terça-feira, 9 de outubro de 2012

SER BRANCO NÃO É FÁCIL, MAS NÃO DEVEMOS DESISTIR

Num post recente meu que falava de “piadas” racistas, alguém deixou um daqueles comentários que você tem que contar até vinte antes de responder mandando o cidadão pro quinto dos infernos. Este aqui, sabe, que você já deve ter ouvido dezenas de vezes: “Não generalizem, há negros com preconceitos com brancos, e MUITOS. Porquê [sic] esse fato nunca é abordado? É sempre o negro a vítima, não entendo isso.
O pior é que o rapaz não está sozinho: uma pesquisa mostrou que 11% dos brancos americanos acham que são alvos de muita discriminação. 
Bom, a Sharon, se passando por homem, deixou uma resposta devastadora e muito, muito engraçada. Por favor, viralizem. É assim que a gente pode reagir da próxima vez que ouvir um privilegiado reclamar que nunca falam da grande discriminação que ele sofre. Dá-lhe, Sharon! 

É verdade cara, parabéns pela sua coragem em fazer essa colocação. Eu não aguento mais esse preconceito dos negros, como homem branco não tenho culpa de ter nascido branco. Só quem é branco sabe a m*rda que é você estar andando na rua à noite e ver uma pessoa desviando, mudando de calçada, porque tem medo do branquelão aqui. Tomar geral da polícia então, nem me fala... Eu já cansei, até queria fazer um GERALCARD pra que os PMs carimbassem a cada enquadro, aí juntando dez enquadros eles poderiam aliviar uma pra mim de graça.
Um dia desses eu tava com o meu carro, estacionando, e a polícia me abordou em "atitude suspeita". Acharam que eu tava roubando meu carro. E ainda falaram "O que um brancão feito você tá fazendo em um carro assim?" Poxa, eu nem terminei de pagar meu financiamento!
Outra coisa que é foda de ser branco é pra arrumar emprego. Quando eu vejo no anúncio "boa aparência" (que é ilegal) ou "excelente apresentação pessoal", já sei que o brancão de cabelo liso aqui tá f*dido, vão escolher um negro, um asiático, qualquer um menos eu, porque branco só serve pra fazer faxina e ser segurança.
Na faculdade tem gente que veio querer saber se eu era cotista e vira e mexe rola uma piadinha com a minha cor e a minha competência. Eu sou obrigado a provar todo santo dia que tenho os mesmos direitos de um negro privilegiado que teve a sociedade inteira a seu favor desde sempre, maior injustiça do mundo! Como que um cidadão vai viver bem assim?
Os negros se uniram contra a gente de tal forma que existe todo um sistema para fazer a gente se sentir menor, inadequado, infeliz.
Minha irmã, que é bem clarinha também, um dia voltou chorando pra casa porque chamaram ela de branca fedorenta na escola. Nesse dia eu tive vontade de matar meio mundo, mas fiquei pensando em um branco na cadeia e acabei desistindo de apelar pra ignorância.
Acredita que já tentei escrespar meu cabelo, mesmo sendo homem? De tanto ouvir que meu cabelo liso era horroroso, lambido da vaca? Uma hora eu acreditei, né?
Mas hoje eu tô tentando assumir uma postura diferente na vida. Busquei informação, faço parte de um grupo maravilhoso de pessoas que discutem o papel do negro opressor na sociedade e passei a entender melhor que o problema não estava comigo, mas sim no racismo de gente que deveria saber que a cor da pele é só a cor da pele, por dentro a gente é carne, osso e sangue do mesmo jeito! Foi legal, estou me aceitando mais, é realmente importante ter um apoio nessa sociedade tão opressiva contra as pessoas de pele clara. O nome do grupo, se você quiser buscar ajuda também, começa com as letras KKK, procura no Google que aparece, vai lá tomar um suco com a gente! Pessoas mais lúcidas que elas, olha, ainda estou pra ver.
Ser branco não é fácil, mas a gente não deve desistir nunca!
Por que vcs estão reclamando? Não dá pra ver que eu também carrego peso? / O peso do homem hétero, sem necessidades especiais, rico e branco

219 comentários:

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Fábio disse...

um exelente filme neste sentido chma-se A COR DA FURIA, e uma com Jon Travolta, e uma montagem bem feita de como seria uma sociedade invertida entre brancos e negros, onde os brancos seriam os discriminados pela historia, foi depois de ver este filme que eu vi que o preconceito se esconde em comportamentos sutis do dia a dia, com por exemplo quando o filho branco do John Travolta, pede para ele o boneco de um super heroi, e na loja a maioria era de herois negros, ele não se sente representado, ou quando ele e abordado pela policia, e considerado sempre suspeito só por ser negro.

http://www.youtube.com/watch?v=c4k6tTCAsdI

Muito bom filme !

suelen disse...

falar q os brancos sofrem muita discriminação é ridículo mesmo,n sofremos nada perto do q os negros passam.

mas gente branca de vez em quando é discrimanada sim,quantas vezes n fui chamada de branquela,fantasma.
eu n ligo para isso,assim como conheço gente q liga de ser chamado de negão,neguinha ou qualquer outra apelido ridiculo.

mas eu acho q deveria ser considerado crime tb,eu posso n ligar mas vai ter gente q vai se ofender.
deveria haver direitos iguais,ser considerado crime ofender seja qual for a raça da pessoa.

Anônimo disse...

Muito bom!
Quando li o "KKK", algumas lágrimas escorreram pela minha face, de tanto rir!

Como alguém pode dizer que branc@ sofre tanto preconceito quanto negr@???????
Tem que ser uma pessoa que vive numa bolha, só pode!

Paola disse...

Lola mais uma vez arrasando!
Sou mto clara, de cabelo liso e loiro e olhos claros...
O q eu vejo mtos brancos falarem de preconceito é alguma piadinha sobre bronzeado de palmito, fantasminha, etc.
Q convenhamos q nem se compara ao q os negros passaram e passam em toda a história, em vários países diferentes.
Recentemente estive na Itália e fui super bem tratada, e amigos me informaram se não fosse a minha pele clara e o sobrenome italiano, as coisas seriam diferentes... Lamentável!
Bjos!

Anônimo disse...

Pô, Lola, tratar desse jeito o notório preconceito a brancos como piada é horrível. Total falta de sensibilidade.

Eu mesma fui chamada de leite azedo na escola e precisei de anos para me recuperar.

#ironia

Quando comecei a namorar, anos atrás, meu namorado, que é negro, ficou extremamente surpreso com a facilidade com que eu conseguia as coisas e a boa educação com que era sempre atendida.

Anônimo disse...

off toppic

Hoje, assistindo o jornal de São Paulo, o apresentedar me sai com essa:

"Aumentou o número de mulheres eleitas prefeitas e vereadoras em São Paulo. A política ficou mais suave e cor de rosa"

Vontade de socar a TV...

Bruno S disse...

A sugestão do grupo de apoio para o branco discriminado foi ótima.

Anônimo disse...

Eu estudei em uma faculdade particular de Sao Paulo, conhecida por ser a mais reacionaria, aquela que o reitor acha absurdo nao ter direito de ser homofobico.

Logo no primeiro semestre teve um seminario sobre cotas e no meio de uma discussao uma aluna loira disse que não estava acostumada a lidar com negros, no final ainda tive que ouvir que no brasil o preconceito é social.

Depois uma professora de direito constitucional me perguntou se eu era filha do Pele, em tom de piada, se acabando de rir. Fez a mesma piada nos dois semestres em que me deu aula.

Pelos corredores, banheiros etc. ouvia risinhos e chacotas por conta do meu cabelo.

Estudava com mais uns tres estudantes negros, mas somente eu me autodeclarava negra. O racismo é tão entranhado e violento no Brasil que muitos negros tem vergonha de sua cor, vide o jogador Ronaldo.

Priscila Boltão disse...

Ai meus deus. Calma que tô chorando de rir aqui.
Palmas pra Sharon o/

Fábio disse...

Outra oportunidade que eu presenciei isto também foi há algums anos atrás, antes de eu ser promovido para escolta armada, eu fui segurança no Shopping Morumbi
( alias o cidadão que escreveu isto tem alguma coisa contra minha profissão ? ) e a supervisão la sempre que entrava um cidadão negro de aparência mais humilde no shopping, "passava no radio, que havia um QRA(elemento) "diferenciado" no piso,passava as Características, e determinava que nos o monitoraremos!

???
diferenciado de que ? pensava eu !
eu via o cidadão, e não via nada de mais,somente um cidadão negro que entrou num shopping, que e aberto ao publico, com o tempo eu percebi que a intenção era nos usar para constrange-los, para que eles se sentissem mau no ambiente, e não frequentassem mais, na verdade os frequentadores da elite não gostavam de ver pobre, negro etc,não foram poucas a vezes em que "madames" crientes me abordaram,reportando que tinha um " cara estranho em loja tal, eu ia verificar e não via atitude suspeita alguma, somente um rapaz negro olhando roupas numa loja,eu tive varia discussões acaloradas com a supervisão por questionar isto, eles sempre relativizam, mas sem assumir que era por preconceito de jeito nenhum!
Ate o dia que assaltaram joalheria H-Stern, e quase mataram todos nos, metralharam uma vitrine de calçados todinha do nosso lada, e pasmem, a maioria dos meliantes era branco, bem vestidos, de terno e gravata, e não um rapaz negro de bermuda e camiseta, eu expus isto depois em preleção, que o foco ali não era segurança, mas elitização,que ao invês de a central de monitoramento ficar procurando "gente diferenciada"( pobre) deverioam procurar "atitudes" suspeitas,e isto pós a nossa vida, dos logistas, e crientes em risco!
pouco tempo depois disto fui recolhido a base de segurança, dane-se também, pelo menos meti a real naquele sistema de casa grande daquele shopping ¬¬
e hoje sou supervisor de escolta, tenho muitos companheiros negros, brancos,orientais, e os considero irmãos, morreria pela maioria deles!

Anônimo disse...

Mas isso é muito fácil de resolver: vai cada um pro seu lado, fica cada um na sua, ninguém explora e ninguém é mais explorado.

Grão da Noite disse...

Este post me lembrou os comentários que costumo ler em notícias sobre homofobia. Muita gente diz "Estão reclamando do quê, todo mundo é vítima do preconceito!". Até concordo, mas há grupos que inegavelmente sofrem mais preconceito do que outros. Quantos héteros já tentaram se matar por não saberem lidar com sua sexualidade, principalmente na adolescência? Não faz muito tempo, nos EUA, Obama fez um discurso pedindo aos adolescentes gays que não se matem. Pra ele ter chegado ao ponto de fazer um discurso sobre o tema, a coisa deve ter ficado crítica por lá. E não é porque aqui no Brasil Dilma nunca fez um discurso parecido que a coisa seja muito diferente. Quantos héteros já se viram obrigados a passar por gays, casando-se com pessoas do mesmo sexo, por medo da rejeição da família, dos amigos, ou por receio de ser prejudicado na carreira profissional? Há muitos gays que se casam, têm filhos, tornam-se mascus troladores do blog Lola Escreva Lola e de outros, por não saber lidar bem com a homofobia. Quantos héteros já foram vítimas de achincalhamento por ser héteros? Quantos héteros já foram constrangidos com o acender de um holofote durante uma apresentação musical, só por ter segurado a mão de alguém que estava conhecendo? Isso aconteceu comigo no Centro Cultural do BNB, na Rua Floriano Peixo, no Centro da cidade, durante uma apresentação de chorinho, se me lembro bem em 2005. Sim, realmente todos sofrem preconceito, e é por isso mesmo que a sociedade inteira deve se unir na luta contra esse flagelo comum, mas que alguns grupos sofrem mais preconceito do que outros, e de forma bem dolorosa, isso é inegável.

Anônimo disse...

E é mais fácil fazer piadinha do que falar das verdades que a mídia não divulga, como os crimes de raça que só os brancos são vítimas, o massacre de fazendeiros brancos na áfrica do sul ou os estupros feitos por imigrantes africanos sendo as vítimas sempre mulheres brancas.

Lord Anderson disse...

hehehe

eu vi essa resposta no post.

muito boa.

uso magistral de ironia.

Parabens Sharon.

Anônimo disse...

Olha, sou branca e me deparo cada vez mais com situações em que vejo o QUANTO sou racista. Um exemplo: estava eu em um curso quando chegaram duas moças, uma branca e uma negra, a branca segurando um bebê, e a negra segurando a bolsa do bebê e uma fraldinha. A professora do curso, branca, pára tudo e diz: "chegou o neném da vovó!". Imediatamente, concluí que a moça branca era a filha dela e a moça negra, a babá. Então a professora diz: "este é o meu netinho lindo e estas são minhas duas filhas, fulana e sicrana". MInha cara deve ter ficado roxa, porque me deu muita vergonha. Eu tinha cumprimentado as duas numa boa, igualmente, mas sabe quando vc sabe que deu bola fora do mesmo jeito, pq PENSOU errado? A professora já havia mencionado algumas vezes que tinha uma filha adotiva, portanto, se eu não fosse uma criatura tão tapada, na hora deveria ter pensado nisto. Mas não... Outra coisa que vira e mexe faço, é tratar pessoas negras com condescendência...acho que elas enfrentam mil e uma dificuldades e me sinto privilegiada, então vivo querendo ajudar, mas quando me toco, estou sendo é ofensiva. Ou simplesmente associando cor de pele a pobreza, como na figura do texto diz. É muito complicado pra mim saber que há discriminação, perceber que é errado, e ver ONDE eu também, por arrogância e burrice, também estou discriminando...enfim.

Carola disse...

Acho que existe sim um mínimo preconceito de negros contra brancos, de fato. Não são todos os negros, e arrisco-me a dizer que 0,002% deles possam ter preconceito contra brancos.
Mas esse preconceito vem dos brancos.
Os negros preconceituosos, geralmente os são, devido ao fato de terem sofrido tanta discriminação ao longo do tempo.
Isso não tem como negar. Existem famílias negras que perpetuam esse crença. Mas, sinceramente, eu não consigo achar tão ruim quanto o preconceito que eles próprios sofreram.
Acredito que seja uma consequência a se pagar quando se discrimina uma raça por tanto tempo.
Ou seja, preconceito de negros contra brancos existe sim. Mas é outro contexto, e nem de longe tão triste quanto o preconceito de brancos contra os negros.

aiaiai disse...

perfeito!

Letícia Rodrigues disse...

O sofrimento do homem branco, que aceita que façam piadas com ele, mas não pode fazer piada com ninguém:

http://classemediasofre.tumblr.com/post/33004988539/se-eu-do-alto-da-minha-magnanimidade-aceito-q#disqus_thread

Anônimo disse...

Olá Lola, sobre os estupros na ufrgs:
"Insegurança no Campus do Vale assombra toda a comunidade universitária

Falta de monitoramento de câmeras facilita o acesso de gatunos, vândalos e estupradores.

Na manhã do dia 04 de outubro, uma funcionária terceirizada sofreu uma tentativa de estupro na entrada do Campus do Vale, às 9h30min. Ela foi atacada por um homem que a agrediu, deixando o seu rosto desconfigurado. O fato não se consumou devido a uma ronda da vigilância terceirizada que passava no momento do fato. O homem saiu correndo por dentro do Campus e a mulher foi socorrida, ela encontrava-se despida e muito assustada.

O fato aconteceu a 500 metros da entrada do Campus do Vale, perto do anel viário, que não conta com monitoramento de câmera.

A Coordenação da ASSUFRGS espera que a administração da UFRGS tome as devidas providências, para que não ocorram mais fatos lamentáveis como esse, que colocam em risco a vida e a integridade física, não só da comunidade acadêmica, mas também de todas as pessoas que circulam nos Campi.

Várias ocorrências deixam a comunidade universitária preocupada, a falta de luminosidade e de segurança prejudicam os que transitam por ali, tornando assim o acesso fácil de estupradores e gatunos."
http://www.assufrgs.org.br/noticias/inseguranca-no-campus-do-vale-assombra-toda-comunidade-universitaria/
http://wp.clicrbs.com.br/ultimasnoticias/2012/10/05/jovem-e-estuprada-dentro-de-campus-da-ufrgs-em-porto-alegre/
http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2012/10/policia-civil-investiga-tentativa-de-estupro-na-ufrgs-em-porto-alegre.html
http://www.sbt.com.br/sbtvideos/media/?id=eb0f408a775a69b2268d64ded4c7f610
tentou estuprar uma menina dentro do vale da ufrgs, conseguiu estuprar a outra. Em nenhuma das matérias encontrei os lugares em que o cara atuava.
O vale NÃO é cercado, há muita maconha, vários casos violencia contra os animais além de assaltos até mesmo a mão armada, a única 'força policial' que temos são vigilantes que atiram na cabeça de pitbulls doentes esperando na fila do hospital veterinário.

Anônimo disse...

que ótimo

Mas era bom que falasse tbm do racismo que existe lá nos EUA, onde negro que não gosta de branco, não encara branco ( não lha nos olhos) e vice versa. Que um branco não pode passar a mão no cabelo perto de um negro que ele acha que está ofendendo. Que nem brancos nem negros querem filhos mestiços. que negro não gosta de branco namorando negra e que branco tbm não gosta de branca namorando negro. E lá branco dizendo que adora negro, negros não gostam tampouco brancos gostam tbm, pois soa hipocrita. Que muito brancos não acham negros bonitos e tbm negros não querem namorar brancas porque são muito branquelas e não te bunda grande para eles. Ou seja é tão bonito este mundo de animosidades

Fabio B disse...

Outro grande problema discutido nos EUA é o aborto de negros e até onde isto é realmente uma ESCOLHA da mulher.

Aqui um vídeo de protesto:
http://www.youtube.com/watch?v=GfFVKqHWJU0


E aqui um bom documentáriuo em 13 partes
http://www.youtube.com/watch?v=3B2YG7vtwXA

Vale a pena assistir para refletir sobre mais este problema da liberação do aborto.









Bismarck disse...


Essa reclamação caucasiana realmente não tem fundamentação. Me faz lembrar a asneira masculinista sobre a “ditadura gay”.

Eu fico imaginando qual seria o preconceito que o caucasiano sofre no Brasil, se a esmagadora maioria dos pobres e miseráveis, são negros. A esmagadora maioria das vítimas de violência urbana, são negras. A esmagadora maioria dos residentes em favelas, onda há extrema vulnerabilidade social, drogas, falta de saneamento básico, são negros. Se a mídia geral, tanto a televisiva quanto a impressa, sempre destaca os caucasianos, e escanteia os negros. Sem contar a hostilidade do dia-a-dia, exposta no texto, de ser confundido com um ladrão, com uma empregada doméstica, com uma prostituta, com o faxineiro do prédio, pelo simples fato de ser negro(a)

E, ainda, a maioria das pessoas que podem arcar com serviços privados de qualidade, são brancas. A educação privada das boas escolas, a saúde particular dos bons hospitais, uma moradia mais segura em condomínios fechados ou bairros residenciais mais livres dos problemas das piores favelas(habitadas por negros), formação superior em boas universidades, cursos e aperfeiçoamentos no exterior, uma extensão de opções muito maior para o lazer, proporcionado pelo maior poder aquisitivo.

O preenchimento dos cargos e funções mais bem remunerados do país, em multinacionais, grandes estatais, grandes escritórios de advocacia, grandes consultórios de medicina ultra-especializada, e outras áreas de destaque e prestígio. Sem contar a elite do empresariado brasileiro, quase toda ela branca e masculina. A elite cultural e intelectual, quase toda ela, também, branca e masculina. Enquanto sobra para os negros as funções operacionais nas indústrias, os serviços domésticos, a portaria dos prédios e empresas, a coleta do lixo urbano, etc.

Realmente, não sei onde podemos extrair subsídios para sustentar uma alegação de que brancos sofrem preconceito no Brasil.

Se disserem que o motivo são as cotas nas universidades, elas não são para os negros, são para os estudantes oriundos de escolas públicas. As cotas apenas tornam a luta pelo acesso ao nível superior mais justa, pois o aluno que teve boa formação(escolas particulares) compete com os outros que também tiveram boa formação, e o aluno que não teve boa formação(escolas públicas) compete com aqueles que também foram carentes nesse aspecto. O próprio STF já chancelou a constitucionalidade do sistema, não há mais o que se falar sobre ele.

Se disserem que o motivo é o risco de ser preso por racismo, basta não explicitar, através de palavras ou gestos, que pretende ofender ou privar alguém de direitos pelo simples fato de ser negro ou índio. Algo que, em pleno século XXI, não encontra mais sustentação.

Definitivamente, não há o que se falar em preconceito sofrido por caucasianos no Brasil.

Mila disse...

Racismo do negro contra o branco exite? Claro que sim. Tomo por exemplo a minha família, que acha o cúmulo negro namorar com branco. Outro dia minha tia dizia que nunca iria permitir que a filha se envolvesse com um homem que não fosse negro. Segundo ela: "o negro trata bem a mulher negra, o branco não, sempre te verá como empregada dele". Mas de onde vem isso tudo? Moraram no interior, numa cidade tudofóbica e eles, negros, pobres e filhos de mãe solteira, eram vistos como sub-humanos.
Pra mim, que tenho pai branco sempre sobraram as piadinhas nojentas sobre gente miscigenada.
O que tento explicar que esse preconceito de negros contra brancos, a meu ver, é nada mais que uma forma de retaliação a quem sempre os oprimiu. Se é certo? Não. Preconceito não se combate sendo mais preconceituoso que o outro.

