terça-feira, 23 de outubro de 2012

GABRIELA ANDA PRA TRÁS

Liberdade é para os passarinhos

Vou falar um pouquinho de novela. Não daquela uma, a oioioi, que parou o país na sexta passada, no seu último capítulo (mas foi apenas 51 pontos no Ibope. Na minha juventude, a Globo tinha 80 pontos! Elegia presidentes), aquela uma que só vi partes quando eu ia a restaurantes e bares e a TV estava ligada (era sempre uma gritaria desgramada saindo da tela), aquela novela que fez um blogueiro machista me criticar por eu não dedicar posts aos tapas que sei-lá-quem aplicou em tenho-raiva-de-quem-sabe. Pô, me liberem de ver todos os capítulos de todas as novelas, por favor!
A única novela que estou vendo no momento é Gabriela. E fiquei sabendo que ela termina esta semana, quiçá na sexta. Bom, depois de tudo que eu elogiei, a novela derrapou feio nos últimos dias. Acho que recentemente só teve duas cenas boas. Uma foi quando o professor e Glorinha, flagrados pelo coronel, são expulsos nus de casa, como se estivessem sendo expulsos do paraíso. Toda a cidade olha e comenta, enquanto os amantes, envergonhados, tentam se cobrir com as mãos. Até que eles decidem parar de ter vergonha, e se beijam em público. Um momento muito bonito e liberador.
A cena não tem muito a ver com a personalidade do professor, que é um bocó, mas sim com Glorinha, que é a melhor teúda e manteúda de todos os tempos. Ela está sempre fogosa, de bom humor, e oferece palavras de incentivo pros seus homens o tempo todo. Não é lá muito fiel, mas e daí? Se eu fosse coronel e me interessasse sexualmente por mulher, arranjaria uma Glorinha pra mim.
A outra cena bacana foi quando Tonico descobre que Olga tem um amante. Ela, que tem ido pra igreja “rezar pelos muitos pecados do marido” toda santa noite, na verdade estava se divertindo às pampas com um bigodudo cujo nome eu nem sei. E é legal que ela fala pra ele “Deita aí que eu vou lhe usar!”. Até então só um tirano como o Coronel Jesuíno tinha empregado o termo.
A pobre Olga passou a novela toda sendo traída pelo marido (quando não era sexualmente desprezada por ele), além de ter sido vítima de várias piadinhas gordofóbicas da novela em si. Mas agora ela foi alçada a Dona Flor e seus Dois Maridos, por assim dizer. Olga não aceitou sentir-se culpada por ter um amante, e se recusou a abandoná-lo e a obedecer Tonico. Não sei como vai acabar. Tomara que acabe num triângulo amoroso mesmo. Mas é bom ver uma gordinha cheia de tesão arrebatando corações.
Em compensação... A fuga de Malvina foi ridícula. Tinha que parar o carro bem na frente da casa dela? Não podia ser na esquina não? Depois, o que foi aquilo de encontrar com o professor no trem, e o sujeito, que até então estava apaixonadão por Glorinha, voltar a se declarar pra Malvina? Soou mais falso que a falta de negros na Ilhéus dos anos 20. Pior que isso, só ver Malvina sorrir, como uma donzela tolinha, quando o professor pega sua mão. Um destino melhor pra moça rebelde, pelamor!
Parece que a novela inteira sofreu uma guinada moralista nesses últimos capítulos. Dona Doroteia, certamente a vilã feminina da história, é moralmente condenada por ter sido quenga meio século atrás. Tá certo que a jararaca não merece um final feliz, mas uma pessoa dessas, tão cheia de rancor, nunca teria como ser feliz. Não precisava ser hostilizada por todos os motivos errados.
Outra quenga, Zarolha, casa-se com um coronel, decidida a virar “mulher honesta”. Qualquer fascínio que podíamos ter pela personagem vai pelo ralo, porque ela abandona todas as nuances. Mais uma quenga, Maria Machadão, esta dona do Bataclã, declara que vai fechar a casa não para casar, mas para ser amante do mais poderoso e cruel dos coronéis, Ramiro.
Pra ser sincera, a personagem de Maria Machadão nunca foi bem desenvolvida. Vi alguns capítulos em que era sugerido que ela tratava as prostitutas sob seu comando como escravas (que estariam sempre endividadas, tendo que pagar pela comida, lugar pra dormir e roupas, parecido com o esquema que Zara e Marisa usam pra manter seus empregados). Mas isso não foi levado adiante, possivelmente porque, se fosse, Machadão se transformaria em vilã.
Mas não dá pra entender por que ela, uma mulher independente e ambiciosa, quer fechar o Bataclã. Por que não vendê-lo ou doá-lo a uma das prostitutas, para que elas continuem o serviço? Por que nem se toca no assunto na novela? Os homens ricos que praticamente vivem lá parecem não dar a mínima que sua fonte de entretenimento desaparecerá. Nada realista. (Lógico que sabemos que o Bataclã não vai fechar. Só que custa os personagens tocarem minimamente no assunto?).
Mas o pior da semana passada foi o que aconteceu com Gabriela. Tadinha, dá até pena. Pelo jeito, tudo que ela queria na vida era reconquistar Nacib. Aquele papo que o casamento a fazia sentir como um passarinho aprisionado? Pois é, parece que Gabriela queria voltar a voar para fazer quitutes e levá-los ao bar do turco, onde é apreciada pela clientela (todos homens). Era essa liberdade que você tanto queria, Gabriela?
Enquanto ela está mais casta que Jerusa no convento, Nacib vai ao Bataclã. Quando ele volta de lá, Gabriela lhe diz, sorridente, que ele fez bem em sair, já que ele é homem, “moço bonito”. Já a moça bonita fica o dia inteiro numa cozinha, sem cobrar pelo seu serviço. É só ela não ter mais que usar chapéu e salto alto que já tá bom. Meus sais.
Será que a novela vai acabar assim, dando a entender que mulheres se satisfazem com tão pouquinho?

