre a mulher garante o acesso ao sexo e a liberdade de agir no ambiente garante o acesso ao dinheiro/bens. Até agora os homens têm tido relativo sucesso nas duas frentes. O que nós, mulheres, estamos fazendo a respeito do NOSSO acesso ao sexo e NOSSO acesso ao dinheiro/bens é o que provoca toda essa discussão.

Cora disse...

felipe,

“Afinal, a biologia determinou ou não a subjugação feminina ao macho?”

não, não determinou. biologia não determina subjugação nenhuma, de nada, nem de ninguém.

biologia determina formato do corpo, formas de reprodução, hábito alimentar, ciclo sono-vigília... biologia determina as características da espécie.

na natureza, não existe hierarquia entre os gêneros de uma espécie, já q ambos são igualmente necessários para a reprodução e consequente perpetuação da espécie.

comportamentos diferentes não significam hierarquização, no sentido de um sexo ser superior ou mais importante q o outro. esta é uma interpretação demasiado humana e patriarcal das relações entre machos e fêmeas na natureza. não interprete eventos naturais com o viés humano patriarcal, felipe.

espécies biológicas não são formadas por figuras antagônicas. machos e fêmeas não são entidades separadas, estanques, q existem por si mesmas ou q se encerram em si mesmas. não faz sentido existirem apenas machos ou apenas fêmeas. machos e fêmeas existem apenas como duplos q, necessariamente, se complementam. um não pode existir sem o outro.

(há situações excepcionais, como td em biologia. mesmo em vertebrados, algumas espécies de lagartos e anfíbios são capazes de partenogênese, qdo fêmeas geram filhotes sem fecundação, ou peixes q mudam de sexo dependendo das características do ambiente.)

a ideia de antagonismo entre machos e fêmeas é humana. é mais uma criação da nossa mente simbólica. este antagonismo nem mesmo faz sentido na natureza.

estranhíssima, aliás, a sua ideia de q um gênero pudesse eliminar outro. isso representaria a extinção!!

da mesma forma q é estranhíssima a ideia de q um gênero possa escravizar outro. machos não escravizam fêmeas. fêmeas não escravizam machos.

Cora disse...



a divisão de tarefas existe em nossa espécie, felipe. eu não nego isso. é observada em todos os agrupamentos humanos, dos menores, formado por poucas dezenas de indivíduos, até as gigantescas metrópoles contemporâneas.

o q eu estou dizendo, é q a divisão de tarefas não implica, não gera, não provoca, necessariamente, hierarquização entre machos e fêmeas.

de qq forma, em tempos idos, a divisão de tarefas favorecia a sobrevivência. num contexto de poucas possibilidades de atuação, parece fazer sentido q mulheres cuidem da prole e homens saiam em campanhas de caça em q precisem pernoitar no campo, longe da aldeia. são as fêmeas q gestam e produzem alimento para o bebê, por isso elas ficam.

(felipe, caçar não envolve necessariamente presas grandes e perigosas. isso vai depender do ambiente em q o grupo vive. a caça é, historicamente, uma atividade masculina pq é necessário pernoitar fora da aldeia, portanto, longe dos filhos.)

paleoantropólogos contestam a visão de q os seres humanos pré-históricos fossem extremamente belicosos. ao q parece, os agrupamentos eram mais pacíficos do q se supõe. o crescimento dos grupos, o estabelecimento de trocas (comércio), a consequente acumulação de objetos, o surgimento de hierarquia baseada na posse de artefatos simbólicos, fez aumentar a belicosidade intra-grupo e entre grupos, já q há objetos pra cobiçar, pilhar e defender.

obviamente a biologia está presente aí, afinal, a maternidade mantém a mulher próximo dos filhos, enqto libera o homem para passar dias longe da aldeia.

no entanto, permanecer na aldeia ou próximo a ela não significa ter menos responsabilidade ou menor importância na manutenção do grupo. e, obviamente, não significa servir ao homem. e menos ainda ser servida pelo homem. na verdade, ambos, macho e fêmea, servem à sobrevivência dos filhos, do grupo e da espécie.

vc acha q essas mulheres eram frágeis, felipe? ou q não eram criativas? acha mesmo q td artefato dessa época foi criado e construído exclusivamente por homens? q td novidade surgiu da mente masculina? dá pra afirmar uma coisa dessas?

enqto homens preparam arcos, flechas e armadilhas, mulheres tecem, coletam, cultivam e produzem cerâmica.

tudo isso é divisão de tarefas sem q haja opressão da mulher pelo homem. ou do homem pela mulher. entende o q quero dizer?

perceba q ambos, homem e mulher, estão interessados na sobrevivência do filho. o consórcio estabelecido entre eles, e entre eles e a aldeia, visa tão somente, a sobrevivência do filhote (do maior número possível de filhotes)!! a reprodução é o grande impulso da vida. sendo curta e grossa: os seres vivos vivem para se reproduzir. poderíamos reduzir a existência da vida no eventos nascer, alimentar-se, crescer, reproduzir-se, morrer.

o evento reprodução é o q possibilita a permanência da espécie!!

Cora disse...



onde tô querendo chegar com isso?

quero mostrar pra vc q diferenças de comportamento e divisão de tarefas no grupo, não implicam em subjugação e servilismo, como disse diversas vezes em meus comentários do outro dia.

mais claramente: divisão de tarefas no contexto de diversas culturas não é subjugação ou opressão.

no entanto, somos animais simbólicos. atribuímos significados não racionais aos eventos q observamos (aquilo q te falei sobre ereção, ejaculação, menstruação, parto, tamanho corporal, força).

foi a mente simbólica, através dos mitos e da cultura, que estabeleceu a hierarquia entre feminino e masculino. essa hierarquia não é natural. macho e fêmea são biologicamente iguais ou equivalentes (não confunda com idênticos, por favor, heim!!!). foi a cultura q “escravizou” a mulher, e não a biologia. foi a interpretação simbólica do corpo feminino e dos eventos da reprodução, o q escravizou a mulher nas sociedades patriarcais, o q não ocorreu em todas as culturas, obviamente.

assim, a biologia foi USADA para estabelecer, como tradição, a inferioridade feminina. como é ainda hj. vc, em pleno séc. xxi, quer usar a biologia para limitar as possibilidades de existência das mulheres!!

o caso é q foi esta cultura de dominação do feminino q prosperou e influenciou a nossa. pq? não sei. por ser mais violenta e agressiva? uma cultura agressiva (militarmente ou economicamente) tende a se impor sobre outras menos agressivas.

usar a maior força física (q pra vc é tão fundamental) para dominar mulheres é um ato da mente simbólica. perceber q pode, através da criação de mitologias, justificar essa dominação é um ato da mente simbólica. e a elaboração dessas mitologias, provavelmente não foi consciente. tipo: vamos criar uma história para diminuir a importância do feminino. mas, estudiosos da bíblia reconhecem a influência da cultura patriarcal na sua elaboração. incorporou-se muitas ideias de épocas e culturas diferentes na narrativa bíblica. a própria ideia de um deus masculino já indica q o feminino estava sufocado. esse deus masculino diz, com tds as letras, q a mulher deve obediência ao homem e q o homem pode dispor da mulher. e o faz inclusive moralmente.

vc diz q não importa se moral ou imoral, mas este aspecto tb foi usado para oprimir mulheres. td relacionado ao desejo feminino foi tornado imoral e errado pelo patriarcado!! ao mesmo tempo em q as escolhas masculinas nos relacionamentos são cercadas de positividade e, portanto, são legitimadas, as escolhas femininas são cercadas de negatividade e, portanto, deslegitimadas. o homem pode buscar o melhor para si, mas qdo a mulher faz isso, ela é julgada imoral.

Cora disse...



se é verdade q mulheres exploram e oprimem os homens como dizem masculinistas, pq são justamente os critérios de escolha femininos os moralmente condenáveis? e, observe, são critérios de escolha patriarcais!! são justamente as tradições do patriarcado q dizem q homens devem sustentar mulheres. neste caso, não seria legítimo q a mulher buscasse a melhor proteção? e q, dentre as opções q se apresentam, escolhesse a melhor proteção? se é assim q mulheres devem escolher no patriarcado, pq isso é condenado pelo próprio patriarcado? e mais, se o homem não provê de forma adequada essa mulher, pq não é legítimo q ela seja violenta com ele? perceba q o contrário é legítimo!! a violência masculina é autorizada e considerada legítima.

então o status de ambos no casamento não é equivalente, quando deveria ser!! homem pode abandonar a mulher q não lhe dá filhos, mas a mulher não pode abandonar o homem q não a provê de forma adequada. a assimetria foi tornada legítima, pois o patriarcado considera as ações masculinas mais importantes q as femininas na perpetuação da espécie, sendo q a maternidade representa sempre um risco de vida, ainda hoje!! imagina o risco de uma gravidez há 3000 anos atrás? há 1000? no século passado? mesmo hj, com td tecnologia? mulheres sempre arriscaram a vida para a manutenção da população. só q o patriarcado ignora isso completamente e credita ao homem todos os sacrifícios pela manutenção da população.

perceba q até mesmo o desenvolvimento econômico e tecnológico é usado contra a mulher. pq guerras acontecem? quem vai à guerra? isso nunca esteve relacionado com mulheres ou com proteção ou defesa de mulheres. homens vendem mulheres. homens se sacrificam em conflitos por outros homens e suas ambições de dominação. só q até mesmo isso é usado (ainda hoje!!!!!!) para justificar o papel subordinado da mulher. para o patriarcado e para os masculinistas, mulheres não devem ter os mesmos direitos dos homens pq não vão pra guerra!! vcs acham q o sacrifício de participar de guerras (sendo q nem todos os homens fazem isso e muito menos o tempo todo!!) ultrapassa em importância o sacrifício de arriscar a vida em gestações, gerando novas pessoas para o grupo. a mulher é a responsável por trazer novos seres humanos ao mundo, mas não pode se manifestar politicamente!!!

para o patriarcado, homens e mulheres não estabelecem um contrato para garantir a descendência da melhor forma possível. para o patriarcado, homens sustentam mulheres e os filhos delas e, por isso, podem dispor da vida dessa mulher e desses filhos. o patriarcado desconsidera td o trabalho (físico, inclusive) realizado pela mulher na manutenção da família e do grupo como um todo, e dá importância apenas ao trabalho masculino. e isto justifica a ausência completa de direitos para as mulheres. o único “direito” da mulher é o de ser sustentada pelo homem. “direito” q é acompanhado de uma série imensa de deveres, inclusive o de abrir mão de qq possibilidade de humanidade.

é isso q vc e os masculinistas querem manter.