Anônimo disse...

Pessoal achar que ser chamado de "leite azedo" é racismo e discriminação é demais.

Eu era zoada quando criança porque era muito alta, Girafão era meu apelido. Obvio que eu não gostava, mas não vou achar que era discriminação contra esse grupo perseguido historicamente: os altos.

Priscila Boltão disse...

Tá, vamos comentar aquilo q os coitadinhos dos homens brancos hetero oprimidos fingem que não entendem:
A raiz do problema é a seguinte: Existe negro que odeia branco? Existe. Gay que odeia hétero? Existe. Mulher que odeia homem? Existe. A diferença reside num pequeno detalhezinho convenientemente esquecido/ignorado.
Em primeiro lugar, o contexto histórico. São séculos de opressão contra os negros. Me diga um ponto da história em que os brancos foram vitimizados apenas por serem brancos? Os homens apenas por serem homens, os héteros apenas por serem héteros? Essa idéia do post, de inversão, é fantastica pq mostra exatamente isso: privilegiados nem sabem oq não é ter privilégio.
Mas principalmente, oq esquecem que é mais importante, é que quando se tem preconceito com negro/mulher/gay não é um preconceito necessariamente pela aparência ou profissão ou o diabo a quatro. A raiz do problema é que esses grupos são considerados pelos grupos privilegiados como inferiores.
Então, quando há um ataque ao negro ao dizer que, sei lá, seu cabelo é ruim, vc não está apenas criticando a aparência dele. Você está dizendo que o cabelo dele é inferior ao cabelo liso, porque o cabelo dele é uma marca da ascendência negra que você considera inferior. Quando vc diz que mulher tem que ficar na cozinha você está dizendo que considera que mulheres são seres inferiores que não tem inteligência para fazer qualquer coisa além de serviço doméstico. Quando você diz que tem nojo de homossexuais e que não quer ver dois homens ou duas mulheres se beijando, você está implicando que considera o amor de duas pessoas menos válido que o seu e inferior a você porque acha que isso não é amor, mas uma perversão.
Então, quando um negro critica um branco sem conhecer, raramente vai considera-lo inferior. Vai critica-lo pq sente amargura pelos privilégios - pelos direitos - que lhe são negados. Uma mulher quando diz q homem nenhum presta não está simplesmente inferiorizando homens - está ou refletindo o machismo aprendido de q homem é sempre pegador, ou está decepcionada por ser tratada como pedaço de carne. Quando um homossexual fala mal de heteros... não que eu já tenha visto isso.... provavelmente é ressentimento por não ter um tratamento equalitário.
Tem negros, mulheres e homossexuais (e deficientes físicos e trans* e inclua todos os grupos discriminados aqui) com preconceito? Tem, mas os preconceitos dessas pessoas são relacionados muito mais a experiências individuais doq a noções de inferioridade alheia passadas pela sociedade desde q se lembram.
Existem negros, mulheres e homossexuais que simplesmente são ruins? Claro q tem. Mas isso não é pq são mulheres, negros, e homossexuais. É pq são humanos. Assim como qualquer raça, identidade de gênero e inclinação afetiva. E o fato de que são simplesmente humanos, independentes da cor, raça, sexo, gênero, identidade, é basicamente oq o preconceito nega, pois esse preconceito é a negação de direitos iguais para aqueles que os privilegiados consideram "inferiores".

Amanda disse...

Lembrei desse vídeo: "Vista minha pele"
http://www.youtube.com/watch?v=LWBodKwuHCM

Zé das Couves disse...

Não dá pra comparar, realmente. O racismo existente contra os negros é infinitamente maior. MAS acho que toda forma de discriminação é inaceitável. E existe sim racismo de ambas as partesm, embora, obviamente, a discriminação contra os brancos não seja nem 1% do que sofrem os negros. Nos EUA, se um rapaz negro se envolve com uma menina branca é "normal" (no sentido de corriqueiro) que AMBAS as famílias se sintam incomodadas. Sim, as famílias negras nos EUA também têm problemas em aceitar que seus integrantes se envolvam com pessoas de outras etnias. E é preciso sim que se diga que esse ato, de rejeitar alguém pela sua cor, é SEMPRE odioso, não só quando a vítima é o que historicamente mais sofreu discriminação. Como dizia Mandela "
I detest racialism, because I regard it as a barbaric thing, whether it comes from a black man or a white man". Sempre que há um grupo historicamente oprimido, há membros desse grupo que desejam não o fim da opressão, mas sim deixar de ser oprimido para virar opressor. Na África do Sul pós-apartheid começaram a surgir vários estabelecimentos em que era proibida a entrada de brancos. Alguns autores escreveram sobre o assunto como se fosse algo POSITIVO. Não é. Dentro do feminismo mesmo, vejo muitas militantes que se gabam do quanto as mulheres são boas e competentes, enquanto os homens são patéticos e incapazes. Ontem mesmo tinha uma comentarista aqui falando sobre uma cidade em que há tantos anos só são eleitas prefeitas e como um índice qualquer tem melhorado e concluindo que mulheres são melhores prefeitas. Não são! ESSAS MULHERES que chefiaram a cidade talvez sejam ótimas administradoras, mas elas não são competentes APESAR de serem mulheres, nem são competentes PORQUE são mulheres. Elas são competentes e ponto. Ser mulher não te faz mais ou menos competente. O que parece difícil para alguns entenderem é que ser homem ou mulher, negro ou branco, homossexual ou heterossexual NÃO TE FAZ MELHOR DO QUE NINGUÉM e que, pouco importando quem são os discriminados, se são historicamente discriminados ou não, A DISCRIMINAÇÃO NÃO PODE SER ACEITA.

deborah disse...

Outro dia estava em uma mesa de bar discutindo sobre cotas para negros. Várias das pessoas com quem convivo são contra. O argumento é sempre o mesmo: "as cotas em si é que são racistas, pois favorecem o negro, como se ele não conseguisse sozinho."Ok, então! O próprio preconceito já não diminui as possibilidades dos negros, além da sua condição histórica que reflete na sua classe social, nos empregos que conseguem e em um estereótipo pejorativo? Isso as pessoas esquecem igual aos políticos que foram corruptos. O mais irônico é que todos eram brancos, ricos e privilegiados no que diz respeito às oportunidades de estudo e trabalho. Para a mulher conquistar algum espaço no mercado de trabalho não foram necessárias mudanças nas leis? Nas campanhas? Isso várias pessoas não discordam - ainda mais quando se tratam de mulheres brancas (apesar de muito ainda ter que mudar). Mas, a ideia é quase a mesma.
Pior ainda é quando escuto aqueles que dizem não ter preconceito, que sempre tratariam bem um negro, mas não ficaria com um deles. Que dizem: "...é uma questão de gosto, eu simplesmente não acho os traços bonitos". Ah, então quer dizer que não existe construção do que é considerado beleza? Esterótipo vendido pela mídia e patrocinado por quem mais interessa em manter o capitalismo e se manter no poder. Nenhuma dessas pessoas a quem mencionei aqui era ruim, queria o mal, mas poucas estudaram qualquer teoria que ressaltasse esses pontos. Acho que no final, muito das informações a respeito do preconceito ficam restritas a alguns cursos,ou a quem realmente se interessa pela militância ou ainda a quem sofre com preconceito. Falo isso, pois depois de estudar psicologia minha form de ver o mundo mudou bastante. E melhor do que tudo, consegui explicar injustiças que não entendia. Quem sabe se não fosse assim outros também não mudariam de opinião?

Jairo disse...

Suelen, na verdade é crime sim. Na lei o preconceito se refere a raça, cor, etc. Não se refere especificamente a negros.



comentarista das 11:27, ótima solução essa tua. Conta ai pra gente aonde você colocaria cada um.

luísa disse...

gozei com o texto!

Marivone Vieira disse...

Gostei muito do texto, especialmente por ter sido escrito por uma pessoa branca. Quando nós, negros, nos defendemos, geralmente somos chamados de racistas (Isso já aconteceu comigo algumas vezes na universidade (!!!) e em locais de trabalho). E isso cansa muito.

Marivone Vieira disse...

P.S: Pessoas como a Deborah (9 de outubro de 2012 12:57) ainda me fazem acreditar nos seres humanos. Um comentário lindo! Fiquei feliz.

Felipe disse...

acho que não há motivos em discutir qual é a raça mais discriminada ou que possui estereótipos.

poderíamos não dividir a humanidade entre pretos e brancos, mas sim entre ignorantes e não-ignorantes.

já chega de discutir sobre preconceito. afinal de contas, todas as pessoas desse mundo já sofreram e já cometeram atos preconceituosos, mesmo se não tivessem expressado com palavras.

quem tanto se lamenta, não vai pra frente.

suelen disse...


negros são mil vezes mais discriminados que qualquer um,mas
só n entendo pq consideram que só ofender negros é muito grave e é discriminação.

então ofender alguém por ser gordo,alto ,branco demais, nordestino ou seja o que for,n tem problema?

usar qualquer coisa diferente na aparência de uma pessoa para insultar é discriminar sim.

meu primo é japonês e é constantemente pertubado por idiotas,com aquelas piadinhas super inteligentes do tipo "abre o olho" e que japones tem pinto pequeno e ele ja esta ficando complexado.

então segundo vcs,o que meu primo passa n é nada,pq ele n é negro,n sofre tanto quanto eles, deveria agradecer quando dizem q ele tem pinto pequeno e se sentir super bem?

sinceramente fica parecendo isso,se alguém depreciar meu cabelo ondulado(o que ja aconteceu varias vezes e é lógico q eu me senti muito bem...).
n tem nada demais,já q n sou negra e elas com certeza ouvem mais "elogios" que eu ,então devo calar minha boca e achar q n tem nada demais.

Anônimo disse...

Jairo, o lugar físico não importa.O que importa é cada um debaixo do seu próprio governo, que existiria em função dos interesses do seu próprio povo.
Ou seja, quem acha que 50% de cotas é pouco, iria ter 100%

Huan Icaro Piran disse...

Aqui em Lages o tom de pele mestiço da população torna o meu bastante claro, sou tido por branco, não sou parado nas batidas da PM. Ai ir a SP notei a mesma situação.
Como sou descendente de italianos (europeus), alemães (europeus) e kaigangs (nativos) não é tão visível que sou mestiço, mesmo eu alegando ser, algo que muita gente trata como ofensa, alegando que eu sendo branco não posso me alegar como.
Contudo, quando vou a minha terra natal, Erechim/RS sou tratado por moreninho, mesmo não tendo a pele escura, mas para os padrões branquezimos do local onde todos descendem de europeus, sou escurinho. Lá sim já fui parado pela PM, já ouvi comentários que me deixaram com um pé pra traz.
Fico imaginando o tanto de merda que uma pessoa negra ou mestiça com o tom de pele visivelmente mais escura não deve passar. Não ver isso é falta de empatia, algo que estamos enquanto sociedade carecendo totalmente!

@Fábio, é sabido que sou anarquista e não concordo ou apoio sua profissão. Contudo compreendo, eu morreria para defender meu irmão e algumas pessoas que tenho grande estima, respeito isso, o zelo para com o próximo é louvável. Sua experiencia naquele shopping só demonstra ainda mais que nossa sociedade possui uma elite que luta pela manutenção de seus privilégios.

Anônimo disse...

Marina,
Eu respeito sua dor, mas é triste quando o agredido se torna o agressor. Vide o caso dos Palestinos que vocês judeus magicamente esquecem quando o Holocausto (com toda a razão do mundo) nunca é esquecido.

Anônimo disse...

'Me diga um ponto da história em que os brancos foram vitimizados apenas por serem brancos? '

O império romano escravizou quase a zoropia inteira, por vários séculos.

E os negros não foram escravizados 'apenas por serem negros'.Pro seu governo quem escravizava e vendia negros pros europeus eram...outros negros! O próprio Zumbi dos Palmares tinha escravos negros.
Essa é a parte da história em que a esquerda gostaria de fazer como os nazistas e queimar os livros que contam isso

Anônimo disse...

Lolinha querida, apesar de visitar seu blog todos os dias religiosamente, nunca deixei um comentário. Também não sei se você lê todos, mas enfim, não tem nada a ver com o post mas eu queria muito compartilhar essa notícia.
http://www.dailymail.co.uk/news/article-2155133/Meghan-Vogel-Inspiring-photo-shows-Ohio-runner-help-carry-competitor-finish-line.html

Li disse...

oi lola. o post é muito bem escrito, o autor tocou em um ponto muito sensível.

é bem verdade que brancos também sofrem discriminacao. só que a discriminacao de brancos por negros nao é um problema tao grave quanto o contrário, por vários motivos históricos e sociais.

posso te falar que eu, enquanto pessoa extremamente branca morando no rio, sofri preconceitos/bullying por conta dessa característica física. na verdade, incontáveis vezes eu já andei na rua e escutei pessoas fritando "vai pra praia!" ou rindo da cor das minhas pernas.

esse tipo de agressao pode ser, sim, considerado um tipo de racismo. para mim, parte da culpa está no fato de o padrao de beleza carioca (nacional?) ser a pessoa branca, mas bronzeada, ou com pele levemente escura e tracos europeus.

no entando, as minhas pernas brancas ou as minhas sombrancelhas claras (quase transparentes, na verdade, volta e meia alguém recomenda que eu faca uma tatuagem nelas. nao, obrigada.) nao sao um motivo para que eu seja impedida se entrar em um local, ou que me acusem de ter roubado algo. pelo contrário, os meus tracos físicos sao geralmente associados a classe alta ( o que é um ledo engano). para concluir, posso dizer que ja sofri preconceitos por conta do meu tipo fisico, mas eles nao sao nada comparados com o que uma pessoa negra sofre no seu dia-a-dia.

Anônimo disse...

Huan não saude muito esse Fábio porque ele é um masculixo,só veio se doer porque o assunto não era sobre mulheres,porque quando é o caso ele faz questão de frizar que são todas vadias interesseiras.
E a Lola é realmente um amor viu,se fosse eu já tinha dado BAN nesse Fábio,Bismarck e cia a muito tempo.
UGH nojo de masculixos.

Anônimo disse...

Essas feministas me fazem rir com tal insistencia em querer provar que os homens brancos são culpados de todos os males da civilização ... Digam-me quem é melhor tratado no brasil um negro homossexual e rico ou um branco mendigo e heterosexual ?

Preconceito existe ,mas a principal separação que as pessoas se aplicam é por classe social.

Anônimo disse...

Meus pais desconfiavam que eu era homossexual, o que sempre teve mais a ver com os preconceitos deles do que com a minha sexualidade. Se eu defendo a causa LGBT, se tenho amig@s gays e trans, se estudo questão de gênero na faculdade, se me dedico mais à carreira do que a arrumar um namorado, se eu sou feminista, se não gosto de usar esmalte - ao qual tenho alergia, só posso ser lésbica. Claro. Eles não falavam abertamente do assunto, mas havia as piadinhas e os comentários cheios de ódio, sempre em tom de ameaça.

Então eu comecei a namorar um cara negro e é claro que o mundo da minha família caiu. Eu tenho a pele clara, cabelo castanho claro e olhos azuis. Imagina! E olha que lá em casa eu é que sou a mais "branca", mas o pessoal não ficou nada contente. Foi quase engraçado ver a minha mãe tentando decidir o que era "menos pior", a filha dela ser "sapatão" ou namorar um "preto".

Eu tinha visto uma situação semelhante em uma série de televisão a alguns anos e lembrei na hora. Triste pensar que minha família é tão reacionária e preconceituosa quanto aquele personagem que eu detestava exatamente por isso. O pior é que meus pais fazem a linha do "é claro que eu não tenho preconceito": "é claro que eu não sou racista, eu contratei uma secretária morena", "é claro que eu não sou homofóbica, meu cabeleireiro é gay".

Rose disse...

Gente, eu não acredito que vocês estão rindo do sofrimento deste pobre branco hétero! Que falta de empatia é essa? rsrs

Anônimo disse...

meu primo é japonês e é constantemente pertubado por idiotas,com aquelas piadinhas super inteligentes do tipo "abre o olho" e que japonês tem pinto pequeno e ele ja esta ficando complexado.
=
Seu primo não e japonês, seu primo e brasileiro, japonês e quem nasce no Japão, se assim fosse todo negro seria africano também !
E sim o que seu primo sofre e racismo também,

Anônimo disse...

Não, Suelen, ninguém está dizendo que é legal xingar o seu primo japonês. Pelo contrário. A gente acha que ofender o seu primo por causa disso é uma enorme babaquice. Agora, como a Priscila tão bem colocou - e eu colo aqui para o caso de você não ter visto - a questão é outra:

"Em primeiro lugar, o contexto histórico. São séculos de opressão contra os negros. Me diga um ponto da história em que os brancos foram vitimizados apenas por serem brancos? Os homens apenas por serem homens, os héteros apenas por serem héteros? (...) Então, quando há um ataque ao negro ao dizer que, sei lá, seu cabelo é ruim, vc não está apenas criticando a aparência dele. Você está dizendo que o cabelo dele é inferior ao cabelo liso, porque o cabelo dele é uma marca da ascendência negra que você considera inferior. Quando vc diz que mulher tem que ficar na cozinha você está dizendo que considera que mulheres são seres inferiores que não tem inteligência para fazer qualquer coisa além de serviço doméstico. Quando você diz que tem nojo de homossexuais e que não quer ver dois homens ou duas mulheres se beijando, você está implicando que considera o amor de duas pessoas menos válido que o seu e inferior a você porque acha que isso não é amor, mas uma perversão".

O racismo tem uma carga histórica imensa, de opressão e de dominação, por isso é tão grave. Essa carga se estende até os dias de hoje. Em relação ao preconceito com japoneses (e indianos, e chineses, e árabes, enfim), isso tem nome: xenofobia. E também é muito grave.

Entendeu? O fato de uma pessoa ser contra o racismo não quer dizer, em absoluto, que ela ache que está tudo bem em discriminar orientais, ou mulheres, ou gays. Desde quando a gente tem que escolher só um preconceito para se opor, heim? Não é assim que funciona. E, em geral, pessoas que se preocupam o bastante para analisar, criticar e rever os próprios preconceitos tendem a abominar vários deles. Ao contrário dos preconceituosos, viu?

Anônimo disse...

Joguem pedras, mas sou contra as cotas. Alguém falou que mulheres precisaram de cotas, mas sou a favor de cotas se os criterios forem subjetivos (beleza, politica, aparições na televisão). Sou a favoris d'as cotas para alunos da Agora quand alguém corrige a sua prova, não sabe se você é homem, mulher , negro, ou branco. Eu como mulher não aceitaria entrar me engenharia mecanica mesmo tendo notas mais baixas, afinal peu cerebro é

Anônimo disse...

O comentario foi enviado antes da hora. O que queria dizer é que sou a favor de cotas para quem vem da escola publica, pois é para ter um equilibrio social... mas sou contra um negro entrar na faculdade simplesmente por ser negro. Se falassem que a media em matematica para os meninos é de 7 e para as meninas é de 5 acho que muita mulher ia ficar brava tambem.

Marina disse...

ótima posição esclarecedora, Priscila Boltão!

Ana disse...

Eu não consigo entender quem é contra cota para negros utilizando o discurso de 'sou apenas a favor de cota para estudantes de escola pública/pobres/classes D e E'. SÃO COISAS DIFERENTES. As cotas para negros não são (só) porque há mais negros pobres do que brancos pobres e bem menos negros ricos do que brancos ricos, mas sim porque negros são negros! Ponto! Só o fato de uma pessoa ser negra já é um obstáculo, em um país racista como o nosso, para o acesso ao ensino superior! É tão difícil entender isso? E não é desmerecer o negro "porque assume que o negro é mais burro que o branco", mas sim admitir que, mesmo com as mesmas "oportunidades", não raramente uma pessoa negra vai ter mais dificuldade de ter um bom emprego ou entrar em uma faculdade boa que uma pessoa branca na mesma condição, e isso por uma série de motivos relacionados ao racismo(discriminação na escola é um deles, aliás). É tão difícil entender, sério? A cota para negros não tem a ver exclusivamente com a renda dos negros. A discriminação que os negros sofrem não é por serem "pobres", mas sim por serem... negros!

Anônimo disse...

Nada a ver com o texto, Lola, mas preciso de ajuda.
Na verdade a ajuda não é pra mim, é pra me ajudar a ajudar uma amiga! rs
Enfim, gostaria de saber se existe algum serviço de consultoria juridica online (de preferencia gratuita) pra mulheres (ou não).
Ela foi vítima de agressão e injúria pelo então marido, que passou somente duas noites preso e, agora, a denunciou por agressão ao filho dele, coisa que ela garante nunca ter acontecido.
A história é longa e eu, apesar de almejar estudar direito, não tenho muito conhecimento na área, e gostaria de poder tirar algumas duvidas, enfim..
Por favor, se conhecer alguém que possa me ajudar me passe o contato!
Agradeço.
Aproveito pra dizer que sou sua fã! rs
/nina

Elaine Telles disse...

Desculpem-me as pessoas de pele branca que dizem sofrer preconceito por sua "brancura". Isso não é preconceito, de modo algum! Preconceito é sua cor de pele significar que você tem menos valor de acordo com nossa sociedade, e isso só acontece com morenos/pardos/negros. Piadinha a respeito da cor de pele não passa nem perto do que é ter sua vida em função de sua cor de pele. Se vocês se doem de serem chamados de "fantasma", imagina ser chamado de "preto ladrão". Não tem negativismo algum adicionado à cor de pele de vocês.