62 comentários:

Anônimo disse...

A lola tem embrulhos no estomago quando ve uma mulher apaixonada por homens machistas, mas vejam so, tanto na novela, quanto na realidade, a maioria das mulheres se apaixona por machistas, enquanto os homens feministas, legais, libertarios, não passam de miguxos eunucos !
Há., e não adianta virem umas duas, ou três aqui dizer, "eu sou casada com um feminista, traio ele e ele nem liga, pois e libertario bla bla bla, vocês não representam nem 0;000001 por cento das mulheres em nossa sociedade !

Anônimo disse...

moderador do revolução masculinista

https://www.facebook.com/jhonny.allan.3

Anônimo disse...

Autor do blog de paspalho a realista.

https://www.facebook.com/Luca5Silva

Bruno S disse...

Sem ter visto a novela, fico com a impressão de que ela segue um caminho bem comum em se tratando de TV brasileira.

No final da produção os personagens acabam tendo seus comportamentos "endireitados" para poder terminar com todo mundo feliz e sem polêmicas.

sabrina disse...

parece que vc acha q é certo sair traindo os companheiros por ai,que n tem problema algum.
onde fica o amor e o respeito?

Anônimo disse...

mas que e esse FDP, que fica entregando os guerreiros no covil das cobras ?

ViniciusMendes disse...

Bom, a novela é baseada num livro, e de forma geral, está seguindo esse livro. Essa é a história do romance entre Gabriela e Nassib, e de como eles ficam juntos do jeito deles, e não como a sociedade espera que fiquem. Fica muito claro logo de cara que do mesmo jeito que ela não liga pra casar, ela não liga pra dinheiro ou qualquer outra convenção social. Se o "moço bonito" a tratar bem, ela fica de bom grado, se ele a tratar mal, ela vai embora mais uma vez.

Também é interessante lembrar que a novela se trata da hipocrisia da sociedade pelos dois lados... Se as mulheres castas da cidade no fundo querem mais é liberdade, inclusive sexual (o que fica muito claro principalmente com Dona Mocinha, Olga e as garotas mais jovens), tudo o que as prostitutas querem é casar. É um monte de quenga invejando senhora direita e um monte de senhora direita invejando quenga.

Leio Lola Leio disse...

O melhor do seu post são os links e também o destaque para o fato de um remake ou uma interpretação de uma história de um livro tratar-se de um releitura e nunca a história sendo literalmente transformada em imagens, em filme e etc. Os envolvidos na produção fazem escolhas sempre, não custa lembrar.

Anônimo disse...

'traio ele e ele nem liga, pois e libertario bla bla bla'

mais um que não sabe o que é libertário

Priscila Boltão disse...

Mascus: fazendo plantão no blog da Lola, dia após dia.
Eu achei meio esquisito a cena da Glorinha. Gostei mais quando eles se despediram. Primeira atitude decente do Professor - fazer valer sua individualidade em vez de se aproveitar da Glorinha como todo mundo na vida dela. A cena toda pareceu muito madura.
Tonico levando chifre eu curti. Pq sério, eu esperei a novela toda que a personagem da Fabiana Carla largasse dele. Não vai largar, mas aposto q agora ele vai dar mais valor nela, e ela está se dando valor.
Vale lembrar q nessa novela os casos de traição não são sobre "parece certo trair". É um bando de gente que sofre e que não é respeitada pelos seus conjuges.
Eu até gostei da fuga da Malvina - no sentido de q ela resolveu fugir, sozinha mesmo, em vez de ficar aguentando o machismo dos pais. Mas aí vem o bom e velho costume da rede globo - todo mundo tem q acabar com um par. E aí ficou aquela bobice toda.
Quanto a Gabriela em si... triste. Ela nunca se incomodou com a traição do Nacib, isso ela disse na primeira vez q ele a traiu - ela só quer q ele seja livre. Só que ele não estende a mesma cortesia a ela. E eu entendo q ela ame o Nacib e queira estar com ela, mas seria mais legal se ela tivesse uma conversa franca com ele e os dois estabelecessem o relacionamento aberto que parecem querer. Mas é issae. Novela da Globo não tem como acabar sem o bom e velho "felizes para sempre, pelo menos uma das partes".
Quanto a Dorotéia, achei ruim não. Achei bom pq o foco não é ela ter sido quenga anos antes. É ela ter atormentado a vida de todas as quengas e não quengas porém livres da novela. Gostei pq foi um jeito de dizer q antes de julgar os outros a gente tem q admitir q não é perfeitx.

Ruthlea Nascimento disse...

Oi Lola!

