quinta-feira, 5 de maio de 2011

GUEST POST: CAMISINHA É TÃO BANAL QUANTO ESCOVA DE DENTE

Lembram do penúltimo guest post, sobre uma leitora que engravidou duas vezes do mesmo namorado e fez dois abortos? A caixa de comentários foi um escândalo, com a maior parte condenando a moça. Bom, no mesmo dia uma leitora muito querida (que prefere se manter anônima) escreveu e me enviou um texto ótimo com algumas de suas reações. Ele é basicamente sobre como e por que ela ensina seu filho de três anos a se familiarizar com a camisinha. Taí o guest post, do qual só discordo da primeira linha.

Imagino que todos nós concordamos que a Lola escreve bem melhor do que nós, que somos, afinal, opinadores não especialistas nesta incrível arte da língua, mas, acho que o escrevalola, mais do que um blog de resenhas e textos, tornou-se uma plataforma de discussão e troca entre os leitores. Assim, a partir da polêmica dos guest-posts sobre o direito ao aborto, fiquei com vontade de compartilhar com vocês minha história.
Em primeiro lugar quero dizer que não sou a favor do aborto! Sou a favor do direito da mulher em optar por interromper uma gravidez, de acordo com as situações específicas da sua vida, o que é bem diferente de ser “a favor do aborto”. Mas não é para dar minha opinião sobre a função do Estado na regulação das decisões individuais sobre o próprio corpo que estou aqui.
O que eu quero mesmo é falar de outra coisa: de camisinha.
Infelizmente nossa cultura, ainda extremamente baseada em ideais românticos, nos impede de encarar nosso corpo com mais naturalidade e respeito e a camisinha ainda não tem o lugar que mereceria ter na vida de todas as pessoas sexualmente ativas ou potencialmente ativas.
Eu, como a maioria das mulheres, instruídas ou não, tive minha primeira relação sem o uso de preservativo, e continuei usando e não usando esporadicamente, de acordo com o grau de paixão que dava contorno ao meu envolvimento afetivo com o parceiro.
Até que me envolvi com um homem que, pela primeira vez, usava a camisinha com imensa naturalidade, e essa desenvoltura tornou-se uma grande revelação sobre minha própria sexualidade. Não tinha vacilo, estávamos sempre protegidos e isso tornava o encontro muito mais divertido, porque era sem medos; éramos responsáveis. Nossa relação durou pouco mais de um ano e se desfez naturalmente por alguma razão, da qual não me recordo.
Mesmo depois de casada (não, não foi com aquele “rei da manipulação de preservativos”), e, mesmo tendo fases em que tentei usar métodos anticoncepcionais hormonais, eu sempre me senti melhor usando a camisinha. Parece que com o preservativo eu sou DONA do meu corpo, dos meus desejos, sem contar a praticidade do negócio.
Eu e meu parceiro tivemos um filho, e depois dele continuamos a usar preservativo: hoje, quanto mais os anos passam, mais nossa vida sexual se enriquece e a camisinha é praticamente parte do fetiche e a bandeira da liberdade sexual entre nós (somos monogâmicos, há mais de uma década).
Então, acho que foi praticamente natural que um dia meu filho, de 3 anos, viu uma embalagem coloridinha e perguntou o que era, pediu para abrir. Desde esse dia ele diz que é o “Balão do Papai” e sempre pede para abrir uma para brincar. Ele enche de água, brinca como com qualquer outro objeto. Quando vou na farmácia, meu filho pede pra comprar balão do papai, escolhe pelas embalagens e volta faceiro pra casa com ela. Claro que sempre tem quem fique horrorizado em ver uma criança de 3 anos carregando um pacote de camisinha na mão, mas encaro com naturalidade.
Ele não demonstra ainda, como qualquer criança de sua idade, nenhuma curiosidade sobre “de onde vem os bebês”, nem nada parecido. Outro dia me perguntou pra que o papai brincava com aquele balão, e eu disse que era pra por no pinto. E ponto. Falei o tamanho da verdade suficiente, sem criar tabus, mas sem dizer o desnecessário. O que me interessa é que o uso deste objeto seja pro meu filho algo totalmente banal.
Eu conto isso porque acredito que o preservativo deva fazer parte da educação das crianças como um objeto sem tabu. Assim como as ensinamos a escovar os dentes, assim como elas sabem que existe o fio dental, assim como temos molho de pimenta na mesa, ainda que elas não comam. Simples assim. Porque eu quero que o meu filho saiba que o uso do preservativo é fundamental para uma vida saudável. Espero, assim, estar contribuindo para menos crianças não planejadas daqui a 15 anos.
Tenho certeza que se atitudes simples assim fossem tornadas políticas de saúde pública, poderíamos discutir o direito ao aborto sob outras premissas, que não a da religião, que não a da dominação de gênero.

55 comentários:

Lord Anderson disse...

Eu nunca entendi a neura que alguns caras tem com o preservativo.

Nunca tive problemas em usar, nunca atrapalhou na hora da transa ou me impediu de gozar.

É triste que ainda exista preconceito contra algo que nos ajuda a evitar consequencias "adversas" como DSTs e gravidez não planejada.