D. disse...

Olha, adorei o texto.

Eu acho um absurdo quando vejo pessoas brancas (principalmente homens heteros) se dizendo perseguidos por serem brancos.

Eu, mulher, negra, 21 anos, sofro preconceito direto/indireto desde que NASCI. Criança, ouvia as outras pessoas da sala me chamando de 'nega preta'.

Depois que cresci, vejo pessoas me desprezando, me olhando torto e me tratando como inferior. Cansei de ser chamada de feia APENAS por ter cabelo crespo (e nem é o crespo 'crespo, como dizem, é um cacheado super tradicional e sem graça).

Acho graça quem vem falar 'ah mas eu era chamado de branquelo na escola'. Meu/minha querido(a), eu era chamada de preta, nega, suja, imunda, as pessoas não queriam ficar perto de mim, porque oh, eu era negra e o fato da minha família ter dinheiro e pagar bons colégios, boas roupas, ter um bom carro, não significava absolutamente NADA.

Estudei a vida toda em bons colégios (caro$), faço um curso universitário em uma faculdade pública onde 90% dos meus colegas são BRANCOS, meu mercado de trabalho é um dos mais elitistas de todos (artes plásticas), uso roupas caras, perfumes caros, ando em carros 'bons' e mesmo com projeto de pesquisa, mestrado, fluência em línguas e tudo o mais o que uma pessoa 'precisa ter' pra ser admirada nessa sociedade de hoje, ainda sou subjulgada por ser NEGRA.

Estava na galeria onde trabalho no período da tarde e ouvi uma senhora chegar e perguntar 'cadê aquela menina que trabalha aqui de manhã no seu lugar, A MAIS CLARINHA?'. Gente, desculpa, mas que relevância isso tem mesmo? 'Ah você tá exagerando, isso não racismo'.

Aham, vai ouvir durante 21 anos quase todos os dias algum comentário do tipo, pessoas falando pra você alisar o cabelo (não escuto mais isso porque raspei a cabeça, pelo menos), que sua boca e seu nariz são grandes, que você é 'escurinha' nos momentos mais nada a ver como se isso fosse um big deal.

Pessoas brancas sofrem, pessoas negras sofrem, pessoas amarelas sofrem, pessoas orientais sofrem, e se existissem pessoas verdes, azuis ou cor-de-rosa sofreriam também. Mas gente branca dizer que sofre racismo na pele e 'oh como isso é cruel e como sofro' já é demais.

E falei demais, mas foda-se.

Anny Mota disse...

Amei o texto, começando pelo título! E nos leva a uma daquelas reflexões: "é verdade!"

Anônimo disse...

Desculpa, não ri. Não achei engraçado. Se tem tanto branco falando isso é porque tem alguma coisa errada.
E só pra aproveitar a parte que fala dos cotistas, esse papo de cotas não é unanimidade. É um tiro no pé. Quer resolver o problema? Dá educação de qualidade pra todo mundo desde a base. Querer dar uma de bonzinho depois não resolve.

natalia disse...

Anônimo das 17:55. Não conheço nenhum serviço de consultoria jurídica on line para este tipo de problema. Mas existem outras opções: defensoria pública, se já for organizada no Estado de vocês; Fundação de assistência judiciária da OAB (ligue para saber onde funciona) e também, os escritórios das faculdades de direito, onde alunos prestam consultoria, orientados por professores. Pode acreditar que são boas opções.

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Uma professora minha, negra, contou que o filho tinha um Alpha Romeo e em poucos meses já estava cansado de ser parado pela polícia. Um negro não podia dirigir um carrão sem ser alvo de desconfiança. Uma vez foi a maior confusão porque ele foi abordado e mal tratado dentro da universidade, enquanto esperava por ela. Os vigias, brancos, não conseguiram acreditar que uma pessoa negra podia estar em melhores condições financeiras.

Sophia disse...

Olá, Lola. Descobri hoje seu blog por acaso. Li alguns posts e voltarei sempre. Delícia de texto, temas prementes.

Bom, mas vamos a este post específico.

Sou professora numa instituição de ensino superior particular de prestígio em SP. Devemos ter atualmente uns 4 estudantes negros, em meio a 4.000 estudantes. Pois bem, numa aula há duas semanas, passei um comercial de Tixan Ypê para servir de estímulo para um exercício em sala de aula. Para quem se interessar, o filme está em http://www.youtube.com/watch?v=HO__qloQfVk. No filme, uma mulher negra, sentada na cama do seu quarto, em meio a roupa recém-dobrada, fala bem do produto em questão. O filme também tem uma outra mulher, branca, falando bem do produto na lavanderia do seu apartamento.
Ao final da discussão, um estudante me pergunta: "profa., pelo fato da marca ter usado uma empregada na propaganda, não pode haver uma consequência para a imagem?". Respondi que qualquer perfil de pessoa usado por uma marca na propaganda pode contribuir para a construção da imagem (se usa jovens, idosos, crianças, mulheres, homens, gente magra, gente gorda, modernos, conservadores etc. pode se alterar as associações a serem geradas para a marca). Mas uma coisa me estranhava na pergunta dele, já que eu não me lembrava de ter visto empregada doméstica em nenhum dos estímulos que usei naquele dia. Devolvi: "mas onde tinha empregada doméstica?". E ele: "na propaganda". Foi aí que caiu a minha ficha. Fiquei tão surpresa que nem consegui filtrar meu comentário: "você está achando que ela é empregada só pelo fato de ser negra?????". Os engasgos, constrangimentos e tentativas de emenda não conseguiram disfarçar: sim, só porque a mulher é negra e a propaganda era de produto de limpeza, a associação gerada por ele foi "empregada doméstica".

Mariana. disse...

Anônima aí de cima que quer ajuda pra violência doméstica.

Acho que a melhor orientação é mesmo buscar um advogado e caso não possa pagar, buscar ajuda na defensoria pública.

Anônimo disse...

talvez as jornalistas FLÁVIA YURI E MARINA NAVARRO LINS, COM TONIA MACHADO E THAIS LAZZERI sejam mascus também ne lola ?

E que beleza de capa hem ? imagine se fosse o contrario ? uma mulher sob os pés de um homem ? os fuzue que vcs estariam fazendo na net !

http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/noticia/2012/10/mulher-venceu-guerra-dos-sexos.html

Anônimo disse...

Independente de haver preconceito de negros em relação aos brancos, que realmente existe, mas não tão explícito, gostaria de lembrar algo que muito me inquieta, e desarma, porque difícil de de argumentar e provar. O racismo em relação aos negros é evidente, mais danoso, sem querer, aqui, vitimizar-se, pois mais proliferados, inclusive entre os negros. E, eis o que me preocupa e gostaria de uma opinião sobre, em especial da Lola. Há um elemento que conta para fortalecer o racismo relacionado a uma inferiorização paulatina, cujo recurso reside em reforçar na consciência de indivíduos negros essa suposta inferioridade. Parto deste ponto, para indicar um recurso muito utilizado para encobrir atitudes ou palavras racistas. Acredito que a índole fascista de que se reveste o racismo atual, ante um protesto de um negro incomodado com discriminações, é acusá-lo de ter complexo de inferioridade, acreditando ver racismo onde não se trata de racismo. Ou seja, imputar ao outro - no caso um negro ou pardo - que o suposto agressor não é racista, mas o agredido é que tem complexo por ser negro. Isto muito me incomoda, por vezes, e a princípio parece não ter como encontrar uma solução, quando ocorre uma transferência neste sentido que, acredito, seja mais bizarro e cruel, uma solução fascista para encobrir o racismo e torná-lo aceitável.

Renata disse...

Adorei!! Ri horrores!!!!

Jordana disse...

Eu, como branquela beeem branquelona, não consigo entender esse pessoal q se sente discriminado por ser branco no brasil.

o máximo que pode ocorrer é uma certa pressão relacionada ao padrão de beleza vigente, que é de um branco bronzeado. e eu não pego sol, não tenho marquinha de biquini. tem gente q acha horrível, mas tem gente q acha lindo (eu, por exemplo. me mantenh branquela pq me acho bem bonitinha assim, do jeitinho q a genética me fez).
minha estratégia é dizer "obrigada, me acho ótima assim" toda vez q alguém fala "nossa, você tá branquela demais, vá pegar um sol!".

mas se dizer ativamente discriminado e prejudicado na vida por ser branco? nonsense.

Jordana disse...

eu não gosto da ideia de cotas raciais em universidades basicamente porque o vestibular é uma prova que não enxerga cor, enxerga qualidade de ensino que a pessoa teve, oportunidades.

um negro que estudou a vida toda em escola particular terá muito mais chances de passar no vest do que um loirinho pomerano do interior que passou a vida estudando em escolinha pública sem estrutura nem incentivo algum. e não será pq o vestibular resolveu favorecer negros e desfavorecer loiros, e sim porque ele é cruel mesmo com quem não teve um bom ensino.

claro, há muito menos negros que moram em mansões à beira da praia e estudaram em escolas particulares a vida toda (como um amigo meu) do que brancos nessas condições. mas eu não acho que esses poucos negros ricos mereçam no vestibular uma chance que os brancos ricos não terão, porque não é a COR deles q o vestibular vai avaliar. em outros aspectos da vida, como busca por empregos, compras em lojas mais caras, etc, certamente os negros, mesmo que ricos, terão mais dificuldades que os brancos e isso deve ser corrigido. mas o vestibular é exatamente aquele sistema em que quem avalia os candidatos não vê suas origens étnicas, portanto não tem como julgá-los por isso!

me parece q as cotas sociais são mais justas porque atingem quem de fato precisa, ou seja, aqueles que tiveram poucas oportunidades de ter uma boa educação, independente de sua origem étnica. e, claro, precisam ser adotadas como medida paliativa, para dar uma facilitada nas coisas enquanto não se resolve a mediocridade do ensino básico brasileiro.

mas enfim. eu só acho q cotas raciais, apesar de serem uma medida bastaaaaante humana, constitucional e até bem intencionada, não se encaixam na lógica do vestibular - talvez seja uma medida afirmativa que seja melhor aplicada em algum outro setor.

CCX disse...

. É muito bom poder compartilhar textos tão bem bolados e redigidos.

D. disse...

A Jordana falou das cotas para negros, só uma correção.

Pelo menos aqui em Goiás (onde moro), as cotas para negros só são válidas se o candidato for negro E estudar em escola pública.

Eu mesma, sou negra, estudei em bons colégios a vida toda e sequer cogitei usar as cotas. E mesmo que quisesse, não poderia. Pelo menos aqui :)

Luiza disse...

Ah vá, sério que tem branco mimimizando?

Eu sou branca, tipo fantasma. Costumava falar tipo vampira, mas depois que eles entraram na moda eu parei. Enfim, sou do meio do heavy metal e do gótico, então ser transparente é ótimo. Já ouvi piada aos montes, apenas de quem segue a moda padrão vigente, e minha resposta é sempre "ai, sério que você acha isso?? Que bom, porque eu estava tão irritada com esse sol que queimou meus braços e me deixou com tonalidades diferentes!". Pronto, quebra as pernas de quem está tentando me ofender.

Eu não posso nem imaginar o que é sentir o racismo a vida toda, ser olhada como inferior numa loja, ser preterida nas esferas públicas.

Anônimo disse...

DUAS REPORTAGENS CONTRADITÓRIAS DA REVISTA ÉPOCA :

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI98917-15228,00-POR+QUE+AS+MULHERES+SAO+TAO+TRISTES.html

http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/noticia/2012/10/mulher-venceu-guerra-dos-sexos.html

Anônimo disse...

Poxa vida, eu já sofri preconceito racial por ser branquela..Na volta das férias as outras crianças diziam que eu não tinha ido para a praia (ainda me tiravam para pobre por causa da minha cor)...Acho que eu teria que multiplicar isso por 100 para entender como uma pessoa negra se sente.E é justamente por ter sentido esse um centésimo de discriminação durante alguns dias que resolvi lutar contra o preconceito (a começar pelo meu). Como no sul temos uma população negra bem menor do que em outros estados, fica mais fácil as pessoas acreditarem em asneiras como "não existe mais preconceito de cor e sim preconceito contra pobre"...

Lia disse...

Estamos saindo de um racismo velado para um racialismo institucionalizado.
Ao invés de acabarem com o preconceito como um todo e colocarem todos os serem humanos lado a lado, estão obrigando as pessoas a escolherem suas "raças".
O negro que sempre foi o oprimido, está passando a ser o agressor (ok, não existe RACISMO contra brancos, mas cada dia tem aumentado ATITUDES PRECONCEITUOSAS contra brancos sim).
Nenhuma atitude preconceituosa é justificável (nem mesmo de negros contra brancos) e todo tipo de preconceito deve ser combatido.
Se não tivermos essa visão muito clara e se aceitarmos algum tipo de preconceito, se não agirmos rigorosamente contra TODO tipo de atitude preconceituosa (inclusive de negros contra brancos), não alcançaremos a igualdade, mas sim um revanchismo.

Ju disse...

Como falaram da Itália aqui lembrei desse vídeo.
É o Seu Jorge contando como foi a sua temporada de 6 meses na Itália e o racismo que sofreu lá. Muito chocante.
http://www.youtube.com/watch?v=uG9PhJLSVys

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E esse vídeo é um poema que fala sobre a polêmica sobre o cabelo da ginasta negra Gabby Douglas nas Olimpíadas. É lindo.
http://www.youtube.com/watch?v=NMmcUSAznCs

Helena disse...

Adoro o blog. AMO, leio desde 2008.

Sou A FAVOR das cotas. Vejo muito racismo contra negros por aí, reconheço q existe e é uma merda SIM.

Mas...(posso falar? timidamente) eu acho que o que algumas pessoas brancas relatam, sobre ter sofrido preconceito/discriminação, não é no sentido de dizer que sofrem tanto quanto, ou mais, numericamente falando, do que xs negrsx.

Qquer bocó sabe q as pessoas negras sofrem discriminação da sociedade toda. E tem sim muito branco com mimimi, vide os famosos.

Mas ser contra o preconceito, na minha visão, é ser contra TODOS eles. Vou tentar usar um exemplo:

duas crianças, uma branca e uma negra. Crianças bem novinhas, q no meu exemplo FICTÍCIO nunca sofreram nenhum preconceito. Alguém chega e xinga as duas com ofensas baseadas em suas cores. AS DUAS vão ficar tristes e magoadas, talvez chorar, se sentirem mal por serem da cor que são, pq as duas são seres humanos e têm sentimentos, q não devem ser ignorados.

Só que com as pessoas negras, isso não pára nunca, acontece na rua, com a polícia, em empresas, em lojas, em shoppings, em namoros, enfim, o q todo mundo já sabe. É de fato numericamente e socialmente pior. Mas e no nível pessoal? Foda-se? Então eu devo ter dó de crianças negras xingadas(e sim, eu tenho, e sim eu acho elas lindas e kero adotar várias), mas se uma criança branca chega chorando pela situação acima eu devo dizer "ah, cala a boca, vc nem sofre tanto, xs negrxs sofrem mais."

Entendem? Não estou dizendo q é socialmente igual. Estou pensando em cada pessoa como um indivíduo. Talvez mtxs dxs brancxs não mereçam esse meu pensamento, mas então vou excluir todxs?

Por que não ouvir o q elxs têm a dizer?

Sim, na maioria daz vezes pode ser só "besteira", mas tb pode não ser. Basear-se no achismo é o primeiro passo pra acabar com a empatia.

(Agora com licença q vou me preparar pras pedradas...=/ )

AArK disse...

Dá uma lida, Lola. :P Foi uma teoria que teci...

http://aarksnotdead.blogspot.com.br/2012/10/opiniao.html

Anônimo disse...

Falando das cotas, concordo com a Jordana. Poxa, a prova do vestibular avalia uma prova. A pessoa que corrije não sabe a cor do candidato, então para que cotas para negros? Agora se falarem de cotas para negros como apresentadores de televisão, ai estou de acordo, pois os critérios são julgados pela aparência, logo são subjetivos. Alguém ai em cima disse bem: se a média para meninas em engenharia fosse só 5, e para meninos fosse de sete, é certo que a maioria das mulheres não ficariam contentes. Entendo que seja necessária uma medida paliativa para ajudar alunos da escola pública entrarem na universidade, mas não sei porque entre un negro pobre e um branco pobre, o negro precise de notas mais baixas para entrar. Sou branca, mas se fosse negra seria a primeira a ser contra esse sistema de cotas. Preciso de um empurrãozinho por ser pobre, e vir de uma escola lixo. Não por ser negra.

Se formos pensar por esse sistema, então deveriamos pedir um 10 para brancos ricos, 8 para brancas ricas, 7 para brancos pobres, 6 para brancas pobres, 5 para negros pobres, e as negras pobres, só precisam assinar o nome na folha do vestibular, e já são automaticamente aceitas na universidade.

Huan Icaro Piran disse...

@Anonim@ 14:26

Bem, quando ele tiver atitudes machistas eu tomarei posicionamentos contrários, quando não tiver não terei. Acho que a Lola deve concordar que não é chutando alguém daqui que se consegue mudar alguém.
Deixa ele ai, deixa falar, quando passar do limite a Lola não precisa passar o comentário, quando tiver algo produtivo, bem, toda pluralidade de experiencias antropológicas é bem vinda (até mesmo para compreender os processos que formam os mascus).

^^

Huan Icaro Piran disse...

@Anonimo 14:51

Minha noiva é mestiça de tom mais escuro (puxou bem nossos ancestrais kaigangs), ganha relativamente bem mas gosta de vestuários que fazem minhas excentricidades parecerem normais por vezes.
Muitas vendedoras em lojas tratam ela mal pela aparência dela, pela combinação de pele e vestuário. Não é por vestir-se mal apenas, pessoas tão mal vestidas quanto porem de pele clara já foram bem atendidas nas mesmas lojas.

@Elaine Telles

Na verdade pode ocorrer com pessoas de etnias tidas por brancas mas com processos culturais adversos, como turcos, marroquinos e ademais povos "árabes" ou então com argentinos e até com mexicanos, que mesmo se forem brancos são vistos com maus olhos em muito lugar na hora de conseguir emprego, mesmo se naturalizado brasileiro.

@Jordana e @D.

As cotas na UNB tiveram intuito de atrair mais negros e indígenas a instituição, mas ao ser implementado a nível nacional foi como cota social, onde alunos que estudaram a vida toda em escolas publicas e tem baixa renda tem direito a cotas. Neste caso não só negros e indígenas como foi originalmente na UNB.
Com isso temos maior coerência, dando oportunidade a quem não tem...se 90% das pessoas que vão entrar não são brancas ai já é uma clara demonstração de que negros sofrem sim discriminação.

Anônimo disse...

Lola, esses dias eu li um parágrafozinho em inglês (pena que não to achando agora) que falava sobre isso.
Ele explicava que, em casos muito isolados, convenhamos, pode existir preconceito ou discriminação contra pessoas brancas, mas, jamais, racismo.Racismo é baseado em um sistema de opressão, o racismo nos diz a séculos que a cor ou a origem da pessoa, que não seja branca européia, só serve para ser subordinada.Por isso racismo contra pessoas brancas não existe, por que racismo só acontece quando há preceitos em toda a sociedade que embasam o preconceito.

Anônimo disse...

Já presenciei uma caixa de supermercado, NEGRA, tratar mal as clientes da mesma cor que ela - e tratar melhor pessoas mais claras. Trabalho em escola de periferia e presencio as meninas que, mesmo clarinhas como eu, se dizem negras, dizem odiar brancos, e fazem bullying violento contra colegas loiros. Lembrando que essa "adoração" aos negros advém do estereótipo do "negão de pau grande" (desculpem a grosseria, mas tenho que ouvir isso durante minhas aulas e já não ando com paciência pra seguir a pedagogia do entenda-a-realidade-do-aluno), difundido por piadas e músicas de funk. Tenho um tio casado com negra, esta que é uma pessoa super honesta, trabalhadora, seus filhos já estão bem encaminhados na vida, mas que ao falar de pessoas da própria cor usa de ironias e desprezo. Na minha opinião, o racismo está dentro da pessoa, simples assim, não importa que cor ou classe social ela tenha.

Anônimo disse...

Jordana, há dúvidas sobre sua colocação.

Os povos negros foram escravizados. Isso não ocorreu com povos brancos.

Os descendentes dos negros, mesmo no início da república, não tinham acesso a terras, trabalho ou educação.

As cotas para negros procuram reconhecer que o Brasil teve projetos de exclusão dos negros durante quase 500 anos e que, doravante, tentará fazer o contrário, incluindo nas instituições quem antes estava fora delas. A quantidade de negros em escolas privadas é irrisória em termos percentuais. Portanto, teu argumento quase não tem impacto. Mas é claro que sempre haverá casos particulares, singulares, de negros que estudaram em escolas privadas e tiveram acesso a excelente formação etc etc etc.

Sara Marinho disse...