Então, achei bem pertinente seu post, mas como assisto Gabriela desde o início e acompanho sempre seu blog, não resisti e gostaria de fazer algumas observações: o professor Josué e a Gloria tinham uma relação puramente carnal (que começou com ela o consolando na cama quando a Malvina o dispensou), enquanto que a Malvina era a típica mulher idealizada para ele (ele mal aceitava beija-la quando namoravam), daí a declaração. Quanto à Maria Machadão, concordo em gênero, número e grau contigo! Um absurdo esse excesso de submissão, ela querer acabar com sua fonte de renda e das meninas por causa de um homem que ainda por cima sempre teve vergonha dela. E quanto à Gabi... é, a Gabi é um caso estranho de ser analisado. Acho que a mensagem dela é a seguinte: ela quer ser livre para fazer o que quiser, o que seu coração achar certo (mesmo que seja servir ao Nacib), do jeito que quiser, sem ser obrigada por ninguém (Nacib) ou principalmente por regras estúpidas de uma sociedade extremamente hipócrita formada por pessoas muito infelizes ("mulher casada tem que usar trajes X", "mulher casada não pode dançar" - inclusive uma vez a Gabriela concluiu que mulher casada não podia era ser feliz mesmo). Do jeitinho delas, no fim das contas acho que a Gabriela, a Malvina, a Gloria e, na reta final, a Olga, foram mulheres à frente de seu tempo e que foram atrás de seus desejos desafiando um modelo patriarcal que era muito pior do que ainda é hoje.

Anônimo disse...

Ô, Lola!!!!!!!!!! Você não leu o livro???????????????????????????????????????????????????????? A única crítica cabível é o final de Malvina, que foge absolutamente sozinha no livro, sem homem nenhum pra ajudar. Ela vai estudar e trabalhar na Capital.

Anônimo disse...

É engraçado. Quando o monte de homens na novela traem suas esposas ou dizem que vão usá-las, você reclama. Quando é o contrário, tá tudo OK, porque quando se é uma mulher, esses são atos "libertários".

Carolina Lucas Paiva disse...

Sobre a cena da Dorotéia. Não gostei do moralismo de tratar seu passado como se fosse algo horrível (lembremos que o Jesuíno é um assassino e ninguém tá nem aí pra isso).

Dorotéia ter sido quenga no passado não deveria ter sido o foco de sua humilhação, mas sim o fato de ela ter provocado todas as intrigas na cidade e se intitulado como pilar dos bons costumes.

A única coisa que gostei foi das palavras do padre, que o acusou pelas suas mentiras, e não pelo passado.

Anônimo disse...

Vou dizer um negócio triste: sou feminista, mas realmente me envolvo com homens machistas!
Há um porém para justificar tal atitude: é tão difícil achar um homem,não precisa ser feminista, mas que não tenha ideias loucamente machistas, tipo: mulher só pode ter 2 homens no máximo na vida toda, mulher não sabe dirigir, mulher não tem inteligência e competência iguais ao do homem, que eu, admito, por carência fico com os machistas mesmo.

Ou seja, caro anônimo 11:01, acredito que muitas mulheres tais como eu não tem muita opção e infelizmente, ninguém nos dá uma educação emocional e sentimental no sentido de sermos verdadeiramente autônomas, sentirmos que somos capazes, seguras, de nos aceitar com nossos corpos mesmo tendo defeitos para que possamos não ser tão neuróticas e possamos exigir comportamentos mais adequados dos homens.
Ñão entendia nada de feminismo até os 28 anos, mas sempre soube que havia algo errado em uma mulher não poder ter o número de parceiros que ela quisesse e o homem poder ter.
Na realidade dura de que mesmo tendo mais competência, inteligência e escolaridade muito superior, a mulher será preterida por um homem em uma promoção, dependendo do tipo de função exercida.
Gostaria até Lola, se me permite, de dar uma sugestão: vc é minha idola, bem resolvida com o corpo, tem um maridão.
Um dos aspectos do porque de haver tantas mulheres machistas que eu gostaria que vc escrevesse sobre é sobre como nos relacionamos com os homens no campo amoroso e sexual.
Por ser um terreno onde não existe só preto e branco, mas há nuances de cinza, afinal, um homem machista pode não ser um monstro, mas ter atitudes monstruosas, acho que valeria até mesmo que nossas amigas formadas em psicologia nos ajudassem, tipo consultório amoroso.
Porque quem nasceu em uma familia que te deu amor,apoio e uma liberdade de pensamento para ser mulher, um ser humano independente é bem diferente na hora de se relacionar do que uma que foi criada em uma família supermachista como a minha.
É difícil mudar condicionamentos, ainda mais quando todos em volta não estão nem aí para a mudança.
CArol H

Carlos disse...

Se adultério fosse pena de morte no brasil... o país aqui teria a população do paraguai.

Anônimo disse...

Ai esses MasCUs que ficam dando F5 no blog da Lola...
Crianças, voltem para os seus carrinhos e vídeo games. Daqui a pouco a mamãe de vocês prepara um pão de queijo e abre um toddyinho, tá??
E, por favor, cogitem a possibilidade de se mudarem pra ilha deserta que sugou o senhor Walita, guru de vocês.
@vbfri

Moema L disse...

Eu não sei muita coisa de Gabriela. Não assisto a novela e não li o livro, então não sei se mudaram muita coisa.