Espero que as novas geraçoes sejam responsaveis e percam o tabu com relação a isso.

renata disse...

não tenho filhos e é possível que não os tenha nunca, mas reflito muito sobre educação sexual e penso que a atitude da naturalização é a mais adequada mesmo. gostei da abordagem que a autora do guest post adota e penso que se tivesse filhos faria da mesma maneira. esconder e/ou dar significados pesados às questões sexuais é o que, na minha opinião, vai tornando tudo ligado à sexualidade algo muito distante, difícil de ser encarado e rodeado de tabus. falar de maneira simples, com linguagem adequada à idade da criança, sem distorcer ou esconder os fatos me parece ser mesmo a melhor opção.
um abraço à lola e à autora do guest post!

Barbara disse...

A camisinha é muito útil, eu adorava as aromatizadas, mas desisti por alguns motivos. Primeiro, o atrito dela me incomodava. No início é bom porque é lubrificada, mas depois seca e fica terrível. Dois, camisinhas tem a péssima mania de acabar quando você mais precisa. Três, acho que ela dá um timing chato e previsível na relação: colocou camisinha, é hora da panetração, mantenha o pinto lá pra camisinha não escorregar; gozou, tire imediatamente pra não vazar. Daí logo no início do namoro comecei a tomar anticoncepcional e deixamos a camisinha de lado. Namoro há seis anos e sim, confio no meu namorado para isso.

Thiago Moreira disse...

Cara, que doido...

Camisinha sempre foi um objeto proibido em casa... Me lembro que a primeira vez que vi uma, foi qdo meus pais resolveram dar leite pra um filhote de cachorro (ou de gato, não sei) e usaram a camisinha como mamadeira....Me lembro perfeitamente do incômodo que eles sentiram, do desconforto de abrir uma camisinha na frente dos filhos (a mais nova com 6 ou 7 anos)...

A idéia dessa leitora, de naturalizar a parada, de deixar claro pra que serve é incrível. NAturaliza o sexo, naturaliza a proteção...

Cresci aprendendo que o sexo era algo sujo e me lembro de não entender como é que meus pais tinha coragem de fazer um negócio desses...

Já adolescente, vivi a moda de colocar a camisinha na carteira pra parecer fodão (sofri por ser virgem aos 17)..
E sempre foi um tabu mesmo... Me lembro de meu pai achar um absurdo a minha irmã ter um pacote de camisinhas no guarda-roupas.

Depois de algum tempo, minha mãe começou a trazer montes de camisinhas pra mim (depois de uma reportagem do fantástico sobre dois adolescentes que iam ter um filho), e eu ficava super envergonhado quando ela chegava com aquelas cartelas (imaginando que eu era o maior fodedor do mundo, né. rs).. Acabei me tornando o fornecedor oficial de camisinhas da rua, pq a molecada não tinha dinheiro pra comprar e tinha vergonha de buscar no postinho. Como eles sabiam que minha mãe fazia um estoque pra mim, passaram a me chamar em qualquer emergência... (é, isso criava um círculo vicioso pq minha mãe continuava achando que eu usava todas)...

Show de bola romper com essa idéia.. Muito bom, muito bom.. Se um dia (pouco provável) eu tiver filhos, vou me esforçar pra seguir esse exmplo...

Bruno Stern disse...

Dos tabus sobre camisinha tem um que me espanta bastante.

Conheço algumas mulheres que, a despeito de comprarem anticoncepcional regularmente, acham o fim, o máximo do constrangimento comprar camisinha.

Lord Anderson disse...

Bruno isso mostra como a sexulidade ainda é tabu para algumas mulheres.

É medo do "julgamento" das pessoas. Afinal se ela comprou preservativo é pq vai...oh que terrivel. transar.



heheheh

Flavia disse...

Não esqueçam que tb existe a camisinha feminina(mais cara, é verdade, mas acho q eh justamente pq poucas pessoas usam) que permite q a mulher tome a decisão de usar proteção. Se o cara ficar numas "ai a camisinha me incomoda/aperta/eu sou limpinho" é só ela mesma pôr a camisinha feminina e pronto.

Renata Inforzato disse...

Uma reflexão para a Barbara e todas as que acham q o fato de namorarem as isenta de usar camisinha:

O maior número de contaminações de AIDS estão acontecendo entre mulheres com relacionamentos estáveis que confiam nos seus parceiros.....

E lembrem-se, qualquer pessoa pode ter AIDS e outras doenças e HIV não é adquirido apenas com relação sexual, ou seja, é uma questão q vai muito além da confiança...

Barbara disse...

Mas comprar camisinha dá vergonha sim. Do mesmo modo que eu fico com vergonha de pedir para o farmacêutico me trazer um laxante ou um supositório (nunca comprei, mas tenho certeza que iria ter vergonha). Eu também iria ter vergonha de chegar no vendedor e falar: Ei, não achei o Tampax com aplicador, acabou? Quero dizer que o problema não é vergonha do sexo em si, mas coisas íntimas em geral.

Flavia disse...

Eu tb tinha vergonha de comprar camisinha, nas primeiras vezes q comprei, parecido com a vergonha de comprar absorvente aos 13/14 anos.

Mas dps de algumas vezes, pensei "poxa q merda?? o q as pessoas tem a ver com a minha vida?? Transar é absolutamente normal!" E já ia pro caixa preparando uma cara bem feia caso a pessoa na registradora fizesse alguma expressão de "vai dar hoje né??" HAUAH

com o passar do tempo(e muitas compras de camisinhas dps) desencanei total, nem reparo na cara q ng faz, compro camisinha, gel, tudo q tiver direito...e fico um tempão olhando as opções de sabores/cheiros/cores/tamanhos/formatos.

