sexta-feira, 12 de junho de 2020

A JORNADA DO HERÓI E A MASCULINIDADE TÓXICA

Lanika Rigues é uma carioca perdida em Curitiba por amor e designer de profissão, e fez a reflexão abaixo como Comunicóloga (é bacharel em Comunicação Social) e criadora. 
Ela estava fazendo pesquisa para escrever uma história e pensando em estruturas narrativas e na Jornada da Heroína como base pra história que está criando, começou a refletir sobre como a Jornada do Herói é muito mais breve e rígida que a da Heroína, foi lembrando dos arquétipos junguianos e o livro do Richard Moore, que é um dos raros pesquisadores junguianos focados no masculino. Você acha ela no Twitter.

Andei refletindo sobre a Jornada do Herói e no que vem depois do que o herói completa sua jornada, nos arquétipos de Rei, Guerreiro, Mago e Amante e de como a corrupção da interpretação dessas recompensas e papéis é responsável pela onda violenta de masculinidade tóxica atual.
Resumindo muito a Jornada do Herói, estrutura narrativa de boa parte das histórias que consumimos atualmente, ela tem: um homem jovem que passa por uma jornada, cumpre provas que determinam seu valor e ajudam no seu desenvolvimento e retorna para casa, recebendo uma recompensa.
Essa recompensa: ele se torna rei do seu reino, ele se torna um guerreiro capaz de usar sua força física pra proteger o reino, ele recebe a mão da princesa em casamento, ele ganha poderes “mágicos” (se torna capaz de alterar a realidade/ fazer transformações).
Sério, eu acho que Rei, Guerreiro, Mago, Amante do Richard Moore deveria ser leitura obrigatória para meninos e adolescentes.
O problema da Jornada do Herói truncada que temos como estrutura narrativa atualmente, é justamente que é uma história INTERROMPIDA em um momento feliz.
Neil Gaiman diz que final feliz é uma questão de fechar o livro 
na página certa e é bem isso. O herói chega em casa e rola uma festa, rolam os créditos. Você trabalha a vida toda, se aposenta e merece um descanso, uma velhice onde todas as suas necessidades são asseguradas.
A questão é: a Jornada do Herói, o rito iniciatório, o processo de passagem de criança pra vida adulta, é uma transição da criança (que vive em função do ego, do EU) para o papel social do adulto (o NÓS, fazer parte do grupo com deveres e direitos). O ego imaturo não tem “nós”.
O maior problema desse estado atrofiado é a falta de PROPÓSITO. Você não passa de fase, você está preso, você deu pause na vida. E quanto mais tempo você passa preso nessa fase, mais atrofiado você fica e mais o lado sombrio do arquétipo se manifesta.
Você passou pelas provas, você se torna o Rei (presidente, cacique, chefe tribal, etc). Espera-se que você use sua sabedoria para tomar decisões e cuidar do povo que o escolheu como líder. Mas você não quer o TRABALHO e COMPLEXIDADE de ser um administrador, você só quer o Poder.
O Rei sombrio quer que todos reconheçam como ele é poderoso, como tudo que ele faz é o máximo, que o adulem. E ele acumula símbolos que informam que ele é poderoso. Ele não admite ser criticado, ou ele se torna violento. Ele não vê o povo como gente, mas como ferramenta pra servi-lo.
Ele está preso no “eu venci o concurso de popularidade, eu mereço estar aqui, eu mereço meu prêmio”. Mas a história não parou no momento em que ele recebeu a coroa. E as provas que ele passou eram pra prepará-lo pra seu papel de administrador. Só que ele não foi preparado.
