quarta-feira, 29 de abril de 2009

TORTURA NUNCA MAIS?

Esta é incrível. Um jovem de 24 anos prestou boletim de ocorrência contra uma boate badalada aqui de Joinville, a Moom (eu sou velhinha e não vou a boates faz muito tempo, não conheço). Parece que os seguranças da boate o levaram a um quarto escuro, onde lhe deram chutes e socos. Tá, até aí, não deve ser o primeiro nem o último caso. A gente ouve sempre falar nisso quando é contra pessoas pobres que foram pegas furtando alguma coisa de supermercados. Não estou defendendo quem rouba ou se comporta mal numa boate, mas quem tem que punir é a Justiça, não os seguranças do local. E a punição não deve ser com força física. O que chama a atenção é a declaração de um dos sócios da boate: “A Moom é uma boate, não é uma casa de tortura. Não há sala escura. O que tem é um corredor que dá acesso aos fundos da casa. É por lá que são retirados os clientes que provocam confusão. Pela porta da frente há risco de constrangimento e de atrapalhar os demais clientes”. Sou totalmente a favor que pessoas que bebem demais e começam a brigar dentro de uma boate sejam postas pra fora. Mas é estranho, pra dizer o mínimo, que tenham que passar por um corredor escuro nos fundos. Colocar alguém pra fora sempre vai provocar constrangimento, ué. E retirar alguém do meio de uma multidão é arriscado, seja pela porta da frente ou por trás. Já acho muito suspeito isso dos fundos. Agora, não sei se o artigo foi escrito às pressas ou o quê, mas veja o que o sócio diz: “Eu já tinha saído da boate quando aconteceu o episódio. Mas o que me contaram foi que o jovem estava muito agressivo e que foi preciso até dar choques para acalmá-lo”. Hã? Eu li direito? Choques?! Tipo choque elétrico? É o único choque que conheço. Um cliente é levado pra uma sala nos fundos onde recebe choques e a boate não é uma casa de tortura?!
Por favor, alguém me diga que o repórter só entendeu errado e trocou, sei lá, cheques por choques.

24 comentários:

Barbara disse...

Os segurancas da boate, pelo visto, tinham tasers. Que bacana.

L. Archilla disse...

aqui em Sorocaba, há um tempo, deu no jornal q uma boate levava pro "quartinho da porrada" quem não tinha dinheiro pra pagar oq consumiu. eu duvidei até saber do namorado de uma amiga q perdeu a comanda e foi gentilmente convidado a ir pro tal quarto. não lembro oq aconteceu, acho q alguém emprestou dinheiro pra ele, sei lá. claro q deve ter gente q finge q não tem dinheiro pra dar o golpe, mas acho q nesses casos tem q chamar a polícia. afinal, se o cara não tem dinheiro e nem ninguém q empreste pra ele, não é apanhando q vai brotar notas no bolso dele.

asnalfa disse...

Fazer o quê, Lola?? Gente vagabunda é assim mesmo.... ama apanhar!

Masegui disse...

Off topic

Acabei de ver isso aqui:

http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&contentID=59705&channel=47

Esse joga no meu time...

vb disse...

Lamentável, no mínimo... não duvido que o tal "garoto" tenha bebido todas e sido estremamente deselegante com os funcionários... mas ao espancar ele e dar choques, os seguranças entraram na mesma classe de ignorantes que ele...

lola aronovich disse...

Ah, Barbara, isso é um TASER?... Saquei! Pensava que só policial americano tivesse tasers...


Mario, cuidado pra não se comparar com esse podre do Luiz Carlos Prates. O cara é da pior espécie possível. Fascista, machista, racista... The whole package, como se diz.

Giovanni Gouveia disse...

A pergunta que não sai do ar:

Quem é o bandido mesmo? (leve em referência o Estado Democrático de Direito, em especial o código penal brasileiro)


Ih, Prates é um sobrenome da minha mulher e do meu filho (que não têm nada a ver com esse verme aí...)

Thanatos disse...

bem, é claro que o cara vai reclamar do tratamento, mas geralmente quem sofre disto esquece o que fez também, banca o inocente. Uma coisa é sofrer agressão ao resistir ser levado, e no final levar um choque de taser, outra coisa é ser contido e então sofrer a agressão, quando não há mais necessidade.
Infelizmente não é possível sempre usar métodos não agressivos creio. Aí a questão é usar o mínimo necessário.