Mas imagino que o fim vai ser igual a todo final de novela sem grandes surpresas. Casamento, filhos e blá blá blá.

não tenho muito tempo de ver novela mas me lembro de uma (acho que era ciranda de pedra) que no final as três personagens principais tinham destinos diferentes e até surpreendentes. uma que apanhava do marido virava advogada e lutava pelo direito das mulheres (ou algo assim) a outra virava hippie tinha vários filhos e ia morar com o namorado em um trailer(é assim que escreve?) e a terceira deixava o namorado e se unia aos comunistas. e eu adorei. o meio da novela foi meio porcaria mas o final compensou.

Mascus noveleiros hahahaha nem em post de novele eles dão trégua

Anônimo disse...

Como o Vinícius falou e pelo que eu tenho acompanhado (apesar de não ter visto todos os capítulos), a trama da Gabriela com o Nacib tem seguido o enredo do livro. Então, eu acho que a crítica é válida, porém, não se trata exatamente de um problema da novela. É claro que os escritores fazem escolhas e, no caso, os roteiristas poderiam escolher dar um final diferente para a Gabriela... Mas, sinceramente, num mundo em que John Constantine vira o Keanu Reeves e existe um filme chamado A Rainha dos Condenados (para me deter só nesses dois), eu fico dando pulinhos de alegria quando as adaptações seguem minimamente a história original (antes que alguém diga qualquer coisa, eu adoro o Keanu desde My Own Private Idaho, mas ainda assim). Por outro lado, eu entendo que estamos falando de novela, e obviamente muito mais gente assistiu a adaptação do que a obra de Jorge Amado. Como eu disse, a crítica é muito válida e eu também gostaria de ver a Bié ter uma atitude mais incisiva no final da história. Eu penso na Lívia do Mar Morto que, depois da morte do Guma, assume o barco. É uma cena linda, linda (e eu nunca, jamais, perdoarei a Globo por ter enfiado na minha cabeça que PORTO DOS MILAGRES era uma adaptação de Mar Morto).


Camila F.

Anônimo disse...

Sério, quando é que a gente vai fazer uma pesquisa sobre a estreita relação entre analfabetismo função e masculinismo? Porque, gente, a coisa está feia.


Camila F.

Lucas disse...

Pois eu também notei isso na novela. Meus pais assistem todos os dias, e quando a novela estreou, eu não perdia um só capítulo. Mas era muito tarde e eu parei de assistir. Fiquei mesmo muito chateado com o fechamento do Bataclã. Me parece que no livro ele era um lugar com mais atenção, até mais divertido e com suas regras.

Fiquei triste por Malvina, espero que dê tudo certo pra ela. Só de ela ter coragem para fugir, já fico satisfeito.

Até porque não se pode exigir muito, é uma novela da globo e o amor à profissão não é o que mais conta ali. Embora devia.

Ju disse...

É.. só tenho esperança em Malvina agora. Gabriela me decepcionou.

E Jerusa, Lola? Dá tanta dó dela. Imagina quantas mulheres foram obrigadas a serem freiras naqueles tempos. Eu fico com muita pena.

Gabriela disse...

Novelas sempre decepcionam.Não têm jeito.O caminho trilhado pode ser diferente mas o destino é sempre o mesmo.

Eu nunca gostei do personagem do Casteli.É muito babaca minha gente.

Enquanto isso a intolerância religiosa continua crescendo nesse pais.Medo!

Anônimo disse...

Jesus Maria José!

Teresa Silva RJ disse...

Ah, mudaram o final da Malvina pra pior? Que pena. A primeira versão com a Elisabeth Savalla foi muito melhor: ela termina sozinha mas refeita do abandono pelo engenheiro, longe dos pais repressores, cheia de vontade de viver, trabalhando e estudando. Pra simbolizar a sua nova vida, ela vê um passarinho preso na gaiola e o solta. Uma pena que troquem tudo isso por um final que agrade mais ao público.

Sara disse...

verdade Teresa esse era o final da personagem MALVINA, sozinha mas feliz indo pra capital.

Anônimo disse...

Aquiles


precisam ler o livro
vao querer mudar a historia do jorge amado, algumas coisa smudam mas a essencia esta la

Débora disse...

Oi Lola linda.
Ando meio por fora dos assuntos mundanos em geral, e aqui geralmente leio os títulos e uma passada em alguns tempos. Acho que toda a comunidade acadêmica anda assim nessa época ne?
Li meio por cima esse post e queria expor uma duvida que sempre me passa pela cabeça.
Sempre criticamos as novelas, livros e afins que expõem seus personagens e ambientes machistas e preconceituosos em geral. Será que em alguns casos, como Cotidiano do Chico lindo que já vi muita gente criticar, não é só um retrato da sociedade em que vivemos?
Afinal, mulheres apanhando, sendo violentadas e tudo mais é uma coisa comum mesmo.
Lógico que ai entram os babacas que dizem que merece mesmo e blablabla, mas é a realidade não é?
Acredito que a forma de abordagem deveria ser diferente, talvez vc já tenha falado sobre isso aqui.
Beijos.

Vitória disse...

Lola, só me aproveitando um pouco aqui do seu espaço:

Para quem é usuário do Facebook, ajudem a denunciar esta página ( https://www.facebook.com/OrgulhoHetero.Brasil?fref=ts ), ela possui conteúdo homofóbico e machista em vários de seus posts. Ao denunciar escolham a opção "Discurso de violência". É assustador o número de curtições que esta página possui.
Obrigada.