Cora disse...



a biologia fez o corpo masculino com maior massa muscular e a mulher com a capacidade de gerar pessoas. a biologia tb fez um cérebro imenso, q só é possível se os filhotes nascerem muito imaturos, o q demanda cuidados por longos anos. a forma como o homem usou estes fatos biológicos para desumanizar mulheres é simbólico, é cultural e não é legítimo.

o q ocorre é q vc quer acreditar q foi a biologia q estabeleceu a hierarquia entre feminino e masculino. e não foi. não há hierarquia entre fêmea e macho na natureza, afinal, ambos pertencem a mesma espécie!

em tribos sul americanas de forma geral (p. ex. os Araweté), mulheres eram responsáveis pela manutenção do fogo, pela pesca e pelo cultivo, enqto homens eram responsáveis pela caça e pela defesa do grupo (as roças maiores eram mantidas por ambos). em outros povos, como os Asuriní, a caça é uma atividade predominantemente masculina, mas mulheres tb podem praticá-la. para esses dois povos, durante a gestação, a mulher deve manter muitas relações sexuais com o parceiro, pois ambos os povos acreditam q é o esperma q faz o bebê crescer. (em geral a gestante deve ter muitas relações com o parceiro, mas pode ter tb com outros homens. o esperma de tds contribui para o crescimento do bebê e, neste caso, todos serão “pais” da criança). perceba q a relação de maternidade/paternidade com o sexo é muito diferente da q existe para a nossa cultura. embora haja divisão de tarefas, a paternidade e o sexo tem um sentido muito diferente daquele q tem pra nós. e é claro q é assim, pois é CULTURAL!!! como é tb pra gente!!

agora me diga onde vc vê subjugação da mulher nesse contexto? onde vc vê opressão do feminino? onde vc vê violência de gênero justificada? onde vc vê menosprezo pelo feminino?

não há nada disso nessas culturas!!

como esses casos, existem inúmeros outros. não sou antropóloga, felipe, sequer sou da área de humanas e não poderei me aprofundar nesse assunto dando exemplos pra vc. não tanto como eu gostaria, pelo menos.

em sociedades tribais papéis eram fixos sim, e determinado pelo gênero sim. isto é verdade, mas não há SERVILISMO de um em relação ao outro. tanto q eu não conheço relatos de violência de gênero em tribos sul-americanas. aliás, do pouco q sei sobre tribos indígenas, a violência intra-grupo é muito reduzida. como já te falei diversas vezes, divisão de tarefas não pressupõe servilismo/escravização/violência de um gênero sobre outro.

Cora disse...



“Agora você confundiu a minha cabeça.”

pq?

pq eu não nego a divisão de tarefas? pq eu não nego diferenças físicas? pq eu não nego diferenças comportamentais? é esse o seu drama? vc esperava q eu desconsiderasse isso?

o q eu nego é q isso signifique q a mulher esteja subordinada ao homem. isso é claramente falso.

e não foi na maioria esmagadora dos povos q o homem subjugou/escravizou a mulher.

como eu disse, existir divisão de tarefas no contexto da cultura do grupo não implica subjugação.

subjugação é violência. subjugação é entender q a mulher DEVE SERVIR ao homem.

na divisão de tarefas não há, necessariamente, servilismo de um em relação ao outro. é isso q vc não entende.

a palavra chave aí é servir. e isso não é natural, por mais q vc queira q seja. vc e outros masculinistas desejarem q isto seja natural não torna isto natural. não é pq o contexto histórico de violência tornou isso comum, q tornará tb natural.

e, no contexto de NOSSA cultura, trabalho doméstico, maternidade e casamento TORNARAM-SE instituições ruins por elas mesmas, na medida em q foram usadas para escravizar mulheres à biologia. vc e todos os defensores do patriarcado pretendem reduzir a mulher à sua biologia, ao papel de mãe.

e isso é uma violência. os homens não estão reduzidos à sua biologia. pq então as mulheres, senão para a conveniência dos homens?

(eu sei pq vc deseja isso (não entendo, mas sei), mas vc desejar, não torna isso legítimo, percebe?)

deixei claro q a divisão de tarefas ocorre naturalmente: temos encanadores, pintores, mecânicos, programadores, juízes, advogados, agricultores, professores, médicos etc. isso é divisão de tarefas. ninguém pode fazer tudo. na história da humanidade, a divisão de tarefas é uma constante.

a crítica do feminismo é q a divisão de tarefas macho/fêmea foi usada para LIMITAR ou ENGESSAR as possibilidades de atuação feminina através da violência simbólica e física.

(eu já escrevi isso tantas vezes q estou quase deixando gravado, só pra colar ao conversar com vc.)

a crítica do feminismo é q o patriarcado obriga a um único papel feminino – ser mãe devotada ao homem. fora desse papel, a mulher não existe. pelo menos não de forma q possa ser respeitada enqto indivíduo. é esse o problema. o patriarcado não reconhece a humanidade da mulher. o patriarcado acredita q mulheres devam ser eternamente agradecidas aos homens por estes permitirem sua existência. vc acredita mesmo nisso, felipe!! vc, como masculinista, crê q são os homens, em função da força física, q permitem a existência das mulheres!! por isso sempre a ameaça: façam o q queremos, do contrário acabaremos com vcs. por isso vc acha q mulheres tem “direitos” demais.

qual é a grande queixa masculinista: mulheres poderem, hoje, sobreviver sem os homens!!! mas vcs alertam: isso só é possível em função da rede de proteção social. pra vcs isso é um absurdo!! por isso criticam creches, pensão alimentícia, liberdade sexual, métodos contraceptivos, licença maternidade e tds as conquistas femininas. td q devolveu a humanidade para a mulher é abominado por vc e os masculinistas. por isso vcs chamam a sociedade de bucetista. pq a sociedade possibilita a sobrevivência da mulher sem o homem.

perceba q ninguém é contrário à formação de casais. homens e mulheres podem perfeitamente firmar um contrato de casamento para viverem juntos, formarem um patrimônio comum e criarem filhos.

mas pra vc isso não é suficiente. a mulher deve estar subordinada socialmente ao homem, sem autonomia e sem voz. se não for assim, não há, pra vc, sociedade possível.

Cora disse...



olha como o patriarcado é cruel com a mulher, felipe:

primeiro, cria mitologias q ensinam q mulheres são fracas e dependentes, incapazes de sobreviverem sozinhas.

segundo, impedem qq possibilidade da mulher existir sem um homem. uma mulher sozinha, no patriarcado, pertence a tds. qq coisa é permitida q se faça com ela, afinal, ela não pertence a um homem. não à toa, a prostituição surge e se estabelece no patriarcado. surge a questão do “se dar o respeito”, q é tão ligada ao feminino, ainda hj.

terceiro, coloca a mulher numa posição de dívida eterna, tendo q, obrigatoriamente, suportar qq coisa do marido. ela não tem voz. é propriedade. mas o marido não tem qq obrigação com a mulher, podendo, inclusive, ser violento. a mulher, no entanto, não pode ser violenta com o homem.

quarto, coloca o homem numa posição de herói ou mártir, aquele q se sacrifica para sustentar suas mulheres (esposa, mãe, filhas, irmãs).

quinto, legitima a violência contra a mulher, tanto por parte do marido, irmão, pai, filho, qto por parte da sociedade em geral.

a dependência q é exigida da mulher é vista como fardo pelo homem. não existe mais um consórcio em q o casal está junto por favorecer a sobrevivência do filhote.

o casal está junto pq a mulher pertence ao homem e está em dívida eterna com ele.

o patriarcado, capciosamente, ao mesmo tempo em q limita o respeito apenas à mulher acompanhada de um homem, menospreza essa mulher por entendê-la dependente e incapaz de sobreviver sozinha.

nas tribos indígenas, pelo q sei, não há exploração sexual da mulher. isso é um efeito colateral do patriarcado e q surge, pq q, no patriarcado, o homem pensa q “compra” a mulher. e tudo o q a mulher dá ao homem, como o trabalho doméstico e os filhos (arriscar a vida tendo muitos filhos, pq uma gestação é sempre um risco, ainda hj), não é valorizado socialmente, já q a mulher não tem escolha.

o homem pode viver sozinho. ele tem esta liberdade à qual, abnegadamente renuncia para sustentar a mulher e os filhos dela. que nobre, não? já a mulher, incapaz de sobreviver sozinha, não tem liberdade nenhuma e só pode sobreviver se um homem achar q ela merece essa condescendência.

é essa a crítica.

na natureza, isso simplesmente não existe!! animais sociais formam grupos, justamente pq o grupo aumenta as chances de tds sobreviverem e se reproduzirem!!

como vc percebe, não é exatamente a divisão de tarefas ou o casamento ou a maternidade, o problema, mas a desumanização perpetrada pelas tradições patriarcais.

me fiz entender dessa vez, felipe?

o feminismo, pelo menos o movimento q mais aparece no brasil, não pretende impedir ninguém de casar e manter relacionamento monogâmico indissolúvel. o feminismo apenas reconhece o papel importante da mulher como mantenedora da sociedade através da maternidade, mas não acha q a mulher se limita a esse papel. nenhum ser humano deve ser reduzido à sua biologia, como se não tivesse anseios e sonhos. não há nada q justifique a negação de liberdade, respeito, autonomia e voz ao feminino.

Cora disse...



mas as questão fundamentais para o séc. xxi são:

se a cultura se desenvolveu de forma q seres humanos possam fazer mais do q plantar e caçar, pq os homens querem manter mulheres presas num sistema limitante e violento? e mais, contra a vontade delas?

não estamos vivendo num regime tribal em q há poucas possibilidades de existência (caçar ou plantar, confeccionar arco e flecha ou cestos e redes). homens não são caçadores. homens estão fazendo muitas coisas mais além de caçar. pq mulheres devem permanecer apenas parindo?

pq, ainda hoje, defender q as únicas possibilidades de existência da mulher sejam parir e cozinhar? pq as únicas possibilidades de existência da mulher devem se reduzir à sua biologia?

por que ampliar apenas as possibilidades de existência dos homens e não também das mulheres?

por quê, felipe?

qual razão pra isso?

e não me venha com a lenga-lenga de q foi a função q a natureza reservou à mulher. natureza não reservou porra nenhuma pra ninguém. a função de todo ser vivo e q foi “reservada” pela natureza é a mesma pra todos: buscar água, alimento e abrigo, crescer, se reproduzir, morrer. são essas as funções “reservadas” pra todo mundo pela natureza, da menor bactéria à maior sequóia, passando por todos os animais, inclusive nós.

mulheres tb tem o direito de experimentarem a realização pessoal para além da família. assim como o homem. e isso não significa não formar família.

Felipe Barreto disse...

Cora,

Acredito que compreendi o seu ponto de vista. Porém, naturalmente, eu discordo de algumas coisas. Mas concordo com outras. Antes de responder aos seus comentários e aos seus questionamentos, irei apresentar para você o que penso sobre homens, mulheres, natureza e História. Assim, você poderá compreender melhor quais são as origens das minhas opiniões e, caso julgue necessário, formular as suas críticas.

Eu acredito que homens e mulheres são diferentes, e sempre serão diferentes, independentemente das doutrinações que eles venham a sofrer, pelas ideologias. Acredito que os homens, por motivos de evolução biológica, possuem características comportamentais e físicas que ou não existem nas mulheres, ou existem em menor grau.

As diferenças físicas são incontroversas. Os homens são, geralmente, mais fortes, mais altos, e mais resistentes. Mas, eu acredito que, por motivos hormonais ou instintivos (originários da evolução da espécie), os homens possuem comportamentos que as mulheres, em seu estado natural (ou seja, imune a doutrinações ideológicas), não possuem, ou possuem em menor intensidade.