Ollie disse...

Olha, Lola, me desculpe, mas não acho que foi tortura não. O uso de tasers é comum em vários países e agora até o Brasil está usando esse mecanismo para controlar civis agressivos. É mais seguro que usar balas de borracha e gás de pimenta, por exemplo, já que o primeiro pode provocar cegueira (se atingir os olhos) e o segundo reações alérgicas e até mesmo asfixia. O taser envolve risco, lógico, mas segundo dizem é mínimo.

Agora, eu não sei é se o uso de tasers por civis é permitido, porém eu já vi seguranças em boates de Portugal com tasers. Aqui no Brasil, carece de fontes...

Quanto ao uso de violência, isso é relativo. Lógico que o carinha que foi expulso a pontapés da boate vai reclamar que foi agredido e o escambau, mas eles esquecem o que eles fazem na hora que resolvem dar o seu showzinho.

Eu conheço um rapaz que trabalha como segurança e as coisas que ele conta...
Pessoa acha que porque pagou a entrada pode fazer o que quiser depois, inclusive desrespeitar e ameaçar fisicamente funcionários e outros clientes. Daí chutam a bunda dele até a rua e o sem-vergonha vai dar queixa na delegacia por agressão.
Meoku, sabe? Tenho dó não.

Nunca conheci uma pessoa legal e do bem que tenha sido expulsa de boate ou agredida por seguranças. Já conheci pessoas legais e do bem que levaram garrafada da cabeça e foram agredidas direta (ou indiretamente) por outros clientes bêbados ou drogaditos. O que é, acredite, mais comum.

Masegui disse...

Tá, Lola, eu não conheço a peça. Mas o que ele fala neste vídeo é a pura verdade...

Chris disse...

Héin?
Como assim foi necessário dar choques? Que doideira...
Lembro do caso do assassinato de um rapaz aqui no Rio, pelos seguranças do filho de uma deputada. Eles alegaram tanto absurdo para tentar justificar o crime.
Enfim, lí o que o Ollie escreveu, e concordo em partes. Sim, algumas pessoas se acham no direito de fazer qualquer coisa, o que não dá o direito aos seguranças de usar de violência contra sei lá quem for.

Esta semana, não sei quando, a mãe do tal rapaz assassinado estava numa novela da Grobo, naquela que tem o pitboy, falando, acho que sobre a violência na 'nite'. Achei a iniciativa legal, apesar da própria Grobo ter colocado o péssimo exemplo do pitboy no horário nobre.

Bacci

Prity disse...

Credo, eu nem acredito que isso aconteça de verdade, para mim sempre foi uma lenda urbana sabe? Tipo," olha se tu perder tua consumação vai para o quarto escuro heim???" mas nunca acreditei que existisse.
E olha que sempre acho que não vou me espantar mais com nada...

lola aronovich disse...

Gente boa, o que o rapaz fez ou não fez não tá em discussão. A gente nem sabe o que ele fez. Ele provavelmente foi um cretino que mereceu ser expulso da boate. Ele errou, ninguém nega isso. O que não pode justificar um ato de violência dos seguranças. Seguranças existem pra manter a paz do local, não pra usar violência. Usar um taser pra dar choque?! Pelamordedeus! Ollie, imagina um segurança usar bala de borracha ou gás de pimenta no meio de uma boate, no meio de um monte de gente! Parece incrivelmente absurdo, não? Bom, usar um taser tb. Porque, pelo jeito, eram vários seguranças. Plural. O carinha era um só. Eles o tiraram do meio do povo, e pronto: deviam tê-lo colocado pra fora da boate. Fim da história. Mas como assim, depois de removê-lo do meio da multidão eles usam choques e pancadas? Alguém me explica o porquê disso. É pra “ensinar uma lição” pro moço? Isso é crime, não pode. Os seguranças estão numa posição de responsabilidade. Eles devem ser treinados para manter a calma, não pra “ensinar lições”. E se isso acontece numa boate de elite (custa R$ 50 pra entrar), imagina o que os seguranças não fazem nas lojas de departamento quando pegam um zé-rapado furtando... A gente precisa condenar a violência, sempre.