Em relação as cotas raciais, também já fui contra. Mas sabiam que mesmo entre as escolas públicas existem diferentes niveis de qualidade de ensino?Não estou falando de colégio militar, IF's, e Colégio de Aplicação(não sei se tem o mesmo nome em outros estados, é um colégio de ensino fundamental e médio que faz parte da universidade federal de Goiás), esses são inegavelmente melhores que a maioria. Entre os colégios estaduais de Goiânia por exemplo, os colégios mais centrais costumam ser melhores que os de periferia, colégios em bairros muito afastados costumam ser piores, e adivinha quem é mais pobre, portanto mora mais longe, e consequentemente estuda em piores escolas?A maioria negra e parda, então mesmo não se aceitando o argumento da correção de uma desigualdade histórica, e invocando que somos todos miscigenados, existem argumentos palpáveis para existirem as cotas raciais. E ok, somos todos miscigenados, minha avó materna é negra, minha mãe também, mas eu sou branca, branca dos olhos claros, nunca sofri preconceito racial na vida, no máximo um comentário sobre o cabelo que não alisei, a história da minha mãe, da minha avó, e mesmo da minha irmã, miseros quatro anos mais velha, que teve as mesmas condições de vida que eu, mas é parda/negra, não é a mesma, então não venham me dizer que é injusto, por sermos irmãs, que pela cor da pele, ela teria direito a cotas e eu não. Isso é justíssimo.

Anônimo disse...

Off topic
Muito triste, o que aconteceu com essa pequena feminista:

m.g1.globo.com/mundo/noticia/2012/10/paquistanesa-de-14-anos-baleada-na-cabeca-por-criticar-taleba-e-operada.html

Camila disse...

Tá bem, mas continuo achando um absurdo existirem cotas raciais, legalmente ninguém pode ser diferente de ninguém independente da cor da pele ou da história que esta traz consigo. Que tipo de igualdade seria esta?

Mirella disse...

Camila...

Sugiro que você vá procurar saber mais sobre o princípio da Isonomia.

E sugiro que você também procure entender melhor o porquê das cotas existirem. Um Jênio aí em cima disse que o certo é prover educação de qualidade, o que é óbvio e absolutamente necessário.
Porém, um projeto desta grandeza demora anos para surtir efeitos. Como fazemos com a desigualdade HOJE? Joga uma geração inteira no lixo?
Só poderíamos tratar todos igualmente se todos já estivessem em condições iguais de acesso a saúde, educação, segurança, saneamento básico. Mas você sabe que, infelizmente, para a maior parte da população a coisa não é assim. Cotas são uma solução paliativa e temporária para acabar com a desigualdade histórica no Brasil.

Você não pode achar coincidência que cargos com salário inferior e que requerem menor grau de instrução sejam, em sua maioria, compostos pela população de pele negra/parda.

Elaine Telles disse...

@Huan, eu me concentrei no preconceito na sociedade brasileira, entre pessoas que nasceram aqui.
Ser negro e ser branco no Brasil são dois caminhos completamente distintos. As pessoas falam que há uma cultura de que pessoas morenas são o padrão de beleza, mas não é verdade. Basta ver anúncios, basta ver tv. Sempre são retratadas pessoas de pele claríssima, cabelos loiros, traços não-brasileiros.
@Helena, a criança que foi xingada de branquela na infância é a mesma que vai ser endeusada pelo resto de sua vida, só pelo fato de ser branca. Já a criança negra, vai continuar a ser xingada, maltratada, continuarão a dizer que ela é feia, marginalizar.
@Camila, falar de igualdade numa sociedade desigual como a nossa? As leis dizem muita coisa, mas quase nada é cumprido, tudo tem o porém, uma exceção...
Eu estou terminando minha graduação de engenharia na USP, sem cotas, mas digo pra você, precisei de dois anos estudando pra conseguir me adequar. Estudei em escola pública. Havia um professor do meu namorado que dizia que valia a pena as pessoas fazerem novamente o ensino médio, numa boa escola, para conseguirem se preparar para o vestibular.

Sara Marinho disse...

Camila

Hoje a igualdade colocada pela constituição brasileira é predominantemente interpretada como tratar desigualmente os desiguais.



Anônimo disse...

"Anônimo disse...

"Desculpa, não ri. Não achei engraçado. Se tem tanto branco falando isso é porque tem alguma coisa errada.
"E só pra aproveitar a parte que fala dos cotistas, esse papo de cotas não é unanimidade. É um tiro no pé. Quer resolver o problema? Dá educação de qualidade pra todo mundo desde a base. Querer dar uma de bonzinho depois não resolve."

Eu até concordaria com as cotas se elas viessem juntas com um grande investimento na educação de todos os níveis. Tal como está agora, me parece um mero paliativo que visa alienar a população com idéias de integração e oportunidades gastando-se a menor quantidade de dinheiro possível.

Bisous disse...

Sabe o que me fez lembrar? do documentario "olhos azuis" da jane elliot.

parabèns, parabèns lola que seus caminhos sejam repletos de luz e saude.
beijos
yraema

JAC disse...

Entao brancx sofre racismo mimimi?
Respondam, por favor:
* quantas vezes vc's, qdo crianca, foram dormir a noite, fecharam os olhos, chorando, e rezaram, desejadando acordar negrxs no dia seguinte?
* quantas vezes vc's esfregaram carvao na pele de vc's, pra tentar ter a cor de pele escura?
* quantas vezes vc's tentaram passar algum produto quimico na pele, pra ver se escurecia?

Eu sou negra e fiz e passei por tudo isso: incontaveis noites, qdo crianca, chorei e rezei, pedindo a "deus" que me fizesse acordar branca dos olhos claros... quantas vezes arranquei sangue de minha pele, ao me esfregar no banho, desejando o fim de minha "cor suja e feia"... quantas vezes tentei usar alvejante, pra me tornar branca........

Isso eh o que o racismo faz com as pessoas negras..... com adultos, o racismo eh cruel, com criancas eh hediondo.......

JAC disse...

Sobre a fraselynda "todos sao iguais perante a lei", Boaventura Santos manda recado: "Devemos lutar pela igualdade sempre que a diferença nos inferioriza, mas devemos lutar pela diferença sempre que a igualdade nos descaracteriza"

Lia disse...

Não. Não existe RACISMO contra branco.
Mas existem ATITUDES PRECONCEITUOSAS contra brancos também.
E para que, no futuro, a luta pelo racismo não se transforme num revanchismo prejudicial a todos, afastando-nos ainda mais do alcance à igualdade, devemos combater TODO tipo de atitude preconceituosa, mesmo aquela de negros contra brancos.
Nenhuma atitude preconceituosa é justifícável. NENHUMA!

Isso não é mimimi. Isso é muito sério!

Anônimo disse...

Engraçado que aqui ninguém se acha preconceituoso quando se refere- e o fazem com frequência- à pessoas privilegiadas que reclamam de sua situação, usando expressões como "coitadinho dos homens brancos, heterossexuais de classe média", "classe média sofre", como se essas pessoas ironizadas nessas frases tivessem sempre uma vida maravilhosa, não sofressem preconceito, nem nada. Se é pra usar um chavão que abranja de modo apropriado as pessoas que realmente reclamam de barriga cheia, usem então "homem branco, heterossexual, de classe média, bonito, pegador, jovem, saudável, magro e alto"; apesar de que a Lola já fez postagem de gente que sofre preconceito por ser bonito...

D. disse...

"Engraçado que aqui ninguém se acha preconceituoso quando se refere- e o fazem com frequência- à pessoas privilegiadas que reclamam de sua situação, usando expressões como "coitadinho dos homens brancos, heterossexuais de classe média", "classe média sofre", como se essas pessoas ironizadas nessas frases tivessem sempre uma vida maravilhosa, não sofressem preconceito, nem nada. Se é pra usar um chavão que abranja de modo apropriado as pessoas que realmente reclamam de barriga cheia, usem então "homem branco, heterossexual, de classe média, bonito, pegador, jovem, saudável, magro e alto"; apesar de que a Lola já fez postagem de gente que sofre preconceito por ser bonito.."

Anônimo, entendo o que você fala, mas olha só: o ser humano, por si só, sofre. A nossa consciência nos deu essa dádiva. Sofrer. A existência humana é cheia de altos e baixos. Qualquer pessoa nesse mundo irá sofrer, irá passar por perrengues, sejam eles em maiores ou menores graus.

Mas você concorda que o "homem branco heterossexual de classe média saudável" reclamar que sofre RACISMO não é um pouco demais? Claro, preconceitos e prejulgamentos TODOS NÓS sofremos. Seja pela cor da pele, pelo vestuário, pelo gosto musical, pelo que quer que seja. Nas vinte vezes que essa pessoa ouviu "branquelo azedo na vida", uma pessoa negra ouviu "macaco" numa quantidade dobrada.

Muitas pessoas de classes privilegiadas por si só se ridicularizam, vide vários exemplos dados nos comentários. Pessoas que usam camiseta 100% Branco e acham que estão abafando.

Mas eu, negra, que ouvia gente me chamando de "nega feia" na lata (nem era pelas costas) quando criança e agora que cresci e fiquei "bonita" sou chamada de "nossa, como você tem uma beleza... exótica". Só isso já é uma coisa muito forte, porque é diária.

Pessoas feias sofrem, pessoas bonitas sofrem, homens sofrem, mulheres sofrem, todo mundo se sente mal de vez em quando. A questão aqui é a necessidade de um grupo privilegiado se vitimizar enquanto fecha os olhos pro que acontece ao redor.

Huan Icaro Piran disse...

@Eliane
Filhos de marroquinos nascidos no brasil mas com imersão cultural árabe tendem a sofrer preconceitos tmb. Entendi o que esta falando e concordo plenamente, mas deixo a ressalva, pois o branco que normalmente falamos é a maioria, mas as minorias sofrem independente da sua cor.

Huan Icaro Piran disse...

@D.

Seu comentário das 13:52 foi genial D:

Anônimo disse...

Excelente o post!

Concordo que essa história de racismo contra brancos é coisa de quem não sabe o que é racismo. São casos pontuais e isolados, não é uma coisa que você sente diariamente, que prejudica a sua vida. Querer comparar ser chamado de fantasma e de branco azedo com o que as pessoas que realmente sofrem pelo racismo todos os dias da vida delas é uma falta de respeito tremenda. "Você está com câncer mas não é só você que sofre, eu as vezes bato o dedão do pé na mesinha."

Porém temos que tomar cuidado achando que só negros sofrem racismo. Alguém comentou sobre o amigo de descendência japonesa. Realmente não tem a mesma carga histórica que com os negros, ainda mais quando se fala de Brasil. Em outros países, como nos Estados Unidos, seria considerado racismo sim, já que lá asiáticos não são considerados brancos. Lá a luta que se vê (pelo menos na internet) é considerada não de negros, mas de POC (people of color), o que inclui qualquer um que não seja de descendência da Europa ocidental: negros, asiáticos (tanto os de origens japonesa, chinesa, coreana, etc, quanto indianos, que muita gente esquece que também são asiáticos), latinos, árabes, etc.

Mas voltando a realidade do nosso Brasil, não podemos esquecer de outro grupo étnico que sofreu sim muita exploração durante séculos: os índios.

Blog do Diego disse...

Em todos os casos, tenta-se explicar as mazelas do mundo através de pares dicotômicos. No caso em questão, negros X brancos, as disparidades são fruto de coisas muito complexas. É muito fácil jogar a culpa em uma suposta animosidade dos brancos para com os negros e destes para com aqueles. Mas as pessoas no mundo se apresentam em enorme diversidade, sendo que tais rótulos ficam vazios de conteúdo. Conheço inúmeros brancos e negros e tenho certeza que as variações individuais de cada um os torna únicos e o fato de enquadrá-los em uma ou outra categoria em nada garante maior semelhança entre eles que quaisquer outros tipos de classificação.

Eu vou ler lá sim, mas tenho até medo também, pois sei que pérolas choverão. Mas vc, tenho certeza, é mais que capaz de não se deixar ludibriar pelas explicações mais fácil e perceber que tem muita coisa por debaixo dos panos. Mais que uma classe ou outra, somos todos humanos, e isso nos iguala também em nossa podridão. Lembre-se que capitalismo e socialismo eram duas ideologias diametralmente opostas... e ambas cometeram barbaridades. Afinal, as barbaridades são muito mais propriedade da natureza humana que de um grupo específico. E a julgar pela maneira de argumentação do autor do blog, que parte para a ironia e agressividade (i. é. mais um convencimento por recursos discursivos que pela razão), não vejo em que a posição difira de outros discursos similares, segundo os quais já se defendeu a escravidão, a inferioridade dos povos latinos, o extermínio de judeus, o uso de artefatos nucleares, o nazismo, o stalinismo, a ditadura de 64, a invasão de países no oriente médio, o recrutamento de jovens para grupos terroristas, etc, etc, etc.

Infelizmente esse tipo de procedimento é comum na história da humanidade, justamente porque é eficaz. Quando se faz um discurso inflamado, aponta-se um suposto "inimigo", responsável por todos os problemas do grupo a quem se dirige o orador, mostram-se fatos, mesmo que inconcludentes, o efeito geral é de causar uma emoção forte na audiência, que se deixa convencer pelos recursos retóricos e é orientada em direção a uma determinada ação. Porém tais emoções fortes dirigem nossa atenção de tal maneira que não conseguimos perceber as falsas sutilezas do discurso usado. É, por exemplo, o caso de torcidas organizadas. Eu fico me perguntando, será mesmo possível que um flamenguista acredite que um vascaíno é um ser inferior, desprezível, um "inimigo" que merece apanhar, talvez até ser morto? Qual é a lógica por detrás desse pensamento? Será mesmo todo flamenguista favelado? Todo corintiano bandido? Todo sãopaulino gay? Será todo médico vendido para a indústria farmacêutica? Todo capitalista explorador? Todo branco racista? Todo negro vítima? Como pegar uma classe imensamente diversa, idiossincrásica, e dizer que todos seus membros se assemelham por ser brancos, gays, negros, mulheres?

Blog do Diego disse...

Porém, olhando para a história e para o nosso cotidiano percebemos o que pode ser que aconteça. Quando Hitler fazia discursos a favor do extermínio de judeus, apontava o flagelo do povo alemão. Os alemães estavam muito endividados em função da primeira guerra mundial e a maior parte do capital pertencia aos judeus, que são mundialmente famosos pela sua habilidade em finanças. Com um povo passando fome e necessidades, que observava grande parte da riqueza do país ser monopolizada pelo contingente judaico, foi fácil convencer a população de que o "inimigo" a ser combatido eram os judeus. Daí os argumentos eram os mais diversos, sempre mostrando como a "raça alemã" é superior e colocando os mais diversos defeitos nos judeus. Durante a guerra fria, do mesmo modo foi usada a retórica para convencer a população dos países capitalistas que os socialistas eram o pior tipo de monstro (até comiam criancinhas). Do outro lado, algo similar era usado pelos socialistas, imputando ao capitalismo todos os males do mundo.

E o fato é que somos feitos para agir em nome de nossas emoções. Buscamos sempre obter prazer e evitar a dor. A razão é apenas um instrumento para facilitar a satisfação desses objetivos. E ela desempenha muito bem esse papel por ser uma ferramente que nos permite conhecer melhor o mundo (ainda que não seja um conhecimento perfeito). Conhecendo melhor o mundo, podemos descobrir as melhores formas de satisfazer nossos desejos. P. ex. criando as melhores comidas para o paladar ou para a saúde (o que mais lhe apetecer), os melhores abrigos para as intempéries, os melhores meios de evitar o esforço físico, os melhores medicamentos para nos sanar as doenças, as melhores terapias, quando a alma que pede socorro, os melhores meios de lazer, etc, etc. Estamos sempre tentando eliminar as coisas que nos desagradam e obter aquelas que dão prazer (se elas criam ou não outras formas de prazer e desprazer é uma discussão que não cabe no momento).

Enfim, o fato é que por meio da razão podemos ter um conhecimento melhor de como o mundo funciona e, assim, adequá-lo aos nossos desígnios.

Porém, em muitos casos, a razão não é necessária. Muitas vezes a satisfação vem imediatamente, sem muito esforço e sem a necessidade de grandes feitos da racionalidade. Vamos de mais um exemplo. Imagine uma sala de aula onde crianças do primário estudam. O conhecimento que obtêm na sala de aula, espera-se, ser-lhes-á útil em algum momento na vida, seja para utilizarem-no imediatamente (como quando se aprende a fazer uma comida e se utiliza esse conhecimento para, de fato, fazer e poder degustar a tal comida), ou para conseguirem outras coisas (como conseguir uma vaga em uma universidade ou um emprego, coisa que poderá lhe trazer prazer de outras formas, como, por exemplo, por meio do dinheiro recebido, que poderá ser utilizado para comprar alimentos ou outras coisas que propiciem prazer).

Blog do Diego disse...

Não entrarei aqui também no mérito dos prazeres que cada pessoa busca, pois não é a questão do momento. O que importa é que sempre estamos em busca de obter aquilo que nos agrada e de evitar aquilo que nos causa desprazer. Voltando ao exemplo, nessa sala de aula, então, é passado esse conhecimento que tem vistas a proporcionar tais benefícios posteriores às crianças. Porém, pode ser que pareça a eles muito mais próximo o prazer advindo de fazer bagunça na sala, de brincar, de conversar com o colega sobre trivialidades, de assistir TV, etc. Enfim, inúmeras outras atividades podem dar prazer de uma forma mais imediata. Assim, entre um prazer imediato, que requer pouco ou nenhum esforço para ser obtido, e outro que precisa do uso da razão, de esperar um grande tempo, vence o imediato. O mesmo caso se passa no caso das torcidas organizadas. Existe um prazer em humilhar e espancar o torcedor do time rival, caso contrário isso não seria buscado pelos espancadores. A situação que os incita à violência é tão forte, o apelo dos líderes, do grupo, do contexto, a emoção do jogo, a expectativa, a ansiedade, tudo isso se junta para criar um situação em que surge o desejo de espancar o adversário. E, como dito, a razão é um instrumento utilizado para conhecer o mundo, instrumento que utilizamos para obter a maior satisfação possível. Porém, como no caso da sala de aula ou do espancamento, a satisfação está ali, presente, imediata. Não há necessidade de se utilizar a razão de maneiras mais cuidadosas. A emoção de espancar supera o temor da cadeia (talvez até pq o risco de prisão seja baixo), supera a compaixão pelo outro, supera a empatia... a razão, então, coitada, mal arranha a consciência da pessoa.

Blog do Diego disse...

Toda essa consideração foi feita, e precisou mesmo ser feita, para nos situar um pouco melhor sobre o funcionamento geral do ser humano. Mesmo assim, deve-se ressaltar que tudo explicado aqui ainda é pouco frente à complexidade da natureza humana (mas já é uma explicação muito mais profunda, precisa e detalhada que simplesmente dizer que pessoas da classe X são de um tipo e da classe Y são de outro).

Assim, voltamos à questão do autor do blog. Ele usa diversos recursos retóricos. Por exemplo:

1. Ironiza o fato de um branco reclamar de discriminação. O objetivo de ironias, em geral, é causar graça e ridicularizar uma postura. E como nos sentimos quando somos ridicularizados? Intimidados! Quando um grande número de pessoas ri de algo, você fica com medo se também ser alvo de riso. Certamente algumas pessoas se incomodam mais ou menos com isso, mas o fato é que o objetivo é causar constrangimento. Todavia, ironizar não torna um argumento válido ou inválido. Também ironizaram aqueles que defendiam ser a Terra redonda, mas não foi por causa das ironias que ela se tornou plana.

2. Mostra exemplos selecionados de maneira tendenciosa, sem levar em consideração a existência de exemplos contraditórios ou de uma grande gama de possibilidades diferentes. Imaginemos novamente Hitler usando seu discurso para culpar os judeus pelos problemas na Alemanha. Ele selecionava as circunstâncias que favoreciam seu ponto de vista, como o fato de os judeus possuírem mais dinheiro em geral que os alemães, que os judeus ocupavam cargos financeiros, supostamente sendo "injustos" com o povo alemão, que os judeus haviam se mudado em massa para a Alemanha, como se houvesse uma estratégia de "ocupação não-declarada". O que Hitler não mostrava é que os judeus tinham seus méritos, que eram habilidades financeiras, obstinação, etc. Também não mostrava que o panorama da crise na Alemanha era muito maior, que outros fatores poderiam também contribuir para a situação. Ao contrário, em vez de fazer uma análise fidedigna da situação, preferia culpar os judeus e os países vitoriosos na primeira guerra mundial. Além disso, ridicularizava os judeus, seus aspectos físicos, mentais, etc. Veja bem, não estou comparando o que Hitler fez com o que outros grupos atuais fazem, mas apenas a forma argumentativa. A maneira de argumentar usando fatos tendenciosamente selecionados para compor um quadro que não corresponde fielmente à realidade é muito utilizada ao longo da história e, como disse no princípio do meu post, é tão utilizada justamente por dar resultados.

Blog do Diego disse...

3. Apela para uma dicotomia simplista, mostrando o branco como mal e o negro como vítima. A própria ironia e os exemplos tendenciosos mostram que o autor visa compor esse quadro. Com a ironia e o sarcasmo, retrata a "malícia" do branco ao usar argumentos absurdos (sendo que nunca vi um branco de fato usar tais argumentos, como dizer que é mais parado por policiais que negros. Isso é uma criação do autor, a qual tem efeito de mostrar que existe uma certa "cara-de-pau" dos brancos ao usar argumentos absurdos com a "má-intenção" de conseguir o que quer. Ao contrário, quem usa argumentos absurdos e tendenciosos é o autor. Mas a construção é clara. O branco que usa tais argumentos parece um típico malandro, tentando defender sua posição privilegiada a todo custo, usando para isso situações clássicas em que vemos discriminação de negros.

