segunda-feira, 4 de julho de 2016

GUEST POST: AS MULHERES NA SEXTA TEMPORADA DE GAME OF THRONES

Quarta publiquei um excelente guest post da Ana sobre a sexta temporada de Game of Thrones, e agora publico outro, este da Letícia.
Letícia Leal tem 34 anos, mora em Brasília e é fã de livros de fantasia. Ela fala com propriedade de uma série que, sem sombra de dúvida, foi alterada por causa das feministas e nossas críticas. E, surpresa: a série ficou muito melhor! Como várias leitoras apontaram, as personagens femininas poderosas (tipo, todas) salvaram GoT. Fala aí, Letícia!

Nunca escrevi sobre séries, mas quando a Lola propôs um texto sobre a 6ª temporada de Game of Thrones achei que poderia tentar discorrer sobre o assunto, tendo em vista que sou fã dos livros e da série e já tinha pensado sobre o desenvolvimento das suas personagens femininas ao final desta temporada do programa da HBO. (Atenção: o texto é repleto de spoilers!)
Aqui faz-se necessário separar dois universos distintos. Ao final do quinto livro nenhuma das personagens femininas está nas mesmas condições de liderança da série. Todas estão lutando para encontrar seu caminho de uma forma ou de outra. 
Pois bem, talvez porque já aconteceria nos livros de qualquer forma, talvez pela grande repercussão da violência contra mulher nas temporadas anteriores, a verdade é que os produtores da série decidiram empoderar suas protagonistas, e tornar protagonistas algumas personagens que no livro nem pareciam desejar esse papel.
Na sexta temporada do programa da HBO, Daenerys Targaryen se consagrou a mais forte da história e a futura detentora do Trono de Ferro, quando matou, sozinha, sem dragões ou exército, todos os lideres Dothraki.
A personagem desenvolveu uma confiança que ainda está para ser vista nos livros e provou ser a conquistadora que muitos duvidavam que ela conseguisse ser, além de domar de uma vez por todas seus dragões e fazer discursos insuflados, que na maioria das vezes são protagonizados por personagens masculinos em filmes ou livros de fantasia. 
Em Dorne as víboras resolveram matar o Regente e tomar o poder para si. Aqui preciso dizer que esse foi o núcleo que mais se distanciou dos livros, e isso irritou a maioria dos fãs. Duas das maiores comentaristas de Game of Thrones do Brasil, indignadas, disseram que as víboras não precisavam ser “feminazis”, isso mesmo, você leu certo, “feminazi”, adjetivo sendo usado por mulheres com milhares de seguidores no youtube.
As mulheres de Dorne que (bem diferente do livro) resolveram agir, porque estavam cansadas da pasmaceira de um líder muito tranquilo para o gosto delas, foram comparadas a nazistas, pra variar. 
Já eu adorei a escolha dos produtores. Foi diferente, mas para mim fez sentido. Ellaria Sand desejava vingar Oberyn, e Doran Martell estava no caminho. Mais uma vez, a trama no livro é bem mais elaborada, mas sempre é, e na série eu achei divertido.
Em Bravos Arya Stark fez um treinamento relâmpago (num processo muito mais acelerado que nos livros), se fez assassina e resolveu vingar sua família, tudo na mesma temporada, fazendo suas próprias tortas com as vísceras dos filhos de Walder Frey, um dos mandantes do “casamento vermelho”. 
Com certeza uma das melhores cenas da temporada, mas aqui a trama ser empoderadora não foi muita surpresa, já que a personagem sempre foi forte, mesmo assim, ter acelerado tanto sua história foi mais uma das boas escolhas dos produtores no sentido de tornar essa temporada uma temporada das mulheres.
No núcleo Greyjoy assistimos Theon jurar lealdade à irmã, Yara Greyjoy, numa casa extremamente machista. De certa forma foi também a redenção do personagem. Aqui reflito sobre como Theon ter se tornado um ser humano melhor, depois de toda sua tortura e degradação, fez dele uma figura avessa ao machismo das Ilhas de Ferro, ou pelo menos ao machismo que deixava sua irmã, mesmo apta, fora da linha sucessória. 
Essa força que ele deu a Yara foi um dos motivos que a fez fugir com os principais navios da ilha e buscar a aliança com Daenerys, e nos proporcionou um excelente diálogo e o começo da melhor aliança de todos os tempos.