Por exemplo, acredito que, além de mais fortes fisicamente que as mulheres, os homens são naturalmente mais ousados que elas. São, também, naturalmente mais inclinados ao esforço físico sistemático e ininterrupto. São mais predispostos a formularem raciocínios abstratos e divagações filosóficas. São mais competitivos. São mais violentos. São mais dominadores. São mais insubordináveis. São mais desafiadores.

Acredito que essas características genuínas do homem, podem ser, obviamente que resguardando as devidas proporções, encontradas em machos de muitas outras espécies, entre o mundo animal, e que não são tão intensas ou incidentes entre as fêmeas das mesmas espécies.

Na história da raça humana na terra, essas diferenças biológicas e evolutivas fomentaram divisão de tarefas, afazeres, atribuições, responsabilidades, entre os sexos, como você mesma disse.

Antes do início da domesticação dos animais e da sedentarização através da agricultura, os pequenos e dispersos grupos humanos praticavam a caça, a pesca e a coleta de frutos e raízes, para conseguirem se alimentar e sobreviver.

Nesse momento da história humana, acredito que a liderança e a autoridade do homem, do macho, sobre o grupo, começou a se tornar efetiva.

Naquele tempo, a força física, a resistência, a coragem física, eram imprescindíveis para a sobrevivência dos grupos, e de cada integrante do grupo.

Os homens, mais fortes, mais rápidos, mais resistentes, se voltaram para fora das choupanas, e se incumbiram da tarefa de buscar os alimentos, principalmente carne, que devido ao alto teor de proteína, alimentava o grupo de forma mais satisfatória, e o deixava mais forte para as longas caminhadas que enfrentariam.

As mulheres, mais fracas, mais lentas, menos resistentes, eram deixadas nas aldeias, na companhia de outras mulheres mais velhas, e alguns homens. Cuidavam das crianças, costuravam, se embelezavam, preparavam os alimentos, dentre outras funções.

É exatamente aqui que eu irei discordar do seu ponto de vista de que a divisão de tarefas não desigualou homens e mulheres.

Felipe Barreto disse...

Cora,

Você me disse que a divisão de tarefas, por ela mesma, não determina a superioridade ou a inferioridade de nenhum dos sexos. Mas, na prática, não foi isso que se verificou.

Naquele tempo histórico, ou melhor, pré-histórico, a sobrevivência e o bem-estar da mulher, estavam visceralmente ligados ao homem. Mas, em contrapartida, a sobrevivência e o bem estar do homem, não estavam visceralmente ligados a mulher. Portanto, uma relação de desigualdade de condições.

A importância da mulher poderia ser reduzida, quase que exclusivamente, a maternidade. Ela era importante porque gerava outros homens e mulheres. A sua capacidade de gerar crianças, assegurava a continuidade do grupo, no longo prazo. Fornecia, ao grupo, mais homens para caçar, para rastrear, e para combater; e mais mulheres para parir mais homens e mulheres.

A maternidade da mulher era algo tão cultuado, que um tipo de religião primitiva se formou em torno dela. A mulher era vista como um ser especial, que recebeu de alguma entidade superior a incumbência de gerar a vida.

Essa era a importância da mulher. Se as mulheres não pudessem gerar descendentes, elas seriam inimigas dos homens, pois eles não teriam mais nenhum interesse em se associar a elas. Separados, homens e mulheres iriam competir pela sobrevivência, por abrigo, por comida, e a mulher pereceria. Mais fraca, mais lenta, menos resistente, elas não conseguiriam ser tão eficientes na busca por alimentos quanto os homens.

Elas estariam completamente a mercê dos animais selvagens que cotidianamente ameaçavam a vida dos seres humanos naquela época. Em regiões frias, elas seriam extremamente prejudicadas, pois, sendo muito menos eficientes em abater grandes animais, as vestes para o grupo ficariam comprometidas.

E, ainda, existia o risco de ataques de grupos rivais e hostis. Alguns estudiosos do período pré-histórico encontraram vários fósseis de homens e mulheres dessa época, que, através de procedimentos especiais, constatou-se que a causa da morte deles foi por motivo violento. Uma pedrada na cabeça, uma lança que perfurou o coração, etc.

Os conflitos não eram crônicos e disseminados, é verdade. Porque os grupos humanos ainda eram muito pequenos em número, então grupos diferentes não se encontravam com muita freqüência, e quando isso acontecia, nem sempre significava conflito. Mas, como eu disse, esses conflitos vez ou outra aconteciam.

Lembro que certa feita foram encontrados diversos cadáveres de homens, mulheres e crianças em uma caverna ou gruta, desse período (anterior a disseminação da domesticação de animais). Todos eles haviam sido assassinados de forma violenta. E, provavelmente, a caverna ou gruta serviu de cemitério coletivo, para que os assassinos despejassem os cadáveres das vítimas.

Grupos hostis e ameaçadores, seriam impossíveis de serem combatidos pelas mulheres, se elas não tivessem a proteção dos homens.

Resumindo: naquele tempo, o homem era a garantia da sobrevivência e do bem-estar da mulher.

É evidente que as mulheres respeitavam e se submetiam aos homens. Isso não era uma opção. Era uma necessidade. E os homens desde logo perceberam que proteger as mulheres do seu grupo, significava assegurar a perpetuação do grupo, através do parto de crianças.

Durante esse período, alguns especialistas afirmam que as relações sexuais, entre os membros dos grupos, não era realizada de forma “democrática.” Através de um estudo de mapeamento genético, os especialistas descobriram que as populações são descendentes de um número reduzido de homens.

Felipe Barreto disse...

Cora,

Geralmente, os chefes dos grupos, ou o chefe maior, normalmente o mais velho, o mais forte, o melhor caçador, o melhor guerreiro, etc, tinham primazia no acesso sexual às fêmeas do grupo. Essa prerrogativa ora era imposta pela força, ora era imposta pelo respeito e admiração que os chefes suscitavam. Para o grupo, quanto mais filhos fossem gerados pelo chefe, melhor seria, pois acreditavam que a liderança futura, do grupo, estaria assegurada por algum descendente direto do chefe (essa idéia foi muito importante na História. Ela foi o embrião das monarquias hereditárias, que viriam depois.)

A realidade de muitos seres humanos, espalhados por diversas regiões do planeta, foi, durante milhares de anos, essa.

No período posterior ao ano 10.000, ou 8.000 A.C., uma revolução irrompeu em muitas regiões do globo, abarcando muitos seres humanos. Evidentemente, ela não se deu de forma uniforme e simultânea. Foi sendo implantada aos poucos, em alguns locais mais cedo, em outros mais tarde, e, em outros, ela jamais aconteceu, ou aconteceu de forma bastante insatisfatória. Me refiro a domesticação de animais e ao início da agricultura, e a conseqüente sedentarizaçao dos grupos humanos.

A sedentariazaçao oportunizada pela agricultura e pela domesticação, permitiram um vertiginoso crescimento populacional. Nos tempos da caça e da coleta, do nomadismo e das grandes migrações, os grupos não cresciam muito porque a taxa de mortalidade era muito alta. A vida nômade era muito perigosa e incerta, então muita gente morria muito cedo, antes de deixar descendentes.

Através da sedentarizaçao, o ser humano se fixou em determinadas regiões, geralmente as mais férteis para a agricultura, e de lá não mais saiu. Essa foi, sem sombra de dúvidas, a mudança mais significativa e excepcional da história da humanidade (melhor dizendo, de parte da humanidade, pois muitos ainda continuavam sendo nômades).

Além do crescimento populacional, a sedentarizaçao iria criar, na humanidade, a instituição mais importante e tradicional da civilização: a família (evidentemente, família ainda muito diferente da que nós conhecemos, tradicionalmente).

Além do crescimento populacional e da origem da família, outra instituição importantíssima se tornou possível a partir desse período: a instituição da propriedade privada, mais precisamente, a propriedade privada da terra (que agora possuía muito valor, pois produzia alimentos).

Mas, a propriedade privada da terra foi algo que surgiu milênios depois. A família e o crescimento populacional, aconteceram mais rapidamente.

A organização dos grupos humanos, que, após o crescimento populacional, passaram a ser tribos, depois clãs, e, posteriormente, frátrias, foi desenvolvida mediante a autoridade de um chefe tribal (ou de alguns poucos chefes tribais, inicialmente). Os mais velhos, os mais sábios, os mais cultuados, os mais respeitados, os que melhor guerreavam, enfim, uma autoridade natural, derivada do mérito e do valor pessoal. Uma autoridade que se assemelhava bastante a que os chefes dos bandos, no tempo do nomadismo, exerciam.

A relação entre homens e mulheres mudou muito. Os homens não mais passavam longos dias fora, caçando, procurando abrigo, eliminando perigos etc, agora, eles ficavam muito mais tempo nas aldeias. Muito tempo nas aldeias, significava muito tempo convivendo com mulheres. Muito tempo convivendo com mulheres, significava a criação de vínculos afetivos, paixão, etc. Os vínculos afetivos, significavam filhos.

A fórmula homem + mulher + vivendo muito tempo juntos e criando afeto + filhos + vida sedentária = família.

A divisão de tarefas entre homens e mulheres continuou no sedentarismo, com os homens exercendo as tarefas mais pesadas e penosas, e as mulheres as mais leves, como sempre foi, em qualquer lugar, desde sempre e até hoje.

Felipe Barreto disse...

Cora,

Com o passar do tempo, e com o crescimento ainda maior das tribos e frátrias, uma outra mudança significativa na história da humanidade começou a se tornar ainda mais efetiva do que já era. O princípio da autoridade. A figura do chefe tribal foi se tornando, aos poucos, uma autoridade muito poderosa, e os historiadores do período atribuem a causa disso aos seguintes motivos:

1. Com o progresso material e o crescimento populacional das tribos, uma religião em torno do chefe passou a ser desenvolvida; ele se tornou, na mente das pessoas, o responsável direto pela prosperidade delas. E passou a ser cultuado como uma figura semi-divina.

2. O princípio aristocrático da autoridade, ou seja, a tribo sendo liderada por alguns poucos homens, começou a ser paulatinamente eliminado, e o princípio individual da autoridade, exercida por um só homem, se tornou a dominante. Isso, naturalmente, aumentou o poder do chefe, que concentrou em sua exclusiva pessoa, o poder que antes era dividido com outros.

3. Com o crescimento das populações e das riquezas, conflitos entre tribos rivais, e entre as tribos e grupos nômades de saqueadores, se tornaram freqüentes. Era necessária uma autoridade forte para afastar esses perigos, e a autoridade do chefe, começou a se fortalecer, através do afastamento e do combate a essas ameaças.

O resultado foi que, com o passar dos milênios, por motivos diversos, tais como religião, conflitos armados, interesses mútuos, alianças, conquista, etc, as tribos e clãs de uma mesma área geográfica, se uniram, e se tornaram um Estado. E os chefes tribais dessas tribos diversas, se submeteram, pela força ou por livre e espontânea vontade, a autoridade de um chefe superior a todos eles, um chefe que pela força, pelo mérito, e pela tradição, exercia uma grande autoridade. Esse chefe, com o tempo, se tornou a primeira cabeça coroada da História. Se tornou o primeiro rei. Uma figura semi-divina.