4. O autor, como dito acima, usa situações de discriminação clássica de negros. Pelo termo "clássica" devemos entender duas coisas. 1. Tipo de discriminação que em geral acomete negros; e 2. Tipo de discriminação que aceita-se tradicionalmente ser sofrido por negros. As duas posições tem consequências distintas.

Na primeira, é certo que tal tipo de situação discriminatória atinge menos brancos, em virtude da própria caracterização do preconceito contra negros (de ser pobre, bandido, etc). Porém, ainda que se admita que tais situações estejam mais relacionadas ao preconceito sofrido pelos negros, não significa que os brancos não tem, para si, situações particulares a eles de preconceito. Obviamente, os brancos não sofrem do tipo de discriminação exclusivamente voltada a negros, mas isso não significa que não sofram nenhum tipo de discriminação. O argumento do autor, nesse caso, equivale a ridicularizar uma pessoa que sofre de diabetes melitus devido a ele não apresentar os sintomas de câncer pulmonar!!! É óbvio que a sintomatologia será diferente, pois são situações diferentes. Assim, é óbvio que um branco não vai sofrer com a discriminação classicamente usada para negros. Mas isso não significa que ele não tenha uma gama de discriminações próprias voltadas contra si. Mais uma vez o argumento não passa de sofisma, isto é, apenas tenta convencer com artifícios de retórica, mas não pelo uso da razão.

Blog do Diego disse...

Na segunda, dizer discriminação "clássica" refere-se ao fato de normalmente se admitir como certo o fato de negros sofrerem tais tipo de discriminação, mesmo se não sofrerem. Ou seja, mesmo que algum negro jamais seja parado pela polícia, ainda será aceito o fato de que negros são mais parados pela polícia. Ainda que a discriminação diminua ou acabe, ainda será aceito que negros sejam mais parados pela polícia. Assim, simplesmente se aceita como certo que tal discriminação ocorre, sem se atentar para o fato de que o mundo muda. E o mundo mudou muito. Hoje o preconceito e a discriminação são muito menores do que já foram. Por exemplo, ao dizer que as pessoas atravessam a rua para evitar cruzar com um negro na calçada, o fato é forçado, pois isso pouco ocorre atualmente, em geral. Eu e diversas outras pessoas sequer reparamos se quem está na calçada conosco é um negro ou não, pois isso já é irrelevante, somos todos humanos. Do mesmo modo, nas salas de aulas, detrás dos volantes dos carros, o preconceito já é muito menor. Os negros já são menos parados pela polícia que eram antigamente. Veja bem, não quero dizer com isso que todo o preconceito tenha sido eliminado. Não é isso. Mas ele já diminuiu muito e em inúmeras esferas já se tornou praticamente irrisório. Porém, ainda assim, ainda com as mudanças do mundo, ainda se dissemina a idéia de que o negro é tremendamente mais parado por policiais que brancos, que negros sofrem diariamente discriminação, etc, etc. Digo, novamente, que deve haver sim, não nego, mas em grau cada vez menor. E no ambiente onde convivo, se há tal discriminação, é imperceptível por mim e por muitos colegas (brancos e negros). Contudo, tudo que disse nesse parágrafo poderia ser irrelevante, já que talvez por alguma sorte do destino eu fosse abençoado com um ambiente livre de preconceitos e discriminação. Assim, seria necessário fazer uma análise em larga escala para ver como isso acontece no âmbito da sociedade com um todo. Apenas dessa maneira poderíamos averiguar qual é o nível de preconceito que ainda prevalece na nossa sociedade. Todavia, conforme é usado no texto, afirmar que tais tipos de discriminação acontecem de forma tão intensa e peremptória é tanta ingenuidade quanto eu supor que o preconceito não existe simplesmente pq no meu convívio ele foi eliminado. É necessária uma análise bem feita, em larga escala, para se averiguar o grau em que tais coisas ainda existem e em que proporção o mundo mudou. Quando a isso, também, o texto é vazio e tendencioso.

Blog do Diego disse...

5. O autor usa o conjunto desses instrumentos retóricos para incitar emoções no leitor. Pode ser a sensação de revolta contra os "brancos racistas", pode ser indignação pela "cara-de-pau" de um branco que pretende dizer que sofre discriminação ou que acha que o racismo não existe mais, pode ser também a compaixão pelos "negros", pintados no texto na forma de pobres vítimas, ou pela expectativa, como num jogo de futebol, de ver o time que está em desvantagem dar a volta por cima e desbancar aqueles que estão ganhando o jogo. Além destas, muitas outras, e é provável que o leitor deste meu texto perceba que, na leitura daquele, de fato sentiu despertar em si alguma dessas emoções ou uma combinação delas.

Eu, ao contrário, temo que meu texto será sentido apenas como enfadonho e monótono por todas aquelas pessoas cuja vontade de chegar a uma conclusão por meio de considerações cuidadosas, detalhadas e racionais não seja suficientemente forte. Muitos sequer lerão o texto todo, sei disso. Mas, como disse no princípio, isso é perfeitamente compreensível, pois o que buscamos na vida é conseguir prazer e evitar o sofrimento. Assim, se é possível consegui-lo sem maiores esforços, de maneiras simplistas, então por qual motivo ler um texto enorme e difícil? É muito mais fácil acreditarmos nos inimigos que são pintados com as cores de nossas próprias emoções, preconceitos e nas cenas tendenciosamente escolhidas para compor o background, onde poderemos estipular um inimigo (seja o judeu, o torcedor rival, o negro ou o branco), bradar ignomínias contra ele e esperar poder destruí-lo. Afinal a esperança de ver todos os seus problemas resolvidos é um prazer tremendo, mais estimulado ainda quando somos levados a pensar que todos estes problemas se concentram na figura de um inimigo que precisa ser combatido. É assim ao longo da história humana... pegai as armas disponíveis!

Anônimo disse...

"D. disse...

"Engraçado que aqui ninguém se acha preconceituoso quando se refere- e o fazem com frequência- à pessoas privilegiadas que reclamam de sua situação, usando expressões como "coitadinho dos homens brancos, heterossexuais de classe média", "classe média sofre", como se essas pessoas ironizadas nessas frases tivessem sempre uma vida maravilhosa, não sofressem preconceito, nem nada. Se é pra usar um chavão que abranja de modo apropriado as pessoas que realmente reclamam de barriga cheia, usem então "homem branco, heterossexual, de classe média, bonito, pegador, jovem, saudável, magro e alto"; apesar de que a Lola já fez postagem de gente que sofre preconceito por ser bonito.."

"Anônimo, entendo o que você fala, mas olha só: o ser humano, por si só, sofre. A nossa consciência nos deu essa dádiva. Sofrer. A existência humana é cheia de altos e baixos. Qualquer pessoa nesse mundo irá sofrer, irá passar por perrengues, sejam eles em maiores ou menores graus.

"Mas você concorda que o "homem branco heterossexual de classe média saudável" reclamar que sofre RACISMO não é um pouco demais? Claro, preconceitos e prejulgamentos TODOS NÓS sofremos. Seja pela cor da pele, pelo vestuário, pelo gosto musical, pelo que quer que seja. Nas vinte vezes que essa pessoa ouviu "branquelo azedo na vida", uma pessoa negra ouviu "macaco" numa quantidade dobrada.

"Muitas pessoas de classes privilegiadas por si só se ridicularizam, vide vários exemplos dados nos comentários. Pessoas que usam camiseta 100% Branco e acham que estão abafando.

"Mas eu, negra, que ouvia gente me chamando de "nega feia" na lata (nem era pelas costas) quando criança e agora que cresci e fiquei "bonita" sou chamada de "nossa, como você tem uma beleza... exótica". Só isso já é uma coisa muito forte, porque é diária.

"Pessoas feias sofrem, pessoas bonitas sofrem, homens sofrem, mulheres sofrem, todo mundo se sente mal de vez em quando. A questão aqui é a necessidade de um grupo privilegiado se vitimizar enquanto fecha os olhos pro que acontece ao redor."

Tenho plena consciência que os negros sofrem mais preconceito do que os brancos em relação a sua raça, isso é óbvio, só que esse tipo de postagem dá ensejo para que se generalize, como eu mostrei aí em cima, e isso em um blog contra o preconceito é ridículo. Seria o mesmo que uma garota linda que sofreu preconceito por ser linda e por outros motivos viesse aqui reclamar e as feias daqui a desmerecessem dizendo coisas como "tadinha da menininha branca, heterossexual, caucasiana e de classe média".

Mirella disse...

"voltamos à questão do autor do blog"

Olha, será que to pegando o bonde andando?
Mas, Sr. Blog do Diego, o blog é de uma mulher, Lola, e o comentário foi feito por uma mulher, Sharon, se passando por um homem.



De resto, Nemli&Nemlerei para você.
Na verdade, se quiser participar de um grupo científico do qual estou participando, deixa seus contatos aí...



#maldade

D. disse...

"Seria o mesmo que uma garota linda que sofreu preconceito por ser linda e por outros motivos viesse aqui reclamar e as feias daqui a desmerecessem dizendo coisas como "tadinha da menininha branca, heterossexual, caucasiana e de classe média"."

Nenhum sofrimento merece ser rejeitado, concordo plenamente com isso. Agora, num contexto social e histórico, os argumentos que algumas pessoas usam para seus sofrimentos são ridículos e infundados por si só. A ironia nesses casos, convenhamos, é algo inevitável.

Usando seu exemplo, uma 'menina linda caucasiana heterossexual de classe média' X faz um enorme discurso sobre como sofreu por ser linda e etc e era usada como objeto tem todo o direito de se sentir mal e triste. Ela sofreu, ponto.

Agora, o fato dela ter sofrido não muda o fato de que o sofrimento dela é uma exceção à regra. Sem entrar em outros termos como o de objetificação da beleza e etc, imagine se ela começasse a exigir direitos APENAS pelo fato de ser linda? 'Eu sou linda e as pessoas que me ofendem por ser linda precisam ser presas'.

Pessoas que ofendem/odeiam outros baseadas em pré julgamentos precisam ser presas, ponto.

Soa ridículo, num mundo como o nosso, uma 'pessoa linda' (independente do sexo) exigir algo assim, pois é visível que pessoas bonitas, na nossa sociedade, obtém muito mais benefícios que 'pessoas feias'. Ganham mais, têm mais relacionamentos, têm uma vida social maior, sofrem menos com bullying etc. Casos isolados existem, mas no geral, soaria até mesmo ingenuidade uma 'pessoa linda' fazer um discurso desses.

Mesma coisa para o 'homem branco heterossexual saudável de classe média'. O discurso por si só soa estranho, bizarro e com aquele ar de "essa pessoa só pode estar brincando". Daí vem a ironia, como os vários comentários aqui e o próprio post em si.

Normal.

roseanjos disse...

" Anônimo disse...
Mas isso é muito fácil de resolver: vai cada um pro seu lado, fica cada um na sua, ninguém explora e ninguém é mais explorado.

9 de outubro de 2012 11:27"

Aprendi que o nome disso é segregação.

O olhar das crianças nesse vídeo é de doer a alma. E isso, não acontece só nos EUA.

http://www.youtube.com/watch?feature=endscreen&NR=1&v=L5Qn3OJk_Z4

Anônimo disse...

Me impressiona a quantidade de gente aqui que parece lucida, estudada e politicamente instruida e ainda assim acha que cabe uma observacao sobre racismo de negros contra brancos.

Desculpa gente, nao cabe isso. nao existe em dimensao alguma um fenomeno de racismo contra brancos no Brasil.

Brancos reclamando de que sofreram racismo sao como esses mascus dementes reclamando que o feminismo fez do homem a minoria oprimida. Reflitam nisso.

Belzita disse...

Nem ser branco, nem ser hétero e muito menos ser machista.

Lolinha, dá uma olhada nesse post de uma página no Facebook e fique um pouco chocada também.

https://www.facebook.com/OrgulhoHeteroFeminino/posts/468910219799225

Carol disse...

"Anônimo disse...
Engraçado que aqui ninguém se acha preconceituoso quando se refere- e o fazem com frequência- à pessoas privilegiadas que reclamam de sua situação, usando expressões como "coitadinho dos homens brancos, heterossexuais de classe média", "classe média sofre", como se essas pessoas ironizadas nessas frases tivessem sempre uma vida maravilhosa, não sofressem preconceito, nem nada. "

Ninguém aqui ta falando de problemas pessoais, estamos falando de raça e estética em si, não tem comparação o preconceito que os brancos sofrem e o racismo que qualquer outra raça sofre, você não entende não é? Pessoas bonitas e brancas são privilegiadas em vários aspectos, não é porque algumas pessoas tiraram proveito da beleza da pessoa que isso iguala o racismo de pessoas de cor, não tem comparação o que eu vi de outras pessoas e o que eu passei por não ser 100% branca e bonita na infância, uma pessoa branca NUNCA vai entender, NUNCA, entendam isso, até com minhas amigas eu tento desabafar e por mais que eu tenha o apoio delas elas não entendem.

Ju disse...

Brancos reclamando de "racismo" me lembra alguns mascus reclamando que as mulheres já tem todos os direitos e querem privilégios. Sabe, como se as cotas fossem privilégios. Bem verdade que eu como mais branca do que negra leio alguns relatos aqui e acho um absurdo que isso realmente aconteça, falar para uma criança que ela é uma "nega feia"??
Eu não posso avaliar quanto de racismo umx negrx sofre porque eu não sou negra.

Mas quem sou eu pra falar alguma coisa se não sinto nba pele. Quem sabe é quem sofre.

Lord Braska disse...

Li o texto, e na minha imensa paciência e esperança li todos os comentários a procura de algo que fosse além do senso comum, ultimamente tenho me sentido incomodado pelo comportamento de manada, alguns chegaram a ter coragem de sair dos trilhos, é interessante, mesmo quando aquilo que você propõe não é moralmente aceitável pelo senso comum vigente, sobretudo não é justo.
Não costumo ler o blog, mal o conheço, parece ter uma intenção boa e muito lugar comum...
O que me incomoda é quando falam na dificuldade do negro, do pobre e nunca passaram por isso, muita gente que faz esse discurso não cresceu numa favela (ah! deixa-me brincar de ser correto, comunidade), não foi pobre a ponto de tomar café e não saber quando será a próxima refeição, não é negro, muitos não sabem o que é viver num meio medíocre mas acreditar piamente que você tem algo de diferente e em algum momento sua sorte irá mudar, mas ao contrário do que se espera todas as manhãs a vida se mostra a mesma e as coisas estão sempre iguais mas ainda assim alguns se arvoram no discurso de defensores daquele oprimido quando o oprimido é aquele menino que passou o dia carregando sua mudança por uns trocados e nem um copo d'agua recebeu, ou aquela menina que vive graças a sua boa ação de adotar uma criança desfavorecida e que vive como sua empregada devendo ser eternamente grata por sua luta social, então obrigatoriamente eu estou do seu lado já que você afirma me defender, mesmo que no dia a dia suas atitudes não representem isso.
Eu não preciso da misericórdia de ninguém porque faz tempo que decidi que apenas eu comando meu destino, apenas comecei, mas sinto orgulho ao dizer que eu fui esse menino, sei que hoje muitos se incomodam, mas o mérito é meu não precisei de cota nem de esmola do governo, com meu próprio esforço, agora percebo que posso chegar a algum lugar e dou valor a uma conquista minha, pois suas passeatas e floreios textuais não tornam minha vida melhor e nem mais fácil, e eu também não desejo que seja fácil, afinal num mundo onde Joaquim Barbosa consegue eu também conseguirei, não é impossível, será meu mérito e meu esforço.
Finalmente concluo este ano minha faculdade já com o inicio do meu mestrado. Tudo mudou quando percebi a minha condição, agora começo a traçar o meu lugar no mundo.
Expressei mais sentimentos do que racionalidade, reconheço, as coisas são realmente como o amigo “Blog do Diego” expôs, o parabenizo por sua agudeza na reflexão, eu li todo o comentário, você definitivamente saiu do rebanho. Não me sinto ofendido quando alguém pensa diferente de mim, me incomodo quando as pessoas passam a aceitar pratos prontos todos dias, foi assim que ideias racistas se propagaram, no calor das emoções, e na ausência de razão, questione a sociedade, questione as relações e questione ,sobretudo, aquilo que você tem por verdade, suas bases e fundamentos precisam ser revistos todos os dias, fuja das receitas imediatas, dos raciocínios simplistas, das ideologias maniqueístas. Boas intenções não bastam é preciso compatibilizar uma discussão onde aquilo que normatizamos não deve ser visto por suas intenções, mas sobre seus níveis de eficácia e justiça, sobretudo seus efeitos sobre cada individuo, pois não é igualdade que nos caracteriza é a diferença, sendo a diferença, qual o sentido da igualdade material? Qual o padrão objetivo para medir as diferenças? E quem está apto para tal medição? Todas as nossas ações devem ser analisadas sob o escrutínio da razão crítica, só assim construiremos um projeto coerente, justo e possível.
Grato pela paciência de quem chegou até o fim.

Lord Braska disse...

Ah, amigo Blog do Diego, ainda é relativamente frequente a discriminação sobretudo por policiais, uma situação interessante é que já fui por diversas vezes abordado por policiais de forma agressiva, nunca fui ofendido objetivamente mas passei por situações onde era patente a discriminação, principalmente quando morava na favela, hoje fazem 4 anos que moro num bairro dito nobre e ainda não fui parado pela polícia, no entanto, achando que sou rico fui assaltado 4 vezes, e verifiquei uma situação dupla, se não é a polícia são os bandidos que lhe discriminam, tanto pela sua aparência quanto pelo local de moradia, já que meus antigos colegas (que cresceram comigo onde alguns tem um certo "envolvimento" com práticas ilícitas) brincam dizendo que hoje sou "playboy", simplesmente porque tenho que andar todo paramentado com os malditos ternos que me incomodam seriamente, principalmente para quem vive no nordeste como eu.
Mas sabe de uma coisa na época eu me sentia ofendido ao ser parado com certa frequência por policiais, é claro, porque eu? hoje com mais experiencia penso que faz sentido discriminar nessa situação específica.
Todas as 4 vezes que fui assaltado, foi por indivíduos da minha cor de pele ou mais escura, a maioria se vestia mal e enfim... como eu naquela época me distinguiria visualmente daqueles que me assaltam hoje?
Quem lida com segurança acaba passando por situações onde acaba por entrar em conflito moral em razão do "e se?".

Sara disse...

Lord braska temos alguns pontos em comum, só não fico me justificando tanto quanto vc, mas se prepare pois a patrulhinha aqui é bem atuante rrsss....

Anônimo disse...

"Anônimo disse...

"Me impressiona a quantidade de gente aqui que parece lucida, estudada e politicamente instruida e ainda assim acha que cabe uma observacao sobre racismo de negros contra brancos.

"Desculpa gente, nao cabe isso. nao existe em dimensao alguma um fenomeno de racismo contra brancos no Brasil.

"Brancos reclamando de que sofreram racismo sao como esses mascus dementes reclamando que o feminismo fez do homem a minoria oprimida. Reflitam nisso."

Racismo não; preconceito, sim. Como disseram aí em cima, todas as formas de preconceito devem ser combatidas, não importar se o grupo a qual a pessoa pertença foi historicamente oprimido ou não. É como no facebook, onde em várias situações as piadas machistas são criticadas(com toda a razão) e quando alguma mulher faz algum comentário idiota do tipo "Nenhum homem presta" ou "Homem é tudo filho da puta" ninguém faz nada.

Anônimo disse...

Sou leitora quase assídua do blog de uns tempos pra cá. Nunca teci um comentário porque compactuo com 90% do que é abordado aqui. Acho maravilhosa a ideia de termos um blog que aborde questões importantíssimas para a nossa sociedade, como: aceitação do corpo, ditadura da beleza, machismo, preconceitos de várias formas.
Contudo, gostaria de tecer alguns comentários sobre a questão das cotas. Creio que serei criticada, por me posicionar, não exatamente contra a medida, mas com sérias reservas.
Primeiramente, não gosto muito do conceito de “raça”. Raça, biologicamente falando, é só uma – a humana. Historicamente, o termo “raça humana” foi utilizada como instrumento para se oprimir certos grupos, rotulados como inferiores. Contudo, creio que ninguém queira ou possa negar que há um preconceito fortíssimo quanto a cor da pele das pessoas em nossa sociedade.
Estabelecer cotas para negros em universidades, só me aponta algo, que muita gente virá dizer que é o óbvio e que nem necessita ser dito: a precariedade da educação pública básica e média no Brasil.
Enquanto todos comemoram a decisão do STF em relação às cotas “raciais”, pouco se fala na mídia de uma séria reforma no ensino público brasileiro. Digo uma discussão séria e com medidas práticas graduais, porém imediatas.
Pode-se afirmar que isso é lento e gradual e que não podemos jogar esta geração no limbo. Pode-se afirmar, também, que é um paliativo, já que temos dívidas para com os negros que, desde a sua “libertação”, sofre duramente com a falta das políticas públicas que deveriam estar contempladas no pacote abolicionista.
Então, acho que devemos fazer mais ruído sobre o sucateamento da educação pública (muita gente ta saindo do Ensino Médio com analfabetismo funcional). Causa muito difícil de se lutar uma vez que acho que muitos setores brasileiros preferem manter as pessoas na ignorância, como massa de manobra.
Pelo que eu conheço do nosso país, creio que o paliativo irá se tornar o único manejo com a situação. E nossas dívidas nunca serão bem resolvidas.
Vestibular e concurso público são instrumentos meritocráticos que não enxergam cor, sexo, forma física etc., como disse uma comentarista, mas conhecimentos acumulados pelos anos anteriores de estudo.
E se o estudo público está capenga, vozes para a cobrança!
Só mais uma questão: vaga em faculdade pública resolve tanto assim a vida do cotista? Vocês viram o “5x favela, agora por nós mesmos?”, na parte em que o rapaz de classe vulnerável passa para a faculdade e começa a se enrolar por conta de preço de livro, preço de Xerox, preço de passagem, incompatibilidade de horário de trabalho com horário de aula e tempo livre para estudar? Acho que aqui também falta uma série de políticas públicas.
É lento, demorado? Mas quando a gente vai começar a caminhar? A dar os primeiros passos?
Janine

Anônimo disse...