Já em Porto Real, o final da temporada selou o protagonismo feminino ao colocar, sentada no Trono de Ferro, Cersei Lannister, uma mulher, que apesar de ter matado uma das melhores personagens femininas, Margaery Tyrell, e causado a morte de seu último filho, vingou sua caminhada da vergonha e se tornou rainha de Westeros, depois de queimar centenas de pessoas.
Em Winterfell, Sansa Stark, por sua vez, foi sem dúvida a melhor personagem da temporada. Seu crescimento foi espetacular, e provavelmente teve relação com ter sido a protagonista da cena de estupro da quinta temporada. Ter vingado a violência sofrida, com um sorriso no rosto, foi muito legal, pelo menos na minha humilde opinião.
Lembro que durante a quinta temporada da série, diversas fãs se revoltaram com as escolhas extremamente misóginas dos criadores do programa -- a principal delas, o estupro de Sansa Stark em sua noite de núpcias. Como Sansa nunca chegou a Winterfell nos livros, terem criado toda uma história só para que ocorresse uma cena de estupro não parecia razoável para essas fãs.  
Concordo com as críticas, e apesar da maioria dos fãs e George R. R. Martin, autor dos livros, terem defendido os produtores, as reclamações parecem ter sido a razão das ótimas escolhas dessa temporada.
Aqui teço algumas considerações finais:
O prazer das protagonistas supracitadas estava na busca e conquista de poder e/ou vingança, e não em romances ou casamentos. Todas essas mulheres eram personagens inteiras cujos desejos não estavam de forma alguma ligados a ter maridos e filhos. A própria Sansa não se interessou na proposta tentadora do Mindinho, o que demonstra que nem mesmo casar com alguém detentor de poder a seduz. 
A vilã e a heroína nesse momento da história são mulheres. No livro o autor busca o tempo todo contextualizar a loucura da Cersei. Achei bastante sensato que os produtores do programa deixaram essa parte ambígua. A Cersei da série não é de forma alguma uma pessoa evidentemente louca, o que a deixa, a meu ver, mais real e perigosa. A mulher que amamos odiar.
Daenerys em seu diálogo com Daario Naharis, no décimo episódio da sexta temporada, assim como em seu diálogo com Yara Greyjoy, é categoricamente feminista. Ela deixa bem claro que não recebe ordens de ninguém e que acredita que um vasto número de grandes MULHERES poderiam sucedê-la, sempre deixando clara a expressão “women” e não “men”, quando trata de posições de poder.
Com a aliança feminina entre Daenerys, Yara, Ellaria e, a melhor de todas, Olenna Tyrell, que perdeu quase toda sua família na explosão causada por Cersei, não há chance para a vilã. 
É altamente provável que a guerra que está por vir e, portanto, a série, será protagonizada por mulheres, fato de forma alguma comum nesse universo de fantasia. 
E não nos esqueçamos da abrangência desse programa, com fãs no mundo todo, que deverão assistir um confronto entre mulheres extremamente fortes na sétima temporada.
Nos sites que tratam do assunto li várias pessoas falando que foi a temporada das mulheres loucas. 
Claro, afinal elas conseguiram seu protagonismo com muitas mortes e demonstraram prazer em suas conquistas, mas quando são homens liderando assassinatos e genocídios, eles não são considerados dementes, são líderes que fazem o necessário para conseguir ou manter o poder, exemplificando, mais uma vez, como o olhar de cada um molda a mensagem que chega ao interlocutor.
Eu assisti a tudo considerando completamente normal o que essas mulheres precisaram fazer para conquistar seu protagonismo num mundo sangrento e machista. Não vi loucura em momento algum, e talvez até houvesse. 
Enquanto assistia, o feminismo de diversos diálogos não foi percebido por mim, que noto sempre machismo. Não sei explicar bem o porquê, talvez porque feminismo é para mim o normal e só a misoginia me salta aos olhos. 
Só agora, relembrando os diversos momentos citados acima, percebo a diferença grandiosa entre essa temporada e as anteriores. 
Importante citar ainda a cena de nu frontal masculino e a considerável diminuição de cenas com nu feminino. 
Essa combinação de escolhas ajudou a fazer dessa temporada a melhor de Game of Thrones até o momento.