Nunca vi outra mulher comprando além de mim, só homem, e eles sempre caminham rapidamente pra gôndola e agarram qquer uma, e saem rápido, mesmo qdo eu não tô lá olhando a variedade.

Sei lá. Acho tão natural, mas realmente leva algum tempo até perder a vergonha totalmente. =)

Ginger disse...

Muito legal essa atitude da convidada que escreveu o guest post!

Acho muito importante falar principalmente com os pequenos sobre essas questões sexuais, para que quando eles crescerem isso não vire um tabu.

:)

Nefelibata disse...

Não há vergonha que resista à prática reiterada. Para o bem e para o mal =p

Joel Bueno disse...

Genial! Menino de 3 anos escolhendo camisinha na farmácia é ótimo! Fico imaginando a cena...

Mas o que eu mais gostei foi a autora lembrar que não é "a favor do aborto". Porque essa é uma pecha comum que os reacionários usam.

Ninguém é "a favor do aborto". O aborto é uma solução dolorosa para um problema difícil - a gravidez indesejada. Problema que as futuras amigas do desencanado garotinho de 3 anos não vão ter...

Bruno Stern disse...

Barbara,

A questão é ter vergonha da camisinha, mas não ter problema em comprar pílula anticoncecpional.

Lembrei de outra coisa que me intriga. O hábito de algumas moças chamarem anticoncepcional de remédio.

Barbara disse...

Eu acho sim que posso deixar de usar camisinha. Se eu não tivesse confiança no meu namorado pra isso, eu não estaria transando com ele, pra começar. Isso é um acordo do casal. Ele doa sangue regularmente, portanto já foi testado para HIV. O sujeito não bebe nem cerveja, que dirá drogas injetáveis. Tenho plena confiança que ele não me trai. Não recebeu nenhuma transfusão sanguínea desde que o conheço. Não sei de outra forma que ele possa adquirir o vírus. Sei que isso não funciona em todos os relacionamentos, mas funciona no meu há seis anos. Sempre tive pra mim que eu sequer ficaria com uma pessoa que pudesse me trair. Essa foi uma decisão tomada em conjunto e com racionalidade. Estamos ambos muito satisfeitos.

Rivaldo Cardoso disse...

Não sou especialista em psicologia ou sexualidade, mas como estudante da teoria freudiana digo que vc cometeu um erro. Uma criança de 3 anos praticamente nem sabe que o pinto existe. Obtem prazer brincando e segurando/eliminando as fezes. É o que chamamos Etapa Anal, que fica entre a Oral e a genital.

Se agora ele brinca com preservativos e ainda vai descobrir o próprio pênis, mas já sabendo que papai bota o "balão" na pica, quando crescer mais um pouco vai se sentir um merda do pintinho pequeno concorrendo com o pai pelo carinho da mãe. Já chegou gente com problema no consutório de Freud pq quando era pequeno viu o pinto do pai (ver Caso do Pequeno Hans). Imagine se ele comparar a bilola dele com o negócio literalmente inflado que "papai bota no pinto"...

A educação tá liberal demais. Não precisa botar o guri pra mexer com camisinha com 3 anos. Tem que ensinar ele a reprimir a própria sexualidade e, quando ele descobrir ereções e nascerem cabelinhos, COMEÇAR a explicar mais a fundo o sexo como ele é, mas lembrando da importância de transferir sua energia sexual para outras atividades.
Pra quê isso? Uganda fala por si: O número de aidéticos vem reduzindo muito desde que o governo e algumas ONGs começaram a propagar a castidade no meio do povo.

[b] E NÃO ME DIGA QUE CONTRA-ABORTISMO É POSTURA DE RELIGIOSO. LEIA MEU BLOG E VEJA COMO ESSE ARGUMENTO É MENTIROSO: http://arsenaldorivaldo.blogspot.com/2011/05/contra-abortismo-alem-da-religiao.html

Tanko disse...

Muito legal esse post, parabéns para a autora pelo ótimo texto.

Nas primeiras vezes que comprei camisinha também senti vergonha, e olha que já não era nenhuma adolescente. Bem, depois percebi que era só colocar no meio do resto das compras e fazer cara de paisagem. Daí desencanei.

Tinha também um pouquinho de vergonha da pílula. Mas como falei, não era tão novinha assim, então acho que era suposto que eu não fosse mais virgem.

Eu ri demais da história do Thiago, lembro que eu também tinha uma camisinha, mas não recordo por qual motivo, acho que alguma amiga me deu para "dar sorte" ou de brincadeira. A sorte da camisinha não foi lá muito grande.

Bom, a camisinha feminina... ela é bastante cara e é simplesmente horrível. Desculpem a sinceridade. Talvez seja falta de hábito mesmo.

Pedro @snoopy_xxy disse...

Quando eu for pai, quero ser um tão fodão como a anônima do guest-post. Concordo com tudo!
Eu concordo com o Lord Anderson. Nunca entendi esse problema todo que as pessoas tem com camisinha. Dizer que perde a sensibilidade e tal pra minha não desce, pois existem as extra-finas. Enfim, fulaninho prefere mesmo se contaminar com qualquer doença que seja sexualmente transmissível.

aiaiai disse...