Nossas eleições são concursos de popularidade a la BBB, você não escolhe o líder mais bem preparado para administrar, você escolhe o mais popular como líder. E ele não é preparado para governar antes de assumir. Vê isso como uma chateação, os outros que cuidem disso.
O Guerreiro passou pela prova de fogo, recebeu treinamento pra guerra, está apto a defender o povo. Ele sabe como usar a sua força de forma rápida e eficiente para proteger a tribo dos perigos. Mas o Guerreiro da sombra se volta contra o povo que deveria proteger.
Parece familiar? Ao invés de direcionar sua força de forma positiva, ele usa a violência para afirmar seu poder. E quanto mais ele usa a violência como um atalho rápido para silenciar uma crítica ou acabar com um problema, mais ele permanece preso nessa batalha contra o “outro”.
Quando se é um martelo, tudo se parece com um prego. Quando se é um soldado, tudo se parece com o inimigo. Não é surpresa nenhuma que muitos “guerreiros das sombras” atuais sejam estatisticamente responsáveis por uma grande parcela de violência doméstica. Medo não é respeito.
Boa parte da discussão sobre a violência policial nos EUA passa justamente por isso: os caras recebem treinamento para usar armas, não para proteger a população. Você ganha pontos por “combater o crime” e punir pessoas, mas paz de verdade é tédio. Eles anseiam pelo confronto.
O Guerreiro das sombras não é um cuidador nem um protetor, ele está eternamente em busca do próximo inimigo. Se ele não tem um inimigo aceitável, ele fabrica um. Ele não sabe viver sem conflito. Qualquer coisa que questione seu ego recebe como resposta violência desproporcional.
A população tem medo dele, sua mulher tem medo dele, seus filhos têm medo dele, mas ele interpreta esse medo como respeito. Ele destrói a tribo que deveria proteger e ainda acha que deveriam agradecer a ele por estar ali pra “protegê-los do inimigo”.
Dá trabalho e precisa ter treinamento constante e apoio psicológico pra ser um mediador de conflitos. O Guerreiro das sombras não quer fazer esse trabalho ou receber esse treinamento, ele está eternamente preso na fase do jogo onde ele atira pra todo lado e tudo é um alvo.
A Lola tem que lidar diariamente com o que acontece quando a Jornada do Herói truncada do Amante acontece.
Hollywood não ajuda também...
Então nosso herói fez a jornada, passou pelas provas, fez o que foi pedido dele e voltou pra casa merecedor de casar com alguém.
Quando a narrativa é interrompida, você não vê o que vem depois. O objetivo de casar e constituir família é “ter filhos” e criar esses filhos para que eles cheguem até a idade adulta e eles mesmos sejam os protagonistas das suas histórias.
Quando você se torna PAI, você faz tudo pelos seus filhos. Seu ego para de importar, o que importa é sua cria. Você é companheiro da sua mulher na manutenção dessa unidade familiar. Você deixa de ser um “EU” no casamento e faz parte de um “NÓS”. Você passa o bastão pros filhos.
Você usa sua experiência de vida para criar bons membros da tribo e se orgulha das conquistas deles, 
e depois que envelhece você usa o acúmulo da sua experiência como tendo passado pela jornada e pela sua experiência como aquele que AMA sua mulher e sua família para seus netos. Você dá amor, você recebe amor, você amadurece nesse amor.
O Amante das Sombras não entendeu nada e mais uma vez, assim como os outros aspectos, está preso na parte da recompensa. E ele acha que a recompensa é prazer sexual a hora que ele quiser do jeito que ele quiser.