Samantha disse...

Nao importa o que a pessoa fez, em um caso desses. Existe justica e nao vinganca. A justica é cumprida pela PM! Os seguranças não tem autoridade nenhuma, ainda mais para agredi-la (nem os policiais poderiam).

Aliás, incidentes involvendo seguranças são comuns. Alem de ganharem mal, sao mal treinados, mal preparados e seguem as ordens muitas vezes cretinas de seus empregadores.

Pra vc ver, certa vez fui a uma festa e um segurança encostou um rapaz na parede para revistá-lo. O rapaz (que, poxa, que coincidência, era negro!!) protestava, dizia q aquilo estava errado, q eles não tinham essa autoridade, mas mesmo assim seguiram.

É um absurdo! Além de ter q enfrentar em algumas situações o abuso de autoridade da PM, ainda há casos de abuso de autoridade (inexistente, aliás) desses leões de chácara mal preparados.

Thiago Beleza disse...

Temos uma tendência mórbida a semppre julgar os outros pelas suas atitudes e no momento em que nos vemos na mesma situação, então fomos ijustiçados...
ja tive problemas com seguranças de bares.. por estar batendo na mesa, por pular, por gritar... (sempre bares de rock, onde o que tocava era, pasmem, rock)... em alguns dos casos, eles foram extremamente mal-educados... e por causa dos amigos, não fui expulso ou quem sabe "torturado" (acho o termo um pouco forte, mas ok)...é óbvio.. eu já sou estourado... falo alto por natureza.. diante da grosseria de um segurança com meus amigos, em um local onde estou como cliente, com algumas cervejas na cabeça, difícil segurar quieto...não que eu parta de punhos fechados pra cima do cara (normalmente eles são maiores que eu e eu não sou tão burro assim) mas sinto um certo prazer em provocá-los verbalmente, e até qustionar a falta de educação...

ocorre que sempre há a turma do deixa disso, e as coisas acabam esfriando.. e como eu não sou frequentador assíduo destes lugares, isso não se repete...

o fato é que...há de se questionar o problema que o rapaz estava causando... óbvio que nada justifica a agressão, mas em um caso simples de resposta a uma grosseria dos funcionários da casa, a agressão se torna ainda pior....

enfim, seguranças (de qqr lugar) agema como poder i nstituído... se sentem acima das regras e das leis...primeiro pelo porte físico... e depois por opniões "asnalfabetos" como as que estamos acostumados, de que vagabundo é assim mesmo...

não é muito diferente da violência da polícia nos bairros mai pobres das grandes capitais...

Mila disse...

Mhauhauhauahuahuahuhauahuahuhauhauahuha...

"Cheque" no lugar de 'Choque'...

Mhauhauhauahuahuahuhahaua...!!

Ollie disse...

Lola, acho que houve um mal entendido com relação ao meu comentário. Eu não quis dizer que os seguranças usam balas de borracha e gás de pimenta ou lacrimogêneo contra clientes. Quem faz uso desse tipo de arma é a PM (e só em casos especiais).

Já os tasers foram criados para servirem como substitutos a esse tipo de equipamento, que tornou-se obsoleto. Além do mais, parece que eles só podem ser usados por policiais. Pelo menos aqui no Brasil.

Por isso, acho que provavelmente os seguranças devem ter usado uma "arma de choque", dessas parecidas com barbeador elétrico e que dão descargas brandas de choque, que imobilizam a vítima.
Não existe lei proibindo o seu uso, porém no caso de provocarem ferimentos, o dono do equipamento pode responder processo na justiça comum por lesão corporal.

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Quanto ao rapaz, desculpe, mas acho que o comportamento dele tem relação com o que comentamos aqui sim. Você diz que não justifica a violência por parte dos seguranças, porém no link que você postou diz que a agressão começou por parte dele. Ele se alterou (eufemismo para bebado), invadiu o bar e agrediu a funcionária que trabalhava ali.

Imagino que deveria estar num estado que não sairia do local sem resistir ou brigar. E ao ser arrastado pelos seguranças para fora da boate deve ter feito isso, porque se apanhou nesse tal "corredor escuro" (ou quarto, sei lá) é porque lutou para voltar para dentro.