PQP, autora do post. Que coisa linda!!!!!!
Adorei e to com inveja pq não fiz o mesmo com o meu filho...ao contrário, vivo escondendo. Mas sempre é tempo para mudar. Você me deu uma ótima ideia - naturalizar a camisinha - e vou tentar encontrar formas de fazer isso com o meu filho que já está com quase 13 anos.
Eu ja conversei sobre camisinha várias vezes, já falei que uso desde sempre, já mostrei como é, como coloca...mas continuo escondendo as minhas no fundo da bolsa e da gaveta.

Vou dar um jeito de escancarar, sem deixar ele constrangido. Se alguem tiver alguma ideia, por favor, mande aqui nos comentários!

lolinha é utilidade pública!

Tanko disse...

Bruno Stern, algumas mulheres tomam pílula como terapia mesmo. Não *necessariamente* para evitar filhos. Meninas virgens podem precisar tomar pílula para tratar ovários policísticos e endometriose por exemplo.

Tá certo, remédio é um eufemismo de quem tem vergonha, mas a pílula pode ser usada como tal.

Então talvez a pílula tenha um "estigma" sexual menos óbvio do que a camisinha. Fora que a mulher pede a pílula para o farmacêutico (geralmente lá no fundo da farmácia e não pertinho do caixa, atrás daquela vovozinha ou daquele tiozinho com cara de tarado) pelo nome e não "me vê aí um anticoncepcional", e a embalagem não é identificável por todos.

Enfim, é uma vergonha boba, mas fácil de compreender.

. disse...

Gostei do guest post e aprovei a atitude da autora, preocupada com a educação sexual do filho. Afinal, um dia ele tem que aprender e é bem melhor que os ensinamentos partam dos pais.

Daní Montper disse...

Camisinha é para mim um artigo muito importante. Eu tenho, não escondo que tenho, não tenho vergonha de comprar, mas acho que quem deve comprar é o parceiro, pois existem diversos tipos de camisinhas, inclusive com tamanhos variados, então, se o carinha disser que a camisinha aperta, faz perder a sensibilidade,é alérgico, sempre escorrega, etc , é bem simples, mande ele aprender a comprar camisinha - ou você mesma ensina.
Eu tenho vários tipos de camisinhas, mas recomendo às pessoas a andarem com pelo menos um pacote da camisinha de tamanho padrão, pois serve para a maioria.
Compro camisinha pra mim (uso a feminina também, às vezes, pois é mais cara e mais demorado de se colocar).
A camisinha masculina é distribuída gratuitamente nos postos de saúde e em algumas escolas.

Também tomo anticoncepcional, uso mais a camisinha para não pegar doenças mesmo, e sempre usei, até quando estava em uma casamento monogâmico e tinha confiança de que meu marido não me traía.

Não acho que usar camisinha com seu parceiro seja sinal de desconfiança e sim de noção de saúde e bom senso. Nunca se sabe o dia de amanhã e eu não porei minha saúde nas mãos de outra pessoa, jamais, nem quero que essa pessoa tenha essa responsabilidade e se o cara não concordar é simples, não me relaciono com ele e ponto final.

Daní Montper disse...

Ah falei tanto e esqueci de comentar sobre a atitude da autora do texto hehehe

Eu não vejo problemas em deixar a criança ver e saber o que é, aliás, acho que educação sexual deveria começar desde cedo, essa é uma maneira de evitarmos que crianças sejam abusadas sexualmente e que aprendam a encarar o sexo com naturalidade e consciência, tenho certeza que terão uma vida sexual mais saudável ao invés de acharem que estão violando regras e sendo "cool" ao transarem por transar aos 13/14 anos, ou brincando de sexting ou usando pulseiras do sexo para que saibam que eles são seres sexuais.

Thiago Pinheiro disse...

A familiarização com a camisinha é fundamental. Deve ser algo do conhecimento da criançada. Assim como estar acessível em casa quando as garotas e garotos mais crescidos forem ter suas primeiras relações.

Taís disse...

Acho digno esse tipo de educação! Hoje em dia as mães ensinam coisas tão idiotas para as crianças, devem ensinar o certo, a realidade de uma maneira doce. Esses dias no ônibus a mãe estava ensinando o filho a falar uma palavra toda errada, como se a criança fosse um retardado, e isso é fugir da realidade.

Thiago Moreira disse...

É exatamente isso... sexo precisa deixar de ser algo proibido, sujo, feio... Logo, a proteção necessária pra desfrutar desse prazer, tbm precisa deixar de ser algo absurdo, vergonhoso...

Por isso gostei tanto do texto... e por isso me identifiquei tanto.. Pq, apesar de gostar muito de sexo, tenho tantas encanações inconscientes (que me esforço pra romper.. mas é que treino muito pouco.. rs) que é impossível deixar de apontar pra esse ponto, de educação sexual, saca?

Meus pais sempre agiram como se camisinha fosse algo sujo...

enquanto eu, sem ter vida sexual ativa até os 17 anos, devia ter um estoque de camisinha, minhas irmãs tinham que esconder... E devia ser o contrário... Meus pais deviam nos ensinar desde cedo, pra que isso fosse natural.

Acho camisinha algo bastante incômodo.. O tamanho padrão me incomoda muito.. E eu sinto vergonha de ir a uma farmácia e perguntar: "TEM TAMANHO GG??"