Janine,
Mas se você questionar sobre as cotas raciais, mesmo com base em fundamentos sobre o problema da educação básica, ou sobre toda a estrutura de exploração de uma classe social, etc., não importa seu fundamento, você vai ser considerada uma racista, facista, reacionária e branca-que-só-quer-manter-o-privilégio.
Acho que esse tipo de manifestação entra também no mesmo estilo de intimidação, comentada pelo Blog do Diego (quando fala sobre ironia).
E isso que eu estou falando aqui será considerado mimimi.

Anônimo disse...

Que triste o pensamento que boa parte dos brasileiros, como esse Lord braska tem(se não for fake, é claro, porque na internet sempre temos essa possibilidade): se eu nasci ferrado e consegui, os outros que ralem o tanto que ralei se quiserem subir na vida (termo horrivel). E depois de subir na vida, você olha para onde veio com desprezo e ar de superioridade.Quanta mesquinharia!

Anônimo disse...

"Anônimo disse...

"Janine,
"Mas se você questionar sobre as cotas raciais, mesmo com base em fundamentos sobre o problema da educação básica, ou sobre toda a estrutura de exploração de uma classe social, etc., não importa seu fundamento, você vai ser considerada uma racista, facista, reacionária e branca-que-só-quer-manter-o-privilégio.
"Acho que esse tipo de manifestação entra também no mesmo estilo de intimidação, comentada pelo Blog do Diego (quando fala sobre ironia).
"E isso que eu estou falando aqui será considerado mimimi."

Aqui é um blog contra o preconceito, mas qualquer opinião que vá contra o senso comum é tratada com preconceito. Paradoxo?

Anônimo disse...

Nossa Alexandra muito obrigada pelo texto. Ontem estava pensando sobre , ou melhor, na palavra EMPATIA! se colocar no lugar dos outra e fiquei pensando e pensando. Falo em respeito ao racismo que se torna cada vez mais assustador para todos no mundo, ou no meu Brasil, a coisa esta dificil mesmo! Pessoas opoiando e engolindo conteudos e ideias sem pe e nem cabeçA!!! Os papeis se inverteram agora, a vitima passa a ser o culpado.

desculpe em nao colocar os acentos, nao sei mexer bem no pc.
agradeço pelos videos e textos.
yra

Anônimo disse...

me desculpe coloquei o seu nome como se fosse alexandra, me desculpe!!!!

Sergio Masa disse...

é ótimo ser discriminado: vc fica sabendo de forma bem fácil quem são os imbecis. vamos supoer: eu sou um negro e ando pela rua, de forma bem facil eu ja vejo quem sao os idiotas que me discriminam. se eu fosse um branco caolho, as pessoas teriam que chegar até perto de mim pra ter um preconceito com caolhos (caso tenham). entao ser negro é melhor, vc ja fica sabendo mais facilmente quem sao os imbecis. e na vida qto mais rapidamente vc identifica os imbecis, melhor sua vida será, vc os evitará mais rapidamente e será mais feliz.
e vc ainda pode pegar aquela loirinha que gosta dum negao. :) vc pode se dar melhor nos esportes. nao sei pq qto mimimi. vamos ver o lado bom das coisas! :)
vamos ter com o Joaquim! vamos deixar as ideologias de lado. um texto bem racional: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1246
nao é sobre negros, mas sobre diferenca salariam de homens x mulheres, mas com argumentos que nao tem como rebater. e sobre cor é a mesma coisa, eles sao tao bons no futebol, ganham milhoes. pô, tudo tem seu lado bom. mas eu acho a discussao saudavel como forma pedagogica, e sou contra leis coercitivas, que impoe algo em detrimento de outros. toda politica de cotas cria mais discriminacao e injustica.

Ju disse...

Achei o comentário do Lord braska bem mesquinho também. E aquela parte que diz que faz sentido discrminar em situações específicas??

Gente, é óbvio que o problema é a precariedade da educação pública básica e média no Brasil. Onde os negrxs são maioria. Mas enquanto esse problema não é resolvida os negrxs ficam fora da universidade? Essa é a solução? Não, né? Por isso existem as cotas.. É tão simples.

Cintia Gonçalves disse...

Concordo. Também penso assim.

Anônimo disse...

Eu acho que é negativo isso, se você é uma pessoa que está com a razão, não existe nenhum motivo para fazer um post com raiva ridicularizando uma pessoa. Se você consegue responder o argumento dele de uma maneira séria, é assim que você devia fazer Se você abre o blog para comentários, e o cara não foi ofensivo , você também não devia ser.

A idéia das cotas tem problemas, todo mundo asbe disso, é uma puta hipocrisia achar que a solução perfeita. E é injusta com os brancos sim, e não adianta o quanto você queira espernear que os brancos tem privilégios, os privilégios não são dados por lei, eles não são certos, mas as cotas são por lei. Construir uma sociedade igualitária removendo vantagens injustas é uma coisa, tentar construir uma sociedade igualitária dando vantagens desleais aos dois lados é errado.

Mas essas pessoas "práticas" acham que os fins justificam os meios. E eu não vou discutir isso.

E eu tenho uma pergunta, implementarmos as cotas, e quando "desimplementaremos" ? Quando é que tá bom ? Nunca, a sociedade vai pagar uma "dívida" com os negros (que não é dos brancos) para sempre.

Anônimo disse...

'" Anônimo disse...
Mas isso é muito fácil de resolver: vai cada um pro seu lado, fica cada um na sua, ninguém explora e ninguém é mais explorado.
9 de outubro de 2012 11:27"

Aprendi que o nome disso é segregação. '


Seria se fosse separação debaixo de um governo que não existe pros seus interesses.E não seria esse o caso.
Mas enfim, te ensinaram errado,google por auto determinação dos povos.

Anônimo disse...

Anônimo das 12:08:

NUNCA
Até nos EUA as cotas foram criadas pra ser uma ajuda temporária, como foi temporária a ajuda que eles deram pro japão pós guerra.
Mas elas não funcionaram e estão aí, até hoje, lutando pra resolver os problemas que elas mesmas criaram.

Anônimo disse...

Questão de cotas não é simples e não existe obviedade quando tocamos no ensino público brasileiro, uma vez que o mesmo não está melhorando e, pelo pé em que estão as coisas, não irá melhorar.
É o tipo de coisa que levanta muitas questões... Por exemplo, gostaria de entender como é que se explica a dois supostos meninos, um branco e um negro, que habitam no mesmo bairro vulnerável, cujas famílias enfrentam as mesmas dificuldades econômicas e sociais, que enfrentam o mesmo cotidiano no âmbito escola/família/comunidade e, quiçá, até trabalho, que um deles vai obter vantagens educacionais futuras sobre o outro? É lícito dizer que esse menino branco tem inúmeras vantagens na sociedade brasileira sobre o menino negro?
Também penso na questão dos critérios para se poder entrar em faculdades como cotista. Existe aí algo de um crivo objetivo, concreto, palpável, inteligível e aplicável a todos? A questão fica por conta de mais ou menos melanina? E qual é o ponto do “daqui pra cá, pode ser cotista”, “daqui pra cá, não”? É confuso, porque no Brasil, todo e qualquer documento que nos questione como entendemos nossa cor de pele tem as opções “branco”, “pardo” e “negro”. “Pardo” pode ser cotista? Bom, se levarmos em conta um levantamento genético (que seria um instrumento não arbitrário), iremos ter uma nação inteira de cotistas, já que quase todo brasileiro acha seu passado em nossas florestas e no continente africano.
A história da pobreza, no Brasil, não é simples. Nossas políticas e a relação entre a abstração e o concreto não são livres de ambiguidades e hipocrisias. Não dá para olhar com reducionismos a questão das cotas.
Janine

Drica Leal disse...

Ao anônimo quedisse: " e não adianta o quanto você queira espernear que os brancos tem privilégios, os privilégios não são dados por lei,", respondo:

Todos os privilégios que pessoas brancas tem hoje no Brasil foram sim garantidos por leis, durante séculos. Leis que garantiram por gerações a supremacia dos brancos na sociedade e foram tão eficazes que hoje, mesmo essas leis não existindo mais oficialmente, as consequências delas estão profundamente enraizadas na estrutura social. Quem sabe um dia não aconteça o mesmo com relação às cotas né, e de tanto vermos negros com ensino superior, em funções bem remuneradas, cargos de chefia, etc, um dia a gente se acostume com isso e negros e afrodescendentes em geral no Brasil não precisem mais desse "privilégio" garantido por lei.

roseanjos disse...

Quando em determinada sociedade se impede a várias pessoas o usufruto dos direitos que estão definidos para os membros dessa sociedade, com base na origem étnica (ou “raça”) dessas pessoas, diz-se que existe segregação racial.
Esta forma de discriminação social pode ser institucionalizada pelo Estado, como aconteceu na África do Sul com o apartheid, ou nos Estados Unidos da América com as Leis de Jim Crow ou as Leis anti-miscigenação, ou apenas fruto das atitudes de uma parte da população . Em qualquer caso, é uma forma radical de racismo.

Edu disse...

FALA SÉRIO. QUE TEXTO MAIS DIRECIONADO. NÃO ACHO QUE OS BRANCOS SOFRAM DISCRIMINAÇÃO. MAS, TB NÃO ACHO QUE HÁ TODO ESSE PRECONCEITO SOBRE OS NEGROS. A VERDADE É QUE TODO MUNDO QUER SE DAR BEM. TER ALGUMA VANTAGEM. AINDA MAIS SE HÁ UMA LEI APROVANDO ISSO. QUEM É QUE NÃO VAI QUERER? ATÉ EU QUE SOU "PARDO", (MUITO ESTRANHA ESSA CLASSIFICAÇÃO DE COR, UMA VEZ QUE A QUASE TOTALIDADE BRASILEIRA TEM DESCENDÊNCIA NEGRA) QUERO SER CLASSIFICADO COM NEGRO. AINDA MAIS COM ESSA NOVE ONDA DE COTAS PARA OS CONCURSOS PÚBLICOS. QUERO MEU RECONHECIMENTO COM NEGRO JÁ.

Suzan disse...

Realmente não se pode comparar em quantidade, o racismo que parte de brancos p/ negros x negros p/ brancos. Venho de família negra e nordestina por parte de mãe e branca sulista por parte de pai, odeio com todas as minhas forças qualquer tipo de discriminação, principalmente a racial. Mas há sim discriminação forte em determinados lugares, onde os negros se acham no direito de, por ter sido recriminado a vida toda pelos brancos e os que se dizem brancos, de agir da mesma forma.
Neste vídeo isso fica bem claro http://www.youtube.com/watch?v=FC82b9dC1X4&feature=youtu.be
Eu não gostaria de sofrer isso. Me revoltou demais ver este vídeo pq além de ser claramente racista é machista tb, outra coisa que abomino.
Ser discriminado é doloroso e revoltante e isso não deve ser minimizado a depender de qual parte está sendo agredida. Infelizmente, educação (não falo de cultura) e civilidade não são para todos.
Desculpa se a minha opinião é contrária às demais. Mas, sinceramente, não acho que isso seja uma coisa que se deva ficar medindo em balança. Não deveria existir visto que somos a mesmíssima coisa.

gustavo rm disse...

esse texto é uma das coisas mais legais que já li por aqui pela internet. não me canso de relê-lo.

Anônimo disse...

SOTEROPOLITANA...
Como fico feliz e confortada em saber que exitem pessoas que consegue usar de EMPATIA!!
Eu apesar de sentir o preconceito desde criança,,quando só sentia mas na inocência de um ser infantil não sabia ao certo do que se tratava,nem o por que...Mesmo assim ao me tornar adulta achava que a melhor solução era não falar sobre o assunto,afinal foram "historinhas sutis ocorrida e percebida na infância ...Até que na vida adulta experimentei de forma mas dura a dor de ser descriminada e rejeitada,dói demaaaaais!!!Sendo eu nordestina, mestiça e pobre; namorei um rapaz por quase 2 anos um gaúcho, descendente de Alemão e Italiano e engravidei,daí fui convidada pelos parentes dele a abortar, ficando claríssimo diante de alguns detalhes ocorridos, palavras e atitudes que se tratava de racismo!Pressionaram ele a me largar e não consumar união, diziam que nós não podíamos ficar juntos!Sofri a tal ponto de precisar de acompanhamento psicológico, comecei a criar aversão a brancos e sulistas...Quando meu bebê nasceu ainda tive que aguentar ser confundida diversas vezes como babá ao invés de mãe.Mas graças aos bons amigos e exemplos de pessoas brancas, hoje estou melhor em relação a retaliação contras sulistas e brancos, mas a cicatriz deixou marcas profundas!Nem de longe uma mulher branca passa por isso por ter a pele clara!! Fica claro que o suposto preconceito por parte dos negros é "reação" fruto de uma "ação" histórica e ainda contínua!!

Anônimo disse...

Quem escreveu essa asneira deveria ter vergonha de existir.
Brancos sofrem o mesmo preconceito que os negros? Aonde? Na sua casa, talvez.
Acho até q essa página deveria ser denunciada, pois tenta colocar uma raça contra a outra.
Volta pro esgoto, baby, vê se alguém te quer!

lola aronovich disse...

Ahn, baby, vc já ouviu falar em IRONIA? Aprenda e divirta-se.

Anônimo disse...

É fato de que o racismo afeta os negros MUITO MAIS do que afeta os brancos, mas ele pode existir sim, do modo contrário.
Principalmente pelo tumblr, já vi blogs de negras americanas dizendo que é impossível alguém branco não ser racista, que as opiniões deles não contavam (mesmo quando eram contrárias ao racismo), mandando suas seguidoras brancas 'saírem do meu blog, não sei por que vocês estão aqui, parem de me seguir'.
É lógico que está longe, muito longe de ser um problema como o racismo contra os negros, mas confesso que me surpreendi ao ver uma minoria, que sofre o ódio de uma maioria, pregar aquele ódio de volta.

Anônimo disse...

Sou homem, branco e hetero. Não consigo nem começar a imaginar o que é sofrer preconceito social, ser abordado pela PM sem nenhum motivo, ser expulso de um shopping, ser mal atendido em uma loja.

Se eu usasse uma máquina do tempo, eu poderia ir a qualquer ano no passado e eu sei que seria muito bem tratado.

O ideal, creio eu, seria igualdade, uma equivalência. Mas, já que o objetivo do texto é criticar um suposto preconceito que os brancos reclamam sofrer, antes me diga: qual a reação social atual esperada para alguém que usa uma camisa "orgulho negro" e para outro que usa "orgulho branco"?

Se eu te aponto um negro e um branco e te pergunto qual deles é racista, e tu achar que sabe a resposta, então o racista é tu mesmo. Ninguém está "acima de qualquer suspeita".

Se o teu argumento é "eu não vivi a tua vida, não tenho como te entender", então qualquer solução está fadada ao fracasso. Adivinha: eu também vivi em uma realidade completamente diferente. Se um PM é arbitrário, dou voz de prisão a ele por abuso de autoridade. Se me atenderem mal numa loja, vão ouvir é muito desaforo. Se um segurança quiser me oprimir num shopping, hahaha coitado.

Tenham mais empatia e pensem numa solução compreensível a todos.

Rafaela Medeiros disse...

Vejam esse documentário: Uma conversa sobre racismo.

http://www.youtube.com/watch?v=bDEoAZQ2vHk&list=PL58DB4CF44C9AB06B

Foi dividido em 4 partes. Para mim, foi o melhor documentário feito a respeito desse assunto que já assisti. Vi um dos vídeos postados em algum comentário acima, onde um menino negro dá um tapa e o outro uma banda numa menina branca que se recusa a dar o telefone dela e francamente isso me revoltou. Ridículo.

Na África do Sul muitas mulheres brancas são estupradas, inclusive uma amiga de um ex-professor meu foi estuprada por 8 homens quando foi lá. A atriz sul-africana Sharlize Theron (não sei se é assim que se escreve) fez uma campanha a respeito disso.

Obviamente existem marginais, gente que não presta em todas as raças. Sou branca. Curiosamente minhas melhores amigas durante minha vida foram negras ou mestiças (não por escolha minha, foi coincidência mesmo, pois me identifico e gosto de pessoas, por personalidade, não por raça). Agora francamente, se os negros tivessem o poder nas mãos e pudessem escravizar os brancos (nem que fosse no período colonial) acham que eles não fariam?

Infelizmente o ser humano por mais que goste da ideia de igualdade, se pudesse não escolheria ser igual e sim superior a seus semelhantes, em todos os aspectos, riqueza, moradia, conta bancária, raça considerada superior, etc. Todas as raças querem se destacar perante as outras e isso o branco conseguiu.

Os próprios negros que não eram escravos tinham escravos negros, pois era uma questão de status na época, como Zumbi dos Palmares e os próprios negros vendiam negros. Uma vez dentro do ônibus, duas mulheres negras estavam ao meu lado conversando e uma disse que a amiga também negra, queria ter filhos de um branco pois detestaria ter filhos negros.

Outra vez, também no ônibus, ouvi uma mulher negra, conversando com um conhecido disse que detesta ser negra e queria muito ser branca. Já SOFRI verdadeiramente com retaliações alheias pelo fato de ser branca transparente, principalmente por parte de negros (uma vez estava na casa da minha madrinha, era aniversário de alguém e uma menina negra comentou com a sobrinha da minha madrinha que eu era da cor da cadeira (aquela de plástico). E se eu retrucasse e dissesse que era era da cor do carvão, macaca, eu seria tachada de preconceituosa, mas não estaria a tratando da mesma forma?

O fato é que se os negros pudessem escolher (lembrando que JAMAIS podemos considerar 100 porcento) eles nasceriam brancos. FATO!!!
Quando sofro preconceito por negros por ser branca eu entendo que fazem isso por raiva, pelo sofrimento dos antepassados, mas francamente, NADA justifica intolerância.

Os índios de tribos distintas guerreavam entre si por terras, só que o branco com poder bélico absurdamente maior, conseguiu o que os índios não conseguiram. Acham que se fosse o contrário e os índios tivessem armas não fariam o mesmo?

Francamente, é obvio que não sofri tanto quanto o negro mas acredito que só se eu fosse saberia como é. Eu como branca, nunca pisarei em solo africano, pois tenho PAVOR do homem africano (lembrando que JAMAIS podemos considerar 100 porcento). Não tenho medo do homem negro (seria ridículo), tenho medo do africano, que por questões culturais são extremamente agressivos com brancos, mulheres então...

Quanto, ao documentário peço POR FAVOR que assistam e tirem suas conclusões. Ele fala por si só. Se possível, passem a frente e DIVULGUEM o mesmo acho que seria MUITO BOM que o vídeo fosse divulgado para maior número de pessoas que puderem.

Camila disse...

O problema querida Lola, nao é o negro e o branco, o problema são os padrões e esteriótipos que a sociedade cria, se vivemos num país de diversas raças ou etnia como prefirir, porque as pessoas adoram falar que a mulher brasileira tem que ser somente negra, de bunda e peito? porque sempre colocar nós como objetos sexuais? e querer estipular este tipo de padrão fazendo com que as outras pessoas descartem outros tipos de beleza em nosso pais? Porque a mulher nao pode ter as suas pernas branquela e ser aceita sem ser sofrer piadinhas e ridicularizaçao de que é branca demais que precisa tomar sol pra se enquadrar no que a sociedade quer?Cansamos sempre dos mesmos assuntos, nao importa se a pessoa é negra, branco, amarela, rosada e etc, a pessoa nasceu assim e vai morrer assim e oq importa é o caráter, quem ela é por dentro!

Bahia disse...

Sou de Salvador/Bahia, cidade mais negra do país. Aqui os negros são maioria e os brancos, muitas vezes, sofrem racismo pesado dos negros. Muitas vezes os brancos são ironizados sendo chamandos de "branquelo otário, Parmalat, queijo coalho, etc.. muitas vezes até agressão física. Muitos movimentos negros aqui são ligados à politica e suas campanhas bem racistas, como uma ex-vereadora em que o slogan é "vote na negona". Branco sofre na Bahia, se vacilar, apanha.

Juneira Rox disse...