domingo, 3 de julho de 2016

DIAS CHEIOS DE PALESTRAS PRA QUEM MORA NO CEARÁ

Pessoas queridas de Fortaleza e cidades próximas, esses dias teremos vários eventos na Universidade Federal do Ceará, campus Benfica.
Eu estarei presente em vários deles, mas isso é o de menos, porque são eventos contínuos, que vão durar o dia ou a semana inteira, com inúmeras atividades. Aí em cima, como vocês podem ver, tem o poster do Conversas ao Pôr do Sol. Vai ser toda a semana que vem. Tudo sobre gênero. Eu gostaria de estar presente todos os dias, mas tenho tantas atividades semana que vem que não sei se conseguirei. Todas no Centro de Humanidades 3 das 17:30 às 18:30. A minha fala é amanhã: Por que ser feminista? Não precisa se inscrever nem nada. É só aparecer lá.
Amanhã também começa a I Semana Mulheres, Discursos e Revolução. Há uma série de palestras e minicursos a semana inteira, nos turnos da manhã, tarde e noite. Pra se inscrever nos minicursos, é preciso doar um livro. O meu minicurso será na sexta, dia 8 de julho, no CH1, das 14 às 17:30, e se chamará "A abrangência das escritoras negras dos EUA". Falarei de algumas obras de várias escritoras afro-americanas maravilhosas. 
Já no dia 12 de julho, na terça da outra semana, teremos um dia inteiro pra celebrar William Shakespeare: Quatro séculos de invenção do humano. 
É parte do I SELLI (Seminário de Estudos de Literatura da Língua Inglesa). Minha palestra é na mesa "Shakespeare em foco", das 10:30 às 12h, eu tratarei das injustiças cometidas contra Lady Macbeth. Todas as atividades ocorrerão no Auditório José Albano, CH1.
Venha, gente! É universidade pública, gratuita, com montes de atividades pra você participar. 

sábado, 2 de julho de 2016

PUBLICAR LIVROS PARA TORNAR HUMANOS MAIS HUMANOS

Recebi este email da Andreia Tairon, essa moça que você vê acima:

Sexo Frágil?
Quando escuto esta expressão,
Não sei a que se refere
Não sei se rio ou se choro
Com frase tão impensada
Sou mulher e sou tão forte
Tão forte que gero outra vida.

Eu não saí de sua costela,
Você sim, saiu do meu ventre
Então, da próxima vez que
Pensar que somos um “sexo frágil”
Fique quieto... abra um sorriso
Mostre só os dentes.