Luiza Luchese disse...

Não acho que o fim de Malvina vai ser ao lado do professsor - realmente espero que não. Lendo um outro texto seu sobre a novela, vejo que o fato dela sorrir por ele [o prof] segurar sua mão e por ele se mostrar apaixonado por ela, são caracteristicas de seus personagens, que apesar de não aceitar o machsmo de sua epoca é uma mulher apaixonada, que acredita no amor. E ele que sempre foi apaixonado por ela, mas nunca conseguu demonstrar seu amor para ela, da forma que conseguia escrever.
Acho que essa cena no trem mostra só um fim feliz a história deles e não à historia da vida deles.
E Gabriela, é só uma mulher que segue seu coração, fazendo sempre o que ele indica ser o certo!!! Casa-se, mesmo com evidencias claras de coisas que não concorda, mas só quer deixar o "moço bunito" feliz!! Uma mulher moderna pra sua epoca, mas que não deixa de ter uma pitada de machismo!! Assim como, se assim posso dizer, todos nos!! É preciso ficarmos atentos e sempre que percebermos isso, tentar mudar de atitude, e é assim que iremos melhorar, e quem sabe um dia, ficar livres dessas atitudes/pensamentos enraizados em nossas origens!!!

Ju disse...

Acabei de ver a propaganda de uma série nova na Globo, se chama Suburbia e começa quinta que vem. Parece que o elenco é todo de atores negros! :)

Adriana disse...

Desde o retorno da Zarolha que eu já tava com um pé atrás com essa nova Gabriela, pra mim só piora.

O romance do Jorge Amado, ao que eu me lembre era bem contra o machismo, o grande vilão da história era a sociedade machista como um todo. Mas novela resolveu dar um nome e rosto pra vilania e claro, sobrou pra uma mulher rancorosa, ciumenta, frustrada porque perdeu seu macho, que foi a Zarolha (no livro ela morre ou some, não lembro bem, quando o Nacib fica com a Gabriela).

O post anterior aqui do blog até me fez dar um desconto e ver algo positivo nessa mudança, mas aí, claro, deram mais um 10 passos atrás com o caso da Dorotéia (coisa que eu já imaginava que ia acontece, condenada não por oprimir as outras mulheres, mas sim porque não foi uma mulher tão direita assim).

Gosto da novela, várias cenas foram excelentes como a que a Malvina dispensa o Berto. Mas gosto principalmente porque se baseia numa obra de Jorge Amado então de todo jeito iríamos ver o questionamento da sociedade machista (coisa que não é nada comum em novelas). Mas essa pegada conservadora que imprimiram na história me pareceu bem inadequada em relação ao espírito da obra original, coisa que incomoda bastante.

Luana disse...

Eu entendo Gabriela como um ser humano que vive para satisfazer suas próprias vontades. Ela faz o que bem entender. Se quer ficar de empregada pro turco, se quer isso ou aquilo, bem,ela é livre ... o importante é que ela toma suas próprias decisões e que suas escolhas lhe dão imenso prazer. Gabriela desafia os machistas, mas tb não faz questão de explicar-se às feministas kkk Abraços!

Kawai Maria disse...

Bem, no livro a Malvina não é a mocinha apaixonada que é na novela. A Malvina do livro é bem mais prática, ela só se envolve com o engenheiro para fugir do destino da mulheres de Ilhéus. E quando o pai da Malvina, o coronel Melk descobre que o tal engenheiro era casado, ele dá uma surra em Malvina que não se dobra e mesmo assim quer fugir com o engenheiro. No mesmo dia que leva a surra, a Malvina manda um bilhete para o engenheiro para que eles fujam juntos.
Ela marca o encontro na praia, mas o engenheiro não aparece.
Ao invés de entrar em desespero, ela reflete que só se envolveu com engenheiro por querer sair de Ilhéus, na cabeça dela só um homem poderia livrá-la daquela vida.
No entanto, ela tem um insight, e ela percebe que ela pode sair de Ilhéus com as próprias pernas. O pai a manda para um convento, então Malvina aproveita a confusão da saída de férias do convento e foge sozinha, sem ajuda de ninguém. Arranja um emprego e estuda.
Bem o livro foi bem mais empoderador que a novela com a personagem Malvina.

Ju disse...

Acabou de passar uma cena da Dona Dorotéia com a Gabriela. Linda demais, mostrando a generosidade de Gabriela levando quindim e bolo agora que D. Dorotéia está sozinha. Me emocionei. No fim ela é isso mesmo, coração puro. Ela ama Nacib, isso que importa pra ela.

Anônimo disse...

Vitória

Tens razão todos os heteros deveriam ter vergonha da orientação sexual que seguem

Anônimo disse...