Para o Anônimo que postou em:
25 de janeiro de 2013 22:47

Bom, apesar de você aparentemente nunca ter sofrido preconceito, parece que você tem ideia do que as vítimas sentem. Mas, não pensem que está livre de preconceito. Você pode estar dentro de um estereótipo de classe, opção sexual e fenótipico físico que é valorizado no Brasil ao invés de ser discriminado. Mas o preconceito não está apenas no Brasil, e sim na essencia dos seres humanos. Para sentir, experimente ir para um país xenofóbico.. tipo os EUA.. de preferência no Estado do Alabama, Mississippi ou qualquer Estado de supremacia WASP (White, Anglo-Saxon and Protestant ou Branco, Anglo-Saxão e Protestante) onde você vai ser tratado (independete de ser loiro de olhos azuis) como um "CUCARACHO" ou LATINO Subdesenvolvido e acabará sendo relegado a viver em bairros latinos (em alguns Estados há bairros só de brasileiros segregados). Será visto pelos brancos de lá como um verme latino que veio pro país deles explorar os recursos que eles possuem e deve ser segregado e humilhado. Pelos negros você será tratado com indiferença e desprezo ou talvez com solidariedade por ser identificado também como vítima de preconceito.
Não pense que não há lugar em que você nao pode ser discriminado. Talvez uma experiencia dessa seria interessante para você sentir na pele! rsrsrsrs Boa sorte.

Unknown disse...

LINDO!!!!! APLAUSOS MIL!!!

Anônimo disse...

se as pessoas tivessem lido sobre os linchamentos nos EUA, não pensariam que os brancos sofrem preconceitos!!!!

Anônimo disse...

Mas porque você pode usar uma camiseta escrito 100% negro e não pode usar uma camisa escrito 100% branco?
O negro pode usar a camisa 100% negro. Já o branco não pode usar uma camisa 100% branco.
É racismo do mesmo jeito.

Anônimo disse...

O pior racismo que eu já vi foi uma experiência que tive com um colega de trabalho. Ele fazia piada de negros todos os dias, falava um monte de coisa, mas teve um dia que eu estava bem nervoso com o trabalho e disse o seguinte...você se acha branco, você é negro cara! Pois é amigos, isso existe, negro que pensa que é branco...renegar as suas origens é o pior, o mais nojento, o mais nefasto de todos os racismos...deprimente mesmo.

Unknown disse...

Adorei o post! Muito bom! É exatamente isso que acontece. Escrevi uma nota no facebook sobre esse fato de um branco não se colocar realmente no lugar de uma pessoa negra. Porque é muito fácil dizer que sofreu preconceito de uma pessoa negra e tal e que negros discriminam também, mas gente, vamos aprofundar o caso!? Quem disse que é só palavras que discriminam? É toda uma ditadura da cultura branca européia que dita padrões que faz pessoas acreditarem que o cabelo liso é o ideal, que as propagandas, comerciais, apresentador@s de TV, atores de novela só com pessoas brancas, representam todos que estão convivendo com isso tudo. Sorry, mas não representa nem metade da população que tem na sua maioria pessoas mestiças. Sem contar nos filmes...nunca vi um filme com um negro que não fosse o tipo engraçado, ou bandido, ou pobre fodido que só sabe falar palavrão e ser o "malandro" da turma. Nunca vi! Quando ocorre exceção. Com um branco no comando não é exceção, é "normal", mas um negro no comando não é normal, é algo raro ou com alguma intensão. É isso que as pessoas precisam saber! É nessas pequenas (grandes) coisas que se instala um sistema de exclusão contra a gente.

Keilla disse...

Adorei o post! Muito bom! É exatamente isso que acontece. Escrevi uma nota no facebook sobre esse fato de um branco não se colocar realmente no lugar de uma pessoa negra. Porque é muito fácil dizer que sofreu preconceito de uma pessoa negra e tal e que negros discriminam também, mas gente, vamos aprofundar o caso!? Quem disse que é só palavras que discriminam? É toda uma ditadura da cultura branca européia que dita padrões que faz pessoas acreditarem que o cabelo liso é o ideal, que as propagandas, comerciais, apresentador@s de TV, atores de novela só com pessoas brancas, representam todos que estão convivendo com isso tudo. Sorry, mas não representa nem metade da população que tem na sua maioria pessoas mestiças. Sem contar nos filmes...nunca vi um filme com um negro que não fosse o tipo engraçado, ou bandido, ou pobre fodido que só sabe falar palavrão e ser o "malandro" da turma. Nunca vi! Quando ocorre exceção. Com um branco no comando não é exceção, é "normal", mas um negro no comando não é normal, é algo raro ou com alguma intensão. É isso que as pessoas precisam saber! É nessas pequenas (grandes) coisas que se instala um sistema de exclusão contra a gente.

Sônia disse...

Então, seguindo a lógica do teu post:
Mulher branca não pode reclamar de machismo porque negros de qualquer sexo sofre mais preconceito que elas.

Homem negro não pode reclamar de preconceito porque mulher negra sofre mais preconceito que eles.

Mulher negra não pode reclamar de preconceito porque homossexuais sofrem mais preonceito do que elas.

Obrigado, não tinha me dado conta disso.

Keilla disse...

srª Sônia, Acho que devido ao tópico da matéria, o meu recorte foi específico em relação ao tema abordado, e não foi engessado a tudo que diz respeito a preconceito como a srª acabou de concluir. Sendo assim, vou tentar moldar de forma melhor o meu raciocínio diante disso. Primeiro que nem é questão de "reclamar", pois isso se faz quando a pizza atrasa, quando o sua internet está lenta, dai você "reclama" e consegue o que quer. A questão aqui é que as pessoas querem deixar as vítimas no mesmo denominador. Querer equiparar o tratamento que um branco tem em uma cultura de embranquecimento pelo qual o Brasil vem passando desde sempre, em relação ao negro que vem sendo exterminado em todos os aspectos possíveis e imagináveis, é no mínimo não conhecer nada de história. O negro na sua história vem sendo marginalizado das mais diversas formas que se possa existir. Não é o simples fato de alguém falar "eu não gosto de pret@", eu se escuto isso nem me afeta mais, é a mesma coisa que falar "eu não gosto de gordo" ou "eu não gosto de ruivo". O fato é que toda a nossa cultura, desde uma religião, música, estrutura linguística, moda, brincadeiras e padrões de beleza não atinge a todas as culturas que existem no país. Mais como a cultura européia é a elite dominante, tem-se a impressão que as demais culturas são exóticas no país. Daí o que ocorre de fato é que o próprio negro precisa dizer que isso não é assim. Alguns negam a estar consigo na sua condição, e isso faz sentido também. Quem quer ser exterminado socialmente? Ninguém, não é!? Por que será que o negro tem que bater na tecla do 100 porcento negro, da beleza negra e tal? Porque ele precisa dizer que ele existe apesar de quererem o exterminar. Ao contrário do branco que nada diz porque sua cultura sempre foi a bola de todas as vezes. Quando se vê um branco dizendo que sofre preconceito por ser branco é preciso analisar em que situação isso ocorre, essa situação não é comum e provavelmente todos ficam pasmos de ver isso acontecer pelo fato do preconceito não se "enquadrar". Infelizmente esse tema é complexo e eu não posso explicar. Isso daria uma tese. A questão de homofobia eu posso explanar facilmente, mas daria uma tese também e sairia totalmente do foco. Achei muito irônico da sua parte fazer aquelas conclusões insensatas sobre o assunto.

Sonia disse...

Nada na tua respostas provou que o que eu disse está errado.

Sonia disse...

Mais uma coisa, o preconceito contra negros é coisa relativamente recente, como a instituição da escravidão dos negros, já os pobres BRANCOS (incluindo escravos brancos) sofrem isso há MILHARES de anos, MUITO MAIS TEMPO QUE OS NEGROS. Portanto, generalizar que um homem branco não sabe o que é preconceito é desinteresse pela verdade. Visualizo a muito tempo blogs, jornais, posts, comentários, de defesa de mulheres, negros e homossexuais e NENHUM LUGAR SÃO CITADOS OS HOMENS BRANCOS POBRES. Quando um homem branco usa generalizações contra mulheres, negros e homossexuais, é criticado, mas o oposto não. A desculpa é sempre que os anos de opressão foram responsáveis por atos opressivos de mulheres, negros e homossexuais, mas acontece que os homens brancos heterossexuais TAMBÉM SOFREM PRESSÃO para agirem como opressores. Quem não consegue fazer (um homem não conseguir ser 'pegador' vira um perdedor e é segregado), sofre preconceito (também nerds, etc, independentes de cor de pele).

Se tu não percebeu, o modo como falas sobre esses assuntos é exatamente igual ao modo como os radicais fazem, ou seja, generalizando, negando qualquer idéia contrária ao que dizem, como eu fiz, etc. Se não é tua intenção, melhor te preocupar com isso, ou seras comparada a uma radical cuja opinião não merece respeito, pois o que um radical quer não é igualdade ou justiça, mas sim tomar o lugar dos que estão no poder, para poder usá-lo da mesma maneira. E milhares de mulheres, negros e homossexuais querem justamente isso, substituir a ditadura dos outros pela sua.
Nada nos seus posts deixam claro que não compartilhas deste mesmo pensamento, se não perceberes é melhor fazê-lo agora, ou continuaras a ser mal-interpretada.
Não te esqueça também: milhares de homens (milhões até) brancos heterossexuais defenderam e defendem, lutaram e lutam, morreram e morrem, defendendo o direito das minorias (a libertação dos escravos foi conseguida (PREDOMINANTEMENTE) pela ação desses homens, mas quando as minorais reclamam, colocam essas pessoas no mesmo nivel dos opressores, sem distinção (tenho colegas homens chateados com isso, embora continuem defendendo a causa dessas minorias). Novamente, se o que queres dizer não é isso, então revisa o modo como te expressas, pois não tais conseguindo te exclarecer.
Conselho: se o que tens a dizer tomar muito tempo e muito espaço, USA-OS, pois num resumo, pode-se perder muita coisa importante. Jamais se resume uma coisa importante. Conselho de uma pessoa com larga visão de tempo-espaço, muita informação, a capacidade de se auto-policiar sobre sua própria opinião, e com a rara habilidade de constante questionamento, podendo questionar até o porque do próprio questionamento. Nosso inconsciente não é nosso amigo, muitas vezes nos dá desculpas para atos egoistas fazendo-os parecerem generosidade, portanto atenta sempre para tua própria opinião, pois podemos estar mais erradas do que pensamos, mesmo quando parecemos estar sendo racionais e objetivos. Já passei por isso, mas conseguir superar, agora tenho mais confiança em minhas opiniões, pois sei onde e quando posso falar e onde e quando calar, mas a maioria esmagadora da humanidade (incluindo cientístas e pesquisadores) não percebe isso.
Pode parecer arrogante, mas quando a autoconfiança não parece? :)

Sonia disse...

Complementando aos poucos, devido à demora mental de meu raciocínio, muitos dos homens negros que vieram como escravos, como Zumbi dos Palmares, vieram de famílias negras nobres, que chegavam a receber respeito e tratamento igual até mesmo da nobreza branca européia, até o momento de sua derrota em batalha, aprisionamento e venda como escravo (nenhum branco jamais forçou de nenhuma maneira um grupo negro africano a prender e escravizar seus irmãos de cor, eles o fizeram por livre e espontânea vontade, o oposto que muitos defensores dos negros afirmam).
Novamente, se o que querias dizer não é que o homem branco não tem direito de reclamar, e sobre a equiparação das situações, os comentários demonstram que falhasse na tua exposição, é melhor revê-la e te explicar melhor.
E se vai querer dizer que os brancos pobres também não sabem o que é a opressão que os negros sofrem, não te esquece que esses brancos pobres eram pobres milhares de anos antes de existirem escravos negros. O tratamento desses pobres é exatamente o mesmo dos negros atualmente, nunca foi melhor. Se pensas o contrário, melhor te policiar para saber se não é o que teu íntimo tá querendo dizer, ou seja, forçar uma idéia impondo diferenças onde não existem. Não te esquece também os habitantes dos paíeses conquistados por outros, nos quais se incluem países europeus de população branca. Nota: os negro trazidos como escravos são os vencidos em combate, que em todo mundo, inclusive África e Ásia, são considerados pessoas inferiores, dai parte do motivo do tratamento dos brancos para com os negros tratando-os como inferiores. Judeus também são brancos, eslavos também são brancos, judeus sofrem opressão dos cristãos desde o predomínio da religião cristã no Império Romano (vide os campos de concentração judeus na Alemanha nazista e até na Rússia), eslavos poloneses e soviéticos podiam serem simplesmente assassinados a qualquer lugar e qualquer momento pelos soldados alemães, sem nada ser feito a respeito. Homens brancos SABEM, sim, o que é sofrer preconceito, mas não se fala nisso em lugar nenhum por causa da idéia vingente que TODO branco é opressor, ignorando a opressão interna no mundo deles.
O que acontece é uma campanha massiva de mulheres, negros e homossexuais para denegrir a imagem dos opressores, transformando-os em demônios (novamente TODOS os brancos, sem nenhuma menção de exceções), e se os homens brancos não reagirem imediatamente, acabarão na mesma situaçãos dos negros e mulheres. E se estes não tiverma força e coragem para reagir, não é por isso que os brancos, mais inteligentes e capazes como grupo, devam ficar quietos, pelo fato de não terem sofrido tanto. NINGUÉM tem o direito de oprimir ou segregar outros, mensagem dos defensores de minorias, então todos tem o direito de se defender contra isso. Aliás, será mesmo que os brancos que se queixam de preconceito estão equiparando as situações suas com as das minorias, ou não poderia ser impressão dos defensores, sofrendo lavagem cerebral dos radicais? É uma situação totalmente possível, e se ninguém considerou isso, não é tão observador como parece.
TODA a espécia humana é capaz de segregar, humilhar, ferir e matar todos seus semelhnates, nenhum grupo, raça, sexo ou religião está livre dissso, e não é por ser oprimido que vai deixar de oprimir outros. É um fato da vida, mulheres, negros e homossexuais fazem isso sempre que a situação permite, ninguém é coitadinho só por estar, na presente situação, em situação inferior. Criticar os brancos como se tivessem a obrigação de saber e entender mais que os oprimidos da vez, é demonstrar falta de capacidade racional.

Keilla disse...

Sônia,
Eu a compreendo e aceito sua crítica. Realmente não tinha me dado conta de algumas coisas. Mas todos somos irracionais de vez em quando. Contudo, eu não sou nenhuma radical. Não sou sexista e nem racialista, porque acho que todos nós somos meros corpos perante a natureza e temos a Existência como sentido da espécie, como todas as espécies têm, com a diferença que criamos hábitos pois somos levados pela Inteligência e isso faz com que mudemos o eu o aqui e o agora constantemente, sendo assim, é óbvio que tenha um arranca rabo em geral. Só falei o que estava proposto dentro do tema ou pelo menos tentei falar. Claro que a escravidão relacionada aos negros é uma dentre outros tipos de Escravidão em si. Desde o tempo da Mesopotâmia já havia escravidão; até mesmo Zumbi escravizava negros. Mas se nem Jesus que é conhecido como o herói da história deveria agradar a todos, não agradou, quem sou eu para fazer isso? Não queria ter criado essa imagem com meus comentários, sério mesmo rs. Acho ruim que alguém esteja me achando como uma pessoa que não é capaz de raciocinar quando isso não é verdade. Muito obrigada pelas observações. Até mais.

Anônimo disse...

Acho que não há a devida valorização da negra na sociedade, inclusive por quem é negro.
Se vc fala que não está interessado em um rapaz negro pq não o acha bonito, vc é acusado de racismo. Mas se falar de branco, as pessoas alegam que branquinho é sem graça mesmo.
É um horror!
Isso quando uma pessoa alega que a outra é morena ou escurinha, sendo que na verdade é negra.
Cabelo duro para mim é negro.

Sonia disse...

Bah! que azar, foi ficar fora da net por um tempo, não dá nem pra continuar nossa conversa.
Bem, paciência. Beijos e boa sorte.

Keilla disse...

Sônia,
Eu entendi seu ponto de vista e admito que eu errei. É que eu comentei e depois eu revi e comentei novamente.
Beijos

Rafael disse...

E simples porque alguns negros tem preconceito contra brancos por causa de nossos antepassados por causa de nosso Orgulho Negro

o que o negro passou na mão do europeu não e brincadeira vai ver que deveria ser uma sociedade separada mesmo que nem nos estados o unidos o branco não depende do negro pra maioria das coisas

Os Brancos enterravam os negros na terra com a cabeça pra fora e urinavam vai tomar no cu!!!

eu sei reconhecer um racista so de olhar pra cara dele

quantas vezes fui pedir informações e mulheres brancas ou homens protegeram seus pertences
vai tomar no cu!!!

Agora vc vem com esse post a meu irmão vc sabe que essa porra nunca vai deixar de existe quer se fazer de vitima sua cor já "privilegiada"
Nossas negras mais lindas querem os brancos por mais feios que vocês sejam
os melhores empregos são o de vocês mesmo se o negro for mais competente ou seja ele tem que ser sempre o 2x mais

Negro sofre nesse pais

Anônimo disse...

Concordo muito pouco com esse post dessa pessoa, por mim e claro! Sou sou moreno claro não caucasiano, mas tenho olhos verdes cabelo mais liso do q crespo q me vendo da para imaginar q seria filho de dois brancos
Enfim, acho um total exagero esse seu comentário nA minha opinião acho q de fato os negros sofrem mais preconceito da sociedade. Quando se imagina um bandido um traficante tem q sempre ser o negro. Mas concordo pelo fato que. Eles estão tendo uma vantagem maior para eles quando se trata de COTAS em vestibular e concurso público. Acho essa lei puramente racista e eu q tenho descendência negra mesmo aparentemente sendo branco, seria preso se tentasse disputar a COTA, q deveria ser para pessoas com renda fãmilitar abaixo do padrão independente de cor. Mas querido com toda a certeza disso a discriminação e maior dos brancos e vejo sempre casos em q um homem branco prefere ser rodeado semente de amigos negros ou mais morenos q eles seeventos vc observar direito vc vera isto e vera tambem q vc por ser branco e discriminado por outro branco por q vc n e negro!.

JONATAS disse...

a menina diz que sofre descriminaçao porque é branca e nao liga...
o problema esta ai, o branco faz de tudo pra nao ser racista, e o negro faz o que? um mar de blogs de orgulho negro, musicas que segregram, e etc, o pior é que além de ser permitido é exaltado! sem falar em enegrecer tudo,como o samba, é só negro que faz samba o branco nao teve participação na origem e nas tradições? ou seja deixa de tornasse brasileiro para se tornar afrodescendente...

rafael damas locks disse...

adorei ,e concordo com tudo que vc falou,se os brancos nao reagirem,os negros pisaram nas suas cabeças,e os brancos serãos os discriminados.hoje em dia un branco não pode nem ter orgulho da sua propria cor,que é racismo.

Andros Firestrider disse...

LOL! me perdoe o riso, mas é absurdo como a pessoa negra se rebaixa e se vitimiza usando o contexto histórico - Vocês (pseudo)negros de hoje não foram acorrentados de verdade, não apanham nem 1% do que seus ancestrais apanharam de chicote. Seus ancestrais lutaram por liberdade e agora estou ouvindo vocês se vitimizarem achando que ganharão reparação histórica.

Bolsa família, bolsa-alimentação, vale-gás, vale-transporte, luz solidária

Acham pouco? Cotas raciais em universidades onde são julgados por cor de pele e não pelo intelecto, o mesmo em concursos públicos e ainda acham pouco.

Depois, se criamos vagas para brancos acham um tremendo absurdo!

ABAIXO A COTA DA BURRICE!

Andros Firestrider disse...

Aff, poupe-me.
Quem se esforça na vida tem!
Esse negócio de "dívida histórica" infelizmente vem sendo usado por motivos banais (incluindo a criação das cotas da estupidez!)

Klaus disse...

quem se atrever a falar a verdade aqui ganha 1000 pontos !!!

Anônimo disse...

espero que leia todos os comentários Lola!


Li esse texto e não entendi onde deveria haver graça, porque nesse mundo lindo que você descreveu todos os negros sofrem e todos os bancos batem, porque somos reencarnações da era colonial e devemos ser punidos ou recompensados na atualidade de acordo com o comportamento que tivemos em 1500 e qualquer coisa --'

falando sério agora!
pergunto se algum dos pseudo-revolucionários já teve que responder quando criança por ser muito branco se era leucêmico??? eu já, cheguei em casa chorando, mas isso é o minimo que um branco merece,
Gente! preconceito é preconceito e é ridículo em todas as instâncias vocês falam de contexto histórico, vamos a ele! quantos brancos no Brasil são descendentes de imigrantes??? muitos né! e adivinhem só: os imigrantes chegaram ao Brasil no final do período de escravidão, a sociedade já estava organizada brancos portugueses filhos da mãe de um lado e negros pobres de outro. Mas entrou todo mundo na roda, eu não açoitei ninguém mas mesmo assim não presto porque sou branca.


Dai eu pergunto, é justo um negro me chamar de branquela azeda no meu trabalho, fazer todos rirem da minha cara e ainda sair de bonzão? já fui chamada de leite azedo, fantasma e o diabo a 4 e nunca liguei, mas nesse dia fiquei ofendida, porque você não pode olhar para uma pessoa que tenha esses traços físicos que já está cometendo preconceito! tenho muitos amigos negros e pardos e recrimino quem fala mal deles, mesmo que seja na minha própria família, então espero que não façam comigo atitudes que eu repudio e nunca faria com os outros.


Mas que merda eu to falando aqui? eu sou branca! E todo branco é igual: lindo, rico, inteligente e racista né???