Tenho uma parceira fixa e decidimos por não usar, comginando que, em casos de escapulidas ela sempre vai estar presente.. em respeito a saúde do outro.

Entre um casal, usar ou não usar, é algo muito pessoal...

Mas é fato que é algo fundamental a quem curte a liberdade de trepar com quem quiser, a hora que quiser.. E é por isso que precisa ser FUNDAMENTAL na educação desde muito cedo...

Por isso, só posso aplaudir essa mãe...

Carol disse...

Interessantíssimo o post!

Desde sempre eu sei de onde vêm os bebês... meus pais sempre me explicaram. Mas acho que nunca me deram camisinha dizendo que é balão não :P

Eu tomo pílula desde os 13 anos (beeeeeeeeem antes de começar a pensar em transar, portanto). Tenho ovários policísticos, que causavam dores e incômodos no período menstrual. Na época, era 'remédio' mesmo, porque usava por uma condição. Hoje, une o útil ao agradável.

Pro sujeito que disse que tem que reprimir o filho, em que século você vive mesmo?

Pra quem disse que acha que em qualquer relacionamento tem que usar camisinha, concordo em termos é com a Bárbara. Eu também namoro há mais de 6 anos. Nós dois fazemos exames de sangue a cada 6 meses (até porque os dois viajam muito pra vários lugares estranhos, pelo trabalho, e nunca se sabe). Sempre que não queremos camisinha, não usamos.

Como eu sou meio esquecida, se tem um dia que esqueço a pílula, é o mês inteiro de camisinha. Até minha gineco disse que eu não precisaria fazer isso, já que passo 6 meses sem menstruar, mas, admito. Sou bitolada e tenho medo de engravidar por agora. Portanto, esquecimento ou atraso = mês com camisinha. E não dá nada. Ele só me pergunta de vez em quando se eu quero/preciso que ele compre. Ou eu mesma compro, quando dá vontade.

No começo, também morria de vergonha. No supermercado que frequento, camisinhas ficam ao lado dos esmaltes. Eu fazia que estava olhando os esmaltes e pegava as camisinhas mega rápido. Hoje já compro com a maior naturalidade, e até fico em busca de 'novidades'.

exit disse...

engraçado falarem que temos vergonha de comprar camisinha.
eu gosto muito de desafios. qdo era criança,o maior desafio da vida pra mim era comer jiló,mas era impossível,dava náusea e ânsia de vômito. não é que eu não queria,é pq não dava mesmo.
aí,eu vou na farmácia comprar um simples sabonete líquido íntimo e tenho que aturar sorrisinhos dos farmacêuticos HOMENS, sabe?
e a cara de safado que alguns fazem qdo vc pede camisinha?
e a cara de riso qdo vc pede remédio pra hemorróidas?

FALTA DE PROFISSIONALISMO OU BABAQUICE MESMO?

pq as mulheres atendentes não fazem isso ou nunca as vi fazer.

mas tive uma ótima experiencia uma vez que era bem jovem e precisei comprar pílula do dia sequinte pq meu parceiro resolveu tirar a camisinha no meio do ato sem me avisar e eu não vi.
cheguei na farmácia e quem me atendeu foi um senhor bem velhinho, falei meio envergonhada oq eu queria e ele ainda me recomendou 1 pilula e me deu explicações pq aquela era melhor q a outra, na maior bondade do mundo!!

Maria disse...

Amei caminhar por aqui.
Esse texto é bem interessante.
Camisinha SIM, temos que pensar nas consequências sempre, quando não usada.

Beijinho Lola.

Laetitia disse...

Aplausos pra colaboradora de hoje. :) Se pra tanta gente é fácil ensinar vaidade e futilidade precocemente às crianças, como vimos num post anterior, pq o tabu cresce tanto quando se trata de entender e lidar naturalmente com o próprio corpo, em prol da saúde?

Tenho certeza de que o convívio natural dos meninos com o preservativo ajudaria e muito a evitar "dores de cabeça" futuras, sim. Pq a própria sociedade constrói uma imagem negativa em torno das "borrachinhas"... vira piada na roda de amigos. É mais fácil pensar somente em si mesmo e forçar a parceira transar de qq jeito, mas depois a coisa pega qdo ela fala em aborto, né?

Meu namorado tb é responsável como esse cara que ela cita no texto. Esse comportamento, ao meu ver, não só funciona na questão da contracepção como tb ajuda no relacionamento... é legal ver que vc está sendo respeitada. E, no sexo em si, tb é bom pros dois (eu acho) pq ajuda na lubrificação e retarda um pouco a ejaculação...

Bonnie disse...

Os comentários me fizeram lembrar de uma coisa que aconteceu com um amigo certa vez. Ele estava no caixa da farmácia pagando um pacote de camisinhas, e o atendente soltou algo como: "Vai ter festa hoje?" Mais do que depressa, meu amigo deu a única resposta que poderia ter dado, tão boba e infantil quanto a pergunta: "Vai, com a sua mãe!"

Nunca tive vergonha de comprar camisinhas (já comprei até no supermercado, com a minha mãe), mas o que aconteceu com meu amigo me fez entender melhor as pessoas que tem essa vergonha, principalmente mulheres. Imagina o que esse balconista teria dito se fosse uma mulher comprando?

Laetitia disse...