E assim nasceram as primeiras monarquias da história da humanidade: Egito, Mesopotâmia, Suméria, Pérsia, Grécia, Assíria, Roma, etc.

Bom, o resto é história e todos nós já sabemos o que aconteceu.

Convém agora fazer algumas considerações que eu julgo importantes para o nosso debate.

Analisando tudo o que eu disse, através da ótica dos gêneros, dos sexos, três conclusões se fazem necessárias:

1. De maneira nenhuma, podemos considerar, durante o período histórico que eu analisei, que houve algum tipo de imposição artificial entre os gêneros. As funções e os comportamentos dos gêneros, no período que eu descrevi, se deram por motivos de adaptação e sobrevivência. O princípio de autoridade masculina, se deu porque o homem se mostrou, por motivos naturais, instintivos, hormonais, físicos etc, muito mais preparado para liderar, para exercer autoridade, e para assegurar a existência do grupo, do que a mulher.

2. De maneira nenhuma, podemos considerar o argumento de que houve, durante o período analisado, algum tipo de exploração da mulher pelo homem. As mulheres exerciam os trabalhos mais leves, mais fáceis e menos perigosos; eram muito protegidas pelos grupos, porque eram valiosas, podiam gerar crianças. A mulher deveria estar isenta de todas as funções penosas, porque ela precisava, a qualquer custo, sobreviver e gerar crianças. A morte de uma mulher significava uma grande tragédia.

3. A autoridade do chefe tribal não foi uma imposição dele. Foi uma necessidade do grupo. Todo grupo precisa de uma liderança, ainda mais naqueles tempos de incerteza, escassez de alimentos, falta de abrigo, ameaças de grupos hostis, animais selvagens, travessias perigosas, etc. A autoridade do chefe era reconhecida e legitimada pelo aval dos grupos, e as mulheres, tal como os homens, se submetiam a ela de forma natural e espontânea.

Felipe Barreto disse...

Cora,

As mulheres foram, desde sempre, poupadas de muitos sofrimentos e esforços, para que pudessem sobreviver e geral filhos. E isso seria verificado em todos os povos e culturas posteriores.

O que as pessoas, principalmente as feministas, precisam entender é que a nossa natureza, a nossa essência como animal, foi desenvolvida quase que completamente durante os períodos que eu analisei. E não se pode anular isso com doutrinações. É com dizem os masculinistas: Biologia supera ideologia.

Cora, você sabe por que nós bocejamos, quando estamos com sono? Porque essa é uma estratégia que nós desenvolvemos, através da nossa evolução, para nos mantermos ligados e ativos. Quando nós bocejamos, a circulação sanguínea no cérebro aumenta, então nós, que estamos com sono, por isso bocejamos, nos tornamos mais aptos a reagir a alguma situação de risco, que exija uma ação imediata, mesmo estando com sono.

De onde isso se originou ? Dos tempos em que éramos caçadores-coletores, e o simples “pegar no sono” após uma longa caminhada, podia custar a vida dos grupos humanos, pois algum grupo inimigo, ou alguns animais selvagens, podiam se aproveitar do nosso sono para nos liquidar.

Você sabe por que as mulheres molham as calcinhas por homens altos, robustos e fortes, enquanto cagam e andam para os magricelos, baixinhos, carecas, e gordos? Se você respondeu que é porque a ditadura da beleza obriga as mulheres a preferirem os primeiros ao invés dos segundos, você nunca esteve tão enganada.

As mulheres preferem homens altos, fortes, e robustos para o acasalamento, porque, historicamente, foram esses homens que se mostraram mais aptos a sobreviver. Durante o tempo da caça e da coleta, a força física, a altura, etc, eram primordiais para a caça, para o combate, para a proteção do grupo. E como as mulheres precisavam ter filhos de homens que sobrevivessem para protegê-las durante a gestação, e ajudá-las e protegê-las quando a criança nascesse, elas então foram condicionadas pela evolução a preferirem esse tipo de homem.

Essa foi outra herança que nós colhemos desses períodos.

Pelo mesmo motivo, os homens não preferem as mulheres mais gostosas porque a mídia o doutrinou a ser assim. Foi a evolução da espécie que o fez ter essas preferências.

O objetivo do homem sempre foi produzir o máximo de filhos possível, para que o grupo pudesse crescer, e para que os seus genes fossem perpetuados na terra. As mulheres mais gostosas (quadris largos, seios fartos, bunda grande, etc) se mostraram mais férteis do que as magrelas ou as gorduchas. Então, os homens foram condicionados, pelo longo processo evolutivo, a preferirem esse tipo de mulher.

Você sabe por que o homem é mais violento, mais agressivo, mais corajoso, que a mulher? Porque essas características foram fundamentais para a sobrevivência deles, mas não foram importantes para a sobrevivência delas (foi indiretamente, através do trabalho deles. Mas diretamente, não).

O homem, por ser mais forte, foi impelido pela própria luta pela vida, a ser o caçador, o testa de ferro nos combates, a combater os animais ferozes, etc. Mas, o que acontecia com o homem que se propusesse a isso, mas que não fosse agressivo, violento, e corajoso? O óbvio, perecia. Morreria.

Então, a evolução da espécie fez com que o homem desenvolvesse hormônios, instintos etc, que o transformasse em um animal capaz de ser muito violento, capaz de tomar decisões corajosas e arriscadas, capaz de ser agressivo etc, pois essas características eram fundamentais para a sobrevivência de uma espécie que foi obrigada, pela própria adaptação ao meio e pela luta pela existência, a ser o caçador, o combatente, o testa de ferro.

Felipe Barreto disse...

Cora,

Uma outra característica muito perceptível nos seres humanos, também possui a sua origem na evolução da espécie, na adaptação ao meio e no contexto de luta pela vida: o egoísmo.

Hoje em dia, o egoísmo é combatido como um mal, um foco de conflito e desagregação. Mas porque vivemos comprimidos em cidades e países que possuem milhões, e até bilhões de pessoas. E possuímos um nível tal de cooperação, e de auxílio governamental, que ninguém precisa ser egoísta para sobreviver. Muitos precisam ser egoístas para enriquecer, mas para sobreviver, de forma nenhuma é necessário ser egoísta.

Mas, naqueles tempos, o egoísmo se mostrou uma das principais armas dos seres humanos na luta pela vida. É por isso que somos, ainda hoje, extremamente egoístas. Isso foi fundamental para nós no passado, e, como foi importante, a natureza tratou de conservar essa característica em nossa essência, de forma intensa e duradoura.

Num período no qual não existiam polícia, leis, bolsa-família, ONGs, trabalho remunerado, exércitos, famílias, nações, Estados, etc, os grupos humanos estavam entregues a própria sorte, e por isso precisavam usar todas as suas energias, físicas e intelectuais, única e exclusivamente para a sobrevivência do próprio grupo e de seus integrantes.

Se Jesus tivesse vivido naquele tempo, morreria rapidamente. Se o cristianismo tivesse sido adotado e praticado por alguns grupos, e os seus dogmas de caridade, paz, amor, respeito, e blábláblá, esses grupos teriam perecido rapidamente. E, no fim, apenas os grupos que foram extremamente egoístas, teriam sobrevivido.

O egoísmo foi fundamental para a sobrevivência do indivíduo e dos grupos. Por isso somos egoístas. Por isso, nós somos naturalmente indiferentes ao sofrimento dos outros, e bastante sensíveis ao nosso próprio sofrimento. Por isso guerras foram travadas, riquezas foram acumuladas, nações foram extintas, e assim por diante.

Alguns especialistas afirmam que a nossa predisposição em crer em deuses e em adotar religiões, também é uma herança do longo processo evolutivo ao qual fomos submetidos. Eu concordo com isso.

As religiões, inclusive as mais primitivas (especialistas afirmam que até mesmo os neanderthais praticavam uma forma bem primitiva de religião) foram úteis para a coesão dos grupos humanos. Para a criação de laços fortes, de integridade, de identidade. Foi também útil para aliviar a mente dos homens pré-históricos, para fornecer-lhes respostas para as suas dúvidas sobre a existência, para atenuar os pavores que eles tinham dos fenômenos da natureza, chuva, raios, trovoes, terremotos, maremotos, eclipses solares, etc.

A religiosidade e a credulidade foram úteis, por isso foram conservadas em nossa essência.

O medo. Já percebeu que até crianças recém-nascidas sentem medo? Como elas podem sentir medo, se elas não sabem nada sobre a vida e sobre os perigos da existência?

Simples. O medo foi útil para a conservação da espécie, por isso foi preservado em nossa essência. Eu disse, noutra parte, que a coragem foi importante para a sobrevivência dos homens e, indiretamente, para a das mulheres. E porque estou dizendo agora que o medo foi importante ?

Porque a coragem desmedida, irresponsável, não foi de maneira nenhuma útil. Pelo contrário, uma coragem dessas precipitaria os seres humanos para a extinção. A coragem útil era uma coragem mensurada, calculada, e não uma carreta desgovernada que se submetia, cegamente, e todo e qualquer perigo.

Então, o medo serviu de contrapeso para a coragem. Sentimos medo porque isso é um alerta instintivo para sermos prudentes. E a prudência foi útil para a nossa sobrevivência, por isso o medo foi conservado em nossa essência.

Felipe Barreto disse...

Cora,

Os exemplos são inúmeros. Comportamentos típicos dos seres humanos, que sempre podemos verificar ao longo da história, em qualquer época e em qualquer lugar, se prolongaram no tempo e no espaço, e condicionaram a mente e as ações de bilhões de pessoas,e condicionam até hoje. E tudo isso teve origem no nosso passado evolutivo, foram heranças legadas a nós pela natureza, pois se mostraram, durante milhares de anos, imprescindíveis para a nossa sobrevivência.

Naturalmente, essas informações são um cruzado de direita na cara do feminismo e de outras ideologias, que afirmam que tudo e qualquer coisa que aconteça com os seres humanos, não passam de influências culturais, artificiais, que podem ser construídas e desconstruídas, como castelos de areia.

Evidentemente, a cultura influencia muitos de nossos pensamentos e ações, porém, por trás dela, existe algo manuseando as cordinhas dos bonecos (nós), e que possui uma força bastante considerável em nossas ações, comportamentos, etc. São os nossos instintos naturais, nossa herança legada pela natureza, após um longo processo de evolução da espécie.

Muitos desses instintos naturais, como, por exemplo, o egoísmo, são bastante nocivos para a vida em sociedade. Por isso todos os povos tentaram controlá-lo, e dar para ele a direção correta. Evidentemente, isso não foi possível. E o egoísmo provocou catástrofes, exploração, mortes, revoluções, e uma série de outras turbulências.

Mas, da mesma forma que o egoísmo se mostrou indispensável nos tempos da pré-história, ele também foi eficiente no jogo de poder entre os diversos Estados ao longo da História. Os povos mais egoístas, mais centralizadores, mais autoritários, mais inescrupulosos, foram os que determinaram os rumos da humanidade. Foram os que constituíram grandes impérios, que escravizaram outras nações, que enriqueceram, que fizeram prosperar a sua cultura, as suas artes, filosofia, ciências, etc.

Em se tratando de política externa, a sobrevivência dos povos e Estados dependeu tanto do egoísmo quanto a sobrevivência dos pequenos grupos humanos de caçadores - coletores da pré-história.