Não estou julgando nem um, nem outro lado, mas acho mesmo que se os seguranças tiverem que responder algum tipo de processo por agressão contra ele, da mesma forma ele deveria responder por ter agredido a funcionária do bar.

Vítima inocente de um sitema violento e injusto é que ele não parece ser, pelo menos não pelo que eu li na notícia que você postou.

Taia disse...

Lolinhaaaa! Volteiiii!

A minha vidinha está virada de cabeça pra baixo e o meu pc tá na UTI, mas não te esqueci nãoooo. Dei uma "lidinha" nos últimos posts e vi que vc continua a Lola de sempre (inspiradora e maravilhosaaaaa). Espero poder voltar diariamente em breve, mas se eu sumir mais um tempo não é pessoal, é o pc que faleceu (tadinho...). E a ida para o RJ está confirmada.
Bjssss
Taia

Maikon K disse...

A cidade de Joinville e a violência é coisa bem comum, o que se passa é quase não é noticiado os casos.

Por exemplo, basta andar pelo centro e ver o tratamento policial para a meninada que fica por lá, antes de qqr coisa já são tratados como culpados.

Na questão dos seguranças das boates os historicos são ainda mais nebulosos.tem segurança q faz bicos externos, entre eles o de pserseguir e ameaçar que discute e participa dos debates sobre o transporte coletivo.

um dia escrevo sobre isso.

Junior Torres disse...

Acho que, por excesso de emoção, algumas vezes perde-se o foco das coisas. Seguranças não estão em posição de julgar e aplicar pena. Ponto. Se rapazinho agrediu alguém, que se resolva com a justiça.

Agora. Rapazinho bêbado e seguranças brutamontes? Saio à noite e eventualmente vejo as peças serem arrastadas pelo cangote, sem muito esforço, por um ou dois seguranças. A não ser que se tratasse de uma turba descontrolada, usar aparelhos de choque é sempre over.

Beijoca, Lola.

Ulisses Adirt disse...

Se for cheque, vou passar a frequentar o local.

Malu disse...

Nossa, nem soube desse caso. Estudar de manhã e de noite parece que me deixa numa redoma. Mas vamos lá: eu não vou em boates, nunca fui mas já conheço a fama delas. Parece que todas tem esses corredores escuros onde expulsam os clientes que dão problemas. Tudo bem expulsar quem bebeu demais e tá dando vexame, ou quem está agredindo mas isso não justifica de nenhuma forma o tratamento dispensado á essas pessoas.
Claro que se a pessoa agride os seguranças ele deve ser contido mas essa de choques.... Não sei não, acho que foi porque fiz um trabalho sobre a tortura no Brasil que me deixou ressabiada em relação a esse assunto. Mas me pergunto: esses caras tem algum tipo de treinamento? Eles vão reagir da forma que sabem e que foram encorajados, então para acabar com esses casos seria interessante um curso de defesa onde eles aprenderiam que há como imobilizar o sujeito sem precisar partir para pontapés, socos e outras formas de agressão.

Denise Volpato disse...

Oi Lola!! Sou suspeita para falar, porque adoro a MOOM, sempre fui muuuuito bem tratada lá, e acho os funcionários gentilíssimos, uma vez estava muita fila para pagar e sair entao a hostess nos convidou para sair por trás e realmente é só uma passagem escura como toda a boate ( pintada de preto dentro e fora), nada de mais...já vi pessoas serem retiradas ( acredita num rapaz jogando uma garrafa de uísque em outro no meio da pista???) sem violência gratuita.
Enfim...beijitos e bom feriado!!

lola aronovich disse...

Denise, eu acredito em tudo que me dizem sobre rapazes filhinhos de papai que bebem demais e cometem atos de violência dentro de uma boate. Ainda bem que há seguranças para colocá-los pra fora e, assim, garantir a tranquilidade dos outros frequentadores. O rapaz certamente se comportou mal e mereceu ser posto pra fora, não é isso que está em discussão. O que não pode é bater no cara e aplicar choques, como o próprio proprietário admitiu. Ninguém tem o direito de bater em alguém!