Oi Lola. Meu nome é Andreia Tairon, tenho 33 anos, sou professora da rede municipal de ensino de SP, formada em História e Artes e militante pela causa feminista, e é com a declamação desta poesia que abro palestras que faço a respeito da necessidade da equidade entre gêneros e respeito às diversidades.
Sigo seu trabalho, adoro seu blog, inclusive, você já me fez muito feliz publicando um texto meu no ano passado...
Estou estudando bastante sobre questão de equidade de gênero, já fiz uma pesquisa com cerca de 400 alunos da rede pública e estadual de ensino a respeito da questão do gênero no ambiente escolar, e a partir desta pesquisa, escrevi um artigo, que está passando pelas últimas revisões para ser publicado.
Meu projeto a ser apresentado para mestrado também trata sobre a abordagem de questões referentes a gênero na educação.
Pelo que pesquisei até hoje, consegui montar uma palestra, tanto para alunas e alunos quanto para professores, e sempre que convidada converso com jovens de diferentes escolas na tentativa de explicar o feminismo como uma luta por igualdade, ou melhor, equidade, e vejo que consigo ir desconstruindo aquela visão de quem não sabe nada sobre o movimento e acha que o feminismo é o contrário do machismo.
Enfim, você deve estar se perguntando o motivo de uma seguidora feminista estranha estar entrando em contato com você e contando sobre suas ações, então vamos lá: paralelamente à minha carreira de professora, sou escritora. Escrevi três livros e estou terminando meu quarto livro, que vai na linha da literatura periférica (ou marginal), sendo um manifesto contra as desigualdades como um todo, especialmente a de gênero. Escrevi dois livros infantis, um que aborda a questão do bullying e outro que mostra o ponto de vista de uma menina, que observa a atitude de seus pais perante o mundo e vai se construindo enquanto pessoa isenta de preconceitos. A  poesia que abre esse meu quarto livro abre o meu vídeo explicativo, que se encontra aqui.
Como educadora, meu sonho é realizar um projeto social publicando esses meus livros e distribuindo-os para as escolas públicas da região em que leciono (Zona Leste de São Paulo). Dependendo da tiragem, poderia distribuir para mais escolas. Quero poder contribuir para a construção de seres humanos que saibam o valor da palavra "respeito", que consigam ser solidários e tenham empatia pelo próximo. 
Por isso, estou fazendo uma vaquinha virtual para arrecadar a quantia necessária para publicar esses meus quatro livros.
Não tenho intenção de vendê-los, quero distribuí-los para as escolas, propagar minhas ideias, meu trabalho, minha arte, contribuindo para a "construção" de seres humanos mais... humanos!
Qualquer ajuda é SUPER bem vinda, e tendo o seu blog tantos acessos e sendo você uma mulher que luta e é respeitada por todas aquelas mulheres que lutam diariamente para a equidade entre os gêneros, imagino que seu apoio, por meio de propaganda da causa, seria de imensa ajuda, para meu projeto e para a nossa causa, a nossa luta.

Minha resposta: Conte comigo, querida Andreia! Espero que as pessoas colaborem para que você possa publicar seus belos livros!