Paralelamente ao início da formação dos Estados monárquicos (ou antes, não sei ao certo), uma nova forma de tecnologia introduziu uma mudança revolucionária nas sociedades humanas: a metalurgia.

A descoberta do ferro, do bronze e do cobre, mostraram para os seres humanos que, a partir daquele momento, todos os conflitos entre os grupos, que antes não tinham gerado grandes carnificinas, passariam a se tornar verdadeiros abatedouros de seres humanos. A metalurgia foi a mãe da guerra. O ser humano só conheceu a guerra depois dela. Antes, como eu disse, existiam conflitos. Mas a guerra, tal como nós a conhecemos, começou com o uso dos metais.

No início da formação dos estados monárquicos, durante o seu desenvolvimento, apogeu, declínio, e extinção, a guerra foi uma constante em sua história. Raramente outro momento da história humana foi tão belicoso quanto o primeiro milênio A.C.

Felipe Barreto disse...

Cora,

Guerra. Essa prática moldou a civilização. Os costumes, as instituições, a economia, as relações públicas e privadas, as atribuições dos gêneros, a religião, a lei, o poder político, tudo, absolutamente todas essas coisas, foram incomensuravelmente influenciadas pela guerra.

A conseqüência lógica desse fato, é a seguinte. No início dos tempos históricos, a guerra influenciou todos os aspectos da vida em sociedade. Ok, fato. E quem guerreava? Os homens.

Bom, se a guerra determinava muitos aspectos da vida em sociedade, e quem tratava da guerra, eram os homens, é óbvio que todos os aspectos da vida em sociedade terão a influência bastante imperiosa do sexo masculino. É como somar 2 + 2.

Então, a grande pergunta é: porque as mulheres também não participaram das guerras, para que pudessem ter mais influencia e peso nas sociedades e Estados ?

Pelos mesmos motivos que fizeram com que a humanidade (homens e mulheres) adotasse uma estratégia de adaptação e sobrevivência que consistia em o homem, mais forte e mais preparado para o perigo, para o combate e para a morte, fosse o responsável pelas atividades mais perigosas, para além do âmbito doméstico; e que as mulheres, mais frágeis, mais fracas, menos resistentes, e, o que é mais importante, capazes de gerar a vida, fossem impelidas para a esfera doméstica, a mais segura.

A guerra nada mais é do que a evolução (se é que podemos usar esse termo) da atividade de caça.

Durante a pré-história, o homem era o grande responsável pela segurança dos grupos, afastando os perigos dos animais ferozes, e caçando-os para fornecer alimentos e roupas para o grupo. Foi por esse motivo que eram os homens, desde os tempos da caça e da coleta, os chefes dos grupos e das tribos.

A sobrevivência do grupo dependia da caça e da coleta. A caça e a coleta determinavam muitos aspectos da vida primitiva. Era o homem quem caçava e coletava, quem afastava as feras, etc. Portanto, o homem era quem determinava muitos aspectos da vida dos grupos primitivos, sendo os líderes deles (com o consentimento total da mulher, pois, naquele tempo, o feminismo seria motivo de piada para elas e para a humanidade em geral).

Quando os povos se tornaram agricultores e domesticadores de animais, o trabalho duro na lavoura foi essencialmente masculino. A domesticação de grandes animais, foi atividade essencialmente masculina porque, como os homens, desde milênios, se dedicaram a caça, eles tinham muito mais perícia em lidar com animais do que as mulheres, sem contar que a força física também foi fundamental no processo de domesticação.

Nessas sociedades, a agricultura e a domesticação dos animais determinavam muitos aspectos da vida das tribos e dos clãs. E quem domesticava os animais e faziam os trabalhos mais duros da lavoura, eram os homens. Logo, como 2 +2 são 4, os homens determinavam muitos aspectos da vida em sociedade, nos tempos do início da agricultura e da domesticação.

Quando os estados monárquicos se formaram, e a guerra, atividade genuinamente masculina, passou a ser uma constante entre os Estados e nações, a sociedade continuou a ser influenciada pelos homens, continuou sendo patriarcal, como vocês tanto gostam de dizer, pelo fato de que eram os homens que guerreavam, que asseguravam a sobrevivência e a grandeza dos Estados e nações, por isso, eles eram os timoneiros dos povos e Estados.

Mas, o fato de a guerra ter se apresentado como a continuação, transfigurada, da atividade da caça, genuinamente masculina, e, portanto, exigível, para a participação nela, características genuinamente masculinas (força, violência, agressividade, etc), não foi o único motivo que afastou as mulheres dela e, portanto, de terem mais influência nas sociedades.

Felipe Barreto disse...

Cora,

Eu disse, noutra parte, que as mulheres foram, desde tempos bem remotos, poupadas dos trabalhos e das tarefas mais penosas e perigosas, porque, além de serem mais fracas e menos resistentes que os homens, elas tinham um valor excepcional, pois geravam vida. Portanto, os grupos humanos deveriam zelar pelo bem-estar e pela proteção de suas mulheres, pois a existência futura do grupo dependia delas.

Com o nascimento dos Estados e a deflagração de constantes conflitos militares entre eles, a necessidade de livrar as mulheres da morte nos campos de batalha se tornou muito mais vital e imperiosa do que já era.

É algo muito simples de se compreender.

Imagine um Estado composto por uma população de 500.000 pessoas. Esse Estado, que chamaremos de Estado A, entra em guerra com outro Estado, o Estado B. O Estado B também é composto por 500.000 pessoas.

O Estado A, resolve enviar para guerra um exército composto por 300.000 pessoas, mescladas entre homens e mulheres (150.000 homens, e 150.000 mulheres). Ficando no país 200.000 pessoas, entre crianças, velhos, e homens e mulheres que não foram convocados.

O Estado B, resolve enviar para a guerra a mesma quantidade de pessoas que o Estado A, mas envia apenas homens. Ficando no país, todas as mulheres, as crianças, os velhos, e alguns homens que não foram convocados.

O primeiro fato é: o Estado B já terá uma vantagem inicial maior, pois como ele possui um número maior de homens (mais fortes, mais resistentes, moldados pela natureza a combater, a caçar, etc), isso certamente fará uma enorme diferença no momento da batalha, pois as forças inimigas estarão divididas entre homens e mulheres, e metade do exército A (150.000 mulheres) poderá ser exterminada com mais facilidade.

Suponhamos que essa vantagem inicial do Estado B tenha se mostrado decisiva, e ele vença a guerra. Suponhamos que, após o Estado A ter si rendido, o que sobrou do seu exército foram 10.000 pessoas, sendo que a grande maioria são homens, poucas mulheres sobreviveram. Já o Estado B, conseguiu sair vitorioso do conflito com o seu exército reduzido a 50.000 homens. Cada Estado iniciou a guerra com um efetivo de 300.000 pessoas. O Estado A, com 150.000 mulheres e 150.000 homens; o Estado B, com 300.000 homens, apenas, eximindo todas as suas mulheres da responsabilidade de lutar.

O Estado A perdeu 290.000 pessoas no conflito, a maioria delas, mulheres. Portanto, a sua população atual será de 210.000 pessoas (500.000 iniciais – 290.000 mortos na guerra). Essa população atual terá um grande déficit de mulheres em idade fértil, pois boa parte das mulheres jovens, capazes de segurar uma espada, foram dizimada na guerra, ou foram seqüestradas no campo de batalha pelo exército vencedor, para serem transformadas em escravas e prostitutas deles. A população do Estado terá um número razoável de homens (contando os que voltaram vivos da guerra e os que ficaram no país durante o conflito); um número razoável de crianças e velhos, que não podem ter filhos, por serem muitos novos ou muito velhos; e um número muito pequeno de mulheres jovens em fase fértil, pois a imensa maioria delas foi dizimada ou seqüestrada pelo inimigo vencedor.

Já o Estado B, perdeu, na guerra, 250.000 combatentes, apenas homens. Portanto, a sua população atual será de 250.000 pessoas (500.000 iniciais – 250.000 mortos na guerra). Essa população não terá um déficit de mulheres em idade fértil, pois todas as mulheres jovens, capazes de gerar filhos, foram poupadas do conflito, todas elas (é bom lembrar que o conflito se deu em campo neutro, portanto não houve morte de civis). A população do Estado B terá, tal como o Estado A, um número razoável de homens (contando os 50.000 que voltaram vivos e ainda os que não foram convocados para lutar); terá um número razoável de crianças e idosos, pois esses não podem lutar; e (e essa será a grande diferença) terá um número significativo de mulheres jovens em idade fértil, pois todas elas foram poupadas do conflito.

Felipe Barreto disse...

Cora,

Qual será o resultado dessas diferenças populacionais entre os dois Estados, após a guerra? O inevitável. O Estado A terá o seu crescimento populacional, no longo prazo, severamente comprometido, pois com um número pequeno de mulheres, o crescimento populacional será bastante pequeno. Um único homem pode produzir dezenas, ou centenas, de filhos em um ano, se ele tiver a sua disposição uma quantidade muito grande de mulheres férteis. Mas, uma única mulher, com raras exceções (em caso de gêmeos), não é capaz de produzir mais de uma criança por ano, ainda que ela tenha a sua disposição um número muito grande de homens férteis.

Esse foi o principal motivo de os povos terem, ao longo da história, poupado as suas mulheres da responsabilidade de guerrear. A guerra é um empreendimento no qual boa parte de um povo pode ser dizimado. E, caso o crescimento populacional desse povo, após o conflito, não esteja assegurado por um número grande de mulheres férteis, a existência desse povo, no longo prazo, poderá estar inteiramente comprometida.

Se você tiver boa memória, vai se lembrar que eu disse, noutra parte, que um dos motivos, além do fato de serem mais fracas, menos resistentes, mais lentas etc, que fizeram com que a humanidade adotasse uma estratégia de sobrevivência pautada na imposição das atividades de perigo, força e risco de vida, sendo impostas aos homens, por serem mais fortes, mais resistentes, mais agressivos, etc, foi o fato de que as mulheres sempre foram encaradas como extremamente importantes para os grupos, desde os tempos do nomadismo caçador-coletor, passando pelo tempo da agricultura e da domesticação, até os tempos recentes.

Quando os povos nômades poupavam as mulheres da caça; quando os povos domesticadores e agricultores poupavam as mulheres do trabalho duro na lavoura e dos riscos da domesticação; eles o faziam pelos mesmos motivos que fizeram os Estados e povos, em toda a história humana, desde a Antiguidade até as guerras modernas, poupar as mulheres dos conflitos militares: a necessidade de se assegurar a existência, no longo prazo, do seu povo, do seu Estado.

Portanto, da próxima vez que alguém disser que o machismo afastou as mulheres da guerra, você saberá que isso não passa de uma mentira ridícula. O que afastou as mulheres da guerra foi uma estratégia de sobrevivência que a humanidade adotou desde sempre, a de poupar a mulher de grandes riscos, da possibilidade de morte em grande escala, em grande quantidade, comprometendo a existência das sociedades, no longo prazo. O machismo não teve nada a ver com isso. Isso foi um interesse de todos.