Sobre a vergonha de comprar camisinha... bom, a comparação com anticoncepcional não funciona muito bem pq tem muita mulher que toma anticoncepcional sem ter vida sexual ativa, só pra regular o ciclo (é usado como remédio, sim). Eu mesma já fiz isso. Já a camisinha tem apenas uma função... rs.

Infelizmente a gente se sente acuada assim, ainda mais qdo certos funcionários de farmácia fazem questão de disfarçar comentários e risadinhas... e vc acaba percebendo. :(

Guilherme Rambo disse...

Achei muito legal a atitude da autora do guest post. E tem mais: esta familiarização das crianças com a sexualidade e o fim do sexo como algo sujo ou errado é mais um passo para acabar com o preconceito, afinal quem está seguro sobre sua sexualidade não irá querer interferir na sexualidade alheia.

L. Archilla disse...

Tem gente que leva Freud ao pé da letra, eu, hein!

Parabéns à autora, muito legal a atitude desses pais!

Obs: tem gente que fica horrorizado em mostrar camisinha pra criança mas transa no mesmo quarto enquanto ela "dorme".

Carol disse...

Laetitia, você disse que a camisinha tem só uma função...

A autora mostrou que pode ter outra: balões! :P

Em tempo, realmente acho que esse contato com a realidade é muito importante desde criança sim. E que os pais sejam abertos também! Ou escondendo isso dos filhos eles simplesmente não vão fazer sexo para sempre, só depois do casamento? E é isso mesmo que os pais querem dos filhos? Porque eu não quero isso pros meus (se um dia eles vierem a existir)

likapaar disse...

Adorei o guest post!
Engraçado que eu nunca iria imaginar que comprar camisinha também se mostra um tabu para os homens. Gostei da atitude da autora em mostrar ao filho que camisinha é um objeto qualquer e um hábito saudável a ser adquirido. Com certeza quando esse menino tiver um relacionamento futuramente ele iráparticipar ativamente na escolha do método anticoncepcional do casal!

likapaar disse...

Só fazendo um jabázinho do meu post lá no Blogueiras Feministas:
http://wp.me/p1qA26-xy

amorlivreproduções disse...

sou super de acordo e acredito que tratar o sexo com naturalidade e' o caminho para criar filhos conscientes.

meu primeiro contato com camisinha foi engraçado: achei o pacotinho na gaveta da mamae, abri e perguntei pra q servia. "pra pegar passarinho!!"
la' fui eu pro quintal, com a camisinha na mao apontando pro ceu, esperando algum passarinho vir cair dentro da minha arapuca...

meu filhote de 7 anos ja teve suas curiosidades sobre como nascem os bebes, o que e' sexo, etc etc.
outro dia, achei na gaveta de cuecas um pacote de camisinhas que ate' hoje nao descobri como foi parar ali, mas deixei do jeito que estava. depois, o pacote aberto e o filhote meio sem graça. perguntei se ele sabia pra que servia e se ele ja andou experimentando, ele disse que sim. nao fiz muito caso, disse que era super normal e ele podia brincar e treinar, mas que ainda era muito cedo pra ele usar de verdade.

Mariana Barbosa disse...

Putz, achei genial essa parte: "assim como temos molho de pimenta na mesa, ainda que elas não comam"

Lali disse...

[OFF]
O Supremo reconheceu por unanimidade a União estável homoafetiva!!!!!!!!!

karina disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
karina disse...

Lali,

hoje é um dia muito importante!!!! grande conquista, não apenas dos homossexuais, mas de toda sociedade(ainda que boa parte dela não veja assim). Grande dia para a cidadania brasileira...

Aline disse...

Fiquei impressionada... quero muito que um dia quando eu tiver um filho consiga agir assim com ele. parabens...

Aline

Aurelio Coelho disse...

Achei muito fofa sua atitude! Parabéns autora :D .

Eu já tive minha fase de encanação na farmácia. Mas depois de umas 3 visitas eu já superava.
Realmente é muito comum aquele olhar de "Hoje vai ter festinha". Porém já não me importa em nada mesmo.

A respeito da utilidade, hoje já existem nas farmácias diversos tipos de camisinha, onde é possível adicionar um certo entretenimento e função na camisinha: tem os modelos em tamanhos P, M, G e GG, tem as extra-finas, as super lubrificadas, anti-alérgicas, tem as aromáticas (menta, morango, tuti-fruti, chocolate, etc), com texturização, tem retardante (pra durar mais a relação), tem que esquenta (pra dar uma barato na hora da penetração)...

ou seja, vai da criatividade de quem comprar e quiser experimentar.

Hoje eu ja criei o hábito de ir na farmácia e ficar olhando e lendo os rótulos, compro um pacotinho de cada tipo, e faço disso uma "aventura" mais na hora do sexo.

A quebra desses tabus começa dentro de nós mesmos, quando você menos perceber, verá que não faz a miníma diferença o que as pessoas vendendo estão pensando a seu respeito.

Desculpem a contradição de alguns comentários acima, mas enxergo para camisinha pelo menos 3 usos: anti-conceptivo (pra não engravidar), proteção (contra doenças vénereas), entretimento (no caso das camisinhas "especiais")

Ághata disse...

Sobre constrangimento para comprar, teve uma vez muito engraçada que eu fui com minha irmã na farmácia e fiquei lá, mexendo e observando os rótulos da camisinha ao lado do caixa. Tava tão distraída que não olhei o vendedor, mas minha irmã já estava passando sei lá o quê ela tava comprando e ficou encarando o vendedor que tava olhando curioso e surpreso pra mim. Juro que eu nem reparei - vai que é porque eu sou distraída assim que não tenho vergonha de ir comprar nada na farmácia.