Anônimo disse...

veja, nunca fui racista, sou branco porém tenho parentes negros tbm enfim, mas acontece o seguinte. Assim como não desrespeito a raça negra eu tbm não aceito que desrespeite a mim por minha cor e eu levo a sério a situação e se me chama de branquelo vai ter que segurar o refrão pq eu sou super estourado e não tenho medo nem de negão hulk eu estou pouco ligando falo mil e uma merda e se vier pra cima eu vou tbm......enfim......tdo parte do respeito.....agora querer que o branco fez isso ou aquilo na historia, a meu filho infelizmente o branco saiu mesmo na frente e tdoso sabem bem disso, e alias que culpa tenho eu? e não estou nem ai para o que se passou com fulano ou beltrano, então va cobrar lá os caras que fizeram, nao me venham aqui encher meu saco pq senão nunca teria namorado uma negra tbm.....então existem certas coisas que vou te contar, algumas pessoas acham que para não ser considerado racista tenho que começar a cantar paranaue e ginga capoeira cantar rap e bate no peito falando que o branquelo aqui é negao, ah da licença vai se fude essa porra toda ai, assim como me estoro com um negro se me desrespeita eu me estouro tbm com um indio, com um amarelo, com um BRANCO, com um ET ou seja la quem for o infeliz.....vao se fude tdo mundo com essa merda ai....

Anônimo disse...

O homem branco americano atual não passa de um beta bundão sem atitude. Não estão conseguindo nem mulher branca para namorar, casar, pois estão se sentindo intimidado com elas, de "não dar conta do recado", ou de não conseguir ser o homem da casa. A mulher americana não aceita mais ser submissa e nem quer um perdedor mole sem pegada ao seu lado. É aqui que entra um fenômeno muito comum entre os homens betas americanos: procurar asiáticas para relacionamento, pois são mais submissas, não tem tenta libido (igual eles), aceitam traição, são mais "bobas" e por aí vai.

jony eme disse...

muitos branco tem preconceito com á sua cor deixa de namorar brancos para namorar negros,eu sou negro e só namoro pessoas da minha cor como seria esse mundo se acabasse com os brancos,negros e loiros.

Anônimo disse...

eu sou negro,e estava chegando do meu trabalho passando pela favela um policial da minha cor estava dando uma geral em carro e de longe perguntou está com documento aí respondir que sim e passei batido se fosse branco poderia ser diferente.

Anônimo disse...

eu entrei em um armárinho e um casal de branco dizia eu sou branco mais não gosto de branco eu já sou ao contrário adoro a todos os tipo de pessoas e cor eu não tenho preconceito essa palavra não existem em meu dicionário eu sou um negro 100% normal e lugar de doente é no hospício

jony eme disse...

sou negro e já tive experiência sexual com homens negros e brancos não tem diferência nenhuma é tudo igual

Anônimo disse...

se alguém lhe chamar de macaco ou macaca não abaixe á sua cabeça e responde assim eu: eu sou macaco preto e você é macaco branco e se ainda não viu é porque não quiz vê faça uma pesquisa na internt vai ver uma porção de macaquinho branco pulando de galho em galho e sem preconceito adoro pessoas de cor branca ok!

Anônimo disse...

L.V.K.A. MORADORA DE CRUZ ALTA- RS: Sofro "racismo" por ser branca e coloquei entre aspas pq as pessoas pensam que o racismo é só do branco com o negro, mas existe do negro com o branco(Graças a Deus nunca me aconteceu) em geral amo as pessoas de pele escura e sou bem tratada por todas, inclusive minha melhor amiga de infancia erã pretinha igual um picumã e um dia minha mãe me disse de brincadeira quando eu tinha 6 aninhos 'a fulana é tão pretinha que se tu passar o dedo nela sai a tinta da cor dela na tua mão' sem preconceito, minha mãe também adora gente de pele escura bem escura mesmo, e eu estava com a guria na biblioteca da escola lendo uns livrinhos na hora do recreio, e passei o dedo no braço dela e disse assim: "olha não manchou meu dedo" coisa de criança que se fosse nos tempos de hoje dava até processo, ingenuidade, inocência. Mas eu nem sou tão branca assim e isso é um problema pra mim: minha mãe é mais branca que eu é bem de origem alemoa de olhos verdes bem claros, mas meu avô paterno era uruguaio, daí eu nasci com os olhos castanhos não tendendo pro preto, mais pro marrom, e com os cabelos também castanho, mas eu queria ter pretos, e com a pele do rosto e do corpo bem branquinha, eu me sinto feliz como sou, amo minha raça amo minha cor e se eu fosse negra com certeza eu também me amaria, eu confio muito mais no que uma pessoa negra fala do que num branco, a maioria das pessoas que eu mais gosto e admiro são negras: Tupac Shakur, Tiger Woods, Mano Brown, Sabotagem, entre outros, eu tinha um amigo de escola negro e chamavam ele de "beiçola" pq ele era negro e tinha os lábios grossos, tinha o "nego testa" vish... Mas enfim o fato é que até o meu ex-patrão me chamava de "Múmia", e 'Alma-penada", em casa me dizem tem tomar sol nas perna pra não ficar tão branca, na escola me chamavam de Zé Gotinha, alemoa, Colona.... Todos que falavam isso eram brancos, de origem italiana... Mais como tu é branca, tu é alemoa? Qual é o problema de ter nascido branca? eu respondia sim so colona, alemoa,meu bisavô materno era russo e dou graças a Deus por ser como sou. Se eu fosse negra teria nascido na África, e ADORARIA SER NEGRA TAMBÉM POIS OS NEGROS E OS IMIGRANTES( DA QUAL FAÇO PARTE)CONSTRUIRAM O PAÍS QUE OS BRANCOS HOJE VIEVEM, COMEM, CAGAM, MIJAM, E OS NEGROS INFELIZMENTE NÃO FICARAM COM NENHUM DIREITO POR ISSO E ERA ELES QUE MERECIAM, POIS FORAM ARRANCADOS DE SUAS ORIGENS A FORÇA E DERAM O SANGUE PELO PAÍS QUE NEM ERA DELES. ENCERRO COM UMA FRASE DO MANO BROWN DA MÚSICA "JESUS CHOROU": AMO MINHA RAÇA AMO MINHA COR O QUE QUER QUE EU FAÇA É POR NÓS É POR AMOR....

Thirso disse...

Sou branco, mas tomei muito sol nesses últimos três dias, sai na rua fiz uma besteira e um cara me disse, "tinha que ser preto mesmo", quero saber se posso processar o cara por racismo, mesmo sendo branco queimado de sol??w

Anônimo disse...

Cotas? Solução simples=> construção de mais centros de ensinos e melhorar a qualidade de todos eles, a partir daí particular ou pública será escolha...
Vestibular? Existindo vagas para todos aqueles que querem estudar e tendo universidades distribuídas inteligentemente pelo país...logicamente que todas de qualidade e não sucateadas como mídia e governo gostam...
Raramente vejo em sites assim pessoas ressaltando mérito de alguém ter alcançado um feito, sempre tem segregação...porque será que a maioria das pessoas não admiram outras pelo mérito?

Anônimo disse...

Para mim cotas que não representam uma MAIORIA prejudicada não deveriam existir. Daqui a pouco serão criadas cotas para gays, ateus, anões e etc. Afinal estes também são minorias e também sofrem preconceito, não?

Sabemos que o negro e o branco possuem a mesma capacidade. E então consideremos o cenário da educação pública. Porque o negro oriundo de escola pública deve ter vantagem sobre o branco de escola pública? Eles não tem a mesma base de ensino?

Eu sou branco, sempre estudei em escola pública, não tive oportunidade de fazer um cursinho e a renda per capita da minha família é inferior à 1,5 salário/pessoa.

No vestibular que prestei haviam 25 vagas, sendo 7 vagas de cota. SEIS vagas eram de negros de escola pública e apenas UMA para brancos. Lembrando que os negros cotistas concorrem em todas as categorias enquanto o branco concorre apenas no universal e na sua. Um tanto quanto injusto, não?

Se as cotas levassem em conta apenas o aspecto socioeconômico para mim seria suficiente e não seria injusto com os demais, pois os fatores da educação pública e condição financeira afetam TODOS, sejam brancos, negros, índios ou qualquer outra raça.

Anônimo disse...

lUISA DIJO: Que no me falte una palavra del valor para dicer te lo pienso y una reta para que poças mirar um corazón que no tiene descanso.E o mar que se propõe acer cada vez major e um cielo que se nubla e se llena del rancor e todo se define depediendo de tu color.No sabes o que estas passando todo dia me pergunto... Donde estás el amor?(...) Que tua alma cambiara as questones politicas se quita de teorias ou de guerras quando se usa la fuerça del amor, sem mirar raças, color e nivel social, e piensando simpre que nesta TIERRA TODOS SOMOS IGUALES.

Anônimo disse...

SO BRANCA AMO MANO BROWN, TUPAC SHAKUR, TIGER WOODS, SABOTAGE. PRA MIM É MAIS FÁCIL ACREDITAR NO QUE UM NEGRO FALA DO QUE NUM BRANCO. PARECE QUE O BRANCO NÃO TEM CREDIBILIDADE... SÓ CONFIAVA NO QUE O CHORÃO FALAVA E O EMINEM, PORQUE ELES SÃO BRANCOS QUE VIVERAM A VIDA INTEIRA COMO PRETOS, SEI LÁ QUE ME ENTENDE?

Anônimo disse...

Quando se fala em preconceito contra nós brancos se fala em: Sorteio da copa, Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert foram alvos de critica por serem brancos e não representarem adequadamente essa nção. Claudia Leitte n poder gravar a música da copa pq é Apartheid na musica e ela é branca. Porra vlh, que ódio... Todo branco nasce rico ? Todo branco tem plano de saude? Pq negro pode me representar e algm da minha raça n ? N tenho culpa de escravidão nenhuma, e n quero ser culpado por isso.Negros são vitimas de preconceito, pq as pessoas tomam conclusão preciptada, e nós brancos sofremos racismo, pq por sermos brancos não podemos representar nosso país, pq os negros representam melhor. No final: Indio chegou aqui primeiro

Milena Medeiros disse...

CALA A BOCA MEU O S NEGROS SOFREM MUITO MAIS QUE VCS!ATE HOJE VOCE DISCRIMINAM ''AS PESSOAS''

Milena Medeiros disse...

MAS ATE TUDO BEM,E VERDADE QUE POUCOS BRANCOS TEM CULPA DE TER NASCIDO BRANCO

Egon disse...

Sério mesmo? Então quem não concorda com o sistema de cotas é da KKK?! Nossa, que texto ridículo... Você acha que ajuda algo ou alguém exalando mais ódio e perpetuando a idéia de raças?

Anônimo disse...

Não sou branca, ou negra, sou amarela, como aprendi no ensino fundamental. Creio que é importante cada um se valorizar, admirar, defender, porém, denegrir quem é diferentes de mim, é burrice, ignorância, má formação, afinal, não existe nem um único ser humano igual ao outro, nem os gêmeos univitelinos, que possuem traços de personalidades diferentes. Precisaríamos levantar tópicos de como analisar a cabeça de quem discrimina, de quem conta piada de mal gosto, que faz chacotas, que gosta de desfazer do outro, bulling...seja ela de credo, cor, etnia, etc...afinal discriminação é algo intrínseco ao ser humano desde que o mundo é mundo....

Wenderson Almeida disse...

Quer dizer que eu não tenho o direito de me sentir ofendido por eu ser branco? Você é muito hipócrita! Aliás, feminista hipócrita é pleonasmo!

Anônimo disse...

companheiros negros, brancos,orientais, e os considero irmãos, morreria pela maioria deles!

uai mano fabio se são companheiros por que não morrer por todos,

Anônimo disse...

eu sempre volto nesse texto porque ele é excelente. obrigado

Anônimo disse...

Vc é uma idiota nos negros sofremos muito ainda,entao guarde seus comentarios racistas...

lola aronovich disse...

Anon das 15:17, leia de novo. A autora está sendo irônica. Ela está satirizando os racistas, entende?

Silvino Stalonne disse...

Nossa !, as pessoas não entendem a ironia... kkkkk

Anônimo disse...

Discordo de você dizer "um ladrao,uma empregada domestica, um zelador, uma prostituta "! PORRRRAAA, pq o porteiro honesto e assalariado do teu prédio e a empregada batalhadora e digna que limpa a beirada do teu vaso, pra ganhar uma mixaria sao inclusos no meio de ladroes e prostitutas? Que merda, velho.

Anônimo disse...

Odeio gente burra

Marcio Meireles disse...

Quem acha que existe racismo contra brancos deveria assistir a isso. http://youtu.be/ynONIEQtH1k

Anônimo disse...

@Marcio Meirels

Existe sim , só que velado pela sociedade que tenta vitimizar e infantilizar negros e índios.

Sou branco, mas por causa do rosto que tenho ( cara de branco encrenqueiro/ traficante) eles vivem em cima de mim!

Dayana Façanha disse...

Escrevi a postagem e dividi em 2 partes porque não coube tudo em um só comentário.

PARTE 1.
Nossa, como esse assunto é difícil. Gostei da ironia do post, acho que está na medida. É óbvio que todo o tipo de preconceito é ruim, mas o preconceito racial no Brasil, dirigido à população negra, é específico. É óbvio que as desigualdades sociais atingem brancos e negros, mas atingem especialmente a população negra no Brasil. E isso tem a ver com o modo como a escravidão terminou no Brasil, sem oferecer aos negros, condições de competir de igual pra igual com as outros setores da população. Não houve no Brasil, por exemplo, luta pelos direitos civis dos negros como houve nos EUA. E a nossa estrutura social, econômica e cultural cresceu em cima dessas desigualdades, aprofundando-as ao longo do século XX inteiro. É disso que se está falando quando se discute os padrões de desigualdade entre negros e brancos no Brasil hoje. O legado da escravidão e da maneira como se deu a abolição no Brasil em 1888 está vivo e atuante hoje, em 2014. Uau, que vergonha! Então, vamos consertar.
É por isso que são legítimas as políticas públicas de ações afirmativas para a população negra de hoje. Porque, no passado, o Estado não cumpriu com esse papel, dando lugar ao surgimento e aprofundamento de uma dívida que ganhou proporções históricas. Ora, como ninguém vive 130, 140 anos, não dá mais tempo de oferecer alfabetização, vaga na escola, na universidade e em emprego público para a dona Maria e o seu José, ex-escravos, que pastaram com a exclusão social após o final da escravidão. Mas os filhos dos filhos, dos filhos, dos filhos etc deles ainda amargam o problema. Então a dívida deve ser paga a eles, hoje, no século XXI, a menos que não se queira ressarcir ninguém.
A lógica das cotas está nesse contexto. E elas não devem durar para sempre, mas durante um período necessário para corrigir as imensas desigualdades. É favorecer a população negra sim, mas porque, estatisticamente falando (no todo da população nacional e não só neste ou naquele caso isolado) trata-se de uma parcela da população imensamente DESfavorecida.

Isso é uma questão nacional, gente. Não é pra quem não é negro se doer e dizer que seus descendentes imigrantes não tem culpa. Não tem mesmo. Mas o Estado brasileiro tem e precisa corrigir isso.
Continua...

Dayana Façanha disse...

Continuação
PARTE 2
Dentre outras coias, acho que a dificuldade de lidar com esse assunto tem a ver com a parca memória histórica que temos sobre a escravidão. É um problema que vem da escola. Eu estudei em escola estadual, em São Paulo, sob a maravilhosa política do PSDB, via Geraldo Alckmin, e sai da escola sabendo porra nenhuma sobre esse assunto. E só fui descobrir na faculdade, quando optei por estudar História e fui enveredando p/ pesquisa na área da escravidão.
Estou terminando o mestrado e dando aula na escola estadual. E meus alunos sabem a mesma porra nenhuma que eu sabia. Então o problema está ficando estrutural. Tento cobrir a lacuna, mas não faço milagre.
Mas mesmo sem conhecer a fundo o processo histórico sobre a escravidão no Brasil, meus alunos negros sabem muito bem o racismo que enfrentam. E o saber e a experiência deles sobre o assunto tem legitimidade própria. Ponto final.

Meu, se alguém teve saco de ler tudo isso que escrevi, queria indicar umas coisas (para o público em geral. Nada em "academiquês").

1. Aqui, um vídeo ótimo sobre a história da abolição. Chalhoub é prof. da Unicamp e historiador reconhecido na área.

https://www.youtube.com/watch?v=s5JouX1pQME

2. Descobri recentemente um pesquisador chamado Henry Louis Gates jr. Ele é professor em Harvard, é negro, e estuda assuntos relacionados à história e cultura negra. Ele tem um documentário ótimo sobre escravidão nos EUA, sensível e até didático. Fica claro a lógica das ações afirmativas p/ população nera em país que passou pela escravidão. Ele também tem um perfil no twitter.
São 5 ou 6 vídeos ótimos. Esse é só o primeiro
https://www.youtube.com/watch?v=-WiaKtc6irg

Agora, uns livros:

Sidney Chalhoub, A força da escravidão. Ilegalidade e costume no Brasil Oitocentista (2012). É um texto desconcertante! Cru acerca da dor e da discriminação à população negra, ilegalmente escravizada (leia o livro para saber pq) no Brasil do século XIX. Ganhou prêmio da ABL ano passado. E tem td a ver com a sociedade que temos hoje.

Henry Louis Gates jr, Os negros na América Latinas (2014). Une relatos orais e números para mostrar como o racismo é vivo e atuante no Brasil, México, Peru, República Dominicana, Haiti, Cuba.
O livro é bem escrito, galera, sensível. Uma delícia de ler.

Agora, um romance:
Chimamanda Adichie, Americanah (2013). A Adichie até que está famosinha no Brasil ultimamente, pois deu várias entrevistas sobre esse livro novo. De quebra, o texto une feminismo e discussão sobre raça. A protagonista, Ifemelu, negra, é uma blogueira desbocada das boas! E Adichie é uma romancista muito sensível. O romance combina muitíssimo com essa postagem da Lola de hoje, pois muitas vezes dialoga c/ o tema da dificuldade da população não negra em reconhecer o racismo contra os negros de pele escura.

Em uma passagem ótima que li ontem, dirigindo-se a pessoa NÃO negra Ifemelu aconselha: "tente escutar, talvez. Ouça o que está sendo dito. E lembre-se de que não é uma acusação pessoal. Os Negros Americanos não estão dizendo que a culpa é sua. Só estão dizendo como é. Se você não entende, faça perguntas" (p.355).

Alexandre Goulart disse...

Muito mimimi não? Apesar do branco ter uma vida mais "facil" (Na verdade existem brancos com dificuldades e negros que não estão passando dificuldade alguma), uma coisa não justifica outra..
Ser racista com quem não sofre, não exime ninguem de nada. Respeito gera respeito, gentileza gera gentileza.. Vai combater racismo com mais racismo? Vai agir com alguem de uma forma que acha errado que haja contra si mesmo?
Sim, negro sofre mais discriminação e não consigo imaginar como é, mas, isso não da direito de ninguem fazer o contrário.

Anônimo disse...

Não vou ser hipócrita a ponto de dizer que o branco sofre mais preconceito mas é como falaram existe um preconceito sim, sou branca,já me chamaram de branquela,alma e mts outras apelidos ridiculos, não gostei e nem por isso foi crime.Acho que se é direitos iguais apelidos do outro lado também deveriam ser crime, ou ai está o preconceito o fato de ser chamada de "branquela" não pode ser chato mas "negão" é ??

Anônimo disse...

Sinceramente, acho que o post deveria ser retirado do ar, pois passa a ideia de que o único racismo que importa é aquele sofrido pelos negros, o que não é verdade, sou branco/extremamente pálido e o tanto de racismo que já sofri daria pra escrever linhas e mais linhas, além dos olhares feios, muitas vezes inclusive já fui xingado na rua com palavras que prefiro nem escrever aqui, apenas por ser da cor que sou. É claro que o racismo contra os negros é o mais evidente e infelizmente o mais comum na sociedade, mas se um dia quisermos uma sociedade mais justa precisamos combater TODOS os tipos de racismo, seja se o cara é branco, negro, japonês, índio ou quaisquer outros.

Anônimo disse...

Concordo com o anônimo acima, parece que a autora está incentivando o racismo contra os brancos e criticando o racismo contra negros, sendo que o mais correto seria criticar as duas formas de racismo. Um verdadeiro absurdo! É triste ver uma professora incentivando uma prática racista!

Anônimo disse...

O grande problema querida amiga autora é que a sociedade nao entende nem nunca entendera que a descriminação não é só contra negros, a partir do momento em que os negros tem direitos a cotas raciais por exemplo e o branco não. isso ja faz um branco ser descriminado, um outro exemplo simples, é facil ver na rua alguem com uma camisa escrita "100% negro". Os brancos dizem algo a esse cidadão? Agora eu te pergunto e pergunto a quem quiser responder: se eu sair na rua com uma camisa escrita "100% Branco" O que acontece comigo? sou no minimo preso por injuria racial. A logica brasileira de preconceito ou racismo ou seja la qual for a denominação para isso é ridicula. Negros e Brancos de bem sabem se portar e se colocar na sociedade com dignidade. O racismo vem da cabeça de quem se acha descriminado e a midia só da mais gás a esses idiotas que pensam dessa forma mesquinha e arrogante.

Anônimo disse...

afinal doi nem??? nos tambem nos sentimos lixo...

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