Esse foi o principal motivo, inquestionavelmente. Mas, evidentemente, o fato de os homens serem mais fortes, resistentes, mais preparados para a guerra, também foi determinante; e, além disso, o fato de os homens sempre terem desejado preservar as suas mulheres, não por motivo de sobrevivência da nação no longo prazo, mas por motivos amorosos e afetivos, fez com que eles jamais admitissem a possibilidade de ver, no campo de batalha, as suas mulheres, filhas, irmãs, namoradas, amantes, mães, etc, serem dizimadas por outros homens.

O feminismo é bastante leviano neste particular (não só neste, em vários outros). As feministas não fazem idéia da quantidade de homens que se sacrificaram por suas mulheres, por seus concidadãos, por sua pátria. Bilhões de homens sangraram e morreram por suas mães, filhas, esposas, namoradas. Milhões de jovens homens foram obrigados a morrer em algum campo de batalha distante de seus lares, e morreram tão jovens, que nem tiveram a oportunidade de sentir o calor do corpo de uma mulher; muitos morreram e não deixaram filhos, não constituíram famílias. Guris de 13, 14, 15 anos, sendo exterminados, ao longo da história, nos diversos conflitos armados que permearam a vida de vários povos e civilizações, desde tempos imemoriais.

Felipe Barreto disse...

Cora,

Onde eu posso encontrar um artigo de uma feminista, ou um livro de uma feminista, uma só, que reconheça e honre os oceanos de sangue que os homens derramaram para proteger as mulheres, ao longo da História? Onde eu posso encontrar, Cora?

Não posso encontrar. Pois vocês só sabem blasfemar que os homens não fizeram outra coisa na história, a não ser explorar vocês, e privá-las de direitos. É só isso que vocês sabem falar. O reducionismo histórico que vocês fazem sobre essa questão, só comprova o quanto vocês são medíocres em História. O reducionismo feminista, em História, é tão ridículo quanto o reducionismo Marxiano. Marx diz: “A história foi apenas luta de classes. Fim”. As feministas dizem: “A história foi apenas o homem explorando a mulher. Fim.”

Você disse que:

“homens se sacrificam em conflitos por outros homens e suas ambições de dominação”

Engano seu.

Eu estudei a História dos principais conflitos militares da humanidade, desde as guerras médicas entre persas e gregos (a primeira grande guerra da humanidade), até a Segunda Guerra Mundial. E te digo, com todas as palavras: você não sabe do que está falando.

A esmagadora maioria dos conflitos armados da humanidade, os seus combatentes não tiveram nenhuma, eu disse nenhuma, leia uma terceira vez: nenhuma, participação em seu desencadeamento. Eles foram obrigados a lutar, por causa da ambição de um grupo bem reduzido de homens, e, olha só que surpresa, de mulheres também.

Boadicéia, Cleópatra, Elizabeth I, Arsinoe, Catarina a Grande, e a rainha Vitória, são alguns exemplos de mulheres que, diretamente, lançaram à morte centenas de milhares de homens, em conflitos militares.

Se você diz que o que fez as guerras foi a vontade voluntária dos homens de se matarem mutuamente, então me explica porque sempre existiu a instituição da deserção, que, caso praticada em tempo de guerra, sempre era punida com a morte sumária.

Ora, se a guerra sempre foi uma vontade masculina de combater, então a instituição da deserção não teria razão de existir, afinal de contas, segundo você, os homens vão a guerra porque querem.

Mas não é assim. A maioria dos homens são, e foram, obrigados a lutar. E, na maioria das vezes, por motivos que não guardam nenhuma relação verdadeira com o seu progresso e bem-estar, mas sim com a ambição, a sede de glória, de poder, de prestígio, de admiração, de reis, senadores, rainhas, bispos, papas, generais, presidentes, empresários, e assim por diante.

Não foi a ambição e a sede de poder dos homens que desencadeou a maioria dos grandes conflitos militares da História, foi a ambição e a sede de poder de alguns poucos homens. Um número ridiculamente pequeno de homens, precipitou para a morte um número significativamente alto de homens.

Evidente que existiram nações e povos extremamente belicosos, tais como os assírios, os espartanos, os próprios romanos, os hunos, etc. Mas, mesmo entre estes, a maioria dos conflitos militares que eles estiveram envolvidos, não foram desencadeados pela vontade de seus combatentes. O comando vinha de cima, e eles, sem escolha, querendo ou não, achando bom ou não, tinham que lutar.

Veja o exemplo dos romanos. Só durante as guerras civis que foram desencadeadas por Syla, por César, por Pompeu e por Augusto, centenas de milhares de romanos foram trucidados por outros romanos. A ambição de meia dúzia de homens, foi responsável pelo extermínio de centenas de milhares.

Sem contar as inúmeras guerras que foram desencadeadas pelos imperadores, nos tempos do império romano.

Felipe Barreto disse...

Cora,

“isso nunca esteve relacionado com mulheres ou com proteção ou defesa de mulheres.”

Esteve sim, e muito. Você, como é ignorante em assuntos de história militar, só consegue enxergar o lado do desencadeamento ofensivo das guerras. Não sabe que, para cada nação agressora, existe uma nação agredida. Não sabe que a maioria das guerras, foram imposições de um povo que agredia, e que o agredido precisava se defender.

Existiram muitas guerras que um Estado, sem aviso prévio, sem comunicação, sem declaração formal, de súbito, de surpresa, invadia, com os seus exércitos, o território de outro povo, e começava a destruir o seu país e a sua população. Qual escolha um país nessas condições possui, Cora?

Duas opções: ou ele luta, ou então fica parado, enquanto os invasores os matam e tomam o seu país para si.

Você acha que homens nessas condições, não pensam o que vai acontecer com as suas mulheres, mães, filhas, irmãs, caso eles não consigam expulsar os invasores? Você sabe o que acontece com as mulheres quando um exército estrangeiro invade o seu país, e os seus homens não se mostram capazes de vencê-los, não sabe?

Pois é. Então você quer mesmo me dizer que os homens, quando vão a guerra, não estão preocupados com a sorte de suas mulheres, caso eles sejam derrotados? Não estão preocupados com os estupros em massa, com as humilhações, com as surras, espancamentos, e, no fim, com a escravidão e a morte certa de suas mulheres?

Quando um ladrão invade a casa de um homem casado, você acha que esse homem não fica absurdamente preocupado com o que pode acontecer a sua mulher, caso o ladrão mate ele, e fique sozinho com a sua esposa, dentro da casa?

Não seja ridícula.

“homens vendem mulheres.”

Sim, e vendem outros homens também.

Em sociedades escravocratas, a compra e venda de seres humanos é intensa. Em sociedades patriarcais (as verdadeiras) alguns homens vendem algumas mulheres.

O teu raciocínio é bastante tolo: “alguns homens vendem algumas mulheres, portanto, os homens não se preocupam com nenhuma mulher!”

Seria o mesmo que dizer: “alguns homens vendem algumas crianças, isso significa que os homens não se preocupam com nenhuma criança”.

Felipe Barreto disse...

“vcs acham q o sacrifício de participar de guerras (sendo q nem todos os homens fazem isso e muito menos o tempo todo!!) ultrapassa em importância o sacrifício de arriscar a vida em gestações, gerando novas pessoas para o grupo. a mulher é a responsável por trazer novos seres humanos ao mundo, mas não pode se manifestar politicamente!!!”

Que comparação ridícula, Cora. Tu quer mesmo me dizer que dar a luz é um empreendimento tão arriscado quanto ir para um front de guerra?

É muito simples te provar que a guerra é infinitamente mais perigosa que o parto. Pega o número de soldados que estiveram em guerra, em um século qualquer, e observa quantos deles conseguiram sobreviver.

Em contrapartida, pega o número de mulheres que deram a luz em um século qualquer, e observe quantas delas morreram por causa de complicações no parto.

Depois, tu comparas a relação de mortos e de sobreviventes, de acordo com o número de combatentes, e de mães.

Ainda tens dúvida de qual o empreendimento é o mais arriscado?

Espero que não. Não quero crer que estou debatendo com uma desonesta.

Além do mais, a guerra exige mérito, distinção, bravura, inteligência, sacrifícios e dores que se prolongam por anos, e até décadas, e uma série de outras exigências para que se consiga vencer.

O parto não exige nada disso. A mulher não precisa ser distinta, inteligente, forte, astuta, etc, para conseguir parir. Se essas coisas fossem necessárias para que a mulher pudesse ter filhos, a humanidade já teria se extinguido há muito tempo. E as dores do parto duram alguns minutos. As da guerra duram a vida inteira, ou custam a própria vida.

E eu não acredito, de maneira nenhuma, que o fato de os homens irem para as guerras e as mulheres não, deva fazer com que elas não tenham direito de se manifestar politicamente.

Você mesma leu as minhas respostas as suas primeiras perguntas neste espaço. Uma delas, foi:

“As mulheres não devem estar submetidas a ninguém, devem ser livres para fazer as suas escolhas, arcar com as conseqüências delas, gozar da igualdade civil, e usufruir de todos os direitos em condição de igualdade com o homem.”

Eu disse isso, Cora. E você leu. Leu, mas parece que “entrou por um ouvido, e saiu pelo outro.”

Você me fez uma série de perguntas como exigência para que nós iniciássemos este debate, mas não levou nenhuma delas a sério.Desde a primeira vez que você se dirigiu a mim, já lançou uma série de acusações, dizendo que sou troll, masculinista, patriarcal, que eu defendo isso, que eu defendo aquilo, dentre outras coisas. Eu, de minha parte, não lancei nenhuma acusação sobre você.

Felipe Barreto disse...

Se você leu atentamente tudo o que eu disse até agora, sabe que o fato de os homens terem se dedicado a sobrevivência dos grupos, ao sustento material dos grupos e a guerra (quando ela começou a existir), tudo isso naturalmente elevou o homem, dentro da sociedade, a uma condição de preponderância e liderança. Por isso eu disse que o seu argumento de que a divisão de funções não gerou inferioridade e superioridade, é falso.

A própria natureza impeliu o homem a caça, a lavoura, a domesticação, e a guerra, atividades imprescindíveis para a sobrevivência, a defesa e a prosperidade dos grupos humanos. O homem foi o indivíduo mais capaz, física e emocionalmente, de realizar essas funções. Por isso a humanidade se organizou com ele na vanguarda, pois isso foi fundamental para a sobrevivência dos grupos primitivos, das nações e, posteriormente, dos grandes Estados.

A humanidade não quis saber de igualdade entre sexos, Cora. Isso começou ontem. A humanidade não tratou de estabelecer uma igualdade, como o feminismo faz hoje; o que a humanidade lutou foi para sobreviver, crescer, se impor, e se perpetuar no tempo e no espaço, e a forma de organização da divisão das tarefas propiciou isso. Mas propiciou também, de forma automática, a preponderância e a liderança do homem.

Você diz que a mulher foi muito importante porque gerou filhos, e eu mesmo confirmei isso aqui, por várias vezes. Inclusive, como eu já disse, esse foi um dos motivos pelos quais elas foram poupadas das mais perigosas e penosas tarefas.

Mas acontece que a capacidade de gerar filhos, na mulher, não a tornou tão importante para os grupos, para as tribos, nações, Estados etc, porque ela garantia o futuro, mas quem garantia o presente, era o homem. E só alcança o futuro, quem garante o agora. Sem o agora, não há futuro.