Quanto às pessoas que acham que confiança substitui proteção.
...bom, se acontecer algo não será por falta de aviso, né?
Acho que desde pirralha toda palestra que tinha como tentativa ensinar educação sexual[?] às pivetes mencionava o fato de que muitas mulheres abandonavam a camisinha porque 'confiavam no seu parceiro' e era exatamente por isso que se contaminavam com todo tipo de DST.

Alguém falou por aí que confiava sim no parceiro e que ele doava sangue com frequência. Bem, se ele doa sangue com tanta frequência já deve ter notado que tem funcionários que fazem toda a transfusão sem luva, que esquecem de trocá-la, que recolhem o sangue de várias pessoas ao mesmo tempo e que erros acontecem.
...e se o diagnóstico deles de DST fosse tão bom assim, eu não teria visto tanto processo de ex pacientes processando hospitais por estarem infectados com alguma doença após a transfusão de sangue.

Além do mais, muitas DSTs são difíceis de diagnosticar.

Livia disse...

@Rivaldo Cardoso,

Não sei onde você anda estudando Freud, mas ouça uma dica: muda de escola.
Essa coisa das fases (oral, anal, genital) pertence à primeira tópica, bem no começo de seu ensino e sua obra. Já foi reformulada por ele há muito tempo.
Fora isso, nada do que você lê em Freud pode ser levado ao pé da letra dessa maneira. Freud trabalha com o inconsciente, não se esqueça disso. Então frases do tipo "obtem prazer brincando e segurando/eliminando as fezes" ou "quando crescer mais um pouco vai se sentir um merda do pintinho pequeno concorrendo com o pai pelo carinho da mãe" devem ser muito relativizadas.
Vai com calma, tenta analisar melhor o contexto e prossegue na leitura de Freud até a segunda e terceira tópicas.
Além disso, se Freud nos ensinou que existe sexualidade infantil, o que nós podemos fazer é lidar com ela da melhor forma, como a autora do relato o fez. Os pais não precisam reprimir nada, a sociedade se encarrega disso muito bem.

ju k disse...

Amei o post, concordo 100%, e se um dia tiver filhos farei o mesmo:)abraço.

Ângela disse...

"Balão do papai", rsrs...
Adorei!

A ideia pode parecer ousada à primeira vista. Mas pensando bem, nossas crianças estão superexpostas a estímulos sexuais e à nudez desde muito cedo, e de forma caótica.
Então, porque não "expô-las" ao lado reponsável da coisa?
Vejam que a autora não força a barra para conversas adultas, apenas satisfaz uma curiosidade infantil de maneira lúdica e tranquila e deixa a vida seguir.
Parabéns!

Aline disse...

Bruno,eu só tomo anticoncepcional como remédio por tenho um cistoadenoma formado no ovário. Uso camisinha sempre.
Escolho naturalmente.
Inclusive vou a farmácia comprar pras amigas, que morrem de vergonha...
Olha Rivaldo, eu tenho sérios problemas com a psicanalise e com freud... Por que uma criança tem que ter contato com a morte até os 7 anos(com um bichinho de estimação que venha a morrer por exemplo) para aceitar e achar natural mas não pode ter contato com a sexualidade?
Eu consultei um psicanalista e foi a pior coisa da minha vida. Ele me fez um negócio de regressão e ao invés de me ajudar fez com que eu tivesse pesadelos todas as noites...

Pentacúspide disse...

@Rivaldo Cardoso

também não sou psicólgo, mas Brewster, Por Que Errou Freud? - embora saiba que muitos pontos que ele foca só reflecte a sua inveja - eu defini ainda mais a minha desconfianças nalgumas das suas teorias.

Essa história de comparação do pénis, provavelmente é fruto da sociedade ocidental que anda a esconder-se de tudo o que é natural, do sexo, da menstruação e até mesmo da merda.

Se realmente ver o pénis do pai cria psicoses (não estou a dizer que não crie no nosso contexto, estou a tentar apanhar o geral), as sociedade nudistas (indías e outras) ou os naturalistas que hoje abundam na nossa sociedade teriam apenas pessoas fodidas de cabeça.

Freudianamente, se um menino vê o pénis do pai, faz a comparação e sai perder, logo frustra-se; e quando é uma menina que o vê, o que acontece? Vira ninfomaníaca, porque como não tem o que comparar vai em busca? Acreditas realmente na inveja do pénis pelo pénis?

bibi move disse...

gente, adorei o Freudiano!
criança de 3 anos sabe sim que o pinto fica duro e fica mole. você está enganado. a fase anal e das feses é bem anterior querido.
E não é porque a criança passou da fase oral que você ñ vai ensina-la a usar fio dental!
Não está ensinando o filho a USAR camisinha, mas banalizando o objeto, como um household qualquer.

Diana disse...

HAHAHA, CÉUS, TÔ MORRENDO COM ESSES COMENTÁRIOS.