Ele “merece”, não uma união com alguém que o ame, mas um troféu bonito onde ele possa ejacular sempre que desejar. Filhos são desassociados do ato sexual, eles são uma coisa que acontece. E a função dos filhos é ser um troféu, é poder dizer que é fértil e capaz de gerar vida.
A função da família para o Amante das Sombras é o status que ter uma traz. Ele é PAI DE FAMÍLIA, eles são seus DEPENDENTES. Inclusive a mulher, que não é sua igual mas uma mistura de empregada e mãe substituta dele além de corpo onde ele goza.
Não são gente, são posse.
Você vê esse aspecto do Amante das Sombras toda hora no noticiário quando o homem sofre alguma derrota (perde o emprego, por exemplo) e não apenas se mata, mas mata os filhos e a mulher junto. Sem ele, eles não podem existir. Se ele morre, eles morrem junto.
Não tem nada mais Amante das Sombras do que você cometer um ato de violência que vai ser recompensado no além vida com um suprimento eterno de mulheres virgens com quem você possa viver tendo orgasmos pra todo o sempre sem ter que assumir mais responsabilidade nenhuma.
O Amante das Sombras não quer fazer o trabalho de aprender a se relacionar com outro ser humano de uma forma que seja boa para os dois, ele não quer amadurecer, ele joga o trabalho de criar os futuros heróis pra mulher, terceiriza pra escola, babá, ele só vive para ter sexo.
O problema da narrativa interrompida da jornada do Herói onde você recebe uma mulher como troféu é que eles não entendem que é uma metáfora para ser maduro o suficiente pra fazer parte de um relacionamento adulto, só que “se você fizer a sua parte você ganha uma escrava bonita”.
Assim como o Rei e o Guerreiro, ao ter seu ego contrariado, o Amante das Sombras se volta contra aqueles que deveria amar. Ele abusa da pessoa que deveria ser sua companheira para obrigá-la a satisfazer seus desejos sem ser contrariado. Ele não cede, não amadurece — e ele mata.
Você rejeitou ele? ”Se você não vai ser minha não vai ser de mais ninguém” Você ama alguma coisa que não seja ele como seu trabalho, um vaso que ganhou ou seus filhos? Ele vai fazer você ser demitida, quebrar o vaso e matar seus filhos. Mas ele vai ser “legal” se você obedecer.
Ninguém nasce tirano, assassino ou abusador. Isso é construído. Muitos homens estão completamente perdidos sobre o que é esperado deles, acumulando fragmentos pequenos de narrativa aqui e ali que informa o que eles devem ambicionar e o que é ser homem. Estão presos no masculino tóxico.
Imagina então com o mundo passando por mudanças de valores intensas, tu lutou tanto pra fazer tudo certo, cumprir as regras e ganhar as recompensas só pra um monte de gente vir questionando elas? Mudando as regras? Dizendo que você não é o Herói mas o Dragão a ser destruído?
Interlúdio: Sabe a diferença entre Terror e Horror? O Terror é o medo do desconhecido, do sobrenatural. O Horror é o medo do que o ser humano é capaz de fazer. O Terror é expectativa de que algo muito ruim vai acontecer. O Horror é constatação de que algo muito ruim aconteceu.
Eu deixei o Mago por último, né? Vamos falar sobre transformação. Tudo na vida passa por ciclos de destruição e renascimento. O pajé da tribo tem conhecimento das ervas que curam e também das que envenenam. Ele pode acabar com a dor ou trazer a dor.
O químico aprende a manipular remédios e a construir bombas. Você pode usar a tecnologia para conectar pessoas ou invadir sistemas. O Mago é aquele que faz a jornada em busca de conhecimento. E usa esse conhecimento para mudar o mundo.