Não adianta nada a mulher parir, mas não ter quem proteger a cria de animais selvagens, de tribos hostis, ou de exércitos inimigos. Não adianta nada as mulheres gerarem centenas de filhos, se, no presente, não existam homens realizando os trabalhos produtivos mais duros, perigosos e que exijam grande força física, para garantir a prosperidade material da nação ou do Estado (naquele tempo não existiam tratores, retro escavadeiras, prensas hidráulicas, etc. Grande parte do trabalho era no braço mesmo).


“estranhíssima, aliás, a sua ideia de q um gênero pudesse eliminar outro. isso representaria a extinção!!”

Eu não perguntei o que aconteceria com a espécie humana se um gênero eliminasse o outro. O que eu perguntei foi: caso a mulher e o homem iniciem uma guerra de extermínio mútuo, todas as mulheres contra todos os homens, sem trégua, sem sexo, sem paixão, só ódio e desejo de exterminar, qual dos dois gêneros teria mais chances de exterminar completamente o outro da face da terra?

A pergunta é muito simples, e não sei por que você se negou a respondê-la. Eu respondi (e responderei) a todas as suas perguntas. Me responda de forma racional, fria, despida do seus sentimentos e de suas predileções ideológicas, seja honesta, quem teria mais chances de sobreviver?

E você também não respondeu se para que a mulher conquiste a sua total liberdade, é necessário que as religiões sejam enfraquecidas ou extirpadas. Gostaria de uma resposta definitiva e direta, por favor.

Eu tenho mais coisas a acrescentar, mas vou deixar para uma próxima mensagem, pois essa aqui já está muito extensa.

Vou esperar a sua resposta, e depois adicionarei outras coisas que ficaram faltando, e irei respondendo aos seus outros questionamentos, aos poucos.

lola aronovich disse...

Ô Felipe, não abusa. Da próxima vez, resuma as baboseiras da psicologia evolucionista em um só comentário, pra não poluir demais a caixa de comentários. Acredite: todas nós conhecemos essa historinha de cor e salteado. É a ciência do senso comum. É o que é usado pra legitimizar a opressão. E pros mascus falarem de "hipergamia", termo usado pra explicar porque mulheres não escolhem losers como eles.

Hamanndah disse...

Felipe, seu mascu idiota:

1) As guerras são causadas pelos homens, porque eles temem que o pinto do estrangeiro seja maior do que o dele e que suas fêmeas os prefiram a eles..claro, é só uma metáfora das muitas razões da guerra

2) O fato do homem ser superior fisicamente à mulher não faz dele um ser humano superior ao seu sexo oposto. A natureza dotou o homem de uma força fisica superior a ela não para humilhá-la, agredi-la fisicamente, estuprá-la.

3) Os homens sofrem muito nas guerras..as mulheres que não vão ao front sofrem de fome, sofrem com os bombardeiros inimigos( lembra da garotinha do viet-nam), sofrem de estupros pelos inimigos

4) Finalmente, Felipe, se você acha que ser estuprada numa guerra é muito melhor do que ser morta num front de batalha, me responda:

SE HOUVESSE UMA GUERRA NO BRASIL E O BRASIL FOSSE INVADIDO E BOMBADEADO E A SUA MULHER, MÃE, IRMÁ FOSSEM ESTUPRADAS, VOCE, FELIPE, IA ACHAR UMA BOBAGEM?

Estupro de mulheres nas guerras, fome sofrimento emocional das mulheres com seus filhos nas batalhas

ISSO É BOBAGEM:

ISSO É PROTEÇÃO A MULHER?

VOCE GOSTARIA QUE SUA FILHA FOSSE PROTEGIDA DE IR PARA O EXERCITO LUTAR NAS TRINCHEIRAS E SER ESTUPRADA PELOS INIMIGOS

É ISSO?

VOCE IA CONSIDERAR SUA FILHA UMA PRIVILEGIADA PORQUE ELA NAO IRIA PARA GUERRA, MAS FICARIA NO BRASIL, COM FOME, SENDO ESTUPRADA PELOS INIMIGOS

É ISSO QUE VOCE QUER PARA SUA FILHA/

ELA VAI SER UMA PRIVILEGIADA PORQUE NAO FOI PARA A GUERRA?

Hamanndah disse...

"Você sabe por que as mulheres molham as calcinhas por homens altos, robustos e fortes, enquanto cagam e andam para os magricelos, baixinhos, carecas, e gordos?"

Felipe imbecil:

Eu já fui LOUCAMENTE APAIXONADA por um baixinho, careca e gordinho por longos 7 anos

Como você explica essa minha paixão?

Felipe Barreto disse...

Lola,

Eu só me permiti publicar tantas mensagem assim de uma só vez porque, como não tem ninguém mais comentando nesse post, e sim apenas eu e a Cora, não há o risco de atrapalhar ou de "poluir" a caixa de comentários. O papo tá só entre eu e ela.

E as mensagens não se limitaram ao evolucionismo. Tem muito mais coisa.

Se você achou as mensagens baboseiras, está no seu direito, e eu só não peço para você contra-argumentar as baboseiras porque você já é bastante atarefada com os posts.

Então, permita que a Cora o faça.

E peço desculpas, uma vez mais, por publicar tanto assim. Da próxima vez, vou publicando aos poucos.

lola aronovich disse...

Ai meu deus. Não sabia que o Felipe tinha publicado todo um tratado mascu aqui no blog. "Molhar a calcinha" é o típico termo mascu. Eu nem li os 300 comentários que ele deixou aqui, só publiquei. Acho que vou deletar todos. Corinha do meu coração, leia e responda ao mascutroll logo, se quiser, porque o sr. Felipe Mascutroll está prestes a ser defenestrado.

Felipe Barreto disse...

Molhar a calcinha = sentir desejo, excitação.

Da mesma forma que eu disse que os homens sentem desejo por mulheres com seios fartos, quadris largos, etc.

Nao tive a intenção de ser ofensivo com o termo.

Cora disse...

nossa Lola!

desta vez o felipe abusou do direito de falar bobagem. o pobre do mayr tá dando voltas e voltas no túmulo. e olha q li td meio por cima.

sem contar que vc fui muuuuuito bacana e não disse nada sobre o festival-de-besteiras-beirando-a-grosseria-totalmente-insana q ele despejou pra cima das mulheres da outra vez.

não à toa, você ficou irritada!!

mas eu gosto de ver máscaras caindo, Lola. gosto de ver ele expondo sem receios sua misoginia. seu desejo de naturalizá-la. é educativo. ela está toda explícita aqui, pra consultas futuras.

e Lola, mais uma vez peço desculpas por meus excessos. sei q pedir desculpas td hora banaliza esse gesto, mas é sempre sincero, tá? sei q se não tivesse começado essa história, nada disso estaria acontecendo.

o negócio é q tô atrapalhada com algumas questões domésticas q estão afetando a esfera profissional. tô com a cabeça cheia! então a resposta vai demorar um pouco. mas não esquenta. a retórica masculinista não faz sentido pra quem conhece um pouco de ciência séria (ele tá usando finalismo, Lola!).

e, muito provavelmente, vou exagerar de novo na quantidade de comentários. acredite, eu tento ser sucinta!

Cora disse...

felipe,

pra quem não tem intenção de ser ofensivo, você comete ofensas demais.

todas sabemos o que significa molhar a calcinha.

a dúvida é: pq vc não escreveu q homens ficam com o pau duro?

quer dizer, não é uma dúvida de fato. também sabemos porque.

Mordred Paganini disse...

O Felipe é o Lucas/Migue do "Marxismo Cultural". É dedicado exclusivamente à trollagem na internet.
E é campeão mundial de argumentação cíclica incrementada com flood. Sério Cora, não. E sabe por que? Porque ele nem está prestando atenção ao que você está escrevendo.

lola aronovich disse...

Sério, Mordred? O Felipe é o cara do Marxismo Cultural, que usa uma imagem minha não-autorizada no seu blog misógino? Esse tipo de gente não tem lugar aqui. Mas ele não escreve como português. Tem certeza que o Felipe não é apenas mais um machistinha aleatório?

Mordred Paganini disse...

Ele deve estar disfarçando o português lusitano, mas a base argumentativa é EXATAMENTE a mesma.

E ninguém tem a disposição que o Miguel tem para formular tanta argumentação circular. E o Miguel tem 948873487398217391837 x 10³²³²³²³²³ de fakes na internet e é claro que ele já sabe escrever muito bem em português brasileiro.

Se não for o Miguel, com certeza é o pupilo dele.

Mesmos "argumentos" e mesma disposição de corredor maratonista queniano.

Raziel von Sophia Imbuzeiro disse...

Mordred, Lola,

Acho que acusá-lo de ser alguém específico para desvalidá-lo é um exercício de futilidade.
Felizmente, finalmente há alguém que dispõe de paciência e bagagem cultural para combatê-lo. Devemos deixar e torcer pela Cora.
Uma hora ele será vencido.

Felipe Barreto disse...

Eu leio, esporadicamente, o blog Marxismo Cultural do português Lucas. Nao sou leitor assíduo porque, certa feita, o blogueiro fez um post que eu considerei meio tendencioso, então quando eu fui comentar que discordava, o sujeito censurou o meu comentário. Então eu parei de ler. Nao gosto de acompanhar blogs nos quais eu não tenha a oportunidade de me expressar. E olhe que foi o meu primeiro comentário, e o sujeito já censurou.

Realmente, a argumentação do cara se parece um pouco com a minha, eu mesmo notei isso. Mas, ele escreve com o português bem de Portugal, diferente do meu.

E eu não sou pupilo dele. Nunca fui pupilo de ninguém, aliás. Mas, naturalmente, eu concordo com algumas coisas que ele publica no blog dele.

Ju disse...

A Cora não precisa de torcida. Isso não é uma batalha, é uma humilhação.

Confesso que esse Felipe, ou seja lá quem ele for, além de asco me provoca algumas risadas.

Por que tão patético, Felipe?
Pra que tanta inveja, tanto rancor?


Liberta esse seu coração e vai ser feliz. BEM LONGE DAQUI.

Cora disse...


Mordred,

“Porque ele nem está prestando atenção ao que você está escrevendo.”

vc tem razão!!

eu sei q ele não pensa nem um pouquinho sobre o q eu escrevo. e sei q nada do q eu disser vai alterar o modo dele ver o mundo e ver a mulher. não é por ele q eu respondo. mas pra quem passar por aqui no futuro. ele já deixou bastante claro o q pensa sobre o feminino, sobre as mulheres. ele não vai mudar. faço só um contraponto. acho importante. só por isso q escrevo.

(aprendi há bastante tempo q ninguém modifica uma pessoa. podemos no máximo precipitar alguma mudança q já estava latente. e não há mudança latente nenhuma no moço. não tenho ilusões.)

pena eu estar sem tempo. pretendo responder os comentários do felipe, mas preciso ler todos eles ainda! e ele escreveu 500 comments!! li por cima há séculos! nem lembro mais o q ele disse!

e com tanta coisa bacana no blog, acabo gastando o pouco tempo de internet em outros posts. e mesmo assim tô sempre perdendo conversa boa!

vim até aqui agora só pq vi q a Ju tinha citado meu nome. vejamos como será o fim de semana!