E com as lembranças, claro. A primeira vez que meu filho topou com uma camisinha (não que ela ficasse escondida), ele devia ter uns 3 anos também e CISMOU QUE ERA CHOCOLATE por conta da embalagem brilhante (talvez estivesse também em época de páscoa, não me recordo). O mais difícil foi convencê-lo que era borracha. Dizer pra ele que servia para não ter mais nenéns, e eventualmente, que se colocava no pinto foi moleza perto da obstinação dele em acreditar que eu estava escondendo doces (prioridades são prioridades, afinal!)

Não demorou muito tempo depois disso para ele resolver que, se eu tomava um remédio todo dia, ele também queria tomar. E lá vamos nós explicar que anticoncepcional é apenas para mulheres, que serve para não ter mais crianças. O que ele levou bastante bem, mas memorizou firmemente e continuou voltando aleatóriamente em nossas conversas.

Uma delas ele estava revoltado comigo, discutindo, e ele me solta a pérola "Você devia ter tomado remédio pra eu não nascer! Eu não queria nascer!" E quando eu perguntei que remédio, ele me respondeu naturalmente "o mesmo que você toma todo dia!" e eu ri e ele riu, e a coisa toda se desfez.

Agora, na idade da neura de "quero irmãos" ele fica me pedindo para parar de tomar remédio porque ele quer um irmão. Eu nem tomo há bastante tempo (troquei a pílula pelo anel, e depois parei de fato porque não me dou com hormônios), mas faço questão que ele não saiba porque se não nunca vou ouvir o fim desta história de irmãozinho.

Já as camisinhas ele naturalizou tanto que nem comenta mais. Se estão no lugar, ou por cima de algo, ou pacotes abertos de manhã cedo, ele nem liga. É simplesmente normal. E eu acho isso maravilhoso.

(Até não gosto de comprar, mas acho que isso vai de todo mundo nas redondezas me conhecer, conhecer meus avós, meus pais, meus tios, tudo desde criança e eu sempre ir catar as GG, que faz os sujeitos fazerem aquela cara de 'invejinha'. hahahaahah)

Mariana. disse...

"daqui a 15 anos" hiasuhaiushaiuhsiuhsiuahs

então, concordo com a autora. perguntou? responde. Outro dia, eu, minha priminha de 5 anos e a mãe dela fomos até uma farmácia comprar remédio, xampu, etc. Aí ela viu as camisinhas e perguntou pra mim o que era. A mãe dela autorizou com o olhar que eu explicasse. Eu disse que era uma proteção que os adultos usavam quando namoravam, pra não terem bebês e nem pegar algumas doenças. Ela queria saber pq alguém queria evitar bebês, e eu e a mãe dela começamos a falar dos inúmeros motivos (falta de grana, idade, etc) de um jeito que ela entendeu. Ela quis ver a camisinha e, como ficou pegando muito em um pacote e eu morri de medo de ela ter danificado e ferrar com a vida de alguém, eu comprei e mostrei pra ela. Ela ficou surpresa por ser um balão e tals, mas não perguntou como usava. Quando o tio dela perguntou o que era aquilo, meio surpreso, ela mesma respondeu "os adultos usam pra evitar bebês quando namoram, vc não sabia tio?"

Maria Leão da Rosa disse...

dei uma lida geral nos comentários e queria dizer algumas coisas:
1- AIDS não é o único e nem o maior problema que você pode arranjar para o resto da sua vida. existem 1000000 de outras DSTs que são muito muito muito pouco faladas.
2- MESMO QUE você confie no seu parceiro etc etc etc (embora, mesmo confiando nos meus parceiros eu nunca deixei de usar camisinha, assim como nunca decidi brincar de roleta russa com eles), não é só DST que se "pega" em sexo sem proteção. a pílula anticoncepcional não te protege, por exemplo, de desenvolver câncer de colo de útero. sim, meninas, descobri há pouco tempo que o atrito do pênis (do vibrador, do DIU e de qualquer outra coisa que você enfie lá dentro) com a mucosa de nossos úteros provoca câncer.
3- li um comentário de um cara que se dizia "estar estudando Freud" e me perguntei: como alguém lê o blog da Lola e não tem senso crítico? amigo, Freud era só um homem, não um deus, e suas teorias são passíveis de crítica. dizer que uma pessoa não pode tratar o filho assim ou assado porque um homem europeu, neurotizado e que nasceu há mais de 100 anos disse que as crianças não devem ter sexualidade é um pouco demais. deve-se reprimi-las até começarem a desenvolver pelos pubianos? ah é? e todos os traumas decorrentes disso? acho que concordar passivamente com isso está no mesmo patamar de achar que toda mulher moooorre de inveja do pênis e os problemas do mundo vêm disso.

super-apóio a postura da autora do guest post, embora não sei se teria estrutura emocional e familiar para estabelecer esse tipo de relação com um filho. sei lá, nunca tive nenhum. com a criança que tenho acesso, eu tento ser mais ou menos assim.
a propósito, amigo freudiano, ela sabe muito bem que tem clitóris ("bolinha", na linguagem dela) e bem sei que não foi ninguém da família, nem a empregada e nem ninguém da creche (todos conservadores, para o azar da pequerrucha) que chamaram a atenção dela para isso. a cabo de informação: ela tem dois anos.

fico por aqui,
Maria

Anônimo disse...

Lola, veja só o nível dessa DESGRAÇA de página abaixo..!!Tem base uma MERDA dessas...?? '-_-

http://www.libertar.in/2013/04/os-vinculos-entre-rituais-satanicos-o.html#ixzz2R9wa7g86