O Mago normalmente é o arquétipo que gasta mais tempo adquirindo conhecimento para entender como o mundo funciona de todos os arquétipos masculinos. Na sociedade moderna, se espera que boa parte dos homens faça essa jornada para aprender uma profissão.
Como todas as outras jornadas, você buscou conhecimento, passou pelas provações e se tornou capaz de utilizar esse conhecimento em benefício do grupo. O Mago é quase sempre também um conselheiro na sua especialidade e um futuro professor. Você conhece bem o Mago das Sombras.
Ele é o “dotô Advogado” e ele é melhor do que você. Ele é o médico que usa o jaleco fora do consultório para que todos saibam que ele é importante. Ele é o professor que acha todos os alunos medíocres. Ele é o nerd tóxico que acha que nenhuma mulher pode saber de X-Men como ele.
O Mago das Sombras não é apenas um destruidor, como os outros arquétipos, ele é sobretudo um manipulador. Ele é o psicólogo que usa seu conhecimento pra obter vantagens sobre o paciente, ele é o fabricante de remédios que aumenta absurdamente o preço, ele é mestre em gaslighting.
Ele não buscou conhecimento para compartilhar com a tribo ou tornar o mundo melhor ou para satisfazer a sua curiosidade científica e entender como o mundo funciona. Para o Mago das Sombras o conhecimento só é útil se puder ser usado como um prêmio para adular o ego, como status.
Se usar esse conhecimento adquirido não trouxer alguma vantagem pra ele, ele vai sentar em cima desse conhecimento e danem-se as consequências. Os outros que morram ou sofram.
Um fenômeno engraçado da nossa sociedade é o charlatão, o Mágico de Oz. Ele não é um Mago de verdade… Ele não tem treinamento, ele trapaceou e usou atalhos, ele faltou à aula e comprou o diploma, ele confunde sua “opinião” com conhecimento empírico. Ele finge que é médico até matar gente, finge que é engenheiro até que um prédio desaba, ele quer o status sem fazer o trabalho.
Ironicamente, praticamente todos os homens e mulheres que eu conheço sofrem com a Síndrome do Impostor e têm muita dificuldade de achar que são bons o suficiente na sua área de conhecimento e atuação escolhida e estão sempre se esforçando para se aperfeiçoar.
“Ah, mas você tá dizendo que todo homem é tóxico, sua bruxa feminista!” Não, eu tô dizendo que a forma como nossa sociedade lida com a masculinidade é tóxica e como somos cegos guiando cegos com fragmentos de um conhecimento do qual só ficou a sombra.
Nossos meninos estão perdidos, nossos arquétipos estão vilipendiados, nossos homens estão infantilizados, eternos adolescentes com complexo de Peter Pan. Eles estão presos nessa fase do jogo, com 60, 70 anos ainda fazem pirraça se forem contrariados. A vida é mais do que isso.
Quando a Jornada do Herói é atrofiada, se passa a vida inteira em busca de alguma coisa pra preencher o vazio e evitar ser criticado. Sua masculinidade é frágil e qualquer coisa percebida como um ataque à sua hombridade faz você entrar na defensiva e atacar de volta sem reflexão.
Eu sou mãe de menino e é MUITO DIFÍCIL MESMO criar um menino com uma psique saudável na sociedade atual. Além de muito diálogo e dar a ele ferramentas como pensamento crítico e auto-questionamento, eu busquei ouvir os homens que fizeram o trabalho, porque é um trabalho pra tribo.
Meninos precisam de mentores, professores, homens sábios, de alguém que os ajude a sair dessa crosta, desse casulo engessado e a passar de fase sem usar atalhos.
Chato é que ficar no mesmo lugar é confortável, mudar dá trabalho. Tanta coisa sendo destruída por causa disso.