Para Anônimo das 11:01

Vê-se meu caro que não entende NADA de mulher!
A maioria das mulheres que se envolvem com homens machistas e ignorantes, são mulheres com baixo alto estima, mulheres depressivas, infelizes, com complexo de inferioridade.
Mulheres independentes, seguras, com alto estima elevada e amor próprio não se envolvem com homenzinhos deste tipo!
Meu caro, a maior parte das mulheres gostam de homens de verdade que são homens inteligentes, gentis que tratam mulher com amor e respeito NÃO lixo misógino como vc!
Sou casada com um feminista e sou FIEL a ele assim como ele também é fiel a mim.
E meu caro, de miguxo eunuco ele não tem NADA! Ele é romântico e ao mesmot tempo super viril.
Um HOMEM DE VERDADE coisa que vc NÃO É e NUNCA SERÁ, pois vc não passa de um: machista mal amado, recalcado, frustado e fracassado!
Conheci homens machistas na vida e alguns destes tentaram me seduzir, mas, tenho bom sexto sentido com cafajeste e felizmente nunca caí na lábia de nenhum. Na verdade meus "miguxos eunucos" são TODOS caras machistas que tratam mulher como "coisa".
A VERDADE é que mulheres MACHISTAS se apaixonam por HOMENS MACHISTAS porque foram PROGRAMADAS a se envolverem com estes tipinhos de sujeitos NÃO com homens de verdade!
Enfim, antes de dizer o que sabe ou não das mulheres, vai aprender a ser um homem porque isso vc não É.

Sawl

Anônimo disse...

PARA Anônimo das 12:29

Nossa tá revoltadinho santa?! kkk
Pra vc MULHERES são COBRAS?!
Só uma pergunta, quando vc vai SAIR DO ARMÁRIO, hein?
Pra ter tanta raiva de mulher e chamar mulheres indenpendentes, inteligentes e bem sucedidas de "covil de cobras" é porque vc não passa de uma gazelona enrustida isso sim!
Mascuzinho, vai casar com outro mascuzinho, sai do armário e seja feliz!

Sawl

Luciana Pacheco disse...

Apesar de discordar de algumas observações da Lola, compartilho da decepção dela quanto ao andamento de Gabriela. Nunca li o livro de Jorge Amado (que já entrou pra minha lista) então não sei se é culta da adaptação da Globo mas, puxa, esperava mais das mulheres com mais personalidade na novela, como Malvina, Maria Machadão e, claro, a protagonista. Parece que a Gabriela não aprendeu NADA com o casamento e com a postura do Nacib após a traição. Perdeu todas as ambições libertárias e voltou a se insinuar pra ele (e a trabalhar de graça), sendo sensual e adorável como se nada tivesse acontecido. Tudo bem que ela goste de cozinhar e continue apaixonada pelo Nacib. Mas, po, nem uma liçãozinha ela lhe deu. Não se mostrou um pouquinho que fosse indignada pelo fato de ele ter renegado o casamento dos dois diante da sociedade, casamento que ela se esforçou tanto pra aturar. Achei um retrocesso. Que pena.

Renata disse...

Realmente achei a cena de Malvina um pouco forçada, quando o carro fica parado na frente da casa dela, por exemplo, e ela fica olhando a casa me dá uma agonia só, aí meu deus o pai dela vai aparecer na janela! A cena do encontro com o professor na estação de trem foi totalmente desnecessária, assim como quando ele pega na mão dela. Será que ela precisa de um homem para seguir adiante?? O desfecho da Olga foi ótimo, principalmente pq ela sofreu rejeição do marido a novela inteira por ser gorda e aí ela esfrega na cara dele que pode ser sim mto desejada por outro homem, independentemente de seu peso. Além disso, o amante dela prefere passar todas as noites com ela do que no Bataclã, por exemplo, com as prostitutas que o Tonico tanto admirava. Tb acho que vai terminar em triângulo amoroso, ela mesma disse que o traiu para se vingar, mas que gostou muito de ter um amante. Gostei das cenas com a Dorotéia, ela realmente foi horrível a novela inteira, fez intrigas, provocou mortes, tudo isso em nome da “moral” e dos “bons costumes”. Mas hoje confesso que senti pena dela, quando o neto dela morreu e ela ficou sozinha, aí aparece a linda (sua linda) da Gabriela para adoçar a vida daquela mulher tão amarga. Espero que ela se torne uma pessoa melhor agora, gosto de acreditar que as pessoas possam repensar suas atitudes e melhorar como pessoa. Em relação à Zarolha, acredito que naquela época as opções eram mínimas, principalmente para as prostitutas, o casamento ou a opção de se tornar uma teúda e manteúda deveria ser talvez um caminho menos horrível. Zarolha bem que tentou se casar por amor, mas seu turcão só tinha olhos para Gabriela. Já o coronel com que Zarolha se casou era apaixonado por ela e não teve vergonha de casar publicamente com uma prostituta. Fico a pensar também como deve ter sido o fim de vida de muitas prostitutas... Acredito que, como hoje, quando elas envelheciam o número de clientes deveria diminuir consideravelmente, como elas se sustentavam, será que elas conseguiam juntar algum dinheiro para a velhice? Sobre Maria Machadão concordo com vc Lola, se o personagem dela fosse mais bem explorado seria uma vilã, que nada fica a dever aos cafetões e cafetinas de hoje em dia, caso contrario não teria construído o Moulin Rouge dela. Além disso, ela aceita ficar com um homem ultra conservador, mas que pensa no futuro dela botando em seu nome varias propriedades (achei que ela fosse rica, e não precisasse desse tipo de “ajuda”), realmente ele deve ser muito bom, tendo em vista o que ele faz com a própria neta. E Gabriela? Bem, acho que ela só quer ser livre para viver a vida como ela acha que deve viver, uma vida simples, sem salto alto e nem vestido de seda; uma vida com música, dança e alegria. Ela ama Nacib, mas também ama sua liberdade. Se ela quer fazer quitutes e levá-los ao bar de Nacib, é uma opção dela, isso a faz feliz. Ela quer viver com Nacib sim, mas sem a obrigação de ser casada com ele e ser uma dama da sociedade. Depois que eles se casaram, Nacib tomou Gabriela como sua propriedade, ditando como ela deveria se vestir, comportar e aonde ir, foram esses fatores, a meu ver, que acabaram com a alegria de Gabriela. A obrigação de usar chapéu e salto alto vai muito mais além que a funcionalidade desses objetos, eles representam uma ideologia de submissão da mulher, seu papel como mulher “direita” e seu papel na sociedade. Essa observação me permite fazer uma analogia com os escravos que não muito tempo antes eram proibidos de usar sapatos, mas quando eles conseguiam a liberdade compravam um. O que para eles era símbolo de liberdade, pois passavam a fazer parte da sociedade, para Gabriela era símbolo de aprisionamento, pois ela não queria fazer parte daquele tipo de sociedade. Certamente, sem uma união oficial, Gabriela será simplesmente Gabriela, sem sobrenome e cabresto, e espero que mais feliz.