sexta-feira, 1 de julho de 2016

SOLIDARIEDADE A LUIZA BRUNET, VÍTIMA DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Esta manhã foi divulgado na coluna de Ancelmo Góis que a modelo, atriz e empresária Luiza Brunet, 54 anos, foi agredida pelo companheiro (agora ex) Lírio Parisotto, de 62. 
A notícia vem tendo grande repercussão, já que Luiza é um ícone da beleza (na década de 80, quando modelos eram citadas, só se falava dela, Xuxa, Monique Evans e Roberta Close) e muito, muito famosa. Além disso, Lírio, que é segundo suplente do senador Eduardo Braga (PMDB-AM), é bilionário e o político mais rico do Brasil, além de ser um dos sócios da RBS SC.  
Maneira típica de noticiar
violência contra mulher:
"diz ter sido", "teria"
Conforme o que Luiza relatou a Ancelmo, a violência aconteceu no dia 21 de maio, quando ela estava no apartamento de Lírio, em Nova York, para acompanhá-lo ao evento de "Homem do Ano" (pasmem). Quando ela o convidou para ir a uma exposição, durante um jantar com amigos, ele se exaltou e disse que não aguentava mais ser confundido com o ex-marido de Luiza, com quem ela foi casada 25 anos. No apê, já de roupão, ele passou a agredi-la, primeiro verbalmente, e depois com um soco no olho e chutes que lhe quebraram quatro costelas. Luiza conseguiu trancar-se no quarto e, no dia seguinte, voltou para o Brasil. Fez um exame de corpo de delito no IML e prestou queixa ao Ministério Público de São Paulo. 
Alguns dias depois, Luiza publicou em sua página no FB uma foto com metade do rosto encoberto e escreveu: "A maquiagem forte esconde o hematoma da alma". Como embaixadora do Instituto Avon, que faz campanha contra a violência doméstica, Luiza postou outra imagem pedindo para que as mulheres denunciassem as agressões pelo Disque 180. 
Agora, ela disse: "Eu criei coragem, perdi o medo e a vergonha por causa da situação que nós, mulheres, vivemos no Brasil. É um desrespeito em relação à gente. O que mais nos inibe é a vergonha. Há mulheres com necessidade de ficar ao lado do agressor por questões econômicas, porque está acostumada ou mesmo por achar que a relação vai melhorar".
Na versão de Lírio, ele apenas se defendeu "através da imobilização" e lamentou aos jornalistas da distorção de um "episódio ocorrido na intimidade". 
A "justificativa" de Lírio é clichê, assim como são os comentários misóginos deixados nas notícias. Incrível que pra imobilizar alguém você tenha que quebrar quatro costelas! Incrível que, em 2016, com tantas campanhas para desconstruir o ditado "em briga de marido e mulher não se mete a colher", ainda tenha gente que fale em "episódio da intimidade". 
Meritocracia
Incrível que o conceito de masculinidade seja algo tão frágil que mesmo um bilionário casado com uma Luiza Brunet precise "provar" ser homem através da violência ao ser confundido com outro homem. 
Lírio será enquadrado na Lei Maria da Penha, que em agosto completa dez anos. Não vai dar pra acompanhar direito, porque o caso está em segredo de justiça, mas será interessante ver o que acontece quando o réu é um bilionário. 
Toda solidariedade a Luiza. É ótimo que ela, que sempre foi discreta em sua vida pessoal, tenha denunciado. Isso encoraja muitas outras mulheres a denunciarem também. E mostra que violência doméstica acontece em todas as classes sociais.
Lembrar que mulheres negras, jovens e pobres são as maiores vítimas da violência doméstica é sempre necessário, mas é diferente de dizer que a violência apenas aflige essas mulheres em situação de maior vulnerabilidade social. É preciso que todas denunciem.
Só pra terminar este rápido post, ontem dividi uma mesa sobre cultura do estupro com três palestrantes notáveis. Uma delas, uma delegada da Polícia Federal, contou duas experiências fascinantes que quero compartilhar com vocês. Uma foi que, ao fazer o concurso, ela teve que fazer flexão em barra, teste que, naquela época, doze anos atrás, eliminava 89% das candidatas mulheres e 5% dos candidatos homens. "Como um teste desses, que elimina 89% das mulheres contra 5% dos homens, não é visto como uma questão de gênero?", perguntou ela. 
Antes da delegada entrar na PF, ela estava na Delegacia da Mulher, na Paraíba, quando ainda não existia a Lei Maria da Penha. E ela narra que não havia o que fazer. Não podia prender o agressor. O máximo que ela podia fazer era dar um "chá de cadeira" no acusado, fazendo com que ele ficasse esperando na delegacia durante duas horas, para que enquanto isso a vítima pudesse entrar na casa para pegar "as roupas e as crianças". Se a situação das mulheres ainda está desesperadora hoje, imagine como era antes da lei.
E se a situação para uma mulher rica e famosa como Luiza Brunet já é difícil, imagina o que é para uma mulher pobre, que não tem pra onde ir. Mas o lado bom da atitude corajosa de Luiza é que ela afeta inclusive as mulheres pobres. Não se calem, guerreiras!
UPDATE: Luiza mostrou o rosto! "Só tentei imobilizá-la" uma ova!
UPDATE 2: O empresário depôs na polícia em meados de julho, disse que Luiza era descontrolada e o agredia e que jogou uma taça nele. Ahã. A foto divulgada por Luiza já põe por terra qualquer argumento de "só estava me defendendo". 
UPDATE 3: Lírio Parisotto foi condenado em junho de 2017 a um ano de prestação de serviços à comunidade pela agressão a Luiza Brunet.