18 comentários:

Anônimo disse...

A jornada do herói, agora os homens fazem sozinhos.
Um lição de nós, as feministas, apreendida pelo machos escrotos: Não casar e seguir carreira.
Nada de casar, e acabar com a família patriarcal (protetor e mantedor) e isso eles estão certos. Até que enfim aprenderam a lição.

Que ainda casa são os betas, macho escroto sem muita instrução e sem nenhuma maneira de ascensão social.

Cada qual seguindo o seu caminho.

Anônimo disse...

Sou de esquerda e gostaria de conversar com você, mas não pela net, e sim por telefone. Me sentiria mais seguro. Pode me passar seu número?

Lola Aronovich disse...

Não, anônimo. Vc pode me mandar um email: lolaescreva@gmail.com

Lola Aronovich disse...

Ninguém notou q vc é um MGTOW fracassado tentando se passar por mulher feminista, anon das 17:07. Continuem falando sozinhos.

renato disse...

> Sério, eu acho que Rei, Guerreiro, Mago, Amante do Richard Moore deveria ser leitura obrigatória para meninos e adolescentes.

Não sabia que tinha um livro traduzindo a jornada do herói para a socialização do masculino atual.
Parece bem interessante e quero ver se leio depois.


Os parágrafos falando do guerreiro me fez lembrar desse artigo (infelizmente só em inglês):
https://medium.com/@OfcrACab/confessions-of-a-former-bastard-cop-bb14d17bc759

Nele, o autor descreve o que foi citado nesse artigo sobre a socialização incompleta voltada apenas para o combate e como os policiais americanos (o que parece ser algo próximo da pm daqui) são expostos a uma narrativa de que há uma guerra contra a população em geral e como ninguém entende o que eles passam, e por isso, é melhor que pelo menos eles sejam respeitados pelo medo.



Luise Mior disse...

Que guest post maravilhoso e intrigante. Obrigada Lola por publicar. É bom lembrar que é possível mudar. Abraços e boa semana.

Marcio Ruzon disse...

Leitura fundamental. Tenho traços de alguns arquétipos, porém, com uma autocrítica constante, não me vejo apegado a elas. Ou melhor: tenho consciência que as um possuo, o que já é metade da cura.

Taisa disse...

Só consigo dizer nesse momento Obrigada. Lerei o livro e continuarei na jornada... tenho duas meninas e também não está nada fácil educarlas para se auto-conhecerem e valorizarem, se auto-respeitarem sem criar barreiras com os homens.

Lanika disse...

Márcio, segundo Jung todos nós temos traços de todos os arquétipos. Em psicologia junguiana existe um conceito chamado "trabalhar a sombra". A "sombra" em questão são todas as coisas que nosso ego não aceita sobre nós mesmos.

É absolutamente normal ter traços das sombras dos arquétipos, o problema é a falta de equilíbrio. Quando você fica preso no lado negativo e ele passa a dominar toda a sua vida e seus pensamentos e motivações. Você vive infeliz e nem sabe porque. É o puro suco da falta de autoconhecimento.

Esse equilíbrio passa por direcionar essa energia para coisas mais saudáveis, tipo usar a agressividade pra praticar esportes, por exemplo.

Não existe resposta pronta, estamos todos aprendendo juntos.

Lanika disse...

Eu ando pensando em fazer um post sobre a Jornada da Heroína, mas ainda tenho que refletir mais sobre o assunto.

Anônimo disse...

Lola, por que não deleta o primeiro comentário.
Esse é um espaço para feministas e não de MGTW's.
Publique só comentário que reforcem o feminismo.
Homens, aqui, não deveriam ter lugar de fala.

Junior Amarall disse...

sensacional!

renato disse...

O nome do autor do livro é Robert Moore, e não Richard Moore.

Anônimo disse...

E era mais fácil criar meninos antigamente quando o mundo era ainda mais machista que atualmente?

Alan Alriga disse...

Assim na verdade esse livro é bastante limitado e simplista por meramente se limitar a poucos arquétipos, sendo que existem centenas deles, isso sem se falar de todas as combinações possíveis que ainda leva em conta a cultura e leis do país.
Se o "mmundo" fosse tão simples como se é mostrado nesse livro, todos os problemas seriam facilmente resolvidos. Mesmo o livro não conseguindo arranhar a superfície sobre os arquétipos, ainda é uma leitura simplista e até bastante explicativa para quem não conhece nada sobre o tema.


Ps.: streamers brasileiras sendo assediadas durante lives.

https://youtu.be/WCZ-7855cq8

Lanika disse...

Foi uma thread de Twitter onde eu estava refletindo sobre o assunto, não uma tese de doutorado meu amigo.

Alan Alriga disse...

Não estou desmerecendo o seu texto Lanika, mas sim o autor do livro por não se aprofundar o suficiente no assunto, fiquei em paz e que a Deusa te abençoe.

Paulo Cunha disse...

Parabéns pelo texto, Lanika, bem legal.

Márcio, acho que todos se veem de alguma forma representados nesses arquétipos em alguma fase de amadurecimento. E é esse reconhecimento que torna o texto tão legal.