ViniciusMendes disse...

Quem esperava Gabriela brigando, discutindo, dando lição de moral, definitivamente não entendeu qual é a da personagem...

Sphynx disse...

Alguém mais acha esquisito entrar no blog e o primeiro comentário ser de mascu? Eles fazem plantão aqui, ou o quê? Até em post sobre novela...

Mirella disse...

"orientação sexual que seguem"

Oi? orientação sexual é uma seita agora?



Vitória, procura no facebook "Não basta ter Orgulho Hétero". É uma página que satiriza as bobagens do orgulho toddynho.


Não li Gabriela e, na verdade, não esperava absolutamente nada da novela além de uma desculpa para mostrar peitos e bundas. Como não assisti, também não posso dizer se me decepcionei ou não. Apenas li aqui e uma parte do texto da Shoujofan sobre aspectos positivos e fiquei feliz que alguma coisa da novela fosse proveitosa, mas ainda assim acho quase impossível que isso tenha algum impacto nas pessoas que não "procuraram" aspectos positivos ou feministas. Sei lá, para mim passou em brancas nuvens.

Relicário disse...

Lola, sinceramente acho que vc tá esperando demais de uma novela global...rs

Moema L disse...


23 de outubro de 2012 13:14

Anonimo traído detectado!!!!!

haha

Gabriela disse...

É por isso q eu amo Game of Thrones.Só têm mulheres fortes pro bem ou pro mal.

Anônimo disse...

Gabriela faz o que quer, conseguiu o que lhe parecia bom, é um personagem e não um panfleto libertário, não tem obrigação de andar para frente ou para trás, aliás como a maioria de nós que não é uma caricatura de uma ideia, nem um ser socialmente patológico.

Anônimo disse...

tbm não gosto de muitas coisas na personagem principal e houve um retrocesso em toda novela... Parece q eles querem apressar o final... além de coisas que vc citou no post, no capítulo de ontem a cena da partida da Lindinalva foi mal feita... Até acho que a personagem que foi um dos grandes destaques do início da novela, nestes últimos capítulos ficou um pouco apagadinha... mas a novela ganhou dois pontos comigo ontem, o primeiro foi o fato da mulher de Berto (n lembro o nome) ter abandonado a casa deixando dona dorotéia sozinha e indo em busca de ser mais feliz depois das humilhações que viveu na casa... gostei também da dorotéia se ver sozinha e ainda assim Gabriela ter ido até ela para oferecer sua amizade sem julgamentos pelo fato de ter sido quenga ou qualquer outra coisa... na verdade, essa atitude da Gabriela foi uma das poucas coisas que gostei das cenas dela, além, é claro, da vez que agradeceu a zarolha pelo fim do casamento...e talvez até o último capítulo a novela ainda ganhe mais um ponto comigo se o coronel jesuino for mesmo levado a júri popular...

Ju disse...

Na verdade eu acho Gabriela muito mal dirigida na maior parte do tempo. Os figurinos e cenários são lindos, há atores muito bons, mas é visível pra mim quen falta uma direção mais firme. Parece que foi feita com pressa. Essa novela podia ter sido muito melhor, independentemente de eu ter gostado ou não dos destinos dos personagens.

Ju disse...

Ah, e eu VIBREI com Berto morrendo ontem. Aquele fio do capeta maldito. Berto é mascu dos brabos!

Anônimo disse...

engraçado essa coisa de novela. Eu só gosto da reprise. Como é bom ver as histórias 10, 15 anos depois. No momento assisto Barriga de aluguel. Como os costumes mudaram velozmente. No capítulo de hoje, uma gravida de uns 3 meses fuma q nem uma caipora. A outra é Felicidade. Muito legalzinha. Eu chego do trabalho e fico vendo reprise de novela. E tem a do SBT, Maria Mercedes, mexicana da mesma época mas parece de outro planeta de tão surreal. Eles fazem novelas como se fazia no Brasil nos anos 60, todos os estereótipos elevados a bilionésima potencia: o bom crioulo, sem família, a borralheira q vira princesa, a bruxa má que tenta destruir a mocinha com os truques mais bizarros. Surreal. Novela atual quer colocar a realidade dentro da ficção e caga tudo. Gabriela foi escrita nos anos 50 sobre os costumes de 1920. Acho que Jorge Amado, comunista, queria passar um recado, fazer uma denuncia de que nada tinha mudado em 30 anos, sei lá. Aí fazem um remake com olhos da classe C. Por isso só vejo reprise. E já parei de assistir Lado a Lado. Didática e panfletária demais pro meu gosto. Vou esperar a reprise.