.
.

blog marxismo cultural?

já ouvi falar, obviamente, mas nunca me empolguei muito pra conhecer, não.

então é essa a ideologia do felipe?

fui lá agora e li alguns pedaços de poucas postagens e eles tem uma visão parcial (é claro!) da história. engraçado como eles veem toda mulher (e de todas as épocas!!) como se fossem burguesas. toda mulher, até mesmo a mulher da pré-história tinha os hábitos da burguesia.

como o felipe mesmo. ele vê a mulher ao longo da história assim tb.

e engraçado é q acusam o feminismo de querer vantagens, de querer fazer a mulher superior, mas é o desejo deles esse, de superioridade. o felipe defende muito isso aqui, a superioridade masculina. imagino q o cara lá faça o mesmo.

se é tão abominável q o feminismo defenda a superioridade feminina (e o feminismo não faz isso, nunca fez), pq não é abominável q eles defendam a superioridade masculina?

o pavor de dividir o poder social e político é tanto, q eles abominam qq tentativa de equiparação das condições entre homens e mulheres. e passam o tempo desqualificando mulheres!!

o feminismo critica uma ideologia. aquela galera finge criticar o feminismo para desqualificar mulheres por serem mulheres!!

numa postagem, ele diz q td bem q algum movimento pelos direitos dos homens defenda o sucesso sexual (ter muitas parceiras), mas critica o feminismo por supostamente defender q a mulher tenha sucesso sexual (ter muitos parceiros). e isso q o feminismo não defende q a mulher tenha muitos parceiros! defende apenas q ela tenha liberdade sexual. liberdade é poder decidir se terá um único parceiro, poucos parceiros, muitos parceiros ou nenhum parceiro. não entendo pq esse povo acha q liberdade sexual é igual promiscuidade.

galera parcial essa.

e qdo uma mulher escreveu apoiando o discurso do cara, ela foi esculachada!!!! eles odeiam todas as mulheres!!!!

é essa a ideologia do moço!

ah, tá! agora entendi!

Mordred Paganini disse...

Felipe,

Eu nem deveria te responder, mas vou.
Identifiquei os dois porque vocês pensam de maneira EXATAMENTE IGUAL e argumentam idem.

Disfarçar o português lusitano é mole. E eu também sei que o Lucas/Miguel é troll em tempo integral.

E para ser sincera eu nunca vi em toda a minha vida tamanha disposição para manter discussões que não seguem à diante. Tipo, haja paciência.

Se vocês não são de fato a mesmíssima pessoa, então vocês são almas gêmeas e eu fico feliz que vocês tenham se encontrado. Sério, cara! Vocês deveriam ser melhores amigos de infância!

E esta característica você mantém em comum com o Miguel: vocês são capazes de discutir por dias a fio com alguém sem realmente prestar atenção no que a pessoa está te dizendo, mas a pessoa continua discutindo com você porque você se mostra a principio como alguém razoável, disposto ao debate quando na verdade você só está deixando a pessoa falar a toa enquanto você manipula as direções do debate...

Almas gêmeas então...

Mordred Paganini disse...

Cora: bem feito para as validadoras! ;)

A cada vez que uma "Acid Girl Wanna Be" se dá mal, eu rio até perder o ar!

Entendo seu posicionamento, claro. Mas achei fundamental alertar para o tipo de troll que você está lidando.

ah, e não conte para ele que se ele estudasse um pouquinho só de Antropologia saberia que o trabalho pesado, exaustivo, árduo e repetitivo quase sempre fica a cargo da mulher. Ah, e se ele estudasse história também saberia que o valor de uma mulher (pobre) no mercado matrimonial era medido pela sua força de trabalho e capacidade de ter filhos (que também é capacidade de gerar mais mão-de-obra).

Felipe Barreto disse...

Mordred,

“Eu nem deveria te responder, mas vou.”

Falsa afetação de superioridade.

E você não está me respondendo, pois em nenhum momento eu me dirigi especificamente a você, ou solicitei alguma resposta sua.

“Identifiquei os dois porque vocês pensam de maneira EXATAMENTE IGUAL e argumentam idem.”

Bom, primeiro é impossível alguém pensar de forma exatamente igual a outra pessoa. Me surpreende o fato de você ainda não ter descoberto isso. Segundo, pelo pouco que eu li do blog dele, pude perceber que temos pensamentos bastante diferentes.

Só para te citar um exemplo, ele parece ter uma opinião definitiva sobre o que é o feminismo e sobre quais serão as conseqüências dessa ideologia para o mundo Ocidental. Eu, de minha parte, estou ainda aprendendo sobre o feminismo, e evito tirar conclusões definitivas sobre o movimento, para não correr o risco de cometer injustiças e equívocos. Mas ainda chegará o dia em que terei uma opinião definitiva sobre o movimento, aí então poderei manifestá-la.

“E eu também sei que o Lucas/Miguel é troll em tempo integral.”

Eu não faço a mínima idéia do que o blogueiro português Lucas faz em tempo integral. Aliás, você sabe muito sobre ele, até o que o cara faz ou deixa de fazer integralmente. As únicas coisas que sei sobre ele é que é português, e que critica o feminismo e o marxismo cultural.

“E para ser sincera eu nunca vi em toda a minha vida tamanha disposição para manter discussões que não seguem à diante. Tipo, haja paciência.”

Os debates não seguem adiante? Evidente que sim. Há um bom tempo que eu venho debatendo com a Cora, e nossos debates estão sendo úteis para mim. E dois deles ainda estão em andamento.

“Se vocês não são de fato a mesmíssima pessoa, então vocês são almas gêmeas e eu fico feliz que vocês tenham se encontrado. Sério, cara! Vocês deveriam ser melhores amigos de infância!"

O curioso é que o meu melhor amigo de infância não hesitou em censurar um comentário que fiz lá no blog dele. Isso prova o quanto somos amigos e o considerável grau de similaridade que existe entre os nossos pensamentos e opiniões.

"vocês são capazes de discutir por dias a fio com alguém sem realmente prestar atenção no que a pessoa está te dizendo"

Não fui eu que disse que leio os comentários que são dirigidos a mim “meio que por cima”. Eu leio todos os comentários que a Cora dirige a mim. Mas isso não significa que eu vou concordar com tudo o que ela diz. O fato de eu pensar diferente que ela, não significa que eu não leio o que ela diz. Significa que eu não concordo.

É que vocês, feministas, acreditam tanto em suas doutrinações e verdades, que creem ser inconcebível alguém discordar de vocês, então inventam uma série de motivos para explicar porque o sujeito discordou dos seus dogmas. Ou ele está trollando, ou é burro, ou é misógino, ou não lê o que vocês escrevem. Ou então é tudo isso junto.

Você deveria comentar mais no blog, Mordred. Seus comentários são muito divertidos e, as vezes, sensatos.

Alberto alves disse...

Olha sou homem e ate onde eu posso dizer é que 88% homens são extremamente imaturos,acham que podem falar o que quiser das mulheres,fazem comentarios grosseiro e cantadas nojentas, e quando são xingados ou julgados,o mundo deles desaba,e tentam fazer de tudo pra sair por cima....

criticar um homem assim para eles é algo pior que chamar os outros de deposito de p*rra...pois na visão deles tudo é brincadeira,mas quando eles são alvos das brincadeiras de mau gosto,eles não gostam,acho q passou da hora do homem reconhecer que é inferior a mulher (minha opinião como homem) pra mim homens e mulheres não são iguais,homens são tremendamente inferiores e imaturos,mas pensam que são superiores a ponto de poderem julgar mulheres,(isso quando não são nerdões que acham mulheres um ser de outro mundo a ponto de entrarem em panico ao serem confrontados por uma,as vezes acho que esses caras esquecem que a mãe deles é mulher...

Grupo de Metaética disse...

Pagou o preço da burrice, eles têm todo o direito de pensar assim. Apenas lidem.

Will disse...

Na boa, não vale a pena tentar falar nada que preste num fórum machista. Ninguém ali vai mudar. Até discussões no Facebook são mais úteis, pois pelo menos as pessoas tem cara de verdade.

Unknown disse...

Se Lola me permitir, quero escrever um livro em resposta ao livro do Felipe Barreto, porém bem mais interessante:
"Essa tentativa de deixar a escrita da história um tanto quanto machista parece ser mais extensa do que parece, principalmente quando nos aventuramos no interior da Pré-História. Durante muito tempo, os estudos de arqueólogos, paleontólogos e historiadores restringiram o mundo pré-histórico ao mundo dos “homens das cavernas”. Isso não apenas por uma questão de nomenclatura, mas também porque a maciça maioria dos fósseis encontrados era presumidamente do sexo masculino.

Tal situação mudou com a descoberta de Lucy e Luzia, dois fósseis femininos que estabeleceram uma quebra nessa curiosa hegemonia máscula do período. No entanto, a grande parte das descrições sobre a mulher pré-histórica – inicialmente produzida no século XIX – tinha o costume de naturalizar a ideia de que o ambiente dessa personagem histórica era doméstico e familiar. Com isso, teríamos uma naturalização da própria situação que a grande parte das mulheres vivenciava no século XIX. Mas seria isso que os fósseis teriam a dizer?

Nas pesquisas mais recentes, vemos que esse papel limitado da mulher não passou de uma grosseira reprodução dos valores patriarcais que dominavam as ciências que fundamentam o conhecimento pré-histórico. Já antes da descoberta da agricultura, temos vestígios de que as mulheres tinham um papel ativo no processamento da caça. Vestígios analisados mostram que as mulheres auxiliavam no corte das carnes e no deslocamento dos animais que eram mortos com fins alimentares.

Além disso, podemos ter situações em que as mulheres eram as grandes responsáveis por “colocar comida dentro de casa”. Ainda no neolítico, nos períodos em que as atividades de caça se mostravam em baixa, a coleta de folhagens, frutos e raízes comestíveis acabavam garantindo o sustento de todo um grupo. Chegando ao período Paleolítico, temos na Austrália a presença de vestígios de pinturas, atividades artesanais e a fabricação de armas com comprovada autoria feminina.

Sendo assim, os vestígios desta época acabaram aquecendo o debate que visa delimitar em termos culturais e biológicos a diferença entre os homens e as mulheres. Por outro lado, percebemos que a revisão sobre o passado das mulheres merece uma revisão bem maior do que um dia pudéssemos imaginar. Afinal, para quem não se lembra, a Pré-História é o período histórico de maior extensão na trajetória dos homens... e das mulheres."
Por Rainer GonçalvesSousa,Graduado em História pela Universidade Federal de Goiás - UFG
Mestre em História pela Universidade Federal de Goiás - UFG
Viu amigo, chegamos tão longe colaborando um com o outro. Poderíamos ir muito mais longe se não tivesse essa palhaçada de clube do bolinha e clube da luluzinha.

Anônimo disse...


pq vcs ainda dão voz e vez para um troglodita,sexísta,machista como o felipeeeeeee?deixem a criatura falar sozinha.não merece o mínimo de atenção.ele fala sempre a mesma coisa.alguém que nao entende que O feminismo pretende liberar a mulher do jugo do machismo e do patriarcado pode ser levado a sério?