Raquel disse...

Lola, sempre leio o seu blog e apesar de discordar de você em alguns pontos, acho que vc está certa em grande parte das vezes.

Enfim, vamos ao post: apesar de achar que as novelas mantem um padrão machista, essa obra (que eu não li) é passada na dec 20. Mesmo que o Jorge Amado tenha sido um homem de extrema vanguarda em relação a comportamentos, ele é um homem que seria centenário se ainda estivesse vivo. Quer dizer, se a novela se baseia na obra, é natural que existam coisas ali que para nós, são ultrapassadas.

Anônimo disse...

Oi Lola, acho que você devia ler o livro antes de falar alguma coisa. Gabriela se trata do início da quebra do patriarcado na sociedade baiana. Tudo faz sentido - as prostitutas querem se casar e prometem que serão boas esposas, como aconteceu com Dona Dorotéia. as filhas dos coronéis querem liberdade política e sexual.

quanto a Gabriela, ela é essencialmente uma garota que faz o que lhe dá na telha, e não quer estar presa a amarras oficiais do casamento e protocolos sociais da época. pode parecer imbecil hoje em dia, mas naquele período era extremamente revolucionário.

Anônimo disse...

kkkkkkkkkkk

tem mascu que le mais o blog da Lola que muita feminista
kkkkkkkkkkkkkkkkk

eles dão F5 o dia tooooooooooooooodo

Anônimo disse...

Ao contrário: é Gabriela quem está no controle. A liberdade dela é estar justamente onde ela deseja - não na cozinha ou na labuta, mas perto do seu amor, e buscando reconquistá-lo pelo que ela é de verdade: aquela mulher linda, com "cheiro de cravo e canela", que nem de perfume precisa.

Se for como no filme, ela acaba bem - na cama, fazendo "fuk-fuk" com Nacib, "descasada", liberta e feliz da vida.

Anônimo disse...

"Vibrei" com a condenação do coronel e com a comemoração da garota que havia casado com ele... Melhor da novela até agora ehehehehehhe

Priscila MR disse...

Oi Lola, acho meio tarde comentar já que você ja postou mais coisas. Mas fico pensando que não considero "errado" Gabriela querer retornar com Nacib. Primeiro porque o que é a coisa que mais prende é o sentimento de "Nunca mais". E desejo é DESEJO. Não importa a gente colocar situações que "impedem".
Isso é ruim. Os dois perceberam que erraram e isso é revolucionário. Gabriela não sente errada quando traiu (e isso é muito legal). Ela sente que errou quando casou! E ele vai ver que errou em querer fazer Gabriela agir de outra forma.

Ravena disse...

Na ultima quarta feira assistindo o capitulo com meu marido, vi a admiração q ele tinha por Gabriela, a personagem e não a atriz, não consegui controlar e soltei o verbo " Gabriela é o sonho de todo homem, ótima cozinheira,adora sexo e tem vontade de faze-lo a toda hora, não tem ciúmes e o mais importante, não gosta de presentes!
ele sorriu amarelo.

Cecília Novaes disse...

Lola, a Gabriela voltou a TRABALHAR para Nacib, logo ela sim ganha pra ficar cozinhando. Ficou subentendido isso!
Quanto à Malvina, o professor era paixão antiga, e qual o problema dela se apaixonar. Professor Josué não agia como os coronéis da região, era mais sensível, estudado...
Quanto à Doroteia, creio que ela foi humilhada por sua incoerência: criticava as quengas mesmo tendo motivos de sobra para se solidarizar com elas.
Bem, o caso da Zarolha é ambíguo: "mulher direita" seria aquela não discriminada pela sociedade. Essa foi minha interpretação. Maaaassss pode ter sido sugerido que ela seria a Doroteia dos anos posteriores...

Vitória disse...

Anônimo de 24 de outubro de 2012 01:49

Eu acredito que você não tenha entendido as razões pelas quais critico aquela página e não sei se o erro foi meu ou seu. Mas, para não haver desentendimentos, vou me explicar: não acho de forma alguma que héteros deveriam ter vergonha de sua orientação sexual, só acho que não é necessário que para exibir esse orgulho o criador da página use posts que possuem conteúdo homofóbico e que, consequentemente, atacam as pessoas de outra orientação sexual. Se não houvesse esse tipo de conteúdo eu provavelmente não daria a mínima para aquela página. Também entendo que na internet as pessoas possuem o direito de se expressarem, mas eu também possuo o direito de denunciar algo que, no meu ponto de vista, não é correto. Sinta-se livre para discordar de mim, mas por favor não venha para cima de mim com ironias nem coloque palavras na minha boca.

Vitória disse...

Mirella

Acredito que minha resposta esteja vindo um pouco atrasada, mas obrigada pela indicação da página :)

Anônimo disse...

Dá um desconto. A historia se passa nos anos 20.